Solares
38 Capítulo 38
BELLA.....
Final do capítulo anterior.
Continuei relaxando e quando me dei por satisfeita um tempo depois, eu saí da banheira e a esvaziei. Fui para o boxe me lavar com água pura e logo saí para me secar. O frescor em meu corpo era sensacional e fui até o closet vestir a mesma camisola vermelha que eu havia colocado para dormir ontem. Voltei para o quarto e peguei a bandeja sobre a cama, após pegá-la eu me acomodei ficando com as minhas costas apoiada na cabeceira e comecei a comer tranquilamente.
O suco estava um pouco forte e com certeza eu apagaria depois. Comi as torradas e ao terminar de comê-las, eu comi uma banda de mamão. Fiquei satisfeita e parei de comer, fui lavar a minha boca e de lá eu fui até o closet vesti um robe.
Após vesti-lo, eu voltei para o banheiro e penteei o meu cabelo devagar. Eu me olhava no espelho enquanto me penteava e estava feliz que o meu cabelo estava crescendo rápido. O penteei todo para trás e depois coloquei a escova sobre a pia, passei a mão em meu cabelo extra liso e saí do banheiro.
Caminhei até a cama e peguei a bandeja, eu a levaria para a cozinha. Caminhei na direção da porta e.....
—Irá descer com esses trajes? Já viu como esse robe é transparente e sua camisola é indecente?
—Não há segurança aqui dentro e não está tão indecente assim.
—Há centenas de homens em volta da casa.
—Exageradooo! Não há janelas por onde eu irei passar Edward e a minha estadia na cozinha irá ser rápida.
—Não me agrada você descer assim, sabe disso. Já conversamos a respeito do seu modo de se vestir.
—Às vezes eu sinceramente não o entendo. Você está fazendo papel de homem ciumento, mas eu sei que não há espaço para isso no meio de nós. Estou decente, mas as minhas roupas a maioria das vezes não o agrada. Qual o seu problema Edward?
—Olhe-se no espelho, verá qual é o meu problema.
—Não irei trocar de roupa, sinto muito em desapontá-lo! Não foi ontem e nem será hoje que algo que eu venha fazer de bom, ou me vestir e qualquer ação de boa intenção minha irá lhe agradar. Não importa como eu me visto e não devia se importar tanto! Falei o olhando séria e saí do quarto.
Fechei a porta e desci a escada devagar, tuquinha ao me ver descendo se aproximou da escada. Ela ficou latindo e alguém na certa a desceu, com isso eu olhei na direção da sala e vi Victória molhando a planta que ficava no canto. Lembrei que eu já fiz muito disso e segui para a cozinha. Mary estava preparando a comida quando eu entrei e fui até a pia lavar a louça que eu sujei. Guardei o cacho de uva intocado e lavei a bandeja.
—O que está fazendo de gostoso para o almoço Mary?
—Para você, eu estou fazendo uma sopa bem levinha. Com peito de frango cortadinho em cubinho e legumes.
—Adoro! Mas eu estou sentindo um pouco de sonolência por ter acordado cedo demais. Logo o efeito do suco começará a me atingir também e juntará a fome com a vontade de comer.
—Eu devo lhe chamar para o almoço caso você durma?
—Não, não me chame. A doutora disse que era para eu dormir e relaxar o quanto eu quisesse. Piora por Edward estar em casa hoje, então eu prefiro dormir. É uma fuga na verdade.
—Tudo bem.
—Obrigado por limpar aquela sujeira amiga, não é paga para isso.
—Desencana, era apenas leite bella.
—Eu sei, mas é nojento.
—Não pense mais nisso, agora vá descansar um pouco.
—Irei dormir no porão.
—Isso só demonstra que está fugindo. Se você quer evitar brigas, vá para o seu quarto e ignore-o.
—É essa a intenção.
—Outra em seu lugar já teria aprontado pra valer. O que você fez com as roupas e o carro dele ainda foi leve em vista do que ele te fez.
—Isso é, mas não é o meu perfil ser má Mary.
—Não se preocupe, já ficou claro isso. Disse ela passando a mão em minha barriga. –Está bem grande.
—Está sim e não vejo a hora dela nascer.
—Hoje você se arrepende de não ter interrompido a gravidez?
—Para ser sincera, eu já a amo, mas tem horas que eu me arrependo sim. Tenho certeza que seria diferente e eu poderia não estar mais aqui. Viva ou morta, eu quero dizer.
—Tudo seria mais fácil.
—É verdade. Estou cansada disso tudo Mary e eu não sei se o Edward tem mais jeito. Sua ação é tão covarde e ele nem se importa. Não sente pena por eu ser uma mulher indefesa, sem culpa e sozinha no mundo. Olhando bem a minha situação hoje em dia, eu sou uma mulher sem grana Mary. Eu não tenho condições de criar uma bebê sozinha e nem terminei os meus estudos ainda. Eu não tenho uma profissão e você sabe como é difícil entrar no mercado de trabalho sem experiência. Não quero ter que ficar dependendo deles, por isso estou tomando certas medidas. Falei as últimas palavras ainda mais baixinho.
—Está casada com um homem rico e se você tiver jogo de cintura, pode conseguir o que quiser na mão do seu marido.
—Grande coisa, não quero o dinheiro dele.
—Pode parecer ironia da minha parte, mas tenta conquistá-lo. Sei que você gosta de sair e se sentir livre, pode conseguir isso tudo e até mais se conseguir conquistá-lo. Tem razão em ser durona por tudo que viveu.
—Depois de tudo que eu passei?
—Não vai poder remoer isso para sempre, tente mudar e esquecer as coisas ruins. Conquiste o seu marido, não lhe resta mais recursos e você sabe disso.
—Não sou interesseira Mary! Eu não fico com um homem por causa do dinheiro dele, eu pelo menos preciso sentir algo.
—Sei que ele a ama e ontem, era visível o quanto estava mordido de ciúmes. Mesmo assim da forma dele, ele a perdoa.
—Amor à base de gritos e me mantendo em cárcere privado? Uau! Quanto amor.
—Um dia você acreditará em mim, não precisa ser hoje. Falou ela indo para perto da pia e eu cocei a minha cabeça estando pensativa. –Ele é inseguro em relação a você e por você odiá-lo. Por amá-la de verdade, mesmo a castigando após lhe ver beijando o seu ex, ele a deixou livre novamente. Para tolerar esse tipo de coisa, é preciso passar por cima do orgulho e ele passou. O modo dele se comunicar com você não é perfeito, existem feridas abertas e que para ele está sendo difícil fechar.
—Para mim também está. Falei me virando para o outro lado, na verdade eu não sabia o que pensar.
—Sei disso e não estou o defendendo. Eu não poderia fazer isso contigo e me lembrando da forma que ele era antes, o patrãozinho é um cara legal.
—Pura bobagem!
—Se apaixonaria de primeira se o conhecesse antes disso tudo.
—Não sou de me apaixonar fácil!
—Pura bobagem e continue enganando a si própria. Disse ela balançando a cabeça que não e sorriu.
—Ele disse que eu preciso aprender com as prostitutas para ser uma mulher de verdade.
—O quê? Perguntou ela colocando a mão na boca. —Ele se refere a sexo?
—Não. Eu nessa parte me garanto. Ele disse que eu sou infantil e falou que eu precisava aprender com as prostitutas. Isso por eu acusá-lo que já levou várias delas para a cama e aí ele disse que eu poderia falar delas, mas que eu teria que aprender e muito com elas e aí talvez ele se dava um pouco melhor comigo. É mais ou menos isso.
—Amadurecer você tem mesmo. É jovem demais e sempre teve tudo na mão, mas agora você tem que aflorar e ter atitudes de mulher.
—Detesto quando me chamam de criança Mary.
—Não me leve a mal e se lembre que eu quero o seu bem.
—Sei disso. Então me aconselha a fazer vista grossa e fingir que nada aconteceu?
—Para o seu bem star daqui para a frente, sim.
—Entendo, mas eu seria extremamente falsa comigo mesma.
—Aprenda a viver, só você pode dar uma guinada na sua vida.
—É você tem razão.
—Agora suba e fica na sua. Seja astuta.
—Pode deixar. Falei sorrindo levemente e saí da cozinha.
Caminhei devagar pelo corredor digerindo tudo que Mary falou para mim e subi. Fiquei em frente à porta por uns segundo pensando e resolvi abri-la.
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Vi Edward se arrumando no banheiro e fechei a porta do quarto após entrar o olhando. Ele estava com uma calça jeans, blusa social branquíssima dobrada até o meio do braço e sapato social. Resumindo, ele estava muito bem e eu o reparava na minha. Tirei o meu robe continuando a olhá-lo e ele olhou na direção da cama me vendo ali, mas me ignorou e continuou se arrumando e começou a pentear o cabelo dele. Coloquei o meu robe sobre a cama e pela televisão estar ligada ainda, eu me sentei sobre o lençol.
Resolvi me deitar e comecei a acariciar a minha barriga. Aquele canal não estava me agradando e peguei o controle para colocar em outro canal.
Eu me perguntava aonde ele iria. Talvez ele iria se encontrar com outra mulher, afinal, nós estávamos brigados como sempre e o olhei. Eu o avaliava e me deitei de lado para facilitar a minha observação. Não tinha cabimento esse homem me amar da forma que Mary e as outras afirmavam. Eu não sabia mais o que pensar e continuei o observando.
O delicioso cheiro de seu perfume veio até a mim após ele borrifá-lo contra o próprio corpo e depois ele saiu do banheiro estando impecavelmente perfeito. Eu o reparava e suspirei ao olhar para o lado rapidamente. Edward foi para o closet e não me deu mais vontade de assistir televisão, então eu a desliguei. Continuei deitada de lado e olhava na direção da porta do closet, com isso eu fui sentindo o sono chegando.
Minutos depois ele saiu de lá todo aprumado. Reparei o cordão de ouro em seu pescoço, o mesmo estava camuflado pouca coisa pela blusa. O rolex que ele havia colocado no pulso e a aliança de casamento em seu dedo anelar esquerdo, ambos brilhavam por serem do mesmo material. Ao vê-lo indo para o banheiro novamente, eu me sentei na cama e continuei o olhando. Ele dava os últimos retoques e na minha opinião, estava mais que bom.
—Edward. Eu o chamei.
—O que foi? Perguntou ele sem me olhar, foi de propósito.
—Estou te chamando.
—Eu já respondi. Falou ele olhando para o espelho e não para mim.
—Quando eu falo com uma pessoa, eu gosto que ela fale olhando para mim.
—Não deve ligar para isso se tratando de mim, tem o outro que te dar melhor atenção. Ele é tudo de bom para você.
—Não há essa de “outro homem” Edward.
—Diga o que você quer? Perguntou ele finalmente me olhando e eu me levantei da cama. Fui até ele e parei bem a sua frente sem me sentir intimidada.
—Aonde você vai?
—Andar por aí. Disse ele me olhando e passou a mão no cabelo.
—Esse sarcasmo todo é por causa de ontem ainda? Eu não estava com o jake Edward.
—Já até esqueci, não é importante para mim, mas sei que era um homem dentro daquele maldito carro.
—Parece ser mentira quando você diz que não se importa e fala da boca para fora.
—Como pode falar com tanta convicção?
—Estou deduzindo............. e .............. não é da minha conta. Falei me virando e voltei para o quarto, eu não queria fazer papel de ridícula à toa.
Deitei-me na cama e me acomodei no travesseiro. Eu sabia que ele estava remoendo a nossa briga de ontem ainda e na ideia dele havia outro homem. O do carro, por exemplo. Eu não iria pressioná-lo, eu deixaria o barco correr.
Edward apagou a luz do banheiro e veio para o quarto.
—Estou indo. Falou ele pegando a chave do carro e o celular que estavam sobre o criado mudo.
—Divirta-se. Falei virando para o outro lado da cama e dei as costas para ele. –Sua mãe não está em casa.
—Ela está na casa da minha tia. Disse ele parando no meio do quarto e eu o olhei.
—Ela dormiu lá?
—Não. Ela foi para lá hoje, meu pai a deixou lá.
—Eles devem ter ficado no apartamento.
—Lá mesmo. São um casal de verdade, eles se amam. Gostam de ficar sozinhos às vezes e não vejo nenhum mal nisso.
—Não discordo do jeito de ser deles, que continuem assim. Carlisle é um cavalheiro, é outra patente de tratamento. Nem todos os homens são assim.
—Claro que não são. Isso é quando a mulher faz por onde.
—Tudo bem Edward, é melhor você ir.
—É eu irei, não posso deixar que fiquem me esperando.
—Então.....não..... deixe. Falei com um pouco de dificuldade e fechei os meus olhos, seria melhor.
—Não irei almoçar aqui, comerei fora.
Não o respondi e continuei de olhos fechados, nisso eu escutei a porta ser aberta e logo a seguir ser fechada. Fiquei pensativa por longos minutos e uma hora depois o sono me levou.
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Às 18:05min da tarde.
Despertei do nada e me movi cheia de preguiça. Espreguicei-me devagarzinho e senti a minha bebê mexendo pra valer, chegou a me incomodar só um pouquinho e massageei o local. O quarto estava escuro e me sentei na cama, estiquei o meu braço e acendi o abajur. Na mesma hora o meu estômago roncou e sorri, eu estava morta de fome e me levantei da cama. Olhei para o relógio e marcava 18:07min da noite.
Para eu tirar esse ar de sono e cheiro de cama, eu fui direto para o banheiro e tomei um banho rapidinho. Saí para me secar e lembrei das palavras de Mary novamente. Agora elas martelavam em minha cabeça, mas era custoso eu acreditar na possibilidade de ser ciúme o que Edward estava sentindo de mim. Eu estava confusa em relação a isso e as atitudes dele olhando bem, e tirando a película do ódio dos meus olhos, era realmente de uma pessoa com sinais de ciúme meio que doentio. A sua loucura em pôr defeitos em minhas roupas, mas não.....
—Será? Perguntei para mim mesma ao me secar. –Edward não gosta de mim. Falei em voz alta e terminei de me secar.
Passei um pouco de colônia e depois eu passei óleo em minha barriga. Penteei o meu cabelo que estava sob o efeito da escova ainda e o coloquei de lado, ficou sexy dessa forma. Fui para o closet escolher o que vestir e chegando lá, eu mexi nas roupas e escolhi um vestido preto de alcinhas fina. Ele era coladinho em meu corpo e ia até a metade das minhas coxas. Muito bonito até e calcei uma sandália baixinha.
Olhei-me no espelho e eu estava muito bem. Depois da produção, eu arrumei a cama e ajeitei o banheiro, eu não deixaria nada bagunçado. Saí do quarto e fechei a porta.
Cheguei no primeiro andar e a luz da sala estava apagada, estranhei por Esme não estar ali e fui para a cozinha. Chegando lá, eu vi Mary preparando a janta e Victória a ajudava.
—Oi pessoal. Eu as saudei.
—Boa noite senhora. Falou Victória picando o tomate.
—Olá bella. Falou Mary sorrindo. –Dormiu bem hein!
—Bastante. Cadê todo mundo?
—O patrão ligou e disse que chegaria por volta das 19h junto de dona Esme. Já o patrãozinho não ligou e nem falou nada antes de sair.
—Ok.
—Está bonita. Falou ela me avaliando.
—Sair da rotina, há tantas roupas intocadas no closet.
—Tem razão.
—Irei comer algo, estou faminta.
—Sua sopa está pronta.
—Irei tomá-la, mas não agora e sim na hora da janta. Vou tapear com uma fruta.
Fui até a fruteira e peguei uma maçã, mas desisti de comê-la e abri a geladeira. Peguei o pote contendo mamão picadinho e fui pegar uma vasilhinha para eu comer um pouquinho.
Tornei a colocar o pote na geladeira e fui para o quintal, a noite estava estrelada, mas havia nuvens no céu. Voltei para dentro por estar um pouco frio e fui para a sala, liguei a televisão e me sentei no sofá.
.
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Às 19:20min.
Eu estava distraída quando escutei a voz de Carlisle e Esme. Sorri para mim mesma e me levantei, fui até eles que acabavam de entrar na sala e abracei a Esme.
—Como vocês estão?
—Bem querida e você? Perguntou-me Esme.
—Melhor agora.
—Eu digo o mesmo. Falou Carlisle.
—Como foi na consulta hoje?
—Está tudo bem, graças a Deus.
—Ficamos felizes. Falou Carlisle.
—Que bom!
—Mary irá servir a janta daqui a pouco.
—Não irão esperar o Edward?
—Ele não chegará agora, foi para o bar com uns amigos.
—Como sabe?
—Ele me ligou.
—Ele cobra de mim, mas veja, parece até um adolescente em busca de aventuras! Falei chateada.
—Ele sempre fez isso, ele se reúne às vezes com os amigos para colocar o papo em dia.
—Eu não acredito Esme, desculpe. Ele está com raiva de mim por causa de ontem, sei que ele fez de propósito e quer pagar na mesma moeda. Isso na cabeça dele porque eu não estava fazendo nada demais!
—Se acalme filha.
—Tudo bem, vamos nos sentar. Vocês irão comer agora?
—Agorinha, estamos cheios de fome.
—Eu também. Falei me sentindo bem chateada. –Vou até a cozinha e falarei para Mary nos servir.
—Pode deixar filha, eu irei. Falou Carlisle se levantando do sofá e nos deixou a sós.
Após Carlisle sair da sala.
—Estou cheia de fome.
—Eu também. Meu marido foi me buscar na casa do irmão e não ficamos para a janta. Queremos comer aqui.
—Entendo.
—Então vocês já estão brigados novamente?
—Sempre estamos brigados Esme.
—Não se emaranham sob os lençóis dessa forma né?
—Aí é diferente.
—Sei. Disse ela pensativa.
—Não estamos tendo esse tipo de contato nesse momento. Falei baixinho. –Não tem clima e Edward está com outra mulher.
—Tem certeza disso filha?
—Tenho certeza Esme. Ele saiu todo arrumado e disse que não podia deixar a pessoa esperando. Sei que ele está com outra na rua e ele ao me sequestrar já tinha outra mulher. Eu sei que estraguei tudo e tenho a plena consciência disso.
—Sinto muito e deixe comigo. Tem certeza disso?
—Tudo bem e eu tenho a total certeza sim.
—Não fique se agitando.
—Juro que não, estou bem zen nesse momento. Sendo que não é certo ele sair com outras mulheres e ficar desconfiando à toa de mim.
—Não se preocupe filha.
Carlisle voltou da cozinha com duas taças de vinho e entregou uma delas a Esme. Conversamos a respeito de outras coisas e logo as meninas vieram pôr a mesa. Nos sentamos e fomos servidos, inclusive a Mary trouxe a minha vitamina e a sopa que ela fez para mim estava deliciosa.
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Às 22:47min.
—Bem filha, nós iremos subir. Falou Esme já alegre pelas três taças e meia de vinho.
—Tudo bem, durmam com Deus. Logo eu irei subir também.
—Acho que as meninas já foram dormir. Falou ela se referindo as arrumadeiras.
—É, elas já foram sim.
—Boa noite.
—Boa noite. Falei os acompanhando até a escada e eles subiram.
Voltei para a sala e desliguei a televisão. Apertei o botão que desceria as proteções e as mesmas desceram, depois apaguei a luz da sala e fui até a cozinha beber água. Após bebê-la eu subi e abri a porta do quarto, após eu fechá-la fui para o closet e vesti uma camisola sexy ao meu ver. Meus seios ficaram pulando por estarem cheios e os ajeitei, mas não adiantou muito. Escovei os meus dentes, depois me aliviei e após me assear bem, eu fui me deitar. Deixei apenas a luz do abajur acesa e fiquei na minha escutando o som que o ar condicionado fazia. Logo o sono chegaria, eu estava dormindo à toa mesmo.
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Às 23:26min.
Eu estava quase dormindo quando a porta do quarto foi aberta e continuei na minha de olhos fechados. Percebi que os passos dele foram cautelosos de propósito e escutei quando o interruptor da luz do banheiro fez um leve click ao ser pressionado. Momentos depois o chuveiro foi ligado e ele tomou um banho que julguei demorado.
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Um tempinho depois o chuveiro foi desligado e escutei o leve ranger da porta de vidro do Box, ele havia acabado. Abri os meus olhos rapidamente e tornei a fechá-los, ele escovava os dentes estando bem distraído.
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3min depois.
Eu abri os meus olhos outra vez bem devagar e ele secava o cabelo com a toalha. Edward começou a deslizar a toalha pelo corpo malhado e após se secar bem, ele vestiu o roupão somente e tornei a fechar os meus olhos correndo. Ele sairia do banheiro, pude deduzir e veio se deitar. Eu fiquei paradinha na minha e sem querer o meu coração já estava disparado em meu peito. Senti a cama afundar ao meu lado, mas ele não veio mexer comigo e apagou a luz do abajur.
Edward se acomodou melhor sob os edredons pelo o ar estar gelando bem e ficou quieto na dele, fingi me mover e ele se moveu afastando-se um pouco mais de mim. Não levei em conta essa reação dele e abri os meus olhos só enxergando a escuridão a minha frente. Permaneci na minha e depois que ele chegou, o meu sono não estava querendo dar as caras mais.
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Madrugada de terça feira, 24 de março.
01:26min da manhã.
Eu não estava conseguindo dormir e isso estava sendo um saco. Edward pelo visto já dormia por não ter se mexido mais após se deitar e eu nada, acabou que me deu muita vontade de fazer xixi.
Acendi a luz do abajur e me sentei na cama, o ar estava congelando e peguei o controle sobre o criado mudo para diminuir a intensidade. Após diminuí-lo eu me levantei e não olhei para trás, fui direto para o banheiro me aliviar e me aliviei com vontade. Asseei-me, dei descarga e fui lavar as minhas mãos. Ao olhar para o quarto vi que Edward dormia a sono solto e devia estar cansado. Sequei as minhas mãos e apaguei a luz do banheiro, saí do mesmo e desceria para beber um pouco de água. Caminhei até a porta e a abri, depois que eu saí a deixei entre aberta para diminuir o frio do quarto mais um pouco. Tuquinha havia acordado e ficou latindo ao me ver, ela latia alto e piorava pela casa estar silenciosa. O eco era imenso ao redor
—Quieta tuquinha! Fica quietinha! A reprovei e ela continuou latindo.
Em uma tentativa de fuga, eu desci a escada devagar e parece que ela se aquietou. Fui andando em marcha lenta pelo corredor e chegando na cozinha, eu acendi a luz.
Olhei tudo em volta e a cozinha estava impecável, o que Victória tinha de sonsa, ela tinha de asseada. A sede estava me atacando e peguei um copo no armário, depois peguei a garrafa de água na geladeira e matei a minha cede.
Após guardar a garrafa e lavar o copo, eu decidi me sentar um pouco na cadeira e me curvei sobre a mesa, eu estava voando em pensamentos e perdida demais.
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20min depois.
Eu continuava debruçada sobre a mesa e já sentia as minhas pálpebras pesando. Pisquei algumas vezes e levantei a minha cabeça, eu não aguentaria nem mais um minuto ali e me levantei. Apaguei a luz e subi.
Empurrei a porta do quarto bem devagar e entrei, olhei na direção da cama e me surpreendi por Edward estar acordado e deitado de barriga pra cima.
—Acordou? Perguntei me aproximando da cama.
—A cachorra latindo, você não fechou a porta de tudo e acabei acordando. Falou ele me olhando e seu olhar varreu todo o meu corpo.
—Desculpe-me por isso. Falei me deitando ao lado dele e apaguei a luz. –Volte a dormir.
—Irei tentar né.
—Sei que está cansado, então vá dormir!
—Por que está dizendo que eu estou cansado?
—Ficou obvio demais para mim o que você estava fazendo por aí.
—O que, por exemplo? Deu para querer ficar adivinhando igual a minha avó Ana?
—Em muitas coisas ela está certa! Por favor, eu quero dormir! Vá dormir e me deixe quieta!
—Não ficarei perdendo minutos e segundos de descanso por causa das suas neuras Isabella.
—VOCÊ É UM SAFADO E MENTIROSO!
—Não precisa ficar gritando! Agora me deixe dormir! Disse ele normalmente e se virou para o outro lado.
—Você não presta mesmo, não vale nada! Falei deixando as lágrimas rolarem e apaguei a luz do abajur.
—Não irei convencê-la do contrário, você já tem a sua opinião formada e eu tenho a minha.
Deixei pra lá e fiquei na minha. Vez ou outra eu secava uma lágrima que escorria e fiquei rezando para eu dormir logo, mas o meu sono estava custando a vir por causa do stress.
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Às 03:39min da manhã.
Eu ainda estava acordada e me virei de barriga pra cima. Olhei a hora e já estava bem tarde, horinhas a mais logo amanheceria. Acho que dormir, eu não dormiria mais mesmo e acendi a luz do abajur. Olhei para o lado e Edward dormia, não pensei muito e me levantei. Fui para o closet, me troquei e coloquei um short e uma blusa de alça. Voltei para o quarto e abri a porta, voltei na direção da cama e desliguei o abajur.
Saí do quarto e desci, passei apressada pelo corredor e cheguei na cozinha. Acendi a luz e fui abrir a porta, depois eu apaguei a luz de volta e saí indo para o quintal.
—Tudo bem senhora? Perguntou-me um dos seguranças.
—Está sim, não se preocupe.
—Sem querer me meter, mas o patrão sabe que está aqui fora há essa hora?
—Se você fala a respeito de Edward, a resposta é não. Agora com licença. Falei me afastando dele e os outros três ficaram me olhando caminhar pelo quintal.
Fui à direção do portão e sem falar nada, o segurança o abriu e olhei para o mar. Estava um ventinho frio, mas não estava tão ruim assim e comecei a caminhar pela areia. O mar como sempre calmo, eu o observava e continuei caminhando, caminhando e caminhado.
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30min depois.
Eu já estava bem longe e onde à claridade da mansão não iluminava a areia. Eu estava bem distante na verdade e me sentei na areia, o ventinho que se chocava em minha pele era renovador e a luz da lua iluminava levemente o local. Sem me importa eu me deitei de barriga pra cima e fiquei olhando as estrelas estando pensativa demais.
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Às 05:18min.
Estando deitada ainda, eu sentia o meu sono se apossando de mim e eu já piscava bastante. Eu não voltaria para dentro e fui deixando o sono me levar. Acabei dormindo ali na areia mesmo.
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Às 05:55min.
—Isabella, acorda. Chamava-me alguém e não reconheci a voz de primeira. –Isabella, anda acorde. Chamava-me......Edward.
—O que você quer? Perguntei abrindo os meus olhos.
—Aqui não é um lugar ideal para se dormir.
—Não importa, eu quero ficar sozinha e longe de você! Deixa-me sozinha!
—Iremos entrar agora.
—Não manda em mim e eu. Não. Irei. Entrar. Agora!
—Iremos sim, se levante dessa areia agora ou eu mesmo irei tirá-la daí!
—Não quero entrar agora! Vá e me deixe aqui!
—Pare de palhaçada, mas se acha que estou me importando para as suas infantilidades, está enganada!
—Se faço o papel de criança, parece que isso não tem peso quando você me procura em sua cama. Não deve se lembrar disso. Segundo, eu não sou infantil e saiba diferenciar atitudes infantis para a atitude de uma mulher profundamente magoada e que está vivendo de favores. Não ligo para as suas suposições Edward e viva a sua vida. Se eu já disse que ficarei aqui, é porque eu ficarei aqui e está acabado!
—Pois bem, que fique aí então! Após falar, ele me deixou ali sozinha.
Eu estava cansada e não olhei na direção dele, permaneci olhando para o céu e não demorou muito para eu tornar a dormir.
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Às 10:30min da manhã.
Acordei com o sol queimando a minha pele e abri os meus olhos, isso os incomodou um pouco e tornei a fechá-los. Sentei-me e coloquei a mão sobre os meus olhos, aos poucos eu fui os abrindo e olhei tudo em volta, inclusive o céu que havias bastante nuvem, mas as mesmas não bloqueavam o sol. Acho que havia uma grande possibilidade de hoje chover. Levantei-me com facilidade e me espreguicei, com essa atitude uma boa quantidade de areia caiu do meu cabelo. Lembrei que o Edward veio me acordar e que brigamos, isso não era novidade e me deixou um pouco mal. Eu estava me sentindo bem faminta e decidi voltar. No trajeto da volta eu andava um pouco devagar, eu não queria me precipitar e acabar me prejudicando, então mesmo estando distante, eu andei devagar.
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Um tempinho depois.
Um dos seguranças abriu o portão e eu entrei. Andei de cabeça erguida pelo quintal e parei na porta da cozinha avistando Mary ali na cozinha.
—Bom dia. Falei entrando com os meus pés descalços.
—Bom dia. Falou ela estranhando.
—Dormi fora. Falei sorrindo levemente, pois o meu humor não estava dos melhores.
—Estou percebendo.
—Por favor, eu desejo o meu café da manhã Mary e estou com um desejo imenso de comer aquela salada de frutas que você faz e coloca leite condensado.
—Pode deixar, irá comê-la. Lá em seu quarto ou na sala?
—Pode ser em meu quarto. Edward já saiu?
—Não o vi ainda, estou achando bem estranho. Deve estar dormindo ou então saiu bem cedo.
—Pode ser. Agora eu irei subir.
—Já, já eu levarei o seu café da manhã.
—Ok.
Saí da cozinha e subi. Abri a porta do quarto, o mesmo estava vazio e fui para o banheiro tomar banho. Tirei a minha roupa no Box e um pouco de areia caiu no chão, mas não me importei e coloquei a minha roupa no lado de fora. Liguei o chuveiro e comecei a me ensaboar. Em vez de eu ficar pensando nos problemas, eu resolvi relaxar sob a água e lavei finalmente o meu cabelo.
Após eu tomar um banho demorado, eu saí para me secar. Sequei bem o meu cabelo e logo após eu escovei os meus dentes, a seguir eu me aliviei com vontade e me asseei. Lavei as minhas mãos e saí do banheiro estando enrolada na toalha, entrei no closet e pude reparar claramente que faltavam algumas peças de roupa nos cabides. Estranhei, mas deixei pra lá e peguei um vestido soltinho para eu colocar. Após eu vestir a minha calcinha, eu o coloquei.
Estando no quarto novamente, eu me sentei na cama e liguei a televisão. Eu sentia que algo estava errado, mas não o que exatamente e Mary bateu na porta. Ela havia trago o meu café da manhã e colocou a bandeja bem a minha frente.
—Está aí a sua salada de fruta e coma as outras coisas também.
—Pode deixar.
—Parece que o patrãozinho saiu mais cedo mesmo.
—Ele deixou na área de serviço algumas roupas para serem lavadas?
—Estive lá e não vi nada, nem dentro da máquina havia peças de roupas. Por quê?
—Não é por nada. Falei pensativa.
—Algum problema?
—Nenhum.
—Não seguiu os meus conselhos não foi?
—Tentei e estou tentando, mas há muitas coisas erradas Mary.
—Não adianta te dar conselho, entra em um ouvido e sai no outro Isabella.
—O que quer que eu faça? Ele é difícil também e o meu orgulho implica um pouco.
—Não darei mais conselho, agora coma em paz. Eu descerei para preparar o café da manhã de Esme, ela logo acordará.
—Ok. Falei estando um pouco chorona.
Mary saiu do quarto e coloquei a bandeja de lado, sem poder me conter eu deixei as lágrimas rolarem. Só havia dois caminhos a serem seguidos. Ou eu desistia disso tudo, ou eu esqueceria de tudo que eu passei e passava uma borracha em cima disso tudo. Eu juro que queria viver um pouco melhor, mas de ambas as partes surgiam acusações. O pior de tudo era Edward querer me dominar e impor as suas vontades em minhas roupas. Afirmou que queria eu longe dos homens e cismou com o jake, definitivamente isso não era normal. Mesmo sendo impossível, eu acreditava que existia algo de errado em relação a essa implicância toda e não parei para perceber com mais clareza. Edward era tosco demais e insuportável para se lidar, pelo menos ele era só comigo e suas palavras me feriam muitas das vezes. Isso não vinha ao caso no momento e comi mais um pouco da salada de fruta.
Assim que eu terminei o meu café da manhã, eu me levantei e fui até a janela admirar a paisagem. As nuvens estavam dominando o céu agora e acredito que choveria mais tarde ou a qualquer momento. Pensei na minha dedução em relação ao comportamento de Edward em relação a mim e mesmo que parecendo impossível, o comportamento dele era de um homem enciumado.
—Mas como? Eu me perguntei e senti o cheirinho adocicado no quarto. Fazia um tempo que eu não o sentia e não me importei, continuei na minha e deixei uma lágrima solitária rolar.
Isso não era um bom sinal depois de tudo que aconteceu, acho que era uma piada de muito mau gosto. Há pessoas que afirmam que as coisas acontecem quando menos esperamos, mas se tratando de Edward, era difícil para eu acreditar que existia essa possibilidade. Mas olhando por um ângulo, toda essa implicância poderia mesmo ser algo a mais. Às vezes ele era brando comigo e até tentou levar a lua de mel numa boa, já começava por aí. Ressentida com tudo eu joguei um balde de água fria na nossa primeira vez lá na nossa casa. Era a nossa casa na verdade, ela foi comprada para morarmos lá e essa era uma grande realidade.
—Preciso de uma luz meu Deus. Falei olhando para o céu e saí da janela.
Deitei-me na cama após afastar a bandeja e fiquei acariciando a minha barriga por um bom tempo.
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Às 18h da noite.
Eu estava no quarto de Esme no momento e chovia em Ourinhos, fazia era dias que a chuva não nos visitava. Passei a tarde ali com ela conversando e lanchamos ali também. Nesse exato momento ela estava tomando banho e eu a aguardava.
—Filha. Chamou-me ela.
—Oi. Falei me aproximando da porta do banheiro. –O que deseja?
—Meu brinco caiu, não estou conseguindo achá-lo.
—Posso abrir a porta?
—Entre.
Abri a porta e a vi de roupão. Olhei em volta e o brinco dela estava caído próximo do Box, então eu o peguei e me ofereci para colocá-lo em sua orelha. Saí para ela se vestir e fui olhar da porta de vidro, a chuva caia fortemente lá fora.
Uns minutos se passaram e Esme abriu a porta do banheiro, ela estava vestida de forma casual e mesmo assim a sua roupa estava elegante. Seu cabelo já estava penteado, em seus lábios estava o brilho de um gloss rosa e na verdade ela estava super bem.
—O que achou?
—Sem ser puxa saco, eu acho que está perfeita.
—Que bom! Disse ela sorrindo levemente. –Irei descer filha, deve estar querendo tomar o seu banho.
—Não se preocupe, na verdade eu estou com um pouco de sono, mas irei tomar o meu banho e descerei para jantarmos todos juntos.
—Perfeito. Acredito que falta pouco para o meu marido e o meu filho chegar.
—É sim.
—Chame a Victória para mim filha, por favor.
—Irei sim.
Saí do quarto e desci, fui até a cozinha e pedi a Victória que fosse até o quarto de Esme. Obedecendo-me ela prontamente subiu e Mary me olhou.
Sem ter o que falar, eu saí dali e subi, mas dessa vez eu fui para o quarto de Edward. Tomei o meu banho e coloquei algo confortável, me perfumei com um pouco de colônia e estava bom. Penteei-me e deixei o meu cabelo solto para secar ao natural.
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10min depois.
Saí do quarto e desci. Juntei-me a Esme na sala e logo assim que eu me sentei, Carlisle chegou.
—Boa noite. Falou ele ao se aproximar e deu um selinho na esposa.
—Boa noite amor.
—Boa noite Carlisle. Cadê ele?
—Acho que deve ligar para ele.
—E porque eu devo?
—Ele na verdade disse que passaria alguns dias lá em nosso apartamento. Fica mais próximo da empresa.
—Ah, por mim tudo bem. Obrigado pelo recado.
—Talvez seja melhor assim querida. Você fica aqui e ele lá.
—Aqui é a casa dele e.... lá também é claro.
—Sei que não ficará triste, até dará graças a Deus. Disse ele sorrindo levemente. –Conversaremos depois.
Preferi ficar quieta e Carlisle subiu para tomar banho. Conversaríamos depois e provavelmente era a respeito do nosso casamento. Era envergonhoso levar problemas para eles, mas tudo era tão confuso.
—Não se sinta culpada filha.
—Juro que não Esme, isso só mostra o quanto somos incompatíveis. Eu sempre serei a filha daqueles que arruinaram tudo.
—Não pense assim.
—Não há outra forma de pensar, isso que mais me dói.
—Mais uma vez eu preciso ter uma conversa de mãe para filho.
—Acho que não é uma boa ideia Esme. Edward fala que eu sou infantil e você indo chamar atenção, ele dirá que eu já fiz fofoca. Deixe como está, uma hora ou outra ele voltará. Sei que ele não irá me deixar aqui tão solta e penso dessa forma, pelo o que eu deduzo seja verdade. Se for verdade, só se for realmente verdade.
—E o que é filha?
—Sem querer ser desagradável Esme, eu prefiro me silenciar.
—Tem todo o direito meu bem.
—Obrigado.
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Carlisle desceu após o banho e fomos nos sentar à mesa, pra falar a verdade eu estava sem apetite e Victória começou a nos servir. Com a comida já em nosso prato, eu tomei a minha vitamina e fiquei movendo o garfo na macarronada. Nada da fome vir e, eu estava um pouco frustrada.
—Sem apetite? Perguntou-me Carlisle.
—Estou enjoada. Menti.
—Se não quiser comer filha, não coma.
—Se me deem licença, acho que irei subir.
—Sem problema, nos chame se precisar.
—Tudo bem.
Levantei-me da cadeira e saí da sala. Subi a escada frustrada e entrei no quarto me sentindo derrotada, era envergonhoso essa situação. Eu estava tão envergonhada e dessa vez eu consegui prender as minhas lágrimas, determinada eu fui até o telefone e disquei os números mais que conhecido por mim. Chamou uma, duas, três, quatro, cinco e nada dele atender. Deixei pra lá e desliguei. Eu fui uma tola por ter ligado, mas ao mesmo tempo eu pensava, ele não precisava ter se afastado. Acho que isso não nos facilitaria em nada, muito pelo contrário e eu estava cansada, derrotada e o máximo que eu poderia sugerir era que amenizássemos essas brigas. Por mais que as desgraças nos feriram de forma profunda, brigar para sempre não seria uma solução. Eu estava esgotada sem sombra de dúvida, mas isso não significava o mesmo que ganhar o meu perdão. Eu só desejava amenizar as coisas e conseguiria, era isso que Edward estava tentando em nossa lua de mel. Resolvi trocar de roupa e vesti a minha camisola, ao longe eu escutei alguém bater na porta e vesti o robe rápido. Voltei para o quarto e abri a porta.
—Sou eu querida.
—Pois não Carlisle, diga.
—Pedro me ligou e disse que há um cliente lá de Solares mesmo interessado em seu apartamento. É um casal recém casado e gostaram da localização do seu apartamento.
—Nossa, que bom! Falei sorrindo e sentindo um profundo vazio. Era um misto de alegria e tristeza. –Quero vendê-lo e logo.
—Parece que eles estão dispostos mesmo a comprá-lo e querem conhecê-lo.
—Por mim tudo bem. Diga a ele para marcar com o casal e me avise quando, estou com o meu tempo livre.
—Falarei com ele amanhã.
—Ok.
—Boa noite.
—Boa noite. O saudei.
Fechei a porta do quarto e resolvi escovar logo os meus dentes. Voltei para o quarto e me deitei, por estar chovendo não fazia calor e deixei o ar desligado. Deixei o abajur aceso e tentei relaxar, mas fui interrompida por uma batida na porta.
—Quem é?
—Sou eu amiga.
—Entre. Falei continuando a estar deitada e ela entrou.
—Trouxe um pouco de sopa para você.
—Já até escovei o meu dente Mary, é melhor não.
—Pois eu não saio daqui até você tomá-la. Não comeu nada e trouxe um suco de maracujá também.
—Tudo bem. Falei sem sorrir e me sentei.
Mary posicionou a bandeja a minha frente e comecei a tomar a minha sopa. Estava muito gostosa e quando eu terminei, eu bebi o suco de maracujá devagar. Mary pegou a bandeja e saiu me desejando uma boa noite, já eu tornei a escovar os meus dentes e voltei para a cama. Juro que eu estava me sentindo um pouquinho só melhor por estar com o meu estomago cheio. Acredito que após eu ter bebido aquele suco, ele chamou o meu sono horas depois.
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Quarta feira, 25 de março.
Às 12h do dia.
Acordei me sentindo um pouco dolorida e nauseada, acredito que o stress estava me afetando e continuei deitada. A dorzinha fininha estava me atacando e tentei relaxar o máximo que eu podia. Juro que eu queria vender o meu apartamento, mas vendê-lo depois de todas as aventuras que eu vivi lá, me trazia de certa forma uma tristeza. Seria o melhor, pensei e fechei os meus olhos.
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Às 14:13min.
A cada minuto e hora que se passava, eu não estava sentindo melhoras na minha náusea. Mary veio ver o motivo da minha demora a descer e.......
—Não estou me sentindo cem por cento bem Mary, por isso eu não desci. Falei a olhando assim que ela parou ao lado da cama.
—Quer que eu traga o seu café ou o seu almoço agora?
—Um suco de maracujá.
—Apenas isso?
—É o que vai descer, por isso.
—Tudo bem.
Mary saiu do quarto e eu continuei deitada, comecei a acariciar a minha barriga e permaneci desta forma. Segundos depois ela voltou com o meu suco e o bebi, mas o meu estômago estava o rejeitando e me levantei para ir até o banheiro. Quando eu cheguei lá, eu coloquei todo o suco para fora sob o olhar preocupado de Mary. Sem ter o que colocar mais para fora, eu escovei os meus dentes me sentindo um pouco zonza e tornei a me deitar, definitivamente eu não estava me sentindo bem. Envolvia de tudo um pouco, diria que era uma mistura de sentimentos e olhei para a Mary.
—Não diga nada a Esme, eu não quero preocupá-la à toa. Estou grávida e é normal se enjoar dessa forma.
—Não irei contar.....para ela.
—Obrigado. Falei perdida em pensamentos e olhei para a janela, ainda chovia em Ourinhos. –Não traga nada para eu comer, irei colocar para fora mesmo.
—Ok.
—Preciso ficar sozinha Mary.
—Não pode ficar só, você está sem cor por estar nauseada.
—Sou branca demais e após fazer muita força para vomitar, é normal.
—Vou terminar os meus afazeres, mas logo eu subirei novamente.
—Ta bom.
Fiquei sozinha novamente e o silêncio estava me chamando o sono novamente, acabei apagando sem sentir.
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Às 17:50min.
Despertei do nada estando deitada de barriga pra cima e olhei para o lado, Edward estava deitado ao meu lado e olhava para mim.
—Mas......
—É melhor relaxar. Falou ele normalmente me olhando.
—Tudo bem. Falei sentindo as lágrimas brotando em meus olhos e os fechei, eu não queria bancar a boba.
—Será melhor.
Continuei quieta na minha e por fim eu me deitei de lado para olhá-lo. Edward ligou a televisão e ficou a assistindo, dessa forma ele não me encarava da forma que eu estava fazendo.
—Soube pelo o seu pai que ficaria alguns dias fora.
—Sabe o porquê.
—Você cismou que eu estava fazendo algo de errado com outro homem. Vingou-se me tratando da forma que me tratou, mas eu não irei levar esse desentendimento muito adiante.
—Isso não me interessa mais.
—Não quero continuar com esse clima ruim. Seus pais estão cansados de presenciar os nossos problemas e sei que nada irá mudar. Só iremos brigar cada vez mais se continuarmos desta forma.
—Como assim?
—Em relação ao passado e eu estou envergonhada com essa situação já. Eu estou cansada de passar por situações onde há plateias e isso é desmotivador e constrangedor. Eu não sou esse ser humano extremamente e completamente falho da forma que as pessoas estão pensando. Eu antigamente era uma outra pessoa. Segura, desinibida, sem rancor e extremamente contente. Eu não sabia de nada a respeito dos meus pais e fui completamente inocente. Meus amigos estavam sempre a minha volta e não me julgavam da forma que você faz, pois não havia motivos. Eu não sou esse ser humano que você descreveu e que algumas pessoas acreditaram sem mesmo me conhecerem bem. Não sou uma pessoa frágil Edward e tudo que eu não era antes, eu estou sendo agora. Em função de tudo que eu passei, me tornei essa pessoa a qual você julga infantil, mas está enganado por não ser atos infantis. Eu quero diminuir essa tristeza dentro de mim e isso será um pouco mais fácil acabando com essas brigas. Não quero continuar sentindo essa negatividade que nos envolve mediante a essas brigas. Sei que não tem pena de mim, mas eu juro. Falei com a minha voz afetada do choro repentino. –Eu juro que não quero nada de mal para você, mas sei o quanto você o deseja para mim. Eu já teria atirado. Sei que você é homem, tem os seus gostos e cada um com o seu e.....
—Você mentiu novamente! Quer que eu pense o quê? Era um homem dentro daquele maldito carro Isabella! Quando você me disser à verdade, eu voltarei para cá, até lá eu não irei conseguir olhar para você. Antes a verdade do que a mentira! Não serei feito de bobo novamente, não mesmo!
—Não deveria se importar com quem eu ando, não sou nada para você.
—Pense como quiser, só não nasci para fazer o papel de bobo na frente das outras pessoas!
—Por que não fala mais abertamente para mim?
—Estou falando e não temos mais nada para falar.
—Já está engrossando. Falei tentando me sentar e senti a pontadinha fina em minha barriga. –Hum! Reclamei colocando a mão em minha barriga e permaneci deitada.
—O que há? Perguntou ele colocando a mão dele sobre a minha.
—Não é nada. Já estou acostumada e logo passará. Por que veio mais cedo, foi a Mary quem contou não foi?
—Ela ligou e disse o que você já sabe.
—Poderia ter pedido outra pessoa para ficar aqui comigo, eu não queria lhe chatear.
—Eu tinha que passar aqui de qualquer jeito.
—Tudo bem. Falei tentando me sentar novamente e Edward se afastou, acabei conseguindo e o olhei. –Pode ir se quiser.
—Não precisa me expulsar.
—Juro que não.
Levantei devagar da cama e fui para o banheiro andando quase parando. Escovei os meus dentes e me aliviei, após lavar as minhas mãos eu fui para o closet trocar de roupa. Coloquei uma roupa fresquinha e voltei para o quarto, Edward continuava deitado e tornei a me deitar na cama.
—Vou falar com a Mary para auxiliá-la no que for preciso, irei embora.
—Onde você está?
—Isso não é importante.
—Você cobra de mim e olha o que está fazendo!
—Livrando a minha presença da sua. Não está gostando?
—A sua casa é aqui, não precisa sair por minha causa.
—Vai ser bom assim.
—Vai ser bom para você, já eu estou envergonhada!
—Não precisa se sentir assim. Está casada por causa da gravidez, tem um sobrenome, casa e tudo que precisa.
—Não é o mais importante. Falo me sentir envergonhada por brigar na frente dessas pessoas.
—Deveria se sentir mal é usar uma aliança e andar com outro cara, isso sim é envergonhoso! Ridículo na verdade!
—Você faz o mesmo! Sei que está saindo com outra mulher!
—Não teria problema, ficaríamos quites! Agora relaxe e não se preocupe com algo menos importante.
—Está mentindo Edward, sei que fala da boca para fora.
—Pense o que quiser e vamos terminar esse assunto.
—Isso, pode ir e ficar com ela! Tire a aliança e a jogue fora de uma vez!
—Se comporte ou pode acabar prejudicando a criança à toa!
—Sei que não, pois a bebê está saudável. Só eu que não pôr está doente com essa situação!
Edward se levantou da cama e deitei de forma a não o olhar sair. Um nó se formou em minha garganta e me levantei, abri a porta do quarto e desci me escorando no corrimão. Edward estava sentado no bar e colocava um pouco de bebida no copo.
—Está esperando o que para ir? Vá logo de uma vez e vá ficar com a sua amante!
—Deveria estar descansando lá em cima. É melhor subir e parar com a bobeira!
—Não é bobeira! É a mais pura verdade.
—Irá subir agora. Disse ele se levantando e segurou em meu braço sem por violência. –Agora Isabella!
—Ok. Falei o olhando e subimos a escada devagar.
Edward abriu a porta do quarto e eu fui a primeira a entrar.
—Diz que fica envergonhada, mas é a primeira a descer e armar um circo.
—O problema é que eu não estou transando com ninguém, agora você sim! Não é certo você ficar com outra mulher e vir tocar em mim!
—Isabella, nós iremos dar um fim nesse assunto. Quem errou nessa história foi você!
—Não errei coisa nenhuma Edward.
—Quem era aquele homem? Você mentiu e disse que era uma mulher, mas a câmera pegou bem, e a silhueta era masculina. Pena que não deu para ver o rosto perfeitamente.
—Era uma.......
—Vai continuar mentindo para mim?
—Não quero falar mais a respeito disso Edward.
—Então encubra o seu amante, estou indo. Falou ele se preparando para sair.
—Não precisa sair de casa Edward.
—Se cuida Isabella e só não envergonhe o meu nome.
—Da mesma forma que você faz com a minha pessoa? Não mesmo. PODE IR EMBORA, VÁ LOGO DE UMA VEZ E SÓ ASSIM ME DEIXA EM PAZ.
Edward saiu do quarto e fechou a porta, comecei a chorar feito uma boba e me ajeitei na cama. Meus soluços eram constantes e eu não queria ficar nem mais um minuto dentro daquele quarto sozinha e me lamentando. Levantei da cama e fui para o closet. Peguei algumas peças de roupas e as coloquei em uma bolsa, não seria muito e peguei a minha outra bolsa e as coloquei no chão do quarto. Arrumei a cama e tornei a pegar as minhas coisas, saí do quarto e desci a escada devagar. Pelo visto Edward ainda estava ali, pois eu escutei a voz dele na sala conversando com a mãe e passei direto para a cozinha.
—Aonde vai essa hora? Perguntou –me Mary.
—Diga a Esme que ficarei fora e ligo para ela amanhã.
—O patrãozinho ainda está aqui.
—Estou indo Mary.
—E a sua vitamina?
—Tenho aqui em minha bolsa.
—Tudo bem e se cuida. Na verdade, não deveria ir estando nauseada desta forma.
—Não irei morrer Mary e ligo para você.
—Tudo bem, mas saiba que ficarei preocupada.
—Sei disso amiga e não se preocupe não. Agora preciso ir.
—Ta bom.
Saí da cozinha e garoava agora, a chuva não estava com tanta intensidade mais e avistei o Lima.
—Preciso que me leve até Solares.
—Agora senhora?
—Nesse exato momento. Está com a chave do carro aí?
—Sempre.
—Então vamos.
Fomos para a garagem e ele guardou as minhas coisas na mala do carro. Entrei no automóvel com a sua ajuda e ele deu a volta, após se acomodar no banco, ele ligou o automóvel e apertou o botão que abriria a portão.
Saímos da residência e Lima dirigia um pouco rápido, mas não tão rápido a ponto de me causar medo. Logo chegamos na principal e a estrada estava tranquila, pelo visto chegaríamos rápido.
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.
HORAS DEPOIS.
Às 23h.
Acabávamos de parar em frente ao portão do prédio e estava nublado em Solares também, mas pelo visto a chuva não tinha chegado ainda aqui.
—Pode passar a noite aqui se quiser, está tarde para voltar. Sugeri.
—Acho melhor eu voltar, não há problema.
—Tem certeza?
—Absoluta.
—Você é quem sabe. Boa noite Lima.
—Para a senhora também.
—Obrigado.
Lima deu a volta e abriu a porta do carro para eu sair. O porteiro assim que me viu, ele abriu o portão e me cumprimentou com uma boa noite. Sorrindo eu o cumprimentei e fui para o elevador, lá eu apertei o número do meu andar e as portas se fecharam.
Quando as portas tornaram a abrir, eu tinha chegado em meu andar. Caminhei até a porta do meu apartamento e peguei a chave em minha bolsa, após destrancar a porta eu a abri. Tudo estava normal e entrei, o telefone já tocava em minha sala e eu ao me aproximar, ele parou de tocar. Voltei e fechei a porta, depois levei as minhas bolsas para o meu quarto e acendi a luz.
Minha cama estava arrumada e liguei a televisão, coloquei em um canal qualquer e levei as minhas bolsas para o closet. Após arrumá-las eu retornei ao quarto e fui para a cozinha, havia coisas lá ainda, inclusive no congelador. Acendi a luz e fui olhar o armário, havia mantimentos e peguei o arroz, eu estava faminta por não ter comido nada durante o dia e a minha filha permaneceu quieta durante o dia todo. Peguei um peito de frango no congelador e o colocaria para descongelar, eu faria uma canja bem light pra eu jantar.
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Depois que eu preparei a minha janta, já beirava meia noite. Fui tomar um banho renovador e depois que eu terminei, saí para me secar. Coloquei uma camisola branca de seda com renda na parte dos seios e estava de bom tamanho. Penteei o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo, eu não havia o lavado por já estar tarde e ele estava limpo.
Voltei para a cozinha e tirei um pouco da canja, coloquei um pouco de suco que eu havia preparado e fui para o meu quarto jantar lá. Até a dorzinha que eu estava sentindo melhorou, definitivamente Solares era mesmo o meu lugar, mas agora eu sabia que seria diferente. Seria os meus últimos dias ali e isso me trouxe as lágrimas.
Comi devagar e por eu estar muito faminta, o meu estômago não rejeitou o alimento. Bebi o meu suco e me senti saciada estando na metade dele, mas me lembrei da minha vitamina e fui até o closet pegá-la em minha bolsa. Logo após, eu a ingeri com a outra metade do suco.
Escovei os meus dentes e me aliviei, asseei-me e lavei as minhas mãos. Voltei para o quarto e acendi o abajur, apaguei a luz principal e liguei o ar condicionado. Deitei-me e diminuí o volume da televisão, sei que eu não dormiria tão cedo mesmo e fiquei quietinha na minha.
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Madrugada de quinta feira, 26 de março.
02: 55min da manhã.
Eu ainda estava acordada e assistia um filme de comédia quando ao longe eu escutei o meu telefone tocando. Pensei estar ouvindo coisas e me levantei devagar, abri a porta que estava encostada e não fechada, então constatei que ele estava tocando mesmo. Fui até ele andando um pouco mais rápido e o atendi.
—Alô.
—Estou aqui em baixo, fale para o porteiro me liberar, pois o mesmo me barrou.
—Está tarde Edward. Falei estando bem surpresa.
—Já estou aqui, pede para o homem me deixar subir.
—Tudo bem.
Encerrei a ligação e coloquei a mão em minha cabeça, Edward era mesmo doido. Eu não iria brigar, eu não iria brigar por estar me sentindo bem melhor e fui até a cozinha praticando esse mantra em minha mente. Peguei o interfone e interfonei para a portaria, não demorou nada e o porteiro o atendeu.
—Senhorita Isabella. Falou o porteiro do turno da noite.
—Eu mesma querido.
—Há um rapaz aqui pedindo para entrar. Ele está em Volvo cuja placa é........
—É o meu marido, o deixe entrar. Está tranquilo.
—Então se casou? Perguntou ele surpreso.
—Ele é o pai da bebê.
—Então eu devo deixá-lo entrar sem o barrar daqui para a frente?
—É melhor, grave o veículo dele e o deixe entrar. Passe o recado para o outro porteiro.
—A senhora é quem manda e já o liberei.
—Tudo bem e obrigado.
—Passar bem.
—O senhor também.
Coloquei o interfone na base e olhei em volta, estava tudo arrumado mesmo, menos a minha cama. Aguardei Edward chegar e imaginei o drama que ele faria. Eu merecia.
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5min depois.
A campainha tocou e eu fui abrir a porta me sentindo confiante, respirei fundo e destranquei a mesma. Girei a maçaneta e a abri, Edward estava ali encostado na parede de braços cruzados e não me olhou.
—Veio fazer o que aqui? Perguntou ele se virando para me olhar.
—Aqui é minha casa também, entre. Falei dando espaço para ele entrar.
—Não ficarei, irei embora.
—Você é de maior, não posso impedi-lo, mas de qualquer forma entre.
Edward passou por mim me olhando e eu fechei a porta, depois a tranquei e tirei a chave do trinco. Ele foi até a janela e olhou para baixo através do vidro, depois de uns segundos ele foi até o sofá e se sentou.
—Está acompanhada? Perguntou ele olhando na direção do meu quarto.
—Estou sim, estou acompanhada agora depois que você chegou, mas se duvidar, pode revistar o meu apartamento. Vá em frente.
—Não é da minha conta.
—Se não fosse, não teria perguntado, mas tudo bem. Não devia ter vindo, está tarde demais Edward. Cadê os seus seguranças?
—Lá em baixo.
—Não precisa pegar a estrada agora, fique aqui.
—Na verdade eu vim para te buscar, a sua casa agora é lá!
—Aqui também.
—Não, não é mais.
—Você disse que iria ficar uns dias fora, farei o mesmo. Quem foi que te falou que eu vim para cá?
—Antes de eu ir embora, eu voltei no quarto e não te vi lá. Perguntei a Mary após olhar toda a casa e disse que era para ela me falar à verdade.
—Você não deve fazer isso com ela, a obriga te dar informações.
—Sei que as duas têm um complô.
—Não viaja Edward, ela só quer o meu bem.
—Que seja.
—Já veio brigar comigo novamente?
—Vim buscá-la.
—Deu viagem perdida, ficarei até sábado aqui em meu apartamento.
—Então veio atrás dele?
—Não insistiremos nessa conversa absurda. Você já jantou?
—Já.
—Quer alguma coisa?
—Não.
—Então eu irei dormir. Pode dormir no tapete do meu quarto ou da sala se quiser. Sei que está querendo ficar longe da minha pessoa e dessa forma eu não o incomodarei. Há toalha limpa em meu banheiro, se quiser tomar um banho se sinta à vontade, sei que não se banhou ainda porque veio pra cá.
—É, eu irei tomar um banho mesmo porque eu não sou porco e de Ourinhos pra cá demora bastante.
—Que tome Edward, que tome. Quer falar algo mais ou até reclamar?
—Não, mas iremos embora logo mais.
—Preciso dar um jeito nesse apartamento. Livrar-me de algumas coisas e não irei embora coisa nenhuma.
—Então escolhe, ou você vai embora ou eu ficarei aqui até sábado. Contanto que eu tenho que ficar horas a mais na pista para ir trabalhar, eu ficarei aqui!
—Irei beber um pouco de água. Falei andando e fui para a cozinha, eu não iria dar continuidade às maluquices dele.
Edward veio atrás de mim e deixei pra lá, peguei um copo e abri a geladeira, alguns legumes eu precisava descartá-los e peguei a garrafa de água. Coloquei um pouco no copo para mim e bebi sob o olhar dele.
—Acho que irei beber um pouco.
—Tudo bem. Falei indo pegar um copo e o enchi de água, depois fiz sinal para ele pegar. Após ele beber. –Tem certeza que você já comeu Edward?
—Já.
—Ok. Posso ser a pior pessoa para você, mas mesmo assim não o deixarei com fome. Apesar de tudo eu vivo na sua casa de favores e.......
—Vou tomar um banho que é melhor. Falou ele me interrompendo. -Onde está a toalha?
—Na gaveta do banheiro em meu quarto.
—Ok.
Edward saiu da cozinha e eu guardei a garrafa na geladeira. Lavei os copos e sequei a pia, apaguei a luz e fui para o meu quarto. Eu ao chegar lá vi a porta do banheiro aberta e ele tirava a roupa normalmente, parei de olhar e fechei a porta do quarto por causa do ar. O mesmo já estava gelando bem e guardei a chave da porta da sala sob o meu colchão, depois eu fui até o closet e peguei colchas para forrar o chão. Peguei também um travesseiro e um edredom para ele dormir.
Ajeitei tudo para ele descansar e me deitei. Eu já me sentia cansada e troquei de canal, pelo horário alguns filmes eram eróticos e mudei de canal correndo. Resolvi desligá-la por não achar nada interessante e ficou apenas o abajur iluminando o quarto.
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20min depois.
Edward saiu do banheiro vestindo o meu roupão branco e viu a cama que eu fiz no chão, sem falar nada ele se deitou e eu apaguei a luz deixando apenas a claridade que vinha do lado de fora. Ficamos em silêncio por um tempo até que....
—O que decidiu, vai para casa ou eu terei que ficar aqui?
—Edward, por favor.
—Quer ficar aqui por causa dele, mas saiba que se eu te pegar com ele outra vez, já sabe o que vai acontecer!
—Eu não vejo o jake desde que você e os seus homens judiaram dele. Jake se tornou um irmão para mim.
—Irmãos que se beijam? Quanta piada Isabella! Acha que eu sou bobo? Eu sei que ele gosta de você!
—Mas eu não, eu não gosto mais dele como antes no período escolar.
—Está mentindo!
—Não estou não! Quer que eu prove?
—Como?
Eu não queria que ele soubesse que aquele rapaz era um corretor e o qual Edward desconfiava que era o jake. Na certa Edward ao saber que eu venderia o meu apartamento, ele me tomaria o dinheiro de propósito. Ele quebrou o meu cartão de poupança e poderia tomar o meu dinheiro com facilidade, isso é que não, então sem pensar muito eu me sentei na cama e arranquei a minha camisola fora. Fiquei somente de calcinha e saí da cama, estando em pé ao lado da cama improvisada eu me abaixei e me deitei ao lado dele.
—Posso provar agora. Falei levantando a coberta e o puxei para mim.
—Não, nós não iremos. Disse ele segurando a minha mão.
—Claro que nós podemos. Falei sentindo o meu corpo respondendo logo de imediato. –Está com medo de se entregar.
—Não irei dormir com uma mulher infiel.
—Juro que eu não estava com ninguém. Eu não estive com outro homem fisicamente, agora pare de bobeira. Falei passando a minha mão em seu peito. –Sei que não merece o meu corpo Edward Cullen.
—Então porque está seminua e se oferecendo para mim?
—Por que sim, ou já esqueceu que nós estamos casados? Não é isso que você sempre diz?
—Agora se lembra disso?
—Cale a sua boca, sei que também quer. Não é isso que você fala para mim?
—Não iremos ter contatos íntimos, agora durma Isabella!
—É um grosso! Pois saiba que nem tão cedo irá tocar em mim!
—Ô é mesmo? Falou ele pondo a mão em meus seios e os apertou de leve.
—É sim. Falei me levantando e afastei a mão dele de mim. –Vá dormir.
Deitei em minha cama sentindo raiva de mim mesma e deixei a camisola pra lá, mesmo sendo errado o meu corpo o desejava. Eu, eu........, era errado demais. Edward era bem difícil comigo.
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25min depois.
Eu já estava sentindo o sono me levar e me deixei ir.
.
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Às 09:14min da manhã.
Despertei com um peso em minha cintura e abri os meus olhos, eu ao levantar o edredom vi ser o braço de Edward ali e sua mão estava em minha barriga. Mexi-me e ele se moveu vindo para mais perto de mim e seu rosto ficou próximo do meu pescoço. Tentei me afastar e ele me prendeu, ele devia estar.....
—Quero me levantar Edward.
—Não, só quando eu deixar. Disse ele rodeando ainda mais a minha cintura.
—Por que eu devo obedecê-lo?
—É minha esposa infiel, mas que quando eu descobrir de quem é aquele carro eu irei acertar as contas de homem para homem com ele.
—Acho meio impossível, não há amante. Em vez de querer arranjar tumulto com ele, deveria castigar a mim, mas não há motivos para me castigar. Você nunca me deixa ir.
—Pois fique avisada que quando eu colocar as mãos nele, eu irei deixar as coisas bem claras. Não a deixo porque não ficará com mais ninguém!
—Está com ciúmes de mim? Seu comportamento não faz sentido para mim, preciso entender essa perseguição.
—Nem um pouco. Falou ele me largando e me virei para ele.
—Tem certeza? Perguntei olhando nos olhos dele.
—Está na hora do café. Disse ele se levantando e ajeitou o roupão em seu corpo, ficou meio curto por ele ser bem alto.
—É está, mas eu não tenho tudo aqui. Falei pensativa demais.
—Coloque uma roupa decente e sairemos para comprar.
—Vá você sozinho, sei que vai querer me forçar a ir para a mansão com você.
—Não iremos para Ourinhos hoje, ficaremos aqui até sábado.
—Está blefando para me enganar.
—O dia que eu blefar nas minhas ações, choverá canivete. Você já me conhece e quando eu falo, eu cumpro.
—Irei trocar de roupa. Falei levantando da cama e o olhando bem, mas ele era de palavra e cumpria o que falava.
Dei-me conta da minha nudez e sem demonstrar constrangimento, eu peguei a minha camisola no chão e cobri o meu corpo. Fui para o banheiro e escovei os meus dentes, eu lembrei de Edward e ele tinha acabado de entrar no banheiro.
—Já escovei os meus dentes. Falou ele me olhando.
—há escovas novas aqui.
—Foi uma delas mesmo que eu peguei.
—Sem problema.
Continuei deslizando a escova pelo os meus dentes e os escovei bem, depois enxaguei a minha boca e o olhei. Edward pegou o meu pente e penteou o cabelo, fiz o mesmo, mas penteei o meu cabelo com a escova. Depois entrei no Box e tomei um banho rápido, enquanto isso Edward me esperava ali no banheiro mesmo. Ele sabia me deixar sem jeito, encurralada e até amedrontada quando queria. A sua perseguição com a minha pessoa já estava começando a me deixar em dúvida. Tomei um banho da cabeça aos pés e saí para me secar. Edward estava para o quarto e quando voltou no banheiro ele estava com a calça cumprida e sem blusa. Fui para o closet e vesti uma saia jeans e uma blusa de alcinha. Eu calcei uma rasteirinha e fui dar os últimos retoques no banheiro.
Estando penteada, perfumada e com tudo que tem direito, eu estava pronta. Não fiz maquiagem e fiquei ao natural, era cedo ainda e fui para o quarto arrumar o mesmo. Edward estava para a sala e sai do quarto depois de tudo pronto.
—Podemos ir? Perguntou ele estando sentado no sofá.
—Sim, vamos. Só um momento. Falei me lembrando da chave e fui para o quarto.
Eu havia escondido a chave sob o colchão e a peguei. Voltei para a sala e saímos, descemos para a garagem e entramos no carro, logo após ele olhou para mim.
—Prefere ir ao mercado ou em uma padaria?
—Podemos ir à padaria, tem uma aqui perto.
—Me ensina o caminho.
—Tudo bem.
Fui ensinando o caminho para ele e logo chegamos, poderíamos ter ido andando se quiséssemos, mas sei que Edward era inseparável de seu carro. Quando eu saí do automóvel vi os seguranças dele e entramos na padaria. Pedimos pão francês, Edward pegou caixas de suco na geladeira e falou para eu pedir os frios para o balconista. Fiz o que ele pediu e vi Edward pegando umas besteiras doces para comermos, eu nem gostava para dizer o contrário. Fomos para o caixa e ele pagou tudo.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Saímos com as sacolas e entramos no carro. Edward voltou beirando a orla da praia e o tempo estava nublado hoje, sinal de chuva. Paramos próximos do meu prédio , ele deu a ré com cuidado e parou ao lado do carro dos seguranças. Ele deu dinheiro para eles irem para a padaria a qual estivemos para tomar café, pois havia muita coisa gostosa lá. Agradecendo-o, os seguranças esperaram nós entrarmos na garagem do meu prédio e foram tomar o café da manhã deles.
Entramos no elevador e subimos, ao sairmos em meu andar eu abri a porta e entramos. Fui para a cozinha fazer café e esquentei um pouco de leite. Ajeitei os pães e os frios. Peguei o bolo, os muffins de chocolate com recheio de baunilha, os folhados de goiabada que ele comprou e fui arrumar a mesa da sala. Ficou bem farto e nos sentamos para comer. O bolo estava bem macio e por eu estar sentindo muita fome, eu comi bastante e não enjoei. Edward parecia faminto também por estar comendo bem e o olhei.
—Não irá trabalhar hoje?
—Daqui a pouco. Já quer se livrar de mim?
—Não é isso, chegará tarde.
—Eu não chegaria se eu estivesse lá no apartamento.
—Então está no apartamento o qual fica a sua mãe e o seu pai às vezes?
—É, eu estou.
—Sabe que não precisa ficar lá.
—É melhor.
—Fala isso por causa da.... Deixa pra lá, está bom sem brigas.
—Iremos ficar aqui até sábado, já está decidido.
—Se eu estivesse em sua casa, você não iria ficar lá e sim no apartamento, não faz sentido me querer em Ourinhos.
—Lá não tem amantes em volta.
—Eu não tenho um amante.
—Não iremos falar mais a respeito disso, eu só irei voltar quando você me contar quem é aquele homem. Por acaso está armando contra nós?
—Nunca! Falei deixando as minhas lágrimas rolarem e me levantei da cadeira na mesma hora. O comentário dele me feriu e fui para o quarto me deitar. Escutei os passos dele e a cama afundou ao meu lado.
—Eu a vejo com outro cara e quer que eu pense o que Isabella?
—Não tenho o que falar ou explicar, eu sou inocente nessa sua suposição. Acho melhor você ir trabalhar Edward, pois eu saí de lá para evitar esse tipo de situação. Bem que você merecia um par de chifres de verdade, mas não é isso que está acontecendo. Custa acreditar em mim? Perguntei o olhando.
—Você os atrai feito ímã e armou aquela para mim em minhas costas!
—Já disse o porquê eu fiz aquilo e se eu os atraio, é sinal que eu não estou nada mal.
—Pode sim atraí-los, mas guarde na sua cachola que eu colocarei um por um para correr! Não se livrará de mim assim tão fácil Isabella.
—Se me odeia tanto deveria me deixar de lado. Deveria se importar apenas com a criança e deixar a mãe tão canalha aos seus olhos em paz. Não é justo ou aceitável o seu comportamento. É um pouco doentio, não acha?
—Então quem é aquele homem?
—Se eu contar, vai querer aprontar comigo. Irei contar, eu juro para você, mas não agora.
—Então eu até lá irei duvidar ainda mais de você.
—Tem todo o direito, mas eu também tenho o meu.
—Você quem sabe.
—Não quero continuar com essa conversa sem futuro.
—Nem eu. Falou ele se levantando e pegou a blusa que estava pendurada ali perto. –Estou indo, mas o Lima já deve ter chegado para ficar lá em baixo. Sabe que ele é o seu motorista e não desperte ainda mais a minha desconfiança.
—Não há o porquê.
Edward terminou de se aprontar e fui abrir a porta do apartamento para ele sair. Ele não se despediu de mim como um casal normal faz e foi esperar o elevador. Fechei a porta e fui me sentar no sofá pensativa, eu sempre soube e agora eu tinha ainda mais certeza que ele não me deixaria em paz. Sua cisma era tamanha e sua desconfiança nem se fala, mas ele tinha razão para estar chateado e o problema era que eu teria que continuar mentindo. Levantei do sofá e fui até o escritório, havia muitos livros e o telefone da minha sala tocou. Fui atendê-lo e tirei o telefone da base.
—Alô.
—Bella, sou eu Carlisle. Bom dia.
—Bom dia. Falei surpresa.
—Deve estar se perguntando. Como eu consegui o seu número, não é?
—Sim, mas deve ter sido a Mary.
—É, eu precisava falar com você e liguei aqui do trabalho lá para casa.
—Sem problemas, saiba disso.
—Meu filho ele foi para aí?
—Sim.
—Novidade. Falou ele para ele mesmo.
—Estamos bem na medida do possível e ele já foi trabalhar, chegará tarde.
—Que bom, mas eu liguei não é por isso. O casal quer conhecer o seu apartamento e eu falei com o Pedro ainda pouco que você estava aí em Solares. Ele perguntou se há a possibilidade de eles irem aí hoje por volta da 14h?
—Claro que sim e diga a eles para virem que eu estarei aqui os esperando.
—Falarei com o Pedro e os aguarde, com certeza eles irão aí hoje. Eles fechando o negócio, o Pedro agilizará as papeladas e como ele deixou claro, ele tirará a comissão dele.
—Não, sem problema. Ele está trabalhando.
—Precisa de uma conta poupança. Você tem uma?
—Eu tenho e não tenho, Edward quebrou o meu cartão.
—Me lembro, mas resolveremos isso na segunda feira. Iremos ao banco juntos e como você está vendendo o seu apartamento, não terá para onde ir mais. Digo isso porque aí era de certa forma o seu refúgio e agora você sabe que não o terá mais.
—É, eu sei.
—Então leve a sua identidade que eu levarei o comprovante de residência lá de Ourinhos. Deixe comigo que resolveremos isso e rápido, conheço o gerente do banco o qual eu a levarei.
—Tudo bem e obrigado.
—De nada querida. Fechando o negócio, você terá uns dias para deixar o seu apartamento livre.
—Não sei o que fazer com os livros.
—Doe para alguma biblioteca pública. Há alguma aí?
—Acredito que sim.
—Ficará com mais o quê aí?
—Só as minhas roupas. Dei tudo que pertenceu os meus pais, até as roupas de cama deles. Agora as minhas eu não sei o que fazer.
—Guarde-as se quiser e traga aqui para Ourinhos. Ou leve para a sua casa de casada.
—É, pode ser, mas não sei se o Edward irá deixar.
—Não ligue para as maluquices do meu filho. Embale-as e peça os seguranças para trazerem.
—Tudo bem, mas deixarei os eletros domésticos, os móveis de primeira linha, carpete, tudo, tudo. Falei sentindo as lágrimas brotarem em meus olhos.
—Ok querida. Os seguranças estão aí?
—Sim, o Lima já deve estar lá em baixo.
—Ele pode auxiliá-la no que for preciso, sabe que a pirua Blazer é espaçosa.
—Sei sim.
—Então os aguarde.
—Não sei o que fazer com o carro que foi da minha mãe.
—O melhor que você pode fazer é se livrar dele.
—Mas como?
—Leve-o em um desmanche, ou venda-o.
—Alguém pode conhecer o carro e eu não quero colocar a vida de ninguém em perigo.
—Entregue a chave a um dos seguranças que eles darão um jeito, não se preocupe. Ele está em perfeito estado?
—Novinho em folha.
—Tudo bem. Resolveremos a questão da conta poupança na segunda feira e quando você vir, já traga as suas coisas.
—Pode deixar.
—Após o resultado, peça o Lima para ajudá-la com os livros e guarde todos os documentos, olhe bem.
—Pode deixar.
—Então ta, bom negócio querida.
—Obrigado.
—Tchau.
—Tchau.
Desliguei o telefone e me entreguei às lágrimas. Fui para cozinha dar uma geral na geladeira, pois eu teria que amostrá-la para o casal e eu não queria que aqueles legumes em péssimas condições estivessem ali.
Após limpá-la, eu passei um pano em todo o apartamento e abri as janelas. Tirei pó dos móveis e arrumei o meu quarto, ficou tudo arrumadinho. Dei um jeito no banheiro e aproveitei para tomar um banho logo de uma vez.
Saí para me secar e escolhi uma roupa chique para eu vestir. Penteei-me, passei apenas um lápis de olho e já estava mais que bom. Não faltava muito para às 14h e eu almoçaria depois. A canja que eu fiz ontem estava na geladeira e seria ela o meu almoço de hoje.
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Às 14:01min.
O meu interfone tocou e eu já sabia quem era. O porteiro confirmou quem era e os três foram liberados para subir. Meu coração ficou saltitando e olhei em volta sentindo dó do que eu estava preste a fazer, mas já era tarde e eu não voltaria atrás.
Quando a campainha tocou, eu fui atender. Abri a porta e o casal ao me ver sorriu de forma simpática.
CONTINUA..............
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