Solares
57 Capítulo 57
Notas iniciais
BELLA......
Final do capítulo anterior.
10min depois.
Edward entrou na cozinha e olhou tudo que eu havia preparado.
—O cheirinho do café está mesmo bom.
—Coma a vontade.
—Eu irei mesmo, estou cheio de fome. Você foi quem me deixou assim. Disse ele me abraçando por trás e beijou o meu pescoço.
—Você é bem faminto mesmo, se bobear quer comer toda hora.
—Quando a comida é boa....O que eu posso fazer?
—Lamba o prato, às vezes ajuda a se saciar.
—Aí é que está. Disse sorrindo e beijou o meu pescoço novamente.
—Vamos tomar café. Falei saindo dos braços dele por estar bem receosa e nos servi.
Edward passou geléia no wafer e o comeu cheio de vontade, já eu comia o olhando e disfarçava para não ser pega. Era custoso acreditar que ele havia dito que me amava, pois o mesmo disse que não trairia a memória da irmã por causa de mim. Vai entender, mas eu sentia uma tristeza dentro de mim. Comemos bastante e eu me senti satisfeita, Edward comeu bastante e não deixamos bem dizer nada. Tirei as coisas da bancada e lavei o que precisava ser lavado, Edward apareceu na cozinha segurando a neném que estava adormecida e ficou ali me olhando.
—Quando iremos batizá-la bella?
—Eu não sei Edward. Não sei onde há igrejas por aqui.
—Podemos batizá-la em Ourinhos. O que acha?
—Pode ser. Iremos à igreja e marcaremos com o padre.
—Tudo bem.
—Sabe que a Alice irá querer fazer algo.
—Imagino. Não posso impedi-la e poderão comemorar. Tirarei o leite com a bombinha e poderá comemorar o batizado com a sua família.
—Não precisa disso, você estará presente.
—O meu relacionamento com a sua família Edward não é dos melhores agora, prefiro ficar ausente.
—Minha mãe não a queria mais lá, mas foi por causa de mim. Ela não queria que eu a levasse de volta para maltratá-la, só isso.
—Mesmo assim ainda não é o momento, sei que os seus tios me detestam.
—Bella, não faça essa desfeita no dia do batizado da nossa filha. Somos os pais dela e ninguém pode se meter entre nós.
—Eu sei que poderemos manter um convívio bom por causa dela.
—Mesmo sabendo que eu a amo, eu irei compreender a sua vontade.
—Será melhor assim. Aqui em meu coração há muito que superar, não vamos estragar tudo.
—Ok. Eu preciso ir e agora será mesmo pra valer. Agora mais do que nunca eu irei precisar desse tempo. Enquanto eu estiver, e você também estiver com as feridas cicatrizando, não poderemos marcar o batizado. Sei que irão demorar a cicatrizá-las em você, mas vou respeitar o seu tempo.
—É. É melhor.
—Eu amo você Isabella e espero um dia podermos superar. Não me deixe partir algum dia sem ter o seu perdão.
—Digo o mesmo. Vá sair com os seus amigos, fará bem e eu não irei julgá-lo caso eu saiba de algo. Falei sentindo o meu coração sangrando, mas me mantive firme com muita dificuldade sentindo que os meus soluços queriam vir.
Saímos da cozinha e Edward beijou a neném antes de colocá-la de volta no carrinho. Estando com o semblante mudado, ele passou por mim e foi para o meu quarto.
Ele quando saiu de lá já estava com a blusa e segurava a chave do carro, ao parar na minha frente.
—Quero lhe dar algo.
—O que é?
—Por favor, meu amor, eu quero dizer, por favor, Isabella aceite. Promete não fazer desfeita?
—Se for o seu dinheiro eu não quero. Não irei concordar com as sujeiras.
—Bella, eu trabalho de forma limpa. Há centenas de clientes, não me faça essa desfeita, por favor.
—Não preciso de dinheiro no momento.
—Não irei brigar com você.
—Edward, eu tenho de tudo no momento.
—Por favor, aceite. Não é dinheiro sujo.
—Eu irei arrumar um emprego muito em breve.
—Sabe que não precisa trabalhar, a nossa filha está muito pequena ainda e depende de você.
—Não irei viver o tempo todo dependendo de você.
—Engraçado é que você devia aceitar o dinheiro do seu amigo Jacob.
—Não irei negar que eu aceitava mesmo.
—E por que o meu você não aceita?
—Edward.
—Eu amo você, essa é a mais pura verdade e não consigo mais me enganar Isabella. Mesmo você me dispensando, eu quero poder recompensá-la por todo o mal que eu lhe causei. Sei que o dinheiro em vista de tudo não significa nada, mas eu sei que precisa de ajuda financeira e eu estou aqui para ajudá-la. Não o rejeite já que sou eu quem está te dando.
— A pensão da Marie eu não irei negá-la por ser um direito dela e sei que bebês gastam. Esse dinheiro é para ela e não para mim, mas no momento eu não preciso dele para mim.
—Use a clínica pelo menos.
—Eu já aceitei.
—Ta, eu não quero contrariá-la. Eu a amo tanto que chega a me deixar louco, sei que é o momento certo para eu poder me afastar.
—Vai se atrasar. Falei tentando mudar de assunto, sei o quanto ele mexia comigo falando essas coisas e não era o certo. O medo de me magoar era imenso também.
—Eu estou indo. Mesmo que eu não consiga dormir por um bom tempo, eu não virei mais lhe incomodar.
—Esclarecemos ainda mais as coisas, não foi tão ruim assim.
—Eu adorei a noite e obrigado pelo chá.
—De nada.
Peguei a chave e saímos para o quintal, tentei prender as minhas lágrimas, mas eu sabia que era o melhor para nós dois. Abri o portão e vi uma pirua blazer parada atrás do carro de Edward, então eu o olhei.
—Eu vim ontem sozinho, mas disse que era para eles estarem aqui hoje.
—Sei.
—Então aqui é o fim do nosso casamento?
—É o melhor para nós dois e não encare isso como se eu estivesse o esnobado. Nunca esnobei o sentimento das pessoas e jamais faria isso com você também.
—Sei que não. Nós fizemos amor de uma forma única.
—Então nós fizemos amor? Perguntei o olhando e o verde de seus olhos me sondava.
—Sim. Para mim nós fizemos amor e não foi a primeira vez. Sabe diferenciar Isabella, eu sei que você sabe e olhe para trás.
—Então ta. Falei olhando pra cima, pois as lágrimas queriam rolar.
—Então é hora de eu ir.
—Se cuida Edward.
—Você também e da minha filha.
—Sempre.
Ele se foi e eu fiquei o olhando, sequei a lágrima que rolou e fechei o portão. Fique com a minha testa encostada nele e escutei o leve ronronar do carro dele, quando o mesmo se foi eu desabei literalmente e cai sentada no chão chorando.
—Por que justamente agora Edward? Perguntei para mim mesma aos prantos, era como se tivessem enfiado uma faca em meu coração.
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Os dias foram se passando depois daquela triste manhã em que ele se foi. Da mesma forma que fazia o vento e a brisa, eles nunca que paravam de passar. Após a ida de Edward eu entrei em uma tristeza profunda e era visível o resultado em meu rosto. Sempre com olheiras por causa do choro constante e me isolei do mundo naquela semana, pois ninguém teve notícias minhas, nem as formigas que andavam pelo quintal. Saber que ele me amava me desarmou completamente, mas o que mais pesava era saber de toda sujeira e que a ordem de matar os meus pais partiu da família deles. O que mais me doía era saber que os meus pais não haviam maltratado a mãe e a irmã dele. A papelada do divórcio havia ficado pronta e lembro-me do quando foi custoso para eu ir até lá assiná-lo. Eu precisei me esconder atrás do óculo escuro e o assinei na presença dos advogados e dele, já a Marie havia ficado nesse dia com a Mary só por algumas horinhas em minha casa. Eu mal falei perante eles, pois, eu desabaria se abrisse a minha boca e recusei todo o dinheiro que Edward por direito meu havia deixado para mim. A casa da colina eu já havia a aceitado, pois sei que um dia ela seria da minha filha por direito dela. O meu advogado insistiu para eu aceitar tudo por ser muito dinheiro e ser a minha segurança financeira por muitos anos, mas por questão de honra e por ele ter jogado tantas vezes na minha cara que eu queria os bens deles eu recusei com um balançar de cabeça apenas. Os meus pais não haviam ordenado que fizessem aquilo com a família dele, não mesmo, mas isso eu teria que superar. Eu teria que viver a minha vida, mesmo que estivesse sendo custoso para mim.
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Nisso mais dias foram se passando e sob o meu olhar eu via a minha filha desabrochar para a vida, ela já estava com dois meses de vida e era o mês de Agosto. Marie estava bem pesadinha, sendo que eu não descuidei das consultas dela com a pediatra e em nenhuma das duas que eu fui, Edward foi comigo. Desde daquele dia em que assinamos o divórcio eu não o vi mais, pois, ele me pediu um tempo para nós dois. Isso aconteceu antes de irmos embora após assinarmos os papéis. Eu mal o encarava e soubemos respeitar isso. O nosso contato era por meio de mensagens e soube que os pais dele ainda estavam viajando, por isso mesmo o batizado ainda não havia sido marcado. Eu não me sentia em condições também. Nas mensagens que trocávamos era a respeito da nossa filha e ficou combinado dele depositar em minha conta a pensão dela. Lembro-me do dia que eu fui pegá-la em minha conta e eu achei um absurdo à quantidade que ele havia depositado, reli por diversas vezes o extrato para ver se era aquilo tudo mesmo. Era no valor de trinta e cinco mil dólares e passei uma mensagem para ele, mas ele não me retornou e soube que essa reação dele era para eu poder aceitar. Senti-me mal com a rejeita dele, até chorei por ele não me retornar, mas eu entendi que era para eu poder aceitá-la e me lembrei do presente que o William havia me dado no mesmo valor. Nada nos faltava em casa, mas eu não me sentia plenamente feliz. As noites eram solitárias para mim, eu ficava sozinha naquela casa e vez ou outra eu conversava com as minhas vizinhas no portão. Eu às vezes me pegava viajando em meio a nossa conversa e acabava dando uma desculpa e entrava. Ângela e jake não haviam mais entrado em contado comigo e eu dei esse espaço para eles também, isso me deixou bem triste e me sentindo ainda mais abandonada nesse mundo solitário sem fim.
Eu segui dia após dia tendo responsabilidades, pagava as contas da casa e cuidava da neném. Seu cabelinho escuro estava um pouco maior a deixando ainda mais linda. Uma coisa boa era que a Marie não dependia mais do peito somente, ela agora mamava mamadeira sem ser aquele leite puro e ralo, e bebia água também. Ela estava bem maior e gordinha, o peito só era na hora de dormir e passava era tempo mamando.
Eu me lembrava dos Cullens todos os dias e sabia das coisas por alto ao conversar com o Sebastian, isso quando ele vinha me buscar para ir sair. Edward foi facultativo para caso eu fosse sair com a Marie, era para ligar para o Sebastian antes que ele viria me buscar. Às vezes eu estranhava que ele chegava rápido demais para irmos ao mercado e ele dizia que o transito estava bom, mas deixei pra lá. Ele falava que o patrão estava trabalhando bastante e que saía tarde da empresa quase todos os dias. Eu soube que a casa lá na colina estava fechada e que ele nunca mais voltou lá, apenas às empregadas que iam para limpar os vidros somente. Eu podia imaginar o porquê e até a Alice não vinha aqui ver a menina, ela apenas me ligava para saber como a afilhada estava e soube que ela estava viajando a trabalho no momento. Soube também que Esme e Alice ficaram mais velhas no mês de agosto, mas em datas bem distante da outra e por isso eram tão ligadas. Carlisle fazia dia primeiro de Setembro e se aproximava. O mesmo era o Edward e a irmã dele, acho que a Marie entrou nessa também e eu lamentava todos os dias a tristeza da separação estando em meu quarto. Dizendo Sebastian, Edward estava morando ainda no apartamento e saia com os amigos nos finais de semana, eu não podia negar que ao saber que ele estava saindo com os amigos, que isso não me provocou muito ciúme. Dizendo o segurança, ele estava bem mudado, mais calmo e até paciente, já o pai dele voltaria em breve da longa viagem com a esposa.
Com os dias se passando eu fui conformando mais o meu coração carente. Uma coisa que eu não me cansava de fazer era chorar, eu sabia que o meu remédio era ficar com ele, mas eu negava e me recusava, tanto que eu me mantive firme em não entrar em contato para pelo menos perguntar como tudo estava indo. Com o voar dos dias foi se tornando muito difícil para mim, ele havia me intoxicado com a sua presença e eu sentia muitas saudades dele mesmo parecendo um absurdo. A solidão não era boa pra ninguém, e o que mais me machucava era eu não dar o braço a torcer só porque ele me maltratou tanto. Não era pra menos, mas eu não sabia se ele estava saindo com outro alguém, pois isso o Sebastian não soube me informar. Ao mesmo tempo eu reconhecia a coragem dele, tanto que passou por cima do orgulho pra confessar que me amava sendo bem sincero. Isso era muito válido, mas a confusão me fazia recuar e não dar o braço a torcer, sendo que piorava pelo lance das drogas. Isso foi um impulso para haver a separação.
Eu não estava suportando mais essa solidão, tudo me fazia chorar. Filmes românticos, músicas melosas e os casais que eu via na rua era o suficiente para me deixar com lágrimas nos olhos. Já estávamos no início do mês de setembro. Era o mês do meu aniversário e com ele me vieram às recordações passadas. Jake fez aquela linda festa para mim na praia e eu adorei, tomara que o meu amigo esteja bem. Nem ele e nem a Ângela sabiam da minha separação por não haver mais contato, pois eles estavam seguindo a vida deles e longe de mim. Eu me sentia a mulher mais infeliz do mundo estando longe daqueles que eu amava, mas esse foi o castigo nunca merecido para mim.
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+ Três dias haviam se passado.
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Atualmente.
Sábado, 11 de Setembro.
Às 08:10min.
Despertei com a babá eletrônica estando a Marie fazendo sons de bebê e o meu celular apitando, hoje era o meu aniversário. Levantei-me e peguei o meu celular sentindo a tristeza me assolando, era uma mensagem do jake e sorri deixando as minhas lágrimas rolarem.
“Feliz aniversário gata e me desculpe o sumiço, acho que foi preciso. Espero que esteja tudo mais que bem com você, e eu mais a Ângela só desejamos o seu bem. Um beijo”.
Respondi a mensagem dele com um simples e feliz.....
“Obrigado”
Levantei da cama e saí do quarto, entrei no da minha filha e eu a peguei no colo. Ela estava quietinha e me sentei no sofá ali mesmo, depois eu a amamentei. Eu estava lenta e preferi dar o peito ao invés da mamadeira, sei que eu ao demorar a preparar o mingau dela, ela choraria.
Fiquei feliz que o jake se lembrou de mim, na verdade eu não queria ficar trancada aqui em casa hoje sendo o meu aniversário. Enquanto a minha filha mamava, eu fechei os meus olhos e me lembrei do meu aniversário passado, ele foi tão legal. Eu já havia chorado demais e mesmo sendo triste, eu pediria o Edward para ficar com ela hoje. Após ele deixar a minha casa em julho, ele nunca mais a viu por precisar de um tempo. Eu precisava me distrair um pouco e me lembrei das boates que o Pedro me falou no centro de Ourinhos. Daqui até Ourinhos são duas horas de viagem e até Solares era bem menos, então eu iria até Solares dançar e já estava decidido.
Marie momentos depois se saciou e olhei a fralda dela, eu precisava trocá-la e foi o que eu fiz. Ela ficou limpinha e a coloquei no carrinho estando o mesmo um pouco inclinado, sem protestar ela ficou quietinha. Eu queria que o meu dia hoje fosse diferente e fui colocar o biquíni, peguei a bolsa da Marie e coloquei tudo que ela precisaria. Peguei o meu guarda sol e o coloquei na sala, depois eu fui para a cozinha e peguei as coisas que eu precisava levar. Estando tudo em ordem, eu peguei a Marie e coloquei o chapeuzinho nela, ela ficou fofa. Por último eu peguei o que eu precisaria e sai de casa a trancando, fiz o mesmo com o portão e me afastei do mesmo.
Caminhei pela rua tranqüilamente e não demorou muito cheguei no ponto de ônibus. No mesmo só havia duas pessoas. Eu precisava de um táxi e esperei um passar.
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6min depois.
Fiz sinal para um e o mesmo parou, após eu entrar com as coisas....
—Bom dia. Saudou-me o rapaz.
—Bom dia.
—Onde senhora irá ficar?
—Quero ficar na praia do Pontal.
—Sim senhora.
Ajeitei a Marie em meu colo e não me permiti deixar o meu mundo desabar, o dia estava tão bonito hoje. A praia de pontal ficava à uma hora de Diamantina, logo eu chegaria.
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Finalmente chegamos à praia e eu paguei o motorista, o mesmo era muito gentil. Desci do carro em frente o restaurante famoso ali na área e o táxi se foi, esperei uma oportunidade para atravessar a rua e atravessei rápido quando deu. Caminhei pelo calçadão e me sentei na sombra em um trailer, ali eu fiquei um pouco e passei protetor em meu rosto. Eu não podia abusar no sol por causa da neném e passei uma pomada protetora infantil nela, evitaria problemas com o mormaço e o sol. O ventinho ali estava correndo e percebi que seria melhor ficar ali, já na areia a minha filha sofreria por causa da quentura. Pedi uma água de coco e recebi uma mensagem, a mesma era de Carlisle e me surpreendi.
“Eu e a minha esposa desejamos a sua felicidade e você sabe disso apesar de tudo. Estamos te desejando um feliz aniversário e muita paz. Um forte abraço em você querida e beijocas em nossa neta”.
Olhei a mensagem calorosa de Carlisle e o respondi de forma gentil.
“Obrigado Carlisle por terem se lembrado de mim, já a Marie está muito bem. As beijocas já foram dadas e um abraço para os dois também.”
Enviei a mensagem e beijei a minha filha, nisso a minha água de coco chegou.
—Foi a vovó e o vovô que mandaram esse carinho filha. Falei a olhando e sorri.
Marie me olhava com os seus olhinhos verdes expressivos e não demorou muito chegou outra mensagem, ao ver de quem era eu sorri. A mensagem era do Max, pois o mesmo sabia o dia do meu aniversário e me surpreendi que ele não se esqueceu. Estando alegre eu a li.
“Bom dia meu bem! Desejo-te tudo do melhor e um mega, hiper e super feliz aniversário. Sinta-se abraçada nesse momento princesa e se eu pudesse lhe enviaria um presente. Como somos amigos, eu não poderia me esquecer que hoje é um dia especial. Espero que as duas estejam bem, tchau, tchau, e felicidade”s.
Sorri ao terminar de ler a mensagem e o respondi.
“Fico feliz que você se lembrou querido depois de tanto tempo. Tanto tempo nem tanto, mas faz um tempinho sim. Sabe que eu desejo a sua felicidade também e estamos pertinho nesse momento. Estou aqui com a minha filha na praia do pontal. Beijos”.
Enviei a mensagem e não demorou muito chegou outra mensagem dele.
“Está mesmo em pontal? (risos) onde?”.
Respondi a ele onde eu estava e enviei a mensagem, eu não sabia qual seria a dele e acho que perguntou por perguntar. Coloquei o meu celular dentro da bolsa e fiquei brincando com a minha filha, lembrei da minha água de coco e a bebi. A mesma estava docinha e me deliciei, lembrei da minha filha e peguei a chuquinha de água dela na bolsa para dá-la. Marie aceitou a água numa boa e parecia que ela estava com cede, pois bebeu bem e quando ela se enjoou eu tornei a guardá-la. Ela começou a chorar e eu a ninei bem devagar, estando incomodada eu me levantei e fiquei andando pra lá e pra cá ali na sobrinha mesmo perto da minha bolsa. Minha filha ficou quietinha e eu fiquei curtindo todo aquele movimento. A praia estava cheia. Havia muita gente bonita passeando, tomando sol, nos trailer biritando e conversando com os amigos. Senti falta disso e terminei de beber a minha água de coco estando pensativa.
—Ai meu Deus, que tristeza. Falei me recordando da minha vida de antes e impedi que as lágrimas rolassem. –Não me permita sentir saudades dele. Falei angustiada. –Darei a volta por cima filha, eu darei a volta por cima por você.
Tentei manter a minha postura e não chorei, pedi um suco e o bebi com cuidado por estar com a minha filha no colo. Eu estava louca para ir à água, mas não teria como por causa das minhas coisas e da minha filha. Tentei me distrair como eu pude.
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15min depois.
Eu estava distraída estando sentada na cadeira quando o meu celular tocou, o peguei na bolsa e era o Edward. Permaneci olhando para a tela e fiquei travada por estarmos a muitos dias sem nos falarmos, mas eu não poderia ficar me escondendo dele, nós tínhamos uma filha e cedo ou mais tarde teríamos que nos falar. O celular parou de tocar e o coloquei sobre a mesa, Marie começou a chorar e peguei uma fralda de pano, eu sabia o que ela queria e dei de mamar a ela estando à fralda escondendo o meu seio. Novamente o meu celular tocou e era ele novamente, eu o peguei na mesa apreensiva e o atendi.
—Alô. Falei olhando para a minha filha que mamava sem parar.
—Como estão as coisas?
—Está tudo bem Edward. E com você?
—Está tudo bem, mas poderia estar melhor.
—Como estão os seus pais? Perguntei para mudar de assunto.
—Eles estão bem e ainda viajando.
—É bom para eles, viajar desintoxica os problemas da mente.
—Tem razão e faltam dias para eles voltarem. Quem sabe uma viagem longa também me faça bem no futuro.
—É verdade, o aconselho a ir. E você, o que tem feito?
—Estou trabalhando em dobro com a ausência do meu pai, mas saio com os meus amigos nos finais de semana quando dá e estou com disposição. Estou levando a minha vida normalmente.
—Faz bem Edward.
—E você?
—Eu tenho saído às vezes com a minha filha.
—Eu liguei para a sua casa ainda pouco, mas você não atendeu.
—É eu não estou em casa no momento, eu estou na praia.
—Está no sol com a Marie?
—Claro que não, eu estou no trailer e há muita sombra por ter uma árvore ao lado. Passei protetor solar infantil nela e estamos aproveitando a praia de Pontal.
—Tudo bem, eu quero dizer..... .....Vocês estão em pontal?
—Sim. Por quê?
—Eu não estou lhe reprovando, mas me preocupo por causa do sol e ela é muito nova e branquinha demais.
—Acha que eu não sei cuidar dela Edward?
—Ta tudo bem. Nós não iremos brigar, até porque eu liguei tendo outro propósito.
—Nós não estamos e nem iremos brigar, mas fica tranquilo que a neném está bem. Eu não a deixarei no sol e nem eu estou no sol justamente por causa dela. Eu nem fui à água ainda e estou curtindo o movimento e vendo pessoas...... sair de casa né.
—Tudo bem, apenas tome cuidado.
—Pode deixar.
—Na verdade eu liguei para te desejar um feliz aniversário e que coisas incríveis possam acontecer na sua vida nessa nova fase. Falou ele de forma sincera e eu sequei a lágrima que rolou.
—Obrigado Edward.
—Lembro-me que você também ligou para me parabenizar estando nós naquela crise e agora que estamos separados, e cada um vivendo a sua vida, eu só posso lhe desejar tudo de bom bella.
—Tudo bem e eu o agradeço mais uma vez. Falei secando as outras lágrimas que escorriam.
—Não precisa.
—Mesmo se você não me ligasse, eu ligaria para você hoje.
—Aé?
—Sim. Hoje é sábado e é o meu aniversário, eu irei sair e não tenho com quem deixar a Marie.
—Então irá sair para comemorar o seu aniversário?
—Sim. Sei que faz um tempinho que nós não nos vemos ou nos falamos, mas a menina não tem culpa de nada que aconteceu.
—É ela não tem.
—Desde final de julho quando você saiu da minha casa, que você não vê a Marie. Não sente saudades dela e de abraçá-la? Sei que me pediu um tempo e estou mantendo isso, mas ela está crescendo e pode estranhá-lo caso continue se mantendo afastado dela.
—Sinto saudades da minha filha sim e pode trazê-la. Pedirei ao Sebastian para ir buscá-las e daqui ele te leva para onde você quiser ir.
—Há um bebê conforto lá em casa e pede a ele para chegar às 20h lá. A Marie irá dormindo já estando alimentada e não há a necessidade de eu ir junto, posso me atrasar. De madrugada ela irá acordar e eu já irei deixar a mamadeira pronta, é só aquecê-la e dá-la. Eu o ensinarei como prepará-la e de manhã será com você, provavelmente eu irei pegá-la amanhã na parte da tarde ou você me traz ela.
—Então está de encontro marcado e por isso não irá acompanhar a nossa filha para o caso dela precisar de você? E se ela acordar no meio do caminho e chorar? Sebastian estará dirigindo e ele não poderá dar atenção a ela.
—Venha com ele buscá-la então.
—Eu gostaria, mas tenho que rever alguns papéis da empresa e bebi uns drinks para passar o tempo, então não tem como eu dirigir ou me ausentar.
—Você falou que sai com os seus amigos, tem que ter tempo para a sua filha também.
—Nem sempre. Eu estou no momento atarefado sem a presença dos meus pais.
—Tudo bem Edward, pede para o Sebastian chegar às 20h e isso não será o problema.
—Vou aguardá-la.
—Ok.
Encerrei a ligação e eu teria que mudar os meus planos, eu teria que ir a algum lugar por lá, mas ficar em casa é que eu não iria. Eu senti que ele pôs empecilhos só porque eu falei que iria sair, mas eu não daria bola para isso. Olhei para a Marie que se encontrava adormecida e me dei conta que ela havia parado de mamar só agora que eu a olhei. Guardei o meu seio novamente e a coloquei em pé, deitei a cabecinha dela em meu ombro e ela permaneceu adormecida.
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Um tempinho depois.
Começou a me dar fome e olhei o menu ali do trailer, o mesmo estava cheio de cliente e continuei olhando para escolher o que comer.
—Olá. Falou a voz, e por ser conhecida eu levantei o meu rosto e sorri.
—Max. Falei me levantando e o abracei com cuidado.
—Feliz aniversário meu bem.
—Obrigado.
—Estou surpreso. Falou ele me entregando uma bolsinha. –Não repare, é algo simples e acabei de comprar na loja aqui perto.
—Obrigado querido, foi muito gentil da sua parte. Falei sorrindo e abri a bolsinha, era uma pulseira linda de ouro amarelo com pingentes em ouro branco.
—Gostou?
—Eu amei. É bem delicada e eu irei usá-la quando eu sair. Como vai a sua mãe e o seu pai? E você o que tem feito?
—Estamos todos bem, graças a Deus.
—Ela é bem gentil e me trata muito bem.
—Minha mãe é mesmo maravilhosa.
—Cadê a sua namorada?
—Eu estou solteiro e ela era uma ficante, digamos assim, mas somos bem amigos na verdade. E você como está? Eu soube do divórcio de vocês e achei até triste, há uma criança linda no meio de vocês dois. Eu que te conheci um pouco, eu percebia que você não estava plenamente feliz. Para ser sincero eu notei que havia muito ciúmes da parte dele também. O meu primo demonstrava isso ao olhá-la.
—Eu não percebia naquela época por haver muitas razões. Como eu te falei, eu acabei engravidado e descobri um tempo depois. Eu não tive chances Max, mas hoje eu estou vivendo e retomando a minha vida. Tanto que pra ninguém da família de vocês acharem que eu sou uma interesseira, eu rejeitei tudo que eu tinha direito com a nossa separação. Nunca foi a minha intenção casar com o seu primo estando grávida para usurpá-lo. Tudo não passou de um mal entendido, mas que agora já resolvemos.
—Muitas pessoas lamentaram a separação de vocês, inclusive os nossos parentes quando souberam.
—As mulheres devem ter vibrado a solteirice dele. Falei pensativa e o olhei.
—Meu primo é um cara pintoso e sem dúvida sempre choveu mulheres, mas ele sabe escolher. Não é porque nós tivemos aquele desentendimento que eu irei queimá-lo.
—É o certo a se fazer.
—É triste, mas quando duas pessoas estão infelizes o melhor é cada um ir para o seu canto. Se arrepende?
—Não me arrependo. Bem, eu irei pedir algo para comer, estou cheia de fome.
—Podemos almoçar naquele restaurante e faço o convite como sendo o seu amigo.
—Sei disso. Falei sorrindo. –Sua gentileza é confortante Max.
—Então vamos?
—Vamos sim, mas antes eu gostaria que você fizesse algo pra mim.
—Pode pedir.
—Eu gostaria de ir à água, pode segurá-la pra mim?
—Mas é claro que sim, eu seguro ela. Falou Max estendendo a mão e pegou a neném cheio de cuidado.
—Vou só dar um mergulho e já volto.
—Tudo bem. Falou ele sorrindo e se sentou na cadeira.
Tirei a saída de praia que eu estava vestindo e a coloquei na cadeira, sorri para o Max e desci o barranco formado por areia branca e fininha. Passei pelas pessoas que se bronzeavam estando distraídas. Umas conversavam e outras bebiam. Cheguei na água e fiz o sinal da cruz, a mesma não estava muito gelada e dei um mergulho. Estava sendo renovador e emergi, finquei os meus pés no chão por haver ondas e curti a água.
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5 minutos depois.
Dei mais um mergulho e emergi, estava tão bom, mas eu decidi sair da água. Voltei para o trailer e Max sorriu quando eu me aproximei.
—Está muito gelada?
—Que nada, está morninha. Falei pegando a toalha e o dinheiro em minha bolsa. –Me deu vontade de ficar toda vida, mas eu sei que eu precisava sair. Pra falar a verdade eu estou faminta também.
—Vamos almoçar logo então.
—É, vamos sim. Falei sorrindo. –Vou só pagar uma chuveirada para tirar o sal do corpo.
—Te aguardo então.
—Ok.
Fui até o rapaz do trailer e paguei dois minutos de banho. Caminhei até o chuveiro, deixei a minha toalha pendurada ao lado e fazendo sinal com a minha mão para o rapaz, ele liberou a água. Lavei-me bem e deu pra tirar todo o sal do meu corpo, passei a mão em meu cabelo e me senti bem aliviada depois. Chegando o fim do banho, eu peguei a toalha e me sequei, voltei para a mesa e hidratei as minhas pernas e braço com o creme hidratante. Penteei o meu cabelo e o deixei solto, vesti a saída de praia e finalizei passando um pouco de gloss em meus lábios. Coloquei o meu óculo escuro e sequei a minha mão com a toalha.
—Podemos ir. Falei pegando a minha bolsa.
—Eu levo a neném. Pode ser?
—Claro. Falei sorrindo e ele se levantou.
Peguei o chapeuzinho da minha filha e coloquei nela, abri o guarda chuva e Max o segurou sem problema algum. Peguei o guarda sol e fui pagar a minha conta, o rapaz agradeceu e nos afastamos dali.
Atravessamos a rua quando houve uma oportunidade e fomos até o restaurante, fomos bem recepcionados e nos sentamos. Eu pediria peixe frito, o pirão vinha com camarão e o dali era delicioso. Pedimos arroz com frutos do mar e a salada de folhas que não podia faltar. Preferimos beber suco e o garçom anotou o nosso pedido, quando o mesmo chegou, nós comemos conversando bastante. Max era bem divertido e sorri bastante depois de não sorrir a muito tempo. A comida estava muito boa e pedi ao Max para dividirmos uma garrafa de cerveja, não faria mal e eu estava com muita vontade bebê-la extremamente gelada. Max fez o pedido ao garçom e quando a mesma chegou, a dividimos e brindamos o meu aniversário. Eu a bebi devagar saboreando cada gole depois de muitos meses sem e adorei. Terminamos de comer um tempo depois e pedimos uma sobremesa. Escolhemos sorvete e estava de bom tamanho.
—Depois daqui, o que acha de passearmos por aí? Depois eu te deixo em casa, é só você falar onde é.
—Parece ótimo! Esse sol já deu para a minha filha.
Sorrimos um para o outro e continuamos a tomar o sorvete, o de uva verde estava saboroso demais.
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30min depois.
—Podemos ir? Perguntou o Max.
—Claro que sim. Quero dividir a conta com você.
—Nada disso, hoje é o seu aniversário e será por minha conta.
—Tudo bem. Falei sorrindo.
Max pagou a conta e o meu celular apitou anunciando uma nova mensagem, eu ao abri-la, soube ser do William e me surpreendi por ele não saber do meu aniversário. Li a mensagem estando sob o olhar de Max.
“Olá princesa, sei que deve estar se perguntando o porquê da mensagem justamente no seu dia mais que especial, mas foi a Ângela quem comentou comigo ainda pouco por estarmos em uma roda de amigos almoçando. Quero te desejar muita sorte, paz e tranqüilidade. Muita saúde que é a que mais importa e sei que a felicidade virá porque você merece tê-la. Sinto saudades da pequena. Como ela está e você? Espero que esteja bem e feliz. Um forte abraço e feliz aniversário.”
Terminei de ler a mensagem dele e sorri.
—Só um momento Max. Falei o olhando e ele sorriu.
—Tudo bem.
Eu mandaria outra mensagem para o William e a escrevi.
“Sem problemas e recebi a sua mensagem com a maior alegria. A Marie está bem e crescendo a cada dia que passa, acho que ela puxará o pai. Eu estou vivendo e aprendendo a cada dia que se vai, encontro-me divorciada do Edward e estou dando um tempo para eu respirar. Desculpe se não dei sinais de vida, mas não me esqueço de ninguém e principalmente daquelas pessoas que fazem a diferença assim com você. Diga a Ângela que eu estou bem apesar dela me ignorar no momento, mas que eu não guardo magoa por ela morar em meu coração. Aguardo um contato seu e tudo de bom para você também. Um beijo “
Enviei a mensagem e olhei para o Max.
—Podemos ir.
—Tudo bem.
Nos levantamos da cadeira e Max pegou as bolsas para mim, nisso o meu celular tocou. Era a Ângela e o atendi.
—Alô. Falei normalmente, mas eu ir ia dar uma prensa nela por me abandonar.
—Bella, eu fiquei sabendo que.....
—É, eu me divorciei se é isso que você quer saber.
—Era o melhor. Mas como......?
—O importante é que eu estou vivendo a cada dia que passa e cuidando da minha filha. Falei a interrompendo, eu estava superando ainda.
—Apesar de você amá-lo eu......
—Ângela, eu não quero tocar nesse assunto no dia do meu aniversário.
—Vou indo colocar as coisas no carro. Falou Max me olhando.
—Tudo bem.
—Quem é que está aí com você? Perguntou Ângela curiosa. –Sei que é um homem.
—O Max.
—Max, Max. Ah! Eu já sei quem é. Por acaso você voltou com o primo do seu ex-marido?
—Onde você está Ângela?
—No banheiro feminino, estou falando em particular com você.
—Eu e o Max somos amigos e eu vim até a praia de Pontal. Ele me passou uma mensagem de feliz aniversário e eu disse onde eu estava, pois ele mora a duas quadras daqui.
—Sei não, ele pode estar interessado ainda em você. Com certeza ele te deu um presente.
—Amigos dão presentes Ângela e não posso falar com você no momento.
—Sei que está me desprezando, mas agora mais que nunca, venha morar aqui comigo.
—Obrigado, mas eu não irei incomodar mais ninguém. Tenho uma filha e ela tem um pai que a ama muito, minha vida não é mais a mesma.
—Mas ele não te ama.
—Sei o que se passa na mente dele e na minha Ângela, eu a agradeço por tudo de coração. Espero que esteja bem, mas no momento eu preciso desligar.
—Está morando no mesmo lugar?
—Sim. Adeus Ângela.
—Tchau bella. Espera, espera. Pediu ela alto e eu a esperei.
—O que foi?
—Passará o dia do seu aniversário em casa?
—Irei a uma boate chamada Passion no centro de Ourinhos, bem, isso é tudo.
—Irá sozinha? Perguntou ela curiosa.
—Não nasci grudada em ninguém Ângela, eu sou uma mulher sozinha no mundo e já me acostumei com isso. Tenha um ótimo final de semana.
Encerrei a ligação e caminhei até o carro de Max, ele estava me esperando e abriu a porta de trás para eu entrar.
—Obrigado. Falei sorrindo.
—De nada.
Max fechou a porta do carro e a Marie acordou, ela permaneceu quietinha em meu colo e o carro foi ligado. Saímos dali e fomos beirando a orla, o dia estava lindo e o Max me olhou pelo o retrovisor.
—Tem hora pra voltar?
—Tenho sim, às 19h eu tenho que estar em casa já.
—Falta muito ainda.
—É sim.
—Podemos ir ao shopping aqui perto. Tomaremos algo não alcoólico como um milk shake e por aí vai.
—Parece ótimo, mas eu estou de chinelo.
—Estamos voltando da praia, ninguém irá reparar.
—Tudo bem.
Eu e Max passeamos bastante ao redor das praias que ficavam ali perto e fomos para o shopping. Fizemos um lanche em um fast food e ele me comprou chocolates importados. Passeamos pelo shopping e eu fui olhando as vitrines convidativas, havia um vestido perfeito e me interessei. Fui até a loja e pedi um do meu tamanho, o mesmo ficou perfeito quando eu o experimentei e eu iria comprar. Peguei o cartão em minha bolsa já que o Max segurava a neném, mas ele quis pagar o vestido e eu recusei. Eu o paguei com gosto, esse era o meu presente de aniversário.
Continuamos a andar no shopping e chegou à hora de irmos embora, fomos para o carro e me acomodei no banco com a minha filha. O carro foi ligado assim que Max entrou e fechou a porta.
.
1h e 20min depois.
Chegamos em Diamantina e faltavam vinte minutos para as 19h. Quando paramos em frente ao meu portão...
—Obrigado pelo passeio Max e por me trazer em casa, foi muito gentil da sua parte.
—De nada bella.
—Eu te convidaria para entrar, mas estou em cima da hora para arrumar a Marie.
—Vocês irão sair?
—Ela irá para a casa do pai hoje.
—Entendi.
—Mais uma vez obrigado viu.
—Não há de quê.
Max saiu do carro e veio abrir a porta para mim, saí com a Marie e ele retirou as minhas bolsas. De forma gentil ele pegou todas elas e eu caminhei até o meu portão. Nisso eu o olhei ao girar a chave.
—Estou em cima da hora.
—Até outro dia. Falou ele pondo as bolsas no meu quintal.
—Até. Falei sorrindo. –Outro dia eu o convido para um café, algo mais calmo e sem pressa.
—É uma boa idéia.
Depois de colocar as minhas coisas no quintal e me cumprimentar, ele foi para o carro e acenou antes de fechar a porta. Tranquei o meu portão e fui abrir a porta da sala, após colocar a Marie deitada no carrinho eu tornei a fechá-la.
.
Guardei as coisas e fui para o banheiro encher a banheira da minha filha de água morna, caminhei até o closet dela e escolhi uma roupa bonita para eu colocar nela. Estando tudo organizado, eu fui para a sala e a peguei a Marie no carrinho. Ela estava adormecida e a despi, precisei limpá-la antes de banhá-la e ela despertou chorando. Dei banho nela e escutei o meu celular tocando dentro da bolsa que estava sobre a minha cama, mas não daria para eu atendê-lo. Terminei de banhar a minha filha e a enrolei na toalha, nisso o meu celular tornou a tocar e fui atender estando a minha filha em meus braços.
—Alô.
—Sou eu o Sebastian senhorita. Boa noite.
—Boa noite Sebastian.
—Irei me atrasar um pouco, mas em meia hora ou quarenta minutos eu estarei aí.
—Tudo bem. Vou me arrumar ainda.
—Ok então.
Encerrei a ligação e arrumei a minha filha, ela ficou mesmo uma gracinha e a coloquei deitada no carrinho novamente. Agora era a minha vez de me arrumar. Fui para o meu closet após deixar o carrinho da minha filha em meu quarto e decidi por a roupa que eu comprei hoje no shopping. Escolhi um calçado que combinaria com ele e peguei um brinco, pulseira e um anel para me adornar. Escutei a Marie resmungando e eu sabia que era sono, então eu teria que ir dar atenção a ela.
Estando eu meu quarto eu a peguei, sentei-me na cama e dei de mamar a ela.
.
20min depois.
Minha filha estava adormecida em meus braços e a coloquei deitada em minha cama, após protegê-la com os travesseiros eu fui para o banheiro apressada. Tirei a minha roupa e entrei no Box estando de biquíni ainda, pois eu o lavaria logo de uma vez.
.
10min depois.
Saí para me secar às pressas e após fazê-lo, eu sequei o meu cabelo com o secador. Maquiei-me em frente o espelho no banheiro e gostei do resultado. sombra prata com esfumaçado preto. ficou muito bonito. O batom em tom nude deixou-me graciosa e chique. Precisei hidratar o meu corpo e me perfumei por último. Fui para o quarto e me vesti, depois calcei o sapato e por último eu me adornei. Só sei que eu adorei o resultado. O formato dos meus seios no tecido fino me deixou sexy. A cor do vestido era azul marinho e, justinho no corpo ficou perfeito. O sapato de salto de coro de cobra na cor creme era lindo de bico fino. Notei que o Sebastian estava custando a chegar e ele nunca se atrasava, justamente hoje que eu queria sair ele estava demorando. Precisei pegar tudo que a Marie iria precisar estando na casa do pai dela e foram duas bolsas infantis no total. Deixei a banheira dela na sala e desmontei o carrinho, logo após eu o deixei na sala também. Mais uma vez eu observei que o Sebastian estava demorando e o relógio já marcava 20:19min.
Estando na cozinha, eu preparei um sanduíche e o comi, eu estava faminta.
.
Às 20:33min.
A minha campainha tocou e eu fui atendê-la, era Sebastian ali e pedi que ele levasse as coisas da Marie para o carro. Peguei uma bolsa pequena preta para combinar e era bem noite mesmo eu diria. Coloquei o meu cartão dentro dela, dinheiro, o meu celular e a minha identidade, estando tudo ok eu peguei a Marie e a envolvi na manta. Vendo que estava tudo em ordem eu saí e tranquei a casa, caminhei pelo quintal e Sebastian me aguardava no portão.
—Podemos ir agora, já está tarde. Falei passando pelo Sebastian e ele fechou o portão para mim e o trancou
—Tudo bem.
Entrei no carro com cuidado e Sebastian fechou a porta para mim. Após ele dar a volta e entrar no carro, o mesmo foi ligado e eu ajeitei a neném que estava adormecida em meus braços. Assim que saímos ali do bairro...
—Você demorou Sebastian. O que houve?
—O patrão me pediu para fazer umas coisas de última hora antes, aí acabei me atrasando. Desculpe. Soube que irá sair.
—É, eu irei sim.
—Irá se divertir sozinha? Perguntou ele prestando atenção na pista e eu maldei um pouco o leve interrogatório.
—Foi ele quem pediu para você me perguntar isso?
—Não, imagina. Desculpe se eu a ofendi com a pergunta.
—Não há de que Sebastian, mas irei deixar off. Importa-se?
—Imagina.
—Estou vendo que nós iremos chegar bem tarde, mas eu pedi ao Edward para vir com você buscar a neném.
—Não estou sabendo a respeito disso.
—Hoje é o meu aniversário e eu quero comemorar.
—Eu sei e meus sinceros parabéns.
—Obrigado.
—Tem toda razão em querer comemorar.
—Pois é.
.
2h e ½ depois.
Depois de uma longa viagem nas estradas sem fim, finalmente paramos em frente a um prédio pra lá de luxuoso e fomos liberados para entrar na garagem. Sebastian ao invés de descer a rampa, ele subiu uma que nos levaria para o estacionamento de cima e parou próximo do elevador. Ele olhou pra mim e eu fiz o mesmo para ele.
—Irei ajudá-la com as coisas.
—Obrigado.
Saímos do carro e a neném estava dormindo profundamente, até eu estava com sono por ter tomado banho de mar e depois ter encarado a longa estrada à noite. Sebastian pegou as bolsas estando segurando o carrinho e fomos para o elevador, o aguardamos a vir e dois minutos depois ele desceu. Após entrarmos nele, Sebastian apertou o número 17 e percebi que Edward morava bem no alto. Ele pelo o que eu percebi morava em uma cobertura e não me surpreendi. Tudo deles era grandioso demais e eu não quis pensar em mais nada por me lembrar das coisas que não me agradava.
.
Nós finalmente chegamos à cobertura e Edward era o único quem morava ali em cima, pois não existiam outras portas e o Sebastian tocou a campainha. O meu coração já voava em meu peito por estar sentindo saudades dele há muito tempo e tentei me acalmar tendo muita dificuldade. Escutei o barulho da chave na porta e senti milhares de borboletas voando em meu estômago, mas na verdade eu não queria ficar com essa ansiedade toda e olhei para o lado quando a porta foi aberta. Acho que eu teria um treco, mas a minha filha por um lado em meus braços me acalmou.
—Bem, elas já estão aqui patrão. Falou Sebastian e eu olhei para frente vendo-o com roupa casual, ele estava como sempre lindo.
—É sim. Falei o olhando e ele fazia o mesmo, mas o seu olhar caiu pelo o meu corpo e tornou a subir em frações de segundos.
—Eu aguardarei lá em baixo. Falou o segurança após colocar o carrinho no canto e as bolsas sobre a mesinha no corredor, o mesmo era chique demais, fora os quadros que eram bem artísticos.
—Tudo bem. Falou Edward o olhando e eu olhava para ele estando se passando mil coisas em minha mente.
Sebastian se retirou e Edward me olhou como se visse algo mais que belo.
—Boa noite bella.
—Boa noite. Eu só vim deixá-la e já estou indo, já passa das 23h. Falei um pouco atrapalhada e rápido demais, eu estava nervosa.
—Está atrasada?
—É eu estou sim.
—O Sebastian irá levá-la de carro depois.
—Depois não, eu não irei me demorar. Onde eu coloco a minha filha?
—Pode ser em meu quarto. Disse Edward se aproximando de mim e acariciou o rostinho da neném. –Cada vez mais linda está ficando a nossa filha. Faz tempo que não a vejo.
—Tudo bem. Falei entrando para poder fugir da aproximidade dele e a porta foi fechada, nisso eu temi um pouco por me lembrar das vezes que ele me prendia em casa, mas desencanei.
—Não tenha pressa de ir, quero falar com você antes.
—Podemos nos falar depois por telefone?
—Por que não agora?
—Estou sem tempo e atrasada.
—Irá se encontrar com alguém?
—Isso importa? Perguntei sem impor a ignorância e o olhei.
—Não tenho nenhum direito de impedi-la de viver.
—E você como vai? Perguntei para mudar de assunto.
—Estou bem, mas parece que você está mais do que eu. Pelo visto a praia de Pontal foi boa, minha filha está corada e você também.
—Não faria essa comparação Edward e o mormaço foi quem nos queimou e não o sol. Falei sentindo o olhar dele me avaliando a todo o momento e eu sabia que eu estava mesmo bonita.
—Vou mostrar onde fica o quarto.
—Por favor.
Edward pegou as bolsas da neném e me deixou ir à sua frente, ao chegar no final do corredor eu dei de cara com a sala e fiquei parada olhando a vista. O lugar era espaçoso e muito bonito, a decoração era fantástica e vi que a iluminação da piscina na área de lazer ao canto deixava o local ainda mais bonito e diferente.Isso mais ao fundo da sala. O requinte do lugar impressionava e notei que os Cullens eram fãs das paredes de vidro. A piscina era separada da sala por paredes de vidro.
Eu não queria pensar nos milhões que essa cobertura devia custar e segui Edward vendo o quanto aquele apartamento era caro. Tudo era do bom e do melhor, o cheirinho de limpeza e bem conservado inundava o local e o pior de tudo era estar ali sozinha com ele. Continuei a andar pelo longo corredor seguindo o Edward e.....
—O quarto fica lá em cima. Disse ele de forma calma e subimos a escada, pra ser sincera eu estava tremendo um pouco.
Edward abriu a segunda porta a sua esquerda e entramos no quarto.
O mesmo era muito bonito, com um painel de bambus e madeira junto da cabeceira da cama. O mesmo ia da parede até metade do teto sobre a cama. Observei de forma discreta sem mover a minha cabeça pra lá e pra cá o requinte luxuoso do local. Havia fotos da Marie comigo na maternidade, fotos dela com o Edward, com os avós paterno e com a Alice. Até havia uma minha e dele no dia do nosso casamento e eu me surpreendi com isso, mas fingi não ver e fiquei quieta. Fiquei comovida ao ver a foto de Edward junto da irmã dele, ela novinha e ele mais jovem também, ambos sorriam abertamente. Edward colocou as bolsas da neném sobre a cama e me olhou.
—A cama é bem espaçosa, pode colocar a Marie no meio como você costuma fazer.
—Farei isso.
Aproximei-me da cama e deitei a Marie, precisei colocar o meu joelho na mesma e puxei a neném para o meio. Ajeitei a manta dela com ela se mexendo em seu sono e coloquei um travesseiro em cada lado dela. Assim que terminei, eu saí de cima da cama e ajeitei o meu vestido que havia subido um pouco o olhando. O olhar dele foi indiscreto deixando-me despida e sem jeito, pois o mesmo não se desviava de mim agora e.....
—As coisas para preparar a mamadeira dela estão na bolsa e de madrugada é só se virar. Deixe cozinhar bem para não dar dor de barriga na Marie.
—Eu não sei prepará-la, sabe disso.
—Você ficou afastado, por isso. Falei o olhando e tirei as coisas para a mamadeira da Marie da bolsa. –Eu o entendo, mas ela é a sua filha.
—Está cobrando a minha presença?
—A Marie está crescendo e se você continuar afastado, ela pode acabar o estranhando depois.
—Isso não é bom para mim e ela, mas para nós sim.
—Não precisamos falar a respeito disso, já ficou tudo resolvido.
—Você sabe que eu a amo demais bella. Nada mudou.
—Edward..... Onde fica a cozinha? Perguntei o cortando, era demais ouvir isso.
—Vai mudar de assunto agora?
—É melhor assim e eu irei preparar a mamadeira da neném para deixá-la pronta. De madrugada é só aquecer de vinte a vinte e cinco segundos no microondas em potência máxima e dê a ela morninha e não muito quente.
—Fique aqui comigo. Pediu ele se aproximando.
—Não dá, sabe disso.
—Não dá ou você não quer?
—As duas coisas Edward. Falei numa boa.
—Já está com outro não é?
—Acho melhor você me mostrar onde fica a cozinha, preciso preparar logo essa mamadeira e ir embora. Falei me afastando dele, eu meio que fugia por causa dos meus sentimentos.
—Não precisa fugir de mim, não irei fazer nada que você não queira meu amor.
—Pare Edward! Pedi o olhando agora, isso me machucava para ser sincera.
—Não posso e não consigo parar, o que eu sinto é verdadeiro demais. Chamá-la de meu amor não é demais para mim porque é verdade.
—Não estou me sentindo a vontade com você falando essas coisas para mim.
—Eu comprei algo para te dar de aniversário e, por favor, não rejeite.
—Não precisava ter se incomodado. Falei sentindo borbulhas em meu coração, ele se lembrou de mim.
—É de coração, por favor, aceite. Pediu ele estando a centímetros de mim e me afastei pouca coisa sentindo o meu coração já na boca.
—Tudo bem, mas não quero me demorar.
—Ok.
Edward tirou do bolso uma caixinha e a colocou em minha mão após tornar a se aproximar de mim. Estando bem curiosa eu a abri e vi que o meu presente era mesmo lindo e delicado.
—É um anel singelo e espero que goste, a propósito feliz aniversário. Pessoalmente é bem melhor.
—Obrigado. Como você pode me dar um anel de ouro todo trabalhado em diamante e chamá-lo de singelo? Perguntei estando abobalhada com a grandiosidade da jóia e o olhei.
—Espero que tenha gostado.
—Ele é...lindo, obrigado.
—Coloque-o no dedo.
—Estou indo sair, não quero que me roube ele.
—Sebastian pode ficar fazendo a sua segurança a noite inteira. Isso não é desculpa, você está usando um que o seu amigo te deu cheio de diamantes e não o tira nunca do dedo.
—Minha companhia pode não gostar. Menti e foi visível o incomodo em Edward.
—Não me importo com o que os outros vão achar. Disse ele demonstrando impaciência, mas se manteve ponderado depois. –Fique aqui comigo, podemos beber um champanhe e conversar como duas pessoas civilizadas.
—Eu o agradeço, mas não.
—Coloque, por favor.
—Tudo bem. Falei colocando o lindo anel em meu dedo e ele sorriu. –Pronto. Falei o olhando.
—Você já jantou?
—Ainda não. Eu mal cheguei da praia e tive que me arrumar correndo.
—A Marie já mamou?
—Já sim.
—Mary fez algo especial antes de ir embora. Ela sabia que você vinha trazer a neném e sugeriu preparar algo que fosse agradá-la.
—Você concordou mesmo não sabendo a minha resposta?
—Por que não? Caso rejeite, eu posso comer hoje numa boa.
—Já está tarde para jantar.
—É eu fiquei lhe esperando.
—Eu estou mantendo a forma, estou evitando comer à noite. Menti.
—Para mim está perfeita.
—Preciso preparar a mamadeira da minha filha agora. Falei dando dois passos.
—Você quis dizer da nossa filha né?
—Onde Edward?
—Venha comigo. Falou ele me olhando sem piscar.
Estando tudo em minhas mãos, nós saímos do quarto e descemos. Caminhei pelo corredor estando um pouco desconfortável e chegamos na cozinha. Sem me surpreender que a mesma era muito bonita..
—As panelas estão aqui. Falou ele apontando para a porta do armário.
—Preciso apenas de uma leiteira.
—Vou pegar.
Edward a pegou no armário e passou uma água, a mesma estava limpinha e parecia ser nova mesmo não sendo, eu acho. As coisas deles eram bem cuidadas pelas meninas e preparei o mingau da Marie.
.
12min depois.
—Deu para aprender? Perguntei estando chacoalhando a mamadeira.
—Não esqueço mais, é fácil.
—Não tem erro.
—Eu irei ficar com ela mais vezes agora, o problema é que eu ando trabalhando muito.
—Não quis pressioná-lo a isso, mas você sai com os seus amigos......... provavelmente.
—Não me sinto pressionado, é o meu dever de pai.
—Deixe a mamadeira esfriar bem e coloque-a na geladeira.
—Farei isso.
—Bem, então eu já estou indo.
—Não faça isso comigo meu amor. Pediu ele bem dizer implorando. –Eu estava cheio de saudades de vocês e mesmo que você possa a vir não acreditar, é verdade. Não saia com outros e fica comigo para sempre. Pediu ele mais uma vez e veio até eu segurar a minha mão. –Quer que eu implore para você ficar comigo? Eu faço qualquer coisa que me pedir, mas tudo que eu desejo é ter você ao meu lado. Falou ele e eu o olhava sentindo milhares de sensações em meu coração. Parecia mentira depois de tudo, mas eu sentia que ele estava sendo sincero. –Fica aqui comigo e com a nossa filha.
—É.......é......... Eu irei deixar a mamadeira dela sobre a pia e é melhor eu ir.
—Sei que me despreza, eu sinto isso nos seus gestos e na forma de me cortar a conversa.
—Não é desprezo e sim cuidado com a minha pessoa, entenda.
—Janta aqui comigo então.
—Eu o agradeço, mas não. Falei decidida.
—Não pode deixar o outro esperando não é? Por acaso está com o meu primo novamente já que foi para Pontal hoje?
—Não diga bobagens Edward, eu não tenho nada com ele e somos bons amigos. Eu não quero nada com ele e meus assuntos particulares ficaram lá fora quando eu entrei em seu apartamento.
—Eu não consigo imaginá-la com outro, isso me parte o coração ao me lembrar das vezes que ficamos “numa boa”, eu acho.
—Eu acho melhor se conformar, faça o mesmo.
—Então, pelo menos beba uma taça de champanhe comigo.
—Quer comemorar?
—O seu aniversário. Há garrafas na geladeira, uma comida gostosa.
—Edward, pra você não insistir eu vou aceitar só o champanhe sendo nós pessoas próximas somente. Já está tarde demais e não quero perder tempo.
—Já está de bom tamanho. Falou ele me olhando de forma diferente. Edward se afastou de mim e abriu à geladeira, ele pegou uma garrafa de champanhe e me olhou. –As taças estão sobre a mesa de centro na sala.
—Já tinha esse plano em mente?
—Não é um plano, é o aniversário da mulher que eu amo.
—Você está me atrasando. Falei chateada.
—Relaxa.
—Juro que estou. Menti.
Fomos para a sala e Edward gesticulou com a mão para eu poder me sentar no sofá. O mesmo era macio e levei um leve susto quando o champanhe estourou. Ele encheu uma das taças e a entregou para mim com o olhar de criança arteira. Reparei que o líquido borbulhava bastantes e ele encheu outra taça que não borbulhou tanto igual a minha.
—Tim, Tim e viva o seu aniversário. Falou ele encostando a taça dele na minha e me olhava como se enxergasse a minha alma.
—Tim, Tim e a nossa felicidade acima de tudo. Eu disse o olhando por breves minutos e bebi o líquido delicioso, já Edward não tirava os olhos de mim. Seu olhar era venerador.
—Está bom?
—Sim e uma delícia, nunca bebi antes.
—Beba o quanto quiser então. Falou ele tornando a encher bem a taça e eu bebi um bom gole, a mesma estava bem geladinha.
—Está mesmo boa.
—Fica aqui que eu volto já.
—Aonde você vai?
—Me lembrei de algo.
—Ok. Falei calmamente e bebi mais um pouco da bebida. A mesma estava deliciosa e senti os meus lábios ficarem um pouco dormentes. O que eu estranhei um pouco.
Edward sumiu da minha vista e eu bebi um pouco mais daquele líquido mágico. Eu nunca havia bebido algo tão delicioso como essa. Eu estava começando a sentir o meu corpo leve demais e aos poucos conforme os segundos se passavam eu comecei a sentir sono. Eu sabia que fazia um bom tempo que eu não bebia vários goles de bebida alcoólica e esse poderia ser o motivo do sono repentino. O sabor doce e frutado era viciante e enchi um pouco mais a minha taça, Edward retornou e se sentou ao meu lado estando com uma bandeja na mão. Havia salgados finos, doce e alguns tira gostos, a seguir ele me olhou.
—Eu trouxe para nós, foi Mary quem os preparou também e acabei me lembrando justamente ainda pouco. Coma.
—Essa bebida me deixou pra lá de mole. Ela é diferente no paladar das outras.
—Está com sono? Perguntou ele me oferecendo um folhado de camarão e o mesmo derreteu em minha boca junto de um creme delicioso.
—Sim. Falei me ajeitando melhor no sofá e o olhei piscando algumas vezes.
—Não é melhor descansar e deixar para sair outro dia? Você está visivelmente cansada. Falou ele comendo um folhado e colocou outro na minha boca estando cheio de carinho.
—Não abuse. Falei o olhando e mastiguei devagar.
—Eu amo você. Disse ele segurando a minha mão. –Está cansada demais para sair, não deve ir.
—Eu sinto-me cansada demais mesmo. Falei um pouco baixinho e bebi um bom gole da bebida por estar deliciosa, sendo que Edward tirou a taça estando pelo meio da minha mão. –Eiii eu não acabei. Falei estando um pouco mole.
—Shhhh.
—Preciso ir, não sei o porquê desse, desse sono repentino Edward.
—Está desacostumada a beber e ela não parece, mas dopa pra quem não está acostumada. É um champanhe fino e importado.
—Preciso ir.
—Não seja teimosa.
—Ai. Falei me ajeitando no sofá e o olhei.
—Sabe que eu a amo demais bella. Disse ele ficando bem ao meu lado e acariciou o meu rosto.
—Não faça isso comigo Edward, não faça isso por ser errado demais.
—Não faça isso comigo você bella, mas eu sei que não me ama da mesma forma que eu a amo. É justo ser dessa forma, mas eu não tenho culpa que o meu coração não se conforma.
—Quero ir embora.
—Não irá mais sair?
—Sinto-me estranha, é o cansaço.
—Durma aqui e vá amanhã.
—É melhor eu.....
—Vem. Disse ele segurando a minha mão e eu peguei a minha taça, bebi um pouco mais do líquido viciante e Edward pegou a taça da minha mão, o restante da bebida foi ele quem a bebeu.
Subi a escada sem ter coragem para vetá-lo estando ele segurando a minha mão e eu segurava a minha bolsa. Eu piscava um pouco e entrei no quarto dele, sem ter vontade de afastá-lo Edward me beijou.
—Não deveríamos. Falei o agarrando com força enquanto ele beijava o meu pescoço.
—Eu quero você, eu a quero ao meu lado para sempre. Após falar ele tornou a me beijar, mas dessa vez estando mais delicado. Havia uma grande necessidade em nós e estava tudo errado.
Edward encostou-me na parede e me beijou. Ele fazia carícias ousadas em meu traseiro e houve um apagão em minha mente............................ e ao abrir os meus olhos estando eu retribuindo o beijo dele, eu estava deitada sobre a cama e Edward estava sobre mim.
—Por favor, não quero ouvir mais nada. Pedi falando extremamente mansa e baixinho.
—Não quer ouvir-me falar o quanto eu te amo?
—Não, eu não quero.
—Eu te amo, eu te amo, eu te amo tanto. Falou ele baixinho em meu ouvido e me beijou. –Seja minha meu amor, eu estou louco para tê-la em meus braços e na minha vida. Quero amá-la da forma que você merece. Disse ele no momento que eu fechei os meus olhossentindo novamente um apagão........... Abri os meus olhos sentindo os beijos dele pelo o meu corpo e levantei o meu quadril quando a minha calcinha azul foi tirada. Desisti e tentei segurá-la, mas para minha perdição eu não o impedi mais. Meu corpo implorava pelo dele e gemi.
—Isso não está certo. Sussurrei bem baixinho estando de olhos fechados.
—Somos adultos, é isso que nós queremos.
—Não devemos. Falei quando ele se aproximou de mim e chupou a minha parte íntima cheio de desejo causando-me um tremor no corpo.
—Amo ou seu gosto. Disse ele movendo a língua cheio de vontade e os lábios em mim causando-me loucuras e gemidos, a seguir ele veio me beijar. –Gosta quando eu faço isso não é?
—Eu, eu. Falei devagar e estando de olhos fechados, nisso ele me acariciou com os lábios intimamente mais uma vez e me sugou. –Aiii Edward . Falei bem lentamente e tentando fugir dele, mas foi em vão e ele abriu minhas pernas sem por violência.
—Não pode fugir de mim. Disse ele me olhando e depois me beijou.
.
3min depois.
Afastei-me dele para respirar e novamente houve um apagão em minha mente......................................abri os meus olhos sentindo a brisa do ar em minha pele febril e Edward tornou a me beijar. Minutos depois eu mesma tirei a blusa dele estando com um pouco de dificuldade e Edward tirou o meu vestido que antes se encontrava suspenso. Minha consciência gritava que aquilo era extremamente errado e que eu estava me perdendo por ser fraca demais.
—Não, não. Falei me sentando e senti tudo ao meu redor girar um pouco.
—Não há nada de errado no que estamos fazendo, a propósito eu sinto que você também me quer. Falou ele me deitando com jeitinho e eu acabei cedendo o olhando. –Está muito bonita.
—Edward.
Ele mais uma vez me deu prazer fazendo um delicioso sexo oral, e a minha vontade era de me mover cada vez mais rápido na boca dele. Edward ficou completamente nu em questões de segundos após se afastar e deitou sobre mim. Olhando-me ele foi forçando a minha entrada, mas por estar desejoso demais ele deu um impulso preciso estando os nossos lábios grudados um no outro já.
—ooohhh!!! Eu gemi o apertando contra mim, eu o amava tanto que chegava a doer.
—Relaxa. Pediu ele bem baixinho e se movendo bem devagar. –Não imagina o quanto eu desejava amá-la dessa forma meu amor.
—Eu, eu.... Falei sentindo o meu corpo o desejando como louco.
—O correto é dizer nós. Disse ele começando a se mover mais rápido e causando-me sensações avassaladoras, a minha vontade era de gritar e ele me beijou cheio de carinho.
—Oooh! Eu gemi bem lentamente sentindo que eu explodiria a qualquer momento e escutei o meu celular tocar.
—Deixe-o tocando. Pediu ele se movendo como um louco em mim e me beijou novamente.
—Eu devo atendê-lo. Falei mal conseguindo pronunciar, eu estava envolvida demais.
—É o nosso momento. Disse ele acariciando o meu rosto e sugou o bico do meu seio.
Edward entrelaçou os nossos dedos ao unirmos as nossas mãos, eu estava perdida. Pondo-as acima da minha cabeça ele voltou a se mover, nisso o meu celular parou de tocar. Abri um pouco mais as minhas pernas e o senti ir bem fundo, acabei gemendo por causa disso e Edward desconectou uma de nossas mãos apenas para acariciar o meu seio esquerdo. Eu podia afirmar que estava bom demais ser beijada e acariciada duplamente. Eu já estava no meu limite e Edward intensificou ainda mais o nosso beijo, eu já estava perdendo o meu fôlego e no que ele aumentou um pouco mais as investidas ao notar que era chegado o meu momento, eu acabei gozando estando alucinada pelo prazer. Eu gemia muito o apertando e pra ele foi demais, nisso eu senti que seria o momento dele também. Fechei os meus olhos sentindo o formigar em meu corpo e Edward foi parando de se mover aos poucos, eu estava desolada por causa da minha fraqueza e o meu celular voltou a tocar.
—Deixe-o tocar.
—Não! Falei fugindo dele tendo dificuldade para desconectar os nossos corpos e me sentei na cama sentindo o meu corpo trêmulo do orgasmo ainda. –Isso é um erro que não voltaremos mais a cometê-lo Edward!
—Pra mim não é e nem foi um erro. Não é pecado amar alguém, eu quero você.
—Mas pra mim foi! Sempre será e eu não quero confundir as coisas. Estamos divorciados, o que nos uni é a nossa filha somente!
—Pode dizer o que quiser, pra mim foi mais que ótimo.
Peguei a minha bolsa no chão quase que desabando com tudo e peguei o meu celular, era a minha amiga ali e o atendi sem olhar para ele.
—Bella onde você está?
—Por que da pergunta? Estou te escutando com dificuldade e que barulheira.
—Eu estou aqui na boate que você me falou.
—Mentira! Falei surpresa e passei a mão em meu rosto, eu não estava bem.
—Você falou com tanta convicção que decidi fazer uma surpresa. Acho que me enganei e agimos por impulso.
—Está falando sério? Perguntei de olhos fechados
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Claro que sim e não vim sozinha. Mas deixa pra lá, voltaremos para o hotel aqui mesmo em Ourinhos. Eu não conhecia essas bandas de cá, é um bairro bonito.
—Não precisa ir, estou a poucos minutos daí. Eu estou atrasada e só vim trazer a Marie na casa do pai, já era para eu estar aí, mas estou presa em um pequeno engarrafamento. Menti.
—Ta falando sério mesmo?
—Sim. Fica aí que eu já estou indo.
—Chegamos ainda pouco, decidimos de última hora, mas o que importa é que estamos aqui pra comemorar. Sei que é loucura, mas valeu à pena vir e deu tudo certo.
—Eu já estou indo preciso desligar.
—Ficaremos na porta do lado de dentro, aqui é bem legal.
—To indo. Até logo.
—Até.
Encerrei a ligação e eu mal conseguia olhá-lo estando ambos nus ainda..
—É melhor você ir, não deixe quem quer que seja a esperando.
—Ultrapassamos os limites, sabe disso.
—O que eu posso fazer se eu estou apaixonado por você? Perguntou ele um pouco mais alto e controlei a vontade de chorar. –Não posso evitar sentir ciúmes de você. Não consigo!
—É melhor eu ir, já ouvi demais.
Levantei da cama e o olhei.
—O banheiro é naquela porta ali. Disse ele estando deitado de barriga pra cima e de olhos fechados.
Caminhei até a porta rápido e precisei me limpar bem, era um erro e eu precisaria me precaver o mais rápido possível com a tal pílula, eu não havia menstruado ainda desde que a minha filha nasceu. Lavei-me bem com a borrachinha que ficava ao lado do vaso sanitário e me sequei com o papel higiênico. Eu estava com raiva de mim mesma e a moleza em meu corpo não me ajudava, pois eu sentia que iria desabar sempre que eu fazia movimentos muito rápidos. Arrumei-me correndo, ajeitei o meu cabelo e retoquei o meu batom com um pouco de dificuldade, eu não queria ficar ali nem mais um minuto, mas eu estava sentindo o meu corpo estranho demais. Passei a mão em meus olhos com cuidado e saí do quarto tendo ele na minha cola. Apoiei-me na parede um pouco e continuei andando, por fim desci a escada e fui para a porta.
—Até logo. Disse ele não me olhando. –Espero que se divirta com o seu par e lamento que fomos tão longe o desrespeitando. Sei que outro não me respeitaria, então não voltará a acontecer e eu lamento.
—Volto para pegar a minha filha.
Saí do apartamento dele sem olhar para trás e entrei no elevador. Apertei a tecla “g ” de garagem e as portas se fecharam. Chorei por tudo que aconteceu e lamentei estar com aquela sonolência, por sorte o Sebastian me levaria.
Quando eu cheguei na garagem, eu vi o carro da família e me aproximei, ao me ver chegando o Sebastian abriu a porta do carro. Sentei-me no banco e evitei pensar no que havia acabado de acontecer, nisso eu sequei a lágrima que rolou e o Sebastian entrou no carro.
—Pra onde quer que eu a leve?
—Ficarei na Passion.
—Sei onde é.
—Perfeito.
Sebastian o ligou e saímos daquele prédio luxuoso demais, pra falar a verdade eu não estava mais no clima de festa. Eu já havia sofrido demais todos esses meses atrás e eu não daria mole. Era a minha noite e eu iria aproveitá-la, fazia muito tempo que eu não tinha tempo para o lazer desta forma. Eu ainda podia sentir as sensações que ele causou em mim ao invadir o meu corpo daquela forma, ele me levava tão facilmente às nuvens e evitei chorar. Ângela notaria e tudo que eu não queria era ouvir sermões.
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........................................( No mesmo instante)
Madrugada de domingo, 12 de Setembro.
1h da manhã.
—Logo chegaremos. Falou Sebastian e eu o olhei estando pensativa demais.
—Que bom.
—Vai precisar de mim ainda?
—Creio que não, você pode ir após me deixar lá.
—Tudo bem. Que horas eu devo chegar lá em sua casa para buscá-la?
—Eu ligarei para o Edward mais tarde e ele te avisará.
—Ok.
Momentos depois nós chegamos ao local e o mesmo era muito bem freqüentado, Sebastian abriu a porta do carro para mim e eu saí me apoiando no carro.
—Bem, obrigado por me trazer.
—Não há de quê.
—Posso ir numa boa, aqui eu me viro.
—Divirta-se.
—Obrigado. Falei olhando em volta.
A porta do automóvel foi fechada e me afastei, o local era bacana e eu entrei numa pequena fila sentindo-me zonza ainda. Quando chegou a minha vez, eu apresentei a minha identidade e paguei a minha entrada com o cartão. O lugar era uma nota para entrar e ao colocar o meu bilhete e passar pela roleta, uma mulher que fazia parte da segurança me revistou. Não encontrando nada que representasse perigo em minha pequena bolsa, eu fui liberada e segui por um corredorzinho. A música já bombava no local e no que eu cheguei à parte principal, eu vi a Ângela, o namorado dela e o William ali me aguardando. Sorri sem acreditar e a mesma me abraçou quase me fazendo perder o equilíbrio. Eu estava um pouco zonza e sorri ao nos abraçarmos.
—Eu não acredito que vocês estão aqui.
—Feliz aniversário. Falaram juntos e eu sorri ainda mais sendo abraçada pelos três.
—Obrigado e que presentão. Falei me sentindo feliz.
—Não podíamos deixar de vir comemorar o seu aniversário. Disse Ângela sorrindo levemente.
—Obrigado. Falei a abraçando novamente.
—Desculpe-me se eu a deixei naquele dia bella, mas não seria eu se continuasse lá.
—Tudo bem Ângela, o que importa é que vocês estão aqui comigo essa noite.
—Bem, vamos nos divertir.
—Mais é claro. Falei sorrindo e passei a mão em meu rosto, aquele champanhe me deixou bem mal.
—Algum problema? Perguntou Ângela ao me observar.
—Está tudo ótimo. Falei ocultando a minha indisposição.
—Está mesmo, você está muito bem e bonita amiga.
—Obrigado.
—Está mesmo. Falou William sorrindo. –Não estranhe a minha presença, eu vim como o seu amigo que quer comemorar o seu aniversário Isabella. Em New York somos bem unidos nas comemorações entre amigos.
—Seja bem vindo e obrigado pelo carinho. Falei o abraçando. –Desculpe-me por qualquer coisa.
—Está desculpada. Falou ele sorrindo.
—Até que fim chegou à aniversariante. Falou jake se aproximando com uma moça e segurava um balde de bebidas na mão.
—Pois é. Falei sorrindo e ele entregou o balde de bebida para o Thiago.
—Feliz aniversário. Disse ele me abraçando e eu retribuí cheia de carinho. –É bom te ver bem.
—Senti saudades jake e obrigado. Você está bem?
—Mais que bem. Disse ele sorrindo. –Essa é a minha gata. Disse ele segurando a mão da namorada.
—É um prazer conhecê-la, falou a moça.
—O prazer é todo meu. Falei sorrindo.
—E feliz aniversário. Disse ela vindo me cumprimentar.
—Obrigado.
Eu me afastei sorrindo e olhei para ela, a moça era bem bonita e de cabelos compridos. Pele clara e a mesma envolveu o pescoço de jake sorrindo. Ângela segurava na mão livre do namorado e passei a mão no meu rosto sentindo a tonteira da bebida.
—Pessoal vamos procurar um lugarzinho para a gente ficar. Falou a minha amiga pra lá de empolgada.
—Tudo bem amor. Disse o namorado dela e jake me olhou sorrindo, depois ele olhou para o William.
—É vamos.
Eles foram primeiro, já o jake junto de sua namorada ia a minha frente e William me acompanhava. Encontramos um lugar bom e colocamos o balde sobre a mesa redonda. Parecendo estar bem entrosada já com a namorada do jake, Ângela e ela pegaram uma bebida alcoólica e começaram a dançar sorrindo uma para a outra.
Eu peguei uma garrafa de drink com o teor alcoólico bem baixo e brindamos sorrindo bastante. A fim de me deixar feliz a Ângela me chamou para o meio da roda e dançamos de forma animada. Eu estava um pouco zonza por causa do efeito daquele champanhe e me apoiei na minha amiga.
—O que há amiga?
—Eu estou mais que bem, só bebi uma cerveja antes de vir pra cá na minha casa e eu meio que estou desacostumada.
—Beba água, tem uma garrafinha aqui. Disse ela me olhando e sorriu no que nos afastamos um pouco dos outros.
—Estou enferrujada pra bebida alcoólica.
—É o que está parecendo, agora beba. Disse ela abrindo a garrafinha e me deu.
—Obrigado. Jake parece feliz com a moça e ela é muito bonita.
—Bonita, simpática e gente fina toda vida. É das nossas bella.
—Que bom pra ele. Falei os observando juntos e sorri.
—E você amiga?
—Estou bem, estou recomeçando a minha vida desde do fim de Julho.
—E a Marie, como ela está?
—Bem e ela está com o pai nesse momento.
—Que anel bonito. Disse ela o observando em meu dedo ao segurar a garrafinha para beber água. –De muito bom gosto.
—Eu ganhei do pai da minha filha.
—De aniversário?
—Sim. Por incrível que pareça, Edward é uma outra pessoa agora Ângela. Ele está me respeitando e nos vimos pela primeira vez após muitas semanas. Digo desde do divórcio.
—Menos mal e fico feliz que está livre. Agora vem, vamos nos enturmar com os outros.
Eu e Ângela nos entrosamos e dançamos estando bem empolgados. Jake e a sua garota se beijavam bastante e pude perceber que eles faziam um casal bonito. Ângela começou a dançar com o namorado e eu olhei sorrindo para o William.
—Vocês foram rápidos, fiquei bem surpresa.
—Foi ideia da Ângela, ela estava sentindo falta de vocês duas.
—Confesso que esses últimos meses foram bem difíceis para mim William. Vivo sozinha naquela casa com a minha filha, por causa dela estou impedida de fazer muitas coisas que eu gosto, é diferente quando se tem um filho.
—Sei disso, mas pode ir viver em New York.
—Eu não quero tirar a privacidade de ninguém e morar sozinha com um bebê naquela cidade imensa sem está familiarizada, é bem difícil.
—Sei que não deve estar sendo fácil para você por ser tão jovem.
—E não mesmo, mas não é o fim do mundo.
—Então está divorciada?
—Sim. Por incrível que pareça eu estou vivendo a minha vida. E a sua família como vai?
—Todos estão bem.
—Que bom. O que está achando de Ourinhos?
—Um lugar bonito, pude ver na Internet alguns locais bacana. O mar é paradisíaco e a Ângela quer ir à praia logo mais.
—Você irá gostar. Fiquei feliz que você veio William.
—Eu estou feliz também e fico mais ainda por você estar bem.
—Pois é. Ficarão até quando aqui?
—Até segunda feira. Nós embarcaremos às 11h da manhã.
—Tão rápido?
—Viemos te ver, comemorar, mas o dever nos chama.
—Eu entendo.
—Vamos para New York conosco e passe um tempo lá, Ângela irá adorar. Seu olhar é de quem não está plenamente feliz, irá te fazer bem.
—Não é uma má ideia. Falei pensando a respeito dos meus sentimentos. –Eu não quero depender ou tirar a privacidade da Ângela, quero poder alugar um local mobiliado. Um local pequeno e confortável.
—Pode ficar lá em meu apartamento sem problema algum.
—Agradeço a gentileza.
—Você pode ficar lá o tempo que quiser com a neném. Irei ficar feliz, passo a maior parte do tempo sozinho em meu apartamento só revisando e desenhando as plantas das obras. O stress mental é imenso, por isso fico muito em casa.
—Posso imaginar e obrigado pelo o convite.
—É de verdade, pois fiquei muito feliz estando as duas lá em meu apartamento.
—Vou pensar, preciso resolver umas questões antes.
—O convite ficará em aberto.
—Pode deixar e obrigado. Falei sorrindo e comecei a dançar a música que se iniciava.
William sorriu e começou a dançar comigo quando eu o puxei, estávamos todos nos divertindo e ele ficou um pouco sem jeito.
—Se solta. Falei o olhando. –Precisamos nos divertir.
O lugar era bacana demais, havia muitas pessoas bonitas, perfumadas e bem arrumadas, e era por isso Edward frequentava aquele lugar tão pomposo. A música agitada agitava os corpos, o ar impedia que os mesmos soassem e os homens azaravam as mulheres. Eu ganhei muitos olhares, alguns eram interessantes e outros não, mas por pensarem que o William era o meu par, eles não se aproximaram e ficavam olhando para mim. Eu sorria ao dançar e agitar de leve o meu quadril. Ângela sorrindo se juntou a mim e dançamos, joguei o meu cabelo por pura vaidade e olhei para o lado, um rapaz que já me filmava piscou o olho e eu balancei a cabeça que não sorrindo e percebi o quanto eu não havia morrido como mulher. Com o passar do tempo eu fui me sentindo um pouco melhor da lombeira causada pelo champanhe e me empolguei um pouco mais.
Os meninos bebiam a vontade, já o jake estava maneirando por estar dirigindo. Bebi um pouco de cerveja e isso me deixou um pouco mais alegre, eu já sentia o meu corpo flutuando e totalmente desinibida eu fui para o meio da pista dançar, a mesma ficava próximo de onde nós estávamos. Aquela sim estava sendo a minha noite e de uma distância mínima o William me olhava sorrindo. Ângela dança agora junto com o seu namorado, jake estava junto com a namorada e conversavam, nisso o William se juntou a eles e coloquei as mãos em minha cabeça entrelaçando a mesma no meio de meu cabelo e fechei os meus olhos ao dançar. Eu me sentia flutuar e sorri, a bebida havia me deixado no ponto já.
Tornei a abrir os meus olhos e olhei em volta, acho que era coisa da minha cabeça, mas a sensação que eu tive era que alguém me olhava, mas desencanei e continuei a dançar. Tornei a olhar em voltar, mas estando um pouco alegre não consegui enxergar muito ao canto. Estava escurinho e sorri ao continuar dançando de forma sensual. Eu estava me sentindo linda com tantos olhares masculinos sobre mim. Um moreno lindo me olhava do bar e joguei o meu cabelo.
.
1h depois.
Cansada de ser azarada pelos olhares masculinos, eu voltei para o meu grupo dançando e bebi um pouco do drink que estava na mão do William quando ele me ofereceu.
—Está bom? Perguntou ele após afastar a taça da minha boca.
—Bom demais esse gostinho cítrico e doce ao mesmo tempo.
—É, ela gostou. Falou Ângela sorridente por já estar bem animada com as bebidas.
—E o hotel que vocês estão é perto daqui?
—Uns dez minutos.
—Pertinho então.
—Pois é. O local é bem confortável e viemos de New York direto pra cá.
—E é mesmo. Disse Thiago. –Ângela quer ir à praia assim que amanhecer. Não sei como ela fará já que não para de beber.
—Concordo. Falou jake sorrindo. Podemos ir para Solares e almoçamos por lá mesmo.
—Por mim tudo bem, mas o pessoal está hospedado no hotel aqui em Ourinhos. Por que vocês não ficam lá em casa?
—Não queremos incomodar.
—Vocês sabem que o lugar é simples e na hora de dormir, eu posso dar um jeito.
—Por mim tudo bem. Falou Ângela.
—Eu não quero dar trabalho. Disse William.
—Não é trabalho algum. Assim que sairmos daqui, vocês vão ao hotel e pegam as coisas de vocês.
—Ta combinado. Falou Ângela empolgada e gargalhei. –Estávamos precisando nos divertir.
—Não reparem a minha humilde casa.
—Pare de bobeira. Disse William envolvendo o meu pescoço com o braço, não havia maldade no ato.
—Tudo bem então.
Continuamos a conversar e pedimos um tira gosto para comermos, quando o mesmo chegou nós o comemos apreciando ao mesmo tempo a nossa bebida. A namorada de jake começou a beijá-lo e eu os observava tão bem juntos, um dia fui eu no lugar dela e tudo que eu desejava era a felicidade dele, com isso Ângela me olhou. Parecendo não perceber a minha avaliação, William beijou a minha testa por ser bem carinhoso.
—O que está achando da noite?
—Bem animada.
—Que bom.
—O que tem feito em New York?
—Saindo vez ou outra com amigos, trabalhando, o de sempre.
—Nenhuma gatinha?
—Pra ser sincero, das vezes que eu saí azarava e dava uns beijinhos. Normal, mas não era sempre. Às vezes eu saio para beber um vinho ou um drink entre amigos. Jantar fora com alguém e por aí vai, mas não sou um conquistador, por isso estou solteiro.
—Gosto de você porque é sincero.
—Esse sou eu. Disse ele sorrindo e eu sorri. –E você?
—Apenas cuidando do lar e da minha filha.
—Ela deve estar ainda mais linda.
—E se está, cresceu mais um pouco e tem mais uns fiozinhos de cabelo.
—Que graça.
—Minha filha é tudo que eu tenho hoje, é ela quem me faz companhia em casa.
—Sei disso. Por isso eu gostaria que fosse para New York, lá teria os seus amigos próximos de você. A oportunidade de trabalho é mais atrativa e quem sabe você poderia começar como a minha assistente. Preciso de alguém que me ajude a organizar a minha agenda e por aí vai. Prometo um salário atrativo e só assim você recomeça a sua vida. É um convite sem segundas intenções e eu estou precisando mesmo de alguém.
—É bem atrativo mesmo. Falei sorrindo. Então está me fazendo uma proposta de emprego?
—Não é o que você mais quer, recomeçar e trabalhar?
—Com certeza. Falei sorrindo, mas parei de sorrir. –Eu preciso terminar o meu último ano do segundo grau.
—Isso não é problema. Você vê algum?
—Não, mas preciso falar com o pai da minha filha essa decisão.
—Por mim tudo bem. Vocês se divorciaram no papel não é?
—Sim, hoje eu sou uma mulher livre e desimpedida. Agradeço a Deus por isso depois de tudo que eu passei.
—Bem, menos mal.
—Quem agradece sou eu. Disse Ângela e eu afirmei com a minha cabeça estando pensativa.
—Sabe que pode contar comigo. Disse ele segurando a minha mão. –Sabe Ângela, eu chamei a bella para trabalhar como a minha assistente.
—Isso é maravilhoso. Disse ela sorrindo.
—Pois é.
—Vende a sua casa ou alugue-a, venha morar comigo em New York. Sugeriu-me ela empolgada.
—Eu a convidei para morar comigo ou se ela não quiser, ela pode morar em um dos apartamentos que temos para alugar ou vender. Além de tudo somos investidores e você pode escolher.
—Preciso avaliar isso. Falei sorrindo e o abracei. –Soa maravilhoso.
—Pode conseguir uma babá, a Vanda, por exemplo.
—Ela parecer ser uma boa pessoa para cuidar da minha filha.
—Com toda certeza, ela é bem carinhosa e gosta do que faz. Falou Thiago e jake só nos olhava.
—Então está mais que aceito.
—ÊÊÊhhhhh!!!!!! Falaram eles e brindamos com as nossas bebidas.
—Isso sim que é uma boa notícia! Falou Ângela empolgada.
—É. Falei me sentindo estranha, mas seria mais fácil para eu superar.
Por um lado eu me sentia muito feliz e por outro eu me sentia bem triste, mas se fosse para eu me curar do Edward eu iria. O que mais me enojava era a sujeira, ela foi o atrativo para os meus pais também e fui afogada na dor sem ter em que me segurar. Tudo que eu precisava era dessa chance, mas por um lado eu calei a boca dos tios do Edward e do próprio quando antes vivia dizendo que eu queria o dinheiro dele. Essas injúrias ainda estavam presentes em meu coração mesmo ele dizendo que agora me ama. Estava gravado em minha memória todas as vezes que ele disse que me amava e por um lado eu o admirava, eu era a filha do mal e ele foi capaz de aceitar isso. Bem, eu não iria estragar a minha noite pensando em um capítulo passado e nesse momento eu rasgava todas essas páginas tristes da minha memória e da minha vida.
Estando todos mais que animados, nós dançamos ali em volta da mesa. Eu não aguentava mais beber e sorri ao colocar o meu copo vazio sobre a mesa. Segurei a mão de William e o puxei para ir dançar comigo lá no meio da pista, pois os casais ao nosso lado se beijavam e os deixamos em seu mundo particular. A música era mais suave, porém agitada na medida certa. Coloquei as minhas mãos nos ombros dele e ele colocou as suas mãos em minha cintura, dançamos de forma sincronizada ao movermos os nossos quadris e estávamos nos divertindo dessa forma.
.
10min depois.
—Eu preciso ir ao banheiro. Falei sorrindo a toa.
—Bem, eu te acompanho. Falou William em meu ouvido e eu sorri ainda mais.
—Ok. Precisamos só avisar os outros antes.
—Tudo bem.
Fomos até os nossos amigos e os avisamos que iríamos até o banheiro. Nenhum de nós sabia onde o mesmo ficava e perguntei uma moça que estava ao nosso lado em uma roda de amigos, nos informando onde era, eu a agradeci. Eu e o William fomos andando entre as pessoas e olhei em volta para conhecer um pouco mais o lugar, eu estava adorando. Quando chegamos no mesmo, eu fui me aliviar e o William aproveitou para fazer o mesmo.
Após eu me aliviar, eu lavei as minhas mãos e retoquei o meu batom sem deixar borrar. Ajeitei o meu cabelo e eu continuava bem, me dando por satisfeita eu saí do banheiro e encontrei com o William do lado de fora me esperando. Sorrimos um para o outro e eu segurei na mão dele, pois nós iríamos passar no meio das pessoas e evitaria nos perdermos um do outro. Ao passarmos perto do bar, eu vi os rapazes fazendo performances ao prepararem os drinks e achei bem legal. Quando finalmente chegamos em nossos amigos, eu peguei uma lata de coca cola para beber e me deliciei pela mesma estar geladinha. De forma brincalhona eu dei um pouco da bebida ao William e ele aceitou numa boa sorrindo, depois disso ficamos aproveitando a balada. Pra falar a verdade nós dois nos acabamos juntos e os outros casais também. Pra ser sincera eu achava que nunca mais tornaria a sair com os meus amigos e me divertir tanto desta forma.
.
Às04:15min.
—O que acham de irmos? Perguntou Ângela já sacando que o cansaço já nos atingia, estávamos surrados por causa da bebida e de tanto dançar.
—Por mim, tudo bem. Falei os olhando.
—Então pagarei a conta e vamos. Falou o jake.
—De jeito nenhum, posso pagar numa boa. Falou William.
—Para não haver disse me disse. Falou Thiago sorrindo. –Vamos rachar numa boa mano, mais um pouco nós iremos desmaiar.
—Por mim, é o correto.
—Então vamos, pois até irmos pegar as nossas coisas no hotel e irmos para a casa da Isabella, levaremos um bom tempo.
—Ok.
Fomos em direção do caixa e a conta foi paga, a seguir saímos da boate e o único que estava de carro ali era o jake mesmo. Por estarmos todos exaustos, achamos melhor ficarmos até às 8h no hotel. Jake tentaria conseguir um quarto, do contrário eles iriam para um motel ali perto descansar. Tudo havia sido combinado e eles vieram preparados para nos divertir depois. Ir para Solares era uma viagem, estava bem tarde para pegarmos a longa estrada há essa hora. Teríamos que nos dividir por estarmos em número, e o carro do jake era esporte para caber todos de forma confortável. Havia muito táxi ali e jake foi buscar o carro dele, assim que ele voltou a sua namorada iria com ele e o mesmo seguiria o táxi que nos levaria até o hotel.
.
Faltava pouco dizendo Ângela para chegarmos em nosso destino e eu já me sentia pra lá de sonolenta.
.
Finalmente nós chegamos e jake conseguiu se hospedar. Seria apenas algumas horinhas e pelo clima, eu sabia que os casais iriam aproveitar. Eu tive que mostrar a minha identidade e antes de subirmos, marcamos que às 8h estaríamos todos no saguão do hotel. Ângela junto do namorado estavam no mesmo andar que o William, já o jake ficaria no quarto andar que era um depois do deles. Não vi problema em ficar com o William no quarto, nos despedimos do jake ao sairmos do elevador e as portas do mesmo se fecharam.
—Bem pessoal, até daqui a pouco. Falou Ângela.
—Até.
Nos despedimos e entramos no quarto, o mesmo era confortável demais e observei tudo a minha volta estando maravilhada.
—Parece cansada. Disse ele ao fechar a porta. –Aliás, estamos todos bem cansados, a noite foi longa.
—Demais e amei, estou cansada mesmo. Falei me sentando na cama e tirei o meu calçado, os meus pés protestavam.
—Eu vou só tomar um banho, se quiser algo, é só pedir. Precisa apertar o número um e falará com a recepcionista.
—Eu estou satisfeita, obrigado.
—Há produtos de higiene bucal no banheiro e toalhas extra, se quiser se lavar fique a vontade.
—Eu irei depois de você, aliviará o cansaço das minhas pernas e pés.
—Tudo bem e não se preocupe, não irei desrespeitá-la.
—Pare com isso, agora vá se lavar.
—Ta bom. Falou ele sorrindo e eu também sorri.
William foi tomar o banho dele e eu fui olhar a rua da janela após colocar a minha bolsa sobre a mesa. Eu fiquei admirando um pouco a vista e minutos depois ao sentir que o meu corpo já estava no limite, eu fui me sentar. Me sentar não, eu me joguei e fiquei deitada de barriga pra cima. A cama era bem macia, mas aquela cama da casa na colina vencia em maciez de qualquer uma. Evitei pensar em qualquer coisa que me lembrasse dele e passei a mão em meus olhos, acabei bocejando e aguardei o William sair do banheiro pensando na minha filha.
.
8min depois.
William saiu do banheiro e vestia somente uma bermuda, estava calor essa madrugada e ele ligou o ar.
—Pode ir se banhar princesa.
—Eu irei sim, sou a favor da água.
—Que bom. Disse ele sorrindo e veio até a mim me puxar pela mão.
—Estou com um pouco de preguiçaaaaa. Falei a última palavra com dengo e me levantei devagar sorrindo.
—Tem certeza de que você não quer nada?
—Aceito beber uma água.
—Tudo bem.
Sorrindo eu caminhei até o banheiro e fechei a porta, comecei a me despir de frente para o espelho e vi o avermelhado em minha pele próximo dos meus seios. Fiquei olhando para aquela marca e lembrei o que aconteceu no apartamento onde Edward estava vivendo. Com isso eu molhei as minhas mãos e joguei em minha nuca, eu estava decidida que a partir dessa noite eu estaria mudando os meus sentimentos. Afastei-me da pia e tirei a minha calcinha pensativa, mas ao perceber que o meu corpo expulsou o que sobrou do Edward dentro de mim, eu teria que lavá-la e me precaver com a bendita pílula assim que saíssemos daqui do hotel. Eu não podia engravidar dele novamente, até porque a minha regra não havia descido ainda por causa da gravidez recente e eu ainda não tinha ido a minha ginecologista ver se estava tudo bem. Eu estava sozinha e nem pensei em tomar anticoncepcional, acho que eu enfartaria se me descobrisse grávida antes de finalmente terminar os meus estudos. Isso jamais poderia voltar a acontecer, e por ser fraca em relação aos meus sentimentos, eu evitaria o máximo ficar sozinha com o Edward novamente. Eu tinha em mente que isso finalmente iria acabar, ir para New York seria a solução dos meus problemas. Lembrei da vez que eu conversei a respeito de sexo com a minha mãe e ela me aconselhou o uso da camisinha, já com o Edward eu me esqueci de seguir o conselho dela. Antes não porque ele quis impor a sua maneira, mas agora saindo com os amigos, não era mais a mesma coisa. Eu não iria cometer esse último erro novamente, não mesmo porque aí sim seria o meu fim.
Não me demorei mais e entrei no Box, liguei o chuveiro e controlei a temperatura da água. Por ter me agitado bastante, eu me lavei da cabeça aos pés. O sabão oferecido aos clientes do hotel era bem cheiroso e me esfreguei bastante, só sei que eu fiquei extremamente limpa e me enxaguei por inteiro. Saí pra me secar e peguei a toalha limpa, me sequei bastante e coloquei a minha minúscula calcinha para secar em um local escondido próximo do basculante do banheiro. Peguei um roupão e o vesti, sequei bem o meu cabelo e peguei um kit de higiene bucal para escovar meus dentes. Após escová-los bem, eu sequei a minha boca e saí do banheiro, vi William já deitado próximo da beirada da cama e a garrafinha de água estava na bandeja sobre a mesa.
—Finalmente eu saí. Falei o olhando, ele parecia estar bem sonolento já.
—A água está ali em cima da mesa. Falou ele me olhando, mas foi discreto ao notar que eu estava de roupão por não ter opção.
—Obrigado, irei bebê-la.
Fui até a mesa e me servi, ofereci a ele e o mesmo recusou. Não tendo mais o que fazer, eu me deitei na cama sentindo o meu corpo agradecer e de forma gentil o William me cobriu.
—Descanse princesa, com a disposição que a Ângela está para passear, é melhor relaxar e bastante.
—Ângela é mesmo sensacional, perece que está constantemente ligada na tomada. Falei sorrindo o olhando.
—Se é.
—Olha William, eu não quis fazer uma desfeita ao devolver o seu presente.
—Não esquenta.
—Eu só o devolvi por achar ser o certo a se fazer.
—Você voltou para o seu marido para tentarem mais uma vez?
—Ele foi quem determinou, sem ter saída eu tive que aceitar.
—Não é obrigada a nada.
—Sei disso, mas eu não tive saída.
—O importante é que hoje você é uma mulher livre e merece ser feliz.
—Sim, isso era tudo que eu precisava. Sua proposta de emprego veio numa boa hora, só preciso agora conversar com o pai da minha filha. Essa é uma questão que teremos que conversar a respeito e com calma, estarei morando em outra cidade e teremos que entrar em um acordo para ele ver a filha.
—Isso é. Estou com muitas saudades da Marie e não vejo a hora de vê-la.
—Vou pegá-la mais tarde.
—Ótimo! Agora durma e bons sonhos. Disse ele risonho.
—Para você também. Falei ajeitando a coberta e dei um beijo de boa noite na bochecha dele.
Sorrimos um para o outro e a luz do abajur que iluminava o quarto foi apagada, fechei os meus olhos e o senti se ajeitar na cama. O torpor deixou o meu corpo exausto e aos poucos eu fui sentindo as minhas pálpebras pesando ainda mais com violência
—Estou feliz que esteja aqui comigo. Falou ele.
—Eu também.
—lembro-me que eu me senti muito bem com a sua presença em meu apartamento, é algo que eu não sei descrever.
—Que bom querido.
Depois disso ficamos quietos e o sono foi nos levando aos poucos estando ele segurando a minha mão.
.
Às 7h em ponto.
Acordei com o alarme do celular do William e me espreguicei. Por causa da bebida eu estava com um pouco de dor de cabeça. William estava ferrado no sono e sorri, se não fosse esse meu instinto de mãe que acorda por qualquer coisa, nós iríamos nos atrasar.
—Querido. Falei o sacudindo de leve.
—Hum?
—Precisamos nos apressar.
—Já?
—Sim.
—Dormimos ainda pouco. Falou ele se espreguiçando.
—Sei disso, mas levante-se. A propósito, bom dia.
—Bom dia. Disse ele sorridente e me deu um beijo na testa após se sentar. –Sei que esse hotel oferece um excelente café da manhã, então vamos nos apressar. Quer tomá-lo no quarto ou no restaurante lá em baixo?
—Poderíamos marcar com o pessoal de tomarmos café junto. O que você acha?
—Ótimo! Preciso ligar para a Ângela. Eu ligo do meu celular e você fala com ela.
—Tudo bem. Eu concordei e me sentei na cama.
William pegou o celular dele sobre o criado mudo e ligou para ela, quando começou a chamar ele me deu o celular. Chamou cinco vezes e nada, na nossa segunda tentativa ela atendeu estando com a voz grave por causa do sono.
—Alô.
—Amiga, iria se atrasar.
—Nós caímos feito pedra após nos exercitarmos bastante.
—Poupe o meu ouvido Ângela. Falei sorrindo. –Liguei para combinar de nos encontrar às 8h no restaurante do hotel. O café é servido lá e será ótimo nos reunimos lá.
—Pra mim está bem. Irei acordar o Thiago e ligarei para o jake.
—Faz isso, eu irei me arrumar.
—Tudo bem, logo estaremos juntos. Já vou vestir o meu biquíni e falarei para namorada do jake fazer o mesmo. Iremos até a sua casa e deixaremos as nossas coisas lá, você se troca e iremos para Solares aproveitar.
—Tudo bem e teremos que nos apressar, até lá são 3h e meia de viagem. Pelo visto já estava tudo programado mesmo heim?
—Tudinho. Eu liguei para o jake assim que soube que você sairia pra comemorar, mas torci para não darmos viagem perdida. Então se apressem e agitarei o jake para fazerem o mesmo.
—Tudo bem e vai lá.
—Ok.
Encerrei a ligação e me levantei, William já estava para o banheiro estando a porta fecha e peguei o meu vestido. Ele demoraria mesmo e abri o meu roupão, após eu tirá-lo eu vesti a minha roupa. Passei a mão em meu cabelo e me calcei, estando praticamente pronta eu fui olhar o movimento da janela.
Escutei a porta do banheiro sendo aberta e me virei, William já estava vestido e eu caminhei até ele.
—Estamos pregados de sono e cansaço.
—Se estamos. Falou ele sorrindo.
Eu de forma carinhosa o abracei e depois fui para o banheiro me assear. Após escovar meus dentes, eu vesti a minha calcinha que se encontrava sequinha e saí do recinto. Vi que o William já tinha arrumado as coisas dele, pois a mala já estava do lado da porta.
—Já?
—Sim. Eu já informei à recepção que deixaremos o hotel hoje e podemos ir nos servir no bufê do hotel. A sua estadia no café da manhã será cobrada por fora por você não estar hospedada, mas isso não importa.
—Ok. Falei sorrindo e saímos do quarto levando a mala que julguei ser grande.
Caminhamos pelo corredor e entramos no elevador, fomos para o térreo e fomos para o restaurante do lugar. Passamos por uma roleta e a mesma registrou a nossa passagem, tudo iria ser registrado no nome do William e vi o jake já sentado à mesa junto com a sua namorada.
—Bom dia. Nós os saudamos.
—Bom dia. Falaram eles sorrindo.
Willian deixou a mala ao lado da cadeira e fomos nos servir, havia tanta coisa que eu não sabia o que comer. Coloquei bastante coisa por estar faminta em meu prato, servi-me de café com leite e fui me sentar ao lado dos outros. A omelete com bacon estava divina, e após eu comê-la, eu me deliciei ao comer um strúdel de maçã.
—Bom dia galera. Falou Ângela estando segurando a alça da mala e o namorado dela fazia o mesmo.
—Bom dia. Nós respondemos.
—Desculpe a demora pessoal, prometemos comer rápido.
—Pois é a viagem é longa.
—Tudo bem.
Eles foram se servir e comecei a comer um pão de batata com recheio salgado, eu estava me deliciando literalmente. Ao me sentir satisfeita, eu bebi o meu café com leite e senti a pressão em meus seios, os mesmos estavam cheios e duros por causa do leite. Lembrei da minha filha e peguei o meu celular na bolsa, não havia mensagens e nem ligações perdida. Tornei a guardar o meu celular e belisquei um morango que estava na cuia com cereais e iogurte. O mesmo era do William e ele sorriu.
—Desculpe pelo assalto.
—Pode pegar o que quiser. Disse ele sorrindo.
—Está docinho esse morango, acho que foi uma boa escolha.
—Eu adoro morango. Disse ele me olhando.
William pegou a colher, a seguir ele começou a comer o cereal e me ofereceu um pouco. Estava divino e eu mastiguei o olhando, acabei sorrindo por ele estar me olhando também.
—Que foi? Perguntei curiosa e estando sorridente ainda.
—Não é nada.
—Eu já estou satisfeita.
—Ficarei quando eu terminar esse cereal.
Continuei sorrindo e olhei em volta, havia bastante gente ali se servindo e comendo. Observei as famílias, alguns casais e conversavam bastante. Parei de observar e voltei a minha atenção para a mesa.
—Então pessoal, vamos expulsar esse sono e cair na estrada?
—Com certeza! Disse Ângela após colocar o copo vazio de suco na mesa. –É melhor irmos ou não aproveitaremos nada.
—Concordo. Falou William se levantando e eu fiz o mesmo, a seguir ele afastou a minha cadeira de forma gentil.
Jake nos observava e sorri para ele, a seguir todos se levantaram e fomos até a recepção. A conta de cada um foi paga pelos próprios e teríamos que nos dividir. Ângela iria com o namorado no carro do jake e as malas iriam no táxi junto comigo e o William. Jake faria o trajeto com a ajuda do Gps e mesmo assim seguiria o nosso táxi. Estando tudo certo, nós partimos.
.
1h e ½ depois.
Estando ainda na estrada, eu pensei na minha filha. Peguei o meu celular na bolsa e mexi na minha agenda, selecionei o telefone do Edward e William me olhou. Ficou chamando, chamando e chamando, por fim atenderam.
—Alô. Falou a voz conhecida por mim.
—Mary?
—Sim, sou eu amiga.
—Cadê o Edward?
—Ele está ocupado e pediu que eu atendesse.
—O que ele está fazendo?
—Está na sala.
—E a minha filha?
—Está quietinha no colo do pai, mas chorou um pouco algumas vezes, acho que é saudade da mamãe.
—Edward ficou um bom tempo sem vê-la, deve ser isso.
—Não se preocupe que agora ela está bem quietinha, eu estou cuidado dela.
—Obrigada Mary. Eu sei que você cuida bem dela e é de coração.
—Claro que sim.
—Diga ao Edward para levá-la mais tarde em minha casa, pode ser por volta das 20:30 à 21h.
—Darei o recado.
—Diga a ele que eu achei melhor ele trazê-la.
—Tudo bem.
—Vai lá Mary, eu sei que deve estar ocupada. Eu liguei para saber dela, não quero que pensem que eu deixei a minha filha pra lá.
—Não se preocupe com isso.
—Nunca se sabe, então é isso. Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e olhei para o William.
—Eu liguei para saber da minha filha, ainda mais que ele sabe que eu saí para comemorar os meus dezenove anos. Não quero que ninguém fale mal a meu respeito.
—Só cego não vê que você é uma mulher decente bella, digo isso de coração. Não é pecado uma mulher sair para comemorar o seu aniversário.
—Sei disso. Falei sorrindo.
—Então relaxa porque você é uma mulher livre e não está cometendo crime nenhum.
—Tem razão.
—Eu sei que você é uma mulher espetacular, Ângela falou muito a seu respeito.
—Obrigado por sempre levantar o meu alto estima.
—Não é forçado e sim natural.
—Eu sinto isso.
—Não irei esconder que eu gosto de você, mas estou respeitando o seu querer Isabella. Disse ele de forma sincera e não nos importamos do motorista estar presente. –Sei e tenho certeza que outro no meu lugar avançaria o sinal essa madrugada, mas eu sei respeitar as vontades de uma mulher. É difícil para um homem resistir a tal encanto.
—Não exagere. Pedi de forma delicada e sorrindo ao balançar a minha cabeça que não.
—É a mais pura verdade. Falou ele acariciando o meu rosto e fechei os meus olhos ao sentir o carinho dele.
—Obrigado então. Eu o agradeci após abrir os meus olhos e sorrimos.
—Não precisa agradecer.
—Você é um grande homem William, apesar da minha má sorte no passado, eu sempre encontro pessoas que não me deixam desabar. Jake e a Ângela são a minha família.
—Sei que você é uma mulher sozinha.
—Pois é.
—Isso já passou.
—É, eu sei.
—Hoje nós iremos nos divertir.
—Claro que sim. Você é uma pessoa boa William e não quero lhe magoar.
—Somos adultos e sabemos lidar com todos os tipos de situações.
—Eu me esforço para lidar, não sou tão forte como eu gostaria de ser.
—Você acaba aprendendo cedo ou mais tarde, vai por mim.
—É eu sei.
—Relaxa e vamos curtir o dia.
—Ta.
Encostei-me no banco e esperei chegarmos em nosso destino.
.
Um tempo depois.
Paramos em frente o meu portão e o William pagou o taxista. Saímos do táxi e começamos a tirar as malas. O namorado da minha amiga Ângela também ajudou e eu fui abrir o meu portão. Estando as malas deles em meu quintal, eu fechei o portão e fui abrir a porta da sala. .
—Como eu disse, é um lugar simples. Falei um pouco sem jeito, a casa do jake e o apartamento dos outros eram um palácio na frente da minha humilde residência.
—Bella, bella, deixa disso amiga, agora ponha um biquíni e vamos curtir. O carro do jake é baixinho, mas faremos um esforço. Incomoda-se de ir no colo do William?
—Eu o conheço, sem problema. Irei me trocar, como a casa só tem dois quartos e um é da minha filha, coloquem as suas malas em meu quarto.
—Que isso amiga, se você não se incomodar, eu irei colocar a minha mala aqui no cantinho da sala.
—William, se você quiser, pode por lá.
—Tudo bem. Disse ele puxando a mala.
Ele a acomodou no canto do meu quarto e entrei em meu closet, percebi que ele me olhava estando parado na porta do mesmo e escolhi um biquíni bonito. Peguei o meu preto que o Edward tanto implicou na casa dele e saímos do meu quarto, ele foi para a sala e eu entrei no banheiro para me trocar. Estando vestida com um short jeans desfiado e uma blusa branca semitransparente de amarrar na frente, eu os levei para conhecer a minha casa. Eles adoraram o quarto da Marie e beberam água, logo após eu peguei a minha bolsa de palha e o guarda sol. Estando tudo que eu precisaria em minha bolsa, nós saímos e nos esprememos no banco de trás do carro do jake. Acomodei-me no colo dele sem haver maldade e saímos com o jake cantando pneu, ele adorava fazer graça e sorri ao lembrar os velhos tempos. Jake ligou o som e fomos curtindo a viagem que seria curta, eu sorria no meio da nossa conversa, pois os rapazes eram três bobos. Jake era o pior de todos e íamos com tudo na pista, a mesma não estava movimentada e rapidinho nós chegaríamos.
.
1h e 20min depois.
Entramos em Solares e senti aquele clima maravilhoso, esse lugar era a minha perdição e sorri ao olhar em volta. O som foi baixado e jake chamou a minha atenção.
—Sentiu muita saudade dessas áreas?
—Demais jake, estou louca para chegar na praia.
—Podemos ir no quiosque do Duque beliscar algo durante a nossa estadia na praia.
—Pra mim está mais que perfeito.
—Ótimo! Disse jake sorrindo.
—Duque faz umas delícias no quiosque dele William, você vai adorar.
Após eu falar, eu continuei observando a minha volta. Estávamos na zona sul de Solares e passamos na rua do meu antigo apartamento. Passar ali me trouxe tantas recordações e sequei a lágrima que rolou, obvio que eu não deixei ninguém perceber e me lembrei que hoje não era o dia para se chorar. Demos na praia e amei o ar da maresia batendo em meu rosto, quanta saudade eu sentia dali e senti o William me abraçar. Quando finalmente nós chegamos, saímos do carro e segurei a minha bolsa, já o jake pegou o meu guarda sol. Segurei no braço de William e atravessamos a rua após o jake acionar o alarme do carro, observei que a praia estava cheia e saudamos o Duque. O mesmo ficou bem surpreso aos nos ver e perguntou a respeito da minha bebê, dizendo que ela estava bem ele sorriu. Pedimos umas bebidas e fomos para a areia, tudo seria pago depois por ele já nos conhecer. Escolhemos um lugar bom que ficava na direção do trailer e nos despimos, ajeitei o meu biquíni e passei bronzeador em minha pele. Em meu rosto eu passei protetor e coloquei o meu boné, passei protetor no rosto do William e ele preferiu não passar nada no corpo e se queimaria ao natural. Estando a canga forrada, eu me deitei sob o olhar de William e ele se sentou ao lado dos meninos sob a sombra do guarda sol. Nós mulheres ficamos uma do lado da outra e bebi o meu refrigerante, Ângela arriscava na cerveja junto com a namorada de jake e ficamos conversando. O papo estava animado e eu podia sentir o quanto a minha pele já estava quente por causa do sol escaldante. Ajeitei o meu biquíni e eu podia sentir a pressão do leite em meus seios, fechei os meus olhos e deixei o sol trabalhar em minha pele.
.
20min depois.
Estando com o meu corpo pegando fogo, eu pedi a Ângela para passar bronzeador em minhas costas. Estando com a mesma ensopada de óleo, eu me deitei de bruços. As meninas se animaram para irem na água e seus namorados as acompanharam, com isso o William veio se sentar ao meu lado e pediu mais uma cerveja ao ajudante do Duque. Eu não queria nada no momento e continuei de olhos fechados, mas nunca deixando de conversar com ele. Vez ou outra eu abria os meus olhos e conversávamos a respeito de nós, mas em nenhum momento eu falei a respeito da dura vida de antes. Eu estava conseguindo respirar melhor com eles ali, pois o cenário mudava e me permitia viver e me sentir viva. Havia muita gente a nossa volta e o meu companheiro chamava bem a atenção das moças, eu diria que o meu biquíni não ficava atrás. William se deitou ao meu lado estando apenas de sunga e fechou os olhos, de forma carinhosa eu acariciei a cabeça dele e ele abriu os olhos.
—Vai ficar bem bronzeada, o sol está pelando e sua pele já está bem coradinha.
—Estou fritando aos pouco. Falei sorrindo.
—Não quer mesmo beber nada?
—Não, depois eu peço uma água.
—Ok.
Ele fechou os olhos novamente e eu olhei para o mar, vi que o pessoal estava se divertindo na água e fechei os meus olhos. Cada vez que os minutos iam se passando, o meu corpo ia pelando cada vez mais. Quando a bebida dele chegou, o mesmo a bebeu estando sentado. Continuei me bronzeando e olhei na direção do calçadão, tudo estava normal e as pessoas circulavam pra lá e pra cá. Acho que eu fiquei um pouco neurótica em relação a ser vigiada, mas desencanei por já ser uma mulher livre e não dever nada para ninguém. Isso eu acho, mas eu não confiava plenamente no Edward, ainda mais pela forma dele dizer que me ama e “saber” que eu estou com outro homem.
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Às 15h.
Eu já estava bem queimada e os meus amigos já estavam de volta, conversávamos muito agora e eu bebia uma água de coco geladinha. Pedimos sanduíche e os mesmo quando ficaram pronto, vieram no capricho. Pedimos depois um tira gosto à base de frutos do mar. O peixe estava bem temperadinho e me acabei, todos aprovaram e bebi um pouco da coca cola do William. Sentindo-me satisfeita, eu decidi ir para água e o chamei, Edward era um capítulo encerrado na minha vida. As drogas minaram qualquer esperança, mas pra falar a verdade não há nenhuma depois de tudo. Os tapas ainda ardiam em minha pele, e me fazer comer com as mãos para me humilhar ainda me deixava triste. O pior de tudo foi ter passado horas e horas sem comer por castigo, mas eu pedia a Deus para não me deixar ficar lembrando disso. Repeti tantas vezes que o passado estava enterrado, mas essas lembranças ainda existiam em mim. Segurei a mão de William e caminhamos pela areia, chegamos na água e molhei os meus pulsos. Fiz o mesmo em minha nuca e o William repetiu os meus atos, pois o nosso corpo já estava há muito tempo exposto ao sol. A água estava morninha e mergulhamos, emergimos juntos e eu o abracei sorrindo. Eu me sentia segura nos braços dele, o mesmo eu sentia pelo jake por saber que eles só queriam o meu bem.
—Ainda bem que a água não está fria.
—Costuma estar um gelo quando o sol está escaldante. Disse ele movendo as nossas mãos.
—Pois é. Falei sorrindo e mergulhei mais uma vez.
Eu não sabia nadar direito, pois o jake não teve a oportunidade de me ensinar de tudo. Estar no mar era como me sentir livre, e ficamos pra lá e pra cá. Teve um momento que eu olhei na direção do calçadão e fiquei olhando para as pessoas, Ângela deu um tchauzinho estando bem alegre e eu sorri. William me abraçou por trás e entrelaçamos os nossos dedos, ficamos assim deixando as ondas se chocar em nós e estava sendo muito bom.
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5min depois.
Me virei de frente para ele e William me abraçou.
—A sinto indecisa.
—Não estou indecisa, apenas estou nos preservando de sofrer mais tarde.
—Eu a quero Isabella e não tenho medo de me envolver com você, o máximo que seriamos depois é bons amigos. Está mais que claro que eu não posso cobrá-la em relação os seus sentimentos, e eu a quero enquanto você me quiser. Sou homem o suficiente para lhe fazer feliz e cuidar da sua filha, não lhe desejo o mal. Quero que se sinta segura, amparada e apoiada quando você precisar de mim.
—Não é assim que as coisas acontecem e eu não quero fazer você sofrer por minha causa. Obrigada pelas palavras e saiba que eu me sinto assim quando eu te abraço.
—Você ainda ama o pai da sua filha?
—Estamos divorciados, isso já diz e muito.
—Sabe que está enganada.
—Pra falar a verdade eu me sinto livre e não quero passar outra vez o que eu passei.
—Você ainda o ama? Perguntou ele sério e me olhando nos olhos.
—Não posso dizer que eu não sinto nada William, não posso mentir para você, mas ao mesmo tempo eu gosto muito e muito de você. Por isso eu digo que eu não quero fazer você sofrer e não me perdoaria caso acontecesse. Preciso trabalhar e fazer coisas novas, só assim eu irei me desprendendo. Ele não é o cara certo para mim e eu já aceitei isso, tanto que estou dando um passo de cada vez.
—Faz bem. Será do seu jeito e pode sempre contar comigo.
—Tudo bem. Falei sorrindo levemente e ele me deu um beijinho de esquimó.
Afastei-me o olhando risonha, mas ele envolveu a minha cintura e sorrimos quando ele me suspendeu e jogou-me na água. Sorrindo eu me afastei rápido e ficamos brincando na água sem parar, era inocente e nos divertimos muito.
.
15min depois.
CONTINUA............
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