Solares

27 Capítulo 27


BELLA........

Final do capítulo anterior.

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Madrugada de quinta feira, 21 de fevereiro.

02:15min da manhã.

Despertei do nada ao sentir Edward me pegando no colo com cuidado, tudo isso por causa da minha barriga e por eu estar próxima demais dele, o cheiro dele dispensava comentários e era mais que conhecido por mim. Sinceramente eu não sabia se eu o repreendia por ter me pego no colo ou se eu ficava quieta fingindo que estava dormindo, mas como eu precisava escovar os dentes.....

—Eu, eu, eu já acordei, agora me põe no chão Edward!

—Estava dormindo com a televisão ligada.

—Tudo bem, mas eu consigo andar ainda e prefiro ir andando.

—Por mim! Disse ele me colocando no chão. –É UMA MAL AGRADECIDA!

—Não precisa ter trabalho comigo, agora vá dormir.

—Vou mesmo. Disse ele dando as costas para mim e subiu p#* da vida comigo.

Fiquei pensativa por uns minutinhos e resolvi subir após apagar a luz da sala, ficou somente a luz do corredor acesa. Abri a porta do quarto dele e o encontrei deitado com a luz do abajur aceso, o quarto estava pra lá de gelado e fui para o banheiro fazer uma rápida higiene bucal e me aliviei. Lavei as minhas mãos e fui até o closet vestir a minha camisola, assim que terminei de me trocar eu fui me deitar ao lado dele e ele ficou me olhando, fingi não estar notando e me ajeitei melhor estando sob as cobertas. Eu estava deitada de barriga pra cima e ele estava deitado de lado, mas de frente para mim.

Comecei a acariciar a minha barriga sobre a coberta e isso não passou despercebido, por fim fechei os meus olhos e continuei a acariciá-la. O sono estava vindo novamente e me virei de lado dando as costas para ele, senti a sua aproximação que foi mínima e fechei os meus olhos. Pelo o sono já estar me levando, escutei estando já um pouco longe da realidade o clique do interruptor do abajur que estava sendo desligado. Edward se moveu na cama me trazendo a realidade e ele tornou a ficar quieto, com isso eu acabei dormindo de verdade.

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12h do dia.

Acordei me sentindo bem e me espreguicei com vontade, ao fazer isso eu senti um objeto sobre o lençol e me virei para olhar. Era o cartão de Edward e o peguei para conferir, despertou-me muita curiosidade, mas isso somente. Ele era um cartão Gold de débito e eu não queria imaginar o quanto havia na conta.

Olhei o pedacinho de papel que estava ali em cima e era a senha do cartão com seis dígitos. Resolvi rasgar o papel em mil pedacinhos e fui colocar o cartão dentro do closet na parte dele, assim que ele entrasse ali iria vê-lo. Eu não iria aceitá-lo

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Resolvi sair do closet e fui escovar os meus dentes, eu aproveitei para me aliviar e fui lavar as minhas mãos. Troquei de roupa após a higiene e desci para poder tomar o meu café da manhã, já passava da hora de eu ter tomado a minha vitamina e ultimamente eu estava vacilando com os horários.

Cheguei na cozinha e Mary já cansava de estar preparando o almoço, pedi para ela não se incomodar comigo e fui pegar um pouco de leite gelado para eu beber, aproveitei para tomar a minha vitamina e o meu café da manhã foi leite gelado com três quadradinhos médios de torrada. Simples demais.

Através de Mary, eu fiquei sabendo que a Esme estava para a casa do irmão de Carlisle e resolvi ir tomar banho de piscina após lavar o copo.

Sebastian estava de folga hoje e somente os comparsas de Edward estavam na área, fora os que acompanhavam eles pra cima e pra baixo.

Subi a escada e fui para o closet colocar o biquíni. Escolhi o vermelho de laços na lateral do biquíni e peguei a minha toalha no banheiro antes de descer. Quando eu desci a escada, tuquinha estava sentada no corredor. Ao passar por ela, ela me acompanhou até o quintal e ficou correndo pra lá e pra cá latindo. Resolvi me desligar do mundo e fiquei curtindo a água, mas a lembrança da perda do meu anel me deixou pra baixo. Eu tinha certeza que eu o havia colocado sobre o criado mudo e não me lembrava de ter tirado ele de lá. Eu matutava o tempo todo a respeito disso.

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35min depois.

Resolvi me deitar na cadeira que estava ali próxima da piscina, mas antes eu forrei a toalha para depois me deitar. Eu fiquei confortável estando deitada de barriga pra cima e pensei em jake, ele era outro que não merecia sofrer e fiquei pensando que talvez foi um erro beijá-lo. Eu estava com os meus sentimentos embaralhados e já bastava o Max chateado comigo. Eu não queria magoar o jake também.

Fugir ou não fugir, eu pensava, mas eu já tinha certeza que apesar de tudo eu não conseguiria abandonar a Esme nesse momento. Eu só podia estar louca ao me sacrificar dessa forma e ficar seria o mesmo que me condenar. Os papéis já estavam correndo e logo teríamos a habilitação do casamento em mãos. Eu já estava ferrada por estar grávida, melhorava ainda mais por estar com a papelada do casório correndo e para somar, os preparativos do casamento na casa de Alice já estava acertado. Não havia mais o que fazer.

De tanto pensar eu acabei cochilando na sombrinha do guarda sol da cadeira.

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Às 17h da tarde.

Despertei com algo macio sendo posto sobre mim e abri os meus olhos, era Mary quem colocou uma toalha sobre mim.

—Você dormiu bem. Disse ela sorrindo.

—É, eu ando dorminhoca demais.

—É a gravidez que faz isso. Está com fome?

—Aceitarei apenas um suco e já está de bom tamanho.

—Tem de manga e maracujá pronto, mas posso fazer de outro sabor se quiser.

—Aceitarei o de manga, maracujá me deixa grogue e já ando dormindo demais.

—Irei trazer.

—Ok.

Ela se afastou da área da piscina e eu me espreguicei. Fui até o chuveirinho do quintal ali perto e me molhei da cabeça aos pés, eu iria continuar aproveitando a piscina e foi o que eu fiz após fechar a torneira.

Eu já cansava de curti a água quando Mary apareceu com o meu suco, fui até a borda da piscina pegar o copo e o bebi todinho de uma só vez. Eu após beber a agradeci e continuei aproveitando a água.

Quando decidi entrar nesse exato momento, já cansava de a noite estar reinando e mesmo assim a água da piscina estava morninha. Fui para o banheiro do quarto de Edward tomar banho e lavei o meu cabelo primeiro, depois eu lavei o meu corpo e saí para me secar. Eu estava tão relaxada por causa da água que resolvi permanecer apenas de roupão.

Fui ligar a televisão e deitei me sentindo à vontade na cama, eu estava mesmo relaxada e levantei para fechar a janela e a cortina para poder ligar o ar. Após ligá-lo eu tornei a me deitar, nisso as horas foram se passando.

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23h da noite.

Eu já havia jantado aqui no quarto mesmo horas antes e já estava com os meus dentes escovados, mas nada de Edward chegar. Esme e o marido ficariam no apartamento hoje e pelo visto eu dormiria sozinha. Edward devia estar com alguma mulher e pensando bem, já fazia dois dias que não transávamos. Edward era do tipo que gostava todos os dias e foi ele mesmo quem falou isso para mim. Talvez ele estivesse com alguma repulsa porque antes ele não era assim. Cansada de assistir televisão eu resolvi desligá-la. Fui até o closet vestir uma camisola, a calcinha e tornei a me deitar, o sono já se fazia presente novamente e desliguei o abajur. Acomodei-me melhor sob as cobertas e fechei os meus olhos para eu poder dormir.

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Madrugada de sexta feira, 22 de fevereiro.

02:45min da manhã.

Despertei ao sentir a cama afundar e olhei para o lado, Edward estava de banho tomado e acabava de se acomodar sob a coberta estando de costas para mim. Permaneci quieta e momentos depois eu senti que ele havia dormido largando a luz do abajur acesa. Olhei a hora e já cansava de ter passado das 3h da manhã, sendo que o meu sono evaporou após ele se deitar.

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Eu queria dormir, mas eu não estava conseguindo, então, eu resolvi me levantar. Pensando bem, eu acho que poderia ser a presença dele a causa da minha falta de sono, então, eu decidi ir me deitar no antigo quarto.

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Acomodei-me sob a coberta e tendo o controle do ar em mão, eu o liguei. Depois desliguei o abajur e fechei os meus olhos.

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Às 04:45min da manhã foi à hora que eu consegui dormir.

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Às 13h da tarde.

Acordei e me espreguicei com vontade. Decidi desligar o ar e me levantei, já estava tarde para se levantar, mas isso foi devido eu ter acordado no meio da madrugada e ter demorado a dormir novamente. Arrumei a cama e fui para o quarto de Edward já que as minhas coisas estavam todas lá. Após fechar a porta do quarto dele, eu fui direto para o closet pegar a roupa que eu vesti ontem à noite após o banho, estava limpinha mesmo. Assim que eu terminei, eu fui escovar os meus dentes. Aproveitei para me aliviar e lavei as minhas mãos. Penteei o meu cabelo e resolvi descer.

Mas antes de eu sair do quarto, eu reparei que a cama estava desarrumada ainda e decidi deixá-la assim. Fechei a porta e resolvi ir até o quarto de Esme, mas ao bater ela não respondeu. Talvez ela não devia ter voltado para casa ainda e desci.

Ao chegar na cozinha, Mary estava sentada lendo o jornal.

—Boa tarde Mary.

—Boa tarde amiga. Quer o seu café ou o seu almoço agora?

—Acho que irei tomar um café com leite somente, estou um pouco enjoada hoje.

—Tudo bem. Só irei avisar o Fausto que você já acordou.

—Por que isso Mary? Perguntei preocupada e curiosa ao mesmo tempo.

—São ordens do patrão amiga.

—Sim, mas o que é?

—Você vai ver e sinto muito. Falou ela se levantando e meu coração começou a bater acelerado, eu estava assustada.

Mary saiu da cozinha e quando voltou, ela estava acompanhada de Fausto, Victor e o Marcus. Eles passaram pela cozinha e me cumprimentaram com um aceno de cabeça, a seguir foram na direção do corredor e desapareceram de minhas vistas.

Mary apareceu na cozinha e olhei para ela.

—O que é que eles irão fazer Mary?

—Relaxa, o patrão me deu a ordem de avisá-los assim que você acordasse para se desfazerem da cama do seu antigo quarto.

—Mas por que isso Mary?

—Você dormiu nele essa noite. Se lembra?

—Sim, isso porque ele chegou de madrugada e eu não consegui mais dormir. Pensei ser por causa da presença dele e fui para o outro quarto tentar dormir. Até que funcionou e dormi até agora.

—Parece que ao acordar e não a ver ao lado dele o irritou.

—O irritou? Perguntei sorrindo e desacreditada. –Edward voltou de madrugada Mary, ele devia estar com a outra lá. E vai se irritar porque eu o deixei sozinho? Não acredito! Ele age por implicância sempre e ele sabe que o outro quarto é o meu refúgio.

—Só sei que ele me deu essa ordem. Disse também que ali seria o quarto da sua filha mesmo e só facilitaria o trabalho de Alice a retirada da cama. Um dos seguranças a levará, está nova praticamente e bem conservada.

—Minha filha somente? Hum! Por mim, tudo bem. Não irei demonstrar raiva quando ele chegar do trabalho. E a Esme?

—Só volta amanhã, está com a cunhada nesse momento. Sei porque o patrão está na empresa e ela como não enxerga, é complicado ficar sozinha em um apartamento nessas condições.

—Concordo, Pobre Esme.

—A patroa é uma mulher tão doce.

—É sim. Eu o que diga sendo filha de quem sou.

—Deixe isso pra lá amiga.

—Não há como. Edward me faz lembrar sempre com as suas ações.

—Então ele chegou de madrugada?

—Faltavam minutos para às 3h da manhã quando eu acordei com ele se deitando ao meu lado.

—Sério?

—Sim. Eu tenho certeza que ele está com a Julieta outra vez ou sempre esteve com ela, não sei. Estão saindo às escondidas, até porque a Esme não concorda com as atitudes dele para comigo.

—Talvez pode ser apenas um lance. Não que eu acho isso aceitável, mas pode ser apenas um lance. Sexo sem compromisso, já que vocês irão se casar.

—E você acha isso normal Mary? Não é normal esse enrolo todo!

—Sem querer julgá-la amiga, você também faz o mesmo.

—Tenho os meus motivos.

—Ele também deve ter os dele.

—Não aceito que ele vá dormir com as outras e venha pôr a mão em mim! Sei que estamos a três dias sem ter contatos íntimos e isso pode ser um dos principais motivos. Falei pensativa e voltei à realidade. –Não aceito Isso Mary!

—Não aceita que ele tenha outras mulheres ou que toque em você?

—É claro que tocar em mim Mary! Onde já se viu uma pergunta tola dessas?

—Eu só queria saber.

—Sabe, não sei o que fazer aqui nessa imensa casa sozinha. Talvez seja melhor eu ir pra Solares hoje.

—Sebastian está com o patrãozinho hoje. Como fará?

—Peço um dos capangas dele para me levarem. Simples!

—Vai se encontrar com o seu ex? Não que isso seja da minha conta e sabe que isso pode acabar mal para esse rapaz.

—Pra falar a verdade eu sei disso, talvez seja melhor eu ficar por aqui mesmo. Sabe, talvez não seja melhor eu ficar aqui. Falo em estar sozinha, não por estar me desfazendo de você amiga, não, pelo o contrário. Digo isso por não haver os reais donos dessa mansão em casa.

—Sei disso amiga. Sorrimos uma para a outra.

—Que bom! Acredito que o Edward deve sair mais tarde com a ficante e não se importará de eu ficar fora.

—Não sei dizer, pois o patrãozinho é imprevisível como você mesma sabe.

—Vou esperar eles descerem, ou melhor, pedirei o Lima para me levar.

—Pode acabar arrumando tumulto por causa disso bella. Por que não sossega aqui e tenta se livrar dessas brigas? Isso já deu e é hora de parar. Cedo ou mais tarde terão que superar. Superar eu digo, é bem diferente de induzi-la a perdoá-lo.

—Eu sei Mary, mas ficando aqui, eu estou dando satisfações a Edward e aos planos dele. Pode ser que ele pensa que chegando tarde isso irá me deixar mal porque iremos nos casar e isso é para me provocar. A satisfação dele é me ver mal. Por isso eu quero ir para Solares e aos poucos eu irei me desapegando do meu refúgio lá. Pretendo vender o meu apartamento por ter muito gasto e eu não tenho dinheiro para manter aquilo lá. Moro perto da praia e o condomínio é caro demais, não posso manter e não quero mexer no dinheiro de Edward novamente. Isso demonstra derrota e eu não quero dar esse gostinho a ele.

—Sei o quanto é caro ostentar luxo.

—Eu não tenho dinheiro, essa é a mais dura realidade.

—Sinto muito amiga, agora irei preparar o seu café com leite por precisar se alimentar. Um dia eu tenho certeza que tudo irá melhorar para você.

—Tudo bem e que assim seja amiga. Falei me sentando a mesa e ela foi preparar o meu desjejum.

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10min depois.

Eu estava terminando de beber o meu café com leite quando os seguranças desceram com uma parte da cama desmontada. Eles passaram pela cozinha e depois dois deles tornaram a subir para pegar o que restou.

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Quando eles desceram novamente, Fausto avisou a Mary que ela já poderia subir e pegar a roupa de cama para lavar. Fiquei olhando a cena na minha e resolvi pedir a Fausto que me levasse pra Solares.

—Fausto, eu irei pra Solares daqui a pouco e desejo que você me leve.

—Não posso fazer nada sem a autorização do patrão primeiro.

—Pode sim. O Sebastian me leva sempre e quero que você me leve hoje.

—Sinto muito, mas terei que falar com o patrão.

—Com o Edward?

—Sim ele mesmo.

—Liga para ele e quando o Carlisle chegar, eu falarei que vocês estão me proibindo de sair! Falei um pouco fora de mim. –Irei pra Solares você querendo ou não!

—Não é dessa forma senhorita, apenas estou seguindo ordens.

—Então sigam as minhas! Irei pra Solares e está decidido! Descerei em meia hora e esteja me esperando!

Mary ficou me olhando e subi para o quarto inconformada com a atitude de Fausto para comigo. Já estando no closet, eu coloquei algumas peças de roupas em minha mala e fui pegar algumas calcinhas para eu colocar lá em meu apartamento, mas ao abrir a gaveta eu vi o cartão de Edward sobre elas e soube que foi ele quem o colocou ali por eu ter o rejeitado. Tornei a colocá-lo no meio das coisas dele e não me preocupei de me arrumar, eu estava bem e só coloquei uma rasteirinha mesmo. Já estava de bom tamanho.

Peguei a minha mala e saí do quarto. Comecei a descer a escada devagar, mas estando no início dela ainda o telefone tocou. Mary veio atendê-lo e caminhou na minha direção escutando a pessoa que falava do outro lado da linha.

—É pra você amiga e é o patrãozinho.

—Diga que eu não desejo falar com ele! Estou saindo.

—Ok. Falou ela me olhando desacreditada. –ÉÉÉ...... Patrãozinho, a sua noiva não deseja falar com o senhor no momento. Disse Mary temerosa e sorri levemente por causa disso.

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—Ela não quer falar com o senhor e ela está aqui do meu lado.

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—Amiga, ele insiste em falar com você, atenda-o que é melhor para nós duas.

—Não tenha medo Mary, mas me dê essa droga antes que ele te perturbe ainda mais.

—Ok. Falou ela me dando o aparelho, depois pegou a minha mala e foi para a cozinha.

Já eu decidi voltar para o quarto e o deixei esperando enquanto isso. Ao me deitar na cama é que eu coloquei o aparelho no meu ouvido.

—O que deseja Edward?

—Me deixou esperando esse tempo todo de propósito?

—Se eu dissesse que sim, mudaria alguma coisa?

—Muita coisa, saiba que não autorizei a sua ida a Solares. Aprenda a falar com educação com os empregados sua garota mimada e cheia de frescuras!

—Não pode me aprisionar! Cadê o Sebastian? Sei que ele não faz a sua segurança diária na rua e sim aqui na mansão! Fez de propósito pelo visto!

—Eles são muito bem pago para isso e acatam as ordens dadas pelos patrões!

—Você não me paga e não devo satisfações. Quero ir pra Solares hoje! Temos um trato!

—O qual não está obedecendo, mas não estou fazendo questão ultimamente mesmo!

—Tem a sua v..... Você tem a Julieta ou não sei quantas mais para te dar prazer, não precisa de mim e eu nem quero que você invada o meu corpo! Eu só desejo ir para o meu apartamento! Voltarei no domingo de tarde e está muito bom! Você terá o fim de semana livre para aproveitar do jeito que bem quiser.

—Iremos sair hoje e juntos.

—Não quero sair com você!

—Mas irá! É uma festa de aniversário de uma amiga minha. Esteja decente e bem arrumada quando eu chegar. Sairemos às 19h.

—Leve a Julieta, não quero ir. Posso até ficar em casa, mas não irei!

—Vai sim! Esteja arrumada Isabella, não tenho paciência para as suas criancices e cresça logo de uma vez! Só assim vai poder ensinar algo que presta a sua filha.

—Vá a merda e criança é você!

—Detesto palavrões e.......

—Não estou nem aí! Você me tira do sério e eu só. Desejo. Ir. Pro. Meu. Apartamento!

—Iremos à festa mais tarde e fim de assunto! Se tentar algo, darei a ordem para te amarrarem!

—Tente a sorte Edward Cullen!

—Tente a sorte você! Esteja às 19h arrumada e tenho muito que fazer aqui. Estou de saco cheio de você e da sua infantilidade! Após falar ele encerrou a ligação na minha cara.

—Estúpido! Falei para mim mesma.

Fiquei muito chateada e coloquei o telefone ao meu lado na cama, eu não queria ir a canto algum com ele. Sem querer as minhas lágrimas rolaram por saber que mais uma vez eu teria que obedecer. Isso feria o meu ego de mulher indefesa e permaneci deitada. Senti a minha filha mexer por duas vezes e ficou quietinha novamente.

Eu estava com as minhas unhas para fazer, meu cabelo precisava de cuidados e pelo visto, essa não era uma festa qualquer. Decidi ligar para o Edward e tentaria argumentar. Disquei o número do celular dele que já estava gravado em minha mente e chamou duas vezes somente.

—Alô.

—Edward eu....

—Não estou com tempo para as suas frescuras pre.....

—Escute primeiro!

—Fala logo então! O que você quer?

—Não quero ir.....

—Impossível!

—Estou sem roupa. Menti.

—Tem bem mais que o suficiente aí no closet. É mentira e você sabe muito bem disso!

—Não estou me sentindo bem.

—Sei que é mais um truque seu!

—Tenho que me produzir. Estou com o meu cabelo horrível, com as minhas unhas feias e eu não irei assim! Eu não irei Edward. Eu não irei!

—Vá ao salão e somente para isso terá a minha permissão. Não quero passar vergonha. Falou ele de forma simples e tive que respirar fundo antes de respondê-lo.

—Não vou gastar o que me restou de dinheiro com essa bobagem de ir para o aniversário com você! Esteja muito bem avisado Edward que eu não irei! Passar bem! Falei batendo o telefone na cara dele.

O telefone não tocou depois que eu desliguei e permaneci deitada. Eu não iria da forma que eu estava e muito menos com ele. Se ele quisesse que fosse com a ... Julieta já que estavam se pegando.

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10min depois.

Bateram na porta do quarto que eu havia deixado aberta e me virei para olhar. Era a Mary quem estava ali e segurava a minha mala.

—Vim trazer a sua mala de volta, pelo visto não irá sair mais.

—Não, eu não irei.

—Não quer almoçar logo? Você só bebeu aquele café com leite e não comeu nada.

—Estou sem apetite.

—Irei trazer uma salada de fruta e a senhorita irá comer!

—Tudo bem, tudo bem. Falei sorrindo levemente.

—Já que está aqui, faça por menos amiga. Digo isso por você e pela a sua menina.

—Juro que eu tento, mas não tem como.

—Mas tente.

—Quero descobrir como. Não viu a grosseria que ele cometeu? Ele se desfez da cama só porque eu dormi nela Mary!

—Sei disso.

—Pois é. Agora ele quer que eu esteja às 19h arrumada. Há um aniversário de uma amiga dele para irmos e eu não quero ir.

—Eu a entendo.

—Estou horrível e não quero ir com ele Mary. Agora para o meu bem, eu irei relaxar depois na banheira. Irei esperar a salada de frutas e a comerei por me sentir um pouquinho só faminta. Coloque um pouco de leite condensado, fiquei desejosa de verdade agora.

—Pode deixar, irei prepará-la.

—Obrigado. Falei sorrindo.

—De nada.

Mary saiu do quarto levando o telefone sem fio que era o de lá de baixo e fechou a porta. Liguei a televisão e fiquei assistindo um programa que ensinava receitas, até que me soou interessante e por isso que eu fiquei assistindo.

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35min depois.

Bateram na porta.

—Sou eu amiga.

—Entre.

—Vim trazer a sua salada de fruta, mas trouxe um purê com carne desfiadinha e caldinho de feijão para você. Está grávida e sabe que precisa se alimentar.

—Obrigado. Você é mesmo insistente Mary.

—Um pouco só. Falou ela e sorrimos. Vou deixá-la comer e irei passar um pouco de roupa.

—Tudo bem.

Mary se foi e comecei a comer a comida. Estava bem gostoso e acabei comendo rápido, a seguir foi à vez da salada de fruta que parecia bem saborosa e estava do jeito que eu pedi. Fui comendo aos pouquinhos e quando eu acabei, eu fui escovar os meus dentes. Olhei para aquela banheira maravilhosa que estava vazia ali no banheiro e decidi enchê-la logo de uma vez, eu iria relaxar um pouco ali.

A coloquei para encher e fui ver televisão.

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4min depois.

Levantei-me da cama e fui olhar a banheira, estava praticamente cheia e desliguei o botão da água. Apertei o botão para acionar o motor da hidro e logo após eu tirei toda a minha roupa. Fiquei completamente nua.

Primeiro eu coloquei o meu pé direito dentro da banheira e depois foi o esquerdo. Sentei-me apreciando a temperatura da água e me acomodei de jeito que eu ficasse quase deitada estando de barriga pra cima. Os jatos em meu corpo eram relaxantes demais e me permiti aproveitar por longos e longos minutos estando de olhos fechados.

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40min depois.

—Saia dessa água já! Falou Edward estando ao meu lado para a minha surpresa e abri os meus olhos.

—O QUE FAZ AQUI? Perguntei alterada mais por causa da surpresa.

—Iremos dar um passeio. Agora se levante e saia dessa água!

—Não irei sair!

—DEIXA DE SER TEIMOSA! Eu tive que deixar o meu trabalho por sua causa garota.

—Deixou porque quis!

—Iremos resolver um pequeno probleminha. Anda logo! Falou ele desligando o motor da banheira do lado de fora e colocou a mão dentro da água, isso no meio das minhas pernas e puxou a tampinha do ralo na marra.

—Você tem a mania de me obrigar!

—Não seria preciso, mas você me obrigou a isso com a sua teimosia.

—Ta, ta, eu já estou saindo! Quer sair do banheiro, por favor?

—Não há nada aí que eu não tenha visto e mesmo assim não me interessa nem um pouco! Seus atos infantis desestabilizam qualquer homem!

—Então sai logo de uma vez! Minha criancice pode acabar contaminando você e vá atrás da sua mulher de verdade. Leve ela a essa porcaria de festa ou para a cama e me esqueça!

—Já falou demais. Disse ele segurando no meu braço e me levantou sem aplicar a ignorância no ato ou me machucar. –Vá por uma roupa porque iremos sair!

—Aonde iremos? Perguntei saindo da banheira e em momento algum ele olhou para baixo.

—Já disse que resolveremos o seu problema e fim de assunto.

Edward jogou a toalha em cima de mim e saiu do banheiro p#* da vida comigo. Sequei-me observando ele sentado na cama, mas se levantou e saiu do quarto. Após a sua saída, eu fui para o closet vestir algo básico de sair e coloquei um vestidinho soltinho. Calcei uma sandália baixinha e fui pentear o meu cabelo. Aproveitei para fazer uma maquiagem leve, pois, era dia ainda e coloquei um brilho labial somente.

Novamente Edward entrou no quarto com uma xícara de café na mão e veio no banheiro onde eu estava no momento.

—Está demorando muito e vamos sair agora.

—Já acabei mesmo, podemos ir.

—Até que fim! Disse ele terminando de beber o café me olhando.

Passei por ele e fui até o closet pegar a minha bolsa, ao retornar para o quarto ele já havia saído. Fiz o mesmo e desci a escada devagar, andei pelo corredor e entrei na cozinha o encontrando lá.

Ao me ver parada ele se despediu de Mary e eu fiz o mesmo, mas assim que Edward saiu da cozinha na minha frente, ela fez sinal com a mão para mim olhá-la.

—Oi Mary.

—Não briguem, por favor.

—Farei o máximo.

—Tomara viu.

—Tchau amiga.

—Tchau. Falou ela sorrindo levemente.

Saí da cozinha e o carro de Edward estava parado no meio do caminho que dava na garagem. Ele deu a ré e colocou o carro com a frente do automóvel na direção do portão principal. A porta do veículo foi aberta estando ele dentro e dei a volta para poder me sentar no banco do carona. Olhei para trás e vi os seguranças entrando na pirua Blazer e fechei a porta do carro. O portão foi aberto e saímos. Eu havia esquecido de pôr o cinto de segurança e o coloquei sem olhar para ele, eu não queria olhá-lo por estar chateada e detestava ser chamada de criança.

Cruzei os meus braços e fiquei olhando para a frente, inconformada eu batia o meu pé esquerdo e isso não passou despercebido.

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20min depois.

Paramos em frente a um salão muito chique por sinal e Edward mandou eu descer.

—Por que paramos em frente a um salão? Perguntei abrindo a porta do carro.

—Está com o cabelo horrível, foi você mesmo quem disse isso.

—Sei muito bem como o meu cabelo está, não precisa repetir PRA SE DIVERTIR A MINHA CUSTA!

—Deus me livre! Disse ele saindo do carro. –Não ouse me desacatar na frente dos outros! Conheço todos aqui por causa da minha mãe e da minha irmã. Disse ele me olhando sério. Corto o meu cabelo aqui e o meu pai também! Então perceba o quanto nós somos conhecidos e não faça vexame!

—Não se preocupe. Falei entre os dentes, eu não era barraqueira. –Não me conhece e sabe muito bem que você não é o primeiro riquinho no meu caminho. Sei me portar muito bem e sou uma mulher educada!

—Ótimo e fim de assunto!

Entramos no salão e alguns funcionários, digo funcionárias ficaram o olhando. Uma até se aproximou de nós ao pararmos na recepção.

—Boa tarde senhor Edward. Disse a mulher morena sorrindo.

—Boa tarde querida. Disse ele cheio de gentileza e me afastei cruzando os meus braços. –Hoje eu vim aqui, mas não foi para cortar o meu cabelo porque ainda está bom. Vim para dar um trato nessa moça aqui e tente deixá-la apresentável.

—Boa tarde. Disse a moça sorrindo de forma agradável para mim.

—Boa tarde. Falei sorrindo e Edward só me filmava. –Como ele disse, eu preciso só de uns ajustes e nada demais. Desejo fazer as minhas unhas e uma escova em meu cabelo. Acredito que não estou tão mal assim. Estou?

—A senhorita está perfeita, só precisa retocar a raiz.

—É, isso é um problema, mas no momento não.

—Não se preocupe! Disse ela sorrindo e olhando para a minha barriga.

—Pois é. Falei sorrindo minimamente.

—Eu mesma farei as suas unhas e uma outra funcionária o seu cabelo.

—Ok.

—O senhor aceita um cafezinho, um suquinho ou até mesmo um chá?

—Prefiro um pouco de água, irei aguardá-la aqui mesmo no salão.

—Fique à vontade. Agora vamos? Perguntou ela a mim.

—Podemos ir. Falei sorrindo e parei de sorrir ao olhar para ele.

Sentei-me na cadeira e ela muito profissional higienizou os meus pés primeiro para depois começar a tratar de minhas unhas. Observei que clientes e algumas moças do salão faltavam quase babar em Edward que nesse momento se encontrava sentado em um dos sofás olhando para mim.

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1h depois.

A manicure já tirava o resto de esmalte das unhas das minhas mãos e a produção foi até rápida. Pedi que fizessem francesinha nelas e estava ficando show. Eu reparava.

Assim que terminou a produção das unhas a moça colocou um spray nas mesmas. Ele dava brilho e a secagem era imediata. Depois foi a vez do meu cabelo e pedi que ela o hidratasse primeiro, para depois fazer a escova e o resultado foi divino nos mesmos, ficou perfeito.

A agradeci e me levantei da cadeira, na mesma hora Edward se levantou do sofá e veio na minha direção. Ao parar na minha frente.

—Até que ficou apresentável.

—Podemos ir embora? Perguntei ignorando a provocação dele.

—Tenho que pagar primeiro. Não irei dar calote ou trapacear, não faz o meu estilo.

—Está insinuando o quê? Perguntei baixinho e séria.

—Vamos logo. Falou ele segurando no meu braço e fomos até a recepção.

—Eu mesma pagarei com o pouco que me sobrou! Não precisa mexer no seu dinheiro.

—Não irá!

—Irei sim!

—Então, como será a forma de pagamento? Perguntou a moça mediante a nossa baixa e pequena discursão.

—É cartão. Falou Edward entregando o cartão dele para a recepcionista.

—Ok. Débito ou crédito?

—Débito.

A moça fez todos os processos lá e mandou ele digitar a senha. Após o pagamento eu dei tchau para as moças que me atenderam e elas foram bastante simpáticas. Edward segurou no meu braço novamente e tentei puxá-lo.

—Por que age igual criança?

—Por que eu sou uma! Você mesmo foi quem falou. Agora eu quero voltar logo! Dá pra ser?

—Devia me agradecer por ter tido pena e trazê-la a um dos melhores salões de Miami!

—Pena? Perguntei sorrindo. –Pena? Perguntei mais uma vez. –Você não tem um pingo de pena de mim Edward, essa palavra não existe no seu ultrapassado dicionário. Não me faça rir porque não tem graça! Não preciso da sua pena e fique com ela para você!

Após eu desabafar, eu fui andando na frente e cruzei os meus braços para aguardar o destrave do alarme. Edward o fez e entrei no carro injuriada, eu estava com os meus nervos à flor da pele por causa dele, da presença dele e de tudo que envolvia ele.

Edward entrou no carro e o ligou olhando para mim, sendo que eu não fazia o mesmo e olhei para a janela. Saímos do local e seguimos para a mansão estando ambos calados. Era o melhor a se fazer.

.

.

Um tempinho depois.

Chegamos na mansão e desci do carro assim que Edward o parou na garagem. Caminhei pelo jardim sentindo a presença dele logo atrás de mim e passei pela cozinha direto, só deu tempo de acenar brevemente pra Mary e subi para o quarto. Já passava das 18h e fechei a porta, deitei-me na cama e segundos depois Edward abriu a porta do quarto.

—Não acredito que está deitada Isabella. Já estamos atrasados para sair!

—Vá tomar o seu banho primeiro! Falei deixando as minhas lágrimas rolarem e as sequei, eu estava um pouco sensível.

—As mulheres sempre demoram, vá você primeiro.

—Fazer o quê né? Falei me levantando e passei por ele sem olhá-lo.

Entrei no banheiro e ajeitei o meu cabelo de forma a não molhá-lo. Tirei o meu vestido, a minha calcinha e entrei no Box ignorando a transparência dos vidros do banheiro. Lavei-me com cuidado e me enxaguei, momentos depois eu saí para me secar.

Estando me secando ainda, Edward entrou no banheiro e se despiu na minha frente de forma natural. Depois ele entrou no Box e tomou o banho dele como se eu não estivesse ali, evitei olhá-lo também.

Hidratei o meu corpo e comecei a me maquiar, fiz uma maquiagem marcante com sombra preta para realçar os meus olhos azuis e batom vermelho. Meus cabelos estavam lisos e virados para cima nas pontas, estava lindo assim. Escolhi uma roupa para eu colocar e peguei o que eu escolhi para calçar, ficaria muito bom e me aprontei ali mesmo no closet. Por último eu passei perfume e ao me olhar no espelho, estava mesmo bom. A blusa branca e a saia preta e para completar o look a sandália preta. Eu estava mesmo bonita, meus seios estavam sendo valorizados por um sutiã de renda branco e estavam enormes como nunca antes. Eu tinha a certeza que leite não iria faltar para a minha filha. A transparência da blusa era moderada e no momento que Edward entrou no closet, ele passou me olhando e o ignorei. Continuei o ignorando e fui pegar a minha bolsa, depois saí do closet sentindo o olhar dele queimando em mim.

No quarto, eu ajeitei a cama e saí do mesmo o deixando organizado. Desci a escada devagar e fui aguardá-lo na cozinha, mas ao chegar lá.

—Que arraso amiga! Falou Mary sorrindo. –Está linda, linda. Há se o Max a visse assim. Falou ela baixinho.

—“Se” Mary, mas acabou e não quero falar mais a respeito disso.

—É tem razão. Mas está linda de verdade.

—Obrigado. Tem aquele suquinho de maracujá aí?

—Tem, vou pegar para você.

—Preciso ficar calma e aturar Edward na frente dos outros.

—Ignore-o.

—Juro que vou.

—Amém! Falou ela juntando as mãos e foi pegar o suco para mim. — Sabe que ele vai agir como um casal de verdade na frente dos outros.

—Sei disso.

.

.

8min depois.

Edward apareceu na cozinha todo arrumado no estilo formal e estava mesmo arrasando, eu o observava com o meu copo de suco na mão e disfarçava para ele não me pegar o olhando. Seu sapato social devia ser caríssimo pelo estilo e pelo couro ser puríssimo na cor preta. Tornei a dar atenção para o meu suco e terminei de bebê-lo.

—Vamos. Falou ele olhando para mim.

—Ok.

—Tchau Mary.

—Tchau patrãozinho. Tchau bella e boa noite para vocês.

—Boa noite Mary. Falei sorrindo e saímos da cozinha.

Edward me deixou ir à frente e veio andando atrás de mim. Entramos na garagem e o carro dele apitou anunciando o destravamento do alarme. Abri a porta e me sentei, tornei a fechá-la e cruzei os meus braços após colocar o cinto de segurança.

Ele entrou no carro e como sempre teríamos a companhia dos seguranças. O carro foi ligado e saímos. O ar foi ligado por ele e o olhei de relance, mas só isso também e continuei olhando para a frente. Edward dirigia de forma tranquila, mas corria um pouco por estarmos atrasados. Juro que tentei relaxar após me encostar melhor no banco e acariciei a minha barriga no momento que eu senti a minha filha mexendo. Decidi colocar a minha outra mão sobre a mesma e a acariciei devagar. Com isso fiquei entretida enquanto Edward dirigia, mas ele resolveu chamar a minha atenção.

—O cartão é seu e não era para você devolvê-lo pela segunda vez.

—Fique com ele, eu não o quero. Não estou pedindo esmolas.

—Meu pai falou a respeito e.......

—Falou a respeito de dinheiro porque ele quis, mas não fui eu quem o pediu. Foi por vontade própria dele e não quero falar a respeito disso Edward. Fique com o seu dinheiro e acabou.

Após eu falar essa última frase, Edward ficou na dele e era bem melhor assim. Falar de forma calma não funcionava com ele, e mesmo esse tipo de tratamento não fazer muito o meu tipo, entre nós era sempre assim.

Observei que a tal festa era um pouco distante.

.

.

50min depois.

Paramos próximo do mar e em frente ao portão que julguei ser de uma mansão. Havia muitos carros do lado de fora e seguranças tomando conta do local. As pessoas que chegavam estavam muito bem arrumadas e desci do carro após um dos seguranças de Edward vir abrir a porta para mim.

Vi Edward abrindo a porta de trás do carro e pegou uma bolsa pequena no banco, julguei ser o presente da aniversariante e não era grande. Caminhei para o outro lado do carro e cruzei os meus braços o aguardando, decidi retocar o meu batom e abri a bolsa para poder pegá-lo. O retoquei rápido, Edward se aproximou de mim e segurou na minha mão.

—Podemos ir sem usar a farsa. Falei puxando a minha mão.

—Iremos da forma que tem que ser.

—Sua ficante, ou uma delas podem estar aí, então, largue-me!

—Ta vendo porque eu perco a minha paciência com você? Perguntou-me Edward na frente dos seguranças dele e os dois ficaram quietos.

—Não ligo!

—Vamos entrar na festa e você vai cooperar! Está me escutando?

Não o respondi e ele segurou na minha mão outra vez. Passamos pelo portão, Edward falou os nossos nomes para a recepcionista e a moça olhou numa enorme lista em seu laptop. Fomos liberados para entrar e passamos pelos seguranças do próprio local, os homens não perdiam em nada para os de Edward, todos gigantes e forte.

Andamos pelo imenso jardim de mãos dadas e entramos na sala da mansão, na verdade não parecia uma mansão, estava mais para um palácio por causa do tamanho que julguei exagerado para uma sala. Estava tudo decorado puxando no tom do vermelho e rosas da mesma cor espalhada pelo local. Havia mesas com velas decorativas e Puff vermelho decorando o local. O bufê era surreal de tanto bom gosto e variado, a Música já animava o pessoal. Entramos e Edward foi cumprimentando as pessoas, percebi que nem todas Edward conhecia e algumas damas quase o comiam com o olhar. O lugar estava lotado, os garçons serviam as bebidas e as garçonetes os salgados. A canção rolava à solta

Estava bem animado e havia muitos jovens, isso na faixa etária de Edward que era dos vinte e poucos anos. Eu olhava tudo em volta e a maioria dançava com a sua bebida na mão. A maioria ali era playboy e bem o Edward mesmo, eu reparava ao andar de mãos dadas com ele.

O cheirinho do ambiente era muito agradável e eu olhava para as pessoas, dizer que estava florido ainda era pouco. Se a Jéssica estivesse aqui, estaria mesmo é rindo à toa, já que era bem safadinha. Havia muita gente bonita e pelo estilo ricas, mas eu não era rica como elas. A forma de se vestir os entregava e eu estava um pouco envergonhada por estar no meio de tanta gente desconhecida. Ao andarmos pela festa, eu olhei de relance para um rapaz lindo que conversava com um grupinho de pessoas e Edward parou de andar olhando para minha cara. Acho que ele reparou o meu olhar.

—Algum problema? Perguntou ele me olhando sério.

—Sim, você. Falei séria e ele sorriu.

—Não pode ver homem, não é?

—Não enche Edward, eu tenho que olhar para as pessoas!

—Não, não tem.

Continuamos a andar e Edward parecia que procurava por alguém, parece que ele a encontrou por ir à direção de uma moça morena clara muito da elegante. Fomos passando pelas pessoas e paramos na frente dela sorrindo. Seu cabelo castanho ia até o meio das costas, ela era linda, eu a reparava discretamente. Edward largou a minha mão e a abraçou, ambos sorriam e eu só prestava atenção calada na minha. Olhei para o Lima que era o segurança de Edward e olhei novamente para os dois.

—Meus parabéns. Falou Edward entregando a bolsa para a moça e ela sorriu mais ainda.

—Não precisava se incomodar, só a presença de vocês já conta.

—Deixa de modéstia. Falou Edward sorrindo. –Espero que goste do presente.

—Com certeza irei sim. Falou ela sorrindo e tirou a caixa mediana de dentro da bolsa. –Sou um pouco curiosa. Falou ela tirando de dentro da caixinha uma pulseira de ouro não tão fina assim com diamantes. Era mesmo linda, eu observava calada e embasbacada com a peça que devia ser bem carinha. Uma fortuna eu diria. –É perfeita Edward! Você é mesmo doido e a usarei com muito carinho. Disse ela sorrindo e tornou a abraçá-lo. Ao se afastar dele ela me olhou. –E essa moça? Perguntou ela olhando para ele e depois olhou para mim, sua olhada em minha barriga não passou despercebida.

—Eu sou uma amiga. Falei apressada.

—Uma amiga? Perguntou ela juntando as sobrancelhas e olhou pra Edward.

—Sim, uma amiga. Afirmei com convicção.

—Não ligue Bianca, Isabella é mesmo geniosa.

—Então esse bebê é seu e vai ser papai? Perguntou ela sorrindo pra valer e um rapaz a abraçou por trás, devia ser seu namorado ou algo do tipo.

—É isso. Disse Edward olhando para ela e segurou na minha mão fazendo com que eu me aproximasse. –Isabella, essa daqui é Bianca uma amiga minha e esse é o noivo dela que se chama Ricardo. Disse Edward me olhando de jeito que eu entendi que não era para eu aprontar e ser educada.

—Prazer Bianca e feliz aniversário. Falei de forma educada e a cumprimentei com dois beijos na bochecha.

—O prazer é todo meu e obrigado por vir.

—De nada. E.......prazer Ricardo.

—Prazer em conhecê-la Isabella.

—O prazer é todo meu. Falei apertando a mão dele.

—Espero que se divirtam e fique à vontade. Falou a moça olhando para nós dois. –Parabéns pelo bebê Edward, Isabella e falta pouco para o casamento. Alice já me convidou, sabe como ela é. Falou ela e me deu vergonha por ter dito que eu era uma amiga dele se na verdade ela já sabia até do nosso casamento.

—Falta pouco mesmo. Falei muito sem jeito.

—Está ansiosa?

—Estou mais preocupada que ansiosa para falar a verdade. Após eu falar, ela e o noivo sorriram.

—É normal e ainda por cima você está gravidíssima. Eu sei que isso ajuda e muito na preocupação. É normal futura mamãe.

—Parece que sim.

—Edward é um amigo meu de longa data. E você dizendo que ele é só um amigo? Não faça isso!

—É a Isabella é um pouco turrona, principalmente por estarmos, digamos, que “brigados”.

—Isso passa! Disse ela sorrindo e se aproximou bem mais de mim. –Façam amor que passa. Disse ela em meu ouvido e sorri, a moça era do tipo extrovertida e me lembrava um pouco a Alice. –Bem, não repare o meu jeito porque o Edward já me conhece.

—É sim. Afirmou Edward sorrindo.

Outras pessoas se aproximaram para cumprimentá-la e Edward pegou um drink que julguei ser alcoólico. Afastei-me dele e fui até o bar ali improvisado pegar um copo de água para eu beber, senti a aproximação dele atrás de mim e fingi não perceber. Após beber toda a água, o garçom me serviu um cocktail sem álcool e o bebi devagar após dar as costas para o bar. Dois rapazes pararam ao nosso lado e foram servidos, com isso Edward me fez ficar na frente dele e me abraçou por trás. Fiquei raivosa demais com a aproximação dele e tentei me afastar, mas ele não me deixou. Ficamos colados um no outro e suas mãos rodeavam a minha barriga.

—Não precisamos ficar colados, estamos numa festa Edward. Falei de jeito que só ele escutasse. –Você é insistente e afaste-se, por favor!

—Por que quer ficar solta? Perguntou ele em meu ouvido causando-me sensações em meu corpo, mas eu sabia que ele estava sério pela forma de falar.

—Hora bolas! Por que eu quero, sua aproximação me perturba, me deixa chateada e vamos acabar brigando se continuarmos assim! Não é novidade!

—Na hora que estamos na cama você não fica brigando comigo, ao contrário, até gosta. Então se comporte!

—Estou me comportando, mas você está me agarrando sem haver necessidade! Estou com calor! Menti.

Edward me soltou de seu agarre e continuou atrás de mim. Ao olhar para a frente eu vi duas moças loirinhas vindo na nossa direção e sorriam para o........ Edward deduzi. Outra música começou a tocar.

—Edward, Edward. Falavam as duas contentes, ao vê-las e ouvi-las Edward saiu de trás de mim.

—Olá meninas. Disse ele abraçando-as, sendo que uma de cada vez. Eram duas moças bonitas e com os seus vinte e poucos anos também. –Estão sumidas!

—É, nós estamos trabalhando muuuito. Falou uma delas mais que empolgada com um copo de licor na mão. — E Alice como está?

—Minha prima está bem.

—Ela vem?

—Não. É uma pena por ela estar viajando a trabalho e só volta semana que vem.

—Aaahhh!! Alice é mesmo especial.

—É sim e minha amigona além de prima. Falou Edward sorrindo e olhou para mim. –Isabella, essas duas moças são kate e katrina. Elas são irmãs e minhas amigas.

—É um prazer meninas. Falei sorrindo levemente e fui cumprimentada pelas duas.

—O prazer é nosso. Disseram elas sorrindo e olharam para a minha barriga. –É um menino ou uma menina? Perguntou a que aparentava ser mais velha.

—É uma menina.

—Nossa! Que legal. Um pai tão jovem e uma mãe tão novinha aparentemente. Falou ela de forma educada.

—Começamos cedo. Bem eu comecei. Falei olhando para ela.

—Hoje em dia não é mais novidade, mas prefiro curtir o bebê dos outros por enquanto e mais para a frente, eu vou querer um bebê também. Acho que está um pouco cedo para mim que tenho apenas 23 anos.

—Se você acha que está cedo para você, imagina eu que tenho apenas 18 anos.

—18 anos? Perguntou ela sorrindo e a outra irmã olhou para Edward.

—Sim. Algum problema? Perguntei sorrindo levemente e Edward me abraçou por trás, com isso senti o seu leve aperto como uma advertência.

—Nenhum, nenhum, mas eu acho que é muito novinha, mas, aconteceu. Não é mesmo?

—Sim. Falei olhando para elas.

—Não me leve a mal.

—Não e imagina. Já está feito e acredito que algumas queriam até estar no meu lugar. Falei sorrindo. —Edward é bem popular no meio das mulheres pelo o que eu sei. Não é meu amor? Falei de forma irônica e o olhando.

—Você que está dizendo. Falou ele me reprovando com o olhar de forma sutil.

—É tem razão. Falou ela um pouco sem graça e Edward me apertou novamente. –Bem, iremos dar uma volta e nos falamos depois Edward.

—Ok katrina.

—Bye. Disseram elas se afastando e vi que se Edward desse mole qualquer uma delas o pegava. Elas o queria.

Passou um garçom e pegamos uns canapés para comermos.

—Não precisa ser grosseira com as pessoas Isabella.

—Vá atrás delas então! Falei comendo. –Foi você quem provocou essa gravidez Edward! E agora eu tenho que ouvir baboseiras das suas queridas amiguinhas patricinhas? A resposta é não!

—Se for bancar a grosseira a noite inteira, falarei com o Lima para levá-la para casa!

—Ótimo! Só assim você fica mais à vontade para poder beber, paquerar e estou te atrapalhando com a minha presença e a minha barriga. Não sei porque me trouxe!

—Precisa se enturmar.

—Não, eu não preciso!

—Precisa sim e basta! Disse ele me largando e pegou um copo de whisky para beber.

—Já vai começar a beber isso?

—É! Eu vou! E não se meta, está mais que errada Isabella pela sua falta de delicadeza com as pessoas.

Soltei um muxoxo e o deixei pra lá. Comecei a dançar no ritmo da outra batida que tocava. Estava mesmo animado e continuei me movendo, aceitei outros quitutes que as moças estavam servindo e comi me deliciando pra valer. Já Edward preferiu ficar no whisky apenas e observando a festa.

Movendo o meu quadril levemente eu me virei para olhá-lo, ele olhava em volta e algumas moças davam tchau para ele e ele as cumprimentava de volta. Alguns rapazes se aproximaram dele e o cumprimentou, fui apresentada e Edward ficou conversando com eles enquanto ambos bebiam bebida alcoólica. Já eu continuei dançando. O ruim era que eu não conhecia ninguém e Edward era bem popular, fora algumas mulheres que o olhava e me reparavam. Nem liguei.

O assunto entre eles era a respeito de mulheres, carros e trabalho. Eu já estava com os meus pés doendo, mas antes de eu me sentar, eu queria ir até o banheiro me aliviar. Perguntei ao garçom onde ficava o banheiro e ele me disse onde ficava. Eu teria que informar a Edward aonde eu iria, ou ele alugaria o meu ouvido. Cheguei bem perto dele.

—Preciso ir me aliviar.

—Eu vou junto.

—O Lima pode ir comigo e o outro segurança fica com você.

—Eu irei junto.

—Não precisa, fica com os seus amigos.

—Por mim, então vá logo de uma vez. Disse ele olhando para mim e tornou a dar atenção para os amigos.

Informei ao segurança onde eu pretendia ir e ele me acompanhou. Passei pelos outros convidados e fui na direção do banheiro, estava complicado transitar porque já estava cheia a festa.

.

Finalmente eu consegui entrar no banheiro depois de esperar um pouco e por estar grávida me deixaram passar na frente, pelo menos nisso a gravidez me facilitou. Depois que eu me aliviei, eu fui lavar as minhas mãos e aproveitei para retocar novamente o batom. Vendo que eu estava bem, eu saí do banheiro e encontrei com o Lima que me aguardava próximo do banheiro. Antes de voltar eu aproveitei para me esbaldar nos salgados conforme as garçonetes passavam por mim e fui na direção de Edward, mas ao olhá-lo ao longe, eu não acreditei no que os meus olhos estavam vendo. Fui me aproximando bem devagar e quando parei ao lado dele, percebi que ele conversava tranquilamente com a Julieta, era perceptível que os dois tinham um caso pela forma que ela olhava para ele. O papo fluía entre os dois e ela olhou para mim ao notar a minha presença. A ignorei por se fazer muito bem de boba e eu já não ia muito com a cara dela mesmo, então, piorou tudo. Foi instantâneo a minha cara e o meu humor mudar.

—O que ela faz aqui? Perguntei olhando diretamente para Edward e não para ela.

—É o aniversário da nossa amiga Isabella. É normal ela estar aqui.

—Não precisa agir dessa forma. Disse Julieta de forma simples e isso me irritou.

—Dessa forma como hein? Perguntei olhando para ela e Edward me puxou de forma discreta, mas eu não faria nenhum barraco.

—Pare de palhaçada Isabella! Reprovou-me ele baixinho.

—Que palhaçada se eu não estou fazendo nada? Só não faço questão que essa, essa daí me dirija a palavra. É simples assim! Falei séria.

—É melhor nos falarmos em outra hora. Disse ela olhando para ele e se afastou com o seu lindo vestido preto.

—Ok. Disse ele me olhando.

—Quero ir embora Edward!

—Mal chegamos!

—Quero ir embora agora! Engrossei um pouco com ele.

—Não iremos por causa de um capricho seu! Está se comportando mal e daqui a pouco as pessoas vão começar a reparar! Falou ele baixo.

—Fique aqui no meio dos seus amigos e se divirta, pois eu já estou indo! Deu para mim!

—Não iremos embora agora!

—Você que fique aqui, já eu estou indo embora sim! Falei me afastando dele rápido e logo cheguei na porta principal, foi só eu chegar no jardim que Edward segurou em meu braço me impedindo de andar.

—Vamos voltar lá para dentro e deixa de palhaçada Isabella! Você só me faz passar vergonha com o seu jeito e atitudes!

—Foi você que quis me trazer. Não irei ficar mais um minuto aqui e você me libere. Só assim você vai poder ficar aqui com a sua ficante numa boa. Estou cansada das suas provocações e com ela aqui, é um prato cheio para você! Saiba que não me importo e fique lá com ela!

—Lima, a leve para casa, ficarei aqui com o Fausto e depois ele irá no meu carro comigo.

—Isso mesmo, fique aqui e aproveite! Falei me afastando dele saí de portão a fora com as lágrimas brotando em meus olhos.

Lima veio me seguindo e abriu a porta da pirua Blazer pra eu pode me sentar no banco do passageiro. Ele ocupou o banco do motorista e eu deixei as minhas lágrimas rolarem sem conseguir segurá-las.

Ao ouvir o som do meu choro, Lima olhou pelo retrovisor e nada falou, ele ficou na dele e ligou o carro. Encostei-me no banco e fechei os meus olhos, no momento que os fechei uma cascata de lágrimas rolou e as sequei.

—Sente-se bem senhorita?

—Normal! Já estou acostumada. Só desejo chegar logo na mansão.

—Tudo bem.

.

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..........................................................................

Madrugada de Sábado, 23 de fevereiro.

1h da manhã.

Fui olhando tudo a nossa volta e com o sacolejo do carro, isso foi chamando o meu sono aos poucos. Na metade do caminho eu acabei dormindo.

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.50min depois.

—Acorde senhorita Isabella. Chamava-me Lima.

—Hum! Já chegamos? Perguntei um pouco desorientada.

—Sim.

—Ok. Falei desencostando do banco e peguei a minha bolsa que estava ao meu lado sobre o banco.

Saí do carro com a ajuda dele e o agradeci. Fui andando devagar e saí da garagem, andei pelo jardim da mesma forma e a temperatura havia caído por estarmos pertinho do mar. Mas nem sempre era assim.

A porta da cozinha foi aberta com a chave pelo o outro segurança que faziam a segurança da casa e entrei após agradecê-lo. Acendi a luz da cozinha e fui até a geladeira pegar uma garrafa de água, eu estava sem fome por ter comido na festa e bebi a água somente.

Tornei a apagar a luz da cozinha e andei pelo corredor que estava iluminado, do alto da escada tuquinha começou a latir quando me viu e sorri para ela.

—Está sozinha? É eu sei coisinha fofa que você está.

Quando cheguei no andar de cima eu a peguei no colo e abri a porta do quarto, estava tudo arrumadinho e dei um beijinho na cabeça de tuquinha. A coloquei no chão, acendi a luz do quarto e ela me seguiu até o closet abanando o rabinho.

Peguei uma camisola de seda azul clarinho e fui para o banheiro, tuquinha novamente me seguiu e me despi devagar estando fora do Box. Fui me aliviar primeiro e depois me asseei, levantei do vaso sanitário estando completamente nua e a porta do quarto foi aberta por Edward que ao fechá-la, ele usou um pouco a violência causando um barulho desnecessário. Nem liguei ou me intimei com isso. Tuquinha ao vê-lo foi até ele abanando o rabinho e eu entrei no Box o ignorando. Lembrando que o meu cabelo estava bom e como eu não havia me suado, eu saí novamente do Box e o prendi.

Tornei a entrar no Box e liguei o chuveiro, tomei banho tranquilamente e vi quando ele passou para o closet com a cara de poucos amigos, ele não quis ficar na festa pelo visto e deve ter vindo embora minutos depois que eu. O melhor seria ignorá-lo, eu sabia que ele estava p#* da vida comigo e se eu falasse um “ai”, tudo desabaria. .

Lavei-me devagar e passei bastante sabão em meu rosto, o esfreguei para retirar toda a maquiagem e lavei as demais áreas do meu corpo. Edward entrou no banheiro para escovar os dentes e bem que ele poderia esperar eu saí né, mas não. Ele fazia mesmo para poder implicar comigo, mas ele não me olhou em momento algum e saiu do banheiro.

Momentos depois eu saí para me secar e escovei os meus dentes estando vestida com o roupão, nisso Edward entrou no banheiro e foi para o Box tomar o banho dele estando inteiramente nu. Quando eu acabei de fazer a minha higiene bucal, eu saí do banheiro e fui para o closet me vestir. Ele já conhecia o meu corpo, mas não senti a menor vontade de me vestir no banheiro estando ele ali. Primeiro que o banheiro do quarto dele não dava nenhuma privacidade, era totalmente transparente e segundo, eu não queria papo com ele. Eu ainda me lembrava da grosseria que ele fez ao dispensar a cama do outro quarto só porque eu dormi nela. Era pura bobagem.

Ao terminar de colocar a minha camisola, eu pendurei o roupão no gancho ali no closet mesmo e fui pegar os edredons para nos cobrir. Saí do closet segurando-os e fui para o quarto ajeitar a cama para eu poder me deitar. Liguei o ar o deixando em uma temperatura amena e preparei a cama para nos deitarmos com edredons separados. Apaguei a luz dos abajures e com isso ficou acesa apenas a do banheiro mesmo. Deitei-me devagar e me ajeitei sob o edredom que eu havia escolhido. Edward que se virasse com o outro pra lá.

Olhei para o banheiro e ele se secava com a toalha dentro do Box que estava completamente embaçado. Era perceptível pela sombra branca do tecido rolando pelo o corpo dele e momentos depois ele saiu de dentro do Box vestido com o roupão. Em seguida ele saiu do banheiro e foi para o closet, quando ele saiu do mesmo ele já estava de pijama.

Edward foi apagar a luz do banheiro e ficou uma escuridão tremenda, pensei em como ele iria andar pelo quarto, mas a luz do abajur do meu lado foi acesa por ele segundos depois. Eu que não era boba fiquei de olhos fechados e senti a cama afundar levemente depois que ele deu a volta.

—Sei que está muito bem acordada. Disse ele se acomodando sob o edredom. –Pra que essa palhaçada agora?

—Que palhaçada? Perguntei me virando para olhá-lo.

—Essa palhaçada de cobertas separadas?

—Ah! É isso?

—Sim. Disse ele me olhando.

—Não faz diferença dormirmos com cobertas separadas ou separados fisicamente.

—É não faz. Não farei questão e vá dormir!

—O que é, está com raiva por ter se arrependido de ter vindo para casa e não ter ficado com a sua ficante, vadia ou o que ela seja? Veio embora porque quis Edward, sei que está acostumado a ficar com ela mesmo e isso já não é mais novidade. Só não venha encher o meu saco, respeite pelo menos o meu estado poxa! Foi você com a sua imprudência que a provocou!

—Fica quieta e vá dormir! Já falou demais para o meu gosto e se eu vim embora, foi porque eu quis e não por você! É uma garota mimada e bem estúpida!

—Graças a você que não presta! Falei o socando pra valer, eu estava com muita raiva dele.

—Está vendo o porquê eu falo que ainda não cresceu?

—Bato mesmo! Quantas vezes você fez o mesmo comigo? Perguntei o socando novamente e ele segurou o meu pulso o apertando.

—Vá dormir! Estou cansado das suas palhaçadas e o que aconteceu essa noite, não torne a se repetir. Da próxima irá se arrepender. Falou ele me soltando.

—Não está me violando mais porque está se esbaldando na outra lá, isso mesmo, vá ficar com ela e continue assim!

—É prefiro mesmo. Você é......

—O QUE EU SOU? DIGA!

—Sem graça demais e infantil demais para o meu gosto. Não age como mulher e tenho pena dessa criança com os seus atos infantis! Agora vá dormir e me deixa em paz!

Tornei a me ajeitar sob o edredom e fiquei quieta na minha, eu detestava ser chamada de criança e deixei as minhas lágrimas rolarem. O meu choro era incontrolável e não me importei se ele queria dormir.

Cansada de chorar eu me levantei e saí do quarto com a tuquinha me seguindo, ela devia ter se deitado em baixo da cama e não vimos.

Desci a escada com cuidado deixando tuquinha no alto dela e fui para a cozinha. Acendi a luz e fui até a geladeira pegar um pouco de água e adicionei açúcar depois. Eu sentia a agitação e eu não podia ficar assim, ele me apunhalava com as suas palavras. “Sem graça demais e infantil demais para o meu gosto. Não age como mulher e tenho pena dessa criança com os seus atos infantis” deixei as minhas lágrimas novamente rolarem, ele era o culpado por eu agir dessa forma, era ele.

Eu sabia que eu também o provoquei, mas ele zombou de mim ao conversar com aquela vadia. Após beber a água eu fui lavar o copo e o coloquei para secar no escorredor. Abri a geladeira novamente e ataquei o pudim que estava intocado. Comi três pedaços grandes e ataquei uma banana da fruteira, eu estava frustrada e desabei a comer. Deu-me sede por causa do doce e bebi mais um copo de água gelada. Eu estava sentindo que a sonolência estava me assolando e decidi ir dormir no porão. Apaguei a luz da cozinha e desci a escada que me levaria até o porão. Chegando lá eu fui até o banheiro lavar a minha boca e me aliviei, asseei-me com o papel higiênico e fui lavar as minhas mãos.

Saí do banheiro e liguei o ventilador, levantei a coberta e me deitei sentindo a textura macia do travesseiro e da cama. Permiti-me relaxar. Eu me sentia confusa demais e fechei os meus olhos para dormir.

.

.

10h da manhã.

Acordei do nada e olhei em volta, espreguicei-me e ao me sentir apertada eu me levantei. Fui para o banheiro descalça mesmo e me aliviei com vontade, eu estava mesmo com vontade de fazer xixi.

Asseei-me e fui lavar as minhas mãos. Quando voltei para o quarto eu arrumei a cama e desliguei o ventilador, sem ter mais o que fazer ali, eu iria subir.

Subi a escada devagar e quando eu cheguei no meio dela eu comecei a ouvir vozes, algumas delas eu conhecia e eles sorriam bastante. Fui subindo a escada receosa por eu estar apenas de camisola e quando eu cheguei no corredor à tia de Edward passava por ela segurando duas xícaras de café.

—Bom dia! Cumprimentou-me a mãe de Alice.

—Bom dia.

—Estávamos esperando você acordar. Falou ela um pouco alto, era o seu jeito de falar.

—Aé?

—Sim. Iremos curtir o iate e andar por aí. Iremos almoçar navegando pelo mar.

—Sério?

—Sim. E você, já se livrou do problema? Perguntou ela bem baixinho e olhando para mim.

—Não sei do que você está falando. Fiz-me de boba, eu sabia que ela falava de Max. –Nunca houve e não há problema algum. O único é ter que aturar as grosserias dos outros.

—Sabe do que eu estou falando e se você se livrou dele, fez muito bem para si própria.

—Não gosto que as pessoas falem o que não existe.

—Acho melhor deixar isso pra lá e vá por uma roupa Isabella. Há parentes e amigos aqui, não ficará bem para uma moça prestes a se casar ser vista com esses trajes. Deve se sentir com sorte, pois o meu sobrinho é um rapaz de ouro.

—Prefiro subir. Com licença.

—Eita mocidade! É uma moça muito jovem ainda e não sabe nada da vida.

—Vai me chamar de criança também?

—Não irei não. Falou ela indo para a sala e eu subi a escada.

Abri a porta do quarto o encontrando vazio e com a cama arrumada. Fui para o banheiro tomar um banho que seria bem rápido por eles estarem apenas me esperando. Despi-me rápido e fui direto para o Box, só era para tirar aquele ar de cama e evitei molhar o meu cabelo, seria bobeira não o molhar, pois, iríamos para o mar e a maresia iria destruí-lo mesmo.

.

.

Enxuguei-me rápido e fui para o closet vestir um biquíni. Coloquei um vestidinho soltinho do tipo saída de praia vermelho e fui pentear o meu cabelo. Aproveitei e escovei os meus dentes também, após escová-los eu passei gloss em meus lábios e ficou bom. Eu não queria ficar totalmente crua na frente dos outros e passei um pouquinho só de lápis de olho. Ele realçava e muito os meus olhos azuis.

Fui para o closet escolher uma rasteirinha para eu calçar e escolhi uma bem bonita com miçangas vermelhas, combinava com o meu vestidinho. Peguei a minha bolsa de palha e coloquei protetor solar, toalha, o meu gloss, uma escova de cabelo e outras coisas dentro dela. Depois que eu peguei tudo, inclusive o meu óculo de sol que o coloquei sobre a minha cabeça, eu desci.

Entrei na sala encontrando todos a mesa e conversavam durante o café que foi recém posto. A mesa estava muito bem servida e cumprimentei o pessoal.

—Bom dia a todos.

—Bom dia. Responderam eles, até Edward que vi que estava atuando. Ignorei esse pequeno detalhe.

Estavam ali dois casais de amigos deles ou parentes não sei e, mais os pais de Alice. Fui até a Esme e a abracei.

—Senti saudades.

—Eu também filha. Disse ela sorrindo. –Tudo bem?

—Sim. Falei sorrindo levemente e Carlisle se levantou para me cumprimentar. -Bom ver vocês. Falei para ele.

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—Digo o mesmo. Iremos fazer um passeio junto. –Ok?

—Ok, já estou até pronta.

—É estou vendo. Disse ele sorrindo e me deu um beijo na testa. –Essa é a minha nora. Disse Carlisle para os dois casais.

—Prazer. Falei indo até eles e os cumprimentei com dois beijos na bochecha.

—Então vai ser vovô? Perguntou o homem sorrindo.

—Sim Jorge e de uma menina.

—Que fofo! Falou a esposa dele. –Uma menininha e vai ser uma princesinha pelo visto. Os pais são lindos! Olha a cor desses olhos que a mãe tem. Desculpe filho, mais a sua noiva tem os olhos lindos também. Disse ela à Edward. –Não fique triste porque os seu são lindos também. Completou ela sorrindo.

—Não se preocupe e obrigado. Disse Edward sorrindo se levantando e veio até a mim. O adverti com o meu olhar, mas ele me deu um selinho demorado demais e se afastou para eu me sentar.

—É o amor. Falou a outra moça sorrindo e a mãe de Alice me olhou.

—É. Disse a mãe de Alice pensativa e levou a xícara de café à boca.

—Vamos comer pessoal, logo iremos nos divertir.

—Com certeza. Falou Esme sorrindo.

Tomamos o café numa boa e pelo visto eles chegaram hoje mais cedo. Comi mais frutas e evitei comer muita massa, iríamos para o mar e eu não queria enjoar. Evitei olhá-lo, mas eu sentia olhares sobre mim e sabia um deles ser da mãe de Alice. Continuei comendo e uma das moças puxou conversa comigo. Ela era bem gentil e ficamos falando a respeito do meu casamento e do bebê. Edward ficou apenas ouvindo estando sentado ao meu lado.

.

Terminamos de comer e nos levantamos. Ajudei Mary a levar as coisas para a cozinha e conversamos bastante enquanto arrumávamos as coisas que seriam levadas para serem preparadas lá no iate.

.

.

15min depois.

Saí da cozinha e fui até o bar pegar as bebidas. Coloquei uma garrafa de whisky somente na bolsa e achei que já estava de bom tamanho.

—Uma só é pouco. Disse Edward do alto da escada me olhando.

—É só um gole e não se afogar no whisky!

—Há quatro homens e as outras damas bebem também. Pelo o que eu sei não estamos fazendo racionamento de bebida aqui.

—Seu pai está se recuperando da bebedeira Edward. Você é um pinguço mesmo, agora eu não posso falar a respeito dos outros. Ponha o quanto quiser e a bolsa está aí. Falei largando-a de qualquer jeito sobre a bancada do bar e saí de dentro dele.

—Espero que seja educada no meio dos outros. Disse ele se aproximando de mim. –Já basta o que você aprontou ontem!

—Não precisa falar, sei me comportar quando quero!

—Já estão nessa arranhação? Perguntou Carlisle aparecendo no corredor e pelo visto ele estava indo para a cozinha. Não estávamos falando alto de jeito que atraísse a atenção dos outros.

—Não é nada demais. Falou Edward de forma dura olhando para ele.

—Espero mesmo! Disse Carlisle o olhando sério e foi para a cozinha.

—Faça o que bem quiser, a bolsa está aí. Falei saindo de perto dele e ele me segurou no braço sem por força.

—Seja educada!

—Não irei fazer os seus pais que eu tanto os considero como meus também passarem vergonha. Se fosse o contrário, você iria se ver comigo!

—Está me ameaçando?

—Não ligo para o que você acha! Agora me solta! Não quis convidar a sua ficante para irmos “passear” hoje?

—Por que, está sentindo falta dela? Fala tanto nela.

—Você quem deve sentir. Vive indo atrás dela igual a um cachorro abanando o rabo no cio!

—Isso não é problema seu!

—Vou arrumar outro também, só assim eu terei alguém para eu passar o tempo igual a você! Já te provei no réveillon do que sou capaz e mesmo grávida os homens não estão nem aí para esse pequeno detalhe. Sei o quanto essa mulher sem graça aqui mexe com os homens e fico imensamente feliz que você é a exceção! Ótimo!

—Você é quem sabe. Disse ele me largando e foi colocar mais duas garrafas de whisky dentro da bolsa. –Não irei gastar saliva com você menininha folgada!

Ele não me ameaçou como antes e fiquei o olhando por breves segundos. O deixei pra lá e fui para a cozinha continuar a ajudar a Mary.

.

.

.

UM TEMPINHO DEPOIS.

Estávamos prontos para podermos ir. As coisas já estavam todas arrumadas no carro e os dois casais foram no carro de Carlisle. Esme estava junto deles também, claro.

Os pais de Alice iam com a gente e Mary também. Os seguranças nos seguiram na pirua Blazer e deixamos a mansão para trás. Fui olhando o caminho e havia milhares de coqueiros a nossa volta, aquele lugar era mesmo paradisíaco eu observava estando abobalhada. Da primeira vez eu estava vendada e não pude admirar.

Chegamos na marina particular e quem conduziria aquela beleza de iate já nos aguardava sorridente. Os Cullens o cumprimentou e eu fiz o mesmo depois que recebi uma olhada discreta de Edward.

Os homens levaram as coisas que trouxemos para dentro do iate e fomos entrando devagar. Ajudei a Esme a subir e fomos para o terceiro andar apreciar a vista.

A piscina era mesmo convidativa e estava limpinha, pronta para usarmos. Acomodei a Esme em um dos sofás e peguei o seu chapéu de palha muito do estiloso para protegê-la do sol. Ao longe Edward nos observava e coloquei o chapéu nela.

—Ficou bom filha? Perguntou-me Esme.

—Ficou ótimo! Falei sorrindo.

—Vai entrar na piscina depois?

—Não sei Esme.

—Vamos e deixa de vergonha filha

—É eu estou um pouco, talvez seja coisa da minha cabeça.

—Que bobagem! E a minha netinha? Perguntou ela acariciando a minha barriga após apalpar-me até encontrá-la.

—Parece que está dormindo. Falei normalmente e Esme sorriu.

—Ela está quietinha na dela. Tem que pensar em um nome e sei que está perto de fazer cinco meses de gestação. Já é tempo.

—Sei que sim e quero um nome para ela que seja especial. Sei que ela foi feita de forma......

—Eu sei filha. Sei que o meu filho passou dos limites com você, mas ao mesmo tempo no meio dessa tragédia toda eu ganhei outra filha e até uma neta. Sei que é meio louco, aliás, totalmente louco, mas estou feliz que você esteja aqui no meio de nós. Apesar dos pesares eu estou feliz por tê-la ao meu lado e gostaria que fosse tudo diferente.

—Ela sabe disso. Falou a mãe de Alice se sentando ao lado da cunhada.

—É eu sei que os sentimentos da mãe de Edward são verdadeiros para comigo e os de Carlisle também. Sabe que eu a adoro. Falei a abraçando. -Se eu não fui embora até hoje, é especialmente por sua causa Esme e de seu marido. Pelo os dois.

—Sei que tem um coração que não cabe no peito e sei que todos nós erramos nessa vida.

—Sei disso.

—Mas sempre a tempo de consertar os erros. Falou a mãe de Alice.

—Esme, você deseja beber algo?

—Por enquanto não querida. Sente-se ou tome banho de piscina, eu quero que você relaxe filha.

—Mary está só e como você sabe, gosto de ajudá-la.

—Sei disso.

—Vou dar uma voltinha, volto logo para ver se você precisa de alguma coisa.

—Eu também estou aqui e posso ajudá-la. Falou a mãe de Alice e vi que sentia ciúmes da minha mais que amizade com a Esme.

—Sei que eu preciso das duas. Disse Esme sorrindo.

—To indo. Falei sorrindo e me afastei, nesse momento o Iate saia da marina.

Fui até a ponta e olhei para o mar, a brisa era maravilhosa junto do ventinho. Os homens conversavam entre si e conforme eu me afastava indo à direção da escada do iate, eu fui seguida por um olhar que eu sabia muito bem de quem era.

Desci a escadinha e fui para a cozinha, Mary arrumava as coisas em seus devidos lugares e a ajudei.

—Está um dia lindo hoje. Observou ela.

—Está sim. Afirmei olhando para a janela.

—Quer algo?

—Um pouco de água, mas eu mesma irei pegar.

—Ok. Vou por gelo no baldinho de inox e servirei o whisky daqui a pouco. Servirei um cocktail de frutas também. Vou prepará-lo.

—Eu te ajudo.

—Ok. Falou ela sorrindo.

Começamos a preparar os comes e bebes conversando e sorrindo bastante. Edward entrou na cozinha e foi revirar a geladeira que havia ali no iate. Ele mesmo preparou o whisky e foi levar para o pessoal, menos mal e pelo menos isso.

Mary pôs para assar os salgadinhos de forno e belisquei alguns depois de assados. Em seguida ela foi servi-los bem quentinhos e eu fiquei na cozinha sozinha arrumando a bagunça que fazíamos no preparo das coisas.

Edward mais uma vez desceu e veio até a mim.

—Já está aqui em baixo desde que chegamos. Eu a quero lá em cima.

—Está me obrigando e... você... quer? Perguntei franzindo as minhas sobrancelhas o olhando.

—As pessoas vieram conhecê-la! Eles são amigos muito próximos nossos e é falta de educação você ficar aqui em baixo Isabella.

—Não tenho muito que contar. Apenas que fui raptada, sequestrada, estuprada e que agora eu estou... grávida. Logo me casarei com quem provocou a morte dos meus pais. Que história e tanto não?

—Não seja dramática! Não tocarei nesse assunto aqui com você!

—Estamos vivendo no drama Edward há muitos meses já!

—Não seja grosseira pelo menos com eles.

—Não estou sendo, apenas estou ajudando a Mary aqui em baixo.

—Termine o que está fazendo e suba. Falou ele apontando para cima.

—Vou pensar no seu caso.

—Nada disso, ou eu mesmo virei buscá-la.

—Não precisa, logo, logo eu subirei. Já disse que sou educada, mas quando eu quero ser. Falei passando por ele o olhando e fui até a pia.

—Ótimo! Disse ele se afastando e saiu da cozinha.

Continuei com a pequena arrumação e peguei um pouco de suco para eu beber. Comi mais uns salgadinhos e terminei de beber o meu suco.

.

.

17min depois.

Nesse momento eu estava olhando para o horizonte da janela da cozinha e senti uma presença bem atrás de mim. Olhei para trás e era Edward novamente ali. O ignorei e continuei olhando para o lado de fora.

—Está fazendo de propósito, não é?

—Sobre?

—Detesto quando se faz de boba Isabella!

—Ah! Você se refere a minha subida?

—Sabe que sim.

—Eu acabei me distraindo aqui.

—Então eu estou aqui para te lembrar. Agora vamos!

—Vai você na frente, irei logo a trás.

—Vamos! Dá para ir numa boa pelo menos uma vez na sua vida?

—Dá para parar de me ordenar pelo menos uma vez na sua vida?

—A nossa situação me obriga a isso!

—Já parou para pensar que eu também tenho todo o direito de também odiá-lo? Já parou para pensar que o que aconteceu comigo graças a você também não seria fácil caso os meus pais tivessem vivos? Estou grávida de um estranho e o qual eu não............o amo. Já parou para pensar nos meus sentimentos pelo menos uma vez depois que eu entrei na sua vida de uma forma estúpida? Então veja o quanto é duro para eu ter que obedecer a você Edward. O quanto é duro ter que aturar as suas humilhações e faz meses que eu estou suportando de uma forma heroica. Deixei bem claro para a sua mãe hoje que se eu não fugi até agora novamente, é porque eu a considero e o seu pai também! Só por isso! Do contrário eu já estaria longe!

—Acha que iria longe estando grávida? Perguntou ele se aproximando e ficou a centímetros de mim me olhando nos olhos. Eu fazia o mesmo o desafiando. –Acha que iria mesmo longe ou você acha que eu sou bobo demais?

—Quem sabe?

—Você acha que sou bobo. Disse ele sorrindo e tornou a ficar sério novamente.

—Vou subir. A nossa discursão nunca nos leva a nada mesmo.

—Iremos juntos.

—Fazer o quê né? Estou cansada de fingir!

Saí de perto dele e fui andando na frente. Subi a escada e Edward vinha logo atrás de mim, evitei demonstrar a nossa pequena discursão momentos antes através do meu rosto que estava sereno e do meu humor. Entrosei-me no meio dos outros sorrindo e Edward muito do cínico me abraçou por trás. Eu estava fora de mim por pensar nos outros e não em mim, meu altruísmo era incrível mesmo e fiquei com raiva dele no momento que depositou um beijo em minha nuca na frente dos outros. Eu cheguei me arrepiar pela sensação que isso me causou e ignorei. O contato soou tão íntimo e me movi de leve nesse momento sorrindo forçado, ele era sacana e fazia de propósito. Carlisle o vigiava o tempo todo e a mãe de Alice vez ou outra me olhava. Eu fingia que não estava percebendo e a vítima nesse momento era eu, pelo amor de Deus, eu pensava.

A segunda gracinha dele foi colocar a mão sobre a minha barriga e parecendo incrível, a menina se mexeu um tempinho depois estando à mão dele ainda ali. Isso me deixou mais chateada porque eu não queria de certa forma que ele interagisse com ela. Não sei explicar muito bem, mas era isso mesmo por causa da nossa situação e tentei me esquivar.

—Preciso ir ao banheiro. Falei tentando sair do agarre dele que foi um pouco custoso, ele sabia que eu estava tentando fugir dele.

—Tudo bem. Falou ele me soltando.

—Com licença pessoal. Falei olhando para os outros e fugi do olhar dele.

—Tem toda. Falaram eles e me afastei do grupinho, estávamos todos entrosados e era incrível como Edward se saia muito bem no fingimento. Ele era um profissional nessa parte e convencia qualquer um que estávamos bem.

Andei pelo iate sem olhar para trás e desci a escada. Andei pelo corredorzinho, desci o outro lance de escada e fui na direção do banheiro. Abri a porta e tornei a fechá-la, fui até o vaso sanitário e me sentei sobre ele estando a tampa fechada ainda. Fiquei pensando na minha vida após fechar os meus olhos e fiquei por vários minutos assim.

.

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Decidi me aliviar de verdade e me levantei, dei o meu jeito com o biquíni da parte de baixo e me aliviei com vontade. Asseei-me com calma e fui lavar as minhas mãos, depois ajeitei o meu biquíni e saí do banheiro.

Subi novamente e fui para a cozinha, Mary estava ali ajeitando o nosso almoço e resolvi ficar ali por baixo mesmo. Nós preparamos a comida e quando faltava pouco para terminar de prepará-la eu tornei a subir. Fui até a Esme convidá-la para irmos nos refrescar um pouco na piscina e ela topou. Já os outros ficaram conversando e bebendo, estava animado o papo.

Esme se despiu devagar após tirar o chapéu e eu fiz o mesmo com a minha roupa. Eu me preparava para ajudá-la a entrar na piscina quando Edward veio ajudar a mãe dele.

—Eu ia ajudá-la Edward.

—Eu faço.

—Eu não iria deixá-la escorregar ou algo do tipo. Falei de forma calma porque tínhamos plateia.

—Não se incomode filha, o deixe me ajudar. Falou Esme sorrindo, talvez pra tentar apaziguar.

—Claro. Falei sorrindo levemente e entrei na piscina também. Ela não era grande e sim pequena.

Sentei-me após entrar e Esme estava da mesma forma. Molhei o meu cabelo após me inclinar levemente para trás e tornei a me sentar. Os outros conversavam bastante, inclusive Edward que tornou a conversar com eles. Eu o observava.

.

.

Chegou à hora do almoço e Mary nos serviu, eu estava com um pouco de preguiça de ajudá-la por já estar bastante tempo no mar e a piscina ajudou a me relaxar.

Comemos calados, os homens bebiam e as mulheres fofocavam, já eu fiquei quieta na minha. Quando acabei de comer eu bebi o meu suco e aguardei os outros a terminarem de comer.

.

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5min depois.

Mary recolheu os pratos, os copos e depois nos serviu a sobremesa. Após eu comê-la eu desci para ir ao banheiro me aliviar novamente e lavei a minha boca. Decidi ir para o quarto ao invés de subir novamente e saí do banheiro encontrando a esposa de Jorge que se chamava Vera aguardando a vez dela de se aliviar. Sorri de forma amável para ela e fui para o quarto, eu iria me deitar um pouco. Após eu entrar e fechar a porta do mesmo, eu tirei a canga que estava em volta de mim e me deitei na cama que era de casal. Fiquei pensando na minha vida como sempre e as contas do meu apartamento me veio à cabeça, juro que eu não sabia como eu iria pagá-las. Dinheiro me sobrou algum e daria para pagar duas ou três no máximo, com isso eu deixei as minhas lágrimas rolarem e eu precisava dar um jeito nessa situação. Acabei dormindo momentos depois estando bem preocupada.

.

.

Às 17:15min da tarda.

—Acorde amiga. Chamava-me Mary me sacudindo levemente.

—O que foi? Perguntei de olhos fechados ainda, eu estava preguiçosa mesmo.

—Já chegamos e os seguranças já estão até retirando as coisas do iate. Vim acordá-la para irmos embora e logo irá escurecer.

—Estou indo já.

—Ok.

Mary saiu do quarto e me levantei, coloquei a canga novamente e fui pegar a minha bolsa. Encontrei-me com o pessoal que já estavam em terra firme e fomos para o carro. Eu estava tão sonolenta que eu acabei dormindo novamente no trajeto da volta.

.

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Por estar com o sono leve, eu senti quando o carro parou minutos depois e abri os meus olhos, já estávamos na garagem da mansão e saí do veículo com a ajuda de Mary. Os seguranças levaram as coisas para dentro e os dois casais de amigos iriam embora em seus carros que ficaram estacionados na garagem dos Cullens. Nos despedimos e eles deixaram claro que se divertiram, principalmente que foi muito bom me conhecer. Os agradeci pela gentileza e eles se foram estando ambos casais sorridentes. Carlisle e Esme entraram primeiro e depois fomos nós.

Enquanto os outros três estavam lá em cima, eu e Mary estávamos organizando tudo na cozinha. Lavamos todas as vasilhas, os panos de prato e guardamos as coisas em seus devidos lugares. Ficou tudo limpinho após ela passar a vassoura e pano de chão na cozinha.

Resolvi subir para tomar banho e entrei no quarto de Edward, ele estava deitado assistindo televisão e já estava de banho tomado. O ar estava ligado e o quarto estava levemente iluminado, apenas um dos abajures estava aceso. Fui para o closet escolher o que vestir e optei por um pijama de shortinho e blusa. Saí do closet e fui direto para o banheiro tomar aquele senhor banho, eu precisava tirar aquele ar salgado do meu corpo.

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Sequei-me devagar, hidratei o meu corpo e principalmente a minha barriga, estávamos todos queimados de sol. Vesti a minha roupa e fui pentear o meu cabelo que estavam molhados, eu estava me sentindo um pouco faminta e desceria para comer algo assim que eu terminasse. Para eu não descer com um pijama extremamente curto, eu fui até o closet pegar um robe para eu vestir e saí do quarto logo a seguir deixando Edward ainda acordado assistindo televisão.

Entrei na cozinha a encontrando vazia e fui preparar um misto quente no capricho para mim, eu estava louca para comê-lo e beber um pouco de guaraná. Eu chegava a salivar pelo desejo e senti o bebê mexer.

Após eu preparar dois mistos para eu comer, eu fui pegar o refrigerante na geladeira e me sentei para lanchar. Estranhei que Edward desceu todo arrumado segurando o celular e a chave do carro, confesso que ele foi rápido na produção e foi futicar a geladeira atrás de algo para comer, ele era assim. Fiquei olhando a sua forma impecável de se vestir e desde que eu queimei as roupas dele, ele não voltou a andar todo de preto mais. Ele já havia comprado outras peças de roupa e todas bem caras, ele era bem vaidoso e cuidadoso com as suas coisas. Isso eu tinha que confessar

Pelo visto ele iria badalar, era sábado e sábado havia vários lugares para se ir. Ele não falou uma só palavra comigo e continuei comendo quieta na minha.

Senti-me bem mal por causa disso, toda a minha mocidade estava se indo estando eu aqui trancafiada por causa dele e ele estava despreocupado estando mais que elegante. Não era ele que estava com uma barriga imensa e sendo privada de muitas coisas por causa disso. Resolvi ignorá-lo e ele fez o mesmo comigo.

Ele saiu da cozinha indo para o quintal e eu terminei de comer. Levantei-me para lavar o prato que eu sujei, o copo e subi para eu relaxar de verdade estando com os meus olhos marejados de lágrimas contra a minha vontade. Fui escovar os meus dentes e me deitei após me aliviar, eu estava cansada demais e nesse momento Edward já devia estar longe. Ele era rápido quando queria. Chorei feito criança estando sob o edredom porque o ar estava ligado e sequei o meu rosto para tentar relaxar. O sono estava vindo aos pouquinhos por eu ter dormido antes e confesso que me arrependi de ter dormido, tudo que eu mais queria nesse momento era dormir para poder esquecer.

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50min depois eu acabei dormindo.

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Madrugada de domingo, 24 de fevereiro.

04:17min da manhã.

Despertei do nada estando um pouco apertada e eu precisava urgentemente ir me aliviar. Olhei para o lado e a cama estava vazia, sinal que Edward ainda estava fora e me levantei. Era impossível avaliar muito a situação, eu estava apertada demais e fui para o banheiro após acender a luz do abajur.

Aliviei-me com vontade e me asseei depois. Fui lavar as minhas mãos e me lembrei das contas do meu apartamento novamente, sem ter como controlar, eu deixei as minhas lágrimas rolarem. Eu não queria pagar as minhas contas com o dinheiro deles e eu precisava dar o meu jeito, eu pretendia vender aquele apartamento mesmo. Eu precisava me desprender e o que eu faria seria uma boa maneira de começar, eu só precisava ir pra Solares. Fechei a torneira e fui secar as minhas mãos, aproveitei para secar as minhas lágrimas com a toalha de rosto e tornei a me deitar. Não demorei nada para tornar a dormir.

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11:03min da manhã.

Acordei me sentindo um pouco melhor e ao me mover, senti que esbarrei em algo e era Edward que dormia ali ao meu lado. Seu rosto estava sereno e evitei ficar o avaliando, após esse pensamento eu me levantei.

Já estando no closet, eu troquei de roupa e fui para o banheiro.

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Depois que eu escovei os meus dentes, penteei o meu cabelo e passei um pouquinho de desodorante, eu saí do quarto. Desci a escada devagar e fui para a cozinha encontrando com a Mary lá.

—Bom dia amiga! Cumprimentou-me ela sorrindo.

—Bom dia. Falei sorrindo levemente.

—Sente-se que eu irei pôr o seu café.

—Tudo bem Mary, mas eu prefiro um café com leite e torradas apenas.

—Ok. Algum problema amiga? Perguntou ela me sondando com o olhar.

—Todos, mas não esquente com isso porque eu estou bem.

—Ta.

Mary foi preparar o meu café da manhã e preferi ficar calada, eu não estava com muita vontade de falar hoje e o silêncio estava sendo confortante para mim.

Fui servida e fui comendo devagar, respeitando o meu silêncio, Mary deu continuidade no preparo do almoço.

Terminei de comer e fui lavar a louça que sujei. Pensando melhor, acho que ir pra Solares seria uma boa ideia e fui até o quintal ver se Sebastian estava por ali. Perguntei aos outros seguranças e me informaram que ele estava lá na frente da casa, pedi que o chamasse.

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—Mandou me chamar senhorita?

—Sim, desejo ir pra Solares e vou só pegar a minha bolsa.

—Tudo bem. Disse ele me olhando e sorri.

—Pode me aguardar na garagem Sebastian, irei do jeito que eu estou e vou só pegar a minha bolsa e por alguns pertences.

—Tudo bem.

Afastei-me dele e entrei, informei a Mary que eu iria para o meu apartamento e ela nada falou. Saí da cozinha e caminhei pelo corredor, subi a escada e entrei no quarto encontrando Edward dormindo ainda. Fechei a porta devagar e fui direto para o closet pegar a minha bolsa, eu levaria algumas peças de roupa somente porque lá em meu apartamento havia roupas ainda.

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Saí do closet pisando bem devagar e fui até o banheiro pegar algumas coisas para eu levar, sendo esperta eu não me demorei ali. Edward dormia igual a um anjo e saí do quarto fechando a porta bem devagar. Desci a escada e fui para a cozinha.

—Mary os pais de Edward estão dormindo ainda?

—Acho que sim, não desceram ainda.

—Diga a eles que eu fui pra Solares.

—Quando você volta?

—Não sei ainda, ligo para avisar.

—Está pensando em ir embora? Perguntou-me ela me sondando com o olhar novamente.

—Juro que não, mas tenho muito o que fazer lá. Diga a Esme que eu voltarei no meio da semana.

—Pode deixar, eu darei o recado.

—Obrigado Mary.

Fui até ela e a abracei, sorrindo eu saí da cozinha e fui para a garagem encontrando Sebastian em pé ao lado do veículo. A porta de pirua Blazer já estava aberta e só era eu entrar.

—Obrigado. Eu o agradeci e entrei no veículo, segundos depois a porta foi fechada.

Sebastian deu a volta e se sentou no banco do motorista, ele deu a partida e saímos da mansão logo a seguir. Fui olhando para o lado de fora o tempo todo e logo chegamos na pista principal.

.

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Um tempo depois.

Toda a viagem foi tranquila. Chegamos em meu prédio e o porteiro liberou a nossa entrada, nós fomos para a garagem e saí do carro com a ajuda de Sebastian.

—Valeu Sebastian. Você quer beber uma água, um café ou ir ao banheiro?

—Obrigado senhorita Isabella, mas não se preocupe porque eu irei voltar agora. Aliás, a senhorita ainda vai precisar de mim?

—Não irei não. Ligo para a mansão informando o dia que eu irei embora, aí pedirei que você venha me buscar.

—Tudo bem. Então até outro dia.

—Até e boa viagem de volta.

—Obrigado.

CONTINUA.............