Solares

45 Capítulo 45


BELLA..........

Final do capítulo anterior.

Sebastian pegou as bolsas e fomos para a garagem, olhei para trás e vi a Victória nos olhando estando ela com a vassoura na mão.

—Quer estragar tudo de novo? Perguntou Mary me olhando séria. –Quer dá-lo de bandeja?

—Estragar o que nunca foi perfeito? Até Mary.

—Até mais tarde.

—Ou não. Falei a olhando.

—Não tem mais casa, não tem aonde dormir a não ser na mansão de vocês.

—Isso é o de menos e eu não irei pra lá.

—Por acaso irá ver o Max? Eu não estou acreditando nisso! Disse ela me recriminando.

—Nada disso Mary, fique despreocupada. Falei a olhando nos olhos e ela acreditou.

—Tudo bem. Disse ela me olhando também. –Você procura.

—Não uso uma coleira no pescoço e os meus pais que mandavam em mim estão mortos!

—Não estou me metendo, só quero o seu bem.

—Eu não disse isso para você, sabe disso, eu me refiro a ele.

—Tudo bem amiga.

Entrei na pirua Blazer e dei tchau a ela, a porta foi fechada pelo Sebastian e acomodei a neném em meu colo. Ela estava acordada e Sebastian entrou no carro, o mesmo foi ligado e saímos da residência. Sebastian estava indo de forma cautelosa pela estrada conter muitas curvas e o olhei.

—Eu só não peço você para você me levar por esse carro conter rastreio. Edward viria atrás de mim e eu não quero.

—Tudo bem senhora, logo chegaremos.

—Ok. Lá na estrada eu me viro.

—Não quero me intrometer senhora.

—Diga.

—Por acaso a senhora está abandonando a mansão?

—Fica frio. Falei o olhando e olhei pra janela.

—Ok. Disse ele prestando atenção na estrada.

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Não demorou muito chegamos no ponto de ônibus, desci do carro com a ajuda do Sebastian e segurei as bolsas. Não tardou e lá vinha um táxi, Sebastian fez sinal para mim e o táxi parou mais à frente. Despedi-me dele verbalmente e entrei no táxi, pedi a Sebastian para não comentar nada a meu respeito e ele concordou antes de fechar a porta.

—Para onde senhora?

—Deixe-me em um hotel no centro de Solares. O senhor conhece algum?

—Como na palma da minha mão senhora.

—Que bom, mas não precisa ser caro, algo barato.

—É pra já.

—Obrigado.

O homem saiu com o carro e a neném ficou quietinha em meu colo, o ar estava ligado e pedi ao motorista que fossemos com a janela aberta. Estava sol e o golpe de ar não seria bom para ela que estava tão novinha. Ele disse que faria o que o cliente pedisse de forma simpática e o agradeci.

Um tempo depois a neném começou a chorar e eu sabia o que ela queria, peguei a fralda de pano e cobri o meu seio, a ajeitei e comecei a amamentá-la. O meu seio era sugado constantemente e eu olhava para a paisagem lá fora.

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O caminho era longo e o meu celular tocou uma hora e meia depois, era o número do celular de Edward e o ignorei olhando para a tela do meu celular. Ele tocou umas dez vezes com intervalos curtos entre uma ligação e outra, mas não o atendi. O taxista me olhou através do retrovisor, mas não falou nada por ser discreto e desliguei o meu celular sem remorso algum.

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HORAS DEPOIS.

—Chegamos senhora, esse hotel é bom. Digo isso porque já escutei os clientes comentando a respeito dele das vezes que fiquei por aqui.

—Demorou, mas chegamos. Falei sorrindo.

—Pois é.

Olhei o taxímetro e abri a minha bolsa, a bebê estava adormecida e mamou por duas vezes durante o trajeto. Peguei o dinheiro em minha carteira e o paguei, agradeci pela simpatia e desci do carro com cuidado. Pedi o taxista para fechar a porta para mim, pois as minhas mãos estavam ocupadas e ele disse um “sem problemas”. Caminhei rumo a recepção do hotel e fui atendida, pedi um quarto naquele apart-hotel e falei que o pagamento seria com cartão. Ela me deu o cartão-chave do quarto após eu preencher uma ficha estando a minha identidade ali e sorriu ao olhar a neném em meu colo. Caminhei até o elevador e apertei o número cinco, as portas se fecharam e encostei-me no vidro. Não demorou muito e cheguei no andar, saí no corredor e caminhei até a porta, a abri e gostei do que vi. O local era simples e aconchegante, coloquei as bolsas sobre o sofá e a deitei na cama sobre a manta. Meus braços estavam doloridos e abri a janela, peguei o meu celular e o liguei, na mesma hora eu fui bombardeada recebendo as mensagens que Edward havia me enviado. Todas dizendo que era para eu ligar para ele e apaguei todas elas sem pena ou dó. Liguei para o meu amigo e chamou duas vezes somente.

—Alô. Falou jake demonstrando estar surpreso.

—Oiii. Falei sorrindo. –Está surpreso?

—Claro que sim, você vive cercada.

—Pois é, mas saiba que eu estou pertinho de você.

—Mentira! Falou desacreditado.

—Estou no apart-hotel aqui no centro de Solares.

—Você acabou de dar à luz, está mentindo.

—Está muito ocupado?

—No trabalho, logo irei embora.

—Vem aqui me ver, estou com saudades. Estou louca para ver a Juana também, sinto falta de todos. Falei secando as minhas lágrimas.

—Aconteceu algo Bella?

—Estou nas redondezas. Vai vir ou não?

—Estou indo agora, você é louca mesmo. A neném está aí com você?

—Não, eu a deixei lá.

—Sei. Falou ele parecendo estar pensativo. –Eles a tiraram de você?

—Vai vir ou não?

—Claro que sim.

Jake estava bem surpreso e um pouco desconfiado, mas aceitou vir. Falei o hotel que eu estava e falei que era para ele pedir a moça para ligar aqui para o quarto, eu estaria o aguardando. Dizendo ele em meia hora estaria aqui e falei que o aguardaria.

—Te aguardo então, beijos.

—Beijos.

Fui ao banheiro e me aliviei, troquei-me e lavei as minhas mãos. Retoquei o meu batom e ajeitei o meu cabelo, saí do banheiro e olhei o relógio que já marcava 16:30min. Eu estava indecisa se eu dormia hoje no hotel ou não. Liguei a televisão e fui pegar algo no frigobar, havia várias bebidas, mas preferi beber água primeiro e depois eu peguei um guaraná, ambos estavam bem gelados.

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Um tempo depois.

O telefone do quarto tocou e eu fui atendê-lo.

—Pois não.

—Senhora Cullen, o senhor Jacob black se encontra no hall, devo deixá-lo subir?

—Sim, é o meu amigo. Estou o aguardando.

—Tudo bem.

Encerrei a ligação e olhei a neném que estava adormecida, sorri e abri a porta do hotel, eu o aguardaria ali. Quando as portas do elevador se abriram, jake saiu estando vestido de terno e sorriu ao me ver.

—Jake. Falei sorrindo e fui ao encontro dele.

—Você é louca! Falou ele me olhando. –Quanto tempo que nós não nos vemos. Disse ele sorrindo e me abraçou.

—Muito tempo! Eu estava com saudades.

—Eu também, Ângela nem se fala.

—Como eu sinto saudades dela e dos outros. Como eles estão?

—Estão bem. Cada um deles está levando a sua vida rumo ao sucesso, pelo menos isso. Disse ele sorrindo e se afastando, mas ficou a minha frente me olhando. –Está muito bem.

—Estou desinchando ainda jake, mas a cinta está ajudando. Venha, entre.

—Ok.

Fui caminhando na frente e ele entrou no quarto, voltei para fechar a porta e o olhei ao perceber o seu leve desconforto.

—O que foi?

—Eu nunca fiquei em um quarto de hotel com uma mulher casada, é bem errado.

—Somos amigos seu bobo. Falei o socando e ele sorriu.

A neném começou a reclamar na cama e jake me olhou sorrindo, balancei a minha cabeça que sim sorrindo e fomos andando pelo quarto. Chegamos na área da cama e a peguei no colo, ela estava chorando bastante agora.

—Então aqui está a pequena Marie?

—Sim. Falei sorrindo e peguei a chupeta para dá-la, na mesma hora ela ficou quietinha.

—Ela é linda bella, que gracinha. Disse ele a reparando. –Pessoalmente é ainda mais linda.

—É sim e está dengosa já, só quer colo.

—É mesmo? Perguntou ele sorrindo.

—Sim.

—Os olhos dela é lindo. Digo a cor.

—Sim. Quer segurá-la?

—Fiquei o dia inteiro na empresa lidando com papéis e estou suado.

—Está mais que cheiroso e não estou vendo suor nenhum Sr black, deixe de frescura!

—Vou tirar o blazer e lavar as minhas mãos pelo menos.

—Ok, o banheiro é ali. Falei apontando para o próprio.

—Ok. Falou ele tirando o blazer e vi que ele continuava bem forte.

Jake foi ao banheiro e não se demorou lá, ao retornar eu dei a neném a ele. Ele ficou um pouco sem jeito, mas logo se acertou e segurou a neném bem.

—Até que está segurando direitinho jake, eu no início fiquei com medo também.

—E o parto foi tranquilo?

—Tranquilo foi porque eu tomei a peridural quando eu cheguei na clínica, mas passei mal durante o dia inteiro jake. Eu senti muita dor nas últimas horas e foi horrível, foi parto normal.

—Deduzi, se fosse cesárea você não estaria aqui.

—Claro que não, eu estaria lá de molho e dependendo das moças que trabalham lá.

—Estão te tratando bem?

—Sim. Falei indo olhar da janela.

—Mesmo? Perguntou ele me fazendo olhar para ele após se aproximar de mim.

—Sim. Menti, eu sabia como o jake era e eu não queria arranjar confusão que envolvesse a polícia.

—Não acredito, mas vou fingir que acredito. Eu a conheço bem ou já se esqueceu?

—É eu sei jake, mas está tudo bem.

—Ok. Irá ficar nesse hotel hoje?

—Eu ainda não sei. Falei no momento que o meu celular tocou e o ignorei.

—Não vai atender?

—Não, eu estou com visita.

—Já almoçou?

—O caminho até aqui é longo, passei a maior parte do tempo na estrada e vou pedir algo ao hotel. A minha filha tem roupas extra na bolsa e tudo para ela, mas não tem uma banheira para eu poder banhá-la.

—Aí é complicado você ficar aqui mesmo. Sei que você se meterá em encrenca caso durma fora, o louco lá logo pensará que você está comigo e aí já viu. Nos falamos por telefone e você teve problemas, imagina dormir fora, não que eu esteja com medo dele. O pior de tudo é que ele tem seguranças que o facilita, do contrário seria eu e ele bella.

—Não se impressione com isso jake, ele nem sabe onde eu estou. Tudo que eu não quero é que você se meta em brigas com ele.

—Mas naquele dia lá na boate ele nos achou com uma facilidade tremenda e estragou a noite.

—Estávamos com o carro dele e o mesmo tem rastreio, por isso, mas hoje eu estou a pé.

—Sei.

—Bem que eu gostaria de dormir fora hoje, se tivesse como dar um banho na minha filha, bem que eu ficaria. Sendo que só o fato de eu ter saído e trazido a minha filha para você conhecer, isso foi ótimo.

—Que bom, eu estou feliz em vê-la também.

—Como vai o namoro? Perguntei indo me sentar no sofá. –Sente-se onde quiser e relaxe o braço. Falei olhando o embaraço dele para segurar a minha filha e sorri.

—Estamos nos dando super bem, ela é uma excelente mulher.

—Que bom. Falei sorrindo. –Fico feliz. E a sua família?

—Estão todos bem. Juana que vez ou outra fala a seu respeito, diz que tem saudade e lamenta a sua morte.

—É horrível mentir para as pessoas, mas deixa como está jake.

—Faço sempre o que você me pede, sabe disso.

—Você foi fiel a mim e o agradeço por isso.

—Tudo bem bella. Disse ele olhando para minha filha e sorriu quando ela se mexeu fazendo sons de bebê.

—Quer beber algo? Perguntei a ele.

—Não, obrigado. Podemos jantar hoje?

—Acho isso ótimo.

—Então vamos esperar até as 17:50 e iremos. Falta pouco.

—Por mim tudo bem. Falei indo me deitar na cama e liguei a televisão.

Eu e o jake ficamos conversando e a conversa fluiu normalmente, eu o amava, mas agora como irmãos. Jake brincou bastante com a neném e a amamentei após ela ficar chorando no colo dele. Jake estava impressionado e ela mamou bastante.

—Ângela ficará maluca quando eu contar que conheci a sua filha.

—Posso até imaginar, Ângela a adorou.

—Ela me falou o quanto Marie é linda. Falou ele sorrindo.

Coloquei a neném para arrotar e ela logo o fez, a troquei por ter feito sujeira e pedi a conta ao hotel. Eu disse o que eu consumi, depois eu pedi o jake para segurar a neném para mim e fui ao banheiro me ajeitar.

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Saímos do quarto às 17:55min e jake me ajudou com as bolsas, descemos e fui até a recepção pagar. Jake já queria meter a mão no bolso e o impedi, muito a contra gosto ele deixou eu pagar. A recepcionista me agradeceu pela preferência e saímos, o carro de jake estava parado no estacionamento e fomos até ele. Jake abriu a porta e eu entrei, sentei-me no banco de trás e ele fechou a porta do automóvel. Quando ele se sentou e que fechou a porta, o carro foi ligado e saímos.

—Aonde nós iremos?

—Não irei contar.

—Vai fazer isso comigo é?

—Desculpe, mas eu vou.

—Malvado. Falei sorrindo.

Novamente o meu celular tocou e o desliguei, eu já podia imaginar como o Edward estava e jake me olhou através do retrovisor.

—Atende bella, sei que esse cara já aprontou com você, as mulheres são vingativas.

—Quero curtir o momento, só isso. Não estou o colocando em encrenca, ele não sabe onde eu estou realmente. Eu quis te ver, só isso.

—Pelo menos isso. Disse jake dirigindo. –Caso ele te machuque, juro por Deus que eu o denunciarei a polícia bella.

—Não faça isso, ele não me bate.

—Agora né? Quando eu te vi pela primeira vez após o seu sumiço, você continha marcas no corpo bella e elas não foram parar aí à toa. Fiquei na minha para não piorar o seu lado.

—Não precisa fazer nada, apesar de tudo ele não me bate.

—É o melhor que ele pode fazer a si próprio. Disse ele e eu fiquei na minha o olhando.

Cada dia que se passava jake ficava ainda mais bonito, eu o reparava e sorri. Jake não era bobo, ele me conhecia bem, mas eu fazia por menos em não revelar tudo. Eu estava explodindo na verdade por dentro por causa de Edward, mas naquele momento eu estava feliz porque eu estava com o meu amigo. Ele e a Ângela eram a minha família por parte de mãe agora e isso me confortava, mesmo o Edward não aprovando, na verdade ele não podia ficar mandando em mim.

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10min depois.

Paramos em frente a um restaurante e aquele eu conhecia, eu já tinha ido ali com ele. Jake me ajudou a descer após eu ter colocado a touquinha em minha filha para proteger o seu ouvido e deixei as bolsas dentro do carro. Eu levaria o meu nécessaire somente e andei devagar com a neném por causa do salto. Fomos bem recepcionados e nos acomodamos a mesa, a neném ficou numa espécie de cesto ao lado da mesa e olhamos o menu. Minutos depois fizemos o pedido e comeríamos uma moqueca. Pedi um drink não alcoólico e jake beberia apenas um Chopp.

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O nosso pedido chegou e comemos conversando. Estava muito boa a comida e eu vira e mexe olhava a minha filha que dormia a sono solto dentro do cesto. A manta a protegia e relaxei.

—Estou louca para ver a Ângela. Ela está com o Thiago ainda?

—Sim. Ela está muito feliz.

—Que bom, vai dar casamento.

—Tomara, mas não sei se ela quer se casar agora.

—Ela quer trilhar a carreira primeiro e está certa.

—E você, não vai voltar a estudar?

—É o que eu mais quero, agora que a neném nasceu será mais fácil.

—Você sumiu no finalzinho, quem sabe por você já ter praticamente passado de ano quando sumiu, pode ser que eles peçam uma prova e te libera.

—Você acha?

—Pode ser que sim, não custa tentar, do contrário faça um supletivo e isso não mudará em nada por você ser uma mulher inteligente.

—Obrigado por achar.

—Suas notas eram boas e você sabe disso, eu que era o repetente. Falou ele sorrindo.

—Sei disso e não irei desistir.

—Faz bem em pensar assim, mas você ao aparecer na escola à diretoria pensará que estão vendo um fantasma, pensão que você morreu naquele acidente.

—Graças a Deus não jake. Falei me segurando para não chorar, eu sentia saudades dos meus pais apesar de tudo.

—Digo o mesmo. Disse ele olhando para mim.

—Sei que me fala a verdade.

Continuamos a comer e quando terminamos, recusei a sobremesa. Pedi o jake para olhar a minha filha enquanto eu ia ao banheiro e fui rápida ao me aliviar e me trocar. As mulheres sofriam após o parto e eu estava sentindo na pele isso. Retoquei o meu batom, ajeitei o meu cabelo e fechei o meu nécessaire. Lavei as minhas mãos e as sequei, a seguir eu saí do banheiro e ganhei alguns olhares dos cavalheiros.

A conta foi paga pelo jake e peguei a minha filha, saímos do restaurante e entramos no carro.

—Quer que eu a deixe próximo de lá onde você vive?

—É muito longe jake e você trabalha amanhã, de qualquer forma obrigado pela boa vontade. Deixe-me em um ponto de ônibus que eu pegarei um táxi.

—Tudo bem. Eu adorei a visita.

—Eu também. Falei no momento que ele ligava o carro.

Saímos dali e jake me deixou em um ponto que estava bem movimentado. Ele havia parado o carro mais à frente em um local seguro e após descermos do carro, ele ficou no ponto comigo. Ele segurava as bolsas para mim.

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9min depois.

Fiz sinal para o táxi e o mesmo parou, despedi-me de jake com um abraço bem apertado e ele beijou a minha testa.

—Até a próxima. Disse ele sorrindo, mas vi o quanto ele ficou triste e eu também.

—Passará voando, eu nunca irei abandonar vocês, sabe disso, tanto que eu fiz um esforço para você conhecer a minha filha.

—Nem pode nos esquecer.

—Quero conhecer a sua namorada e verei se eu a aprovo.

—iiiiiii!!!! Fez ele sorrindo e eu gargalhei.

—Sei que ela deve ser uma boa mulher.

—É sim, você irá aprovar.

—Que bom! Beijos.

—Outro e se cuida, sabe que pode contar sempre comigo.

—Sei disso. Falei o abraçando mais uma vez.

Jake colocou as bolsas no banco do carro e eu entrei com cuidado, a porta foi fechada e falei ao taxista onde eu queria ficar. Eu ficaria na estrada e não o pediria para me deixar lá na mansão, Edward com certeza o interrogaria ou um dos seguranças, era isso que eu não queria.

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Muito tempo depois.

Eu estava cansada e estando quase próximo de Ourinhos, eu liguei para a residência, já passava das 23h.

—Alô. Falou Mary aparentando preocupação.

—Oi amiga, você ainda não foi dormir?

—Eu estou preparando um chá de erva doce para a dona Esme.

—Sei. Falei pensativa. –Sebastian ainda está aí?

—Ele já foi para casa. Por quê?

—Estou chegando, pede o Lima para vir me buscar, eu estarei na loja de conveniência do posto que fica aí perto, é o único que tem aí na estrada no sentindo contrário. Ele sabe qual é.

—Fique sabendo que o patrão está uma fera, escutando por alto você não o atendia. Ignorava-o para ser mais exata.

—E não o atendi mesmo, não me arrependo.

—Está tarde amiga para estar na rua com um bebê da idade da sua filha e você está de resguardo.

—Ela e eu estamos bem Mary, agora preciso desligar, em poucos minutos eu estarei lá o esperando.

—Tudo bem. Tchau.

—Tchau.

Desliguei o telefone e olhei para a neném, ela estava apagada e eu já estava cheia de sono também. Eu não estava me importando para o estado de espírito de Edward e fiquei tranquila, passar o que eu já havia passado não me fazia temer mais.

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Finalmente eu cheguei e paguei o motorista uma nota, mas valeu a pena ter passeado um pouco e saí do veículo. Comprei uma garrafa de água na loja de conveniência e uma bala que na mesma hora eu a comi. Fiquei aguardando o segurança chegar estando dentro da loja por causa do sereno e finalmente o Lima chegou.

—Boa noite. Cumprimentou-me ele.

—Boa noite.

Rapidamente eu entrei no veículo quando ele abriu a porta para mim e a mesma foi fechada, não demorou nada nós saímos.

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15min depois.

Chegamos na mansão e saí do carro com a ajuda de Lima, ele pegou as bolsas para mim e ajeitei a chupeta na boca da neném. Fui andando rápido e vi que Edward estava parado na porta da cozinha de braços cruzados, fingi não o ver me observando de cima a baixo, pois eu sabia que eu estava bonita e passei por ele sem falar nada. Ao lembrar das bolsas.

—Ah! Obrigado. Falei voltando e peguei as bolsas com o segurança, a mirada de Edward não foi nada amigável e mais uma vez eu não me intimidei.

—De nada e boa noite.

—Para você também. Falei sorrindo e sei que isso corroeu Edward por dentro.

Fui andando pela casa e vi Mary escondida estando com a metade da cabeça visível e o restante do corpo escondido no corredor de seu quarto. A olhei rapidamente e sorri de leve, Edward estava distante e entrei no corredor. A casa estava vazia e subi a escada devagar, fui para o quarto da minha filha e a coloquei no berço. Guardei as coisas dela que estavam na bolsa e guardei a mesma depois. Fui para o banheiro dela preparar a água do banho e a deixei morninha, eu adicionei uma tampinha de álcool e organizei tudo para na hora de pegar estar ao alcance de minha mão. Voltei no quarto dela e tomei um susto com Edward que estava ao lado do berço a olhando, mas não me inibi e vi o esforço que ele estava fazendo para não estourar ali mesmo. Peguei a minha filha sob o olhar dele e a levei para o banheiro, a despi rapidamente e a mesma começou a chorar ao ser posta na água.

—Calma bebê. Falei a olhando estando deitada no suporte. –A mamãe será rápida.

Lavei bem as suas dobrinhas e todo o corpinho, o umbigo não tardaria a cair, eu observava. A virei para poder lavá-la e foi rápido, seu choro era contínuo e terminei de banhá-la. A sequei e passei a pomada, coloquei um pouco de talco nela também e a vesti com uma roupa quente após pôr a meia nela. Peguei a minha filha no colo e envolvi o seu corpinho na outra manta que peguei no closet. Edward estava parado na porta do banheiro e me lembrei da touquinha, fui buscá-la no closet e coloquei em sua cabecinha cuidadosamente. Fui para o quarto e me sentei no sofá, coloquei o meu seio para fora e ela logo começou a sugá-lo, mas não parecia estar muito faminta e logo o largou por ter pegado no sono outra vez. A coloquei para arrotar e fiquei com ela em meu colo por um bom tempo, Edward não saiu de perto e me condenava com os olhos.

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...............................................(No mesmo instante)

Madrugada de quinta feira, 01 de julho.

1h da manhã.

Levantei do sofá e a coloquei no berço, ajeitei a manta junto da coberta por não estar calor e deixei o ar na ventilação. Edward ainda estava ali no quarto de braços cruzados e acendi a luz do abajur. Fui para o banheiro arrumar tudo e quando eu acabei, saí. Peguei a minha bolsa e saí do quarto, na mesma hora Edward veio atrás de mim e abri a porta do quarto onde nós dormíamos. A deixei aberta e ele fechou a porta com um baque após passar por ela, sem olhar para trás eu entrei no closet e peguei um conjunto de casaco e calça cumprida para eu vestir após o banho. Quando eu ia saindo do closet ele me barrou me olhando nos olhos e que olhar sombrio, reparei.

—Eu liguei mais de duzentas vezes para você ISABELLA e nada! Disse ele alto.

—Não havia necessidade de eu ter que dar explicações Edward. Agora me deixe passar? Pedi o olhando séria.

—NÃO IREI NÃO! NÓS IREMOS CONVERSAR AGORA PORQUE VOCÊ ME DEVE SATISFAÇÕES! PARA MIM VOCÊ É OU ERA A MINHA ESPOSA, E AINDA ESTAVA COM A MINHA FILHA A UMA HORA DESSAS NA RUA! PERDEU O JUÍZO DE VEZ?

—Não perdi o meu juízo se é isso que você quer saber! Falei normalmente, pois, eu o desprezava agindo dessa forma.

—ONDE VOCÊ ESTAVA? Perguntou ele segurando em meu braço e me prensou na parede. –ESTAVA COM O OUTRO, NÃO É? DIZ! QUEM ESTÁ A SUA FRENTE É O SEU MARIDO E NÃO O SEU BRINQUEDINHO!

—Não entendo o seu histerismo, eu estava passeando por aí e preferi ficar longe mesmo.

—NÃO ME LEVA A SÉRIO, SE QUISER PODE IR FICAR COM ELE, MAS A MINHA FILHA FICA AQUI! TENHA CERTEZA QUE SE UM DIA ISSO SE PASSAR PELA A SUA CABEÇA QUE NÃO PENSA, PODE TER CERTEZA QUE EU IRIA ATÉ O INFERNO PARA RECUPERAR A MINHA FILHA! EU TENHO MEIOS PARA PODER AFASTÁ-LA PARA SEMPRE DE NOSSAS VIDAS POR BEM OU POR MAL! NÃO VOU FICAR COM UMA MULHER INFIEL SOB O MESMO TETO QUE O MEU, PRINCIPALEMNTE SOB O TETO DE RESPEITO DA MINHA MÃE! ESTÁ ME ESCUTANDO ISABELLA? VOCÊ ESTÁ ME ESCUTANDO BEM? Perguntou ele me sacudindo estando bem raivoso e eu o olhava assustada sem derrubar uma lágrima.

—Não irei me curvar porque eu tenho a minha consciência tranquila! Meu pai morreu e ele era o único que podia mandar em mim depois da minha mãe e não você com esse instinto de vingança! Largue-me!

—NÃO IREI NÃO! Graças a Deus que já se foram e foram tarde demais!

—Não irei discutir a respeito disso. Falei sentindo os meus olhos marejarem, meus pais era o meu ponto fraco.

—PODE TER CERTEZA QUE SE VOCÊ ESTÁ ME TRAINDO COM ALGUÉM, NÃO DUVIDE DE MIM ISABELLA PORQUE SERÁ A ÚLTIMA VEZ. NÃO COLOCARÁ NUNCA MAIS OS PÉS NESSA CASA PORQUE EU A PROIBIREI E ESQUECEREI QUE VOCÊ EXISTE! SEM CONTAR QUE A MENINA CRESCERÁ LONGE DE VOCÊ E NÃO DUVIDE DISSO! JÁ RELEVEI BASTANTE, MAS AGORA ACABOU, BASTA! NÃO IREI DEIXAR QUE VOCÊ MANCHE O NOSSO NOME POR AÍ OU QUE ENVERGONHE OS MEUS PAIS E A MIM!

—Eu não sou essa mulher que descreve Edward. Falei um pouco histérica. -Eu nunca tive a intenção de prejudicar os seus pais ou a sua família. Nos casamos por um ato grotesco que você cometeu comigo e eu sim posso ter essas amargas recordações sem poder protestar, e ter que baixar a minha cabeça perante as suas calúnias. SÓ VOCÊ PODE SAIR POR AÍ E SE ESFREGAR NESSAS VAGABUNDAS? A HORA QUE VOCÊ CHEGOU NÃO É A HORA MAIS INDICADA E DECENTE PARA UM HOMEM CASADO CHEGAR EM CASA, MAS, POIS, BEM, FAÇA O QUE QUISER!

—Não taque pedra nas outras, pode estar fazendo o mesmo papel delas! Falou ele cheio de raiva e dei um tapa forte no rosto dele por ter me ofendido. Isso o deixou mais raivoso ainda.

—NÃO REPITA NUNCA MAIS ISSO, PORQUE NO DIA QUE EU DECIDIR TER OUTRO HOMEM, EU JÁ ESTAREI BEM LONGE DAQUI E DANDO GRAÇAS A DEUS! Você acha que até quando eu irei suportar isso?

—VOCÊ FAZ POR ONDE! PREFIRO ATÉ MATÁ-LA, LIMPAR A BAGUNÇA A DEIXÁ-LA IR E ZOMBAR DA MINHA CARA! NÃO PRECISAREI SUJAR AS MINHAS MÃOS MESMO!

—TEM CERTEZA QUE EU SOU A ÚNICA? SE ME MATAR, ESTARÁ FAZENDO UM FAVOR PARA MIM, NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ OU DOS SEUS SEGURANÇAS! Você não vai me amedrontar ao me ameaçar! Convivi com isso lembra?

—POSSO NÃO SER PERFEITO, MAS EU SOUBE RESPEITÁ-LA!

—ISSO É O QUE EU NÃO SEI, NEM SEI SE ISSO É VERDADE, NÃO DEPOIS DE ONTEM TAMBÉM.

—Não estou nem aí para o que você pensa, não concordo com o que você fez e ainda deixou a minha filha recém-nascida nesse sereno sem haver necessidade! Tenha em mente que eu não irei tolerar uma terceira vez, se tolerei foi por causa da minha filha, ela também me pertence! Já com você está tudo perdido. Disse ele com desgosto me olhando e me largou de qualquer jeito, cheguei a chocar-me com força contra a parede e sequei a lágrima que rolou pelo o meu rosto na mesma hora.

—Não é porque eu estou fora, é que eu esteja com alguém. Eu não fui a uma balada ou a um bar encher a cara e ficar com outro. Eu não estava saindo com ninguém e sim com a minha filha. Falei secando as minhas lágrimas que rolava constantemente, eu não conseguia controlá-las.

—Você é quem sabe o que é melhor para você. Falou ele se afastando. –Se preferir, finja até que não está me vendo quando eu estiver presente e o nosso diálogo será somente a respeito da nossa filha.

Edward foi se deitar estando furioso e eu fui para o banheiro estando arrasada, já não era a primeira vez que ele dava a entender que eu poderia ir embora e a neném ficar. Ele só me deixou viver um pouco mais dignamente por causa dela e a minha vontade era de quebrar tudo que tinha ali sobre a pia, eu me sentia revoltada e fechei as minhas mãos em punho para controlar a minha raiva. Chorei por ele sempre insultar os meus pais e senti o quanto o meu fluxo abandonava o meu corpo, nunca senti tanta vontade de quebrar tudo como eu estava nesse momento por causa da vida que eu estava levando. Procurei me controlar tendo dificuldade e a minha real vontade naquele momento também era de abandonar aquela casa para sempre, no fundo a Ângela tinha razão, a bebê era tudo que eles queriam. Eu era algo que os fazia se lembrar sempre da onde eu vim e quem era eu de verdade. Despi-me rapidamente e me aliviei, asseei-me e fui lavar as minhas mãos soluçando. Dei descarga no vaso sanitário e entrei no Box para poder me lavar.

—Burra, burra! Falei para mim mesma, hoje eu me arrependia de não ter ido embora a tempo de me salvar.

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Saí para me secar e me vesti, penteei o meu cabelo e o deixei solto para poder secar. Eu estava com um pouco de fome e saí do banheiro, fui na direção da porta e a mesma estava trancada, sendo que a chave não estava ali na fechadura. Caminhei até a cama.

—Preciso ir lá em baixo Edward, preciso da chave. Falei com a minha voz afetada.

—A chave está na gaveta. Disse ele não me olhando.

—Chegamos ao extremo, não vejo outra solução a não ser nos divorciar.

Edward não me respondeu e peguei a chave, eu não iria esperar uma resposta porque eu sabia que ela não viria. Destranquei a porta e saí, desci a escada devagar e fui para a cozinha. Abri a geladeira, peguei alguns frios e a manteiga, eu prepararia um sanduíche para mim. Após prepará-lo eu peguei a jarra de suco e fui me sentar para lanchar, as lágrimas não se cansavam de vir e as sequei. Meu coração estava comprimido em meu peito por gostar tanto dele e não admitir isso. O pior era saber que tudo que fizeram e aconteceu “de bom” era por causa da neném, souberam me enrolar direitinho. Doía ter que ouvir sempre o Edward difamando os meus pais, mas por um lado eu entendia a raiva dele e não era para menos né, mas mesmo assim eu estava no mundo graças aos meus pais. Eu pensava muito na minha filha, mas o que mais me feria era lidar com Edward às vezes e as suas ações.

Depois de um tempo eu guardei tudo e lavei o copo, sequei as minhas mãos e subi. Entrei no quarto e Edward estava de olhos fechados, mas ele não escondeu que estava acordado ainda e fui direto para o banheiro escovar os meus dentes.

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Após eu lavar as minhas mãos por ter me aliviado mais uma vez, eu lembrei da babá eletrônica e saí do quarto. Entrei no da minha filha e a liguei, peguei a outra parte dela e saí do quarto. Pensei em dormir lá em baixo, mas como tudo já estava desabando sobre a minha cabeça eu preferi ficar na minha. Eu não me arrependia de ter saído com a minha filha, não mesmo. Abri a porta do quarto e a fechei, caminhei lentamente até a cama e me deitei. Cobri-me por estar um pouco frio e apaguei a luz do abajur que ficava ao meu lado, nisso o quarto ficou no escuro. Eu só desejava dormir, acabei rezando depois de tanto tempo e fui relaxando aos pouquinhos, acabei dormindo um tempinho depois.

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Às 07:25min.

Acordei com o choro da neném e me levantei meio bêbada de sono, por pouco eu não tropecei e caí. Edward estava dormindo e saí do quarto, encontrei com o Carlisle e ele me cumprimentou.

—Bom dia querida.

—Bom dia Carlisle, bom trabalho. Falei o olhando.

—Obrigado. Disse ele andando e segurava a alça da pasta de couro. –Tenha um bom dia.

—Ok. Falei de forma sentida.

Ele foi bem discreto, eu senti que ontem Edward deve ter se escabelado aqui e preferi ficar na minha também. Entrei no quarto da neném e a peguei no colo, logo coloquei o meu seio para fora e amamentei ela. Marie estava faminta e me sugava constantemente, mas parava para descansar vez ou outra.

Quando ela se saciou, a coloquei para arrotar e ela o fez, peguei a chupeta dela e coloquei em sua boca, não demorou muito ela tornou a dormir. A coloquei no carrinho e desliguei o ar que estava na ventilação, saímos do quarto e fechei a porta. Empurrei o carrinho dela pelo corredor e abri a porta do quarto, o deixei na porta e fui desligar o ar. Abri a janela e esperei um tempinho para normalizar a temperatura, logo o ventinho da manhã começou a entrar e empurrei o carrinho da neném até a cama. O deixei ali e fui me aliviar, aproveitei para escovar os meus dentes também e penteei o cabelo.

Saí do banheiro e me deitei na cama, Edward se mexeu e não liguei. Estava nublado, o ventinho não estava tão frio e havia a possibilidade de chover hoje. Fiquei pensativa e me virei para o outro lado, o mesmo que Edward estava dormindo. Fiquei o olhando e seu cabelo estava bem bagunçado, olhei para o rosto dele e parei com o meu olhar em sua boca que ao me beijar era mais que macia. Da mesma saiam palavras rudes e fechei os meus olhos lembrando da madrugada, me permiti relaxar um pouco mais depois de fazer um esforço enorme. Acabei dormindo um tempinho depois.

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Às 9h da manhã.

Acordei com a neném resmungando e a minha cabeça estava martelando de tanta dor de cabeça. Olhei para o lado e não vi Edward, mas pelo cheiro de perfume no quarto ele deve ter saído, após deduzir isso eu me sentei na cama. Peguei a neném já sentindo que as minhas lágrimas queriam vir e a amamentei, olhei para o lado de fora e continuava nublado. Pensei em Edward e não imaginava por onde ele estava andando, mas o pior de tudo era saber que ele praticamente me enxotou da casa dele e até ameaçou a me matar. Para ele seria uma afronta eu ficar com outro homem, soaria para ele como deboche e que pensamento mais ultrapassado eu pensava. Na mente dele eu queria prejudicá-lo, debochar dele, fazer tudo em prol de ridicularizá-lo e não era assim. Apesar dele ter feito o que fez, eu não desejava o mal dele e já estava mais que claro isso. Sei que eu aprontei com as roupas dele, com o carro, mas nada, além disso. Nada para Deus era impossível e o pior de tudo aconteceu, eu acabei gostando da pessoa que me fez tanto mal e me tirou tudo. Quanta ironia eu pensava e a neném se mexeu em meu colo, saí das minhas divagações e dei atenção para a minha filha. Ajeitei o bico do meu seio em sua boquinha e ela continuou me sugando, parecia estar bem faminta essa manhã.

Estando ela ainda mamando, eu me levantei devagar e fui até o telefone, o peguei e liguei lá pra baixo. Foi Victória quem atendeu.

—Alô.

—Sou eu Victória.

—Oi senhora, bom dia.

—Para você também. A Mary está aí na cozinha?

—Sim.

—Pede a ela para trazer o meu café da manhã aqui no quarto.

—Falarei com ela senhora.

—Ok e obrigado.

Encerrei a ligação e a neném se enjoou de mamar, ela largou o bico do meu seio e ficou mexendo com a mãozinha. A coloquei para arrotar e ela logo o fez, estava com estômago cheio e eu sorri para ela. Fiquei brincando de forma carinhosa com a minha filha e ela sorriu, achei meigo e a envolvi de forma terna. A seguir a ajeitei em meu colo e coloquei a chupeta em sua boca, na mesma hora ela aceitou e ficou quietinha.

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Momentos depois a Mary bateu na porta.

—Entre. Falei colocando a neném no carrinho e ela começou a chorar.

—To entrando. Disse ela abrindo a porta e ninei a neném.

—Bom dia Mary.

—Bom dia. Falou ela me olhando. –Trouxe um café reforçado. Iogurte com cereais, suco, pão de cenoura com requeijão e uma banda de mamão que faz muito bem para os intestinos.

—Obrigado Mary. Com a fome que eu estou, irei comer mesmo. Falei olhando para a neném que havia ficado quietinha.

—Como você está?

—Acostumada, mas ele deixou claro que eu posso ir embora e a minha filha não. Depois disse que iria me matar a eu ficar com outro e debochar dele. Essas coisas Mary. Ele acha que eu saí ontem para ir me encontrar com outro homem.

—Até eu pensei ao te ver toda arrumada daquela forma amiga, pensei que você estava indo ver aquela pessoa. Disse Mary baixo.

—Não, eu não fui ver aquela pessoa que ligou para o seu celular. Fiquei feliz de ter tirado um dos pesos em minhas costas, somos bons amigos agora. Esclarecemos algumas coisas que ficaram pendentes e é isso. Eu precisava respirar um pouco e decidi sair, com isso eu fui para Solares e fiquei em um apart-hotel.

—Em um apart-hotel?

—Sim. Aí eu liguei para o jake e ele foi me ver. Fiz uma surpresa para ele ao apresentá-lo a minha filha e foi ótimo. Ficamos conversando e fomos jantar juntos em um restaurante muito bom.

—Está com ele então?

—Que isso! Jake e eu somos amigos e ele está namorando até Mary. Nós somos como irmãos e ele, mais a Ângela são a minha família agora. Edward falou palavras duras para mim que me magoaram, ele acha que se eu ir ao shopping, eu irei traí-lo. Se eu for à praia, eu irei caçar um homem, tudo para ele é achar que eu estou à procura de outro. Ele não confia em mim de jeito nenhum, mal sabe ele que eu não estou à procura de outro homem. Eu cheguei no meu limite Mary.

—Não soube relevar, vive aqui e não tem do que reclamar. Você sabe que está sozinha no mundo! O patrãozinho........

—Eu não quero falar mais dele Mary, por favor! Viver aqui não significa que eu tenha que ser submissa às vontades dele!

—Não está mais aqui quem falou.

—Por acaso está concordando com o seu patrão agora?

—Não, sabe que não. Disse ela me olhando. –Só acho que você não deve ficar andando sozinha até altas horas da noite com a neném.

—Eu iria dormir no hotel, mas pensei que seria muito pior e o outro surtaria ainda mais. Por sorte eu estou naqueles dias, caso eu dormisse fora e não estivesse, eu tinha certeza que ele falaria que eu estava transando com outro.

—Fez bem, você mais que ninguém o conhece.

—É, eu o conheço muito pouco.

—Pois é, mas.

—Amanhã eu irei levar a minha filha na pediatra.

—O patrãozinho proibiu a sua saída com a menina desta casa.

—Não brinca! Falei bem surpresa. –Como?

—Eu escutei escondida ele dar a ordem após reunir os seguranças no jardim hoje cedo. Seria despedido aquele que a deixasse sair com a menina.

—Que absurdo!

—Pois é, eles pensaram que você havia fugido por ignorar as ligações, até a dona Esme pensou e ficou bem mal.

—Eles sempre irão pensar o pior de mim Mary. É lamentável ser filha de quem sou por causa disso. Falei prendendo as minhas lágrimas. –Irão sempre esperar o pior de mim.

—Você é mesmo de fibra.

—Não estou mais resistente conforme eu aparento Mary, encontro-me frágil ultimamente e sangrando.

—Um dos fatores deve ser o ciúme doentio. Você saiu chique demais ontem amiga e apesar de estar se recuperando da gravidez, as suas curvas o incomoda e pelo visto e muito. Eu nunca vi o patrãozinho assim por uma mulher antes, você o enfeitiçou mesmo assim perante os obstáculos. Ele sabe o quanto você é desejada e pelo fato dele achar que você o odeia, isso o incomoda. Junta tudo um pouco e é só confusão.

—Quanta bobagem Mary, Edward não gosta de mim, é obsessão, maldade e posse.

—Eu falei que não falaria mais a respeito, mas sou teimosa mesmo. Não está mais aqui quem falou.

—Não se preocupe. As palavras dele já são o bastante para açoitar-me como chibatadas. Essa atitude dele em proibir a minha saída com a minha filha já mostra o quanto ele gosta de mim.

—Isso não é tudo que eu escutei..... Ele falou que caso você queira sair, que era para deixá-la ir a pé e sem a menina. Na certa ele pensa que você tem outro e não paga os seguranças para levá-la ao encontro do amante.

—Com certeza deve ser isso, mas eu não ligo de andar, eu não tinha carro antes mesmo.

—É complicado amiga, ele estava bem raivoso ontem e não era para menos.

—Não era para menos? Sabe que horas ele chegou quando foi sair anteontem? Ele chegou aqui ia dá 5h da manhã Mary! Acha que ele estava fazendo o que na rua até essa hora? Lendo livro? Isso que não era!

—Juro que eu não sei.

—Só ele pode se divertir, voltar tarde, fazer o que bem quer. E eu Mary?

—Isso eu descordo amiga, sabe disso.

—Não quero falar mais a respeito dele Mary, ele disse assim mesmo. “PRA MIM VOCÊ É OU ERA A MINHA ESPOSA” sendo que eu não ligo. Falei sentindo as minhas lágrimas rolando e bebi um pouco do suco.

—Não liga nem um pouco?

—Não, eu não ligo. Falei com um pouco de dificuldade e menti para a Mary, não sei, mas acho que ela poderia comentar a novidade para a Alice. –Não quero falar mais dele e não se preocupe, eu não irei comentar nada com ele e te colocar em maus lençóis.

—Eu agradeço, do jeito que eu vi o patrãozinho nervoso aqui ontem, caso ele fique sabendo que eu contei isso para você, eu seria demitida.

—Você é especial para eles Mary, tire isso da cabeça.

—Prefiro evitar.

—Tem noção para onde ele foi?

—Trabalhar. Ele falou para a mãe que não havia necessidade de ficar em casa e ter que olhar para você. Dizendo ele você já sabe cuidar da menina muito bem, tanto que foi sair com ela sem precisar de ajuda.

—Não estou surpresa. Falei olhando para o lado de fora.

Comecei a tomar o meu café da manhã com muita dificuldade, as lágrimas e os meus soluços me impediam de comer direito. Mary saiu do quarto após ter me consolado bastante e a agradeci, quando eu acabei de comer quase uma hora depois eu fui ao banheiro me assear. A neném havia ficado no carrinho acordada enquanto isso.

Lavei as minhas mãos, o meu rosto e após eu secá-lo bem saí do banheiro. Deitei-me na cama e liguei a televisão, coloque em um programa qualquer e fiquei assistindo.

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13h da tarde.

—Filha. Chamou-me Esme.

—Pode entrar. Falei me sentando e a porta foi aberta, estava ali a Esme e a Victória.

—Bem, já estou aqui. Disse ela se sentando na cama e Victória após ajudá-la se retirou.

—É bem-vinda, está na sua casa. Falei cruzando os meus braços.

—Na sua também querida e deixa-me triste as brigas de vocês. Sem querer ser indiscreta, ontem à noite dava para ouvir lá do quarto vocês discutindo. Há um bebê no meio disso tudo, mas nem ela foi capaz de amolecer o coração dos dois. Pode ser que seria demais pedir isso, mas para Deus nada é impossível.

—Desculpe por isso, mas o seu filho é um quadrado e vocês também pensam mal de mim, sinto isso! Vocês pensam mal por eu ser filha de quem eu sou e tudo que eu faço é para poder prejudicá-los de alguma forma, eu já estou de saco cheio de tudo isso! Ontem só porque eu fui sair para arejar a minha mente um pouco, já pensaram que eu estava com outro homem ou que eu havia fugido com a minha filha! ISSO NÃO EXISTE! Falei nervosa. -Tudo que eu faço soa negativo para vocês, mas eu não irei ficar tolerando essas infâmias e calunias do seu filho! Já está claro desde da vez que vocês me excluíram da missa da Brenda, claro, eu não poderia estar presente para não poluir o ambiente sagrado. A filha dos marginais não podia estar no mesmo ambiente para poder trazer tudo à tona naquele momento de tranquilidade e oração!

—Eu .......

—Eu não quero conversar a respeito do seu filho. Falei a interrompendo. -Eu não quero conversar a respeito de nada que se refere a ele no momento! Não depois dele chegar aqui na madrugada de ontem faltando minutos para as cinco da manhã! Edward foi para a rua e chegar há uma hora daquelas, era porque não estava sozinho Esme, eu não sou boba! O meu pecado é ter amigos que se preocupam realmente comigo sem esperar algo em troca de mim. No casamento nenhum pode estar presente! Não se passou pela cabeça de vocês o quanto eu fiquei envergonhada por causa disso? Ninguém para representar o meu lado, mas não era um casamento normal e não é de verdade pelas ações egoístas do seu filho! Não é porque eu sou órfã e estou sozinha no mundo que eu ficarei sob o teto de vocês por causa de interesses e aturando grosserias fazendo vista grossa. Prefiro mil vezes ficar na simplicidade longe daqui a ter que passar por humilhações! Já passou por acaso pela cabeça de vocês o quanto o meu coração estar partido com essa maquiagem toda que aconteceu na minha vida?

—Não vim julgá-la filha, tem motivos de sobra para poder estar ferida, mas não foi com má intenção que eu preferi que você ficasse em casa na missa de Brenda. Você poderia se emocionar e ainda estava no fim da gravidez, pensei que poderia ser ruim para você. Eu só quis poupá-la de verdade.

—Para mim não, o medo de vocês era que eu perdesse a menina de alguma forma, mas Deus olhou por mim e por esse anjo que veio na terra através de um ato agressivo, desumano, mas não se preocupem porque nunca se passou pela a minha cabeça tirá-la de vocês. Pode ter certeza disso, eu nunca a tiraria daqui.

—Sei que está magoada filha, conversaremos uma outra hora. Será melhor para você e não pense que eu quero o seu mal.

—Não sei mais o que pensar, desculpe, mas eu não quero ser malcriada com você Esme. Devo me calar porque você foi vitima e isso foi graças aos meus pais. Irei chamar a Mary. Falei me levantando e fui até a porta. –Mary. A chamei alto.

—Oooii. Respondeu ela ao longe no andar de baixo.

—Por favor, venha aqui.

—To indo.

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2min depois.

Mary apareceu na porta.

—A sua patroa irá se retirar.

—Leve-me para o quarto Mary, por favor. Pediu ela se levantando com os olhos marejando, mas ela soube esconder.

—Tudo bem patroa. Disse Mary me olhando e eu fui para a janela olhar a paisagem. –Irão comer agora?

—Quero comer aqui em meu quarto. Falei não a olhando.

—Eu prefiro apenas um copo de suco filha, eu estou sem apetite.

—Ok.

Elas se retiraram do quarto e eu fiquei sentida por Esme, mas era por poupá-la que eu estava passando por tudo isso. Eu deveria sentir pena era de mim, sei que esse era um sentimento ruim em relação aos outros, mas no momento quem estava digna de pena era eu. Respirei fundo e fui me deitar, sei que eu estava a pé naquele momento graças ao Edward. Pude sentir o quanto ele ficou raivoso com a minha saída, talvez o que ajudou a inflamar foi ele me pegar no celular estando eu no closet. Ta aí, com certeza isso ajudou na raiva dele e ontem tudo ajudou a inflamá-lo ainda mais. Lembrei que amanhã era a consulta médica de Marie e resolvi ligar para o Edward. Peguei o telefone sem fio na base e disquei os números, chamou quatro vezes e na quinta.

—Alô. Falou Edward do outro lado da linha.

—Edward.

—O que foi, aconteceu algo com a minha filha?

—Não, não é isso.

—Então não posso falar com você agora, estou ocupado.

—Então se eu precisasse falar a respeito da nossa filha você teria tempo?

—Para ela eu sempre terei tempo.

—Pois saiba que eu só liguei para falar que amanhã eu preciso estar com ela na clínica às 10h horas da manhã.

—Conversaremos a respeito disso quando eu chegar em casa!

—Você disse que estava de féria por causa da neném.

—Você já sabe cuidar dela pelo o que eu estou vendo, foi até sair ontem, pode se virar sozinha. Fico com a minha filha após o trabalho, isso não é o problema. Vou desligar agora.

—Ok.

Edward encerrou a ligação e fiquei escutando o som da linha dando como se estivesse ocupada. Caindo na real, eu coloquei o telefone na base e fui me deitar.

—Bella. Chamou-me Mary batendo na porta.

—Entre.

—Trouxe o seu almoço.

—Obrigado. Tomara que eu consiga comer.

—Volto depois para pegar a bandeja.

—Tudo bem.

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Às 19:20min.

Eu estava dando banho na minha filha e passava sabão no corpinho dela, lavei a sua cabecinha com cuidado e a enxaguei. Até que ela estava quietinha pela água estar morninha e a tirei para poder secá-la. Passei a toalha em suas dobrinhas e a olhei bem para ver se tudo estava certo. Passei pomada em sua área íntima e no bumbum também para evitar vermelhidão. Coloquei um pouco de talco no pescoço e esfreguei bem. Lavei as minhas mãos muito rápido e coloquei álcool no umbigo dela, depois disso eu coloquei a fralda e vesti uma roupa quente nela. Hoje ela estava de verde e a roupa combinava com os olhos dela. Fomos para o quarto e a coloquei no carrinho, dei a chupeta a ela e empurrei o carrinho até a porta do banheiro. O deixei no cantinho e fui arrumar o banheiro, por último eu lavei as minhas mãos e empurrei o carrinho até o sofá do quarto. Sentindo-me esgotada eu a amamentei por longos minutos.

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Após se saciar, eu fiz com que ela arrotasse e dormisse, posso afirmar que ela pegou no sono rápido. Andei pra lá e pra cá no quarto com ela e depois eu a coloquei no berço, saí do quarto levando a babá eletrônica e abri a porta do quarto de Edward. O mesmo estava vazio e fui tomar o meu banho.

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Estando já vestida com a camisola vermelha, eu penteei o meu cabelo. Deitei-me na cama e liguei a televisão, hoje eu não estava no clima de descer para jantar com eles. Eu só desejava ficar na cama e dormir, nem com fome eu estava.

Minutos depois a Mary veio no quarto me chamar para jantar, mas eu pedi somente um copo de suco de maracujá e mais nada, quando ela o trouxe eu bebi. Para finalizar eu escovei os meus dentes e me aliviei.

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Às 21:25min.

A porta do quarto foi aberta e Edward entrou, eu já estava sonolenta sob as cobertas e o ar estava ameno, somente um abajur iluminava. Eu assistia televisão e à porta do quarto foi fechada. Eu o filmava de forma discreta e quando ele fez menção de me olhar, eu mais que depressa olhei para a televisão.

Ele veio caminhando pelo quarto e eu o olhei, ele também me olhou e foi para o banheiro tomar banho. Fiquei na minha e os minutos foram se passando, o olhei se banhando e fiquei admirando o sinal que ele tinha nas costas.

Finalmente quando ele terminou, ele saiu para se secar. Ele vestiu o roupão e foi para o closet, mas ao sair de lá ele estava vestindo um pijama de blusa e short. Pelo visto ele já tinha jantado e saiu do quarto, na certa ele ia ver a neném e ficar com ela um pouco. Nisso eu não podia reclamar, ele era atencioso com a filha e não a trataria mal por causa de mim. Deu-me vontade de desligar a televisão e a desliguei, eu estava um pouco incomodada e o aguardaria voltar.

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Às 22:30min.

Eu já estava pra lá de sonolenta quando ele entrou no quarto e me sentei na cama. Ele passou direto para o banheiro e foi escovar os dentes, depois ele se aliviou e lavou as mãos. No que ele saiu do banheiro.

—Edward eu preciso levar a Marie na pediatra amanhã e preciso estar lá às 10h. Falei me sentando.

—Não sei porque você está me relatando isso, você se arruma e sai mesmo. Já esqueceu que eu a ouvi no dia que você ligou pra lá marcando a consulta dela? Mas fique sabendo que eu já incluí a minha filha no plano de saúde, é só apresentar a certidão de nascimento dela e mais nada. Disse ele de forma um pouco áspera. –O Fausto irá levá-las e a acompanhará no interior da clínica. Disse ele de forma um pouco mais harmônica.

—Por mim, eu só preciso estar lá às 10h.

—Pronto, já está resolvido, não temos mais o que falar.

—É, nós não temos! Falei me deitando.

Edward se deitou e eu apaguei a luz do abajur, o quarto ficou no escuro e as minhas lágrimas danaram a rolar. Fiquei na minha e fechei os meus olhos, mas estava difícil para eu dormir. 1h depois o sono foi me pegando, acabei dormindo com lágrimas em meus olhos.

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Sexta feira, 02 de julho.

Às 07:30min.

Acordei com o despertador e não pensei muito, me levantei e tomei um banho frio para eu poder despertar e me revigorar emocionalmente se fosse possível. Saí para me secar e me arrumei, coloquei um macacão de calça comprida de tecido fino escuro e aprovei. O tecido era preto com rosas medianas vermelha, calcei uma sandália bonita da mesma cor das rosas e terminei a produção com uma maquiagem leve para o dia. Deixei o meu cabelo solto e estava chique o meu look, aprovei. Eu me admirava perante o espelho e Edward passou por mim no banheiro. Ele olhou para mim e continuou andando, nisso eu fui para o closet pegar a minha bolsa e o documento da Marie. Sai do quarto e fui até o quarto dela, por ela estar limpinha eu apenas a troquei, estava fria a manhã de hoje e ela choraria pra valer se eu a colocasse na água mesmo que morna. Botei uma roupinha elegante nela e penteei seus poucos cabelinhos, não me esqueci da touquinha e a envolvi na manta branca. Ela já estava pronta e a deixei no berço, fui até o closet pegar a bolsa dela e peguei tudo que ela poderia precisar. Saí do quarto com ela e dei de cara com Edward saindo do quarto já arrumado, ele foi muito rápido pelo o que eu deduzi bestificada. Ele ficou parado me vendo aproximar e pegou a menina de mim ao parar na minha frente, não liguei e descemos a escada sem eu falar um ai. Fui andando na frente levando as bolsas e entramos na cozinha.

—Bom dia meninas. Eu as saudei aparentando que tudo estava bem comigo.

—Bom dia. Falou Edward.

—Bom dia. Falaram elas nos olhando.

—Vou querer apenas um suco Mary.

—Ontem você não jantou e hoje só quer tomar um suco? Está dando de mamar.

—Prefiro dessa forma Mary.

—Ok. E o senhor patrãozinho?

—Um café está de bom tamanho.

—É pra já.

Fiquei em pé encostada no armário e Marie começou a dengar no colo de Edward, o motivo era que estava no horário dela mamar e ele ajeitou a chupeta na boca dela, mas mesmo assim ela continuou chorando e eu bebi o meu suco um pouco rápido.

Peguei a neném do colo dele e me despedi das meninas, saí da cozinha com a neném em meus braços resmungando e fui andando pelo quintal com cuidado. Cheguei na garagem e o alarme do carro de Edward fez barulho, era ele quem havia o destravado e olhei para trás vendo-o ali perto de mim. Vi o Fausto se aproximando e o saudei, fui cumprimentada com um bom dia e ele fez o mesmo com o Edward.

—Iremos junto. Falou Edward abrindo a porta do carro para eu entrar e o olhei.

—Você não vai trabalhar?

—Irei por causa da “minha filha”, é a primeira consulta dela. Algum problema?

—Só perguntei porque você falou que o Fausto me levaria, mais nada.

—Eu já estou aqui, agora vamos se não iremos nos atrasar sem necessidade.

Entrei no carro com cuidado e as bolsas iriam no banco da frente. Coloquei o meu seio para fora e comecei a amamentar a minha filha, ela mais que faminta me sugava, sem contar que os meus seios estavam pra lá de doloridos agora. Edward entrou no automóvel e o ligou, nós saímos logo a seguir.

Ao chegarmos na estrada eu fui olhando tudo a nossa volta, preferi ficar na minha a falar algo, com certeza ele viria com duas pedras na mão. Eu podia sentir que ele por se sentir infringido, sempre que eu falasse algo ele me maltrataria. Como ele deixou bem claro, o assunto se tratando da filha dele seria o nosso diálogo.

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Quando chegamos na clínica fomos até a recepção, a recepcionista informou onde era a sala e teríamos que aguardar ao chegarmos lá. Fui andando na frente e finalmente chegamos na ala da pediatra, nos sentamos no sofá e aguardamos. Nós não éramos os únicos pais ali. Acabei até fazendo amizade com o casal ao lado e conversamos a respeito de nossos filhos, mas o papo fluiu, além disso, e Edward se manteve calado.

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30min depois.

—Marie Cullen. Chamou a médica que aparentava seus trinta e poucos anos.

Nos levantamos e me despedi do casal ao lado, entramos na sala e olhei tudo em volta. Nos sentamos e a doutora foi fazendo várias perguntas em relação a ela. Se ela estava mamando, fazendo as necessidades direitinho, se eu notei alguma mudança de comportamento, enfim, eu fui respondendo tudo com sinceridade. Tirei algumas dúvidas também e algumas anotações foram feitas no cartão de vacina dela. Uma ficha estava sendo feita para ela através das minhas respostas e momentos depois eu despi a minha filha. Ela foi pesada, examinada fisicamente e na temperatura, de tudo que tinha direito e a vesti de volta ouvindo o chorinho dela. Pedi a pediatra um leite apropriado para a idade dela e um foi recomendado, dizendo ela o mesmo era muito bem aceito pelos pequeninos e bem saudável. Eu o encontraria nas farmácias.

—Pensa em parar de amamentá-la? Perguntou ela me olhando. –O seu é o mais indicado para ela nesse momento.

—Sei disso doutora, é um complemento.

—Caso ela não goste ou apresente alguma reação, interrompa o leite e retorne a mim para eu passar outro.

—Tudo bem.

A consulta acabou e saímos após nos despedirmos da doutora. A neném já estava calminha e as suas pálpebras já estava baixinha por causa do sono forçado pelo choro, ela dormiria logo. Dessa vez eu fui andando pelos corredores ao lado dele e saímos da clínica, o segurança estava do lado de fora e fomos para o carro. Entrei com a neném primeiro e Edward deu a volta, o segurança foi para a Blazer e saímos do estacionamento.

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Estando na avenida já.

—Edward, pare em alguma farmácia.

Ele não falou nada e isso me irritou, mas fiquei na minha. Cinco minutos depois ele parou afastado de uma farmácia e empurrei a costa do banco do carona para a frente, tendo espaço agora eu entreguei a neném a ele e saí do carro levando a minha bolsa. Fechei a porta e olhei para os lados, a calçada estava movimentada e fui andando entre as pessoas após colocar o meu óculo escuro Carrera. Passei a mão em meu cabelo e um rapaz faltou perder a cabeça ao passar por mim, ele ficou olhando para trás conforme ia a minha frente e o olhei sem demonstrar reações. Olhei para o lado e o solzinho da manhã estava agradável, não estava muito quente e peguei o meu celular após ele bipar, havia uma mensagem nova e a olhei após parar e suspender o meu óculo.

—Gata demais. Falou outro rapaz atraindo a minha atenção e olhei para o meu celular novamente. – Está de parabéns. Falou ele parando e levantei a minha mão esquerda portando a minha aliança de casada para segurar o meu celular. –Eu não sou ciumento falou ele olhando para mim, mas sem um tom abusado. –Chamo-me Martin.

—Prazer Martin, mas eu sou casada.

—Tud.......

—Algum problema senhora? Pergunto o segurança de Edward o olhando e eu olhei para Fausto surpresa.

—Nenhum eu acho, mas pode voltar.

—Tem certeza?

—Tenho. Falei andando e deixei o rapaz de beleza até atraente para trás, o mesmo estava vestido de forma elegante e devia trabalhar em algum daqueles escritórios ali no centro.

Fausto voltou olhando para trás e eu continuei andando, tirei o meu óculo para entrar na farmácia e a mesma estava com um bom movimento. Olhei a receita médica contendo o nome do leite da neném e perguntei para um funcionário se ali o vendia. Ele me mostrou a prateleira e pegou a lata do leite, a mesma não era barata e vinha em grande quantidade, pelo menos isso e levaria uma somente para experimentar. Peguei o xampu e o condicionador de morangos que eu gostava de usar, para a neném eu não precisava compra nada porque ela tinha de tudo. Peguei uns absorventes para mim, esses eu também tinha, mas nunca era demais. Peguei algumas barrinhas de cereais, umas balinhas que eu gostava e fui para a fila para poder pagar. A mesma estava andando rápido e paguei tudo, aproveitei e abri uma bala para eu poder saborear. Eu queria dar uma boa recarga em meu celular, mas ali não efetuava recargas e perguntei a moça do caixa onde havia ali perto. Dizendo ela havia na loja ao lado e a agradeci. Saí da farmácia e entrei na loja ao lado, fiz uma recarga boa em meu celular e li a mensagem de jake novamente, ele queria saber se estava tudo bem e o respondi rapidinho. Apaguei a mensagem que eu havia recebido e a que eu enviei, seria melhor assim e saí da loja. Ganhei alguns olhares na rua e coloquei o meu óculo novamente, caminhei até rápido pelo carro não estar muito perto e finalmente eu cheguei. Abri a porta e entrei.

—Você demorou demais, a farmácia era logo ali! Disse ele sem paciência alguma.

—Ela estava com movimento, tive que ficar na fila.

—Por pouco eu não fui embora! Para a sua sorte a menina estava aqui.

—Já não estou aqui Edward? Perguntei colocando a bolsa ao lado e peguei a neném.

—Até que fim! Disse ele ligando o carro.

—Se eu fosse habilitada, eu não o incomodaria para nada mais Edward.

—Você tem dinheiro, faça o que quiser!

—Não descarto essa possibilidade mesmo, só assim eu não dependo mais para a nada.

—Ta, ta bom Isabella! Já escutei. Disse ele saindo com o carro e acomodei a neném melhor em meu colo.

Durante o trajeto de volta eu só procurei abraçar a minha filha, no momento ela era tudo para mim. Sorri ao brincar com ela adormecida e olhei para o lado de fora com pesar. Olhei para a minha aliança por um tempo e lembrei do dia do nosso casamento, ele foi mesmo bonito como disse a mãe de Max, mas não passava de uma fachada. Acho que onde quer que os meus pais estejam, eu tenho certeza que eles haviam se arrependido de terem roubado os Cullens, pois quem estava pagando era eu. Olhando bem, a decisão já havia sido tomada.

.

Um tempinho depois.

Chegamos na mansão e vi o outro carro de Alice parado na garagem. Era uma Dodge Ram preta muito bonita.

Fausto abriu a porta do automóvel para eu descer e saí com cuidado. Ele pegou as bolsas para mim sendo até educado, para mim ele era um dos piores junto de Lima.

—Obrigado. O agradeci.

—De nada.

Fui andando devagar por estar com a bolsa da neném e segurando a menina, mas Alice apareceu na porta da cozinha e sorriu, sem pensar duas vezes ela veio até a mim.

—Bom dia. Disse ela me cumprimentando e quis pegar a bolsa da neném.

—Bom dia Alice e não precisa, está leve. Falei normalmente e sorri levemente para não parecer antipática.

—Como o combinado, daqui a pouco irei ao mercado com a Mary. A festa vai ser demais amanhã.

—Amanhã? Mas não era domingo?

—Pedi a minha tia para te avisar ontem, mas pelo visto não deu tempo dela falar.

—Pois é.

—Sábado é melhor e já avisei todos os convidados.

—Tudo bem.

—Oi Edward. Disse ela o olhando estando ele com as bolsas, deve ter pegado com o segurança.

—Oi Alice. Tudo bem? Perguntou ele a cumprimentando.

—Tudo. Disse ela sorrindo levemente.

—Vou entrar, o sol está um pouco quente. Falei pegando as duas bolsas da farmácia com o Edward e me afastei.

Entrei na cozinha os deixando pra lá e dei um aceno para as meninas, passei direto e entrei no corredor. Subi a escada com a atenção redobrada e entrei no quarto de Edward. Coloquei as bolsas sobre a cama e a neném também que estava adormecida, fui para o banheiro me aliviar às pressas.

Depois que eu lavei as minhas mãos, eu peguei o que eu havia comprado para mim e guardei, fiz o mesmo com a minha bolsa depois. Chupei outra bala e peguei a lata do leite da neném, li o modo de preparo e era fácil. Peguei a neném no colo e a levei para o quarto dela, a coloquei no berço e liguei o ventilador pela primeira vez e controlei a velocidade, não queria muito forte e era só para refrescar. Alice entrou no quarto e sorriu ao parar ao lado do berço, entrei no closet dela e peguei uma roupinha fresquinha. Não me esqueci da fralda descartável e de tudo que ela iria precisar, eu a esperaria acordar para poder banhá-la, mas tudo já estava arrumadinho. Saí do closet e entrei no banheiro, deixei as coisas dela penduradas no cabide e saí do recinto estando Alice ali no quarto ainda.

—Então será amanhã?

—Sim porque domingo a hora passa rápido e segunda feira todos trabalham.

—Tem razão, será melhor amanhã mesmo.

—Irei fazer uma mesa infantil para comemorar a chagada da sua filha e minha afilhada.

—Parece legal.

—E será, já tenho tudo no esquema. Aproveita comemora o aniversário de Edward com um delicioso jantar, vai ser legal. Os amigos de Edward irão vir, a família, será uma recepção harmoniosa.

—Dependendo de mim será, só não sei se será por parte do seu primo.

—Ele sabe se comportar.

—Espero. Irei aguardar a Marie acordar e irei banhá-la. Edward já foi para o trabalho ou ele ficará em casa?

—Eu não sei, ele não me falou. Ele disse que tiraria uma merecida férias por causa da neném e combinou até com a secretária, mas parece que ele foi trabalhar ontem.

—Não dê voltas Alice, eu sei que você já sabe de tudo mesmo.

—Nem tudo, só que ele foi trabalhar, mas pelo visto já estão em atrito né? Vocês estavam numa boa, se tolerando. O que houve?

—Você sabe, sinto que sabe, você, o Edward e a Esme estão entrelaçados, não que eu acho isso ruim.

—Quero ouvir de você, sabe que somos amigas.

—Quer ouvir que eu fui sair e que trai ele com outro?

—Você fez isso? Perguntou ela se levantando do sofá e aparentando chateação, ela foi rápida.

—Mas é claro que não! Eu não fiquei com ninguém Alice, mas ele não acredita em mim. Sei que vocês irão sempre pensar o pior de mim, mas não ligo mais. Edward está me tratando mal porque eu fui sair com a Marie e voltei tarde. Ele disse que só falaria comigo a respeito da nossa filha e mais nada. Ele não me responde bem e me trata pior que cachorro, mas eu não quero que você corra e vá falar com ele a respeito do que estamos conversando. Me promete isso?

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—Eu, eu...

—Jure pela saúde da sua afilhada, por favor, Alice.

—Ta eu juro, eu juro de verdade que não falarei.

—Eu sei que para vocês é ela que importa e fico feliz por isso, mas o seu primo pega pesado comigo. Agora eu irei para o quarto. Ficará aqui?

—Só um pouquinho babando.

—Eu não queria causar transtornos Alice, eu não queria, mas amanhã eu irei me comportar.

—Eu sinto muito.

—Ela é a sua afilhada, você é a segunda mãe dela, sabe disso.

—É eu sei, eu a amo de verdade e como a minha filha até.

—Bom saber disso. To indo.

—Ok.

Saí do quarto e fui olhar para o mar através da janela do corredor, eu estava apreensiva em relação à festa amanhã por causa de Edward. Eu estava ferida demais para conseguir atuar de forma convincente na frente das pessoas e fechei os meus olhos, respirei fundo e tornei a abri-los. Fui para o quarto e Edward falava no celular com alguém, peguei a lata de leite e tornei a sair do quarto, nisso eu desci e fui para a cozinha.

—Comprei esse leite recomendado pela pediatra.

—Que pecado amiga, você tem tanto leite. Já vai dar isso para a pobrezinha?

—É bom que ela vai se acostumando Mary.

—Estou terminando o almoço, depois eu irei sair com a senhorita Alice e comprar tudo que iremos precisar amanhã. Passaremos uma boa parte da noite trabalhando e Victória também irá nos ajudar, ganharemos por fora. Disse ela sorrindo.

—Que bom Mary!

—Faremos bastante coisa e tenho certeza que ficará tudo lindo e gostoso.

—Vou ajudar vocês.

—Deve descansar, a neném está exigindo muito de você.

—Nem tanto, mas conte com a minha ajuda.

—Ok, eu irei falar com a senhorita Alice.

—Irei guardar essa lata Mary, quando a neném acordar eu irei banhá-la e pedirei a você para preparar do jeito que diz o modo de preparo. Use água mineral e deixe em uma temperatura boa, não precisa ser muito quente e nem muito morna.

—Pode deixar comigo.

—As mamadeiras estão todas guardadas aqui em baixo?

-Estão sim.

—Tudo bem, agora eu irei deixá-la trabalhar.

—Ta bom. Disse Mary ficando em frente o fogão.

Deixei a lata no armário e lavei a minha mão na pia, após secá-la com o pano de prato, eu abri a porta da geladeira e peguei uma maçã para eu comer. Aproveitei para beber um pouco de água também.

Subi para o quarto e Edward ainda estava ao telefone perto da janela, caminhei para o closet e peguei uma roupa para eu vestir. Eu havia escolhido algo apresentável e fui pegar tudo que eu precisaria no banheiro, a seguir eu desci e fui para o porão. Fechei a porta do mesmo e fui para o banheiro, ali a água não era das mais atraentes e não me importei. Fechei a porta e me despi, abri a água e comecei a tomar banho, confesso que a água estava bem fria, mas não liguei. Lavei-me por inteira e saí para me secar, após me vesti eu penteei o meu cabelo e passei creme de morangos para ajudar a desembaraçá-lo. Passei um pouco de desodorante e fiquei pronta, arrumei o banheiro e me deitei na cama. Fechei os meus olhos e me permiti relaxar, eu estava exausta demais e acabei cochilando.

.

14h em ponto.

Acordei com a Alice me sacudindo e ela segurava a minha filha que chorava bastante.

—Acho não, eu tenho certeza que ela quer mamar.

—Irei banhá-la primeiro. Falei me levantando.

—Ok, mas ela irá chorar até mamar.

—Vou ser rápida.

Peguei a neném no colo após colocar a rasteirinha e subi para o primeiro andar, pedi a Mary para preparar a mamadeira dela e subi indo para o quarto dela. Alice havia ficado lá em baixo, abri a porta do quarto da neném e a coloquei no berço. Ela chorava e fui rápida no preparo da água, fui buscá-la e tive pena por ela já estar bem vermelhinha.

—Calma filha, mamãe irá atendê-la logo, logo.

Ao pegá-la no colo, ela se acalmou mais e a levei para o banheiro. Tirei a roupinha dela e tive que limpá-la, esse era um dos motivos do seu choro contínuo e após limpá-la bem, eu dei banho nela. Lavei a minha filha muito bem, esfreguei a sua cabecinha com cuidado e ela movia bastante os bracinhos. Estando bem limpinha, eu a tirei da água e a envolvi em sua toalhinha rosa. Deitei a Marie no troca fraldas e sequei cada parte do corpo dela com cuidado. Passei pomada, talco, álcool no umbigo para limpá-lo bem e a vesti por completo. Fomos para o quarto e Mary havia deixado a bandeja estando à mamadeira sobre ela. A temperatura estava ideal, constatei após colocar um pouco em meu pulso e a olhei.

—Tomara que seja bom igual ao da mamãe. Falei a admirando.

Coloquei a mamadeira na boca dela e na mesma hora ela fez uma cara engraçada, mas começou a mamar e não havia muito líquido na mamadeira, era de acordo com a quantidade calculada que os bebês da idade dela mamavam. Ela estava mamando numa boa e a olhei sorrindo, senti o meu seio vazando e sorri pela coincidência, por sorte eu estava protegida e não molhou o meu sutiã. Por fim ela terminou de mamar e parecia satisfeita, a coloquei para arrotar e ela logo o fez. Continuei com ela em meu colo, a danadinha permaneceu acordada e eu percebendo que ela não dormiria, a coloquei no carrinho. Ela ficou chorando, mas coloquei a chupeta na boca dela e ela se calou depois de um tempo. Estava bem dengosa e só querendo colo.

Empurrei o carrinho e o deixei na porta do banheiro, limpei o mesmo rapidinho e coloquei as coisas no lugar. Senti o meu estômago roncando e saí do quarto empurrando o carrinho, cheguei na beira da escada e........

—Mary, Mary.

—Oi amiga. Disse ela parecendo no pé da escada.

—Por favor, me ajude a descer com o carrinho.

—É pra já.

—Estou com muita fome.

—Já era tempo.

Descemos o carrinho com cuidado e fomos para a cozinha, sentei-me na cadeira e Mary foi preparar o meu prato.

—Todos já almoçaram?

—Sim, e depois o patrãozinho foi trabalhar. É nessa parte que você queria chegar? Pronto, está respondido.

—Nossa! Eu só perguntei se todos já haviam almoçado Mary.

—Já sim. Disse ela me olhando.

—Tudo bem. Falei no momento que ela colocava carne assada em meu prato.

Fiquei quieta depois de ter falado e Mary colocou o meu prato na mesa, a agradeci e comecei a comer. Estava muito bom e comi devagar, bebi um pouco de suco quando Mary me serviu e continuei comendo.

Olhei para a minha filha e ela estava quietinha, olhei para as minhas unhas e precisavam ser feitas. Fazê-las amanhã ficaria muito em cima e a minha roupa daria para ir ao salão tranquilamente, mas tinha aquele problema que eu já sabia, mesmo assim eu iria.

Terminei de comer e eu mesma lavei a louça que sujei, Mary já havia terminado e foi trocar de roupa. Eu fui até a sala e estava ali a Alice e a Esme.

—Alice, você irá passar próximo do salão de beleza?

—Não tão perto. Por quê?

—Eu preciso dar uma geral.

—Eu te deixo lá.

—Não quero atrasá-las, deixando-me próximo eu me viro com o carrinho.

—Edward irá implicar, evite isso. Deixe a menina aqui.

—Até você concorda com ele? Fui eu que sofri no parto para trazê-la ao mundo e não ele! Agora para eu sair com ela eu tenho que pedir permissão? Dar satisfações? Isso é um absurdo eu sendo a mãe dela!

—Não leve para esse lado.

—Não tem como, mas tudo bem. Eu contra a minha real vontade pedirei a Victória que olhe a minha filha. Ela irá com vocês?

—Não por causa da titia.

—Ok. Falei deixando a neném ali na sala com ela e me retirei.

Caminhei pelo corredor e Victória acabava de entrar na cozinha.

—Victória, você pode fazer um favor para mim?

—Claro que sim senhora.

—Eu preciso dar uma saidinha e preciso que você fique com a minha filha. Pode ser?

—Mas é claro que sim, sei cuidar de crianças.

—Ótimo. Vou tirar um pouco de leite e deixarei aqui caso eu demore.

—Vi Mary preparando o leite dela, sei como é.

—Melhor ainda, mas os meus seios estão muito doloridos e preciso aliviá-los. Estou confiando em você. Falei a olhando nos olhos.

—E pode senhora. Eu tomarei muito bem conta dela.

—Tudo bem. Vou sair daqui a pouco.

—Ok. Quer que eu troque a roupa de cama lá do porão?

—Por favor, você leu a minha mente.

—Tudo bem.

Peguei a bombinha na caixa e lavei novamente os compartimentos dela, peguei duas mamadeirinhas limpas e fui para o porão. Enchi as duas mamadeirinhas com o meu leite e as protegi com a tampa, me ajeitei e subi com tudo, ao chegar no fim da escada.

—Estamos prontas para sair. Falou Alice.

—Vão vocês, preciso fazer umas coisas aqui. Menti por estar chateada.

—Tem certeza?

—Absoluta Alice, obrigado.

—De nada. Disse ela me olhando.

Fui para a cozinha e instruí a Victória como fazer. Falei que eu colocaria as mamadeiras na geladeira e que era para ela aquecer muito pouco depois em banho Maria, mas isso fora da panela e deixar a água morna em si a aquecer. Dizendo entender do assunto, ela me tranquilizou dizendo que já havia cuidado de um menininho também e lembrou-me do aquecedor de mamadeiras da Marie. Pensei bem e ela sabia se virar, a agradeci dizendo que molharia a mão dela e fui até o porão pegar a roupa que eu havia saído antes, ela estava limpa e o look junto da sandália ficou lindo demais.

.

15min depois.

—Estou indo Esme. Falei da porta da sala.

—Tudo bem querida.

—Não pretendo demorar.

—Ok.

Saí da sala a deixando ali sozinha e pedi a Victória que fizesse companhia para a Esme e para a minha filha. Saí rumo à porta da cozinha e como eu já sabia da ordem do Edward, eu não passaria essa vergonha e humilhação sendo a “esposa” dele. Cheguei no quintal e caminhei rumo o portão.

—Sebastian.

—Pois não senhora.

—Abra o portão para mim, por favor.

—Parece que já está sabendo.

—É. Afirmei o olhando. –Tenha uma boa tarde. Falei passando por ele e saí.

Eu sabia que o caminho era longo demais e tratei de me apressar, mas por ter colocado uma sandália chique não foi uma boa ideia. Estava sol ainda e abri o meu guarda-chuva, eu mostraria que eu não dependia só de carro para sair e eu sentia estar de favores, piorou ainda mais com as palavras dele.

.

35min depois.

Finalmente eu cheguei na avenida principal já quase colocando os bofes para fora e fui para o ponto de ônibus, eu estava bem cansada e com os meus pés doendo bastante, eu sabia onde era o salão e fiz sinal para o táxi. Quando o mesmo parou eu entrei, falei para o motorista onde eu queria ficar e fechei a porta. Agradeci pelo ar estar gelando bem, por causa do sol o meu corpo estava em brasa.

.

Ao chegar no salão, eu fui muito bem atendida e aguardaria um pouco por não estar marcada, o salão estava cheio. Uma das recepcionistas me ofereceu café, chá gelado e água, mas acabei aceitando a última opção. Bebi dois copos de água gelada e a agradeci, finalmente chegou a minha vez e pedi que pintasse as minhas unhas de vermelho. A manicure além de ser rápida fazia a unha muito bem, tive que lixá-las por causa da neném e estavam ficando perfeitas.

Na hora de fazer o meu cabelo, eu pedi que ela reforçasse a cor dele com a tinta e o pintei. A seguir ele ficaria brilhante com a hidratação que eu estava fazendo e relaxei durante o tratamento, após lavá-lo o escovei.

.

Ao finalizar a produção já era noite, o relógio dizia ser 18:32min e paguei tudo com o meu cartão. Despedi-me das meninas e falei que outro dia eu traria a minha filha para elas conhecerem, sorrindo elas me deram tchau. Eu estava próxima do centro e fui até uma lanchonete, comi um pastelzinho de queijo suculento e fugi literalmente da dieta. Comprei um suco natural e fiquei olhando o movimento na rua, muitas pessoas passavam por ali na calçada e pedi uma empada de frango. Lembrei da minha filha e liguei para a mansão, chamou três vezes e atenderam.

—Alô. Falou Mary.

—Sou eu Mary, estou ligando para saber da minha filha.

—Ela está bem, está com o pai na sala.

—Sabe me dizer se a Victória já deu as duas mamadeiras?

—Vou perguntar a ela, um minuto.

—Ok.

.

1min depois.

—Amiga, ela disse que sim, a última foi há pouco tempo.

—Beleza, então tchau.

—Tchau amiga.

Encerrei a ligação e terminei de comer a empada, paguei o que eu consumi e saí da lanchonete. Fui caminhando pela calçada e fiz sinal para o táxi, o mesmo estava ocupado e continuei na espera. Parecia que todo mundo estava pegando táxi hoje e de tanto esperar um disponível, já passava das 20h da noite.

Finalmente consegui um e falei o meu destino, dando graças a Deus eu encostei-me no banco e relaxei.

.

.

40min depois.

Nesse momento entravamos na rua que me levaria até a mansão, fiquei mais tranquila que eu já estava chegando e ajeitei o meu cabelo. Ao pararmos em frente ao portão principal, os seguranças saíram para fora e relaxaram ao verem que era eu ali descendo do carro. O motorista ficou até assustado e o paguei, o agradeci e fechei a porta. Fui andando de forma tranquila e os cumprimentei com uma boa noite, fui respondida e ao olhar para trás, o taxista já estava distante. Entrei e fui andando rápido pelo quintal, cheguei na porta da cozinha e cumprimentei as meninas que já estavam com a mão na massa por causa de amanhã. O cheirinho estava ótimo.

—Irei só tomar um banho, acabei demorando por tudo estar cheio hoje.

—A neném não deu trabalho.

—Obrigado por olhá-la Victória. Está aqui o que lhe prometi. Falei dando cem dólares a ela.

—Não precisa senhora, quase não fiz nada.

—Como eu prometi, por favor, pegue.

—Ok e obrigado.

—De nada. Irei tomar um banho e já venho. Fez o que falou que iria fazer lá em baixo?

—Já troquei senhora. Eu iria banhar a neném para te adiantar, mas o Sr Edward falou que não seria necessário.

—Ok. Falei pensativa.

Saí da cozinha e caminhei pelo corredor, cumprimentei Carlisle ao passar por mim e fui até o porão guardar a minha bolsa rapidinho. A seguir eu subi os dois lances de escada e abri a porta do quarto, Edward estava ali com a neném e ele assistia televisão. Ela estava no carrinho acordada, pude observar estando distante pela luz estar acesa e me aproximei mais. Fiquei olhando para ela e acabei sorrindo.

Minutos depois eu fui para o closet e peguei uma roupa confortável, depois eu fui para o banheiro fazer uma touca em meu cabelo e eles durariam até amanhã estando dessa forma, não demorou nada terminei de ajeitá-lo. Lavei as minhas mãos e saí do banheiro segurando o roupão, a minha roupa e os objetos para eu fazer a limpeza bucal, eu os levaria lá para o porão. Parei ao lado da cama e Edward continuou olhando para a televisão, era como se eu não estivesse ali.

—Edward, você já deu banho na neném?

—A mãe dela não faz nada mesmo, deixei essa tarefa para ela. Por isso ela está acordada, está esperando o banho e o mamar dela para poder dormir.

—Era só isso que eu queria saber. Já volto então. Falei controlando o meu humor.

Edward ficou na dele e eu saí do quarto, desci para o porão e me banhei com calma, havia tudo que eu precisava ali por eu ter trazido mais cedo.

.

Saí para me secar e me aprontei, por último eu calcei o meu chinelo e estendi a toalha no varalzinho que tinha no banheiro. Subi com a roupa suja e as coloquei na máquina, quando as meninas fossem lavar roupas aquelas iriam ser lavadas também. Não pensei muito e saí dali, passei pelas meninas na cozinha e subi, abri a porta do quarto e Edward me olhou por breves segundos. Deduzi ser por eu estar de banho tomado e peguei a neném no carrinho.

—Vamos meu amor tomar um banho, ficará mais cheirosinha que já é. Falei brincando com ela e saí do quarto.

Chegamos no quarto dela e a deixei no berço, peguei uma roupa quentinha para ela vestir no closet e fui para o banheiro preparar a água dela. Estando tudo pronto eu a peguei, fomos para o banheiro e mais uma vez eu tive que limpá-la, mas para o meu azar ela ainda estava fazendo e tive que esperar. Ela começou a chorar depois e isso significava que ela tinha acabado, mas para confirmar eu aguardei e nada. Tive que limpá-la mais uma vez e joguei a fralda fora na lixeira que ficava ao lado. A coloquei na banheira e na mesma hora ela chorou, comecei a banhá-la e minutos depois eu acabei. A sequei e fiz todo o procedimento, por último eu coloquei a roupa nela. Fomos para o quarto e me sentei no sofá, coloquei o meu seio para fora e ela começou a me sugar.

.

Demorou, mas ela se sentiu saciada e largou o meu seio estando dormindo. A coloquei para arrotar e permaneci com ela em meu colo, eu me sentia debilitada após ficar com a mente vazia estando ali no quarto com a minha filha. Acabei deixando as lágrimas vir a as sequei, eu não queria que as pessoas reparassem que eu estive chorando.

Coloquei a Marie no berço, mas me lembrei que eu dormiria lá em baixo e a colocaria no porão, então desci com ela levando a coberta, a babá eletrônica e o travesseiro dela.

Chegamos no porão e acendi a luz, puxei o edredom que era outro e deitei a minha filha no centro da cama, por último eu ajeitei os travesseiros em volta dela e liguei a babá eletrônica. Fiz o mesmo com o ventilador e subi levando a outra parte da babá comigo. Fui para a cozinha e bebi um copo de água.

—O que eu posso fazer aqui para ajudá-las?

—Pode encher as forminhas de massa para quiche e recheá-las. Eu estou fazendo a massa dos cupcakes de chocolate e o recheio é de brigadeiro branco e preto.

—Hum! Ficará bom.

—Quer jantar patroinha?

—Não Mary, eu comi umas besteiras na rua após sair do salão. Pode ser que eu coma uma fruta antes de ir dormir.

—Então mão na massa pessoal. Falou Alice.

Coloquei o lenço em minha cabeça e comecei a preencher as forminhas de alumínio de massa, eram muitas, no total somava umas 300 quiches de diversos sabores e pré-assei todas elas, amanhã seria apenas terminar de assar perto de servi-las. O nosso trabalho estava árduo.

.

.

.......................................(No mesmo instante)

Madrugada de Sábado, 03 de julho.

1h da manhã.

Alice preparou os cupcakes e um bom tempo depois eles ficaram prontos, ela os enfeitou com pasta americana e nesse momento Mary e Victória iam fazendo os salgados. Alguns que estavam no freezer a Alice havia o encomendado com a moça do bufê do meu casamento, dizendo ela não daria tempo de fazer tudo que ela queria. Já eu estava fazendo os doces e os modelava da forma que a Alice e Mary me instruíam. Eu estava passada, havia tanta coisa e fiquei com pena das meninas, elas estavam cansadas. Fiz os patês para os canapés, só sei que a hora estava passando rápido.

.

Às 03:35min.

—Bem meninas, nós terminamos por agora, a maioria foi encomendado mesmo e terá o jantar.

—Que horas o pessoal vem ornamentar?

—De tarde, eles são rápido como você bem sabe e o bolo chegará às 17h.

—Então vamos dormir.

—Vamos sim.

Arrumamos tudo rapidinho e nos despedimos uma da outra, totalmente cansadas nós saímos da cozinha e encontrei Edward sentado no bar bebendo uma dose de whisky. Alice que me acompanhava cumprimentou o primo e subiu nos deixando ali a sós.

CONTINUA.......