Solares
23 Capítulo 23
Notas iniciais
BELLA......
Final do capítulo anterior.
Terminamos de comer a sobremesa e permanecemos a mesa, alguns aceitaram um chocolate quente porque a noite ali fazia muito frio. Inclusive eu estava com frio nesse momento.
Até que me entrosei um pouco mais na conversa e Maria conversava nesse momento com Edward, era incrível a forma que ele mudava da água para o vinho comigo ao vir falar comigo. Com os outros ele não era daquela forma, mas não parecia o mesmo de antes. Isso dizia a família dele, mas de qualquer forma ele tratava os outros muito bem. Não dei importância.
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MOMENTOS DEPOIS.
Resolvemos ir nos sentar no sofá e o rádio foi ligado. Uma música suave e clássica tocava e uns se animaram a dançar, já estavam alegres por causa das bebidas e dançaram sorrindo bastante. Eu sorria com o jeito deles e Tadeu tirou Alice para dançar, ela aceitou numa boa e dançaram até que bem. Eles sorriam bastante e eu olhei para o Max que bebia uma taça de vinho branco. Ele piscou o olho e levantou a taça levemente para mim, em troca eu sorri de forma doce. Senti a minha filha mexendo e passei a mão na minha barriga sorrindo pra valer. Fui até a Esme rápido e peguei a mão dela colocando-a sobre o montinho que logo se desfez sob a sua mão.
—Isso é tão maravilhoso. Disse ela sorrindo e segurou na minha mão.
—É sim. Falei acariciando a mão dela. –Sinto-me diferente carregando um novo ser dentro de mim.
—Tão nova. Falou a mãe de Alice se sentando próximo da cunhada. –Tão nova e com uma responsabilidade tão grande.
—Ela não teve culpa. Disse Esme sorrindo.
—O dinheiro faz milagres, mas tem outros homens ricos aqui que valem a pena não é mesmo? Perguntou ela baixo e prosseguimos a conversa assim, os outros estavam se divertindo.
—Com certeza, mas não sei o real motivo dessas palavras. Falei de forma gentil para quebrá-la.
—Não se zangue à toa, eu sou um pouco observadora.
—Não ligue para o extinto protetor dela filha. Eu sei que você é uma pessoa ótima. Disse Esme de forma carinhosa e olhou na direção que vinha a voz da cunhada. –Não acho adequada essa ironia! Essa moça tem o coração bom e não representa perigo para ninguém, já cansei de falar isso. Não admito isso com a mãe da minha neta!
—Não se zangue Esme querida, não tenho má intenção com a moça.
—Até parece, então pare com essa desconfiança besta infundada e essas indiretas.
—Tudo bem. Falou a mãe de Alice olhando para mim.
Ficamos sentadas e caladas depois disso, senti a minha filhar mexer por mais uma vez e tornou a ficar quietinha. Eu observava o entrosamento dos outros na minha.
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23h da noite.
Aos poucos os familiares de Edward começaram a subir para dormir.
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—Estou com sono. Falei pra Carlisle e Esme, Edward estava invisível para mim.
—Eu estou precisando de um banho e dormir. Falou Esme no momento que Carlisle segurou na mão dela e a mesma sorriu.
—Estamos exaustos. Falou o pai de Edward.
—Boa noite, queridos. Disse Esme sorrindo.
—Boa noite Esme. Falei indo dar um abraço apertado nela e a mesma acariciou a minha barriga.
—Para vocês também filha.
—Boa noite. Desejou Carlisle a mim.
—Boa noite.
—Boa noite filho.
—Boa noite Carlisle. Falou Edward.
—Ele é o seu pai filho. O reprovou Esme.
—Por favor, mãe. Disse Edward terminando de beber a bebida do copo dele.
—Iremos subir agora.
—Eu também Esme. Vamos?
—Vamos.
Dei uma boa noite para Mary que nos olhava subir a escada e eu subia estando segurando no braço de Esme, ela fazia o mesmo no marido e Edward vinha atrás.
Eles entraram no quarto que ocupavam e eu fiz o mesmo no quarto o qual ocupávamos. Fui para o banheiro tomar o meu banho e me lavei da cabeça aos pés, esfreguei cada cantinho do meu corpo demoradamente. Enxaguei-me e saí para me secar, passei creme em todo o meu corpo e me perfumei de leve. Penteei o meu cabelo e o prendi no alto da minha cabeça, eu estava pronta e aguardaria apenas Edward dormir. Saí do banheiro e ele vestia somente a Box, ao me ver sair do banheiro ele entrou no mesmo me ignorando. Deitei-me na cama e deixei o abajur do lado dele somente aceso, ajeitei o relógio para ficar bem de frente para mim e aguardei.
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00:00h da noite.
Edward saiu do banheiro vestindo um pijama de manga cumprida e calça cumprida de moletom. Ele se deitou na cama e se cobriu, não fez nem menção de vir me incomodar. Ele estava com a aparência de cansado e logo dormiria, após se acomodar melhor ele desligou o abajur.
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Madrugada de domingo, 10 de fevereiro.
01:36min da manhã.
Edward dormia tranquilamente, constatei ao acender o abajur e tornei a apagá-lo. Levantei da cama devagarzinho, mas bem devagar mesmo e evitei calçar o meu chinelo para não fazer barulho. O peguei apenas e fui caminhando às escuras até a porta, devagar eu a abri e saí rápido não fazendo um barulho sequer.
Caminhei pelo corredor e fui para o outro, estava tudo deserto e calado, todos dormiam profundamente pelas horas já estarem bem avançadas. Abri a porta do quarto combinado e Max me aguardava ali deitado, ao me ver ele levantou sorrindo.
—Juro que pensei que você não vinha mais.
—Eu falei que eu viria. Após eu falar, ele me beijou cheio de carinho. Ficamos um bom tempo nos beijando e nos acariciando de forma respeitosa, mas nos afastamos para respirar.
—Senti a sua falta por todos esses dias bella, não imagina o quanto.
—Eu também. Falei me sentando na cama.
—Gostei da camisola, ela é a sua cara mesmo.
—Obrigado. Vem aqui, vem. Falei o puxando para mim e me deitei na cama o olhando.
Max se deitou ao meu lado e me beijou. Seus beijos passaram pelo o meu pescoço, pelo o meu ombro, vão dos meus seios e voltaram para os meus lábios. Nos beijávamos com uma intensa vontade e beijei o peito dele sentindo o seu cheirinho pra lá de bom, depois eu tirei a blusa do pijama dele e beijei a sua barriga. Ele era sarado demais e não perdia em nada para o primo nesse quesito.
Max me puxou para ele e me beijou, logo após ele me fez deitar e veio me acariciar com a mão por toda a minha pele. Ele beijou os meus seios após arriar a minha camisola e para me poupar do frio ele levantou a colcha da cama e nos cobriu. Nos beijamos pra valer novamente e tirei a minha camisola sem pensar duas vezes, fiz o mesmo com a parte de baixo do pijama dele e quando demos por nós já estávamos nus.
Sob a coberta ele me dava prazer em minhas partes mais escondidas, aquilo estava bom demais e gemi cada vez mais que ele ia me chupando ou lambendo com vontade. Abri bem as minhas pernas para ele me explorar mais ainda e foi o que ele fez me proporcionando um orgasmo maravilhoso. Ele veio me beijar e senti o meu gosto nos lábios dele, isso me deu mais vontade ainda de fazer amor com ele e não entendendo o que ele pretendia fazer ao esticar a mão, eu o vi pegando uma camisinha deixada ali por ele antes. Max tornou a se deitar ao meu lado e colocou a camisinha, sem pensar eu quis ficar por cima, mas ele não deixou sorrindo e me deitou de lado. Segurando em minha perna ele me penetrou após colar o seu corpo em minhas costas, isso me fez lembrar de Edward. Suas investidas eram lentas e profundas, nos beijávamos conforme era possível já que eu estava de costas para ele, mas isso não nos atrapalhou em nada.
—Não imagina o quanto é maravilhosa. Disse ele em meu ouvido e investindo, seus dedos se moviam em meu sexo me deixando cada vez mais escorregadia.
—É, eu sou? Perguntei baixinho e gemi.
—Demais, demais. Eu a quero para mim. Disse ele puxando de leve o meu cabelo e beijou o meu pescoço, com isso gemi um pouco mais alto. Sai das garras dele e o fiz deita de barriga pra cima, me sentei sobre e comecei a me mover pra valer. Max gemeu baixo por diversas vezes e segurou em minha cintura, até impulso ele deu contra o meu corpo tendo a loucura das sensações percorrendo o corpo dele. Comecei a gemer sentindo o orgasmo vir e ele fazia o mesmo, nisso ele se inclinou um pouco para me beijar. Gemíamos um na boca do outro de forma louca e sorte que estávamos distantes dos outros quartos, a casa era imensa e não ouviriam mesmo.
—Está bom demais. Falei me movendo e sentindo o meu sexo se contraindo, estava muito perto. –Você é delicioso demais.
—Você que é maravilhosa. Disse ele abocanhando os meus seios e tornou a se deitar, eu nunca que parava de me mover.
—Humm! Ohh!! Gemi toda dengosa e ele acariciou os meus seios que sacudiam conforme eu ia me movendo.
—Adoro ouvir os seus gemidos.
—Gosta?
—Muito.
—Não é forçado, vem espontâneo.
—Acredito, posso sentir o quanto está gostando.
—E estou mesmo.
—Safada.
—Com você. Sorrimos.
Continuei me movendo e ele começou a se mover um pouco mais sob mim, acabamos gozando juntos e estava tão maravilhosa a sensação que nos beijamos.
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4min depois.
Paramos de nos beijar e sorrimos. Sai de cima dele tendo a sua ajuda e me deitei ao lado um pouco ofegante. De forma carinhosa ele se inclinou para o lado e beijou a minha testa, se lembrando ele tirou a camisinha.
Max me abraçou após se ajeitar ao meu lado e ficamos abraçadinhos, tinha sido muito bom fazer amor com ele e eu sempre gostava. Ele era incrível.
Conversamos por longos minutos e deixamos algumas coisas claras, falei que conversaríamos quando voltássemos todos para casa e ele concordou. Após concordar ele me beijou, mas me poupou de fazermos tudo novamente. Eu estava bem cansada, mas acabou que não resistimos com a chuva de carinho em nossos corpos, tipo, ele beijava os meus seios, eu o acariciava intimamente e vice e versa. Acabamos nos entregando mais uma vez de forma protegida e bem lenta mesmo, ele se preocupava comigo e era bem exagerado quanto ao cuidado de não me machucar, pois os seus movimentos demasiadamente lentos estavam me enlouquecendo. Mesmo assim eu confiava nele, ele era um homem muito zeloso com a saúde sexual.
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Às 04:05min da manhã.
Eu já vestia a minha camisola e ele a roupa dele, depois de prontos ele arrumou a cama e veio me beijar cheio de ternura.
—Preciso pôr a minha cabeça no lugar Max, conversaremos depois. Tudo bem?
—Tudo bem. Disse ele me beijando. –Quero poder não enlouquecer ao esperá-la. Não consigo ficar longe de você meu bem.
—Preciso ir. Falei sorrindo por me sentir feliz e entre os lábios dele.
—Ta bom. Sorrimos.
—Te adoro.
—Eu também.
—Adorei tudo.
—Eu mais ainda.
Sorrindo eu saí do quarto e andei na ponta dos pés pelo corredor. Cheguei no outro corredor dos quartos e abri a porta devagar do quarto o qual eu estava, aparentemente Edward dormia por estar tudo silencioso e dei graças a Deus.
Eu não estava gozada, mas eu sabia que eu precisava de um banho e me arrependi de não ter tomado no outro quarto. Eu não estava tão mal assim e fui andando com cuidado pela luz estar apagada. Deitei-me na cama muito devagar, mas tomei um susto quando Edward acendeu a luz do abajur e me olhou com os olhos semi cerrados por causa da claridade repentina.
—O que estava fazendo? Perguntou ele com a arma na mão e a colocou em minha cabeça. Seu olhar não era dos melhores.
—Fui beber um copo de água, volte a dormir Edward. Falei controlando o meu coração que batia frenético sem fazer expressão alguma, ele desconfiaria.
—Você me acordou. Disse ele me olhando e eu continuei o encarando, se eu desviasse o meu olhar ele saberia que eu estava mentindo de alguma forma. –Vá dormir, eu estou cansado e não quero ser interrompido dessa forma novamente. Eu poderia ter atirado em você por ter me assustado!
—Ok. Falei sentindo o meu coração batendo forte em meu peito, Edward acordaria toda a casa se descobrisse e haveria uma briga feia com ele portando aquela arma. –Não precisa se preocupar, a fazenda está cercada de seguranças e como você mesmo falou, já mataram todos os que fizeram mal a vocês. Inclusive os meus pais. Falei sentindo os meus olhos arderem.
—Lá vem você com a droga dessa história novamente. Francamente Swan, agora vá dormir que é bem melhor!
—Tudo bem. Falei me cobrindo e fechei os meus olhos.
Edward apagou a luz do abajur, eu sabia que sim mesmo estando de olhos fechados pelo barulhinho do ”click” do interruptor. Tentei ficar o mais longe dele possível, eu poderia estar cheirando diferente e o perfume de Max seria reconhecido. Eu não estava conseguindo dormir direito e muito tempo depois é que eu senti a respiração dele suavizar. Ele tinha pegado no sono e me levantei devagar, preferi tomar um banho e foi o que eu fiz após fechar a porta do banheiro.
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15min depois.
Tornei a me deitar devagar na cama e Edward se mexeu, o dia já clareava quando o meu sono chegou e me pegou de jeito. Dormi feito pedra.
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14h do dia.
Despertei me sentindo fadigada e continuei deitada. Olhei para o lado e Edward já não estava mais ali, devia ter descido já e nem liguei. Lembrei-me da noite que eu tive com Max e sorri, eu me sentia realmente amada estando com ele e me levantei rápido para eu tomar um banho despertador e descer para vê-lo.
Entrei no Box completamente nua e me lavei sem pressa, eu gostava de me lavar bem. Enxaguei-me e sai para me secar, penteei o meu cabelo deixando-o preso e fiz uma maquiagem básica. Era de dia e não precisava por nada exagerado. Fui até a minha mala pegar algo para eu vestir e calçar. Escolhi um short jeans desfiadinho, uma blusa branca de manga cumprida de babado no pulso e uma sapatilha azul. Me adornei com brinco, pulseira e me perfumei de leve.
Eu estava me sentindo bonita dessa forma e fui arrumar a cama antes de descer. Saí do quarto e desci, pelo que vi todos estavam espalhados por aí. Fui para a cozinha e Mary estava sentada lendo uma revista distraída.
—Boa tarde dorminhoca. Cumprimentou-me ela.
—Boa tarde Mary.
—Pelo visto estava exausta e eu não quis acordá-la para almoçar. Até a dona Esme disse que era para deixá-la descansando.
—É eu estou mesmo. Mas estou mesmo é com fome agora. Falei passando a mão em minha barriga.
—Vou colocar o seu almoço. Quer comer aqui ou na sala?
—Pode ser aqui, só assim eu tenho a sua companhia. Sorrimos. –Onde estão todos?
—Uns andando a cavalo ao redor da fazenda, outros estão para a cachoeira, Carlisle e o pai de Alice estão pescando.
—E Esme?
—Está com a mãe de Alice e a própria na piscina.
—Ok. Cadê o Max?
—Está andando a cavalo com Maria.
—Sei. Falei pensativa. –E o Edward?
—Está na cachoeira com os outros.
—Tudo bem.
Sentei-me à mesa e Mary arrumou o meu prato para mim. Comi devagar e bebi um pouco de suco de maracujá que ela havia preparado para mim. Desse jeito eu iria dormir mais, maracujá me acalmava bastante.
Terminei de comer e subi para escovar os meus dentes, ao sair do banheiro eu tornei a descer novamente. Para disfarçar eu saí de casa e fui caminhando na direção da piscina, quando cheguei lá eu fui até Esme.
—Boa tarde. Falei abraçando-a, ela estava sentada em uma das cadeiras que ficava em volta da piscina e apenas Alice era quem aproveitava a água.
—Boa tarde filha.
—Boa tarde para você também. Falou Alice se aproximando da borda me olhando.
—Boa tarde Alice. Falei não a encarando.
—Não fala mais comigo? Perguntou a mãe de Alice me olhando séria.
—Falo, mas não gosto que suspeitem de mim à toa.
—Não se aborreça à toa filha. Pediu Esme acariciando a minha barriga.
—Ok. Falei colocando a minha mão sobre a dela.
—Dormiu bem?
—Sim e feito pedra. Nós duas sorrimos.
—Animada para o casamento? Perguntou a mãe de Alice.
—Esme diria que eu estou mentindo se eu falasse que sim, mas faço isso para ter a minha vida mais ou menos em paz. Sou grata a Esme em muitas coisas e ela sabe disso.
—Sim eu sei filha. Disse ela carinhosa.
—Será que não há ninguém que vá se chatear com o casamento de vocês? Perguntou a mãe de Alice.
—Como eu saberia se não há ninguém? Perguntei olhando bem séria para ela.
—Se você diz, eu acredito. Disse ela bebendo o suco posto ali para elas.
—Não ligue filha, a tia de Edward é protetora demais e está exagerando.
—Não ligo não. Falei me sentando ao lado dela. –Não há perigo algum com a minha presença e isso me chateia. Olha quanto tempo eu já estou no meio de vocês?
—Ela sabe disso.
Elas continuaram a conversar e vez ou outra eu entrava no assunto. Alice olhava para mim e eu não dava bola a ignorando, o problema era o Max e ela era fã do Edward. E falando em Max, ele apareceu com Maria e acenei para eles empolgada, o motivo da empolgação era por causa de Max, claro. Ele sorriu de forma encantadora e Maria acenou para mim sorrindo, após isso eles passaram direto. Lembrei-me da nossa noite e fazer amor com ele era tão bom. Eu diria que delicioso, amoroso e tão carinhoso em cada movimento.
Apesar de Edward agir de forma tosca nas palavras e ações, dessa última vez na cachoeira ele foi suave ao trepar comigo e diria que até paciente, sem contar que após a nossa briga no quarto ele agiu da mesma forma. Juro que cheguei a estranhar, sua forma dura não deixou de estar presente nas duas transas, mas ele foi um pouco mais moderado. Sendo que nós ao voltarmos da cachoeira, ele voltou a ficar sisudo por causa de Max. Quem disse que eu liguei?
Continuei sentada na beira da piscina por um bom tempo e olhando para o Max ao longe, ele conversava com Maria e vez ou outra também me olhava. Eu disfarçava o quanto eu podia, mas da última vez em que eu o olhei, Alice me pegou o olhando. Fingi não perceber e me levantei.
—Vou ir me aliviar um pouco.
—Tudo bem filha, fica à vontade.
—Obrigado.
Caminhei na direção da casa e olhei para Max, tornei a olhar para a frente e entrei. Fui até o banheiro me aliviar e o fiz, eu já estava apertada há tempo. Quando saí do banheiro eu preferi ir para a sala e liguei a televisão, fiquei assistindo-a deitada no sofá da sala e ali eu ficaria bem mais à vontade estando totalmente reclusa dos demais.
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Às 16h da tarde.
Eu estava sonolenta quando Max entrou com Maria e ela subiu para tomar banho, já ele veio até a mim e sorri. Somente nós dois que ocupava a sala naquele momento. Ele me deu um selinho sorrindo e me lembrei da possibilidade de haver câmeras pela casa.
—Aqui há câmeras? Perguntei preocupada olhando em volta procurando-as.
—Aqui não, fica despreocupada. Falou ele fazendo-me olhar para ele novamente.
—Se fosse o contrário estaríamos ferrados.
—Eu me lembraria e a alertaria. Só há câmeras no lado de fora do portão. Esse lugar é tranquilo e nunca ouve assaltos aqui. Os seguranças são preparados.
—Entendi. Menos mal.
—Menos mal. Repetiu ele sorrindo e selou os nossos lábios mais uma vez.
—Pare ou iremos ser pegos. Falei de forma doce e um pouco preocupada.
—Não iremos não. Estou indo embora amanhã bem cedo, preciso cuidar dos negócios.
—Podemos nos encontrar mais tarde.
—Acho que não é prudente, é perigoso nos arriscarmos aqui.
—Tem razão. Hoje quando eu voltei para o quarto Edward acordou assustado e perguntou onde eu estava. Tive que mentir com o meu coração batendo frenético em meu peito.
—Ta vendo? Vai que ele acorda e não te veja deitada e resolva te procurar.
—Não quer me encontrar e me amar...... Já está satisfeito? Perguntei olhando séria para ele. –Isso é por causa dos passeios a cavalo com a Maria?
—Está com ciúmes?
—Por que não? Estamos saindo, mesmo que seja às escondidas.
—Não fique. Eu já disse que ela é uma amiga e não rola nada entre nós. Isso já está claro entre nós.
—Acho bom! Mas você anda de mãos dadas com ela às vezes. Falei me afastando um pouco dele.
—Pare de bobeira linda, sabe que você faz o mesmo com o Edward e fico da mesma forma enciumado. Ele a beija na frente de todos. Não percebe o quanto isso me machuca por eu gostar de você? Perguntou ele acariciando o meu rosto carinhosamente na hora que Alice entrou e ele mais que depressa tirou a mão. –Vou subir. Foi bom conversar e tomara que tudo se resolva entre vocês. Disse ele disfarçando e subiu a escada não olhando na direção da prima.
Alice me olhava séria e veio até a mim a passos duros, ela estava bem aborrecida.
—Eu não concordo com o que você está fazendo com o meu primo! Edward é durão, mas não merece que você fique o sacaneando! Não o conhece o suficiente e se continuar dando bola para o Max na cara dura, eu irei contar tudo para ele! Falou ela de forma bem grosseira comigo.
—Não tenho o porquê temer a sua ameaça, somos bons amigos apenas Alice.
—Mentira! Disse ela brava. –Até a cachorra enxerga as suas olhadas para ele, se conserte enquanto há tempo Isabella ou eu juro que irei contar. Meu primo não é bobo se você quer saber!
— Estou decepcionada com você, Edward só me maltrata e aí está você o defendendo com unhas e dentes. Por ser uma Cullen, é bem natural agir dessa forma com uma Swan! Acho que não é prudente você se meter na minha vida, apenas em meu casamento!
—Não seja dramática! Você está preste a se casar e fica nessa pouca vergonha!
—Não é um casamento com amor ou já esqueceu?
—Você não faz com que melhorar! Acusou-me ela.
—Ele acabou com a vida dos meus pais e com a minha! Então não se meta na minha vida!
—Deixa o Edward saber! Falou ela me olhando profundamente como se fosse me cortar . –Aí sim você não vai poder reclamar.
—Saber o que Alice? Falou Edward aparecendo do nada no corredor e segurava uma toalha. –Anda e fale logo. O que eu não posso saber?
—São coisas de mulheres e é relacionado ao casamento.
—Isabella não está empolgada, assim como eu não estou, então, não me venha com mentiras! Fale logo!
—Não é nada demais e vá tomar o seu banho.
—Engraçado é que eu não consigo acreditar.
—O problema é todo seu. O destratei sob o olhar inquisidor de Alice.
Edward olhou para mim sério por alguns segundos e subiu a escada desconfiado, depois ele sumiu de nossas vistas.
—Presta atenção! Disse ela me olhando bem séria e subiu logo a seguir também.
Eu realmente não podia dar mole, Max estava certo. Eu pensava com a mão em minha cabeça e bem preocupada. Depois disso eu continuei assistindo televisão, vez ou outra eu acariciava a minha barriga e tentei relaxar após a bronca de Alice. Juro que fiquei chateada com essa atitude dela e eu não esperava por isso nunca. Eu era a mais atingida ali e ainda achavam que eu estava bancando a ingrata. Não deixei ou permiti uma lágrima sequer rolar, não valia a pena me estressar com isso. Mesmo assim eu me sentia apreensiva, eu nunca vi Alice ficar brava daquele jeito e seu olhar exalava raiva para cima de mim. Por ser prima dele não era para menos. E eu onde ficava?
Parecia que tudo era em prol da felicidade deles e eu fui quem não quis sair do casamento quando pude, mas o meu medo era de Edward espezinhar a minha vida. Eu sei que ele faria de tudo para me atrapalhar caso eu decidisse ir morar sozinha e por causa da filha, esse seria o motivo para chantagens futuras. Eu estava perdida de qualquer forma.
Antes ele conseguiu terminar o meu namoro com Jacob, então eu sabia que ele faria o mesmo com os outros, tudo para não deixar uma Swan ser feliz.
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Aos poucos os outros iam chegando e indo para o quarto tomarem banho. Já deviam estar cansados e se preparariam para irem embora amanhã. Continuei deitada assistindo televisão na minha.
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Às 19:09min da noite.
O jantar foi servido e comemos todos a mesa. Pelo o que eu ouvi todos iriam embora amanhã, apenas os que permaneceriam ali, no caso Edward, Esme, Carlisle, eu e Mary.
Dizendo eles a mesa teria compromissos e falaram para os donos da casa que foi agradável a estadia deles ali. Eu sorria apenas e falava meias palavras, não havia entrosamento, mas nunca os tratando mal. Para dizer a verdade, nessa noite eu falei bem mais e não olhei uma vez sequer para Max até agora, Alice estava na minha cola feito cachorro protegendo o osso e pelo visto a mãe dela também. Eu me sentia encurralada e a pressão psicológica era grande, isso já estava me fazendo mal.
Bebi um pouco do meu suco e olhei rapidamente para Max, ele sorria lindamente ao conversar com os demais e coloquei a mão em meu coração que estava sangrando aos pouquinhos ao longo desses meses. Eu via nele uma luz ao fim do túnel, mas ao mesmo tempo tantos obstáculos feitos madeiras caindo sobre a minha cabeça. Não ousei olhar para o outro lado, eu estava ferrada.
Após a comida a sobremesa foi servida. Nos deliciamos bastante e após o termino dela, eles se despediram de nós calorosamente já em tom de despedida. Na vez de Max.
—Boa noite. Disse dando um beijo em minha bochecha e fechei os meus olhos.
—Para você também. Adorei tudo. Falei baixinho as últimas palavras e discretamente ele sorriu.
Todos foram dormir, amanhã era dia de acordar bem cedo para poder partir. Despedi-me de Esme e Carlisle antes de eu subir, até eu apesar de ter acordado tarde já estava sentindo sono. Edward continuou na sala assistindo televisão e subi tendo a companhia dos pais dele que também iriam dormir.
Já no quarto eu tomei um banho e vesti a minha camisola. Deitei me sentindo bem relaxada e liguei a televisão, passava um filme. Fiquei assistindo filme por um bom tempo e quando ele acabou Edward ainda não havia subido para dormir. O sono já se fazia presente e resolvi desligar a televisão, ao olhar para o relógio vi ser bem tarde e já passava das 23:12min da noite. Desliguei o abajur e me ajeitei para dormir. O sono não demorou e nada de Edward aparecer para dormir.
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Segunda feira, 11 de fevereiro.
08:02min da manhã.
Despertei preguiçosa e sentindo um pouco de dor de cabeça. Espreguicei-me com vontade e ao esticar os meus braços notei que Edward não estava ao meu lado. Constatei estar cedo ainda ao olhar para o relógio e continuei deitada pensativa. Eu sabia que ele dormiu ali pela posição da coberta e do travesseiro ao meu lado que era o dele.
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9h do dia.
Levantei da cama devagar e fui olhar da janela, o dia havia amanhecido nublado, mas não parecia que iria chover. Olhei para o jardim e estava tudo tranquilo. Com certeza os outros já haviam ido embora e fui escovar os meus dentes. Após escová-los eu penteei o meu cabelo e fui trocar de roupa.
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5min depois.
Saí do quarto e desci, estava tudo silencioso na casa e estranhei, nem sinal de tuquinha correndo pela casa. Edward não estava ali também e estava tudo fechado, estranhei pra valer e fui abrir a porta, mas a mesma estava fechada e sem a chave na fechadura. Fui até a cozinha olhar e ela estava vazia, pelo visto não havia ninguém na casa e sem saber o que estava acontecendo eu deixei as minhas lágrimas rolarem. Fui para a sala novamente e bati na porta gritando.....
—SEGURANÇA, SEGURANÇA. Eu o chamei por várias vezes e momentos depois.....
—Pois não senhorita Isabella?
—Estou trancada por quê? Perguntei secando a minha lágrima que acabava de escorrer, era apavorador o meu medo. –Onde está o Carlisle e a Esme?
—Eles foram embora com os outros tem um tempinho já.
—Mas como foram me deixar aqui sozinha?
—Eles tiveram que ir por causa dos negócios, mas o Sr. Edward irá voltar, se não deve estar vindo já por aí. Ele foi levá-los até o aeroporto aqui perto.
—Ele vai voltar, você tem certeza?
—Absoluta, mas se está trancada é porque foi a ordem dele e desculpe o transtorno.
—Tudo bem e obrigado pelo esclarecimento.
—De nada.
Escutei os passos dele se afastando e fui para a cozinha tomar o meu café. Pelo visto Mary deixou tudo pronto para mim e vi bolo fatiadinho, brioche doce e torrada. Estava tudo arrumadinho numa bandeja minúscula para mim. Servi-me de café e coloquei um pouquinho de leite para esquentar, eu iria beber café com leite.
Peguei queijo branco na geladeira mais o requeijão e me sentei para comer finalmente. Eu pensava o porquê de eles terem ido embora e resolveram me deixar aqui, na certa foi Edward quem teve a ideia para me castigar e me trancafiar aqui. A fazenda era linda e ali era um lugar paradisíaco, mas eu estava longe de tudo e de todos. Eu sentia saudade da agitação da cidade lá em Solares e de tudo um pouco. Na verdade, de tudo que me fazia feliz e fechei os meus olhos.
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16min depois.
Já havia se passado alguns minutinhos após eu terminar de comer e permaneci sentada à mesa sem ter nada para se fazer. Resolvi me levantar e fui olhar nas panelas, não tinha nada para comer no almoço e pelo visto eu era quem iria ter que preparar. Olhei na geladeira e ela estava abastecida, ao olhar a dispensa ela também estava e inconformada eu fui lavar a louça que eu sujei.
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Sequei as minhas mãos e fui para a sala decidida a assistir televisão. Deitei-me no sofá e liguei a tv, inconformada por ter que aturá-lo ali sozinha eu ia passando os canais de forma incorreta. Cansada de apertar o botão eu desliguei a tv bem chateada e joguei o controle no canto do sofá.
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10 minutos depois.
Resolvi voltar atrás e liguei a televisão, revirei os canais e deixei em um canal de música qualquer. A música iria me relaxar um pouco e fiquei assistindo estando perdida em pensamentos.
—Ai meu Deus! Falei para mim mesma baixinho sem ter o que fazer.
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Um tempo depois.
Eu encontrava-me sentada no sofá de braços cruzados quando a maçaneta da porta se moveu e escutei o barulho de chave girando na fechadura, era Edward quem estava abrindo a porta e soube ser ele mesmo ao escutá-lo falando com alguém do lado de fora. Eu estava com muita raiva dele, mas quando ele abriu a porta eu olhei para ele de uma forma nada amigável. Ele nem ligou para esse pequeno detalhe e me ignorou, com isso eu passei a minha mão em meu cabelo, eu estava uma pilha de nervos.
Ele trazia bolsas de algum mercado da redondeza e o pião da fazenda levou as sacolas para a cozinha, eu não queria ficar ali. Edward me olhou por breves minutos e saiu para falar algo com os trabalhadores ali da fazenda, inconformada eu me levantei e fiquei andando de um lado para o outro. O pião saiu pela porta da sala pós me cumprimentar e fui para cozinha ver o que ele tinha comprado. Eram mantimentos para a casa e muita coisa de qualidade eu pude perceber, mas eu não iria guardar de propósito e quando me virei, ele me olhava estando parado na porta que dava para o corredor.
—São umas coisinhas que faltava, iremos embora só na quinta ou na sexta feira.
—EU NÃO QUERO FICAR AQUI! POR QUE NÃO FOMOS EMBORA TAMBÉM? Perguntei bem alto e ele ficou me olhando calado.
—Aqui é um lugar bonito, mas você com o seu fogo prefere ir embora para ficar pra lá e pra cá. Saiba que iremos embora quando for o momento.
—Você só pensa em você, só faz do jeito que você acha melhor e quer decidir sempre por mim, mas saiba que pai eu só tinha um só e ele já morreu graças a você! Falei passando por ele e ele segurou em meu braço. –Me larga! Ele me soltou e eu saí da casa pela porta da sala estar aberta.
Caminhei pelo extenso gramado sem olhar para trás e entrei no imenso seleiro por estar aberto. Um peão cuidava da limpeza do lugar mais ao fundo e era tudo muito organizado e limpinho, a maioria dos cavalos estava em suas baias e eu fui olhando um por um. Eu não sabia dizer qual deles era o mais lindo e um negro grande chamou muito a minha atenção, sua crina estava toda trançada e o brilho do pelo era incrível. Minha vontade de passar a mão no animal era imensa, mas fiquei com medo dele me morder. Seu olho brilhava de tão negro e ele me olhava.
—Esse cavalo é o do patrão. Falou o cuidador, o qual estava limpando as baias.
—O mais novo ou o mais velho? Perguntei olhando para o rapaz e tornei a olhar para o animal. –Ele é muito lindo e a cor do pelo dele é incrível de tão brilhoso. Eu o escolheria para mim. Falei sorrindo de forma tímida.
—Ele é do Sr. Edward e é um Manga-larga marchador.
—Eu não entendo muito de raça de cavalos, mas esse é tão lindo. Aliás, eu não sei dizer qual é o mais bonito aqui. Falei olhando em volta.
—Esse é um pouco bravo, por isso o patrão pouco anda nele, estamos domesticando o bicho ainda e aos pouquinhos. Ele não nasceu aqui e só está conosco faz pouco meses. O patrão assim que o comprou houve a tragédia na família dele e com isso não veio mais aqui para se entrosar mais com o animal. Antes ele não saia daqui e vinha com frequência, esse final de semana ficamos surpresos com a visita de vocês. A mocinha que faleceu era tão simpática e lamentamos muito o ocorrido.
—Hum! Fiz pensativa. –Eu mais ainda e não imagina o quanto eu sinto também.
—Ele anda mais com o marrom claro da raça Crioula, é mais manso por já estar conosco há muito tempo e já está acostumado com todos aqui. É um cavalo dócil.
—Acho lindo e tinha vontade de andar, mas não é recomendado eu andar no momento porque estou grávida e tive um pequeno problema antes. Eu pensei que eu poderia perder a minha filha a qualquer momento e foi uma barra para mim. Falei passando a mão em minha barriga de forma carinhosa.
—Não é recomendado então senhorita.
—Não mesmo. Disse Edward vindo até nós e não olhei para trás em sua direção, só deduzi por causa do barulho de seus passos. –Trovão é mesmo lindo. Disse ele ficando na minha frente e passou a mão no cavalo que moveu o corpo com o seu toque.
—Eu disse a patroinha que ele é bem selvagem.
—Então não perde nada para o dono. Após eu falar o cuidador pigarreou muito sem jeito.
—Posso dizer que sim. Disse ele me olhando com os seus olhos verdes intensos e olhou para o animal que não recusava o seu carinho.
—Com licença patrão, tenho que continuar limpando.
—Tem toda Cortez. Disse Edward olhando para o rapaz e olhou para mim.
—Estou indo! Falei me afastando e.....
—Está indo porque eu cheguei, mas se acostume.
—Irei olhar os outros cavalos, você é invisível para mim! O repreendi. -Quero ir embora isso sim!
—Não iremos! Disse ele se aproximando de mim. –Tem tudo que precisaremos e logo teremos que almoçar, eu acho melhor você ir preparar o almoço, todos aqui comem!
—Então faça você mesmo, eu não irei mover uma palha sequer na cozinha! Após eu falar ele começou a rir e foi passar a mão no animal. –Pode rir, quem rir por último rir melhor.
—Já estou rindo então Isabella.
O deixei pra lá e saí do seleiro bem p#* da vida com as provocações dele. Entrei na residência e fui para o quarto me deitar, se ele pensou que eu iria encarar o fogão ele estava bem enganado. Fiquei com pena dos trabalhadores, mas Edward iria se virar sozinho. Ah! Se ele iria.
Eu já estava sentindo saudades dos carinhos de Max e da própria pessoa dele, ele era tão bonzinho e carinhoso comigo. Eu sentia saudades de Jacob também, apesar dos pesares ele era muito gentil comigo e ficaria decepcionado caso descobrisse que eu tinha algo com Max.
Nossa, reparando bem eu estava vivendo num dilema danado. Transando com um e fazendo amor com outro, eu jamais imaginei que eu viveria dessa forma e não era correto, nem decente para uma dama feito eu. Eu estava tão carente e o Max sabia me dar esse carinho, até Jacob se eu quisesse e desse uma chance para ele.
Max era primo de Edward e sei o quanto isso não pegava bem para nós dois, muito mais pra ele que é primo de Edward. Alice nos pegou no flagra demonstrando carinho um com o outro e como eles são parentes, isso implicaria e muito até mesmo na minha reputação. Eu ficaria mal perante o Carlisle e a Esme se descobrissem, apesar de tudo Edward é filho deles e um filho por mais problemático que ele seja, os pais o ama, mas eu gostava tanto de Max.....
Eu disse que conversaríamos assim que voltássemos, mas Edward me aprontou essa de querer ficar aqui que fiquei quebrada sem saber o que fazer. Eu sentia tanta falta de ser abraçada por alguém que me considerasse como um ser humano e não como um lixo que usou joga fora.
Apesar de tudo eu estava vivendo a minha moda, mesmo que não fosse o correto. Continuei deitada e muito pensativa.
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16min depois.
A porta foi aberta e fechei os meus olhos na mesma hora, sorte é que eu estava deitada de costas para ela. Ele andou bem devagar, era impossível escutar os passos dele dessa vez e senti a sua aproximação, só senti quando ele beijou os meus lábios e abri os meus olhos na mesma hora. Ele sorria.
—Já veio encher o meu saco novamente? Perguntei me sentando e para provocá-lo eu passei a minha blusa em minha boca.
—Já estou cansado do seu drama. Temos que nos acostumar, logo estaremos casados.
—Infelizmente, tenho que carregar essa cruz....
—Para o resto da sua vida. Disse ele vindo até a mim e me beijou na marra deixando o seu rastro perfumado no ar.
—Pare! Deixe-me em paz! Falei o empurrando.
—É incrível como você não se cansa de reclamar.
—Já estou cansada é de você Edward!
—Mais eu não! Disse ele de forma firme e tornou a me beijar, eu estava aprisionada em seus braços.
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3minutos depois.
—Hum! Fiz o empurrando. –Já está bom, chega e pare com isso!
—Não irei parar! Disse ele abrindo a minha blusa que continha botões frontal, mas ele acabou arrebentando tudo e abriu o meu sutiã. –Não vê que tudo que há aqui é meu?
—Já eu digo que não! Falei estando com os meus seios de fora.
—Se não é meu, de quem é? Perguntou ele segurando em meu queixo e me olhava de forma desafiadora.
—Não tenho ninguém! Agora me deixe em paz!
—Não trepamos ontem à noite, então eu quero agora!
—Já parou para pensar que as vontades devem ser minhas também?
—Já parei para pensar sim, mas com você as coisas só funcionam no tranco! Disse ele acariciando o meu seio esquerdo e beijou o meu pescoço, seu toque era suave e o senti chupar de leve a minha orelha, apesar de odiá-lo aquilo estava realmente bom e fechei os meus olhos tornando a abri-los novamente.
—Deixe-me em paz Edward. Pedi um pouco baixo e no momento que ele me tocou intimamente sob a calcinha.
—Não há essa possibilidade. Disse ele me olhando e desceu a minha calcinha, eu estava de saia e ele fez o mesmo com ela depois.
—Preciso ir fazer o almoço. Falei tentando fugir dele e eu já sentia o meu sexo pra lá de molhado através das mãos dele.
—Não precisa não. Disse ele desabotoando a calça dele com pressa e arrancou a blusa fora rapidamente, o mesmo fez com o restante dos acessórios em seu corpo e ficou inteiramente nu na minha frente. Eu o olhava, não havia nada o que fazer. Edward me deitou na cama e o meu corpo naquele momento realmente desejava o dele, eu me odiava por isso. Ele se deitou ao meu lado e de frente para mim, ele estava dificultando as coisas com essa demora desnecessária para me pegar. Ele veio beijar o meu pescoço e depois beijou a minha boca, seus dedos ágeis vieram correr pelo o meu corpo de forma lenta e me curvei lentamente com a suave cosca em minha cintura. –O que há? Perguntou ele baixinho olhando para mim.
—Nada!
—Diga-me. Instigou-me ele olhando no fundo dos meus olhos.
—Eu senti um pouco de cosca. Está satisfeito agora?
—Se for isso mesmo eu estou. Após ele falar veio beijar a minha boca.
Edward acariciou a minha coxa para depois colocá-la sobre a sua cintura, não pensando duas vezes ele me penetrou com o dedo e ficou me invadindo com ele bem devagar, enquanto isso ele me beijava intensamente. Ele estava conseguindo me deixar desejosa por mais através de seus beijos, sem poder negar que com o dedo dele também. Sem pensar eu me movi de encontro o dedo dele, mas a minha barriga atrapalhava um pouco e fiquei sobre ele rapidamente. Edward se ajeitou na cama na mesma hora e me ajeitei também, no que eu sentei a penetração foi imediata arrancando um gemido da boca dele e da minha também. Eu tinha visto o quanto o sexo dele estava lubrificado, sinal que ele queria tanto aquilo quanto eu para ser bem honesta, mas eu o odiava. Eu estava detestando por ele estar agindo daquela forma comigo.
Movi-me feito louca, mas de forma suave sem me machucar. Todas as terminações nervosas do meu corpo pediam por muito mais e o beijei quase o afogando com os meus lábios, fora os meus dedos que corriam pelos fios de cabelo dele e foi involuntário. Edward um pouco surpreso com esse fogo recente em mim me olhou e segurou em minha cintura para eu ir mais devagar, mas o meu sexo comichava, talvez pelo toque suave dele e nunca sentido antes por mim. Ele se inclinou para abocanhar o bico do meu seio direito e ao esfregar o meu ponto sensível nele, eu gozei feito louca o levando ao orgasmo repentino com as fortes contrações do meu sexo em volta do dele. Eu gemia tanto e ele também, que sem eu esperar ele veio me beijar cheio de posse. Meu corpo tremia sobre o dele e Edward me fez continuar com os impulsos com a ajuda de suas mãos, mas a chuva de acontecimentos caiu sobre mim e desconectei o nosso sexo na mesma hora o deixando muito excitado sobre a cama. Eu sentia os fluidos dele abandonando o meu corpo devagar e nem liguei ao permanecer em pé ao lado da cama.
—Você me obrigou! Falei deixando as minhas lágrimas rolarem.
—Não me venha com essa porque você também quis e queria muito. Não somos inocentes.
—Você usa o meu corpo por diversão! Eu mereço muito mais que isso. Está me entendendo? Perguntei gritando.
—Não precisa gritar e se descontrolar.
—CALE A MALDITA DA BOCA! VOCÊ NÃO MERECE O MEU CORPO, NÃO MERECE NADA QUE VENHA DE MIM E NEM A MINHA FILHA! ELA É SÓ MINHA ENTENDEU?
—Não há necessidade de gritar dessa forma!
—VÁ PRO INFERNO!
—ESTOU NELE DESDE QUE TUDO ACONTECEU E QUE TE CONHECI!
—Não posso fazer nada para mudar tudo isso, infelizmente!
—Se eu pudesse e se existisse alguma formula mágica eu mesmo já teria mudado isso tudo há muito tempo!
—Quero ir embora daqui! Preciso ir a Solares para terminar a limpeza do meu apartamento e respirar estando longe de você.
—Você é mesmo estranha. Quer ir embora daqui que é um lugar lindo para ir limpar o seu apartamento? Eu não acredito! Tânia adorava vir aqui e...
—Traga aquela, aquela v.....Traga ela ao invés de mim! Fique com ela ou com a Julieta, fique com quem você achar melhor!
—É ela quem está aqui e agora na minha cama? Acho que não e se eu quisesse eu a traria mesmo, é só estalar os meus dedos.
—Faça isso e saiba que eu não me importo nem um pouco! Falei secando a minha lágrima que rolou.
—Acho melhor você calar a boca! Falou ele entre os dentes.
—O que é, não gosta de ouvir o quanto eu te odeio? Perguntei me aproximando dele. –Esqueceu que você já deixou isso várias vezes claro para mim também? A vadia aqui está conseguindo dar conta quando você tem vontade de trepar?
—Uma vadia fria, é o que eu vejo perante mim!
—Um demônio insensível é que eu vejo a minha frente!
—Não sou isso o que está falando!
—NEM EU! INFERNO! Falei indo para o banheiro e bati a porta na cara dele.
Entrei no Box sem pensar duas vezes e liguei o chuveiro, Edward abriu a porta do banheiro por eu não a ter trancado e entrou no Box. Ele me prendeu na parede estando eu de frente para ele e me olhou.
—Estamos todos no mesmo barco! Está me ouvindo? Perguntou ele sério e eu balancei a minha cabeça que sim sentindo a água escorrer pelo meu corpo. –Iremos nos casar muito em breve, então seja mais receptiva! Detesto os seus surtos e gritos! Não vê o quão ridículo é as pessoas ficarem ouvindo as suas pantomimas?
—Você é o culpado!
—Você não fica atrás quando age com má intenção para o meu lado! Já se esqueceu que você pôs fogo nas minhas roupas?
—Já se esqueceu que você me deixou acorrentada, me engravidou na marra, me bate quando quer e me humilha quando tem vontade?
—Sei de todas as minhas ações!
—Eu não ofereço perigo a ninguém e sou obrigada a aturar as desconfianças dos seus tios! Eu não mereço o que eu estou passando, eu sim estou vivendo no inferno e não você! Estou sendo saco de pancadas há meses e sem ter feito por merecer. Eu odeio a minha vida atual e a única coisa boa é a minha filha! Sem esquecer os seus pais que apesar de tudo me tratam bem.
—Alice gosta de você.
—Ela gosta dela! Não quero falar a respeito dela!
—Está agindo como uma ingrata! Por que dá implicância com ela? Não estou entendendo, já que se dão tão bem!
—Tenho os meus motivos!
—Conte-os agora ou irei ligar para ela agora mesmo! Diga!
—Não é nada demais, só acho que ela te defende demais. Menti, mas de certa forma isso era verdade.
—Somos primos e nos gostamos, é normal. Trate de cooperar daqui para a frente. Está me ouvindo?
—Faça o mesmo então!
Ele saiu da minha frente e pegou o sabonete, cruzei os meus braços insatisfeita por ele ficar ali e fiquei aguardando a minha vez de pegar o sabonete que era um só. Ele após esfregar todo o seu corpo devolveu-o para o suporte e eu imediatamente o peguei. Agi um pouco dura ao me ensaboar, eu estava bem chateada e ele notou, mas pareceu não se importar. Ele ignorava a minha forma de agir.
Ele se enxaguou e saiu para se secar, já eu continuei no Box me ensaboando e depois me enxaguei. Ele saiu do banheiro vestido com o roupão e saí para me secar na paz sem ter a presença dele ali. Ele sabia ser inconveniente quando queria.
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Coloquei um vestidinho solto após pegá-lo na mala sob o olhar de Edward, ele estava sentado na cama estando ainda de roupão e assistia televisão.
Olhei para ele por breves segundos e fui pentear o meu cabelo no banheiro. Fiz um rabinho de cavalo e estava de bom tamanho, resolvi sair do banheiro e....
—A esposa de Cortez irá vir cozinhar para nós. Na ausência de Mary e antigamente na de Rosa, é ela quem nos auxiliava.
—Aé?
—É sim. Disse ele mudando de canal.
—Que bom que desistiu de me fazer de empregada. Pelo menos isso!
—Já vai começar?
—Finja que eu não estou aqui, estou fazendo o mesmo! Falei saindo do quarto e o deixei ali sozinho.
Desci a escada e fui me sentar na sala. Eu não quis ligar a televisão e acabei me deitando no sofá exausta mentalmente. Minha filha se mexeu rapidamente e acariciei o lugar por um longo tempo perdida em pensamentos. Eu estava bem curiosa em relação a ela, se ela puxaria o Edward ou a mim.
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Deu-me sede e fui até a cozinha, uma moça morena preparava o almoço e ao me ver ali parada ela sorriu para mim. Eu seria simpática desde que ela fosse comigo.
—Oi. Eu a saudei de forma simpática.
—Olá senhorita Isabella e prazer em conhecê-la.
—O prazer é todo meu. Falei surpresa dela saber o meu nome, mas já estávamos há dias ali o suficiente para saberem o meu nome. Notícias voam. –O seu nome?
—Chamo-me Fátima.
—Então prazer Fátima. Falei sorrindo e fui apertar a mão dela, sem jeito ela retribuiu o gesto. Parecia ser um pouco envergonhada e da roça pelo o seu jeito de ser.
—Vim cozinhar a pedido do patrão.
—Ele me falou e obrigado pela gentileza.
—De nada senhorita. Falou ela sorrindo e olhou para a minha barriga, mas de forma discreta ela permaneceu calada e voltou a cortar os legumes.
—Posso ajudá-la.
—Não precisa dona Isabella, eu já estou acabando. Obrigado.
—De nada. Falei indo até a geladeira e peguei uma garrafa de água.
Pelo visto ela era mesmo rápida. O arroz já estava no fogo, algo assava no forno e ela cortava legumes para uma possível salada.
Tendo a garrafa de água na mão, eu fui até a pia pegar um copo para mim e o enchi, só sei que bebi a água com vontade. Aproveitei para comer uma banana por estar bem bonita na fruteira e após comê-la eu voltei para a sala. Dessa vez despertou-me curiosidade e fui até o piano, arrisquei algumas notas por saber tocar um pouco. Isso graças à Ângela que me ensinou a manusear o piano um pouco.
Sentindo-me um pouco enxerida eu abri o livro contendo músicas e escolhi uma conhecida, estavam todas ali escritas a lápis e me sentei no banquinho. Movi os meus dedos para exercitar-me e comecei a tocar de forma tímida, eu não era nenhuma profissional e nem chegava aos pés de Edward no piano. Prestei atenção nas notas e toquei com o coração, dizendo Ângela o piano nos acalmava e muitas vezes a canção ali produzida tocava a nossa alma e essa música era bem suave. Lembrei da minha vida antigamente e sorri com as artimanhas de jake e a dos meus amigos. Ângela não sairia do meu coração nunca, ela era uma amigona e graças a ela eu estava me aventurando aqui e agora no piano.
Vi Fátima ali me olhando e sorri de leve para ela permanecendo a tocar. Errei uma nota, mas eu imaginava a perfeição em meus pensamentos e continuei.
Pensei na minha filha aqui dentro da minha barriga, no meu casamento e na loucura que eu estava vivendo ultimamente. Será que esse era o meu destino? Perguntei-me em pensamentos e duvidava que Deus estava sendo bom comigo. Eu estava passando por uma barra que não era fácil de aturar, outra em meu lugar já teria desistido de viver a muito tempo. Talvez a menina seja obra do destino e algo para que eu pudesse superar. Mas um filho com o meu inimigo? Só podia ser brincadeira e ao lembrar de tudo que eu passei uma teimosa lágrima correu, cheguei a errar a nota novamente e a sequei rapidamente. Algumas marcas em meu corpo por causa das violências sofridas permaneceriam para sempre, principalmente a do meu coração. Por isso eu sentia essa carência de afeto que me açoitava a todo o momento. Eu implorava por um colo materno, mas o de minha mãe eu nunca mais o teria. Minha filha seria a minha companheira e não me importava mais com quem ela foi feita, ela seria apenas minha. Ela era minha e no que eu olhei para cima, Edward me olhava e desceu a escada. Permaneci me aventurando no piano e no que ele se aproximou de onde eu estava.
—Tocar nas coisas alheias é feio. Disse ele parando ao meu lado
—Não seja por isso. Falei me levantando e interrompi a canção, mas ele me impediu de fazê-lo e tornei a me sentar no banco o olhando.
—Até que você engana no piano.
—Se me deixou ficar para me criticar, saiba que perdeu o seu tempo. Perdi a vontade e a concentração!
—Não há o porquê.
—Sim. Claro que sim e no caso é você!
—Deve ter conhecido já a mulher de Cortez. Disse ele mudando de assunto.
—Já sim e Fátima é muito gentil. Falei de forma mecânica. –Bem diferente de algumas pessoas e não que eu esteja fazendo alguma questão. Eu já tenho a minha filha e que bom que ela será só minha!
—Pode falar o que você quiser! Disse ele saindo de perto de mim e foi na direção da cozinha.
Chateada eu corri os meus dedos de forma dura nas teclas e fez um barulhão. Levantei-me do banquinho e fui me sentar no sofá, liguei a televisão e voei pelos canais procurando algo interessante. Eu estava sem vontade até de assisti-la e a desliguei no momento que Edward entrou na sala comendo uma maça de forma calma. Levantei-me do sofá e resolvi subir, mas ao chegar no pé da escada.
—Dizendo Fátima, o almoço em breve estará pronto.
Não falei com ele e resolvi subir muda o deixando parado no pé da escada me olhando. Andei pelo corredor e não fui para o quarto de costume, resolvi ir para o quarto o qual eu fiquei com Max e me deitei na cama.
Fiquei calada e olhando na direção da janela, o ventinho fazia a cortina sacudir de leve e o som dos pássaros ao longe preenchia o local. Hoje era segunda feira e cada vez mais se aproximava o dia do meu suposto casamento, sem ter a intenção isso já estava mexendo com as minhas estruturas. Resolvi me deitar de barriga pra cima e a acariciei pensativa, eu não sabia como isso tudo iria acabar um dia. Acho que comigo no hospício no mínimo, mas eu pedia a Deus piamente que não. Eu tinha que dar a volta por cima, mas Edward era mais forte que eu. Nós nos odiávamos e agora pouco mesmo ele me chamou de vadia fria. Eu não conseguia acreditar nisso, não depois da forma louca que rolou a transa ainda pouco e outro homem no lugar dele gamaria. Ele me tocou de forma sutil e mesmo nos odiando isso fez uma grande diferença, juro que eu não estava entendendo mais nada. Eu só podia está sem reflexo do meu próprio corpo ou eu não portava mais um pingo de vergonha na cara. Outra no meu lugar não sentiria prazer e sim nojo, mas eu não sentia nojo dele. No início me causou repulsa, dor e com o passar dos dias eu o odiava ainda mais, mas nojo no momento eu não sentia para ser sincera. Talvez poderia ser por ele ser muito bonito, ter um belo de um corpo, cheiro espetacular, toque intenso e hoje foi mais que suave o correr de seus dedos em minha pele. Talvez Edward fosse bipolar às vezes, eu estava no meio de uma furada. Lembrei-me de Max e voltando a pensar na minha reputação perante os pais de Edward, isso me deixava muito mal caso eles viessem a descobrir tudo.
Alice estava por dentro de tudo e eu não duvidava que a mãe dela também. Acho que o melhor seria eu me afastar dele. Sem demora as minhas lágrimas desceram em abundância, o melhor seria deixá-lo para evitar confusões futuras na família e até uma desgraça com Edward portando uma arma. Por mais que isso me abalasse profundamente, seria o melhor a fazer no momento e chorei sem ter forças de me controlar. Meus soluços eram baixos e abracei o travesseiro a procura de apoio e naquela situação eu não teria nenhum, mesmo eu sendo uma das vítimas. Ao voltar para Ourinhos eu procuraria Max.
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40min depois.
A porta do quarto foi aberta por Edward e por eu estar deitada de frente para ela, eu o vi fechá-la estando olhando para ele e ele para mim. Resolvi ficar calada e minhas lágrimas não rolavam mais já fazia um tempinho, mesmo assim eu estava triste pela possibilidade de ser feliz só um pouquinho ter evaporado de vez. Alice me tratava bem e ficar com implicância de uma hora para outra com ela levantaria suspeitas. Do jeito que eles eram a forçaria contar toda a verdade, principalmente Edward que era insistente e sei que ela abriria o jogo para ele. Ela deixou claro para mim que contaria a verdade para o primo se eu continuasse com Max. Ela não era boba, eu pensava e despertei das minhas divagações por causa de Edward.
—A comida já está pronta e vim lhe buscar.
—Não irei descer, estou sem fome.
—Sabe que tem que comer.
—Vai mandar no meu apetite agora também?
—É por causa da menina.
—Não deve se importar com ela. Não é nada sua mesmo ela tendo sido feita com você!
—Diga isso ao juiz então. Mesmo você não aceitando a realidade eu sou o pai dela! Disse ele se sentando na cama e eu fiz o mesmo na mesma hora.
—Por que se importa com esse detalhe agora? Perguntei o desafiando com o meu olhar e eu estava bem raivosa.
—Isso é uma realidade a qual não podemos fugir dela.
—Não deve se meter conosco! Falei apontando o dedo indicador para ele. — Já iremos nos casar e se dê por satisfeito. Não se sinta obrigado a amá-la porque eu não permito que se aproxime dela. Você é capaz e foi capaz de fazer tantas coisas comigo, que me inerva a possibilidade de você maltratá-la por minha causa, mas que fique bem claro Edward Cullen, eu o mato! Posso ir presa depois e não me importo, mas não se atreva a maltratá-la porque você irá se arrepender.
—Que bom que esteja defendendo a nossa filha.
—NÃO QUERO OUVIR ISSO! Mesmo ela tendo sido feita com você, eu o proíbo de repetir isso. Falei tapando os meus ouvidos raivosa, era como eu tivesse ouvido impropérios. — Eu preferiria que ela fosse de Jacob ou até mesmo do Max. Seria bem mais fácil se fosse dessa forma. Falei o desafiando e ele se levantou na mesma hora e veio até eu segurar em meu braço.
—Por que do Max se pelo o que me consta não passou apenas dos beijos? Perguntou ele segurando no meu braço e me olhava esbanjando raiva. –Por que até dele? DIGA! Gritou ele. –Você me enrolou e acabou indo se encontrar com ele não foi? Perguntou ele gritando, a raiva era tamanha e juro que me assustei pra valer.
—NÃO ACONTECEU ISSO, EU JURO QUE NÃO Edward. Falei quase implorando, do contrário eu estava ferrada de verdade. –Eu só fiz uma suposição, acredite em mim.
—Você é uma mentirosa e astuta quando quer! Eu não consigo acreditar em você, tudo a sua volta cheira a mentiras. Até o seu apartamento tem o mesmo cheiro que o seu! Disse ele me largando de qualquer jeito e se afastou de mim se controlando, eu sentia que à real vontade dele era me ferir fisicamente com a possibilidade de eu tê-lo o “enganado”. — Tudo entre nós era falso.
—Não coloque minhocas na cabeça à toa Edward. Eu não fiz isso.
—Está desesperada dessa forma porque se você não deve nada, hum?
—Eu estou nervosa com essa caraminhola sua, é apenas isso. Falei me deitando novamente, ou eu surtaria de verdade. –Você sai com as suas vadias e se quiser continue com elas. Já se esqueceu que mesmo se achando no direito de me controlar, você não se dá o respeito também?
—Não, eu não me esqueci! Mas isso não importa para você!
—Não mesmo! Vivemos na mentira e prosseguirá da mesma forma após o casamento.
—O que lhe importa é o meu dinheiro. Lembra que você deixou bem claro isso?
—É a mais pura realidade! O meu sexo meia boca o desagrada e veja o quanto seremos infelizes juntos.
—Mesmo sendo dessa forma nós iremos nos casar, não adianta você pensar em desistir porque é assim que irá ser. Estou cansado das suas queixas, das suas lamentações e das suas palavras tortas contra mim. Acho não, eu tenho certeza que você deve começar a partir de hoje a cooperar para mais tarde não se arrepender!
—Está me ameaçando com o quê?
—É cedo demais para você saber. Continue agindo dessa forma comigo e em muito em breve você entenderá, mas saiba que será muito tarde! Fiz uma força surreal para deixá-la sair e obedecer à ordem da minha mãe que se referia a isso. Eu acho bom você saber aproveitá-la bem.
—Você vive me cercando mesmo assim! Não me deixa respirar e veja o que você fez na quinta feira! Foi me buscar na marra e me trouxe pra cá. Zombou do meu medo de andar de avião e me destrata quando quer! Vive pondo defeito no sexo e juro que eu não sei mais o que fazer em relação a isso. Talvez você esteja colocando defeito demais onde não existe, aliás, eu tenho certeza. Confesso que não faço força para que ele melhore mesmo!
—Acha que nos amaremos? Isso não será possível Isabella Swan.
—Não estou falando disso.
—Mais eu sim!
—Eu não ousaria e nem permitiria. Isso jamais irá acontecer, não com o seu excesso de carinhos para comigo. Falei me referindo aos maus tratos. -O que nos une é a menina.
—Ainda bem que você sabe. Estou descendo para comer e você faça o mesmo! Disse ele saindo do quarto e bateu a porta do mesmo com força. O estrondo foi absurdo pela casa estar silenciosa e com nós dois apenas ali em cima.
—Não sei mais o que fazer meu Deus. Falei baixinho e permaneci deitada, eu estava na dúvida se eu iria descer para facilitar as coisas ou se eu ficaria no quarto e complicava tudo ainda mais. Preferi descer.
Ele poderia se vingar ali naquela casa mesmo ou em Ourinhos me trancando lá. Eu teria que suportar muitas coisas para continuar livre, ele sabia o poder que tinha e eu não tinha nenhum.
Saí do quarto me sentindo estranha e caminhei devagar pelo corredor. Eu me sentia um pouco zonza e parei de andar para esperar aquela sensação ruim em meu ser passar. O stress deve ter me deixado assim e juntava de tudo um pouco, eu teria que me afastar de Max e isso me deixou bem mal. Tornei a andar devagar e cheguei na escada, segurei no corrimão e desci devagar, mas ao sentir uma náusea bem forte eu me sentei no terceiro degrau, eu sabia do sério perigo que eu estava correndo se eu continuasse a descer. Eu desabaria da escada.
A indisposição era tamanha e a vontade de vomitar me bateu com força total, fiz força para aquela sensação ruim passar e Edward ao me ver sentada na escada ficou me olhando, mas após me avaliar bem ele veio até a mim.
—O que está acontecendo? Perguntou ele me olhando fixamente.
—Nada demais! Vá se sentar na mesa e me espere lá.
—Está se sentindo mal?
—Não! Falei me levantando devagar sob o olhar dele, mas tive que subir e entrei no primeiro quarto. Andei um pouco apressada e entrei no banheiro, abri a tampa do vaso e coloquei pouca coisa para fora. Acho que era o nervoso que me causou aquela ânsia terrível e fiquei debruçada sobre o vaso sanitário sentindo o rebuliço em meu estômago. Olhei para a porta e Edward me olhava de uma forma estranha, mas tornei a virar para o vaso com uma vontade imensa de vomitar e não saiu nada. O suor já estava presente em meu rosto pela tamanha força que eu estava fazendo e tentei me levantar sentindo-me bem tonta, mas foi em vão porque tudo a minha volta se apagou rapidamente.
.
.
11min depois.
Fui despertando aos poucos e abri os meus olhos notando estar no quarto em que dormíamos juntos. Edward olhava para mim e ele falava ao telefone com alguém.
—Ela acordou. Disse ele para quem quer que fosse do outro lado da linha não deixando de olhar para mim.
—...................
—Acho que sim. Ela desmaiou, mas antes ela estava pondo tudo pra fora ou tentando pôr o que não tinha no estômago.
—-----------
—Tudo bem, eu irei passar para ela. Disse ele ainda me olhando. –É a sua doutora. Disse ele me entregando o telefone.
—Por que foi incomodá-la com tamanha besteira Edward? Perguntei baixo e ele tampou o fone do celular.
—Fale com ela. Ordenou-me ele colocando o aparelho na minha mão e o levei até o meu ouvido continuando a olhá-lo.
—Oi doutora.
—Seu noivo me ligou e disse que você estava indisposta e que chegou a desmaiar.
—Sim, é verdade.
—Está sentindo alguma dor e até mesmo a indisposição ainda?
—Não, eu juro que estou bem. Acontece quando eu fico nervosa. Se lembra que eu já fui parar aí na clínica por causa disso?
—Estou aqui na clínica e com a sua ficha na mão. Sei que você não está aqui na cidade e isso dificulta um pouco e....
—Não se preocupe doutora, eu sinto que estou bem. É porque eu tive um desentendimento com o meu noivo e fiquei dessa forma. Desculpe-me por ser franca e abordar um assunto que me é desagradável, mas foi apenas por causa disso.
—Tem certeza?
—Tenho sim.
—Acho que deveria ir ao médico aí perto e eu passaria um fax para o médico, ou voltar para a cidade pra eu examiná-la melhor.
—Não preciso, eu juro para você.
—Caso sinta alguma coisa fora do normal, pede para o seu noivo me ligar na mesma hora.
—Tudo bem doutora. Falei olhando para Edward que estava sentado ao meu lado na cama.
—Ok Isabella e continue se cuidando, por favor.
—Pode deixar.
—Melhoras e beba um suquinho de maracujá. É natural e vai te fazer bem.
—Ok doutora e obrigado pela preocupação.
—Não há de quê. Cuide-se e boa tarde.
—Boa tarde. Falei desviando o meu olhar do de Edward e olhei para o relógio, marcava 13:16min da tarde. –Tchau.
—Tchau e até a próxima consulta.
—Até.
Encerrei a ligação apertando o botãozinho vermelho e reparei melhor o celular dele, era daqueles bonitos e bem caros. Joguei o aparelho na cama e me sentei muda na mesma.
—Então o que ela falou? Perguntou ele pegando o celular dele.
—Ligue para ela se deseja realmente saber.
—Isabella. O que a doutora falou? Perguntou ele bem sério agora me olhando.
—Que caso eu sinta algo é para ligar para ela. Eu disse que foi devido ao stress como você mesmo ouviu.
—E?
—Ela disse que era para eu beber um suco de maracujá que era natural e que iria me fazer bem. Satisfeito?
—Prefiro descer a começar com tudo de novo. Você não facilita as coisas!
—Talvez melhore caso eu morra de uma vez e simplifique para você e a sua família.
Edward se levantou da cama me ignorando e saiu do quarto me deixando falando sozinha. Com raiva dele eu me levantei um pouco zonza e fui até o banheiro escovar os meus dentes. Olhei para a banheira e por ser uma hidro seria uma boa para me acalmar. Eu iria tomar banho nela pela primeira vez.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!A coloquei para encher e tirei a minha roupa devagar me auto avaliando, desde da minha perda de sangue eu fiquei meio que traumatizada. Deitei-me devagar no interior da banheira já sentindo o movimentar da água a minha volta e me permiti relaxar após fechar os meus olhos.
.
.
7min depois.
Escutei passos no quarto e abri os meus olhos.
—Dona Isabella. Chamou-me Fátima de forma tímida.
—Estou aqui no banheiro. Falei alto e facilitava pela porta estar aberta. –O que deseja?
—Eu trouxe um suco a pedido do Sr. Edward. É de maracujá.
—Não precisa e diga a ele que não precisa se preocupar comigo. Mande-o ir para o inferno.
—Tudo bem senhorita. Disse ela um pouco sem jeito.
A escutei saindo do quarto e fechou a porta audivelmente, com isso eu tornei a fechar os meus olhos.
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3min e ½ depois.
Escutei a porta do quarto se abrindo e tornou a fechar, escutei passos apressados e Edward apareceu no banheiro, ele ficou surpreso por eu estar na banheira. Mesmo assim ele não se fez de rogado e veio até a mim com a bandeja de comida na mão. O copo de suco estava junto do prato de comida.
—Não permito que envolva os empregados no meio da nossa briga. Disse ele ao meu lado e bem sério. –Trouxe a sua comida porque eu não tenho a obrigação de lidar com as suas pirraças. Saia já dessa banheira e venha comer! Falou ele me comendo com o olhar.
—Estou sem vontade de comer, não irei comer só porque você quer!
—Irá sim! Disse ele deixando a bandeja de comida sobre a pia do banheiro e veio até a mim. Pensei dele me obrigar a sair dali, mas ele tirou a tampa do ralinho e desligou o motor que fazia a água borbulhar. –Pronto! Falou ele cruzando o braço e eu fiquei sem reação perante essa ousadia dele.
A água descia rápido e me deixou com os meus seios à mostra, depois foi a vez da minha barriga e me levantei nua perante ele, mas ele não desviou o olhar do meu e continuou dessa forma, ele não olhou para baixo e vesti o roupão com uma vontade imensa de socá-lo.
Fui pegar a bandeja de comida e fui para o quarto sentindo-o me seguindo. Sentei-me na cama sentindo o meu estomago roncando vendo aquela costela assadinha no meu prato, estava tudo muito cheiroso e Edward de implicância se sentou à minha frente.
—Pra que isso? Perguntei o reprovando.
—Apenas coma!
—Estou cansada....
—Quem está sou eu, agora coma!
Comi a comida deliciosa cuspindo fogo, eu juro que a qualquer momento eu poderia matá-lo por mandar tanto em mim. O gosto estava incrível e como aquela moça acanhada cozinhava bem. Fiquei bem surpresa e faltei lamber os meus dedos também. Preferi comer numa boa e esqueci que ele estava ali me vigiando, mas ele se levantou e foi até a minha bolsa pegar algo. Ao voltar eu vi ser a minha vitamina que estava na mão dele e a peguei numa velocidade desnecessária.
—Não precisa se preocupar comigo, eu me viro sozinha! Falei abrindo o potinho.
—Não estou a fim de lidar com doentes!
—Quis ficar aqui na fazenda porque hein Edward?
—Cedo ou mais tarde iremos nos mudar, mas não agora. Vá se acostumando.
—Às vezes eu penso que você é maluco ou algo dessa forma, mas deixa pra lá.
—Prefiro ficar quieto a lhe responder Isabella. Juro que eu perco a minha paciência rápido demais se tratando de você!
—Não ligo para isso. Caí na real e vejo que o jeito é me conformar com isso e com as suas grosserias. Vai chegar um dia que você vai acabar se arrependendo por tudo isso.
—Já me arrependi de tê-la trago para o meu convívio, pior ainda foi tê-la engravidado. Foi a pior estupidez que eu já fiz na minha vida, sendo que agora não tem mais jeito e se acostume com isso você também.
—Mas é claro, pelo visto esqueceu da aula de biologia. Quando um homem faz amor com uma mulher e no nosso caso passa longe disso. Se não se prevenirem e o imbecil não respeitar a mulher a forçando ter sexo sem ela administrar anticoncepcional, é obvio que há a possibilidade de ela acabar engravidando! Só idiotas é quem não sabe disso.
—Você é bem grosseira quando quer garota.
—Não sou garota quando quer me molestar.
—Não concordo com isso, mas tudo bem. Prefiro ficar calado que é melhor e vê se come!
—Vou comer porque é pecado jogar comida fora!
—Ainda bem que sabe!
—Fora daqui Edward! Por favor, me deixe sozinha.
—Vou mesmo. Disse ele saindo do quarto e dessa vez não bateu a porta.
Juro que qualquer dia desse eu o mato, pensei ao levar o garfo cheio de comida até a minha boca. Mastiguei devagar e pensativa, com isso eu fui comendo aos poucos.
.
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10min depois.
Terminei de comer e bebi o meu suco devagar, estava bem docinho. Deixei a bandeja sobre a cama e fui escovar os meus dentes, eu permanecia de roupão apenas. Peguei o meu vestido e o vesti, ele estava limpinho e coloquei a minha calcinha. Voltei para o quarto e eu já me sentia um pouco melhor, mas preferi permanecer deitada e foi o que eu fiz. Liguei a televisão e me cobri, estava um pouco frio pelo tempo estar nublado hoje.
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Um tempinho depois Fátima veio buscar a bandeja.
—Cadê o Edward?
—Está falando no telefone.
—Daqui da fazenda ou no celular?
—No celular senhorita e faz tempo que ele está falando. Quer que eu dê algum recado a ele ao descer?
—Não e nem diga que eu perguntei por ele. É apenas curiosidade mesmo.
—Ok. O senhor Edward me dispensou e só voltarei amanhã de manhã. A comida está pronta e ele disse que eu poderia ir em paz.
—Ok então e bom descanso. Mora aqui perto?
—Sim. Mas o patrão pediu que me levassem em casa.
—Tudo bem.
—Até amanhã senhorita Isabella.
—Até amanhã Fátima e a sua comida estava divina.
—Obrigado. Falou ela sorrindo e saiu do quarto levando a bandeja.
Ele devia estar falando com as prostitutas dele e nem liguei. Cobri-me melhor e continuei assistindo tv, eu estava sentindo o leve torpor que o suco de maracujá me causava, era uma sonolência boa.
.
.
Às 14:15min da tarde.
Edward entrou no quarto bebendo algo, minhas vistas estavam bem pesadas por eu estar lutando bravamente com o sono. O telefone dele tocou e ele se deitou ao meu lado após tirar o chinelo que calçava. Ele atendeu o celular despreocupado.
—Pronto.
............
—Não, eu não estou em Ourinhos no momento.
...........
—Quando eu voltar nós conversamos. Claro que sinto saudades de você também.
............
.
.
2min depois.
—Tudo bem, na quinta feira eu estarei voltando para casa.
..............
—Com certeza irei te ver.
..............
—Um beijo.
Ele encerrou a ligação e deixou o celular no criado mudo, após fazer isso ele pegou o copo novamente e bebeu o restante da bebida de uma só vez. Permaneci quieta na minha e dei as costas para ele, isso me enojava e muito. Impaciente eu acabei desligando a televisão.
—Eu quero assistir! Reclamou ele.
—Vá assistir com as suas prostitutas e me deixa em paz!
—É bem melhor mesmo! Disse ele de forma dura e permaneci quieta depois disso.
.
.
Momentos depois eu fui sentindo o sono me dominar novamente aos pouquinhos e me virei de frente para ele. Edward estava com os olhos fechados, mas eu sabia que ele não estava dormindo. Talvez quase pela quietude do lugar.
O meu sono estava me vencendo e ajeitei a coberta a puxando de propósito para mim, com isso Edward abriu os olhos e tornou a puxá-la para ele. Eu o ignorei e me cobri corretamente, ele também estava coberto. Senti a minha filha mexer e acariciei a minha barriga no lado que formou o pequeno ovinho, era a melhor sensação do mundo. Fiquei entretida com a minha barriga e momentos depois eu acabei dormindo pra valer.
.
.
.18h da noite.
Acordei notando ser noite já e os abajures estavam acesos. Estava muito fria à noite hoje como nunca antes desde do meu primeiro dia aqui. Edward não estava ao meu lado, mas a porta do banheiro estava aberta com a luz acesa e o som da água do chuveiro se fazia presente.
Espreguicei-me preguiçosa e me levantei, fui olhar da janela e o banheiro ficava na mesma direção, com isso eu o vi tomando banho de forma calma e totalmente despreocupado. O deixei pra lá e afastei a cortina, as luzes em torno da fazenda estavam acesas e os três cachorros estavam soltos. Pelo visto os bichos eram bem bravos e corriam de um lado para o outro. Deviam ser familiarizados com os seguranças, pois os mesmos nem ligava um com a presença do outro. Fiquei distraída os observando perdida em pensamentos e despertei deles com a aproximação de Edward em minhas costas, em seguida ele me deu um beijo provocador em meu pescoço.
—Não acho graça nenhuma! Falei tentando fugir do abraço dele sem conseguir olhar para trás, que no caso era olhar para ele.
—Conseguiu dormir bem Que. Ri. Da? Perguntou ele de forma provocadora em meu ouvido e fechei os meus olhos, mas tão breve eu tornei a abri-los.
—Seria melhor se fosse longe de você.
—Sinto muito. Falou ele se afastando completamente nu e me perguntei se ele era louco, estava um frio danado.
—Eu sou quem sente mais.
—Pare, pare. Falou ele devagar demonstrando chateação ao levantar a mão e entrou no closet sumindo de minha vista.
Decidi tomar um banho de verdade com direito a sabão e entrei no banheiro, dessa vez eu não esqueci de fechar a chave à porta. Tirei o meu vestido, a minha calcinha, entrei no Box e liguei o chuveiro deixando a água cair sobre mim.
.
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2min depois.
—Isabella! Isabella! Chamou-me Edward batendo na porta.
—O que foi?
—Preciso entrar no banheiro.
—Deixa-me acabar de tomar banho!
—Preciso entrar agora! Abra a porta por não haver a necessidade de trancá-la. Sabe que eu conheço o seu corpo mais que bem! Abra logo ou eu juro que a arrombo!
—Faça isso então seu animal, eu preciso de privacidade às vezes.
—Foi você quem pediu! Disse ele dando um chute certeiro na porta e o e estrondo foi tamanho ao quebrar a maçaneta junto.
—Seu estúpido! O reprovei veemente. –Veja o que fez na porta! Sendo que era desnecessária essa ação sem cabimento.
—Foi você quem pediu! Agora não reclame! O seu mal é duvidar de mim Isabella.
—O que quer aqui no banheiro?
—Não devo satisfações a você, mas você deve a mim!
—Vai vendo! Falei observando ele se barbeando e saí do Box para me secar despertando o seu olhar. –Continue o que estava fazendo!
—Não posso olhar o que eu já estou enjoado de ver?
—Que bom que está enjoado, só assim me poupa de aturá-lo! Principalmente quando se mete no meio das pernas de suas vadias!
—Cismou com isso!
—Detesto imaginá-lo com as outras para depois vir em mim totalmente desprotegido! Isso me causa repulsa e pense na criança pelo menos! Em mim essa possibilidade já está perdida e eu pouco me importo!
—Vá colocar a sua roupa que é melhor! Por estar bem agressiva já deve estar bem melhor, então economize o meu ouvido.
—Faça o mesmo então! Falei catando a minha roupa e sai do banheiro não o olhando.
Fui até a mala e procurei algo de vestir para o frio. Peguei uma calça cumprida de moletom rosa e uma blusa de manga cumprida branca. Primeiro vesti o meu lingerie para depois vestir a roupa, poupei-me de colocar o sutiã pelos os meus seios estarem um pouco doloridos. Fui até o banheiro pentear o meu cabelo e os sequei mais um pouco. Edward estava quase acabando o seu barbear.
Saí do banheiro e em seguida eu desci, as luzes da casa estavam acesas e fui para a cozinha. Abri a caçarola que estava sobre o fogão e havia uma sopa de legumes com pedaços de frango fresquinha. Pela quantidade daria para nós dois numa boa. Resolvi esquentá-la, eu já estava com fome novamente e era incrível essa fome desvairada que ultimamente eu estava sentindo. Fui até a fruteira e peguei uma banana para comer, eu esperava impaciente a sopa esquentar para poder comê-la finalmente e estava demorando um pouco para ferver.
Abri os armários notando ter muita besteira a nossa disposição e peguei um bis para eu comer. Nisso abri mais dois quadradinhos e mandei para dentro feliz da vida, eu amava chocolate.
.
.
Quando a sopa ficou quentinha eu me servi, fui me sentar para comer ali mesmo e Edward entrou na cozinha. Ele também se serviu e veio se sentar ao meu lado para comer. Preferimos o silêncio naquele momento considerado sagrado e estavam macios os alimentos, o tempero estava bem suave também. Lembrei-me da minha vitamina, mas depois eu a tomaria, já tinha me esquecido mesmo.
.
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Terminei de tomar a minha sopa e me levantei para ir lavar o meu prato, eu estava sentindo saudades de Esme e o seu carinho como sempre para comigo.
—Sinto falta da sua mãe Edward, quero falar com ela.
—Pra você enchê-la com as suas reclamações, não mesmo!
—Não irei fazer isso, eu só desejo conversar com ela um pouco.
—Não vou ligar e pronto!
—Ok. Falei indo até a geladeira e peguei um pouco de suco para eu beber.
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Lavei o copo depois que bebi o suco e o enchi de água, sai da cozinha o deixando ali sozinho. Fiquei bem magoada em não poder falar com a Esme e voltei para o quarto, peguei a minha vitamina e a ingeri com um pouco de água da própria pia. Edward havia acendido a lareira pela primeira vez e só ela iluminava o quarto com a intensidade do fogo. Fui escovar os meus dentes e retornei para o quarto após me aliviar também. O calorzinho já se fazia presente e a madeira demoraria a queimar, tinha muitas ali amontoadas e bem grossas por sinal.
Deitei-me e me cobri, liguei a televisão e deixei na novela que passava naquele horário. Eu sentia saudades de conversar com alguém e deixei uma lágrima rolar. Quando escutei a maçaneta mover, eu me virei para o outro lado ocultando assim as minhas lágrimas e as sequei rapidamente.
—Está sim mãe, eu irei passar para ela. Falou Edward andando pelo quarto para a minha total surpresa e me virei pra olhá-lo. –Fale com ela. Disse ele me entregando o telefone sem fio.
—Esme! Falei sorrindo e vi Edward ir mexer na madeira que queimava com uma vara de aço.
—Oi filha. Vocês estão bem?
—Sim. Eu só senti um pequeno enjoo hoje de manhã, mas já passou.
—O meu filho ligou mais cedo e fiquei preocupada. Ele não sabia o que fazer com a sua indisposição e o aconselhei a ligar para a sua doutora. Sente-se melhor querida?
—Sim, foi só um..... enjoo mesmo.
—Por que pensou para falar, há algo errado?
—Não mesmo. Eu estava com saudades de vocês. Vocês chegarão bem aí na casa de vocês?
—É sua agora também.
—É. Falei olhando para o Edward que nesse momento se sentava ao meu lado na cama e acariciei a minha barriga ao invés de coçá-la.
—Edward quis ficar mais um pouco e Carlisle discordou na mesma hora, mas eu conversei com o meu marido e ele o repreendeu, o advertiu que caso ele a maltratasse poderia esquecer que tinha um pai. Eles sempre se deram bem, mas estão mordidos com a situação. Só peço que o meu filho torne a ser gentil como antes e que a trate bem, querendo você ou não, agora somos uma família. Sabe de uma coisa, durante a fazenda a minha sobrinha não estava com aquela empolgação toda de antes. Você sabe de alguma coisa filha? Perguntou-me ela de forma inocente. –Edward disse ser coisas da minha cabeça e acreditei que sim, nem ele percebeu que a prima estava menos empolgada. Ela só falava no casamento antes e está um pouco dispersa. Talvez seja coisa da minha cabeça mesmo, Alice é de veneta às vezes e é muita coisa na cabeça de uma pessoa só. Eu a entendo.
—Ela estava normal. Falei desviando o meu olhar do de Edward e fiquei olhando para a lareira que vira e mexe as madeiras trepidava. –Eu não notei nada de anormal, fique tranquila.
—Se você diz, eu acredito.
—E o Carlisle como está?
—Está bem e nesse momento ele está no banho.
—Estou feliz por ele estar de volta.
—Eu mais ainda, mas o meu marido não será o mesmo por eu senti-lo diferente. Sei que ele sofre calado, assim como eu e o meu filho. Edward é durão para você e é conosco também, mas sei como ele é de verdade. Ele está frustrado por saber o quanto eu e o pai dele batalhamos para eu conseguir engravidar novamente e a minha menininha se foi dessa forma violenta. Disse ela as últimas palavras com pesar.
—Eu não o conheço Esme, apesar de eu estar todo esse tempo com vocês.
—Sei disso filha, mas não forçarei a barra como já deixei bem claro. Apesar do mau comportamento eu amo o meu filho, agora, você e a minha neta também. Você foi a minha companheira quando eu mais precisei e guardarei para sempre isso em minha memória. Eu dispensei a Rosa por maltratá-la. Lembra?
—Saiba que você também é uma mãezona para mim, mas não tenho um bom comportamento com ele. Você sabe disso e prefiro ser sincera.
—Fala do meu filho né?
—Sim. É isso mesmo.
—Ele está do seu lado, não é?
—Sim.
—Se ele lhe maltratar, simplesmente tire o telefone do gancho e aperte o número dois. Está gravado e será automática a ligação aqui para casa.
—Bom saber disso. Mary lhe fez companhia durante o dia hoje?
—Meu marido não foi trabalhar hoje e passamos o dia juntinho.
—Que bom! Vou deixá-la descansar.
—Já jantaram?
—Sim.
—Ótimo! Então desejo uma boa noite para vocês. Não briguem, por favor.
—Fale isso para o seu filho Esme e boa noite para vocês aí também.
—Ta, eu não quero que se zangue filha.
—Não vou não. Quer falar com ele?
—Apenas diga que eu mandei um beijo e se comportem pelo amor de Deus.
—Ok e um beijão.
—Outro para os três.
—Obrigado.
—Tchau filha.
—Tchau. Encerrei a ligação e entreguei o telefone sem fio a ele. —Sua mãe deixou-lhe um beijo.
—Ok. Disse ele colocando o telefone sobre o criado mudo. –Deve me agradecer por eu ter tido a bondade de ligar para ela.
—Não sinto a menor vontade, mas sinta o meu agradecimento.
—Quero ouvi-lo da sua boca!
—Não me perturbe! Sua mãe nos recomendou a não brigar, mas a minha vontade é de matá-lo ultimamente!
—Faça isso, vá em frente. Disse ele pegando a arma no criado mudo e me entregou estando travada, era só eu a destravar e bum. –Está esperando o quê? Perguntou ele me olhando e tremi a minha mão, eu não era assassina. Eu pensava ao olhar para a arma e ele com sua mão direita, me fez olhar para ele. –Por que não a destrava e atira de uma vez?
—Por que eu não estou a fim nesse momento. Falei colocando a arma sobre a cama e me afastei daquilo, a sensação era bem ruim.
—Se faz de boba, mas coragem é o que não falta! Disse ele pegando-a sobre a cama e guardou de volta na gaveta.
—Pense o que quiser de mim. Falei me ajeitando na cama e me cobri melhor.
Ele foi para o banheiro e eu fiquei assistindo à televisão. Pelo visto ele escovava os dentes dele.
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Minutos depois ele saiu do banheiro e veio se deitar ao meu lado, para implicar ele se deitou bem próximo de mim e me afastei. Ele não me deixou afastar tornando a ficar bem próximo de mim e envolveu a minha cintura, com isso a sua mão ficou sobre a minha barriga. Isso me deixou bem brava, como se fosse a onça protegendo a cria.
—Se afaste, por favor, Edward!
—Não estou a fim. Disse ele me prendendo em seu abraço.
—Estou sentindo calor já por causa da lareira, desgrude de mim droga!
—Não.
Permaneci deitada e na minha, eu não tinha voz perante ele, tudo era da maneira que ele achava melhor e conveniente a ele.
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6min depois.
—Estou com calor. Falei afastando a coberta e vi a mão dele sobre a minha barriga. –Já deu tempo para a sua implicância passar, se afaste para que eu possa relaxar.
—É já deu mesmo. Disse ele tirando a mão da minha barriga, mas permaneceu bem pertinho de mim.
—Eu não consigo te entender às vezes Edward.
—Nem eu quero que isso aconteça. Disse ele se afastando de mim e virou para o outro lado, parece que ele perdeu o interesse de assistir televisão e não liguei. Continuei assistindo numa boa e ele permaneceu quieto.
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Às 22:08min da noite.
Olhei para o lado e Edward dormia estando deitado de bruços. Afastei a coberta e me levantei devagar, eu precisava me aliviar urgentemente e fui para o banheiro.
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Lavei as minhas mãos após me assear e saí do banheiro, Edward continuava deitado da mesma forma e resolvi descer para beber um pouco de água.
Caminhei pelo quarto, mas desliguei a televisão antes de descer. Saí do quarto e não fiz barulho ao fechar a porta, caminhei pelo corredor devagar e desci a escada, a casa estava silenciosa. Vez ou outra os cachorros do lado de fora latiam e barulhinho de grilos preenchia o local. Fui para a cozinha e acendi a luz, caminhei até a geladeira e a abri para pegar uma garrafa de água. Fui até a pia e peguei um copo no escorredor de louças, o enchi até a boca e logo ingeri todo o líquido cristalino cheia de vontade. Tornei a beber mais um pouco e guardei a garrafa, o frio ali em baixo estava severo, a diferença do quarto era tamanha por causa da lareira e eu estava congelando. Curiosa eu resolvi andar pela casa que era imensa e caminhei despreocupada pelos cômodos, com muitas pessoas era impossível avaliar bem. Principalmente se a mãe de Alice me visse olhando tudo desconfiaria logo que eu estava a fim de fazer algo errado. Pura bobagem.
.
.
Eu estava no escritório agora e vi o laptop de Edward ali fechado sobre a mesa, confesso que fiquei bem curiosa, mas fiquei olhando os livros que eram aos milhares ali. Estavam todos em ordem alfabética e desviei a minha atenção deles. Olhei as gavetas, mas estavam vazias, talvez por eles não viverem ali e só permanecerem na casa por breves dias. Tornei a fechá-las e olhei para o canto da parede, havia um quadro bem bonito ali da sagrada família e o afastei da parede, mas não havia cofre por de trás dele. Que tolice foi a minha de imaginar que ali atrás havia um cofre, mesmo assim seria apenas olhar e mais nada. Seria impossível de abrir e caso eu tivesse essa possibilidade, eu não faria por não conter nada meu lá dentro. Apesar de ser filha de ladrões, eu não tinha a mesma mania, não mesmo. Tornei a olhar para o laptop de Edward sobre a mesa e fui até ele, sendo bem enxerida eu me sentei na cadeira e o abri. Para minha falta de sorte ele estava desligado e o liguei, demorou um pouco e ele pediu a senha do proprietário, essa a qual eu não sabia e lembrei do meu que estava em Solares. Cocei a minha cabeça e não me vinha nada à mente em relação à senha dele e me preparei para desligá-lo, nisso a porta se abre e Edward mais que depressa veio até a mesa e virou o laptop para ele. Ele viu a tela pedindo a senha e começou a dar a volta na mesa, seus olhos estavam enfurecidos e eu não tinha forças para falar, eu estava bem errada por mexer nas coisas dos outros. Levantei da cadeira na mesma hora apavorada e fui na direção contrária da dele, eu tentava fugir dele e sei que seria impossível cedo ou mais tarde.
—Me explique o que você pretendia ao mexer no meu laptop?......... O que pretendia Isabella? Perguntou ele alto e vindo na minha direção, ficamos dando a volta na mesa, eu estava apavorada e sem saber o que falar pelo tamanho nervoso de ter sido pega no flagra.
—Eu, eu. Eu estava sem ter o que fazer e, e sem sono Edward, juro que mexi sem ter má intenção. Sabe disso.
—Não acredito em você! Sendo filha de quem é cedo ou mais tarde isso poderia acontecer!
—Eu juro para você que eu não estava roubando nada, sendo que confesso que foi errado eu mexer no seu computador. Não me bate. Falei fugindo dele, mas parei por não ter culpa no cartório e ele imediatamente veio até a mim. –Não sei a sua senha, eu não fiz nada.
—Esperou eu dormir e aproveitou que estamos sozinhos para revirar a casa?
—E o que eu procuraria, me diz? Perguntei com ele segurando forte em meu braço.
—O que atrai vocês, que é dinheiro. Tudo que leva a ter uma boa grana é chamarisco da sua linhagem de ladrões astutos!
—Eu não estava procurando por grana, eu juro para você Edward. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem. –Assumo que agi na curiosidade ao ligar o seu laptop, mas você sabe que seria impossível eu mexer.
—Você não vale nada! Não acredito nem um pouco em você!
—Nunca roubei nada de vocês!
—Não mesmo? Perguntou ele me apertando. –E o meu dinheiro que você o torrou bem dizer quase todo?
—Você foi o culpado por eu ter agido dessa maneira! Bem me lembro eu comprei muitas coisas para você e não para mim!
—Não estou nem aí para sua explicação! Você o roubou, disse que o meu dinheiro lhe atraía! E agora a encontro mexendo nas minhas coisas? Estou observando que você andou futicando tudo em volta! Disse ele olhando para as prateleiras.
—Eu disse que estava sem sono e......
—E veio revirar as coisas? Conta outra! Vamos subir e amanhã mesmo iremos embora, vai ficar presa novamente para você aprender a não ser enxerida!
—NÃO Edward. NÃO! NÃO ME DEIXE PRESA OUTRA VEZ, EU NÃO MEREÇO. Supliquei.
—Você me deu um grande motivo hoje para reforçar ainda mais que você é uma mentirosa!
—Não eu não sou. Falei secando as minhas lágrimas e tentei fugir dele, tudo em vão.
—PARE DE TENTAR FUGIR, VAI SER PIOR PARA VOCÊ! Falou ele cheio de raiva de mim.
Ele segurava em meu braço com uma mão e com a outra livre ele desligou o laptop. Quando a tela ficou toda no escuro ele me puxou e saímos do escritório. Andei na marra e subimos a escada, minhas lágrimas rolavam a solto.
—Edward, por favor, eu não sou o que você pensa. Eu só agi na curiosidade. Não me deixe trancada novamente ou eu irei morrer de verdade.
—Espere a menina nascer primeiro, depois pode morrer a vontade que eu não me importo! Estará me fazendo um grande favor!
—Não seja duro comigo. Pedi no momento que entramos no quarto.
—Impossível! Se pensa que vai aprontar conosco usando o seu cinismo, você está muito enganada! É uma mentirosa e safada, pelo visto aprendeu e muito com os seus pais!
—Não me deixe trancada naquele porão novamente. Supliquei quando ele soltou o meu braço e sentei na cama na marra, ele me forçou a isso estando bem raivoso.
—É isso que irá acontecer, ou melhor, eu prefiro te deixar lá na casa da serra. Só assim irá poupar a minha mãe da sua má companhia.
—Não faz isso, eu não quero o mal de vocês. Já convivo já faz um bom tempo e nunca prejudiquei vocês.
—Estava só esperando o momento certo e hoje parecia perfeito! Estava sozinha e crente que eu estava dormindo, mas você não teve sorte. Cale a boca agora! Eu não quero ouvi-la mais! Sua mãe não a ensinou que mexer nas coisas dos outros é feio? Ah! Mais é claro que não, muito pelo o contrário, ela deve ter lhe aconselhado a isso!
—A última coisa que eu faria seria prejudicar vocês, mesmo você me prejudicando quase sempre.
—Não quero ouvir! Gritou ele trancando a porta e me assustei pra valer.
Edward veio se deitar na cama e eu fui para o banheiro correndo estando com os meus olhos banhados de lágrimas. Aliviei-me sentindo-me um pouco indisposta com essa confusão toda e por ele ter desejado a minha morte sem ter um pingo de piedade. Isso não era novidade. A minha vontade de vomitar me pegou novamente com força total e não deu tempo de eu me levantar do vaso, acabei sujando o chão e a minha roupa com a sopa ingerida horas antes. Comecei a tossir e o barulho de quem estava colocando tudo pra fora era bem alto. Eu sentia o meu coração aos saltos pela força que eu estava fazendo e Edward apareceu na porta, ao ver a cena ele veio até a mim.
—SAIA DAQUI! Falei tentando me levantar e senti tudo rodando.
—Veja o que o seu mau costume lhe custou! Disse ele me segurando, eu estava me sentindo bastante nauseada e consegui sair dos braços dele para me curvar novamente. Novamente eu coloquei restos da sopa para fora, eu teria que tomar novamente um banho, mas a tonteira estava demais.
—Realmente acho que irei morrer de desgosto. Falei limpando a minha boca e deixei as minhas lágrimas rolarem. –Eu juro que eu não queria lhe roubar ou causar algum mal Edward. Falei soluçando. –Não tenho o jeito da coisa e não faz o meu tipo agir como ladra.
—Você agiu mal. Falou ele me olhando fixamente.
—Eu sei e confesso que agi, mas eu não queria lhe fazer mal.
—Não quero ouvir, se preocupe com você.
—Como se você está pensando o pior de mim? Falei limpando a minha boca com a blusa que já estava mais que afetada.
—Não quero falar mais nisso!
—Tudo bem. Falei tirando a minha roupa e me afastei dele devagar, eu sentia tudo rodando ainda e me apoiei na pia cansada de tudo que eu estava passando.
—Vou ter que pegar as coisas lá em baixo para limpar essa sujeira.
—Não se incomode à toa, eu posso fazer isso Edward.
—Entre e tome o seu banho.
—Ok. Falei medrosa, eu estava apavorada com a possibilidade de ficar presa.
Entrei no Box sob o olhar dele e tomei o meu banho da mesma forma. Edward ficou ali me olhando e quando eu acabei, peguei o roupão da mão dele. Seu olhar não era dos melhores, ele não acreditava em mim por eu ser quem eu era. Balancei a minha cabeça que não perdida em pensamentos, eu sem ter controle do meu próprio corpo, as minhas lágrimas desceram ao passar por ele e depois pela porta do banheiro que estava danificada por causa dele. Joguei-me na cama de qualquer jeito sob o olhar dele e ele me reprovou.
—Está maluca?
—Estou. Sou tudo que você quiser e pensar de mim agora.
—Vou pegar as coisas lá em baixo, preciso limpar aquilo lá.
—Eu faço, apenas pegue a vassoura que eu darei um jeito.
Edward saiu do quarto e me deixou ali sozinha, acho que a exaustão foi tanta que eu acabei dormindo de uma hora para outra. Já estava bem tarde.
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Terça feira, 12 de fevereiro.
09:05min da manhã.
Despertei aos poucos e senti um peso em minha cintura, abri os meus olhos notando eu estar bem coberta com dois edredons e levantei os mesmos, era o braço de Edward em volta de mim. Eu permanecia de roupão apenas e por eu me mover durante o sono, o meu roupão estava suspenso revelando as minhas partes mais escondidas. Lembrei da minha possibilidade de ficar presa novamente e deixei as minhas lágrimas rolarem, com isso os soluços também apareceram me fazendo sacolejar o meu corpo de leve. Senti Edward se mexer por causa disso e ele levantou a cabeça do travesseiro para me olhar, evitei olhá-lo na mesma hora e tampei o meu rosto com a coberta.
Ele permaneceu com o braço sobre a minha cintura e se aproximou de mim mais ainda.
—O que é agora Swan?
—Nada Edward. Que horas iremos embora?
—Depois do almoço. Disse ele decidido.
—Ok. Falei me afastando dele e me levantei sentindo muita fome.
Fui pro banheiro escovar os meus dentes e após escová-los, eu penteei o meu cabelo que estavam bem revoltos. Olhei a minha volta e lembrei da noite de ontem, o banheiro já estava limpinho e bem cheiroso por sinal. Aliviei-me com calma e me asseei, lavei as minhas mãos e me olhei no espelho, eu estava horrível e com a cara de quem andou chorando por uma semana. Saí do banheiro o encontrando ainda deitado na cama, ele me olhava e acompanhou os meus passos até a janela. Chovia forte lá fora e pensei que seria um pouco complicado voarmos naquele mau tempo, até trovão estava tendo e raios. Não seria adequado.
—Desculpe-me por ontem. Falei segurando a cortina perdida em pensamentos e me virei para olhá-lo.
—Se rendendo e isso tudo é para não ficar presa? Perguntou ele se sentando na cama e passou a mão no cabelo bagunçado.
—Não, mas por reconhecer que fui um pouco imprudente estando tomada pela curiosidade, mas se você não aceitar a minha desculpa, pouco me importarei. Nada mais importa para mim se tratando de mim somente, apenas a minha filha, as pessoas da sua família que se importam comigo e os meus amigos eu me importo. Falei passando a mão em minha barriga e tornei a olhar para a chuva que caía lá fora dando as costas para ele. —Talvez você tenha mesmo razão, eu não presto para estar viva e quando a minha filha nascer limpe essa sujeira o mais rápido possível, juro que não suplicarei por mim. Sairá uma mancha da vida de todos vocês Cullens e lamento apenas pela a menina. Falei deixando as minhas lágrimas rolando pra valer e fechei os meus olhos derrubando-as com mais intensidade. –Não terei forças para superar esse peso absurdo da culpa infundada nas minhas costas, é pesado demais esse fardo para mim.
—NÃO QUERO ESCUTAR UMA SÓ PALAVRA MAIS!— Disse ele se levantando e saiu do quarto batendo a porta. As minhas lágrimas continuaram rolando na mesma intensidade que a chuva caia lá fora, nunca que cessava.
Deitei-me na cama novamente e senti a minha filha mexendo, passei a minha mão sorrindo, mas o meu sorriso morreu ao lembrar dos últimos acontecimentos.
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1h depois.
Houve duas batidas tímidas na porta e deduzi ser Fátima a esposa de Cortez. Ela era bem tímida e do jeitinho da roça, até o seu sotaque era um pouco carregado.
—Entre. Falei estando deitada de lado e virada na direção da porta. Ela abriu a mesma e sua expressão mudou na hora ao me ver, mas ela foi discreta. Eu estava mesmo horrível.
—Sente-se bem dona Isabella?
—Sim, eu estou ótima. Por que da pergunta?
—Não é nada, parece que andou chorando. Está com alguma dor e posso ajudá-la?
—Obrigado Fátima, eu juro que estou bem.
—O café está pronto senhorita.
—Eu irei descer já, já.
—Quer que eu o traga aqui em cima?
—Eu irei descer.
—Tudo bem.
—E o Edward?
—Está para o escritório.
—Sabe o que ele está fazendo?
—Não senhorita, ele está trancado lá desde que acordou e por eu estar arrumando a sala só vi quando ele entrou com uma garrafa de whisky na mão. Aqui na fazenda tem muita bebida.
—É eu percebi.
—Sem ser enxerida, a senhorita faz um belo par com o patrão Edward.
—Você acha?
—Sim. A senhorita é muito bonita e simpática. Nunca a vi aqui, apenas uma moça de cabelos claros.
—Gentileza é o meu nome. Falei sorrindo. –Você deve estar falando da Tânia.
—Sim, é essa senhorita mesmo. Mas é indelicado da minha parte falar dela contigo.
—Não tem problemas, eu não sou ciumenta. Sorrimos uma para a outra.
—Vou descer e preparar o seu café.
—Estou bem faminta e tive muitos enjoos ontem, estou um caco de mulher.
—Sendo bem sincera, a senhorita está bem abatida.
—Sei disso. Sei que estou horrível de verdade, mas irá passar. Falei me levantando e senti tudo rodando, acabei me sentando de volta na cama e fechei os meus olhos colocando a mão na minha cabeça.
—Sente-se bem senhorita? Perguntou Fátima vindo até a mim e de forma carinhosa ela segurou na minha mão.
—Estou um pouco tonta, mas não fale nada para o seu patrão.
—Ele precisa saber que a senhorita se sente mal.
—Estou sem nada no estômago faz tempo, é por isso e ando bem agitada.
—No seu estado sabe que não é bom abusar.
—Sei disso. Acho que irei tomar o meu café da manhã aqui mesmo. No lugar do café com leite eu prefiro um suquinho de maracujá. Ele me deixa bem zen.
—Pode deixar senhorita Isabella, eu já volto trazendo o seu café.
—Ok.
Ela saiu do quarto rápido e eu me ajeite sob os edredons, lembrei-me de Max e me reprovei por isso, ele era proibido para mim. Eu precisava ter tranquilidade, ou do contrário eu estava a um passo de ter algo mais sério, eu estava sensível demais ultimamente. Edward não fazia por menos e o meu stress para com ele era tamanho, o motivo era que nos odiávamos. Ele muito mais que eu se tratando da minha pessoa. Eu tinha me arrependido de ter ido mexer nas coisas deles e no computador dele, eu fui pra lá de imprudente. Assustei-me com o estrondo do trovão lá fora e me encolhi sem saber o que fazer da minha própria vida. Quando eu pensava que eu estava tomando as rédeas da minha própria vida novamente, Edward simplesmente vinha e destruía todos os meus planos. Minhas estruturas estavam abaladas e lembrei-me de jake, um sorriso brotou em meus lábios. Ele sim me conhecia tão bem e daria tudo para receber aquele abraço tão acolhedor que ele me deu na saída do restaurante. Em consideração a ele, eu não o colocaria em risco e levaria a minha vida de forma tranquila até eu ter a minha filha. Eu faria por menos, mas uma satisfação eu daria a Max por ele merecer.
CONTINUA........
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