Solares

3 Capítulo 3


BELLA.....

Final do cap anterior.

Nada deles chegarem, hoje era sábado, provavelmente chegariam tarde mesmo e já estava na hora de eu pôr a maquiagem, foi o que eu fiz. Maquiei-me e calcei o meu sapato, fui para o closet ajeitar tudo ali e guardei a bolsa que eu levei para a casa do jake. Eu já estava pronta e adorei o meu look

Faltavam cinco minutos para eu estar lá embaixo e como a noite em devidos lugares aqui em solares esfriava, coloquei um casaquinho e fui espiar da janela, Fred era pontual e já me aguardava. Olhei o movimento e nenhum sinal do carro do meu pai. Peguei a minha bolsinha, peguei dinheiro o suficiente, coloquei um vidrinho de perfume ali e fechei a minha bolsa pequena.

Fechei a porta do meu quarto e sai a passos apressados, fechei a porta e desci pelas escadas, seria cansativo, mas eu não queria dar de cara com os meus pais caso acontecesse.

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Cheguei no primeiro andar e olhei em volta, a barra estava limpa. Caminhei apressada e pedi ao porteiro que era para ele fingir que não me viu. Sem entender nada o homem apenas assentiu e abriu o portão.

Fred me aguardava ali um pouco apreensivo fora de seu carro.

—Olá. Falei dando um abraço nele.

—Está muito bonita.

—Obrigado! Falei sorrindo.

—Olha lá no que você vai me meter hein!

—Relaxa, agora vamos ou iremos nos atrasar.

Fred abriu a porta do carro e me sentei, o carro dele era filmado e não tinha como ver do lado de dentro, até o vidro da frente era escuro.

Só Deus sabe o que iria acontecer.

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Fred entrou no carro e me olhou balançando a cabeça que não sorrindo.

—Eu já não tinha dúvidas que você era meia louquinha, agora não tenho mais dúvidas bella.

—Somos dois, olha quem fala. Tem que ser louco o suficiente para participar de um racha e ainda mais colocar o carro em risco.

—Ta eu me rendo. Falou ele levantando as mãos teatralmente. Se bater o meu pai conserta e invento uma baboseira qualquer. Sabe como é, eles nunca têm tempo para nós e me dá o dinheiro e pronto. Sou independente bella por uns meses, é só ligar para qualquer um deles e pronto.

—Sei como é, fazer o quê!

Ele ligou o automóvel e saímos dali. Eu me sentia culpada por ter saído escondido e por ter deixado jake chateado, mas eu queria ver os modos dele na minha ausência com as outras, claro que os amigos dele não iriam me contar, eram unha e carne.

Fred dirigiu um pouco apreensivo, minhas mãos suavam e resolvi perguntar para tentar me certificar que era confiável, no fundo eu sabia que não era.

—Faz tempo que você se aventura nisso?

—Um tempinho, mas você irá sentir a adrenalina hoje.

—Estou morta de medo, minha vontade é de voltar para casa................ Não, eu não vou desistir.

—Estamos longe e voltar para te deixar lá me atrasaria bella.

—Não vou desistir, já estamos aqui mesmo.

—Fica calma.

—Tudo bem. Falei me encostando melhor no banco do carro dele.

Fiquei olhando tudo em volta e nos afastávamos cada vez mais, ele às vezes me olhava e voltava a prestar atenção na estrada.

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Chegamos no bendito lugar e como havia pessoas por ali, estava cheio de carros no que deduzi ser uma espécie de estacionamento improvisado. Uns dez carros no meio da pista deserta a qual julguei ser o lugar que eles iriam correr, havia algumas pessoas em volta deles e os donos estavam do lado de fora de seus carros. Procurei pelo carro de jake e não foi difícil de achar, ao nos aproximarmos mais ainda, vi que ele conversava com alguns rapazes.

—Você vai ficar junto deles? Apontei para o pessoal no meio da pista.

—Lá é o meu lugar. Eu terei que sair do carro para cumprimentar a galera bella, o que pretende agora?

—Ficarei aqui dentro, não se preocupe, mas coloque o carro o mais próximo possível ao do jake.

—Quer vigiá-lo?

—Mais ou menos isso. Não diga nada, por favor.

—Pode deixar.

Fred parou o carro próximo ao de jake, ele pediu para eu passar para o banco de trás e me abaixar, pois a luz interna iria acender quando ele fosse abrir a porta para sair. Passei para o banco de trás rapidinho e me abaixei, antes dele abrir a porta ele olhou para trás.

—Pode ir.

—Tudo bem.

Ele abriu a porta e a fechou rapidamente. Eles escutavam música e estava pra lá de alta, isso animava a galera em volta. A luz ficou acesa mais ou menos um minuto e se apagou novamente, me levantei e fiquei observando. O primeiro que eu vi foi James que acabava de sair de seu carro.

Jake estava ao lado do carro dele e sorria de algo, Fred se juntou a eles e os saudou no costumeiro gesto de mãos que só eles faziam entre amigos.

Eles ficaram conversando e reparei em jake, ele estava lindo como sempre. Sua jaqueta de couro preta o deixava gato demais, fora o charme de seu cabelo arrepiadinho molhado. Algumas meninas estavam ali em volta e dançavam para se exibir, uma foi até Fred e o abraçou sorrindo. Ele retribuiu o abraço e ficaram conversando depois disso.

Uma saiu de dentro do carro de James e foi abraçá-lo, parecia que iria se aventurar junto com ele e estavam bem íntimos. Beijaram-se até. Bem, essa devia ser alguma coisa dele, a moça era bonita, não linda, mas bem feita de corpo e simpática pelo visto já que todos a cumprimentavam. Eles deviam ter chegado instantes antes que nós.

Pelo que reparei os meninos não estavam completamente sozinhos, umas deviam ser amigas, já que não rolava beijo e se fossem algo mais estavam sendo muito reservados.

O papo devia estar bem interessante e outras pessoas foram até eles. Uma moça foi até jake e o saudou com um abraço e um beijo no rosto demorado demais. Estranhei já sentindo ciúmes.

Fiquei filmando dentro do carro o papo entre eles. Jake gesticulava muito com as mãos e a morena sorria bastante. Olhei para o lado e havia um vendedor de bebidas ali, estava se fazendo. Quanta loucura!

Roger chegou com a irmã de jake e se juntou ao grupo.

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Uns minutinhos se passaram e eles se afastaram, eu os perdi de vista. Fred olhou na direção do seu carro e tornou a olhar para os amigos e amigas que estavam ali em volta. Minha vontade era de sair do carro, cheguei a colocar a mão na porta, mas ao ver Jéssica chegando eu esperei. Parecia que ela procurava alguém e ao ver Fred se aproximou dele. Ela estava com uma saia jeans, sandália alta e uma blusa fininha rosa com manchas em branco, bonita até. Ela perguntou algo a ele e ele apontou na direção que jake tinha ido. Eu sabia que na minha ausência ela devia aproveitar. Fiquei atenta o tempo todo e as pessoas estavam empolgadas pelo o que eu reparava, parecia ser o evento do ano, estava até animado pelo o que eu estava reparando.

Vi um rapaz moreno contando a grana, algumas pessoas apostavam e não era pouca coisa. Fiquei irritada por ter perdido jake de vista e já fazia uns minutinhos à ausência dele, resolvi ligar para o celular de Fred e o mesmo tocou no vão do banco, a tela azul iluminou o carro.

—Droga! Falei para mim mesma.

Mas para minha sorte eles voltaram e a morena segurava uma latinha de refrigerante na mão e fumava um cigarro de cor preta. Sorrindo ela se encostou no carro dele ao seu lado e deu uma tragada no cigarro de forma descontraída. Tendo ousadia ela levou o cigarro na boca dele e o mesmo deu uma tragada de forma risonha. Ambos sorriram.

Vi Jéssica parar na frente dele e não cumprimentou a moça que estava com ele, parece que a morena falou algo e Jéssica apenas sorriu para ela e voltou à atenção para o jake. Ela cruzou a mão e saiu de perto deles com cara de poucos amigos.

—Bem feito! Isso é para deixar de ser oferecida.

Continuei olhando para eles, mas um rapaz chegou e falou algo com todos eles e ambos começaram a ir para os seus carros. Eu olhei para a direita e vi Jéssica ao lado de Ângela que conversava com uma outra menina, ambas com uma garrafinha de Ice na mão.

Meu coração acelerou quando Fred veio na direção do carro com a moça que ele estava conversando, eram amigos pelo visto e ela demonstrava empolgação ao passar uma mão na outra.

A tal da morena entrou no carro com jake, parecia que ela seria a companhia da vez. Bem, eles não se beijaram ali na minha frente, mas eu não sabia o que ela significava para ele e vice e versa. Pareciam bem entrosados pela forma que ela levou o cigarro até a boca dele por duas vezes.

Fred abriu a porta do carro para a moça e ela ao olhar para trás se assustou comigo ali.

—Aiiii!!!!Fred tem uma moça no banco de trás!!! Disse ela um pouco assustada e eu estava um pouco estressada que revirei os olhos teatralmente.

—Relaxa Cassandra, essa é Isabella, uma amiga minha. Bella essa é Cassandra. Disse ele me apresentando a moça.

—Prazer. Falei me sentando, pois, a luz havia se apagado e apertei a mão dela.

—Prazer. Respondeu a moça me sondando com a pouca iluminação dentro do carro.

—Fred quem é aquela moça que estava com o jake? Perguntei um pouco impaciente.

—Eles são amigos bella.

—Apenas amigos ou já ficaram alguma vez?

—É......

—É o que? Diz logo Fred!

—Eles andaram saindo juntos, mas faz muito tempo bela. Disse ele apreensivo. -Agora são amigos, nada mais que isso.

—Amigos? Perguntei sorrindo desacreditada. –E aquela intimidade toda ao levar o cigarro na boca dele Fred? Eu nem sabia que ele fumava!

—Ele não fuma, deve ter sido por zoeira da parte dele.

—Para mim isso soa estranho! Ele fica com ciúmes de mim, mas olha ele cheio de intimidade com sua ex-paquera ou sei lá o quê!

—Eu sou amigo do jake e não me meto na vida dele, não opino em nada bella. Juro que quando ela se aproximou eu pensei de você sair do carro e tirar satisfações, sabe como é mulher.

—Não sou barraqueira, mas se eu visse ele beijando-a, aí eu sairia na hora! Desculpe, eu inventaria algo, tipo, que vim sozinha e não te deixaria mal.

—Acho melhor você se preparar, já vai começar. Falou ele mudando de assunto, ele não estava confortável e a moça dentro do carro não falava nada, apenas escutava.

Fred posicionou o carro ao lado do de Roger e, quando o homem baixou a bandeira preta e branca os carros dispararam, inclusive Fred. Fechei os meus olhos, parecia que tudo dentro de mim estava solto com a velocidade e ao olhar para fora tudo havia sido transformado em borrões. Eu estava ferrada.

—Vai Fred! Falava Cassandra animada e o estimulava cada vez mais batendo palmas.

Jake estava longe e ao olhar o ponteiro, o carro estava a mais de 180klm por hora e só subia cada vez que ele apertava uns botões. A curva ao longe estava próxima e ele diminuiu a velocidade, dei um grito quando ele virou e o carro chegou a derrapar quando ele puxou o freio de mão. Coloquei a mãos no coração e Cassandra sorria animada.

—Relaxa bella.

—Estou quase morrendo e você pede para eu relaxar?

—Que isso amiga, relaxa, isso é pura curtição. Falou Cassandra sorrindo.

Dois carros passaram voando por nós e Fred aumentou a velocidade ainda mais. Conseguimos ultrapassar o primeiro, depois o segundo, minutos depois o terceiro e empregando mais velocidade passamos mais três. O ponteiro estava nas alturas e não dava para eu ver nada direito agora do lado de fora. Piorava que o vidro estava escuro e não aguentando mais a pressão tudo se apagou a minha volta.

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Despertei quando jogaram algo gelado no meu rosto, meio bruto, mas foi assim mesmo que eu fui despertada do torpor. Abri os meus olhos e dois pares de olhos preocupados me olhavam atentos.

—Você está bem bella? Perguntou Fred.

—Estou, já acabou o racha?

—Tive que sair da competição quando Cassandra falou que você havia desmaiado, fiquei preocupado. O que são cinco mil dólares tirando o primeiro lugar? Ele sorriu e continuou. –O que são dois mil e quinhentos em segundo lugar, ou mil em terceiro lugar. Deixa para a próxima.

—Desculpe por isso, você poderia ter continuado. Acho que fiquei assustada com a velocidade, tem desconto que foi a minha primeira vez.

—Está melhor? Perguntou Cassandra.

—Sinto-me uma lesma, desculpe amigo.

—Relaxa. Estamos aqui no ponto de partida, logo os outros chegarão. Pedi a Cassandra para não falar nada a seu respeito, ela é das minhas por isso vem para correr junto comigo.

—Desculpe-me você também. Falei olhando para ela.

—Que nada! Na minha primeira vez foi um pesadelo também, depois eu adorei.

—Formam um bonito casal, falei me sentando e por estarmos distante não havia perigo de me verem ali com a luz acesa.

—Somos primos bela e nada mais.

—Oh! Que gafe terrível desculpe.

—Que nada! Relaxa e beba essa água que compramos para você. Disse ela.

—Poxa! Valeu.

—De nada. Disse ela sorrindo. –Jake é algo seu?

—Meu namorado.

—Ah! Ela disse olhando para o primo e tornou a olhar para mim.–Entendo. Jake é gente boa, não o reparei fazendo nada demais, as meninas é que arrastam as asas para cima dele e dos demais, meu priminho não fica atrás. Não é Fred?

—Não sei, você acha?

—Quanta modéstia. Falei sorrindo.

Fomos interrompidos quando os carros passaram por nós em alta velocidade e o barulho dos roncos dos motores eram absurdos.

—Parece que o seu namorado ficou em segundo lugar e embolsou dois mil e quinhentos. James ficou em primeiro como sempre. Disse ele olhando para a frente e eu também observava.

—Vamos ficar um pouco mais perto Fred.

—Ok.

Ele girou a chave e o carro ligou. Ele foi lentamente até os outros e parou o carro. Observei jake sorrindo quando pegou o dinheiro e o carro estava intacto, menos mal. Eu já não poderia dizer o mesmo de um Corolla que estava parado ali, estava com a frente um pouco amassada, mas não era nada demais. Mesmo assim gastaria uma grana para ajeitar.

—O rapaz do Corolla ficou na pior. Observei em voz alta.

—Ficou na pior, mas conseguiu ficar em terceiro lugar, já vai ajudar no concerto do carro. Falou Fred sorrindo.

—Poxa amigo, eu estou me sentindo mal em ter lhe tirado da corrida.

—Nada é à toa, talvez hoje não era o meu dia de correr.

—Será? Perguntei colocando a minha mão no ombro dele por estar sentada no banco de trás.

—É sim bella, esquece isso.

—Ta, mas eu te embolso uns mil reais.

—Não vou aceitar nada bobinha. Para com isso! Falou ele colocando a mão dele em cima da minha. –Amigos são para isso mesmo.

—É eu sei. Estou encrencada agora, preciso voltar e para os meus pais eu estou na casa de jake. Eu só voltaria logo mais, já passa das 01:00h da manhã.

—Se quiser vá lá para o meu apartamento, já estou encrencado mesmo. Mais um pouco o que tem? Ofereceu. -Tenho dezoito e moro sozinho, minha prima pode ficar lá também para você não se sentir mal. Levo-te mais tarde e daremos um jeito.

—Parece uma boa ideia, mas não vai te atrapalhar?

—Claro que não

—Tenho medo de entrar em casa e eles me pegarem no flagra, são bem atentos quase sempre.

—Você é maluquinha!

—Nem tanto.

—Vou lá falar com o pessoal para disfarçar, eles notaram que eu parei de correr ao fazer a meia volta e vão vir aqui se eu não for até lá dar uma desculpa.

—Tudo bem, eu fico aqui te esperando e se quiser ir com ele Cassandra, vá. Não se poupem por minha causa.

—Vou comprar uma bebida para nós.

—Tenho dinheiro aqui, tome. Falei abrindo a minha bolsa e entreguei dez dólares a ela.

—Tenho dinheiro aqui bella.

—Por favor, compre com esse dinheiro, não vai fazer falta. Falei sorrindo. –Prefiro beber uma cerveja.

—Já que insiste. Trarei uma cerveja para você e um refrigerante para mim, no apartamento do meu primo há bebida que eu sei e hoje é domingo ainda. Terei que ir para o meu carro, eu não vim junto com ele. Meu primo é respeitador. Ele é maneiro por isso nos damos bem, fechamos junto.

—Percebi, com todo respeito ambos são louquinhos.

—Percebi que somos três, quem está escondida também que eu sei é você.

—É por uma boa causa. Falei olhando em volta e não vi jake ali, mas seu carro ainda estava parado ao lado do carro do primo dele.

—Você parece gostar muito do jake.

—É eu gosto, jake é tudo de bom. Falei me lembrando dos nossos momentos juntos.

—Por que não resolvem o que quer que rolou entre vocês que a faça estar aqui o espiando.

—Na hora certa eu farei. Não gostei daquela intimidade toda entre ele e aquela oferecida.

—Você pega pesado. Disse ela sorrindo.

—Você faria o mesmo no meu lugar.

—O nome dela é Isis. Não temos intimidade e nem a conheço bem, só sei o nome por ter ouvido os meninos chamando-a. Apenas isso.

—Isis. Repeti o nome dela.

—É. Agora vou pegar as bebidas, daqui a pouco o meu primo volta e eu ainda não as comprei. Acho melhor você se abaixar porque irei abrir a porta.

—Vou me abaixar.

—Ok.

Abaixei-me e ela saiu. Rezei para a luz apagar logo e quando a mesma o fez, eu me levantei. Fred conversava com um rapaz ruivinho e jake se aproximou dele. A menina continuou encostada no carro dele e mexia no celular agora, Fred parecia um pouco incomodado, também mentindo a meu respeito, mas ele estava sabendo disfarçar.

Ao notar Cassandra vindo para o carro eu me abaixei novamente, ela abriu a porta e quando a luz se apagou eu me sentei sorrindo para ela.

—Está aqui a sua cerveja e seu troco.

—Valeu.

—Quem agradece sou eu por você ter pagado.

—Tudo bem.

—Meu primo está vindo, sinal que é hora de irmos.

—Eu quero saber se aquela oferecida vai ir embora com ele.

—Ela veio com o irmão.

—Ele corre também?

—Não, só assiste.

—Hum!

—Fred vai abrir a porta.

—Ah!

Abaixei-me e Fred entrou, mas mesmo estando abaixada eu falei com ele.

—Fred, aquela oferecida vai ir com o jake?

—Eu não sei. Acho que não e esse é o certo.

—Ele já vai ou vai demorar mais?

—Todos já vamos embora, não podemos dar mole.

—Tudo bem. Quero ver qual é a dele, podemos esperar só mais um pouquinho?

—Ok.

Abri a minha latinha de cerveja filmando cada movimento de jake e ele conversava com os amigos. Roger se despediu e Juana o acompanhou. James saudou a todos com um aceno e deu um abraço em jake, ele também foi embora com a sua acompanhante se exibindo com uma velocidade desnecessária. Caius e o restante se despediam um do outro e não vi Loren por ali, eu fiquei tão focada, que só percebi esse detalhe na hora que eles estavam indo embora.

A morena se despediu de jake com um abraço apertado e se foi. Jake entrou no carro e deu a ré vindo até o carro de Fred.

—Abaixa bella, parece que ele quer falar algo.

—Ok.

Abaixei-me e Fred abriu a janela para falar com o amigo.

—Vai lá para casa mais tarde, a galera inventou de fazer vaquinha e faremos um churrasco lá. Falou jake. — É só para os mais chegados e você está convidada também Cassandra. Escutar a voz de jake me deixou ainda mais pensativa.

—Valeu e nós nos vemos mais tarde então. Levarei o que beber, mas os seus pais?

—Não vão falar, sabe que não é a primeira vez que nos reunimos.

—É eu sei. Estarei lá assim que eu acordar.

—Valeu brother, conto com vocês lá.

—Ta.

—Fui. Disse ele sorrindo e escutei o acelerar do carro, ele se foi.

Sentei-me e levei a latinha de cerveja até a minha boca pensativa. Será que ele iria me chamar? Eu me perguntei por causa do nosso pequeno desentendimento, eu estava sentida com ele, eu não gostei daquela intimidade toda porque se fosse eu ele não iria gostar.

—Está calada. Observou Fred.

—Estou pensando, só isso.

—Vamos ir embora.

—Ok. Quer um pouquinho? Ofereci apenas um golinho de cerveja.

—Se eu beber da sua cerveja eu irei descobrir os seus segredos.

—Então descubra. Falei levando a latinha até a boca dele e ele bebeu um pouco.

—Valeu, está geladinha.

—De nada.

Fred tornou a ligar o carro.

—Vou para o meu carro, fui galera e até daqui a pouco.

—Até. Falei sorrindo, Cassandra era muito legal.

Abaixei por conter ainda alguns de nossos amigos por ali e quando a luz apagou, eu fui me sentar no banco da frente. Fred saiu dali e fui pensativa em todo o percurso até chegar em frente do prédio dele que era de frente para o mar. Ao pararmos, Cassandra parou logo atrás e fomos liberados para entrar. Fred estacionou o carro dele e saí do veículo com ele abrindo a porta do carro para mim. Cassandra estacionou o carro dela ao lado do de Fred e saiu também, fomos para o elevador e Fred apertou o número seis que era o andar dele.

Quando chegamos caminhamos até o fim do corredor, o prédio dele era enorme e havia três apartamentos por andar. Ele tirou a chave do bolso e abriu a porta, demos na sala.

—Fica à vontade.

—Ficaremos mesmo, já estou indo atacar a sua geladeira e pegar o que bebermos. Disse Cassandra tirando o sapato para ficar mais à vontade.

—Isso não me surpreende. Disse Fred fechando a porta e trancou-a com a chave.

—Pois é. Disse ela indo para a cozinha.

—Vou pegar algo para você vestir, é roupa de homem. Se sentirá mais à vontade, só não liga para minha prima, ela anda de calcinha e sutiã, é doida mesmo.

—Imagina!

—Então irei pegar algo para você e vamos aproveitar um pouco.

—Ok.

Sentei-me no sofá, tirei os meus sapatos e esperei eles voltarem. Cassandra trouxe três cervejas e alguns biscoitinhos como tira gosto. Fred voltou apenas de bermuda no corpo e claro disfarçadamente eu olhei, eu não era cega. Ele era tão fofinho e um molecão ao mesmo tempo, me dando uma blusa enorme cinza, eu agradeci.

Bebi a cerveja com vontade e eles fizeram o mesmo, conversamos bastante e perdi a conta de quantas cervejas bebemos, só sei que foi bastante e por fim colocamos uma música animada. Ficamos nos divertindo com a música animada, porém não muito alta. Já estávamos sorrindo à toa. Eu precisava relaxar, eu estava nova demais pra isso, mas eu gostava de jake. Vê-lo com outra me deixou mal, ele vivia me dengando e eu não gostava quando outra oferecida vinha se achando no direito também, mas ele deu espaço para isso acontecer. Eu não gostei e parece que Jéssica também não, mas ela não tinha o direito de nada, quem não devia gostar era somente eu.

Bebi o restinho da cerveja.

—Vou ir dormir. Falou Cassandra. -Preciso estar boa para ir ao churrasco mais tarde. Disse ela sorrindo e tirou a blusa fora indo à direção do quarto de hospedes, ela ficou de sutiã amostra e nem ligou por estar na frente do primo.

—Eu te falei, Cassandra é meio louquinha. Mas não é na frente de todos que ela faz isso.

—Tudo bem, eu não ligo. Falei sorrindo. –O que ela tem eu tenho.

—O que ela tem eu não tenho. Falou ele gargalhando.

—Sei disso. Valeu amigo. Falei abraçando ele. –Você é um amigão mesmo.

—Estou aí para o que precisar, se quiser tomar um banho ou qualquer coisa no banheiro tem de tudo. Pegue o que precisar, eu dormirei aqui na sala. No único quarto de hospedes a cama é de solteiro, só no meu que é de casal, adoro cama espaçosa.

—Não quero incomodá-lo, durmo aqui na sala numa boa.

—De jeito nenhum, é a primeira vez que você dorme aqui e pode ficar no meu quarto.

—Façamos assim, podemos ficar na mesma cama, somos só amigos e iremos apenas dormir.

—Eu sei disso, mas pelo o meu amigo acho que não é certo.

—Não pense besteiras, não há nada demais nisso Fred. Não há maldade entre nós. Ou há da sua parte?

—De jeito nenhum!

—Então pronto. Não se discuti mais isso.

—Você está me colocando numa fria menina.

—Não estou não, você é como o irmão que eu não tive.

—Você também. Sorrimos.

—Vou me assear e já volto.

—Ok.

Fred desligou o som e eu fui até o benheiro, tirei a minha roupa, peguei uma escova de dente intocada e escovei os meus dentes. Eu estava limpa e não havia necessidade de tomar banho, eu apenas lavei o meu rosto e fiz um coque no meu cabelo. Vesti o blusão dele e fiz xixi demoradamente, eu bebi muita cerveja e ao terminar de me assear lavei as minhas mãos.

Entrei no quarto dele segurando os meus pertences e inclusive a minha bolsa, mas Fred ainda não estava ali.

A porta da varanda estava aberta e fui olhar a vista após colocar a minhas coisas sobre a cadeira ali do quarto dele, era linda a vista para o mar de frente. Fred entrou no quarto e ajeitou a cama um pouco sem jeito, achei graça daquilo e quando eu sorri com vontade ele olhou para mim.

—Relaxe, não iremos fazer amor loucamente Freddd. Insisti na última letra por estar alegre por causa da bebida.

—É claro que não! Pode deitar se quiser.

—Obrigado e bons sonhos. Falei me sentando e levantei a coberta para me deitar.

—Você também. Disse indo apagar a luz e a pequena claridade ali vinha do lado de fora.

Senti a cama afunda e o mais longe possível ele se deitou. Ficamos no silêncio e minhas pálpebras foram pesando aos poucos, dormi pensando em jake.

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12:59min do dia.

Acordei com o meu celular tocando insistentemente e vi ser o jake, Fred tinha o sono de pedra e não acordou. Com muito custo eu abri o flip e atendi.

—Alô jake.

—Sua mãe ligou cá para casa, por sorte fui eu quem atendeu, ela estava atrás de você! Ela disse que ligou, mas como você não atendeu deduziu estar dormindo ainda. Ela ligou para cá há poucos minutos atrás. Onde você está bella?

—Na casa de uma amiga! Falei de forma petulante.

—Não conheço nenhuma! Você quase não tem amigas e as que tem não estão com você agora!

—Mas estou! O que deseja?

—Numa calma dessa você ainda pergunta? Eu te deixei em casa bella e sua mãe me liga querendo saber a seu respeito porque para ela você está aqui! Mas você está voando e Deus lá sabe aonde! Vou te buscar, diga onde você está.

—Não precisa vir me buscar, ela irá me levar ou eu pego um táxi.

—Sinto cheiro de mentira!

—Mas não é, acredite se quiser! O racha deve ter sido divertido. Você nem me ligou depois que me deixou em casa!

—Prefiro conversar de cabeça fria, você surta por besteira!

—Não é besteira, sabe que não gosto de mentiras entre nós e claro que eu iria ficar preocupada com você se aventurando, era óbvio, mas parece que faço mal em me preocupar contigo!

—Tudo bem bella, eu quero ir te buscar. Venha aqui para casa porque eu e os nossos amigos iremos fazer um churrasco aqui. Traga biquíni.

—Vou ver, mas eu irei com certeza.

—Vou pegar a chave para ir te buscar.

—Não! Fique aí para esperar os seus amigos e ajeitar tudo. Quem vai?

—A galera vai fazer uma vaquinha, cada um traz uma coisa, mas você não precisa trazer nada. É a minha namorada.

—Sou mesmo? Tem certeza?

—Sabe que sim! Por que essa bobeira agora?

—Por nada.......então ta. Darei o meu jeito aqui e nos encontramos daqui a pouco.

—Tudo bem bella, se prefere assim.

—É eu prefiro.

—Te amo.

—Vou pensar se eu te amo.

—Não faz isso. Você sabe que é assim.

—Tudo bem jake. Até daqui a pouco.

—Até.

Desliguei.

Eu era um pouco cismada, talvez isso atrapalhasse um pouco. Jake me deu uma festa, isso era sinal que ele gostava de mim, mas ele tinha tanto dinheiro que aquele gasto foi como cosquinhas no bolso dele. Mas ele era sincero, mas eu não gostei daquela intimidade toda, vai que ela nutriu algo por ele e nesse tempo em que ficamos nos beijinhos e abraços ele não tenha procurado em Jéssica, ou até nela o que não estava tendo comigo. Era melhor eu parar de pensar nisso ou eu pioraria a situação.

Sacudi de leve o ombro de Fred para acordá-lo.

—Fred acorde.

—Hum?

—Acorde, temos que ir para a casa do jake.

—Eu sei. Disse ele abrindo os olhos e me olhou sorrindo. –Boa tarde.

—Boa tarde. Sorri.

—Vou trocar de roupa bella.

—Eu irei com a minha roupa do racha, ninguém me viu com elas mesmo, só vocês mesmo.

—A roupa ficou muito bem em você, mas está sem biquíni.

—Eu sei, mas darei uma desculpa e ficarei de fora.

—Não quer passar em casa?

—Acho melhor não, meus pais são desconfiados e não quero me arriscar para eles me prenderem lá.

—Ok Isabella. Disse ele se levantando. –Vou preparar o café para nós, depois nos aprontaremos e iremos ao mercado comprar bebida para levar.

—Vou me ajeitando enquanto isso então.

—Eu irei acordar a dorminhoca.

—Tudo bem.

Ajeitamos a cama e ao terminar eu peguei os meus pertences. Fui para o banheiro e coloquei a minha roupa, pediria Juana algo emprestado e tomaria o meu banho lá na casa de jake. Fred entrou no outro quarto e acordou a prima, só vi quando ela passou de calcinha e sutiã para o banheiro e me deu bom dia ao passar por mim.

Tomamos o nosso café e saímos, Cassandra Iria conosco e deixaria o carro dela aqui. Chegamos no mercado e Fred comprou refrigerante, cerveja e ice. Fomos para o caixa pagar as compras e fomos para o estacionamento guardar as coisas.

—O que você vai falar quando chegar comigo lá? jake não é bobo.

—Acho melhor quando estivermos próximos, você me deixa em um ponto de ônibus, chegarei de táxi para não complicar para o seu lado.

—Se você acha melhor assim, tudo bem.

—Eu prefiro, você já me quebrou maior galhão. Obrigado.

—De nada. Sorrimos.

Fred dirigiu de forma tranquila e estando próximo da casa de jake, ele parou em um ponto de ônibus a meu pedido.

—Até daqui uns minutinhos.

—Até. Eu farei uma horinha aqui e pegarei um táxi.

—Ta bom, precisa de dinheiro?

—Eu tenho aqui comigo, valeu. Falei sorrindo para o Fred.

Fechei a porta do carro e passei um pouco de perfume, algumas pessoas ali no ponto de ônibus ficaram me olhando quando Fred me deixou ali e ao passar o perfume chamou novamente a atenção delas. Esperei quinze minutinhos e fiz sinal para o táxi, o motorista parou e dei o endereço da casa de jake.

Em dez minutos chegamos lá e liguei para o celular dele ainda dentro do táxi. Paguei o homem na hora que jake atendeu.

—Já estou aqui fora, acabei de chegar.

—Estou indo abrir o portão para você.

—Ta. Desliguei o telefone.

O homem me deu o troco e agradeci ao descer do táxi, jake abriu a porta bem na hora que o homem dava a ré, naquela parte não havia saída no sentido que ele estava, então era necessário dar a meia volta para sair dali.

—Oi amor.

—Oi jake.

Ele me deu um selinho primeiro, mas aprofundou o beijo e eu aceitei numa boa, seria ótimo não brigar hoje, principalmente na frente da galera. Mas ao me lembrar dele com a tal da Isis me afastei sem ser grosseira.

—Aonde você passou a noite? Sei que você não estava em casa e tão bem vestida desse jeito. Interrogou-me olhando de cima a baixo.

—Pra falar a verdade.......... Eu estava em um hotel....... Pronto satisfeito?

—Por que não me ligou se estava se sentindo entediada dentro de casa?

—Você falou que não iria me levar no racha. Está lembrado?

—É eu me lembro, você não precisava ir obrigada.

—Eu queria ir, cheguei a mentir para os meus pais pra ir com você. Como foi lá? Conte-me tudo. Pedi me encostando à parede do lado de fora, ainda não havíamos entrado e cruzei os meus braços encarando ele.

—Foi legal, fiquei em segundo lugar e ganhei uma graninha boa.

—Alguém te fez companhia?

—A Isis, ela é muito divertida. Ela ficou no carro comigo, mas não pense besteiras porque não rola nada entre nós, apenas amizade.

— Já ficou com ela?

—Já sim, mas hoje somos bons amigos. Não sinto nada por ela, apenas por você.

—Gostaria que um ex meu fizesse o mesmo caso eu tivesse um?

—Se não houvesse maldade que mal tem?

—Tudo bem jake e lembre-se disso quando me ver junto com o nosso amigo Fred. Será um bom começo.

—A propósito, como você driblou os seus pais, ou melhor, eu ainda não entendo. Eles não te veem desde de sexta feira bella, por acaso você esperou eu sair após eu te deixar ontem em seu prédio e saiu novamente?

—Meus pais não estavam em casa, aí me deu vontade de andar e dormi em um hotel. Só isso.

—Você inventa moda bella.

—Aprendi com você, acho melhor entrarmos e pelo visto ainda falta chegar gente. Observei os carros ali parados.

—Ainda falta, chegamos tarde hoje.

—Ok.

—Não fique assim comigo bella. Pediu ele me beijando e lentamente eu envolvi o pescoço dele. Nos beijamos por um tempinho e ele se afastou sorrindo. –Eu estava com saudades de você e do seu beijo.

—Eu também. Falei o encarando.

—Vem, vamos entrar. Pelo visto não trouxe biquíni né?

—Não. Estou louca pra tomar um banho, está muito calor e o sol estar arrasando.

—Tome lá no banheiro do meu quarto.

—Irei, obrigado.

Entramos e saudei a galera que já estava ali, alguns tomavam banho de piscina e outros conversavam sentados na cadeira da piscina. Pogue e caius estavam na churrasqueira e fui dar um abraço neles. Caius era o mais bobo e se juntava com Roger piorava ainda mais.

Dei um aceno acompanhado de um sorriso pra Fred e pra Cassandra que me cumprimentaram de forma discreta, parceria que não tínhamos acabado de acordar juntos. Cumprimentei Juana com um abraço apertado.

—Já estão de bem novamente?

—Sim.

—Que bom! Disse ela me abraçando novamente.

—Vou tomar um banho, seus pais já chegaram?

—Sim, estão descasando no quarto, chegaram hoje de manhã e jurei que eles chegariam mais tarde.

—Entendo, devem estar cansados.

—Não trouxe bolsa, cadê o biquíni?

—Ela não está vindo de casa Juana.

—Acho que não entrarei na água.

—Ahh! Amiga, vamos aproveitar disse ela sorrindo. Empresto-te um biquíni novinho em folha, se quiser deixe-o aqui quando você vir, está namorando o meu irmão mesmo.

—Então ta.

—Vou pegá-lo para você.

—Obrigado amiga.

—De nada

Sorri para o jake e entramos na residência dele, quando chegamos no segundo andar Juana me deu o biquíni embaladinho dentro do plástico e um vestidinho.

—Obrigado Juana.

—Espero vocês lá na piscina.

—Tudo bem.

Entramos no quarto e a porta foi fechada imediatamente por ele, comecei a tirar a minha roupa e entrei no banheiro para me lavar. Jake me filmava da porta. Lavei o meu sexo de propósito por ele estar ali e as outras partes mais do meu corpo, até o meu cabelo eu molhei.

Enxuguei-me e jake se aproximou quando eu já estava seca, puxando-me pela toalha nós fomos parar no quarto dele e fui jogada na cama. Meu corpo sacolejou bastante.

Jake veio ficar sobre mim e nos beijamos parecendo dois animais no cio, só vi quando jake colocou a camisinha e me penetrou com vontade, fui obrigada a abafar o gemido. Recebi suas investidas delirando com as sensações que os movimentos dele estavam me causado, ele beijava os meus seios, o meu pescoço e não consegui resistir, acabei gozando e ele também junto comigo. Foi tudo muito intenso e rápido pelos os nossos corpos não terem resistido por muito tempo.

—Adorei. Falei beijando-o com carinho e ofegante.

—Eu também. Disse ele sorrindo. –Não podemos nos demorar, ou a galera vai cair na nossa cola por demorarmos.

—Tudo bem, vá à frente. Eu vou terminar de me vestir.

—Te espero lá.

—Ta bom meu amor.

Jake saiu devagar de dentro de mim e tirou a camisinha com cuidado. Eu ainda sentia as sensações dos movimentos dele e eu queria muito mais daquilo, só agora eu pude perceber o quanto que aquilo era bom. Levantei e me ajoelhei na cama, sentado de costas para mim eu fui beijar a nuca dele e ele sorriu com os meus beijos ousados.

—Quer mais? Perguntou-me ele.

—Uhum. Muito mais, mas sei que não podemos. É falta de educação deixar os outros nos esperando.

—O pior não é isso, já te falei que os outros irão cair na nossa pele se demorarmos muito.

—É eu sei.

Levantei-me da cama e vesti a parte de baixo do biquíni, coloquei a de cima e pedi a ele para me ajudar amarar. O biquíni era bonito, todo vermelho e estampado com verde musgo.

Fui para o banheiro pentear o meu cabelo e decidi descer assim mesmo, apenas de biquíni. Quando retornei ao quarto jake já havia descido e arrumei a cama dele. Dobrei a minha roupa, deixei-as sobre a cama dele de jeito que não amarrotassem e sai do quarto dele levando o meu celular junto com o vestidinho emprestado de Juana. Desci as escadas, passei pela sala e sai no quintal apenas de biquíni, a galera já se esbaldava.

Animada com a música que tocava eu agitei o meu corpo sorrindo, olhei para alguns que chegaram na minha ausência e os saudei com um aceno de mãos, Ângela sorriu e veio me dar um abraço.

—Perdeu o racha ontem amiga!

—No próximo eu irei. Foi bom?

—Animadíssimo, seu jake ficou em segundo lugar. Ele te contou?

—É ele me contou.

—Vou tirar a minha roupa e cair na piscina.

—Vai lá amiga. Ah! Ângela me conte uma coisa.

—O quê?

—Você conhece uma tal de Isis?

—Por que pergunta?

—Curiosidade, mas sei que você conhece o jake desde pequena.

—É isso é verdade, a Isis saía com o jake, mas isso antes de vocês se conhecerem. Eles não ficam mais e são como amigos. Disse ela olhando para o amigo ao longe e tornou a me olhar. –Por quê? Está desconfiada de algo?

—Sabe como é, eu não costumo ir aos rachas e na minha ausência eu sei que algumas caem matando em cima.

—Ela estava lá ontem.

—E aí?

—Quando eu cheguei, eles estavam conversando e não vi nada demais. Jake se amarra na sua, não há porque ficar desconfiando dele bella.

—Não ando vinte e quatro horas com ele, os homens são imprevisíveis às vezes.

—Eu entendo, mas não fiquei pensando nisso.

—Eles só conversaram?

—Sim.... Ela correu junto com ele, ela gosta de aventura.

—É sempre assim?

—Às vezes, nem sempre. Às vezes ele vai sozinho ou com algum amigo.

—Valeu Ângela, desculpe interrogá-la dessa forma.

—Entendo amiga, agora relaxe.

—Pode deixar. Falei sorrindo e ela foi à direção do banheirinho da piscina.

Fui dançando estando bem soltinha até jake e envolvi a cintura dele.

—Já está tudo pronto amor? Perguntei.

—Tudo pronto o quê?

—A comida, ou será apenas o churrasco?

—Ah! Não se preocupe, já está tudo em ordem e pronto.

—Ta ok. Queria ser útil em alguma coisa, mas se já está tudo sob controle, eu fico mais tranquila.

—Vamos aproveitar, amanhã começa tudo de novo.

—Vamos.

Coloquei meu celular sobre a mesa junto com o vestidinho e jake segurou na minha mão, caminhamos na direção da piscina e descemos a escadinha. Jake deu um mergulho e eu fiz o mesmo. Ele foi até a parte funda e eu fiquei na rasa, eu ainda não me garantia ir até lá.

Jake se aproximou de mim novamente e nos abraçamos sorrindo, brincamos na água e ao olhar para os meus dois amigos os chamei. Eles fizeram sinal com a mão para eu aproveitar, já eles comiam churrasco e bebiam descontraídos.

—Cassandra é muito legal. Falei descontraída.

—A conhece de onde? Perguntou ele surpreso.

—Fred me apresentou uma vez.

—Não me lembro disso.

—Faz um tempinho. Falei sorrindo e sai da água para fugir das perguntas dele.

Caminhei até Fred e Cassandra.

—Estão desanimados? Perguntei me sentando ao lado dos dois.

—Cansados por causa da madrugada. Disseram sorrindo.

—Posso pedir a Juana algo para você aproveitar a piscina.

—Estou naqueles dias bella, obrigado. Falou ela sorrindo.

—Oh! Que chato.

—Pois é!

—E você amigão, não vai cair na água?

—Daqui a pouco bella. Jake fez muitas perguntas?

—Foi razoável, tive que mentir ou ele descobriria que eu fui ao racha. Falei que dormi em um hotel, ele está pensando que eu fiquei entediada, só isso.

—Gostou de ter ficado lá em casa?

—É bem confortável, adorei a hospedagem. Falei sorrindo.

—Você parece solitário amigo.

—Nem tanto, eu acho.

—Sei. Disse sorrindo.

—Ele tem a priminha aqui. Falou Cassandra sorrindo. –Somos aventureiros.

—Dois arruaceiros. Corrigi gargalhando.

—Acho que você está entrando para o timeeee. Disse-me ela.

—Pois é, acho que estou, sinto-me uma criminosa agindo no escondido.

Sorrimos.

—Bem, vou pra água. Disse Fred se levantando.

Ele tirou a roupa ali mesmo deixando-a sobre a cadeira e correndo até a piscina, ele deu um mergulho.

—Fred é um ótimo rapaz.

—Meu primo é muito legal. Ele prefere morar só por não suportar a madrasta.

—Isso é ruim demais.

—Ele é feliz naquele apartamento. Os pais são divorciados.

—Que chato!

—É a vida, mas o pai e a mãe não deixam faltar nada para ele.

—Hum!

—Pelo visto se acertou com o seu namorado.

—Sim, estamos numa boa.

—Menos mal.

—É, eu também concordo, jake é muito bom para mim. Fico mal quando brigamos por qualquer coisinha.

—Ele é gente fina e bonito com todo o respeito da palavra.

Olhei para o jake, ele bebia um copo de cerveja conversando com Pogue e os outros rapazes. Notando que eu estava olhando-o ele sorriu e piscou um olho, retribui o gesto. Olhei pra Cassandra sorrindo e pedi licença, eu iria comer algo.

Fui até a mesa e fiz um pratinho para mim, Ângela também veio se servir e aproveitando o embalo, Cassandra e Juana se serviram também. Fomos nos sentar juntas e comemos conversando, fizemos um brinde com nossas bebidas e sorrimos, passamos um bom tempinho batendo papo e descobri através de Ângela que Loren não veio porque estava para a casa dos tios materno e Jéssica por estar chateada com Jake, eu já imaginava o porquê, mas Ângela não quis entrar em detalhes, fofoca não era com ela.

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Decidi curtir o meu namorado um pouco e fui até ele, fiquei ali com eles e o papo entre eles era o típico de homens, carros, mulheres e o bendito racha ontem, dando um selinho em jake, eu saí do meio deles.

Fui me aliviar um pouco no banheiro e ao voltar o meu celular estava tocando, vi ser de casa e me afastei indo à direção do portão para atender, ali o som estava baixo pelo quintal ser enorme.

—Alô.

—Oi filha, está aproveitando muito?

—Estou sim, desculpe não ter ligado de volta.

—Você esteve aqui ontem, reparei roupas sua no varal da área.

—Estive aí sim, mas vocês não estavam, fui só pegar umas pecinhas de roupa a mais e vocês não estavam. Não quis incomodar a irmã do jake pedindo as coisas.

—Sei. Nós fomos passear um pouco filha, merecemos também.

—Com certeza mãe, merecem também.

—Não chegue muito tarde, amanhã você tem escola.

—Eu sei, não se preocupe. Jake me levará logo mais. Ao tocar no nome dele eu olhei em sua direção e ele me olhava de longe.

—Ta certo, um beijo.

—Outro para a senhora mãe.

Desliguei.

Caminhei de volta e fui beber algo, senti braços carinhosos me rodearem e sorri.

—Tudo bem?

—Tudo, era só a minha mãe querendo notícias minhas.

Ganhei um beijo na nuca e jake voltou a ficar com os amigos, já eu voltei a ficar com as meninas. Um tempinho depois Emily Black que era a mãe de jake apareceu e veio até a piscina nos cumprimentar, ela era muito bacana. Billy Black também era muito legal.

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Quando deu às 18h a galera começou a ir embora. Agradeci a Fred por tudo que ele fez por mim ontem e hoje, ele se foi com a prima depois disso. Claro que jake não escutou.

Todos já haviam ido embora depois das 19h e subi pra trocar de roupa descartando o casaquinho por estar calor, eu tomaria banho na minha casa. Jake não tentou nada pela hora já estar avançada e era hora de eu ir. Despedi-me dos pais de jake e Juana me lembrou do pedaço de bolo que eu havia separado para os meus pais. Agradecendo-a novamente pelo biquíni e o vestido que não foi usado por mim, eu e jake fomos para a garagem. Dentro do carro.

—O dia foi proveitoso. Falei sentindo o carinho dele em minha coxa.

—Eu também achei, foi bem divertido. O pessoal sabe animar muito bem.

—Eles são bacanas demais. Senti saudades do seu carinho, digo outros carinhos. Falei o encarando sem piscar.

—Eu sei quais.

Nos beijamos com calma, mas eu aumentei a intensidade e o acariciei um pouco ousada em minhas carícias. Jake também me acariciou e me deixou ainda mais desejosa.

—Bella, vou te levar logo, está ficando tarde e sabe como os seus pais são.

—Tudo bem. Falei sentindo o meu corpo inteiro desejando-o.

Jake ligou o carro enquanto que eu abotoava o fecho do meu short me sentindo insaciada. Cheguei a respirar fundo e tentei esquecer o que o meu corpo tão intensamente desejava naquele momento. Saímos da propriedade dele e fomos na direção da avenida que nos levaria próximo de meu prédio. O trajeto foi tranquilo, escutamos música o tempo todo enquanto não chegávamos.

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Chegamos no prédio e jake parou em frente do mesmo.

—Quer subir um pouco?

—Hoje não gata, amanhã eu preciso acordar cedo para vir te buscar. Você acaba me distraindo.

—Eu acabo te distraindo é? Perguntei com a voz melosa.

—Até demais, já estou louco para fazer amor com você outra vez. Você com o seu jeitinho me deixa louco.

—Eu gosto quando você fica louco, não me arrependo de nada.

—Nem eu, se seu pai soubesse nos mataria.

—Eu não posso ser virgem pelo resto da minha vida e agora que eu descobri o quanto é bom, eu quero fazer amor sempre. Adorei hoje, gosto da forma que você faz.

—Até a sua forma de falar me deixa excitado amor. As últimas palavras ele falou baixinho e beijando o meu pescoço com intensidade.

—Podemos ser rápidos como fomos hoje mais cedo. Sugeri abrindo o meu short e o arranquei sobre o olhar desacreditado dele.

—Estamos parados na calçada bella.

—Ninguém está vendo meu amor, seu carro é um breu.

Jake sorriu balançando a cabeça que não e apertou a alavanca do banco que eu estava, o mesmo arriou em segundos causando um leve sacolejo em meu corpo. Isso me roubou um sorriso sacana, eu já estava me sentindo à vontade com ele.

Eu mesma abri o fecho da bermuda dele e com cuidado ele veio ficar sobre mim. Nos beijamos com desejo e corri meus dedos pelos braços fortes dele, soltei um gemido com a língua dele acariciando a minha orelha e fechei os meus olhos sentindo ele me acariciar sobre a calcinha, mas agilmente seus dedos pousaram sobre a minha carne pra lá de molhada. Eram tantas coisas novas e sentir desejo era tão bom. Melhorava porque ele sabia me tocar perfeitamente bem.

Arriei a bermuda dele e coloquei a minha mão no bolso da calça dele, ali não havia camisinha e percebendo o que eu queria, ele tirou uma de dentro da carteira.

—Jake, coloque logo. Eu falei implorarando.

—Estou colocando, está um pouco escuro e não pode ser de qualquer jeito.

—Ta, ta bom. Falei beijando-o.

Notando que ele já estava com a camisinha eu me deitei no banco, suspendendo um pouco o meu quadril e colocando a minha calcinha de lado, ele me penetrou. Gememos os dois juntos e seus movimentos constantes me roubavam o raciocínio, ele se movia deliciosamente em mim e beijava o vão dos meus seios pra lá de empinados, os bicos estavam duros demais e ele o abocanhou ao mesmo tempo em que aumentou as suas investidas.

—Assim jake. Eu falei baixinho e comecei a mover o meu corpo também. –Mais, por favor. Eu falava em meio ao delírio.

—Claro que eu te dou mais, o quanto você quiser minha gata safada.

Ele caprichou nos movimentos e segundos depois eu gozei de forma tão entregue, que acredito eu que se alguém estivesse passando na calçada naquele momento, escutaria os meus gemidos. Sorrimos por isso e jake gozou um minutinho depois gemendo de forma gostosa em meu ouvido.

—Hum! Que delicia jake. Chego estar trêmula.

—Delícia é você.

—Só assim não precisa procurar em outra, o que pode ter comigo.

—Não procuro, claro que não bella!

—Ok. Falei acariciando o rosto dele no escurinho.

—Acabamos demorando um pouco.

—Valeu a pena.

—Sem dúvida alguma, irei colocar o meu short pois a calcinha eu já estou vestindo ela.

Ele foi para o banco dele e eu vesti o meu short, ajeitei a minha blusa e o meu cabelo. Eu mesma suspendi o banco apertando a alavanca que o banco portava, o mesmo subiu outra vez. Jake tirou a camisinha e abotoou a bermuda novamente.

Demos um beijo delicioso e me afastei.

—Hora de ir.

—Amanhã eu te pego no mesmo horário.

—Vou esperar e não se atrase.

—Pode deixar.

Ele saiu para abrir a porta para mim e sai sorrindo para ele. Caminhei na direção da portaria e acenei assim que eu entrei, fui na direção do elevador e por sorte o mesmo estava ali.

Apertei o número do meu andar e rapidinho eu cheguei, abri a porta da minha casa e meus pais estavam ali assistindo televisão, 21h dizia o relógio do meu celular.

—Isabella, isso não são horas de chagar! Amanhã você tem aula. Disse o meu pai e minha mãe também me olhava, eu sabia que quando eles diziam o meu nome, isso não era boa coisa.

—Eu sei, mas acabamos conversando demais e esqueci da hora.

—Eu sei filha, mas eu te liguei mais cedo. Falou a minha mãe.

—Eu já estou aqui mãe, não vejo nada demais e além do mais eu estava com o jake!

—Sabe que não gosto de você andando para lá e para cá uma hora dessas! Já está tarde.

—Eu não estava pai e não vejo mal algum. Todos os meus amigos andam e só eu que não posso!

—Filha não faça malcriações. Observou a minha mãe.

—É isso mesmo mãe, eu já tenho dezoito anos e não sou mais criança! Detesto quando me tratam igual criança! Falei a última frase de forma rebelde e alto.

—Ei, ei, que forma é essa de falar com a sua mãe Isabella?

—Não gosto de ser tratada igual a um bebê por vocês!

—Vá para o seu quarto já! Está de castigo!

—Não sei por que, não fiz nada demais!

—Sem mais uma palavra e amanhã quem irá te levar será eu!

—Não precisa, o jake pode me levar! Já combinamos.

—Você está ficando igual aos seus amiguinhos rebelde, mas aqui em casa não tem isso! Entendeu? Ligue para ele e desmarque!

—Pelo menos eles saem, se divertem numa boa, passeiam e são felizes!

—Já para o seu quarto ou ficará sem um tostão se continuar!

—Não precisa me levar pai, o jak.....

—Está decidido!

—Mãe, diga ao meu pai que não precisa, o jake me levará e........

—Sem reclamações, vá para o seu quarto.

Fui para o meu quarto prendendo as lágrimas e fechei a porta com força, eu estava chateada e deixei as lágrimas rolarem com vontade. Não era justo isso e chorei por um bom tempo.

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Meia hora depois eu liguei pro jake.

—Jake sou eu. Falei com a voz afetada pelo choro.

—O que foi amor?

—Amanhã o meu pai irá me levar.

—Mas dá pra mim te levar, diga a ele que não precisa.

—Eu sei, mas eu os desafiei com reclamações e tudo mais.

—Você os desafiou?

—Sim. Eu disse que não sou mais criança para me prenderem dessa forma e não cheguei tão tarde assim hoje. Falei toda a verdade sobre os meus amigos saírem e eu não. Ele me colocou de castigo e Deus sabe lá quando eu vou sair dele.

—É só ignorar quando eles começarem a falar, se bater boca é pior bella.

—Eu sei jake, mas eu não aguento ficar trancada, só isso.

—O bom de tudo é que nós nos veremos no colégio, ele não irá te buscar, eu vou te trazer.

—Tomara mesmo, então um beijo gato e te vejo amanhã.

—Um beijo gata. Te adoro.

—Eu também te adoro jake. Até amanhã.

—Até.

Desliguei o telefone.

Fui para o banheiro tomar banho e me lavei da cabeça aos pés. Sequei-me e vesti uma camisola, eu estava cheia de sede e resolvi sair do meu quarto levando o bolo da minha festa junto.

Eu precisava beber um pouco de água urgente e passei pela sala sem olhar para eles, entrei na cozinha e deixei o bolo sobre a pia. Revirei a geladeira e peguei uma besteirinha pra comer, bebi a minha água e voltei pro meu quarto da mesma forma.

Fechei a porta e fui escovar os meus dentes. Aliviei-me e após me assear eu saí do banheiro, liguei o ar e me deitei pra dormir. No fundo, no fundo eu estava contente por ter feito tudo que eu fiz nesse fim de semana. Sorri da minha rebeldia.

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Segunda feira.

Acordei com o despertador e fui para o banheiro tomar um banho rápido para eu despertar. Hidratei-me e me perfumei, vesti a minha roupa e por último eu coloquei a blusa do meu colégio. Penteei o meu cabelo e fiz uma maquiagem básica, o mesmo de sempre. Lápis de olho, uma sombra, batom e rosei levemente a minhas bochechas.

Fui para a cozinha e meu pai já estava tomando o café dele, apenas o saudei com a mão rapidamente e fiz o mesmo que ele.

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Peguei a minha mochila e descemos para a garagem, sentei no banco do carona e preferi ficar calada. Eu fui o tempo todo na minha e preferi ficar calada mesmo. Isso era um mico tremendo na minha idade e abracei a minha mochila ao ficar olhando para o lado de fora.

Chegamos no colégio e todos os meus amigos estavam do lado de fora no estacionamento. Meu pai parou o carro e antes de eu sair do carro.

—Na volta um homem virá te buscar, ele estará em um Santa Fé preto.

—Isso é mesmo necessário?

—Ele virá te buscar, sinto que andas aprontando e não estou gostando nada disso!

—Andar com o jake agora é aprontar? Isso é novo, mas fazer o quê? Quem é esse homem que virá me buscar?

—Um conhecido, o pagarei e agora vá.

—Tudo bem.

Sai do carro e acenei para o pessoal. Vi jake ali parado e sorri para ele, mas entrei para não causar mais danos ao meu castigo. Entrei na sala e logo jake entrou atrás de mim.

—Bom dia meu amor. Falou ele vindo se sentar ao meu lado.

—Bom dia. Respondi desanimada e recebi um selinho dele.

—Ele veio mesmo te trazer.

—Meu pai cumpre aquilo que ele promete.

—Venho percebendo, mas a volta será comigo.

—Pior que não, virá um homem me buscar.

—Fala sério! Isso é verdade? Perguntou ele indignado.

—É sim, infelizmente. Eu não entendo!

—O que você não entende?

—Um monte de coisa jake, mas deixa pra lá. Uma delas é tentar me manter presa dentro de casa.

—Isso é algo que só ele pode te responder, filha única às vezes levam o pai à super proteção.

—É o que está parecendo.

Fred entrou na sala e aos poucos os outros foram entrando também, a professora entrou e nos saudou com um bom dia animado. O restante da aula eu estudei, mas fiquei perdida em pensamentos por causa do castigo, eu queria ficar com jake.

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Na hora do intervalo.

Fomos para o refeitório e peguei pouca coisa pra comer, eu estava sem fome. Jake me animou me dando um abraço e um selinho demorado, mas eu queria ir embora com ele e não com um desconhecido. Nos sentamos com os nossos amigos.

—Papai veio te trazer Isabelita? Que fofinho! Provocou Jéssica.

—Pois é, você não viu? Então eu não preciso repetir!

—Uau! Eu estava só brincando.

—Poupe-me das suas brincadeiras e principalmente da sua cara de pau em dar em cima do meu namorado! Falei de forma grosseira.

—Ai! Fez Fred fingindo dar um soco na cara dele. –Essa doeu Jéssica e se eu fosse você, eu não provocaria a bella hoje.

—É verdade, posso acabar pegando raiva!

—Não mesmo, fui eu quem pegou de você! É contagioso.

—Calma lá bella, eu estava só brincando.

A ignorei e terminei de comer. Conversei normalmente com os meninos, com Ângela e Loren, eles não tinham culpa do meu castigo. As meninas lamentaram meu castigo, mas eu afirmei já estar acostumada com aquilo.

A sineta tocou e era a hora de voltar para a sala.

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Chegou à hora da saída e jake me puxou para o pátio, nos beijamos por uns cinco minutos e saímos do colégio andando com as mãos separadas. Der repente quem quer que fosse que viria me buscar poderia ser dedo duro, ou acabar falando além da verdade. Meu pai tinha certeza que jake gostava de mim e eu não queria que ele me afastasse do meu namorado também, ou culpá-lo de estar me levando para o mau caminho. Isso era uma meia verdade.

Parado bem à frente da porta do colégio eu vi um carro preto, o tal que o meu pai descreveu.

Ao me aproximar ele saiu do carro e veio abrir a porta para mim, ele era claro, aparentando seus trinta e poucos anos, olhos castanhos e de porte robusto. Ele tinha a cara de poucos amigos.

—Bom dia. Falou ele ao abrir a porta de trás para mim.

—Bom dia. Falei o olhando, pois ainda era 12:13min do dia.

—Te levarei até a sua casa.

—Estou sabendo. Falei me sentando no banco, eu senti um pouco de medo do homem e ele fechou a porta sem falar mais nada.

Olhei para trás e jake estava com o carro parado atrás do nosso. O homem deu partida no carro e jake também saiu, mas ao longo do trajeto jake passou direto, sei que ele não faria nada para piorar a minha situação.

O homem veio mudo o tempo inteiro e ao parar em frente o meu prédio ele olhou em volta antes de sair. Saltei do carro com a ajuda dele e o mesmo falou que amanhã às 6h da manhã ele estaria aqui me esperando.

—Tudo bem. Foi tudo que eu falei e entrei no prédio sem olhar para trás.

Entrei no elevador e deixei algumas lágrimas rolarem, ao abrir a porta da minha casa estava tudo no silêncio, fui direto para o meu quarto. Tirei a minha roupa e fui tomar o meu banho, eu escutei meu celular tocando e atenderia depois.

Sequei-me e fui olhar quem foi que tinha me ligado e vi ser o jake, retornei.

—Oi meu amor. Falou ele ao atender.

—Oi meu gatinho.

—Que sujeito estranho bella. Observou ele.

—Eu também achei, ele exala medo e foi isso que eu senti.

—Sinto muito.

—Quem sente sou eu por você ficar ao meu lado, sendo que nem sair direito eu posso com você.

—Pare com isso, daremos o nosso jeito.

—Vou descobrir como, não deixaremos de aproveitar. Falei sorrindo.

—Não mesmo.

—Chegou em casa já?

—Ainda pouco, acabei de entrar no meu quarto.

—E eu acabei de sair do banho.

—Hum!

—Pois é.

—Vou deixar você se secar, mais tarde eu te ligo.

—Tudo bem, até mais tarde.

—Até gata.

—Até gato. Falei sorrindo e estalei um beijinho.

Desliguei.

Vesti a minha roupa e fui almoçar, minha mãe ligou para o meu celular e ignorei as duas ligações consecutivas dela. O telefone da sala tocou e ignorei também, eu estava chateada com toda essa situação.

Terminei de comer e arrumei a cozinha, fui para o meu quarto escovar os meus dentes e deitei pra assistir televisão. Não demorou muito o meu celular tocou de novo e dessa vez eu atendi deitada na cama.

—Alô mãe. Falei desanimada.

—Não atendeu porque filha?

—Não escutei, eu estava no banho. Menti.

—O Madruga foi te buscar?

—Sim, aquele homem estranho foi me buscar.

—Não fale assim filha, eu não o acho estranho.

—Estou com sono mãe, mais tarde nos falamos.

—Poxa filha, você está tão malcriada!

—Desculpe, eu só não aguento ter que ficar presa, mas já aceitei esse fardo.

—Não é pra tanto filha, só queremos o seu bem.

—Tudo bem mãe.

—Até mais tarde filha.

—Até mãe.

Deixei o celular ao lado da minha cama e me deitei pra dormir um pouco, uma lágrima rolou e a sequei. Acabei dormindo.

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17:19min da tarde.

Despertei do meu sono e permaneci na cama, liguei a televisão para assistir, mas desisti, não havia nada de bom passando e desliguei a tv. Permaneci deitada por uns minutos e me levantei a fim de adiantar a janta.

Cortei as vagens, fiz o arroz e o restante foi mole. Terminei a janta e fui olhar a vista na janela da sala, mas adiante estava o mar, já que eu morava a poucos metros do mar.

Desisti de ficar ali também, eu não me sentia animada pra nada e fui fazer o lanche da tarde para mim, acabei comendo-o em meu quarto mexendo em meu Laptop. Aquilo sim me distraía, eu estava no MSN com Ângela e logo Fred também entrou, ficamos os três batendo papo. Eles lamentaram mais uma vez a minha situação, era vergonhoso uma moça de dezoito anos de castigo, se tudo que ela queria era apenas se divertir com os amigos.

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20h da noite.

Por estar calor eu tomei mais um banho e vesti a minha camisola. Comi um pouco e antes de eu ir para o meu quarto, eu deixei tudo arrumadinho.

Entrei em meu quarto e fechei a porta, escovei os meus dentes e liguei o ar, eu assistiria televisão até ficar sonolenta. Tudo que eu mais queria era dormir. Interrompendo o silêncio o meu celular começou a tocar, era o meu namorado.

—Oi jake.

—Oi gata, você está mais tranquila?

—Estou aceitando, eu queria te ver.

—Eu também. Se amanhã eu não fosse sair com a galera, eu até iria aí. É uma pena você não ir, nós iremos jogar vôlei na praia.

—É eu não posso, Madruga irá me levar e trazer da escola. Tenho certeza que o meu pai fez isso para me vigiar.

—Madruga é o sujeito que te levou para casa?

—Sim, o próprio.

—Quer que eu fale com o seu pai bella?

—É melhor não, tenho medo dele me proibir de andar com você.

—Ele não vai não.

—Eu conheço o meu pai, é melhor não por esses dias, depois quem sabe você tente.

—Você é quem sabe.

—Aproveite o vôlei amanhã então, desejo desde já.

—Valeu. Então até amanhã meu amor

—Até jake.

Desliguei.

Acabei pegando no sono.

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Terça feira. (Madrugada)

02:30 da manhã.

Acordei com a televisão ligada e me levantei, acendi a luz e sai do quarto para ir à cozinha beber um copo de água. Estranhei de não estar escutando o som do ar ligado ao encostar a minha orelha na porta do quarto dos meus pais e ao tentar virar a maçaneta de levinho por pura curiosidade, a porta estava trancada. Deviam estar dormindo e como é um casal, era obvio exigir privacidade ao irem dormir, por exemplo, trancar a porta.

Deixei pra lá e fui pra cozinha, bebi o meu copo de água e voltei pro quarto para dormir.

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05:40 da manhã.

Acordei dez minutos atrasada, o barulho que o relógio fazia era diferente, era o da soneca. Esse era pior que o despertador costumeiro era mais alto e do tipo para te obrigar a levantar na marra.

Tomei um banho esperto e me arrumei, fui tomar o meu café e de propósito eu desci quase quinze minutos atrasada. Ao chegar na portaria o tal do Madruga já me aguardava e me esperava encostado no carro.

—Está atrasada senhorita. Disse ele abrindo a porta para eu entrar.

—Bom dia para você também. Falei acomodando a mochila em meu colo e olhei para a janela a fim de ignorar o homem.

Ele entrou no carro e deu a partida. Durante o trajeto.

—Terei que dizer ao seu pai que você se atrasou.

—Faça o que quiser! Estou louca para que ele o dispense, eu não preciso de babás.

—Isso é o que a senhorita diz.

—Digo e assino embaixo!

—Não me abalo com rebeldia, seu pai já me informou o seu jeito atrevido de ser, posso te adiantar que não se livrará de mim por vontade própria e só quando o patrão ordenar.

—Parabéns pra você, sinto muito, mas eu não ligo. Não preciso de babás, sou grande o suficiente para me cuidar!

—Isso é o que você diz.

—Não estou nem aí!

Ele sorriu de forma irônica e continuou dirigindo normalmente, ele tinha o jeito de ser frio e calculista. Eu estava tentando ser malcriada para o cara desistir de me levar, mas estava difícil.

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Chegamos no colégio.

—Pode deixar que eu sei descer sozinha, não precisa vir abrir. Já pago esse mico desnecessariamente.

—É contigo mesmo, abra. Tentei abrir a porta do carro e a mesma estava trancada ainda.

—Está travada! Eu disse emburrada.

—Oh! É verdade. Disse ele liberando. –Bons estudos.

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Sai do carro e bati a porta, vi os meus amigos encostados no carro e fui à direção deles, mas o meu celular tocou e estava restrita a ligação.

—É direto para dentro Isabella, ou eu mesmo irei aí te pegar.

—Estou segura, pode ir embora, logo a sineta irá bater.

—Sou pago para te deixar dentro do colégio e não no estacionamento. Estou indo aí.

—Não precisa, já estou indo. Falei apressadamente ao escutar pelo celular a porta do carro sendo aberta.

—Boa garota.

Desliguei o meu celular e acenei para o jake, entrei no colégio e o meu namorado não entendeu nada por ter mudado o meu curto trajeto do nada. Joguei a minha mochila de qualquer jeito sobre a mesa e me sentei.

—Droga de homem chato! Falei para mim mesma, havia alunos na sala já e ficaram olhando para mim depois de ouvirem o baque da minha mochila na mesa.

Jake entrou na sala dez minutos depois e me deu um selinho. Ele demorou para entrar, mas fiquei quieta, eu não queria brigar com ele.

Quase não prestei atenção na primeira aula, mas me esforcei na segunda e na terceira. Na hora do intervalo eu fui me sentar com a galera e o assunto era só a respeito deles irem jogar vôlei depois da aula. Todos iriam, menos eu.

Na hora de ir embora jake veio se despedir de mim no pátio do colégio, nos beijamos por uns minutinhos e a galera o aguardava do lado de fora para irem juntos, mas cada um em seu carro. Até a vaca da Jéssica iria.

Nos despedimos com um selinho e dessa vez eu saí primeiro, Madruga já me aguardava e entrei no carro após ele abrir a porta para mim.

Umas lágrimas rolaram dos meus olhos quando me sentei no banco do passageiro e nem liguei quando madruga olhou para mim discretamente ao fechar a porta. Ele entrou no carro e ligou o mesmo, mas ao notar o meu drama ele olhou para mim através do retrovisor.

—Algum problema senhorita?

—Nenhum! Falei chateada. -Eu só desejo chegar em casa o mais rápido possível!

—Em vinte minutos senhorita, o trânsito está bom.

Recostei-me no banco e aguardei a minha chegada até o meu prédio. O trânsito estava realmente bom e minhas lágrimas insistentes não paravam de rolar, por fim tentei me acalmar, eu não queria que o motorista pensasse que eu fosse dessas moças choronas. Sequei o meu rosto e não demorou chegamos no meu prédio, dei graças a Deus quando ele parou o carro.

—Eu mesma abro, por favor.

—Sou pago para isso.

—Não precisa, por favor, libere a trava.

—Você é quem sabe!

—Obrigado.

Sai do carro e entrei sem olhar para trás, subi para o meu andar e ao entrar deixei minhas lágrimas novamente rolarem.

—Poxa! Eu queria ter ido com eles. Falei ao fechar a porta.

Fui até a janela da sala e olhei lá para baixo, o bendito do carro estava parado do outro lado, não teria como eu tentar escapar, realmente meu pai foi esperto. Mas porque isso tudo? Eu só queria me divertir com o meu namorado e os meus amigos. De forma teimosa, eu fui até o telefone e liguei para o celular do meu pai, chamou uma vez somente e ele atendeu.

—Alô filha, algum problema com você?

—Todos os possíveis, pai! Falei chorosa.

—Me fale que eu resolverei.

—Não preciso de motorista, é mais uma despesa desnecessária! Eu sinto falta dos meus amigos, é injusto eu não poder sair com eles. Por que eu tenho que ficar trancafiada? Não quero ir para a escola com esse homem, eu prefiro ir com o jake!

—Não estou aberto a negociações se tratando disso, Madruga é confiável. Ele te levará e irá te trazer em segurança, já com seus amigos irresponsáveis eu não posso dizer o mesmo!

—Irresponsáveis ou não eu gosto deles!

—Isabella, eu preciso desligar, estou ocupado filha.

—É sempre assim! Vocês não têm tempo para mim e ainda me impedem de ser feliz!

—Você tem de tudo em casa! Não pode reclamar!

—Ta pai, então tchau. Falei deixando as lágrimas rolarem ainda mais.

—Tchau filha.

Desliguei.

Fui para o meu quarto e tirei a minha blusa do colégio primeiro, depois tirei o restante e fui para o banheiro tomar meu banho. Eu quis fazer hora no banho e me enxaguei pensando no meu namorado. Após me secar penteei o meu cabelo e os deixei soltos para secarem mais rápido. Vesti um short jeans e uma blusinha de algodão sem manga, eu estava me sentindo fresquinha assim e calcei o meu chinelo ao terminar.

Peguei a minha roupa suja e as deixei dentro da máquina, observei que minha mãe deixou comida pronta então foi só esquentar, comi entediada.

Terminei de comer e lavei o meu prato, mais uma vez eu fui olhar na janela e o carro estava parado no mesmo lugar. –Droga! Eu praguejei observando da janela e fui me deitar no sofá da sala pra ver televisão. No relógio marcava 13:55min da tarde e essa hora jake devia estar na praia ainda, eu sabia que sim porque quando eu ia com eles, ficávamos até às 15h por aí. Eu não queria bancar a chata e ficar ligando para ele, eu não queria incomodar só porque eu estava presa e interrompê-lo durante a diversão. Jéssica devia estar adorando.

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A noite chegou e preparei o jantar cabisbaixa, preferi jantar sozinha e fui para o meu quarto ao terminar. Escovei meus dentes e vesti a minha camisola, eu iria dormir.

Escutei quando os meus pais chegaram e liguei o ar condicionado para pensarem que eu já estava dormindo, eu não queria conversar por me sentir chateada. Ta certo que eles são os meus pais, mas eu não podia reclamar mais, por eles já estava decidido e Madruga seria uma pedra no meu caminho. Acabei dormindo.

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Quarta feira.

Arrumei-me no horário e tomei o meu café, pelo menos hoje eu teria a companhia de Lea durante à tarde. Peguei a minha mochila e desci, Madruga estava ali me aguardando e ao me ver saindo abriu a porta após olhar para os lados discretamente, mas eu percebi.

—Bom dia senhorita.

—Chamo-me Isabella.

—Bom dia de qualquer forma. Falou ele fechando a porta.

—Para você também. Falei tarde demais, ele já estava dando a volta no carro. O cara era rápido.

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Cheguei no colégio e todos estavam reunidos no estacionamento, observei quando Madruga passou ao lado deles com o carro.

—Não tente me impedir, eu irei falar com os meus amigos!

—Se quiser dentro da escola, entre. São ordens do seu pai!

—E se eu não quiser?

—Dará adeus ao romance com o playboyzinho.

—Como sabe disso?

—Seu pai quem falou. Quem é que dá uma festa para uma moça sem ter um real interesse? Isso é raro e é fácil descrever o olhar dele.

—Observou isso?

—É o meu trabalho observar........Agora entre senhorita.

—Que droga de vida! Falei quando ele saiu do carro para vir abrir a porta para mim.

Sai com a ajuda dele e mesmo assim acenei para os meus amigos, ajeitei a mochila em meu ombro e fui para a sala. O primeiro a entrar foi Fred e o mesmo veio me cumprimentar.

—Bom dia linda.

—Bom dia Fred.

—Está de babá?

—Isso é péssimo! Estou detestando isso, acho desnecessário. Meu pai pegou pesado dessa vez e eu não preciso de um motorista, eu tenho o meu namorado que me leva.

—É eu sei.

—Você tem sorte Fred, mora sozinho e pode andar com os seus amigos.

—Sorte entre aspas bella, eu tenho pais que não se dão bem e uma madrasta que não presta. Não tenho o carinho deles, apenas me mandam dinheiro e mais nada! Tenho os meus amigos e por um lado eu sou feliz sim, nem sempre é possível estar tudo perfeito ou da forma que nós queremos.

—Meus pais são tranquilos, mas não são tão presentes por trabalharem muito. A única coisa que eu desejo é poder andar com os meus amigos, mas são protetores demais. É nessas horas que eu queria ter meia dúzia de irmãos. Sorrimos.

—É realmente ruim.

—É sim. Fred como foi o vôlei ontem?

—Bem animado, saímos da praia quase anoitecendo.

—Sério?

—Sim, eu cheguei em casa morto e jantei após eu preparar uma gororoba para mim, daí eu acordei somente hoje.

—E o jake?

—O que tem ele?

—Se comportou lá?

—Jogamos vôlei bella.

—Parece bobo, mas eu gosto de saber. Sei que Jéssica é uma oferecida.

—Nisso você tem razão, ela aproveita e dá em cima na cara de pau. Acho que não se cansa mesmo.

—Já percebi. Não farei papel de possessiva, só não quero ser feita de boba.

—Relaxa bella.

—Estou chateada Fred, só isso.

—Não fica.

—Eu sei. Nos abraçamos como dois bons amigos.

Jake entrou na sala nesse exato momento e nos olhou o tempo todo que se aproximava de nós. Afastei-me sorrindo para o Fred e sequei uma lágrima que havia rolado.

—Algum problema? Perguntou jake sentando do meu outro lado.

—Só o que você já sabe, apenas isso.

—Sei.

—Bom dia para você também. Falei dando um selinho nele.

—Bom dia. Disse ele ajeitando o caderno e olhou para a frente.

Nossa aula começou e nos concentramos, tivemos trabalho importante e não houve espaço para se conversar.

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O intervalo chegou e dei graças a Deus. Peguei um sanduíche e um suco tendo a companhia de jake e nos sentamos com a galera, hoje Jéssica não quis implicar comigo. O assunto o tempo inteiro foi a respeito do vôlei de ontem e eu fiquei boiando, eu não fui, então não tinha o que comentar.

Com a sineta tocando, cada um voltou para a sua sala.

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Na saída.

Arrumei o meu material na mochila e jake ficou me esperando, Fred e alguns alunos se despediram de nós ao saírem da sala, ficamos somente nós ao fundo da sala. Eu demorei por estar terminando de copiar o trabalho de casa.

Saímos da sala e jake me puxou para a saleta onde guardava os produtos de limpeza. Foi pura ousadia dele e alguém poderia nos pegar. A porta abria para o lado de dentro e jake encostou a mesa ali para o caso de alguém tentar abrir, mas não conseguiria.

—Eu estava com saudades. Falou ele me beijando um pouco afoito.

—Eu também jake.

Nos beijamos matando a saudade e com a loucura correndo em minhas veias, eu abri a calça dele e o acariciei. Eu não era boba de deixá-lo a ver navios e nem eu, eu o queria tanto.

Jake passou os beijos para o meu pescoço e voltou a me beijar. Eu não parava de tocá-lo e ele desafivelou o meu cinto, depois abriu o fecho da minha calça e arriou-a junto com a minha calcinha. Ele se afastou do meu toque e pegou uma camisinha, tão rápido ele a colocou e me virou de costas para ele. Ele me preencheu numa estocada rápida e inclinou a minha cabeça para trás. Isso para poder me beijar, seus movimentos eram constantes em mim e me levavam ao delírio a cada segundo que passava, com isso afastei um pouco mais a minha perna para o lado. Nossos gemidos eram baixo e me movi sentindo que tudo explodiria a poucos segundos.

—Oh! Jake eu vou gozar. Falei baixinho. -Oh jake!

Ele aumentou os movimentos. Umas de suas mãos ficaram em minha cintura e a outra veio acariciar um de meus seios, foi a gota d`água para mim e acabei gozamos loucamente comigo me movendo junto com ele. Jake foi parando aos pouquinhos e me abraçou de forma carinhosa.

—Meu amor, você é gostosa de mais. Eu estou louco por ter que ficar longe de você. Aqui no colégio nem tanto, mas eu gostaria de sair com você, como antes.

—Eu te entendo jake, mas não é a minha culpa. Tudo que eu mais quero é poder ir e voltar com você, passear e me divertir. Ficar dentro daquele apartamento está me enlouquecendo, sinto-me como um passarinho na gaiola. Vá me visitar.

—Você está de castigo.

—Tem razão.

Nos beijamos e jake se afastou para vestir a minha calcinha, depois foi a vez da minha calça e o meu cinto. Suspendi a calça dele e lembrei de Madruga lá fora, olhei no relógio e já estava dezessete minutos atrasada. Demoramos ali.

—Tenho que ir jake, o meu motorista já deve estar aí fora.

—Você tem razão. Eu te ligo mais tarde.

—Ok. Ajeitei a minha blusa e percebendo que eu estava arrumada de forma a não demonstrar que levei uns amasso. –É melhor que eu saia na frente jake, faça uma horinha aqui dentro do colégio.

—Tem razão.

Nos beijamos de forma breve e jake desencostou a mesa, abri a porta devagarzinho e percebendo que a barra estava limpa eu saí rapidinho. Caminhei apressada e ao sair na porta do colégio Madruga me aguardava fora do carro.

—Eu já ia te ligar.

—Não precisa, já estou aqui!

—Tudo bem.

Ele abriu a porta para mim e entrei me sentindo aliviada, gozar era bom demais e me sentia relaxada. Eu não estava satisfeita de tudo, eu queria passar mais tempo com ele.

Madruga entrou no carro e saímos justamente na hora que jake apontava lá na esquina dentro do colégio, sorte que madruga não o viu.

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Despedi-me dele e entrei no prédio. Ao chegar em casa Lea arrumava a sala e saudei-a ao passar para o meu quarto, eu precisava de um banho urgente.

Ao me lavar eu sentia que desejava mais do meu namorado, me ensaboei com calma e me enxaguei, sequei-me e me vesti. Fui até a cozinha e almocei, conversei um pouco com Lea e ganhei um cordão muito lindo trabalhado em pedrarias e bijuteria. Ficaria lindo com uma blusa de sair e decidi ir tirar uma sonequinha após agradecê-la.

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Acordei com o meu celular tocando, era jake.

—Oi meu gatinho.

—Oi gata, você está bem?

—Sim, acabei chegando da escola e após eu almoçar, fui dormi um pouco. E os meus sogros como estão?

—Bem. Juana não para de falar a seu respeito, ela gosta muito de você.

—Eu também gosto dela jake. Ela e Roger estão numa boa?

—Parece que sim, estão se encontrando e ficando.

—Que bom! Só eu que não posso né?

—É o que parece bella.

—Vai me deixar por causa disso?

—Sabe que não, é apenas um castigo temporário. Castigos não duram para sempre gata.

—Eu sei, mas agora eu tenho um motorista. Se fosse outra pessoa iria adorar, mas eu não estou adorando. Sinto saudades da música alta no seu carro, das nossas escapulidas após o colégio. É chato isso!

—Eu também sinto.

—Eu não posso nem tentar fugir, o cara fica na minha cola o tempo todo lá em baixo.

—Seu pai está exagerando bella.

—Eu sei disso, mas ele é rude quando eu reclamo.

—Deixa rolar bella.

—É o jeito, mas eu darei um jeito de fugir de vez enquanto.

—Como, me diz?

—Eu ainda não sei.

—Quando souber me fale.

—Pode deixar, você será o primeiro a saber. Sorrimos.

—Tudo bem minha maluquinha. Te amo.

—Eu também.

—Vou desligar agora bella, darei um pulo na casa de um amigo meu.

—É amigo mesmo?

—Claro que sim, agora pare de bobeira.

—Tudo bem. Um beijo na boca.

—Outros na sua.

—Tchau então.

—Tchau bella.

Desliguei.

Deu-me vontade de lanchar e levantei, mas ao reparar bem, a noite já havia caído. 18:08min da noite marcava no celular, há essa hora Lea já tinha ido embora, ela era discreta e não me acordava caso eu estivesse dormindo.

Preparei o jantar ao invés de lanchar e comi quando ele ficou pronto. Assisti um pouco de televisão, passava uma novela e me deitei no sofá para assisti-la.

Dando a hora que meus pais chegariam, eu tomei um banho pra tirar a gordura do corpo e vesti a minha camisola, eu iria assistir televisão no meu quarto. Foi o que eu fiz.

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Às 22:10min da noite.

Eu estava distraída vendo tv sob a coberta, pois o ar já gelava bastante quando a minha mãe abriu a porta do meu quarto.

—Oi filha.

—Oi mãe. Falei olhando para ela brevemente e tornei a olhar para a televisão.

—Como tem sido o seu comportamento com o motorista?

—Normal. É algo que acho desnecessário e não somos ricos para perder dinheiro com isso! Falei ainda olhando para a televisão.

—Não somos ricos, mas um pouco a mais não vai fazer falta!

—To percebendo, já venho percebendo isso.

—Não fale assim filha.

—Tudo bem mãe, eu não quero desrespeitá-la. Eu não tenho o direito, mas saiba que eu estou infeliz! Se é dessa forma que a senhora prefere, então conseguiu.

—Está dizendo besteiras, só cuidamos de você bella. Queremos o seu bem filha e nada de infelicidade.

—Sinto falta de andar com o jake, com os meus amigos, de sair. Ficar trancada nesse apartamento é ruim demais! Moro perto da praia e nem posso ir até lá. Pra quê então mãe?

—Poderemos ir juntas qualquer dia desses.

—Nunca fui à praia com a senhora aqui em solares.

—É eu sei, mas vamos ir qualquer dia desses.

—Ta mãe, não se preocupe, darei fim nas reclamações.

—Que bom filha, agora eu irei tomar um banho e jantar, estou cheia de fome.

—Ta bom mãe, boa noite.

—Para você também filha. Após me desejar um boa noite ela me deu um beijo na testa.

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Quinta feira. 19 de setembro.

Arrumei-me para o colégio após tomar banho. Terminei a maquiagem básica e fui tomar o meu café tranquila, pois ainda faltava pro motorista vir me buscar.

Retoquei o batom e peguei a mochila para eu poder descer, chegando lá em baixo Madruga abriu a porta do carro como vinha fazendo. Dando a partida no automóvel, seguimos para o colégio calados. Eu sentia medo daquele homem, ele tinha o ar debochado ao falar e um pouco duro na forma de ser, do tipo que demonstrava não ter medo de nada.

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Meus amigos estavam todos ali e acenei para eles sorrindo, assoprei um beijinho pra jake e entrei no colégio, ao virar à esquerda para ir ao sentido da minha sala, eu esperei um pouquinho ali.

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Esperei mais um pouco e coloquei a cabeça devagarzinho para espiar se o meu motorista ainda estava ali, sorte minha era que ele já tinha ido embora e caminhei a fim de sair da escola. Fui até os meus amigos e abracei jake sorrindo.

—Fala aí fujona. Falou Caius sorrindo.

—Fala aí rapaz. Fugi mesmo. Falei saudando-o com o costumeiro gesto de mãos deles.

—Mas o cara parou o carro ali ô. Apontou Caius na direção e meu coração deu um sobressalto com a surpresa, eu fui burra em não ter olhado para o lado direito.

—Que droga! Falei alto.

Meu celular tocou e atendi já imaginando quem era, seria pior se eu não atendesse. Apesar de estar com o número restrito, só podia ser Madruga.

—Alô.

—Entre. Após dizer essa simples palavra, ele desligou.

—Mal-educado. Falei fechando o flip do celular.

—Quem era amor? Perguntou jake.

—O meu pesadelo. Amor eu irei entrar, depois nos vemos.

—Tudo bem. Jake ia me dar um beijo, mas me afastei rápido.

—Depois.

—Tudo bem.

Voltei para dentro da escola e fui para a sala chateada, joguei a minha mochila de qualquer jeito sobre a mesa e me sentei na cadeira.

Aos poucos os alunos entraram e a professora também, jake me abraçou ao sentar do meu lado e estalou um selinho em meus lábios. Sorri para ele e prestamos atenção na aula.

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No refeitório fiquei com os meus amigos e sorrimos das maluquices de Caius. Jake me abraçou e me enchia de carinho vez ou outra, mas se afastou para atender o celular que tocava, ali no refeitório estava um falatório.

—Estranho ter que se afastar da namoradinha para ir atender o celular. Falou Jéssica sorrindo e levantando as sobrancelhas.

—Se está interessada vá saber o que é porque eu não estou.

—Às vezes não dá para brincar com você bella! Disse ela e saiu da mesa.

Dei de ombros e continuei conversando com os meus amigos numa boa. Dez minutos depois jake voltou e se sentou ao meu lado, ganhei um beijo na bochecha dele e logo a sineta tocou.

Fomos para a sala e prestamos atenção no restante dos tempos de aula.

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Na saída nos despedimos com um selinho e jake perguntou-me antes de sair da sala.

—Por que nós temos que nos esconder para esse homem bella?

—Não quero que meu pai venha me proibir de namorar você, você é maravilhoso jake. Meu pai tirou aquilo que eu mais gosto e não tenho dúvidas que possa vir fazer isso também.

—Isso é chato demais bella! Disse ele um pouco chateado. — Estou indo e até amanhã.

—Para você também.

Ele saiu da sala e eu fiz o mesmo um tempinho depois por eu ter ido beber um pouco de água primeiro. Na saída um carro amarelo estava parado.

Mas o que mais me indignou foi à cara de pau da ex-ficante de jake estar ali conversando numa boa com ele, o nome dela era Isis e disso eu me lembrava muito bem. Ela era a mesma moça que foi se aventurar no racha com o jake.

Madruga estava ali parado um pouco afastado e ao me ver abriu a porta sorrindo levemente por pura educação, mas o meu humor não era igual ao dele e fiquei séria. Olhei para o Jake ao passar perto deles, mas pelo motorista estar ali ou talvez não, ele não falou nada e continuou conversando como se não tivesse acontecendo nada. Mais ao longe eu vi o meu amigo Fred no carro dele e sorri levemente para ele antes de eu entrar no carro. Ele acenou sorrindo para mim e ligou o carro, ele foi embora antes de mim.

Madruga fechou a porta e foi ocupar o banco de motorista, ligou o carro e fomos embora calados como na vinda mais cedo ao colégio. Por mais que dissessem que era apenas amizade, eu não acreditava por parte dela, eu não queria o meu namorado dando confiança para ela e desliguei o meu telefone, isso era culpa dos meus pais. Eu não queria atender ninguém e percebendo o que eu fazia, Madruga se prontificou.

—Seus pais podem querer falar com você.

—Tome conta da sua vida! Você está ajudando a arruinar a minha! Ele sorriu e continuou a dirigir como se eu tivesse dado um bom dia agradável a ele. –Ele falará com você já que é o porta voz dele.

—Tente ser mais agradável moleca. É para o seu próprio bem. Disse num tom mais rude como se eu estivesse sendo ingrata.

—Quando eu quero sim! Por favor, dirija logo, quero chegar logo em casa.

—Em poucos minutos senhorita. Disse o homem de forma gentil, era só o que me faltava, eu estava lidando com uma criatura bipolar.

Fiquei calada depois disso, o homem não tinha culpa e eu até iria pedir desculpas, mas eu estava chateada demais para tal ato naquele momento.

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Chegamos e abri a porta assim que ele destravou, não quis esperar ele vir abrir para mim e entrei na portaria sem olhar para trás.

Passei pelo porteiro e cumprimentei o homem com um oi, não esperei ouvi-lo me responder e entrei no elevador. Apertei o número quatro e esperei o elevador subir.

Abri a porta e tranquei-a após eu entrar, olhei em volta e tudo monótono, fui para o meu quarto deixar a minha mochila e sai do mesmo novamente para vir até a cozinha. Esquentei a minha comida e fui tomar um banho antes de comê-la.

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Vesti a minha roupa e fui almoçar em meu quarto assistindo televisão, após eu comer lavei o meu prato e dei um tempinho descansando em minha cama entretida na tv.

Quarenta minutos depois eu fiz um trabalho de casa e demorei bastante para resolver algumas questões por estar pensando em jake e naquela fulaninha. Consegui terminar uma hora depois e me deitei de bruços tampando o meu rosto no travesseiro, foi aí que acabei dormindo.

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16h marcava o relógio quando eu acordei e permaneci deitada em minha cama.

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20h dizia o relógio do microondas enquanto que eu preparava a comida. Já que os meus pais pagaram um motorista, que pagassem alguém para cozinhar, isso era mais necessário, mas eu não iria reclamar para piorar ainda mais a minha situação.

Terminei de preparar a janta quando a minha mãe chegou sozinha segurando a chave do carro dela, eu conhecia o chaveiro dele.

—Olá filha.

—Oi mãe. Falei sorrindo levemente. –A comida já está pronta, é só comer.

—Me fará companhia? Perguntou ela sorrindo e veio até a mim me abraçar.

—Mais é claro. Afirmei com ela me abraçando e me afastei sorrindo sem ter muita vontade.

—Está chateada, não é?

—Não estou não, eu estou bem. Não se preocupe comigo. Menti e voltei a fazer o que eu estava fazendo, ajeitando os talheres na gaveta.

—Não fica chateada conosco filha.

—Não estou por já estar me acostumando com o castigo. Com licença mãe. Falei passando por ela e entrei no meu quarto.

Deitei-me em minha cama e fiquei pensativa por um bom tempo, fui interrompida quando a minha mãe abriu a porta.

—Já estou indo comer filha. Vamos?

—Vai indo mãe, vou lavar minha mão primeiro.

—Ok filha. Disse ela me dando um beijo em minha bochecha e se foi.

Levantei da cama e fui lavar as minhas mãos no banheiro, depois fui para a sala jantar com a minha mãe e a princípio eu preferi o silêncio. Minha mãe estava igual ao meu pai, me colocava de castigo por insistir demais e preferi o silêncio.

—E jake como está? Perguntou ela interrompendo o silêncio.

—Está bem mãe, hoje quando eu saí do colégio eu o deixei conversando com a ex dele, mas ele está muito bem.

—Isso é ruim para você?

—Não sei por quê!

—Ok filha. Que bom que ele está bem.

—Como foi o trabalho hoje mãe?

—O mesmo de sempre, trabalhoso e nada demais.

—A senhora sempre diz isso.

—Por que é isso e nada com o que se preocupar.

—Não estou me metendo, se diz que está tudo bem eu acredito.

Ela sorriu e continuou comendo, fiz o mesmo. Levantei da mesa para pegar o nosso suco e tornei a me sentar apoiando a minha cabeça em uma de minhas mãos.

—Meu pai chegará tarde?

—Acredito que sim filha, por isso eu fui com o meu carro hoje.

—Precisam se desdobrar para bancar tanto luxo. Observei em voz alta. –O salário de vocês não é compatível com tudo que temos.

—Isso é algo que você não deve se preocupar filha e esqueça isso. Está te faltando algo aqui em casa? Parece que não!

—Não precisa ficar zangada mãe.

—Não estou, apenas não suporto quando fica jogando piadas desnecessárias! Disse ela alterada.

—Não falei nada demais.

—Outra pessoa em seu lugar agradeceria a boa vida que você leva! Sempre reclamando de barriga cheia Isabella.

—Preferia não ter nada disso em troca de poder ficar com os meus amigos.

—Isso é o que você fala agora, se fosse o contrário reclamaria que estava sem dinheiro. Aproveite o que tem e pare de reclamar.

—Desculpe. Pedi deixando algumas lágrimas rolarem e as sequei com a costa da minha mão.

Fiquei em silêncio e o celular de minha mãe tocou, ela se levantou para ir atendê-lo no quarto. Eu não entendia o comportamento deles às vezes para comigo, por isso deviam se entender bem com o motorista, ele era outro bipolar igual a eles.

Quando a minha mãe voltou para a mesa, ela estava um pouco nervosa e tentava disfarçar.

—Algum problema com o papai mãe?

—Nenhum filha, coisas do trabalho.

—Vou sair da mesa, vou escovar os meus dentes para ir dormir.

—Tudo bem. Disse ela se levantando e foi para o quarto dela.

Peguei a louça suja e as lavei, fui para o meu quarto após deixar tudo sequinho e escovei os meus dentes. Deitei no escurinho do meu quarto e fiquei um bom tempo morcegando, o sono estava custoso demais a vir.

Três horas depois é que o sono queria vir quando escutei a porta do quarto dos meus pais bater, mas não tão alto, foi um baque leve, sinal que o meu pai estava entrando. Deixei pra lá e me entreguei à lentidão, mas fui interrompida com um leve burburinho no quarto e me levantei devagar e abri a porta da mesma forma. Meu coração saltou do meu peito quando a porta foi aberta novamente e só deu tempo de eu fechar a minha porta rápido. Por sorte sem causar barulho algum, me joguei na cama e fiquei quieta. Seria melhor dormir a ficar expiando, eu sabia que isso era feio e devia ser uma briga entre casal.

Acabei dormindo um tempo depois.

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Sexta feira.

Acordei sem um pingo de vontade de ir para a escola, me arrumei após o banho e fui tomar café. Fiz um misto para mim e aqueci um pouco de leite para misturá-lo no café. Eu já estava atrasada cinco minutos e nem liguei.

Comi tranquilamente e fui lavar a minha boca, retoquei o batom que dessa vez eu coloquei vermelho. Penteei o meu cabelo e os deixaria soltos, eu estava pronta depois que me olhei no espelho do banheiro e me senti bem.

Meu telefone tocava e eu já estava quinze minutos pra lá de atrasada. Não o atendi e peguei a minha mochila para descer, sai do apartamento e desci.

Madruga já me aguardava e abriu a porta do carro ao me ver saindo do prédio. Saí pela portaria e ao passar por ele.

—Bom dia senhorita.

—Bom dia. Falei me sentando e ele fechou a porta do carro.

O trajeto até a escola foi novamente ambos calados e ao chegarmos no colégio os meus amigos ainda estavam no estacionamento. Lembrando de ontem ignorei jake e acenei para os meus outros amigos, sem entenderem nada eles ficaram me olhando.

Fui até o banheiro da escola e vi que eu estava bem, fui para a sala de aula e dei de cara com jake sentado em nossa mesa de costume. Sentei-me ao lado dele e tirei meu material da minha mochila calada.

—Não sei porque dessa atitude sua bella, mas quando quiser falar a respeito eu estarei todo a ouvidos.

Continuei ajeitando as minhas coisas e o professor entrou na sala nos cumprimentando com um bom dia. Fred entrou atrasado e sorriu ao sentar do meu outro lado, sendo que em carteiras diferentes.

—Oi linda. Falou ele colocando o fichário sobre a mesa.

—Oi. Respondi após olhá-lo.

—Ainda bem que hoje é sexta, algum programa em mente?

—Ficar em casa e comer pipoca até me cansar, ir escovar os meus dentes e dormir.

—Que programa de Índio bella.

—Faz parte do castigo. Irá sair?

—Não tenho nada em vista, mas sempre inventamos algo.

—Divirtam-se então. Sorrimos um para o outro. –E a sua prima Cassandra, como ela está?

—Está bem aquela maluquinha.

—Diga que eu tenho saudades dela.

—Direi.

—Atenção os dois aí atrás. Falou o professor nos chamando a atenção.

—Tudo bem. Falou Fred batendo continência para o professor e sorriu para mim, retribui o sorriso a ele.

—Vamos prestar atenção. Falei baixinho.

—É melhor, ou vamos perder pontos.

—Ok.

Não conversamos mais, estava chateada com o jake e ele permaneceu calado o tempo todo durante a aula.

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Intervalo.

Arrumei a minha mochila e fiz hora para sair, Fred se mandou ao notar o clima entre nós que não era dos melhores e ficamos apenas nos dois na sala.

—Vai continuar fazendo greve de silêncio bella?

—O intervalo está passando jake, vá comer.

—É isso que você deseja?

—É sim o que eu desejo!

—Tudo bem! Disse ele passando a mão em suas coisas e saiu da sala com cara de poucos amigos.

Eu não gostava daquele envolvimento com a ex dele e saí da sala indo comer algo no refeitório. Peguei o que eu queria e saudei a galera brevemente, ao me retirar.

—Não vai ficar aqui conosco bella? Perguntou Ângela antes de morder o sanduíche de queijo dela.

—Estou terminando de fazer um trabalho, estou indo. Falei me afastando com um leve sorriso nos lábios, jake não me olhou.

Fiquei sentada na sala comendo e joguei a latinha de refrigerante no lixo ao terminar de lanchar. Fui ao banheiro e voltei para a sala, derrotada com as minhas emoções a flor da pele, eu abaixei a minha cabeça apoiando-a em meus braços.

—O que foi amiga? Perguntou Ângela se sentando ao meu lado e levantei a minha cabeça na mesma hora.

—Estou com um pouco de dor de cabeça, nada demais. Obrigado por se preocupar amiga.

—Tem certeza que é isso?

—Claro que sim.

—Tudo bem. Vou indo então, a sineta já vai tocar.

—Tudo bem amiga, boa aula para você.

—Obrigado.

Ela se foi e eu continuei sentada, mas levantei o meu corpo por não querer demonstrar os meus sentimentos para os outros. Os alunos entraram bem dizer todos de uma vez após a sineta tocar e jake foi o último deles, mas ele não deixou de sentar ao meu lado.

A aula foi tranquila, Fred ao meu lado dessa vez não falou muito talvez pra não ficar mal. Eu o entendia já que eu estava falando somente com ele e com o seu amigo não, mas eu estava chateada com a minha situação e piorou em vê-lo de altos papos com a ex, pudera.

Fizemos trabalho em dupla e preferi fazer com Fred, receoso ele aceitou. Jake fez com uma aluna até muito legal e alguns ali não entenderam por sermos unha e carne.

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A sineta bateu indicando o término das aulas e arrumei o meu material rápido, peguei a minha mochila e saí da sala indo à direção da saída. Acenei para os meus amigos e entrei no carro. Madruga fechou a porta e foi ocupar o seu lugar, saímos do colégio e olhei para trás, jake estava encostado no carro dele e olhava para o carro o qual eu estava.

O motorista me olhou brevemente e discreto não disse nada, tentei prender as minhas lágrimas e estava conseguindo, preferi ficar entretida com a moda do lado de fora, isso me fez relaxar um pouco.

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Chegamos e esperei ela abrir a porta dessa vez para mim.

—Tenha uma boa tarde, apesar de ser bom dia senhorita.

—Obrigado, para você também. Falei saindo do carro.

Caminhei na direção da portaria e entrei. No elevador eu desliguei o meu celular por não estará fim de falar com ninguém e sai no meu andar.

Abri a porta da sala e a tranquei, fui até a cozinha beber um pouco de água e fiquei com os meus cotovelos apoiados na pia perdida em pensamentos. Jake estava no meio deles o tempo inteiro e eu tinha medo dele estar tendo algo com essa menina, ela tinha tudo que eu não tinha que era a liberdade. Ela gostava de aventura igual a ele e não que eu não gostasse, mas ela participava desses tais rachas. Estavam numa boa já que até fumar o cigarro dela ele fumou.

—Droga de vida! Falei para mim mesma.

Passei a tarde toda em meu quarto e só sai pra lanchar. Olhei na janela e o carro de Madruga não estava ali a vista, eu pensei até em dar uma escapulida, mas os meus pais se chateariam se descobrissem que eu fugi. Mas até o meu relacionamento com o jake estava abalado, eu sentia que isso o chateava, todos gostam que seus pares o acompanhem e já eu não podia fazer isso. Não mesmo por restrições dos meus pais.

Fiz a janta e depois das 21h eu decidi comer sozinha. Fiz um brigadeiro como sobremesa e enchi a panela de granulados, eu adorava fazer isso. Peguei uma boa quantidade e fui para o meu quarto, lá era o meu refúgio ultimamente.

Deu 22h.

Deu 23h

Nada dos meus pais chegarem, fui olhar da janela o movimento lá embaixo e nada de madruga estar por ali, ele poderia estar escondido, não sei. Ele era estranho demais e sabendo da minha rebeldia, ele não iria arriscar. Pode ser que ele realmente não estivesse ali.

Senti saudades de jake e resolvi ligar o celular, não havia nenhuma mensagem dele. Resolvi ligar para o meu amigo Fred, chamou quatro vezes e na quinta ele atendeu.

—Fala aí gata linda. Disse ele alegre demais.

—Oi Fred, está em algum tipo de festa?

—Estou com a galera aqui no trailer da praia. Aqui perto do meu prédio mesmo.

—Jake está aí?

—Está sim.

—As meninas estão aí também?

—Todas elas. Disse ele sorrindo.

—Já andou bebendo seu sem vergonha?

—Está animado demais aqui, pena não dar pra você.

—Pois é. Agora me diz quem são as meninas que estão aí?

—Ângela, Jéssica, Roberta que é uma amiga de Caius, Loren, Juana, Isis que chegou ainda pouco com a irmã dela chamada Rebeca. Estão todos aqui curtindo.

—Tudo bem.

—Quer vir pra cá? Dou o meu jeito.

—Não posso e você já está alegre demais pra pegar no volante.

—Eu não iria te buscar né bella, pediria alguém, o jake, por exemplo.

—Ele está ocupado com a amiguinha dele e não diz que sou eu ao telefone!

—Pode deixar bella, se cuida então linda.

—Você também Fred. Ficará aí até tarde?

—Com certeza, mas antes das 2h da manhã estaremos indo embora.

—Valeu então.

—Tchau linda.

—Tchau e não diga que fui eu quem ligou!

—Pode deixar. Beijos.

—Outro.

Essa menina estava na cola dele, eu tinha certeza que era para tentar reatar, ainda mais que jake havia me dado uma festa e a notícia chegou no ouvido dela. Deixaria qualquer ex — namorada recalcada.

Na loucura eu peguei e me arrumei correndo, deixei a porta trancada para finalizar a minha produção e me senti bonita ao terminar, eu iria dar um fim na esperança desse bitch intrometida. Minha roupa estava ok constatei mais uma vez e calcei minha sandália azul até muito bonita para combinar.

Penteei mais um pouco o meu cabelo e passei a mão na minha bolsa, eu estava pronta pra acabar com qualquer insinuação da parte dela.

Liguei o meu ar-condicionado, peguei a chave extra do meu quarto na cozinha e olhei mais uma vez da janela, Madruga não estava ali. Levaria as duas chaves comigo e sai de casa sem passar perfume, eles notariam meu cheiro e deixei para passá-lo ao descer pela escadaria, foi o que eu fiz.

Falei com o porteiro para fingir que não me viu e o homem apenas assentiu, sai pela portaria e olhei para os lados, nada e nem sinal do motorista, ele parecia mais um segurança que um motorista, eu estava começando a achar.

Fui andando na direção da orla e lá eu poderia pegar um táxi, levei muitas cantadas tipo;

Fala aí gatinha. Que coisinha sapeca, uma princesinha andando há essa hora. Até pensaram que eu era da vida, meu vestido era sensual, mas não tinha nada haver.

Finalmente cheguei na orla da praia e fiz sinal para um táxi, o mesmo parou e falei que ficaria no posto três, lá era em frente o apartamento de Fred. Já eu morava no posto doze da praia, era distante.

O motorista correu bem e o paguei ao descer, olhei para as centenas de mesas que havia ali e mais a frente eu vi o grupinho reunido, todos conversavam distraídos e não notaram a minha aproximação. Talvez agora porque um rapazinho mexeu comigo e o restante dos amiguinhos dele também e audivelmente. Homens sabiam ser escandalosos quando estavam alegres e vendo uma mulher passando chamando um pouco de atenção.

CONTINUA.......

Notas finais
Até o próximo!!!