Solares
51 Capítulo 51
Notas iniciais
BELLA..........
Final do capítulo anterior.
5min depois.
—Chegamos. Falou jake parando o carro próximo aos táxis. –Me liga quando chegar.
—Pode deixar.
Saímos do carro e jake foi até um dos taxistas, dizendo algumas palavras as quais eu não escutei o homem veio até a mim. Ele me cumprimentou com uma boa noite e as minhas compras foram guardadas no porta mala do outro veículo. Estando tudo pronto para a minha partida, jake me abraçou e deu um beijo na cabeça da minha filha sobre a toca dela. Ele me cumprimentou com dois beijos na bochecha e me deu duzentos dólares em espécie vivinhos.
—É para o táxi bella.
—Guarde o seu dinheiro, não irei aceitar jake.
—Por favor.
—Por favor, digo eu.
—Vai ajudá-la e agora tem a sua filha, sei que você não irá aceitar dinheiro desse cara, e não faz sentido, amigos são para essas coisas.
—Guarde-o, um dia se eu estiver lisa, lisa eu o aceitarei.
—Está me enrolando.
—Deixe disso jake, sabe que não.
—Tudo bem por agora.
—Tchau. Falei sorrindo.
—Tchau.
Entrei no táxi com a minha filha, acenei para ele e o taxista acelerou o carro. Falei o meu endereço e encostei-me no banco após me acomodar melhor. O caminho seria longo e eu estava morta de cansada.
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Muito tempo depois.
O relógio no painel do carro dizia ser 22h em ponto e acabávamos de chegar em meu bairro, pois havíamos pegado um pouco de trânsito. O taxista foi dirigindo com calma pelas ruas de Diamantina e eu estava feliz por ter comprado o que eu estava precisando. Eu tinha certeza que parte da minha felicidade era por minha filha também e o taxista virou à direita, quase tive um troço quando eu vi o carro de Edward parado no meu portão e a pirua blazer atrás mantendo pouca distância. Pensei em pedir o taxista para passar direto, mas eu só pioraria tudo se eu me esquivasse, eu o enfrentaria se fosse preciso.
O taxista parou o carro na frente do carro de Edward e saiu do automóvel após desligá-lo. A porta traseira direita foi aberta e eu saí com a minha filha, na mesma hora a porta do carro de Edward foi aberta e ele saiu estando bem arrumado e veio até a mim. Revirei os meus olhos e dei as costas para ele, sem entender nada o taxista me olhou.
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—Irei abrir o portão, o senhor me ajuda a colocar tudo no quintal, por favor? Pedi ao taxista.
—Claro que sim senhorita.
—É senhora. Falou Edward parando ao meu lado e o olhei nada satisfeita.
—Senhorita está perfeito moço, eu sou solteira e o meu conhecido insiste nisso. Falei olhando para o taxista e percebi que Edward não gostou nada.
—Como desejar senhorita.
—Irei abrir o portão. Falei me afastando, mas Edward pegou a neném de mim e eu o olhei. –Qual é o seu problema?
—Estou apenas segurando a minha filha.
A contra gosto eu me afastei dele e peguei a minha bolsa no táxi, tirei a minha chave da mesma e abri o portão. Ajudei o taxista a colocar as minhas coisas perto da porta da sala e a abri deixando-a aberta. Edward entrou com a minha filha por causa do sereno e paguei o taxista, o agradeci e o mesmo nos desejou uma boa noite e se retirou. Havia caixas, bolsas, a tábua de passar roupa e o Edward ficou olhando para tudo aquilo no chão. A seguir ele me olhou.
—Por que chegou há essa hora?
—O que veio fazer aqui?
—Eu não tive a sua resposta!
—E nem irá ter Edward, ponha na sua cabeça que o nosso vínculo é só a menina! Aliás, não era para você estar aqui, O COMBINADO ERA AOS FINAIS DE SEMANA E NÃO NO MEIO DELA PARA OUVIR CHATICES!
—Está dificultando.
—Você é quem está ao se achar o meu dono, isso já acabou! Vai embora, eu não te quero aqui!
—Eu vim trazer as coisas da nossa filha. Não precisava ter comprado uma banheira para ela, eu disse que iria trazer e a trouxe.
—Deixe-a na casa da Alice.
—Por que lá?
—Não foi lá que você deixou a Marie ao tirá-la de mim? Leve para lá se quiser! Sei que a Alice é madrinha dela e sei que como você é puxa saco a levará lá algumas vezes.
—Não é dessa forma, a Alice é a minha prima.
—Pouco me importa isso agora já que são cúmplices, pegue o que você trouxe que eu quero ver!
— Pois saiba que eu já estou aqui faz é tempo na sua espera.
—Pegue o que você trouxe e dê o fora! Quer que eu repita?
Edward me deu a neném que estava adormecida e saiu de porta a fora, fiquei o aguardando e logo ele apareceu junto do Lima, ambos com bolsas nas mãos. As mesmas foram colocadas no canto da sala e eles tornaram a sair, como eu não era boba eu fui olhar o que tinha dentro e eram centenas de roupas da neném. Lembrei de ligar para o jake e fui pegar o meu celular na bolsa, depois disquei o número do celular dele e aguardei.
—Alô. Falou ele do outro lado da linha.
—Sou eu, liguei para falar que eu já cheguei.
—Que bom!
—Nos falamos depois e boa noite meu bem.
—Boa noite para vocês também. Tchau.
—Tchau.
Edward quando voltou olhou para mim com o meu celular na mão, mas não falou nada. Ele estava com um carrinho de bebê desconhecido por mim desmontado e um bebê conforto parecendo pertencer o carrinho estava na outra mão dele. Já o Lima trouxe outras bolsas.
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5min depois.
—Você exagerou na quantidade de coisas Edward. Falei quando o Lima colocou a bolsa no chão.
—Até a próxima senhora. Falou Lima. –Boa noite.
—Boa noite Lima. Falei o olhando e ele se retirou da sala. –Como eu disse antes, você exagerou!
—São da minha filha, ela ficará aqui e precisa de roupas para poder vestir. Há de tudo aqui para a higiene dela e aquela caixa ali são pacotes de fraldas fechadas.
—Eu comprei muitas coisas para minha filha como você pode ver, leve a fralda porque aqui tem bastante.
—São dela, ficarão aqui! As consultas dela lá na clínica irão prosseguir e você continuará incluída. O Cartão de vacina dela, o cartão da clínica e a certidão de nascimento dela está naquela pasta, guarde-a.
—Não faço questão que pague plano de saúde para mim, eu darei o meu jeito ou até mesmo eu pago um plano para mim em outra!
—Acha que não estando trabalhando e gastando dinheiro como provavelmente gastou hoje irá durar muito tempo com dinheiro no banco se continuar assim?
—Não paguei nada do que eu comprei. Menti em parte e o desafiava com o meu olha.
—Quem foi que pagou, foi o outro?
—Por que não poderia ter sido ele? Eu sou uma mulher jovem, a minha filha não me impede de nada e quer saber, se o meu dinheiro vier acabar eu posso me transformar em uma prostituta de luxo como você cansou de me chamar. Eu tenho certeza que eu ficaria rica rápido, rápido com o meu desempenho. Não tenho dúvida quanto a isso, há bordéis sofisticados que eu sei por aí e riquinhos adoram isso.
—Pode falar à vontade, isso nunca que iria acontecer! Disse ele bem raivoso e eu sorri pra valer. –Não quero o meu nome na boca das pessoas por sua causa! Pode ter certeza que isso nunca irá acontecer Isabella!
—As mães fazem de tudo para colocar comida na boca de um filho Edward, mas eu sei que eu posso arranjar um pai postiço para ela logo, logo e trabalhar. A não ser que ele queira nos dar tudo....................... O amando eu irei aceitar tudo que ele me der, farei o que ele quiser se é que me entende e será de coração eu sei.
—Minha filha só terá um pai, no caso eu! Falou ele estressado. –Mesmo eu levando esse casamento, eu sempre proporcionei coisas boas para você e nunca joguei na sua cara que te dei algo ou que te levei para lugares incríveis!
—Tchau Edward, vai embora! Já falou demais e volte logo para a sua mansão, pois a sua mãe deve estar preocupada e eu quero ficar sozinha com a minha filha! Falei ninando a neném. –O que tivemos já passou, o tempo da diversão já acabou para você!
—Você está abusando da minha paciência! Eu estou tentando da melhor forma possível nos comunicar, mais você.....
—Te incomoda a minha liberdade, te incomoda saber que eu estou com outro homem não é mesmo?
—O que você faz é problema seu! Bobo é quem ficar com você!
—Por isso não cansava de me procurar, você também é um bobo. Um bobo Edward! Vá procurar a “sua mulher de valor”, fique com elas que para você valem mais que eu. Não faço questão de valer algo para você! Sexo é sexo, lavou está novo e é dessa forma que eu penso estando longe de você!
—Eu fazia o meu papel de marido!
—Que bom que sabe. Dê ainda essa semana entrada no nosso divórcio ou farei eu! Acho melhor você ir e não volte mais, venha no final de semana pegar a neném para eu poder sair e me ligue antes! Leve as fraldas, eu comprei bastante.
—Ficarão aqui!
—Não ficará não! Falei firme o encarando.
—Deixe de palhaçada e eu irei montar o carrinho que é bem melhor. Falou ele se afastando de mim e fez o que disse que iria fazer.
O deixei pra lá e tirei a chave da porta, fiquei o aguardando terminar com o carrinho e ele se afastou do mesmo quando finalizou. Era uma graça eu observei calada.
—Dá para a Marie dormir no carrinho ou no bebê conforto como queira.
—Estou percebendo. Não irei agradecê-lo por ser a sua obrigação de pai comprar as coisas para ela!
—Você não acha que eu sei disso? Perguntou ele sério mediante as minhas ignorâncias.
—Que bom, mas não custa nada lembrá-lo!
—Você mudou ainda mais, por isso eu não confiava!
—QUEM É O CULPADO, HEIN? Quem privou o meu direito de mãe e a tirou de mim só por um deslize que eu tive hein Edward? Eu aturei milhares de deslizes seus, você me sufocou com o seu jeito de ser e matou a minha moral como mulher mediante as suas vontades! A carta que eu te deixei diz por si só as minhas reais vontades agora também, então não me perturbe mais!
—Não tem necessidade de lidarmos um com o outro a base de grosserias, temos uma filha e precisamos dialogar de forma civilizada!
—Por que não pensou nisso antes?
—Acho melhor você começar a arrumar essas coisas, eu ficarei com a minha filha.
—Não precisa, está tarde.
—Acho melhor eu ir embora mesmo.
—Não é falta de adeus. Tchau!
Edward olhou bem para minha cara e se aproximou por causa da filha que estava em meu colo, ele a beijou de forma carinhosa e me olhou nos olhos para o meu total desconforto, com isso eu olhei para o lado. Ele se retirou da sala, protegi o rostinho da minha filha antes de sair para o quintal e tranquei o portão após ele sair. Dei graças a Deus que ele se foi e entrei rápido, tranquei a porta da sala e fui para o meu quarto. Acendi a luz do abajur e coloquei a minha filha na cama já com lágrimas em meus olhos, eu a protegi com os travesseiros e fui na sala pegar a banheira dela. Estando a mesma em minhas mãos, eu a lavei bem no Box do banheiro com sabonete líquido neutro, a seguir eu a enchi de água. Coloquei a mesma sobre o vaso sanitário estando o tampo arriado e adicionei uma tampinha de álcool, depois eu peguei tudo que ela precisaria, inclusive uma roupa quentinha de dormir. Caminhei até a cama estando a toalha dela em meu ombro e a despi, mas no momento que ela acordou começou a chorar. Eu imediatamente a envolvi na toalha e a levei para o banheiro, dei um banho rápido nela e a sequei. A levei para o meu quarto e passei pomada em sua parte íntima, talquinho, álcool em seu umbigo e a vesti rapidamente após colocar a fralda. Marie estava uma graça e resmungava bastante em sua linguagem infantil por estar com sono.
Suspendi a minha blusa e a amamentei, ela até mamou bastante, mas o sono a venceu. Após eu ter colocado ela para arrotar, eu ajeitei a cama. Fui até o carrinho estando com ela ainda em meu colo pegar o travesseirinho posto ali por Edward e esperei um tempinho para eu poder deitá-la, e finalmente eu o fiz, logo a seguir eu arrumei a bagunça que eu fiz para poder banhá-la. Estando tudo arrumadinho, eu comecei a arrumar as roupas da Marie no outro closet e não no meu. Ficou tudo bem organizado e coloquei a caixa contendo uns vinte sacos de fralda descartáveis. Arrumei as que eu comprei também e guardei os objetos de limpeza pessoal dela. Nem tão cedo ela precisaria de algo.
Levei para cozinha os utensílios domésticos e lavei os objetos laváveis. Limpei a sanduicheira, lavei as panelas novas, fiz o mesmo com a cafeteira e depois de tudo limpo eu os guardei. Voltei para a sala e peguei o ferro, o coloquei em meu closet no cantinho e voltei para a sala. Peguei o restante das coisas e as guardei, por último eu empurrei o carrinho até o meu quarto e o deixei no canto.
Depois foi a minha vez de tomar um banho relaxante e vesti uma camisola azul marinho. Penteei o meu cabelo úmido, a seguir eu fui até a cozinha e esquentei um pouco de leite, o adocei já estando no copo e bebi comendo uma bolachinha. Pensei em Edward e resolvi tirar a imagem dele da minha mente, isso não me pertencia e o meu caso estava se agravando. Eu precisava espairecer a minha mente e tirá-lo da minha cabeça, o único jeito seria sair com outra pessoa mesmo o amando. Edward não merecia os meus sentimentos, tão insensível não seria capaz de me pedir perdão nunca. Ele sim teria que o pedir a mim, eu não era a causadora da infelicidade da família dele. Terminei de beber o leite e lavei o copo, a seguir verifiquei as portas e estavam todas trancadas. Fui para o banheiro e escovei os dentes, depois eu me aliviei e me asseei bem. Lavei as minhas mãos e as sequei, após apagar a luz eu fui para o meu quarto.
Minha filha dormia e me aproximei dela, eu a admirava por ser linda e me deitei. Ajeitei a coberta sobre mim e fechei os meus olhos, só agora o cansaço me bateu e eu acabei dormindo.
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Madrugada de Terça feira, 13 de Julho.
Às 03:15min.
Acordei com a neném chorando e a ninei, mas pelo choro estar insistente eu soube que ela queria era mamar. Sentei-me na cama e a peguei no colo, tirei a minha mama para fora e ela imediatamente começou a mamar. Eu estava sonolenta demais e só sentia as sugadas que ela dava em mim, por fim eu fechei os meus olhos e fiquei cochilando. Ao sentir os meus braços afrouxarem em torno da minha filha por causa do sono intenso eu me liguei, fiquei a olhando e esperei a Marie se saciar.
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Finalmente ela se deu por satisfeita e a coloquei para arrotar, não demorou nada e ela o fez. Fiquei com ela no colo um pouquinho e não me aguentando mais de sono eu a deitei na cama. Ajeitei a coberta dela sobre o seu corpinho e fui para o banheiro me aliviar, me asseie bem e lavei as minhas mãos. Saí do banheiro e entrei na cozinha, acendi a luz e peguei uma garrafa de água na geladeira. Após eu pegar um copo, eu matei a minha sede.
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Estando em meu quarto eu me deitei na cama, ajeitei o edredom e fechei os meus olhos para finalmente eu poder descansar.
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Às 08:20min da manhã.
Despertei do nada e olhei para o lado, Marie ainda dormia e me espreguicei. Permaneci deitada e o cheirinho de bebê me dominava, pensei na minha vida e eu queria estudar para finalizar os meus estudos. Eu amava a minha filha, mas eu não parava de pensar que muitas coisas foram atropeladas e eu teria que trabalhar o mais rápido possível. Edward chegou a comentar em pensão alimentícia para a Marie e uma pensão para mim, mas eu não iria aceitar esmolas, sei que cedo ou mais tarde seria uma deixa para ele jogar na minha cara. Eu queria andar com os meus próprios pés e não depender dele.
Levantei-me da cama e fui direto para o banheiro, tomei um banho rápido e saí para me secar. Vesti-me no closet tendo tudo que eu precisava ali e voltei no banheiro para escovar os meus dentes. Passei creme nos meus fios de cabelo e os penteei, me sentindo bem eu fui para a cozinha preparar o meu café da manhã.
Desjejuei estando sentada na minha cama, Marie estava acordada e quietinha chupando chupeta. O meu misto quente estava muito bom e terminei de comê-lo, a seguir eu bebi todo o meu café com leite. Deu-me vontade de chorar e eu chorei até não aguentar mais, eu me sentia feliz por estar com a minha filha e infeliz ao mesmo tempo por causa da minha má sorte. Deitei-me ao lado da Marie e a abracei, mesmo estando ela ali eu me sentia sozinha ali naquela casa. Na verdade, eu precisava de carinho, nunca gostei da solidão. Estando perdida em pensamentos eu comecei a acariciar a minha filha, pensei no pai mandão dela, seu rosto me assombrava e me proibi de continuar. Não era adequado.
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Às 12:23min.
Eu estava na cozinha preparando o meu almoço, Marie estava no carrinho mais ao canto e a minha campainha tocou. Eu sinceramente não sabia quem poderia ser e baixei o fogo do frango. O arroz com brócolis já estava pronto e depois empurrei o carrinho da neném até a sala e o deixei ali estando com ela. Saí para o quintal segurando a chave e fui olhar no olho mágico quem poderia ser, estando surpresa com a figura do outro lado eu sorri pra valer. Sem pensar duas vezes eu abri o portão correndo.
—Ângela amigaaaaa!!! Falei a abraçando.
—Eu tive que vir correndo. Falou ela sorrindo e as suas lágrimas rolaram, sendo que as minhas também.
—Estou tão feliz! Falei a olhando e duas malas estavam ao seu lado. O táxi estava parado ainda e o motorista nos olhava.
—Vim direto pra cá. Incomoda-se de eu ficar aqui até o final de semana?
—Entre logo amiga! Claro que não!
—Eu imaginei que estava se sentindo sozinha e eu quis vir.
—E os seus estudos?
—Estou de férias no curso, volto em alguns dias.
—Que bom!
—Obrigado moço, o senhor está liberado. Falou Ângela para o taxista e o mesmo a agradeceu.
—Vamos logo amiga, entre, entre. Falei sorrindo e estando feliz da vida.
—Ok, ok. Falou ela também sorrindo.
Peguei uma mala e ela a outra, entramos e fechei o portão passando a chave. Entramos e fui até o carrinho da minha filha, deixei a mala dela ao lado do carrinho e peguei a neném no colo.
—Olá titia Ângela. Falei com voz infantil e caminhei até a minha amiga.
—Que coisinha lindaaaa amiga. Disse Ângela a observando. –Os cabelinhos..........Cadê? Perguntou ela sorrindo e estando encantada.
—ÔÔ titia, falta crescer ainda. Falei com a voz infantil novamente e gargalhamos.
—É mesmo uma fofurinha bella. Onde é o banheiro amiga?
—Naquela porta ali. Eu falei apontando.
—Volto num estante porque eu estou apertada e irei lavar a minha mão também. Estou louca para segurá-la.
—Sinta-se em casa.
—Volto já.
—Tudo bem..
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4min depois.
—Pronto, estou de volta e passe-me essa belezura pra cá. Disse Ângela estando empolgada.
—É toda sua. E os seus pais sabem que você está pelas redondezas? Perguntei no momento que Ângela pegou a neném no colo.
—Não contei que eu viria, ninguém além do jake sabe a seu respeito.
—Isso é, mas eu quero contornar essa situação algum dia.
—Resolva a sua vida primeiro bella, se você está no silêncio até hoje e depois de tudo que você me contou quando me visitou, o melhor é continuar dando um passo de cada vez.
—Tem razão, o Edward viaja algumas vezes na maionese e eu não quero problemas.
—Saiba que eu não tenho medo dele, eu tenho dinheiro e os meus pais têm conhecimentos também.
—Sei que vocês são influentes e ricos Ângela, e como você observa a nossa volta, aqui é simples e não tão luxuoso como no meu antigo apartamento.
—Muitos nem tem um teto para dormir e essa casa é bonita, aconchegante, não há problemas em relação a ela.
—Eu adorei essa casa.
—Isso é o que importa então.
—É sim. Falei me lembrando da panela. –Estou fazendo o almoço e temo pela panela ter queimado.
—Vamos lá ver então.
Saímos da sala e caminhamos pelo corredor, entramos na cozinha e a panela continha pouquíssima água, estava praticamente queimando.
—Por pouco não queimou de tudo. Falei a olhando e mexendo a panela com a colher de pau após apagar o fogo. –Deve estar com fome.
—Comi umas besteirinhas no avião e no aeroporto, mas aceito comer uma fruta no momento.
—Tem uva e pêssego na geladeira. Maçã, banana e laranja ali na fruteira. Sirva-se e como eu disse, você está em casa.
—Obrigado.....Marie é mesmo linda bella e de você ela não tem praticamente nada amiga.
—Só a cor do cabelo ela me puxou e a brancura.
—Isso é verdade. Falou ela olhando para a neném. –E o pai?
—Baba na menina né, mas confesso que eu estou aliviada nessa parte, pensei dele maltratá-la quando me descobri grávida. Sou uma Swan lembra?
—E vocês?
—Quero o divórcio o mais rápido possível, tenho medo de voltar para aquela mansão e ser infeliz com as atitudes do Edward. Estando aqui agora eu me sinto livre e solitária ao mesmo tempo. Acredito que a Esme deve estar abalada por causa da neném e se sentindo sozinha até. Eu sinto muito por ela ter ficado daquela forma e não poder ver a luz do sol.
—Eles cuidam bem dela?
—Mais que bem, tanto que no início o Edward não me deixava nem chegar perto dela.
—Foi assim que ele lhe sequestrou e a levou para casa dele não foi?
—Isso mesmo.
—Não sei o grau da gravidade da sua sogra, mas em alguns casos a ceguei é reversível.
—Como assim amiga?
—Há transplantes de córnea, essas coisas da tecnologia avançada. Disse ela normalmente e olhando para neném.
—Eu juro que eu nunca pensei nisso Ângela e nem sei se eles também. Edward só vive no mundo dele em me perseguir e o pai dele eu nem sei sabe. Isso é uma boa sugestão. Falei pensativa.
—Como ele está lidando com a sua partida?
—Eu não sei para falar a verdade, mas acho que a minha carta de alguma forma o tocou, pois ele não me obrigou a voltar. Se fosse há algumas semanas atrás, ele seguraria em meu braço e me obrigaria, mas ele não fez isso.
—Isso deve ser um bom sinal bella.
—Ou uma estratégia.
—Será que esse homem nunca irá mudar?
—De uma coisa eu tenho certeza, Edward irá me assombrar para sempre. Temos uma filha junto e ele bem ou mal ama a filha de verdade. Ele abriu mão do orgulho para deixar a neném aqui, ela enjoou do leite e só quer o meu. Dizendo o Edward ela ficou horas sem querer se alimentar e chorando, com isso ele teve que vir atrás de mim.
—Foi muito fácil achá-la pelo visto.
—Ele disse que os seguranças me vigiam e acredito nisso, Edward surpreende quando quer. Apesar de eu desafiá-lo às vezes, por um lado eu tenho muito medo dele, sabe.
—Eu acredito e tudo que você me falou é uma loucura. É uma mulher de fibra.
—Estou desmoronando amiga, não estou tão forte mais. O meu sentimento me deixou frágil e antes eu não era assim por odiá-lo com todas as minhas forças.
—Peraí, eu entendi bem?
—Sobre? Fiz-me de boba ao perceber que eu falei demais e a minha amiga não era desligada.
—“O meu sentimento me deixou frágil e antes eu não era assim por odiá-lo com todas as minhas forças” Repetiu ela a minha fala. –O que está pegando bella?
—Pegando? Perguntei nervosa dando as costas para ela e fui fingir lavar a colher de pau estando de frente para a pia.
—Claro que sim bella! Por acaso está sentindo algo pelo pai da sua filha ou pelo homem que acabou com a sua vida?
—Não, eu não sinto nada por ele Ângela! Está imaginando coisas amiga?
—Quero mesmo estar imaginando coisas. Disse ela vindo com a neném até a mim e me olhou.
—E está. Falei olhando para a minha filha.
—Mesmo sendo um monstro você o descreveu como sendo um cara bonito. Vocês....... Vocês pelo amor de Deus transam Isabella e se beijam como você mesma me falou! Nesse mundo tudo é possível e mesmo eu não sendo do seu sangue e a considerando como uma irmã, esse cara é bem baixo no meu conceito! Ele te fez passar por humilhações, a estuprou e destruiu o seu relacionamento com o jake num piscar de olhos! Jake sim era um homem para você, ele sim a trata bem e se preocupa de verdade com o seu bem star. Não, não e não! Disse ela indignada. — Esse cara não lhe merece caso esteja apaixonada por ele!
—Não exagere amiga, está imaginando coisas. Eu quero até sair com outros homens.........e esquecer tudo que eu passei, será o melhor para mim.
—Você merece aquele que lhe fará bem daqui por diante.
—Tem razão. Falei pensativa e sem querer uma lágrima rolou. –Eu preciso esquecer o passado e que bom que você veio me ver. Eu só tenho que agradecer a Deus por ter a sua amizade, a de jake e vocês são o meu porto seguro em conselhos e companheirismo.
—Estaremos juntos para o que der e vier bella.
—Sempre. Falei secando a minha mão e a abracei com cuidado por causa da minha filha.
—Não te quero ver pra baixo mais, tem que sacudir a poeira amiga e mostrar para esse cara que você é uma mulher de verdade. Não há nada melhor que ele a ver com outro e sendo completamente feliz. Ele a desbancou como ser humano e a fez se sentir como um nada.
—Isso é verdade. Falei pensativa.
—Sabemos que não é verdade, você é uma mulher bonita e nunca foi assim da forma que ele te fez acreditar.
—Isso é. Vou terminar de preparar o almoço, há o suficiente para nós duas.
—Tudo bem.
—Se quiser coloque a neném no carrinho e tome um banho para se sentir mais confortável. Tem toalha nova em meu closet.
—Eu vou aceitar tomar um banho relaxante e segurar muito mais essa bebezinha fofa.
—Irei pegar a toalha para você, só falta temperar o feijão.
—Ok.
Fomos até o meu quarto e peguei uma toalha para ela, havia sabonete líquido no banheiro e tudo que ela precisaria. Dizendo ela havia trago xampu, condicionador, sua escova de dente e não era para eu me preocupar. Ângela me deu a neném e acomodou as suas coisas no outro quarto, pedi que ela arrumasse da forma que ela quisesse as coisas dela no outro quarto e as malas eram grandes. Após ela entrar no banheiro eu fui até a sala e coloquei a neném no carrinho, ela chorou um pouco e coloquei novamente a chupeta em sua boquinha. Escutei o meu celular tocar no quarto e empurrei o carrinho indo até lá, ao entrar eu o peguei e vi ser a última pessoa que eu queria falar naquele momento.
—Alô Edward! Diz logo o que você quer? Perguntei um pouco impaciente.
—Eu estou com saudades da minha filha, por isso eu liguei. Como a Marie está? Perguntou ele até calmo demais e estranhei.
—Ela está bem e no carrinho nesse momento.
—Ela está se alimentando direito?
—Claro que sim, agora eu preciso desligar.
—Preciso vê-la, estou com saudades.
—Logo chegará o final de semana e você irá vê-la.
—Eu estava acostumado a vê-la todos os dias Isabella, eu não sou insensível e sinto falta da minha filha!
—Menos mal, é a sua obrigação de pai!
—Mas muitos não estão nem aí para a sorte dos seus filhos e eu me preocupo! Eu a amo.
—Não estou falando o contrário.
—Minha mãe está com saudades da neta, o meu pai nem se fala, a Mary e todos nós.
—Sinto muito por isso, mas sabemos que nem tudo é para sempre! Lamento, mas eu preciso desligar porque eu estou com visita.
—Quem é por acaso? Perguntou ele já mudando o tom da voz.
—É particular Edward. Eu estou longe de Ourinhos e ninguém vai saber com quem eu ando ou deixo de andar. Já recorreu ao seu advogado para ver a nossa separação?
—Estou com muito trabalho e não tive tempo.
—Está mentindo, mas eu irei conseguir um. Não se incomode porquê de você eu não quero nada, não irei exigir nada material e será sempre assim. Deixe-me em paz e arrume uma mulher que o faça pensar que está a sua altura social e econômica. Alguém livre de culpas e viva a sua vida, agora eu irei desligar.
Encerrei a ligação sem esperar resposta da parte dele e fechei os meus olhos, ao abri-los as lágrimas rolaram e as sequei estando uma fera comigo mesma. Só podia ser loucura eu estar envolvida e eu teria que ter cuidado com a minha amiga, pois ela não era boba e percebia tudo com facilidade.
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Momentos depois Ângela saiu do banheiro estando com roupa casual e segurando a roupa que tirou e a toalha. Ela fez questão de colocar a toalha na corda para poder secar e lavou a roupa de sair no tanque. Após colocá-las para secar ela entrou e ficou ninando o carrinho da neném na cozinha. Terminei de temperar o feijão e preparei um suco de fruta no liquidificador, depois de pronto nós fomos para sala assistir televisão. Ficamos conversando e o papo estava bom, mas vez ou outra eu me lembrava dele e me sentia chateada por estar triste por uma pessoa que não valia à pena. Marie começou a chorar e a minha amiga achou um barato ao observar eu amamentando a minha filha. Ela mamava cheia de vontade e Ângela me observava.
—Isso não dói não?
—Um pouco, estou tentando me acostumar ainda.
—Nossa!
Continuei alimentando a minha filha e percebi que seria preciso trocá-la depois. Nos perdemos na conversa e contei com mais detalhe a minha saída com o jake, Ângela ficou feliz que o amigo estava bem e disse que foi bom eu ter saído um pouco.
Após a Marie ter largado o meu seio eu a coloquei para arrotar, Ângela sorriu quando ela arrotou e seu choro a seguir denunciou que ela estava incomodada. Eu precisaria trocá-la e fomos para o quarto, depois de tudo pronto eu a troquei e a deixei limpinha.
Meu bebê dormiu depois disso e a coloquei deitada no carrinho, tirei tudo que estava sobre a cama e coloquei as coisas dela de volta em seus devidos lugares. Fomos para a sala e deixei o carrinho dela no canto, liguei o ventilador de teto regulando a velocidade e não estava indo muito vento nela, mas coloquei o lençol sobre ela.
—Acabou que não pegou a fruta para comer amiga.
—Deixo para a sobremesa.
—Pega lá se quiser.
—Depois, obrigado.
—Vamos comer então?
—Ta com fome?
—Um pouco.
—Então vamos comer.
—É, vamos sim.
Fomos para a cozinha e nos servimos, pegamos o suco e fomos para a sala comer assistindo televisão. A comida estava boa e comíamos devagar, Ângela me contava as novidades e continuava firme e forte com o namorado. Falei que daria em casamento e ela sorriu.
—A propósito cadê a sua aliança bella?
—Eu a tirei, não é mais necessária.
Ângela não insistiu mais nesse assunto e terminamos de comer momentos depois. Bebemos o suco e repetimos a bebida logo a seguir, estando satisfeitas eu lavei a louça e ela as secou para mim.
Escovamos os nossos dentes e tranquei a porta da sala, dizendo ela estava um pouco cansada da viagem e pediu para relaxar um pouco. Preparei o outro quarto e peguei a manta limpa, liguei o ventilador e ela se deitou.
—Vou tirar o cansaço e levanto já.
—Não se preocupe, eu irei descansar também.
—Ok amiga.
Saí do quarto e fui até a sala, desliguei a televisão e fiz o mesmo com o ventilador dali. Empurrei o carrinho da neném até o meu quarto e a deitei na cama ouvindo os seus protestos, mas eu a ninei ele ficou quietinha novamente em seu soninho. Fui até a cozinha e fechei a porta, estava tudo limpinho e fui no banheiro me aliviar.
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Estando em meu quarto novamente, eu me deitei ao lado da minha filha e fechei os meus olhos, eu pedia a Deus para tudo passar.
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Às 18h.
Eu acordei com a neném chorando e acendi a luz do abajur, já estava escuro e a peguei no colo. Ela ficou quietinha na mesma hora e me levantei com cuidado, acendi a luz do quarto e apaguei a do abajur. Precisei colocá-la na cama outra vez e ela chorou bastante, mas consegui enganá-la com a chupeta e ela ficou quietinha, pois eu precisava preparar o banho dela. Peguei as coisas dela rápido e as deixei sobre a cama, fui para o banheiro e peguei a banheira dela que estava no cantinho, depois eu a enchi de água morna e coloquei sobre o vaso estando o tampo arriado. Voltei no quarto, despi a minha filha ouvindo os seus protestos e precisei limpá-la antes de banhá-la. Quando eu terminei a envolvi na toalha e fui dar banho nela. Marie chorou bastante mesmo a água estando quentinha e procurei ser rápida ao banhá-la. Lavei bem o seu corpinho e ela ficou cheirosinha. Após o banho eu a sequei bem e a vesti já estando em meu quarto, só sei que ela ficou linda e perfumada.
A amamentei e ela ficou quietinha ao me sugar, estava linda com aquela roupinha amarela e meias amarela. Um tempinho depois ela se sentiu saciada e largou o meu seio que chegou vazar um pouco.
—Cansou de mamar bebê? Perguntei de forma carinhosa e ela me olhava.
A coloquei para arrotar e ela logo o fez, sem ter opção eu fiquei com ela em meu colo e arrumei como eu pude a bagunça que eu fiz para poder banhá-la. Ficou tudo arrumado e escolhi a roupa que eu colocaria após o meu banho, a deixei separada e coloquei a Marie deitada na cama.
—Calma bebê. Falei ao ouvir o seu choro.
Com muito custo ela parou de chorar e eu fui me banhar correndo, após me despir eu fui me lavar.
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Saí para me secar e penteei o meu cabelo, me vesti logo a seguir e me senti bem. Coloquei a roupa que eu usei dentro da máquina e a deixei lá sem ligar a mesma. Recolhi as roupas secas da minha amiga do varal e as coloquei no quarto em que ela dormia. Saí de fininho e arrumei o banheiro, estando tudo ok eu fui para a cozinha. Preparei um bolo de laranja com raspinhas da mesma e o coloquei para assar, voltei para o meu quarto e a neném estava quietinha chupando chupeta. Sem eu esperar a Ângela apareceu e se deitou na minha cama sorrindo.
—Deu para descansar?
—Bastante amiga, fiquei até mole de tanto dormir e eu estava mesmo precisando.
—Estou preparando um bolo de laranja daqueles que ficam bem molhadinhos.
—Um que delícia!
—Eu adoro também e foi a Mary quem me ensinou.
—Mary é a moça que trabalha na casa do seu “marido” né?
—Sim.
—Não se preocupe com a janta bella, eu estou evitando jantar para manter a forma.
—Então faremos um lanche reforçado.
—É pode ser. Irei até o banheiro fazer um pipi e ajeitar o meu cabelo.
—Vai lá.
Ângela se levantou da cama e saiu do quarto, fiquei curtindo a minha filha estando segurando a sua mãozinha e fechei os meus olhos. Fiquei escutando os sonzinhos que ela fazia e sorri estando ainda de olhos fechados.
Quando a minha amiga retornou ao quarto quis pegar a neném no colo e ficou brincando com ela, já eu fiquei pensativa e me levantei para ir olhar o bolo. O mesmo já estava cheirando a cozinha toda e fiz uma calda leve com o próprio suco da laranja e açúcar. O deixei engrossa um pouco estando à panela no fogo, o mexia vez ou outra e pensei no pai da minha filha.
—Não devo, eu não devo! Falei sentindo que as minhas lágrimas queriam vir.
Eu continuei mexendo a panela com a colher de pau, uma lágrima rolou e a sequei como eu pude ao sentir que a minha amiga se aproximava.
—Por que está chorando amiga? Perguntou Ângela estando ao meu lado.
—Passei por tanta coisa, é normal.
—Sei. Falou ela me olhando.
—É a vida. Falei apagando o fogo e coloquei a panela sobre a pia para “fugir” meio que dela.
—Está mentindo, mas eu sou a sua amiga e a conheço muito bem.
—Cismou mesmo, desencana porque não há nada para esconder.
—Mesmo sendo um carrasco, um grosso, um estúpido com as palavras e ações você está caída por ele.
—Que, que nada! Falei tentando disfarçar o meu nervosismo momentâneo.
—Que nada? Eu sei que acabou gostando dele Isabella. Mesmo ele a maltratando, algo desabrochou em seu coração e que a toma nesse momento. Está amando esse homem por pior que essa realidade seja. Não me simpatizo com ele, mesmo não o conhecendo e sabendo como ele realmente é. Não posso opinar, mas também não irei apoiá-la depois de tudo que esse cara te fez, tenho a absoluta certeza que você merece algo muito melhor que aquilo. É capaz de namorar um cavalheiro e não um carrasco ou cavalo bella.
—E para ser sincera quem mais lamenta por isso ter acontecido sou eu, eu não pedi que isso acontecesse Ângela.
—Vamos nos sentar e conversar como verdadeiras amigas que somos?
—Tudo bem.
Fomos para a sala e nos sentamos no sofá.
—Conte-me.
—Eu o odeio com todas as minhas forças Ângela. Ele me estuprou, me fez uma filha à força, bateu em mim por diversas vezes e me agrediu com palavras severas.
—Como o odeia se está amando esse canalha bella?
—Eu não sei como isso foi acontecer! Falei nervosa. –Não é isso que eu quero e me sinto uma estúpida Ângela.
—Está no amor. vocês....
—É nós tínhamos uma vida sexual bem ativa, deve ter sido por isso. É apenas atração física da minha parte.
—Atração que traz as lágrimas? Não parece ser tão simples assim.
—Eu não tive culpa, ele com o seu jeito dominador, a forma que nós...........ele sabe me deixar nas nuvens.
—Sexo não é tudo, desintoxica o seu corpo desse homem e seja realmente feliz com alguém que a mereça.
—Você tem razão, mas eu não mando em meu coração, aconteceu de uma forma que me pegou desprevenida e eu não queria isso. Saíamos vez ou outra com ele se comportando e Edward me tratava bem para a minha total surpresa, era nessas horas que eu ficava confusa e recuava com medo das ações seguintes dele. Edward é bipolar Ângela e transávamos feito dois loucos, essa é a mais pura verdade e não posso esconder isso de você. Ele sabe dar prazer a uma mulher. Falei me lembrando de tudo que fizemos e a olhei.
—Esse cara por tratá-la dessa forma não lhe corresponde da mesma forma.
—Sei que não, ele me deixou esperando feito As de paus do lado de fora da empresa deles. Se eu fosse realmente querida por ele e mesmo eu estando no erro, ele me mandaria entrar e conversaríamos como dois adultos em seu escritório, mas não........Acabei indo embora ainda mais magoada por estar longe da minha filha e tomei a decisão de fugir. A respeito disso eu já te falei.
—Sim. Isso só prova que ele não a ama de verdade, pois o amor supera, perdoa, concilia as pessoas de uma forma inexplicável.
—A mãe dele, a Mary e a Alice viviam dizendo que ele sente algo por mim. Ele implicava com as minhas roupas, mandou eu ficar longe dos homens e me deixou trancada em casa após voltarmos da lua de mel por ele ter me encontrado na boate antes de me casar com o jake.
—Eu fiquei sabendo.
—Não sei o que fazer em relação a isso e quero me livrar dele, Edward não irá mudar comigo.
—Pode contar comigo para o que quiser e precisar. Irá arranjar alguém que corresponda aos seus sentimentos.
—Tudo que eu quero é me livrar desse sentimento injusto.
—Dizem que um amor se cura com outro.
—Não quero me machucar novamente, não sei se eu conseguirei.
—Você ficou com o primo dele e viu que o cara gostou mesmo de você, não é impossível encontrar alguém que vá amá-la de verdade.
—Tem razão.
—Claro que eu tenho, pois eu sou a sua amiga de verdade. Precisamos sair e nos divertir, você vai ver como se sentirá melhor longe de tudo isso.
—É tem razão.
—Mostra para esse cara o quanto está viva e pode ser querida pelos outros. Dê um tapa sem mão nele bella.
—O que mais me dói era que eu só servia para ir para a cama e ser chamada de coisas que eu não sou.
—Isso já passou e sabemos que tudo que ele te chamou não é verdade.
—Não sou uma prostituta Ângela. Falei chorando. –Nunca fui interesseira e passei muita vergonha no dia que nos casamos, não havia ninguém da minha parte lá. Todo aquele luxo e tudo não passavam de uma mentira. Eu sempre sonhei me casar amando e sendo amada.
—Imagino como deve ter se sentido.
Encostei-me no sofá e chorei até não aguentar mais, de forma carinhosa a Ângela me confortou por minutos e tive que ir olhar o bolo. O mesmo já estava pronto e apaguei o fogo do forno. O desinformei com cuidado e o furei várias vezes com o garfo, a seguir o reguei com a calda. Fiz o café e aqueci um pouco de leite, quando a Ângela apareceu na cozinha eu a olhei.
—Está com uma cara boa esse bolo.
—Estou vendo.
Peguei os talheres, as xícaras e os pratinhos, cortei o bolo em quadradinhos e deixei a faca ali mesmo no tabuleiro. Fui pegar o carrinho da neném na sala e voltei para a cozinha.
—Dê-me ela para você poder se servir como lhe agrada.
—Ok.
Peguei a neném e a coloquei deitada no carrinho, ela começou a chorar e a ninei. Empurrei o carrinho até a sala e a deixei lá, voltei para a cozinha e me servi.
Ângela e eu fomos para a sala e nos sentamos no sofá, começamos a comer e estava mesmo o bom o bolo. Liguei a televisão com o controle e começamos a conversar assistindo um programa de clipes musicais.
.
.
Às 20:15min.
A minha campainha tocou e eu fiquei apreensiva.
—Jake viria aqui hoje bella?
—Pode não ser ele, sei que o pai da minha filha é insistente e age por impulso a maioria das vezes.
—Você não falou que seria só aos finais de semana?
—Sim. Falei escutando a minha campainha tocar mais uma vez. –Irei lá ver.
—Irei com você.
—Ok.
Nos levantamos do sofá, colocamos a xícara no chão e os pratinhos sobre o sofá, peguei a chave na fechadura da porta e saímos. No quintal caminhamos devagar e pela insistência sabia que era mesmo ele, mas tive a certeza ao olhar no olho mágico.
—É ele bella?
—Sim, mas ele está quebrando o nosso acordo.
—Deixe-o se cansar de tocar a campainha, ignore-o.
—Isabella, eu sei que você está aí. Falou Edward alto do outro lado do portão e olhei para a Ângela.
—Vou atendê-lo e ver o que ele quer.
—Está fazendo tudo errado!
—Só dessa vez, pode ser que ele queira falar algo comigo.
—E por que ele não te ligou?
—É né.
—Isabella! Continuou Edward.
Coloquei a chave na fechadura do portão e o abri minimamente.
—O que faz aqui? Perguntei um pouco áspera e estando apenas com a minha cara no portão por ele estar à bem dizer fechado.
—Com quem estava ou quem está aí com você?
—Uma pessoa mais que importante para mim, mas isso não vem ao caso ou lhe interessa Edward.
—Interessa sim porque ainda somos marido e mulher! Disse ele empurrando levemente o portão e o impedi.
—Está viajando na maionese Edward. Está sentindo falta da minha presença lá para me maltratar? Mas isso acabou!
—Não consigo ficar longe da minha filha, eu a amo de verdade bella.
—Nós já conversamos a respeito disso e eu disse que não era para vir sem me avisar primeiro! Está dificultando tudo como sempre!
—Minha mãe está sentindo saudades de vocês lá.
—Eu gosto muito dela, pois eu devo muito de alguma forma a ela por ter me tratado bem. Sinto muito, mas eu fiquei esse tempo lá pensando apenas nos outros e não em mim, não irei voltar mais pra lá. Não temos o que conversar nesse momento e volte no final de semana como foi o combinado.
—Saiba que não irá ficar com outro homem! Disse com a mão espalmada no portão e eu o olhava .
—Quem decide isso sou eu e não você! Venda aquela casa que comprou para me manter presa lá, o casamento fajuto e arranjado chegou ao fim e não fique me importunando!
—Mesmo assim eu não irei deixar que fique com outro e não irei vender casa alguma! Temos algo muito importante juntos e outro não irá tomar o meu lugar!
—E porque não? Perguntou a minha amiga de uma forma nada amigável abrindo o portão com raiva e fiquei sem ação na hora. –Não irá ficar brincando com ela e a fazendo de lixo como vem fazendo! O único aqui é você! A Desmoralizou como mulher e ser humano por longos e longos dias, até meses, mas tenha em mente que a minha amiga não é mercadoria! Não somos donos de ninguém e ela não quer mais essa vida infeliz estando ao seu lado! Eu dou todo o meu apoio para ela ser feliz com outro homem e se precisar eu até dou uma forcinha para ela ter um de verdade!
—ISSO É O QUE VEREMOS! Falou Edward olhando para ela sem piscar, ele a desafiava.
— Esqueceu que nesse peito bate um coração e que ela tem sentimentos? A obrigou a seguir por um caminho que não foi o escolhido por ela, então dê o fora da forma que ela está lhe pedindo!
—O assunto é entre eu e minha mulher! Falou Edward a olhando e me olhou nada satisfeito.
—Mulher? Sua mulher? Perguntou Ângela sorrindo a ele franzindo a sobrancelha. -Faça-me rir cara porque outro sim irá tratá-la como uma mulher de verdade e não como um depósito de esperma ou lixo como você a trata. Minha amiga não é a lixeira dos outros e se ela não lhe quer aqui hoje a respeite! É o mínimo que você pode fazer digo....Por nós duas!
—Não irei falar a respeito da nossa privacidade!
—É mesmo? Pois nem eu quero ouvir porque pode me dar náuseas e ânsia de vômito só de ouvir, pois seria difícil ouvir o quanto a usou e abusou! A desrespeitou literalmente e vem lhe desrespeitando com as suas ações insistentes!
—É MESMO? NÃO É BEM ASSIM! Disse Edward demonstrando impaciência.
—Ângela amiga, deixe-o pra lá.
—Ele precisa entender que você não está mais sozinha, ele não irá mais abusar de você amiga!
—Isabella e eu tivemos alguns momentos de paz.
—Muito poucos Edward. Pra falar a verdade nos suportávamos na hora que estávamos....... Falei um pouco nervosa por causa da minha amiga ali o confrontando.
—Ele precisa entender que sexo não é tudo para uma mulher, é muito mais que isso! Bem que você merecia levar uma boa surra da mesma forma que fez com a minha amiga. Passar bem! Falou Ângela batendo o portão na cara dele. –Dizem que na conversa de marido e mulher, ninguém mete a colher. Falou ela para ele escutar lá do outro lado do portão. –Mas quando ela estiver com alguém que a respeite como sendo a sua mulher de verdade, eu jamais irei me meter!
—Ângela amiga. Falei preocupada, eu não queria que o Edward a maltratasse.
—Não se preocupe, eu não tenho medo dele. Disse ela me olhando.
—Vamos entrar, por favor. Pedi sentindo os meus olhos brotando lágrimas.
—Vamos sim. Disse Ângela me abraçando e a neném chorava no carrinho. –Desculpe-me, mas é intolerável essa situação bella, já estava engasgado em minha garganta desde da sua visita em New York.
—Posso imaginar, pois o que eu te contei é intolerável.
Caminhei até a minha filha e a peguei no colo, ela continuou chorando e eu a amamentei. Escutei a minha campainha tocando e eu não sabia o que fazer.
—Agora sim eu finalmente o conheci. Disse Ângela me olhando com pesar. -As atitudes dele matam a beleza espetacular com todo o respeito. Tinha razão bella, ele é realmente um gato, porém canalha.
—Edward é um homem muito bonito, isso é indiscutível mesmo.
—A garotinha parece mesmo com o pai, eu pude repará-lo. Os olhos...... Ela interrompeu a fala por causa da campainha que tornou a tocar de forma insistente.
—São da mesma cor do pai. Completei.
—É sim bella, vocês tiveram uma linda menina.
Mesmo eu estando sem apetite eu continuei comendo o meu bolo, eu não queria pensar a respeito de Edward. A campainha tornou a tocar para o meu desassossego e me levantei do sofá interrompendo a mamada da minha filha e coloquei a chupeta na boca dela. A entreguei pra Ângela e a mesma me olhou.
—Deixa que eu resolverei isso agora amiga, volto logo por conhecê-lo bem e eu não quero uma cena aqui na frente da minha casa. Eu mal me mudei e já provocar escândalos é demais.
—Vamos para New York comigo e passe uns dias lá, livre-se desse stress.
—Só um momento. Falei e saí da sala.
Caminhei pelo quintal e olhei no olho mágico, era ele mesmo e abri o portão.
—Porque não vai embora Edward? Está me fazendo passar vergonha na frente da minha amiga!
—O que contou a ela? Perguntou Edward segurando em meu braço e me puxou para fora sem se importar caso alguém nos visse. Ele me colocou de costas na parede me encarando e não parecia nada, nada satisfeito.
—Sobre? Perguntei o olhando.
—Sobre mim e tudo que aconteceu! Ela parece estar por dentro e você abriu a boca para ela!
—Ângela sabe que você não presta!
—Quero saber o que contou para ela!
—Não estou entendendo Edward.
—Ah! Você sabe sim, agora me fale! Falou ele quase me comendo com os olhos arregalados e apertando o meu braço estando incontrolável. –Ela sabe o tipo de pais que você tinha? Teve coragem de contar para ela a podridão dos seus pais, ou só preferiu denegrir a minha imagem e a da minha família? Disse a ela o tipo de vida que você junto dos seus pais levava?
—Ela não sabe de nada. Menti. -Ai Edward! Largue-me! Pedi sentindo ele me machucando pra valer.
—Não me venha com lorota garota, está mentindo! Estou vendo o que está fazendo, mal saiu de casa e está saindo com outro!
—Não sou uma garota e sim uma mulher!
—Então seja o suficiente para me contar a verdade! Anda, desembucha porque eu não gostei que você falasse a meu respeito para ela! Esse assunto era entre mim e você! E para o seu bem deveria ser sempre assim, mas preferiu abrir a boca! Disse Edward segurando forte o meu braço, isso estava me machucando ainda mais fisicamente e sentimentalmente também.
—Eu juro que eu não falei nada demais para ela. Contar o que sobre a sua família?
—Não gosto que jure em vão ou que minta!
—A única coisa que eu falei para ela foi que você não me tratava bem.
—Para eu não a tratar bem há um motivo! Você não sumiu à toa de Solares e sabe muito bem disso e o porquê! O que disse para ela a respeito dos seus pais? Hein? Disse a ela o que eles faziam ou você os santificou e nos passou como os ruins? Diz-me a verdade!
—Eu, eu. Gaguejei sem querer o olhando. –Ela não sabe de nada.
—Está mentindo e não devia ter aberto a sua boca falando a respeito disso para outras pessoas! Há certas coisas que merecem serem mantidas em segredo! Você não contou para o seu amigo, mas sei que contou para a sua amiga, eu sinto isso e não adianta mentir! Você estava nisso comigo! Eu não permiti que abrisse a sua boca para os outros e nos comprometer! Disse ele me machucando ainda mais e eu só o olhava sem ter reações.
—Ângela não tem nada a ver e......
—Ela sabe sim, está claro que você contou para ela e por isso ela veio cheia de si para o meu lado! Eu não sou bobo Isabella!
—Não irá fazer nada contra ela, eu o denuncio com todas as letras Edward!
—Pois fale para a sua amiga guardar bem a língua dela!Disse ele me sacudindo. -Eu sei tudo, tudo sobre ela, da família inteira dela e te acho Isabella onde você se esconder e igualmente eles! É bom para você a sua amiga saber o quanto seus pais adoravam a roubar as drogas dos outros! Falou para ela o tipo de ladrãozinhos safados que eles eram? Perguntou ele me empurrando contra a parede com raiva e só aí a minha ficha caiu pra valer da mesma forma fez as minhas lágrimas contidas. –Diga a ela para fechar o bico ou será muito ruim para a vida dela. Eu lhe garanto isso com toda a certeza só para não arruinarem a minha família! Sei até onde um ser humano vai por sentir raiva, então aconselhe muito bem a ela! Com os russos não os perdoei, não será diferente com dedos duros! Me ouviu bem?
—Eu não contei que foi isso que os meus pais provavelmente roubaram de vocês. Falei sentida demais com essa descoberta inesperada e o olhando com pesar e desapontamento. –Eu nem sabia que foi isso que eles roubaram de vocês, por isso o luxo todo, tudo veio de uma sujeirada só e quantas vezes eu tive que ser chamada de linhagem ruim por você!
—Não vivemos disso! Não tem direito de me recriminar! Já os seus pais eram bandidos e viviam disso e muito mais!
—Você não presta mesmo Edward! Falei o socando, o chutando por estar magoada com a descoberta e por estar o amando de uma forma já desmedida. Pois a descoberta feriu demais o meu coração depois de ter ouvido tantos insultos dele para comigo. Foi como um balde de gelo sobre mim. –Não voltarei para a sujeirada! Afirmei continuando a agredi-lo e ele me imobilizou no pescoço com o seu braço para poder me dominar. O aperto dele me incomodava.
—Não se faça de boba, não combina com você por portar tanta astúcia!
—Some da minha frente! Pedi entre os dentes e coloquei a mão em meu peito, isso me feriu de uma forma profunda.
—Você passou dos limites! O assunto era entre mim e você Isabella! Você nos traiu! Disse ele transtornado pela raiva intensificando o aperto do braço em volta do meu pescoço causando-me desconforto e pude ver os seguranças dele saindo do carro na hora nos olhando. Ele me mataria se continuasse e os seguranças estavam apreensivos com as ações dele. -Por isso eu disse que estávamos nisso juntos e que você nunca se livraria de mim! Tenha em mente isso, não darei a minha filha de bandeja para você! Ou qualquer cretino a fim de tomar o meu lugar!
—Você está nisso com a sua família e não comigo! Não tenho nada com isso! Agora me deixa em paz! Pedi sentindo as minhas lágrimas rolando.
—Mas gostava da vida que levava antes com os seus “pobres pais”! Um assalariado não seria capaz de manter aquele luxo todo! Quanta hipocrisia da parte de vocês. Desapontou-me abrindo o bico, não deveria Isabella, você não deveria!
—Pense o que quiser! Falei com ele me segurando ainda, era como se eu tivesse cometido uma inflação grave a sua forma de me aprisionar dolorosamente em seus braços.
—Saia dos trilhos e se arrependerá profundamente, pois saiba que eu fecharei os meus olhos diante do perigo! Eu arranjo uma ama de leite para a minha filha, dou o meu jeito caso você abra a sua boca novamente para alguém e não tente pagar para ver! Não irá prejudicar a minha família!Está me escutando bem?
—Está me machucando Edward, pare!
—Me escutou? Continuou ele sem me obedecer.
—Eu fiz isso antes quando eu tive a oportunidade de fugir? Eu só quero que me diga! Falei sentindo as minhas lágrimas rolarem constantemente.
—Não era boba de fazer, sabe disso! Fique com a boca bem fechada. Disse ele colocando a mão em minha boca me machucando um pouco. –Será melhor para todo mundo! Eu tentei levar numa boa, mas o que fez eu considero como uma traição! Então aconselhe a sua amiguinha a fechar muito bem a boca dela! Sei muito bem interpretar o papel de louco a qualquer momento. Eu posso me livrar dela e de você a hora que eu bem quiser e não deixarei rastros nem para as formigas! Agora cuide da minha filha como ela merece! Disse ele a última frase entre os dentes tirando a mão da minha boca e me empurrou quase me levando a queda. –Não tem o direito de nos prejudicar depois de tudo que nos causaram! Você não tem! Disse apontando o dedo para mim. –Não se esqueça que temos uma filha! Você está metida nisso comigo e não irá se livrar, pois cairemos juntos! Você provocou isso! Mas saiba, diga a sua amiga para não cruzar o meu caminho!
Edward esmurrou o muro e se afastou de mim estando bem furioso. O meu coração estava sangrando e sequei as minhas lágrimas, ele entrou no carro e bateu a porta. Ele estava mesmo transtornado, coisa que ele não fazia era bater à porta do carro “preferido” dele e foi embora cantando pneu. Respirei fundo e tentei conter as lágrimas, os meus sentimentos, mas desabei olhando a pirua Blazer saindo em disparada atrás do Volvo de Edward. Chorei contida até não aguentar mais e soquei o muro inúmeras vezes estando inconformada.
—Por quê meu Deus? Por quê? Perguntei colocando a mão na minha boca para abafar os meus soluços e Ângela abriu o portão vindo até a mim preocupada.
—O que aconteceu amiga, ele te bateu?
—Pior que isso. Falei a abraçando e chorei até perder as minhas forças. –Por que amiga? Perguntei sem conseguir enxergá-la por causa das lágrimas.
—Por que o que bella? Diga-me amiga?
—Estou ainda mais desapontada, eu imaginei tudo, mas menos isso. Não, não! Falei aos prantos a abraçando.
.
5min depois.
—É melhor entrarmos, está um ventinho frio e a neném está lá no carrinho.
—É, vamos entrar. Falei soluçando sem parar.
Eu pensava naquilo tudo que ele me chamou, mas ele era tão sujo quanto os meus pais. Esme deve ter mentido para mim ao afirmar não saber de nada quando eu perguntei, mas isso deve ter sido só para poupar o filho. Agora sim eu sabia o que foi roubado por estar obvio demais e eram drogas. Andei devagar com a mão em meu peito estando passada e pensei ser algo de valor como eletrodomésticos ou sei lá, mas não, eram drogas meu Deus. Eu pensava na quantidade de droga que eles possivelmente roubaram para serem punidos com a morte, estando inconsolada por tudo que vivi eu desabei ainda mais em lágrimas. Ângela trancou o portão para mim e escorei-me no muro mais ao canto para não cair. Eu estava desmoronando internamente por ter tido uma bebê com um possível traficante e Ângela me abraçou.
—O que ele te fez para deixá-la mal dessa forma? Está com marcas no braço, olha o vermelho em seu pescoço. Disse ela boquiaberta e segurou em minha mão.
—Nada demais Ângela, não irei envolvê-la nisso ainda mais.
—É UMA CANALHICE, ELE É UM COVARDE E SEM CORAÇÃO! Isso sim que ele é para mim bella! Conte-me se quiser, do contrário eu a respeitarei como uma irmã.
—Ok. Falei chorando. –É melhor deixá-la fora disso e que fique apenas entre nós.
—Sempre bella, sempre....... Ô amiga, eu sinto tanto.
Entramos na sala e fechei a porta, a seguir eu a tranquei com a chave e tirei a mesma da fechadura. Fui até o carrinho e vi que a neném dormia, pensei milhares de coisas ou olhar para a minha filha e olhei para Ângela.
—Irei colocá-la na cama.
—Tudo bem. Disse ela me olhando com pesar.
Empurrei o carrinho da neném até o quarto e ajeitei a minha cama para eu deitar ela. As lágrimas não se cansavam de rolar pelo o meu rosto e a peguei com cuidado, deitei minha filha na cama ouvindo os sonzinhos que ela fazia e ela ficou quietinha após eu deitá-la. Cobri o seu corpinho com a coberta infantil e me levantei, fiquei a olhando e eu não almejei ser esposa de um bandido, contrabandista, ou o que quer que ele fosse de verdade por debaixo dos panos. Só sei que eles tinham era grana e não tinham receio de gastá-la, dava para ver pelos carros e pelas mansões caríssimas. Fora as joias valiosas que a Esme tem e os homens que não ficavam atrás. Edward com a sua coleção de relógio valiosa, pulseiras masculinas de valor e cordões. Carlisle também era vaidoso e não ficava atrás, o filho o puxou pelo visto. Chorei por ter sido chamada de tantas coisas e ele era ainda pior que os meus pais ou igual sei lá. Fui julgada injustamente sendo ele mil vezes pior e eu não me conformava, piorava por eu ter uma filha com ele e está entrelaçada no meio deles para sempre. Ahhh como eu preferia morrer meu Deus.
Fui até o banheiro e fechei a porta, tirei toda a minha roupa e entrei no Box ficando dentro da banheira. Eu liguei o chuveiro e deixei a água cair sobre mim. O pior de tudo era que eu não estava conseguindo parar de chorar, eu sabia que ele foi bem ruim comigo e tudo mais, mas o fato de eu estar gostando dele me doía mesmo eu não permitindo esse sentimento. Eu estava sem chão e me sentindo no fundo do poço por causa dos meus sentimentos. O casamento, os passeios, os restaurantes caros, aquele hotel paradisíaco onde ficamos e nos envolvemos, tudo......
—Desgraçado! Desgraçado! Gritei socando a parede estando aos prantos e gritei para extravasar, eu estava precisando e continuei aos prantos.
.
1h depois.
—Bella amiga, você está bem? Perguntou Ângela batendo na porta preocupada e abri os meus olhos estando ainda sob o chuveiro.
—Sim. Falei soluçando.
—Não amiga você não está, eu escutei tudo, mas preferi deixá-la sozinha para desabafar. Tem chás aqui?
—No armário, eu comprei alguns quando fui ao mercado.
—Ok.
Acordei para a vida e passei sabão em meu corpo mesmo tendo tomado banho há pouco tempo, mas por estar naqueles dias uma mulher precisava se assear.
Após ter me lavado eu saí para me secar e me enrolei na toalha, abri a porta do banheiro após deixar tudo em ordem e fui para o closet do meu quarto. Lá eu me vesti e optei colocar uma camisola, voltei no banheiro para escovar os meus dentes e penteei o meu cabelo de qualquer jeito. O sequei bem mais e saí do banheiro, somente a luz do abajur estava acesa em meu quarto e me deitei na cama. Fechei os meus olhos sentindo uma dor terrível em meu peito por estar magoada demais e fiquei olhando para a minha filha. O pior de tudo era que ela me fazia lembrar ele e fechei os meus olhos, o que eu estava passando não fazia bem para o meu leite. Eu não odiaria a minha bebê por causa dele, eu não podia.
.
7min depois.
—Amiga, eu fiz esse chá de camomila e já está docinho, o mesmo está morninho.
—Obrigado. Falei abrindo os meus olhos e a olhei sentindo uma lágrima rolar.
—Está triste porque ele veio aqui, não é? Ele a machucou e me contive para não chamar a polícia e piorar tudo.
—Terei que o ver a partir de hoje contra a minha vontade, não posso envolver a polícia Ângela. Só isso que eu posso falar.
—Para estar arrasada desta forma está o amando loucamente ou ele a magoou ainda mais, não é outra coisa.
—Acertou nos dois sentidos, mas saberei inverter essa situação. .......Será saindo com outros e não irei me importar se eu estou casada no papel. Nada importará mais em relação a isso daqui para a frente.
—Um amor se cura com outro, dizem isso e é verdade. Estou chocada com você amiga. Como pode amá-lo com todas as ações dele?
—Teve vezes que ele me tratou bem Ângela, mais que bem, mas por eu ficar sempre com receio piorava as coisas após as nossas intimidades de homem e mulher. Edward não acredita em mim e voltamos sempre ao passado. Ele joga na minha cara e eu na dele, ficamos nessa troca, troca e aí você pode imaginar.
—Não é bom.
—Ele apesar de ser tosco, na nossa intimidade ele sabia me acaricia de forma correta. Ele me beijava com calma e contemplava o meu corpo como ele realmente merece. Toda a pegada com jeito me enlouquecia a ponto de eu grit........... Foi nesse intervalo que acredito que tudo foi mudando aqui dentro de mim. Você não faz ideia do quanto ele é bom de cama e isso mexe com as mulheres querendo ou não. Você é mulher e sabe muito bem disso.
—Por isso as prostitutas não beijam, dizem que podemos nos apaixonar e estou vendo que é verdade. O encaixe e a pegada quando combina, isso nos domina e nos deixa viciada por mais. Nós mulheres somos frágeis e ele parece não querer perder o prêmio. Você não é uma mulher qualquer, é uma moça muito bonita. Se veste de forma elegante, isso encanta os homens por um lado, mas ele não...
—Mas ele perdeu! Pois eu estou atada no papel com o cara errado e o Edward não serve para mim! Após eu falar, eu bebi um pouco de chá deixando outras lágrimas rolar.
Depois disso eu fui o bebendo o chá devagar, estava docinho e Ângela ficou ali me confortando. Meus olhos deviam estar muito vermelhos e finalmente terminei o chá momentos depois.
—Desculpe-me estar sendo uma chata amiga.
—Não se incomode. Vamos lá para o meu apartamento?
—Não tenho outra solução a não ser fazer isso mesmo. O pior de tudo é essa regra que está durando por longos e longos dias Ângela. Eu estou detestando, abominando e isso me deixa ainda mais depressiva.
—Acredito que a maioria das mulheres detesta ficar naqueles dias, mas o que está acontecendo com o seu corpo é resultado da gravidez. Essa anjinha é maravilhosa amiga e pobrezinha ter o pai que tem.
—Eu cheguei a abandoná-la por causa dele. Falei chorando. –Cheguei a desperdiçar o meu leite por ficar com os meus seios pra lá de dolorido e tive que jogá-lo fora! Falei soluçando. –Que droga de vida é mesmo a minha! Que droga Ângela e não aguento mais vê-lo! Não quero mais vê-lo por amar aquele desgraçado que infernizou a minha vida e ainda inferniza! Preciso desinfetar o meu corpo, os meus sentimentos e tudo que o envolve! Falei bem nervosa. Diz-me como?
—Calma e relaxe bella, por mais que esteja sendo difícil eu estou aqui do seu lado. Você tem o jake também e somos a sua família agora.
—Eu sei disso e é isso que me conforta, do contrário eu estaria em um manicômio. Eu preciso dar a volta por cima Ângela, agora mais que nunca. Ele não é o cara ideal para mim e pouco me importo como irão me julgar.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Conte comigo para o que precisar. Agora durma e relaxe o corpo.
—Ta pode deixar.
—Relaxe e esqueça o mundo lá fora.
Ajeitei-me na cama após dar a xícara vazia para ela e ela me cobriu.
—Te amo amiga, obrigado por se importar de verdade comigo e se envolver em meus problemas.
—Faria o mesmo por mim que eu sei.
—Sempre, sempre. Falei a abraçando. –Seria doloroso demais ver alguém a maltratando.
—Agora durma.
—Ta bom.
Ângela saiu do quarto e fechei os meus olhos, eu estava esgotada mentalmente e aos poucos o chá foi fazendo efeito em mim. O sono estava me dominando e o meu celular tocou, já estava tarde e me sentei devagar, o peguei sobre a cama e vi ser ele. Por ele ter ameaçado a minha amiga eu achei melhor atendê-lo.
—Olha Edward, eu já estou cansada e sou burra por acabar o atendendo, mas vá para inferno e me deixe em paz!
—Você errou comigo! Disse ele mais controlado.
—Há erros e danos entre nós, mas eu vou superar o que passei. Eu deixei claro na carta que o passado é passado, então será assim. Eu não quero saber da podridão que envolveu a minha família e nem a que envolve a sua, uma borracha foi passada e isso é o que importa. Se quiser saber da nossa filha, ela está dormindo nesse momento. Ela passou o dia bem, e estando a minha amiga aqui a mimando e é isso. Deseja saber algo mais a respeito dela?
—Eu fui aí hoje e não esperava de encontrar a sua amiga aí, muito menos ter sido confrontado por ela. Apesar de tudo, eu não tinha ido aí para machucá-la fisicamente. Eu e você estamos nessa junto!
—Não faço parte de algo sujo! Essa não sou eu Edward e nunca será dessa forma.
—Não irei tocar nesse assunto por telefone.
—Não iremos tocar nele nunca mais! O que me dói ainda mais é saber que você nunca irá respeitar as minhas vontades e sentimento!
—Como eu irei ficar longe se temos uma filha junto? Eu não fui egoísta se tratando dela.
—Mas está sendo em relação a mim! Caso a Marie fosse maiorzinha e independente na alimentação, eu sei que você não me deixaria mais vê-la. Sinto na pele o quanto você é egoísta! Não consigo e não suporto mais ser ferida por você! Respeitando-me já será um ótimo começo, mas nunca mais seremos marido e mulher. Acabou de verdade e acabe com essa farsa de que eu sou a sua esposa!
—Acha que isso será fácil para mim?
—Não vejo motivo para não ser. Falei não o entendendo, mas me lembrei do quanto ele era manipulador. — Boa noite Edward, já cansei.
—Volte para casa. Pediu ele.
—Já tenho uma, não me engane para me machucar ainda mais que já estou.
—Fará uma semana daqui a pouco que está longe, apenas volte.
—Olha, você é jovem e recomeçará a sua vida quando tirar essa obsessão de vingança da cabeça.
—Estou falando como o seu marido agora.
—Não! Não!..... Edward você não irá me confundir nunca mais!
—Volte com a minha filha para casa, eu mal durmo por causa......
—Minha presença é dispensável. Não temos mais o que falar e mais uma vez, tenha uma boa noite Edward.
Encerrei a ligação e fechei os meus olhos, foi impossível não chorar antes de dormir.
.
.
.....................................................................
Madrugada de quarta feira, 14 de julho.
Às 03:55min.
Acordei com a neném chorando e a amamentei, evitei pensar em tudo e na minha última conversa com o Edward. A neném parecia faminta e por estar sensível eu senti um pouco de dor, mas relaxei para ela poder se alimentar.
.
Um tempinho depois ela se saciou e eu a coloquei para arrotar, logo em seguida eu fiquei com ela no colo e Marie dormiu novamente. Pensei na minha vida e eu sabia o que fazer para poder fugir um pouco dessa situação. Edward me mataria na certa, mas se ele o fizesse estaria amenizando a minha dor. Soa egoísta por eu ter uma filha, dois amigos de verdade, mas amenizaria problemas futuros com os mesmos.
Coloquei a minha filha na cama e ajeitei a coberta sobre ela, fui me aliviar no banheiro e voltei. Deitei e me cobri, fechei os meus olhos e permiti-me relaxar.
.
Às 9h.
Despertei com a neném chorando bastante ao meu lado e me sentei devagar na cama.
—Bom dia bebê. Falei sorrindo para ela.
A amamentei acariciando a sua cabecinha e ela me olhava, seus olhinhos expressivos eram encantadores e eu sorri para ela. Marie continuou mamando e parava vez ou outra. A porta foi aberta e olhei na direção da mesma.
—Bom dia! Falou Ângela entrando no quarto e trazia o meu café da manhã numa bandeja que eu mesma comprei no supermercado.
—Bom dia! Falei sorrindo. –Bom dia titia.
—Bom dia linda! Falou Ângela acariciando a minha filha após colocar a bandeja na cama.
—Vamos para New York quando?
—Será quando você quiser e resolver as suas coisas. Mas, e ele?
—Espero que ele me entenda. Ficarei alguns dias fora e será bom para mim, mas preciso falar com o Pedro antes de eu ir.
—Tudo bem.
Marie continuou mamando até se saciar, Ângela quis colocá-la para arrotar por garantir ter aprendido ao me ver fazer. Eu concordei e fiquei as olhando, minha amiga estava se saindo bem e a neném arrotou até rápido demais. Sorrimos e a Marie ficou quietinha no colo dela, com isso eu tomei o meu café da manhã estando bem tristonha.
.
Às 11h da manhã.
Eu me encontrava na sala e ligando para a imobiliária de Pedro, chamou duas vezes e a secretária dele atendeu. Pedi para falar com o patrão dela e ela pediu para eu ficar na linha, não demorou muito o Pedro me atendeu.
—Bom dia Sra.Cullen.
—Bom dia Pedro. Tudo bem com você?
—Tudo certo. E você?
—Indo né. Estou ligando para saber a respeito da escritura.
—Tudo estará pronto na sexta feira. Algum problema para você?
—Não imagina! Precisarei me ausentar por uns dias e quando eu voltar posso resolver isso?
—Claro que sim, mas precisa assinar o papel final.
—Tudo bem, eu prometo voltar logo.
—Como você e o Edward estão encarando a separação?
—Eu como adulta e ele como uma criança teimosa, no fim de tudo nós iremos superar. Assim eu espero. Falei sorrindo, mas a minha real vontade era contraria.
—Conte comigo para o que precisar. Podemos sentar para almoçar feito dois amigos algum dia desses?
—Claro que sim. Bom trabalho e bons negócios Pedro.
—Obrigado e qualquer coisinha me ligue. A casa a está agradando?
—Está tudo perfeito.
—Que bom! Até a próxima.
—Até.
Encerrei a ligação e olhei para a minha amiga.
—E aí?
—Falei com o corretor e está tudo bem. Vamos voar hoje?
—Tem certeza?
—Absoluta.
—Vou facilitar para nós, falarei com o jake e iremos no jato particular da família dele.
—É bem confortável, dá para dormir no quarto e tudo.
—É sim, podemos acomodar a neném na cama.
—Isso é.
—Irei ligar para o nosso amigo, qualquer contra tempo a passagem é por minha conta.
—Não precisa amiga.
—Não me deixe chateada.
—Eu tenho grana, posso comprar no cartão.
—Irei pegar o meu celular na bolsa.
—Tudo bem.
Ângela se retirou da sala e olhei para a minha filha que estava no carrinho, Edward ficaria desesperado sem notícias nossa e olhei para o meu dedo anelar esquerdo estando bem pensativa.
.
8min depois.
Um tempinho depois à Ângela retornou.
—Embarcaremos às 18h da noite, está tudo certo para irmos no jato da família do nosso amigo.
—Ótimo! Irei fazer a minha mala e a da Marie também.
—Iremos de táxi até o local do embarque e o jake te deixou um beijo, ele ficou surpreso com a notícia e aprovou.
—Obrigado e já era de se esperar. Enquanto ela está quietinha no carrinho eu irei fazer as malas.
—Eu fico com ela e coloque roupas de frio, New York não está facilitando.
—Valeu.
Levantei do sofá e fui até o banheiro me aliviar, eu precisava urgentemente me assear. Depois lavei as minhas mãos, penteei o meu cabelo e fui fazer as malas. Eu levaria bastante coisa, sei que a Ângela iria querer sair e o meu corpo já estava bem dizer ok. Eu ainda estava usando a cinta e ela me fazia mais que bem, finalmente eu terminei de arrumar as minhas coisas e as da minha filha. Até as roupas que eu e ela iríamos estavam separadas. Saí do closet e olhei para a Ângela que se encontrava no quarto com a minha filha.
—Amiga, eu irei preparar logo o nosso almoço e prepararei uma salada de fruta para as mesmas não estragarem na minha ausência.
—É uma boa ideia.
—Por sorte eu não comprei muita quantidade, iriam estragar por eu ser sozinha.
—Isso é.
—Se você se cansar, pode colocá-la no carrinho, pois eu não quero ocupá-la.
—Poxa amiga!
—Não é para ofendê-la.
—Por mais que ela seja filha dele, eu adorei essa bebê. Não é incomodo algum.
—Tudo bem. Falei sorrindo minimamente, só dela ter falado “dele” me fez lembrá-lo e isso me incomodou querendo trazer as lágrimas. –Vou adiantar as coisas.
—Que horas devemos sair?
—Às 15:30min está bom e não podemos ultrapassar disso.
—Vou ajeitar tudo então.
Saí do quarto e fui para a cozinha, peguei tudo para fazer o nosso almoço e coloquei mãos à obra.
.
Um tempinho depois.
A comida estava pronta e a neném estava no carrinho ali mesmo na cozinha mais ao canto. Ângela estava me ajudando com as frutas e adicionei um pouco de açúcar, ficou bom demais e até isso me fez lembrar os Cullens.
—Preciso ir ao banheiro Ângela, volto logo.
—Ok.
Saí da cozinha e fui para o banheiro chorar, esse lance de drogas me deixou mal e eu era uma otária mesmo.
.
10min depois.
Lavei o meu rosto recriminando-me, mas o que eu estava sentindo era mais forte que eu. Eu estava chocada com a descoberta de ontem, mas sendo um pouco tapada me admiro não ter pensado nisso antes. Não tinha como deduzir, eles trabalham com exportações e importações, então colocar drogas no meio disso tudo era complicado. Pelo visto era algo bem escondido e sigiloso, então deve ter sido pela facilidade de conseguir a erva que Edward fumava baseado escondido ou sei lá já que o pai estava metido nisso também. Ele disse ter parado, sendo que era horrível o que eles faziam. Esfreguei o meu rosto com sabão e o enxaguei, minhas vistas estavam vermelhas e detestei. O meu rosto estava vermelho também e eu viraria esse jogo. Eu teria que voltar de New York mais forte e seria dessa forma, a minha atração ou amor sei lá não venceria o meu amor próprio. Sequei as minhas mãos e o meu rosto, ajeitei o meu cabelo e saí do banheiro. Fui até a cozinha e as duas não estavam ali, fui para a área e peguei a vassoura. Caminhei até a sala e pelo visto a Ângela estava para o quarto, comecei a varrer a sala, depois o banheiro, a seguir o meu quarto e o que a Ângela estava o mesmo estava limpo. Varri a cozinha e depois passei pano em todos os cômodos que eu varri. Lavei o Box e passei limpa vidro no espelho do banheiro, o mesmo ficou cheirosinho e fui para a área. Lavei o pano e varri a área, lavei ali atrás e estendi o pano no varal. Varri a parte da frente da casa e lavei, abri o portão e dele mesmo eu joguei água na minha calçada. Estava tudo limpinho e entrei, lavei bem as minhas mãos e à hora estava passando rápido.
Almoçamos às 13:25min. Comemos numa boa e depois foi à vez da sobremesa, eu estava satisfeita e Ângela também. Pra falar a verdade eu comi por comer, eu estava sem fome. Fui preparar o banho da minha filha e a banhei, o umbigo dela estava curadinho e continuei lavando o seu corpinho. A água estava quentinha e ela quentinha. Lavei a sua cabecinha com cuidado e a tirei da banheira para poder secá-la. Ela fazia sonzinhos de bebê enquanto eu a secava em meu colo e fui para o meu quarto com ela. A deitei na cama e a sequei melhor, ela mexia constantemente os seus bracinhos e perninhas.
Passei a pomada ante assadura nela, talquinho em seu pescoço e álcool apropriado em seu umbigo. A vesti e ela ficou linda, passei a escovinha macia em sua cabeça e o seu ralo cabelinho ficou penteadinho. Ângela sorriu ao olhá-la e me olhou.
—Ela está fofa amiga.
—Está sim.
—Irei tomar um banho rápido e me arrumar.
—Ok Ângela, quando você sair eu entro.
—Não irei demorar.
Ela se retirou do quarto e eu guardei as coisas da Marie. Eu estava levando bastante fralda descartável pra New York, nada faltaria para ela e ajeitei a chupeta dela. A deixei no meio da cama e levei a nossa mala para a sala, eu tinha em mente que eu não iria demorar lá na casa da Ângela dessa vez por precisar resolver algumas coisas minhas aqui. Coloquei algumas coisas no freezer da geladeira e até eu voltar nada estragaria.
Depois foi a minha vez de entrar no banheiro e tomei um banho relaxante, me lavei bem da cabeça aos pés e saí para me secar. Coloquei a lingerie primeiro e me maquiei estando desta forma, a maquiagem era suave, porém bonita. Penteei o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo, o mesmo já estava grande e brilhoso. Depois de me embelezar eu vesti a minha roupa e calcei a minha sapatilha, eu estava me sentindo bonita e saí do banheiro. Ângela estava no quarto com a minha filha.
—Vou pendurar a toalha no closet e podemos ir.
—Vai levar o carrinho da neném?
—É uma boa né?
—É sim.
—Irei até a pista conseguir um táxi e já volto.
—Tudo bem e gostei da roupa.
—É confortável. Volto já.
—Ok.
Fui pendurar a toalha no closet e não me demorei lá, saí do quarto e depois da casa estando com a chave na mão. Caminhei pela rua prestando atenção a minha volta e aparentemente estava tudo normal para mim. Cheguei no ponto de ônibus momentos depois e aguardei passar um táxi.
.
4min depois.
—Fiz sinal para o táxi que vinha e o mesmo parou mais à frente. Expliquei ao motorista que eu o levaria até a minha casa, mas que depois eu iria até Solares. Não demorou nada paramos em frente o meu portão e abri o mesmo. Entrei na minha residência e a neném estando em minha cama ainda, eu e a minha amiga levamos as malas para o táxi. Desmontamos o carrinho dela e ele foi posto no carro, fechei as janelas, verifiquei a porta da cozinha e saímos deixando tudo em ordem. Ajeitei a minha bolsa no ombro e tranquei o portão, entramos no táxi e saímos dali comigo falando o nosso destino.
—Quero voltar outra Ângela.
—Tudo vai depender de você.
—Tem razão.
.
.
.
Um tempo depois.
Às 17:25min.
Chegamos
no local de embarque e sorri ao ver jake ali. Ele ao ver o táxi se aproximou do veículo e abri a porta, a neném não resistiu à viagem e dormia no colo da minha amiga. Saí do veículo e o abracei.
—Boa tarde! Falei me sentindo bem estando nos braços dele.
—Boa tarde linda, eu fiquei surpreso.
—Obrigado por nos ceder o jato, será até mais confortável a viagem.
—Disponha! Falou ele sorrindo e se afastou de mim, ele percebeu as marcas nos meus braços e me olhou.
—Não se preocupe e, por favor, deixe isso pra lá porque eu estou bem.
Jake ficou me olhando por alguns segundos, talvez pensando no que poderia ter acontecido comigo e eu tornei a abraçá-lo.
—New York me fará bem, você vai ver.
—É o que eu desejo.
—Ok jake.
—Estou feliz que esteja aqui em solo Solar. Falou ele indo abraçar a Ângela com cuidado por causa da neném.
—Eu também meu amigo! Disse ela sorrindo e o abraçou com apenas um braço. –Eu estou feliz em vê-lo como sempre bonito Jacob.
—Está linda também. O amor está lhe fazendo bem. Falou ele para ela e fiquei pensativa.
—Mais que bem jake. E você amigo?
—Trabalhando muito, saindo com a minha mina quando tenho folga, bem, eu estou vivendo.
—Faz bem, sabe que merece ser feliz também.
—Claro que sim. Falei o olhando.
—Trouxe a sua identidade e a certidão da neném? Perguntou-me o jake.
—Bella amiga, você se lembrou de trazê-los? Perguntou Ângela preocupada.
—Claro que sim, deduzi que seria preciso e por sorte o Edward trouxe o documento dela para uma eventual necessidade.
—Bem, menos mal.
—Pois é. Falou jake me olhando. –Caso eu descubra que esse covarde lhe encostou a mão novamente, eu não pensarei muito e irei denunciá-lo! Ou eu mesmo irei acertar as contas com ele!
—Jake, jake, não precisa se preocupar. Poupe-me, pois é desta forma que estará agindo, poupando-me.
—Não precisa encobri-lo, não ficarei assistindo a sua ruína estando calado Isabella.
—Por conhecê-lo eu sei que não irei lhe convencer o contrário. Não faça nada.
—Não. Falou ele sério.
jake pegou as nossas identidades e a certidão da neném, tudo foi acertado e a comissária de bordo que nos acompanharia me aconselhou a amamentar a neném na subida. As nossas malas foram postas na aeronave e jake nos abraçou.
—Façam uma boa viagem. Desejou-nos ele.
—Pensei de você vir conosco. Falei chateada.
—Preciso trabalhar, há compromissos que eu não posso adiar essa semana.
—Ok.
—Tudo bem com a sua família? Perguntou Ângela a ele.
—Estão sim.
—Que bom!
—Então até a volta. Falei olhando para o jake.
—Quando pretende voltar?
—Na segunda feira, preciso pegar os documentos da minha casa.
—Isso é responsabilidade.
—Muito.
—Que horas quer que a aeronave esteja lá a sua espera?
—Não quero incomodar jake, posso vir normalmente.
—Que horas?
—Eu.....
—Diga.
—Pode ser às 10h da manhã então.
—Então, esteja lá às 09:30min.
—Venha nos visitar jake. Ângela o convidou. –Está me devendo uma visita.
—Tem razão, mas esse final de semana eu estarei ocupado e não posso prometer nada.
—Tudo bem jake. Falei sorrindo e o abracei. –Se cuida.
—Você também. Disse ele me olhando e beijou a minha testa. –Como ela está?
—Mimada, dengosa e só querendo colo.
—O pai da menina sabe que você está indo viajar?
—Não.
—Sabe que arranjará tumulto não sabe?
—Irei passar uma mensagem para ele, acho melhor não dizer para onde eu irei. Chumbo trocado não dói.
—Ok.
Peguei o meu celular na bolsa e digitei uma mensagem.
“Não se preocupem ou pensem besteiras, volto logo com a Marie. Isabella Swan”.
Enviei a mensagem e desliguei o meu celular, peguei a neném do colo da Ângela e jake nos acompanhou até o interior da aeronave. Nos despedimos mais uma vez e ele se foi, fiquei sentida por causa disso estando os meus olhos marejados de lágrimas e ajeitei o sinto de segurança. Como foi aconselhado, tirei o meu seio para fora e o coloquei na boca da minha filha, ela acabou despertando e começou a mamar. A porta da aeronave foi fechada e a mesma começou a andar, a Marie me sugava constantemente e quando me dei conta já estávamos subindo. Um friozinho estava em minha barriga, finalmente minutos depois o avião alcançou a altura estimada e a aeronave ficou na horizontal. Fiquei mais tranquila entre “aspas” e minha filha ainda mamava. A deixei se alimentando e não demorou para ela se saciar. A coloquei para arrotar e tirei o meu cinto, avisei a comissária que eu iria para o quarto com a minha filha e me levantei. Fui andando devagar até lá e deitei a neném no meio da cama, precisei ir ao banheiro, mas antes eu peguei a minha bolsa no banco do jato. Avisei a Ângela que eu ficaria no quarto e perguntei se ela queria ficar lá, ela disse que faria um lanche e eu recusei por estar sem fome. Fui ao banheiro e me aliviei, depois lavei as minhas mãos e fui para o quarto. Deitei-me ao lado da minha filha, mas o ar estava bem suave e me lembrei onde ficava a coberta, estando à mesma embalada por estar limpa eu a peguei e nos cobri. Evitei pensar em meus problemas, era duro lidar com a imensa vontade de chorar constantemente e fechei os meus olhos lembrando da sujeira que envolvia os Cullens. Eu estava esgotada e acabei dormindo junto com a minha filha.
.
.
Um tempo depois.
Despertei com a cama afundando e abri os meus olhos, era Ângela que se deitava do outro lado da neném e a mesma estava acordada.
—Descanse mais. Disse ela me olhando.
—Ok. Após eu falar tornei a fechar os meus olhos.
.
.
Horas depois.
—Amiga. Chamou-me Ângela estando deitada ao meu lado ainda e a comissária de bordo nos olhava da porta.
—Oi. Falei sonolenta.
—Vamos nos sentar e traga a neném, já estamos perto de pousar.
—Ok.
Levantei-me com cuidado e calcei a minha sapatilha, peguei a minha filha no colo e fomos nos sentar. Coloquei o cinto e segurei a minha bebê com cuidado, aos poucos fomos descendo e a aeronave tocou o solo para meu total alívio. Agradeci a Deus por termos feito uma boa viagem e momentos depois o jato parou. Eu sabia que estava bem longe de casa e tirei o meu cinto, a neném estava acordada e eu a beijei.
—Ainda bem que chegamos, estou cheia de fome e louca para descansar.
—Eu estou com pouca fome Ângela. Eles irão retornar ainda hoje?
—Sim.
A porta foi aberta e nos levantamos das poltronas mais que acolchoadas, pois a aeronave era chique demais. Descemos e depois foi à vez de eles retirarem as nossas coisas, um táxi já nos aguardava e isso era coisa de jake. As nossas malas foram postas na mala do carro e nos despedimos do pessoal que trabalhavam para os pais de jake. Entramos no táxi e Ângela falou o nosso destino para o motorista, Marie estava enjoadinha e vi que eu precisaria trocá-la. Ela estava chorando e a ninei, mas estava difícil domar a fera.
—Calma bebê. Falou Ângela para tranquilizá-la, mas nada disso fez efeito.
Fui ninando-a e ela teria que esperar.
.
.
Dei graças a Deus quando chegamos no prédio de Ângela e a mesma pediu ao motorista para entrar na garagem. Saímos do carro e as nossas malas foram tiradas pelo rapaz, pedimos um suporte a ele e ele nos acompanhou até o sétimo andar. Ângela o pagou após ele colocar as nossas malas em frente à porta dela e deu um extra por ele nos ajudar, o homem muito grato a agradeceu e entrou no elevador.
Minha amiga abriu a porta e o cheirinho bom do apartamento dela me nocauteou, Marie ainda estava enjoadinha e olhei para a minha amiga após me lembrar de algo.
—Eu não trouxe a banheira dela.
—Não se preocupe, daremos um jeito. Precisa banhá-la antes de colocá-la para dormir?
—É melhor para deixá-la mais à vontade, ela está suja e por isso está enjoadinha.
—Vamos aliviá-la então.
Ajudei como eu pude a minha amiga a puxar as malas e ela fechou a porta do apartamento após colocar o carrinho da Marie no canto. Eu me lembrava muito bem daqui, era aconchegante e calmo. Ângela levou a minha mala e a da minha filha tendo um pouco de dificuldade, as duas eram grandes e sorri pelo tamanho esforço que ela estava fazendo.
—Amiga, irei colocar a Marie na cama e te ajudo, deixa a minha mala que eu levo.
—Não se preocupe.
—Vai ficar com as costas doendo.
—Que nada!
Fomos para o quarto o qual eu fiquei junto com o jake da outra vez que eu estive ali.
—Esse quarto é bem aconchegante. Falei sorrindo levemente, o meu humor por me lembrar de Edward não era dos melhores.
—Esteve com o nosso amigo aqui.
—Sim. Jake é um máximo e olhando de cima agora, eu sinto tanto por ter o perdido. Edward na época armou direitinho e houve aquela briga toda entre o jake e o Fred por causa de mim. Edward o envenenou dizendo que eu estava na praia com outro e por coincidência o Fred estava comigo. Por isso brigaram. Jake ficou furioso com a nossa suposta “traição” e não era dessa forma. Sinto tanta saudade do Fred.
—Ele é um amigão mesmo. Jake me contou a respeito disso e por amá-la de verdade ele precisou arrumar alguém. Eu disse a ele que um amor se cura com outro e da mesma forma eu digo para você. Saia e se divirta, se precisar eu fico com a neném. Tudo que eu quero é a sua felicidade.
—Obrigado. Falei colocando a neném na cama e ela abriu o berreiro. Ela estava incomodada.
—Acho melhor cuidar da nossa princesinha.
—É sim. Falei a olhando.
Deixei a Marie chorando na cama e abri a mala dela, peguei um pijaminha e tudo para poder banhá-la. Ângela voltou trazendo uma vasilha grande e sorri levemente.
—Vou ter que fazer milagres. Falei a olhando.
—Eu te ajudo, amanhã compraremos uma banheira.
—Ok. Eu compro.
—Deixa de bobeiras bella e limpe a sua filha, ela está reclamando desde do táxi.
—Tem razão, minha bebê chega estar vermelhinha.
Eu e Ângela preparamos o banho dela e eu a limpei bem, depois eu a despi e fomos para o banheiro. Dei banho na minha filha com ela reclamando bastante e vi o quanto a minha filha era chorona, acho que ela herdou isso de mim durante a gravidez.
.
Estando limpinha eu a tirei da água e a sequei bem, fiz todo o processo antes de vesti-la e ela estava linda de pijama de lã com bichinhos. Eu a amamentei. Marie mamou cheia de vontade, acho que ela estava tão sonolenta que não demorou nada para dormir. Ela estava tão cansadinha que não largou o meu seio e dormiu de boquinha entre aberta. A coloquei para arrotar e ela demorou um pouquinho para fazer, mas logo o fez e Ângela se retirou do quarto.
Esperei um pouco e a coloquei na cama, protegi a sua volta com travesseiros e organizei o que baguncei para poder trocá-la e banhá-la. Olhei à hora e faltava pouco para as 23:30min. Peguei uma camisola para mim e as minhas outras coisas. Fui para o banheiro e me banhei estando aos prantos. Era doloroso demais para mim e eu não queria está amando um bandido cujo mesmo era o pai da minha filha. Ele não passava de um fora da lei e com certeza o pai dele estava envolvido e muito, por isso machucaram a irmã e a mãe dele. Esse tipo de gente não tinha coração, tanto que mataram os meus pais com tanta facilidade e Edward agia com tanta crueldade com a minha pessoa quando queria. Eu estava apavorada e não almejava uma vida perigosa para a minha filha, isso não! Eu morreria se esse tipo de coisa acontecesse com ela e agora eu podia sentir o que era o amor de mãe. Esme sofreria em silêncio para sempre, era uma dor irreparável e nesse momento eu a compreendia melhor. Edward havia tirado a Marie de mim e sofri como louca, já a Esme ela havia perdido a filha para a morte. Era triste demais e eu podia imaginar o que ela estava passando.
Lavei o meu rosto bem por causa das lágrimas e continuei me banhando.
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Saí para me secar e me vesti logo em seguida, penteei o meu cabelo e já estava mais que bom. Arrumei o banheiro e saí após apagar a luz, minha filha dormia a sono solto e acariciei o seu bracinho. O clima estava frio na noite de hoje em New York e cobri bem a minha bebê. Optei por colocar uma touca nela e a cobri melhor.
Saí do quarto e deixei a porta aberta, a porta do quarto da minha amiga estava entre aberta e a escutei falando com o Thiago. Para se falarem tarde da noite era sinal que um estava com saudade do outro e fui me sentar no sofá da sala.
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10min depois.
—Quer comer algo?
—Aceito sim e um pouco de água.
—Bella, bella, você está em casa amiga! Não precisa me esperar para poder mexer na geladeira, no fogão, nos armários e onde você quiser.
—Desculpa amiga, mas fico sem jeito de futucar as suas coisas.
—Não temos isso! Somos amigas de verdade ou não?
—Sempre.
—Então vá você mesma se servir ou ficarei chateada.
—Ta, ta, ta. Falei me levantando e sorrindo levemente.
—Já andou chorando outra vez?
—Um pouco, mais vai passar.
—Falei com o Thiago para sairmos amanhã e jantarmos fora. Há uma moça que toma conta vez ou outra dos primos dele e pedi a ele que a contratasse para tomar conta da Marie amanhã.
—Mas eu não conheço essa moça. Falei me levantando do sofá. -Não sei se ela irá cuidar da minha filha direito e não estou acostumada a, a, a..........
—Relaxa amigaaa! Eu a conheço e Vanda é uma moça cuidadosa! Ela ficará com a Marie enquanto jantamos fora e será uma noite agradável para nós. Claro que com a Marie lá seria também, mas ela é tão pequena e a noite ultimamente tem estado fria demais.
—Estou percebendo, mas pelo o seu entusiasmo sei não. O que está aprontando?
—Sairemos bem bonitas e cheirosas, não se preocupe com a Marie que ela ficará em boas mãos.
—Tem certeza?
—Coloco a minha vida em jogo. Falou ela olhando nos meus olhos e percebi que eu poderia confiar de verdade.
—Tudo bem. Quem irá nesse jantar?
—Eu, você, o meu amor e um amigo dele.
—Esse amigo???
—É um amigo nosso. Disse ela sorrindo. Ele é solteiríssimo, desimpedido, legal toda vida, de família rica aqui em New York e uma pessoa muito decente. Tenho certeza que ele irá gostar de você e você dele.
—Está bancando o cupido?
—Por que não para te ver feliz? Não está indo se casar amanhã e sim em um jantar. Você está indo a um jantar bella e se tiver que rolar uns beijinhos...... Por que não?
—Não vejo o porquê não rolar. Falei a olhando e me sentindo estranha, eu estava muito abalada ainda. –Tomara que ele seja bacana.
—Jake já está agarrado e levando a vida dele, ele é um parceirão e um ótimo homem para você. Sendo que ele está comprometido e esse amigo nosso chamado William, ele é como o jake. Ele é simpático, bonito e se não rolar fica na amizade.
—Claro que sim......Eu estou feliz pelo jake também.
—Eu também, pois tudo que eu menos quero é vê-lo magoado.
—Nem eu. Agora se tratando do William, eu estou tranquila.
—Ele é desencanado e você logo irá se sentir à vontade com ele.
—Ele tem algum preconceito por mulheres que tem filho?
—Acredito que não.
—Acredito que não? Perguntei sorrindo. –Estou traumatizada, não estou pronta para sofrer preconceitos.
—Bella, bella, bella, relaxa amiga. Ele é um cara legal, agora vá comer e descansar. Amanhã você vai ver o quanto eu estou certa em relação a esse rapaz.
—Quantos anos ele tem?
—Não irei falar, amanhã vocês poderão conversar e descubraaaaa.
—Nossa! Pareço uma adolescente ansiosa por causa de amanhã.
—Apenas relaxe. Falou ela me olhando e sorrindo.
CONTINUA............
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