Solares

25 Capítulo 25


BELLA....

Final do capítulo anterior.

Sebastian e eu fomos para a garagem e ele abriu a porta do carro para eu entrar, o agradeci e esperei ele dar a volta no carro para podermos partir.

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Já na estrada eu me permiti relaxar, eu estava indo para o meu verdadeiro lar.

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MUITO TEMPO DEPOIS.

Chegamos em frente à portaria do meu prédio e fomos liberados pra entrar. Na garagem ofereci um copo de água a Sebastian e até se ele precisava ir ao banheiro, mas ele negou e me agradeceu. O liberei para voltar e ele se foi. Esperei o elevador chegar e subi, no meu andar eu caminhei até a porta e a abri, tudo estava como eu deixei.

A primeira coisa que eu fiz foi abrir as janelas para entrar um ar e troquei de roupa. O meu interfone tocou e fui atendê-lo.

—Senhorita Isabella?

—Sim, pois não?

—Tenho um bilhete aqui para a senhorita e foi deixado na semana passada pelo o seu amigo.

—Fala do jake?

—Sim, é dele mesmo.

—Irei pegar daqui a pouco.

—Tudo bem. Tchau.

—Tchau.

A roupa que eu coloquei estava decente e saí do apartamento, tranquei a porta e aguardei o elevador chegar. Já na portaria eu peguei a carta e agradeci o porteiro que era da minha inteira confiança.

Tornei a subir e tranquei a porta, curiosa eu imediatamente fui me sentar no sofá para ler o que jake havia escrito ali para mim.

Na carta dizia.

“Eu estive por duas vezes aqui a sua procura, mas só ouvi negativas e fiquei preocupado de verdade com você. Espero que esteja tudo bem com vocês e estou aflito por notícias sua. Independentemente de ser o seu amigo ou não, eu a amo de verdade e desculpe ser sincero, mas prefiro dizer o que eu sinto de verdade por você. Ao ler essa carta ligue para o meu celular, estou preocupado com vocês duas”.

**** — **** (meu número)

Sorri pela imensa preocupação dele e fui até o telefone discar o número deixado ali no papel para mim. Chamou duas vezes e na terceira ele atendeu.

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—bella? Perguntou ele demonstrando surpresa e muita preocupação.

—Ela mesmo gatinho. Após eu falar, ele sorriu.

—Não perde o bom humor nunca.

—Não mesmo.

—Você sumiu e me deixou preocupado, eu acabei preocupando o porteiro também.

—Estou bem e eu tive que fazer uma pequena viagem.

—É estranha essa situação para mim bella. Antes não havia esse tipo de coisa e você não estava grávida de outro, estou horrorizado por imaginar um possível estupro ou algo do tipo.

—Não coloque caraminholas na cabeça e deixe quieto, não se meta nisso jake! Fui um pouco rude, mas era para o bem dele.

—Não tenho culpa por ficar preocupado ora bolas! Quer que eu pense o quê?

—Não estou lhe reprovando por causa disso, só peço que deixe tudo como estar. Já estou de volta.

—Sei que está de volta, mas até quando?

—Não sei ainda jake. Fui sincera.

—Que bom que vocês estão bem. Fico mais tranquilo e sossegado para dormir.

—Vem me ver e entre na garagem.

—Hoje?

—Sim. Irá sair mais tarde?

—Nada em mente linda e será um prazer ir vê-la. Que horas?

—Pode ser às 20h. Irei preparar uma janta aqui para nós.

—Eu levo o nosso jantar. Eu fico preocupado com você e a sua imensa barriga na beira do fogão.

—Não sou tão desastrada jake e não exagere.

—Faço questão de levar.

—Tudo bem, traz então.

—Fiquei feliz com a sua ligação.

—Eu fiquei feliz também jake e venha à vontade para cá.

—Não posso ir pelado.

—Falo à vontade na questão de você por algo casual.

—Pode deixar e um beijo linda.

—Outro para você.

Encerrei a ligação e fui dar um jeito no apartamento, seria passar uma vassoura somente e uma pano de chão. Ajeitei a cozinha e aguardaria jake chegar, já estava escuro por ser noite e o trajeto de Ourinhos até aqui era de três horas e meia aproximadamente.

Tomei banho e fui escolher o que vestir, eu optei por algo leve e que desse em mim, eram pouca as coisas que davam em mim ali no apartamento e vesti o que eu trouxe de Ourinhos mesmo.

Eu estava arrumadinha e penteei o meu cabelo úmido deixando-o de lado e não todo penteado para trás. Estava bem bonito dessa forma.

Na sala o telefone tocou no momento que eu retocava o batom e fiquei receosa de atendê-lo, mas se eu não o fizesse seria pior. Caminhei até o aparelho e o tirei da base.

—Alô.

—Por que foi para aí?

—Edward eu falei com a sua mãe e disse que eu vim terminar a faxina do meu apartamento. Temos um trato lembra? Tenho permissão para sair e não estou fugindo.

—Você não falou comigo antes, não me deu uma satisfação antes de ir!

—Tudo bem que eu errei, mas não posso fazer nada agora. Preciso dar um jeito aqui.

—Voltará amanhã e assunto encerrado! Falou ele desligando o telefone na minha cara.

—Sem educação! Falei colocando o telefone na base. –Eu não irei amanhã mesmo!

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Um tempinho depois.

Minha campainha tocou e fui ver quem era, era jake ali segurando um monte de coisa e abri a porta sorrindo.

—Jake. Falei o abraçando e sorri contente.

—Ai, ai, vai cair às coisas e cuidado com a sua barriga. Disse ele sorrindo pra valer.

—Ups! Falei olhando para ele sentindo que uma lágrima queria rolar e rolou mesmo. –Desculpe a minha empolgação. Dê-me alguma bolsa.

—Não me atropele e esse buquê é para você.

—É LINDO! Falei alto após ele tirar a mão das costas, na verdade ele o escondia atrás de si.

—Gostou?

—Muito! Falei pegando-o.

—Você está maior a cada dia que passa bella, parece até que engoliu uma melancia média.

—Não me zoe jake.

—Não estou caçoando de você bobinha.

—Tudo bem. O cheiro que está saindo de dentro dessas bolsas está me deixando com água na boca.

—Até eu estou com fome, trabalhei o dia inteiro e dei um pulo em casa rapidinho para eu tomar um banho e vim correndo. Comprei o nosso jantar aqui perto e optei por algo leve. Trouxe um pavê de bombos e um refrigerante para nós, esses você precisa pôr na geladeira.

—Ok jake. Vou arrumar os pratos e colocar essas rosas na água também.

—Eu te ajudo. Falou ele no momento que eu trancava a porta.

—Obrigado. Falei sorrindo.

Fomos até a cozinha e jake sabia onde ficava tudo, ele mesmo pegou os talheres e os pratos. Coloquei as flores na jarra e as deixei sobre a mesa, fui até a cozinha pegar os copos e gelo no freezer.

Jake arrumou a mesa rapidinho e colocamos a comida que ele trouxe sobre a mesa. A picanha, a chuleta e o enroladinho de frango com queijo estavam com aparência ótima. A farofa me deixou com água na boca e o arroz à grega parecia muito bom.

—Está com uma cara boa né? Perguntou ele terminando de arrumar as coisas.

—Está sim jake e não tem nada light aqui.

—Quer que eu te leve para comer outra coisa? Perguntou ele preocupado.

—Não, eu já estou salivando horrores aqui ao olhar essa comida. Vamos logo comer isso! Jake começou a rir e veio me abraçar.

—Parece que agora você anda faminta com bastante frequência, tem que vê no espelho a sua cara de pidona ao falar, “vamos comer logo isso”. Foi hilário gata.

—Isso zombe de uma grávida.

—Pare de bobeira, sabe que não estou zoando. Gargalhamos e o abracei bem forte.

—Bom te ver jake.

—Bom te ver Isabella, eu fiquei tão preocupado.

—Obrigado pelo carinho. Falei o olhando. –Obrigado pela preocupação e pelas coisas que você trouxe. Está sendo um amigão.

—Andou chorando?

—Vivo chorando por tudo, estou uma grávida sentimental.

—Não fuja da minha real pergunta. Disse ele segurando o meu rosto de forma carinhosa.

—Juro que não estou fugindo. Eu ando chorando por tudo e é a mais pura verdade. Ele me avaliou bem e puxou a cadeira para eu me sentar à mesa. –Obrigado. O agradeci e ele fez o mesmo sentando-se a minha frente.

—De nada.

Nos servi numa boa e começamos a comer.

—Hummm!!! Jake. Que coisa boa demais!

—Está mesmo bom?

—Muito bom! Digo, delicioso.

—Eu também gostei, trouxe bastante para nós.

—Irei engordar mais ainda. Oh meu Deus! Falei colocando a minha mão na minha testa e gargalhamos bastante, depois continuamos a comer.

Jake me contou como tudo estava indo e eu me limitei quanto a isso, eu me sentia mal por ter que ocultar, mas eu não sabia qual seria a reação de jake ao saber que outro homem me ofendia e até me batia quando eu aprontava pra valer. Jake era muito bacana, mas eu conhecia o seu lado agressivo e nervoso. Acho que do jeito que ele era, se eu contasse toda a verdade e onde eu estava morando, jake na mesma hora iria até lá tomar as minhas dores, seria uma tremenda confusão e fiz por menos. Eu faria sempre por menos por considerá-lo demais apesar da nossa briga em dezembro. Isso já era passado e ficaria no passado.

A conversa estava interessante, a comida nem se fala e terminamos de comer após repetirmos por uma vez somente. Fui pegar a sobremesa, entreguei um potinho a jake e peguei o outro para mim. O chocolate era nobre, o sabor era maravilhoso e comi rezando.

—Estou no paraíso jake ao comer esse pavê de bombom.

—Eu amo isso e sei que você não rejeita esse tipo de sobremesa.

—Acertou na mosca. Sorrimos.

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Estávamos na cozinha e eu lavava a louça. Jake secou tudo para mim e fomos para a sala assistir televisão após eu guardar tudo em seus devidos lugares.

—Hoje é sexta feira.

—O que tem?

—Não quis ir sair com a galera?

—Estou feliz aqui com você.

—Obrigado. Tem falado com a Ângela em Nova York?

—Sempre. Ela está fazendo o cursinho dela feliz da vida e aproveitando a cidade.

—Hum! Eu gostaria que você me desse o telefone dela.

—Nós poderíamos ir fazer uma visita a ela.

—Eu adoraria, mas no momento eu não posso.

—Eu banco tudo, sem problemas.

—Eu adoraria, mas......

—Vamos agora mesmo em meu jatinho particular?

—Jake, você é louco!

—Basta ter a sua identidade para lhe identificar na base aérea e o restante deixa comigo, basta-me ligar e pronto. Topa? Ângela irá delirar ao vê-la, não contei nada a seu respeito ainda. A nossa amiga ainda pensa que aconteceu o pior com você naquele terrível acidente.

—São muitas horas de viagem?

—Está com medo Isabella?

—Não.

—Duvido! É o suficiente e se embarcarmos ainda hoje, estaremos chegando de madrugada. Voltamos na segunda feira de manhã. Anda vamos?

—Posso me meter em furada ao acompanhá-lo jake, mas eu irei com você. Não tenho roupas que deem em mim o suficiente para levar, estou quebrada praticamente, mas tenho dinheiro aqui comigo.

—Quem convida dá banquete.

—Ah! Jake, eu não quero usurpá-lo. Fico mal com isso.

—Não quero ouvir mais uma palavra, agora prepare as suas coisas que eu irei fazer uma ligação.

—Ok.

Sorri com a loucura que eu estava prestes a cometer e fui para o quarto arrumar as minhas coisas. Peguei uma mala que foi da minha mãe e coloquei algumas coisas ali para mim. Voltei para a sala momentos depois e jake me esperava estando de pé, jake era mesmo lindo eu o observava ao andar até ele.

—Já?

—Sim, mas não tenho muito o que levar.

—Falei para não se preocupar, agora iremos até a minha casa.

—Jake....

—Relaxe, meus pais e minha irmã foram para a casa de parentes e só voltam domingo. Recusei o convite por causa de você e não me arrependo.

—Tem certeza?

—Absoluta.

—Ok.

—Sinto saudades desse tipo de aventura ao seu lado.

—Eu também. Agora vamos logo porque eu estou nervosa.

—Ok.

Jake pegou a minha pequena mala e me lembrei de fechar todas as janelas antes de sair. Deixei tudo arrumadinho e saímos do apartamento. Jake segurou na minha mão de forma carinhosa e entramos no elevador quando ele chegou, sorrimos um para o outro e balancei a minha cabeça que não. Era loucura demais e Edward ficaria louco por não conseguir falar comigo durante a minha estadia em Nova York.

Optei por passar na portaria antes de ir para a garagem e informei ao porteiro que seja o papa a me procurar, era para dizer que eu tinha dado a ordem de não deixar ninguém subir. Se fosse alguém da família Cullen, falei o sobrenome deles baixinho para jake não escutar e ele me entendeu perfeitamente. Eu pedi para ele avisar que eu só voltaria para a casa deles na segunda feira e que não queria ser incomodada em meu apartamento. Era para falar que eu estava bem e relaxando. Pedi para ele ocultar a minha saída e passar a minha recomendação ao outro porteiro. Sorrindo ele disse que era para eu ir sem me preocupar. Andei até jake que se manteve afastado por educação e fomos para a garagem.

Saímos do edifício e seguimos rumo a casa dele, fazia era tempo que eu não pisava lá. Quanta saudades, eu pensava durante o trajeto.

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MOMENTOS DEPOIS.

Chegamos na casa dele e saí com sua ajuda após ele estacionar o carro em sua garagem. Algumas coisas haviam mudado para melhor no quintal e estava tudo lindo, eu admirava ao transitar de mãos dadas com ele. Jake abriu a casa e estava realmente vazia, uma chuva de recordações caiu sobre mim e a vontade de chorar foi imensa.

—Estou me lembrando dos churrascos, do meu aniversário e das diversas vezes que eu estive aqui. Foi tão bacana.

—Eu vivo das lembranças também. Disse ele me abraçando e fomos para o quarto dele, o próprio continuava o mesmo de sempre e nada havia mudado.

Jake arrumou a mala dele rapidamente e enquanto isso eu olhava para cama, foi ali que eu perdi a minha virgindade e me lembrei do momento de intimidade, foi bem intenso e vagaroso. Eu me lembrava e despertei quando ele colocou a mão em meu ombro.

—Já? Perguntei me virando para olhá-lo.

—Sim. Quer beber algo ou comer?

—Estou empanzinada ainda. Falei passando a mão na minha barriga.

—Ok. O pessoal já está nos esperando.

—Ta bom. Falei temerosa.

Jake guardou a mala dele ao lado da minha no banco de trás do carro e saímos da residência dele. Demorou um pouco para chegarmos no local de embarque e o sono já queria me possuir. Mesmo eu estando tensa com a viagem, o cansaço estava me abalando e precisei dar a minha identidade para eles fazerem anotações. Isso era para o caso de acidentes e identificar o passageiro. Ficamos uns minutos ali e perguntaram o meu tempo de gravidez, para não me constranger jake preferiu ir falar com o piloto e informei o período que eu estava. Um tempinho depois fomos liberados pra voar. Cedo ou mais tarde eu teria que revelar esse pequeno detalhe ao jake. Era constrangedor para mim por eu ter sido molestada semanas depois que eu perdi a minha virgindade, só isso.

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Jake segurou na minha mão e subimos na aeronave de grande porte, era tudo de última geração lá dentro e bem equipado. Jake tinha muita grana também e como eu já disse, ele não perdia em nada para Edward. Talvez a diferença fosse pouca, acho que Edward era multimilionário. Suas residências, os carros, tudo era de primeira e por isso ele insinuou que eu queria me aproveitar com a gravidez. Ele estava bem enganado.

As poltronas eram bem confortáveis e jake me informou que havia um quarto, mas seria permitido eu me deitar após decolarmos. Eu estava aflita por voar e por me ausentar dessa forma de Solares, Edward comeria o meu fígado se descobrisse. Acho que ele me mataria de verdade, ainda mais eu estando com jake. Coloquei o cinto de segurança e depois de acomodados fomos informados que voaríamos. Fiz o sinal da cruz e jake sorriu de mim.

—Relaxe.

—Ok e to tentandoooo.

A aeronave começou a andar e logo ela pegou velocidade, quando dei por mim estávamos voando já e olhei da janela, eu estava frita para dizer a verdade. Uma aeromoça nos acompanhou, ela perguntou se nós queríamos beber algo e comer um sanduíche, eu falei que não e a agradeci. Jake também não quis e segurou na minha mão olhando para mim.

—Está com medo ainda?

—Um pouco.

—Vai ficar tudo bem.

—Assim eu espero.

—Quer se deitar agora? Iremos demorar a chegar um pouco.

—Estou com tanto medo agora que não sei se eu conseguirei dormir.

—Vamos e tente, precisa ficar calma e você está com as mãos frias por causa do medo. Agora vem e tente relaxar.

—Ok.

Jake soltou os cintos de segurança e caminhamos até o fundo, entramos em uma cabine que era um quarto ambulante. Era incrível o lugar. Tirei o meu sapato e me deitei com cuidado, jake ficou olhando para o lado de fora da janela.

—Pode ficar aqui ao meu lado jake, não há problemas.

—Eu sei disso. Disse ele vindo até mim e tirou o tênis que calçava para se deitar ao meu lado.

Nos acomodamos e senti o ar ir gelando bem mais ali. Jake se levantou e pegou um edredom na gaveta, eu vi o quanto àquilo era luxuoso demais. Ele se deitou e nos cobriu, eu sem pensar duas vezes o abracei estando nós frente a frente. Eu sentia que eu estava relaxando mais conforme os minutos iam se passando e jake me abraçou também. Senti um beijo ser depositado em minha testa e fechei os meus olhos.

—Que loucura jake.

—Faz parte. Sorrimos e olhei para ele.

—Você não presta!

—Poxa! Dessa forma me magoa. Gargalhamos olhando um para o outro e tornei a deitar a minha cabeça no travesseiro. –Relaxe agora bella.

—Vou tentar.

Uma hora já havia se passado e senti o sono me atacar, deixei-me ser levada por ele e acho que pelo o cansaço jake dormiu também. Ele estava sendo cavalheiro comigo.

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Madrugada de sábado, 16 de fevereiro.

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HORAS DEPOIS.

Bateram de forma sutil na porta e acordei assustada por causa disso.

—Jake, jake.

—Hum? Fez ele de olhos fechados, era visível que ele estava pregado de cansaço e sono.

—Estão batendo na porta.

—Já deve estar perto de pousarmos, vamos.

—Ok.

—Já estamos indo. Falou ele alto e a voz feminina falou um simples “ok”.

Ajeitei o meu cabelo e calcei o meu sapato um pouco tonta, eu estava sonolenta demais e jake segurou na minha mão como apoio. Após ele calçar o tênis, saímos do quartinho e fomos nos sentar. Colocamos o cinto e cinco minutos depois começamos a descer, era madrugada ainda como jake havia dito que iríamos chegar em nosso destino.

—Iremos para o Queens, é um bairro muito bom e Ângela está morando em um apartamento lá. Não irei incomodá-la a essa hora da madrugada e logo será dia.

—Bem que podíamos fazer uma surpresa louca.

—Boa ideia. Falou ele sorrindo. –Ângela irá nos matar por acordá-la há essa hora.

Pousamos com segurança e minutos depois paramos. Soltamos o cinto de segurança e a porta da aeronave foi aberta. Descemos de mãos dadas e um carro de luxo na cor prata nos aguardava, dizendo jake a Mercedes era alugada.

—Sabe andar por aqui jake?

—O carro tem GPS bella, iremos nos virar. Somos aventureiros lembra?

—Está louco?

—Relaxe e deixe com o seu mestre aqui.

—Nossa! Só quero ver!

Nossas malas foram colocadas no carro e entramos no veículo alugado após jake pagar uma taxa e assinar um termo de responsabilidade pelo veículo.

Jake deu as instruções no Gps e logo aquilo começou as nos guiar. Eu estava apavorada, mas se jake pediu um carro era sinal que ele se garantia.

Nos afastamos do local de pouso e o sono já queria me pegar novamente, mas fiquei antenada olhando tudo a minha volta e sentindo as minhas pálpebras pesarem. A cidade era incrível, era a minha primeira vez ali.

Jake dirigia tranquilamente pelas ruas, não havia quase carro transitando por ser madrugada ainda e paramos em frente a um prédio pra lá de luxuoso um tempo depois.

—É aqui jake?

—É. Preciso ligar para a Ângela e acho que ela irá me matar mesmo.

—Não duvido mesmo. Falei sorrindo.

Jake pegou o celular dele e discou, ele aguardou chamar e chamou muitas vezes pelo visto, estava demorando a atender e quando atendeu ele aumentou o volume do celular dele para eu escutar.

—Jake seu cretino, sabe que horas são? Perguntou Ângela com a voz grossa de sono.

—Sei sim e desculpe o incomodo, mas desejo subir.

—Subir para onde? Está bêbado jake, já andou bebendo com a galera aí?

—Não estou chapado, olhe da sua janela, estou em um carro prata aguardando a sua liberação.

—Não brinca? Perguntou ela sorrindo. –Irei olhar para ver se é verdade seu doido!

—Pode olhar.

—AAAAAhhh!!!! SEU MALUCO! Irei interfonar para o porteiro AGORA! Após ela falar de forma escandalosa nós sorrimos. Ângela era mesmo hilária. -Está acompanhado? Perguntou ela séria e parando de sorrir por causa da curiosidade.

—Cale a boca Ângela e me libere para subir.

—É no sétimo andar e o número do meu apartamento e o 702.

—Ok. Tchau.

—Tchau!

Minutos depois o portão foi liberado e entramos, era tudo muito chique eu observava na minha e até agora eu não acreditava que eu estava tão longe de Ourinhos. Longe do stress e de Solares.

Descemos do veículo e jake pegou a nossas malas, nós caminhamos até o elevador e subimos após o número sete ter sido pressionado.

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Já no andar de Ângela, jake tocou a campainha e fiquei escondida. Escutei a porta ser aberta e a mesma abraçou jake chorando. Eu estava escondida no outro corredor olhando a cena calada e sorri da empolgação da Ângela.

—Que saudades amigo! Que surpresa boa, entre.

—Não estou sozinho.

—Quem veio com você? Não estou vendo ninguém aqui contigo horas.

—Eu. Falei aparecendo e Ângela deixou as lágrimas rolarem estando estatelada no mesmo lugar. Ela olhou para minha barriga e depois olhou para o jake, sendo que ele balançou a cabeça que não em uma resposta muda e ela tornou a olhar para mim, seu desmaio foi rápido e só deu tempo de jake ampará-la e as nossas coisas caíram no chão. –Jake, ela está bem? Perguntei preocupada me aproximando e segurei na mão dela de forma carinhosa.

—Acho que foi surpresa demais para um nobre coração. Disse jake levando-a para dentro e a colocou deitada no sofá, a sala era linda e aconchegante, observei. Era um pouco rústica por causa de alguns móveis e bem ela mesmo.

—Irei pegar as nossas coisas. Ofereci-me.

—Deixe comigo bella, olhe apenas ela que eu já volto.

—Ok.

Fui acariciando a mão dela e vi jake entrando com as nossas coisas.

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Minutos depois ela foi voltando por si só e eu a abracei.

—Amiga! Falei sorrindo e ela me abraçou entre as lágrimas também. Éramos duas manteigas derretidas.

—Pensei que você estava morta. Disse ela acariciando o meu rosto e chamou jake com a mão, na mesma hora ele veio até nós e nos abraçamos os três.

—Que saudades! Falei sentindo os soluços me atingirem e Ângela olhou para baixo, digo que para a minha barriga.

—Está grávida amiga? Está tão imensa, mas como? Perguntou ela perdida em pensamentos e olhou para o jake.

—É eu estou, mas não quero falar a respeito disso nesse momento.

—Não é de jake pelo tamanho que está?

—Não.

—Isso não é assunto para ser comentado agora Ângela. Disse jake olhando para ela e após isso ela olhou para mim.

—Sem problema amiga. Eu estou mais que feliz que vocês dois estão aqui.

—Eu estou mais Ângela, podes crer amiga.

—Aiiiii que saudades!!!! Disse ela me abraçando outra vez.

—Irei ficar com ciúme. Falou jake e nos abraçamos os três novamente.

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10min depois.

—Iremos conversar depois com calma, é um assunto delicado. Falei no momento que jake foi guardar as nossas coisas no quarto de hospedes.

—Tudo bem. Esse filho não é dele?

—Não infelizmente e eu fui abusada sexualmente. Falei a verdade, eu contaria toda a verdade a ela, eu sabia que nela eu poderia confiar.

—Oh meu Deus! Disse ela deixando as lágrimas rolarem e colocou a mão na boca para abafar o choro, cheguei a me arrepender por chocá-la dessa maneira naquele momento e ela me abraçou. –Diz que é mentira amiga?

—Não é, mas disfarce que o jake está vindo.

—Ok. Disse ela soluçando e se levantou secando os olhos. –Vou até o banheiro e já volto. Falou ela saindo da sala e jake não entendeu nada.

—O que deu nela? Perguntou ele me olhando fixamente.

—Precisou ir se aliviar, coisa de mulheres. Falei para disfarçar. –Ângela está emocionada porque estamos aqui.

—O quarto já está arrumado para nós dois. Algum problema?

—Nenhum jake, relaxe.

—Ok.

Ficamos aguardando a Ângela retornar.

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7min depois.

Ela retornou para a sala e se sentou no sofá, suas vistas estavam vermelhas por causa do choro e ela disfarçou.

—Sei que vocês estão cansados, podem descansar e tomem banho se quiser. Saibam que estão em casa e tem toalha, roupões, tudo a disposição de vocês. Iremos nos divertir junto.

—Obrigado Ângela. Falei sorrindo e jake também sorriu.

—De nada bella. Está com quantos meses?

—Quatro meses, falta pouco para cinco. Falei alto e claro.

—Então. Falou ela fazendo as contas no dedo e olhou para o jake, eles foram bem discretos. –Está muito cansada amiga? Perguntou ela olhando para mim.

—Um pouquinho, mas não quero dormir muito. Sendo sincera eu estou louca para conhecer a cidade.

—Nós iremos.

—Estou um pouco desleixada e não repare as minhas unhas. Não tive tempo de me embelezar melhor, decidimos daqui para ali viajarmos.

—Sabe aonde tem um salão por aqui Ângela? Perguntou jake.

—A poucas quadras daqui.

—Podemos ir lá depois, pronto e resolvido.

—Não precis.....

—Iremos até lá.

—Eu pago então.

—Vamos descansar que é melhor e depois resolveremos essa questão.

—Querem comer algo?

—Aceito um copo de água somente.

—Ok. Podem vir comigo, só assim vocês conhecem aonde eu me escondo. Sorrimos e a acompanhamos.

Andamos pelo corredor que não era muito cumprido e entramos na cozinha dela, não era muito grande, mas bem aconchegante.

Ângela pegou uma garrafa de água na geladeira e nos serviu, inconformada de nos oferecer só água ela pegou uma caixinha de suco e abriu para nós. Pegou um uma panela na geladeira e a aqueceu, o cheirinho estava ótimo enquanto esquentava e ela foi pegar pão para cachorro quente. Ao abrir a panela era salsichas que haviam ali coberta de molho e sorri balançando a cabeça que não.

—Estou a ponto de virar uma balofa Ângela.

—Vamos comer, com tanta emoção me deu fome.

—Ok.

Nos servimos e acrescentamos tudo que tinha direito em um cachorro quente. Nos sentamos nos banquinhos que havia ali no cantinho da cozinha e comemos colocando o papo em dia. Percebi que Ângela estava muito contente e bem diferente de mim, mas naquele momento eu compartilhava da mesma alegria, eu só ficaria triste na hora de ir embora e voltar para o pesadelo outra vez.

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Terminamos de comer bem empolgados e Ângela nos acompanhou até o quarto o qual ficaríamos.

—Tenha um bom restinho de noite.

—Bom dia para você também Ângela e obrigado pela hospitalidade.

—Que isso!

—Depois conversaremos mais, agora estou sentindo o cansaço me atingir.

—Durma em paz bella e você também jake.

—Iremos.

Ângela nos deixou a sós sorrindo e eu fui me sentar na cama.

—Pode ir primeiro bella, eu tomo banho depois.

—Vou pegar o que vestir.

—As malas eu coloquei no closet e fica ali. Disse ele apontando.

—Valeu!

Fui até o closet e peguei um blusão para eu dormir, a estampa era do piu-piu e parecia mais uma camisola que blusão. Entrei no banheiro e havia sabonete líquido e tudo que tinha direito. Tirei a minha roupa e entrei no Box, liguei o chuveiro e tomei banho de forma tranquila da cabeça aos pés.

—Quanta loucura! Falei para mim mesma estando sob a água e de olhos fechados.

Saí para me secar e vesti um conjunto de lingerie, depois vesti o meu roupão e fui até o closet pegar a minha escova de cabelo mais o meu creme. Ali no banheiro havia coisas de uso pessoal, mas eu fiquei sem jeito de mexer e eu trouxe o meu, não havia necessidade de mexer nas coisas dela.

Retornei ao banheiro e penteei o meu cabelo, lembrei de escovar os meus dentes e fui até a mala novamente.

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Após escová-los jake entrou no banheiro.

—Já estou saindo.

—Não se apresse por minha causa.

—Eu já acabei, pode vir.

—Ok.

Saí do banheiro e fechei a porta, portando a toalha em minha mão ainda eu sequei mais um pouco o meu cabelo. Aproveitei que jake estava para o banho e saí do quarto, fui até o de Ângela e bati na porta.

—Entre.

—Sou eu bella.

—Entre amiga.

—Ok. Falei abrindo a porta.

—Algum problema, precisa de algo?

—Não. Eu só queria falar com você enquanto jake toma o banho dele.

—Vocês estão juntos novamente?

—Não, somos amigos apenas.

—Ah! Fez ela pensativa. –Juro que estavam. Quer que eu te coloque em outro quarto?

—Jake não é nenhum estuprador amiga. Falei sorrindo e ela também sorriu. –Eu só queria dizer que depois conversaremos a respeito de tudo que aconteceu comigo e te peço sigilo máximo, estou confiando em você como uma verdadeira amiga que sei que você é.

—Pode contar comigo sempre. Disse ela preocupada.

—Evite perguntar coisas que eu prefiro esconder de jake, tipo. Quem é o pai do bebê, onde eu estou morando, eu sei que é doloroso esconder dele que é um amigão, mas eu não quero correr mais riscos.

—Você corre riscos?

—Todos os dias, principalmente de perder a minha filha por causa do stress, das brigas constantes e por aí vai.

—É uma menina?

—Sim.

—Nossa! Disse ela me olhando e sem demonstrar empolgação. –Foi estuprada e esse bebê é fruto disso?

—Sim de abuso sexuais, mas ela não tem culpa. Falei acariciando a minha barriga e olhando para a mesma, tornei a olhar pra Ângela. —O pai dela não era ruim antes, ele apenas se tornou depois dos acontecimentos.

—Por que não o denunciou bella? Que desse parte dele, sei lá!

—Não posso amiga, é uma tragédia lá e cá. A pessoa que fez isso comigo teve os seus motivos e não foram poucos. Vou te contar tudo e estou colocando a minha vida em suas mãos.

—Esse cara ainda a persegue?

—Estou vivendo com ele e a família dele. Os pais dele são um amor.

—Minha nossa senhora amiga! Disse ela exasperada e se emocionou na mesma hora. –Quanta doideira!

—Eu vivia na mentira Ângela, eu só posso te adiantar isso. Jake já deve ter acabado e preciso voltar. Não se preocupe porque nenhum de vocês corre perigo. Menti, caso Edward descobrisse iria dar uma lição em jake sem ele merecê-la, acho que agi mal em ter vindo, mas ao mesmo tempo eu estava muito feliz de estar no meio deles.

—Não se preocupe com isso, depois conversaremos.

—Obrigado amiga, muito obrigado.

—De nada. Disse ela me abraçando e evitei chorar, jake ficaria desconfiado e voltei para o quarto.

O chuveiro já estava desligado e ele devia estar se secando. Ajeitei a cama para nós dormimos e peguei o controle que tinha a mesma marca do ar, o liguei no botão indicado e deixei na temperatura amena. Não estava fazendo frio mesmo e nem muito calor como fazia em Solares e Ourinhos.

Momentos depois jake saiu vestindo uma bermuda e uma blusa regata, seus músculos eram incríveis e ele sorriu para mim.

—O que foi?

—Estou reparando, você está bem forte jake.

—É muita malhação gata.

—Estou vendo, mas sou contra a anabolizantes.

—É pura proteína e aminoácidos baby. Sorrimos após ele falar isso, jake era um crianção mesmo.

Levantei da cama e fui colocar a toalha que eu me sequei no banheiro, depois voltei para o quarto. Deitei-me na cama e jake me cobriu da mesma forma que as mães fazem com o seu filho. Sorri e me acomodei, eu estava confortável e olhei para ele.

Jake se deitou de barriga pra cima e fechou os olhos, com isso me aproximei dele e o abracei sentindo a sua aceitação, minha cabeça ficou sobre o peito dele e também fechei os meus olhos no momento que ele me abraçou. Dormimos logo a seguir por estarmos bem exaustos.

.

.

10h da manhã.

Despertei ao sentir minha filha se mexendo dentro de mim e abri os meus olhos, acariciei o local e ao olhar em volta eu vi que era mesmo real onde eu estava. Sorri levemente e me afastei do abraço de Jacob, na mesma hora ele acordou e olhou para mim. Minha filha tornou a mexer e coloquei a mão de jake no local, mas ele retraiu a mão e olhei preocupada para ele sentindo uma possível rejeição.

—O que foi?

—Eu tenho nervoso bella, parece que a criança vai lhe furar.

—Que coisa mais idiota jake!

—Eu sei disso, mas com a minha prima eu fiz a mesma coisa.

—Quando for a sua vez de ser pai, não irá tocar na barriga da sua mulher?

—Espero que seja você.

—Ai jake! Eu já deixei claro a nossa situação.

—Prefiro ser o seu amante e tê-la ao meu lado.

—Quer que eu banque a egoísta e te iluda?

—Prefiro.

—Vou ir lavar o meu rosto, com licença. Falei me levantando. Entrei no banheiro e fui me aliviar primeiro, quando jake apareceu na porta ele se desculpou e colocou a mão nos olhos.

—Desculpe bella, pensei que você estava escovando os dentes e não foi a minha intenção invadir a sua privacidade.

—Relaxa jake, até parece que você não conhece o meu corpo.

—Já acabou?

—Sim.

Ele tirou a mão dos olhos e me viu dando descarga no sanitário. Fui lavar as minhas mãos e coloquei pasta de dente na minha escova, comecei a escová-los e jake fez o mesmo ao meu lado. Ficamos calados e enxaguei a minha boca, penteei o meu cabelo e saí do banheiro para o caso dele querer se aliviar também.

Sentindo-me bem à vontade eu fui até a janela, abri a cortina da mesma e vi a cidade, a vista era boa e muitas pessoas transitavam na rua. Escutei jake fechando a porta e continuei olhando para o lado de fora, abri o vidro e o ventinho bateu em meu rosto.

Escutei a porta tornar a abrir e segundos depois ele me abraçou por trás.

—Dormiu bem? Perguntou ele estando com o rosto enterrado em meu pescoço.

—Sim e como pedra.

—É eu também apaguei. Disse ele depositando um beijo no meu pescoço e depois beijou de novo.

—Estávamos exaustos.

—Trabalhei o dia inteiro ontem, mas não me arrependo de ter vindo, é a minha primeira visita que faço a Ângela.

—Ângela é muito bacana.

—Também acho. Disse ele beijando o meu pescoço mais uma vez e fechei os meus olhos, bem ou mal isso mexeu comigo e disfarcei ao me afastar para olhá-lo.

—Seu tarado! O acusei sorrindo.

—Não sou não. Falou ele vindo até a mim e me abraçou.

—Está ousado hoje. O acusei sorrindo e me afastei. –Sossega!

—Não farei nada para magoá-la, só estou brincando.

—Velhos hábitos nunca morrem.

—Pode ser que você tenha razão, mas eu gosto de você e para ficar ao seu lado eu aceito ser o seu amante, o seu amigo e tudo que você quiser e precisar.

—Jake, você merece mais.

—Eu mereço você. Disse ele me olhando sério. -Eu quero é você e nada que eu faço de bom grado é com segundas intenções, saiba sempre disso.

—Você me disse isso lá em Solares. Falei indo até ele e o abracei. –Sabe que merece mais que isso.

—Sendo que eu não quero, é a minha escolha Isabella Marie.

—Jake....

—Não fale nada agora. Disse ele me abraçando e eu ao olhá-lo, ele me beijou na testa. –Será que a Ângela já acordou?

—Não sei, vamos ver.

—Vamos.

Jake abriu a porta do quarto e saímos, estava tudo silencioso e escutamos barulho na cozinha. Ao irmos até lá, Ângela estava arrumada e cercada de bolsas de mercado.

—Bom dia galera. Saudou-nos ela.

—Bom dia amiga. Falei passando a mão em minha barriga, era automático acariciá-la de forma amorosa. —Já foi na rua?

—Sim. Todo sábado eu compro algumas besteirinhas, ainda mais agora que eu estou com amigos aqui em meu apartamento.

—Não se preocupe, iremos comer fora e passear.

—O café já está pronto e comprei algumas coisinhas para nós. Vou arrumar a mesa.

—Eu te ajudo.

—Nada disso, sente-se aí. Disse ela sorrindo para mim.

—Ok.

Ângela arrumou a mesa do café da manhã e o tomamos conversando, sorrindo e planejando o que iríamos fazer durante o dia. Decidimos ir ao salão primeiro, depois para o shopping e comeríamos por lá mesmo. Mais tarde iríamos dançar.

—Dançar amiga? Eu estou imensa!

—Pare de bobeira bella! Você está linda!

—Linda com esse cabelo para pintar, unhas para serem tratadas e....

—Quanta bobagem! Interrompeu-me ela.

—Pra você amiga que não está grávida, que porta um corpo violãozinho e eu estou horrível!

—Sabe que não está feia, está fazendo charme bella! Falou jake ao meu lado.

—Não estou feia mesmo? Perguntei secando uma lágrima que rolou do meu olho direito.

—Claro que não! Pra mim nada mudou, apenas a barriga que cresceu e seu cabelo que está mais curto.

—Você cortou aquela cabeleira toda amiga?

—Me enjoei. Menti.

—Mesmo assim ficou muito bonita, está diferente e parecendo até mais madura. Agora vamos nos apressar que o dia será longo!

—É vamos! Falei empolgada.

Terminamos de tomar o café da manhã e fomos nos arrumar. Optei por colocar o mesmo vestidinho e calcei uma sandália a qual deixava todos os meus dedos dos pés de fora, eu iria fazer a minha unha e colocar um sapato fechado poderia estragar o esmalte.

Jake se vestiu parecendo um playboyzinho. Ângela preferiu por um shortinho jeans, uma sandália baixinha e uma blusa de manguinha curta, minha amiga era simples demais apesar de ter muita grana.

Saímos do apartamento após deixarmos tudo arrumadinho e iríamos com o carro que jake alugou. Ângela ensinou o caminho a jake e chegamos no salão. Optei por pintar as minhas unhas de rosa. Jake pediu para fazerem uma hidratação e uma escova em meu cabelo, ele queria que me tratassem igual a uma rainha e o rapaz que faria a escova em mim sorriu, jake sabia que nos velhos tempos eu andava toda produzida e cuidada. Ângela estava muito contente e deu um trato nas unhas dela também. Aproveitei para tirar as pontas do meu cabelo antes daquela produção toda que ele sofreria a seguir e após o corte, o cabeleireiro me mostrou como ficou.

—Está perfeito, adorei! Falei sorrindo e olhando o meu cabelo todo certinho e abaixo do ombro. Ele estava crescendo rápido.

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2h depois.

Acabou a nossa produção e jake pagou a nossa conta, Ângela o reprovou, mas ele não aceitou o dinheiro dela. O segundo lugar a irmos seria o shopping e chegamos lá minutos depois. O local era imenso e as lojas esbanjavam opções, eu fiquei louca com cada coisinha linda ali para vender e dizendo Ângela, ela faria a festa. Neste momento em frente a uma vitrine.

—Compre o que você quiser bella.

—Não precisa jake.

—Vamos Ângela, você que tem um bom gosto e sabe de medidas femininas, me ajude a escolher roupas para ela.

—Deixa comigo.

—Jake eu.....

—Não me faça essa desfeita bella.

—Não é justo.

—Não é justo você recusar algo de um amigo.

—Mas....

—Mas nada, agora escolha o que você gosta.

—Ta bom. Falei sorrindo e o abracei. –Eu já sabia que você é mesmo um louco.

—Um pouco.

—Tudo bem Jacob Black, você quem pediu!

—Mãos à obra Marie!

Sorrindo, eu e Ângela entramos na imensa loja. Escolhemos várias roupas e era cada uma linda, lembrei que ali era uma loja chique e renderia uma grana preta ao jake, com isso eu fui até ele após colocar uma blusa de volta no lugar.

—Jake, aqui é bem caro!

—Volte e escolha o que você quer.

—Ta bom. Não posso pagá-lo agora.

—Vai, vai. Já falou besteiras demais. Sorrimos e me afastei segurando as que eu havia gostado.

Fui até o provador enquanto Ângela escolhia algumas peças para ela e todas que eu peguei ficaram boas. Jake segurava algumas roupas que ele pegou e me mostrou falando que iriam ficar muito boas em mim, ele tinha razão. Ao experimentá-las ficaram ótimas mesmo.

Ele pagou as minhas roupas e Ângela as delas, ela não aceitou ser bancada pelo amigo de jeito nenhum. Foi uma nota preta que jake gastou e havia uma bolsa no meio dos tecidos.

—Você escolheu? Perguntei surpresa ao pegá-la sobre o balcão.

—É feia?

—Vai combinar com a maioria dessas roupas e é muito bonita. Obrigado.

—De nada.

—Agora vamos escolher alguns sapatos atiçou Ângela.

—Não comece Ângela, jake já gastou demais e extrapolou.

—Aonde tem uma loja boa? Perguntou ele me ignorando.

—Deixa comigo. Falou ela afirmando estando com a mão tomada de bolsas e sorriu.

Caminhamos pelo shopping e entramos numa loja onde vendia sapatos e sandálias acima de quatrocentos dólares. Eu já estava cansada de experimentar e fiquei com seis pares, sendo eles três sandálias e três sapatos. Todos lindos de morrer e quando Edward visse, ficaria louco achando que eu o roubei para comprá-los. A marca era conhecida demais e o desejo de muitas mulheres.

—Chega gente, agora vamos comer. Falando em comer, eu preciso tomar a minha vitamina. Andei esquecendo de tomá-la e não é legal.

—Vamos comer então. Falou Ângela preocupada.

Escolhemos um restaurante a quilo e fomos nos servir. Escolhi mais salada e carne grelhada, eu sei que a minha médica iria chamar a minha atenção na próxima consulta. Nos sentamos para comer após jake pedir as nossas bebidas. A comida estava mesmo boa e me levantei para pegar mais um pouquinho depois.

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Recusei a sobremesa calórica e preferi uma salada de fruta. Jake comeu bastante e Ângela se conteu igual a mim, não podíamos descuidar com a nossa forma física.

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Momentos depois......

—Obrigado jake. Falei o abraçando e ele envolveu o meu pescoço por eu estar sentada ao lado dele.

—De nada.

Ângela nos olhou estando perdida em pensamentos e deu atenção para salada de frutas que ela estava comendo. Terminamos de comer e optamos por rachar a conta, isso porque eu e Ângela insistimos e jake aceitou. Eu estava com dinheiro na bolsa e havia bastante. Eles eram de Edward.

Decidimos passear um pouco pela cidade e dessa vez quem dirigiu foi a Ângela. Ela já estava familiarizada com a cidade mesmo antes de vir morar aqui dizendo ela, eu estava amando e olhava tudo em volta. Visitamos a estátua da liberdade e adorei a vista. Fomos a vários lugares interessantes, como o Central Park que era mesmo lindo.

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Às 19:30min da noite.

Voltávamos para o apartamento de Ângela e paramos em frente ao portão da garagem do edifício, fomos liberados e Ângela estacionou o carro. Eu estava elétrica por causa do passeio e tiramos fotos juntos, separados e foi tão legal.

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Entramos no apartamento cheios de bolsas e fomos para o quarto guardá-las, tínhamos planos de sair mais tarde para dançarmos e eu estava amando. Parecia que eu voltei no tempo e estava vivendo naquela empolgação de antes, eu estava me amarrando. Jake era tão diferente de Edward, eu pensava ao tirar as roupas das bolsas e guardá-las. Escolhi o que vestir e calçar mais tarde e os deixei separados de jeito que não amassasse no closet.

Eu precisava de um banho urgente e Ângela apareceu na porta do quarto.

—Iremos sair às 22h. Está bem?

—Ta ok. Falei sentada na cama e jake se aliviava no banheiro. –Amiga, me dá um pouquinho de água?

—Vou pegar.

—Obrigado.

Ela saiu de minha vista e eu tirei a sandália do meu pé. Jake ligou o chuveiro e ele iria tomar banho, com isso eu fui até a cozinha atrás da minha amiga.

—Está aqui a sua água.

—Obrigado.

Bebi toda a água do copo e contei o que significava viver na mentira, ela ficou horrorizada ao saber da verdade e me abraçou. Contei o que aconteceu comigo e Ângela preferiu que fossemos para o quarto dela. Lá ela trancou a porta do mesmo e fomos para o banheiro, dessa forma evitaria que jake escutasse algo. Ela estava passada e lamentou toda a tortura que eu sofri do começo até hoje, principalmente o estupro. Ela ficou sensibilizada com o que aconteceu com a minha família apesar de todos os defeitos e com a de Edward, ela chegou a chorar pela situação que eu estava vivendo, mas o que chocou ela mais ainda foi quando eu disse que iria me casar com o meu agressor em poucas semanas.

—E o jake amiga?

—Eu deixei claro que eu não podia ter um relacionamento sério. Vivo a base de ameaças Ângela e sei do que ele é capaz.

—Abandone esse homem, suma da vida dessas pessoas bella e caia fora enquanto pode. Sabe o que é um casamento, papel assinado e tudo? É um problema! Digo problema no seu caso amiga que ficará atada a ele.

—Os papéis já estão correndo do nosso casamento. Tem a menina que não é só minha e bem ou mal eu levo uma vida de casada com ele.

—Vocês têm relações? Perguntou ela bem preocupada.

—O que você acha? Perguntei com vergonha de responder.

—Pela a sua cara eu acho que sim né.

—Ele me procura quase todos os dias. Falei lembrando dos nossos momentos. —Beija-me na boca, me ameaça de todas as formas possíveis se eu tentar fugir, me proibiu de usar roupas decotadas e curtas. Proibiu-me de ter amizade com outros homens e.........

—Peraí! Interrompeu-me ela. –Ele a proíbe de usar roupas curtas, te beija na boca, te ameaça caso tente fugir e de ter amizade com outros homens? Perguntou ela juntando as sobrancelhas.

—Sim. O que tem?

—Esse rapaz não se interessou por você apesar de todas essas desgraças bella? Você é uma mulher muito bonita, tem o jeito meigo de ser e não seria novidade, jake é louco por você e é visível isso através do olhar dele. Pobre amigo!

—Ele age por implicância somente Ângela e não coloque caraminholas na cabeça.

—Isso não são modos de alguém com implicância de alguém bella, isso são modos de um homem bem ciumento e que gosta de trata a mulher com posse.

—Eu não sei o que pensar. Todos lá falam isso, mas Edward sai com outra mulher.

—Ele tem outra mulher?

—Sim. Ela é uma moça bonita e rica, o contrário de mim. Tenho minhas dúvidas que seja só com uma. Não estou falida, só preciso vender o meu apartamento e quem sabe recuperar o cartão de uma conta esquecida. Mesmo assim é dinheiro sujo amiga, até o meu apartamento é de dinheiro sujo infelizmente. Acho que estou manchada de várias formas mesmo.

—Tem a mim, pode fugir daquilo tudo lá e ficar aqui comigo. Damos o nosso jeito com o bebê.

—Tem a Esme Ângela e graças a ela eu estou vivendo. Ela está cega, chora a morte da filha vez ou outra que eu sei e não é para menos. A menina que gero não é só minha e ela é a alegria dos avós e dos primos de Edward. Antes Edward alegava que era do jake e não era. Eu fazia amor com o jake sempre de camisinha e ele foi o único homem que me tocou de forma desprotegida, digo, pele com pele e até hoje é assim. Apesar de tudo Edward é um rapaz muito bonito, acho que bonito é pouco, ele é mesmo lindo. Porte elegante, sério demais comigo e se abre somente com os amigos e familiares. Ele é carinhoso com a mãe e rude com o pai por ter abandonado a mãe dele quando ela mais precisou dele e por minha causa. Eu fiz queixas dos maus tratos e Carlisle foi em cima dele, foi uma briga feia entre os dois lá na transportadora e até hoje Edward age com malcriações com o pai. Eles falam que ele era um bom rapaz antes, carinhoso e gentil, mas eu só conheço o lado perverso dele. Sabe amiga, o que eu estou passando não é para qualquer uma não e tem que ver como as mulheres babam em cima dele. Parecem abelhas em cima do mel, é incrível!

—Como ele é? Perguntou ela bastante curiosa.

Descrevi como ele era, o tipo de perfume que ele usava, os carros que ele possuía e tudo que eles tinham. Ângela afirmou que o cara era mesmo endinheirado e não era pouco não. Contei a respeito da prima Alice, dos pais dela e de Max. A respeito de Max ela me achou uma tremenda aventureira e sorriu bestificada. Ela me aconselhou a largá-lo, o cara era da família e isso poderia trazer problemas para mim depois.

Ela lamentou a forma que ele me tratou na danceteria e ficou surpresa por isso ter acontecido com todos os nossos amigos lá. Contei tudo que acontecia entre nós na intimidade e ela ficou petrificada.

—Sexo oral em você e vice e versa? Perguntou ela me olhando abobalhada.

—É. Afirmei muito envergonhada. –Ele me domina, lembra? Se eu não o agradar a casa cai em cima de mim.

—Se ele a odeia, como é que pode tocar em suas partes íntimas dessa forma que me falou? Não sei não amiga, esse cara gosta de você.............., mas ele a maltrata. Falou ela pensativa.

—Isso não tem nada haver Ângela, os homens são safados e agem com a cabeça de baixo.

—Uma pessoa que odeia tanto a outra, ele sente nojo dela e quer a distância amiga. Estou confusa, mas pode ser que você tenha razão. Como eu já disse, você é bonita.

—Ele me bate quando apronto, mas nos últimos dias ele não me encostou a mão. Apenas segura forte em meu braço, me ofende com palavras bem severas. Tivemos uma briga feia por eu queimar as roupas dele e apanhei pra valer. Acho que Edward é bipolar, ele sempre me procura brigando ou não.

—Eu estou sem palavras e só posso lamentar. Saiba que você tem o meu apoio e sempre terá, quando decidir fugir disso tudo saiba que tem um lugar para morar. Não penso em voltar para Solares, aqui é a minha casa agora e tenho mais opções aqui.

—Obrigado amiga. Falei a abraçando.

—É melhor voltarmos, jake é desconfiado. Vamos fazer o melhor, eu irei tomar banho e você disfarça bem ao voltar.

—Jake quer ser o meu amante.

—E você?

—Eu não sei, eu digo que ele merece o melhor.

—Não precisa se casar com esse homem. Ele te chifra e não duvido que continuará fazendo após o casamento, vai que a amante dele decida engravidar também. Existe mulher para tudo e acham que isso segura o homem de alguma maneira. Estão erradas!

—Uma vez ele deu a entender que sempre usa camisinha.

—Mas não usou com você. Pode ser que ele tenha relações desprevenidas com essa moça que ele conhece há tantos anos. Isso dizendo você.

—É verdade, mas me enoja quando ele chega e vem me procurar. Talvez ele mereça levar chifres também. Não sei se chifres é a palavra certa, não temos nada sentimental mesmo.

—Talvez? Ele merece por tratá-la feito pano de chão. Que pisa, esfrega e o torce quando tem a necessidade.

—Uau! Essa foi forte.

—É verdade, mas eu não posso incentivá-la a nada, eu só posso apoiá-la. Não faça isso com si própria amiga, sabe que merece o melhor. Desconfio seriamente que esse rapaz sinta algo por você, mas é difícil ter uma certeza absoluta por causa dos maus tratos, só vendo de perto a situação mesmo.

—Ele diz que o nosso sexo é meia boca, que eu sou uma vadia fria na cama e me trata como uma mais ou menos. Isso me dá a entender que ele me acha feia.

—NOSSA! Sério mesmo que ele diz isso?

—É. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem e fui lavar o meu rosto sentindo as minhas mãos tremerem com tanta humilhação.

—Fuja enquanto há tempo!

—Sinto que algo mais forte me prende lá amiga, talvez seja o carinho que tenho pelos os pais dele. Acho que sinto o cheiro da irmã dele às vezes lá.

—Cruzes bella! Você já está começando a pirar amiga?

—Não amiga e pode acreditar que é bem real. O cheiro que aparece às vezes é o mesmo de um perfume que ela usava em vida, devia ser o seu favorito. É adocicado e suave o perfume, ele é muito cheiroso.

—Nossa! Isso é assombroso demais.

—Algumas vezes eu sonhei que passei por tudo que ela passou no momento que ela e a mãe dela foram sequestradas, foi muito real amiga. Eu chegava a acordar gritando no meio da noite estando presa naquele porão quente.

—Não sei o que dizer. Isso tudo é muito embaraçoso para mim e sinceramente eu estou sentindo pena de você. Desculpe, mas perante essa situação toda é isso que eu sinto e não é por mal.

—Sem problemas, sei que é involuntário e é aceitável. Estou digna de pena mesmo. Ajo com os meus sentimentos em relação aos pais dele que estão fragilizados, mas Edward não enxerga isso em mim. Brigamos todos os dias desde que os meus pais morreram e não sabe o quanto eu fiquei preocupada quando me descobri grávida. Descobri-me grávida estando presa no porão por desacatá-lo severamente. Acho que fiquei um mês presa lá por causa disso, nem me lembro mais. Consegui fugir depois disso por pura sorte e consegui chegar em Solares com a ajuda de um rapaz e ao pedir ajuda ao jake, ele me negou.

—Jake lhe negou a ajuda?

—Isso mesmo. Brigamos feio, mas isso já foi esquecido por mim e estamos bem novamente. Acabei sendo capturada por Edward em um supermercado e deu no que deu. Até hoje estou vivendo a trancos e barrancos.

—Você sabe que tem um cantinho, não hesite quando precisar de ajuda. Você tem carinho por essas pessoas, mas tenha dó de si primeiro. Viverá no inferno após a troca de alianças e eu não estou te entendendo Isabella, sei que é duro o que aconteceu, mas olhe para si, veja o quanto essa vida que você está levando está te fazendo mal. Antes era tudo tão mais tranquilo e apesar de você viver na mentira, era diferente. Não quero que sofra mais. Agora me diz uma coisa.

—O quê?

—Por descrevê-lo feito um Deus grego....

—O que tem?

—Você não sente um pinguinho de atração por ele? Talvez esse seja o motivo que lhe prenda lá sem você mesma saber.

—Eu o acho um rapaz lindo, mas a minha real vontade é de matá-lo. Não o amo.

—Tem certeza? Por que isso pode vir a acontecer. Coisas estranhas acontecem, coisas impossíveis acontecem quando menos esperamos.

—Eu saía com o Max lembra?

—Tudo bem, tem razões para odiá-lo e como tem.

—Pode deixar amiga e me lembrarei que eu tenho você, agora preciso ir para o quarto, demoramos demais.

—Ok.

Saí do banheiro e depois do quarto de Ângela, ao entrar no quarto jake estava de bermuda apenas e assistia televisão deitado na cama.

—Demorou. Disse ele sorrindo e não percebendo nada.

—Ângela estava me contando alguns segredos, coisas de mulher seu enxerido. Falei indo até ele e dei um tapa no braço dele.

—Tudo bem gata.

—Vou tomar banho agora, Ângela foi tomar o dela também para podermos sair depois.

—Estou relaxando, vocês mulheres é fogo na hora da compra.

—Já está contundido antes do tempo Black? O provoquei.

—Quer tirar a prova dos dez?

—Cale a boca jake! Falei sorrindo e ele veio me agarrar sorrindo também.

—Vem calar então?

—Não comece! Falei o socando de leve e ele me largou gargalhando, mas tornou a me abraçar. –Você é uma criança grande.

—Ta ruim para você?

—Olhando bem, sabe que não. Falei olhando para ele com um fio de sorriso nos lábios.

—Deixarei você ir tomar o seu banho. Disse ele me largando e se jogou na cama sorrindo.

—Cuidado com a cama dos outros! O reprovei.

—Ta bom mamãe bella!

Sorrindo eu fui para o banheiro e fechei a porta, eu me sentia mais aliviada por ter me desabafado com a Ângela e ela não me renegou como amiga. Eu estava me sentindo tão bem ali com eles e temi em voltar para Solares, Edward me queria em Ourinhos hoje e eu não voltei. Eu o desobedeci.

Despi-me e fui para o Box, dei um jeito em meu cabelo por estar escovado e não o molharia. Tomei banho tranquila e quando acabei, saí para me secar. Passei creme e enrolada na toalha eu fui até o closet pegar o meu estojo de maquiagem. No que eu voltei para o quarto para depois ir para o banheiro jake me olhou, mas tornou a assistir televisão.

Maquiei-me com calma, me perfumei e penteei com cuidado o meu cabelo. Fui para o closet me vestir e ao me olhar, eu aprovei o meu look. Eu vestia um vestidinho branco de grife de alcinhas e justinho no corpo. O mesmo ia até o meio de minhas coxas e a sandália era de salto fino preta, eu estava muito bem e sorri. Eu estava me sentindo bonita e fui para o quarto.

—Como eu estou? Perguntei dando uma voltinha para ele me ver por inteira.

—Perfeita! Disse ele sorrindo e eu olhei para o peito malhado dele, mas desviei o meu olhar para o rosto dele.

—Sério? Perguntei sorrindo.

—Sim.

Sorrindo ele se levantou da cama e foi para o closet se arrumar. Fui para a sala aguardar a galera e olhei da janela, a noite estava muito bonita e me lembrei de Ourinhos. Recriminei-me por me lembrar de lá e senti a minha filha mexer de leve, depois ela ficou quietinha dentro de mim.

.

.

10min depois.

Senti jake se aproximar por causa do cheiro dele e olhei para trás, vindo até a mim ele me abraçou por trás e me deixei ser abraçada, não havia nada de erótico no ato.

Ficamos abraçados dessa forma e olhando para o lado de fora, eu acariciava a minha barriga e jake olhou para o meu ato.

—A ama não é?

—Aprendi com um pouco de custo por ser um ser inocente jake. Seria injusto.

—Não deixa de ser a sua filha, só é com uma pessoa....

—Complicada. Finalizei a frase dele.

—Você sabe o que fala e se diz isso, eu acredito.

—Talvez seja um pouco pior, mas deixa pra lá.

—Pode acabar estragando a noite lembrando de coisas desagradáveis. Vamos aproveitar!

—Concordo. Falei me virando para ele e o abracei, eu estava carente de um abraço acolhedor como era o dele. Digamos que um abraço de urso por ele estar fortão.

.

.

—Podemos ir? Perguntou Ângela aparecendo toda produzida minutos depois.

—Claro que sim. Falei sorrindo.

—Eu dirijo jake.

—Pode ser.

—Podemos ir a um barzinho que fica a vinte minutos daqui. Lá bomba e é muito bacana.

—É pra lá que iremos então. Falou jake me guiando até a porta. Nossas mãos estavam unidas.

—Tenho certeza que vocês irão gostar, as músicas são bem legais e já estive lá por duas vezes com duas amigas que fiz aqui.

—Vamos nessa. Falei sorrindo e saímos do apartamento.

Esperamos o elevador chegar e fomos para a garagem, Ângela ocupou o lugar do motorista e jake se sentou no banco do carona, já eu fui atrás. A rua estava impinhada de gente e a cidade era mais que movimentada, também, Nova York era tudo de bom. Constatei durante o passeio hoje mais cedo.

Encostei-me no banco e me permiti curtir o momento, vez ou outra eu olhava para trás, mas isso se refletia por causa do meu medo. Eu estava mesmo brincando com a sorte e resolvi chutar o balde mesmo, minha vida era toda errada e consertá-la estava um pouco difícil agora. Não teria como mais, eu acho.

.

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25min depois.

Paramos na rua ao lado do barzinho e descemos do carro. Eu ajeitei o meu vestido e passei a mão em meu cabelo o ajeitando de leve. Meus cabelos estavam brilhantes e a aparadinha nas pontas deu uma grande diferença.

Após Ângela acionar o alarme do carro, nós caminhamos em sentido o barzinho e estava bem cheio, eu observava a distância. Jake circulou o seu braço na minha cintura e na de Ângela ao andarmos pela rua. Alguns rapazes olhavam, mas na mente dele jake era o meu namorado por causa do tamanho da minha barriga, então Ângela ficou em destaque e ela estava mesmo chique. Sua roupa era uma saia preta de paetês um pouco curtinha, sandália preta de tiras altíssima e blusa branca justinha no corpo com um laço frontal feito na própria blusa. Estonteante a minha amiga estava e sua pele morena a valorizava.

Chegamos no barzinho, estava bem animado. A música rolava, algumas pessoas dançavam na pista e fomos nos sentar em uma mesinha próxima da pista. Uma moça veio nos recepcionar e nos entregou o menu do lugar. Ângela pediu um drink a base se amora e continha um pouquinho de álcool dizendo ela, já eu preferi beber um refrigerante e jake pediu uma cerveja.

—Quer comer algo?

—Vou aceitar, estou com uma fome tremenda jake.

—Escolhe o que vocês querem comer.

—Eu como o que pedirem. Falou Ângela agitando o corpo por causa da música.

—Não quer escolher jake?

—Escolhe você bella.

—Ok.

Escolhi dois tipos de petisco e a moça anotou o nosso pedido. Comecei a agitar o meu corpo com a batida e jake veio me dar um beijo na bochecha. Ângela sorriu para mim e eu sorri para ela.

Um pouco doida, ela levantou da cadeira e ficou dançando ao lado da nossa mesa, ela era bem animada e vira e mexe ela sorria para nós.

Jake envolveu o meu pescoço com o baço.

—Estou melada com tanto carinho jake. Falei olhando para ele e o mesmo sorriu.

—Não aconselho falar isso para um homem gata.

—Você que é pornográfico e só pensa naquilo. O acusei sorrindo pra valer.

—Isso não é verdade. Falou ele no momento que a nossa bebida somente chegou.

Ângela pegou o drink dela, jake colocou refrigerante no copo e o entregou para mim. Ele abriu a pequenina garrafa de cerveja para ele beber e brindamos a nossa felicidade, bebemos um olhando para o outro. Olhei em volta e gostei do ambiente, tão logo os petiscos chegaram e começamos a comer estando bem empolgados com a batida da música que tocava.

Conversamos na medida do possível e logo Ângela foi abordada por um rapaz, mas ela o descartou uns minutos depois após a breve conversa que teve com o rapaz.

Jake não parava de me abraçar e beijou o meu pescoço, isso fez com que o meu corpo se arrepiasse de baixo para cima e sorri me afastando dele.

—Pare jake! O repreendi sorrindo e Ângela também sorriu.

—Antes você não ligava.

—Eu sou uma mulher……

—Comprometida?

—Mais ou menos, mas não é isso o que está pegando, o problema é você se iludir comigo. Sou uma mulher problemática, lembra?

—Pare com isso. Falou ele se aproximando de mim e me deu um selinho, ficamos nos olhando e ele me deu outro.

—Jake eu…… ele não me deixou terminar, ele simplesmente me beijou. –A Ângela……. Fui interrompida pelos lábios dele novamente.

—Veja. Falou ele apontando pra Ângela que conversava com outro rapaz ao lado da nossa mesa. –Eu amo e adoro você.

—Não me ame jake.

—Diga isso para o meu coração, eu não tenho culpa, é involuntário desde da época que eu te vi pela primeira vez no colégio.

—Isso é golpe baixo jake.

—Ser sincero é bem diferente. Por acaso você gosta do pai da sua filha e está me escondendo isso?

—Não, eu não gosto dele, mas não quero machucar você.

—Me machuca a sua distância, é ruim vê-la e não poder beijá-la e amá-la da forma que eu sei que você merece. Quem quer que seja esse monstro, ele não sabe o tesouro de mulher que você é e isso me entristece profundamente.

—Sei que você tem razão. Falei o abraçando e jake imediatamente me beijou, eu correspondi na mesma intensidade e me afastei o olhando. Peguei o meu copo de refrigerante e o bebi olhando-o. –Faz tempo que não nos beijamos jake.

—Senti saudades do seu beijo.

—Eu adorei beijá-lo. Sorrimos e jake mais uma vez me beijou cheio de carinho, mas.......

.

.

2min depois.

Nos afastamos.

—Se comporte bella! Falou Jake brincando.

—Olha quem está falando!

—Avisei um amigo meu que estou aqui, ele mora aqui pertinho. Disse Ângela sorrindo e se sentando ao meu lado novamente.

—Amigo ou peguete Ângela? Perguntou Jake.

—As duas coisas. O conheci no curso e estamos nos dando bem. Acho que entrei na onda de vocês lá em Solares e estamos com benefícios. Gargalhamos.

.

.

.

. …………………………………………………………….

.

. Madrugada de domingo, 17 de fevereiro.

.

.

2h e ½ depois estando sob os carinhos de jake.

Nos levantamos para ir dançar e ficamos ali ao lado da mesa por causa das nossas coisas. Ângela estava dançando com o rapaz que estava azarando no curso dela e olhou para mim sorrindo. Eu fiz sinal com o polegar e ela entendeu o recado, o rapazinho que estava com ela era mesmo lindo.

Jake segurou em minha cintura e eu coloquei as minhas mãos no ombro dele. Dançamos junto à música envolvente e jake mais uma vez me beijou, ele beijava maravilhosamente bem e Edward também. Lembrei-me dele e abri os meus olhos, mas tornei a fechá-lo por estar beijando jake ainda. Era óbvio que eu não beijava jake pensando no outro lá, ele devia estar com a Julieta, tudo indicava que eles haviam ficado próximos novamente e resolvi esquecê-lo.

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Jake acariciou a minha barriga e correu as suas mãos pela lateral do meu corpo, isso me fez desejá-lo ao me lembrar dos velhos tempos e ele sabia fazer amor muito bem. Eu ainda me lembrava dos nossos momentos íntimos em meu quarto, no carro dele, na escola e na casa dele. Foram em vários lugares que ele me deu prazer e começamos a nos mover juntos ao som da música.

Afastei-me para dançar e ele dançava na minha frente, sem pensar eu acariciei os ombros dele e corri a minha mão pelo peito dele, ele estava tão forte e cada dia que passava mais bonito.

Ele me abraçou por trás enquanto dançávamos e beijou o meu ombro, depois foi à vez do meu pescoço e por último ele beijou a minha nuca o que me fez arrepiar mais uma vez. Suas mãos me seguravam de forma intensa e me virei para beijá-lo, jake sabia me deixar acesa em questão de segundos.

—Hummm!!! Eu fiz com os lábios dele colados nos meus. –Beijar é….. mesmo bom…jake.

—Amo a sua boca. Disse ele se afastando minimamente e acariciou o meu rosto.

—Eu também. Era assim antes, lembra?

—Não me esqueci.

—Não quero magoá-lo jake. Eu não posso magoar aqueles que se aproximam de mim com boas intenções.

—Eu sei disso e nem eu a você bella. Agora vamos esquecer isso, por favor?

—Tudo bem.

Por ter andado muito no shopping os meus pés já estavam protestando com aquele salto e avisei a jake que eu queria me sentar um pouco. Ele se sentou na cadeira e me fez sentar no colo dele. Ficamos conversando a respeito de nossos sentimentos, mas em nenhum momento eu o iludi, meu futuro era incerto e isso me doía. Pensei bem após a nossa conversa, eu poderia sair com ele no sigilo total e até mesmo como amigos. Mas até quando eu conseguiria manter esse segredo, até quando eu poderia livrá-lo das garras de Edward e me livrar também?

Eu mesma não sabia até quando eu suportaria esse fardo que já estava pesado demais. Meus sentimentos estavam embaralhados e eu teria que dar uma satisfação para o Max. Antes de eu voltar para Ourinhos eu queria falar com ele. Tornei a voltar para o mundo real e vi que Ângela ainda dançava com o amigo dela, ao me mexer jake intensificou o seu abraço e beijou o meu ombro. Estava tão legal e sinceramente, apesar das minhas preocupações eu estava aproveitando. Movi-me com a batida da música no colo de jake.

.

.

5h da manhã.

Já estávamos todos cansados e nos encontrávamos sentados à mesa. Até o rapaz amigo de Ângela estava ali conosco e era uma pessoa bacana, para estar com ela não seria diferente. Seu nome era Thiago e que rapaz simpático, eu pensava durante a nossa conversa. Ele e jake conversavam empolgados, já eu e Ângela colocávamos o papo em dia, depois nos entrosamos os quatros.

.

.

Decidimos ir embora após pagarmos a conta. Saímos para fora do lugar e segurei na mão de jake, caminhamos até o carro e Ângela iria no carro do ficante dela que era um C5 preto da Citroën, já jake os seguiria. Entramos no veículo, esperamos Thiago ligar o carro que se encontrava mais à frente e os seguimos momentos depois.

.

.

05:30 da manhã.

Thiago ficaria no apartamento junto de nós e nesse momento acabávamos de entrar no elevador. Eu via o carinho entre Ângela e o ficante dela, isso era tão bom e eu estava feliz pela a minha amiga.

Outra em meu lugar fugiria com jake e seguiria a vida numa boa, mas eu sonhava que um dia Edward se libertasse dessa raiva para comigo, mas talvez isso ficasse somente em meus sonhos. Tinha a menina que era a nossa filha e era por ela que ele não fazia coisas piores comigo, eu tinha certeza que escapei daquela injeção letal por causa da gravidez. Parei de pensar em Edward, olhei pra jake no momento que a porta do elevador abriu anunciando que já havíamos chegado no sétimo andar e caminhamos até a porta de número 702. Ângela abriu a porta e entramos, fui até o sofá me e sentei sentindo os meus pés protestando.

—Estou indo tomar um banho bella e ficarei por lá mesmo, se quiser algo pode se sentir em casa. Tenha a liberdade de abrir a geladeira, pegar algo no armário e mexer no fogão. Está em casa sabe disso.

—Aceito beber um pouco de água.

—Pode ir lá amiga porque eu estou indo descansar.

—Ah! Ok. Falei sorrindo.

—Bom dia a todos e se virem por aí.

—Fico sem jeito de mexer nas suas coisas Ângela.

—Pare com isso. Jake vá pegar você então.

—Ok, ok. Falou jake saindo da sala e Ângela mais o Thiago sumiram de vista, só escutei quando a porta do quarto dela bateu.

—Ok! Falei sorrindo para mim mesma e fui até a cozinha, jake estava colocando água no copo.

—Valeu! Falei pegando o copo da mão dele e bebi a água toda de uma vez.

—Está com sede mesmo!

—É. Falei olhando para ele e fui até a pia lavar o copo.

—Se divertiu?

—Muito jake.

—Vamos ir descansar agora? Perguntou ele me abraçando.

—Vamos sim, só preciso de um banho antes de dormir.

—Eu também. Acho que cairei igual uma pedra na cama.

—É mesmo? Perguntei o abraçando.

—É. Disse ele sorrindo e me conduziu até a porta da cozinha, lá ele apagou a luz e seguimos para o quarto.

.

.

—Vou tomar um banho rapidinho jake.

—Eu te espero aqui. Vou arrumar a cama para dormirmos.

—Ok.

Fui até o closet pegar o que vestir e peguei uma camisolinha de seda azul clarinho que jake comprou para mim. Peguei uma calcinha e eu ficaria sem sutiã.

Fui para o banheiro e me despi, eu daria adeus à escova que fiz em meu cabelo porque eu havia suado ao dançar e tomaria banho da cabeça aos pés. Entrei no Box e liguei o chuveiro, peguei o sabão líquido e me ensaboei, eu faria uso do xampu que estava ali.

.

Nesse momento eu me enxaguava. Estando livre do sabão e do condicionado em meu cabelo, eu saí para me secar após desligar o chuveiro. Abri a porta do banheiro estando enrolada na toalha para sair um pouco da fumaça. A água estava quente e o vapor embaçou o espelho. Sequei-me bem e vesti a minha calcinha, depois fiz o mesmo com a camisola e fui secar o meu cabelo perante o espelho. Esfreguei bastante a toalha em meus fios e os deixei quase seco, passei um pouco de creme e o penteei.

Ao sair no quarto jake saia do closet segurando um pijama.

—Vou entrar agora.

—Vou escovar os meus dentes rapidinho, acabei esquecendo.

—Ok.

Voltei no banheiro e fiz a higiene que faltava, ao retornar para o quarto jake entrou deixando a porta encostada, nós estávamos nos respeitando. Eu queria terminar com Max primeiro antes de pensar em ter algo mais profundo com jake, eu não queria ser uma traidora com uma pessoa que nutria sentimentos verdadeiros por mim e era justo eu jogar limpo com ele. Acho que eu já tinha pulado uma fase ao beijar o jake, mas fazer amor eu esperaria. Jake era persuasivo e sabia me tocar nos lugares certos, até nisso Edward era bom, eu me recordava quando ele resolvia me pegar com calma. O sexo era muito prazeroso e me tirava de órbitas, mas ele sempre jogava um balde de água fria em mim após o ato. Aqui estava eu me lembrando daquele traste, mas apesar de tudo eu não podia negar que ele era mesmo tudo de bom, mas não para mim e sim para as outras.

O ar já estava ligado, a cama com o edredom forrado e os travesseiros arrumados. Deitei-me de barriga pra cima e senti as minhas pálpebras irem pesando. Desliguei a luz do abajur ao meu lado e puxei o edredom mais para cima, o som do ar estava chamando o meu sono e fechei os meus olhos. Aos poucos eu sentia o meu corpo indo relaxando.

.

.

13min depois.

Tornei a abri-los com muita dificuldade quando jake se deitou ao meu lado e desligou o abajur. Com isso o quarto ficou escuro e sendo pouca coisa iluminado.

—Bom dia e durma bem. Cumprimentou-me ele me dando um selinho demorado.

—Bom dia e durma bem você também. Falei acariciando a cabeça dele e com isso ele me beijou pra valer.

Nos beijávamos bem devagar e ele passou os beijos para o meu pescoço, depois seus lábios brincaram em minha orelha e me encolhi por causa das sensações que eu já estava sentindo. Senti o meu coração acelerar um pouquinho e jake tornou a me beijar. Finalizamos com dois selinhos e ele me abraçou, fiquei acomodada e me sentindo protegida nos braços dele. Acabamos dormindo minutos depois.

.

.

12:37min do dia.

Despertei com jake estando me abraçando por trás, bocejei preguiçosa e me espreguicei com vontade, nem isso foi o suficiente para acordá-lo e me levantei. Fui no banheiro escovar os meus dentes e me aliviei, asseei-me, lavei as minhas mãos e penteei o meu cabelo. Por último eu fui trocar de roupa e coloquei um conjuntinho de saia e blusa verde também novos em folha. Saí do quarto deixando jake apagado e fui para a sala, estava tudo silencioso e todos dormiam.

Eu tendo a autorização de Ângela, eu fui até a cozinha e peguei tudo que eu precisava para preparar o café da manhã. Foi um custo achar as coisas, mas evitei fazer bagunça e iniciei o preparo do café. Esquentei o leite numa leiteira e Ângela apareceu na porta da cozinha trajando uma camisola. Ela se espreguiçou sorrindo pra valer.

—Bom dia amiga.

—Bom dia. Falei sorrindo e ela veio até a mim me abraçar.

—E a sua bebê? Perguntou ela olhando para a minha barriga.

—Bem. Parece que ela está dormindo, não se mexeu até agora. Falei acariciando a minha barriga.

—Fico triste que a gravidez tenha sido forçada, o bebê veio na hora errada.

—Tem razão amiga, eu daria tudo para ter terminado os meus estudos e está fazendo uma faculdade ou até um curso profissionalizante. Mas fazer o que né?

—Não desanime, o mundo não acabou porque você engravidou.

—Sei disso, mas não sei me virar com um bebê e quem tem experiência está sem a visão.

—Pode contar comigo para tudo, vai que você já esteja aqui comigo quando ela nascer.

—Quem sabe amiga, quem sabe. Falei pensativa. –Já tem café pronto, o leite já está quente.

—Desculpe o trabalho, pensei que você estaria dormindo ainda.

—Eu e o jake apagamos, estávamos pregados.

—E aí, vai dar uma chance para o nosso amigo?

—Estou pensando a respeito e não quero colocá-lo em furada, mas eu adoro o jake e ele é tão bom para mim. Não posso trocar os pés pela mão.

—Dê uma chance de verdade para ele.

—Tenho medo por mim e por ele. Não quero imaginar jake na mão daqueles seguranças e Edward dando uma lição nele por se meter comigo.

—Deus o livre amiga! Falou Ângela fazendo o sinal da cruz. – Que livrem vocês dois.

—Que ele te ouça, acho que ele se esqueceu de mim.

—Não fale besteiras.

—É a mais pura verdade.

—Não rolou nada ainda?

—Entre eu e o jake?

—É.

—Só uns beijos.

—Aaaah! Fez ela sorrindo. –Tome cuidado quando voltar bella e não provoque esse homem. Aja com serenidade perante as provocações dele e quem só ganhará com isso é você. Em consideração a essa família, veja o que está acontecendo com você. Você não deve nada a eles, só está esperando uma criança que tem o sangue deles e mais nada.

—Ela é minha e de Edward Ângela. Ele já deixou claro que a menina não pertence só a mim, isso falou ele entre linhas no meio de nossa discursão. Se você conhecer os pais dele, você verá o quanto eles são bacana e me tratam como uma verdadeira filha. Eles no início brigaram com o filho, Edward não aceitava a consideração deles para comigo e isso ocasionou muitas brigas por eu ser uma Swan. Eu os adoro de verdade Ângela e tenho Esme como uma verdadeira mãe. Ela fica pra baixo quando imagina uma possível fuga minha e isso corta o meu coração. Eu quero muito seguir a minha vida como você sugere e falta-me coragem.

—Mas o pai da sua filha não é bacana e não há sentimentos. Sexo sem sentimento é mecânico. Ele a maltrata e você só sofrerá cada dia mais e não falo isso por causa de jake.

—Pra dizer a verdade, na maioria das vezes é bom e eu consigo……

—Gozar bella?

—É. E eu explodo de uma tal forma tão prazerosa, que me deixa trêmula.

—Pronto! Só me faltava essa!

—O que amiga?

—É estranha essa situação.

—Sei que sim, mas ele me toca nos lugares exatos e me odeio por não ter o controle do meu próprio corpo. Já cansei de chorar por causa disso depois que trepamos. Eu me odeio pelo o meu corpo não se controlar ou não o rejeitar como eu gostaria.

—Ele te espera, ou sai se saciando sem se importar com você?

—A maioria das vezes eu chego primeiro por não resistir, na verdade a palavra certa é por eu não aguentar. Depois é que ele se permite explodir também. Já teve vezes que ele me pegou e se saciou primeiro depois me largou de lado, mas eu também não me importei com isso.

—Sei. Falou ela me observando. –Vou terminar o café agora. Estou chocada, passada e nem sei mais o que te dizer.

—Eu é que não sei o que fazer da minha própria vida Ângela.

—Eu sinto muito. Nos abraçamos.

—Estou confusa amiga.

—Estou do seu lado para o que der e vier.

—Obrigado.

.

.

Terminamos de preparar o café e fui para o quarto ver se jake já havia acordado, mas ele ainda dormia a sono solto e fiquei com pena de acordá-lo. Pensando melhor, já estava tarde e resolvi ir até ele.

—Jake? Ele continuou dormindo. –Jake. Chamei sacudindo-o e nada. –Jake, jake. Acorde.

—Hum? Fez ele de olhos fechados, ele estava pregado de sono.

—Está tarde.

—Que horas são? Perguntou ele abrindo os olhos.

—Falta pouco para as 13:30mim da tarde.

—Isso tudo já?

—Sim e boa tarde. O saudei com um selinho.

—Pra você também. Falou ele se levantando e me abraçou.

—Se apresse para podermos tomar café, já estou faminta por incrível que pareça. Ele gargalhou.

.

.

Momentos depois.

Nos sentamos todos a mesa, até Thiago estava ali conosco e ele acordou momentos depois que o jake. Decidimos ir passear os quatros por Nova York, iríamos a outro shopping e curtiríamos um aos outros. Fomos convidados para jantar no apartamento dele e Ângela ficou se derretendo toda, acho que a minha amiga estava apaixonada ou se apaixonando por esse rapaz. Essa história de amigos com benefícios acabaria logo, logo e os dois se assumiriam como um verdadeiro casal. A sintonia entre os dois era ótima e não duvido nada que pelos os sorrisinhos andaram fazendo besteirinha, mas claro que isso não era da minha conta. Eu só era observadora, mas deixava passar coisa às vezes despercebida.

Após o café deixamos os homens na sala conversando e fomos para a cozinha arrumar as coisas. Minha filha se mexeu e Ângela achou um máximo, ela estava chateada com essa situação, mas logo ficou empolgada ao ver o meu carinho e de qualquer forma ela era a minha filha. Ângela não hesitou nem mais um minuto e veio acariciar a minha barriga, ela prometeu me dar roupinhas e eu disse que ela não precisava exagerar.

Momentos depois que acabamos de arrumar tudinho fomos nos arrumar, estranhei que Thiago também foi tomar banho e Ângela falou que ele tinha roupas aqui. Estava mais que confirmado que o enrolo deles era sério e sorri. Jake foi tomar banho primeiro e eu fui para o closet escolher uma roupa. Optei por um vestidinho vermelho com a sandália baixinha da mesma cor e estava muito bom.

Quando jake saiu do banheiro enrolado na toalha eu olhei para o outro lado disfarçando, ele era sem vergonha e veio me dar um selinho sorrindo.

—Safado. O acusei sorrindo e ele foi para o closet sorrindo também.

Entrei no banheiro e tomei o meu banho rapidinho, eu estava limpa e seria apenas para tirar aquele ar de cama. Após o banho eu me sequei e fui me arrumar no closet. Ao retornar para o banheiro, eu optei por uma maquiagem levinha para o dia e estava de bom tamanho. Saí do mesmo e fui pegar a minha bolsa, depois fui para a sala encontrar com o pessoal e todos já me esperavam.

—Já estou aqui. Falei ao me aproximar.

—Vamos então. Falou Ângela.

—Vamos no mesmo carro ou seguirei vocês? Perguntou jake.

—Podemos ir todos no meu carro. Sugeriu Thiago.

—Ok por mim. Disse Ângela.

—Ta, pode ser. Falou jake.

Saímos e fomos para a garagem, entramos no carro e fomos para o shopping que parecia ser um pouco mais distante que o outro.

.

.

40mi depois.

Chegamos no shopping e decidimos ir para o cinema, compramos pipoca, refrigerante e pela hora estar avançada eu tomei a minha vitamina. O filme que assistíamos era bem interessante e de ação.

.

.

Quando o filme acabou uma hora e meia depois, nós decidimos ir nos divertir na área de entretenimento do shopping. Jogamos bastante e os meninos se acabaram no jogo de corrida, já eu e Ângela disputávamos no jogo de moto, era bem legal e muito bacana. Depois fomos andar pelo shopping e nisso jake ligou para a casa dele, chorei ao ouvir a voz da irmã dele ao telefone e Thiago não entendeu nada....

Após desligar, jake me abraçou e Thiago veio me perguntar se eu estava me sentindo bem. Eu disse que sim e que não era para ele se preocupar que eu estava bem, apenas emotiva por tudo e menti falando que estava brigada com a irmã de jake. Ele lamentou e disse que logo ficaria tudo bem. Para me alegrar, ao passarmos em frente à loja de roupas para bebê, Thiago comprou umas roupinhas para a minha filha e achei meiga essa atitude dele. Amei o macaquinho rosa, o conjuntinho branquinho de saia e blusa de manga de babados e tudo na verdade. Sorrindo eu o agradeci, mas lamentei por ter mentido. Continuamos a andar pelo shopping e passei na farmácia para comprar algumas coisas para mim, mas jake não me deixou pagar nada. Comprei coisas básicas como xampu, condicionador, cotonete, outras coisinhas a mais como esmaltes entre outros.

Saímos da farmácia e continuamos andando, jake achou melhor comprar uma outra mala para eu pôr as coisas que ele havia comprado para mim e concordei, na minha outra mala não caberia a metade.

Por ter passado das 18 horas já, nós decidimos ir logo para o apartamento de Thiago ou ficaria tarde.

.

.

15min depois.

Paramos em frente ao edifício dele e fomos liberados para entrar. Eu estava sem palavras pela suntuosidade do lugar e saímos do carro, jake imediatamente segurou na minha mão.

—Está cansada?

—Não muito, estou bem empolgada. Pena porque já está acabando.

—Podemos voltar outro dia.

—Claro que sim.

Fomos para o elevador e o Thiago apertou o número nove, após isso as portas se fecharam e subimos. Saímos no andar dele e só havia dois apartamentos por andar, por incrível que pareça o dele era o 902 e o de Ângela era o 702. Muita coincidência e sorri na minha.

—Não reparem caso vejam alguma baguncinha. Falou Thiago sorrindo.

—Pare com isso amor, não viemos reparar nada. Falou Ângela sorrindo.

—Com certeza. Falou jake e eu junto.

Thiago abriu a porta do apartamento e demos na sala.

Observei de forma discreta e quem o decorou tem muito bom gosto. Thiago perguntou se queríamos beber algo e aceitei um pouco de água, já pra jake ele ofereceu uma cerveja e Ângela iria acompanhar eles.

Soube que seria ele mesmo a cozinhar e descobri a sua idade, ele tinha 24 anos. Dizendo Ângela ele cozinhava bem e para nos deixar mais à vontade ele ligou a televisão.

Passava um programa engraçado e fiquei assistindo junto de jake, já Ângela e o ficante foi para a cozinha preparar o nosso jantar.

—Ele é um rapaz simpático não é jake?

—Por isso Ângela está tão empolgada com Nova York.

—Acredito que sim. Falei sorrindo.

—Ainda por cima cozinha bem pelo o que ela falou. Quite completo.

—Eu não cozinho bem, mas valho a pena. Falou jake me olhando e sorrindo.

—Sei disso. Falei o abraçando e ganhei um beijo na testa, com isso senti a minha filha mexer por uns segundinhos dentro de mim. –Você vale muito a pena jake. Falei olhando para ele.

—Se você diz, eu acredito. Sem querer mudar de assunto, amanhã partiremos às 7h da manhã. Teremos que madrugar.

—Por mim tudo bem. Nos veremos em breve jake, eu prometo isso a você e só peço que tenha paciência com a minha situação.

—Você pode dar um jeito na sua vida, sabe que pode. Podemos morar aqui em Nova York, ou onde você desejar.

—Sei disso, mas não quero fazer nada de uma hora para a outra.

—Não desejo isso, mas saiba que tem opções para ser realmente feliz.

—Sei disso jake. Falei sentindo o abraço dele se apertar a minha volta.

Quando o jantar ficou pronto, eles arrumaram a mesa e fomos nos sentar. Eles prepararam panqueca de legumes ao molho branco, filé mignon ao molho madeira e arroz branquinho, estava cheiroso demais e elogiei a obra de arte dos dois. Além de bem feito, os alimentos estavam decorados com folhinhas de tempero. Eles beberiam vinho e eu ficaria no suco por opção minha, dispensei o refrigerante por ter abusado muito ultimamente e tomei a minha vitamina.

A todo o momento conversávamos e sorriamos bastante, eu estava mesmo precisando disso e já me sentia triste de ter que ir embora amanhã. Eu tinha opções para ser realmente feliz e me lembraria disso. Passei momentos incríveis ao lado deles, eu pensava enquanto eu comia e bebi o meu suco após terminar de comer.

.

Todos terminaram de comer e Ângela me apareceu com um bolo de nozes com chocolate, ela só podia estar querendo me matar e minha boca no automático se encheu de água.

Comi um pedaço e Ângela colocou outro antes mesmo de eu acabar de comer o primeiro pedaço, acho que ela viu o meu desejo e o matou com vontade. Jake também comeu, aliás, todos comeram e fiz questão de ajudar na arrumação, eu gostava de ajudar e eles não puderam comigo, então, aceitaram a contra gosto.

Ajudei a secar a louça e deixamos tudo arrumadinho. Fomos para a sala e nos sentamos no sofá, conversamos um pouco mais e o sono já estava querendo me atacar. Lutei bravamente com ele durante a nossa conversa, mas acabei encostando a minha cabeça no ombro de jake e cochilava vez ou outra.

.

.

1h e ½ depois.

—bella? Chamou-me jake, eu havia cochilado pra valer.

—Hum?

—Já estamos indo, acorde linda.

—Já? Perguntei me sentando de forma correta e olhei ao nosso redor, o outro casal estava trocando selinhos.

—Sim, amanhã teremos que levantar bem cedo.

—Ok.

Nos levantamos do sofá e nos preparamos para partir. Saímos do apartamento e o Thiago nos levaria, era obvio até porque foi ele quem dirigiu e não havia outro carro.

Na garagem, entramos no carro dele e encostei-me em jake, saímos do edifício e volta foi tranquila.

.

.

Já no apartamento de Ângela eu me despedi de Thiago e agradeci o presente dele para a minha filha. Sorrindo ele me desejou boa sorte e pediu para eu e jake aparecer mais vezes. Fui para o quarto após cumprimentar Ângela e guardei as minhas coisas que eu ganhei e comprei no closet. Entrei no banheiro para tomar banho e jake preparou a cama, ligou o ar e foi ajeitar as coisas dele para podermos partir amanhã cedo.

Lavei-me com calma e saí para me secar, eu estava lerda por causa do sono e passei a toalha devagar em minha pele para poder secá-la. Com a minha demora….

—Tudo bem aí bella? Perguntou jake do outro lado da porta.

—Sim. Já estou saindo jake.

—Tudo bem.

Apressei-me e escovei o meu dente, depois que terminei eu saí para o quarto o encontrando sentado na cama. Jake se levantou e entrou no banheiro levando o pijama dele junto, já eu me deitei na cama sentindo as minhas pálpebras pesarem. Eu

Estava um caco.

Um tempo depois jake saiu do banheiro e mexeu no controle do ar, ele deve ter ajustado já que não estava tão gelado assim o quarto. Colocando na temperatura ideal, ele se deitou ao meu lado e veio me beijar.

—Adorei o nosso passeio. Falou ele após se afastar minimamente para me olhar.

—Eu mais ainda, já estou sentida em ter que voltar jake. Falei deixando uma lágrima rolar.

—Vamos passear bastante ainda. Eu, você e ela aí dentro. Não escolheu o nome dela ainda?

—Não. Não penso a esse respeito ainda, juro para você.

—Quando você menos esperar, terá um nome que julga especial.

—Tem razão.

Voltamos a nos beijar e nos deitamos frente a frente sem desgrudar os nossos lábios. Jake passou os beijos para o meu pescoço e depois para o vão dos meus seios, mas em momento algum ele ousou a tocar em meus seios com a boca. Subindo os beijos pelo o meu corpo, ele tornou a beijar os meus lábios com vontade. Eu sentia o quanto ele me queria através do beijo e de seu corpo que era involuntário da parte dele, mesmo assim ele me respeitava.

—Hummmm jake. Fiz ao sentir a mão dele acariciando a minha cintura e abri os meus olhos.

—Sabe que não vai acontecer enquanto você não quiser, mas isso não significa que eu não te desejo e estaria mentindo se eu dissesse agora que eu não a quero nesse momento. Sabe que sou louco por você bella.

—Sinto isso jake. Falei o beijando e tornei a olhá-lo. –Posso sentir o quanto você me quer, mas não é hoje que vai acontecer. Não é por não o desejar, sabe que sempre que fizemos amor foi prazeroso para nós dois. Quero resolver algumas coisas antes disso poder acontecer.

—Você diz isso se referindo ao pai da sua filha?

—Para ser sincera com você, não. Quero que não me reprove com o que eu vou falar, mas é o mínimo que eu posso fazer. Desejo ser sincera com você.

—O que é então? Perguntou ele me olhando fixamente.

—Com toda essa situação que eu venho vivendo, com tudo que aconteceu e depois que você me negou ajuda, eu fiquei carente de afeto e de tudo na minha vida. Em dezembro no reveillon eu conheci uma pessoa e acabamos ficando nesse dia.

—Você tem outro? Perguntou me olhando e estando visivelmente decepcionado.

—Não tire conclusões precipitadas jake.

—Estou te ouvindo, mas....

—Mas nada, agora me escute. Falei segurando no rosto dele.

—Tudo bem.

—Eu fiquei com essa pessoa e ela me deu apoio quando eu mais precisei. Ele me deu carinho e queria me assumir como mulher, mas ele é primo do pai da minha filha. Não posso mentir que a pressão foi grande da prima dele sobre nós e eu decidi acabar com tudo, mas saiba que foram poucas às vezes em que ficamos junto. Nos falamos por telefone e somos muito amigos, acho que a presença dele me ajudou e muito, mas é impossível ficarmos juntos por causa de alguns fatores.

—Você está apaixonada por ele?

—Apaixonada, apaixonada não, mas sinto um carinho imenso pela pessoa dele. Ele até se ofereceu a pagar as contas do meu apartamento e queria me assumir de verdade não se importando com a família e com o próprio primo. Não vê o quanto é delicada essa situação? Mas a prima dele ficou em cima de nós por idolatrar o outro primo, eles são muito próximos e digamos que companheiros. O pai da minha filha não sabe que continuamos juntos e daria uma grande confusão. Então achei melhor terminar e para isso eu preciso informá-lo da minha decisão.

—Estou chocado, pra mim não havia outro alguém no meio de nós, apenas o pai da menina.

—Eu não tenho culpa, aconteceu após eu ter uma negativa sua. Mas não se encabule à toa jake, não tive um relacionamento sério com ele e foi algo passageiro.

—O que quer que eu faça ou diga?

—Não me condene, apenas isso.

—Juro que não estou, mas é impossível eu não ficar enciumado. Desculpe.

—Não o condeno jake, minha vida está uma bagunça. Não quero ser injusta com uma pessoa que me ofereceu ajuda e apoio.

—Tudo bem bella. Tudo ao seu tempo.

—Não cheguei a sentir por ele o que um dia eu senti por você, mas ele é uma pessoa fácil de ser amada assim como você é. Só não tivemos tempo para isso acontecer, mas nutro um carinho imenso por ele. Desejo que ele encontre alguém bacana e seja feliz como merece. Não quero arrumar tumulto, por isso acho que o meu futuro é incerto.

—Não quero que me fale esse tipo de coisa bella e se você diz que não está mais com essa pessoa, eu acredito.

—Estou sendo sincera com você e prefiro deixar tudo claro antes de termos um contato mais íntimo, não é justo com você e nem com ele.

—Tudo bem. Falou ele se deitando de barriga pra cima e fui me deitar sobre o peito dele. –Nunca imaginei que isso pudesse acontecer com você.

—Muito menos eu jake e não é o sonho de uma menina.

—Não quero falar mais nisso e agradeço a sua sinceridade bella. Talvez se na praia tivéssemos conversado.

—Acho que não adiantaria muito em relação a minha situação, mas seria válido de qualquer forma. Não se sinta traído jake, aconteceu numa época em que estávamos brigados e cada um vivendo a sua própria vida.

—Sei disso.

—Ok. Após eu falar, eu ganhei um beijo na testa dele e o abracei forte. –Você é muito especial para mim.

—Você também bella, você também. Agora durma e esqueça esses problemas, a deixa triste e a mim também.

—Tem razão.

Acomodei-me melhor estando ainda entre os braços dele e me permiti relaxar. O sono havia ido embora, mas conforme os minutos foram se passando e a exaustão me dominando, eu dormi sentindo os carinhos dele em minha cabeça.

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Segunda feira, 18 de fevereiro.

05:30min da manhã.

—bella, bella. Chamou-me jake.

—Hum?

—Está na hora de levantar.

—Que horas são?

—05:31min da manhã.

—Está cedo.

—Nada disso sua preguiçosa. Falou ele depositando um beijo em minha testa. –Levanta ou iremos nos atrasar. Hoje é segunda e o movimento aqui em New York começa cedo.

—Mais um minuto.

—Nada disso. Disse ele me abraçando.

—Vou levantar. Falei sorrindo.

—Ok. Falou ele segurando em minha mão e me ajudou a levantar de forma carinhosa. –Pode ir primeiro.

—Não irei tomar banho, estou limpa. Só vou lavar o meu rosto e me maquiar um pouco.

—Tudo bem.

Nos arrumamos rápido após escovarmos os nossos dentes e terminamos de arrumar a nossa mala. Jake as colocou na sala e Ângela já estava acordada preparando o café da manhã na cozinha.

—Bom dia amiga.

—Bom dia. Falou ela no momento que eu fui abraçá-la e evitei deixar as lágrimas caírem, era visível a sua preocupação com a minha volta. –Fica aqui comigo? Pediu ela ainda estando abraçada a mim e não me soltava.

—Calma Ângela, eu vou ficar bem e pensarei no que conversamos. Falei baixinho só para ela escutar e ela balançou a cabeça que sim.

—Ta bom. Falou ela me largando e não contendo as lágrimas que desceram.

—Eu prometo pensar. Falei tornando a abraçá-la.

—Faz isso. Já estou de pé porque eu tenho que deixar os meus amigos bem alimentados e também por causa do meu curso que é às 7h da manhã.

—É a hora do nosso voo hoje.

—To sabendo. Falou ela sorrindo levemente.

A ajudei a finalizar o preparo do café da manhã e nos sentamos para tomá-lo. Jake prometeu que voltaríamos em breve e ela deixou claro o quanto sentia falta do amigo Fred. Eu também falei que sentia saudades dele e jake ficou quieto, a situação entre os dois ainda era a mesma e eu não sabia como o meu amigo estava.

Na hora de ir embora.

Choramos ainda mais ao nos despedir e Ângela me deu o telefone dela com prefixo e tudo. A agradeci e prometi ligar assim que eu pudesse. Jake a abraçou e agradecemos a hospitalidade dela. Com muito custo nós descemos para a garagem e jake colocou as nossas malas no carro alugado. Abraçamos Ângela mais uma vez e ela foi para o carro dela com lágrimas nos olhos. Os meus não estavam diferentes e entramos no carro também, jake deu as coordenadas para o Gps e saímos do prédio de Ângela.

Ela buzinou ao ir por um caminho diferente do nosso e seguimos conversando, eu já estava tensa em ter que andar de avião outra vez, mas seria por poucas horinhas.

Quando chegamos no nosso destino, o pessoal responsável pelo o nosso voo pegou as nossas malas e as guardou na aeronave. Estava fazendo um friozinho de manhã em Nova York.

Jake entregou a chave do carro ao responsável e entramos na aeronave, o tempo já havia sido estourado. Nos acomodamos na poltrona e minutos depois a aeronave começou a andar, de praxe eu fiz o sinal da cruz e jake mais uma vez sorriu.

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Momentos depois.

Já estávamos voando há dez minutos quando jake soltou o meu cinto e me chamou para o quarto. Nos sentamos na cama e ele tirou uma caixinha vermelha do bolso.

—O que é isso jake?

—Um presente pra você e desejo que você não o tire do..... Abra para ver se gosta.

—Já gastou mais dinheiro comigo?

—Pare de bobeira, agora abra. Falou ele sorrindo.

—Tudo bem. Falei abrindo a caixa e fiquei impressionada com a joia dentro dela. Fiquei sem palavras ao ver à peça.

—E aí, gostou?

—É muito lindo jake, obrigado. O proíbo de gastar dinheiro comigo dessa forma novamente.

—É um presente bella. Aceite-o é de coração.

—Obrigado. Falei no momento que ele colocou a joia em meu dedo anelar direito. Não irei tirá-lo por nada, exceto para tomar banho para não agarrar em meu cabelo.

—Gostou mesmo?

—Muito!

O beijei de forma entregue e nos deitamos na cama, ficamos relaxando e eu acabei cochilando, acho que ele também.

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HORAS DEPOIS.

Fomos acordados e fomos nos sentar, pousaríamos e precisávamos estar seguros. A aeronave pousou com segurança e dei graças a Deus, estávamos de volta.

Saí com a ajuda de jake e o carro dele estava estacionado mais ao fundo. Por isso ele foi até ele e o aproximou mais um pouco para me dar comodidade e colocar as nossas malas. Jake abriu a porta do carro para eu entrar e fomos embora após arrumarem as nossas malas no banco de trás.

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Jake dirigia de forma tranquila, já eu olhava tudo a nossa volta por ali ser um solo onde Edward tinha muito conhecimento. Eu já estava apavorada antes do tempo e procurei me acalmar. Achei melhor eu voltar de táxi para o apartamento no meio do caminho e deixaria jake ciente disso.

—Jake querido.

—Oi. Falou ele me olhando de relance.

—Me deixe em algum ponto de ônibus ou táxi.

—Por que isso?

—Não quero que você me deixe lá.

—É por causa do pai da sua filha?

—Para ser sincera é. Não quero briga entre você e ele, eu juro que não me perdoaria jake.

—Calma, não precisa chorar.

—Desculpe por essa situação.

—Eu faço o que você está me pedindo e aqui perto tem um ponto de táxi.

—Obrigado por me compreender jake. Saiba que não faço isso por amar o outro e sim para evitar brigas.

—Eu não tenho medo por mim e sim por ele vir a maltratá-la.

—De qualquer forma iremos tomar cuidados. Promete-me isso?

—Prometo. Falou ele segurando na minha mão.

—Obrigado. Falei sorrindo.

Jake parou próximo de um ponto de táxi e desceu as minhas duas malas. Nos despedimos com um beijo e prometi ligar para ele assim que desse. Falei que eu estaria de volta na sexta feira e um pouco triste, ele ficou parado do lado de fora após fechar a porta do táxi. Joguei um beijo para ele e fui retribuída, encostei-me no banco do táxi e falei o meu destino para o motorista, por sorte o táxi era filmado.

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Minutos depois.

Chegamos em frente o meu prédio e olhei para a direita, mas a baixo no cruzamento a pirua Blazer estava estacionada e fiz bem por impedir jake de me trazer. Por mais que o carro dele fosse filmado, eles poderiam desconfiar e eu faria por menos.

Abri a janela minimamente para o porteiro me ver e entramos imediatamente na garagem após o portão ter sido aberto. Paguei o motorista e como as malas continham rodinhas, eu mesma as levaria sem precisar da ajuda do motorista. Falei para ele caso alguém o parasse, era para ele inverter a cor do meu cabelo, olhos e dizer que eu me chamava alexia. Estranhando um pouco, eu disse que era por uma boa causa e ele concordou. Eu era esperta e não daria mole.

Fui para o elevador e o aguardei chegar, quando o mesmo chegou subi. Saí em meu andar e fui abrir a minha porta, tudo estava do jeito que eu havia deixado. Fui para o meu quarto e tomei um banho. Depois que eu terminei de me lavar, eu me enxaguei e saí para me secar sentindo-me até feliz, eu adorei o passeio e o carinho dos meus amigos para comigo.

Enrolei-me na toalha e saí do banheiro. Bancando a esperta, eu tirei todas as etiquetas de papel das roupas que eu ganhei as quais indicavam o preço. Eu levaria todas para Ourinhos por caber muito bem em mim e fui terminar de me secar no banheiro em frente ao espelho.

Achei melhor ligar para a casa dos Cullens e pedir que Sebastian viesse me buscar, amanhã eu falaria com Max e era melhor não abusar. Então terminei de colocar a minha roupa e fui para a sala ligar para a mansão. Disquei os números tão conhecidos por mim e aguardei, chamou uma vez somente e na segunda atenderam.

—Alô. Falou Edward do outro lado da linha e estranhei dele não ter ido trabalhar. Fiquei nervosa, mas tentei me acalmar com muita dificuldade e meu coração voava no peito.

—Sou eu Edward.

—Sei que é você, estou vendo o número aqui na bina.

—Estou voltando hoje e gostaria que o Sebastian viesse me buscar.

—Eu irei buscá-la!

—Não precisa, ele pode vir me buscar. Falei temerosa, foram dois dias sem dar notícias.

—Eu já disse que eu mesmo irei te buscar!

—Tudo bem, tudo bem Edward.

—Iremos conversar.

—Tudo bem e eu lhe aguardo.

Ele desligou o telefone e eu coloquei o aparelho na base com o meu coração aos saltos, era terrível quando nos sentíamos culpados e tentávamos disfarçar sem saber como. Essa de vamos conversar me deixava bem assustada, Edward era imprevisível e eu estava com medo das canalhices dele.

CONTINUA........