Solares

55 Capítulo 55


BELLA.........

Final do capítulo anterior.

Um tempo depois.

Paramos em frente ao portão principal e respirei fundo vendo dois carros desconhecidos ali, a neném havia acordado minutos antes e eu a amamentava nesse momento. Eu sentia as suas sugadas e ela devia estar com bastante fome.

O portão foi aberto e entramos, me lembrei de tantas coisas as quais eu fazia questão de esquecer e reparei que havia carros diferentes ali dentro. Vi o de Alice, o dos pais dela e três desconhecidos por mim. Tentei relaxar e olhei para a minha filha, ela estava quietinha mamando e a porta do carro foi aberta pelo Edward.

—Vou terminar de amamentá-la, pode ir se quiser.

—Eu irei esperar.

—Você que sabe.

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5min depois.

Marie largou o meu seio e Edward a pegou no colo, com paciência ele a colocou para arrotar e ela quase que na mesma hora o fez. Eu já havia ajeitado a minha roupa e saí do carro segurando a minha bolsa e a dela.

—Só não arranje tumulto.

—Podemos entrar ou vai continuar com a aula educacional?

—É nós podemos entrar. Disse ele me avaliando.

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Começamos a andar e saímos da garagem após ele acionar o alarme, caminhei sobre o conhecido gamado escutando vozes empolgadas e vi que o pessoal estava na piscina bebendo e beliscando petiscos pelo visto muito bom. Precisei respirar fundo por causa do baque ao chegar perto deles, era muito duro saber de toda a sujeira e Edward me olhou. Eu não sabia até onde eu estava metida estando eu comprometida com ele e estando no meio daquelas pessoas. Eu havia ido a festas com ele, o meu casamento com todas aquelas pessoas e eu não fazia ideia de quem era quem. Eles sabiam que eu era esposa dele e eu tinha medo por ter os russos que os traíram por exemplo. Eu não sabia no que eu havia me metido e respirei fundo novamente.

—Então você a encontrou? Perguntou Carlisle olhando para o filho e me olhou sem saber se sorria ou achava estranho. Ele estava sem jeito para falar a verdade. –Eu já imaginava, até por causa da ausência da Marie aqui na casa.

—Ela quem amor? Perguntou Esme estando perdida, reparei que ela estava ao lado de Alice e mais duas moças que julguei elegantes e bonitas. Elas faziam parte do círculo de amizade dela e de Edward, já que as mesmas acenaram para ele. Havia três rapazes ali, dois eu conhecia e um não.

—Então voltou? Perguntou a mãe de Alice e o marido dela se encontrava sentado na cadeira fora da água, diferente dos outros e bebia whisky.

—É........ é sim, eu estou aqui. Falei para a surpresa de Esme.

—Eu falei para o meu filho e para o meu marido que eu não a quer...........

—Bem, eu irei guardar as bolsas. Falei a interrompendo, eu sei que não viria boa coisa e me segurei.

—De qualquer forma, aqui é a sua casa também.

—É eu sei Carlisle e boa tarde para todos. Após eu saudá-los, eles me responderam.

Retirei-me dali e ouvi as pessoas brincando com a neném assim que eu dei as costas, Edward havia ficado com a menina lá. Entrei na cozinha e a Mary estava ali, ela ao me ver.

—Boa tarde Mary. A saudei sorrindo levemente e ele sorriu abertamente.

—Boa tarde. Saldou-me ela me reparando e passei direto, eu sei que eu estava um pouco marcada e ela me conhecia bem.

Caminhei apressada pelo corredor e subi a escada pensando se Mary também havia mentido para mim. Talvez ela foi com a minha cara e me ajudou, a verdade é que eu não sabia o que pensar. Abri a porta do quarto de Edward e o mesmo estava limpinho, o quarto estava com o cheiro dele e fechei a porta sentindo tudo desabar sobre mim.

Fui até a janela e olhei para o mar, lembrei que todos estavam na piscina e eu não me juntaria a eles. Eu sei que eu coloquei na cabeça que o melhor seria fingir, não havia outro jeito eu sei, mas estando cara a cara estava sendo ruim para digerir. Eu estava deslocada, eu não sabia onde eu ficava por me sentir mal. Se na área da piscina junto com os demais, se eu ficava na sala, ou no porão, na verdade eu não sabia onde ficar. Achei melhor colocar as bolsas no closet, inclusive a da minha filha e fui até lá. Reparei que as coisas que eles me deram estavam todas intocadas e olhei para a coleção de óculos caríssimos, era cada um mais chique que o outro. Olhei a gaveta de calcinhas e era cada uma mais linda que a outra, olhei para aqueles sapatos e sandálias belíssimas enfileiradas e fechei os meus olhos.

—Sabe que é tudo seu. Falou Edward estando parado na porta do closet e não estava com a minha filha, com certeza ela já estava no colo de alguém.

—É claro.

—Não vai descer para a piscina?

—Não. Não vou me juntar aos outros pela a sua mãe ter deixado claro na frente de todos que a minha presença é dispensável. Senti-me envergonhada. Falei de olhos fechados e tornei a abri-los.

—Ela está magoada, só isso.

—Ela está magoada. Repeti as palavras dele em voz alta para mim mesma sorrindo desacreditada, e imagina eu depois disso tudo, mas isso ele não enxergava. –Posso imaginar. Falei tentando me controlar.

—Se não quer se banhar, tudo bem, mas não fique afastada.

—Cadê a minha filha?

—Está com a Alice, pois ela saiu da água e se secou para poder segurar a afilhada.

—Que seja!

—Irei me juntar a eles, está calor.

—Não ficarei no sol, sinto-me indisposta no momento. Menti.

—Tudo bem.

Edward foi até a gaveta que ficava em sua parte e pegou uma sunga, ele começou a se despir e achei melhor sair dali. Caminhei até a cama e me deitei de barriga pra cima, fechei os meus olhos e fiquei assim. Minutos depois eu escutei os passos de Edward e abri os meus olhos, ele já estava de sunga e pegava a sua toalha lá no banheiro. Respirei fundo e pela primeira vez não senti desejo ao vê-lo com o corpo tão malhado e bem definido estando apenas de sunga. Eu tinha certeza que a rejeita dos meus amigos e da mãe dele ainda pouco me deixou assim tão desmotivada, havia um motivo maior, foi ele quem provocou tudo isso. Ouvir a Ângela mentindo no telefone só para não falar comigo depois de tudo que eles fizeram para mim doía demais e só havia uma palavra que descrevesse o Edward nesse momento, o egoísmo.

Ele saiu do quarto e fechou a porta, sentei-me na cama e fiquei pensativa. Era dessa forma que ele me queria, enjaulada e fora de foco. Meus pais no meu lugar por serem tão ousados não ficariam pra baixo, eles fariam o contrário e não deixaria ninguém os humilhar. Tendo uma ideia, eu fui até o closet e olhei os biquínis. Peguei o menorzinho de todos na cor preta e com babadinhos no seio, era lindo e nunca usado antes por mim. Despi-me devagar e vesti o biquíni, Alice sem dúvida exagerou ao comprá-lo, mas o danado era mesmo lindo. Ajeitei o meu cabelo perante o espelho e o sacudi para ficarem bem revoltos, não tirei a minha leve maquiagem e vesti uma saia jeans. Agradeci a Deus pelo o meu corpo estar de volta em tão pouco tempo e peguei uma toalha, depois eu saí do quarto. Fui até o quarto da minha filha e peguei uma roupinha mais fresquinha, aproveitei para pegar um chapeuzinho e saí do recinto.

Caminhei pelo corredor do andar de cima e desci a escada devagar, caminhei pelo corredor lá em baixo e cheguei na cozinha. Fui até a geladeira vendo a Victória ali mexendo a panela e a abri.

—Boa tarde senhora.

—Pra você também. Falei séria a olhando.

Peguei uma garrafa de água e fechei a porta, peguei um copo e me deliciei. Acabei bebendo dois copos bem cheios e guardei a garrafa depois, Mary me olhou ao passar ao meu lado e saí da cozinha indo para o quintal. Caminhei devagar até a piscina ganhando olhares e vi que Edward bebia cerveja estando no círculo de amigos. A Marie estava no colo de Bernadete agora e fui até ela que se encontrava na sombra. Peguei a Marie do colo dela e me sentei na cadeira ao lado, troquei a minha filha com uma facilidade incrível e eu podia sentir o desconforto ao redor por causa da minha presença. Por último eu coloquei o chapeuzinho na minha filha e ela ficou fofa.

—Então se reconciliaram? Perguntou a mãe de Alice e a mesma me olhou estando dentro d´água agora.

—Edward foi atrás de mim, do contrário eu estaria dando um calmante as suas vistas. Falei sorrindo levemente.

—Não é assim é.......

—Poupe-me das suas explicações tortas, não me importo com o que vocês pensam a meu respeito! Falei baixo. –São tão sujos e querem me dar lições de moral! Não quero escutá-la e poupe-me! O meu desejo era estar bem longe daqui!

—É um direito seu mocinha. Disse ela me olhando e eu a encarando sem titubear.

Arrependi-me de confrontá-la, pois Edward estava me olhando e se ele fosse bom em ler lábios, ele me pegaria. A neném começou a chorar e eu a ninei, reparei que Esme estava abraçando o marido e parecia pensativa. Os amigos de Edward bebiam estando empolgados e as moças também estavam, ele parecia bem à vontade no meio deles. Marie não parava de chorar e....

—O que ela tem? Perguntou Esme ao marido e fiquei na minha.

—Deve estar querendo mamar, ou é dengo de criança amor. Respondeu ele.

Olhei a fralda dela e esse era o motivo, mas desconfiei que mesmo estando na sobra o mormaço estava lhe incomodando. Tirei o chapeuzinho dela e me levantei da cadeira, saí da área da piscina e entrei. Subi a escada e entrei no quarto de Edward, peguei a bolsa dela no closet e voltei para o quarto. Deitei a Marie na cama e forrei a manta plástica ao lado, a deitei sobre ela e lhe troquei com calma. Deixei a minha filha bem limpinha e joguei fora à fralda suja, eu lavei as minhas mãos e as sequei. Voltei para o quarto e peguei a neném no colo, saí do quarto e descemos.

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Estando de volta na área da piscina, vi que Esme havia saído da água e conversava com a sua cunhada.

—A bebê está de volta. Falou Bernadete.

—Minha netinha. Falou Esme sorrindo, mas o seu sorriso morreu.

—É ela está aqui. Falei séria e vi Carlisle nos olhando. –Quer segurá-la?

—É melhor depois, estou molhada. Justificou Esme.

—Você é quem sabe.

—Eu quero segurá-la. Falou a mãe de Alice e dei a neném a ela a muito contra gosto.

Esme estava visivelmente chateada.Eu sei porque eu a conhecia, mas quem estava de fora não perceberia. Deixei isso pra lá e tirei a minha saia, Edward me olhou por uns segundos e voltou a conversar com os amigos dele. Deitei-me na cadeira e fiquei tomando sol, eu me sentia tão desconfortável que preferi fechar os meus olhos. Foi nesse momento que eu me lembrei do quanto o meu pescoço estava marcado e me senti envergonhada, coloquei imediatamente a toalha em meu pescoço e me levantei.

—Dê-me a menina. Pedi a Bernadete.

—O que há de mal? Eu pouco a segurei.

—Irei amamentá-la.

Peguei a neném do colo dela e saí dali, entrei na cozinha e subi. Abri a porta do quarto e tornei a fechá-la após eu passar, acabei passando vergonha estando com hematomas em determinadas partes do meu corpo.

—Onde eu estava com a minha cabeça? Perguntei-me ao colocar a minha filha deitada na cama.

Acabei me deitando também e fiquei pensativa, só sei que os minutos se passaram enquanto eu brincava com a minha filha.

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23min depois.

A porta do quarto foi aberta e continuei na minha, vi ser Alice ali e ela tornou a fechar a porta. Continuei deitada e não dei bola para ela, mas ela ao parar ao lado da cama e de frente para mim.

—Não precisava ter falado daquele jeito comigo no telefone, eu não lhe fiz nada Isabella.

—Estou cansada, acordo todas as noites de madrugada e não estou a fim de falar a respeito.

—Mas agora você vai escutar sim, já é uma mulher.

—Não perca o seu tempo em vir me ofender, está na cara que eu não sou mais criança! A farsa acabou Alice, pois você sabe muito bem que eu vivia lhe perguntando o que foi que os meus pais roubaram dos Cullens e você sempre se esquivava! É uma mentirosa de marca maior Alice! Não lido bem com fingimentos!

—Não sei do que você está falando!

—Mas eu sim! Sei da sujeira que envolve a sua família e que envolveu a minha.Sei que você não foi verdadeira comigo e me recordo de VOCÊ ter apoiado o Edward a tirar a minha filha de mim! Fui eu quem foi estuprada, fui eu quem a carregou por nove meses, fui eu quem a sentiu chutando e fui eu quem sentiu as dores do parto para trazê-la ao mundo! Fui eu quem permitiu que ela vivesse e crescesse dentro de mim, agora querem decidir por mim e atropelam os meus direitos! Ela é minha, ela é minha! Não admito que deem ordens se tratando da minha filha porque ela é minha!

—Nossa, tão protetora e a abandonou! Disse ela com sarcasmo.

—O seu primo é o culpado de tudo!

—Ele pode ter uma soma de erros e culpa, mas você não faz por onde!

—Preciso ficar sozinha!

—Pelo visto andaram brigando.

—Você sabe que não é nenhuma novidade! Saiba que eu perdi tudo por causa de vocês! Agora eu quero ficar sozinha Alice, por favor, não estou a fim de falar com você!

—Que bela recompensa eu estou tendo depois de tudo que eu tentei fazer por vocês dois! Disse ela séria. –Eu só fiz o que o Edward me pediu, e não fui eu quem o instigou para tal comportamento!

—Não quero saber, fez errado em aceitar, pois não devia estar com uma faca no pescoço! Sei que são farinhas do mesmo saco, tanto que vivem fofocando a meu respeito!

—Com quem ele iria deixar, com a mãe embriagada que mal se aguentava em pé? Não notou a gravidade da situação?

—Vocês só sabem me criticar! Saiba que isso acabou e quero ficar sozinha!

—Tudo bem, que seja, mas agora quem não quer falar com você sou eu!

—Não me incomodo, pois, os meus amigos verdadeiros já me deixaram por causa de vocês e nada me importa mais! A agradeço por tudo, mas a minha dor é maior. Cansei de viver com mentiras e maus tratos!

Alice saiu do quarto e fechou a porta com um baque, fechei os meus olhos e fiquei pensativa. Tornei a abri-los e olhei para a minha filha, ela estava quietinha. Eu havia prometido me comportar e não podia cair sempre em tentação e confrontá-los, mas estava sendo muito duro para mim.

—Me ajude meu Deus! Tudo que eu quero é ser feliz. Mas como eu poderei ser feliz dessa forma? Impossível.

Levantei da cama e fui até o banheiro, me aliviei e lavei as minhas mãos estando apenas vestida com o biquíni. Peguei a maquiagem e passei a base em meu pescoço, disfarçou um pouco e joguei pó de arroz no tom da minha pele por cima. Ficou bom e pouco dava para ver. Retornei ao quarto e peguei a neném no colo, decidida eu saí do quarto e desci.

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Saí no quintal e fui para a área da piscina, causei surpresa eu sei, e me sentei na sombra com a minha filha. Alice estava na água com os amigos e não me olhou, notando o desconforto Carlisle olhou para o irmão. Era como se não tivesse ninguém a minha volta e era só eu e minha filha ali, isso em meu pensamento, claro. Fiquei brincando com ela e ela sorria vez ou outra, já os outros curtiam o sol e a piscina. Mary veio até a mim e....

—Aceita um drink, um suco ou até um refrigerante?

—No momento nada Mary, obrigada. Eu já bebi água ainda pouco e estou satisfeita.

—Eu fiz um drink de frutas vermelha, eu sei que é o seu preferido.

—Mesmo assim eu estou sem apetite, abrigado e depois eu bebo um pouquinho.

—Tudo bem.

Mary se afastou com a bandeja e eu me deitei de barriga pra cima na cadeira, deitei a minha filha sobre mim e ela ficou quietinha. A abanei com a minha mão e fiquei a acariciando vez ou outra, evitei pensar nos meus amigos e fechei os meus olhos.

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15min depois.

—Posso segurá-la? Pediu uma das amigas de Edward estando enrolada na toalha.

—Tudo bem. Falei a entregando e Edward me olhava estando agora sentado ao lado dos amigos.

—Não vai curtir a água? A mesma está quentinha.

—Irei sim, mas só um pouco e depois.

—Sua filha é muito fofa.

—Obrigada. Falei a olhando e sorri levemente.

Ela se afastou com a Marie e foi para o grupinho de amigos, sem tê-la em meus braços eu me abracei. O pai de Edward se sentou ao meu lado e eu o olhei.

—Como tem passado querida?

—Na medida do possível, bem. Falei um pouco indiferente, eu estava bem chateada.

—Ficamos preocupados.

—Não era preciso, eu sei me cuidar.

—Por que foi embora daquela forma sem falar conosco?

—Por não suportar mais viver ao lado do seu filho.

—Estou surpreso que tenha vindo junto dele hoje, ele disse que traria apenas a menina. Não sei o que pensar na verdade.

—Quer que eu me retire da sua casa?

—Não é isso, é que eu sei da situação e pensei de você estar em sua casa.

—Mas não é dessa forma no momento.

—Então estão juntos? Eu não estranharia porque o meu filho tem dormido fora, digo, na casa que é de vocês pelo visto. Ele me falou que estava ficando lá para poder pensar e desde que você foi embora ele se manteve afastado de nós, mas não deixava de ir trabalhar. Eu não sei o que se passa na cabeça do meu filho, mas ele sofreu enquanto vocês estavam afastados. Eu sou pai dele e o conheço bem, a menina é muito importante para ele e desde que ela nasceu, acho que o meu filho não consegue mais se manter afastado dela. Eu o aconselhei a deixá-la em paz. Disse Carlisle me olhando nos olhos e ele estava sendo verdadeiro nessa parte. –Eu o aconselhei que ele ao encontrá-la, que entrassem em um acordo e cuidassem da menina de forma civilizada. Eu disse para ele pagar uma pensão para as duas e que mesmo separados se respeitassem por causa da minha neta.

—É eu sei Carlisle, ele me sugeriu isso. Eu disse que a minha filha por ser pequena ainda não precisaria de nada, e eu não quero o dinheiro de vocês.

—Não seja orgulhosa, está sozinha e sei que a sua situação não seria das melhores estando só.

—Eu posso me virar e posso trabalhar Carlisle. Não quero nada de vocês e me dói saber em quanta mentira estou envolvida.

—Eu só lamento caso o meu filho a forçou a qualquer outra coisa.

—Não lamente! Você e a sua esposa não podem com ele e é por isso que ele age de forma incorreta comigo!

—Ele a forçou a........

—Não, mas as marcas em meu pescoço dizem por si só o que eu passei! Não quero que diga um ai com o seu filho, ele iria arrumar um escândalo e quem sairá perdendo será eu!

—Então vocês estão juntos novamente?

—É, nós estamos juntos sim.

—Mas como depois de tudo?

—Não irei ser mesquinha com você ou uma mentirosa.

—Podemos ir para o escritório conversar mais à vontade?

—Tudo bem.

Nos levantamos ganhando alguns olhares e nos retiramos dali. Minha filha estava bem no colo da amiga de Edward e isso era o que importava. Entramos na cozinha, caminhamos rumo ao corredor e não demorou muito, a porta do escritório foi aberta por Carlisle e eu entrei. Assim que Carlisle a fechou após entrar, eu me acomodei no sofá.

—Como eu disse, eu não ficarei fingindo ou mentindo, eu já vivi demais na mentira! Até vocês mentiram para mim esse tempo todo!

—Sobre o que querida?

—Eu quero deixar claro que o seu filho realmente fez o acordo e combinamos dele visitar a menina nos finais de semana. Falei até que ele poderia trazê-la para vocês curtir a neta, mas ele burlou o acordo e ficou indo lá em casa quando queria. Chegou a haver algumas desavenças e a minha amiga Ângela também se envolveu nela.

—E? Perguntou ele sério.

—Eu não falei nada a respeito de vocês, mas ela sabe que o Edward me maltrata. Está na cara pelo o comportamento dele em relação a mim, ele não me deixava sair.................Sendo que isso é passado.

—Ele voltou a bater em você?

—Bater, bater não, mas ele durante a fúria se excede ao me segurar com força. Edward é forte e eu não posso com ele.

—Não concordo com isso e......

—Eu não entendo o porquê ele não me deixa em paz! Já pedi o divórcio várias vezes e nada dele ceder, disse que somente a morte irá nos separar, quanta loucura.

—E por que você está marcada desse jeito? A maquiagem disfarça bem, mas estou ao seu lado e estou percebendo.

—Não irei mentir. Ao sair daqui eu prometi para mim mesma que eu iria recomeçar a minha vida.

—E?

—E que eu viajei para New York e conheci uma pessoa lá.

—Posso até imaginar. Disse Carlisle se levantando e colocou a mão no queixo estando pensativo, depois ele me olhou.

—Não sei como o Edward me encontrou estando eu a milhas daqui Carlisle, mas eu sei da quantidade de dinheiro que a família de vocês tem. Sei que com dinheiro se consegue muita coisa, mas o restante você já pode imaginar.

—Conhecendo o meu filho, eu sei que ele aprontou e não foi pouco.

—Saiba que foi mesmo dessa forma, mas eu não ficarei aqui fazendo fofocas! Estou magoada demais com vocês e a minha real vontade era de não ter vindo aqui hoje e nem nunca mais! Edward me julgou da pior maneira possível, me maltratou e para ele eu não passo de uma prostituta de luxo! Ele já deixou isso claro por diversas vezes e desde que eu cheguei aqui. A verdade é que eu não tenho culpa de ter conhecido pessoas ricas e que se interessaram de verdade por mim!

—Que horror! Disse ele me olhando.

—Horror é muito pouco se comparando a tudo que eu vivi! Horror ainda é pouco em saber que eu me casei com um traficante de drogas e tive uma filha à força com ele me fazendo envolver. Não faço ideia em quantas coisas sujas a mais vocês estão metidos.

—Isso não é verdade e....

—É SIM! Falei estando bem chateada e de forma até grossa. –Me julgaram, disseram até pelos cotovelos que a minha família e linhagem não prestava, mas olha só vocês! Olha só vocês Carlisle! Todo esse luxo aqui em volta, todos esses bens materiais e grana em abundância não passam de uma maldita farsa! Não deixa de ser dinheiro sujo! Foi o maldito dinheiro sujo e a ambição que me condenou a isso Carlisle! Estou condenada nesse inferno chamado Cullens! O seu filho perdeu a noção!

—O que quer que eu fale hum? Esse é um assunto nosso! Disse ele um pouco alterado, pois eu o ofendi, eu sei.

—Mais é claro que sim, eu não irei me meter ou julgá-los da forma que fizeram comigo de forma injusta! Eu sou inocente no meio disso tudo.

—Eu e a minha esposa percebemos logo de cara o quanto você era inocente! Eu e a Esme proibimos o nosso filho de maltratá-la e você sabe muito bem disso Isabella! Nós dois nunca lhe desejamos o mal e lhe proporcionamos conforto por estar sozinha e por termos de certa forma nos apegado a você! Minha esposa precisou de mim e foi você quem a aconselhava e mediante a loucura de não querer se alimentar, você em sã consciência que a valeu.

—É eu me lembro. Não quero me meter e não faço questão de saber o que se passa na vida profissional de vocês, só estou deixando claro o quanto eu fui julgada se vocês estavam envolvidos com drogas também! Perguntei a sua esposa se ela sabia o que haviam roubado e ela mentiu! Perguntei a Alice e ela fez o mesmo me magoando pra valer! Estou decepcionada e não quero fazer parte disso! Eu não quero gozar de coisas sendo dinheiro sujo que as comprou, pois, essa sujeira toda me custou à liberdade! Essa sujeira toda me trouxe a ausência permanente dos meus pais, agora a dos meus amigos porque o seu filho me proíbe de vê-los! O que mais me dói é que eles não me querem por perto por odiar o seu filho! Edward infernizou a vida do meu ex-namorado Jacob e sendo que agora somo bons amigos somente.

—Podemos falar com ele e.....

—Não quero que faça nada! Não adianta falar nada porque os meus amigos não me querem por perto, tudo isso eu devo ao seu filho!

—Pois saiba que mesmo ele não prestando, você se envolveu com outro estando casada ainda. Já que entraram em um acordo, que se divorciassem primeiro e se daria o respeito.

—Essa palavra não faz parte do dicionário do seu filho! Não me arrependo de ter me envolvido com outro homem, pois saiba que essa pessoa sim é o suficiente para me completar, para me aceitar e adorar a Marie. Eu sim começaria uma nova vida com ele e tenho certeza que seriamos mesmo felizes! Falei não tendo certeza em relação aos meus sentimentos. -Pois nem mesmo me conhecendo direito e sabendo do meu possível divórcio, ele me deu de presente trinta e cinco mil dólares. Dizendo ele era um presente para me ajudar a recomeçar a minha vida e sem segundas intenções. Ele sim me faria uma mulher mais feliz e me daria de verdade à chance de recomeçar.Ser alguém na vida, pois eu pretendo estudar, mas o Edward arruinou os meus planos como sempre!

—Eu não sei o que dizer em relação a isso.

—O problema é que o seu filho tem de tudo a hora que quer! Ele tem as mulheres que se jogam nos braços dele com apenas um aceno e ele antes não encontrou a que o rejeitasse. Eu sou essa pessoa, por isso ele não me deixa ir. Edward não está acostumado a ser rejeitado, esse é o problema! Ainda me lembro que ele me tratou como um nada quando eu fui lá na empresa de vocês tentar conversa. Ele me deixou do lado de fora, pois, a filha dos bandidos não poderia entrar e nem eu fiz questão! Não tenho interesse naquilo que não me pertence! Nunca tive e não será agora Carlisle!

—Meu filho é de maior, eu não posso ficar me metendo na vida dele estando vocês casados. Saiba que conselhos eu já dei e redei, sendo que ele troca os pés pelas mãos. Sei que o aconselhando nesse momento, eu estaria arranjando outra confusão.

—Fala como se tivesse medo do seu filho, isso não é viável na posição de pai.

—Desde que elas foram sequestradas, a nossa vida não foi mais a mesma. Sempre brigas e tumultos, pois saiba que esse não é um modelo de vida que eu sempre almejei.

—Não irei julgá-lo como eu já deixei claro, mas agora você sabe o porquê das marcas em meu corpo. Não me arrependo de nada que eu fiz, e foi por isso que eu sofri represálias. O que eu fiz foi para eu ser um pouco mais feliz! Vocês me induziram a me casar, eu disse que não queria, mas mesmo assim não me levaram a sério ou me escutaram.

—Quisemos ser justos e não a deixar desamparada com um filho nos braços passando por privações. Edward foi o causador da gravidez, então ele iria arcar com as consequências.

—Isso me custou muito, antes tivessem me deixado como eu estava. Só quero que saibam que ele não é nenhum santinho.

—Sei disso, eu conheço o meu filho.

—Parece que não. Isso não vem ao caso por não ser da minha conta, mas posso afirmar que me sinto chateada por terem mentindo para mim! Não é seguro me manter com a minha filha ao lado de vocês.

—Não é desta forma, ninguém corre riscos de nada.

—Pra que tantos seguranças então? Isso é o que eu não sei, mas pode aconselhar o Edward a me deixar, não quero passar o resto da minha vida brigando e implorando!

—Esme e a Alice pensavam que o meu filho de alguma forma a amava. Os seguranças são para nos guardar, pois você sabe da nossa posição social.

—Está na cara que não é assim! Edward age com egoísmo a maior parte do tempo e me priva das coisas!

—Como quer que ele aja se você o trai?

—Não é dessa forma! Falei um pouco grosseira.

—Não quero ofendê-la, mais posso imaginar o que se passa na cabeça do meu filho perante esse fato. Cheguei a pensar que algum dia vocês pudessem se dar bem. Cheguei a pensar que a menina traria um entendimento, mas não aconteceu dessa forma.

—Agora que sabe, eu não quero tocar mais nesse assunto! Edward me tirou tudo e o entendimento não acontece da noite para o dia! As ações dele me destroem.

—Por que não tentam se dar melhor?

—Sabendo de toda sujeira eu não quero! Não sonhei isso para mim e me dói saber que a ordem para matar os meus pais veio de vocês! Mesmo eles não prestando eram os meus pais Carlisle!

—Diga isso ao seu marido.

—Ele não me deixa ir.

—E por que será?

—Por puro egoísmo! Agora com licença, não quero perder o meu tempo com uma conversa sem futuro e que não me levará a lugar nenhum! Faça da vida de vocês o que bem quiserem, mas saibam que mesmo os meus pais não prestando e eu não sabendo de nada, eles nunca me induziram a nada! Eu nunca experimentei coisas ilícitas na minha vida e nunca me envolvi com nada disso. As drogas nunca fizeram parte de mim!

—Eu posso jurar em memória da minha filha que eu nunca experimentei, era somente negócios.

—Poupe-me, poupe-me, eu não quero entrar em detalhes por que esse tipo de negócio tem outro nome e você bem sabe! Falei levantando a minha mão. –Edward não me deixa ir por dizer que estamos nessa junto, mas não é assim. Não faço parte da imundice!

—O meu filho tem razão nessa parte, você sabe demais. Disse ele me olhando.

—Eu. Não. Sei. de. por.ca.ri.a nenhuma! Falei entre os dentes, pois eu não estava envolvida em nada! –Não estou envolvida com nada!

—Não me leve a mal, mas nessa parte ele tem razão.

—Então acha que eu devo ficar contra a minha vontade?

—Eu não quis dizer isso.

—Você não precisa dizer mais nada Carlisle, de qualquer forma a vida é de vocês!

—Querida..........

Saí do escritório e bati a porta, eu me sentia mais aliviada e pensativa ao mesmo tempo. “O meu filho tem razão nessa parte, você sabe demais” essas foram às palavras de Carlisle e isso me deixou intrigada.

—Poderia ser uma ameaça oculta? Eu me perguntava mentalmente.

Fui até a área da piscina e Edward segurava a nossa filha estando na sombra, Marie estava adormecida e decidi entrar na água só um pouquinho. Eu já estava sem graça pelo clima e por Edward e eu não sermos um casal de apaixonados, do contrário eu ficaria ao lado dele e da minha filha. Desci a escadinha e fiquei com a água na cintura, eu sentia olhares me queimando e ajeitei a parte de cima do meu biquíni. Os meus seios estavam cheios e enormes de tanto leite, tanto que eu precisei ajeitar o biquíni.

Corri os meus dedos na água e nesse momento só estava eu na piscina, os outros estavam pelo gramado conversando e bebendo. Fiquei os olhando perdida em pensamento e vi Edward dando a neném para o pai segurá-la, ambos estavam na sombra e corria um ventinho agradável agora. Decidi mergulhar e estava sendo boa aquela água tão agradável envolvendo todo o meu corpo, quando comecei a sentir a necessidade de ar eu emergi. Vi Edward entrando na água e me deu vontade de mergulhar, me deu vontade de sair da piscina, mas permaneci onde eu estava e olhei para o outro lado. Cheguei a me afastar e me abaixei para molhar um pouco o meu corpo disfarçando, mas eu ao levantar, Edward encostou-me na parede da piscina e ficou na minha frente.

—Então, qual foi à queixa da vez? Perguntou ele baixo e envolvendo o meu pescoço, mas eu não me afastei. Para os outros soaria como um carinho.

—Conversamos como duas pessoas civilizadas, diferente de nós, claro.

—Claro que foi a meu respeito, está na cara. Disse ele beijando o meu pescoço e eu o olhei, ele fazia isso para não perceberem.

—Como pode ser tão fingido?

—Estou beijando a minha esposa. Não é isso que você é minha? Perguntou ele me olhando nos olhos e senti olhares em nós.

—É isso que você quer que eu seja, não é?

—É sim, não irei negar. Disse ele correndo as mãos em minhas costas não me causando reação alguma e depois ele as depositou sobre as minhas nádegas e as apertou trazendo-me mais de encontro a ele, por sorte eu estava de frente para ele e dando as costas para a parede. –O que você falou para ele?

—Coisas minhas.

—O ofendeu?

—Bem que eu poderia por ele ter mentindo para mim, mas não irei falar uma só palavra para você a respeito.

—Você é quem sabe. Disse ele vindo me beijar e eu me afastei de leve não deixando ninguém perceber, mas ele me aproximou novamente e me beijou.

Perante aquelas pessoas eu movi a minha boca, mas no meu interior por estar magoada não senti emoção alguma mesmo eu me encontrando apaixonada. Edward imprensou-me na parede e continuou me beijando, seus beijos passaram para o meu pescoço e ele tornou a me beijar. Eu já estava sem jeito por ele estar me beijando dessa maneira.

—Edward, as, as pessoas estão nos olhando.

—O que tem demais?

—O seu fingimento está me cansando.

—Seu beijo foi vazio.

—Combina com a situação.

—Não, não combina não! Você está me devendo e muito por ter ido se queixar com o meu pai! Falou ele envolvendo a minha cintura e me fez ficar encostada nele e de frente para as pessoas agora.

Estando sem jeito, de início eu não consegui olhar para ninguém, mas depois ao sentir ele beijando o meu pescoço eu as olhei. Umas conversavam e nem nos notavam, já a Alice balançava a cabeça que não e pegou a neném do colo de Carlisle que também nos olhava. Eu sabia que Bernadete também nos olhava, mas eu ao pegá-la o fazendo, ela desviou o olhar.

—Em quem está pensando? Perguntou ele me fazendo virar e olhá-lo.

—Por que está me perguntando isso?

—É melhor não responder. Disse ele me olhando nos olhos e tornou a me beijar.

Consegui afastar-me dele e dei um mergulho, era um jeito de poder me afastar dele. Ao emergir eu me encontrava próxima da escada e passei a mão em meu rosto, mas senti Edward envolvendo a minha cintura e o olhei.

—Eu quero sair da água Edward.

—Eu não quero deixar. Falou ele beijando o meu pescoço.

Sentindo-me entediada e até envergonhada, eu cedi e o deixei me beijar.

.

4min depois.

—Pare! Pedi o olhando e ele me largou.

—Estava longe a maior parte do tempo.

—É eu estava com os meus pensamentos bem distantes daqui mesmo. Falei o reprovando com o meu olhar por uns segundos.

—Estava pensando naquele cara?

—Em quem? Fiz-me de boba.

—Estava ou não? Perguntou ele me olhando nos olhos e apertando levemente a minha cintura.

—Está delirando, mas se quer a verdade, quem sabe.

—Esse biquíni é bem indecente, olha os seus seios como estão.

—Edward, foi a sua prima quem o comprou, ele é bem bonito e o colocaria em qualquer outro lugar. Não tenho culpa se eu estou amamentando, todos que eu colocar ficarão assim!

—Não, não irá. Esse é um tipo de biquíni para ser colocado quando estivermos apenas nós dois em um lugar onde estejamos sozinhos.

—Quanta palhaçada! Na praia as mulheres ficam à vontade.

—Elas não são você.

—Sorte é a delas. Falei saindo da piscina e joguei um beijo para ele, isso soou mais como um deboche e passei no meio das pessoas.

Alice me olhou estando ainda com a minha filha nos braços e passei direto, o mesmo fez Carlisle, mas sendo discreto não esboçou nenhuma reação. Eu havia deixado a toalha lá no quarto e dessa vez eu aceitei o drink que a Mary me ofereceu, eu não estava confortável, mas atuaria como eu estava fazendo. Fiquei apenas de biquíni mesmo e eu sabia que o meu corpo não estava feio, melhorou até mais após eu dar à luz salientando a minha silhueta. Vi Edward saindo da água após nadar bastante e ele pegou a toalha, pensei ser para ele, mas ele veio até a mim e a envolveu em meu corpo. Isso não passou despercebido.

—Não precisava. Falei o olhando.

—Quer continuar se exibindo aqui no meio dos meus amigos?

—Você é absurdo demais Edward. Falei a tirando de mim e me sequei de leve, depois eu a devolvi para ele e fui para o outro lado do quintal. Sentei-me no banquinho e fiquei pensativa.

.

.

Um tempo depois eu decidi subir e abri a porta do quarto, fui direto para o banheiro e tirei o biquíni. Entrei no Box e liguei o chuveiro, olhei ali na bancada de vidro que o meu xampu e o meu condicionador ainda estavam ali.

Lavei bem o meu cabelo e o enxaguei, passei o condicionador e o deixei agindo em meu cabelo enquanto eu passava sabão em meu corpo. Eu me lavei bem e me enxaguei depois por completo, a porta do quarto foi aberta e Edward havia entrado estando com a nossa filha nos braços. Ele tornou a sair e voltou minutos depois sem estar com ela.Ele trancou a porta e se despiu me olhando, ele veio até o banheiro e ao parar na minha frente estando no interior do Box....

—Então não consegue beijar o seu marido porque não tira o outro da cabeça?

—Da onde você tirou isso? Perguntei recuando e bati com as minhas costas na parede do box, nisso a água do chuveiro o banhava sem ele se importar.

—Prova-me! Falou ele se aproximando de mim e segurou o meu rosto cheio de posse.

—Não é necessário. Vou sair para me enxugar. Falei tentando passar por ele, mas ele me barrou. –Dá um tempo!

—Da última vez que isso aconteceu, você estava envolvida com o meu primo! Ta lembrada? Perguntou ele me segurando.

—Mas agora não é isso Edward.

—Não acredito! Falou ele me puxando e Saímos do Box.

—O que pensa que está fazendo? Perguntei em vão e ele me jogou na cama sem impor brutalidade.

—Irá saber quem é seu dono de verdade! Disse ele ficando sobre mim.

—Edward, Edward. Falei no momento que ele se ajeitou em mim e levantou levemente a minha perna.

Ele me ignorou e veio me beijar estando louco e fora de si como da última vez. Eu não estava excitada e o olhei, mas caindo em si ele pegou algo no criado mudo e vi que era uma camisinha. Tentei fugir, mas ele era estratégico demais e forte demais, tanto que ele pôs a camisinha sem dificuldade e estando me impedindo de fugir com o seu agarre forte. Logo depois eu só sei que nós dois caímos na cama após uma breve luta corporal e ele conseguiu se encaixar em mim após me deixar arfante e cansada de lutar. Meus seios subiam e desciam constantemente por eu estar apreensiva. Tudo isso porque eu estava respirando muito rápido e o senti entrar com um pouco de dificuldade em mim.

—Pare com essa loucura Edward! Falei assustada.

Sendo que ele arrancou um grito meu após dar um impulso preciso contra o meu corpo. Ele tentou me beijar, mas eu não deixei. Edward se movia constantemente em mim e me olhou.

—Sabe que ninguém irá ocupar o meu lugar! Não sabe? Perguntou ele continuando a investir contra o meu corpo e segurou o meu rosto com posse para eu poder olhá-lo.

—Você já deixou isso claro. Falei ofegante no momento que ele parou de se mover.

—Parece que não ficou claro para você!

—Já está claro Edward. Falei o olhando e ele voltou a se mover, mas parou novamente e fechou os olhos tentando se controlar. Acho que ele já estava no auge em tão poucos segundos.

—Não me conformo que você tornou a me trair! Disse ele com raiva e deu um impulso contra o meu corpo, fechei os meus olhos na mesma hora porque estava me causando incomodo demais.

—Você fez com que isso acontecesse!

—Não fui eu não! Falou ele alto e suas investidas causavam-me dor agora. –Você faz questão de me provocar, nunca serei o suficiente, pois sempre irá procurar outro! Sou eu que sou o seu marido!

—Ai Edward, pare com isso! Pedi estando bem incomodada.

—Agora me pede para parar? Só pode estar encantada pelo outro! O que foi que ele fez que a deixou assim? O que foi que ele fez?

—Para com essa baboseira Edward!

—Pare você! Tire esse cara do meio de nós! Trate de tirá-lo e já. Não será ele quem irá acordar todos os dias ao seu lado! Não será ele a amá-la! Não será ele quem irá tomar conta da nossa filha!

—Está ruim da cabeça! Saia de cima de mim!

Edward me beijou e não parou de se mover, ele quando afastou o rosto do meu, eu entreabri a minha boca implorando por ar. Ele beijou o meu pescoço e parou novamente de se mover, eu sentia que faltava muito pouco para ele atingir o orgasmo. O meu corpo estava em choque, sendo que os seus movimentos me causavam muito incomodo por eu não estar lubrificada. Gritar eu não poderia por eles estarem com visita, isso chamaria atenção demais e aturei toda a loucura dele quieta. Eu apenas apertava os meus olhos e esperei ele terminar.

.

.

10min depois.

Caí na cama após ele me empurrar, ele havia gozado estando eu de quatro. Eu estava bem dolorida e cobri o meu corpo com a colcha, virei de barriga pra cima e ficou apenas os meus seios de fora. Eu evitei olhá-lo, havia dor demais dentro de mim e fechei as minhas pernas.

—Trate de tirá-lo da cabeça! Disse Edward se levantando da cama e parecendo estar bem chateado.

—Eu não amo aquele rapaz Edward, tire essa loucura da cabeça.

—COMO TIRAR DA MINHA CABEÇA SE VOCÊ NÃO TIRA O INFELIZ DA SUA MENTE? Perguntou ele alto e me encolhi na cama.

O deixei pra lá e coloquei a mão em meu ventre sob a coberta, eu estava bem dolorida e ao tocar-me intimamente vi um pouquinho só sangue em meu dedo.

—Mas, mas. Falei com os meus olhos assustados ao olhar o meu dedo com resido de sangue eu fechei as minhas pernas.

—O que foi? Perguntou ele me olhando após se virar.

—Não é nada! Falei escondendo a minha mão e sentindo as lágrimas brotarem em meus olhos, ele foi longe demais ainda pouco.

Edward não acreditando em mim, ele afastou a coberta e viu uma gotinha de sangue na cama, parecendo bem assustado agora, ele me olhou.

—O que você tem?

—Sai daqui Edward! Falei estando bem raivosa e entre os dentes. –SAI DA MINHA FRENTE! Pedi sem me importar de alguém escutar.

—O que você tem? Perguntou ele me alto avaliando e eu tampei o meu corpo estando envergonhada por causa da situação.

—Não é nada demais!

—Como não se está sangrando?

—Deve ser o restante da menstruação, você me machucou sou estúpido. É MELHOR VOCÊ SAIR DA MINHA FRENTE,PRECISO FICAR SOZINHA!

—Não irei, iremos ao médico!

—E dizer o quê? Que foi o meu marido quem me estuprou?

—Não a estuprei, eu sei que eu me excedi por estar com...................raiva!

—Não quero saber, agora me deixa sozinha, por favor. Pelo menos nesse momento me deixe sozinha.

—Ok. Falou ele me deixando sozinha no quarto e foi para o banheiro.

Chorei tudo que eu tinha para chorar. Se nós estivéssemos sozinhos, eu sei que eu gritaria e nesse momento eu precisava de um espaço. Levantei da cama e dando-me uma loucura, eu arranquei o lençol manchado e o rasguei, Edward vendo a minha loucura me olhou.......tendo lágrimas nos olhos. A cena me chocou por ser a primeira vez o vendo chorar e não liguei, eu já havia chorado e muito na minha vida e não me importaria agora com ele. Mais uma vez eu o olhei com pesar por eu estar sofrendo e fui para o closet, me vesti novamente e coloquei um absorvente para não manchar a minha calcinha. Peguei a minha bolsa e saí do closet, Edward ao me ver passar, ele saiu do banheiro às pressas e conseguiu me barrar.

—Aonde você vai?

—Para a minha casa, não dá mais para ficarmos juntos Edward.

—Não irei deixá-la sair! Disse ele me olhando e secou a lágrima que rolou.

—Você está dificultando. Falei dando as costas para ele.

—Eu sei que eu não deveria tê-la pego a força.

—Não é a primeira vez que isso acontece e você sabe muito bem disso.

—É eu sei, mas não me orgulho com o que eu acabei de fazer. Eu estava movido pelo, pelo.............eu estava movido de raiva. Eu não coloquei mulheres em meus pensamentos estando com você. Em nenhum momento eu me envolvi com você estando com outra mulher na mente, em nenhum momento Isabella!

—Mas me esnobou e muitas vezes por causa delas. Disse que eu era sem graça e me considera uma prostituta só porque eu tentei buscar um pouco que fosse de afeto. Seu ato ainda pouco deixou claro que eu não valho nada e que sou uma porcaria de mulher para você! Falei chorando. –Eu odeio a minha vida, eu odeio estar casada com um homem que não hesita ou pensa duas vezes em me fazer mal! Falei sentindo uma pontada em meu sexo e me curvei, eu estava com cólica.

—Me perdoe por fazê-la mal ainda pouco. Pediu ele me olhando e segurou a minha mão, mas por estar sentida eu a tirei da dele e ele me olhou.

—Não sou Deus para perdoá-lo, mas não se preocupe porque eu não costumo guardar rancor. A essa altura o que me fizer, só servirá para juntar a coleção de maus tratos.

—Isabella, guarde a bolsa e repouse, iremos ao ginecologista amanhã e se eu tiver que falar a verdade, eu falarei.

—Olha Edward, é melhor você descer, os convidados podem estranhar o nosso sumiço.

—Não to nem aí para o que vão pensar, o meu assunto é você.

—Por favor, me deixe passar uns dias lá na minha casa, eu mereço esse tempo longe de você.

—E a nossa filha?

—Você poderá vê-la, mas cobrindo-me de ameaças só me deixará com mais raiva.

—Não importo, eu a quero comigo! Deixá-la ir seria o mesmo que entregá-la ao outro!

—Isso não deveria importá-lo.

—Mas agora você sabe que é desta forma!

—Não pode ficar me controlando e impedindo-me de ter contato com o mundo Edward!

—Estamos casados, isso é o que importa.

—Eu sempre soube que o que eu quero perante a você, não importa.

—Não é assim.

—É assim sim! É um egoísta e só pensa em você!

—Você, foi você quem foi atrás de outros homens!

—Vai ficar jogando isso na minha cara agora?

—Eu falo por me sentir ofendido ao beijá-la e perceber que há outro em seus pensamentos.

—Não enxerga que está me obrigando a ficar com você todo esse tempo?

—Pode até ser, mas eu tenho os meus motivos! Não tem do que reclamar, eu lhe dei e dou de tudo!

—Eu não encho os meus olhos para tudo isso Edward. Não consegue enxergar que eu não tenho olho grande nas coisas de vocês?

—É eu já percebi. Disse ele não me olhando.

—Como? Falei o olhando nos olhos.

—Eu já percebi que não é o dinheiro. Satisfeita?

—Não estou satisfeita, eu preciso de muito mais que isso. Não falo no sentido material e sim no sentimental.

—Não irei deixá-la ir! Disse ele tirando a bolsa da minha mão sem impor a violência e me fez olhá-lo. –Somente a morte irá nos separar outra vez.

—Dessa vez não é outro homem que está no meio de nós e sim a minha solidão. Você me privou e agora os meus amigos não querem mais saber de mim.

Estando passada, eu tirei a minha roupa sob o olhar dele e fui para o Box notando que eu não sangrei mais, pois o absorvente estava limpo. Abri a água e lavei as minhas pernas estando com os meus olhos nublados pelas lágrimas, não me demorei muito e vesti o roupão. Edward entrou no banheiro e eu preferi ir me maquiar no closet, disfarcei bem as minhas marcas e deixei o meu cabelo solto. Tornei a colocar o véu em meu pescoço e calcei a minha sandália novamente. Peguei o meu vestido amarelo e o vesti, nisso Edward entrou no closet e veio até a mim.

—Não tive a intenção de fazer isso com você.

—Você já abusou de mim antes, não quero ficar ouvindo isso sempre.

—Que o antes não faça mais parte da nossa vida. Pode ser?

—Não tocarei no assunto, mas ainda estou ferida. Pare de jogar na minha cara as coisas!

—E você não percebe a minha dor? Não vê como a minha mãe ficou?

—Eu vejo sim, mas você só enxerga a sua tristeza, a dela e não se importa com as dos outros!

—Não é que eu não a enxergue, eu prefiro ficar distante.

—Tudo bem. Falei ainda mais magoada. –Vou dar uma olhadinha na Marie.

—Ok.

Edward abriu a porta do quarto e eu saí sentindo o meu sexo arder, pelo visto a neném devia estar no quarto dela e fui até lá.

Abri a porta e ela dormia no berço, eu a peguei no colo e ela despertou chorando. Eu imediatamente ofereci o meu seio a ela e ela começou a me sugar, sentei-me no sofá e deixei que ela se saciasse. Eu estava tão chateada e impedi que as minhas lágrimas rolassem, foi trabalhoso disfarçar com a maquiagem o meu rosto devastado.

A neném continuou me sugando e minutos depois ela se deu por satisfeita, então eu a coloquei para arrotar e Marie logo o fez. Ela havia despertado e há essa hora já deviam ter servido o almoço, já passava das 16h da tarde. Decidi trocar novamente a roupa da minha filha por estar esfriando com o passar da tarde e Edward entrou no quarto já estando arrumado.

—Iremos embora. Disse ele me olhando.

—Você estava disposto a ficar.

—Você não queria ficar, iremos embora.

—Tudo bem. Falei me levantando. –Vou trocar a roupa da Marie.

—Ta.

Edward ficou em pé olhando da janela e eu troquei a minha filha rapidinho. Estando ela arrumada, nós descemos após pegar as nossas coisas.

Despedi-me da Mary ao passar na cozinha para a surpresa dela e saímos no quintal, Carlisle ao nos ver ali arrumados e com as bolsas na mão se aproximou.

—Ué, vocês já vão?

—Sim pai.

—Amanhã é domingo filho, dormem aqui se quiser. Falou ele me olhando.

—Iremos para casa.

—Aconteceu algo, já andarão brigando?

—Não, mas eu preciso fazer umas coisas lá.

—Ok. Falou Carlisle nos sondando com o olhar.

Edward se despediu do pessoal e os mesmos lamentaram. Alice não me olhou e eu me despedi das pessoas apenas com um aceno coletivo. Fomos para o carro e entrei no mesmo com cuidado, a cabecinha da Marie era sensível e eu não poderia me descuidar. Edward a colocou deitada no bebê conforto e prendeu o cinto de segurança ao redor dela. Após ocupar o banco do motorista, ele ligou o carro e saímos. Os seguranças vieram logo atrás de nós e não demoramos a pegar a estrada principal, por ser fim de semana o transito estava ótimo.

Eu estava pensativa, longe toda vida e me lembrava das lágrimas dele, Edward não me deixou partir de forma alguma e preferia bancar o egoísta a me deixar ir. Acabei cochilando estando a minha filha acordada, pois eu estava exausta demais.

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1h depois.

—Isabella.

—Hum?

—Nós já chegamos.

Abri os meus olhos e me espreguicei de leve, olhei para o lado e a minha filha estava sendo retirada do bebê conforto por ele. Peguei as bolsas e saí do carro, eu estava sentindo um cansaço imenso e abri a porta. Entramos e eu tornei a fechá-la, Edward subiu com a neném e eu subi logo atrás. Eu estava sem fome e ele entrou com a filha no quarto dela, já eu fui para o nosso quarto e troquei de roupa. Coloquei um pijama e fui lavar o meu rosto para retirar toda a maquiagem, logo após eu escovei os meus dentes e fui me deitar.

Momentos depois Edward entrou com a Marie no quarto e ela estava de banho tomado, ele a deitou ao meu lado e eu a abracei. Marie resmungou um pouco, mas ficou quietinha novamente e permaneceu acordada. Edward foi para o closet e quando saiu de lá só vestia a parte de baixo do pijama. Ele saiu do quarto e eu acendi a luz do abajur, fiquei ali curtindo a minha filha e me lembrei de tudo que eu passei. Eu estava sentindo raiva por causa da brutalidade dele e me cobri, ajeitei a neném de forma que ficasse segura caso eu dormisse e a cobri. Ela ficou fazendo sons de bebê por um bom tempo e o sono queria me levar, mas me mantive firme.

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Às 19h.

Edward não havia voltado para o quarto ainda e dei de mamar a Marie, após ela se saciar e arrotar, ela acabou dormindo. Eu a coloquei de volta na cama e me deitei, o sono já estava me invadindo e acabei dormindo.

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……………………………………………………..

Madrugada de domingo, 25 de julho.

Às 03:50min.

Acordei com a neném resmungando ao meu lado e eu me sentei na cama percebendo o abajur aceso. Edward não estava ali no quarto e peguei a neném no colo, ela agora chorava pra valer. A amamentei com toda paciência do mundo e ela me sugava resmungando, olhei a fralda dela e ela estava limpinha, mas eu ao avaliar a parte da frente ela havia feito bastante xixi.

Marie continuou mamando e custou a se saciar, mas quando ela ficou satisfeita, ela largou o meu seio e chorou. Estando enjoadinha por estar com sono e de xixi, eu me levantei devagar a segurando e a envolvi na manta. Saí do quarto e fui até o da neném, mas notei que um dos quartos de hospedes estava com a porta entre aberta.

Levei a neném para o berço e eu a trocaria ali mesmo, eu a despi e cobri o seu corpinho. Fui até o banheiro pegar as coisas dela e passei o lenço umedecido nela, passei um pouco de pomada e coloquei outra fralda limpa. Marie estava com muito sono e resmungava bastante agora, eu a coloquei para arrotar e ela logo o fez. Após deitá-la em meu colo, ela dormiu e eu retornei para o quarto, fiquei um pouco de pé com ela em meus braços e um tempinho depois eu a deitei novamente na cama. Eu estava com fome e sede, mas antes de descer eu iria ao banheiro me aliviar.

Estando no banheiro, eu me aliviei sentindo o meu sexo arder de leve. Asseei-me e vesti a minha roupa, lavei as minhas mãos e sai do banheiro. Olhei para a neném e ela dormia igual a um anjinho, saí do quarto e parei na porta que estava entre aberta. O abajur estava aceso, havia uma garrafa de whisky vazia no criado mudo e o copo ao lado dela também estava da mesma forma. Edward estava apagadão estando deitado sob os edredons de barriga pra cima e me aproximei. Havia outra garrafa cheia acima do meio no chão entre a cama e o criado mudo, ele havia ficado dopado pelo o que eu estava parecendo. Aproximei-me mais e vi que ele respirava, decidi sair do quarto e deixei tudo como estava para não parecer enxerida.

Desci a escada com cuidado e acendi a luz da sala, fui para a cozinha e bebi primeiramente dois copos de água. Fiz um sanduíche para mim e abri uma caixinha de suco de abacaxi, me deliciei ali na cozinha mesmo e acabei chorando ali sozinha. Tudo estava um caos na minha vida e eu não sabia mais o que fazer, o pior de tudo era que eu não podia com ele. Carlisle pareceu desapontado quando eu contei que havia ficado com outro alguém, mas eu não me arrependia de nada. Minha imagem não era das melhores perante eles agora, piorava por Edward não me deixar ir para evitar mais constrangimentos. Definitivamente eu estava arruinada e lembrando das palavras de Carlisle, eu sabia demais. Edward vivia dizendo que estávamos nisso juntos, e acabei percebendo que não havia mais volta para uma vida normal para mim. Estar juntos pra ele era no mesmo teto, fisicamente, compartilhando o segredo da família e eles não arriscariam que isso vazasse com o meu afastamento. Eu jamais falaria pra alguém, mas quando se entra nessa vida, não dá mais para voltar atrás.

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18min depois.

Achei melhor subir e foi o que eu fiz, estando lá em cima eu escovei os meus dentes e me deitei. Aos poucos o meu sono foi voltando e eu acabei dormindo.

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Às 09:30min.

Fui despertando aos poucos e olhei para o lado, Marie ainda dormia. Continuei deitada e permaneci assim até a minha filha acordar.

Depois que ela acordou eu a amamentei, a fiz arrotar e permanecemos no quarto. Liguei a televisão e fui escovar meus dentes, aproveitei para me aliviar e lavei as minhas mãos percebendo que não havia mais dor íntima. Voltei a me deitar e passei a manhã inteira deitada, nem sinal de Edward e preferi assim.

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Às 13h da tarde.

Eu estava distraída quando a porta foi aberta, Edward foi direto para o banheiro estando visivelmente de ressaca e fechou a porta. Escutei o barulho da chave e permaneci na minha junto de minha filha, minutos depois ele saiu estando de banho tomado e foi para o closet, ao sair de lá momentos depois ele saiu do quarto.

Vinte minutos se passaram e ele entrou no quarto estando com uma xícara de café na mão. Ele bebeu todo o conteúdo de uma só vez, depois se deitou ao lado da filha e de frente para mim. Eu não queria olhá-lo e evitei o olhar dele, ele brincava com a menina e o peguei me olhando segundos depois.

—Isabela, eu juro que machucá-la não era a minha intenção de verdade.

—Você já me falou isso Edward, eu não quero me lembrar ou escutá-lo.

—Eu não consigo me esquecer porque eu sei que passei dos limites. Fizeram algo parecido, sendo que muito pior com a minha irmã e encontrá-la daquela forma....... Falou ele de olhos fechados.

—Eu posso imaginar a dor dela, mas não posso mudar o passado infelizmente. Eu adoraria que nada disso tivesse acontecido com nenhuma de nós, eu teria a minha vida ainda.

—Eu sei disso, e eu não posso trazê-la de volta também, infelizmente. Disse ele pensativo.

—É eu sei.

—Não consigo ficar longe da minha filha. Eu sei que você conseguiu deixá-la tão facilmente e tão pequenina, mas eu não.

—Sabe muito bem dos meus motivos e não irei repeti-los outra vez.

—É, eu sei.

—Eu quando fui embora, ela estava longe de mim, foi você quem me privou da companhia dela. Eu já aturei as suas bebedeiras, as do seu pai que na época eu tive que consolar a sua mãe, mas quando aconteceu comigo eu fui apedrejada sem ter chance de explicar os meus motivos. Na verdade, você sabe todos os meus motivos e não se faça de bobo! Aqui eu falo para as paredes e você castigou-me tirando a minha filha e não se importou com a minha dor! Você disse que prefere ficar longe da minha dor e eu o respeito, mas se fosse alguém que você amasse, eu tinha certeza que se manteria por perto. Você não entende a falta que eu sinto de receber carinho, alguém que se importe de verdade comigo e não quero uma pessoa que me odeia, porém me dá de tudo. Não entendo isso em você Edward. Esnobava-me antes, falava que eu estava de olho nas coisas de vocês, porém hoje em dia, eu tenho de tudo porque foi você quem permitiu que Alice as comprasse para mim. Tire daí a minha confusão em relação a você, pois eu sempre fico com um pé atrás, nunca sei o que você pode aprontar. Você se excedeu ao me aplicar àquela injeção contendo veneno, depois me deixou toda marcada fazendo com que a minha própria amiga sentisse vergonha de mim!

—A sua amiga sentiu vergonha por quê?

—Por que você se excedeu mais uma vez ao me segurar com tanta força ao querer me dar uma lição de moral! Eu fiquei toda marcada como você mesmo pode ver e a minha amiga ao ficar sabendo que eu voltei com você, ela se indignou. Ângela preferiu se afastar de mim por causa disso e foi embora rejeitando a minha companhia até o ponto de ônibus. O motivo eram as marcas e isso a envergonhou, mas eu sei que ela não é mal, o problema é que ela me ama demais e te odeia demais. Outro no seu lugar me chamaria para conversar, mas parece que toda vez que eu cometer erros será com castigos severos que você irá me punir.

—Não quero que cometa esse tipo de erros, não me agrada vê-la com outros homens.

—Você fala de compromisso, mas andou com outras mulheres antes quando estávamos noivos! Não devia me querer por perto ainda.

—Lembra que faltando dias para o nosso casamento você arrasou o meu carro e eu ainda te peguei junto com aquele seu amiguinho lá naquela boate? Ta lembrada?

—Isso é passado, você mereceu!

—Estamos casados agora Isabella! Pelo amor de Deus, entenda! Eu tentei sim nos dar bem, mesmo que fosse a mando dos meus pais eu tentei, mas a sua confusão minou tudo.

—Você disse que chumbo trocado não dói, então isso significa que você esteve com outra mulher!

—Não, eu não estive com outra mulher. Eu não queria ficar por baixo. Disse ele me olhando nos olhos. –Eu não admito que faça isso comigo Isabella!

—Então você mentiu?

—É eu menti.

—Estamos nos magoando cada vez mais e sei que os seus pais também sofrem com isso. Minha imagem está queimada Edward e eu acho que você deveria relevar e escolher outra mulher para ser sua e se dar bem com ela. Você deixou claro que a Julieta é a mulher ideal para você, fica com ela.

—Eu disse que ela é a mulher ideal porque eu sentia que ela gostava mesmo de mim, mesmo eu não sendo perfeito, ela gostava de mim assim mesmo. Falou ele me olhando.

—Não somos perfeitos, mas eu tenho certeza que você nunca levantou a mão para bater nela. Eu tenho a mais absoluta certeza que caso vocês brigassem, você não iria puni-la da mesma forma que faz comigo.

—Não, nunca. Disse ele de olhos fechados e tornou a abri-los.

—Por isso ela o amava, ou o ama ainda mesmo que em segredo. Não há receios entre os dois, pois há cordialidade, desejo de homem e mulher porque está na cara que você já dormiu com ela. Não que seja da minha conta, mas eu sei que vocês ficaram juntos no Natal. Há entrosamento entre vocês e o papo flui naturalmente, eu percebi isso durante aquele café na manhã de Natal lá na sua casa. Lembro-me que você colocou uvas na boca dela, lembro da forma gentil que você a tratava e trata os seus amigos. O que há entre nós? Somente uma criança Edward e um casamento conturbado com lembranças ruins. Estou cansada de ser maltratada e todos que me conhecem de verdade, sabem que eu não merecia tudo isso que aconteceu na minha vida, não da mais. Mesmo parecendo mentira, mesmo eu amando a minha filha, falta pouco para eu cometer uma loucura contra mim mesma. Não posso viver mais dessa maneira. Falei chorando. –Não dá por não me sentir mais forte como antes.

—Me perdoe por ontem. Pediu ele me olhando de forma pidona e parecia mesmo arrependido. –Me perdoe porque eu sei que o seu corpo está se recuperando da gravidez da minha filha e eu agi muito mal. Eu não queria que nada daquilo acontecesse, muito menos que em seus pensamentos tivesse outro homem.

—Isso parece o incomodar.

—Você é a minha mulher.

—Eu perdi tudo por sua culpa.

—Nem tudo que você perdeu eu sou o culpado! Foram os seus pais que se meteram onde não foram chamados!

—Não vamos falara mais a respeito deles.

—Tudo bem.

—Podemos cuidar da neném estando você aqui e eu lá em Diamantina, ou em qualquer outro lugar. Não podemos nos ferir mais Edward. Eu sei que você em relação a mim não há amor, por isso me trata com tanto descaso. Não permita que o ódio tome o lugar em meu coração, eu não quero o mal de vocês. Mesmo eu estando ferida e sentindo tanta raiva, eu em momento algum fiz algo contra a sua família.

—Como eu irei viver nessa casa se nem você e nem a nossa filha estará aqui?

—Sabe que tem a sua família, pode ter outra mulher se quiser e aos seus olhos eu não sou a ideal.

—Não me venha com isso Isabella, eu não quero outra!

—Sinceramente eu não consigo entendê-lo em meio essa bagagem toda. Como pode querer que continuemos juntos, se não conseguimos manter um diálogo descente?

—Estamos tendo um agora.

—É nós estamos conversando numa boa. E depois?

—Me diz o que você sente por aquele cara?

—Já vai começar tudo outra vez? Perguntei demonstrando chateação.

—Eu só preciso saber a verdade.

—Eu disse que eu não o amo, eu sinto um carinho, mas não é amor. Sei que amar e ser amado é a melhor coisa do mundo e não irei negar que ele gostou mesmo de mim.

—Amar às vezes nos faz cometer loucuras.

—Loucuras são válidas quando não magoam a outra pessoa, mas o nosso caso é diferente. Podemos cuidar da menina e você é um homem jovem, sei que você é capaz de atrair quem você quiser para ficar ao seu lado e faça isso. Falei o olhando e sequei a lágrima que rolou.

—Não é novidade nenhuma que me rejeita como o seu marido, não seria diferente e eu entendo.

—Não seria diferente o seu tratamento sendo eu quem eu sou. Para o resto da sua vida, você vai me olhar e lembrar da onde eu vim e a minha linhagem. Não será me maltratando que amenizará a sua dor, por isso eu não contra ataco você Edward. Nada que eu fizer, vai trazer os meus pais de volta ou esse tempo perdido ao seu lado. Não vale a pena usar métodos de vingança, eu só me igualaria a você. Eu não tenho mais força para lhe pedir que não me magoe mais, essa é a mais pura realidade.

—Eu não consigo viver longe da minha filha. Falou Edward a acariciando e me olhou.

—Essa obsessão está nos destruindo e a sua família também. As suas ameaças me assombram, e nada me magoou mais que ter as minhas digitais naquela arma desconhecida por mim. Você seria mesmo capaz de me incriminar por algo que eu não fiz, isso é drástico demais para mim sendo você o meu suposto marido. Como podemos conviver dessa forma? O que eu posso esperar de você agora? Eu não sei mais o que espera sinceramente e me dói. Não me imagino encarcerada e pagando por algo que eu não fiz. Falei estando bem magoada a última frase.

—Você cometeu um delito! Você me traiu e eu sou o único que leva esse casamento a sério Isabella! Apesar de tudo, perante a lei somos marido e mulher, ainda mais somos pais de uma linda menina. Na minha família nós levamos o casamento a sério!

—Eu e nem você podemos nos obrigar.

—Então deseja mesmo me deixar?

—O que eu posso esperar dessa relação e de você? Já vi demais, não há respeito entre nós da forma que tem que haver em um casamento normal. Eu perdi tudo, tudo. Você tem a sua família, mas eu não. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem novamente e fechei os meus olhos. Edward ficou na dele e eu fiz o mesmo após virar para o outro lado. Eu não queria que ele visse a minha dor já que revelou preferir ficar distante.

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.

Às 15:56min.

Eu estava cheia de fome e finalmente eu olhei para o lado depois de muito tempo, Edward dormia estando abraçando a nossa filha. Levantei da cama devagar e desliguei a televisão, saí do quarto e desci. Caminhei devagar vendo que todas as proteções estavam recolhidas e a visão era perfeita da natureza. Fui para a cozinha e olhei no freezer, peguei uma carne congelada e a descongelei no microondas. Eu faria um refogado com vegetais e preparei o arroz. Enquanto o mesmo cozinhava, eu fiz o suco. Senti o meu seio direito vazando e não me importei, eu estava preocupada demais com a minha própria sorte. Amanhã eu daria um jeito, eu iria a uma clínica nova e pagaria uma consulta com um ginecologista. Edward foi longe demais ontem e por sorte eu não estava sangrando mais, do contrário era mesmo para eu me preocupar.

Continuei cozinhando e o cheirinho na cozinha estava delicioso, fiquei pensando na conversa até civilizada que eu tive com ele e fiquei pensativa. Era fato que ele não queria me deixar ir e que a menina era tudo para ele.Acho que o fato dela ser minha filha também não o incomodava nem um pouco mais. O pior de tudo era que ele só me pediu para perdoá-lo se tratando apenas de ontem, pois ele nunca me pediu perdão se referindo ao sequestro e tudo mais que ele aprontou comigo. Acho que por não acreditar em mim, ele nunca me pediria o perdão. O jeito seria mesmo a separação, mas depois de todas aquelas ameaças eu não podia opinar muito, pois eu sairia como sempre perdendo e as minhas digitais se encontravam ainda naquela arma.

Após a comida ficar pronta, eu subi e entrei no quarto. Edward estava dormindo ainda e a neném estava acordada estando quietinha. Deixei a Marie ali na cama e fui no closet, peguei um short jeans e uma blusinha. Escolhi uma calcinha e saí dali, a neném continuava quietinha e entrei no banheiro. Deixei a porta do mesmo aberta por causa da Marie e me despi rápido, entrei no Box e liguei o chuveiro. Tomei um banho rápido sem molhar o meu cabelo e me asseei com o presto barba, logo após eu tornei a passar sabão.

.

Saí para me secar e estando seca, eu hidratei o meu corpo e penteei o meu cabelo. Fiquei apresentável e saí do banheiro, a neném ainda estava quietinha e eu a peguei no colo. Na mesma hora ela começou a ficar enjoadinha e eu a ninei, Edward se mexeu e continuou dormindo.

—A mamãe está aqui bebê. Falei sorrindo e a beijei.

Dengosa, a Marie começou a chorar. Coloquei o meu seio para fora e ela começou a mamar, então eu relaxei e deixei ela me sugar. Após se saciar, eu a coloquei para arrotar, não demorou muito eu escutei o som tão conhecido por mim que ela fazia. Achei melhor descermos e saí do quarto com ela, andei devagar pelo corredor e desci a escada com cuidado. Coloquei a neném deitada no carrinho dela e ela aceitou numa boa, o empurrei até a cozinha e tirei a minha comida. Estando com o meu prato de comida na mão, eu caminhei até a sala empurrando o carrinho e liguei a televisão. Sentei-me no sofá e comecei a comer, a comida estava gostosa e me deliciei estando assistindo televisão.

.

7min depois.

Eu estava distraída comendo e vi uma movimentação dos seguranças, fiquei olhando estando bem curiosa e vi o carro de Carlisle parar em frente à porta da sala. O segurança abriu a porta do carona e a Esme desceu com a ajuda dele, estranhei porque eles não ligaram e coloquei o meu prato sobre o sofá. Levantei-me e caminhei até a porta, vi que Carlisle saiu do carro e depois caminhou até a Esme, de forma carinhosa ele envolveu o braço dela no dele. Ele percebeu a minha presença e me olhou, sem ter reação eu também o olhei e abri a porta.

—Boa tarde querida.

—Boa tarde. Falei os olhando e Esme permaneceu na dela.

—Não irá nos convidar para entrar? Perguntou Carlisle de forma educada.

—Claro que sim, entrem. Falei saindo da porta e eles entraram.

—E o meu filho?

—Ele está dormindo.

—Almoçando só?

—Pois é. Estão servidos?

—Não. Eu e a minha esposa já almoçamos, obrigado.

—De nada. Resolveram vir visitar a Marie e o seu filho?

—A todos vocês, eu diria assim.

—Eu lamento termos vindo embora cedo ontem, mas Edward quis vir.

—É vocês deixaram claro que não tinha clima.

—Eu não posso pedir desculpas.

—Não será preciso. E como estão se tratando?

—Estamos nos tolerando, eu diria assim.

Carlisle sorriu ao olhar a neném no carrinho e a pegou no colo, ele se aproximou da esposa e ela sorriu ao escutar tão próximo de si os sons de bebê.

—Ela é linda. Falou Carlisle sorrindo e depois ele me olhou. –Quando você e o meu filho pretendem batizar a minha neta?

—Não falamos ainda sobre isso, mas nada mudou. Eu não tenho opções em relação aos meus amigos.

—Eu e a minha esposa nunca concordamos com o que o meu filho apronta.

—É, eu percebi.

—É a mais pura verdade, sabe disso.

—Eu vivi na mentira, até hoje eu vivo dessa maneira.

—Eu não vim falar a esse respeito, pois eu gostaria de falar com o meu filho.

—Irei chamá-lo.

Peguei o meu prato e o levei para a cozinha, eu estava chateada pela a Esme não falar comigo. Eu não daria o meu braço a torcer e ficaria na minha.Fui até o quarto e Edward ainda dormia.

—Edward. Eu o chamei estando ao lado da cama.

—Que foi? Perguntou ele abrindo os olhos.

—Os seus pais estão aqui.

—Aqui? Perguntou ele surpreso e se sentou na cama.

—É, eles estão na sala.

—Diga que eu irei descer.

—Ok.

Saí do quarto e desci, eu os encontrei sentados no sofá e a neném estava no colo de Esme.

—Ele já vem.

—Tudo bem.

Eles ficaram entretidos com a neném e eu me sentei no outro sofá, eu não queria falar nada, pois nada que eu dissesse faria a diferença. O silêncio se fez presente.

.

5min depois.

Edward apontou na escada e desceu a mesma estando com uma bermuda e uma blusa casual.

—A que devo a honra da visita? Perguntou ele descendo a escada e cumprimentou os pais.

—Eu e a sua mãe iremos nos ausentar por umas semanas, será melhor assim.

—Mas porque isso agora? Perguntou Edward estando bastante surpreso e se sentou ao meu lado.

—Nunca é tarde e quero que fique responsável lá na empresa.

—Não estou entendendo pai. Por que isso agora se sempre trabalhamos juntos?

—Você é de maior filho, está na hora de ter responsabilidades ainda maiores. Não ficaremos para sempre juntos, um dia iremos faltar e será com você, sabe disso.

—Não penso nisso agora. Por que vão se ausentar e para onde irão? Há trabalho demais, temos que dar conta juntos.

—Distrair a mente, sua mãe precisa desse espaço e sentiremos saudades da Marie. Sei que se sairá bem e passará mais tempo estando ocupado com o trabalho filho.

—Eu não quero causar repulsa Carlisle. Falei o olhando. –Não precisam ir por minha culpa ou pela situação que é constrangedora até para mim.

—Não é por sua culpa a nossa viagem, meu filho terá apenas em sua mente coisas relacionadas ao trabalho, é muito para se assimilar e sei que ele dará conta.

—Não me culpem por isso também!

—Não a culpamos, é sério. Eu e a Alice, nós não temos vendas nos olhos e sabemos como está a situação entre vocês. Edward sabe o que eu acho, eu falei para ele entrar em um acordo com você se tratando da menina. Aconselhei a dar uma pensão para as duas, mas aqui está você novamente. Acredito que contra a vontade.

—Foi ele que......

—Nós estamos nos entendendo! Falou Edward me cortando e seu olhar para mim dizia por si só e muito.

—Não quero que ele a obrigue a nada, tanto que eu e minha esposa conversamos.

—Sobre? Perguntou Edward o olhando.

—Eu trouxe um cheque para a Isabella e peço a ela que não o rejeite, ou me entenda mal. Falou Carlisle me olhando.

—A que se refere esse dinheiro? Perguntei estando bem curiosa.

—Sei que você é jovem, está sobrecarregada de responsabilidades não almejadas no momento e pelo fato de ser mãe tão jovem........De quebra tem um marido indesejado e que não a ama. Não é isso? Perguntou ele me olhando e Edward fazia o mesmo demonstrando não estar muito satisfeito com o rumo da conversa.

—O que tem? Eu não quis respondê-lo mesmo me sentindo realmente sobrecarregada.

—Sei que está sobrecarregada e também sei que não é ao nosso lado que você quer ficar, pois o meu filho é o motivo!

—Não só ele, pois eu vivo na mentira! Edward me julgou da pior forma possível e ele não pode me julgar porque vocês fazem.....

—A que se refere? Perguntou Esme visivelmente perdida e chateada. –Por que diz isso?

—Todos vocês mentiram!

—Sobre? Perguntou ela surpresa.

—Sabe muito bem!

—Isabella querida, nós não iremos por esse lado. Falou Carlisle apreensivo.

—Eu quero saber a que ela se refere, sinto a mágoa através de suas palavras.

—Não é nada, ela acha que fomos falsos enquanto a neném estava em sua barriga, é isso. Não é Isabella? Perguntou Edward sério e eu saquei que aquela pobre mulher cega não sabia da sujeira.

—É, é isso mesmo. Falei olhando para o Carlisle e para o Edward, pois pude perceber que ambos relaxaram.

—Como eu disse, esse cheque é seu e terá que aceitá-lo. Falou ele se levantando do sofá e veio na minha direção após tirar o cheque dobrado do bolso.

Carlisle o entregou para mim e quase tive um troço ao olhar o valor, era de cinquenta milhões de dólares. Fiquei passada ao olhar tantos zeros e o olhei, pois eu sentia que ainda vinha mais coisa.

—Cinquenta milhões?

—Não me leve a mal, mas perante essa situação que o meu filho a impôs sem a sua vontade, aqui está a sua chance.

—O que pretende pai?

—O melhor para os dois, não irei permitir que isso continue. Isabella não o ama. Você não a ama, então chega! Falou Carlisle sério e eu fiquei na minha estando com o cheque em minha mão.

—Não tem o direito de se meter na minha vida! Protestou Edward bem contrariado.

—Posso sim porque ambos estão infelizes! Agora se tratando desse cheque Isabella, sinta-se livre para ir e recomeçar da forma que você me falou ontem.

—Está de acordo que ela arranje outro? Perguntou Edward se levantando p#* da vida.

—Da mesma forma fará você filho, mude esse capítulo.

—Ela não irá me deixar.

—Os seguranças já estão sob a minha ordem! Eu ainda sou o seu pai e enquanto eu estiver vivo, a palavra a ser ouvida primeiro será a minha! Falou Carlisle num tom acima do dele e Edward ficou o olhando calado, sei que ele estava se roendo por dentro. –Arrume as suas coisas Isabella e está livre para poder ir para a sua casa.

—Ela não irá sair daqui!

—Ah irá sim, e para você não se sentir tão sobrecarregada de responsabilidades, a Marie ficará conosco, será como se nada disso tivesse acontecido. Você pode recomeçar, pois irão se divorciar. Não irá cuidar de um bebê contra a sua vontade e nem ficará casada com um homem que você odeia tanto. Edward avançou todos os sinais, então essa é a hora de você retornar a sua solteirice e sem laços que a faça se lembrar de nós.

—Então com esse cheque você pensa que irá comprar a guarda da minha filha? Perguntei me levantando, eu sentia muita raiva no momento.

—Não encare dessa forma, você quer ser livre. Você é jovem, então essa é uma oportunidade de retornar a sua vida. Sei que você é uma mulher muito bonita, bem encorpada com todo o respeito e essa é uma admiração de um pai. Você tem a idade de ser a minha filha e foi assim que eu a vi desde que percebi a sua inocência. Estou desejando a sua felicidade querida e sei que ficará ainda mais feliz se tiver a sua vida de volta longe de nós. Eu e a minha esposa já conversamos e chegamos nesse acordo, será melhor para vocês.

—Está me dizendo então que eu ao aceitar esse cheque, eu posso subir, arrumar as minhas malas e partir deixando a minha filha para trás? Ela mama, ela depende de mim!

—Testaremos outros leites que a pediatra dela nos recomendou, falei com ela hoje cedo por telefone. Ela indicou um que será impossível dela o recusar, pois ele é mais caro por ser idêntico ao paladar do leite materno. Disse ele me olhando. –Pegue o dinheiro e vá ser feliz. Você filho.......

—Não, não me chame de filho! Você está acabando com a minha vida! Disse Edward o interrompendo e estando inconformado.

—Estou dando fim a todo o sofrimento dessa moça. Você tem muitas admiradoras que o idolatra, ou então conheça outra e seja feliz com ela. Falou Carlisle o olhando e eu sequei a lágrima que rolou.

—Quem decide sou eu! Eu já sou de maior e sou eu que estou casado com ela! Sou eu que fico com ela, sou eu que tenho uma filha com ela e não deve decidir por mim!

—Que casamento é esse e que bagagem é essa?

—Não irá se meter!Do contrário ao propor tal coisa a minha esposa, pode esquecer que eu existo! Não irei me importar com todo o dinheiro que temos e juro que ao propor a minha mulher a me deixar dessa maneira, vocês nunca mais irão me ver!

—Pra que fazer isso conosco filho? Perguntou Esme chorando.

—Veja o que o Carlisle está fazendo comigo mãe!

—Ele quer o melhor para vocês!

—Eu decido o que é melhor para mim!

—Então acha que é adequado mantê-la obrigada ao seu lado?

—Eu só exigi fidelidade!

—Quando não há amor filho, isso irá ficar se repetindo. Está deixando de lado o respeito com a sua pessoa por causa de uma obsessão e não é por aí filho.

—Não podem falar por mim! Defendi-me. –Não sou essa mulher vulgar!

—É isso que irá acontecer, não há respeito porque não há amor. Após Carlisle falar com o filho, ele me olhou. -Suba e vá fazer as suas malas, está livre para ir desde já.

—Está dizendo que eu ao sair por aquela porta, é para eu esquecer que tenho uma filha?

—Não tem mais obrigações. Edward passará a maior parte do tempo lá na empresa por estarmos com muito trabalho e a Marie ficará com a Mary. Ela terá uma babá, mas a Mary dará toda a atenção por ser de confiança. Há amas de leite, pagaremos uma se for preciso e agora se sinta livre de nós. Edward não irá incomodá-la e arranje alguém que a faça verdadeiramente feliz. É tempo de recomeçar, pois eu sei que isso irá acontecer e rápido.

—Não irei abandonar a minha filha! Não tem o direito de me comprar ou comprá-la de mim! Eu sou a mãe dela e ela não precisa de uma ama de leite Carlisle!

—Então pretende ficar aqui? Perguntou ele me sondando.

—Ao lado da minha filha é onde eu devo ficar! Ninguém irá criá-la a não ser eu! Não abrirei mão dela por valor algum! Não quero esse dinheiro. Falei rasgando o cheque e Edward ficou olhando estando passado ao me ver rasgando aquele cheque milionário em mil pedacinhos.

—Então você não quer ir?

—Eu ficarei onde a minha filha ficar e já disse que o dinheiro de vocês não me interessa!

—Eu não abrirei mão da minha filha! Eu juro para você Isabella que se você me deixar, eu irei lutar pela guarda dela e você sabe que eu irei conseguir!

—Edward filho, isso não é justo.

—Não é justo você vir aqui tentar compra a minha esposa e induzi-la a abandonar a filha e a mim!

—Sua esposa?

—É isso que ela é sim! Nos casamos e fizemos um juramento! Há envolvimento entre nós por sermos muito bem casados perante a lei!

—Eu sugeri o acordo, vá ver a neném nos finais de semana então. Respeite esse acordo filho.

—Isso é entre eu e a minha mulher. Falou Edward apontando para si e depois para mim.

—Isabella querida, vá fazer suas malas, pois o acordo está mais que feito, ele não irá incomodá-la mais. Meu filho só pode estar louco em seguir com isso, já foi longe demais. Brenda e tudo que aconteceu não têm mais como evitar ou mudar.

—Se mexa e vá dando adeus a nossa filha! Falou ele me olhando e depois olhou para o pai. -Eu não irei obedecê-lo se tratando delas!

—Por que tanta fixação nessa moça filho já que não a ama? Perguntou Carlisle preocupado, pois o olhar de Edward não saia de mim e Esme só sabia chorar.

—Ela é minha esposa, minha Carlisle e de mais ninguém.

—Acha que esse relacionamento tem futuro já que exige a presença dela ao seu lado e não é algo espontâneo da parte dela?

—Não irei responder, ela sabe, pois nós já conversamos.

—Ela não o ama!

—Isso é entre eu e ela! Falou Edward me olhando nos olhos e eu sabia que ele era mesmo louco para aprontar uma comigo, eu já havia sofrido na pele. –Você acha viável ir embora? Perguntou ele me olhando fixamente.

—Não quero mais problemas Carlisle e nem quero que vocês briguem por minha causa.

—Você tem a chance de ir embora, então esse é o momento. Falou Esme arrasada.

—Não sem a minha filha.

—Tenha certeza que Edward não a incomodará, mas deixe-o ver a menina nos finais de semana então. É duro para mim e a minha esposa essa situação, pois imaginamos que ambos pudessem amadurecer com o passar do tempo. Não deu certo e queremos reverter essa situação que eu mesmo sugeri. Isabella, o segurança irá lhe aguardar a pegar as suas coisas. Ambas terão uma pensão e não aceitarei um não. Estamos de acordo?

—Que a pensão seja apenas para a menina, não quero o dinheiro de vocês!

—Mas será dessa forma e não irei mais discutir com você. Não seja orgulhosa, pois de orgulho em excesso já basta o meu filho! Arrume as suas coisas e as da minha neta, seja feliz porque é isso que nós queremos. Nada de mal irá lhe acontecer, posso assegurá-la, pois os seguranças estão avisados.

—Eu o agradeço Carlisle, pois saiba que eu não posso impedi-los de ver a menina.

—Tudo bem.

—Não, não está nada tudo bem! Falou Edward alterado. –Isabella!

—É melhor assim Edward, Você sabe o que você fez ontem.

—O que foi que ele fez? Perguntou Esme.

—Isso ficará entre mim e ele, é melhor assim.

—Carlisle. Esme o chamou preocupada.

—Oi amor?

—O que houve?

—Ele não bateu nela pelo visto, ele deixou isso claro.

—Eu irei subir. Falei me retirando da sala.

Evitei olhar para o Edward e eles começaram a brigar feio, só escutei quando Edward falou alto.”Dê-me a minha filha” e continuei subindo a escada sem olhar para trás. Fui para o closet e peguei tudo que era meu com uma rapidez incrível, fiz o mesmo com as coisas da Marie e desceria para chamar um segurança. Caminhei pelo corredor sentindo um aperto em meu peito e cheguei na sala, estava ali somente a Esme e a porta da sala estava escancarada.

—Cadê a minha filha?

—Edward saiu com ela. Falou Esme preocupada.

—O quê? Perguntei apreensiva.

—Ele pegou a chave do carro dele sobre a mesinha e pediu que ninguém o seguisse, achei melhor não o contrariar para a própria segurança dele e da menina. Ele não quer ceder.

—Ela é a minha filha! Falei chorando.

—Eu tentei fazer com que você se livrasse de nós e mantendo a descrição. Falou o pai de Edward entrando na sala e com o celular na mão.

—Não me conhece Carlisle, eu jamais os prejudicaria!

—Sei disso.

—Eu quero a minha bebê, Edward está louco!

—Não sei para onde ele foi filha. Disse ele chateado e se sentou ao lado da esposa.

—Estou cega Carlisle e não posso com o meu próprio filho. Estou inválida!

—Fique calma meu amor. Falou ele de forma carinhosa e segurou na mão da esposa que chorava. –Vai passar.

.

30min depois.

Eu estava preocupada e andando de um lado para o outro, os pais de Edward estavam apreensivos e sequei uma das milhares de lágrimas que rolou. Eu havia me metido numa furada mesmo e Edward estava muito novo para estar tão paranóico.

—Edward não deveria ter saído dessa forma.....................Ele levou a minha filha!

—Eu estou chateado. Edward toma atitudes precipitadas e que eu não concordo. Eu não o conheço mais.

—Ele não irá facilitar para mim, pois eu sei que quando ele coloca algo na cabeça, nada o convence do contrário.

—Edward está bem estranho. Disse Carlisle pensativo. –Apesar de tudo que vocês passaram, Edward não quer deixá-la ir e isso me deixa cismado. É difícil me lembrar do meu filho de antes, para o de agora.

—Ele disse que só a morte irá nos separar. Sem dúvida o que aconteceu com a família de vocês o deixou assim.

—É, você me falou.

.

15min depois.

O telefone na sala tocou e eu fui correndo atendê-lo estando apreensiva, Carlisle me olhou e eu tirei o telefone da base secando as minhas lágrimas.

—Alô.

—Pelo visto os meus pais ainda estão aí. Falou Edward e eu respirei um pouco mais aliviada.

—É eles estão aqui. Edward, por favor, traga a minha filha de volta.

—Nós já havíamos conversado Isabella, você não irá me deixar.

—Traga a Marie e pare com isso.

—Você é minha ou é o contrário?

—Que loucura é essa Edward?

—Não me leva a sério! Você só enxerga os meus defeitos, mas já esqueceu que nós já tivemos momentos de paz!

—Edward, isso não importa.

—Importa sim! Sabe que para mim importa e você não irá ficar com o outro lá, pois é isso que irá acontecer. Escolha-o e não irá vê-la nunca mais.

—Não faça isso comigo Edward.

—Não faça isso comigo você Isabella!

—Eu não sei o que pensar com você falando dessa forma comigo.

—Somos uma família! Agora fale para os meus pais, ou melhor, me deixe falar com ele.

—Tudo bem. Falei pensativa. –Carlisle, ele quer conversar com você.

—Filho, volte para casa. Falou Esme alto e eu sabia que Edward escutaria lá do outro lado, ela estava aos prantos agora e eu sentia a sua tristeza.

Entreguei o telefone sem fio a ele e Carlisle se mostrou bem irritado com o que o filho estava falando para ele.

.

7min depois.

A conversa durou bastante e Carlisle se mostrava inconformado ao me devolver o telefone.

—Esme querida, vamos para casa.

—O que foi que ele falou? Perguntei apreensiva, pois Carlisle estava bem chateado.

—Ele deixou claro que não irá abrir mão de você, eu tentei, você viu. Agora entende perfeitamente que eu tento, mas ele é de maior para lhe dar uma surra feito criança birrenta.

—Ele sabe que a menina é o meu ponto fraco.

—Eu estou dando a chance de você recomeçar, está em tempo ainda.

—Não fale mais nada Carlisle, eu não irei viver em paz longe da minha filha, pois eu a amo. Eu daria a minha vida por causa dela e não será cinquenta milhões que me fará abandoná-la!

—Não a julgo, sei como é grandiosa a sensação de amar alguém e você a ama mesmo sendo filha do Edward também. É algo a se admirar.

—Não irei negar, eu amo a minha filha demais. Minha gravidez não foi das melhores por causa do problema que eu tive, mas em fim, ela está aqui entre nós.

—Edward não aceita que nos intrometemos no meio dos três, mas não concordo. Ou ele a ama demais para agir dessa forma, ou ele lhe odeia demais. Não é possível uma reação tão obsessiva como ele está tendo em relação a você querida. Isso não é um comportamento normal e olha que eu já dei é conselhos para o meu filho. Sinto o cheiro de ciúme, pois antes na sua partida eu cheguei a pensar que a Esme e a Alice estavam enganadas em relação ao meu filho amá-la, mas perante essa situação, eu penso que elas têm razão. É embaraçoso demais para eu acreditar mediante a bagagem que temos, mas nada é impossível para Deus.

—É lamentável, mas não é amor e sim egoísmo.

—Eu já não sei o que esperar ou pensar. Amanhã eu conversarei melhor com ele.

—O meu filho desde que a trouxe, ele tem atitudes impensadas. Falou Esme. –Após o casamento, eu sendo a mãe dele, eu notei que ele ficou mais exigente em relação a você Isabella. Meu filho deve estar loucamente apaixonado, por isso age assim por ser muito para se aceitar. Alice me contou da forma possessiva que ele a beijou ontem na piscina na frente de todos, e isso me deixa muito a pensar. Todos dizem que você é uma moça muito bonita, bem formada de corpo, não é interesseira e eu sei do gosto do meu filho em relação às mulheres.

—Quando pretendem viajar? Perguntei pensativa.

—Em breve, mas tentarei conversar com o meu filho antes.

—Ok.

—Ele irá voltar, mas precisamos ir primeiro. Ele sabe que eu estando aqui, eu sou uma ameaça.

—Carlisle, eu o agradeço mesmo estando bem raivosa com toda a mentira. Não irei crucificá-los e peço que deixe tudo como está.Sei que o seu filho não me deixará em paz. Ele renunciou o dinheiro de vocês em relação a mim, então, por favor, deixe como está para evitarmos mais danos. Não consigo imaginar Edward correndo nessas pistas estando com a minha filha, eu, eu, eu odiaria perdê-l...... Interrompi a frase com lágrimas nos olhos.

—Por enquanto querida e agora iremos embora.

—Tudo bem.

Carlisle se afastou e foi até a esposa, ela se levantou com a ajuda dele e eles se foram. Eu estava tão confusa e fechei a porta sem trancá-la com a chave, estando desanimada eu desliguei a televisão e subi. Desfiz as nossas malas e fui me deitar na cama, eu estava sem forças para chorar e fechei os meus olhos que estavam exaustos. Acabei cochilando estando bem preocupada com tudo que Carlisle me falou.

.

.

1h e ½ depois.

Despertei vendo a noite reinando e acendi a luz do abajur, percebi que o meu lado estava vazio e Edward não havia voltado ainda. Eu estava apreensiva e fui até o closet, peguei uma camisola e fui para o banheiro. Enchi a banheira e adicionei sais de banho, eu estava necessitando me acalmar e me despi. Entrei na banheira me lembrando da minha lua de mel e me sentei, a seguir eu me deitei de barriga para cima estando as minhas costas apoiada e fechei os meus olhos. Aquele massagear da água borbulhando era um alívio imediato e me lembrei de tudo vivido até aqui. As lágrimas não rolavam e me mantive quieta estando os meus olhos fechados.

—Edward apaixonado por mim? Perguntei para mim mesma e balancei a minha cabeça que não, era impossível.

.

4min depois.

—Que bela visão. Falou Edward entrando no banheiro estando com a Marie no colo e ela já estava de banho tomado, pois a roupinha não era a mesma e desconfiei que ele já havia chegado faz é tempo.

—Por que fez isso comigo? Perguntei não me importando com a minha nudez e o olhava fixamente com uma imensa vontade de esganá-lo.

—Por que você fez isso comigo? Perguntou Edward e ninou a neném.

Eu não o respondi e me levantei da banheira, passei por ele e entrei no Box. Liguei o chuveiro e me lavei rápido, Edward continuou ali me olhando e não me intimidei com o olhar dele a todo o momento em mim.

Saí para me secar e estando completamente enxuta minutos depois, eu vesti a (camisola) azul clara de alças. A mesma era muito bonita e com um intervalo grande de renda entre um seio e outro. Era curta e delicada. A transparência deixava o meu corpo nu a mostra e então me lembrei da calcinha, mas eu a colocaria depois.

—Me dá a menina. Pedi estando bem séria.

Edward me deu ela e o deixei ali no banheiro, mas ele logo veio atrás e me olhou. Sentei-me na cama e amamentei a minha filha, ela me sugava com força e eu a olhava notando que ela estava cheia de fome. Eu evitaria falar com ele nesse momento, eu estava raivosa demais e poderia não ser bom por senti-la tão faminta. Eu era agressiva às vezes e acabaríamos brigando fisicamente com já fiz por várias vezes.

A camisola estava transparente demais e enquanto a Marie mamava, eu o olhava e era recíproco.

—Não adianta me olhar dessa forma, você provocou tudo isso! Falou ele.

—Aé? E graças a quem? Você vive me proibindo Edward! Proíbe o uso de certas roupas que em minha opinião não tem nada haver. Disse que era para eu ficar longe de homens e proibiu o meu contato com os meus amigos só porque eles me aconselham a deixá-lo! O que quer que eu pense? Perguntei pensativa e lembrei-me das palavras de Carlisle, nisso eu o olhei.

—Se você cooperasse, estaríamos vivendo como dois civilizados!

—Não irei deixar de me entreter com os meus amigos Edward, mas você já conseguiu isso. Não foi adequada a sua fuga pondo a Marie em risco nessas pistas! Por que quer continuar sendo o meu marido depois de tudo?

—Temos uma filha.

—Isso não é motivo para nos mantermos juntos fisicamente e sob o mesmo teto. Ou há algo que queira me dizer?

—Já falamos tudo. Disse ele saindo do quarto, mas voltou. –Espero que tenha desfeito as malas.

—Você está com problemas, deveria pedir ajuda.

—Não estou louco, só não irei abrir mão de tudo que eu tenho.

—Você renunciaria o seu dinheiro por mim e a menina? Perguntei o olhando sem raiva em meu olhar.

—Você já sabe, ouviu lá em baixo e eu não irei repetir.

—Não consegue conversar comigo e dizer o que sente? Perguntei tentando tirar a minha dúvida, Carlisle estava seguro ao falar do filho.

—Por que isso agora? Perguntou ele me olhando e olhou para a filha que não parava de me sugar.

—Você vive dizendo que eu sou sua esposa, a sua mulher e que não irá facilitar para os outros. Deve haver um motivo.

—Eu já disse que somos uma família.

—Ta, nós somos uma família, mas você me proíbe de viver de forma livre como as outras mulheres Edward. Se eu fiz o que fiz, você sabe o porquê. Eu fui imposta e não aconteceu ao natural como acontece com os outros casais. Há amor entre eles, compreensão, carinho, diálogo e respeito. Todos nós gostamos de ser acariciados e entre os casais normais, um diz que ama o outro..........E se têm problemas, eles sentam para conversar numa boa. Diante um problema, a solução não é molestar a esposa fazendo com que ela se sinta deprimida depois. Há muitos defeitos nessa relação Edward e você finge não enxergar. Ou se faz de bobo, não é possível!

—Não sou cego e sei que há defeitos entre nós.

—Edward.

—Eu sei que nós não começamos com o pé direito, pois tudo começou da pior maneira possível Isabella.

—Não quer me deixar ir por quê? Perguntei levantando a neném e a troquei de seio ouvindo os protestos dela.

—Não quero abrir mão da minha família. Disse ele olhando para a janela e não para mim.

—Meses atrás você me odiava com todas as suas forças. Por qualquer coisa banal era motivo para me bater e hoje faz questão que eu fique ao seu lado, mas tudo bem Edward.

—Ainda pensa em ir embora? Perguntou ele me olhando. –Teve a chance com aquele cheque milionário.

—Dinheiro nenhum está à altura da minha filha. Eu não irei porque eu sei o inferno que você faria na minha vida, já tive provas o suficiente.

—Irei me retirar do quarto. Falou ele me olhando.

Edward saiu do quarto e a neném largou o meu seio, ela começou a chorar e eu a coloquei para arrotar. Levantei-me e fiquei andando pra lá e pra cá com ela.

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35min depois.

Com o passar dos minutos ela foi ficando cada vez mais sonolenta e dormiu, Edward entrou no quarto e foi direto para o banheiro. Fui até o quarto dela e a coloquei no berço, Marie se mexeu um pouco e tornou a ficar quietinha. Reparei que a minha filha estava crescendo e sorri, nenhum dinheiro me faria esquecê-la. Passei a mão na cabeça dela e seu ralo cabelo escuro era lisinho, pois pouco o senti na palma da minha mão.

Edward era difícil demais de se lidar e pude sentir que ele não se abriria comigo mesmo que a verdade fosse me odiar. Antes ele falava tanto e deixava claro que me odiava, sendo que hoje em dia, ou melhor, agora, eu percebi de verdade que ele não falava mais aquelas coisas para mim. Ta certo que nós brigávamos, mas se comparando a antigamente, ele havia mudado o roteiro. Antes era:

—Você e a sua família são os culpados! Você é isso, você é aquilo....

E por aí vai, mas hoje ele exigia fidelidade. Hoje em dia o tema era outro, era relacionado a nossa família e me peguei pensando estando praticamente nua com aquela camisola. Era difícil de dizer que o problema era dele estar amando uma Swan, pois era bem improvável dele me amar. Sei que há homens possessivos e Edward ao me sequestrar me tomou como sendo o meu dono. Ele já disse isso para mim e poderia ser isso mesmo. Eu estava tão cheia de dúvida e cobri a minha filha, eu peguei a babá eletrônica e saí do quarto deixando apenas a luz do abajur acesa. Caminhei pelo corredor e entrei no quarto, a porta do banheiro estava aberta e fui direto para o closet. Peguei uma calcinha branca e o robe da camisola, depois eu me vesti. Eu precisava comer algo e desceria. Então eu saí do closet e olhei na direção do banheiro, Edward cansava de estar ali dentro e fui me aproximando devagar, cheguei na porta e o vi relaxando na banheira a qual eu havia enchido. Como se tivesse me sentido chegar, ele abriu os olhos me vendo ali na porta parada, mas optei por não falar nada e me retirei dali.

Estando no corredor eu fui olhar da janela, a noite estava linda e o céu repleto de estrelas. Estando tão pensativa eu me lembrei da minha fome, saí da janela e desci estando bem pensativa. Fui para a cozinha e coloquei no forno alguns salgadinhos para poder assar, eu preparei um drinque sem álcool com frutas e o coloquei no freezer para deixá-lo bem geladinho. Estando ali em pé na cozinha sem fazer nada, eu fiquei me recordando da noite em que transamos pela primeira vez aqui nessa casa, depois imagens nossa naquele hotel após o jantar no restaurante flutuante me ofuscavam. Edward soube me dar o que eu queria e a maneira como ele conduzia, me fazia lembrar que daquela forma sim era fazer amor de verdade. Os casais normais faziam amor daquela forma e parei de pensar, eu deveria sentir era muita raiva depois do que ele me aprontou.

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Pude perceber que a hora estava passando rápido e logo os salgadinhos ficaram douradinhos, o cheiro era tentador e os coloquei em uma travessa. Peguei alguns molhos e os coloquei em pequena quantidade nos potinhos, eram três tipos diferentes. O drink já devia estar bem gelado e o peguei no freezer, depois levei tudo para a sala e coloquei sobre a mesa. Liguei a televisão e caso ele descesse, teria o suficiente para nós dois e ainda sobraria.

Comecei a comer estando sentada a mesa e troquei de canal estando o controle em minha mão, deixei em um filme qualquer e me distraí comendo devagar.

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2min depois

Edward desceu a escada e me viu ali comendo, havia um copo extra e tudo indicava que havia mais um lugar a mesa. Ele sem hesitar pegou o copo que estava do outro lado e veio se sentar ao meu lado tendo outras cadeiras longe de mim, mas sem dar um pio ele se serviu da bebida e a bebeu. Ele tornou a beber e me olhou, mas eu achei que olhar para o filme seria melhor.

Ignorando-o, eu peguei um salgado e o molhei no molho, depois eu o mordi sentindo que Edward ainda me olhava. O amor que eu estava sentindo por ele se encontrava balançado e prestei atenção nas cenas do filme que passava, os protagonistas estavam se envolvendo de uma forma louca e se beijaram sem haver sexo. Achando que era demais aquela cena de amor, eu troquei de canal. Estando irritada agora, eu desliguei a televisão e olhei para o outro lado.

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2min depois.

Passei a mão em meu cabelo e corri os meus dedos em todo o cumprimento estando me recordando de tudo que fizemos em seu momento bipolar, mas as cenas ruins vinham para jogar um balde de água fria. Com a mesma mão, eu peguei o copo e bebi um pouco mais do drink o achando delicioso. Edward não falou nada por eu ter desligado a televisão e....

—Não se sente dolorida?

—Não, e foi momentâneo. Falei o olhando. –Por que pergunta?

—Eu só queria saber, acho que deveria ir ao médico ver se está tudo bem.

—Eu estou normal, mas decidi que eu iria até uma clínica em breve e pagaria uma consulta normal de rotina.

—Não há a necessidade de pagar, você e a Marie fazem parte do plano.

—Eu decidi que irei à outra clínica Edward, não me sinto à vontade de usufruir das coisas em relação a vocês depois de tudo.

—Quem deveria pensar assim sou eu, por isso eu falo que deveria ir à clínica.

—Não estou machucada internamente. Tudo indica que eu sangrei externamente por você me invadir daquela forma bruta e eu não estando excitada, essa é a mais pura verdade.

—Preciso que me perdoe por ter feito isso com você. Disse ele me olhando nos olhos e eu fazia o mesmo.

—Isso não é importante para você, deixa pra lá.

—Se não fosse, eu não estaria lhe pedindo Isabella. Eu quero sentir que é verdade você me perdoando ou não.

—Eu já até esqueci.

—Mentira.

—Está muito recente, estou digerindo ainda. Serei falsa ao lhe perdoar agora, pois há muito a que ser perdoado ainda e isso não é nada.

—Eu, eu...

—Só posso afirmar que há muito para se perdoar Edward. Seu pai está certo em relação a você, pois o orgulho lhe cega!

—Hei, eu não quero discutir. Falou ele me olhando e colocou um salgado na boca.

—Nós não estamos. Tenho o direito de sair e interagir de forma descente com as outras pessoas.

—É eu sei.

—O que isso quer dizer?

—Eu disse que você poderia sair.

—Sair e ver os meus amigos?

—Que seja. Disse ele olhando para a televisão desligada.

—O que aconteceu para você me liberar assim tão rápido?

—Devemos nos entender, mesmo que você não se considera a minha mulher. Agora que os meus pais irão viajar, eu sei que eu ficarei uma hora a mais lá na empresa e o trabalho será dobrado.

—É, eu escutei.

—Mesmo isso não me agradando, mesmo que isso me doa de certa forma, está livre para poder partir. Disse ele me olhando e para minha surpresa uma lágrima rolou em seu rosto. Fiquei o olhando desacreditada e sem saber o que falar.

—Estou livre para poder ir?

—É, é dessa forma infelizmente.

—Você disse que só a morte nos separaria.

—Eu estava enganado, e visitarei a minha filha nos finais de semana. Peça-me o divórcio e.........(1min depois) -Eu lhe darei.

—Tem certeza do que está me propondo?

—Nunca estive tão decidido na minha vida como estou agora. Fique aqui nessa casa que está em seu nome, eu retirarei as minhas coisas, ou more em Diamantina se quiser. Pode escolher e tudo que eu desejo é a segurança da minha filha.

—Nós merecemos ser feliz Edward, já era tempo.

—Sei que ao meu lado você não será feliz.

—Nem você ao meu lado, pois eu sempre serei a filha daqueles que lhes levaram a ruína.

—Eu lamento tanto, mas estou convencido que nada que aconteceu no passado irá mudar. Ela não voltará e eu não irei magoar ainda mais a minha mãe. Não irei magoar mais ninguém.

—Não deveria chorar, e sim sentir raiva de mim como antes.

—Não estou sentindo raiva Isabella, isso eu posso jurar para você.

—Quando você acha que eu devo ir ou você?

—Quando você achar melhor e quiser. Não irei me opor caso decida............. caso você decida ficar com o cara que ganhou o seu coração lá em New York.

—Não estou apaixonada.

—Faça o que achar melhor para você, só não me proíba de ver a menina.

—Não farei isso.

—Ok.

Um nó imenso se formou em minha garganta e salgadinho nenhum desceria mais. Edward pediu licença e se retirou da mesa, ele olhou para as bebidas ali na sala, mas não pegou nenhuma delas e subiu. Eu fiquei parada pensando e lágrimas desceram, eram tantas que banharam o meu rosto e eu não conseguia parar de chorar. Curvei-me sobre a mesa e abaixei a minha cabeça a apoiando em meus braços, fechei os meus olhos e não me permitir pensar em nada, apenas naquele momento.

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Às 23h.

CONTINUA...........