Solares

19 Capítulo 19


BELLA......

Final do capítulo anterior.

Nos beijamos por longos minutos e nos afastamos sorrindo. Max pegou a minha bolsa e descemos a escada, despedi-me de Bree e descemos para a portaria do prédio. Aguardaríamos um táxi.

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1min e ½ depois.

Ele fez sinal para o táxi e o mesmo parou.

—Adorei a sua companhia.

—Eu também amei Max. Até breve querido.

—Até breve princesa. Disse ele e me beijou cheio de ternura. –Vou contar os minutos para te ver novamente.

—Eu também. Falei entrando no táxi e ele fechou a porta. Acenei para ele antes do motorista acelerar.

O motorista perguntou o meu destino e o informei, ao olhar pra trás Max ao longe entrava no prédio. Passamos juntos ótimos momentos e ele sim seria um ótimo pai pra minha filha, Edward só sabia me acusar e me maltratar.

Durante o trajeto eu ia pensando na minha vida.

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MUITO TEMPO DEPOIS.

Já estava escuro quando cheguei em frente ao portão da casa de Edward, paguei o motorista e saí. Esperei o motorista dá a ré e toquei a campainha, três minutos depois foi Edward quem abriu o portão para mim.

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—Onde você estava? Perguntou ele fechando o portão após eu entrar e continuei andando o deixando para trás. –Estou falando com você! Falou ele gritando e me virei para olhá-lo.

—Eu estava em meu apartamento. Após eu falar, eu continuei andando, Edward estava com a cara para poucas pessoas, zangado é a palavra certa.

—Mentira! Sei que é mentira sua! Disse ele vindo até a mim e parei de andar para não demonstrar medo a ele. –Estava com outro homem, não é? Perguntou ele segurando forte em meu braço e me sacudiu.

—Da onde tirou isso Edward?

—Você é mentirosa! Sinto cheiro de mentira em você! Irá se arrepender caso queira dar uma de esperta para cima de mim!

—Eu não sei de onde você tira essas loucuras e me solte!

—No seu apartamento? Conta outra! Eu não acredito nem um pouco em você.

—Acreditando ou não, o problema é seu. Agora eu quero entrar. Falei olhando para a mão dele que estava me impedindo de andar, ele me segurava forte e por isso eu ficava toda marcada.

—Tínhamos que sair hoje, mas você estava vagabundeando por aí e Deus sabe onde! Temos um compromisso, se lembra?

—Não faço questão de me lembrar! Agora me solte Edward.

—Está louca para voltar para o porão não é mesmo?

—Não irei não! Um dia eu quero poder jogar o dinheiro na sua cara e quitar qualquer dívida ou o custo da comida que vocês vem gastando comigo. Pouco me importo se você aceita a sua filha ou não, tenho em mente que posso me virar sozinha. Agora vê se você para de achar que é o meu dono! Eu não sou nada sua!

—Será a minha esposa em breve você querendo ou não! Sabe que nunca irá se livrar de mim, somente a morte irá nos separar.

—Não quero ouvir tamanha besteira. Falei puxando o meu braço e ele me soltou.

—Pode entrar, mas pense bastante antes de aprontar porque irá se arrepender.

—Tudo bem Edward, eu preciso descansar porque a viagem foi longa e me desgasta essa discursão estúpida.

Dei as costas para ele e eu podia sentir que ele me olhava estando ainda parado no mesmo lugar. Caminhei mais um pouco pelo jardim e entrei na cozinha, Mary ao me ver sorriu de alivio e eu fiz sinal com a mão para ela se conter, depois conversaríamos. Edward era bem esperto.

—Boa noite, depois eu venho para jantar. Estou cheia de fome e a viagem de Solares até aqui é cansativa. Falei ao perceber que Edward havia parado na porta da cozinha e me olhava, eu sabia que sim mesmo estando de costas para ele. Era uma farsa a minhas palavras e Mary entendeu.

—Boa noite. Disse ela continuando a preparar a janta.

Sai da cozinha e caminhei pelo corredor, eu tinha em mente que eu estava com o celular de Mary na bolsa e o dinheiro que Max me deu. Subi a escada e fui para o quarto que eu ocupava, preferi fechar a porta e não tinha como eu trancá-la porque as duas chaves estavam com Edward. Decidi ir para o banheiro levando a minha bolsa e me tranquei dentro dele, esse sim tinha chave e para evitar conflitos eu já tinha gravado o número e o endereço de Max mesmo, então rasguei o papel contendo o endereço e o número do telefone dele após pegá-lo em minha bolsa. Edward poderia vasculhar as minhas coisas e joguei o papel pra lá de picadinho no vaso, em seguida eu dei descarga. Escondi o celular de Mary ali no banheiro mesmo. Tirei o meu biquíni molhado de dentro da bolsa e os lingeries usados por mim na casa de Max. Deixei todos sobre a pia para depois descer com eles para lavar.

Decidi tomar banho e tirei a roupa que estava em meu corpo, lembrei de algo importante e escondi o meu dinheiro também. Depois de constatar que tudo estava ok eu fui tomar banho e me demorei bastante sob a água, ao me dar por satisfeita saí pra me secar com a toalha. Depois de seca eu passei o creme em minha barriga e vesti um roupão, peguei a minha bolsa e destranquei o banheiro, ao sair no quarto Edward estava sentado próximo da cabeceira da cama e me olhou quando eu passei tendo como destino o closet. Não ousei olhar para trás e entrei no closet, escolhi o que vestir e era uma camisola de renda na cor vinho. Vesti o robe e me dei por satisfeita.

Saí do closet novamente e Edward continuava no mesmo lugar, entrei no banheiro para pentear o meu cabelo e me perfumei de leve. Olhando-me no espelho eu tomei um susto quando Edward apareceu na porta do banheiro e cruzou os braços, fingi não o ver ali e continuei me olhando no espelho, era o melhor a se fazer no momento.

—Meus homens não saíram das proximidades do seu prédio em Solares e eles não viu você entrar em nenhum táxi. Como você me explica isso? Perguntou ele me olhando e eu nem ousei a olhar para ele.

—Acho que você devia parar com isso, eu estou de volta e deixe-me respira pelo amor de Deus!

—Não envolva Deus no meio de suas mentiras!

—Não devo explicações a você!

—Sabe que me deve sim! Iremos nos casar em breve.

—Seremos infelizes juntos!

—Você não quer, mas terá que ser dessa forma! Acho bom você parar com esse assunto, não depois que Alice e minha mãe estão torrando o meu dinheiro à toa com lembranças e Deus sabe lá o que! Você diz que a considera, mas você não considera ninguém! Só pensa em você Swan!

—É o que você diz! Não vou bater boca com você, estou impossibilitada de me aborrecer. Não imagina o quanto o meu domingo e a minha segunda feira quase toda foi maravilhosa e longe do stress dessa casa! Você suga as minhas energias e consome o meu bom humor, então, dê um tempo!

—Pois saiba que quando você está longe, tudo fica melhor para mim também!

—Digo o mesmo, agora me dê licença. Falei estando em frente a ele e segurando todas as roupas que eram para serem lavadas.

De pirraça ele saiu da porta e foi andando na frente, saímos do quarto e fechei a porta. Descemos a escada e ele foi para a sala, já eu fui lavar as minhas coisas na área e as pendurei no varalzinho de alumínio que tinha ali no cantinho feito para poucas roupas.

Ao sair da área e caminhar na direção da cozinha, eu encontrei com a Mary no corredorzinho que dava para a área de serviço e para o quarto de empregados.

—Bella, não sabe o quanto eu fiquei preocupada! Disse ela baixinho.

—Fica tranquila, eu estava bem.

—Não é certo o que você está fazendo, apesar de tudo eles são tão legais.

—Edward não é comigo!

—Ele pode acabar descobrindo.

—Não vai não e nem você irá me trair!

— Está louca? Eu perderei o meu emprego por te encobrir!

—Que bom que sabe, mas faço isso para tentar ser feliz. Apenas isso Mary!

—Está grávida, pense na sua filha.

—É nela mesmo que eu estou pensando, Edward não nos suporta e temo que ele a maltrate quando nascer.

—Sei que ele não fará isso. Apesar do gênio forte e das coisas que ele vem aprontando, eu sei que ele gosta de criança. Com o filhinho de um primo dele que não compareceu no réveillon, ele se perde de brincar com o garotinho.

—Ele nos ignora de uma tal forma cruel, desculpe, mas eu não acredito que ele será capaz de se simpatizar com algo que esteja ligado a mim, a filha dos Swans.

—Tudo bem, faça o que quiser.

—Desejo ser feliz e estou sendo.

—Ótimo então. Tenho que servir a janta.

—Vou lhe devolver o celular e obrigado.

—De nada. Disse ela se afastando.

—Não está mais do meu lado? Eu perguntei e ela parou de andar olhando para trás.

—Eu não disse isso.

—Que bom.

Ela entrou na cozinha e depois eu fiz o mesmo. Saí no corredor e antes de eu subir para o segundo andar eu vi Edward sentado na sala assistindo televisão. Subi a escada e resolvi ir até o quarto de Esme, eu precisava vê-la e saber como ela estava. Bati na porta.

—Entre. Consentiu ela e abri a porta de seu quarto.

—Boa noite Esme. Falei fechando a porta novamente.

—Boa noite querida. Tudo bem com você? Perguntou ela sorrindo levemente e me sentei na cama, ela escutava televisão e estava de banho tomado, seus cabelos estavam molhados.

—Sim, comigo está tudo bem. Soube que Alice foi embora ontem mesmo.

—É ela está bem atarefada e veio passar o fim de semana aqui conosco, ela está empolgada com a afilhada.

—É eu sei, Alice se empolga facilmente.

—Minha sobrinha, ela sempre foi assim e eu a admiro. Ela é sincera e isso transparece em sua empolgação, se ela gostar gostou, se não, ela também deixa transparecer na mesma intensidade de sua empolgação.

—Não que eu ache ruim, eu a admiro também.

—Conseguiu tirar um pouco da tristeza do seu coração estando longe daqui?

—Eu precisava resolver algumas coisas. Não posso ficar presa aqui tendo milhões de coisas para fazer.

—É livre, sabe disso.

—É eu sei disso Esme. Parece zangada.

—Impressão sua querida. Eu teria motivos para me sentir dessa forma?

—Não teria não. Precisa de algo?

—Não, obrigado.

—Não há de quê, vou para o meu quarto. Vai descer para comer agora?

—Depois o meu filho vai vir me buscar.

—Ok.

Saí do quarto dela e fui para o que eu dormia pensativa, deitei-me na cama e ela só cheirava a ele. Levantei na mesma hora e resolvi trocar a roupa de cama inteira. Desci com tudo e Mary ficou me olhando ao passar com tudo pela cozinha.

—Eu troquei ontem de tarde a pedido do patrãozinho.

—Eu desejo fazer o mesmo. Falei saindo da cozinha e fui para a área de serviço, coloquei tudo na máquina sem pensar duas vezes. Ao voltar para a cozinha. –Elas só cheiravam a ele.

—A comida já está pronta e deixe que eu mesma irei servi-la.

—Tudo bem, eu estou com o meu corpo esgotado. Falei sorrindo e saí da cozinha.

Fui para a sala e me sentei no sofá, Edward ao notar a minha presença não falou nada e fingiu que eu não estava ali.

—Mary irá servir a comida.

—Eu já sei disso.

—Bem, eu só queria lhe informar, pois a sua mãe me disse que você iria buscá-la para jantarmos.

—Também já sei disso.

—Tudo bem Edward. Falei com a mão sobre a minha barriga e ele resolveu me olhar pela primeira vez ali já que me ignorou ao me sentar no sofá.

—Isso são roupas decentes para se andar numa casa a qual está cercada de seguranças?

—Sou feia de corpo e sem graça como você mesmo afirma sempre que pode, então não se preocupe. Eles não irão olhar para mim mesmo.

—Mesmo assim eu quero que suba e mude de roupa!

—Eu não irei não!

—Quer que eu faça a força?

—Do jeito que fala, parece até que se importa.

—Mas saiba que não! Que fique assim então, gosta de se mostrar mesmo.

—Adoro! Falei prendendo a minha lágrima e ele saiu p#* da vida da sala.

Ele sumiu das minhas vistas e fechei o robe, não teria como ver a minha camisola mais.

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8min depois.

Edward desceu com a mãe dele e eu afastei a cadeira pra ela se sentar, saindo de perto de mim como se eu fosse uma doença, Edward foi se sentar do outro lado da mesa me olhando.

—Está confortável? Perguntei a Esme.

—Estou sim querida. Falou ela sorrindo.

—Mary já está vindo nos servir.

—Ela já sabe disso, Mary já está aqui há muito tempo e.....

—Edward. Cortou-lhe Esme.

—É a mais pura verdade mãe! Ela é enxerida e se sente à dona dessa casa. Não vê que ela saiu e voltou no dia seguinte como se não tivesse que me dar satisfações? Ela sabe que a senhora e até eu em certo ponto, nós não podemos a proibir, mas eu exijo respeito e satisfações! Ela sabe que não ficará livre de mim! Falou ele no momento que Mary entrou na sala trazendo o nosso jantar e ela olhou rapidamente para mim disfarçando.

—Eu dei as malditas satisfações, você já sabe que eu estava em meu apartamento em Solares.

—Tenho as minhas dúvidas, não confio em você nem um pouco.

—Eu só lamento para isso então.

—Não vamos brigar por isso, ela já disse que estava no apartamento dela e pronto filho! Não tocaremos mais nesse assunto e a deixe em paz.

—Para o bem dela eu irei tentar esquecer. Disse ele me olhando e eu o encarei da mesma forma.

Mary nos serviu e eu preferi comer calada, só o que me prendia ali era as damas porque Edward eu poderia esganá-lo a qualquer momento. A comida estava muito boa e o telefone do corredor tocou, Mary foi imediatamente atendê-lo saindo de nossas vistas.

Continuei comendo devagar e peguei mais um bife para eu comer, não demorou muito Mary retornou sem o aparelho sem fio na mão.

—Quem era? Perguntou Edward?

—Foi engano. Falou ela olhando para ele e depois olhou para mim, era um olhar significativo e ela continuou nos servindo, já Edward não percebeu nada.

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Terminei de comer e a ajudei a levar as coisas pra cozinha, estando eu e Mary a sós perto da pia....

—Era o Max querendo saber de você, por isso eu disse que era engano.

—E?

—Ele queria saber se o primo a maltratou quando você chegou.

—Como ele pode ligar para cá assim? Aqui tem bina!

—Ele liga de um aparelho privado, nunca percebeu? Perguntou ela fazendo cara de quem não estava acreditando. -O visor do sem fio mostra os números. Nunca reparou?

—São tantas coisas em minha cabeça que acabei esquecendo desse grande detalhe.

—Ele parecia feliz. Disse ela sorrindo.

—Eu também estou, foram momentos intensos e de companheirismo. Ele é um fofo Mary, até carinho em minha barriga e beijinhos nela ele distribuiu.

—Imagino. Disse ela sorrindo e colocou a mão na boca passada com a tamanha intimidade minha e dele. –Tome cuidado, estou com o meu pescoço a prêmio também.

—Você sempre com pessimismo Mary.

—Conhece o seu noivo.

—Que se dane ele pra lá!

—O que fará com eles, se casará com os dois?

—Estou em dúvida. Sinto-me em uma dívida imensa com a Esme, com os cullens em geral pela tragédia e sinto que serei feliz ao lado de Max. Fizemos amor de uma forma louca e foi perfeito. Ao terminar de falar Mary estava com a mão novamente na boca e pra lá de passada, ela me olhava perdida em pensamentos e voltou à realidade pra continuar a falar comigo.

—Pode até ficar com o Max, mas não terá sossego com o Edward no seu pé. Tem uma filha com ele e se fugir, você pode ser acusada por ele de sequestro caso desapareça negando a visita dele para a criança. Ele não lhe poupará nem um pouco estando com raiva, já o conhece muito bem. Ele pelo o que eu venho reparando está disposto a tudo e te olha de uma forma fixa, não sei se você já reparou. Eles têm muita grana e com dinheiro é possível te achar até onde Judas perdeu as botas.

—Ele não me poupa de nada Mary! Agora irei subir, estou cansada demais. Mais tarde eu te devolvo o celular.

—Tudo bem. Estou chocada.

—Eu não. Terminei a nossa conversa baixinha me afastando dela.

Saí da cozinha e Edward assistia televisão na sala tendo a companhia da mãe. Resolvi subir para pegar o telefone de Mary escondido enquanto o outro estava distraído e a devolvi longe do foco da câmera. Eu a agradeci e prometi dar o dinheiro para ajudar na conta telefônica. Fui para a sala ficar com os outros, eu estava um pouco deslocada por ter ficado com o Max.

—Boa noite Esme, eu irei descansar agora.

—Boa noite para vocês também. Disse ela olhando na direção da minha voz e seus olhos focavam o nada.

—Obrigado. Quer subir agora?

—Passo o dia inteiro naquele quarto, estou escutando a novela, depois eu irei.

—Tudo bem.

Subi a escada e fui para o quarto, escovei os meus dentes e tirei o meu robe. Ao me deitar na cama eu desliguei o abajur e deixei o quarto todo no escuro para relaxar a minhas vistas. Não demorei muito, eu acabei dormindo.

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Madrugada de terça feira, 29 de janeiro.

01:25min da manhã.

Despertei ao sentir a alça esquerda da minha camisola ser arriada e tentei me afastar sabendo ser Edward, o cheiro dele era sem igual.

—Pare! Eu quero dormir Edward. Falei olhando para o escuro, o quarto estava um breu só e seu corpo estava colado ao meu atrás de mim.

—Eu não quero parar, você deve agir como mulher se tratando de mim!

—O seu problema é querer me dominar, mas eu não estou a fim!

—Acho melhor cooperar. Disse ele beijando o meu pescoço.

—E se eu não quiser?

—Sabe que quer.

—Como pode ter tanta certeza?

—Seu corpo sempre me diz ser dessa forma.

—Não estou excitada agora, eu não quero de verdade! Confira você mesmo se quiser!

—Eu também perdi a vontade! Falou ele se afastando de mim só para não conferir a verdade e se deitou ao meu lado.

Ficamos calados e o meu sono havia sumido. Acendi o abajur e me levantei da cama, fui para o banheiro me aliviar e me demorei de propósito lá.

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20min depois.

Sai do banheiro e Edward estava deitado de barriga pra cima, seu peito nu pela falta da blusa subia e descia conforme ele respirava, pelo visto não havia dormido ainda. Ele era cínico quando queria.

Deitei-me e me cobri, mas ele não me poupou e veio ficar sobre mim após me dominar com as suas mãos.

—Acho melhor não aprontar!

—Você se acha o meu dono, esse é o seu problema!

—Sim, eu sou o próprio. Disse ele vindo beijar os meus lábios e tentei me afastar, mas dominando-me bem, ele conseguiu o seu propósito. Edward me beijava deforma dominante e tirou a minha calcinha, eu não estava excitada e ele ao me penetrar foi um pouco dificultoso por causa disso, o seu tamanho fazia a diferença e Max não perdia nada para ele. –Não vou pedir para cooperar porque eu já pedi isso, eu estou ordenando que se renda!

—Eu não tenho culpa que não estou a fim de trepar com você, eu não tenho culpa se o meu corpo não responde ao seu!

—Estava trepando com outro? Perguntou ele segurando no meu queixo e acendeu o abajur para olhar nos meus olhos.

—Não, eu não estava! Pare com isso Edward!

—Você está mentindo!

—Não estou não! Falei no momento que ele deu um impulso contra o meu corpo e ficou todo em mim, gemi em desconforto e entreabri os meus lábios por causa disso.

—Antes não era assim! Por que após dormir uma noite fora você não sente mais nada, é estranho não acha?

—Meu corpo se enjoou de ser abusado, violado e desrespeitado por você!

—Abusado. Que abuso é esse que você está falando se você sempre goza na minha pica cheia de vontade? Conta outra!

—Sai de cima de mim!

—Não vou não!

Ele se moveu em mim e fechei os meus olhos, sem eu esperar ele saiu de dentro do meu corpo e se deitou ao meu lado. Engraçado foi que não me deu vontade de chorar e me cobri após dar as costas para ele. Ficamos calados e, momentos depois eu acabei dormindo perdida em pensamentos.

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10:03min da manhã.

Despertei sentindo o meu corpo dolorido e por incrível que pareça eu estava enjoada também. Minhas partes mais escondidas ficaram sensíveis com a invasão repentina de Edward e eu não estava lubrificada com a minha excitação para recebê-lo melhor.

Lembrei-me que eu estava sem calcinha e pelo visto Edward já tinha ido trabalhar, ele não estava mais ao meu lado e me espreguicei. Senti meu sexo protestar pelo movimento e fiquei parada novamente por causa disso, pensei em Max e deixei uma lágrima rolar por estar me sentindo violada com o toque de Edward em meu corpo.

O estranho é que o meu corpo deseja o dele, mas essa noite foi diferente e acho que o meu corpo ficou confuso. Não que Edward fosse ruim de cama, muito pelo o contrário, ele agia com posse ao dominar o meu corpo durante o ato inteiro. Agora o Max agia com intensidade, carinho e deixava a cumplicidade rolar a solta, já Edward tinha o espírito dominador. Ele queria me moldar e me dominar à sua maneira torta.

Fiquei pensando em Max e minha vontade era de correr para os braços dele nesse momento. Eu estava carente dos carinhos dele e me sentei na cama pensativa. Sorri ao lembrar da noite em que tivemos de domingo para a segunda e o quanto eu fiquei excitada de verdade por ele. Meu grau de carência estava imenso e sem a minha mãe ao meu lado me deixou pior ainda, foi impossível controlar as minhas lágrimas ao lembra dela, eu precisava do colo dela.

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5min depois.

Sequei as minhas lágrimas e me levantei da cama pra escovar os meus dentes, lembrar da minha mãe me fez recordar do carro dela e o mesmo estava parado na garagem do prédio, a tragédia havia acontecido com o carro do meu pai, mas eu o descartaria. Só Deus sabe o que aquele carro já serviu.

Antes de entrar no banheiro eu olhei para a janela e o dia estava muito bonito lá fora, eu iria sugerir um banho de piscina a Esme. Fui me aliviar primeiro e lavei as minhas mãos antes de escovar os meus dentes. Eu quando saí do banheiro Edward entrou todo arrumado no quarto

—Se arrume, iremos no cartório dar início na habilitação do nosso casamento. Meu pai e Alice vão nos esperar lá daqui há uma hora, então tem pouco tempo para ficar pronta e já peguei todos os documentos seus necessários. Pelo visto o seu apartamento está todo endividado pelo o que eu pude ver com as contas, afinal a pasta com seus documentos estava recheada de dívidas.

—Eu não quero me casar! Falei chocada com a surpresa, eu estava desesperada. –Eu desisti de me casar Edward. Não!

—Tarde demais, não tem escolha! É se casar e continuar livre como vem fazendo, ou é até a sua filha nascer e eu me livrar de você. Escolhe agora? Perguntou-me ele entre dentes.

—Podemos viver numa boa com ela, mas separados.

—Não faço acordos com você! Anda, decide logo!

Sentei-me na cama com as minhas mãos nos olhos e ele falava bem sério, ele cumpriria o que estava dizendo e pra não deixar a minha filha órfã de mãe antes mesmo de conhecê-la, eu me sacrificaria. Na verdade, eu tinha medo dele por ser imprevisível a maior parte do tempo. O pior era eu ficar trancafiada no porão e isso não, mesmo assim se Max aceitasse, eu ficaria com ele e quando desse seriamos imensamente felizes. Quem sabe?

—Ta eu aceito. Falei secando uma lágrima teimosa que rolou e me levantei da cama para ir até o closet me arrumar sem olhar para ele.

—É a única saída. Falou ele no momento que eu entrei no closet e me sentindo bastante raivosa comigo mesmo eu bati a porta do mesmo quase a derrubando. Eu não queria ouvir as provocações dele, ou eu lhe xingaria ou até mesmo o agrediria fisicamente.

Eu não fiz questão de tomar um banho, vesti um macacão que eu havia comprado e coloquei uma rasteirinha, eu não fiz questão de estar bem. Prendi o meu cabelo de qualquer jeito e peguei a minha bolsa, pelo o que parecia Edward já tinha pegado tudo que precisaria da minha parte. Saí do closet e ele não estava mais no quarto, desci a fim de tomar o meu café da manhã e resolvi tomá-lo na cozinha.

—Bom dia bella.

—Só se for para você Mary, eu terei que me casar com o Edward e, eu não quero isso. Falei baixinho e continuamos a conversa dessa forma longe do foco da câmera.

—Está grávida dele.

—O Max me quer grávida ou não. Eu estou na dele Mary e sei que ele irá ficar chateado comigo quando souber que eu irei me casar.

—Depois de casada Edward não irá lhe liberar caso decida seguir com a sua vida, sempre achei que ele apesar de tudo gosta de você.

—Pare com a piada Mary! Gostar! Que gostar mais fajuto é esse?

—Sabe o porquê bella. Olha o que levou você a vir para essa casa?

—Eu gosto é de outro. Falei alto sem querer.

—Já que gosta de outro, me diz quem é? Perguntou Edward entrando na cozinha e me olhou com uma cara nada agradável, senti necessidade de me afastar, mas ele me impediu segurando em meu braço.

—Estou falando que gosto de outro tipo de chocolate em pó, estou com desejo de tomar chocolate quente mesmo fazendo calor. Falei me abanando e demonstrando uma tranquilidade que não existia no momento. Ele olhava para mim de forma fria e me largou.

—Melhor para você que seja assim!

—Não seria de outra forma. Falei no momento que Mary pegava a latinha de chocolate em pó, ela sim sabia me livrar das péssimas situações e fui preparar o bendito chocolate quente sem ter a menor vontade de beber. Estava calor demais e bebi fingindo estar saboreando sob o olhar de Edward.

—Precisamos ir, mas está tão mal vestida, engraçado que pra ir até o seu apartamento você fez questão se arrumar.

—Estou indo para forca agora! Então vamos logo?

—Vai andando na frente! Falou ele um pouco autoritário e para evitar brigas eu aceitei, mas antes de sair da cozinha eu me despedi de Mary.

Fui caminhando na frente e passei direto para a garagem, Edward destravou o alarme e eu abri a porta do carona. Sentei-me e fechei a porta me sentindo péssima, já Edward se sentou ao meu lado tranquilamente. Ele colocou a pasta contendo provavelmente os nossos documentos no banco de trás e ligou o carro. Preferi olhar para a janela e fui pensando em minha vida em como ela seria estando atada a ele, Edward era estúpido demais comigo e as lágrimas queria vir.

De forma heroica eu as prendi e engoli toda a tristeza a força, eu não demonstraria fraqueza a ele, era isso que ele queria e ele se arrependeria de ter se casado comigo.

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UM TEMPINHO DEPOIS.

Paramos no estacionamento do próprio cartório e ao verem o carro de Edward, Carlisle há muito tempo sem eu vê-lo se aproximou tendo a companhia de Alice.

—Bom dia querida. Falou Carlisle de forma educada e eu o cumprimentei da mesma forma. Apesar de eu não achar correto o que ele fazia com Esme, eu não queria me meter.

—Bom dia Carlisle. Como você está?

—Indo e você?

—Estou bem também. Menti. –Olá Alice.

—Oi bella. Falou ela me dando um beijo de cada lado da minha bochecha. –Depois daqui, podemos imaginar mais ou menos uma data. A habilitação é em torno de trinta dias e depois nos resta noventa dias para a realização da cerimônia que será na minha casa, claro. Disse ela sorrindo e muito empolgada, bem diferente de mim que era o contrário e ela percebeu, nisso diminuiu a empolgação. –Desculpe, mas fico feliz que será uma Cullen em breve.

—Nossa! Eu estou me acabando de felicidade. Falei séria e Carlisle pigarreou.

—Vamos pessoal, eu e Alice teremos que nos apressar e iremos trabalhar depois daqui. Trouxe tudo filho? Perguntou Carlisle olhando para ele.

—Está tudo aqui. Disse Edward indiferente, ele não devia estar lá essas coisas com o pai dele, ainda me lembro da briga deles por minha causa.

—Ok.

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UM TEMPO DEPOIS.

Eu não sabia que para se casar no civil fosse tão enjoado e já havíamos resolvido tudo, só faltaria mesmo à validação da habilitação para nos liberar para nos casarmos. Edward guardou os meus documentos e só me entregou a minha identidade, até nisso ele queria me dominar.

—Estou indo para transportadora filho.

—Ta bom. Disse Edward fechando a porta do carro após entrar.

—Então tchau. Falou Alice me dando um abraço e dois beijos na bochecha.

—Tchau Alice e bom trabalho.

—Obrigada. Disse ela sorrindo e fechou a porta do carro para mim. –Tchau Edward.

—Tchau Alice e até outro dia.

—Até. Disse ela se afastando e foi na direção do carro dela, já Carlisle foi para o carro dele também.

Edward ligou o carro e fomos embora. Durante o percurso os meus lábios tremiam pela imensa vontade de chora e tampei a minha boca a fim de esconder e me controlar. Fechei os meus olhos para me acalmar e deitei o banco após apertar o botão, Edward não falou nada e tampei os meus olhos com o meu braço. Acho que desespero era pouco, ele só me maltratava e casar com uma criatura dessas eu estaria me condenando ao inferno literalmente.

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Chegamos na mansão e suspendi o banco. Após eu ouvir a trava das portas ser liberada, eu abri a porta do carro e saí sem olhar para trás. Passei pela cozinha e Mary não entendeu o meu silêncio junto do meu andar apressado, subi a escada e fui para o quarto. Após encostar a porta eu fui para o banheiro tomar um banho e me entreguei às lágrimas estando sob a água morna. Eu fiquei muito pra baixo como nunca antes, até os maus tratos, as privações de alimento, os abusos e aquelas correntes horrorosas, nada disso se comparava a me casar com o causador de toda as minhas desgraças. Eu sabia que ele jamais me deixaria livre e isso me atormentava. Solucei como nunca antes e eu parecia uma criança após tirarem o seu doce preferido.

Apesar de me unir a ele eu tinha certeza de uma coisa e disso eu não abriria a mão.........

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Vesti um conjuntinho fresco de algodão após escolhê-lo no closet e preferi me deitar na cama a falar com alguém agora, acho que eu não conseguiria e daria lugar às lágrimas. Eu estava sem ânimo até para me levantar, eu não sabia o que esperar, mas de uma coisa eu tinha em mente, Edward iria me pagar, eu não iria ser submissa a ele, não sem ser à base de ameaças, afinal era normal eu temer pela a minha própria vida. Ele era imprevisível e não era bom abusar da sorte, acidentes acontecem.

Chorei mais ainda por eu não ter cara para falar o que eu havia acabado de fazer pra Max e qual seria a sua reação, eu tinha em mente que eu queria continuar com ele e não havia dúvidas em relação a isso. Acabei dormindo com lágrimas em meus olhos.

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Eu andava sozinha em uma estrada sinuosa, eram várias curvas e eu nunca que conseguia chegar em meu destino, acho que nem eu sabia qual era e parecia que a rua não havia fim. Eu olhei para os lados e era apenas vegetação, mas atrás daqueles arvoredos e coqueiros era possível ouvir o som do mar. O céu estava tão bonito eu olhava para cima, mas talvez por admirá-lo tanto acabou que nuvens carregadas tomaram conta do nada. Escureceu mais ainda tão de repente quando eu decidi seguir pelo meio do mato e dei numa praia deserta. Ao longe eu vi uma sombra e parecia uma pessoa sentada próxima da água. Fiquei apavorada por ela estar tão perto da água com o mar tão revolto, afinal o tempo ruim havia mexido e muito com a natureza. Fiquei em dúvida se era uma pessoa mesmo ou um montinho de areia, estava muito longe e cada vez que eu me aproximava, parecia que mais longe ficava, mas com o soprar forte do vento eu vi os seus cabelos castanhos serem jogados para o lado e cobrir o seu ombro. Apavorei-me de verdade, o mar estava tão revolto e estourando numa violência incrível, mas a moça parecia não ter medo e continuou no mesmo lugar, por fim eu desisti de tentar me aproximar e fiquei apenas lhe observando ao longe. Ao se mover parecia que ela segurava algo nos braços, pois estava encurvada como se protegesse algo e seus cabelos tampavam o seu rosto, era impossível ver a sua face, conhecê-la na verdade.

Não sei quanto tempo eu fiquei ali lhe observando e temendo que as ondas a atingisse, mas nenhuma a tingia, por mais forte que ela viesse ou estourasse.

Foram horas ali em pé lhe observando e minhas pernas se cansaram, acabei me sentando também e conforme a onda estourou lá em baixo e que a água subiu de areia a fora, ela me molhou por inteira. Á água estava muito gelada e observei que a natureza não atingiu a mulher com o bebê sentada ali tão perto do mar, já eu que estava sozinha sem nada, a água me molhou por inteira me causando sensações de medo e tristeza. Tudo se apagou.

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15:08min da tarde.

—Amiga, Amiga. Chamava-me Mary.

—Hum?

—Vem comer, já passou da hora.

—Que horas tem?

—15:09min da tarde amiga. Precisa se alimentar e tem a sua vitamina.

—Tem razão. Falei deixando as lágrimas vir, foi automático e sem explicação. Eu ainda me lembrava do sonho estranho. –Estou triste Mary.

—É eu imagino e sinto muito. Não gosto de vê-la assim

—Parece que sofrer é o meu destino mesmo.

—Vamos torcer para melhorar.

—Eu tenho em mente que eu jamais serei submissa a ele.

—O que eu posso falar ou aconselhar?

—É difícil até para você não é amiga?

—Sim.

—Não quero conversar a respeito disso mais. A burrada já foi feita mesmo e sinto-me mal por ter admitido isso.

—É verdade amiga. Disse ela se levantando da cama. –Esquentei a comida para você, o patrãozinho foi trabalhar após o almoço. Dizendo ele havia muito o que fazer.

—Ele não está em casa?

—Não.

—Nem eu, vou sair e só volto amanhã.

—Esme está só.

—Eu sei, mas irei enlouquecer se eu não refrescar a minha cabeça. Preciso ver o mar.

—Tem mar aqui.

—Irei ficar com ele! Falei baixinho.

—Conte a verdade, não haja com falsidade Isabella. Ele parece ser uma pessoa legal.

—Não irei, juro que irei me abrir com ele.

—Só não conte a verdade, talvez mais tarde isso possa vir contra você.

—Jamais, não sou tão burra assim, mas ele me faz perguntas e fica difícil de responder ao ocultar a verdade. Eu sempre dou o meu jeito e sinto-me mal por mentir, estou uma mentirosa nata.

—Sei disso. É uma cama de gato onde está vivendo.

—Sim e não imagina o quanto. Se ele não me quiser mais, eu darei um jeito de ter outro.

—Por que pensa dessa forma?

—Pra me sentir querida, é tudo que eu preciso. Preciso de alguém que se importe comigo para aguentar a barra com o Edward.

—Temo por suas atitudes, ele pode lhe tomar a menina futuramente ou lhe fazer algum mau caso descubra a sua infidelidade.

—Antes disso acontecer eu fujo.

—Sabe que não é assim.

—Dou o meu jeito.

—É o que você diz, mas se cuide viu. Ou ele pode até mesmo ir tirar satisfações com quem você esteja e gere uma briga feia. É isso que deseja?

—Vai me fazer dar para trás agora Mary? Perguntei chateada.

—Não é isso, sabe que eu quero o seu bem e não o seu pior. Amigos são poucos que dão bons conselhos.

—Eu o odeio Mary, ele desgraçou a minha vida. Falei a abraçando. –Eu queria acordar desse pesadelo.

—Pode parecer loucura, eu sinto que ele gosta de você.

—Mais uma vez com isso? Perguntei me afastando dela. –Se ele gostasse mesmo, ele agiria de outra forma, o bem sempre vence o mal e o amor é a mesma coisa.

—Continuei com a venda nos olhos então, acho que prefere agir assim.

—Eu só não divido da mesma opinião e caso ele goste de mim, eu o faria sofrer como ele faz comigo! Isso se fosse verdade.

—Não posso pedir para amá-lo, não depois de tudo. Só quem passa o que você passou é capaz de saber.

—Ele me deixou várias vezes com fome, me bate sem dó ou piedade. Sendo que antes de me envolver com o Max, eu até sentia prazer com Edward.

—Prazer? Perguntou ela surpresa.

—Sim, eu nunca te falei isso, mas preciso conversar e colocar o que eu estou sentindo para fora. Eu sentia prazer e da última vez agora não foi possível, acho eu que até o meu corpo ficou confuso.

—Ele é esperto bella. Preste atenção no que eu vou te dizer e siga o meu conselho se você quiser. Como você mesma disse, falou que sentia prazer com ele.

—Isso mesmo.

—Então, você sempre sentia prazer e agora que está mais ou menos livre digamos assim. Você está saindo e me dorme fora de casa, ao tentar se relacionar com ele não sente prazer....

—Eu estava normal, meu corpo não respondeu ao dele como fazia de forma violenta antes.

—Ele pode cismar que você esteja com o seu ex ou até mesmo com o primo, são os dois principais alvos. Edward é esperto demais e pode apenas estar observando na dele.

—Não há como ele descobrir. A droga desses carros tem rastreio e eu pego um táxi lá na estrada. Max é quem paga a corrida para mim.

—Ele é gentil. Falou ela sorrindo.

—E carinhoso Mary, não sabe o quanto.

—Está se apaixonando?

—Acho que sim. Falei sorrindo.

—Hummmm!!! Fez ela coçando a cabeça. –Só não seja tola e aja de tal forma, quem pode acabar pagando o pato é você própria.

—Não tenho medo de Edward.

—Seja esperta amiga. Quer se aventurar, eu não posso a impedir, mas na hora do ato finja para ele não descobrir. Não se esqueça que eu e o Sebastian somos os seus cúmplices.

—Relaxa. Eu seguirei o seu conselho e serei uma boa atriz daqui para a frente. Falei secando uma lágrima que rolou.

—E essa bebezinha aqui? Perguntou ela acariciando a minha barriga sorrindo.

—Está bem, melhor que eu até. Falei sorrindo entre lágrimas e sequei as outras que rolaram.

—Vou rezar para que tudo melhore. Falou ela me abraçando.

—Eu também. Falei a abraçando forte.

—Vou colocar o seu almoço.

—Vou descer pra comer. Cadê a Esme?

—Está na sala ouvindo televisão.

—Vou me recompor e comerei na sala mesmo.

—Tudo bem. Falou ela se afastando de mim e se levantou.

—Já, já eu desço.

—Ok então.

Mary saiu do quarto e eu fui para o banheiro lavar o meu rosto. Eu precisaria fingir pra Edward e não sabia como se o meu corpo deixava claro a minha real vontade. Eu atuaria para não perder a liberdade. Antes eu tentei fazer dessa forma para ganhá-la e não foi preciso, tudo aconteceu de forma diferente e graças a Esme, mas agora eu teria que atuar para o meu próprio bem. Ele iria se arrepender por tudo que fez comigo. Ah! Se ele iria.

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Desci para a sala e me sentei ao lado de Esme.

—Já está tudo caminho andado para o casamento.

—Edward me falou que os papéis já estão correndo. Como se sente?

—Me acostumando. Falei a verdade.

—Mesmo assim eu acho que você é a mulher ideal para o meu filho. Um dia tudo isso irá acabar.

—Talvez acabe quando eu estiver internada em uma clínica para loucos.

—Não penso dessa forma.

—Vou almoçar, a minha comida chegou. Falei me levantando e fui me sentar à mesa.

Às vezes a calma de Esme ao falar do filho me deixava mal, parecia que ela não se importava com a minha dor. Deixava-me confusa, pois ela me tratava tão bem e me defendia dele. Mary me serviu e comi devagar, eu estava sem apetite algum e empurrei a comida como eu pude. Recusei a sobremesa e fui me sentar ao lado de Esme para lhe dar um pouco de atenção. O assunto que abordamos foi a respeito de outras coisas, menos o casamento.

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16:40min da tarde.

—Esme querida, eu irei para o meu quarto.

—Tudo bem. Ajude-me, por favor, que eu irei para o meu também.

—Então vamos. Falei segurando em seu braço.

Subimos a escada e fui deixá-la em seu quarto. Ela preferiu se sentar em sua cama e me pediu para deixar no mesmo canal em que assistíamos lá em baixo. Saí de seu quarto deixando-a deitada na cama momentos depois e fui para o que eu ocupava, agora eu já poderia falar que era o meu quarto. Eu praticamente estava atada a Edward e ele não me deixaria livre tão cedo.

Entrei no quarto e fui me trocar. Coloquei um biquíni para ir até o mar e desisti no último momento, eu estava sem ânimo e tornei a me deitar na cama.

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17:21min da tarde.

Lembrei de Max mais uma vez e decidi ir vê-lo, Edward só chegaria mais tarde mesmo.

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17:32min da tarde.

Entrei para tomar o meu banho após eu escolher o que vestir e lavei-me bem por inteira. Saí para me secar, me maquiei, penteei o meu cabelo fazendo um rabinho de cavalo e quando acabei de me aprontar fui me vestir. Coloquei um shortinho creme todo trabalhado na renda da mesma cor, uma blusa soltinha preta sem alças e sapato preto de salto com tiras no tornozelo. O look estava bom ao reparar-me.

A minha barriga de grávida estava tão fofinha com aquela roupa. Por fim passei perfume e fui pegar a minha bolsa contendo alguns pertences meu.

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18:10min da noite.

Fechei a porta do quarto e fui até o de Esme. Bati na porta.

—Entre.

—Sou eu, vim avisar que estou indo pra Solares.

—Tudo bem querida. Que horas tem?

—18:12min da noite.

—Está tarde filha, não acha perigoso?

—Não. Só vim lhe avisar que estou indo. Fui até ela e dei um beijo em seu rosto.

—Se cuide então.

—Você também Esme. Falei me afastando dela e saí do quarto.

Caminhei pelo corredor e desci a escada, caminhei pelo corredor de baixo e entrei na cozinha.

—Estou indo.

—Vai sair?

—Sim e volto amanhã.

—Tudo bem. Quer levar o celular?

—Não precisa. Boa noite. Falei voltando a andar na direção da porta.

—Para você também. Falou ela me olhando estando com um pano de prato na mão.

Saí da cozinha e chamei Sebastian.

—Por favor, me deixe na estrada como sempre.

—Ok senhorita.

Ele pegou a bolsa da minha mão e caminhamos até a garagem de forma despreocupada. Ele abriu a porta do carro para eu entrar e foi o que eu fiz. Ele ligou o carro e saímos da garagem indo à direção do portão, ao pararmos a uma pequena distância dele, Sebastian apertou o botão do pequeno controle e o portão se abriu no momento que Edward parava o carro dele para poder fazer o mesmo que Sebastian fez há pouco segundos atrás. Que era abrir o portão com o controle remoto.

—O patrão chegou. Disse ele no momento que Edward aumentou os faróis e tornou a diminuí-los.

—Afaste o carro pra ele passar.

—Ele já nos viu. Não viu o que ele acabou de fazer? Perguntou ele de forma simpática.

—Ele pensa em tudo mesmo.

—O vidro da frente não é escuro.

—Edward é inconveniente.

Sebastian deu a ré no carro e Edward entrou pouca coisa, o suficiente para ele fechar o portão outra vez e sair do carro vindo na nossa direção. Sem medo eu pedi Sebastian para destravar as portas e saí.

—Por que não tira o seu carro da frente? Perguntei quando ele ficou a pouca distância de mim.

—Aonde vai a essa hora?

—Pro meu apartamento! Para onde mais eu iria?

—Com esse tipo de roupa? Olha esse short indecente!

—Não vejo nada demais e antes de conhecê-lo eu tinha uma vida!

—Sebastian guarde o carro! Ordenou Edward.

—Não guarde não! Eu irei sair!

—Então eu irei junto com você para o seu apartamento.

—Tudo, menos você lá no meu lugar!

—Esqueci que lá é o covil das raposas, digo, era o covil das raposas.

—É verdade, lá era o covil. Agora eu estou morando em outro diferente.

—Quer me desafiar?

—Não é isso, eu só desejo sair.

—Já disse que eu irei com você!

—Desisti de ir e também eu não irei mais! Satisfeito?

—Está muito tarde e a estrada está tumultuada.

—Eu não lhe perguntei nada! Falei dando as costas para ele e ele voltou a entrar no carro dele.

Com raiva ele cantou pneu só para entrar na garagem e eu apenas peguei a minha bolsa no carro e caminhei na direção da cozinha. Ao entrar.

—Não vai mais? Perguntou Mary mexendo a panela.

—Edward chegou no momento em que eu saía e me embarreirou.

—É o horário dele chegar. Falou ela no momento que Edward entrava e ele me puxou para ir onde quer que fosse junto dele.

Descemos a escada do porão e fiquei amedrontada dele me deixar presa ali. Ele abriu a porta e passamos, não demorou nada ele tornou a fechá-la após acender a luz.

—Quer que eu lhe deixe aqui de castigo por me desafiar na frente dos outros?

—E você faz o mesmo!

—Eu sou o seu futuro marido, deve me tratar como tal!

—E você porque não faz o mesmo?

—Eu tenho os meus motivos!

—Eu tenho o meu também Edward!

—Tudo bem. Falou ele saindo do porão fazendo menção que me deixaria ali e me aproximei dele.

—Não me deixe aqui Edward.

—Com uma condição.

—Qual delas?

—Fazer o que você não quis na noite passada.

—Ficarei quanto tempo aqui em baixo?

—Aceita ou não? Lembrei das palavras de Mary em fingir e era o único jeito para eu não poder ficar ali em baixo. Eu já sentia calor.

—Tudo bem. Edward largou a porta e eu passei por ele sem olhá-lo, subimos a escada e paramos no corredor. Eu tinha dúvida. –Quer agora?

—Saberá quando. Falou ele e depois subiu a escada para ir para o segundo andar.

Fiquei olhando para ele enquanto subia a escada e no alto dela ele olhou para trás, sorrindo de uma forma sacana para mim ele sumiu da minha vista.

—Droga! Falei para mim mesma.

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Decidi ir para a cozinha.

—Jogaram água fria em seus planos. Falou Mary ao me ver.

—Nem me fale. Empresta-me o seu celular amiga?

—Empresto sim, mas terá que ir falar em meu quarto.

—Ta bom. Só irei dar um pulo lá no porão primeiro para pegar a minha bolsa que eu esqueci lá e irei direto para o seu quarto.

—Tudo bem. Deixarei o aparelho sobre a cama.

—Valeu. Falei sorrindo.

Fui até o porão e peguei a minha bolsa que estava no chão e tornei a subir, fui pra cozinha e de lá eu fui pro quarto de Mary. Peguei o celular sobre a cama e disquei o número do celular de Max. Chamou duas vezes somente e na terceira ele atendeu.

—Oi paixão, estava com saudades de você.

—Eu também. Estou louca para te ver novamente.

—Vem correndo. Falou ele sorrindo e sorri junto.

—Tentei ir hoje, mas Edward chegou na hora e inventou que já estava tarde para eu sair. Onde já se viu!

—Que horas era?

—Por volta das 18h.

—Realmente é tarde meu amor. Essa trilha da casa dele é longa.

—Eu estava com o segurança e iria pegar o táxi na estrada.

—Quando for assim, vem cedo e fica aqui até eu chegar. Não tem problema algum e a Bree fica aqui lhe fazendo companhia.

—Obrigado, irei me lembrar.

—Sexta feira eu te espero aqui.

—Irei cedo então.

—Pode vir, é melhor que se aventurar já altas horas.

—Tudo bem. E você como está?

—Estou bem e um pouco cansado. Acho que sou um velho enrustido, eu vivo cansado. Falou ele sorrindo. –É brincadeira, o problema são as responsabilidades e isso cansa a minha mente. Fora isso estou muito bem porque agora eu tenho você.

—É sim. Falei pensativa, essa do casamento me preocupava.

—A senti tão desanimada agora.

—Que nada. Falei disfarçando. –Sexta meu querido eu estarei aí.

—Pode vir correndo para os meus braços que eu deixo. Gargalhamos.

—Você não é fácil! Falei sorrindo. –Um beijo.

—Outro para você e tenha uma boa noite.

—Você também. Tchau.

—Tchau.

Desliguei.

Deixei o celular de Mary sobre o criado mudo e tirei da minha bolsa R$ 50,00 dólares para lhe ajudar na conta telefônica. Fui para a cozinha e falei para Mary que havia deixado algo para ela. Fui para o meu quarto e guardei a minha bolsa no closet, preferi ficar arrumadinha e fui para a sala assistir televisão.

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20h da noite.

Edward desceu com a mãe para jantarmos todos juntos e nos sentamos à mesa.

—Soube que desistiu de sair filha. Falou Esme de forma calma.

—Desisti? Perguntei desacreditada, Edward havia mentido para a mãe dele e ele olhou para mim.

—É eu preferi ir outro dia, já está tarde mesmo.

—É sim, mas sabe que eu não a proíbo e nem tenho esse direito. É livre para fazer o que quiser.

—É eu sei. Falei olhando pra Edward e ele olhou para mim.

Continuamos a comer depois disso e como a comida estava boa demais eu repeti, até Esme repetiu e fomos a última a terminar de comer. A sobremesa era Petit Gateau com uma bola de sorvete de creme e estava muito bom, até Edward se esbaldou. Terminamos de comer e Mary tirou as coisas da mesa com a minha ajuda, já Edward e a mãe ficaram na sala curtindo a novela que passava. Terminei de lavar a louça e fui para a sala.

—Já estou indo para o quarto, boa noite Esme.

—Eu logo, logo estarei indo também. Boa noite querida.

—Para você também.

—Espere-me. Falou Edward me olhando.

—Eu não me esqueci.

Saí do meio da sala e subi sem olhar para trás. Caminhei devagar pelo corredor e tuquinha acabava de entrar no banheirinho, talvez para se aliviar. Ela era mesmo linda.

Entrei em meu quarto e fui para o banheiro tomar um banho rápido, pois eu havia acabado de comer. Sequei o meu corpo e após terminar de secá-lo eu escovei os meus dentes. Penteei o meu cabelo e fui para o closet vesti algo decente. Escolhi uma camisola branca e vesti a calcinha da mesma cor.

Eu teria que ser convincente hoje e me perfumei de leve, bancando a abusada eu o esperaria em seu quarto. Já que eu me casaria com ele eu deveria mostrar as minhas vontades também, ou ele montaria pra valer em minhas costas.

Saí do closet e arrumei a cama, depois de tudo arrumadinho eu saí do quarto e fechei a porta. Caminhei devagar pelo corredor e escutei a televisão da sala ainda ligada, eles não haviam subido e logo a novela acabaria.

Sem receio eu abri a porta do quarto de Edward, o cheiro dele ali era demais e tornei a fechar a porta após eu entrar. Acendi um abajur somente e fui apagar a luz normal. Deitei-me na cama dele, depois liguei o ar e a televisão, eu o aguardava pensativa e tentei esquecer o Max no momento. Parecia que eu iria para a forca, o meu coração já corria acelerado antes da hora.

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13min depois.

A maçaneta do quarto dele girou e acho que ele se assustou comigo, talvez por não esperar que eu estivesse ali.

—O que faz aqui?

—O óbvio! Falei afastando a coberta. Ele pode entender perfeitamente ao me olhar de camisola e diminuí bem o ar por já estar bem gelado. –Eu já estava te esperando.

Ao olhar para mim perdido em pensamentos eu fui até ele, se eu pensasse muito nada aconteceria e ele não se afastou quando eu tirei a blusa regata dele. Ele já havia tomado banho antes de descer para jantar.

—Deite-se na cama.

—Mas...

—Faça!

—Ok.

Saí de perto dele segurando a sua blusa e a coloquei sobre a cama antes de me deitar de barriga pra cima. Ele subiu na cama vindo até a mim e me beijou. Sem saída eu retribuí na mesma intensidade que a dele e ele foi beijar o meu pescoço, depois seus beijos passaram para a minha orelha e ele voltou a me beijar na boca. Levei as minhas mãos a correram pelas costas dele e o apertei ali, por enquanto eu ainda não estava totalmente excitada e ele desceu os beijos para o vão dos meus seios. Sem demora ele arriou as alças da minha camisola e beijou primeiro o bico do seio direito, mas logo a seguir ele o abocanhou dando várias sugadas e o som que seus lábios provocavam eram libidinosos demais. Ele tornou a me beijar e enquanto me beijava a sua mão ágil tirou a minha calcinha. Seus dedos foram me tocar lá e eu não estava assim tão úmida ainda, ele deve ter estranhado, se fosse antes nessa altura do campeonato eu já estava o molhando de forma louca mesmo sem ser a minha real vontade e ele resolveu me dar prazer lá com a língua. Eu juro que eu não sabia o que estava acontecendo com o meu corpo e tive que fingir ao me mover na boca dele estando com as minhas pernas abertas. Fiz força em meu pensamento para buscar o prazer onde quer que ele esteja, mas acho que após Max me encher de carinho durante o ato, o meu corpo sentia falta desse complemento mais que importante.

Edward veio me beijar e foi possível sentir o meu gosto através da boca dele, nisso eu levei a minha mão até a barra da bermuda dele e a tirei com a sua ajuda. Não pensei muito para tirar a sua boxer branca fora e ele tirou a minha camisola me deixando completamente nua sobre a cama. Voltando a ficar sobre mim ele me beijou e me ajeitei melhor sob ele para recebê-lo, eu sentia o quanto ele queria me invadir logo. O contrário de mim. Era possível ver o brilho de sua excitação e ele foi me invadindo de forma firme.

—Ahhh. Gemi na boca dele pelo desconforto e continuamos a nos beijar.

—O que há?

—Não é nada, continua. Falei fugindo do olhar dele e ele virou o meu rosto para me beijar novamente.

Seus impulsos eram agoniados, eu sentia na pele o quanto ele estava gostando e o quanto eu já estava molhada com os fluídos da excitação dele. Edward saiu de mim e se deitou como um convite mudo para eu ficar por cima. Com jeito eu conectei o nosso sexo novamente e me movi devagar de olhos fechados, eu tentava a todo custo buscar o prazer e estava sendo difícil.

Edward veio me acariciar intimamente junto com os Meus movimentos e não surtiu tanto efeito, parecia que o meu corpo estava desligado para o prazer hoje e me odiei naquele momento. Edward não era ruim de cama, em outra língua ele estava me dando uma surra de sexo nesse momento, mas o meu desejo estava fechado para balanço.

Com medo dele perceber o que estava acontecendo comigo, eu aumentei os meus impulsos para ele gozar logo e por pouco ele não gozou se não tivesse me feito parar.

—Devagar.

—Não está bom dessa forma? Perguntei olhando para ele.

—Está dando para enganar. Falou ele e soou falso.

—Tudo bem.

Edward me deitou de lado e se encaixou em mim após levantar a minha perna esquerda e colocá-la apoiada em sua perna. Seus impulsos eram vagarosos e ele virou o meu rosto para poder me beijar. Ele estava sendo paciente para me beijar e me invadir ao mesmo tempo, para terminar logo com isso eu comecei a me mover contra ele e senti quando o sexo dele se contraiu com força dentro de mim, ele estava gozando e dei graças a Deus. Ele continuou se movendo e me lambuzou com os seus fluídos.

Ele saiu de dentro de mim e eu ao olhá-lo, vi uma gotinha esbranquiçada brotar em seu sexo. Fazendo-me abrir as minhas pernas novamente após me virar de barriga pra cima, ele me penetrou rapidamente. Eu estava escorregadia e ele me olhou sério ao se mover.

—Ontem, Agora hoje! Por que não conseguiu trepar comigo direito?

—Você teve o que queria, que era gozar.

—Você não era assim antes! Essas suas saídas têm algo a ver com isso? Perguntou ele olhando no fundo dos meus olhos.

—Você cismou com isso Edward!

—Estou certo ou não? Perguntou ele se movendo minimamente em mim.

—Você não está certo e tire isso da cabeça! Eu só estou nervosa com a gravidez e com tudo eu acho. Eu tenho certeza para ser franca.

—O dia que eu descobrir algo que eu não ache normal.......

—Não precisa ficar me ameaçando. Eu o interrompi.

—Com você só funciona assim!

—Não sou idiota Edward! Eu entendo quando você fala comigo!

—Bom para você! Disse ele nos cobrindo por causa do frio e se movendo em mim sem parar. Ele esticou o braço após se levantar minimamente por causa da minha barriga para apagar a luz e pegou o controle ao lado para desligar a televisão. O quarto ficou no escuro total e ele se movia muito devagar em mim. Acabou que ele gozou novamente e seu gemido de prazer foi contra os meus lábios. Ele terminou de gozar e saiu de dentro de mim, segundos depois ele acendeu o abajur. Fechei as minhas pernas e me levantei quando ele se afastou para se deitar ao meu lado. –Não deixei você sair.

—Vou aqui no seu banheiro somente, estou toda lambuzada e não tem como eu dormir assim.

Ele não falou mais nada e nem eu, entrei em seu banheiro e me limpei com o papel higiênico. Eu precisava me aliviar e foi o que eu fiz antes de me lavar. Entrei no Box e me lavei por inteira sem molhar o meu cabelo, eles demorariam a secar.

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Saí para me secar e peguei uma toalha limpa, ao terminar eu fui até o quarto enrolada na toalha pegar a minha calcinha e a minha camisola, mas Edward não deixou que eu as vestisse novamente e me deitei nua ao lado dele. Deitei-me de lado e ele não perdeu tempo vindo colar o seu corpo ao meu estando atrás de mim. Eu estava tão exausta fisicamente e mentalmente que acabei dormindo quando eu menos esperei.

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Quarta feira, 30 de janeiro.

07:10min da manhã.

Despertei com o despertador do quarto de Edward apitando e me espreguicei cheia de preguiça. Olhei para o lado e ele me olhava.

—Parece que é a hora de você se levantar para ir trabalhar.

—É o que parece. Disse ele passando a mão em seu cabelo bagunçado.

—Minha consulta médica é amanhã.

—Peça o motorista para te levar ou vá com a minha mãe se ela quiser claro.

—Tudo bem. Falei me sentando na cama.

—Onde está indo?

—Para o outro quarto, já acabamos.

—Ainda não acabamos, quero que faça algo antes de ir.

—Não estava no trato isso Edward.

—Sou o seu noivo, não existe regrar entre nós. Ou tem?

—Não. Falei voltando a me cobrir e com cuidado eu fiquei agachada sem me torturar sob a coberta e fui dar prazer a ele com a minha boca.

Edward se ajeitou melhor e eu fiz o mesmo, o vai e vem dos meus lábios junto com as minhas carícias o deixou pra lá de rígido rápido. Ele estava a ponto de gozar e me afastou, colocando-me de quatro ele me acariciou intimamente com a boca estando nessa posição e me penetrou minutos depois com o seu sexo rígido. Seus impulsos eram constantes e seu desejo era evidente, não demorou nada e eu senti o fluido dele escorrendo de minha perna a baixo.

Edward se afastou de mim e deitou ofegante ao meu lado, já eu me levantei e fui para o Box do quarto dele tomar um banho da cabeça aos pés. Eu usei as coisas dele para me lavar e esfreguei a minha cabeça com o seu xampu perfumado. Enxaguei-me por inteira minutos depois e saí pra me secar, quando me dei por seca me enrolei na toalha e me aproximei do armário do banheiro.

Peguei uma escova de dente nova dentro da gaveta, a minha já estava velha mesmo e escovei os meus dentes com ela. Eu estava em pé em frente a pia deslizando a escova cheia de pasta em meus dentes quando Edward entrou nu no banheiro e foi se aliviar sem se importar comigo ali. Após fazer xixi ele deu a descarga e entrou no Box para tomar banho calado, mas ele virou para me olhar.

—A partir de hoje você irá dormir aqui comigo.

—Ainda falta para o casame.....

—Já está decidido Isabella!

—Tudo bem, mas o bebê vai demorar para nascer ainda.

—Alice quer fazer as coisas com calma, então ficará aqui de uma vez.

—Prefir....

—O quê? Perguntou ele me olhando. –Iremos nos casar e não vem com bobeiras porque já cansamos de trepar.

—Tudo bem Edward, não há problemas. Fico aqui e pronto!

—Ótimo!

—Faço as suas vontades, mas não impeça a minha.

—Não há acordo entre nós.

—Quero poder sair à hora que eu quiser. Já aceitei essa situação, então me deixe livre para ir ao shopping e me distrair até mesmo com a sua mãe.

—Só isso?

—Se irá me fazer a sua esposa, é do seu dever me dar dinheiro, mas saiba que eu dispenso o seu.

—Você é quem sabe.

—Irei sair e você não vai me impedir! Isso não é uma autorização, falo porque eu só estou lhe informando.

—Seu passado morreu, ouviu bem?

—Se refere ao Jacob?

—Entenda como quiser!

—Não precisa insistir com isso Edward.

—Estou lhe dando um alerta.

—Já está claro e não serei a sua submissa!

—Não quero seguir com esse papo chato. Só preste bem a atenção!

Continuei escovando os meus dentes e enxaguei a minha boca, a sequei e saí do banheiro. No quarto procurei pela a minha calcinha e a achei embolada sob a coberta, procurei pela camisola e a achei facilmente. Vesti as duas peças e Edward saiu do banheiro vestindo um roupão, vindo até a mim ele tentou me beijar.

—Preciso me vestir Edward e você vai se atrasar para o trabalho. Falar em trabalho a Mary precisa de uma auxiliar, está puxado o serviço para ela.

—Não posso colocar qualquer cachorro dentro da minha casa!

—Dê o seu jeito, contrate por agência ou sei lá.

—Quando for o momento certo virá outra. Diga para ela tapear como pode, tem você para ajudá-la já que não faz nada o dia inteiro!

—Eu a ajudo na parte da limpeza dentro das minhas possibilidades. Aqui é limpo mesmo.

—Acho melhor eu ir me arrumar ou irei me atrasar por besteiras. Disse ele indo para o closet.

Olhei para a cama e havia vestígios de uma noite a dois ali, mas decidi ir até o outro quarto me vesti primeiro e foi o que eu fiz. Ao retornar para o quarto que seria meu a partir de hoje à noite, eu tirei as roupas de cama todinha enquanto que Edward penteava o cabelo dele em frente ao espelho. Sem demoras eu saí do quarto levando os lençóis e desci a escada com cuidado para eu não tropeçar. Andei pelo corredor e entrei na cozinha.

—Bom dia Mary.

—Bom dia amiga! De pé cedo?

—É sim. Vou colocar essa roupa de cama para lavar e venho te ajudar.

—Não precisa boba, já estou quase acabando e fiz um bolo de baunilha fresquinho.

—Me deu água na boca. Falei sorrindo e fui para a área de serviço.

Coloquei tudo na máquina e a liguei. Voltei para a cozinha e ajeitei a mesa da cozinha mesmo para eu tomar o meu café ali. Mary me serviu e Edward de implicância veio se sentar à minha frente, ele não tomava o café dele ali.

—Bom dia Mary. Disse ele me olhando e Mary percebeu.

—Bom dia patrãozinho. Deseja que eu sirva o seu café aqui mesmo?

—Por que não?

—Tudo bem.

Cortei o bolo e me servi de uma fatia, peguei a minha xícara de café com leite e bebi após morder um pedaço do bolo. Mastiguei devagar e evitei olhá-lo, eu sabia que ele estava me olhando.

—Sabe que irá dormi comigo em meu quarto a partir de hoje, não sabe? Perguntou ele estando Mary o servindo de café.

—Você já falou isso e eu já estou sabendo.

—Pegue as suas coisas e guarde-as em meu closet, mas sem revirar as minhas coisas porque eu irei saber.

—Não quero saber de mexer nas suas coisas Edward.

—Antes você não pensou dessa forma ao revirar as minhas coisas!

—Não quero mexer nas suas coisas e irei fazer o que você está me pedindo.

—Estou ordenando.

—Não é assim que funcionará, sabe disso.

—Que seja! Ajeite as suas coisas e fim de assunto!

—Tudo bem.

—Melhore o seu empenho.

—Não posso com as vontades do meu corpo! Mary ao notar que o assunto estava íntimo demais se afastou e foi molhar as plantas nos deixando a sós.

—Conserte isso.

—Conserte o seu modo de agir comigo! Falei dando um tapa na mesa e por pouco o café não entornou na mesa.

—Está vendo o que você quase provocou?

—Perdi o meu apetite. Falei me levantando da cadeira e o deixei ali sozinho.

Fui para o quarto e entrei no closet pra começar a arrumar as minhas coisas. Cheguei a trocar de roupa e dobrar duas peças de roupas para a arrumação quando Edward entrou vestindo outra blusa já que havia respingado gotículas de leite na outra conforme eu dei o tapa na mesa.

—Estou indo e cuide da minha mãe! Falou ele vindo até a mim e segurou em meu rosto me lascando um beijo.

—Quer me vencer na força.

—Eu sempre consigo. Falou ele saindo do quarto.

Peguei todos os cabides de roupa estando chorosa por causa de Max. Depois de tudo ajeitadinho eu fui até o closet de Edward e coloquei as roupas dele em um lado para as minhas ficarem em outro. Ao mexer nas gavetas dele havia uma boa quantia em dinheiro, em torno de uns cem mil dólares, era grana que não acabava mais e deixei tudo da mesma forma, eu apenas estipulei a quantia com o meu olhar.

Mary apareceu com o café de Esme e após servi-la veio me ajudar, o trabalho foi rápido e o outro closet ficou vazio, vazio. Decidi lavar o banheiro do quarto de Edward primeiro e ficou bastante perfumado, só aí é que eu fui buscar os meus objetos pessoais no meu antigo banheiro. Depois de tudo arrumado eu fui dar uma geral no meu antigo e o deixei limpo, até as roupas de cama que estavam limpas eu as mudei.

Desci com o material de limpeza para deixá-los na área de serviço e fui estender as roupas de cama do quarto de Edward na corda.

Voltei para a área e coloquei as do meu antigo quarto para lavar. Decidi passar a vassoura na casa e fui saudar Esme em seu quarto. A seu pedido eu a desci para ficar no jardim tomando sol.

Passei pano na casa e limpei tudo para tirar o efeito da maresia. A casa ficou um brinco e as minhas mãos vermelhas. Só as janelas eu as deixei para a Mary limpar, e enquanto ela limpava era eu quem fazia a comida. Fizemos algo básico para o almoço.

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.

.

15:00h da tarde.

Foi a hora que almoçamos, desde cedo trabalhando nos roubou foi é tempo e Carlisle chegou para nossa surpresa. Estava eu e Esme a mesa no momento que ele chegou.

—Que surpresa! Falei de forma gentil e ele veio me cumprimentar com um beijo em cada lado de minha bochecha.

—A saudade nos causa isso.

—Imagino e sei como é isso.

—Oi. Disse ele dando um beijo na testa da esposa e se sentou ao lado dela.

—Oi. Disse ela sorrindo levemente. –Como você está?

—Indo como falei para a nossa nora ontem.

—Parou de beber?

—Às vezes só, não se preocupe.

—E o trabalho?

—Está indo de vento em polpa. Muitos pedidos e o de sempre.

—Hum! Aceita almoçar conosco?

—Já almocei, mas aceito um café Mary.

—É para já patrão. Falou ela se retirando da sala.

—Edward tem lhe tratado melhor?

—Ele não tem melhoras Carlisle, mas estamos conciliando.

—Eu o proibi de maltratá-la.

—Eu sei que vocês brigaram feio por minha culpa.

—Eu só o chamei a atenção, mas Edward faz tempestade em copo d´água.

—Sei disso.

—Precisa de algo, de dinheiro?

—No momento não. Obrigado.

—Precisa de dinheiro para comprar coisa para você. Você ainda é uma adolescente e sei como é essa fase.

—Agradeço a preocupação.

—Qualquer coisa não deixe de falar com a minha mulher.

—Vou me lembrar disso. Falei achando muito bom ele considerar Esme como a sua mulher ainda.

—Ela sabe disso. Falou Esme de forma tranquila.

—Tudo bem. Falei levando o garfo até a minha boca e Mary trouxe o café de Carlisle com alguns biscoitinhos de nata.

—Obrigado querida. Disse ele sempre gentil com os outros.

Comi calada enquanto eles conversavam, Esme era uma manteiga derretida no bom sentido e deixou algumas lágrimas rolarem. Ela amava mesmo o marido e não sabia esconder mesmo eles estando tanto tempo separados. Ele era o seu primeiro em tudo, eu imaginava o quão difícil devia ser.

Após eu comer me levantei da cadeira pedindo licença e fui para a cozinha a fim de deixá-los a sós. Decidi estender as outras roupas que eu havia lavado e molhei as plantas tendo o auxílio de Sebastian com a mangueira pesada. Quem visse notaria que a casa estava toda arrumada e com todas as cortinas trocadas e lavadas. O varal estava cheio, ou corda como queiram, eram tantas roupas e coisas da casa. Estava tudo limpinho e voltei para a sala, nem Carlisle e nem Esme estavam ali em baixo, estranhei. Subi a escada e fui andando devagar por me sentir bem cansada, bancando a curiosa eu fui expiar encostando o meu ouvido na porta e eles conversavam no quarto. Eu sei que era atrevimento, mas eu não queria que eles brigassem e fiquei quieta.

—Está no apartamento ainda?

—Sabe que sim Esme.

—Você está com outra por isso não sente falta de mim! Disse ela chorando. –Diga a verdade!

—Claro que sinto, mas estou tentando me recuperar desse maldito trauma. Ou você acha pouco?

—SOMOS DOIS, MAS EU ESTOU AQUI ABANDONADA POR VOCÊ CARLISLE! É O MEU ESTADO DEPLORAVEL QUE O OFUSCA, NÃO É? Perguntou ela nervosa e entre o choro.

—Não sinto nojo ou algo parecido, é apenas o sentimento de culpa Esme eu juro.

—Então me prove que é isso somente! Prove-me Carlisle porque eu sinto falta de fazer amor com você, sinto saudades de te abraça, eu sinto saudades de tantas coisas que eu vivo sufocada dia e noite. Eu não tenho paz.

—Somos dois. Falou ele isso somente e não escutei uma palavra a mais sequer.

Estariam eles fazendo amor depois de tanto tempo? Perguntei-me feliz da vida e um barulho da cama foi ouvido por mim, sorri sozinha e preferi deixar a intimidade dos outros para lá. Andei estarrecida pelo corredor, surpresa na verdade e fiquei olhando para o mar através da janela. Eu estava me sentindo feliz que os dois estavam tirando o atraso e por demonstrarem que um amava o outro de verdade apesar de estarem vivendo nessa tormenta. Tomara que não fosse apenas momentos e que eles voltassem a ficar distantes um do outro. Isso por parte de Carlisle claro.

.

.

.

19:03min da noite.

Edward chegou do trabalho e encontrou o pai com roupas casual sentado no sofá, estranhando claro. Era visível que ele ainda estava de malcriações com o pai.

—Boa noite Carlisle. Saudou Edward o pai e me perguntei. Cadê o pai? Ele o cumprimentou para ser educado somente.

—Boa noite filho. Falou Carlisle estando sentado ao lado da mulher. Até eu estava sentada no sofá vestindo um vestidinho solto de cor berrante que era o laranja. –Não irá saudar a sua futura esposa filho?

—Então está por aqui? Que milagre! Disse ele se sentando no sofá um pouco distante de mim e ignorou a pergunta do pai.

—Estou desde cedo. Por quê?

—Não é por nada. Disse Edward olhando para a mãe que segurava na mão do marido, a áurea dos dois transparecia que haviam feito amor recentemente. –Vou subir para tomar um banho e você vem comigo. Falou ele olhando para mim.

—Ok. Falei me levantando.

Edward me fez ir à frente e subimos a escada, entramos no quarto dele e ele fechou a porta.

—Fez o que eu lhe ordenei?

—Você me ordenou a o quê?

—A trazer as suas roupas e as suas tralhas para cá!

—Ah! Que você me pediu? Sim. A trazer as minhas coisas? Sim! Falei de forma calma.

—Não se faça de boba, vamos lá ver se você não bagunçou tudo ou danificou algo.

—Por mim. Falei dando de ombros e fomos para o closet. -Coloquei as minhas coisas nesse canto. Falei apontando e ele olhou para minha mão vermelha por causa dos produtos químicos de limpeza.

—Parece decente. Não bagunçou nada meu ou pegou?

—Revire as minhas coisas ou me reviste. Se for o seu dinheiro que está na gaveta ali guardado, pouco me interessa!

—Que bom que sabe! Aqui tem de tudo e não precisa roubar nada!

—Está me chamando de ladra?

—Só estou comentando!

—Não preciso roubar, eu não sou os meus pais! Falei firme e prendendo a minha imensa vontade de chorar.

—Calma aí viu! Não te chamei de ladra agora e pare com a frescura!

—Acho bom não me chamar mesmo, do contrário eu queimo todo esse dinheiro Edward! Pode acreditar em mim! Falei bem séria.

—Não seria maluca! Falou ele me olhando muito sério.

—Duvida de mim então!

—Eu a mataria de verdade!

—Não tenho medo de você ou dos seus bonequinhos aí fora!

—É melhor parar com a palhaçada! Disse ele me olhando fixamente e nem piscava. -O meu pai está aqui desde cedo?

—Vá perguntar a ele! Falei saindo do closet e o deixei sozinho lá, sua insinuação de roubo me ofendeu e muito.

Desci para a sala e decidi ir para a cozinha, ajudei Mary nos toques finais do peixe ensopado com leite de coco e mexi o pirão para ela, o cheirinho estava muito bom e ele foi preparar dois tipos de salada. Afinal tínhamos o que comemorar. Esme foi amada como há muito tempo não era e terminamos de preparar a comida.

—Parece bom. Falei sentindo o cheirinho do peixe.

—Acredito que sim. Disse Mary sorrindo. –Será que o patrão veio para ficar?

—Eu não sei. Tomara né?

—É sim, a patroa fica muito triste naquele quarto sozinha.

—Imagino. A minha companhia não é a mesma coisa que a do marido e nós mulheres merecemos ser amadas.

—Eu concordo com você.

Paramos de conversar e ajudei Mary a levar as coisas para a sala, nesse meio tempo eu vi Edward descendo a escada de banho tomado já e depois de tudo posto a mesa eu me sentei ao lado de Esme, já Edward ficou do outro lado sozinho.

Comemos em paz, mas o leite de coco me enjoou bastante após eu comer o peixe quase todo com tanto desejo e uma vontade imensa de pôr tudo para fora me bateu, tive que deixar todos a mesa e fui para o banheiro social me livrar daquele embrulho terrível no estômago. Vomitei até eu não aguentar mais e ao olhar para porta Edward me olhava.

—Some daqui e fecha essa porta agora! Fui um pouco grosseira.

—Se preocupe com você, acho melhor calar a boca!

—Eu........... Eu não consegui terminar a frase, coloquei o restante que eu havia comido para fora e me levantei fraca depois de fazer tanto esforço. Cuspi para tirar o resido da minha boca e dei descarga, sem demora eu fui lavar a minha boca e molhei a minha nuca que estava bem febril. O esforço para pôr para fora foi imenso e sequei a minha boca após lavá-la. Apressei-me para sair do banheiro. –Com licença. Pedi quando parei em frente a Edward que estava impedindo a minha passagem na porta.

—Já terminou de colocar tudo para fora? Perguntou ele me olhando. –Não acho certo sujar a casa!

—Pois saiba que fui eu quem limpou isso tudo aqui e limparia caso eu sujasse sem querer! Sai da minha frente?

—Pode passar falou ele abrindo caminho.

—Sei que eu posso mesmo, não precisa autorizar!

Voltamos para a sala.

—Sente-se melhor? Perguntou Carlisle.

—Enjoos de grávida.

—O peixe está ótimo, isso é frescura de mulher nesse estágio. Falou Edward ao se sentar.

—Não diga isso filho, eu enjoei demais na sua gravidez também e nem foi o terço do que Isabella vem passando.

—Eu me lembro. Falou Carlisle olhando para a mulher.

—Não tem como esquecer. Disse ela sorrindo.

—Então eu terei uma neta?

—Edward não te contou?

—Não me falou nada, foi Esme quem me falou. Edward está no estágio da rebeldia e infantilidade para o meu lado, mas ele sabe que eu sou o pai dele e ele me deve respeito.

—É ele sabe disso. Afirmei olhando para Edward e ele me fulminava com o olhar, sorri.

—Fico feliz que teremos uma menina. Tem nome já?

—Ainda não. Acho que eu ao escolher só falarei quando ela nascer, meio que uma surpresa.

—Será como lhe deixar feliz.

—Você é muito gentil Carlisle, é uma pena que nem todos os homens são assim. Edward olhou para mim revirando os olhos.

—Não precisa jogar indireta Isabella.

—Não preciso jogá-las, eu pego e falo na cara!

—Não vamos discutir, por favor. Falou Carlisle se intrometendo.

—Isso mesmo, haja como pai e marido. Disse Edward com pirraça.

—Edward dê um tempo, por favor? Pedi olhando para ele.

—Deixe querida, deixe-o desabafar. Falou Carlisle olhando para mim. -Acho melhor voltarmos a comer.

—Vou comer o arroz e as saladas somente para não me enjoar mais.

—Faça isso filha. Disse Esme de forma amorosa. Já Edward se levantou fazendo um barulho exagerado com a cadeira e saiu da mesa.

—Edward deixe de ser indelicado!

—Você se meta na sua vida! Disse ele saindo da sala.

—O Deixe com essa rebeldia para lá. Falou Carlisle aborrecido, mas sempre mantendo a calma.

—Não me levem a mal, mas talvez ele aja assim por ter tudo na mão. Edward é mimado e rebelde demais para o meu gosto, é difícil a convivência com ele.

—Estamos percebendo isso. O que podemos fazer? Perguntou Esme perdida em pensamentos.

—Dar um corretivo como pais que são. Falem sério com ele e imponha limites, mas o medo que ele se rebele ou se vá os impede. Só aja com mais dureza.

—Não é falta disso, Edward é genioso demais.

—Estou sentindo isso na pele, mas sou sincera a vocês, eu não sei até quando eu vou aguentar isso. Eu sou mulher, estou grávida e sensível. Preciso de carinho e não conviver com a estupidez em pessoa.

—Você tem razão querida. Disse Esme pensativa, ela viveu na pele a falta de carinho somente.

—Sei que sim.

Paramos com a conversa e continuamos a comer, rejeitei a sobremesa e pedi licença pra me levantar da mesa. Caminhei no sentido do corredor e Edward descia todo arrumado segurando a chave do carro e sua carteira de dinheiro.

—Onde está indo há essa hora Edward?

—Não é a minha mãe!

—Não sou a sua mãe mesmo. Se fosse você não seria assim, já tinha dado um corretivo!

—Não vou perder o meu tempo, pode acabar sobrando para você. Tome conta da sua vida!

Ele passou por mim e saiu pela porta da cozinha, fui até a mesma e o vi caminhando pra garagem. Alguns seguranças o acompanharam, na certa iria com ele, esse era o trabalho deles.

—O patrãozinho está indo sair?

—Sim. Ele e o pai não estão se dando bem. Falam-se, mas não é a mesma coisa.

—Acredito que seja por causa da patroa.

—Eu tenho certeza que sim Mary, mas Edward é problemático.

—E como. Falou ela indo ao sentido do corredor, precisávamos tirar a mesa e olhei no relógio, marcava 21:05min da noite.

Ajudei Mary retirar a mesa enquanto Carlisle e Esme estavam sentados no sofá com a televisão ligada. Olhei para eles e continuei arrumando as coisas.

Fui para a cozinha e lavamos tudo, Mary foi limpar o fogão enquanto que eu secava a louça e a guardei. Pedi Mary o celular dela emprestado e fui para o quarto dela após terminar de arrumar as louças no armário. Liguei para o celular de Max e chamou uma vez somente, no segundo toque ele atendeu.

—Oi meu amor.

—Oi. Falei sorrindo e me deitei na cama. Sentia-me bem cansada e minhas pernas doíam. –Eu estava com saudades.

—Eu muito mais.

—Quer um pouco de cansaço? Perguntei sorrindo.

—Por que se sente cansada amor?

—Arrumei tudo aqui porque falta uma empregada.

—Edward não a impede de trabalhar estando dessa forma?

—Ele não fala nada e eu nem ligo, não quero ficar de favores. Sinto-me mal ficar à toa o tempo inteiro.

—Não abuse. Disse ele sério.

—Não estou não. Faço o que dá para mim e amanhã é dia de médico. Preciso estar na consulta com a doutora às 08:30min da manhã.

—Edward vai com você?

—Não. Eu irei com o segurança, mas esse é da minha confiança. Por quê?

—Por nada, eu poderia te encontrar lá?

—Sabe onde é?

—Sim, é onde os meus primos se tratam. Vou lhe esperar na portaria.

—Você é doido, acho que não mereço tanto.

—Por que me diz isso?

—Precisamos conversar amanhã.

—Tudo bem, nós conversaremos. É sobre a sua situação com ele?

—É sim.

—Voltou com ele?

—Nunca estivemos juntos para ser sincera.

—Então o que é já que você diz nunca ter tido um caso de verdade com ele com essas meias palavras?

—Prefiro falar cara a cara.

—Quer parar de me ver é isso?

—Só se você quiser. Fui sincera.

—Sabe que não. Estou confuso bella.

—Eu também, mas iremos conversar amanhã.

—Acho que já sei o que é.

—Não teremos essa conversa por telefone, por favor.

—Será como você quiser.

—Obrigado. Amanhã nos vemos então. Estarei chegando por volta das 08:15min da manhã.

—Tudo bem, eu já estarei lá.

—Ok meu querido.

—Sabe que faço de tudo para te ver feliz.

—Eu sei disso, por isso eu gosto de você.

—Eu também gosto de você. Sorrimos. –Podemos ficar juntos amanhã durante o dia?

—Claro que sim.

—Beleza!

—Acho que irei dormir agora meu bem.

—Então boa noite.

—Para você também e até amanhã.

—Até. Falei sorrindo e encerei a ligação.

Coloquei o celular de Mary sobre o criado mudo e saí do quarto, fui pra cozinha e ela comia uma maçã enquanto conversava com Sebastian, ele tomava uma xícara de café e ela lhe fazia companhia. Sebastian era um rapaz muito bonito.

—Boa noite pessoal, estou indo dormir. Sebastian, às 06:30min da manhã sairemos daqui.

—Com certeza!

—Não quero uma carreata de segurança atrás de mim, eu e você já basta.

—Tudo bem.

—Ok. Boa noite Mary.

—Boa noite amiga.

Sai da cozinha e caminhei pelo corredor, fui até a sala e já estava tudo apagado, as proteções já estavam arriadas e tudo indicava que os pais de Edward já haviam ido dormir. Subi as escadas devagar e entrei no quarto de Edward, pelo menos ele saiu e não fez nenhuma bagunça reparei o banheiro ao escovar os meus dentes.

Aliviei-me e tirei aquele vestido, coloquei a mesma camisola branca que eu havia colocado ontem para dormir com Edward. Eu estava apreensiva e de certo modo com medo de Max não querer mais nada comigo, mas eu entenderia a sua decisão qual fosse ela.

Deitei-me na cama e ignorei o cheirinho bom dele, lembrei de colocar o despertador para despertar e apaguei a luz do abajur. Deixei o sono vir.

.

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..............................................................

Quinta feira, 31 de Janeiro.

6h da manhã.

Despertei assustada com o despertador e olhei para o lado notando a cama vazia. Levantei-me sem pensar duas vezes e fui tomar um banho.

Sai para me secar, penteei-me e me maquiei de forma básica. Decidi colocar algo bonito, pois eu iria ficar com Max depois da consulta e ele sim sabia me tratar como uma verdadeira dama. Terminei de me vestir.

Passei perfume e fui para o closet pegar a minha bolsa e todas as papeladas do médico. Saí do quarto de Edward deixando tudo arrumado e desci a escada segurando a minha bolsa. Caminhei pelo corredor e entrei na cozinha.

—Bom dia Mary.

—Bom dia bella, Sebastian já lhe aguarda.

—Vou só beber um pouco de leite antes de ir, não quero encher o meu estômago e enjoar depois na estrada.

—Pego para você.

—Ok. Falei ao encosta-me no armário.

—O patrãozinho não veio para casa.

—Pouco me importo com ele e não virei para o almoço.

—Imagino até o porquê.

—É isso mesmo. Falei pegando o copo de leite da mão dela. –Não vamos falar a respeito disso. Falei na hora que Fausto entrou para tomar o café dele e o saudei com a cabeça somente.

—Claro que não.

Terminei de beber o leite e devolvi o copo dela, me despedi deles e fui pra garagem na companhia de Sebastian. Ele abriu a porta do carro e eu entrei o agradecendo pela gentileza. Saímos da mansão e fomos na paz.

.

.

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Chegamos na clínica gigantesca e pra lá de luxuosa. Sebastian veio abrir a porta do carro para mim e sorri ao aceitar a sua mão para sair.

—Obrigado.

—Entrarei com a senhorita.

—Quero que seja discreto, confio em você e na Mary.

—Sabe que pode, pelo que percebo a senhorita está sendo injustiçada.

—Que bom que estamos entendidos. Então me acompanhe.

—OK. Falou ele trancando o carro.

Entramos na clínica e sorri ao ver Max sentado em um dos bancos. Ele ficou meio assim ao ver Sebastian ao meu lado e fui até ele o abraçando.

—Bom dia. O saudei sorrindo

—Bom dia. Disse Max sorrindo. –O seu segurança est...

—Sim ele está nos vendo, mas é de confiança.

—Ok.

De forma discreta Max me acompanhou até Sebastian e o mesmo estava um pouco sem graça, mas soube disfarçar.

—Está na hora da minha consulta e eu irei com ele. Qualquer coisa me avisa, estarei na sala nove.

—Tudo bem senhorita Isabella. Disse ele me olhando.

—Ok.

Fui até a recepção me identificar e pedi informação onde pegar os resultados dos exames que eu havia feito. Indicando o lugar certo, eu fui até lá na companhia de Max. Peguei todos eles e fui aguardar a minha vez na consulta com a doutora.

.

Na hora certa eu fui chamada e Max preferiu que eu fosse sozinha para evitar comentários, a família de Edward era conhecida pela maioria deles por serem sócios há muito tempo. Também achei melhor assim e entrei na sala.

—Bom dia Isabella.

—Bom dia doutora.. Eu estou com os resultados.

—Que bom! Vamos olhar então?

—Claro que sim. Entreguei todas as papeladas para ela e ela foi lendo com calma e atenção um por um. Depois ela abriu o outro envelope e leu tudo que estava escrito ali, fiquei nervosa com o silêncio e tentei me acalmar, eu era ansiosa demais. –E aí doutora?

CONTINUA..........