Solares
12 Capítulo 12
BELLA...
Final do capítulo anterior.
13h da tarde.
Cansada de ficar na indecisão e deitada sem ter força de vontade até para ver televisão, eu tomei coragem e me levantei devagar da cama. Ajeitei o meu roupão e fui caminhando até a mesinha do canto, Edward devia estar para o quarto dele, talvez no escritório ou se enchendo de bebida no bar. Era a hora de saber como o meu amigo estava e eu daria uma desculpa qualquer se ele me perguntasse algo inapropriado para responder. Tirei o telefone da base e apertei o botão para ver se estava dando sinal, por sorte estava. Com os meus dedos trêmulos eu disquei o número da casa dele, mas Edward entrou no quarto antes mesmo do telefone chamar na casa do meu amigo e tomou o aparelho da minha mão. Eu fiquei sem reação alguma e fiquei parada olhando para ele, parecia que o meu corpo havia sido congelado igual ficou no mercado.
—Pra. Quem. Você. Estava. Ligando? Perguntou ele a centímetros de mim e olhando nos meus olhos, ele estava furioso.
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—Pra. Pra ninguém. Falei baixo por estar muito assustada.
—Pra ninguém? Conta outra Isabella! Por sorte eu tenho os meus meios de te vigiar garota. Não acha que foi ousada demais ao mexer nas coisas dos outros? Sabe que está proibida de mexer no telefone ou em qualquer outra coisa que não lhe pertença!
—Eu, eu, eu............ Não consegui falar por estar encarando os olhos verdes raivosos dele.
—Anda desembucha logo!
—Eu só queria saber do meu amigo, juro que é só isso Edward. Eu não contaria o que estava acontecendo comigo e nem onde eu estava. Eu só queria falar com ele.
—Não acredito! Você estava ligando para o engomadinho? Responda-me!
—Não, não é para ele. Pode conferir se quiser.
—Não tenho tempo e nem quero, mas deixarei algo bem claro. Falou ele indo até a base do telefone e a tirou dali desconectando o fio do aparelho. Ao vir até a mim novamente. –Que fique claro para você, esqueça-o! Ele não gosta de você!
—Já falei que eu não estava falando com ele ed.........
—ACHO MELHOR VOCÊ IR SE DEITAR! Falou ele mais alto, mas era visível que ele estava se controlando para não fazer algo comigo, tipo, puxar o meu cabelo ou o meu braço como ele sempre fazia. –VOCÊ FOI ABUSADA E ENXERIDA! Assim que Edward começou a falar, eu passei por ele e me deitei na cama olhando-o por estar com medo de dar as costas para ele. –ESPERO QUE ISSO NUNCA MAIS SE REPITA! Está claro?
—Não vai. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem e me acomodei melhor na cama.
—Acho bom mesmo!
—Eu juro que eu não estava ligando para o Jacob Edward, eu estava ligando para a casa do meu amigo Fred. Eu só queria saber dele, somos amigos somente.
—Eu duvido disso!
—O que está insinuando seu, seu.....
—Continue! Fale logo, complete a frase! Disse ele se aproximando.
—Não sou uma qualquer Edward, ou acha que eu andava me esfregando com vários? Eu mal iniciei a minha vida sexual quando você me sequestrou! Eu era virgem até semanas atrás quando você começou a me seguir em Solares. Então limpe a sua boca quando vir me ofender. Saia do quarto! Pouco me importa se estou na sua casa ou não! Saia agora, saia! Pedi gritando e ele ficou me olhando sem se mover do lugar. –O que está esperando pra sair?
—Vou porque me deu vontade, jamais farei a sua!
—Não tem coração! Não gastarei mais saliva com você e tenho a certeza que o seu grau de ódio é tão elevado para comigo. Então porque não me elimina logo? Acaba logo com esse sofrimento desnecessário que não mudará nada! Cometa logo essa loucura se realmente é capaz de fazê-la, mas não culpe a mim!
—Acho melhor você se calar, antes que a minha mãe venha descontar em mim por culpa de um atrevimento seu! Falou ele saindo do quarto e bateu a porta.
Fiquei deitada e não demorou nada, Mary entrou no quarto trazendo o meu almoço.
—Trouxe a sua comida.
—Obrigado. Falei me sentando e sequei as lágrimas.
—Não preciso perguntar o motivo do seu choro, tente relaxar Isabella.
—Impossível com Edward me atazanando. Não tenho paz e acho que nunca terei.
—Coma e esqueça-o. Preciso voltar para a cozinha e trabalhar.
—Tudo bem.
Comi me arrependendo profundamente de ter mexido no telefone, agora o telefone não estava mais ali e ele ficaria ainda mais desconfiado de mim por ter sido enxerida como ele mesmo me chamou. Por mais que eu estivesse grávida e com o apetite elevado, não me deu vontade de comer e se foram três colheradas que eu comi, foram muitas.
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3min depois.
Alguém bateu na porta e eu consenti que entrasse estando olhando para o prato desolada, mas ao olhar para a porta assim que ela se abriu eu fiquei surpresa com a figura ali parada olhando para mim. Seu olhar era curioso e fiquei um pouco acanhada por estar me sentindo uma intrusa sendo filha de quem sou. Eram tamanhos os danos naquela família.
Ela continuou parada olhando para mim e eu fiz o mesmo, ela devia ser uma das ficantes de Edward e interrompi o meu olhar para olhar para o prato de comida. Pelo seu jeitinho patricinha de ser, devia ser engomadinha por estar me olhando minimante sem dar uma palavra sequer. Esme estava ao lado dela.
Envergonhada por ter deixado a comida toda no prato perante o olhar especulador dela, eu comecei a comer com quem não quer nada e isso me fez muito mal. Deu-me um embrulho no estômago por tentar comer a força e me levantei com uma imensa vontade de vomitar. Meu estomago revirava a todo o momento no meu trajeto até o banheiro e faltando pouco para chegar no vaso, eu não consegui segurar. Por estar próxima da pia, infelizmente eu tive que me aliviar ali mesmo.
Parecia que nem o café da manhã havia sido digerido direito e coloquei tudo para fora, a estranha apareceu preocupada na porta com Esme e a mãe de Edward veio até a mim da forma que pode.
—Filha, está passando mal? Claro que sim, mas me conte o que está sentindo. Perguntou ela nervosa.
—Estou enjoada Esme, só i...... Não consegui terminar, tive que colocar para fora o que estava com vontade de sair e Edward apareceu na porta do banheiro também. Ele ficou me olhando como se não tivesse entendendo o que estava acontecendo comigo. Preocupação eu tinha certeza que não era.
—Quer que eu chame o médico particular nosso?
—Obrigada, mas é só um enjoo sem importância. Isso é comum em grávidas.
—Ela está grávida titia? Perguntou a moça surpresa.
—Sim querida, está no início ainda. Isabella, tem certeza que não sente dor?
—Tenho sim.
—Tem certeza ou está falando isso para não me preocupar?
—Absoluta, mas eu acabei sujando a pia, terei que limpá-la agora. Por favor, eu preciso ficar sozinha por parecer um pouco nojento.
—Eu não enxergo, se esqueceu?
—Infelizmente..... Eu sei disso Esme, eu falo os outros.
—Nos deixe a só Alice. Vá querida almoçar que eu já vou.
—Tudo bem tia. Falou ela olhando para mim e saiu com Edward que todo o momento parado ali na porta, ele ficou me olhando.
Esme ficou parada ali enquanto eu dava o meu jeito para limpar a pia. Abri a torneira e deixei a água levar todo o resido restante ali. Coloquei bom ar no banheiro após pegá-lo no armário sob a pia e espirrei no ar. Até que ficou tudo limpinho e segurei no braço de Esme ao retornarmos para o quarto. Por fim eu me deitei na cama e ela se sentou ao meu lado.
—Deite-se, sabe que você não está bem.
—Eu sei. O enjoo acabou ainda mais comigo.
—Conheceu a minha sobrinha Alice?
—A moça que ficou parada na porta?
—Sim, ela mesma. Ela ficou curiosa quando eu falei de você, ela sabe de tudo a seu respeito. Menos da gravidez que eu não havia contado ainda.
—Tudo, tudo?
—Sim.
—Ela sabe que sou filha de traficantes os quais foram causadores de toda desgraça?
—Sim. Eu sou muito amiga dela, não temos segredos uma com a outra.
—Então foi por isso que ela ficou apenas me olhando e não falou comigo?
—Alice é observadora, não a leve a mal. Só está surpresa com toda essa situação.
—Quem sou eu Esme.
—Ela veio trazer o que eu pedi, logo verá.
—Se diz, tudo bem. Falei a abraçando e deixei as minhas lágrimas rolarem no momento que ela me envolveu em seus braços protetoramente. –Estou sensível hoje. Eu disse sorrindo levemente.
—Estou percebendo, mas descanse filha. Você já comeu?
—Não e sim. Ela foi à causadora do meu enjoo por estar sem apetite algum.
—Quer uma sopinha? Você colocou tudo para fora e logo sentirá fome.
—Não quero não. Terei que tomar outro remédio, esse que ingeri antes da comida já era.
—Vamos resolver isso.
Esme pediu o segurança que providenciasse o meu remédio e frutas pra eu comer. Após se passarem os minutos ele voltou com a bandeja contendo frutas em pedaços, um copo de suco com o meu remédio do lado e veio colocá-la sobre mim.
—Obrigado.
—De nada.
Ele se retirou do quarto e comi tranquila, o meu estômago aceitou as frutas e após acabar eu me deitei novamente. Ficamos em silêncio por uns minutos e me levantei para escovar os meus dentes, eu precisava me aliviar.
Preocupada por causa do stress sentido, me auto avaliei, mas estava tudo bem com o meu corpo. Voltei para o quarto e me deitei ao lado dela que permanecia sentada. Recebi sua caricia e fomos interrompidas por Edward que entrou no quarto.
—Mãe, não vai descer para comer?
—Já estou indo Edward.
—Tudo bem. Quer que eu a espere?
—Vamos então, não precisamos de mais stress por hoje.
—Obrigado Esme por se preocupar. Tirarei a tarde para tentar dormir um pouco.
—Faça isso. Se precisar de algo peça ao Fausto.
—Ok.
Edward segurou no braço da mãe e ambos saíram do quarto. Fiquei deitada pensando e acabei dormindo um tempo depois.
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18:05min da noite.
Quando eu acordei já estava escuro, o quarto estava com a luz do abajur acesa e alguém deve ter acendido no momento em que eu dormia.
Liguei a televisão e fiquei assistindo. Passaram-se minutos e meu estômago deu sinais de fome roncando um pouco alto. Ajeitei a coberta melhor no meu corpo e permaneci de barriga pra cima o tempo inteiro.
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19:17min da noite.
Levantei-me para ir tomar o meu banho e me lavei despreocupada. Depois me enxaguei e sai para me secar, aproveitei para pentear o meu cabelo também.
Caminhei devagar até closet para pegar uma calcinha limpa para mim, pois ali não havia muita coisa, apenas a roupa de empregada, a sapatilhas, o meu macacão e os blusões, mas ao abri a porta eu tive uma baita surpresa. Havia roupas novas ali para mim, eu acho. Fiquei surpresa e cheguei a pensar se eram para mim mesmo, mas antes não havia nada ali, era apenas as antigas mesmo.
A dúvida era tamanha e preferi ficar de roupão mesmo, de repente não eram para mim e fui me deitar outra vez tendo em mente que ali havia objetos para o dia-a-dia da mulher também. Caso eu mexesse naquilo tudo e Edward visse, iria me chamar de enxerida outra vez.
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20h da noite.
Eu estava distraída quando a moça chamada Alice entrou no quarto, a prima de Edward para ser mais exata. Ela fechou a porta e veio se sentar na cama não tão perto assim de mim. Fiquei sem jeito de como agir e olhei para ela, eu já me sentia mal por estar ali e resolvi mostrar um pouco de educação mesmo eu não sabendo qual seria a reação dela para comigo.
—Olá. A cumprimentei sem jeito.
—Oi. Falou ela simplesmente e me olhando de uma tal forma, parecia que ela queria me expiar ou sei lá. Talvez tentar ler as minhas reações. Observando-me, essa é a palavra certa.
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—Por que me olha dessa forma? Fui obrigada a perguntar, aquilo já estava me incomodando.
—Não posso?
—É claro que sim, só não entendo o porquê me olha tanto.
—Quem não entende sou eu.
—Sobre?
—Você tem milhões de razões para odiar essa família que é a minha e dizendo a minha tia, vocês se dão muito bem. Quero saber quais são as suas reais intenções para com ela? Perguntou ela séria.
—As melhores possíveis, não há o porquê de eu querer o mal dela. Ela me trata tão bem.
—Só isso?
—É sim. Não está vendo a minha situação ou acha pouco?
—Não acho, mas tenho as minhas dúvidas. Pois a minha tia e essa família não merecem nada de mal! Pode estar tramando algo.
—Com quem? Estou exilada aqui sem ter notícias de ninguém, mal posso andar pela casa por causa da gravidez que está correndo riscos. Não tenho ou ando com capangas atrás de mim igual o seu primo Edward! Sou uma moça de dezoito anos que foi interrompida de sua liberdade por vinganças! Quanta semelhança, não acha?
—É pode ser. Não estou contente com essa situação, mas não posso dar alfinetada. Pelo visto conhece muito bem o meu primo.
—Conheço tanto que acabei grávida dele! Estou grávida de um homem que me violentou! Divertido, não é? Não irei aceitar que você venha me julga! Você não me conhece. Posso estar na casa dos outros, sendo julgada igual cristo na cruz sem ter culpa de nada, mas ainda tenho a minha honra e honestidade! Essa a qual ninguém irá conseguir manchá-la através de palavras e suposições falsas sem cabimentos! Falei um pouco alterada e ela ficou apenas me olhando. –Se veio aqui me julgar, saiba que o seu primo faz isso todo os dias! Não preciso ser por você também!
—Não precisa ficar tão brava, eu só queria saber de você. Minha tia falou bem ao seu respeito.
—E você veio tirar suas próprias conclusões precipitadas?
—Não exatamente. Tem roupas no closet e são suas, foi minha tia quem as pediu. Ela me falou a suas medidas e acho que ficarão muito boas em você.
—Então eu devo agradecer?
—Se não quiser, não precisa. Minha tia já agradeceu por você.
—Não sou mal educada, de qualquer forma eu não gostaria que vocês gastassem dinheiro comigo. Eu não preciso e Esme é uma mulher bem pura de coração. Lamento toda a tragédia ocorrida, mas parece que eu estou num caminho semelhante.
—Nós lamentamos ainda mais.
—E com razão.
—Qual a sua intenção quando o bebê que você diz ser do meu primo nascer?
—A minha intenção primeiramente é pedir um exame de DNA e mostrar para quem tem dúvidas que o filho é mesmo dele! Fui estuprada ou essa palavra é pouco para você?
—Soube que namorava outro antes de vir para cá.
—Se quer saber se eu fazia amor com aquele............. Interrompi a ofensa. -Se você quer saber, nós nos precavíamos sempre e não foram muitas vezes que praticamos. Apenas o seu primo ao me sequestrar que deu essa mancada e agora eu estou aqui como você bem está vendo.
—Que situação Isabella.
—Não desejo nem para o meu pior inimigo. O único que eu vejo dessa forma é o seu primo, mas pouco me importo com ele. Já que estar bem informada deve saber que eu tentei fugir e levar a minha vida um pouco normal, mesmo com medo de ele me pegar outra vez. Mas fui azarada e ele me achou como aconteceria cedo ou mais tarde. Ele é bem esperto.
—Ele me contou. Ele diz que o bebê é do seu ex-namorado e que você está se aproveitando da situação.
—Não irei falar mais a respeito disso. Saiba que eu não tentarei fugir dessa vez, mas só por causa da Esme. Ela merece toda atenção. Não parece tão perfeita essa família, não posso julgar, mas posso desaprovar a covardia que o seu tio está fazendo com ela!
—Cada um sabe de si e não me meto.
—Então faça o mesmo comigo! Não me julgue sem me conhecer bem.
—Foi bom conversar com você também. Falou ela se levantando e sorriu levemente. –Faça uso das roupas.
—Não sou interesseira, ficarei bem com os roupões ou os blusões mesmo.
—Quando estiver melhor, não poderá andar dessa forma e cai para nós, é bem inapropriado.
—Não ligo!
—Fará essa desfeita a minha tia?
—Para ela não.
—Use-as então. Falou ela saindo do quarto e fechou a porta atrás de si.
—Era só o que me faltava! Falei para mim mesma.
Ajeitei-me melhor na cama e tentei relaxar, mas ao lembrar das roupas no closet eu as adorei. Essa moça tinha bom gosto e, meio metidinha também. Eu a ignoraria caso ela viesse engrossar as coisas comigo.
Meu estômago já roncava audivelmente.
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21h da noite.
Alguém bateu na porta e tendo o meu consentimento, Mary entrou e trouxe a minha janta.
—Oi Isabella.
—Oi Mary.
—Sente-se mais tranquila?
—Sim, um pouco.
—Tome o seu remédio e coma tudinho. Está bem leve a comida para você.
—Obrigado. Passei por um enjoo horrível mais cedo.
—Fiquei sabendo. Está melhor dele?
—Sim, nem se compara.
—Que bom! Agora coma tudinho.
—Irei.
Ela saiu do quarto sorrindo e eu lhe retribuí. Comi a comida e estava bem gostosa, ataquei as frutas que ela colocou ali para mim e bebi o suco pra finalizar me sentindo satisfeita.
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4min depois.
Edward entrou no quarto e foi ficar em frente à janela olhando para o lado de fora através do vidro. Ele estava de costas para mim e eu continuei da mesma forma, serena e calada. Ele não iria me tirar do sério.
—Então a minha mãe lhe deu roupas? Perguntou ele de costas para mim e permaneceu da mesma forma.
—Sim.
—Pediu isso a ela?
—Não. Não sou oportunista e jamais irei abusar da boa vontade dela.
—É o que você diz.
Eu ignorei e me levantei devagar deixando a bandeja de lado. Fui caminhando até o banheiro e fechei a porta para me aliviar e escovar os meus dentes. Eu na verdade queria fugir das implicâncias dele.
Suspendi o roupão e me sentei no vaso na hora que a porta foi aberta por Edward e ele ficou em pé na porta de braços cruzados.
—Eu estava falando com você!
—Eu precisava vir. Falei tampando com o roupão à frente de minhas partes mais escondidas sob o olhar dele.
—Não há nada aí que eu não tenha visto antes!
—Preciso ter privacidade às vezes, não somos um casal para que eu tenha a minha privacidade interrompida dessa forma.
—Não estou nem aí, não faz a diferença vê-la nua ou vestida! Entrarei aqui quando eu estiver falando com você!
—Tudo bem. O que você quer?
—Só vim dar uma olhada e saber se você anda explorando a minha mãe em minhas costas.
—Foi ela quem me deu as roupas, eu não as pedi. Vá perguntar para ela!
—É to sabendo, mas saiba que ela seria capaz de mentir para mim por sua causa! Não vê que ela a defende?
—Ela sabe que sou inocente, já você por vingança prefere ignorar essa questão!
Sem jeito eu me sequei sem deixar que ele visse nada e me levantei pra suspender a minha calcinha, nada passou despercebido por ele e dei descarga.
Fui até a pia lavar as minhas mãos e escovei os meus dentes com ele ali me olhando. Seu olhar percorria o banheiro e a mim, fiquei incomodada com isso e enxaguei a minha boca. Sequei as minhas mãos e me aproximei da porta tendo ele ali impedindo a minha passagem.
—Preciso me deitar. Falei olhando nos olhos dele e o verde eram límpidos focado em mim.
—Acho melhor você ir dormir mesmo.
O ignorei por ele tentar estar sempre no poder e me deitei. Ajeitei a coberta sobre mim e fechei os meus olhos, era a melhor coisa a se fazer. Ignorá-lo.
Só escutei quando a porta segundos depois foi aberta e se fechou novamente.
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Sábado, 21 de dezembro.
10:02min da manhã.
O dia amanheceu chuvoso, constatei ao olhar para o lado de fora assim que acordei. As nuvens estavam bem carregadas e liguei a tv para ficar assistindo.
Um programa de tv me fez lembrar de minha mãe e deixei as lágrimas rolarem. Eu sentia saudades deles mesmo depois de descobrir toda a podridão que nos envolvia e mesmo assim, eu desejava ter a companhia deles. Eles eram os meus pais.
Se tudo fosse diferente e caso eu descobrisse tudo tendo eles em vida, eu debateria e acabaria de castigo com certeza, mas seria diferente. Eu iria embora, faria uma chantagem, mas sabe como é essa vida, nem todos saiam vivos. Por sorte eu ainda estava sobrevivendo no meio de tanta pressão.
Às 10:20min da manhã.
O segurança trouxe o meu café e comi vendo televisão, pra quem era serelepe igual a mim, imagina ter que ficar deitada, deitada e deitada.
Após o café continuei deitada e já estava sentindo dores nas costas por causa daquela posição. Resolvi me virar de lado e acabei cochilando sem querer deixando a televisão ligada.
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12h do dia.
Despertei aos pouquinhos, vi que a televisão estava desligada e percebi que desligaram o ar por estar chovendo bastante lá fora. O vento chacoalhava os coqueiros com bastante força e ao olhar para o acento da cadeira mais ao canto, um vestidinho estava posto ali. Já que ele estava ali, era para eu colocar, devia ter sido a Mary que o colocou ali, nem a bandeja que havia ficado ali antes não estava mais. Com certeza foi ela.
Levantei da cama e peguei o vestido, o examinei com o olhar e o achei muito bonito.
Depois fui pro closet pegar os objetos pessoais posto ali pra mim e fui para o banheiro levando tudo junto comigo. Eu tinha certeza que quem colocou o vestido ali queria me ver vestida com ele e eu o vestiria de bom grado.
Escovei os meus dentes e me deu vontade de tomar um banho. O cheirinho do xampu era ótimo e do sabonete posto ali nem se fala. Após me secar vesti somente uma calcinha cinza com rendas da mesma cor e coloquei o vestido, esse que ficou justinho em mim. Meus seios estavam volumosos por estarem um pouco inchados. O motivo era as glândulas se preparando para o aleitamento.
Com a pinça que colocaram ali para o meu uso, eu fiz a minha sobrancelha que estava parecendo um lobisomem já. Por eu ser vaidosa parecia que tinha tirado um boi das minhas costas e me senti um pouco melhor estando com a minha sobrancelha em dia novamente. Prendi o meu cabelo com uma chuchinha e passei um brilho novinho em folha em meus lábios, eu me sentia outra após passar o desodorante para finalizar.
Fui para o quarto e me sentei na cama, não estava frio e nem calor, então preferi tirar o edredom e fiquei com o lençol fino cobrindo até a minha cintura.
Assisti um filme qualquer e me lembrei que o aniversário do meu ex estava chegando, eles sempre comemoravam em dobro no Natal e nesse ano para mim não havia nada o que comemorar.
As lágrimas rolaram sem o meu consentimento e as sequei olhando para a televisão.
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12:40min do dia.
Bateram na porta e era Esme tendo a companhia do segurança.
—Bom dia. Falou ela sorrindo.
—Bom dia.
—Obrigado. Falou ela para o segurança após se sentar na cama e ele se foi. –Dormiu bem?
—Sim. Sinto-me outra graças a você Esme.
—Em que sentido?
—Das roupas e dos objetos pessoais para o embelezamento feminino.
—Mocinhas da sua idade gostam dessas coisas. Eu já sou uma senhora e adorava.
—Pode continuar gostando. Por que não?
—Não tenho o porquê me embelezar.
—E eu tenho estando vivendo nessa situação?
—É diferente.
—Não é não. Só aceitei para não fazer desfeita a você.
—Que bom filha! Gostou mesmo de tudo, são bonitas?
—Sim. Eu estou com um vestido verde lindo senti só. Levantei-me e fiquei em pé de frente para ela, devagar ela apalpou o tecido e soube do modelo através de suas mãos.
—É verdade, Alice tem bom gosto.
—Tenho que concordar. Falei me deitando novamente. –As lingeries são bem confortáveis.
—Que bom que você gostou mesmo de tudo.
—Meu ex-namorado me enchia de presentes. Ele me deu cada coisa linda e tenho muitas roupas novas em meu apartamento.
—Tem saudades de viver lá?
—Muita, sinto saudades da brisa do mar de lá. De ver as pessoas transitando pra lá e pra cá da janela do meu apartamento. Saudades das minhas farras com os meus amigos. Saudade de tudo que eu fazia antes, mas a minha maior saudade é a que eu sinto dos meus pais mesmo sabendo agora que eles eram bandidos. Não tem como eu apagá-los da memória por causa disso, eu não consigo.
—Posso chantagear o meu filho e fazer com que ele te libere e te deixe em paz, mas penso em meu neto. Falou ela abaixando a cabeça e soube que ele já era mais que querido por ela.
—Posso aturar o seu filho e ficar por você, se quiser é claro. Não tenho ninguém para cuidar de mim nesse momento. Em meu apartamento não tem energia, está tudo atrasado com o meu desaparecimento. Quando eu consegui fugir daqui, eu cheguei a colocá-lo a venda, mas Edward me achou antes do tempo e foi impossível pegar o dinheiro para sumir do mapa.
—Dessa forma nunca mais iríamos nos ver Isabella ou saber de vocês.
—É eu sei e por brincadeira do destino eu estou aqui novamente.
—Fazendo-me companhia. Disse ela sorrindo levemente. –Desculpe se a quero aqui com o meu filho lhe importunando, mas eu gosto que esteja aqui. Detesto quando ele lhe machuca com palavras, saiba disso.
—Eu sei. Falei a abraçando e fui retribuída. –Teve notícias do seu marido?
—Ainda não, mas ele pergunta a meu respeito através do nosso filho. Ele está em um apartamento nosso, temos outras propriedades.
—Ele vem no natal?
—Eu não sei.
—E se ele viesse?
—Eu estou muito magoada com ele. Essa reação dele me deixou muito mal e parecendo que sou a pior mulher do mundo.
—Que besteira! As marcas desapareceram quase por completo e em alguns lugares a ação do produto foi rápida.
—Minha sobrinha falou o mesmo. Sinal que você não mente para mim.
—Sabe que não minto para você. Tudo que me pergunta respondo com a maior sinceridade.
—Eu sinto isso.
—E a sua sobrinha?
—O que tem ela?
—Ela já foi embora?
—Não. Ela foi ao mercado com o meu filho fazer compra de mês e para o Natal. Se deixarmos para cima da hora, nós não encontramos quase nada.
—Entendo. Eu gostava de ir ao mercado antes com a minha mãe, era raro sairmos juntas e eu diria para ser honesta que era quase nunca. Falando aqui com você, agora eu sei o porquê disso tudo, ela me poupava por ser má companhia. Falei chorando. –Esse era o meio que eles faziam para me tirar do foco de seus supostos inimigos e não deu certo.
—Eu lamento muito filha.
—Eu aceito as suas lamentações, aceite a minha também.
—Sabe que sim.
—Eu era tão danada Esme. Eu era tão aventureira e apesar de estar rodeada de sujeiras, eu nunca usei entorpecentes na minha vida. Eu gostava de sair, beber no trailer com os amigos e uns loucos até se aventuravam nos rachas.
—Você participava dessa loucura filha?
—Uma vez só, isso aconteceu porque eu fui vigiar o meu ex. ele é muito bonito e tem o corpo bem sarado, as meninas não podiam vê-lo passando que olhavam.
—Sinto que você ainda gosta dele.
—Não gosto. Estou muito sentida com o que ele me fez. Não há amor que resista e com toda essa situação meus sentimentos ficaram embaralhados.
—Em que sentido?
—Estávamos brigados antes de eu ser sequestrada e Edward foi o causador dessa confusão. Meus dois melhores amigos brigaram por minha causa e não foi nada bonito. Digo o Jacob e o Fred que é o meu amigão.
—Brigaram por você?
—Sim. Edward me fez desmanchar com o meu namorado, mas eu prefiro deixar isso quieto e peço pela a nossa amizade que isso não saia daqui.
—Eu prometo pela felicidade do meu netinho que irá nascer.
—Já gosta dele, não é?
—Eu o amo tanto e estou louca para pegá-lo no colo. Acredito que vá ser lindo ou linda.
—Edward é um homem muito bonito.
—Você acha?
—Sim, ele é. Não vou chamá-lo de feio só porque me maltrata.
—Quem é mais bonito, o seu ex ou o meu filho? Estou curiosa para saber.
—São belezas diferentes. O meu ex é moreno e de olhos castanhos. Cabelo lisinho arrepiadinho na frente e, o corpo era bem malhado.
—A família dele era amiga de seus pais?
—Não tinha nada a ver, não eram não, mas jake ganhou a simpatia do meu pai. Ele era bem durão.
—Sério?
—Sim. Ele me colocava de castigo, se lembra?
—É você me contou. Falou ela sorrindo.
—Agora o Edward é branquinho, tem os olhos verdes, é muito alto e tem o porte sarado.
—Fui eu quem fabricou. Falou ela sorrindo. –Vez ou outra ele vai na academia lá perto da empresa mesmo.
—Sim, é verdade que o fabricou.
—Tente amolecê-lo filha, sei que você consegue.
—Somos inimigos ou já se esqueceu? Edward me odeia Esme e se eu tentar aconselhá-lo, ele dirá que eu estou sendo secretária clandestina e enxerida. Ela começou a rir.
—De que ele te chamou?
—Secretária clandestina.
—Isso é horrível desculpe, mas o meu filho exagera às vezes. Oro todos os dias pedindo por nós cinco.
—Eu não faço isso tem tempo.
—Não acredita mais em Deus?
—Sim e sempre.
—Tenho certeza que dias melhores virão. Tento pensar dessa forma ou eu cairei em depressão outra vez, mas com você aqui é tudo diferente. Sua energia é tão boa.
—Você acha?
—Sim.
—Fico feliz. Falei a abraçando e sorrimos depois que dei um beijo na bochecha dela.
—Desejo que se cuide depois que passar esse repouso indicado pela doutora. É melhor não abusar para sua saúde filha e nós mulheres ficamos muito vulneráveis na gravidez. Tem que se cuidar e irá a uma clínica particular.
—Eu sei, mas não quero que gaste dinheiro comigo. Esse hospital em Solares é muito bom, só é longe.
—Eu não gastarei o meu dinheiro e sim o meu filho que é o pai do bebê.
—Você perde a noção às vezes. Falei sorrindo. –Edward é o primeiro a falar que o bebê não é dele. O tempo que estou de gravidez deixa clara a paternidade, mas ele não quer aceitar.
—Ele não quer aceitar por ser você a carregar um filho dele, mas no fundo, no fundo ele deve saber a verdade filha. Ele só não quer dar o braço a torcer, sabe como é homem. Ignore-o como eu já sugeri e deixe-o falando sozinho.
—E como farei para me cuidar se ele não me deixa sair?
—Irá sim, fica tranquila.
—Só quero ver.
—Confia em mim.
—Ok.
Fiquei assistindo televisão e ela ouvindo-a, a porta foi aberta e pela falta de senso só podia ser Edward. O mesmo entrou no quarto tendo na companhia a Alice. Ela olhou para minha roupa e disfarçou olhando para o primo que me olhava minimamente.
—Já compramos tudo que pediu tia. Falou ela quebrando o silêncio.
—Que bom! A ceia vai ser boa, espero que goste Filha.
—Ela não é a sua filha mãe e sim uma intrusa.
—Eu irei adorar. Falei sorrindo e o ignorando, mas no fundo eu não sei se desceria. –Não sou fresca como muitas Esme, eu sou simples.
—Simples e vivia num prédio de luxo? Conta outra! Provocou ele.
—Apesar de essa ser a mais pura verdade, quem o comprou não fui eu e sim os meus pais. Tenho dezoito anos faz pouco tempo.
—Não quero saber, para mim é a mesma coisa! Falou ele indo até a janela e Alice ficou olhando para mim.
—Edward, em janeiro Isabella terá que ir até o médico. Eu não estou lhe pedindo, só lhe informando.
—Sabe que ela não irá!
—Está louco? Ela está grávida!
—Minha tia tem razão Edward, sabe que ela terá que ir se consultar e mais tarde dar à luz ao bebê.
—Não tenho responsabilidades com ela.
—Tem sim! Foi você quem provocou isso e ela não irá fugir se esse é o seu medo.
—Está delirando mãe! Falou ele sorrindo. –Está vendo isso Alice? Sua tia está cuidando de uma inimiga.
—Por que não dê logo um cabo nela já que a considera inimiga? Perguntou Alice olhando para ele.
—Não é a hora!
—E quando será?
—No dia que eu bem entender! Falou ele um pouco malcriado com a prima e ela mesma pouco se abalou.
—Ou a mate ou a deixe livre de uma vez. Para sempre é que ela não poderá ficar aqui!
—Quem decide se ela fica ou não na minha casa sou eu! Falou Esme para a sobrinha e Alice olhou pra mim.
—Não mamãe, quem começou com isso tudo fui eu, então ninguém irá se envolver nesse assunto!
—Quem nasceu primeiro, eu ou você?
—Claro que foi a senhora mãe, que pergunta.
—Então me deve obediência! Falou Esme bem aborrecida.
—Deixe para lá Esme, não se preocupe com as consultas.
—Não aceito que me fale isso. E você Edward, saiba que eu ainda não morri! Esme virou na minha direção e continuou. –Em janeiro iremos à consulta, pedirei a Mary que ligue para marcá-la com a doutora para mim.
—Se ela sair, eu irei junto! Falou Edward bem sério.
—Que seja, pelo menos cumpra com as suas responsabilidades. A consulta será paga com o seu dinheiro e que bom que já está ciente.
—Por mim tanto faz!
—Não quero que briguem por minha causa. Fique calma Esme. Falei segurando na mão dela e isso não passou despercebido pelos outros.
—Estou calma querida. Quem deve relaxar aqui é você.
—Juro que irei. Talvez se um dia for possível, eu lhe pagarei por tudo que gastou comigo.
—Não se preocupe. Agora irei pedir a Mary que providencia o nosso almoço, eu faço questão de comer aqui com você.
—Por mim, tudo bem.
Edward saiu do quarto e bateu a porta audivelmente. Alice um pouco sem jeito se sentou na cadeira e puxou conversa com a tia que não parecia estar muito satisfeita. Ela sugeriu que Edward desse fim em mim e nem eu gostei disso.
Eu fiquei de fora da conversa e me deitei na cama pensativa, Edward tinha o gênio bem difícil de se lidar e até com a mãe ele era meio rebelde.
Nossa comida chegou e comemos as três no quarto. Tendo a companhia de Alice ali me deixava um pouco acanhada, já sendo apenas eu e Esme tudo fluía ao natural. Talvez foi por ela demonstrar um pouco de indiferença ao me conhecer, mas não me ofendeu, ela apenas sugeriu algo terrível a meu respeito. Isso já era o suficiente para me deixar assim.
Terminamos de comer e Alice saiu do quarto deixando a porta entre aberta, ficamos a sós.
—Acho não, eu tenho certeza que a sua sobrinha não gosta de mim Esme.
—Alice está meia cabreira, nunca passamos por algo parecido.
—Estou um pouco sem jeito, acho que ela é bem amiga do seu filho e concorda na opinião que ele tem para comigo.
—Alice é uma excelente moça, só é um pouco puxa saco do primo por terem crescidos juntos e unidos. Ela não quer o seu mal, mas se mantém reservada por não a conhecer ainda.
—Não sei não.
—Não se perturbe à toa Isabella, verá que ela não lhe deseja o mal.
—Como não? Ela sugeriu que Edward desse um fim na minha vida ainda pouco não tendo nem pena do bebê aqui dentro de mim!
—Alice não é boba filha. Agora esqueça isso.
—Ta bom.
—Sabe, eu não te contei, mas ela me falou que você é uma bonequinha pintada de loura. Disse que os seus olhos são de um azul muito bonito. Falou-me que você é muito bonita, mesmo estando um pouco sofrida e descuidada. Essas foram às palavras dela e não as minhas.
—Ela falou isso?
—Sim e ela não mente. Eu acredito que você seja realmente muito bonita.
—Meu ex me chamava de linda.
—Você fala muito nele. Parece que ainda não o esqueceu como afirma.
—Jacob foi muito importante na minha vida, mas isso já passou. Ele está namorando, eu já te falei isso. Éramos mais que amigos, mas ele foi tão canalha comigo que conseguiu matar os meus sentimentos que já vinham um pouco embaralhados. Não o amo mais, falo de coração aberto e se falo muito nele é porque eu só andava com ele em Solares. É só por isso. Passeávamos muito depois do colégio escondido dos meus pais, por eles não gostarem que eu andasse na rua pra lá e pra cá, mas eu ia mesmo assim. Jake é aventureiro igual a mim e por isso nos dávamos muito bem.
—É, você me falou. Encontrará outro homem que a fará feliz e irá te ajudar com o bebê lhe dando suporte. É jovem, bonita, simpática e logo o meu filho se enjoará de você e a deixará em paz.
—Está muito enganada mãe. Falou ele abrindo a porta e tomei um susto.
—Estava aí o tempo todo?
—Isso não tem importância mãe. Disse ele de forma bruta olhando para mim.
—Se fosse em minha época você teria que se casar com ela, já que Isabella espera um filho seu.
—Isso é que nunca Esme, eu jamais irei me unir ao seu filho.
—Até parece que eu te quero garota! Enxerga-se!
—Isabella é uma moça muito bonita que eu sei, por isso os rapazinhos no colégio a chamavam de linda. Dizendo Alice, ela é de verdade. Algumas mulheres ficam ainda mais bonitas com a gravidez.
—Estão todos cegos!
—Acho que é você quem está filho por causa desse ódio em seu coração.
—Com o meu coração está tudo bem mãe!
—Você devia ter um pouco mais de respeito com a sua mãe! Foi ela quem lhe carregou durante nove meses, zelou pelo o seu sono durante dias e anos. Eu acredito que até hoje porque o coração de mãe é enorme e nunca crescemos diante dos olhos dela! Não deixe que o seu ódio para comigo a afete. Você não vê o quanto ela sofre e tem que aturar ainda as suas desobediências? Cresça um pouco mais e limpe a sua alma desse ódio assassino, se afundará com ele!
—Quem pensa que é para falar desse jeito comigo sua enxerida?
—Aqui na sua casa eu não sou ninguém, mas de forma inevitável eu sou a mãe do seu filho!
—Blá,blá,blá garota!
—Está vendo Isabella? Ele já é de maior e tem em mente que não deve me respeitar mais.
—Talvez ele melhore Esme quando encontrar alguém que irá amar de verdade. Nada dura para sempre.
—Não preciso me esforçar muito e nem correr atrás das mulheres porque elas vêm até a mim.
—Tenho pena delas, mal sabem!
—Fala cheia de si, até parece que tem sorte!
—Foi bom enquanto durou. Apesar de tudo você não chega nem aos pés de Jacob mesmo com todos os defeitos dele!
—Fala isso porque o bobo vivia aos seus pés quase lambendo o chão, mas era tudo fachada. Dizem que quando a mulher é boa os homens não precisam procurar outra na rua.
—Concordo plenamente com você e discordo ao mesmo tempo. A maioria tem uma excelente mulher em casa e não dá valor, mas são tão ordinários que não ficam satisfeitos apenas com uma só. Quantidade não quer dizer qualidade. Muitos homens desfilam com mulheres vulgares pra cima e pra baixo crente que está abafando, mas estão apenas se queimando. A verdade é que eles só dão valor quando as perdem para sempre, aí é tarde para voltar atrás.
—As ordinária só servem para se divertir mesmo e mais nada! Vo.......
—Edward, eu acho melhor você sair e refrescar a sua cabeça. Saia já do quarto anda! Ordenou Esme.
—Desculpe mãe, mas.....
—Não deve desculpas a mim e sim a ela.
—Não liga Esme, o deixe pra lá. Falei sorrindo levemente, mas no fundo eu estava furiosa por ele ter deixado a transparecer que eu era uma ordinária. Ele dizia que iria se divertir quando abusava de mim.
—Acho melhor eu ir mesmo! Disse ele saindo do quarto e fechou a porta.
Às vezes eu tinha vontade de esganá-lo, mas para o meu bem eu me mantive relaxada. Esme começou a sentir dor de cabeça e foi se deitar em sua cama tendo a companhia de Alice.
Fiz o mesmo e acabei dormindo segundos depois pensando nas barbaridades que Edward falava para mim.
.
18:50min da noite.
Acordei observando que o quarto estava todo no escuro, chovia bastante agora à noite e estiquei o meu braço para acender a luz do abajur. A casa estava num profundo silêncio, nem tuquinha estava dando o ar da graça como gostava de fazer com os seus latidos finos. Parecia que todos dormiam e me levantei para alongar um pouco o meu corpo. Eu sei que eu não podia abusar e me deitei de volta. Acariciei a minha barriga olhando a chuva lá fora e escutei o raspar das unhas da tuquinha na porta, a mesma foi aberta e olhei para a direção da mesma, era Alice quem entrava ali.
—Minha tia pediu que eu viesse ver se você já tinha acordado, a janta já está pronta. Está com fome?
—Sim.
Ficamos caladas. Tuquinha veio até a cama e ficou pulando sem parar pedindo colo, sem me importar eu a peguei. Alice me olhou com a cadelinha no colo e se sentou no sofá que tinha ali no quarto de forma que ficasse de frente para mim.
—Gostou das roupas?
—Sim e obrigada. Não é da minha vontade dar trabalho a vocês.
—Comprar as roupas foi o de menos, pior é ouvir as reclamações que Edward fala a seu respeito sempre que estamos juntos ou por telefone quando dá na telha dele me ligar. Acho que ele exagera um pouco pelo que percebi.
—Sobre o que ele fala?
—Diz que não a deixará em paz, que os Swans não prestam, que você é uma mentirosa astuta e enrustida. Ele diz a todo o instante que você quer dar o golpe nele com a gravidez e se safar diante à mãe dele. Fala que você quer o dinheiro dele por ver a casa grandiosa e que filha de traficantes tem o olho grande nas coisas dos outros. Ele falou que o sexo meia boca de vocês era chato e por aí vai. Pode ser que ele tenha razão.
—Ele disse isso para você? Perguntei chateada. –Não tem razão coisa nenhuma!
—Sim, ele disse e diz sempre.
—É um louco, não sou nada disso. O sexo nunca que vai ser dos melhores, ele me obriga sempre! Não sou nada dele, não há nada entre nós. Onde já se viu sexo forçado ser bom? Eu poderia colocá-lo em cana quando tive a oportunidade ao fugir, mas não fiz por tentar levar a minha vida normalmente e me livrar dele. Edward nunca mais vai me deixar em paz por causa do bebê, só se eu fugir para um lugar que ele nunca vá me achar ou ele tomá-lo de mim e proibir a minha aproximação.
—Esme está empolgada com o bebê e gosta muito de você pelo o que percebi. Teria coragem de desapontá-la dessa forma?
—Já falei que a minha intenção é das melhores com ela. Não irei fugir, mesmo a minha vontade sendo essa e ela vai poder curtir o neto à vontade.
—O sexo dizendo ele é ruim, mas ele disse que sente que você por um lado passou a gostar. Ele acha que isso é um absurdo, só mulheres que não se valorizam é capaz de sentir algo com o cara errado. Só não entendo porque ele a procura mesmo sendo ruim. É um perigo se aventurar sem o uso da camisinha, você é uma estranha para nós! Pelo amor de Deus!
—Ele está delirando. Eu o odeio por pensar isso de mim! Não estou infectada com nada para o seu governo e não tenho a obrigação de ouvir as blasfêmias dos outros! Se estiver em dúvidas, me leve a qualquer hospital e faça o raio do exame. Se acusar alguma coisa e, eu rezo para que não, tenha em mente que foi o seu querido primo quem me passou! Provavelmente agora você me acusará que eu estou com raiva, mas saiba que fui infectada pelo o seu primo!
—Você é bem invocada. Falou ela simplesmente.
—Sou quando me provocam.
—Estamos apenas conversando numa boa, não se ofenda com as minhas suposições. Eu não a conheço é normal eu ter dúvidas, ainda mais você sendo filha do inimigo.
—Eles não estão mais aqui graças ao seu primo! Então não há mais inimigo, eu não sou inimiga coisa nenhuma! Tirando a Esme, o Carlisle e a Mary, o restante sim quer o meu mal!
—Epa, epa! Eu não desejo o mal de ninguém! Falou ela se levantando.
—Quer sim! Você sugeriu que Edward me matasse de uma vez e não se importou com o inocente que está dentro de mim!
—Você é uma tola e cabeça de vento pelo o que estou percebendo, mas é a sua forma de reagir e não a condeno. Me sentiria acuada se estivesse em seu lugar também.
—Dê graças a Deus que não está!
—Não a condeno. Quer a sua janta agora?
—Acho que perdi o meu apetite!
—É tão mentirosa, mas tudo bem. Eu irei avisar a Mary que prepare o seu prato.
—Tudo bem. Falei mais calma e olhei para a janela. –Não me conhecem, por isso suspeitam dessa forma. Falei para mim mesma e ela ouviu.
—Não fique remoendo Isabella. Foi boa a nossa conversa.
Não a respondi, até porque ela saiu do quarto sem esperar uma resposta minha e fiquei olhando para o nada. Edward perdeu a noção ao falar barbaridades a meu respeito para a prima. Onde já se viu eu querer dar o golpe, ele passou dos limites ao falar a respeito de sexo com a prima. Da forma que ela falou deixou bem claro que é com ela que ele desabafa. Ele não é tão bobo assim e falar com qualquer um, mas mesmo assim eu não gostei de ter ficado mal perante as palavras dela. Se eu tivesse a oportunidade eu daria um bom susto nele, só assim ele teria razão para me chamar de bruxa, astuta enrustida e que os Swans não prestam. Eu arrumaria uma forma de castigá-lo, a se eu iria! Ele que me aguardasse, isso não iria ficar assim.
Levantei para tomar um banho e tirar aquele cheiro de cama mesmo tendo que voltar para ela depois. Fui até o closet e peguei uma das três camisolas que estavam ali para o meu uso. Até muito bonita na cor verde de seda e com flores rosa, a mesma não era muito comprida e ficava no meio de minhas coxas.
Fui para o banheiro tomar um banho rápido e quando acabei, me sequei. Penteei o meu cabelo e os deixei soltos, voltei para o quarto e me deitei na cama sem me cobrir, não fazia tanto frio assim naquele momento.
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13min depois.
Mary trouxe a minha janta e logo ela se foi para servir os demais a mesa, pobre moça, ela estava se desdobrando. Comecei a comer e não me senti enjoada com nada, bebi o suco e comi a torta que veio para mim com uma bola de sorve de creme. Estava tudo maravilhoso e fui até o banheiro escovar os meus dentes, ao voltar para o quarto eu fui até a porta do mesmo e não havia segurança algum ali me vigiando.
Escutei tuquinha latindo lá em baixo e soube que eles já estavam jantando, decidi voltar para a cama e uma ideia louca me veio à mente. Peguei a faca que acompanhava o garfo e a escondi, se Mary desse falta eu falaria que ela se confundiu e que não colocou faca alguma ali. Eu iria dar um bom susto em Edward, ele me pagaria por me fazer passar por baixa perante a prima e a mãe dele.
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Um tempo depois, às 20:17 minutos da noite.
A cozinheira veio pegar o meu prato e pareceu não dar falta do objeto. Primeiro que eu puxei conversa com quem não quer nada e segundo que ela estava sempre com pressa, o trabalho estava dobrado ou ela estava com medo de ser despedida por minha causa também. Mas Mary era muito gentil comigo e descartei essa última hipótese.
Sozinha no quarto eu fiquei assistindo novela, o sono estava custando a vir por eu ter dormido demais durante o dia e fiquei apenas relaxando com os meus pés sobre uma das diversas almofadas que estavam ali.
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Às 22h da noite.
Escutei quando a Alice e a Esme passaram no corredor conversando e tudo ficou silencioso. Meia hora depois eu escutei passos e depois disso tudo ficou em silêncio.
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Madrugada de Domingo, 22 de Dezembro.
02:20min da manhã.
Eu ainda estava acordada e o meu sono não vinha de jeito nenhum, fique encabulada com as palavras de Edward e acho que agora seria uma boa hora, caso não tivesse ninguém ali no corredor.
O quarto estava escuro e tirei a faca escondida por mim sob o travesseiro. Levantei devagarzinho e abri a porta minimamente deixando apenas um filete de visão para o lado de fora. O corredor estava vazio e antes de eu sair, eu escondi a faca por dentro da camisola para o caso de alguém aparecer do nada, nunca se sabe.
Saí com o meu coração aos saltos. Eu só podia ser louca mesmo de ir enfrentar a fera estando em sua toca estando eu de repouso, mas ele me pagaria por me difamar de maneira tão vil. Agora ele teria razão para me difamar.
Fui andando devagar até a porta do quarto dele e encostei o meu ouvido para ouvir algum barulho ou mesmo até conferir se a televisão estava ligada ainda. Silêncio total.
Coloquei a mão tremendo na maçaneta da porta e a girei devagar, me bateu um arrependimento, mas só em assustá-lo já me deixaria feliz. Eu não desistiria e girei a maçaneta bem devagar, como as portas eram todas muito bem alinhadas não faziam barulho e vi que ele dormia tendo a garrafa de whisky sobre o criado mudo.
Ele estava jogadão na cama sem blusa e vestia apenas um short, a luz bem fraquinha do abajur facilitava um pouco a visão e fechei a porta bem devagar. Caminhei devagar até a cama e ele continuou apagado, o que me dava forças era me lembrar de tudo que ele me fez e tirei a faca bem temerosa de dentro da camisola. Olhei por todos os ângulos e o melhor seria mesmo ter que subir em cima da cama. Ele poderia acordar e ser mais rápido, mesmo assim não liguei estando tomada pela raiva e em doses bem maiores agora. O que me dava a total força era me lembrar dos meus pais.
Como eu estava descalço, eu subi devagar na cama sem fazer com que ela se mexesse e engatinhei por duas vezes só. Observei que o rosto dele estava bem sereno, era o oposto quando ele olhava às vezes para mim. Seus cabelos arrepiados deram o lugar para o bagunçado e sua pele lisinha era bem clarinha onde não pegava sol.
Reparei também a trilha de pêlos fininhos e lisinhos que faziam caminho pelo o peito dele e olhei para a barriga bem sarada. Ali em suas partes escondidas era tudo muito bem raspadinho, ele era limpo demais. Reprovei-me por estar reparando o inimigo, mas no fundo ele tinha razão ao afirmar que as mulheres vinham até ele, o sujeito era espetacular.
Lembrei o porquê de eu estar ali e ficando sobre o corpo de Edward, na mesma hora eu levei a faca no pescoço dele. Ele na mesma hora abriu os olhos e ao sentir o objeto gelado de pura prata em seu pescoço, ele relaxou no travesseiro e ficou olhando para mim.
—Isso é para você aprender a não falar mal de mim! Não é só você que é capaz das coisas, eu também sou! Falei firme, mas a minha mão tremula me denunciou.
—A boca é minha, falo o que me der na telha! Revidou ele.
—Não tem o direito de me chamar de interesseira, não quero o seu dinheiro! Foi baixo da sua parte falar a respeito do sexo meia boca que você me proporciona para a Alice. É meia boca porque é forçado e contigo! Quem pensa que é para falar que eu tenho olho grande nas suas coisas? Esqueceu que os meus amigos são da mesma patente que a sua e que eu vivia muito bem? Esqueceu que o meu namorado ......
—Ex-namorado ou já se esqueceu? Perguntou ele de forma bruta não temendo a faca em seu pescoço.
—Que se dane! Esqueceu que o meu ex-namorado tem dinheiro o suficiente para viver bem durante a vida inteira dele? Então veja que não tem necessidade de eu desejar algo seu ou dos outros! Não faz o meu tipo e pouco me importo o que você pense a respeito desse bebê que está dentro de mim! Falei pressionando a faça mais forte no pescoço dele e mais um pouco eu o machucaria pra valer.
—Sempre soube que você era uma fingida e agora estou vendo, é uma traiçoeira.
—Me transformei numa para agradá-lo meu bem. Pouco me importo o que fará comigo depois, só vim lhe avisar para lavar a sua boca antes de falar de mim. Não lhe devo nada, NÃO lhe devo nada e a partir de agora eu pensarei que esse bebê é mesmo do meu ex-namorado.
—O problema é seu. Falou ele se levantando minimamente e forçando a faca contra si. –FAÇA E TERMINE O QUE VOCÊ VEIO FAZER AQUI! Ordenou ele mais alto e minhas mãos tremeram levemente, não iria matá-lo e eu olhava nos olhos dele.
—Não lhe obedecerei, não é o meu dono e nunca será. Abaixe a guarda pelo menos uma vez.
—Porque não termina logo isso? Perguntou ele olhando para o meu corpo e segui o olhar dele. Edward voltou a olhar nos meus olhos e ele numa rapidez incrível tomou a faca da minha mão e a jogou longe, na mesma velocidade ele tirou a arma debaixo do travesseiro ao lado e a apontou para mim. Depois ele segurou em minha mão com um pouco de força e tentei me afastar dele me debatendo. Era inútil pelo seu agarre ser bem forte. -Quieta! Falou ele entre os dentes e deixou a arma de lado para me impossibilitar tendo a mão livre. Quando eu vi, eu já estava deitada de barriga pra cima e ele me dominava estando sobre mim, mas de forma curiosa ele não colocou o peso do corpo dele sobre o meu. Edward pegou a arma e apontou na direção da minha cabeça. –Se pensa que é mais esperta do que eu saiba que está enganada! Aqui debaixo do meu teto sou eu quem manda e posso fazer com você o que eu quiser, apenas tenha isso em mente!
—Você está delirando Edward! Está passando dos limites!
—É você tem razão, mas não ligo! Você me obriga a ser assim e toda a sua raça quando viva, mas saiba que nunca se livrará de mim.
—Não devo dar bola para loucos e saiba que apesar de eu ter vindo aqui, eu jamais faria algum mal para a sua mãe ou para a Alice! Você é quem acabou com a minha vida!
—Devo ficar com medo da sua ameaça indireta? Perguntou ele sorrindo.
—Eu só vim lhe alertar, minha intenção não era matá-lo e sim assustá-lo!
—Não devemos confiar nas bruxas!
—É eu digo que não devemos confiar em assassinos. Ele sorriu mais ainda.
—Pode ser que você tenha razão, da próxima vez que você entrar no meu quarto sem ser convidada, isso claro que nunca irá acontecer! Mas saiba que eu não irei ter um pingo de pena de você!
—Eu que sinto pena de você!
—Não preciso dela!
—Está claro que só age no calor da emoção quando se lembra do que fizeram com a sua mãe e a sua irmã.
—Não fale dela! Não é digna de tocar no nome dela.
—A Brenda onde quer que esteja deve estar lhe reprovando por agir tão impiedoso e sem coração!
—CALE A BOCA!
—Não me calarei por que é verdade! Saiba que eu não poderei ser para sempre a sua prisioneira, eu irei dar à luz, terei que cuidar do bebê e não tenho quem faça isso por mim. Você não seria louco em sacrificá-lo por minha culpa, essa culpa incabível que você tanto me julga a todo o momento.
—Vai para o seu quarto! Falou ele impaciente.
—Eu não vou não! Estamos conversando!
—Mas eu não quero falar com você! Não vê que já está tarde?
—Mas eu sim! E exijo que você tenha um pouco mais de respeito com a sua mãe! Quem pensa que é?
—Não se meta com a minha família! Com eles me entendo eu!
—Então pare de ficar me difamando para os outros!
—Você procura problemas onde não deve. Disse ele esfregando o cano da arma em meu seio, na mesma hora e sem o meu querer o bico ficou duro. Não demorou muito o outro também ficou. –Está sob o meu domínio Isabella Swan, e tudo que está ao meu domínio me pertence. Falou ele descendo a arma pelo o meu corpo e levantou a minha camisola até o meio da minha barriga com ela.
—Não tem o direito!
—Tenho sim! Falou ele colocando a arma de lado, porém ao alcance de sua mão e me alisou intimamente fazendo com que eu começasse a sentir coisas naquele determinado ponto. Tentei me mover e tirar a mão dele, mas de forma inesperada ele aumentou os movimentos e tentei me afastar dele.
—Pare com isso Edward.
—Não é o que o seu corpo deseja. Sinta. Falou ele esfregando o dedo dele bem úmido e quente na minha barriga.
—Você me obriga a isso!
—Não tem como eu obrigar o seu corpo a ficar excitado, é espontâneo da parte dele e se faz é porque eu sou bom no que faço!
—Você é um convencido! Acha-se o tal e não está com nada! Você não presta!
—Seus elogios não me ofendem, só me faz querer mais.
—Mais eu não! Falei tentando me afastar e o ato seguinte me deixou travada. Edward começou a beijar o meu pescoço de forma sem impor a ignorância e isso aumentava a minha lubrificação intima em níveis maiores. Eu não conseguia falar, apenas sentir o que ele estava fazendo em mim.
—Posso fazer o que eu quiser com você. Depois que ele afirmou isso beijou os meus lábios e eu me afastei na mesma hora surpresa e em choque.
—Não pode e nunca irá fazer isso outra vez! Falei engrossando com ele de verdade.
—É O QUE VOCÊ DIZ! Edward prendeu a minha cabeça com as mãos e beijou os meus lábios, sem querer eu percebi a textura que tinha os lábios dele e eram bem macios. Cheguei a mover a minha boca por duas vezes sentindo o toque suave e na terceira eu o mordi sem pena. Cheguei a sentir o gosto de sangue em meus lábios. –Sua louca! Berrou ele. –Machucou os meus lábios! Falou saindo de cima de mim e pegou a arma, ele permaneceu de pé passando o dedo nos lábios por estarem afetados e acho eu que bem doloridos.
—Não volte a repetir o que fez! Ordenei me sentando na cama e abaixei a camisola sob o olhar dele. –Se me odeia tanto, evite fazer esse tipo de coisa comigo!
—Faço para me divertir! Agora suma do meu quarto e me deixe em paz. Que não tenha a próxima vez! Ou irá voltar para o porão mesmo eu tendo que desobedecer a minha mãe! Vá de uma vez com o seu filhote para o quarto!
—Vou mesmo! Mas fique avisado você também e pare de me difamar.
—Some. Do. Meu. Quarto!
—Vou mesmo! Falei limpando a minha boca para provocá-lo.
—Vá, Vá logo!
Sai do quarto andando devagar e fui para o meu sentindo a minha calcinha bem molhada, era vergonhoso demais e eu soube que ele me reprovava por isso. Mas o meu corpo era um traidor e eu não conseguia domá-lo.
Tirei aquela calcinha no banheiro e entrei no Box para tirar o cheiro dele do meu corpo, do contrário eu não iria conseguir dormir direito. Eu pude sentir a textura dos lábios dele nos meus e me reprovei por pensar nisso outra vez. Esfreguei os meus seios bem inchados e lavei o meu sexo para tirar toda aquela vergonha de mim.
Passar a minha mão lá despertou a sensibilidade que Edward provocou há minutos atrás e tirei a minha mão dali. Meus seios estavam com os bicos muito endurecidos que chegava a me incomodar e terminei o banho pensando no atrevimento de Edward. Eu esperava tudo dele, menos isso.
Sequei-me e vesti somente a camisola, ao voltar para o quarto eu o vi ali na cama deitado e com a televisão ligada.
—O que faz aqui?
—Prefiro lhe vigiar, pode acabar fazendo o mesmo com as outras.
—Vou fingi que não ouvi isso, não tem cabimento! Deitei-me na cama o mais longe possível dele. –Desligue, eu preciso dormir!
—Estou sem sono! Você o interrompeu lembra?
—Foi por uma boa causa. Dê o fora!
—Não irei não. Durma se quiser! Mas eu ficarei aqui!
—Com tanto que não volte a me tocar sem o meu consentimento.
—Está com medo de acabar gostando como sempre?
—Não delira e vá para o inferno!
Dei as costas para ele e me cobri. Estiquei a minha mão para pegar o controle do ar e o liguei deixando numa temperatura bem amena. Prestando a atenção em meus movimentos, Edward levantou a colcha e se cobriu, ele fazia tudo que eu não gostava ou queria para me provocar e o ignorei.
—Se vai ficar aqui, pelo menos desligue a televisão por estar tarde!
—Só irei desligar por que eu quero, saiba que o segurança está do lado de fora caso tente alguma gracinha outra vez.
—Não sou assassina, fique despreocupado. Já tive várias oportunidades de acabar com a sua vida, eu só desejo que me deixe em paz!
—Durma e sonhe com isso, é mais fácil!
—DÂNE-SE! Falei fechando os meus olhos e a televisão foi desligada, ele fez o mesmo com o abajur e o quarto ficou um breu só. Era possível ver o chacoalhar dos coqueiros com o vento lá fora e fiquei o tempo todo ciente da presença dele ali. Edward se aproximou mais e eu me afastei, ele tornou a fazer e eu cairia se me movesse mais uma vez. –Não consegue me deixar em paz?
—Infelizmente não! Agora vá dormir!
—Estou tentando!
—Deve estar imaginando que eu estou adorando estar aqui com você, mas saiba que eu não estou!
—Não lhe perguntei nada e que se dane se está gostando ou não! Dane-se, para mim não fará a menor diferença mesmo! Você é sem graça aos meus olhos Edward Cullen.
—Não ligo pra garotas malcriadas iguais a você, eu as domino! Disse ele segurando na minha cintura e correu os dedos pela minha pele ao colocar a mão sob a minha camisola.
—Não quero saber! Vá dormir em seu quarto!
—Não vou não e agora durma antes que tenha um treco e perturbe a paz da minha mãe! Falou ele tirando a mão de mim.
Fechei os meus olhos e me ajeitei melhor na cama, de propósito eu senti a aproximação dele em minhas costas e tentei ignorar aquilo. O perfume que ele usava era suave e era outro, era tão bom quanto o outro e no mover da coberta com o movimento dele, o vento provocado me trouxe ainda mais o seu perfume.
A presença dele me incomodava, era como se todos os pêlos do meu corpo ficassem em alerta, mas não no lado negativo. Parecia coisa de química entre dois corpos mesmo.
Nós dois nos odiávamos tanto e o meu corpo estava se excitando novamente, isso me deixava muito mal e não tinha como interromper as sensações, elas só aumentavam com o ventinho da respiração dele batendo em meu pescoço. Fui obrigada a me lembrar do beijo dele e passei a mão em meus lábios mais uma vez reprovando aquilo, algo no meio de minhas pernas se contraiu e eu me movi mudando de posição. Sem querer eu esbarrei nele por estar a centímetro de mim.
—Chegue pra lá! Está quase em cima de mim droga!
—É para eu sentir caso você tente sair da cama escondida depois.
—Que absurdo! Falei ficando de barriga pra cima e fechei os meus olhos sentindo o roçar da camisola em meus seios.
—Sonhe com o seu filhote! Provocou ele.
—Pode deixar, irei sonhar com o meu filhote e do jake. Ele sorriu audivelmente e se cobriu.
—Somente em seus sonhos garota!
O ignorei não fazendo questão de prestar atenção no que ele me falou e tentei relaxar pra dormir, mas o sono não vinha.
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04:39min da manhã.
O sono estava quase vindo, mas me deu vontade de fazer xixi. Eu havia abusado bastante nessa noite, mas não havia jeito de não ir ao banheiro. Quando eu levantei a coberta e que iria me preparar para sair, Edward envolveu a mão dele em minha cintura me causando um leve susto.
—Aonde pensa que vai? Perguntou ele próximo do meu ouvido por estar deitado bem perto de mim.
—Ao banheiro, estou apertada.
—Tudo bem! Falou de forma um pouco dura para demonstrar poder sobre mim.
O abajur foi ligado por ele e ao me levantar esqueci que eu estava sem calcinha, metade do meu traseiro ficou de fora e envergonhada eu tratei logo de abaixá-la.
Fui andando devagar e me sentei para fazer xixi, eu estava meio cabreira com a minha situação e olhava sempre em meu corpo em busca de algo anormal, mas graças a Deus estava tudo bem.
Lavei as minhas mãos e voltei para o quarto, seus olhos verdes me sondavam a todo o instante e me deitei novamente.
—Não consegue dormir? Perguntei numa boa.
—Pra que quer saber?
—Não consegue me responder sem haver as ofensas ou as grosserias?
—Você me irrita. Mas estou sem sono para o seu governo! Sua presença me causa isso!
—Então vá dormir em seu quarto! Está fazendo o que aqui ainda?
—Vá dormir Isabella. Por favor, me deixe em paz!
Fiz o que ele me pediu e me ajeitei sentindo o corpo dele atrás do meu, aquilo me deixava chateada e mesmo assim eu consegui dormir.
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11:30min da manhã.
Abri os meus olhos ao escutar a porta se abrir e ao olhar na direção da mesma, Alice ficou parada estatelada e muito surpresa ao ver o primo ali. Ela ficou sem reação perante a situação e Edward dormia a sono solto estando colado em meu corpo. Sem ter o que falar e por eu estar muito sem jeito, eu me sentei na cama. Levantei-me segundos depois esquecendo do detalhe da camisola e o meu traseiro sem calcinha apareceu, senti o meu rosto pela primeira vez queimar com a tamanha vergonha.
—Alice não é o que você está imaginando, Edward veio me importunar durante a noite, mas não rolou nada.
—Ele a forçou a ter sexo? Perguntou ela simplesmente e olhou para o primo dormindo de forma despreocupada.
—Não, ele não me forçou a nada.
—Meu primo me deixa louca! Acho que não ficarei mais surpresa falou ela olhando pra baixo e tuquinha entrou latindo no quarto.
Edward se mexeu na cama e abriu os olhos dando de cara com a prima ali, ele pareceu não se importar e levantou com um travesseiro na frente de seu corpo.
—Vou para o meu quarto, não se consegue dormir mais nessa casa! Falou ele saindo com o travesseiro, parecia que ele queria esconder algo e caindo a fixa, eu sabia que os homens acordavam excitados. Pelo menos ele me poupou de passar essa vergonha também.
—Bom dia para você também! Falou Alice assim que ele saiu do quarto.
—Bom dia. Falou ele do corredor e escutamos quando a porta do quarto dele bateu.
Ficamos sozinhas no quarto e ela me sondava com o olhar.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—O que é dessa vez?
—Nada, eu tenho muitas dúvidas.
—Sobre o quê?
—De forma louca e inapropriada, olhando bem, vocês fazem um belo casal. O contraste da cor dos olhos de vocês é uma loucura.
—Agora quem está delirando é você Alice. Não quero saber desse papo furado e irei escovar os meus dentes!
—Esse mau humor é coisa de grávidas?
—Não, mas o seu primo me irritou a noite quase toda! Mal consegui dormir.
—Minha tia tem esperanças que você com esse jeitão o dobre com as suas palavras. Eu fui obrigada a sorrir.
—Eu? Ele só me ofende Alice, não vê?
—Ele a procura de qualquer forma. Conheço bem o meu primo, bem, eu acho que conheço.
—Está sonhando, vou para o banheiro que é melhor.
Entrei no banheiro e encostei a porta pra não ser sem educação. Fiz a minha higiene e fui para o quarto não a encontrando mais ali, voltei a me deitar novamente pensando em tudo que rolou na madrugada. Literalmente Edward perdeu a noção.
Fui interrompida com Alice trazendo o meu café, ela sorria levemente ao se sentar na cama e entregou a bandeja para mim.
—Não têm parentes?
—Não, estou sozinha no mundo.
—Era você e os seus pais somente?
—Sim e os meus amigos do colégio.
—Hum.
—Sua barriga está bem saliente com pouco mês. Ficará uma grávida linda quando estiver bem maior.
—Você acha?
—Sim, eu acho. O que você prefere, menino ou menina?
—Eu não sei, estou grávida a força.
—Ta eu sei, mas o que você prefere?
—O que Deus mandar está bom. Que venha com saúde, isso já está de bom tamanho.
—Não será capaz de amar o seu bebê?
—Acredito que sim Alice.
—Ele fará com que você e o meu primo fiquem próximos um do outro para sempre. Ele terá as responsabilidades de pai e tem o direito de ter contato com o filho.
—Sei disso e lamento muito que seja assim.
—Poderiam entrar em um acordo e cada um viver a sua vida em paz. Você não sente nada por ele mesmo.
—Eu o detesto. Falei me lembrando do beijo hoje de madrugada e Alice percebeu que eu estava longe.
—Desculpe ser indelicada com certos tipos de perguntas, mas sou bem curiosa.
—Não ligo, pode me perguntar.
—No meio dessa loucura toda, por acaso ele já a beijou?
—Se deseja saber da verdade, sim.
—Sério?
—Uhum, ele me beijou hoje de madrugada.
—E você?
—Eu tentei impedi-lo, mas ele foi insistente e me beijou outra vez.
—Deve ter sido ruim. Falou ela me olhando.
—Eu o achei muito enxerido! Mas não vou falar que foi um beijo dos piores. Ele apesar de ser bruto muitas vezes comigo, ele me beijou de forma tranquila e acabou mordido por mim.
—De forma tranquila? Perguntou ela frisando a sobrancelha.
—Sim. Por quê?
—Por nada, estou vendo até onde o meu primo está indo com essa loucura. Bem que ele poderia deixá-la em paz e você fosse embora para sempre de nossas vidas. Não falo isso em tom pejorativo ou a reprovando, falo porque é isso que você quer.
—Sim, mas não quero ir embora na verdade. Quero poder ajudar a sua tia sendo companheira e mesmo que um dia eu chegue a ir embora dessa casa, eu vou querer ter a amizade dela e não negarei o contato dela com o bebê.
—Gosta dela?
—Sim e é de verdade.
—Minha tia está muito abalada e Edward com o seu jeito está piorando a cada dia que passa. Eu mesma tendo paciência e sendo próxima a ele, ele não me escuta. Carlisle não está presente e estamos chegando no Natal, sei que o clima não será como antes, mas tentarei deixar tudo um pouco mais alegre.
—Pode contar comigo, mesmo tendo o Edward perto para jogar água fria sobre mim.
—São muros protetores que ele usa, mas em seu íntimo eu sei que tudo isso é por culpa da saudade que ele tem da irmã e o estado em que ficou a mãe. Não imagina como eles eram unidos. O contraste da cor dos olhos era entre eles também, assim como é entre vocês. Edward precisa de uma mulher que o dobre e ensine o caminho certo, digo isso por muitos motivos.
—Quais são eles?
—Que o coloque na linha. Posso resumir dessa forma. Disse ela de forma pensativa. –Agora tem o bebê de vocês e tem que pensar nele. Você é uma mulher de fibra por ter aturado muitas coisas.
—Entendo. Falei boiando e não entendendo nada na verdade.
—Agora coma, vai te fazer bem e o seu remédio está aí.
—To vendo e obrigado.
—Não tenho raiva de você Isabella.
—Bella é melhor.
—Tudo bem. Disse ela sorrindo levemente. –Não tenho raiva de você, pude lhe conhecer um pouquinho mais e saberia se você estivesse mentindo. O meu radar nunca falha.
—Não há necessidade de mentiras.
—Precisa de mais alguma coisa de uso pessoal?
—O Natal está chegando e eu sei que a Esme vai querer que eu desça um pouquinho. Você vai à rua por esses dias?
—Tem sempre coisas de última hora.
—Preciso de maquiagem e esmaltes.
—Tem tudo isso na última gaveta do armário sob a pia. Se quiser no quarto que foi da irmã do Edward tem outras cores de esmalte lá. Apesar de ter de tudo e poder ir ao salão quando quisesse, ela mesma gostava de embelezar as unhas com cores extravagantes.
—Eu tenho dinheiro e não quero mexer lá, por favor, não insista. Tudo bem?
—Ok. Disse ela sorrindo. –Cadê o seu dinheiro?
—Não sei se posso confiar em você. Falei séria e olhando nos olhos dela.
—Claro que sim! Dessa forma você me ofende.
—Ta desculpe. Você pode fazer um favor para mim?
—Posso. O que é?
—Eu escondi a minha bolsa sob o colchão da cama lá no porão. Pegue-a para mim, pode ser?
—Irei buscá-la.
—Mas não deixe que o Edward perceba.
—Ele está dormindo, parece exausto e você o cansou. Falou ela sorrindo. –Estou brincando.
—Ele não quis sexo, estou impossibilitada e taí, ele até que respeitou isso.
—É eu estou percebendo. Agora irei buscar a sua bolsa.
—Não abra hein!
—Não sou enxerida. Disse ela saindo do quarto.
Continuei comendo e terminei me sentindo pra lá de satisfeita. Deitei-me e fiquei aguardando a Alice, não demorou nada ela voltou com a mão vazia.
—Cadê a bolsa Alice?
—Não tinha nada lá bella.
—Como não? Eu a deixei lá!
—Edward é esperto, deve ter revirado aquilo tudo lá.
—Lá está a minha identidade, há dólares em espécie, a ultra que eu fiz e algumas bugigangas de mulheres. Fora o meu cartão de crédito! Eu disse chorando pra valer, ele mesmo que sendo dinheiro sujo me ajudaria a me manter caso eu saísse dessa casa algum dia. -Deve estar com Edward. Falei me levantando e não me importei com o olhar de recriminação dela. –Preciso das minhas coisas Alice!
—O que pretende fazer?
—Pegá-la de volta.
—Ele não vai entregar, sabe disso.
—Não é dele! Falei saindo do quarto.
—Bella, não o provoque.
Deixei Alice falando pra lá e o segurança parece que não ficava mais ali em cima. Abri a porta do quarto dele e ele estava sob a coberta com o ar ligado vendo televisão. Pensei de ele estar dormindo como Alice havia falado, mas não estava.
—O que faz aqui? Perguntou ele se sentando e desligou a televisão.
—Vim buscar algo que me pertence!
—Ah! Já sei do que fala. É na verdade a respeito da sua bolsa?
—Sabe que sim!
—Está no meu closet na primeira gaveta daqui pra lá, fica à vontade. Disse ele tornando a ligar a televisão e se deitou, algo estava muito errado por ele estar calmo dessa forma.
Passei por ele e fui para o closet andando devagar. Fui na gaveta que ele especificou que estaria e a encontrei ali, não pensei duas vezes e a abri. Encontrei ali somente a minha identidade, a receita médica, a ultra e a minha escova de cabelo. Não estava mais ali a chave do meu apartamento, o dinheiro e principalmente o meu cartão. Revirei a bolsa e encontrei um pedaço do cartão quebrado, comecei a chorar não acreditando no que estava acontecendo e voltei para o quarto levando a minha bolsa junto. Na mesma hora ele me olhou e aumentou o volume da televisão.
—Cadê. O. Restante. Das. Minhas. Coisas? Perguntei séria, mas deixando as lágrimas rolarem. –VOCÊ QUEBROU O MEU CARTÃO!
—Sim! E não são mais suas!
—Claro que são! Gritei dando uma bolsada violenta nele e ele ficou me olhando balançando a cabeça que não. –Preciso das minhas coisas Edward e não vem com essa que não são mais minhas!
—Pra que você quer? Está aqui e não precisa mais delas!
—Não ficarei para sempre aqui!
—Não irá para canto algum!
—Edward me devolve a chave do meu apartamento e o dinheiro. Não lhe pertence e porque você quebrou o meu cartão? Perguntei aos prantos.
—Está desesperada pelo dinheiro roubado que tinha ali não é mesmo? Perguntou ele desligando a televisão. -Até o dinheiro ali deve ser bem sujo, não é? Acredito que tenha até das coisas que foram roubadas lá na minha empresa!
—Sendo ou não era meu! É o único que eu tinha!
—Tire da cabeça isso, já perdeu!
—Não perdi coisa nenhuma! Devolva-me a minha chave e o meu dinheiro!
—Não. Irei. Não! Agora volte para o seu quarto e esqueça essa história!
—É melhor você ir bella. Falou Alice da porta. –Está se exaltando e Edward a devolverá.
—Não irei coisa alguma Alice! Leve-a daqui, será bem melhor!
—Vamos bella, por favor. Pediu Alice me puxando e o meu olhar não se desprendiam do de Edward.
Saímos do quarto.
—Eu quero o meu dinheiro de volta Alice, eu quero as minhas coisas. Estou perdida sem elas. Falei chorando e andando pelo corredor, do nada comecei a sentir dores fininhas no pé da minha barriga e coloquei a minha mão em cima do local. –Aí Alice, está doendo um pouco. Ai meu Deus!
—Aonde bella? Perguntou ela preocupada ao entrarmos no quarto e ela me ajudou a me deitar na cama.
—Aqui. Falei indicando o local e Esme entrou no quarto tateando a parede.
—O que há? Eu escutei a confusão do quarto. Falou ela parando e parecia bem preocupada.
—Titia, a bella está sentindo dores.
—Sente-se mau filha?
—Sim Esme, não é tanta, mas é um incomodozinho.
—Ela e Edward brigaram titia e sabe como é.
—A leve para o hospital Alice. Não a deixe aqui sofrendo com dores por culpa do meu filho.
—Edward vai empl.......
—A leve, não seremos insensíveis com ela. É mais fácil ir até lá do que o médico vir até aqui, na certa irão precisar de aparelhos para examiná-la melhor.
—Tem razão.
Eu só sabia chorar por causa das minhas coisas e a dor não era tanta assim, mas estava me incomodando um pouco só. Alice pegou o vestido verde que eu usei ontem por estar limpinho e me vestiu ficando acanhada por me ver sem calcinha.
—Eu esqueci de colocá-la. Desculpe por causar-lhe constrangimento Alice.
—Deixe de bobagem e vista essa sandália baixinha.
—Ok. Calcei a sandália e Edward entrou no quarto.
—Aonde pensam que vão?
—Para o médico, bella está se sentindo mal.
—Mal? Perguntou ele me olhando.
—Sim, essa briga não fez bem a ela e acho melhor nos apressarmos bella. Disse ela me ajudando a levantar. –Leve o exame da outra doutora e a ultra, só assim ela ficará a pá da situação.
—Não irão sozinhas! Disse Edward de forma bruta e Esme olhou na direção da voz dele.
—Eu acho bom você manter muito bem a sua calma! Do contrário e mesmo lhe amando por ser o meu filho, eu o denunciarei por maus tratos Edward Cullen! Não duvide de mim.
—Ta bom mãe, ta bom! Disse ele de forma malcriada e saiu do quarto.
.
.
3min depois.
Eu e Alice saímos do quarto após eu vestir a calcinha. Edward apareceu no corredor vestindo uma bermuda, uma blusa de manga curta preta e de tênis, posso afirmar que ele foi rápido.
—Dê notícias Alice. Pediu Esme preocupada.
—Pode deixar titia. A levarei para o seu quarto rapidinho e me juntarei a bella depois, vamos. Após Alice falar com a tia, ela olhou pra Edward. -Acho melhor você a pegar no colo, descer essa escada só pioraria a situação dela. Sugeriu Alice levando Esme para quarto.
Com um pouco de má vontade ele me pegou no colo e fomos para garagem saindo pela porta da cozinha. Mary ficou me olhando preocupada, mas nada falou.
A garagem era enorme e caberiam seis carros ali dentro. Havia quatro no momento e fomos para o carro de Edward, senti uma fisgada e coloquei a mão ali.
—Será que eu estou perdendo o meu filho Alice? Perguntei quando ela entrou na garagem segurando a bolsa dela e Edward ficou me olhando.
—Está sangrando?
—Não me sinto molhada.
—Isso pode ser bom, apenas tente relaxar.
Edward me colocou sentada no banco de trás reclamando horrores por eu estar dando trabalho a ele, mas ele estava um pouco estranho.
Alice ocupou o banco do carona e Edward sentou no lado do motorista, logo a pirua blazer contendo dois dos seguranças foi ligada e saímos da garagem. Edward dirigia um pouco rápido e o rádio dele apitou, reconheci ser a voz de um dos seguranças.
—Qual o destino patrão? Edward esperou o som do bipe e respondeu.
—Estamos indo ao hospital de costume.
—Qual a procedência?
—A Swan está se sentindo mal, acredito que o filhote da raposa esteja com problemas.
—Que horror Edward! Falou Alice o reprovando.
—Tudo bem. Estamos seguindo. Respondeu o segurança.
—Ok.
Edward colocou o rádio de volta no bolso e quando dei por mim já estávamos bem distante. Eu deixava as minhas lágrimas rolarem e Alice olhou para trás.
—Fica calma bella.
—Estou tentando, mas estou preocupada.
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25min depois.
Chegamos no hospital e fui prontamente atendida, Edward não desgrudou de mim ao alegar que eu seria capaz de fugir novamente. Eu não poderia fugir, dessa vez não tinha como e só mesmo na imaginação dele.
A doutora examinou o outro relatório médico e a ultra, mas mesmo assim e como deveria ser, eu fui examinada minuciosamente por ela sob o olhar de Edward. Tive que responder diversas perguntas e ela olhou pra Edward.
—É você o pai do bebê? Perguntou a doutora para ele.
—Não. Tratei de falar primeiro que ele, se ele não queria aceitar, eu não estava nem aí mais. –Ele só está me acompanhando.
—Ok. Disse ela simplesmente.
Fui encaminhada para a sala da ultra e tive que colocar um roupão do hospital para ficar mais à vontade. Relaxei para fazer o exame e logo o coração do bebê foi ouvido batendo tão alto, sem me dar conta eu deixei uma lágrima rolar e o homem tirou aquilo de mim. Anotou tudo no papel e me examinou outra vez mais profundamente para saber o meu real estado. Tendo o papel que a doutora escreveu em mão, ele comparava o resultado antigo com o novo e anotou mais ainda no papel. Ali era chique demais e fiz o trajeto todo pelo hospital na cadeira de rodas, não havia necessidade para macas.
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Já na sala da doutora outra vez.
—Temos a boa notícia que o seu bebê está muito bem e você já está a bem dizer entrando na décima primeira semana de gravidez. Não há coágulos de sangue e o bebê está se formando perfeitamente. Você andou tendo aborrecimentos Isabella ou algum tipo de esforço físico em excesso?
—Sim doutora.
—Os evite. É uma recomendação muito importante e séria que eu estou fazendo a você. Sente dor de cabeça ou já sentiu alguma vez?
—Não nunca.
—Ótimo. O descolamento melhorou um pouco, mas ainda está bem recente e recomendo o mínimo de movimento possível. Beba bastante água. Você tem bebido?
—Não muito doutora.
—Eu recomendo que comece a se tratar. Já fez algum tipo de exame ou iniciou o pré-natal?
—Ainda não tive a oportunidade, mas daria início no outro hospital.
—Estou puxando a sua orelha então! Já era para começar a se tratar, mas o bom é que já está administrando a vitamina adequada e continue tomando o remédio que a outra doutora lhe indicou, está tudo certinho. O que lhe causou desconforto foi o stress e o evite o máximo que puder. Diga para o marido ou para o namorado pegar leve, não recomendo relações sexuais por enquanto e permaneça de repouso até o dia 19 de janeiro. No dia 20 me retorne aqui às 8h da manhã para fazermos os devidos exames e às 08:30 nesse mesmo dia terá uma consulta comigo para sabermos como você está. O que você precisa é de repouso absoluto e não fique com medo, o que sentiu hoje foi somente o reflexo que o stress ocasionou. Estão todas as recomendações escritas aí na receita para o exame e se alimente bem, providencie tudo que estou pedindo aí. Recomendo comer bastante verduras e legumes, pois eles fazem muito bem para a saúde e de noite beba um suquinho de maracujá para relaxar caso não tenha pressão muito baixa. Nada de cafeína em excesso e álcool. Cigarro nem pensar né?
—Não fumo doutora.
—Beba bastante água e receba o apoio da família que é o mais importante. Compre umas revistas e fique lendo deitada na cama, veja filme e só assim o tempo irá passar. Cuide-se ou realmente tudo pode complicar para você e para o seu bebê. Estou recomendando tudo isso aqui na receita para você não se esquecer.
—Eu irei me cuidar. Falei desanimada e ela percebeu.
—Qualquer coisa, eu estou aqui bem dizer quase todos os dias e me ligue para uma eventual emergência ou dúvida.
—Obrigada doutora.
—Eu quem agradece se você se cuidar. Disse a doutora muito jovem e até bonita sorrindo. –Um ótimo Natal para vocês.
—Para a senhora também.
—Nada de senhora.
—Tudo bem. Falei sorrindo levemente.
Saímos da sala e Alice estava preocupada do lado de fora, imediatamente ela veio até a mim ignorando o olhar do primo.
—Foi só o stress Alice, eu estou bem e o bebê também.
—Que bom bella! Disse ela mais calma. –Chegaremos em casa e irá se comportar.
—Vou tentar, sabe como é.
Fomos até a recepção e Edward pagou todas as minhas despesas no hospital particular, eu não era sócia dali e ele morreria numa grana por causa de mim. Se bem que isso não era problema para ele.
O lugar era de alto padrão e fomos para o estacionamento tendo ao fundo os seguranças que nos acompanharam, eles ficaram à paisana e aproximou com o carro ao nos ver.
Sentei-me no banco do carro de Edward com a ajuda de Alice e ela se sentou ali comigo. Edward ocupou o banco do motorista e voltamos para a casa dele.
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Paramos em frente ao portão e logo ele foi aberto. Fomos para a garagem e desci do carro sem esperar que viessem abrir a porta para mim.
—Alice eu posso ir com as minhas próprias pernas.
—Sabe que não pode abusar e subir a escada, é prejudicial.
—Não quero que o seu primo me pegue no colo.
—Fausto o fará. Falou Alice olhando para o primo e foi o Fasto mesmo quem me levou para cima a pedido dela.
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Chegamos no quarto ocupado por mim e Fausto me colocou sentada na cama. O agradeci para ser um pouco educada mesmo ele sendo parte do bando de Edward. Ele até que me respondeu de forma decente ao sair.
—Vou falar com a minha tia, ela ficou muito preocupada quando saímos.
—Tudo bem Alice, eu irei tomar um banho.
—Ok.
Ela saiu do quarto e nem sinal de Edward ali depois que chagamos. Fui para o banheiro e tirei aquela roupa, tomei um banho para relaxar e coloquei a mesma camisola de antes.
Voltei para o quarto e vi que Esme estava ali na companhia da sobrinha. Ambas me aguardavam.
—Sente-se bem?
—Um pouco melhor Esme.
—Deixaremos que você descanse. Alice leu a prescrição médica e deixaremos um jarro de água aqui ao lado da cama para você. Fiquei tranquila que tudo irá ser providenciado.
—Juro que eu não queria estar dando trabalho.
—Pare e relaxe. Eles a trataram bem?
—Você pergunta se referindo ao Edward e os seguranças?
—Me refiro ao pessoal do hospital. Caso Edward a maltratou me conte também.
—No hospital foram todos atenciosos, não se preocupe. Agora se referindo ao Edward, acho que ele não tem mais jeito.
—Eu peço em minhas orações que sim, meu filho não é assim.
—Nem sei mais o que dizer, minhas energias estão todas gastas.
—Descanse um pouco. Pela hora estar avançada deve estar com fome já. Quer almoçar agora?
—Estou faminta.
—Alice pedirá a Mary que traga a sua comida. Disse ela sorrindo levemente.
—Tudo bem. Obrigado Esme.
As duas saíram do quarto e me deitei na cama pensando nesse susto que eu levei. Tentei não pensar, mas eu estava preocupada demais por aquelas coisas que eram o meu meio de sobrevivência fora daqui, mas esse filho me atava de uma forma eterna a essa família. Estava tudo perdido mesmo e Edward piorou a situação ao quebrar o meu cartão.
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10min depois.
Mary entrou no quarto com a minha comida e veio até a mim sorrindo. Sentei-me apoiando a minhas costas no travesseiro e ela colocou a bandeja sobre mim.
—Que susto você nos deu hein?
—Desculpe. Falei sorrindo.
—Mas está tudo bem agora?
—Está sim, comigo e com o bebê.
—Pior que agora não tem como você fugir novamente. Falou ela baixinho e eu sorri.
—Estou sem recursos e chance. Mal posso andar e Edward quebrou o meu cartão, pegou o meu dinheiro e a chave do meu apartamento. Estou lisa, lisa.
—Sinto muito e sinceramente eu não gosto da forma que ele te trata, é desumano demais Isabella.
—Sabe que estou me acostumando. Mas foi demais para eu ficar sabendo que ele pegou as minhas coisas e quebrou a minha única fonte de renda.
—Isso é para você não ter como fugir novamente. Apesar de que da primeira vez que você sumiu, você estava sem grana ou tinha?
—Não tinha grana alguma e tão pouco roubei dos Cullens, o portão estava livre de seguranças e eu escapei.
—Saiba que agora ele fica trancado. Edward ficou furioso quando soube da sua fuga e saíram como loucos atrás de você. Ele nem veio para casa e só voltou quando conseguiu te achar. Fiquei com dó de você e estava muito bonita quando chegou vestida com aquele macacãozinho.
—Você gostou dele?
—Sim.
—Esme me deu roupas novas para eu vestir. Estão no closet.
—A patroa é muito boa, ela me dá algumas quase novas e umas ela nem chegou a usar.
—Nunca sai daqui Mary?
—Sou de outra cidade, aqui é praticamente a minha moradia. Durmo no quarto de empregadas.
—É eu sei. Poxa, você sempre tão legal comigo.
—Como está se sentindo em ser mãe aos dezoito anos?
—Não era da minha vontade e nunca foi. A forma que aconteceu foi chocante para mim e estou me habituando.
—Quando ele começar a mexer, alguns muros irão ruir. Deve ser terrível engravidar de alguém que não se ama e lamento muito por tudo que está passando.
—Tudo bem Mary, por sorte eu tenho a caridade de Esme, Alice que está indo aos poucos e a sua.
—Pode contar comigo sempre.
—É eu irei me lembrar disso. Obrigado.
—Agora eu tenho que descer, o dever me espera.
—Tudo bem. Falei segurando na mão dela e sorrimos uma para outra.
—Volto para buscar depois.
—Se eu pudesse, eu mesma a levaria. Está atolada de trabalho.
—Estou cozinhando e nas horas livres eu varro e passo pano. Logo eles contratarão outra pessoa de confiança.
—Tem que ser. Há muitos objetos de valor aqui.
—E como. Eles são riquíssimos e já tira por essa mansão com praia particular. Fora às outras propriedades de luxo que eles têm. Apesar de ter tudo, eles são simples. É por que você não pegou na época boa em que todos estavam bem.
—Por isso Edward disse que eu quero dar o golpe da barriga nele, mas eu também vivia muito bem e não me faltava nada. Meu apartamento é um luxo só e não me vanglorio por isso, o dinheiro era sujo e eu estava por fora de tudo.
—Não conseguiu ajuda ao fugir daqui?
—Sim e foi sorte. Andei por muito tempo e encontrei um anjo por aí, já em Solares eu só tive decepção.
—Por que diz isso?
—O meu ex-namorado não quis me ajudar, ele falou coisas bem duras para mim por termos desmanchado o namoro antes de eu ser sequestrada. Eu para livrá-lo das garras do Edward, eu tive que mentir e falar que eu estava com outro, mas ele acreditou. Ele desconfiou de um amigo dele e no mesmo dia em que desmanchamos houve uma briga muito feia dos dois na praia. Com direito a ofensas, socos, sangue escorrendo e o fim de uma amizade bonita entre amigos.
—Que drama!
—Põe drama nisso tudo, mas eu tenho a esperança que eles tenham se entendido. Eu não tive mais notícias do meu amigo Fred e nem dos outros. Eles são tão loucos. Falei me lembrando das diversas vezes em que nos encontrávamos.
—Ainda ama o seu ex-namorado?
—Não. Ele está com outra moça.
—E se não estivesse, vocês teriam chances de reatarem?
—Acredito que não. Eu apareceria grávida e ele só confirmaria que eu estava mesmo com outro homem. Ele dizia que me amava, me tratava com tanto carinho e me dava presentes, mas o que me cativava era a forma que ele me tratava. Parecia que eu era uma rainha e ele me cortejava, mas descobri coisas a respeito dele que me deixaram bem chateada. Eu sempre fui contra em relação às coisas erradas Mary e não deu nem tempo de conversarmos a respeito disso. No dia em que cheguei em Solares eu soube que falaram muitos a respeito da morte dos meus pais nos jornais populares. Suspeita de envolvimento com coisas que não presta, suspeita de vingança e por aí vai. Meu ex-namorado me jogou isso na cara e eu fiz o mesmo a respeito das coisas erradas que ele estava fazendo. Nos ofendemos e eu acabei desligando o telefone na cara dele, sendo que ele não retornou à ligação e mandou eu ficar longe da família dele. Na visão dele eu era encrenca e ele tinha razão.
—Ele não a merece pelo o que estou vendo. Outro no lugar dele se realmente a amava, iria imediatamente querer te ver, saber o que estava acontecendo e te apoiar mesmo que fosse escondido.
—Eu sei disso. Vou tentar seguir a minha vida e um dia quem sabe eu encontre uma pessoa boa quando eu sair daqui. Espero que Edward encontre uma mulher a qual se apaixone e me deixe em paz. O amor faz milagre e nos renova na maioria das vezes.
—Tem razão. Vou rezar para que esse dia chegue logo, ele não a deixará em paz e piorou agora que carrega um Cullen na barriga. Não seria louca de fugir novamente, pois ele a encontraria com toda certeza e lhe castigaria.
—Não tenho dúvidas em relação a isso, Edward é capaz de muitas coisas Mary e eu o acho meio louco.
—Quando ele bebe, sim, ele é outra pessoa. Transforma-se. Afirmou ela.
—Estou rodeada de problemas.
—Concordo, mas agora me deixa ir. A conversa vai longe se eu não descer.
—Ta, vai lá. Falei sorrindo e ela saiu do quarto.
Continuei comendo e logo me senti satisfeita, bebi o suco e comi a sobremesa que era à base de maçã flambada. Fui até o banheiro escovar os meus dentes e me aliviei, lavei as minhas mãos e penteei o meu cabelo que estavam úmidos pelo banho recente. Passei um pouco mais a toalha para secá-los e tornei a penteá-los novamente, alguns fios ficaram no pente e os tirei dali jogando no vaso e dando descarga.
Voltei para o quarto e me deitei, preferi não ligar a televisão e com o silêncio eu acabei dormindo por me sentir bem exausta.
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Às 20h da noite.
Acordei na escuridão do quarto e estiquei a mão para acender o abajur. O quarto ficou iluminado e sobre a cama ao meu lado havia algumas revistas, todas da atualidade. Algumas de moda, uma de passa tempo com palavras cruzadas e outros tipos de divertimento. Havia umas sete revistas no total e sem ter o que fazer, eu peguei uma para ler.
Até que era bem interessante e li folha por folha, no final tinha algumas receitas e finalizei a revista quase dando às 21h da noite. Eu lia rápido, eu gostava muito desse tipo de revista.
Levantei para ir ao banheiro e bebi da água que colocaram ali para mim antes, no total foram dois copos e fui para o banheiro me aliviar.
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Voltei para o quarto e liguei a televisão, não se passaram cinco minutos a Alice entrou no quarto trazendo a minha janta.
—Aí está você dorminhoca. Trouxe a sua comida e o suquinho de maracujá para te acalmar. Gostou das revistas? Perguntou ela num fôlego só.
—Gostei sim Alice.
—Aí no prato tem uma couve bem fininha passadinha no alho, sal e óleo bem de leve. Um franguinho com cogumelos, arroz soltinho e bastante feijão. Fora tem o seu remédio e uma sobremesa elaborada por mim a base de amoras em calda. Resolvi dar uma mãozinha pra Mary na cozinha hoje à noite. A couve é muito saudável, por isso coloquei bastante.
—Nossa! Eu não sei o que dizer, o cheirinho está muito bom e a sobremesa está com uma cara ótima. Parece que está tudo bem delicioso.
—E não sendo convencida, eu provei e está muito bom. Agora se deliciei.
—Já jantaram?
—Eu e Esme sim, já Edward está trancafiado no quarto assistindo televisão. Quando ele sentir fome, ele mesmo vai lá e se vira.
—Prefiro não falar dele Alice.
—Tudo bem. Irei respeitá-la.
—Não fique ofendida.
—Não estou não. Comecei a comer e parei para olhar pra Alice.
—Cadê a Esme?
—Está no quarto dela ao telefone com o meu tio Carlisle.
—Ele ligou?
—Sim, para saber dela. Às vezes ele liga pra cá, mas ela o ignora muitas vezes, sendo que hoje eu falei pra ela falar com ele. Precisam conversar.
—É eu concordo. Esme sente falta do marido e chora às vezes por isso.
—Minha tia é apaixonada por ele por ser o primeiro namorado, primeiro homem e por aí vai.
—Que legal. Sério?
—É sim, eles se apaixonaram no colegial e se casaram depois que terminaram os estudos. Depois nasceu o Edward e minha tia teve problemas para engravidar depois. Ficaram anos tentando e quando eles desistiram veio à surpresa, era a Brenda. Disse Alice com os olhos cheios de lágrimas.
—Poxa! É raro ver casais durarem tanto tempo hoje em dia. Fico triste por ela ter demorado a vir e ter um destino tão trágico por culpa dos meus pais. Falei deixando a comida de lado, as lágrimas vieram em abundância por saber que tiveram tanta dificuldade para conseguir um novo bebê e acontecer toda essa tragédia depois. –Eu lamento muito Alice, não imagina o quanto eu me sinto mal por isso. Falei entre as lágrimas e mal conseguindo falar direito. –Não imagina como é acordar e sentir esse peso nas costas por causa dos seus pais. Eu, eu não queria que nada disso acontecesse.
—Não se sinta culpada, não podemos carregar a culpa dos outros nas costas.
—Edward me acusa bem dizer todos os dias por ser filha deles.
—Termine de comer. Falou ela secando as lágrimas e colocou a bandeja em meu colo.
—Acho que eu não consigo.
—Sabe que sim, vá devagar.
—Ta, ta bom.
Comecei a comer devagar e minhas vistas tomada pelas lágrimas não me deixava enxergar direito, a gravidez me deixou bem sensível.
—Está mesmo gostoso?
—Sim Alice, não se encabule à toa. Falei sorrindo levemente e sequei as minhas lágrimas. –O gostinho está divino.
—Fiz especialmente para nós. Falou ela sorrindo.
—Saiba que está de parabéns, já pode casar.
—Só se o Jasper aceitar. Falou ela sorrindo.
—Quem é esse?
—Ele é o meu vizinho. Eu moro aqui perto de Ourinhos.
—Hum!
—Eu vivo viajando a negócios e pouco nos vemos, mas ele é um gatinho e já ficamos uma vez em um barzinho. Eu já estava meio alegre e ele estava numa boa, era aniversário de uma amiga nossa em comum. Ele é tão lindo, mas acabou que foi só aquela noite em que ficamos juntos por causa da minha rotina e ele tem a dele. Acho que ele ficou assustado com a minha eletricidade e da forma intensa em que eu vivo, já ele é mais devagar quase parando. Tenho a foto dele junto comigo no barzinho em meu celular, quer ver? Tem dois anos que ficamos e hoje é à base do oi quando nos vemos.
—É eu sou bem curiosa. Falei sorrindo e ela tirou o celular do bolso do vestidinho que ela usava.
—É esse aqui. Disse ela me mostrando.
—Nossa! Ele é bem lindinho.
—Ele é fofo e meigo.
—Não teve clima mais?
—Por minha parte sim, mas eu viajo às vezes e ele começou a sair com uma moça. Dizendo essa amiga minha é só um fogo de palha.
—Você é tão bonita, será que o cara está cego?
—Nosso tempo não batia, foi uma loucura de uma noite só.
—Ahh! Já entendi o que rolou. Falei sorrindo, foi apenas sexo sem compromisso deduzi.
—Ééé isso aí e rolou na casa dele mesmo depois que chegamos do barzinho. Foi uma loucura e acho que eu o assustei. Falou ela se acabando de rir.
—Como assim?
—Eu senti que a química rolou a solto e eu apenas me soltei, parecia que nos conhecíamos muito mais tempo do que era na verdade.
—Acredito que alguns homens se assustam quando a mulher é muito independente. Eles gostam das fogosas e raramente dizem que não.
—Gostar ele gostou, chegamos a marcar para sairmos, mas tive um compromisso e desmarcamos. Da segunda vez em que marcamos foi à mesma coisa e acho que ele desistiu de mim. Nos falamos numa boa e nos cumprimentamos, mas ele está enrolado.
—Poxa! Falei terminando de comer a comida e bebi o suco.
—E você era muito namoradeira?
—Não, eu era careta e namorado mesmo foi apenas um, o Jacob.
—E aí?
—E aí que ele suou a camisa para ficar comigo, éramos amigos com benefícios e meses atrás começamos a namorar mesmo com tudo que tem direito.
—Você fala a respeito de se entregar pra valer?
—Sim. Ele fez uma mega festa de aniversário para mim no dia treze de setembro e fizemos amor pela primeira vez nessa noite. Foi bom, ele teve paciência e eu adorei. Fiquei querendo mais até e antes eu fugia da lábia dele, jake tem um corpo maravilhoso e sabe trabalhar bem com ele. Sorrimos pra valer após eu dizer isso.
—Esses homens nos levam a loucura! Falou ela ainda sorrindo.
—Não pratiquei muito Alice, mas não faço feio não. Não ligo para o que o seu primo diz a respeito do sexo meia boca que tem comigo, pelo menos o Jacob dizia que era muito bom e fizemos pouquíssimas vezes. Ele foi um cachorro comigo! Não demorou muito depois disso e, deu no que deu.
—É. Eu to sabendo.
—Não me arrependo de ter perdido a minha virgindade com ele e foi até bom, do contrário seria a minha ruína.
—Já entendi o que você quis dizer, mas agora mocinha coma a sobremesa e me diga o que achou.
—Pode deixar. Falei dando a primeira colherada e aprovei. –Muito bom! Falei sorrindo.
—Isso é bom!
—Quantos anos você tem Alice?
—26 anos.
—Que legal.
—Sou mais velha que Edward com um ano de diferença. Ele tem 25 anos e você dezoito.
—Sim. Bem que ele podia arranjar alguém para esquecer de mim e me deixar em paz Alice.
—Meu primo é fogo, se tratando de mulher ele é enjoado como diz a minha tia. Olha que chove é mulher em cima dele e na verdade Edward é um homem bonito.
—Ele faz questão de me falar isso. Ele diz que não precisa ir atrás delas, são elas que vem até ele.
—Mas é a pura verdade, mas nem todas têm o privilégio. Num grupo de dez, apenas uma ou duas serão selecionadas. Edward é reservado nessa parte.
—Reservado e lhe contou que o meu sexo é meia boca. Como é isso então?
—Reservado eu digo porque ele não pega qualquer tipo de mulher e fiquei surpresa quando soube que você estava grávida dele. Não estou lhe diminuindo entenda bem, eu digo no sentido dele falar com tanta raiva de você e ter cometido o ato desprevenido.
—Na primeira vez que aconteceu eu estava tentando fugir, mas deu errado a minha fuga. Eu estava nua no meio da floresta...
—Nua? Interrompeu-me ela.
—Sim. Ele me manteve presa em uma outra casa e lá na mata tinha uma cachoeira congelante.
—Sei aonde é, Edward falou que te deixou lá também.
—Isso mesmo e tentei fugir, mas eu me escondi em uma gruta e os morcegos saíram voando, foi o suficiente para ele descobrir onde eu estava. Tentei fugir carregando correntes pesadas, mas elas caíram e eu continuei correndo. Com uma puxada certeira que ele deu na corrente presa em meus braços, eu caí e ele veio louco, aí você pode imaginar. Acredito que o bebê tenha sido feito nesse dia.
—Você tem o corpo bonito Isabella, deve ter sido por isso que ele não resistiu.
—Estupradores e assassinos nem sempre ligam para isso Alice. Não vê como ele me esculacha?
—Aiii! Eu não sei o que pensar, mas de uma coisa eu tenho certeza.
—O que é?
—Esse bebê vai ser o meu afilhadinho ou afilhadinha.
—Calma Alice.
—Não aceito não como resposta. Meu primo vai ficar uma arara quando souber que eu me ofereci para ser madrinha do filhote da raposa. Ela sorriu e eu fiquei séria.
—Não tem graça, eu não sou falsa Alice.
—Calma Isabella, eu estou brincando, mas fiquei chateada quando ele a chamou disso mais cedo.
—Ele passa dos limites isso sim!
—Eu sei disso, mas tente dobrá-lo.
—Eu não quero! Que ele arranje uma mulher e que vá dobrá-lo pra lá!
—Sei que gostava quando ele a pegava.
—Ele abusava de mim, é diferente e não tente limpar a barra dele agora!
—Não estou não, eu juro pra você. Por mim você estaria na sua casa e vivendo a sua vida, mas minha tia gosta tanto de você que a vejo como uma excelente companhia para ela. Você não tem ninguém e aqui tem tudo.
—Não estou interessada no dinheiro de vocês, pouco me importo para o que o Edward fala, mas me importo por aqueles que tiveram consideração comigo. Não posso magoá-la fugindo Alice, sei que esse bebê é muito importante para ela.
—Não só ele, ela tem carinho por você o que já é bem o contrário com a Tânia. Somos amigas de infância e ela é apaixonadinha pelo o meu primo, mas se diverte com outros homens também. Por isso Edward não a quer, quando estamos comprometidos muda um pouquinho, mas ela não quis mudar o ritmo dela e perdeu. Sei que ele às vezes a procura e vice e versa. Mas deram um tempo agora e o meu primo está sozinho, sabe como é homem, sempre tem o seu lanchinho.
—Nossa! Alice.
—É a realidade.
—É eu sei. Falei terminando de comer a sobremesa.
—Irei dormir agora, o dia foi puxado com o susto que você nos deu.
—Foi puxado mesmo e tenha uma boa noite Alice.
—Você também. Falou ela pegando a bandeja e saiu do quarto sorrindo.
Gostei de ter conversado com a Alice e fui até o banheiro fazer uma rápida higiene. Voltei para o quarto e fiquei assistindo filme, sendo que esse eu conhecia e gostava.
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23:09min da noite.
O sono já estava chegando e desliguei a televisão, nisso o quarto ficou todo no escuro e me virei de lado dando as costas para a porta do quarto.
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23:50min da noite.
Eu estava com o meu sono leve e senti a cama afundar, abri os meus olhos estando no escuro do quarto e não me movi. Eu já sabia quem era.
CONTINUA........
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