Solares
64 Capítulo 64
Notas iniciais
BELLA.....
Final do capítulo anterior.
5min depois.
Cansada de lamentar e tendo milhões de ideia, eu saí do quarto e desci. Peguei um vinho na geladeira e o abri, peguei um copo e o bebi. Eu precisava por algum álcool na idéia para poder superar mesmo que fosse momentaneamente e bebi um bom gole novamente. Ao engoli-lo tive que fechar os meus olhos.
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38min depois.
—Como eu sou burra! Falei para mim mesma e chorei já sentindo o quanto eu estava zonza. –Marie mama mamadeira mesmo. Falei pondo a garrafa vazia no lixo. Pondo não, ela caiu da minha mão e fez um barulhão pela lixeira estar vazia. –Ah! Deixa pra lá.
Não me contentando e a fim de estragar tudo, eu subi devagar e fui até o quarto dele. Girei a maçaneta da porta e a abri, vi Edward sob o edredom e o mesmo me olhou ao me aproximar.
—O que deseja agora?
—Pra que me quer aqui se continuará saindo com essa tal, tal de Michele? Perguntei com os meus sentidos já dormentes.
—Pensei que haveria um trato entre nós de você cuidar da neném, mas pouco cuida de si mesma! Por favor, eu quero dormir!
—Saiba que eu o odeio. Falei apontando o dedo para ele sentindo a tontura me dominar e ele balançou a cabeça que não, pois o vinho era forte demais e nem me importei. –Odeio o que faz comigo! Falei deixando as lágrimas rolarem. –Não é justo me deixar dessa forma tão, tão........ tão malditamente............. –Não é justo trazer outra mulher aqui Edward!..........Por causa da nossa filha.
—Eu não vejo problemas, nós somos bons conhecidos agora. Irei trazê-la aqui sim.
—Conhecidos que transam e beija? Como pode me dizer isso? Perguntei me aproximando e parei escorando-me na parede, eu não queria que ele percebesse.
—Não sei qual é a sua agora, volte e vá dormir Isabella. Tenho que acordar cedo e não to a fim de confusão. Ta vendo como você não colabora?
—Como, como pode se dizer apaixonado e no dia seguinte sai e dorme com a outra? Falei partindo para cima dele e o soquei sem raciocinar. –Como pode me amar dessa maneira transando com outra mulher?
—Isabella, por favor. Pediu ele me dominando, mas eu não desisti.
—Não traga essa mulher aqui! Eu não quero vê-la, eu não quero cumprimentá-la e nem quero que ela encoste a mão em minha filha! Está me ouvindo bem Edward? NÃO SABE O QUÃO LOUCA EU POSSO ME TORNAR POR ESTAR TÃO....
—Não é o momento de discutirmos, está tarde e percebo que você já andou bebendo. Quanta irresponsabilidade.
—Nunca é! Nunca é o momento para você! Mas me escute bem, passará vergonha se trazer essa mulherzinha aqui! O apartamento é seu, mas a menina é minha também! Não perde por esperar!
—Não será doida de armar tumulto sem sentido! Você não é nenhuma selvagem para se comportar como tal.
—Sei que me ama, mas prefere enganar a si mesmo e vai se encontrar com ela! É a mim que você quer e não ela! Sou eu que lhe dou prazer e não ela!
—Eu não te quero mais!
—Mentira! É mentira! Falei me debatendo, ouvi-lo dizer isso era como ferir os meus ouvidos.
—O que adianta ficar me iludindo hein? Perguntou ele me imobilizando na cama estando eu arfante de barriga pra cima agora. Eu acabei o irritando com o meu ataque repentino e era impossível me mexer nesse momento.
—Poderia ter esperado! Gritei.
—Esperado.......e pra quê? Pra você me dar o fora como fez hoje mais cedo? Isso é o que, algum tipo de vingança sua? Me diz! Está se divertindo ao vir aqui me excitar, dois se entrega a mim daquela forma e sai correndo?
—Pense o que quiser! Falei tentando me soltar, mas foi impossível e cai de volta na cama.
—Sei que está tomada pelo ciúme. Antes eu não pensava nessa possibilidade, mas eu percebi e o percebo agora! Age como uma covarde, mas eu fui nobre de aceitar os meus sentimentos!
—Não sei do que você está falando. Eu disse tentando escapar dele novamente, mas ele não deixou. –Está, está inventando coisas e.... Ai, me largue!
—Não estou inventado nada! Está se roendo de raiva porque também gosta de mim, mas não admite por não me aceitar em sua vida! Eu sou o menos indicado para obrigá-la a algo! Então aprenda a encarar a realidade a partir de agora! Somos os pais da Marie e é assim que deve ser!
—Está delirando. Falei o olhando com raiva e ao mesmo tempo não.
—É mesmo? Perguntou ele se aproximando com se fosse me beijar e eu o beijaria por estar loucamente apaixonada, mas ele estando a centímetros de mim e notando o meu consentimento, ele se afastou. –Negue agora! Seja mulher e assuma o que sente, do contrário, após sair pela aquela porta, eu juro pela nossa filha Isabella que mesmo depois de tudo nós nunca mais iremos ficar juntos ou tão próximos como estamos aqui nesse momento! Disse ele me apertando e eu senti cada palavra chicotear-me.
—Você diz que me ama e sai correndo para encon.....
—O que quer que eu faça? Perguntou ele me interrompendo. –Um dia isso irá acontecer, aliás, você já tem um pretendente em New York. Pode ir tranquila viver com ele e eu arranjarei uma babá para a Marie. Você é nova, está começando a vida e sei que eu fui quem estragou tudo. Eu já disse e fiz de tudo Isabella, tudo para fazê-la me perdoar ou me aceitar. Você não foi à única que sofreu! Não foi a Única que sofreu!
—Eu sei! Falei alto chorando e tentando me soltar. –Mas não posso fingir que......
—Mesmo com todas as catástrofes eu me entreguei, eu fui sincero comigo mesmo e não me arrependo se um dia eu disse que a amava! Ajo com o coração para o meu próprio bem e mesmo os seus pais tendo nos destruído! Eu trocaria tudo para ter a minha irmã aqui e a minha mãe enxergando, mas não! Mesmo assim eu fui capaz de amá-la e dizer que eu a amava! Eu fui homem e agi como tal!
—Eu sei, eu sei.
—Eu não sei qual é a sua agora de verdade.
—Prova-me que está disposto a me deixar.
—Não cairei no seu jogo! Agora vá dormir, é o melhor que podemos fazer.
—Não irei sair daqui! Falei o abraçando como se eu necessitasse muito de um abraço dele e Edward me soltou com facilidade.
—Isabella, por favor. Pediu ele me olhando.
—Edward. Falei pondo a mão nos lábios dele de forma gentil o olhando. –Não seja grosseiro comigo, por favor. Implorei baixinho e fechei os meus olhos.
—Não estou sendo grosseiro, só não quero arruinar o que estamos construindo aos poucos.
—Quero ficar com você.
—É melhor ir para o quarto. Falou ele me afastando como se protegesse de mim e segurou o meu pulso.
—Não irei coisa nenhuma! Eu só bebi um pouco de vinho..........na verdade eu bebi tudo. Falei me sentindo derrotada.
—Você me tira do sério com as suas atitudes! Está se comportando feito criança Isabella! Primeiro você me dá o fora, depois não quer que eu tenha outra pessoa, bebe e vem me atacar. Não posso com você às vezes e acho que são duas crianças ao invés de uma.
—Está tão errado. Falei o beijando e ele não retribuiu. –Não sou uma criança Edward.
—Quer que eu a prenda na cama com as algemas por ser teimosa demais?
—Faça o que você quiser comigo meu..........
—Complete a frase! Já que tem peito para vir me desafiar e me encarar na força, diga!
—Não sou essa criança que você pensa eu ser Edward. Eu sou apenas uma mulher com cicatrizes sarando em meu coração e amando o cara errado. Falei vencida e Edward amenizou o aperto. –Eu não sei o que fazer se a minha vida está tão do avesso e não sei por onde começar.
—Eu sendo o cara errado me propus a assumi-la. Mesmo errando eu fui capaz de encarar o desafio e dizer o quanto eu te amava. Eu assumi a menina e quando nos divorciamos fui justo com você em relação aos seus direitos e lhe deixei uma mansão milionária em seu nome! Não teria uma má vida se não fosse tão teimosa e até orgulhosa!
—Não quero o seu dinheiro! Falei alto bem chateada o olhando e tentei me soltar. – Eu também te amo e sei disso tudo. Eu reconheço que você me proporcionou o conforto. Falei acariciando o rosto dele estando uma de minhas mãos livre e ele acendeu a luz do abajur e se afastou um pouco do meu toque estando até surpreso, acho que ele pensou que outra pessoa fosse o cara errado quando eu falei ainda pouco.
—Repete o que você acabou de dizer.
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—Eu não queria cair nessa armadilha, mas eu te amo tanto. Falei o olhando e passei os meus dedos nos lábios dele. –Eu não conseguiria esconder isso por mais tempo Edward, o ciúme mina todos os meus planos e ações. Fico intensa, irresponsável e cega estando movida por ele. Eu explodiria se eu continuasse escondendo isso de você e o vendo com outra mulher. Só você não percebeu todo esse tempo.
—Me ama de verdade?
—Mas que tudo nessa vida e da mesma forma eu amo a minha filha. Falei secando os meus olhos e Edward os beijou.
—Você bebeu.
—Mesmo assim eu sei dos meus atos. Está duvidando de mim só porque eu bebi o seu vinho?
—Não, eu não estou. Isso era o que eu mais queria ouvir de você um dia, que dissesse que me ama. É horrível amar sozinho e acho que estou sonhando com esse momento.
—Essa é a mais pura verdade e ela me sufoca Edward. Eu posso parecer uma covarde, uma criança aos seus olhos por causa dos meus atos, mas a confusão me domina. Não suportei saber que você estava com outra mulher mesmo eu tentando me manter afastada sem sucesso de você.
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2min depois.
Ficamos nos olhando depois das minhas palavras e ele me beijou de forma calma e suave, tanto que eu me entreguei ao beijo com paixão. O beijo era com sabor de quero mais e ele foi parando aos poucos e me olhou.
—Não é a primeira vez que me beija assim. Disse ele.
—Não, não é.
—Esse é um tipo de beijo de quando temos sentimentos pela pessoa e você ao me beijar assim, me deixava em dúvida. De início era diferente e vazio até, mas agora eu posso deduzir a quanto tempo você vem mentindo para mim.
—Você é mesmo cheio de truques. Falei o olhando.
—Preciso entendê-la, você não se abre comigo.
—Eu sei disso Edward, mas você fez o mesmo antes. Preciso tirar algumas dúvidas e seja honesto comigo, por favor.
—Sabe que sim.
—Você não usa mais drogas né?
—Eu fumei maconha bella e mais nada. Parei de fumar e fui sincero com você antes a respeito disso.
—Não está mentindo, está? Perguntei segurando o rosto dele e o olhei sem piscar.
—Não, eu juro pela a nossa filha. Sabe que eu a amo. Disse ele me olhando e senti que era verdade. –Estou sendo mais que sincero com você.
—Tudo bem. Falei afirmando com a minha cabeça e fechei os meus olhos, era um alívio isso.
—Não sou louco de fazer algo pior ainda, aí sim seria a minha ruína.
—Estava sozinho na armação contra os meus pais? Perguntei sentindo uma lágrima rolar.
—Não, eu não estava. Eu gostaria que eles não fossem os seus pais de verdade bella, desculpe-me dizer isso, mas é o que eu sinto e acho.
—Quem estava metido nisso? Perguntei já sabendo, eu só queria saber o quanto ele estava sendo sincero comigo.
—O meu tio e os seguranças agiram. Disse ele me olhando. –Só me promet......
—Não falarei nada, eu juro. É duro admitir isso, mas não posso com você e nem com eles. Atacá-los eu poderia correr algum risco, pois os seus tios não vão com a minha cara e eu não sou ninguém perante vocês. Não sou uma mulher protegida igual a vocês e sinto-me frágil demais nesse momento.
—Tudo bem e eles não fariam nada contra você. Eu não deixaria ninguém de fora maltratá-la e você é tudo para mim sim.
—Isso que eu sinto e acho me travou para confessar o que eu estava sentindo por você Edward. Sinto como se eu tivesse cometendo um crime contra os meus pais ficando com você. Estamos quites nessa parte e você sabe disso, eu passei por tantas coisas que não faço questão de lembrar. Foram os meus pais as pessoas que me colocaram no mundo e me viram crescer. Eu saí do ventre da minha mãe e mesmo eles não prestando, eu desejava que eles estivessem aqui para me mimar e levando uma vida honesta. Dar-me conselhos quando eu estivesse com problemas pessoais ou no amor, até mesmo dividir a minha primeira experiência como mãe, mas não. Dizem que os pais são sábios e amam os seus filhos incondicionalmente, é dessa forma que eu amo a minha filha. Mesmo eles não prestando, de qualquer forma eu tive o cuidado deles e sinto falta disso, do carinho dos meus pais. Sei que você os odeia e com razão, mas eu não. Desaprovo o que eles faziam completamente e sinto muito por todo o mal que eles causaram em sua família. Pela proteção excessiva que eles tinham para comigo, eu sei que onde quer que eles estejam eu sei que eles estão arrependidos e sofrendo por tudo que eu venho passando. É duro imaginar alguém maltratando e judiando do seu filho e injustamente.
— Me perdoe por isso meu amor. Disse ele acariciando o meu rosto com pesar. -Não pensou no meu lado? Eu pensei o mesmo, mas não consegui sustentar esse pensamento de ódio ao seu respeito mesmo você sendo filha deles.
—Lembro das suas palavras se tratando da Brenda e você não queria trair a memória dela, mas aqui estamos nós apaixonados um pelo outro.
—Sendo você inocente, a Brenda onde quer que esteja não gostaria que eu continuasse agindo injustamente. Eu amo as duas e isso já basta.
—Não gosto dos seus tios e estou sendo sincera, não permito que eles me ofendam mais.
—Eu sei disso. Você é a mulher que eu amaria se me permitisse, pois eu sei que dizer que ama alguém não é o mesmo que aceitá-la em sua vida.
—Edward.
—O que foi?
—Vocês ainda transportam ou traficam drogas?
—Por que tocarmos nesse maldito assunto Isabella?
—Preciso saber. Eu não tenho nada haver com a vida de vocês, mas esse tipo de coisa eu não almejei que o meu marido fizesse. Não sonhei um dia ter um parceiro traficante e me quebrou na época saber que os meus pais faziam exatamente isso. Eles nunca deram na pinta, mas eu comecei a estranhar até e eles me colocaram um motorista para me levar ao colégio. Eu comecei a estranhar pelo o meu pai dizer fazer bicos e a minha mãe ser a governanta em uma casa de família, mas não deu tempo de descobrir porque tudo aconteceu tão rápido. Lembro-me de você me sondando na rua, lembro-me da vez que você fechou o jake com o seu carro e quase que houve um acidente feio conosco. Poderíamos ter morrido, mas Deus agiu naquele momento a nosso favor por sermos inocentes. O pior foi na boate onde você me encurralou e eu fique tão desesperada depois querendo uma resposta. Não faço questão de lembrar disso agora Edward, mas saiba que há muito para se esquecer e também. Você não acha que isso tudo que eu passei é o suficiente para me deixar tão perplexa em dúvida, com medo e perdida como eu estou?
—Isso é algo que eu não gosto de falar e sei que tem razão. Sei o que eu fiz com você e não me orgulho por saber toda a verdade. Tenha certeza de uma coisa Isabella e guarde bem.
—O que é?
—Caso você soubesse de toda a sujeita dos seus pais e tivesse compartilhado das tramóias, você pode ter certeza que eu engoliria esse sentimento e partiria para outra. Seria diferente e tenha certeza que você jamais faria parte da nossa família mesmo tendo engravidado da nossa filha. Só me rendi mesmo porque eu fui descobrindo o seu jeito de ser e eu fui durão mais por você ser filha de quem é. Eu não faria isso com a minha irmã me envolver com uma das colaboradoras para a morte dela. Sei o que se passa em seu coração se tratando de mim em relação aos seus.....
—Seja sincero comigo. Você me cobra isso, agora é à hora de falarmos tudo que está engasgado. Deve-me isso.
—É algo que eu não gosto de compartilhar.
—Você me deve Edward, agora é o momento de conversarmos e seriamente. Após eu falar ele ficou me olhando, nisso eu coloquei a mão em minha cabeça estando um pouco zonza.
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4min depois.
Edward havia ficado quieto e parecia que ele estava travando uma luta interna, eu percebia que falar a respeito de coisas ilegais com estranhos era algo proibido.
—Estou esperando a sua sinceridade Edward.
—Não fazíamos esse servicinho apenas para os russos. Disse ele me olhando. –Não somos pessoas tão honestas Isabella como você vê. O meu tio foi o pivô de tudo e o meu pai o acompanhou por ser grana esbanjando como um cano quebrado jorrando água. Tornamos-nos muito próximos dos russos com o passar dos dias e eles eram como os nossos melhores amigos, mas nessa vida não podemos considerar todos dessa forma. Tanto que eles se vingaram em nós que éramos tão próximos deles e não se importaram. Fomos roubados algumas vezes e eles pensaram que foram nós os sacaneando, pois a droga valia e muito, o triplo do que eles iriam nos pagar. Fomos roubados por diversas vezes pelos os seus pais, eles devem ter pensado que lá era uma mina de ouro, mas se deram mal da última vez. Não me arrependo se tratando da morte de todos eles, inclusive dos Malditos russos. Disse ele friamente me olhando. –Foi um alívio e o mundo ficou sem alguns ratos.
—Quem matou os russos, foi você e o seu tio? Perguntei sentindo algo me sufocar, era dolorido ouvi-lo desabafar às vezes.
—Não. Foi um de nossos seguranças.
—Aqui mesmo em Miami que eles foram mortos?
—Sebastian foi para Moscou na Rússia e os vigiou durante uma semana, não sobrou um do bando para contar a história. Disse ele me olhando sem remorso algum. –Não poderíamos confiar. Antes eles que um da minha família novamente. Esse tipo de gente não se contenta fácil e quer destruir tudo ao seu redor quando se sentem lesados. A minha irmã foi vingada.
—Em que mais está metido? Perguntei estando pensativa e abalada ao mesmo tempo.
—Não era só droga. Disse ele me olhando sem piscar e o seu olhar me causava medo, mas o olhei sem demonstrar isso por ele estar me sondando.
—Então não era só isso?
—Não. Há mais que isso. Se vai me dar um chute depois eu prefiro não continuar. Isso é pessoal demais. Disse ele me encurralando com o seu olhar.
—Não me importo, eu só preciso da verdade. Pedi quase que implorando. –Não irei contar a ninguém, eu juro pela a nossa filha.
—Quer saber para você se afastar ainda mais de mim? É isso que você quer? Quer um motivo maior para me desprezar?
—Esse luxo todo foi através disso? Perguntei o cortando, pois eu o sentia bem chateado.
—Não me respondeu!
—Me deve isso! Esse luxo todo foi através disso?
—Nem tudo Isabella porque nós trabalhamos duro também e temos um excelente retorno com os nossos negócios. Ganhamos mais que bem com o nosso trabalho limpo e nós somos sócios de outras pessoas, eu diria que é um extra todo esse lance.
—Seus tios estão no meio disso tudo também pelo visto, é claro.
—Sim. Se contar para alguém, eu teria que matá-lo e você não me escaparia depois. Disse ele me olhando sério. –Pois saiba que eu seria sincero com a minha real esposa um dia se tratando disso. A qual me amasse de verdade, mas estou sendo com você por eu lhe dever isso.
—Então você acha o meu amor mesquinho e não o suficiente? Acha que o que eu sinto não é forte o bastante para ser sincero comigo?
—Seria se as drogas fosse o de menos. Não prestamos mais esse tipo de serviço em relação a drogas ilícitas.
—O que mais?
—Lavagem de dinheiro, armas, inclusive a minha pistola eu ganhei de um amigo verdadeiro nosso. Disse ele sorrindo levemente como se tivesse muita amizade com essa pessoa.
—Então tem mais gente suja em volta?
—Eu conheço muita gente Isabella. Pessoas da alta tudo metida em algum tipo de enrolo, sendo que a minha mãe não sabe disso, pois ela não perdoaria o meu pai e acho que até a mim também. Os outros ficam calados porque se um cair, todos caem. Ninguém quer perder e nunca perdemos, lamento não ser quem você merece ter. Disse ele me afastando e eu fiquei o olhando estando mais tonta que pião girando.
Acabei desabafando estando ele deitado de barriga para cima e eu ao seu lado de barriga para baixo agora. Era um golpe saber de tanta sujeira e eu já imaginava que havia muito mais. Chorei estando bem sentida em imaginar o amor da minha vida metido em tudo isso e acabei batendo nele.
—Me bater não vai adiantar nada. Disse ele um pouco frio segurando as minhas mãos, mas não desisti.
—Por que precisaram se meter nisso! Falei estando cega pelas lágrimas, eu o amava tanto. –Eu mesmo que negando na época perante a lei nós tínhamos formado um laço, esse que veio a se romper por tantas barreiras Edward. Falei secando as minhas lágrimas após ele me soltar e o olhei. –Odeio estar tão só e o único que eu amo, está metido nisso! Como quer que eu encare isso tudo hein? Como Edward, como? Se não fosse isso tudo eu.....
—É tarde para se arrepender e nós vivemos normalmente como você vê.
—NORMALMENTE? COMO NORMALMENTE Edward! Falei descontrolada. –Eu preferia que você fosse uma pessoa normal e se bobear até pobre! Acho que eu já ouvi o suficiente, para o nosso bem que esse papo se encerre. Diga com sinceridade, esse lance sujo coloca a Marie e eu em perigo?
—A nossa fortuna nos coloca em perigo bella, mas andamos sempre protegidos com os seguranças e armados. Disse ele tirando a arma do criado mudo e a travou bem na minha frente.
—Sabe que eu detesto isso, tire-a daqui, por favor. Pedi e ele a colocou ao meu lado na cama me olhando.
—Agora que sabe, eu não vou lhe prender aqui. Disse ele se afastando de mim. –Esse assunto encerrou e não quero mais tocar nele. É um assunto que não devemos ficar tocando na hora errada. Já sabe quem eu sou de verdade e não há mais nada além disso a ser dito. Disse ele sério.
—Eu quero saber se vocês continuam fazendo esse tipo de trabalho.
—Não mexemos com drogas mais como eu te disse e não eram tantos clientes assim. Três no máximo que nos pagava muitíssimo bem. É arriscado demais para se ganhar pouco. Ou é muito, ou nada por nos arriscarmos tanto. Os seus minaram tudo e tivemos que mentir para as pessoas dizendo ser apenas um maldito sequestro! Não foi apenas um maldito sequestro e você sabe disso!
—Ainda tem algum tipo de contato com essa gente? Perguntei secando as duas lágrimas que rolaram.
—Vez ou outra e alguns sim por sermos amigos de verdade, mas souberam o que fizeram com a Brenda e cooperaram. Segredos são segredos e não posso negar que vez ou outra nós fazemos algo estúpido. Conhecemos muitas pessoas e por mais sujas que sejam, nem todas são ruins. Pode tirar pelo o meu pai que é um homem bondoso e você sabe disso. Inclusive você já conheceu uns deles, lembra daquela festa que nós fomos daquele casal com filhos? Aquela mansão enorme e os meus pais foram juntos?....
—Lembro-me sim, eles foram bem simpáticos comigo.
—O casal é Peter e Charlotte, eles são pessoas boas e foi o coroa quem me deu essa arma. Ele é bem poderoso nos negócios e multimilionário por ter várias ações em empresas. Ele é um excelente empresário e o pai do meu primo Max também não fica atrás. Aquelas pessoas gentis que estavam lá na festa, algumas delas fazem coisas estúpidas e nem parece. Esse é o mundo que vivemos.
—Estou passada meu Deus. Falei chorando me lembrando do rosto do Max e me lembrei da festa onde aquelas pessoas finíssimas e gentis me trataram tão bem.
—O pai de Max lida com lavagens de dinheiro e outras coisinhas, mas eles são afortunados por causa dos barcos e Iates. São pessoas bacanas também como você sabe e não vivem disso.
—Sim, eles são. Max nunca me falou a respeito disso.
—Não é algo para se comentar.
—To percebendo no que eu me meti, nada é o que parece às vezes. Falei mal conseguindo falar e respirei fundo. –Vendo tanta droga em sua frente, nunca quis experimentar?
—Cocaína não, nunca me deu vontade e o meu pai notaria. Já a maconha eu a experimentei por ser um simples baseado.
—BOBAGEM!!! Eu reprovei. -O meu ex-namorado por eu descobrir que ele estava fazendo o mesmo, nós brigamos feio Edward e eu estava disposta a deixá-lo! É tanta coisa para se assimilar que estou tonta por causa da bebida e pelas informações. Vejo o quanto de dinheiro vocês tem e desde que eu fui parar em sua casa, isso nunca que me encheu os olhos. Eu sou uma mulher de alma pura e simples demais Edward. Você nunca irá me ver ostentando ou esnobando alguém por causa dele. Eu estou triste por amá-lo tanto e saber de tudo isso, é tanta sujeira a minha volta que tenho medo de me sujar. Estou sendo sincera com você e parte o meu coração saber que vocês fazem coisas estúpidas ainda. Eu morreria caso algo lhe acontecesse e me tirassem você da mesma forma que fizeram com a sua irmã por vingança. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem ainda mais e coloquei a mão em meus olhos, estava doendo demais em mim. –Dói demais saber que a minha vida nunca foi normal e com você nunca será caso..........eu fique. A polícia, os federais, tudo poderia um dia conspirar contra vocês e depois de tudo que passei me mataria ter que ir para cadeia. É duro ser cúmplice de algo tão monstruoso e que fere a minha moral e dignidade. Você jogou tanto na minha cara isso e olha agora Edward! Olha agora!
—Eu não permaneceria se eu visse que isso pudesse acontecer e eu lamento se a ofendi tanto. A Brenda e a minha mãe sofreram porque fomos roubados pelos os seus pais. Eles estragaram tudo porque tiveram ajuda de dentro, mas todos envolvidos não estão aí para contar a história. Eu lamento por você ser filha deles e eu queria acordar um dia e descobrir que não, mas é impossível e aprendi a conviver com isso. Prova é que eu confessei amá-la. O amor é algo grandioso Isabella e o meu não cabia mais em meu peito e tive que lhe confessar.
—Mesmo assim, mesmo assim. Eu não o perdoaria caso alguém fizesse mal para a nossa filha e eu mesma teria o prazer de matá-lo! Nunca duvide do meu amor pela a nossa filha. Eu nunca a comparei com você por ser apenas uma bebê indefesa e de coração puro. Ninguém pode falar de mim ou me tacar pedras, são iguais aos meus pais! Há uma diferença, mas em alguns aspectos são iguais.
—Vai ou não ficar comigo? Perguntou ele me fazendo olhá-lo e eu fechei os meus olhos.
—Eu lamento tanto por tudo, eu lamento. Falei de olhos fechados ainda pensando estar em um pesadelo e milhares de coisas se passavam pela a minha cabeça.
Preferi chorar para desabafar, eu me sentia mal pela situação e não o respondi.
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Muito tempo depois de puro silêncio entre nós.
Eu não queria olhá-lo, mas isso não diminuiu o que eu sentia por ele. Vê-lo ali ao meu lado sem reação me cortava, mas seria difícil aceitar tudo isso logo assim de cara.
—Não quer me responder é isso? Perguntou ele e me fez abrir os olhos. A seguir tirou o meu vestido com cautela, ele beijou os meus seios e me olhou de forma intensa novamente. Eu fiquei apenas de calcinha na frente dele e apesar dos pesares eu não me importei naquele momento estando o olhando.
—Eu o amo ainda. Falei triste o fazendo se deitar de barriga pra cima ao meu lado e tirei as nossas roupas. –Vai deixar essa mulher?
—Eu...
—Juro que o que você acabou de me contar seria mais um impulso para eu abandoná-lo.
—Isabella, eu não sei se isso é o certo a se fazer mesmo eu a amando. Você está em dúvida por tudo que aconteceu e por ser quem eu sou, então pense.
—Eu sinto que preciso de um espaço ainda para avaliar esse choque de informações.......Eu quero você agora, eu quero fazer amor com você.
—Vamos levar a nossa vida normalmente e faça isso também. Mesmo me amando e eu a amando, há tantas dúvidas por trás do seu olhar e vejo medo. Quero uma mulher que esteja de corpo e alma ao meu lado e sem medos. Eu......
Fiquei sobre ele e nos beijamos sem eu deixá-lo continuar a falar, eu o necessitava tanto que conectei os nossos corpos rapidamente. A sensação foi ótima e comecei me movendo devagar, estava tão bom esse ritmo e Edward segurava o meu quadril ditando o meu movimento. Eu dei uma acelerada e me movia com os meus olhos fechados e gemia baixinho, eu já sentia as sensações vindo e ele me fez parar ao notar ser tão precoce, pude sentir o sexo dele se contraindo igualmente o meu e ele me olhou. Voltamos a nos beijar e ele me fez deitar de barriga pra cima, ao voltar a me penetrar, ele foi bem mais intenso fazendo-me enlouquecer.
—Hummm isso. Falei delirando. –Ohhh Edward. Sussurrei.
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2min depois.
Edward se movia bem lentamente agora de propósito e abri os meus olhos quando ele pegou a arma ao lado estando o meu corpo fervilhando para a vinda do orgasmo.
—Vai contar para alguém, inclusive a Mary?
—Não, não Edward. Falei assustada, pois eu não esperava isso.
—Tem noção do perigo que é se alguém errado souber através de você? Sei que odeia os meus tios e...
—Sim, eu sei o perigo. Falei o sentindo ele ir bem fundo de propósito e entreabri os meus lábios. –Humm! Aii.
—Quero que seja sincera! Pediu ele sério e eu sabia o quão sério era essa situação. Estando a arma em sua mão eu.....
—Sim, claro que sim. Falei até temerosa, Edward era louco às vezes.
—Sabe que esse assunto morreu, não sabe?
—Sim, sim Edward. Eu jamais contaria para alguém. Nem para a Mary e nem pra ninguém, poderiam me torturar que nada sairia da minha boca. O passado dos meus pais me condena também.
—Ok. Disse ele pondo a arma bem longe de mim, porém na cama.
—Me mataria com ela? Perguntei tentando afastá-lo sem sucesso, pois ele me segurava. Eu estava tremendo pelo choque de informações e o ato dele agora em me ameaçar de forma tão vil.
—Mesmo me condenando ao inferno com uma ação negativa sua, eu tenho certeza que eu não apertaria o gatinho. Sendo que eu não bobearia se algo as ameaçasse, eu te amo. Disse ele em meu ouvido e repetiu a frase me olhando. –Eu te amo de verdade e espero sinceramente que você nunca me traia em relação a isso que te contei. Envolve muitas pessoas Isabella e eu nunca mais a perdoaria. Você nunca mais me veria e juro pela a alma da minha irmã que você morreria para mim. Você iria ser punida pelos outros que tem poder igualmente a mim. Iriam descobrir quem foi o traidor, da mesma forma que eu descobri quem nos roubou. Você seria capaz de nos trair?
—Apesar de tudo não e eu te amo também. Falei abrindo mais as minhas pernas e ele rebolou de forma intensa causando-me espasmos. –Já teve provas o suficiente da minha fidelidade a respeito da sua família. Eu jamais irei falar algo a esse respeito Edward. Mesmo com tantos atritos o meu coração é seu, eu sou sua. Falei sentindo as ondas do orgasmo se aproximando. Eu estava no inferno por tudo isso que ele me falou e suas investidas eram constantes agora roubando-me o ar.
Ele começou a se mover um pouco mais intenso e delirei literalmente sem dar chance de pensar em mais nada. No momento eu não queria pensar, mas não concordava com isso tudo. Movi-me com ele, eu precisava e necessitava gozar. Envolvi as minhas pernas em torno dele e arranhei suas costas ao sentir o prazer fervilhando em meu corpo. Eu o acariciava e beijei o pescoço dele com intensidade por causa das sensações e o mordi de leve o levando a loucura.
—Vou gozar meu amor. Falei no ouvido dele o apertando já com intensidade. –Hum!!!! Falei já nas últimas o apertando contra mim.
—Isso, goza em mim. Disse ele com voz de safado bem baixinho e deu um impulso certeiro que me fez delirar e gemer alto.
Gozei de forma deliciosa nele e Edward foi aumentando os movimentos aos poucos e saiu rápido de mim.
—O que foi? Perguntei no momento que ele gemeu.
—Por pouco eu não gozei em você.
—Está gozando?
—Sim. Disse ele ofegante.
—E na minha perna. Falei o olhando e sentindo algo quente escorrendo em mim.
—Você é deliciosa demais e não se dá conta.
—Você sabe me tocar, sabe fazer da forma que me dar prazer e nunca nenhum outro me fez gozar apenas me beijando. Tenha certeza que você é o melhor. Após eu falar o beijei, mas de forma gentil ele se afastou.
—Lembro-me disso e não gosto quando fala que outros a tocaram.
—Eu não transei com o William no dia que eu fui apenas dormir no hotel com ele. Ele é cavalheiro e soube me respeitar sem ao menos tocar em mim.
—Não gosto desse papo bella.
—Relaxa. Falei sorrindo levemente por estar chocada demais e Edward limpou o meio da minha coxa com o short dele. –Vem aqui.
Edward ficou sobre mim e nos beijamos pra valer. O beijo estava tão bom e ele parou o beijo para me olhar.
—Vai ficar aqui comigo ou vai deixar de me amar? Sinto o quão abalada você ficou, aliás, você está.
—Vou para a minha casa e ficarei lá por um tempo, eu preciso raciocinar e digerir tudo isso primeiro. Não tenho dúvidas que te amo, mas.....
—Vai vir ver a Marie? Perguntou ele me olhando.
—Eu não queria deixá-la aqui Edward. A Mary tem os afazeres dela e um bebê dá trabalho.
—Já conversamos sobre isso, agora mais do que nunca irá levá-la.
—Não é justo. Ela estava vivendo comigo antes.
—Você cai em tentação sempre que um de seus amigos fala com você bella e você acaba cedendo à opinião deles. Eu não suporto imaginá-la tão longe e lá é frio demais às vezes. Agora que sabe de tudo, isso ficaria mais fácil e seria um impulso para você ir de vez. Não é egoísmo, mas...
—Não irei abandoná-la.
—Não estou pedindo isso.
—Ok.
Eu o beijei e Edward me penetrou estando mais que escorregadio. Seus movimentos eram constantes e fechei os meus olhos ao segurar no travesseiro ambos os lados da minha cabeça. Ele nunca que parava de impulsionar o seu corpo contra o meu e ficamos assim até eu gozar o apertando. Edward continuou se movendo e me beijava com paixão, percebi que ele estava bem entusiasmado ao se mover, mas saiu de mim bem dizer gozando.
—Eu sei que não gozei dentro de você. Disse ele me olhando e respirava de forma arfante.
—Tudo bem.
Ficamos deitados abraçados por um tempinho, mas depois de uns quinze minutos eu acho, eu achei melhor me levantar. Ao me mover...
—Aonde vai? Perguntou ele estando bem sonolento agora e bocejou.
—Tomar um banho rápido, eu estou grudando.
—Eu estou cansado. Ontem e hoje, mas com você eu gostaria que fosse todo o dia. Disse ele me abraçando.
—Então compre um relaxante muscular para eu passar.......... Completei a frase no ouvido dele e ele sorriu.
—Eu compro se for para o seu bem e alívio. Eu te machuquei?
—Muito pelo o contrário. Falei e logo após eu o beijei.
Afastei-me dele sorrindo e fui tomar um banho rápido ali no banheiro dele mesmo. A dor da descoberta doía em mim como se uma faca tivesse me cortado profundamente e eu estava sabendo disfarças bem perante ele. Deixei as minhas lágrimas rolarem sabendo que eu o amava de verdade, mas eu estava com medo dessa vida que eu levaria ao lado dele se eu continuasse. Estava ruim demais aceitar essa situação e eu não deixaria ele perceber em momento algum o tamanho do meu desapontamento. Eu viveria intensamente esses dias ao lado dele e ele não notaria nada, eu iria amá-lo da forma que o meu coração pedia. Eu precisava desse tempo que em breve eu iria me
afastar. Vesti um roupão e disfarcei bem o meu rosto, ao voltar para o quarto, Edward tinha tirado o lençol e já colocava outro. Ofereci-me para colocar as roupas de cama suada na máquina e o short dele também, tudo ficaria limpo depois e subi novamente após beber água.
Nos deitamos e ele me beijou, ficamos fazendo carinho um no outro e ele fez com que eu dormisse abraçada nele. O sono não tardou a vir para nós dois estando eu antes mais que pensativa.
.
Às 7h da manhã.
Acordei com ele colocando uma bandeja ao meu lado e nela havia o nosso café da manhã. O olhei sorrindo e me espreguicei sentindo o meu corpo um pouco moído.
—Bom dia meu amor. Disse ele me olhando como se me sondasse com o seu olhar e selou os nossos lábios.
—Bom dia. Falei sorrindo. -Estou moída e dolorida.
—Quer que eu dê um jeito nisso?
—Sim, mas como?
—Dessa forma. Disse ele entrando sob o edredom. –O que vai fazer? Perguntei sorrindo pra valer.
Edward me fez abrir as pernas e me beijou lá, a seguir ele me fez uma massagem com os lábios bem lentamente e eu fechei os meus olhos achando aquilo muito bom.
—Isso é ótimo.
—Não é para gozar. Disse ele e me chupou devagarzinho fazendo com que eu abrisse mais as minhas pernas.
—Isso será difícil.
—É uma massagem. Disse ele e senti o ventinho da sua fala lá.
—Isso se chama sexo oral.
—Não gosta?
—Sabe que sim.
—Então fecha os olhos e sinta.
—Ok.
Edward soube fazer com que o meu prazer crescesse gradativamente e me movi na boca dele ao sentir ser o meu limite. Acabei explodindo de forma deliciosa com ele movendo a língua dentro de mim e gemi baixinho segurando o travesseiro. Eu delirava estando de olhos fechados e os abri quando...
—O que achou? Perguntou ele estando sobre mim e com a cabeça do lado de fora agora.
—Delicioso e delicioso. Quero fazer em você também. –Ai nossa!
—Não precisa. Disse ele e eu o toquei.
—Vejo que ele também quer. Falei o olhando. –Ou ele prefere ser acariciado por ela?
—Ele prefere das duas formas, mas se contenta com apenas uma que lhe trazer conforto no momento.
—Guloso demais.
—Muito. Disse ele se ajeitando e sorriu ao me penetrar.
Edward se moveu bem lentamente por uns minutos e nos olhávamos enquanto ele invadia o meu corpo, mas eu o fiz se deitar e fiz sexo oral nele. Edward não demorou e gozou em minha mão, logo a seguir eu a limpei com o guardanapo de papel. Ele estava extasiado e veio pra cima de mim.
—Está querendo mais?
—Eu não sabia que você queria leite puro. Disse ele me penetrando com tudo e se moveu levando-me a loucura.
.
18min depois.
Eu estava acabada e me sentei na cama sentindo o meu corpo mais que moído e bocejei.
—O café vai esfriar.
—Vamos tomá-lo então. Disse ele vindo do banheiro e se sentou ao meu lado estando nu. –Está do seu agrado?
—Sim. Falei olhando para a variedade ali e ele colocou um morango em minha boca. –Eu te amo tanto meu amor.
—Fala de novo. Pediu ele sorrindo conforme eu acariciava o rosto dele e o olhava intensamente.
—Eu te amo. Falei sorrindo e ele colocou uma uva agora em minha boca e me beijou. Acabamos dividindo a bolinha ao meio e sorrimos aos nos afastarmos.
—Eu também te amo. Disse ele.
Tomamos o café da manhã na paz e Edward me mimava bastante. Nos beijamos mais uma vez comigo acariciando o couro cabeludo dele e corri a minha mão em suas costas.
.
3min depois.
Ele se afastou sorrindo.
—O que foi? Perguntei o olhando.
—Não posso beijá-la mais, estou excitado novamente e tenho que ir trabalhar.
—Você é um tarado mesmo.
—O que você tem que atrai os homens como mariposas em busca da luz? O que você faz?
—Eu não sei. Na verdade eu não faço nada demais.
—Aonde vai atrai olhares e eu não gosto. Eu sei que estou superando e é a mim que você ama. –Não é? Perguntou ele ficando sobre mim e me olhou. –Não é? Perguntou ele abrindo as minhas pernas estando cheio de posse.
—Claro que sim. Falei o olhando. -Vai se atrasar e.....
—Podemos ser rápidos.
—Ok. Falei fazendo com que ele se deitasse de barriga pra cima e me sentei sobre ele conectando o nosso sexo. –Como deseja? Rápido, lento, muito lento ou quase parando? Perguntei rebolando o sentindo me tocar em todas as parte.
—Como desejar. Disse ele acariciando o meu traseiro e o apertou de leve.
—Então ta. Falei fazendo de forma intensa e intercalei com o vai e vem.
Edward beijou os meus seios e os sugou, a seguir ele gemeu baixinho já rolando os olhos e me apertou sobre ele quase me matando.
—Oh!
—Desculpe. Falou ele afrouxando o aperto e deitou-se na cama, segurando em meu quadril ficamos nos movendo um no outro.
—Isso, isso é bom demais.
—É. É sim.
Não se contentando ele me deitou na cama e ficou sobre mim. Seus impulsos me tiraram o ar e gozei feito louca o apertando contra mim. Ele se retirou gozando feito louco e estava bem ofegante. Seu semem inundou a minha coxa e estando eu extasiada ainda, eu gemia bem baixinho. Acho que eu morreria de tanto gozar nessas últimas horas e o olhei.
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5min depois.
—Você conseguiu me nocautear. Falei o olhando.
—Estamos quites. Falou ele sorrindo e foi pegar o papel para me limpar.
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4min depois.
—Pronto. Falou ele se sentando na cama e me limpou todinha.
—Obrigado.
—De nada. Falou ele e selou os nossos lábios demoradamente.
Terminamos de comer o que restou do café da manhã e me deitei na cama estando exausta. Edward foi tomar banho para ir trabalhar e eu fechei os meus olhos. Deitei-me de lado sentindo o quanto o meu sexo estava dolorido e abracei o travesseiro dele, fiquei ali sentindo o seu cheirinho bom e senti as minhas pálpebras irem pesando. Bocejei com vontade e fechei os meus olhos.
.
15min depois.
—Amor, eu já estou indo. Disse ele e selou os nossos lábios estando eu de olhos fechados, mas eu os abri devagar e me levantei pouca coisa.
—Bom dia então. Falei ajeitando a blusa dele e o beijei novamente.
—Vai para a sua casa hoje?
—Tenho que levar a Marie na pediatra novamente e..........eu não sei. Falei com pesar.
—É na quarta feira somente.
—Eu sei.
—Vai ficar aqui comigo até lá?
—Estou pensando. Falei acariciando o rosto dele. –Eu queria que tudo fosse diferente para nós Edward.
—Está pensando em sair de fininho é, e me deixar? Posso compreender depois dessa madrugada, mas temos um trato.
—Cala a boca. Falei encostando a minha testa na dele e ele me olhou sem reação alguma no rosto.
—Tudo bem.
—Vai vir almoçar aqui?
—Às 13h eu chego para almoçar.
—Ok.
Nos beijamos de forma suave e ele se levantou após beijar a minha testa, a seguir pegou a bandeja e se retirou do quarto. Deitei-me mais tranquila e fechei os meus olhos, eu não imaginava que eles faziam tantas coisas sob os panos. Eu queria o Edward e o pai dele longe disso e acabei dormindo.
.
Às 10:45min.
Acordei com batidas na porta.
—Entra. Falei me ajeitando na cama e me cobri melhor, eu estava nua.
—Bom dia. Disse Mary entrando no quarto de Edward segurando a Marie. –Bom dia mamãe. Eu preciso ficar com você agora porque a tia Mary irá ao mercado fazer compra porque o papai pediu. Sorrimos após a Mary falar de forma infantil.
—Bom dia para você também. Falei me sentando com cuidado. –Edward pediu para ir fazer compra?
—Sim, hoje é o dia das compras e ele me deu o dinheiro. A comida já está pronta e irei ao mercado mais tranquila. Às 13h tenho que está de volta.
—Vou com você. Posso?
—Pode sim. Disse ela sorrindo.
— Prometo ser rápida.
Mary levou a neném de volta e eu me levantei, fui para o banheiro do outro quarto e tomei um banho rápido. Coloquei um short jeans e uma blusinha, calcei uma sandália e ajeitei o meu cabelo. Fiz algo básico em meu rosto e passei um batom rosa, passei perfume e desci. Peguei uma caixinha de suco na geladeira e bebi, quando acabei eu peguei a Marie.
—Vamos com quem?
—Com o Sebastian.
—Ok. Esqueci de pegar a minha bolsa.
—Te espero.
—Ta.
Fui com a Marie até o quarto e peguei a minha bolsa, fui até o quarto de Edward e arrumei a cama como deu. Tornei a descer e saímos, fomos para o elevador e descemos.
—Bom dia. Falou Sebastian nos olhando e lembrei que ele foi quem fez a limpa ao se vingar dos russos.
—Bom dia. Falei ajeitando a Marie o olhando estando sem jeito.
—Algum problema ou algo a incomoda? Perguntou ele me estudando rapidamente.
—Mas é claro que não. Falei sorrindo.
—Bom dia. Falou Mary o olhando sorrindo também. –Não podemos demorar.
Entramos no carro e saímos. O balanço do carro estava me dando sono por pouco eu ter dormido e me mantive firme. Quando chegamos no mercado, Mary pegou um carrinho. Sebastian nos acompanhou e Mary foi pegando as coisas que estava precisando no apartamento. Havia de tudo e reparei que tudo que Edward gostava e que eu também gostava, havia no carrinho. Ela continuou a fazer as compras e eu ninava a neném que estava um pouco chorona. Peguei umas coisinhas também que eu precisava e fomos para o caixa, ela pagou tudo com o dinheiro do Edward e fomos embora. No meio do caminho eu comprei flores com o dinheiro que sobrou e passamos em uma farmácia, a seguir nós voltamos para o apartamento. Sebastian a ajudou com as bolsas e como a Marie ficou quietinha, eu a coloquei no carrinho. Ajudei a Mary a guardar aquilo tudo e subi para arrumar o quarto, estando tudo ok eu tornei a descer. Ajudei a Mary a arrumar a mesa para o almoço, depois coloquei as flores nos jarros e o apartamento deu um ar ainda mais alegre. Quando terminei, eu fiquei assistindo televisão, lembrei de dar água a neném e peguei a chuquinha dela. Ao voltar eu dei a ela e ela mamou tudo de bom grado. Ela ficou enjoadinha e eu precisei subir com ela, ela estava suja e eu a troquei. Desci e a coloquei no carrinho, o empurrei até a cozinha e preparei o mamar dela.
Quando o mesmo já estava quase frio, eu dei a mamadeira a ela. Estando mamando aos poucos, eu tirei a mamadeira para ela respirar, mas ela chorou.
—Calma filha, a mamãe já vai te dar.
Coloquei o bico na boca dela novamente e ela mais que depressa mamou, estava de manha. Terminando o mingau, eu a coloquei para arrotar e fiquei andando pra lá e pra cá com ela. Não aguentando ela dormiu, então eu a coloquei no carrinho e o deixei ali na sala.
Estava fazendo calor hoje e subi para o quarto, tomei um banho gelado e pensei na conversa que eu tive com o Edward. Eu não queria pensar nisso agora, ou eu desabaria. Coloquei um biquíni e peguei uma toalha, a seguir eu desci e fui para a piscina aproveitar. Não me importando eu dei um mergulho e emergi logo, fiquei nadando a minha moda e baixei o meu corpo para me molhar por inteira. Fiquei brincando um pouco e subi a escada, a seguir eu mergulhei novamente e fiquei aproveitando.
Um tempo depois a porta foi aberta e Edward chegava para almoçar, ao me ver ali na piscina ele sorriu estando segurando um buquê de rosas branca. Sorri de volta e saí da água estando bem contente aparentemente, envolvi o meu corpo com a toalha e fui até ele.
—Boa tarde. Disse ele me olhando e depois olhou em volta. –Flores?
—Sim. Você não gostou?
—Faz lembrar da minha mãe. Essas são para você e espero que você goste.
—Isso mesmo e, eu só quis deixar tudo mais alegre um pouco. Adorei as que você me deu, obrigado.
—De nada e eu gostei. Disse ele sorrindo e me deu um selinho demorado. –Estávamos precisando de mais cor não é amor?
—Sim. Falei afirmando com a minha cabeça. -Está muito exausto?
—Agora me sinto cansado sim.
—Quer uma massagem?
—Seria bom.
Edward foi para o quarto e eu fui até a cozinha pedir a Mary para servir a comida e coloquei as flores no jarro. Depois eu coloquei as flores na mesa e ficaram lindas, mas ele tinha bom gosto e subi. Fui até o quarto dele, Edward saia do banheiro e veio me abraçar.
—Fui fazer compra junto com a Mary hoje.
—Tudo bem.
—Vai descer agora?
—Daqui a pouco, farei uma ligação importante agora.
—Ok. Te espero lá em baixo então. Falei o olhando séria.
—Tudo bem.
Saí do quarto e desci, vi a mesa impecável e fui preparar um drink não alcoólico de abacaxi. O mesmo ficou muito bom e voltei para a sala levando a jarra, Edward já me aguardava e me sentei ao lado dele. Mary começou a nos servir e comemos, logo os seguranças também subiram e foram comer. Estava tudo bom e bebi o drink o saboreando, Edward também gostou e sorriu ao me olhar.
—Muito trabalho lá hoje?
—Hoje está tranquilo.
—Vai para a academia hoje?
—Não.
—Hum.
Continuamos a comer e quando terminamos, Mary trouxe um manjar de sobremesa. Edward comeu bem e eu evitei, preferi comer uma manga estando toda fatiadinha e depois subi levando a Marie adormecida para escovar meus dentes. Eu a coloquei no berço e fui para o quarto que eu estava, escovei meus dentes e fui para o quarto de Edward. Ele estava descansando um pouco na cama sem blusa e eu me deitei ao lado dele, ficamos abraçados um pouquinho e ele me beijou. O beijo era calmo e permanecemos assim, afastei-me minutos depois e ficamos abraçados novamente.
—Eu passaria o resto da minha vida assim abraçadinho com você. Disse ele me olhando.
—Eu amo o seu abraço. Falei acariciando o rosto dele e ele selou os nossos lábios estando todo carinhoso.
—Eu também.
Fiquei acariciando o peito dele, o pescoço, e onde a minha mão teve vontade de ir. Edward beijou o meu pescoço, o meu ouvido e veio beijar a minha boca novamente. Nós havíamos feito amor há poucas horas antes e aqui estava eu o desejando tanto novamente. Abri o cinto dele o beijando e ele não me impediu, arriei a boxer dele e ele tirou a parte de baixo do meu biquíni.
—Você me deixa louco.
—Eu mais ainda por você. Falei esticando a minha mão e peguei uma das caixas de camisinha que eu havia comprado na farmácia. –Essa tem o sabor de morango. Falei o olhando e abri um dos pacotinhos.
—Interessante. Disse ele sorrindo.
—É sim.
Coloquei a camisinha nele e fiz sexo oral nele um pouco, ele estava gostando e me jogou na cama de forma dominadora.
—Então vamos fazer amor com um gostinho de morango agora? Perguntou ele em meu ouvido bem baixinho e o lambeu.
—Sim. Quero sim. Falei e o beijei.
Edward me penetrou devagarzinho e começou a se mover estando me beijando ao mesmo tempo. Estava ótimo, mas não se contentando ele me pôs de quatro e começou a investir em mim. Estando eu com as mãos sobre o travesseiro, eu rebolei devagarzinho sabendo que ele gostava e fechei os meus olhos sentindo prazer e até um pouco de incômodo. Estava bom, muito bom e me toquei para o contentamento dele. Eu estava louca para gozar e continuei o fazendo, vendo que faltava pouco para mim, Edward me fez deitar de barriga pra cima e abriu as minhas pernas. Ele me deu prazer com a boca um pouco e me penetrou novamente, eu já estava na órbita e gozei junto dele me movimentando com ele feito dois loucos.
—Isso é muito bom. Falei em meio o meu devaneio, meu coração faltava sair pela boca.
—Muito. Concordou ele mal conseguindo falar.
Ficamos nos recuperando e ele tirou a camisinha minutos depois.
—Eu preciso ir. Disse ele e me beijou.
—Eu sei meu amor.
—Mais tarde eu vou deixar você descansar.
—Pode ser que eu queira mais um pouco. Falei sorrindo e ele sorriu.
—Vou me aprontar e descanse.
—Farei isso, estou exausta ainda.
Edward se levantou e pegou a blusa, ele entrou no banheiro e percebi que ele demorou lá. Ele quando saiu estava de banho tomado e já vestido novamente.
—Tive que tomar um banho.
—Ta calor e queimamos umas calorias.
—É sim.
Ele sorriu e veio se despedir me dando um beijo de tirar o fôlego.
—Tchau. Falei o olhando.
—Tchau e eu te amo muito, muito mesmo.
—Eu te amo também.
Selamos os nossos lábios e ele se foi. Preferi vestir o meu biquíni novamente e arrumei a cama, a seguir eu fui descansar no quarto que a Marie estava. O meu corpo agradeceu ao me deitar e fechei meus olhos, acabei dormindo rápido, rápido.
.
Às 17h.
Acordei com o choro da neném e eu a peguei no colo, fiquei ninando ela e aos poucos foi se acalmando. Preferi banhá-la logo e preparei tudo, a despi e banhei seu corpinho com calma. Marie estava quietinha e lavei com calma a sua cabecinha, estando bem limpinha eu a tirei da água para secá-la.
Ela ficou linda após eu vesti-la e penteei o seu ralo cabelinho.
—Está linda bebê. Falei sorrindo e a levantei. –Bêbêbê da mamãe. Eu disse sorrindo e ela sorriu. –Cadê a fofura da mamãe?
Fiquei brincando com ela um pouco e desci, fiquei conversando com a Mary estando a Marie no carrinho e a ajudei a preparar o jantar. Conversamos bastante e resolvi preparar a mamadeira da Marie. O telefone na sala tocou e Mary foi atendê-lo.
Ao voltar para a cozinha.
—O patrãozinho irá chegar um pouco tarde, ele pediu para você não o esperar para a janta.
—Ele disse o por quê?
—Deve ser o trabalho, ou a academia.
—Sei, mas ele disse que não iria malhar hoje.
Continuamos a conversar e horas depois eu dei a mamadeira a Marie. Após arrotar ela dormiu feito um anjinho e eu fui colocá-la no berço. Após deitá-la eu peguei a babá eletrônica e fui tomar o meu banho, aproveitei para aliviar os meus seios e me lavei bem. Enxaguei-me da cabeça aos pés, logo após eu saí para me secar. Vesti um conjuntinho muito bonito de saia e blusa de alcinha e me senti bem, penteei o meu cabelo e o deixei solto. Saí do banheiro o deixando arrumado e olhei a hora em meu celular, 21:31min. O mesmo apitava e vi ser uma mensagem de Ângela, a mesma queria saber da Marie. Resolvi ligar para ela e chamou três vezes.
—Alô amiga. Tudo bem por aí?
—Está sim Ângela.
—E a minha sobrinha como está?
—Já está bem melhor.
—Está em sua casa com ela? Eu poderia ir visitá-las no sábado e voltar no domingo.
—Estou no apartamento de Edward. A Marie está se recuperando e qualquer coisa, aqui é mais perto da clínica.
—Está então na casa do pai dela?
—Sim, foi preciso.
—Ele não está a chateando está?
—Não, pelo o contrário. Nós estamos nos dando bem e cuidando da menina.
—Ok. Quando virá? Você já tem previsão?
—Não tenho certeza se eu voltarei para New York. Eu tenho uma filha Ângela e não posso ficar tão distante dela.
—Traga a menina, nós daremos um jeito.
—Não é assim que as coisas funcionam Ângela.
—Você está com ele não está?
—Isso não importa agora e sim a minha filha.
—Tem razão. Então uma boa noite amiga e se cuida. Um beijo na Marie por mim.
—Pode deixar. Beijos.
—Beijo.
Encerrei a ligação e coloquei o meu celular sobre a cama, saí do quarto e desci. Mary me serviu a janta e falei que ela estava liberada para ir descansar. Agradecendo ela se retirou e eu fiquei ali comendo sozinha. Eu fiquei pensando na minha vida e em tudo que Edward me falou, eu lamentava tanto por ele estar envolvido em tanta coisa. O telefone tocou e eu não o atendi, continuei comendo e finalizei bebendo a água de coco em caixinha. Fiquei ali um pouco sentada à mesa sem fazer nada e nisso as horas se passaram.
.
Às 22:58min.
Eu já estava cheia de sono e me levantei da cadeira. Recolhi tudo que estava sobre a mesa e levei tudo para cozinha, eu as lavei e coloquei para secar. Reparei que a Mary havia deixado tudo impecável e fui até a sala arrumar a mesa, depois coloquei o carrinho da Marie no canto e fui preparar a mamadeira dela.
Estando a mesma pronta eu subi, a coloquei na merendeira dela e fui até o closet do outro quarto pegar uma camisola para eu colocar. Escovei meus dentes estando vestida com a roupa de dormir já e me aliviei, após me assear eu lavei as minhas mãos. Voltei para o quarto onde a Marie estava e experimentei ligar o ar o deixando na ventilação, deixei um abajur aceso e me deitei na cama. Eu me sentia cansada e pensei em Edward, mas ele estava demorando tanto que eu resolvi ir dormir.
.
Às 00:36min.
—Eu cheguei ainda pouco. Falou Edward em meu ouvido e eu acordei, me movi ao senti-lo me abraçando e percebi que ele estava de banho tomado.
—Ok. Falei o olhando após virar a minha cabeça somente, mas eu estava meia assim por ele ter chegado tarde da noite como nos últimos dias.
Ganhei beijos em meu pescoço e por ele estar me abraçando por trás, eu o senti distribuir beijos em minha nuca. Eu sabia que ele queria algo e permaneci na minha. Fazendo-me virar para ele, eu o olhei.
—Boa noite. Disse ele e selou os nossos lábios.
—Pra você também. Falei com ele beijando o meu pescoço.
Ele colou seu corpo ao meu e pude senti-lo empolgado, mas eu de certa forma me chateei por ele ter chegado tão tarde sem eu saber o motivo. Eu queria saber se era por causa da outra ou se era por causa dos negócios sujos. Acredito que isso acontecia na parte da noite ou se ele foi se encontrar com ela como uma precaução futura.
—É melhor ir dormir Edward. Já está tarde e você tem que acordar cedo amanhã.
—Que nada amor.
—Sabe que é. Após eu falar ele me beijou.
Cheguei a retribui um pouco, mas interrompi e me ajeitei na cama.
—O que foi? Perguntou ele me fazendo olhá-lo.
—Estou cansada e nocauteada. Falei fingindo bocejar. –Acordo de madrugada todos os dias por causa da nossa filha e sinto-me cansada no momento.
—Então vamos dormir.
—Ok.
Fechei os meus olhos estando deitada de barriga pra cima agora e Edward me abraçou, entrelacei os nossos dedos e momentos depois nós dormimos.
.
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Madrugada de terça feira, 28 de Setembro.
Às 04:51min.
Acordei com a neném chorando no berço e saí do meio dos braços de Edward, peguei a Marie no colo e peguei a mamadeira dela. Edward se mexeu um pouco com o choro dela e eu fui para o banheiro fechando a porta, esfriei bem a mamadeira ouvindo a manha dela e quando a mesma ficou quase fria, eu dei a ela. Saí do banheiro e me sentei na cama, Marie mamava estando cheia de fome e mexia bastante o bracinho esquerdo.
Quando ela terminou de mamar e eu a coloquei para arrotar, por estar com sono ela estava fazendo manha e acabou dormindo. Um tempinho depois eu a deitei, fiquei olhando para o Edward que estava ali perdido em seu sono e saí do quarto. Desci a escada devagar e fui até a cozinha lavar a mamadeira da neném, eu a esfreguei bastante e a coloquei para secar. Fiz um chá para mim de camomila e depois de pronto e adoçado eu o bebi só um pouquinho. Segurando a xícara eu fui para a varanda e fiquei ali recebendo aquele friozinho da madrugada. A cidade estava adormecida ali naquele bairro e bebi o chá vagarosamente.
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Às 05:33min.
Resolvi entrar e fechei a porta, levei a xícara até a cozinha e a lavei. Tornei a subir e abri a porta devagar, ambos dormiam e me deitei.
—Você demorou. Falou Edward com a voz carregada de sono me abraçando.
—Um pouco, fiz um chá para eu beber.
—Ok. Disse ele enterrando o rosto em meu pescoço e ficamos assim.
Dormi com ele agarradinho em mim.
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Às 8h.
Acordei com a neném chorando e me sentei na cama estando cheia de sono, por ela ter intensificado o choro eu a peguei no colo. Fiquei ninando ela por um tempinho e há essa hora Edward já devia ter ido trabalhar, então saí do quarto e desci. Ajeitei a Marie em meu colo e entrei na cozinha.
—Bom dia Mary.
—Bom dia amiga. A mamadeira da neném está pronta e é só dá-la.
—Tudo bem e obrigado.
Dei a mamadeira a neném estando sentada no sofá da sala e olhei as flores que Edward havia me dado, elas ainda estavam bem conservadas. Quando a Marie acabou de mamar eu a coloquei em pé em meu colo, fui para a cozinha e deixei a mamadeira dela cheia de água. Sem ter nada para fazer, eu fiquei na sala com a minha filha.
Por volta do meio dia a comida já estava pronta e a Marie se encontrava deitada no carrinho, ela estava acordada e eu andava de um lado para o outro estando agoniada, então decidi ir me arrumar. Fui para o segundo andar e peguei uma roupa confortável de sair, vesti-me e dei um trato em mim. Eu estava bem e peguei a minha filha, eu a ajeitei e peguei sua bolsa. Ao chegar na cozinha a Mary me olhou ao pegar a chuquinha de água da neném.
—Vou dar uma volta por ai.
—Não vai comer?
—Não amiga e estou indo.
Saí do apartamento e o tranquei, caminhei na direção do elevador e apertei o botão. Aguardei o mesmo subir e quando chegou, eu entrei. Fui para o térreo e pedi informações ao porteiro, eu queria ir de ônibus lá pelas bandas do shopping e ele me explicou. O agradeci e saí na portaria, fui caminhando pela calçada e cheguei no ponto de ônibus. Fiquei aguardando o que servia para eu pegar e um tempinho depois o mesmo passou. Subi com cuidado e paguei a minha passagem, sentei-me imediatamente e aguardei.
.
.
Era possível ver o shopping ao longe e me levantei, já estava chegando à hora de descer e apertei a cigarra. O ônibus parou no ponto e soltei, andei ali pelo centro de Ourinhos, paguei as contas da minha residência que estava comigo e eu as guardei de volta na bolsa. Escutei meu celular tocado e o atendi.
—Oi amor.
—Cheguei para almoçar e soube que vocês não estavam.
—Vim dar uma volta aqui no centro de Ourinhos mesmo. Eu precisava pagar umas contas também e aproveitei para andar um pouco.
—E a minha filha?
—Acabou dormindo.
—Por que não chamou o Sebastian para levá-las?
—Eu quis vir normalmente.
—Com o segurança não é normalmente?
—É normalmente, mas eu preferi andar um pouco.
—Tudo bem.
—Vou desligar Edward e até mais tarde.
—Até.
Encerrei a ligação e guardei o meu celular, caminhei tranquila pelas ruas movimentadas e entrei no estacionamento do shopping. Ao passar pela porta principal minutos depois, eu notei o frescor do shopping e me descontraí. Lembrei do Pedro e fui para a praça de alimentação, sentei-me em um banquinho e peguei o meu celular. Marie estava quietinha e fiz a ligação, chamou três vezes e a secretária dele atendeu.
—Boa tarde, eu sou a Isabella. Pedro está?
—Ele ainda não chegou do almoço. Gostaria de deixar recado?
—Não obrigado, eu ligo depois.
—Tudo bem. Tenha uma boa tarde senhora.
—Igualmente.
Encerrei a ligação e guardei o meu celular, eu estava com o meu estômago roncando e fui comprar um lanche para mim. Fiz o meu pedido e aguardei, quando o mesmo chegou fui me sentar para comer.
Após terminar o lanche eu tive que ir ao fraldário trocar a Marie, depois dei o meu jeito e me aliviei. Lavei a minha mão direita por tê-la usado para me assear e com a outra eu segurei a Marie firmemente. Saí do banheiro e continuei andando pelo shopping, ao chegar na área de lazer eu me sentei e fiquei ali com a minha filha.
As horas se passaram e permaneci ali olhando as novidades, mas cansada de ficar ali sentada, eu fui comprar uma torta de maçã para eu comer. A mesma estava uma delícia e olhei para a minha filha, por incrível que pareça ela estava acordada e ao olhar a hora em meu celular, o mesmo marcava 19:40min. Estava bem tarde e decidi ir embora, saí do shopping e optei ir de táxi. Falei o endereço e encostei-me no banco. Ajeitei a Marie e fiquei pensando nas coisas que Edward me contou, eles só podiam ser loucos para fazer esse tipo de coisa e era informação demais para eu processar bem. Ficar com ele seria aceitar tudo isso e no momento apesar de amá-lo eu realmente precisava desse tempo. Eu me sentia sufocada ainda e o meu desejo era me livrar realmente dessa sombra que ainda nublava os meus sentimentos. Edward estava sendo um doce nessas últimas horas e decidir ficar com ele eu teria que estar cem por cento decidida. Pensando agora, eu preferia mil vezes não saber de nada, mas essa curiosidade iria minar o nosso relacionamento. Foi bom termos conversado, foi bom ter esclarecido tudo, mas foi péssimo ouvi-lo confessar tanta sujeira. Eu estava amedrontada por tudo que eles fizeram e fazia vez ou outra como ele me disse, estava sendo bem ruim. Sequei a lágrima que rolou e o táxi parou em frente ao prédio de Edward, o motorista me disse o valor e eu o paguei. Saí do táxi e caminhei até a portaria, fui liberada para entrar e cumprimentei o porteiro. Entrei no elevador e apertei o número do andar de Edward, logo chegamos e saí do elevador.
Caminhei pelo corredor e abri a porta, o apartamento estava vazio e entrei. Tranquei a porta e fui olhar na cozinha, Mary não estava ali e fui até o quarto dela. Dei dois toques na porta e...
—Entre.
—Cheguei Mary. Boa noite.
—Boa noite patroinha.
—Eu só queria avisar, vou subir para banhar a Marie. E o seu patrão?
—Ainda não chegou. Algum problema?
—Não, claro que não. Vou subir agora.
—Ok.
Saí dali e subi, entrei no quarto que eu estava ficando e deitei a Marie na cama, na mesma hora ela chorou. Ninei um pouco ela, mas estava custoso por ela só querer colo.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Calma filha, a mamãe só vai pegar a sua banheira e preparar o seu banho. Falei cheia de carinho e a Marie não parava de chorar.
Deixei ela ali chorando por ser preciso e fui pegar a banheira dela, eu a enchi com a água do chuveiro e coloquei a banheira sobre a pia. Fui pegar a Marie e a despi, comecei a banhá-la e passei o sabão infantil pelo o seu corpinho, ela estava chorando e eu sabia que ela queria mamar e dormir. Deixei suas dobrinhas bem limpinhas e a tirei da água, sequei o seu corpinho e a enrolei na toalha. Fui para o quarto que estava às coisas dela e peguei um pijama infantil, também peguei a pomada, a fralda e a vesti. Minha filha estava cheirosinha e me sentei na cama, dei de mamar a ela e ela me sugava já estando abrindo e fechando constantemente os olhinhos de sono.
Tive toda a paciência do mundo em esperá-la a se alimentar bem, e quando ela se deu por satisfeita ela largou o meu seio e chorou.
—Hoje você está bem chorona hein. Falei cheia de carinho a olhando e a deixei em pé, após arrotar ela dormiu.
Deitei a minha filha no berço e fui para o outro quarto, ajeitei tudo e lavei a banheira da Marie. Comecei a me despir e entrei no Box, liguei o chuveiro e relaxei com a água morninha. Fechei os meus olhos e eu daria tudo para que Edward não tivesse metido nessas coisas. Deixei as minhas lágrimas rolarem estando sob o chuveiro e passei a mão em meus olhos, a seguir lavei a minha cabeça e a enxaguei. Tomei um banho relaxante e saí para me secar, peguei a camisola vermelha de renda que eu havia posto para tomar banho de piscina e a vesti. Na certa foi a Mary quem a trouxe e vesti o robe, o mesmo escondia tudo e penteei o meu cabelo olhando-me no espelho.
—O que seria de mim se eu ficasse meu Deus? Perguntei para mim mesma. –O que eles fazem me causa tanto desgosto e por isso eu passei por poucas e boas. Como eu posso me sentir bem no meio disso tudo? Como eu poderei dormir tranquilamente estando no meio disso tudo se eu aceitá-lo de uma vez na minha vida?
Sequei a lágrima que rolou e passei um pouco de colônia, saí do banheiro arrasada e depois do quarto. Fui até o quarto de Edward e abri a porta, mas ele não havia chegado ainda e desci. Fui para a cozinha e havia uma comida gostosa pronta, tomei um susto quando a Mary apareceu ali e me olhou.
—Vai esperar o patrão ou vai comer agora?
—Estou com fome, mas eu quero esperá-lo. Ele ultimamente tem chegado do trabalho há essa hora?
—Sempre por volta das 21ou 22h. Ele chega e a Marie já está dormindo.
—Ontem ele chegou por volta da 00h Mary, achei que ele extrapolou.
—Aí eu não sei. Disse ela me olhando.
—Será que ele foi ver a Michele?
—Não faço a mínima ideia, mas é a você que ele ama. Percebi que estão numa boa e isso me deixa bem alegre. Disse ela sorrindo.
—É eu finalmente disse que o amava.
—É a mais pura verdade, está escrito em seus olhos.
—Mary, nós podemos conversar em seu quarto?
—Tudo bem. Disse ela me olhando.
Fomos até o quarto dela e o reparei.
—Aqui é bem confortável.
—A cama relaxa as minhas costas e o patrãozinho caprichou na decoração. Disse ela sorrindo. -Do que se trata a nossa conversa?
—Eu e Edward sabemos que um ama o outro. A realidade é essa, nós nos amamos.
—E?
—E que eu estarei indo para a minha casa amanhã Mary.
—Não vai ficar aqui conosco? Já não estão se dando bem? O que mais falta bella?
—Eu aceitar algumas coisas que ainda estão pendentes Mary aqui em meu coração.
—E a Marie? Como fará?
—Vou convencer o Edward que ela ficará bem comigo. Passarei um tempo lá e vamos ver. Falei dando de ombros. –Não irei fugir, mas ao mesmo tempo eu sei que aqui é o melhor lugar para ela. Tenho que trabalhar e estudar.
—Vocês são perfeitos juntos, fique aqui.
—Você acha?
—Sim. Apesar dos pesares, eu gostaria de vê-los juntos e tê-la como a minha patroa. Não quero outra. Disse ela me olhando.
—Ai Mary, só você mesmo. Falei a abraçando e tornamos a nos afastar.
—Sei que há algo que a inquieta amiga. Seja o que for vocês podem superar junto. O pior já passou..... eu acho.
—Quero muito pensar assim, mas tenho os meus motivos para ter que pensar se é isso mesmo que eu quero Mary e caso o Edward não me deixe ficar com a Marie, cuide bem dela quando eu não puder vir.
—Ai bella, não vá amiga. Não vá e superem juntos. O que está pegando?
—Muitas coisas, mas ficar aqui não dá e isso vai contra os meus princípios.
—Está com medo de quê?
—De quebrar a minha cara.
—Como pode dizer isso? Não a entendo. Estão juntos e o patrãozinho a ama tanto.
—Eu só quero que você cuide dele também e eu virei vê-la sempre que der para mim.
—Sabe que eles vão falar que mais uma vez você a está abandonando.
—Não irei dar ouvidos para eles, a Marie irá para sempre ser minha.
—Essa é a sua forma branda de dizer que está indo embora de vez da vida dele?
—Não é dessa forma, eu só preciso de um tempo para assimilar tudo isso que eu venho passando. Sei por que eu falo isso Mary.
—Ok, sabe que pode contar comigo sempre.
—Obrigado e dessa vez eu ficarei por perto.
—Será melhor.
—Aqui eu não irei conseguir um trabalho bom com o meu segundo grau incompleto. A oportunidade que o William me deu foi única e eu deixei passar por ter precisado cuidar da minha filha. Edward não me ofereceria um emprego e eu não sei se eu iria querê-lo, me faz lembrar coisas desagradáveis. Eu quero caminhar com os meus próprios pés
—Você é inteligente, sabe que pode conseguir um trabalho legal. Veja o emprego que conseguiu em New York.
—Sei sim e, pois é.
Nos abraçamos e sorri para ela.
—Vou subir e comerei depois. Descanse Mary, já está tarde.
—Ok.
—Amanhã a Marie tem consulta com a pediatra às 10h.
—Ok.
Saí do quarto dela e passei pela cozinha, caminhei pelo corredor e subi. Olhei a minha filha e ela dormia a sono solto, então liguei a babá eletrônica e saí. Fui para o quarto do Edward e o mesmo estava vazio, entrei e fechei a porta. Liguei a televisão e olhei à hora no relógio, marcava 21:40min quando coloquei a babá eletrônica sobre o criado mudo. Tirei o meu robe e liguei o ar, deitei-me sob o edredom e fiquei assistindo televisão.
.
Às 23:11min.
Eu ainda estava acordada e assistia televisão quando a maçaneta da porta girou. A mesma foi aberta e Edward entrou, ele me olhou e sorriu, já eu não sorri nada e olhei para a televisão se passando tantas coisas em minha cabeça. Ele pareceu não se importar e pôs a chave do carro sobre a mesinha, a seguir foi o celular.
—Boa noite. Disse ele vindo até a mim.
—Boa noite. Falei o olhando. –Por que está chegando há essa hora?
—Estou vindo da empresa amor.
—Sabe que horas são? Não estava na empresa coisa nenhuma Edward!
—Precisei ficar hoje até mais tarde lá, eu estou sem a companhia do meu pai e preciso resolver tudo sozinho. O que está pensando?
—No mínimo devia estar se garantindo com a outra!
—Quanta bobagem disse Edward sorrindo. Vou tomar banho.
—Não estou rindo.
—Está com ciúmes?
—Não gosto que me façam de boba, ainda mais que você estava saindo com a tal Michele! Estava fazendo coisas que não deve?
—To indo tomar o meu banho. Disse ele e selou os nossos lábios, mas eu me afastei não o deixando continua. –Eu estava trabalhando.
Ele se afastou e entrou no banheiro, minutos depois eu escutei o barulho da água e me levantei da cama. Fui andando devagarzinho e o olhei pela fresta da porta, ele acabava de entrar no Box e pegou o sabonete. Eu o vi se ensaboar e me afastei, fui até a mesa e peguei o celular dele. Eu deslizei o meu dedo na tela e o mesmo acendeu, olhei as chamadas e havia algumas recebidas de hoje. Eu não conhecia aqueles números e olhei as mensagens, não havia nenhuma e tornei a colocar o celular no lugar. Lembrei da tal Michele e peguei o celular dele outra vez, olhei os nomes e vi o dela lá. Não pensei muito e o apaguei com tudo, a segui coloquei o celular de Edward no lugar e desci. Fui olhar a paisagem um pouco sentindo um aperto imenso em meu peito e decidi entrar, sem pestanejar eu fui para a cozinha. Eu estava com fome agora e tirei a minha comida, a coloquei no microondas e aguardei esquentar. Abri a geladeira e tirei a jarra de suco, mas não demorou muito o Edward entrou na cozinha estando de roupão e veio até a mim.
—Não acredita em mim? Perguntou ele me fazendo olhá-lo sem por força.
—Já está tarde e você chega tarde dessa forma quando vai se encontrar com a Michele.
—Mas eu não estava com ela.
—Tudo bem.
—Essa camisola ficou muito bonita em você.
—Gostou?
—Sim.
—Vai jantar?
—Comerei sim, estou cheio de fome. O dia foi puxado hoje e milhares de coisa para resolver.
—Ok. Falei o olhando e imaginei que tipo de trabalho ele estava fazendo até tarde da noite.
Peguei um outro prato e tirei a comida para ele, a seguir eu tirei o meu prato do microonda e coloquei o dele. Estando o mesmo quente agora, nós nos sentamos para comer ali na cozinha mesmo.
Quando nós terminamos de comer lavamos cada um o seu prato, bebemos um pouco de suco e subimos.
—Vou escovar meus dentes e vou para o seu quarto.
—Vou estar te esperando.
—Ok.
Edward foi para o quarto dele e eu fui escovar meus dentes. Pensei, pensei e pensei após escová-los e fui para o quarto de Edward. Somente a luz de um abajur estava acesa e me deitei, Edward ainda estava para o banheiro. Quando ele saiu de lá, ele veio até a cama e tirou o roupão. Ele estava apenas com uma boxer cinza e se deitou ao meu lado, mas me abraçou logo em seguida.
—Boa noite amor.
—Boa noite. Falei o olhando. –Durma bem.
—Você também. Disse ele me dando um beijo.
Nós o aprofundamos e Edward beijou o meu pescoço, ele beijou todo ele e veio parar novamente em minha boca. Eu o fiz se deitar de barriga para cima e fiquei sobre ele, comecei a beijá-lo no peito e desci com os beijos. Fiz hora em sua barriga, depois em sua cintura e subi para beijá-lo no pescoço novamente. Fiz carícias ousadas em sua orelha e me afastei, tirei a boxer dele e por já estar excitado, eu o dei prazer com os meus lábios e mãos.
Edward estava gostando e muito dos meus lábios estarem deslizando constantemente nele, eu sabia que faltava pouco para o orgasmo e ele me fez deitar. Ele contemplou o meu corpo com beijos levando-me a loucura e não resistindo ele tirou a minha camisola. Edward pegou uma camisinha e a colocou.
—Eu te amo. Disse ele ao me invadir e entreabri os meus lábios ao senti-lo ir em meu limite.
—Eu também.
Ele começou com os movimentos e o mesmo era bem lento, estava gostoso demais dessa forma e nos movemos de forma lenta apreciando tudo que um dava ao outro. Separei os nossos lábios para gemer conforme eu ia sentindo as sensações aumentarem e corri a ponta dos meus dedos nas costas dele. Voltamos a nos beijar e Edward aumentou os movimentos conforme estava sentindo o prazer crescer dentro de si. Gemíamos um na boca do outro e os meus seios foram acariciados, essa atitude foi o tempero que faltava e eu acabei gozando e ele também.
—Eu te quero tanto meu amor. Disse ele me olhando nos olhos.
—Eu te amo Edward, mas.....
—O que foi?
—Vamos deixar isso para depois.
—Ok. Disse ele me olhando e me beijou.
Edward se afastou de mim e tirou a camisinha, ele a colocou ao lado da cama e veio novamente me beijar estando sobre mim. Sem demora ele me penetrou novamente e eu quis ficar por cima. Movi-me de forma precisa e ele me fez parar para me beijar, senti o meu corpo ser acariciado e os meus seios foram sugados por ele. Fechei os meus olhos apreciando o contato de sua boca em meu corpo e continuei a me movimentar.
A sua moda dominadora Edward me fez deitar de barriga pra cima e me penetrou novamente, seus impulsos estavam constantes e o apertei ao senti-lo ir fundo por diversas vezes e o olhei.
—Diz que me ama, anda fala. Pediu ele me olhando e nunca que parando de se movimentar de forma intensa em mim. Ele parecia possuído e o olhei.
—Eu, eu te amo. Falei quase não conseguindo pronunciar. –Edward, Edward.......O que há? Perguntei mediante a reação dele e não tive tempo, eu gozei feito louca o apertado tanto e gritei com o orgasmo que me deixou extasiada. Eu estava arfante e fechei os meus olhos conforme eu gemia alto sem me sentir envergonhada. Esse homem era demais no meio dessa, dessa loucura toda.
Edward se retirou de mim e na mesma hora eu senti a quentura escorrer em minha perna, eu gemia baixinho mal me aguentando e ele também. Fechamos os nossos olhos por estarmos exaustos e ele se deitou ao meu lado estando ofegante, ele ainda gozava aos pouquinhos e eu o beijei.
—Você se superou nessa. Falei o olhando.
—Um pouco disse ele acariciando o meu rosto e selou os nossos lábios. –Eu a mach.....
—Não. Falei o interrompendo.
—Que bom.
—É sim.
—Vamos nos lavar.
—É preciso. Falei me levantando da cama.
Fomos para o banheiro e ele ligou o chuveiro, prendi o meu cabelo e entramos para nos lavar. Eu me sentia cansada agora e ele me lavou todinha. Fiz o mesmo com ele e nos beijamos, mas me afastei para nos enxaguarmos. Eu fui a primeira a sair do Box para me secar e enrolei-me na toalha. Eu estava com o aspecto de quem estava cansada e soltei o meu cabelo, o mesmo caiu meio revolto em minhas costas e o balancei de leve. Edward me abraçou por trás e fechei os meus olhos.
—Vamos nos deitar agora. Pode ser? Perguntou ele.
—É pra já.
—Ok.
.
..............................................................................
Madrugada de quarta feira, 29 de Setembro.
1h da manhã.
Fomos para o quarto e eu olhei a cama, a mesma estava normal e nos deitamos. Edward veio me beijar e nos beijamos por longos e longos minutos. Nossos corpos nus estavam um colado ao outro sob o edredom e o ar gelava deliciosamente na medida certa. Era insana a forma que eu o desejava e nesse momento eu queria ele dentro de mim novamente.
—Acho melhor dormimos. Disse Edward se ajeitando no travesseiro.
—Por que está me dizendo isso?
—Estou louco novamente e durma meu bem.
—Eu também quero, vamos aproveitar essa noite.
—Podemos continuar amanhã.
—Por que não hoje? Sente-se nocauteado?
—Posso prová-la que não, mas pode acabar não andando depois. Disse ele sorrindo e eu gargalhei.
—É mesmo? Vai me deixar assim sem poder andar?
—Estou brincando. Falou ele e fiquei de bruços o olhando. –Isso é um convite? Perguntou ele acariciando as minhas costas e desceu a mão para o meu traseiro para acariciá-lo de forma vagarosa. Senti um tapinha ser dado e sorri.
—Entenda como queira. Falei me movendo de forma safada propositalmente e sorri novamente.
Edward me beijou e se aproximou de mim, mas lembrando de algo, ele se afastou e pegou uma camisinha. Após colocá-la, ele me fez deitar de lado e me invadiu assim. Ficamos nessa dancinha lenta até gozarmos de forma deliciosa novamente. Eu agora sim estava acabada e me virei para olhá-lo, Edward tirou a camisinha e a colocou no chão. Vindo me abraçar estando nós extasiados e satisfeitos, ele selou os nossos lábios e me olhou.
—Edward.
—Fala amor.
—Eu adorei os nossos momentos juntos de verdade.
—Eu também gostei. Disse ele me olhando.
—A Marie é fofinha demais.
—Sim, a nossa filha é linda. O que tem?
—Eu não gostaria que ela ao crescer ficasse sabendo como ela foi gerada e tudo mais que aconteceu.
—Ela nunca ficará sabendo, pois estaremos juntos e ela nem vai perceber.
—Não quero que a minha filha se sinta culpada pelos abusos que sofri na época ou que tenha vergonha de mim, sinto isso em minha própria pele.
—Não há nada para ela se envergonhar de você meu amor.
—Você acha?
—Claro que sim. O único que deve se sentir assim sou eu.
—Não vamos permitir que um dia ela saiba de tudo. Não por favor.
—Nunca, nunca. Disse ele e me beijou. O fiz se afastar de leve e o olhei.
—Nem os seus tios têm o direito de intervir na educação da nossa filha.
—Eu sei disso bella.
—Sei que eles o influenciaram e muito.
—Eles só se preocuparam.
—Não é preciso que eles se preocupem, eu não sou do mal. Sou honesta e sempre fui. Há uma grande diferença social entre nós.
—Eu sei disso meu amor. Por que isso agora?
—Preciso de um espaço Edward. Está doendo demais em eu saber de tudo que você me contou e eu não quero fazer parte disso. Eu já faço parte por saber, mas não concordo, eu sou uma mulher honesta e sempre serei.
—Então fizemos amor agora como uma despedida? Por isso você não quis deixar para depois é isso?
—Eu não encararia dessa forma.
—É dessa forma sim. Se me ama de verdade, fique aqui comigo.
—Sinto-me perdida e sem chão ainda.
—Não precisa se esquivar bella, eu disse que eu não a prenderia aqui.
—Pare com isso Edward, deixe essa vida de lado.
—Não estou sozinho nisso bella.
—O DINHEIRO QUE VOCÊS TEM JÁ NÃO É O SUFICIENTE? Perguntei a todo os pulmões, eu estava chateada e ferida por querê-lo, mas não com essa bagagem.
—Não precisa gritar comigo, eu a entendo.
—Vou para Diamantina após a consulta da Marie e está decidido.
—Não quero abrir mão da minha filha. Disse ele me olhando sério.
—Sei das minhas atuais condições, por isso eu quero que tenhamos um bom diálogo. Irei arrumar um emprego, terminar os meus estudos e quero estar presente na vida da minha filha.
—E na minha não?
—Por enquanto eu preciso desse tempo, mas tenha certeza que eu o amo.
Edward se deitou de barriga pra cima e fechou os olhos.
—Será como você está pedindo Isabella, eu não irei incomodá-la.
—Não quero que sejamos dois estranhos Edward. Nós já atravessamos muitas coisas junto, superamos e não quero ser uma estranha para você.
—Será dessa forma que está me pedindo, não se preocupe. Quero que você seja feliz e longe de situações que não lhe agrada.
—Não me agrada saber o quanto está envolvido com pessoas de tão má índole Edward.
—99% não são os meus parentes e sim conhecidos e uns até amigos de verdade. Peter e Charlotte é um exemplo.
—Veja a amizade o que levou a sua irmã e a sua mãe.
—Nem todos são iguais, lembre disso.
—Ok. Falei vencida, ele não daria o braço a torcer.
Ficamos ambos em seu travesseiro e as horas foram se passando comigo matutando.
.
Eu não estava conseguindo pegar no sono e olhei a hora, marcava 04:26min da manhã. Olhei para o lado e Edward dormia de bruços, ele estava tão cansado que estava ressonando bem baixinho estando inteiramente nu. Chorei ali na minha e ouvi o choro da neném através da babá eletrônica, levantei-me da cama e me vesti, a seguir eu fui até o quarto olhá-la. Chegando lá eu a peguei no colo, lhe ninei um pouco e fui no banheiro lavar os meus seios. Após secá-los eu a amamentei, ela mamava com vontade e demorou um pouco para se saciar.
Um tempo depois ela largou o meu seio e dormiu, a coloquei em pé e fiquei andando pelo quarto até ela arrotar.
.
Coloquei a Marie no berço e me deitei ali na cama, fiquei ali a olhando e por sorte eu acabei dormindo.
.
Às 7h.
—Isabella. Chamou-me Edward.
—Oi. Falei o olhando.
—Bom dia.
—Bom dia. Falei me sentando.
—Preferi acordá-la para não se atrasar.
—Sei a consulta da Marie.
—Isso mesmo. Achei melhor acordá-la, ou passaria da hora. A consulta é às 10h.
—Tem razão, esqueci de colocar o relógio para despertar e o agradeço por ter me acordado.
—A Mary irá acompanhá-la e caso prefira ir embora de lá, ela virá com a menina.
—Tudo bem. Falei sentindo os meus olhos marejarem na mesma hora.
—Sei que não a está abandonando e fica tranquila que a Alice não irá incomodá-la. Sei como ela é, mas.......pode ficar tranquila, aqui será como a sua segunda casa quando você vier ver a neném. Se preferir, pode ir morar na casa que eu dei para você por direito, pois ficará mais perto da Marie se assim for.
—A Alice ela não me incomoda, já a casa é grande demais para uma pessoa só. Casas assim é bom se morar com a família Edward.
—Você decide.
—É sim.
—De qualquer forma é uma de nós.
—Edward.....
—Estamos entendidos e não a recrimino por querer desta forma, fica tranquila. Disse ele acariciando o meu rosto e se afastou.
—Ok. Falei o olhando com lágrimas em meus olhos.
—Não é crime ou é errado querer viver de forma digna, já nós não nos enquadramos nesse momento.
—Não, não é. Falei secando as minhas lágrimas e ele se retirou do quarto.
Fiquei ali pensativa e meu mundo desabou, mas eu precisava disso. Fechei os meus olhos que estavam tão pesarosos e lembrei das palavras dele. “Lavagem de dinheiro, armas, inclusive a minha pistola eu ganhei de um amigo verdadeiro nosso” era duro ouvir isso de alguém que você ama. Saber que eles faziam coisas estúpidas às vezes me deixava desolada e muito desconfiada, isso minaria o nosso relacionamento se eu permanecer aqui com ele. Depois de tudo que eu passei era ruim demais aceitar essa situação e chorei me sentindo como se tivesse levado um tiro em meu coração.
Levantei da cama e saí do quarto, fui até o outro e tomei um banho rápido. Fui até a minha mala e peguei uma roupa confortável, eu a vesti e me produzi rápido. Fiquei ali pensando, pensando e pensando, mas o melhor seria realmente eu realmente ir para a minha casa em Diamantina. Peguei tudo que era meu que ficou do lado de fora e guardei, fechei a minha mala e fui para o quarto que estava a Marie. Ela estava dormindo ainda e a peguei no colo, troquei a roupa dela ouvindo o seu chorinho e ela ficou fofa para ir à consulta. Peguei a bolsa dela estando tudo que ela precisaria ali dentro e desci. Coloquei a Marie no carrinho e subi para pegar a minha mala, ao descer com ela eu vi a Mary na sala segurando a neném que chorava e muito.
—Bom dia amiga. Disse ela me olhando com pesar.
—Infelizmente hoje não está sendo para mim Mary.
—Então irá embora hoje?
—Sim. Eu desejo que você vá comigo hoje até a clínica.
—Irei sim, eu já esperava por isso. O patrãozinho disse para eu me arrumar e aqui estou.
—Vou tomar café, ainda á tempo e não estou atrasada.
—Vou servi-la.
—Peço você pra olhar a Marie enquanto isso, eu mesmo me sirvo.
—Tudo bem.
Sentei-me à mesa e me servi, peguei tudo que eu queria comer e adocei o meu café com leite. Sequei a lágrima que rolou e continuei comendo.
.
—Já estou satisfeita, irei levar as coisas para a cozinha.
—Ok bella.
Peguei a bandeja que estava sobre a mesa e a levei para a cozinha, lavei a louça que eu sujei e a coloquei para secar. Tudo estava arrumado e caminhei até a sala.
—Podemos ir. Quem está lá em baixo nos esperando?
—O Sebastian.
—Tudo bem.
Saímos do apartamento comigo levando a minha mala e a bolsa da Marie. Esperamos o elevador subir e Mary segurava a Marie, quando o mesmo chegou entramos e descemos. Sebastian ao nos ver se aproximou com o veículo, ao parar ao nosso lado ele saiu do veículo e abriu a porta de trás para nós entrarmos.
—Bom dia senhoritas.
—Bom dia Sebastian. O Saudei lembrando dele e da Mary juntos.
—Bom dia. Disse Mary sorrindo para ele e entramos no carro.
Minutos depois saímos do prédio e ganhamos a rua, eu estava tão triste que não me importei de disfarçar.
—Algum problema senhorita?
—Todos eles. Falei o olhando através do retrovisor.
—A patroinha está indo embora. Falou Mary.
—Sério?
—No momento é o melhor, mas eu estarei presente para a minha filha.
—A pequena merece, ela é tão linda senhorita.
—Obrigado Sebastian.
—Sem eu querer ser indiscreto e não sendo........A senhorita está deixando o patrão?
—Sim nesse momento.
Ficamos quietos e não demorou chegamos à clínica. Saímos do carro e peguei a bolsa da Marie, Sebastian nos acompanharia até a recepção e nos aguardaria lá. Fomos caminhando estando a Mary com a neném e entramos no local, passamos na recepção e fomos liberadas para entrar e aguardar na ala infantil.
.
Um tempo depois.
Chegou à vez da Marie e entrei sozinha com ela, a médica muito da simpática me fez perguntas e a examinou. Marie estava bem melhor e a garganta dela já estava livre da inflamação. Dizendo a doutora era só continuar cuidando dela e levar uma vida normal sem dar água gelada a ela. Ela disse também para eu ter cuidado ao trocá-la para evitar assaduras e continuamos a conversar. Marie estava um pouco chorona por ter sido examinada e chegou o fim da consulta, me despedi da doutora e saí da sala dela. Mary ao me ver se levantou do sofá e veio até a mim.
—Então, você vai embora daqui?
—É o melhor.
—Então me dê a Marie.
—Irei levá-la comigo. Falei firme a olhando.
—O Patrãozinho vai ficar com raiva, esse não foi o combinado.
—Diga a ele que eu no sábado irei levá-la para ele vê-la.
—Você é quem sabe, não posso me opor e ficar entre vocês.
—Ok Mary.
Saímos da ala infantil e Sebastian se aproximou.
—Sebastian, eu preciso que você acompanhe a Mary até o apartamento do Edward e ela fará uma mala para a Marie.
—O patrão disse que a neném iria voltar com a Mary caso a senhorita decidisse ir embora e....
—Mudei de planos. Ela é a minha filha e Mary vive ocupada, eu tenho tempo de sobra para cuidar dela. Eu não irei fugir e não permitirei que ninguém a tome de mim.
—Pode acabar arrumando confusão. Falou Mary.
—No meu lugar você faria o quê? Perguntei a olhando.
—E não ficaria longe da minha filha e nem do homem que eu amo.
—De qualquer forma, faça uma mala colocando bastantes roupinhas e mande pacotes fraldas. Eu juro pela a minha filha que eu não irei fugir, até porque quando eu precisar, será você a olhá-la Mary. Mande a banheira dela também e tudo que ela precisar.
—Irá embora como?
—Pegarei um táxi e o Sebastian levará o que eu te pedi depois. Isso ainda hoje, irei aguardá-lo.
—Tudo bem.
Saímos da clínica e eles me acompanharam até o ponto de táxi, despedi-me deles e entrei no carro. Falei para o taxista o meu destino e acomodei-me melhor no banco, ajeitei a minha filha e saímos dali.
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Um tempo depois.
Cheguei a Diamantina tendo 15 chamadas não atendidas do Edward e paramos em frente o meu portão nesse momento. Paguei o taxista e saí do carro, o meu celular tornou a tocar no momento que eu abria o portão e o deixei tocar, eu queria falar com ele, mas pela Marie estar dormindo e cheia de coisas para segurar era impossível atendê-lo.
Estando dentro de casa agora, eu fui colocar a Marie deitada em minha cama e voltei para pegar a minha mala. Guardei todas as minhas roupas no closet primeiro e peguei o meu celular, liguei para o Edward e no primeiro toque ele me atendeu.
—Você sabe há quanto tempo eu estou tentando falar com você Isabella? Tínhamos um trato e mais uma vez você não cumpriu! Disse ele nervoso e demonstrando chateação.
—Calma Edward, eu não irei sequestrar a menina ou fugir. Falei de forma calma.
—É só um de seus amigos ligarem para você sair correndo, não vou permitir que faça isso comigo outra vez! Preste bem atenção nos seus atos.
—Edward, não seja grosseiro comigo, sabe onde eu moro e venha conversar comigo se quiser. Eu não pretendo viajar e eu mereço sim ficar com a minha filha. Falei já tendo vontade de chorar.
—Tudo bem. Disse ele mais calmo.
—Vou provar para quem duvida que eu sei cuidar de mim e decidir por mim mesma. Não sou tão Maria vai com as outras e eu decido por mim sim! Eu quero ficar com a Marie, cuidar dela, eu sou a mãe dela poxa!
—Por que não me atendeu antes?
—Eu estava no táxi e esse tipo de conversa eu queria ter quando eu estivesse sozinha e em minha casa. Cheguei ainda pouco e quis te ligar agora por estar com as minhas mãos livres.
—E a minha filha?
—Está dormindo lá em minha cama e ela é nossa filha Edward, sempre será assim.
—Tudo bem e desculpe se eu fui um pouco rude. Você comete loucuras às vezes e fico preocupado.
—Tenha em mente que eu não irei tirá-la de você, eu não pretendo voltar para New York e se eu for algum dia, será a passeio é claro.
—Então faça as malas e vá morar na casa que eu deixei para você, é mais perto de nós os familiares dela.
—Por enquanto eu vou ficar por aqui.
—Então depois nós nos falamos, estou atarefado aqui.
—Ok Edward e tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e respirei fundo, eu não iria aguentar ficar longe dela se assim fosse e tentaria por em minha cabeça que ninguém iria fazer mal a mim. Fui até a cozinha e olhei o que tinha, daria para eu fazer o almoço e comecei a prepará-lo.
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Às 15h.
Finalmente eu me sentei na sala para almoçar, mas ao escutar a Marie chorando no quarto eu coloquei o meu prato ao meu lado sobre o sofá. Fui até lá pegá-la e voltei, dei mamar a ela e a danadinha mamou bastante me olhando.
Sentindo-se saciada ela largou o meu seio, então eu a coloquei em pé em meu colo e comi a comida como deu. A mesma estava muito boa e comi bem, eu estava cheia de fome.
Quando eu terminei de comer, eu precisei trocar a Marie. A Deixei bem à vontade depois por estar calor e ela ficou quietinha estando deitada em minha cama. Sentindo-me um pouco cansada, eu me deitei ao lado dela e acabamos dormindo estando o ventilador ligado.
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Duas horas depois eu acordei.
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Às 19:26min.
Eu já havia dado banho na neném e estranhei que o Sebastian não havia vindo trazer as coisas da minha filha ainda, ele estava bem atrasado e me preocupei. Tive que dar banho na Marie no improviso com a água do chuveiro e uma bacia, só sei que ela ficou limpinha e a sequei com uma toalha limpa.
Por ter comida pronta eu jantei e depois tomei um banho relaxante, coloquei um baby doll e fiquei assistindo televisão na sala segurando a minha filha. Ela estava quietinha e fazia sons de bebê vez ou outra, eu decidi dar mamar a ela e ela aceitou mais que depressa. Fiquei a admirando enquanto ela mamava e as suas sugadas eram constantes, eu não iria conseguir ficar longe dela mesmo e eu me lamentava. Edward só exigiu que a menina ficasse em seu apartamento por medo, mas eu não iria fugir e além de tudo eu o amava. Acho que o amor aflorou ainda mais em meu coração após eu ter confessado os meus sentimentos a ele, e Edward não podia ficar levando essa vida para sempre. Eu queria estar sonhando e quando eu acordasse percebesse que toda essa vida bandida não existisse mais, era tanto amor que eu o queria até se ficasse completamente pobre igual a mim. Era tão injusto o que eu estava passando e chorei, eu estava sentindo tanto a falta dele e sequei a lágrima que rolou em meu rosto. Eu era uma mulher digna e iria até o fim da minha vida assim, eu não iria levar essa vida suja tendo uma filha, não mesmo.
Marie acabou dormindo e largou o meu seio, eu a coloquei para arrotar e ela logo o fez. Permaneci com ela em meu colo e assisti televisão, era o melhor a se fazer no momento e fiquei a acariciando.
Respirei fundo e fui colocá-la na cama um tempo depois, após deitá-la eu fui para a sala e tranquei a porta. Olhei em volta e eu teria que ir buscar algumas coisas para a minha filha amanhã, Edward deve ter vetado o Sebastian de vir e eu tive que improvisar como deu. Voltei em meu quarto e peguei a roupa que ela havia usado, peguei algumas minhas também e fui para o quintal de trás. Lavei as roupas com cuidado para eu não me molhar e as estendi, não demorariam a secar, a noite estava um pouco abafada. Olhei para o céu estrelado e encostei-me no muro, as lágrimas queriam rolar e eu as deixei cair com facilidade.
Eu não sei o que eu iria fazer, eu estava tão devastada e deixei as minhas lágrimas banhar o meu rosto. Eu o queria tanto, mas só se fosse longe disso. Edward se tornou o meu inferno astral, eu não seria feliz assim.
Resolvi entrar e tranquei a porta, a minha casa estava limpa mesmo e não teria o que fazer. Bebi um pouco de água e fui para a sala assistir televisão.
Nada estava me agradando na tv e a desliguei, fiquei me lembrando do outro e nisso eu deixei as minhas lágrimas rolarem novamente.
—Quando chegará o fim das minhas lágrimas meu Deus? Não aguento mais chorar, não aguento. Falei pesarosa e sequei as minhas lágrimas, acabei dormindo ali no sofá mesmo por estar exausta.
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Madrugada de quinta feira, 30 de Setembro.
Às 01:30min.
Acordei com a minha campainha tocando e estranhei, eu sentia o meu corpo um pouco moído pelo cansaço e me sentei olhando na direção da porta.
—Quem pode ser? Perguntei-me já sentindo a preocupação me assolar.
De fininho eu apaguei a luz da sala e fui para o quarto, não daria para ninguém ver a minha casa pelo muro ser alto. Deitei-me em minha cama junto de minha filha sentindo o meu coração aos saltos e o meu celular acendeu ao tocar pela primeira vez. Levantei da cama devagar por me sentir amedrontada, pois eu me lembrava ainda das palavras do Edward e vi que era o mesmo quem me ligava. Na mesma hora eu o atendi.
—Alô. Falei bem baixinho.
—Eu estou aqui fora, desculpe acordá-la, mas só deu para eu chegar agora. Eu estava atarefado lá na empresa e desculpe pela hora ser imprópria.
—Você me assustou Edward.
—Estou te esperando.
—Ok.
Encerrei a ligação e fui no banheiro rápido, lavei o meu rosto e escovei meus dentes rapidinho. Ajeitei o meu cabelo e fui para a sala, acendi a luz e abri a porta sentindo um alívio imediato. Saí para o quintal levando o chaveiro e abri o portão, Edward estava parado em frente ele e me olhou.
—Oi. Disse ele simplesmente e estava como sempre bonito.
—Oi. Falei caindo em si que eu estava de pijama e não me importei. –Entra. O convidei olhando em volta e vi duas pirua Blazer paradas atrás do carro de Edward.
—Seremos breves. Disse ele me olhando e passou por mim.
—Ok. Falei fechando o portão estranhando.
Caminhamos até a sala e ele ficou em pé ao lado do sofá.
—Vim buscá-las. Disse ele firme me olhando simplesmente.
—Eu moro aqui. Falei indo me sentar no sofá e o olhei.
—Isabella, eu não queria obrigá-la, mas morar na casa que eu te dei será bem melhor. Aqui é longe de tudo, estamos afastados da menina e caso você precise de algo, chegaremos aqui duas horas e minutos depois, olha a diferença de uma hora e poucos minutos estando vocês lá. Não dramatize ou coloque empecilhos, alugue essa casa e viva disso se você quiser. Pode apenas raciocinar e veja que será o melhor para vocês estando lá perto de nós. A pediatra da Marie é lá e será mais cômodo para você, e caso você precise a Mary estará lá sempre que você precisar de ajuda. Está sozinha aqui pelo amor de Deus Isabella e não seja teimosa pelo menos agora. Fico preocupado com essa distância toda e às vezes você se comporta tão mal, mas isso não vem ao caso. Se você quer ficar realmente com a Marie, esse é o melhor acordo entre nós.
—Irá levá-la caso eu, eu não queira? Perguntei vendo que ele tinha razão.
—Sabe que lá é o melhor para vocês e o nosso acordo antes não foi esse, sabe muito bem.
—Então veio disposto a levá-la de mim é isso?
—Eu vim buscá-las, é diferente.
—Eu sei que estou sozinha aqui nesse lugar distante e isolado Edward. Sinto-me só aqui mesmo estando com a minha filha. Falei olhando em volta.
—A sua casa está lá fechada e limpa. Tem coisas lá para vocês e as roupas da Marie já estão lá.
—Mas como?
—A Mary e o Sebastian se encarregaram de tudo, pois eles me informaram da sua decisão e sei que eles não têm culpa de nada. Você e a minha filha irão viver lá numa boa e viva a sua vida do jeito que você escolheu.
—Eu imaginei. Falei estando pensativa. –Precisei de coisas aqui para ela, mas me virei bem.
—Então, o que decidiu? Perguntou ele sério.
—Eu vou sim. Falei cedendo finalmente. –Preciso fazer minhas malas e pegar o que for necessário.
—Tudo bem, eu espero.
Fomos para o quarto e Edward imediatamente pegou a neném no colo, a mesma resmungou um pouco e continuou dormindo. Edward sorriu para ela e me olhou, nisso eu saí do quarto e fui para o closet. Estando de costas para a porta, eu tirei a minha roupa e permaneci apenas de calcinha. Olhei ali o que pôr para vesti e ao me virar, eu vi Edward parado na porta segurando a nossa filha me olhando.
—Não sei o que pôr para vestir. Falei simplesmente o olhando e tampei o meu corpo com a toalha que estava ali.
—Vou esperá-la na sala.
—Tudo bem.
Ele sumiu de minhas vistas e encontrei o que vestir, era um short e uma blusa. Fiz minhas malas me demorando um pouco por ser muita coisa para levar e ficaram prontas. Lima as pegou e eu desliguei a geladeira, peguei todos os mantimentos ali da casa e os guardei nas bolsas, até a roupa que eu havia lavado eu as peguei na corda. Tudo meu foi guardado no carro e fechei a minha casa, a seguir o portão quando todos saíram e entrei no carro de Edward vendo a Marie deitadinha no bebê conforto. Logo saímos dali e me encostei melhor estando no banco de trás, eu estava cheia de sono e comecei a cochilar estando ela dormindo também.
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Estando nós na estrada ainda, a Marie acordou chorando para mamar e eu a amamentei após tirá-la do bebê conforto. Nesse momento Edward dirigia tranquilamente estando visivelmente cansado e eu o olhei enquanto sentia as sugadas da neném. Ele não me notou, mas eu não tirei os olhos dele até que a neném se saciou.
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Às 06:30min da manhã.
Chegamos na residência e o portão foi aberto, aquele cheirinho de maresia era muito bom e paramos em frente à porta da sala. Confesso que eu senti falta desse ar puro e sorri levemente. O dia já estava raiando e saí do carro com a neném, eu estava um prego e olhei tudo a minha volta. Edward abriu a porta com a minha chave e entrei, as bolsas e as malas foram postas na sala e os seguranças se retiraram nos deixando a sós.
CONTINUA......
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