Solares

24 Capítulo 24


Notas iniciais
meninas vlw pelos comentários amoooo. como todas podem imaginar, Solares, ourinhos e os demais nomes são fictícios. ok? não existe esse lugar em Miami na Flórida.

BELLA.....

Final do capítulo anterior.

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Terça feira, 12 de fevereiro.

09:05min da manhã.

Despertei aos poucos e senti um peso em minha cintura, abri os meus olhos notando eu estar bem coberta com dois edredons e levantei os mesmos, era o braço de Edward em volta de mim. Eu permanecia de roupão apenas e por eu me mover durante o sono, o meu roupão estava suspenso revelando as minhas partes mais escondidas. Lembrei da minha possibilidade de ficar presa novamente e deixei as minhas lágrimas rolarem, com isso os soluços também apareceram me fazendo sacolejar o meu corpo de leve. Senti Edward se mexer por causa disso e ele levantou a cabeça do travesseiro para me olhar, evitei olhá-lo na mesma hora e tampei o meu rosto com a coberta.

Ele permaneceu com o braço sobre a minha cintura e se aproximou de mim mais ainda.

—O que é agora Swan?

—Nada Edward. Que horas iremos embora?

—Depois do almoço. Disse ele decidido.

—Ok. Falei me afastando dele e me levantei sentindo muita fome.

Fui para o banheiro escovar os meus dentes e após escová-los, eu penteei o meu cabelo que estavam bem revoltos. Olhei a minha volta e lembrei da noite de ontem, o banheiro já estava limpinho e bem cheiroso por sinal. Aliviei-me com calma e me asseei, lavei as minhas mãos e me olhei no espelho, eu estava horrível e com a cara de quem andou chorando por uma semana. Saí do banheiro o encontrando ainda deitado na cama, ele me olhava e acompanhou os meus passos até a janela. Chovia forte lá fora e pensei que seria um pouco complicado voarmos naquele mau tempo, até trovão estava tendo e raios. Não seria adequado.

—Desculpe-me por ontem. Falei segurando a cortina perdida em pensamentos e me virei para olhá-lo.

—Se rendendo e isso tudo é para não ficar presa? Perguntou ele se sentando na cama e passou a mão no cabelo bagunçado.

—Não, mas por reconhecer que fui um pouco imprudente estando tomada pela curiosidade, mas se você não aceitar a minha desculpa, pouco me importarei. Nada mais importa para mim se tratando de mim somente, apenas a minha filha, as pessoas da sua família que se importam comigo e os meus amigos eu me importo. Falei passando a mão em minha barriga e tornei a olhar para a chuva que caía lá fora dando as costas para ele. —Talvez você tenha mesmo razão, eu não presto para estar viva e quando a minha filha nascer limpe essa sujeira o mais rápido possível, juro que não suplicarei por mim. Sairá uma mancha da vida de todos vocês Cullens e lamento apenas pela a menina. Falei deixando as minhas lágrimas rolando pra valer e fechei os meus olhos derrubando-as com mais intensidade. –Não terei forças para superar esse peso absurdo da culpa infundada nas minhas costas, é pesado demais esse fardo para mim.

—NÃO QUERO ESCUTAR UMA SÓ PALAVRA MAIS!— Disse ele se levantando e saiu do quarto batendo a porta. As minhas lágrimas continuaram rolando na mesma intensidade que a chuva caia lá fora, nunca que cessava.

Deitei-me na cama novamente e senti a minha filha mexendo, passei a minha mão sorrindo, mas o meu sorriso morreu ao lembrar dos últimos acontecimentos.

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1h depois.

Houve duas batidas tímidas na porta e deduzi ser Fátima a esposa de Cortez. Ela era bem tímida e do jeitinho da roça, até o seu sotaque era um pouco carregado.

—Entre. Falei estando deitada de lado e virada na direção da porta. Ela abriu a mesma e sua expressão mudou na hora ao me ver, mas ela foi discreta. Eu estava mesmo horrível.

—Sente-se bem dona Isabella?

—Sim, eu estou ótima. — Por que da pergunta?

—Não é nada, parece que andou chorando. Está com alguma dor e posso ajudá-la?

—Obrigado Fátima, eu juro que estou bem.

—O café está pronto senhorita.

—Eu irei descer já, já.

—Quer que eu o traga aqui em cima?

—Eu irei descer.

—Tudo bem.

—E o Edward?

—Está para o escritório.

—Sabe o que ele está fazendo?

—Não senhorita, ele está trancado lá desde que acordou e por eu estar arrumando a sala só vi quando ele entrou com uma garrafa de whisky na mão. Aqui na fazenda tem muita bebida.

—É eu percebi.

—Sem ser enxerida, a senhorita faz um belo par com o patrão Edward.

—Você acha?

—Sim. A senhorita é muito bonita e simpática. Nunca a vi aqui, apenas uma moça de cabelos claros.

—Gentileza é o meu nome. Falei sorrindo. –Você deve estar falando da Tânia.

—Sim, é essa senhorita mesmo. Mas é indelicado da minha parte falar dela contigo.

—Não tem problemas, eu não sou ciumenta. Sorrimos uma para a outra.

—Vou descer e preparar o seu café.

—Estou bem faminta e tive muitos enjoos ontem, estou um caco de mulher.

—Sendo bem sincera, a senhorita está bem abatida.

—Sei disso. Sei que estou horrível de verdade, mas irá passar. Falei me levantando e senti tudo rodando, acabei me sentando de volta na cama e fechei os meus olhos colocando a mão na minha cabeça.

—Sente-se bem senhorita? Perguntou Fátima vindo até a mim e de forma carinhosa ela segurou na minha mão.

—Estou um pouco tonta, mas não fale nada para o seu patrão.

—Ele precisa saber que a senhorita se sente mal.

—Estou sem nada no estômago faz tempo, é por isso e ando bem agitada.

—No seu estado sabe que não é bom abusar.

—Sei disso. Acho que irei tomar o meu café da manhã aqui mesmo. No lugar do café com leite eu prefiro um suquinho de maracujá. Ele me deixa bem zen.

—Pode deixar senhorita Isabella, eu já volto trazendo o seu café.

—Ok.

Ela saiu do quarto rápido e eu me ajeite sob os edredons, lembrei-me de Max e me reprovei por isso, ele era proibido para mim. Eu precisava ter tranquilidade, ou do contrário eu estava a um passo de ter algo mais sério, eu estava sensível demais ultimamente. Edward não fazia por menos e o meu stress para com ele era tamanho, o motivo era que nos odiávamos. Ele muito mais que eu se tratando da minha pessoa. Eu tinha me arrependido de ter ido mexer nas coisas deles e no computador dele, eu fui pra lá de imprudente. Assustei-me com o estrondo do trovão lá fora e me encolhi sem saber o que fazer da minha própria vida. Quando eu pensava que eu estava tomando as rédeas da minha própria vida novamente, Edward simplesmente vinha e destruía todos os meus planos. Minhas estruturas estavam abaladas e lembrei-me de jake, um sorriso brotou em meus lábios. Ele sim me conhecia tão bem e daria tudo para receber aquele abraço tão acolhedor que ele me deu na saída do restaurante. Em consideração a ele, eu não o colocaria em risco e levaria a minha vida de forma tranquila até eu ter a minha filha. Eu faria por menos, mas uma satisfação eu daria a Max por ele merecer.

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9min depois.

Fátima me serviu e o primeiro que eu belisquei foi o suco, ele estava docinho e geladinho. Na bandeja havia torrada e requeijão light, eu sabia ser light por ter visto a embalagem na geladeira. Até frutas ela colocou ali para eu comer.

—Está do seu agrado senhorita? Perguntou-me ela de forma gentil.

—Está sim, obrigado.

—E a tonteira melhorou?

—Sim. Vai passar mais ainda depois que eu comer, eu estava faminta.

—Vou deixá-la à vontade, qualquer coisa me grite da porta.

—Pode deixar. Falei sorrindo.

Ela saiu do quarto e eu continuei comendo tranquilamente. Após eu comer, eu iria arrumar a minha mala e esperava que o tempo melhorasse, do contrário Edward só me tiraria daqui amarrada.

Eu estava me sentindo tão pra baixo e ele conseguiu me tirar a alto estima, eu não sabia o que fazer e tudo que eu precisava era do meu aconchego em Solares. Eu precisava ficar off e recuperar as minhas forças novamente, era muito mau humor sobre mim e eu não estava sabendo lidar mais com isso. Eu não queria ficar trancada novamente, isso não meu Deus e eu teria que convencê-lo a não me deixar presa. Eu morreria em ter que ficar presa naquele porão quente e imensa da forma que eu estava. A raiva de Edward para comigo passava dos limites e algumas pessoas ainda falavam que ele gostava de mim, eu não acreditava nem um pouco e era impossível ele gostar agindo assim. Eu era uma Swan, a qual ele odiava a minha linhagem de bandidos ladrões astutos. Nesse momento eu estava odiando os meus pais e fechei os meus olhos sentindo-me revoltada após colocar o meu copo de suco estando pela metade sobre a bandeja. Veio-me a imagem do meu apartamento tão cheio de luxo e por causa dele e outras coisas a mais eu estava passando por tudo aquilo. Bateu-me uma revolta e na minha primeira oportunidade eu o venderia sem dó mesmo amando aquele lugar, eu queria me livrar de tudo e iria. Se existisse essa possibilidade e fosse possível, eu sumiria para sempre mesmo sentindo dor em meu coração por abandonar Esme. O que eu poderia esperar do meu destino? Eu me perguntava mentalmente e tornei a abrir os meus olhos.

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20min depois.

Terminei de empurrar o meu café da manhã. Mesmo eu estando faminta o alimento estava custando a ser engolido porque a minha vontade de chorar era imensa. Levantei-me deixando a bandeja sobre a cama e dessa vez eu não senti mais tonteira, caminhei até a mala e comecei a arrumá-la. Peguei alguns pertences meu no banheiro, juntei todas as roupas usadas numa bolsa separada e a guardei na mala. Finalmente terminei de arrumar as minhas coisas.

Sentindo-me bem eu peguei a bandeja e resolvi saí do quarto, não liguei de estar vestida apenas com o roupão e desci a escada devagar. Estava tudo quieto e continuei descendo segurando o corrimão com uma mão e com a outra eu equilibrava a bandeja que não estava tão pesada assim.

Cheguei no primeiro andar e caminhei pelo corredor, cheguei na cozinha e Fátima já preparava o almoço. Ela sorriu pra mim e continuou mexendo a panela, já eu fui até a pia lavar.....

—Não se preocupe senhorita, eu faço. Disse ela antes de eu abrir a torneira.

—Pode deixar Fátima, eu estou com a mente cheia de abobrinhas e preciso ocupá-la com alguma atividade que tire as preocupações do momento.

—Se é assim.

—É desta forma.

—Ok.

Ela continuou dando atenção para a panela e eu lavei os utensílios que eu sujei. Após secá-los eu os guardei no armário e sem ter nada para fazer eu fui olhar da janela, fiquei perdida em pensamentos e como fui burra em mexer nas coisas que não me pertencia. Agi sem maldade e Deus sabia disso, mas pra Edward eu estava espionando de forma que eu pudesse tirar alguma vantagem em cima deles. Confesso que já tive muitas vontades, cheguei a falar que o meu interesse era no dinheiro dele, mas o meu real interesse era que toda essa dor acabasse. Pensei em fugir, mas eu não sabia se seria possível e seria uma tremenda covardia com os avós da minha filha. Sumindo só revelaria o quanto eu era hipócrita e egoísta, mas se eu alarmasse, Edward me impediria de partir. Eu não sabia mais o que fazer, até porque o restante dos meus documentos estava com ele e a papelada do nosso casamento estava correndo. Fora o bebê aqui dentro de mim. Pra falar a verdade eu não sabia o que fazer para amenizar esses problemas.

Inspirei fundo e soltei o ar audivelmente em sinal de cansaço, resolvi sair da cozinha e caminhei pelo corredor na marcha lenta. Eu queria perguntar a Edward se iríamos mesmo embora com aquele mau tempo, mas fiquei com medo de tentar puxar algum assunto e piorar ainda mais a situação. Decidi voltar para o quarto e subi.

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Tornei a me deitar na cama pensativa, aliás, eu não parava de pensar ultimamente e acabaria queimando os meus miolos. Lembrei-me das palavras de Esme no telefone ontem. “Se ele lhe maltratar, simplesmente tire o telefone do gancho e aperte o número dois. Está gravado e será automática a ligação daqui pra casa”. Eu cheguei a pensar em ligar e pedir que ela impedisse Edward de me deixar trancada, mas isso só pioraria, na verdade eu tinha medo dele, mas eu agia por impulso na maioria das vezes e a fim de atingi-lo de alguma forma. Sendo que quem sempre saía perdendo era eu.

Feia eu sabia que eu não era, não mesmo. Pensando bem eu não poderia me abater e me alto ridicularizar perante ele, era isso que ele queria. Eu fui profunda nas minhas palavras com ele e até egoísta para com a minha filha, eu já estava falando coisa com coisa e não era justo comigo. Eu nunca prejudiquei ninguém para merecer um destino desse e o ditado é bem certo.

“Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come” era bem a minha história mesmo.

Edward devia ter algum distúrbio mental. Ele me beijava, ele não pensava duas vezes para me possuir sem camisinha, fora essa implicância dele em me abraçar. Essa manhã mesmo eu acordei com ele rodeando a minha cintura e sua mão estava sobre a minha barriga, ele era bem estranho às vezes pensando bem. Nós não tínhamos um diálogo decente e ele não tinha paciência comigo, era briga após briga e ele não fazia questão para ser diferente, sinceramente eu já estava cansada disso e até eu perdia a minha paciência fácil, fácil com ele. O que mais eu poderia fazer se entre nós havia muitas barreiras?

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12h do dia.

Eu continuava deitada na cama e nada de Edward aparecer. Olhei para o tempo lá fora e nada dele melhorar, acho que seria impossível decolarmos hoje. Não sei de onde eu tirei coragem e me levantei decidida, calcei o meu chinelo e saí do quarto. Desci a escada devagar e caminhei um pouco temerosa até a porta do escritório, ela estava fechada. Dei três batidinhas de leve e aguardei.

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1min depois.

—O que deseja Fátima? Perguntou ele do outro lado da porta. Sua voz estava pouca coisa arrastada e pelo o que parecia ele já estava com álcool nas ideias.

—Sou.. sou eu Edward.

—Você! Falou ele em tom moderado de acusação. -O que deseja?

—Quero falar com você.

—Não temos nada para falar um com o outro no momento!

—Temos sim, por favor, abre a porta?

—Fala daí mesmo o que você quer.

—Não! Falei colocando a mão na maçaneta e a girei, com isso a porta abriu e do outro lado ele a empurrou de volta sem empregar muita violência. Do contrário machucaria a minha barriga por eu estar bem próxima da porta.

—Já disse que não temos o que falar Isabella!

—Por favor? Pedi de forma calma e ele ficou calado.

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3min depois.

—O que quer? Perguntou ele abrindo a porta e me olhou clinicamente.

—Posso entrar?

—Fazer o quê! Disse ele largando a porta e deu as costas para mim ao se afastar e ir se sentar na cadeira. Reparei a garrafa de bebida vazia e o copo sobre a mesa faltava pouco para acabar também.

—Edward, eu não agi de má intenção com vocês. Eu tenho a sua mãe com a minha segunda mãe.

—Se veio falar a respeito disso perdeu o seu tempo!

—Precisa ouvir! Falei impaciente.

—Por quê?

—Por que eu desejo que você não me tranque outra vez. Estou imensa e ficar presa daquela forma é desumano demais para comigo nessa situação.

—Irá ter o seu castigo! Não é adequado ter consideração com uma Swan!

—Eu lhe imploro, não me deixe presa lá. Tenha consideração pelo menos com a criança.

—Ela está dentro de você ainda.

—Eu sei disso, mas.....

—Já acabou?

—Eu, eu......

—Estou ocupado, não quero perder tempo com besteiras! Disse ele olhando para a tela do laptop e me ignorando.

—Está chovendo e com o mau tempo não é aconselhável voarmos.

—Já está com medo em antecipação Swan?

—Me chame pelo o meu nome que é Isabella, não há necessidade de provocações por eu estar falando numa boa.

—Falo do jeito que eu achar melhor e agora pode ir. Disse ele me olhando e eu precisava pensar rápido, ele estava disposto a me castigar mesmo e eu faria de tudo para ele não me prender novamente. Eu estava sensível demais e isso seria a minha ruína, eu faria o que ele quisesse e passaria por cima da decência, ou melhor, eu passaria por cima das minhas próprias vontades.

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1min depois de silêncio e minha mente maquinando o que falar para melhorar a situação. Ele me ignorava ao mexer no laptop. Eu estava plantada feito uma árvore na frente da mesa e ambos calados.

—Eu, eu faço o que você quiser, mas não me tranque novamente. Falei desesperada por dentro e demonstrando uma calma que não existia por fora.

—O que você falou? Perguntou ele se fazendo de bobo e não me olhando por estar mexendo no laptop.

—Eu, eu disse que faço o que você quiser.

—Não há o que ser feito, você estragou ainda mais as coisas agindo mal. Não confio em você.

—Sabe que eu não tenho má intenção, do contrário já teria lhe matado há muito tempo.

—Fala da boca pra fora!

—Não é verdade! Eu faço de tudo, mas não me deixe presa novamente. Eu lhe imploro.

—Agora implora?

—Sim. Falei me aproximando dele pouca coisa.

—Não quero ouvi-la mais, pode ir porque eu estou ocupado.

—Você é um egoísta! Isso sim! Falei apontando o dedo para ele. –Só pensa no seu próprio umbigo e não se preocupa com a minha saúde em prol da menina aqui dentro!

—Dá um tempo Isabella, preciso prestar atenção aqui. Já falamos tudo.

Fiquei olhando para ele calada por quase um minuto inteiro e me virei para sair, caminhei desmotivada até a porta e saí fechando a porta em seguida. Sem pensar eu fui para a sala e peguei o telefone sem fio, fiquei olhando para ele indecisa, mas seria mais fácil se eu fosse sincera e não falar entre linhas com a Esme.

Fui para o quarto o qual eu e Max ficamos e fechei a porta. Deitei-me na cama e me cobri por estar frio, sem pestanejar eu apertei o botão para dar linha e disquei o número dois. Escutei os números serem discados no automático e aguardei, tocou três vezes.

—Alô. Falou Mary do outro lado.

—Amiga, sou eu bella.

—bella!!! Como você está?

—Bem na medida do possível, eu queria estar aí com vocês.

—É, acabamos vindo embora. O patrãozinho preferiu ficar e sei que tem dedos de Alice no meio disso.

—Não é novidade amiga. Sendo que agora eu preciso muito falar com a Esme.

—Está passando mal? Perguntou ela preocupada.

—Não, mas confesso que senti muitos enjoos.

—Já está melhor?

—Sim.

—Que bom! Agora irei até o quarto dela.

—Ok e obrigada. Não demore muito eu te peço.

—Sei que está em apuros, já te conheço.

—Um pouco.

—Não fique agitada.

—Estou tentando. Te conto tudo pessoalmente.

—Ok. Eu estou andando o mais rápido que posso e já estou aqui no segundo piso, vou bater na porta agora.

—Ok.

—Um momento.

—Ta.

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1min depois.

—Tchau amiga, vou passar agora aqui para ela.

—Obrigado.

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O telefone ficou mudo, era como se tivessem desconectado o cabo do aparelho e o tirei do ouvido perplexa.

Tentei discar e nada de dar linha, na mesma hora eu me levantei da cama, calcei o meu chinelo e desceria para averiguar algum possível defeito.

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Ao chegar na sala Edward estava sentado no sofá com outro aparelho sem fio na mão e com o fio desconectado do aparelho que eu estava ao seu lado no sofá, ele me olhava sério e fiquei sem chão.

—Como soube?

—Eu a segui e vi você pegando o aparelho.

—Resolveu escutar a minha conversa?

—Por que não? Eu tenho direitos sobre você!

—Invasão de privacidade é grave e sou um ser humano independente.

—Não entre nós! Você não tem renda própria, está grávida e não conseguirá emprego em lugar nenhum. Poupe a minha mãe das suas gafes e reclamações!

—Eu ia conversar com ela.

—Você iria fofocar! É bem diferente.

—Sim, eu contaria o que eu fiz no meu ato de curiosidade.

—O que está feito já está feito.

—Infelizmente. Falei no momento que o celular dele tocou em seu bolso e ele atendeu olhando para mim.

—Oi mãe.

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—Está tudo bem, ela só queria conversar.

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—Ela achou melhor não a incomodar.

.........

—Estamos bem. Falou ele de forma calma e o reprovei mentalmente, nós não estávamos bem.

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—Ok, agora eu preciso desligar.

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—Tchau e beijos.

.......

Ele encerrou a ligação e tornou a colocar o aparelho no bolso. Eu estava desconcertada por ter sido pega e ele veio até a mim pegar o aparelho da minha mão.

—Não queira nunca passar por cima de mim.

—Não pretendia, eu, eu, deixa pra lá Edward.

—É bem melhor!

Dei as costas para ele a fim de subir para o quarto e Fátima apareceu na sala.

—A comida está pronta. Desejam almoçar agora?

—Estou sem fome Fátima e...

—Iremos comer agora, pode colocar a mesa.

—Estou s..... Falei olhando para ele, mas a sua olhada não foi nada amistosa. –Ok. Falei olhando pra Fátima.

—Tudo bem. Disse ela sorrindo levemente por estar desconfortável com o clima e saiu da sala.

Preferi ficar em silêncio e fui me sentar à mesa estando pensativa, Edward fez o mesmo após colocar o aparelho que estava comigo na base. O fio permaneceu desconectado sobre o sofá e sei que ele não o colocaria de volta.

Permanecemos calados enquanto Fátima arrumava a mesa e momentos depois nos serviu. Eu estava sem fome e mexia constantemente o garfo no prato sem pegar nada para trazer até a boca. Por causa disso Edward me olhou por breves segundos, mas continuou comendo calado. Belisquei o bife e vendo que não desceria mais nada, eu afastei o prato.

—Com licença. Falei me levantando e Fátima ficou me olhando. Já Edward não falou nada e me seguiu com o olhar.

Afastei-me da mesa e caminhei pela sala, subi a escada e fui para o quarto em que fiquei com Max novamente. Sendo que dessa vez eu tranquei a porta e fui para o banheiro rápido. Coloquei tudo que eu havia comido para fora novamente e me levantei devagar, fui até a pia lavar a minha boca e molhei a minha nuca. Com isso eu fechei os meus olhos e nesse momento a minha real vontade era de fugir.

Molhei o meu rosto e o sequei, inclusive, eu sequei a minha boca também. Sentindo-me um pouquinho melhor eu caminhei até a cama e me deitei deixando uma lágrima rolar. Eu desejava fugir a todo o instante e acabei dormindo um tempo depois com esse pensamento.

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17:21min da tarde.

Despertei do nada e me espreguicei devagar, eu estava sentindo dor no pé da minha barriga, não me preocupei por saber que o stress fazia essas coisas comigo. Tinha um tempinho que eu não sentia essa dorzinha e me encolhi na cama acariciando o local de leve. Meu estômago roncou pra valer e brotou um sorriso em meus lábios por causa disso, sinal que eu precisava me alimentar e a fome estava severa em mim.

Sentei-me na cama e calcei o meu chinelo, levantei sentindo vontade de me aliviar e fui fazer isso o mais rápido possível. Asseei-me e fui lavar as minhas mãos.

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Abri a porta e saí do quarto encontrando o silêncio a minha volta. Caminhei devagar até a escada e desci da mesma forma, andei pelo corredor não vendo Edward por ali e entrei na cozinha. A mesma estava vazia e isso era sinal que Fátima já devia ter ido embora, então fui até as panelas sobre o fogão e vi que a janta já estava prontinha ali.

Estava quente ainda, sinal que não fazia muito tempo que ela foi embora. Peguei um prato e me servi com vontade, acho que eu comeria por três agora. A fome estava me matando. Sem querer eu deixei a tampa da panela cair no chão e fez um barulho irritante.

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Comi com vontade, estava muito saborosa a comida e jake me veio à mente. Para tentar fugir do tormento eu lembrei de todos os nossos momentos juntos, mas não os íntimos e sim os de aventura. Por algumas vezes me permiti sorri e senti a minha filha mexendo pra valer, cheguei a colocar a mão no lugar que ela chutou e abri o meu roupão para olhar. Eu estava bem redonda e diria que a minha barriga estava linda, eu a admirava perdida em pensamentos e Edward entrou na cozinha tendo uma xícara na mão. Fechei o meu roupão na mesma hora e me lembrei de algo bem importante.

—Não iremos hoje, não é?

—Não!

Ele não falou mais nada e nem eu. Edward lavou a xícara e foi olhar na geladeira, provavelmente ele procurava algo para comer. Ele tirou um pudim intocado de dentro dela e o colocou sobre a mesa para se servir, juro que a minha boca se encheu de água e continuei comendo a comida. Eu olhava para aquela beleza enquanto Edward comia de forma calma estando em pé ao lado da mesa.

Nós não tínhamos assunto um com o outro e permanecemos mudos.

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Terminei de comer no momento que ele lavava o pratinho, ele demorou por ter comido duas vezes, já eu preferi esperá-lo terminar para me aproximar da pia.

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2min depois.

Ele foi até a janela fechá-la e me levantei da mesa para lavar o meu prato. Coloquei detergente na esponja e abri a torneira, Edward se aproximou da mesa para poder guardar o pudim.....

—Eu irei comer um pedaço. Isso se eu poder também.

—Não a proibi de comer.

—Estou na sua casa e...

—Não vamos começar com a bobeira.

—Tudo bem.

Ele saiu da cozinha. Eu imediatamente peguei o pratinho e fui me servir daquela delícia convidativa, acabei tirando um bom pedaço para eu comer e me sentei outra vez à mesa. Comi devagar degustando bem, quanto mais eu comia mais eu queria e me refreei ao lembrar da minha doutora. Eu não queria engordar mais.

Quando eu acabei de comer fui lavar o pratinho e guardei o pudim na geladeira. Deixei tudo arrumadinho e apaguei a luz da cozinha antes de sair. Andei devagar pelo corredor e encontrei Edward deitado no sofá assistindo televisão, preferi ficar na minha e sem ter o que fazer, eu me sentei no outro sofá. Ficamos assistindo televisão sem atritos verbais.

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20h da noite.

Edward havia colocado em um seriado chato e me levantei para poder subir. Caminhei até a escada e subi devagar, já no andar de cima eu andei um pouco mais rápido e abri a porta do quarto. Após eu entrar a fechei sem passar a chave e fui até a mala pegar uma camisola para eu vestir. Não me esqueci da calcinha também e fui para o banheiro tomar o meu banho tranquila. Despi-me do roupão e entrei no Box, preferi deixar a água um pouco mais quentinha por estar fazendo bastante frio à noite e peguei o sabonete. O deslizei devagar pelo o meu corpo e com o auxílio da buchinha eu me lavei por inteira, só não a esfreguei em minha barriga.

O banho quentinho estava sendo relaxante.

Ao terminar eu saí do Box e me envolvi com o roupão, fui até a frente do espelho e penteei o meu cabelo. Após penteá-lo eu me sequei bem e coloquei a calcinha, me lembrei do sutiã e fui pegá-lo, para minha surpresa Edward estava deitado na cama e assistia televisão ali. Eu estava com o roupão em volta de mim e não liguei, fui até a mala e peguei o que eu queria.

Estando de volta no banheiro eu o coloquei e vesti a minha camisola, notando o frio estar intenso eu colocaria um casaquinho. Ao sair do banheiro, eu vi Edward passar para o closet, na certa iria tomar o banho dele também. Fui até lá pegar um casaquinho e ele mexia na mala dele, peguei o casaco e o vesti, depois fui me deitar na cama.

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Coloquei em outro canal e fiquei assistindo estando sob as cobertas, nesse momento Edward já tomava o banho dele. Eu parando para pensar, eu já me sentia um pouco melhor daquelas mazelas causada pelo stress, mas no fundo eu sentia medo dele me trancafiar naquele porão ou onde quer que seja novamente. Procurei esquecer e me ajeitei sob as cobertas, o medo nos deixava apavorado às vezes e ainda mais com aquela tropa de seguranças disposto a tudo que o chefe pedir.

Um tempo depois Edward saiu já vestido do banheiro e desceu, acho que ele iria jantar. Após o programa terminar eu mudei de canal e coloquei na novela que eu gostava de assistir, ela era boa demais e Esme também gosta de ouvi-la.

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22:15min da noite.

A novela acabou e Edward ainda não havia subido, lembrei de escovar os meus dentes e fui escová-los, aproveitaria para me aliviar também.

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Tornei a me deitar sentindo que as minhas energias já estavam todas gastas e logo eu dormiria pra valer. Com isso eu preferi desligar a televisão e deixei apenas um abajur iluminando o quarto. Acabei dormindo momentos depois.

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Madrugada de quarta feira, 13 de fevereiro.

01:05min da manhã.

Pelo o meu sono estar incrivelmente leve, eu despertei ao sentir a cama se mover, mas mesmo assim eu não abri os meus olhos. Parece que Edward havia voltado para o quarto naquele momento e ao sentir o clima diferente no quarto, eu abri os meus olhos e olhei para baixo notando a lareira estar acesa. Mexi-me ao me ajeitar melhor na cama e puxei a coberta, Ele não tentou nada ao me ver ali acordada observando-o e se cobriu melhor. Devia estar congelante lá fora.

Edward havia se deitado de frente para mim e ficou me olhando, evitei olhá-lo e fiquei olhando para o nada, mas estava me incomodando o olhar dele e me levantei para ir até o banheiro. Calcei o meu chinelo e caminhei até o banheiro, me aliviei devagar e fiquei pensando estando sentada ainda se iríamos embora hoje caso o tempo estivesse melhor.

Uns cinco minutos depois eu me asseei e fui lavar as minhas mãos. Parecia que o meu sono havia pulado da janela e sumiu, com isso me deu vontade de preparar um chocolate quente para mim. Ele me deixaria ainda mais aquecida e saí do banheiro, Edward estava coberto da cabeça aos pés e passei direto. Abri a porta e senti o baque de temperatura, estava frio demais e tornei a fechar a porta sem sair do quarto, eu precisava me agasalhar melhor. Como as meninas não colocaram muitas roupas de frio, eu fui até o banheiro e peguei um roupão de manga cumprida limpo para eu vestir. Após vesti-lo eu saí do banheiro e depois do quarto sem fazer muito barulho, caminhei um pouco rápido pelo corredor e desci a escada, sorte era a casa ficar sempre iluminada. No andar de baixo eu fui direto para a cozinha e acendi a luz, fui até a geladeira e peguei a jarra de leite tirado das próprias vacas que tinha ali na fazenda. Coloquei um pouco de leite na leiteira e fui até armário procurar chocolate em pó, afinal eu não sabia se havia ali. Olhei de porta em porta e o encontrei, peguei uma colher e coloquei duas dela cheia de chocolate dentro da leiteira, claro que coloquei um pouquinho de açúcar também e esperei aquecer bem.

Enquanto o leite aquecia, eu peguei uma xícara e fui olhar no forno, havia um bolo ali dentro intocado e o peguei, ao cheirá-lo notei ser de laranja e sorri contente. Parti uma fatia grossa e a comi, lembrando do leite eu fui até o fogão e apaguei o fogo rápido por faltar pouco para o leite transbordar. Por ele ter fervido eu o coaria antes de beber, pois eu detestava a nata do leite. Após fazê-lo, eu o degustei aos poucos por estar pelando e comi mais uma fatia grossa do bolo, ao olhar para a porta eu peguei Edward ali me olhando e mordi a fatia de bolo o olhando sem saber o que falar, para amenizar as coisas...

—Quer que eu faça um pouco de chocolate quente para você também?

—Não. Eu mesmo faço.

—Ok, eu só quis ser gentil. Veio olhar para ver se eu estava mexendo nas coisas de vocês novamente?

—Se eu dissesse que sim?

—Eu acreditaria.

—Que bom que sabe.

—Iremos embora hoje?

—Por que da curiosidade?

—Não quero ficar presa sem merecer Edward.

—Estive pensando na sua proposta.

—Que proposta?

—Você disse que faria qualquer coisa para não ficar presa.

—E é verdade. Falei preocupada, Edward era manipulador.

—Só se lembre que eu não sou bobo Isabella.

—Não duvido disso.

—Que bom que você sabe.

—O que irá exigir de mim Edward?

—Logo você irá ficar sabendo. Falou ele me olhando e foi preparar o chocolate quente dele.

Fiquei o observando e preferi continuar comendo. Uns minutos depois ao ir comendo perdida em pensamentos eu não me dei conta que o tabuleiro já estava quase pela metade de bolo por ser pequeno e redondo. Terminei de comer me sentindo satisfeita e bebi o chocolate quente que já estava morno, parece que eu dei mais atenção para o bolo e foi mesmo.

Edward se sentou à minha frente e pegou o tabuleiro, ao ver que eu tinha detonado o bolo quase inteiro ele olhou para mim, mas nada falou.

—Desculpe, eu me excedi por estar gostoso demais. Sei que eu nunca passei fome na minha vida e nem estou passando fome no momento, mas a fome e o desejo que eu venho sentindo está extrapolando dos limites. Na verdade, eu sou culpada por não me controlar.

—Se continuar dessa forma não irá caber no vestido. Não vá ficar obesa sem necessidade e não falo mais nada a respeito da sua taxa de gordura no sangue, você é teimosa demais.

—Eu estou grávida e por sua causa, sabe que é o culpado por isso.

—Quantas vezes mais você irá jogar isso na minha cara?

—É a pura verdade Edward. Se não fosse isso eu poderia estar livre e você também da minha presença. Talvez você já tivesse me eliminado para sempre como fez com os meus pais e.....

—É melhor parar para o seu bem!

—Sua mãe deixou ao meu critério e me apoiará em qualquer decisão. Ela disse que se eu quisesse eu não me casaria, mas sendo tola eu prossegui como estava. Ela disse que ficaria triste com a minha partida, mas que não poderia me obrigar a ficar e preferia que eu contasse caso eu decidisse ir embora. Na verdade, ela queria que eu avisasse e não fosse escondida, é isso para resumir.... Andei pensando melhor e poderíamos cuidar da menina estando você em Ourinhos e eu em outro lugar. Nós podemos cancelar o casamento e você pode ficar com a Julieta que é a mulher com quem você fica mesmo.

—Não haverá acordos desse tipo entre nós Isabella ou ainda não fui claro o bastante com você?

—Por que continuar com isso Edward?

—Tenho os meus motivos que são muitos!

—Você já se vingou, eu não tenho nada a ver com essa desgraça toda.

—Você tem sim!

—Não tenho não! É você que quer que eu tenha para continuar se vingando, mais saiba que nem mesmo assim você trará a sua irmã de volta. Nem os meus pais irão voltar Edward.

—Menos dois ratos no mundo!

—Tem razão para estar bronqueado, com raiva deles, mas não tem razão para estar de mim.

—Você já está no meio disso. Espera uma criança que também me pertence e você não seria louca de fugir porque eu a caçaria e aí sim você sentiria o gosto amargo por causa dos seus atos!

—Parece que quis me engravidar de propósito para poder me massacrar aos poucos e ter um motivo para eu poder ficar.

—Foi um descuido, o qual eu me arrependo veemente todos os dias!

—Não sei se acredito!

—Acreditando ou não, eu não estou nem aí! Nunca haverá acordos entre nós partindo eles de você.

—Estou percebendo isso.

—Que bom que está entendendo. Eu não gostei que revirasse as minhas coisas e estou entalado com você ainda Isabella! É difícil de acreditar em você garota, mas saiba que mesmo assim não irá se livrar de mim! Estou pensando em deixá-la isolada por causa disso e você só voltará a Ourinhos quando faltar dois dias para o casamento, ou até um mesmo.

—Não faz isso Edward, sabe que a minha intenção não era lhe prejudicar. Não consigo me imaginar presa e isolada novamente, sabe lá o que mais você trama para mim.

—Podemos voltar antes quebrando todas as minhas regras e sendo que eu ao quebrá-las, nós teríamos que acertar uns pontos primeiro. Você tem que se portar como uma mulher comprometida e bem mais receptiva para comigo. Foi ridícula a sua atuação aqui no meio dos meus familiares, dos meus amigos e não gostei de ter sido ignorado! Nunca fui ignorado e não será você a me ignorar!

—Fiz o meu melhor!

—Mentira! Você nem se esforçou e para um casal preste a se casar a sua atuação estava fraca demais! Terá que atuar bem melhor que isso e ter espontânea vontade para vir até a mim, mereço muito mais atenção e a sua está fraca demais e péssima. Terá que ser minha sempre a noite, ou onde for e vai ser aí que verei se mereço poupá-la do castigo. O castigo não tem validade, vai depender do seu comportamento o tempo inteiro e imagine um casal que se dão bem. Terá que agir da mesma forma comigo!

—Você diz que eu terei que atuar mesmo estando nós dois sozinhos? Perguntei juntando as minhas sobrancelhas por estar surpresa.

—Por que não?

—É QUE.....

—É ISSO OU NADA! Falou ele alto e me assustei.

—Terei que agir tendo a espontânea vontade de vir até você, lhe beijar, te abraçar e me entregar? Perguntei baixinho por me sentir indignada. –Terei que fazer o mesmo na frente das pessoas, exceto trepar claro?

—Você não é grandes coisas, mas é isso mesmo que terá que fazer. Não quero que o restante da minha família perceba. Ou esqueceu que você está grávida e em breve estaremos nos casando? Temos que interagir no meio deles e não há outra solução para você!

—Isso é um absurdo Edward! Se eu desse parte de você, você.........

—Então se atreva!

—Eu não...

—Então vá se conformando em ficar presa! Disse ele se levantando da mesa e fique muda sem ter reação alguma corporal.

Eu teria que agir como uma mulher apaixonada, nos odiávamos e ele deixava isso claro constantemente. Como é que eu poderia abraçá-lo, beijá-lo e me deitar na cama indo até ele me oferecer como se nada tivesse acontecido ou acontecendo? Eu me perguntava mentalmente. Ele só poderia estar brincando comigo ou enlouqueceu de vez, talvez fosse por causa do casamento, todos reparariam nos mínimos detalhes. Ou....

Ele só poderia estar fazendo isso para debochar de mim e até me ignorar ao me aproximar dele, eu estava sem saída e presa daquela forma é que eu nunca mais queria ficar. Grávida requeria cuidado, não que a mulher ficasse intocável nesse período, mas sem poder sair como eu vinha fazendo ultimamente me enlouqueceria. Eu prometi passar por cima das minhas reais vontades para ter a minha liberdade. Eu o observava estando petrificada com os planos dele.

Edward terminou de lavar a xícara dele e ficou parado na porta de braços cruzados, era sinal pra eu levantar o meu acampamento porque ele ficaria ali marcando durinho em cima de mim.

—Iremos embora amanhã, mas não pra Ourinhos. Disse ele sério.

—Isso é por causa da minha decisão?

—Entenda como queira. Disse ele me olhando fixamente, era como se tentasse entender as minhas reações.

—Não irei mexer em nada, pode subir Edward.

—Estou bem aqui.

—Tu, tudo bem. Falei me apressando a me levantar e lavei a xícara que eu usei, deixei tudo limpinho e passei por ele não o olhando.

Caminhei pelo corredor tendo ele atrás de mim e subimos a escada da mesma forma. Andei matutando sobre a proposta dele e já estava decidido. Ele queria fazer de tudo para me atingir.

Abri a porta do quarto, fui direto para o banheiro escovar os meus dentes e Edward fez o mesmo, procurei me apressar e fui para o quarto me deitar primeiro que ele.

A temperatura estava elevada naquele momento, mas permaneci com os dois edredons sobre mim e o aguardei voltar para dar a minha resposta. Ele queria que eu fosse falsa e não prestasse a qualquer custo para se convencer de que estava certo a meu respeito, mas eu não queria ficar presa e a minha atitude a seguir mancharia a minha reputação ainda mais. Eu queria continuar com a “minha liberdade”, se é que eu posso chamar assim. Simplesmente os meus pais me condenaram ao inferno antes de morrerem.

.

.

4min depois.

Edward saiu do banheiro e foi mexer na lareira, ele colocou mais madeiras e pela quantidade ficaria muito tempo queimando e se bobeasse iria até de manhã.

Ao se dar por satisfeito ele veio se deitar e se cobriu. Eu abandonaria o jeito de boa moça só para não ficar presa e o olhei por breves segundos, ele estava deitado de barriga pra cima e de olhos fechados. Eu já fiz isso antes lá em Ourinhos eu pensava, mas ele queria que eu atuasse dessa forma para sempre por causa da minha filha e por causa do casamento, o casamento....

Aproximei-me dele devagarzinho e ele se mexeu em reflexo do meu movimento, mas não abriu os olhos estupidamente verdes. Já bem perto dele é que ele abriu os olhos e me encarou sem saber o que eu estava fazendo, isso ficou claro pela a sua forma de me olhar e sem falar nada eu o beijei. Ele tentou me afastar, mas tirei a mão dele de mim e o olhei.

—Acho que isso responde a sua proposta. Falei bem baixinho e tornei a beijá-lo, mas ele me afastou e acendeu a luz do abajur. Fiquei sem reação mediante a dele e aguardei.

—Então cumprirá com o seu papel de forma adequada e do jeito que eu impus?

—Não é isso que sugeriu?

—É. Falou ele me olhando fixamente e não fugi do olhar dele.

—Ótimo! Disse ele tornando a apagar a luz.

—Não irá me deixar presa?

—Não. Mas será como antes, um segurança irá lhe acompanhar para onde quer que você vá.

—Tenho o meu, o Sebastian. Não vou muito com a cara dos outros e fico desconfortável com eles. Não que eu tenha intimidades com o Sebastian, mas prefiro ele.

—Por que disso? Perguntou ele tornando a acender a luz para me olhar. –Isso é porque ele é jeitoso e lhe atrai?

—Não é isso e ele nunca me cantou.

—Ele seria despedido.

—Não vejo o porquê.

—Mas eu sim!

—Tudo bem Edward, mas que cumpra o que está falando.

—Eu sempre cumpro, mas não ache que irei sucumbir sempre as suas vontades.

—Não é isso.

—Aja com o seu papel e faça-o bem feito.

—Tudo bem. Falei indo beijá-lo e o máximo que eu consegui foi um selinho, ele não quis me beijar.

—Não estou a fim. Disse ele me afastando.

—Ok. Falei tornando a me deitar no travesseiro e me cobri sentindo-me um pouco mal, eu detestava ser rebaixada. –Vai ser sempre assim?

—Só não estou a fim agora!

—Sem problemas. Falei de forma calma ou eu colocaria tudo a perder.

Virei para o outro lado e olhei para o relógio, faltava pouco para as três da manhã e fechei os meus olhos há muito tempo cansados.

Um tempinho depois o meu sono deu as caras e eu não vi mais nada.

.

.

11:13min da manhã.

Acordei sentindo ventinhos suaves se chocando em meu pescoço e abri os meus olhos notando ser por Edward estar dormindo próximo de mim. Ele estava com a metade do rosto em meu travesseiro, mas seu braço não rodeava a minha cintura e ele dormia profundamente. Movi-me devagar e me virei de barriga pra cima, passei a mão em meus olhos e bocejei de forma lenta. Era bom saber que eu não ficaria presa e me espreguicei sentindo as juntas do meu corpo estalarem, eu estava bem mais despreocupada. O pior era saber que de hoje em diante eu teria que atuar e muito bem, independentemente de ter pessoas a nossa volta ou não. Soava um pouco ridículo o que ele me propôs, mas devia ser para me provocar como sempre. Para a surpresa dele eu faria e muito bem o meu papel de falsa, ele se arrependeria.

Levantei-me da cama e fui me aliviar no banheiro, eu estava incrivelmente apertada. Asseei-me e fui lavar as minhas mãos, em seguida escovei os meus dentes.

Penteei o meu cabelo e fui até a mala pegar o meu nécessaire, eu passaria um pouco de base em meu rosto para melhorar a expressão e foi o que eu fiz. Passei um pouco de lápis de olho e já estava muito bom.

Eu não sabia o que vestir, minhas roupas precisavam ser lavadas e se era para atuar, eu atuaria mesmo. Fui até a mala dele e peguei uma blusa social de manga cumprida de cor clara, vesti uma legging bege e ficou até bom. Eu me olhava no espelho.

Saí do banheiro o encontrando dormindo ainda e desci, ao chegar na cozinha Fátima preparava o almoço já.

—Bom dia Fátima.

—Bom dia senhorita Isabella. Quer que eu coloque o seu café?

—Irei levar o do meu noivo primeiro.

—Tem bandeja ali. Disse ela apontando para a porta do armário.

—Valeu. Falei sorrindo.

Coloquei tudo que tinha direito ali na bandeja e ficou muito bem posta ao meu ver. Tomei um pouco de leite quente com uma fatia de bolo e subi com a bandeja.

Abri a porta com cuidado e Edward continuava dormindo, com isso eu coloquei a bandeja sobre a cama e subi em cima da mesma com cuidado. Molhei o meu dedo na geléia e me senti um pouco estranha por estar fazendo esse tipo de coisa com ele que não merecia. Devagar eu me aproximei dele e passei o meu indicador contendo geléia de morangos na boca dele, na mesma hora ele se moveu e tornei a passar o dedo nos lábios dele, por causa disso ele abriu os olhos imediatamente e passou a mão nos próprios lábios para ver o que tinha ali.

—Bom dia e é geléia de morango.

—O que colocou nela? Perguntou ele segurando a minha mão que continha o doce e averiguou minuciosamente.

—É geléia de morango. Falei puxando a minha mão e levei o meu dedo lambuzado até a minha própria boca, após fazer isso eu o lambi sobre o olhar dele. –Eu disse que é geléia e eu trouxe o seu café da manhã. Veja. Falei apontando para a bandeja e ele levantou o corpo minimamente para olhar.

—Então resolveu encarar o seu papel? Perguntou ele se sentando na cama um pouco desconfiado e coloquei a bandeja sobre o colo dele, só aí é que ele ficou olhando para a blusa em meu corpo. –Essa blusa é minha!

—Isso não é o problema. Falei desabotoando botão por botão e a tirei, sem pestanejar eu a coloquei ao meu lado sobre a cama. Ele ficou sem palavras e me aproximei para pegar a xícara sobre a bandeja. –Tome. Falei a oferecendo a ele.

—Então beba você primeiro.

—Não vejo o porquê não. Falei tomando um pouco.

—Beba mais.

—Ok Edward e não há veneno aí.

—Ta bom. Disse ele pegando a xícara da minha mão e bebeu me olhando, eu estava arrepiada por causa do tempo frio e o bico dos meus seios também, era visível através do tecido fino e transparente do sutiã. Sem pestanejar eu passei o dedo na geléia e o lambi, aquilo estava mesmo bom e o esqueci ali tomando café, mas me lembrei do meu papel a desempenhar e me aproximei bem mais dele.

—Esse é o meu bom dia. Falei selando os nossos lábios, mas ele ao tentar aprofundar o beijo eu me afastei. –É apenas um selinho de bom dia Edward. Não é assim que os casais normais fazem?

—Ainda bem que não somos um casal normal e nem seremos.

—Prefiro me calar. Falei dando uma de esperta.

Peguei a faca na bandeja para poder passar a geléia na torrada e ele imediatamente segurou na minha mão.

—O que pretende com........

—Relaxa que eu irei passar geléia na torrada. Ou prefere que eu faça com o meu dedo?......... Será como eu desejar. Falei levando a faca até o potinho contendo a geléia e peguei um pouquinho dela, em seguida deslizei aquela delícia sobre a torrada e a levei até a boca dele. Sendo um pouco durão ele pegou a torrada da minha mão e comeu me olhando. Nem liguei e sendo um pouco abusada, eu peguei a xícara dele e bebi um pouco do café com leite.

—É meu ou seu? Perguntou ele se referindo ao café com leite que continha na xícara em minha mão.

—Eu aceito compartilhar.

—Mas eu não aceito compartilhar nada que é meu!

—Detesto homens egoístas! Falei de forma tranquila.

—Não aceito compartilhar outros tipos de coisas, agora uma xícara de café com leite não irá me deixar mais pobre ou rico!

—Eu aceito compartilhar numa boa, faça o mesmo.

—Do que você se refere? Perguntou ele colocando a bandeja de lado e veio segurar em meu braço. –Se refere que eu tenho que compartilhá-la?

—Você leva tudo para esse lado Edward. Falei indo beijá-lo e ele não me rejeitou dessa vez. Edward me beijava com vontade e me afastei para poder respirar, nisso ele veio abocanhar o bico do meu seio esquerdo sobre o tecido fino do sutiã e o mordeu de leve. Relutante eu levei a minha mão até a cabeça dele e puxei de leve os fios de seu cabelo. Não se contentando Edward fez menção de tirar o meu sutiã, mas eu me afastei. –Preciso ir ajudar a Fátima. Menti ao começar a sentir as sensações em meu corpo.

—Irá depois. Disse ele abrindo o meu sutiã e meus seios ficaram de fora

—Não! Eu irei agora Edward. –Termine de tomar o seu café, está tudo muito bom e essa geléia está espetacular.

—Sei disso há muito tempo e não é a primeira vez que eu a como.

—Não precisa ser rude com a sua noiva. Falei sorrindo cínica, mas ele não compartilhava de mesma animação que a minha. Lambuzei o meu dedo de geléia e o levei até o meu seio direito, lambuzei toda a aureola do meu seio com ela e fiz o mesmo no outro. –Pode vir pegar. Falei me sentando sobre ele e me movi de leve em seu colo, ele estava pra lá de excitado para a minha surpresa e sorri por causa disso.

—O que há de engraçado?

—Não se encabule à toa. Falei me afastando para que ele pudesse limpar os meus seios com a língua, mas ele ficou me olhando e sem ter o que fazer perante o olhar dele, eu mesma de forma lenta fui limpando o meu seio com o dedo e o levando até a minha boca. Sem eu esperar, Edward me tirou do colo dele e me deitou na cama. Sua rapidez para tirar a minha legging e a minha calcinha foi incrível, fiquei totalmente nua sobre a cama e me levantei.

—Eu não a deixei se levantar.

—Coloque na sua cabeça que nem sempre ficará no comando. Falei ficando de joelhos na cama e tirei devagar o pijama dele, quando ambos já nus eu o beijei.

.

.

Após me afastar para respirar, Edward veio lamber os meus seios terminando de limpá-los com os seus lábios e língua. Depois de se cansar de fazê-lo, Edward se sentou na cama apoiando as suas costas na cabeceira e ficou me olhando, aquilo era um pedido mudo. Eu como não era boba, eu fui engatinhando até ele e o beijei bem devagar. Desci com os meus beijos na direção de seu pescoço, depois os distribuí em seu peito, na barriga, na virilha e embromei bastante antes de sugá-lo. Isso pareceu irritá-lo um pouco e nem liguei. Eu não podia mentir e falar que era ruim o sexo oral que eu fazia nele, não era, mas mesmo assim eu o odiava.

Coloquei o sexo dele em minha boca e o suguei pra valer, a reação dele foi segurar a minha cabeça por uns minutos e depois ele me soltou pra eu poder continuar. Eu fazia de várias formas e com cuidado por causa da minha barriga, Edward começou a se mover de leve em minha boca e o senti pra lá de rígido segundos depois. Tornei a ir beijá-lo, mas tão breve ele me afastou de seus lábios e fui beijá-lo no pescoço. Sentei-me sobre ele sem conectar o nosso sexo, mas Edward me fez levantar de leve e me penetrou numa estocada só de baixo pra cima.

—Hum!!! Eu gemi de olhos fechados e com a minha cabeça levemente inclinada para trás.

Tornei a abri-los e o encontrei olhando para mim. Aproximei-me dos lábios dele e tornei a fechá-los para poder beijá-lo. Nós nos movíamos bem devagar um contra o outro e Edward nunca que parava de me beijar, precisei me afastar implorando por ar e ele foi beijar o vão dos meus seios. Eu sentia o quanto eu estava molhada e ele também, o som do atrito de nosso sexo era alto e isso não queria dizer que agíamos com rapidez. Apoiei as minhas mãos na coxa dele e preferi ficar de olhos fechados ao me mover com desenvoltura, do contrário eu ficaria sem jeito por ser uma situação embaraçosa. Edward me puxou para ele e veio beijar toda a área do meu pescoço, ele não se esqueceu da minha orelha e a lambeu de baixo para cima causando milhares de sensações em meu corpo. Meu gemido saiu espontâneo e me movi um pouco mais rápido sobre ele. Eu me sentia a pior das criaturas graças a ele, mas ao mesmo tempo aquilo estava sendo mais que bom.

—Devagar. Falou ele me fazendo abrir os olhos e apenas balancei a minha cabeça que sim, eu não era boba de arrumar confusão nesse momento.

Voltei com os movimentos pra lá de lentos e senti que o meu corpo já queria explodir, cheguei a parar de me mover sentindo o meu sexo mastigando o dele pra valer e ele percebeu.

Edward me fez deitar de barriga pra cima e se deitou ao meu lado vindo me beijar. Nosso beijo era calmo e depois ele passou os beijos para o meu seio direito. Corri a minha mão pelas as costas dele e com a outra eu a deslizava pela cabeça dele, os meus dedos não paravam de se emaranhar entre os fios pra lá de sedosos de seu cabelo. Não ligando para o que eu estava fazendo, ele passou os beijos para o meu pescoço e deu leves mordidas em minha pele, isso mandou centelhas para o meu sexo e gemi baixinho. Abri os meus olhos encontrando o dele novamente e fiquei sem jeito perante o olhar dele.

—O que há? Perguntei mediante o olhar dele.

—Não posso olhar?

—Pode. Falei desviando o meu olhar do dele, mas de forma firme ele me fez olhá-lo novamente usando as suas mãos.

Edward voltou a me beijar e durante o beijo ele me ajeitou sobre a cama, com jeito ele me penetrou e começou a se mover bem devagar. Tentei me mover um pouco mais rápido, eu queria acabar logo com aquilo, mas ele pressionou o corpo dele contra o meu impedindo-me de continuar e cheguei a entreabrir os meus lábios por causa disso. Meu sexo já mastigava o dele bravamente novamente.

—Por que não vai mais rápido Edward?

—Por que deseja isso?

—Por que eu desejo que seja um pouco mais rápido. Falei o que me veio na mente, eu queria acabar logo com isso.

—Por quê? Perguntou Edward e ele veio me beijar, mas desviei os meus lábios por já estar ficando intimo demais. Aquilo era uma farsa.

—Pare de perguntar! Falei o olhando.

Ele começou a se mover um pouquinho rápido, sem ele esperar eu me movi bem mais rápido e gozei na marra. Gemi de forma solta me sentindo péssima por isso, simplesmente foi bom demais e eu não podia negar. Meu coração voava como um louco e duas invadidas a mais dele, eu o senti me molhando com vontade. Depois disso ficamos calados e não demos uma palavra sequer. Nos recuperávamos das sensações que corriam pelo o nosso corpo.

.

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4min depois.

Ele permanecia ainda sobre mim com a cabeça encostada no vão dos meus seios. Eu não tinha reação, eu estava com medo de fazer algum gesto e ele entender mal, mas desviei desses pensamentos ao sentir a minha filha mexendo e levei a minha mão entre os nossos corpos. Com esse gesto Edward se afastou um pouco só sem desconectar os nossos corpos para olhar o que eu estava fazendo.

O montinho era visível e.....

—Preciso ir ao banheiro. Falei me movendo e ele se afastou desconectando o nosso sexo.

—Está fugindo.

—Não mesmo Edward. Eu preciso me aliviar urgentemente.

—Ok.

Puxei o lençol que estava sob os dois edredons e me enrolei nele, estava frio e me levantei. Edward ficou me olhando se afastar e antes de eu entrar no banheiro eu o olhei, ele acabava de se deitar novamente.

Deixei as lágrimas rolarem por causa dessa loucura toda e acabei indo tomar banho, eu teria que disfarça mais os meus atos e me lavei rápido.

Sequei-me e vesti o roupão, tornei a passar a base em meu rosto para disfarçar a cara de choro recente e passei lápis de olho também, tudo muito suave e nada forte.

Quando saí do banheiro ele estava assistindo televisão sob os lençóis.

—Vou descer a bandeja. Deseja comer mais alguma coisa do seu café?

—Estou satisfeito. Disse ele me olhando intensamente e desviei o meu olhar.

—Tudo bem. Falei ajeitando as coisas na bandeja sob o olhar dele e eu a fim de tirar uma pequena dúvida. –Quando iremos embora?

—Está com pressa por quê? Perguntou ele me olhando de forma fixa e esse tipo de olhada dele me incomodava às vezes.

—É só curiosidade mesmo.

—Estou pensando ainda.

—Sem problemas. Falei pegando a bandeja e saí do quarto segundos depois.

Andei pelo corredor pensando em tudo que aconteceu entre nós dois, eu estava mesmo perdida. Desci a escada, fui para a cozinha e encontrei Fátima lavando a louça.

—Coloque aqui dona Isabella.

—Eu mesma lavo.

—Não, pode pôr que eu já estou com a mão na massa mesmo.

—Ok e obrigado.

—Até que fim que parou de chover um pouco. Observou ela.

—Pois é. Falei olhando para a janela e só estava nublado, mas o gramado estava todo molhado.

—Tem alguma preferência de comida? Eu posso fazer para janta hoje.

—Estou sem opção, eu gosto de tantas coisas.

—Tem de tudo um pouco aqui. Posso fazer uma costelinha e depois regá-la com molho Barbecue, um arroz soltinho. Humm!! Disse ela sorrindo.

—Está perfeito!

—Deixe comigo!

—O seu bolo de laranja estava muito bom. Elogiei.

—Gostou?

—Sim.

—Que bom! Sorrimos uma para a outra.

—Preciso lavar algumas roupas minha, sendo que com esse tempo não irá secar.

—Tem secadora senhorita.

—Ótimo! Vou pegá-las então, pois eu não sei que dia eu e o meu noivo iremos embora.

—Ele não me falou nada ainda, não sei te dizer.

—Tudo bem. Já estou ficando sem o que vestir, eu não sabia que iríamos demorar tanto.

—Aqui é maravilhoso, ar puro e bem diferente da cidade.

—Você tem razão que aqui é maravilhoso, a fazenda é linda e o clima é bem diferente do da cidade.

—Demais!

—Estou indo pegar as minhas coisas.

—Ok.

Saí da cozinha e andei distraída pelo corredor, subi a escada devagarzinho e no andar de cima caminhei um pouco mais apressada. Abri a porta do quarto e Edward continuava assistindo televisão.

—Irei lavar algumas peças de roupa, estou ficando sem o que vestir. Deseja que eu lave a sua também?

—Decida você e cumpra o papel que foi combinado. Respirei fundo para não o responder. Ele estava com o ar arrogante outra vez.

—Irei dar uma olhada então.

—Faça o que tem que ser feito.

O deixei pra lá e fui até o closet, eu detestava quando ele me tratava feito lixo que usa e joga fora, mas eu já estava me acostumando com isso. Pelo acordo eu engoliria os desaforos. Até quando eu iria suportar após o casamento? Eu me perguntava.

Comecei a pegar as minhas roupas usadas e seria apenas passar uma água para tirar o suor, elas não estavam sujas. Peguei algumas peças de roupas de Edward e ele entrou no closet.

—Não precisa lavá-las aqui, deixe para fazer isso em Ourinhos porque nós iremos embora amanhã de manhã. Preciso trabalhar e dinheiro não cai do céu. Não fico o dia inteiro dentro de casa sem fazer nada.

—Tudo bem Edward. Falei me controlando para não dar uma má resposta, ele estava jogando indiretas para mim.

Ele saiu do closet e sorri, pelo menos nós iríamos voltar para Ourinhos e de lá eu poderia ir para o meu apartamento à vontade. Guardei as roupas com um entusiasmo imenso e deixei a minha mala mais ou menos arrumada, até a roupa que eu iria embora amanhã já estava esticadinha no cabide. Lembrei de ter que andar de avião e isso sim me deixava temerosa, mas eu estava voltando e engoliria o meu medo.

Após arrumar tudinho eu saí do closet e Edward estava no banho, olhei para a cama e decidi arrumá-la. Troquei os lençóis, a colcha e deixei os edredons. Troquei as fronhas e a cama ficou arrumadinha.

Desci com a roupa de cama suja e as coloquei na área de serviço, eu não as lavaria e deixaria ali pra Fátima fazer, mas mudei de ideia por não ter nada o que fazer.

Peguei as peças e as coloquei na máquina, coloquei sabão e o amaciante em seus devidos compartimentos da máquina. Deixei a mesma trabalhando e fui para a sala, mas decidi ir até o seleiro ver aquelas belezuras de cavalos.

Eu subi e fui para o quarto, passei direto para o closet e Edward se vestia ainda, ele demorou no banho pelo visto. Evitei olhá-lo e abri o meu roupão, fiquei nua perante ele e vesti o sutiã após pegá-lo na mala. Peguei uma calcinha e a vesti, depois coloquei a mesma roupa de antes que era a legging e não me importei para o que ele iria falar por eu ter colocado novamente o blusão dele. Edward ficou me olhando, mas nada falou.

Fui até o banheiro pentear o meu cabelo e por último eu calcei uma sapatilha, eu estava bem arrumadinha olhando bem. Eu me olhava no espelho quando Edward parou na porta do banheiro e cruzou os braços, isso não era bom sinal.

—Por que está se produzindo desta forma?

—Irei até o celeiro ver os cavalos e os outros animais. Não estou produzida, estou normal.

—Está frio!

—Nem tanto como ontem.

—Esse blusão está transparente e você sabe que a quantidade é imensa de homens trabalhando aqui. Não quero que pensem que estou me casando com uma vadia oferecida! Apesar de que você é....

—Não ligo para eles e só para você. Falei sorrindo, mas o meu real humor era outro, ele iria me ofender e o interrompi.

—Você é cínica, abusa no cinismo em suas palavras e não estou a fim de ouvi-los no momento!

—Relaxa! Falei olhando para ele e dei um laço na parte da frente com o tecido da blusa.

—Não irá sair com essa blusa Isabella!

—Está com ciúmes?

—Eu com ciúmes de você? Dá um tempo!

—Tem razão. Falei saindo do banheiro e depois do quarto o largando lá.

Caminhei pelo corredor e desci, mas a porta da sala estava trancada e saí pela a da cozinha. Estava realmente frio, notei ao andar pelo gramado do jardim e me apressei. Ganhei alguns olhares dos trabalhadores e olhei para trás, mas tornei a olhar para a frente e faltava um bom pedaço ainda para eu chegar no meu destino.

.

.

4min e ½ depois.

Entrei no celeiro e fui direto para a baia do cavalo negro, ele simplesmente me enfeitiçou com a sua beleza e o seu olhar arredio. Tentei tocá-lo, mas encolhi a minha mão por causa do medo.

—Gostou mesmo dele. Disse Cortez ao longe.

—Demais! Falei sorrindo. –Eu adoraria sentir a textura do pelo, ele brilha tanto.

—Ele é um pouco arredio. Falou um rapaz que cuidava do cavalo ao lado. –Chamo-me Valdo senhorita.

—Prazer, Isabella. Falei de forma educada. –Eu estou sabendo, vocês estão se familiarizando com ele ainda.

—Está custando um pouco, mas logo chegaremos lá.

—Claro que sim. Falei sorrindo. –Eu estou louca para acariciá-lo, ele é tão lindo.

—Disso, nós já sabemos. Falou Edward atrás de mim e isso me causou um pouco de susto. –Eu disse que está frio aqui fora. Após ele falar isso eu me virei para olhá-lo, ele me olhava fixamente e temi aquele tipo de olhar.

—Percebi, mas estou confortável aqui.

—Não, não está.

—Ok. Falei olhando para ele e olhei para os outros dois rapazes pra lá de gentis. –Bom trabalho pessoal.

—Obrigado. Falaram eles um pouco sem jeito e Edward segurou na minha mão, eu não podia revidar e aceitei numa boa.

—Vamos?

—Vamos sim Edward.

Caminhamos de volta para a casa e ele não desgrudou as nossas mãos, como eu queria estapeá-lo naquele momento. Entramos pela porta da cozinha e Edward me arrastou para a outra sala mais ao fundo. Ao entrarmos ele fechou a porta e me largou.

—Então já estava dando confiança para os outros homens?

—Já vai começar com esse absurdo Edward?

—Se aqui está assim, imagina quando voltar!

—Está me chamando de piranha? Falei alto e claro, ele me fez usar um termo um pouco vulga na forma de colocar essa palavra.

—Entenda como quiser, mas sob o meu teto ou até fora, eu quero que você fique longe de homens! Tem a minha mãe, tem a Alice, a minha tia e um monte de mulheres da minha família! Fora às amigas nossas também! Eu a proíbo de ficar de ti, ti, ti com eles!

—Exige isso por quê?

—Você de uma forma louca os atrai e nem é grandes coisas assim!

—É o contrário, eu não tenho culpa se eu agrado os homens. Sou bonita, no momento estou um pouco sem graça por estar grávida, mas isso não tirou a minha beleza. Desculpe se isso te incomoda, mas saiba que é involuntário da minha parte!

—Está blasfemando garota!

—Se eu fosse mesmo ruim da forma que você tanto fala, nem o que há entre as suas pernas levantaria. Sei que você gosta, mas prefere me esculachar para se sentir bem e eu mal. Que fique claro que eu não ligo!

—Siga o meu conselho ou eu a prenderei sem haver trato algum! Principalmente se eu souber que você está dando confiança.

—Já nos entendemos a esse respeito Edward.

—Sou de palavra, mas não me sacaneia ou fim de trato!

—Eu não estava fazendo nada Edward.

—Que assim seja mesmo e para o seu bem!

—O trato foi ficarmos como um casal e aqui estou eu. Falei me odiando ao me aproximar bem dele. –Não precisa me condenar à toa se sou inocente.

—Quero ficar sozinho! Vá para o quarto! Falou ele no momento que eu encostei o meu corpo no dele.

—Tudo bem.

Desencostei-me dele e saí da sala, os insultos dele me deixavam mal e caminhei até a escada. Fiquei segurando no corrimão por uns segundos e subi.

.

.

Abri a porta do quarto e após eu entrar, eu a bati sentindo um pouco de raiva. Tirei a sapatilha e me deitei na cama, eu não era uma mulher vulgar apesar de tudo que estava acontecendo comigo ultimamente. Eu estava agindo conforme a carência, mesmo que isso sujasse a minha imagem, mas eu já tinha decidido. Eu não sabia mais o que pensar, estava tudo embaralhado e era complicada a minha mudança constante de opinião. Edward sempre conseguia me nocautear.

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Eu estava deitada de barriga pra cima e acariciava a minha barriga, com tanto stress eu acabei dormindo.

.

.

16:20min da tarde.

—Senhorita. Chamou-me Fátima.

—Hum? Fiz abrindo os meus olhos.

—Vim acordá-la, já passou do seu horário de comer tem a sua vitamina.

—Como soube dela?

—Foi o patrão que me falou e logo será a hora da janta.

—Tem razão. Falei olhando para o relógio.

—Quer que eu traga aqui?

—Pode ser, estou sem coragem para descer.

—Sente-se bem?

—Sim. Acho que é um pouco de preguiça mesmo. Falei sorrindo.

—Sem problemas, volto já.

—Ok.

Ela saiu do quarto e me levantei para ir me aliviar. Após lavar as minhas mãos eu penteei o meu cabelo, saí do banheiro para ir me sentar na cama e aguardaria o meu almoço chegar.

Eu já estava entediada de ficar sem ter o que fazer e tentei relaxar o máximo que eu pude.

.

.

21h da noite.

A hora havia demorado a passar no período da tarde já que eu fiquei trancafiada no quarto e nem sinal de Edward até agora. Fátima já tinha vindo aqui se despedir de mim me desejando boa sorte e boa viagem. Deixei claro o quanto ela foi amável comigo e ela me deixou ciente que já havia estendido a roupa na imensa área. Fátima se foi por volta das 18h da noite.

Resolvi ir tomar banho e me lavei por completo. Saí para me secar e vesti um roupão, a noite estava bem fria e seria bom caso Edward acendesse a lareira depois. Penteei o meu cabelo e após penteá-los eu decidi descer para beliscar algo, eu estava sem fome.

Fechei a porta do quarto e caminhei pelo corredor despreocupada, faltando pouco para eu chegar na escada eu escutei uma voz feminina e bem conhecida por mim. Quem pensou que eu voltaria para o quarto se enganou, desci a escada dando de cara com Julieta sentada no sofá bem à vontade e Edward estava sentado ao lado dela. A conversa era bem animada, eles bebiam vinho e ele segurava na mão dela de forma tranquila. Fiquei olhando para esse pequeno detalhe por breves segundos e eles pareceram nem se importar com a minha presença, pois continuaram conversando. Fui para a cozinha os ignorando e me sentindo um pouco estranha. –O que ela faz aqui? Perguntei baixinho para mim mesma. A minha vontade era de ir até a sala agora mesmo e dar uma surra nos dois por me fazerem de boba, mas procurei me acalmar. Eles queriam debochar de mim por ser a suposta noiva chifruda, mas eu fiz o mesmo. Ela não me deixaria mal, caso esse fosse o pensamento dela ao vir pra cá me provocar.

Eu estava sem fome e agora piorou por causa da atitude dele ao trazê-la pra cá ou ela mesma veio sozinha a convite dele.

Acabei pegando um cacho de uva somente na geladeira e me sentei à mesa para comê-lo. Eu estava indignada daquela vadia estar aqui e muito bem arrumada por sinal. Edward faltava babar sobre ela, eu percebi.

Deixei as minhas lágrimas rolarem por me sentir um pouco mal com isso tudo, ela riria de mim. Já Max mesmo sendo primo dele, não faria isso de vir para provocá-lo. Na estadia dele aqui, ele foi bem discreto, mas essa mulher veio com o propósito de me provocar. Já ela que não era nada minha, teria motivos de sobra para debochar de mim. Tentei esquecer isso e bebi um copo de água, eu sabia que Edward fez isso de propósito. Ah se fez!

Acho que ela não aguentou esperá-lo e veio pra cá. Com certeza Edward deve ter mandado ir buscá-la ou ela veio por seus meios próprios. Está mais provável que Edward deve ter dado a mordomia dela vir em seu jatinho, eu não duvidava mesmo.

Terminei de comer a uva e tentaria fazer por menos, eu e ele não tínhamos nada mesmo. Eu só não gostava que caçoassem de mim, mas a presença daquela mulher estava me incomodando de alguma forma.

Eu faria de tudo para não demonstrar raiva e resolvi comer só um pouquinho, Fátima fez a costela que prometeu e o cheirinho estava ótimo. Esquentei um pouco o arroz e peguei a salada na geladeira, cansada de deixar as minhas lágrimas rolarem eu as sequei. Ele iria me pagar por tentar me deixar mal dessa forma, afinal eu nem ligava mesmo, pensei.

Edward entrou na cozinha segurando a taça de vinho estando pela metade e desviei o meu olhar, eu não queria que ele visse os vestígios do meu choro recente.

—Está esquentando a comida? Perguntou ele vindo ficar ao meu lado. Afastei-me dele dando as costas e fui fingir que eu procurava algo na geladeira. –Estou falando com você!

—Está claro o que eu estou fazendo! Falei evitando olhá-lo ainda.

—Era só me responder. Falou ele vindo até a mim e mais uma vez me afastei sem olhá-lo.

—Já respondi Edward!

—Podemos comer todos juntos.

—Irei comer AQUI. Usei um pouco da grosseria na última palavra e me controlei novamente.

—Por que não na sala?

—Prefiro deixá-los a sós Edward. Detesto ser inconveniente e fique à vontade com a sua....., caso deseje dormir em outro quarto com ela, pode ir tranquilo. Agora não me peça para comer junto de vocês, eu não irei.

—Não irei lhe pedir isso e é até melhor mesmo.

—Também acho! Agora diga a ela para vir se servir e você faça o mesmo. Falei estando ainda o ignorando, desde que ele entrou não ousei olhá-lo.

—Depois, estamos apreciando um vinho.

—Ok.

Edward saiu da cozinha e tirei a minha comida, preferi colocar pouquinha comida em meu prato e preferi comer na cozinha mesmo. Evitei demorar a comer e levantei para lavar o meu prato no momento que escutei passos se aproximando.

—Droga! Falei baixinho e continuei o que eu estava fazendo.

—Eu não queria incomodar, mas Edward insistiu para eu jantar. Falou ela de forma cínica e eu agiria da mesma forma, eu já estava recuperada do meu choro mesmo e olhei na direção deles.

—Não se faça de rogada, tem comida para todos nós. Tem prato no escorredor, garfo e faca na segunda gaveta do armário, qualquer coisa Edward lhe mostra. Agora com licença que eu irei subir para dormir, boa noite.

—Para você também. Falou ela e saí da cozinha os deixando a sós.

Andei pelo corredor um pouco rápido e subi a escada, no andar de cima entrei no quarto e fechei a porta. Encostei-me nela e fechei os meus olhos por alguns segundos, ao abri-los decidi escovar os meus dentes e me deitar para dormir.

Fui para o banheiro e escovei os meus dentes, depois fui me aliviar e asseei-me me avaliando, pois eu tinha medo de que algo ruim pudesse acontecer com o meu bebê e comigo. Tudo estava acontecendo comigo mesmo e eu já estava traumatizada.

Lavei as minhas mãos e fui vestir uma camisola, até que hoje não estava fazendo tanto frio como ontem. Mesmo assim a temperatura estava baixa e fui me deitar deixando o quarto todo no escuro. Eu sabia que o sono demoraria vir por eu estar um pouco tensa e tentei relaxar o máximo que eu pudesse. Com isso fechei os meus olhos e permaneci assim, vez ou outra era que eu os abria e só via escuridão.

.

.

Olhei para o relógio e marcava 23:36min da noite, o sono estava bem próximo agora e me permitir relaxar.

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Madrugada de quinta feira, 14 de fevereiro.

2h em ponto da manhã.

Despertei com a cama se movendo e permaneci na minha, da forma que eu estava deitada não dava para vê-lo e não me movi nem um centímetro dando a entender que eu havia acordado. Edward apagou a luz do abajur e se ajeitou melhor sob os edredons, ele não tentou nada comigo e achei isso ótimo. Acho não, eu tenho certeza que brigaríamos bem feio caso ele viesse mexer comigo, eu estava entalada com ele até o pescoço e arrumar confusão naquele momento seria o mesmo que jogar fogo na pólvora.

.

.

Tornei a dormir momentos depois e acho que ele também.

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6h da manhã.

—Isabella, Isabella. Chamava-me Edward me sacudindo.

—O que é? Perguntei sem abrir os meus olhos.

—Levante-se, iremos embora. Você tem uma hora para se arrumar.

—Ta. Falei abrindo os meus olhos e não olhei para ele.

—Se apresse!

—Ta, eu já estou me levantando! Falei sentindo a raiva se acumular dentro de mim.

Edward foi para o banheiro e eu aguardaria a minha vez, eu não queria entrar com ele lá.

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11min depois.

Edward saiu do banheiro vestindo somente o roupão e foi para o closet se vestir. Levantei-me da cama e fui para o banheiro, não teria como eu trancar a porta do banheiro por ela estar danificada ainda. Provavelmente eles a concertariam na nossa ausência.

Preferi encostar a porta e me despi rapidamente, eu tomaria o meu banho correndo para o caso de Edward entrar no banheiro, mas infelizmente ele entrou minutos depois para pentear o cabelo. Eu imediatamente encerrei o banho, me envolvi na toalha e saí do banheiro sem pensar duas vezes. Entrei no closet e fui até o cabide pegar a minha roupa, me arrumei em questão de segundos. Até me maquiar, eu me maquiei em frente ao espelho que havia ali. Até que gostei do resultado. Estava um pouco frio, mas acredito que ao pousarmos no solo próximo de Ourinhos lá estaria quente. Fui para o quarto arrumar a cama e ao terminar fui para o banheiro pentear o meu cabelo, Edward não estava mais ali. Penteei o meu cabelo e o deixei solto, passei um pouquinho de perfume e terminei a minha produção.

Recolhi meus objetos pessoais que permaneceram ali e fui colocar tudo que me pertencia na mala, principalmente o meu chinelo. Segundos depois Edward entrou no quarto.

—Já guardou as suas coisas?

—Sim, já até fechei a mala.

—Vou pedir que desçam elas.

—Por mim. Falei me afastando dele.

—Julieta ajeitou o café da manhã, eu falei que não precisava, mas ela insistiu.

—Ok. Vocês se entendem melhor, já eu prefiro ficar de fora.

—Nós entendemos mesmo. Eu conheço Julieta há........

—Não precisa me explicar! Com licença. Falei passando por ele.

Descemos estando um afastado do outro e fomos para a cozinha, cansada de tanto cinismo eu mal saldei ela e olhei para a mesa estando ainda de pé.

—Já coloquei o seu café para adiantar, este é o seu. Falou ela apontando para a xícara contendo café com leite e eu olhei para a mesma. –Eu quis ser útil. Falou ela sorrindo levemente e aquele sorriso soou muito falso. Tornei a olhar para a xícara e minha filhinha chutou dentro de mim roubando a minha atenção. Acariciei de leve o local.

—Vamos logo nos apressar, logo embarcaremos. Falou Edward se sentando a mesa e se serviu de café somente.

—Desculpe desapontá-la, mas ficarei apenas na fruta por causa do voo. Falei indo pegar a minha xícara e entornei tudo na pia, eu não confiava nela. Edward ficou ausente da cozinha ao subir e vai saber o que ela aprontou ou pôs para eu beber. Eu não era burra e nem otária, principalmente por ela gostar de Edward. Eu a detestei mais ainda, mas fiquei na minha.

—Que tremenda falta de educação Isabella! Reprovou-me Edward.

—Não esquente com isso querido. Falou Julieta olhando para ele e tornou a olhar para mim. –Sem problemas.

—Que bom que me entendeu. Falei olhando para ela e fui até a geladeira pegar algumas frutas para eu comer, mas não ali na cozinha junto deles.

Fui para a sala e aguardei eles terminarem, eu jamais aceitarei algo da mão dessa mulher. Eu estava grávida e uma filha na cabeça dela com certeza representava empecilhos. Ainda mais que já estávamos de casamento marcado, então, eu não dormiria no ponto.

.

.

Edward entregou a chave ao caseiro e nos despedimos do pessoal. Entrei no carro com a ajuda do segurança e tive que ir atrás junto de Julieta, eu estava detestando tê-la ao meu lado.

Chegamos no local aonde embarcaríamos e o piloto já nos aguardava, os seguranças guardaram as nossas coisas e fomos nos sentar. Eu já suava frio.

Nos sentamos separados um do outro pela aeronave ser grande e coloquei o cinto de segurança. Fomos informados que decolaríamos e fiz o sinal da cruz escondido, do contrário eles caçoariam de mim. A aeronave começou a andar, em seguida a correr e logo voamos. Fechei os meus olhos sentindo o meu coração acelerado e procurei me acalmar, eu estava feliz por voltar novamente e era isso que me motivava perante aquele momento de provocação.

.

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2h depois.

Desembarcamos para o meu total alívio e o tempo estava mais que bom, o sol ardia. Os seguranças conhecidos por mim nos esperavam e veio nos ajudar com as malas. Eu não precisei fazer esforço e cumprimentei Sebastian com um aperto de mão.

—Bom te ver. Falei baixinho sorrindo.

—Igualmente. Disse ele sorrindo, mas parou de sorrir ao ver Julieta saindo do jatinho. –Ela ficou com vocês? Perguntou ele olhando para mim.

—Ela chegou ontem, mas isso foi por pura provocação dos dois.

—Vamos para casa logo. Falou Edward se aproximando e olhando para o Sebastian.

—Mais é claro Senhor.

Observei Edward ir até a Julieta, eles se despediram com um abraço e dois beijos na bochecha demorado demais, soava íntimos. Preferi largá-los pra lá e Sebastian me ajudou a entrar no carro, só faltava Edward vir pra irmos embora finalmente.

.

.

7min depois.

—Podemos ir. Falou Edward se sentando ao meu lado e fechou a porta do carro.

Permaneci calada durante todo o trajeto, eu não queria falar com ele no momento e preferi o silêncio. Eu estava dando choque internamente e ele era a causa disso.

.

.

UM TEMPINHO DEPOIS.

Paramos em frente ao portão da mansão e o aguardamos a abrir. Eu estava impaciente para sair, mas quando o carro parou na garagem a primeira coisa que Edward fez foi segurar na minha mão. Juro que a minha reação foi negativa ao olhar as nossas mãos unidas, mas tive que me conter por causa do trato. Se eu desse a bobeira agora, ele me trancaria momentos depois que entrássemos e eu estava sem saída.

Saímos do carro com ele segurando na minha mão e andamos pelo jardim assim. Eu queria esganá-lo, socá-lo e matá-lo naquele momento, mas respirei bem fundo. Continuamos caminhando, disfarçadamente por não estar conseguindo aturá-lo eu tentei afastar as nossas mãos, mas ele não me deixou. Chegamos na porta da cozinha e Mary ao nos ver sorriu.

—Bom dia! Falou ela contente, mas ao me avaliar bem ela diminuiu a empolgação.

—Bom dia Mary. Falou Edward me puxando.

—Bom dia Mary. Falei sorrindo.

—Fizeram uma boa viagem patrãozinho?

—Sim Mary, foi tranquila.

—Que bom! Falou ela olhando para ele e depois para mim.

—Foi tranquila mesmo. Afirmei.

—Nos dê licença, iremos subir. Falou Edward segurando ainda em minha mão.

—Tem toda. Disse ela me avaliando não deixando transparecer.

Caminhamos pelo corredor e subimos a escada, no andar de cima eu tentei desprender a minha mão da dele.

—Pode me soltar, desejo ir cumprimentar a sua mãe.

—Você mente, está claro que quer se livrar de mim!

—Pare de imaginar as coisas Edward!

—Iremos juntos, mas se lembre do que tratamos!

—Não me esqueci.

—Que bom que tem juízo! Disse ele me puxando e fomos até o quarto da mãe dele. Edward deu dois toques na porta. –Sou eu mãe. Falou ele alto.

—Entre. Disse ela do outro lado.

Edward soltou a minha mão e dei graças a Deus. Ele abriu a porta e entramos encontrando Esme sentada na varanda tomando sol. Eu imediatamente fui até ela e a abracei forte, eu estava tão carente de um abraço sincero e verdadeiro.

—Bom dia Esme.

—Bom dia filha. Disse ela de forma calma e retribuindo o meu abraço. –Tudo bem com você filha?

—Está sim. Falei me afastando minimamente dela e sua mão alcançou a minha barriga. –E a minha neta?

—Tem mexido bastante... Eu estava com saudades daqui e de tudo.

—Aproveitou bastante a fazenda?

—Mais ou menos. Choveu bastante por esses dias lá e fez um frio tremendo a noite.

—Que pena!

—É sim, mas de qualquer forma estou feliz por estar de volta.

—E você filho?

—Pra mim foi ótimo.

—Foi mesmo Esme, pra ele foi ótimo. Ele recebeu até visita ontem.

—Visita? Perguntou ela surpresa.

—Falo de.......

—Foi um amigo meu mãe. Disse Edward me olhando com raiva.

—Não falo do seu amigo, até porque eu não o vi, mas estou falando da Julieta.

—Julieta foi fazer o que na fazenda Edward? Perguntou Esme o reprovando.

—Ela foi lá fazer uma visitinha somente e nada demais.

—Você convidou uma de suas ex ficante?

—Não vejo nada demais.

—Você nunca vê nada, não faz nada e quis magoar a mãe da sua filha com provocações? Perguntou ela chateada e com raiva do filho. –Por que é isso que me dá a entender!

—Está vendo o que a sua fofoca causou?

—Falei na inocência. Menti. –Ela foi nos visitar, não é?

—Foi o que eu falei! Disse ele olhando para a mãe e não para mim

—Não se preocupe Esme, ocorreu tudo bem.

—Não sei se acredito em você bella.

—Preciso tomar um banho, com licença. Estou exausta da viagem. Eu disse tentando sair pela tangente, eu não queria mais confusões.

—Tem toda.

—Irei me retirar também. Disse ele segurando bem forte na minha mão e me puxou.

—Não quero que a maltrate estando fora do meu quarto. Não quero que esse tipo de coisa torne a acontecer ou prefiro que você vá para o apartamento até se sentir em condições de voltar.

—Está me expulsando de casa por causa dessa daqui? Perguntou Edward perplexo e chegou a interromper a nossa caminhada.

—Não é expulsar, mas sei o quanto uma mulher fica fragilizada no período da gravidez. Não permitirei que magoe ainda mais essa menina.

—Ela está grávida sim, iremos nos casar sim e a vida seguirá desse jeito. Não quero que se metam no meio de nós, não sou mais criança mãe.

—Sei disso Edward, mas se dê por avisado.

—Fingirei que não escutei, não é preciso! Farei da forma que eu achar melhor.

—Não fale assim com a sua mãe Edward.

—Acho melhor você ficar na sua! Disse ele entre os dentes olhando para mim.

—Ok.

Saímos do quarto de Esme e andamos pelo corredor com ele me puxando. O aperto de sua mão já estava me incomodando e tentei puxar a minha, mas foi involuntário. Edward me largou somente quando entramos no quarto dele e trancou a porta. Achei estranha essa atitude, mas fiquei quieta.

—Saiba que está no trato também você não se meter na minha vida!

—Não falei por mal Edward. Menti.

—Você é uma sonsa e fingida! Mas se meta na sua vida garota ou a coisa vai engrossa para o seu lado. Eu poderia quebrar o trato agora mesmo e deixá-la presa, pois é o que está merecendo nesse momento! Querendo arranjar tumulto para o meu lado fofocando, mas saiba e fique avisada, na próxima você não me escapa!

—Não há motivos para você ficar com raiva e trancar a porta.

—Na minha casa eu posso fazer o que eu quiser Isabella e com você também! Não é à toa que lhe acho uma tremenda mentirosa, onde já se viu querer arrumar tumulto comigo e minha mãe! Disse ele p#* da vida e me afastei quando ele parou a minha frente. –Engula a sua língua e tranque a sua boca quando não saber o que fazer com elas!

—Não foi por mal e....

—Cala a boca! Já falou demais.

—Ok. Falei bem baixinho.

—Suma da minha frente!

Apenas afirmei com a minha cabeça e fui para o closet pegar uma roupa para eu vestir. Minha mente maquinava e nesse momento mesmo a minha vontade era de meter o meu pé pra Solares. Eu queria o mais rápido possível vender aquele apartamento e eu precisava dar uma olhadinha nos documentos do imóvel para realizar a venda. Eu não entendia muito, mas a pouca experiência que eu tive em dezembro deu para entender. Eu agilizaria o mais rápido possível isso, mesmo adorando aquele lugar.

Depois que eu escolhi o que vestir, eu fui para o banheiro e me despi observando Edward falando no celular. O vidro era grosso e não dava para eu escutar, fiquei bem curiosa.

Em momento nenhum ele olhou na direção do banheiro e entrei no Box portando o presto barba em minha mão para me assear, mesmo assim continuando a observá-lo. Liguei o chuveiro e peguei o sabonete para me ensaboar, asseei-me primeiro e optei lavar o meu cabelo também.

Durante o banho eu continuei a observá-lo. O papo devia estar mesmo bom.

.

.

Terminei de tomar o meu banho e saí do Box para me enxugar. Passei creme em meu cabelo e senti a minha filha mexendo, sorri ao passar a mão na minha barriga e voltei à atenção para o meu cabelo. Hidratei o meu corpo e com um óleo próprio para evitar estrias, eu o passei em minha barriga. Esse era novo e tinha sido posto ali para mim na minha estadia na fazenda.

Escovei os meus dentes e me vesti, penteei o meu cabelo novamente e vi que ele já estava um pouco maior. Sorri com essa novidade ao observá-lo no espelho e o sacudi para deixá-los solto. Peguei Edward me observando pela primeira vez e saí do banheiro, ele ainda falava no celular.

Calcei uma rasteirinha ignorando o meu chinelo e fui até ele após notar que ele falava com uma mulher no celular.

—Quero a chave do quarto. Pedi sem rodeios.

—Um momento querida. Falou ele para a pessoa do outro lado da linha. –O que foi que você falou?

—Eu quero a chave do quarto, desejo sair.

Edward pegou a chave no bolso e a jogou na minha direção, mas não era para me machucar e sim cair sobre a cama. Peguei a chave e sem olhá-lo eu caminhei até a porta, mas me lembrei da minha bolsa e nela estava a chave do meu apartamento, dinheiro que peguei dele e a minha identidade. Eu não era boba e fui até o closet pegá-los, escondi tudo sob o meu vestido e saí do quarto, eu os deixaria com Mary no momento.

Desci a escada e caminhei pelo corredor, ao chegar na cozinha encontrei a Mary preparando o almoço.

—Mary amiga, eu preciso de um favor seu.

—Qual?

—Preciso que você guarde a chave do meu apartamento, essa quantidade de dinheiro e a minha identidade com você.

—Pode ir até o meu quarto e o coloque na segunda gaveta do armário a sua esquerda.

—Obrigado. Eu tenho medo de Edward pegá-los, ainda mais que andamos brigando.

—Ah! Isso não é novidade né?

—Tem razão, bom! Eu irei até lá.

—Ok.

Fui para o quarto dela e coloquei as minhas coisas no lugar indicado por ela. Retirei-me a seguir e ao olhar para dentro da área a nossa mala estava ali. Devia ser para lavar as nossas roupas e sem ter o que fazer eu mesma as colocaria na máquina.

Primeiro abri a minha mala e coloquei todas para lavar, depois peguei as de Edward e coloquei sabão no compartimento. Coloquei amaciante também e a liguei. Peguei os nossos objetos pessoais e os coloquei na bancada, eu iria lavar as malas no tanque usando a escovinha e foi o que eu fiz após colocar o avental para não me molhar.

.

.

Depois que lavei as duas eu fui até o quintal e as pendurei na corda, secariam logo pelo sol estar quente demais. Lembrei-me de Max e eu precisava conversar com ele, eu teria que terminar o que mal começamos. Era uma pena, mas por ser primo do meu suposto futuro marido, era melhor evitar futuros problemas. Deixei algumas lágrimas rolarem e as sequei antes de entrar para dentro de casa.

.

Entrei, fui para a área pegar os meus pertences pessoais e os de Edward. Tornei a subir para o quarto e ao entrar no mesmo, ele acabava de sair do banheiro vestindo somente uma bermuda.

—Eu trouxe as suas coisas.

—Coloque-as no banheiro e o que for para ser guardado no closet, coloque no próprio.

—Tudo bem.

Fui guardar as nossas coisas e Edward havia saído do quarto. Coloquei os perfumes no banheiro, os pentes, a minha escova e o que não era dali como cintos, os relógios de Edward e algumas joias minhas, eu os guardei no closet. Edward tinha muitas pulseiras de ouro, cordões e alguns anéis de prata com ouro amarelo. Havia uma fortuna em joias ali e era cada relógio um mais bonito que o outro. Eu desconfiava que algum deles fosse de ouro branco, o brilho da joia era sem igual. Eu os admirava em sua gaveta e tornei a fechá-la minutos depois.

—Sei o que tenho e quanto delas eu tenho. Falou ele da porta e isso chegou a me assustar um pouco, virei para olhá-lo.

—Não preciso roubá-los, até porque têm as minhas que ganhei!

—Do seu pai através do roubou e do seu ex-namorado?

—É isso mesmo, mas não ligo.

—Claro que não liga, não seria diferente. Posso dá-la o dobro do que tem hoje e bem mais valiosas, mas não é da minha vontade.

—Não estou lhe pedindo nada e nem as aceitaria se me desse!

—Melhor ainda que pensa assim.

Resolvi ignorá-lo e saí do closet passando por ele na porta do mesmo. Minha vontade era de chorar por causa das palavras dele e guardei-as com muita dificuldade, eu não derramaria uma sequer. Preferi descer e fui até a área de serviço tirar o avental de mim, após tirá-lo eu fui para a cozinha ajudar Mary no que fosse preciso.

Contei tudo que aconteceu na fazenda, menos os momentos íntimos e ela ficou pasma. Disse que ela no meu lugar já havia morrido do coração por causa de Edward e que eu arrisquei muito ao ter ficado durante a madrugada com o Max sob o mesmo teto que o dele. Ela estava passada e disfarçou quando escutamos que alguém se aproximava, era Edward.

—A comida já está pronta Mary? Perguntou Edward me olhando, ele sabia da minha amizade com Mary, pois ele nos ouviu ao escutar a nossa conversa no telefone lá na fazenda. Ele foi um pouco rude no seu jeito de perguntar e fiquei mal por causa disso.

—Já está pronta patrãozinho. Quer que eu sirva agora?

—Sim, faça o seu trabalho e não coloque minhocas na cabeça de vento ao seu lado!

—De jeito nenhum!

—Que fique claro isso.

—Tudo bem. Disse ela indo pegar a toalha para pôr na mesa e eu passei por Edward o recriminando com o olhar.

—Aonde vai? Perguntou ele segurando em meu braço.

—Ajudar a arrumar a mesa, irei tirar o arranjo de flores.

—Não quero fofocas, está me ouvindo?

—Não há fofocas. Falei no momento que Mary passou por nós e foi arrumar a mesa.

—Assim eu espero mesmo, sua língua é grande demais!

—Não precisava ser grosso com ela! Seja comigo, mas não com ela.

—Não manda em mim!

—Sei disso!

Edward largou o meu braço e fui até as panelas já que não havia a necessidade de eu arrumar a mesa, Mary já havia feito. Edward encostou-se no armário e ficou nos observando nos preparativos. Peguei os copos, os pratos e os talheres, mas foi Mary quem os colocou na mesa. Fiquei bem chateada por ele estar ali nos filmando e tudo já estava no esquema, era só sentarmos.

—Por favor, vá buscar a minha mãe. Disse ele a Mary.

—Ok patrãozinho.

Ela saiu da cozinha e eu fiz o mesmo a seguir, eu iria para a sala e Edward me seguiu. Nos sentamos a mesa e ele se sentou de frente para mim, seu olhar estava fixo em mim e fiquei sem jeito.

Esme desceu e se sentou ao meu lado. Fomos servidos e comi conversando com Esme, mas o olhar dele vira e mexe estava em mim. De forma provocadora seu olhar caiu no decote dos meus seios e ignorei isso, o meu vestido era um pouco justo e decotado. Os meus seios estavam avantajados de uma tal forma surpreendente e cresceram bastante com o acumulo de leite.

—Não quero que use esse tipo de roupa, é vulgar esse vestido e esse decote.

—Já vai começar Edward? Perguntou Esme.

—Não quero desrespeitá-la mãe, por favor. Disse ele olhando para ela e depois olhou para mim. –Após o almoço vá tirá-lo!

—Não precisa filha.

—Ele não é curto, veja. Falei me levantando e a deixei correr as mãos até a barra do meu vestido que era no meio de minha coxa. –Agora perceba o decote, são meus seios que estão bem maiores e pareço uma vaca leiteira antes do tempo.

—Seu vestido é comportado filha e é normal o seio crescerem. Não ligue para ele.

—Ela irá tirar o vestido e está acabado!

—Não se incomode Esme, eu irei tirar o vestido e pronto.

—Mas filha.....

—Não se preocupe.

—Ok.

Continuamos a comer depois desse pequeno desaforo de Edward e rejeitei a sobremesa que parecia bem saborosa. Pedi licença e me retirei da sala, eu precisava de ar puro e fui pegar as roupas na máquina para estendê-las. Tive que dar três viagens, o balde estava pesado por haver várias peças.

As estendi na corda e ficou lotada de roupa, logo secariam pelo calor do sol. O cheirinho estava ótimo, o amaciante era muito cheiroso e diferente de antes, as roupas dele eram de cor clara. Percebi que ele comprou outras de marca, mas não escuras como antes.

O vento chacoalhava as peças e me sentei à sombra no banquinho do jardim. Saudei Sebastian e alguns seguranças que trabalhavam naquele turno, depois me encostei banquinho sentido o sono querendo me pegar já que eu havia acordado cedo hoje. Eu lutava bravamente com o sono e resolvi tomar banho de piscina.

Entrei e fui direto para o quarto, o calor estava imenso e Edward junto da mãe estavam na sala com a televisão ligada. Peguei um biquíni e o vesti, não me esqueci de pegar uma toalha e desci somente de biquíni mesmo. Claro que eu antes de entrar na sala me enrolei com a toalha e fui até a Esme ganhando um olhar de Edward.

—Quer tomar banho de piscina? Perguntei a abraçando por trás do sofá e me afastei minimamente por incomodar a minha barriga.

—Hoje não filha, vá você se quiser.

—Estou de biquíni já.

—Aproveite então.

—Ok.

Saí da sala sem olhar para trás e caminhei pela casa distraída, ao passar no corredor o telefone tocou e eu o atendi.

—Alô.

—Isabella?

—Oi Carlisle.

—Tudo bem com você?

—Tudo ótimo. Falei vendo Edward vir até a mim e perguntar quem era baixinho, seu olhar me queimava. –É o seu pai. Falei normal.

—Ta falando comigo? Perguntou Carlisle sem entender nada.

—É o Edward que queria saber com quem eu estava falando.

—Ah! Entendi. E a minha esposa?

—Está bem.

—Estou com saudades, passe para ela por gentileza.

—Irei sim. Até Carlisle.

—Até mais querida.

Afastei-me de Edward com o aparelho em minha mão e o entreguei a Esme dizendo ser o marido dela, na mesma hora o seu sorriso ampliou e era visível o amor sentido um pelo o outro. Eu também precisava me sentir amada, eu sei que eu era amada por duas pessoas que era o jake e o Max.

Saí da sala encontrando Edward no bar bebendo uma dose de whisky e passei por ele.

—Isso, vá lá se mostrar para os caras, é isso que você gosta de fazer. Falou ele a fim de me provocar e nem liguei.

O ignorei veemente e entrei na cozinha, evitei falar com Mary estando ele ali em baixo e saí para o quintal. Andei até a piscina e tirei a toalha do meu corpo, por causa do sol a água estava morninha. Desci a escadinha dentro da própria piscina e comecei a aproveitar mergulhando após entrar. Estava muito boa a água e eu andava pra lá e pra cá.

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28min depois.

—Trouxe uma jarra de água para você beber. Não pode ficar esse tempo todo sob o sol sem se hidratar Amiga.

—Obrigado Mary pela preocupação e desculpe pelo chamado de Edward momentos atrás.

—Não ligo, mas não quero perder o meu emprego.

—Não irá, te garanto.

—Sei não viu!

—Não se preocupe, mas agora vá para não termo mais problemas.

—Irei sim. Quer um suco ou um refrigerante?

—Não quero nada, a água já está de bom tamanho.

—Ok.

Ela se foi e fui me servir de água, estava na temperatura ideal. Continuei na água e eu fiquei bem corada, mesmo assim não saí da água.

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2h e ½ depois.

Decidi sair da água, peguei a toalha e me sequei olhando a paisagem em volta. Enrolei-me na toalha e resolvi ir até o varal ver se as roupas já estavam secas, somente as de tecidos finos estavam secas e as pegariam quando todas já estivessem secas. Seria tudo de uma vez e não aos pouquinhos.

Entrei e subi direto, entrei no quarto de Edward e fui direto para o banheiro a fim de tomar um banho. Tirei o biquíni notando o quanto eu estava queimada por ser branca demais e a marca do biquíni estava intensa em meu corpo.

Entrei no Box e liguei o chuveiro, deixei a água fria prevalecer por estar muito calor hoje e me lavei com calma.

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Saí para me secar e me vesti com o roupão, penteei o meu cabelo e por último eu hidratei o meu corpo inteiro por causa do sol. Peguei um conjuntinho de malha no closet e a blusa não dava mais em mim, tive que escolher outra blusa de alça para eu colocar e fui ligar o ar. Fechei a janela do quarto dele e me deitei na cama sentindo o sono me dominar.

Eu não liguei a televisão porque em poucos minutos o sono me dominaria e foi o que aconteceu.

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23h da noite.

Acordei sentindo uma fome danada e acendi o abajur, Edward não estava ali ao meu lado e pelo cheiro do perfume dele estar muito evidente desconfiei dele ter tomado banho há poucas horas ou não sei.

Levantei e fui me aliviar. Lavei as minhas mãos e penteei o meu cabelo, eu iria descer para comer algo e ao olhar para o relógio vi ser bem tarde. 23:08min da noite.

Saí do quarto notando o silêncio na casa e desci. Caminhei pelo corredor e acendi a luz da cozinha, o estranho foi não ver Edward assistindo televisão na sala e devia estar no escritório.

Sobre o fogão não havia panelas e olhei na geladeira, elas também não estavam ali e fechei a porta da mesma pensativa. Fui olhar no forno e havia um prato feito ali, com certeza deduziu que eu acordaria faminta e o peguei cheia de gana. Esquentei a comida no microondas e fui me sentar à mesa para comer. Fiquei ali na cozinha mesmo e Mary apareceu vestida de camisola na cozinha.

—Boa noite amiga, eu estou sem sono.

—Está sem sono porque Mary?

—Não sei.

—Está preocupada por causa de Edward? Perguntei sorrindo levemente para confortá-la. –Ele não irá te despedir por causa de uma bobagem e fique tranquila.

—Talvez pode ser isso mesmo a causa da minha insônia.

—Beba um chazinho e tente relaxar.

—Farei isso.

—Sabe de Edward?

—Ele saiu enquanto você dormia, foi por volta das 20h e todo arrumado.

—Deve ter ido se encontrar com alguma mulher. O pior de tudo é que ele toca em mim depois.

—Sei que é intimo demais, mas é um pouco complicada essa situação. Irão se casar, o matrimônio é.....

—Uma droga na minha situação. Edward pisa em mim de todas as formas possíveis, mas não iremos falar a esse respeito, estou faminta demais.

—Coma em paz amiga, eu irei preparar o meu chá.

—Ok.

Ela foi até o armário pegar a caixinha de chá e eu continuei comendo pensativa. Mary terminou de preparar o chá dela e eu ainda estava no meio da comida, eu estava enrolando por ter perdido a fome. Continuei a comer na ausência dela e finalmente terminei, fui lavar o meu prato e bebi um copo de suco. Após lavar o copo eu tornei a subir.

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Escovei os meus dentes e olhei para as minhas unhas que estavam horríveis, eu precisava dar um trato nelas amanhã. O sono estava passando longe e fui me deitar mesmo assim. Liguei a televisão e a deixei baixinha.

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Madrugada de sexta feira, 15 de fevereiro.

02:55min da manhã.

O meu sono estava custando a vir e desliguei a televisão para tentar capturá-lo na marra. Ajeitei o edredom sobre mim pelo quarto estar bem frio por causa do ar e fechei os meus olhos.

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03:10min da manhã.

A porta do quarto foi aberta e abri os meus olhos, eu ainda estava acordada e tornei a fechá-los quando ele acendeu a luz do quarto. Escutei a chave provavelmente do carro dele ser jogada sobre o criado mudo audivelmente e um baque suave sobre o mesmo segundo depois, devia ser o celular dele. Escutei os passos dele se afastarem e a porta do banheiro foi aberta, só aí eu abri de leve os meus olhos e ele se despia, realmente ele tinha saído muito bem vestido, observei.

Edward entrou no Box e ligou o chuveiro, ele se lavava tranquilamente e momentos depois ele saiu para se secar. Ele vestiu somente o roupão e apagou a luz do banheiro, eu imediatamente fechei os meus olhos e ele passou ao lado da cama para poder ir apagar a luz do quarto. Após ele apagá-la o quarto ficou no escuro, só aí é que eu fui abri os meus olhos e senti a cama afundar ao meu lado segundos depois. Edward levantou o edredom para se cobrir e se manteve longe de mim, cheguei a estranhar por ele sempre vir encher o meu saco.

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6h da manhã

Eu não havia conseguido pegar no sono ainda e isso era bem estranho para uma grávida. Edward dormia a sono solto estando de bruços e eu o observava, quem o olhasse tão sereno da forma que estava jamais diria que ele foi capaz de fazer e fazia certos tipos de coisa comigo para me magoar.

Levantei da cama e fui até o banheiro me aliviar, asseei-me e fui lavar as minhas mãos. Sai do banheiro após pentear o meu cabelo e fui trocar de roupa, eu iria dar uma caminhada na praia para espairecer a mente.

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Saí do quarto com cuidado e não bati a porta ao fechá-la. Desci a escada e tuquinha ficou no pé da escada latindo fino.

—Quietinha tuquinha! Eu a repreendi.

Sumi das vistas dela rapidamente e andei pelo corredor, entrei na cozinha e bebi somente um copo de leite gelado. Abri a porta e cumprimentei com um bom dia um dos seguranças, o informei o que eu pretendia fazer e ele abriu o portão que daria na praia para mim. Eu o agradeci e tirei a rasteirinha dos meus pés, peguei o meu calçado na mão e fui caminhar de forma despreocupada.

O sol estava nascendo bem ao fundo perto do mar e deixando as nuvens rosadas, isso era sinal de muito sol e calor. Tornei a olhar para a frente, mas decidi ir até a água e fiz o sinal da cruz após tocar na mesma. Eu pedi a Deus que todo aquele sofrimento que eu estava passando terminasse e por estar bem clarinha a água, eu vi alguns peixinhos pequeninos ali nadando e me aproximei. Eles saíram nadando em disparada e sumiram de vista, sorri com isso e voltei a caminhar pela areia.

O ventinho se chocava em minha pele, estava muito cedo ainda e aquele friozinho do ventinho era agradável, mas tão logo aquilo se transformaria em calor.

Eu já estava bem longe da residência e continuei caminhando, mas parei por ver que eu estava muito distante já e me sentei na areia.

Sem me conter, eu deixei as lágrimas virem e naquele momento eu não sabia o porquê, avaliando bem era por vários motivos. Resolvi secá-las e decidi ir pra Solares hoje, bem ou mal eu gostava de lá.

Tornei a caminhar e dessa vez na direção da residência. Eu andava devagar na areia e olhei para a frente, dois dos seguranças estavam do lado de fora ao longe provavelmente me olhando e segui com a caminhada nunca a interrompendo.

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13min depois.

Eu passava pelo portão da residência e caminhei pelo jardim, Sebastian acabava de chegar na residência.

—Bom dia. Falei sorrindo levemente.

—De pé cedo senhorita?

—Fui fazer uma caminhada para perder um pouco de peso, ando comendo muito por causa da gravidez e não quero engordar.

—Com todo respeito, a senhorita está muito bem. Não se preocupe.

—Não estou horrorosa?

—Não está não, pode acreditar em mim. Por isso o patrão sente ciúmes, isso é o que os outros homens da segurança suspeitam.

—Estão todos enganados.

—Ou a senhorita, agora tenha um bom dia. Falou ele olhando para cima e se afastou de mim.

—Igualmente. Falei permanecendo parada e pensativa, mas ao olhar para a janela do quarto de Edward ela estava fechada ainda.

Decidi entrar e cumprimentei Mary na cozinha. Andei pelo corredor e Edward acabava de descer, ele olhou para mim e foi para a sala esperar o café dele. Pensando no trato eu decidi ir me sentar à mesa.

—Prefiro comer sozinho.

—Quer que eu saia?

—Tenho certeza que você não é burra e entendeu bem o que eu disse.

—Ok. Falei me levantando da cadeira e fui para a cozinha prendendo as minhas lágrimas, mas ao notar que elas cairiam, eu subi e fui para o outro quarto.

Fui até o banheiro tomar banho e ao terminar eu coloquei o roupão que havia ali. Deitei-me na cama do meu antigo quarto e deixei as minhas lágrimas rolarem, mas dei um basta nas lágrimas.

—Eu não irei chorar! Falei para mim mesma, mas acabei desabando por ele ter me tratado daquela forma e pensei ser por causa da outra.

Exausta, eu acabei dormindo minutos depois.

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14h da tarde.

Despertei e olhei para o relógio notando estar bem tarde. A fome se fazia presente e fui até o banheiro lavar a minha boca, resolvi descer estando de roupão mesmo.

Cumprimentei Mary ao chegar na cozinha.

—Boa tarde Mary.

—Boa tarde. Todos já almoçaram e falta você.

—Irei comer agora.

—Aqui ou na sala?

—Pode ser aqui mesmo.

—Ok. O patrão mandou avisá-la que o seu quarto continua sendo no dele. Essas foram às palavras dele.

—Eu quero é que o Edward se f#da! Que ele vá se ferrar e que o p*to esqueça que eu existo! Falei impaciente.

—Nossa amiga! Falou Mary surpresa com os meus palavrões. –O que há?

—O de sempre! Agora eu terei que suportá-lo se esfregando na Julieta e vir tocar em mim! Falei deixando as minhas lágrimas rolarem e tornei a secá-las.

—Se acalme, está nervosa aí ô. Disse ela vindo me abraçar. –Eu lamento muito.

—Eu mais ainda por não saber o que fazer, eu estou sem saída.

—Vou pegar um copo de água com açúcar, fique calma.

—Como eu posso ficar calma Mary? Aquele safado me toca e as doenças estão aí!

—Ele não é bobo e......

—Bobo ou não, ele vai me pagar!

—Eu não gosto quando você fala assim amiga. Você acaba se colocando em furada e apanhando.

—Não farei nada demais, só vou pegar a minha bolsa e irei para Solares sem ter data de volta.

—Sabe que irá arrumar confusão, ele ficará louco.

—Louco ou não, eu não estou nem aí!

—Ele vai até o seu apartamento, sabe disso.

—Eu não deixarei ele subir! Proibirei Alice e quem for para tentar me persuadir.

—Não faça isso amiga, não aja no impulso e pela raiva. Pode acabar trancada e ele é esperto.

—Vou pra Solares e está decidido!

—Sabe que se casarão em breve.......

—Por mim esse casamento não acontecia nunca! Estou sofrendo Mary.

—Eu sei disso. Disse ela me entregando o copo com água e notei que um segurança estava próximo da porta.

—Vamos mudar de assunto. Falei baixinho.

—Ok. Disse ela percebendo que éramos ouvidas. –Vou colocar a sua comida.

—Perdi a fome.

—Nada disso! Vou colocar um pouquinho e você irá comer.

—Tudo bem.

Mary colocou um pouco de comida para eu comer e fui comendo aos poucos.

.

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8min depois.

Terminei de comer e subi para me arrumar, eu estava determinada a ir pra Solares mesmo e peguei um vestidinho para eu vestir.

Troquei de roupa, penteei o meu cabelo, peguei algumas peças de roupa para eu vestir lá mesmo tendo outras roupas em meu apartamento. Desci com as minhas coisas e avisei a Mary que eu iria pegar as minhas coisas no quarto dela. Ela me reprovou e disse que era para eu avisar a Esme antes de ir, claro que eu iria informá-la e diria que eu iria continuar limpando o meu apartamento.

Peguei as minhas coisas e subi, bati na porta e ela me autorizou a entrar.

—Esme querida, eu estou indo pra Solares neste momento.

—Pegue dinheiro filha, tem na gaveta lá dentro do meu closet. Te direi ond.......

—Não precisa, ficarei uns dias lá para terminar de limpar o meu apartamento. Não preciso de dinheiro.

—Você precisa sim, aceite-o filha.

—Não e desculpe desapontá-la, outro dia eu aceito.

—Ok. Falou ela sem saber o que fazer para me agradar. –Não está mentindo para mim né?

—Juro que não, só preciso ficar off uns dois ou três dias.

—Ele, o que ele fez dessa vez?

—Nada. Eu só preciso dar um jeito em meu apartamento e pretendo vendê-lo o mais breve.

—Precisa do dinheiro para sumir? Perguntou baixinho e isso cortou o meu coração, mas o meu já estava há muito tempo.

—Não é nada disso, eu juro para você.

—Ok. Disse ela secando as lágrimas que brotaram em seus olhos e eu fiz esse papel de forma carinhosa para ela.

—Eu não irei fugir, eu só preciso limpar o meu apartamento.

—Você se tornou uma filha para mim e através de sua voz eu a conheço. Pode ser que não irá fugir, mas você não está bem. O que foi que aconteceu dessa vez filha? Não minta para mim, por favor.

—Não é nada.

—Tem certeza?

—Tenho.

—Ok.

—Eu volto.

—Vou esperar.

Dei um abraço nela e saí do quarto arrasada em ter que mentir para ela. Eu não poderia dizer que eu estava abalada com as escapadas de Edward. Eu tinha medo de pegar algo venéreo e abalar a minha gravidez e pôr em risco a minha própria vida. Não só isso, mas com tudo que estava acontecendo. Hoje de manhã, a forma que ele falou comigo me feriu. Senti-me com um nada e uma pessoa infectada com algo ruim, eu estou grávida de um bebê dele pelo amor de Deus!

Brinquei com a tuquinha no corredor e desci a escada, andei pelo corredor e me despedi de Mary na cozinha.

—Até outro dia amiga. Diga a Edward que eu fui terminar a faxina em meu apartamento.

—Você sabe o que está fazendo e tudo bem.

—Não se preocupe à toa amiga.

Dei um abraço nela e saí para o quintal. Ao me ver ali arrumada Sebastian se aproximou de mim.

—Pretende sair senhorita Isabella?

—Me leve pra Solares.

—Ok.

Sebastian e eu fomos para a garagem e ele abriu a porta do carro para eu entrar, o agradeci e esperei ele dar a volta no carro para podermos partir.

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Já na estrada eu me permiti relaxar, eu estava indo para o meu verdadeiro lar.

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MUITO TEMPO DEPOIS.

Chegamos em frente à portaria do meu prédio e fomos liberados para entrar. Na garagem ofereci um copo de água a Sebastian e até se ele precisava ir ao banheiro, mas ele negou e me agradeceu. O liberei para voltar e ele se foi. Esperei o elevador chegar e subi, no meu andar eu caminhei até a porta e a abri, tudo estava como eu deixei.

A primeira coisa que eu fiz foi abrir as janelas para entrar um ar e troquei de roupa. O meu interfone tocou e fui atendê-lo.

—Senhorita Isabella?

—Sim, pois não?

—Tenho um bilhete aqui para a senhorita e foi deixado na semana passada pelo o seu amigo.

—Fala do jake?

—Sim, é dele mesmo.

—Irei pegar daqui a pouco.

—Tudo bem. Tchau.

—Tchau.

A roupa que eu coloquei estava decente e saí do apartamento, tranquei a porta e aguardei o elevador chegar. Já na portaria eu peguei a carta e agradeci o porteiro que era da minha inteira confiança.

Tornei a subir e tranquei a porta, curiosa eu imediatamente fui me sentar no sofá para ler o que jake havia escrito ali para mim.

Na carta dizia.

“Eu estive por duas vezes aqui a sua procura, mas só ouvi negativas e fiquei preocupado de verdade com você. Espero que esteja tudo bem com vocês e estou aflito por notícias sua. Independentemente de ser o seu amigo ou não, eu a amo de verdade e desculpe ser sincero, mas prefiro dizer o que eu sinto de verdade por você. Ao ler essa carta ligue para o meu celular, estou preocupado com vocês duas”.

**** — **** (meu número)

Sorri pela imensa preocupação dele e fui até o telefone discar o número deixado ali no papel para mim. Chamou duas vezes e na terceira ele atendeu.

CONTINUA.............