Solares
63 Capítulo 63
BELLA......
Final do capítulo anterior.
Às 11:20min da manhã.
Eu estava na sala com a Marie e ela já havia mamado e tomado o remédio. Eu e Edward não nos vimos mais após ele me deixar no quarto e devia estar dormindo agora, já eu não consegui por ter que olhar a minha filha. Eu estava morrendo de sono e ninei a Marie, mas ela não dormiria tão cedo e Mary entrou na sala.
—Então fizeram as pazes?
—Aquilo foi só um sonho bom Mary.
—Já estão como antes novamente? Aaaaah não acredito! Disse ela desapontada.
—Acredito que sim, mas não tenho certeza.
—A história de vocês é uma novela mexicana, isso sim. Estou vendo que passaram a noite junto bella. E agora voltaram à estaca zero novamente? Pelo amor de Deus Isabella! Quando é que vai sair de cima desse muro ou se decidir? Pra que ficou com o patrãozinho se você sabe que ele está tentando seguir a vida dele?
—Tenho medo de perdê-lo de tudo, é isso.
—Então vai bancar a egoísta o prendendo e não dando esperança a ele ao mesmo tempo?
—Tenho medo Mary. Nem tudo é como você pensa ser.
—Diga isso a ele. Você o ama, dê chance a isso e esqueça o resto. Passado é passado. Ta certo que passou por tudo, mas mesmo assim você o ama. E vejo que não é pouco.
—Os meus amigos não irão aceitá-lo, eles são a minha família também.
—Se eles são a sua família, eles irão apoiá-la já que se sentirá mais feliz e completa de certa forma.
—Acha que o seu patrão melhorou no ciúme?
—Isso eu não sei, mas ele agiu numa boa já que você foi sair ontem. Estava uma gata e ele reagiu bem.
—Eu não sei.
—Já que está confusa, recue bella. Esqueça-o e vá ser feliz com outro alguém também. Vai se martirizar pelo resto da vida e isso não é legal para você. Dê um tempo ao tempo, respire e quando se sentir segura, ame alguém. Cure suas feridas primeiro e se liberte de todas essas sombras que a envolve. Não tem como dizer que você já está cem por cento, há feridas demais.
—Eu não penso nas feridas Mary, e sim o que pega é os meus sentimentos.
—Dê um tempo ao tempo como eu te disse. Cuide da sua filha e se decida.
—Irei perdê-lo enquanto isso e é tão difícil. Ele já conhece alguém que para ele deve valer a pena tentar. Eu não sou ninguém Mary. Não tenho grana, não tenho um diploma ainda por cima eu não tenho raízes. Não me envergonho por ser simples, mas olha em volta dele. Os amigos, os familiares ricos e outras coisas mais. O que posso dizer a meu respeito? Terei sempre que mentir por me sentir vergonha e isso me sufoca. Há tantas controvérsias, ma.......
—Quando amamos de verdade alguém, os defeitos, os problemas e as barreiras são o de menos porque ambos irão superar juntos. Veja se vale à pena e se te faz feliz. O relógio não para e nem nós seres humanos.
—Fala isso por ele estar tomando a vida dele de volta é isso?
—Como é que podemos ficar a espera de algo incerto?
—Tem razão. Vou morrer aos poucos em vê-lo com outra mulher.
—Ai bella, eu não sei não viu. Vou deixar com você e siga o seu coração e prepararei o café da manhã. Esteja pronta então para assisti-lo namorar, noivar, se casar novamente e ter filhos. Você será apenas um pontinho que um dia valeu a pena amar.
Mary se retirou da sala e eu chorei, chorei até não aguentar mais. A porta da sala para a minha surpresa se abriu, era Alice ali e ela se mostrou bem surpresa ao me ver ali. Tanto que parou e ficou me olhando para ver se ela estava vendo um fantasma ou se era realidade. Após trancar a porta.......
—O que foi Alice? Perguntei um pouco mal humorada secando as minhas lágrimas e pouco me importei.
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—Eu pensei estar vendo coisas, mas é você mesmo. Em carne e osso eu diria. Disse ela me avaliando.
—É claro que sim.
—Que bela recepção, bom dia pelo menos.
—Bom dia para você também. Falei apoiando a minha cabeça no alto do sofá e fechei os meus olhos.
—Oi bebê. Disse ela sorrindo ao se aproximar e continuei na minha. –Posso pegá-la?
—Ela é a sua afilhada Alice, nada mudou.
—Eu sei. Disse ela se sentando no sofá estando um pouco passada. –O meu primo, ele.......
—Ele não me obrigou a nada, eu vim porque eu quis. Minha filha precisou de mim, é natural porque eu sou a mãe dela.
—Uma mãe não abandona o seu filho bella.
—Eu já estou aqui por ela Alice, isso é o que importa! Não quero ouvir criticas hoje de ninguém!
—Até quando você vai achar que ela é uma boneca que se brinca um pouco e depois a coloca de lado?
—Eu disse que eu já estou aqui e você não sabe os motivos para me criticar tanto!
—Tudo bem, mas você não tem mais nada haver com o meu primo para estar sob o mesmo teto.
—Temos razões para isso e quem deve me mandar embora do apartamento dele....É ele! Ele é quem mora aqui e nem você e nem os seus pais sabem da nossa vida!
—Ele não a obrigou mesmo? Disse ela não ligando para as minhas palavras e isso me chateou ainda mais.
—Até quando eu vou ter que repetir que não? Ele não me obrigou a nada Alice, a nada.
—Vejo que essa manhã as coisas não vão bem, veja o seu estado.
—Não quero que fique me cobrando, ou me criticando e até mesmo me reparando. Não permito!
—Você sabe ser grossa quando quer!
—Não é você que está com problemas Alice e eu não preciso de ninguém me pondo defeitos! Já bastam os seus paizinhos!
—Tudo bem Isabella, tudo bem. Conversar com você está impossível nesse momento. Cadê o meu primo?
—Deve estar dormindo. Falei não a olhando.
—Brigarão novamente?
—Não. Nós não brigamos.
—Então qual o motivo das lágrimas?
—Coisas minhas, é particular.
—Quer ir embora e ele não deixa?
—Não é isso de verdade Alice.
—Não consigo entender então. O que, o que está acontecendo?
—Não estou legal para falar algo no momento.
Ficamos quietas e ela começou a brincar com a Marie, sequei a lágrima que rolou e fui até a cozinha. Peguei um copo e bebi uma boa quantidade de água, eu estava com sede. Mary terminava de partir os pães e permaneceu na dela trabalhando.
—Era só o que me faltava.
—O que foi bella?
—De quebra eu ainda tenho que aturar as da Alice. Essa situação me deixa estressada demais.
—Ela não é má. Por acaso você já se esqueceu que foi ela de boa vontade que lhe comprou tudo? Foi ela que se propôs a ajudá-la por tantas vezes e tentou fazer com que você e o patrãozinho se dessem bem.
—Não me esqueci, mas me lembro que ela se intrometeu e falou coisas que eu não gostei. Para ela estou sempre errada e não é assim.
—O que pesa mais? São os defeitos ou as qualidades?
—Não sei como somá-los, há muito escondido.............Mary me diz uma coisa.
—Pode perguntar.
—O quanto você conhece essa família?
—Eu os conheço bem. Disse ela me olhando. –Trabalho há muito tempo já e.....
—Acha que os conhece bem mesmo?
—Pergunta isso por quê?
—É..........
—Isabella viaja. Disse Alice me olhando séria e eu preferi ficar na minha. –Todos já tomaram café?
—Não. Ainda irei servi-los senhorita Alice.
—Irei me juntar aos demais então.
—Tudo bem.
—E o meu primo?
—Ele está dormindo e não sei se ele irá tomar café agora.
—Ele costuma já ter acordado há essa hora.
—É, mas hoje eu não sei.
—Ele foi sair?
—Ontem? Sim.
—Então estar claro o porquê dele estar na cama até essa hora.
—Mary, sirva-me no quarto. Pode ser?
—Farei isso bella.
—Dê-me à menina, eu vou para o quarto.
—Eu irei junto. Disse Alice a sua moda enxerida e me olhou de cima em baixo. –Essa camisola é mesmo bonita. Não é muito adequado andar pela casa estando ambos divorciados e principalmente sem o robe por ser decotada demais. Não é Mary?
—Eu não sei de nada senhorita Alice. Eu prefiro não opinar por ser uma simples empregada.
—Mary, você é mais que isso para mim. Você é minha amiga e eu estou subindo. Falei a olhando e olhei para a Alice.
Saí da cozinha e Alice veio junto trazendo a neném, ela estava com roupa casual e vestia um biquíni por baixo. Subi a escada e entrei no quarto, empurrei a porta a deixando aberta.
—Então é aqui que você dorme?
—E por que não? Achou que eu estava pagando a minha estadia dormindo no quarto com o seu primo?
—Pensei que estava no mesmo quarto que o Edward sim. Por que não?
—Somos pessoas civilizadas a propósito e estamos nos dando bem.
—Hummm!!! Isso é bom, é o mínimo por terem uma filha junto. Mostra que estão crescendo.
—Pode até ser, mas isso não significa que eu tenho que estar no mesmo quarto e transando com ele!
—Que seja, mas eu quero deixar algo bem claro.
—Que diga...
—Isabella, não fica trazendo coisas antigas à tona.
—O que, por exemplo?
—Seria capaz de revelar para a Mary os segredos da minha família?
—Não falei nada demais, eu apenas perguntei se ela conhecia vocês.
—Daquela forma ela desconfiaria a Mary não é boba.
—Por falar nisso, você é uma mentirosa! Falei chateada. -Uma baita mentirosa! Os seus pais me julgaram, jogaram indiretas perante as pessoas, mas os servicinho às escondidas de vocês fedem iguais os dos meus pais na época! Sei que eles não me engolem e não duvido nada que eles não colocaram minhoca na cabeça do Edward para ele poder me atazanar! A minha ex-sogra é um anjo e a pobrezinha está cega e não sabe dessa lixeira imunda que vocês estão metidos! Posso ser filha de marginais sim, mas não sou uma deles! Você sabia o tempo todo e lembro-me que ficava agitada quando eu lhe perguntava! Alice você sabe o que foi que os meus pais roubaram? E você respondia um “ não” falso!
—Sei que você tem razão, mas quando se trata de segredos desse tipo nós não devemos revelá-los.
—Bobagem! Falei exasperada. Eu estava agitada desde cedo e acabei descontando em certa parte em Alice, mas nessa parte do assunto eu tinha razão.
—Eu sempre lhe tratei com respeito Isabella.
—Essa bobagem antiga não me incomoda mais e os seus pais não são nada para mim! Eu já passei uma borracha nas barbaridades que aconteceu comigo e não foram poucas! Há marcas no meu corpo que nunca mais irão sair e as que habitam em meu coração, essas só com o tempo Alice! E hoje o meu assunto é outro! A vida é minha e não quero pessoas me julgando, cada um vive a sua!
—Estou sabendo que está namorando.
—Está muito mal informada. Eu não estou namorando ninguém e coisa, porcaria nenhuma!
—Então a nossa conversa vai ser assim? Com você descontando a raiva que sei lá porque está sentindo em mim? Sei que o Edward está na jogada. Pondo uma camisola espetacular para dormir. Disse ela me avaliando. -E andando pela casa como se estivesse vestindo roupas casuais? Eu não sei não. Se não são lágrimas de raiva e se não brigaram...... O que pode ser? Lembro-me de você na sua casa quando eu fui arrumar o quarto da minha afilhada e você estava mal quando devia estar comemorando.
—Quanta bobagem e piada mal feita. Falei não a olhando. –Tenho motivos demais para chorar nessa vida.
—Apesar de ter aprontado, não seria difícil se interessar mesmo não querendo e..........
—É melhor não continuar. A interrompi, mas ela continuou.
—Edward é bonito, sei muito bem que ele lhe tratou bem e mesmo que tenha sido às vezes isso transforma. Você foi mimada porque a maioria das coisas que eu lhe comprei foi com o dinheiro dele. Não estou jogando na sua cara e nunca faria isso, você sabe muito bem disso. Ele teve os momentos dele e você finge não ver isso.
—Ai Alice, quanta bobagem. Pare de falar nesse maldito passado, isso não faz mais parte da minha vida. Não finjo não ver nada e isso é você quem está falando!
—Não mesmo?
—Não.
—Soube que Edward está saindo com outra mulher? Foi o melhor não é?
—Que ele seja feliz. Estou vendo que o diário ambulante dele está sempre atualizado.
—Somos amigos. Disse ela me olhando.
—Eu e Edward somos colegas também.
—Colegas? Perguntou ela juntando a sobrancelha. –Não são colegas também, ele e ela não são colegas........São um casal.
—Eu diria que estamos sendo adultos para podermos cuidar da Marie.
—Então isso é bom. Disse ela sorrindo para a Marie. -E você?
—O que tenho eu?
—Não vai arranjar um namorado também já que se diz solteira?
—Não quero saber de ninguém! De ninguém! Homem nenhum me interessa. Falei pensativa.
—Ninguém?
—Por que quer saber? Para ir contar correndo para o Edward que eu............ Falei exasperada e me calei rapidamente. Fui para a janela estando nervosa, Alice poderia sacar e sequei a lágrima que rolou. Eu o amava tanto que estava custoso disfarçar.
—O que há bella? Perguntou ela não entendendo nada.
—Não é nada.
Escutei alguém bater na porta e mandei entrar.
—Está aqui o café.
—Mary, sirva-o na sala para nós. Pediu Alice.
—Mas eu o quero aqui.
—Mary, por favor, faça o que eu estou lhe pedindo. Pediu Alice de forma simpática.
—Bella???
—Tudo bem. Falei cruzando os meus braços estando inconformada com a intromissão de Alice.
—Chame o meu primo, eu vim tomar café com ele e ele está dormindo à uma hora dessas. Coloque três lugares a mesa.
—Tudo bem.
Mary se retirou do quarto e eu continuei na janela, eu estava tão mal e sequei a outra lágrima que rolou. Decidi ir para o closet ao notar os soluços aumentando e ao passar próximo da cama eu não a olhei. Entrei no closet e peguei uma saia jeans e uma blusa branca, após me vesti eu fui para o banheiro e penteei o meu cabelo. Coloquei um brinco de bijuteria muito bonito azul e saí do banheiro.
—Eu já estou pronta para descer. Falei a olhando.
—Bella, o que está havendo com você? Está com algum problema pessoal? Algo que eu possa lhe ajudar a resolver?
—Não obrigado.
—Está amando alguém ou sei lá? É problemas com os seus amigos ou com a sua casa?
—Quero descer. Podemos?
—Por que não se abrir comigo? Mesmo você me espetando, eu sou a sua amiga.
Fiquei a olhando e as palavras dela foram desmanchando meu gelo aos poucos. Nisso Edward apareceu na porta do quarto e eu olhei para a janela a fim de evitá-los. Nisso eu fiquei escutando a conversa deles.
—Olá Alice, saudades de você.
—Olá Edward. Disse ela se levantando da cama segurando a neném e o abraçou com cuidado.
—Você está bem?
—Eu estou sim. Vim dar uma volta por aqui e ver a minha afilhada, ando trabalhando muito e estou sem tempo. Eu queria ir à praia tomar um banho para renovar e depois almoçar fora. Vamos?
—Eu não irei por causa da Marie, vão os dois. Falei me intrometendo, mas sem olhá-los.
—Isso é o de menos. Disse ela me olhando.
—É Alice, eu não estou a fim. Disse Edward.
—Poxa Edward, nós marcamos de ir a qualquer hora e aqui estou eu tendo uma folguinha.
—Alice.
—Vamos Edward, por favor.
—Tome banho de piscina aqui e pegue um solzinho na varanda, ou vão as duas e eu fico com a minha filha.
—O que há? Estou percebendo que os dois estão se esquivando e mal se olham! Isabella disse que vocês são colegas, mas não parece que o clima está para amizade aqui.
—Estamos mais que bem. Falei a olhando.
—Só se for você, não está nada as mil maravilhas entre nós. Antes tivesse me deixado em paz!
—O que está havendo? Perguntou Alice sem entender nada olhando ora para ele e hora para mim.
—Ela sabe do que eu estou falando. Não estou a fim e na hora do almoço eu prefiro ir sair. Após ele dizer isso, eu o olhei.
—Não sacaneia a Michele, ela é gente fina e não merece uma indecisão da sua parte Edward. Disse Alice o olhando.
—OOhh!!!Então o nome da mulher é Michele? Perguntei o olhando e depois eu fiz o mesmo com a Alice.
—Sim, eu a conheço, mas não somos amigas íntimas. O pai dela tem uma empresa e somos próximos nos negócios. Disse Alice.
—Que seja e posso até imaginar! “NEGÓCIOS SUJOS E IMUNDOS!”. Falei usando um tom sarcástico. -Não me importo com os dois e estou descendo, não quero perder o meu tempo falando de uma mulher que não soma em nada para mim. E quando você for se encontrar com essa tal mulherzinha deixe a minha filha em casa!
—Isabella, eu não vou discutir por causa dessa bobeira.
—Bobeira uma ova Edward! Agora eu vou descer, se não estão com fome, eu estou!
Saí do quarto pisando duro e desci a escada rápido, fui para a sala e me sentei à mesa sob o olhar da Mary.
—Se você não quer que a Alice saiba, disfarce mais. Disse Mary bem baixinho.
—Estou louca de ciúme Mary e descobri que o nome da fulana é Michele.
—Por que quer! O patrãozinho gosta é de você.
—Vir pra cá não me ajuda, se eu estivesse em New York eu estaria........Nem sei, sabe. Falei pondo a mão em minha cabeça estando inconformada.
—Pode começar a servir Mary. Falou Alice me olhando e Edward colocou o carrinho da neném ao lado dele. A seguir Alice a colocou deitada e a Marie chorou. –Calma meu amor. Disse ela a neném conforme a ninava e Marie continuou chorando.
—Eu seguro ela. Falei me levantando da cadeira e peguei a minha filha.
Fui me sentar e Mary começou a nos servir estando sem jeito por causa do clima.
—Quer café puro ou com leite? Perguntou ela ao Edward.
—Café puro está de bom tamanho, obrigado.
—Ok.
—E você bella?
—Apenas café sem açúcar, preciso acordar mais um pouco já que não tive tempo de dormir ainda.
—Tem certeza?
—Pode por uma pedrinha apenas de açúcar.
—Melhor. Disse ela me olhando e me serviu.
Alice também foi servida e eu bebi um pouco do café, desceu rascante demais e não fiz cara feia. Recusei comer o bolo, as bolachas e o rocambole que a Mary me ofereceu. Ninguém falou nada e eu achei melhor me pronunciar.
—Edward, eu vou para Diamantina.
—Você que sabe. Não irei obrigá-la a ficar aqui, sabe disso. Pode vim ver a Marie quando quiser.
—Ela irá comigo.
—Sabe que esse não é o momento.
—Cuidarei dela como eu venho fazendo.
—Pra depois você vir deixá-la aqui e se mandar outra vez? Ou levá-la com você para outro estado às escondidas? Não mesmo! Eu sou o pai dela e temos que entrar em um acordo antes de qualquer decisão........... E esse é o meu!
—Não tem conversa e ficar no seu apartamento não da mais para mim.
—Em momento algum eu a perturbei Isabella! Te deixei a vontade e você até saiu numa boa ontem. Até porque você é uma mulher livre, mas as suas atitudes.......não sei não. Fique e cuide dela, ou vá e venha visitá-la quando quiser!
—Pros cambal!
— Tem duas opções. Aqui a minha filha tem um plano de saúde à disposição, tem a Mary para cuidar dela quando precisarmos e dou tudo que ela precisa.
—Isso é a sua maneira de dizer que eu não tenho nada? É isso Edward?
—Sei que não bella, eu sei que não. Falou Alice se metendo como se tentasse amenizar as coisas. – Nós não somos assim e não finja não saber disso. Edward não quis dizer isso.
—Pois já está claro que eu não tenho nada! Nada mais e é apenas a minha filha! Só estão me vendo ou aturando a minha presença por causa da minha filha, do contrário eu estaria longe! Nada que vocês têm me prenderia aqui, eu preferia mil vezes ser pobre a ter a minha honra manchada como a minha está agora! Essa foi à herança que os meus pais deixaram para mim e me recuso a viver na mentira novamente!
Continuei a beber o café e quando eu terminei.....
—Com licença. Pedi me levantando e.....
—Isabella. Chamou-me Alice, mas saí da sala levando a minha filha e não olhei para trás.
Subi a escada devagar e entrei no quarto, a seguir eu fechei a porta e me deitei com ela. Dei de mamar a ela e imediatamente o meu seio foi aceito, ela mamou de se cansar e o largou. Eu me sentei e a coloquei para arrotar, após fazê-lo eu fiquei uns dez minutinhos com ela em meu colo.
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Sem aguentar mais eu me deitei, Marie estava bem dizer dormindo e eu fiz o mesmo.
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Às 15h.
Acordei do nada e me espreguicei, vi que a neném não estava ali ao meu lado e me sentei na cama. Fiquei pensando, pensando, e pensando até não aguentar mais. Por me amar, eu sabia o que Edward estava sentindo. Eu não gostaria que um homem me usasse e depois tivesse a mesma atitude que a minha, pois se eu estivesse no lugar dele eu não iria gostar. Pensei a respeito da minha filha e não era pra menos ele não deixar eu levar a menina, estava uma confusão a minha vida de adolescente interrompida. Lembrei do remédio dela e fui ao banheiro rapidamente me aliviar. Após lavar as minhas mãos, eu saí do quarto e desci. Estavam na sala Edward e Alice, a mesma tomava banho de piscina de forma descontraída e Edward estava segurando a neném estando sentado no sofá. Aproximei-me dele e o olhei.
—A Marie já mamou e você já deu o remédio a ela?
—Ela já mamou e acabei de dar o remédio dela. Inclusive eu chequei a temperatura e está normal.
—Bem, isso é ótimo é claro.
—Claro que sim. Disse ele me olhando. –Já almoçamos e achei melhor não acordá-la, afinal perdeu a sua noite de sono à toa.
—Não fale isso.
—Mas é dessa forma que eu penso.
—Você não gostou?
—Não vai me levar a lugar algum dizer que eu gostei. Apenas me ouça com atenção, não faça mais aquilo conosco já que lhe causa asco depois. Não procuro sexo somente Isabella e eu vou continuar levando a minha vida como eu estava antes. Não encare isso como um fora bem dado, mas afastados é o melhor para nós dois. Não sei por que tomou aquela atitude tão inadequada.
—Não fiz sozinha depois. Acha que ficando com a Michele é a melhor forma para me esquecer? Vai continuar a sua vida saindo com ela? Que seja! Falei as ultimas palavras prendendo a vontade de chorar.
—Começamos a sair, mas eu já a conhecia como você já sabe. Ela não faz parte do meu círculo de amizade por ser apenas o lado profissi....
—Eu não quero saber. Falei de forma calma o interrompendo. –Apenas viva a sua vida.
—Farei isso, mas peço a você que se comporte e siga a sua.
—Não precisa pedir isso.
—Que bom que somos adultos o suficiente para entender o que deve e o que não deve fazer. Não aja na dúvida ao decorrer da sua vida, faça as coisas quando tiver certeza.
—Não irei me sentir bem ficando aqui em seu apartamento.
—Aqui a Marie terá conforto, médico e a Mary toma conta dela. Você sabe disso e não irei concordar a minha filha ficando em qualquer creche ou na mão de qualquer uma para olhá-la. Você quer trabalhar, pense nisso.
—Eu sou a mãe dela.
—Então continuemos como estamos levando, apenas os pais dela e você fica aqui até quando quiser. Pode arrumar um emprego já que você quer tanto e pode voltar a estudar. Não terá com quem deixá-la e aqui a Mary é de confiança. Nada faltará, sabe disso.
—A Marie já está melhor, eu posso ficar com ela em outro lugar. Eu tenho a minha casa em Diamantina.
—Não seja teimosa.
—Quer que eu dê a minha filha de bandeja?
—Apenas coloque a mão na consciência e pense. Não brigaremos e nem viveremos a base dela. Nada lhe faltará, apenas viva a sua vida e eu a minha. Não lhe mandei ir embora é claro, mas estamos esclarecidos.
—Que belo discurso. Falou Alice saindo da água e Edward a olhou sem falar nada.
—Irei até a cozinha. Falei me retirando.
Saí da sala e caminhei pelo corredor devagar, entrei na cozinha e olhei para a Mary.
—Está com fome? Perguntou-me ela.
—Um pouco só.
—Vou colocar a sua comida.
—Eu mesma faço não se preocupe.
—Eu não estou tão ocupada, sente-se. Deu para descansar?
—Um pouco. Estou de ressaca de amor ainda.
—Estou vendo. Vai querer muito ou pouco?
—Bem pouquinho. Eu estou sem fome e preciso por algo no meu estômago. Há salada?
—Sempre. É o que a senhorita Alice gosta de comer.
—Então eu comerei apenas salada e a carne que você preparou.
.
30min depois.
Terminei de comer e bebi um pouco de refrigerante, eu estava satisfeita e Mary lavou o meu prato. Continuei ali sentada e ela me olhou.
—O que foi?
—Sinto-me deslocada Mary. Consegui ficar sem graça e Edward acha que eu só quero sexo. O pior é ele não querer que a menina saia daqui.
—Eu entendo o seu dilema bella, mas decida-se mulher. Logo a ficante dele vai começar a frequentar esse apartamento. E você?
—Pois é. Isso não me deixa feliz, mas não quero estar aqui para ver.
—Alice interrompeu a nossa conversa de antes. O que a incomoda se tratando da família bella?
—Eu só perguntei por perguntar, você os conhece mais do que eu.
—Isso é, mas não há nada para se esconder eu acho.
—Sei. Falei pensativa. –Vou para o quarto e ficarei por lá, os meus dias nesse apartamento estão contados.
—Não precisa ir.
—Eu tentei dar um jeito na minha vida, mas não consegui. Tudo meu dá errado Mary e acho que sou azarada mesmo.
—Que isso.
—É a mais pura verdade. Quando eu penso que dou três passos, eu dou cinco para trás. Bem, eu estou subindo. Estou com um pouco de dor de cabeça.
—Eu cuido da Marie.
—Obrigado e quando ela quiser mamar, leve-a até o quarto.
—Pode deixar. Não quer um remédio? Eu posso preparar a mamadeira da neném.
—Tudo bem, eu irei aguardá-la á em cima.
Saí da cozinha e subi, entrei no quarto e fechei a porta. Deitei-me e fiquei ali quietinha, parecia que davam marteladas em minha cabeça e eu sabia ser por causa do stress. Minutos depois a Mary trouxe o meu remédio e eu o tomei, a seguir eu a agradeci. Após ela se retirar do quarto, eu permaneci deitada e sequei a lágrima que rolou. Eu não queria ficar de favores ali, mas já que estávamos divorciados, eu teria que trabalhar. Isso significava que eu teria que deixar a Marie aqui no apartamento com a Mary.
—Que dúvida meu Deus. Lembre-se que você está aqui por causa da sua filha! Falei pra mim mesma e sequei a lágrima que rolou. –Ângela tem razão, eu sou mesmo uma fraca.
.
Às 18h.
Escutei a porta se abrir e olhei na direção da mesma, era Alice ali e fique a olhando.
—Eu já estou indo embora e vim me despedir. Soube pela Mary que se sente mal.
—Um pouco. Na verdade eu já estou melhor.
—Bem eu já estou indo.
—Ok. Falei me ajeitando na cama e me sentei. –E a minha filha?
—Eu acabei de dar banho nela e Mary está dando a mamadeira a ela.
—Tudo bem.
—Edward vai sair. Você causa inquietação nele pelo que eu estou vendo.
—Não irei causar por muito tempo.
—Você Está abatida Isabella. Por acaso você está gostando do meu primo? Os indícios são grandes e a possibilidade de se apaixonar pode parecer pequena, mas vejo que não é bem assim. Eu conheço uma mulher apaixonada, pois eu já passei por isso quando eu estava apaixonada pelo o Jasper. Sei como é amar alguém e vejo isso através das suas atitudes tão óbvias.
—Só pode estar maluca. Falei me levantando.
—Vou me fingir de maluca e acreditar em você, mas sei que não é isso.
—Me diz como eu posso iniciar um relacionamento com alguém que faz coisas ilegais Alice?
—Então é verdade?
—Não é não!
—Estou vendo que apesar da idade, você falta amadurecer Isabella. Ainda está verde para encarar a vida dura, e se torna inocente muitas das vezes. Sou mais esperta que você para observar as coisas.
—Pode até ser isso, mas os meus pais foram assassinados. Sei que Edward está envolvido nisso até o pescoço. Como eu posso viver numa boa sabendo que o mandante da morte dos meus pais Alice foi o meu companheiro? Como eu vou poder conviver com isso e me deitar para dormir tranquila ao lado dele? É muito difícil para mim e penso que faço errado estando aqui, mas não por causa da minha filha. Eu sinto um bloqueio em mim se tratando de muitas coisas.
—Brenda era afilhada dos meus pais Isabella e eles a adoravam.
—Posso imaginar. Mas o que tem isso?
—Se quer a verdade, Edward não estava sozinho na linha de vingança.
—Não? Perguntei a olhando sem piscar.
—Sei que isso não ajuda muito, mas Edward a livrou de uma bem cabeluda e ao mesmo tempo não por mantê-la presa. Eu, o meu tio e a minha tia nunca concordaram com o que o Edward fazia com você.
—Como assim ele me livrou? Já ouvi isso antes e quero saber Tim, Tim, por, Tim, Tim.
—Ele ocultou o seu nome, pois havia pessoas a fim de por as mãos em seus pais há muito tempo e seria questão de dias ou até meses. Eles vendiam drogas Isabella e roubavam pessoas poderosas, traficantes e o que não era pouco. Descobriram um depósito dos seus pais e nele haviam muita coisa roubada e um mar de drogas ilícitas. Milhões ali avaliados em mercadoria, o local era enorme e havia muita gente que trabalhava para eles. Os seus pais ganhavam muito dinheiro e você não faz ideia do quanto, tanto que você estudava no melhor colégio de Solares e morava em um bairro de luxo. Esse foi o motivo para o Edward custar acreditar em você, mais isso já passou.
—Isso não ameniza a sujeira da sua família. Eles ganhavam como a sua família ganha agora? Milhões em dinheiro sujo? Não os condene já que fazem o mesmo!
—Nós nunca roubamos e as mercadorias não são nossas.
—Então você está metida nisso?
—Eu sei, mas não me envolvi. Isso pode não ajudar muito, mas quem deu o sinal verde final foi o meu pai. Isso não inocenta o meu primo, mas não o incrimina de tudo também. Foram outras pessoas sem ser da nossa família que os encurralaram e houve aquele acidente fatal. Sei que não sobrou nada.
—Então eu posso entender a aversão dos seus pais a minha pessoa. Falei abalada, pois a morte deles mexia comigo e muito.
—Não lamente tanto, você continua viva. Se eles te amassem tanto, não se envolveriam com o tráfico e pondo-a em risco. Que bom que ninguém sabia a seu respeito, apenas o seu segurança chamado Madruga, mas ele não está entre nós e......
—O mesmo eu digo da sua família, foram tão responsáveis que aconteceu o que aconteceu com a pobre Brenda e a Esme. Não quero falar mais a respeito dos meus pais. Falei secando as minhas lágrimas por não tê-los conhecido melhor.
—Você está certa, mas já passou. Não podemos resolver mais e é algo que foge das nossas mãos no momento.
—Não mesmo.
—Você está o amando. Tanto que pelo o que eu entendi, vocês dormiram junto essa noite. Estão divorciados, mas transaram mesmo assim. Pode vir a engravidar novamente se não estiver se precavendo.
—Isso não vai mais acontecer porque eu não quero.
—Custa você conversar comigo direito? Não há outra pessoa que não queira o seu bem como eu Isabella. Não pode reclamar que mesmo se comportando de forma malcriada, eu estou aqui a suportando. Eu poderia simplesmente sair e deixá-la, mas não. Está sozinha e nem sempre vai poder contar com os seus amigos. Um dia eles vão tomar um rumo na vida e não vai poder ficar tão dependente mais deles. Quando irá crescer um pouco mais e tomar atitudes menos impensadas? Eu estou aqui para conversarmos e não trocarmos facadas. Bem ou mal nós éramos a sua família e os meus tios fizeram de tudo para agradá-la e deixá-la confortável!
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5min depois de silêncio.
—Queria tanto o meu bem e acabou arranjando outra mulher para o Edward? Eu só tenho 19 anos Alice e olha tudo que eu estou vivendo e passando. Falei de olhos fechados. –Eu só queria ter os meus pais ao meu lado e que fossemos pobres de verdade. Eu seria mais feliz tendo eles aqui comigo e vivendo de verdade como uma família humilde que eles me fizeram tanto acredita sermos. Eu mal os conheci por viverem trabalhando o dia todo ou eles viajando, eles eram bem rigorosos comigo e não pude curtir o outro lado deles. Eles mal me deixavam sair de casa e o jake era o único que eles confiavam, tanto que eu saia vez ou outra com ele. Eu vivia mais sozinha do que tudo naquele apartamento, a sorte era que eu tinha o jake, o Fred e a Ângela. Eles eram a minha companhia e por isso me apeguei tanto. Perdi tudo...
—O que você queria? Como eu poderia adivinhar que você viria a se apaixonar por ele? Agora se tratando dos seus pais, eu não posso fazer nada. Bem ou mal nós nos tornamos a sua família e a protegemos de certa forma, do contrário estaria abandonada por aí. Minha tia Esme a mimava e sei que o meu primo não cooperou na época, mas até os meus tios não podem com ele por ser de maior. Mesmo com todos os defeitos ele largou tudo para dizer o quanto te ama.
—Eu não disse isso que estou apaixonada pelo o seu primo.
—É o que tudo indica. Não irei perguntar por que o seu ciúme está estampado e o meu primo só pode ser burro para não enxergar isso. Pude percebê-lo com o seu ataque antes do café e está bem claro.
—Eu não deveria. Falei derrotada e a olhei. –Eu não deveria para o meu próprio bem. É difícil aceitar e recusá-lo ao mesmo tempo, estou dividida.
—Quem pode mandar no coração? Veja como Deus escreve certo por linhas tortas. Onde havia o ódio e a raiva, se transformou no mais puro amor. Você pode não acreditar, mas tudo nessa vida tem um por que Isabella. Aqui você tem conforto, companhia, suporte e sei que mesmo tendo errado, o meu primo seria um excelente companheiro para você. O amor constrói, sabe disso. Eu acreditava que vocês podiam ser felizes, mas o vendo agora tão decidido a reconstruir a vida........
—Não preciso ter um homem que mexe com drogas ao meu lado, eu não aceito isso!
—Deve conversar com ele primeiro. Juro que não irei falar.
—Não sei se acredito.
—Pode acreditar. Disse ela me olhando e estava mesmo sendo sincera. –Você não está cometendo nenhum pecado ao amá-lo, isso é de Deus. Tenha uma boa noite e pense no que eu falei, não posso decidir por você e sim lhe dar conselhos.
—Tudo bem. Falei a olhando e ela se aproximou.
Ela veio até a mim e eu fiquei a olhando.
—Não sou a sua inimiga Isabella. Eu nunca a considerei assim. Não posso amenizar o que o meu pai fez, mas posso sim ser a sua amiga de verdade. Não mexo com drogas e nunca mexi ou usei, eu apenas soube e compartilhei esse segredo por nos colocar em risco. Desculpe se eu não posso amenizar a sua dor da perda e por tudo mais, eu posso apenas oferecer a minha companhia de uma amiga sincera. Eu e a minha tia Esme queríamos você na nossa família e você sabe disso.
—É eu sei.
—Edward está tão mudado e graças a você e o amor que ele está sentindo pela a sua pessoa. Olha como as coisas mudam e eu achei isso maravilhoso. Sei que ele está saindo com outra mulher e isso é nítido que a incomoda.
—É sim. Falei a olhando e a seguir nos abraçamos.
—Está carente, posso ver isso e se defende como uma leoa.
—Estou confusa. Tenho medo de algo me acontecer, por isso eu fui para New York. Edward me amedrontou por estar com ciúmes de William e eu preferi deixar a minha filha segura. Foi por isso que eu parti Alice. Ele disse que eu não ia querer lutar na justiça pela guarda da minha filha e o meu sobrenome aparecer nos jornais. Edward disse que rivais dos meus pais poderiam vir a querer me conhecer e eu não posso passar por tudo novamente. Falei negando. –Eu não posso Alice e tenho medo de me maltratarem, me surrarem e me estuprarem de forma animalesca. Eu não teria forças para passar por tudo isso de novo. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem e as sequei. – Deixei a Marie aqui com medo de pegarem ela e fazer algo que me mata só de pensar. Só por isso eu fui embora, só por isso.
—Não devo me intrometer entre você e o meu primo, terá que partir de você. Nada irá lhes acontecer, nada querida. Ninguém sabe a seu respeito e não deixaríamos. Você nos considerando ou não, somos a família que você não quis e tem os seus motivos.
—É, eu sei.
—Ele está decidido a seguir em frente e se você o ama, mas não o quer para ficar ao seu lado, deixe-o ir de vez. Até a próxima. Quero a sua felicidade também.
—Até. Me diz só mais uma coisa.
—O que Isabella?
—Você comemorou quando mataram os meus pais?
—Isso não partiu de mim e no início, eu nem sabia que você estava sob o poder do meu primo.
—Lembro que você foi devolver a tuquinha lá naquele lugar esquecido, pois eu escutei a sua voz.
—Sei. Falar na cachorrinha, ela está com a minha mãe. Ela é levada demais e lá tem espaço para ela correr, mas quando os meus tios voltarem pegarão ela de volta. Já se tratando dos seus pais, uma tragédia ligou a mais uma na época. Posso afirmar que eu fiquei mais tranquila e me senti mais livre quando eu soube que os causadores da morte da minha prima foram mortos. Desculpe dizer isso, mas estamos sendo sincera uma com a outra. Os russos poderiam não nos deixar em paz, pense nisso. Não foi a primeira vez que os seus pais roubaram, e não quero passar por cima dos seus sentimentos com as minhas palavras Isabella dizendo isso. Poderia ser eu, a minha mãe ou quem vai saber da nossa família. Por isso eu me senti mais livre e até leve estando confirmado que eles nunca mais iriam voltar. Já fez um ano que a Brenda partiu, por isso eu achei bom que os meus tios estão viajando por todo esse tempo. Sei como é perder alguém que amamos e dói mais ainda que ela não teve a alegria de se apaixonar, ser amada por alguém, ou a oportunidade de caminhar ao lado do pai até o altar. Imagina como está o coração da minha tia Esme e sei que você a ajudou e muito. Sei que graças a você os meus tios estão juntos.
—Sei. Falei estando bem emotiva e sequei a lágrima que rolou.
—Ela se foi tão novinha, por isso o meu primo pirou. Ela foi uma bebê muito esperada e sua alegria contagiava a casa, ela era tão meiga e você iria gostar dela se a conhecesse.
— Eu não gostaria que nada desse tipo a atingisse, saberia o quão é ruim. Na verdade eu não queria que nada disso tivesse acontecido com vocês também. Eu preferia mil vezes ser pobre.
—Sei disso.
—Tudo bem Alice.
—Então é isso. Tchau.
—Tchau.
Alice se foi e eu permaneci olhando da janela, era duro ouvir a verdade às vezes e deixei as lágrimas rolarem.
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Às 19:20min.
Ao me lembrar da Marie, eu saí do quarto e desci.
—Boa noite Mary. Eu a saudei ao entrar na sala.
—Boa noite bella e sua filha dormiu. Disse ela assistindo televisão sentada no sofá e ninava a Marie.
—Dê-me ela um pouco, eu estou com saudades de segurá-la.
—Ok. Disse ela me dando a neném.
—E o Edward?
—Ele saiu ainda agora todo perfumado e bem vestido.
—Sério?
—Sim, mas não perguntei claro aonde ele iria. Ele não foi com o Volvo, à chave era do outro carro dele.
—Sei. Vou colocá-la no quarto improvisado dela e tomarei um banho.
—Vai jantar agora?
—Não se preocupe Mary, hoje é domingo e vá descansar. Não vai se encontrar com o gatinho da boate não?
—Logo mais, eu dei uma desculpa qualquer.
—Juízo hein Mary!
—Eu tenho sim.
—Não vá acabar grávida igual a mim.
—Nem pensar amiga. Disse ela sorrindo.
—Vou subir então e boa noite para você.
—Vou tomar o meu banho e me aprontar.
—Ok.
Sai da sala e subi com a Marie, eu a deitei em seu berço e sentei na cama que havia ali. Fiquei olhando para ela vendo o quanto estava linda e sorri, mas ao lembrar do pai dela causou-me tristeza. Achei melhor me levantar e fui direto para o banheiro do outro quarto tomar banho.
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15min depois.
Saí para me secar e enrolei-me na toalha, penteei o meu cabelo e o sequei com o secador que eu havia trago. Até que ficou bom e passei silicone nos fios, os mesmos ficaram brilhosos e lisinhos. Preferi por um baby doll rosa e desci para preparar um sanduíche para mim. Estando o mesmo pronto, eu peguei uma caixinha de suco e fui comer na sala assistindo televisão.
Nisso as horas se passaram e quando chegou a hora do remédio da neném, eu dei a ela. O relógio agora marcava nesse exato momento 23:05min. Continuei assistindo televisão, mas me enjoei e a desliguei. Fui para a varanda e fiquei olhando a paisagem, não estava calor e nem frio, o clima estava agradável hoje. Permaneci ali em pé olhando e depois eu me sentei no sofá, acabei me deitando ali mesmo e sem querer eu acabei dormindo.
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Às 00:23min.
—Isabella. Escutei alguém me chamando bem de longe. -Isabella, acorde.
—Hum?
—É melhor ir para o quarto. Disse Edward e eu o olhei, ele havia acabado de chegar.
—Depois eu irei. Falei cruzando os meus braços estando deitada de lado.
—Estava dormindo e o sereno da noite aumentará cada vez mais. Está tarde.
—Pode ir, já, já irei.
—Ok. Disse ele tirando a chave do carro do bolso e evitei olhá-lo.
Ele se retirou da varanda e eu me sentei no sofá. Fiquei pensativa por uns instantes e me levantei, entrei e fechei a porta de vidro. Fui até a cozinha beber água e coloquei a mão em meus olhos por causa das minhas lágrimas, eu estava tão chorona e acabei bebendo um copo e meio de água. Após lavar o copo eu subi, fui para o banheiro escovar meus dentes e me aliviei também. Lavei minhas mãos e me retirei novamente do quarto, fui para o que a Marie estava e me deitei na cama sem me cobrir. Um abajur somente iluminava e fechei os meus olhos exaustos das lágrimas, nisso eu acabei dormindo tendo a certeza que eu não precisaria mais dar o remédio da Marie, por ser bebê o prazo de doses havia acabado.
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Madrugada de segunda Feira, 27 de Setembro.
Às 03:58min.
Acordei com o choro da minha filha e a peguei no colo notando que a mamadeira dela estava ali em sua merendeira térmica. Peguei a mesma e estava na temperatura ideal, acho que foi a Mary quem a preparou e eu a agradeceria logo mais. Dei a mamadeira a ela e ela mamou rápido, só deixou um pouquinho e chorou. Eu precisaria trocá-la e fui até o closet, peguei tudo que ela precisaria e a troquei.
Um tempo depois ela dormiu e eu a coloquei de volta no berço. Deitei-me na cama outra vez e fiquei quietinha esperando o sono vir novamente. Eu estava me sentindo mal por saber que ele saiu com a outra, e por mais que doesse em mim, eu não iria ficar sob o mesmo teto que ele. Levantei-me da cama sem pensar e fui para o outro quarto, ajeitei as minhas coisas e as coloquei em minha mala. Deixei a mesma pronta e fui para o banheiro me trocar, coloquei um vestido e fui olhar a minha filha novamente. Caminhei devagar pela casa e abri a porta do outro quarto, para minha surpresa e susto Edward estava ali sentado na cama a olhando. Eu estava arrumada e ele me olhou na mesma hora estranhando.
—O que está fazendo?
—Eu vim vê-la.
—Por que está vestida dessa forma?
—Eu quis assim.
—Então iria sair de mansinho com a nossa filha?
—Não é isso.
—É o que está parecendo Isabella! Você perdeu o juízo de vez mulher? Sabe que horas são pra você sair por aí?
—Eu preciso ir embora Edward.
—Eu já sabia, não é novidade. Vamos conversar lá no outro quarto.
—Tudo bem.
Fomos para lá e Edward fechou a porta.
—Então quer dar logo o fora? Achou que iria sair à francesa e eu não notaria? Você acha que para que eu tenho seguranças hein? Acha que eles são para enfeitar e de brincadeira?
—Não é bem assim. Eu, eu não irei ficar de favores estando você saindo com outra mulher. Estou me sentindo mal Edward e logo a sua família pode vir visitá-lo e me ver aqui. Preciso tomar um rumo e não poderei ficar dependendo dos outros e do seu dinheiro. O clima não está confortável para mim desta forma.
—A Marie ficará aqui. Se quiser pode ir.
—É eu sei disso. Virei vê-la quando der para mim e não irei abandoná-la como você sempre pensa. Sempre há um motivo e você bem sabe disso.
—Já a está abandonando. Disse ele sério. –A Mary trabalha e a olha ao mesmo tempo! Você sabe que isso é difícil por ela ser atarefada aqui Isabella! Onde estão os seus sentimentos para com a sua filha? É sempre isso! Mas se quer ir, é com você! Eu me viro como eu estava fazendo antes, pois eu sei que não posso contar com você!
—Deixe-me levá-la ao menos, eu não irei fugir. Não diga isso porque eu larguei o meu emprego e tudo por causa dela!
—Eu já disse tudo e você sabe o que eu penso.
—Pra que quer que eu fique aqui? PRA EU FICAR LHE VENDO COM OUTRA MULHER? É PRA me fazer de boba?
—Eu não vou discutir com você. Não irei prendê-la ou implorar que fique, foi você quem não me quis! Lembra? Quantas vezes mais eu vou ter que repetir isso? Cansei de implorar! Às vezes temos que aceitar que perdemos, e eu já aceitei!
—Eu virei e ficarei com ela, mas morar aqui não.
—Tem a sua vida. Já que quer ir, deixe ao menos o dia clarear. Falou ele saindo do quarto e eu chorei.
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5min depois.
Cansada de lamentar e tendo milhões de ideia, eu saí do quarto e desci. Peguei um vinho na geladeira e o abri, peguei um copo e o bebi. Eu precisava por algum álcool na ideia para poder superar mesmo que fosse momentaneamente e bebi um bom gole novamente. Ao engoli-lo tive que fechar os meus olhos, era encorpado demais o vinho, mas tinha um sabor bom.
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38min depois.
—Como eu sou burra! Falei para mim mesma e chorei já sentindo o quanto eu estava zonza. –Marie mama mamadeira mesmo. Falei pondo a garrafa vazia no lixo. Pondo não, ela caiu da minha mão e fez um barulhão pela lixeira estar vazia. –Ah! Deixa pra lá.
Não me contentando e a fim de estragar tudo, eu subi devagar e fui até o quarto dele. Girei a maçaneta da porta devagar e a abri, vi Edward sob o edredom e o mesmo me olhou ao me aproximar.
—O que deseja agora?
—Pra que me quer aqui se continuará saindo com essa tal, tal de Michele? Perguntei com os meus sentidos já dormentes.
—Pensei que haveria um trato entre nós de você cuidar da neném, mas pouco cuida de si mesma! Por favor, eu quero dormir!
—Saiba que eu o, o odeio. Falei apontando o dedo para ele sentindo a tontura me dominar e ele balançou a cabeça que não, pois o vinho era forte demais e nem me importei. –Odeio o que faz comigo! Falei deixando as lágrimas rolarem. –Não é justo me deixar dessa forma tão, tão........ tão malditamente............. –Não é justo trazer outra mulher aqui Edward!..........Por causa da nossa filha.
—Eu não vejo problema algum, nós somos bons conhecidos agora. Irei trazê-la aqui sim, acostume-se.
—Conhecidos que transam e beija? Como, como pode me dizer isso? Perguntei me aproximando e parei escorando-me na parede, eu não queria que ele percebesse.
—Não sei qual é a sua agora, volte e vá dormir Isabella. Tenho que acordar cedo e não to a fim de confusão. Ta vendo como você não colabora?
—Como, como pode se dizer apaixonado e no dia seguinte sai e dorme com a outra? Falei partindo para cima dele e o soquei sem raciocinar. –Como pode me amar dessa maneira transando com outra mulher?
—Isabella, por favor. Pediu ele me dominando, mas eu não desisti.
—Não traga essa mulher aqui! Eu não quero vê-la, eu não quero cumprimentá-la e nem quero que ela encoste a mão em minha filha! Está me ouvindo bem Edward? NÃO SABE O QUÃO LOUCA EU POSSO ME TORNAR POR ESTAR TÃO....
—Não é o momento de discutirmos, está tarde e percebo que você já andou bebendo. Quanta irresponsabilidade.
—Nunca é! Nunca é o momento para você! Mas me escute bem, passará vergonha se trazer essa mulherzinha aqui! O apartamento é seu, mas a menina é minha também! Não perde por esperar!
—Não será doida de armar tumulto sem sentido! Você não é nenhuma selvagem para se comportar como tal.
—Sei que me ama, mas prefere enganar a si mesmo e vai se encontrar com ela! É a mim que você quer e não ela! Sou eu que lhe dou prazer e não ela!
—Eu não te quero mais!
—Mentira! É mentira! Falei me debatendo, ouvi-lo dizer isso era como ferir os meus ouvidos.
—O que adianta ficar me iludindo hein? Perguntou ele me imobilizando na cama estando eu arfante de barriga pra cima agora. Eu acabei o irritando com o meu ataque repentino e era impossível me mexer nesse momento.
—Poderia ter esperado! Gritei.
—Esperado.......e pra quê? Pra você me dar o fora como fez hoje mais cedo? Isso é o que, algum tipo de vingança sua? Me diz! Está se divertindo ao vir aqui me excitar, dois se entrega a mim daquela forma e sai correndo?
—Pense o que quiser! Falei tentando me soltar, mas foi impossível e cai de volta na cama.
—Sei que está tomada pelo ciúme. Antes eu não pensava nessa possibilidade, mas eu percebi e o percebo agora! Age como uma covarde, mas eu fui nobre de aceitar os meus sentimentos!
—Não sei do que você está falando. Eu disse tentando escapar dele novamente, mas ele não deixou. –Está, está inventando coisas e.... Ai, me largue!
—Não estou inventado nada! Está se roendo de raiva porque também gosta de mim, mas não admite por não me aceitar em sua vida! Eu sou o menos indicado para obrigá-la a algo! Então aprenda a encarar a realidade a partir de agora! Somos os pais da Marie e é assim que deve ser!
—Está delirando. Falei o olhando com raiva e ao mesmo tempo não.
—É mesmo? Perguntou ele se aproximando com se fosse me beijar e eu o beijaria por estar loucamente apaixonada, mas ele estando a centímetros de mim e notando o meu consentimento, ele se afastou. –Negue agora! Seja mulher e assuma o que sente, do contrário, após sair pela aquela porta, eu juro pela nossa filha Isabella que mesmo depois de tudo nós nunca mais iremos ficar juntos ou tão próximos como estamos aqui nesse momento! Disse ele me apertando e eu senti cada palavra chicotear-me.
—Você diz que me ama e sai correndo para encon.....
—O que quer que eu faça? Perguntou ele me interrompendo. –Um dia isso irá acontecer, aliás, você já tem um pretendente em New York. Pode ir tranquila viver com ele e eu arranjarei uma babá para a Marie. Você é nova, está começando a vida e sei que eu fui quem estragou tudo. Eu já disse e fiz de tudo Isabella, tudo para fazê-la me perdoar ou me aceitar em sua vida. Você não foi à única que sofreu! Não foi a Única que sofreu!
—Eu sei! Falei alto chorando e tentando me soltar. –Mas não posso fingir que......
—Mesmo com todas as catástrofes eu me entreguei, eu fui sincero comigo mesmo e não me arrependo se um dia eu disse que a amava! Ajo com o coração para o meu próprio bem e mesmo os seus pais tendo nos destruído! Eu trocaria tudo para ter a minha irmã aqui e a minha mãe enxergando, mas não! Mesmo assim eu fui capaz de amá-la e dizer que eu a amava! Eu fui homem e agi como tal!
—Eu sei, eu sei.
—Eu não sei qual é a sua agora de verdade.
—Prova-me que está disposto a me deixar.
—Não cairei no seu jogo! Agora vá dormir, é o melhor que podemos fazer.
—Não irei sair daqui! Falei o abraçando como se eu necessitasse muito de um abraço dele e Edward me soltou com facilidade.
—Isabella, por favor. Pediu ele me olhando.
—Edward. Falei pondo a mão nos lábios dele de forma gentil o olhando. –Não seja grosseiro comigo, por favor. Implorei baixinho e fechei os meus olhos.
—Não estou sendo grosseiro, só não quero arruinar o que estamos construindo aos poucos.
—Quero ficar com você.
—É melhor ir para o quarto. Falou ele me afastando como se protegesse de mim e segurou o meu pulso.
—Não irei coisa nenhuma! Eu só bebi um pouco de vinho..........na verdade eu bebi tudo. Falei me sentindo derrotada.
—Você me tira do sério com as suas atitudes! Está se comportando feito criança Isabella! Primeiro você me dá o fora, depois não quer que eu tenha outra pessoa, bebe e vem me atacar. Não posso com você às vezes e acho que são duas crianças ao invés de uma.
—Está tão errado. Falei o beijando e ele não retribuiu. –Não sou uma criança Edward.
—Quer que eu a prenda na cama com as algemas por ser teimosa demais?
—Faça o que você quiser comigo meu..........
—Complete a frase! Já que tem peito para vir me desafiar e me encarar na força, diga!
—Não sou essa criança que você pensa eu ser Edward. Eu sou apenas uma mulher com cicatrizes sarando em meu coração e amando o cara errado. Falei vencida e Edward amenizou o aperto. –Eu não sei o que fazer se a minha vida está tão do avesso e não sei por onde começar.
—Eu sendo o cara errado me propus a assumi-la. Mesmo errando eu fui capaz de encarar o desafio e dizer o quanto eu te amava. Eu assumi a menina e quando nos divorciamos fui justo com você em relação aos seus direitos e lhe deixei uma mansão milionária em seu nome! Não teria uma má vida se não fosse tão teimosa e até orgulhosa!
—Não quero o seu dinheiro! Falei alto bem chateada o olhando e tentei me soltar. – Eu também te amo e sei disso tudo. Eu reconheço que você me proporcionou o conforto. Falei acariciando o rosto dele estando uma de minhas mãos livre e ele acendeu a luz do abajur e se afastou um pouco do meu toque estando até surpreso, acho que ele pensou que outra pessoa fosse o cara errado quando eu falei ainda pouco.
—Repete o que você acabou de dizer.
CONTINUA..........
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