Solares
59 Capítulo 59
Notas iniciais
BELLA.....
Final do capítulo anterior.
Terminei de me arrumar após ter tomado um banho relaxante e me maquiei de leve, eu precisava camuflar o meu rosto devastado pela dor e fiquei apresentável. O vestido longo facilitava o meu estado no momento e soltei o meu cabelo. Perfumei-me de leve e saí do banheiro, peguei a minha bolsa e saí do quarto. Caminhei pelo corredor pensativa e entrei na sala, peguei o endereço e a chave extra do apartamento sobre a mesa. Fui para a cozinha e bebi um pouco de suco somente, pois nada mais desceria sem ser líquido. Após lavar o copo eu o coloquei para secar e saí da cozinha. Andei apressada pelo corredor e cheguei na porta, eu a abri e saí. Tranquei a mesma e caminhei pelo corredor, eu sentia o meu peito um pouco comprimido por causa da solidão e parecia que algo o comprimia. Apertei o botão do elevador e o esperei, quando o mesmo chegou entrei. Ele estava descendo e havia uma moça nele, acho que ela iria para a garagem, pois o botão com a letra G havia sido pressionado. Ela era jovem, bem vestida e de certa forma eu a invejava por não ter uma vida tão complicada igual a minha. Sei que a inveja era no bom sentido e desencanei, logo cheguei no térreo e saí do elevador. Cumprimentei o porteiro e me identifiquei como eu havia combinado com a Ângela, dizendo estar tudo certo eu olhei para o lado de fora. Perguntei a ele como eu fazia pra chegar no shopping e fui informada como eu fazia pra ir e voltar, caso eu fosse de ônibus. Eu o agradeci e saí, fui caminhando distraída pela calçada rumo ao ponto de ônibus e eu logo cheguei no mesmo. Havia algumas pessoas ali e aguardei o ônibus passar. O meu celular tocou e eu o peguei na bolsa, olhei o visor e atendi.
—Olá William.
—Olá princesa. Quero saber como você está.
—Devastada, mas fazer o quê.
—Está em casa?
—Na rua, irei ao shopping comprar algumas coisinhas para mim. Quero ficar bem para o trabalho amanhã e de certa forma eu estou empolgada. Isso me ajudará e como.
—Que bom, mas não se preocupe que tudo irá dar certo. Você parece ser uma mulher inteligente.
—Isso eu sou sim. Falei sorrindo levemente. -Liga-me mais tarde, o ônibus está vindo.
—Farei isso. Quer ir jantar fora hoje comigo? É um convite inocente e irá se distrair um pouco, mato a faculdade hoje por você.
—Hoje não, tenho que estar acordada cedo amanhã. Falei fazendo sinal para o ônibus. –Pouco dormi essa noite e quero estar bem amanhã em sua empresa.
—Tudo bem, mas se mudar de idéia, me liga.
—Ta, agora tenho que desligar. Falei entrando no ônibus.
Despedi-me dele e coloquei o meu celular na bolsa, tirei o dinheiro e paguei a minha passagem sentindo-me indisposta. Pedi ao motorista para me deixar no shopping e me sentei próximo dele, o mesmo me informou que logo chegaríamos por ser perto.
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O ônibus parou no ponto e o motorista disse a rua a qual eu deveria entrar, eu daria no shopping e o agradeci. Desci do ônibus e segui, fui olhando tudo a minha volta e me empolgaria se eu estivesse mais animada. As ruas estavam bem movimentadas e eram tantas pessoas, que New York fervia. Ao longe eu já avistava o shopping, mas a loja contendo roupas sociais me chamou a atenção. O preço não era dos piores e me interessei, com esse pensamento eu entrei na loja.
—Boa tarde. Saudou-me a vendedora.
—Boa tarde.
—Eu poderia ajudá-la?
—Na verdade eu me interessei naquele terninho feminino de saia e blazer. Sei que há outros e eu gostaria de vê-los, os de calça cumprida social também me interessa.
Após eu falar ela me perguntou o meu tamanho e eu a informei. Ela pegou a peça que eu gostei e trouxe muita outras, eu adorei a maioria e só naquela loja eu deixei mil dólares. Havia muitas peças de roupa e compraria sapatos no shopping para combinar. A vendedora me agradeceu e me retirei da loja, continuei andando pela calçada e esperaria o sinal fechar para atravessar. Quando o mesmo fechou, eu atravessei e cruzei a portaria do shopping. Andei apressada pelo mesmo entre as pessoas e entrei no shopping, ele era imenso e fui olhando as vitrines. Comecei a sentir um pouco de cólica e a ignorei, tive que ir ao banheiro minutos depois me aliviar. Após lavar as minhas mãos eu saí do recinto, continuei olhando as vitrines e me perdi olhando tudo a minha volta sentindo no fundo uma imensa vontade de chorar. Sentindo saudades da neném, eu olhei a lojinha de criança e vi cada coisinha linda, o vestidinho amarelo com lilás ficaria lindo nela, eu pensei correndo a minha mão no tecido do mesmo. Havia cada mamadeira linda e sequei a lágrima teimosa que rolou sob o olhar da vendedora e ela olhou na direção da minha barriga que no momento estava reta. Retirei-me da loja e continuei andando pelo local, muitas pessoas circulavam segurando as suas bolsa e eu fazia o mesmo.
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9min depois.
Entrei em uma sapataria e comprei dois pares de sapato fechado, eu não precisava de muito por haver pares novos em minha mala. As horas já estavam avançadas e já passava das 14:40, nem sinal de fome por estar desolada e continuei andando.
Duas horas depois eu me cansei e fui me sentar na praça de alimentação, eu não iria comer e fiquei olhando as pessoas se alimentarem. Peguei o meu celular na bolsa por estar apitando e era uma nova mensagem de.......Alice. A mesma dizia.
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“ Isabella, o que foi que você fez hein? Abandoná-la? Pois saiba que uma mãe de verdade não faz isso com o seu filho! Estou magoada com você e não a envolva no meio dos problemas dos dois! Eu já sei de tudo e sempre desconfiei, pois o meu primo confessou amá-la de verdade. Não sei o que pensar a respeito dos sentimentos dele estando vocês divorciados, mas quem sofrerá será a menina mais tarde com a ausência da mãe. Pense nisso. A vida é sua e não posso e nem irei me meter mais, mas não precisava ter se afastado dessa forma. Que pena.... “
Terminei de lê-la e não revidaria, Alice tinha as suas razões para estar chateada e eu tinha as minhas razões para ter me afastado. Apaguei aquela mensagem que só me deixaria ainda mais deprimida e respirei fundo. Fiquei perdida olhando para o nada e não me liguei que as horas estavam passando rápido estando eu paradona ali. Então Edward abriu o jogo com ela e confessou me amar.....
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18h da noite.
—Senhorita. Escutei uma voz masculina ao longe me chamando e abri os meus olhos. Levantei a minha cabeça, eu havia me perdido em meio ao cochilo exausto e me reprovei por ser até perigoso.
—Sente-se bem? Faz é tempo que está ai. Falou o segurança do shopping e passei a mão em meu cabelo.
—Sinto-me mal, mas é dor na alma. Obrigado por me chamar. Falei me levantando rápido e senti-me um pouco tonta.
—Está na cara que se sente mal senhorita. A levarei até a enfermaria do shopping. Disse ele de forma gentil me segurando.
—Obrigado, mas eu não tenho me alimentado bem. Só preciso ir embora e obrigado pela preocupação.
—Não gostaria mesmo de passar pela supervisão médica? Está um pouco pálida e com olheiras.
—Que nada e obrigado. Falei de forma gentil para o rapaz.
Fui andando sentindo o torpor em meu corpo, eu estava mesmo mal e caminhei rumo à saída do shopping. Eu precisava de um táxi e estando no estacionamento do shopping eu consegui um. Informei o meu destino ao taxista e encostei-me no banco, eu só desejava chegar logo. Lágrimas rolaram deixando o taxista encabulado, mas de forma gentil o mesmo me ofereceu um lenço de papel.
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Minutos depois o táxi parou em frente o edifício e eu paguei o taxista, desci devagar do táxi segurando as minhas bolsas e o mesmo se foi. O porteiro ao me ver liberou a minha entrada e o cumprimentei com uma boa noite, fui respondida de forma gentil e caminhei direto para o elevador. Por sorte ele estava li no térreo e subi, saí no andar da Ângela e abri a porta tendo sensações de desmaio.
—Bella amiga, eu estava preocupada. Falou Ângela estando de pijama já.
—Acabei me perdendo no shopping, há tanta coisa. Menti.
—Isso é, mas me preocupei por você não conhecer New York.
—Eu estou com o endereço, lembra?
—Isso é. Já jantou ou lanchou? Perguntou ela preocupada me avaliando.
—Estou sem fome Ângela, nada irá descer amiga.
—Sabe que não pode ficar sem comer.
—Estou tão mal amiga, que eu só preciso tomar um banho e ir me deitar. William estará bem cedo aqui amanhã.
—Como você acha que conseguirá trabalhar sem se alimentar direito e estando tão pra baixo?
—Não estou com fome, mas sinto-me fraca. Estou com muita saudade da minha filha, o amor que eu sinto por aquele serzinho pequenino não se esquece num piscar de olhos. O amor que eu sinto por ela eu jamais irei esquecê-lo. Falei pondo a minha mão livre de bolsas em meus olhos.
—Sei disso. Agora vá se banhar, eu farei algo leve pra você comer e vai sim comer. Disse ela me dando bronca.
Passei por ela e andei devagar até o quarto, o mesmo estava com a luz apagada e eu a acendi. Deixei as bolsas no closet e arrumei as roupas, peguei uma camisola e o meu nécessaire. Fui para o banheiro e me aliviei, asseei-me bem e tirei a minha roupa. Entrei no Box devagar e liguei o chuveiro, lavei-me da cabeça aos pés e fui relaxando aos pouquinhos. Chorei ali na minha tendo várias recordações e lavei o meu rosto com o sabão. Cheguei a soluçar um pouco por não estar suportando a minha má sorte e saí para me secar. Vesti-me rápido e saí do banheiro com a toalha em meu cabelo, eu estava bem indisposta por me sentir fraca e deitei-me na cama. Fechei os meus olhos sentindo a lágrima rolar e nesse momento eu mal podia tocar em meus seios, os mesmos doíam muito agora. Tentei relaxar, mas estava difícil por estar com dores. Essas que eram de cólica e nos seios. Levantei-me da cama e fui para o banheiro, tirei os meus seios do sutiã e os aliviei me contorcendo de dor.
—Bella. Chamou-me Ângela da porta do banheiro. –O que está fazendo? Perguntou ela em tom de curiosidade e preocupada ao mesmo tempo.
—Estou me aliviando, meus seios estão doendo muito.
—Sinto muito, mas não me esqueci de ligar para a ginecologista. Ela está com a agenda cheia, pois eu tentei marcar uma consulta para mim também, mas as vagas serão marcadas semana que vem. Devemos ligar na segunda pela manhã para marcamos uma consulta com ela.
—Até lá eu irei morrer de dor, mas isso que eu estou fazendo já alivia e muito.
—Parece estar bem dolorido, mas ao espremê-lo, você instiga ainda mais a produção do leite.
—Eu estou dolorida Ângela, mas sou digna disso.
—Não me venha com besteiras agora bella!
—É a pura verdade. Falei chorando.
—Nada disso, agora venha comer.
—Tá. Falei guardando os meus seios e lavei as minhas mãos.
Saí do banheiro e me sentei na cama, Ângela colocou o prato de canja sobre a bandeja em minha perna e me instigou a comer. Sob o olhar atento dela e ia comendo as colheradas com muita dificuldade.
—O sabor está bom?
—Está sim, mas estou sem fome nenhuma.
—Tem que comer. Amiga, a sua aparência é de alguém frágil e que sofre por algo.
—É eu sei. Estou mal por ter deixado a minha filha, eu mal a olhei no carrinho ao deixar o apartamento do Edward. Isso é o que me deixa ainda pior. Eu tratei a minha filha como um nada, mas ela para mim é tudo. Sofro por estar tão longe e saber que estando longe eu a protejo de alguma forma.
—Ele e o restante devem está pensando dessa forma mesmo, sabem da situação e devem achar que não se importa com a menina.
—Sei que devem estar pensando isso mesmo. Falei secando as minhas lágrimas.
—Você deveria ter fugido com ela bella e que desse um jeito. Eu a ajudaria, sabe disso.
—Sabe da capacidade dele Ângela, não seria fácil.
—Deixá-la está sendo ainda mais difícil.
—Tem razão, mas agora é tarde. Vou trabalhar e tocar a minha vida, Ourinhos morreu pra mim.
—Eles moram lá não é?
—Vou te confessa e como a minha amiga, não conte para ninguém. Edward é chato nessa questão até pelo poder aquisitivo deles.
—Sou sua amiga de verdade, é o nosso segredo.
—Ok. É eles moram lá sim, mas em lugares diferentes.
—Lá é um local chique.
—É sim.
—Coma bella e descanse depois.
—Eu não sei se irei conseguir dormir, estou sofrendo demais. É algo mais forte que eu e não posso e nem consigo me esquecer. Algo me atormenta por deixá-la lá com o pai Ângela.
—Acabou de dizer que Ourinhos morreu para você bella.
—E é dessa forma que deve ser.
—Tudo bem. Irei dormir agora e boa noite.
—Boa noite amiga e me desculpe estar te chateando dessa forma. Não gosto de incomodar as pessoas, mas estando sozinha seria ainda pior.
—Relaxa, relaxa amiga.
—Bem que eu queria, mas......... a minha filha e.........
—Apenas coma.
—Ok.
Continuei me alimentando e Ângela veio me dar um beijo na testa, depois ela me abraçou. Estando abalada com a minha situação ela se retirou do quarto. Eu estava sem forças e terminei de comer a canja, eu estava mal mesmo e me levantei. Fui para o banheiro e escovei meus dentes, depois me aliviei e me asseei. Lavei as minhas mãos e fechei os meus olhos, nisso me veio à mente a voz dele. “ eu disse que te amo” essa frase foi proferida por ele na última vez que eu estive lá em seu apartamento. Soava como melodia a forma que ele dizia ao deixar claro o quanto me amava.
—Não posso, não posso. Falei para mim mesma. –Não posso me lembrar e nem quero me lembrar dele meu Deus! Faça-me esquecê-lo para o meu próprio bem.
Chorei de forma entregue e soquei a parede, essa dor iria mesmo me vencer. Saí do banheiro e levei o prato para a cozinha, lavei a louça que eu sujei observando o silêncio no apartamento da minha amiga e respirei fundo. Sequei as minhas mãos e bebi um pouco de água natural, a cólica estava me matando novamente e fui me deitar. Pensei em minha casa lá em Diamantina e rezava para estar tudo bem. Minha vida estava tão revirada e fechei os meus olhos, a dor na consciência me nublava a mente. Acabei rezando em silêncio para que eu pudesse esquecer e me recuperar. Lembrei de algo importante e mesmo sentindo dor eu me levantei. Escolhi o que vestir amanhã e calçar, o look ficaria ótimo. Peguei o meu celular e o coloquei para carregar estando ligado, não havia mensagens e nem ligações perdidas. Programei o celular para despertar às 05:50min da manhã e tornei a me deitar. Tomara que eu durma, pensei.
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Quinta feira, 16 de Setembro.
Às 05:50min.
Apertei o botão do meu celular quando ele despertou, pois eu não preguei o olho essa noite mais uma vez. A saudade estava me consumindo e me levantei. Fui direto para o banheiro tomar o meu banho e me arrumei após me secar. Fiz uma maquiagem leve, mas que escondeu todo o ar de solidão. Penteei o meu cabelo e o deixei solto, o mesmo estava brilhoso e passei batom. Arrumei o banheiro rapidinho e peguei o meu celular, a minha bolsa já estava arrumada e saí do quarto o deixando em ordem.
Estando na cozinha, eu preparei o café e o tomei após ficar pronto. Belisquei uma bolacha e faltavam cinco minutos para às 06:30min. Apressei-me e saí do apartamento, apertei o botão do elevador e o aguardei a vir. Quando ele chegou entrei, havia dois homens e tudo indicava que iriam trabalhar. De forma educada eu fui cumprimentada com um bom dia e eu os respondi. O terninho de saia havia ficado perfeito e logo cheguei no térreo, caminhei pela portaria e cumprimentei o porteiro. Olhei para o lado de fora e o William já me aguardava, sorri para ele e o mesmo abriu a porta do carro para eu entrar.
—Bom dia princesa.
—Bom dia. Falei o olhando.
—Pronta e preparada?
—Claro e com certeza.
—Que bom. Disse ele sorrindo.
William ligou o carro e saímos, o trânsito estava lento por haver muito carro e eu olhava para os lados estando atenta. Por um lado eu me sentia nervosa, eu estava na expectativa de poder dar o meu melhor.
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O escritório devia ser um pouco afastado, já estávamos na estrada mais ou menos a quarenta e cinco minutos. Um tempo depois nós chegamos em um local que parecia mais um centro empresarial. Não eram apartamentos de vários andares, mas continha dois andares e eram gigantescos os três que havia no complexo. Ali devia trabalhar muita gente e William me olhou com um sorriso nos lábios, eu sorri de leve para ele e continuei olhando em volta admirando. Fomos para a garagem no sub solo e ele estacionou o carro, vindo abrir a porta para mim, eu saí. Havia centenas de carro ali na garagem e me impressionei. Eu estava mesmo era impressionada com o desenho da obra do local, era bem bolada e a estrutura era bem elaborada. Fomos caminhando rumo ao elevador e ele apertou o número dois. As portas se fecharam e subimos, logo chegamos no andar.
—Bom dia Sr William. Cumprimentavam as pessoas e havia muitos homens ali no local.
De forma gentil William os respondia e eu também. Eu era a novidade, algumas mulheres me olharam e sorriram ao me saudar com um bom dia. Percebi que nem todas eram sinceras, afinal eu havia chegado junto com o filho do dono e era figurinha nova no local. Devia ser também por William ser bonito e elas terem algum tipo de interesse nele, mas não me abati por isso e observei o local extremamente limpo e mobiliado. Senti a pressão da responsabilidade e passamos por várias salas, algumas pessoas bebiam café e estavam entretidos em meio uma conversa e de frente para o computador. Havia muitas maquetes de obras e cada uma mais inteligente que a outra, eu me perguntava o que eu estava fazendo ali com o meu incompleto segundo grau. Caminhamos pelo corredor que era imenso e entramos na última sala, a mesma era espaçosa. Eu notei após o William destrancar a porta a aprovei o ambiente. Continha um móvel conjugado onde o sofá confortável para os clientes ficava ao lado da minha mesa. Nela continha um laptop, um computador de tela plasma, objetos necessários de escritório e uma mesa com cadeiras ao fundo. O piso era de uma cerâmica fria cinza e uma tv de plasma imensa para distrair os cliente ao esperarem para ser atendido. A sala era aconchegante.
—Aqui é onde você ficará. A sua função aqui é para atender telefone, tirar Xerox quando eu precisar e levar os documentos nas salas que eu te pedir. Está assustada? Perguntou ele me olhando e sorriu de forma fofa, ele era gentil demais.
—Estou apreensiva, nunca trabalhei em um escritório antes.
—Verá que é coisa leve, posso te ensinar, basta você querer. Eu fiquei apreensivo no começo, mas por ser algo que eu queria muito, eu enfrentei. Não será difícil, o mais pesado é conosco.
—E eu quero.
—Que bom. Disse ele sorrindo. –Sei que há coisas que fogem do seu conhecimento no momento, mas eu comecei em branco ao lado do meu pai, hoje eu já saco bastante e tenho as minhas responsabilidades. Claro que eu agradeço a faculdade também. O outro edifício é a ala dos arquitetos, somos uma empresa completa e bem requisitada. Já construímos muito por aí.
—Gostei daqui William.
—As pessoas são bem unidas, mas o meu pai é bem exigente em relação o trabalho. Na parte da obra e de desenhar o projeto não podemos ter falhas, é isso que o meu pai me cobra. Eu desenho uma estrutura com facilidade e mostro a ele, se aprovar, nós colocamos o desenho na vitrine para o cliente ver.
—Está certo, é muita responsabilidade. Suas mãos são abençoadas pelo visto, acho isso bonito.
—Se é, mas nunca recebemos queixas e sim elogios.
—Isso é ótimo.
—Em casa o coroa é outro. Deixamos o stress da responsabilidade de fora e o tratamento é de pai e filho.
—Trabalho é trabalho.
—Irei te ensinar tudo que quiser e tire as suas dúvidas. Não se incomode, pois o telefone sempre toca, atenda da forma que eu irei te ensinar e passe para a minha sala. Te ensinarei a transitar por aqui e a sala da Xerox é a duas salas a sua direita. Há muitos documentos de extrema responsabilidade e pedirei para você fazer alguns pedidos, temos as empresas certas e uma delas é a do meu tio. Não se preocupe que a equipe é grande e cada um faz um pouco, o mais leve ficará com você por ser inexperiente. Quero poder ajudá-la a ocupar o seu tempo e vira e mexe preciso sair, poderá ir comigo.
—Poxa legal.
—Agora relaxa e guarde a sua bolsa no armário. Iremos conhecer as dependências do local.
—Ta, mas estou com um pouco de vergonha, na verdade estou passando por tanta coisa.
—Eu disse que poderia começar na segunda e está linda vestida de forma tão séria, parece mais velha princesa.
—Não....... Eu estou bem para estar aqui hoje trabalhando. Que bom que gostou.
—Tem certeza? Perguntou ele segurando a minha mão.
—Sim.
—Então, antes de guardar a sua bolsa, pegue a sua identidade. Tem carteira de trabalho?
—Tenho todos os documentos desde dos meus dezesseis anos, nunca se sabe e eu sempre quis ser independente. Tracei plano, mas, mas........... não deu certo.
—Isso é bom, mas não fique triste. Está empregada agora e o resto se resolverá, é isso que eu quero para você da melhor forma possível.
—É sim.
—Vamos passar no Rh por você não poder ficar em branco e preencherá uma filha. Depois irei apresentá-la ao meu pai e andaremos por aí.
—Ta ok. Mas ele sabe que eu viria trabalhar aqui?
—Eu conversei com ele ontem, mas já estava em meus planos ter alguém. Por isso eu te ofereci o emprego.
—Beleza então.
Fui guardar a minha bolsa no armário e ele me mostrou a sala dele após abrir a porta ali dentro daquele recinto mesmo. Eu a achei pequena, porém confortável. Havia maquetes de construções, livros, muitos documentos nas prateleiras e um móvel de madeira de lei escuro. Era luxuosa a mesa, o local em si, e sutil. Sua cadeira era confortável, igualmente a minha era, mas em modelos diferente.
Saímos dali e fomos andando pelo imenso corredor, fui apresentada para muitas pessoas e havia muitos homens até muitos bonitos trabalhando ali. Uma grande maioria eram casados e alguns noivos, 5% devia ter namoradas ou solteiros por não portarem aliança. As mulheres estavam muito elegantes e as mesmas me sondavam com o olhar de forma discreta. Preenchi a tal ficha com os meus dados e tornamos a subir, iríamos à sala do pai dele. Andamos bastante e paramos em frente à mesa da secretária do pai dele.
—Bom dia Susan.
—Bom dia Sr William. Em que posso ajudá-lo?
—Vim ver o meu pai. Ele está ocupado?
—No momento ele está no telefone.
—Tudo bem e não precisa falar que estou aqui.
—Ok.
William bateu na porta e tendo o consentimento do pai, ele a abriu. Fui instigada a entrar primeiro e vi o pai dele acabando de por o telefone sem fio na base. O mesmo sorriu de forma simpática ao me ver ali e tornou a ficar sério.
—Bom dia senhor e chamo-me Isabella. Falei esticando o meu braço e apertamos as nossas mãos.
—Bom dia Senhorita Isabella. Espero que esteja se sentindo a vontade e é bem vinda a fazer parte da equipe.
—Obrigado senhor.
—O meu filho já lhe explicou tudo?
—Ele está me ensinando.
—Perfeito. Meu filho é um sujeito responsável e falou muito bem de você.
—Aé?
—Sim. Vocês são amigos não é isso?
—Sim. William é muito especial para mim, ele sabe disso.
—Claro que sim. Disse William segurando a minha mão e eu sorri para ele, mas o meu sorriso foi morrendo aos poucos. Eu estava sobrecarregada por causa dos meus problemas e nervosa estando perante aquele homem tão bem requisitado e importante no setor da engenharia.
—Espero poder ajudar o seu filho da forma que ele precisa e mesmo eu não tendo muita experiência, eu quero me sair bem.
—Nunca trabalhou antes?
—Não em uma empresa. Falei me recordando de ter trabalhado como uma faxineira. –Estou empolgada para trabalhar aqui, é algo novo.
—Bem, isso me deixa feliz então. William disse que a senhorita irá ajudá-lo nas pequenas questões e concordo vendo que você tem força de vontade. Há trabalho demais e tempo de menos.
—É eu soube.
—Bem, seja bem vinda. Falou ele sorrindo quando ao mesmo tempo o telefone tocou. –Preciso atendê-lo, só um momento.
—Na verdade já estamos de saída, prometi levá-la para conhecer as dependências. Falou William.
—Tudo bem.
—Com licença. Pedi me retirando.
—Tem toda e boa sorte.
—Obrigado.
Saímos da sala e ganhei o olhar da secretária, não liguei para isso e saímos dali. William foi me mostrando tudo e adorei o que eu estava vendo. Ele me mostrou um book contendo milhares de fotos de maquetes que ele e os demais profissionais dali fizeram e era cada uma mais bem elaborada que a outra. Havia o setor de decoração e era um requinte só, o bom era que eles atendiam a todas as classes sociais. Percebi que rolava muito dinheiro e as despesas eram altíssimas também, pois eram milhares de profissionais ali trabalhando.
Conheci muitas pessoas e eu as cumprimentava da melhor forma possível, era bom estar naquele ambiente e voltamos para o setor dele. A copa era bem espaçosa e ali a responsável preparava café, lanche e as secretárias podiam levar a sua comida. A geladeira era imensa e havia um microondas para esquentarmos as nossas refeições. Havia três mesas para nos sentar e era bem confortável.
William foi me ensinando muitas coisas com paciência e gravei os seus ensinamentos com facilidade. A pedido dele eu tirei diversas Xerox com o passar do tempo e atendi por quatro vezes o telefone de forma profissional. Estando sob a supervisão dele eu digitei alguns dados ditados por ele e o enviei através do e-mail para a empresa interessada. Eu estava me saindo bem e um tempo depois ele ficou na sala dele. Enquanto ele trabalhava, eu fiquei sentada em meu lugar pensando em minha filha. Mexi na Internet quando dava, pois o William precisava vez ou outra da minha ajuda.
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12h do dia.
Era a hora do almoço e William saiu da sala dele, eu acabava de revisar uns papéis da forma que ele havia me pedido e o olhei.
—Pronta pra irmos almoçar? Sei que você não trouxe o seu almoço e nós podemos comer fora. O que você acha?
—Pra falar a verdade eu estou sem apetite. Prefiro ficar e atender ao telefone estando o senhor ausente. Falei sorrindo levemente.
—Nada de senhor aqui princesa.
—Você é o meu patrão.
—Prefiro achar que somos bons amigos. O que você acha?
—Tudo bem, eu não irei confrontá-lo a esse respeito, tem feito muito por mim.
—Não sou um homem egoísta, sabe disso.
—Claro que sim. Falei me lembrando de Edward e a sua forma de ser às vezes.
—Então vamos almoçar.
—Ta, você me convenceu, mas antes preciso ir ao banheiro.
—Tudo bem.
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6min depois.
Saí do banheiro e peguei a minha bolsa, saímos do escritório e caminhamos pelo corredor. Paramos em frente o elevador e o botão foi apertado, não demorou nada o mesmo chegou.
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Chegamos na garagem e ele abriu a porta do carro para eu entrar, o agradeci e me sentei. A porta foi fechada e não demorou ele se acomodou no banco ao lado.
—Não é muito longe daqui o restaurante.
—Tudo bem. Amanhã eu trarei o meu almoço.
—Não precisa, podemos almoçar fora todos os dias.
—Não mesmo e não vejo problemas em comer na copa. Lá é um local bem confortável e as meninas parece se sentirem bem à vontade.
—Nada disso, eu faço questão de almoçarmos juntos. Você me faz companhia e eu te faço companhia.
—Vou pensar. Falei com ele sorrindo de forma amável.
—Contanto que aceite, está certo.
O carro foi ligado e saímos, o transito estava ótimo e William ligou o rádio. A canção suave era agradável e ele me olhou.
—O que está achando do trabalho?
—Eu estou adorando.
—De verdade?
—Sim. É verdade.
—Que bom.
—Parece que as mulheres ficaram surpresas com a minha presença.
—Sério?
—É, talvez seja por eu ter chegado com você, ou por eu ser uma figurinha nova no pedaço.
—É pode ser.
Depois desse breve diálogo nós ficamos em silêncio e eu fechei os meus olhos ao sentir o meu seio direito vazando, isso me fazia lembrar ainda mais da minha filha. Não demorou muito e nós chegamos no restaurante. William abriu a porta para eu descer e ajeitei a minha bolsa em meu ombro, segurando a mão dele eu desci do carro.
—Obrigado.
—De nada.
Fomos caminhando e entramos no restaurante, nos acomodamos com a ajuda do garçom e fizemos os nossos pedidos. Mesmo estando sem fome eu comi algo leve a base de peixe grelhado com ervas. Pedi uma água tônica no lugar do suco e já estava de bom tamanho. Comemos em meio a um diálogo agradável e ele evitou tocar nos meus problemas, o que eu achei bom e continuamos a comer numa boa. Recusei a sobremesa ao finalizarmos a refeição e pedi licença a ele para eu ir ao banheiro, mal ele sabia que as minhas forças já estavam se esvaindo e achei melhor irmos logo para o trabalho. Então eu me aliviei rápido e fiz tudo que eu tinha que fazer ali no banheiro da mesma forma. Por último eu retoquei o meu batom e saí do recinto.
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Chegando em nossa mesa eu o olhei.
—Podemos ir?
—Ta na hora mesmo, vou só pagar a conta.
—Eu quero ajudar, não é justo.
—Não é justo você contestar e relaxa princesa. Disse ele numa boa e segurou a minha mão de forma gentil.
—Eu, eu.....
—Está tudo certo em relação a isso.
—Ok. Falei o olhando.
Ele pagou a conta e saímos do local, fomos caminhando rumo ao carro e entramos no automóvel. Antes de ligá-lo ele me olhou.
—O que acha de irmos sair amanhã à noite como amigos? Eu posso chamar o pessoal e nos distraímos. Sei que você está sensível, por isso eu quero te levar para se distrair um pouco.
—Eu não sei.
—Vamos sair para espairecer, será melhor para você.
—Não parece ruim.
—E não é.
—Ok.
—Chegarei da faculdade um pouco tarde, mas passarei por volta das 23h para te buscar.
—Parece ótimo.
—Ok.
—Hoje eu não vou poder te levar para casa, mas darei um jeito.
—Sem problemas.
—Sem mesmo?
—Sabe que sim.
O carro foi ligado e retornamos para a empresa. Por volta das 15:10min o William precisou se ausentar tendo que ir acompanhar de perto uma obra e pediu para um dos motoristas da empresa me levar para casa às 16h. Fiquei ali “sozinha” até chegar à hora de eu ir embora e atendi seis vezes o telefone. Anotei os recados e interfonei para a copa pedindo um cafezinho, minutos depois a responsável pela copa veio trazê-lo e era uma senhora com seus 60 anos bem agradável. O mesmo estava muito bom e a agradeci quando deu. Estando faltando quinze minutos para às 16h, eu peguei o meu celular na bolsa e olhei a minha foto junto da minha bebê na maternidade, ela estava tão fofa e fechei os meus olhos sentindo a saudade aflorar ainda mais.
—Olá. Falou uma voz masculina e abri os meus olhos.
—Pois não.
—Boa tarde senhorita.
—Boa tarde. Falei olhando para o rapaz moreno claro e de aparência bem bonita até. –O que deseja?
—Vim trazer esses documentos para o Sr William.
—Ele não se encontra, somente amanhã.
—Então eu os deixarei com você e o entregue assim que poder. É a respeito da obra do Sr Valle e diga que já está tudo ok e que a prefeitura já liberou.
—Passarei o recado imediatamente.
—Obrigado. Você é nova aqui? Eu nunca te vi antes.
—Comecei hoje como a assistente dele.
—Então boa sorte.......
—Chamo-me Isabella.
—Sou Vicente. Trabalho no setor dos arquitetos. Falou ele apertando a minha mão.
—Então você é um?
—Sim. Falou ele sorrindo de forma simpática.
—Vi o trabalho de vocês, são bem talentosos.
—A equipe é de ouro, eu diria assim.
—Percebi.
—Bem, então eu já vou, está chegando à hora de ir embora e preciso deixar tudo em ordem antes.
—Digo o mesmo. Falta pouco para às 16h.
—Então bom descanso senhorita Isabella.
—Para você também.
Ele se retirou da sala e o achei bem simpático, na mesma hora eu passei uma mensagem para o William no celular da empresa e ele respondeu um ok. A recomendação dele foi para eu colocar os papéis na gaveta da sala dele e trancá-la, pois eu tinha as chaves extras comigo e era muita responsabilidade.
Finalmente chegou a hora de eu ir embora e tranquei a sala do meu chefe, afinal era isso que ele era meu e era engraçado. O outro de Ourinhos foi o meu patrão também no inicio estando eu trabalhando de faxineira na casa dele e procurei esquecer. Não que eu estivesse levando para o lado das mágoas, pois new York estava me ajudando, principalmente agora trabalhando. Era apenas saudade que eu estava sentindo da minha filha, pois a página já havia sido virada por mais que estivesse sendo difícil. Ele era um capítulo encerrado e por mais que transbordasse amor impróprio ainda, esse emprego iria me ajudar e muito. Já estava me ajudando na verdade.
Estando tudo em ordem eu tranquei a porta principal e o motorista me aguardava ali, o cumprimentei de forma educada e fiz o mesmo com a moça da copa ao passar em frente à porta dela. Fomos caminhando e os meus pés doíam um pouco por causa do sapato de salto, mas não foquei a minha atenção nisso se não seria pior.
Ao chegarmos na garagem, eu entrei no carro muito do confortável. Sendo o motorista muito gentil ao abrir a porta, ele depois entrou no automóvel. O mesmo foi ligado e saímos ali do local, mas pegamos um trânsito congestionado e relaxei estando o ar na ventilação, pois a noite seria bem fria hoje pelo visto.
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1h e ½ depois.
Paramos em frente o prédio da Ângela e me despedi do motorista, caminhei pela calçada e olhei para trás, vasculhei a área e o portão foi destravado pelo porteiro. Eu o cumprimentei ao passar em frente à portaria e ele acenou, nisso o meu celular tocou e o atendi após pegá-lo dentro da bolsa e olhar o visor.
—Oi querido.
—Chegou bem? Perguntou ele no momento que eu entrei no elevador.
—Sim. O motorista acabou de me deixar aqui no Queens.
—Se sente cansada?
—Meus pés, mas é normal. Guardei os papéis na gaveta como você me pediu.
—Trancou as portas?
—Sim.
—Tudo bem. Estou saindo da obra agora e passarei em meu apartamento para tomar um banho rápido e ir para a faculdade. Estou em cima da hora já
—Bom estudo então. Desejei a ele ao sair do elevador no andar da Ângela.
—Obrigado princesa. Bem, irei desligar agora e amanhã eu te pego no mesmo horário.
—Ok e um beijo.
—Outro para você meu bem.
A ligação foi encerrada e abri a porta do apartamento da Ângela, o mesmo estava com a luz da sala acesa e Ângela devia estar para o quarto. Fechei a porta e a tranquei, fui caminhando pela casa e passei em frente à porta do quarto dela, a mesma estava aberta e Ângela mexia em seu laptop estando sentada em sua cama. Vi o caderno dela ao lado e devia estar estudando.
—Boa tarde amiga.
—Oiii, eu nem percebi você. Como foi o primeiro dia de trabalho?
—Tranqüilo, tranqüilo. Eu conheci muita gente hoje e me distrai bastante na hora do almoço.
—Que bom então.
—É sim. Irei tomar um banho agora e relaxar. William quer sair amanhã e pediu para chamar você e o seu namorado.
—Temos compromisso com a família dele, iremos jantar com o pai dele e nós iríamos até chamá-los.
—Não é ser estraga prazer, mas vão vocês. Pode ser?
—Não quer ir conosco?
—Quem sabe outro dia.
—Está com vergonha?
—Não. Apenas quero deixá-los entre família.
—Você é a minha família também.
—Eu sei, mas isso me deixaria pra baixo no momento.
—Entendo e tudo bem. Não quero fazer nada que vá deixá-la ainda mais triste.
—Que bom que compreende. Vou tomar um banho agora e prepararei o nosso jantar.
—Não precisa.
—Eu faço questão, gosto de cozinhar. Vi que tem ingredientes para uma lasanha suculenta de frango. O que você acha?
—Maravilha amiga.
—Então estude e não se preocupe.
—Ta ok.
Fui para o quarto que eu estava ocupando e fechei a porta, tirei a minha roupa permanecendo apenas de lingerie e fui para o banheiro. Primeiro eu escovei os meus dentes, depois removi a maquiagem com um produto bom posto ali por Ângela e aliviei os meus seios por último. Era preciso e eu fazia de forma suave para não agravar ainda mais a minha situação.
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Entrei no Box um tempo depois tendo lágrimas escorrendo em meu rosto, pois eu me sentia muito mal sempre que fazia isso. Tomei um banho relaxante da cabeça aos pés e estando completamente limpa, eu fiquei sob o chuveiro deixando a água cair sobre mim. Abracei-me tentando me confortar um pouco mais e fiquei ali tentando suportar. Estava doendo demais o meu ato e saí para me secar.
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Estando devidamente vestida com o meu pijama para dias frios, eu passei creme em meu cabelo e o penteei. Estava tão comprido e bonito, que decidi escová-lo a minha maneira. Estando extremamente liso eu fiz uma touca como fazem no salão, sendo que não tão perfeita igual à deles e lavei as minhas mãos. Saí do banheiro e fui para a cozinha, comecei a preparar o frango para por na lasanha estando mais que voando em pensamentos. Fui preparando-o aos poucos após o peito de frango ter cozinhado e fiz um pouco de arroz, o cheiro bom estava começando a invadir a cozinha. Montei a lasanha e coloquei bastante queijo, ficaria ótima e a coloquei no forno para cozinhar. Ajeitei a bancada para jantarmos e preparei um suco de uva, lembrei de Solares e de todo o glamour daquele local. A praia era atrativa e eu não podia negar que a praia particular dos Cullens era divina também. A paisagem era linda demais lá e da casa da colina nem se fala. Eu estava com saudades de lá e evitei pensar, eu tinha que conseguir me desvencilhar dessas recordações que só me machucavam. Sair para espairecer era o que eu precisava e eu iria numa boa com o William amanhã. A generosidade dele para comigo era imensa e não se poupava em querer me ajudar sendo eu uma estranha. Ta certo que ele conhecia um pouquinho de mim, mas não sabia de tudo que eu passei e de onde eu vinha. A minha linhagem poderia por a prova em sua confiança em relação a minha pessoa, então seria o meu segredo.
Um tempo depois.
Eu e Ângela jantávamos no momento e fiquei em silêncio, eu estava pensativa demais e a olhei quando ela chamou a minha atenção com um pigarro.
—Está pensando em que amiga?
—Na vida. Estou feliz com o meu trabalho, mas não paro de pensar na minha querida filha.
—Foi você quem decidiu deixá-la bella. Viverá se atormentando?
—Sim, enquanto eu estiver viva sim. Será dessa forma porque ela é minha!
—Não estou chamando a sua atenção, é que me dói vê-la se lamentando sempre.
—Não foi pouco o que eu fiz com ela, pois eu detestaria ter sido abandonada pela a minha mãe.
—Não sei o que pensar. Tome-a do seu ex-marido e volte pra cá se isso a fará feliz.
—Acha que ele irá permitir?
—Apenas tente.
—Tenho os meus motivos para não fazer isso e, ela estará segura com o pai.
—Então se você acha isso, pare de se atormentar. Vá visitar a sua filha quando der, é um direito seu.
—Não é o momento ainda e voltar para vê-la não seria adequado. Esqueceu dos meus sentimentos?
—Então tente viver, do contrário volte e seja infeliz ao lado dele. Aqui você tem a oportunidade de recomeçar a sua vida sem problemas Isabella.
—Sei disso e estou disposta a mudar. Não sou uma perdedora e que se deixará ser abatida pelos problemas. Mas eu nunca irei me esquecer da Marie. Acho melhor você terminar a comida, vai esfriar. Eu já estava sem apetite, agora eu o perdi de vez. Espero que tenha gostado da lasanha.
—Está maravilhosa e você sabe que cozinha bem.
—Eu tento.
Ficamos em silencio e esperei ela terminar, para não jogar a comida fora eu comi a empurrando como eu pude. Quando terminamos, ela lavou a louça e fomos assistir um pouco de televisão. A telenovela era interessante e ficamos assistindo, começou a me dar cólica e detestei. Precisei por meias e voltei para a sala, eu era independente demais e daria um jeito de arrumar um lugar para eu morar sozinha. Sei que os meus problemas aborreciam a Ângela e com razão, ela detestava o Edward por ter surrado o jake e não era pra menos. Eu já estava decidida e resolveria esse assunto.
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Às 23:40min.
Eu acabava de me deitar para dormir e o meu celular carregava estando sobre o criado mudo, eu já havia o colocado para despertar às 05:50min da manhã.
Fechei os meus olhos e fiquei na minha, eu estava muito cansada e só precisava dormir. Minha vontade era imensa de chorar, mas eu soube me segurar. Eu me perguntava e perguntava a Deus se um dia eu iria conseguir superar essa dor, mas não obtive resposta. Preferi ficar em branco depois disso e não senti sinais do sono mesmo estando cansada, isso era um pesadelo e me sentei na cama. Eu precisava de um chá relaxante e me levantei, saí do quarto notando o silêncio no apartamento e fui caminhando devagar. Ângela já devia estar dormindo e entrei na cozinha, olhei no armário e achei uma caixinha de chá de erva doce. Estava de bom tamanho e coloquei um pouco de água para ferver, minutos depois eu preparei o chá e o adocei. Peguei a xícara com cuidado e apaguei a luz da cozinha, fui para o quarto e me sentei na cama. Esperei o chá esfriar bem e nisso os minutos foram se passando.
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Madrugada de Sexta feira, 17 de setembro.
Às 02:23min.
Eu ainda estava acordada e desconectei o carregador do meu celular, pois a bateria já estava carregada. Eu não sabia o que fazer, eu estava sem sono e isso não era bom. Sem saída eu permaneci na minha e esperei as horas passar.
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Às 05:50min
Apertei o botão que impedia o celular de apitar e me sentei, eu não havia dormido mesmo. Coloquei as minhas duas mãos em meu rosto e respirei fundo, eu precisava estar bem e atenta durante o meu trabalho. Levantei e fui para o banheiro tomar banho, por estar fazendo frio hoje eu coloquei uma calça comprida preta social e uma blusa branca social de manga comprida. Fiz uma maquiagem leve e optei a colocar o meu batom vermelho, por último eu desfiz a minha touca e penteei o meu cabelo. Perfumei-me e fui para a cozinha, preparei o café correndo e comi uma bolachinha com queijo amarelo. Após beber o meu café com leite, eu fui até o quarto correndo e peguei a minha bolsa. Saí do apartamento rápido e o tranquei, caminhei até o elevador e o esperei. O mesmo quando chegou estava vazio e entrei, pressionei o botão e ele desceu. Chegando no térreo eu vi que o William já me aguardava e me apressei, cumprimentei o porteiro e o mesmo sorriu ao acenar para mim. O portão foi liberado e caminhei até o carro, William olhou para mim e sorriu aprovando o meu visual.
—Bom dia princesa. Disse ele me abraçando.
—Bom dia. Falei o envolvendo com os meus braços também.
—Dormiu bem?
—Sim, eu dormi. Menti para não preocupá-lo.
—Está com um pouco de olheiras bella.
—É só um pouco.
—Sei. Disse ele beijando a minha testa. Agora vamos.
—Ta bom.
Entrei no carro após ele abrir a porta e me sentei, a mesma foi fechada e ele deu a volta. Após entrar no automóvel ele segurou a minha mão e me olhou.
—Tudo certo para sairmos mais tarde?
—Tudo sim, mas a Ângela irá para a casa dos pais do namorado dela. Então iremos nós apenas.
—Posso chamar os meus amigos para você não se sentir mal.
—Podemos ir os dois numa boa.
—Sabe que eu sei te respeitar.
—Sei sim. Falei o olhando e sorri ao lhe dar um tapinha.
—Tudo bem.
O carro foi ligado e saímos do Queens.
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Chegamos na empresa e desci do carro com a ajuda dele, o mesmo foi trancado com o alarme e fomos para o elevador. Momentos depois nós chegamos no segundo andar e cumprimentamos as pessoas conforme íamos passando por elas, afinal mesmo eu não as conhecendo, por gentileza eu fazia. Chegamos em nossa sala e ele destrancou as portas, interfonei para a copa e pedi café para nós dois. William foi para a sala dele e eu liguei o laptop da empresa, o programa da mesma foi iniciado e olhei os E-MAILS. Imprimi todos eles e levei para o William, a seguir eu saí da sala e o nosso café acabava de chegar.
—Olá senhorita Isabella.
—Olá dona Lively e bom dia mais uma vez. Eu cumprimentei a responsável pela copa.
—Bom dia. Trouxe o café e coloquei uns sequilhos.
—Obrigado.
Ela se retirou e eu levei a bandeja até a mesa do William.
—Vai ajudar a revigorar. Falei o olhando.
—Parece bom.
—E é. Falei o olhando e ele colocou um biscoitinho em minha boca sorrindo.
—Não se distraia e comece a trabalhar patrão.
—Pare com isso, não quero que me chame assim.
—Mas é dessa forma.
—Por favor.
—Ta se isso é uma ordem.
—Ok. Falou ele se levantando e veio até a mim. Estando eu distraída, ele me abraçou e começou a fazer cosquinhas em mim.
—Ta, ta, eu me rendo. Falei sorrindo e ele parou.
—Nada de patrão?
—Tudo bem. Falei sorrindo ainda.
—Quero só ver.
—Bom dia pessoal. Falou o pai dele entrando na sala e nos pegou estando William me abraçando ainda.
—Bom dia pai. Falou William me soltando e eu fiquei sem jeito.
—Bom dia senhor. Falei pegando a minha xícara e saí dali da sala sob o olhar curioso do pai dele.
Eu estava muito sem jeito e me sentei na cadeira em frente o laptop. Bebi o café numa boa e o telefone tocou, era um homem querendo falar com o meu chefe a respeito da obra que o mesmo foi ontem e transferi a ligação. Não demorou muito o pai de William saiu da sala dele e me olhou, mas sendo discreto ele me desejou um bom dia e se foi. Sem pensar mais no episódio que foi pra lá de inocente, eu fiquei atenta ao meu trabalho.
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Na hora do almoço nós fomos ao restaurante, dessa vez eu aceitei a sobremesa e ficamos conversando quando terminamos de comer. Pedi a ele para me levar até uma farmácia na hora da volta e ele pagou a conta. Saímos do local conversando de forma descontraída e chegamos no carro, não demorou muito nós saímos dali. Minutos depois ele parou em frente a uma farmácia e eu desci do carro, confesso que eu ganhei alguns olhares. Entrei no estabelecimento e peguei tudo que eu estava precisando, principalmente absorventes internos e externos. Paguei tudo e saí dali, voltei para o carro e abri a porta.
—Demorei muito?
—Não.
—Que bom.
O carro foi ligado e voltamos para o trabalho.
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As horas voaram e na hora de eu ir embora, o motorista me levaria. William sairia um pouco depois por causa das responsabilidades e ele pediu para eu passar no Rh. Recebi os dois dias trabalhados e assinei um papel que deixava claro que eu havia recebido pelo os dois dias trabalhados. Saí ali do complexo e pedi para o motorista me deixar no shopping, dizendo um tudo bem, eu relaxei.
Chegamos no shopping e desejei um ótimo final de semana para o motorista, ali eu me virava e ele se foi. Entrei no local e me veio uma luz na memória, eu precisava me aliviar melhor e compraria uma bombinha para os meus seios. Fui até a loja infantil e a comprei, eu precisava comprar umas mudas de roupa para mim e dei um passeio pelo shopping. Comprei peças bonitas para o trabalho e para o lazer, estando satisfeita eu decidi ir embora. Pedi informação de como eu fazia para chegar no endereço de Ângela de ônibus e o rapaz da banca de jornal me explicou com paciência, achei fácil e fui para o ponto de ônibus. Esperei o mesmo vir e não demorou muito, pedi ao motorista para me deixar no ponto próximo ao endereço e fui prestando atenção. Eu não estava longe do apartamento e logo o motorista sinalizou para mim, era à hora de eu descer e o agradeci. Caminhei pela calçada distraída, mas atenta ao mesmo tempo. Parei em uma barraca de pipoca e comprei uma de três dólares, estava muito boa e mais a frente já era possível ver o prédio de Ângela. O fluxo de pessoas naquele local era moderado e continuei a caminhar, não demorou nada eu atravessei a rua e subi na calçada que me levaria até o prédio que eu estava morando. O frio estava presente e cheguei à portaria, a mesma foi liberada e entrei. Dei boa noite ao porteiro e subi.
Abri a porta do apartamento e Ângela não estava, já passava das 19:30min e ela devia ter ido já para a casa do pai do namorado. Fui para o quarto e guardei as coisas que eu comprei.
Deixei a roupa que eu sairia mais tarde separada e tirei a roupa que eu estava vestindo. Coloquei um roupão e fui para o banheiro me aliviar. Após lavar as minhas mãos eu peguei o meu kit de manicure e dei um jeito nas minhas unhas.
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Demorou, mas eu consegui um tempo depois deixá-las bem cutilada e pintada com uma cor escura. Elas secariam muito rápido e fui para a cozinha, belisquei uma bolacha e voltei para o quarto. Peguei a bombinha que eu havia comprado e a higienizei na cozinha, sem demora eu aliviei os meus seios os deixando bem vazios. Aquela dor que eu estava sentindo aliviou e muito, logo após eu lavei tudo com cuidado. Sem ter nada o que fazer, eu fui ver televisão na sala e fique na minha tentando não me recordar. Se eu quisesse ser uma mulher livre, eu teria que fazer uma força tremenda e engolir todos os meus sentimentos. As coisas ruins que eu passei elas não eram recordadas nesse momento e restaram apenas os meus sentimentos e a saudade. Olhei para o céu do sofá e lembrei do céu estrelado de Ourinhos. A brisa do mar era constante e sorri ao me lembrar de ter esvaziado as garrafas de whisky da mansão. Lembro-me que Edward ficou uma arara comigo e lembrei também de ter posto fogo nas roupas de luto dele. Sei que eu não fui fácil também e lembrei-me da primeira vez que ele me beijou sem eu esperar no quarto dele, eu havia o proibido de me beijar na época, mas ele insistiu e passou a me beijar. Nisso eu toquei os meus lábios lembrando do nosso beijo e tornei a abrir os meus olhos, sentindo raiva de mim mesma eu me levantei do sofá e fui socar a parede, eu, eu.......
—Eu não posso meu Deus, eu não posso. Quando esse tormento vai passar? Quando eu vou me livrar desse peso de ter deixado a minha filha? Perguntei aos prantos e sequei os meus olhos. –Mesmo ele estando tão longe, ele não me deixa em paz. Ele não me deixa em paz! Mas eu não irei me lamentar, eu não irei me lamentar e não mesmo. Eu jurei me reerguer, será desta forma por mais que me doa demais. Eu sou uma mulher de princípios e estando ao lado dele, eu irei.........
Estando me sentindo debilitada por causa das lágrimas e dor na consciência, eu fui me escorando na parede e olhei a vista da janela, era melhor eu observar a vida alheia a ficar me lamentando sem poder chegar em uma solução. William era tão prestativo e carinhoso comigo, no fundo eu tinha certeza que mesmo amando o outro de uma forma desmedida, o William era a pessoa certa a me fazer esquecê-lo. Eu estava tão indecisa meu Deus, mas por hora eu não tomaria nenhuma decisão precipitada. Toquei os meus seios notando os bicos bem sensíveis e me abracei, eu sentia tanta saudade da minha mãe e de seus conselhos. O fato de saber que eu estava sozinha sem parentes me deixava mal, mas eu não iria ficar pensando em coisas tristes e arruinar a minha noite. Ficar sozinha no apartamento imenso da Ângela não estava me fazendo bem e peguei uma revista para eu ler.
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Às 21:40min.
Eu acabava de sair do banho e me sequei, hidratei o meu corpo e me vesti. O vestido de oncinha era lindo e sensual na proporção certa sem se tornar vulgar. E a sandália preta alta de tiras na frente em forma de xis também. Fiz uma maquiagem marcante e optei a pôr um batom vermelho intenso. Penteei o meu cabelo, pois eu havia o escovado ontem à noite e estava bem liso ainda. Perfumei-me e notei que eu estava bonita, por último eu me adornei. Peguei a minha bolsa e coloquei dentro dela tudo que eu precisaria, escutei o meu celular tocando e o peguei. Atendi sem olhar o visor por estar obvio demais com o passar dos minutos e.....
—Será que dá pra você vir até aqui em baixo? Perguntou a voz tão conhecida por mim e precisei me apoiar na cama para não desabar estando bem surpresa.
—Não temos nada pra falar um com o outro Edward.
—Eu estou aqui em frente o apartamento da sua amiga e não vou embora até você vir falar comigo! Estou pedindo numa boa. Falou ele e olhei a hora em meu celular, marcava 22:28min.
—O que deseja à uma hora dessas comigo? Você é mesmo doido de vir até aqui.
—Pode vir aqui em baixo?
Encerrei a ligação sem respondê-lo e me perguntei se ele nunca iria me deixar em paz. Eu não iria me esconder e como adulta eu resolveria essa situação. Peguei a minha bolsa e saí do quarto, mas achei melhor pegar um casaco grosso e o peguei.
Saí do apartamento o trancando e desci, cumprimentei o porteiro e não vi o Edward parado na calçada. Olhei em volta procurando por ele e o vidro de um carro preto desconhecido por mim foi arriado, para a minha surpresa era ele quem estava ali e estranhei. Na mesma hora ele abriu a porta do carro estando ainda do lado de dentro e eu me aproximei percebendo o quanto ele me avaliava. Eu estava muito bem apesar das minhas olheiras e bonita, o meu andar era cauteloso e ele estava sozinho pude perceber. Aproximei-me pouca coisa e parei a uma boa distância do carro.
—Não me arrumei para vir vê-lo Edward. O que faz aqui em New York?
—Está obvio demais não acha?
—Não. Pra mim não está obvio as suas intenções.
—Então estava esperando ou recepcionando alguém lá em cima?
—Isso não importa. Já entramos num acordo e não voltarei mais atrás.
—Entre no carro para conversarmos melhor.
—Estou bem aqui fora. Acho melhor você colocar de uma vez na cabeça que entre nós não há e nunca haverá nada.
—Fale por você.
—Você joga muito baixo e agora eu já sei que você me dopou. Você me dopou no dia do meu aniversário, mas não deu certo e não conseguiu me impedir de sair. Era o meu dia Edward. Por quê? Perguntei estando arrasada por essa dura realidade.
—Não vou negar que eu fiz isso aí mesmo. Disse ele com raiva quando o meu celular tocou.
—Só um momento Edward. ....................-Alô.
—Estou saindo do meu prédio agora, logo eu chego aí princesa.
—Tudo bem querido, eu já estou te aguardando aqui em baixo. Um beijo.
—Outro. A ligação foi encerrada.
—Então pelo visto está de encontro marcado mesmo?
—Não devo te dar satisfações, mas sim Edward. Vá viver a sua vida também.
—Então abandonou a menina por causa dele? A abandonou para viver uma aventura longe de casa?
—Eu não a abandonei e a deixei com o pai como eu já deixei claro para você. Não tente deixar o clima ruim entre nós novamente. Estou seguindo a minha vida e tudo que eu tinha para falar com você eu já falei.
—Está na cara que nos abandonou por ele.
—Não confunda as coisas, já somos divorciados. Já a Marie tem você Edward.
—Então pelo visto você não a quer não é isso? Não foi isso que você deixou claro? A despreza porque ela também é minha, não é outra coisa. Ela é pouca coisa para você, por isso a despreza! Sei que se tivesse um filho com o seu novo namorado, você jamais o abandonaria!
—Não vou ficar tocando nessa tecla e ouvindo inverdade! Agora vá embora. Não iremos ficar juntos novamente porque você quer.
—Não vai perguntar pelo menos se ela está bem?
—Sei que ela está bem, não seria o contrário estando com você que zela tanto pela família.
—Vejo que ele está lhe mudando Isabella, a ponto de deixar tudo para trás e até a sua casa.
—Não foi ele e sim as circunstâncias da vida. Sou outra mulher e não pense você que eu fico me martirizando, fizemos um acordo Edward em vivermos sem nos martirizar. Lembra? Faça o mesmo e me esqueça daqui a diante. Estou com outra pessoa agora e feliz até certo ponto. Menti. –Estou recomeçando e não tardará o nosso casamento, sei que eu serei feliz. Ele me fará feliz e entre nós já deu tudo que tinha que dar Edward.
—DIZ QUE EU SOU EGOISTA, MAS QUEM ESTÁ SENDO É VOCÊ! Disse ele com raiva e não liguei, acho que eu ao falar que me casaria com outro o irritou.
—Não estou sendo egoísta, estou apenas vivendo a minha vida, mas você não quer aceitar isso. O egoísta aqui é você.
—Despreza e pisa o meu amor, não teve a oportunidade de conhecer quem eu sou de verdade. Eu seria tudo para você se me deixasse ser.
— Acho melhor você voltar, já está falando besteiras.
—Sei que não quer escutar, mas é a pura verdade.
—Não, eu não quero. Falei olhando para cima a fim de evitar as lágrimas e o olhei.
—Está bancando a egoísta por tê-la abandonado e consegue dizer tão facilmente que será feliz! Como pode fazer isso com ela? Ela sente a sua falta e....
—Cala a boca! Pedi chateada movendo minhas mãos, eu não teria forças para ouvir mais.
—Tudo bem eu me calo, mas....
—Tenha uma boa noite e vê se me deixa em paz. Apesar de tudo eu não queria brigar com você....... e adeus Edward.
—Até. Falou ele quando eu me afastei do carro ao ver que William se aproximava estando um pouco distante ainda.
Disfarcei bem e ajeitei o meu cabelo, sorri levemente olhando para o William quando ele estacionou o carro e desceu do mesmo para o meu total desassossego. Edward era bem barraqueiro e ele veio até a mim, nisso eu notei que Edward suspendeu o vidro daquele carro desconhecido e não saiu dali.
—O que foi? Perguntou William me fazendo olhá-lo e olhou na direção que eu olhava, mas não notou nada pelo carro ser filmado e desconhecido.
—Não é nada. Você está muito bonito e cheiroso.
—Estou sem palavras para você princesa, linda ainda é pouco.
—Obrigado. Falei sorrindo levemente, eu sentia o meu coração agitado. Nisso eu ganhei um beijo na testa e ele me abraçou, depois me conduziu até o carro segurando a minha mão.
—Vamos nos distrair um pouco.
—Estamos precisando.
William abriu a porta do carro e eu entrei, depois ele deu a volta e entrou. O automóvel foi ligado e saímos dali, eu não podia negar e dizer que Edward não mexeu comigo, ele estava tão lindo pelo o que reparei rapidamente. Eu me perguntava de onde ele estava vindo e de quem era aquele carro elegante desconhecido. Tentei relaxar, nada iria abalar a minha noite, principalmente ele que era uma companhia imperfeita para mim.
Não sei se o meu coração havia endurecido um pouco para conversar com ele sem desabar, mas eu não queria discutir com ele mais. Eu desejava a paz para poder seguir bem. Por amá-lo eu não queria ter mais atrito com ele e sim que ele fosse feliz. Isso me magoava tanto em desejá-lo com outras, mas as suas ações deixavam a desejar. Ele confessou ter me dopado e estava claro que não se arrependia. Edward era imprevisível e cismou comigo a ponto de não me deixar em paz. Eu me perguntava a todo o momento agora se ele um dia iria me esquecer, acho que eu não o esqueceria tão facilmente. Mesmo assim eu iria seguir adiante.
—Está tão calada. Observou William.
—Um pouco.
—Já jantou?
—Ainda não por opção.
—Iremos a um barzinho e comeremos algo. Nem eu jantei ainda por ter chegado da faculdade e ter tomado um banho estando apressado. A seguir me arrumei correndo e vim te encontrar.
—Ok. Falei no momento que ele entrelaçou a nossa mão.
—Está tudo bem?
—Claro que sim meu bem. Falei sorrindo levemente. –Está tudo como deve ser.
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Chegamos em um local para bacanas e desci do carro com a ajuda dele. O alarme do carro foi ativado e caminhamos lado a lado até a porta do local. Uma música suave tocava e as mesas estavam lotadas. O bar estava movimentado, mas em ambos os lugares tinham espaço e algumas vagas. Nos sentamos mais ao fundo para termos privacidade e o local continuou a encher. Fizemos os nossos pedidos e comeríamos um ravióli, William pediu um vinho fino tinto para nós e aguardamos o nosso pedido.
—O que achou?
—Confortável. Falei olhando em volta e olhei para ele sorrindo.
Conversa vai, conversa vem e o nosso pedido chegou, o ravióli estava uma delícia e brindamos com o vinho de muito bom gosto. As notas eram suaves e o doce se fundia com o gosto intenso das uvas, era sensacional e viciante para os amantes do vinho.
—O que achou?
—Está tudo maravilhoso e delicioso. Esse lugar é agradável, a comida é excelente e o vinho é hummmm. Sua companhia é melhor ainda e me faz bem de verdade. Estou precisando espairecer, há um turbilhão dentro de mim.
—Que bom. O que eu poder fazer para deixá-la um pouco mais feliz, pode contar comigo sempre.
—Diga-me uma coisa William.
—Pode perguntar.
—O seu pai falou algo ao nos ver abraçados hoje?
—Ele não me perguntou nada naquele momento, foi discreto. Eu sei que quando estivermos juntos e fora dali ele irá me perguntar. Ele sabe que eu sou homem e há muitas mulheres lá na empresa, mas o meu pai sempre deixou claro para eu não confundir as coisas. Eu não sou do tipo pegador e evito certas situações.
—Eu notei que há mulheres que suspiram ao lhe ver. Sei que se você desse uma oportunidade elas aceitariam numa boa.
—Que isso, isso são coisas da sua cabeça princesa. Disse ele sorrindo.
—Tenho certeza que não é. Falei negando. – Por isso me olham tanto quando eu chego com você.
—Nunca percebi por não olhá-las com os mesmos olhos. Há muito trabalho por lá.
—Percebi. Após eu falar, eu bebi um pouco mais de vinho o olhando.
—Gosto dessa música. Falei ao observar a troca que o Dj fez.
—Não conheço.
—Esse vinho é ótimo.
—Gostou mesmo?
—Sim.
Continuamos a conversar estando nós entrosados uns com o outro e olhei em volta rapidamente, tornei a virar em frações de segundos para o William, mas algo me chamou a atenção. Olhei na direção do bar novamente como se tivesse sido atraída e vi o pai da minha filha ali sentado, eu não iria alarmar o William e vi que ele bebia algo.
—Deus! Eu pensei.
Continuei a conversar com o William como se eu não tivesse o visto ali, mas me sentia incomodada. Em nenhum momento ele me olhou e era como se eu não estivesse ali também, achei melhor assim e olhei para o William pondo a mão em meu coração que já batia acelerado.
—Costuma vir sempre aqui?
—Às vezes. Gosto daqui.
—Eu também gostei. A propósito, eu peguei o meu dinheiro hoje. Foi à primeira vez que eu recebi na minha vida por ter trabalhado e é uma sensação boa. Eu diria que ótima e é a minha primeira vez.
—Fala isso por ser independente.
—Sim, eu sou mesmo. A propósito eu quero morar só e não sei por onde começar. Eu pedi a você para me ajudar, quero dar privacidade à Ângela e não quero chateá-la com os meus problemas. Falei olhando na direção do bar novamente.
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Madrugada de sábado, 18 de Setembro.
1h da manhã.
Duas moças se sentaram ao lado do Edward. Ele levantou o copo para uma delas como sinal de cumprimento e por ser lindo ela sorriu para ele de forma discreta. Estava na cara que era uma moça fina e descente, seu jeito recatado a denunciava e eu olhei para o William.
—Como eu preciso da sua ajuda. Preciso ter um cantinho para mim e.....
—Algo a perturba? A sinto nervosa bella.
—Tenho muita vontade de ter o meu lar, é isso.
—Vou ajudá-la como prometi, não se preocupe.
—Que bom e obrigado.
.
15min depois.
Sem conseguir beber o vinho agora, eu coloquei a taça sobre a mesa. Reparei que Edward conversava com a mesma moça e parecia entrosado, ele até havia pedido uma bebida para os dois pelo visto. O bar mam acabava de entregar as taças de drink a eles e Edward brindou com ela, isso eu achei um absurdo e segurei com mais intensidade o cabo da taça de vinho.
—Eu não posso me abater. Falei pra mim mesma.
—O que foi?
—Não é nada. Falei o olhando e resolvi beber um pouco mais do vinho, mas a golada não desceu bem.
—Quer ir embora?
—Não mesmo. Falei me aproximando mais dele e o abracei. –Você se preocupa demais comigo e é carinhoso.
—Eu gosto de você.
—Sei disso.
William beijou a minha testa e entrelaçou os nossos dedos sem haver apelo algum, pois eu percebi ao conhecê-lo o quão carinhoso ele é.
—Não gosta de morar com a Ângela?
—Eu gosto sim, mas quero ter o meu espaço. Nada grandioso e ostentoso demais, eu sou simples como você já percebeu.
—Amo a sua simplicidade. Isso é o que mais chama atenção em você. Eu daria tudo para ser o seu namorado, mas sei me conformar em ser apenas o seu amigo. Eu sempre soube que nada forçado é bom.
—E não é. Falei o olhando e ele me deu um beijinho de esquimó. Sorri por causa disso.
Disfarçando eu olhei para a direção do bar, a moça se encontrava mais à vontade e sorriam bastante. Ela se aproximou dele e falou algo em seu ouvido, isso o fez sorri e ela sendo bem atirada o abraçou com apenas uma mão. Rodeou o pescoço dele na verdade e eu cerrei levemente os meus olhos, isso me incomodava tanto. Meu coração faltava sair pela boca causando-me uma angustia sufocante agora e era demais vê-lo com outra. Eu estava com ciúmes e com uma vontade louca de ir lá e acabar com a faceta deles, mas eu sei que não era o certo. Ele devia seguir e eu também. Agora eu tinha certeza que eu não estava pronta ainda para vê-lo com outra.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—William.
—Oi?
—Onde é o banheiro aqui?
—Ali atrás.
—Preciso ir lá e já volto.
—Tudo bem.
Levantei da mesa vendo a moça de forma decidida beijar a bochecha dele e uma teimosa lágrima rolou sem que o William visse. Caminhei com dificuldade sentindo o meu céu desabar e estava cedo demais para eu presenciar essa cena. Estava doendo demais, mas era assim que devia ser. A direção do banheiro me fazia passar perto deles e eu não os olhei quando passei, só sei que eu pude sentir o olhar dele e passei direto. Entrei no banheiro ganhando o olhar de algumas moças que se encontravam ali e entrei na cabine fechando a porta de uma maneira desnecessária. Sequei o meu rosto com o papel higiênico tendo cuidado e me controlei, Eu não iria fazer isso com o William. Então eu me recompus e me aliviei. Abanei os meus olhos e saí da cabine, lavei as minhas mãos e respirei fundo por diversas vezes tendo pessoas a minha volta.
—Não, esse sentimento não vai me vencer. Não vai! Falei em voz alta e isso chamou a atenção da moça que lavava as mãos ao meu lado. Era obvio que eu não estava louca falando sozinha e a ignorei.
Sequei as minhas mãos e saí do banheiro, fiquei no canto que dava para eu ver todo o bar escondida e não o vi mais ali. Fiquei olhando em volta e por sorte a luz era fraca, isso dava um clima a mais no local e olhei mais uma vez para o bar. Nada de encontrá-lo e coloquei a mão em meu coração quando.....
—Eu estou bem aqui. Falou Edward em meu ouvido após envolver a minha cintura estando atrás de mim causando-me sensações em meu coração e susto ao mesmo tempo.
—Você me assustou. Falei de olhos fechados e senti a respiração dele bater em meu pescoço.
—Estava me vigiando? Aliás, me procurando? Estou aqui.
—Cadê a mulherzinha que estava com você? Perguntei tentando me soltar sem chamar a atenção, mas foi em vão.
—Isso não importa. É isso que você diz para mim, siga em frente. Disse ele apertando a minha cintura fazendo-me ir de costa contra ele.
—Por que não me deixa em paz? Perguntei baixo, eu me sentia fraca estando ao lado dele e me lembrei das palavras da Ângela. –Vá ficar com a sua conquista!
—Não parece contente com aquele cara.
—Porque isso te importa?
—Não é isso, conheço você.
—Não, você não me conhece Edward. Você teria acreditado em mim se fosse dessa forma. Não me conhece bem, mas o seu egoísmo não o deixa enxergar. Vá ficar com ela e me deixa em paz! Agora me solta, por favor, não sou essa mulher fácil e fraca que você pensa eu ser.
—De alguma forma você me quer. De alguma forma você gosta de ficar comigo, mas não me aceita.
—Está louco. Com licença. Falei o empurrando, mas ele não me deixou ir.
—Estou louco mesmo? Perguntou ele encostando-me na parede e me fez olhá-lo.
—Está sim! Deixe-me ir Edward.
—Não consegue me aceitar.
—O seu erro é me obrigar!
—Não, não é o que parece! Disse ele selando os nossos lábios e eu me afastei sentindo a doçura percorrer os meus lábios e depois o meu corpo. -Diz-me uma coisa, por favor, e seja sincera.
—O que deseja saber? Perguntei o olhando nos olhos.
—Você já se entregou a esse cara? Seja sincera comigo. Pediu ele e não tive forças para mentir.
—Eu e o William nunca transamos se é isso que o preocupa. Não sou esse tipo de mulher que se deita com o homem só porque eu entrei no carro dele ou simplesmente em um hotel! Valorizo e respeito o meu corpo acima de tudo. Sei que ele é um homem de muito valor, mas não. Satisfeito em saber a verdade?
Fiz força e consegui me soltar dele, isso porque ele permitiu e eu voltei para a mesa. Bebi um pouco do vinho e dei a atenção que o William merecia. Depois disso eu não vi mais o Edward e aceitei a dançar a música suave com a minha companhia. Eu me permiti curtir aquele momento mesmo sentindo o tormento dentro de mim. Dançar juntos estava nos fazendo bem e me permiti relaxar um pouco mais.
.
.
Às 04:25min da manhã.
—Ta a fim de ir?
—Estou sim, sinto-me cansada e muito satisfeita por ter saído com você.
—Vou pagar a conta.
—Ok. Falei sorrindo.
William pagou a conta e saímos do local, eu achei melhor não olhar muito em volta e fomos para o carro com ele rodeando a minha cintura. Não havia apelo sexual com a nossa aproximidade e entrei no veículo estando em branco. A porta foi fechada, acho que eu dormiria essa madrugada por sentir o sono vindo e achei ótimo, eu já não aguentava mais ficar sem dormir. William entrou e deu a partida, saímos dali e eu fechei os meus olhos. Tornei a abri-los e o olhei, ele pareci feliz em estar comigo.
.
Um tempo depois.
Paramos em frente o prédio da Ângela e o olhei.
—Eu me diverti muito e tudo estava ótimo, obrigado.
—Eu também me diverti princesa.
—Estou com sono. Falei sorrindo.
—Eu também. Foi o trabalho que nos sugou e dançamos bastante essa noite.
—Foi sim. Falei sorrindo e dei um beijo na bochecha dele. –Bom dia.
—Para você também. Disse ele beijando a minha bochecha e me abraçou.
—Até e vai com Deus.
—Até.
Saí do carro e fui à direção do portão, escutei o carro do William se afastar rapidamente e ao mesmo tempo uma buzina que não era a mesma do automóvel do William soou por duas vezes. Olhei para trás vendo que o carro preto acabava de parar na calçada e William já estava longe, indecisa eu resolvi parar de andar e Edward saiu do carro. Fiz menção de entrar correndo, mas.....
—Isabella, espere.
—O que você quer? Perguntei me virando para ele.
—Vamos conversar como um homem e uma mulher civilizados, e sem brigas.
—Desembucha logo então! Eu estou sem tempo.
—Viu como você é tosca também? Perguntou ele de forma calma.
—Não posso convidá-lo para entrar, Ângela não iria gostar.
—Ela está dormindo.
—Eu estou sozinha, mas isso não vem ao caso. Eu respeito o espaço dela e isso é o que importa.
—Não quero entrar, apenas venha comigo. Eu estou hospedado aqui perto e podemos nos falar numa boa.
—Você não tem amor próprio Edward. Acabou de me ver saindo com outro homem, mas mesmo assim não desiste!
—Já me falarão isso, mas eu sou o culpado. Se não fosse tudo que passamos talvez fosse diferente agora.
—O que quer falar comigo? Não quero ouvir a mesma coisa de sempre.
—Não confia em mim a ponto de ficar em um local menos tumultuado e frio?
—Você joga sujo e da última vez acabou me dopando. Estou chateada com você e era para eu nunca mais olhá-lo na cara!
—Juro pela a minha família que nada de mal eu irei fazer com você, depois eu te deixo aqui.
—Está achando que é fácil me dobrar e me enganar? Perguntei me aproximando dele sorrateiramente. –Acha que eu sou uma mulher que se deixa ser seduzida facilmente?
—Não precisa me bater, eu sei que meus atos no sábado passado não foram dignos. Desculpe-me por aquilo e não tornará acontecer mais. Eu lhe prometo bella.
—Não prometa em vão.
—Não estou não. Disse ele olhando nos meus olhos e a friagem nos envolvia com furor.
Respirei fundo e olhei para o lado, depois eu o olhei.
—O que tem para falar de tão importante?
—Quero conversar somente, eu juro.
Após ele dizer isso eu fiquei pensativa, eu não sabia se eu aceitava ir com ele. Olhei a hora em meu celular e marcava 05:19min. Eu estava indecisa, mas se ele jurou, eu resolvi acreditar. Eu poderia estar cometendo um erro, mas resolvi dar um crédito à pessoa errada.
—Tudo bem. Com tanto que cumpra a sua promessa de não aprontar.
—Não irá se arrepender.
CONTINUA..............
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