Solares

53 Capítulo 53


Notas iniciais
Mais Ummmm!!!! look que bella vai se encontrar com Edward. https://br.pinterest.com/pin/458100593326542351/ sapato. http://pretinhas.loja2.com.br/img/95314fe4f5ca690e922be287fa446657.jpg coloquei aqui também meninas porque do nada o link na palavra para de abrir. bjooo.

BELLA......

Final do capítulo anterior.

Às 15:40min.

—Alguém vai querer mais alguma coisa? Perguntou Thiago segurando a Marie que estava bem alerta em seu colo.

—Eu estou satisfeita. Falou Ângela.

—E eu também. Afirmei.

—Não irei querer mais nada. Disse William.

—Então pedirei a conta.

—Eu pago essa numa boa.

—Nada disso irmão, deixe comigo.

—Faço questão.

Os rapazes ficaram duelando em quem pagaria a conta e entraram em um acordo minutos depois, William pagaria em minha homenagem por ele ser mão aberta, isso eu havia notado.

—Obrigado pelo almoço. Falei o olhando.

—Não precisa agradecer princesa, é uma honra.

—A honra é minha por tê-lo conhecido. Coisas incríveis acontecem quando menos esperamos.

—Tem razão. Disse ele acariciando o meu rosto.

—Não passou pela minha cabeça que eu iria conhecer alguém legal nessa viagem.

—Nem eu imaginei que teria um final de semana tão abençoado, pois ganhei uma filhinha do coração.

—Obrigado pela gentileza, senti falta disso.

—Não faço esforço, é natural.

A conta foi finalmente paga e William segurou a neném para eu ir me aliviar antes de irmos. Quando eu voltei, optamos por ir passear por New York. Peguei a bolsa da minha filha que estava sobre a cadeira e os outros levantaram da cadeira, o garçom nos agradeceu pela preferência e fomos caminhando rumo a porta, a mesma foi aberta e fomos caminhando distraídos pela calçada. Ângela estava andando de mãos dadas com o namorado a nossa frente e William segurava a minha filha de forma firme e mais que bem. Eu estava segurando o braço dele e olhava tudo a minha volta, tudo era novo para mim por não viver ali. Chegamos no carro e nos acomodamos, peguei a neném no colo estando eu no banco de trás e a amamentei.

Passeamos pela cidade um pouco, fomos ao shopping nos descontrair e Marie ganhou uns presentinhos. William comprou uma manta linda na cor verde e eu o agradeci ao pegar o embrulho da mão dele com um selinho. Saímos da loja e olhei em volta, essa coisa de olhar em volta estava me assombrando ultimamente, era como se eu estivesse sendo filmada de alguma forma naquele momento e desencanei por estar bem longe de Ourinhos. William me fez parar de andar e selou os nossos lábios com carinho, ao abrir os meus olhos eu sorri para ele e olhei para a frente. Continuamos a andar e Ângela me mostrou uma calça linda na vitrine, falei que a mesma era muito linda e continuamos a passear. Eu estava incomodada sem saber o porquê e olhei a minha volta novamente, mas eu ao continuar andando e que olhei para a frente, eu vejo o Lima vindo na minha direção segurando um jornal de forma suspeita.

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—Mas como ele me achou? Perguntei para mim mesma mentalmente e desesperada.

Eu tomei um susto imenso, meu estômago revirou na mesma hora, minhas pernas ficaram bambas, mas ele apenas passou por nós me olhando para me intimidar e eu fiz o mesmo demonstrando confiança e não medo. Eu tinha em mente que eu temia os seguranças de Edward por eles serem brutamontes e capaz de tudo a pedido do louco lá. Eu não consegui disfarçar segundos depois o meu desconforto e peguei a neném do colo de William na mesma hora. Soou até indelicadeza da minha parte, mas o segurança deve ter visto que eu estava bem acompanhada e esse gesto na minha cabeça significava proteção. Pensei de Edward estar por perto e me desesperei ainda mais.

—Ângela.........nós podemos ir embora agora, por favor?

—Vamos comer algo primeiro amiga.

—Estou com um pouco de cólica. Falei a olhando e através dos meus olhos ela percebeu a minha súplica interna.

—Tudo bem...tudo bem. Podemos ir amor? Eu faço um chocolate quente para todos nós e pão de queijo. Sugeriu Ângela notando o meu desconforto ao olhar para os lados.

—Podemos ir numa boa. Disse William cheio de carinho me olhando e eu sorri estando bem desconfortável.

—Ok.

Saímos do shopping e a noite já se fazia presente. Dessa vez a Marie iria atrás com a Ângela e o Thiago, eu me sentei no banco do carona olhando ao meu redor e o carro foi ligado. Fiquei pensando no meu retorno a Diamantina e não sabia o que esperar, a presença do Lima aqui em New York só deixou claro que onde quer que eu fosse ele descobriria. Eu não queria que aquele homem fizesse mal a um dos meus amigos por minha causa e a mando de Edward. Eu estava bem chateada e apoiei o meu rosto em minha mão. Durante todo o trajeto eu fiquei nessa posição, ficar olhando em volta como antes levantaria suspeitas e fiquei desanimada. Edward iria me pagar, eu não iria ficar amedrontada, mas nesse momento eu me encontrava exatamente desta forma.

—Acidentes acontecem. Edward falou algumas vezes para mim, eu me recordava.

Uma coisa era certa, eu iria à imobiliária pegar a escritura da minha casa e depois eu daria um jeito de colocar alguns pingos nos “i” com o Edward. Viver aqui em New York seria uma boa para mim, eu recomeçaria Edward querendo ou não, do contrário era até preferível que ele me matasse logo.

.

.

Um tempo depois.

Chegamos na garagem do apartamento da minha amiga e saímos do carro, deixei a neném no colo da Ângela e subimos. Estando já no andar dela, eu mesma abri a porta e entramos.

—Preciso ir ao banheiro e já volto. Falei mal acabando de entrar e disfarcei um pouco para não parecer indelicada. –Volto já.

—Ok. Falaram eles e me retirei da sala.

Caminhei a passos largos até o quarto que eu estava dormindo com a Marie e fechei a porta, fechei os meus olhos e repeti esse mantra em minha mente.

—Não irá me amedrontar, ele não irá me amedrontar.

Após repetir mais de quinze vezes essa frase, eu abrir os meus olhos sentindo uma lágrima rolar. Precisei socar a cama para extravasar e desabafar ao mesmo tampo, mas sentindo que eu estava demorando a retornar eu fui me aliviar desconsolada.

.

.

Saí do banheiro ajeitando o meu cabelo e abri a porta do quarto, saí do mesmo a passos largos e apareci na sala. Estavam ali o William que segurava a neném e o Thiago, já a Ângela devia estar para a cozinha.

—Voltei. Falei indo até o William e ele sorriu para mim.

—Sem problema.

—Irei até a cozinha vê se a Ângela precisa de ajuda, depois eu irei banhar a minha filha.

—Ok.

Saí da sala e caminhei pelo corredor pensativa, entrei na cozinha e a minha amiga olhava o tabuleiro cheio de pão de queijo dentro do forno. Os mesmos já estavam assando e Ângela me olhou.

—O que houve lá no shopping amiga?

—O que eu de alguma forma já esperava que acontecesse. Falei desconsolada.

—O que poderia ser de tão mal se estávamos tendo horas boas juntos?

—Não quero assustá-la com o que eu irei lhe dizer e nem deve temer amiga, sei que é só para me assustar. Juro que eu não sei como me descobriram aqui em New York. Não sei o que eu irei fazer para me livrar dessa prisão psicológica Ângela.

—Me diz o que está pegando bella? Perguntou ela colocando o pano de prato sobre o fogão e veio até a mim preocupada.

—Com tanto stress e pressão, eu juro que a minha vontade é de cometer um assassinato bem merecido! Eu o odeio tanto! Falei com pesar na voz. -Que vontade de gritaaar! Afirmei deixando a minha lágrima rolar e a abracei. –Juro que se ele não me deixar em paz Ângela, eu não irei viver e sim vegetar. –Posso acabar cometendo uma loucura amiga. Sinto-me acuada nesse instante.

—Você o viu? Perguntou-me ela me fazendo olhá-la.

—Antes fosse, ele iria sentir o peso da minha mão e haveria um escândalo naquele shopping, mas não foi ele.

—Então quem foi bella?

—Um dos piores seguranças dele. Lima foi quem ajudou o Edward a me sequestrar na época e eu o vi no shopping me vigiando hoje. Ele passou por nós me olhando, na certa já nos sondava há muito tempo e viu o que eu tenho com o William.

—Viemos para New York em um jato particular bella, não há contatos com esse cara! Não teria como descobri-la aqui, sabe que o jake o odeia e não falaria nada.

—A verdade é que ele me segue de uma forma incrível e acaba me achando, mas não sei como amiga. Ele tem os meios dele, da mesma forma há rastreio nos carros da família.

—Não há outra forma a não ser denunciá-lo bella, ele já está abusando e invadindo a sua privacidade. É obsessão doentia.

—Já pensei nisso e cheguei a falar que eu iria denunciá-lo, mas ele deixou bem claro que a situação se reverteria e eu ainda acabaria presa por causa dos meus pais. Ele tem muita grana, é um dos mais influente em toda Miami e eu sim era quem sairia em desvantagem. Eu ainda perderia a guarda da minha filha e alguns meses depois eu seria proibida de vê-la. Como eu irei suportar tudo isso?

—Não irá temê-lo agora, eu estou com você.

—Edward não presta Ângela, você não sabe de nada amiga.

—Eu tenho a total certeza disso. Disse ela me abraçando.

—Que saco! Falei inconformada.—Está vendo o quanto os meus pais destruíram a minha vida? Está percebendo a enrascada que eu estou envolvida? A verdade é que eu perdi a minha juventude, a minha liberdade por causa da perseguição e estou com um compromisso materno. Estou percebendo o quanto isso está por um lado atrasando a minha vida e me deixa triste demais.

—Tente se recompor por causa do William, na verdade eu também não quero vê-la triste por causa daquele traste. Iremos dar um jeito nessa situação o mais rápido possível.

—Não vejo como, Edward não está respeitando o meu espaço. Temo por vocês..........por mim, pela a minha filha que não tem culpa de nada e perdê-la.

—Ele não irá tocar em você. Disse ela pensativa.– Olhando por cima esse é um meio dele amedrontá-la e pressioná-la.

—Tem razão e por mais que eu tente parecer forte, eu não estou sabendo lidar com essa situação. Ele me pediu uma noite antes de eu vir pra cá para eu voltar pra casa.

—E você?

—Eu pedi a ele para não tentar me confundir ou tentar me enganar, e que eu não voltaria de jeito nenhum.

—Daremos um jeito, você vai ver.

—É o que eu mais quero, sendo que eu não irei titubear.

—Agora nós iremos voltar para a sala e disfarçar. Eu voltarei com você amanhã, preciso me certificar que você ficará bem.

—Eu lhe agradeço de coração, mas não precisa se envolver nos meus problemas. Não amiga, eu juro que eu irei te ligar sempre que eu poder, mas não.

—É indiscutível, irei com você Isabella! Disse ela séria. –Não ficarei em paz aqui imaginando mil coisas. Posso ficar em um hotel qualquer, mas tudo isso é só para ficar por perto e me certificar de que você ficará a salvo. Você está casada ainda com ele e saindo com outro, homens do tipo dele não tolera esse tipo de coisa. Você é bonita, atrai olhares e isso pelo o que estou matutando nesse momento deve o incomodar de alguma forma. Não duvide das pessoas bella, elas são imprevisíveis. Uma vez você comentou que ele disse para se manter afastada dos homens.

—Sim e é verdade.

—Ele age por impulso e vejo que ele a quer para lhe dominar. Não irei voltar com você para te dar trabalho.

—Não é isso amiga, só não quero envolvê-la em meus problemas e o Edward acabar lhe importunando.

—Não se preocupe.

—Sim eu me preocupo, eu sempre me preocuparei com o seu bem star e o do jake. Eu não me perdoaria caso algo acontecesse. Seria a minha ruína entende? Falei pesarosa.

—Não irá. Quer que eu contrate um segurança para lhe guardar da mesma forma que ele tem? Eu irei me certificar que o cara é dos melhores e insubornável. Alguém fiel a nós.

—Acho que não é para tanto nesse momento, eu irei ter uma conversa com ele.

—Será do seu jeito, mas de qualquer forma eu irei com você amanhã.

—Tudo bem.

—Agora vamos voltar, mas antes eu irei olhar o forno.

—Irei banhar a minha filha agora e colocá-la para dormir.

—Tudo bem.

Saí da cozinha e caminhei pelo corredor, entrei na sala e fui até o William.

—Preciso banhar a minha filha e colocá-la para dormir, já passa das 20h.

—Ok princesa. Tudo bem?

—Claro que sim. Falei sorrindo e selei os nossos lábios para disfarçar. –Volto rapidinho.

—Ta bom.

Peguei a neném no colo e fui para o quarto, fechei a porta e a coloquei deitada na cama, na mesma hora ela começou a chorar.

—Calma anjinho, a mamãe já volta. Falei colocando a chupeta na boca dela e ela a largou por causa do choro.

A deixei ali aos berros e fui para o banheiro, peguei a banheira e enchi com a água do chuveiro. Preparei a água dela após pegar tudo e a peguei. Preferi despi-la no banheiro e comecei a banhá-la, Marie chorou bastante por estar enjoadinha e encerrei o banho depois que me certifiquei que ela estava bem limpinha. A sequei bem e em todas as suas dobrinhas eu passei a pomada. Coloquei álcool em seu umbiguinho, peguei a fralda descartável para colocar nela e passei um pouco de talco em seu pescocinho. Eu a vesti de jeito que ficasse pra lá de aquecida e Marie ficou fofa como sempre.

Fui para o quarto com ela e a amamentei, Marie mamou demonstrando estar com bastante sono e me sugou bastante apesar de estar sonolenta.

Ao se saciar, ela largou o meu seio que estava bem dolorido e dormiu. A coloquei para arrotar e ela na mesma hora o fez, esperei um pouco e depois eu a deitei na cama. Cobri o seu corpinho e acendi o abajur, apaguei a luz do quarto e fui arrumar o banheiro.

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Finalmente eu pude voltar para a sala após me aliviar, sentei-me ao lado do William e o mesmo me abraçou.

—Pelo visto a neném dormiu. Falou Thiago.

—Sim.

—Já está pronto, irei pegar tudo. Falou Ângela se levantando e o namorado a acompanhou.

—Senti saudades estando você lá no quarto. Disse ele me abraçando apertado e a seguir me beijou.

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1min e ½ depois.

—É?

—Sim minha princesa e sentirei ainda mais quando estiver em Diamantina. Volta logo ta?

—Pode deixar.

Ele me beijou mais uma vez e fomos interrompidos quando a Ângela junto do namorado trouxe nosso lanche. Comemos conversando bastante e William me enchia de carinho, pude me sentir bem e melhor.

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Às 22:40min.

—Amor, vem comigo, quero lhe mostrar uma coisa. Falou Ângela se levantando do sofá e puxou o namorado.

—Tudo bem.

—É para ficarem mais à vontade, qualquer coisa nos chamem.

—Tudo bem Ângela. Falei a olhando.

—Não irei me demorar, amanhã a minha princesa precisa acordar cedo. Disse William me olhando.

—Pois é. Falei olhando para ele.

—Se sintam em casa.

—Obrigado amiga.

Eles sumiram de nossas vistas e William me beijou cheio de vontade e carinho. Senti-me estranha por desejar ficar ao lado dele e não conseguir esquecer o outro. Eu o odiava ao mesmo tempo por me persegui e me deixar sem privacidade, eu o odiava por amá-lo e por ser alguém tão sujo. Tentei liquidá-lo da minha mente e beijei o William com mais intensidade, o beijo foi quente e senti que tendo a minha aceitação ele também se empolgou. Eu não podia negar que ele tinha uma pegada poderosa, seus beijos passaram para o meu pescoço e fechei os meus olhos. Lembrei quando o Edward fazia o mesmo em mim e o quanto a minha pele se aquecia com os toques dele, abri os meus olhos e interrompi o que estávamos fazendo sem deixar ele perceber a confusão que estava dentro de mim.

—Amanhã eu viajo e para ser bem honesta com você, eu preciso resolver alguns quesitos com o meu ex-marido. Quero que você saiba que não será uma separação fácil e que eu preciso cicatrizar as magoas que há em mim.

—Estou percebendo isso, eu disse que iríamos com calma.

—É, você falou.

—Estou disposto a tê-la, assumi-la e que nos tornemos amigos acima de tudo. Relacionamento se baseia em amizade, devemos ser o porto seguro do outro e com uma dose extra de companheirismo. Estou disposto a amá-la se me permitir algum dia.

—Você é um homem maravilhoso William.

—Você que é uma mulher incrível. Disse ele acariciando o meu rosto e sorri. –Quero que resolva os seus problemas e conte comigo até financeiramente.

—Não, não precisa meu bem. Eu lhe agradeço de verdade.

—Você não trabalha, tem uma filha, pode contar comigo.

—Obrigado, mas dinheiro não é o problema agora.

—Mesmo assim pode contar comigo.

—Obrigado querido, é muito nobre da sua parte.

—Me importo com vocês.

—É recíproco, por isso preciso colocar uns pingos nos “i” com o meu ex-marido.

—Apesar de tudo tem que haver diálogo, a bebê também é dele Isabella.

—Sei disso, mas não pense que é fácil.

—Sei como é as separações apesar de nunca ter me casado.

—Que bom que me entende.

—Perfeitamente.

Aproximei-me dele e o beijei, era um beijo puro e sem recordações. Acariciei o pescoço dele por estar o abraçando e encostei-me no sofá o trazendo junto comigo, estava sendo tão bom o beijo e relaxei. Beijei o pescoço dele sentindo o quanto ali estava cheiroso e corri a minha mão por suas costas, o senti se arrepiar sob o meu toque e abri os meus olhos. Ele também me olhava e ganhei um selinho estando ambos de olhos abertos.

—O que, que foi? Perguntei baixinho e o olhando nos olhos.

—Não é nada.

—Não acredito em você, algo se passa em sua mente, então divida esse pensamento comigo. Pedi de forma doce.

—É melhor amenizarmos nas caricias. Disse ele me olhando de forma penetrante com um leve sorriso e entendi o que ele quis dizer nas entrelinhas.

—Sou uma mulher William, estou magoada em relação ao passado e sabe que eu não sou virgem mais. Claro né. Falei sorrindo e ele também sorriu. –Não me chateia o fato das coisas esquentarem entre nós nesse momento, você já provou o quanto é cavalheiro. Desencana meu bem.

—Não quero parecer ousado, sabe disso e causar mais desconforto ainda em você.

—É eu sei, sinto que me poupa por me ver tão devastada.

—Não sou cego. Disse ele me acariciando no rosto.

—Não quero que seja. Após eu falar o beijei.

—Você está mexendo comigo. Disse ele entre o nosso beijo.

—É bom saber disso. Preciso ir olhar a minha filha agora.

—Posso ir com você?

—Claro que sim.

Nos levantamos do sofá e fomos de mãos dadas até o quarto, Marie estava dormindo igual a um anjinho e fui até ela. Acariciei o rostinho dela e na mesma hora ela se mexeu, mas tornou a ficar quietinha. Levantei-me da cama e o William me abraçou por trás, senti os seus beijos em meu pescoço e isso me causou sensações apesar de eu estar aos pedaços. Isso era um bom sinal, sinal que eu estava viva como mulher e me virei para poder beijá-lo. Ficamos entre beijos e abraços por alguns minutos.

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15min depois.

—Infelizmente eu tenho que ir. Disse ele me abraçando.

—Pretendo voltar logo.

—É o que eu mais quero. Vou aguardá-la.

—Tudo bem. Falei colocando a mão no bolso dele e peguei o seu celular, não ligando ele me olhou. –Vou deixar o meu número aqui.

—Vou poder falar com você. Disse ele sorrindo.

—Claro que sim.

Digitei o meu número e o salvei, sem se importar eu tornei a colocá-lo no bolso dele e ele me beijou. Quando dei por mim as minhas costas se chocaram na parede e ele me beijou com um entusiasmo nunca sentido antes entre eu e ele. O seu beijo era intenso, reparei achando ótimo e aos poucos fomos parando, eu podia senti-lo bem empolgado e percebi que ele devia ser um furacão na cama.

—Preciso mesmo ir, mas faço questão de levá-la amanhã de manhã.

—Esteja aqui 08:30min então.

—Com certeza eu estarei. Disse ele me abraçando.

Ficamos nos curtindo mais um pouco e saímos do quarto, caminhamos pelo corredor e parei em frente à porta do quarto de Ângela.

—Amiga.

—Oooiii.

—O William já está indo.

—Pode abrir a porta amiga, estamos vestidos.

—Pare com isso Ângela. Falei sorrindo.

—Amanhã eu volto. Falou William. –Irei levar a bella amanhã.

—Ok. Disse Ângela abrindo a porta e abraçou o amigo.

—Falei para ele que às 08:30mim ele poderia estar aqui.

—Não é tão longe daqui, está bom.

—Vai com deus irmão. Falou Thiago o cumprimentando. –Daqui a pouco eu irei também.

—Ok e boa noite para vocês então.

—Obrigado. Falaram eles.

Saímos dali e fomos para a sala, caminhamos até a porta e nos beijamos novamente.

—Até amanhã.

—Até.

Abri a porta e ganhei um selinho, fui com ele até o elevador e por milagre o mesmo estava ali.

—Vai com Deus.

—Obrigado.

Selamos os nossos lábios e nos afastamos, ele entrou no elevador e me deu um tchauzinho sorrindo. Acenei de volta e a porta do elevador se fechou, sorri para mim mesma vendo que havia uma luz no fim do túnel para mim. Entrei no apartamento e tranquei a porta, fui até a cozinha e fiz um sanduíche para mim. Apesar de ter lanchado, eu estava com fome e me deliciei junto com o suco. Estando com o estômago saciado, eu lavei a louça e apaguei a luz da cozinha. Fui para o quarto, peguei uma camisola de mangas comprida e caminhei para o banheiro a fim de tomar um banho.

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Momentos depois eu terminei de me lavar e saí para me secar, penteei o meu cabelo que não estava molhado e fiz um coque bem feito. Escovei meus dentes, a seguir eu fui arrumar as malas e separei a roupa que nós iríamos embora. Estando tudo pronto, eu fui me deitar e me cobri. Não me permiti pensar em nada, seria melhor assim.

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Madrugada de Segunda feira, 19 de julho.

Às 04:07min.

Marie acordou chorando e eu a amamentei estando bêbada de sono, após ela arrotar tornou a dormir. Eu a deitei na cama e fiz o mesmo, só sei que eu apaguei.

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Às 07:40min.

—Amiga. Acordei com a Ângela me sacudindo.

—Hum?

—Ta na hora de se ajeitar.

—Vou levantar, já está tudo pronto praticamente.

—Isso é bom, vou preparar o café da manhã e irei me arrumar também. Minhas malas estão prontas desde ontem à noite e eu precisei dar uma atençãozinha extra para o meu namorado já que ficarei fora.

—Fez bem. Falei sorrindo.

—Apresse-se.

—Pode deixar.

Ângela saiu do quarto e eu me levantei, fui para o banheiro escovar os meus dentes e a seguir eu me arrumei. Fique bem bonita estando vestida com calça jeans, uma blusa branca de manga curta e casaco de lã na cor creme. Meu sapato fechado era preto e me maquiei de leve. Penteei o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo, me perfumei bem de leve e estava mais que bom.

Saí do banheiro e olhei a fralda da neném, a mesma precisava ser trocada e ela acabou acordando. Ela não gostou nada e chorou a todos os pulmões, a acalmei dando-lhe de mamar. Ela me sugava cheia de preguiça, pois estava sonolenta ainda e a esperei se saciar. Momentos depois ela largou o meu seio e bocejou, achei tão fofo e lhe dei um beijinho. Coloquei a Marie para arrotar e troquei a fralda dela, sendo que eu tive que aguardar, pois ela resolveu fazer o número dois na mesma hora.

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Depois que eu a limpei, por estar cheirosinha eu apenas troquei a fralda dela e a vesti. Quando nós chegássemos em diamantina é que iríamos tomar banho.

A coloquei na cama e levei as malas para a sala, voltei para pegar a neném e ela dormiu novamente, pude reparar. A levei para a sala e a Ângela já tinha desmontado o carrinho da neném, a agradeci ao chegar na cozinha e tomamos o café da manhã ali mesmo. A campainha tocou e Ângela foi atendê-la, momentos depois ela retornou e estava ali o William.

—Bom dia meu bem. Falei me levantando e ele veio até a mim.

—Bom dia. Disse ele sorrindo e selou os nossos lábios, a seguir ele beijou a cabeça da minha filha sobre a touquinha.

—Aceita tomar café conosco? Perguntou Ângela.

—Aceito um pouco desse suco que está com uma cara ótima.

—Vou pegar um copo para você. Ofereci-me e ele pegou a neném no colo.

Após colocar o suco para ele, eu fiz um sanduíche com queijo prato e o entreguei. Tomamos o café junto e conversamos um pouco, estava agradável.

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Terminamos o café da manhã e a Ângela arrumou tudo, já o William se ofereceu para descer as nossas malas e junto o carrinho da neném. Olhei para minha filha que se encontrava em meus braços e sorri para ela, a mesma dormia ainda e Ângela passou por mim indo fechar as janelas e verificar se tudo estava ok.

Era chegada a hora de deixarmos o apartamento e descemos para a garagem, Ângela iria segurando a minha filha e nos acomodamos no carro. O mesmo foi ligado e saímos da garagem.

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Chegamos no local do embarque e saímos do carro, o jato já nos aguardava e cumprimentamos o pessoal. As nossas malas foram postas no interior da aeronave e olhei para o William.

—Não demora ta?

—Pode deixar.

Nos beijamos de forma entregue e fomos parando aos poucos. Ele se afastou de mim sorrindo e foi até o carro, ele voltou com algo na mão e o olhei sem entender nada.

—Aqui está um presente para você. Disse ele me entregando uma bolsinha quadradinha que lembrava um nécessaire.

—O que é isso?

—Para vocês, por favor, não faça desfeitas. Jura que verá com bons olhos e sendo um presente sincero meu?

—Ta bom. Falei pegando a bolsinha que estava um pouco pesadinha.

—Faça o que quiser e não quero nada em troca. Considere um presentinho para a sua casa já que está começando uma nova vida.

—Ta bom, bem, deixe-me ver.

—Abra quando você estiver no avião, não aceito devolução.

—Seja o que for eu não irei devolvê-lo, sei que é de coração.

—E é mesmo.

—Obrigado. Falei o abraçando e selamos os nossos lábios, o beijo se tornou suave e nos afastamos. –Até William.

—Até princesa, saiba que já estou louco de saudades.

—Eu também, amei cada segundo ao seu lado meu bem.

—Digo o mesmo. Disse ele sorrindo lindamente.

Nos abraçamos mais uma vez e tive que entrar no avião, Ângela acenou para ele e eu fiz o mesmo. A porta foi fechada e o olhei da janela, sorri e fui retribuída. Ele se afastou e foi na direção do carro no momento que a aeronave começou a andar, uma lágrima rolou dos meus olhos enquanto a Marie mamava. Eu abri a bolsinha por causa da curiosidade e quase caí pra trás ao ver uma grande quantidade de dinheiro ali dentro.

—Oh meu Deus! Falou Ângela ao ver o meu presente já que estava sentada ao meu lado. –É grana demais amiga!

—Ele é louco, mas não posso recusá-la por ser de coração e sem interesses. Eu o magoaria e estou até envergonhada, não quero ser digna de pena.

—Eu disse para você que ele é gentil. Não é pena, olha o que o jake faz por você e ainda existem muitos homens bons.

—Percebi. Falei no momento que a aeronave deixou o solo e um friozinho se fez presente em minha barriga. O choro foi inevitável por ter que voltar para o meu inferno particular.

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Minutos depois.

—Vou colocar a neném na cama. Falei arrasada.

—Irei me deitar também, estou com sono bella.

—Ok.

Tiramos o cinto de segurança e fomos para o quarto, acomodei a Marie na cama e a Ângela pegou a coberta no armário. A seguir ela se deitou e se cobriu, ela fez o mesmo com a neném e me olhou.

—Não irá contar?

—Acho que farei isso, William é mesmo louco.

—Dinheiro é o que não falta para a família dele amiga, não se preocupe porque não irá fazer falta a ele.

—Posso imaginar, mas fico sem graça.

—Sinta-se lisonjeada, é dessa forma que deve se sentir por ter o carinho dele.

Comecei a contar os montinhos de dinheiro e o total somava trinta e cinco mil em espécie. Ângela sorriu e eu guardei aquela grana, deitei-me ao lado da minha filha e sorri não acreditando.

—Ele sim fará bem a vocês. Disse Ângela me olhando.

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Um tempo depois.

Eu me encontrava acordada nesse momento e não sabia o que eu iria fazer com a grana que eu ganhei, pra falar a verdade o certo seria guardá-la na poupança junto com o restante do meu dinheiro. William sim é nobre, eu pensava.

Olhei para o lado e Ângela dormia, igualmente fazia a minha filha após mamar uma hora antes. Querendo ou não eu teria que ter uma conversa com o Edward, mesmo que não desse em nada eu iria tentar.

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Finalmente havia chegado à hora de pousarmos e acordei a minha amiga, peguei a minha filha e fomos nos sentar. Colocamos o cinto de segurança e não demorou nada podemos sentir a aeronave descendo. Minutos depois ela tocou o solo e dei graças a Deus por estarmos seguras. Após o jato parar nós descemos, um táxi executivo de luxo nos aguardava e com certeza foi o jake quem programou tudo. Pensando bem eu devia e muito aos meus amigos, esse dinheiro que eu ganhei eu daria ao jake, eu sei que não pagaria tudo que ele já fez por mim, mas daria. Nossas coisas foram postas dentro do carro e nos despedimos do pessoal, eram sempre os mesmos e entramos no carro. O mesmo foi ligado e saímos dali, dizendo o taxista já sabia o nosso destino e a corrida já estava muito bem paga, nisso eu olhei para a Ângela.

—Esse dinheiro que o William me presenteou, eu irei dá-lo ao jake. Eu sei que ele não irá aceitar, mas é o certo a se fazer.

—Saiba que ele não irá aceitar mesmo.

—É o mínimo que eu posso fazer Ângela, ele está sendo muito generoso comigo e sinto que é o meu dever recompensá-lo.

—Seu ponto de vista é justo, mas não é necessário. O jake é gentil.

—Sei disso, mas não quero abusar. Pelo o que eu me recordo, o meu ex-sogro pagou umas contas minha do meu antigo apartamento e me lembro que tudo dava três mil. Preciso tirar esse dinheiro e pagá-lo, não quero me sentir endividada com ninguém.

—Não sou contra você querer pagá-lo, mas o nosso amigo jake, ele pode até se sentir ofendido.

—Eu não sei Ângela, eu não quero abusar e sabe que essas aeronaves têm despesas caríssimas.

—Desencana bella.

Deixei essa conversa de lado, sei que ela tentaria me persuadir e olhei para a minha filhinha que estava acordada em meu colo. Ali em Solares estava calor e dei um jeito de tirar o casaco que eu estava vestindo estando segurando a minha filha. Senti-me mais aliviada e relaxei no banco do carro.

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O táxi parou em frente o meu portão e saímos do carro. As malas foram tiradas e eu abri o meu portão, o taxista muito gentil nos ajudou com as bagagens e as colocou junto de Ângela em frente à porta da sala. Ele se despediu e se foi, nisso a Ângela trancou o portão para mim. Ela mesma abriu a porta da sala e entramos, coloquei a Marie deitada no sofá e peguei o carrinho dela para poder montá-lo. Estando montado eu levei as malas para o meu quarto e falei para a minha amiga ficar à vontade ao retornar. Coloquei a Marie no carrinho e olhei para a Ângela.

—Irei dar um banho na minha filha e farei o mesmo depois, se quiser faça o mesmo.

—Farei sim, mas irei para a cozinha pôr a mão na massa, estamos famintas.

—Não precisa se preocupar, eu irei banhar a minha filha e faço a nossa comida. Tem feijão cozinho e congelado nas vasilhinha, é só temperar. Deixa que eu faço.

—Não se preocupe, sei que acorda de madrugada todos os dias é difícil e vejo o quanto está cansada.

—Eu estou acabada, ser mãe não é fácil.

—Estou percebendo, agora vai banhar a minha sobrinha e tome um banho relaxante depois.

—Ok, ok e obrigado.

—De nada.

Sorrimos uma para a outra e empurrei o carrinho da minha filha para o meu quarto. A deixei ali e fui até o closet do outro quarto pegar uma roupa fresquinha para ela. Peguei tudo que ela precisaria, inclusive abri a mala dela ao voltar para o meu quarto. Fui para o banheiro e enchi a banheira dela com água morna, voltei no quarto e a peguei no colo. Despi a minha filha com calma no banheiro e tive que limpá-la, logo após eu a banhei. Estando limpinha já eu a sequei e fiz todo o processo antes de vesti-la, só sei que ela estava bem cheirosinha e fomos para o quarto. Dei de mamar a ela e ela me sugava cheia de vontade, na verdade ela estava almoçando.

Estando saciada ela largou o meu seio e a coloquei para arrotar, depois que ela o fez eu a deixei deitadinha na cama. Coloquei as roupas limpas que estavam na mala de volta no closet, tanto as minhas quanto as da neném. Arrumei tudo de volta e levei as sujas para pôr na máquina, a seguir adicionei sabão e amaciante antes de ligá-la. Já as roupinhas da minha filha eu as lavei na mão rapidinho, deixei um pouco no amaciante após enxaguá-las e as estendi. Estando tudo organizado, eu fui tomar o meu banho e lavei-me bem, só sei que relaxei bem com a água morna. Pude notar que logo eu me livraria do efeito do resguardo por faltar pouco para completar um mês e estava dando graças a Deus. Havia reduzido e muito, dois dias no máximo eu deduzi. Lavei a minha cabeça e me enxaguei, eu saí para me secar e me vesti. Penteei o meu cabelo e organizei o banheiro, ficou tudo arrumadinho e saí.

Entrei no meu quarto e a Marie estava quietinha na cama, estando protegida com os travesseiros a sua volta, eu fui para a cozinha dar uma mãozinha para a minha amiga.

—Pronto amiga, eu termino o almoço.

—Estou acabando e se quer me ajudar, faça o suco.

—Tudo bem. O cheirinho está ótimo.

—Estou fazendo aqueles filezinhos de frango. O arroz já está pronto e o legume também.

—Foi rápida.

—Pois é.

Preparei o suco e fui para a sala, liguei para o Pedro e o informei que compareceria amanhã no escritório dele. Dizendo estar tudo ok, ficamos conversando um pouco como bons amigos. Após me despedir dele e que encerrei a ligação, me deu vontade de ligar para o jake. Chamou duas vezes e ele atendeu.

—Jakeee. Falei sorrindo.

—Oi linda.

—Eu quero saber como você está.

—Estou bem. E você?

—Relaxada na medida do possível. Quero agradecê-lo pela gentileza de ceder o jato da sua família e por tudo que tem feito por mim. Não há palavra mais adequada que o meu muito obrigado meu bem. Obrigado de coração e sei que fez tudo para me proporcionar um pouco mais de conforto e a minha filha também. Jake, eu irei morrer lhe agradecendo, sei que você não tem obrigações com a minha pessoa, mas sei que foi de coração.

—Não precisa me agradecer, eu faria tudo outra vez, sabe disso.

—Eu sei sim querido e quero compensá-lo. Quero poder lhe reembolsar por saber que você merece, não rejeite o que vou lhe dar jake. Isso irá me aliviar e saber que estou sendo justa.

—O que é, por exemplo?

—Não é muito, mas eu tenho trinta e cinco mil aqui na minha mão. Quero poder lhe dar e quero que você aceite, por favor, jake.

—Não fiz o que fiz para poder ser recompensado bella, não irei aceitar porque eu a considero. Não se preocupe com isso e guarde o dinheiro, me deixará feliz agindo desse jeito.

—Está com pena de mim não é?

—Que pensamento tolo bella, não faço isso por pena e sim porque somos amigos.

—Claro que sim jake, mas me deixou chateada. Pensei que lhe dando algum dinheiro, eu estaria lhe retribuindo tudo que fez por mim.

—A admiro por se preocupar, mas relaxa gata e guarde o dinheiro.

—Tem certeza?

—Claro que sim, não estará me fazendo falta.

—Caso precise, sabe que eu darei o meu jeito.

—Sei disso. Disse ele sorrindo. -Foi agradável a viagem?

—Sim. Aproveitei bastante jake, eu estava precisando.

—Que bom!

—A Ângela veio comigo.

—Fiquei sabendo.

—O seu pessoal deve ter lhe avisado, claro.

—Foram eles sim.

—Sem problemas. Liguei para te agradecer por ceder a aeronave e saber como você está. Sua família como vai?

—Eles estão bem.

—Seus pais são bem gentis.

—Acho que é o momento de você sair do casulo bella, irá se sentir feliz estando com os seus amigos.

—Tem razão jake.

—Deixa comigo.

—Ok. A solidão está me tomando em relação aos outros, estou cansada de me esconder.

—Minha irmã irá pirar, ainda mais quando ver a sua filha.

—Terei que mentir, você sabe disso.

—Não sou bobo bella, relaxe. Já lhe coloquei em furada?

—Não.

—Então confia em mim.

—Ta bom. Falei sorrindo. –Tenho que desligar para você poder trabalhar.

—Nos falamos depois. Beijos.

—Beijo jake.

Encerrei a ligação me sentindo feliz com a possibilidade de rever os meus amigos e Ângela apareceu na sala estando de banho tomado já.

—Já estou me sentindo renovada.

—Falei com o jake.

—E?

—E aí que ele acha que já é a hora de eu rever os nossos amigos. Digo a família dele.

—Isso é ótimo, mas vão pensar que estão vendo um fantasma.

—Sei disso, mas me esconder está sendo ruim demais.

—Isso é, e a família do jake é 10 amiga.

—Sei disso.

—Vamos almoçar, está pronto.

—Ok.

Levantei-me do sofá e fui até o meu quarto, a minha filha dormia a sono solto e peguei o meu celular na bolsa, eu o liguei e o coloquei no bolso da minha bermuda notando não haver mensagens. Saí do quarto e fui para a cozinha, minha amiga acabava de tirar a sua comida e eu fui fazer o mesmo. Estava com uma cara boa o rango e tirei além da conta, eu estava com fome e fomos nos sentar no sofá da sala. Liguei a televisão e deixei em um canal qualquer, tanto que entreguei o controle para a minha amiga e falei para ela procurar algo que a agradasse. Comecei a comer e estava muito boa a comida, conversamos um pouco e Ângela achou melhor voltarmos na quinta feira de manhã.

—Sabe amiga, por um lado não posso negar as visitas do Edward nos finais de semana. Você sabe disso não sabe?

—Sei perfeitamente dos direitos de pai dele. Sei perfeitamente que ele negou esse direito a você e não duvido que seja capaz de fazer novamente.

—Não quero me igualar a ele, eu sou diferente.

—Ser diferente é uma coisa e ser boba é outra bella.

—Não sou boba, tanto que decidi recomeçar a minha vida custe o que custar e pensei muito a respeito disso durante a nossa viagem hoje. Pelo menos se eu quebrar a minha cara, eu vou saber que pelo menos eu tentei.

—Não irá, você precisa preencher o seu coração de calor, afeto e começará reencontrando os seus amigos.

—Tem razão. Edward me negou isso.

—Não vamos falar mais nele agora.

—Ta, pode ser.

Continuamos a comer e lembrei de William, sorri sozinha e terminei de comer. Minha vida estava uma confusão e me levantei do sofá, caminhei até a cozinha e lavei a louça que eu sujei. Depois de tudo sequinho, eu estendi as roupas que a máquina havia lavado e as mesmas estavam cheirosas. Fui para a cozinha e bebi um pouco de água, voltei para a sala e me deitei no sofá. Só sei que eu e a minha amiga nos perdemos na conversa e depois ficamos assistindo televisão.

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Às 20:15min.

Eu havia acabado de trocar a fralda da minha filha e vesti novamente a calça cumprida nela. A peguei no colo e dei de mamar a ela, era a hora da janta. Marie me sugava com vontade e relaxei para ela se alimentar, Ângela estava para o quarto e falava com o namorado no celular. Marie começou a tossir e eu a levantei, bati de leve em suas costinhas e ela parou.

—Mama devagar filha, acabou se engasgando bebê. Falei cheia de carinho e preocupação.

Ela começou a chorar e eu coloquei novamente o bico do meu seio na boca dela, na mesma hora ele voltou a mamar. Eu a olhava estando perdida em pensamentos e o meu celular tocou em meu bolso, ao olhar vir ser um número diferente e o prefixo era de New York. Sorri ao saber quem era e atendi.

—Alô. Falou William.

—Oi meu bem! Boa noite.

—Boa noite princesa, eu estou louco de saudades.

—Estou com saudades também e obrigado pelo presente, você é doido William. Sinto-me sem jeito mediante a tanto dinheiro. Mal me conheceu e me deu toda essa grana, eu gostaria que me conhecesse melhor e não faço o tipo aproveitadora.

—Não se sinta e é sem segundas intenções. Não se sinta obrigada a nada por causa dele e não é para se sentir mal, não foi você quem me pediu.

—Não irei.

—Já resolveu o assunto das escrituras da sua casa?

—Irei lá amanhã, falei com o Pedro hoje.

—Quem é esse? Perguntou ele de imediato e soou como ciúmes.

—O dono da imobiliária. Ele foi quem me ajudou com a compra dessa casa, me deu conselhos e ele é uma pessoa bacana.

—Ele é novo?

—É um homem jovem sim, por quê?

—Por nada, só curiosidade.

—Sei. Falei sorrindo. –Está muito fria à noite aí hoje?

—Bem gelada, eu já estou até deitado sob dois edredons para poder dormir.

—E eu estou amamentando a minha filha nesse momento. Aqui o clima está fresco e fazendo um leve friozinho, pois aqui é sempre quente.

—Posso imaginar.

—Trabalhou muito hoje?

—Bastante princesa. Estamos com projetos e precisamos pôr mãos à obra com bastante atenção. Eu gostaria que você estivesse aqui comigo.

—Eu também gostaria William, seria ótimo mesmo.

—E a Marie como está?

—Ela está bem, logo irá dormir. Estou dando a janta dela.

—Ela é uma criança linda demais, pouco tem de você, reparei.

—Só a cor do raro cabelo e a brancura.

—Isso é. Falou ele sorrindo. –Pouco tem da mamãe. Eu adoro criança, me perco com elas.

—Sei.

—Então é isso princesa, eu te desejo uma ótima noite e te ligo amanhã.

—Obrigado e para você também querido. Vou salvar o seu número aqui em meu celular.

—Ok. Um beijo na sua boca.

—Outro na sua. Falei sorrindo e a Marie largou o meu seio.

—Até amanhã.

—Até.

—Tchau.

—Tchau.

Encerrei a ligação e salvei o número dele no meu celular, a seguir eu o joguei na cama e coloquei a minha filha para arrotar. Ela imediatamente arrotou e começou a chorar, seu chorinho era manhoso e me deitei de barriga pra cima. A coloquei deitada sobre mim e nos cobri, ela continuou resmungando e momentos depois parou. Ela permaneceu acordada e eu acariciava as costas dela sobre a roupa, não demorou nada ela dormiu. Fiquei acariciando a minha filha e dando o meu calor de mãe, só vi quando a minha amiga apareceu na porta do meu quarto.

—To indo dormir bella, boa noite amiga. Disse ela vindo até a cama e me abraçou com cuidado.

—Tudo bem amiga, tenha uma boa noite também.

—Obrigado.

—O William me ligou ainda agora.

—Ele está na sua. Disse ela sorrindo. –To indo.

—Vai lá e descanse.

—Você também.

Ela saiu do quarto e eu deitei a minha filha na cama, a cobri e ajeitei os travesseiros em volta dela. Saí do quarto deixando apenas a luz do abajur acesa e fui trancar a porta da sala. Fechei a janela também e puxei a cortina, a televisão estava desligada e apaguei a luz. Fui até a área e recolhi as roupas na corda, voltei para a cozinha e fechei a porta a trancando logo a seguir. Bebi um pouco de água e deixei o copo sobre a pia, caminhei até o quarto e deixei as roupas sobre a cama. Entrei no closet e montei a tábua de passar roupa, liguei o ferro e peguei as peças sobre a cama. Voltei para o closet e comecei a passá-las, alguma exigiam cuidados e diminuí a temperatura. Momentos depois eu terminei de passar as minhas e as guardei de forma organizada. Guardei as minhas calcinhas e comecei a passar as da minha filha, eram alguns macacãozinhos e casaquinhos. Terminei de passar tudo e as deixei em meu closet, pois as roupas dela estavam no outro closet e a minha amiga já devia estar dormindo. Fechei a taboa de passar roupa com cuidado e desliguei o ferro o deixando no canto próximo da parede.

Saí do quarto e fiz um misto quente para eu comer, Ângela já havia lanchado e agora era a minha vez. Coloquei um pouco de suco no copo e me deliciei ali mesmo na cozinha após o misto ficar pronto.

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Terminei o meu lanche e lavei o que eu sujei, apaguei a luz da cozinha e entrei no banheiro para poder me aliviar e escovar meus dentes. Eu estava satisfeita por estar me livrando finalmente do resguardo e voltei para o quarto, vi a tela do meu celular acesa e o peguei. Era uma mensagem que me enviaram e era do......Edward.

“Iremos nos ver amanhã, esteja devidamente arrumada às 19h!”

Fiquei olhando aquela mensagem sem saber o que ele pretendia, ele me queria arrumada às 19h e nem se preocupou em me perguntar se eu queria ir. Eu não iria a lugar nenhum recebendo ordens.

Resolvi ligar para ele, mas ele não me atendia, isso era um mau sinal. Chamou por seis vezes e caiu na caixa postal, resolvi encerrar a ligação. Eu faria o mesmo e mandei uma mensagem para ele.

“Não tolero esse tipo de ordem, quando aprender a dialogar me liga. Desconsidero e, desconsidere você também às 19h amanhã e passar bem! ”

Enviei a mensagem e deixei o meu celular no criado mudo, não demorou muito o visor tornou a se iluminar com o barulhinho que denunciava uma mensagem nova.

“Foi você quem escolheu assim, então se sinta culpada depois. O Lexus branco é um carro muito bonito a propósito, é uma pena porque acidentes........acontecem não é mesmo? ”

Fiquei analisando a mensagem e percebi o recado, caso eu não fosse ele iria aprontar algo. Algo que me atingisse estava claro, nisso me veio o William em meus pensamentos, afinal o Lima nos viu em New York. Ele não iria ficar me amedrontando, era isso que ele queria, era só para me amedrontar. Era o William que tinha esse carro e deixei as minhas lágrimas rolarem, nisso eu mandei outra mensagem.

“O que você quer comigo Edward? “

Enviei a mensagem e aguardei, mas não obtive respostas de imediato e fiquei matutando nas possíveis consequências. Eu não queria que nada de mal acontecesse, o silêncio de Edward dizia por si só. Mandei outra mensagem similar a anterior. Demorou um pouco, mas ele me enviou outra dez minutos depois só para me fazer esperar.

“Isso tudo é medo de perder o amante endinheirado? Considere-o carta fora do baralho.”

Fiquei olhando para aquela mensagem perdida em pensamentos e resolvi revidar com outra mensagem.

“Estamos quites então, toque nele e todos ficarão sabendo quem os Cullens são, não me importarei com as consequências, pois essa será a minha vingança! Pode ser que não acredite, mas nunca duvide de uma mulher! Não fique me ameaçando, quem perderá será você também! “

Enviei a mensagem e logo chegou outra.

“Quem irá acreditar na ex-esposa raivosa que não conseguiu tirar um só centavo do marido milionário? Não me deixo abater com as suas ameaças, o melhor é nos encontrarmos amanhã às 19h. Esteja bem arrumada, pois detesto transitar com desleixadas! Você está me devendo e muito Isabella, não irei facilitar a sua vida com outro o cara! Amanhã é outro dia e seja pontual, não envolva os outros nos nossos assuntos particulares! Para que possa quem sabe voltar para casa numa boa, esteja com a aliança”

Terminei de ler a mensagem e fechei os meus olhos. Estava ruim para suportar e até eu conseguir pegar no sono, eu me esvaí em lágrimas.

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Madrugada de Terça feira, 20 de julho.

Às 04:20min.

Despertei com a neném chorando e lhe dei de mamar, após ela se saciar eu a coloquei para arrotar. Lembrei de ter que sair com o Edward hoje e, só Deus sabe para onde e chorei. Eu ficava balançada quando ele ameaçava nas entrelinhas as pessoas que me cercavam. Perdi-me no tempo e a minha filha já cansava de ter arrotado, tanto que a coloquei de volta na cama e me deitei também.

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9h da manhã.

Despertei com a Marie chorando e dei o que ela queria. Ela se saciou e após eu colocá-la para arrotar, eu a fiz dormir outra vez. Fui para o banheiro escovar meus dentes e me aliviei, asseei-me e lavei as minhas mãos. Penteei o meu cabelo e o deixei solto, fui para a cozinha preparar o café da manhã e o mesmo seria farto. Estando tudo pronto, eu fui me arrumar, pois eu precisava comparecer na imobiliária hoje. Eu estava bem arrumada com um vestido de alças azul marinho, a textura era fina e calcei uma sandália que combinasse. Maquiei-me e estava de bom tamanho, arrumei a Marie e fui acordar a Ângela.

—Amiga.

—Hum?

—Preciso ir a imobiliária. Quer ir comigo?

—Irei sim. Disse ela se sentando na cama.

—Já estamos arrumadas e o café da manhã já está pronto.

—Em dez minutos eu fico pronta e você está muito bonita amiga.

—Obrigado, agora se apresse Ângela.

—Pode deixar.

Saí do quarto e peguei a minha bolsa, coloquei algumas coisas para a Marie ali dentro caso ela precisasse. Saí do quarto e coloquei a minha bolsa no sofá, Ângela já estava arrumada e disse que iria só escovar os dentes e se maquiar. Ninei a Marie porque ela começou a ficar enjoadinha e caminhei até a cozinha, peguei um misto quente e comecei a comer. Minutos depois a Ângela apareceu estando bem produzida e me lembrava aquelas patricinhas.Tomamos café juntas e nos preparamos depois para sair. Após lavar a minha boca e passar batom, nós Saímos da residência e eu levava comigo mil dólares. Andamos pela rua despreocupadas e chegamos no ponto de ônibus, ao longe vinha um táxi e Ângela fez sinal. O mesmo parou e entramos, falei o nosso destino e relaxamos.

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2h e 15min depois.

O taxista parou em frente à imobiliária e eu o paguei, saímos do carro e caminhamos rumo a entrada. Fomos bem atendidas e o Pedro estava atendendo uma cliente, então teríamos que espera.

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Chegou a nossa vez e entramos, cumprimentei o Pedro e apresentei a minha melhor amiga a ele. Os papéis foram pegos e eu os assinei. Tudo estava como deveria ser e a casa já estava em meu nome. Fiquei conversando um pouco com o Pedro e decidimos ir almoçar todos juntos lá no shopping. Fomos no carro dele e estava sendo agradável, não demorou chegamos no shopping. Tive que ir ao fraldário com a Marie e eu a troquei, a deixei bem cheirosinha e coloquei uma fralda nova nela. Ajeitei a roupa da Marie e lavei minhas mãos rapidinho, eu as sequei e saí do fraldário com ela.

Caminhamos pelo shopping um pouco e resolvemos ir para o restaurante, fomos bem atendidos e escolhemos o que comer e beber.

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10min depois.

Fomos servidos e começamos a comer, Ângela estava bem à vontade com o Pedro e conversávamos parecendo velhos amigos. A comida estava muito gostosa e bebi um pouco mais do meu suco.

Assim que terminamos escolhemos uma sobremesa, nos deliciamos duas vezes e rachamos a conta. Pedro teria que voltar para imobiliária e nos despedimos, após ele ir eu e a minha amiga ficamos passeando pelo shopping. Dizendo sorridente, ela afirmou o quanto Pedro era um homem bonito. Comprei algumas roupas novas para mim, mas sem exagero. Comprei um quite de manicure, pois nem sempre eu poderia ir ao salão e Ângela me presenteou com um secador. Saímos do shopping e fomos para o mercado que ficava a dez minutos do shopping, isso caminhando pela calçada movimentada e estava sendo ótimo.

Chegamos no mercado e comprei algumas coisas, não faltando nada eu fui pagar a conta e pegamos um táxi por estarmos com muitas bolsas. Eu me sentia aliviada e Ângela cansada, eu estava louca para chegar em casa logo.

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2h e 20min depois.

Havíamos chegado e a minha amiga pagou o taxista, tiramos todas as bolsas do táxi e abri o portão. Colocamos todas elas para dentro e tranquei o portão, olhei o meu relógio de pulso e marcava 17:22min. Abri a porta e coloquei a Marie no carrinho, ela chorou um pouco e coloquei a chupeta na boca dela.

Guardei as compras e o que comprei no shopping também. Eu teria que abri o jogo para a Ângela e a chamei na sala.

—Amiga, eu irei me encontrar com o Edward.

—Eu não acredito bella! Falou ela se levantando.

—Não é isso que está pensando, iremos a algum lugar e conversar, pois, do jeito que está as coisas não dá para continuar.

—Nisso você tem razão, apesar de tudo você ainda está ligada a esse cara no papel e tem a Marie né.

—Tenho que por limites porque eu não posso ficar fugindo, tenho que viver como qualquer outra mulher.

—Temo pela sua segurança, ele sabe que você estava com outro cara.

—Irei deixar a Marie aqui com você, não deve abrir a porta para ninguém.

—Ai bella, você está me deixando preocupada.

—Ele não fará nada comigo.

—Por que não conversam aqui? Eu os deixo a sós na sala e não vá com ele.

—Relaxa, sei que ele vai querer me ameaçar, falar que eu saí dos trilhos, essas coisas. Será pior não haver um diálogo e o Edward precisa aceitar.

—Bem, se você demorar eu chamo a polícia.

—Não será preciso, te garanto. Agora eu preciso ir me ajeitar, ele exigiu que eu estivesse bem arrumada às 19h.

—Você sempre anda, acho que ele nunca reparou. Disse a minha amiga um pouco mal-humorada.

Saí da sala e empurrei o carrinho da neném, a deixei no quarto e dei um jeito em minhas unhas como eu pude. As pintei de vinho e ficaram bonitas. Após elas secarem bem, eu banhei a minha filha e a vesti. A deixei deitada na cama com a chupeta e escolhi algo chique para eu vestir e calçar. Deixando tudo separadinho e fui tomar o meu banho. Lavei bem o meu corpo, esfreguei o meu coro cabeludo e saí para me secar, hidratei a minha pele e sequei o meu cabelo com a toalha. Maquiei-me de forma que eu ficasse bem bonita e valorizando o meu olhar, o toque final foi secar o meu cabelo com o secador e ele ficou bem escorrido. Optei por um batom vermelho e passei silicone em meu cabelo, borrifei um pouco de perfume em mim e saí do banheiro. Entrei em meu quarto e fui me vestir, calcei o sapato e me adornei. Eu estava bonita com o vestido vermelho de bojo creme e rendas preta sobre o tecido. o mesmo era sensual marcando todo o meu corpo. O sapato preto um pouco brilhoso tinha o salto altíssimo e na cor vermelha transparente. Escolhi uma bolsa de mão preta e coloquei o que precisaria ali dentro, inclusive a chave extra do portão e da porta da sala. Lembrei de algo importante e peguei a aliança, a coloque dentro da bolsinha e me sentei na cama estando pensativa em relação a esse encontro. Peguei a Marie no colo faltando três minutos para às 19h e me apressei mesmo sabendo já estar em cima da hora. Dei de mamar a ela e escutei a campainha tocar, nisso a minha amiga apareceu na porta do meu quarto e me olhou de cima em baixo.

—Está linda bella. Disse ela colocando a mão na boca. -O William iria pirar se te visse assim, arrasando é a palavra certa. Uau!!! De verdade.

—Obrigado. Falei a olhando estando bem apreensiva.

—Devo atender?

—Deixa. Eu mesma abro o portão para ele. Falei pegando a manta da Marie e a envolvi nela, por afastá-la do meu seio isso lhe fez chorar. –Calma filha.

—Vou com você para ele ver que você não está sozinha aqui.

Tornei a dar de mamar para a Marie e caminhei até o portão, o abri e vi o Fausto ali me esperando.

—Boa noite. Saudou-me ele olhando além de mim.

—Cadê o seu patrão? Perguntei um pouco preocupada, o meu coração já martelava.

—Está no carro. Disse ele me olhando e viu a minha amiga se aproximando.

—Por que ele mesmo não veio até a mim?

—Ele preferiu que eu viesse e quer que você leve a criança para ele poder vê-la.

—Diga a ele que se ele quiser vê-la, que venha até a minha sala! Eu a estou amamentando e não posso sair sem antes colocá-la para dormir.

—Ela vem conosco. Disse ele olhando para a neném.

—Não, eu não irei levá-la! Dê esse recado a ele! Falei me afastando pouca coisa por ele ter dado um passo à frente.

—Tudo bem. Disse ele me olhando e depois olhou para a minha amiga.

Olhei em volta e estava ali o carro do pai da Marie e uma pirua Blazer apenas. Fausto foi até o carro e eu não tirava o olho deles, observei o segurança falando com o patrão que se encontrava no interior do veículo e Fausto olhou para mim. Edward saiu do carro estando perfeitamente arrumado e eu entrei na mesma hora rápido com a Ângela. Deixei o portão entre aberto sem está à chave no trinco e eu o aguardei na sala com o meu coração aos saltos.

—Não demonstre medo. Falou Ângela baixinho.

Balancei a minha cabeça que sim e a Marie me sugava cheia de fome. Edward apareceu na sala com uma cara nada boa, mas o desafiei com o meu olhar e fingi que ele não estava ali.

Eu podia sentir o seu olhar duro me queimando e minutos depois a minha filha se saciou. A coloquei para arrotar e ela logo o fez. Fiquei acariciando ela e Edward veio até a mim, seu olhar caiu para o meu dedo anelar esquerdo e ele pegou a neném de mim me olhando nos olhos. Eu sabia que isso era para me intimidar a respeito da aliança. Ele brincou com a filha e a beijou sobre a touquinha, ele a avaliou após afastar a manta e viu que ela estava bem agasalhadinha. Pude perceber que ele estava com saudades da menina e a Marie acabou dormindo no colo dele momentos depois, me aproximei dele sentindo o seu olhar me devorando com bastante raiva e ele me deu a menina sem fazer tumulto. Ângela o observava estando calada, mas não intimidada por ele. Ela não o temia por odiá-lo.

—Ângela amiga, eu sei que ela não irá acordar agora, apenas de madrugada. Provavelmente eu acho que eu já estarei de volta.

—Sei disso amiga. Irei chamar a polícia caso você demore a voltar. Disse Ângela não o temendo e só olhando para mim.

—Faça isso se eu não voltar após às 23 horas.

—Chame mesmo a polícia, só quem irá sair perdendo é ela e quem sabe você! Não se meta! Falou Edward cheio de arrogância a olhando.

—Não ligo pra você, não merece a minha atenção! Revidou ela não o temendo. –pobre desse anjinho que tem um pai que não vale nada por ser um covarde!

—Pouco me importo para o que diz garotinha mimada!

—Até daqui a pouco Ângela. Falei a abraçando com cuidado e sussurrei bem baixinho e rápido em seu ouvido. –Não abra a porta para ninguém, apague as luzes da frente e deixe no ponto o telefone da polícia em seu celular.

—Até amiga.

Entreguei a Marie a ela e peguei a minha bolsinha estando o meu coração a mil, Edward já havia saído da sala sem eu ver e eu fiz o mesmo. Ângela trancou a porta da sala e eu fechei o portão. Para a minha surpresa o Edward segurou forte em meu braço causando-me desconforto e me fez ir até o carro dele. Sentei à força no banco traseiro e o Thomaz me fez segurar uma arma estando ele de luva preta, eu não entendi nada após ele se retirar do carro levando-a junto de si. Vai saber o que ele poderia aprontar e eu sabia não ser nada bom. Edward se sentou ao meu lado e a porta foi fechada pelo segurança, nisso eu o olhei.

—Pode ir Fausto. Autorizou Edward de forma seca após o segurança entrar no carro e ter ocupado o banco do motorista, eu estava apavorada agora. –Eu falei a respeito da aliança. Disse ele me fazendo olhá-lo a força.

—Não vejo porque colocá-la, estamos separados Edward! Agora me solta, pare!........Ai seu bruto!

—Não estamos não! Ou prefere que eu ligo lá para o Lima e ele faça o que ele tem planejado em mente?

—Não teria coragem!

—Ah não? Perguntou ele pegando o celular no bolso e ligou para o Lima sem ter emoção alguma no rosto. –Lima, sou eu Edward, pod......

—Tudo bem, tudo bem. Falei o olhando desesperada e abri a minha bolsinha, coloquei a minha aliança sentindo a minha carne trêmula e respirei fundo quando ele disse que não era nada demais para o capanga dele.

—Você foi longe demais Isabella! Disse ele me olhando.

—Você foi longe demais Edward, não lhe devo nada!

—Deve, você me deve lealdade! Mais preferiu colocar pessoas no meio de nós! Abriu a boca sabendo que não devia! Disse ele apertando o meu pescoço e eu só o olhava estando bem assustada. O segurança dirigia o carro e não prestava atenção em nós, mas eu tinha certeza que ele estava escutando tudo.

—Solte-me Edward!Ai!

—Por que eu deveria? A minha real vontade é terminar nesse exato momento o que eu comecei! Eu trouxe algo para poder recordá-la. Disse ele me mostrando a injeção contendo veneno e a desencapou estando a mesma com o líquido verde escuro para o meu total espanto. –Vou acabar logo com isso. Disse ele me olhando e introduziu a agulha em meu braço, as minhas lágrimas rolaram na hora deixando os meus olhos arregalados e me veio à mente a minha filha.

—Não, não faça isso Edward. Pedi imóvel, ele poderia apertar aquilo em mim e me levar a óbito em segundos.

—Não faça isso você! Disse ele me olhando com muita raiva. –Por que eu devo poupá-la agora? Diz! Por que eu devo poupá-la se você não soube ficar com a boca fechada e se comportar como uma mulher casada? Matá-la seria a cura de todas as minhas dúvidas e perturbações! Matá-la seria arrancá-la da minha vida para sempre e me pouparia de ter que aturar certas situações! Prefiro vê-la morta a vê-la com outro para debochar de mim!

—Patrão, desculpe interromper. Falou o segurança apreensivo. -Se deseja mesmo matá-la vá em frente, do contrário eu recomendo cuidado. Advertiu o segurança.

—Não pode me matar, temos uma filha e ela precisa de mim.

—Arranjo uma ama de leite para ela, simples! Disse ele tirando a agulha de mim e segurou forte o meu rosto causando-me muita dor. –Mal nos afastamos e você já desfilava com outro? Agora se lembra que tem uma filha? Mas foi fácil demais abandoná-la! Não me venha com hipocrisia Isabella!

—Não sou obrigada a ficar com você e nem você comigo! Já se tratando da minha filha, o que eu acho ou sinto por ela não vale a pena ficar discutindo com você! Foi você quem a tirou de mim! Não sou abrigada a ficar com você Edward!

—Não irei perdê-la, que seja para a morte então! Falou ele entre os dentes e segurando ainda mais forte o meu rosto.

—Você está doente, isso é doentio! Ter dinheiro não é o mesmo que ter direitos sobre a outra pessoa! Não sou propriedade sua, não pode me obrigar a nada Edward! A nada! Pare e me largue! Me largue! Falei me debatendo e ele me travou com precisão causando-me ainda mais dor e desespero.

—Você que me levou a isso, mas não iremos conversar aqui, ficaremos a sós logo, logo.

—Onde estamos indo?

—Saberá quando chegarmos lá. Disse ele me olhando com desgosto após me soltar de qualquer jeito e bati contra a porta do carro. A furada da agulha estava ardendo e muito em mim e fiquei o olhando. Acariciei o local e sequei a lágrima que rolava olhando para a janela, eu estava inconformada. Ele sabia me deixar com medo e pensei na minha filha, mas estando tomada pela raiva eu o olhei.

—Acha que eu ficarei com você? Acha mesmo que eu irei me sujeitar a conviver no meio de tanta sujeira?

—Você não viveu até setembro passado no meio dela? Perguntou ele não me olhando. –Não me venha com esse papo furado!

—Eu quero voltar para a minha casa! Pedi e ele sorriu com sarcasmo.

—Será quando eu achar que é o momento. Disse ele não me olhando. –Não tenho certeza se irá.

—Acho que você precisa de um psicólogo Edward.

—Eu preciso me livrar de você primeiro, aí sim pode ser que eu tenha uma cura espetacular! Disse ele com deboche, mas não demonstrava emoção ou se quer um sorriso.

Encostei-me no banco do carro depois de ouvir isso, eu estava tão raivosa que a minha vontade de chorar havia passado. Eu parei de olhá-lo e fiquei olhando para o lado de fora, eu não sabia onde nós estávamos indo.

.

.

Um tempo depois.

Fiquei olhando aquelas estradas e a mesma eu conhecia perfeitamente bem agora. Edward estava bem estranho, a raiva o transformava e disso eu sabia muito bem. Eu sentia medo sempre que ele ficava dessa forma. Meu coração continuava acelerado, a presença do seguranças me amedrontava ainda mais e fechei os meus olhos implorando para esse sufoco acabar.

.

3h depois.

Para aminha total surpresa nós fomos para a minha ex casa na colina, a qual Edward comprou para morarmos após o nosso casamento. Saí do carro com a ajuda nada delicada dele, isso quase me levou ao chão por causa do salto fino e o mesmo abriu a porta da sala. A luz foi acesa pelo segurança e o mesmo segurava a maleta que continha o quite da morte. Vi Edward pegando uma arma desconhecida por mim com o segurança e ele atarraxou um cano na ponta dela, por não ser desentendida e por ter visto em filmes, eu sabia que aquilo era um silenciador. Eu sentia nas minhas veias que ele estava mesmo disposto a tudo naquela noite e me olhou. Chegou a me dar um frio na barriga e me afastei um pouco só, sendo que o segurança me impediu causando-me tremor no corpo.

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–Então esse é o seu amante? Perguntou ele de forma bruta após me fazer sentar no sofá da sala de forma gentil para dizer bem o contrário. –Mostre a essa traidora Fausto.

O Fausto me mostrou a foto, a mesma era de quando eu acabava de sair do restaurante no domingo com o William e o mesmo segurava a minha filha estando nós sorridentes.

—Não devo lhe dar satisfações. Falei olhando para a foto. –Estamos separados!

—Fausto, por favor, nos deixe a só.

—Tudo bem patrão.

—Então acha que mesmo estando longe eu não lhe acharia? Achou que iria debochar nas minhas costas? Ele falou jogando a outra foto em cima de mim e a mesma era de quando o William me dava um selinho estando segurando a minha filha. Essa era quando estávamos no shopping. –Acha que ele é o pai ideal para ela?

—Por que não?

—Por que não? Repetiu ele me olhando e me fez encarar as fotos a força.Seu agarre em meu rosto para poder me forçar a olhá-las me incomodava. –Acha que eu irei dá-la de bandeja para ele? Achou que se livrar de mim após abrir a boca e passar o que passamos juntos seria fácil? Perguntou ele me fazendo levantar à força do sofá e subimos a escada com ele me segurando pelo braço.

Fomos andando rápido porque ele me forçou a isso e estar passada era pouco para mim. A porta do nosso quarto foi aberta com um chute que ele deu e julguei desnecessária essa ação, mas fiquei quieta para não piorar a situação. Fui lançada sobre a cama e a mesma sacudiu de forma violenta, o colchão era macio demais e ele veio igual a um felino para cima de mim.

—O que pretende Edward? Perguntei sem ter reação alguma, eu estava em choque. –O que pretende? Perguntei assustada.

—Acabar logo com você. Prefiro acabar com esse tormento que você me causa e será assim. Você escolheu me deixar.

—Não está pensando na nossa filha. Supliquei.

—Não me casei à toa Isabella, eu levei o nosso casamento a sério. Disse ele me detendo com o seu agarre e minhas mãos foram presas com uma algema. Ele foi rápido e não vi da onde a algema saiu.

—Irá me deixar presa novamente? Não precisa fazer isso comigo.

—Vai depender de você! Disse ele me olhando e se afastou. Eu respirava de forma desconforme por estar assustada e estirada sobre a cama. –Nada lhe faltou Isabella! Nada! Gritou ele a última palavra. –Mas você preferiu ir embora e dias depois já se encontrava com outro. Disse ele pegando a garrafa de whisky sobre a mesinha e encheu o copo, logo após ele se sentou na cadeira e ficou me olhando estando com a arma na outra mão.

—Não será me ameaçando que resolveremos isso. Falei não o olhando. –Sabe que acabou tudo. Não temos um bom dialogo e isso não importa mais.

—Pra quê foi abrir a sua maldita boca? Gritou ele e me assustei, tanto que o meu corpo sacolejou por causa do susto.

—Eu juro que não falei nada para a Ângela Edward, a única coisa que ela sabe é a respeito dos meus pais e mais nada! Você cismou com isso e falo a mais pura verdade.

—Você jura em vão. Disse ele bebendo todo o líquido do copo e o deixou sobre a mesa, a seguir ele veio até a mim apontando a arma e me olhando de uma tal forma perigosa. Um disparo foi efetuado contra a cama bem ao meu lado. Próximo a minha cabeça e me apavorei, o olhar dele me amedrontava –Conte-me tudo que você falou para ela!Eu sei que essa não é a sua primeira vez em New York! Disse ele atirando novamente e eu congelei de tanto medo que eu sentia. -Sei que você cansou de trepar com o meu primo nas minhas costas e ia se encontrar com ele pensando que eu era um otário! Disse ele apertando o meu pescoço fortemente agora, mas ele o soltou segundos depois me deixando boquiaberta e implorando por ar e foi beber um pouco mais. Mais um pouco ele me matava com apenas uma mão. –Depois não queria que eu a chamasse de vadia e prostituta! É isso que elas fazem! Dão até se cansar e você faz o mesmo! Disse ele atirando novamente e gritei assustada pelo tiro ter pegado no travesseiro.

—Não me arrependo! Eu só queria ter um pouco de afeto Edward, eu só precisava de um pouco de companheirismo, carinho, já que você me tirou tudo isso seu desgraçadoooo! Falei aos berros e ele veio até a mim. Fiquei me debatendo para tentar atingi-lo e ele me segurou com mais força ainda, pude notar que esse assunto não o estava agradando.

—Então foi achando que trepar com outro seria a solução dos seus problemas? Dos nossos problemas?

—Eu queria me livrar de você, mas me obrigou a casar contigo! Eu não queria ter esse sobrenome que da mesma forma é imundo igual o Swan! Eu não queria ser mãe agora e muito menos ter interrompido os meus estudos Edward! Eu não queria ter um marido assassino e que usou ou usa drogas às escondidas! Eu não desejei um marido que fosse um bandido, porque é isso que você é! Aguente as consequências das ambições da sua família! Vocês foram quem contribuíram também para a maldição! Os meus pais me jogaram nas patas dos lobos e eu não sabia de nada! Nada Edward! Não irei voltar para essa casa, não quero o dinheiro de vocês, não irei voltar para Ourinhos, não quero saber da sua família e ao mesmo tempo não lhes desejo o mal! Deixa-me em paz de uma vez ou então terminamos aqui de uma vez! Me mate para me livrar logo de você! Preciso me livrar de você! Falei descontrolada. –Está esperando o que?

—Não irei obedecê-la! Você irá pegar as suas coisas e virá viver aqui nessa casa com a nossa filha! Do contrário, eu não me chamo Edward em tirar do meu caminho aqueles que possam vir a nos prejudicar. Começarei pelo o seu amante riquinho, depois a sua amiga que tem uma boa vida em New York e está se especializando no momento. Ela tem um belo carro, um belo apartamento que fica no sétimo andar, sei de tudo a respeito das vidas ao seu redor. Será fácil demais para eu tirá-los do meu caminho! Tudo isso porque você foi quem provocou.

—Não irá tocar neles! Falei entre os dentes. –Está louco!

—Irá depender de você. Eu quero a minha filha perto de mim!

—Não consigo viver longe dos meus amigos, eles são a minha família agora. Falei no momento que ele se aproximou de mim e me apavorei ainda mais.

—Eu e Marie somos a sua família também, outro não será capaz de dar o que eu posso lhe dar. Disse ele me fazendo olhá-lo e estando agora sobre mim. –Não irei permitir isso. Disse ele tocando os meus lábios com a mão. –Mandarei matar aquele que tocar novamente em você. Me chama tanto de assassino que por sua culpa eu realmente irei me tornar um!

—Não irei aguentar viver com tanto desprezo e falta de respeito. Não nos amamos! Falei não o olhando.

—O amor não acontece de uma hora para outra entre os casais normais. Disse ele me fazendo olhá-lo novamente, pois eu tentava ignorá-lo.

—Ainda bem que você sabe, não somos normais Edward. Quero poder ter a minha liberdade, sair com a minha filha e não suporto viver sob o seu domínio. Quer que eu o obedeça, gosta de me castigar daqui para ali, eu não quero isso! Sou independente e me sinto assim. Não quero viver com suas ordens tortas!

—Irá largar ou não aquele engomadinho? Você é quem irá escolher! Agora ligue para a sua amiga e poupe-me de escândalos. Ela é quem irá sair perdendo, até que o namoradinho dela é um cara descente e de família. Seria uma pena acabar com o romance de uma forma trágica.

—Não fará nada com ele!

—Eu disse que tudo depende de você! Falou ele pegando a minha bolsa que estava jogada de lado e tirou o meu celular. Ele revirou o meu celular e vi quando o telefone da minha casa estava sendo solicitado, a seguir ele o colocou no meu ouvido me olhando. –Fale com ela!

—Ok.

Chamou duas vezes e a Ângela atendeu demonstrando estar preocupada.

—Ângela amiga, eu estou bem.

—Onde você está amiga? Eu estou louca aqui de tanta preocupação.

—Não se preocupe, eu e ele estamos tendo uma conversa.

—Ele a está maltratando?

—Não. Menti. -Agora não chame a polícia, eu estou distante e voltarei só de madrugada.

Edward tirou o celular do meu ouvido e falou com ela.

—Já escutou muito, agora tome conta da minha filha. Adeus!

Edward desligou o meu celular e o jogou ao meu lado.

—Terá até amanhã para decidir o que fazer da sua vida! Poderá morar aqui com a Marie e eu na minha outra casa até eu decidir, alugue ou venda aquilo lá!

—Não se desfaça da minha casa! Não é aquilo lá!

—Posso jurar que não estou.

—Vai me aprisionar através de chantagens?

—Não irá se envolver com mais ninguém! Poderá sair, mas que se comporte com o seu atual estado civil! Eu repito que eu não aceito perder Isabella e estamos mais que envolvidos nisso! Só a morte é que irá nos separar, mesmo que não acredite, eu aprendi a ser capaz de tudo quando eu quero algo!

—Não quero viver aprisionada e sendo sustentada pelo tráfico!

—Acha que todo o patrimônio da minha família é à base de drogas? Está enganada e não vivemos disso Isabella! Temos negócios limpo, justo e dentro da lei! Já os seus pais viviam disso, quem é mais sujo? Diz! Falou ele me intimidando com o olhar assassino.

—Que seja! Que seja e eu não quero essa sujeira!

—Viveu nisso a maior parte da sua vida! Os seus pais foram quem trocou os pés pelas mãos e se deram mal! Foram ousados e não mediram as consequências!

—Quero o divórcio o mais rápido possível!

—É uma pena ter que desapontá-la.

—O que pretende fazer caso eu não aceite viver aqui?

—Terá que conviver com mais luto. Não duvide, posso mandar o Thomaz abrir o seu portão nesse exato momento com a maior facilidade. Da mesma forma ele fará com a porta da sala, depois ele pegaria a minha filha e daria um fim na sua amiga que sabe demais. Tudo irá apontar para você já que tem as suas digitais na arma. Lembra? Perguntou ele e me recordei que o segurança me fez segurar em uma arma antes de eu vir pra cá. –Com mais a bagagem imunda do seu passado, será o suficiente para você pegar pena de morte ou a perpétua. Podemos jantar agora? Perguntou ele me levantando e eu o olhava passada, ele havia bolado tudo perfeitamente.

—Por que está sendo tão malvado comigo Edward? Perguntei desesperada, eu não suportaria essa armação.

—Não vou perder você.

—Há outras mulheres com grana, coisa que você gosta e eu não irei lhe prejudicar. Não me faça mal por causa dos meus pais, eles já estão mortos. Já se sinta vingado. Não tenho dinheiro e nada, nada a oferecer ao seu gosto refinado.

—Isso não é o suficiente para mim, prefiro vetá-la a vê-la com outro homem. Isso não irá acontecer. Falou ele me olhando e balancei a minha cabeça com a tamanha insanidade da parte dele.

—Não é atitude de uma pessoa normal a sua para comigo. Me quer ao seu lado, mas olha as coisas que você faz comigo. Me massacra completamente.

—Não quero ser normal. Disse ele me olhando e me fez andar, eu sentia o quanto eu estava dolorida nesse momento com os atos dele.

Andei sentindo as minhas pernas bambas e eu estava me sentindo encurralada estando algemada, pois ele não estava brincando eu pude perceber. Seus atos não eram de quem estava blefando. Estando as minhas digitais naquela arma, eu poderia levar a culpa caso atirassem na Ângela e isso que não, pois eu acabaria louca. Com certeza eu enlouqueceria e acabaria em um manicômio penitenciário. Pelos os meus amigos que eram dez comigo, eu não permitiria que nada de ruim lhes acontecesse e, eu piraria estando trancafiada em uma prisão. Nós descemos a escada e a mesa já estava arrumada para aminha total surpresa. Havia um cardápio farto ali e devia ter uma arrumadeira na casa.

—Irá se comportar? Perguntou ele me olhando sem demonstrar emoção ao segurar forte em meu braço.

—Não sou nenhum tipo de animal selvagem Edward, o contrário de você.

—Que bom, mas às vezes você se comporta como um ou até pior. Disse ele ficando atrás de mim e tirou a algema me fazendo sentir o seu cheiro bom por estar próximo demais.

—Não sou essa mulher desprezível que você imagina.

—Podemos nos dar bem se cooperar.Eu sou o seu homem e você a minha mulher Isabella. Disse ele se afastando de mim. –Agora se sente!

Mary apareceu na sala e eu continuei na minha, eu não queria colocá-la em furada e permaneci muda não a olhando. Fomos servidos e notei o olhar dela em mim, talvez muito surpresa por me ver ali e Edward encheu as taças após estourar o champanhe. Vi ser a sem álcool e a mesma borbulhava na taça, o jantar estava com uma cara ótima e começamos a comer após ele colocar a arma sobre a mesa de jeito que ficasse apontada para mim.

—Não iremos brindar aos acontecimentos passado e sim a sua volta para casa. O que acha? Perguntou ele me olhando.

—Não irá prejudicar as pessoas que eu amo! Falei com medo e olhei para a arma destravada que estava com o cano na minha direção.

—Você é quem sabe. Disse ele me olhando e depois ele olhou para a Mary. -Nos dê licença, por favor, Mary. Pediu ele de forma gentil.

—Ok. Após falar ela se retirou.

—Até que a roupa lhe caiu bem. Disse ele me olhando. –Nada mal para quem acabou de dar à luz. Levante-se, quero vê-la.

—Não estou a fim!

—Estou pedindo com educação. Disse ele pegando a arma.

Levantei-me da cadeira e a afastei de mim com um pouco de impaciência, tanto que fez um barulhão o arraste dela no chão.

—Satisfeito? Perguntei estando de braços cruzados.

—Não muito com o seu jeito de ser. Descruze o braço, anda!

Fiz o que ele pediu o odiando e me aproximei dele, dei uma volta com o olhar dele invadindo o meu corpo e me afastei ao achar que ele estava indo longe demais.

—Mais uma vez eu digo que a roupa lhe caiu bem. O seu corpo está ótimo ao meu ver.

—Falaram o mesmo. Eu disse o desafiando com o meu olhar e tornei a me sentar. –Agora pode ver que eu não sou o lixo ou a sem graça que você tanto me chamou! Consigo um pai para a minha filha num piscar de olhos. Alguém que irá amá-la como uma verdadeira filha.

—Nunca! Disse ele batendo na mesa e me assustei. -Sou o seu marido, não é para o bico de outro.

—Não irei para a cama com você caso eu decida poupar os meus amigos das suas perversidades.

—É inteligente da sua parte pensar assim. De qualquer forma, estamos aqui. Falou ele bebendo o champanhe e vi que ele não tirou a aliança do dedo em momento algum após a minha fuga. –Não irá para a cama com outros também, pois fique sabendo que eu não iria poupar os dois como eu fiz antes por causa da minha filha em sua barriga. Não imagina o quanto eu quis matá-la naquela época, eu poderia fazer isso agora sem um pingo de dó.

—Em momento algum eu fui para a cama com outro cara estando agora longe das suas vistas Edward! Eu quando considero mesmo uma pessoa, e que é recíproco, eu não traio. Eu nunca traí o jake, ao contrário de você.

—Eu acho isso bom, mas agora não é esse aí, e sim sou eu. Quero dizer, melhor ainda para você. Não serei ponderado caso eu descubra mais uma gracinha sua. Quando você se dar conta, o arraso já vai ser total e se arrependerá por ter saído dos trilhos! Não duvide de mim e para o seu bem esqueça o nova-iorquino Isabella. Poderá ficar com remorso depois.

—Eu sou uma mulher honrada!

—A comida irá esfriar.

.

............................................(No mesmo instante)

Madrugada de Quarta feira, 21 de julho.

1h da manhã.

—Estou sem fome! Falei jogando o lenço sobre a mesa.

—Não me faça essa desfeita! A sua amiga cozinhou, mas não sabia que era para você.

—Ela poderia por veneno na sua comida, isso sim!

—É muito amável o seu desejo. Eu posso fazer isso na sua caso queira me contrariar! Eu estou tentando!

—Que seja!

Comecei a remexer o garfo no prato e a olhada dele não foi nada amigável, por estar com a Ângela em perigo e provavelmente tendo a minha casa vigiada eu resolvi cooperar. A comida estava deliciosa e bebi um bom gole do champanhe que ele me ofereceu o olhando, milhares de coisas se passavam pela a minha cabeça e continuei a comer o olhando sem pena no olhar. Essa vida não era digna para mim e por pouco eu não deixei as minhas lágrimas rolarem, estar na frente dele não me ajudava em nada. Pensei na minha filha e na enrascada que eu havia me enfiado sem querer, eu estava abalada por dentro e me sentindo presa em uma cama de gato.

.

Terminamos de comer e Edward chamou a Mary.

—Pois não. Disse ela parando ao lado da mesa.

—Nos traga a sobremesa.

—Ok.

Quando Mary retornou, a sobremesa era à base de papaya e calda de cassis. Desmanchava na boca o creme de papaya e pude saborear estando mesmo a apreciando. Todo o jantar foi bem elaborado e terminei a minha sobremesa afastando o pratinho de mim.

—Quer mais? Perguntou ele me olhando e balancei a minha cabeça que não. –Então iremos nos retirar Mary e depois você pode pedir que te levem para a casa da minha mãe após terminar tudo.

—Ok. Disse ela me olhando uma última vez.

—Nem uma palavra a respeito!

—Tudo bem, não irei falar nada patrãozinho.

Edward me fez levantar e voltamos para o quarto com ele me conduzindo. Eu sabia que ele iria ficar me chantageando e o olhei quando ele me jogou na cama novamente.

—Qualquer gracinha....

—Eu não.... eu não. Falei negando por causa do medo, eu não sabia o que esperar após o jantar.

—Ótimo. Quero vê-la. Disse ele devagar se sentando na cadeira e ficou de frente para a cama. Ele me olhava intensamente, uma mistura de raiva e curiosidade estampava o rosto dele.

—Novamente? Perguntei com raiva.

—De uma forma......diferente, não é mais moça e sim uma mulher. No caso......minha.

—Está me humilhando Edward.

—Foi assim que eu me senti ao ver as fotos. Toda a segurança sabendo o tipo de mulher que eu tenho.

—Não faz sentido, eles não são retardados para não enxergarem que é tudo falso.

—Não faz sentido outros verem no meu lugar! Agora anda. Falou ele pondo o celular sobre a mesa e a arma estava sobre a sua coxa grossa de jeito que o cano ficasse na minha direção.

—Então prefere ser um corno assumido depois de tudo? Perguntei e me arrependi.

—Chumbo trocado não dói. Disse ele não me encarando e senti uma pontada em meu coração, ele deve ter saído com outra.

—Esteve com outra mulher?

—Sou homem.

—Isso não me importa! Não fiz nada demais, eu apenas estava recebendo afeto, é isso que eu mereço!

—Agora fique calada e faça o que eu te pedi! Ordenou-me ele entre os dentes.

—Não, faça você. Não irei....

—Anda! Ordenou ele alto atirando no abajur ao meu lado e me assustei pra valer. A arma não fez som algum e o olhei. –Anda! Ou acha que estou brincando aqui?

O olhando eu me levantei, arriei a primeira alça do meu vestido e me demorando um pouco por estar perplexa eu arriei a outra. Aos poucos eu fui ficando com o seio direito de fora e depois eu fiquei com o outro, ao tocá-lo um jato de leite saiu e eu o sequei sem olhá-lo.

—Não irei tirar mais Edward. Falei cruzando os meus braços sobre os meus seios.

—Não precisa, posso fazer. Disse ele se levantando estando me olhando fixamente e me empurrou na cama.

O meu vestido foi arrancado e igualmente o meu sapato, fiquei apenas de calcinha respirando aos arquejos e ele foi pegar a arma dele. A mesma estava destravada ainda e o olhei apavorada enquanto ele se aproximava de mim, aquilo poderia disparar a qualquer momento e me acertar.

—Edward é perigoso, a arma está destravada e carregada. Falei o sentindo passá-la em meus seios estando agora deitado ao meu lado. Pelo contato frio daquilo, os bicos dos meus seios endureceram.

—É bom que veja o quanto eu me importo por ter me traído, então não faça gracinhas mais.

—Não diga isso Edward.

—Não se importou comigo quando estava beijando o outro. Disse ele me olhando. –Mesmo você me considerando um carrasco, eu não deixei faltar nada para você! Não reparou porque só enxergou o que queria ver!

—Digo o mesmo! O seu dinheiro não é tudo para mim. Eu não quero o seu dinheiro.

—Parece que não vive sem sexo, está constantemente atrás de outro! Até isso eu sei que não tinha do que reclamar, eu a senti gozar a maioria das vezes! Como é possível se sou um carrasco para você?

—Não busco apenas sexo, eu quero alguém que cuide de mim e da minha filha. Alguém que valha a pena eu amar!

—Eu estava fazendo isso! Disse ele zangado. –Minha filha tem a mim, eu sim cuidarei dela e mais ninguém!

—Não, você não estava. Está cego em me fazer somente o mal! Está ruim da cabeça, eu posso sim ter livre arbítrio Edward e não ser a sua prisioneira para sempre!

—Não quero falar a respeito disso! Disse ele me olhando de cima em baixo. –Você continua sendo a minha mulher, mas eu não irei viver aqui por enquanto.

—Não sou a sua massinha de modelar! Quero ter a minha vida de volta.

—Sua vida é ao meu lado. Ou não percebeu ainda?

—Por isso eu tentei fugir!

—Não devia. Disse ele me olhando e depois desceu o olhar pelo o meu corpo.

Edward tocou o meu seio direito, era como se o toque dele me queimasse por inteira e tentei me afastar. Ele não me deixou afastar e correu a mão para o meu outro seio. Os mesmos ficaram ainda mais duros e evitei olhá-lo por sentir o meu corpo indo respondendo aos toques dele.

—Não deveria fazer isso. Falei o olhando finalmente e sentindo ele brincar com a mão em minha pele que se encontrava febril.

—Não é o mesmo que o seu corpo diz. Disse ele deslizando a mão pela a minha barriga. Ele a desceu ainda mais e foi até o meio das minhas coxas, ao tornar a subir com ela, ele deixou de propósito a ponta de deus dedos tocar a minha parte intima sobre a minha calcinha. Eu movi o meu corpo mais uma vez e fechei os meus olhos, aquilo que ele estava fazendo em mim me arrepiou todinha. –Eu posso te dar prazer Isabella.

—Não quero sentir apenas prazer, eu quero que alguém me ame!

—Não haverá essa possibilidade em relação aos outros homens.

—É UM EGOISTA! Esbravejei.

—Me tornei um. Disse ele travando a arma e a colocou ao meu lado.

Não esperando, ele ficou sobre mim.Todo o meu corpo estava em ebulição não tendo o meu consentimento e o olhei.

—O que. O que você pretende Edward?

—Ter o que é meu. Disse ele me olhando e depois veio beijar o meu pescoço.

—Não, não podemos! Falei sentindo ele morder de leve o meu pescoço causando-me loucura e tentei afastá-lo, mas foi inútil mais uma vez e ele me algemou novamente.

—Você permitiu que outro a beijasse, permitiu que outro a acariciasse estando casada comigo e não o vetou! Não há problema em ter o que é meu! Tudo isso aqui me pertence. Disse ele me comendo como olhar e abocanhou o meu seio direito.

—Eu, eu...... Falei sem força ao sentir ele lambendo o bico do meu seio agora e fechei os meus olhos com força. –Não é justo você brincar dessa forma comigo! Falei baixinho por causa do que ele estava me fazendo sentir.

—Você estava fazendo isso comigo enquanto esteve ao meu lado. Falou ele com raiva me olhando. -Traiu-me sob o meu teto e só não lhe matei......

—Está maluco, está louco! Eu disse o interrompendo no momento que o senti mais que excitado. –Sabe que não é real esse casamento, apenas a menina que sim!

—Você, você. Disse ele com raiva e apertando o meu pescoço. –Não irá me deixar, eu não a deixarei ir!

—Pare! Não é certo, está fora de si fazendo essas coisas comigo!

—Você sabe que merecia o pior ao brincar comigo, mas não irei perdê-la para ninguém! Me ouviu? Perguntou ele me comendo com o olhar e veio beijar a minha boca, mas virei o meu rosto na mesma hora.

—Não quero! Falei o olhando com raiva, ele estava brincando comigo e tentei estapeá-lo sem poder é claro.

—Acho melhor parar!... Disse ele segurando os meus pulsos estando minhas mãos acima da minha cabeça. Ele sabia me aprisionar, impossível me soltar estando algemada.

—Seu grosso! Ai!

—Posso ser tudo, mas não se livrará de mim!

Edward me beijou estando possuído e o senti me acariciar sobre a calcinha após soltar um de meus pulsos. Com a outra ele ainda prendia o meu pulso direito e faltava tão pouco para o meu orgasmo que eu tentei empurrá-lo para não lhe dar esse gostinho. Não funcionou por ele ser mais forte que eu e senti a minha calcinha ser rasgada, abri ainda mais os meus olhos na mesma hora e percebi que ele abria a calça dele. Escutei o barulho de plástico sendo rasgado com uma rapidez incrível e deduzi o que era ficando parada. Ele iria me....

—Edward, por favor, eu não posso. Falei o olhando e ele estava bem fora de si.

—Por que eu deveria parar? Perguntou ele me ajeitando ao levantar a minha perna e começou a me penetrar. Eu senti ser de camisinha.

—Não é certo.

—Não foi certo o que você fez! Afirmou ele de forma ríspida. –Tudo aqui é meu! Disse ele acariciando o meu seio e apertou levemente o bico. Isso mandou choques em minhas partes intimam.

—Eu, eu, eu....... Falei mal conseguindo pronunciar e minha boca foi invadida pela a dele. A sensação foi como tomar um gole da minha bebida preferida e me perdi.

.

.

3 minutos depois.

Sentir a textura de seus lábios nos meus me fez recordar e muito. –Ai Edward! Reclamei baixinho mal aguentando a falar entre os lábios dele pelo desejo e pelo incomodo no momento que ele me olhou e tornou a me beijar pressionando o seu corpo contra o meu. Eu estava dolorida lá em baixo por ser pequena para ele e ter ficado tantos dias sem sexo.

.

.

10seg depois.

Ele me olhou novamente e se afastou mal conseguindo entrar 3cm em mim, pois eu estava muito tempo sem ser penetrada e não seria fácil por ele ser bem servido até demais. Ele levantou após pegar arma a apontando para mim e me olhava.

—Eu não iria continuar. Disse ele e eu fechei as minhas pernas estando um pouco envergonhada, eu estava nua perante ele e seu olhar era devastador.

—Eu preciso ir ao banheiro. Falei não o olhando.

—Está na sua casa, não precisa me pedir. Disse demonstrando raiva e colocando mais bebida no copo dele. Ele a bebeu olhando da janela e portando a arma ainda na mão, a seguir tornou a me olhar. –Faça a sua escolha e me ligue às 21h de hoje, o Fausto irá levá-la agora. Se optar o contrário, aqui é o nosso adeus. Diga o mesmo olhando para a nossa filha quando chegar, pois, eu me virarei para poder criá-la sozinho. Estou certo que não teve ninguém, pois acabaria aqui a sua chance de viver! Pode ter certeza que eu nunca falei tão sério na minha vida! Para o seu bem, que isso nunca mais volte a acontecer! Disse ele vindo até a mim e tirou as algemas.

—Sei que quer me atingir com os seus atos por ter me visto com outro homem Edward, mas eu não fiz amor com ele.

—Entenda como quiser Isabella, agora é com você. Se ajeite. Ordenou ele antes de sair do quarto e bater à porta com força.

Precisei ir ao banheiro me assear e me vesti novamente, sequei as minhas lágrimas que estavam incontroláveis e penteei o meu cabelo com os meus dedos trêmulos. Eu queria quebrar tudo que tinha ali sobre a pia, até os perfumes que compraram para mim na época. Eu não iria fazer uma cena ali, a mesma eu preferi guardar para mim. Pela a minha calcinha preta estar rasgada, eu fui até o closet rápido e peguei outra, tudo estava em seu devido lugar e nada havia mudado. A vesti e peguei o absorvente em minha bolsinha, sorte minha era que a minha regra já estava bem escassa, do contrário eu me sentiria ainda mais humilhada. Edward havia vindo igual a um animal para cima de mim e sequei as minhas lágrimas novamente ao me lembrar, me doía tanto e não havia outra saída para mim. Olhei a cama e não deu tempo de sujá-la com os meus resíduos finais, saí do quarto arrasada e desci a escada o olhando.

—Podemos ir senhora. Disse Fausto da porta chamando a minha atenção.

—Tudo bem.

—Já estamos entendidos. Disse ele não me olhando e saiu para a área da piscina estando com um copo de whisky na mão.

Saí da sala sem olhar para trás e a porta do carro foi aberta para mim, eu entrei imediatamente e a mesma foi fechada. Evitei ficar chorando na frente do segurança e saímos da residência, logo alcançamos a estrada e fechei os meus olhos. Eu tinha em mente que eu não iria me livrar mesmo do Edward e ao mesmo tempo eu temia essa vida clandestina da família dele. Fausto me olhou por diversas vezes através do retrovisor e eu não o olhei.

—O que eu posso fazer? Perguntei para mim mesma.

—Como? Perguntou-me o segurança.

—Não é nada!

—Eu só obedeço às ordens senhora.

.

Às 05: 54min da manhã.

Eu acabava de chegar em casa e Fausto abriu a porta do carro para eu descer. Eu não estava preocupada em ser educada e abri o meu portão, a seguir eu o fechei e caminhei a passo longos até a porta da minha sala. Abri a mesma e Ângela segurava a Marie que dormia em seu colo e chupava chupeta.

—Não consegui pregar os olhos. Falou ela me reparando.

—Faço ideia. Ela acordou não foi?

—Sim e chorou muito, foi um custo convencê-la a dormir novamente sem mamar.

—Me perdoe amiga, mas eu preciso tomar um banho primeiro antes de amamentá-la.

—Eu irei colocá-la na cama. Disse ela me reparando ainda mais e vi o pesar em seus olhos.

—Estou bem, sabe como os homens são. Falei sorrindo levemente e a lágrima rolou. -Preciso me banhar. Falei mal conseguindo pronunciar.

—Ok. Disse ela me olhando.

Saí da sala e entrei no banheiro, liguei o chuveiro e me despi. Lavei-me bem, eu queria tirar o cheiro dele do meu corpo e da minha alma. Eu me sentia impura e me detestei, esmurrei a parede até não aguentar mais e chorei. Era mesmo a minha ruína, eu só me envolveria ainda mais.

—Por quê? Perguntei inconformada e sentindo um ódio mortal.

.

.

20 min depois.

Saí para me secar e fui para o meu closet, havia tudo ali para mim e me vesti. Ângela trouxe um chá quentinho para mim e me deitei ao lado da minha filha na cama, me cobri e peguei a xícara da mão dela.

—Eu, eu Ângela.

—Shhhh amiga, nós teremos tempo depois.

—Ok. Falei me sentando e a abracei. –A agradeço por tudo até hoje.

—Não há de quê. Disse ela me olhando. –Beba o chá.

—Tudo bem. Quero te pedir algo.

—O que é?

—À noite de ontem e a madrugada de hoje nunca existiu.

—Mas.....

—Não, apenas me prometa que não comentará com o jake e com mais ninguém.

—Tudo bem.

—Você sem querer pode me colocar em cana, é a única coisa que eu posso falar.

—Somos irmãs, nada aconteceu então.

—Melhor assim. Eu te amo Ângela.

—Eu te amo irmãzinha.

Choramos ali abraçadas e solucei ao beber o chá. Depois eu peguei a minha filha no colo e ela despertou sentindo a minha presença e começou a chorar. Dei o que ela queria e a minha amiga dormiria ali na cama comigo. Por eu estar debilitada a Ângela a fez arrotar e ficou com ela no colo enquanto eu pensava na minha vida. Eu estava sem expressão no rosto e eu teria que pensar a respeito das 21h. Eu estava me sentindo tão cansada mentalmente que apaguei.

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Às 09:25min.

Despertei com a minha filha chorando e eu estava sentindo uma baita dor de cabeça, o meu braço onde ele havia espetado a injeção estava um pouco inchado. Ângela dormia a sono solto e eu peguei a neném, a alimentei e a mesma me sugava constantemente. Ela estava reclamando durante a mamada e parava de mamar para poder chorar. Eu a ninei e ela continuou chorando, ao olhar a fralda dela vi que eu precisava trocá-la. A deixei deitada na cama e fui pegar as coisas dela, quando eu voltei a troquei. Fui lavar as minhas mãos e retornei ao quarto, peguei a milha filha no colo e continuei a amamentá-la. Ela estava quietinha e mamava com mais vontade, nisso eu fiquei novamente pensativa e me recordando da minha estadia com o Edward. Ele havia jogado na minha cara que sabia que eu havia ficado com o Max. Ele falou que sabia que eu havia me encontrado e que transei com ele, na verdade eu não sabia mais o que fazer, sinceramente eu não sabia. Uma arapuca havia sido armada, havia digitais minha na arma desconhecida por mim e caso eu não cedesse, eu poderia me ferrar pra valer. Eu pra falar a verdade não queria escândalo, muito menos pôr a vida dos meus amigos em perigo. Edward provou do que é capaz ao dar uma surra em jake e eu não queria correr mais riscos de isso voltar a acontecer. Dessa vez eu sei que ele faria de forma covarde com o William e eu não me perdoaria.

A neném não quis mais mamar e a coloquei para arrotar, ela logo o fez e fui para a área dos fundos com ela tomar um pouco do sol da manhã. Ficamos ali sentindo aquela leve quenturinha e a neném ficou quietinha.

Decidindo que já era o suficiente um tempo depois, nós entramos e eu a coloquei no carrinho. Preparei o café da manhã e fiz sanduíches de pão sírio na sanduicheira. Ângela estava apagadona e só levantaria mais tarde, então me adiantei. Estando o café pronto e o leite aquecido, eu peguei o sanduíche e fui desjejuar na sala.

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Às 12:34min.

Ângela entrou na sala se espreguiçando e me olhou.

—Bom dia amiga.

—Bom dia Ângela. Dormiu bem?

—Preocupada pra falar a verdade, e com você.

—Ângela amiga, eu não sei nem como te falar isso.

—Estou te vendo toda marcada. Ele te bateu não foi?

—Ele não me bateu, mas peca ao me segurar com força. Eu sou branca demais e fico marcada com facilidade.

—Não está mentindo só para eu não me preocupar né bella?

—Claro que não, pode acreditar.

—Então por que o seu pescoço está tão marcado?

—Edward em seu excesso de raiva se excedeu, mas lhe garanto que ele não me bateu. É a mais pura verdade.

—Mesmo assim ele lhe machucou! Vamos, arrume as suas coisas e vamos voltar para New York agora mesmo.

Eu mal consegui falar, eu sentia e muito por ter que desapontá-la e não sabia como explicar a ela tudo que aconteceu.

—Não é assim que as coisas funcionam quando se tem um filho com alguém Ângela. Edward jogou tudo no ventilador e disse que sabia dos meus encontros com o Max. Pior ainda foi ele ordenar para o segurança dele tirar fotos minha em New York, pois as duas que ele me mostrou eu estava com o William. Uma delas era dele me dando um selinho e não sabe o que essas fotos provocaram nele, Edward se transformou. Estou presa a esse homem Ângela e eu não posso ir com você dessa vez. Decidi voltar com ele.

—O quê? Perguntou ela passada. –Mais como bella e depois de tudo que ele te fez?

—Está certa, mas eu não tenho outra opção.

—Irá deixar o William de lado por causa do seu ex-marido?

—É dessa forma que será. Falei firme a olhando.

—Está voltando por amá-lo, é fraca e se deixou chantagear com facilidade por não resistir a ele! Não faça isso bella.

—Não posso Ângela, eu não posso.

—Ele fez algo, por isso eu vejo o medo em seu olhar. Não diga que aquele canalha a estuprou novamente?

—Não. Falei a olhando.

—IREMOS EMBORA, NÃO VOU PERMITIR QUE AFUNDE NA LAMA POR CAUSA DELE! Disse ela me olhando e estando bem raivosa.

—Sinto muito, mas não posso ir com você. Eu e ele cuidaremos da menina, é isso que importa. Falei sem emoção na voz.

—E o William, onde ele fica?

—Ele é bonito, simpático e cavalheiro, logo encontrará alguém especial.

—Esse alguém é você bella, não jogue fora a sua felicidade e essa oportunidade.

—Sinto muito, mas já está decidido.

—Então eu irei embora, não há o que fazer mais aqui. Espero que sobreviva mediante as maldades dele, foi você quem escolheu assim.

—Não vá, por favor.

—Irei para a casa dos meus pais, não quero olhar tanta falta de amor próprio. Eu lamento. Falou ela saindo da sala e as minhas lágrimas rolaram.

Fiquei sentada no sofá sem reação, eu estava me sacrificando para poupá-los e não podia falar nada. Eu estava tão arrasada, que fiquei sem expressão no rosto. Tudo havia se acabado para mim e sem os meus amigos ao meu lado, eu me sentiria sozinha e sem vida.

Segurei a neném de forma calorosa em meus braços e acaricie o rostinho dela, eu só desejava a minha liberdade.

.

.

5min depois.

—Estou indo embora. Disse Ângela de braços cruzados perto do corredor.

—Não precisa ir hoje. Falei a olhando.

—Fique com o seu marido, tomara que ele não a mate de desgosto. Não quero estar perto, pois sei que até isso ele irá privá-la.

—Não Ângela, não vai amiga.

—Não ficarei bella, sinto muito.

—Eu irei até o ponto com você.

—Não precisa, está tão marcada nos braços, no pescoço que as pessoas pensarão que você é uma colcha de retalhos.

—Não exagere.

—Quem exagerou ao voltar para aquele canalha que a humilhou de todas as formas foi você! Escolheu isso, então viva e seja feliz se conseguir. Jake lamenta, contei a ele para o caso dele perder o tempo vindo aqui vê-la e não a encontrando.

—Falou com o jake? Perguntei estando decepcionada.

—Uma hora ele iria saber. Eu apenas falei que você voltou com o seu marido, é a mais pura verdade.

Coloquei a Marie no carrinho estando arrasada e abri a porta da sala.

—Antes eu quero te dar algo, diga ao William que as coisas mudaram e que em breve eu depositarei mil reais na conta dele. Pede a ele para me dar o número da conta e se for possível passe-a através do e-mail.

—Isso é um presente e presente não se devolve.

—Mesmo assim eu me sentirei com a consciência tranquila. Volto já.

Saí da sala e fui até o meu closet, peguei a maletinha estando com trinta e quatro mil apenas e a entreguei.

—Cuide bem desse dinheiro e entregue a ele para mim.

—Pode deixar, o mais tardar eu irei embora amanhã de manhã, se eu não mudar o rumo daqui direto para o aeroporto né. Acho que irei embora pra New York, eu estou com saudades do meu amor.

Saímos da casa e a seguir eu abri o portão, ela passou por mim e me olhou.

—Obrigado por tudo Ângela, até se eu lhe importunei à toa.

—Não esquenta. Disse ela me olhando por um tempo e se foi demonstrando decepção.

Fiquei a olhando se afastar e fechei o portão estando com o meu rosto banhado de lágrimas. Caminhei até a sala e fechei a porta, depois eu a tranquei e fui com a Marie para o meu quarto. Deixei a neném no carrinho e deitei-me na cama, acho que todas as lágrimas possíveis em meu corpo se esvaíram.

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As horas foram se passando e eu não senti vontade de almoçar. Marie chorou algumas vezes no carrinho e por eu estar estagnada sobre a cama, eu fechei os meus olhos nos momentos em que ela chorou. Senti uma dor imensa na alma e isso refletiu em meu peito, eu estava dilacerada e só desejando sumir. Eu queria fugir dos meus sentimentos, pois me lembrar do William me trazia ainda mais tristeza.

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Eu não senti vontade nem de beber água e nem mesmo senti vontade de me alimentar, Eu só sei que já passava das 18h e a Marie dormiu após chorar tanto. Eu não tive nem forças para me levantar quando ela me solicitou. A casa estava toda no escuro e achei melhor assim, eu não queria no momento me olhar no espelho depois de ontem. Uma lombeira danada me assolava, parecia que eu havia bebido todas e senti vontade de ir me aliviar. Levantei da cama tendo a vontade de colocar a mão em meu peito e juro que eu não sabia explicar o que mais pesava, se era a minha raiva dele, ou se era o que eu estava sentindo, mas a raiva venceu por eu ter que trilhar um caminho o qual eu não queria. A minha vontade era de largar tudo para trás, sumir no mundo e não deixar rastros.

Acendi a luz do quarto e fui para o banheiro, me aliviei com vontade e me asseei. Lavei as minhas mãos e as sequei, saí do banheiro e acendi a luz do corredor. Passei a mão em meu rosto e lembrei que eu precisava banhar a bebê, então eu preparei tudo para poder banhá-la.

Fui até o carrinho e eu a peguei no colo estando ela adormecida, ela acordou com os meus carinhos e me olhou. Beijei a testa dela e a levei para o banheiro, a despi ali mesmo ouvindo o seu choro e precisei limpá-la. A lavei bem e depois sequei o seu corpinho com paciência, passei pomada em suas dobrinhas e coloquei a fralda nela. Vesti o conjuntinho de frio e a meinha de lã, parecia uma bonequinha e envolvi a manta nela. Sentei-me na cama e a amamentei, ela mamava constantemente e tornou a pegar no sono momentos depois. Esperei ela arrotar e a deitei na cama, ela dormiria até de madrugada pelo visto. Arrumei a bagunça que eu fiz no banheiro e tomei o meu banho. Vesti uma camisola vermelha e penteei o meu cabelo, eu estava sem fome e peguei o meu celular. Deitei-me na cama e esperei os minutos passarem.

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Às 21h.

Eu me encontrava deitada ainda e peguei o meu celular, disquei o número do celular de Edward e no terceiro toque ele atendeu.

—Então, o que decidiu?

—Eu irei poupar os meus amigos e sinta-se vitorioso com a minha derrota. Já pode comemorar com champanhe Edward.

—E a minha filha como está?

—Dormindo.

—Tudo bem. Amanhã eu irei vê-la.

—Eu gostaria de ficar aqui na minha casa.

—Já conversamos a respeito, amanhã iremos nos ver.

—Ta, ta bom Edward, eu irei desligar.

—Tudo bem.

Encerrei a ligação pensando na minha vida e fechei os meus olhos, o melhor seria ir dormir. Para a minha total surpresa o meu celular tornou a tocar e vi ser o William, mas eu não estava com ânimo pra atendê-lo, seria doloroso demais para mim. Coloquei o celular no criado mudo e o deixei tocando, seria pior se eu apertasse o botão vermelho e o ignorar dessa forma. Ele não merecia, pois ele abriu a porta do apartamento para mim e não seria justo. Edward conseguiu me privar de ser feliz pela terceira vez. Eu estava bolada por ele saber das minhas escapulidas com o Max, por isso me chamava de vadia e prostituta durante as nossas brigas. Agora sim eu compreendia o porquê, ele sempre soube. Por isso me obrigou a ir ao cartório tão rápido na época, tudo porque eu estava me envolvendo com o Max.

Nesse momento eu só desejava dormir, ajeitei-me sob o edredom e fechei os meus olhos. Imagens da minha estadia com Edward ontem me vinham à cabeça e ele precisou comprovar se eu havia me envolvido sexualmente com outro cara, pelo visto ele conhecia o meu corpo. Ele forçou a invadir o meu sexo, mas o deslizar estava bem dificultoso, eu não entendia isso em mim. Pra falar a verdade, ele havia colocado alguém para me vigiar em New York e deve ter ficado sabendo que eu passei a noite na casa do cara, ou que a estadia dele no apartamento da Ângela o levou a pensar besteiras. Eu não compreendia certas atitudes dele para comigo e o pior de tudo foi o meu corpo ter respondido com tanta loucura aos toques dele. Ele percebeu isso, de certa forma isso devia o engrandecer como homem. Lembro-me de todas as vezes que estivemos juntos, era ótimo senti-lo e ontem apesar de estar raivosa me fez recordar. Doía-me saber que ele afirmou que chumbo trocado não dói. Ele deixou claro que esteve com outra mulher por ser homem. Tantos dias sem sexo e piorava por ele ser ativo demais. Mulher era o que não lhe faltava, piorava por ele ter uma arma com as minhas digitais, eu tinha certeza que ele foi longe demais.

Muito tempo depois é que eu consegui dormir.

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Madrugada de Quinta feira, 22 de Julho.

Às 03:50min.

Acordei com a minha filha chorando, dei de mamar a ela e fiquei sentada na cama evitando pensar. Eu sentia o meu estômago protestando agora e o ignorei, continuei amamentando a minha filha e ela se saciou. A coloquei para arrotar e momentos depois ela começou a chorar, desconfiei de ser cólica e a aqueci como a avó postiça de Edward havia me ensinado. Ainda bem que deu certo e ela dormiu, a aqueci com o meu edredom e me levantei da cama. Eu precisava me aliviar e fui para o banheiro, acendi a luz e me aliviei cheia de vontade. Após lavar as minhas mãos, eu voltei para o quarto e me deitei ao lado da neném. Estando exausta eu acabei dormindo rápido demais.

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Às 08:50min.

Despertei do nada e permaneci deitada, com o passar dos minutos eu observei que a minha filha ia se mexendo com mais frequência e ela acabou acordando. Fiquei brincando com ela e coloquei a chupeta em sua boquinha, ela sorriu algumas vezes para mim e dei um beijo nela. Minha campainha tocou e eu estranhei, levantei da cama e fui até o meu closet colocar um robe. Deixei a minha filha deitada e saí do quarto com a chave, abri a porta da sala e caminhei devagarzinho até o portão. Era um dos seguranças de Edward e respirei fundo, destranquei o portão e o entreabri.

—O que deseja Fausto?

—O patrão pediu para a senhora fazer as malas.

—Como?

—Ele pediu para a senhora fazer as malas, nossa função aqui é levá-las para a casa da senhora.

—Estou na minha casa já, e acabei de acordar.

—Iremos aguardá-la.

—Ele está aqui?

—Não por ter ido trabalhar, mas eu vim com o Thomaz e a pirua é espaçosa demais, cabe muita coisa.

—Não irei levar muito já que eu irei voltar a encenar, eu usarei as roupas que estão lá.

—Iremos aguardá-la.

—Ok. Falei colocando a mão em minha cabeça, a mesma doía por causa do stress repentino.

Fechei o portão e me deu vontade de fugir naquele momento, mas seria impossível e chorei. Entrei em casa e fui arrumar a minha mala, havia muitas roupas lá e peguei o suficiente, pois essa casa poderia ser a minha escapatória por alguns dias em um futuro próximo. Estando duas malas prontas, eu as coloquei na sala e fui para o closet do outro quarto. Peguei as fraldas da minha filha, inclusive a caixa que havia muitas dela. Desmontei o carrinho e peguei todas as roupinhas dela, muitas coisas eu precisei pôr em sacolas.

Estando tudo na sala, eu olhei aquelas malas me sentindo derrotada pelo Edward mais uma vez. Eu estava preocupada com a casa, mas ali era um lugar tranquilo e eu viria aqui algumas vezes. Decidi ir me arrumar e fiquei pronta rapidamente, fiz o mesmo com a minha filha que no momento chorava a fim de mamar. Ela ficou linda de vestido, o sapatinho de lã a deixou fofa e dei de mamar a ela.

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Havia chagado a hora de partir, tudo estava arrumadinho e fui abri o portão. Caminhei até a pirua Blazer e o segurança saiu do carro, acenei para o marido da minha vizinha que saía de carro e fui retribuída com o aceno. Os seguranças retiraram as nossas coisas e tranquei a casa, saí cabisbaixa e fechei o portão.

CONTINUA.................