Solares

4 Capítulo 4


BELLA....

Final do cap anterior.

Essa menina estava na cola dele, eu tinha certeza que era para tentar reatar, ainda mais que jake havia me dado uma festa e a notícia chegou no ouvido dela. Deixaria qualquer ex — namorada recalcada.

Na loucura eu peguei e me arrumei correndo, deixei a porta trancada para finalizar a minha produção e me senti bonita ao terminar, eu iria dar um fim na esperança desse bitch intrometida. Minha roupa estava ok constatei mais uma vez e calcei minha sandália azul muito bonita para combinar.

Penteei mais um pouco o meu cabelo e passei a mão na minha bolsa, eu estava pronta para acabar com qualquer insinuação da parte dela.

Liguei o meu ar-condicionado, peguei a chave extra do meu quarto na cozinha e olhei mais uma vez da janela, Madruga não estava ali. Levaria as duas chaves comigo e sai de casa sem passar perfume, eles notariam meu cheiro e deixei para passá-lo ao descer pela escadaria, foi o que eu fiz.

Falei com o porteiro para fingir que não me viu e o homem apenas assentiu, sai pela portaria e olhei para os lados, nada e nem sinal do motorista, ele parecia mais um segurança que um motorista, eu estava começando a achar.

Fui andando na direção da orla e lá eu poderia pegar um táxi, levei muitas cantadas tipo;

Fala aí gatinha. Que coisinha sapeca, uma princesinha andando há essa hora. Até pensaram que eu era da vida, meu vestido era sensual, mas não tinha nada haver.

Finalmente cheguei na orla da praia e fiz sinal para um táxi, o mesmo parou e falei que ficaria no posto três, lá era em frente o apartamento de Fred. Já eu morava no posto doze da praia, era distante.

O motorista correu bem e o paguei ao descer, olhei para as centenas de mesas que havia ali e mais à frente eu vi o grupinho reunido, todos conversavam distraídos e não notaram a minha aproximação. Talvez agora porque um rapazinho mexeu comigo e o restante dos amiguinhos dele também e audivelmente. Homem sabia ser escandaloso quando estavam alegres e vendo uma mulher passando chamando um pouco de atenção.

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O primeiro que me viu foi o Caius e ele sorriu, ele cutucou jake e o mesmo ao me ver ficou passado com a minha presença ali. Fingi não me abalar com ele me reprovando com o olhar já que Isis estava sentada ao lado dele. Eu ignorei esse pequeno detalhe também, mesmo sentindo um pouco de ciúmes.

—Boa noite pessoal. Falei ao parar ao lado das duas mesas que estavam lado a lado por eles terem colocado assim.

—Boa noite. Responderam eles sorrindo menos um, claro.

—Se divertindo muito galera?

—Só faltava você amiga! Falou Ângela sorridente. –Como conseguiu essa proeza? Está muito bonita!

—É segredo, digamos assim e obrigado. Sorrimos e jake não. Ele sabia que eu havia fugido e Fred não era bobo também já que me olhava risonho até demais. Ele era dos meus.

—Quer beber algo? Perguntou Pogue vindo me dar um abraço e um beijo na bochecha, me cumprimentando na verdade.

—Aceito um pouco de cerveja, já que é o que a maioria está bebendo e está calor.

—Está saindo. Falou ele pegando um copo e o encheu para mim. Bebi um bom gole olhando para o jake disfarçadamente e tornei a olhar para os outros.

Eles ficaram surpresos, até a fulaninha ficou me olhando e não liguei, ela não sabia quem eu era eu acho, mas eu sabia por sorte quem ela era. Fred estava do outro lado e eu me amarrava realmente nele, era um amigão para todas horas e fui até ele, claro que um olhar em especial me filmava a todo instante.

—Oi amigo. Falei abraçando Fred por trás.

—Oi linda. Você é louquinha mesmo hein loirinha.

—Depois da porta arrombada, o que seria das janelas? Relaxa. Nós dois sorrimos das minhas palavras, pois os outros haviam voltado a conversar novamente entre si.

—Faz sentido, só não quero que se dê mal com os seus pais linda.

—Está tudo arquitetado, sempre dei o meu jeito.

—Estou vendo. Falou ele sorrindo.

—Então jake está se divertindo muito na companhia da jovem a qual eu não conheço? Não é educado não apresentar a atual namorada para as pessoas! Falei sorrindo e bebi mais um pouco de cerveja, Caius levantou somente a sobrancelhas e colocou o copo de cerveja na boca.

—Claro que não. Disse ele me olhando sério e olhou para a moça sentada ao seu lado. -Isis essa é a minha namora Isabella e Isabella, essa é Isis uma amiga.

—Oh! Sim, acho que me lembro, ela é por acaso a sua Ex?

—Digamos que sim. Disse ela me cumprimentando e retribuí para não demonstrar infantilidade ou até ciúmes que eu sabia estar sentindo naquele momento. –A amizade permanece Isabella.

—Eu concordo piamente com você. Falei sorrindo de forma educada e olhei para jake, mas tornei a olhá-la. -Mas é tão raro não é mesmo? Fico admirada de verdade, pois eu já vi muitos casos de ex-namoradas querendo o namorado de volta, que sorte esse não é o seu caso.

—Claro que não. Disse ela sorrindo e olhou para o jake. –Claro que não.

—Que ótimo

Ninguém deu um pio durante a minha sutil conversa, apenas Jéssica que ficou rindo à toa, eu sentia que ela estava debochando da morena, mas nessa parte as duas se entendiam porque o meu assunto era com o jake. Depois Roger tratou de puxar um assunto qualquer, só quem estava mesmo desligado foi que não sentiu a leve rixa na brisa.

Sentei-me ao lado de Fred e do meu outro lado estava Ângela, eu não iria bancar ainda mais a ciumenta me sentando ao lado de jake só para marcar território, eu não era tão burra de fazer isso. Daria na pinta demais.

Conversei de forma descontraída com os meus amigos, comi batata frita e outras besteirinhas que o trailer oferecia, eu estava me sentindo bem em estar ali com eles. Jake me reprovava com o olhar, mas ele devia se sentir feliz que eu estava ali com ele, talvez fosse medo por eu estar me aventurando contra a ordem dos meus pais. Era pra eu estar preocupada, mas pra mim dava a entender que ele poderia estar chateado por eu estar ali ao mesmo tempo em que a outra. Prendi a vontade de chorar com esse embaraço todo, depois resolvi me soltar e conversei animadamente com o pessoal.

Por estar bebendo cerveja a um bom tempo, resolvi me levantar e ir ao banheirinho que o próprio trailer oferecia. Na verdade, eu me sentia um pouco alta já. Pedia a Ângela que olhasse a minha bolsa para mim e me levantei passando pelas outras mesas. Os carinhas que estavam bebendo e que haviam mexido comigo ficaram olhando e um chegou até me chamar de loirinha, eu estava distante da mesa do pessoal pouca coisa. Não dei bola e contornei a direita, já que o banheiro ficava atrás. Aliviei-me e me asseei, lavei as minhas mãos e reparei que o banheiro era bem limpinho. Passei a mão no meu cabelo e apertei os meus lábios um com o outro para espalhar o restante de batom vermelho. Sorri da cara de surpresa que a outra fez e sai do banheiro.

Caminhei de volta e olhei para a mesa dos outros rapazes, até que entre o grupo de quatro, dois eram bem lindos, os outros não eram feios, mas os outros dois eram mais bonitos. Eles sorriram e eu não retribuí para não dar confiança.

Ao chegar perto da mesa jake conversava, mas parou ao me olhar ali novamente e me sentei. Convidando-me a me levantar e segui-lo, jake me levou até o carro dele e me encostou com um pouco de força no mesmo.

—O que foi? Perguntei cruzando os meus braços.

—Durante a manhã você não deu um pio, me ignorou por completo e agora vem fazer barulho no meio dos nossos amigos bella?

—Por quê? Deseja que eu vá embora pra você ficar de papinho com aquela oferecida jake? Vejo nos olhos dela que não é só amizade como aquela bitch disse!

—E se for, por acaso eu estou dando trela para isso ou dando esperanças a ela? Você está vendo isso bella?

—Parece que sim! Sabe que é isso e mesmo assim alimenta! Ainda quer me ver pelas costas! Era pra você estar feliz que eu fiz o meu esforço para vir até aqui te ver!

—Volte para casa, sei que está escondida aqui na rua!

—Você não é o meu pai! Voltemos para lá e fica com ela se é isso que te preocupa!

Saí de perto dele e voltei para os nossos amigos, fingi que nada havia acontecido e sorri ao me sentar.

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Um tempo depois.

Bebi na social com eles até sentir que para mim já estava dando de bebida e senti necessidade de ir embora. Por estar chateada pelo meu disfarce já estar se desmoronando, eu não queria que ninguém percebesse e me levantei. Despedi-me do pessoal e exigi que aceitassem o meu dinheiro, entreguei a Pogue e alguns me ofereceram carona porque a de jake foi a que eu recusei veemente logo de cara falando que não precisava. Afastei-me rápido um pouco zonza e não olhei mais para trás, mas pegando no meu braço para minha grande surpresa e susto, jake me levou até o carro dele e abriu a porta me colocando a força dentro, já que eu ofereci um pouco de resistência. Ele bateu a porta e deu a volta, sorte era que o veículo estava distante ou todos escutariam e assistiram ao espetáculo. Eu não queria ir com ele naquele momento, eu sentia um pouco de raiva dele.

—Não tem o direito! Falei quando ele fechou a porta ao se sentar.

—Você é louca mesmo, agora o melhor é ficarmos calado, ou brigaremos ainda mais!

—Você é um intrometido jake! Vá ficar com aquela oferecida, não preciso que me leve em casa. Tenho duas pernas e dinheiro o suficiente para pagar um táxi até lá!

Ele me ignorou o tempo todo e quando paramos em frente o meu prédio, eu pedi que o porteiro liberasse para entrarmos, daria mais bandeira se ficássemos do lado de fora.

Olhei em volta e o carro do meu pai ainda não estava ali, eu sabia que minha mãe estava no dele, pois, o chaveiro do carro dela estava lá pendurado no chaveiro de parede.

—Tchau jake. Falei fazendo menção de abrir a porta, mas ele não deixou eu sair. –Solte-me, por favor?

—Foi lá apenas para me provocar! E quem te falou que estávamos ali?

—Um passarinho me contou! Não fui para provocar ninguém, me deu vontade de sair e fiquei bem surpresa da sua ex estar ali também. Parece que ela decidiu pegar no seu pé e você está adorando!

—Você vê coisas bela que não existem.

—Acho mesmo, estou ficando maluca agora, pois bem, não se preocupe. Volte para os seus amigos e termine a sua noite mais que bem.

—Está insinuando o quê?

—Nada, não estou insinuando nada jake! Acho melhor eu ir. Tchau. Falei abrindo a porta e sai, mas antes de fechá-la. –Pode ir, você já conseguiu o que queria, está feito e não precisa se prender a mim. Cuida-se Jake.

—Continuei falando o que vem a sua cabeça, mas saiba que nem tudo é verdade!

—Adeus jake. Fechei a porta.

Fui na direção do elevador e entrei no mesmo apertando logo o número do meu andar. Ao sair abrir a minha porta com calma e cuidado, estava tudo silencioso e do jeito que eu deixei ao sair.

Tranquei a porta e fui para o meu quarto tomar o meu banho, lavei bem o meu rosto e ao secar-me, vesti o meu pijama. Escutei o meu celular tocando e ao olhar ser jake, eu o ignorei. Fui na cozinha beber água e deixei a chave extra do meu quarto no mesmo lugar. Voltei para o meu quarto e fechei a porta deixando-a apenas encostada, desativei o despertador do meu relógio e me deite pensativa. Acabei dormindo uma horinha depois.

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Sábado, 21 de setembro.

Acordei e já passava das 11h do dia, preferi ficar em minha cama e só levantei quando já passava das 13h da tarde. Fui escovar os meus dentes e sai do quarto, reparei que o meu pai estava lendo jornal na sala e minha mãe estava preparando o almoço na cozinha pelo cheirinho bom que estava indo até o corredor.

—Oi filha. Falou o meu pai.

—Oi. Falei simplesmente.

Peguei o que comer na cozinha sob o olhar de minha mãe.

—Tudo bem?

—Sim claro! Vocês chegaram tarde.

—Fomos aproveitar um pouco.

—Faz bem. Falei sorrindo levemente. –É bom mesmo.

Não dando mais espaço para mais entrosamento, eu voltei para o meu quarto e fechei a porta. Fiquei assistindo tv e duas horinhas depois a minha mãe bateu na porta.

—Filha, está com fome?

—Não, depois eu como.

—Ok. Falou ela fechando a porta.

Eu não estava bem para me sentar à mesa com os dois e ficar com a cara de tacho que eu estava. Eles saberiam que eu não estava bem e me perguntaria, sendo que eu não estava com a mínima vontade de responder.

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Às 17h.

Sai do meu quarto vencida pela fome e fui até a cozinha preparar o meu prato, esquentei a comida no microondas e me sentei a mesa da sala pra comer. Meus pais deviam estar para o quarto descansando enquanto assistiam televisão, foi bem melhor comer longe do olhar deles.

Terminei de comer e fui lavar o meu prato, belisque um doce e fui até a janela, o motorista não estava ali em baixo. Eu não tinha para onde ir mesmo e dei de ombros de forma rebelde. Voltei para o meu quarto e meu celular estava tocando, era jake e resolvi atender dessa vez, eu não poderia fugir para sempre.

—Oi. Falei simplesmente.

—Oi, eu só queria saber se você teve algum problema ao chegar em casa.

—Não! Fui um pouco grosseira. — Fica despreocupado, sei me cuidar!

—Que bom! Não gosto quando os seus pais brigam com você.

—Eu muito menos, sou a mais prejudicada e parece que me arrisco à toa!

—Se for começar, eu prefiro desligar bella!

—O que você deseja além de querer saber se eu levei uma bronca do meu pai ou não?

—De você.

—Olha jake, façamos assim, eu sou uma moça problemática e mal posso sair. Sinta-se livre e não preso a mim, podemos ser amigos como antes, mas sem essa história de benefícios.

—Não liguei para abordar esse tipo de assunto, não quero ser o seu amigo apenas.

—Não sou eu que fico para cima e pra baixo com o meu ex., eu fico dentro de casa trancafiada! Foi ótimo enquanto durou e agradeço tudo que você fez por mim. Tudo mesmo jake.

—Não quero isso, vou desligar por ter cansado de ouvir baboseiras.

—Mas não é jake, eu não.......

—Bella é melhor esquecer esse assunto. Tchau.

—Tchau jake. Falei escutando a linha cair, ele havia desligado.

Deixei o meu celular de lado e permaneci deitada, cruzei os meus braços sobre o meu rosto e fiquei pensando, pensando e pensando.

Resolvi fazer a minhas unhas já que não havia nada pra fazer mesmo e as pintei de rosa, tanto as unhas dos meus pés e das minhas mãos. Fiquei esperando secar vendo televisão e enquanto o tempo passava. Poxa! Hoje era sábado e nada para fazer.

Resolvi ligar pra Ângela quando a noite já se fazia presente.

—Oi migaaaa!!!!! Falou ela empolgada.

—Oi Ângela, qual é a boa hoje? Perguntei me sentando na cama.

—Eu não sei, estou por fora. Ninguém me ligou ainda.

—Hum! Resolvi ligar para saber como você estava e saber a boa.

—Acho que vou ficar em casa mesmo. Ficou tudo bem com você amiga?

—Ficou sim Ângela.

—Digo você e o jake?

—Ah! Estamos um pouco chateados um com o outro. Não é pra menos.

—Eu também acho. Isis estava no racha, outro dia ela foi à escola e agora me chega como se fosse a anfitriã na praia, ela é uma abusada. Você está certa amiga, gostei que de maneira moderada você a colocou no lugar, jake é um bobo mesmo.

—Eu já tinha sacado isso Ângela, mas eu não posso ficar brigando o tempo todo, eu disse para ele que não dava mais e ele desligou o telefone se recusando a continuar.

—Eu sinto muito por isso. Ele gosta de você apesar de tudo.

—Como assim apesar de tudo?

—Apesar dele ser educado e tratar as pessoas bem, por isso Isis tira aproveito.

—Jake é homem Ângela, ela não é feia.

—Eu não sei o que dizer bella, mas tente ficar calma.

—Calma como amiga? Eu mal saio e isso é ruim, eu estou com dezoito anos e não sou um bebê pelo amor de Deus!

—Olha amiga daqui a pouco você sai do castigo.

—Castigo esse, só porque eu cheguei umas horinhas depois. Pode isso?

—Nossos pais é fogo.

—É, eu tento não reclamar, mas acabo não conseguindo.

—Eu te entendo.

—Vou desligar amiga, não quero passar os meus problemas pra você.

—Que isso, somos amigas e amigas servem pro desabafo.

—Obrigada e boa noite.

—Boa noite para você também bella. Bye amiga.

—Bye.

Desliguei.

Joguei-me na cama e um tempo depois eu resolvi ir tomar banho quando o meu esmalte já estava totalmente seco. Asseei-me durante o banho e depilei as minhas pernas pra completar, me sentindo limpa eu terminei o meu banho e desliguei o chuveiro.

Sequei-me e fui para a frente do espelho, fiquei me olhando por uns minutinhos e decidi secar os meus cabelos que deles a água escorriam molhando o restante do meu corpo. Insisti bem com a toalha nos fios e os penteei após passar o creme.

Fui para o meu closet e escolhi algo básico de ficar em casa mesmo, quando terminei de vestir a minha roupa eu decidi ir até a sala, eu não poderia ficar trancada para o resto da minha vida.

Ninguém na sala ao sair no corredor. Fui até a cozinha e minha mãe estava preparando um chazinho para ela.

—Apareceu a margarida. Falou ela sorrindo.

—É sim mãe.

—Venha cá me dar um abraço. Falou ela um pouco sentida.

—O que a senhora tem? Brigou com o meu pai?

—Claro que não! Eu não posso abraçar a minha filha mais?

—É claro que sim.

Nos abraçamos e ela se afastou sorrindo.

—Quer um chazinho também?

—Não obrigado. Meu pai está no quarto?

—Ele deu uma saidinha, ficaremos apenas nós duas aqui hoje.

—Ele vai ficar fora à noite toda?

—Sim, parece que o patrão precisa dele.

—Ok. Então está sentindo saudades do maridinho.

—Não filha, eu tenho pena é de vê-la chateada. Só isso.

—Eu estou bem, não se preocupe comigo.

—Sei o quanto se sente infeliz.

—Não entendo à senhora e o meu pai. Vocês me colocam de castigo, brigam comigo e agora a senhora está chateada?

—Por mais que não acredite sim!

—Tudo bem. Então me deixe sair.

—Foi o seu pai quem a colocou de castigo filha e não eu.

—A senhora é a minha mãe, pode me tirar do castigo.

—Não quero contrariá-lo.

—Sempre foi assim não é mesmo? Perguntei indo até a geladeira pegar um danone para eu beber. –Parece que tem medo do meu pai.

—Nunca ouviu falar de respeito?

—Não vamos brigar mãe. Tudo bem?

—Ta filha, nem eu quero brigar com você.

—Ótimo. Falei indo para a sala.

Liguei a rádio e fiquei dançando, pelo menos isso me fazia feliz. Olhei da janela e a barra estava limpa, meu pai não estava em casa e minha mãe estava, eu detestava o que eu fazia, mas a rebeldia e a vontade de sair me enlouquecia. Parece que quanto mais eles me prendiam, mais me dava vontade de sair. Acho que eu pararia de fazer isso, um dia eu poderia dar com os burros n`água e me dar mal com o meu pai.

O restante da noite passou e nenhuma ligação de jake, deve ter ido para essa maluquice de racha ou até mesmo sair. Na hora de dormir me deitei entediada, pois a sensação de incapacidade me corroía.

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Domingo.

Acordei e fui tomar o meu café tendo a companhia da minha mãe e do meu pai, ele devia ter chegado cedo e comemos calados. Quando eu terminei de comer, eu pedi licença e fui para o meu quarto, mas logo um deles bateu em minha porta.

—Entre. Falei deitada e permaneci da mesma forma, era o meu pai.

—Oi filha.

—Oi pai. Ele se sentou na minha cama e cruzou os braços olhando para mim. -O que o senhor deseja? Perguntei apreensiva.

—Você está fora do castigo, mas aprenda que os horários devem ser respeitados quando eu ou a sua mãe determinar.

—Tudo bem. Falei com a cara dramática, mas comemorando internamente.

—Jake vai te levar amanhã?

—Estamos brigados.

—O que o malandro do jake aprontou dessa vez com você?

—Nada demais, bobeira nossa.

—Tem certeza?

—Absoluta pai.

—Tudo bem, então o Madruga te leva amanhã e te trás, quando o jake te levar não haverá necessidade. Saiba que sempre que precisar poderá pedir que o Madruga te acompanhe onde quer que você queira ir.

—Ok. Obrigado pai. Falei o abraçando. –Eu senti saudades dos meus amigos. Eu posso ir aonde eu quiser?

—Não posso mantê-la presa para sempre, já tem 18 anos. Apenas tome cuidado e não precisa ficar andando para lá e cá à toa.

—Tudo bem, eu sempre tomo cuidado.

—Beleza então.

Sorri quando ele saiu do meu quarto batendo os meus pés e os meus braços na cama de felicidade. Finalmente eu estava livre e pensei em dar uma trava em jake, ele não se esforçou em me ver dessa vez que eu fiquei de castigo, tenho quase a absoluta certeza que era por causa de Isis.

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Na hora do almoço comemos todos juntos a mesa. Minha mãe havia feito panquecas maravilhosas de ricota e espinafre, umas de frango, tudo em pirex separados. O restante da comida estava tudo delicioso.

Comi mais relaxada.

—O Madruga me acompanhará até para ir à praia?

—É isso ou nada. Isso quando você estiver sozinha, com os seus amigos não precisa.

—Ele é o meu motorista ou o meu segurança?

—O que você quiser que ele seja.

—Ta bom. Então eu posso ir até a praia daqui a pouco?

—Se a faz feliz, vou ligar para ele.

—Diga que às 14h está bom.

—Direi, mas não comente sobre essa coisa de segurança filha com os seus amigos, ele é apenas o seu motorista e mais nada. Estamos entendidos?

—Tudo bem. Falei sorrindo, mas estranhando ao mesmo tempo. –Concordo desde que eu possa sair.

—Então se divirta.

—Obrigado!

Terminei de comer e meu pai ligou para o Madruga, comi uma fatia de melancia e fui para o meu quarto me ajeitar. Coloquei o biquíni que a minha mãe havia me dado e peguei tudo que eu precisaria na praia. Fiz um rabo de cavalo em meu cabelo, vesti uma saída de praia branquinha e aguardei o Madruga chegar.

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Às 14h.

Meu celular tocou e estava restrito.

—Já cheguei, estou aqui em baixo senhorita.

—Tudo bem Madruga, eu já estou descendo.

—Fico no aguardo.

Desliguei sorrindo.

Passei a mão na minha bolsa, peguei o meu guarda sol e coloquei o meu óculo escuro. Passei pela sala e me despedi dos meus pais, sai e tranquei a porta.

Esperei o elevador e quando ele abriu a porta eu entrei despreocupada. Saindo na portaria madruga já me aguardava com roupas casuais, ele era robusto e bruto, um soco dele seria capaz de me desmaiar.

—Boa tarde senhorita.

—Boa tarde. Respondi normalmente, eu não queria que houvesse queixas para o meu pai. Entrei no carro e ele foi ocupar o lugar dele.

—Para onde? Perguntou ele colocando o óculo de sol no rosto.

—Podemos ficar no posto sete. Gosto dali.

—Tudo bem. Falou ele ligando o carro.

Liguei pra Ângela.

—Amiga, sou eu bella.

—Oi amiga, eu sei.

—Está de bobeira em casa?

—Estou por quê?

—Ta a fim de pegar uma prainha?

—Por mim, está tudo bem.

—Estarei no posto sete aqui da praia.

—Estarei aí em meia hora.

—Te aguardo. Estarei perto do trailer do Duque.

—Combinado! Bye.

—Bye.

Resolvi ligar para o meu amigo Fred, chamou duas vezes e na terceira ele atendeu.

—Fala aí linda.

—Oi Fred, está em casa?

—Estou aqui de molho. Nada de bom para fazer!

—Quer ficar aqui na praia comigo?

—Tudo bem, onde você está?

—No posto sete, perto do trailer do Duque.

—Daqui a pouco eu apareço aí.

—Vou te esperar.

—Está fugida?

—Não, eu saí do castigo.

—Demorôôô!!!! Sério? Perguntou ele sorrindo.

—É verdade lindo. Agora venha!

—Ta bom. Tchau.

—Tchau.

O motorista ficou prestando atenção na pista e me deu privacidade ao falar com os meus amigos, em nenhum momento ele olhou para trás.

Em poucos minutos chegamos na praia e ele veio abrir a porta pra mim.

—Obrigado. Você vai ficar na areia comigo?

—Não se preocupe comigo, eu estarei por perto.

—Tudo bem.

Afastei-me dele e fui até o trailer de Duque cumprimentá-lo. Simpático como sempre nos falamos numa boa, ele perguntou por jake e eu disse que deveria estar bem.

Pedi uma cerveja para mim e fui para a areia, meu pai não se incomodaria, eu já tinha dezoito anos. Forrei a minha canga vermelha com um grande sol amarelo no centro dela na areia e me despi devagar. Passei protetor em meu corpo e abri o meu guarda sol.

Terminei de beber a minha cerveja e fiz sinal para o rapazinho que ajudava Duque, ele nos servia ali na areia também. Pedi mais uma cerveja para mim e me deitei de barriga para cima na canga. Paguei o rapaz quando ele trouxe o meu pedido.

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Distraída eu senti uma aproximação e vi ser Fred, ele estava apenas de bermuda, chinelo e portava uma toalha no ombro desnudo.

—Oi linda. Falou ele se abaixando vindo me dar um beijo em minha bochecha.

—Oi. Falei abraçando-o. –Chegou rapidinho.

—Esqueceu que eu piloto?

—Ta bom, pare com essa baboseira.

—Que bom que está fora do castigo. Jake não quis vir?

—Não o chamei.

—Ah! Fez ele se sentando ao meu lado. –Vou comprar algo para eu comer, ainda não almocei.

—Chame o ajudante do Duque.

—Farei isso.

Ele olhou para trás e procurou o rapaz com o olhar, achando-o ele acenou para o mesmo. Ele pediu um hambúrguer e perguntou se eu também queria, eu disse que não. Fred pediu refrigerante e pediu para trazer dois, um agora e o outro depois quando o hambúrguer ficasse pronto. Até eu pedi um refrigerante para mim e Fred pediu para incluí-lo no pedido dele o meu também, concordando o rapaz se foi.

—Está brigada com o mané do jake? Dessa forma você magoa o coração dele bella.

—Magoado está o meu com ele para cima e para baixo com aquela bitch!

—Uau! Quanto elogio.

—Ele não fez questão de me ver durante o meu castigo e ainda se chateou quando eu fugi para vê-lo.

—Poderia se meter em encrenca foi por isso.

—Não me importo! Não estou gostando de vê-lo para cima e para baixo com aquela tal de Isis.

—Não quero opina nisso linda. Disse ele negando com a cabeça. –Não gosto de me meter na vida dos outros.

—Ok Fred, eu te entendo. Estou feliz que você está aqui comigo a propósito.

—Eu também.

O rapaz do trailer trouxe as nossas bebidas e disse que traria em cinco minutos o hambúrguer de Fred. Conversamos sorrindo bastante e o olhar dele era tão marcante pelos seus olhos serem tão bonitos. Meu amigo era muito gatinho.

Ângela se aproximou sorrindo e veio me abraçar, depois fez o mesmo com o Fred. Ela forrou a canga dela e se despiu com calma, pediu que eu passasse bronzeador em suas costas e eu fiz de bom grado. Finalmente o hambúrguer de Fred chegou e ele comeu com gosto, parecia faminto mesmo.

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Ângela quis ficar tomando sol, então Fred e eu fomos à água aproveitar, mas o contraste com a temperatura da água pelo os nossos corpos estarem quentes foi terrível.

—Está gelada. Falei pulando e me afastei da água um pouco.

—Deixa de ser mole! Falou ele molhando os pulsos e o pescoço, depois mergulhou.

Fiz o mesmo que ele por uns minutinhos e dei um mergulho para molhar o meu corpo todo de uma vez. Ficamos zoando na água e ele de brincadeira jogava água em mim, parecíamos duas crianças brincando no mar.

Carregando-me nas costas, ele me largou do nada e eu caí na água sorrindo, ficamos aproveitando até cansar e saímos da água para nos juntar novamente a Ângela. De propósito eu torci o meu cabelo sobre ela e caiu água em suas costas.

—ÁÁÁ!!! Eu te mato bella! Disse ela se encolhendo e Fred se acabou de rir.

—Olha o drama amiga! Falei sorrindo.

—Essa água está congelada.

—Está geladinha por você estar com o corpo quente, mas está uma delícia. Você não vai aproveitar?

—Daqui a pouco.

Ficamos curtindo, conversamos, bebemos refrigerante e decidimos comer um sanduíche. Depois Ângela foi comigo para a água e ficamos aproveitando por bastante tempo. Retornamos para a areia pra ficarmos com o nosso amigo.

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Aproveitamos a praia até dar umas 17:40min da tarde e nos despedimos. Ângela foi para o carro dela e Fred me deu um abraço e um beijo.

—Tchau linda.

—Tchau e juízo.

—Eu tenho. Você ficou bem queimadinha. Falou ele sorrindo e me reparando.

—O sol estava escaldante, você também está bem coradinho.

—Assim que é bom. Falou ele ligando o carro.

—É sim e até amanhã.

—Até.

Ele foi embora e Madruga abriu a porta do carro para mim. Voltamos numa boa e ele me deixou em frente ao meu prédio.

—Amanhã eu te pego. Seu pai já falou que será eu que irei te levar, então às 6h eu estarei aqui.

—Vou te aguardar.

—Tudo bem.

Sai do carro quando ele abriu a porta e entrei. Em meu andar eu abria porta do meu apartamento e meus pais assistiam televisão comendo bolo, na certa foi minha mãe quem fez.

—Oi mãe, oi pai.

—Oi filha. Divertiu-se muito?

—Bastante mãe. Ângela e Fred me fizeram companhia.

—Que bom!

—Preciso tomar um banho e tirar a água salgada do meu corpo.

—Vai lá então.

Sorrindo eu fui para o meu quarto e passei direto para o banheiro, tirei o meu biquíni no Box e tomei o meu banho sem pressa, eu precisava tirar bem a areia do meu corpo e algumas em minha cabeça.

Sequei-me, vesti um shortinho mole e uma blusinha de alça. Penteei os meus cabelos e fui até a cozinha comer algo, eu estava um pouco faminta apesar de eu ter comido na praia.

Fiz um lanche reforçado e fui escovar os meus dentes. Deitei-me para assistir televisão e meu corpo estava cansado por causa do mar, eu sabia que eu iria acabar dormindo. Peguei o meu relógio e ativei o despertador novamente, eu não sabia se eu acordaria ainda hoje ou de madrugada, então preferi evitar possíveis atrasos. O relógio marcava 19:03min ainda e ao começar a sentir sono, eu liguei o ar com o controle e desliguei a televisão. Dormi em questão de minutos.

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Segunda feira, 23 de setembro.

Acordei com o despertador e fui me aprontar, eu estava bem disposta por ter dormido cedo ontem e fiz a maquiagem básica de sempre. Passei perfume e só faltava vestir a blusa do colégio mesmo, e ao terminar de vesti-la eu fui tomar café. Comi uma fatia de bolo e bebi uma xícara de café para eu despertar.

Olhei no celular e faltavam dez minutos para o Madruga chegar. Fui até o banheiro tirar aquele gosto de café da minha boca e penteei mais um pouco o meu cabelo, retoquei o batom e desci.

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Madruga ao me ver saindo na portaria abriu a porta do carro, ele ficou esperando eu me aproximar segurando a porta e saudou-me quando eu estava perto o suficiente.

—Bom dia.

—Bom dia madruga. Falei entrando no carro e ele fez o mesmo depois.

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Cheguei no colégio cedo e não passava das 06:40min ainda, mas alguns amigos meus já estavam ali. Pelo que eu reparei jake não tinha chegado ainda, estavam ali Caius, Loren, Roger e Jéssica visivelmente sonolenta ainda. Despedi-me de Madruga e sai do carro sem ele vir abrir a porta ao meu pedido.

Caminhei até a galera e saudei a todos, o assunto de sexta veio à tona e Caius sorriu com a minha ousadia dizendo que eu era mesmo maluquinha. Momentos depois Ângela chegou, depois foi à vez de Fred e faltando cinco minutos para a sineta bater jake estacionou o carro dele ao meu lado. Ele ficou me olhando e ignorei.

—Vou ao banheiro galera. Falei saindo do abraço de Ângela. –Encontro vocês depois.

—Já é. Falou Roger.

—Valeu. Falou Caius.

—Até Isabelita. Falou a enjoada da Jéssica.

—Bye amiga.

—Bye Ângela.

Afastei-me no exato momento que jake saia do carro e eu não quis olhar para trás. Escutei jake cumprimentando os amigos e entrei no colégio.

Eu menti a respeito do banheiro e fui para a sala, na hora que eu ia me sentar à sineta tocou estridente. Os alunos começaram a entrar na sala e jake entrou também, fingi não prestar a atenção e como desculpa tirei o meu material da mochila.

—Oi. Falou sentando-se ao meu lado.

—Bom dia jake. Falei mexendo em minhas coisas para disfarçar.

—Foi a praia?

—É eu fui com os meus amigos.

—Foi escondida bella?

—Não.... Eu fui com a permissão dos meus pais.

—Ah! Que bom!

—É sim, estou fora do castigo.

—Quem foi para a praia com você?

—Amigos, como eu já disse.

—Tudo bem.

A professora entrou na sala e tivemos que encerrar a nossa meia conversa.

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A sineta anunciando o intervalo bateu e eu saí da sala na companhia de Fred e jake, preferi ir andando na frente e peguei o que eu estava a fim de comer.

Sentei-me no meio do pessoal e comemos o nosso lanche. Dia de segunda feira costumávamos ficar meio devagar, mas nem sempre era assim. Conversamos sobre o nosso fim de semana e decidi ir ao banheiro, para completar jake veio atrás na minha cola.

—O que é jake? Perguntei parando antes de entrar no banheiro.

—Não precisamos ficar nesse clima bella.

—Não há clima algum, estamos bem.

—Só você pensa isso, não estou notando que estamos bem.

—É o que eu vejo jake, não precisa se preocupar.

—Sabe que eu gosto de você, então porque faz isso comigo?

—Foi você quem escolheu assim, sinto muito.

—Não é verdade quando você disse que eu já consegui o que eu queria. Eu quero e gosto de você! Não dá para enxergar isso?

—Isso é o que você diz jake, mas não acho legal a sua ex ficar na sua cola e você achar a coisa mais natural do mundo! Se coloque no meu lugar, imagine-se preso em um apartamento como eu fico e ficar matutando o tempo todo que uma ex do seu namorado não o larga em paz. Pior é saber que ele dá trela para ela, sai com ela e ainda briga com a namorada quando ela faz das tripas coração para vê-lo! E ele o que faz? Retribui mandando-a pra casa e num ato grotesco a coloca bem dizer a força dentro do carro! Quanto amor jake. Me desculpe, mas fiquei chateada com isso e estou sendo sincera com você!

—Eu não queria que se metesse em encrenca bella e entendo a sua aversão a Isis.

—Não gostei de você ter pouco se lixado e nem quis ir me ver durante o meu castigo.

—Não posso voltar atrás para fazer diferente, mas você estava de castigo e conhece bem o seu pai.

—Não é desculpas jake, sinto muito.

—Quando resolver me perdoar, me avise.

—Se cuida jake. Falei entrando no banheiro e fechei a porta.

Aliviei-me e lavei as minhas mãos, fiquei pensando nas palavras dele, mas eu estava magoada ainda. Eu sei que ele errou, mas eu gostava dele e sabia que ele de mim. Sai do banheiro e resolvi ir para a sala logo de uma vez, logo as aulas começaram outra vez.

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A hora de ir embora chegou e me despedi dos meus amigos, conversei com alguns deles e entrei no carro quando Madruga abriu a porta para mim. Fomos embora.

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Cheguei em casa e fui tomar o meu banho. Eu almocei e fui para o meu quarto assistir televisão, passava um filme maneiro e fiquei assistindo.

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Acabou me dando sono e fiquei firme tentando resistir, estava custoso de mais pra mim. Sem eu dar conta eu acabei dormindo.

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17:08min da tarde.

Acordei com o meu celular tocando e fui atendê-lo, era jake.

—Fala jake. Falei sonolenta e me virei de barriga pra cima na cama por estar deitada de lado.

—Poxa bella! Eu não quero ficar brigado com você amor.

—Não estamos brigados, nós estamos numa boa.

—Quero ficar numa boa como um casal, sabe disso. Parecemos dois estranhos agora e não quero isso.

—Olha jake relaxa, estou chateada com você, mas nesse momento eu não sinto raiva. Estou sentida com a sua atenção para essa menina, só isso!

—Bella se eu quisesse algo com ela eu já teria ficado com ela, eu não consigo enxergar nada além da amizade entre eu e a Isis. Quantas vezes eu vou ter que repetir isso?

—Fala isso agora porque eu estou fora do castigo.

—Isso é injusto! Quantas vezes eu já fui na sua casa e você estava de castigo?

—Agora que o bolo já foi partido perdeu a graça jake.

—Pra você perdeu? Perguntou ele.

—Sabe que não.

—Se tivesse perdido a graça, eu não estaria aqui correndo atrás de você bella, esqueça esses absurdos que você anda dizendo e voltemos a ficar numa boa. Por favor, meu amor.

—Jake eu....

—Eu irei aí, me espere.

—Tudo bem, eu te aguardo. Falei vencida

—Em poucos minutos eu estarei estacionando aí.

—Tudo bem.

Desliguei

Mesmo estando de banho tomado eu fui para o banheiro tomar um rápido banho, não lavei a minha cabeça e saí do Box para me secar. Vesti um short jeans desfiado e uma blusa regata verde, penteei o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo, finalizei passando um pouco de perfume.

Arrumei a minha cama e saí do quarto, eu o aguardaria na sala e decidi ir fazer um suco antes dele chegar. Olhei no freezer e havia embalagens de pão de queijo, decidi fazê-los e coloquei um pacote inteiro no tabuleiro, depois no forno e o acendi colocando na temperatura indicada na embalagem.

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25min depois.

Os pães de queijo ainda estavam assando e eu assistia televisão na espera de jake. Resolvi ir até o meu quarto passar apenas um brilho labial pra não parecer chocha na frente dele.

Estando ainda no banheiro do meu quarto eu escutei a campainha tocar e apaguei a luz ao sair do banheiro, fiz o mesmo com a luz do meu quarto e fui olhar no olho mágico, jake já estava ali.

Destranquei a porta com calma e ao abri-la ele segurava um ramalhete de flores rosa na mão. Ele sorriu levemente e me entregou as flores.

—São para você.

—Obrigado pelas flores, entre. Falei segurando-as.

—Não precisa agradecer, estou chateado com a sua forma de pensar ao meu respeito.

—Todos nós temos o direito de ficarmos chateados jake. Falei trancando a porta. –São lindas de verdade, vou colocá-las em um jarro d`água.

—Que bom que gostou. Não estou trocando o seu perdão por elas, não vejo o porquê de pedir-lhe perdão. Isso só se pede quando estamos com a consciência pesada e eu não estou com a minha bella. Sabe disso.

—Não ando o tempo todo com você jake, você é homem e segue os seus instintos. Não posso dar sempre o que você gosta.

—Não peço as outras, prefiro com você. Pare com o drama, pare com isso e me aceite ao seu lado numa boa. Não quer mais ficar comigo? Perguntou ele me olhando de forma séria.

—Tudo bem jake, eu vou aceitar as suas desculpas, mas não vou aceitar que ande para cima e pra baixo com essa menina.

—Eu só quero ficar é com você.

—Ok. Preciso olhar o forno e pôr as flores na água.

—Ta legal.

Afastei-me dele sem beijá-lo e fui até a cozinha, apaguei o forno ao constatar que o pão de queijo estava bom e peguei um jarro para enchê-lo de água. Coloquei as flores ali dentro e reservei, fui até a sala novamente.

—Aceita lanchar junto comigo?

—O que fez de bom? Perguntou ele vindo até a mim já que estava sentado no sofá. –Eu aceito sim, se não for incomodo claro.

—Assei pão de queijo.

—Tudo bem bella, sabe que eu adoro isso, não sabe?

—É eu sei. Falei sorrindo e voltei para a cozinha dessa vez tendo a companhia dele.

Coloquei os pões de queijo sobre o papel toalha em um pires pequeno e peguei suco para nós. Fomos para a sala e nos sentamos no sofá para comer e ver televisão.

—Estão pelando. Falou jake.

—Não dá pra comer de uma vez, ou queimaremos as nossas línguas.

Sorrimos.

Revirei os canais e deixei em um filme qualquer, eu adorava assistir filmes. Comemos conversando e aos poucos eu ia esquecendo que eu havia ficado chateada com ele, me permiti relaxar.

Jake pegou o pirex já vazio e colocou os copos dentro dele, deixando-os de lado ele se aproximou de mim e me beijou. Eu não ofereci resistência e me deixei levar, nos beijamos intensamente e ele se afastou após me dar um beijo na testa.

—Senti saudades. Falou ele me olhando e voltou a me beijar.

—Eu também. Falei após ele me dar espaço para a tal proeza e sorrimos.

—Que bom que está fora do castigo. Seus pais são fogo mesmo e duros na queda.

—Eu também acho.

—Posso te levar amanhã para o colégio? Ficaria feliz se aceitasse.

—Ta eu vou.

—Desculpe por segurá-la daquela forma na praia, eu fiquei nervoso com você aprontando. Se seus pais descobrem, eles iriam aumentar seu castigo com toda certeza.

—Que não volte a acontecer jake.

—Não vai mesmo.

Voltamos a nos beijar e por decisão minha eu me sentei sobre ele. Jake envolveu a minha cintura e continuamos a nos beijar, ele em momento algum quis ir além e fui eu quem começou a instigá-lo mordiscando em sua orelha. Jake beijou os meus seios sobre a blusa e voltou para os meus lábios, aos pouquinhos foi parando e me olhou.

—O que foi? Perguntei e tornei a beijá-lo.

—Gosto de admirá-la gata, não posso?

—Não. Falei brincando e sorrindo.

—Farei do mesmo jeito. Às vezes ficou pensando o quanto somos louquinhos juntos.

—Adoro isso jake e não me arrependo.

—E eu não sei disso.

Sorrimos e voltamos a nos beijar. Por vontade própria eu abri o fecho do meu short e arriei o zíper, ele sabia o que fazer e beijando-me ele levou uma de suas mãos aonde eu queria que ele tocasse. Quantas vezes eu me afastava dele mesmo sentindo coisas maravilhosas pelo o meu corpo, isso estando sempre vestida claro e nessa mesma posição. Sem toque mais íntimo porque eu não deixava ele ir mais além.

Alisando-me e me acariciando de forma intensa em minhas partes mais escondidas, eu gemia baixinho no colo dele ao beijá-lo. Comecei a me mover sentindo que as sensações explodiriam a qualquer momento quando escutamos barulho na porta. Só deu tempo de eu sair do colo do jake rápido, puxar o zíper de volta e abotoar correndo o meu short. Acabei de me ajeitar na hora que a minha mãe entrou na sala sozinha e respirei fundo. Disfarçando jake colocou a almofada sobre o colo dele e sorriu com quem não queria nada. Ele soube disfarçar bem, já o meu coração batia frenético.

—Olá crianças falou a minha mãe sorrindo.

—Oi mãe e não somos crianças. Falei sentada no outro sofá.

—Ah! Filha deixe-me chamar vocês assim, já me acostumei.

—Tudo bem mãe. Falei indo até ela e a beijei na bochecha.

—Não foi com o meu pai hoje?

—Hoje não filha. Disse ela me olhando e olhou pra jake. –E você como está?

—Bem Sra Swan.

—Que ótimo! Ela tornou a olhar para mim. — Vou tirar essa roupa filha e tomar um banho. Não consigo chegar em casa e não fazer isso de cara.

—Ok mãe. Eu ainda não fiz a janta, logo eu começo a prepará-la. Tem fome?

—Não muita agora, irei comer uma besteirinha primeiro.

—Ta ok então.

Minha mãe foi para o quarto e eu voltei a me sentar no sofá, dessa vez ao lado de jake.

—Foi por pouco bella! Sua mãe chegou cedo hoje. Disse ele baixinho.

—São quase 20h da noite. Está a bem dizer no horário.

—É. Já pensou se estamos fazendo amor e ela chega na hora? Perguntou ele mais baixo ainda. –Não daria tempo de nos vestirmos rápido.

—Nem me fale, eu não sei qual seria a reação da minha mãe. Fiquei na vontade e faltava tão pouco jake para eu.....

—Amanhã terminaremos o que começamos.

—É o que eu mais quero.

Fui colocar a louça que sujamos ao lanchar na pia para lavar. Após deixar tudo limpo eu dei início na janta e jake ficou ali comigo na cozinha. Tirei alguns congelados e preparei a comida, dando graças a Deus eu terminei de prepará-la.

—Quer jantar aqui? Perguntei a jake rodeando os meus braços no pescoço dele e sorri levemente.

—Eu adoraria, mas tenho que ir. Está ficando tarde e amanhã eu tenho que vir te buscar.

—Ta aí, bem lembrado. Terei que avisar ao motorista pra não vir amanhã.

—Faça isso, eu mesmo levarei a minha gatinha para a escola. Após falar ele me deu um selinho carinhoso justamente na hora que minha mãe entrou na cozinha.

—O cheirinho parece ótimo. Falou ela indo até a pia pegar um copo e nos afastamos.

—Está mesmo. Falou jake um pouco sem jeito. –Estou indo gata. Disse ele acariciando a minha bochecha e o olhei.

—Já vai? Perguntou a minha mãe enchendo o copo de água e nos olhou. Jake afastou sua mão.

—Amanhã eu acordarei mais cedo, vou levar a bella. Há algum problema?

—Ela não está mais de castigo, sem problemas. Disse ela olhando para ele e olhou para mim. –Avisarei ao motorista filha.

—Ta mãe, eu ia falar isso com a senhora.

—Ok então.

—Tchau Sra Swan.

—Tchau jake.

Acompanhei jake até a porta e ganhei um beijo na testa de despedida.

—Até amanhã. Disse ele sorrindo e apertou levemente o meu queixo.

—Até.

Esperei ele entrar no elevador e fechei a porta trancando-a com a chave. Fui para a cozinha encontrando minha mãe ainda ali, ela decidiu comer de uma vez e tirava a sua comida.

—São mais que amigos que eu sei. Falou a minha mãe normalmente colocando arroz no prato.

—É apenas uma aventura. Menti. -Nada demais.

—As flores estão lindas e todas abertas.

—Isso é um pedido de desculpas, estávamos brigados por besteiras. Falei pegando um prato para mim, minha mãe era esperta demais e notaria a mentira se eu a olhasse.

—Não adianta mentir, o olhar dele os entrega. São mais que isso.

—Vai me proibir de andar com ele por causa disso?

—Não falei isso filha. São formados, os hormônios a flor da pele e sejam responsáveis os dois.

—Por que diz isso?

—Por precaução, não desejo que minha filha que completou dezoito anos engravide no estalar de dedos.

—Nossa mãe, não é pra tanto! Ficamos no beijinho e no abraço somente.

—Estando ou não, se cuidem. Não posso ficar vigiando a sua virgindade e um dia todas nós perdemos, sei que jake é especial para você e você para ele. Não sou boba filha.

—E caso um dia eu decida que é a hora, vai contar para o meu pai?

—Não é pra tanto, isso é papo de mãe e filha. Jake é um bom rapaz e caso você se sentir preparada, usem camisinha. Façam com responsabilidade. Seu pai não vai ficar feliz caso você conte, sabe como são os homens. Podemos guardar segredos. Disse ela me olhando.

—Eu não sou mais virgem mãe, eu me entreguei ao jake não faz muito tempo. Falei decidida a olhando.

—Eu apenas suspeitava filha. É estranho não me surpreender, não é verdade?

—Agora que já sabe a verdade, não vai me castigar?

—Não tenho motivos, é uma mulher agora. Apenas se previnam.

—Estou boba, pensei de a senhora espernear, me bater e o mais óbvio me colocar de castigo. Ela sorriu e negou com a cabeça.

—Não fico muito feliz é claro por você ser a minha menininha, mas eu também tive o meu momento quando mais nova. Foi especial para mim, tomara que com você tenha sido o mesmo.

—Eu entendo e obrigado por não me colocar de castigo mãe. Falei abraçando-a. –Para mim foi especial e não foi ele quem me obrigou, fui eu que me insinuei por desejá-lo, juro que ele não queria mãe naquele momento.

—Tudo bem filha, tudo bem. Falou ela me retribuindo o abraço. –Que fique entre nós isso.

—Ficará. Sorrimos e fomos nos sentar à mesa para comermos, a conversa sobre virgindade foi esquecida.

Faltando um pouco para às 23h o meu pai chegou e foi nessa hora que eu acabava de entrar em meu quarto para escovar os meus dentes e ir dormir. Ao me deitar na cama, eu os escutei brigando seriamente e fiquei preocupada, mas não iria me meter ou sobraria para mim em forma de castigo. Eu temia o castigo demais e da última vez que eu tentei expiar quase fui pega.

Aos poucos o sono foi me atingindo e acabei dormindo.

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Terça feira, 24 de setembro.

O relógio apitava alto e me movi na cama de forma preguiçosa, tampei meus ouvidos com o travesseiro, mas tive que levantar logo, ou me atrasaria.

Tomei o meu banho e me arrumei, perfumei-me e me pintei. Penteei o meu cabelo e fui tomar um milk shake preparado por mim de morango. Eu já estava saciada no segundo copo e fui pegar a minha mochila para eu descer.

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Esperei jake na portaria e três minutos depois ele chegou, estava um gatinho de tênis preto, calça cumprida jeans e a blusa branca do colégio. Eu o reparava ao descer do carro e vir abrir a porta para mim.

—Bom dia gata. Falou ele me dando um selinho.

—Bom dia. Falei sorrindo e entrei no carro.

Jake fechou a porta e deu a volta no carro, entrando no mesmo ele deu a partida. Fomos conversando numa boa e ao chagarmos no colégio os nossos amigos ficaram olhando, eles sabiam que eu e jake havíamos brigado, afinal andávamos juntos.

Ele abriu a porta para mim e desci segurando na mão dele, com a minha outra mão eu segurava a minha mochila. Saudei os meus amigos e Ângela ficou me olhando sorrindo, ela agia assim porque gostava muito de mim e de jake. Faltavam quinze minutos para a sineta bater então ficamos ali do lado de fora conversando. Jake sempre me abraçando e fazendo carinho em mim despertava um pouco da atenção feminina. No nosso grupinho havia outros meninos bonitos, eles também eram vítima dos olhares cobiçosos sobre si.

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A sineta bateu e nós entramos pra estudar.

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No intervalo nós lanchamos e ficamos batendo papo como de costume. Saudei algumas meninas que não se misturavam conosco por achar Jéssica fútil demais, ela tinha as rivais dela por gostar de dar em cima do namorado dos outros, nem tanto uma estava na marcação dela. Faltava muito pouco pra arrumarem uma briga qualquer dia desses.

—Aí Jéssica, a Paula estar marcando durinho, cuidado hein! Brincou Caius, mas estava falando sério.

—Você acha que eu tenho medo? Quem mandou ela ser uma otária, o namorado dela vive correndo atrás de mim! Fazer o que se eles acabam gamando. Disse ela de forma convencida e fui obrigada a sorrir depois dessa. Por pouco não me molho por estar bebendo refrigerante.

—Está rindo? Perguntou ela risonha olhando-me, Jéssica era do tipo que não se abalava por qualquer coisa. –Cuidado, não sorrir demais porque um dia a casa cai.

—Fazer o que filha, eu a levanto outra vez.

—Duvido muito!

—Quem vive de passado é museu Jéssica e caso você já teve algo com ele. Falei olhando pra Jacob. –É passado. Eu ocupo o presente porque o futuro só a Deus pertence! Falei sorrindo.

—Fazer o quê! Falou ela mordendo o sanduíche dela e ficou encarando a ruivinha chamada Paula que estava sentada do outro lado do refeitório.

—Arranje um namorado e deixe os das outras em paz. Sugeri.

Ela ficou quieta e nós os outros ficamos conversando normalmente depois disso. Ousado jake beijava a minha nuca enquanto eu conversava e eu parei de conversar para olhar para trás.

—Sossega! Falei baixinho e ele apenas sorriu.

—Não. Disse ele risonho e sorri.

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Por fim a sineta tocou anunciando o fim do intervalo e voltamos pra sala com Caius falando um “ô chatice!”. Nunca vi ser tão reclamão para estudar, mas adorava se aventurar no perigo.

Tivemos trabalho importante e não houve espaço para as brincadeiras durante a aula dessa vez.

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Por fim chegou o momento mais esperado por nós e arrumamos os nossos materiais. Eu e o meu namorado saímos de mãos dadas da sala e do colégio. Nos despedimos dos nossos amigos e entramos no carro.

—Quer ir para minha casa? Perguntou jake antes de ligar o carro.

—Vamos para a minha, há essa hora os meus pais não aparecem por lá.

—Tem certeza?

—Tenho. Almoçamos e podemos ver televisão em meu quarto.

—Olha! Bem sugestivo. Falou ele sorrindo.

—Ficaremos mais à vontade.

—Ok.

Jake ligou o carro e fomos para o meu apartamento. Cheguei em casa e fui logo ajeitar a comida, mas a minha mãe já havia providenciado cedo, às vezes ela fazia isso. Fomos para o meu quarto e tirei a minha roupa de forma despreocupada na frente dele.

—Vamos tomar banho?

—Tem certeza que os seus pais.....

—Shhhhhh relaxe e vamos logo.

—Tudo bem.

—Vou trancar a porta do quarto para você se sentir melhor. Qualquer coisa você se esconde.

—Meu carro está na garagem bella.

—Sim e próximo do da minha mãe, caso o meu pai apareça para pegar algo, ele deixa sempre o carro do lado de fora.

—Tudo bem, conseguiu me convencer.

Aproximei-me nua perto dele e tirei a sua blusa do colégio, nos beijamos e tornei a me afastar para livrá-lo da calça cumprida, sendo que rapidamente ele tirou o tênis e a meia. Sorrimos por isso.

Ambos nus, nós decidimos ir para o banheiro e liguei o chuveiro, jake ficou atrás de mim e beijou as minhas costas, minha nuca e me virou ao mesmo tempo em que me encostava à parede do Box. Ele voltou a me beijar com mais vontade e desceu os beijos pelo o meu corpo, primeiro no meu pescoço, depois no vão dos meus seios e parou com ele entre as minhas pernas. Fazendo-me abri-las mais um pouco, jake resolveu passar uma sobre o ombro dele e me acariciou o meu sexo com a boca, isso me levou ao delírio imediato.

—Ai jake! Eu falava baixinho enquanto a água escorria pelo os nossos corpos e movi o meu corpo na busca do alívio.

Ele fazia bem demais aquilo, movi meu corpo loucamente e tudo dentro de mim explodiu fazendo o meu corpo sacolejar intensamente. Fechei os meus olhos para sentir as ondas circulando pelo o meu corpo e prendi os cabelos dele em minhas mãos.

Sem dar tempo jake se levantou e veio me beijar, meu gosto estava na boca dele e nos atacamos através dos beijos. Eu o aliviei com minhas mãos porque a minha boca estava ocupada colada a dele, mas jake saiu do Box e voltou vestindo uma camisinha. Encostada na parede ele me suspendeu e nos atracamos, seus movimentos eram frenéticos a todo o momento e acabamos gozando juntos gemendo alto. Meu corpo ficou trêmulo, eu desconhecia isso, mas percebi ser quando eu gozava de forma intensa e essa foi uma bem dada.

—Oh! Jake. Um dia desse você me mata! Falei dando selinhos na boca dele e devagar ele me colocou no chão.

—Você quem irá me matar, tão deliciosa. Boa demais.

—Sou? Perguntei manhosa e acariciei os ombros dele.

—Claro que sim linda.

Voltamos a nos beijar e jake se afastou para tirar a camisinha. Tomamos o nosso banho e me sequei com a ajuda dele. Coloquei um vestidinho e ele a roupa dele, mas ficou sem blusa para o meu total delírio. Fomos almoçar e de sobremesa comemos um doce que minha mãe havia feito dias anteriores, ela cozinhava bem, já eu enganava. Jake dizia que ficava bom, mas ele era suspeito já que vivia me elogiando.

Ficamos em meu quarto e nos beijamos deitados na cama, jake não quis arriscar em fazermos amor novamente naquele exato momento em que nos beijávamos e ficamos assistindo televisão por um bom tempo, acredito que por duas horinhas.

Eu queria muito mais e comecei a provocá-lo outra vez beijando o peito, beijando o pescoço dando leves mordidinhas e parei de avançar permanecendo com os beijos em sua barriga, não resistindo ele também me beijou com fogo. Com pressa pelo desejo ele colocou uma camisinha e veio ficar sobre mim. Foi imediata a penetração e gemi completamente entregue na mesma hora, pois ele me preencheu rapidamente e fechei os meus olhos. Seus movimentos eram intensos, do tipo para gozar logo ou na hora e meus gemidos eram altos, eu devia estar me transformando numa pervertida por causa dele. Eu sentia o sexo dele correndo em mim e fechei os meus olhos mais uma vez pra senti-lo melhor. Gozamos maravilhosamente bem e juntos, precisamos ficar nos recuperando por um bom tempo.

—Foi ótimo. Falei beijando-o.

—Eu também gostei.

Sorrimos.

Jake tirou a camisinha e eu como não era boba pedi que ele a envolvesse no papel higiênico para descartá-la na lixeira do banheiro.

Perto das cinco da tarde ele resolveu colocar a blusa do colégio, não queria que caso a minha mãe ou o meu pai chegassem o pegasse daquela forma, dizendo ele os meus pais suspeitariam.

—Relaxa jake, a minha mãe já sabe que estamos nos envolvendo.

—Envolvidos já estamos há muito tempo, estamos tendo relações bella, é diferente.

—Ela sabe.

—Ela sabe que estamos??? Perguntou ele me olhando desacreditado.

—Sim. Eu contei ontem para ela.

—Então ela te colocou de castigo?

—Não. Apenas me aconselhou a nos prevenir e que ela não poderia me impedir porque cedo ou mais tarde chegaria o meu momento. Funciona com todas mulheres.

—Estou pasmo. Eles te colocam de castigo quando aprontamos alguma, que bom que foi diferente. Eu ainda me lembro perfeitamente da nossa primeira vez juntos. Sei que não foi confortável para você, mas foi maravilhoso para mim. Senti-la foi tudo de bom e eu ainda me lembro de como você fugia de mim antes, você me deixava louco. Completamente louco.

—Eu ficava louca também, mas eu tinha um pouco de medo. Coisa de mulheres jake.

—Eu a entendo bella.

Sorrimos e nos beijamos mais uma vez.

Ajeitei o meu vestidinho sob o olhar dele e sorri da cara dele, o motivo foi que eu ajeitei a minha calcinha primeiro para depois ser o meu vestido e me levantei.

—Tira o olho! Falei brincando.

—Eu já vi, já toquei e já até lam.....

—Pervertido! Falei sorrindo e tampando a boca dele para impedi-lo de continuar falando.

—Um pouco. Falou ele sorrindo e eu o acompanhei.

—Vou prepara um lanche para nós.

—Não precisa amor, podemos ir rapidinho ali no trailer do Duque e comer algo. Está a fim?

—Vontade é o que não me falta. Podemos ir sim, meu pai liberou dizendo que não poderia me manter presa para sempre. Mas desde que eu esteja com o motorista ou você. Ele detesta me ver andando a pé. Besteira isso não?

—Eu também acho, mas por um lado é bom que só assim ninguém fica mexendo com você.

—Que bobeira, agora me deixa pentear os meus cabelos e podemos ir.

—Tudo bem.

Levantei da cama e fui até o banheiro, penteei o meu cabelo, passei batom e um pouco de lápis de olho, eu era vaidosa demais para andar totalmente crua no meio da rua. Calcei uma rasteirinha e passei um pouco de perfume, eu já estava pronta.

—Uau! Isso tudo é só para ir até o trailer?

—Não gosto de andar de qualquer jeito.

—Está linda gata. Podemos ir agora.

—Ok.

Arrumei a minha cama, desliguei a televisão e saímos. Fomos para a garagem e ele abriu a porta do carro para mim, saímos do prédio.

Durante o trajeto fomos conversando, estava tudo tranquilo até um louco vir correndo na toda e fechou o carro do jake sem dó ou piedade. Se jake não é motorista mesmo e desviasse correndo o carro, nós iríamos bater feio no outro carro que vinha logo ao nosso lado causando uma tragédia. Teríamos capotado e nos machucado de verdade, ou melhor, morrido se bobeasse com toda certeza. Tive que me segurar, foi um solavanco imenso que causou em nós o desvio e deixou meu braço dolorido. O motorista do outro carro foi embora batido, só deu tempo de ver a traseira do carro e ele desapareceu.

—Essa foi por pouco bella! Falou jake parando o carro no acostamento na hora para respirar e se acalmar um pouco. Havíamos levado um susto e com o solavanco que o carro deu quase nos matou do coração. Eram milhares passando por nós e o perigo foi altíssimo. -Bella... disse ele me olhando passado.

—Jake, quem é o louco de fazer uma coisa dessas? Foi do nada e nem vimos esse louco vindo, parece até que foi proposital.

—Eu não sei bella, mas isso acontece. Temos que dirigir para nós e para os outros.

—Percebi, agora vamos gato, não será isso a nos abalar.

—É você tem razão. Falou ele sorrindo levemente e ligou o carro.

Fomos para o trailer de Duque e ficamos comendo as besteirinhas que lá vendia, preferi beber um suco de frutas e nos sentindo saciados, jake parou em frente ao meu prédio.

—Estou indo amor.

—Vá com cuidado e dirija devagar, viu o que quase aconteceu horinha atrás.

—Pode deixar gata.

—Ok gatinho. Falei sorrindo e nos beijamos. Diminui a intensidade do beijo e me afastei. –Te aguardo aqui amanhã.

—Tudo bem. Eu amo você.

—Eu também. Nos beijamos mais uma vez.

—Boa noite e até amanhã.

—Boa noite jake.

Ele abriu a porta do carro para mim e desci, demos outro beijo demorado e entrei acenando para ele. Entrei no elevador lembrando do susto em que tomamos hoje, resolvi esquecer.

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Preparei a janta e fui assistir tv na sala, pelo visto os meus pais demorariam hoje e jantei sozinha no horário das 21h. Mandei uma mensagem para a minha mãe avisar ao Madruga para não vir amanhã também e fui dormir, ou do contrário eu chegaria atrasada na escola amanhã.

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Quarta feira.

Encontrei com jake na hora de sempre e fomos para o colégio. Ficamos conversando como os nossos amigos até sineta bater e entramos para estudar.

No intervalo fomos comer e meu amigo Fred havia faltado à aula hoje. Liguei para o celular dele, mas devia estar dormindo ou ocupado, uma das duas já que não atendeu. Preguiçoso mesmo caso ele tivesse faltado por estar dormindo.

Voltamos para a sala ao ouvirmos a sineta bater e nos concentramos na aula.

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Chegou à hora da saída e jake foi me deixar em casa, hoje era dia da Lea trabalhar lá e eu teria que ficar em casa, até para não abusar muito mesmo o meu pai tendo liberado. Ao entrar dentro de casa Lea limpava o banheiro do meu quarto.

—Oi Lea, bom dia.

—Bom dia bella, tudo bem?

—Tudo beleza.

—Como vai o estudo?

—Tudo bem, eu sei que já passei mesmo.

—Isso é ótimo!

—Eu também acho. Falei sorrindo. –Vou almoçar enquanto você termina de limpar aí.

—Ok.

Fui para a cozinha esquentar a comida e almocei na sala assistindo televisão. Lembrei do meu amigo e decidi ligar para ele, eu queria saber se estava tudo bem. Chamou cinco vezes e na sexta ele atendeu.

—Fala aí linda. Falou ele arrastado e sorriu.

—Fala aí, liguei para saber de você já que faltou.

—Acordei atrasado, não teria como ir doidão para o colégio.

—Doidão por quê?

—Ah! Deixa para lá bella. Festinha particular.

—Está saindo com alguma garota?

—Por incrível que pareça não. E você, como está?

—Eu estou bem, você que parece estar chapado até agora. Ele sorriu pra valer, como se o meu comentário fosse o mais engraçado do mundo. –Você está estranho, o que há com você Fred?

—Comigo nada, não posso mais sorrir?

—Tudo bem, claro que pode, estou com saudades, eu irei te ver.

—Eu irei sair daqui a pouco. Falou ele apressado, mas peguei a mentira no ar por conhecê-lo muito bem.

—Me espere, estou indo tchau.

—Bell..... O escutei falando, mas interrompi a ligação.

Meu amigo estava um pouco estranho e me preocupei. Fui até o meu quarto e troquei de blusa somente.

—Irei até a casa do meu amigo e já volto Lea, não comente nada caso alguém me ligue.

—Esse alguém...... São os seus pais?

—Isso, invente uma desculpa e diga que eu estou dormindo. Peçam para ligar para o meu celular.

—E o seu motorista?

—Como sabe dele? Perguntei estranhando, eu não havia contado nada.

—É...... Sua mãe me falou, é foi sua mãe quem me contou.

—Tudo bem. Falei desconfiada, eu sabia decifrar mentiras. –Tenho que ir.

—Tudo bem. Falou ela segurando uma bucha de limpeza e com luvas na mão. –Vai com o Jacob ou de táxi?

—De táxi.

—Ok.

Peguei a minha bolsa e sai, esperei o elevador e desci. Na portaria não estava passando táxi e resolvi caminhar pela calçada, distraída não percebi quando o santa fé preto de Madruga parou na calçada ao meu lado, isso me causou um grande susto e ele arriou o vidro do banco do carona.

—Quer uma carona?

—Como sabia que eu iria sair?

—Eu estava passando e te vi.

—Não sei se acredi.....

—Entre que eu te levo. Cortou-me ele.

—Sabe onde eu estou indo?

—Não, não sou advinha ainda. Falou ele sorrindo brevemente. –Diga aonde.

—Vou ficar no posto três, preciso ir ver um amigo. Sendo que ficarei do outro lado e não na praia.

—Tudo bem.

Ele saiu do carro e veio abrir a porta para mim, suas vestes eram sociais e entrei sem ter muita escolha. O trajeto foi rápido e falei que ele poderia ir, mas ele disse que me esperaria. Dizendo ele estava com o tempo livre e que de qualquer forma aquele era o trabalho dele para comigo.

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O porteiro do prédio interfonou para o número 603 e liberou a minha entrada. Entrei no elevador e aguardei, ao sair no andar dele eu fui tocar a campainha e logo a porta foi aberta.

CONTINUA............