Solares

62 Capítulo 62


BELLA......

Final do capítulo anterior.

Madrugada de sexta feira, 24 de Setembro.

Às 01:15min.

—Isabella. Chamou-me Edward do outro lado da porta e desliguei o chuveiro. –Isabella está tudo bem?

—Está sim. Respondi muito devagar e sequei o meu rosto. –Vá dormir Edward.

—Por que está chorando?

—Não estou não.

—Não acha melhor abrir a porta e vir conversar comigo?

—Não! Eu estou realmente bem. Falei tendo calma, eu não iria brigar com ele.

—Você mente mal.

—A que se refere? Perguntei vestindo o roupão e abri a porta. –A que se refere Edward?

—Não faz sentido eu chegar e encontrá-la seminua na piscina e bebendo champanhe. Você é durona e dá esse mole estando eu preste a chegar, há algo que esteja lhe incomodando de verdade. Segundo. Você estava chorando e, e..... Não sei Isabella. Estou lhe deixando o mais a vontade possível e estou lhe poupando da minha presença. Estou sem recurso para tentar amenizar o seu desconforto por causa de mim e não sei o que fazer sinceramente.

—Não precisa fazer nada, eu já estou bem.

—Está com saudades do outro, é isso? Não se prenda aqui, eu cui......

—Não continue, por favor! Tudo que eu faço pela a minha filha não é sacrifício algum Edward.

—Está com saudades então e não quer admitir. Isso não é da minha conta mais Isabella e tenha uma boa noite.

—Desculpe constrangê-lo, não voltará a se repetir.

—Pode tomar banho de piscina à vontade.

—Da próxima eu coloco um biquíni.

—É uma boa.

Edward se afastou e saiu do quarto, escutei a porta fechar e encostei-me na parede. Mal ele sabia da minha luta interna e esperei dar 2h da manhã estando na janela olhando para o ontem. Chegando a hora eu dei o remédio da minha filha e ela continuou dormindo, a seguir eu peguei a roupa de dormir molhada e fui lavá-la na área de serviço. Coloquei as peças estendidas no varal ali improvisado e entrei na cozinha, por sentir muita sede eu bebi dois copos de água. Lavei o copo e tornei a subir, entrei no quarto, mas por me lembrar das palavras dele, eu resolvi sair do quarto novamente. Fui andando pelo corredor e bati levemente na porta do quarto de Edward, não tive resposta e fiquei ali em pé pensativa.

—Abro ou não abro, mas......

Girei a maçaneta devagarzinho tendo coragem, pois não éramos mais nada um do outro e eu ao mesmo tempo me sentia sem jeito agora por tudo que aconteceu ainda pouco. O mesmo estava deitado de barriga pra cima e me aproximei da cama, sentei-me ao lado dele e o balancei.

—Edward.

.............................................................................................................................................................................................

—O que deseja? Perguntou ele abrindo os olhos.

—Não quero que o clima fique estranho estando eu aqui. Pode me entende?

—Perfeitamente. Disse ele se sentando estando visivelmente cansado.

—Não precisa ficar fora, nós não somos bichos para não nos entendermos. Na verdade até eles se comportam e se toleram em determinadas situações. Acho que......podemos fazer isso.

—É eu sei. O problema era que eu não estava só, estou seguindo o seu conselho.

—Então......é. Falei como seu eu tivesse levado um baque, eu não esperava................-É só isso que eu vim lhe falar. Falei o olhando.

—Ok.

Levantei-me da cama imediatamente e Edward fez o mesmo. Ele me acompanhou até a porta de seu quarto e eu passei por ele, fui para o quarto que eu estava ocupando e fechei a porta. Entrei no banheiro e me aliviei, depois lavei minhas mãos e saí do recinto arrasada. Deitei-me ao lado da minha filha e o meu sono não vinha de jeito nenhum, só sei que chegou a hora dela mamar um tempo depois e eu dei a mamadeira a ela. Após ela arrotar, eu a coloquei deitada e me deitei junto, mas o sono não apareceu e me chateei.

.

Às 08:42min.

Marie acordou chorando e eu já fazia o mesmo há tempo, eu era uma boboca mesmo e lembrar os meus pais e das drogas me travava para dizer o quanto eu o amava. Como eu iria dizer a verdade estando com tanta dúvida e não seria justo com os meus entes queridos. Eles não mataram a Brenda, na verdade foram os perversos que se sentiram lesados. Ta certo que foi por culpa dos meus pais em parte, mas não foram eles que cometeram as barbaridades em si. Peguei a minha filha no colo e desci com ela, chegando na cozinha.

—Bom dia bella.

—Bom dia Mary.

—A mamadeira da Marie está pronta, foi o patrãozinho quem pediu para prepará-la.

—Tudo bem. Falei com ela me olhando.

—Vou esfriá-la um pouco.

—Enquanto isso eu irei para a varanda dar banho de sol na minha filha, ele ainda está esquentando e logo terei que dar o remédio dela.

—Ela não está tossindo.

—Mas vez ou outra sim. Com licença Mary.

—Tem toda.

Fui com a Marie para a varanda e me sentei no sofá, o sol estava começando a esquentar e fiquei ali com a minha filha. Não demorou muito a Mary trouxe a mamadeira dela e eu a amamentei, pois a Marie devia estar com muita fome.

Hoje era sexta feira e se ele estava mesmo se envolvendo com alguma mulher, ele iria sair mais tarde. Eu obvio que não falaria nada e nem ficaria no caminho, mas eu iria sofrer calada. Definitivamente ficar sob o mesmo teto que o dele não era uma boa ideia, mas eu teria que ser forte. Estava na cara que ele não queria se separar da filha e com razão, pois eu nos meus devaneios por culpa dele eu a abandonei novamente. Eu não estava o acusando e sim justificando para mim mesma, então eu deixaria os dias passarem e ficaria na minha só observando.

Minutos depois a Marie havia mamado tudo e eu a coloquei para arrotar, ela logo o fez e a levei para sala pelo sol começar a esquentar bem. Um tempinho depois eu dei o remédio dela e a coloquei no carrinho, ela ficou movendo as perninhas e os bracinhos e causou-me risos.

—Quer o seu café agora?

—Pode ser.

—Estou lhe achando bem pra baixo essa manhã.

—Que nada Mary, é por ficar sem fazer nada. Menti. –Amo cuidar da minha filha, mas sinto-me imprestável sei lá. Antes eu estudava, estava sempre em movimento, mas agora do nada eu sou mãe. Pulei as etapas da vida, mas aqui está a minha bebê. Falei olhando para a Marie e sorri.

—Apenas relaxe, outra em seu lugar estaria aproveitando e no fundo você sabe disso. Está se cobrando demais no momento e sua filha só tem dois meses.

—Ela fará três amanhã.

—Pois é e o seu Carlisle ligou para o patrãozinho hoje cedo.

—Aé?

—Sim. O patrãozinho reparou que ele estava bem empolgado no telefone e disse que ambos estavam bem. Edward o informou que tudo na empresa ia de vento em polpa e tudo que pertencia a eles estava sendo bem administrado. Eu só ouvi isso por ter que ir tirar a roupa da máquina. Disse ela meia assim. –Pude escutar também que o patrãozinho dizia estar sentindo saudades deles, mas só isso.

—Hum.

—Deixou de amá-lo da noite para o dia?

—Edward está vivendo a vida dele e eu a minha Mary.

—Estou percebendo. Não querendo ser estraga prazeres em lhe contar isso, mas, mas eu o ouvi falar com alguém no telefone depois da ligação do pai e marcaram de se ver hoje à noite. Afinal vocês estão divorciados e a vida continua né.

—Ele falou com essa mulher assim tão cedo?

—Ele disse que quis dar bom dia. Lá da área eu escutei e fiquei imaginando em quem poderia ser. A tal das ex dele acredito que não, digo a Tânia ou a Julieta. Pelo tempo elas devem ter arranjado alguém ou não, não sei. Se ele falasse no rádio, até daria para eu escutar e reconhecer pela voz, mas não foi e fiquei em branco curiosa. Eu não pude dar bandeira ou o patrãozinho desconfiaria.

—Ah! Entendi.

—Eu não iria falar para não incomodá-la, mas sou sua amiga e quero abrir os seus olhos.

—Não se preocupe com isso Mary, deixe-o viver.

—Para sair com alguém tão precocemente, é porque ele a ama muito e quer se livrar logo de você. Estou achando ótimo o convívio que estão tendo e se lembre como era antes. Há uma grande diferença não há?

—Sim, há uma diferença enorme e eu só quero que ele seja feliz.

—Com você ou a outra mulher?

—Com quem ele quiser.

—Isso inclui você?

—Não Mary.

—Já que reclama tanto em não fazer nada, vá caminhar um pouco. Sei que é esperta e não irá se perder, ou malhe. Há uma academia bem aqui perto e há musculação, aeróbica, pilates, ginástica, hidromassagem e de tudo que você imaginar. Faça algo e se sentirá melhor. Imagino estar sentindo tédio, você é uma adolescente de 19 anos e a vida antes devia ser bem diferente.

—Por ser aqui nesse bairro deve ser uma nota Mary e eu não posso me dar a esse luxo. Sinto saudades de antes sim, mas antes eu não amava alguém de verdade e lá do fundo do meu coração. Sei que fui amada por alguém, mas........Jacob foi quem me ensinou quase tudo e a ser mulher também, mas se comparando ao que eu sinto por Edward, é bem diferente. Eu diria que estou vivendo o meu primeiro amor. Amor de verdade e esse me veio tão conturbado.

—De qualquer forma ele está retomando a vida dele e você a sua pelo visto.

—É assim que deve ser.

—Não duvido que se ele tiver pelo menos se interessado por essa moça, que ela não irá querer fisgá-lo logo de uma vez. O patrãozinho é jovem, bonito, riquíssimo e....... Qual mulher vai querer dar esse mole de perdê-lo?

—O amor não vem primeiro?

—Ela irá se apaixonar, até você se apaixonou em meio às nuvens carregadas.

—Tem razão. Diz-me uma coisa Mary.

—O que amiga?

—Nunca se interessou por ele que é tão jovem e bonito? Você é bonita, jovem também e já está com eles há tanto tempo.

—Pra ser sincera com você que é a minha amiga de verdade, eu ao ir trabalhar na casa dos Cullens, eu o achei bem bonito sim, mas fui gostar de outra pessoa.

—De quem? Do pai dele? Perguntei um pouco espantada.

—Nossa amiga, não jamais. Acho o Sr Carlisle muito bonito e atraente também, mas eu sei o meu lugar e respeito às pessoas que no caso é a minha patroa. Na época eu achei o Sebastian bem interessante.

—Sebastian? Perguntei a olhando estando bem atenta.

—Sim. Ele é bonito e educado apesar da brutalidade corporal, mas tem um cavalheirismo incrível. Acho o porte físico dele espetacular e nos beijávamos às escondidas naquele tempo quando dava. Nós fomos nos conhecendo com o passar dos dias eu trabalhando lá e bingo, deu nisso........ Mas nós trabalhamos juntos bella e ficamos umas cinco vezes sem ninguém saber. Agora você sabe né. Disse ela sorrindo levemente. –Eu inventava de jogar o lixo fora, dava umas escapadelas ou na hora do lanche quando ele entrava e ficávamos fora do foco da câmera. Sabe como é, damos jeito para tudo e eu gostava de beijá-lo.

—Estou chocada Mary, você nunca me falou isso.

—Trabalhamos juntos bella e os Cullens poderiam não gostar se ficassem sabendo. O emprego é bom e eu sou de outra cidade como eu já te falei. Trabalho igual a esse eu não irei arranjar em lugar nenhum.

—Sei como é. Mas você deixou de gostar dele?

—Não de tudo, mas deixamos isso passar. Ele ganha bem e eu preciso do emprego, gosto dos Cullens e eles sempre souberam nos respeitar como pessoas também.

—Não se importa dele fazer parte dos seguranças malvados do Edward?

—Por gostar muito e mesmo parecendo errado para algumas pessoas, eu digo que não. Assim que você foi para a casa dos Cullens, eu me simpatizei com você e ele viu isso. Ele sabe que isso não rolaria se você fosse do mal realmente e por isso ele passou a observá-la mais. Sei que você confia nele e ele por saber da nossa amizade, ele passou a admirá-la também.

—Por isso o Sebastian era diferente comigo, então você é a causa?

—Não, ele percebeu quem você era de verdade por ser muito esperto. Ele gosta muito de mim e por isso conversamos às vezes.

—Me lembro sim de vê-la conversando com ele lá na mansão.

—Então é isso e cada um tem a sua vida. Há amores que se vão e tem os que permanecem.

—Não sente nada por ele, nada, nada?

—Sim, um carinho imenso agora.

—Vocês já??

—Você fala de sexo?

—Sim.

—Uma vez só e fiquei apavorada da Rosa me pegar voltando altas horas da madrugada e toda molhada. Ela era do tipo que gostava de mostrar serviço e eu nunca gostei dela, já se os outros seguranças perceberam, eles nunca tocaram no assunto por serem discretos. O nosso encontro foi do lado de fora da mansão à noite quando o turno dele acabou e ele foi embora de carro. Demos o nosso jeito e ficamos como dois selvagens no meio do mato. Digo em uma praia que tem ali perto e a areia é bem fininha, há coqueiros e parece uma ilha. A trilha para chegar lá é imensa e a água é cristalina. O lugar é lindo e eu voltei andando entre os matos para ninguém perceber.

—Sei como é. Falei sorrindo e gargalhamos. –Não sente falta disso? Acho que sei onde é e Edward me castigou lá quase que me afogando.

—Eu lamento de verdade por isso e sinto um pouco de falta sim, mas preciso conhecer gente nova.

—Sei sim, eu também sou mulher. Sentimos falta de sermos amadas.

—É sim amiga, mas nem todos os romances são iguais e terminam da mesma forma, uns permanecem para a vida inteira. Então é isso e tenho que começar a trabalhar.

—Tem algo que eu possa fazer? Falei estando bem surpresa.

—O apartamento está limpo. Hoje é sexta e lavei a roupa de cama do patrãozinho, logo irei colocar outra.

—Ok. Então eu irei dar um trato em minhas unhas.

—Há um salão de beleza aqui na esquina, quando quero eu me arrumo melhor e vou lá. É para madames e eu trabalho. Ganho muito bem é claro, e não tenho com o que gastar o meu dinheiro.

—Pois saiba que você é bonita dona Mary e pode sim arranjar um marido que possa lhe dar tudo.

—É quem sabe. Disse ela sorrindo.

—Eu sentiria falta de você amiga se um dia nos deixasse.

—Eu também. Disse ela vindo me abraçar.

—Ângela o odeia Mary. Falei em meio ao nosso abraço apertado e de amigas mesmo.

—Ângela é a sua amiga do colégio?

—Sim. Ela fala muito mal do Edward e o odeia, ela pediu para eu não ser fraca e perdoá-lo. Eu disse nos afastando e a olhando.

—Ela diz isso por saber né o que ele fez.

—É sim.

—Mas a vida é sua, lembre-se disso.

—Sei disso.

—Então viva ela da forma que você escolher e não os outros. Isso serve para mim também, eu sei, mas eu viso a sua felicidade. Eu enxergo aquilo que você sente e não o que eu quero que você sinta.

—É. E os meus pais? Isso dói em mim ainda. Sinto-me só, mas Edward diz que eu poderia ter entrado numa pior por causa deles.

—O patrãozinho sabe o que fala e não duvido mesmo. Seja lá o que eles faziam e aprontava, você poderia estar até morta. Veja o que fizeram com a Brenda.

—Tem razão.

—Apenas pense nisso, eu tenho que ir arrumar o quarto do patrão. Tem roupa da Marie para lavar?

—Pouca coisa, mas eu mesma farei.

—Tudo bem.

Mary saiu da sala e eu liguei a televisão, coloquei o carrinho de frente para ela e deixei em um canal de desenho. Marie não entendia nada, mas ficava quietinha. Fui para o quarto e peguei a pouca roupinha dela, desci novamente após pegar o meu celular que apitava e fui olhar a minha filha. Ela continuava quietinha no carrinho e movia as perninhas, achei melhor levá-la para a área e desliguei a televisão. Empurrei o carrinho devagar e vi ser uma mensagem da Ângela, a mesma queria saber como a minha filha estava e eu a respondi que estava se recuperando.

Chegamos à área e deixei o carrinho da neném no canto. Lavei a roupa da Marie na mão e a deixei um pouco na água com um pouco de amaciante, depois eu as estendi e dei um jeitinho ali na área.

Fui para a cozinha e eu não tinha ideia do que a Mary iria fazer para o almoço, então eu olhei na geladeira e vi três potes de conserva de champignon. No freezer havia carnes congeladas e alguns congelados, eu iria cozinhar hoje e daria uma folga bem merecida para a Mary. Peguei a quantidade certa de arroz, pois os seguranças almoçavam aqui e o lavei. Coloquei uma leiteira de água para ferver e Mary entrou na cozinha.

—Não reclame, hoje sou eu quem irá preparar o rango Mary.

—Tem certeza?

—Tenho sim. Tire o dia de folga e vá fazer a unha como sei que gosta de fazer. O apartamento está impecável, o restante eu faço.

—Bella, eu não avisei o patrãozinho e.....

—Vá tranquila e pegue uma praia se quiser, está cedo.

—O patrãozinho pode vir almoçar.

—Apenas vá, você faz muito por nós e fez muito por mim..... antes.

—Então eu irei para a praia e depois farei minhas unhas, vou já marcar.

—Tudo bem.

—Mas há roupas para eu passar.

—Eu faço, são poucas.

—Ok.

Mary saiu da cozinha saltitando e foi para o quarto dela, enquanto isso eu continuei preparando a comida. Acenei para a Mary quando ela saiu toda empolgada e sorri, ela merecia essa folguinha na sexta feira.

Fiz bife a rolê pondo bacon com os demais ingredientes dentro da carne e os enrolei. Deu uma quantidade imensa de rolinhos, pois os seguranças comiam bem e Edward provavelmente viria comer em casa. Coloquei os rolinhos no forno para assar e fiz um molho no capricho, pois a gordura do bacon ajudaria a dar um gosto bom na carne. Um tempo depois o cheiro estava maravilhoso e preparei o arroz, estando o mesmo pronto eu fiz um molho claro com o champignon e o misturei nele. Provei um pouco e estava bom demais, a seguir eu olhei a carne e já estavam bem assadinho os rolinhos. Fui jogando o molho com o auxílio da concha e deixei mais um pouco no forno para encorpar e não ressecá-los. Fiz uma salada diferente e parecia estar boa.

.

Estando a comida pronta um tempo depois, eu fui tirar a roupa da secadora. Marie estava dormindo e as passei rapidamente, eram poucas mudas e os lençóis que a Mary havia lavado ainda estavam secando. Fui guardar as roupas no closet de Edward e tornei a descer, peguei as roupas da Marie e as coloquei na secadora também. Logo secariam e fiz um mousse de chocolate, eu adorava e o coloquei para gelar após ralar o chocolate suíço ao leite por cima.

Vi que à hora estava passando rápido e deixei a neném dormindo no carrinho na sala. Fui para o quarto e tomei um banho relaxante, eu estava precisando por lidar na cozinha e lembrei da conversa com a Mary. Saí para me secar minutos depois e me vesti pondo um short jeans. A blusa era uma tomara que caia na cor rosa e penteei o meu cabelo. Fiz um rabo de cavalo e dei um jeito de leve em meu rosto, passei um gloss rosa e estava de bom tamanho. Perfumei-me de leve e saí do banheiro, a seguir do quarto e desci. Olhei a hora e marcava 13h em ponto, escutei a chave girar na porta e fui rapidamente para a cozinha. Eu sabia ser ele e comecei a arrumar as porções de comida no pirex, pois eu já havia os deixado sobre a pia e senti que alguém se aproximava. Eu senti que era Edward e....

—Mary. Ele a chamou ao se aproximar, mas ao aparecer na porta da cozinha ele me olhou.

—Ela está de folga hoje. Eu falei para ela ir aproveitar e ela foi para a praia curtir. –Fiz mal?

—Não. Mas e o almoço? Perguntou ele de forma calma.

—Eu o fiz. Há o suficiente para nós e os três seguranças que ficam a disposição aqui.

—Foi você quem fez tudo isso?

—Sim.

—O cheiro está muito bom. Vou lavar a minha mão e venho tirar a minha comida.

—Pode ir, levarei tudo para a sala.

—Não precisa.

—Eu irei comer também.

—Então ta.

Edward se retirou da cozinha e eu fui arrumar a mesa, coloquei sobre ela tudo que precisaríamos para comer e os pirex portando a comida. Os seguranças subiram para almoçar e comeram na cozinha, deixei uma jarra de suco ali para eles e fui me sentar à mesa. Edward se sentou a minha frente e mexeu no celular, a seguir ele mesmo se serviu e eu fiz o mesmo.

—Edward eu quero saber onde eu compro aquele champanhe?

—Há uma caixa quase cheia na dispensa Isabella, não se preocupe com isso. Isso é bobagem.

—Eu só queria colocar outra no lugar, sei que é cara e eu abri de enxerida.

—Não precisa de verdade.

—Não mesmo?

—Não. Você está aqui e coma, beba o que você quiser.

—Nós não temos mais nada e eu não ajudo financeiramente para poder ficar aqui e.....

—Não estou pedindo nada e desencana com essa bobagem, dinheiro não é o problema Isabella.

—Estou vendo, mas não sou uma espertalhona querendo me aproveitar da situação.

—Temos uma filha junto e eu sei que você não é espertalhona. Cismou com isso.

—Acabei me traumatizando com isso sem querer.

—Olha eu não te acho uma golpista, foi você mesma quem me mostrou isso.

—É você falou. Agora vamos comer porque vai esfriar.

—É melhor. Você pode se sentir em casa aqui e não quero dinheiro algum por causa disso. Estou feliz que esteja aqui cuidando da nossa filha e o melhor de tudo é que estamos numa boa. Estamos nos permitindo conhecer um ao outro ainda mais mesmo que sendo colegas. Sei que você nunca me chamará de amigo, mas eu compreendo e não irei forçá-la a isso. Sejamos natural um com o outro e isso acontecendo, me deixa mais calmo e um pouco mais liberto do que eu fiz. Já conversamos a esse respeito e se cobre menos. Tudo que eu te falei e que a ofendeu, eu quero que um dia você me perdoe. Não quero o seu dinheiro Isabella e você não me deve nada, sou eu que lhe devo tudo.

—Agora quem diz para não se cobrar muito sou eu.

—Eu só quero me dar bem com você e cuidaremos da neném juntos como bons colegas ou amigos por sua parte. Sei que você não é uma trambiqueira e não age na falsidade comigo. Dizem que os nossos verdadeiros amigos são os que não agem assim e até conselhos você já me deu muito antes. Foi você quem tirou as roupas de luto do meu armário e hoje eu até acho graça do seu ato.

—É eu as queimei e comprei outras que não eram de marca, desculpe-me por isso.

—Mesmo assim eu as uso até hoje e não há o que desculpar.

—É eu percebi.

Sorri levemente e começamos a comer, a comida estava muito boa e conforme eu parti a carne, a faca correu com facilidade. Tudo estava bom e o olhei.

—Está muito boa a comida. Disse ele. –Está gostoso de verdade.

—Eu também gostei. Falei o olhando. –Não brigue com a Mary, a ideia foi minha de dar uma folga a ela.

—Não brigarei, sei que ela precisa ter lazer e fez bem.

—A Mary é jovem e precisa até arranjar um namorado. Nós mulheres nos sentimos carentes e ter uma companhia é maravilhoso.

—Nós homens também nos sentimos assim às vezes. Disse ele me olhando e depois olhou para o prato.

—É eu acredito.

Continuamos a comer e bebi um pouco de suco, nisso Edward me olhou.

—Eu irei sair mais tarde e se quiser, tome banho de piscina, faça o que quiser.

—Vou me lembrar disso.

—Chegarei em casa apenas para tomar um banho e não se preocupe com a janta, eu jantarei fora hoje.

—Tudo bem.

Terminamos de comer e eu me levantei da cadeira sentindo uma louca vontade de chorar, evitei olhá-lo por causa disso e fui para a cozinha levando a louça. Estando no meio do corredor ainda eu me virei para secar as lágrimas e ao entrar na cozinha eu vi os seguranças terminando de comer.

—Algum problema senhorita?

—É uma leve dor de cabeça. Vocês querem mais?

—Não. Falou Fausto.

—Não, obrigado. Falou o Lima.

—E você Sebastian?

—Estou satisfeito. Disse ele me olhando e ficou na dele.

Voltei para a sala estando numa boa e peguei os pirex, Edward não estava mais ali e momentos depois não havia mais nada sobre ela. Os seguranças desceram e eu lavei a louça, a seguir eu limpei o fogão. Edward apareceu na cozinha segurando a neném que estava acordada e me olhou.

—Tem alguém aqui cheia de xixi mamãe. Só não a troco por já estar em cima da hora.

—Não se preocupe, dê-me ela.

—Tchau bebê. Disse ele e a beijou na cabeça.

—Vou trocá-la e dar a mamadeira a ela.

—Tudo bem. Disse ele me dando a neném. –Tchau. Disse ele me olhando.

—Tchau.

Saímos juntos da cozinha e eu subi pensando na conversa que eu tive com ele. Troquei a Marie e desci após trocá-la para preparar a mamadeira dela.

.

Estando a mesma pronta e numa temperatura adequada, eu peguei a Marie no colo e dei a mamadeira a ela. O gosto do mingau era bom e muito pouco doce, só sei que esse a Marie adorava a mamar. Acabando o mingau, ela se saciou e arrotou. Dei atenção a ela por um tempo e dei o remédio a ela. Eu estava atrasada em dá-lo, mas a tosse dela já havia sumido praticamente e a coloquei no carrinho. Ela chorou bastante e tive que acalmá-la em meu colo, não tendo jeito eu me sentei no sofá com ela e fiquei assistindo televisão.

.

Um tempo depois eu passei todas as roupas que estavam secando e as guardei em seus devidos lugares.

.

Às 19:37min.

Eu havia acabado de dar banho na Marie e a Mary apareceu no banheiro.

—O que achou? Perguntou-me ela mostrando o seu cabelo com reflexo muito bem feito e as suas unhas curtas muito bem feitas e pintadas de clarinho.

—Arrasando. Vá sair e badalar, está chique demais amiga para ficar em casa sexta à noite.

—Estou mesmo?

—Sim.

—Vou a uma boate dançar e beijar na boca então.

—É isso é bom. Descole uma paquera.

—É eu irei fazer isso. Boa noite patroinha.

—Boa noite e há comida pronta desde o almoço.

—Eu comi em uma pensão aqui perto e a comida lá é de primeira.

—Hummmm!!!!! Dona Mary.

—Estou chique bem.

—Estou vendo, agora vá se arrumar e arrase.

—Pode deixar.

Ela brincou com a Marie e se retirou, com isso eu sequei bem a minha filha e passei pomada nela. Edward entrou no banheiro sorrindo lindamente e me olhou.

—Boa noite.

—Boa. Falei não o olhando.

—Mary passou por mim lá em baixo estando toda prosa e produzida. Disse ele sorrindo.

—É ela foi ao salão e irá sair.

—Isso é bom e que pena não pude dar uma folga a ela antes por precisar dela.

—Ela está bem contente mesmo. Falei ao colocar a fralda na neném e passei talco nela.

—Eu percebi. Oi bebê do papai. Disse ele olhando para a Marie. –Ta cheirosa. Disse ele sorrindo para ela e Marie sorriu mostrando a sua boquinha sem dentinhos fazendo sons de bebê.

Continuei arrumando a minha filha e Edward se retirou do quarto, não demorou a Marie já estava bem vestida. Fui deitá-la na cama e ela permaneceu quietinha, com isso eu fui ajeitar o banheiro. Deixei a banheira dela no cantinho e coloquei a roupa dela no cesto, percebendo que era a hora dela mamar, eu desci e preparei a mamadeira dela rapidinho. Por ter bebido eu achei melhor alimentá-la dessa forma, mas os meus seios já protestavam. Desci com ela um tempo depois e a coloquei no carrinho. A mamadeira já estava fria e dei a Marie estando sentada no sofá. Ela mamou tudo e a coloquei para arrotar, ao escutá-lo eu permaneci com ela em pé em meu colo por mais um tempo. Lembrei de dar água a ela e peguei a chuquinha na cozinha, esperei uns minutinhos e dei água a ela. Marie mamou bem e deixou a chuquinha pra baixo da metade, ao sentir alguém se aproximando, eu vi ser o Edward estando lindamente arrumado. Ele apesar de ter o porte elegante, ele era chique demais e cheiroso toda vida. Eu tinha que admitir que ele era um homem bem asseado e foi chato comigo ao me conhecer se tratando disso. Lembro-me que ele disse que eu tinha que tomar banho e me levava na cachoeira.

—Bem, eu já estou indo. Boa noite. Disse ele me despertando dos meus devaneios.

—Tenha uma boa noite você também.

—Boa noite filha. Disse ele pegando a neném e a cheirou de forma carinhosa. –Não faça malcriações hein bebê. Após falar a Marie sorriu para ele. –Cadê a branquelinha do papai? Perguntando isso, a Marie começou a conversar com ele em seu linguaja infantil e Edward sorriu.

—Dê-me ela, pode acabar se atrasando.

—Não estou atrasado Isabella. Disse ele me olhando e continuando a segurar a neném.

—Então ta né. Falei abaixando as minhas mãos.

Edward continuou brincando com a neném, mas depois ele me deu ela.

—Tchau.

—Tchau.

Ele saiu do apartamento e eu me mantive firme com muita dificuldade. Fiquei assistindo televisão e me lembrei do remédio da neném, sem demora eu dei a ela e Marie pegou no sono depois. Eu sabia que ela iria dormir profundamente e não acordaria tão cedo, então eu a levei para o quarto. Aproveitei e liguei para o William, pois ele havia me mandado uma mensagem e soube que ele estava bem. Conversamos um pouco e desliguei me sentindo mais viva, olhei para o relógio e o mesmo marcava 21:20min.

—Amiga, eu estou indo.

—Divirta-se Mary e paquere bastante com responsabilidade.

—Sempre. Disse ela sorrindo.

—Está muito bonita com esse vestido preto, sei que não passará a noite sozinha.

—A intenção é essa. Após ela dizer isso nós gargalhamos.

—Vá para não se atrasar.

—Ficará bem? Posso ficar e lhe fazer companhia.

—De jeito nenhum e vá passear.

—Tudo bem e boa noite.

—Boa noite Mary.

Ela se retirou do quarto e eu a acompanhei. Descemos a escada e eu a acompanhei até a porta. Sorrindo ela se foi e eu fechei a porta, sem demora eu a tranquei. Fiquei olhando em volta e sequei a lágrima que rolou, fui para a cozinha e fiz o meu prato de comida. O coloquei para esquentar no microondas e estando quente já eu me sentei ali na cozinha mesmo e jantei.

.

Terminei de comer e lavei o prato, o coloquei para secar e peguei uma latinha de refrigerante para eu beber. Ao terminar de bebê-lo, eu varri a cozinha e passei pano em tudo. Apaguei todas as luzes e subi, fui para o quarto e entrei no banheiro levando a bombinha junto. Despi-me por completo e esvaziei os meus seios, sentindo-me mais leve eu fui tomar banho.

Dessa vez eu não me demorei e saí pra me secar. Envolvi-me na toalha e fui até o closet, escolhi uma camisola azul escuro para vestir e fiquei bem com ela. Deixei o meu cabelo solto e fui até o banheiro passar uma loção em meu rosto, a mesma era para limpar a pele. Tornei a lavar o meu rosto e fui me deitar, liguei o ar o deixando na ventilação antes e me deitei. Liguei a televisão e deixei a luz de um abajur somente acesa, eu tentaria relaxar.

.

.

........................................................................................

Madrugada de sábado, 25 de Setembro.

Às 03:20min.

Eu já havia dado o remédio a Marie e nesse momento ela mamava em meu colo, eu só sentia as sugadas constantes dela e a mudei de seio. Ela continuou mamando e olhei a hora em meu celular momento depois, marcava 03:33min.

A Marie se sentiu saciada e largou o meu seio, a deixei em pé em meu colo por um bom tempo e depois eu a deitei novamente. Levantei da cama e saí do quarto, eu iria até a cozinha e chegando lá eu bebi um copo bem cheio de água.

Fui para a sala após lavar o copo e abri a porta de vidro da varanda, fiquei olhando a cidade um pouco e o friozinho da noite estava um pouco desconfortável. Tornei a entrar e fechei a porta, subi e dessa vez eu fui até o quarto de Edward, eu me sentia incomodada mesmo não tendo direito. Abri a porta devagarzinho para constatar se ele estava ali e vi que o quarto estava vazio, entrei sem ser convidada é claro e fui até a cama dele. Sentei-me nela e corri a minha mão pela colcha clara, fechei os meus olhos e lembrei da noite do meu aniversário. Edward foi tão viril e me levou as estrelas rapidamente, eu ainda me lembrava como era ele estando em mim e os seus beijos. Os mesmo me deixaram assim tão apaixonada e toquei os meus lábios de forma suave imaginando ser os dele. Percebendo que ele dormiria fora, eu me deitaria rapidamente apenas para me sentir mesmo que na minha imaginação ao lado dele. Abracei o travesseiro que ele dormia, mas por Mary ter trocado o lençol, ali não estava o cheiro dele. Fiquei assim imaginando estar o abraçando e beijei o travesseiro rapidamente, acho que eu estava ficando louca mesmo e permaneci o abraçando. Acendi o abajur ao lado e olhei na direção da televisão, vi uma pilha de dvd e fui ver o que ele gostava de assistir. Havia muito suspense e bastante dvd de comédia, uns até eu gostava e observei que havia de romance também. Uma capa vermelha com dourado me chamou a atenção e vi ser o dvd do nosso casamento, na capa estava estampado o meu rosto e o de Edward juntos e me lembrei dessa foto. Observei o quanto eu estava bonita nesse dia e abri a capa, a seguir eu liguei a televisão e fiz o mesmo com o dvd. Coloquei o dvd ali e não demorou muito começou a introdução, os nomes dos parentes dele foram subindo e ao fundo eu via o mar. O mesmo era cheio de efeitos especiais bem bacanas e começou a mostrar a ala onde foi o casório estando vazio de início. Uma música romântica tocava ao fundo e meus olhos começaram a marejarem.

—Eu sou uma chorona mesmo. Após eu falar, eu tampei a minha boca com a mão.

Mostrou as pessoas chegando e logo os parentes e amigos do Edward começaram a chegar. Entrou ele com a mãe e os observei atentamente, pois o Edward estava lindo. Os familiares dele muito bem arrumados também entravam e Rosálie entrou lindamente junto de Emmett. Pulei um pouco essa parte e vi que a câmera focou em Edward, ele parecia nervoso no altar e pulei mais um pouco essa parte. Sem contar que a daminha prima de Edward estava linda e que menininha simpática, porém um pouco tímida ao me conhecer. Vi eu entrando lindamente vestida de noiva com o Carlisle e deixei rolar, a marcha nupcial era mesmo linda e ali transparecia o quanto eu estava nervosa também. Eu estava tão bonita e fiquei assistindo não acreditando ser eu pela maquiagem perfeita. Lágrimas rolaram e eu as sequei.

.

Um tempinho depois.

Confesso que eu chorei bastante estando ali deitada agora e já rolava a festa. Vi o quanto ficou romântico os nossos beijos, os carinhos que Edward fazia a mando do fotografo no dia e sequei a cascata de lágrima que rolou quando vi ele beijando a minha barriga que já estava imensa. Resolvi pular mais um pouco a parte que estava o pessoal se divertindo e comendo, agora era a hora da valsa. Estava tudo tão bonito e larguei o controle, fiquei ali assistindo e me debulhando em lágrimas. O torpor era imenso por causa delas e não senti que o sono estava me tomando de forma intensa. Acabei dormindo sem sentir e deixando o dvd rolar.

.

Às 08:56min.

Acordei com a Marie reclamando e abri os meus olhos, vi a neném ali deitada ao meu lado na cama do Edward e eu me xinguei mentalmente.

—Que mole meu Deus! Falei colocando a mão em minha cabeça.

Só estava eu e ela ali na cama e vi que tudo estava em seus devidos lugares, eu sabia que havia dormido antes mesmo do dvd do meu casamento acabar. De fininho eu peguei a neném que chorava e ofereci o meu seio, levantei da cama e ajeitei a colcha com cuidado. Saí do quarto sem fazer muito barulho e olhei o quarto de hospedes que se encontrava com a porta mal fechada, ao olhar da fresta eu vi que Edward dormia profundamente. Foi ele quem colocou a Marie do meu lado deduzi.

—Que vacilo eu dei. Falei para mim mesma. –Que m##**!

Fui para o quarto que eu estava ocupando andando devagarzinho e com medo de ser pega. Sentei na cama e continuei amamentando a neném, quando ela se saciou largou o meu seio e chorou. Vi que ela estava fazendo o número dois e esperei ela terminar, a seguir eu a troquei. Eu estava tão envergonhada e não sabia o que Edward pensou ao me ver ali deitada na cama dele e com o dvd junto da televisão ligados.

Reparei que ele havia guardado o dvd do nosso casamento e eu coloquei a mão em meus olhos, eu não sabia o que falar para ele quando ele acordasse. Peguei a Marie e desci estando de camisola mesmo, notei que Edward acordaria tarde por ter chegado quase de manhã, isso eu deduzia. Entrei na cozinha e a mesma estava vazia, então eu preparei o café da manhã. Eu o tomei depois de pronto estando na varanda e comi o pão com queijo, eu estava tão envergonhada por tê-lo feito dormir em outro quarto sem necessidade. Às vezes eu era muito atrapalhada e não fazia as coisas direito, mas já estava feito e eu não podia fazer mais nada. Dormi sem sentir.

Terminei de tomar o meu café e peguei o remédio da Marie, eu o dei a ela e a mesma não gostou. Ela começou a chorar e eu a peguei no colo, Mary apareceu na sala e se aproximou.

—Bom dia patroinha.

—Bom dia Mary. Eu já preparei o café.

—Aos sábados eu posso prepará-lo um pouco mais tarde. O patrãozinho dorme um pouco mais e eu também.

—Tudo bem, eu já me virei. Como foi à noite?

—Eu conheci um gatinho e saímos. Ele me pagou as coisas e dançamos bastante, fazia dias que eu não dava um beijo delicioso na boca.

—Beijar é mesmo bom.

—É ótimo, por pouco eu não fico virgem de tudo novamente.

—Nossa Mary! Falei sorrindo e gargalhamos.

—É amiga, e o melhor foi que ele me trouxe de carro. Fiquei meia assim né, mas acabei aceitando. Ele pegou o meu telefone e marcaremos de sair novamente.

—Diz-me o dia e eu te ajudo novamente.

—Sério?

—Claro que sim.

—Então ta. Falou ela sorrindo pra valer e foi na direção da cozinha cantando.

Ninei a minha filha, mas ela não quis ficar deitada e eu a coloquei em pé. Fiquei ali deixando os minutos se passarem e brincando com a minha filha.

.

Às 11:48min.

—Bom dia. Falou Edward entrando na sala e eu travei a princípio estando envergonhada, ele estava com outra e me pegar no quarto não foi legal. Eu invadi a privacidade dele.

—Bom dia Edward. Falei não o olhando me sentindo muito sem jeito.

—E a Marie já mamou?

—Sim. Afirmei o olhando finalmente.

Edward saiu da sala e foi até a cozinha, quando ele voltou minutos depois ele segurava uma cuia e nela havia cereais e uma boa quantidade de iogurte. Ele comia com vontade e parecia com fome, sendo que eu preferi o silêncio a falar e me justificar. Eu estava sem jeito demais e ele não tocou no assunto, apenas fingiu que nada aconteceu igual a mim.

—Estou me sentindo cansado demais. Disse ele após mastiga e engolir.

—É, parece que a noite foi boa.

Edward ficou na dele e eu também. Mesmo comendo ele pegou a neném e eu o olhei.

—Essa pessoa por acaso sabe que você tem uma filha?

—Sim, eu sou sincero.

—Ela sabe também que a sua ex-mulher estar em seu apartamento?

—Por que não se não temos nada?

—Não sei, há mulheres que podem não gostar. Eu mesma não iria gostar e desconfiaria a todo o momento.

—Não minto e contei os motivos, ela é compreensível e eu disse que entre nós não há mais nada Isabella, sabe disso. Não estou me iludindo mais e vivo na realidade hoje. Eu e ela somos maduros o suficiente e ela tem 25 anos. Disse ele e eu me remexi incomodada no sofá.

—E ela acreditou?

—Sim porque é a verdade. Eu não a toquei, eu não lhe beijei e estou a respeitando a minha ficante.

—Hum.

—Por quê?

—Por nada Edward. Você é livre e pode fazer o que você bem quiser. Falei me levantando e saí da sala o deixando com a neném.

Fui para a cozinha e soquei a parede estando chateada e fechei os meus olhos que estavam loucos para marejarem.

—Qual o problema amiga? Perguntou Mary ali me olhando passada.

—Não é nada Mary, não é nada. Preciso sair um pouco e como o sol estar forte, você pode ficar com a minha filha?

—Posso sim.

—Tentarei me cuidar no salão, eu estou precisando desse up astral também. Irei ao shopping. Falei secando as minhas lágrimas a olhando e solucei feito uma boba. – Lá é bem capaz de eu conseguir.

—Dê uma olhadinha no salão aqui perto primeiro. Disse ela me olhando com pesar.

—Diga-me onde ele fica e eu irei tentar. Vou tomar um banho rápido e me arrumar.

—Ok.

Saí da cozinha e subi, tomei um banho rápido e vesti uma saia e uma blusinha de cor verde. Calcei uma sandália que facilitaria o pós esmaltação e me maquiei de leve. Soltei o meu cabelo e fui pegar a minha bolsa, lembrei de por um perfume e desci.

Ao chegar na sala....

—Edward, eu irei dar uma saída.

—Tudo bem.

—A Mary irá tomar conta dela.

—Eu estou aqui, só sairei de noite mesmo. Hoje a nossa filha fica mais velhinha em meses.

— Isso é.

—Vamos almoçar fora para comemorar?

—Não, eu estarei ocupada.

—Tem certeza?

—É eu tenho. Falei com pesar. Tenho que ir.

Fui até a cozinha e disse a Mary o horário que a neném teria que tomar o remédio. Falei à hora que ela provavelmente pediria por comida e ela me falou onde ficava o salão. Saí do apartamento e desci no elevador tampando os meus olhos, saí na portaria e cumprimentei o porteiro. Cheguei à rua vendo a pirua Blazer bem mais ao fundo e fui até o salão, eu teria que esperar um pouco para ser atendida e a recepcionista me ofereceu uma promoção. Eu a aceitei e eu faria o meu cabelo, minha unha, e a depilação sairia pela metade do preço. Expliquei a menina da forma que eu queria a depilação e ela garantiu que eu iria gostar do resultado. Aproveitei e depilaria as minhas pernas também já que era pela metade do preço.

Chegando a minha vez, eu fui para a salinha. Havia desenhos e optei que ela arrancasse tudo, os mesmos estavam baixinho, mas ela garantiu que daria para tirá-los. Eu sofri e cheguei a colocar a mão em minha boca, eu passei por um massacre. O resultado foi satisfatório e ela passou um gel por último, ao me olhar no espelho sentindo-me dolorida eu gostei. Olhei as minhas pernas quando as mesmas foram depiladas e ficaram lisinhas, estava bom demais. Saí da sala e pedi a cabeleireira para pintar o meu cabelo de preto intenso para realçar o brilho. Fiz uma escova de hidratação depois que os deixaria ainda mais liso e bonito, só sei que o resultado foi ótimo e aprovei ao me olhar no espelho. Os meus olhos estavam como faróis estando o meu cabelo bem escuro, fazia me lembrar do dia do meu casamento. Na hora da unha estando o meu cabelo mais que perfeito, eu optei pela cor vermelha e francesinha dourada nas pontas.

.

Um tempo depois.

Eu acabava de pagar a conta no salão com o meu cartão e ganhei dois cupões de desconto para a próxima vez. Eu agradeci as profissionais que me atenderam e o meu cabelo estava mesmo lindo, então eu peguei um táxi e fui para o shopping. Alguns marmanjos me olhavam, um simpático até me abordou e eu sorri de forma simpática mentindo que eu era comprometida.

Surpresa eu atendi a ligação do jake e ele disse que soube que a minha filha estava doente através da Ângela. Eu o acalmei e disse que ela estava melhorando, mais tranquilo agora nós conversamos um pouco. Jake era bem agradável e perguntei pela família dele, dizendo estar bem, eu sorri. Perguntei pela namorada e ele disse que ela estava bem também, então pedi que ele desse um beijo nela por mim. Agradecendo ele me contou as novidades depois, e nisso eu olhava as vitrines ao mesmo tempo. Sorrimos bastante e chegou à hora de desligar, ao me despedir eu pedi que ele não se preocupasse porque a Marie estava melhor. Evitei gastar dinheiro, mas comprei uma peça de roupa para mim, era um macacão azul marinho trançado na frente e com tiras nas costas. O mesmo era lindo de calça comprida e tecido fino, ele ficou perfeito em mim e daria aquele ar de esbanjando charme. Logo após sair da loja eu comprei uma caixa de trufas para mim e comi duas saboreando. Decidi ir embora e peguei um táxi, o mesmo me deixou no endereço que eu falei e paguei o taxista. Passei pela portaria tendo uma ideia e subi, apertei a campainha e Edward abriu a porta para mim.

—Pintou o cabelo? Perguntou ele logo de cara.

—É eu pintei sim. Fui dar uma geral, os homens gostam disso. Cadê a Marie? Perguntei a ele tentando ser fria, mas nem tanto.

—Está no carrinho.

—Acordada?

—Sim.

Fui até a neném e brinquei com ela verbalmente, a seguir eu fui até a cozinha.

—Oi Mary.

—Foi lá no salão que eu te falei?

—Fui sim e fiz um pacote promocional. Sofri com a tal depilação e pedi para moçar fazer uma total. Depilei as minhas pernas também e adorei tudo.

—Ah! Eu sei qual é. Disse ela sorrindo.

—Dói horrores Mary.

—Dói sim, mas depois você se acostuma se fizer direto.

—Foi isso que ela falou, mas não sei não viu.

—O cabelo está perfeito.

—Gostou?

—Sim, eu adorei.

—Eu fiz as unhas também. Falei mostrando a ela.

—Ta show.

—O Sebastian está de plantão?

—Hoje é o Thomaz. Por quê?

—Por nada......... Na verdade eu quero ir jantar fora e tomarei um banho agora. Quer ir comigo?

—O gatinho virá me ver por volta das 22h. Disse ela empolgada. -O patrãozinho vai sair às 21h que ele me falou, então estou liberada.

—Então ta. Vou tomar banho e sair. Vou levar a Marie e pedirei ao Thomaz para me levar.

—Não a deixe no sereno.

—Ela estará bem protegida e está calor aqui.

—Isso é, mas cuidado com o vento.

—Ok. São 19:15min agora, vou me arrumar.

—Ta.

Saí da cozinha e fui para a sala, vi que Edward assistia televisão estando deitado e parei ao lado do sofá.

—Vou dar uma saída com a Marie.

—Ela não pode ficar no sereno.

—Eu sei e está calor aqui em Ourinhos.

—..............................

—Então é isso, eu queria apenas lhe informar.

—Tudo bem. A neném já está de banho tomado.

Peguei a Marie e a levei para o quarto ao lado do que eu estava, lá estavam as coisas dela e o berço que estava em Diamantina. Peguei uma roupinha verde e a arrumei, ela ficou linda e a deixei deitada lá na cama do quarto que eu estava. Fui tomar banho e tomei cuidado com o meu cabelo. Não me demorei e saí para me secar, a seguir eu me maquiei. O batom vermelho era intenso e sorri levemente vendo o contraste gritante com o meu dente. A maquiagem ficou perfeita e fui me arrumar tendo direito a creme e adornos. Vesti o macacão azul que eu comprei e fui escolher o que calçar. Optei a por uma sandália bem bonita e fiquei bem. A mesma era da mesma cor e realçou, sendo que bem fechada e quase preta. Penteei o meu cabelo e estando bem comprido, eu fiquei show. Arrumei a bolsa da Marie e coloquei tudo que achei importante. Fui à cozinha rapidamente e ganhei o olhar de Edward, mas ele agiu naturalmente e passei direto. Peguei a chuquinha da neném e tornei a subir, dei água a ela e ela mamou bem.

.

Era chegado o momento de sair e desci com ela, fui para a sala e.....

—Estou indo. Boa noite.

—Para você também. Aqui está a chave do apartamento.

—Tudo bem, será mais fácil para quando eu voltar.

—Ok, mas cuidado com ela.

—Pode deixar.

—O segurança está na garagem.

—É eu irei com ele.

—Fico mais tranquilo então.

—Há algum perigo?

—O único perigo é o sereno. A minha posição social você sabe.

—Estarei na companhia do segurança. Tenha uma boa noite com a sua garota.

—Ok.

Saí do apartamento e entrei no elevador quando o mesmo chegou, apertei o “g” de garagem e sequei a lágrima que rolou. Por sorte a maquiagem era a prova d`água e a sequei. Cheguei na garagem e Thomaz já me aguardava, na certa Edward passou um rádio para ele e o mesmo pegou a bolsa da neném. Entrei no carro quando ele abriu a porta para mim e entrei, ele colocou a bolsa da neném no banco do carona e deu a volta. Após entrar...

—Onde quer que eu a leve senhorita?

—Em um restaurante bom, quero comemorar.

—O quê? Se me permite saber é claro.

—Hoje a Marie faz três meses e me decidi de última hora comemorar.

—Então parabéns para a neném.

—É. Falei séria.

—Vou levá-la em um aqui perto, é bem quisto. As pessoas falam bem do lugar, inclusive o patrão gosta de ir lá às vezes.

—Ótimo, mas não quero um lugar caríssimo.

—E não é, mas servem comida boa e bebida boa. Não é caríssimo, mas não é barato também.

—Que seja e serve esse mesmo.

—Tudo bem.

O carro foi ligado e saímos da garagem, vinte minutos depois nós chegamos no restaurante e desci do carro estando a Marie dormindo. Caminhei pela calçada tendo a companhia do segurança e ele me acompanhou até a porta do estabelecimento, a seguir eu entrei com a Marie e fui direcionada a uma mesa vaga. O garçom trouxe o bercinho forrado com tnt descartável e eu coloquei a minha filha ali deitada, depois eu olhei o cardápio e comeria uma truta grelhada. Pedi que a mesma viesse acompanhada com risoto de lula e estava de bom tamanho, para beber eu preferi um cocktail. Esperei o meu pedido chegar e olhei para a minha filha, ela dormia profundamente e sorri. Fiquei pensando no pai dela e minutos depois a minha janta foi servida, ao comer eu quase delirei de tão bom. O meu cocktail estava geladinho e aprovei tudo, então relaxei e comi devagar por ser muita comida. Fiquei apreciando o lugar e as pessoas, o ambiente era agradável.

.

Às 23h.

—A conta, por favor. Pedi ao garçom.

—Sim senhora.

Eu iria comer o mousse que eu preparei e não pedi a sobremesa aqui. A conta foi trazida e peguei o meu cartão, após passá-lo na máquina eu aguardei. Estando tudo certo, eu saí do restaurante com a minha filha dando de cara com o segurança e fomos para o carro.

.

35min depois.

Cheguei no prédio e subi após dar boa noite ao segurança. Estando no andar de Edward agora, eu abri a porta e entrei, logo a seguir eu a tranquei. Acendi a luz tendo um pouco de dificuldade e levei a minha filha para o quarto, eu a deixei com aquela roupa mesmo e liguei o ar o deixando na ventilação. Saí ali do recinto e fui até a cozinha, abri a geladeira e tirei o pirex contendo o mousse já mexido da geladeira. Peguei um potinho de sobremesa e coloquei uma boa quantidade nele, voltei a colocar o pirex na geladeira e comi na sala assistindo televisão. Estava tão bom.

.

.

.............................................................................

Madrugada de domingo, 26 de Setembro.

Às 02:25min.

O sono já estava me atacando e desliguei a televisão, senti o meu seio vazando e subi após apagar a luz. Entrei no quarto e Marie dormia, fui para o closet e peguei uma camisola branca. Entrei no banheiro e removi a maquiagem do meu rosto, me despi e prendi o meu cabelo com um prendedor após me aliviar. Estando agora no Box, eu liguei o chuveiro e me lavei rapidamente.

Saí pra me secar e vesti somente uma camisola que era longa e muito bonita, soltei o meu cabelo e escovei meus dentes. Sequei a minha boca após enxaguá-la e fui me deitar, mas ao olhar a hora em meu celular eu peguei o remédio da neném. O dosei e abri a boquinha dela, Marie se agitou e o entornei de uma vez só. Ela abriu o berreiro e a peguei no colo, fiquei andando com ela em meu colo pelo quarto e dei mamar a ela, logo ela voltou a dormir. A coloquei para arrotar e foi rápido dessa vez, mas permaneci com ela em meu colo.

Não me aguentando mais de sono, eu a deitei na cama e fiz o mesmo. Eu nos cobri, mas ela eu a cobri com a coberta dela e não a minha. Dessa forma evitava sufocamento e eu nem queria pensar nisso. Na verdade eu não queria pensar em muitas coisas e muito menos em Edward ficando com outra mulher. A verdade era que eu estava na fossa e precisava me recuperar disso o quanto antes. Eu iria me afundar ainda mais, eu não poderia sair todos os dias para fugir dessa realidade. Fechei os meus olhos e rezei para Deus, eu me sentia sufocada com tanto amor em meu coração e não queria aceitar. Eu lutava contra ele bravamente.

.

20min depois.

Escutei para a minha surpresa a maçaneta da porta girar e abri os meus olhos, olhei na direção da porta e Edward entrou no quarto estando apenas de short sem me notar. Fechei os meus olhos e ele se aproximou da cama, a seguir se deitou do outro lado da neném e eu permaneci na minha. Tendo uma ideia, eu fingi me mover e me sentei na cama, espreguicei-me com vontade e me levantei como se eu não tivesse o notado. Olhei para a cama com quem não quer nada e fingi me espantar, mas Edward muito do mentiroso fingiu estar dormindo. Entrei no banheiro e me aliviei, sequei-me bem depois e dei descarga. Lavei minhas mãos e saí do banheiro, fui até Edward e ele para a minha surpresa abriu os olhos. Isso me causou um pouco de susto e ele me olhou estando eu parada ao lado da cama.

—Pode dormir, eu iria apenas apagar a luz do abajur. Falei não tendo o apagado ainda.

—Eu vim ver a Marie e ficar um pouco com ela.

—Ela está bem.

—Durma você também, eu irei para o meu quarto agora. Eu não pretendo dormir aqui.

—Ok. Chegou da rua agora?

—Ainda pouco.

—A noite foi boa para você?

—É foi.

—Não que isso seja da minha conta, mas que bom que está aproveitando.

—Você também estava em New York.

—Não dessa mesma forma indo sair e depois ir transar com o cara!

—Acha então que eu estou fazendo isso? Se acontece isso é normal, eu e você somos solteiros e faça o que você bem quiser. Isso é particular.

—Pelo menos use a camisinha né, é o mínimo que pode fazer por si mesmo. O que você faz ou deixa de fazer não é da minha conta! Falei engrossando sem querer e ele me olhou. –Acho melhor irmos dormir, não precisamos ser indelicados um com o outro por causa disso. É uma besteira!

—Foi você quem começou e não eu.

—Então eu sou a primeira a terminar esse papo furado e sem futuro Edward! Você poderia ter dormido fora hoje também! Não fez isso ontem? Acho melhor eu ir me deitar que é bem melhor. Boa noite!

—Pra que isso tudo agora? Por acaso está sentindo ciúmes? Perguntou ele se aproximando e eu me afastei da cama.

—Está imaginando coisas. Falei cruzando os meus braços e sequei a maldita lágrima que rolou.

—Está incomodada? Apenas me diga Isabella.

—Fica com quem você bem quiser Edward! Transe com quem você quiser e sentir vontade.

—Não sou tão fácil assim. Disse ele de forma calma.

—Por acaso eu sou? Perguntei agitada me sentando na cama, eu estava louca de ciúmes.

—Não insinuei isso, só não entendo o seu ataque repentino. Você me confunde às vezes.

—A verdade é que eu preciso dar o fora logo daqui ou irei me afundar!

—Traduz isso, eu não a entendo. Disse ele da forma calma e ele não era assim antes.

—Não quero que entenda nada!

—Minha filha não irá sair daqui, fique se quiser. Nada lhes falta.

—Acho melhor nós dormimos, acho que a tpm está me atacando e descontei em você. Boa noite e esqueça esse episódio ridículo Edward.

Dei a volta e me deitei na cama, cobri-me e fechei os meus olhos que estavam loucos para chorar. Escutei a porta abrir e fechar, ao olhar para o lado Edward havia levado a neném. Deitei-me de barriga para cima e fiquei olhando para o teto, a porta voltou a abrir e dei um muxoxo ao apagar a luz do abajur de propósito. Ficou apenas a claridade que vinha de fora e era pouca, mas dava para ver pouca coisa.

—Agora podemos conversar estando a nossa filha longe de brigas.

—Não estamos brigando. Falei o olhando. –Minha intenção não é brigar com você, estou de favores aqui.

—Então porque as minhas saídas a incomoda tanto? Devo estar tonto por pensar isso.

—Está imaginando coisas mesmo. Está se achando e não é o único homem na face da terra.

—Não, não sou o único mesmo, mas não sou igual os outros!

—Veio até aqui para brigarmos?

—Brigarmos não, mas as suas lágrimas me incomodam. Diga o que está havendo com você Isabella? Foi você quem veio e eu não a obriguei, sabe disso. Não acho ruim que você esteja aqui, mas encararemos a realidade de mente aberta. O que está se passando com você? Perguntou ele se deitando ao meu lado e eu fechei os meus olhos.

—Não está havendo nada!

—Não mesmo? Perguntou ele ficando perto de mim e me fez olhá-lo de forma delicada.

—O que quer que eu diga? Quer que eu minta para você?

—Eu só gostaria que você fosse sincera comigo essa noite.

—Não há nada a ser dito, eu apenas perguntei por curiosidade.

—Posso até estar louco ou imaginando coisas, mas senti que está enciumada. É por causa da Marie?

—Não é ciúme Edward....................agora vá dormir, por favor.

—Boa noite. Falou ele se aproximando devagar e me deu um beijo na bochecha.

Na mesma hora sem pensar eu movi o meu rosto na direção do dele e os nossos lábios se roçaram suavemente. Foi intencionalmente da minha parte para o meu total deleite interno e o olhei. Eu estava o desejando tanto e da mesma forma era o meu medo de me magoar ainda mais, sendo que no momento eu não me importei. Por vontade minha eu selei os nossos lábios de leve mal os abrindo e abri os meus olhos novamente, vi que ele me olhava.

—O que foi? Perguntei com os meus lábios quase grudado nos dele estando com a minha respiração um pouco acelerada e minha mão já estava com o cabelo dele emaranhados entre os meus dedos.

—Não é nada. Disse ele e o roçar de seus lábios em minha boca ao falar causou-me calores pelo o meu corpo. –Vou dormir agora. Disse ele se afastando e eu encurtei o espaço novamente não o deixando ir. Eu havia o segurado. –Isabella....

—Não leve a mal a minha intromissão ainda pouco. Falei correndo a minha mão nos cabelos dele e não me dei conta do quanto de amor estava transbordando em mim nesse momento. Acabei baixando a guarda sem querer e ele me olhava, mas evitava me beijar permanecendo bem pertinho de mim. Acho que ele estava gostando de ser acariciado –Sei que não devo me intrometer na sua vida. Falei baixinho o olhando e selei os nossos lábios novamente sem ele reagir.

—Isabella é melhor......

—Shhhh, não fale nada Edward.

—É melhor você descansar e sossega.

—O que é, deixou de me desejar da noite para o dia? Perguntei baixinho no ouvido dele e o beijei ali de leve. –Não sou atraente aos seus olhos mais? Perguntei beijando o pescoço dele e ele se manteve parado estando de olhos fechados. –Diga. Pedi o olhando e ele abriu os olhos.

—Eu a acho atraente, mas você quis que fosse assim e hoje nós somos apenas os pais da Marie. Disse ele me olhando sem piscar e eu o beijei.

—Não. Falei sentindo os meus olhos marejarem, mas eu soube conter as lágrimas.

Edward resistiu as minhas investidas. Eu estava totalmente envolvida no amor ciumento e corri a minha mão pelas costas dele de forma delicada. O beijei de leve e soou como carinho nos lábios dele. Depois beijei o pescoço e senti o cheiro bom do sabonete dele ali, mas eu ao acariciá-lo no peito com a ponta dos meus dedos e em sua barriga, ele entrelaçou os nossos dedos para o meu total deleite, mas ele os prendeu como travas para eu não continuar e o olhei.

—Sabe o que isso pode ocasionar? Perguntou ele sério.

—É eu sei. O quê que tem?

—Então sabe que causaremos ainda mais danos sentimentais em ambos o lado não sabe?

—É.

—Então é melhor pararmos aqui. Não sou de ferro Isabella.

—Nem eu.

—Está disposta a virar esse jogo?

—Eu, eu...... Falei indecisa piscando um pouco os meus olhos.

—É eu já imaginava. Durma bem. Disse ele me largando.

—Isso, pode ir e fuja! É isso que está fazendo e me deixando mal aqui. Não ligo um pingo para a tal fulana!

—Não fale impropérios à toa. Será como se nada disso aconteceu.

—Deixou de me desejar por causa dela não foi? Mas ela nunca será eu! Eu sou eu e ela é ela! Não a confunda comigo!

—Não quero sexo apenas e sei muito bem diferenciar as pessoas. Não sou um moleque!

—Não estou o querendo agora.

—Na sua mente é isso que você quer já que não tem a intenção de ficar comigo. Vá dormir que eu farei o mesmo! Para o seu bem fique com o seu “namorado”, volte para ele quando achar que for a hora.

Edward saiu da cama e depois do quarto, fiquei deitada ali por um tempo com a mão em meus olhos e eu não poderia ficar tão por baixo.

.

Já havia passado uns dez minutos agora e me levantei da cama, saí do quarto que eu estava e girei a maçaneta bem devagar do quarto dele. Eu estava o deixando escapar, eu estava sentindo isso mesmo estando em meio a minha confusão. Eu necessitava tê-lo e não me importei com nada no momento, vi que o ar já gelava o quarto e ele estava deitado sob os edredons. Tornei a fechar a porta após entrar bem devagarzinho e tirei fora a minha camisola sentindo o baque da temperatura em meu corpo nu. A pouca claridade me deixava enxergar muito pouco e caminhei até a cama bem devagarzinho. Levantei a coberta e me deitei, Edward se moveu na mesma hora e eu me aproximei dele.

—Isabella, por favor.

—Pare de besteira. Falei baixinho e o beijei de leve.

—Está...... está nua. Disse ele estando bem próximo de mim.

—O que tem? Já me viu tantas vezes. Falei baixinho no ouvido dele e o beijei eroticamente na orelha para ele não resistir.

—Pare com isso! Disse ele beijando o meu pescoço e se afastou como se tivesse levado um choque.

—Não paro e você também não quer parar.

Fiz com que ele ficasse sobre mim e acho que nem ele conseguiu se segurar, só sei que nos beijamos pra valer. Arranquei o short dele fora e Edward levantou uma de minhas pernas, ele começou a beijar o meu corpo como um louco e deu atenção para os meus seios que estavam enormes. Eu fiquei úmida de forma grotesca por desejá-lo tanto que o dedo dele deslizou em mim ao me acariciar. Resolvi ficar de quatro na cama e o acariciei também com a minha mão, dizer que ele estava excitado era muito pouco, então aumentei a carícia e ele me fez parar após gemer alto.

—Posso sim te dar prazer Edward. Falei no momento que ele me fez deitar de barriga pra cima e correu a mão do vão dos meus seios até as minhas partes íntima. Depois ele me acariciou ali fazendo com que eu fechasse os meus olhos.

—Eu sei disso. Disse ele movendo o dedo dentro de mim devagar agora e abri mais as minhas pernas sentindo o quanto estava bom quando ele foi bem mais fundo.

—Eu, eu, eu oh.........

—Shhhhh.

Edward voltou a me beijar estando sobre mim agora e eu me esfregava nele o arranhando nas costas. Havia uma necessidade e ela me corroia fazendo-me gemer baixinho em pura contentação. Ele se afastou e tateou o criado mudo, a seguir abriu a gaveta e pegou uma camisinha. Após colocá-la ele tornou a ficar sobre mim e nos beijamos de forma louca. Ele levantou a minha perna, a seguir me penetrou rapidamente causando-me um grito e fechei os meus olhos estando arfante pela intensidade que ele empregou ao penetrar-me. Ele havia feito de propósito e acho que pelo o meu mau comportamento em forçá-lo a ficar comigo. O seu ato me causou milhares de borbulhas em meu sexo e me deixou ainda mais desejosa, tanto que eu gemi alto nesse momento.

—É isso que você queria não é? Perguntou-me de forma a demonstrar raiva de si mesmo.

—Mais que isso, mas que isso Edward. Falei de olhos fechados ainda e senti o impulso firme que ele deu contra mim que me fez apertá-lo. Acho que o que eu estava sentindo não era normal e causava-me receio em amá-lo e desejá-lo tanto.

Edward estava incontrolável ao me invadir daquela forma e o meu corpo se movia constantemente sobre a cama. Os meus seios balançavam e ele os chupou de forma intensa estando eu de olhos fechados ainda e boca entreaberta. O fiz se virar e fiquei por cima, rebolei tanto nele que ele me fez parar apertando a minha cintura. Nisso eu o beijei no peito, no pescoço e eu ao ir beijar a boca dele, ele não deixou.

—O que há?

—Você não é criança para não entender.

Retornei com os movimentos de forma louca propositalmente e o beijei sim, dessa vez ele não teve força de negar os seus beijos que me eram tão bem vindos.

.

5min depois.

Evitando que gozássemos nesse exato minuto, ele me fez ficar de bruços e me penetrou rapidamente arrancando-me um gemido alto. Ele foi fundo dessa vez e abri os meus olhos. Era louca a forma que ele me invadia e eu entreabria os meus lábios a cada invadida dele em meu corpo. Meus gemidos preenchiam o quarto, ele me partiria ao meio. Não se aguentando ele parou, eu podia sentir o coração dele batendo acelerado em minhas costas. estávamos próximos e ele me tirou de órbitas ao me invadir mais uma vez e gritei de prazer e um pouco de dor. Ele parecia possuído e igual a mim. Eu estava tremendo.

—O mundo não irá acabar amanhã. Falei baixinho por ele parecer apressado e fechei os meus olhos para senti-lo melhor.

Suas estocadas eram lentas agora porque eu já o mastigava cruelmente por estar quase gozando. Seus dedos trabalhavam em mim por baixo do meu corpo e me movi neles recebendo os seus impulsos, só sei que eu gritei uma só vez ao explodir violentamente. Fui gemendo bem baixinho o levando a loucura e ele aumentou os movimentos, notei que isso prolongou o meu orgasmo e me fez explodir novamente o apertando. Eu tremia sob ele agora e Edward havia gozado também. Era tão nítido por ele estar me apertando com o corpo contra a cama e ficamos ofegantes.

.

3min depois.

Ele desconectou o nosso corpo devagar, eu estava toda lambuzada e fechei as minhas pernas quando ele se jogou ao meu lado. Virei-me de frente para ele e ficamos um sentindo a respiração do outro. Essa havia nos cansado de uma forma gostosa e milhares de coisas deviam se passar pela cabeça dele que o deixou mudo. Comigo estava acontecendo o mesmo.

.

10min depois.

Ficamos calados em meio à escuridão, mas eu me aproximei e o beijei, com isso Edward me abraçou e ficamos nos acariciando. Nossos beijos eram calmos agora e viciante, ao mesmo tempo ele acariciava a minha cintura, as minhas costas e até sobre o meu traseiro de forma delicada.

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

—Já está arrependida?

—Não. Falei correndo os meus dedos em volta dos lábios dele e Edward voltou a me beijar. Minutos depois nos afastamos para respirar e a sensação boa ainda percorria o meu corpo.

—Acabei me chateando por ter sido fraco e me excedi um pouco, acho que vacilei por você ser extremamente apertadinha e ter me provocado. Sinto que fui rude com você e me desculpe se a situação me deixa feliz e aborrecido ao mesmo tempo.

—Não gosta que eu seja assim? Não fique aborrecido. Falei sentindo algo em meu peito.

—Fico sim Isabella e tenho os meus motivos, estou com outra pessoa e mesmo que não seja nada sério ainda.

—Ainda? Perguntei um pouco triste.

—Você me deixa confuso com os seus atos e não sei se foi o certo o que acabamos de fazer.

—Não gostou de, de... Ficar comigo?

—Gostei. Disse ele ficando sobre mim novamente e sorri levemente.

—Eu o sinto me preenchendo intensamente, mas a sensação é ótima quando está todo em mim. O que melhora é que você faz de jeito que eu gosto.

—Adoro senti-la e acabei sentindo.

—Estou toda molhada agora.

—Como pode me dizer isso assim?

—Faço mal?

—Isso excita os homens que escuta e estou assim novamente.

Sorrimos e ele me beijou. Eu envolvi o corpo dele com as minhas pernas e o senti ir fundo em mim, suas investidas estavam bem escorregadias e Edward não parou de se mover em mim. Eu gemia baixinho e o trazia em mim, acabei gozando cedo demais o apertando e Edward parou de se mover rapidamente.

—Algum problema? Perguntei mal conseguindo falar.

—Está se prevenindo?

—Não.

—Então eu irei colocar outra camisinha, podemos acabar fazendo outro bebê essa noite.

—A camisinha anterior estourou em mim?

—Não. Você que está molhada mesmo.

—Pensei que a camisinha havia estourado e eu iria me precaver a esse respeito.

—Mas não estourou. Disse ele saindo de mim e pegou outra camisinha.

Novamente começamos com o vai e vem e logo Edward gozou gemendo estando me beijando. Eu estava ofegante e o meu sexo queria gozar novamente, mas Edward tirou a camisinha e após jogá-la ao lado da cama, eu o abracei. Ele ficou movendo o dedo em mim, mas não resistindo ele fez sexo oral em mim e parou minutos depois.

—Algo errado?

—Está lisinha demais, há algo diferente.

—Fiz depilação. Gostou?

—Ainda mais. Disse ele invadindo o meu corpo.

Perdi-me ali na cama dele e na hora de gozar, ele colocava uma camisinha. Acho que fizemos amor umas sete vezes e horas depois nós fomos tomar banho juntos. Tive que me lavar da cabeça aos pés e por ser pequena não daria para rolar uma brincadeirinha na hora do banho. Eu estava sensível e satisfeita, mas com receio também. Brincamos muito e eu estava com medo. Edward quis tomar banho de banheira e ficamos aproveitando através de beijos, isso nos ajudou a relaxar o corpo.

.

.

Já havia amanhecido quando nós voltamos para o quarto, eu estava com sede e desci para beber um pouco de água após por a camisola. Senti Edward me abraçar por trás ao abrir à geladeira e ele me virou para beijá-lo, ele estava tão atencioso e pegou a garrafa durante o nosso beijo. Afastei-me dele e fui pegar o copo, ele o encheu de água para mim e fiquei pensativa ao beber a água o olhando.

—Conheço esse olhar. O que se passa aí no seu coração bella?

—Adorei a nossa noite, eu, eu adorei tudo. Falei me recordando e ele em nenhum momento disse que me amava.

—Foi você quem me provocou.

—Eu o agarrei literalmente, eu sei.

—Dormir?

—É vamos.

Terminei de beber a água e ele me pegou no colo. Sorri balançado as minhas pernas por não esperar isso e o olhei sorrindo.

—Vamos.

—Pode acabar me deixando cair Edward.

—Não mesmo. Falou ele e me beijou ao andar pelo corredor e demos de cara com a Mary chegando da rua às 08:13min da manhã. Eu havia olhado no relógio da sala.

—Eu cheguei agora e........... Disse ela sem jeito e nos olhando, parecia aquelas crianças que haviam aprontado e sido pegas no fraga. –Vou preparar o café.

—Não precisa ser agora, pois iremos dormir ainda.

—Ainda? Perguntou a Mary e depois caiu em si. –É, é, é tudo bem. Disse ela sem jeito e sorriu. –Tudo bem então. Após falar, ela passou muito bem arrumada por nós e eu sorri.

Edward subiu a escada de forma segura e entramos no quarto que estava o berço, Marie dormia a sono solto e ele me colocou no chão. Fiz carinho nela e ela se mexeu de leve, isso significava que ela não tardaria a acordar.

—Não posso engravidar novamente. Falei olhando para a minha filha e o olhei.

—Usamos camisinha o tempo todo bella. Eu não acharia ruim nós termos outro bebê.

—Quantos filhos você gostaria de ter?

—Três. Eu gostaria de ter três filhos e não importa o sexo.

—Aé?

—Sim. Falou ele me olhando e olhou para a Marie. – Poderia até serem uns quatros ou cinco não sei, eles vão me ajudar quando eu estiver velho.

—Já pensa na velhice?

—Tenho que ter filhos a minha volta Isabella e uma mulher que me ame, isso se chama família. Amo crianças e vejo os meus priminhos correndo pra lá e pra cá, eu acho um máximo. Não pensa em ter mais filhos futuramente?

—Gosto de crianças, mas estou me recuperando ainda da Marie. Dói horrores para se ter filho e tive aquele problema no início da gravidez da placenta descolada que me deixou traumatizada.

—Eu posso imaginar e me lembro de você lá na clínica para trazê-la ao mundo. Disse ele me abraçando. –Não quer ter outros bebês comigo? Perguntou ele me fazendo olhá-lo. Seria incrível.

—Quero ter filhos, mas não agora.

—Eu perguntei se você quer tê-los comigo.

—Eu, eu..... Falei o olhando e a dúvida para respondê-lo me assolava.

—Eu já imaginava que você ficaria fria novamente comigo.

—Não estou sendo fria, eu.......

—Saiba que isso não irá se repetir e não irá mesmo! Se é sexo que você quer, eu não irei cair no seu jogo! Acho melhor você rever as suas atitudes antes de me procurar. Disse ele se afastando de mim e mexeu com a neném, a seguir ele saiu do quarto me deixando ali pensativa e escutei quando a porta do quarto dele bateu.

.

—Não é isso. Falei para mim mesma, eu era uma burra e ele agora tinha razão.

Eu o queria tanto, mas, mas, nem eu sabia mais. Envolvia tanta coisa e eu tinha medo dele continuar mexendo com drogas, na verdade onde quer que os meus pais estejam, eu não sabia se eles me perdoariam caso eu ficasse com ele. Foram os Cullens que causaram a morte deles diretamente e, e, eu não sabia. Aquele acidente trágico, tudo me deixava tão pensativa. Eu reconhecia que ele estava mudado, mas o meu pé ficava sempre atrás e eu não queria que fosse assim.

—Eu não sei meu Deus. Falei pondo a mão em meus olhos e chorei. –Ele me ama, ele me ama. Como eu posso passar por cima das drogas? Será que eles lidam com isso ainda? Por que eu sou tão fraca quando estou com ele e essa noite eu o provoquei tanto. Não está certo meu Deus, não está nada certo. Falei segurando no berço e fui me abaixando até cair sentada no chão.

.

Às 11:20min da manhã.

Eu estava na sala com a Marie e ela já havia mamado e tomado o remédio. Eu e Edward não nos vimos mais após ele me deixar no quarto e devia estar dormindo agora, já eu não consegui por ter que olhar a minha filha. Eu estava morrendo de sono e ninei a Marie, mas ela não dormiria tão cedo e Mary entrou na sala.

—Então fizeram as pazes?

—Aquilo foi só um sonho bom Mary.

—Já estão como antes novamente? Aaaaah não acredito! Disse ela desapontada.

—Acredito que sim, mas não tenho certeza.

—A história de vocês é uma novela mexicana, isso sim. Estou vendo que passaram a noite junto bella. E agora voltaram à estaca zero novamente? Pelo amor de Deus Isabella! Quando é que vai sair de cima desse muro ou se decidir? Pra que ficou com o patrãozinho se você sabe que ele está tentando seguir a vida dele?

—Tenho medo de perdê-lo de tudo, é isso.

—Então vai bancar a egoísta o prendendo e não dando esperança a ele ao mesmo tempo?

—Tenho medo Mary. Nem tudo é como você pensa ser.

—Diga isso a ele. Você o ama, dê chance a isso e esqueça o resto. Passado é passado. Ta certo que passou por tudo, mas mesmo assim você o ama. E vejo que não é pouco.

—Os meus amigos não irão aceitá-lo, eles são a minha família também.

—Se eles são a sua família, eles irão apoiá-la já que se sentirá mais feliz e completa de certa forma.

—Acha que o seu patrão melhorou no ciúme?

—Isso eu não sei, mas ele agiu numa boa já que você foi sair ontem. Estava uma gata e ele reagiu bem.

—Eu não sei.

—Já que está confusa, recue bella. Esqueça-o e vá ser feliz com outro alguém também. Vai se martirizar pelo resto da vida e isso não é legal para você. Dê um tempo ao tempo, respire e quando se sentir segura, ame alguém. Cure suas feridas primeiro e se liberte de todas essas sombras que a envolve. Não tem como dizer que você já está cem por cento, há feridas demais.

—Eu não penso nas feridas Mary, e sim o que pega é os meus sentimentos.

—Dê um tempo ao tempo como eu te disse. Cuide da sua filha e se decida.

—Irei perdê-lo enquanto isso e é tão difícil. Ele já conhece alguém que para ele deve valer a pena tentar. Eu não sou ninguém Mary. Não tenho grana, não tenho um diploma ainda por cima eu não tenho raízes. Não me envergonho por ser simples, mas olha em volta dele. Os amigos, os familiares ricos e outras coisas mais. O que posso dizer a meu respeito? Terei sempre que mentir por me sentir vergonha e isso me sufoca. Há tantas controvérsias, ma.......

—Quando amamos de verdade alguém, os defeitos, os problemas e as barreiras são o de menos porque ambos irão superar juntos. Veja se vale à pena e se te faz feliz. O relógio não para e nem nós seres humanos.

—Fala isso por ele estar tomando a vida dele de volta é isso?

—Como é que podemos ficar a espera de algo incerto?

—Tem razão. Vou morrer aos poucos em vê-lo com outra mulher.

—Ai bella, eu não sei não viu. Vou deixar com você e siga o seu coração e prepararei o café da manhã. Esteja pronta então para assisti-lo namorar, noivar, se casar novamente e ter filhos. Você será apenas um pontinho que um dia valeu a pena amar.

Mary se retirou da sala e eu chorei, chorei até não aguentar mais. A porta da sala para a minha surpresa se abriu, era Alice ali e ela se mostrou bem surpresa ao me ver ali. Tanto que parou e ficou me olhando para ver se ela estava vendo um fantasma ou se era realidade. Após trancar a porta.......

—O que foi Alice? Perguntei um pouco mal humorada secando as minhas lágrimas e pouco me importei.

CONTINUA...........