Solares
46 Capítulo 46
Notas iniciais
BELLA......
Final do capítulo anterior.
Às 03:35min.
—Bem meninas, nós terminamos por agora, a maioria foi encomendado mesmo e terá o jantar.
—Que horas o pessoal vem ornamentar?
—De tarde, eles são rápido como você bem sabe e o bolo chegará às 17h.
—Então vamos dormir.
—Vamos sim.
Arrumamos tudo rapidinho e nos despedimos uma da outra, totalmente cansadas nós saímos da cozinha e encontrei Edward sentado no bar bebendo uma dose de whisky. Alice que me acompanhava cumprimentou o primo e subiu nos deixando ali a sós.
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A hora já estava avançada e ele tinha que estar dormindo, não ali bebendo. Como eu e ele não estávamos nos falando direito, eu o olhei e desci a escada, acendi a luz e a neném dormia a sono solto. Cheguei a minha filha mais para o canto e ouvi o seu resmungo, mas eu a ninei e ela ficou quietinha. O quarto estava fresquinho e deixei a porta aberta, fui para o banheiro escovar os meus dentes e fiz uma rápida higiene, mas preferi tomar um banho rápido por ter encarado o fogão por um longo tempo. Saí do banheiro vestido o roupão, mas eu estava de calcinha e sutiã por baixo, caminhei até o interruptor e apaguei a luz. O porão ficou no claro, pois a luz que iluminava a escada clareava tudo e me deitei. Cobri-me e me aproximei da neném que estava sob a coberta dela, a acariciei de leve e fechei os meus olhos. Eu estava tão exausta que eu praticamente desmaiei.
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Às 07:05min.
Despertei com a neném chorando e o sono estava me nocauteando bravamente. A peguei no colo e coloquei o meu seio para fora, na mesma hora ela começou a mamar. Por ela estar faminta, ela me sugava com mais intensidade e o bico do meu seio protestava de dor, tive que mudá-la de seio para eu poder suportar. Cheguei a cochilar estando amamentando ela e tratei de ficar na ativa, a segurei direito e a esperei se saciar.
Ela largou o meu seio e a coloquei para arrotar, Marie logo o fez e fiquei com ela um pouco em meu colo. Coloquei a chupeta na boca dela e senti o seu cheirinho, o mesmo era bom demais e ela foi fechando os olhinhos aos poucos. Sem aguentar mais eu a deitei na cama e fui ao banheiro, não me demorei lá e saí após lavar as minhas mãos. Deitei-me com cuidado e me cobri, acabei dormindo logo novamente.
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Às 10:09min.
Acordei com a cama chacoalhando e era Edward que estava deitado ao lado da neném. Ele estava brincando com ela, a danadinha já estava acordada e fazia sons de bebê conforme o pai brincava com ela. Eu me sentia um pouco mais disposta e me levantei da cama calada, fui escovar os meus dentes e me aliviei. Lavei as minhas mãos e subiria para pegar outra peça de roupa no quarto, deixei Edward ali no porão com a neném e subi.
Abri a porta do quarto e fui para o closet me vestir, escolhi um vestidinho e estava de bom tamanho. Fui no banheiro concertar o meu cabelo e permaneci com a touca, coloquei desodorante e saí dali. Olhei a cama estando levemente desarrumada e abri a janela do quarto para poder entrar um ar, estava bom demais o ventinho fresco da manhã.
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Desci novamente e fui para o porão, Edward estava deitado em meu travesseiro ao lado da neném e o olhei.
—Vai ficar aí com ela ou irá subir?
—Depois eu decido. Disse ele olhando para a filha e me ignorava.
Deixei para lá e subi, fui para a cozinha e saudei as meninas que já trabalhavam. Para poupá-las eu mesma preparei o meu café da manhã. Comi ali na cozinha mesmo e lavei a louça, comecei a fazer o almoço enquanto as meninas faziam as coisas e fui modelando as almôndegas que seriam para o almoço. Eram muitas por haver muitas bocas para comer e fiz uma panelona de molho bem encorpado, estava um cheirinho muito bom e soltei uma imensa quantidade de arroz depois de pronto. Pensei em preparar um purê e descasquei muitas batatas, eu já estava com as minhas mãos doendo e fiz dois tipos de salada enquanto os milhares de pedacinhos de batatas cozinhavam. Eu coloquei alguns temperos exóticos que eles gostavam nas saladas e eu também, pois passei a gostar depois que fui morar ali. A comida estava muito boa. Após preparar uma panelona de purê, eu ralei o queijo parmesão na hora e adicionei nele, ficava muito bom assim e dava um gosto sem igual com caldo de legumes. A comida ficou pronta e eu ao olhar para trás, Edward estava com a neném no colo observando as meninas a trabalharem. Lavei as minhas mãos e abri a geladeira, peguei uma garrafa de água e bebi dois copos. Peguei um cacho de uva, pois eu amava as uvas e comi com vontade.
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6min depois.
Fui até o Edward e olhei a neném, a fralda estava limpinha e ela quietinha a todo o momento no colo do pai. Edward olhava nos meus olhos enquanto eu mexia na minha filha, fiz o mesmo após pegá-lo me olhando porque eu não tinha nada a temer. Ele saiu da cozinha e lavei as minhas mãos, fui até as meninas e as ajudei nos últimos preparos após secar as minhas mãos. Dizendo Alice, a festa começaria às 19h.
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Às 13h.
Estávamos todos a mesa e eu me sentia um pouco mal de estar ali, sem contar que eu estava com um pouco de dor de cabeça agora. A neném começou a chorar e Edward ninou o carrinho após colocar a chupeta na boca dela, ela tornou a ficar quietinha e a comida que eu fiz foi servida. Todos comiam numa boa e conversavam, ouvimos uma voz vindo do corredor e era dona Ana que havia chegado para a surpresa de todos.
—Vóóó. Falou Edward sorrindo e foi até ela.
—Oi meu gatão, que saudade! Falou ela o abraçando.
—Olá aninha. Falou Esme sorrindo e se levantou com a ajuda do marido. –Quem lhe trouxe?
—Desembarquei e peguei um táxi, quis fazer uma surpresa para vocês.
—E fez. Falou Alice sorrindo, mas não parecia tão surpresa assim e desconfiei.
—Olá querida.
—Olá aninha. Falei sorrindo e fui saudá-la.
—Tudo bem com você jovem?
—Está tudo bem sim.
—Olá minha querida. Falou Carlisle a abraçando.
—Olá meu bem. Como você tem passado?
—Estamos vivendo.
Esme a convidou para se unir a nós a mesa, sorrindo ela disse que sim porque estava faminta. Apresentei a minha filha a ela e ela se encantou.
—Como eu falei, seria uma princesinha! Os olhos são do gatão aqui. Disse ela olhando para o Edward e tornou a admirar a minha filha. –Que linda, benza Deus! Disse ela sorrindo e me abraçou. –Parabéns aos dois. Disse ela olhando para mim e para o Edward.
—Obrigado. Falei a olhando.
—Obrigado vó.
—Cuidem os dois dela, é assim que deve ser.
—Pode deixar. Falou Edward me olhando e eu olhei para a minha filha.
Minutos depois dona Ana foi ao banheiro e voltou, ela se sentou à mesa e foi servida.
-Que comida deliciosa, amo o seu tempero Mary. Disse ela após comer duas garfadas.
—Dessa vez não fui eu, foi a bella quem fez a comida senhora.
—Sério? Perguntou ela sorrindo.
—Sim, as meninas estavam ocupadas e eu quis ajudar de alguma forma.
—Está de parabéns então!
—Concordo. Falou Carlisle sorrindo e bebeu um pouco de vinho tinto.
—Menos mal então.
Continuamos a comer e logo chegou à vez da sobremesa, aceitei por ser pêssegos e comi me deliciando. Quando terminamos, a mesa do almoço foi retirada e eu fui lavar as minhas mãos. Ao voltar eu peguei a minha filha no colo e fui para a sala de estar, sentei-me no sofá e a alimentei. Ela me sugava fazendo hora, mas não parava de mamar, tanto que se saciou um tempinho depois e dormiu. A coloquei para arrotar e fui para a outra sala, ofereci a neném para a dona Ana e muito contente ela a pegou. Ela ficou olhando para a neném por um tempinho sorrindo e me olhou, mas a sua animação não durou muito e ela parou de sorrir. Alice olhou para ela e se aproximou.
—Minha afilhada é fofa demais.
—É sim filha, ela é mesmo linda. Vai dar muito trabalho quando crescer.
—Eu também acho. Afirmou Alice. –Bem, tenho que voltar aos preparativos, logo o pessoal vai vir montar as coisas e entregar o que encomendei também.
—Vai ser ótima a festa Alice, não se preocupe.
—Ok.
Fui para a cozinha com elas e continuamos nos preparativos, estávamos nos preparativos da janta e era muita comida a ser preparada. Um bom tempo depois eu fui até a sala e a neném estava no colo do avô, fui até o banheiro do porão me assear e lavei as minhas mãos. Ao sair do banheiro eu me sentei na cama e parei para pensar, preferi me deitar por me sentir esgotada e fechei os meus olhos. A dor de cabeça estava me enchendo o saco e abracei o travesseiro, o sono me rodeava e Mary entrou no porão.
—Tudo bem amiga?
—Só com um pouco de dor de cabeça. Nem eu me distraindo na cozinha ela me largou.
—Com você amamentando é complicado indicar qualquer remédio.
—Minha cabeça está martelando, são os problemas.
—Liga para a sua média, peça ela uma luz.
—Não é para tanto, estou estressada e não dormi quase nada essa madrugada. A minha filha acorda cedo demais para mamar, aí já viu, eu não estava acostumada com isso.
—Isso é.
—Se não melhorar eu ligo para ela.
—Vou ficar de olho e já volto. Disse ela saindo do porão.
Continuei deitada.
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Alice entrou no porão e veio até a mim.
—Está se sentindo mal? Perguntou ela se sentando ao meu lado e Mary apareceu.
—Dor de cabeça.
—Tome esse suco de maracujá. Falou Mary me dando o copo. –Vai ajudar você a se acalmar.
—Espero. Falei a olhando e sorri levemente.
—O maracujá vai acalmá-la.
—Tomara Alice, ele sempre me nocauteia.
—Fique aqui e relaxe um pouco, as coisas lá na cozinha já estão bem caminhadas e agora é só o pessoal do bufê chegar para poder decorar.
—Tudo bem, a Marie está me sugando as forças. Voltei na época do colégio onde eu acordava cedo todos os dias.
—Pois é.
—Agora vou subir com a Mary para você poder descansar.
—Ta bom e valeu Mary pelo suco.
Elas subiram e eu fechei os meus olhos, acabei deixando algumas lágrimas rolarem e as sequei. Eu era uma boba mesmo e senti que alguém se aproximava, era Edward com a nossa filha e a colocou deitada ao meu lado. Não deixei ele perceber o meu real estado de espírito e me aproximei da neném, ela estava acordada e Edward saiu do porão. Ela ficou movendo as mãozinhas e as perninhas sem parar, ao notar a fralda bem molhada, eu decidi trocá-la. A deixei ali quietinha chupando chupeta e me levantei, saí do porão e fui para o quarto dela. No que cheguei lá, eu peguei tudo que ela precisaria e desci novamente, o papo pelo visto estava animado na sala e desci a escada que me levaria até o porão.
Coloquei o forro sobre a cama e a deitei em cima dele, tirei a sua fraldinha e passei o lenço umedecido nela. Estando bem cheirosinha e sequinha, eu passei a pomada e coloquei a outra fralda. Ajeitei a roupa dela e a amamentei um pouco, ela me sugou até cansar e a levantei para arrotar. Não demorou muito ela o fez e a ninei devagar, coloquei a chupeta na boca dela e a cheirei de forma carinhosa.
—Eu te amo filha. Falei a admirando. –É tão linda a minha bebezinha e a amo tanto de verdade.
Ela não queria dormir e a coloquei deitada na cama, ela ficou fazendo carinha de choro e a ninei devagarzinho. Acabei deitando novamente e fiquei a acariciando de forma bem vagarosa, nisso eu acabei dormindo.
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Às 17:46min.
—Amiga, acorde.
—Hum?
—Acorde, a noite já está aí.
—Que horas são?
—Quando eu olhei no relógio era 17:44min. Vim acordá-la para arrumar a sua filha e se arrumar. Os pais de Alice acabaram de chegar.
—Hum, eles sempre chegam mais cedo.
—É sim. Está melhor da dor de cabeça?
—Parece que o suco me aliviou bem mais. Estou tão esmagada, pisoteada e me sentindo até humilhada com a raiva dele Mary. Não sei o que se passa na cabeça dos pais dele e eu não quero que sempre que eu sair pensem mal de mim. Eu tive que andar pra caramba sob o sol ontem para ir fazer as minhas unhas.Eu estou tendo que gastar o meu dinheiro sem poder, eu perdi tudo, e só me restou o que eu tenho no banco. Está certo que eu nem gastei cinco mil ainda, mas mesmo assim da onde sai e não entra, acaba. Com essas proibições do Edward, está na cara que ele lavou as mãos, tanto que eu não tenho mais motorista. Caso eu esteja com a filha dele é diferente. Estou dilacerada, mas não era novidade esperar isso dele após a neném nascer. Sinto-me tão triste e necessitada de carinho.Foi isso que o jake me deu ao encontrá-lo, mas digo carinho de amigos.
—Eu cansei de te dar conselhos, mas entrou em um ouvido e saiu no outro. Falou ela olhando para a neném que dormia.
—Eu sei disso, tanto que estávamos indo bem, mas o peso do passado nos atinge tanto. Entendo que ele esteja revoltado pelo o que fizeram com a família dele e blá, blá, blá. Eu sei que seria difícil para eu ter que ver a minha mãe cega por culpa dos outros. Eu entendo a dor dele Mary e não o condeno. Mas e eu? Sendo que eu não irei lamentar, já lamentei demais nesses últimos meses e não posso parecer mal nessa festa.
—Faça isso, você já aturou tanta coisa.
—Mas não sou de ferro.
—Sei que corre sangue em suas veias, sei que é uma mulher que passou por muitas humilhações com bravura.
—Por várias vezes eu tive que comer com a mão, aquela mulher chamada Rosa que trabalhava aqui também não foi fácil aturá-la.
—Aconselho a esquecer essas coisas.
—Eu sei, eu sei Mary.
—Agora suba, dê um banho na sua filha e a arrume deixando-a uma boneca. Já você, fique linda e brilhe, há mulheres que adorariam estar no seu lugar e que eu sei que virão essa noite.
—Virão para a festa?
—São amigas dele. O patrãozinho tem um círculo de amizade numeroso, não percebeu na sexta passada porque estava no quarto e quase não ficou aqui.
—Sei que ele é mesmo bonito, por isso elas dão em cima. O tratamento dele para com elas é diferente, isso as encanta.
—Agora vá se aprontar.
—Tudo bem.
Mary saiu do porão e eu peguei a minha filha no colo, arrumei a cama e subi após apagar a luz. Escutei vozes na sala e subi rápido, eu não estava apresentável e entrei no quarto dela. A coloquei no berço e fui preparar a água, ao olhar para o lado a roupa dela estava ali. Pela festa ser do lado de fora, Alice separou um macacão lindo branco com detalhes em rosa bem quentinho de lã. A touquinha era branca e manta era branca com um laço rosa, era tudo lindo e a neném ficaria linda. Ela só tinha uma semana. Deixei tudo posicionado e fui buscá-la no berço, a seguir a despi no banheiro e ela berrou ao ser colocada na água. Procurei não deixar a água muito quente, sei que ela ficaria lá fora e por isso ela chorou bastante. Pela porta do quarto ter ficado aberta, Edward veio estando todo arrumado ver o que estava acontecendo e colocou o dedo na água.
—A água não está quente o suficiente Isabella. Disse ele de forma dura pegando-me de surpresa.
—A festa é do lado de fora, não posso banhá-la na água quente e depois a expor no sereno.
—Não a deixei aí por muito tempo! Disse ele sem paciência e respirei fundo.
—Não está tão fria, o problema é que ela estava dormindo. Falei mantendo a calma, mas custosamente.
—Mesmo assim não deixe a minha filha sofrendo nessa água!Está escutando?
Continuei banhando ela estando aos berros e por fim eu terminei. A envolvi na toalha rapidamente e achei melhor engambelá-la. A amamentei estando em pé ali no banheiro mesmo e ela se acalmou mais, quando enjoou de mamar largou o meu seio. A coloquei para arrotar e esperei um pouco, fui no quarto com ela pegar a chupeta e coloquei a mesma em sua boquinha.
Estando de volta no banheiro eu a arrumei, ela ficou mais que linda e o cheirinho era maravilhoso, a envolvi na manta grossa de lã e puxei mais a touquinha para baixo para proteger bem o ouvido dela. Edward estava de escolta ali a todo o momento e o olhei.
—Se quiser leve ela para a sua tia, eu preciso me arrumar agora.
—Eu estou aqui para quê?
—Então fique com ela.
Entreguei a neném a ele e fui para o banheiro dela, arrumei tudo ali e parece que Victoria o havia lavado enquanto eu dormia.
Depois de tudo estar arrumado, eu saí do banheiro e Edward não estava mais ali e nem o carrinho dela, então eu saí do quarto e fechei a porta. Caminhei até o quarto de Edward e abri a porta, ele não estava ali e após eu entrar tranquei a porta. Fui até o closet e olhei as roupas, havia várias ali bonitas e escolhi um look mais que perfeito. Caminhei para o banheiro e me despi, tomei um banho revigorante e me lavei bem. Saí para me secar e hidratei o meu corpo, passei desodorante e me maquiei de forma marcante com tons preto e levemente azul escuro o sombreado. Finalizei a maquiagem com um batom vermelho sangue e ficou bonito. Tudo combinou referente a maquiagem e os meus olhos estavam acesos. Fui para o closet me arrumar, depois de vestida e calçada, eu me perfumei de leve com o melhor perfume. Penteei o meu cabelo, os mesmos estavam bem escuros realçando os meus olhos e lisos. Eu estava muito bem com um vestido preto que valorizava as minhas curvas e extremamente caro. Olhei o meu sapato Louboutin que combinava com o vestido até muito bonito todo trabalhado no trançado. Eu me sentia linda.
Coloquei um brinco grande e bonito de ouro branco e diamantes comprado por Alice, não esqueci da pulseira, só sei que ficou ótimo. O decote era provocante por eu estar amamentando e o ajeitei. Olhei-me no espelho e aprovei, era a hora de descer. Sendo que antes eu arrumei a bagunça e ao terminar, eu abri a porta. Tornei a fechá-la e me preparei para descer, eu duvidava que havia alguém, mas pode ser que sim. Não pensei muito e desci degrau por degrau, cheguei no andar de baixo e entrei na sala, estavam os tios de Edward ali muito bem arrumados de forma muito elegante e Aninha com um lindo vestido marrom. Edward estava sentado ao lado da mãe que segurava a neném e ele me olhou, sua avaliação foi feita muito rápido e ele continuou conversando como se não tivesse me notado.
—O que é isso filha? Está um arraso de mulher! Disse a dona Ana sorridente me olhando e veio me abraçar.
—São os seus olhos. Falei a envolvendo e sorri com os meus lábios extremamente vermelhos.
—Ah! Mais não são mesmo. Está uma gatona e nem parece que deu a luz filha.
—Obrigado. Falei sorrindo. -Boa noite. Falei em cumprimento aos tios de Edward e Bernadete veio me cumprimentar.
—Boa noite jovem. Disse ela me olhando me dando dois beijos na bochecha.
—Boa noite. Disse o tio de Edward e fui cumprimentá-lo por educação.
—Bem, com licença. Falei saindo da sala andando de forma segura e confiante no meu visual.
Fui caminhando pelo corredor e entrei na cozinha, a mesma estava vazia e as meninas deviam estar se arrumando, fui para o quintal e vi algumas pessoas possivelmente do bufê dando os últimos retoques e a mesa estava linda. As mesas dos convidados estavam lindas, fui repará-las de perto e dei boa noite para o pessoal. Não havia convidados ainda e a mesa montada ali para o preparo de drinks estava muito legal, dois rapazes preparariam as bebidas. Os saudei também avaliando tudo minuciosamente e Alice era mesmo um gênio. A comida estava toda pronta e seriam expostas ali na hora certa, já as mesas de frios estavam arrasando. Estava tudo lindo e a noite não tão quente assim, mas estava agradável o clima e olhei em volta, o dj já estava aquecendo o som.
Olhei para a piscina e a mesma estava iluminada e com bolas, essas brancas, azuis e rosa, uma mistura de Edward e Marie nas cores. Sorri aprovando tudo e acenei para o Sebastian, recebi um aceno de volta e vi o segurança abrindo o portão, um grupo de seis pessoas chegou e fui cumprimentá-las, eu as conhecia e eram próximas deles. Recebi os parabéns por já ser mãe e peguei três presentes que eles deram para a minha filha.
Pedi que eles se acomodassem e entrei, Mary e Victória já estavam na cozinha com o uniforme próprio para as recepções na casa.
—Já chegaram convidados.
—Tudo bem.
—O que achou? Perguntei dando uma volta.
—Está perfeita. Disse Mary me olhando.
—Gostou mesmo?
—Claro que sim, o patrãozinho deve ........
—Não quero ouvir, agora me deixe ir dona Mary.
—Ok, ok. Disse ela me olhando e sorriu.
Caminhei pelo corredor e Alice descia a escada estando com um vestido vermelho, o sapato alto era da mesma cor e ela estava linda.
—Arrasou Alice.
—Você também!
—Sério?
—Sim. Disse ela sorrindo.
—Já chegaram alguns convidados.
—Que bom!
—Minha filha ganhou presente, irei guardá-los no quarto dela.
—Falarei com os meus tios para irmos para fora, já a neném não pode ficar no sereno o tempo inteiro. Não se preocupe, não a deixaremos tão exposta.
—Tudo bem. Enquanto vocês recepcionam os convidados, eu irei lá em cima rapidinho.
—Ok.
Subi a escada e fui para o quarto da Marie, abri os presentes. O primeiro que eu abri era dois vestidinhos lindos. O outro era um terço de ouro com a imagem de cristo, à parte de trás da medalha estava o nome de Marie e achei lindo. O outro era um quite de manta, touca, meias, luvas e um macacãozinho, todos em branquinho que simbolizava a paz. Amei todos eles e sorri, guardei com carinho no closet dela e me preparei para sair, mas Edward estava parado na porta e me olhou.
—O que faz aqui?
—Não gostei da roupa, seria melhor se trocasse por não ser adequada.
—É mesmo? Mas eu gostei! Não lhe devo mais nada Edward, eu era a sua esposa. Estou mantendo isso entre nós! Lembra? Deve se importar agora com a sua vida e deixar a minha em paz!
—Está sob o meu teto, carrega ainda o meu nome e......
—E nada! Já chega das suas ignorâncias! Já terminou? Eu preciso passar! Falei o cortando.
Passei por ele e desci, fui para o quintal e cumprimentei os convidados que haviam chegado e me deram os parabéns pela linda menina. Peguei mais dois presentes que Marie ganhou e agradeci, fui até os rapazes do drink e pedi um sem álcool. Após pegá-lo eu cumprimentei a família que chegou, minha filha estava toda embrulhadinha na manta e passava de colo em colo, sorri com as caras de encantadas das pessoas e Edward apareceu no quintal. Ele olhou para mim e fingiu que não me viu, sorri e fui cumprimentando as pessoas na medida que elas iam chegando. Todos que chegaram já comiam e bebiam algo, as meninas estavam fritando os salgadinhos e fui até a cozinha, olhei as quiches e estavam com uma cara ótima. Dancei ao lado de Mary ao som da música e sorrimos, fui guardar o presente da minha filha e desci novamente segurando a minha taça de drink.
Voltei para o quintal e as pessoas estavam chegando quase que tudo de uma vez. Tirei fotos com Edward e a neném perto da mesa do bolo a pedido de Alice. Tiramos fotos com alguns familiares dele e foi bem legal. Fiz questão de tirar uma foto segurando a neném com as meninas que trabalhavam para os Cullens, elas ficaram toda boba e voltaram para a cozinha sorrindo.
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Perdi a conta de quantos presentes a minha filha já havia ganhado e chegaram os pais de Max, fui até eles e os cumprimentei com candura os abraçando bem apertado. Eles eram uns fofos e gostavam mesmo de mim. Eu era muito querida por eles e eles para mim. Havia uma conexão de amizade entre eu e a mãe dele sem mesmo nos conhecer muito bem. Eu diria que o suficiente.
—Irei pegar a minha filha e já volto. Eu falei para eles sorrindo estando bem contente.
—Tudo bem filha. Meu filho está estacionando o carro e está acompanhado, ele está louco para conhecer a sua filha.
—Nossa que bom! Falei sorrindo e não acreditando que ele tinha vindo para a festa.
Fui até a moça que estava com a minha filha e prometi a ela trazê-la de volta. Todos sorriam, o clima estava agradável e vi o Max entrar de mãos dadas com uma moça, a mesma era morena clara e muito bonita. Aproximei-me dos pais dele que estavam cumprimentando os outros convidados e sentaram-se à mesa segundos depois, me aproximei deles e mostrei a neném.
—Linda, linda, linda e linda filha. Parabéns!
—Obrigado. Falei sorrindo para a mãe de Max.
—Isso aqui é para ela. Disse ela me entregando uma bolsa.
—Obrigado, não precisava se incomodar.
—Imagina filha. Disse ela e sorri.
—Oi Isabella. Falou Max sorrindo lindamente e sorri para ele. –Essa é Penélope.
—Prazer Penélope e seja bem-vinda. Falei sorrindo e a cumprimentei com dois beijos.
—Trouxe uma lembrança para ela, espero que goste. Falou Max me dando um presente grande e me cumprimentou com dois beijos e um abraço amigável. Pude perceber o quanto ele estava bonito e perfumado. Um gato na verdade e seu relógio caro o deixou mais elegante, eu o olhava sorrindo.
—Poxa, obrigado. Olha aqui a neném.
—Linda ainda mais pessoalmente.
—Obrigado.
—Posso segurá-la? Perguntou a mãe de Max e dei a neném a ela.
—Irei guardar os presentes, podem curtir a neném um pouco e obrigado gente de verdade por serem gentis. Ficou Feliz que vieram. Falei olhando para cada um deles sorrindo e me retirei.
Ao olhar para a frente eu dei de cara com o Edward conversando com algumas pessoas, continuei andando e entrei. Fui para o quarto da neném e abri os presentes.O de Max era aquelas bonecas parecendo bebês de verdade e era a cara de Marie. Linda eu a admirava bestificada e sorri. Havia outro pacote ali na caixa e era uma toalha rosa bordada com o nome dela em branco, havia flores na estampa e era um trabalho minucioso e perfeito. Max era fofo mesmo e abri o da mãe dele, eram várias roupinhas, sendo essas grandinhas e sorri. Abri os outros e eram a maioria roupa, só um era uma pulseirinha para quando ela estivesse pouca coisa maiorzinha. Era de ouro e linda.
Guardei todos os presentes com carinho e amassei os papéis, deixei o quarto arrumadinho e desci.
O quintal já estava cheio, Alice sorria por estar contente e fui até os meninos pegar mais um drink sem álcool, o mesmo era de uva verde e estava bom demais, tanto que o bebi rápido e peguei outro. Cumprimentei outras pessoas e vi Edward segurando uns presentes, olhei para a mesa de Max e eles paparicavam a neném, o olhar de Edward estava na direção deles a todo o momento agora e fui até ele.
—Qual o problema Edward?
—Nenhum que eu saiba. Você tem algum? Perguntou ele me encarando e eu balancei a cabeça que não. Eu sabia a que problema ele se referia. —Melhor para você. Disse ele me olhando sem piscar.
Saí de perto dele e fui até a minha filha, peguei a neném sorrindo e a mesma estava dormindo. Olhei para Max e sorri, sai de perto deles e Edward veio até eu pegar a neném de mim. Ele me deu os presentes que estavam em suas mãos e fui guardá-los, dois era dele e os outros três eram da neném. Os guardei lá nos quartos e tornei a descer, vi Rosalie e Emmett que haviam acabado de chegar e algumas pessoas dançavam. Fui até eles.
—Boa noite gente. Os saudei sorrindo.
—Boa Sra Cullen. Falou Emmett me cumprimentando.
—Olá bella. Falou Rosalie me abraçando. -Cadê a minha bebê?
—Por aí em algum colo. Falei sorrindo.
—Já era de se esperar.
—Pois é.
Emmett e Rosalie foram falar com as outras pessoas e eu vendo aquela galera toda dançando de forma animada, eu me juntei a elas. Dancei sorrindo bastante com uma moça que a conheci em meu casamento e ela se chamava Olga, devia ter seus vinte e poucos anos. Dançamos bastante ao som de Beyonce e resolvi parar, caminhei até a mesa dos Cullens e a neném estava no colo de Carlisle, os amigos de Edward chegaram e cumprimentei os rapazes que foram nos visitar lá na clínica. Outros amigos dele chegaram e no meio havia seis moças, no total de amigos devia estar em treze. Todos bem alinhados e as moças muito bonitas, mas eu não perdia para nenhuma delas. Havia duas morenas, uma bem morena que me fazia lembrar uma índia, duas brancas e uma ruiva que chamava bem a atenção. Edward foi cumprimentá-los e as mesmas vieram me cumprimentar onde eu estava, eu não me lembrava delas, mas as cumprimentei por educação.
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Um tempinho depois.
Edward ficou dando atenção para os amigos, eu observava ao longe agora. Depois foi pegar a filha, as moças seguraram a minha filha revezando entre si e sorriam para ela. Já ele ficou conversando com eles e a neném começou a chorar, a música devia estar a incomodando e fui até eles a passos decididos. Eu não estava tão confortável assim.
—Vim pegá-la. Falei de forma simpática para a ruivinha muito bonita que a segurava.
—É ela deve estar querendo a mamãe.
—Pois é. Falei sorrindo e a peguei, na mesma hora ela ficou quietinha. –Com licença.
—Tem toda.
Saí de perto deles e fui colocá-la no porão, a amamentei mais um pouco e ela dormiu. Após ela arrotar eu fiquei com ela um pouco, a deitei na cama e fui pegar a babá eletrônica. Após ligá-la ali ao lado dela, eu subi e deixei a babá ao lado de Mary na cozinha, havia pessoas contratadas por Alice para poder servir. Fiquei recepcionando as pessoas e sentei-me à mesa com os Cullens, conversávamos com os convidados e Edward permaneceu no grupo de amigos e ambos bebiam bastante. Eles sorriam muito e as moças conversavam com Edward de forma bem animada, ele as tratava mais que bem e eu olhei para o lado, vi Max conversando com os conhecidos e a moça que estava ao lado dele olhava o ambiente em volta estando distraída. Na certa admirando tudo e percebendo o quanto à mansão era bonita.
Eu estava envergonhada por estar tão distante do meu “marido”, não sei se as pessoas estavam reparando isso ou era coisa da minha cabeça. Resolvi me levantar e fui na parte que mais o incomodava, mas eles eram tão agradáveis comigo que eu nem liguei. Sentei-me com a família de Max e conversamos de forma bem calorosa, eu me sentia em casa com a mãe dele e a mesma me abraçou estando eu ao lado dela. Fiz o mesmo com ela e ficamos assim. Conversei até com o Max e sorrimos bastante. Ele além de ser gentil, atencioso, ele era agradável e muito bonito. A sua acompanhante era uma moça do bem, simpática e nos demos muito bem. Max estava bem animado e nos fazia rir bastante com o seu jeito despojado de ser. Estava muito agradável o clima ali e eu os olhava estando encantada e me sentindo feliz de verdade.
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35min depois.
—O que achou da minha filha? Perguntei ao Max quando a mãe dele foi ao banheiro junto de Penélope.
—Igualzinha à da foto, sendo que ainda mais linda ao vivo.
—Bobo. Falei sorrindo lhe dando uma tapinha e o olhando nos olhos, com isso ele gargalhou. –Amei a boneca, ela é linda. Obrigado pelo presente Max, de verdade mesmo.
—Foi difícil conseguir uma parecida de última hora, mas consegui depois de muita insistência.
—Adorei, será uma recordação para quando ela crescer. Você é demais.
—Pois é. Falou ele sorrindo, mas o seu sorriso diminuiu ao olhar adiante de mim.
—Isabella. Chamou-me Edward se aproximando e falou com o pai de Max algumas palavras gentis, depois ele se aproximou de mim e me olhou. –Cadê a nossa filha?
—Está dormindo, o barulho a estava incomodando e preferi tirá-la do sereno.
—Será que ela está bem? Perguntou Edward me olhando e eu conhecia bem aquele olhar.
–Já volto. Falei olhando para eles e sorri.
—Tudo bem. Falou Max de forma gentil.
—Ok. Falou o pai de Max que era um coroa muito do elegante e muito simpático.
Acompanhei o Edward e entramos na cozinha.
—Mary e a neném?
—Dormindo amiga, se ela acordar eu te chamo.
—Obrigado. Falei pegando uma quiche de alho poró, a mesma estava quentinha e a comi saboreando. –Bom demais.
Dancei um pouco ali na cozinha estando bem animada. Isso mesmo eu estando ao lado de Edward e provocando bastante sorrisos na Mary ao mover o meu quadril. Peguei dois salgadinhos sem parar de mover o meu corpo, aquela roupa era mesmo linda e peguei mais um drink quando o garçom entrou para me servir. Não parei de me mover e sorri.
—Obrigado. O agradeci de forma gentil e ele sorriu.
Eu havia feito amizade com eles e eram gentis demais, acho que até isso o outro notou quando eu falei com o rapaz de forma amigável.
—Bem, já nos aliviamos. Falou a mãe de Max sorrindo após entrar na cozinha e me ver dançando.
—Que bom. Falei olhando para Penélope e ela sorriu. –Fique à vontade, estão em casa.
—Obrigado. Falaram elas se retirando.
Edward segurou de forma um pouco bruta em minha mão sem deixar os outros perceberem e me puxou para o corredor. Tive que o acompanhar estando chateada, ele me intimou a segui-lo com essa ação tosca.
—O que você estava fazendo lá na mesa dele?
—Conversando com aquelas pessoas pra lá de agradáveis. O que tem demais? Nada!
—Ele está acompanhado, irá ficar lá se oferecendo?
—Pode ser que ele ainda me queira como antes já que não me considero mais casada. Falei para provocá-lo e ele agarrou o meu cabelo. –Ai seu bruto!
—Pode ter certeza que eu não a deixaria morar aqui mais e começaria já por essa noite mesmo. O que acha? Perguntou ele sério.
—Não estou fazendo nada, vá ficar com os seus amigos. Agora solte o meu cabelo Edward! Ai! Vai bagunça-lo! Pare!
—Não me provoque! Será pior para você tentar me desafiar, quem perderá é você mesma e sabe muito bem disso! Disse ele me machucando.
—O que está havendo aqui? Perguntou Alice ao entrar no corredor e Edward me largou.
—Está tudo bem Alice. Falei saindo de perto deles sentindo o meu couro cabeludo protestando.
Entrei na cozinha e fui para o quintal, peguei uma bebida para mim e me sentei à mesa junto com os Cullens. Por um lado, eu gostei de provocá-lo, era bom ele ver o quanto eu valia a pena pelo olho alheio. Nisso as horas foram se passando e o jantar foi servido, estava tudo muito bom e as pessoas aprovaram. Peguei mais um drink para mim após eu terminar de comer e a sobremesa foi servida, as pessoas comeram com uma boa boca e ao terminarem a maioria foi dançar. Até eu dancei com a Penélope e Max se juntou a nós de forma contente, Alice não ficou atrás e se juntou a nós também. Max pediu licença e se retirou, estranhei, e ficamos apenas nós mulheres nos acabando e estava mais que legal. Dancei de forma comportada e sensual conforme instigava a batida da música, me acabando literalmente eu peguei um drink alcoólico, minha filha beberia leite de lata e ao levar o copo na boca, Edward sorrindo o tirou da minha mão sem me dar chance de prová-lo.
—Ela está bebendo o leite em pó, é só um pouco.
—Não seja irresponsável com a menina.
—Não estou não.
Saí de perto dele e fui na direção das mesas.
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..............................................(No mesmo instante)
Madrugada de domingo, 04 de julho.
1h da manhã.
Fui me sentar e fiquei olhando as pessoas se divertindo, todas estavam bem contentes e eu permaneci na minha. Aceitei a beber um suco servido pelo garçom e o bebi olhando as pessoas a dançarem. Eu não iria ficar excluída no canto e fui dançar novamente, eu movia os meus quadris ao som da batida e me acabei. Dei uma volta dançando e joguei o meu cabelo de forma sensual. Movi meus braços, movi todo o meu corpo estando bem desinibida e bem solta, porém comportada. Coloquei a minha mão para cima, movi os meus quadris de forma sensual e fechei os meus olhos sorrindo, nisso eu lembrei da época em que eu dançava com as minhas amigas e me soltei pra valer. Os amigos de Edward vieram para a pista dançar, inclusive as moças de forma animada, já ele estava próximo ao bar improvisado e bebia algo olhando na direção da pista de dança. Preferi deixá-lo pra lá e rodei movendo sensualmente, nada era forçado e soava natural junto da batida. Um dos amigos dele veio dançar comigo e não havia nenhuma maldade, dançamos sorrindo sem haver aproximações e vi Max dançando com a moça que veio com ele, ele segurou na cintura dela e ela se moveu junto com ele, acabei sorrindo. Era estranha a sensação, saber que eu já havia me envolvido com ele, a mesma coisa eu digo do jake e vê-lo com outra ali dava uma sensação diferente. Continuei me movendo, dancei com a Olga mais um pouco e ela era das minhas, sorrimos bastante e joguei o meu cabelo de forma lenta conforme eu movia os meus braços ao dançar. Virei-me olhando em volta e não o vi mais no bar, Mary veio até a mim e disse que a neném estava choramingando.
Saí do meio das pessoas e entrei na cozinha, fui caminhando pelo corredor e desci a escada, entrei no porão e a neném estava reclamona mesmo. A peguei no colo e ela ficou quietinha, coloquei o bico do meu seio na boca dela após me livrar do vestido e ela começou a mamar estando bem sonolenta. Os seus olhinhos já estavam fechados e ela mamava desta forma quase parando. Ajeitei o bico do meu seio na boca dela novamente e ela começou a me sugar mais forte, mas não demorou a mamar bem devagar novamente e largou o bico do meu seio ao pegar mesmo no sono. A coloquei em pé e ela demorou para arrotar, mas o fez bem baixinho e fiquei com ela em meu colo um pouquinho. Levantei-me e fiquei pra lá e pra cá com ela. Bem ao longe dava para ouvir a música e a coloquei na cama, liguei o ventilador para refrescar e não deixei o vento indo à direção dela. A admirei um pouco e ajeitei a touquinha dela, ela continuou dormindo e olhei a fralda dela, a mesma estava limpinha e no máximo ela havia feito duas vezes xixi. A trocaria antes de eu dormir.
Deixei a porta entre aberta e subi após me ajeitar, Edward estava sentado no bar e bebia ali sozinho.
—A minha filha parou de resmungar?
Eu apenas o olhei e o deixei ali sozinho. Entrei na cozinha, agradeci a Mary por ter me avisado da neném e fui me sentar junto dos pais de Edward. Cheguei a conversar um pouco e nisso o relógio não parou.
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Às 3h da manhã.
Eu estava na cozinha bebendo um drink de manga com hortelã e era bem refrescante, o sabor era bom demais e Alice entrou na cozinha.
—Isabella, já passou da hora de cortarmos o bolo.
—É eu sei. Cadê o seu primo?
—O seu marido está lá fora conversando com os amigos dele.
—Diga a ele para ir partir o bolo, minha filha não pode pegar esse sereno.
—Vamos bella, terá que estar ao lado dele.
—Tudo bem.
Saí com ela para o quintal e as meninas ficaram na porta da cozinha, fomos para a mesa do bolo e todos estavam em volta.
—Bem pessoal, está frio para a minha afilhadinha estar presente, então cantaremos os parabéns para o meu primo mesmo assim. Estamos comemorando junto, até porque o tema é bem infantil.
—Está certa querida. Falou Carlisle sorrindo e várias taças de champanhe foram servidas, na minha continha soda a pedido de Alice e lamentei.
—Um brinde ao aniversário do meu primo e o presentinho dele que é a minha afilhada, afinal ela nasceu no dia do aniversário dele. Disse Alice sorrindo e levantou a taça. –Tim, Tim. Falou ela e brindamos entre si, inclusive eu tive que atuar.
—A minha filha. Disse Edward brindando comigo.
—A minha querida filha. Eu falei o olhando e bebi um gole da soda.
—Não há um beijo para comemorar? Perguntou a dona Ana e Carlisle a olhou, ele sabia do nosso drama.
—Que isso aninha. Disse o pai de Edward a olhando.
—Beija, beija, beija, beija. Gritava o pessoal e eles mal sabiam, ficaria feio para mim e para ele se eu não o beijasse, sentindo-me sem saída eu fiquei parada o aguardando e ele veio até a mim. Edward me envolveu com os braços e me deu um selinho demorado e se afastou sorrindo.
—Já está bom. Falou ele sorrindo e eu sorri levemente, eu estava sem jeito.
Tiramos mais fotos e os amigos dele fizeram uma algazarra ao tirar foto com ele, ficaria uma lembrança com todos que estavam na festa.
—Bem, que o bolo seja partido e a lembrancinhas sejam dadas. Alice pediu as meninas e um dos garçons levou o bolo para a cozinha.
A música continuou rolando e as pessoas se divertindo, o bolo foi servido junto dos doces e aos poucos a mesa ia esvaziando. Peguei alguns doces e os guardei na geladeira, eu os comeria depois e belisquei três deles. Aproveitei para comer um cupcake e ao mordê-lo era de brigadeiro preto, tudo ficou tão gostoso que valeu o nosso esforço durante a madrugada. As pessoas estavam satisfeitas e começaram a ir embora com o passar dos minutos, estava tarde já. Aninha ficaria aqui na mansão conosco.
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30min depois.
Os pais de Max se despediram e o próprio junto de sua acompanhante fizeram o mesmo, sendo que Edward e ele não estavam se esbarrando bem, mas souberam se comportar. Despedi-me de Penélope e Max veio me cumprimentar quando ela se afastou com os pais dele.
—Fica bem. Falou ele me olhando e balancei a minha cabeça que sim o olhando nos olhos. –Por conhecê-la um pouco bem, sei que o seu eu não está comemorando tanto assim.
—Pode deixar, você também. Foi um prazer conhecer a sua companheira.
—Penélope é legal. Disse ele sorrindo.
—Ótimo, é assim que começa e torço para você também. Falei sorrindo. –Não esperava que você viesse.
—Pois é, mas eles são a minha família de qualquer jeito.
—Sei disso, fez bem.
—Bom, o pessoal está me esperando.
—Até a próxima.
—Até bella.
Eles se foram e Alice se aproximou de mim, mas não falou nada e ficou olhando na direção que eles estavam indo. Os amigos de Edward se despediram e foram embora, os outros fizeram o mesmo.
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12min depois.
Não havia mais convidados e tudo estava sendo recolhido pelo pessoal do bufê. Digo as mesas, as cadeiras, o dj estava desmontando os equipamentos junto de seu ajudante e tudo estava voltando ao normal. As meninas ajudaram na limpeza e os pais de Alice se despediram também, os seguranças deles já os aguardavam e eles se foram após nos cumprimentar. Alice ficaria aqui conosco e demos uma mãozinha para que tudo voltasse ao normal. As bolas ficariam na piscina e depois seriam retiradas. Os aspiradores potentes ajudaram na captura de guardanapo e outras coisas mais. O quintal logo ficou limpo e o pessoal do bufê foram rápido para desmontar e recolher as coisas, o caminhão baú mediano estava sendo preenchido com tudo que pertencia a eles.
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Às 05:25min.
Tudo já havia sido retirado e o quintal foi lavado, eu observava estando na porta da cozinha. O pessoal já havia ido embora e estava tudo acertado em relação a pagamentos. Alice deu quatrocentos dólares para cada uma das meninas, elas ralaram muito e ambas ficaram toda bobas com a grana extra. A cozinha já estava um brinco e nem parecia que aconteceu uma grande festa naquela casa, até pano foi passado e saudei todos com um bom dia.
Mary e Victória foram dormir naquele momento após trancarem a porta. Dona Ana havia subido junto com os meus sogros e Alice um minuto antes, já Edward se encontrava no bar bebendo o restante do champanhe que estava pelo o meio da garrafa. O olhei estando próxima do corredor e fui pegar água na geladeira, bebi feito desesperada por estar com muita cede e lavei o copo depois. Apaguei a luz da cozinha e saí no corredor, Edward ainda estava ali bebendo e passei por ele estando eu com a babá eletrônica na mão.
Subi a escada devagar e entrei no quarto da neném, peguei um pijama, mas desisti de tirar a roupinha dela pra não acordá-la com a friagem, seria um baque de temperatura por ela estar quentinha e eu a deixaria dormir por estar limpinha. Saí do quarto dela e fui para o de Edward, peguei uma camisola que ia até os meus pés muito bonita e tudo que eu precisaria. Desci a escada e passei por ele sem olhá-lo, desci o outro lance de escada e entrei no porão. Fui para o banheiro e acendi a luz, me despi rápido, me asseei e fui me banhar. Quase tive um treco com a água fria, mas depois eu me acostumei. Evitei molhar o meu cabelo estando ele preso e eu esfreguei o meu rosto com bastante sabão, a seguir me enxaguei bem e saí para me secar.
A camisola cumprida que estava na minha mão era azul turquesa e lembrava os meus olhos que era de um turquesa escuro. A vesti após colocar a minha calcinha, por ser de renda e com tiras nas costas não dava para pôr o sutiã. Saí do banheiro e Edward estava ali admirando a neném em seu sono, ele ao me ver ficou olhando para a camisola nunca usada por mim e apaguei a luz. Passei por ele e me deitei na cama, cobri-me e ajeitei a neném. Fiz carinho nela sobre a coberta dela e ela estava longe por causa do sono, Edward saiu do porão e deixou a porta entre aberta. Eu estava cansada demais para pensar nele e acabei dormindo momentos depois.
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Às 07:20min.
Acordei com a neném chorando e passei a mão em meu rosto, eu estava cansadíssima e me movi na cama o mais lento que se possa imaginar. Estranhando em esbarrar em algo, eu olhei para trás e vi Edward dormindo sob a mesma coberta que a minha. Levantei a mesma e ele estava de short e sem blusa, ele parecia que estava desmaiado, mas também, depois de beber tanto não era nenhuma surpresa e peguei a minha filha no colo, a amamentei sem pensar duas vezes. Ela demorou até se saciar e quando se sentiu satisfeita eu a coloquei para arrotar. Fiquei dando um tempo para eu poder deitá-la e dando um espaço bom, eu a coloquei adormecida na cama. Eu parecia um zumbi e me deitei, acabei dormindo novamente.
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Às 10:07min.
Despertei quando Edward pegou a neném no colo, a mesma chorava e passei a mão em meus olhos. Ela continuou chorando e me sentei na cama, desta forma eu fiquei ao lado de Edward e olhei a fralda dela, a mesma precisava ser trocada. Edward a entregou para mim e dei as costas a ele, tirei o meu seio para fora e a alimentei estando longe das vistas dele. Ele se deitou na cama novamente e fechou os olhos.
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A neném se saciou, mas continuou enjoadinha por estar suja, a coloquei para arrotar e ela não demorou nada para fazê-lo. Eu me levantei com ela e subi a escada, a casa estava silenciosa e por incrível que pareça não havia ninguém acordado. Subi o outro lance de escada e entrei no quarto de Edward, deixei a neném sobre a cama levemente bagunçada, coisa que não estava antes, mas parece que Edward não quis ficar nela e acabou descendo para ir dormir lá em baixo conosco. Fui até o closet e escolhi uma roupa bem bonita para eu colocar. Tomei um banho rápido, escovei os meus dentes, dei um jeito em meu rosto com uma leve maquiagem para o dia e fiquei pronta.
Minha filha estava agoniada e a peguei no colo, fomos para o quarto dela e peguei uma roupa para ela vestir. Fui para o banheiro preparar a água dela e a despi logo a seguir, limpei bem ela e a coloquei na água morninha. Ela chorava conforme eu ia lavando ela, mas continuei mesmo assim ouvindo os protestos dela. Passei a mão molhada com água pura em seu rostinho e lavei muito bem cada parte do corpinho dela, depois de limpa eu a tirei da água e comecei a secá-la.
Passei talquinho, passei álcool no umbigo e pomada em sua região íntima. Coloquei a fralda nela e a vesti deixando ela feito uma bonequinha. Ajeitei a meia e casei os botõezinhos do macacão.
Acabei de arrumá-la e a coloquei no carrinho, ela protestou sentindo falta do conforto do meu colo, mas eu a tapeei com a chupeta e ela ficou quietinha. Arrumei o banheiro e lavei a banheira dela por dentro, depois sequei as minhas mãos e me lembrei da festa que foi boa demais. Fiquei feliz com a aproximação de Max, eu não queria causar desconforto na família.
Saí do quarto com a minha filha e desci o carrinho com muito cuidado na escada, fui para a cozinha e a mesma estava vazia, as meninas deviam estar dormindo. Abri a porta que já estava destrancada e o ventinho abafado entrou, dei bom dia para os seguranças.
—Vocês já tomaram café? Perguntei a um segurança chamado William.
—Mary nos serviu ainda pouco. Falou ele.
—Tudo bem. Falei observando o quintal e todos que trabalharam na festa voltariam mais tarde.
Ele se afastou e eu fui até a geladeira, peguei alguns frios e preparei um misto quente para mim. Aqueci um pouco de leite e só aí eu reparei que a cafeteira estava ligada e havia café fresco nela. Coloquei um pouco em minha xícara contendo leite e adocei um pouco, fui até a sanduicheira pegar o meu misto e me sentei à mesa para poder comer. A neném estava quietinha no carrinho.
Continuei comendo com vontade e finalizei bebendo o meu café com leite. Lavei o pratinho e a xícara, os sequei e guardei tudo de volta no lugar. Empurrei o carrinho até o corredor e o deixei longe da escada que levaria até o porão. Travei a roda e deixei a neném ali enquanto eu ia lá em baixo.
Desci a escada devagar por estar me sentindo bem cansada e entrei no porão, Edward estava dormindo estando deitado de bruço e me aproximei da cama. Fiquei observando o sinal que ele tinha nas costas e minha filha o puxou nesse detalhe, fui até a minha bolsa, a mesma estava guardada na gaveta. Peguei o meu celular e sai do porão.Subi a escada e minha filha estava acordada ainda e destravei a roda do carrinho. O empurrei até a sala de star e me sentei no sofá macio, por todos estarem dormindo, eu liguei para a minha amiga e chamou duas vezes.
—Alô amiga.
—Oi Ângela. Tudo bem com você?
—Tudo e acredito que melhor até que você né. Pela voz já sei que não está tudo as maravilhas.
—Credo, eu liguei para conversar contigo um pouco.
—Pelo amor de Deus amiga, toda noite eu penso no que você pode estar passando. É natural e sei o carinho que os seus pais tinham com você. Pode estar vivendo no luxo, mas não venha me enganar que está feliz!
—Isso é verdade. Como está sendo o seu domingo?
—Tranquilo.O meu amor logo virá para me ver.
—Como está New York?
—Um pouco frio.
—Faço ideia.
—Por que você não pega a sua filha e vem viver aqui comigo?
—Eles a ama Ângela, tem todos os direitos quanto eu sobre ela.
—Fazem vista grossa para o seu sofrimento, não concordo!
—Tem falado com o jake?
—Às vezes.
—Conta tudo que falamos?
—Não. Conheço o nosso amigo e sei que ele poderia se envolver em problemas. Já basta a briga que se envolveu com o covarde lá na boate, pois, eu estou sabendo.
—É verdade. Eu converso com você porque sei que é a minha amiga.
—Sempre seremos, por isso eu te dou o conselho para sair daí. É tão bonita amiga para passar por humilhações, lembro-me o ciúme que o jake sentia de você.
—Olha, tenho que desligar agora, mas volto a te ligar. Mande-me por e-mail o seu endereço.
—Vai fugir finalmente? Perguntou ela animada.
—Uma coisa de cada vez Ângela. Só o quero para tê-lo comigo.
—Tudo bem, eu irei mandar agora. Ele não te bateu mais né?
—Bater não.
—Sei. Está aturando isso por gostar dele, lembro-me da vez que você o descreveu e o canalha deve ser bonito. Por acaso você acabou se envolvendo com esse criminoso bella?
—Ta maluca? Claro que não! Menti.
—Tudo bem, agora desligue se não os seus créditos irão acabar.
—Um beijo Ângela, eu te amo amiga.
—Eu também e se cuida. Um beijo para você e para a sua filha.
—Obrigado. Falei com ela e olhando para a neném que estava abrindo e fechando os olhinhos constantemente. –Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e olhei para o relógio, o mesmo marcava 11:45min. Peguei a minha filha no colo e sentindo o calor dos meus braços ela começou a fazer sons de bebê. Não demorou muito ela dormiu, fique ninando, ninando e Alice apareceu.
—Bom dia! Saudou-me ela se espreguiçando.
—Bom dia.
—Que festa hein?
—Foi bem legal. Você sabe mesmo dar festas.
—Aprendi tudo com a minha titia, ela que é festeira e sempre gostou de dar festas aqui.
—Estou percebendo.
—Você e o Edward ontem hein? Quando eu penso que vocês estão progredindo e dão dois passos à frente, eu descubro que deram três para trás.
—Não ligo mais para os ataques dele Alice. Menti. –Ele tem um sério problema e mandou-me trocar a minha roupa ontem, ainda me ameaçou falando que eu não moraria mais aqui. Isso só porque eu estava conversando com os pais de Max.
—Não acredito! Você é mulher e tem sentimentos para ele fazer isso. Quanto a só conversar com os pais de Max, isso não é verdade porque você conversou com ele também.
—Claro que sim, não vi problema nenhum e o Max é o meu amigo também. Ou você concorda com ele que eu tenho que deixar de falar com as pessoas?
—Não estou falando isso bella, mas você sabe muito bem o que rolou entre vocês dois e o Edward não é bobo. Ou você acha que ele é? Nunca parou para pensar que eles são primos?
—Não convém trazer esse assunto à tona Alice porque é passado e já até esqueci. Não rolou nada entre nós, foram coisas da sua cabeça.
—Já mesmo?
—Com quem eu estou casada, é com o Max ou com o Edward?
—Com o Edward, mas isso não quer dizer nada.
—Pense o que quiser, é outra que vai sempre pensar o pior de mim, mas não a culpo e nem a convencerei. Apenas raciocine, Edward quando quer sabe me tratar mais que mal! E eu ainda tenho que levar puxões de orelhas de vocês? Não Alice, ninguém aqui tem o direito de me dar sermões, eu sei o que passei! Outra em meu lugar o teria sacaneado feio ou até o matado se fosse bem ruim! Tornei-me uma Cullen porque eu estava grávida, do contrário eu ainda estaria servindo vocês feito empregada ou comendo com as mãos!
—Ou não.
—Ou não? Não me faça rir Alice! Mas prefiro ficar na minha porque eu sei que tudo que eu falo, você sai correndo e fala com o seu primo. Não gosto dessa coisa de leva e traz!
—Tudo bem, não está mais aqui quem falou.
—Ainda bem que eu nunca pedi um tostão para ele, só assim não pode jogar nada na minha cara agora.
—Eu sei que você não é interesseira bella, eu seria a primeira a sacar isso.
—Não se preocupem com as brigas mais, isso vai acabar.
—Por que diz isso?
—Não darei mais bola. Falei olhando para a minha filha. –Sabe Alice, eu ainda tenho muita dúvida.
—Sobre?
—Quero saber o que foi que os meus pais roubaram. Eu só quero entender o que eles roubaram para poder entender o que causou tanta fúria naquelas pessoas.
—Estou por fora bella, não instigue esse assunto com o meu primo porque estará arrumando confusão. Vai mexer em uma ferida que está custando cicatrizar, esqueça.
—Isso eu sei, mas eu gostaria que fosse sincera comigo Alice, eu sinto que você sabe e não quer me contar. O que foi? Diga.
—Não, eu não sei. Eu não sei bella. Disse ela se levantando do sofá. –Irei tomar café, titia deu folga para a Mary e para a Victória.Verei o que eu posso fazer para o café e iremos almoçar fora hoje.
—Eu te ajudo.
—Não precisa, fique aqui com a neném.
Alice saiu da sala e eu fiquei pensativa, Alice sabia o que os meus pais haviam roubado e sempre ficava inquieta quando eu perguntava. Meus pais eram traficantes, ladrões, vendiam drogas, isso Edward havia deixado claro após me sequestrar. Brigas de territórios, mas os meus pais não aparentavam o que faziam, isso era o que mais me chateava. Eu só sei que eu não ia conseguir ficar ilhada nessa casa, Edward deixou bem claro para os seguranças que se eu quisesse sair, que fosse a pé. Agora para tudo ele me chantagearia, tudo seria motivo para eu perder a minha filha. Eu precisava tomar uma decisão, na verdade eu já havia tomado, mas estava difícil para mim eu pensava ao olhar para a minha filha.
Eu achava uma humilhação ter que sair e andar por esse caminho todo a pé, sem contar que era de areia dura o chão e nada recomendado para os amantes de saltos igual a mim. Pior ainda era querer sair com a minha filha e os seguranças virem me impedir, era o fim da picada mesmo eu pensava, mas era bem feito para mim por não ter escutado a minha amiga Ângela.
Parei de pensar nisso e envolvi a minha filha de forma protetora, eu enlouqueceria.
.
.
10min depois.
Aos poucos o pessoal foram acordando, eu podia ouvir as vozes na sala ao lado e coloquei a minha filha no carrinho. O empurrei para fora da sala e entrei na outra, estavam ali Carlisle, Esme, dona Ana e Alice acabava de entrar na sala trazendo a bandeja contendo as coisas para servir o café da manhã. Lembrei de saldá-los.
—Bom dia ou boa tarde, falta tão pouco.
—Bom dia filha. Disse Esme sorrindo.
—Bom dia meu amor. Falou dona Ana sempre simpática.
—Bom dia querida. Falou Carlisle. –Sente-se para tomar café conosco.
—Eu já tomei café, estou satisfeita.
—Tem frutas, coma alguma.
—To sem fome, obrigado Alice, mas por educação eu irei me sentar à mesa.
—Sente-se aqui do meu ladinho filha. Disse dona Ana sorrindo e de forma carinhosa.
—Com prazer.
—Meu gatão, cadê?
—Dormindo feito pedra, não sei agora.
—O que achou da festa filha?
—Para falar a verdade foi ótima Esme, muito animada.
—Que bom que gostou.
—É eu adorei, foi à altura para o seu filho e para a sua neta.
—Afinal era a comemoração do nascimento, fico feliz que achou Animada.
—Claro que ela adorou. Falou Aninha. -É jovem e todos os jovens gostam de festa querida Esme.
—Tem razão Aninha.
—É eu adoro festas. Falei afirmando. –Eu fugia de casa para ir até elas.
—Você? Perguntou dona Ana sorrindo.
—Sim. Os meus pais não eram de deixar eu sair sempre que eu pedia, então, eu fugia.
—Como fazia para voltar para a casa?
—Sempre de madrugada ou quase amanhecendo antes deles acordarem, eu sempre dava um jeito. Às vezes de dia quando eu voltava do colégio, rebeldia de adolescente. Meu ex-namorado era cúmplice a maioria das vezes.
—Gostava muito dele na época? Perguntou dona Ana.
—Jake foi o primeiro que eu fiz amizade naquele colégio, dizendo ele foi amor à primeira vista. Falei sorrindo.
—E você?
—O considerava como um grande amigo de início, depois de muito me cantar eu aceitei ter uma amizade colorida.
—O que é isso?
—Amizade com beijos e abraços, só isso entre nós.
—Beijos e abraços?
—Sim.
—Hoje em dia isso é moda aninha. Falou Alice.
—No meu tempo não era assim.
—Acredito. Falei sorrindo. –Passamos a namorar mesmo depois que eu fiz dezoito anos. No dia 13 de setembro e ele fez uma festa linda na praia para mim. Jacob é um rapaz que tem muito dinheiro, mas isso nunca chamou a minha atenção, ele que vivia me mimando.
—Você é linda, tinha mais é que cuidar mesmo. Disse ela me olhando. –Dizem que quem ama cuida.
—É, mas eu topei com o seu neto e acabei engravidando sem querer. Falei a olhando. –Bem, acho que irei comer um pouco de mamão. Falei mudando de assunto.
—Está muito bom. Disse Alice pensativa.
Fui até a cozinha pegar um potinho para mim e voltei, olhei a minha filha no carrinho e a mesma continuava dormindo. Sentei-me à mesa e enchi o copo com mamão cortado em cubo. Adicionei mel e aveia em flocos, ficava muito bom e comi na minha.
A neném começou a se mover no carrinho e a olhei, ela abriu os olhinhos e começou a fazer carinha de choro. Peguei o lencinho e limpei a minha boca, comecei a sacudir o carrinho e tornei a colocar a chupeta na boca dela, mas ela chorou pra valer e a peguei no colo. Fiquei ninando ela, mas o seu chorinho era constante e não fazia muito tempo que ela havia mamado.
Fiquei ninando ela e nada, olhei a fralda dela e a mesma estava limpinha, suas perninhas se contraiam e ela chorava.
—Que foi bebê? Eu perguntei a olhando sem saber o que ela tinha.
—Esse bebê está com cólica filha. Falou aninha me olhando.
—Cólica?
—Sim.
—Tadinha. Falou Esme.
—Vamos até a sala, ensinarei algo a você.
—Ok. Falei olhando a minha bebê chorando sem parar e senti os meus olhos enchendo de lágrima.
Fomos para a sala ao lado e dona Ana empurrou o carrinho para mim. Sentei-me no sofá e suspendi a minha blusa a seu pedido.Dona Ana descasou os dentinhos da cinta para mim e fiquei com a minha barriga de fora. Ela abriu pouca coisa a parte do macacão da neném e a deitei de encontro a minha barriga, era como ela fosse mamar e dona Ana a cobriu com a grossa mata do carrinho. Ela me aconselhou tapeá-la dando de mamar e ela aceitou resmungando bastante, e ameaçava chorar vez ou outra chegando a largar o bico do meu seio.
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8min depois.
Ela estava bem aquecida, os minutos foram se passando e ela foi se acalmando mais. Tornou a dormi e vez ou outra estando de olhos fechados ela mamava e parava, por fim ela largou o meu seio e dona Ana me aconselhou a continuar assim. Olhei mais adiante e Alice nos olhava, mas ao ver a neném quietinha ela tornou a voltar para a mesa.
—Deve deixá-la bem agasalhada, os bebês da idade dela não são como nós filha.
—Ela fica sempre de meia e agasalhadinha, deve ter sido o banho quase frio que eu dei nela ontem, ela chorou muito.
—Claro! Você deu banho bem dizer frio na menina. Falou Edward de braços cruzados estando encostado na porta. –Vó a senhora tinha que ver, a minha filha estava suplicando através do choro para sair daquela água. Eu coloquei o meu dedo na banheira e a água estava fria para o corpinho quente dela.
—Está exagerando, não estava muito fria e nem muito quente. Falei o olhando com raiva por me criticar. -Dona Ana, eu pensei que dessa forma seria melhor, ela iria para o sereno momentos depois e pensei que poderia resfriá-la tomando banho quente. Golpe de ar nos bebês é fácil para uma pneumonia e ela é muito novinha.
—Não pensem mais nisso, bebês têm cólicas e isso é normal. Disse ela me confortando. –Agora você filho. Disse ela se aproximando dele e parou bem a sua frente. –Você deve cooperar mais com a sua mulher! Não gosto de me meter na briga de casais, mas sei que está precisando levar um puxão de orelha. Disse ela puxando e apertando a orelha dele.
—Ai vó! Que isso? Perguntou esfregando a orelha dele.
—Isso dói não é filho? Perguntou ela olhando para ele. –Dói bastante ao meu ver.
—Claro que sim vó. Afirmou ele massageando a orelha que estava bem vermelha e me deu vontade de sorrir, mas coloquei a mão em minha boca disfarçando.
—Imagine nela. Disse ela me olhando e o olhou séria. –Vai mesmo perdê-la, é o que eu sinto. Disse ela se retirando da sala e nos deixou a sós.
Fiquei na minha e ele não falou nada, apenas se aproximou e se sentou ao meu lado. Evitei olhá-lo e ele acariciou o braço da neném que dormia, lembrando de algo, eu guardei o meu seio no sutiã e ajeitei a neném escutando os sonzinhos de bebê reclamando. Edward acariciou a cabeça dela e me olhou.
—Não gostei de vê-la conversando com o meu primo, eu não gostei mesmo Isabella.
—Edward, pra falar a verdade você não gosta de nada que eu faço. Não precisa dizer porque não é novidade. Não temos mais nada, deixou bem claro isso outro dia. Prefiro sustentar o “era” entre nós daqui para a frente. Pode sair quando quiser com os seus amigos ou com quem quer que seja, viva a sua vida intensamente como você bem achar melhor.
—Já tem planos com o outro, não é?
—Edward, ambos estão bem resolvidos no momento e muito bem acompanhados, não sou a única mulher no mundo.
—Não quero saber, sei que é só você dá o sinal verde que eles vêm correndo.
—Não vejo dessa forma, está errado. É como eu falei, você só enxerga o negativo em mim e nem sei como é que consegue ter algo comigo. Sinceramente, eu nem quero saber! O que eu gastar aqui eu posso pagar, não quero viver de favores, tanto que eu decidi ir a pé ao salão para poupar os seus motoristas e seguranças. Falei me lembrando das proibições dele. — Eu antes não tinha carro e andava a pé quando eu precisava, não é convivendo aqui que eu irei me iludir com as coisas dos outros. Sempre tive os meus pés no chão, agora eu tenho que ter ainda mais.
—Quem está jogando algo na sua cara aqui Isabella?
—Eu prefiro deixar claro antes que isso aconteça.
—Enquanto tiver o meu sobrenome, estamos oficialmente casados perante a lei.
—Podemos simplificar, será mais fácil .
—Não, não podemos. Sabe que eu não irei deixar a minha filha sair daqui, ela é minha também. Tanto eu tenho direitos de pai, como de esposo!
—Parabéns! Já eu tenho dezoito anos, sou órfã e não tenho os meus pais aqui para mandar mais em mim. Eles eram os únicos que podia fazer isso. A única coisa que nos une é a menina e tenha em mente isso. Falei o olhando séria. -Edward eu já entendi, não precisa falar mais nada e eu quero ficar sozinha.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Eu ainda sou o seu marido e eternamente pai da sua filha, não há como mudar isso! Ela é minha filha!
Ele se levantou do sofá e saiu da sala, por sorte ninguém deve ter escutado nada por que falávamos baixo. Eu já tinha decidido que eu iria embora dali. A se eu ia por já estar no meu limite.
.
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1h depois.
Levantei com a neném do sofá e fui para o porão a deixando em contato com o meu corpo. Sentei-me na cama e nos cobri, a neném continuou dormindo e acariciei a sua cabecinha. Ajeitei o travesseiro e me encostei melhor nele, por estar sentada a posição não oferecia muito conforto e fechei o macacão da minha filha. A deitei na cama e a cobri bem. Fechei a minha cinta e ajeitei a minha blusa, eu precisava ir ao banheiro e me levantei da cama. Caminhei até ele e me aliviei.
Quando voltei para a cama eu me deitei, mas ao lembrar do meu celular, eu tornei a subir e o peguei na sala de star. Tornei a descer e me deitei, por me sentir exausta eu dormi.
.
Às 15:28min.
—Bella, acorde.
—Hum? Que foi Alice?
—Nós iremos almoçar fora, precisa se aprontar.
—Vão vocês Alice, não to a fim de ir.
—Poxa, a dona Ana a adora e iremos almoçar fora por causa da visita dela.
—Tudo bem. Falei me sentando e reparei que ela já estava arrumada.
—Não demore.
—A neném já está de banho tomado e arrumada, não irei trocá-la.
—Ela está linda.
—Vou subir para me arrumar então.
Levantei da cama e subi, entrei no quarto e Edward estava se secando. Fui para o closet e peguei uma roupa apresentável, escolhi o que calçar e peguei algumas joias para adornar. Edward entrou no closet e eu saí, fui até o banheiro e peguei a minha maquiagem. Na verdade, eu peguei muitas coisas e as levaria para o porão, saí do quarto e desci.
Entrei no porão e Alice ainda estava ali, eu iria tomar outro banho e entrei no banheiro para me lavar rapidinho. Depois de me lavar bem, eu me enxaguei e saí para me sacar. Vesti-me colocando a calça jeans cigarrete e uma blusa corpete branco com flores roxas para sair. O mesmo era bonito e sensual, logo após me maquiei de leve, calcei meu sapato e eu estava bem.
Saí do banheiro estando Alice ali ainda, peguei a neném no colo e subimos, todos já estavam prontos e Edward veio até eu pegar a neném. Carlisle segurava o carrinho da Marie estando desmontado e olhei para o Edward.
—Preciso pegar a bolsa dela, serei rápida. Após eu falar, eu saí de perto dele o deixando me olhando e subi.
Caminhei pelo corredor sentindo a cinta e a blusa me apertando horrores, mas eu não a tiraria e entrei no quarto da neném. Peguei a bolsa dela, coloquei tudo que ela precisaria para uma possível troca de fralda, uma roupinha extra para o caso dela golfar e outras coisinhas. Tornei a descer e caminhamos rumo a cozinha, Mary estava ali lanchando junto de Victória e ambas estavam de biquíni, deviam estar curtindo a folga na praia.
—Curtindo a folga né? Perguntei sorrindo.
—Com certeza patroinha.
—Está sendo ótimo senhora. Falou Victória.
—Até. Falou Edward saindo de porta a fora.
—Até. Falaram elas.
—Tchau. Falei colocando o meu óculo comprado por Alice e saí.
Caminhamos pelo quintal e fomos para a garagem, dona Ana iria com a Alice no carro dela e eu e Edward iríamos com os pais dele no carro de Carlisle. Edward sentou no banco do passageiro comigo, pois segurava a filha adormecida e eu segurava a bolsa dela. Evitei olhar para ele e Carlisle foi colocar o carrinho de Marie no porta mala.
Não demorou ele entrou no carro e o ligou, saímos da residência e fui olhando para o lado de fora a todo o momento, por ser domingo o transito estava tranquilo.
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O restaurante devia ser longe, já fazia uns vinte minutos que estávamos na rua, mas pelo visto parecia que agora nós estávamos chegando. Carlisle havia virado à direita e estávamos estacionando no estacionamento do restaurante, os seguranças estacionaram ao lado e desceram. Desci do carro e Edward fez o mesmo, Carlisle ajudou a esposa a sair e foi pegar o carrinho da Marie, a seguir ele travou o automóvel com o alarme. Alice veio se juntar a nós e dona Ana me abraçou de forma carinhosa. O carrinho da neném foi facilmente montado e Edward a colocou deitadinha nele, na mesma hora eu a cobri até a cintura, estava calor na rua. Caminhamos até a porta do restaurante e fomos recepcionados, Carlisle pediu uma mesa para oito pessoas e estranhei, mas os pais de Alice chegaram e entendi o porquê. Eles nos cumprimentaram e nos sentamos, a neném havia acordado e estava quietinha. O local estava cheio e olhei em volta, havia muitas famílias ali e as pessoas pareciam bem entrosadas. A conversa em nossa mesa estava animada, eu também conversava para não ficar um clima chato e aos poucos fomos todos nos servir no farto bufê. Edward pegou a comida para a mãe e se sentou ao meu lado para começar a comer a dele, a comida estava de primeira e Edward dessa vez bebeu suco, ele já havia chapado durante a noite ontem e emendou na madrugada bebendo com os amigos. Continuei vasculhando a área com o meu olhar e ali era um restaurante de bacana, havia muitos jovens bonitos até, eu reparava discretamente. Olhei para a minha filha e ajeitei a chupeta dela, ao olhar para uma determinada mesa eu fiquei observando a felicidade de um casal apaixonado.
.
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27min depois.
—Com licença. Pedi me levantando e peguei a minha bolsinha. –Volto já.
—Ok querida. Falou Esme e tornou a conversar com a dona Ana e Bernadete mãe de Alice.
—Aonde você vai? Perguntou Edward segurando em minha cintura, mas não de forma hostil que me machucasse.
—Eu já volto. Falei o olhando e os outros conversavam sem prestar atenção em nós.
—Quero saber, a menina pode chorar. Falou ele me olhando e me curvei para poder falar baixinho no ouvido dele, eu já estava por conta com ele mesmo.
—Se tratando da minha filha, eu irei ao banheiro trocar você sabe o quê. Só eu posso fazer! Isso por acaso te interessa? Tenho certeza que não!
—Acho bom mesmo! Disse ele me olhando com seus olhos extremamente verdes e me afastei após retirar a mão dele de mim de forma discreta.
Era só o que me faltava, definitivamente o Edward tinha um sério problema mental e de bipolaridade. Caminhei pelo restaurante observando tudo, sem querer ser convencida eu ganhei muitos olhares e joguei o meu cabelo para trás sorrindo levemente. Foi proposital para um rapaz até distinto me olhar e deu certo, só assim o outro veria que eu não estava por baixo, mesmo me recuperando de uma gravidez. Entrei no banheiro e fui logo para uma cabine, além do mais eu estava apertada também.
.
Momentos depois eu saí e fui lavar as minhas mãos, me olhei no espelho e me ajeitei. O meu óculo estava em minha cabeça e ajeitei o meu cabelo após tirá-lo dali, o dobrei e o coloquei pendurado em meu decote. Peguei o papel e sequei melhor as minhas mãos, após jogá-lo no lixo eu saí do banheiro. Caminhei de volta e passei pelas mesas, fui andando de cabeça erguida e cheguei em nossa mesa, sentei-me sob o olhar de Edward e sorri de leve ao olhar em volta. Isso pareceu não o agradar porque soou como deboche e era mesmo, depois disso eu não o olhei mais e terminei de comer a salada que estava em meu prato. Bebi o suco e me senti satisfeita, peguei a minha filha no colo e a deixei bem pertinho de mim, senti o seu cheirinho delicioso e sorri para ela.
—Coisa fofa da mamãe. Falei baixinho e ela me olhava com os seus olhinhos expressivos.
—Não quer comer mais nada não filha?
—Não, eu estou satisfeita Carlisle. Obrigado.
—Ela quer ficar mais bonita do que já é. Disse dona Ana sorrindo e piscou um olho para mim.
—São os seus olhos. Falei sorrindo.
—Que nada filha. Vários que estão aqui nesse restaurante acham o mesmo e alguns quase quebraram o pescoço para olhá-la passar. Está bela de qualquer forma.
—Obrigado. Falei olhando em volta demoradamente e emendei. –É bom saber disso. Falei do nada.
Continuei na minha e brinquei com a minha filha, Edward não estava nada satisfeito pelo o meu comentário recente e o de dona Ana, mas nem liguei. Eles continuaram comendo e decidi comer uma sobremesa, estava deliciosa e era à base de framboesa. Tomei cuidado por estar com a minha filha no colo e eu não queria sujá-la com a calda, a danadinha já adorava colo e estava quietinha.
A nossa estadia no restaurante estava sendo agradável, na hora de pagar a conta o pai de Alice queria pagar tudo, mas Carlisle e dona Ana fizeram questão de ajudar. Levantei-me da cadeira segurando a minha filha e ao sairmos do restaurante o Edward foi empurrando o carrinho.
Estando no estacionamento, nós nos despedimos dos pais de Alice e da própria que dali iria para casa. Bernadete segurou a neném um pouquinho e ela e o marido ficaram paparicando a criança, mas tão logo ela me devolveu e se foram após se despedirem. Entramos no carro e dona Ana veio junto de nós. Eles conversavam bastante com ela e Edward mesmo tendo a sua orelha puxada, era claro a sua adoração pela a sua avó postiça. Eles conversavam bastante e eu fiquei na minha olhando a moda.
—Vamos todos passear no shopping? Perguntou Carlisle nos olhando através do retrovisor e tornou a olhar para a pista.
—Por mim tudo bem. Falou dona Ana.
—Irei adorar. Falou Esme.
—E você filha? Perguntou-me Esme.
—Por mim tudo bem.
—Irei passar um rádio para os seguranças. Falou Edward tirando o aparelho do bolso.
Os seguranças foram informados da mudança de plano e Edward falou o nome do shopping o qual nós iríamos. A neném começou a ficar enjoadinha, mas dessa vez ela queria mamar e por eu estar no banco atrás de Carlisle, eu dei um jeito e a amamentei. Ela me sugava com vontade e Edward ficou brincando com a mãozinha dela, com isso eu coloquei a fralda em cima do meu seio o olhando e olhei para a rua logo depois.
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Chegamos no shopping minutos depois e a neném ainda mamava quando paramos no estacionamento. Nós esperamos minha filha se saciar e dona Ana a colocou para arrotar estando em pé do lado de fora, nisso eu ajeitei a minha blusa e o absorvente para os seios. Saí do veículo segurando as bolsas e Edward pegou a da neném, fiquei com a minha pequena de mão e o carro foi travado com o alarme. Caminhamos pelo estacionamento e ajeitei a manta da neném, dona Ana estava toda boba por estar com ela no colo e entramos no shopping. Fui andando olhando tudo, vez ou outra eu parava para olhar as vitrines estando solta, solta. Passei a mão em meu cabelo e adorei o shortinho, o valor não estava salgado, mas eu me contentaria em não o levar. Continuei andando e me deparei com uma saia preta linda em uma loja feminina, sem pensar eu entrei na loja deixando o pessoal para lá e falei com a vendedora. Pedi o meu tamanho e a vendedora foi pegá-la.
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—Está aqui à saia senhora.
—Vou olhá-la.
—Tudo bem.
A peça era mesmo linda e pedi para ir experimentá-la, fui rapidamente ao provador e ficou ótima, aprovei. Saí da cabine e caminhei pelo corredorzinho, parei ao lado do balcão.
—E aí senhora, gostou?
—Irei levá-la. Falei sorrindo.
—Quer olhar as blusinhas e os cintos para combinar?
—Hoje será só isso.
—Tudo bem.
—Estamos te esperando, você saiu andando e nos largou de lado. Falou o meu “marido” segurando a nossa filha ao parar ao meu lado.
—Estou aqui, pode ir agora.
—O que está comprando? Perguntou ele olhando a peça sobre o balcão e a moça do caixa a pegou sem notar a observação dele.
—Uma roupa. Falei o olhando. –Tenho o meu dinheiro e não quero o seu para pagá-la. Falei baixo de jeito que só ele escutasse. –Vá me esperar lá fora.
—Qual a forma de pagamento senhora?
—É cartão e está aqui.
—Ok. Falou ela o pegando.
A saia foi colocada em uma bolsa e a moça devolveu o meu cartão, ela agradeceu a minha preferência e saí da loja tendo Edward em minha cola. Fiquei ao lado de dona Ana e ele me deu a minha filha, eu já sabia que a intenção dele era me frear ao me dar à menina. Eu estava solta demais e isso o incomodava, era perceptível.
Dona Ana comprou uma lembrança para minha filha e eram dois quites para o berço. Ambos eram a coisa mais linda. Um era em vermelho e branco, o outro era amarelo com estampas de cegonhas carregando a sacolinha no bico contendo o bebê. A agradeci com um abraço e um beijo em sua bochecha, sorrindo ela também me deu um beijo.
.
Às 20h.
Estávamos todos lanchando na praça de alimentação do shopping neste momento, Edward estava distraído com a neném no colo e eu comia um crepe o olhando. Já ele preferiu comer duas batatas inglesas recheadas e os outros preferiram pizza, nisso a neném começou a chorar e Edward a ninou. Ela continuou enjoadinha e a peguei no colo, vistoriei a fralda dela e a mesma precisava ser trocada.
—Pessoal eu já volto, preciso trocar a Marie. Falei pegando a bolsa da minha filha e me levantei.
—Ok querida. Falou Carlisle.
—Irei junto. Disse Edward se levantando.
Caminhai na frente e perguntei a um segurança do shopping se ali havia um fraldário, de forma gentil ele me respondeu que sim e o mesmo ficava bem mais à frente. Fui caminhando rápido pela a minha filha estar resmungando e Edward vinha logo atrás, eu fazia de propósito e entramos no fraldário. Peguei um pedaço de tnt oferecido pelo shopping e forrei no troca fraldas, Edward ficou ao lado dela e fui lavar bem as minhas mãos. Após secá-las, eu caminhei até a minha filha e abri a roupinha dela, a seguir tirei as coisas dela da bolsa e a troquei. Tornei a abotoar a roupa dela e Edward a pegou no colo. Joguei fora o tnt junto dos lenços umedecidos, a fralda retirada e lavei as minhas mãos. Saímos do fraldário estando a Marie quietinha.
Voltamos para a praça de alimentação e pedi mais um crepe, o mesmo estava muito bom e o queijo derretidinho. Bebi uma latinha de suco e Edward quis pagar logo a conta, dessa vez foi ele quem fez questão de pagar. Eu já estava me sentindo cansada e Carlisle pegou a neném para poder levá-la, dona Ana foi guiando Esme com cuidado e Edward ficou o tempo todo na minha cola parecendo um chiclete. Não se dando por satisfeito, ele segurou em minha mão me impedindo de andar estando eu à frente dele e nem liguei no momento, mas depois eu parei de andar deixando os outros irem e o olhei bem séria.
—Por que está segurando na minha mão se nós não temos mais nada Edward? Não faço questão! Não quero!
—Isso é o que você pensa, agora vamos porque eu estou cansado e estou louco para chegar em casa.
—Solte a minha mão!
—Está andando rebolando! Quer chamar a atenção?
—Não preciso andar rebolando para chamar a atenção Edward! Pirou? Perguntei sem acreditar.
—Não, eu não pirei.
—Vamos, os outros já estão longe e eu não quero perder o meu tempo com as suas alucinações! Só pode ser maluco!
—Está proibida de dormir no porão a partir de hoje!
—Quer que eu durma no sereno agora?
—Você verá. Disse ele andando e nisso eu tive que acompanhá-lo já que segurava a minha mão.
Conseguimos alcançar os outros e Carlisle nos olhou, mas ficou na dele e continuamos andando. Finalmente chegamos no estacionamento e peguei a neném, entramos no carro e eu dei de mamar a ela assim que me sentei. O carro foi ligado e fomos finalmente embora.
.
40min depois.
Chegamos na mansão e Edward estacionou o carro do pai mais ao fundo, sim, foi ele quem veio dirigindo e o pai foi ao seu lado no banco do carona. Saímos do carro e Carlisle tirou o carrinho da Marie do porta mala, estávamos todos cansados e saímos da garagem. Entramos na mansão e a mesma estava silenciosa. Mary junto de Victória já deviam estar dormindo e a porta foi fechada, paramos na cozinha e bebemos um pouco de água, nos despedimos com uma boa noite e os pais de Edward junto de dona Ana subiram. Edward veio até a mim pegar a neném e foi andando para fora da cozinha com ela, já eu fui atrás dele após apagar a luz. Subimos a escada e fomos para o quarto dela, Edward a colocou no berço e foi para o closet. Após sair de lá, vi que ele segurava uma roupinha quente e foi para o banheiro. Eu como era curiosa, fui atrás e ele preparou a água do banho dela. Fiquei encostada na parede o olhando lavar as mãos e ele foi pegar a neném, após despi-la ele a lavou rapidinho. Mesmo o banho tendo sido rápido, ele lavou bem a menina e a tirou da água para poder secá-la. Ele foi rápido ao colocar álcool no umbigo que estava a ponto de cair, depois passou talquinho e pomada na filha. Outra fralda foi posta, as meias eram grossas e o macacão era bem quentinho. Edward secou um pouco mais a cabeça dela com cuidado e colocou a touquinha protegendo os seus ouvidos, a neném estava quietinha. Ele saiu do banheiro estando ela envolvida em duas mantas grossas e eu arrumei o banheiro rapidinho, ao aparecer no quarto a neném já estava de chupeta e dormia no colo dele. Isso era bom, ele saberia cuidar dela.
Edward a colocou no berço e cobriu o seu corpinho, o abajur foi aceso e saímos do quarto levando a babá eletrônica conosco. Afastei-me dele e desci a escada, eu senti que ele me seguia e desci o outro lance de escada que me levaria até o porão. Acendi a luz quando cheguei lá em baixo e fui para o banheiro, mas Edward foi rápido e me barrou de entrar.
CONTINUA.........
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