Solares

26 Capítulo 26


BELLA.....

Final do capítulo anterior.

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HORAS DEPOIS.

Fomos acordados e fomos nos sentar, pousaríamos e precisávamos estar seguros. A aeronave pousou com segurança e dei graças a Deus, estávamos de volta.

Saí com a ajuda de jake e o carro dele estava estacionado mais ao fundo. Por isso ele foi até ele e o aproximou mais um pouco para me dar comodidade e colocar as nossas malas. Jake abriu a porta do carro para eu entrar e fomos embora após arrumarem as nossas malas no banco de trás.

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Jake dirigia de forma tranquila, já eu olhava tudo a nossa volta por ali ser um solo onde Edward tinha muito conhecimento. Eu já estava apavorada antes do tempo e procurei me acalmar. Achei melhor eu voltar de táxi para o apartamento no meio do caminho e deixaria jake ciente disso.

—Jake querido.

—Oi. Falou ele me olhando de relance.

—Me deixe em algum ponto de ônibus ou táxi.

—Por que isso?

—Não quero que você me deixe lá.

—É por causa do pai da sua filha?

—Para ser sincera é. Não quero briga entre você e ele, eu juro que não me perdoaria jake.

—Calma, não precisa chorar.

—Desculpe por essa situação.

—Eu faço o que você está me pedindo e aqui perto tem um ponto de táxi.

—Obrigado por me compreender jake. Saiba que não faço isso por amar o outro e sim para evitar brigas.

—Eu não tenho medo por mim e sim por ele vir a maltratá-la.

—De qualquer forma iremos tomar cuidados. Promete-me isso?

—Prometo. Falou ele segurando na minha mão.

—Obrigado. Falei sorrindo.

Jake parou próximo de um ponto de táxi e desceu as minhas duas malas. Nos despedimos com um beijo e prometi ligar para ele assim que desse. Falei que eu estaria de volta na sexta feira e um pouco triste, ele ficou parado do lado de fora após fechar a porta do táxi. Joguei um beijo para ele e fui retribuída, encostei-me no banco do táxi e falei o meu destino para o motorista, por sorte o táxi era filmado.

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Minutos depois.

Chegamos em frente o meu prédio e olhei para a direita, mas a baixo no cruzamento a pirua Blazer estava estacionada e fiz bem por impedir jake de me trazer. Por mais que o carro dele fosse filmado, eles poderiam desconfiar e eu faria por menos.

Abri a janela minimamente para o porteiro me ver e entramos imediatamente na garagem após o portão ter sido aberto. Paguei o motorista e como as malas continham rodinhas, eu mesma as levaria sem precisar da ajuda do motorista. Falei para ele caso alguém o parasse, era para ele inverter a cor do meu cabelo, olhos e dizer que eu me chamava alexia. Estranhando um pouco, eu disse que era por uma boa causa e ele concordou. Eu era esperta e não daria mole.

Fui para o elevador e o aguardei chegar, quando o mesmo chegou subi. Saí em meu andar e fui abrir a minha porta, tudo estava do jeito que eu havia deixado. Fui para o meu quarto e tomei um banho. Depois que eu terminei de me lavar, eu me enxaguei e saí para me secar sentindo-me até feliz, eu adorei o passeio e o carinho dos meus amigos para comigo.

Enrolei-me na toalha e saí do banheiro. Bancando a esperta, eu tirei todas as etiquetas de papel das roupas que eu ganhei as quais indicavam o preço. Eu levaria todas para Ourinhos por caber muito bem em mim e fui terminar de me secar no banheiro em frente ao espelho.

Achei melhor ligar para a casa dos Cullens e pedir que Sebastian viesse me buscar, amanhã eu falaria com Max e era melhor não abusar. Então terminei de colocar a minha roupa e fui para a sala ligar para a mansão. Disquei os números tão conhecidos por mim e aguardei, chamou uma vez somente e na segunda atenderam.

—Alô. Falou Edward do outro lado da linha e estranhei dele não ter ido trabalhar. Fiquei nervosa, mas tentei me acalmar com muita dificuldade e meu coração voava no peito.

—Sou eu Edward.

—Sei que é você, estou vendo o número aqui na bina.

—Estou voltando hoje e gostaria que o Sebastian viesse me buscar.

—Eu irei buscá-la!

—Não precisa, ele pode vir me buscar. Falei temerosa, foram dois dias sem dar notícias.

—Eu já disse que eu mesmo irei te buscar!

—Tudo bem, tudo bem Edward.

—Iremos conversar.

—Tudo bem e eu lhe aguardo.

Ele desligou o telefone e eu coloquei o aparelho na base com o meu coração aos saltos, era terrível quando nos sentíamos culpados e tentávamos disfarçar sem saber como. Essa de vamos conversar me deixava bem assustada, Edward era imprevisível e eu estava com medo das canalhices dele.

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Tentei relaxar após o telefonema e decidi ligar para o celular de Max. Chamou, chamou e chamou, mas ele não atendeu e pensei dele estar ocupado. Eu ligaria depois. Fui beber um pouco de água com açúcar para me acalmar e resolvi preparar o meu almoço com calma. Não me dando por satisfeita eu resolvi ligar para a mansão novamente após terminar de cozinhar. Fiz algo básico como um ensopadinho de frango e arroz, a minha conversa com Edward me deixou tensa e sem pique para fazer algo mais elaborado.

Apertei a tecla com o jogo da velha e esperei, dessa vez chamou quatro vezes e na quinta atenderam.

—Alô. Falou Mary.

—Amiga, sou eu bella.

—Até que fim amiga! Falou ela preocupada.

—O que há?

—O patrãozinho pensou que você havia fugido. Ele ligou para o seu apartamento milhares de vezes e nada de você atender sua doida! Ele chegou a ir a Solares e ficou o dia inteiro aí no sábado na esperança de te encontrar na rua, mas nada de te ver e conseguir falar com você. Dizendo o porteiro a ele, você não queria falar com ninguém e depois que ele voltou para casa, ele pirou aqui. Eu soube de tudo isso porque a dona Esme me contou. O patrãozinho jurou que eu seria a culpada por lhe acobertar e desconfiou de Sebastian também por ser o seu motorista exclusivo. Ele disse que você é peçonhenta e é capaz de enganar os bobos com facilidade. Vê se pode?

—Calma Mary, em nenhum momento eu saí do meu apartamento, Edward está exagerando. Menti, aquela linha não era segura. -Como está a Esme?

—Triste por pensar que você realmente fugiu, o patrãozinho fez um rebuliço aqui na mansão e chegamos a acreditar que você realmente fugiu.

—Por exemplo, do rebuliço?

—Ele cismou que eu a acobertei e chamou a minha atenção na cozinha ontem feio. O pai dele e a mãe ouvindo da sala o sermão, a mãe dele veio a meu favor junto do pai, mas não o culpo e nem estou chateada com o patrãozinho. Carlisle e ele brigaram novamente e o pai disse a ele que se você tivesse realmente fugido, que você tinha feito bem em se livrar dele para sempre e aí você pode imaginar o resto. Esme ficou desconsolada por você estar sozinha por aí e foi um problemão para acalmá-la, tiveram que dar um calmante para ela conseguir dormir ontem e Edward prometeu a ela que se não tivesse notícias sua até hoje à noite que ele seria capaz de caçá-la até no fim do mundo. Ele jurou que seria capaz de dar o carro dele em troca de uma informação sua e, fosse quem for. Inconsolada, Esme apagou após o remédio fazer efeito e os dois desceram para deixar claro os seus pontos de vista. O patrãozinho ficou louco e falou que era para o pai parar de se meter na vida dele por ele não ser mais criança e subiu para o quarto quase derrubando a porta com uma garrafa cheia de whisky. A pobre da tuquinha só sabia latir no meio da discursão deles e eu fiquei na minha temendo ser demitida. Já Carlisle me acalmou e disse que eu não seria demitida e o agradeci, foi difícil para eu dormir essa noite que passou pensando em você e ser demitida.

—Edward exagera, cruzes! Falei abestalhada.

—Ele saiu ainda pouco cantando pneu e se mandou. Às vezes eu temo-o nesse carro.

—Ele está vindo me buscar. Eu falei com ele ainda pouco.

—Nossa! Espero que não briguem amiga.

—Até eu espero isso, mas preciso desligar agora. Até daqui a pouco.

—Até.

Fiquei chocada com o que Mary me contou e pelo visto Edward descontaria em mim. Eu não sabia o que fazer para acalmar esse homem e mal consegui comer a comida que incrivelmente saiu saborosa.

Após eu comer lavei o meu prato, arrumei a cozinha e preferi colocar o buquê de flores que jake me deu dentro do closet que foram dos meus pais e tranquei a porta. Em seguida escondi a chave.

Desfiz a malas rápido e deixei as minhas roupas em meu closet, qualquer coisinha eu as cataria com quem não quer nada e as guardaria na mala outra vez, Edward não desconfiaria de nada.

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Horas depois.

O interfone tocou e eu já imaginava o que era, então, fui atender.

—Alô.

—Senhorita, o jovem chamado Edward Cullen está aqui em baixo e disse que era para a senhorita descer que ele lhe aguarda.

—Fala para ele subir, por favor.

—Tudo bem e tenha uma boa tarde. Após falar o homem desligou.

Pensei rápido no que fazer e se isso amenizasse as coisas, eu decidi vestir uma camisola para falar que eu estava realmente relaxando. Eu afirmaria até a morte caso houvesse interrogatório que eu estava relaxando e talvez, eu digo talvez, ele me deixaria em paz por alguns minutos. Fui apressada para o meu closet e peguei uma das camisolas que eu havia ganhado. A mesma era branca transparente, com renda na parte dos seios, de alcinhas e curta demais. Meus seios ficaram pulando e os ajeitei como eu pude.

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Quando a campainha tocou na sala, eu estremeci e procurei respirar fundo estando com a minha testa encostada na parede do quarto.

—Ai senhor! Falei para mim mesma e minhas mãos começaram a tremer.

Fui até a minha bolsa esconder o que julguei necessário como o telefone de Ângela e a carta de jake. Fui temerosa até a porta e a abri com quem não quer nada, o olhar dele não era dos melhores, mas percebi que ele avaliou as minhas vestimentas por segundos e tornou a olhar para mim.

—Sabe quantas vezes eu liguei pra cá atrás de você? Perguntou ele se aproximando de mim e me mantive no mesmo lugar olhando-o fixamente.

—Eu escutei o telefone tocar, mas eu disse que eu queria relaxar e o ignorei. Você bateu o telefone na minha cara sexta feira Edward.

—Então tirou isso como base sua mentirosa? Perguntou ele a centímetros de mim e me afastei para fechar a porta, com isso o meu anel que eu ganhei ficou a mostra e senti o olhar dele na peça. Imediatamente eu tirei a minha mão portando a chave na mesma.

—Já almoçou? Perguntei tentando parecer o mais normal possível.

—Não, mas não estou a fim de comer! Por sua causa, minha vida nos últimos dias se tornou um inferno!

—Não vejo o porquê! Fiz-me de boba.

—Você nunca vê nada! Faz-se de boba, mas sei o quanto é astuta. Engana a minha mãe, o bobo do meu pai, mas não a mim! Disse ele um pouco alterado e me mantive calma aparentemente.

—Infelizmente você tenta me passar por errada sempre, mas infelizmente eu não irei tentar convencê-lo do contrário.

—Não conseguirá!

—Isso não é novidade mais para mim Edward.

—Meus homens estiveram ao redor o tempo todo no sábado e no domingo. Estranho é como as janelas permaneceram todas fechadas e a luz de noite nunca foram acesas. Falou ele vindo até a mim e fui me afastando dele até chocar de leve as minhas costas na parede.

—Não vejo nada de anormal Edward nisso, eu me isolei do mundo literalmente.

—Mentira! Falou ele me olhando com raiva.

—Juro que não.

—Não jure!

—Eu falo a verdade e se não quiser acre.......

—Vá se arrumar! Iremos embora agora! Falou ele me interrompendo.

—Não ficarei presa.

—Isso quem decide sou eu!

—Se for me prender, eu não irei voltar com você! Falei me afastando dele apressada.

—Não me interessa o que você acha! Esqueceu que temos um compromisso junto?

—Somente a menina que nos liga e mais nada! Se convença que eu não sou sua propriedade! Eu não irei fugir e eu liguei para Ourinhos.

—Hoje somente? Eu estava ligando para cá e nada! Quer que eu pense o que de uma pessoa mentirosa feito você?

—Não desejo que ache ou pense a respeito de mim! Se não fosse a menina, estaríamos longe um do outro.

—Pra falar a verdade, eu estaria dando graças a Deus! Acha que pode comigo? Perguntou ele vindo atrás de mim e me resguardei atrás da mesa por causa dele. –Vá se arrumar!

—Não irei ficar presa!

—Saia já daí! Falou ele alto e me assustei, achei melhor fazer o que ele estava me pedindo e saí com as minhas pernas trêmulas detrás da mesa. –Que bom que agiu com a razão.

—Vou trocar de roupa. Falei passando a centímetros dele e ele segurou em meu braço.

—Tudo em você cheira a mentira! Mais a sua astúcia pode acabar lhe complicando. Se eu descobrir uma virgula fora da linha, vai ser difícil para você tornar a vir aqui!

—Não lhe devo nada! Falei o olhando fixamente. –O que há Edward Cullen? Você faz bem o tipo de homens ciumentos! Falei lembrando das palavras de Ângela.

—Não há essa história idiota de ciúmes de você! Eu poderia sentir ciúmes sim, mas da Julieta.

—Ótimo! Que assim seja e se case com ela de uma vez! Cancela aquela palhaçada!

—Cancele você as suas palavras infundadas! Acha que ficará livre de mim? Perguntou ele segurando em meu cabelo.

—Não. Falei o olhando e ele me soltou.

—Que bom que sabe, agora vá vestir algo decente.

—Ok. Falei me afastando dele e senti o seu olhar queimando as minhas costas. Ele me seguiu.

Entrei em meu quarto e fui para o closet escolher o que vestir e calçar. Tirei a minha camisola ficando apenas de calcinha, virei na direção contrária e encontrei o olhar dele em mim. Edward estava parado na porta e me olhava nos olhos, desviei o meu olhar do dele e passei por ele para ir até o banheiro levando a minha roupa junto. De implicância ele não se afastou conforme eu passei por ele na porta do closet e os nossos braços se esbarraram. A pele dele estava incrivelmente quente e olhei de rabo de olho para ele, no que eu entrei no banheiro, eu fechei a porta estando de frente para ele.

Hidratei a minha pele e fui escovar os meus dentes sentindo o perfume dele em mim. Ele havia se aproximado de mim e fiquei cheirando a ele.

—Droga! Falei ao deixar um pouco de pasta cair sobre o vão dos meus seios no momento que eu reparava o perfume dele em mim e me limpei.

Enxaguei a minha boca rápido e me maquiei de leve, nisso eu escuto Edward batendo na porta de forma desnecessária.

—O que é?

—Com o seu passo de tartaruga, só iremos chegar em Ourinhos amanhã!

—Já estou acabando, vou só me arrumar.

—Seja rápida!

—Ok.

O xinguei mentalmente e comecei a me vestir. A blusa curtinha deixou os meus seios bem empinados e vesti a calça jeans de strech muito bonita por sinal. Soltei o meu cabelo e o penteei, era visível a mudança com o corte e o penteei bem para deixá-los bem esticados. Perfumei-me.

Eu precisava calçar o meu sapato e olhei o anel lindo que o jake me deu, sorri ao vê-lo brilhando tanto em meu dedo e calcei o meu sapato feliz da vida por me sentir bem e bonita. Eu estava bem vestindo uma blusa top amarela curta, pois, a mesma deixa a minha barriga de fora. A calça jeans muita da bonita era cigarrete e o sapato de salto era azul Royal. O look era show.

Fui abrir a porta do banheiro e Edward ao me ver, foi visível o espanto. Ele avaliou a minha roupa, o meu sapato e acho que tudo.

—Vá tirar essa blusa!

—Por quê?

—Veja o quanto está indecente! Os seus seios estão quase pulando e a sua barriga está de fora!

—Pare com o stress! Falei passando por ele e fui para o closet arrumar a minha mala, mas eu deixaria algumas roupas aqui e sapato também.

Peguei a minha mala e peguei tudo que eu achei necessário, até os xampus de morango que eu comprei eu os levaria também e peguei as minhas sandálias. Era uma mala grande, ela ficou cheia e o vi parado na porta do closet me olhando.

Passei por ele puxando a minha mala pela alça e vi o meu laptop sobre a mesinha, a Internet estava paga, mas eu tinha medo de Edward querer se intrometer no meio das minhas coisas e querer quebrá-lo durante os seus surtos, então, achei melhor deixá-lo em Solares e fiquei com pena das flores que ficariam abafadas no closet. Edward desconfiaria ao ver um buquê tão bonito e me interrogaria a sua moda tosca.

Peguei a minha bolsa e saímos do quarto, fui andando na frente e fechei todas as janelas que eu abri, com isso Edward foi olhar nos cômodos desconfiado.

—Não há ninguém aqui.

—Eu o acertaria! Disse ele me mostrando a arma que estava escondida na calça e tentei me manter calma.

—O que faz com isso Edward?

—Para matá-la se for preciso. Disse ele de forma fria, mas no meu intimo eu não acreditei.

—Se não fez até hoje, eu não acredito mais.

—Você se garante muito, mas chegará um dia em que cairá do galho.

—Podemos ir?

—Ficou com medo? Perguntou ele pertinho de mim e me afastei dele, com isso machuquei as minhas costas na quina da cadeira.

—Hum! Fiz passando a mão no lugar e ele desviou o olhar na mesma hora para o local que eu acalentava por causa da dor. –Está vendo o que você faz comigo? Você sempre me machuca! Agora vamos? Perguntei dando um arranco em minha mala e a mesma passou por cima do pé dele, ele nem ligou e continuamos a andar indo à direção da porta.

—Não vai mesmo tirar essa blusa?

—Não! Agora dá para sairmos? Fui um pouco rude com ele ao falar e tornei a me controlar com muito sacrifício. Abri a porta e esperei ele passar, mas ele ficou no mesmo lugar parado me olhando. –Não vai sair?

—Nunca se esqueça de me respeitar! Disse ele tirando a minha mão da fechadura de forma simples. –Eu a fecho.

—Não precisa, eu mesma faço.

—Anda!

—Ok. Falei me afastando e ele fechou a porta, após isso ele colocou a chave do meu apartamento no bolso de sua calça e fiquei indignada em meu silêncio, mas eu jurei que a pegaria de volta ainda hoje. Esperamos o elevador chegar estando distantes um do outro e ele me olhava muito, fingi não ligar e quando o elevador chegou nós entramos em silêncio. Encostei-me na parede do elevador e acariciei a minha barriga de forma carinhosa, ele olhou para esse meu gesto e tornou a olhar para o meu rosto.

—Se você tornar a colocar essa blusa indecente novamente, eu juro que eu a queimarei! Está me ouvindo? Perguntou ele se aproximando e me cercou com os seus braços olhando no fundo dos meus olhos a centímetros de mim.

—Já está claro. Falei afirmando com a minha cabeça veemente, eu tinha medo daquele tipo de olhar dele e ainda mais com uma arma na cintura.

—Que bom que estamos entendidos. Disse ele a centímetros dos meus lábios e se afastou me olhando com raiva.

O elevador chegou na garagem e abriu a porta, pelo visto ele estava com o seu outro carro. Eu soube quando ele desativou o alarme e as luzes se acenderam. Em meus planos para pegar a minha chave de volta, eu precisaria de uma coisa e teria que ir até a farmácia comprá-la. Eu teria que ser rápida ao chegarmos na mansão.

Abri a porta do carro e coloquei a mala de qualquer jeito no banco de trás, com isso....

—Quer ferrar com o meu banco de couro? Perguntou ele indo verificar o banco.

—Quanta idiotice! Nem o je........

—Acho que estou escutando demais ou você iria falar algo a mais? Perguntou ele vindo me olhar cara a cara.

—Nem o jake na época em que namorávamos, ele era fresco com o carro dele.

—Tudo que é meu tem alergia a você! Estraga!

—Aé? Então porque isso aqui... Falei pondo a mão no cós da calça dele e passei a ponta do meu dedo no interior dela o olhando. –Então por que isso aqui não estragou até agora ou brocha quando você me deseja? Após eu perguntar ele se afastou sorrindo.

—Só pode está delirando garota! Não é desejo o que eu sinto, é vontade de dar uma trepada e pronto. Simples assim.

—Se você fala, eu finjo que acredito.

—Não me interesso por você.

—Não imagina o quanto eu fico feliz de ouvir isso, sexo sem compromisso.

—Sexo ainda é um elogio para o que você faz.

—Eu não me esqueci que o sexo que eu ofereço é meia boca, mas mesmo assim você não me deixa em paz! É incrível como existem muitos homens por aí que mesmo eu grávida, eles me desejam e me querem.

—Estão loucos!

—Assim como você? Não vai conseguir me por mais abaixo do chinelo Edward, sei o quanto eu posso dar prazer a um homem e garanto que a sua Julieta Romeu, não chega aos meus pés. Após eu falar, eu entrei no carro e fechei a porta com um baque desnecessário, mas fiz de propósito. Ele deu a volta no carro e entrou no mesmo sem me olhar. –Preciso ir à farmácia e tem uma aqui perto.

—Iremos direto pra Ourinhos! Disse ele entre os dentes, devia estar com raiva e era obvio que estava.

—Preciso passar na farmácia e comprar a minha vitamina!

—Lá em Ourinhos tem três embalagens fechadas!

—Preciso comprar outras coisas também Edward!

Ele ligou o carro e saímos da garagem, ao ver o patrão, os seguranças dele logo apareceram e se manterão colados em nós. Edward dirigia um pouco rápido e olhei para ele o recriminando com o olhar, eu sentia que ele queria me assustar e procurei relaxar ao encostar-me banco.

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Um tempinho depois passamos em frente a uma farmácia e Edward parou mais à frente, ele tirou o dinheiro da carteira e o jogou sobre o meu colo. Eram cem dólares, mas não estava inteiro. Eu fui rápida ao contar.

Olhei o dinheiro sobre a minha perna e abri a porta sem mexer nele, ao me levantar para sair do carro, as notas caíram no tapete do veículo e duas caiu do lado de fora na rua. Fechei a porta e havia um menininho de rua circulando por ali perto.

—Tia, tia. Chamou-me ele.

—Diga. Falei o olhando um pouco surpresa.

—O seu dinheiro caiu.

—Pode pegar, é seu.

—Vinte dólares? Não brinca! Falou ele feliz da vida e saiu correndo demonstrando felicidade com as notas na mão, com certeza que por trás do vidro filmado Edward assistiu tudo e caminhei até a farmácia.

A minha vestimenta estava chique demais e um pedaço da minha barriga de fora não me incomodou nem um pouco, fazia calor demais em Solares. Meus seios estavam feitos pedras por causa do leite e um pouco doloridos, mas eu já estava me acostumando com isso. Ganhei muitos olhares sobre mim e procurei andar o mais empinada possível, passei pela pirua Blazer e acenei debochada para os seguranças, o bom foi porque eles viram o quanto eu estava abalando mesmo estando grávida e contariam depois para o patrão. Joguei o meu cabelo e entrei na farmácia com dois olhares masculinos sobre mim. Sorri com isso, era bom Edward ver o quando eu não estava por baixo e fui até a prateleira giratória que continha as camisinhas. Olhei as marcas procurando pela a que Edward costumava usar e a encontrei mais em baixo. Peguei duas caixinhas que continha três unidades e aproveite para comprar um chiclete para mim, paguei tudo e eu ao olhar para a porta, Edward me esperava em pé na mesma.

Na caixa que eu estava não deu para ele ver o que eu havia comprado e fui na direção da saída, o segurança me olhou quase comendo o meu decote de forma descarada e Edward o olhou bem sério. Temi de ele arranjar confusão e o larguei para trás, fingi que não o conhecia de propósito e caminhei a passos largos até o carro. Parei com os meus braços cruzados e ele veio me olhando muito p#* da vida.

—Entra na merda deste carro!

—O que há de errado agora?

—Você! Sempre você! Agora não dê mais um pio para o seu bem!

—Está maluco? Eu não fiz nada!

—Entra! Ordenou-me ele enfezado e abriu a porta com grosserias para eu entrar. –Está a fim de se mostrar mais um pouco, é isso? Perguntou ele segurando no meu braço e achei melhor obedecer.

—Pronto. Falei me sentando e ele bateu a porta.

Edward ligou o carro após se acomodar no banco do motorista e fomos embora. Durante o trajeto eu fui mascando os chicletes que eu comprei e o olhava vez ou outra. Por me odiar, ele não gostava quando eu ficava por cima e me destratava.

Ele dirigia concentrado e não me olhou mais, com isso eu fiquei lembrando dos meus momentos lá em Nova York. Sorri de leve e fechei os meus olhos lembrando do nosso passeio. As fotos a Ângela as mandaria pra jake e depois ele me entregaria reveladas, foi tão boa à viagem.

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HORAS DEPOIS.

Edward acabava de estacionar o carro na garagem da mansão já estando de noite e mal ele parou o carro, eu desci. Ajeitei a minha bolsa em meu ombro, essa que não saiu de perto de mim desde que saímos do meu apartamento. Peguei a minha mala ignorando Edward ali parado me olhando fora do carro e um segurança veio me ajudar.

—Eu consigo levá-la. Falei de forma gentil até e Edward me olhou feio. –Obrigado pela gentileza.

—De nada. Falou ele de forma simples e se afastou.

Saí da garagem puxando a mala sem dificuldade e Edward veio segurar na minha mão. Eu não reclamei e aceitei até de bom grado. O meu plano a recuperar a minha chave estava bem próximo de pôr em prática e olhei para ele sem falar nada. Continuamos andando e entramos na cozinha, Mary ao me ver ali sorriu.

—Boa noite Mary.

—Boa noite bella e boa noite patrãozinho.

—Boa noite. Disse Edward sério e Mary pareceu não ligar. –Cadê a minha mãe Mary?

—Está na sala tomando uma xícara de chá senhorzinho.

—Tudo bem. Disse ele me puxando.

Entramos no corredor e seguimos para a sala, com isso nos aproximamos do sofá e Edward olhou para mim, entendi o que ele queria e ele soltou a minha mão.

—É você filho, ela está aqui, não é?

—Sim e me desculpe ficar tanto tempo sem dar notícias. Falei indo até ela e a abracei.

—Ai filha! Disse ele sorrindo. -Eu e acho que todos nós pensamos o pior com o seu sumiço. Pensei que você havia fugido e não falou comigo antes de partir. Disse ela acariciando o meu rosto e deixou lágrimas brotarem em seus olhos.

—Mas eu disse que voltava. Lembra-se? Perguntei de forma carinhosa.

—É eu me lembro, mas vai entender o que se passa na cabeça dos adolescentes.

—Não sou criança minha querida mãe número dois. Falei sorrindo e ela sorriu.

—É uma carregando a outra. Provocou-me Edward.

—Você está bem?

—Estou ótima!

—Sério?

—É sério. Falei acariciando a mão dela e a levei até a minha barriga. –Ela também está bem.

—Eu me preocupo com você filha.

—Sei disso, mas não se preocupe. Estou de volta.

—Tudo bem.

—Cadê o Carlisle?

—Ele chegará um pouco mais tarde hoje.

—Muito trabalho?

—Quer saber a quantidade de dinheiro que está entrando? Perguntou-me Edward.

—Não ligue para ele filha.

—Não mesmo.

—Ele chegará um pouco tarde por Edward não ter ido hoje e aí, as responsabilidades dobram.

—Entendo. Vou subir para tomar um banho relaxante e depois conversamos mais um pouquinho.

—Tudo bem. Falou ela sorrindo e dei um beijo na testa dela.

—Até depois.

—Vai jantar?

—Irei sim.

—Ok.

Segurei na alça da mala e caminhei na direção do corredor, por estar pesado demais para eu subir, eu fui até a porta da cozinha e chamei Fausto. Pedi a ele para subir a mala para mim e Edward já não estava mais ali em baixo, desconfiei que ele já estava no quarto e agradeci o segurança após ele deixar a mala em frente à porta do quarto de Edward. Abri a porta o avistando no banheiro sem blusa já e fui para o closet deixar a minha mala lá. Peguei a camisola branca que eu coloquei na hora que Edward chegou em meu apartamento mais cedo e a colocaria outra vez. Tornei a ir para o quarto e passei em frente o vidro do banheiro o vendo como veio ao mundo, ele me pegou olhando e desviei o meu olhar na mesma hora. Fui olhar da janela e vi Sebastian parado bem abaixo dela, com isso eu acenei para ele e senti Edward colar o corpo dele no meu.

—Está acenando para quem? Perguntou ele me aprisionando entre os seus braços e as suas mãos estavam espalmadas na janela. Uma de cada lado do meu corpo.

—Não posso mais cumprimentar os outros?

—Não deve fazer o que eu acho desnecessário!

—Vai tomar o seu banho Edward.

—Vamos os dois.

—Prefiro sozinha.

—Não a quer de volta? Perguntou ele pondo a chave do meu apartamento a minha frente e tornou a escondê-la atrás de si. Era possível eu sentir o seu corpo nu em minhas costas.

—Quero.

—Então me obedeça.

—Não treparemos sob a água.

—Nem eu quero.

—Ok. Falei me virando de frente para ele e comecei a descer o fecho lateral da minha blusa.

Tirei a minha blusa e fiquei com os meus seios de fora. Fui me sentar na cama sob o olhar dele e tirei o meu sapato, depois tirei a minha calça jeans e fiquei de calcinha de renda preta. Deitei-me na cama e levantei o meu quadril a fim de tirá-la, com isso Edward se afastou e entrou no closet. Devia ser para esconder a minha chave e entregá-la quando cansasse de me chantagear.

Levantei-me da cama e fui para o banheiro primeiro que ele, mas segundos depois ele entrou e passou direto para o Box. Olhei-me no espelho e fiquei observando o meu rosto, eu estava com a expressão melhor e talvez isso se desse por causa do meu passeio. Talvez não, mas eu tinha a certeza que sim e sorri contente por ter visto a minha amiga Ângela. Olhei para o meu anel e sorri levemente.

Cansei de me admirar em frente ao espelho e dar tempo pra Edward ligar o chuveiro e se ensaboar, mas isso não aconteceu. Ele estava me esperando. Olhei para ele e caminhei em sua direção, abri a porta do Box e entrei. Ele ligou o chuveiro e eu tentei me manter distante dele, mas ele me puxou para si.

—Eu estou mantendo o trato, agora cumpra com o que foi combinado. Disse ele me olhando de forma séria e desviei o meu olhar para o seu ombro largo. O vapor da água quente estava presente naquela parte do corpo dele e ele tinha um corpo excelente no meu ponto de vista como mulher. Jake não ficava atrás, eu pensava, mas Edward era bem mais alto e isso bem ou mal dava o ar da graça.

—Não me esqueci. Falei no momento que ele acariciou o meu seio direito com a sua mão esquerda e isso me trouxe de volta a realidade. Afastei-me para ir pegar o sabonete, eu estava mesmo fugindo dele e falei apressada. –Vamos tomar banho Edward e saiba que eu não esqueci das minhas obrigações.

—Com a quebra do trato, dê adeus as suas idas pra Solares! Disse ele me olhando fixamente e não desviei o meu olhar do dele.

—Ok. O que quer que eu faça agora? Perguntei me aproximando dele e ele se afastou de mim.

—Absolutamente nada.

Afastei-me dele e comecei a me ensaboar de forma lenta, lavei a minhas partes mais escondidas e não me importei de me assear com o presto barba sob o olhar dele. Depilar-me nas partes intimam estava ficando ruim por causa da minha barriga, mas tirei de letra. Edward disfarçou dando as costas para mim nesse momento e terminei de me enxaguar, fiz de propósito. Saí do Box sem falar nada, vesti um roupão e sequei o meu cabelo com a toalha, até que o meu anel não me atrapalhou em nada. Vesti outra calcinha, sendo que essa era branca e coloquei a camisola também branca.

Edward saiu do banheiro e foi se secar sem vir mexer comigo, lembrei de dar um trato em minha sobrancelha e as limpei com a pinça. Ao me dar por satisfeita eu saí do banheiro e vi Edward saindo do closet vestindo um pijama, ele ligou a televisão e se deitou na cama, ele parecia cansado. Eu estava a fim de ter a minha chave de volta e fui até o closet pegar uma embalagem de camisinha. Abri a minha bolsa e depois fiz o mesmo com a caixinha de preservativo, destaquei uma camisinha e a escondi em meus seios sob a camisola.

Fechei a minha bolsa e fui para o quarto, Edward estava de olhos fechados e subi na cama devagar. Ele não se importou com a minha presença e permaneceu de olhos fechados, mas no momento em que eu subi em cima dele, ele abriu os olhos.

—O que está fazendo? Perguntou ele me olhando e não o respondi, eu simplesmente o puxei fazendo com que ele se sentasse estando sob mim.

O beijei no pescoço de forma suave e lenta, depois passei para a orelha dele e o senti se excitar sob mim. Movi o meu corpo com insinuações sexuais e ele veio beijar a minha boca, mas eu desviei os nossos lábios. Resolvi empurrá-lo sobre a cama e sai de cima do colo dele para beijá-lo no peito, não teria como eu estando sobre ele, a minha barriga estava grande e já estava me atrapalhando um pouco. Comecei a beijá-lo no peito, mas tirei a blusa dele para continuar o que eu estava fazendo com mais facilidade e ele segurou em meu cabelo para que eu descesse com os beijos, eu obedeci e beijei a barriga dele. Eu dei uma leve lambida em seu umbigo e o suguei de leve, eu sentia que ele queria que eu o tocasse em suas partes intimam, mas eu não o tocaria por causa da outra.

Tirei o short do pijama dele o deixando nu, ele estava sem a boxer e o toquei lá com a minha mão com movimentos ousados. Eu escutava os suspiros dele enquanto eu o tocava lá e ele veio me beijar, mas eu soube sair pela tangente e tornei a ficar sobre ele. Peguei a camisinha que estava escondida em meu seio quando Edward veio beijá-los e sem demora ele tirou a minha camisola me deixando apenas de calcinha sobre ele. Parecendo que ele queria me invadir logo, Edward tirou a minha calcinha que era presa por laços laterais e ficamos ambos nus.

Ele ficou me olhando por uns segundos e me fez deitar de pernas abertas, quando ele deu a entender que chuparia o meu sexo, eu me sentei na cama até rápido demais.

—O que foi agora? Perguntou ele a centímetros de mim e me olhava fixamente.

—Podemos pular essa parte.

—Por quê?

—Pra não ficar intimo demais.

—Mais do que já estamos? Isso só pode ser brincadeira sua Isabella!

—Mas não é. Falei o deitando de barriga pra cima e tornei a ficar sobre ele, meu sexo muito do sem vergonha já estava úmido e querendo atenção. –Iremos trepar de forma correta. Falei mostrando a camisinha para ele e a abri sob o olhar indignado dele.

—Não a vi pegar na gaveta! Disse ele aborrecido.

—Eu comprei para usarmos.

—Não irei usar isso com você! Disse ele pegando a camisinha da minha mão e a destruiu sob o meu olhar passado.

—Você faz sexo com outra mulher Edward e não quero que me toque mais desprotegido! Tranque-me no porão e me mate de calor lá, mas não treparemos pele com pele mais. Isso acabou!

—Então se levante de cima de mim. Pediu ele com raiva e pegou o pijama dele para vestir novamente, eu fiz o mesmo com a minha camisola. –Não iremos trepar com isso!

—Mas eu digo que iremos sim ou do contrário não encoste mais a mão em mim!

—Isso só em seus sonhos.

—Você está com outra pessoa e com certeza a leva para a cama!

—Por que não? Perguntou ele se aproximando de mim. –Saiba que ela é uma delícia. Falou ele próximo de mim e o estapeei no rosto com vontade, a minha vontade de chorar foi involuntária.

—Vá trepar com ela então! Falei com raiva e ele colocou a mão no rosto me olhando. -Prefiro ficar presa no forno a me deita com você trepando com outra sem camisinha ou sei lá como! Cuidado porque daqui uns dias quem vai querer te dar um filho vai ser ela com tanta trepação da parte de vocês! FIQUE COM ELA!

—Trepar não. Com ela é diferente, ela me deseja e eu a desejo, já nos conhecemos muito bem e rola de forma prazerosa para os dois. Agora você é uma pedra de gelo sobre o colchão, não tem graça para mim.

—Faça o favor de não me tocar nunca mais então! Falei alto indo até o closet pegar um robe para eu vestir, após vesti-lo eu saí do quarto batendo a porta e o deixando deitado assistindo televisão injuriado.

Desci a escada, fui para o porão e fechei a porta, eu sabia que eu ficaria trancada ali mesmo e nem fiz questão de acender a luz. Deitei-me na cama e fiquei no escuro chorando. Eu estava inconformada com as palavras dele e elas mexeram com o meu ego de mulher como nunca antes. Eu daria uma surra nele naquele momento e sequei as minhas lágrimas por várias vezes. Eu havia ficado muito sentida com as palavras dele.

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30min depois.

Eu me encontrava dopada com o sono provocado pelo choro e me permiti dormir sem mesmo jantar.

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Às 22h.

—bella? Chamou-me Mary por diversas vezes.

—Hum? Fiz ao despertar e tampando as minhas vistas por causa da claridade

—Não vai comer?

—Estou sem fome Mary e obrigado por me chamar, irei dormir aqui mesmo.

—Não quer uma frutinha ou um mingau com rodelinhas de banana?

—Eu a agradeço, mas não.

—Não irá dormir lá em cima?

—Não!

—Ok. A patroa perguntou por você durante a janta e ao saber que estava dormindo, mas não aonde, ela falou que era para deixarmos você descansar.

—Como soube onde eu estava?

—O patrãozinho pediu para te procura e aqui foi o último lugar que eu olhei.

—Hum! Não irei subir, não quero subir e dormir lá com ele.

—Ele a maltratou?

—Ele está com a Julieta novamente e transa com ela desprevenido.

—Como sabe disso?

—Está na cara Mary, logo essa mulher irá querer inventar uma barriga também e me perturbar!

—Não sei o que dizer. Será mesmo?

—Homens pensam com a outra cabeça e não com a de cima.

—Bem, nessa parte você tem razão, mas não generalize.

—Não quero subir Mary.

—Ele pode vir buscá-la.

—Quebrei o acordo e acho que ficarei presa aqui.

—Seria injusto.

—Não fale nada para a Esme ou o Carlisle.

—De jeito nenhum amiga. Então eu irei subir.

—Boa noite.

—Boa noite. Falou ela me dando um abraço e se levantou da cama me olhando.

Ela ligou o ventilador que ainda estava ali e apagou a luz, ela deixou a porta entreaberta e subiu a escada. O ventinho estava ótimo e tornei a ficar sonolenta novamente. Fechei os meus olhos e tornei a dormi.

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Terça feira, 19 de fevereiro.

09:09min da manhã.

Acordei sentindo o vento constante em cima de mim e abri os meus olhos, olhei em volta e permaneci deitada. Lembrei de ter sido chamada de pedra de gelo e isso me feriu demais, novamente eu deixei algumas lágrimas rolarem por me lembrar das palavras duras dele. Não me interessava saber se ela é boa, se é uma delícia e o que for de mulher. Eu simplesmente a detestava de graça e não ia com a cara daquela mulher.

Sentei-me na cama ao escutar alguém descendo a escada e sequei os meus olhos correndo sem deixar vestígios de lágrimas. Quando a porta se abriu, era Edward quem acabava de entrar estando todo arrumado. Soltei um muxoxo por estar insatisfeita com a presença dele ali e me levantei da cama.

—Bom dia para você também. Falei indo direto para o banheiro e me aliviei ali depois de tanto tempo. Fechei a porta com o pé estando sentada no vaso mesmo e me asseei após terminar. Fui lavar as minhas mãos, depois lavei a minha boca com a água somente e lavei o meu rosto adicionando o sabão.

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Ao sair no quarto, ele ainda estava ali e sentado na cama. Talvez ele me esperava para poder dar a minha sentença de prisão e eu não me importaria. Na verdade, sim por ficar presa novamente, mas não por ter que dormir com ele.

—Vim falar com você. Falou ele me olhando.

—Já está obvio demais para mim Edward! Não quero ouvir nada que venha de você e me deixa em paz!

—Mesmo assim eu irei falar! Hoje à noite eu a quero lá em cima! Entendeu-me bem?

—Não quero dormir ao seu lado!

—Ou é isso ou nunca mais sairá daqui.

—Prefiro morrer aqui dentro então, posso pegar a sarna da sua cachorra e não estou a fim!

—Está vendo porque brigamos?

—Você é o culpado!

—Só eu né? Quem está dificultando tudo agora Isabella?

—Você! Você e você ao me desrespeitar como vem fazendo há muito tempo!

—Não há necessidade para suspeitas em relação a minha saúde!

—Pros cambal! Por que está aqui me dando satisfações hum?

—Não é satisfações alguma! Não enrole e hoje à noite eu a quero lá em cima!

—Ta, eu posso até subir, mas não irá tocar em mim!

—Repensei no nosso acordo e com muito custo eu usarei o que você comprou.

—De qualquer forma....

—Assunto encerrado! Falou ele me olhando bem sério e eu me calei perante o olhar dele.

—Irei continuar saindo?

—Vai depender de você!

—Ok. Vai depender de mim?

—Sim.

—Fique com ela então Edward!

—Não se meta na minha vida!

—Faça o mesmo comigo então!

—Da onde tirou grana para aquela quantidade de roupas lá em cima e que pelo visto são caríssimas? Por que eu vi peça por peça garota!

—Andou revirando as minhas coisas? Perguntei chateada.

—Estão no mesmo closet que o meu!

—Eu já as tinha!

—Mentira! Percebi muitas coisas. Eu estive no seu apartamento e dormi no seu quarto. Lembra? Vi o tipo de roupa curta que você gosta de andar, suas calcinhas e não havia aquela quantidade de peças lá!

—O que tem isso? Acha que roubei o seu dinheiro ou os seus ouros para poder comprá-las?

—Não confio em você! Olha esse anel cheio de diamantes, nunca vi você com ele antes!

—Está vendo agora então!

—Não vou perder o meu tempo com você. Terá que ser do meu jeito e juro que eu irei descobrir!

—Já falou tudo? Pode ir embora!

—Eu vou ir trabalhar mesmo, é o melhor que eu posso fazer e não perder o meu precioso tempo com você! É ignorante, metida e arrogante demais para o meu gosto garotinha metida a besta!

—E você seu estúpido? Ignorância ainda é leve pro que voc......

—Encerramos o assunto! Falou ele saindo do porão e me deixou ali sozinha.

—Seu grosso, estúpido! Arrogante é você! Gritei da porta.

Subi a escada logo a seguir e o vi saindo pela porta da cozinha. Mary estava na cozinha e me olhou, mas não falou nada pelo o segurança comparsa de Edward estar ali tomando café e lendo o jornal. Tornei a ir para o porão desligar o ventilador e fui para o quarto de Edward, eu iria escovar os meus dentes e trocar de roupa, então, fechei a porta após entrar.

Tirei a camisola e a coloquei sobre a cama, fui para o banheiro escovar os meus dentes estando despreocupada e enxaguei a minha boca no momento que a porta do quarto dele abriu. Tomei um susto imenso e me tapei, mas foi Edward quem entrou no quarto procurando algo e quando viu a minha camisola sobre a cama, ele olhou na direção do banheiro me pegando apenas de calcinha ali. Ele não pensou duas vezes após olhar por segundos para mim e veio até o banheiro, eu não tive saída e fiquei no mesmo lugar.

—Então resolveu me obedecer? Perguntou ele vindo até a mim e parou na minha frente.

—Estou aqui escovando os meus dentes.

—É eu estou vendo. Falou ele tocando em meu braço e minha filha mexeu dentro de mim, olhei para minha barriga destampada e vi o montinho no meu lado esquerdo, com certeza ele também viu e tornei a olhar para ele.

—Se esqueceu algo, vá procurar!

—Não aceito as suas malcriações! Disse ele me segurando e me levou até a cama.

Sem poder me debater por causa da barriga, ele me deitou na mesma e não perdeu tempo ao vir se deitar ao meu lado. Seus braços fortes me dominaram e uma perna dele ficou entre as minhas coxas, impossível me mexer. Edward começou a beijar o meu pescoço e foi visível a aceitação do meu corpo através do bico dos meus seios. Ele não me deu tempo de empurrá-lo e me beijou nos lábios cheio de gana e quase me deixando sem ar. Senti quando a mão dele entrou sob o tecido da minha calcinha e me acariciou no ponto certo, eu não conseguiria me livrar dele e as sensações cresceram de forma violenta em meu corpo. Eu já estava completamente úmida em tão pouco tempo e a minha carne ficou tremula implorando por muito mais. Eu estava me detestando por causa das sensações em meu corpo e ele arrancou a minha calcinha fora com facilidade. O meu corpo estava louco pelo dele e ele nunca que desgrudava dos meus lábios, estávamos loucos pelas sensações.

Edward arrancou a blusa que estava fora e o restante de sua roupa saiu sob os meus olhos, sem pensar duas vezes ele se deitou ao meu lado e veio me beijar novamente.

—Edw...... Falei entre os lábios dele. –Edward.

—Hum? Fez ele lambendo de forma erótica a minha orelha.

—Não podemos.

—Essa frase não existe no meio de nós. Disse ele vindo me olhar.

—Eu sou sem graça e uma pedra de gelo. Lembra?

—Não quero lembrar.

—Não devemos ter esse tipo de contat.......

Ele me interrompeu com um beijo e veio beijar os meus seios, isso era a minha perdição por ele fazer tão bem e sem eu esperar, ele pegou uma camisinha no criado mudo.

—Vou colocar, mas sei que não há a necessidade. Disse ele sério me olhando.

—Que se dane o que você faz ou não! Está tudo errado!

—Está da forma que tem que ser! Nós aqui e agora, eu a possuindo por que bem ou mal, você já é a minha mulher! Ou pensa o contrário? Perguntou ele segurando em meu rosto para olhar bem no fundo dos meus olhos.

—Não falei isso! Eu disse medrosa.

—Ok! Disse ele me deitando de lado e me penetrou numa estocada só me roubando um gemido baixo.

Edward se movia bem devagar em mim e a diferença era mínima com a camisinha, aquele tipo de material era bem fininho e parecia que estávamos fazendo sem. Meus gemidos queriam sair, mas eu os prendi com muita luta sentindo o meu corpo chacoalhar. Inconformado ele saiu de dentro de mim e se deitou de barriga pra cima arrancando a camisinha fora com um puxão.

—O que aconteceu Edward? Perguntei sentindo o meu corpo pegando fogo.

—O que aconteceu? A camisinha rasgou!

—Mais como? Não faz sentido e você estava indo devag......

—Fina demais e você apertada demais para o meu tamanho!

—Ficaremos sem tr......

—Não, nós não iremos! Falou ele me ajeitando na cama e deu um jeito para ficar sobre o meu corpo, sentir ele me invadir devagar e entreabri os meus lábios deixando um gemido escapar. –Nunca ficarei ou permitirei ficar sem aquilo que é meu! Disse ele me olhando e invadia o meu corpo lentamente. –Dou uma lição naquele que se meter com você!

—Não precisa fazer isso Edward! Falei olhando para ele. –Não há ninguém.

—Não irei escutá-la. Disse ele saindo de dentro de mim e se deitou ao meu lado para poder me beijar. A posição que ele estava, estava mesmo difícil para prosseguir.

Tentei negar os meus beijos, mas ele não me deixou. Senti seus beijos em meu pescoço e a forma dele fazer me deixava querendo por muito mais, mesmo não sendo o tipo de comportamento correto para com ele. Edward me acariciou com o dedo de várias formas, até me penetrar com dois deles ele fez. Tocando-me num ponto sensível com os dedos, eu gozei feito louca com os meus lábios grudados nos dele, sendo que o meu corpo não se contentou só com aquilo e eu o empurrei na cama feito uma selvagem. Sentei-me sobre ele sem um pingo de cuidado e Edward gemeu alto, comecei a me mover de olhos fechados e aproveitando cada sensação, eu estava desejosa demais e sabia ser errado. Tudo em mim pegava fogo e rebolei bem devagar o sentindo todo em mim. Edward só sabia gemer sob o meu corpo e segurou em meu traseiro intensificando o nosso atrito. Eu gemia feito louca em busca novamente da explosão e ele já gemia por estar gozando loucamente. Ele não conseguiu se segurar e eu não parei de me mover ao sentir ele me melando toda e ficou até melhor assim. Acabei gozando sentindo o meu corpo todo trêmulo e fui me deitar ao lado dele sem encará-lo.

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3 minutos depois.

Meu corpo devia odiá-lo, meu corpo devia odiá-lo, eu repetia esse mantra em meus pensamentos e estava envergonhada por causa da minha atitude arisca na forma de empurrá-lo e me mover agora pouco.

—Droga! Falei baixinho para mim mesma e fechei os meus olhos ao sentir as lágrimas vindo, eu não tinha vergonha na cara mesmo. Eu não conseguia me controlar com ele. E por que meu Deus?

—Não adianta lamentar, já aconteceu.

—Pra eu ter que ouvir você me chamando de pedra de gelo depois? Perguntei o estapeando e ele segurou a minha mão.

—Pra que isso?

—Por que você merece! Falei me soltando da mão dele e me levantei sentindo o semem dele escorrer em mim. –Não imagina o quanto estou me odiando por trepar com uma pessoa feito você e sentir o seu veneno saindo de mim! Que suga as minhas energias diariamente, me, me esculacha, me maltrata para o seu próprio bem e grandeza pessoal. Odeio pelo o meu corpo não o rejeitar do jeito que eu acho que deveria ser! Odeio por você me tocar e se achar o meu dono! Odeio você por tudo, por tudo mesmo!

—Só lamento!

—Quem lamenta mais sou eu Edward! Vá correr para a sua cachorrinha e dizer para ela o quanto ela é boa e eu sou ruim! Vá se vangloriar nas minhas costas como deve fazer na presença dos outros! Vá rir de mim que para você sou uma vadia sem valor e respeito!

—Não fiz isso.

—Mentira! Você chamou aquela cínica lá para a fazenda para me provocar! Provar que é o bam, bam, bam da parada e a Swan aqui, é lixo!

—Não vou discutir com você! Falou ele se levantando e a minha raiva era tão grande que fui até ele socá-lo e o soquei por diversas vezes. Edward ficou me olhando sem reagir pela primeira vez e me afastei aos prantos indo para o banheiro me trancafiar no Box. Acho que eu estava ficando louca, só pode. Eu estava em conflitos dentro de mim e me odiando completamente. A minha vergonha era sempre gozar com ele, essa era a minha pior falta de valor próprio. Mas o que eu podia fazer se o meu corpo desejava o dele?

Liguei o chuveiro e me lavei por inteira, Edward entrou no Box e permanecemos calados o tempo todo, não era necessárias palavras naquele momento e saí para me secar estando incomodada com a presença dele. Coloquei o meu conjuntinho verde e penteei o meu cabelo estando fora do banheiro. Eu secava-o entre lágrimas e dei as costas para Edward quando ele saiu do banheiro, eu não queria que ele olhasse para mim e visse eu chorando. Eu era orgulhosa algumas vezes.

Edward foi para o closet provavelmente vestir outra roupa porque a que ele iria trabalhar estava toda amassada. O pior de tudo era o meu corpo aceitá-lo e no decorrer do ato eu me entregava pra valer a ele. Não era justo com jake ou com o Max, eu estava me sentindo a pior das mulheres. Eu precisava parar para pensar seriamente, do jeito que as coisas estavam acontecendo não estava certo e quem cairia do galho mais tarde seria eu. –Deus! Eu estou tão confusa. Falei baixinho.

Saí do quarto e desci para a sala, fiquei sentada no sofá olhando para a paisagem do lado de fora perdida em pensamentos e Mary veio até a mim.

—Quer o seu café agora?

—Vou Aceitar sim Mary, estou faminta e sem um pingo de vergonha na cara ainda por cima.

—Já brigaram novamente?

—Mais ou menos. Deixo o cara errado me possuir e o pior de tudo é assumir que eu no meio de tudo acabo gostando. Preciso ir embora daqui. Fugir para bem longe enquanto a tempo de me salvar.

—Shhhhhh.

—Ok. Falei escutando passos e era Edward.

—Estou indo. Falou ele.

—Ok. Falei não o encarando.

—Vou pegar o seu café. Falou Mary se retirando da sala.

—Não transo desprevenido com ninguém Isabella, foi apenas com você.

—Apesar de eu ser uma vadia sem valor para você, você foi o único infelizmente a me tocar desta maneira. Só lamento ser taxada de algo que eu não sou, mas tudo bem. Não faço questão de mudar a sua forma de pensar por saber que eu não irei conseguir.

—Não quero abordar esse tipo de assunto.

—Tudo bem. Falei o olhando e tornei a olhar para a frente.

—Minha mãe precisa de atenção e alguém para conversar.

—Ela já tem a minha atenção Edward.

—Tudo bem. Falou ele se retirando da sala e foi trabalhar.

Deitei-me no sofá e Mary após Edward sair, ela veio até a eu trazer o meu café da manhã.

—Só pode estar brincando amiga! Disse ela se sentando ao meu lado. –Esme irá desabar de vez com a sua fuga e eu sinceramente também. Já estamos tão acostumadas com você e você é da família praticamente. Pode parecer loucura, mas sabe que é dessa forma para eles e para mim, você é como a minha irmã mesmo sendo a minha também patroa. Irá se casar com um Cullen e essa mansão é dos Cullens.

—Eu estou sofrendo demais Mary. Corta-me o coração abandonar Esme e é isso que me impede mais de ir. Sinto que algo bem mais forte me prende aqui nessa casa. Eu não consigo partir e já tive algumas oportunidades. Edward só me põe defeitos e não enxerga as minhas qualidades. Sou uma Swan lembra? Como levaremos a vida de casados se o que nos une é somente a menina? Fico feliz que me tem como uma irmã, digo o mesmo e é de coração.

—Ele luta com aquilo que está sentindo por você e essa é uma real verdade.

—Cismaram com isso! Falei chateada.

—Não cismei, só um cego ou alguém que não quer enxergar que não vê. Está cega com os seus próprios problemas amiga.

—Edward fala cada barbaridade para mim, não é possível. Já ouviu falar que quem ama, cuida Mary?

—Pra você que o odeia, mas para quem está de fora, é ridículo de ver ele a maltratando e está obvio os sentimentos dele. Não sei mais o que pensar. Outro dia eu te incentivei a fugir e aqui está eu te implorando para ficar. Desculpe-me por esse ser um pedido egoísta por causa da sua situação. Perdoa-me amiga por querer a sua companhia passando por cima do seu sofrimento e mesmo assim........

—Edward só gosta dele, da família dele mesmo com as birras e de dinheiro! Principalmente luxo. Eu apesar de tudo sempre me considerei uma menina humilde e sei que nunca irei mudar. Vivo aqui nesse requinte todo e nem isso foi capaz de mudar o meu jeito de ser. Estou com o ouro na barriga e nem isso me faz importar Mary. Outra em meu lugar o acharcaria, mas nem isso o que aconteceu em nossas vidas permite. Sou odiada por ele.

—Você tem o jeito meigo de ser amiga, é visível. É humilde demais.

—Não consigo mais aturar isso. Estou a ponto de explodir e Deus está sendo muito bom comigo por não ter acontecido nada comigo e a menina.

—Peço que nunca. Falou Mary pensativa.

—Nem eu apesar dela ser filha dele também.

—Para onde iria?

—Tenho algumas opções, mas só irei falar quando eu decidir partir.

—Não nos deixa amiga.

—Estou confusa, estou com os meus sentimentos embaralhados e me acostumando com a ideia de ser mãe. Na verdade, já me acostumei, mas é complicado......

—Posso imaginar o quanto deve ser ruim dormir com alguém que não gostamos.

—Edward pinta e borda comigo quando tem vontade, mas para ser sincera o sexo é muito bom. É bom de verdade Mary e muitas vezes ele me dar prazer como nenhum outro já deu, é como se importasse comigo, mas sei que não é dessa forma. Não acho correta a forma que estou vivendo, envolvida com três homens.

—Três? Mais é o Max e o patrãozinho apenas.

—Tem o jake.

—O QUÊ? Perguntou ela surpresa e desacreditada.

—É nós conversamos e fomos jantar na outra semana em que estive em Solares. Antes de eu ir para a fazenda.

—Você esteve com o seu ex-namorado?

—Sim. Ele ficou sabendo da minha estadia em Solares através de um amigo nosso e foi me ver. Ele me encontrou quando eu estava voltando da praia e ficou muito surpreso com a minha gravidez. Não dei confiança e conversamos muito mal por eu estar com raiva dele, mas ele ligou para o meu apartamento e ficou insistindo. Pediu-me perdão por várias vezes e decidi aceitar o convite dele para irmos jantar para esclarecer as coisas. Digo a você que nós conversamos bastante e foi muito bom o nosso encontro, nos tornamos amigos e ele está bem preocupado comigo. Disse que estou com a fisionomia de alguém bem triste e não é para menos, Edward fere o meu ego de mulher constantemente e sei o quanto eu sou bonita sem ser convencida. Ele vem me dando apoio e me deu esse anel. Falei mostrando a ela e sorri.

—Que lindo!

—Ele me deu várias roupas quando fomos para Nova York na sexta.

—Mentira!! Falou ela colocando a mão na boca.

—É verdade. Por isso fiquei sem dar notícias, eu estava fora desde sexta à noite e só voltei na segunda de manhã.

—Você é louca por acaso?

—Eu o beijei Mary, mas não me relacionei com ele por causa da minha situação.

—E o Max?

—Estou mal com isso e decidi terminar de vez. Sei que irei ficar mal perante a família de Edward cedo ou mais tarde se eu continuasse com isso. Já estou bem pichada para poder piorar as coisas e Alice está na nossa cola.

—E o jake?

—Estou confusa. Ele sempre me agradou com presentes e diz que é sem segundas intenções. Ele errou feio comigo em dezembro, mas é uma pessoa super carinhosa. Ele disse que agiu daquela forma no momento de raiva e eu sabia que ele também sentia ciúmes de mim. Edward foi o culpado por arruinar o nosso namoro e a minha vida.

—É você já me falou isso. O que foram fazer em Nova York?

—Visitar a nossa amiga de classe. Ela desmaiou ao me ver por pensar que eu havia morrido naquele triste acidente que os meus pais sofreram. E até nisso jake foi fiel em não contar que eu estava viva e manteve em sigilo absoluto a minha aparição para os outros amigos nosso. Não quero me esconder para sempre Mary, eu mereço ter uma vida própria e digna. Eu estou vegetando praticamente e sendo guiada como um fantoche pela as mãos de Edward.

—Tem razão amiga e estou chocada com a sua ousadia. Você é mesmo louca.

—Foi muita ousadia, mas jake é tão aventureiro e eu também sou Mary. Foi por uma boa causa e fui feliz lá. Conversei com a minha amiga e contei toda a verdade, isso a deixou bastante preocupada. Fomos passear no shopping e pela a cidade que é bastante movimentada. Nova York é tudo de bom!

—Eu sei disso e perdi as palavras nesse momento. Sabe amiga, não se arrisque ao andar com esse rapaz porque o patrãozinho coloca os seguranças para te vigiar e você sabe disso.

—Tive sorte dele não desconfiar e ele mesmo falou que os seguranças ficaram lá no sábado. Eu o desobedeci na sexta feira e ele queria que eu viesse de volta, mas eu não vim. Eu e o jake fomos para Nova York na sexta à noite e foi fácil escapar dos brutamontes, eu sempre tomo cuidado.

—Até quando?

—Edward é agressivo nas palavras e nos atos, fico assustada e com medo às vezes.

—Sei disso. Você é uma mulher de fibra, tenho que reconhecer. Depois de tudo que passou e sinceramente, se fosse eu, eu já tinha desabado há muito tempo.

—Bem ou mal, o que me dá forças são as minhas aventuras. Bem ou mal eu respiro às vezes e isso me conforta um pouco. Eu vejo o quanto Edward é diferente com os amigos, com os parentes e tão agressivo na sua forma de ser comigo que carrega um fruto dele. Ele muda num piscar de olhos.

—Na mente dele, você é a mulher errada para os reais sentimentos dele. Esme contou à dificuldade que foi de engravidar de Brenda e não imagina o quanto eles sofreram e ainda sofrem em silêncio pela perda.

—Ele jogou na minha cara que jamais trairia a memória da irmã. Isso ele estaria fazendo caso ficasse comigo sentimentalmente.

—Ta aí a resposta. Falou Mary me olhando.

—Na mente dele, você é proibida para ele e a maltrata para afastá-la de si próprio.

—Que ele faça isso Mary, mas me deixando em paz!

—Vai entender os homens amiga, ainda mais ele que perdeu a irmã de forma tão covarde. Pelo o que o patrão me falou, eles as encontrarão tão defloradas e covardemente machucadas. A Brenda estava cheia de hematomas e é difícil para eu falar a respeito disso. Falou Mary com os olhos cheios de lágrimas. – Eu sou uma simples empregada e fiquei arrasada. Imagina a dor do irmão que eram próximos e a dos pais que a geraram? O patrãozinho ficou revoltado e mal dormia a noite pensando na irmã após a morte dela. Ele mudou da água para o vinho e o patrão pai começou a se afogar na bebida direto. Sabe disso né?

—Sim eu sei.

—Acho que o patrãozinho não fez o terço contigo. Já imaginou perder a virgindade com brutalidade?

—Pare Mary, por favor, amiga. Falei chorando. –Eu posso imaginar o que ela passou.

—Pra você ver o quanto ele luta com os sentimentos se tratando de você, algumas atitudes dele já mudaram. Hoje você conversa com a mãe dele numa boa e entre outras coisas. Falou ela se levantando do sofá. –Não posso obrigá-la a ficar aqui, mas tem o meu apoio para o que precisar.

—Obrigada Mary.

—De nada. Agora tome o seu café da manhã, você ainda não tocou nele. — Falou ela vindo me dar um abraço e foi para a cozinha arrasada.

Tomei o meu café e depois de terminar de tomá-lo, eu me deitei no sofá e fiquei acariciando a minha barriga com lágrimas nos olhos, eu estava tão confusa e me lembrei de Max. Eu precisava conversar com ele urgentemente e me levantei para ir até a cozinha. Chegando lá encontrei Mary as lágrimas e fui até ela abraçá-la após colocar a bandeja do café sobre a pia.

—Ai Mary, não precisa ficar assim.

—Desculpe amiga, mas é impossível.

—Não há o que desculpar, você sempre foi tão gentil comigo e eu só tenho a agradecer.

—De nada. Falou ela sorrindo levemente.

—Preciso de um favor seu.

—Qual?

—Preciso do seu celular.

—Está sobre o criado mudo, pode ir lá usá-lo.

—Obrigado.

Caminhei até o quarto dela e o peguei. Disquei o número do celular de Max e chamou, chamou, chamou, chamou, chamou, chamou e nada dele atender. Devia estar ocupado e desisti de insistir. Decidi ir à casa dele hoje à noite.

Eu queria sumir do mapa e essa vontade diminuía cada vez que eu pensava em Esme, mas eu não poderia pensar só com o coração e me recriminava por isso. Às vezes eu me sentia fraca em relação as minhas reais vontades, mas a Esme era tão carinhosa comigo e desapontá-la dessa forma me causava tristeza. Ela era a minha segunda mãe e eu sentia o carinho que ela tinha comigo, era algo forte e difícil de explicar. Tornei a colocar o celular sobre o criado mudo e saí do quarto pensando em meus documentos, estavam com Edward e Deus sabe onde. Ao entrar na cozinha.

—Não consegui falar, mas já sei o que fazer.

—Tudo bem. Falou ela lavando a louça.

—Esme já acordou?

—Sim e já está tomando o café dela lá no quarto.

—Irei até lá.

—Irá fugir hoje?

—Não.

—Ok. Mas me deixe saber quando.

—Tudo bem.

Saí da cozinha e fui para o quarto de Esme, estando parada em frente à porta, eu bati de leve por três vezes.

—Sou eu Esme.

—Entre filha.

—Já estou. Falei abrindo a porta. –Bom dia!

—Bom dia filha. Cumprimentou-me ela estando deitada na cama e com o controle da tv na mão, sendo que a mesma estava desligada.

—Dormiu melhor?

—Sim, bem melhor.

—Que bom! Falei me deitando na cama ao lado dela e a abracei.

—Algum problema?

—Não, nenhum. Falei sentindo novamente o cheiro adocicado e decidi ficar quieta, foi tão passageiro. –Acordou tem muito tempo?

—Não muito. Nem vi o meu marido saindo para ir trabalhar. Ele e o filho não estavam se dando bem, agora piorou e acredito que não saíram juntos. Você sabe se..?

—Não foram juntos não.

—É eu imaginei, conheço bem o filho que eu tenho. –Está precisando de algo?

—IIIIII eu não posso vir pedir um pouco de carinho? Perguntei de forma meiga a abraçando um pouco mais apertado.

—Claro que sim. Falou ela de forma doce. –Fico preocupada, você não aceita o meu dinheiro ou o do meu marido, fico apavorada ao imaginá-la por aí sozinha filha. Eu não sei se eu conseguiria ter mais duas perdas sabe? Apeguei-me a você de uma forma que eu não posso explicar e em nosso caso o carinho que sinto é incondicional.

—Eu a amo como a minha segunda mãe Esme.

—E eu a você como a minha terceira filha. Parece algo surreal, mas não é.

—Sei disso e.....Eu peguei o dinheiro de Edward. Fui sincera.

—Sério? Perguntou ela sorrindo levemente, mas preocupada.

—Sim, mas não foi agora. Foi quando eu queimei as roupas dele. Paguei as contas do meu apartamento lá em Solares, renovei as roupas do armário dele e....

—Alice me contou. Ela falou que o primo não estava mais usando roupas pretas como antes. Ela ficou bem surpresa com a sua ousadia em pegar o dinheiro do meu filho e fico feliz que poupou as jaquetas que Brenda havia dado de presente a ele. Edward conversa com a prima e você sabe disso.

—Eu não seria capaz de fazer isso. Nunca!

—Sei disso.

—Ficou chateada porque eu peguei o dinheiro dele, o dinheiro do seu filho?

—Não. Falou ela sorrindo.

—Por que não? Perguntei me levantando pouca coisa para olhá-la. –Ele é o seu filho e eu o roubei na verdade.

—Edward não costuma deixar dinheiro em casa, ele usa o cartão para tudo e fico surpresa que ele tenha deixado dinheiro aqui e visível mesmo que seja em uma gaveta.

—Ele deixou na gaveta do closet e no momento de raiva eu o peguei. Paguei todas as contas e comprei roupas para ele.

—Não comprou nada para você?

—Não. O pior de tudo é que eu não me arrependo, mas eu jamais pegaria o seu dinheiro ou o de Carlisle. Não sou uma ladra Esme e eu jamais mexeria nas coisas de vocês. Peguei o de Edward por ele ter aprontado comigo e......

—Não se preocupe filha. Você teve a chance de nos fazer mal esse tempo todo, mas desde do início eu soube quem você era. Uma vítima na verdade dos seus próprios pais e do meu fi.....

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—Não precisamos falar a respeito disso Esme.

—Tudo bem.

—E o seu coração como anda? Perguntei a abraçando novamente.

—Está sendo confortado como devia ser na época, mas....Estamos superando e sabemos que ela não irá voltar, só peço a Deus que ilumine a minha menina.

—Com certeza e eu já não posso pedir o mesmo por ter vergonha do que eles faziam. Não sei o que pensar Esme.

—Todos nós erramos e temos a chance de nos arrepender filha. Acredito que no último momento deles, eles tenham se arrependido mesmo que sendo um pouco tarde demais. Acredito que sim, mas isso por você. Ruins ou não, eles irão ser sempre os seus pais.

—Sei disso e me envergonho todos os dias perante vocês. Perante as palavras duras do seu filho e....

—Não ligue para as tolices dele. Ele blasfema a seu respeito quando na verdade ele está.......

—Não quero ouvir esse tipo de coisa. Edward gosta de si próprio, dos familiares e do luxo!

—É. Sei que você tem razão.

—Não acredito no que vocês falam a respeito dos sentimentos dele Esme, desculpe, mas prefiro ser sincera com você. Quem ama cuida, zela, não é egoísta ou faz coisas para machucar o ser amado.

—Sei que você tem razão, mas não conhece o meu filho como eu que o gerei.

—Sei disso.

—Quem sabe um dia você acredite por si só.

—Só irei acreditar nessa, nessa...... só irei acreditar quando ouvir da própria boca dele. Isso é algo impossível de se acontecer.

—Não mandamos em nossos corações, simplesmente somos pegos de surpresa.

—Sei disso.

Após essas palavras nós ficamos quietas, com isso eu acabei dormindo estando nos braços dela.

.

.

Às 15:25min.

Acordei me sentindo relaxada e me espreguicei, a cama ao meu lado estava vazia e notei estar no quarto de Esme. Ela não estava ali e me levantei, espreguicei-me preguiçosa e saí do quarto após calçar o meu chinelo. Andei vagarosa pelo corredor e a porta do meu “antigo quarto” estava entre aberta. Aproximei-me ao ouvir a voz tão conhecida por mim e olhei da porta, Alice estava com uma fita métrica na mão e conversava com a tia de forma tranquila, só aí caiu à ficha e me movi fazendo barulho na porta sem querer.

—Então resolveu acordar? Perguntou Alice me olhando.

—É eu estava tirando uma soneca.

—Oi filha.

—Oi Esme.

—Alice está aqui medindo e bolando o quarto do bebê. Pelo o que ela está falando, ficará mesmo lindo e o cômodo sofrerá algumas mudanças.

—Acredito que sim, só não precisa exagerar como de costume.

—Eu exagerar? Perguntou ela me olhando. –Gosto de caprichar, é diferente. Mas o quarto da minha afilhada ficará lindo.

—Isso mesmo Alice, faça bem bonito. Instigou Esme sorrindo.

—Pode deixar titia. Falou ela sorrindo para a tia e me olhou por breves segundos. -Soube que esteve fora.

—É eu estava relaxando. Eu não sabia que ficar reclusa causaria tantos danos.

—Posso imaginar. Conseguiu relaxar da forma que pretendia?

—Bastante. Solares é tudo de bom.

—Aquele lugar é mesmo lindo. Você tem uma história lá. Disse ela me olhando novamente.

—É verdade, mas não sou presa a esse detalhe. Sou capaz de fazer a minha história em qualquer lugar.

—Tem certeza?

—Sim, absoluta.

—Titia, eu já acabei por aqui.

—Tudo bem Alice.

—Quer dar uma olhada em como ficará o quarto da menina aqui na foto?

—Prefiro a surpresa. O que escolherem vai estar de bom tamanho para mim.

—Tem certeza?

—Sim.

—Ok.

—Esme querida, eu irei descer agora para comer.

—Tudo bem filha.

Saí da porta do quarto e desci. Mary estava para o quintal estendendo roupas e fui me servir, peguei um pouquinho de cada coisa e coloquei no microondas para aquecer só um pouco. Enquanto a comida esquentava fui até o armário pegar a minha vitamina e a ingeri com um pouco de suco que eu peguei na geladeira. Peguei um garfo, uma faca e fui retirar a comida do microondas que nesse momento já apitava insistentemente.

Sentei-me para comer na cozinha mesmo e comi numa rapidez incrível por eu estar com fome. Bebi o meu suco e fui lavar o meu prato na hora que Mary entrou na cozinha segurando um balde.

—Soube que você dormiu.

—É Mary, eu acabei apagando.

—Estava exausta pelo visto.

—Um pouco, mas pretendo sair por volta das 18h hoje.

—Irá emb....

—Não é isso, eu preciso resolver uns assuntos.

—Voltará hoje?

—Sim, com certeza. A propósito, fale para o Sebastian que eu preciso sair às 18h.

—Pode deixar, vou passar o recado.

—Ok.

—A senhorita Alice está aqui.

—Eu a vi...... Max não retornou à ligação que eu fiz para ele?

—Não. Até agora nada.

—Acho estranho, mas irei até ele hoje.

—Não acha que está se arriscando?

—Um pouco, mas o que eu tenho para falar eu não quero dizer por telefone, é injusto. Eu tomarei cuidado e voltarei rápido, prometo que antes das 22h.

—Se você diz, tudo bem. Mas o patrãozinho pode implicar.

—Não darei ouvido. Alice irá dormir aqui?

—Dizendo ela, não.

—Tudo bem e menos mal. Só assim eu posso sair tranquila e com certeza ela me marcaria durinho. Não tem o direito para tanto......Mas fazer o que né?

—Tem razão.

.

.

.

Às 17:22min.

Eu já estava de banho tomado e fui me arrumar no closet, para minha surpresa Edward havia posto a chave do meu apartamento em minha gaveta. Foi pura sorte ele me devolver. Fiz uma maquiagem simples e já estava de bom tamanho. Mesmo assim eu não queria ir de qualquer jeito. Fiz os últimos retoques e fui me olhar no espelho e aprovei. Eu estava me sentindo bem e fui até o closet de Edward pegar a minha bolsa, faltava pouco para as 18h. Desci a escada um pouco apressada e fui para a cozinha, encontrei com Mary preparando a comida e ela me olhou assim que notou a minha presença.

—Estou indo Mary.

—Ok bella.

—Alice já foi?

—Tem um tempinho.

—Ok. Volto logo. Cadê o Sebastian?

—Já está lhe aguardando na garagem.

—Ok. Fuiii!! Ah! Diga para quem perguntar que eu voltarei logo.

—Pode deixar.

Sai da cozinha e caminhei até a garagem sem olhar para os lados. Sebastian abriu a porta do carro para eu entrar e minutos depois nós saímos da mansão. Pedi a ele para me deixar no ponto de ônibus de sempre e na volta eu me viraria.

.

.

Estando já no ponto de ônibus, momentos depois eu consegui um táxi e pedi ao taxista que me deixasse no endereço que eu pedi.

.

.

UM TEMPO DEPOIS.

Desci em frente ao prédio de Max e paguei o taxista. Caminhei até a portaria e pedi para ele interfonar para a cobertura do Max. Bree foi quem atendeu dizendo o porteiro e eu tive a autorização para subir.

.

Toquei a campainha estando já no último andar e aguardei, momentos depois eu escutei alguém abrindo e era Max quem abriu a porta para mim. Ele estava bem na dele e demonstrando estar assustado com a minha presença, não era para menos por eu ter aparecido do nada e já era noite.

—Boa noite. Falei estando parada ainda na porta.

—Boa noite. O que deseja? Perguntou ele me olhando indiferente e isso me travou um pouco.

—O que há de errado com você? Fui direta.

—Nada, estou apenas fazendo uma pergunta. Falou ele de forma simples e não grosseira.

—Ok. Falei passando por ele e parei logo a seguir permanecendo em pé. –Vim porque precisamos conversar Max.

—Sobre nós?

—Sim.

—Pode falar, estamos a sós aqui em baixo porque a Bree está lá em cima lavando o banheiro do meu quarto nesse momento. Diga.

—Não vai me cumprimentar?

—Podemos ser discretos.

—Tudo bem. Falei chateada e estranhando essa forma fria dele de ser e agir. Sentei-me no sofá e ele se sentou no outro. –Que bicho te mordeu Max e porque você está me tratando assim tão estranho? Pelo o que eu me lembre, lá na fazenda nós ficamos numa boa e te liguei sem ter retorno.

—Por nada. O que deseja falar?

—Como eu disse, falar com você. Não podemos ser um casal, digo, nos manter escondido mais.

—Era isso?

—Sim. Era isso que eu queria dizer. Não podemos ficar mais juntos porque poderemos ser descobertos pela família inteira e eu ficarei mal perante os seus parentes. Você sabe que também ficará mal e não podemos nos arriscar, podemos ser amigos numa boa. O que acha?

—Por mim tudo bem.

—Só isso que você diz? “ Por mim tudo bem? ”

—O que quer que eu faça? Que eu me escabele ou faça um escândalo porque você não quer mais ficar comigo?

—Não necessariamente, mas que se recusasse dando a entender que gosta mesmo de mim. Você está indiferente e estranho, o Max de antes não era assim. Sinto muito por essa situação toda e quem mais sofre sou eu Max. Por que não atendeu aos meus telefonemas?

—Eu estava ocupado e te retornaria.

—Isso cheira a mentira longe Max! O que houve?

—Nada! Como vão as coisas com o meu primo?

—O de sempre. Nada de diferente e só stress.

—Não acredito! Só stress, se rola sexo entre vocês? Conta outra bella!

—Não sei o que dizer Max, mas eu não queria te magoar e juro para você. Gosto muito de você, você é uma pessoa incrível e...

—Mas mentindo para mim?

—Não fiz por querer, minha vida está uma bagunça.

—Que bom que eu estou saindo fora disso. Não sou conivente a mentiras e você está envolvida nelas.

—O que te deu para agir assim de uma hora para outra comigo?

—Abriram.........quer dizer eu abri os meus olhos e você não é tão inocente assim. Fica comigo, dorme com o meu primo, mas quando na verdade você diz que não tem nada com ele! Estou em busca de exclusividade e não ficar com uma mulher feito ioiô. Cheguei a pensar que poderíamos resolver a nossa situação, mas decidi que não a quero para mim.

—Desde do início eu disse que a minha situação era complicada.

—Então eu estou descomplicando mais um pouco. Dê um jeito na sua vida, farei o mesmo. Fica com ele.

—Não é da minha vontade.

—Ah não? Por acaso você está amarrada Isabella? Onde já se viu uma gravidez amarrar alguém? Muda o filme, esse já está velho!

—Estou vendo que está ruim para conversarmos hoje.

—Prefiro que seja assim, já está tudo explicado e não se preocupe comigo porque eu estou bem. Eu ficarei bem.

—Está com raiva de mim, não é?

—Deixa quieto e peço para não me ligar por enquanto.

—Tudo bem. Falei ajeitando a alça da bolsa em meu ombro, eu estava sem chão no momento. –Eu só vim mesmo falar com você e fica bem. Preciso ir agora.

—Vá porque há essa hora ele já deve estar em casa.

—É. Não sou uma mulher vulgar se é isso que deve estar imaginando, eu só tenho os meus motivos para agir assim. Agora abra porta por gentileza.

—Tudo bem. Disse ele tornando a abrir a porta e caminhei até ele, ao parar em frente a ele e olhando em seus olhos.

—Apesar de tudo, eu adorei cada momento Max.....Então, tchau. Falei secando uma lágrima que rolou e saí do apartamento, sorte era que o elevador era um pouco distante da porta dele.

Evitei olhar para trás e fui secando as lágrimas que foram caindo, escutei a porta do apartamento dele fechando e o elevador chegou para o meu alívio. Entrei no mesmo me sentindo mal com essa história toda e aguardei ele chegar no térreo.

Cumprimentei o porteiro ao sair na portaria e estando do lado de fora eu aguardei a vinda de um táxi. Depois de meia hora foi que eu consegui um, falei o meu destino ao motorista e encostei-me no banco estando mais que pensativa. Eu tinha vergonha de contar toda a verdade para o Max, agora quem sabe um dia, já que ele deixou bem claro que não era para eu ligar “por enquanto”. Eu estava bem mal por estar me sentindo nauseada e sendo discreto, o taxista me olhou pelo o retrovisor somente uma vez ao notar as minhas lágrimas rolando.

.

.

Um tempo depois.

22:12min.

O taxista parou em frente ao portão da mansão e logo os brutamontes se manifestaram, mas ao me verem saindo do carro após ter pagado o taxista eles relaxaram. O homem deu a ré e manobrou, fiquei olhando para o carro que se afastava e resolvi entrar.

Andei pelo jardim sem parar de pensar na minha conversa com Max e deixá-lo magoado. Não era a minha intenção. Estranho é que ficamos numa boa antes dele ir embora da fazenda e agora ele estava tão.... mudado. Vai entender o que se passa na cabeça dos outros, pensei estando chateada comigo mesma.

Entrei na cozinha e Mary não estava mais ali, devia estar descansando já e tornei a fechar a porta só a encostando. Fui até a pia lavar as minhas mãos estando com a bolsa ainda em meu ombro, mas resolvi colocá-la sobre a mesa antes de eu ir ver o que havia para eu jantar. Após colocar a minha bolsa sobre a mesa, eu fui pegar um prato e caminhei até o fogão. Abri as panelas e o cheirinho da carne assada estava ótimo, bancando a gulosa eu peguei dois pedaços de carne para mim e quatro rodelinhas de batata a dorê. Coloquei o arroz e um pouquinho só de feijão que por sinal estava com um cheiro excelente.

Sentei-me para comer e fui comendo devagar sem fazer muito barulho na cozinha. A casa estava silenciosa, mas parando de fazer qualquer movimento ou barulho, era possível escutar ao longe a televisão ligada na sala. Ignorei esse detalhe e continuei comendo, mas ao lembrar de Max isso fez com que brotassem lágrimas em meus olhos. Eu não queria magoá-lo, mas sem querer aconteceu. O que eu não conseguia entender era que ele estava tão mudado. Eu martelava isso em meus pensamentos, mas não era para menos ele ficar chateado com a minha situação.

Resolvi secar as minhas lágrimas deixando o meu rosto completamente seco e continuei comendo devagar.

.

.

Quando terminei de comer, eu me levantei da cadeira e fui lavar o prato. Aproveitei para ingerir a minha vitamina com um pouco de suco que eu peguei na geladeira e após bebê-lo, eu lavei o copo deixando tudo limpo e arrumado como estava antes. Mary me mataria amanhã se eu deixasse em desordem.

Apaguei a luz da cozinha e andei pelo corredor devagarzinho, ao dar na sala eu vi Edward assistindo televisão com o laptop aberto em seu colo e ele estava de costas para mim. Resolvi sair de fininho, mas.....

—Eu soube que foi sair. Falou ele de forma simples sem se virar para me olhar no momento que eu ia dar a meia volta.

—É eu fui. Falei me aproximando dele e ele fechou o laptop, depois me olhou de cima em baixo, mas de forma discreta.

—Por que dispensou o Sebastian? Eu soube que ele voltou cedo demais e você demorou demais. Por quê?

—Precisei ir ao shopping e não estava a fim de deixá-lo esperando. Então para me sentir mais tranquila eu peguei um táxi e pedi que ele voltasse.

—Ele é muito bem pago para isso, essa é a profissão dele e foi a que ele escolheu.

—Já estou de volta, agora eu irei subir. Após eu falar, sem mais e nem menos eu me retirei da sala.

Subi a escada e fui para o quarto dele, após eu entrar fechei a porta. Fui para o closet guardar a minha bolsa e peguei uma camisola para eu vestir após o banho. Saí do closet e vi que Edward acabava de se deitar na cama e ligou a televisão colocando no mesmo canal que ele estava assistindo lá em baixo, depois foi à vez do ar. Pelo visto ele já estava de dente escovado, pois se deitou direto. Não dando bola, eu fui para o banheiro e me despi por inteira estando dentro do Box já. Liguei o chuveiro e evitei molhar o meu cabelo, lavei somente o meu corpo e depois de me enxaguar eu saí para me secar.

Escovei os meus dentes, depois penteei o meu cabelo e me vesti, ao olhar pela parede de vidro Edward ainda assistia televisão e de forma distraída ele passou a mão no cabelo. Eu achei muito bom não termos brigado, eu não queria atrito hoje e nem outro dia, mas era um pouco impossível se tratando de Edward. Aproveitei para me aliviar e me asseei, lavei as minhas mãos e finalmente eu saí do banheiro.

Fui na direção da cama e me sentei de costas para ele, tirei o meu chinelo e me deitei com cuidado. Cobri-me com o edredom apesar de estar calor lá fora, mas aqui no quarto já estava ficando bem frio por causa do ar. Edward continuou da mesma forma que estava e me ajeitei melhor. Após me acomodar a televisão foi desligada por ele e o quarto ficou no breu total, só o som do ar preenchia o local e me movi de leve. Edward se mexeu minimamente por se acomodar melhor e ficou na dele.

.

.

40min depois.

Resolvi me deitar de barriga pra cima e fiquei acariciando a mesma por vários minutos, com isso eu senti a minha filha mexer por breves segundos e ficou quietinha novamente. Resolvi pensar na minha vida e me lembrei com preocupação que logo, logo as contas lá do apartamento venceriam, mas eu não tinha todo aquele dinheiro em mãos e de tanto pensar a respeito disso, eu acabei dormindo um bom tempo depois.

.

.

.............................................................

Quarta feira, 20 de fevereiro.

6h da manhã.

Despertei do nada e me dei conta que eu precisava ir me aliviar, mas ao mesmo tempo eu me sentia nauseada e o embrulho no meu estômago era total. Edward ainda dormia e me levantei um pouco rápido, mas ao chegar no banheiro só deu tempo de levantar a tampa do vaso e vomitei um liquido muito do amargo. Eu não tinha nada no estômago para pôr para fora, mas a vontade era imensa e me agachei sobre o vaso sanitário. Cheguei a colocar mais um pouco daquele líquido para fora e aos poucos aquele mau star foi passando. Levantei-me com cuidado e dei descarga, arriei a minha calcinha sem olhar para trás e no que eu me virei para me sentar no vaso, eu encontrei o olhar de Edward. Ele estava parado na porta me observando e com o rosto levemente amassado por causa do sono. O ignorei no momento e me sentei para me aliviar, mas resolvi falar algo para amenizar o clima.

—Foi um leve mau star.

—Percebi, acordei por causa disso e pelo banheiro ser bem dizer dentro do quarto.

—Não era a minha intenção acordá-lo, mas estou grávida e não posso evitar esse tipo de mau star.

—Está na cara que está grávida, você está redonda feita uma bola.

—Se vai me criticar logo cedo, pode sair daqui!

Edward saiu do banheiro após eu enxotá-lo e me asseei com tranquilidade. Levantei para ir lavar as minhas mãos e aproveitei para escovar os meus dentes logo de uma vez.

Depois de escovados eu penteei o meu cabelo e saí do banheiro. Edward estava para o closet porque logo ele teria que ir trabalhar e eu fui para o closet também, eu precisava trocar de roupa para poder descer e ajudar Mary no que fosse possível.

Encontrei Edward escolhendo o que vestir e eu fui pegar um vestidinho floral para eu colocar. Escolhi um brinquinho para adornar e havia vários ali dentro da minha gavetinha de joias. A maioria ali era valiosa e peguei um bem simples, era de bijuteria. O anel que jake me deu ainda estava no meu dedo e os diamantes reluziam tanto, com isso peguei Edward me olhando. O ignorei e fechei a minha gaveta, coloquei o brinco e fui para o banheiro trocar de roupa longe do olhar dele.

Sentindo-me bem após me vestir, eu fui até o closet pendurar a minha camisola e o encontrei vestido apenas com a calça jeans, sapato social e estava escolhendo a blusa ainda. Evitei ficar olhando e saí do closet.

Decidi arrumar a cama e dobrei os edredons. Fui colocá-los lá na gaveta dentro do closet e saí imediatamente, já no quarto novamente eu resolvi descer.

Saí do quarto e tuquinha estava deitadinha na caminha dela ali próximo da porta, ela dormia a sono solto e desci. Andei devagar pelo corredor e cheguei na cozinha, Mary cortava os pães que estavam fresquinhos.

—Bom dia. Saudou-me ela sorrindo.

—Bom dia amiga. Como você está?

—Feliz que você está aqui.

—Já vai começar com a chantagem? Perguntei sorrindo.

—É a mais pura verdade. Disse ela sorrindo também.

—Ainda não fui embora, estou aqui.

—Não gosto de falar sobre isso.

—Ok. Falei parando de sorrir. –Vou ajudá-la no que for preciso.

—Não precisa.

—Claro que sim! Sozinha é impossível dar conta.

—Tudo bem, sei o quanto é teimosa senhorita Isabella.

—Um pouco querida Mary. Gargalhamos.

—Se quer me ajudar, prepare uma salada de frutas com mel.

—É pra já.

—Logo o patrãozinho irá descer.

—Falando nele, desculpe por lhe deixar mal com ele Mary.

—Ele exagera, mas tem um quê de verdade, sabe disso. Eu a encubro e o Sebastian também. Falou ela baixinho.

—Sei disso e sinto muito.

—Que nada! Não somos injustos e agora prepara logo essa salada. Falta pouco para ele descer.

—Ta bom.

Fui pegar um avental na área de serviço para eu vestir e voltei para a cozinha já vestida, ficava engraçado por causa da minha barriga. Peguei as frutas que estavam em cima da pia e as lavei rapidinho, cortei uma por uma e piquei em tamanho médio. Fui até o armário pegar o mel e a reguei com fartura, ao experimentá-la, hum! Estava mesmo bom.

Joguei as cascas de fruta fora e limpei a pia, fui até a geladeira pegar a garrafa de leite e coloquei o conteúdo todo dentro da leiteira.

—Esme irá descer Mary?

—A patroa está dormindo, acredito que não. Só descerá para tomar café mesmo o patrãozinho e o pai.

—Ok.

—Ele está tão empolgado com a netinha e está feliz com a sua presença. Ele me falou que você faz bem a esposa e que você e o filho foram o apoio dela quando ele faltou.

—Ele falou isso? Perguntei olhando para o leite que aquecia na panela.

—Sim. Assim que ele voltou para casa novamente.

—Fiz o que eu pude, Esme é mesmo especial pra mim.

—Isso é o que você fala. Disse Edward entrando na cozinha e foi mexer na geladeira. –Vive mais fora que aqui. Falou ele sem me olhar.

—Agora! Ou você já se esqueceu que eu antes tinha uma vida e um apartamento a zelar agora que estou sozinha?

—Sei disso. Disse ele saindo da cozinha sem ter nada em mãos.

—Deixe-o pra lá amiga.

—É o que eu tento.

—Vou ajeitar a mesa e você à bandeja, é melhor assim.

—Ok.

Mary saiu da cozinha e eu peguei às coisas a serem servidas na bandeja, me lembrei do leite que começava a ferver e fui apagar o fogo. Tive que coá-lo por causa da nata antes de pôr dentro do bule de porcelana.

Continuei arrumando a bandeja e Mary voltou para a cozinha.

—Já terminou? Perguntou ela ao se aproximar de mim.

—Sim. Já está tudo arrumadinho nas bandejas.

—Ótimo, agora eu irei servir.

—Eu irei te ajudar.

—Acho melhor não amiga.

—Que nada! Eu te ajudo, agora vamos deixar de besteira e vamos servir.

—Ok, ok.

Pegamos as bandejas e fomos para a sala. Estavam sentados à mesa Carlisle e Edward, mas não conversavam um com o outro. Acredito que isso por parte de Edward, ele era bem pirracento quando queria.

—Bom dia Carlisle. O cumprimentei.

—Bom dia querida. Saudou-me ele reparando as minhas vestimentas e olhou para o filho. Acho que era por causa do avental que eu estava vestida. –Está obrigando a Isabella a continuar trabalhando?

—Não. Se ela está fazendo é porque quer. Disse Edward não o encarando.

—É verdade Carlisle, eu não quero ficar de favores aqui e prefiro continuar a........

—Não está certo. Sou grato a sua boa vontade em ajudar e tudo mais, mas não continuará com isso!

—Não me proíba, eu até gosto de ajudar a Mary.

—Não é isso, só não acho justo e já basta o que vem passando. Arrumarei alguém para ajudar na faxina. Já passou da hora e o irresponsável aqui só se preocupa com a dor dele! Deixei que ele resolvesse isso, mas passa tempo demais a confrontando e não resolvendo os assuntos do próprio lar.

—Eu prefiro ir trabalhar. Tenham um bom dia. Disse Edward se levantando da mesa e levou consigo um potinho de salada de fruta.

—Não leve em consideração tamanha grosseria.

—Não é isso Carlisle, eu prefiro ocupar a minha mente.

—Não se preocupe que logo, logo a Mary terá uma ajudante e não é justo sobrecarregá-la. Darei um aumento a você Mary por merecer.

—Obrigado Sr Carlisle. Disse Mary sorrindo e olhou para mim.

—É ela merece mesmo. Afirmei sorrindo contente.

—Agora você terá uma pensão, nem digo uma pensão, mas uma ajuda mensal que.....

—Não quero o seu dinheiro e digo isso com todo o respeito Carlisle.

—Não serei eu a te dar, será Edward.

—Edward? Perguntei desacreditada e até gostei da ideia, mas eu tinha planos de fugir e...

—Ele mesmo e espero que você não faça essa desfeita.

—É que....

—Estamos combinados. Disse ele com convicção e me calei estando pensativa. –Ele tem vários cartões de débito, será fácil um ficar com você. É só digitar a senha que ele te dará e mais nada.

—Ele vai chiar.

—Não vai e faça o que quiser.

—Ok. Falei pesarosa, eu não queria me sentir pior ainda e ter que precisar do dinheiro dele.

Carlisle continuou comendo e fui convidada por ele a comer junto de si. Mary se retirou da sala momentos depois.

—O casamento está chegando. Disse ele me olhando.

—Está bem perto Carlisle e estou apavorada para ser sincera com você.

—Sei que é uma loucura o que está havendo, mas o meu filho está convicto do casamento.

—Ele quer ter ainda mais domínio de mim.

—Ele quer dominar a todos nós. Ainda não percebeu?

—Já. Falei sorrindo.

—Eu não dou mole e deixo Edward com as suas malcriações pra lá. Já estou coroa e se eu for me importar, morrerei do coração. Sorrimos. –Estou contente que esteja aqui e juro que não sei o que faço mais para o meu filho melhorar esse jeito dele. Acho que nem uma surra de pai para filho vá dar um jeito, mas eu e a minha esposa temos a esperança que tudo mude quando a nossa neta nascer. Acreditamos piamente que isso irá acontecer.

—Será? Perguntei desacreditada.

—Temos certeza e não imagina como um filho é capaz de nos mudar. É contagioso e tiro isso pelo os meus. Edward quando nasceu foi à alegria da nossa família e seus olhinhos verdes eram contagiantes. Ele sempre foi um garoto esperto e fazia muitas travessuras quando íamos às casas de nossos parentes. Sempre foi arteiro e implicava com os primos mais novos. Na adolescência era motivo para suspiros das damas e ele era gentil demais com elas, isso desencadeava interesse, mas ele não era de ficar com uma e com outra. Sempre na dele, mas agora Edward faz coisas que antes não fazia.

—Por exemplo?

—Sabe muito bem.

—Dele ficar saindo com várias mulheres?

—Se é várias eu não sei, ele não me conta, mas eu sei que não é só você.

—Ele tem os motivos dele para não me levar a sério só por causa da menina. Aconteceu muita coisa Carlisle em nossas vidas e ele tem razão para me tratar assim.

—Sei que aconteceu, mas não podemos generalizar.

—Sei disso, mas ele não sabe.

—O meu filho para falar a verdade está se perdendo, mas torço que ele se encontre novamente. Disse Carlisle pensativo.

—Não sei o que te dizer para ser sincera. Pra falar a verdade não me sinto bem em aceitar o dinheiro de vocês.

—Não se sinta ou ficarei profundamente chateado. Eu tenho uma dívida com você que é impagável.

—Sou eu quem tem com vocês. Falei secando uma lágrima que rolou.

—Nada disso, não há dívida nenhuma e agora pare de chorar. Já se olhou no espelho?

—O que tem?

—Você é uma moça bonita e nesse rostinho merece ter sempre um sorriso.

—Obrigado pelo elogio. Sorrimos.

Continuamos a comer e conversamos a respeito de outras coisas, Carlisle era tão gentil. Quando terminamos de comer ele subiu para o quarto e eu ajudei a Mary a arrumar tudo outra vez. Ela estava feliz com o aumento de salário e era digno.

Eu não me importava de ter que ajudar na limpeza e enquanto ela fazia as coisas na cozinha, eu fui no quarto tirar o anel que eu ganhei de jake e o deixei sobre o criado mudo. Tornei a descer, pois eu iria ajudar a Mary.

Passei a vassoura na casa e passei pano molhado em tudo, menos no quarto de Esme por ela estar dormindo ainda. Isso eu fiz após Carlisle sair para ir trabalhar.

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35min depois.

Passei lustra móveis em todos os móveis sem quebrar nada e fui para o quarto de Edward lavar o banheiro, tomei um cuidado redobrado para não escorregar e ficou limpinho. Troquei os tapetes do banheiro, a capa do vaso e limpei o espelho. Ficou um brinco o lugar e muito perfumado.

Esme já estava acordada há muito tempo e escutava televisão em seu quarto tendo a companhia de tuquinha.

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Aspirei os outros quartos desocupados e o que foi de Brenda nunca mais foi aberto, até eu evitava entrar por achar que eu estava ficando maluca ao sentir o cheiro dela vez ou outra pela casa. Limpei as janelas e por último é que eu fui regar as plantas que havia dentro de casa. Eu estava bem cansada e com as minhas mãos vermelhas por causa dos produtos químicos.

Já passava das 15h quando Mary apareceu no quintal, eu molhava as plantas nesse momento.

—Já passou da hora, venha almoçar.

—Já estou indo.

—Eu te esperei para comermos juntas.

—Estou terminando, pode ir colocando a sua comida que eu já vou.

—Vou aguardar.

—Ok.

Terminei de molhar as plantas entrei para comer, eu já estava faminta. Mary já havia tirado a minha comida, posto a vitamina ali para eu administrá-la e me aguardava sentada na mesa da cozinha, vi que ela preparou suco para nós e estava com bastante gelo.

Comemos caladas, acho que a fome estava severa demais em nós duas e só abríamos a boca mesmo para receber o garfo cheio de comida. Acabamos de comer e lavamos toda a louça, digo, ela lavava e eu a secava. Conversamos muito e o assunto foi a respeito da minha ida até o apartamento de Max. Ela ficou passada com a forma que ele me tratou, mas disse que tudo aconteceu por estar chateado comigo. Ela também não entendeu a atitude dele depois que eu contei que estávamos bem antes dele ir embora e achou bem melhor eu deixar quieto. Seria o que eu iria fazer estando com o meu coração apertado, eu não gostava de magoar os outros por querer.

Senti a minha menina mexendo e deixei Mary sentir, ela ficou maravilhada e fez carinho em minha barriga por longos minutos. Faltou babar e eu sorri bastante por causa disso, mas fomos interrompidas com o telefone tocando e ela foi atendê-lo lá no corredor.

Quando Mary voltou, ela trazia o aparelho junto de si.

—É para você. Disse ela tampando o fone do aparelho.

—Quem é?

—O patrãozinho. Disse ela baixinho.

—O que ele quer?

—Não sei. Disse ela me entregando o aparelho.

Fui para a sala e antes de eu falar com ele me sentei no sofá.

—O que deseja Edward?

—Foi pedir dinheiro para o meu pai?

—Nunca! Sabe disso. Usei um tom rude.

—Eu não sei de nada!

—Não se faça de besta! Por que me ligou para perguntar algo que não faz sentido?

—Ele me obrigou a te dar o meu cartão de débito! Onde já se viu!

—Continue com ele Edward, foi o seu pai quem tocou no assunto durante o café da manhã hoje e disse que falaria com você. Tenho vergonha na cara o suficiente para não pedir nada que se refira a dinheiro para você.

—Não acredito em você! Já esqueceu que você furtou uma grande quantia de dinheiro no meu closet?

—Peguei mesmo porque eu precisava, mas não se preocupe que quando eu vender o meu apartamento, a quantia que gastei pagando as minhas contas “somente” serão devolvidas.

—Não quero o seu dinheiro!

—Faço questão de devolver, mas agora se convença que eu não pedi nada para o seu pai! Vá perguntar a ele se quiser Edward! Agora eu estou ocupada e não estou nem um pingo a fim de falar com você. Após eu falar desliguei o telefone na cara dele.

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1min depois.

O telefone tornou a tocar e atendi sabendo ser ele.

—Você é muito abusada! Eu estava falando numa boa, mas você foi arrogante demais e não tem esse direito de falar comigo!

—Não tolero as suas infâmias Edward. Pode me bater quando chegar se quiser, me agredir com palavras, mas não irei aceitar as suas injúrias mais! Isso acabou a partir de hoje! Quem sabe mais tarde venha à dor na consciência das suas grosserias para comigo.

—Meu pai exigiu e não me mandou dar, posso até te dar o cartão, mas saiba usá-lo!

—Não quero nada seu! Dê para uma de suas mulheres e sei que será muito bem-vindo. Não sou rica igual a vocês, mas tenho dignidade e vergonha na cara o suficiente! Prefiro esmolar a pedir algum dinheiro para você!

—Já esqueceu que você falou que o que importa é somente o meu dinheiro?

—Não me esqueci não, mas pode ficar com ele, aliás, ele já é seu mesmo. Prefiro vender as minhas coisas a sujeitar as suas esmolas. Sei que jogará tudo isso na minha cara depois, você não é de confiança!

—Prefiro desligar, você é....

—O quê? Olhe para si primeiro antes de me julgar! Estou sem tempo aqui, estou arrumando a sua casa e tchau Edward. Após falar eu desliguei o telefone.

Fiquei sentada no sofá pensativa e não sei para que o Carlisle foi inventar essa de cartão. Sei que ele se preocupava comigo, era gentil e tudo tal, mas Edward era terrível. Na certa o pai falou a respeito disso momento antes dele me ligar, Edward era instantâneo em suas ações.

O telefone não tornou a tocar e me levantei para ir colocá-lo na base. Lembrei-me de dar um dinheirinho pra Mary já que eu fazia ligações do celular dela escondido e fui para o quarto de Edward. Passei direto para o closet e tirei setenta dólares da minha bolsa para ajudá-la na conta, eu não falava muito, mas era justo por ela não ter a obrigação de me emprestar.

Abri a gaveta de Edward e vi que havia muito mais dinheiro ali, a quantidade que eu havia deixado não era a mesma que estava ali, não mesmo e havia muita grana. Ignorei, eu não iria pegar novamente e saí do closet.

Olhei para a cortina do quarto dele e decidi trocá-la. Coloquei outra até muito bonita e a janela já estava limpa mesmo que eu havia limpado momentos antes.

Desci com a cortina e fui colocá-la na máquina para lavar, mas antes eu dei o dinheiro a Mary. Claro que ganhei um puxão de orelha dela por me esforçar na arrumação, mas isso não era verdade.

Aproveitei para pegar as roupas sujas para serem lavadas nos banheiros e a Esme quis conversar um pouco assim que entrei no quarto dela.

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20min depois.

Desci com as roupas e as coloquei na outra máquina com sabão e amaciante. Para falar a verdade eu já estava me sentindo cansada e fui até a cozinha beber um pouco de água. Aproveitei para comer uma fruta e escolhi comer uma maçã, essa era a preferida de Edward já que eu o via comendo constantemente.

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Um bom tempo depois as roupas ficaram limpas e quase seca. Mary me ajudou a colocá-las na corda e essa tarefa tendo ajuda foi rápida. Dei uma arrumação na área de serviço e quando terminei, eu fiz companhia a Esme durante o lanche no jardim. Conversamos mais um pouco e subimos uma hora depois para eu auxiliá-la na escolha da roupa antes dela ir para o banho. Hoje a Mary não precisaria auxiliá-la já que eu estava ali.

Havia milhares de roupas no closet e escolhi um conjuntinho de saia e blusa, o tecido era fino e bem bonito no tom rosa. A guiei até a gaveta de calcinhas e ela mesma escolheu uma após apalpá-las por alguns minutos. Sorrindo ela guardou a peça em seu decote e a acompanhei no riso.

Fomos até o banheiro e ali ela já estava craque, eu apenas fechei a porta para deixá-la mais à vontade.

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Às 18:38min.

Esme abriu a porta do banheiro e eu me levantei da cama para ir até ela. Ela já estava vestida e a ajudei a se sentar na cama.

—Vou pegar a escova no seu banheiro.

—Tudo bem.

—Ok.

Fui até o banheiro dela e peguei a escova de cabelo sobre a pia, aproveitei e peguei o perfume dela também. Já estando no quarto eu borrifei duas vezes a fragrância em seu pescoço e peguei a escova sobre a cama para poder penteá-la. Lembrei do creme de cabelo e a informei que iria pegá-lo no banheiro.

Ao retornar, eu a penteei de forma tranquila e quando acabei fui até o banheiro pegar um gloss para poder passar nos lábios dela, mas ao retornar Edward tinha acabado de chegar do trabalho e abraçava a mãe. Sobre a cama estava a escova de cabelo, o perfume dela e ele também reparou isso, mas me olhou ao notar a minha presença ali.

—Trouxe o seu gloss Esme. Falei indo até ela sem me sentir intimidada por ele. Era como ele não estivesse ali.

—Eu mesma passo filha e obrigado por me ajudar.

—É sempre um prazer.

—Vou tomar um banho agora mãe, na janta nós nos encontraremos outra vez.

—Não cumprimenta a mãe da sua filha?

—Deixa quieto mãe.

—Não precisa ser mal educado filho, uma boa noite não irá lhe custar nada.

—Não precisa Esme, eu não faço questão mesmo.

Edward me olhou por breves segundos e saiu do quarto. Esme pegou o gloss da minha mão e o passou em seus lábios, ficou muito bem nela.

Guardei as coisas dela no banheiro e ao retornar para o quarto eu liguei a televisão a pedido dela. Deixei no canal da novela e a informei que iria descer novamente. Ela me agradeceu novamente e saí do quarto deixando a porta aberta.

Caminhei pelo corredor e desci, fui para a cozinha e no momento que eu entrei na mesma o pai de Edward chegou. Ele não ficou satisfeito de me ver de avental, mas não falou nada para não me deixar chateada. Ele nos cumprimentou e subiu para o quarto. Ajudei Mary a finalizar o preparo da janta e quando terminamos decidi subir. Caminhei pelo corredor devagar sentindo os meus braços bem doloridos de tanto limpar as coisas mais cedo e subi a escada devagarzinho. Ao entrar no quarto, Edward já estava de banho tomado e assistia televisão deitado, pelo visto estava cansado e fingi que ele não estava ali. Fui para o closet escolher uma roupa e só mais tarde é que eu colocaria a camisola. Optei por colocar um shortinho e uma blusa fresquinha de alça. Estando ali no closet mesmo, tirei o meu brinco e o coloquei de volta na gavetinha de joias.

Saí do closet segurando a minha roupa e fui para o banheiro tomar banho, me despi dentro do Box e me lavei da cabeça aos pés com calma. Hidratei os meus cabelos e me asseei com o presto barba enquanto a hidratação agia, eu era muito limpa nessa parte. Enxaguei o meu cabelo e saí para me secar. Hidratei o meu corpo, vesti a minha roupa e por último eu penteei o meu cabelo. Passei um pouco do meu perfume que lembrava morangos e já estava de bom tamanho. Decidi passar um pouquinho de batom vermelho e o deixei fraquinho, ficou bom dessa forma não tão intenso do jeito que ele era.

Quando eu saí do quarto é que eu fui me lembrar do meu anel, fui até o criado mudo pegá-lo, mas não o encontrei......

—Viu o meu anel que eu deixei aqui no criado mudo Edward?

—Não. Falou ele de forma simples.

—Eu juro que o deixei aqui, impossível de ter sumido! Falei olhando tudo em volta desesperada, mas não o encontrei.

—Olhe direito.

—Não está vendo que eu estou procurando? Perguntei um pouco rude, eu estava nervosa.

—Está obvio demais, vai ver não o colocou aí.

—Eu tenho certeza que o coloquei aí no criado mudo Edward!

—Deve ter esquecido onde realmente o colocou.

Respirei fundo e fui olhar em todos os lugares que eu estive na casa, por último eu decidi ir até o quarto de Esme. Bati três vezes na porta.

—Entre. Consentiu ela e abri a porta.

—Desculpe incomodá-la, mas estou procurando o meu anel.

—Perdeu o seu anel?

—Sim, mas eu tenho certeza que o coloquei sobre o criado mudo e agora ele não está mais lá.

—Estranho filha, mas pode olhar por aqui, no closet onde estivemos e pede o Carlisle para olhar no banheiro. Ele acabou de entrar no banheiro para tomar banho.

—Obrigado.

Procurei em tudo e nada. Pedi o Carlisle para olhar no banheiro para mim e nada, fiquei bem chateada por ter perdido a peça sem nem mesmo saber como. Decidi relaxar ou eu poderia acabar passando mal, eu o ganhei de bom grado e era uma joia linda cheia de diamantes. Chorei estando em pé no corredor e olhei para o meu dedo vazio.

—Como? Eu perguntei para mim mesma deixando as lágrimas escorrerem, mas as sequei. Decidi descer e fui assistir televisão na sala inconsolada. Acabei me deitando no sofá momentos depois.

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Às 21h.

Cansada, eu me sentia cansada de tanto matutar em como o meu anel foi desaparecer assim do nada e na verdade eu nem cheguei a desfrutá-lo. Simplesmente a peça evaporou. Minutos depois os outros começaram a descer. Primeiro foi o Edward que entrou na sala com um copo de whisky na mão e foi visível a minha reprovação através do meu olhar, mas ele nem ligou. Depois Carlisle desceu com a esposa e ficamos assistindo televisão juntos.

Meia hora depois o janta foi servida, administrei a minha vitamina e comemos conversando, digo, eu, Carlisle e Esme, já Edward preferiu ficar de fora. Vez ou outra era que ele falava meias palavras e tornava a ficar quieto. Parecia que o copo de whisky em sua mão era mais interessante, já Carlisle preferiu beber o suco que era totalmente natural e de fruta.

A comida estava boa como sempre e terminei de comer me sentindo bem saciada, bebi o meu suco e comi pêssego em calda como sobremesa. Todos já se sentindo saciados decidimos sair da mesa para Mary arrumá-la. Fomos assistir televisão e conversei bastante com os pais de Edward, o assunto entre nós três fluía e sorrimos bastante. O pai de Edward era mesmo legal, já o filho ficou na dele assistindo televisão.

Esme e Carlisle começaram a conversar entre si e sorriam bastante, lembrei da cumplicidade que os meus pais também tinham e resolvi esquecer, acho não, eu tinha certeza que as lágrimas desceriam e eu não queria chorar naquele momento.

Mais uma vez eu entrei na conversa e Carlisle me contou de suas aventuras quando adolescente, eu faltei fazer xixi de tanto sorrir e Esme dava tapinhas nele vez ou outra. Eu achava engraçado e notei que ela era bem ciumenta. Carlisle falava sorrindo que depois que ela entrou na vida dele tudo mudou e até eu sorri. Eu queria um romance de verdade na minha vida e eu sonhava um dia sentir realmente o amor dentro de mim. Na verdade, eu já sentia o amor pela a minha filha que se tornou incondicional no momento que eu a aceitei.

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Edward deu boa noite e subiu para dormir quando o relógio marcava 23:29min da noite. Os pais dele resolveram subir também, mas antes Carlisle fechou as barreiras que protegiam o vidro da sala e subiu com a esposa envolvidos na bolha do amor, acho que hoje com certeza rolaria. Eu achava muito bom esse clima entre eles e se eu me recordasse de meses atrás, eu me lembraria o quanto a Esme sofreu. Que bom que estavam novamente felizes. Mary já devia ter se recolhido, então me deitei no sofá e fiquei assistindo televisão, aos pouquinhos eu fui sentindo as minhas pálpebras irem pesando por causa do cansaço e lutei bravamente com o sono. Já passava da meia noite.

Quando o programa acabou, eu passei a mão em meus olhos e mudei de canal. Em uns passava noticiário, no outro filme de época, no próximo que eu mudei passava um programa de entrevista e no outro canal que eu coloquei passava um filme mais que erótico. Tinha história e tudo, mas quando chegou na parte quente eu tirei, vai que alguém pega e isso me deixaria bem constrangida. Decidi deixar no canal de entrevista e fiquei assistindo estando deitada de barriga pra cima.

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25min depois eu acabei dormindo.

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Madrugada de quinta feira, 21 de fevereiro.

02:15min da manhã.

Despertei do nada ao sentir Edward me pegando no colo com cuidado, tudo isso por causa da minha barriga e por eu estar próxima demais dele, o cheiro dele dispensava comentários e era mais que conhecido por mim. Sinceramente eu não sabia se eu o repreendia por ter me pego no colo ou se eu ficava quieta fingindo que estava dormindo, mas como eu precisava escovar os dentes.....

—Eu, eu, eu já acordei, agora me põe no chão Edward!

—Estava dormindo com a televisão ligada.

—Tudo bem, mas eu consigo andar ainda e prefiro ir andando.

—Por mim! Disse ele me colocando no chão. –É UMA MAL AGRADECIDA!

—Não precisa ter trabalho comigo, agora vá dormir.

—Vou mesmo. Disse ele dando as costas para mim e subiu p#* da vida comigo.

Fiquei pensativa por uns minutinhos e resolvi subir após apagar a luz da sala, ficou somente a luz do corredor acesa. Abri a porta do quarto dele e o encontrei deitado com a luz do abajur aceso, o quarto estava pra lá de gelado e fui para o banheiro fazer uma rápida higiene bucal e me aliviei. Lavei as minhas mãos e fui até o closet vestir a minha camisola, assim que terminei de me trocar eu fui me deitar ao lado dele e ele ficou me olhando, fingi não estar notando e me ajeitei melhor estando sob as cobertas. Eu estava deitada de barriga pra cima e ele estava deitado de lado, mas de frente para mim.

Comecei a acariciar a minha barriga sobre a coberta e isso não passou despercebido, por fim fechei os meus olhos e continuei a acariciá-la. O sono estava vindo novamente e me virei de lado dando as costas para ele, senti a sua aproximação que foi mínima e fechei os meus olhos. Pelo o sono já estar me levando, escutei estando já um pouco longe da realidade o clique do interruptor do abajur que estava sendo desligado. Edward se moveu na cama me trazendo a realidade e ele tornou a ficar quieto, com isso eu acabei dormindo de verdade.

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12h do dia.

Acordei me sentindo bem e me espreguicei com vontade, ao fazer isso eu senti um objeto sobre o lençol e me virei para olhar. Era o cartão de Edward e o peguei para conferir, despertou-me muita curiosidade, mas isso somente. Ele era um cartão Gold de débito e eu não queria imaginar o quanto havia na conta.

Olhei o pedacinho de papel que estava ali em cima e era a senha do cartão com seis dígitos. Resolvi rasgar o papel em mil pedacinhos e fui colocar o cartão dentro do closet na parte dele, assim que ele entrasse ali iria vê-lo. Eu não iria aceitá-lo.

CONTINUA..........