Solares
18 Capítulo 18
Notas iniciais
BELLA.......
Continuação do capítulo anterior.
Ao voltar para o quarto eu liguei a televisão e me deitei para assisti-la. Momentos depois bateram na porta e eu ao consentir que entrasse vi ser Alice. Ela vestia uma camisola cinza de seda e se deitou ao meu lado.
—Estou um caco hoje porque trabalhei bastante essa semana.
—Trabalha sozinha?
—Não, eu tenho a minha equipe. Eu decoro também e faço mil e uma coisas, adoro o que eu faço.
—Ah!
—Estou a fim de ir ao shopping mais tarde. Minha tia se animou a ir e Edward irá conosco também, será ele o nosso motorista. Falou ela sorrindo. –Aproveite e peça a ele para comprar coisas para a filha de vocês. No shopping tem cada coisinha linda para bebês.
—Não estou com pique para ir, vão vocês.
—Não está a fim de ir conosco?
—Nem um pouco, desculpe.
—Poxa bella! Vamos passear um pouquinho só? Você reclama tanto que fica aqui presa essa é uma boa hora de interagirmos em família.
—Eu não quero ir com ele, Edward só me faz passar vergonha Alice. Imagina se ele cisma de chamar a minha atenção no meio dos outros?........ Onde a minha cara irá ficar? Não! Muito obrigado.
—Eu prometo que ele não irá envergonhá-la em público.
—Isso é o que você diz! Parece não se importar tanto assim com a minha dor e me obrigam a estar sempre e sempre com ele. Com Edward, com Edward e eu já estou cansada do tratamento dele para comigo! Esqueceu que eu também tenho o meu valor como mulher?
—Se não quiser ir eu vou respeitar, só achei que seria bom.
—Tenho certeza que não será e estará me fazendo um grande favor em tirá-lo de casa, só assim eu fico em paz.
—Acordou zangada hoje?
—Não estou zangada, mas não tente me empurrar para cima dele. Não enxerga o meu lamento silencioso ou você só se preocupa com o bem star da família de vocês?
—Juro que não estou ao convidá-la, só achei que seria legal, mas tudo bem bella. Não precisa ir. Disse ela pensativa e olhou para mim. –Não passo por cima da dor de ninguém, só desejo a paz aqui, mas a cada dia que passa vejo que está difícil. Eu só tenho a lamentar e ver como pessoas maravilhosas se afundam cada vez mais.
—Eu me afundei por causa do seu primo!
—Eu não quero repetir essa conversa, acho melhor deixá-la sozinha para relaxar. Não é um bom momento agora, sinto isso. Irei ao shopping para passear com a minha tia você querendo ir ou não. Desculpe por incomodá-la.
—Não é incomodo algum, sabe disso Alice. Você sabe que eu gosto de você, mas é muita coisa para se assimilar e estou muito confusa no momento. Preciso mesmo é relaxar e me manter calma, quieta na minha para ser sincera.
—Sei disso. Falou ela segurando brevemente na minha mão e se levantou da cama. –Só desejo que tudo se resolva, só isso.
—Tudo bem Alice.
Ela saiu do quarto e eu fechei os meus olhos para depois tornar abri-los. Eu me sentia cansada mentalmente e desliguei a televisão, eu não estava a fim de ir ao shopping e sim ver Max. Era uma situação bem ruim eu sair com ele, gostar da companhia dele e me casar com Edward que me maltratava de todas as maneiras cabíveis a ele.
Acabei pegando no sono momentos depois.
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13:30min da tarde.
Despertei com alguém me chamando.
—bella, bella.
—Hum? Fiz abrindo os meus olhos. –O que é Mary?
—O patrão pediu para te chamar e mandou você se arrumar agora.
—Pra quê?
—Irão ao shopping. A senhorita Alice falou que você não iria, mas sabe como ele é, por isso pediu que eu viesse chamá-la.
—Não irei a lugar nenhum! Estou sem pique para ir ao shopping e muito menos irei obrigada! Diga a ele que eu não irei a lugar algum.
—Estão todos almoçando na sala. Esme não quis acordá-la, mas Edward pediu que eu viesse dar-lhe o recado, eles sairão às 15h da tarde. Pronto, eu já passei o recado!
—Diga a ele que o recado já foi dado, mas não comente nada que eu não irei. Pode ser?
—Pode deixar.
—Ótimo!
—Seu noivo é bem insistente.
—Eu sei disso.
—Estou indo então.
—Ok.
Mary saiu do quarto e eu liguei a televisão, eu não iria ao shopping mesmo. Mary ao comentar em que todos estavam comendo despertou a minha fome, mas o programa que passava na televisão despertou o meu interesse e fiquei assistindo.
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35min depois.
Eu continuava a assistir televisão quando Edward entrou no quarto e veio até a cama ficando ao meu lado em pé.
—Esteja arrumada às 15h da tarde. Está me escutando?
—Já falou tudo? Perguntei olhando para a televisão, eu o ignorava.
—Estou falando com você, então olhe para mim e não para a televisão! Falou ele com a sua maneira nada educada.
—Pronto, estou olhando para você! Satisfeito?
—Detesto ser ignorado! Às 15h esteja arrumada e não me venha com palhaçadas Swan!
—Se já falou tudo, pode sair do quarto, por favor?
—E se eu não quiser?
—Mais sou eu que quero!
—Sou o seu futuro marido e na ausência do meu pai eu sou o chefe da família! Então vai comigo você querendo ou não! Vai já se arrumar!
—Quem pensa que é Edward?
—Sou o que você quiser! Seus elogios não me abalam.
—Então fique sabendo que eu não irei, não estou a fim de ir ao shopping hoje!
—E posso saber o porquê?
—Não quero ir com você e mesmo assim sinto-me cansada!
—É mentira sua! Irá você querendo ou não!
—Não pode me obrigar! Estou grávida.
—Posso sim e você sabe disso. Não use a gravidez como pretexto.
—Não estou não!
—Está sim! Agora deixe de conversa fiada e vá já se arrumar.
—Sua sensibilidade me comove, mas sinto muito eu não irei, não irei e não irei!
—É essa a sua decisão?
—É sim!
—Foi você quem escolheu! Falou ele saindo do quarto e bateu a porta trancando-a a seguir. Apavorada para não ficar trancada eu fui até a porta.
—Edward, Edward! O chamei batendo forte na porta. –Abra porta Edward, tudo bem eu vou com vocês. Falei bem alto deixando uma lágrima rolar e nada dele vir. Cansei-me de chamá-lo e fui me deitar na cama desconsolada.
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5min depois.
Escutei a maçaneta da porta se mover e era sinal que alguém abria a porta, ao abri-la vi ser Edward.
—Então decidiu ir?
—Foi o que você ouviu, não?
—Sim. Prefere ir a ficar trancada?
—É. Falei séria.
—Então vá tomar o seu banho, tem pouco tempo para se arrumar.
—Eu vou tomar o meu banho, me arrumar e almoçar primeiro! Fui um pouco grossa ao falar, eu estava bem chateada.
—Você é quem sabe, seja rápida!
O deixei pra lá e fui pro banheiro tomar banho. Indignada por ter que ir ao shopping com ele, eu me despi e fui para o Box me lavar. Não lavei a minha cabeça dessa vez e fui rápida no banho. Sequei-me, hidratei a minha pele, me maquiei e prendi o meu cabelo em um pequeno rabo de cavalo. Finalizei passando batom rosa o meu look e calcei o meu sapato de salto de cor creme.
Passei perfume e fui pegar a minha bolsa no closet para poder descer. Ao sair do mesmo Edward me aguardava na porta do quarto de braços cruzados e notei ser pura implicância, mas não liguei.
—O que é? Vai ficar feito estátua na minha frente? Quero passar! Falei um pouco grossa parada na frente dele por ter que ir obrigada.
—Esse tipo de vestido é indecente! Vá trocar agora!
—Nunquinha! Preciso ir comer e sai da minha frente!
—Seu papai marginal não lhe deu educação não?
—Não faço questão de usá-la com você! Ele sorriu e saiu da minha frente para eu passar.
—Mulheres sem noção usam esse tipo de roupa mesmo. Disse ele para me provocar e continuei andando pelo corredor.
—Dá para ver que não se importa. As mulheres que você usa faz esse tipo mesmo pelo o que eu reparei, por isso elas curtem você, mulher e homem sem noção, por isso eu sou a exceção já que te detesto!
—Fala da boca para fora.
—Falo, afirmo e ainda assino em baixo Cullen!
Desci a escada e fui na direção da cozinha, já Edward foi para a sala. Ao entrar na cozinha.
—Mary amiga, eu irei comer agora.
—Vou colocar para você. Disse ela que estava lavando louça.
—Não precisa, eu mesma tiro.
—Vai sujar a sua roupa e está muito bonita.
—Obrigado. Falei sorrindo. –Não pareço vulgar estando vestida desta forma?
—Claro que não! Está um arraso!
—Que bom! Edward falou que esse tipo de vestido é indecente.
—Que nada! Está ótima assim.
—Menos mal. Vou comer rapidinho agora.
Peguei um dos pratos que Mary lavou e um garfo limpo para mim, fui até o fogão tirar a minha comida e me sentei à mesa para comer. Lembrei de Max e sorri sozinha.
—Sorrindo sozinha? Perguntou Mary sorrindo também trazendo um copo de suco para eu beber. –Isso é raro!
—Não é nada.
—Que bom que vai sair para se distrair.
—Você quase não faz isso não é Mary?
—Tem muito tempo que eu não saio. Fico tão cansada que só desejo dormir.
—A vida passa, arranje um namorado. Sorrimos.
—Um dia desses. Falou ela voltando a lavar louça.
—Isabella, você está demorando. Minha prima e minha mãe já estão arrumadas e só estão te aguardando mesmo. Falou Edward parado na porta da cozinha.
—Já estou acabando, não irei comer correndo.
—Ande logo então!
Continuei comendo no ritmo que eu estava, eu não iria correr por causa dele e ele saiu da cozinha enfezado com a minha demora.
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.10min depois.
Terminei de comer quando Edward retornou à cozinha bem injuriado com a minha demora proposital. Coloquei o prato para a Mary lavar porque se eu o fizesse, Edward explodiria na certa para cima de mim. Passei por ele sentindo o seu perfume que era fatal para as mulheres que o venerasse, esse não era o meu caso não é subi para o quarto para escovar o meu dente rápido.
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No banheiro eu quis me aliviar primeiro e lavei as minhas mãos antes de escovar os meus dentes. Retoquei o batom depois e desci indo para a sala.
—Podemos ir. Falei vendo Alice e Esme arrumadas ali.
—Então vamos logo, já estou de saco cheio de tanto te esperar! Falou o outro pegando a chave do carro no bolso.
—Não ligue filha, agora vamos.
—Tudo bem Esme, eu não ligo mesmo. Agora vamos antes que o seu filhinho dê um ataque do coração.
—Está me zombando? Perguntou o outro segurando no meu braço.
—Você faz o mesmo comigo todos os dias.
—Podemos ficar em paz? Perguntou Alice chateada.
—Está vendo o porquê que eu não queria ir com esse cavalo ao shopping Alice? Agora me entende?
—Tem duas opções sua... sua.....
—Pare Edward! Falou Esme chateada. –Vamos logo antes que eu desista!
—Tudo bem. Falou ele me olhando feio e virei a cara para ele.
—Mais tarde nós conversamos. Disse ele em tom de ameaça e largou o meu braço de qualquer jeito.
—Estou cheia de medo!
—Filha, pegue leve também. Quem fica de fora pensa que são duas crianças birrentas brigando!
—O Culpe, mas vamos logo para esse bendito shopping!
—É, vamos logo! Falou Alice trazendo a tia.
Passamos pela cozinha e despedi-me de Mary, aliás, todos nós. Fomos para a garagem e eu fiz questão de abrir a porta do passageiro para eu entrar, mas Alice...
—Bella, vá com ele na frente porque eu irei aqui com a minha tia.
—Eu posso ir aqui com ela, vá na frente com ele você.
—Ele não é o meu noivo bella e tentem se dar bem pelo menos poxa!
—Claro que sim. Falei numa boa sorrindo levemente, Edward iria me pagar. –Posso ir na frente com ele numa boa. Falei abrindo a porta do carona para eu entrar e me sentei devagar.
Edward fechou a porta assim que Alice e Esme se sentaram no banco traseiro e veio ocupar o lugar do motorista. Encostei-me no banco e ajeitei a minha bolsa em meu colo quando ele ligou o carro, ao olhar pelo retrovisor vi a pirua blazer sendo ligada também, iríamos de babá pelo visto.
Saímos da garagem e evitei olhar pra Edward o máximo, os vidros estavam arriados e o ventinho batia constantemente em meu rosto conforme íamos passando pela estradinha que ligava a rua até a casa dele e vice e versa.
Ao chegarmos na rua Edward dirigiu pra valer, ele gostava de pisar no acelerador e o reprovei com o olhar por duas vezes.
—O que foi garota? Perguntou-me ele na minha terceira olhada feia a ele.
—Pode ir um pouco mais devagar? Não gosto de velocidade!
—Acho que não. Falou ele com segundas intenções e fingi não perceber.
—Pois eu detesto fique sabendo!
Cruzei os meus braços e paramos no sinal. Um carro parou ao lado do carro em que estávamos e olhei na direção dele, eram dois rapazes ali e uma moça atrás, o motorista me olhou e por pura falta de educação Edward suspendeu o vidro ao apertar o botão que tinha ao seu lado na porta. Olhei para ele sem falar nada, não era preciso e ele acelerou quando o sinal abriu, era um doente mental mesmo e nem liguei.
Alice e Esme conversavam bastante e em um momento ficaram falando a respeito do meu casamento, pensei em Max na mesma hora e fechei os meus olhos me sentindo bem dividida. Esse casamento estava me deixando confusa depois que eu conheci o primo de Edward. Eu pensava em sua gentileza para comigo e me lembrava ao mesmo tempo das grosserias de Edward, eu temia que após o casamento ele fosse piorar comigo. Sem estarmos casados ele me dominava totalmente mesmo eu não permitindo, imagina depois. Eu não queria viver na infelicidade o tempo todo, mas eu fazia por Esme e pela a minha filha que meses depois nasceria. Eu estava tão confusa meu Deus e apavorada, mas de uma coisa eu tinha certeza nesse momento, eu não largaria o Max até que ele se enjoasse de mim. Eu queria me sentir amada e com a gentileza dele apagar esses dias de maus tratos da minha vida, eu estava marcada por demais por causa de Edward.
Max não seria uma válvula de escape, muito pelo o contrário, ele seria a pessoa ideal na minha vida, eu acho. Eu ainda estava conhecendo-o e era cedo demais para se ter algo concreto, pensei...
—Está tão calada. Observou Alice.
—Não é nada demais. Esse shopping é muito longe?
—Já estamos quase chegando.
—Que bom! Preciso comprar algumas roupas para mim, a maioria estão apertadas. Falei sorrindo, Edward iria me pagar.
—Podemos resolver isso lá. Falou Esme simplesmente.
—Iremos sim. Afirmei de forma tranquila.
—Mais é claro! Era tudo que você queria não é mesmo? Provocou-me ele.
Não o respondi e fiquei olhando para o lado de fora, o vidro filmado atrapalhava bastante e tornei a abrir o vidro ao apertar o botão, mas de implicância Edward tornou a fechá-lo.
—Abra! Preciso de ar Edward!
—Já estamos quase chegando!
—Deixa pra lá! Falei injuriada e abri a minha bolsa para retocar o batom.
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Chegamos no bendito shopping e abri a porta na mesma hora ao pararmos. Os seguranças que nos acompanhou desceram do carro com roupas casuais e eles ficariam à paisana ao nosso redor o tempo todo sem levantarem suspeitas. Ajeitei a bolsa em meu ombro enquanto Alice ajudava a tia a descer do carro tendo o auxilio de Edward, já eu os aguardava parada de braços cruzados. Eu temia a todo o momento o comportamento do pai da minha filha.
Edward fechou o carro e o alarme soou alto, fui andando na frente de propósito e Edward me puxou pelo braço.
—O que foi agora? Perguntei baixo e puxei o meu braço, sendo que ele continuou me segurando. Havia pessoas ao nosso redor.
—Está com pressa?
—Um pouco, quero comprar algumas roupas para mim.
—Com que dinheiro?
—Com o seu! De quem mais?
—Vá sonhando! Já tem a droga desse casamento que estou gastando à toa e sem necessidade. Agora terei que comprar roupas para você que não passa de uma aproveitadora? Não e de jeito nenhum!
—Vai comprar sim Edward e dê o que ela quiser!
—Escute a sua mãe. Falei sorrindo para ele. –Serei a sua esposa.
—Posso comprar por ter muito dinheiro o que eu quiser, já você depende e dependerá sempre de mim!
—Que bom que tem muito, só assim comprará o que eu quiser!
—Filha.
—Oi Esme?
—Compre o que você gostar e parem com essa discursão!
—Diga isso para o seu filho. Falei apontando para o Edward mesmo sabendo que ela não estava vendo.
—Digo para os dois!
Depois da advertência de Esme ficamos calados. Eu ia à frente, alguns carinhas me olhavam bastante e eu nem ligava, mas Edward acabou segurando forte em meu braço e andamos assim o tempo todo. Eu reclamava a todo o momento e tentava tirar o meu braço da mão dele, mas ele não deixava.
—Quero andar solta e, por favor, me solte!
—Vai andar comigo!
—Estamos em um shopping e quero olhar as coisas, já com você agarrado em mim me incomoda droga!
—Incomodando ou não será assim!
—Mas eu não quero! Solte-me Edward!
—Não!
—Esme fala para o seu filho deixar eu circular à vontade, ele está me impossibilitando de olhar as vitrines.
—Edward, por favor, filho, não vamos fazer barraco aqui. Hoje é sábado e vamos curtir como uma família civilizada filho.
—Acho bom manter a postura! Disse ele me largando a contra gosto e me afastei dando graças a Deus. –Se comporte! Falou ele vindo atrás e um pouco distante de mim por eu estar andando rápido, fiz de propósito.
Fui andando na frente a maior parte do tempo e entrei na loja de propósito, fui atendida por um vendedor dessas lojas de marca e até que o rapazinho era simpático. Sorrindo bastante eu fui atendida por ele e Edward se aproximou de mim me olhando nos olhos. Naquela loja havia roupas bonitas, sapatos, acessórios bonitos femininos, masculinos e olhei pra Edward.
—Eu quero aquela ali. Falei apontando para a vitrine de roupa.
—Ele vai pagar para você. Falou Esme se aproximando de nós junto de Alice.
—Não virei papai Noel mãe, essa garota não vale um tostão! Disse ele e isso me ofendeu, sorte era que o vendedor estava um pouco distante.
—Tem quem ache o contrário, muito o contrário. Mas não se preocupe, desisti de comprar.
—Eu pago para você filha, compre o que quiser.
—Não precisa Esme, eu já comprei roupas e tudo que eu preciso pra mim da outra vez que eu saí sozinha. Obrigado!
—Com que dinheiro? Perguntou Edward me olhando sério. –Você não tinha nenhum!
—Vendi alguns dos meus brincos e me gerou um bom dinheiro. Não preciso do seu!
—Brincos comprados com dinheiro roubado? Perguntou ele baixo olhando pra mim.
—Não é não. Foram vendidos três dos milhares de brincos que Jacob me deu. Eram caros e para não depender do dinheiro da sua família para nada, eu os vendi. Agora limpe a sua boca, não sou e não me comparo com as suas vadias que devem ser interesseiras! Saiba que eu seria capaz de vender o meu apartamento para não ter que depender nunca de você. Cuide apenas da sua filha quando nascer por ser o seu dever.
—Isso é o que você diz!
—E afirmo. Falei olhando de forma tranquila, eu não perderia a compostura.
—Não ligue para ele bella. Falou Alice.
—Não mesmo, estou tranquila porque o que vem de baixo não me atinge.
O vendedor se aproximou de mim.
—Gostou de algo? Perguntou ele de forma simpática.
—Eu gostei daquele vestidinho ali, mas estou tão redonda. Será que ficará bem em mim?
—Com todo respeito ficará bem sim. A peça é realmente bonita.
—Eu amei. Quanto custa?
—R$ 90,00 dólares.
—Eu vou querer. Pode ser do tamanho “G”, por favor.
—Vou pegar para a senhora. Falou ele olhando para o Edward e tornou a olhar para mim.
—É senhorita, eu sou solteira.
—Ok. Falou o rapaz sem graça e se afastou indo na certa ao estoque.
—Com que dinheiro irá comprar? Perguntou Edward me olhando sério.
—Já disse que com o meu!
—Eu pago para você filha.
—Não Esme, por favor, eu tenho o meu dinheiro.
—Faço questão filha.
—Mais eu não. Falei perdida em pensamentos e não notei que fui grosseira sem querer.
—Fale direito com a minha mãe! Já se esqueceu que deve muito a ela? Falou Edward chamando a minha atenção pra valer.
—Perdão Esme, eu não quis ofendê-la.
—Não estou chateada, mas gostaria de pagar o vestido para você.
—Agradeço de coração, mas não.
O rapaz voltou trazendo o meu vestido.
—Pode experimentar.
—Eu irei sim. Onde fica o provador?
—A sua direita. Ali ô. Disse ele me mostrando.
—Obrigado.
Afastei-me deles e peguei o número um com a moça, esse número representava o número de peças que eu iria experimentar e entrei na cabine. Tirei o meu vestido e coloquei o outro da loja, ficou certinho e o tirei. Coloquei de volta o meu e saí da cabine devolvendo o número para a moça da loja.
—Ficou bom? Perguntou Alice.
—Perfeito.
—Gostou do vestido? Perguntou o vendedor.
—Sim. Eu irei levá-lo.
—O pagamento será feito com dinheiro ou cartão?
—É dinheiro.
—Ok. Falou ele fazendo a notinha e me entregou agradecendo-me.
Fui para o caixa e abri a minha bolsa pra pegar o dinheiro. Paguei a peça e saímos da loja comigo andando na frente outra vez.
—Isabella! Chamou-me Edward e fingi não o escutar.
Continuei andando. Andamos pelo shopping e admirei algumas vitrines. Comprei uma blusa de trinta dólares com o meu dinheiro novamente e Esme ficou chateada comigo por não aceitar o dinheiro dela. Eu não podia aceitar que ela gastasse comigo.
Alice e ela compraram algumas roupas também. Edward preferiu ficar na dele, andamos bastante pelo shopping e paramos para comer em uma pizzaria, meu apetite estava elevadíssimo e comi bastante. A pizza estava deliciosa e Edward comeu bastante também, acho que eu, ele e Alice competíamos silenciosamente em quem comia mais e era que a massa era bem fofinha e grossa. A mussarela ia longe de tão derretida e o sabor era tudo de bom. Ao terminarmos de comer, eu já me sentia cansada.
—Esme se você não se importa, eu gostaria de ir embora.
—Podemos ir. Disse ela de forma simples, ainda estava chateada comigo.
Fomos para o estacionamento e entramos no carro, eu sentia-me um pouco sonolenta e encostei-me no banco, Edward ligou o carro e durante o trajeto de volta para a mansão eu acabei dormindo.
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UM BOM TEMPO DEPOIS.
—Já chegamos dorminhoca. Falou Alice me sacudindo de leve.
—Hum? Fiz abrindo os meus olhos.
—Já chegamos.
—Que bom!
Saí do carro e da garagem sem esperar os outros. Fui direto para dentro de casa, cumprimentei Mary ao passar pela cozinha e fui para o quarto, meu objetivo era tomar um banho urgente. Guardei a blusa e o vestido que eu comprei no closet e fui para o banheiro, tirei o meu sapato, a minha roupa e por último a minha calcinha. Entrei no Box e liguei o chuveiro, me ensaboei pensativa e me lavei da cabeça aos pés. Enxaguei-me e fechei a água ao terminar, sai do Box e vesti o roupão logo em seguida. Penteei o meu cabelo molhado e o sequei bem depois com a toalha. Depois de seca eu fui para o closet me vestir.
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Após eu vestir uma camisola, eu saí do closet no momento que Edward entrou no quarto de banho também tomado e vestia um pijama de short e blusa sem manga. De forma tranquila ele se deitou na cama e ligou a televisão despreocupado, minha vontade era de socá-lo e muito pela graça que ele me fez hoje no shopping, eu não era interesseira, não mesmo. Já eu preferi sair do quarto a ficar ali com ele.
Fui para a cozinha e tomei um copo de leite quente junto da minha vitamina, Mary já não estava mais ali na cozinha e já tinha ido descansar minutos atrás. Decidi ligar pra Max e como eu era boa de memória eu consegui gravar em poucos minutos o número dele assim que ele me deu junto de seu endereço. Minha memória era boa.
Fui até o quarto de Mary e bati suavemente na porta.
—Sou eu Mary.
—Entre. Falou ela.
—Já estou invadindo. Falei sorrindo ao girar a maçaneta e empurrei a porta. –Vim lhe pedir o celular emprestado.
—Claro que sim, pegue-o ali. Disse ela apontando para o aparelho que recarregava estando em cima do criado mudo.
—É rapidinho e vou ligar aqui mesmo do seu quarto.
—Olha lá hein, mas pode ligar.
—Brigadinho. Falei me sentando na ponta da cama dela, o quarto era aconchegante e existia três do mesmo jeito ali na casa. Disquei o número e aguardei chamar, no terceiro toque ele atendeu.
—Alô. Falou ele dando a entender que não conhecia o número.
—Oi. Falei sorrindo e Mary ficou me olhando desconfiada, acabei dando língua para ela e ela sorriu. –Liguei por estar sentindo saudades.
—Isabella? Perguntou ele desacreditado.
—A própria.
—Que saudades sua, paixão! Você está bem?
—Melhor com certeza agora. Falei me levantando e desconectei o fio do carregador do celular. Fui até a porta ver se tinha alguém ali, mas a barra estava limpa.
—Arrumou um celular?
—É o celular da minha amiga, ela trabalha aqui na casa.
—É seguro?
—Claro que sim. Falei fechando a porta novamente. –Eu estava com saudades e resolvi ligar. Não foi sair hoje?
—Não. Eu preferiria ir com você.
—Juro que cheguei a cogitar a possibilidade de ir te ver, mas acabei indo para o shopping com a família e ficamos lá até tarde.
—Foi com Edward ao shopping?
—Ele me forçou a ir, para não chatear a Esme eu acabei indo. Menti.
—Esme é um encanto de pessoa mesmo. Adoro de paixão ela.
—Eu também gosto muito dela. Eu gostaria de te ver outra vez.
—Faz o mesmo esquema ou quer que eu vá te buscar na metade do caminho? O táxi é por minha conta.
—Prefiro marcar no seu prédio, você me espera lá em baixo e tudo resolvido. Quando quiser me ligar, me liga para esse número. É mais seguro. Liga-me durante o dia, é melhor.
—Eu irei com certeza. Vamos nos ver quando agora?
—Pode ser amanhã? Perguntei sorrindo.
—Amanhã?
—Sim.
—Há essa possibilidade? Perguntou ele surpreso.
—Pra falar a verdade eu não sei. Acho que segunda feira é melhor e juro ir te ver na sexta novamente.
—Eu trabalho viu. Falou ele sorrindo.
—É brincadeira, faço tudo para te ver. Segunda feira está de bom tamanho, mas quando na verdade eu queria você agora aqui do meu lado.
—Eu sei. Eu irei te ligar amanhã para combinar melhor.
—Vou esperar.
—Vai ficar em casa amanhã?
—O dia inteiro descansando.
—Tudo bem.
—Vai vir?
—Quem sabe?
—O táxi é por minha conta. Não dirige?
—Não. Eu não tenho habilitação ainda.
—É uma pena!
—Eu sinto mais que qualquer um por causa disso, mas não tive a oportunidade.
—Sem problemas, sabe disso.
—É eu sei. Boa noite.
—Para você também princesa e para a princesinha aí na sua barriga.
—Obrigado. Beijos.
—Para você também.
Desliguei sorrindo.
—Estou passada! Falou Mary me olhando.
—Não banque a fofoqueira viu?
—Claro que não, mas se ele descobrir?
—Não vai.
—Sabe no que está se metendo?
—Estou vivendo à minha maneira Mary, eu estou infeliz com o tratamento de Edward e ele só me machuca com palavras e gestos. Não somos um casal.
—Eu sei disso, mas irá se casar bella. Como irá fazer?
—O primo dele é compreensível.
—O Max? Perguntou ela surpresa e baixinho.
—Sim, ele mesmo. Falei sorrindo.
—Você pirou de vez? Acho que gosta de brincar com a verdade.
—Para me sentir feliz, por que não?
—Edward era tão diferente e sabendo o jeito dele na realidade, eu a recriminaria por ser tamanha covardia, mas ele age de forma tão severa agora que até eu estou confusa. Só espero que isso acabe bem e não em tragédia, sabe o temperamento horrível que ultimamente ele vem tendo e acho que no fundo ele sente ciúmes de você. Até Alice acha.
—Só digo que isso é problema dele! Agora eu irei subir para dormir.
—Boa noite bella.
—Para você também e obrigado.
Sai do quarto e andei pelo corredor, saí perto da porta da área e passei pela cozinha. Caminhei pelo corredor principal e subi a escada devagar, andei pelo corredor de cima e entrei no quarto. Edward continuava deitado e cochilava vez ou outra com o controle da televisão na mão, não liguei e fui escovar os meus dentes.
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Ao voltar para o quarto ele já dormia e fui para pegar o controle da mão dele, na mesma hora ele o segurou.
—Está dormindo!
—E daí?
—E daí que eu quero dormir e vou desligar a televisão!
Ele de forma implicante desligou a tv e eu me deitei na cama, cobri-me com as cobertas e desliguei o abajur. Ele desligou o abajur que ficava ao lado dele e o quarto ficou no breu, apenas a pouca claridade de fora que iluminava pouca coisa o quarto. O barulho do ar era suave e o friozinho era tamanho, pelo visto foi ele que o colocou assim. Peguei o travesseiro e coloquei entre mim e ele, eu não queria qualquer tipo de aproximação com ele e sentia o sono ir me dominando. Edward puxou o travesseiro e o jogou no chão como ele fez da outra vez. Escutei o baque suave quando ele caiu no chão e Edward se aproximou de mim.
—Quando eu quiser dormir dessa forma, eu mesmo coloco travesseiros entre nós! Falou ele perto do meu ouvido.
—Ta bom Edward, eu não vou discutir por causa disso. Só desejo dormir, estou exausta.
Ele se afastou minimamente e eu me ajeitei na cama, o sono me pegou de jeito minutos depois e dormir sentindo a presença dele atrás de mim.
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Domingo, 27 de janeiro.
07:26min da manhã.
Acordei do nada e apertada para fazer xixi, ao olhar para o lado Edward ainda dormia profundamente. Olhei para o relógio e ainda era muito cedo, esse era o meu momento.
Fui para o banheiro fazer xixi e escovei os meus dentes. Decidi tomar um banho rápido.
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Saí para me secar e me maquiei de leve, penteei o meu cabelo e fui para o closet arrumar a minha bolsa colocando tudo que eu precisaria e me arrumei correndo. Eu fazia o mínimo barulho possível e fiquei pronta em dois minutos.
Saí do closet pisando devagar e Edward se mexeu, confesso que o meu coração foi a mil e ele tornou a ficar quieto. Abri a porta devagar e saí. Meus passos eram largos no corredor e desci a escada com calma, mas com o andar um pouco apressado da metade da escada para baixo. Andei apressada pelo corredor e ao entrar na cozinha Mary preparava um bolo.
—Vai sair?
—Vou sim e preciso do seu celular amiga.
—Veja no que está me metendo, não posso perder esse emprego.
—Não se preocupe. Sebastian já chegou?
—Ainda pouco. Servi um pouco de café para ele ainda agora.
—Empreste-me o seu celular, só não garanto voltar logo.
—Não ligo para ninguém, apenas falo com a minha família. Vou pegá-lo.
—Tudo bem.
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4min depois.
—Está aqui. Falou ela me dando o celular fora do foco da câmera.
—Valeu amiga!
—Está muito bonita. Não irá comer nada?
—Vou pegar a minha vitamina e beber um pouco de suco. Preciso sair antes de Edward acordar.
—Hoje? Duvido. Falou Mary indo até a geladeira pegar o suco e depois partiu um pedaço de broa de milho para mim.
—Obrigado. Falei aceitando o copo de suco e a broa.
Comi e bebi rapidinho, fui até o banheiro social lavar a minha boca e retornei para a cozinha.
—Estou indo amiga e diga aos Cullens que eu fui para o meu apartamento. Digam que não é para se preocuparem porque eu volto.
—Pode deixar e juízo.
—Terei. Falei sorrindo. –Tchau.
—Tchau.
Sai para o quintal e chamei Sebastian.
—Hei!
—Oi. Falou ele estando a uma boa distância.
—Por favor, venha até aqui.
—To indo. Falou ele andando apressado e parou a minha frente. –Deseja sair?
—Sim. Deixe-me naquele ponto de ônibus que eu me viro depois.
—Tudo bem. Teremos que ir na blazer, estou sem a chave do outro carro.
—Sem problema, vamos.
—Ok.
Caminhamos para a garagem e ele abriu a porta do carro para mim. Entrei no veículo e ele após fechar a porta deu a volta no carro, sem demora ele ligou o automóvel. Saímos da mansão e não olhei para trás.
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Momentos depois.
—Tenha um bom dia senhorita. Falou ele abrindo a porta para mim após parar no ponto de ônibus.
—Você também. Tchau.
—Tchau.
Ele fechou a porta assim que eu saí e entrou no carro, sem demora ele acelerou e fez o retorno mais à frente para voltar para a mansão.
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8min depois.
Dei sinal para o táxi e ele parou, após eu entrar falei o meu destino após olhar no papel dado por Max. Resolvi ligar para ele e no quarto toque ele atendeu.
—Alô princesa. Bom dia.
—Bom dia. Falei sorrindo. –Já sabia que era eu?
—Gravei esse número ontem, já está bem guardadinho aqui.
—Que bom! Advinha?
—O que?
—Não faz ideia?
—Está vindo para cá?
—Isso mesmo. Falei afirmando com a cabeça e sorrindo pra valer.
—Já está perto?
—Não, em uma hora estarei aí.
—Vou te aguardar na portaria do edifício.
—Tudo bem. Beijos.
—Para você também. Até daqui a pouco.
—Até.
Desliguei.
Mesmo eu estando nessa situação e gravidíssima de um homem que não me ama, ele estava sempre procurando me alfinetar a todo o momento. Mesmo eu morando na casa dele, comendo da comida dele e trepando com ele vez ou outra, mesmo o meu corpo explodindo com loucura provocada por ele, eu não sentia um pingo de remorso de estar indo para a casa de outro homem. Ele me feriu tanto que me deixou um pouco sem escrúpulos, mas eu não via nada demais em tentar ser feliz a minha maneira. Max era um doce e eu não queria feri-lo, essa não era a minha intenção e muito menos provocar Edward com essas minhas saídas.
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UM BOM TEMPO DEPOIS.
O motorista do táxi parou em frente o endereço que eu falei e o edifício era mesmo bonito. Max me aguardava do lado de fora do portão principal e o cheirinho de maresia era intenso ali, o mar ficava há poucos minutos dali. Ele ao me ver após eu abrir o vidro se aproximou rindo.
—Bom dia. Cumprimentou-me ele e demos um selinho mesmo eu estando dentro do carro e ele fora.
—Muito bom dia. Falei sorrindo e ele abriu a porta do carro para mim.
—Está linda. E a bebê?
—Está bem.
—Que bom! Falou ele acariciando a minha barriga sorrindo e demos outro selinho demorado.
Max pagou o taxista e saí do carro, demos a mão e entramos na portaria com ele levando a minha bolsa grande, do tipo que cabia o mundo ali dentro. Entramos no elevador e ele apertou o número 20, era o último andar do prédio. Ele morava na cobertura. De forma doce ele me beijou e eu envolvi o pescoço dele com os meus braços, aprofundamos bem o contato de nossos lábios e nos afastamos quando chegamos no andar dele, ele era o único que morava ali em cima.
—Seja bem vinda. Falou ele colocando a chave na porta e a girou.
—Obrigado falei sorrindo e segurando na mão dele. –Desculpe se cheguei muito cedo.
—Chegou na hora certa, não tem importância.
—Parece cansado.
—Um pouco só, mas estou feliz que esteja aqui.
—Eu também.
Max abriu a porta e me deparei com a sala do apartamento dele, o lugar parecia ser enorme.
Reparei mais ou menos na minha e olhei para ele sorrindo. Max acabava de trancar o apartamento e colocou a minha bolsa sobre um dos sofás.
—Fiz café para nós e a arrumadeira antes de ir embora na sexta preparou um bolo. Aceita?
—Aceito sim se não for incomodo. Lá na casa dos Cullens Mary prepara bolo, tortas doces e salgadas, eles também gostam dessas coisinhas.
—Eu também. Falou ele segurando na minha mão e me puxou de forma sutil convidando-me a segui-lo. Eu ia reparando o apartamento dele e eu tinha certeza que ele sim custava uma fortuna. Ao entrarmos na cozinha era tudo de última geração. lembrava um pouco a dos Cullens. Fogão de dois compartimentos de forno, geladeira dupla de inox, uma ilha na cozinha e uma coifa sobre o fogão. Sem contar os armários em tom creme moderníssimos. Era a cozinha dos sonhos de qualquer mulher
Sobre a mesa havia um banquete com frutas, queijos, pães doces e bolachinha salgada, era uma fartura só.
—Tomei a liberdade de preparar a mesa do café para você. Quando eu estou em casa é o basicão mesmo por eu ser sozinho, mas hoje está sendo um dia especial para mim.
—Com certeza que sim Max e obrigado por preparar uma mesa tão bonita. Não precisava tanto, mas já que se dedicou com tanto carinho, eu agradeço a você.
—Você merece.
—Está me bajulando? Perguntei sorrindo.
—Estou sim. Disse ele me abraçando e beijou a minha bochecha sorrindo também. –Vamos tomar café?
—Sim, está me dando fome agora. Saí praticamente escondida e só deu tempo de eu beber um copo de suco e comer uma broa salgada.
—É tudo nosso então. Venha.
Sentei-me na cadeira após ele puxá-la para eu me sentar e ele se sentou ao meu lado. Começamos a comer e coloquei mel no iogurte natural. O café estava bem cheiroso, ele adicionou leite na xícara de café dele e a adoçou com pedrinhas de açúcar light. Max partiu um pedaço de bolo para ele e para mim, fomos comendo devagar até eu me sentir pra lá de saciada minutos depois.
—Já estou satisfeita Max.
—Come mais um pouquinho.
—De jeito nenhum, está de bom tamanho para mim.
—Eu já estou satisfeito também.
—Preciso ir ao banheiro, sabe como são mulheres grávidas.
—Claro que sim, fique à vontade. O banheiro é a segunda porta na sua esquerda, te levo lá.
—Ok.
Ele puxou a cadeira para mim me levantar e saímos da cozinha. Andamos pelo extenso corredor e ele abriu a porta do banheiro.
—É aqui. Está em casa.
—Obrigado.
Olhei o ambiente e era bem agradável.
Fechei a porta e fui me olhar no espelho, até que eu estava muito bem e fui me aliviar. Demorei bastante fazendo xixi, a viagem até aqui e todo esse tempo sentada tomando café encheu bastante a minha bexiga.
Asseei-me e fui lavar as minhas mãos, aproveitei para lavar a minha boca e sequei as minhas mãos. Saí do recinto e Max me aguardava do lado de fora.
—Tudo bem?
—Tudo certinho. Falei sorrindo.
—Vou só guardar as coisas do café e te darei mais atenção.
—Você já está me dando não se preocupe.
—Ok, ok.
Fomos para a cozinha novamente e Max guardou tudinho em seus devidos lugares. Fomos para a sala depois e ficamos conversando.
—Quer dizer que está fugida?
—Mais ou menos, Edward enche o meu saco e quer me dominar o tempo inteiro. Você viu os modos dele no reveillon.
—É eu vi, estranhei e quase não acreditei para falar a verdade. Acho eu que pelas atitudes dele rola um ciúme básico de você.
—Você cismou com isso, mas o que ele gosta é de dominar as pessoas e em especial a mim. Estou lá por causa de Esme e do bebê, é somente isso. Como você sabe, estou sozinha e sou nova demais. Estou sem chão no momento. Sinto-me sufocada com essa responsabilidade já cedo e cogitei deixar a minha filha quando ela nascer com o pai para ele cuidar dela. A minha presença parece ser chocante demais para ele devido a nossa falta de diálogo. Nunca paramos de brigar.
—Isso é um pouco triste abandonar o filho, se arrependerá com certeza se fizer isso. Tenho certeza que o meu primo pela forma que ele te trata, ele jamais deixaria você ficar com ela outra vez caso a abandonasse. Pense antes de agir para não se arrepender depois.
—Esme disse mais ou menos isso também e encararei os fatos, não tem jeito mesmo. Ela disse que quando ela nascesse e que ao pegá-la no colo eu mudaria de ideia. É como se fosse amor à primeira vista.
—Fica comigo, posso assumir as duas e é o que eu mais quero. Sabe disso.
—Edward irá infernizar a nossa vida, você não conhece o seu primo bem.
—Meu primo por incrível que pareça é um cara legal, estou bestificado com a mudança drástica até agora. Nunca o vi tratar uma mulher assim e olha que já fomos para as noitadas juntos. Ele é sempre gentil e educado. Tem as que pegam no pé dele e nem sempre dá para manter a calma, fora isso, ele é dez.
—Mas ele não é um cara legal comigo.
—O que você ou ele fizeram para nascer essa raiva visível que eu vi nos olhos dos dois?
—É complicado, prefiro deixar em off se você não se importar.
—Não quero ser indelicado, quando quiser se abri estarei aqui sempre.
—Obrigado. Falei o abraçando. –É um pouco complicado e o seu primo alimenta uma raiva incabível de mim. Por isso brigamos tanto e o que ameniza é essa gravidez. Sou de Solares e todos os meus amigos lá gostavam de mim, então dá para ver que eu não sou tão ruim assim. Edward exagerou e exagera muito.
—Seus amigos gostavam ou gostam ainda?
—Perdi o contato com todos eles graças a Edward, meu apartamento está todo atrasado. Digo atrasado é o condomínio, a conta de luz, a do telefone e outras coisas a mais. Acredita que ele quebrou o meu cartão de poupança? Ele era a minha salvação.
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Ele ficou pensativo.
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—Está na cara que fazendo isso ele quer que você dependa dele.
—Preciso vender aquele apartamento e me envergonho de dizer que sem vendê-lo eu estou lisa, lisa financeiramente. Para falar a verdade eu estou dependendo dos Cullens para tudo e estou detestando isso. Se me conhecesse antes veria o quão alegre eu era.
—Sinto que algo bem grande assombra vocês. Disse ele me avaliando.
—É complicado, mas prefiro deixar isso quieto, vai ser melhor para mim, para você e para todos nós. Não é nada demais. Falei sorrindo levemente.
—Vamos mudar de assunto então. Sem querer ser intrometido, mas que é de muito e boa vontade minha, eu gostaria de quitar todas as suas dívidas. Posso?
—É muito dinheiro. Falei me levantando envergonhada do sofá e não o encarando. –Não quero o seu dinheiro e me sentiria mal se eu o aceitasse.
—É de coração. Falou ele se levantando e me abraçou por trás. –Se Edward não pagou as suas dividas eu pago tudo para você. Não quero comprá-la ou obrigá-la a ficar comigo eu fazendo isso, é de coração mesmo.
—Isso é demais.
—Demais é deixar tudo atrasar como você disse que está e isso é sério.
—Foi sem querer. Tenho cordões e brincos que valem um bom dinheiro, posso vender e quitar quase tudo.
—Já disse que não precisa. Deixe-me pagar tudo e nem precisa vender o apartamento se não quiser.
—Você não precisa se meter em problemas por causa de mim.
—Pare de bobagem. Aceite.
—Eu, eu...
—Já aceitou. Falou ele me virando para ele e me beijou com ternura. –Podemos almoçar fora, o que acha? Perguntou ele após parar de me beijar. –Estou feliz que esteja aqui.
—Podemos comer fora sim e também estou feliz em estar aqui com você.
—Vamos depois então......... Quer tomar banho de piscina ou prefere a praia?
—Acho que piscina está de bom tamanho.
—Então vamos! Trouxe biquíni?
—Sim, eu trouxe o meu closet quase todo aí dentro desta bolsa enorme.......... Brincadeirinha.
—Estou vendo que é verdade. Disse ele sorrindo. –Fica aqui hoje comigo, eu durmo até em outro quarto se for o caso.
—Dormir aqui?
—Sim. Se você quiser ou pode ser outro dia quando sentir vontade. Fico sozinho aqui e sabe como é.
—Ficar sozinho é mesmo ruim, mas cometendo uma loucura e é da minha vontade também, eu ficarei.
—Que bom! Falou ele me abraçando e nos beijamos pra valer. –Desejo que seja apenas minha. Disse ele me olhando. –Podemos ficar juntos e a bebê será como minha filha também. Não é obrigada a se casar com outro porque está grávida.
—Eu sei que eu não sou, mas Edward não irá me deixar em paz. Só eu sei o que eu passei com ele.
—Ele não é o seu dono e nem você é propriedade dele. Não pode sentir medo dele como eu sinto que você sente.
—Sei disso, mas eu sou a única companhia de Esme. Ela precisa de alguém....
—Então prefere sacrificar a sua felicidade se podem ser amigas depois?
—Ficando com você Edward não vai me deixar em paz, afinal ele tem direito sobre a minha filha e teremos que ter esse laço para o resto de nossas vidas. Tenho certeza que ele fará de tudo para me tirar ela de implicância, ele não liga para ela na verdade, mas para me atingir ele fará de tudo.
—Mais um motivo para ficar aqui comigo e eu não deixarei que ele lhe faça algum mal.
—Alice disse que já deu entrada no buffet e que eles estão aguardando a data. Eles estão me empurrando para cima de Edward a todo o momento. Elas dizem que tem esperança dele voltar a ser o que era. Na verdade, a morte da irmã e o estado da mãe o atormentam.
—E você quer ser jogada para cima dele?
—Eu estou aqui com você. Após falar eu o beijei.
—Quero que seja só minha e de mais ninguém.
—Eu quero ser sua também, mas tem tantas coisas que nos impede.
—O que nos impede é a sua vontade somente.
—Vou ver o que eu posso fazer. Se eu tiver que me casar eu juro que não lhe incomodarei mais Max.
—Não quero que fale assim.
—Eu não me dou bem com Edward, pode acreditar em mim.
—Eu acredito pela a sua forma de falar dele.
—É, ele me humilha para se sentir bem.
—Independente de tudo, eu quero pagar as suas dívidas. É um presente meu para você e sei que você sofre, seus olhos me dizem isso. Pense bem antes de qualquer atitude ou decisão.
—Está com pena de mim?
—Não é pena, é cuidado e me encantei por você. Sei que é uma situação chata por ele ser o meu primo, mas eu não sei explicar. Eu simplesmente me encantei por você e é uma situação complicada para mim também.
—Você é um homem maravilhoso, mesmo eu lhe conhecendo tão pouco.
—Gosto de você. Falou ele me beijando pra valer e me surpreendi com a sua forma de beijar, ele sabia deixar uma mulher desejosa através do beijo e da caricia sendo feita em minha cintura. Acho que eu devia estar no cio e me afastei sentindo o bico dos meus seios implorando para serem acariciados ou até mesmo sugados.
—Você me pegou desprevenida e de jeito agora. Falei abrindo os meus olhos e sorri.
—Em que sentido? Perguntou ele acariciando os meus cabelos.
—Seu beijo é maravilhoso. Falei sorrindo pra valer.
—Posso te dar outros. Falou ele me beijando novamente e deu um beijo em meu pescoço, fiz o mesmo com ele e me afastei para ir olhar a vista da janela, ela era linda.
Fiquei um bom tempo ali com ele me abraçando por trás e vez ou outra eu ganhava beijinhos em minha nuca. Eu estava mais do que pensativa e Max me abriu a porta da esperança outra vez. Era carinho, ternura e tudo de bom o que ele me fazia sentir. Até desejo de mulher para homem ele me fazia sentir, eu sentia em minha carne que eu teria condições de amá-lo e me entregar sem receios a ele um dia. Era algo forte e intenso.
—É linda a vista. Você teve muito bom gosto na decoração do apartamento.
—Foi minha mãe que me ajudou. Tem dedos da minha prima Alice também.
—Vejo que ambas têm bom gosto. O meu apartamento em Solares é muito bonito também e sinto saudades de lá. A praia é maravilhosa.
—Conheço lá.
—Você conhece?
—Sim. Tenho um amigo que é de lá. Solares não é tão longe.
—Não muito e que legal!
—Vamos para a piscina então?
—Vamos. Eu só preciso tirar essa roupa e colocar o biquíni.
—Vem comigo. Falou ele pegando a minha bolsa e segurou a minha mão, eu o acompanhei conforme ele me puxava. –Se troca no quarto para ficar mais à vontade.
—Pode ser.
Seguimos por um outro corredor e subimos a escada, só aí caiu à ficha que a cobertura dele era duplex. O apartamento dele era enorme e continuamos subindo a escada. No segundo andar da cobertura entramos na primeira porta, eram quatro no total ali em cima. Fiquei olhando o quarto e era lindo. Todo encarpetado na cor creme, uma cama enorme e com um sofá no canto. Dois criados mudo em cada lado da cabeceira portando um abajur comprido, era espetacular o conforto. A tv ao canto nem se fala.
—É esse o seu quarto Max?
—Não, esse é um quarto de hospedes. Eu não quis ser indelicado ao levá-la diretamente para o meu quarto, você poderia entender mal.
—Não se preocupe com isso Max.
—Vou sair para você se trocar.
—Tudo bem.
Ganhei um selinho dele e ele saiu do quarto fechando a porta. Primeiro eu tirei o sapato, depois eu tirei o vestido e por último foi à calcinha. Abri a bolsa e peguei um dos dois pares de biquíni que eu havia trago. Vesti rapidinho e esse era vermelho com babadinhos da mesma cor nas bordas. Coloquei a minha canga em volta da minha cintura e guardei a minha roupa com cuidado, fiz o mesmo com o sapato ao deixá-lo ao lado da cama.
Abri a porta e não o encontrei ali.
—Max? O chamei estando parada no corredor.
—Vem aqui. Chamou-me ele estando em outro quarto. Fui até lá e olhei para dentro do cômodo da porta.
—Então esse é o seu quarto?
—Sim.
—Gostei, é lindo.
—Eu sou suspeito para falar. Disse ele sorrindo. –Vamos?
—Só se for agora. Gargalhamos.
—Sua barriga está linda. Disse ele a acariciando.
—Cresceu bem rápido, sinto-me um balão.
—Não está não. Está linda. Disse ele me beijando com a mão direita sobre a minha barriga. –Vem.
—Ta bom.
Saímos do quarto e descemos a escada, seguimos pelo outro corredor e fomos pra cozinha. Na própria havia uma porta e Max ao abri-la demos na área da piscina. A mesma era grande, havia espreguiçadeiras em volta, mesas e uma churrasqueira. Era encantador o local e daria para reunir a família ali para um churrasco. Um almoço ou até um jantar, agora eu entendia mais ainda a implicância de Edward.
Dava pra ver tudo dali de cima, até a praia a poucos metros dali. Tirei a canga e a coloquei sobre a cadeira, segurando em minha mão eu e ele entramos na piscina.
—Está morninha.
—O sol está quente, por isso. Está confortável?
—Estou sim Max. Meu domingo há muito tempo que não está sendo incrível desta forma.
—Nossa! Fico feliz de saber então.
—Quem está mais feliz sou eu. Falei sorrindo e mergulhei na piscina, ela não era funda. Emergi novamente e me aproximei dele que me olhava risonho. –Não vai aproveitar?
—Vou sim. Disse ele me abraçando e nos beijamos.
Era um beijo do tipo apaixonadinhos e ele passou os beijos para o meu pescoço, senti-me envergonhada pelos o bico dos meus seios estarem duros e o biquíni transparecia isso. Meus seios estavam bem maiores e ele voltou a beijar a minha boca com paixão. Sem reservas eu acariciei as costas dele com a ponta dos meus dedos e invadi os fios de cabelo dele com a minha mão, nisso o beijo nunca que parava.
1 minuto depois.
—Melhor pararmos. Falou ele sorrindo.
—Por que se está tão bom? Perguntei o abraçando e selei os nossos lábios novamente, o meu corpo estava me envergonhando. –Não estamos fazendo nada demais.
—Sei que não. Disse ele me olhando. –Mas com todo o respeito, saiba que é irresistível.
—Não estou nos meus melhores momentos. Estou barriguda, cabelo por pintar e sem graça.
—Que nada! Pare de bobeira. Falou ele e voltou a me beijar com mais entusiasmo, claro que eu retribuí a altura. –Fico feliz que me deseja. Disse ele olhando nos meus olhos.
—Sou tão transparente assim?
—Feito água cristalina. Sorrimos e começamos a curtir a piscina, foi melhor assim ou eu mesma o agarraria já que o meu corpo estava em ebulição.
Max me deixou bem à vontade na piscina e em seu apartamento. Preocupado perguntava se eu estava me sentindo confortável e muitas vezes eu sorri dessa sua preocupação exagerada. Ele era o oposto de Edward, mas entre eu e Edward, ele me tratava feito um lixo, um nada para ser realista. Eu estava em dúvida sobre o casamento, o pior era pensar em abandonar Esme, mas ela foi quem me salvou entre aspas de Edward. Eu tinha dó dela e de mim, eu estava em uma encruzilhada danada. Eu sabia que ficar ao lado de Max eu seria mesmo feliz, era incrível a veneração dele por mim em seus olhos. Eu não tinha dúvidas nenhuma quanto o seu gostar por mim.
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Momentos depois.
Max havia ido pegar algo para bebermos e beliscar. Eu tomava sol despreocupada e mergulhava com cuidado vez ou outra, não demorou muito ele voltou trazendo sanduíches e refrigerante para mim, já ele bebeu uma lata de cerveja. Cheguei a salivar pela bebida em sua mão que estava gelada e ele não me deu ao pedir só um golinho.
—Por favor?
—Não mesmo linda.
Sorrindo ele me beijou e senti o gosto na boca dele, só isso já foi o suficiente para me deixar excitada novamente e não resisti ao beijá-lo com o triplo de empolgação. Ele retribuiu e inclinei a minha cabeça para trás, eu queria que ele beijasse o vão dos meus seios, mas muito cavalheiro ele não me beijou ali e sim em meu pescoço. Em momento nenhum eu dei a entender o meu real querer e ele soube me respeitar, sendo que eu sentia por estar junto dele que ele estava excitado, afinal ele era homem e seria estranho se fosse o contrário.
Afastei-me para comer e bebi o refrigerante que estava bem geladinho. Ele nunca que parava de dar beijos em minhas costas, em minha nuca e em meu pescoço enquanto eu comia estando dentro e perto da borda da piscina. Á água estava na altura da minha cintura e ela era bem rasa mesmo. Até ele comia.
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Terminamos de comer minutos depois, eu me sentia saciada naquele momento. Decidimos sair da piscina e nos deitamos juntos em um puff enorme na sombra mais ao canto. Ele havia forrado um lençol antes e era bem confortável.
Nos beijamos de forma calma, onde as nossas línguas se encontravam com tanta suavidade e ele me abraçou ao colar o seu corpo ao meu. Estávamos deitados de lado e frente a frente. Max tinha um corpo muito bonito e malhado na proporção certa. Comecei a acariciar o peito dele e suspirei de forma entregue quando ele resolveu brincar com a língua em minha orelha, estava bom demais e voltamos a nos beijar.
Sorrindo de forma brincalhona ele beijou a minha barriga por uns minutinhos e acariciou-a olhando pra mim, seu olhar invadia a minha alma. Acariciei o rosto dele de forma carinhosa e sorri colocando a minha mão sobre a dele que permanecia em minha barriga.
—Ela precisa de um nome. Disse ele me olhando.
—Minha mente está tumultuada no momento, nada em mente mesmo. Ele sorriu.
—Entendo. Falou ele se deitando ao meu lado de forma correta e nos abraçamos.
Acabamos dormindo juntos na sombra do imenso guarda sol do próprio puff.
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17:23min da tarde.
Despertei e me espreguicei após abri os meus olhos, ao me mexer minimamente Max envolveu a minha cintura perdido em seu sono. Sorrindo eu o beijei e ele despertou retribuindo o meu beijo. Afastei-me minimamente dele.
—Que horas deve ser? Acabamos dormindo.
—Desculpe, mas o seu sono me contagiou. Falou ele gargalhando.
—Não jogue a culpa em mim. Falei puxando minimamente o cabelo dele de brincadeira e ele beijou o meu braço me olhando. Sorri ao puxar mais um pouco.
—Ai! Falou ele sorrindo. –Não me maltrate, por favor, paixão.
—Desculpe. Falei o beijando e fui retribuída.
—Perdemos a hora do almoço. Disse ele olhando a hora no relógio de pulso. –Acho que iremos jantar ao invés de almoçar.
—Eu falo assim também quando almoço tarde.
—Então combinamos até nisso.
—Parece que sim.
—Falta pouco para às 17:30.
—Prefere ficar aqui em seu apartamento?
—Faço questão de te levar para sair.
—Então eu preciso de um banho.
—Eu também. Disse ele sorrindo.
—Então vamos? Perguntei beijando-o na bochecha.
—Ok.
Eu já estava seca e ele também, nos levantamos e entramos na cozinha. Caminhamos pelo corredor e seguimos para o outro corredor, subimos a escada e entrei no quarto de hospedes onde estavam as minhas coisas.
—Chegamos. Falei olhando para ele.
—Estou indo tomar o meu banho então. Falou ele me dando um selinho.
—Ta bom.
Segui para o banheiro e olhei de relance para trás, ele ainda me olhava e sorriu ao se retirar da porta. Peguei o que eu precisaria para o banho e caminhei na direção do banheiro, abri a porta e olhei a imensidão do lugar, tudo era novo para mim ali, era a primeira vez que eu entrava ali. Uma banheira enorme com bordas douradas, box em tom fumê, e uma pia imensa contendo vários objetos pessoais ali. Era moderno e luxuoso demais.
Tirei o biquíni e entrei no Box segurando as minhas coisas. Liguei o chuveiro e coloquei um pouco de xampu em minha cabeça a esfregando momentos depois ao entrar sob a água. Com a cabeça ensaboada eu passei sabonete em meu corpo devagar, enxaguei-me e coloquei condicionador em meu cabelo. Peguei o pente e penteei o meu cabelo para desembaraçá-lo junto com o condicionador, depois o enxaguei quando desembaraçados. Fiquei deixando a água rolar da minha cabeça aos pés por uns minutos estando pensativa, mas eu não deixaria imagens de violência assombrarem o meu domingo que estava sendo maravilhoso e desliguei a água. Sequei-me com a toalha e fui para a frente do imenso espelho me maquiar com calma, fiz algo leve. Passei creme em meu corpo, inclusive o para evitar estrias na barriga. Perfumei-me por inteira e fui vestir uma outra roupa com outro tipo de calçado.
Penteei o meu cabelo o deixando solto com um pouco de gel. Eu já estava pronta e retoquei o brilho em meus lábios. Arrumei a bagunça que eu fiz ali e depois de tudo organizado eu fui para o quarto guardar as minhas coisas. Sentei-me na cama e cruzei as minhas pernas a fim de aguardá-lo.
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3min depois.
Ele bateu na porta.
—Entre. Consenti olhando na direção da porta e ele a abriu, ao me ver ele sorriu e eu me levantei sem jeito.
—Está muito bonito. O elogiei por estar com uma blusa polo preta, calça jeans e sapato preto. Ele estava muito chique e perfumado.
—É você que está linda. Disse ele vindo me beijar e retribui sentindo o meu corpo borbulhar. –Está muito bonita. Falou ele envolvendo a minha cintura.
—Obrigado.
—Falo a mais pura verdade. Você deve estar faminta, pois eu já estou.
—Um pouquinho.
—Então vamos logo.
—Ok.
Ele segurou na minha mão e saímos do quarto, descemos a escada e ele pegou a chave do carro que estava sobre a mesinha de canto na sala. Ele abriu a porta principal e saímos, após ele trancar o apartamento fomos aguardar o elevador.
Não demorou muito ele chegou e sua porta se abriu, entramos e ele apertou a letra G que significava garagem. O elevador era bem veloz e logo chegamos na garagem. De forma gentil ele abriu a porta do carro para eu entrar e me acomodei, sem esperar eu ganhei um selinho dele. Sorri quando ele se afastou e fechou a porta do carro, dando a volta no automóvel ele se sentou no banco do motorista.
—Pronta?
—Sim.
Ele ligou o carro e partimos rumo ao restaurante. Eu ia observando a noite estrelada e ela estava linda, o céu estava limpinho e sem uma nuvem sequer. Ele ligou o rádio.
—Escolha o que quiser ouvir, é só apertar aqui. Falou ele olhando rápido para mim.
—Ok. Procurei nas estações e deixei em uma canção qualquer.
Até que a batida era boa e olhei para ele sorrindo. Tornei a olhar para o céu estrelado e vi uma estrela cadente e sorri, desejei ser um dia feliz de verdade e fiquei em silêncio. Max dirigia tranquilamente e coloquei a minha mão na perna dele a deixando ali, era um gesto carinhoso e me lembrei da casa dos Cullens. Edward devia estar sentindo muita raiva de mim e mais uma vez preferi liquidar esses pensamentos, seria eu e Max somente naquele momento.
Ele colocou a mão dele sobre a minha e a acariciou rapidamente, fiz carinho na coxa dele e continuei olhando para a frente. Um automóvel preto não ultrapassava e achei bem estranho por estar um pouco na nossa cola, mas preferi deixar para lá, podia não ser nada e sim coisas da minha cabeça. Tirei a minha atenção do retrovisor e resolvi relaxar.
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.17min depois.
—Chegamos. Falou ele no momento em que entrávamos no estacionamento do restaurante bem elegante até, eu observava tudo a nossa volta.
—Parece bom.
—A comida é ótima, acho que você irá gastar.
—Acredito que sim.
Ele parou o carro e veio abrir a porta pra eu descer. Segurando em minha mão ele acionou o alarme do carro e caminhamos na direção da porta principal do restaurante. Fomos recepcionados.
—Tem reserva senhor?
—Fiz ainda pouco, por sorte consegui.
—Ainda pouco? Perguntei sorrindo.
—Na hora que fomos tomar banho. Falou ele sorrindo e a recepcionista disfarçou um riso, devia ter entendido besteiras.
—Hum! Entendi.
—Tentei a sorte e consegui.
—Que bom!
A recepcionista perguntou o nome dele e nos disse em qual mesa nos sentar. Um garçom nos guiou e fomos bem atendidos, preferimos ficar no suco de amora com morango, o sabor era muitíssimo bom. Nos servimos no buffet e me esbaldei de verdade, Max fez o mesmo e fomos nos sentar. A comida estava mesmo boa e o sabor era incrível.
—Está bom?
—É maravilhosa. Obrigado por me trazer aqui.
—Não precisa agradecer.
—Tudo bem. Falei sorrindo e ele beijou a minha mão. –Gosto de ser gentil com quem é comigo.
—Percebi.
—Amanhã você trabalha, não quero te atrapalhar e acordarei bem cedo para eu ir embora.
—Quero ficar com você. Então, fica comigo?
—Acho que sim. Falei sorrindo e com o garfo na mão sobre o prato.
—Acha ou não quer?
—Eu quero de verdade.
—Então fica comigo.
—Ta eu fico. Ele me beijou de forma carinhosa e aprofundamos o beijo. –Você é bem convincente.
—Você que é medrosa demais. Disse ele sorrindo levemente.
—Tenho os meus motivos.
—Não precisamos falar deles para deixá-la pra baixo.
—Você tem razão. Falei indo beijá-lo.
Afastei-me sorrindo levemente e continuamos a comer, estava mesmo delicioso. Na hora da sobremesa dividimos uma pequena torta de pêssego com chantilly, era uma tortinha para duas pessoas. Pedimos uma água tônica para desgastar um pouco e ficamos conversando sobre assuntos corriqueiros, já os assuntos que se referiam aos Cullens foram evitados veementes por nós. Fiquei sabendo um pouco mais sobre os pais dele e de tudo que se referia a Max. Cheguei a contar a respeito de Jacob por alto e ele lamentou tudo que aconteceu, tive que contar algumas mentiras é claro e me sentia mal por causa disso. Ele era tão legal comigo, eu o olhava perdida em pensamentos enquanto ele falava comigo.
—Quer mais alguma coisa meu amor? Perguntou ele segurando em minha mão e despertei das minhas divagações.
—Como? Perguntei envergonhada.
—Eu perguntei se você quer mais alguma coisa.
—Estou satisfeita, obrigado.
—Tem certeza?
—Absoluta.
—Podemos ir?
—Podemos sim. Falei sorrindo.
—Você ainda gosta dele? Perguntou ele olhando para mim de forma a penetrar a minha alma através de meus olhos.
—Se soubesse como eu o detesto, não me perguntaria isso. Falei me levantando da cadeira.
—Hei, não quero que fique aborrecida comigo. Eu também sinto ciúmes se você quer saber e vê-la perdida em pensamentos me deixa curioso às vezes.
—Mas não fique. Falei pegando a minha bolsa.
—Preciso pagar a conta primeiro. Falou ele segurando em meu pulso e o olhou vendo-o um pouco marcado ainda das gentilezas de Edward. –Quer ir presa por devermos?
—Claro que não. Falei sorrindo e me sentei novamente ao lado dele. –Não quero ficar atrás das grades. Falei sorrindo pra valer.
—Nem eu. Falou ele me olhando um pouco perdido em pensamentos. –Vou pedir a conta.
—Ok.
Max chamou o garçom e informou que ele queria a conta, o rapaz perguntou a forma de pagamento e seria no cartão. Ele pagou com o American Express dele e de forma gentil o garçom me ajudou a se levantar. Max segurou em minha mão e saímos do restaurante.
Percebi que um carro nos perseguia e era o mesmo automóvel de antes, isso me deixou bem temerosa ao olhá-lo nos seguindo a uma pequena distância.
—Tem um carro preto em nossa cola, estou achando estranho. Falei preocupada olhando para ele.
—São os meus seguranças, não se preocupe. Disse ele de forma calma e me olhou.
—Até você?
—Esqueceu que eu sou milionário e que devo me cuidar?
—Eu tinha me esquecido desse detalhe. São muitos seguranças?
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—O suficiente para se dizer que está bom.
—Entendi. Falei olhando para trás e encostei-me no banco mais uma vez. Fiquei tranquila após saber desse pequeno detalhe.
—Acha ruim?
—Um pouco, mas quando não se tem jeito, é encarar a realidade. Falei lembrando da minha época.
—Se acostume então.
—Já estou acostumada.
—Menos mal então.
—Um pouco.
Fomos beirando a praia de pontal e o cheirinho de maresia era forte ali. Max virou à direita e era a rua dele, bem mais a baixo ficava o prédio dele.
.
.
.
Minutos depois.
—Finalmente em casa. Falou ele abrindo a porta do apartamento.
—Está cansado? Perguntei envolvendo o pescoço dele.
—Não muito. Passamos um pedaço da tarde dormindo. Lembra?
—Sim. Falei sorrindo levemente.
—Foi um soninho gostoso.
—Foi sim. Falei no momento que ele trancava a porta do apartamento. –Deu para acumular energia. Falei sorrindo e me abaixei para tirar o meu calçado.
—Eu faço isso para você. Disse ele se ajoelhando no chão. Ele desafivelou o meu calçado que estava em meu pé esquerdo primeiro. Fazendo carinho nele depois de tirar o calçado ele tirou o outro da mesma forma cuidadosa. Ele acariciou o meu pé e subiu com o carinho até o meio da minha canela e se levantou sorrindo. Sem dar chance para ele falar eu o beijei de forma intensa e ele me retribuiu na mesma intensidade, mas se afastou de mim me olhando um pouco ofegante. –Não quero ser apressado e até indelicado com você.
—Quem está sendo? Perguntei tirando o meu cinto e olhando para ele. –Não quer ou não me deseja como mulher?
—Claro que sim, só não quero que se arrependa depois. Disse ele me impedindo de continuar a tirar o meu vestido.
—Não vou me arrepender, eu estou aqui com você e estou porque eu estou adorando. Falei ficando de sutiã e calcinha preta de renda na frente dele. Ele ficou olhando para o meu corpo e me aproximei dele, nos beijamos pra valer e ele passou os beijos para o meu pescoço. Suspirei, seus beijos em minha pele sensível da nuca e sua pegada eram intensos. Confesso que eu me surpreendi. Ele me acendia cada vez mais com as suas carícias e com a sua forma de me beijar.
—Vem. Eu não consigo resistir a você e me desculpe por isso, mas eu estou louco para fazer amor com você. Falou ele me puxando e imaginei ser para o quarto.
—É o que eu mais desejo também. Falei o acompanhando.
.
Fui deitada em sua cama com cuidado e nos beijamos perdidos na loucura das sensações. Há muito tempo eu queria me entregar a ele hoje e segurei na barra de sua blusa polo, sem demora eu a tirei. Voltamos a nos beijar e ele desceu os beijos na direção dos meus seios que imploravam para serem acariciados. Passando os dedos de forma erótica neles, ele arriou uma alça do meu sutiã deixando o seio direito de fora.
—Hummmmm! Eu fiz ao sentir os lábios dele o acariciando com intensidade e não me machucava, muito pelo o contrário, me dava era muito prazer. Ele arriou a outra alça e abocanhou o outro seio da mesma forma que fez com o outro. –Está bom demais Max. Falei tirando a peça fora com rapidez e ele sorriu, um abajur somente iluminava o quarto todo. Sentei-me na cama e abri o zíper da calça dele, em seguida foi o fecho, ele mesmo a tirou depois. Sua boxer deixava transparecer o quanto ele não perdia nada pra Edward e juro que eu salivei ao vê-lo tão louco por mim. Cheguei a segurar na barra da boxer dele, mas ele não me deixou tirá-la.
—Calma. Falou ele sorrindo e me fez deitar novamente.
Vindo se deitar sobre mim com cuidado, nós nos beijamos pra valer, era desejo demais de ambas as partes. Sem pestanejar ele desceu os beijos e ficou acariciando os meus seios com a língua, hora com a boca de forma louca e realmente estava me levando a loucura. Suspirei novamente. Gemi baixinho e abri os meus olhos enxergando o teto. Ele continuou descendo com o beijo e depositou vários em minha barriga de forma carinhosa, sorrimos com ele fazendo isso e sem eu esperar ele começou a descer a minha calcinha. Juro que senti um pouco de vergonha, mas ele não pensou duas vezes para me dar prazer lá e fechei os meus olhos. Sua boca fazia-me delirar praticamente e cada vez mais eu sentia que o meu corpo respondia aos estímulos dele. Eu já gemia sem me sentir envergonhada e abri mais as minhas pernas para um acesso total em carícias. Faltava pouco para eu explodir quando ele se afastou para tirar a boxer do corpo, eu suspirei ao vê-lo nu e pude sentir a minha lubrificação aumentar. Ele pegou uma camisinha no criado mudo e a vestiu, vindo se deitar sobre mim eu gemi em antecipação. Ele me olhava.
—Ok. Falei o olhando, eu o consentia a me amar.
–Se lhe incomodar ou até mesmo te machucar sem eu querer, me deixe saber. Disse ele acariciando o meu rosto.
—Sei que não irá. Falei no momento que ele se posicionou e foi empurrando devagar enquanto me beijava, estava um pouco ruim para entrar e ele abriu os olhos para me olhar. –Não está me machucando.
—Tudo bem. Falou ele dando um pequeno impulso que me roubou o ar e um gemido. –Eu a mach.....
—Não. Continue....continuei. Falei movendo o meu corpo e ele veio me beijar novamente, seu impulso agora foi arrebatador e apertei as costas dele gemendo alto. Seus movimentos eram moderados, ele agia conforme o desejo lhe consumia e eu gemia junto com ele cada vez mais. Em poucos minutos eu comecei a sentir o meu sexo comichar de forma intensa e eu o mastigava de forma louca, tanto que ele ficou olhando para mim e sorrimos. –É inevitável. Confessei.
—Não imagina o quanto está me dando prazer.
—Mostre-me então. Após eu falar ele me beijou. Seus movimentos eram calmos e profundos agora, por ser pequena isso me roubava o ar a todo o momento. Eu senti que eu explodiria em poucos segundos, meu rosto transpareceu isso e ele acelerou os movimentos, acabou que gozamos juntos pela primeira vez. Nossos gemidos eram constantes e ele continuou se movendo até acho eu que sair a última gota. Foi bom demais, pensei ao abrir os meus olhos e encará-lo. –Fazer amor com você foi ótimo, eu adorei simplesmente.
—Eu também. Falou ele um pouco estranho e eu estranhei essa mudança de comportamento repentina.
—O que eu fiz de errado? Perguntei o encarando e não deixando passar cada reação do seu rosto.
—Não fizemos nada de errado, acho um pouco estranho eu fazer amor com a ex-mulher do meu primo. Disse ele se retirando devagar de mim.
—Não foi namoro entre eu e ele se você quer saber, acho que foi um lance muito do ruim e rápido.
—É mesmo?
—Sim. Está claro que Edward e eu nos odiamos Max. Está em dúvida ainda?
—Desculpe por abordar isso agora, vamos esquecer. Foi sem querer e desculpe.
—Eu entendo o quanto é embaraçoso para você, mas não é para mim.
—Tudo bem. Após falar ele me beijou e se afastou segundo depois. –Preciso tirar essa camisinha. Disse ele retirando-a de si.
—Adorei de verdade.
—Eu mais ainda. Falou ele se deitando ao meu lado e me abraçou. –Você é uma delícia de mulher, juro para você. Sorrimos.
—Em que sentido? Perguntei sabendo mais ou menos a resposta.
—Está grávida e continua linda de corpo. O conjunto é perfeito e te confesso que uma mulher quase virgem está difícil, você é pequena demais meu amor. Juro que fiquei com medo de te machucar e ao mesmo tempo eu estava louco.
—Não me machucou, só me deu prazer e dos grandes.
—Sério? Perguntou ele sorrindo e beijou o meu pescoço por vários segundos, depois ele me olhou. –Descanse, eu não quero forçá-la.
—Eu estou mais que bem e pronta para outra.
—É sempre fogosa dessa forma?
—Com você sim.
—É um privilégio então.
—Para mim é dos grandes Max. Falei o nome dele cheia de dengo e ele sorriu. Voltamos a nos beijar e quando sentimos que a coisa já estava pegando fogo, ele vestiu outra camisinha e eu o obriguei a se deitar de barriga pra cima. Após me sentar sobre ele sem haver a penetração ainda, eu fui beijá-lo de forma calma. Desci os meus beijos pelo o seu corpo e me demorei em seu pescoço, em sua orelha que quase o levei a loucura imediata, ele se controlou e muito. Fui descendo com os beijos novamente e parei em sua barriga dando leve sugadas nela e tornei a subir para beijá-lo na boca, sem aguentar mais ele levantou o meu quadril e me penetrou de uma vez só. -Aahhh!!! Eu gemi um pouco alto e comecei a me mover gemendo cada vez mais, minha lubrificação me deixava cada vez mais escorregadia e querendo por mais, nem tanto que os meus movimentos aumentaram só um pouquinho. –Ooohhh. Falei quando ele deu um impulso de baixo para cima em mim, cheguei a fechar os meus olhos e ele me fez sair de cima dele. Ficando de quatro na cama isso me fez lembrar de Edward, ele quase me matava ao trepar comigo dessa forma, não que fosse ruim. Max era o contrário, ele estava me dando prazer na medida certa e esbanjava carinho, logo a sua mão veio me acariciar e acabei gozando rápido demais. Ele gozou segundos depois apertando de leve o meu quadril com a intensidade do seu orgasmo. Senti beijos serem distribuídos em minhas costas e ele saiu de mim devagar, a diferença foi grande após ele se retirar de mim e nos deitamos na cama.
—Estou sem palavras e não consigo expressar o quanto foi maravilhoso.
—Você deixou claro isso. Falei o abraçando e selamos os nossos lábios, acabamos aprofundando o beijo novamente e nos afastamos para nos olhar. -Você me cansou no bom sentido, estou a ponto de dormir. Falei com as minhas vistas pesadas. –Preciso de um banho antes e irei pegar a minha bolsa.
—Eu pego para você, volto logo.
—Eu agradeço. Eu disse me sentando na cama e ele se levantou, por malhar bem o seu corpo a bundinha dele era empinadinha igual à do estúpido do Cullen. Mesmo assim o Cullen tinha um senhor corpo, isso eu não podia negar.
—Volto já.
—OK.
Ele saiu do quarto e logo voltou com a minha bolsa. Eu a abri e tirei outro par de lingeries de dentro dela, segurando em minha mão nós fomos para o banheiro do quarto dele. A decoração era com dourado e era bem bonita. O lugar era bem decorado e ele entrou no Box ligando o chuveiro logo de cara. Convidando-me a entrar para me juntar a ele, ele segurou em minha mão e entrei sorrindo levemente. Tomamos banho e saímos para nos secar, ele foi quem me secou por inteira e vestiu a minha calcinha de forma carinhosa. Penteei o meu cabelo úmido e tornei a secá-lo bem.
—Quer comer algo? Perguntou ele vestindo um pijama cinza escuro com blusa de alça.
—Você quer? Respondi com uma pergunta.
—Eu quero. Vamos?
—Só um pouquinho. Fiquei faminta depois que fizemos amor.
—Gosto quando fala isso.
—Fazer amor? Perguntei olhando de forma fixa para ele.
—Sim. Seus olhos são lindos e estão num tom de azul da cor mar.
—É?
—Sim, estão numa tonalidade incrível. Disse ele se aproximando de mim e selou os nossos lábios rapidamente para depois se afastar novamente. — Mudando de assunto, aqui tem comida pronta e muita besteira pela geladeira, freezer e armário.
—O que for mais simples está de bom tamanho, nós comemos bastante no restaurante e aqui eu prefiro tapear a dormir com a barriga muito cheia. Aliás, a minha barriga já está cheia. Falei sorrindo e ele retribuiu.
—Queria eu tê-la enchido, mas a bebê é muito bem vinda no meu coração também.
—Eu sei disso e daria tudo para que fosse dessa forma também, mas não tem como voltarmos atrás e foi um acidente. Edward fala que não é dele até hoje.
—É mesmo?
—É verdade, mas eu sei que ele se faz de bobo.
—Com certeza.
—Você despertou mais ainda a minha fome ao falar em comida. Eu não vou querer engravidar nem tão cedo.
—Não vai querer ter nenhum comigo?
—Você não é fácil! Falei sorrindo pra valer. –Quem sabe é Deus.
—Claro que sim, mas não se esqueça que a vontade deve ser sua também.
—Eu adoraria ter um bebê com você.
—Fala da boca para fora.
—Não falo não. Eu disse olhando no fundo dos olhos dele.
—Seria maravilhoso. Disse ele me olhando e sorrimos.
—Com certeza!
—Agora vamos parar com o lero, lero e vamos comer.
—Vamos. Falei vestindo o roupão branco e depois saímos do banheiro.
Passamos pelo quarto e descemos de mãos dadas, passamos pelo corredor e fomos para o outro que daria na cozinha. Lá comemos uma torta de legumes com lascas de frango, dessas que já vem pronta e só aquecer no forno ou no microondas. Max fez questão de aquecê-la no forno convencional, ficava mais gostosa dessa forma e a comemos com um pouquinho de arroz. Preferi um suco a refrigerante e terminamos de comer, fiz questão de ajudá-lo a limpar tudo e subimos para escovar os nossos dentes.
.
.
Max pediu que eu dormisse com ele e eu aceitei numa boa, depois de tudo que fizemos não aceitar seria hipocrisia demais da minha parte. Ele aumentou pouca coisa o ar e veio com um batalhão de cobertas, pelo visto aquele quarto iria gelar pra caramba e nos deitamos bem pertinho após eu tirar o roupão e ficar somente de lingerie. Ele nos cobriu com as três mantas grossas e me abraçou.
—Boa noite princesa.
—Boa noite. Após eu saudá-lo ganhei um beijo de tirar o fôlego. –Me beijando desse jeito eu irei perder a vontade de dormir.
—Mas iremos sim princesa, não quero que nos excedamos nos movimentos e prejudicá-la, mal saiu do repouso.
—É eu sei, mas não tenho culpa se o meu corpo deseja o seu. Estou bem novamente e em nenhum momento eu senti dor ou você me machucou.
—Eu não tenho culpa se de forma violenta o meu deseja o seu também.
—É verdade? Perguntei o tocando intimamente e conferi que era verdade.
—Ele vai se acalmar sozinho. Disse ele me olhando sorrindo.
—Que maldade! Falei sorrindo também.
—Não seja má e se comporte Isabella. Após falar ele gargalhou ao tirar a minha mão do sexo dele.
—Prometo me comportar.
O abracei e ele veio me beijar, não resistimos à tentação e ele teve que vestir uma camisinha. Fiquei por cima dele após eu tirar somente a calcinha através das mãos dele e me movi devagar. Max também dava impulsos vagarosos contra o meu corpo e prolongamos o orgasmo que queria logo vir. Estava bom demais sentir as sensações nos atormentando e o nosso corpo louco para explodir, acabamos que nos beijamos com intensidade e nos esquecemos de nos controlar nos movimentos, fugiu do nosso controle ao nos mover mais rápido e gozamos de forma viciante nos beijando.
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Max tirou a camisinha e com cuidado a colocou no chão. Meus olhos já estavam fechando e o abracei.
—Boa noite.
—Boa noite. Falei sorrindo levemente, o sono já me atormentava. Antes de eu dormir de vez, eu o senti envolvendo a minha cintura e nos cobrindo melhor.
.
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...............................................................
Segunda, 28 de janeiro.
10:48min da manhã.
Acordei de forma gostosa e me espreguicei, ao abrir os meus olhos Max me olhava.
—Bom dia. Disse ele sorrindo e parecia que me venerava estando deitado de lado olhando para mim.
—Bom dia. Falei me sentado e ele veio me dar um selinho. –Vou escovar os meus dentes, já volto.
—Tudo bem, o café já está pronto e Bree nos aguarda somente para servi-lo.
—Bree?
—É a moça que organiza tudo para mim.
—Uma moça? Perguntei olhando para ele.
—Com a idade de ser a minha mãe. Ela tem 53 anos.
—Ah! Falei me levantando da cama e esqueci que eu estava apenas de sutiã. Max sorriu ao olhar para mim. –Volto logo.
—Ta bom.
Procurei pela a minha calcinha no meio das cobertas e Max me deu ela após sentir o meu cheiro através da peça. O agradeci sorrindo um pouco embaraçada e a vesti sem pestanejar, fui até a bolsa pegar a escova de dente e vi três ligações perdidas no celular, todas eram de rádio e não liguei por imaginar ser alguém querendo falar com Mary. Fui para o banheiro escovar os meus dentes e depois penteei o meu cabelo, eu queria estar apresentável ao ir tomar o café e ficaria de roupão mesmo.
Voltei para o quarto e descemos para tomar café, até que a moça era simpática e nos serviu de forma tranquila e respeitosa. Ela olhou para minha barriga e deve ter imaginado coisas, tipo, ser do Max e ela não saber de nada já que devia trabalhar a muito tempo ali.
Max foi discreto e não comentou nada, já eu comia igual uma desesperada por estar tudo muito bom. Lembrei-me da minha vitamina e ontem eu só a tomei de manhã. Pedi licença ao Max e fui até o quarto pegá-la, nesse momento o telefone vibrava na bolsa e resolvi atender, poderia ser importante e qualquer coisa eu passaria o recado caso houvesse para a Mary.
—Alô.
—Bella amiga, até que fim! Sem ser enxerida, mas sendo. .... Por que não voltou para casa ontem?
—Eu estou bem, de verdade.
—Vai voltar hoje?
—Com certeza! Por quê?
—O patrãozinho ficou furioso que você não veio para casa ontem, já Esme ficou pensativa e eu disse que você voltaria ontem mesmo mulher! Eu dei o recado a ela, mas eles não imaginavam que você dormiria fora.
—E aí, o que ela falou?
—Que simplesmente não poderia te prender e isso irritou bastante o filho, na certa ele sabe que a mãe tem razão, mas não se conforma em não poder te mandar, vocês irão se casar e tudo muda. Ele iria com você hoje lá no cartório, mas pelo o que me consta, o casório não irá sair para esse mês que vem. Ele está soltando fogo pelas ventas por você ter dormido fora e afirmou que você devia estar com outro homem. Ele bebeu bastante ontem e foi para o quarto que você dorme um pouco tarde, eu o sondei com medo dele passar mal e não ter ninguém para socorrê-lo. Alice teve que ir embora ontem de tardinha e só restou os dois na casa. A discursão entre eles foi longa e Esme preferiu ficar no quarto dela depois disso, já Edward bebeu até tarde como eu te falei depois disso. Para você ter uma ideia, ele nem foi trabalhar hoje e está com cara de poucos amigos, temo pela a sua volta amiga.
—Eu não temo nada, eu não tenho medo dele mais Mary.
—Ele é bem....
—Covarde? Sabe que isso não é novidade para mim e fica tranquila. De onde está ligando?
—Do rádio de Sebastian, ele me emprestou escondido.
—Fiquem fora de confusão por minha causa.
—Pode deixar amiga. Eu lamento que as coisas estejam só piorando e não seguiu o rumo que Alice e Esme pensaram que seguiria.
—Seus dois patrões precisam de ajuda, isso sim.
—São machista o suficiente para negar essa realidade.
—Eu não posso fazer nada, irei me afundar e estou nova para isso. Eles nem se ajudam droga!
—É eu sei, sinto por pessoas tão legais se martirizarem dessa forma. Juro que eu os ajudaria, mas não passo de uma empregada aqui.
—Não quero falar a respeito de Edward Mary, eu só voltarei mais tarde. Penso até em não me casar mais!
—Mais bella.......
—Sem mais, por favor.
—Tudo bem. Bom dia então.
—Para você também. Após eu falar desliguei o aparelho, seria melhor assim........
Os cullens estavam sugando as minhas energias vitais e resolvi esquecê-los mesmo sentindo dó de Esme no momento, eu não queria lembrar dos nossos problemas e ficar mal como eu vinha há muito tempo. Guardei o celular e peguei a minha vitamina, desci novamente e Max me aguardava sentado à mesa ainda.
—Desculpe a demora.
—Sem problemas.
—Ok.
Sentei-me ao lado dele e o beijei cheia de carinho. Bebi um pouco de café com leite e ingeri a minha vitamina. Momentos depois Max fez algumas ligações e eu permaneci sentada no sofá assistindo televisão, comecei a sentir sonolência ao ver o filme e acabei cochilando após me deitar no sofá.
.
.
13:03min da tarde.
Acordei do nada e olhei em volta, Max havia me trazido para o quarto dele e me espreguicei. Passei a mão em meu cabelo e me sentei, era possível sentir o meu sexo um pouco dolorido por ficar horas me exercitando ontem e de madrugada. Sorri desse pequeno detalhe e fazia muito tempo que eu não me sentia dessa forma, doloridinha no bom sentido e feliz ao me sentir querida por alguém tão bacana.
Levantei da cama e desci, Max mexia em seu laptop e sorriu ao me ver.
—Tirou uma soneca boa?
—Mais que boa.
—Fique à vontade.
—E estou. Eu terei que ir embora mais tarde.
—Por mim você nunca mais iria.
—Eu gostaria que fosse assim. Falei sorrindo.
—Então fica aqui de uma vez logo.
—No momento eu não posso, sabe disso.
—Estou tentando aceitar, mas eu a conheci nessa situação e só você saberá o que é melhor para você. Não se sinta pressionada, mas não quero gostar sozinho o tempo inteiro.
—Sei disso e eu gosto muito de você. Falei indo me sentar ao lado dele. –Preciso dar um jeito nessa bagunça e eles contam que eu irei me casar. Não imagina o quanto Alice e Esme estão empolgadas com os preparativos.
—Não estou da mesma forma.
—Nem eu Max, se soubesse.....
—Do quê?
—Brigas, brigas e mais brigas. Só isso.
—Muitas vezes as coisas terminam mal.
—Foi o que aconteceu comigo. Darei um jeito nessa situação.
—Tomara.
—Você vai ver.
Nos beijamos pra valer e Max se afastou para me olhar, eu o encarava perdida em pensamentos e fugi de seu olhar por segundos. Havia mentiras demais na minha vida, mas eu temia em contar toda a verdade e ele me odiar por ser um membro da família Cullen. Max acariciou o meu cabelo e eu tornei a olhar para ele sorrindo, acabou que ele me beijou novamente.
Ficamos na sala namorando um pouquinho, caricias ousada longe das vistas da empregada e beijinhos, hora beijos abrasadores.
.
.
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13:40min da tarde.
Almoçamos na sala de jantar. O lugar era aconchegante e comemos devagar, Max me bajulava bastante e seu tratamento para comigo era espetacular. Eu estava maravilhada e sorria com as coisas engraçadas que ele me falava, fora à comida que estava muito boa.
Recusei a sobremesa que estava bem atrativa ao lembrar que eu vinha abusando ultimamente, eu neguei veemente quando Max me ofereceu. Ficamos conversando sentados à mesa e ganhei um selinho dele.
—Gostou de ficar aqui comigo?
—Muito Max, eu gostei tanto que não quero nem ir embora. Sorrimos.
—Quando você volta?
—Na sexta feira. Está bom?
—Pra mim você voltaria amanhã mesmo.
—Calma querido. Falei sorrindo.
—Quero você para mim e nunca me cansarei de falar isso para você.
—Desejo ser amada de verdade e cuidar da minha filha longe de tormentos, já basta o que eu passo.
—O que significa essas marcas em seu pulso e algumas em seu pescoço?
—Marcas? Perguntei um pouco atordoada e sem saber o que responder e me virei como pude. –Acho que é alergia.
—Alergia? Perguntou ele me olhando sério.
—É. Eu tenho um perfume e costumo passá-lo em meu pescoço e em meus pulsos, por isso estão dessa forma.
—Se você diz. Disse ele me olhando e beijou a minha mão. –Desejo o melhor para você sempre.
—Eu desejo o melhor para você também.
Nos beijamos e fomos para o quarto escovar os nossos dentes, aproveitei para guardar as minhas coisas e deixar a minha roupa arrumada para quando chegar à hora de eu ir embora. Fiquei triste em antecipação, ficar com ele estava bom demais.
Depois que eu terminei de ajeitar as minhas coisas eu me deitei ao lado dele na cama. Ficamos abraçadinhos ao assistir televisão e decidi curti-lo um pouco mais.
.
.
.
.
16:20min da tarde.
—Preciso começar a me arrumar querido. Falei estando abraçada a ele e selei os nossos lábios brevemente.
—Já?
—Sim. Chegarei em Ourinhos quando a noite já estiver reinando, por isso preciso me apressar. Vai que eu pegue um taxista lerdo.
—Eu te levo até lá.
—Sabe que não pode me levar até lá. Vai que Edward coloque pessoas para vigiar a área e um deles me veja saindo do seu carro, não quero problemas para o seu lado.
—O mínimo que poderia acontecer, era ele vir tirar satisfações ou me agredir caso sinta ciúmes ainda.
—Você acha isso pouco? Perguntei chateada.
—Sei me defender. Disse ele me olhando. –Não vamos nos precipitar.
—Não me leve a mal, mas prefiro ir de táxi. Juro que eu adoraria que você me levasse embora, mas não quero complicar ainda mais a situação. Edward é tumultuoso e você não sabe o quanto.
—Sinto muito.
—Eu mais ainda. Após eu dizer, eu o beijei de forma carinhosa.
—Fica aqui hoje, não vá embora. Falou ele me olhando fixamente.
—Eu adoraria, mas não posso.
—Até sexta então.
—É. Falei sorrindo por ele estar com uma cara fofa de pidão. –Passará rápido a semana, você vai ver.
—Vou torcer mesmo.
Dei mais um selinho nele e me levantei completamente nua para ir tomar um banho. Lavei-me da cabeça aos pés e saí para me secar, maquiei-me de leve e resolvi colocar a mesma roupa que eu fui sair com o Max ontem.
Eu já estava arrumada e fui para o quarto, ele estava deitado na cama dele falando no celular, ao me ver ele sorriu. Ele falava com a mãe dele e me sentei ao seu lado para esperá-lo, tudo meu já estava arrumado.
.
.
.
3min depois.
Ele encerrou a ligação.
—Desculpe a demora, minha mãe sempre me rouba vários minutos quase todos os dias.
—É normal, ela é mãe.
—Pois é.
—Eu já arrumei tudo.
—Te acompanho até lá em baixo. Enquanto você se arrumava eu peguei isso aqui para você. Falou ele me dando quatrocentos dólares.
—Sabe que o táxi não custa isso tudo.
—Está na cara que Edward não lhe dá nada financeiramente, então fique com o dinheiro.
—Posso até aceitá-lo, mas será para a despesa do táxi quando eu vir aqui. Não precisa me bancar e espero que em breve eu venda o meu apartamento.
—Iremos resolver isso juntos. Não vai se arrepender de vendê-lo depois?
—Acredito que sim, eu amo aquele lugar, mas não há solução para mim.
—Isso é o que você diz.
—É a realidade. Agora você, se cuide e tenha uma ótima semana.
—Você também se cuide e qualquer coisa não hesite de vir para cá. Bree fica aqui o dia inteiro e só vai embora quase na hora de eu chegar que é às 19h da noite.
—Pode deixar.
Nos beijamos por longos minutos e nos afastamos sorrindo. Max pegou a minha bolsa e descemos a escada, despedi-me de Bree e descemos para a portaria do prédio. Aguardaríamos um táxi.
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1min e ½ depois.
Ele fez sinal para o táxi e o mesmo parou.
—Adorei a sua companhia.
—Eu também amei Max. Até breve querido.
—Até breve princesa. Disse ele e me beijou cheio de ternura. –Vou contar os minutos para te ver novamente.
—Eu também. Falei entrando no táxi e ele fechou a porta. Acenei para ele antes do motorista acelerar.
O motorista perguntou o meu destino e o informei, ao olhar pra trás Max ao longe entrava no prédio. Passamos juntos ótimos momentos e ele sim seria um ótimo pai para a minha filha, Edward só sabia me acusar e me maltratar.
Durante o trajeto eu ia pensando na minha vida.
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MUITO TEMPO DEPOIS.
Já estava escuro quando cheguei em frente ao portão da casa de Edward, paguei o motorista e saí. Esperei o motorista dá a ré e toquei a campainha, três minutos depois foi Edward quem abriu o portão para mim.
CONTINUA.........
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