Solares
56 Capítulo 56
BELLA.......
Final do capítulo anterior.
Passei a mão em meu cabelo e corri os meus dedos em todo o cumprimento estando me recordando de tudo que fizemos em seu momento bipolar, mas as cenas ruins vinham para jogar um balde de água fria. Com a mesma mão, eu peguei o copo e bebi um pouco mais do drink o achando delicioso. Edward não falou nada por eu ter desligado a televisão e....
—Não se sente dolorida?
—Não, e foi momentâneo. Falei o olhando. –Por que pergunta?
—Eu só queria saber, acho que deveria ir ao médico ver se está tudo bem.
—Eu estou normal, mas decidi que eu iria até uma clínica em breve e pagaria uma consulta normal de rotina.
—Não há a necessidade de pagar, você e a Marie fazem parte do plano.
—Eu decidi que irei à outra clínica Edward, não me sinto à vontade de usufruir das coisas em relações a vocês depois de tudo.
—Quem deveria pensar assim sou eu, por isso eu falo que deveria ir a clínica.
—Não estou machucada internamente. Tudo indica que eu sangrei externamente por você me invadir daquela forma e eu não estando excitada, essa é a mais pura verdade.
—Preciso que me perdoe por ter feito isso com você. Disse ele me olhando nos olhos e eu fazia o mesmo.
—Isso não é importante para você, deixa pra lá.
—Se não fosse, eu não estaria lhe pedindo Isabella. Eu quero sentir que é verdade você me perdoando ou não.
—Eu já até esqueci.
—Mentira.
—Está muito recente, estou digerindo ainda. Serei falsa ao lhe perdoar agora, pois há muito a que ser perdoado ainda e isso não é nada.
—Eu, eu...
—Só posso afirmar que há muito para se perdoar Edward. Seu pai está certo em relação a você, pois o orgulho lhe cega!
—Hei, eu não quero discutir. Falou ele me olhando e colocou um salgado na boca.
—Nós não estamos. Tenho o direito de sair e interagir de forma descente com as outras pessoas.
—É eu sei.
—O que isso quer dizer?
—Eu disse que você poderia sair.
—Sair e ver os meus amigos?
—Que seja. Disse ele olhando para a televisão desligada.
—O que aconteceu para você me liberar assim tão rápido?
—Devemos nos entender, mesmo que você não se considera a minha mulher. Agora que os meus pais irão viajar, eu sei que eu ficarei uma hora a mais lá na empresa e o trabalho será dobrado.
—É, eu escutei.
—Mesmo isso não me agradando, mesmo que isso me doa de certa forma, está livre para poder partir. Disse ele me olhando e para minha surpresa uma lágrima rolou em seu rosto. Fiquei o olhando desacreditada e sem saber o que falar.
—Estou livre para poder ir?
—É, é dessa forma infelizmente.
—Você disse que só a morte nos separaria.
—Eu estava enganado, e visitarei a minha filha nos finais de semana. Peça-me o divórcio e.........1min depois—Eu lhe darei.
—Tem certeza do que está me propondo?
—Nunca estive tão decidido na minha vida como estou agora. Fique aqui nessa casa que está em seu nome, eu retirarei as minhas coisas, ou more em Diamantina se quiser. Pode escolher e tudo que eu desejo é a segurança da minha filha.
—Nós merecemos ser feliz Edward, já era tempo.
—Sei que ao meu lado você não será feliz.
—Nem você ao meu lado, pois eu sempre serei a filha daqueles que lhes levaram a ruína.
—Eu lamento tanto, mas estou convencido que nada que aconteceu no passado irá mudar. Ela não voltará e eu não irei magoar ainda mais a minha mãe. Não irei magoar mais ninguém.
—Não deveria chorar, e sim sentir raiva de mim como antes.
—Não estou sentindo raiva Isabella, isso eu posso jurar para você.
—Quando você acha que eu devo ir ou você?
—Quando você achar melhor e quiser. Não irei me opor caso decida............. caso você decida ficar com o cara que ganhou o seu coração lá em New York.
—Não estou apaixonada.
—Faça o que achar melhor para você, só não me proíba de ver a menina.
—Não farei isso.
—Ok.
Um nó imenso se formou em minha garganta e salgadinho nenhum desceria mais. Edward pediu licença e se retirou da mesa, ele olhou para as bebidas ali na sala, mas não pegou nenhuma delas e subiu. Eu fiquei parada pensando e lágrimas desceram, eram tantas que banharam o meu rosto e eu não conseguia parar de chorar. Curvei-me sobre a mesa e abaixei a minha cabeça a apoiando em meus braços, fechei os meus olhos e não me permitir pensar em nada, apenas naquele momento.
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Às 23h.
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Levantei a minha cabeça estando dopada pela tristeza e já fazia era tempo que Edward havia subido. Levantei da cadeira e mais uma cachoeira de lágrimas rolou, peguei tudo que estava sobre a mesa e as levei para a cozinha. Lavei tudo soluçando bastante e as deixei limpa sobre a pia. Eu não entendia o porquê da minha tristeza, isso era tudo que eu queria ouvir dele e agora eu me encontrava tão despedaçada. Não tendo mais o que fazer ali na cozinha, eu apaguei as luzes e subi a escada devagar. Caminhei pelo corredor e abri a porta do quarto da minha filha, ela estava dormindo e tornei a encostá-la. Vi a porta de um dos quartos de hospedes aberta e Edward estava deitado ali, ele estava de costas para mim e me retirei sem fazer muito barulho. Caminhei pensativa pelo corredor e abri a porta do quarto, uma chuva de recordações caiu sobre mim e fechei a porta não a trancando. Fui até o banheiro e escovei meus dentes, lavei bem o meu rosto e o sequei sentindo uma lágrima rolando. Eu não estava me entendendo, mas na verdade eu estava sim.
—Não era isso que você queria? Então aproveita sua boba! Falei me olhando no espelho estando com os meus olhos completamente vermelhos.
Saí dopada do banheiro e me joguei na cama, puxei a coberta e me cobri por inteira. Chorei até não restar mais lágrimas em meus olhos, pois o sono não aparecia e minha vontade era de gritar.
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....................................(No mesmo instante)
Madrugada de Segunda feira, 26 de julho.
1h da manhã.
Descobri o meu rosto e o sequei, eu iria embora para Diamantina logo mais e viveria a minha vida. Finalmente eu poderia viver em paz e acho que um anjo tocou o coração do Edward, ele havia me deixado ir por espontânea vontade e até agora eu não estava acreditando. Sequei o meu rosto novamente e pensei que ao nos divorciar, ele iria ficar com outra mulher. A Julieta era uma forte candidata caso ainda estivesse sozinha, ela e Edward tinham uma forte sintonia e como ele disse antes, ela o amava. Senti um ciúme louco ao lembrar dessa mulher e soquei a cama como uma louca insana, era uma forma de eu poder desabafar esse carrossel de sensações dentro do meu coração. Eu estava tão confusa meu Deus, mas o que mais estava sendo estranho era que ele havia me dispensado depois de tudo que me fez por causa daquela obsessão.
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Às 02:12min.
Nada do sono vir e continuei deitada de barriga pra cima. Eu tinha os meus amigos, mas no momento eles não estavam a meu favor e fiquei pensando.
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5min depois.
Bem ou mal os Cullens se tornaram pessoas próximas após a morte dos meus pais, querendo ou não eu estava rodeada de gente e agora que eu teria a minha liberdade, me restaram somente os meus amigos. Ângela estava para New York e namorava, eu não poderia ficar na sombra dela para o resto da minha vida. Na verdade, eu não queria tirar a sua privacidade e o jake já tinha um alguém. Eles eram pessoas que ficariam por perto caso me aceitassem de volta e ao mesmo tempo longe por terem as suas vidas, só me restou a menina. Pra falar a verdade eu ficaria sozinha naquela casa com ela e me sentiria sozinha como da outra vez em que eu fiquei lá. Eu não sabia o que pensar, eu já estava me sentindo só antes mesmo do tempo, mas eu seria forte. Eu teria a presença de Edward nos finais de semana e sei que eu ao vê-lo com outra, o que acontecerá mais cedo ou mais tarde, isso irá mexer comigo de alguma forma. Não tinha como negar que para tentar esquecê-lo, eu me envolvi com o outro estando casada. Haverá dias que a minha filha iria sair com eles......E eu? Será que eu iria superar e esquecê-lo como eu deveria? O amor e o ressentimento andavam juntos em meu coração, era difícil saber quem iria vencer. Sendo realista, acho que esse amor impossível se manteria aqui em meu coração para sempre.
Continuei chorando e momentos depois eu sequei o meu rosto bem, eu tentaria ficar quieta para o sono poder vir.
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Às 03:05min.
Eu estava em branco, o sono não viria mesmo e permaneci na minha. Escutei a porta abrir e eu imediatamente fechei os meus olhos, por sorte o quarto estava num breu total e a porta tornou a ser fechada. Ouvi os passos de Edward no quarto e o abajur mais ao canto foi aceso, acho que ele preferiu acendê-lo para não me acordar ao acender o que ficava ao meu lado. Ele se aproximou da cama, levantou o edredom e se deitou ao meu lado. Estando eu imóvel, ele segurou a minha mão e se aproximou. Seu cheiro delicioso estava tão presente e ele selou os nossos lábios de forma tão suave, que eu quase não pude senti-lo e notei que esse cuidado era para não me acordar. Percebi que ele cheirava de forma cautelosa o meu pescoço e....
—Eu jamais irei me esquecer do seu cheiro bella. Disse ele bem baixinho, mas eu o escutei. –Eu espero que um dia você possa me perdoar. Falou ele mais baixo ainda e beijou a minha testa.
Edward se levantou da cama deixando-me ainda mais confusa e bolada. Confusa por ele ter me chamado de bella com tanta sutileza ao pronunciar o meu apelido, e abri os meus olhos quando a porta foi fechada após ele sair. Chorei tanto após isso e coloquei o travesseiro em meu rosto, mas tão logo a babá eletrônica anunciou que a minha filha havia acordado. Estava impossível parar de chorar e me levantei, calcei o meu chinelo e saí do quarto. Caminhei pelo corredor e abri a porta do quarto dela mal enxergando por causa das lágrimas. Eu quase tive um surto por ter sido pega chorando daquela forma e levei a minha mão em meu coração, pois Edward estava ali com ela no colo e a ninava cheio de cuidado e carinho.
—Acordei com o choro dela. Falei secando o meu rosto como eu podia, eu estava toda atrapalhada estando ele ali me olhando.
—Eu iria levá-la até você, por sorte eu já estava aqui para acalmá-la.
—Tudo bem.
Aproximei-me dele e ele me deu a neném, sem conseguir desviar o meu olhar do dele eu me sentei no sofá. Coloquei o meu seio para fora e Marie começou a mamar estando bem sonolenta. Edward foi até a janela e ficou olhando a natureza, já eu pensava no que ele me falou minutos antes.
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Momento depois a neném dormiu e eu a coloquei para arrotar, ela logo o fez e fiquei com ela um pouco. Andei pelo quarto com ela e Edward nos olhava.
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5min depois.
Coloquei a minha filha no berço e a cobri, saí do quarto estando Edward atrás de mim e ele encostou a porta após passar.
—Durma bem. Falei o olhando e virei para frente imediatamente, pois à vontade de chorar estava me chateando.
Afastei-me dele ao andar na direção do quarto e o senti me seguindo, eu ao abrir a porta do quarto ele me impediu de abri-la e me fez olhá-lo sem impor a brutalidade, muito pelo o contrário.
—Por que entrou no quarto da nossa filha chorando daquela forma Isabella?
—Não é nada demais, estou emotiva apenas.
—Nada irá faltar para vocês duas, saiba disso.
—Não estou preocupada com dinheiro Edward, não é isso.
—Então o que é? Eu não irei fazer nada contra você, haverá o divórcio muito em breve e fica tranquila. Eu falarei com o meu advogado amanhã e tudo será resolvido.
—Ok.
Abri a porta do quarto e fui para o banheiro, fechei a porta dele e fui lavar o meu rosto. A noite estava sendo longa e ao me lembrar do tráfico de drogas isso me fez recuar. Por toda à noite ao chorar por amá-lo eu havia me esquecido desse detalhe, era muito para se assimilar e sequei o meu rosto. Voltei para o quarto e o vi ali deitado na cama, evitei olhá-lo e me deitei. O ar estava ligado, pois não seria diferente estando ele ali e Edward foi apagar a luz do abajur. Ele tornou a se deitar ao meu lado e eu me virei na sua direção estando o quarto no escuro. Fechei os meus olhos e nós ficamos calados ouvindo o canto dos sapos e dos grilos mais ao longe. O cri, cri deles eram constantes.
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Um tempo depois eu o senti se aproximando.
—Isabella? Chamou-me ele e abri os meus olhos, os mesmos já estavam doloridos por causa do choro.
—Hum?
—Desejo que leve as roupas que a Alice comprou. Apesar de nós não sermos perfeito aos seus olhos, ela comprou com carinho para você. Não saberei o que fazer com elas e eu gostaria que você ficasse. Não deixe o rancor estragar ainda mais tudo.
—Tudo bem, eu irei levá-las.
—Ok. Falou ele e pude sentir o ventinho que a sua fala provocou em meu pescoço, com isso eu fechei os meus olhos.
—Acho que agora você finalmente vai poder ser feliz com a Julieta.
—Não estou pensando nisso agora Isabella.
—E porque não?
—Não estou com cabeça.
—Entendi.
—É isso.
Ficamos calados depois disso e Edward se aproximou mais de mim, nisso eu me ajeitei melhor na cama.
—O que deseja? Perguntei no momento que o senti se deitando no mesmo travesseiro que o meu e estranhei essa sua ação.
—Posso ficar aqui?
—Não se pergunta depois que faz. Falei normalmente e tampei os meus olhos com a mão.
—É, eu sei. Disse ele estando bem pertinho de mim agora.
—Edward...... O que pretende hein?
—Apenas ficar aqui............Eu não irei incomodar.
—Tudo bem. Falei sentindo o meu coração a mil, pois estávamos bem próximo e eu sentia uma mistura de sentimentos e sensações dentro de mim. Ali era a última vez que dormiríamos juntos eu o amando e o detestando.
Ficamos quietinhos e o rosto dele estava a centímetros do meu, ao me mexer os meus lábios tocou nos dele e me afastei como se eu tivesse levado um choque. Sem se segurar Edward veio até a mim e me beijou.
—Edward.
—Por favor, por favor. Disse ele bem baixinho. -Eu sei que isso não voltará a acontecer após o amanhecer. Eu a quero tanto e não imagina o quanto. Disse ele e beijou de leve o meu pescoço causando-me loucura em todo o meu ser. Edward não imaginava o quanto ele mexia comigo e...
—Eu, eu....
Edward me beijou com tanto cuidado e ao mesmo tempo desejoso demais, sua boca macia não me deixava raciocinar e pará-lo. Eu sentia o meu coração voando em meu peito, eu podia sentir o coração dele também e precisei de ar estando as nossas línguas se acariciando com tanta lentidão e delicadeza. Nesse momento que eu me afastei dele, ele beijou o meu pescoço e deu uma leve chupada nele deixando claro que haveria uma explosão entre as minhas pernas muito em breve. A seguir seus dentes acariciou a minha pele de forma suave causando-me um tesão imenso e a chupou de forma lenta. Edward tornou a me beijar cheio de cuidado e se afastou para poder selar os nossos lábios por várias vezes de forma calma e pausada. Eu podia sentir os bicos dos meus seios duros e o vão entre eles foi beijado, eu estando em transe não liguei quando ele fez com que um deles ficasse de fora e o chupou bem devagar. Ele tirou o outro e fez o mesmo me levando a loucura, já eu corri os meus dedos em seu cabelo pra lá de macio e perfumado. Edward voltou a me beijar e a minha mão direita corria pelo braço esquerdo dele, coloquei a minha perna em cima da dele e Edward ficou sobre mim na mesma hora. Eu podia sentir o quanto o seu eu me desejava através do seu corpo que estava colado no meu e Edward esticou a mão. A luz do abajur foi acesa causando incomodo em nossos olhos e Edward tornou a me beijar. Corri o meu pé direito sobre a perna dele e ele beijava o meu pescoço com vontade, isso me fez suspirar por diversas vezes. Aos poucos ele foi diminuindo o ritmo causando-me estranhamento e me olhou.
—Eu sei que eu não devia induzi-la a isso, até porque eu....... Falou ele se afastando de mim, mas eu o impedi estando a minha consciência pesada, pois existiam obstáculos demais entre nós.
—Não me obrigou a nada neste momento Edward.
—É melhor dormimos.
—Há pouco segundo você não pensava dessa forma.
—Você está machucada, não devemos continuar mesmo você notando como eu estou.
—Não estou machucada coisa nenhuma.
—Eu não quero causar-lhe incomodo novamente.
—Verá que não será igual. Falei me lembrando dos meus princípios, pois Edward não era o mais indicado para mim. –Será como você falou, ao amanhecer isso não irá mais acontecer. É mesmo uma despedida e tenho milhares de motivos para o impedir, mas não.
—É......... eu sei. Disse ele se sentando no meio da cama estando de costas para mim.
—Então......
Edward voltou a me beijar e percebi que ele estava demorando muito para me despir, acho que ele estava com receio em me tocar, mas mal sabe ele que o meu corpo o desejava tanto nesse momento que mesmo um raio caindo nessa cama, eu não tinha forças para recuar. Interrompi o nosso beijo o olhando e corri as minhas mãos em suas costas, consegui chegar na barra da blusa do pijama e a tirei com ele colaborando comigo. Vi o quanto ele estava excitado e o toquei estando sentada, acho que ele enlouqueceu ainda mais com o meu toque e me beijou fazendo com que eu me deitasse na cama novamente durante o nosso beijo. Edward suspendeu a minha camisola e beijou a minha barriga, a seguir ele a tirou de mim deixando-me apenas de calcinha sobre a cama. Eu mesma a tirei sob o olhar dele e depois me sentei para tirar o short do pijama dele. Edward me olhava e eu me deitei perante o olhar dele, fique na posição receptiva estando as minhas pernas levemente abertas e devagar ele se deitou sobre mim. Ao sentir o seu corpo encostar-se ao meu, eu me arrepiei todinha e voltamos a nos beijar. Eu podia sentir a hesitação dele ao beijar o meu corpo, ao acariciá-lo e eu fazia o mesmo. Ele deitou-me de bruço e beijou toda a minha pele das costas, eu tentei recuar nesse momento e desistir, mas eu não estava conseguindo e a minha falta de amor próprio falou mais alto. Os seus beijos vieram parar em meu pescoço e eu fechei os meus olhos ao sentir as suas carícias tão bem feitas e que estava quase me fazendo gozar só com aquilo que ele fazia ali. Meus gemidos baixinhos ecoavam em todo o quarto quando ele me fez levantar levemente o meu quadril e lambeu o meu ponto máximo de prazer causando-me loucura. Ao sentir a língua dele lá fez com que eu desabasse estando de bruços. Edward voltou a beijar a minha pele e fui virada de frente para ele, eu o puxei até a mim e nos beijamos bem devagar estando ele sobre mim.
—Edward, eu, eu.......
—Shhhhh, apenas me sinta.
O senti ir me penetrando bem devagar, nisso eu abri mais as minhas pernas e logo ele ficou todo em mim arrancando-me um gemido de prazer e dor. O instiguei a se mover e ele se moveu olhando para mim, talvez em busca de alguma expressão facial que denunciasse que eu estava sentindo muita dor ou até incomodo.
—Eu estou bem. Falei fazendo com que ele parasse dento de mim e o deixei sentir o quanto eu o apertava já.
Ele sacudiu a cabeça que sim em sinal de um tudo bem e voltou a se mover deixando-me saber o quanto estava sendo bom para ele através de seus suspiros. Faltava tão pouco para mim e não senti receio em gemer demonstrando o que eu estava sentindo também. Edward parou algumas vezes de se mover e da última vez eu o fiz se deitar de barriga pra cima. Fiquei sobre ele e comecei a me mover um pouco mais rápido. Os meus seios chacoalhavam de leve por estarem cheios e Edward me fez rebolar devagar nele me tocando em um ponto mais que prazeroso, tanto que eu gemi alto e ele me impediu de continuar. Eu já tremia um pouco e isso denunciava que eu iria gozar logo. Ele se sentou na cama estando eu em cima dele ainda e me beijou, eu também o beijei e me demorei em seu pescoço. Aquilo parecia agradá-lo e ele me fez mover ao mesmo tempo em que eu o fazia, escutei o seu gemido e acelerei os meus movimentos ainda mais. Os mesmo me levaram a loucura.
—Isabella. Chamou-me ele baixinho e parecia apreensivo.
—Continue, continue. Falei de olhos fechados e nesse momento eu já não conseguia mais raciocinar direito, pois o tesão havia nublado a minha mente e me fazia ir cada vez mais rápido. Meus gemidos eram desavergonhados e o beijei no pescoço lhe causando reações. Eu sentia o quanto isso o excitava através de suas carícias em meu corpo. Sua pegada intensa me desconsertava.
—Nós, nós deveríamos nos preven.... Falou ele cheio de desejo e já estando na borda igual a mim, sendo que eu estava de olhos fechados e o senti mordiscar o meu pescoço apertando a minha pele.
—Shhhhh. Hummmm, continue, continue e não pare.
Ele me fez deitar de barriga pra cima e me olhou ao me penetrar, seus movimentos se intensificaram e ele veio me beijar.
—Eu estou louco. Disse ele entre os nossos beijos e investidas bem precisas.
—Não faz mal. Falei em meio os meus delírios e o envolvi com as minhas pernas fazendo-o ir bem fundo e se mantendo assim.
Edward continuou se movendo e foi aumentando estando nós nos olhando, eu acabei gozando de forma violenta gemendo alto e o meu aperto vaginal pareceu ser demais para ele também. Nos beijamos estando um gozando no outro e juízo nenhum se encontrava em mim nesse momento. Continuamos a nos beijar, os minutos foram se passando estando os nossos lábios um grudado no outro e só parávamos para tomar ar. Edward voltou a me penetrar estando eu mais que escorregadia e ficamos nessa posição sem mudá-la uma só vez, eu só sentia ele me invadindo cada vez mais e seu olhar diziam e muito, mas eu não conseguia decifrar. Movi-me junto com ele estando de olhos fechados e os meus gemidos escapavam dos meus lábios constantemente. A cena era erótica de se ver e gozamos mais uma vez nos beijando, estando exausta eu o beijei estando cheia de paixão. O calor do beijo foi retribuído e Edward se deitou ao meu lado, ficamos ofegantes e ele envolveu a minha cintura não me deixando sair.
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8min depois.
Eu estava tão cansada e Edward novamente me beijou, eu já o sentia pronto novamente e o puxei para cima de mim.
—Está tudo bem? Perguntou ele estando com a testa dele junto da minha.
—Sim, está. Falei o olhando e afirmando com a minha cabeça.
Continuamos a nos relacionar e Edward me colocou de quatro, seus movimentos nessa posição foram lentos para não me incomodar e nos beijávamos da forma que dava. Rebolei muito nessa posição o levando ao delírio e senti a quentura escorrendo em mim, a seguir ele aumentou os movimentos e me tocando ao mesmo tempo. Acabei gozando rápido demais e os meus gemidos eram doloridos de tão bom que foi, a seguir Edward me fez sair da cama e me pegou no colo.
—Vai me deixar cair.
—Não, eu não irei. Falou ele sorrindo de forma pura e fomos para o banheiro.
Edward me colocou sob o chuveiro e tomamos banho, eu não queria me arrepender naquele momento e relaxei ao senti-lo me beijar no pescoço. Era ruim demais desejar alguém proibido, de certa forma eu me sentia muito mal por causa disso. Nos lavamos por completo e senti o deslizar das mãos dele em meu corpo, tanto que me deixou com vontade novamente e ele me agarrou. Novamente ele me penetrou estando eu no colo dele e de costas na parede. A cada subir e descer do meu corpo nos levava nas nuvens e gozamos momentos depois deliciosamente comigo gemendo baixinho. Eu definitivamente estava acabada e nos lavamos novamente comigo mal o olhando, eu tinha medo dele descobrir os meus reais sentimentos por ele. Enxaguei-me por inteira e saímos para nos secar, vesti o roupão e fui para o quarto estando eu com a minha mão na cabeça. Peguei a minha camisola e a minha calcinha, o quarto estava frio, mas nem tanto. Após me vestir sob o olhar dele, eu tornei a me deitar e Edward se deitou também. Ele me puxou para ele e me beijou, mas não havia segundas intenções no beijo e ele não me deixou afastar após interrompermos o beijo.
—Não irei me esquecer.
—Nem eu Edward. Eu não me arrependo dos meus atos essa madrugada, mas não tenho certeza se agimos certo tendo tanta coisa aqui no meu coração.
—Por favor, Isabella, não, não diga isso.
—Não me arrependi como eu disse, mas outra em meu lugar não teria permitido nem a sua aproximação. Sinto-me sem amor próprio.
—Que bom que não é a outra.
—Não sei. Falei pensativa e lá no fundo a razão me dizia que eu devia afastá-lo e rejeitá-lo.
Fechei os meus olhos estando eu no meio dos braços dele e tornei a abri-los sentindo o aperto dos braços dele em torno de mim.
—Não imagina como eu me sinto bem aqui em seus braços. Falei mentalmente e fechei os meus olhos.
Havia uma confusão muito intensa em meu coração com os atos dele e principalmente esse que era de me abraçar. Era a nossa última estadia como marido e mulher de faz de conta e senti que com o passar dos minutos o meu sono estava vindo de forma avassaladora. Acabei fechando os meus olhos sentindo uma lágrima rolar e sentia o cheirinho bom dele ao mesmo tempo. Edward me beijou mais uma vez e ficamos nos beijando lentamente. O clima suave do momento fazia milhares de borbulha em meu estômago ao beijá-lo.
—O que há? Perguntou ele me olhando, pois, a minha lágrima o surpreendeu. –Está doendo?
—Não é nada demais. Falei no momento que ele me fez deitar de barriga pra cima e ficou quase em cima de mim, dessa forma ele me olhava melhor e nos olhos. –Não se incomode.
—Essas são lágrimas de tristeza e arrependimento por ter ficado comigo, ou de felicidade porque irá embora?
—Não sei dizer, é tudo um pouco. Falei não o olhando, mas ele me fez olhá-lo.
—Seja sincera.
—Pra falar a verdade eu estou muito confusa.
—Explica-me o que significa essa palavra.
—Eu, eu, eu......... É natural por ir morar com a minha filha e não quero falhar por causa dela.
—Sei que não irá, você me aturou todo esse tempo.
—Não sei, mas eu farei o meu melhor.
—Não estará sozinha, pois eu sou o pai dela e estarei ajudando a cuidar dela.
—Eu sei.
—Leve-a nas consultas, se for possível eu gostaria de ir junto quando desse para eu ir.
—Ela é sua filha também.
—Fique sabendo que eu não irei tirar nenhuma das duas do plano de saúde. Apenas aceite Isabella.
—Eu, eu.....
—Não recuse. Use-o quando achar que deve.
—Não quero depender de vocês depois do que eu fiz e você fez comigo. Sei que eu tive os meus motivos, mas você é filho deles e traí-lo com certeza não deve ter os agradados. Eu não sou uma parasita Edward.
—Não seja boba e orgulhosa, sabe que esse dinheiro em sua conta não irá durar para sempre. Há despesas domésticas, pessoal, medicamentos nas horas necessárias e também existe a vaidade.
—É, eu sei.
—Lembro que eu quebrei o seu cartão, tente recuperá-lo.
—Não irei usar aquele maldito dinheiro. Falei um pouco seca. –Ele foi à causa de tudo na minha vida.
—É um direito seu ignorá-lo.
—É como se ele não existisse mais para mim, nada que me faça mal será lembrado a partir de agora.
—Será com você preferir.
—Ok.
Estando exausta, ele apagou a luz do abajur e me puxou para ele estando eu agora receosa, tanto que eu me afastei e deitei em meu travesseiro me sentindo bem arrependida.
—Isabella.
—Quero dormir. Falei secando o meu rosto, pois as lágrimas vieram.
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Momentos depois os meus sentimentos estavam borbulhando em dose alta e deixei o sono me levar sentindo a mão dele correndo em minha pele que se encontrava febril.
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Às 09:12min.
Acordei com a Marie chorando estando ela ali ao meu lado. Nem sinal de Edward e vi um bilhete sobre o criado mudo, mas antes eu teria que dar de mamar a neném. Por hoje ser o dia da minha partida, lágrimas rolaram e lembrei da madrugada intensa que tivemos, tanto que eu agora estava dolorida após muito tempo de sexo. Eu não devia ter me relacionado daquela forma tão entregue e desprotegida dos meus muros protetores, isso só me machucou ainda mais e chorei estando a minha filha mamando.
Após eu colocá-la para arrotar, eu peguei o bilhete de Edward e o li.
Sei que hoje é o dia da sua ida e rumo a tão esperada nova vida longe de mim. Entre trancos e barrancos eu decidi que deixá-la ir seria melhor que fazer brotar ainda mais o ódio por mim em seu coração. Eu sei que sou digno de merecê-lo e entenderei caso isso venha a acontecer com ainda mais intensidade. Eu tenho em mente e sempre tive desde que nos casamos que eu sou casado com uma Swan Isabella, mas isso não vem ao caso e não importa mais. Preferi deixar-lhe o bilhete a brigarmos após nos rolarmos na cama mediante ao nosso prazer, não combinaria com a situação porque para mim foi perfeita. Não sei para você, mas senti-la foi tudo para mim. Sei que cuidará bem da nossa filha e ficarei um tempo sem vê-la, será melhor assim para mim e para você. Podemos nos falar por mensagens a respeito da Marie e vou me comportar, pode ter certeza que eu não vigiarei a sua vida. Caso decida viajar com ela, pelo menos me deixe uma mensagem bem antes e diga que se ausentará, pois eu irei entendê-la e respeitá-la.
Sem dúvida teremos uma vida inteira para nos arrepender de tudo que fizemos contra o outro. Digo eu, claro. Amei cada momento dessa madrugada e voltaria no tempo se fosse possível. Não foi apenas carnal, e não para mim Isabella. Tenha em mente que eu não serei um estorvo e retiro todas aquelas ameaças que eu lhe fiz. Muito em breve estará livre desse casamento arranjado, forçado e tudo de ruim para você, lhe prometo. Tudo será repartido da forma que manda a lei e estará segura financeiramente.
Você optando por partir, essa casa será para sempre sua e da minha filha. Alice na época disse que você iria adorá-la por amar o mar, então fique com a chave. Eu irei viver no apartamento lá no centro de Ourinhos e será melhor assim, é mais perto do trabalho.
Até breve e caso precise de algo, não hesite por orgulho em me ligar.
Vou aguardá-la,............................Caso seja possível.
Terminei de ler aquele bilhete e sequei as minhas lágrimas, pois estava sendo ruim demais para mim e as minhas mãos tremiam. Marie voltou a dormir e eu fui fazer as nossas malas aos prantos. Eu cedi ao pedido dele sem saber o porquê e eu levaria as coisas que a Alice comprou para mim. Peguei a carta deixada pelos os meus pais, pois a mesma estava no meio dos meus documentos na pasta e eu a reli com pesar.
Carta da mãe de bella
“Não sabemos por onde começar, mas se chegar a encontrar essa carta é porque não estaremos mais aqui. A esperança é a última que morre e mesmo sem ter nos despedidos, me garantiram que não lhe matariam. Era apenas parte da vingança e o alvo era nos atingir em cheio através de você e depois em nós os seus pais. Seu pai já tinha perdido a fé e afirmo que eu mesmo assim a manteria após termos recebido o seu cabelo. Não aguentei a pressão na hora e desmaie deixando o seu cabelo cair no chão. Tudo aconteceu muito rápido e naquela ligação que fiz para você pela última vez naquela noite em que a sequestraram, eu a senti diferente. Foi um choque ter recebido a ligação de um cara informando o seu sequestro e tente nos perdoar algum dia filha por todo o mal que o luxo por vias sujas lhe trouxe. Seu pai disse que era besteira eu escrever essa carta e ele ficou muito abalado assim como eu, mas nunca perdi as esperanças e caso você voltasse, seria esperta em vir revirar tudo atrás de respostas ou algo de extrema necessidade. Desculpe se as letras estão tortas e mal feita, isso é o resultado do meu desespero e a pouparei de todas as sujeiras envolvidas, sei que eu e o seu pai não temos mais tempo, temos que tentar fugir. Desculpe se tudo deu errado e que não faça pouco desse cartão, ele será a sua salvação querida filha. A senha é o que você mais detestava de ser chamada por mim e mesmo assim eu a chamava vez ou outra. Tem o suficiente para você viver bem e sem ter que passar por necessidades por nossa culpa. Nunca perdi a fé filha e lamento, lamento e lamento por tudo que fizeram com você, que Deus me perdoe por isso e você também algum dia se for possível. Nós a amaremos além da vida. Nos perdoe algum dia e se não, entenderemos. Adeus”
Esse foi um adeus grotesco para mim e imaginei a cena da morte estando o meu peito comprimido, só sei que havia muito para eu poder superar. A partir de hoje começaria um capítulo novo na minha vida, eu estava sentindo isso. Não sei se isso que eu estava pensando em fazer seria válido no momento, mas eu faria.
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1h e ½ depois.
Tudo já estava arrumado e em nenhum momento o telefone da sala ou o meu celular tocou. Tomei o café da manhã estando o mesmo já pronto quando desci e me deliciei, depois chamei o segurança e tudo que me pertencia foi retirado daquela casa. Inclusive as roupinhas da Marie e tudo que pertencia a ela, só sei que o closet dela ficou reduzido a 10% de roupas.
Decidi deixar um bilhete também e me sentei à mesa estando com a minha filha no colo, a carta deixada pelos os meus pais na mão, e a seguir comecei a escrever.
Carta de bella para Edward.
Edward, eu optei por morar em Diamantina porque será melhor assim. A minha casa está sozinha e eu preferi lá sem utilizar o meu orgulho. Sei que a Marie será para sempre de nós dois e será inevitável nos vermos. Espero que mantenhamos um diálogo decente, respeito e compreensão na hora de conversarmos. Nunca foi a minha intenção complicar as coisas e você sabe disso. Li a sua carta e para mim não foi carnal também. Estando começando uma nova fase que você de forma sábia compreendeu, eu serei mais feliz e irei superando aos poucos tudo que aconteceu. Reflita você também e não guarde mais tanto rancor de mim se for possível. Viva a sua vida e seja feliz.
Até.
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Após eu terminar de escrevê-la, eu fui deixar o bilhete que eu escrevi e carta da minha mãe sobre a cama. Tornei a descer, a pirua Blazer ficou cheia e eu tranquei a porta estando a neném em meu colo.Olhei tudo a minha volta e entrei no carro sentindo uma tristeza imensa. O mesmo foi ligado. Saímos da residência, logo chegamos na estrada e com ela vieram as minhas lágrimas em abundância.
—Algum problema senhora?
—Não Sebastian, está tudo bem.
—Está aqui o lenço. Falou ele me entregando um de papel.
—Obrigado.
—De nada.
—Ok.
Após secar o meu rosto e soar o meu nariz, eu não conseguia impedir que novas lágrimas rolassem e coloquei a mão livre em minha boca. Eu não estava com forças para me sentir envergonhada ao chorar daquela forma tão entregue e Sebastian estava sendo bem discreto.
—Deve estar feliz agora que está livre de certa forma.
—É eu estou sim. Menti. — Edward já foi trabalhar a muito tempo? Perguntei soluçando mal conseguindo pronunciar.
—Sim, ele saiu bem cedo e pediu para eu levá-la até a sua casa caso a senhora decidisse assim. Ele disse que a casa é sua e que poderia se passar pela sua cabeça em preferir ficar nela, mas a possibilidade em viver em Diamantina seria maior. Aqui estamos nós indo....
—É, eu sei. Eu não acredito até agora que foi ele mesmo quem está me deixando ir.
—Acho que ele percebeu que não se deve obrigar alguém. Sabemos que muito se perde agindo assim.
—É, não se deve.
—Tinha uma boa vida com a família senhora.
—Não funciono a base de mentira ou dinheiro.
—Posso compreendê-la, mas se me permite falar, a senhora não tem mais ninguém.
—É, eu sei.
Ficamos calados após esse breve diálogo e fiquei prestando atenção na estrada, Marie estava quietinha em meu colo e eu a olhei.
—Bebê. Falei a olhando e lembrei da noite que eu tive com o pai dela. –Será que eu agi mal? Perguntei para mim mesma mentalmente. –Acho que sim. Após pensar eu fechei os meus olhos.
Lembrei de algo até importante e nós não nos prevenimos, mas eu me sentia tranquila porque seria difícil eu engravidar novamente nesse momento. Mesmo assim eu vacilei e lembrei que perto de gozarmos, Edward tentou me chamar para a razão, sendo que o desejo falou mais alto e me reprovei veemente neste momento. Edward soube me completar essa noite, tanto que eu ia perdendo a minha razão cada vez que ele invadia o meu corpo daquela forma. Não sei o que acontece, eu estava cheia de raiva dele por ele ter agido daquela forma comigo, mas ao me chamar de bella e sentir a sinceridade que ele falou a respeito de eu perdoá-lo, isso me desarmou sem eu permitir. A verdade é que eu o amava, o laço ainda era maior por termos uma filha, mas o fato dos meus pais terem roubado drogas deles me fazia voltar à razão. Eu não pensaria mais nisso nesse momento e coloquei a mão livre em meus olhos.
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Horas depois.
Chegamos em Diamantina e paramos em frente o meu portão, eu estava “feliz” que eu estava de volta. Saímos do carro e abri o meu portão, a seguir eu abri a porta da sala e observei que a sala estava do jeito que eu havia deixado. Sebastian pegou o carrinho da neném e eu a deitei estando adormecida nele, a seguir eu e ele começamos a trazer as minhas coisas para dentro. Era muito a ser guardado e o Sebastian sendo gentil me ajudou com as coisas da neném, por estar tudo passadinho e em ordem eu as guardei rapidamente.
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MOMENTOS DEPOIS.
O segurança se despediu de mim e se foi, tranquei o portão e entrei. Seria o momento de guardar as minhas roupas e as organizei em meu closet, Marie estava apagada e deu para eu arrumar tudo com calma.
A casa estava arrumada e abri as janelas para entrar um ar, a seguir eu empurrei o carrinho da neném até o meu quarto estando ela ali e o deixei próximo da minha cama. Fui para a cozinha e comecei a fazer comida, havia mantimentos ali e carnes congelada. Fiz algo básico, porém gostoso, mas na verdade eu estava sem cabeça para elaborar algo melhor.
Óbvio que eu fiz em pouca quantidade e depois de pronto, eu almocei. Estando comendo ainda, a Marie acordou chorando e eu a peguei no colo. Ninei um pouco a minha filha e ela ficou quietinha, nisso eu terminei de comer estando sem apetite para ser sincera. Após colocar o meu prato na pia, eu fiquei dando atenção para a minha filha.
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Às 21:06min.
Eu estava deitada em minha cama e de banho tomado, Marie também estava e se encontrava deitada ao meu lado. Ela já havia mamado e fazia hora para dormir, seu linguajar de bebe soava vez ou outra e eu sorri ao mexer com ela. O sono já estava querendo me pegar por não ter dormido quase nada na noite passada e lembrei que eu já havia fechado tudo. Olhei para o meu celular e a tela estava normal, acabei fechando os meus olhos, mas tornei a abri-los para aguardar a minha filha dormir.
Um tempinho depois o sono venceu ela e eu achei melhor fazer um chá para eu beber. Levantei da cama devagar e saí do quarto, atravessei o corredor e entrei na cozinha já sentindo vontade de chorar novamente. Acendi a luz e coloquei um pouco de água para ferver, peguei dois saches de chá de camomila e coloquei ambos na xícara. Adicionei uma colher de café de açúcar e ficaria bom.
Estando o chá pronto, eu saí da cozinha e apaguei a luz. Entrei em meu quarto e me sentei na cama, minha mente voava e evitei pensar em Ourinhos. Bebi um pouco do chá tomando cuidado para não queimar a minha boca e estava mesmo bom, o doce estava suave e lembrei de tudo que fizemos de madrugada novamente. Eu ainda estava intrigada, Edward da água para o vinho me deixou partir e como ele disse, ele não queria causar mais tristeza na mãe e acredito que no pai dele também. Aquele cheque deixaria qualquer um tentado, mas nem esboçar reação que demonstrasse entusiasmo eu esbocei. Aos pouquinhos eu fui bebendo o chá e quando dei por mim, o mesmo já havia acabado e a sonolência já estava me assolando. Coloquei a xícara sobre o criado mudo e me deitei, as lágrimas já rolavam e me permiti desabafar.
Dormi após a solidão me deixar exausta.
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Madrugada de terça feira, 27 de julho.
Às 04:36min.
Acordei com a neném chorando e eu também chorei desconsolada.Eu a amamentei estando ela agora quietinha para mamar e seus olhinhos estavam fechados. O sono a dominava, mas a sua boquinha não parava de me sugar.
Estando saciada, ela largou o meu seio estando adormecida. Coloquei a Marie para arrotar e foi na mesma hora provocando-me risos entre lágrimas. Beijei a cabecinha dela e a olhei, minha filha era tão inocente. Deitei a Marie com cuidado e a cobri, sentindo-me cansada eu tornei a me deitar. Fechei os meus olhos e fiquei pensando na carta da minha mãe, sei que Edward poderia não acreditar, mas ali dava para perceber que eu era inocente e me perguntei o porquê de não ter feito isso há mais tempo. Eu tinha certeza que esse era o momento certo, pois ele cedeu e me deixou ir mesmo ainda não acreditando em mim. Eu o entendia, era difícil para ele acreditar que eu me considerava pobre e morar naquele apartamento luxuoso. Eu fui tão inocente e me odiava nesse momento, chorei ainda mais de raiva de mim mesma e o sono me levou sem eu perceber.
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Às 08:50min.
Fui despertando aos pouquinhos e Marie ainda dormia, espreguicei-me com cuidado e fiquei pensando na minha vida. Eu precisava funcionar de alguma forma, mas com uma bebê novinha era tão difícil. Eu estava nostalgiada ficando só dentro de casa, mas a minha filha me impedia de me ausentar. Eu não gostava de ter esse tipo de pensamento, pois era o meu lado adolescente mal vivido que me fazia pensar assim. Hoje eu era uma mulher e casada, nisso eu olhei para a minha aliança cheia de brilhantes e pensei em Edward. Fechei os meus olhos. Ele era tão problemático, mas soube fazer uma despedida com classe e abri os meus olhos. Era difícil falar a respeito e essa química que existia entre nós na hora do sexo, era ela quem fazia a diferença. Eu gostaria de falar que ele me amou, mas amar alguém é compartilhar os sentimentos e pude perceber que ele não gostava de se abrir muito comigo. A Alice era o seu diário, ela sim sabia o que se passava com ele e chorei. Achei melhor me levantar e nunca me senti tão sozinha como eu estava me sentindo nesse momento, mas eu iria superar isso com sabedoria.
Fui para o banheiro e me aliviei, a seguir eu lavei o meu rosto e escovei os meus dentes. Penteei o meu cabelo e o prendi em um rabo de cavalo, depois eu fui para o closet e me troquei. Escutei o chorinho da neném e eu fui olhá-la, eu teria que trocá-la por estar fazendo o número dois. Esperei ela acabar e a troquei, ela ficou cheirosinha e a amamentei. Momentos depois eu tomei o meu café da manhã na sala deixando a neném no carrinho e decidi que chorar não fazia mais parte da minha vida no momento. Decidi isso estando as minhas lágrimas novamente rolando e fechei os meus olhos, sem me sentir com forças eu me deitei no sofá e as horas foram passando estando eu arrasada.
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Às 13h.
Levantei-me do sofá quando a minha campainha tocou e corri no banheiro, olhei-me no espelho vendo o meu rosto detonado e o lavei correndo. Eu sabia que a água pura não iria melhorá-lo, mas eu não teria tempo de disfarçar melhor.
—Quem será? Perguntei ao secar o meu rosto.
Saí do banheiro e caminhei rápido pela casa, abri a porta da sala e saí tendo a chave em minha mão. Olhei no olho mágico e não acreditei no que eu estava vendo, decidida eu abri o portão.
—Boa tarde. Falou Alice estando ali com os dois seguranças da mansão Cullen, três rapazes e duas moças desconhecidos por mim. Havia também um caminhãozinho de médio porte que estava bem em frente o meu portão.
—Boa tarde Alice. O que deseja? Perguntei a olhando e ela fazia o mesmo.
—Viemos trazer um berço para a neném e algumas coisas para o quarto dela. Será mais confortável e daremos um jeito se você permitir.
—Tudo bem. Falei abrindo mais o meu portão e eles entraram levando as coisas para dentro.
Entrei em minha residência vendo todas aquelas caixas, lata de tinta, e o pessoal dela me cumprimentou de forma gentil, sendo que Alice se mostrava bem arisca por causa de sábado.
—Edward falou que há dois quartos, então eu deduzi que um seria da minha afilhada.
—É isso, e é a última porta a sua direita. Há uma cama de casal lá.
—Irá mantê-la lá?
—Dependendo do que irá fazer, pode tirá-la.
—Tudo bem. Disse ela olhando para a neném no carrinho e sorriu para ela. –Pessoal, podemos começar.
Alice foi para o quarto com o pessoal dela e começaram a desmanchar a cama, houve barulhos e só vi quando eles retiraram a cama desmontada e uma das moças me entregou dobrado o lençol e a colcha que estava nela. Durante toda a obra de arte eles conversavam bastante e Alice dizia como tudo iria ficar. Deixei eles trabalharem e fui para a cozinha deixando a neném na sala dormindo no carrinho. Eu preparei um bolo e fiz bastante café, peguei duas caixas de leite e deixei tudo preparado, na hora do lanche seria apenas servi-los. Peguei uns biscoitos para eu comer e Alice entrou na cozinha.
—Poderia me dar um pouco de água?
—Claro. Falei indo até a geladeira.
Eu a servi de água e ela olhou para o meu dedo anelar esquerdo.
—Já pode tirá-la, está livre. Disse ela me olhando indiferente.
—Pode deixar, pois eu decidirei quando.
—O momento é esse. Disse ela simplesmente.
—Acabei me esquecendo, há muita coisa em minha cabeça e isso aqui é apenas um detalhe.
—É, isso é. Meu primo tomou uma atitude finalmente, não se amam e cada um deve seguir o seu caminho.
—Olha Alice, tudo que eu não preciso no momento é que me recriminem!
—Não estou não. É só um ponto de vista e logo vocês refarão suas vidas. Você é nova, bonita e sabe o poder que tem de conseguir o que quer. Já o meu primo logo se arranjará, mulher é o que não falta mesmo.
—Eu quero é mais que ele seja feliz Alice.
—E será, desejo o mesmo para você apesar do nosso desentendimento. Eu e a minha tia demos um tiro no escuro, achamos que poderia um dia dar certo mesmo com todos os problemas, mas o meu primo não facilitou. Ele pode ter os defeitos dele, mas durante o casamento de vocês ele nunca lhe traiu. Em sua forma torta, mesmo sendo possessivo ele soube respeitá-la e não deixou nada lhe faltar. Ele foi fiel todo esse tempo a você, mas não me meterei.
—O que eu faço da minha vida, eu faço ciente e por haver motivos. Não irei me arrepender e não me arrependo.
—Qual foi o motivo que a incentivou a traí-lo? Eu sei que Edward foi longe demais, mas eu quero saber o que a fez traí-lo.
—É pessoal demais, não irei contar. Falei a olhando, eu jamais contaria que foi para poder esquecer o primo dela.
—Sei respeitar isso, mas às vezes é bom desabafar com alguém.
—Não me venha com isso Alice, você não falou comigo no sábado e ainda me reprovou com o seu olhar!
—Não precisa falar então, irei respeitar isso.
—É melhor.
—Por que está com o rosto vermelho dessa forma? Andou chorando? Não deveria estar feliz afinal?
—Aonde quer chegar?
—Em seu coração Isabella. Eu sei os erros que o meu primo cometeu, mas sou sincera ao falar que eu tive um fio de esperança nos dois. Saiba que você o traiu deixando-o louco.
—Teve tanta fé assim em nós dois mesmo percebendo o comportamento do seu primo?
—Às vezes os opostos se atraem, mas não passo por cima da dor dos outros.
—Nem deve, mas eu não quero falar mais dessas coisas ruins. Eu e Edward nos separamos de forma amigável e quero manter isso.
—Isso é bom. Sei que tudo partiu dele, pois é lamentável porque os meus tios tiveram que intervir.
—Então já sabe de tudo?
—Edward me contou tudo ao solicitar o meu trabalho. Fiquei surpresa e a minha tia mais tranquila.
—Pois diga a ela que vocês já estão livres de mim.
—Não fale assim, minha tia é uma boa pessoa e sofre com isso tudo. Se apegou a você.
—Eu sei, pois eu não tenho raiva dela.
—Faz bem.
—Então todos já sabem?
—Só eu e os meus tios.
—Hum.
—Logo toda a família saberá e dirão que o casamento durou tão pouco.
—Não foi a minha intenção causar esse constrangimento. Mesmo sendo inocente no meio disso tudo, agora eu me tornei à vilã só por querer ser bem tratada por alguém. Eu desejo amar e ser amada, esse pensamento é o desejo de toda mulher.
—Pretende arrumar um alguém logo?
—Não estou pensando nisso, quero cuidar da minha filha e depois trabalhar.
—Com quem irá deixá-la?
—Darei o meu jeito, posso deixá-la com uma babá de confiança.
—Isso é, mas não ficarei feliz em contratar alguém que não trate a minha afilhada direito.
—Eu sendo a mãe dela muito menos.
—Me diz uma coisa.
—O que Alice?
—É meio pessoal.
—Pode perguntar.
—Caso o meu primo não tivesse a conhecido dessa forma e que a cortejasse como uma dama que é, você ficaria com ele?
—Eu não sei.
—Feio ele não é, não mesmo e você sabe disso.
—Nunca o achei feio, apenas as atitudes dele que sim.
—Tudo bem. Mas você ficaria com ele?
—Por que quer saber Alice?
—Sim ou não?
—Beleza para mim não é tudo, é o conjunto. Em outra vida eu acredito que sim, não sei.
—Está sendo dura só porque foi ferida, ou ele nunca lhe interessaria?
—Tudo iria depender da forma que ele chegasse em mim.
—Então isso é um sim?
—Tudo dependeria da forma que ele chegasse em mim.
—Sei. Disse ela me olhando.
Alice pediu um pouco mais de água e a bebeu, depois ela olhou para mim.
—Fale para a sua tia que eu não tenho raiva dela, mas que eu também não irei pedir desculpas pelo os meus atos. Só sinto muito pelos os desgostos que o filho dela causou neles se tratando de mim.
—Fica tranquila, minha tia é durona às vezes, mas é um doce de mulher.
—É, eu sei.
—Vá vê-la qualquer dia desses, ela ficará feliz.
—Ela não está falando comigo direito, sabe disso.
—Isso irá passar. Já o meu primo se mudou hoje cedo e foi morar sozinho no apartamento. Sabe como são os homens quando solteiros, não ficam sem uma paquera. Privacidade é tudo e lá ele terá.
—Ele tem direito, está solteiro. Falei movendo os meus dedos entre si.
—Sei que logo após o divórcio ele terá um alguém, meu primo não gosta de ficar só por muito tempo. Ele não é do tipo conquistador como pensa e se prende rápido quando fica interessado. O conheço bem.
—É mesmo?
—É sim. Disse ela me olhando. –Está numa idade boa de construir família e terá outros filhos com a nova mulher. Ele gosta de crianças e disse uma vez que gostaria de ter dois ou três filhos. Três com a Marie né, ou quem sabe ele resolva ter mais com a próxima esposa.
—Por que está me falando essas coisas Alice?
—Estamos conversando horas bolas. Isso a ofende?
—Nem um pouco, mas não quero falar sobre isso mais.
—Claro. Disse ela me olhando. –Estamos pintando o quarto da neném e faremos uns ajustes.
—Não tem problema.
—Bem, irei voltar ao trabalho.
—O lanche já está pronto.
—Depois lancharemos. Será demorado e recomendo deixar a janela aberta para sair o cheiro da tinta. A mesma irá secar rápido.
—Ok.
Alice se retirou da cozinha e eu fiquei ali pensando, pensando e pensando. Estando distraída eu escutava o som do martelo, da máquina de aparafusar, o cheirinho de tinta já estava fazia era tempo no ar e me dei conta que eu já estava há muito tempo ali em pé. Eu senti uma imensa vontade de chorar quando a Alice falou que ele teria outros filhos com outra mulher e decidi ir olhar a minha filha.
Estando na sala eu a peguei no colo, sentei-me no sofá e liguei a televisão. Tirei o meu seio para fora e deixei ela mamar à vontade. Com isso as horas foram se passando e Alice não veio mais conversar comigo a sua moda curiosa e às vezes ásperas. Pelo visto o trabalho estava árduo e só pararam para lanchar.
Um tempinho depois eu estava observando que não acabaria tão cedo e eu precisaria ir ao mercado comprar algo para fazer uma janta mais elaborada. Coloquei um vestidinho e me produzi de leve, a roupa da minha filha estava boa e peguei a minha bolsa. Fui até o quarto ao lado e chamei a Alice.
—O que deseja?
—Eu preciso dar uma saidinha.
—Irá a Solares?
—Não tenho o que fazer lá, eu preciso fazer uma comprinha aqui para casa. Menti em parte, eu havia feito compra dias atrás e eu queria fazer algo mais elaborado para eles comerem.
—Ah, ok.
—Ficarei fora por pouco tempo.
—Pede aos seguranças, eles irão levá-la lá.
—Até que não é uma má ideia.
.
.
Às 21:40min.
O pessoal ainda estava trabalhando, a janta já e estava pronta e daria para todos comerem bem. Optei fazer filé à parmegiana, sendo que o molho ficou pra lá de suculento e cheiroso. O queijo chegava a derreter e fiz batatas recheadas com dois tipos de recheio, eu sei que tudo havia ficado bom.
Alice veio até a sala estando acompanhada com os dois rapazes, sem falar nada, ela saiu de porta fora e deduzi que fossem falar algo com os seguranças lá fora. Ela parecia bem à vontade ali naquela casa simples e quando voltam, eles traziam um ar condicionado.
—Quem foi que comprou Alice?
—Isso eu prefiro deixar off.
—Sei que foi ele quem o comprou, o próprio falou que aqui não tem ar.
—Devemos instalar ou não?
—É melhor não causar tumultos, mas diga a ele que é um exagero gastar tanto assim.
—Esse não é para a neném, é para pôr em seu quarto e precisamos aparafusá-lo na parede. Já o motor ficará do lado de fora e eles farão a instalação rapidinho.
—Tudo bem.
Eles se retiraram com aquelas caixas e Alice entrou em meu quarto, com isso eu fui até lá com a minha filha no colo. Eles estavam trabalhando duramente e a olhei ali tão concentrada.
Minha filha já estava de banho tomado e menos eu, por Marie estar adormecida eu fui colocá-la no carrinho que estava na sala. Pensei em Edward e eu sabia que era ele quem estava por trás disso tudo, pois ele era o único de lá que sabia que eu não tinha ar no quarto. Ele chegou até me perguntar se no meu quarto não tinha ar condicionado e eu o reprovei, pois eu me lembrava bem disso.
Eu não podia negar que eu estava sentindo falta do que fizemos, agora era eu quem não queria me envolver com alguém. Enquanto eu estivesse casada, eu não iria querer saber de homem, pois bem ou mal essa família não se importava em me proporcionar o melhor. Estando me sentindo bem deprimida, eu deixei o carrinho da neném bem no cantinho da sala e fui para o banheiro. Eu estava contra a minha vontade parecendo àquelas adolescentes que perderam o seu primeiro amor. Olhando bem a minha situação, nem o jake eu o amei dessa forma desmedida e sei que ele mais que ninguém merecia. Deixei as minhas lágrimas rolarem pra valer e baixei o tampo do vaso sanitário, sentei-me nele e peguei um pedaço de papel.
—Eu prometi que não choraria mais, eu prometi. Falei soluçando e sequei os meus olhos.
Achei melhor lavar o meu rosto e passei sabão, a seguir eu o enxaguei bem e esperei um pouco após secá-lo. Tomei fôlego minutos depois e saí do banheiro, parecia que o quarto da neném já havia ficado pronto, pois as moças se encontravam na porta do meu quarto e eu disfarcei.
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20min depois.
Todo o serviço acabava de ter sido concluído e olhei para a Alice, a mesma me sondou com o olhar.
—A comida está pronta, podemos todos jantar. Há suco e refrigerante, é só escolher.
—Não precisava se incomodar.
—Vocês trabalharam tanto, eu faço questão. É algo simples, porém comível.
—Não se preocupe dona Isabella. Falou Solange, ela era uma das ajudantes de Alice.
—Que nada, agora vamos todos comer.
Fui até a cozinha e acendi o forno, seria apenas para derreter um pouco mais o queijo que estava sobre os filés com molho. Estando ele bem derretido agora, nós terminamos de nos servir. Uns preferiram refrigerante, incluindo os seguranças da mansão que também iriam jantar. As mulheres preferiram o suco para manter a forma e fomos nos sentar na sala. A comida estava mesmo boa e o celular de Alice tocou. Sendo habilidosa por estar com o prato na mão, Alice o pegou no bolso e o atendeu após olhar rapidamente o visor.
—Olá!
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—É, nós já terminamos e estamos todos jantando aqui na casa da Isabella.
...................................................
—Ficou perfeito.
.............
—Ela não se importou Edward.
................................
—Tudo bem, nos falamos depois. Tchau. Falou Alice me olhando.
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Ela encerrou a ligação e me olhou, mas se manteve quieta e continuou comendo. Quando terminamos de comer, eu pedi que eles deixassem o prato na pia. Negando e dizendo que daria trabalho para mim, cada um lavou o seu prato e me agradeceram pela deliciosa comida. Eles tinham razão.O arroz estava soltinho, a salada verde estava divina, a batata recheada estava cozidinha e tudo estava saboroso. A sobremesa foi sorvete e eles sorriram ao falarem que viriam trabalhar mais vezes aqui na minha casa. Nos descontraímos um pouco e vez ou outra eu me pegava pensativa no meio da conversa deles.
—Isabella, temos que ir e nos desculpe darmos de cachorro magro que come e vai embora.
—Que nada pessoal, pois eu sei que o caminho da volta é longo e chegarão bem tarde em suas casas.
—Espero que goste do quarto.
—Eu já adorei antes mesmo de vê-lo Alice.
—Vamos lá olhar antes de irmos.
—Ok.
Eu e ela fomos até o quarto e adorei o que eu vi. O quarto tinha a decoração rosa. Prateleira com pelúcias, um trocador de fraldas e um berço lindo branco.
—É tão lindo.
—Gostou mesmo?
—Eu adorei.
—Que bom que gostou. Disse ela olhando em volta. –Eu sabia que você iria preferir algo simples e aqui está.
—Está simples e lindo. Agradeça a ele por mim, e pela boa vontade que ele teve.
—Por que não o agradece você mesma?
—Eu, eu, é, nós iremos dar um tempo e só nos comunicaremos através de mensagens.
—Como podem se comunicar apenas por mensagens?
—Ele preferiu assim. Ele me pediu um espaço Alice e eu respeitarei isso. Falei sentindo os meus olhos querendo encher de lágrimas e me controlei.
—Foi ele que preferiu dessa forma?
—Sim e eu também.
—Sei. Falou ela pensativa e me olhou. –Temos que ir, nós estamos bem longe de casa e já são altas horas.
—Podem ficar aqui.
—Isabella não viaja, estamos na companhia dos seguranças e chegaremos rápido.
—Tudo bem. Apesar do clima estar tenso entre nós Alice, eu não quero o mal de nenhum de vocês. Você mentiu para mim, pois eu já sei o que foi que os meus pais roubaram dos Cullens. Eu perguntei a você e eu notei que você ficava agitada e disfarçava.
—Não posso negar, mas hoje não é o momento para falarmos disso. É pessoal demais e não é o momento Isabella.
—Não iremos tocar nesse assunto mais, pois eu já estou fora da família de vocês e não irei me meter em assuntos particulares.
—Meu primo deve ser um monstro para você, mas ele não é assim lá no fundo.
—Que ele seja feliz. Mesmo você me dizendo isso, eu convivi e o conheci de um outro jeito.
—Bem, eu estou indo então.
—Ok.
Nos despedimos e eles retiraram todos os instrumentos de trabalho. Eu os acompanhei até o portão e Alice me olhou.
—Deixe a janela aberta, pois há grades e sairá o cheiro de tinta. Curta o ar condicionado e a babá eletrônica está dentro da caixa lá no closet da Marie. Tive que fechar a porta dele para o cheiro de tinta não invadir lá.
—Obrigado Alice.
—De nada.
Alice foi à direção do carro dela, os rapazes foram para o caminhãozinho e as duas mulheres iriam com a Alice. Fiquei olhando eles se afastarem e fechei o portão o trancando. Entrei em casa e fechei a porta da sala também, tranquei da mesma forma que eu fiz com o portão e fui para a área dos fundos. Peguei a vassoura e varri toda a casa, depois eu passei pano de chão em tudo e observei que o quarto da minha filha estava mesmo lindo. Após passar pano ali, eu saí e dei uma geral rapidamente na cozinha. Fui para a área e lavei o pano, após eu estendê-lo na corda eu entrei e tranquei a porta da cozinha. Fui para o banheiro e o arrumei de leve, estando tudo em ordem, eu lavei bem as minhas mãos e passei álcool em gel comprado hoje no supermercado. Caminhei até o meu quarto e ajeitei a cama, acendi a luz do abajur e entrei em meu closet. Havia ali na prateleira dois edredons enormes extras macios, quatro lençóis e fronhas novinhos em folha, duas colchas lindíssimas e pensei em como a Alice conseguiu colocá-los ali sem eu ver ou perceber. Lembrei das centenas de caixas e óbvio que eles estavam camuflados nelas. Sorri ao olhá-los e eram lindos, a estampa era fina e amei. Fui até a sala e peguei a Marie, eu iria colocá-la em minha cama e foi o que eu fiz. Liguei o ar e deixei no fraquinho, não daria para esfriar muito o quarto, mas refrescaria muito mais que o ventilador.
Peguei uma camisola no closet e decidi ir olhar o meu celular que estava em minha bolsa, o mesmo estava normal e o coloquei sobre o criado mudo. Saí do quarto e deixei a porta entre aberta, entrei no banheiro e acendi a luz. Despi-me rapidamente sentindo a tristeza me dominando ao lembrar de alguém que eu não devia e não tive como não chorar, eu parecia uma chorona ultimamente. Hoje eu curtiria aquela banheira e adicionei sabão líquido com cheirinho de frutas. Após enchê-la, eu me sentei e apoiei as minhas costas. Fiquei ali meditando e as horas foram passando.
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Madrugada de Quarta feira, 28 de julho.
01:15min.
Enjoei de ficar na água e tirei a tampa do ralo, liguei o chuveiro e me enxaguei da cabeça aos pés. Eu estava mais relaxada e após me enxaguar, eu saí para me secar. Sequei bem o meu cabelo com a toalha e depois eu o sequei com o secador, seria melhor assim. Olhei-me no espelho e limpei a minha sobrancelha com a pinça, passei um pouco de leite para remover as impurezas do meu rosto e tornei a lavá-lo. Passei um pouco de colônia e vesti a minha camisola preta, escutei o meu celular apitando e a forma que ele apitava dizia ser uma ligação não atendida. Estranhando bastante, eu saí do banheiro rapidamente, pois poderia acordar a minha filha. Eu o peguei sobre o criado mudo e a ligação foi feita há dois minutos atrás, era o pai da minha filha e retornei à ligação sentindo o meu estômago borbulhando já. Chamou uma vez apenas e no segundo toque ele me atendeu.
—Alô. Falou ele de forma simples.
—Você me ligou. Falei pondo a mão livre em meu coração. — Deseja algo?
—Eu te acordei não foi?
—Não. Eu acabei de sair do banho agora, pois o dia foi bem puxado e relaxei um pouco estando na banheira. Falei sentindo os meus olhos se encherem de lágrima e me detestei.
—E o quarto da minha filha?
—Está perfeito, Alice é mesmo caprichosa.
—É. Ela disse que você aprovou o resultado.
—Foi sim.
—E a minha filha?
—Está dormindo na minha cama. Ah, eu queria agradecer o ar, mas eu disse a Alice que eu não quero que você fique gastando comigo Edward. Sabe o meu ponto de vista.
—Eu não me arrependo.
—Eu não quero de verdade, mas acabei o aceitando para não manchar ainda mais a minha imagem. Já foi para o apartamento, não é?
—Já, mas não estou em Ourinhos no momento.
—Onde você está? Perguntei sentindo ciúmes, mas não deixei transparecer.
—Venha aqui fora, eu desejo falar com você.
—Mentira, você não está aqui. Falei surpresa e sentindo o meu coração começando a disparar. -Já são altas horas Edward.
—Não estou mentindo.
—O que deseja falar comigo?
—Irá saber se vir até o portão.
—Irei trocar de roupa.
—Como você está vestida?
—Com roupa de dormir, já está tarde.
—Isabella, isso não importa, venha até o portão como você está. Disse ele normalmente, parecia que estar vestida assim para recebê-lo era normal.
—Tudo bem, só um momento então. Na verdade, saiba que eu não deveria ir desta maneira.
Encerrei a ligação e respirei fundo, Edward definitivamente era louco. Peguei a chaveiro e fui abrir a porta da sala, caminhei me sentindo nervosa até o portão e olhei no olho mágico vendo o carro de Edward parado ali.
—Eu deveria mandá-lo embora meu Deus. Falei encostando-me no muro estando de olhos fechados e 96% do meu ser o desejava ali comigo nesse instante. –Eu já dei a minha palavra e não serei covarde em relação a ele.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Abri o portão e me escondi atrás do mesmo, Edward ao me ver ali saiu do carro. Olhei em volta vendo que ele estava sozinho e nem sinal de uma pirua Blazer ou movimento naquela rua, então parei a minha autoavaliação e o olhei vendo-o se aproximar rápido.
—Não deveria estar aqui. Falei sem impor ignorância e cruzei os meus braços por causa da falta de sutiã.
—Quer que eu vá embora?
—Não estou lhe expulsando, mas não deveria estar sozinho aqui. Não se recebe visita nesse horário.
—Bem, eu já estou aqui. Disse ele parando bem próximo de mim e me olhou.
—O que o fez vir aqui há essa hora? Falei dando um passo lentamente para trás.
—Iremos conversar aqui no portão? Disse ele acionando o alarme do carro e a brisa que passou moveu levemente a barra da minha camisola.
—Ok. Falei me odiando, eu não iria ser uma fraca.
Dei espaço para ele entrar e tranquei o portão sentindo o cheiro dele mais que bom ir com o vento. Ao me virar o peguei me olhando e passei por ele, eu não imaginava o que o trazia aqui há essa hora. Entramos e ele se sentou no sofá, já eu tranquei a porta e me sentei no outro sofá colocando a mão em meu colo para evitar que ele visse a minha nudez sob a camisola.
—Então, o que você deseja falar comigo? Perguntei passando a mão em meu cabelo.
—Por que me deixou aquela carta?
—Pra falar a verdade nem eu sei, mas foi a minha mãe quem a deixou possivelmente no dia de sua morte. Ali ela se desculpa por ter me colocado em uma furada sem eu saber e pede para eu perdoá-la.
—E você já a perdoou?
—Pra falar a verdade.......eu às vezes me pego os odiando com toda a minha força, mas acima de tudo eles irão ser para sempre os meus pais. Esse é um capítulo envergonhoso que faz parte do meu passado e tudo mais Edward. Jamais imaginei que eles eram bandidos, nunca se passou isso em minha cabeça. Sinto mais raiva ainda da minha ingenuidade, como fui estúpida em relação a isso mas.....
—O que esperava que eu pensasse ao lê-la?
—Na verdade nós evoluímos e você se deu conta do que era o certo a se fazer. Eu pensei que agora que iremos conviver de uma forma mais civilizada por causa da menina, que você não guardasse tanta raiva mais de mim ao ler aquela carta. É só isso porque eu me dei conta que eu não tenho e nunca tive motivos para pedir perdão se referindo aos erros dos meus pais. Estamos conversados já Edward e daqui para a frente é um vivendo a sua vida. Falei o olhando.
Ele já havia tirado a aliança de casamento observei, só aí é que eu me lembrei de estar com a minha e escondi a minha mão parecendo ser tarde demais.
—Pode tirá-la, não há mais necessidade de usá-la.
—Bem, de qualquer forma ainda estamos casados.
—Falarei com o meu advogado ainda hoje e ele dará entrada na papelada, pois ontem não deu tempo.
—Parece estar com muita pressa agora.
—Claro que sim, o que eu mais quero e deixá-la livre. Cuidaremos da Marie mesmo assim.
—É, eu sei. Por que a carta o trouxe aqui há essa hora Edward?
—Eu vim devolvê-la, eu estou confuso demais e ela não é minha.
—Não precisa acreditar em nada que você leu se quiser, eu na verdade só quis amenizar as coisas. Não é apropriado da minha parte implorar pelo perdão de algo que eu não tive a participação.
—Vamos deixar tudo como está e combinamos, espero que refaça a sua vida.
—Você também e apague as coisas ruins da sua mente.
—Espero que não fique chateada pela a minha vinda, pois eu prometi que ficaríamos afastados por um tempo. Essa carta me fez vir aqui mesmo que sendo de madrugada, pois eu saí tarde do trabalho e passei lá no apartamento para eu tomar um banho.
—Não concordo que ande por essas estradas de noite, você poderia devolvê-la outro dia.
—Eu vim rapidinho.
—Está mesmo sozinho aqui?
—É eu estou sim.
—Hum.
Fiquei na minha e ele também, tomando uma atitude eu tirei a aliança devagar do meu dedo e ele chamou a minha atenção.
—Cadê a Marie?
—Está lá na cama.
—Eu gostaria de vê-la.
—Ok.
Sem falar nada eu me levantei e ele fez o mesmo, fomos até o meu quarto e Edward notou que o ar estava ligado. A neném dormia e Edward a beijou na cabeça de forma demorada, tanto que ela se mexeu e Edward sorriu para ela. Peguei a aliança e a coloquei na gaveta do criado mudo, olhei para a marca dela ali em minha pele e o olhei.
—Estou a incomodando não é?
—Não falei nada Edward.
—Eu não irei mais incomodá-la, mas deixa-me ficar aqui essa noite?
—Quais são as suas reais intenções?
—As melhores possíveis Isabella. Eu só desejo ficar aqui essa noite.
—Tudo bem. Você está com fome ou deseja algo?
—Não, eu fiz um lanche. Estou me sentindo cansaço. Falou ele se deitando ao lado da neném e a abraçou.
—Bem, eu irei fazer um chá para mim. Falei me afastando e entrei no closet.
Peguei um robe preto e o coloquei, não tendo mais o que fazer ali eu me retirei.
Fui para a cozinha não acreditando que ele estava aqui, acho que mesmo sem saber ele iria mesmo me enlouquecer. Fiz o chá estando preocupada com a presença dele aqui e o adocei de leve. Fui para o quarto e estando na porta ainda, eu vi o sapato dele próximo da cama e a blusa estava estendida na poltrona que ficava no cantinho do quarto. Vi a calça comprida ali estirada e me lembrei do quanto que ele gostava de dormir à vontade. Fiquei confusa por estarmos separados e o vendo tão à vontade me fez travar.
—Eu não irei mordê-la e tão pouco eu estou nu Isabella. Falou ele ao perceber a minha autoavaliação e até mesmo a minha hesitação.
—Ok.
Encostei a porta e me sentei na cama, fui bebendo o chá devagar por estar quente e eu o olhei rapidamente. Continuei bebendo e quando o mesmo acabou, eu tirei o meu robe e me deitei estando ao lado dele. Cobri-me vendo que ele estava bem à vontade e vestia somente uma boxer preta, achei que aquilo seria o fim da minha sanidade, mas eu fingiria que ele não estava ali e me ajeitei. Edward fez o mesmo, depois ajeitou a neném que estava a sua frente e a protegeu com um travesseiro. Ele se virou para mim e eu fechei os meus olhos, eu estava tensa demais com aquela aproximação desnecessária e me mexi incomodada.
—Durma bem Isabella.
—Você também.
Afastei-me um pouco dele, pois cinco centímetros era a nossa distância. Percebendo a minha tentativa de escapatória, ele me puxou para si e envolveu a minha cintura.
—Edward, é melhor se comportar.
—Eu estou.
—Não está não. Não vamos estragar tudo tomando atitudes impensadas só porque os nossos corpos desejam.
—Então o seu corpo está desejando o meu? Perguntou ele apertando levemente a minha cintura e deixou a mão dele ali. –Não precisa responder o que eu já sei.
—Não seja convencido. Falei normalmente e coloquei a minha mão sobre a dele.
—Não estou sendo. Disse ele entrelaçando os nossos dedos e com medo eu tirei a minha mão tentando não ser grossa.
—Eu acho que esqueci de trancar a porta da cozinha. Menti e me levantei da cama sentindo o meu coração disparado. –Apenas descanse Edward.
Coloquei o meu robe e saí do quarto, fechei a porta e fui para a cozinha. Peguei um copo e abri a geladeira, me servi de água e bebi pensando em minha fuga recente.
—Não deveria tê-lo deixado dormir aqui sua boba! Falou a voz da razão em minha mente. –Lembre-se do que ele te fez passar para não ser tão fraca agora. É uma tola mesmo e faz tudo errado!
Tentei me centrar e terminei de beber a água, lavei o copo e o coloquei para secar. Pensei se eu deveria voltar para o meu quarto, ou se eu deveria dormir na sala, mas eu ouviria a voz da razão. Apaguei a luz da cozinha e fui para a sala, a casa estava no escuro e me deitei no sofá. Tirei o robe e me cobri com ele da cintura para baixo mesmo estando um pouco quente, fechei os meus olhos e tentei relaxar.
.
15min depois.
Eu percebi que dormir seria impossível e escutei a porta do meu quarto abrir, ouvi passos e a luz do corredor foi acesa. A mesma iluminava uma parte da sala e eu continuei da forma que eu estava, acordada e me mantive serena ao olhá-lo ali perante mim.
—Eu não quero incomodá-la, volte para a cama. Eu posso dormir aqui na sala.
—Pode ir dormir lá, eu só estou relaxando um pouco aqui.
—Vamos dormir. Chamou-me ele me olhando. –Vamos e dormiremos numa boa, a verdade é que eu não estou conseguindo dormir direito desde de segunda feira.
—Está com insônia Edward?
—É, eu acredito que sim.
—Beba um chá relaxante.
—Parece bom. Disse ele se sentando ao meu lado e eu também me sentei.
—Irei prepará-lo.
—Vou esperar no quarto.
—Ok.
Nos levantamos e pensei tendo a certeza que a minha noite seria longa.
.
8min depois.
O chá havia ficado pronto e o adocei, pensei em Edward e saí da cozinha após apagar a luz. Entrei em meu quarto e ele estava deitado, ao me ver ali ele se sentou me olhando.
—Eu o adocei um pouco.
—Melhor ainda. Falou ele no momento que eu entreguei a xícara a ele e o mesmo se afastou como um convite mudo para eu me deitar na cama.
Estando sem saída até pelo o meu querer bem lá no fundo do meu coração, eu me deitei ao lado dele e Edward foi bebendo o chá devagar me olhando. Acomodei-me melhor e fechei os meus olhos para fugir do olhar dele, senti o meu seio vazar um pouco e o sequei com os meus próprios dedos. Quando Edward terminou de beber o chá, ele colocou a xícara sobre o criado mudo estando bem colado em mim. Passei a mão em meus olhos em sinal de inquietação por causa da aproximação e o olhei depois.
—O chá estava mesmo bom. Disse ele ao se deitar bem perto de mim e me afastei um pouco por receio e medo das minhas ações.
—Irá se sentir melhor.
—Agora eu estou. Falou ele se mexendo e senti o seu peito roçar em mim, mas não foi por maldade e sim pelo espaço estar curto.
—Por que você quis vir dormir aqui? Eu sei que a carta não foi o único motivo.
—Eu desacostumei a dormir sozinho. Sei que eu vou ter que me acostumar de agora em diante.
—Logo terá um outro alguém na sua vida Edward.
—Ninguém é igual. Agora me diz Isabella.
—O quê?
—Por que você não ficou com o cheque do meu pai mesmo assim?
—Você acha que eu iria preferir o dinheiro a minha filha?
—Cinquenta milhões é grana que não acaba mais, recomeçaria a sua vida.
—Prefiro voltar para a classe à qual eu sempre acreditei pertencer com dignidade e com a minha filha nos braços.
—Entendo.
—O dinheiro nunca me fez e nunca me fará, mas eu sei que sem ele é impossível sobrevivermos. Por isso eu pedi para a Alice lhe dar o recado, não quero que gaste mais dinheiro comigo. Não faz mais sentido Edward.
—Isabella, eu faço porque eu quero fazer e sabe que eu não jogo na sua cara depois.
—Isso é, mas no momento é diferente.
—Agora relaxe.
—Tudo bem, eu vou tentar.
Edward se aproximou de mim e me roubou um beijo.
—Por que fez isso? Perguntei agitada e não daria para me afastar, pois eu cairia no chão já que eu estava na beirada.
—Por que eu quis.
—Sabe se eu queria? Perguntei tentando ser dura.
—Então vamos fazer um teste e me mostre.
—Não irei cair.
—Então vamos ver. Disse ele de forma enxerida.
Ele me beijou e eu abri mais os meus lábios para a língua dele vir acariciar a minha, pois o que era para ser um beijo técnico e sem ardor, foi pelo o contrário. Edward me beijava bem lentamente e foi beijar o meu pescoço, eu já sentia as sensações em meu corpo e ele me puxou mais para ele.
—Não deveríamos Edward. Falei tentando fugir dele, mas na verdade eu também o queria mesmo sendo errado.
—Por que não? Perguntou ele bem baixinho já demonstrando estar cheio de desejo, pois a sua respiração estava um pouco mais acelerada.
—É errado, está tudo errado nesse momento e eu não irei estragar tudo. É melhor nem tentarmos e.....
—Um pouco eu concordo, mas aqui e agora não há nada de errado. Disse ele arriando a alça da minha camisola e acariciando a minha pele ao mesmo tempo. Ele me olhava como se estivesse realmente me contemplando, parecia que eu estava hipnotizada e fiquei com os meus seios de fora estando eu respirando rápido também. O desejo me corroía e todos os defeitos dele nessa hora se apagaram momentaneamente.
Ele veio me beijar e ficou sobre mim, eu estava sem força para rejeitá-lo e ao me acariciar durante o nosso beijo, ele notou que eu estava sem calcinha. Olhando-me ele me acariciou de forma suave e me penetrou com um dedo, ele o moveu bem devagar e beijou o meu pescoço fazendo-me sentir milhares de sensações. Edward ficou com o corpo todo sob a coberta e desceu com os beijos pelo o meu corpo, ficando cara a cara com o meu sexo, ele começou a me dar prazer. Ao me sugar com mais empenho.....
—Ai Edward! hummmmm. Falei bem lentamente. Eu estava totalmente entregue e a sensação de seus lábios em mim era a melhor possível. Ohh Deus!!!! Eu iria morrer de tanto sentir prazer.
Estava bom demais, ele me fez abrir mais as pernas e claro que eu as abri. Sua língua me explorava deliciosamente bem e me movi a princípio com receio daquilo que estávamos fazendo. Eu o puxei até a mim e vendo a hesitação passar em meu rosto, ele me beijou. Estando bem empolgado agora, ele chupou os meus seios e os acariciou de forma suave levando-me a loucura. Momentos depois eu tirei a boxer dele com um puxão forte e Edward terminou de tirá-la, vindo rapidamente ficar sobre mim ele me penetrou estando cheio de desejo. Isso me fez gemer de forma entregue o apertando e ele se movia em mim com vontade. Minha camisola ainda estava em meu corpo e isso só deixava tudo ainda mais alucinante, só sei que as suas investidas me faziam mover constantemente pra cima e pra baixo na cama. Milhares de coisas me vinham à cabeça agora, eu estava com medo de ferir os meus sentimentos ainda mais e o olhei.
—Pare Edward, é melhor. Falei baixinho.
—Por quê? Perguntou ele já estando bem rígido dentro de mim. –Não estamos cometendo nenhum pecado. Após falar, ele me deu um selinho demorado.
—Eu não quero apenas sexo.
—Acha que estamos fazendo isso? Perguntou ele parando dentro de mim e me deu outro selinho.
—É eu acho, sempre foi assim.
—Apenas sinta o que estamos fazendo. Falou ele continuando a se mover em mim e me beijou deixando-me desorientada.
Edward se movia um pouco mais lento e beijava a minha pele, a seguir ele beijou a minha orelha e veio parar em minha boca. Eu podia falar que o nosso beijo tinha gosto de quero mais, tanto que nós não desgrudávamos um do outro. Ficamos naquela dança lenta e eu corria a minha mão pela pele dele. Eu o arranhava de leve nas costas e beijava o pescoço dele, isso pareceu agradá-lo.
—É fácil de saber o que estamos fazendo. Disse ele baixinho em meu ouvido e abri os meus olhos, pois os mesmos estavam fechados para sentir as sensações.
Percebi que ele já estava na borda e se retirou de mim, eu podia sentir o meu sexo comichando e Edward beijou novamente o meu corpo como se estivesse contemplando-o. Eu o empurrei e ele se deitou ao meu lado me olhando fixamente, isso me deixava um pouco sem jeito, pois o olhar dele era pidão demais e deixava-me ainda mais desejosa. Fiquei sobre ele e pensando que era para me penetrar, ele se moveu sob mim e eu me movi não o deixando.
Eu o beijei devagar e ele manteve o ritmo que eu escolhi. Senti as mãos dele me apertando de leve e eu o olhei estando quase certa do que se passava em minha cabeça.
—O que acha que estamos fazendo conosco mesmo Edward?
—Estamos juntos, isso é o que importa.
—Você sabe que juntos estamos nesse momento, mas estamos a um passo da separação.
—Isso é o que você deseja e eu irei te dar.
—Então não é isso que você deseja também?
—Não.
—Você é imprevisível demais e deixa-me louca com as suas mudanças de comportamento. Está tão obvio que estamos com desejo, e de uma forma bem avassaladora os nossos corpos aceita um ao outro, mas as nossas mentes não agem da mesma forma.
—Isso é o que você pensa?
—Eu tenho certeza que é desta forma. Falei fazendo com que os nossos corpos se conectassem, mas Edward não estava mais empolgado e eu o olhei. –O que aconteceu?
—Estávamos nos, nos.......
Percebendo o embaraço dele ao falar o que estávamos fazendo, eu completei a frase.
—Estávamos transando não é?
—Você começou a falar em separação, isso não combina com o que estávamos fazendo.
—Acho estranho e ao mesmo tempo não a sua dificuldade de falar a respeito dos seus sentimentos comigo.
—Ta, eu falo e sei que irá debochar como nunca de mim Isabella. Disse ele sério. -Eu sei como se comporta às vezes comigo e não me agradaria vê-la sorrindo e zombando de mim.
—Olha bem e veja se eu estou rindo? Veja se estou zombando de você.
—Agora não. Mas e depois?
—Não sou tão durona Edward, tão pouco insensível para zombar de alguém e de seus sentimentos.
—Sei que me odeia apesar de nos darmos tão bem na cama.
—Então eu não sou sem graça?
—Pra falar a verdade..................não.
—Então eu passei a agradá-lo como mulher? Perguntei descendo a minha mão pela barriga dele e tornei a subi-la fazendo o mesmo trajeto da descida.
—Por incrível que pareça e por mais que soe falso para você, é verdade.
—Eu sempre soube que eu não sou sem graça, tanto que você vinha e vem sempre atrás de mim.
—Não vim até aqui hoje atrás de sexo se é isso que se passa em sua mente. Eu disse que eu não estava conseguindo dormir por ter me acostumado com você, é isso.
—Então não dorme bem desde segunda feira porque nos separamos?
—É, é isso. Não sei o que acontece para o sono não vir.
—Essa casa não o constrange por não ser uma mansão igual às outras de vocês?
—Não fale besteiras Isabella.
—Me diz qual é a sua visão em relação a minha pessoa nesse momento?
—Eu não sinto raiva no momento por termos conversado, mas fiquei p#** com os seus atos ultimamente. Eu soube respeitá-la e mulher é o que não falta caso eu queira. Eu estou casado e mesmo que o casamento seja de fachada como você diz, perante a lei ele não é. Eu tinha você em casa e mesmo você me detestando, me batendo às vezes, você sabia cumprir com o seu papel de esposa quando queria. Eu soube respeitar o nosso casamento até hoje.
—Estou percebendo que você se sente desrespeitado, mas por eu pensar que entre nós não há sentimentos, eu fui buscar isso em outro alguém.............. Edward, nós brigávamos bem dizer todos os dias e eu só sabia receber críticas sua. Os seus maus tratos me destruíam e eu só queria ser um pouco mais feliz. Sabe que nada aconteceu ao natural, nem a nossa filha foi gerada de forma amável, mas isso não vem ao caso agora, pois eu já enterrei isso e estou me recuperando. Após eu abandonar tudo e você vir atrás de mim propondo aquele acordo, eu aceitei. A minha filha é especial demais para mim e poderiam me oferecer de tudo que eu jamais a trocaria.
—Você foi para New York e só me passou uma mensagem bem dizer no dia. Não houve um acordo entre nós dois a respeito disso.
—Eu sei disso, mas eu fiquei muito ferida com aquela briga envolvendo a Ângela e as suas atitudes para comigo. Eu não sabia o que os meus pais haviam roubado de vocês e pensei ser outra coisa. Pra mim eram eletrodomésticos, ou qualquer outra coisa Edward, mas menos drogas. Eu após descobrir através de você o que eles faziam, eu não concordo e sinto asco com toda a sujeira. Eu tenho vergonha do meu passado e eu jamais posso contá-lo a alguém porque me incriminaria. Até hoje o jake não sabe do que se trata, sinto vergonha. Falei saindo de cima dele, mas Edward me fez deitar com o seu jeito dominador e ficou sobre mim.
—Então ele não sabe?
—Não. Não percebe a imundice? Não quero ser julgada pelo os meus amigos também.
—E a sua amiga?
—Ângela só sabe que você me odeia, mas sendo verdadeira aqui e agora com você, ela sabe que eu fui sequestrada. Não se preocupe porque eu sei guardar os segredos dos outros e eu não a colocaria em encrencas.
—Então contou tudo para ela? Perguntou ele me olhando sem piscar.
—Não, ela não sabe que os meus pais roubaram drogas. Pra ela foi algo sem valor, mas que provocou muita ira em você. Ela não sabe que foi drogas Edward, é verdade. Eu só soube porque você na hora da raiva por ter sido confrontado pela a minha amiga, você me falou. Fiquei despedaçada porque eu julgava que vocês eram os mocinhos, mas agora eu sei que não são. Eu não quero julgá-lo porque eu não quero me envolver e nem irei me envolver com algo que eu desaprovo.
—Você não sabia? Perguntou ele me olhando sem piscar.
—Não. E não esquento se você não quiser acreditar, pois já tem uma opinião formada a meu respeito.
—Para, para com isso Isabella. Falou ele se deitando ao meu lado.
—Agora você sabe que movida pela carência eu fiz o que fiz. Eu fui para New York tentar esquecer, tentar superar as descobertas que envolvem a sua família, pois eu sempre imaginei que fossem decentes. Eu não queria um pai assim para a minha filha. Eu fiquei magoada com o que você fez comigo e sabe que eu tenho razões de sobra para ter aprontado com você.
—Por que se envolveu com o meu primo?
—Max foi bem gentil e naquela época eu estava impedida de sair por questões de saúde e porque você também não queria. Aconteceu naturalmente. Ele achou que entre eu e você não existia nada, mas depois você deixou claro ao contar para ele. Eu falei para ele que não existia amor entre nós e eu estava ali por causa do bebê que eu estava esperando, pois eu não contei o real motivo da minha estadia na sua casa. Falei que foi um deslize nosso de momento, mas que entre nós não havia amor e nada mais. Ele acabou se apaixonando, mas eu o feri ao me casar com você. Max tinha planos e me assumiria como mulher mesmo sendo embaraçosa a situação. Sei que isso aconteceria caso nós não tivéssemos se casado. Hoje em dia ele tem um outro alguém e desejo que ele seja feliz.
—Não contou a seu respeito?
—Não. Primeiro por medo de ele me reprovar e por sentir vergonha. Agora você sabe Edward, tudo que eu fiz foi para tentar ser feliz e fugir daquilo que eu estava vivendo. Agora que sabe de tudo, é melhor você ir dormir.
—Não sou santo, pois eu sei que contribuí para tudo isso acontecer. Eu só precisava saber quem eram os culpados e aconteceu o que aconteceu. Não me sinto orgulhoso por tudo que eu fiz a você, mas eu estava cego de raiva e com cede de vingança.
—Eu fiz tudo ciente do que eu estava fazendo e não me arrependo porque naqueles momentos eu estava ferida. Sinto-me ferida ainda e ao mesmo tempo não consigo entendê-lo. Suas atitudes, seu jeito de ser com a minha pessoa, a sua capacidade de me ameaçar e tudo pesa. Eu mais que ninguém sei que faço parte de uma linhagem desprezível Edward e não há nada que eu possa fazer para remediar isso, a única coisa que tenho para me recordar deles é aquela carta da minha mãe. Ela me pede perdão nela e é só isso. Falei me sentando na cama e ajeitei a minha camisola. –Eu mais que ninguém desejo que você arrume outra mulher e sei que a fará feliz, pois não haverá traumas entre vocês. O passado não poderá ser apagado como gostaríamos, mas iremos nos conformando aos poucos.
—Não quero outra. Disse ele envolvendo a minha cintura. –Eu quero você Isabella. Falou ele e isso me fez olhá-lo estando um pouco assustada.
—Está acostumado com a rotina, com a minha presença e com a vontade de me dominar.
—Não fale por mim.
—Não é amor Edward, é costume e obsessão. Você jurou vingança a sua irmã e conseguiu, hoje eu não tenho nada e nem os meus amigos me querem mais por perto. Eu perdi tudo. Falei sentida. –Estou completamente sozinha e o que me conforta é a minha filha.
—Não diga que está só. Disse ele me olhando sem piscar. –Eu detesto que você use roupas coladas e provocantes. Eu detesto que fique de papo com outros homens, eu detesto tudo que me faça sentir ciúmes de você Isabella.
—Ciúmes? Perguntei desacreditada e a surpresa me fez fechar os meus olhos e tornei a abri-los para ver se eu estava ouvindo coisas ou até mesmo sonhando.
—Não se faça de boba, sabe que é isso mesmo. Nunca percebeu porque me vê de outra maneira. Sempre ruim, carrasco, que a proíbe das coisas, mas a maior prova é que eu a queria mesmo sabendo que você havia ficado com outros. Sei que você fez por me odiar, mas por eu saber que eu estaria sempre em desvantagem por ter sido bem severo com você, eu a queria com os erros e tudo. Eu sabia que ao deixá-la você daria chances ao outro e isso eu não permitiria. Eu estarei sempre em desvantagens por você não me enxergar com outros olhos, por isso eu a quero mesmo assim. Ao abrir a minha mão, outro a pegaria porque você iria deixar e não hesitaria.
—Você propôs o divórcio.
—Eu estava sem saída com o meu pai lhe propondo algo irrecusável, isso eu achei que você acharia. Eu me casei sabendo com quem era, do contrário eu apenas cuidaria da minha filha. Meu céu está desabando, mas fiz o que era certo agora em relação a você e nem a minha irmã concordaria pra falar a verdade. Ela era jovem, pura e boa. Disse ele de olhos fechados.
—Então você quer que eu fique com você só por.....
—Eu não irei obrigá-la a nada mais Isabella, mas agora você sabe o motivo dos meus atos e não eram por egoísmo.
—Então o que era?
—Você não é boba. Disse ele me fazendo deitar ao seu lado e me deitei.
—Por que não se abre de uma vez?
—Por não ser recíproco.
—Então mesmo estando sob os escombros da armadilha do nosso destino você acabou gostando de mim?
Edward não falou nada e me beijou cheio de carinho, nossas línguas se acariciavam tão lentamente e ele acariciou o meu rosto quando eu me afastei por puro receio. Eu estava chocada demais para dizer a verdade.
—Gostar ainda é muito pouco bella, é algo mil vezes maior. O destino me aprontou essa sem eu ter forças para impedir e deixá-la ir. Eu a amo tanto, que na loucura por amá-la fiz coisas que a magoou. Sei que sou digno do seu desprezo, mas por desejá-la loucamente eu cometi erros por me sentir traído. Eu sabia que eu estaria sempre em seus últimos planos e a chance de outros tomá-la de mim crescia com o passar dos dias. A vingança e o amor sempre estiveram lado a lado, mas eu não comecei a amá-la logo de cara, foi gradativamente. Tudo aflorou ainda mais após nos casarmos e me lembro da noite que tivemos após chegarmos do restaurante em nossa lua de mel. Eu conheci um lado selvagem seu que eu ainda não conhecia.
—Gosta que as mulheres se comportem daquela forma?
—Gostei com você. Percebi que você não queria o meu dinheiro faz muito tempo, do contrário a Alice já teria me alertado. Não seria a primeira vez caso fosse assim. Ela é bem protetora e isso é de família, tanto que eu tentei afastá-la da minha mãe logo no início.
—Eu me lembro. Por que me chamava de vadia e prostituta?
—Por que eu fiquei ferido ao saber de tudo que você aprontava as escondidas. Por isso eu a feria dessa forma.
—Então você me ama? Perguntei sentindo o meu coração acelerado.
—Sim, eu a amo. Disse ele me olhando e pude perceber que ele estava sendo mais que sincero. –Está claro demais e tem sido difícil esconder isso. Sinto-me sufocado.
—Por que me contou isso só agora?
—Eu sabia da sua aversão a minha pessoa e sentia que iria debochar de mim. Eu não suportaria que debochasse dos meus sentimentos sendo o mesmo tão verdadeiro.
—Então achou que esse era o momento certo?
—É, eu achei. Percebi que você ao entregar aquela carta depois de tudo que passou, você preferiu convencer-me a respeito da verdade sem usá-la. Você foi forte e aturou-me, mas após o entendimento entre nós você me mostrou a verdade sem eu esperar. Eu custei a acreditar em você eu sei, mas houve suspeitas após eu entrar em seu apartamento que me deixou ainda mais louco. Eu lutei com os meus sentimentos, eu não queria admitir e brigava com você por causa disso também.
—Quais são essas?
—Seus pais roubaram um homem muito importante, o mesmo teve um desfalque material imenso causado por eles. Eu ao olhar o seu laptop me convenci que você sabia de tudo e mentia para mim.
—Então está dizendo que o meu laptop é fruto de um roubo?
—Provavelmente sim, a marca dele é a mesma do empresário que foi extorquido.
—Então o meu pai me deu ele após roubá-lo?
—Provavelmente.
Fechei os meus olhos e chorei sentida, tudo era uma mentira a minha volta e Edward ainda me confessa que me ama. Eu estava sentindo algo borbulhar em meu coração, pois eu sentia o mesmo por ele. Edward me abraçou e eu o olhei, ele secou as minhas lágrimas e me beijou. Eu estava tão confusa, mas saber que aquele homem que me fez tanto mal me amava parecia impossível. Alice tinha razão, a Esme tinha razão e até a Mary ao suspeitar dos atos dele. Nos ferimos tanto.
Edward se afastou de mim para respirarmos após aquele beijo longo que me levou todo o fôlego. Ficamos nos olhando e uma lágrima rolou pelo o meu rosto chamando a atenção dele.
—Não peço agora, mas espero que seja possível algum dia você poder me perdoar. Na verdade, eu não o mereço eu sei, não irei pedi-lo novamente por não haver perdão por toda a dor que eu lhe causei. Agora que sabe da verdade em relação aos meus sentimentos, e que tivemos essa conversa esclarecedora, você merece mesmo ser feliz com outra pessoa também.
—Não concordo com o que você faz Edward. Envolveram-se com drogas e o ato de vocês fez com que os levasse a ruína familiar também.
—Foram os seus pais.
—Eu sei disso, mas não foram os únicos. Eu percebi que a sua mãe não sabe de nada. Quem mais sabe Edward? Aliás, não me diga.
—Por que não?
—Eu não quero me envolver.
—Diz isso porque não quer ficar ao meu lado, não é?
—Eu não posso negar e mentir, é isso sim.
—Tem todo o direito. Eu prometi que o divórcio viria e vai acontecer mesmo te amando. Saiba que até eu me sinto infeliz por saber que sou rejeitado por você bella. Piora por eu ter sido o causador da sua desgraça, mas eu na época tinha cede de vingança e você sabe disso. É ruim saber que nunca será possível sermos felizes por todo o mal que eu lhe causei. Não imagina o quanto é ruim perdê-la.
—Eu, eu, eu.....
—Não precisa dizer nada. Após falar, ele selou os nossos lábios e se deitou ao meu lado sem me abraçar.
Estando passada com tanta informação eu apaguei a luz do abajur. Edward se manteve na dele e mal ele sabia que eu também estava apaixonada. Eu estava travada e não falaria a respeito dos meus sentimentos no momento. Ele havia me pedido o perdão, mas se deu conta que não era digno dele. Eu não podia dar uma resposta agora, estava tudo tão recente e confuso, pois iria soar falso e seria. Dei-me por vencida e seria melhor mesmo o nosso afastamento, Edward teria que se recuperar de tudo isso e por me confessar o seu ciúme, o melhor seria vivermos a nossa vida estando separados. Tinha os outros fatores que contribuíam, mas o meu coração e o meu ser dizia que eu deveria amá-lo essa noite pela última vez.
—Não caia nessa, irá se machucar. Dizia a voz da razão em minha consciência, mas......
—Edward.
—Oi.
—Venha mais para perto de mim. Pedi e o senti se aproximar, o cheiro dele era viciante.
—Estou aqui já.
—Não leve para o lado sentimental. Pedi baixinho.
Eu o puxei para mim e o beijei, Edward retribuiu o beijo com ardor, mas o fiz parar para eu poder arrancar a minha camisola fora. Acendi o abajur e eu o fiz se deitar de barriga pra cima, vendo-me ali completamente nua ele acariciou o meu corpo deixando transparecer todo o desejo que ele sentia por mim e até os seus sentimentos. Conectei o nosso sexo e me movi de olhos fechados, nisso me vinha à mente a sua voz ao dizer que me amava. Movi-me com tanta intensidade e rebolei da forma que ele gostava. Meus gemidos eram baixos por causa da neném e Edward não ficava atrás, deitando-me de lado, ele me penetrou novamente e me mostrou o paraíso. Seus lábios acariciavam o meu pescoço, sua mão acariciava o meu corpo e foi parar em meu sexo. Comecei a me mover sentindo que eu iria gozar e Edward seguiu o meu ritmo causando-me uma explosão imensa, tanto que o meu gemido foi alto e o apertei de uma forma intensa. Foi demais para ele e Edward saiu rapidamente de mim e gozou molhando o meu traseiro. Ele me abraçava por trás e precisei me levantar, do contrário sujaria a cama.
—Irei me lavar.
—Já cansou?
—Um pouco.
—Irei me lavar também.
—Tudo bem.
Nos levantamos e fomos para o banheiro, lá nós nos lavamos e saímos para nos secar. Edward moveu a toalha pelo o meu corpo e o vi excitado, passei um pouco da colônia que ele gostava e o olhei.
—Esse cheirinho é muito bom.
—É, eu também gosto. Falei estranhando a forma dele me elogiar tão naturalmente.
Saímos do banheiro estando ambos nus e eu fui até a cozinha beber um pouco de água. Edward também quis e após bebê-la, ele me abraçou por trás e colocou o copo sobre a pia.
—O que você sente quando se entrega daquela forma para mim? Perguntou ele.
—Eu sinto desejo. Eu o sinto correndo em minhas veias e me queima de prazer quando eu sinto o seu toque em minha pele.
—Com os outros foram à mesma coisa.
—Não. O que eu sinto quando estamos juntos, eu nunca senti antes.
—Não mesmo?
—Não. Falei negando.
—Se não tivesse acontecido tudo que aconteceu, a pediria para ser para sempre minha.
—Me acha uma mulher atraente?
—Sim. Falou ele correndo a mão em meu cabelo e a levou até o meu rosto. –Seus olhos são lindos bella. Falou ele me olhando de forma séria e ouvi-lo me chamando de bella me deixava um pouco sem chão. Acho que eu estava sonhando e logo eu iria acordar.
Sem eu esperar ele me pegou no colo, saímos da cozinha e ele me colocou deitada no sofá da sala. Fazendo-me abrir as pernas, ele se ajoelhou no chão e me deu prazer. Acho que eu estava viciada naquilo e me movi na boca dele, eu já estava pronta para recebê-lo e vê-lo daquela forma me deu vontade de prová-lo também. Fiz com que ele se sentasse e fiz o mesmo nele, Edward estava em sua borda e me fez parar estando respirando rápido. Ficando sobre mim, ele me penetrou bem devagar. Ele começou a se mover bem lentamente e os nossos lábios não se desgrudavam, ele nunca que parava de se mover e momentos depois eu estava sentindo o prazer crescer em doses maiores em mim. Não se contentando ele me colocou de quatro e acariciou o meu traseiro, seus dedos corriam ali e eu o olhei.
—Seja inteiramente minha. Pediu ele correndo o dedo em mim e olhei para a frente estando um pouco assustada. –Toda minha. Disse ele em meu ouvido e deixei estando um pouco apreensiva. Após pegar uma camisinha na carteira.......
Era algo estranho, bem doloroso, mas eu suportei por ele ser capaz de burlar a dor e transformar em prazer. Houve gritos de incomodo, houveram de prazer, mas momentos depois eu acabei gozando com os dedos dele me invadindo e hora acariciando o meu ponto máximo de prazer. Ele também havia gozado e desconectou o nosso corpo, eu estava dolorida e fomos mais uma vez para o banheiro. Enchi a banheira e ficamos ali relaxando, Edward estava atrás de mim e eu me encontrava sentada entre as pernas dele.
—Foi à primeira vez que eu fiz isso com alguém.
—Esse alguém ainda é o seu marido. Está arrependida?
—Não.
Ficamos em silêncio e eu só assimilava as coisas sentindo as mãos dele correndo pelo os meus braços.Estava tão bom e ele esfregou a bucha macia em minhas costas e depois em meus seios. Escutei a Marie chorar no quarto e me levantei, liguei o chuveiro e me lavei rápido, após me enxaguar correndo eu saí para me secar. Estando enrolada na toalha, eu fui para o quarto e a peguei no colo. Sentei-me com cuidado para poder amamentá-la, Marie estava com lágrimas nos olhos e Edward as secou assim que se sentou ao meu lado e me abraçou. Ela me sugava constantemente e reclamava em seu linguaja infantil, pois Edward estava lhe acariciando e ela queria mamar. Isso provocou riso em nós e Edward a deixou em paz.
Quando ela se deu por satisfeita eu a coloquei para arrotar, não demorou nada e o escutei. Fiquei com ela um pouco e depois Edward quis pegá-la.
—Não a distraia. Chamei a atenção dele sem usar a ignorância. –Ela irá despertar e falta pouco para as cinco da manhã.
—Não irei. Falou ele a deitando em seu colo e Marie fazia aqueles sons de bebê.
Demorou um pouco, mas ela tornou a dormir e Edward a deitou com cuidado.
—Que horas terá que ir embora?
—Quer que eu vá agora?
—Não. Eu só quero saber para fazer o café.
—Irei sair às 10h. Chegarei bem tarde no trabalho, mas eu não me importo.
—Seu pai pode acabar o reprovando.
—Não ligo.
—Contará que passou a noite aqui comigo?
—Não irei mentir caso ele pergunte. Você faz questão que eu minta?
—Eles podem interpretar mal.
—Não irão.
—É melhor descansarmos.
—Vamos sim. Te machuquei muito meu amor?
—Edward. Falei o nome dele lentamente por estar preocupada com a situação e pelo rumo das coisas.
—Se incomoda em saber o que eu sinto por você?
—Não, mas.
—Mas o quê?
—É melhor conversarmos depois.
—Ta bom.
Nos deitamos e Edward apagou a luz, ele me beijou e ficamos assim por um bom tempo. Não se contentando apenas com os beijos, ele ficou sobre mim e invadiu o meu corpo estando cheio de vontade na mesma hora tomando todo o meu fôlego. Senti o seu sexo me devastando no bom sentido e entrelaçamos os nossos dedos estando minhas mãos ao lado minha cabeça. Nos amamos somente uma vez mais por longos e longos minutos nos beijando sem parar, a seguir dormimos exausto um tempo depois estando eu sobre ele.
.
Às 09:20min.
Acordei com a neném chorando e saí do meio dos braços de Edward estando completamente nua. Ele se mexeu, mas parecendo estar cansado, ele continuou dormindo. Eu levantei da cama e dei a volta, depois eu a peguei no colo e a ninei. Marie ficou quietinha e a coloquei no carrinho, ela ameaçou chorar, mas eu coloquei a chupeta na boca dela. Estando quietinha eu empurrei o carrinho e saímos do quarto, eu a deixei no corredor e fui tomar um banho rápido.
Saí para me secar e penteei o meu cabelo, hidratei o meu corpo, mas menos os meus seios. Dei um jeito em meu rosto após escovar meus dentes e fui em meu closet rapidinho.Coloquei uma saia preta de Poá branco e vesti uma blusa branca contendo renda, eu estava bonita e coloquei o brinco. Saí do closet vendo-o ali tão relaxado e saí do quarto, peguei a minha filha no colo e lhe amamentei. Ela estava faminta e mamava cheia de vontade, fiquei pensando na revelação do Edward, mas não dava para ficarmos juntos. Eu tinha medo do ciúme bem doentio dele e principalmente eu precisava curar essa ferida em minha alma. Iríamos cuidar da minha filha, mas o que aconteceu essa noite não poderia acontecer novamente. Chorei um pouco por ele ter me revelado a verdade e saber que ele me amava me pegou de surpresa. Por isso então ele me levou para aquele restaurante flutuante altamente romântico. Tudo fazia sentido agora e Alice o conhecia bem, tanto que suspeitou. Edward havia posto aquela mansão em meu nome e só podia ser louco, todas aquelas joias que eu tinha e foi ele. Mesmo guardando os seus sentimentos para si, ele não economizou. Olhando por cima, nós precisávamos nos separar e superar. Os Cullens mantinham negócios sujos e isso eu não aceitava, mesmo contra a minha vontade manteríamos uma amizade. O meu amor por ele me permitia tratá-lo bem, mesmo que ele tivesse me destratado tanto ao longo desses meses. Sequei as minhas lágrimas e me levantei sentindo uma felicidade em meu coração, algo impossível havia acontecido e esse algo era o amor dele por mim.
—Como isso foi acontecer? Perguntei para mim mesma.
Marie ainda mamava e abri a janela da sala, fiz o mesmo com a porta e o ar puro entrou em minha casa. Um tempinho depois a minha filha se saciou e eu a coloquei para arrotar, parecendo que iria dormir novamente eu a deitei no carrinho. Ela ficou quietinha e eu fui para a cozinha, lá eu fiz suco de laranja, coloquei wafers para assar, aqueci pão de forma na torradeira e peguei queijo amarelo, lombinho defumado em rodelinhas finas e a geléia de morango. Fiz o café e aqueci o leite, arrumei a bancada ali no meio da cozinha e peguei os copos e as xícaras. Estando tudo pronto um tempo depois, eu fui até o Edward.
—Edward.
—Hum?
—Ta na hora. Falei secando a lágrima que rolou.
—Que horas são?
—10h.
—Isso tudo já? Perguntou ele se sentando e passou a mão nos olhos.
—Sim. O café da manhã já está pronto, vamos comer.
—Preciso de um banho, seu cheirinho está entranhado em mim.
—Tem a toalha que você se enxugou. Irá direto para o trabalho?
—Sim.
—Terá que usar desodorante feminino.
—Sem problemas.
—Ta.
Ele se levantou estando nu e me deu um selinho, saímos do quarto e ele entrou no banheiro. Fui olhar a minha filha e ela dormia, voltei para a cozinha e parti um mamão.
.
10min depois.
Edward entrou na cozinha e olhou tudo que eu havia preparado.
—O cheirinho do café está mesmo bom.
—Coma a vontade.
—Eu irei mesmo, estou cheio de fome. Você foi quem me deixou assim. Disse ele me abraçando por trás e beijou o meu pescoço.
—Você é bem faminto mesmo, se bobear quer comer toda hora.
—Quando a comida é boa....O que eu posso fazer?
—Lamba o prato, às vezes ajuda a se saciar.
—Aí é que está. Disse sorrindo e beijou o meu pescoço novamente.
—Vamos tomar café. Falei saindo dos braços dele por estar bem receosa e nos servi.
Edward passou geléia no wafer e o comeu cheio de vontade, já eu comia o olhando e disfarçava para não ser pega. Era custoso acreditar que ele havia dito que me amava, pois o mesmo disse que não trairia a memória da irmã por causa de mim. Vai entender, mas eu sentia uma tristeza dentro de mim. Comemos bastante e eu me senti satisfeita, Edward comeu bastante e não deixamos bem dizer nada. Tirei as coisas da bancada e lavei o que precisava ser lavado, Edward apareceu na cozinha segurando a neném que estava adormecida e ficou ali me olhando.
—Quando iremos batizá-la bella?
—Eu não sei Edward. Não sei onde há igrejas por aqui.
—Podemos batizá-la em Ourinhos. O que acha?
—Pode ser. Iremos à igreja e marcaremos com o padre.
—Tudo bem.
—Sabe que a Alice irá querer fazer algo.
—Imagino. Não posso impedi-la e poderão comemorar. Tirarei o leite com a bombinha e poderá comemorar o batizado com a sua família.
—Não precisa disso, você estará presente.
—O meu relacionamento com a sua família Edward não é dos melhores agora, prefiro ficar ausente.
—Minha mãe não a queria mais lá, mas foi por causa de mim. Ela não queria que eu a levasse de volta para maltratá-la, só isso.
—Mesmo assim ainda não é o momento, sei que os seus tios me detestam.
—Bella, não faça essa desfeita no dia do batizado da nossa filha. Somos os pais dela e ninguém pode se meter entre nós.
—Eu sei que poderemos manter um convívio bom por causa dela.
—Mesmo sabendo que eu a amo, eu irei compreender a sua vontade.
—Será melhor assim. Aqui em meu coração há muito que superar, não vamos estragar tudo.
—Ok. Eu preciso ir e agora será mesmo pra valer. Agora mais do que nunca eu irei precisar desse tempo. Enquanto eu estiver, e você também estiver com as feridas cicatrizando, não poderemos marcar o batizado. Sei que irão demorar a cicatrizá-las em você, mas vou respeitar o seu tempo.
—É. É melhor.
—Eu amo você Isabella e espero um dia podermos superar. Não me deixe partir algum dia sem ter o seu perdão.
—Digo o mesmo. Vá sair com os seus amigos, fará bem e eu não irei julgá-lo caso eu saiba de algo. Falei sentindo o meu coração sangrando, mas me mantive firme com muita dificuldade sentindo que os meus soluços queriam vir.
Saímos da cozinha e Edward beijou a neném antes de colocá-la de volta no carrinho. Estando com o semblante mudado, ele passou por mim e foi para o meu quarto.
Ele quando saiu de lá já estava com a blusa e segurava a chave do carro, ao parar na minha frente.
—Quero lhe dar algo.
—O que é?
—Por favor, meu amor, eu quero dizer, por favor, Isabella aceite. Promete não fazer desfeita?
—Se for o seu dinheiro eu não quero. Não irei concordar com as sujeiras.
—Bella, eu trabalho de forma limpa. Há centenas de clientes, não me faça essa desfeita, por favor.
—Não preciso de dinheiro no momento.
—Não irei brigar com você.
—Edward, eu tenho de tudo no momento.
—Por favor, aceite. Não é dinheiro sujo.
—Eu irei arrumar um emprego muito em breve.
—Sabe que não precisa trabalhar, a nossa filha está muito pequena ainda e depende de você.
—Não irei viver o tempo todo dependendo de você.
—Engraçado é que você devia aceitar o dinheiro do seu amigo Jacob.
—Não irei negar que eu aceitava mesmo.
—E por que o meu você não aceita?
—Edward.
—Eu amo você, essa é a mais pura verdade e não consigo mais me enganar Isabella. Mesmo você me dispensando, eu quero poder recompensá-la por todo o mal que eu lhe causei. Sei que o dinheiro em vista de tudo não significa nada, mas eu sei que precisa de ajuda financeira e eu estou aqui para ajudá-la. Não o rejeite já que sou eu quem está te dando.
— A pensão da Marie eu não irei negá-la por ser um direito dela e sei que bebês gastam. Esse dinheiro é para ela e não para mim, mas no momento eu não preciso dele para mim.
—Use a clínica pelo menos.
—Eu já aceitei.
—Ta, eu não quero contrariá-la. Eu a amo tanto que chega a me deixar louco, sei que é o momento certo para eu poder me afastar.
—Vai se atrasar. Falei tentando mudar de assunto, sei o quanto ele mexia comigo falando essas coisas e não era o certo. O medo de me magoar era imenso também.
—Eu estou indo. Mesmo que eu não consiga dormir por um bom tempo, eu não virei mais lhe incomodar.
—Esclarecemos ainda mais as coisas, não foi tão ruim assim.
—Eu adorei a noite e obrigado pelo chá.
—De nada.
Peguei a chave e saímos para o quintal, tentei prender as minhas lágrimas, mas eu sabia que era o melhor para nós dois. Abri o portão e vi uma pirua blazer parada atrás do carro de Edward, então eu o olhei.
—Eu vim ontem sozinho, mas disse que era para eles estarem aqui hoje.
—Sei.
—Então aqui é o fim do nosso casamento?
—É o melhor para nós dois e não encare isso como se eu estivesse o esnobado. Nunca esnobei o sentimento das pessoas e jamais faria isso com você também.
—Sei que não. Nós fizemos amor de uma forma única.
—Então nós fizemos amor? Perguntei o olhando e o verde de seus olhos me sondava.
—Sim. Para mim nós fizemos amor e não foi a primeira vez. Sabe diferenciar Isabella, eu sei que você sabe e olhe para trás.
—Então ta. Falei olhando pra cima, pois as lágrimas queriam rolar.
—Então é hora de eu ir.
—Se cuida Edward.
—Você também e da minha filha.
—Sempre.
Ele se foi e eu fiquei o olhando, sequei a lágrima que rolou e fechei o portão. Fique com a minha testa encostada nele e escutei o leve ronronar do carro dele, quando o mesmo se foi eu desabei literalmente e cai sentada no chão chorando.
—Por que justamente agora Edward? Perguntei para mim mesma aos prantos, era como se tivessem enfiado uma faca em meu coração.
CONTINUA............
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