Solares
65 Capítulo 65
Notas iniciais
BELLA......
Final do capítulo anterior.
Madrugada de quinta feira, 30 de Setembro.
Às 01:30min.
Acordei com a minha campainha tocando e estranhei, eu sentia o meu corpo um pouco moído pelo cansaço e me sentei olhando na direção da porta.
—Quem pode ser? Perguntei-me já sentindo a preocupação me assolar.
De fininho eu apaguei a luz da sala e fui para o quarto, não daria para ninguém ver a minha casa pelo muro ser alto. Deitei-me em minha cama junto de minha filha sentindo o meu coração aos saltos e o meu celular acendeu ao tocar pela primeira vez. Levantei da cama devagar por me sentir amedrontada, pois eu me lembrava ainda das palavras do Edward e vi que era o mesmo quem me ligava. Na mesma hora eu o atendi.
—Alô. Falei bem baixinho.
—Eu estou aqui fora, desculpe acordá-la, mas só deu para eu chegar agora. Eu estava atarefado lá na empresa e desculpe pela hora ser imprópria.
—Você me assustou Edward.
—Estou te esperando.
—Ok.
Encerrei a ligação e fui no banheiro rápido, lavei o meu rosto e escovei meus dentes rapidinho. Ajeitei o meu cabelo e fui para a sala, acendi a luz e abri a porta sentindo um alívio imediato. Saí para o quintal levando o chaveiro e abri o portão, Edward estava parado em frente ele e me olhou.
—Oi. Disse ele simplesmente e estava como sempre bonito.
—Oi. Falei caindo em si que eu estava de pijama e não me importei. –Entra. O convidei olhando em volta e vi duas pirua Blazer paradas atrás do carro de Edward.
—Seremos breves. Disse ele me olhando e passou por mim.
—Ok. Falei fechando o portão estranhando.
Caminhamos até a sala e ele ficou em pé ao lado do sofá.
—Vim buscá-las. Disse ele firme me olhando simplesmente.
—Eu moro aqui. Falei indo me sentar no sofá e o olhei.
—Isabella, eu não queria obrigá-la, mas morar na casa que eu te dei será bem melhor. Aqui é longe de tudo, estamos afastados da menina e caso você precise de algo, chegaremos aqui duas horas e minutos depois, olha a diferença de uma hora e poucos minutos estando vocês lá. Não dramatize ou coloque empecilhos, alugue essa casa e viva disso se você quiser. Pode apenas raciocinar e veja que será o melhor para vocês estando lá perto de nós. A pediatra da Marie é lá e será mais cômodo para você, e caso você precise a Mary estará lá sempre que você precisar de ajuda. Está sozinha aqui pelo amor de Deus Isabella e não seja teimosa pelo menos agora. Fico preocupado com essa distância toda e às vezes você se comporta tão mal, mas isso não vem ao caso. Se você quer ficar realmente com a Marie, esse é o melhor acordo entre nós.
—Irá levá-la caso eu,.....eu não queira? Perguntei vendo que ele tinha razão.
—Sabe que lá é o melhor para vocês e o nosso acordo antes não foi esse, sabe muito bem.
—Então veio disposto a levá-la de mim é isso?
—Eu vim buscá-las, é diferente.
—Eu sei que estou sozinha aqui nesse lugar distante e isolado Edward. Sinto-me só aqui mesmo estando com a minha filha. Falei olhando em volta.
—A sua casa está lá fechada e limpa. Tem coisas lá para vocês e as roupas da Marie já estão lá.
—Mas como?
—A Mary e o Sebastian se encarregaram de tudo, pois eles me informaram da sua decisão e sei que eles não têm culpa de nada. Você e a minha filha irão viver lá numa boa e viva a sua vida do jeito que você escolheu.
—Eu imaginei. Falei estando pensativa. –Precisei de coisas aqui para ela, mas me virei bem.
—Então, o que decidiu? Perguntou ele sério.
—Eu vou sim. Falei cedendo finalmente. –Preciso fazer minhas malas e pegar o que for necessário.
—Tudo bem, eu espero.
Fomos para o quarto e Edward imediatamente pegou a neném no colo, a mesma resmungou um pouco e continuou dormindo. Edward sorriu para ela e me olhou, nisso eu saí do quarto e fui para o closet. Estando de costas para a porta, eu tirei a minha roupa e permaneci apenas de calcinha. Olhei ali o que pôr para vesti e ao me virar, eu vi Edward parado na porta segurando a nossa filha me olhando.
—Não sei o que pôr para vestir. Falei simplesmente o olhando e tampei o meu corpo com a toalha que estava ali.
—Vou esperá-la na sala.
—Tudo bem.
Ele sumiu de minhas vistas e encontrei o que vestir, era um short e uma blusa. Fiz minhas malas me demorando um pouco por ser muita coisa para levar e ficaram prontas. Lima as pegou e eu desliguei a geladeira, peguei todos os mantimentos ali da casa e os guardei nas bolsas, até a roupa que eu havia lavado eu as peguei na corda. Tudo meu foi guardado no carro e fechei a minha casa, a seguir o portão quando todos saíram e entrei no carro de Edward vendo a Marie deitadinha no bebê conforto. Logo saímos dali e me encostei melhor estando no banco de trás, eu estava cheia de sono e comecei a cochilar estando ela dormindo também.
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Estando nós na estrada ainda, a Marie acordou chorando para mamar e eu a amamentei após tirá-la do bebê conforto. Nesse momento Edward dirigia tranquilamente estando visivelmente cansado e eu o olhei enquanto sentia as sugadas da neném. Ele não me notou, mas eu não tirei os olhos dele até que a neném se saciou.
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Às 06:30min da manhã.
Chegamos na residência e o portão foi aberto, aquele cheirinho de maresia era muito bom e paramos em frente à porta da sala. Confesso que eu senti falta desse ar puro e sorri levemente. O dia já estava raiando e saí do carro com a neném, eu estava um prego e olhei tudo a minha volta. Edward abriu a porta com a minha chave e entrei, as bolsas e as malas foram postas na sala e os seguranças se retiraram nos deixando a sós.
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—Tem tudo aqui e pelo visto você trouxe mantimentos da sua casa.
—É sim, eles iriam estragar lá. Por isso eu trouxe tudo.
—O quarto da Marie está intacto.
—Ok. Vou subir e colocá-la no berço, depois eu faço o café da manhã para nós. Sei que daqui a pouco você deve ir trabalhar e não quero atrasá-lo.
—Irei daqui mesmo. Eu trouxe uma roupa para eu trocar porque eu já sabia que eu teria que ir daqui direto para o trabalho.
—Tome um banho se quiser, te darei uma toalha.
—Aqui tem, nem tudo foi tirado do closet e eu sei onde elas estão.
—Ok, pode ir lá então.
—Vou só pegar as minhas coisas.
—Ok.
Subi com a Marie e Edward saiu da residência, eu me sentia nervosa estando aqui com ele. Coloquei a Marie no berço dela e peguei a babá eletrônica, retirei-me do quarto e desci vendo Edward entrando na mansão. Ele subiu e eu peguei duas malas, subi devagar com elas e as levei para o meu quarto e o qual um dia também foi do Edward. Ouvi o barulho da água se chocando no chão do Box e ele devia ter acabado de entrar para o banho, devagar eu fui até a porta e o olhei. Edward estava de costas para mim e pegou o sabonete, ele começou a se ensaboar e lavou a cabeça com o xampu dele segundos depois. O cheirinho bom empreguinou o banheiro imediatamente e achei melhor descer, eu iria perder a razão se eu continuasse ali o olhando nu escondida.
Saí do quarto e andei apressada pelo corredor, desci a escada e fui para a cozinha. Havia de tudo ali e fiz o café, aqueci o leite e vi que havia um melão na fruteira. Cortei uma banda dele e fiz suco, logo após eu o coloquei adoçado na jarra e o deixei na geladeira. Esquentaria depois os pães do jeito que o Edward gostava e vi que havia frios na geladeira, peguei o suficiente para nós dois e o arrumei numa bandejinha minúscula que havia ali. Olhei no forno e Mary havia deixado um bolo ali para mim, eu iria comê-lo com certeza. Peguei as coisas e fui arrumar a mesa, depois de pronto eu levei o leite e o café que estavam pelando. Edward estava demorando e eu achei melhor subi, no quarto da neném ele não estava e quando eu entrei no meu, ele estava deitado atravessado na cama apenas de roupão e eu me aproximei devagar.
—Poderia ter deixado apenas os seguranças terem ido me buscar....... agora estar cansado e tendo que ir trabalhar.
—Te conhecendo bem melhor agora, eu sabia que você mandaria todos eles darem a meia volta. Você não iria ceder com eles, foi preciso eu ir.
—Não sou tão difícil assim. Falei o olhando e ele não fazia o mesmo.
—Mas comigo você é. Disse ele me olhando finalmente.
—Eu já fiz o café da manhã e espero que esteja do seu agrado.
—Estou mesmo com fome. Disse ele se sentando e passou a mão no cabelo molhado.
—Posso trazê-lo aqui para você, descanse um pouco.
—Faria isso por mim? Muitas horas estando sentado e ao volante não é fácil.
—Fica aqui, já volto. Falei não me importando dele estar ali.
—Ok.
Saí do quarto e desci, fui para a cozinha e esquentei os pães de grão. Peguei a bandeja própria para café na cama e fui arrumá-la na sala, coloquei tudo ali para nós dois e fui até a cozinha.
Minutos depois..
Estando tudo na bandeja agora, eu subi com cuidado e fui andando devagar. Entrei no quarto estando ele deitado e o mesmo se sentou sorrindo levemente.
—Dá para nós dois comer.
—Está com uma cara ótima tudo isso bella.
—Está sim. Falei me sentando em frente a ele e a bandeja ficou no meio de nós.
—Preciso dormir só um pouquinho e quando for 10h eu vou trabalhar.
—Você é quem sabe, não somos bichos para não nos darmos bem. Apesar de tudo eu desejo que vocês se afastem disso e temos uma filha. Eu não lhe neguei ela, mas você sempre que pode me ameaça a tirá-la de mim, é tão injusto o que faz comigo vez ou outra Edward. Você sabe disso.
—Sabe que a minha intenção não é prejudicá-la.
—Não sei o que mais pensar. Falei triste.
Após eu dizer, eu preferi me calar depois. Começamos a comer e me deliciei no bolo, estava bom demais e continuei a comer. Estando quase o café terminado...
—Vou pedir a Mary que venha buscar a minha filha nos finais de semana e a devolvo no domingo. Pode ser?
—Não vai vir você mesmo por quê?
—Por que vai ser no sábado e pedirei que ela venha de manhã, eu estarei dormindo ainda.
—Não sei se concordo. Falei o olhando.
—E porque não? Perguntou ele parando de comer.
—Não concordo que leve a minha filha para encontros amorosos! Não....
—Isso não faz sentido Isabella.
—Pra você não, mas para mim sim. Falei o olhando séria.
—Vamos comer, é melhor. Precisa controlar o seu ciúme, vamos agir como adultos por causa dela e foi você quem me dispensou. Já se esqueceu disso?
—Sabe o motivo. Quero você e o seu pai longe disso tudo Edward e mesmo eu precisando de um tempo, se continuar nisso vai perder até a minha amizade. Eu não irei querer vê-lo mais.
—Não posso obrigá-la.
—Fala normalmente porque prefere viver nessa imundice a me ter ao seu lado! Isso é imperdoável por saber que o maldito dinheiro é mais importante que eu! Não quero falar mais nisso e eu perdi a minha fome, coma você. Falei me levantando da cama e joguei o guardanapo na bandeja. Saí do quarto, logo o baque da porta foi audível acho que pela casa toda.
—Isabella..... Chamou-me ele, mas eu já estava distante.
Deitei-me na cama de um dos quartos de hospedes e chorei feito criança, eu precisava desabafar e fechei os meus olhos quando a porta abriu.
—É melhor você ir descansar, não quero falar com você agora! Eu falei secando as minhas lágrimas que não paravam de rolar.
—Mesmo me expulsando daqui, eu não encaro assim essa situação. Podemos ficar juntos e.....
—É O QUE VOCÊ FAZ OU EU, ESCOLHA! Falei descontrolada, eu era de momento e agora eu me sentia ferida. — Está decidido e vá comer Edward, não quero brigar com você da forma que eu tenho vontade no momento, eu poderia estapeá-lo e marcá-lo. Não é agradável ser trocada por dinheiro e saber que essa pessoa é a que você teve esperanças em recomeçar a vida de forma digna algum dia. Não me conformo em ser trocada!
—Eu vou terminar de comer aqui! Disse ele de forma teimosa.
—Então eu me retiro! Falei alto me levantando, mas Edward me impediu ao me segurar. –Me larga, me solte! Pedi aos berros me debatendo, mas nada dele soltar.
—Sabe que eu amo você, pare de bobeira! Disse ele me impedindo de sair do meio de seus braços, pois estávamos em pé.
—Se me ama, largue essa vida Edward! Eu supliquei mansamente agora.
—Vai continuar se debatendo?
—A minha vontade é de matá-lo! Só assim eu, eu, eu me livro de você de uma vez!
—Pare com isso. Disse ele me conduzindo até o outro quarto e me deitou na cama com facilidade, ele era mais forte que eu.
—Pare Edward. Falei com ele se deitando sobre mim. –Não vai acontecer. Falei com ele beijando o meu pescoço e fechei os meus olhos por aquilo estar mesmo bom.
—Sabe que eu a amo, pare com isso.
Edward arrancou a minha roupa inferior e abriu o roupão, só senti quando ele invadiu o meu corpo levando-me ao céu em segundos fazendo-me gemer alto. Meus lábios foram beijados e seus movimentos eram lentos, porém profundos roubando-me o ar pelo seu tamanho ser desproporcional. Eu já rolava os meus olhos tão precocemente e ele beijou os meus seios com paixão após expô-los aos nossos olhos. Meu corpo se movimentava lentamente com os seus movimentos e a cama por ser extra macia, deixava tudo ainda melhor. Conforme o prazer ia crescendo dentro de mim, eu ia aumentando meus gemidos e o apertava internamente. Edward parou um pouco de se mover e me beijou de forma deliciosa, inclinei a minha cabeça para trás e o deixei beijar todo o meu pescoço sentindo-o se contrair dentro de mim. Ao mesmo tempo eu ouvia seus gemidos mesclados com os meus. Era errado por estarmos brigados, mas não deu para resistir. Ele voltou a se movimentar rápido demais deixando-me na borda rapidamente e fechei os meus olhos quando tudo explodiu em mim e gritei com a intensidade. Gemi um pouco mais alto me movimentando de forma louca com ele e Edward aumentou os movimentos ainda mais, fiquei bem preocupada por ele estar tão empolgado se movimentando sobre mim daquela forma e o olhei.
—Está sem camisinha Edward. O adverti ao senti-lo tão enlouquecido.
—Eu sei. Falou ele devagar pelo desejo estar intenso e veio me beijar tirando-me o ar. Seus movimentos em mim eram constantes e parecia que estava sendo mais que bom para ele, pois ele gemia entre os meus lábios.
Achei melhor afastá-lo, mas ele prendeu as minhas mãos com as dele ambos os lados da minha cabeça e continuou. Seus olhos estavam focados em mim. Os meus seios balançavam tanto e Edward saiu de mim, ele estava gozando feito louco e me beijou a sua forma dominante e eu adorei.
Fiquei sem ar e já respirava aos arquejos quando ele se afastou, coloquei a mão sobre o meu coração e o mesmo estava acelerado. Ele sem dúvida sabia me dar uma surra na cama em tão poucos minutos e fechei os meus olhos estando extasiada e até dolorida lá em baixo.
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2min depois.
Deitei-me de lado estando ele me olhando e permaneci me recuperando. Ele me olhava tanto e acabou fechando os olhos, decidi ir tomar um banho pelas as minhas pernas estarem meladas e me levantei sentindo-me tonta por causa do prazer intenso que eu havia sentido. Fui direto para o banheiro e tomei um banho caprichado, a seguir me enxaguei e saí para me secar sentindo-me sensível lá. Preferi por um roupão e fui para o quarto, Edward dormia estando com uma aparência bem cansada. Fui até o quarto da neném e a peguei no colo, voltei para o quarto e a deitei ao meu lado, preferi amamentá-la logo e ela mamou em meio a sonolência.
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Um tempo depois após arrotar, eu a coloquei adormecida na cama. Aproximei-me mais de Edward e o olhei ali tão cansado, sem resistir eu acariciei o rosto dele e por estar tão pregado no sono, ele continuou dormindo.
—Se saísse disso, amanhã mesmo estaríamos unidos, mas dessa forma suja não meu amor. Falei baixinho e me afastei.
Deitei-me ao lado dele e abracei a minha filha com cuidado, o sono queria me levar e acabei dormindo.
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Às 09:12min.
Despertei com a minha filha chorando e Edward dormia profundamente ainda, eu a peguei no colo e dei de mamar a ela. Ela mamou pouco por ter mamado há pouco tempo e chorou, vi que ela havia feito sujeira e me levantei da cama com ela.
Fui para o quarto dela e eu a troquei, ela ficou cheirosinha por causa do lenço umedecido e a pomada que tinha um cheirinho bom. Ajeitei a fralda descartável e tornei a vestir a roupa dela, após colocá-la no berço ouvindo o seu choro dengoso eu fui lavar as minhas mãos.
Não me demorei no banheiro dela e tornei a pegá-la, voltei para o quarto e Edward ainda dormia. Deitei a neném de lado e ela ficou quietinha, deitei-me ao lado dele e fiquei o olhando.
—Edward. Eu o chamei. –Edward.
—Oi. Falou ele no momento que eu resolvi sacudi-lo de leve.
—Ta na hora de ir trabalhar.
—Eu sei. Disse ele abrindo mais os olhos e me olhou.
—É melhor você ir, já a Mary pode vir buscar a nossa filha numa boa nos finais de semana.
—Vou depositar a pensão na sua conta novamente.
—Já caí na real que estando sozinha e no momento, eu não posso dar o que ela merece. O dinheiro em minha conta não durará para sempre, essa é a realidade. Dê apenas o que pertence ela, já aquela quantia absurda de antes é desnecessária para mim. Estou ciente apesar de termos feito amor ainda pouco que o dinheiro é mais importante para você Edward e eu respeito isso. Cada um leva a vida que gosta e escolheu.
—Eu já disse......
—Não precisamos prolongar, já está tudo certo. Eu o cortei. –Vai ser melhor sendo a Mary a vir buscar a Marie daqui por diante.
—Está me desprezando é isso?
—Entenda como queira. Falei pesarosa. –Sexo do bom não é tudo para um ser humano, não para mim. Eu preciso de muito mais que isso no momento e, acho que sempre irei precisar por ser uma mulher carente. Prefiro abrir mão de um amor a viver com ele em meio a tanta sujeira.............Agora você sim me conhece bem mais.
—Acha que acordos feitos e compromissos se desfazem assim com um estalar de dedo só porque você quer?
—Não quero saber! Agora se arrume e vá embora.
—Não precisa me expulsar bella.
—Vou para o outro quarto, se arrume e quando sair deixa a chave onde achar melhor.
—Não pretendo ficar com ela mesmo, a casa é sua.
Saí do quarto deixando a neném ali e fui para o outro, sentei-me na cama estando de costas para a porta e permaneci assim curtindo o meu inferno astral. Eu não deixei as minhas lágrimas rolarem, a distância era a melhor solução. Eu teria que aprender a aceitar o distanciamento mesmo que estivesse me sentindo seriamente ferida a ferro quente.
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10min depois.
—Estou indo, a neném está lá dormindo.
—Tudo bem. Falei não o olhando e agora foi impossível segurar as lágrimas.
—Eu posso ser quem você merece ter bella, você sabe disso.
—Não quero mais ninguém na minha vida daqui por diante. ninguém! Falei magoada não me virando para olhá-lo. –Vou viver somente para a minha filha, nada mais importa a não ser ela.
—Está sendo injusta comigo.
—Não vamos falar de injustiças e....
—Tem razão, quem sou eu né. Disse ele. –Bem, eu estou indo então.
—Ok.
O senti se afastar e permaneci ali, eu não queria se quer me mover e chorei estando inconformada. Os minutos foram se passando e um bom tempo depois eu escutei o choro da neném. Só ela foi capaz de me libertar desse torpor invernal e fui até ela.
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O dia inteiro eu fiquei off, só voltava a on quando a Marie precisava de mim. Preferi não comer, pois nada desceria bem e preferi dar mamadeira a Marie na hora da janta dela.
Na hora de dormir, eu a deitei estando adormecida em seu berço. Peguei a babá antes de sair do quarto, escutei o telefone da sala tocando e o deixei tocar. Fui para o quarto e entrei no banheiro finalmente. Coloquei a banheira para encher e me despi, a mesma encheu rápido e entrei. Fiquei relaxando deixando as minhas lágrimas rolarem, eu estava sufocada por não ter alguém para conversar. Estava ruim demais por eu estar só e eu permaneceria até o fim dos meus dias dessa forma. Eu não iria amar novamente da mesma forma que eu amava o pai da minha filha. Eu sentia que ele sim era o amor da minha vida mesmo seguindo por linhas tortas. Meio cômico depois de tudo que eu passei eu sei, mas eu não fui capaz de convencer o meu coração o contrário. Eu não consegui dominá-lo e na verdade eu jamais conseguiria esquecê-lo.
Aos poucos eu fui sentindo o meu corpo ir relaxando e fechei os meus olhos, estava bom demais o jato da banheira em meu corpo. Quando me cansei, eu saí da água e esvaziei a banheira, fui tomar um banho e o mesmo me deixou ainda mais relaxada. Saí do banheiro estando de roupão e fui para o closet, peguei uma camisola e a vesti. Voltei para o quarto e liguei o ar, a seguir eu desci e chequei para ver se tudo estava bem. A casa estava trancada e tornei a subir, deitei-me devagar na cama e fechei os meus olhos que estavam tão cansados e pesarosos. Era como se uma casa de dois andares estivesse sido derrubada sobre mim. Acabei dormindo em meio a essa confusão de sensações e sentimentos. A tristeza reinava a partir de agora.
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Nisso os dias foram se passando em preto e banco para mim. Nada tinha mais graça para alegrar os meus dias, somente o sorriso da minha filha e conto no dedo os dias que eu vi o Edward depois daquela manhã fatídica. Foram duas vezes na verdade em que eu o tratei tão friamente, eu estava magoada demais e ele não retornou depois de eu dizer que não o amava mais de forma tão convincente. Eu tinha certeza que eu enganaria o melhor dos advogados nesse dia e fiquei mal depois disso. Ele devia seguir o rumo dele, eu estava fazendo o mesmo indo rumo cada vez mais da solidão. Todo o nosso contato era através da Mary e estava sendo justo ser assim, em meio a essa solidão eu já havia perdido alguns quilos. Eu não queria comer direito por pouco descer para o andar de baixo e minha filha mamava uma vez ao dia em meu seio.
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Mais semanas se passaram e eu comecei a me sentir realmente mal do nada. Marie já estava com cinco meses de vida e por eu me alimentar de forma incorreta pela semidepressão, eu me sentia constantemente zonza. A verdade era que eu estava na fossa sem ele ao meu lado e depressiva. Nada havia mais cor e alegria para mim. Teve dias que o melhor era segurar a minha filha estando eu sentada na cama, ou era melhor ela estando no carrinho. Pois quase fomos ao chão rolando de escada a baixo uma manhã dessas estando eu descendo a mesma com ela. Foi um susto muito grande para mim e me escorei no corrimão da escada firmemente mal me aguentando, do contrário eu acho que mataria a minha filha com a queda e chorei com ela em meu colo depois por causa disso. Eu não me perdoaria e sei que o Edward também não iria. Eu queria me manter forte, mas não dava para suportar a forma que eu estava vivendo. A rua nunca mais viu a minha cara, era Sebastian quem comprava as coisas para mim e pedi sigilo por ele estar me vendo cada vez mais mal diariamente. Era ele agora quem levava a neném no apartamento do Edward, até a Mary eu evitei que viesse, pois ela poderia por tudo a perder e contar que eu havia emagrecido muito e essas coisas. Foram várias e várias às vezes em que eu tive vontade de pular naquela piscina e deixar a água entrar, mas a minha filha era tudo para mim e eu não iria abandoná-la de forma tão covarde. Nesses dias de intensa loucura, eu descia a escada bem devagar e ficava olhando para a piscina imaginando a forma mais rápida de por fim a minha solidão. Eu evitava me olhar no espelho todo esse tempo, eu veria uma outra Isabella e não aquela que eu fui algum dia. Estando eu um dia desses mediante a loucura, isso que eu almejava em silêncio quase aconteceu de verdade não sendo por meu querer naquele momento. Pois eu caminhei até a borda da piscina e pelo sol estar muito quente e eu desidratada pela má alimentação, me deu uma tonteira violenta levando-me ao desmaio. Nesse dia eu despertei sozinha estando ao lado da piscina e foi por pouco que eu não morri afogada, eram centímetros apenas que me separou do fim. Nesse mesmo momento eu senti aquele mesmo cheiro doce que eu tanto senti lá na casa dos Cullens e chorei por ter me batido uma tristeza tamanha. Era uma sensação estranha e que me deixou em agonia, foi tão repentino e fiquei desapontada comigo mesma. Acho que naquele momento eu não estava tão sozinha assim e olhei em volta em busca de algo surreal, mas tudo estava tão normal e ninguém se encontrava no momento na mansão além de mim. Eu tinha certeza que caso eu caísse na piscina, eu morreria e ninguém iria me socorrer, já chegariam tarde demais. Nesse mesmo dia levantei-me devagar permanecendo de quatro mesmo e tive vontade de por pra fora o que não existia dentro de mim há muito tempo. A sensação era horrível. Tive que caminhar minutos depois aos trancos devagar e entrei na mansão, aquele cheirinho há muito tempo não mais sentido por mim estava em toda a sala e comecei a sentir muita cólica do nada, acho que foi a queda que me causou isso, mas................Só aí eu me dei conta que eu estava bem atrasada, refiz as contas por tantas vezes e por estar vivendo no meu inferno astral não me dei conta da minha menstruação. Bateu-me o desespero.
—Eu não posso estar grávida, eu, eu não quero meu Deus. Eu falei nesse dia estando bem angustiada com a mão na minha cabeça e o cheiro do perfume que foi da Brenda ficou mais acentuado na sala. –Não meu Deus eu não....posso. chorei apavorada e o rosto Edward me veio a mente.
Subi como deu a escada e fui para o banheiro, o cheiro me deixou tão nauseada e vomitei somente ar. Não tinha o que sair e chorei desconsolada sentindo o liquidificador triturar o meu estômago. Eu estava só, pois a Marie estava com o pai. Eu não queria ter outro bebê, eu não queria e não podia ter outro bebê.
—O que a família do Edward iria pensar? Perguntei-me em meio às lágrimas. –O quê? O que pensariam de mim?
Eu iria acabar de vez com a minha vida, eu pensava estando numa deprê que me fez chorar o dia inteiro e a mesma já estava me deixando fraca e ainda mais doente. Eu não teria cara para olhar os meus amigos e chorei, chorei bem dizer aquela tarde de sábado inteira. Pra falar a verdade fazia muitas semanas que eu não falava com os meus amigos, mas eles sabiam que eu estava viva, pois eu os deixei saber através de mensagens. Eu me sentia tão fraca, até para digitar as mensagens e segurar o celular era um esforço imenso.
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Mais dias se passaram imersa na solidão e Ângela se mostrava preocupada com o meu sumiço repentino, mas ela estava vivendo a vida dela. Já o jake estava muito bem e soube através de mensagens que ele havia ficado noivo. Eles não demorariam mais para se casar e sorri. Jake era um homem estruturado apesar da pouca idade e tinha responsabilidades, o mesmo era a namorada que não era má de vida e eu queria que eles fossem felizes. Eu não era feliz e não me permitir sentir inveja, eu não era assim. O meu amigo merecia tudo de melhor mesmo.
Eu estava me sentindo tão isolada e preferia assim. Marie já não mamava mais no peito e mesmo eu tendo certeza que estava grávida, eu não tive vontade de sair de casa ou ir me cuidar como eu deveria fazer. Era ruim pensar assim, mas eu estava com uma depressão como nunca antes por ter sido trocada. Cada vez mais no fundo do poço, cada vez mais na depressão. Era assim que eu me sentia, trocada pelo o dinheiro já que eu havia mandado ele escolher. Por não estar me alimentando bem, eu passava tanto mal. Teve uma vez que eu cheguei a dormir no banheiro ou desmaiada, aliás, ao lado do vaso. Eu não entendia essa minha gravidez se nós transamos de camisinha, mas houve vezes que ele saía para gozar fora. Eu não estava entendendo nada e eu temi ainda mais em relação ao meu futuro. Até a minha casa em Diamantina finalmente foi alugada e não vendida, quem ia lá para os acertos de contas era o Sebastian, ele estava me valendo tanto e chorei até por causa disso também. O valor do aluguel era bom pela casa ser boa e isso me valeria daqui para frente. Era um casal com um filhinho pequeno quem estavam morando lá e as minhas coisas como o fogão que estava bom, o ar condicionado e outras coisas a mais eu dei para o Sebastian. Ele sim merecia por me tratar sempre bem desde o início e ter se mostrado o meu amigo mesmo tendo um passado nada digno. Eu ignorava isso e toda a matança envolvida já que foi para o bem dos Cullens.
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Era dezembro agora. Marie estava no apartamento do pai já fazia uma semana por Edward ter pedido e eu falei que tudo bem através Sebastian. Fazia tanto tempo que nós não nos víamos, nem trocávamos palavras mais e chorei feito criança. Eu chorava feito criança ao olhar para o mar através da janela fazendo tanto esforço para me manter em pé. A minha barriga já estava aparecendo bem por eu estar magrinha e os meus seios me condenavam.
Pra falar a verdade eu não tive mais notícias de Alice, eu não tive mais notícias de ninguém da família dele e era como se eu nunca havia os conhecido ou existissem. Ninguém me procurava e foi melhor assim. Eu disse ao Edward que eu não iria me envolver na sujeira e acho que ele deve ter passado isso à diante, menos para a mãe dele é claro. Nem sei se eles haviam chegado de viagem já, pois os meus dias estavam se passando em branco e chorei mais ainda por Edward ter desistido mesmo de nós. Ele por se manter afastado deixava claro que estava levando essa vida tortuosa e ninguém sabia da minha gravidez, nem Sebastian suspeitou por eu sempre por roupas muito largas quando era preciso ter um contato com ele. Estava visível o meu sofrimento, mas não falávamos a respeito por eu sempre usar óculo escuro. Era preferível assim, me esconder.
Mesmo não ficando nada em meu estômago eu comia agora por causa do bebê, mas tudo saia de volta minutos depois e mais uma vez eu deixei de comer. Perdi a conta dos dias que eu bem dizer vegetei na cama e pedi por mensagem que Edward ficasse por uns dias com a Marie, eu não tinha condições ou forças para me sustentar em pé e se eu morresse, eu estaria fazendo um grande favor a mim.
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Estando eu completamente acamada agora, eu não desci mais e nem o Sebastian me viu durante dias. Cheguei a escutar a campainha tocar por várias vezes em dias diferentes, mas a ignorava e a pessoa desistia. Como eu iria descer?
Eu não tinha vontade nem sequer de acariciar a minha barriga. Eu não queria me mexer e estando deitada na cama por eu estar com uma tontura fora do normal esses dias, eu acabava dormindo com lágrimas em meus olhos.
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Atualmente
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Sábado, 19 de Dezembro.
Às 11:13min.
Acordei com a campainha tocando insistentemente lá em baixo e a ignorei a princípio.
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4min depois.
—Senhorita Isabella. Chamou-me Sebastian gritando, mas eu não queria falar ou sequer eu tinha forças para isso. –Senhorita. Sei que está aí dentro, preciso falar com a senhorita.
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7 Minutos depois... Nenhuma resposta minha.
—Senhorita. Berrou ele agora e escutei um baque, um barulho alto na verdade e me encolhi assustada e me sentindo envergonhada na verdade pelo o meu estado. Eu não estava bem e me sentiria bem envergonhada ao olhar alheio. Eu estava muito mal realmente.
Escutei os passos dele se aproximando e a porta do quarto que estava entre aberta foi aberta, na mesma hora ele me olhou estando bem espantado.
—O que está havendo senhorita Isabella? Perguntou ele ali me vendo tão frágil e pálida, imediatamente ele se aproximou pesaroso.
—Não é nada demais, nada para se preocupar. Falei muito devagar.
—Está tão magrinha e abatida. Seus lábios estão sem cor e a senhorita não parece nada bem. Tem comido?
—Só consigo beber água e olhe lá. Estou com dor de cabeça e nauseada.
—Precisa ir ao médico.
—Não, eu não vou! Falei desesperada. – Prefiro ficar aqui! Falei pondo a mão em meu coração e senti dores em minha barriga e no meu estômago que estava sensível. –Ai meu Deus! Falei me contorcendo.
—O que foi? Perguntou ele vindo até a mim estando bem preocupado.
—Estou bem, agora pode ir.
—Vou ligar para o patrão e...
—Não! Falei sentindo a minha boca seca e o movimento me deu vontade de vomitar.
Virei-me rápido e o que saiu foi um líquido amargo que caiu no tapete. Eu estava me sentindo tão fraca que sem o Sebastian esperar por isso, eu caí de lado com tudo no chão pela cama ser alta. Gemi de agonia. Foi uma dor física muito grande por eu estar sensível e eu apaguei sentindo a escuridão me levar em meio à dor.
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Muito tempo depois.
Fui despertando aos poucos e abri os meus olhos bem devagar, eu sentia o meu corpo bem moído e estranhei o ambiente que eu estava. Eu estava deitada em uma cama de hospital e aquele não me era estranho. Algo doía em minha mão e vi ser por causa do soro, ao olhar para trás eu vi o Sebastian ali comigo.
—Me deu um grande susto senhorita, parecia mais morta que viva todo esse tempo. Tive que pegar a sua bolsa e mexi em sua carteira, não seria possível vir para a clínica da família sem o seu cartão.
—Edward não o cancelou?
—Parece que não.
—Sei. Falei pensativa.
—Apenas descanse, a doutora falou que a senhorita está bem debilitada e o que não é bom.
—Como eu não acordei antes? Falei pondo a mão em minha cabeça.
—Está fraca demais, foi o que eles disseram e é melhor se acalmar, a doutora logo virá.
—Ok e obrigado por você não falar para ninguém. Falei sentindo tudo rodando e fechei os meus olhos para apagar mais uma vez o vendo antes se mexer incomodado.
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Às 15:20min
Fui despertando aos pouquinhos sentindo a lateral da minha coxa esquerda dolorida pela queda e resmunguei audívelmente de dor. Coloquei a mão sobre a minha barriga depois de muitas semanas em que eu me descobri grávida e a acariciei para perceber se o bebê ainda estava em mim. Chorei ali inconformada de estar em um hospital e deitei-me de barriga pra cima, só aí eu me dei conta que o sofá ali estava ocupado por.... Edward.
Preferi o silêncio e ele se levantou vindo até a mim, ele segurou em minha mão, mas eu a tirei estando bem sentida com ele.
—O que faz aqui? Perguntei devagar.
—Eu vim vê-la. Como deixou isso acontecer, está tão abatida e frágil aos meus olhos Isabella. O que aprontou dessa vez?
—Essa sua pergunta não tem resposta. Falei me agitando e eu sentia o meu coração batendo disparado com a presença dele ali ao meu lado. -Por favor, por favor, eu quero ficar sozinha. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem. –Preferiu o seu dinheiro a mim, eu sempre irei me lembrar disso.
—Sabe que não foi assim bella, nós poderíamos estar vivendo juntos. Após ele dizer eu preferi o silêncio.
Ele me olhava com pesar estando eu ali debilitada e mal tratada, pois até deixei de me cuidar e não existia mais felicidade em mim. Isso não me importava mais e eu não queria mais ninguém em minha vida. Finalmente eu decidi respondê-lo.
—Não! Nós não poderíamos estar vivendo juntos. Falei negando e a doutora entrou no quarto, ela era a minha ginecologista.
—Como a mamãe está se sentindo?
—Mal, não me sinto bem.
—Está bem desnutrida, pra lá de anêmica por mal se alimentar e por ter um serzinho crescendo aí dentro de você lhe sugando constantemente as vitaminas. Já sabia não é?
—Sim. Falei a olhando. –Descobri faz um tempinho por perceber o meu atraso menstrual doutora.
—Como é? Perguntou Edward me olhando e olhou para a doutora que não entendeu nada. Ele estava bem surpreso.
—Isabella está grávida de dois meses e três semanas.
—Grávida? Perguntou Edward me olhando, mas eu não o respondi.
—Sim, ela vai ser mãe novamente. Disse a doutora o respondendo, acho que ela notou o meu mau star em relação ao Edward.
—Estou bem surpreso.
—Doutora, eu não entendo essa minha gravidez e eu não queria estar grávida pra falar a verdade.
—Não me lembro de ter passado anticoncepcional para você. Foi em outro médico durante esse tempo?
—Não, eu não fui.
—Então qual é a sua dúvida?
—Eu transei de camisinha e...
—Não sentiu algo de errado ou o seu parceiro em relação o preservativo na hora? Se o mesmo se rompeu?
—Pelas contas, o parceiro dela fui eu apesar de estarmos separados.
—Não rolou nenhuma brincadeirinha perigosa, algo que os levasse a uma possível gravidez?
—Sim. Falei um pouco envergonhada, mas eu precisava ser sincera. –Aconteceu algumas vezes, mas não finalizou dentro que eu me lembre.
—Esse tipo de brincadeira pode vir a ocasionar uma gravidez indesejada sim. Caso o homem introduza o pênis na vagina da mulher e tendo gozado momentos antes, é possível ficar algum espermatozóide perdido no canal da uretra. Ou até em volta da glande por serem microscópicos. Isso ocasiona se o homem não der um intervalo entre uma transa e outra e penetrar a mulher sem se limpar. Na verdade isso não quer dizer nada. Já se o parceiro gozar mesmo que for um pouco durante a brincadeira dentro da mulher, isso já é o suficiente também, então eu aconselho sempre o uso da camisinha ou o anticoncepcional que é o método mais seguro para evitar a gravidez.
—É tem razão, eu não devia ter deixado isso acontecer e me arrependo por me encontrar nessa situação agora. A minha filha nem completou um ano de vida, isso me deixa pior ainda.
—O que importa é que você apesar de debilitada, irá se recuperar com a nossa ajuda. Já o bebê está muito bem, mas precisa se alimentar com vitaminas e comer bem para ele nascer bem nutrido, do contrário ele pode nascer com baixo peso. O doutor me informou que você sofreu uma grave queda.
—Como assim? Perguntou Edward me olhando e eu não o respondi.
—Ela se acidentou em casa caindo da cama, isso disse o homem que a trouxe. O informou a doutora. –Mas mesmo assim a ultra-sonografia mostrou estar tudo bem com o feto. A enfermeira passou um gel em sua perna para melhorar a vermelhidão e tudo indica que ela foi quem amorteceu a queda. Saiba que poderia ser mais grave se você caísse de barriga no chão e por estar tão fraca, você poderia ter perdido o bebê na hora.
—Tudo bem.
—Em breve teremos uma consulta e precisa se tratar. Já a vitamina será administrada como antes e desde já. Iremos fazer uns exames de sangue, já deve imaginar qual ser por não ser mãe de primeira viagem.
—Tudo bem. Falei chateada.
—Não está contente com o seu bebê mamãe? Perguntou ela me olhando.
—Eu não queria ser mãe novamente, mas não posso fazer nada por ser a culpada disso ter acontecido também. A criança não é culpada eu sei.
—O doutor virá vê-la, apenas relaxe. Seus batimentos cardíacos estão um pouco acelerados e tente ficar calma. Disse ela olhando para tela do monitor e depois me olhou.
—É. Falei a olhando e sequei a lágrima que rolou.
—Vou deixá-los a sós e evitem stress ao máximo, precisa se cuidar.
—Ta bom.
A ginecologista saiu do quarto e eu continuei deitada de barriga pra cima, passei a mão nela e fechei os meus olhos fazendo uma cascata de lágrimas rolar.
—Então escondeu que eu iria ser pai novamente Isabella?
—Se você não se importou de ficar ausente por causa do seu dinheiro sujo, não precisa se importar agora com a criança!
—É o nosso bebê, não fale assim.
—Não há outra maneira, se quiser pode ir embora agora mesmo. A sua ausência deixou bem claro o que importa mais para você e não sou eu Edward. Não sou eu...
—Já estou aqui por você, mas agora descubro que são vocês e eu estou preocupado com toda essa situação. Eu queria sim ter outro bebê com você e se realizou, apesar de tudo estou feliz e.....
—Não precisa. Foram longos dias estando sozinha naquela casa enorme sem ter você lá para me dizer que havia abandonado toda a imundice para viver dignamente comigo! Eu queria na época que você deixasse essa vida desonesta, aí sim eu ficaria com você, mas não foi assim que aconteceu. Eu acabei me conformando com a sua escolha e a minha filha é tudo que eu tenho no momento. Vou viver para os meus filhos Edward e desconfio agora que você provocou essa gravidez de propósito.
—Estávamos envolvidos e você sabe disso, quando um não quer, dois não briga. Não lhe peguei a força pelo o que eu me lembre. Você também me aceitou! Estou errado?
—Sei disso, mas eu não contava que você gozaria dentro de mim e ocultou isso! Eu não percebi, do contrário eu teria tomado a bendita pílula! Acha que eu me sinto como agora? Que eu esteja contente com essa situação? Até longe você me aborrece!
—Nos empolgamos e me desculpe se isso lhe deixou ainda mais com raiva de mim. Não concordo caso você queira se livrar do nosso bebê e que fique bem claro que eu não irei permitir!
—O que a sua família irá pensar hein? O que acha que eles irão pensar a meu respeito com mais uma gravidez indesejada? O pior como sempre! Pois eu nem consegui prendê-lo e perdi para o seu dinheiro! Falei chorando e senti tudo ir rodando, fechei os meus olhos e respirei fundo.
—Foi você que escolh.........
—Não vamos continuar com esse papo já naufragado Edward, por favor. Pedi pondo a mão em minha boca pela imensa vontade de vomitar. –E a minha filha está bem?
—Marie está bem sim, a Mary está cuidando bem dela e a pequenina está se comportando.
—Que bom.
—Estou adorando passar esses dias com ela.
—Ela deve estar gostando também. Falei pensativa e sequei a lágrima que rolou. –Eu agora preciso ficar só, eu prefiro ficar sozinha no momento.
—Sabe que não é conveniente ficar sozinha agora que está tão frágil e a Mary quando você for pra casa ela vai cuidar de você.
—Não precisa de verdade e não se preocupe comigo. Estou sozinha há dois meses e meio e cinco dias, é tempo o suficiente para refletir e me acostumar. Já me conformei se você quer saber, sou uma mulher e não criança!
—Eu não queria abandoná-la, sabe disso.
—Eu não quero falar do passado Edward, por favor, respeite isso.
—Ok. Então você quer que eu vá embora?
—Não sem antes de eu o agradecer, está pagando o plano de saúde para mim. Tenho o dinheiro do aluguel para somar, pagarei o que devo a você, eu não sabia.
—Você não quer aceitar a minha pensão, apenas pega o dinheiro da neném. Não precisa me pagar nada, eu não irei aceitar.
—É o suficiente.
—Então eu vou embora. Disse ele se aproximando mais de mim me olhando, mas se afastou e saiu do quarto.
Fiquei ali sozinha sentindo uma dor na alma tamanha e fechei os meus olhos, nem para chorar no momento eu tinha forças. Vi a minha roupa ali no quarto e levantei a coberta, suspendi o roupão do hospital e olhei para a minha barriga. A mesma estava fofa e olhei para o teto pensando em milhares de coisas. Jake e Ângela eles não iriam me perdoar. Pensando bem, jake iria se casar, minha amiga estava indo muito bem no curso dela e cedo ou mais tarde eles iriam viver a vida deles a dois. Isolar-me não era bom, mas ficar aqui no hospital eu não iria querer. Eu me trataria em casa, mas ficar aqui não daria, nisso o doutor entrou no quarto.
—Boa tarde.
—Boa tarde doutor.
—Sou o doutor Billy Isabella e estou cuidando de vocês também.
—É eu não me sinto bem mesmo, eu estou muito nauseada e tonta demais doutor.
—É comum na gravidez a mulher enjoar, mas o seu quadro é de uma anemia que exige cuidado no momento. Há quanto tempo você não se alimenta e começou a perder peso?
—Não consigo comer, essa é a verdade. Tudo que eu como eu coloco pra fora e não é falta de comida não doutor. Não me lembro bem de quanto tempo faz, mas me encontro muito deprimida também. Estou com problemas em casa e está sendo bem difícil para mim com mais essa novidade...
—Mais uns dois dias assim e algo grave poderia acontecer com você e até o seu bebê. A ultra-sonografia mostrou que o feto está se desenvolvendo bem, mas que o peso atual do bebê e o tamanho não são compatíveis com as semanas que você está.
—O que isso quer dizer doutor? Perguntei sentindo uma tristeza imensa e chorei sem me sentir envergonhada.
—Precisa se cuidar daqui para a frente e com atenção. Precisa se alimentar na hora certa, comer bastantes verduras, legumes e frutas ricos em vitaminas. Está seriamente anêmica e iremos acompanhá-la durante esses dias aqui no hospital. A sua vitamina foi providenciada já e tentaremos dar comida a você, algo leve para poder forçar o seu estômago a aceitar. Sua pressão está baixa, por isso está com muitas tonteiras. Sua estadia aqui é fundamental para avaliarmos a sua situação.
—Eu quero ir embora doutor, eu me cuido em casa e estamos tão perto do natal.
—Não, não, senhorita, precisa ficar aqui pelo menos três dias a uma semana. Precisamos monitorá-la por estar grávida, fará uns exames e estando melhor, aí sim irá pra casa. O seu companheiro mora contigo ou há alguém para poder cuidar de você todos os dias?
—Eu sou sozinha, não há ninguém para olhar por mim. Eu não tenho pai e nem mãe para cuidar de mim, por isso eu prefiro ficar só. Eu prefiro o silêncio do meu quarto e ficar deitada sem ter o que recordar ou falar.
—Aconselho a ter alguém para auxiliá-la durante essa gestação, não pode ter quedas como aconteceu. O bebê está na fase de desenvolvimento o que requer muito cuidado e atenção.
—Eu não sei.
—Já que tocou no assunto que se encontra deprimida, aqui há psicólogos a disposição caso precise conversar com alguém para desabafar.
—Eu agradeço a sua boa intenção, mas não preciso de um agora. Sinto-me cansada, só isso e obrigado doutor por tudo.
—Fará exames amanhã como a sua ginecologista solicitou e é isso que eu queria lhe dizer, ficará aqui em observação.
—Ok.
O doutor me examinou novamente e saiu do quarto, ajeitei-me na cama e fechei os meus olhos. Evitei pensar em Edward, mas eu me sentia perdida com essa nova gravidez. Dois filhos e como eu dei mole nessa última vez, Alice teve razão quando disse que eu poderia engravidar novamente se eu não me cuidasse. Aqui estava eu grávida novamente e chorei ali na minha, juro que se eu pudesse voltar atrás, eu não pensaria apenas no prazer e o faria vestir a camisinha todas as vezes que nós estivemos juntos.
—Desculpe bebê, mas eu estou arrasada. Falei acariciando a minha barriga.
Senti vontade de fazer xixi e levantei da cama me sentindo zonza, peguei a torre que estava o soro contendo remédio e fui andando devagar a arrastando até o banheiro. Eu não parava de pensar na vergonha que eu estava sentindo em estar grávida novamente e me aliviei com vontade. Eu não estava com estruturas psicológicas nesse momento e me asseei bem. Só o fato de ter andado e me abaixado foi o suficiente para me deixar cambaleante e nauseada. Segurei na torre de soro firmemente, o mesmo balançou muito e curvei-me rapidamente e nada saiu da minha boca. Achei melhor molhar a minha nuca sentindo o meu estômago dando voltas e pedi a Deus para esse torpor passar, eu não estava conseguindo superar essa fase ruim. Após secar as minhas mãos eu voltei para o quarto já sentindo o meu corpo pra lá de cansado, eu precisava me deitar o mais breve possível ou cairia.
Sentei-me na cama e me deitei devagar, eu sentia a zonzura me nauseando e deitei a minha cabeça no travesseiro. Eu precisava dormir e esquecer tudo.
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Às 20h.
Despertei aos poucos e abri os meus olhos, eu estava sozinha no quarto e olhei na direção que me chamou a atenção, pois uma mala estava ali. Logo eu a reconheci por ser minha e continuei deitada, minutos depois uma enfermeira entrou.
—Boa noite senhorita.
—Boa noite.
—Está na hora de tomar banho, logo virá à janta. A mesma já foi servida, mas o doutor achou melhor deixá-la descansando.
—Obrigado, eu estou louca por um banho mesmo.
—Então vamos, te ajudo.
Levantei-me devagar da cama e fomos para o banheiro, lá eu tirei a minha roupa e a enfermeira me deixou ali à vontade para me banhar. Esfreguei-me como deu e me ensaboei bem, enxaguei-me e saí devagar para me secar. A enfermeira segurava a minha toalha e eu me enxuguei, vesti a minha camisola e fui me sentar na cama. Eu não estava aguentando muito tempo em pé. De forma atenciosa à enfermeira ligou a televisão e não demorando nada a minha janta chegou. Pedia a Deus que a mesma parasse em meu estômago e dei a primeira colherada naquela sopa bem ralinha, porém parecendo ser bem nutritiva. Peguei a vitamina que estava ali e a ingeri com um pouco de água, fui tomando a sopa bem devagar como instruiu a moça atenciosa demais. Senti o meu estômago dando voltas violentas, mas respirei fundo e aguardei, se caso eu continuasse a comer sairia tudo.
Minutos depois estando à sopa quase fria é que eu continuei a tomá-la, mas larguei um pouco por me sentir empanzinada. Deixei para beber o suco bem depois e ao ingeri-lo eu adorei, a seguir fui escovar meus dentes e me aliviei. Voltei para o quarto e me deitei, a enfermeira me cobriu por causa do ar e fiquei assistindo televisão quando ela saiu após me dar boa noite. Aos poucos eu fui sentindo o sono me levando e desliguei a tv com o controle.
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Domingo, 20 de Dezembro.
Às 7h em ponto.
Fui despertada pela enfermeira e ela me saudou com um bom dia educado. Ela tirou um pouco do meu sangue para os exames, depois a minha urina que eu mesma colhi sozinha no banheiro e a seguir ela se retirou levando tudo com o meu nome. Após o café da manhã em que eu ingeri a vitamina, eu passei o restante da manhã na cama assistindo tv e horas cochilando. Eu me sentia um pouco melhor por ter comido bem e de acordo que o meu estômago aceitasse. Até por ter a companhia delas com palavras estimuladoras eu estava um pouco mais conformada.
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Às 14h.
Eu estava distraída quando a porta foi aberta, era Edward ali junto com a minha filha que estava linda. Sorri ao vê-la e Edward veio até a cama, na mesma hora eu me sentei devagar e peguei a neném.
—Já está se sentindo melhor?
—Estou me conformando ainda. Falei pensativa.
—Estou feliz mesmo que você não esteja que a família aumentou.
Deixei-o pra lá e brinquei com a neném, eu sorria para ela e era recíproco. Edward vez ou outra me olhava por minutos e eu evitava olhá-lo. Curti bem a minha filha e chegou à hora deles irem.
—Fica bem. Disse ele me olhando nos olhos.
—Eu agradeço por ter trago a minha filha para eu vê-la. Após eu agradecer ele se foi levando a neném.
Quando a porta foi fechada, eu fiquei pensando e deve ter sido o Sebastian quem deve ter trazido a minha mala de roupas. Eu evitei pensar na visita que Edward me fez, mas gostei que ele trouxe a minha filha para eu poder vê-la.
Pensei no natal que estava se aproximando e no aniversário do jake, sem me esquecer é claro que o meu bebê faria seis meses de idade. Marie estava tão linda.
Imaginei o que esse bebê que se formava dentro de mim podia ser e se fosse um menino, ele seria lindo se parecesse com o pai. Mesmo não estando mais juntos não iria por uma venda em meus olhos. Eu não tinha um nome em mente se fosse menino e se fosse menina, eu tinha noção de um nome em especial. Depois de tanto pensar, eu me senti cansada e dormi.
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Às 19:03min.
Despertei aos pouquinhos e abri os meus olhos, eu estava só ali e me levantei devagar. Eu precisava ir ao banheiro e andei devagar, me aliviei com vontade e lavei minhas mãos. Olhei-me no espelho vendo o quanto eu estava branca igual papel, meus lábios não tinham vida e o brilho em meu olhar não existia mais. Minha sobrancelha estava crescida e me senti mal ao olhá-la, mas eu me sentia sem forças até para ajeitá-la. Não importava mesmo e entrei no Box, despi-me devagar e liguei o chuveiro.
Banhei-me devagar como eu pude e saí para me secar, na mesma hora a enfermeira acabava de entrar no quarto.
—Boa noite senhorita, eu vim para ajudá-la com o banho, mas parece que já o tomou.
—É eu dei o meu jeito.
—Mas não recomendo por estar fraca. Espere-me da próxima vez.
—Sinto-me um pouquinho só melhor enfermeira.
—Mesmo assim, o que acontecer estando à senhorita aqui é responsabilidade nossa. Estou encarregada de ajudá-la no que for preciso agora.
—Tudo bem, eu irei esperá-la. É nova aqui?
—Tem uma semana que comecei a trabalhar aqui, é justamente para me encarregar de casos que exijam mais atenção e de cuidados. As outras enfermeiras medicam e eu faço o mesmo, mas me encarrego nessa parte das refeições e cuidado pessoais. Então eu vou solicitar que traga a sua janta.
—Tudo bem.
Ela foi até a minha mala e tirou uma calcinha deixando-me bem envergonhada, mas ao notar-me constrangida ela sorriu.
—Estou acostumada senhorita Isabella.
—Posso pegar se não se incomoda.
—Relaxe, eu cuido de algumas pessoas aqui e já me acostumei. Agora eu a ajudarei a colocá-la.
—Tudo bem.
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Estando devidamente vestida e com o meu cabelo que já estava enorme penteado, ela o prendeu em um imenso rabo de cavalo. Percebi que caiu muito cabelo e eu a olhei.
—A gravidez faz isso e a falta de vitamina no organismo também.
—É eu sei.
—Vou trazer a sua janta.
—Ok.
Ela se retirou do quarto após ligar a tv e deixar na novela. Fiquei a assistindo numa boa e aos poucos eu fui percebendo que a fome estava vindo, mas graças a Deus a enfermeira trouxe a minha comida.
—Eu estou faminta.
—Aqui está uma sopa bem encorpada de legumes e lasquinha bem fininhas de frango. Precisa pôr proteínas para dentro e o seu corpo absorvê-las.
—Eu sinto-me triste.
—Podemos conversar se quiser. O seu bebê não é uma razão o suficiente para deixá-la feliz?
—Não planejei uma gravidez para agora enfermeira, eu já tenho uma filha que no natal completará seis meses apenas de vida.
—Realmente está muito cedo para se engravidar novamente se me permite opinar.
—Foi por descuido nosso e eu não irei culpar o bebê, o coitadinho ou coitadinha é inocente.
—Nem deve, pois os bebês não pedem para nascer. O pai é alguém que a senhorita gosta ou ama?
—Antes sim. Falei me recordando e a olhei.
—Não existe mais amor?
—Não.
—Mesmo?
—Eu fui trocada e a minha companhia não é o suficiente.
—Que triste! Foi trocada por outra mulher?
—Não por uma mulher. Falei triste e ela juntou a sobrancelha estranhando.
—Por um homem então?
—Não, não mesmo. Eu fui trocada pelo o dinheiro e eu não fui a sua escolha, o que me deixa mais triste.
—Não deve se aborrecer ou lembrar coisas tristes, agora tome a sopa.
—Tudo bem.
Tomei a vitamina e a sopa sem ter vontade, lembrar disso me deixava muito mal. Minutos depois eu acabei de me alimentar e fui escovar meus dentes, sentindo-me um pouco nauseada pela comida ingerida eu preferi me deitar. Respirei fundo pelo mau star e a enfermeira me cobriu.
—Fique quietinha, pode ser que esse mau star passe. Não se movimente muito rápido e feche os olhos, não fale e fique relaxando.
Eu a olhei afirmando com a minha cabeça e fechei os meus olhos, ela desligou a tv, apagou a luz e se retirou do quarto. A princípio o meu sono não queria vir.
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Madrugada de segunda feira, 21 de Dezembro.
Às 02:05min.
Eu custei a pegar no sono e já devia ser madrugada agora. Aos poucos para o meu total alivio eu fui sentindo o mesmo ir me levando.
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Às 7h da manhã.
Fui acordada pela enfermeira e tomei o meu café da manhã, era uma vitamina. Belisquei o biscoito e comi uma fatia de queijo branco, na mesma hora o meu estomago quis por tudo para fora e tive que ir para o banheiro. Vomitei a metade do que eu ingeri, mas segundos depois eu coloquei o resto para fora. A enfermeira achou melhor eu esperar um pouco e tomei a mesma vitamina uma hora depois, sendo que dessa vez eu não a coloquei para fora.
Meia hora depois eu tomei uma injeção por causa da gravidez indicada pela a minha ginecologista e permaneci deitada à manhã toda, aos poucos eu relaxei bem mais e dormi.
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Ao meio dia o meu almoço chegou junto da minha vitamina diária. Na hora do lanche eu comi um mingau de aveia e até que eu não o botei para fora. Era necessário para me fortalecer.
À noite eu tomei banho e veio a minha comida, dessa vez não era sopa e eles testariam a minha resistência. Comi com muita dificuldade, eu estava enjoada demais, mas resisti bravamente. Comi o bife devagar e estava pouco temperado para eu não enjoar. Até que ele desceu bem e tomei o suco quando eu terminei. Sentindo-me satisfeita, eu escovei meus dentes e me deitei, mais um dia se ia e dormi.
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Terça feira, 22 de Dezembro.
Às 7h da manhã.
Era a hora do café da manhã e me alimentei após ingerir a vitamina. Fiquei andando pelo quarto por me sentir um pouco mais disposta e peguei o meu celular em minha bolsa, o mesmo estava desligado e eu o liguei. Eu precisava falar com o Sebastian e olhei o número dele na agenda do meu celular, apertei o botão verde e aguardei.
—Alô.
—Sebastian, eu preciso que você traga o meu kit pessoal que está em meu banheiro. Lá há pinça, o meu presto barba e outras coisas que eu estou necessitando aqui.
—A chave está em sua mala.
—Venha, por favor, buscar.
—Tudo bem.
—Venha na hora da visita.
—Ok.
Nós ficamos conversando um pouco e desliguei, sentei-me na cama e os meus pensamentos voaram. Depois de amanhã era véspera de natal e chorei ali sozinha.
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Às 14h.
Era a hora da visita e não demorou o Sebastian entrou, ele veio me cumprimentar e ficamos conversando um pouco estando nós sentados no sofá. Eu estava de camisola clara e vestia um robe cinza escuro, o mesmo era comprido e não deixava ver nada do meu corpo. Sebastian além de segurança e mesmo eu sabendo do que ele era capaz de fazer com uma arma, ele se tornou alguém especial por me ajudar tanto. Ele me ajudava e eu molhava a mão dele, mas tinha vezes que ele não aceitava e dizia não precisar. Eu não perguntei a respeito de ninguém dos Cullens e conversamos de forma descontraída, ele me deixou saber o quanto eu me abati e respondi não ser por menos. Eu tinha medo de tocar em certos assuntos e preferi nunca falar a respeito após Edward ter me contado a verdade, isso era uma página virada em minha vida.
—Eu preciso dos meus objetos pessoais aqui, estou me sentindo horrível estando aqui nesse hospital fino de qualquer jeito.
—Como está se sentindo?
—Um pouco melhor que antes. Estou muito enjoada Sebastian e tonta, mas a tonteira melhorou bem mais com os medicamentos. O natal está chegando e eu queria estar na minha casa, mas não sei se isso irá se realizar.
—Sozinha? Perguntou ele me olhando.
—Eu sou uma mulher sozinha e só tenho a minha filha, mas agora me encontro grávida novamente. Eu não queria ser mãe tão cedo, mas não posso fazer nada.
—O patrão...
—Eu prefiro não falar a respeito dele.
—Tudo bem.
—A Mary sabe como eu me encontro?
—Não. Foi a senhorita quem quis assim e ninguém sabe.
—Mas você contou para o Edward e.....
—Da forma que a senhorita se encontrava e se eu a trouxesse para cá sem informá-lo, eu estaria no olho da rua.
—Sabe muito bem que o Edward confia em você, ele valoriza a equipe dele.
—Eu sei, mas eu não poderia ocultar o seu estado. Sabe o jeito do patrão e esconder isso dele seria demais.
—Sei disso. Falei ajeitando o meu cabelo. –Ele é impulsivo demais quando quer.
Sorrimos por causa disso e a porta foi aberta, era Edward ali com a nossa filha e entrou nos observando sorrir.
—Olá patrão. Ele saudou o Edward.
—Oi. Disse ele nos olhando e ajeitou a neném no colo.
—Bem senhorita, eu irei pegar as suas coisas como me pediu.
—Ta bom. Falei me levantando e fui até a minha mala sentindo a zonzura me assolar. –Está aqui à chave, está na gaveta do armário do meu banheiro.
—Tudo bem. Precisa de algo mais?
—Vi que têm de tudo aqui na mala, só esses objetos pessoais mesmo. Obrigado por ter pegado as coisas para mim.
—Foi o patrão quem as separou e eu deixei aqui.
—Ah! Falei olhando para o Edward e voltei a olhar para o Sebastian. –Vou aguardá-lo, eu dispenso acompanhantes e pode vir aqui após a hora da visita. É só falar que é objetos pessoais meu.
—Tudo bem. Até logo.
—Até.
—Até patrão.
—Até. Disse Edward o olhando se retirar e me olhou. –Eu trouxe a Marie novamente.
—Estou vendo. Falei indo até ele pegar a neném e.....
—É melhor se sentar sem querer ser indelicado.
—É, tem razão.
Sentei-me na cama e Edward me deu a neném.
—Então recebe visitas do segurança?
—Ele veio pegar a chave da minha casa, preciso de algumas coisas aqui comigo e ele é gentil.
—Eu poderia ter trazido para você se me ligasse.
—Não, não precisa. Agradeço pelas as minhas coisas, mas sei me virar. Falei brincando com a neném e ele me fez olhá-lo.
—O que está havendo entre você e ele? Perguntou ele sério me olhando.
—Que bobagens você está pondo na cabeça agora Edward?
—Eu chego aqui e a vejo sorrindo de forma íntima com ele! O que quer que eu pense?
—Não tem direitos sobre mim e você é o menos indicado para se sentir o meu dono. Não temos nada, apenas as crianças e isso não quer dizer nada! Se quiser trazer a minha filha tudo bem, agora vir aqui se meter na minha vida não! Pensasse antes de dar valor ao seu dinheiro! Eu já disse que eu já me recuperei.
—Você é uma mentirosa de marca maior! Está aqui doente por causa de mim, por me amar também!
—Não confunda enjoos e náuseas de grávida com amor sem futuro! Se você vai ficar aqui me chateando, eu prefiro que você vá embora. Nunca daria certo entre nós Edward, nunca mesmo e vá ser feliz com alguém do seu bando.
—Quem sabe da minha vida sou eu! Disse ele grosseiro para me cortar e chorei na mesma hora ao segurar a minha filha. –Quem deve decidir se eu devo ou não arrumar outra mulher é eu e não você a sua forma torta! Não sou criança e sei muito bem o que eu quero, e quando eu quero! Talvez seja melhor ter outra pessoa mesmo, só assim você vai se sentir melhor e feliz! Não é mesmo?
—Estou falando normalmente com você, não precisa me tratar mal Edward. Falei secando as minhas lágrimas e a neném me olhava.
—Isso não é tratar mal, é a realidade. Você vive me enchendo com ela e mesmo não prestando, sou eu que estou aqui lhe dando atenção! Sou eu me preocupando de verdade!
—Então fica com a sua realidade pra você! Viva com a sua grana e me esqueça!
—Não, não vai se livrar de mim, agora nós temos dois filhos.
—Você fez de propósito não foi? Falei sentindo a náusea me tomar, eu estava agitada demais. –Gozou em mim sem que eu percebesse e o pior de tudo foi que eu não notei nada! Eu sentiria e tomaria a pílula, mas você soube bolar tudo como sempre!
—Fale o que quiser, não tem provas!
—Tenho sim, está se formando e crescendo dentro de mim!
—Vou embora, até outro dia se for conveniente. Disse ele pegando a neném de mim.
—Eu quero ficar com ela um pouco mais.
—Vou evitar causar-lhe náuseas com a minha presença. Disse ele saindo do quarto e fechou a porta.
Deitei-me na cama e chorei muito, era o melhor a fazer e acabei dormindo.
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Na hora do banho eu me banhei com a ajuda da enfermeira, mas recusei a janta e tudo mais deixando os médicos e as enfermeiras preocupados. Eu me tranquei na minha deprê sob os lençóis e dormi horas depois sem jantar e sem as medicações.
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Quarta feira, 23 de Dezembro.
Às 7h da manhã.
—Senhorita Isabella. Chamou-me a enfermeira e despertei. –Senhorita, está na hora do café da manhã e a sua vitamina.
—Não quero, estou sem apetite e peça o doutor para me liberar. Eu não quero ficar aqui mais.
—Não é conveniente se comportar dessa forma se me permite falar, está grávida e quem vai sofrer é o bebê que se forma ai dentro.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Não quero comer, eu não irei passar o natal aqui.
—Vou me retirar e o doutor irá vir falar com a senhorita.
—Não precisa, diga que se for pra vir, que seja a minha alta. Do contrário irei embora com ela ou sem ela.
A enfermeira se retirou me olhando com pesar e fechou a porta, nisso eu me levantei e vesti rápido a minha roupa, eu morreria se continuasse aqui. Tirei a agulha da minha mão que levaria o soro até o meu sangue e doeu um pouco, calcei o meu chinelo e peguei a minha mala, na hora que eu iria sair....
—O que faz senhorita? Perguntou o doutor me impedindo de passar.
—Quero ir embora, vou enlouquecer aqui.
—Não estamos autorizados a isso, conversamos com o seu ex-marido a respeito das suas atitudes ontem à noite por telefone e ele nos alertou por essa atitude sua. Não irá sair e por a sua vida e a do neném em risco! É o prestígio do hospital que está em risco e zelamos pela vida acima de tudo!
—Eu irei embora e ninguém irá me segurar!
Falei passando por ele e o mesmo me impediu, ele chamou os outros enfermeiros e eu fui posta de volta na cama contra a minha vontade aos gritos e lágrimas. Logo após eles me aplicou algo me levando a inconsciência segundos depois.
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Às 16h.
Fui despertando aos poucos sentindo-me levemente nauseada e não consegui me mover, eles haviam me prendido na cama e chorei. Eu estava com um peso em minha consciência somente por causa do meu bebê. Eu chorei por amanhã ser véspera de natal e eu estando aqui nessa situação.
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Às 16:20min.
Uma enfermeira entrou no quarto e eu a olhei.
—Enfermeira, eu não estou em um manicômio para me prenderem assim.
—Está anêmica, fraca, grávida e ter atitudes suicidas não nos agrada! É o seu bem e não o nosso.
—Eu sinto-me muito envergonhada no momento, chame o doutor pra mim, por favor.
—Tudo bem.
Ela se retirou e eu permaneci ali sentindo o torpor em meu corpo, mas não demorou o doutor veio me ver.
—Boa tarde. Disse ele entrando no quarto.
—Boa doutor.
—Soube que quer falar comigo.
—Sim, eu precisava. Não quero que me mantenha presa, pelo o meu bebê eu ficarei aqui numa boa doutor.
—Pode estar mentindo e tramando.
—Juro que não, pode confiar em mim doutor. Eu ficarei numa boa e até quando for preciso pelo o meu bebê.
—Então eu vou providenciar que traga a sua comida e não o seu lanche.
—Pode providenciar, irei comer numa boa.
—Ok. Tenho a sua palavra?
—Claro que sim.
—Tudo bem.
O doutor me soltou e eu me sentei estando mais tranquila.
—O que aplicaram em mim?
—Algo leve para acalmá-la e que não prejudicará o bebê.
—Ok.
O doutor se retirou do quarto e eu permaneci ali, a dor na consciência estava pesando demais e o meu bebê não merecia sofrer as consequências, ele seria a minha vítima e eu não me perdoaria. Eu não podia mentir que mesmo não o planejando ele era fruto do meu amor por Edward, pois o fizemos nos amando de verdade e sequei a lágrima que rolou.
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15min depois.
—Trouxe a sua comida. Falou a enfermeira.
—Ok. Falei me ajeitando.
—O rapaz que a trouxe ao hospital deixou suas coisas aqui.
—Ah sim!
Comecei a comer e na terceira colherada eu tomei a minha vitamina. Acho que o meu estômago sentiu falta de alimento e se comportou bem, não me senti nauseada e continuei a comer. Quando acabei, eu bebi o suco e fui escovar meus dentes, quando eu voltei percebi que estava sozinha e fui até a minha mala. Peguei o meu nécessaire e tirei a pinça, peguei o meu removedor de impurezas e voltei para o banheiro. Mesmo não estando cem por cento eu me virei e fiz a minha sobrancelha, ficou bem melhor e aprovei. Eu já estava sentindo dor em meu braço pela fraqueza e fui me deitar.
Uma hora depois a enfermeira trouxe uma vitamina verde para mim e eu a ingeri bem devagar, a mesma tinha gosto de maçã e era uma bomba de proteína e ferro dizendo ela. Senti-me bem ingerindo aquilo e permaneci deitada após a enfermeira se retirar do quarto. Acariciei a minha barriga sentindo o montinho ali e me perdi em pensamentos.
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Na hora de dormir eu fiquei pensando em tudo que eu passei nesses últimos meses e chorei, amanhã era véspera de natal e eu aqui......Ficar sozinha não era nada bom e acabei dormindo horas depois.
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Quinta feira, 24 de Dezembro.
Às 7h da manhã.
Fui acordada pela enfermeira e tomei um café reforçado hoje, não deixei de enjoar é claro, mas não colocando pra fora eu fui autorizada a ingeri a minha vitamina.
Uma hora e meia depois eu fui até o consultório da minha ginecologista estando sentada na cadeira de rodas sendo empurrada pela enfermeira. Lá eu fui pesada, eu estava dez quilos mais magra que o meu normal. Fui examinada intimamente para ver se estava tudo bem e o resultado sairia dias depois. A ginecologista já tinha os resultados dos meus exames por terem sido solicitados de emergência e eu estava livre de doenças sexualmente transmissíveis pela perca de peso. Deu negativo para todas elas e mesmo estando doente, a minha urina estava normal. Acusou que eu estava muito anêmica o que era evidente ao me olhar e me tratando direitinho à doutora garantiu que eu ficaria bem e o bebê também.
—A perca de peso foi mesmo pela falta de alimento.
—É eu sei. Fico tranquila que estou livre de doenças também.
—Aqui a nossa obrigação e fazer exames para eliminarmos todas as dúvidas.
—Compreendo doutora.
—Apenas se cuide e coma alimentos nutritivos. Evite gordura, cafeína, cigarros, drogas, tudo que não faz bem a saúde.
—Não fumo e nem uso drogas graças a Deus.
—Faz bem. Evite certos medicamentos e me consulte sempre que se sentir mal.
—Pode deixar.
—Sei que é uma mulher esperta, pois tratei de você na gravidez da Marie.
—Isso mesmo.
—Vamos torcer que esse venha normal também.
—É né. Falei me lembrando da dor. –A falta de peso do neném o deixará com sequelas doutora?
—Ele está se desenvolvendo e a falta de nutrientes necessários ocasiona alguns problemas na evolução do desenvolvimento fetal. O bebê pode nascer com baixo peso, o que significa desnutrido. Está de poucas semanas e dá tempo de tudo voltar ao normal da forma que estamos lhe tratando. Sei que está tomando um coquetel de nutrientes natural a base de frutas e verduras. Uma mega vitamina para reforçar o seu sangue.
—Eu sinto um gosto forte de maça.
—Isso mesmo. É muito ruim?
—Até que não, estou me sentindo bem até.
—Que bom. Logo poderemos ver o sexo do bebê. Tem preferência?
—Não mesmo.
—Então continue relaxando e esqueça os problemas externos, isso só piora a sua situação.
—Tenho que tentar, mas por serem sentimentais complica um pouco.
—Posso imaginar, mas lembre-se sempre do bebê e da sua saúde. Tudo isso em primeiro lugar.
—Pode deixar.
Voltei para o quarto e me deitei, pensei sobre hoje e sei que todas as famílias se reuniriam e eu não tinha ninguém, chorei tanto por causa disso. Horas depois o meu almoço veio e era uma comida especial por causa da véspera de natal. Comi a gelatina por ser boa para a pele e os ossos apreciando o sabor, quando eu acabei eu escovei meus dentes e dormi com lágrimas em meus olhos.
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Às 17h.
Acordei do nada e me espreguicei, fiquei assistindo tv e as horas foram se passando.
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Tomei o meu banho com calma e me assei finalmente bem com o presto barba, a seguir me ensaboei por completo e me enxaguei dos pés a cabeça. Saí para me secar e a enfermeira me deu a toalha, sequei-me bem e vesti uma camisola limpa. A janta foi trazida e eu comi, mas me senti enjoada e vomitei bastante. Uma vitamina no valor nutricional de uma refeição rica de nutrientes foi trazida e o meu estômago aceitou bem, ingeri então a minha vitamina diária e escovei meus dentes.
Por volta das 22h as enfermeiras vieram me cumprimentar e sorri levemente para elas, até a minha doutora antes de ir embora veio me ver. Conversamos um pouco e dizendo eu ser uma paciente especial, ela me deu um presente e era uma camisola bonita na cor vermelha. A mesma era bem comportada e de manga curta, daria para eu usá-la ali numa boa. Eu a agradeci tanto e ela se foi. Mesmo não desejando eu senti saudades do natal passado em que eu passei com uma família, eu estava sentindo saudades da Esme no momento e isso me encheu de tristeza. Amanhã era o aniversário do jake e sorri ao acariciar a minha barriga. Preferi desligar a televisão a ver filmes natalinos de família e fechei os meus olhos, pensei em minha filha e sorri.
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Sexta feira, 25 de Dezembro.
Às 7h da manhã.
Hoje era manhã de natal e a enfermeira me acordou estando bem sorridente.
—Bom dia senhorita e feliz natal.
—Bom dia e feliz natal. Falei sorrindo e ela me abraçou, senti-me feliz com esse abraço gentil
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—O seu café está lhe aguardando.
—Irei tomá-lo.
Depois disso eu me alimentei, escovei meus dentes e mandei uma mensagem dando os parabéns ao jake. De forma atenciosa ele me respondeu e sorri ao mandar beijos por mensagens.
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Às 12h do dia.
O meu almoço foi servido e o comi, mais uma vez eu tomei a vitamina verde e me senti empanzinada depois. Escovei meus dentes, aliviei-me logo a seguir e fui me deitar. Fiquei quietinha na minha e esperei as horas se passarem. Recebi uma mensagem de Ângela me desejando um feliz natal e eu mandei uma mensagem de agradecimento desejando muitas felicidades. Reparei que a Alice não me mandou uma mensagem e não levei em consideração a princípio, mas depois eu chorei tanto por não terem se lembrado de mim.
—Não se lembraram. Falei baixinho com pesar e mal enxergando por causa das lágrimas.
Na hora do lanche eu tomei aquela mesma vitamina e dormi momentos depois.
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Por volta das 21h o doutor veio me ver, conversamos um pouco e ele disse que a minha melhora estava visível até pela a minha cor. Ele me informou que amanhã eu teria alta e teria que continuar a me tratar em casa, do contrário eu voltaria para o hospital sem previsão de saída. Fiquei tão feliz com essa notícia e sorri, acabei indo dormir até mais contente.
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Sábado, 26 de Dezembro.
Às 7h da manhã.
Tomei o meu café e ingeri a minha vitamina, por último eu me troquei e arrumei a minha mala. Despedi-me das enfermeiras que tiveram muita paciência comigo e o médico assinou a minha alta. Ali na receita dada a mim havia muitas recomendações de como me alimentar. A receita da vitamina preparada com frutas e verduras incluindo a couve e agrião estava junto também. O agradeci por tudo e deixei o quarto estando na cadeira de rodas, ao sair do hospital eu teria que conseguir um táxi. Para a minha surpresa o Sebastian me aguardava e o olhei.
—Como soube?
—Fui informado e está na hora de ir.
—Que bom!
—Feliz natal senhorita Isabella.
—Feliz natal. Eu falei sorrindo e de forma alegre eu o cumprimentei com um abraço inocente o deixando sem jeito. Por isso dei duas batidinhas nas costas dele sorrindo e ele sorriu.
—Vamos para o carro.
—Vamos sim, mas precisamos ir ao mercado comprar verduras e frutas para eu fazer a vitamina que eu estava bebendo aqui. Ela é um up para evitar que a anemia se agrave e já tenho a minha vitamina aqui comigo, alguém deve tê-las comprado e entregado ao hospital.
—O patrãozinho me mandou comprá-las e nas horas que eu vinha à senhorita estava dormindo.
—É eu dormi bastante mesmo.
Sorrimos e eu me levantei da cadeira de roda devagar, agradeci a enfermeira e fomos para o carro. A porta de trás foi aberta para eu entrar e me sentei, Sebastian foi guardar as minhas malas e depois de tudo ok nós saímos do estacionamento do hospital. Nós passamos no mercado e mostrei a receita médica ao Sebastian de tudo que eu precisava comer, dei o dinheiro a ele que desse para comprar tudo de forma farta e o aguardei no carro.
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20min depois.
Sebastian voltou cheio de bolsas e as guardou. A seguir nós fomos embora e eu estava agradecendo por estar voltando para casa.
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Um tempinho depois.
Chegamos à mansão e desci do carro devagar, Sebastian pegou as bolsas e caminhamos até a porta. Eu mesma a abri e fiquei surpresa com o que eu vi. Havia uma árvore de natal enorme montada, a sala estava linda com papai Noel espalhado de forma decorativa e bonecos de neve. Estava uma graça a decoração de forma mimosa e o corrimão da escada estava todo decorado com fluflus verde natalino. Eu sorri olhando aquele trabalho tão lindo que fizeram ali. Os pisca-piscas davam o ar da graça e havia presentes no pé da árvore, não resistindo me vieram às lágrimas e olhei para o Sebastian mal o enxergando.
—O que achou? Perguntou-me ele.
—Fizeram um ótimo trabalho. Eles se lembraram.
—Está mais alegre o ambiente não é?
—Sim. Afirmei com cascatas de lágrimas rolando.
Entrei devagar na sala e Sebastian foi levar as bolsas de mercado para a cozinha, fiquei ali olhando tudo estando perdida em pensamentos e quando o segurança retornou a sala.
—Não vai abrir os presentes?
—Se eu me abaixar posso sentir tonturas.
—Sente-se no sofá, eu pegarei todos se não se incomoda.
—Tudo bem. Falei secando a lágrima que rolou.
Sebastian foi até a árvore de natal e pegou dois deles.
—Estão aqui. Disse ele os entregando a mim e sorri estando voando em pensamentos agora.
—Esse é do patrão e da Alice.
—Da Alice? Perguntei surpresa.
—Sim.
Abri o presente de Edward e vi ser um cordão lindo de ouro com turquesas em formato de coração. A pedra dava o ar da graça estando o ouro a circulando e era algo precioso demais. As correntes trançadas era algo nobre para se usar em qualquer lugar. Havia uma pulseira e um anel que fazia par e a pedra em forma de coração estava presente, porém bem menor e singelo.
—É tão bonito o que ele me deu. Falei olhando para o segurança e havia um cartão dentro da bolsa dourada. –Esse eu vou deixar para ler depois.
—Ok.
Abri o presente de Alice e era um cordão, dentro do coração ao abri-lo tinha a foto da Marie e achei lindo. Abri a outra caixa e era um lindo vestido da cor da turquesa e combinaria com o presente de Edward. O mesmo era cumprido e chique, eu adorei simplesmente e sorri.
—Esses são da dona Esme e do Sr Carlisle.
—Eles já chegaram de viagem?
—Recentemente e eles ficaram o tempo que seria necessário fora.
—É eu não fazia ideia.
Abri o de Esme e era um conjunto lindo de linho e eu teria que engordar um pouco mais para usá-lo. Eu teria que voltar o meu corpo normal primeiro e passei a mão no tecido, abri a segunda caixa e era um par de sapatos social, eu ficaria uma verdadeira dama com aquela roupa e sapatos.
—Adorei. Falei sorrindo.
Abri o de Carlisle e era um relógio lindo de valor e uma sandália linda na cor preta com o solado inferior vermelho, era de marca famosa e adorei. Eu amei os presentes e o segurança foi até a árvore pegar o outro.
—Esse o patrão falou que é da avó dele.
—Da dona Ana?
—Sim.
—Ela está aqui?
—Sim, estão todos lá na mansão comemorando o natal prolongado nesse momento. Hoje já é dia 26.
—Ah. Falei pensativa.
Peguei a caixa grande e sorri, sacudi um pouco por curiosidade e comecei a tirar o papel de presente. Era uma caixa grande e a abri, vi ali muitas roupinhas de neném na cor azul e sorri sem entender nada. Havia um sapatinho azul e branco e o peguei, fiquei olhando para a peça pequenina perdida em pensamentos e olhei para a manta azul que era a coisinha mais linda. Olhando para mim, Sebastian sorriu.
—São roupinhas de menino. Falou ele olhando e estranhando igualmente a mim.
—Sim, mas não entendo. Eu não sei o sexo do bebê ainda.
—Pode ser um palpite, aquela senhora é cheia de mistérios e sei que ela coloca cartas. Nunca acreditei nessas coisas, mas tudo que ela fala acontece. Assim eles dizem.
—Será então que o bebê é um menino?
—Vamos aguardar.
—Não diga nada a ninguém, vou guardar essa caixa bem escondida.
—Não se preocupe, sou fiel ao que me pedem, faz parte da minha profissão.
—Posso imaginar. Falei o olhando e sorri levemente.
Peguei todos aqueles presentes e fui guardá-los no segundo andar, já o presente de dona Ana eu o coloquei escondido em meu closet. Era 11h do dia agora e sentei-me em minha cama, pensei em todos os presentes que eu ganhei e abri o cartão de natal de Edward. Nisso eu o li.
“Não sou o cara mais perfeito do mundo e indicado para você eu sei, mas sou o pai dos nossos filhos. Sei que estamos sabendo nos dar melhor e quero me desculpar à forma que eu a tratei no hospital. Sei que você me tira do sério com as suas deduções tortas a meu respeito, mas eu não a troquei pelo o dinheiro. Não pense assim depois de tudo que eu fiz para declarar o meu amor por você. Mesmo dizendo que eu a abandonei, ou que eu a troquei pelo o dinheiro, eu continuo te amando da mesma forma. sinto muito em ter feito tantas coisas erradas, não dignas de você, mas não posso voltar atrás e se eu pudesse seria diferente. Eu a agradeço pelos dois presentes que ganhei esse ano, o primeiro sendo a Marie e agora esse novo bebê que eu já o amo como um louco. Essa é a minha forma simples de lhe desejar um feliz natal se for possível e todos aqui desejam a sua felicidade.”
Terminei de ler a cartão de natal dele e fechei os meus olhos, eu não iria pensar muito a respeito. Fui para o banheiro e me despi devagar, caminhei até o Box e liguei o chuveiro. Comecei a tomar o meu banho e me lavei bem, esfreguei o meu couro cabeludo e me enxaguei. Saí para me secar e olhei-me no espelho, eu estava com tanta saudade da Esme e da dona Ana. Elas sempre tão bondosas comigo e sabendo que ambas estavam na mansão, me deixava muito feliz. Até a Alice que eu senti tanta saudade estava lá e eu não queria ser tão mal educada. Eu não estava cem por cento ainda, mas o meu coração pedia para eu ser nobre hoje no recente clima natalino. Fui para o closet enrolada na toalha sentindo-me um pouco nauseada e vesti um vestidinho rosa lindo um pouco colado, porém ficava no meio de minhas coxas com flores brancas. O mesmo era de manga curta e a sandália que eu calcei era branca, ela era bonita demais e fui me maquiar de leve. A mesma ficou bonita e sutil, passei o meu batom rosa clarinho e fiquei bem. O meu cabelo estava pra baixo do meio das costas e o penteei, eu não teria muita resistência para escová-lo e o deixaria secar ao natural. Evitei passar perfume, eu estava nauseada no momento e peguei a minha bolsa. Saí do quarto, andei pelo corredor e desci a escada devagar, fui para a cozinha e peguei uma maçã na geladeira para eu comer. De forma gentil o segurança havia guardado tudo e saí da mansão após pegar a minha vitamina diária. Fui até a casa dos fundos andando devagar e o chamei.
—Pois não.
—Eu desejo ir até a casa dos Cullens.
—Tudo bem. Disse ele surpreso estando comendo biscoito.
—Vou aguardá-lo na garagem.
—Em um minuto eu estou indo.
—Ok.
Fui caminhando devagar e logo ele me alcançou. Ao chegarmos à garagem a porta da pirua Blazer foi aberta por ele para eu entrar e o agradeci. Sentei-me no banco estando pensativa e a porta foi fechada, após o segurança entrar no carro nós saímos da mansão.
Eu me sentia apreensiva por estar indo lá, pois eu não queria envolvimento com eles e mesmo assim eles derrubaram as minhas barreiras ao terem sido tão condescendentes ao me mandarem aqueles presentes lindos. Eu sabia que foi a Alice quem arrumou a minha casa e estava tão linda a minha sala, eu pensava. Eles não economizaram para tentarem me agradar e isso eu reconhecia. Eu sempre iria reconhecer o cuidado deles para comigo e as lágrimas ameaçaram a vir.
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No meio do caminho eu comecei a me sentir um pouco mal e coloquei a mão em minha barriga, acho que eu estava muito tempo sem comer e comi a maçã que eu havia pegado. Meu estômago a aceitou numa boa e por ser pequena não matou a minha fome, acho que o meu apetite despertou em dobro após eu sair do hospital e todo aquele soro.
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Um tempo depois.
Chegamos na mansão e havia alguns carros do lado de fora, parecia que havia uma festa pela quantidade ali de veículos e o portão foi aberto. Havia pessoas transitando pelo lindo jardim estando muito bem arrumadas e uma tenda enorme estava armada de forma elegante no imenso jardim. Uma mesa enorme estava muito bem arrumada e havia muitos lugares, parecia que eram os amigos íntimos deles e me perguntei o quanto deles eram pessoas dignas. No momento eu não pensaria nisso e o Sebastian parou o carro na garagem, desci do veículo com a ajuda dele e ajeitei a minha bolsa.
Eu me sentia um pouco sem jeito pela a minha barriga está bem redondinha e me arrependi de ter posto aquele vestido colado, mas eu não podia fazer nada agora por já ser tarde demais. Saí da garagem ganhando alguns olhares, nisso as pessoas vieram me saldar e eu retribuí de forma educada.
—Parabéns! Diziam elas surpresas ao olharem a minha barriga e eu sorria estando bem envergonhada. Eles souberam ao me olhar, não era difícil de perceber.
Perdi a conta de quantas felicitações pelo natal eu recebi e dei, olhei em volta tentando achar os Cullens. Os garçons provavelmente contratados serviam, eram os mesmos que eu conhecia pelos eventos anteriores aqui na mansão. Vi Alice saindo pela porta da cozinha estando bem sorridente e segurava uma taça de vinho. Ao me ver ali ela parou de sorrir para ver se estava vendo coisas e veio na minha direção estando surpresa e sorriu sem jeito.
—Eu estou surpresa. Disse ela vindo até a mim e me abraçou.
—Eu também estou.
—Feliz natal bella.
—Feliz natal Alice e quis vir até aqui agradecê-la por ter arrumado a minha casa daquele jeito.
—Você gostou? Perguntou ela empolgada.
—Sim. Falei sorrindo. –Obrigado mesmo.
—Que bom! Nossa! Nós estamos tão contentes que a titia voltou.
—Que bom, pensei ser por outra coisa e....
—O que poderia ser? Perguntou ela sorrindo sem ter olhado ainda para baixo. –Soube da sua depressão e eu lamento o que causamos em você, tanto que perdeu peso e precisou ser internada. Disse ela me olhando de cima em baixo pela primeira vez e juntou a sobrancelha ao parar em minha barriga. –Bella, o quê que.....
—O que você acha que é? Perguntei quando ela passou a taça para a mão esquerda e com a direita ela acariciou a minha barriga estando passada. Ela a apalpou e me olhou.
—Está grávida? Perguntou ela me olhando quando o Carlisle vinha na nossa direção conversando com um amigo e ao me ver ali, ele sorriu.
—É. Falei afirmando e ela parou de sorrir.
—É do outro, o de New York? Perguntou ela triste e olhou para o tio que parou ao seu lado e o homem que vinha com ele também parou.
—Não, eu juro pela minha filha que não.
—É............Então é do meu primo não é?
—É sim.
—Ótimo. Disse ela sorrindo e balançou a cabeça que não sorrindo ainda mais e bebeu um gole de vinho.
—Oi Carlisle, feliz natal e obrigado pelo presente.
—Que bom que gostou, minha mulher disse que você iria gostar.
—É sim, eu adorei.
—Feliz natal broto. Falou o homem ao lado de Carlisle e eu o conhecia.
—Feliz natal para o senhor também. Falei apertando a mão dele e o mesmo me cumprimentou com dois beijos. –Carlisle, eu só vim aqui os agradecer pelos presentes e quis vir pessoalmente para não ser indelicada.
—Sabe que está em casa, aproveite e passe o dia aqui conosco.
—Eu não sei, mas de qualquer forma obrigado por tudo de qualquer forma.
—Imagina. Disse ele sorrindo. –Minha neta está linda.
—É ela está sim.
—Poxa, eu fiquei bem chateado com a separação. Disse o homem chamado Stefan. –Formam um casal muito bonito e a menininha é um encanto.
—Obrigado. Falei o olhando, vi os pais da Alice sorrindo ao se sentarem no banco com outro casal e fingi não vê-los. –Eu vou andar por aí, com licença.
Afastei-me deles os olhando e vi Alice contando a novidade sem se conter, nisso Carlisle ficou me olhando e eu parei de olhá-los sentindo-me envergonhada. Ganhei o olhar da mãe de Alice que me avaliou bem e passei direto.
Vi a Mary na cozinha ao lado de Victória e ambas sorriram, mas eu sabia que um sorriso apenas era verdadeiro.
—Amiga! Disse ela me olhando bem e seu olhar parou em minha barriga.
—Oi amiga! Falei indo abraçá-la. –Quanto tempo!
—Pois é e feliz natal.
—Feliz natal Mary.
—Já está melhorzinha?
—Sim, foi apenas uma anemia.
—Já está se cuidando? Perguntou ela olhando para a minha barriga e me olhou.
—Sim. Depois conversamos mais.
—Ok. Disse ela.
—Feliz natal senhora.
—Feliz natal Victória.
Saí da cozinha e fui caminhando pelo longo corredor. Vi Esme descendo a escada estando lindamente vestida com um vestido não muito curto e nem muito comprido vermelho. O salto da cor da roupa combinava e ela estava tão iluminada, reparei que sozinha ela descia sem ter alguém lhe auxiliando.
CONTINUA...........
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