Solares
54 Capítulo 54
Notas iniciais
BELLA.....
Final do capítulo anterior.
Às 08:50min.
Despertei do nada e permaneci deitada, com o passar dos minutos eu observei que a minha filha ia se mexendo com mais frequência e ela acabou acordando. Fiquei brincando com ela e coloquei a chupeta em sua boquinha, ela sorriu algumas vezes para mim e dei um beijo nela. Minha campainha tocou e eu estranhei, levantei da cama e fui até o meu closet colocar um robe. Deixei a minha filha deitada e saí do quarto com a chave, abri a porta da sala e caminhei devagarzinho até o portão. Era um dos seguranças de Edward e respirei fundo, destranquei o portão e o entreabri.
—O que deseja Fausto?
—O patrão pediu para a senhora fazer as malas.
—Como?
—Ele pediu para a senhora fazer as malas, nossa função aqui é levá-las para a casa da senhora.
—Estou na minha casa já, e acabei de acordar.
—Iremos aguardá-la.
—Ele está aqui?
—Não por ter ido trabalhar, mas eu vim com o Thomaz e a pirua é espaçosa demais, cabe muita coisa.
—Não irei levar muito, já que eu irei voltar a encenar, eu usarei as roupas que estão lá.
—Iremos aguardá-la.
—Ok. Falei colocando a mão em minha cabeça, a mesma doía por causa do stress repentino.
Fechei o portão e me deu vontade de fugir naquele momento, mas seria impossível e chorei. Entrei em casa e fui arrumar a minha mala, havia muitas roupas lá e peguei o suficiente, pois essa casa poderia ser a minha escapatória por alguns dias em um futuro próximo. Estando duas malas prontas, eu as coloquei na sala e fui para o closet do outro quarto. Peguei as fraldas da minha filha, inclusive a caixa que havia muitas dela. Desmontei o carrinho e peguei todas as roupinhas dela, muitas coisas eu precisei pôr em sacolas.
Estando tudo na sala, eu olhei aquelas malas me sentindo derrotada pelo Edward mais uma vez. Eu estava preocupada com a casa, mas ali era um lugar tranquilo e eu viria aqui algumas vezes. Decidi ir me arrumar e fiquei pronta rapidamente, fiz o mesmo com a minha filha que no momento chorava a fim de mamar. Ela ficou linda de vestido, o sapatinho de lã a deixou fofa e dei de mamar a ela.
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Havia chagado a hora de partir, tudo estava arrumadinho e fui abri o portão. Caminhei até a pirua Blazer e o segurança saiu do carro, acenei para o marido da minha vizinha que saía de carro e fui retribuída com o aceno. Os seguranças retiraram as nossas coisas e tranquei a casa, saí cabisbaixa e fechei o portão.
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O Thomaz abriu a porta do carro para eu entrar com a minha filha e eu mal conseguia encará-los. Acomodei-me de forma confortável e a neném fazia sons de bebê, após o segurança entrar no carro nós saímos dali. Foi tudo tão rápido e pensei de poder passar mais alguns dias na minha casa, mas Edward me vetou, teria que ser do jeito que ele me chantageou. Lembrei-me que ele disse que eu moraria com a minha filha lá na casa da colina e ele moraria com os pais. Vai saber se dá à louca nele e ele me deixa lá trancafiada, dizendo ele não, eu poderia sair com a minha filha e me comportar de acordo com o meu atual estado civil.
Fiquei olhando a rua e dava atenção para a minha filha ao mesmo tempo, ela estava acordada em meu colo e vez ou outra o segurança nos olhava. Apesar de tudo a viagem estava sendo tranquila.
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Horas depois.
—Pronto senhora, nós já chegamos. Falou o segurança chamando a minha atenção, pois eu estava cochilando e a neném dormia estando muito bem segura em meus braços.
—Ok.
Saí do carro olhando tudo a minha volta, a maresia do mar estava intensa e o segurança me entregou as chaves da mansão para a minha total surpresa.
—O patrão mandou entregá-las a senhora novamente.
—Ok.
Abri a porta da sala e segundos depois a Mary apareceu ali, ao me ver com a neném ela sorriu.
—Olá amiga. Falou ela sorrindo e veio até a mim.
—Olá Mary! Falei sem sorrir e ela notou o meu estado de espírito, isso fez com que ela freasse a empolgação.
—Quer almoçar agora?
—Não, obrigado Mary. Dê a comida para os seguranças se eles quiseram, eu irei para o quarto descansar.
—Tudo bem. Aceita um suco ou um lanche então?
—Não desejo nada.
—Ok. Estarei aqui até às 17h por duas vezes na semana. A patroa precisa de mim lá com ela também.
—Tudo bem.
—E a neném como vai?
—Ela está bem, dengosa e só querendo colo. Irei subir agora.
Subi a escada e a porta que costumava ficar fechada, ou melhor, trancada, estava aberta. Fui me aproximando por estar com a curiosidade me matando, na minha mente devia ser mais um quarto luxuoso de hóspedes e parei na porta. Ao olhar o que estava a minha frente me paralisou e olhei para a minha filha.
—Nossa! Que quarto lindo filha eles fizeram para você. Falei sorrindo levemente para ela.
Entrei e fiquei olhando a minha volta, fui até o berço e o cheirinho de bebê estava bem suave ali. Devia ser uma fragrância que borrifaram ou algum sache, só sei que estava bem suave. A decoração era linda, num tom claro estilo rústico e vi que a Alice estava metida naquilo, caminhei até a porta do banheiro, o mesmo era lindo. Serviria para ela estando bebê e maiorzinha por haver uma privadinha mediana. Eles capricharam e o que me deixava triste era de onde vinha aquele dinheiro. Sequei a lágrima que rolou e me afastei da porta do banheiro, entrei no closet da minha filha e não poderia ser diferente. Reparei que havia muitas roupinhas, algumas até conhecida por mim e deduzi que algumas foram trazidas da outra mansão. Nada faltaria para a minha filha e saí do quarto, caminhei até o meu e do meu “marido” e abri a porta. A roupa de cama havia sido trocada, a colcha grossa era em um tom neve com rosas amarela, linda ao meu vê. Deitei a Marie na cama e ela se mexeu, a ninei e ela voltou a dormir estando chupando chupeta. Escutei vozes se aproximando e era a Mary subindo com o segurança, os mesmos traziam as malas e pedi para eles deixarem no meu closet. Pedi para eles colocarem as coisas da Marie no quarto dela e fui arrumar as minhas coisas.
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1h depois.
Eu estava exausta por estar sem comer, mas dando graças a Deus eu já havia arrumado as minhas coisas. Abri um pouco a janela do quarto e Marie havia acabado de acordar, estava fazendo um dia bonito hoje. Peguei a neném no colo e fui para o quarto dela, o carrinho da neném já havia sido montado e Mary já havia arrumado as coisas da neném em seus devidos lugares. Precisei trocar a fralda dela no banheiro por estar ensopada e a deixei sequinha pós colocar outra.Ela havia ficado quietinha durante a troca de fralda. Voltamos para o quarto e me sentei no sofá com ela, passamos muito tempo ali juntinhas e pensei em tudo que estava acontecendo comigo. Ignorei o meu celular quando ele tocou, era o William e chorei por causa disso. Minha vontade era de ir para New York vê-lo e, conversar como adulta com ele e não por telefone. Recebi uma mensagem do mesmo e a li.
“A Ângela me devolveu o seu presente e fiquei um pouco chateado, era um presente meu para você. Não precisava devolvê-lo e não sei o que aconteceu, pois, a Ângela não me contou o motivo. Você está bem? Sinto a sua falta apesar de ter sido apenas dias e acabei gostando mesmo de vocês duas. Como vai a minha filha do coração? Ela está bem? O que houve princesa? Sinto tantas saudades, beijão.“
Terminei de ler a mensagem e fiquei ainda mais pensativa, lá estava se indo outra oportunidade de ser feliz. Minha filha começou a ficar enjoadinha e dei de mamar a ela, na mesma hora ela aceitou e ficou mamando numa boa. Não sei quantas vezes eu reli a mensagem de William e finalmente eu a apaguei, cedo ou mais tarde eu teria que abri o jogo e ser sincera com ele. Passei a tarde toda com a minha filha ali naquele quarto lindo, por volta das 17:20min a Mary me chamou da porta do quarto.
—Estou indo bella. Há comida congelada pronta para amanhã e para o jantar hoje, está na panela. Tem dois tipos de doce pronto para a sobremesa como você gosta e será apenas se servir.
—Ok e obrigada. A agradeci quando ela se aproximou.
—Apesar de tudo, eu senti a sua falta. Disse ela me olhando.
—Eu também Mary, mas não quis ligar por precisar de um tempo............Esse que foi curto demais.
—Eu sei, não sou insensível. Lembrar-se-ia da menina.
—Isso mesmo. Afirmei a olhando e Mary sem falar nada pegou a neném no colo.
—Eu senti falta de você também bebê. Disse ela sorrindo e uma lágrima minha rolou, nisso eu fiquei olhando para o mar.
—Sei que o patrãozinho aprontou com você novamente, está bem marcada e não acho isso justo.
—Isso não é nada. Falei secando as minhas lágrimas. –Sabe como ele é, mas voltei, isso é o que importa.
—É incrível como ele te achou rápido.
—Não é novidade, ele tem dinheiro e meios para isso acontecer. Não se queime à toa Mary ficando aqui conversando comigo, deve estar cansada.
—Saiba que eu só aceitei a vir, foi por sua causa e não porque eu concordo com o comportamento dele.
—Sei disso. Falei olhando para o mar. –Agora mais do que nunca eu tenho que me conformar.
—E aí, gostou do quarto?
—Sim, ele é lindo.
—Foi a Alice quem o fez junto de sua equipe durante a sua estadia lá na mansão.
—Imaginei.
—Tenho mesmo que ir, até Ourinhos é uma hora de estrada.
—É eu sei.
—Irei preparar a janta da família, eles gostam do sabor da minha comida.
—Quem não gosta. Falei sorrindo levemente.
Mary se retirou do quarto após entregar a neném a mim e nos despedimos com um até logo. Acendi a luz do quarto e continuei sentada com a Marie no colo, vi a noite caindo e a visão do mar estava nebulosa pela brisa fria. Já passava das 18:36min.
Decidi dar banho na minha filha e me levantei do sofá com ela, a deixei deitada no berço e fui para o banheiro. Enchi a banheira dela com água morna e adicionei uma tampinha de álcool, deixei a toalha da neném próxima e fui pegá-la. A levei para o banheiro e a despi, coloquei minha filha dentro da banheira e pela água estar agradável ela ficou quietinha. Lavei bem as suas dobrinhas com ela mexendo bastante as perninhas e a virei para lavar as costinhas dela. O bumbum rosado era fofo e a virei novamente, enxaguei o seu corpinho e a tirei da água.
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Estando devidamente vestida, eu coloquei a chupeta na boca dela e a deitei no berço. Ela aceitou ficar deitada e eu fui dar uma geralzinha no banheiro dela, deixei tudo organizado e esvaziei a banheirinha. A lavei com sabão neutro e enxaguei, deixei tudo sequinho e saí do banheiro após lavar bem as minhas mãos. Fiquei admirando a vista da janela um pouco mais e decidi fechar a cortina, peguei a neném no colo e a coloquei no carrinho. Empurrei o mesmo até o meu quarto e acendi a luz, fomos para o closet e peguei um pijama todo em renda na cor verde musgo. O mesmo era de shortinho curto e blusa de alcinha, peguei uma calcinha da mesma cor e saí do closet levando a minha filha junto. Deixei o carrinho próximo da porta do banheiro e entrei no mesmo, comecei a me despi e me aliviei antes. Peguei a minha pinça e comecei a limpar os raros pêlos crescidos em minha sobrancelha, estando limpinha eu passei uma loção para remover poeiras do meu rosto. Entrei no Box e liguei o chuveiro, comecei a me lavar e um tempo depois eu me enxaguei por inteiro. Saí para me secar e hidratei de leve o meu corpo, passei um pouquinho só de colônia e me vesti. Olhando-me no espelho, eu fiquei bem com aquele pijama e sequei o meu cabelo. Escutei a minha filha fazendo sonzinhos de bebê e sorri me olhando no espelho, penteei os meus fios e tornei a secá-los mais um pouco com a toalha. Estando bem úmidos, eu optei pelo secador.
Saí do banheiro após secar o meu cabelo pouca coisa, Marie estava sonolenta e eu a peguei no colo. Dei de mamar a ela estando sentada na cama e liguei a televisão sentindo as suas sugadas, deixei na novela e fiquei assistindo. Minha filha um tempo depois se saciou e após colocá-la para arrotar, ela dormiu. A deixei no carrinho ao lado da cama e me deitei na mesma, mas por sentir muita sede eu saí do quarto e fui até a cozinha. Bebi dois copos e meio de água gelada e tornei a ir para o quarto, fechei a porta e deixei apenas a luz do abajur acesa. Cobri-me devagar e não liguei o ar condicionado, fiquei na minha pensando ao mesmo tempo em que olhava para a televisão.
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Às 20:45min.
O sono já estava me dominando, da mesma forma a fraqueza por não estar me alimentando direito. Eu me sentia faminta, mas não tinha vontade de comer. Acabei caindo no sono sem sentir.
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Às 21:16min.
Despertei assustada ao sentir a cama se movendo ao meu lado e vi ser o Edward. Ele estava com roupa casual, reparei que de banho tomado e segurava a neném que se encontrava adormecida em seus braços. Após eu me tornar mãe, parece que o meu sono havia ficado leve por causa da neném e o olhei. Ele a beijou sobre a touca e sorriu para ela de uma forma que julguei pura, nisso eu continuei na minha, ele não havia me notado por estar entretido na menina. Ele estava babando na filha e eu continuei os olhando, eu não estava nem aí para ele caso me pegasse no flagra. Eu havia ficado agressiva só de olhá-lo ali ao meu lado, tanto que eu preferi ficar na minha para não haver confusão.
Meia hora depois ele se levantou da cama, e estando eu com os meus olhos entreabertos, eu o vi a colocando de volta no carrinho. Era o meu momento.
—O que faz aqui?
—Vim vê-la. Disse ele olhando para a menina.
—Combinamos antes que você a veria nos finais de semana somente.
—Eu disse que viria vê-la hoje. Combinamos sim que seria aos finais de semana, mas você estragou tudo! Não está lembrada?
—Que seja! Agora que já a viu pode ir embora.
—Hoje não. Falou ele decidido e me olhando.
—Que durma na sala ou em outro quarto de hospedes, não aqui comigo!
—Olha, não vim arrumar tumulto. Disse ele se levantando da cama.
—Nem eu estou a fim, contando que não dirija mais a palavra a mim já é uma boa coisa.
Edward entrou no closet e saiu de lá momentos depois vestindo somente o short do pijama.
—Está jogando sujo! Você disse que não viveria aqui por enquanto.
—Não irei, mas ficarei aqui hoje por estar com saudade da minha filha. Não vejo problemas porque somos casados. Você vê algum? Perguntou ele me intimidando com o olhar.
—Faça o que bem quiser da sua vida Edward!
Ele saiu do quarto e eu fiquei matutando, pois eu me lembrei que ele disse que eu moraria ali sozinha por enquanto. Ele não tinha palavra e desliguei a televisão, fechei os meus olhos e tentei dormir. Lembrando do meu celular, eu me levantei da cama e fui pegá-lo imediatamente, ao retornar para a cama eu o escondi. A porta foi aberta por Edward e eu o olhei.
—Não jantou ainda? Perguntou ele estando parado na porta.
—Não quero comer, não estou a fim.
—Está dando de mamar, não pode bancar a irresponsável Isabella! Percebi que não tocou na comida e sei que você também não quis comer mais cedo.
Não o respondi e tampei o meu rosto com a coberta. Não havia graça, não me sentia estimulada e tão pouco eu sentia vontade de falar com ele. Edward fechou a porta do quarto e permaneci na minha, eu estava louca para pegar logo no sono ou eu arranjaria uma briga séria com ele. Sua mania de querer me domar me tirava do sério.
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10min depois.
Estando sonolenta eu escutei a porta sendo aberta e a luz do quarto foi acesa, a coberta foi puxada pra valer e destampou todo o meu corpo. Eu pude senti a diferença de temperatura na mesma hora e o olhei com raiva.
—Por que fez isso? Perguntei me sentando na cama, o meu pijama não era tão decente e pude vê-lo me avaliando.
—A sua comida está aqui. Disse ele apontando para a mesinha e vi que havia dois pratos de comida, ele estava segurando a arma dele e isso me incomodou.
—Não quero essa MALDITA ARMA AQUI! Falei o olhando. –Já voltei à base de chantagens Edward! Viverei para sempre assim? Perguntei me levantando, mas tornei a me sentar na cama.
—Com você só funciona assim! Não coopera para um diálogo decente!
—Pouco me importo, você não fica atrás! Não sou obrigada a comer!
—É melhor se sentar aqui e comer. Disse ele sério e continuei sentada na cama, cruzei os meus braços e continuei o olhando.
—Se eu quiser!
Edward respirou fundo e colocou a arma sobre a mesa, a seguir ele olhou para mim.
—Já que devemos manter um diálogo bom por causa da nossa filha, venha comer, por favor. Pediu ele e colocou a arma na gaveta do criado mudo.
—Edward Cullen pedindo, por favor? Perguntei estando a todo o momento sob o foco do olhar dele e cobri o meu corpo.
—Por que não? Não sou um animal selvagem. Dizem que até os piores deles podem ser domados quando se deixam domar. Disse ele me olhando. –Agora coma.
—Vou comer por causa da minha filha, do contrário eu preferia mesmo morrer para me livrar de você!
—Fala da boca pra fora. Falou ele no momento que eu afastei a coberta e me levantei, caminhei até a mesinha e o olhei.
—O que pôs aqui na minha comida?
—Uma dose de bom humor, depois eu coloquei uma dose de paciência e uma superdose de fidelidade. Disse ele se sentando na outra cadeira.
—Então coloque isso na sua comida também!
—Não devia se importar com a dose de fidelidade.
—Que seja, não me importo mesmo. Falei me sentando de qualquer jeito na cadeira ao lado dele e peguei o garfo sentindo o meu estômago roncando. –Saia com a vadia que desejar!
—Não devia me instigar a isso, nosso casamento não é falso Isabella e você sabe disso.
—Não me faça rir Edward. Falei com a minha boca cheia de propósito, ele havia me obrigado a viver ao lado dele e ele ficou me olhando.
—Nos casamos, temos uma vida sexual que mesmo você negando não é das piores e temos uma filha linda.
—Linda eu sei que ela é mesmo. Falei pegando a coxa de frango com a mão e a comi, já ele partia com o garfo facilmente e a destrinchava com elegância. –Onde você quer chegar? Perguntei com a boca cheia novamente e ele deve ter sacado que era de propósito já que não ligou.
—O melhor e convivermos numa boa.
—Está me obrigando a isso! Não me respeitou, não perguntou se eu o perdoo por tudo que me fez e me trata feito lixo! Não posso viver aprisionada e temendo as suas ações a todo o momento! Olhe como eu estou marcada de forma vergonhosa. Eu tenho amigos que se importam de verdade comigo, eles gostam de mim e querem o meu bem.
—O seu bem para eles é longe de mim, não posso concordar com isso! É por essa questão que eu não aprecio que ande com eles. Querem incentivá-la a todo o momento para me deixar! Não duvido nada que a sua amiguinha Ângela pôs minhoca na sua cabeça e a instigou a ficar com aquele cara lá!
—Como você quer que eles aprovem o nosso casamento se temos como base a raiva, a vingança e o ódio no meio de nós? A única coisa que eles sabem é que você não gosta de mim, só isso.
—Posso até sentir raiva, mas não tenho ódio de você no momento por tudo que aconteceu com os meus.
—Conta outra. Falei colocando o frango de volta no prato. –Era ódio que eu via no seu olhar antes e tudo aconteceu. Falei fechando os meus olhos, pois lembrar me causava dor.
—Para ser sincero eu senti muito ódio sim, nos tiraram o que mais amávamos e devastaram a minha mãe. Como você se portaria no meu lugar?
—Eu não faria inocentes pagarem pelo o que não fizeram.
—Você vivia naquele luxo todo e se considerar pobre é demais até para um cachorro acreditar!
—Não quero convencê-lo nunca mais Edward, pense o que quiser porque não fará a menor diferença! Mesmo eu sendo uma prostituta de luxo, você me quer ao seu lado. Mesmo eu tendo um sobrenome sujo, você me prende ao seu lado. Mesmo eu sendo sem graça e da pior linhagem, você me quer aqui. Eu sou tudo de ruim, mas mesmo assim não me deixou viver em paz e longe de você! Diz-me por que me quer ao seu lado? Eu não quero um marido com essa bagagem Edward, ela é imprópria e impura para mim.
—Você também tem uma.
—Não, não me confunda com os meus pais. Eu nunca me envolvi com drogas, nunca quis experimentá-las e tão pouco os meus pais me induziram mesmo eu não sabendo de nada. Lembrando-me bem, o contrário de você. Você e sua família não são a indicada para mim e não desejo fazer parte dela só porque vocês são ricos. Eu não me venderia para você por dinheiro.
—Não sou perfeito.
—Mas me julgou da pior forma possível sabendo não ser! Falei nervosa. -Não quero falar mais a respeito disso, eu sempre não irei prestar para você! E o que é pior é ter que me deitar com um homem sem haver amor. É horrível saber que aquele que usa o meu corpo me põe sob o chinelo da pior forma possível quando bem tem vontade. É duro para eu abrir as minhas pernas para aquele que me titula um nada e saber que o próprio me priva de ser feliz apenas para me maltratar. Depois da noite retrasada eu não sei mais o que esperar de você Edward. Estar com as minhas digitais em uma arma é doloroso demais, isso por saber que você é capaz de me incriminar só por causa de um capricho seu. Eu não desejaria uma perpétua ou a pena de morte nem para o meu pior inimigo, e mesmo me tirando o mundo, eu não quero o seu mal. Eu jamais desejaria isso para você. Eu não desejo a ruína da sua família, mas a todo o momento você deseja a minha! Como quer que eu me sinta?
—Em nossa lua de mel eu tentei. Disse ele me olhando e pude sentir que as minhas palavras o tocaram mesmo que tenha sido de leve.
—Mas não era de coração puro e sim obrigado pela a sua família a me tratar bem! É natural quando vem de dentro e de forma sincera, mas não me importo mais com essa impossível hipótese ao descobrir tudo. Não quero me importar porque eu já aturei coisa pior e o que importa nesse momento é apenas a minha filha. Deixei-me ser chantageada por causa dela e dos meus amigos, eles sim são tudo para mim. Nunca será o contrário. Agora vamos continuar comendo como você sugeriu.
—Acha que a minha família me obrigou a ter relações com você? Acha que o corpo feminino ou o masculino funcionam a base de pressão? Na minha opinião não! Algo só acontece quando queremos e não fale que foi por perversão.
—Sabe que foi sim! O recriminei apontando o meu dedo para ele. -Lembro-me que após o meu sequestro você me estuprou de uma forma bem dolorosa, me dilacerou completamente e é um choque para mim me lembrar daquele dia! Semanas atrás naquela época eu ainda era virgem! Falei um pouco agressiva, mas continuei de forma calma para manter a paz. –Não me orgulho em estar falando isso, mas é um trauma que eu vou ter que carregar para o resto da minha vida. Olhar para a minha filha e saber que ela é fruto de um estupro e não de amor me dói demais, mas isso para você soa natural, tanto que age como se me tratar mal fosse algo natural! Não sabe nada a respeito dos sentimentos de uma mulher, só me trata com patadas!
—Não me orgulho disso. Disse ele me olhando sério.
—Não se orgulha, mas não se arrependeu ou me pediu desculpa! Você é um mentiroso de marca maior e chantagista!
—Como eu te disse, eu não sou perfeito. Eu nunca havia feito isso antes de acontecer o que aconteceu com a minha família. Eu naquele dia estava tomado pelo ódio.
—Nada mudou pelo visto. É melhor comermos, vai esfriar e esse assunto me deixa mal. Estou mal e não, chega!
Paramos de falar a respeito e decidi comer direito após limpar as minhas mãos na pia do banheiro. A comida estava muito gostosa e por eu estar faminta eu comi um pouco rápido demais. Terminei primeiro que o Edward e continuei sentada ao lado dele, evitei olhá-lo e achei melhor me levantar. Saí do quarto e desci, as proteções estavam impedindo de ver do outro lado e fui para a cozinha. Lavei o prato e o coloquei no escorredor de louça, caminhei até a geladeira e vi que a mesma estava bem abastecida. Peguei uma garrafa de água e matei a minha sede, foram dois copos cheios como sempre eu bebia e tornei a guardar a garrafa na geladeira. Vi as delícias que a Mary preparou e não as comeria nesse momento, eu as admirava estando à porta da geladeira aberta e eu a fechei quando o escutei se aproximar. Lavei o meu copo rapidamente e o coloquei no escorredor, no que me virei Edward se encontrava bem próximo de mim e desviei saindo imediatamente da cozinha. Caminhei pelo corredor rápido demais e entrei na sala, rapidamente eu alcancei a escada e subi a escada correndo.
Estando no andar de cima, eu abri a porta do quarto e peguei a Marie no colo, eu a levaria para o quarto dela e foi o que eu fiz. A coloquei no berço e notei a babá eletrônica ali, Edward deve tê-la trazido e a peguei após cobrir a minha filha. Acendi o abajur e saí do quarto após apagar a luz central.
Entrei no meu quarto e fechei a porta, vi que Edward não havia voltado ainda e decidi ir escovar meus dentes após colocar a babá eletrônica sobre o criado mudo. Aproveitei para me aliviar e lavei as minhas mãos, penteei o meu cabelo e o deixei solto. Saí do banheiro e me deitei, a porta foi aberta e fechei os meus olhos na mesma hora. Segundos depois a porta do banheiro foi fechada e abri os meus olhos, uma lágrima rolou e eu a sequei.
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Edward saiu do banheiro e foi ligar o ar, deduzi pelo barulho conhecido do controle do aparelho. Momentos depois ele se deitou ao meu lado e minha vontade foi de me levantar, tive que me conter para não ter essa reação negativa e fiquei na minha. Movi-me na cama e fiquei de barriga pra cima, ao abrir os meus olhos eu notei que Edward havia apagado todas as luzes e o quarto se encontrava todo no escuro. Sequei os meus olhos e sentir o cheiro dele ali ao meu lado era mesmo bom demais. Aos poucos o sono foi me dominando e acabei dormindo.
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Madrugada de Sexta feira, 23 de julho.
03:40min.
Despertei estando bem zonza por causa do sono com a babá anunciando o choro da Marie. Espreguicei-me cheia de preguiça e acendi a luz do abajur, ao afastar a coberta eu percebi que o quarto estava bem frio. Levantei da cama e peguei o controle do mesmo, diminuí a intensidade e tornei a colocar o controle onde ele estava. Caminhei até a porta do quarto e a abri, após sair eu tornei a fechá-la. Andei apressada pelo corredor e abri a porta do quarto da neném, eu a peguei no colo e fui me sentar na sofá. Eu imediatamente a amamentei e ela me sugava com vontade, só sei que ela demorou para se saciar.
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Um tempinho depois eu a coloquei para arrotar e ela o fez, fiquei ali um pouco e ela voltou a dormir. Acariciei a cabecinha dela e fiz carinho em seu bracinho, beijei a mãozinha dela e a coloquei no berço outra vez. Saí do quarto da Marie e voltei para o que eu estava dormindo, abri a porta e tornei a fechá-la.
Deitei devagar na cama e Edward se mexeu, tornei a me cobri e o senti se aproximar de mim. Afastei-me dele e fechei os meus olhos, um tempo depois eu acabei dormindo.
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Às 7h da manhã.
Despertei com o mover da cama e olhei a hora no relógio, marcava 7h da manhã. Olhei para o Edward no momento que ele foi para o banheiro e deixou a porta aberta, fiquei passando a mão em meu rosto e permaneci de olhos abertos.
O chuveiro foi ligado e eu me levantei para desligar o ar, abri as janelas e deixei aquele ar gelado abandonar o quarto. Deitei-me novamente e fiquei pensando na nossa conversa de ontem, lembro-me que ele disse que até os piores animais selvagens eram domados quando os mesmos se deixavam ser, eu fiquei matutando e sei que ele não me deixaria, no caso ele sim queria me domar. Ele era durão demais.
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Edward minutos depois saiu do banheiro estando apenas de roupão e me viu acordada.
—Estou indo para o trabalho.
Eu não o respondi e fiquei o olhando, não se importando ele seguiu para o closet. Eu estava chateada essa manhã, ele conseguiu me privar novamente e não era justo.
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5min depois.
Ele saiu do closet todo arrumado e me olhou.
—Como sabe, não a proibi de sair. Há dinheiro na gaveta e você sabe onde, não está escondido. O Sebastian será o seu motorista como antes e ele já sabe os limites para mantê-lo no emprego.
—Eu o agradeço, mas não preciso do dinheiro e não estou a fim de sair. Não quero ser chamada de ladra depois ou tão pouco interesseira! Não tenho ninguém para conversar que possa ser sincero, tirando a Mary, claro.
—Não diga bobagens! Minha mãe não foi falsa com você em momento algum!
—Não ficarei há uma hora dessa apontando quem é falso Edward, eu apenas não preciso do seu dinheiro. Posso sair de táxi como eu estava fazendo antes e me virarei.
—Não estou negociando isso.
—Quero ter contato com os meus amigos, só isso.
—Não estou a fim de falar a respeito disso agora, preciso ir trabalhar com a minha cabeça fresca.
—Então vá embora trabalhar de uma vez!
—Já sabe, há dinheiro na gaveta e o Sebastian ficará a sua disposição.
—Não vai privar o segurança também?
—Eu não, nós iremos nos tolerar, pois já somos adultos.
—Estou devendo uma grana ao seu pai por ter quitado as dívidas do meu antigo apartamento, se eu for sair hoje será para sacar o que devo a ele.
—Desde já não precisa.
—Quem decide isso sou eu!
—Ele não irá aceitar, eu conheço o meu pai.
—Não quero saber, pois eu não conheço nenhum de vocês!
—Está bancando a ingrata, eles sempre a defenderam de mim. Ou não se lembra?
—É eu me lembro, mas eu estava grávida na época e a bebê era o prêmio de vocês!
—Não vou ficar aqui ouvindo inverdades Isabella, fale de mim, mas não deles.
Preferi ficar calada depois disso e virei para o outro lado, não me importei de deixar as minhas lágrimas rolarem e Edward saiu do quarto. Por causa das lágrimas eu tornei a ficar sonolenta, fechei os meus olhos e relaxei.
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15min depois.
—Isabella. Chamou-me Edward e despertei.
—O que foi agora Edward?
—Eu trouxe a Marie, irei deixá-la aqui com você.
—Ta bom.
Edward a colocou adormecida ao meu lado e beijou a testa dela, depois ele olhou pra mim.
—Voltarei mais tarde, não quero deixá-las aqui sozinha.
—Há segurança em toda parte, é melhor não vir.
—Eu deixei bem claro, somos maridos e mulher.
—Eu já estou cansada de saber disso Edward.
—Que bom.
—Só não me esqueci que você falou que eu e a minha filha viveríamos aqui sozinhas por um tempo.
—Resolvi voltar atrás. Algum problema?
—Não posso exigir nada estando na sua casa.
—Não é minha, é a nossa casa. Até mais tarde.
—Irei sair com a minha filha então. Falei do nada para testá-lo.
—Para onde?
—Não irei falar. Falei abraçando a minha filha.
—Essa volta é definitiva, eu não estou de brincadeira. Disse ele me olhando.
—Tanto faz Edward.
—Tanto faz não! Acho melhor começar a cooperar mais para o nosso convívio! Até quando acha que vai brincar de casinha como uma menininha mimada?
—Existem muitas barreiras, não posso fechar os meus olhos e fingir que nada aconteceu.
—Esqueça o maldito passado para o nosso bem! Não levou a sério tudo que eu falei não foi? Disse ele sério e era incrível como o seu olhar me intimidava às vezes.
—Eu já compreendi que sou a sua prisioneira para o resto da minha vida.
—Bem, eu estou indo. Bom dia.
Edward saiu do quarto e eu permaneci deitada ao lado da minha filha, eu estava cheia de sono e voltei a dormir.
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Às 09:13min.
Acordei assustada com a Marie chorando e me sentei devagar na cama, eu a peguei no colo e dei de mamar a ela. Um tempo depois eu a troquei por precisar limpá-la e desci com ela. Pra minha surpresa o carrinho da neném estava na sala e isso foi coisa de Edward, a coloquei deitadinha nele e fomos para a cozinha. Havia café pronto, leite na leiteira a ponto de esquentar e broa de milho fresquinha. Tomei o meu café da manhã assistindo televisão e assim eu passei a minha manhã.
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Às 14:50min.
Nesse momento eu me encontrava na área da piscina olhando para o mar e meditando, decidi abrir o jogo de uma vez para o William e entrei estando com o meu coração comprimido antes do tempo. Minha filha estava quietinha no carrinho próxima do sofá e subi, peguei o celular em meu quarto e liguei para ele. Chamou duas vezes somente e na terceira ele atendeu.
—Oi Princesa, eu estava preocupado. Disse ele surpreso.
—Não fique. Pedi estando bem cabisbaixa.
—Eu fiquei sim, você me devolveu o presente que eu te dei e foi de coração.
—É, eu devolvi sim. Desculpe desapontá-lo, mas quero deixar claro que está tudo bem e não interprete mal a devolução do dinheiro. Foi muito amável da sua parte.
—Como não se eu lhe dei.
—E você está bem? Perguntei a fim de mudar de assunto.
—Eu estou bem sim, trabalhando e levando a minha vida. Hoje é sexta, esperei que viesse ontem.
—Não irei para New York nem tão cedo William e eu lamento muito desapontá-lo.
—Desistiu de mim não foi? Perguntou ele cabisbaixo e isso me cortou, eu odiava magoar as pessoas.
—Não quero que veja dessa forma, eu jamais desistiria de você e estou sendo mais que sincera.
—É dessa forma que eu penso, mas não posso obrigá-la a nada e esse presente não era para induzi-la a isso. Quero que saiba que o presente foi de coração e sem cobranças.
—Eu não tenho dúvidas disso. Tivemos momentos incríveis e eu curti muito cada segundo, adorei a sua companhia e tudo que aconteceu entre nós.
—Por que decidiu se afastar? Perguntou ele demonstrando desapontamento.
—Eu voltei com o meu marido, mas só por causa da menina.
—Você o ama. Afirmou ele.
—Eu disse que é por causa da menina, você viu a minha dor e sei o quanto eu sou transparente.
—Às vezes há amor no meio da dor, não podemos com os nossos sentimentos bella.
—Não é assim. Menti.
—Bem, se precisar de um amigo eu estarei aqui caso precise algum dia.
—Eu sei disso, por isso eu o admiro William, você é um homem mais que especial para mim.
—Você também é uma mulher especial Isabella, desejo que fique bem.
—Obrigado e você também. Eu preciso desligar agora.
—E a sua filha?
—Ela está bem, obrigado.
—Ok.
—Ah, me passe a sua conta bancária, eu preciso depositar mil reais na sua conta.
—Como eu disse foi um presente.
—Por favor, passe-me a conta.
—Não me desaponte ainda mais, por favor.
—Tudo bem. Eu não queria lhe desapontar e eu mesma estou desapontada. Eu queria mesmo que o meu futuro fosse com você, essa é a mais pura verdade.
—O que está havendo? Conte-me o que se passa com você, eu a sinto triste.
—Eu disse que eu queria ficar com você.
—Entre em acordo com o seu marido perante a lei e fica aqui comigo para sempre. Pediu-me ele e fechei os meus olhos.
—Me desculpe.
—Tudo bem, eu não posso implorar, mas é isso que me dá vontade de fazer e não me envergonho. Não há essa coisa quando gostamos de verdade de alguém, simplesmente abrimos o nosso coração sem temer uma rejeita, pelo menos tentamos.
—Tem toda razão. Me desculpe William.
—Não há de que, um beijo e.............. ele interrompeu a fala por uns segundos e pude sentir a tristeza no ar. -Eu te adoro.
—Um beijo e eu também. Falei secando as lágrimas que rolavam.
—Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e apaguei os rastros dela em meu celular por causa do Edward, tornei a esconder o meu celular e saí do quarto. Andei pensativa pelo corredor e desci a escada, Marie se mexia muito agora e tornei a colocar a chupeta na boca dela. A ninei um pouco e ela ficou quietinha.
Eu não havia almoçado ainda e fui até a cozinha estando bem chorona, coloquei um pouco de comida no prato e a coloquei para esquentar no microondas. Estando quente já, eu fui para sala almoçar assistindo televisão.
Eu estava chateada por terminar tudo com o William, ele era a minha esperança de me livrar do Edward por sentir que ele gostou mesmo de mim, mas não deu certo. Eu não queria olhar na cara dos Cullens, eles são tão sujos quanto os meus pais eram. Eu estava tão desolada e Edward estava burlando o acordo. Acordo não, chantagens. Por eu estar atraída por ele e viver no mesmo ambiente poderia me complicar, mas a sujeira envolvida era um fardo pesado demais. Éramos ignorantes um com o outro, não tínhamos paciência e eu me perguntava a todo o momento.
—Como eu irei suportar viver ao lado dele sabendo dessa sujeirada toda?
—Como eu irei afogar aquilo que estava desabrochando sem freio em meu coração agora?
—Como iríamos suportar um ao outro se só sabíamos brigar?
Essas eram as três perguntas que não saiam da minha cabeça.Eu estava amedrontada e sair com outros homens estando sob o mesmo teto que ele seria muito complicado. Mesmo tendo a certeza e sendo preciso ser sincera comigo mesma, a verdade era que eu já o amava. Dormir ao lado dele me despertou raiva, mas mesmo assim havia o maldito sentimento. Mesmo sabendo de toda a sujeira eu não deixei de sentir o que eu estava sentindo e optei por me envolver com alguém legal para poder esquecê-lo. Edward em minha mente e no meu querer era um homem proibido, amá-lo seria esquecer dos meus pais e perder a decência de vez. Ele sempre me chamou de linhagem ruim e concordar numa boa ao viver ao lado dele agora, isso seria o mesmo que dar veracidade às injúrias dele. Eu não podia, eu não podia e chorei até não aguentar mais.
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Hoje era sexta feira e muitas jovens estariam se divertindo por aí e eu aqui presa, eu estava inconformada e sequei uma das milhares lágrimas que rolou. Era broxante a minha situação, Edward só estava tentando por causa da menina e me assombrava recordar das vezes que ele me diminuiu como mulher. Lembro-me das vezes de seu momento bipolar e eu não entendia a capacidade que ele tinha de mudar da água para o vinho. Na nossa lua de mel após a volta do restaurante, como a noite foi boa, digo ótima e bem prazerosa. Recordei da vez que ele me chamou de bella. Lembro-me perfeitamente disso e as imagens da nossa noite em que passamos no hotel após aquele jantar no Iate não saia da minha cabeça. Não sei o que lhe motivava a me levar a esses lugares caros e a me tratar de forma decente, chorei ainda mais pensando a respeito e estando bastante confusa.
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Às 19h.
Eu havia acabado de dar banho na minha filha e a secava estando ela bem manhosa. Passei a pomada nela e coloquei a fralda descartável estando bem pensativa. Sequei um pouco mais os pezinhos dela e vesti a meia, depois foi à vez da roupa quentinha e fomos para o quarto para eu poder amamentá-la. Ela estava fofa com aquela roupa rosa e a esperei se saciar.
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20min depois.
Marie havia dormido e eu a coloquei para arrotar, demorou um pouco, mas ela o fez. Passados uns minutinhos eu a deitei no berço e fui arrumar o banheiro dela, lembrei que eu não havia feito comida e nem faria, eu estava sem disposição.
Terminei de arrumar tudo e saí do quarto deixando o abajur aceso e trazendo comigo a babá eletrônica. Fui para o banheiro do meu quarto e me despi tendo em mente sair para jantar junto da minha filha, eu não faria nada demais e ele bem ou mal me deixou livre. Entrei no Box e liguei o chuveiro, comecei a tomar o meu banho estando mais tranquila por ter me livrado da consequência do resguardo e sorri levemente apenas por isso. Lavei-me por completo e esfreguei bem o meu couro cabeludo. Me enxaguei e passei condicionador em meu cabelo, o mesmo era muito cheiroso. Esperei um pouco o creme agir e depois fiquei sob a água, deixei ela levar todo o resíduo do meu corpo e fechei a água. Saí para me secar e hidratei o meu corpo logo a seguir, fiz uma maquiagem bem bonita valorizando os meus olhos e passei o meu batom vermelho bordô. Passei creme de morangos em meu cabelo e o penteei, o mesmo estava bem comprido e segui para o closet. Peguei uma calcinha vermelha para vestir, escolhi uma calça jeans bem bonita e calcei um sapato de salto chique branco. Peguei uma blusa branca decotada e sensual ao meu ver e terminei a minha produção. Poderia estar frio lá fora e vesti uma jaqueta, o look ficou perfeito e me adornei. Peguei uma de minhas bolsas e coloquei dentro dela o que eu queria, dando-me por satisfeita eu saí do closet e caminhei para o quarto da minha filha. Escutei o telefone da sala tocar e desviei o trajeto, desci a escada devagar por causa do salto e tirei o telefone do gancho apenas.
—Edward, eu tentei o celular, mas só deu fora de área. Falou Alice de uma vez só.
—Pensei que fosse alguém importante. Falei sem emoção na voz, ela devia saber de tudo por ser quase irmã de Edward.
—Bella? Perguntou ela surpresa. –É você mesmo?
—Não quero falar com você, adeus Alice. Após eu me despedir dela, eu bati o telefone.
Eu me recordava que sempre que eu a perguntava a respeito do roubo dos meus pais, ela se esquivava demonstrando sempre nervosismo e dizia não saber de nada. Agora eu sabia o porquê, era sujeira atrás de sujeira. Não pensei muito e subi rápido quando telefone tornou a tocar, entrei no quarto da minha filha e fui pegar duas mantas grossas para envolvê-la. Não peguei nada para trocá-la, ela dormiria até de madrugada mesmo e a peguei no colo com cuidado. A cobri bem e saí do quarto, desci a escada devagar e abri a porta da sala. Avistei o Sebastian conversando com o outro segurança e o chamei.
—Sebastian.
—Pois não senhora.
—Preciso sair.
—Vou pegar o carro.
—Tudo bem.
Ele se afastou e eu tranquei a porta da sala, minutos depois ele parou o carro bem a minha frente e veio abrir a porta para mim. Entrei rapidamente no carro e a porta foi fechada, Sebastian deu a volta e entrou no veículo. O mesmo foi ligado e saímos da residência.
—Onde quer ir senhora Isabella.
—A um restaurante bom. Conhece algum pelas redondezas?
—Claro que sim.
—Então me leve até lá.
—Ok. É só isso mesmo? Perguntou ele me olhando rapidamente através do retrovisor.
—O que seria mais, além disso, Sebastian?
—Não está indo se encontrar com alguém não é?
—Não sou a prostituta que o seu patrão pensa que eu sou Sebastian e só o fiz por ele merecer!
—Em momento algum eu quis ofendê-la senhora, sabe disso.
—Eu já não sei mais de nada pra falar a verdade. Há tanta sujeira em volta que não sei em quem mais confiar.
—Sinto muito por isso.
—Não sinta.
—Sempre fui fiel à senhora, sabe disso, mas sabe também quem é que paga o meu salário.
—Sei disso, mas não se preocupe que eu não estou arriscando o seu emprego.
Depois disso eu preferi o silêncio, ajeitei a neném no meu colo e fiquei olhando para o lado de fora. Escutei o meu celular tocando e preferi não o atender, eu não estava fazendo nada demais.
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25min depois.
Paramos em frente a um restaurante e desci dispensando a ajuda do segurança, eu estava bem magoada pela família ser envolvida com coisas ilícita. Os seguranças eram obvio que fazia parte do esquema e o Sebastian também apesar de ter sido gentil comigo desde do início. Fui caminhando devagar e a recepcionista abriu a porta do lugar para eu entrar, já o Sebastian ficou do lado de fora.
—Boa noite senhora. Saudou-me ela.
—Boa noite.
—Tem reserva?
—Não. Era preciso?
—Há pessoas que preferem escolher antes o seu lugar, mas temos mesas disponíveis.
—Menos mal.
Fui direcionada a uma mesa e o garçom puxou a cadeira para eu poder me sentar, o agradeci e o mesmo me entregou o menu do restaurante. As comidas não eram baratas, mas eu já estava ali e ali eu ficaria. Estando olhando os cardápios o meu celular tornou a tocar e eu o peguei na bolsa, era Alice quem ligava para mim e resolvi atendê-la depois de pensar bastante.
—O que foi Alice?
—Você me trata mal e ainda pergunta o que foi? Perguntou ela demonstrando decepção e ao mesmo tempo surpresa.
—Felizmente eu não me arrependo, não temos nada pra falar.
—Temos muito que conversar, não lembro de ter lhe feito o mal.
—A mentira é a pior delas. Olha, não quero falar com você, preciso jantar e posso acaba tendo uma má digestão.
—Não precisa fazer isso comigo bella.
—Pra você é Isabella, não lido bem com traíras Alice. É melhor me deixar em paz e não me procurar!
—Tudo bem. Disse ela bem surpresa com a minha postura. –Não sabia que vocês estavam juntos, ou que você estivesse lá na casa.
—Parece que agora você ficou sabendo, mas não é surpresa nenhuma.
—O meu primo.......
—Se quer mais detalhes fale com ele, tchau Alice. Após eu falar, eu desliguei o celular.
Por pior que pareça a situação, eu estava tranquila com essa minha reação. Eu me sentia num antro de mentiras e sujeira, eu não concordava com o meio de ganhar dinheiro deles e nada eu podia fazer. Eu percebia que ir embora era uma esperança perdida, mas me acostumar seria muito difícil. Parei de pensar nessas coisas e escolhi o que comer. Preferi uma carne branca e um acompanhamento leve, eu pedi um cocktail de frutas e o garçom anotou o meu pedido. Ele ao se afastar da mesa, eu ninei a minha filha e a mesma continuava dormindo profundamente em meus braços.
Quando a minha comida junto da minha bebida chegou, eu comecei a comer. Bebi um pouco do cocktail e o mesmo estava muito bom, a seguir eu continuei comendo. Estava muito saborosa a comida e olhei em volta, havia bastante gente ali jantando e conversavam de forma descontraída. Eu comecei a sentir calor e tirei a jaqueta como eu pude, pois, a Marie dormia em meu colo.
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Os minutos foram se passando depressa e eu estava calma quanto à hora, pedi mais um drink após terminar de comer e o mesmo chegou minutos depois. Escolhi uma sobremesa a base de morango e creme de baunilha com chantilly, só sei que eu comi me deliciando. Olhei à hora em meu relógio de ouro comprado por Alice de pulso e o mesmo dizia ser 22:32min. Então continuei comendo a minha sobremesa tranquila e olhei para a minha filha de forma a adimirá-la. Vez ou outra a chupeta era sugada com mais intensidade por ela e a cobri melhor, achei melhor pedir a conta e esperei o garçom retornar.
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A conta foi paga com o meu cartão e me levantei da cadeira, sendo gentil o garçom me desejou uma boa noite com um sorriso simpático nos lábios. Caminhei devagar entre as mesas e saí do lugar, Sebastian ao me ver se aproximou. Fomos para o carro e a porta foi aberta por ele para eu poder entrar, ali dentro estava quentinho e ajeitei a minha filha. Após ele entrar no carro, o automóvel foi ligado e retornamos.
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Um tempinho depois.
Chegamos na mansão e saí do carro, o mesmo estava parado em frente à porta da sala. Ajeitei a manta da Marie e caminhei até a porta, eu a abri e tornei a fechá-la após eu entrar. A luz da sala estava acesa e isso era sinal que Edward havia chegado, pois eu havia deixado a luz apagada antes de sair. Ativei a proteção que ficava na porta e subi a escada devagar, entrei no quarto da neném e a coloquei no berço. Eu não trocaria a roupa dela, ela estava limpinha e a cobri com o edredom infantil.
A babá estava lá no quarto, pois eu havia levado antes para lá e saí do recinto deixando a luz do abajur acesa. Eu precisava beber um pouco de água e fui até a cozinha, me saciei após beber dois copos bem cheios e subi novamente. Caminhei pelo corredor tranquilamente e abri a porta do quarto, somente à luz do abajur estava acesa e a televisão estava ligada. Edward a assistia estando sob os edredons e o quarto estava bem frio.
—Irei diminuir esse ar um pouco Edward, eu não gosto de dormir no freezer.
—Tudo bem. Disse ele me olhando e tornou a assistir o filme que passava.
Caminhei até o outro lado da cama e peguei o controle do ar, eu amenizei bem a temperatura e o coloquei de volta sobre o criado mudo. Dei a volta e entrei no closet, peguei uma camisola na cor bege e fui para o banheiro.
Primeiro eu removi a maquiagem, depois prendi o meu cabelo e me despi. Tomei um banho relaxante e saí para me secar, passei um pouquinho só de colônia e vesti a camisola. Peguei a minha calcinha e a vesti, olhando-me no espelho estava bem transparente, mas não havia muitas decentes ali naquela casa e não me importei. Edward quando queria, ele sabia me intimidar e conseguia o que queria, pois ele me fez ficar nua só porque queria me olhar. Soltei o meu cabelo e peguei a minha roupa de sair, eu a colocaria em um cabide e as deixaria estirada para uma segunda usada. Estavam limpas e saí do banheiro, senti que Edward me olhava e entrei no closet rápido. Após pendurá-las, eu voltei para o banheiro e escovei os meus dentes, não tendo mais o que fazer ali eu saí do banheiro.
Enquanto eu me aproximava da cama Edward me olhava, deitei-me devagar e me cobri.
—Amanhã iremos almoçar lá em Ourinhos. Falou ele apoiando o cotovelo na cama estando deitado de lado e me olhava.
—Vá sozinho, eu não irei.
—Não pode se excluir, nós somos uma família Isabella.
—Não estou a fim de ir. Há uma bombinha lá no closet da Marie, eu posso encher duas mamadeiras com o meu leite e leve a neném para eles ver.
—Iremos nós três, não quero esse clima chato.
—Você não é surdo, eu já disse que eu não irei! Não tem clima para mim, não lhes desejo o mal, mas não saberei disfarçar a minha falta de contentamento.
—Foi você quem optou por fugir e deixou o clima como está! Quem mandou beber daquela forma imprópria?
—Já se olhou no espelho? Já percebeu que você também bebe, ou melhor, entorna?
—Mas eu não sou mulher e nem estou dando de mamar Isabella! Não sou irresponsável e nunca faltei com as minhas responsabilidades se tratando da nossa filha.
—A verdade é que eu sempre estarei errada e o único certo e culpado é você! Devia seguir a sua vida, se casar com alguém do seu interesse e esquecer que eu existo para o nosso próprio bem.
—Já sou casado.
—Não diga bobagens porque você sabe que isso é uma farsa!
—Farsa?
—É isso mesmo que é! Se fosse outro em seu lugar eu sei que seria diferente.
—O engomado de New York, por exemplo? Perguntou ele demonstrando raiva.
—É, ele mesmo.Com toda a minha certeza é ele mesmo! Eu estava disposta a recomeçar a minha vida ao lado dele sim, e sei que os sentimentos dele eram dos melhores para comigo. Ele aceitou a minha filha e pelas fotos você pode ver que ele a carregava cheio de carinho e ternura.
—Minha filha não precisa de outro pai!
—Mas eu sim preciso de outro marido!
—No caso ele? Perguntou ele com deboche, mas disfarçava mal porque era raiva que ele estava sentindo.
—Ele mesmo. Falei o encarando. –Tive que me sacrificar novamente por causa deles.
—Mesmo me detestando o seu corpo diz o contrário quando eu a toco.
—Sexo não é tudo e eu posso fazer ainda melhor com outro homem! Você não é o único na face da terra. Sabe disso.
—Já conversamos, já sabe do meu limite e do seu. Não será besta de cometer outra burrada, aí sim você vai saber do que eu sou capaz!
—Vai me matar? Vai me bater ou me marcar da forma que eu estou? Pessoas ficaram me olhando hoje, mas para mim foi irrelevante por eles não terem nada a ver com a minha vida!
—Então se comporte como uma mulher de respeito e casada!
—Não irei amanhã para Ourinhos, pronto e acabou!
—Estou tentando para que tudo fique calmo, mas você estraga tudo com o seu jeito petulante! Sairemos às 10h amanhã e está decidido! Vai querer ficar assistindo?
—Não, eu estou cansada demais. Falei me deitando de barriga pra cima e tampei o meu rosto, me incomodava o seu olhar fixo em mim.
Edward desligou a televisão e se ajeitou melhor na cama, fiz o mesmo e apaguei a luz do abajur. O quarto ficou no breu e o senti se aproximar, estando bem ao meu lado.
—Por que destratou a minha prima? Perguntou ele a centímetros de mim e tentei me afastar, mas ele não deixou e percebi que ele esperava uma resposta.
—Estou cansada de mentiras! Estou cansada da forma falsa da Bernadete mãe dela me tratar e de toda essa sujeira em volta de mim! Tirando a minha filha claro, porque se eu soubesse de tudo antes, eu teria sumido no mundo com ela e você não nos encontraria nunca mais.
—Isso é impossível e você sabe disso, ela é minha também!
—Você não a queria antes! Você não se importava e me insultava por causa dela.
—Mas agora eu quero e muito a minha filha! Tome cuidado e se consulte com a sua ginecologista para ela lhe receitar um contraceptivo, caso o contrário teremos outro bebê crescendo dentro de você muito em breve.
—Isso é que nunca! Falei me afastando e ele me agarrou. –Não iremos nos relacionar nunca mais, foi você quem quis manter a farsa.
—Me lembro das vezes em que ficamos, eu sentia que eu a agradava como homem pela a sua forma de agir e gemer. Disse ele bem pertinho do meu ouvido fazendo com que eu me arrepiasse todinha.
—Es, está maluco! Falei me afastando e ele me puxou para perto dele novamente. Fiquei rendida e aprisionada estando ele colado em minhas costas. Sua pegada intensa me aquecia e me chateava ao mesmo tempo.
—Sei que não Isabella, eu sei que eu a deixo completamente molhada e excitada me querendo dentro de você. Disse ele com voz risonha e isso me irritou porque era verdade. –Não tem domínio do seu próprio corpo porque ele também me quer. Disse ele me acariciando e fechei os meus olhos com intensidade. – Sei a forma que você gosta que eu faça. Disse ele bem baixinho em meu ouvido e apertou o bico do meu seio esquerdo sob o tecido. –Sei fazer de jeito que não lhe machuca e o resultado é rápido quando eu quero fazer você gozar feito louca. Conheço o seu corpo, sei tocá-la da forma que ele pede e outro nunca irá conhecê-lo como eu o conheço. Seus gemidos não são fingidos. Afirmou ele e suspirei mentalmente por ele estar me provocando. Só de ouvi-lo eu já o desejava, pois, o meu sexo já implorava pelo dele.
—Quantos impropérios. Falei com o meu coração a mil por ele estar praticamente sussurrando em meu ouvido. –Você está debochando de mim por achar que eu sou essa mulherzinhas que ficam atrás de você!
—Não posso fazer nada, são elas que se encantam e ficam atrás.
—Fique com elas então! Está ciente que eu não fico por baixo, consigo um rápido!
—Mas não vai. Disse ele firme e apertando a minha cintura agora.
—Não posso fazer nada, tenho sorte com os homens, mas você é a exceção.
—Terá que conviver mesmo eu sendo defeituoso.
—Então parece que você se conforma em ser mesmo um corno manso! É isso que você é!
Edward me surpreendeu ao segurar com força o meu pescoço causando-me sufocamento.
—Vai me fazer de palhaço novamente? Vai debochar de mim? Perguntou ele com muita raiva.
—Você me leva a isso!
—VAI CONTINUAR COM A PALHAÇADA?
—Por que não me mata logo? Perguntei tentando o afastar, estava me faltando o ar.
—Posso ser corno, mas é o corno que está aqui agora e não o outro lá! Se faça de desentendida ou esquecida, eu arraso os dois! Está entendendo? Perguntou ele quando eu já estava ficando inconsciente, ele apertava o meu pescoço com raiva e chamá-lo de corno parecia lhe tirar do sério. –Está me ouvindo? Perguntou ele afrouxando o aperto. Eu me sentia mal buscando por ar, o meu desespero era imenso e acabei desmaiando em meio àquela escuridão do quarto.
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Madrugada de sábado, 24 de julho.
01:03min.
Eu fui despertando aos poucos com o cheiro de algo forte e abri os meus olhos vendo a imensidão verde ali me olhando, reparei que a luz do abajur estava acesa, claro, e eu o olhava estando dolorida. Toquei em minha garganta me lembrando do porquê do meu desmaio e me virei para o outro lado diante do olhar expressivo dele. Seu olhar parecia assustado, mas devia ser coisas da minha cabeça.
—Por pouco você não me matou. Falei pensativa e um pouco atordoada estando com a minha mão esquerda em meu pescoço.
—É eu sei.
—Sei que não está arrependido, e é mais uma marca para a minha coleção!
—Não quero que volte a me chamar de corno! Disse ele me fazendo olhá-lo.
—Que seja! Falei afastando a mão dele do meu rosto estando os meus olhos cheios de lágrimas.
Levantei da cama estando ainda meia em choque e peguei a babá eletrônica da neném.
—Aonde você vai? Perguntou ele se levantando.
—Estou magoada Edward, eu, eu........Interrompi a minha fala e saí do quarto.
Caminhei devagar pelo corredor e abri a porta do quarto de hospedes estando as minhas lágrimas banhando o meu rosto, após eu entrar e acender a luz, eu tornei a fechá-la. Acendi a luz do abajur e fui apagar a luz do quarto, afastei a colcha grossa e me deitei sentindo-me confortável. Edward era um grosso, mas eu sabia que eu fui à culpada por provocá-lo, ele tinha um problema sério se tratando de mim com outros homens. Isso era estranho, mas só devia ser reflexo de sua vingança. Chorei ali perdida em pensamentos e foram tantas lágrimas que eu acabei sentindo o sono me possuir e me rendi a ele.
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Às 03:56min.
Despertei com o choro da neném e me movi sentindo dor em minha garganta, esbarrei em algo que estava bem próximo de mim e acendi a luz do abajur, era Edward ali ao meu lado e balancei a minha cabeça que não. Na verdade, não acreditando no que os meus olhos estavam vendo. Ele me desprezava, aprontava e depois vinha dormir ao meu lado. Achei melhor deixar pra lá a provocar outra briga, sentei-me na cama e peguei a babá eletrônica. Levantei-me rápido e saí do quarto, entrei no da Marie e a peguei no colo após deixar a babá no canto de seu berço. Eu a ninei um pouco e ela continuou chorando, facilmente eu coloquei o meu seio para fora e coloquei o bico na boca dela. Marie começou a sugá-lo parecendo estar com muita fome e ao mesmo tempo muito sono.
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10min depois.
Após se saciar ela dormiu, mas antes de colocá-la no berço eu a fiz arrotar. Após colocar a Marie no berço eu fui olhar a vista da janela, eu sabia que seria impossível viver no meio da guerra. Fiquei um bom tempo ali que acabei esquecendo do meu sono, escutei a porta sendo aberta e olhei para trás já sabendo ser quem é. Ele sabia ser grudento com a sua inconveniência quando queria.
—Não vai voltar para a cama? Perguntou ele estando parado na porta e com os cabelos bagunçado, mesmo assim ele estava bonito.
—Vá dormir Edward. Falei não o olhando.
—Vamos dormir.
—Não, e vá você. Falei estando ainda de costas para ele e fechei os meus olhos, era ruim amar quem tanto me maltratava com tanta facilidade.
Escutei a porta ser fechada e sequei a minha lágrima, fechei a cortina e olhei para a neném. Caminhei até o berço e a cobri melhor, ela dormia feito anjinho e saí do quarto.
Eu estava com um pouco de sede e desci, acendi a luz da sala e fui para a cozinha. Acendi a luz ali também e peguei a garrafa de água, peguei um copo e me deliciei devagar. Após me saciar eu guardei a garrafa e peguei um cacho de uva, eu o lavei bem e comecei a comer sentindo um pouco de dor na garganta. Edward era um bruto e qualquer hora dessa ele poderia mesmo me matar, esse pensamento me fez chorar pra valer e fiquei ali em baixo desabafando com as paredes.
Um tempo depois eu apaguei a luz e fui para a sala, apaguei a luz ali também e subi. Abri a porta do quarto de hospedes e Edward não estava mais ali, devia ter ido para o outro quarto e achei melhor mesmo. Acendi a luz do abajur e apaguei a luz do quarto, deitei-me ali sentindo o cheiro dele e fechei os meus olhos. Uma hora depois é que eu fui finalmente conseguir dormir.
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Às 08:30min.
Acordei com sons de bebê e ao abrir os meus olhos, eu vi a neném deitada ali na cama junto de Edward. Deu-me uma vontade tão grande de chorar, que eu simplesmente me levantei e fui para o banheiro do meu quarto. Tranquei a porta do mesmo e minha vontade era de gritar, extravasar na verdade ao me olhar no espelho. Minha garganta estava cheia de hematoma e em reflexo eu tentei tampar aquilo com as minhas mãos, eu sentia vergonha e tristeza ao mesmo tempo. Eu tentei recomeçar, mas nunca daria certo, eu estava amando um cara que não pensava nem um pouquinho só em me fazer mal. Ele era imprevisível e conseguia sempre me desarmar com facilidade.
—Ângela, Jacob. Falei me lembrando deles e o quanto eu havia ficado mal perante eles.
Eu tinha certeza que Ângela abriu o jogo e disse que eu estava apaixonada, tanto que em nenhum momento o meu amigo me ligou para saber se eu estava viva ou precisando de algo. Para eles eu voltei por amor e mal eles sabiam que foi por chantagens, eu estava mesmo disposta a recomeçar e não deu certo.
—Mãe, pai. Falei secando as minhas lágrimas. –É a mais pura verdade que vocês arruinaram a minha vida. Acabaram comigo, estou morrendo como mulher a cada dia que passa. Eu não quero odiá-los por ser os meus pais, mas está difícil nesse momento.
Sentei-me no chão e os minutos se passaram.
.
.
Eu estava exausta demais e escutei o Edward batendo na porta.
—Isabella, a neném quer você.
Não o respondi.
.
5min depois.
Eu me levantei e lavei bem o meu rosto, mas não dava para esconder que eu havia chorado e muito.
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10min depois.
Destranquei a porta do banheiro e Edward segurava a neném que chorava muito em seu colo. Fui até ele e a peguei, a danadinha estava cheia de lágrimas nos olhos e eu imediatamente dei o que ela queria. Marie me sugava cheia de vontade e sem querer o meu seio saiu da boca dela, na mesma hora ela armou um escândalo e eu tornei a colocá-lo na boca dela. Sentei-me na cama e a deixei se saciar, eu olhei a fralda dela e vi que eu precisaria trocá-la.
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Após eu colocá-la para arrotar, a levei para o banheiro do quarto dela e troquei a fralda, ela ficou limpinha e quietinha. Marie aceitou a chupeta e Edward a pegou do meu colo, ele ficou brincando com ela e eu fiquei os olhando estando perto da janela do quarto dela. Um tempo depois eu fiquei olhando para o mar estando distraída.
—Preciso fazer uma visita a minha mãe, terá um almoço lá com a presença de amigos.
—É você já me disse, almoço com a sua família.
—Vamos sair as dez.
—Vou banhar a Marie. Falei sem ter forças para negar.
Caminhei até o banheiro e preparei tudo para eu poder banhá-la, Edward entrou no banheiro e a despiu.
—Pode deixar, dou banho nela, e pode ir se arrumar tranquila.
—Pra mim tanto faz, não estou nada tranquila.
—Eu darei banho nela. Disse ele me ignorando.
—Ok.
Saí do quarto da neném e fui para o meu, entrei no closet estando bem mexida por eu não estar querendo ir e escolhi a minha roupa. Era um vestido amarelo que ficava bem bonito no corpo e ia até o meio das minhas coxas. Era decotado nos seios e com tiras em x nas costas, já a sandália era da mesma cor e de salto. Entrei no banheiro e tomei um banho rápido, maquiei-me de forma suave por ser dia, mas de jeito que valorizasse os meus olhos. Sequei bem o meu cabelo com o secador e o mesmo ficou lisinho, passei silicone e me perfumei. Adornei-me com aquelas joias caríssimas sentindo vontade de chorar e o meu look ficou perfeito. Passei o batom vermelho e saí do banheiro estando toda produzida. Fui para o closet e peguei um lenço clarinho, eu estando em frente o espelho agora, eu o coloquei em meu pescoço para poder disfarçar as marcas. As do meu braço estavam desaparecendo aos poucos, Edward exagerou da última vez e o roxo em meu braço ainda estava ali por causa da injeção aplicada de qualquer jeito. Fechei os meus olhos estando perante o espelho e me abracei sentindo a solidão me assolar.
—Ela já está pronta. Falou Edward após entrar no closet me olhando. -Esse vestido é bonito.
—É, ele é sim.
—Está curto não acha? Perguntou ele olhando para as minhas pernas.
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Peguei a neném no colo e ele ficou me olhando estando encostado agora na parede. Reparei que Edward colocou meia calça branca nela, o vestido era vermelho de Poá branco e ela estava linda. Seu cheirinho de bebê estava acentuado e a beijei de forma carinhosa.
—Tem mesmo certeza que você ama a nossa filha? Perguntou Edward chamando a minha atenção e estando pensativo.
—Por que está me perguntando o que já está obvio demais?
—A nossa filha estava chorando antes e você custou a atendê-la. Você diz que a ama, mas alguns atos seus me deixa com dúvidas às vezes Isabella. Não sou eu que dependo de você e sim ela.
—Não sei como você consegue se fazer tanto de bobo.
—Por que diz isso?
—Estou cansada do seu cinismo! Não consegue enxergar a minha dor ou finge não ver? Sou tão invisível ou só consegue me enxergar quando está excitado e quer trepar comigo? Sei que a minha dor não o incomoda, tanto que faz o que faz!
—Vou tomar um banho. Disse ele saindo do closet e eu o acompanhei com o meu olhar, mas ele tornou a voltar. –Por favor, não faça escândalos ou tente deixar o clima mais complicado ainda quando estivermos lá na minha mãe.
—Você sabia que eu não queria ir, mas aqui estou eu fazendo a sua vontade!
—Não há nada demais irmos almoçar lá com eles.
—Já não estou arrumada? Então pronto!
—Eu não tinha a intenção de machucá-la ontem.
—Já estou acostumada a apanhar e ser pisoteada. E o que mais falta você fazer comigo? Acho que falta você terminar o serviço! Você deve estar esperando a Marie parar de mamar e começar a ficar independente, aí sim vai poder dar um fim em mim.
—Não quero falar a respeito disso, sempre brigamos. Podemos viver como dois civilizados que somos?
—O que o faz a me querer ao seu lado Edward?
—Temos uma filha que precisa de um pai e uma mãe juntos, só isso.
—Você ainda não se cansou de fazer justiça com as próprias mãos?
—Isso já ficou no passado Isabella.
—Não acredito em você! Me obriga a fazer o que você quer como antes, não vejo dessa forma.
—Eu só lamento se não acredita. Saiba que se eu estivesse ainda revoltado daquela forma, eu jamais me casaria com você estando grávida ou não. Fiz papel de homem ao engravidá-la sem eu querer, e me casei contigo somente para assumir a minha filha!
—Por que o seu pai o obrigou, ele prometeu lhe tirar tudo! Eu não queria que você se casasse comigo “somente por causa da sua filha”! Isso é antiquado nos dias de hoje!
—Isso se chama compromisso, coisa que você não considera! Eu ao me casar com você deixei uma grande companheira que era a Julieta, ela é uma grande mulher e não uma menininha infiel e mimada! Eu a deixei só por causa do nosso compromisso, do contrário eu ainda estaria com ela, mas você deixa claro que isso não passa de uma farsa sempre que brigamos! Não percebe que um casamento do tipo que tivemos não acaba da noite para o dia? Você desonrou o nosso compromisso e não foi por uma vez e sim por três vezes! Com o engomado de Solares, com o meu primo o que é pior, e com o cara de New York! Mesmo eu não prestando o que quer que eu pense de você? Uma mulher séria, decente e comprometida?
—Perguntaram por acaso se eu queria ficar com você? Perguntaram ou tiveram a gentileza de saber se eu queria me casar com você? Antes de tudo você não pensou que ao transar comigo desprotegido eu acabaria grávida? Não sou estéril Edward, tão pouco uma erva daninha que não prolifera! Seu pai não quis saber a respeito dos meus sentimentos ao impor o casamento!Eu não o amava e por isso eu saí com o seu primo. Falei não o olhando. –Por mais que eu seja uma prostituta de luxo para você, isso pareceu não lhe importar das vezes em que me levou para a cama.
—Eu me controlei na época e você não imagina o quanto! Alice soube e me aconselhou a não armar um escândalo, do contrário eu não iria responder por mim ao surpreender os dois. Não irei negar que a minha filha era importante, por isso você não sofreu as consequências por estar grávida e seria bem pior. Disse ele me olhando com desgosto. -Irei me banhar que é bem melhor.
—Isso, foge! Vá lá.
Edward saiu do closet e eu fiz o mesmo, sendo que ele foi para o banheiro e eu saí do quarto indo para o da neném. A bolsa dela já estava arrumada e eu a peguei, saí do quarto e desci com cuidado. O carrinho dela estava ali e a coloquei deitada nele, na mesma hora ela chorou e eu a ninei. Lembrei da minha discursão com Edward e senti uma pontada de ciúme quando ele disse que se não fosse o nosso compromisso estaria ainda com a Julieta. Pensando bem, eu fui embora para Diamantina e ele veio atrás de mim para um possível acordo. Se ele quisesse, nós ficaríamos....... separados e ele veria a menina nos finais de semana como combinamos durante o acordo. Sei que ele não respeitou o acordo, mas ele poderia ficar com a Julieta se ele quisesse. Isso me deixou com mais raiva ainda, deixei a neném quietinha no carrinho e subi. Caminhei até o quarto e a porta do banheiro estava fechada, fui até ela e girei a maçaneta, mas a mesma estava trancada para a minha surpresa. Girei por duas vezes estando chateada, e...
—Edward? Edward!
—O que foi? Perguntou ele estando bem mal humorado.
—Abra a porta!
—Estou no banho, depois fale o que quer falar.
—Se você quiser ficar com a Julieta ou com quem você quiser, a puta que você quiser, ou melhor, vá e me deixa em paz! Nós entramos em um acordo o qual você burlou ao aparecer quando queria lá em Diamantina! Se você quisesse ficar com a Julieta, aquele era o momento certo já que nos separaríamos. Você pode me deixar em paz e ir ficar com ela numa boa, mas preferiu me chantagear e me trazer de volta! Se quisesse mesmo ficar com ela, eu sei que você não hesitaria mesmo estando casado comigo! Vá atrás dela se quiser, pois eu não sou culpada se o seu pai jogou água fria no romance de vocês!
—Isabella, pelo amor de Deus, iremos sair e não complique mais as coisas!
—Eu o odeio por me fazer de boba e me fazer sentir completamente ap......... Interrompi e minha fala.
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4min depois estando eu em pé ainda na porta, eu sequei as minhas lágrimas.
—Você arrasou comigo! Complicou-me desde que me sequestrou, então não me peça para não lhe complicar! Amanhã se quiser ir visitar a sua ex, aproveita e leva flores que eu mesma faço questão de pagá-las! Não sou culpada de nada!Está me ouvindo Edward? Perguntei batendo forte na porta, eu estava louca de ciúmes pra falar a verdade e me recriminava por isso. Eu só podia estar louca mesmo. –Vá ficar com ela e me deixa em paz!
—O QUE PRETENDE HEIN? Perguntou Edward abrindo a porta já de banho tomado e estando de roupão apenas. Por abrir inesperadamente levei um solavanco por estar encostada na porta.
—Não jogue mais na minha cara que só não está com a outra por causa de mim! Falei o socando pra valer e ele me segurou. –foi você quem me trouxe de voltaaaa!!!!
—Por que não, se ela é uma mulher carinhosa e capaz de levar um compromisso a sério? Percebeu com quantos homens você....... eu não irei ficar tocando mais nesse assunto, sairia perdendo por eu me sentir ofendido! Disse ele sério e me comendo com o olhar.
—Não deveria se importar com uma prostituta. Falei tentando me soltar. –Não é isso que eu sou para você?
—Mas eu me importo sim! Disse ele demonstrando chateação.
—Não deveria, mas sei que se importa porque a sua família poderia saber.
—É isso mesmo, agora para de me provocar Isabella!
—Você não presta! Falei deixando as minhas lágrimas rolarem. –Por que não a convidou para ir almoçar com a sua família hoje ao invés de mim?
—Quer mesmo que eu faça isso? Perguntou ele me largando de qualquer jeito quase me levando a queda e foi pegar o celular no criado mudo, ele mexeu no aparelho e o colocou na orelha me olhando.
—O que está fazendo? Perguntei com raiva e ele não me deu bola, simplesmente olhou para o outro lado me ignorando de forma esnobe.
Dando-me um ataque, eu parti para cima dele sem ele esperar e o aparelho acabou caindo no chão, entramos em uma luta corporal onde ele se esquivava e não me agredia.
—Pare com isso Isabella!
—Achou que ficaria barato ao me dizer essas coisas? Achou que eu ficaria quieta?
—Eu iria atender o seu pedido. Disse ele me jogando na cama e o meu corpo chacoalhou pra valer por causa das molas.
—Você sim iria debochar de mim na frente das pessoas! Eu não fiz isso com você, sabe disso!
—Não se incomode, eu saberia disfarçar, além do mais a Julieta é minha amiga e de Alice também.
—Para os cambal você e ela! Duas farinhas do mesmo saco! Está me proibindo de ser feliz com outra pessoa, pois saiba que mesmo sob as suas ameaças, eu arruinarei as suas conquistas também! Posso não ter dinheiro, posso não ter recursos como você seu desgraçado! Falei chorando. –Mas eu arruinaria e acabaria com os seus romances num piscar de olhos.Você não pague para ver!
—Isso é coisa de mulheres ciumentas, não combina com você!
—Isso não é ciúme! Menti. -Ou quer que mesmo você acabando comigo depois, eu arranje outro?
—Não seria maluca! Disse ele vindo pra cima de mim e segurou o meu rosto. –Seria capaz de me desafiar novamente?
—Por que não? O desafiei mais por estar enciumada como nunca antes. –Quer me tornar ainda mais corna por eu saber que você saia com as suas mulheres, mas posso fazer o mesmo! Outro sim sabe me dar o que eu tanto adoro e gosto quando é bom! Já você faz uma cosca quando é capaz! Vá procurar a Julieta e dê o que ela merece, mas se prepare!
—Não fale lorotas, você confessou na carta que o sexo entre nós era bom.
—Bom não quer dizer que seja ótimo! Falei o empurrando, mas ele não saiu de cima de mim.
—Se era tão ruim, por que chegou a gritas às vezes e gemia daquela forma? Perguntou ele me olhando sem piscar.
—Puro fingimento! Agora saia de cima de mim!
—Não acredito em você. Disse ele correndo a mão em minha coxa direita e me olhava.
—O que está fazendo? Perguntei no momento que ele passou a mão em minha virilha e eu tentei o afastar sem sucesso.
—Cadê o absorvente? Perguntou ele surpreso me comendo com o olhar.
—Oh! Eu me esqueci de colocá-lo. Falei o empurrando e estando nervosa por estar mentindo.
—Não tenho tanta certeza. Disse ele correndo os dedos em minha carne sob a calcinha. –Por que está mentindo? Perguntou ele após tirar os dedos de mim e me deixando toda arrepiada, foi envergonhoso demais essa situação. –Não está sangrando mais!
—Estou sim!
—Cadê que eu não estou vendo? Perguntou ele olhando para os dedos e olhou para mim de forma intensa. –Sabe que não sou dos piores, está toda arrepiada apenas com o meu simples toque!
—Pouco me importo em mentir sobre a minha regra!
—Posso prová-la, ou melhor, sei que eu sou bom sem querer ser convencido. Agora eu irei me arrumar por não valer a pena! Disse ele saindo de cima de mim e me deixou arfante estando deitada de barriga pra cima na cama. Minha calcinha estava torta e mostrando uma parte do meu sexo por ele te me acariciado daquela forma.
—Eu o odeio por fazer isso comigo! Falei colocando a mão em meu coração sentindo o pulsar em meu sexo, eu o desejava como nunca nesse momento e me ajeitei.
—Preferiu mentir achando que eu iria querer algo com você? Não preciso fazer esforço para ter uma mulher e levá-la para a cama. Falando nisso cadê a Marie?
—Eu a deixei no carrinho. Falei me sentando na cama.
—Saiba que eu não preciso implorá-la para ter sexo com você! Quem não dá a assistência, abre a concorrência!
—Problema é seu!
—Com certeza é meu, já perdi o meu tempo aqui jogando conversa fora!
—Vou olhar a minha filha. Falei ajeitando a minha roupa sob o olhar dele e me levantei.
Edward pegou o celular que estava no chão separado da bateria e o remontou, depois ele entrou no closet e eu saí do quarto. Eu estava fula da vida por sentir tanto ciúme, chegava a borbulhar dentro de mim e evitei que as lágrimas rolassem durante o meu percurso até a sala. A neném estava adormecida no carrinho e me sentei no sofá, mas lembrei de pegar a minha bolsa e tornei a subir. Entrei no quarto e fui até o closet, Edward se arrumava e peguei a minha bolsa não ligando para ele que estava bem ali. Lembrei do meu celular e peguei o carregador dele, depois eu fui pegá-lo por estar escondido e desci. A carga da bateria já estava acabando e o coloquei para carregar, lembrei da minha amiga Ângela e lamentei. Edward estava se arrumando e liguei para a minha amiga, o telefone da sala chamou, chamou e nada dela atender. Tentei o celular que eu ligava sempre no último caso e chamou por três vezes, na quarta vez ela atendeu.
—O que deseja? Perguntou Ângela demonstrando chateação.
—Bom dia para você também. Falei de forma pausada, eu estava com vontade de chorar.
—Olha Isabella, eu estou ocupada e não podemos falar agora, ligue outro dia. Aquele cara já deve ter aprontado pelo visto!
—Sei que está me ignorando Ângela, mas eu não tenho culpa.
—Você o quer na sua vida, isso é fato por estar apaixonada. Esse cara lhe tirou tudo e destruiu a sua vida, não quero me meter mais na sua vida. Aceitou ele de volta por amá-lo, então viva a sua vida em paz. Não quero morrer mais de preocupações e ter que ir dormir todas as noites pensando em você! Pensando se você está bem, se ele a deixou comer já que no início ele a privava de comida. Pensando se por algum motivo banal ele a maltratou e por aí vai. Você o aceitou de volta Isabella, isso só comprova que você o ama, e o quer mesmo sendo o saco de pancada dele. Não posso mais lamentar, é essa a vida que você escolheu e prefiro ficar longe.
—Poxa amiga, não é dessa forma. Falei secando a lágrima que rolou. -Ângela, não é dessa forma. Não escolhi isso, de forma alguma.
—É DESSA FORMA SIM! Disse ela estressada. –Está apaixonada pelo cara errado! O seu marido não presta, ele não vale um centavo! Trocou o William por um sem valor algum e que ainda te bate!
—Não irei convencê-la do contrário, mas não me deixe Ângela só porque eu voltei com ele.
—Não ficarei por perto vendo o seu sofrimento! Eu não tenho estômago de ferro!
—Não faça isso.
—Por favor, bella, eu preciso desligar.
—E o jake?
—Vivendo a vida dele, estou feliz que ele tenha alguém, do contrário ainda estaria sofrendo.
—Não me ignore por causa do Edward amiga, eu preciso de vocês.
—Você já o tem. Ele me detesta e ao jake também, sendo que é recíproco e pouco me importo!
—Tudo bem, eu não posso obrigá-la a se manter por perto.
—É melhor assim, espero que se mantenha bem.
—Como posso viver bem se os meus amigos estão me descartando? Eu, eu já perdi tudo nessa vida. Falei chorando.
—É lamentável, mas eu preciso desligar. Disse ela com a voz estranha, eu sabia que ela não era má.
—Tudo bem. Falei estando chateada e sequei as minhas lágrimas soluçando bastante.
Ângela encerrou a ligação e eu fechei os meus olhos, mas os tornei a abrir quando......
—Vamos, já estamos atrasados. Falou Edward bem atrás de mim e tirei a tomada do carregador da tomada.
Passei por ele sem falar nada e peguei a neném no carrinho sem esconder a minha dor, Edward o desmontou e pegou a bolsa sem dar um pio. A casa foi fechada após sairmos e fomos para a garagem, Edward abriu a porta do carro para mim e eu entrei. O mesmo foi ligado depois por ele e saímos da residência com os seguranças nos seguindo. Eu estava entediada e não escondia isso, todos os meus planos desde o início e desejos foram de água baixo por Edward ser mais estratégico que eu. Eu percebi que o dinheiro falava mais alto e eu não podia mesmo com ele, pois tudo que eu almejei e fiz não deu certo. Eu estava frustrada comigo mesma por ser incapaz de acertar uma, só sei que era ruim demais os meus amigos me darem as costas nesse momento. Eu me sentia infeliz demais e olhei para a minha filha que estava adormecida em meus braços, eu não poderia viver dependendo dos meus amigos mais depois de hoje. Colocá-los em perigo mediante as ameaças de Edward não valia a pena, eu os amava e havia chegado à hora de eu crescer como uma mulher de verdade e ser mais independente sentimentalmente. Eu não era uma criança como o Edward vivia insinuando, mas ter os meus amigos ao meu lado tornava o meu sofrimento um pouco mais suportável. Lembrar dos meus pais me trazia as lágrimas, mas nesse momento eu as contive por estar sofrendo justamente por causa da ambição deles.
Olhei mais uma vez para a minha filha e ela se mexeu de leve, estava perdida em seu sono e era tão linda. Achei necessário me acomodar melhor no banco e fechei os meus olhos, eu superaria isso tudo com sabedoria. Mesmo que doesse como ferro em brasa sendo posto em meu coração, eu superarei ou até fingirei para não sair mais perdendo. Mesmo tendo um anjinho em meus braços e a amando de verdade, eu não queria mais existir. Eu havia perdido tudo, estava sozinha e sem ninguém em quem poder confiar de verdade. Eu me sentia imunda com tanta sujeira.
Edward dirigia de forma tranquila e me olhou através do retrovisor, minha vontade era de virar a cara, mas sendo sábia eu o encarei fazendo muita força para não o reprovar com o meu olhar. Ele desviou o olhar para a estrada e eu respirei fundo, doía-me o afastamento de Ângela e do Jake.
Engoli o meu choro e ninei a neném, com paciência e desgosto eu esperei chegarmos em nosso destino.
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Um tempo depois.
Paramos em frente ao portão principal e respirei fundo vendo dois carros desconhecidos ali.A neném havia acordado minutos antes e eu a amamentava nesse momento. Eu sentia as suas sugadas e ela devia estar com bastante fome.
O portão foi aberto e entramos.Me lembrei de tantas coisas as quais eu fazia questão de esquecer e reparei que havia carros diferentes ali dentro. Vi o de Alice, o dos pais dela e três desconhecidos por mim. Tentei relaxar e olhei para a minha filha, ela estava quietinha mamando e a porta do carro foi aberta pelo Edward.
—Vou terminar de amamentá-la, pode ir se quiser.
—Eu irei esperar.
—Você que sabe.
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5min depois.
Marie largou o meu seio e Edward a pegou no colo, com paciência ele a colocou para arrotar e ela quase que na mesma hora o fez. Eu já havia ajeitado a minha roupa e saí do carro segurando a minha bolsa e a dela.
—Só não arranje tumulto.
—Podemos entrar ou vai continuar com a aula educacional?
—É nós podemos entrar. Disse ele me avaliando.
CONTINUA.........
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