Solares
39 Capítulo 39
Notas iniciais
BELLA.......
Final do capítulo anterior.
Edward terminou de se aprontar e fui abrir a porta do apartamento para ele sair. Ele não se despediu de mim como um casal normal faz e foi esperar o elevador. Fechei a porta e fui me sentar no sofá pensativa, eu sempre soube e agora eu tinha ainda mais certeza que ele não me deixaria em paz. Sua cisma era tamanha e sua desconfiança nem se fala, mas ele tinha razão para estar chateado e o problema era que eu teria que continuar mentindo. Levantei do sofá e fui até o escritório, havia muitos livros e o telefone da minha sala tocou. Fui atendê-lo e tirei o telefone da base.
—Alô.
—Bella, sou eu Carlisle. Bom dia.
—Bom dia. Falei surpresa.
—Deve estar se perguntando. Como eu consegui o seu número, não é?
—Sim, mas deve ter sido a Mary.
—É, eu precisava falar com você e liguei aqui do trabalho lá para casa.
—Sem problemas, saiba disso.
—Meu filho ele foi para aí?
—Sim.
—Novidade. Falou ele para ele mesmo.
—Estamos bem na medida do possível e ele já foi trabalhar, chegará tarde.
—Que bom, mas eu liguei não é por isso. O casal quer conhecer o seu apartamento e eu falei com o Pedro ainda pouco que você estava aí em Solares. Ele perguntou se há a possibilidade de eles irem aí hoje por volta da 14h?
—Claro que sim e diga a eles para virem que eu estarei aqui os esperando.
—Falarei com o Pedro e os aguarde, com certeza eles irão aí hoje. Eles fechando o negócio, o Pedro agilizará as papeladas e como ele deixou claro, ele tirará a comissão dele.
—Não, sem problema. Ele está trabalhando.
—Precisa de uma conta poupança. Você tem uma?
—Eu tenho e não tenho, Edward quebrou o meu cartão.
—Me lembro, mas resolveremos isso na segunda feira. Iremos ao banco juntos e como você está vendendo o seu apartamento, não terá para onde ir mais. Digo isso porque aí era de certa forma o seu refúgio e agora você sabe que não o terá mais.
—É, eu sei.
—Então leve a sua identidade que eu levarei o comprovante de residência lá de Ourinhos. Deixe comigo que resolveremos isso e rápido, conheço o gerente do banco o qual eu a levarei.
—Tudo bem e obrigado.
—De nada querida. Fechando o negócio, você terá uns dias para deixar o seu apartamento livre.
—Não sei o que fazer com os livros.
—Doe para alguma biblioteca pública. Há alguma aí?
—Acredito que sim.
—Ficará com mais o quê aí?
—Só as minhas roupas. Dei tudo que pertenceu os meus pais, até as roupas de cama deles. Agora as minhas eu não sei o que fazer.
—Guarde-as se quiser e traga aqui pra Ourinhos. Ou leve para sua casa de casada.
—É, pode ser, mas não sei se o Edward irá deixar.
—Não ligue para as maluquices do meu filho. Embale-as e peça os seguranças para trazerem.
—Tudo bem, mas deixarei os eletros domésticos, os móveis de primeira linha, carpete, tudo, tudo. Falei sentindo as lágrimas brotarem em meus olhos.
—Ok querida. Os seguranças estão aí?
—Sim, o Lima já deve estar lá em baixo.
—Ele pode auxiliá-la no que for preciso, sabe que a pirua Blazer é espaçosa.
—Sei sim.
—Então os aguarde.
—Não sei o que fazer com o carro que foi da minha mãe.
—O melhor que você pode fazer é se livrar dele.
—Mas como?
—Leve-o em um desmanche, ou venda-o.
—Alguém pode conhecer o carro e eu não quero colocar a vida de ninguém em perigo.
—Entregue a chave a um dos seguranças que eles darão um jeito, não se preocupe. Ele está em perfeito estado?
—Novinho em folha.
—Tudo bem. Resolveremos a questão da conta poupança na segunda feira e quando você vir, já traga as suas coisas.
—Pode deixar.
—Após o resultado, peça o Lima para ajudá-la com os livros e guarde todos os documentos, olhe bem.
—Pode deixar.
—Então ta, bom negócio querida.
—Obrigado.
—Tchau.
—Tchau.
Desliguei o telefone e me entreguei às lágrimas. Fui para cozinha dar uma geral na geladeira, pois eu teria que amostrá-la para o casal e eu não queria que aqueles legumes em péssimas condições estivessem ali.
Após limpá-la, eu passei um pano em todo o apartamento e abri as janelas. Tirei pó dos móveis e arrumei o meu quarto, ficou tudo arrumadinho. Dei um jeito no banheiro e aproveitei para tomar um banho logo de uma vez.
Saí para me secar e escolhi uma roupa chique para eu vestir. Penteei-me, passei apenas um lápis de olho e já estava mais que bom. Não faltava muito para às 14h e eu almoçaria depois. A canja que eu fiz ontem estava na geladeira e seria ela o meu almoço de hoje.
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Às 14:01min.
O meu interfone tocou e eu já sabia quem era. O porteiro confirmou quem era e os três foram liberados para subir. Meu coração ficou saltitando e olhei em volta sentindo dó do que eu estava preste a fazer, mas já era tarde e eu não voltaria atrás.
Quando a campainha tocou, eu fui atender. Abri a porta e o casal ao me ver sorriu de forma simpática.
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—Boa tarde Senhora cullen.
—Boa tarde Pedro.
—Esse é o casal o qual estão interessados.
—Olá e prazer em conhecê-los. Falei apertando a mão da mulher.
—O prazer é nosso. Chamo-me Milani e o meu esposo se chama Richard.
—Prazer senhora Cullen. Falou o homem apertando a minha mão e sorriu.
—Entrem, entrem, espero que o apartamento os agrade.
—Já gostei da sua sala, tão bonita. Disse ela sorrindo e olhando em volta.
—O apartamento está bem conservado e bem dizer novo. Os móveis estão novos e, muito bem conservados. Não há vazamento ou quaisquer infiltrações. Os quartos são amplos, bem vocês tirarão as suas próprias conclusões. Falei sorrindo e eles sorriram também.
—Estou louca para conhecer.
—Então vamos. Falou Pedro sorrindo.
Mostrei a sala para eles e eles foram olhando tudo, inclusive Milani gostou da mesa e dos sofás, na verdade ela gostou de toda ela. Fomos para a cozinha e eles olharam tudo, sorrindo a mulher olhou para o marido. Meu coração estava aos pedaços e eu sorri. Mostrei os quartos, inclusive o meu. O closet, os banheiros, o escritório e tudo foi muito bem analisado. Falei das vagas na garagem e por último testamos os eletrodomésticos. Milani ficou encantada com tudo e olhou para o marido sorrindo ainda mais abertamente.
—Eu quero ficar com ele amor. Disse ela segurando na mão do marido e ambos eram bem jovens. Lembrava Edward e eu, sendo que ela parecia um pouco mais velha que eu.
—Gostou mesmo?
—É fantástico! Tudo novinho, os quartos são fofos, eu amei.
—Então nós queremos fechar negócio. Disse o rapaz olhando para mim e eu olhei para o Pedro.
—Beleza, não é? Perguntou ele sorrindo.
—Mas é claro que sim. Falei sentindo a minha filhar mexer.
—Ótimo! Falou Milani apertando a minha mão. Queremos nos mudar o mais rápido possível e o pagamento será a vista.
—Resolveremos as documentações e depois que o dinheiro estiver na conta, podem se mudar. Explicou Pedro.
—Seremos rápido. Falei olhando para eles. —Irei tirar os meus pertences como vocês viram que há bastante e depois de tudo resolvido podem se mudar, a chave já é de vocês.
—Está sendo ótimo fazer negócio com você senhora Cullen. Não haverá problemas.
—Melhor ainda. Aqui é um lugar tranquilo, a vizinhança melhor ainda e o mar é logo ali.
—Eu amei esse lugar e faz dois meses que nos casamos.
—Meus parabéns!
—Obrigada. Disse ela sorrindo de forma agradável, dava para ver que eles tinham dinheiro.
—Vocês aceitam um café, um suco ou água?
—Não querida muito obrigada. O bebê é para quando?
— Para o fim de Junho.
—Falta pouco então.
—Logo passará.
—É menino ou menina?
—Uma menina.
—Parabéns!
—Obrigada.
Continuamos a conversa e marquei com Pedro que eu levaria os documentos do apartamento na segunda feira ao escritório dele. Lá resolveríamos tudo e daria a sequência na venda do apartamento. Eu resolveria a minha vida na próxima semana e bem ou mal eu estava feliz por causa disso. Feliz não era a palavra correta, mas vendê-lo me tiraria um peso das minhas costas o qual eu me sentia um pouco culpada. Não havia motivos, mas eu me sentia assim. Despedi-me do casal e eles desceram, já Pedro ficou em meu apartamento para eu mostrar as escrituras da minha propriedade. Fui até o escritório e peguei os documentos, o mostrei e ele disse que estava tudo certinho. Alguns documentos meus eu teria que adulterar, pois eu estava casada e teria que mudá-los. Ele me aconselhou a esvaziar logo o apartamento e falei que na outra semana mesmo estaria tudo ok. Ofereci um suco de goiaba a ele e o mesmo aceitou, ficamos conversando mais um pouco no sofá da sala e não demorou muito, ele disse que precisava ir embora.
—Você foi rápido. Falei sorrindo.
—Quem mandou ter um excelente apartamento e morando ao lado da praia?
—É verdade, eu sentirei saudades daqui.
—Eu também sentiria. Disse ele me olhando. –É um lugar incrível para se morar.
—Eu quem o diga. Vou sentir saudades daqui.
—É normal. Preciso mesmo ir, a volta é longa e preciso resolver outros assuntos.
—Obrigado por me ajudar.
—Disponha. Disse ele beijando a minha mão de forma respeitosa.
—Então até segunda, passarei em seu escritório na parte da tarde. Irei sair com o meu sogro e não sei que horas ficaremos livres de nossos compromissos.
—Ficarei o dia inteiro lá e Carlisle sabe onde fica a minha imobiliária.
—Ok.
—Ótimo fim de semana.
—Para você também Pedro e eu abrirei a porta para você.
Fomos caminhando até a porta e eu a abri. Acompanhei o Pedro até o elevador e quando o mesmo veio, nos despedimos mais uma vez e acenei para ele antes das portas se fecharem. Voltei para o interior do meu apartamento e tranquei a porta, fui até a janela da sala e fiquei olhando lá pra baixo.
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Minutos depois Pedro saiu do prédio e passou pela portaria, o vi andando na rua de forma despreocupada e o carro do segurança de Edward estava ao lado do dele, pude reparar, pois Pedro estava próximo. Sendo que a pirua Blazer não estava antes ali e estranhei. Pedro entrou no carro e o ligou, logo ele deu a ré e foi embora. Achei bem estranha essa atitude e saí da janela.
Lembrei que eu precisava almoçar e peguei a panela contendo a canja na geladeira. Esquentei o restinho que tinha e almocei na sala assistindo televisão. Eu ao terminar de comer, coloquei o meu prato sobre o outro sofá e me deitei no sofá oposto. Acabei cochilando um tempo depois.
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Às 19h.
Acordei do nada e o meu apartamento estava todo no escuro. Apenas a televisão que estava ligada clareava a sala e me levantei sentindo um pouco de dor em minhas costas. Dormir no sofá prejudicava um pouco e fui acender a luz. Edward viria para cá, então eu teria que fazer a comida. Fui para a cozinha e olhei na geladeira o que tinha, havia carne congelada, frango e outras coisas a mais. Peguei a carne e faria um picadinho. Havia batata pré-cozida congelada e já sabia o que eu iria fazer. Coloquei um pouco de feijão para cozinhar já estando bem temperado e ficava muito saboroso dessa forma. Fiz um pouco de arroz e coloquei a carne para descongelar.
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Depois de descongelada, eu a cortei todinha e ficou bem picadinha. Temperei bem e reservei, já a batata, ela eu a fritaria quando Edward chegasse. Estando o arroz pronto, o feijão ainda cozinhava. Fui arrumar a mesa e a deixei pronta para o jantar. Resolvi ligar para o Edward e fui até o telefone. Disquei os números e chamou, chamou e nada, resolvi desistir. Olhei para o relógio e já marcava 20:22min.
Liguei a televisão e coloquei no canal que passava a novela que eu gostava de assistir. Logo ela começaria e me distraí ali, mas prestando atenção no feijão para ele não queimar e logo ele ficou pronto.
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Às 22:15min.
Levantei-me do sofá e fui ligar para o Edward novamente. Apertei o redial e escutei o último número que eu liguei ser discado automaticamente. Chamou a primeira, a segunda e na terceira vez eu escutei o telefone fazer o som de ocupado, acho que por algum motivo ele desligou. Tentei outra vez e dessa vez deu que o celular estava desligado ou na caixa postal, senti que foi de propósito e desisti estando bem chateada. Ou ele estava me evitando, ou ele estava com outra mulher já que o período de trabalho já tinha acabado. Eu estava encabulada, talvez essa história de amante estava o bloqueando de me atender e deixei pra lá.
Sentindo-me exausta, eu fui para a cozinha e como já estava ficando tarde, eu fritei a batata e preparei a carne bem acebolada. Depois eu fui para o banheiro e tirei a minha roupa. Olhei-me no espelho e acariciei a minha barriga, meu umbigo estava engraçado, eu o reparava e fui para o Box. Tomei o meu banho estando pensativa e os meus miolos acabariam fritando, eu vivia no mundo da lua pensando nos problemas e me doía vender o meu apartamento. Eu não voltaria atrás.
Terminei de me lavar e saí para me secar. Passei óleo em minha barriga, hidratei o meu corpo e passei um pouco de colônia. Penteei o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo, estava direito o meu penteado e fui para o closet pegar uma outra camisola em minha bolsa. Essa era um pouco só comportada, mas não faltava a transparência e no tom de azul Royal. Os bicos dos meus seios ficaram pouca coisa a mostra pela transparência e era uma camisola de deixar qualquer homem louco. A maioria delas era assim, devo isso a Alice.
Decidi arrumar a minha cama e a deixei pronta para eu dormir mais tarde. Arrumei as cobertas no chão para Edward dormir caso ele viesse, fechei a janela e liguei o ar. Saí do quarto e fechei a porta, a janta já estava toda pronta e nada dele chegar. A estrada era longa até aqui e mesmo ele me desprezando, eu resolvi ligar mais uma vez, mas estava dando desligado. Resolvi ir comer e me servi na cozinha mesmo, após tirar a minha comida eu fui me sentar à mesa. Lembrei da minha vitamina e a ingeri com um pouco de suco. A comida estava bem gostosa e o bife macio, a batata estava bem enxuta e crocante. Após eu dar a quinta garfada em minha comida, a minha campainha tocou e eu fui atendê-la. Girei a chave e abri a porta, a cara de Edward não era das melhores e fui surpreendida com a ação dele a seguir.
—Então esperou eu sair para ir trabalhar para se encontrar com ele aqui? Eu o conheço! É alguma piada Isabella? Diz-me porque eu quero saber! O QUE O PEDRO ESTAVA FAZENDO AQUI EM SEU APARTAMENTO? COMO VOCÊ O CONHECEU? Desembucha! Ele perguntou me segurando forte chegando a me chacoalhar e fechou a porta com o pé, na verdade ele a chutou com força causando um baque enorme que me assustou. Os vizinhos estranhariam com certeza e me apavorei.
—ELE QUEM? Perguntei sem saber o que falar, eu estava encurralada e com medo do comportamento doentio dele.
—VOU SÓ CLAREAR A SUA MENTE! Falou ele tirando o celular do bolso sem me soltar do seu agarre forte e o ligou, depois ele o futucou e me mostrou as fotos do Pedro entrando no carro dele mais cedo. Até a foto do automóvel estava ali com a placa visível e com toda certeza era o mesmo carro que as câmeras lá da residência dele registrou, eu estava ferrada. –ENTÃO ESTÁ DE CASO JUSTAMENTE COM ELE? É COM ELE ISABELLA? POR SORTE A HORA QUE EU FUI LÁ NO ESCRITÓRIO DELE, ELE JÁ NÃO ESTAVA MAIS!
—Você foi para arrumar confusão? Perguntei perplexa.
—ISSO NÃO TE INTERESSA! AGORA DESEMBUXA E ME FALE O QUE ESTÁ ACONTECENDO ENTRE VOCÊ E ELE? OU ACHA QUE EU IREI SER FEITO DE PALHAÇO NOVAMENTE PARA VOCÊ DEBOCHAR DE MIM? Perguntou ele apertando o meu braço.
—PARE, PARE Edward AÍ!
—SEMPRE QUE EU VIRO AS MINHAS COSTAS, VOCÊ ME APRONTA UMA! ANDA, FALA AGORA PORQUE EU ESTOU CANSADO DE ALIVIAR PARA VOCÊ!
—VOCÊ NÃO ALIVIA COISA ALGUMA Edward, PARE!
— ISSO SÓ MOSTRA O QUANTO VOCÊ É UMA SAFADA PRA LÁ DE MENTIROSA E ASTUTA! A PIOR DELAS QUE DEIXA O MARIDO SAIR PARA TRABALHAR E VAI CORRENDO PARA OS BRAÇOS DE OUTRO! DIZ-ME LOGO! Gritou ele encostando-me na parede e me machucava, ele não estava para brincadeiras. –EU JURO QUE SE VOCÊ NÃO ESTIVESSE GRÁVIDA, EU, EU.......
—Você o que, me mataria?
—POR QUE NÃO? NÃO MERECE TER A MINHA COMPAIXÃO POR ME SACANEAR! O QUE FEZ COM ELE AQUI, O DEIXOU LHE TOCAR? Perguntou ele me acariciando de forma a me machucar. — FOI COM ESSA OU COM A OUTRA? Perguntou ele rasgando a minha camisola e eu estava perplexa, eu não sabia o que ele iria fazer, ele estava transformado e eu com muito medo. Sem eu esperar ele segurou em meu cabelo causando-me muita dor.
—Ai Ai! Edward solte o meu cabelo, Ai! Pareeee. Falei apavorada.
–VAI CONTINUAR CALADA? VAI CONTINUAR OCULTANDO A SUA CANALHICE? FALA LOGO! OU PROMETO QUE NEM ESSE APARTAMENTO VOCÊ O TERÁ MAIS! Gritou ele e eu não poderia ocultar mais, ele realmente me maltrataria, pois estava claro o quanto ele estava mordido com a situação e o meu medo era ele me machucar e afetar a minha bebê. Eu preferia perder tudo a machucá-la sem ter um pingo de culpa. –ESTAVA ARMANDO! QUIS ESFREGAR NA MINHA CARA QUE PODIA ME SACANEAR COM UM QUASE AMIGO MEU! ESTAVA DANDO PARA ELE? Perguntou ele segurando o meu pescoço e isso me incomodava. –AGORA EU SEI COM O TIPO DE VADIA EU ME CASEI, ANTES EU NÃO TINHA A MENOR DÚVIDA, AGORA FICOU EXPLICITO DEMAIS.
—Me solta! Eu, eu irei contar a verdade. Falei o olhando ainda mais apavorada, mas a minha raiva superava. Eu não era o que ele me chamou e se o vizinho estivesse acordado, ele estava ouvindo tudo e que vergonha.
—ESTOU ESCUTANDO, ANDA, DESEMBUXA!
—Eu conheci o Pedro através do seu pai.
—DO MEU PAI? Perguntou ele confuso, mas não me largou em momento algum.
—É, o Carlisle me apresentou o Pedro, mas não com má intenção e sim por ele ser um corretor competente.
—Estou ouvindo. Disse ele me olhando nos olhos.
—O meu apartamento foi vendido. Falei o olhando e por eu estar tão perplexa com a situação, as minhas lágrimas não vieram. Ele na mesma hora demonstrou surpresa. Talvez chocado pela inesperada notícia.
—Está mentindo.
—Juro que não, por isso eu estive com o Pedro por duas vezes. Eu preciso tirar as minhas coisas porque o casal virá morar aqui daqui a uns dias.
—Então é isso? Por que mentiu para mim?
—Eu tive as minhas razões Edward e não sou essa mulher baixa que você pensa que eu sou e deixou claro para os meus vizinhos agora. Agora me solte!
—Mentiu porque pegaria o dinheiro e iria se mandar, não é isso?
—Por isso eu não te contei! Eu sabia que você pensaria exatamente isso e se precipitaria. Eu sabia que você iria pensar que eu pegaria o dinheiro e iria embora, mas eu não faria isso. Eu não tenho base para criar uma criança sozinha mesmo tendo esse dinheiro que eu pretendo investir para os meus estudos futuramente. Menti em parte e após eu dizer isso, ele se afastou de mim. –Agora que sabe a verdade, deixe o meu espírito em paz.
Saí de perto dele e peguei o meu prato sobre a mesa. Fiquei indecisa se eu continuaria comendo ou não, mas apesar de tudo a briga não tirou a minha fome. Eu estava me sentindo profundamente magoada e nunca as palavras dele me abalaram tanto como estas de hoje. Acabei me sentando na cadeira e continuei comendo, por me sentir profundamente ferida eu permaneci em silêncio digerindo o comportamento dele. A minha real vontade era de marcá-lo e nunca mais olhar na cara e falar com ele. Olhei pela primeira vez para baixo e vi o estrago que ele fez em minha camisola, os meus seios estavam de fora e a brecha que ele fez ao rasgar a minha camisola era irreparável. Isso me fez lembrar quando ele estragou o meu vestido lá na boate ao começar a me perseguir. Aquela camisola tão linda tinha sido rasgada sem dó e piedade e passei a mão no tecido. Isso não passou despercebido por ele e o ignorei a princípio.
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2min depois.
Olhei para ele que estava em pé encostado na parede ainda e me levantei, passei direto para o meu quarto e fui para o closet me trocar. Eu estava com medo dele querer me tomar o dinheiro, mas eu já havia contado e não havia mais nada que eu poderia fazer. Peguei um blusão em meu closet e o mesmo ficou um pouco justo por causa da minha barriga, antes eu era retinha. Após vesti-lo, eu voltei para a sala e o vi parado no mesmo lugar. Para não colocar nada a perder....
—Há comida pronta e o banheiro está lá para você tomar um banho. Falei sem ter a mínima vontade de dirigir a palavra a ele.
—Achei uma besteira você não ter me contado, veja o que aconteceu.
O deixei falando sozinho e continuei comendo. Só agora é que estava me batendo a vontade de chorar e fui para a cozinha levando o meu prato. Após colocá-lo na pia, eu dei as costas para a porta e deixei as mesmas rolarem. Jurei para mim mesma que eu não dormiria mais com ele por vontade própria enquanto eu estivesse ao lado dele. Edward havia me ferido e o engraçado era que agora eu estava sentindo muito mais que antes, juro que a minha vontade era de feri-lo da mesma forma que ele vinha fazendo comigo. Eu estava encurralada por não poder argumentar, mas o meu pior desprezo seria o meu silêncio. Sequei as minhas lágrimas e lavei o meu prato, deixei tudo arrumado e seria apenas ele se servir depois. Saí da cozinha e não o encontrei na sala. Fui para o quarto e vi que ele estava em meu banheiro se preparando para tomar banho. Esperei ele terminar de se lavar e quando ele saiu do banheiro, ele estava com uma toalha enrolada na cintura. Ele saiu do quarto e fechou a porta, lembrei de algo importante e esperei alguns minutos. Abri a porta devagar e ele estava para a cozinha, fui até o escritório que portava várias coisas pessoais e o tranquei. Voltei para o quarto e escondi a chave, mas me lembrei da chave da porta da sala e saí do quarto na mesma hora. Fui até lá e tranquei a porta que estava apenas fechada, ao me virar eu dei de cara com Edward vindo se sentar à mesa estando com o prato de comida na mão. Não fiquei o encarando e voltei para o quarto, fui escovar os meus dentes e me aliviei. Lavei as minhas mãos e fui para o quarto, apaguei a luz e a claridade era somente a que vinha de fora. Deitei-me sentindo o meu cansaço mental me abater e estando sob os lençóis o meu choro veio desinibido. Eu chorava feito uma criança que lhe negaram um doce e fiquei soluçando por muito tempo, nem ele entrando outra vez no quarto me inibiu e continuei em meu lamento. Agora sim eu só desejava fugir para o mais longe possível, mas no momento com essa barriga imensa eu não podia fugir. Havia coisas que eu precisava resolver ainda e até lá eu seria firme e não titubearia mais. Eu estava muito mais que ferida e fragilizada. Pensando a respeito e sentindo o meu valor como ser humano, nada que Edward falou a meu respeito era verdade. Somente alguns detalhes me prendiam agora aqui e nenhum deles era ele. Eu não poderia fugir para o apartamento de Ângela e sobrecarregá-la estando ela estudando. Não seria justo eu envolver mais pessoas e morar sozinha era que não dava ou talvez, não sei. Eu estava tão perdida sem saber o que fazer, mas eu já estava vendo uma luz no fim do túnel.
Tirei o edredom que estava sobre a minha cabeça e vi que Edward estava ainda para o banheiro. Ele devia estar escovando os dentes ainda, mas parece que não, pois ele acabava de sair e veio até a cama. Permaneci na mesma posição, mas senti muita raiva quando ele se deitou ao meu lado e não no chão. Meu coração chegou a acelerar pela a minha vontade ser de socá-lo e sem suportar eu me afastei dele e fiz menção de me levantar, mas ele envolveu a minha cintura sem me machucar e não deixou.
—O que foi agora? Perguntei com a minha voz mostrando leve agressividade, foi involuntário.
—Nada disso teria acontecido se tivesse me contado a verdade. Algo tão simples Isabella.
—Você já tem a sua opinião formada a meu respeito e isso não me interessa mais.
—Sei que se importa sim, não estaria chorando.
—Isso deve te alegrar Edward, mas se você não se importar, eu gostaria de dormir sozinha.
—Somos marido e mulher, devemos dormir juntos.
—Não hoje, hoje não. Falei me levantando e me deitei no chão.
—Volte para a sua cama.
—Estou confortável aqui, durma aí você. Boa noite Edward. O saldei a fim de encerrar o assunto.
—Podemos conversar numa boa? Perguntou ele acendendo o abajur e se levantou.
—O que você quer? Perguntei no momento que ele se deitou ao meu lado sob o edredom e veio ficar quase sobre mim.
—Quero que esqueçamos o que aconteceu hoje.
—Já esqueci. Falei não o olhando.
—Sei que mente, olhe para mim. Pediu me fazendo olhar para ele. -A culpa foi sua, escondeu algo simples de mim. Você queria o quê? Que eu te visse saindo do carro de outro homem. Depois o meu segurança fotografa um quase amigo meu que supostamente em minha mente, ele tem um caso com a minha mulher e eu penso na possibilidade dele a estar levando para a cama nas minhas costas. Sinceramente eu não gostei do que aconteceu aqui hoje Isabella, sei que eu me excedi com você.
—Como sempre Edward e não é mais novidade. Se coloque em meu lugar pelo menos uma vez, mas parece que você nunca se importou e não se importa. Acho que faz por diversão, pois é o que parece!
—Sei que está grávida, mas eu não podia tolerar mais uma coisa dessas. Eu não permito que você brinque comigo, temos um compromisso! Eu não permito e nem permitiria uma coisa dessas, sabe disso. Fiquei no escuro por estar fora da situação e vê-la saindo do carro de outro despertou muita raiva em mim. Vê-la com o Pedro que é próximo de nós soou deboche da sua parte, pois eu pensei que talvez você me sacanearia com ele de propósito e......
—Tirou as suas próprias conclusões Edward, você já tem a sua opinião formada a meu respeito e isso é intolerável. Eu sempre serei à vadia prostituta, a mulher que não presta e aquela que está disposta sempre a ferrar você e a sua família. Eu não irei te convencer do contrário, deixarei que pense isso a respeito de mim sempre que você bem quiser. Livre arbítrio é o que todos têm, pense o que quiser!
—Eu fiquei puto quando o Lima me enviou as fotos, não pensei duas vezes e fui até o escritório dele na mesma hora.
—Não será batendo nas pessoas que estão a minha volta que resolverá o seu problema mental. Há homens em todo o lugar, mas saiba que eu me dou o respeito acima de tudo. Sei que estou casada agora. Mesmo o nosso casamento sendo falso e de mentira, eu não procurei por aventuras mesmo você merecendo levar chifres todo o santo dia! Não pode me cobrar respeito ou qualquer outra coisa quando não é recíproco.
—Não permito que faça isso! Disse ele segurando o meu rosto e olhando nos meus olhos. Seu rosto estava próximo do meu perigosamente e....
—Que bom que já estamos conversados Edward, agora eu preciso descansar. Esse acontecimento já morreu para mim.
—Tudo bem, mas da próxima faça as coisas às claras. Qualquer um teria a mesma reação que eu.
—É melhor você dormir.
Afastei-me dele e apaguei a luz. Acomodei-me melhor e Edward se deitou de frente para mim. Eu estava pensando em mil coisas e fechei os meus olhos, apenas o som do ar ecoava no ambiente e estava difícil para eu conseguir dormir.
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Madrugada de sexta feira, 27 de março.
Às 2h da manhã.
Eu ainda estava acordada e Edward já dormia. Eu estava louca para dormir, mas ao lado dele eu não iria e me levantei devagar. Acendi a luz do abajur e lembrei de colocar o meu relógio para despertar às 6h da manhã. Deitei-me em minha cama sentindo as minhas pálpebras pesando. Desliguei a luz do abajur e eu acabei dormindo minutos depois estando toda espalhada na cama. Eu estava me sentindo confortável assim.
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Às 6h da manhã.
Acordei com o despertador berrando e me movi cheia de preguiça, eu ao olhar na direção da janela, vi que o céu estava bem turvo e acendi o abajur. Edward dormia profundamente e......
—Edward. Eu o chamei. –Edward.
—Oi. Falou ele se movendo cheio de preguiça também e me olhou piscando algumas vezes.
—Coloquei o relógio para despertar essa hora porque você trabalha bem longe. Falei desligando o alarme que berrava ainda.
—Tudo bem, mas eu não irei para o trabalho agora. Falou ele afastando um pouco mais a coberta do rosto.
—Quanto mais cedo melhor, é longe.
—Não se preocupe com isso, agora volte a dormir.
—Depois. Após eu falar, eu me sentei na cama e me levantei.
Edward ficou me olhando e fui para o banheiro. Lá eu me aliviei, escovei os meus dentes e dei um jeito em meu cabelo. Saí do banheiro e ele ainda permanecia deitado, sendo que de olhos fechados. Não sei se ele tinha voltado a dormir, mas a minha dúvida foi tirada quando ele abriu os olhos ao me aproximar.
—Preciso me aliviar também. Disse ele se levantando e sem querer a toalha que estava enrolada em seu corpo quase caiu, mas ele a segurou e entrou no banheiro.
Sai do quarto indo rumo à cozinha e chegando lá eu deixei o café sendo preparado pela cafeteira. Peguei um biscoito recheado que estava guardado no armário e comi dois dele. Bebi um pouco de suco e deu-me vontade de beber um pouco de água, claro que eu matei a minha vontade e bebi dois copos de água.
Estando eu na sala já, eu olhei para o céu através da janela e estava mesmo muito nublado. Era possível ouvir o som dos trovões agora e fechei a janela, pois alguns respingos grossos já estavam começando a cair. Fiquei olhando para a rua mesmo estando atrás do vidro e o movimento estava escasso de pessoas. Uma porque estava cedo e segundo, o fluxo de carro estava maior por causa da chuva. Fiquei perdida em pensamentos olhando para o lado de fora e pensava que aquelas estavam sendo as minhas últimas horas ali em meu apartamento. Estava na cara que aquele casal seria feliz ali por ser um lugar bacana de se viver. Eu estando completamente distraída, eu senti uma presença atrás de mim e fui encurralada pelos braços de Edward. Ambas as mãos dele estavam espalmadas no vidro da janela e seu corpo estava colado no meu. Eu não estava a fim de aproximações perigosa igual àquela e me movi levemente estando incomodada. Eu não queria transar com ele ou ter aquele mesmo tipo de aproximação, pois a minha pessoa já estava cansada de ser maltratada.
—Tenho que olhar o café. Falei me afastando dele, mas ele não deixou.
—O café está na cafeteira que eu sei.
—Não tem problema, eu preciso ir até lá.
—Está fugindo de mim. Disse ele me virando de forma tranquila e o olhei.
—Eu tenho motivos? Perguntei com sarcasmo.
—Sei que sim. Disse ele me olhando nos olhos.
—Irei dormir mais um pouco.
—Eu também. Disse ele me puxando pela mão e me deixei levar a princípio para não arranjar tumulto.
Edward fechou a porta do meu quarto por causa do ar e nos deitamos em minha cama, isso porque ele sendo enxerido se convidou e não porque eu o chamei. Ajeitei a coberta e ele fez questão de se deitar de frente para mim. Eu o encarava por não me sentir intimidada e tentei manter a distância, mas estando ciente dos meus atos, ele me puxou para ele e me beijou de forma mais que suave. Em momento algum eu movi os meus lábios e ele percebeu, tanto que parou.
—Isabella, não iremos levar a briga que tivemos ontem à frente. Não mesmo.
—Não estou levando.
—Parece que sim. Você também me ofende e as minhas ex idem por imaginar coisas que no momento não existe.
—Eu estou me sentindo cansada e não estou a fim de transar.
—Tudo bem, mas ao beijá-la eu não estava pensando em sexo. Disse ele estando com a mão em minha cintura e não a tirou dali.
Ajeitei-me melhor e continuamos frente a frente. Nossas respirações se mesclavam por estarmos bem próximos e fechei os meus olhos, nisso eu senti os dedos dele se movendo em minha cintura e permaneci na minha. Um tempo depois eu dormi.
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10:20min da manhã.
Acordei me sentindo um pouco melhor e me espreguicei, nisso eu senti alguém ali ao meu lado e era Edward que ainda dormia. Eu havia o acordado antes, mas ele não iria trabalhar naquela hora e deixei pra lá ao olhá-lo naquele momento ali tão apagado. Eu não iria ficar me importando e levantei da cama.
Estando no banheiro eu me aliviei, depois lavei o meu rosto e saí dali. Entrei no closet e me troquei, coloquei um short jeans, mas o mesmo não deu em mim por causa da gravidez e fiquei chateada. Preferi tirá-lo e coloquei uma legging rosa, por estar chovendo e não fazendo tanto frio assim, eu coloquei uma blusa de manga curtinha e saí do closet. Retornei ao banheiro e penteei o meu cabelo, passei uma base em meu rosto e lápis de olho, estava mais que bom. Mesmo estando chovendo brando e não como estava mais cedo, eu decidi ir comprar pão. Calcei uma rasteirinha e peguei o guarda-chuva em minha bolsa. Peguei dinheiro também e fui até a cama tentar pegar a chave sob o colchão sem acordar o Edward. Ele estava dormindo profundamente e com jeitinho eu consegui, por sorte eu havia colocado na direção onde eu dormi.
Saí do quarto levando a chave do escritório, a da sala e uma bolsa média de mão que portava o dinheiro. Depois eu colocaria as chaves após eu sair do apartamento. Abri a porta da sala e saí, após trancá-la eu fui aguardar o elevador. Quando o mesmo chegou, eu entrei e apertei o botão que me levaria ao térreo, no caso a portaria. Ao sair na mesma, eu cumprimentei o porteiro e me preparei para abrir o meu guarda-chuva. Já saí no tempo estando ele aberto e ocultei o meu rosto, eu não queria os seguranças me seguindo e consegui sair despercebida.
Fui caminhando devagar pela calçada no sentindo inverso onde ficava os seguranças e mais à frente eu dobrei a direita. Ali eu fiquei mais tranquila e observei as novas. Fazia tanto tempo que eu não caminhava por aqueles lados e o ventinho acompanhado de respingos d´água estava me fazendo bem. Resolvi andar um pouco mais rápido.
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9min depois.
Cheguei na padaria e comprei pães fresquinhos. Comprei uns brioches de coco fresquinhos e frios ainda havia na geladeira. Escolhi outras besteiras e paguei tudo. Saí da padaria e já não chovia mais, apenas garoava muito leve e descartei a abertura do guarda-chuva.
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Abri a porta do meu apartamento e Edward estava sentado no sofá da sala estando ainda de toalha. Tranquei a porta e tirei a chave, nisso eu tornei a olhar para ele.
—Esteve próximo da sua casa ontem. Por que não foi pegar roupas para você trocar aqui?
—Eu estive lá, nem tanto que eu não estou com roupa repetida.
—Mesmo assim devia ter pegado, só assim não precisaria estar andando de toalha em meu apartamento.
—Isso a incomoda?
—Nem um pouco. Trouxe coisas para o café da manhã é só se servir. Após eu falar, eu fui para a cozinha.
Ajeitei tudo na cozinha e deixei tudo meio caminho andado. Voltei na sala e arrumei a mesa para pôr o café, ficou tudo arrumadinho e peguei o leite por último na cozinha.
Nos sentamos a mesa e nos deliciamos, nem perguntar onde eu fui ele perguntou, simplesmente ficou na dele. Comemos calados e passei requeijão no pão, era o segundo pão que eu comia já e eu ainda sentia a necessidade de comer mais. Sendo que eu bebi um pouco mais de café com leite para aplacar a fome. Não resisti e comi mais um brioche de coco, sendo que Edward me observava na dele e lambi os meus dedos com a cobertura cremosa. Agora sim eu me sentia satisfeita e parei de comer, acho que não cabia mais nada e fiquei na minha permanecendo sentada a mesa. Passaram-se alguns minutos e me levantei. Tirei a mesa, guardei o que sobrou na geladeira e os pães eu os coloquei dentro do saco novamente. Tomei um leve susto com a aproximação dele por eu estar distraída próxima a pia.
—Iremos para Ourinhos amanhã.
—Vá você, eu ficarei aqui até domingo.
—Você falou que iria embora amanhã.
—É eu falei, mas mudei de ideia.
Ele ficou na dele e eu fui para o meu quarto levando a minha bolsa e as chaves. Peguei o meu laptop na bolsa e o liguei depois de tanto tempo. Sentei-me em minha cama, digitei a minha senha e depois eu aguardei. Nesse exato momento Edward entrou no quarto e se mostrou surpreso ao me ver com o meu laptop na mão, mas disfarçou e dobrou as cobertas e o edredom que eu havia posto no chão para ele dormir. Comecei a mexer em meu laptop e entrei na Internet, pesquisei onde havia bibliotecas de pesquisa grátis ao público ali mesmo em Miami e achei algumas. Uma há poucos minutos dali de Solares e eu decidi ir nela.
Entrei em meu MSN estando invisível e não havia ninguém on-line, então eu saí do mesmo e peguei papel e caneta para anotar o endereço. Após anotá-lo, eu desliguei o laptop sob o olhar curioso de Edward.
Coloquei o laptop de volta na bolsa e arrumei a minha cama, Edward tinha ido nesse momento para a sala e deixei tudo arrumado. Caminhei rumo ao escritório e destranquei a porta, após eu entrar fechei a mesma e comecei a arrumação. Olhei livro por livro ao tirá-los das prateleiras e os coloquei no chão de forma organizada. Eu olhava tudo para não deixar passar nada, inclusive a carta deixada pela a minha mãe. Essa eu guardei comigo e a esconderia para quando eu quisesse lê-la novamente. Aquelas eram as últimas palavras dela para comigo.
Peguei a pasta contendo os documentos do apartamento e coloquei a carta deixada pela a minha mãe ali dentro. Não eram tantos livros assim, mas daria dois sacos de lixo grande cheios. Saí do escritório e entrei em meu quarto, depois eu entrei em meu closet e escondi muito bem aquela pasta. Edward ainda estava na sala e entrei na cozinha, peguei dois sacos de lixo, inclusive eu peguei também umas sacolas e voltei para o escritório.
Coloquei todos os livros ali e as prateleiras ficaram vazias.
Olhei as gavetas, inclusive a chave do carro da minha mãe eu havia posto ali e a guardei comigo. Outros pertences insignificantes para mim eu os colocaria fora e fui colocando tudo nas sacolas. Olhei papel por papel e fui picando tudinho, não sobrou um inteiro para contar a história e deu duas sacolas cheias. Olhei em volta e ficou tudo vazio.
Eu saí com as sacolas e as coloquei fora no compartimento de lixo do prédio. Tornei a entrar em meu apartamento e tranquei a porta. Olhei para Edward e....
—Não irá trabalhar hoje?
—Não.
—E porque não, vai ficar aqui me vigiando o tempo todo? Perguntei já sentindo o stress me dominar.
—Não estou lhe vigiando.
—Pois é o que parece Edward. Eu já vim pra cá a fim de ficar sozinha, pelo menos respeite o meu espaço porque eu já estou me sentindo sufocada com a sua perseguição. Vá trabalhar! O seu pai está lá com toda aquela responsabilidade enquanto o filho está vigiando a própria mulher sem haver necessidade.
—Então se lembrou que é a minha mulher?
—Não é isso que eu sou? Após eu perguntá-lo, eu fui até a janela. Vi a pirua Blazer ali parada e tornei a olhar para dentro. –Eu quero que você vá embora e eu preciso respirar até domingo. Estarei em Ourinhos de tarde e não tenho mais nada a declarar.
—Por que você quer se livrar de mim?
—Não há como me livrar. Falei mostrando a minha aliança. –Para minha sanidade mental eu quero ficar sozinha e quero que você vá embora agora. Falei séria.
—Eu posso até ir, mas no domingo eu a quero lá em Ourinhos. Os seguranças revezarão.
—Eu não preciso de babá, não sou rica o suficiente e sou uma mulher desprovida de riquezas. Sabe disso muito bem e nada que é seu me pertence. Tenho os meus pés no chão! Sou uma mulher desprovida de riquezas e não ligo, sempre me senti assim! Não quero babás atrás de mim! Mande-os embora!
—Eu não irei discutir com você, mas saiba que os seguranças ficarão de qualquer jeito aqui.
—Problema deles e seu. Estou com os meus nervos alterados e vai ser melhor ficarmos distantes durante esse tempo. Hoje já é sexta, amanhã sábado e logo depois é domingo.
—Se eu souber de algo......
—Eu sou uma mulher livre Edward. Até quando você acha que eu ficarei sendo sentenciada por você e vivendo sob as suas vontades? Já não estou vendendo o meu apartamento? Por acaso não se lembra que você mesmo sugeriu isso?
—É eu me lembro.
—Então eu terei esse espaço até domingo e o segurança será necessário. Preciso retirar as minhas roupas, todas as minhas roupas de cama e levá-las para a casa a qual iremos morar sozinhos.
—Quer que eu vá agora?
—Será melhor.
—Ok. Falou ele pensativo e se retirou da sala.
Até eu fiquei pensativa com essa decisão minha, mas eu precisava sair e deixá-lo ali sozinho era que não. Edward não era confiável, ele não me inspirava confiança e estava sempre pronto a aprontar. Mesmo sendo mais fraca e sem recursos, eu lutaria bravamente para impedir que ele estragasse os meus planos.
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7min depois.
Ele apareceu na sala estando arrumado e me olhou.
—Irei para o trabalho daqui.
—É melhor.
—Até domingo.
—Até. Falei abrindo a porta e dei espaço para ele passar.
Edward olhou para mim antes de sair totalmente, após ele se afastar eu fechei a porta e me senti mais tranquila estando ali sozinha. Eu realmente precisava respirar e com ele ali não seria possível. Caminhei até a janela e fiquei o aguardando a sair, minutos depois eu vi o carro dele saindo da garagem e ao chegar na rua, ele deu a ré e parou ao lado da pirua Blazer. Na certa ele estava instruindo o segurança e foi embora deixando o mesmo parado ali. Ele iria embora sozinho.
Peguei os sacos de lixo contendo os livros e achei melhor reforçá-los com outro saco, pois ele poderia rasgar fácil, fácil. Eu trouxe um por um até a sala os arrastando pelo chão e os deixei próximos à porta da sala. Fui até a janela da sala e a pirua Blazer estava parada um pouco mais à frente, achei ótimo e saí do meu apartamento o trancando a seguir. Aguardei o elevador e desci.
Saí na portaria e fui até a pirua Blazer. O segurança que estava ali era o dedo duro do Lima e eu ao olhá-lo quando ele baixou o vidro, minha vontade era de falar poucas e boas. Edward me maltratou por causa dele e eu ao olhá-lo novamente, isso me causou repulsa por ele ser baixo e hipócrita. Afinal ele ajudou o Edward a me caçar e na minha captura. Ele também riu de mim quando eu caí no chão.
—Não é nada. Falei o olhando e dei meia volta.
—Tem certeza?
—Nunca tive tanta certeza na minha vida.
Voltei para o prédio e eu ao entrar na portaria, parei para falar com o porteiro.
—Bom dia. O saudei.
—Bom dia senhora. Como vai o bebê?
—Ela está bem. Falei sorrindo.
—Que ótimo! Disse ele sorrindo -Está chovendo, não se importa de andar na chuva?
—É bom. Na verdade, eu parei aqui porque eu preciso de um táxi, tem como o senhor conseguir um para mim?
—Com prazer, irei chamá-lo e interfonarei para a senhora quando ele chegar.
—Obrigado e fico no aguardo.
—Em poucos minutos virá um.
—Beleza e peça para ele me aguardar na garagem, de preferência um que seja filmado.
—Pode deixar.
Subi e abri o meu apartamento, após trancar a porta eu fui para o meu quarto e avaliei a minha roupa. A mesma estava boa e passei batom apenas.
Entrei no closet e peguei a minha bolsa, eu iria sair e caso eu precisasse, eu tinha dinheiro ali o suficiente. Voltei para a sala e fiquei aguardando o táxi chegar.
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15 min depois.
Meu interfone tocou e o porteiro me informou que o táxi já me aguardava na garagem. Arrastei os sacos até o elevador e o aguardei após trancar a minha porta. Quando o mesmo chegou, eu empurrei cada saco rapidinho e desci.
O taxista estava do lado de fora e ao me ver, ele pegou os sacos e os guardou no táxi. Dei o endereço a ele e entrei no automóvel com a sua ajuda, o rapaz era muito simpático e o mesmo fechou a porta.
Saímos do prédio sem levantar suspeita e eu ao olhar para trás, vi que a pirua Blazer estava parada no mesmo lugar e dobramos a direita. Mais à frente o taxista virou à esquerda e fomos beirando a orla da praia. A mesma estava vazia pelo mau tempo e relaxei no banco curtindo uma música ambiente.
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Chegamos na biblioteca e uma moça muito gentil me atendeu. Expliquei que eu tinha muitos livros interessantes a serem descartados e para não os jogar fora, eu preferi doar. Ela sorriu com a minha ação e agradeceu.
O taxista trouxe os sacos e ela indicou o local certo onde ele poderia deixá-los, sendo que antes de expô-los nas estantes, eles seriam checados. Isso era de praxe e falei que tudo bem. Ela perguntou se eu queria fazer um cadastro para poder ler em horas vagas e eu a agradeci. Falei que em outra hora eu voltaria e paguei o taxista para poder liberá-lo.
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Andei pelas ruas do bairro vizinho e entrei em uma loja. Comprei algumas fichas de telefone e fui até o telefone público mais próximo, eu ligaria para o meu amigo jake por sentir muita saudade dele. Mesmo estando casada, eu me sentia sozinha e isso não significava que eu estava alimentando as esperanças dele, muito pelo contrário. Disquei o número do celular dele após inserir a ficha e chamou três vezes, antes do próximo toque ele atendeu.
—Alô.
—Jake sou eu bella.
—Oi. Falou ele surpreso.
—Está no trabalho?
—Sim, estou. Fiquei surpreso, principalmente por não conhecer esse número.
—Estou em um orelhão público.
—Está em Solares?
—É eu estou sim. Falei sorrindo. Jake me transmitia paz e segurança.
—Notei. Disse ele sorrindo e eu tive que inserir outra ficha por ser ligação para celular.
—Podemos nos ver, mas tem que ser agora que estou livre.
—Onde você está?
—Estou em um bairro vizinho de Solares, posso pegar um táxi e ir ao seu encontro.
—Estou no centro. No escritório, mas não deve ficar longe.
—Dê-me o endereço e o táxi me deixará aí.
—Tudo bem, mas eu lhe aguardo na portaria e pago o táxi para você.
—Não precisa jake e obrigado.
Jake me deu o endereço e afirmei que em vinte minutos no máximo eu estaria lá e encerrei a ligação quando eu precisava por outra ficha. Esperei um táxi passar estando eu no ponto de ônibus e fiz sinal para um quando o mesmo vinha ao longe. O táxi parou e eu entrei, falei o endereço para o senhor e me acomodei melhor no banco.
.
Um tempo depois.
Paramos em frente à portaria do prédio da empresa do pai de jake e o mesmo já me aguardava estando de terno e gravata. Jake estava gatíssimo assim e sorri, ele ao ver o táxi parando e vendo que eu estava no interior do veículo, ele veio até a mim e abriu a porta.
—Cada vez maior. Falou ele sorrindo e eu sorri. –Visual novo?
—Pois é e só um momento jake. Terminei de falar com ele e olhei para o taxímetro, estava dando vinte e cinco dólares.
—Está aqui o dinheiro. Falou jake dando trinta dólares para o motorista e eu o impedi.
—Não mesmo, está aqui o dinheiro.
—Por favor, bella.
—Por favor, jake. Falei o olhando. –Eu pago essa.
—Tudo bem. Falou ele só agora reparando a aliança em meu dedo e sua expressão mudou, eu não sabia dizer se ele estava chocado ou até mesmo sentindo raiva de mim. Acho que foi uma dura surpresa e ele me olhou.
—Está aqui o dinheiro moço. Falei sem jeito.
—Ok. Falou o moço me olhando e aceitou o dinheiro, logo após ele me deu o troco e eu saí do táxi.
Jake e eu fomos caminhando pela calçada e entramos no prédio, descemos para a garagem no subsolo e entramos no carro dele que estava estacionado ao lado do carro do pai. Eu reconheci o carro do pai dele por conhecer todos os automóveis da família dele. Após ele entrar no automóvel e fechar a porta, ele me olhou meio que indignado.
—Essa aliança é o que eu estou pensando? Perguntou ele olhando para o meu dedo e meio que involuntário eu escondi a aliança com os dedos da minha outra mão.
—Infelizmente é sim jake, mas eu não tive outra opção.
—Mas é claro que teve, mas você não a aceitou. Preferiu voltar para Solares quando teve a oportunidade de desaparecer para sempre. Que tipo de homem é esse? Perguntou ele me olhando. —Não sei como se sujeitou a se casar com aquele monstro Isabella! Está claro e tão óbvio que o cara te maltrata! Disse ele indignado à última frase.
—Sei que você tem toda razão jake, mas eu acabei voltando por ter em meu peito um coração mole demais.
—Está apaixonada por ele? Perguntou ele estando desacreditado.
—Falo coração mole demais, mas não por causa dele e sim da mãe dele. Dos pais dele na verdade.
—Essas pessoas não merecem compaixão, está na casa de estranhos bella e eles nem são a sua família de verdade.
—Não os conhece jake para falar uma coisa dessas. Edward sim não tem muita compaixão, mas os pais dele são um amor. Eles me tratam tão bem.
—Então eles são a sua família agora?
—Por enquanto sim, aliás, parece que sim.
—É difícil acreditar no que eu estou vendo e ouvindo. Como você foi parar nessa situação e casada com um cara sem um pingo de escrúpulos? É lamentável estar vendo a sua ruína.
—É lamentável para mim também jake.
—Não acredito nem um pouco. Deve sentir algo por aquele cara, se me lembro bem, ele faz bem o tipo das mulheres.
—Isso é o que menos importa para mim e eles têm direito em relação a minha filha. Eu optei por não abortar e quando eu precisei da sua ajuda, que não vem ao caso esse assunto agora, eu não tive. Tudo em minha vida foi um acidente jake.
—Grandes coisa! Você optou a ficar lá! Como podem adorá-la, se bem abaixo do nariz deles está o seu sofrimento e é visível para quem te olhar! Há marcas em seu corpo que não estavam aí antes. Eu te conheço mais que bem, então não me diga que está tudo às mil maravilhas. Eles devem tratá-la bem por causa da criança em seu ventre. Mas depois que ela nascer hum?....... Mas depois que ela nascer Isabella? Hum? Quem te garante que serão os mesmos com você? Não terá mais valor!
—Essa resposta eu não sei te dar, mas eu não tenho condições de criá-la sozinha.
—Eu quis te ajudar, eu até fugiria com você se fosse preciso, mas você não quis para poder continuar com a sua nova família! Preferiu ficar se humilhando a ter um pouco mais de paz, vida própria e valor. Você escolheu isso Isabella e nem lamentar por essa situação em que você está vivendo eu posso mais. Foi a sua escolha, você optou por ela.
—Tem razão e eu não quero ser digna de pena. Tenho plena consciência da minha escolha errada, mas eu não tive solução jake. Edward é determinado e consegue sempre o que quer. Sei que ele não vai me deixar em paz.
—É deplorável imaginar ele a usando, está claro que isso acontece. Ele não se exaltaria tanto e à toa ao nos pegar juntos naquela que era para ser uma incrível noite. Eu poderia acabar com ele se não fosse aqueles seguranças me segurando.
—Eu lamento ter o envolvido naquilo jake, mas saiba que ele já consertou o carro e eu já fui punida por isso.
—Você o provocou também, não devia ter feito aquilo.
—Não me arrependo. O problema do meu afastamento após o incidente foi porque eu não queria envolvê-lo ainda mais. Eu gosto muito de você e da sua família. Saiba que você é muito importante para mim e por isso eu estou aqui hoje.
—Se gostasse mesmo, teria fugido comigo.
—Há várias maneiras de se gostar de alguém jake.
—Aé, eu lembrei que somos bons amigos.
—Pra falar a verdade, eu nem tão cedo quero me envolver com alguém. Acho que não existe outra mulher mais ferida que eu nesse exato momento.
—Está sofrendo porque quer! Eu lhe dei opções e saiba que quem tem pena é galinha e mesmo assim a pobre morre depenada! Eles passam por cima da sua dor por causa do filho, só você boba não enxerga isso!
—Não sabe de nada jake, por isso julga os avós da minha filha dessa forma.
—Prefiro não saber de nada mesmo, é inaceitável essa situação desrespeitosa. Estou desapontado, prefiro falar a verdade.
—Não vai querer ser mais o meu amigo por causa disso?
—Eu estou chocado, é normal essa reação em alguém que gosta realmente de você. Mesmo que seja na amizade apenas.
—Jake eu....
—Não precisa dizer nada, eu sei me pôr no meu lugar. Agora está casada, grávida e tem uma nova família “a zelar”.
—Não quero que fale assim.
—É a mais pura verdade.
—Eu só queria te ver e estou até mal arrumada para estar em um ambiente chique como esse.
—Isso é o que menos importa.
—Eu quis te ver para saber como você está e a sua família também. Não me perdoo ainda por tê-lo o envolvido naquilo e fico feliz que você está bem.
—É eu estou sim.
—Eu te desejo um bom final de semana.
—Obrigado. Desejo o mesmo se for possível.
—Será. Falei o olhando. –O meu apartamento foi vendido, mas nos manteremos em contato sempre.
—Você o vendeu?
—Sim. Eu não quero ter que depender das pessoas e não me esqueci da ajuda que você me deu, eu irei lhe pagar.
—Aceite a minha ajuda como um presente.
—Não posso, sinto-me em dívida com você. Fez muito por mim jake.
—Não se sinta.
—Obrigado. Apesar dos pesares, continuamos a nossa amizade.
—Isso é verdade. Disse ele me olhando e eu sorri.
—Você está tão abatida e grávida demais.
—É eu sei. A criança está me sugando e me deixando pra lá de faminta. Após eu falar, ele sorriu de leve e arriscou a passar a mão em minha barriga.
—Não é a mesma Isabella.
—Antes eu não estava grávida. Falei sorrindo.
—Não mesmo.
—Tenho que ir jake, não quero te atrapalhar no serviço.
—Podemos ir almoçar. O que acha?
—Está no horário de serviço.
—Hei! Eu também preciso almoçar. Falou ele sorrindo e senti o meu bebê chutar. –Sempre vou a um restaurante próximo daqui e as pessoas lá já até me conhecem. Podemos ir até lá e conversamos um pouco mais.
—Eu topo então gatão. Falei sorrindo e segurei na mão dele. –Está um gato vestido assim jake.
—É parece que sim, as mulheres gostam. Disse ele sorrindo. –Isso é um bom sinal.
—Mais é claro que sim, só não vá ficar um mulherengo nato.
—Nunca fui e nunca serei, você me conhece.
—Claro que sim. Após eu afirmar, ele colocou a chave na ignição e ligou o carro.
Jake tirou o blazer e o colocou no banco traseiro, depois nós saímos do estacionamento e eu fui olhando tudo em volta. O cheirinho de jake estava no interior de seu carro e isso me fez lembrar do pai da minha filha. Aquele traste eu pensei e tentei o esquecer ali naquele momento de descontração.
Como jake falou, o restaurante era ali pertinho mesmo e ele estacionou. Sendo sempre gentil e cavalheiro, ele abriu a porta do carro para eu descer e segurei na mão dele como apoio. Após fechar o carro e travá-lo com o alarme, nós entramos.
Fomos bem recepcionados e a garçonete nos cumprimentou estando bem sorridente.
—Boa tarde Sr. Black.
—Boa tarde Carolina.
—Boa tarde senhora. Falou ela me olhando e a minha aliança um pouco grossa com brilhantes chamava a atenção.
—Boa tarde. Falei de forma educada.
Ela se retirou após nos acomodarmos na cadeira e olhamos o menu do restaurante. De carne, jake e eu pedimos costela de porco a americana junto de sua guarnição. Para bebermos nós pedimos suco de fruta e aguardamos os nossos pedidos chegar.
Não demorou nada e fomos servidos, estava cheirosa demais a comida e encheu a minha boca de água. Lembrei da minha vitamina ali em minha bolsa e a ingeri com um pouco de suco, depois nós começamos a comer.
—Já tem nome a bebê?
—Não, na verdade eu estou em branco ainda.
—Tenho certeza que ela será muito linda. Disse ele sorrindo.
—Acredito que sim, às vezes me pego pensando a respeito disso, mas na verdade eu só desejo que a minha bebê tenha muita saúde.
—Sinto saudades dos seus pais. Disse ele do nada me olhando, devia estar distraído. –Do seu pai sempre durão comigo, mas depois afrouxava.
—É eu também sinto. Falei sorrindo. –Eu me lembro das vezes em que fugi para ir ao encontro da galera. Após eu falar, nós dois sorrimos pra valer. –Eu não tinha medo.
—Você era bem levada dona Isabella.
—Um pouco. Falei sorrindo e me lembrei de cada travessura.
—Tempo bom e não sabíamos.
—Tem toda razão Sr. Black.
—Boba. Disse ele sorrindo. –Sei que está imitando a garçonete.
—Acertou na mosca.
—O que achou da comida?
—Deliciosa. Estou até com vontade de lamber os meus dedos.
Sorrimos e continuamos a comer. A porção no prato era exagerada e comi por dois, quando eu acabei de comer eu bebi o meu suco me sentindo pra lá de cheia. Jake me fez aceitar um pouco de sua sobremesa e comi me deliciando aquela mousse com trufas branca. Estava bom demais e dividimos, pois, eu não conseguiria comer uma sobremesa farta daquela sozinha.
O telefone de jake tocou e ele o atendeu, era o pai o caçando e soube que eles teriam uma reunião muito em breve.
—Temos mesmo que ir.
—Que pena! Falei com lágrimas brotando em meus olhos e jake beijou a minha mão de forma carinhosa.
—Sabe onde eu moro, qualquer coisa, eu estarei sempre aqui e serei sempre o seu amigo.
—Eu valorizo isso jake e eu te amo de verdade.
—Eu também sapequinha. Disse ele sorrindo e veio se sentar ao meu lado. –Saiba que tem outras opções, pode se mandar para sempre da vida dessas pessoas.
—Irei me lembrar disso. Tem notícias dos outros?
—Eles estão bem e seguindo as suas vidas.
—Que bom, um dia eu quero poder vê-los pessoalmente.
—Irá e espero te ver novamente.
—Muito em breve. Eu vendi o meu apartamento, mas sempre irei estar por perto. –Posso me divorciar a qualquer momento.
—Aquele cara não abrirá mão de você, sabe disso. –Com todo respeito de amigo, se fosse eu não abriria.
—Está tão na cara assim? Falei acariciando a mão dele.
—Até cego pode deduzir. Você é muito linda Isabella, sabe disso, mas eu sim valorizo o seu eu de verdade bem aqui dentro. Disse ele apontando para o meu coração.
—Modéstia sua. Falei sorrindo.
—Não é não.
—Obrigado então, mas o que importa é que eu não irei sumir.
—Fico feliz que pense assim.
—Avisa a Ângela que eu estou com muita saudade e que eu darei um jeito de irmos juntos visitá-la novamente.
—Tudo bem.
—Eu mandarei e-mails para você jake, nos falaremos dessa forma.
—Verificarei o meu e-mail sempre.
—Faça isso.
—Vamos?
—Vamos sim. Eu não quero que chegue atrasado em seu compromisso.
—Onde eu deixo você.
—Em um ponto de ônibus, pegarei um táxi.
—Esse é por minha conta, por favor, Isabella.
—Já me pagou o almoço jake, sabe que eu me sinto mal.
—Deixe de bobeira. Aceite vai?
—Ta bom, você consegue me convencer. Falei sorrindo e jake pediu a conta.
Depois dela paga, nos saímos do restaurante e fomos para o carro. Jake o ligou após me olhar por instantes e eu sorri, sem demora saímos do local.
.
Chegamos em um ponto de ônibus próximo da empresa do pai dele e ele parou o carro mais à frente em um local seguro.
—Tenha uma boa tarde Isabella.
—Você também Jacob. É sempre um prazer estar com você.
—Disponha! Falou ele sorrindo e o abracei.
—Obrigado por tudo gato. Falei sorrindo, era assim que nos tratávamos.
—Tudo bem gata. É uma pena que está casada, do contrário teríamos uma festa hoje para irmos de um amigo meu da empresa.
—Divirta-se e eu com essa barriga só o atrapalharia nas conquistas. Tenho certeza que a dama a qual escolher, ela será digna de ser sua. Tudo de bom jake.
—Para você também. Falou ele e prendi as minhas lágrimas com bravura.
—Nos veremos em breve.
—Nos veremos em breve gata.
Saí do meio dos braços protetores dele e sorri. Ganhei dois beijos no rosto e um na testa, esse último foi demorado e me afastei abrindo a porta do carro. Jake colocou cem dólares em minha mão e ele não me deixou protestar. Dei um tchauzinho para ele e fechei a porta do carro sorrindo. Jake se foi por estar já atrasado e eu fiquei aguardando um táxi passar.
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4min depois.
Fiz sinal para o táxi e o mesmo parou mais à frente. Entrei no veículo e dei o endereço do meu prédio, após informá-lo eu relaxei no banco. Pensei em jake e ele era mesmo carinhoso comigo, eu fiquei mais aquecida e me sentindo mais feliz com o nosso encontro. Ele sempre se preocupando comigo e sorri, eu jamais o esqueceria ou romperia a nossa amizade por causa de Edward. Ele não merecia que eu o obedecesse, eu não me deixaria ser mandada mais e eu estava perdendo a minha juventude.
Paramos em frente o meu apartamento e o porteiro nos liberou ao me ver pela fresta do vidro, eu não queria que o Lima me visse e entramos. Paguei o taxista e pedi que ele invertesse a minha aparência caso alguém o parasse. No caso eu seria morena de olhos negros. O cara falou que sem problemas e eu dei uma gorjeta por esse pequeno favor. Ele se foi e eu subi. Estando em meu andar, eu abri a porta do meu apartamento e entrei. Tornei a trancar a porta e fui para o meu quarto. Tomei um banho rápido e vesti novamente o meu blusão, liguei o ar do quarto e a televisão. Passei a tarde toda a assistindo e fazendo carinho em minha barriga. Cheguei a sentir a minha filha mexer.
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Ás 20h da noite.
Levantei da cama sentindo o meu sono querendo chegar e fiquei pensando na conversa de jake.
—Será que ele tem razão?
Eu me perguntei me referindo ao comentário dele. Jake supôs que após a minha bebê nascer, não seria o mesmo tratamento. Eles me davam muito carinho e tal, mas fiquei cismada com essa dedução dele. Eu iria ligar para a Esme e saber como ela está, mas essa minha dúvida me travou. Sendo que eu me lembrei de tudo que eles fizeram por mim e resolvi ligar para Ourinhos.
Conversei com a Mary um pouco e depois eu conversei com a Esme, ela ficou muito feliz com a minha ligação e me desculpei por sair assim tão de repente. Ela me dizendo que estava tudo bem, eu encerrei a ligação. Eu não perguntei pelo Edward e nem a minha “sogra” falou a respeito dele, foi bom assim. Lembrei das minhas horas hoje junto de jake e foi mais que agradável. Jake sabia me bajular como nenhum homem já fez. Eu lembro dos meus momentos com o Max, mas a nossa despedida no apartamento dele não foi das melhores, ele foi seco comigo e essa reação dele me deixou mal. Ta certo que ele tinha razão por eu não me decidi. Fazer o quê? Eu me perguntava.
Minha vida estava tumultuada eu pensava e minha vontade de fugir disso tudo era imensa. Eu não aguentava mais viver sob pressão e Edward se achava o meu dono. Eu não queria ser mãe tão cedo e eu já teria fugido caso eu não tivesse uma bebê entre nós. Talvez esse meu pensamento fosse sem noção, mas sozinha no mundo estando com uma bebê é que não. Edward foi o culpado por colocá-la dentro de mim, então ele não ficaria livre dessa responsabilidade para ir viver livremente com outra. Essa era a forma de puni-lo já que gostava de viver de forma aventureira. Parei de pensar nessas coisas e fui fazer algo rápido para eu jantar. Escutei o telefone tocando estando refogando o arroz e fui atendê-lo após apagar o fogo.
—Alô.
—Sou eu. Falou Edward e eu escutei a televisão estando ligada ao fundo
—Eu percebi. O que você quer?
—Eu posso ligar para você, não há mal nisso.
—Eu estou ocupada na cozinha, não posso falar agora.
—Venha para cá amanhã. Pediu ele de forma educada e até estranhei.
—Eu só irei domingo.
—Fomos convidados para irmos a uma recepção importante de um cliente e amigo nosso. Não podemos fazer essa desfeita, já que ele ligou para o meu pai com tanta boa vontade. Ele junto de sua mulher resolveu reunir os amigos de última hora e acredito que vá bastante gente.
—Não dá, vá você com os seus pais e dê uma desculpa. Diga que eu estava enjoada e minta, você é bom nisso em mentir para as pessoas.
—Deixe de bobeira, não precisa ser indelicada.
—Eu preciso arrumar as roupas que ficaram aqui. Preciso retirar o restante dos meus objetos pessoais e não posso fazer nada disso correndo. Diga aos amigos de vocês que eu tenho esse compromisso, sei lá, diga o que vier a sua cabeça. Deixarei o apartamento no domingo o deixando livre de qualquer pertence pessoal meu. Até os mantimentos eu darei um jeito de dar para alguém que esteja precisando. Eu estarei ocupada e desculpe a minha ausência com os amigos de vocês.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Tudo bem Isabella. Resolva as suas coisas e no domingo o Lima irá lhe trazer.
—Ok.
—Você quer que uma das arrumadeiras vá lhe ajudar?
—Não precisa, já está tudo sob controle.
—Tem certeza?
—É, eu tenho Edward, agora eu tenho que desligar.
—Isabella, eu não quero que a atitude que eu tive no sábado estrague ainda mais a nossa convivência.
—Isso já morreu para mim Edward, até domingo. Após eu falar, desliguei o telefone.
Coloquei o telefone na base pensando nesse meu ato bem deselegante, mas ele mereceu. Eu estava bem chateada por ele ficar me ofendendo à toa e fui terminar de preparar a comida. O meu estômago já estava dando voltas.
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Sentei-me no sofá segurando o meu prato de comida e comi assistindo televisão. O sono já estava me dominando, mas continuei resistindo para poder assistir à novela que estava muito boa a meu ver.
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Às 23:13min.
O sono já estava me dominando e me levantei do sofá para poder ir até a cozinha lavar o meu prato. Depois eu retornei à sala para desligar a televisão e apaguei as luzes deixando apenas a do corredor acesa. Entrei em meu quarto e fechei a porta, fui escovar os meus dentes e me aliviei. Lavei as minhas mãos e saí do banheiro, liguei o ar e deixei a luz do abajur acesa, logo após eu me deitei e fiquei pensando na recepção que o Edward me falou. Não demorou muito acabei dormindo.
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Sábado, 28 de março.
Às 09:29min.
Acordei do nada e olhei para a janela, estava chovendo bastante. Passei a mão em minha barriga ao senti a bebê mexendo e me levantei. Escovei os meus dentes e me aliviei. Lavei as minhas mãos, penteei o meu cabelo e saí do quarto para poder preparar o meu café da manhã.
Após tomar o meu café, eu dei início na arrumação das minhas coisas. Guardei as roupas restantes nas sacolas, guardei os meus objetos pessoais em outra sacola e já não havia mais o que guardar. Dobrei os meus edredons que eram de ótima qualidade e o restante ficaria tudo ali. Estando na cozinha já, eu interfonei para o porteiro e perguntei se ele queria os mantimentos que havia em meu apartamento e o informei que o mesmo iria ser vendido. Ele ficou feliz por eu ter conseguido vendê-lo, já que dá outra vez foi ele quem me ajudou a arrumar um corretor. Sendo que não deu certo. Ele falou que sentiria saudades e me desejou tudo de bom. Sentindo-se um pouco acanhado, ele disse que aceitaria sim e eu sabia que ele não era rico e sim um lutador. O agradeci por tudo e encerrei a ligação.
Passei pano no chão do closet e nas gavetas, deixei tudo limpinho e dei um retoque no banheiro. Fiz o mesmo em meu quarto e tudo estava brilhando de tão limpo. Coloquei as bolsas com os meus pertences na sala e a próxima a limpar seria a cozinha.
Tirei o que estava bom da geladeira e coloquei em uma sacola. Não havia muito que colocar e após eu terminar, eu limpei a geladeira. Peguei o pouco que havia no armário e guardei dentro do saco, não restando mais nada eu passei pano úmido nos mesmo. Limpei o chão e verifiquei toda a casa para ver se havia o que mais limpar, mas não havia mais nada a se fazer ali e fiquei pensando em voltar hoje mesmo para Ourinhos, eu não queria que ficassem pensando mal a meu respeito estando eu aqui em Solares. A conversa que eu tive com o jake me deixou encucada, todos sabiam que o meu ex morava aqui e que o meu relacionamento com Edward não era dos melhores. Eu então preferi evitar, eu não sabia o que se passava na cabeça das pessoas e eu estava comendo e bebendo lá. Eu já havia visto o meu amigo Jake e eu estava mais que feliz. Muita aproximação só poderia prejudicá-lo e desencadear mais brigas da parte de Edward. Eu com certeza daria o meu jeito para poder vê-lo outras vezes e a minha amiga Ângela também.
Decidi trocar de roupa e fui até uma das sacolas que estavam na sala, escolhi o que vestir e ficou um pouco apertado, mas não liguei e tornei a arrumar a bolsa. Peguei as sacolas de mantimento e fui colocando-as no corredor, sem ter o que mais pegar, eu desci com elas e entreguei ao porteiro que agradeceu bastante. Saí para a rua estando chovendo e não me importando com os pingos de chuva. Caminhei até a pirua Blazer e vi que o segurança da vez era o Fausto. Não tendo muito que fazer, eu o pedi que me acompanhasse e estacionasse na garagem do prédio para ele me ajudar a descer as minhas coisas. Dizendo que tudo bem, eu atravessei a rua com cuidado e pedi o porteiro para liberar a entrada do segurança.
Subimos juntos e descemos tudo, inclusive os edredons nós os colocamos no porta mala. Pedi a ele que me aguardasse no carro que logo eu desceria.
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Estando em meu apartamento, eu o olhei bem e fiquei muito sentida, tanto que sequei as lágrimas que escorriam e me lembrei de algo importante. As contas. Umas já estavam comigo e passaria na portaria para ver se as outras já haviam chegado. Saí do meu apartamento e desci, passei na portaria e as duas cartas restantes já estavam ali. Despedi-me do porteiro e abri a porta que daria na garagem, caminhei até o carro e Fausto abriu a porta para eu entrar. Pedi a ele para me levar até um salãozinho ali perto e algumas meninas as quais eu conhecia, se mostrou chocada ao me verem e ainda por cima grávida. Era ali que eu ia com a minha mãe vez ou outra. Umas lamentaram a perda e eu de forma inteligente evitei mais perguntas. Sendo discretas elas voltaram a seus afazeres e arranjaram uma brecha para eu fazer as minhas unhas e o meu cabelo.
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A produção foi rápida e ficaram perfeitas as minhas unhas pintadas de vermelho, já o meu cabelo ele ficou pra lá de liso com o tratamento que eu fiz. Paguei a conta e prometi voltar mais vezes quando desse. Fomos embora e pedi a Fausto que fosse para a minha nova casa, eu estava com as chaves em minha bolsa e guardaria tudo lá.
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Horas depois. (17:40min)
Nesse momento acabávamos de passar pelos portões da minha mais nova residência. Fausto parou o carro bem em frente à porta da sala e saí do carro com a sua ajuda. Eu abri a porta da casa e entrei, peguei o controle das proteções e as abri. A paisagem era linda e pedi a Fausto que subisse as bolsas e as colocassem no quarto que Edward e eu dormia. Claro que eu fiquei lá em cima enquanto ele levava tudo e guardei até muito rápido as coisas. Os edredons eu os lavaria outro dia e resolvi ligar para a casa de Esme, peguei o telefone sem fio estando eu na sala e disquei os números, chamou duas vezes e na terceira atenderam.
—Alô. Falou Victória.
—Victória, sou eu Isabella.
—Olá senhora.
—Olá Victória, o meu sogro está aí?
—Está sim. Quer falar com ele?
—Sim, por favor, passe para ele.
—Ta bom, só um momento.
—Ok.
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3min depois.
—Oi bella. Algum problema querida?
—Nenhum mesmo. Falei sorrindo de leve. –Eu gostaria de saber que horas é a recepção lá na casa do amigo de vocês?
—É às 20h e sem hora para acabar, eles são festeiros. Disse ele sorrindo.
—Que horas vocês pretendem sair?
—Às 19:30min, não fica tão longe daqui.
—Edward vai?
—Ele gosta muito do casal e são nossos clientes há muito tempo, pessoas ilustres. Ele irá sim.
—Sei.
—Está em sua casa? Perguntou ele surpreso e não falou “apartamento”.
—Sim, eu estou aqui. Vim trazer as minhas coisas e deixei o apartamento de jeito que o casal apenas entre para morar.
—Ótimo!
—Pois é. Falei pensativa.
—Você vai conosco? Perguntou ele sem jeito, talvez Edward havia falado algo com ele.
—É eu irei, decidi de última hora. Só demorei mais por ter passado no salão de beleza lá perto do meu apartamento.
—Virá pra cá ou o meu filho passará aí para te buscar?
—Eu irei para aí já estando arrumada. Fausto me levará.
—Então se arrume e venha, iremos lhe aguardar.
—Tudo bem e até daqui a pouco.
—Até e fico feliz que você decidiu ir.
—Tudo bem. Eu não queria ser indelicada com você e a Esme.
—Nossos amigos querem lhe conhecer mais um pouco, no dia do casamento não foi um dia adequado. Sei que irá gostar deles.
—Acredito que sim. Então eu irei me arrumar.
—Vai lá querida.
—Tchau.
—Até daqui a pouco.
Encerrei a ligação e subi. Tomei o meu banho com cuidado para não estragar o meu cabelo e não me demorei muito por já estar quase em cima da hora. Saí para me secar, hidratei a minha pele e passei desodorante. Maquiei-me de forma marcante com sombra esfumaçada preta e com direito a batom vermelho, nada muito exagerado e ficou perfeito. Fui até o closet e havia milhares de roupas novas ali. Fiz uma combinação perfeita de um vestido chique preto , todo com bolinha pequena branca e atrás era aberto. O detalhe do vestido atrás era em forma de u e muito bonito todo trabalhado em volta por várias carreias de bolinhas. O branco das bolinhas era diferente puxado para o prata e coladinho no corpo. Peguei uma meia calça preta e me arrumei, deixei o meu cabelo solto estando bem brilhosos e ao ir me olhar no espelho, gostei do que vi. O sapato preto de bico fino era muito chique, todo em couro e do verdadeiro. Alice teve gosto ao compra-lo. Eu estava me sentindo mais que bem. Por último eu passei um delicioso perfume e coloquei algumas joias de ouro. Eu estava pronta e me lembrei de esconder muito bem a pasta contendo os documentos do meu apartamento e outros itens mais importantes que estavam na pasta.
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Desci levando uma bolsa de mão preta em couro e me sentindo bem chique. Apertei o botão do controle para pôr as proteções e dei um pulo rápido na cozinha, eu estava faminta e comi uma besteirinha correndo. Voltei para a sala e saí, tranquei a porta e informei ao Fausto que iríamos para a casa de Esme. Abrindo a porta do carro para mim, eu entrei e depois fomos embora.
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Um tempo depois.
Chegamos na mansão e eu desci do carro com a ajuda de Sebastian que havia se aproximado do carro. O agradeci estando sorridente e caminhei pelo jardim, ganhei alguns olhares e eu soube que eu estava realmente bem, pois eu ao me olhar no espelho lá na outra mansão, vi que os meus olhos estavam expressivos por causa da maquiagem escura. O meu delicioso perfume ia longe e apareci na porta da cozinha, estava ali Mary e Victória.
—Boa noite meninas.
—Boa noite. Falou Mary me olhando e sorriu abertamente. –Está perfeita. Disse ela me olhando de cima em baixo.
—Está sim. Disse Victória me olhando de cima em baixo também.
—Que bom. Todos já estão arrumados?
—Estão lhe aguardando na sala.
—Irei até eles então.
Caminhei de forma segura pela casa e apareci na sala, Edward estava em pé olhando para o lado de fora e se virou, ele chegou tomar um leve susto. Carlisle estava sentado ao lado da mulher e olhou na minha direção, seu sorriso foi verdadeiro e eu retribuí.
—Boa noite a todos. Falei me aproximando e Carlisle se levantou.
—Boa noite querida. Disse Esme sorrindo.
—Boa noite Isabella. Está encantadora filha.
—Obrigado. Falei sorrindo e passei a mão em meu cabelo de forma vagarosa, eu sabia que eu estava brilhando. E muito cheirosa também.
—Você veio. Falou Edward se aproximando e fiquei parada o encarando, mas sem demonstrar agressividade.
—É eu vim. Falei o olhando e ele iria me dar um selinho, eu li isso em seus olhos, seu gesto que pareceu espontâneo e me afastei de leve antes dele se aproximar. –Podemos ir?
—Mas é claro. Falou Carlisle e segurou na mão da esposa. –Vamos amor?
—Vamos sim querido. Falou Esme pegando uma bolsa ao lado de si após tatear um pouco o sofá e devia ser uma lembrancinha.
Ela se levantou com a ajuda do marido e foram na frente. Fui andando logo atrás e Edward me seguiu estando impecavelmente bonito e cheiroso. Esme vestia um macacão cumprido vermelho chique e o tecido era de linho. Seu sapato de salto era da mesma cor e estava com um conjunto de pulseira, anel, brinco e cordão de ouro. Sua maquiagem estava muito bonita e o batom era vermelho também. Carlisle estava muito chique e seu sapato social deixava claro o quão caro ele era.
Passamos pela cozinha e nos despedimos das meninas, saímos no quintal e iríamos todos no carro de Edward. Andei de forma segura e passamos por Sebastian. Sorri de forma simpática com os meus lábios extremamente vermelhos para ele e o saudei com um tchauzinho, na mesma hora eu senti Edward envolver a minha cintura e não liguei. Continuamos indo rumo a garagem e chegamos lá segundos depois. Edward destravou o alarme do Volvo e Carlisle abriu a porta para eu e Esme poder entrar. Ele era mesmo um cavalheiro e sorri.
Eles foram sentados no banco dos passageiros e eu fui na frente com o Edward. Cruzei as minhas pernas e Edward ligou o veículo, antes de sair ele me olhou e me senti ser despida com o olhar dele. Acariciei a minha barriga ao sentir a bebê mexendo e olhei para o lado de fora, permaneci assim durante o trajeto e vez ou outra eu conversava com os pais dele.
—Está muito linda Esme. Quem fez a sua maquiagem?
—Victória foi quem fez. Ficou mesmo bom?
—Claro que sim. Falei sorrindo levemente. –Ela fez um ótimo trabalho.
—Ela é uma moça simpática e me ajuda bastante, uma ótima companhia.
—Que bom! Ela arruma a casa muito bem, pude observar.
—Meu marido falou a mesma coisa filha.
—Ela é uma mulher completa. Falou Edward me olhando e eu o olhei.
—Como pode saber disso? Perguntei o olhando.
—Ela limpa bem, é uma pessoa agradável e simpática, está sempre pronta a ajudar.
—Olhando nesse ponto, eu tenho que concordar com você. Falei de forma simples e sem demonstrar hostilidade, ela era uma oferecida fora às qualidades.
—Vai gostar de Peter e Charlotte, é um casal simpaticíssimo Isabella. Falou Carlisle. –Você ao vê-los, irá se lembrar.
—Acredito que sim.
—Irá gostar deles.
—Acredito que sim.
.
Momentos depois.
Chegamos na mansão e os seguranças nos liberaram para entrar, até os seguranças dos Cullens ficariam lá fora para reforçar. O jardim da mansão era a coisa mais linda e todo cercado de rosas. O chafariz contendo estátuas de leões todo iluminado enfeitava o lugar e era mesmo lindo. Havia flores em todo o lugar, e onde estacionamos havia outros carros, a mansão era ainda maior que a dos Cullens. De muito bom gosto também.
Um dos seguranças do local abriu a porta para eu descer e os outros desceram do carro também. O agradeci e Edward deu a volta no carro e veio segurar a minha mão. Carlisle fez o mesmo com a esposa e fomos andando rumo a entrada. Nós fomos muito bem recepcionado por uma das empregadas e entramos, juro que me perdi na imensidão do lugar. Estávamos em um corredor imenso agora e a moça nos levou até o salão da casa que ficava bem mais ao fundo, eu estava encantada com tanto luxo e Edward não largava a minha mão. Tudo era lindo e muito chique, tinha razão para haver tantos seguranças em volta.
Finalmente chegamos no local da recepção e havia umas vinte pessoas no local, todas estavam muito bem arrumadas e eu não fiz feio. Mesmo não me considerando rica, eu sabia me vestir mais que bem. Graças a Alice nesse momento, porque, eu estava cem por cento vestida com as escolhas dela.
O casal aparentando uns cinquenta anos e bem conservados se aproximaram bem sorridentes.
—Olá minha cara Isabella. Falou Charlotte e me lembrei dela vagamente. –Tudo bem encanto?
—Tudo bem. Falei sorrindo e nos cumprimentamos.
—Está ainda mais bonita. Disse ela sorridente. –Sorte a sua lindão. Disse ela olhando para o Edward.
—Concordo. Falou Edward me olhando e eu olhei para o Peter. –Boa noite senhor. Ele cumprimentou o marido de Charlotte com um aperto de mão e um abraço caloroso.
—Boa noite jovem e sejam bem-vindos.
—Obrigado. Nós os agradecemos juntos.
—Aceitam uma bebida?
—Eu aceito sim se não for incomodo. Falou Carlisle o cumprimentando. Eu pude perceber o quão ricos eles eram. Suas joias, roupas, perfume, a casa, todo o ambiente exalava a luxo.
—Deixa disso! Disse ele sorrindo. –Estão em casa.
—Obrigado. Agradeceu a Esme.
—E você querida?
—Eu estou feliz Charlotte. Falou Esme estando Charlotte segurando nas mãos dela.
—Que casamento lindo vocês fizeram. O casal é lindo e não vejo a hora de conhecer a bebê. Logo irei visitá-los.
—Estamos em sintonia então, pois eu e o meu esposo estamos loucos para pegá-la no colo e futuramente ouvi-la nos chamando de vovó e vovô.
—Ela vai ser incrível de linda, igual à mãe que é uma fofurinha. É uma jovem incrivelmente linda minha cara e que olhos ela tem.
—Alice disse que são mesmo lindos.
—Sua sobrinha tem toda razão. Eu a convidei, mas a mesma vive trabalhando.
—É bem Alice. Falou Edward sorrindo.
—Espero que se divirtam.
—Sempre nos divertimos estando aqui meus amigos.
—Trouxe uma lembrança para você Charlotte. Falou Esme.
—Quanta modéstia, nem é o meu aniversário. Disse a moça sorrindo. -Desde já agradeço.
—De nada. Disse Esme sorrindo.
Sorrimos e fomos servidos, na verdade não era aniversário de ninguém, era apenas uma recepção entre amigos íntimos. Esme e Carlisle pegaram um drink alcoólico para beberem e Edward preferiu uma taça de champanhe. Eu preferi beber um drink sem álcool e peguei uma entrada mais que fina a base de salmão para eu comer. Estava crocante a casquinha e o creme dentro dela era de lamber os dedos. Tudo era muito fino e comi bastante, eu estava com muita fome por ter só beliscado antes. Havia muita coisa e fiquei na roda de amigos deles. Eu observei um por um e ricos ainda era pouco, eles eram pura etiqueta. Por sorte eu saia com o jake e aprendi muito ao andar com ele, até isso eu devo a ele e aos meus pais que sempre me educaram e me colocaram sempre em colégios bons. Bebi outros drinks com o passar dos minutos e todos saborosos, o de abacaxi era show.
Depois que nós chegamos, mais pessoas chegaram e foram bem servidos igual aos demais. Carlisle conhecia a maioria e Edward também, fora às moças muito finas que estavam elegantemente vestidas ali. Inclusive Edward as conhecia e fui saudá-las quando ele segurou a minha mão. Umas eu me lembrei que foram em nosso casamento, mas as outras não. Algumas olhavam para ele e sorriam, sei que ele era mesmo bonito e ofuscava a visão delas de forma erótica. Pelo modo que elas sorriam, com certeza o imaginava no meio de seus lençóis. Disfarcei e fingi que não percebi o olhar que uma delas deu em meu marido, ela quase o secou e se ela quisesse, que ficasse com ele.
Voltei para onde os pais de Edward estavam e preferi ficar ali com eles, a conversa estava bem empolgante e comi mais um pouco. Senti a bebê mexendo e sem querer ser sem educação, eu precisava deixá-los e ir até o banheiro. Minha bexiga estouraria se eu esperasse mais um pouquinho e perguntei a uma das empregadas onde ficava o banheiro. Ela me disse onde o mesmo ficava e era um pouco distante, a agradecendo eu avisei que me ausentaria. Olhei para o Edward e me afastei, fui caminhando no meio das outras pessoas e sorria de forma gentil, apesar de tudo eles eram mesmo gentis. Caminhei a passos largos pelo corredor e virei à direita, o banheiro ficava no final do corredor e inclusive duas moças voltavam de lá. Ao chegar finalmente, eu entrei no banheiro e fechei a porta. Olhei-me no espelho e retoquei o batom após pegá-lo na bolsa. A seguir me aliviei estando com tanta vontade, que me causou uma sensação boa em meu sexo, nisso eu me lembrei que fazia muitos dias que eu não tinha relações sexuais e nem queria mesmo com o meu suposto marido. Eu sentia muito desejo, parece que a gravidez aflorou tudo em mim e evitei pensar nisso. Fui lavar as minhas mãos e as sequei depois. Saí do banheiro e voltei para o salão, à janta seria servida e nos sentamos à mesa. A mesma era enorme e havia duas delas, couberam todos e brindamos com champanhe, inclusive eu brindei com um pouco de refrigerante em meu copo. A comida foi servida e olhei para aquela comida com uma aparência ótima. Juro que a minha boca encheu d´água e começamos a comer. O sabor nos levava as nuvens e me deliciei à vontade.
Edward estava sentado ao meu lado e comíamos todos conversando bastante, eles eram agradáveis demais e o casal anfitrião ganhou a minha simpatia. Eles tinham dois filhos solteiros e três moças, todas educadas e era exatamente uma delas que devia ter uma queda por Edward. Eles conversavam bastante e logo chegou à vez da sobremesa, havia quatro delas para nos deliciarmos e só aguentei comer duas, nada mais cabia em mim. Fomos para o quintal e a piscina era gigantesca, a pedido da filha do casal, o dj começou a animar a festa com músicas mais agitadas. Os drinks sem álcool começaram a circular e devia ser para não embriagar o pessoal que dirigia. O pessoal se acabava, inclusive eu que não me divertia tanto há muito tempo. Dancei junto de minha sogra e sorriamos bastante. Eu como não estava choca requebrei com sensualidade e jeito, nisso eu atraí a atenção do meu suposto marido. Fazendo-se de bobo, ele se aproximou e me abraçou por trás. Por ter me chamado de vadia a minha vontade era de socá-lo e jogá-lo naquela piscina, mas não fiz feio e continuei dançando como se nada estivesse acontecendo. Momentos depois eu parei de dançar e já estava mais que bom, apesar de Edward estar na minha cola sem necessidade, eu estava me esbaldando e acho que todos ali estavam. O clima descontraído me deixou bem à vontade no meio de tanta gente desconhecida, eu me arrependeria se não estivesse vindo.
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Madrugada de Domingo, 29 de março.
Às 3h da manhã.
—Nós adoramos a recepção Charlotte. Falou Esme sorridente por causa dos drinks ingeridos.
—Com certeza. Eu afirmei e a abracei de forma carinhosa.
—Jura?
—Claro que sim. Falei sorrindo. –Estava tudo maravilhoso.
—Que bom! Volte mais vezes. Disse ela me olhando e suas palavras eram sinceras. –Tudo de bom bebê. Disse ela acariciando a minha barriga e sorrimos.
—Pode deixar.
—É, nós voltaremos. Falou Edward a abraçando.
—Tchau meus amigos e apareçam lá em casa. Sabe que as portas estão abertas.
—Claro que sim. Disseram eles e os filhos do casal se aproximaram para se despedirem de nós também.
Fomos cumprimentados e caminhamos rumo ao estacionamento, chegando lá nós entramos no carro e Edward buzinou após ligar o carro. Estando o veículo em movimento, nós acenamos e saímos de portão a fora. Os seguranças nos acompanharam e fomos embora.
Carlisle e Esme estavam sorridentes por causa das bebidas e eu sorria com eles também durante a nossa conversa. Edward sorria vez ou outra e prestava atenção na estrada já que era ele quem estava dirigindo.
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Um tempo depois.
Chegamos na mansão dos Cullens e descemos do carro. Carlisle e Esme foram à frente e eu logo atrás, nisso Edward após acionar o alarme do carro, ele nos seguiu.
Tudo estava no mais completo silêncio e entramos na residência pela porta principal, após Edward entrar ele trancou a mesma. Carlisle e Esme nos cumprimentaram e subiram, já eu fui para a cozinha beber um pouco de água e ingerir a minha vitamina. Edward devia ter subido e apaguei a luz depois que eu lavei o copo. Andei devagar pelo corredor e subi, entrei no quarto e fechei a porta. Reparei que Edward estava no closet e liguei o ar, a seguir eu fui para o banheiro e me despi permanecendo de calcinha e sutiã. Entrei no Box estando desta forma e tomei um banho relaxante tendo cuidado para não molhar o meu cabelo, Edward ao tornar a aparecer, ele ficou me olhando. De forma vagarosa eu dei as costas para ele e me esfreguei, parei de me ensaboar e deixei a água tirar o sabão do meu corpo inteiro.
Saí para me secar e estando enrolada na toalha, eu tirei o meu lingerie e os torci. Sequei-me com cuidado e fui para o closet pegar uma camisola para eu vestir. A da vez foi uma comportada de renda e saí do recinto. Escovei os meus dentes e fui me deitar deixando Edward tomando banho de forma vagarosa.
.
15min depois.
Eu estava distraída e olhei para o Edward quando ele se deitou ao meu lado estando apenas de boxer branca. Ele apagou a luz do abajur e se aproximou mais de mim estando sob os edredons, tanto que senti o corpo dele colado no meu e me afastei.
—Podemos dormir numa boa? Perguntei sem ser grossa.
—Acho que está se esquecendo de algo.
—Não me recordo do que seja. Falei sentindo a respiração dele batendo em meu pescoço e passei a mão no local.
—Estamos juntos e casados .......
—Puro disfarce. Você deixou claro várias vezes o quão insignificante eu sou, então não precisamos ter esse tipo de conversa Edward.
—Está mais que enganada! Nós somos um casal sim e se não se acostumou, vá se acostumado. É normal um casal ter relações.
—Então o assunto da vez é sexo? Perguntei me fazendo de boba.
—Não é mais criança.
—Não precisa perder o seu tempo tendo relações comigo. Seu gosto refinado não dá espaço para vadias como eu! Boa noite Edward.
Edward se afastou de mim e ficou na dele, eu estava tendo coragem para maltratá-lo como nunca antes, mas essa nunca foi à minha maneira de ser. Eu e jake nos dávamos super bem. Max e eu éramos puro carinho e nosso relacionamento passageiro foi mais que bom. Senti a cama se mover e Edward se aproximou de mim novamente, ele sabia ser insistente.
—Se eu quisesse mesmo procurar na rua, eu não precisaria. Segundo! Nenhuma delas é minha esposa e a mesma se faz de difícil, mas sei que ela também gosta.
—Durma Edward. Falei sentindo ele distribuir beijo em meu pescoço e me afastei, era perceptível o seu desejo. –Ou você se comporta, ou eu irei para o porão.
—Acha que eu vou aguentar quantos dias mais?
—Eu não sei, os homens têm os seus meios de se satisfazerem.
Ele se virou para o outro lado e eu fiquei na minha, minhas lágrimas desceram sem a minha permissão e fechei os meus olhos.
Movi-me na cama e dei as minhas costas para ele, aos poucos eu fui sentindo o sono chegar e me entreguei a ele.
.
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Às 13:06min.
Fui despertando aos poucos e abri os meus olhos, espreguicei-me toda manhosa e esbarrei em algo, era Edward que estava deitado ali. Ele estava dormindo ainda.
Levantei-me devagar sentindo a minha bexiga pra lá de cheia e caminhei apressada até o banheiro, lá eu me aliviei com vontade.
Após lavar as minhas mãos, eu escovei os meus dentes. Penteei o meu cabelo e o prendi em um rabo de cavalo. Troquei de roupa e vesti um short Jeans, coloquei uma blusinha amarela de alcinhas e passei um pouco de desodorante. Saí do closet e vi que Edward ainda dormia, abri a porta do quarto e saí. Desci a escada devagar e tudo estava no perfeito silêncio, entrei na sala e vi que as proteções ainda estavam arriadas. Sinal que os pais de Edward ainda não haviam descido e decidi ir até a cozinha, lá estava apenas a Mary.
—Boa tarde. Eu estou faminta. Falei sorrindo.
—Boa tarde Amiga. O café da manhã está todo pronto e o almoço também.
—Ótimo! Cadê a Victória?
—Está no quintal varrendo. E a festa, como foi?
—Sensacional Mary! Eu adorei tudo.
—Pensei que você não iria.
—E não iria mesmo, mas pensei em Carlisle e na Esme. Eu não queria ser indelicada com eles que me tratam tão bem e querendo ou não, agora eu faço parte da família. Sou uma intrusa na verdade, mas é o que os amigos e parentes deles pensam. Não quero envergonhá-los.
—Essa é uma realidade. Os patrões são nota dez.
—Penso que quando a minha filha nascer, eles se esquecerão de mim.
—Por que pensa dessa forma amiga?
—Sou a intrusa no meio dessa história toda Mary e Edward não desejou que o seu primeiro filho ou filha fosse comigo. Como eu não interrompi a gravidez, eles se prenderam no bebê que também é sangue deles.
—Não pense dessa forma, eles adoram você. A patroa só te elogia e mesmo sabendo das brigas, ela sonha que ambos superem juntos. Nada é impossível.
—Sinto que eles gostam de mim mesmo e não quero chamá-los de falsos, é injusto.
—Quem colocou isso na sua cabeça? Você nunca falou isso.
—Coisas da minha cabeça, agora eu irei comer Mary.
—Isso, coma que é melhor. Só assim não fica pensando bobagens.
—É pode ser. Falei indo até a geladeira.
Peguei um pouco de suco de manga e a vasilha contendo mamão picado, o meu café da manhã seria a base de frutas. Reguei com mel os mamões que coloquei em um potinho e adicionei aveia, eu sabia que era bom. Sentei-me na cadeira ali mesmo na mesa da cozinha e comecei a comer, eu estava cheia de fome. Resolvi tomar a minha vitamina e pedi a Mary para pegá-la no armário para mim.
—Obrigado. Eu a agradeci e a ingeri junto do suco.
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Quando eu acabei de comer, eu olhei para a Mary.
—Estou louca para comer pizza.
—Está com desejo?
—Muito. Estou louca para comer uma pizza de massa grossa cheia de mussarela e com molho de tomate. Sem faltar às calabresas por cima. Hummmm Mary eu estou aguando demais.
—Podemos ir a uma pizzaria hoje. Falou Edward estando parado na porta e eu não havia o notado ali.
—É parece interessante. Falou Mary me olhando e seu olhar dizia para eu pegar leve.
—Não posso me dar ao luxo de atender todos os meus desejos e acabar engordando.
—Você come e não se importa.
—Podemos ir mais tarde. Falei o olhando e me levantei. –Irei pegar um ar, o clima ficou meio pesado. Falei me retirando da cozinha e Mary me olhou, mas ficou na dela.
Fui para a sala o deixando na cozinha em pé. Liguei a televisão e me deitei no sofá, fiquei a assistindo perdida em pensamentos e me lembrei dos bons momentos que eu tive no jantar ontem. Cheguei a sorrir ao lembrar de mim dançando e Edward vindo ficar na minha cola por causa de outros homens, seria cômico se não envolvesse tantos aborrecimentos.
Passei a mão em minha barriga e me distraí com a televisão.
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Às 15h em ponto.
Mary entrou na sala e veio até a mim.
—Vai querer almoçar agora?
—Cadê os pais de Edward, eles não irão descer?
—Eles saíram de casa por volta das 11h da manhã e devem estar passeando por aí. Eles estão com o motorista e provavelmente eles foram almoçar fora. Não sei na verdade, mas eles sempre foram assim e voltam mais tarde. Restou somente você e o seu marido.
—E cadê ele?
—Acabei de servir uma dose de whisky com água de coco e gelo para ele lá no escritório. Ele estava falando no celular com alguém.
—Sabe com quem?
—Não amiga, eu não fiquei prestando atenção. Vai querer comer agora?
—Por favor, eu irei sim.
—Vou pôr a mesa e avisar o patrãozinho.
—Tudo bem.
Mary se retirou da sala e momentos depois Edward entrou na sala, nos sentamos à mesa e minutos depois Mary trouxe tudo e começou a nos servir. Comemos calados e nos olhávamos bastante. Eu matutava querendo saber com quem ele estava falando no celular momentos atrás dizendo Mary. As trouxinhas de repolho estavam deliciosas e bebi um pouco do meu suco o olhando.
—O que foi? Perguntou ele me olhando.
—Não tenho nada para falar.
—Sei que está pensando e muito, te conheço.
—Não me conhece Edward, por isso me julga bem dizer a todo o momento.
—Dizem que podemos conviver muito tempo ou anos com uma pessoa e, nós nunca a conheceremos completamente.
—O ser humano é uma caixinha de surpresa.
—Concordo com você, por isso sou surpreendido com as suas mentiras.
—Vamos começar tudo novamente?
—Não porque eu não quero................Hoje é domingo e eu quero descansar.
—Se depender de mim.
Continuamos a comer e fiquei na minha, quando acabamos de comer eu rejeitei a sobremesa e Edward a aceitou. Após terminar de comer a sobremesa, ele me olhou.
—Dizendo a Alice outro dia, ela irá começar a fazer a obra no quarto com a equipe dela. O quarto da menina.
—Hum. Que legal.
—Alice está bolando e armando.
—Eu deixei tudo na mão dela.
—Não quis participar? A opinião conta Isabella e é o quarto da sua filha.
—Não estou colaborando financeiramente, não quero dar pitaco. Sei que ela tem bom gosto e fará um lindo trabalho.
—Quem está falando de dinheiro aqui?
—Olha Edward, eu prefiro deixar do jeito que está.
—Nunca abaixa a bola, nem uma vez?
—Depois de tudo, você acha que tem como?
—Eu me faço a mesma pergunta Isabella. Olha para minha mãe tão impossibilitada! E cadê a minha irmã? Perguntou ele sério. —Cadê a Brenda Isabella? Veja o tamanho do dano em minha família!
Preferi ficar na minha e ele na dele. Mary retirou a mesa a pedido dele e me levantei, fui para o quarto escovar os meus dentes e Edward fez o mesmo. Fiquei olhando o mar da janela e ainda estava nublado em Ourinhos, mesmo assim não tirava a beleza da vista. Senti que Edward se aproximou e continuei na minha, mas tão rápido eu senti que ele se afastou e saiu do quarto me deixando ali sozinha.
Um tempo depois eu me deitei e fiquei sentindo o ventinho se chocando em minha pele, pois a janela estava aberta. Senti as minhas pálpebras irem pesando e acabei cochilando.
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Às 17:38min.
Eu não sabia o que estava acontecendo e senti os meus lábios sendo acariciados de forma bem suave. Estava úmido e quente, tanto que eu resolvi retribuir da mesma forma lenta e abri um pouco mais a minha boca. Estava bom demais, mas algo estava estranho e piorou quando os beijos passaram para o meu pescoço e abri os meus olhos. Não era um sonho e olhei para o........Edward.
CONTINUA.........
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