Solares
5 Capítulo 5
Notas iniciais
BELLA......
Final do cap anterior.
Peguei a minha bolsa e sai, esperei o elevador e desci. Na portaria não estava passando táxi e resolvi caminhar pela calçada, distraída não percebi quando o santa fé preto de Madruga parou na calçada ao meu lado, isso me causou um grande susto e ele arriou o vidro do banco do carona.
—Quer uma carona?
—Como sabia que eu iria sair?
—Eu estava passando e te vi. Acho que foi pura sorte!
—Não sei se acredi.....
—Entre que eu te levo. Cortou-me ele.
—Sabe onde eu estou indo?
—Não, não sou advinha ainda. Falou ele sorrindo brevemente. –Diga aonde.
—Vou ficar no posto três, preciso ir ver um amigo. Sendo que ficarei do outro lado e não na praia.
—Tudo bem.
Ele saiu do carro e veio abrir a porta para mim, suas vestes eram sociais e entrei sem ter muita escolha. O trajeto foi rápido e falei que ele poderia ir, mas ele disse que me esperaria. Dizendo ele estava com o tempo livre e que de qualquer forma aquele era o trabalho dele para comigo.
O porteiro do prédio interfonou para o número 603 e liberou a minha entrada. Entrei no elevador e aguardei, ao sair no andar dele eu fui tocar a campainha e logo a porta foi aberta.
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—Oi minha linda. Falou ele me abraçando e estranhei que ele estava de óculos escuro, mas fingi ignorar esse detalhe.
—Oi, tudo bem?
—Tudo beleza, Entre e senta-se. Quer beber algo?
—Apenas água.
—Tudo bem.
Ele trancou a porta e fui me sentar, as janelas do apartamento estavam abertas e o bom ar estava intenso ali, estranhei. Ele veio com o copo de água e me entregou.
—Obrigado. Por quê do óculo? Perguntei por perguntar, mas alguma coisa estava muito errada ali.
—Mania minha linda, iiiii vai ficar pegando no meu pé mamãe?
—Claro que não, mas eu te conheço muito bem! Desembucha, o que aprontou dessa vez?
—Não estou entendendo. Falou ele se levantando, olhei em volta estava tudo perfeitamente em seus lugares, o apartamento dele era um luxo só. –Está tudo bem linda.
—Tem falado com os seus pais?
—Não gosto de dar trabalho é só pegar o dinheiro no banco e pronto.
—Entendi.
—Quer uma cerveja?
—Vou até aceitar, quero sim. Acompanha-me?
—Mais é claro! Falou ele sorrindo e foi buscar. Resolvi me levantar e fui olhar na janela, a brisa era maravilhosa e olhei para dentro quando ele se aproximou. Ele me entregou a garrafinha de cerveja e brindamos com a mesma. Eu o olhava desconfiada.
—A que estamos brindando? Perguntei sorrindo e fui me sentar no sofá novamente.
—A nossa amizade eterna!
—Bem colocado, eu te adoro amigão.
—Eu também amigona. Sorrimos e nos abraçamos. –Você é muito especial para mim linda. Como amigos, claro!
—Eu sei. Diz porque não foi para o colégio hoje? Sei que está mentindo para mim e qual é o problema da vez?
—Está insistindo com isso, esquece.
—Se não quer compartilhar eu respeito.
Terminamos de beber e logo ele me ofereceu outra e aceitei.
—Ainda não almocei, me acompanha?
—Obrigado, eu já comi em casa.
—Estou vendo que ainda está com a roupa da escola. Disse ele me observando.
—A calça, e o tênis sim.
—Estou vendo. Vou pedir o que comer, eu estou faminto.
—Não tem cozinheira?
—Apenas faxineira por opção própria, eu me viro bem linda.
—É, to percebendo. Falei sorrindo. –Vai as compras também?
—A Cassandra vai às vezes comigo, mas a maioria das vezes sou eu mesmo que vou.
—Entendi.
—Vou pedir comida por estar sem paciência, eles entregam rápido quando eu peço.
—Ok.
Fred foi até o telefone e ligou para o número que estava em uma agenda ao lado do telefone. Estava me dando vontade de fazer xixi pela quantidade de cerveja ingerida e esperei ele terminar de falar ao telefone. Quando ele voltou a se sentar ao meu lado.
—Preciso ir ao banheiro Fred, a cerveja está fazendo efeito.
—Pode ir lá, sabe aonde é.
—Valeu.
Eu já sabia aonde era mesmo por conhecer o apartamento e entrei no social, mas preferi ir no banheiro do quarto dele por intuição. Estava tudo limpinho.
Não que eu ficasse reparando a casa dos outros, mas homens costumam ser desorganizado às vezes. Fechei a porta e abri o fecho da minha calça, arriei a minha calcinha e me aproximei do vaso, ao abrir a tampa eu vi um cigarro improvisado boiando. Eu conhecia cigarros e aquele não era um comum, só aí caiu a minha fixa e notei o porquê do óculo escuro, Fred estava fumando baseado e deixei uma lágrima rolar não acreditando naquilo. Vesti novamente a minha calcinha e a minha calça, me deu raiva dele por ser um rapaz inteligente e estar se perdendo com drogas. Abri a porta e fui até a sala, cheguei bem perto dele e tirei o óculo numa puxada só. Foi na marra, mesmo bancando a intrometida eu não liguei.
—Por que isso? Perguntou ele me olhando com as vistas levemente vermelhas.
—Por que isso? Faltou o colégio porque estava fumando maconha Fred! Eu vi aquela merda boiando lá e para o seu azar não desceu com a descarga! Por isso não queria que eu viesse aqui! Ficar doidão não ameniza os problemas, hoje é a maconha, amanhã a cocaína se já não faz escondido também!
—Eu não quero falar disso. Disse ele deixando as lagrima rolarem.
—Isso, seja um covarde e se acabe nisso! Ta certo que eu não tenho nada a ver com a sua vida, mas eu te quero o bem! Quem te arranja essa porcaria?
—Não quero falar.
—Me. Diz. Quem. Te. Arranja. Isso! É lá no colégio? Perguntei mais alto mesmo não tendo o direito de me meter, mas ele era o meu amigo ora bolas.
—Não bella, não é.
—Aonde então?
—Nos rachas, mas não é sempre.
—Quem mais faz isso?
—Não sou dedo duro! Não posso contar a respeito da vida dos outros.
—Jake está envolvido nisso?
—Não sei bella, eu sei de mim! Não posso contar a respeito da vida dos outros como eu já te falei.
—Jake faz isso também? Insisti.
—Eu já disse que não sei! Disse ele se levantando e passou a mão na cabeça nervoso. –Juro que foi três vezes que eu fumei. Eu não irei cair na cocaína e o baseado é só para relaxar bella. Eu juro!
—Eu preciso ir embora. Falei passando a mão na minha bolsa e caminhei apressada até a porta, mas ele me barrou.
—Por favor, bella, não conte pra Ângela e para outras pessoas.
—A vida é sua Fred, acabe logo com ela através das drogas! Lavo as minhas mãos!
—Não fale assim, você vai ficar sem falar comigo? Perguntou ele se abaixando e abraçou as minhas pernas tentando me impedir de andar, eu fazia força para escapar dele, mas em vão. –Eu sinto saudades da minha mãe só isso, eu mal a vejo. Para eles o que importa é somente não deixar faltar o dinheiro para mim, mas eu preciso mais que isso. As palavras dele me comoveram e joguei a minha bolsa de pano sobre a mesa dali mesmo.
—A vida não se resolve dessa maneira Fred. Falei abraçando ele. –Poxa! Eu gosto tanto de você e me decepcionou usando essa porcaria! Eu te conheço tão bem que vim ver o que estava acontecendo, seu comportamento estava estranho ao falar comigo pelo telefone.
—Eu juro que não farei mais bella, eu só precisava esquecer.
—Jure para você mesmo, tenho certeza que mesmo estando ausente na sua vida, sua mãe se magoaria ao saber que o lindo filho dela e muito inteligente a propósito está se perdendo fumando baseados. Por que não vai até ela?
—Ela não liga para mim.
—Isso é o que você diz, faça uma visita e diga o quanto sente a falta dela. Eu tenho certeza que ela dirá o mesmo. Você é tão bacana Fred. Diz o que você sente a ela e abra o coração, ela é a sua mãe e sempre será. Algumas são avoadas e não percebem os filhos.
—Você acha?
—Claro que sim! Sorrimos e nos abraçamos.
—Você é tão legal bella, por isso eu adoro você.
—Eu também te adoro seu bobo. Estou decepcionada com você do mesmo jeito.
—Não vou fazer mais isso, juro que ficando pancadão me faria esquecer, mas vejo que não é bem assim.
—Não faça! Agora seja honesto comigo, os outros meninos fazem isso?
—Às vezes e nem todos fazem. Somente caius, eu e o jake vez ou outra, mas é só um baseadinho bella, nós não cheiramos não por não ser a nossa praia.
—Entrou na onda deles foi isso?
—Ninguém me obrigou, eu que quis experimentar, mas te prometo que não farei mais.
—Assim espero, ou deixarei de ser a sua amiga de verdade!
—Não faça isso comigo. Disse ele me olhando suplicante.
—Então cumpra o que está falando! Vou saber se estiver mentindo!
—Eu vou bella.
—Ok. Agora me diz.... Jake está fazendo isso também?
—Às vezes como eu disse, mas não é sempre. Eu relutei em fazer e ninguém obriga o outro a fazer isso, somos amigos, mas não induzimos um ao outro a fazer tal coisa.
—Tem muito tempo isso?
—Não, não tem. Agora por favor, bella, não diz nada a ninguém. Acho que errei ao ter te falado, você é tempestiva e pode acabar me dedurando.
—Juro pra você que não farei isso. Aonde ele faz isso Fred?
—A maluquinha da ex dele também faz, por isso se dão tão bem. Ela é até maneira, mas com toda certeza está tentando reconquistar o seu namorado.
—Ângela me disse isso também.
—Não é sempre que ele faz bella, falo porque eu sei.
—Tudo bem Fred. Falei chocada por saber que o meu namorado também fuma isso.
—Eu já disse que não farei, tentarei jogar uns verdes pro jake também. Ele é uma boa pessoa bella.
—Tudo bem Fred, eu não posso mudar o mundo, eu apenas posso me afastar das coisas que são ruins e que não são boas para mim. Assim como posso fazer em relação as pessoas.
—Não faça isso, eu juro que darei o meu jeito, mas outras coisas ilícitas eu juro que não usamos. Dou a minha palavra.
—Não precisa se preocupar Fred, eu já entendi tudinho.
Ele saiu dos meus braços e foi se sentar no sofá, ele ficou olhando para a televisão pensativo enquanto que eu fiquei em pé assimilando as palavras dele, digerindo-as na verdade.
—Eu lamento por isso bella.
—Não está tudo bem.... Falei pesarosa e balancei a cabeça negando. -Mas o que eu posso fazer?
—Vai desmanchar o namoro com ele?
—Eu não sei o que pensar nesse momento. Vou fingir que não sei de nada, mas ficarei de olho.
—Ok bella. Amanhã eu irei para a escola.
—Ta bom. Você tem mais desses cigarros?
—Está guardado.
—Cadê? Posso vê?
—É melhor não, eu só tenho mais um e seria a minha quarta vez se eu fumasse.
—Eu quero ver.
—Eu irei jogar fora.
—Quero ver. Insisti.
—Verá. Fomos até o quarto dele e abrindo o guarda roupa ele tirou o cigarrinho de dentro da gaveta interna. Fomos até o vaso e ele jogou aquela porcaria fora dando descarga a seguir. –Pronto bella.
—Isso não me dá garantia de nada, mas tudo bem.
—Tem a minha palavra, essa já vale. Contei o que não devia e nem a meu respeito era, fui honesto com você. Estou sendo agora.
—Isso já vale Fred. Eu tenho que ir embora.
—Nossa amizade vai mudar por causa disso?
—Imagina, espero que tudo fique bem, cumpra a sua palavra.
—Vai ficar bella, eu te adoro linda. Disse ele me abraçando e beijou a minha bochecha. –Desculpe por isso.
—Peça desculpa a si próprio, somente isso.
—Tudo bem.
O interfone tocou e Fred liberou o rapaz para subir, era a comida dele que havia chegado. Nos despedimos e ele jurou que iria para o colégio amanhã. Aproveitei a carona do rapaz da entrega e descemos juntos pelo elevador.
Do lado de fora Madruga ainda me aguardava e abriu a porta para mim, ao me sentar no banco ele fechou a porta e olhei pra cima através do vidro escuro, o prédio do meu amigo era luxuoso demais. Ele tinha tudo, menos o aconchego dos pais.
Meus pais viviam mais fora do que em casa, mas eu não fui me refugiar nas drogas por causa disso. Eu pensava enquanto Madruga dirigia.
Fiquei chocada por jake também fazer isso, mesmo que por pouco tempo. O que ele tinha na cabeça? Por isso vivia para cima e para baixo com a ex, se completavam nesse aspecto. Eu era uma tola mesmo, sorte era que Ângela e as meninas não faziam isso. Sei que maconha rolava em algumas universidades espalhadas pelo mundo a fora, isso fazia parte em qualquer parte do mundo, mas eu não queria que os meus amigos ou principalmente o meu namorado se acabassem usando isso. Não mesmo.
Deixei algumas lágrimas rolarem e Madruga me olhou através do retrovisor.
—Algum problema senhorita?
—Nenhum Madruga.
—Ok. Disse ele possivelmente não acreditando.
Ele dirigiu calado depois disso e rápido chegamos em meu apartamento. Dessa vez ele me deixou dentro da garagem e foi embora após eu avisar que estava indo com o meu namorado para a escola. Entrei no elevador e subi, ao abrir a minha porta Lea já estava limpando as janelas da sala.
—Não demorou quase nada. Disse ela me olhando.
—Madruga me levou.
—Ah! Foi? Perguntou ela limpando a janela agora.
—Sim, por incrível que pareça. Fiquei apenas três horinhas fora.
—Tudo bem com você moleca?
—Sim. Preciso tomar um banho agora.
—O banheiro já está limpo, vai lá.
—Ok. Já almoçou?
—Já sim, assim que você saiu.
—Tudo bem.
Fui para o meu quarto e entrei no banheiro, tirei toda a minha roupa e fui tomar banho. Deixei algumas lágrimas vir e me ensaboei, pensei a respeito do que estava rolando e decidi me enxaguar. Jake sabia que a menina dava em cima dele, mas eram parceiros ao usarem essa droga de fumaça.
Sequei-me e fui me deitar estando de roupão mesmo, eu não queria saber de nada naquele momento e deixei a inconsciência me levar quando o sono veio.
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21:40min da noite.
Acordei com a minha mãe me sacudindo de leve toda arrumada, ela estava linda num vestido preto e sandália da mesma cor.
—Está muito bonita mãe, vai sair? Perguntei me sentando.
—Eu estou indo a um jantar com o seu pai, só gente velha, você iria odiar.
—Ok, tudo bem.
—Tem comida pronta nas panelas. Você dormiu meu bem.
—É eu acabei dormindo mesmo, eu estou com a mente cansada.
—Tudo bem, eu sei que você acorda cedo meu amor. Estamos indo então.
—Bom jantar para vocês.
—Obrigada filha. Te amo.
—Eu também.
Meu pai apareceu da porta e acenou pra mim, ele estava todo arrumadinho e pareciam dois pombinhos. Eles se foram e eu me levantei da cama, não queria ter dormido por tanto tempo, eu demoraria a dormir agora.
Fui para o meu closet vestir uma camisola e dali eu fui para a cozinha jantar. Peguei um prato e me servi, fui sentar no sofá para ver televisão e comer ao mesmo tempo.
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Quinta feira, 26 de setembro.
2h da manhã dizia o relógio, eu estava sem sono deitada em minha cama e curtindo o barulhinho do ar condicionado. Se meus pais já haviam chegado eu não sei, a porta estava fechada. Tudo que eu queria nesse momento era dormir e aos pouquinhos o sono foi chegando.
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05:30min da manhã.
O relógio apitava de forma estridente, meu sono costumava ser pesado às vezes e dormi tão pouco essa madrugada. Fiz uma horinha de cinco minutos e me levantei para tomar banho, demorei pouca coisa sob a ducha morna.
Sequei-me e me arrumei, fui para a cozinha tomar café e peguei a minha mochila faltando pouco para o jake chegar. Tranquei a porta e desci para aguardá-lo na portaria. Dez minutos atrasados ele chegou e abriu a porta do lado de dentro para eu entrar, eu estava chateada com ele e tentei disfarçar, sendo que muito mal.
—Bom dia gata. Falou ele vindo me dar um beijo na boca, mas desviei pouca coisa e o beijo pegou no canto da mesma.
—Bom dia. Falei olhando para ele e imaginando as travessuras dele com a ex.
—Algum problema?
—Nenhum, acho melhor irmos, já estamos atrasados.
—Tem razão.
Durante o trajeto eu fui quieta, entrelaçamos os nossos dedos quando ele o fez e chegamos no colégio faltando pouco para entrarmos. Deu tempo de ficarmos conversando um pouquinho e entramos para estudar. Eu teria que disfarçar melhor, mas quando algo me chateava ou me magoava eu simplesmente não conseguia disfarçar e dava bandeira. Fred me olhava perdido em pensamentos vez ou outra e como ele havia falado que viria hoje, ele cumpriu.
No intervalo pegamos o nosso lanche e ficamos conversando como sempre, mas a troca de ofensas entre Jéssica e Paula nos tirou a atenção durante a conversa entre amigos. Os meninos tiveram que separá-las, do contrário rolaria uma briga feia entre as duas e isso chamou a atenção do colégio inteiro. Ambas foram parar na secretaria depois disso por desacato a um dos coordenadores, Paula é claro, por ser um pouco marrenta. Não que Jéssica não fique atrás também.
Chegando na hora de ir embora, jake e eu fomos para o estacionamento. Abrindo a porta para mim, eu entrei em seu carro e permaneci quieta. Jake deu a volta e se sentou olhando para mim.
—Vamos a praia dar uma voltinha?
—Hoje não, estou com um pouco de dor de cabeça.
—Podemos compra uma aspirina na farmácia. Quer?
—Não obrigado, eu só desejo ir para a minha casa, lá eu tenho remédio. Falei ajeitando a minha mochila em meu colo e olhei para a janela a fim de fugir do olhar dele.
—O que está pegando bella? Você não é assim.
—Ilusão sua jake, por favor, me leve para casa.
—Tudo bem, agora mesmo.
—Obrigado.
Jake dirigiu calado e fomos escutando música a meu pedido, era pra descontrair o clima que pra mim já estava mais que afetado.
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Ao parar em frente o meu prédio.
—Até amanhã gata.
—Tem tido racha? Perguntei olhando para ele.
—Não, somente naquele sábado. Acredito que domingo agora a galera vá se reunir outra vez.
—E você correrá com a Isis novamente?
—Ela é legal bella, não fique com essa cisma, mas prometo me afastar se isso te faz feliz.
—É um grande mentiroso jake! O acusei lembrando das palavras de Fred.
—Por que fala isso?
—Por que....... Por que acredito que não vá se afastar da sua amiga! O que te faz tão amigo assim dela?
—Ficamos e não deu certo, preferi apenas a amizade. O que tem demais nisso?
—Tudo bem, eu vou subir. Até amanhã.
—Até. Falou ele selando os nossos lábios e me afastei rápido demais.
Entrei na portaria e acenei para ele pra disfarçar um pouco a minha mudança repentina de atitudes. Decidi ir à praia, um quarteirão era pertinho. Quando cheguei em minha casa, fui para o meu quarto e coloquei o biquíni, só iria dar um mergulho para refrescar a memória porque a água do mar me renovava. Em minha bolsa de praia eu coloquei uma toalha, um creme corporal para não ressecar a pele após sair da água e um óculo de sol. Eu só iria dar uns mergulhinhos mesmo e voltar.
Coloquei uma saída de praia e o meu chinelo, eu estava pronta para sair. Peguei a minha bolsa e desci, sai pela portaria e fui andando, em uma certa parte do trajeto até a praia me deu a sensação de que alguém me olhava, sensação essa que parecia que alguém me expiava a todo o momento. Achei estranho e poderia ser coisas da minha cabeça. Resolvi olhar para trás e nada, olhei para o lado e nada também. Não notei nada de anormal e prossegui andando normalmente, algumas pessoas passavam por mim e não havia muito movimento por ali ser um bairro residencial. Havia muitos apartamentos.
—Euen! Falei baixinho para que as pessoas que passassem por mim não pensassem que eu estava louca ao falar sozinha.
Cheguei na praia e tirei a minha roupa, não estava cheia e deixei as minhas coisas perto da água, dei um mergulho renovador. Fiquei em pé novamente e olhei em volta, algumas pessoas se bronzeavam, outras conversavam com seus acompanhantes, algumas tomavam as suas bebidas com o calor do sol e resolvi mergulhar mais uma vez. A água estava boa demais e emergi novamente olhando na direção das minhas coisas, estavam seguras e pensei em jake. Ele era o meu namorado e ao olhá-lo hoje no colégio a minha vontade era de pôr tudo para fora, mas eu não poderia queimar o meu amigo Fred. Resolvi mergulhar uma última vez e sai pra me secar, passei um pouquinho de creme em minhas pernas e vesti a minha roupa novamente. Coloquei o meu óculo de sol e caminhei até o calçadão, resolvi beber uma água de coco no trailer e atravessei a rua para ir para casa novamente. Outra vez tive a mesma sensação ao andar pela calçada e olhei em volta mais uma vez, nada de anormal outra vez e continuei andando. Vasculhei a rua com o olhar novamente, mas a atitude de um veículo me chamou a atenção. Do outro lado da rua eu vi um carro todo filmado.
Até muito bonito andando bem devagarzinho, parecia que ia ao mesmo ritmo dos meus passos. Ao notar que eu olhava naquela mesma direção e exclusivamente para ele, o vidro do lado do motorista abriu até a metade. O motorista do carro diminuiu ainda mais a velocidade pelos meus passos terem também diminuídos para observá-lo melhor, era proposital da parte dele. Quem estava dentro não deu para eu ver direito, o seu rosto estava escondido no capô do casaco e óculo escuro. Em um relance deu para eu notar que a pele era clara e somente isso. Juro que senti um medo danado e aumentei os meus passos, o carro fez o mesmo passando por mim estando do outro lado da rua e retornou mais à frente, ele passou por mim batido na direção contrária a qual eu ia, sem chamar muita atenção claro e virou na esquina. Achei estranho que mais um veículo o seguiu dando a entender que estavam juntos, isso quando ele pegou a direção da praia a qual eu estava vindo.
Olhei para ver se Madruga estava em volta, mas não, não havia ninguém. Achei a atitude suspeita e entrei rápido na portaria do meu prédio, quem quer que seja, estava me vigiando e isso eu tinha certeza. Foi na intenção de me assustar.
Eu não falaria nada para os meus pais, aí que eles ficariam paranoicos e me prenderiam de vez. Fui até a janela do meu quarto olhar a rua, mas nem sinal daquele carro outra vez, estava tudo normal. Eu não devia nada a ninguém, poderia até ser um tarado, eu tomaria mais cuidado.
Fui para o banheiro tomar banho e depois almocei. Fiquei em meu quarto encucada com o que aconteceu ainda pouco e com jake. Resolvi desencanar ou enlouqueceria matutando, de alguma forma eu queria conversar com jake, mas não havia como, eu teria que dar um jeito. Ou ele larga isso ou serei eu a largar ele.
Passei a tarde toda assistindo televisão e parei para estudar um pouco por volta das 18h, eu precisava ocupar a minha cabeça e essa foi a melhor forma, vira e meche, eu lembrava desse problema de jake.
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Às 21h.
Fui fazer a janta um pouco tarde, eu me perdi nos estudos e não senti a hora passar. Meus pais chegaram e jantamos juntos, durante o jantar.
—O jantar foi bom ontem? Perguntei antes de levar o garfo à boca.
—Bem interessante filha, você não iria gostar e ia querer logo vir embora.
—Foi o que a senhora falou mãe.
—E o malandro do jake, como vai filha? Perguntou o meu pai.
—Bem, ele está bem.
—Que bom! Está precisando de algo?
—Não, eu não estou. Poderíamos passear no shopping qualquer dia desses, sinto falta de sair com a família.
—Vamos ver filha. Falou a minha mãe sorrindo e acariciou as costas da minha mão.
Terminamos de comer e fui para o meu banheiro escovar os meus dentes e dormir.
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Sexta feira, 27 de setembro.
Na hora de costume eu me levantei e fui tomar o meu banho. Peguei uma outra calça jeans para eu vestir e coloquei a minha blusa do colégio após me arrumar totalmente. Fui fazer um milk shake para mim e em cima da hora eu desci para encontrar com jake.
Fiquei aguardando ele do lado de dentro da portaria do prédio por me lembrar de ontem e quando jake parou, eu saí indo ao encontro dele no carro.
Ele abriu a porta do lado de dentro e a fechei assim que eu entrei.
—Bom dia gata.
—Bom dia. Falei de forma calma e ganhei um selinho.
—A dor de cabeça de ontem passou rápido?
—Ah! Sim. Ela passou após eu tomar uma aspirina quando eu cheguei.
—Menos mal. Disse ele sorrindo e eu retribuí levemente.
Jake me abraçou e me deixei abraçar, eu gostava dele, mas as palavras de Fred me assombravam o tempo todo. Aceitei o beijo dele de bom grado e me afastei sorrindo levemente.
—Iremos nos atrasar. Falei olhando para ele.
—Não iremos não. Falou ele voltando a me beijar e envolvi o pescoço dele com um de meus braços, ele tinha um beijo maravilhoso e me afastei novamente.
—Anda jake.
Sorrindo ele acelerou o carro e a minha vontade era de socá-lo, meio bruto, mas essa era a minha vontade por não poder desabafar. Até quando?
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Paramos no estacionamento e eu mesma abri a porta para eu sair. Jake me olhou por ser ele a sempre fazer isso, mas não liguei. Hoje não deu tempo de ficar conversando com o pessoal no estacionamento e entramos para estudar.
O tempo todo na sala de aula eu fiquei dispersa, Fred vez ou outra sorria para mim e eu retribuía o sorriso a ele, mas ele notou que eu fiquei um pouco distante depois que eu fiquei sabendo de tudo. Eu conversava, sorria, mas era difícil quando algo me incomodava.
Pedi a professora para ir ao banheiro, eu queria beber um pouco de água também. Fiz uma horinha do lado de fora, o pátio estava vazio por estar na hora de aula. Resolvi voltar para a sala e mal encarei o meu namorado, sentei-me ao lado dele e ele envolveu a minha cintura sob a mesa. Olhei para ele brevemente e voltei a minha atenção para o quadro.
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Intervalo.
Comi o meu lanche na minha e Fred se sentou ao meu lado, jake estava se servindo ainda e até chegar em nossa mesa demoraria.
—O que você tem linda?
—Não preciso dizer, você já sabe. Falei olhando para ele e olhei pra jake ao longe, era ridícula a forma que algumas meninas olhavam no descaramento.
—Desencana bella, ou vai me colocar na furada assim o. falou ele estalando os dedos.
—É mesmo a minha vontade, são três cabeças fracas! Você, Caius e jake.
—O que tem eu aí gatinha? Perguntou Caius comendo o biscoito dele.
—Nada demais.
—Olha lá hein! Falou ele sorrindo.
—Bella, eu não posso fazer nada. Só não me passe por dedo duro. Falou ele baixo.
—Preciso conversar com ele, ou eu irei explodir. Estou mal com isso Fred.
—Vai lá então e conte tudo, conte tudo a ele, mas me tira dessa! Dê o seu jeito. Disse ele se levantando e foi jogar os restos mais a latinha de refrigerante vazia fora, de lá mesmo ele se foi.
—O que deu no outro hein? Perguntou Roger se sentando do meu outro lado.
—Eu não sei. Falei olhando na direção que Fred sumiu. –Deve ter ido ao banheiro.
Jake se sentou ao meu lado e comeu o lanche dele numa boa, fiz o mesmo e vez ou outra ele beijava a minha bochecha brincando. Tentei levar numa boa, mas me levantei e disse que iria até o banheiro. Falei que nos encontraríamos na sala por faltar pouco para a sineta tocar. Fui ao banheiro lavar as minhas mãos e depois fui para a sala, encontrei Fred ali olhando uma revista de carros.
—Se adiantou? Perguntou ele me olhando.
—É, eu estou explodindo Fred, só em saber que ele anda para cima e para baixo com aquelazinha para fazer o que não deve.......
—É só baseado bella, eu juro para você. Jake não faz outras coisas além do que isso, falo porque eu sei.
—Eu não quero saber! Fui um pouco rude com ele e me acalmei, ele pareceu nem se importar. –Não estou gostando, talvez seja melhor dar um tempo.
—Poxa bella! Não faz isso com ele, ele não tem nada com ela.
—Você não sabe! Não fica com eles pra saber.
—Jake gosta é de você. Se quiser finja que descobriu do nada, sei lá, invente. Você é cheia de arte manhas quando quer.
—Vou ver o que faço.
—Tudo bem bella, desabafe e melhore esse clima.
—Preciso mesmo Fred.
A sineta tocou e os alunos entraram na sala, a aula foi tranquila e na hora da saída.
—O que iremos fazer hoje pessoal? Perguntou Roger.
—Vamos sair para dançar galera! Incentivou Ângela.
—Alguns são de menor.
—Bella, isso não é problema, damos o nosso jeito e nem seremos percebidos.
—Vocês são terríveis, acho que não me surpreendo com mais nada. Falei olhando para eles.
—Bella, a maioria aqui já tem dezoito. Entramos numa boa.
—Vocês que sabem!
—Vamos jake? Perguntou Roger.
—Por mim tudo bem. Falou jake sorrindo. –Daremos um jeito bella, pediremos ao seu pai. Falou ele olhando para mim.
—Quero só ver!
—Então galera nós nos falaremos até as oito da noite. Nos encontraremos mais tarde lá na tropical. Liguem-me confirmando e nos encontraremos lá na porta às 22h. Falou Roger.
—Já é brother. Falou Fred sorrindo.
—Eu irei com certeza. Falou Loren.
—Então conto com vocês. Disse Roger entrando no carro dele.
Alguns integrantes do grupinho foram embora e nós também, durante o percurso.
—Não sei se o meu pai irá deixar eu saí mais tarde.
—Vamos pedir, ligo para ele quando chegarmos em sua casa.
—Vai ficar lá comigo?
—Eu vou. Não quer?
—Eu quero, não tem problema nenhum. Falei olhando para ele.
Paramos em frente o meu prédio e logo o porteiro autorizou a nossa entrada, jake parou na vaga costumeira e subimos. No meu andar jake envolveu a minha cintura enquanto eu destrancava a porta, ao entrarmos tranquei novamente a porta.
—Estou com fome, vou esquentar logo a comida. Falei olhando para ele.
—Ok.
Enquanto jake tirava o tênis e eu fui para a cozinha esquentar a comida, peguei prato, talheres e dei uma passada de água, mas antes de comer eu iria tomar um banho.
Apaguei o fogo de todas as panelas e fui para o meu quarto com jake me seguindo. Ele se sentou na minha cama e já muito à vontade ligou a televisão, sendo que eu fui para o banheiro tirar a minha roupa, mas antes eu encostei a porta. Entrei no Box e me lavei com calma, não quis lavar o meu cabelo e sai para me secar. Coloquei um roupão e abri a porta do banheiro, jake estava deitado de barriga pra cima e já havia tirado a blusa do colégio pra não amarrotá-la, ao me ver ele esticou a mão em um pedido mudo que eu fosse até ele e eu fui.
Sem uma palavra ele me beijou comigo ainda em pé levemente inclinada na direção dele, eu estava com ambas de minhas mãos apoiadas na cama e ele resolveu envolver a minha cintura com os braços me fazendo sentar sobre ele.
—Está tão estranha. Falou ele olhando diretamente nos meus olhos.
—Tenho os meus motivos, não é nada demais. Menti.
—É tão mentirosa, mas tudo bem. Vou aceitar essas meias palavras.
—Somos dois mentirosos jake.
Ele me jogou na cama e beijou o meu pescoço já estando sobre mim, sua mão correu sob o meu roupão e completamente nua por baixo, ele acariciou os meus seios. Seu beijo era arrasador em meus lábios e com a ânsia do desejo em meu corpo, eu não consegui pensar em nada, eu simplesmente abri as minhas pernas para acomodá-lo melhor. Jake beijou os meus seios e foi descendo até parar com os beijos em meu sexo, ele permaneceu com as caricias ali até me roubar o primeiro gemido que anunciava o meu orgasmo. Ele voltou a subir com os beijos e eu comecei a acariciá-lo de diversas formas, todas da forma que eu sabia que ele gostava. Comecei a lembrar das travessuras dele e a ex, isso foi o suficiente para me fazer recuar como se jogassem um balde de água fria sobre mim. À vontade de tê-lo desapareceu.
—Jake, jake. Vamos almoçar?
—Depois bella. Disse ele entregue e beijou os meus lábios.
—Não, agora!
—Ok vamos. Falou ele me olhando e se levantou da mesma forma.
—Está quente a comida, vai esfriar se demorarmos a comer.
—Sem problemas, vamos.
Ele deu espaço para mim me levantar. Fui até o closet vestir uma saia e uma blusa, depois de vestida nós fomos até cozinha nos servir. Comemos na sala e ao terminarmos fomos para o meu quarto ver televisão novamente.
—E aí vai sair mais tarde mesmo? Perguntei me deitando em meu travesseiro ao lado dele.
—Pretendo, precisamos falar com seus pais.
—Tomara que eles deixem, estou louca pra dançar. Ligarei para a minha mãe.
—Quanto mais cedo melhor.
—Também acho.
Peguei o meu celular e liguei para a minha mãe, chamou duas vezes e terceira ela atendeu.
—Oi filha.
—Oi mãe, como a senhora está?
—Bem querida. E você?
—Bem.
—Já almoçou bebê?
—Ah Mãe pare com isso! Se os meus amigos escutarem isso irão rir de mim.
—Pare de bobeira você. Disse ela sorrindo.
—Quero te pedir uma coisa, mas promete me deixar ir?
—Depende do que seja. O que é?
—Os meus amigos e o jake, todos queremos ir dançar hoje. Poxa mãe! Eu nunca saí para ir a uma danceteria antes. Deixa-me ir vai?
—É muito longe?
—É longe jake? Perguntei olhando para ele.
—Meia hora.
—Meia horinha mãe, não é muito longe.
—Se vai entre amigos tudo bem filha. Não me encha a cara viu?
—Pode deixar, nem acredito que está me deixando ir.
—Não posso prendê-la filha, desde que se cuide e fique no meio de seus amigos. Eu só não gosto de ver você perambulando sozinha e sem necessidade.
—Sou crescida mãe, todas andam sozinha.
—Eu sei disso filha. Agora me deixe trabalhar.
—Ta bom.
—Juízo meu amor.
—Eu tenho mãe. Tchau.
—Tchau filha.
Desliguei e olhei para o jake.
—Minha mãe deixou eu ir.
—Isso é ótimo!
—É. Falei sorrindo levemente.
Coloquei o meu celular sobre o criado mudo e me deitei direito na cama, jake me abraçou e fiquei na minha assistindo televisão. Jake beijou o meu pescoço e da forma que ele estava abraçado a mim, ele permaneceu deitado ao meu lado fazendo carinhos com os lábios em meu pescoço. Não houve mais insinuações da parte dele além dos beijos.
Acabei dormindo nos braços dele enquanto ele assistia televisão.
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As 16:30min da tarde.
—Bella amor, eu já estou indo. Falou jake sacudindo os meus ombros.
—Hum?
—Já estou indo, às 21h eu passo aqui para te buscar.
—Já vai? Perguntei abraçando o pescoço dele.
—Estou indo descansar um pouco, mais tarde eu volto.
—Fica mais um pouco. Falei abraçando ele.
—Você está cansada, descanse e só não se atrase mais tarde.
—Não irei. Jake selou os nossos lábios.
Acabamos nos beijando pra valer e jake se levantou.
—Fecha a porta lá pra mim, por favor.
—Está indo pra casa mesmo? Perguntei olhando séria para ele.
—Para onde mais seria? Perguntou ele sorrindo sem entender nada.
—Para a casa da sua ex ou qualquer lugar que ela esteja.
—Bella não delira! Cismou com ela agora? Perguntou ele agora chateado e eu não liguei.
—Com vocês dois juntos e fazendo sei lá o que não deve!
—Da onde saiu isso bella?
—Imaginação minha, mas saiba que se eu descobrir o que quer que seja jake, o nosso namoro está acabado e para sempre! Está me ouvindo? Perguntei cruzando os meus braços. –Fico com você por que eu sei que você é um rapaz maneiro, de família, responsável e não como muito aí que não querem saber de nada e ainda perdidos no mundo ilícito! São coisas que não faz parte de mim!
—Aonde quer chegar com isso? Não estou te entendo!
—Deixa pra lá jake, é melhor esquecermos ou estragaremos a nossa noite mais tarde.
—Essa sua desconfiança às vezes me cansa bella! Disse ele me olhando sério.
—Pense o que quiser, mas eu tenho os meus motivos e não são poucos! São muitos!
—Tudo bem bella, pense o que quiser. Vai abrir ou não a porta pra mim logo?
—Vou sim.
Levantamos e fomos até a porta.
—Até mais tarde. Disse ele selando os nossos lábios muito mal por estar chateado.
—Até jake.
—Não se atrase!
Jake foi embora e fechei a porta pensativa, fui para o meu quarto dar um pequeno trato em minhas unhas, hidratei os meus cabelos e fiquei assistindo televisão enquanto o creme agia. Resolvi mandar uma mensagem para minha amiga Ângela contando que eu iria e ela vibrou mandando uma mensagem empolgada de volta.
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20h da noite.
Eu já tinha feito a comida, já tinha secado os meus cabelos e feito uma touca para ficarem lisos. Fui tomar o meu banho e meus pais ainda não haviam chegado. Me lavei e me sequei tranquila, até jake chegar faltava um pouco.
Enrolada no roupão eu fui jantar e em seguida escovei os meus dentes. Iniciei a maquiagem e fiz um pouco chamante por ser noite, estava ficando bom. Passei creme em meu corpo e me perfumei, por último é que eu fui colocar a minha roupa. Ao me avaliar em frente ao espelho gostei do resultado do look. Meu vestido preto decotado e com uma fenda no vão dos meus seios me deixava sensual demais. O meu cabelo loiro brilhava. Calcei minha sandália preta de saltos altíssimos.
Às 20:50 min.
Arrumei a minha cama correndo, já que eu havia acabado de sair do banheiro. Ao sair do meu quarto era a hora que os meus pais estavam chegando.
—Oi mãe, pai.
—Oi filha, está uma gatona! Falou minha mãe me avaliando.
—Filha, essa roupa está curta. Falou ele me olhando. –Olha isso amor, olha a roupa da sua filha.
—Desencana pai, estou indo.
—Nada de voltar bêbada hein filha.
—Que isso Renée! Falei brincando. –Tenho que ir.
—Vê lá hein garota! Falou o meu pai. –Se comporte!
—Sempre e pode deixar.
Sai de casa e eles trancaram a porta quando eu saí. Esperei o elevador e desci, ao sair na portaria jake acabava de chegar e estacionou o carro na calçada. Ao sair do carro ele ficou me olhando de cima em baixo e sorriu, parecia que sua chateação para comigo mais cedo havia passado naquele momento ao me olhar feito bobo no bom sentido.
—Está linda! Disse ele vindo me dar um selinho e aceitei, mas fiz igual a ele mais cedo, rápido demais.
—Achou?
—Está mais gata ainda.
—Obrigado, você está muito bem. Falei observando ele.
—Obrigado, faço o que posso.
—Não precisa de muitos esforços então.
Sorrimos.
Jake abriu a porta do carro para mim e entrei olhando para os lados. A rua estava pouco movimentada e aparentemente tranquila, eu estava um pouco medrosa e ainda mais de noite que o movimento caia um pouco ali na rua. Não temi por está segura dentro do carro, mas isso não era garantia de nada e resolvi tentar desencanar mais uma vez. Nós seres humanos ainda mais os indefesos como eu, costumamos a ficar grilado facilmente. Fechei os meus olhos e lembrei da expressão do homem daquele carro e não era das melhores, na verdade havia dois carros ao total.
Meu namorado deu a volta no carro e entrou sorrindo para mim.
—Pronta para se divertir?
—Sempre. Falei sorrindo.
—Em breve estaremos chegando.
—Ok.
Jake acelerou o carro e eu relaxei no banco, a noite estava bonita em solares hoje e fui olhando tudo em volta, a rua estava bem movimentada por ser sexta à noite.
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25min depois.
Roger ligou e jake falou que faltavam pouco para nós chegarmos lá, eles ficaram conversando e eu prestando atenção no movimento do lado de fora.
Minutos depois nós chegamos e jake estacionou o carro, ligando novamente para o Roger, soubemos aonde a galera que já havia chegado estava.
Parados em frente à danceteria estavam, Ângela, Roger, Juana irmã de jake que pelo visto estava saindo com Roger ainda, Caius, Loren que pela cara que estava devia estar brigada com Caius. Faltava chegar Fred e Paul que eu não sabia se ele viria.
As meninas estavam bem arrumadas, bem bonitas na verdade e elogiaram a minha roupa, dizendo Ângela eu estava arrasando e sorrindo eu agradeci.
O local era maneiro e estava cheia a entrada.
.
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5min depois.
Vimos Fred passando e Roger ligou para ele para informar onde estávamos, quando ele veio ao nosso encontro sorri para ele.
—Está atrasado!
—Minha mãe foi me ver hoje, ficamos conversando e esqueci da hora. Disse ele sorrindo e nos afastamos um pouco.
—Está feliz?
—Bastante, eu estava com saudades e segui o seu conselho. Falou ele ao me abraçar, o assunto era entre nós.
—Ligou para ela?
—Sim, ela disse que daria um jeito para vir me ver e veio realmente. Fazia dois meses que eu não a via por dizer sempre que estava ocupada.
—Bom pra você amigão!
Nos aproximamos dos outros e jake envolveu a minha cintura.
—Ligamos para o Paul e ele vem daqui a pouco. Disse para entrarmos que ele nos acharia lá dentro. Falou jake nos olhando.
—Então vamos! Falei empolgada ao mesmo tempo em que uma sensação nada boa passou por mim.
Olhei para os lados e pessoas desconhecidas para mim estavam ali em volta. Jake segurou na minha mão e fomos para a fila, ficamos aguardando a nossa vez e mais uma vez olhei para os lados, dessa vez jake percebeu.
—Algum problema gata?
—Não nenhum, estou olhando o local apenas.
—Parece preocupada.
—Não estou não, impressão sua.
Entramos após pegarmos um cartãozinho para consumirmos lá dentro e passar pelo detectador de metal na portaria. A música agitava os corpos, estava bem animado.
Mesmo andando fomos agitando os nossos corpos ao passar pelas pessoas, eu estava adorando aquilo e ficamos em um canto contendo algumas mesas, devia ser para pôr as bebidas pelo o que eu estava observando nas outras mesas, eu era leiga nesses tipos de lugares. Muitas pessoas estavam dançando e sorriam para os seus acompanhantes, independente do sexo estavam bem animados.
Jake e os meninos trataram de consumir em um só cartão e pagaríamos depois ao dividirmos a contar. Caius foi até o bar com Roger e voltaram de lá com dois baldes, um continha bebida alcoólicas e o outro continha refrigerantes e outras bebidas, até água havia ali dentro.
Aventureira eu preferi beber cerveja logo de cara para animar ainda mais. Comecei a dança com a latinha na mão e a mover os meus quadris, Ângela se aproximou sorrindo e dançamos juntas requebrando bastante. Minha amiga era uma moça bonita e alegre.
Os meninos bebiam e se moviam lentamente ao conversarem entre si, parecia que o clima entre Loren e Caius estava um pouco melhor já que estavam agarradinhos se movendo um perto do outro. Ângela e eu nos acabávamos literalmente ao som da música, o cheirinho do lugar era mesclado pelos diversos perfumes, o ambiente era encantador e na verdade o clima ali era contagiante.
Fui pegar outra bebida para mim e jake envolveu a minha cintura, começamos a dançar junto e joguei os meus cabelos de forma sexy ao mover o meu corpo. Ele mais que depressa beijou os meus lábios e retribuí a altura ao movermos os nossos corpos bem juntinhos.
Ângela dançava com Fred agora e ambos bem animados, eles bebiam refrigerante ao se moverem com desenvoltura. Estávamos todos nos divertindo quando voltei a sentir que estava sendo observada outra vez e olhei para os lados ao mover o meu corpo. Resolvi dar um giro me movendo de forma sensual, era a forma que eu estava dançando e tive que me afastar de jake um pouco. Levantei as minhas mãos com uma delas portando a cerveja, eu queria olhar toda a minha volta, mas desta maneira disfarçando. Olhei minuciosamente cada parte da danceteria conforme os meus olhos iam passando e um rapaz mais ao fundo me olhava diretamente. Diria que intensamente
Ele não fez questão de disfarçar e bebeu a bebida dele da mesma forma, ele me comia com o olha. Mas ali não exalava um olhar cobiçoso, Alias, de cobiçoso não tinha nada. Suas vestes eram negras e ele era bem bonito, pude constatar melhor ainda quando os jogos de luzes clarearam brevemente o rosto dele. Tentei sorrir levemente, mas os meus lábios não chegaram a se moverem pelo o outro lado não demonstrar emoção alguma.
Voltei a minha atenção para o jake quando ele me instigou a dançar novamente junto com ele e fiz um pouco sem jeito, resolvi deixar o cara pra lá e continuei a dançar numa boa com o meu namorado. Ele devia estar olhando o ambiente somente e eu ao olhar disfarçadamente para aquela mesma direção outra vez, eu o vi conversando com um outro homem, esse não era muito atraente e devia ser um pouco mais velho, o cara era um armário e estavam em três. O mais novo olhou novamente para mim e desviou o olhar ao beber em seu copo mais uma vez.
—O que você tanto olha bella? Perguntou jake circulando a minha cintura.
—Não é nada demais gato. Falei olhando para ele e sorri levemente, o meu coração estava um pouco agoniado e eu não sabia o porquê.
—Por acaso está paquerando alguém? Perguntou ele me olhando sério, mas tinha um quê de divertido em sua voz.
—Pare de bobeira. Falei selando os nossos lábios brevemente. –Preciso de outra bebida. Falei passando a mão em meus cabelos um pouco inquieta. Eu estava surtando só pode e me reprovei veemente quando jake foi pegar uma latinha de cerveja para mim.
Abrindo a latinha para mim ele entregou-me, bebi um bom gole dessa vez e movi o meu corpo um pouco devagar dessa vez perdendo o ritmo da música.
Sorrindo Ângela puxou jake pra dançar e eu me aproximei de Fred pra dançar com ele. Sorrindo ele se aproximou e dançamos no embalo da música.
Eu movia os meus quadris fui dançando rebolando levemente até quase o chão e Fred segurava em meus ombros, subi sorrindo e sorte era que estava escurinho agora, ou outras pessoas veriam o que não deveriam por eu estar de vestido.
Apoiei com cuidado as minhas mãos no ombro de Fred e com cuidado redobrado por uma estar segurando a latinha de cerveja. Fred segurou em minha cintura e dançamos sensualmente numa boa, não havia malícia em nossos atos e dançamos envolvidos com a música. Algumas partes da música eu cantava, pois eu sabia e cantava olhando pra Fred sorrindo, ele retribuía.
Continuamos nos movemos juntos e me afastei novamente para dançar sozinha, fiquei me remexendo e movia levemente os meus cabelos conforme o meu corpo se agitava. Parei de dançar para beber a minha cerveja e senti uma presença bem atrás de mim, ao olhar para trás senti um perfume para lá de gostoso e era cheiro de macho de verdade, era irresistível ao olfato feminino. Mas eu ao olhar mais adiante, o rapaz que me olhava ao longe caminhava olhando para trás e exatamente para mim, estranho achei o olhando também. Deduzi que foi ele quem passou por mim e deixou o seu rastro delicioso para trás. Por mais que o cheiro ali fosse mesclado, o dele era incrivelmente bom e algumas mulheres olhavam para ele conforme ele caminhava agora sem olhar para trás, quero dizer para mim. Ele não dava confiança para as outras mulheres ao andar e o perdi de vista. Eu não sabia qual era a dele, mas o olhar dele exalava desprezo para comigo, diria que muita raiva. Eu não fiz nada para ele me olhar daquela forma e nem eu estava me oferecendo ao olhar para ele, era pura curiosidade da minha parte.
Voltei a dançar e quando olhei para a frente outra vez, o meu namorado me olhava sério, tentei sorrir, mas ele não retribuiu e fiquei sem reação. Resolvi ir até ele e ele se afastou minimamente.
—Qual é a sua bella?
—Não estou entendendo jake. Como assim qual é a minha?
—Você não percebeu, mas eu e acho que a Ângela também percebeu a forma que você olhava não sei para quem! Está perdendo a noção ou é a cerveja que está fazendo isso? Falou ele chateado.
—Pare com isso! Falei chateada, eu estava nervosa com o sujeito que irradiava ter raiva de mim por sei lá o que e ainda receber desaforos do meu namorado sem ter porque, era dose. Na verdade, ele tinha razão de estar chateado, mas o meu olhar não era cobiçoso e sim curioso com tamanha especulação da parte desse rapaz para comigo.
—Pare com isso você ou iremos embora! Disse ele.
—Acho que somos dois para estarmos com raiva um do outro!
—Aé? Então diz o que eu fiz dessa vez?
—Porra! Vão ficar nessa? Perguntou Juana se aproximando. Só os meus amigos notaram a nossa pequena rixa, as outras pessoas estavam empolgadas com a música.
—Seu irmão que está cheio de palhaçada!
—Tudo bem bella! Falou jake indo pegar uma garrafinha de refrigerante para beber e eu ao olhar para a frente, eu vi os sujeitos que estavam com o rapaz me olhando. Um frio na minha espinha me assolou de imediato, eram um pouco estranhos e juro que me deu vontade de ir embora naquele momento pela forma sinistra que eles me olhavam.
Quando eles passaram perto de mim de propósito novamente, eu senti medo e fui até jake na mesma hora. Eu estava assustada agora e eles pareciam tentar me deixar exatamente dessa forma.
—Meu amor, eu não estava olhando para ninguém. Pare com isso!
—Bella, curta somente e esquece isso! Falou ele de forma dura e eu o entendia.
—Você quando quer sabe me maltratar jake! Falei cruzando os meus braços.
—Não estou lhe maltratando, só não entendo as suas segundas intenções ao falar comigo ultimamente. Por que não desembucha de uma vez?
—Por que não voltamos a dançar? É bem melhor. Perguntei puxando ele na direção dos outros e senti o meu celular vibrando na bolsinha.
—Estou sem vontade, vá você.
—Não sem você. Falei ignorando o meu celular e ele parou de vibrar.
—Dance com a Ângela ou com o Fred.
—Estou chamando é você!
—Dá um tempo bella! Disse ele se afastando e o povo se agitava a nossa volta com a música.
Chateada com essas palavras eu me afastei pouca coisa dele, meu celular voltou a vibrar novamente e eu abri a minha bolsa para ver quem era, no visor dizia ser a minha mãe.
—Jake aonde tem um banheiro aqui?
—Lá. Falou ele apontando de forma a não demonstrar contentamento para comigo.
—Minha mãe está me ligando, vou ver o que ela quer. Falei me afastando dele.
Caminhei entre as pessoas e fui cantada por alguns homens, um ousado chegou a tocar na ponta do meu cabelo e sussurrou “que loirinha!” perto do meu ouvido, olhei pra ele com cara de poucas palavras e ele sorriu pra mim piscando um olho. Continuei andando apressada até avistar o banheiro mais à frente e dei graças a Deus por já estar perto o suficiente, entrei.
Fui para o cantinho e algumas meninas ali aguardavam a sua vez de irem se aliviar, já no cantinho da parede eu apertei o botão e esperei chamar, no segundo toque a minha mãe atendeu.
—Oi filha, se divertindo muito?
—Bastante mãe. Qual o motivo de estar me ligando?
—Nossa filha! O que há com você?
—Nada demais. Falei tentando amenizar, minha mãe não tinha culpa dos meus problemas com o jake.
—O que aconteceu?
—Nada, não aconteceu nada.
—É o jake que está com ciúmes do meu bebê?
—Mais ou menos.
—Que vestido é esse filha que você colocou! Por isso ele está enciumado.
—Não é para tanto mãe, agora me diz. Qual é o motivo da ligação?
—Eu estava deitada pronta para descansar e me veio você na lembrança filha. Está tudo bem por aí?
—Está sim mãe. Omiti a parte de que aqueles homens me olhavam para não deixá-la apavorada. –Estamos nos divertindo pra valer.
—Que bom filha!
—Meu pai já está dormindo?
—Está sim, ele está cansado e foi dormir assim que acabou de jantar.
—Então eu irei desligar, não se preocupe comigo.
—Tudo bem filha, te amo. Cuida-se aí hein e não aceite bebida de estranhos.
—Eu também mãe e claro que não aceitarei!
—Tchau.
—Tchau mãe.
Desliguei e guardei o celular em minha bolsinha outra vez. Aproveitei que eu estava ali no banheiro e fui me aliviar também. Lavei as minhas mãos ao sair de uma das cabines e retoquei o meu batom dançando levemente com a música que tocava lá fora.
Sai do banheiro e fui andando distraída pelo cantinho, acabei esbarrando em alguém e aquele perfume......... Não deu tempo de eu me desculpar, fui surpreendida com a força empregada em meus pulsos e quem estava atrás de mim prendia as minhas mãos pra trás. Ele.......... Aquele rapaz que me olhava ao longe estava na minha frente olhando para mim e pude reparar por breves momentos os seus olhos verdes bem raivosos olhando para mim. Isso foi possível porque os jogos de luzes bateram por breve segundo na direção dos olhos dele.
Ágil, ele me prendeu por trás e quem quer que seja que segurava as minhas mãos, se afastou para ele ficar no domínio. O sujeito era bruto demais e o meu coração voava em meu peito. Isso foi em questão de segundos e eu não tive reação de tentar me soltar, fiquei horrorizada, com medo e de tudo de pior já sentido por mim. Meus olhos marejaram por saber que eu estava em perigo.
—Quietinha! Falou ele com a voz carregada de ódio e fui obrigada a ir para um canto um pouco mais afastado, mal iluminado eu diria e minha bolsa já não estava mais em minha mão. O lugar era imenso e um pouco mais a diante um casal se amassavam ali. Engraçado é que as pessoas dançavam mais afastadas e não percebiam o que estava acontecendo comigo. Eu precisava de ajuda e rápido, mas ninguém olhava para aquele cantinho mais ao fundo.
—O que você deseja? Solte-me! Falei com o meu coração saindo pela boca e as lágrimas já ameaçando a caírem.
—Só me diz uma coisa...... Gosta da vida que vem levando? Pelo visto vocês vivem bem.
—Por que está me perguntando isso? Perguntei tentando me afastar dele, mas os meus cabelos foram puxados com violência pela minha tentativa inútil de fugir. Ele me mantinha de cara para a parede e prendia as minhas mãos. Reparei que os dois brutamontes davam cobertura nos tampando por um esforço que eu fiz ao tentar olhar para o lado.
—Cala a boca! Aqui quem pergunta é somente eu e você apenas me responde! Disse ele puxando ainda mais o meu cabelo. –Gosta ou não? Diz!
—Gosto...AI.... Eu gosto sim. Respondi com dificuldade por causa da dor. — Ai! Falei com ele machucando ainda mais a minha cabeça e minhas mãos.
—Eu já imaginava! Pra andar no meio desses mauricinhos sem miolos na cabeça e filhinhos de papai, claro que precisa ficar a altura, mas de forma fácil e suja!
—Solte-me, por favor! Implorei.
—Calada sua puta safada! É tão safada quanto aos seus pais que não prestam!
—Não sei do que está falando, Ai! Reclamei por ele estar me machucando pra valer agora. –Meu cabelo, pare de puxá-los! Reclamei deixando as lágrimas banharem o meu rosto.
—Pode implorar, mas os dias de vocês estão contados! Não perdem por esperar. Abra o bico e será bem pior!
—Não sei porque você está fazendo isso comigo!
—Coitadinha! Disse ele sarcástico. -Saiba que eu não tenho um pingo de pena! Não tiveram com os meus. Olhando bem até que você me renderá umas distrações da mesma forma que........... Sim, você me dará ótima distração, mesmo não sendo isso tudo ao meu vê. Falou ele passando a mão sobre os meus seios por dentro do vestido e apertou com força um dos bicos me causando muita dor. –Não perde mesmo por esperar putinha de luxo!
—AI, pare! Falei me debatendo e ele fez com que meu rosto se chocasse na parede com força, ficaria uma marca em minha bochecha.
—Comece a dizer adeus para o seu namorado ou ele sofrerá da mesma forma que você. Farei um inferno na vida de vocês e não viverão para contar a história! Fique sabendo disso! Falou ele rasgando o meu vestido na frente e me apavorei com aquilo. O rasgo foi enorme, começou da tira próxima dos meus seios até o meio do meu umbigo, diria que uns 20 a 25 centímetros no total, eu acho, não tinha certeza. -Esteja avisada e dê adeus para o namoradinho riquinho, ou ele sofrerá também. Quando menos vocês esperarem terão um digno castigo!
—Não faça isso! Por favor, diga o que você quer? Perguntei tremendo pelo ar de perigo que aquelas três pessoas exalavam.
—Faço e sou capaz de muito mais. Vingança é o que eu terei e vocês sentirão na pele tudinho! Você sentirá a mesma dor que a minha pobre irmã sentiu, sua cretina estúpida! São todos estúpidos e não imagina o quanto estou adorando o sabor do medo que lhe atormenta. Fica na sua em relação aos seus pais para o bem do seu namoradinho, sei exatamente aonde ele mora. Aliás, todos eles! Disse ele me largando brutamente e sorriu de forma sarcástica mais uma vez.
—Ai! Falei ao me chocar no chão atraindo a atenção de quem não prestava antes, senti vergonha por estar com um de meus seios à mostra pelo vestido estar rasgado e com a brutalidade que ele me jogou, meu seio apareceu.
—Sei de cada passo seu! Não tenho medo de nenhum de vocês e sou capaz de arruinar tudo a sua volta com uma ligação apenas! Falou ele se afastando e um dos comparsas dele jogou a minha bolsa em cima de mim, devolvendo-a aberta e isso me machucou ao se chocar em mim.
Chorando e me sentindo humilhada, eu juntei o tecido na frente do meu vestido e entrei no banheiro correndo por ter despertado alguns olhares sobre mim. Eu não vi para onde os sujeitos foram, mas o perfume dele ficou em mim.
Algumas meninas ficaram me olhando e uma veio até a mim ao me ver segurando o meu vestido rasgado, minha face estava arranhada pouca coisa, diria que superficialmente constatei ao me olhar no espelho.
—Está precisando de ajuda? Perguntou uma moça moreninha bem prestativa e demonstrava estar preocupada comigo.
—Não obrigada, eu ficarei bem.
—Se você quiser, a moça que zela o banheiro tem agulha e linha. Vou pegar para você.
—Muito obrigado. Falei secando as minhas lágrimas e não acreditando no que estava acontecendo comigo. Lembrei dos meus amigos me esperando e me desesperei.
Eu estava ferrada, o que quer que seja envolve os meus pais, sendo que não havia motivos para eles terem raiva deles, eram pessoas honestas ao meu ver. Talvez ele tivesse me confundido com alguém, mas nas palavras dele havia convicção.
—Pronto, aqui está. Falou à moça que me prestou socorro imediato. –Vai ser melhor se tirar o vestido, vamos até a cabine.
—Tudo bem e obrigada.
—Que isso, vi que precisava de ajuda. Discursão com o namorado?
—Ele é um pouco ciumento. Menti.
—Dá pra ver.
Fomos até a cabine e tirei o meu vestido, na hora não me deu vergonha de ficar com os meus seios à mostra, eu tinha certeza que o medo era o meu pior inimigo naquele momento. Olhei a minha perna e estava um pouco vermelha a minha coxa por ter caído com força no chão, eu estava com o meu couro cabeludo dolorido e meus pulsos um pouco vermelhos.
Com paciência a moça costurou o meu vestido ao notar o leve tremor em minhas mãos, depois de costurado de forma perfeita ela entregou o meu vestido e o vesti novamente.
—Obrigada de verdade. Qual o seu nome?
—Chamo-me Sue e o seu?
—Isabella.
—Espero que dê tudo certo Isabella.
—Obrigado! Falei apertando a mão dela estando muito grata.
—Não há de quê. Sorri de forma afetada e ganhei um lindo sorriso amigável da parte dela.
—Tenho que ir. Os meus amigos já devem estar preocupados.
—Ok.
Fui até a pia e me ajeitei novamente, passei batom com as lágrimas querendo cair e as prendi com muito esforço. Sai do banheiro dando de cara com a Ângela.
—Amiga você demorou ao telefone hein?
—Um pouco, agora vamos. Falei olhando para a frente e com medo de olhar para os lados. Eu estava apavorada e sentia dor no bico do meu seio esquerdo.
—Vamos, o pessoal estava dando a sua falta.
—Eu demorei ao telefone, só isso.
Caminhamos pelo meio das pessoas e senti medo, medo de que qualquer um daqueles ali pudesse estar com aquele rapaz e me fazerem novamente mal. Passei feito foguete e cheguei a pisar no pé de algumas pessoas, eu não me virei para pedir desculpas e chegamos em nossos amigos.
—Você demorou! Falou jake mais tranquilo.
—Minha mãe me dizendo o que eu devo e não fazer. O de sempre.
—Eu sei bem o texto. Falou ele e sorri com ele forçadamente. Ele veio me abraçar e eu aceitei tentando amenizar o peso em meus ombros com a pressão psicológica sofrida naquele instante. –Não gosto de brigar com você. Falou ele me abraçando ainda mais forte.
—Nem eu, eu lamento. Falei deixando algumas lágrimas rolarem e me repreendi por isso.
—Não precisa lamentar por isso bella, eu sei que fui um pouco duro com você. Desculpe por isso.
—Não importa. Falei beijando ele e sentindo o peso das palavras daquele rapaz em minha mente. “Saiba que eu não tenho um pingo de pena”, “Calada sua puta safada! É tão safada quanto aos seus pais que não prestam” , “Comece a dizer adeus para o seu namorado ou ele sofrerá da mesma forma” as frases dele vinham em minha mente e me afastei dele o olhando com lágrimas nos olhos. –Acho que preciso de mais uma cerveja.
—Eu pego para você. Falou ele secando as minhas lágrimas com carinho e foi até o balde pegar uma latinha. –Pronto, aqui está.
—Obrigado meu amor. Falei olhando para ele e olhando-me melhor, ele passou a mão em meu rosto.
—Se machucou?
—Não. Está machucado? Perguntei sentindo a leve ardência ali.
—Está vermelhinho.
—Eu estava com o rosto apoiado na parede ao falar no celular. A altura da música mesmo dentro do banheiro atrapalha um pouco.
—Tudo bem.
Bebi a cerveja e minha vontade de ir embora era tamanha, eu não queria que jake ou até mesmo os meus amigos se machucassem por minha culpa. Olhei cada um deles se divertindo e fiquei encostada na mesa com jake ao meu lado, olhei para os lados e não vi mais os sujeitos, menos mal e isso não significava que eu estava mais calma.
Eu queria ir embora, mas jake e o pessoal notariam que algo estava errado e para não piorar, eu preferi ficar na minha, eu sofreria calada por todos que eu amava.
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Madrugada de domingo.
4h depois.
—Jake eu já quero ir.
—Vamos então, está tarde e são bem dizer quatro da manhã.
—Vamos sim.
—Vou falar com a galera.
Observei jake falando com os nossos amigos, Loren estava aos beijos com Caius, Fred estava dando uns beijinhos em uma menina até bonita, Ângela conversava um pouco mais distante com um rapazinho e o mesmo deu um selinho nela, depois aprofundaram o beijo. Roger e Juana dançavam ao som de uma música maneira, já eu fiquei chororô a maior parte do tempo.
Com todos os nossos amigos reunidos fomos até o caixa pagar e daria vinte cinco dólares para cada um. Eles procuraram não encher a cara pra pegar no volante, eles amavam a vida deles.
Ao sairmos na portaria entregamos os nossos cartões e os mesmos foram passados na maquininha para ver se estavam pagos caso tivéssemos consumido. Olhei em volta pra ver se o sujeito estava por ali e só aí é que eu fui ligando os fatos, devia ser o mesmo que me seguiu na praia. Ele sabia aonde eu morava e me deu mais medo ainda.
Fui caminhando na direção dos carros e ali no estacionamento eu vasculhei com o olhar procurando o carro que se eu visse, eu me lembraria qual era. Nada ali também e dei graças a Deus.
Abracei os meus amigos ao nos despedirmos e entramos no carro, jake deixou os vidros fechados e ligou o ar do carro ao virar somente a chave de leve na ignição.
—Estou te sentindo tensa gata, algum problema?
—Nenhum. Falei omitindo e me lembrando de todos eles.
—Se diz, tudo bem. Falou ele e me beijou brevemente. –Seu rosto ficou mesmo vermelho amor. Falou ela observando já que a luz no interior do carro estava acesa.
—Eu imagino.
—Seus pais se verem vão pensar que eu te estapeei no rosto. Disse ele sorrindo.
—Claro que não! Falei negando com a cabeça. –Vamos? Os outros já ligaram o carro.
—Tudo bem. Falou ele completando a volta na ignição e senti o leve vibrar do motor sob mim.
Saímos do estacionamento e fomos seguindo um ao outro a uma certa distância, em certas partes do trajeto nós íamos nos separando por morarmos em lugares diferentes. Ficou Fred e Roger nos seguindo, mas mais à frente Fred dobrou a esquerda por morar no posto três e seguimos adiante após jake buzinar para ele.
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Roger e jake entraram na garage do meu prédio ao meu pedido e ficamos conversando um pouquinho antes de eu subir. Faltavam alguns minutos para as cinco e logo começaria a clarear ao se aproximar das seis horas da manhã.
Eu e jake nos beijamos e o outro casal foi fazer o mesmo sendo que dentro do carro. Nos beijávamos pra valer comigo encostada na lateral do veículo e senti que ele já estava empolgado, se fosse pra aproveitar faríamos direito.
Pedi que entrássemos no carro e entramos em lados diferentes, nos sentamos em bancos separados a princípio porque ele logo veio para o meu banco e ficou sobre mim me beijando.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Abri a calça dele entre os nossos beijos e jake puxou a minha calcinha, a expectativa nos deixava ansiosos. Voltando a me beijar ele deu um jeito de beijar o meu seio direito e massageou o bico com leves sugadas, ao colocar o outro para fora e que ele foi sugar, eu reclamei pelo bico estar dolorido. Isso por causa do apertão daquele monstro, era isso que ele era ao me fazer sentir dor daquela forma e por causa dele, eu estava com resquícios de dor de cabeça.
—O que foi? Perguntou ele me olhando e olhou para os meus seios, a garagem estava toda iluminada e mesmo o carro sendo filmado dava para ele ver, só quem estava do lado de fora é que não via nada do lado de dentro do carro. –Seu seio está vermelho bella! Que diabos é isso? Perguntou ele preocupado.
—Alergia ao meu sutiã de renda, causou-me coceiras e ficou assim sensível.
—É verdade isso?
—É sim, agora continue.
Voltamos a nos beijar e meu seio esquerdo foi esquecido pelos lábios dele. Jake colocou uma camisinha e fizemos amor devagar para não sacudir o carro. Não queríamos dar o que falar para o nosso amigo e para minha cunhada. Eu no meu íntimo tinha certeza que o melhor seria me afastar de jake, eu não queria colocá-lo em perigo por mais que isso nos magoasse. Ele não tinha culpa e nem eu, então eu me afastaria...
Seus movimentos se tornaram constantes ao sentirmos que o prazer estava bem próximo e ao gozarmos em segundos diferente, nos beijamos demonstrando o quanto nos gostávamos. Fizemos uma horinha ali e eu ao olhar a hora no meu celular, faltava dez minutos para as seis da manhã.
—Vou embora bella, o pessoal também já quer ir.
—Estou percebendo. Falei olhando para o lado, Roger piscava os faróis do carro dele e jake fez o mesmo.
—Te levo até o elevador.
—Ok.
Saímos do carro depois que nos ajeitamos e acenei para o pessoal do carro ao lado, eu não estava vendo-os, mas quando eu acenei o vidro foi arriado no lado do carona.
—Tchau cunhadinha. Falou Juana sorrindo e estava com a cara de quem andou levando uns bons amasso.
—Tchau. Falei acenando para os dois.
Jake foi comigo até o elevador e nos beijamos ali antes de eu entrar no mesmo.
—Bom descanso. Falou ele de forma carinhosa.
—Obrigado e vá direitinho para a sua casa.
—Pode deixar.
Demos um selinho e eu entrei no elevador, acenei antes das portas se fecharem e só aí é que eu fui deixar as minhas lágrimas rolarem de verdade.
Ao entrar em minha casa fui direto para o meu banheiro e me despi, na lateral da minha coxa estava com um vermelhão e meu rosto estava levemente vermelho. Acho que um pouco de base ali disfarçaria. Sorte foi os meus pulsos estarem levemente vermelhos, mas só eu perceberia.
Tomei o meu banho e fui até a cozinha tomar um analgésico, mesmo tendo tomado bebida alcoólica eu teria que tomar, aquele vândalo puxou os meus cabelos por demais. Acho que a aspirina me aliviaria.
Voltei para o meu quarto e liguei o ar, deitei em minha cama apenas de calcinha e sutiã. Cobri-me e deixei as lágrimas rolarem mais ainda, eu sentia que algo bem ruim estava para acontecer e as palavras daquele homem soavam bem verdadeiras. Se ele queria me assustar e me deixar com medo, ele havia conseguido.
Eu só sentia pelos meus amigos e pelo o meu namorado que pagaria o pato caso eu não me afastasse deles.
—Por que disso tudo? Eu me perguntava a todo o momento antes de eu pegar no sono.
CONTINUA........
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