Solares
52 Capítulo 52
Notas iniciais
BELLA.....
Final do capítulo Anterior.
Saí para me secar e me vesti logo em seguida, penteei o meu cabelo e já estava mais que bom. Arrumei o banheiro e saí após apagar a luz, minha filha dormia a sono solto e acariciei o seu bracinho. O clima estava frio na noite de hoje em New York e cobri bem a minha bebê. Optei por colocar uma touca nela e a cobri melhor.
Saí do quarto e deixei a porta aberta, a porta do quarto da minha amiga estava entre aberta e a escutei falando com o Thiago. Para se falarem tarde da noite era sinal que um estava com saudade do outro e fui me sentar no sofá da sala.
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10min depois.
—Quer comer algo?
—Aceito sim e um pouco de água.
—Bella, bella, você está em casa amiga! Não precisa me esperar para poder mexer na geladeira, no fogão, nos armários e onde você quiser.
—Desculpa amiga, mas fico sem jeito de futucar as suas coisas.
—Não temos isso! Somos amigas de verdade ou não?
—Sempre.
—Então vá você mesma se servir ou ficarei chateada.
—Ta, ta, ta. Falei me levantando e sorrindo levemente.
—Já andou chorando outra vez?
—Um pouco, mais vai passar.
—Falei com o Thiago para sairmos amanhã e jantarmos fora. Há uma moça que toma conta vez ou outra dos primos dele e pedi a ele que a contratasse para tomar conta da Marie amanhã.
—Mas eu não conheço essa moça. Falei me levantando do sofá. -Não sei se ela irá cuidar da minha filha direito e não estou acostumada a, a, a..........
—Relaxa amigaaa! Eu a conheço e Vanda é uma moça cuidadosa! Ela ficará com a Marie enquanto jantamos fora e será uma noite agradável para nós. Claro que com a Marie lá seria também, mas ela é tão pequena e a noite ultimamente tem estado fria demais.
—Estou percebendo, mas pelo o seu entusiasmo sei não. O que está aprontando?
—Sairemos bem bonitas e cheirosas, não se preocupe com a Marie que ela ficará em boas mãos.
—Tem certeza?
—Coloco a minha vida em jogo. Falou ela olhando nos meus olhos e percebi que eu poderia confiar de verdade.
—Tudo bem. Quem irá nesse jantar?
—Eu, você, o meu amor e um amigo dele.
—Esse amigo???
—É um amigo nosso. Disse ela sorrindo. Ele é solteiríssimo, desimpedido, legal toda vida, de família rica aqui em New York e uma pessoa muito decente. Tenho certeza que ele irá gostar de você e você dele.
—Está bancando o cupido?
—Por que não para te ver feliz? Não está indo se casar amanhã e sim em um jantar. Você está indo a um jantar bella e se tiver que rolar uns beijinhos...... Por que não?
—Não vejo o porquê não rolar. Falei a olhando e me sentindo estranha, eu estava muito abalada ainda. –Tomara que ele seja bacana.
—Jake já está agarrado e levando a vida dele, ele é um parceirão e um ótimo homem para você. Sendo que ele está comprometido e esse amigo nosso chamado William, ele é como o jake. Ele é simpático, bonito e se não rolar fica na amizade.
—Claro que sim......Eu estou feliz pelo jake também.
—Eu também, pois tudo que eu menos quero é vê-lo magoado.
—Nem eu. Agora se tratando do William, eu estou tranquila.
—Ele é desencanado e você logo irá se sentir à vontade com ele.
—Ele tem algum preconceito por mulheres que tem filho?
—Acredito que não.
—Acredito que não? Perguntei sorrindo. –Estou traumatizada, não estou pronta para sofrer preconceitos.
—Bella, bella, bella, relaxa amiga. Ele é um cara legal, agora vá comer e descansar. Amanhã você vai ver o quanto eu estou certa em relação a esse rapaz.
—Quantos anos ele tem?
—Não irei falar, amanhã vocês poderão conversar e descubraaaaa.
—Nossa! Pareço uma adolescente ansiosa por causa de amanhã.
—Apenas relaxe. Falou ela me olhando e sorrindo.
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—Vou tentar, agora eu irei mexer nas suas coisas e me perdoe por futucá-las.
—Deixe disso! Eu comi um sanduíche e já belisquei algo aqui enquanto você se banhava. Irei escovar os meus dentes agora e dormir, a casa é sua.
—Tudo bem e boa noite. Falei indo abraçá-la. –Quero só ver esse rapaz.
—Gente fina boba.
—Acredito em você.
—Deve. Disse ela sorrindo. –Boa noite para você também.
Ângela saiu da sala e eu fui até a cozinha, abri a geladeira e peguei uma garrafa de água. Havia frios na geladeira e peguei o pacote de bisnaguinhas que estava sobre a bancada, preparei dois sanduíches para mim e peguei um pouco de suco que estava na jarra. O mesmo já estava doce e me deliciei ali sentada.
—Ângela tem razão, um amor se cura com outro e nunca almejei ficar com um bandido, fora que ele já experimentou algo ilícito tendo tanta fartura provavelmente do mesmo lá na empresa dele. Falei para mim mesma. –Caso eu soubesse disso no início da gravidez eu teria desaparecido do mapa, mas não, agora eu viveria nesse dilema para o resto da minha vida. Só se eu quisesse, mas desaparecer com a menina o deixaria louco e bem ou mal ele meio que me ameaçou. Arruinar a família dele, ele fecharia os olhos provavelmente se tratando de mim e eu já havia sofrido demais para aguentar mais represálias. Acho que eu vou enlouquecer com tantas informações bombásticas meu Deus.
Parei de falar em voz baixa e matei a minha fome, estava muito bom e olhei em volta apreciando o lugar. O apartamento da minha amiga era muito bonito e bebi o meu suco apreciando o sabor da manga.
Quando terminei eu lavei o prato e o copo, fiz o mesmo com a faca e sequei a pia. Apaguei a luz e fui para a janela da sala olhar lá para baixo, havia poucos carros transitando na rua e fui para o quarto após eu apagar a luz. Peguei as minhas coisas de higiene pessoal e escovei os meus dentes, a seguir eu me aliviei e lavei as minhas mãos. Saí do banheiro e deitei-me ao lado da minha filha, ela dormia feito anjo e me cobri melhor com os grossos edredons. Fechei os meus olhos e em meu pensamento veio o rosto de Edward no momento que ele dormia, o rosto ficava sempre sereno e me lembrei de seus cabelos extremamente perfumados. O xampu que ele usava era bom e os fios eram pra lá de macios, nisso me veio o jantar no imenso Iate. Abri os meus olhos me recriminando, mas lembrar desses momentos estava sendo bom para mim e me lembrei do hotel depois disso, aquelas imagens era a minha perdição e chorei ao lembrar das sensações que Edward causava em mim sempre que invadia deliciosamente o meu corpo.
—Não vê que é sexo o que ele mais gosta de fazer? Perguntei para mim mesma e sequei os meus olhos. –Não irei ser tão burra para ficar me lamentando, pois, a vida passa sua boba! Repreendi-me soluçando e a neném se mexeu. –Shhhhh bebê.
Fechei os meus olhos momentos depois e
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……………………………………………(No mesmo instante)
Madrugada de Quinta feira, 15 de julho.
1h da manhã.
me permitir relaxar. Eu pedia a Deus para tirar esse sentimento devastador do meu coração e olhei para o meu dedo anelar esquerdo, minha aliança eu a havia guardado e me daria uma chance de experimentar mais tarde o novo.
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Às 03:59min.
Acordei com o choro da minha filha e me sentei na cama, peguei minha bebê no colo e a amamentei. Ela mamava estando de olhinhos fechados e parava vez ou outra, eu senti o meu outro seio vazando e tirei o bico do meu seio direito da boca dela. Marie começou a chorar e eu mais que depressa a coloquei no outro seio, o mesmo doía demais quando ela mamava, mas estava tão cheio que era preciso esvaziá-lo um pouco. Estava doendo tanto que vez ou outra eu precisava afastá-la, sendo que ela abria o berreiro estando impaciente e sonolenta ao mesmo tempo. Ela tinha o gênio do pai, isso estava na cara.
Ela quando se saciou acabou dormindo, a coloquei para arrotar e mesmo inconsciente ela o fez. Fiquei segurando a minha filha um pouco, mas eu logo a deitei e fui ao banheiro me aliviar.
Ao retornar do banheiro eu senti um pouco de frio, não me demorei e me deitei cobrindo logo o meu corpo. Fechei os meus olhos e um tempinho depois eu dormi.
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09:03min da manhã.
Acordei do nada e olhei para o lado, a neném estava acordada e quietinha. Ela movia bastante as perninhas e os bracinhos, com isso eu a ninei para tranquilizá-la. Sentindo a minha presença e carícias, Marie começou a chorar e largou a chupeta, era dengo puro e a amamentei.
Estando saciada e tendo já arrotado eu a coloquei na cama, ouvi os seus protestos através do choro e me levantei da cama. O carrinho da neném estava na sala e eu fui até lá rapidinho, o montei e depois eu fui para o quarto levando o mesmo. Coloquei a Marie nele e fui escovar os meus dentes. Fiz tudo que eu tinha que fazer ali no banheiro e voltei para o quarto, eu estava me sentindo cansada e tornei a me deitar, a neném estava quietinha e fechei os meus olhos, nisso eu acabei cochilando.
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10:01min da manhã.
Marie começou a chorar e despertei, fui ninar o carrinho e ela ficou quietinha. Preferi trocar de roupa e arrumei a cama, saí do quarto empurrando o carrinho da minha filha e escutei barulhos vindo da cozinha. Fui até lá com a neném e Ângela estava preparando o nosso café da manhã. As panquecas estavam com uma cara ótima e a geléia que vi ser de amora estava cheia de pedacinhos da mesma.
—Bom dia amiga.
—Bom dia bella. Dormiu bem?
—Dormi sim, mas tenho que acordar no meio da noite para poder amamentá-la.
—Bebês têm esses pequenos detalhes.
—E que detalhe! Depois que se tem um filho a nossa vida muda, por isso eu não queria filhos agora, mas.......tudo bem.
—Como está esse coraçãozinho aí dentro hoje?
—Esmagado, porém se recuperando como pode aos pouquinhos.
—Aquele homem não a merece bella. Não mesmo apesar de ser muito bonito, porém malvado.
—Apesar de tudo, ele permitiu que a prima comprasse coisas luxuosas para mim. Tem que ver as roupas que eu tenho lá, tudo de marca e umas até de grifes famosas. Os meus sapatos de marca conhecida, as bolsas, os meus lingeries, fora às camisolas elegantes. As sandálias que nem se fala de tão bonitas. Falei me recordando dos modelos.– E as joias de valor cada uma mais bela que a outra. Eu larguei tudo para trás Ângela e na hora de sair eu só trouxe as minhas coisas. As minhas bolsas, roupas, sandálias, sapatos e tudo que me pertence desde Solares.
—Fez muito bem por ele tê-la chamado de interesseira, essa ação sua foi um golpe neles.
—Se foi, até os óculos que eu adorava eu os deixei também. Apesar de tudo e do comportamento áspero dele, Edward em seu momento bipolar me proporcionou coisas até boa.
—Não fala só por causa do sexo né amiga?
—Não, não estou falando só a respeito do sexo. O pior de tudo é ter que lidar com a realidade, ele não é o homem certo para mim Ângela. Os meus pais erraram de tê-los roubado, mexeram com as pessoas erradas e olha só agora. Olha a vida que estou levando.
—Ele sem querer a fisgou. Já contou a respeito disso que está sentindo para ele?
—Nunca! Falei exasperada. -Edward iria rir de mim e se vangloriar por ter me enfeitiçado sem ele querer.Sendo que ele já me falou várias vezes que ele não precisa ir atrás das mulheres porque elas vêm até ele. Não quero ouvir dele que eu sou uma mulher sem graça demais e que ele nunca iria olhar com os mesmos olhos para mim. Amar-me seria o mesmo que trair a memória da irmã dele, uma vez ele disse isso para mim lá na fazenda e que era para eu nunca esperar isso dele porque não iria acontecer.
—É bem estranho, pois você é uma moça bonita. Falou ela arrumando a bancada. –Sabe disso.
—É eu faço ideia, mas o que ele sente por mim é o inverso de gostar por causa de tudo que aconteceu.
—É bem estranho amiga.
—Se é.
—Não iremos mais falar a respeito dele, daqui para a frente é vida nova.
—Claro que sim.
—Mais tarde irá conhecer uma pessoa legal e que vale a pena.
—Estou mesmo precisando.
—Agora vamos comer.
—Vamos sim. Falei pensativa.
Eu e a minha amiga conversamos muito durante o café, ela tocou no assunto do cartão que Edward havia quebrado e disse que a conta ainda existia, bastava eu ir até o banco e pedir um novo cartão. Eu não o queria por ser um dinheiro imundo e que provavelmente pessoas morreram por causa dele. Pedi a ela que parássemos de falar a respeito disso e combinamos de irmos ao salão nos embelezar para mais tarde. Estava tudo bom e comemos botando a fofoca em dia, Marie começou a chorar e tive que pegá-la no colo.
Quando terminamos de comer eu ajudei a minha amiga a lavar as coisas após colocar a Marie no carrinho. Ajeitamos a cozinha e fomos nos arrumar, iríamos até o salão. Coloquei algo básico e confortável, calcei a minha sandália daquelas que deixa os nossos dedos todos de fora e penteei o meu cabelo. Eu estava apresentável e peguei a minha bolsa, empurrei o carrinho da neném até a sala e aguardei a minha amiga terminar de se arrumar.
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5min depois.
—Podemos ir. Disse Ângela parando a minha frente.
—Pode segurar a neném para mim amiga? Eu preciso desmontar o carrinho, se eu ficar segurando a Marie vai ser impossível fazer a minha unha da mão.
—Tudo bem.
Ângela pegou a neném adormecida com cuidado e eu desmontei o carrinho, saímos do apartamento e tranquei a porta para ela. Fomos para a garagem e entramos no carro dela, eu iria no banco do passageiro com a minha filha e ajeitei a manta dela. Saímos do edifício e chegamos na calçada, olhei para os lados por já ser um hábito meu e na primeira oportunidade a Ângela acelerou. As ruas de New York estavam movimentadas, ali no Queens havia muitos prédios e fui olhando tudo a minha volta. Era ótimo respirar novos ares e eu estava adorando apesar da leve apreensão por estar com a Marie longe do pai. Ele teria que entender caso um dia eu decidisse partir, como ir para New York, por exemplo, algum dia. Minha amiga estava doida que eu deixasse Diamantina, eu estava indecisa ainda e não queria o Edward me enchendo o saco. Bem ou mal a neném era a paixão deles, mas ele não pensou nem um pouco ao tirá-la de mim junto de Alice. Eu pedia a Deus para me dar uma iluminação, mil e um desejos se passava em meus pensamentos e só um habitava em meu coração. Eu não iria obedecer aos meus sentimentos, isso já estava decidido e Ângela me olhou através do retrovisor. Ficamos sem falar nada e eu olhei para a minha filha, mas lembrando de algo.
—Que horas a moça vai vir para o seu apartamento?
—Falei com o meu amor quando eu acordei e ele ficou de me ligar.
—Hum.
—Já está tudo certo com o nosso amigo, ele topou sair conosco. Disse ela sorrindo.
—Bem... Falei pensativa.
—Iremos em um restaurante legal, beberemos algo e de lá podemos ir em um lugar mais reservado.
—Podemos ir a um lugar reservado? Perguntei incrédula.
—Relaxa amiga. Disse Ângela sorrindo. -Não iremos a um motel não.
—Óbvio né. O que o cara irá pensar de mim?
—Dizendo o Thiago, o William ficou interessado em te conhecer.
—Eu também estou, quero arrancar essa loucura que está brotando em meu coração.
—Não é difícil se encantar por alguém legal e que sabe tratar uma dama bem.
—Como vocês tem tanta certeza que esse rapaz não tem ninguém?
—Ele é bem centrado, não é do tipo pegador igual o pai da sua filha. O William trabalha de manhã com o pai e faz faculdade à noite, sendo que está de férias no momento na faculdade. Então liberadoooo.
—Ok. Falei olhando para ela.
—Ele é na dele, mas sabe como são esses quietinhos na cama.........arrebatadores!
—Nossa! Já está me imaginando na cama com ele?
—Não é bem assim amiga. Mas se rolar aquele climão você vai dar para trás? Não digo hoje claro, mas irão se conhecer e se um gostar do outro é normal. Ele óbvio que tem carro e que carrão amiga. Disse ela sorrindo. -Claro que ele irá querer sair com você caso se encantem um com o outro hoje. Será ao natural, nada forçado e iremos apenas jantar e nos descontrair.
—É eu sei, mas dois mais dois são quatro, e quatro é um número par.
—Ta com medo do cara? Perdeu o jeito da coisa?
—Não, claro que não, mas eu tenho uma filha.
—Ta com medo só porque tem uma filha? Esta com neurose do cara não querer nada porque você tem uma filha? Esqueceu que você estava grávida e o Max se encantou por você assim mesmo?
—Isso é.
—Você está bem, ta com o corpo bonito, é bonita e simpática acima de tudo.
—Ta eu irei relaxar.
—Deve. Disse ela sorrindo.
Ficamos quietas e chegamos no nosso destino. Saí com a neném adormecida em meu colo e Ângela por ter pegado o jeito da coisa montou o carrinho dela para mim. Entramos no salão e fomos recepcionadas, falamos o que queríamos e eu faria as minhas unhas e uma escova especial para dar brilho em meus fios. Ângela iria fazer as unhas e umas mechas loiras no cabelo, ficaria muito bem, pois o cabelo dela era enorme e bonito.
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2h depois.
Terminamos a produção e pagamos a conta com a Marie chorando, Ângela não queria me deixar pagar, mas eu fiz questão. Por um lado, eu fiquei envergonhada pela minha filha está chorando bem alto, tive que ir correndo para o carro e amamentá-la. Ela estava faminta e me sugava constantemente, sorri ao olhá-la vermelhinha e com lágrimas nos olhos.
—Calma bebê da mamãe. Falei a olhando e ela só sabia mamar, vez ou outra fazia sonzinhos de bebê.
—Ela ficou brava. Falou Ângela entrando no carro após desmontar o carrinho da neném e fechou a porta.
—Está com fome, veja como está me sugando constantemente.
—Isso deve incomodar. Nós mulheres sofremos tanto.
—Os meus bicos estão doloridos, os sinto dormentes assim que ela para de mamar.
—Essa é a tarefa das mães, sofrem pelos os seus filhos.
—Minha filha é tudo para mim. Minha família sem os meus pais.
—Claro que sim, ela é linda. Vamos ao mercado agora?
—Vamos sim. Como eu irei fazer mais tarde com a Marie?
—Dará de mamar a ela e quando ela dormir sairemos, o William irá direto para o restaurante. Que horas a neném costuma acordar para mamar durante a madrugada?
—Sempre por volta das 3h da manhã.
—Moleza então. Falou ela e o seu celular tocou. –Só um momento.
—Ok.
Ângela o atendeu e era o namorado, fiquei prestando atenção na minha filha que mamava e ela parou para descansar o maxilar. Percebi que eles estavam falando a respeito da moça que ficaria com a minha filha e a mesma chegaria às 19:30min. Ângela desligou e eu a olhei.
—Quanto é a diária dessa moça?
—Já está pago, é um presente do Thiago para você.
—Nossa! Eu não queria incomodá-lo, mas o agradecerei depois.
—Tudo bem. Disse Ângela sorrindo.
Ângela ligou o carro e saímos, não demoramos nada a chegar no mercado e Marie estava mais que acordada em meu colo. Assim que Ângela abriu a porta para eu descer, a neném arrotou e Ângela sorriu. Entramos no mercado e Ângela pegou um carrinho, fomos passando pelas sessões e pegando tudo que queríamos. Peguei alguns objetos de higiene para mim e algumas besteirinhas, Ângela fez uma compra boa e o celular dela tornou a tocar, era a mãe dela. As duas conversaram bastante e a minha amiga disse que sentia muitas saudades dela. Fomos para o caixa após ela desligar e pagamos as nossas coisas, a seguir saímos do mercado. Colocamos as compras no carro e entramos no mesmo, o automóvel foi ligado e saímos. Eu estava contente, as minhas unhas estavam pintadas de vermelho e o meu cabelo com um brilho impecável. Fui reparando cada detalhe na rua e me ajeitei no banco, me permiti relaxar.
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Finalmente chegamos na garagem do prédio e subimos, Ângela teve que dar duas voltas por causa das bolsas. As mesmas foram guardadas e tirei os meus objetos pessoais para poder guardá-los. Peguei o saco de biscoito que eu comprei e comemos. Coloquei a neném no carrinho e ela chorou, coloquei a chupeta na boca dela e a ninei. Aos poucos ela foi ficando calminha e relaxou após a minha amiga ligar a televisão e deixar em um canal de músicas lentas instrumentais.
A deixei na sala e fomos para a cozinha, fizemos o almoço e já passava das 15:50min. Quando o mesmo ficou pronto, fomos para o quarto e ela me emprestou alguns grampos. Nós fizemos uma touca para não estragar o nosso cabelo e fomos almoçar.
Olhei a minha filha antes de ir me sentar à mesa e ela estava quietinha, não pensei muito e fui me sentar. A comida estava leve e muito saborosa, conversamos um pouco e evitei pensar muito nos meus problemas.
Acabamos de comer e fiz questão de lavar a louça, já a Ângela as secou. Iríamos para o quarto e ela preferiu descansar um pouco, já eu desliguei a televisão da sala e empurrei o carrinho da neném até o quarto que eu ocupava. Separei uma roupa bem bonita e um sapato a altura, peguei uma das três bolsas que eu trouxe para combinar e o look ficaria perfeito. Deixei tudo separadinho e escovei os meus dentes, eu olhei para as minhas unhas e aprovei o trabalho do rapaz que as fez. Eu nunca havia feito as unhas com um homem e o mesmo estava de parabéns, pois ficaram fundas e perfeitas.
Decidi ir me deitar um pouco e liguei a televisão do quarto, nisso as horas foram se passando.
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Às 19h.
Eu já havia dado banho na Marie e a mesma estava agasalhadinha deitada no carrinho. Entrei no banheiro e fui tomar o meu banho. Lavei-me bem e me sentia um pouco nervosa por causa do jantar, era bem diferente que ir para a balada e conhecer uma pessoa sem saber quem. Já ir ao encontro de alguém desconhecido era bem mais diferente. Esfreguei-me bem e tomei cuidado com o meu cabelo, a seguir me enxaguei. Saí para me secar e vesti o meu lingerie com os devidos cuidados, depois disso eu me maquiei. Preferi uma maquiagem marcante, mas nada em exagero e hidratei o meu corpo. Passei perfume e fui me adornar com um brinco bonito comprido e cordão, por último eu me vesti. Vesti a meia calça preta e a ajeitei bem. O vestido vermelho justinho ia até o meio de minhas coxas e a alça era fina toda trançada. Calcei o scarpin preto e fiquei elegante. Eu gostei do resultado e Ângela me emprestou um sobretudo muito bonito preto. A agradeci pela noite está um pouco fria e o amarrei, fiquei muito bem e Ângela sorriu.
—Está perfeita.
—Obrigado amiga. Falei sorrindo e me sentindo bem.
Perfumei-me mais um pouco após Ângela sair do quarto e a campainha tocou, do quarto deu para eu ouvir e devia ser a moça que ficaria com a minha filha. Por eu já estar pronta, eu saí do quarto empurrando o carrinho e segurando a minha bolsa pequena. Caminhei pelo corredor do apartamento e escutei uma voz feminina desconhecida, ao chegar na sala eu vi a moça que aparentava seus quarenta e poucos anos.
—Essa aqui é a moça que ficará com a Marie bella.
—Boa noite senhora.
—Apenas bella. Falei a cumprimentando. –Essa daqui é a minha princesinha.
—Olá meu bem. Falou ela olhando para a neném e sorriu. –Tem uma filha linda.
—Obrigado. Falei sorrindo. –Eu irei amamentá-la agora e depois é só deitá-la no carrinho.
—Vanda está por dentro, ela ficará de olho e dormirá no quarto da secretária do lar. É aconchegante e tem televisão, o que quiser comer é só pegar.
—Obrigada senhorita Ângela.
—Fica à vontade, eu já a conheço e o Thiago falou muito bem de você.
—Que bom. Disse a moça morena sorrindo.
—Bem, eu irei amamentá-la.
Fui me sentar no sofá e comecei a amamentar a minha filha, ela mamava cheia de vontade e os seus olhinhos iam abrindo e fechando cada vez mais lentamente, era sinal do sono. Minha filha mamou bastante e já beirava às 20h.
Ela se saciou e a coloquei para arrotar, tentando se familiarizar com a neném a Vanda a pegou. Ela colocou a neném para arrotar e fiquei prestando atenção nela, a mesma sabia cuidar mesmo de uma criança e fui pegar a bolsa da minha filha, caso precisasse de uma troca de fralda estaria tudo ali. Eu sabia que a minha filha dormiria até de madrugada e me despreocupei.
Chegou à hora de irmos e a campainha da minha amiga tocou, era Thiago ali muito bem arrumado e fui cumprimentá-lo.
—Faz tempo que nós não nos vemos.
—Pois é. Falei sorrindo e o abraçando, ele era um cara legal. –Obrigado por pagá-la.
—É um presente. A propósito a neném é linda. Disse ele a olhando.
—Obrigado.
—Vamos?
—Vamos sim. Falei sorrindo.
Ele segurou na mão de Ângela e saímos do apartamento, entramos no elevador e descemos. Iríamos todos no carro dele e ele muito gentil abriu a porta para nós entrarmos. O carro estava perfumado e logo saímos do prédio da minha amiga, ganhamos a rua e fomos conversando bastante. O assunto era corriqueiro e estávamos empolgados, dizendo ele o amigo já estava a caminho do restaurante e sorri estando um pouco apreensiva. Meu coração pensava no outro e minha razão mandava esquecê-lo me reprovando. Não, ele não iria me atrapalhar, eu pensava.
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25min depois.
Chegamos no restaurante e o Thiago parou no estacionamento do mesmo ao lado de um carro branco muito bonito até. Era um Lexus Rx 450h muito do estiloso. O mesmo deu uma buzinada e acendeu os faróis para depois os apagar. O namorado de Ângela fez o mesmo e deduzi que era o rapaz ali dentro, fiquei um pouco nervosa e Ângela olhou para mim sorrindo movendo suas sobrancelhas. Saímos do carro e a porta do outro veículo se abriu, reparei o rapaz e o mesmo sorriu ao nos olhar. Ele estava todo elegante, sapato preto chique, inclusive o casaco de lã era muito bonito eu reparei discretamente.
—Fala aí meu brother. Falou o namorado de Ângela.
—E aí cara, beleza?
—Tudo em paz. Disse Thiago apertando a mão dele.
—Olá. Falou Ângela e o rapaz a abraçou.
—Oi linda. Falou ele sorrindo e ele tinha um sorriso muito bonito, os dentes eram perfeitos e branquinhos.
O porte dele lembrava um pouco o do outro e fiquei na minha o observando ser alto. Ele tinha o porte bonito e mãos grandes, a mesma segurava a chave do carro e fui despertada do nada por Ângela.
—Essa daqui é Isabella, ela é a minha melhor amiga.
—Olá e prazer. Falou ele vindo me cumprimentar com dois beijos na bochecha e eu sorri ao sentir o cheirinho delicioso dele.
—O prazer é todo meu William. Falei no momento que ele beijava a minha mão e Ângela sorriu.
—Já está tudo reservado, podemos entrar. Falou ele me olhando nos olhos e eu me senti um pouco sem jeito, os olhos dele era esverdeados eu pude reparar.
—Claro que sim. Falei sorrindo e ele olhou para o amigo sorrindo.
—Só você para me tirar de casa mesmo. Após falar ele olhou para mim.
—Espairecer é bom. Falei sorrindo levemente.
—Concordo. Falou Ângela.
—Então vamos. Disse Thiago.
Ângela e Thiago foram à frente e eu logo atrás, pois o rapaz sendo cavalheiro me deixou ir à sua frente. A porta do restaurante foi aberta por um funcionário e entramos, fomos recepcionados e a nossa mesa era bem mais ao canto num lugar até aconchegante. O restaurante estava quentinho pelo aquecedor e Ângela tirou o casaco pra lá de grosso, já eu desamarrei o laço do sobretudo que eu vestia e o tirei ganhando brevemente o olhar de William. Nos acomodamos a mesa, eu e a minha amiga nos sentamos de frente para o nosso “par”.
—Boa noite. Falou o garçom colocando o menu a nossa frente e nós o cumprimentamos também.
—Escolha o que quiser. Falou William me olhando e eu havia o achado mesmo bonito, seu porte era espetacular.
—Obrigado. Falei sorrindo.
—É sério, não fique acanhada.
—Tudo bem.
—Minha amiga está um pouco tímida William.
—Irá deixá-la constrangida meu amor. Falou Thiago sorrindo.
—Não mesmo, está tudo bem. Falei sorrindo.
—Que bom. Disse o rapaz me olhando e eu olhei para o menu após olhá-lo por dois ou três segundos no máximo. Seu olhar era intrigante em mim.
Eu estava me sentindo um pouco acanhada mesmo e escolhi o que comer, a carne seria costela de cordeiro com um acompanhamento a base de legumes grelhados e arroz com tomate seco. Os outros pediram o mesmo para me acompanhar e escolhi um drink a base de cereja, champanhe sem álcool e gelo batido. Os homens beberiam vinho tinto e Ângela os acompanharia.
—Então está a passeio? Perguntou-me William.
—Por enquanto sim, faz alguns meses já que eu estive aqui visitando a minha amiga.
—Está gostando do passeio?
—Estou sim. Falei sorrindo e sem jeito. –A noite está fria hoje.
—Ultimamente tem feito frio mesmo, mas está agradável aqui.
—Está sim............Onde eu morei, lá é bem quente e atualmente onde eu moro é um pouco.
—Solares? Perguntou ele me olhando.
—Quem foi que te falou?
—O meu amigo, ele me falou a seu respeito. Algum problema nisso?
—Não....imagina. Falei negando veemente pelo nervosismo e o olhado.
—Que bom então.
—É. Falei afirmando com a minha cabeça. –Parece que ficaram falando a meu respeito. Após eu falar sorri.
—Ele só me falou que você conheceu a Ângela em Solares, mas que agora mora em um bairro chamado Diamantina e que passaria alguns dias aqui em New York com a amiga. Só isso que ele me contou.
—Eu falei para ela morar aqui comigo. Disse Ângela sorrindo.
—Não é uma má ideia. Falou ele me olhando e eu também o olhava.
—Não é uma má ideia. Afirmei.
—O que gosta de fazer?
—Amo sair para a dança e faz tempo que eu não danço. Eu gosto de estar em movimento, conhecer lugares e me reunir com os meus amigos como hoje. Seja num barzinho já está ótimo. Eu adorava encontrar com a galera no trailer lá em Solares......Eu amo o mar, mas o que eu mais gosto é de sair para dançar.
—Não tem saído porque ultimamente?
—Estou me recuperando. Falei o olhando.
—Estava doente? Perguntou ele demonstrando preocupação e franzindo a sobrancelha.
—Não, eu não estava doente e sim grávida da minha filhinha.
—Você tem um bebê? Perguntou ele surpreso.
—Sim, eu tenho uma filha recém-nascida.
—Ela é uma criança linda. Falou Ângela e o Thiago também afirmou com a cabeça.
—Está surpreso por eu ser nova demais e já ter um bebê? Perguntei o olhando.
—Estou surpreso por não parecer que você já é mãe, não me leve a mal.
—A natureza foi a favor da minha amiga. Disse Ângela sorrindo. –E ela não o levou a mal.
—Pelo menos isso. Falei a olhando.
—Qual o nome dela?
—Ela se chama Marie.
—É um nome bonito Isabella.
—Pode me chamar apenas de bella se quiser.
—Tudo bem. Falou ele no momento que os garçons trouxeram a nossa comida e colocou os pratos a nossa frente, a seguir foi às bebidas.
—Tim, Tim. Falou Thiago levantando a taça.
—Tim, Tim. Falei fazendo o mesmo e todos repetiram ao brindarmos.
—Um brinde a visita da minha amiga e um brinde a nossa felicidade. Falou Ângela nos olhando e tornamos a brindar.
—E você o que costuma fazer aqui em New York?
—Trabalhar muito e estudar em dobro, pois eu faço engenharia.
—Que legal, dessa forma será um brilhante engenheiro.
—Pretendo ser um dia. Disse ele sorrindo. –Onde está a sua filha nesse exato momento?
—Uma moça chamada Vanda recomendada por Thiago está tomando conta dela nesse momento. Elas estão lá no apartamento da Ângela. Não tenho ninguém para tomar conta dela na minha ausência e trazê-la para a rua com esse friozinho seria impossível.
—Está mesmo frio e não seria adequado por serem sensíveis.
—Não mesmo.
—Quando irá embora?
—Na segunda feira.
—Falta um pouco ainda.
—Pois é.
Sorrimos um para o outro e Ângela conversava descontraída com o namorado. Comecei a comer e estava ótima a comida, apreciei cada sabor e olhei em volta. O lugar era agradável e chique demais, fugia do meu orçamento ultimamente por não poder gastar muito. O estabelecimento estava com bastante gente e ambas conversavam com os seus acompanhantes e eram pessoas finas. Bem estruturadas como os Cullens eu os reparava. Eu sentia o olhar do amigo da Ângela vez ou outra em mim e me senti bem, sinal que eu de alguma forma o estava agradando e eu aceitei curar o meu coração dos males.
Os garçons não paravam nunca de circular ao atender as pessoas e continuei comendo a minha comida, eu mastigava devagar e bebi um pouco do meu drink.
—O que está achando da comida? Perguntou o rapaz me olhando.
—Maravilhosa, está tudo muito bom.
—Não está falando isso só para me agradar né?
—Está realmente boa. E você o que achou?
—Está perfeita, não tenho o que reclamar.
—É exigente nessa parte culinária?
—Quando eu estou pagando sim, mas quando eu faço em meu apartamento não. Disse ele gargalhando e eu também sorri.
—Não é bom na cozinha?
—Confesso que não. E você?
—Eu me garanto, dizem que a minha comida é boa e ninguém até hoje passou mal.
—Quero um dia provar. Disse ele me olhando nos olhos e eu sorri.
—Gosto é gosto, pode não gostar.
—Não tenho tanta certeza, acredito que irei gostar sim, qualquer coisa eu bebo algo para ajudar a empurra. Falou ele sorrindo e eu sorri pra valer. –Estou brincando bella.
—Eu sei.
Continuamos a comer e depois nós quatro engatamos uma conversa agradável, pude perceber que o rapaz era bem agradável e gente fina como a Ângela falou. Eles pediram outra bebida e eu preferi pedir uma água, eu estava com cede apesar de ter bebido um drink. O assunto estava fluindo e terminamos de comer, já de sobremesa pedimos um fondue de chocolate para nós quatro. Estava um clima bom e quando o mesmo chegou, veio um recipiente contendo chocolate derretido e embaixo do mesmo estava um foguinho para mantê-lo derretido. Vieram quatro garfinho de inox longos portando dois dentes fininhos. Havia quatro potinhos contendo frutas e as mesmas eram uvas, morango, figo e pêssego em quadradinhos. Os pratos foram postos à nossa frente e começamos a nos servir. Estava bom demais, de forma carinhosa o namorado de Ângela ofereceu uma uva banhada no chocolate a ela e a mesma a comeu. O chocolate era de primeira e continuamos a conversar. Estava sendo ótimo o jantar, no decorrer do tempo eu vi que a minha apreensão de mais cedo evaporou.
.
1h e ½ depois.
Já havíamos acabado com o fondue.
—Preciso ir ao banheiro e já volto. Vocês sabem onde ele fica? Perguntei os olhando.
—Fica a sua esquerda e lá no cantinho. Falou Ângela me olhando.
—Volto já. Falei me levantando e peguei a minha bolsa.
Saí de perto deles e fui andando devagar, pude reparar que William era um rapaz bem gentil e tinha o corpo malhado. Malhado sim, mas nada exagerado, pois era na medida certa e cheguei no corredorzinho do banheiro. Abri a porta e fui olhar os meus dentes no espelho, por sorte não havia ninguém ali. Fui até a cabine me aliviar e depois lavei as minhas mãos, retoquei o meu batom e ajeitei o meu cabelo. Eu estava bonita e saí do banheiro, caminhei até a nossa mesa e me sentei.
—Deseja algo mais? Perguntou o rapaz me olhando.
—Estou satisfeita, obrigado.
—Estamos todos. Disse Thiago bebendo água.
—Aqui não cabe mais nada. Disse Ângela.
Conversamos mais um pouco e decidimos ir embora, a conta foi paga pelos homens e nos levantamos da cadeira. Peguei o sobretudo e me preparei para colocá-lo, mas de forma cortez.......
—Eu te ajudo. Falou William o pegando e me ajudou a colocá-lo.
—Obrigado. O agradeci sorrindo.
—De nada. Falou ele me olhando. –A cor dos seus olhos é linda.
—Achou?
—Sim, pois é a mais pura verdade. É como se fosse nos invadir, é um azul intenso.
Sorri e peguei a minha bolsa, saímos do restaurante e Ângela foi andando na frente com o namorado. Eu fui andando ao lado do rapaz e ele me fez parar para a minha total surpresa.
—Posso te levar se não for muito incomodo e não quero parecer desrespeitador.
—Não quero atrapalhá-lo, terá que acordar cedo amanhã.
— Não se preocupe, eu faço questão.
—Ok.
Sorrimos um para o outro e fomos na direção do carro dele.
—Até daqui a pouco. Falou Ângela sorrindo e me olhando, sem eles estarem nos olhando ela piscou o olho para mim.
—Até.
—Leva a minha amiga direitinho. Disse ela brincando.
—Chegará sim. Falou ele sorrindo e veio abrir a porta do carro para eu entrar, o mesmo era lindo por dentro.
Acomodei-me no banco e ele fechou a porta, sem se demorar ele deu a volta e entrou no carro. Após se sentar e ligar o automóvel, nós saímos dali.
—E o pai da sua filha, ele???
—Fomos casados, mas nos separamos e estou vivendo sozinha com a minha filha em Diamantina.
—Você parece tão nova e já foi casada?
—Sim.
—Quantos anos têm? E desculpe a minha intromissão, mas fiquei curioso.
—18.
—Nossa! Eu estou surpreso.
—Pareço mais nova ou mais velha?
—Mais madura e com o rostinho de boneca.
—Quantos anos você tem?
—Eu tenho 22.
—É uma idade boa.
—É sim. Você se dá bem com o pai da sua filha?
—Nem um pouco. Só nos falamos por causa da menina somente.
—Entendo. Você fala dele com muita mágoa.
—Há de sobra, mas já passou e estou vivendo um dia de cada vez. Vim para New York me distrair e matar a saudade desse lugar incrível.
—Há muitos lugares legais para se ir por aqui, é uma pena estar indo embora na segunda.
—Tenho que ir pegar a escritura da casa que eu comprei, só por isso. Tenho que dar um parecer ao meu ex-marido só por causa da menina, aí já viu.
—Você ainda o ama?
—Não devo amá-lo, eu me amo em primeiro lugar.
—Está certa em se amar em primeiro lugar, devemos ser felizes e não o contrário.
—Tem razão. Falei sorrindo e o olhando.
—Você é uma mulher bonita Isabella.
—Obrigado. Falei movendo os meus dedos da mão e o olhei.
—É sério, e para ser bem verdadeiro eu fiquei bem curioso a seu respeito.
—E para eu ser bem sincera com você, eu fiquei apreensiva.
—Por que pensou que eu era feio de morrer? Perguntou ele sorrindo pra valer. –Eu até tenho jeito.
—Não é isso. Falei negando e sorrindo. –Eu tenho uma bebê, só por isso.
—Eu gostaria de conhecê-la, deve ser linda.
—Eu sou suspeita a falar, mas a minha filha é linda mesmo.
—Não tenho dúvidas.
—E você não tem ninguém?
—Apenas o meu trabalho e os estudos.
—Não sei se acredito. Falei negando e com um sorriso nos lábios.
—Pode acreditar. Alguns amigos meus dizem que eu não sou normal, mas sei apreciar uma mulher bonita. Não sou gay e nada contra quem é, isso já um bom sinal para as mulheres.
—Claro. Após eu falar gargalhamos.
—Você mora com a sua filha e eu moro sozinho desde dos meus 17 anos. Eu queria a minha independência e comecei a trabalhar com essa idade.
—Eu também quero trabalhar, preciso sustentar a minha filha e a mim claro. Ângela quer que eu more aqui com ela e aqui tem muita chance para eu conseguir um bom emprego.
—Isso é. O pai da sua filha não te ajuda?
—Eu não faço questão do dinheiro dele.
—É dever ele dar suporte para a sua filha mesmo que você esteja magoada e ressentida com ele Isabella.
—Isso eu sei, mas não quero parecer uma interesseira.
—Não há isso no seu caso, a neném é filha dele e para a justiça é o dever dar uma pensão.
—Ele quer dar uma pensão para mim e para a filha, mas eu neguei.
—Está sendo orgulhosa, sabe disso. Não posso reprová-la, pois eu não conheço a história de vocês.
—No meu caso eu tenho as minhas razões para não aceitar um só centavo.
—Apenas reflita no que conversamos. Disse ele me olhando, no momento estávamos parados no semáforo e duas pessoas atravessavam.
—Eu sei que a menina tem direitos, mas eu não quero nada dele, por isso eu quero trabalhar o mais rápido possível. Não é porque ele tem muito dinheiro que eu irei ficar atrás dele.
—Qualquer coisa pode contar comigo.
—Desculpe alugá-lo com essas chatices.
—Não se preocupe, estamos nos conhecendo.
—Tem razão. Falei sorrindo e ele segurou a minha mão.
—Às vezes é bom desabafar.
—Faz bem mesmo. Afirmei o olhando.
O sinal abriu e ele acelerou após afastar a sua mão da minha sem ser grosseiro e sim por necessitar colocar a mão no volante. Eu estava me sentindo bem ali com ele e percebi que ele era uma pessoa paciente, muito pelo contrário do outro. Eu não deveria estar pensando nisso e pensei no agora que era eu e ele ali.
Ângela e o namorado haviam sumido de nossas vistas e olhei a hora, era 23:38min.
.
Chegamos no prédio de Ângela e fomos liberados para poder entrar, William parou ao lado do carro do namorado de Ângela e me olhou.
—Pronto, já chegamos.
—A noite foi bem agradável.
—Agradável foi a sua companhia Isabella.
—A sua também. Conversar com você foi bem legal.
—Digo o mesmo. Quero um dia poder conhecer a sua filha.
—Você precisa acordar muito cedo amanhã?
—Por quê? Perguntou ele nunca tirando os olhos de mim.
—Ta a fim de conhecê-la agora?
—Não será muito incomodo?
—Não será já que é amigo da minha amiga também.
—Isso com certeza.
—Então vamos.
—Eu abro porta para você.
—Ok.
Ele saiu do carro e veio abrir a porta para mim, segurei na mão dele e saí do carro. O mesmo foi fechado e depois o alarme do carro soou bem alto ao ser ativado. Caminhamos até o elevador e entramos, apertei o número sete e ficamos nos olhando. Ajeitei o meu cabelo que estava bem lisinho e sorri para ele, ajeitei a roupa e me olhei no espelho do elevador. Eu estava me sentindo muito bonita e chegamos no andar da Ângela. Caminhamos até a porta dela e a mesma estava entreaberta deixando uma fresta fininha. A porta foi aberta por mim e entramos.
—Acho que o namorado da minha amiga irá dormir aqui.
—Provavelmente. Disse ele no momento que eu trancava a porta.
—Irei ver a minha filha, fica à vontade que eu já volto.
—Irei esperá-la sentado no sofá.
—Ta bom. Falei sentindo o silêncio que estava no apartamento e conhecendo a minha amiga, ela estava aproveitando.
Fui caminhando pelo corredor que me levaria até a cozinha e bati de leve na porta, não obtendo respostas eu a abri devagarzinho e vi a moça dormindo estando o carrinho bem ao lado dela. Marie também dormia e eu empurrei o carrinho devagarzinho, saí do quarto e fechei a porta sem fazer barulho. Empurrei o carrinho pelo corredor e demos na sala, William estava à vontade ali e caminhei até ele.
—Trouxe a princesinha. Disse ele se levantando e eu peguei a neném com jeito sem descobri-la.
—Estou aqui William. Falei com voz infantil e a minha filha fez sonzinhos de bebê.
—Parabéns, ela é linda demais.
—Obrigado. Falei sorrindo e ajeitei melhor o edredom infantil em volta dela.
—Ela está ferrada no sono.
—Ela só acordará por volta das três e pouca da manhã para mamar. Ela só mama no peito.
—Mas é tão novinha. Qual a idade dela?
—Três semanas.
—Uau! Sério?
—Sim. Falei olhando para a minha filha e depois eu olhei para ele quando acariciou a cabecinha dela sobre a touca.
—É uma graça.
—Quer pegá-la um pouco?
—Eu adoraria. Disse ele e pegou a neném cheio de jeito para a coisa.
William ficou ninando a neném cheio de cuidado e demonstrando carinho para com ela. Ele brincou com ela mesmo a neném estando adormecida e fiquei os olhando.
.
10min depois.
Ele me devolveu a neném e fui colocá-la na cama após pedir licença para me retirar.
.
Minutos depois eu retornei e coloquei o carrinho dela no canto da sala.
—Aceita um cafezinho ou um suco?
—Só um pouco de água e já está de bom tamanho.
—Ok. Se quiser pode me acompanhar até a cozinha. Já veio aqui antes?
—Algumas vezes com os nossos amigos, às vezes cozinhamos para nos distrair. Digo as mulheres cozinham.
—Sei. Falei sorrindo. –É claro.
Saímos da sala e fomos caminhando pelo corredor, entramos na cozinha e fui até a geladeira. Peguei a garrafa de água gelada e a pedido dele eu misturei um pouco com a do filtro por estar bem frio hoje. Após bebermos a água eu pedi a ele para esperar um cafezinho, topando depois de muita insistência minha eu o preparei.
Quando o mesmo ficou pronto, eu peguei duas xícaras e os pires, peguei o açucareiro e nos servimos. O café estava muito saboroso e o tomamos em silêncio sentados no banquinho da bancada da cozinha, mas quebrando ele....
—Eu adoraria que viesse morar aqui. Pretende voltar logo depois?
—Pra falar a verdade sim. Falei sorrindo. –Como eu disse, eu preciso pegar as escrituras da minha casa, por isso eu voltarei na segunda feira. O meu ex emprestou o jato da família dele para eu vir com a Ângela e o jato estará me aguardando na segunda feira.
—Poxa, legal. É mais comodidade.
—Nem se fala, jake é nota dez.
—Ele é solteiro?
—Está namorando agora, mas não deixamos de ser bons amigos.
—Isso é o mais importante.
—É.
Após eu terminar de beber o café, eu peguei um biscoitinho de nata e o ofereci, aceitando uma rodelinha apenas nós comemos o biscoito nos olhando e ele sorriu para mim.
—Tenho que ir, falta um minuto para às 1h da manhã.
—A hora passou e nem sentimos.
—Passou mesmo rapidinho.
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.....................................................(No mesmo instante)
Madrugada de sexta feira, 16 de julho.
1h da manhã.
—E como. Adorei conhecê-la Isabella. Falou ele indo colocar a xícara mais o pires na pia.
—Eu também. Pode deixar, irei lavar depois.
—Não se incomode, eu faço isso lá em meu apartamento.
—Você mora muito longe daqui?
—Moro aqui no Queens mesmo, mas sendo a dois quarteirões daqui.
—Pertinho então.
—É sim. A propósito, e os seus pais?
—Eles morreram em um acidente, sou sozinha.
—Ah! Eu lamento.
—Você tem irmãos?
—Tenho uma apenas, ela se chama Lilly.
—Você é o mais velho?
—Sim. Ela tem apenas 16 anos e adora uma baderna com as aborrecentes de sua idade, bem o avesso de mim.
—Hum, posso imaginar.
—Nos falamos depois, eu tenho o telefone daqui.
—Ok.
Ele secou as mãos no pano de prato e saímos da cozinha, fui caminhando ao lado dele e fomos na direção da porta.
—Eu te ligo mais tarde.
—Tudo bem.
Nos cumprimentamos formalmente e ele sorriu para mim.
—Tenha uma boa noite.
—Você também.
Ele se foi e eu fiquei o olhando pensando milhares de coisas, após ele entrar no elevador eu fechei a porta a trancando e fui para o quarto. Eu me senti um pouco estranha e fui direto para o banheiro tomar um banho.
.
Estando apenas de calcinha, eu me olhei no espelho, mas a friagem me obrigou a ir me vestir e por algo bem quente. Fiz uma touca em meu cabelo e pendurei o sobretudo da Ângela no closet ali do quarto, vesti as meias e me deitei ao lado da minha filha. Eu fiquei pensando, rapazes são atirados, mas acho que ele ao ficar sabendo que eu tenho uma filha e fui casada tão jovem deve ter se assustado. Eu não o crítico e por me sentir de certa forma magoada com essa possível realidade eu deixei as minhas lágrimas rolarem. Pra falar a verdade não foi só por isso e sim por saber que Edward não deixava de interpretar o mesmo papel que os meus pais, isso só piorava tudo e ainda mais. Por isso ele me disse ao me sequestrar que conhecia pessoas que não estavam satisfeitos com os meus pais, deviam ser da mesma laia. Sem aguentar os meus soluços e a solidão, a dor em meu coração me assolou. Era um banho de lágrimas em meu rosto e estava sendo duro e triste demais para encarar de forma firme.
Dormi momentos depois.
.
Às 04:05min.
Despertei com a Marie chorando e a peguei no colo, parecia que havia um despertador invisível nela e a mesma acabava acordando quase que no mesmo horário. Ela me sugava bem devagar por estar sonolenta, mas nunca que parava de me sugar. Ao se sentir saciada ela começou a chorar e largou o meu seio, estava enjoadinha por causa do sono. A ninei por ela estar fazendo manha e a cobri bem, ela estava aquecidinha e aos pouquinhos foi parando de chorar e arrotou. Ela dormiu em meu colo e continuei a niná-la bem devagar para ela não golfar, me sentindo exausta eu a deitei na cama e coloquei a chupeta na boca dela. Marie a largou e não insisti, eu estava tão cansada que dormi em questão de minutos.
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Às 09:16min.
Acordei me sentindo mais relaxada e olhei para o lado, Marie estava acordada e quietinha. Brinquei com ela um pouco e precisei ir me aliviar, logo após eu escovei os meus dentes e troquei de roupa. Ajeitei a minha touca e saí do banheiro, deitei-me na cama e resolvi amamentar a minha filha.
Um bom tempo depois eu a coloquei para arrotar e ficamos deitadas, acabei dormindo novamente junto com ela.
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Às 11:03min.
Despertei do nada e me levantei, deixei a Marie ali no quarto e fui ao banheiro.
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Ao retornar ao quarto eu coloquei a Marie no carrinho e ela despertou chorando. A ninei um pouquinho e coloquei a chupeta na boca dela, ela mais que depressa a aceitou.
Fomos para a sala e olhei da janela, o sol estava aquecendo bem o dia que estava com o clima um pouco frio.
—Bom dia. Falou Ângela aparecendo na sala.
—Bom dia.
—Chegou direitinho ontem?
—William é bem gentil, acabou que ele veio aqui por eu tê-lo o convidado e conheceu a Marie. Fiz um cafezinho para nós e conversamos um pouco.
—Gostou dele? Perguntou ela sorrindo.
—É um cara agradável, bem cavalheiro e não posso negar que ele é bonito.
—Só isso e nem rolou um beijinho de boas vindas?
—Acho que ele ficou assustado por eu já ser mãe aos 18 anos. Muitos rapazes novos não querem um duplo compromisso, respeito isso.
—Era visível que ele se encantou por você, ele não tirava os olhos de você.
—Pode até ser, mas antes de saber que eu era mãe.
—Está sendo pessimista à toa bella.
—Estou sendo realista amiga, só isso. Saímos para jantar como amigos, ele não era obrigado a ficar comigo.
—Claro que não, mas se não for ele, conhecerá outro. William é centrado, por isso eu o escolhi. Você merece alguém que cuide e a ame de verdade.
—Não se preocupe amiga, bem, ele disse que me ligaria hoje.
—Ele é de palavra e se disse que ligaria, é porque irá ligar mesmo.
—Não irei criar expectativas, estou cansada demais de tropeçar.
—Vamos tomar café?
—Vamos sim Ângela, estou faminta.
Eu e Ângela fomos tomar café na cozinha e Marie estava no carrinho. Comi bem por eu estar faminta e Ângela precisou sair para resolver alguns assuntos após o café da manhã. A moça que tomou conta da minha filha já havia ido embora e foi bem cedinho, igualmente o namorado de Ângela pelo visto. Não havia muito que fazer e fiquei olhando da janela.
.
Às 13h.
Ângela não havia voltado ainda e o telefone da sala tocou, não pensei muito e fui atendê-lo mudando um pouco a minha voz, nunca se sabe.
—Alô. Falei com a minha voz um pouco mudada.
—Isabella?
—Com quem eu falo? Perguntei logo de uma vez e a minha ficha caiu. –É o William?
—O próprio. Disse ele sorrindo. –Boa tarde.
—Boa tarde.
—Como você está?
—Eu estou bem.......E você?
—Eu estou ótimo. Como a sua filhinha está?
—Ela está bem e está quietinha no carrinho.
—Liguei para saber como vocês estão.
—Está tudo em paz, sendo que Ângela deu uma saidinha.
—Entendi. Estou ligando para te convidar pra sair. Topa?
—Aonde iremos?
—Aceita a vir jantar aqui em casa? Pode trazer a sua filha sem problemas.
—Não quero dar trabalho a você com ela.
—Não é trabalho algum. Aceita?
—Tudo bem, eu irei sim. Que horas eu devo chegar aí? Falei sentindo uma pontada em meu coração, mas eu não iria dar para trás.
—Às 19h o que acha?
—Está ótimo.
—Mas será eu a ir buscá-la, sou um cavalheiro.
—Tudo bem então. Falei sorrindo.
—Se precisar de alguma ajuda com o jantar, não há problema.
—Não se preocupe, está tudo sob controle. Ás 19h eu passarei aí para te pegar.
—Vou aguardá-lo então lá na portaria do prédio.
—Tudo bem princesa, até mais tarde então.
—Até.
Encerrei a ligação e sorri pensativa, jantar junto nem sempre é sinal de romance e às vezes é um bom jeito de se começar uma boa amizade. Parei de sorrir, mas fiquei feliz por ter sido convidada, era um gesto nobre e de confiança dele em mim, afinal ele estava me convidando para ir em seu apartamento. Parei de pensar e decidi ir com a minha filha para a cozinha, olhei nas panelas e me dei conta que eu precisaria me virar. Não sei se a Ângela iria almoçar em casa e fui até a sala, digitei o número do celular dela e aguardei. Tocou três vezes apenas.
—Alô amiga.
—Ângela, eu quero saber se virá para o almoço.
—Irei sim, chego em uma hora.
—Tudo bem.
—E aí, o William já ligou?
—Sim, eu irei jantar na casa dele hoje.
—AAii que beleza! Disse ela sorrindo.
—Pois é, e ele falou que eu poderia levar a minha filha.
—Ta vendo como a sua neura era sem fundamento?
—Nos encontros hoje em dia rola um selinho, uma aproximação para deixar claro, umas ousadas demais e outras no respeito, mas não ouve isso entre nós.
—Calma nem todo mundo é igual e cai matando de cara.
—Não que eu achei o comportamento dele ruim.
—Claro que não, mas fique bem bonita e vá arrasando hoje. Quer deixar a Marie comigo?
—Não precisa e obrigado, eu irei levá-la e não dará trabalho por já estar dormindo. Sei que você pouco para em casa, hoje é sexta e aproveite com o seu namorado.
—Se você não fosse jantar com ele, iríamos a uma balada requebrar bastante e eu pediria a Vanda para ficar com a neném. Podemos ir amanhã.
—É sim, mas eu pago a moça para ficar com a Marie, isso se ela estiver disponível.
—Não se preocupe, apenas divirta-se e que role um beijinho. Um beijinho não, aquele beijo! Disse ela sorrindo.
—New York está te fazendo bem, está bem atirada hein dona Ângela.
—ÉÉÉÉÉ um pouco! Disse ela gargalhando e eu fui obrigada a sorrir.
—Vou desligar e preparar o nosso almoço.
—Desculpe fazê-la cozinhar. Vamos comer fora para não precisar se ocupar?
—Que nada amiga, irei desligar e fazer o nosso rango.
—Tudo bem, beijos.
—Beijos.
Encerrei a ligação e voltei na cozinha, mexi com a minha filha que estava quietinha chupando chupeta e fui olhar o que tinha para fazer. Optei por fazer um estrogonofe de frango e um arroz fresquinho, havia batata palha e conservas de champignon. Comecei a preparar o almoço e Marie começou a chorar, eu tive que baixar o fogo e a peguei no colo. Eu dei de mamar a ela sentada no banquinho da cozinha e ela me sugava com vontade, pensei no pai dela e ele deveria estar uma arara já que eu estava burlando as suas vontades. Hoje era sexta e amanhã era dia dele ir ver a menina, mas ele sentiria o mesmo gosto que eu tive quando ele me tirou a menina. Percebi que a minha filha estava bem faminta e a troquei de seio, o outro estava bem cheio e ela logo continuou a mamar.
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A coloquei para arrotar e após ela o fazer eu fui olhar a panela, já estava pronto e apaguei o fogo. Marie começou a chorar e percebi que ela havia feito o número dois, então a levei para o quarto e a troquei. Estando limpinha ela começou a ficar sonolenta e a ninei devagar, não demorou nada ela fechou os olhos e dormiu. Ajeitei o carrinho dela e a coloquei nele, arrumei o edredom sobre ela e fomos para a cozinha. Deixei o carrinho no canto e fui fazer o arroz, só estava pendente era ele mesmo.
Quando a Ângela chegou, ela havia comprado uma banheira para a Marie tomar banho e umas roupinhas de frio, eu a abracei a agradecendo e almoçamos. Na hora de lavar a louça foi ela quem a lavou e depois ficamos vendo televisão na sala. Marie havia acordado e ela só cochilou um pouquinho após mamar, com isso Ângela a pegou no colo e ficamos assim durante a tarde toda. Ângela não tocou em nenhum assunto que envolvia o outro, ela o detestava.
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Às 18h.
Eu me encontrava no banheiro e dava banho na minha filha, a banheira facilitou bastante e a tirei da água para secá-la. A arrumei deixando-a bem linda e quentinha, até luvinha a Ângela comprou para ela e a minha filha já usava as roupinhas, pois as mesmas foram lavadas e secaram na secadora. Parecia uma bonequinha e vesti a touquinha, peguei a manta e o edredom infantil para poder envolvê-la.
Ângela entrou no quarto e quis segurá-la enquanto eu tomava banho. Lavei-me bem e saí para me secar, não demorei nada para poder me vestir e fiz uma maquiagem bem legal. Olhei-me no espelho e eu estava me sentindo bem. A saia creme de poá com bolinhas preta era uma graça. A mesma ia até a minha coxa. Optei por colocar meia calça preta, blusa preta e um blazer preto. Calcei um sapato de salto da mesma cor do blazer e me senti bem.
Peguei a minha bolsa e coloquei nela coisas para uma possível troca de fralda para a Marie. Peguei outra muda de roupa de frio para ela e coloquei coisas de higiene pessoal para mim. Ângela me deu a outra chave reserva do apartamento dela e peguei a Marie no colo, ajeitei a bolsa em meu braço e a Ângela iria até a portaria comigo. Faltavam menos de dez minutos para às 19h e me apressei, saímos do apartamento e esperamos o elevador subir, quando o mesmo veio, nós entramos e descemos.
Chegamos na portaria e eu tampei o rosto da minha filha com a coberta, eu não queria que a friagem lhe tomasse e ela estava aquecidinha. Olhei mais adiante e o William já havia chegado, o porteiro liberou o portão e saímos, na mesma hora o rapaz veio até a mim estando muito elegante e com roupas de frio.
—Boa noite. Saudou-nos ele.
—Boa noite. Falei sorrindo e ganhei dois beijos na bochecha.
—Olá William. Ângela o saudou. Cuide bem da minha amiga.
—Pode deixar. Disse ele me olhando e sorriu ao olhar a neném em meu colo.
—Tchau bella.
—Tchau amiga.
Nos abraçamos com cuidado e William abriu a porta para eu poder entra, por estar com a Marie eu me sentei no banco de trás. Ele se despediu de Ângela e entrou no carro, o ligou e saímos.
—Como foi o seu dia? Perguntou-me ele olhando para a rua e depois olhou rapidamente para mim através do retrovisor.
—Foi tranquilo. E o seu?
—Muito trabalho, mas gosto do que eu faço. Auxilio o meu pai nos projetos, nas maquetes, visitamos as obras e damos as nossas opiniões. Elaboramos e por aí vai mesmo eu estudando ainda, ele me ensinou e muito.
—Que legal.
—É legal para quem gosta e amo o que eu faço.
—Isso é o mais importante.
Olhei a rua da janela do carro e vi muitas pessoas bem vestidas circulando pelas ruas, não demoramos nada nós paramos em frente a um prédio extremamente alto e fomos liberados para entrar. Reparei que tudo ali era chique e já começava pelas marcas dos carros, pobres não moravam ali e lembrei de Solares, como eu fui ingênua e por isso Edward não conseguia acreditar em mim. Ele estacionou o carro e veio abrir a porta para eu descer estando com um sorriso lindo no rosto, o agradeci e ele quis pegar a neném. A entreguei a ele de bom grado e ele me olhou após ajeitar a manta da neném.
—Está muito bonita.
—Obrigado. Falei sorrindo sem jeito. –Você está muito bem também.
—Bem, menos mal. Disse ele me olhando de forma fixa e ativou o alarme do carro.
Caminhamos pelo estacionamento e fomos para o elevador, após entrarmos no mesmo o número onze foi pressionado por ele. Eu estava bem apreensiva e ajeitei a coberta da neném estando de frente para ele.
A porta do elevador abriu após o mesmo parar e saímos, caminhamos até o fim do corredor e ele abriu a porta do apartamento. O mesmo era espaçoso e organizado, que lugar bonito e de muito bom gosto. A tv era enorme.
—Sinta-se em casa, fique à vontade.
—Obrigado.
—Quer colocar a neném em meu quarto para ela ficar mais confortável? Ela está adormecida e poderá se esticar quando quiser.
—Pode ser, ela só despertará de madrugada para poder mamar.
—Então vamos lá e pode deixar a sua bolsa lá também.
—Tudo bem.
A porta foi trancada por ele e caminhamos pelo corredor, ele abriu a porta e um cheirinho bom masculino me açoitou. O quarto dele era grande e bem organizado. Ele a deitou na cama e eu a protegi com os travesseiros, deixei a minha bolsa sobre o sofazinho no canto e saímos do quarto deixando a porta aberta.
—Aceita um drink? É sem álcool algum por causa da neném.
—Eu aceito sim.
—Então vem. Disse ele segurando a minha mão e me puxou sorrindo.
—Aonde iremos? Perguntei ainda sorrindo.
—Na cozinha. Está com medo de ficar aqui sozinha comigo?
—Não é isso, é só curiosidade.
—Ok. Falou ele me puxando e entramos na cozinha, a mesma era mediana e não enorme, mas bem bonita, moderna e era organizada. Geladeira grande de inox, eu reparava e tudo estava em seu devido lugar. Ele abriu a geladeira, pegou uma garrafa de vidro retorcida e muito bonita contendo uma bebida rosa. William pegou duas taças no armário e passou uma aguinha, a seguir ele as encheu com a bebida.
—Espero que goste, é de morango.
—Adoro morango. Falei pegando a taça.
—Tim, Tim e a nós.
—Tim, Tim. Após eu falar, bebi um pouco da bebida que estava uma delícia o olhando.
—O que achou?
—Bom demais, está no capricho.
—Que bom que gostou. Disse ele enchendo um pouco mais a minha taça. –Prefere comer agora ou depois?
—Já está com fome?
—Um pouco, mas preparei algo para nós antes de comermos.
—Tudo bem.
Ele foi até a geladeira e pegou uma taboa de madeira contendo tira gostos. Queijo nobre em cubos, frios e outros petisquinhos a mais. Até uma sacanagem doce havia para beliscarmos e fomos para a sala, sentamos no sofá e ele ligou o rádio. Deixando em uma música agradável, nós começamos a conversar e a comer. Contei mais um pouco de mim e ele também se abriu um pouco mais. No ramo da engenharia eles eram bem conhecidos e soube dos trabalhos já realizados pela empresa do pai dele. Pontes, estradas, edifícios comercias e para a morada, achei bem legal. A simplicidade nele era cativante, eu pude reparar. Nossa conversa fluiu bem e comíamos o que estava ali, sorriamos bastante e contei a respeito de Solares. Falei das minhas aventuras e como eu conheci a Ângela. Falei a respeito dos rachas e ele disse que eu era bem louca. Sorrimos bastante e pude reparar que ele era bem na dele, gostava de balada, mas não era baderneiro. De forma carinhosa ele colocou um pedaço de frio em minha boca e ficou me olhando, com isso eu sorri um pouco sem jeito pelo seu olhar ser intenso. Do tipo que tira a calcinha da mulher com esse tipo de olhar, mas era natural e sem maldade da parte dele. Ele era um homem de presença e o olhar dele nos prendia, ele era lindo. Antes eu saberia me sair, mas após eu dar à luz eu senti que eu mudei um pouco. Piorava por amar o outro e pensando no que ele fazia, isso me deixou mal e me instigou a continuar.
—O que foi? Perguntei sem ser grosseira e sorrindo de leve por ele estar me olhando daquela forma.
—Estou a admirando.
—A ta.
—Faço mal?
—Não, imagina. Falei mexendo os meus dedos, eu estava me sentindo uma adolescente virgem e acanhada sendo uma mulher já.
—O que achou de mim? Perguntou ele sendo direto e sem rodeios.
—Uma pessoa muito bacana e pra lá de gentil, eu o achei bem reservado.
—É eu sou. Disse ele me olhando. –Sou reservado, mas sei me descontrair bem mais quando quero.
—Eu sei e ok. Falei sorrindo e lembrando as palavras de Ângela a respeito dos homens quietinhos se tornarem intensos na cama.
—Quer um pouco mais do drink?
—Um pouquinho, está delicioso.
—Ok.
Ele foi até a cozinha e voltou com a garrafa, ele me serviu e depois a si. Bebemos a bebida nos olhando e ele se sentou bem pertinho de mim, meu coração acelerou na mesma hora. Além de bonito e gentil, William era intenso pude observar.
—Eu gostei mesmo de você Isabella.
—Eu também de você.......Pode acreditar porque é verdade.
—Que bom. Disse ele segurando a minha mão e a beijou, depois ele olhou para mim causando borbulhas em meu estômago por não saber lidar direito com o que estava acontecendo.
—Eu gostaria de fazer algo, mas espero não estar infringindo o seu querer.
—Não está. Falei o olhando e sentindo o meu coração acelerar ainda mais, eu precisava me dar uma chance urgentemente eu repetia em minha mente.
—Não mesmo? Perguntou ele se aproximando ainda mais de mim e eu neguei. –Menos mal. Falou ele antes de selar os nossos lábios de forma bem suave.
Pude sentir os lábios dele nos meus e era macio, segundos depois ele se afastou me olhando, mas tomando coragem ele tornou a se aproximar e me beijou com vontade, senti o gosto de morango nos lábios dele e nós aprofundamos o beijo que começou ótimo na minha concepção de mulher e se tornou maravilhoso pegando-me de surpresa. O mesmo se encaixava e as nossas línguas se encostavam de forma vagarosa, ele beijava estupidamente bem e perdi o meu fôlego sentindo o meu corpo se arrepiar por inteiro ao lembrar dele.......
—Eu, eu preciso de ar. Falei baixinho após me afastar com a mão em meu peito e me recuperando, depois abri os meus olhos.
—Precisamos. Disse ele me olhando nos olhos e tornou a selar os meus lábios para depois se afastar. –Sua boca se bobear vicia, o seu beijo é maravilhoso.
—É mesmo? Perguntei acanhada.
—Eu estaria fora de mim para dizer o contrário. Disse ele entrelaçando os nossos dedos e eu permiti o contato.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—O que pensou quando soube que eu tinha uma filha?
—Quer a verdade?
—Sim. Sei que estamos nos conhecendo e não estou lhe cobrando nada, nem quero que se sinta obrigado a ficar comigo por causa da Ângela. Somos amigas sim e, nós também se você assim preferir.
—Não mesmo, eu não ficaria com você só porque outra pessoa quis. Se você está aqui é porque eu gostei de verdade de você. Não quero que se sinta frustrada só porque é jovem e tem uma filha, não é o fim do mundo. Sabe disso.
—Há homens que não gostam. Pensei que seria apenas uma boa amizade.
—Não quero fazer algo que você não goste, posso sentir o quanto está magoada e respeito isso.
—Isso é verdade, mas não se preocupe porque eu sei diferenciar as pessoas.
—Estou percebendo. Disse ele acariciando o meu rosto. -Não irei lhe cobrar ou forçá-la a nada, irei conforme o seu ritmo. Eu não vou mentir e dizer que eu não fiquei encantado, mas quero ser sincero e dizer que iremos devagar. Não quero que um dia cheguemos a ficar magoado um com o outro, pois eu desejo que volte logo.
—Meu ex-marido tem direitos sobre a menina e como você sabe, não posso lhe negar o direito de pai. Ele me acharia.
—Nem eu irei lhe pedir isso, mas peço a sua sinceridade. Quero poder conhecê-la melhor, lhe chamar para sair, viajar e ser alguém especial para vocês duas se me permitir a isso. É difícil fazer planos agora, mas vejo coisas boas em você e que a faz ser diferente. Sinto que não é uma mulher totalmente realizada e desculpe se eu a ofendo dizendo isso. Tenho em mente que as mulheres devem ser veneradas e bem tratadas. Disse ele me comendo com o olhar, mas era natural dele. Ele era um homem sexy sem fazer força para ser.
—Não mesmo, está certíssimo por incrível que pareça. Por sorte eu tenho amigos verdadeiros.
—Isso é muito bom, ótimo eu diria...Iremos aos poucos pode ser? Perguntou ele se aproximando de mim.
—Claro que sim.
Voltamos a nos beijar e como ele beijava bem, eu me senti bem nos braços dele e em nenhum momento ele avançou o sinal comigo. Encostei-me no sofá e ele continuou me beijando, seus beijos tão calorosos me incendiava e nisso eu me recordei dos beijos........dele novamente trazendo-me a frustração. Abri os meus olhos para poder me encontrar e ao olhá-lo tão entregue a mim, eu o beijei de forma entregue por ser justo. Eu não podia negar que eu estava gostando do beijo e...
—Com gostinho de morango. Disse ele ao se afastar pouca coisa de mim.
—Eu gostei. Falei sorrindo e lembrei do meu bebê. –Preciso olhar a minha filha. Pode ser?
—Vamos lá. Falou ele se levantando e segurando na minha mão.
Fomos andando pela casa de mãos dadas e entramos no quarto, Marie dormia a sono solto e estava bem. Ela havia largado a chupeta e ajeitei a manta dela, arrumei o pequeno edredom e olhei para ele.
—Está tudo bem.
—Estão aqui, acho que confortáveis e isso é que importa.
—Acho não, eu tenho certeza que eu estou confortável. Falei me levantando.
—Que bom.
Voltamos a nos beijar e ele envolveu a minha cintura a apertando, já eu circulei o pescoço dele ficando na ponta dos meus pés por ele ser bem mais alto que eu. Ele tinha pegada, isso eu pude reparar e me afastei indo olhar da janela me sentindo um pouco estranha. Eu precisava superar o que eu estava sentindo e conseguiria, aquele traste não me impediria de ser feliz mesmo estando a quilômetros dele.
—É tão alto. Falei olhando para o lado de fora.
—Não gosta? Perguntou ele se aproximando de mim e me abraçou por trás, pude sentir o seu cheiro pra lá de bom e a quentura de seu corpo.
—Não ligo apesar de ter medo de altura, o bom é que podemos admirar a vista.
—É verdade.
Ficamos ali olhando para a vista e senti por duas vezes ele beijar o meu pescoço. Um tempinho depois nós fomos para a cozinha, ele acendeu o forno e aqueceu a comida na panela, o cheirinho que subiu foi muito bom. Teríamos para o jantar dizendo ele, lombo recheado com creme de grão de bico ao alecrim e arroz com vegetais. Achei chique demais e me perguntei se foi ele quem fez, mas eu queria tirar essa dúvida.
—Foi você quem fez o jantar?
—Foi à moça que vem aqui uma vez na semana limpar o meu apartamento. Eu fico mais na rua que em casa, pouco suja e eu me viro na cozinha como eu posso durante a semana. Eu já chego cansado e praticamente tomo o meu banho e desmaio na cama. Duvida dos meus dotes culinários? Perguntou ele sorrindo.
—Não. Afirmei sorrindo e ele me deu um selinho.
—Eu pedi algo especial e tomara que a agrade.
—Já agradou.
—Humm!!!
Ele muito educado me fez sentar à mesa na sala e voltou para a cozinha, ao retornar ele nos serviu. O drink que beberíamos era à base de abacaxi com menta e ao prová-lo adorei. Os sabores casaram bem e era mesmo bom, eu nunca havia o provado antes e beberia repetidas vezes. O jantar era bem exótico pelos ingredientes e começamos a comer, o sabor estava divino e lembrei da minha amiga Mary, ela também cozinhava muito. Ele não sabia o que fazer para poder me agradar e me fazia carinho às vezes. Eu estava feliz por causa disso e continuamos a comer.
Quando nós terminamos ficamos conversando, ao nos sentir mais leves ele foi buscar a sobremesa e dizendo ele era musseline de laranja com chocolate, estava bom demais e comemos juntos por duas vezes.
.
10min depois.
Ele não me deixou levar as louças para a cozinha e disse que eu era uma convidada especial, mas após eu dizer que não tinha frescuras e convencê-lo, eu sequei a louça com a ajuda dele. Ele secou as minhas mãos de forma suave e fomos para a sala, ainda estava rolando uma musiquinha de fundo e continuamos a conversar. Falei um pouco do meu casamento frustrado, mas não os reais motivos. Ele logo mudou de assunto para não me magoar e achei melhor. Ele me disse que fazia meses que estava sozinho por ter uma vida corrida, mas foi sincero ao falar que da próxima vez ele daria mais atenção a sua parceira. Devíamos aprender com os erros e eu concordei com ele. O papo estava fluindo e ele me beijou, o beijo foi mais ousado e ele se afastou ao sentir que se empolgou ao beijar o meu pescoço com mais intensidade causando-me sensações em meu corpo para minha total surpresa. Sem querer um suspiro rompeu dos meus lábios e ele me olhou. Eu não era uma mulher frigida, independente de tudo ele era bom com toques e beijo.
—Não irei desrespeitá-la.
—Não está. Falei negando e o beijei novamente por precisar me curar de uma doença chamada Edward.
Nos beijávamos com loucura e ele foi parando o beijo aos poucos, o meu coração estava acelerado e acho que o dele também.
—Gostou do jantar?
—Muito. Preciso ir ao banheiro, posso?
—Claro que sim.
—Pegarei o meu nécessaire em minha bolsa.
—Tudo bem, eu irei aguardá-la.
—Já volto. Após eu falar o beijei.
Sai de perto dele e fui até o quarto, a neném se mexia e eu a ninei fazendo com que ela tornasse a ficar quietinha. Logo após eu peguei o meu nécessaire na bolsa e saí do quarto, fui até a sala e encostei-me na parede o olhando.
—Não sei onde fica, preferi vir perguntá-lo a abrir as portas.
—Que bobagem. Falou ele sorrindo e se levantou do sofá, segurando em minha mão ele me indicou a porta.
—Obrigado.
Entrei no banheiro e olhei em volta. O mesmo era lindo e muito limpo, com um imensa banheira branca, pisos cor de creme, uma bancada de pia enorme e um imenso espelho. Tudo muito bem requintado e luxuoso. O cheirinho bom era intenso e precisei me aliviar às pressas por estar apertada e me asseei depois. Lavei as minhas mãos e olhei os meus dentes, retoquei o meu gloss e ajeitei o meu cabelo. As horas já haviam passado e muito, 23:29min marcava o relógio. Eu não estava me importando com o horário e Ângela há essa hora estava longe.
Saí do banheiro e fui guardar o meu nécessaire em minha bolsa, Marie dormia a sono solto e saí do quarto dele. Caminhei pelo corredor e fui até ele, o abracei por me sentir tão carente e fui retribuída com ternura. Ele me lembrava o jake no seu jeito de ser.
.
3min depois.
Ele desligou o rádio e ligou a tv, o apartamento dele estava quentinho e ele sumiu das minhas vistas após me pedir só um minutinho.
.
Quando ele retornou à sala, ele segurava uma manta muito bonita e a colocou sobre mim.
—Sei que está frio.
—Obrigado. Após o agradecer ele me deu um selinho.
Nos acomodamos no sofá e ficamos assistindo um filme bem legal. Vez ou outra nós nos beijávamos e tornávamos a olhar a tv, só sei que nos entretemos no filme e eu fui sentindo as minhas pálpebras irem pesando. Estando sonolenta e acho que ele também, nós nos beijamos. O beijo foi tão cheio de carinho e acolhedor, que ficamos nos olhando depois.
—Está me queimando com esse lindo olhar. Disse ele antes de selar os nossos lábios bem lentamente. –Quer ficar aqui hoje comigo? Não leve para o lado sexual, pois eu adorei a sua companhia. Adorei a sua presença e estou bem feliz.
—Eu estou toda arrumada e não tenho roupa, para ser sincera eu estou naqueles dias e......
—Não há problema, pode dormir em minha cama com a sua filha e eu durmo em um quarto de hospedes. O que acha? Tome café da manhã comigo, fique aqui e direi a Ângela que eu a sequestrei. –Você está desprovida de objetos pessoais?
—Você diz absorventes? Perguntei sorrindo. –Não sou grilada com isso, é algo natural que faz parte da vida de nós mulheres.
—Sei disso. Disse ele sorrindo e selou os nossos lábios. –Já tive namoradas, sei como é.
—Eu sempre ando precavida, nunca se sabe.
—Faz bem. Então fique aqui comigo.
—Não me conhece direito, é o nosso segundo dia juntos.
—Conheço a Ângela, se é a melhor amiga dela significa que tem muito caráter. Sei reconhecer isso em uma pessoa.
—Pode pensar mal de mim por dormir aqui.
—Não iremos fazer amor, é apenas companhia, carinho, na verdade eu também estou precisando.
—Um homem bonito e gentil, eu não acredito que faltam pretendentes.
—A quantidade para mim não importa e sim uma em especial.
—Nem para mim William.
—Estamos quites então.
—Sim. Falei afirmando.
—Sim de ficar aqui?
—No duplo sentido, considere assim.
—Que bom. Falou ele sorrindo e me beijou.
.
4min depois.
Nos afastamos depois de nos beijarmos tanto e ele mudou de canal, havíamos despertado um pouco mais e ele pegou um pouco mais de drink para nós. Estava tão bom esse namorico que em nenhum momento me permiti pensar no outro, pois eu sabia que eu arruinaria tudo caso fosse o contrário. Pode parecer precoce, mas o choque ao saber o que os meus pais roubaram deles não me deixava alternativa a não ser me envolver com alguém. Às pressas eu diria.
.
Às 00:20min.
—Irei pegar tudo que você precisa para poder descansar. Quer tomar um banho?
—Irei dar muito trabalho, mas não consigo dormir sem me banhar.
—Nem eu. Disse ele me olhando de forma penetrante. –Há toalhas, roupões, fique à vontade. Posso emprestá-la uma blusa minha que se tornará em você um blusão.
—Irei aceitar, mas que não seja branco e transparente.
—Pode deixar. Disse ele me abraçando. –Eu não faria isso.
—Então ta.
Fomos até o closet do quarto dele e ele abriu a gaveta, estava tudo muito bem organizado e escolhi uma blusa cinza. A mesma viraria um vestido em mim e fomos até o banheiro após eu pegar o meu nécessaire, mostrando-me tudo ele se retirou do recinto e eu fechei a porta. Era muita loucura dormir na casa de um desconhecido, mas ele estava me dando tudo que eu estava precisando e sendo de confiança da minha amiga Ângela, eu relaxei. Banhei-me à vontade e me senti bem limpa, saí para me secar e me vesti. Penteei o meu cabelo e escovei os meus dentes, arrumei o banheiro e saí do mesmo segurando as minhas coisas. Fui para o quarto dele e deixei a minha roupa sobre a minha bolsa, sentei-me na cama e ele apareceu já de banho tomado e de pijama minutos depois.
—Vim te dar boa noite, se precisar beber água ou querer algo na geladeira, disponha.
—Se eu precisar será água.
—Não há problemas. Boa noite princesa.
—Boa noite e durma bem.
Nos beijamos por uns minutos e ele se afastou, mas tornei a puxá-lo para mim e sorrimos. Nos beijamos lentamente, e acariciei sua nuca, cabeça, estava tão bom. Ele beijou o meu pescoço de forma intensa e tornou a se afastar sorrindo. Ele foi até o closet e voltou trazendo dois edredons. Deitei-me direito e cobri-me, ele me beijou estando eu deitada ao lado da minha filha e nos perdemos no beijo.
—Acho melhor eu ir. Disse ele me olhando.
—Tudo bem.
—A propósito, eu falei com a Ângela e já está tudo bem.
—Obrigado.
—Até amanhã.
—Até.
Nos beijamos mais um pouco e ele se foi deixando apenas a luz do abajur acesa. Eu estava quentinha sob a coberta e fechei os meus olhos, por estar me sentindo leve e sonolenta eu logo dormi.
.
.........................................................................................
Madrugada de sábado, 17 de Julho.
Às 03:45min.
Acordei com a minha filha chorando e me sentei na cama, o sono me dominava e a peguei no colo. Sem demorar muito eu a amamentei e por sentir o quarto quente deduzi que havia um aquecedor em funcionamento. Estava bem quentinho e apalpei a fralda dela, ela estava bem molhada e a esperei se saciar. Ela mamava cheia de vontade e abria e fechava os olhinhos constantemente, mas por estar com muito sono Marie começou a mamar de olhos fechados. Não se aguentando mais ela dormiu, mas ao tirá-la do meu seio ela chorou e a coloquei para mamar outra vez. Ela me sugava e parava, me sugava e parava, mas se rendendo ela dormiu e a coloquei para arrotar. Surpreendi-me com a sua pirraçar por dar leves tapinhas em suas costinhas e ela arrotou, mas com jeitinho e colocando a chupeta na boca dela ela tornou a dormir. Minutos depois eu a deitei e fui até a bolsa, peguei as coisas dela e a troquei rapidinho. Ela ficou mais sequinha e a cobri melhor, a seguir eu fui ao banheiro ali do quarto e me aliviei. Após lavar as minhas mãos eu voltei para a cama e me deitei, cobri-me e fechei os meus olhos.
.
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Às 09:12min.
Acordei com a neném reclamando em sua linguagem infantil e coloquei a chupeta na boca dela. Levantei-me estando bem disposta e fui para o banheiro me aliviar e escovar os meus dentes.
.
Voltei para o quarto e deixei a neném deitada, ela já devia estar acordada a um bom tempo, pois os seus olhinhos estavam abrindo e fechando, acho que ela dormiria novamente sem mesmo pedir através do choro para poder mamar. A peguei no colo mesmo assim e a amamentei, o efeito foi contrário, ela acabou despertando.
Minutos depois eu saí do quarto com ela e fui andando pelo corredor, vi a porta de um dos quartos aberta e caminhei até lá, William estava deitado na cama e assistia televisão. Estando com roupas casuais e não pijama mais, ele ao notar a minha presença olhou na direção da porta.
—Bom dia. Falei estando parada na porta.
—Bom dia. Disse ele no momento que eu resolvi me aproximar e ele se levantou para vir selar os nossos lábios. –Dormiu bem?
—Muito bem, nem estranhei o ambiente.
—Isso é bom.
—É sim e eu estou bem relaxada.
—Aqui é tranquilo. Disse ele me olhando e olhou para neném. -E você princesinha? Perguntou ele pegando a neném no colo e a neném o olhava.
—Os olhinhos dela são verdinhos. Disse ele a reparando melhor.
—É sim e puxou a cor dos olhos do pai.
—Hum. Fez ele me olhando. -Que bebê linda. Disse ele brincando com ela.
—É mesmo fofa a minha bebê. Falei sorrindo.
—Vamos tomar café?
—Vamos sim.
William desligou a televisão e saímos do quarto, eu me lembrei de me vestir e o informei que eu precisava me trocar. Ele ficou com a neném no quarto dele e eu me troquei ali no banheiro mesmo, eu estava toda arrumada novamente. Estando sem maquiagem, eu saí do banheiro e fui até ele o abraçando com cuidado por causa da neném.
—Fiz você dormi fora da sua cama.
—Não há problema, foi por uma boa causa.
—Você acha?
—Sim. Após ele afirmar me beijou.
Fomos para a cozinha e me sentei no banquinho, ele me deu a neném e reparei que estava sobre abancada as xícaras, uma jarra de suco, copos, panquecas ali recém feitas, geléia, frutas, frios e pãezinhos. Sorri ao olhar para ele e ele me serviu, depois fez o mesmo consigo e começamos a comer. Bebi um pouco de café com leite ao comer o pão e por último foi o suco, na verdade eu comi de tudo um pouco e ele fez o mesmo. Estava deliciosa a panqueca e comi com ele me dando na boca, Edward chegou a me oferecer coisas em seu momento bipolar e fiquei olhando para o William. Mudei as estações em meus pensamentos e acabamos nos beijando pra valer depois. O beijo estava bom demais e voltamos a comer.
—Hum! Que delícia. Disse ele sorrindo.
—Foi sim. Falei sorrindo e ganhei um selinho demorado.
Terminamos o café e a louça foi lavada por ele, tudo foi guardado e fomos para o quarto. Arrumei a cama dele sob protestos, mas se eu baguncei eu a arrumaria.
Fomos para a sala e nos sentamos no sofá, à televisão foi ligada e ficamos assistindo estando a Marie em meus braços.
.
Às 13:25min.
Na hora do almoço eu me arrisquei no fogão, fiz algo bem gostoso para nós e comemos bebendo um suco de melão que ele mesmo fez. Marie estava dormindo no quarto após mamar bastante e almoçamos, ele adorou tudo que eu fiz e me deixou saber que a comida estava saborosa através de palavras gentis. A sobremesa foi sorvete e o tomamos na sala, ficamos à vontade no sofá e ele veio me beijar. No que ele se afastou.
—Sei que você estará indo embora na segunda feira, então volta na terça.
—Terça? Perguntei sorrindo. –Não tem como eu vir na terça.
—Vou sentir muita saudade enquanto estiver lá. Sei que é precoce eu sei, mas estou me sentindo bem com tudo que está acontecendo.
—Eu também, estou adorando os nossos momentos.
—Quando pretende voltar?
—No máximo quinta. Tenho que resolver algumas coisas lá e deixar o meu lar abandonado com tudo meu lá não é legal. Eu moro em uma casa e não em um apartamento, não é condomínio fechado e devo tomar cuidado. Nunca se sabe né?
—Sei disso. Vende a sua casa e venha morar aqui em New York.
—Não é tão simples assim.
—E por que não?
—Estou sozinha com a minha filha, preciso trabalhar e eu não tenho vergonha de dizer que eu não sou mais “rica”. Tenho dinheiro na conta e está dando para me manter normalmente e nada me faltará por um bom tempo, mas preciso trabalhar. Não tenho com quem deixar a minha filha e estou bem apavorada em relação a isso. Quero encontrar alguém que tome conta dela para eu poder trabalhar.
—Eu adorei você, pode ficar aqui comigo se quiser.
—É cedo demais para isso, mas agradeço o seu convite. Falei acariciando a mão dele.
—Nada irá faltar para você ou para ela.
—Sei disso, mas não quero apressar as coisas. Eu não irei fugir de você e obrigado pela consideração sem mesmo me conhecer.
—Sei que um bebê gasta e pelo fato de você estar sozinha, isso me faz querer cuidar de vocês. Eu gostei de cara de você e estou adorando tudo. Não fizemos nem amor por tudo ter que acontecer em seu determinado tempo e mesmo assim, eu amei você ter aceitado o meu convite em ficar aqui.
—Que fofo. Após eu falar o beijei.
.
2min depois.
—Desse jeito eu não deixarei você ir embora na segunda feira, irei prendê-la aqui. Disse ele sorrindo.
—Tenho mesmo que ir, mas eu volto.
—Posso ir com vocês?
—Isso tudo é medo de eu não voltar? Perguntei me lembrando de Edward e não sei se seria uma boa ideia mesmo eu morando sozinha.
—Posso ficar em um hotel para não a perturbar.
—Não quero tirá-lo de seus compromissos com o seu pai. Eu prometo voltar.
—Mesmo? Perguntou ele acariciando o meu braço.
—Claro que sim.
—Eu iria buscá-la. Disse ele me olhando. –Pergunto a Ângela e lhe faço uma surpresa sem mesmo conhecer bem aquelas bandas de lá.
—Não está falando sério. Falei sorrindo.
—Nunca duvide de um homem. Disse ele negando ao me olhar nos olhos e me beijou cheio de ternura.
O beijo dele era mesmo bom e o retribuí, eu precisava desintoxicar o Edward das minhas entranhas e pra falar a verdade eu não sabia qual seria a reação dele quando eu chegasse em Diamantina. Eu não iria ficar amedrontada mais, Edward já estava sendo excluído aos poucos. Coisa louca essa deixa do meu coração, mas a razão teria que reinar. Seria mesmo bom o Edward me ver com outro homem, só assim ele veria a diferença de tratamento e facilitaria o nosso divórcio. Aos poucos nós fomos parando de nos beijar e ficamos assistindo televisão.
.
Às 18:26min.
Eu estava com a Marie no colo e peguei a minha bolsa sobre a cama, iríamos para o apartamento da Ângela. Eu estava aguardando o William terminar de tomar banho e brinquei com a minha filha, estava na hora dela tomar banho e assim que nós chegássemos, eu a banharia.
William apareceu no quarto estando todo arrumado e lindo, ele quis pegar a Marie e eu ajeitei a bolsa em meu braço. Saímos do mesmo após eu apagar a luz e fomos andando pelo corredor, chegamos na sala e saímos do apartamento. William o trancou e caminhamos até o elevador, esperamos ele descer, pois o mesmo se encontrava no décimo quarto andar. Quando ele chegou entramos e fomos para a garagem.
.
William abriu a porta do carro e eu entrei, logo a seguir ele me deu a Marie. A mesma fazia sonzinhos de bebê e sorrimos um para o outro após olhá-la.
—Assim que eu chegar irei banhá-la.
—Não estamos longe, logo estaremos lá.
Ele fechou a porta do carro e entrou no mesmo, após ligar o carro nós saímos. Olhei o movimento do lado de fora e sorri levemente, eu estava adorando estar em New York novamente e me sentindo querida pelas pessoas. Pra falar a verdade eu me precipitei em ter comprado aquela casa, mas viver do jeito que o William e a Ângela viviam ali era impossível. Ele jogou um beijo através do espelho para mim e eu sorri, joguei outro e continuei pensando na minha vida.
Chegamos no prédio de Ângela e eu protegi o rosto da minha filha, saí do carro com a ajuda de William e ele ativou o alarme. Fomos para o elevador, subimos para o sétimo andar e abri a porta do apartamento de Ângela com a chave extra que ela me emprestou. Minha amiga estava na sala com o namorado e nos cumprimentamos, Ângela sorriu piscando um olho para mim e eu sorri.
—Preciso ir banhar a minha filha, volto já.
—Ok princesa.
Selamos os nossos lábios e os outros nos zoaram, sorri estando sem jeito e me retirei da sala com a minha filha. Entrei no quarto e fechei a porta, a deixei deitada na cama chorando e fui preparar tudo para eu poder banhá-la.
Peguei uma roupa bem quentinha para ela e meias de lã, peguei o par de luvinhas e a despi no banheiro como eu pude para ela não pegar golpe de ar mesmo o apartamento estando com o aquecedor ligado.
Comecei a banhá-la e ela chorava, lavei todas as suas dobrinhas e ela ficou limpinha. A sequei rapidinho e passei pomada nela, seu umbiguinho estava perfeito, mas mesmo assim eu passei um pouco de álcool. Coloquei talquinho nela e a vesti, ela ficou fofa e a deitei na cama estando protegida com o edredom.
Sendo a minha vez agora, eu peguei um vestido vinho de manga cumprida e tudo que eu precisaria. Fui para o banheiro e me lavei por inteira, até o meu cabelo eu o lavei e depois me enxaguei. Saí para me secar, depois hidratei a minha pele e me vesti. Penteei o meu cabelo, passei um pouco de colônia e escolhi um brinco para eu colocar. Peguei um outro cordão e fiquei apresentável após eu fazer uma leve maquiagem, pois até a minha amiga estava arrumadinha.
Saí do banheiro e vi que a minha filha havia dormido, eu não mexeria nela agora pelo o William estar me esperando e saí do quarto deixando a porta aberta. Caminhei pelo corredor e entrei na sala, eles estavam tomando vinho e me sentei ao lado de William.
—Te fiz esperar muito? Perguntei de jeito que só ele escutasse.
—Não tem problema. Falou ele me olhando. –Está linda.
—Obrigado. Aproveitei e tomei logo o meu banho.
—Está tão cheirosa. Falou ele sentindo o meu cheiro através do meu pescoço.
—Adoro ficar cheirosa.
—Que bom ouvir isso, eu adoro.
—Quanto mel! Falou Ângela sorrindo.
Fiquei sendo paparicada por ele e conversávamos estando eles degustando um bom vinho. Peguei um pouco de suco na geladeira tendo a companhia de William e ele de forma dominadora, o que me surpreendeu, ele encostou-me na parede e me beijou cheio de posse. Isso me fez lembrar do Edward e fiquei bem surpresa com a pegada de William, ele era quem estava conduzindo o beijo, as caricias e eu fiquei passiva por causa das minhas malditas recordações. Ficamos nos beijando e envolvi o pescoço dele, de forma respeitadora e carinhosa ele deslizou as mãos em minhas costas durante o nosso beijo. Estava bom, muito bom para ser sincera e ele beijou o meu pescoço me fazendo ter sensações, recordações ótimas e continuamos a nos beijar comigo sentindo vontade de chorar. Fomos parando o beijo aos poucos e ele acariciou o meu rosto.
—Vamos voltar para a sala? Pedi o olhando e acariciei o rosto dele, ele não merecia nada de ruim mesmo. Nem os meus pensamentos se tratando do Edward.
—Tudo bem. Disse ele me abraçando.
Saímos da cozinha estando ele envolvendo o meu pescoço e nos sentamos no sofá. A conversa fluiu, e por volta das 21h pedimos uma pizza.Quando a mesma chegou comemos bebendo refrigerante e eu preferi beber um suco de fruta novamente. Estava muito boa e me senti empanzinada após comer o terceiro pedaço. Nos entretemos jogando cartas, sendo que eu não sabia muito e William me ensinou. As horas foram passando e por volta das 22:40min, eu fui até o quarto ver a minha filha e ela dormia, a peguei no colo e tirei o meu seio para fora, coloquei o bico na boca dela e a acariciei de forma para ela me sentir em sua inconsciência. O seu choro dengoso veio com tudo e ao sentir algo em sua boca, ela começou a mamar com vontade na mesma hora e resmungava em sua linguagem infantil.
—Dormiu sem jantar bebê. Falei a acariciando. –Amo você coisinha fofa e linda da mamãe.
Marie mamou até se saciar e a coloquei para arrotar, não demorou muito ela o fez. Coloquei a chupeta na boca dela e logo ela dormiu novamente. A deitei na cama com cuidado e me levantei, fui para a sala e eles conversavam.
Por volta das 23h Ângela e o namorado nos deram boa noite e se retiraram da sala, apaguei a luz e deixei apenas um abajur aceso. A televisão também iluminava o ambiente e nos acomodamos no sofá, ficamos deitadinhos um do lado do outro e ele não parecendo resistir por muito tempo me beijou. O clima começou a esquentar e suspirei com os seus beijos em meu pescoço, isso pareceu enlouquecê-lo e tornou a me beijar com mais entusiasmo. Eu acariciei o braço dele e suas costas, inclinei a minha cabeça para trás e ganhei mordidinhas em meu pescoço. Por estarmos bem pertinho um do outro, pelo clima estar quente e por eu não ser nenhuma virgenzinha mais, eu o senti excitado. Ele estava muito bem servido e mesmo estando me desejando, ele soube me respeitar. O escutei suspirar ao me beijar e nos afastamos para respiramos, mas continuamos no sofá um ao lado do outro.
—É melhor nos comportarmos, não quero parecer desrespeitoso para você.
—É..........eu sei. Eu disse o olhando. –Estamos nos comportando e não há nada de indecente no que estamos fazendo. Falei sorrindo.
—Tudo bem. Após ele falar me beijou.
Continuamos a nos beijar e ele estava sendo bem carinhoso, tudo que o outro não era comigo. Lembrar dele me deixava um pouco pra baixo. Pra baixo era da forma que ele queria que eu ficasse e me deixando bem raivosa por causa disso, eu olhei para o William com uma vontade imensa de convidá-lo a viajar comigo, mas me contive e tornei a fechar os meus olhos. Os nossos lábios se moviam em sincronia e precisei me afastar pouca coisa para eu respirar. Ficamos abraçados e estava sendo bom demais receber carinho, eu estava me sentindo tão só.
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Às 00:26min.
—Está na hora de eu ir. Falou ele parando de me beijar e senti um pouco a sua dificuldade de se afastar de mim.
—Ficará sozinho lá? Perguntei o olhado.
—Eu, as paredes e os móveis. Falou ele sorrindo e eu sorri pra valer.
—Bobo, sabe do que eu estou falando.
—Eu irei chegar, tomarei um banho e irei direto para a cama dormir.
—Tudo bem. Iremos nos ver amanhã?
—Virei pegá-la e iremos nós cinco sair. Ligarei amanhã para o Thiago e marcaremos de almoçarmos juntos, mas às 13h estarei aqui.
—Ok.
Ele se levantou e depois eu fiz o mesmo já que ele estava deitado na beirada do sofá. Fomos até a porta e ele selou os nossos lábios, segundos depois nos afastamos e eu abri a porta para ele.
—Boa noite princesa.
—Boa noite.
Ele veio até a mim e me beijou, sorrindo eu me afastei e ele segurou em minha mão. Sem falar nada ele se foi e o aguardei entrar no elevador. Dei um tchauzinho antes de ele entrar no elevador e fechei a porta, a tranquei e fui para a cozinha beber um pouco de água.
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9min depois.
Eu já estava de camisola e acabava de escovar os meus dentes, sequei as minhas mãos e fui me deitar. Eu estava feliz por ter conhecido o William, mas eu não podia negar que eu estava sofrendo lá no meu íntimo por um amor proibido. Malditas foram às vezes em que eu transei com Edward de forma desprotegida, onde a intimidade era maior e eu o sentia ir cada vez mais fundo em meu ser. Eu acabei ficando de joelhos por ele sem querer e chorei ali sozinha. Olhei para a minha filha e sequei os meus olhos, eu me condenava por ter sido tão ingênua e por Edward ter invadido o meu coração sem ser convidado.
—Como isso foi acontecer meu Deus? Por que o senhor permitiu algo tão impróprio, injusto e que arrasou a minha vida? Sei que não olha por mim, por isso aconteceram tantas desgraças!
Soquei a cama inconsolada e me lembrei que a neném estava dormindo bem ao meu lado, tentei me controlar e fechei os meus olhos, pois dormir seria a minha solução no momento.
—Não será um criminoso a fazer parte da minha vida. ......eu não sou assim. Lamentei.
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Madrugada de Domingo, 18 de Julho.
Às 04:18min.
Despertei com a minha filha chorando e eu a amamentei, após colocá-la para arrotar nós voltamos a dormir.
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Às 09:12min.
Acordei com a Marie chorando pra valer e a peguei no colo, dei o que ela queria, mas ela continuou chorando. Olhei a fralda dela e eu teria que trocá-la, não pensei muito e a troquei. Limpei bem ela e coloquei outra fralda após passar a pomada, só sei que ela ficou quietinha na cama e eu fui lavar as minhas mãos. Aproveitei e escovei os meus dentes, após secar as minhas mãos eu penteei o meu cabelo e troquei de roupa rápido ao ouvir a minha filha começar a chorar.
Sentei-me na cama e peguei a Marie no colo, ela imediatamente começou a me sugar assim que eu coloquei o bico do meu seio na boca dela. Ela parecia faminta e mamou bastante, ao se enjoar ela fez sons de bebê e largou o meu seio.
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Após ela arrotar eu saí do quarto e o apartamento estava silencioso, Ângela e o namorado deviam estar dormindo ainda e coloquei o meu bebê no carrinho. O mesmo estava na sala e o empurrei até a cozinha, preparei o café da manhã e esperaria eles acordarem para tomarmos o café juntos. Deixei tudo arrumadinho e as três xícaras em posição, a seguir eu fui para o quarto com a neném e a deitei na cama. Peguei o meu celular na bolsa e o liguei, havia dozes mensagens de texto e li uma delas.
“Onde você se meteu com a minha filha? Estou aqui em frente à sua casa nesse momento”
Essa mensagem foi enviada na sexta feira, anteontem às 20h. Fui lendo cada mensagem e umas eu pude perceber que ele estava zangado por eu ter sumido com a menina. A primeira mensagem que ele me enviou deixou bem claro que ele não havia entendido a minha mensagem, a mesma dava a entender que eu voltaria. Resolvi apagar todas elas e ouvi a mensagem de voz em minha caixa postal, essa havia sido recente, ontem às 22h e a escutei.
—Estamos casados e eu não irei facilitar ou concordar com uma possível separação, eu quero você e a minha filha de volta. Pense bem antes de envolver outras pessoas no meio de nós, não há espaço para mais ninguém! Quando voltar da sua viagem, me ligue!
Li a mensagem dele e através de sua voz eu senti o quanto ele estava abalado por causa da filha. Era visível o seu amor pela menina e ficar longe dela não devia estar sendo fácil. Ele disse que me quer, mas ao lado dele eu não ficaria mais. Eu era sem graça em seu paladar masculino, isso me feriu demais e meio que me traumatizou. Tudo que ele me disse não era verdade, pois eu conheci pessoas maravilhosas depois dele como o Max e o William, até o jake antes queria me assumir. Chorei ali pensando e a minha ficha caiu, ele disse “ Quando voltar da sua viagem, me ligue”
Tava na cara que os seguranças dele de alguma forma me seguiram ou ele deduziu com o meu sumiço, mas isso não importava para mim e sequei as minhas lágrimas.
—Não voltarei para ir morar com pessoas fora da lei, eu teria que descer e muito de nível moral. Falei para mim mesma. –Nunca Edward, só me matando!
Ao sentir que alguém se aproximava pela porta estar aberta, eu sequei bem o meu rosto e desliguei o meu celular.
—Bom diaaaa. Falou Ângela subindo na cama e veio me abraçar.
—Bom dia amiga. A saudei sorrindo e a abracei também.
—Estava chorando amiga?
—Um pouco para desabafar.
—Está saindo com o William que está totalmente na sua e está chorando por aquele canalha bella?
—Eu sei que é errado, mas nem você escaparia se estivesse no meu lugar. É errado e inadequado eu sei, mas eu fui pega de surpresa também. Não sou de ferro e não será da noite para o dia que tudo irá se resolver na minha vida Ângela.
—Eu escaparia sim por ter amor próprio, ser chamada de vadia e prostituta de graça não é apropriado para uma mulher decente! Ele a esnobou, te surrou quando bem quis e inúmeras vezes deixando-a marcada bella! Ele lhe deixou passar fome pelo amor de Deus Isabella!
—É você tem razão.
—Não magoe o William, ele não merece por ser um cara de família, centrado e de bom caráter. Caso você perceba que a maré está cheia e que o barquinho do meu amigo corra o risco de afundar, recue. Ele tem um bom coração, gostou de você com a menina e tudo. Não é justo você continuar, não é justo você voltar com aquele homem! Em memória dos seus pais, da mesma forma que ele fala a respeito da irmã dele, você não devia alimentar algo por Edward! Esse homem não passa na minha garganta por tê-la maltratado tanto!
—Eu adorei o William, adorei a sua forma doce ao me tratar com tanto carinho e respeito. Ele não forçou a barra e me respeitou a todo o momento em seu apartamento, isso é raro nos dias de hoje.
—E como, mas peço que não o magoe. Da mesma forma eu penso a respeito do seu ex-marido, não quero que ele a magoe ainda mais, mas quem irá permitir que isso aconteça será você e os seus sentimentos.
—Devo me retirar?
—Faça o que o seu coração está pedindo, mas não concordo ou eu a apoiarei que volte com aquele homem. Se ele a amasse de verdade com disseram para você, o tratamento seria outro, mas você vai ser sempre “ A filha dos swans” aos olhos dele e deles. O fruto do mal. Sexo não é tudo bella, outro homem também é capaz de lhe dar uma surra de sexo, ou melhor, de amor. É de amor que um ser humano precisa e não de tapas, ofensas e falta de respeito. Acha que voltando para ele agora tudo iria mudar? Acha que ele irá “ lhe perdoar” mesmo você não tendo cometido inflação alguma? Acha que esse homem irá tratá-la como você merece sem estar respeitando a sua vontade nesse momento? Deus! Você não é cega que não esteja enxergando que ao voltar para ele, a sua vida continuará na mesma página!
—Também não é assim.
—É desta forma que eu vejo, não posso negar que o Edward é um homem muito bonito, mas o caráter de um homem é tudo. Deve mostrar a ele que você é capaz de ser amada por outra pessoa e não se mostrar sempre derrotada e vulnerável sob aos abusos dele. Ele vai a sua casa e você está sempre sozinha e desamparada, por isso ele abusa e muito de você. Ele vai à sua casa e abusa de suas vontades sem mesmo consultá-la e a desrespeita por saber que você ficou sozinha no mundo e vulnerável ao poder deles. Que amor filho da #*@* é esse? Desculpe, mas não consigo esquecer tudo que me contou, ele a humilhou demais e eu não pensaria muito se tratando dele. Se dê uma chance agora, mostre para ele o que você é capaz mulher! Ele sim é quem deve lhe pedir o perdão e não o contrário, mas dê um rumo na sua vida primeiro. Quem manda na sua vida é você.
—Não posso recriminá-la, mas peço que me ajude a tirá-lo do meu coração. Pedi a ela faltando pouco a suplicá-la por me sentir sem chão com a minha recente descoberta. -Foi mesmo sem querer que eu acabei gostando, quanta falta de amor próprio, mas eu irei me livrar. Eu quero me livrar Ângela e irei conseguir.
—Se mude para cá.
—Não é tão fácil.
—Não é tão fácil você ficar lá sozinha.
—E a neném Ângela? Ela tem um pai presente.
—O seu ex-marido tem muita grana, ele pode vir visitar a menina. O encontre longe daqui e em público, nós somos mulheres indefesas e ele tem uma arma. Ele a chantageia e poderia fazer isso comigo também, mas mesmo assim eu não tenho medo daquele canalha.
—Irei pensar. Edward não seria louco de tentar algo contra nós, do contrário ele já havia me matado. Falei me recordando da última ameaça dele e eu não tinha tanta certeza da nossa segurança nesse momento.
—Não é bom confiar.
—Tem razão.
—Há homens que não aceitam perder.
—Sei disso, mas não irei viver com medo! Ele irá por si só ver que eu não sou propriedade dele!
—Isso é né amiga. Pretende voltar para cá quando?
—Até quinta feira eu voltarei. William queria ir comigo.
—Por que não o deixa ir com você?
—Por causa do Edward e de seus seguranças covardes.
—Ele é passado na sua vida.
—Eu sei disso. Falei deixando uma lágrima traiçoeira rolar. –Edward pode querer aprontar e não é justo com nenhum de vocês.
—Não quero ser malvada, sei que é difícil para você, mas não desperdice as suas lágrimas à toa. Ele não demonstra amá-la, é só sexo que ele vê em você. O resultado está aqui. Disse ela olhando para a minha filha.
—Já me recuperei. Falei secando as minhas lágrimas. –Não imagina o quanto eu me odeio por isso e ter que aturá-lo por causa da Marie.
—Mostre-se por cima, deve esnobá-lo como ele faz com você se tratando de outras mulheres na vida dele.
—Irei fazer isso.
—Caso ele a force se tratando das vontades dele, o denuncie. A guarda será sua e daremos um jeito.
—Não o conhece, então, não me pede isso.
Levantei-me da cama e peguei a minha filha, a coloquei no carrinho e fomos para a cozinha. Saudei o namorado da Ângela e tomamos o café conversando bastante. O celular do namorado da minha amiga tocou e ele ao atender era o William, como ele sugeriu iríamos todos almoçar fora hoje. Falei com ele e sorri, ele me fazia bem e nem me lembrei mais das lágrimas.
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Às 13h em ponto.
Todos nós já estávamos arrumados e a campainha de Ângela tocou, estando a neném no colo de Thiago eu fui atendê-la. Era o William ali e o mesmo me deu um buquê de rosas brancas, eu o peguei sorrindo e ganhei um beijo pra lá de carinhoso.
—Chegou bem na hora.
—Eu vim correndo.
—Adorei as flores, irei colocá-las na água.
—Tudo bem.
William entrou e eu fechei a porta, fui até a cozinha e peguei uma jarra, a enchi de água e coloquei as rosas. Fui para o quarto que eu estava dormindo e as coloquei lá, ao retornar para a sala eu peguei a neném que estava deitadinha no carrinho.
—Podemos ir.
—Então vamos, já estou cheia de fome. Falou a minha amiga.
Ângela pegou a neném de mim e estando com as minhas mãos disponíveis eu peguei a bolsa da minha filha sobre o sofá. Saímos do apartamento com o William segurando na minha mão e foi Thiago quem trancou a porta. Quando o elevador chegou, nós entramos e descemos. Iríamos todos no carro de William, Ângela se sentou no banco de trás com o namorado e estando com a Marie ainda no colo. Eu me sentei no banco do carona e fiquei um pouco pensativa, mas William chamou a minha atenção e selamos os nossos lábios.
—Ta pensando em quê?
—Em amanhã, terei que voltar para Diamantina.
—Logo estará de volta.
—Claro que sim.
—Seria uma boa se fizesse companhia a ela William. Falou Ângela.
—Eu até me ofereci, mas ela não quer.
—Ele trabalha Ângela, não quero tirá-lo de seus compromissos.
—Eu poderia ir numa boa bella.
—Você é mesmo gentil.
—Depois falaremos a respeito disso.
—Tudo bem.
O carro foi ligado e saímos da garagem, Marie fazia sonzinhos de bebê e eu a olhei sorrindo. As ruas estavam movimentadas por ser domingo e fiquei prestando atenção na pista.
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33min depois.
Chegamos no restaurante e saímos do carro, Marie começou a ficar enjoadinha e eu a peguei no colo. Após sentir o meu cheiro ela ficou quietinha e eu a ninei um pouquinho só, logo ela dormiu. Nos acomodamos a mesa e o garçom nos atendeu mais que bem, ele anotou o pedido de nossas bebidas e se foi após dizer para nos servimos à vontade no bufê.
Foram se servir primeiro a Ângela e o namorado, quando eles voltaram minha amiga segurou a neném para mim. Servi-me no bufê junto com o William e após nos darmos por satisfeitos, e ele estando segurando o prato com apenas uma mão, com a outra mão livre ele me abraçou. Sorrindo voltamos abraçadinhos para a mesa e ele puxou a cadeira para eu me sentar.
Peguei a neném no colo por ela ter acordado e comecei a comer como dava, ela ficou bem enjoadinha e a coloquei em pé. Na mesma hora ela ficou quietinha e vi que ela não estava querendo ficar deitadinha. Seu corpinho sensível exigia cuidado e a ajeitei melhor, estando confortável ela ficou quietinha estando aquecida por causa das duas mantas grossa de lã.
O almoço estava delicioso, a nossa conversa estava proveitosa e vez ou outra o William fazia carinho em mim. O local estava bem movimentado, pessoas saiam, pessoas entravam e eu as observava. Pensei muito na conversa que eu tive com a Ângela e ela tinha razão, mas fui despertada pela neném que fazia sonzinhos de bebê e a olhei sorrindo levemente. Ela era a responsável pela a minha ligação com o Edward, mesmo a amando demais e sendo capaz de morrer por ela, naquele momento eu desejei nunca ter engravidado dele. A minha vida seria outra, talvez eu estivesse bem longe ou até mesmo morta, mas eu estaria livre de qualquer forma. A pressão que ele fazia em mim me tirava à paciência e a razão, se continuasse dessa forma seria impossível eu viver em paz.
—Mas drogas? Perguntei-me mentalmente cheia de repulsa e olhei para a neném.
A pobrezinha não pediu para vir ao mundo e a abracei, achando esse gesto fofo o William nos abraçou. Chegou à hora da sobremesa e eu escolheria algo, segurando a Marie eu fui até o bufê de doces e a garçonete me serviu. Voltei para a mesa e o Thiago pegou a neném no colo, ao me sentar o William me deu um selinho.
—Gostou da comida e está curtindo o nosso passeio?
—Sim. Falei antes de levar a colher contendo pavê até a minha boca. –Quer um pedacinho?
—Estou satisfeito princesa, obrigado.
—De nada.
Ele me deu um beijo na bochecha e eu continuei comendo, a conversa rolava à solta e nisso as horas foram passando.
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Às 15:40min.
—Alguém vai querer mais alguma coisa? Perguntou Thiago segurando a Marie que estava bem alerta em seu colo.
—Eu estou satisfeita. Falou Ângela.
—E eu também. Afirmei.
—Não irei querer mais nada. Disse William.
—Então pedirei a conta.
—Eu pago essa numa boa.
—Nada disso irmão, deixe comigo.
—Faço questão.
Os rapazes ficaram duelando em quem pagaria a conta e entraram em um acordo minutos depois, William pagaria em minha homenagem por ele ser mão aberta, isso eu havia notado.
—Obrigado pelo almoço. Falei o olhando.
—Não precisa agradecer princesa, é uma honra.
—A honra é minha por tê-lo conhecido. Coisas incríveis acontecem quando menos esperamos.
—Tem razão. Disse ele acariciando o meu rosto.
—Não passou pela minha cabeça que eu iria conhecer alguém legal nessa viagem.
—Nem eu imaginei que teria um final de semana tão abençoado, pois ganhei uma filhinha do coração.
—Obrigado pela gentileza, senti falta disso.
—Não faço esforço, é natural.
A conta foi finalmente paga e William segurou a neném para eu ir me aliviar antes de irmos. Quando eu voltei, optamos por ir passear por New York. Peguei a bolsa da minha filha que estava sobre a cadeira e os outros levantaram da cadeira, o garçom nos agradeceu pela preferência e fomos caminhando rumo à porta, a mesma foi aberta e fomos caminhando distraídos pela calçada. Ângela estava andando de mãos dadas com o namorado a nossa frente e William segurava a minha filha de forma firme e mais que bem. Eu estava segurando o braço dele e olhava tudo a minha volta, tudo era novo para mim por não viver ali. Chegamos no carro e nos acomodamos, peguei a neném no colo estando eu no banco de trás e a amamentei.
Passeamos pela cidade um pouco, fomos ao shopping nos descontrair e Marie ganhou uns presentinhos. William comprou uma manta linda na cor verde e eu o agradeci ao pegar o embrulho da mão dele com um selinho. Saímos da loja e olhei em volta, essa coisa de olhar em volta estava me assombrando ultimamente, era como se eu estivesse sendo filmada de alguma forma naquele momento e desencanei por estar bem longe de Ourinhos. William me fez parar de andar e selou os nossos lábios com carinho, ao abrir os meus olhos eu sorri para ele e olhei para a frente. Continuamos a andar e Ângela me mostrou uma calça linda na vitrine, falei que a mesma era muito linda e continuamos a passear. Eu estava incomodada sem saber o porquê e olhei a minha volta novamente, mas eu ao continuar andando e que olhei para a frente, eu vejo o Lima vindo na minha direção segurando um jornal de forma suspeita.
CONTINUA........
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