Solares
47 Capítulo 47
Notas iniciais
BELLA.
Final do capítulo anterior.
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40min depois.
Chegamos na mansão e Edward estacionou o carro do pai mais ao fundo, sim, foi ele quem veio dirigindo e o pai foi ao seu lado no banco do carona. Saímos do carro e Carlisle tirou o carrinho da Marie do porta mala, estávamos todos cansados e saímos da garagem. Entramos na mansão e a mesma estava silenciosa. Mary junto de Victória já deviam estar dormindo e a porta foi fechada, paramos na cozinha e bebemos um pouco de água, nos despedimos com uma boa noite e os pais de Edward junto de dona Ana subiram. Edward veio até a mim pegar a neném e foi andando para fora da cozinha com ela, já eu fui atrás dele após apagar a luz. Subimos a escada e fomos para o quarto dela, Edward a colocou no berço e foi para o closet. Após sair de lá, vi que ele segurava uma roupinha quente e foi para o banheiro. Eu como era curiosa, fui atrás e ele preparou a água do banho dela. Fiquei encostada na parede o olhando lavar as mãos e ele foi pegar a neném, após despi-la ele a lavou rapidinho. Mesmo o banho tendo sido rápido, ele lavou bem a menina e a tirou da água para poder secá-la. Ele foi rápido ao colocar álcool no umbigo que estava a ponto de cair, depois passou talquinho e pomada na filha. Outra fralda foi posta, as meias eram grossas e o macacão era bem quentinho. Edward secou um pouco mais a cabeça dela com cuidado e colocou a touquinha protegendo os seus ouvidos, a neném estava quietinha. Ele saiu do banheiro estando ela envolvida em duas mantas grossas e eu arrumei o banheiro rapidinho, ao aparecer no quarto a neném já estava de chupeta e dormia no colo dele. Isso era bom, ele saberia cuidar dela.
Edward a colocou no berço e cobriu o seu corpinho, o abajur foi aceso e saímos do quarto levando a babá eletrônica conosco. Afastei-me dele e desci a escada, eu senti que ele me seguia e desci o outro lance de escada que me levaria até o porão. Acendi a luz quando cheguei lá em baixo e fui para o banheiro, mas Edward foi rápido e me barrou de entrar.
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—Irei interditar isso aqui em baixo caso você insista em continuar dormindo aqui! Falou ele olhando no fundo dos meus olhos e me barrando ao mesmo tempo. –O que os outros irão pensar?
—O que quer que eu faça?
—O quarto é lá em cima e não aqui!
—Suba e vá descansar, farei o mesmo aqui, que saco! Falei com desgosto por ele ser mandão demais.
—Não me levou a sério? Perguntou ele me fazendo olhá-lo já que eu o ignorava. -Chamarei agora mesmo os seguranças e pedirei que eles tirem tudo daqui igual eu fiz no quarto que você dormia! Lembra?
—Durmo no chã........
—Dormirá lá em cima e está decidido! Disse ele me interrompendo. –É uma frescura você ficar dormindo aqui!
—Ta, ta, tudo bem Edward, isso não mudará em nada mesmo! Falei empurrando o braço dele e ele saiu da minha frente. –Prefiro dormir aqui e longe de vo......
—Seja rápida! Falou ele me interrompendo.
—Seja menos enjoativo e pegajoso!
—Impossível! Você é a culpada por isso. Por me provocar com o seu jeito e sua teimosia, sei que gosta de me desafiar.
—Não sou uma mulher que se deixa ser domada por homens do seu tipo!
Peguei as minhas coisas no banheiro sob o olhar desafiador dele, mas eu não estava com medo dele ali naquele momento e subimos. Entrei no quarto e olhei para a cama, passei direto para o closet e peguei um conjunto de short e blusa de manga curta para eu vestir. Fui para o banheiro colocar os meus objetos pessoais de volta e me despi, Edward estava olhando a natureza da janela estando de costas para mim e me apressei. Aliviei-me, asseei-me rapidinho e lavei as minhas mãos, sem demora eu entrei no Box e comecei a me lavar estando bastante distraída. Aproveitei para lavar a minha cabeça, quando dei por mim por estar bem distraída estando de olhos fechados e esfregando o meu couro cabeludo, a porta do Box foi aberta para o meu espanto e Edward entrou.
-O
—O que faz aqui? Perguntei me afastando estando ele nu perante a mim.
—O mesmo que você. Ele falou normalmente e pegou o sabão líquido mais que cheiroso para se lavar.
—Quero privacidade, já basta esse vidro que não me dá nenhuma!
—Fazer o quê.
—Estou naqueles dias, não é adequado você ficar aqui comigo. Caia fora agora!
—Quanta bobagem! Posso ficar aqui ou em qualquer lugar. Falou me encurralando na parede e ficou a centímetros de mim olhando em meus olhos. Meus seios estavam imprensados por causa do corpo forte dele.
—Só se eu quiser. Falei tentando fugir dele, mas não consegui por ele ser forte demais e o olhei.
—Não mesmo!
—Sei que está de implicância comigo Edward!
—Não se cansa de ser teimosa?
—Não!
—Estamos juntos nisso depois de tudo que aconteceu Isabella, você não é boba e nem os seus pais foram! Pensa que será fácil se livrar de mim agora? Perguntou ele estando bem sério e colou o seu corpo mais ainda no meu. -Pensa que se livrará de mim depois de tudo?
—Eu notei isso desde do início, não é mais novidade para mim se quer saber!
—Que bom que entende. Disse ele se afastando e respirei mais tranquila, o meu coração estava acelerado e não sei onde ele quis chegar com as suas meias palavras.
Fiquei sob a água e a mesma me lavava por completo, evitei olhá-lo e ele até que foi bem discreto durante o banho em não ficar me olhando. Após eu me lavar estando um pouco constrangida por estar sangrando, saí do Box. Sequei-me rapidinho, me vesti, penteei o meu cabelo e tornei a secá-lo, o sacudi um pouco e escovei os meus dentes. Edward saiu para se secar e de propósito ele ficou nu bem atrás de mim, ele não estava encostando e se secava de forma cínica olhando-se no espelho para me provocar. Eu me perguntava cadê àquela arrogância toda que ele usou para falar que o nosso assunto seria apenas se tratando da menina. Afastei-me dele estando escovando os meus dentes e o olhei o recriminando com o meu olhar, ele fazia de propósito mesmo e nem ligou. Enxaguei a minha boca, sequei bem mais o meu cabelo e saí do banheiro o mais rápido possível.
Edward havia pegado dois edredons e os mesmos já estavam forrados de jeito para ficarmos juntos sob eles. Para evitar confusão, eu me deitei numa boa e apaguei a luz do abajur ao meu lado. Fechei os meus olhos e fiquei na minha, não demorou muito ele veio se deitar ao meu lado. Afastei-me um pouco dele e notando isso ele se aproximou de mim.
—Não faça graça! O recriminei baixinho. –Eu to a fim de dormir!
—Estou na minha e não quero saber de você como mulher. Temos apenas uma filha juntos.
—Me engana que eu gosto Edward!
—Quem está enganada é você! Melhor você dormir e me deixar fazer o mesmo.
—Estou tentando, mas você é bem implicante e inconveniente! Eu preferia ter ficado lá no porão, o poupava e me poupava.
—Que nada! Agora durma você.
Afastei-me ainda mais dele e de implicância ele envolveu a minha cintura e me puxou, fiquei com o meu corpo colado no dele e ele beijou o meu pescoço. Sua mão circulou a minha barriga, depois a minha cintura novamente, e ele beijou a minha orelha levando-me a loucura. Eu não iria ceder como antes e o empurrei.
—Pare com isso, eu não quero aproximações entre nós! Se insistir, eu prefiro dormir no chão. Não quero que nada mais aconteça entre nós! Ou já se esqueceu que eu estou naqueles dias?
—Irei dormir, não se preocupe porque eu sei disso muito bem. Disse ele se afastando pouca coisa de mim, mas permaneceu perto.
—Não quero que aconteçam intimidades como beijos e outras coisas a mais entre nós!
—Por mim. Disse ele tampando a cabeça com os edredons.
Ficamos em silêncio e eu podia sentir o martelar do meu coração, ele se acomodou tão perto que eu podia sentir a respiração dele em meu pescoço. Edward se afastou e esticou o braço, ele apagou a luz do abajur e tornou a ficar quase colado em mim.
O quarto estava na escuridão e me movi, de certa forma o cheiro dele me incomodava e sendo inconveniente ele tornou a ficar colado em mim.
—Não escutou o que eu falei Edward?
—Fecha os olhos e vá dormir.
—É melhor.....eu dormir no chão! Falei me levantando estando mal humorada e Edward me puxou de forma firme e precisa, nisso eu acabei caindo deitada na cama e ele ficou sobre mim em questão de segundos. Eu podia sentir a quentura de sua boca na minha, estávamos próximos. –Me solta e saia de cima de miiiimmmmm! Falei o empurrando sem sucesso.
—E se eu não quiser?
—Mas eu quero!
—Mas eu não! Disse ele vindo me beijar e o beijo foi envolvente demais..........2 minutos depois.Mas me lembrando de tudo que aconteceu, eu travei os meus lábios e o afastei dando um tapa nele.
—Pare Edward! Nossa conversa é a respeito da menina, não insista mais! Foi você quem começou com isso. Tratou-me feito cachorro!
—É melhor mesmo, mas tenha em mente que você é a minha esposa ainda. Ou achou que seria fácil pular fora? Olhando bem eu não irei dá-la de bandeja, mas não mesmo!
—Eu era, tenha em mente isso você. Você deu a entender que se eu quisesse ir, que eu fosse! Praticamente me enxotou daqui e irei me lembrar sempre disso.
—Não, eu não terei nada disso em mente. Disse ele se deitando ao meu lado e ficou na dele, na mesma hora eu me deitei de lado respirando constantemente.
Beijá-lo não era viável e o escutei sorrindo, eu não queria mais e aos poucos com dificuldade eu fui relaxando. Edward continuou quase colado em mim e com o passar dos minutos parece que o sono o dominou, eu estava bem sonolenta agora e dormi também.
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Madrugada de segunda feira, 05 de Julho.
Às 03:20min.
Despertei um pouco assustada com o choro da neném estando a babá eletrônica bem ao meu lado, por estar no último volume, imagina. Edward se mexeu e acabou acordando também.
—Irei pegá-la. Disse ele acendendo a luz do abajur e se levantou.
—Ok. O ar está ligado Edward, eu prefiro ir lá.
Edward saiu do quarto mesmo assim e eu fui ao banheiro rapidinho, após lavar as minhas mãos eu saí do quarto. Fui caminhando pelo corredor bêbada de sono e entrei no quarto dela, a neném estava enroladinha na coberta dela e no colo do pai. Fui até eles e ela chupava chupeta, a peguei no colo e me sentei no sofá. Coloquei o meu seio para fora e ela mais que depressa começou a me sugar, Edward foi ao closet dela e pegou um edredom infantil para poder cobri-la ainda mais. Ela ficou aquecidinha enquanto mamava e um tempinho depois ela se saciou. A coloquei para arrotar e Edward fez questão de pegá-la.
—Pode ir dormir, não demora ela irá também. Falou ele me olhando e olhou para a filha que se moveu em seu colo.
—Ok.
Levantei-me do sofá e a cheirei de forma carinhosa, afastei-me dela e saí do quarto. Caminhei pelo corredor e entrei no quarto de Edward, deitei-me devagar e me cobri.
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5min depois.
Eu já estava mais pra lá do que acordada quando Edward entrou no quarto, ele fechou a porta e foi para o banheiro. Ele se demorou um pouco lá e escutei quando ele fechou a porta de vidro, depois caminhou até a cama e se deitou. Afastei-me só um pouco por causa da aproximação, mas ele tornou a se aproximar de mim como estávamos antes de nos levantar. Eu estava cansada e com sono demais para poder brigar àquela hora da madrugada, então eu preferi ficar na minha e fechei os meus olhos sentindo constantemente o cheirinho dele. Acabou que o sono me dominou outra vez.
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Às 07:30min.
—Isabella. Chamou-me Edward.
—Hum? Fiz abrindo os meus olhos e o olhei.
—A Marie já está acordada, eu preciso ir para o trabalho.
Ajeitei-me e me sentei passando a mão em meu rosto o ignorando ali estando quase arrumado. Arrumei o meu cabelo e me levantei da cama, saí do quarto e fui para o da minha filha, ela estava acordada no berço.
—Bom dia bebê. Falei morta de sono e a peguei no colo.
Ela fez sonzinhos de bebê ao se mover e me sentei no sofá com ela. Coloquei o meu seio de fora e ela imediatamente começou a me sugar causando-me dores, mas suportei por ela. Acariciei a cabecinha dela e a porta do quarto foi aberta, era Edward ali todo arrumado e veio até o sofá. Ele acariciou o braço da filha e deu um beijo na cabeça dela sobre a touca, com isso me movi inquieta.
Ele saiu do quarto e se foi, já eu fiquei ali a amamentando até ela se saciar.
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Às 12:18min.
Eu me encontrava na sala junto de Esme e dona Ana, nós conversávamos de forma descontraída e minha filha estava adormecida no colo de dona Ana. Soube por ela que na quarta de manhã ela viajaria e fiquei feliz por ela ficar ali conosco esses dias. Fui para o quarto da neném ficando lá sozinha, mexi nas roupinhas dela apreciando cada uma delas e senti o seu cheirinho, era bom demais e saí do quarto. Entrei no de Edward e me sentei na cama, ele devia ser louco ao me ignorar por ter saído com a minha filha e depois veio me encher o saco ontem de noite. Eu já estava cansada de todas as mudanças de comportamento dele e beijá-lo era o que eu precisava evitar, mas ele sempre conseguia o que queria. Eu era uma mulher de valor e eu não cairia na tentação assim facilmente, não depois das proibições dele e da briga que tivemos, senti-me ridicularizada. Ele me tratava feito massinha de modelar, mas eu não me modelaria conforme as vontades dele, era isso que o matava. Eu mostraria o meu valor, mesmo que ele não gostasse ou me castigasse enquanto eu permanecesse aqui. Fazer-me andar a pé e proibir a minha saída com a neném foi à gota d’água.
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Chegou à hora do almoço e almoçamos todas no jardim, a neném estava acordada deitadinha no carrinho e conversamos bastante. Esme estava bem contente com a visita e sorria bastante, já eu sorria também, mas não com tanta frequência.
Após o almoço eu precisei trocar a minha filha e a levei para o quarto, a limpei com toda paciência do mundo e fomos para o quarto de Edward. A deitei na cama e fiz o mesmo, eu precisava descansar e tirar uma soneca após o almoço era uma boa.
Eu ninei um pouco a minha filha e ela acabou adormecendo, eu fiz o mesmo minutos depois.
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10min depois.
Acordei com o telefone tocando e xinguei mentalmente por ter sido acordada, eu estava bêbada de sono e peguei o telefone.
—Alô. Falei com voz carregada de sono.
—Eu quero saber como está a minha filha. Falou Edward do outro lado da linha.
—Ela está bem, agora tchau.
Encerrei a ligação e o mesmo tornou a tocar, mas o ignorei e tornei a dormir.
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Às 17:16min.
Despertei do nada e vi que a neném estava acordada e quietinha ao meu lado. Aproximei-me dela e a abracei, a cheirei de forma carinhosa e escutei os sonzinhos que eu achava uma delícia de se ouvir. Achei melhor banhá-la logo de uma vez e me levantei sentindo a minha energia revigorada, eu havia dormido bem. A levei para o quarto dela e após colocá-la no berço, eu peguei uma outra roupa para ela e fui preparar a água. A mesma estava morninha.
Despi o meu bebê no banheiro e a banhei, olhei para o umbigo e ele cairia muito em breve. Lavei bem ela e a sequei, fiz todos os procedimentos e coloquei a meia nela. Vesti uma calça comprida de malha cheia de bichinhos na cor branca e o casaquinho era da mesma cor. Vesti primeiro a blusa fininha de alça e por último eu vesti o casaco, ela estava fofinha e por último eu coloquei a touquinha nela.
Fomos para o quarto e a amamentei sentada no sofá. Ela me sugava constantemente e me olhava.
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Ao se sentir saciada, ela largou o bico do meu seio e a coloquei para arrotar, dessa vez ela demorou e fique dando leves tapinhas nas costas dela. Ao ouvir o som do próprio, eu a deitei em meu colo e fiquei andando pra lá e pra cá sem ter nada para fazer.
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10min depois.
Decidi ir para o quarto novamente, mas antes eu peguei uma coberta para ela. Ao chegar no quarto, tuquinha ficou latindo do lado de fora e eu a deitei na cama, acendi o abajur por já estar escuro agora e apaguei a luz principal. Fui para o closet e escolhi uma calça cumprida de pano mole na cor vermelha, peguei uma blusa da mesma cor e uma calcinha. Saí do closet e olhei a minha filha, ela estava quietinha na cama e entrei no banheiro para poder tomar banho. Tirei toda a minha roupa e me asseei, fui para o Box e me lavei bem dos pés à cabeça.
Após me enxaguar, eu saí para me secar e me vesti. Passei creme com cheirinho de morango em meu cabelo e o penteei bem, ele já estava bem maior agora por crescer rápido. Limpei a minha sobrancelha de leve por não conter quase pêlos e estava de bom tamanho. Saí do banheiro e me deitei ao lado da neném que acabou pegando no sono. A cobri melhor com sua mantinha e liguei a televisão, deixei em um filme e fiquei o assistindo estando sob as cobertas bem grossas. Estava fria à noite de hoje e cobri também a minha filha com elas, Edward que não inventasse de ligar o ar hoje.
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Às 20h.
Eu assistia à novela quando a porta do quarto foi aberta, Edward entrou e tornou a fechá-la. Não o olhei por ignorá-lo de propósito e abracei a minha filha, nisso ele se aproximou da cama e eu olhei para a televisão. Ele acendeu o abajur que ficava no lado que ele dormia e olhou para a neném estando ela apagadinha, ele a admirou por uns minutos e foi para o closet. Fiquei pensativa por ele não falar comigo, mas nem liguei.
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Edward saiu do closet segurando o pijama e foi para o banheiro, após se despir ele fez a barba e entrou no Box pra tomar banho. Evitei olhar naquela direção fingindo que ele não estava ali e continuei prestando atenção na novela estando bem incomodada.
Quando ele saiu do banheiro estando de pijama de calça cumprida e blusa de manga, ele veio até a cama e se deitou ao lado da neném. Ele mexeu nela e a mesma se mexeu de leve, mas tornou a ficar quietinha. Não se contentando ele beijou a cabeça dela sobre a touquinha e acariciou o bracinho dela sob a coberta.
—Vai acabar acordando a menina. Falei não o olhando.
—Posso acariciar a minha filha sim, não estou fazendo nada demais. Disse ele me olhando.
—Mas não a acordar.
—Isabella voc........
—Cale a boca! Eu não quero escutá-lo, estou vendo novela. Pode ser? Perguntei séria.
—Por mim, mas não venha ditar ordem se tratando da minha filha.
—Faça o mesmo comigo e lembre-se sempre disso.
—Pelo amor de Deus Isabella, eu estou cansado.
—E eu de você, agora se me der licença, eu prefiro descer.
Levantei-me da cama e fui para o closet pisando duro, coloquei meias em meus pés e calcei uma sapatilha. Voltei para o quarto e saí do mesmo o deixando ali com a menina. Fechei a porta pensando nesse meu surto de raiva dele e isso por um lado me deixou triste, mas triste era a minha situação. Sem pensar eu desci a escada e entrei na sala, a mesma estava vazia e Victória arrumava a mesa para o jantar.
—Boa noite senhora.
—Boa noite Victória. Quando será servida a janta?
—Daqui a pouco, e irei chamá-los quando a mesma estiver pronta.
—Cadê os outros?
—Estão para o quarto.
—O Carlisle já chegou?
—Sim, junto com o filho. Deseja falar com o patrão?
—Não, é só curiosidade mesmo.
—Ok. Deseja mais alguma coisa senhora?
—Não.
—Com licença.
—Toda. Falei a olhando se afastar.
Fui até o bar e olhei para as bebidas ali, havia várias e umas até internacionais. Pra falar a verdade eu sentia falta de beber um drink alcoólico e nesse momento a minha vontade era de tomar um porre para tentar esquecer tudo, principalmente que eu estava me envolvendo com o cara errado. Era tão injusto e por curiosidade eu olhei algumas garrafas. Peguei uma garrafa de licor de morango vinda da Itália e o cheiro era ótimo, voltei a tampá-la por estar a baixo da metade e.....
—O que está fazendo? Perguntou Edward do alto da escada e o ignorei. Para ele eu devia estar aprontando algo e nem liguei.
Continuei olhando as garrafas por achar alguns formatos delas bem interessante e coloquei a que estava em minha mão de volta no bar. Saí dali por vontade própria, não porque ele estava me olhando do alto da escada e fui para a cozinha. Resolvi comer um pedaço de pudim de pão e bebi um copo de água, sem ter mais o que fazer ali, eu retornei para a sala. Liguei a televisão e fiquei a assistindo após me deitar no sofá.
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15min depois.
Primeiro desceu os pais de Edward e depois o próprio que veio até a mim e se sentou no mesmo sofá que eu estava segurando a babá eletrônica. Dona Ana desceu e fomos nos sentar à mesa, o jantar foi servido e comemos conversando. Rejeitei a sobremesa e os saudei com uma boa noite, eu iria dormir. De forma simpática os pais e a avó postiça de Edward me responderam e subi. Ao abrir a porta do quarto de Edward, o mesmo estava vazio e deduzi que ele colocou a neném no berço. Escovei os meus dentes e fui me aliviar, após me trocar eu lavei as minhas mãos.
Deitei-me na cama após tirar a sapatilha e me cobri, eu estava exausta mentalmente e fechei os meus olhos. Acabei dormindo.
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Madrugada de terça feira, 06 de julho.
03:15min da manhã.
Despertei com a babá eletrônica, a mesma denunciava que Marie estava chorando e a desliguei. Acendi a luz do abajur e Edward dormia ao meu lado, reparei que ele estava afastado e o ar estava desligado. Sentei-me na cama e calcei o chinelo, saí do quarto imediatamente e fui até o da minha filha. Após fechar a porta eu fui até ela e a peguei estando embrulhadinha nas cobertas. Sentei-me no sofá e a amamentei, ela mamou só um pouquinho e dormiu. A coloquei para arrotar e após ela o fazer, eu a deixei em meu colo um pouco e eu dormia praticamente sentada.
Sem aguentar mais eu a coloquei de volta no berço e saí do quarto, entrei no outro e me aliviei no banheiro. Após me assear, eu lavei as minhas mãos e fui me deitar. No que eu ajeitei a coberta, Edward se mexeu na cama e continuou em seu sono, eu acabei dormindo também.
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Às 08:13min.
Despertei com resmungos de bebê e abri os meus olhos, ao olhar para o lado a neném estava deitada no carrinho ao meu lado e me sentei. Espreguicei-me com vontade e peguei a neném com coberta e tudo, Edward a colocou ali antes de ir trabalhar, deduzi. A amamentei e quando ela se saciou eu a coloquei para arrotar. Um tempinho depois ela o fez e eu a coloquei no carrinho, na mesma hora ela chorou e peguei a chupeta dela. Marie ficou de pirraça, mas aceitou a chupeta e a ninei, aos poucos ela foi aceitando e ficou quietinha. Tornei a me deitar e fiquei descansando um pouco mais.
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Às 10:40min.
Resolvi me levantar e fui escovar meus dentes, aproveitei para me aliviar e lavei as minhas mãos. Calcei as minhas sapatilhas e peguei a neném no colo, saí do quarto e desci. Estavam tomando café da manhã a dona Ana e a mãe de Edward.
—Bom dia. Eu as saudei.
—Bom dia filha. Falou Esme sorrindo.
—Bom dia minha linda. Falou dona Ana.
—E a minha neta filha?
—Está aqui comigo Esme e está bem.
—Que bom. Disse ela sorrindo.
—Ela é uma gracinha.
—Obrigada dona Ana.
—Venha tomar café conosco.
—Irei sim, estou faminta.
—Sabe filha, hoje a minha cunhada nos chamou para ir almoçar lá com ela. Vamos?
—Vão vocês Esme, eu quase não tenho dormido a noite e sinto-me cansada demais.
—Se não está a fim, tudo bem. É uma pena, ela está doida para ver a neném.
—Sei. Falei no momento que Mary colocou uma xícara junto do pratinho na mesa para mim. –Obrigado Mary. Falei a olhando e ela para mim.
—De nada bella. Vai querer café com leite?
—Pode ser.
—Ok.
Fui servida e adocei ao meu gosto. Esme já havia terminado de comer e dei a neném para ela segurar, ela sempre ficava feliz estando com a neta no colo. Sentei-me novamente e comi o meu brioche, bebi um pouco de café com leite e comecei a conversar com elas. Estava muito agradável a nossa manhã.
Fomos todas para o jardim após o café e aproveitamos o sol da manhã, o mesmo não estava muito forte hoje, mas depois de um tempo eu deixei a neném no carrinho na sombra após Mary pegá-lo lá no quarto. Ficamos aproveitando o solzinho e tuquinha corria pra lá e pra cá com a sua bolinha rosa. Se eu pudesse, eu tomaria banho de piscina, mas tão logo as duas subiram para poderem se arrumar. Eu não queria ir pra casa da tia de Edward, eu não gostava das indiretas que ela costuma jogar e eu não era falsa. Pude perceber o quanto Esme ficou triste no momento que eu falei que não iria, mas obrigada é que eu não iria.
Fui para a sombra e fiquei com a minha filha, ela estava quietinha e movia bastante os bracinhos e perninha.
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30min depois.
Estando distraída.
—Telefone amiga. Falou Mary se aproximando.
—Quem é?
—O seu marido.
—Diz que eu estou no banho, não estou a fim de falar com ele nesse momento de paz.
—Eu já falei que você estava no jardim com a neném. Falou ela tampando o fone do aparelho para o Edward não escutar.
—Minta, fale que se enganou.
—Você só me coloca em furada amiga, posso acabar perdendo o meu emprego e não me leva a sério.
—Minta. Falei a olhando, pois, o meu coração já batia acelerado em meu peito sem haver necessidade.
—Ok.
—É..... Faça isso. Falei ninando a neném no carrinho.
—ÉÉÉ, patrãozinho, eu olhei no jardim e a sua esposa não se encontrava lá, quanto eu fui olhar ela estava no banho.
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—Não estou mentindo não patrãozinho, é verdade.
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—Ta, eu espero.
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Mary aguardou uns minutos me olhando e o rádio de um dos seguranças apitou, sendo discreto ele se afastou e continuei na minha. Peguei a neném no colo e fiquei brincando com ela, mas a minha atenção não saia de Mary.
—Pois não patrãozinho.
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—Eu não mentiria e.......
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—Só um momento.
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—Amiga, ele descobriu a mentira e chamou a minha atenção. Disse Mary agitada tampando o fone do aparelho.
—Dê-me logo isso. Falei esticando a minha mão.
—O Patrãozinho ficou chateado. Disse Mary secando uma lágrima.
—Calma Mary, ele não a mandará embora. Falei pegando o telefone.
—Com licença. Falou ela se retirando bem nervosa e respirei fundo.
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—O que foi Edward? Perguntei olhando na direção que a Mary foi.
—Não precisa mandar a sua cúmplice mentir para mim! Sei quando as pessoas mentem e eu a ouvi falando com você antes de tapar a droga do fone!
—Não sou obrigada a falar com você na hora que você bem quer! Eu estou ocupada.
—Mentira! Continue envolvendo a Mary no meio das suas tramoias, que logo eu cortarei os laços mesmo que seja contra a minha real vontade!
—Mas não irá mesmo e não adianta me ameaçar, uma igual a ela vai ser muito difícil de você conseguir.
—Eu sempre dou o meu jeito, o que não pode acontecer é você colocar o Sebastian e a Mary no meio das suas mentiras como vem acontecendo! Esqueceu que quem paga as contas sou eu e o meu pai?
—Não me esqueci não, por isso eu não dependo do seu dinheiro quando eu preciso, eu tenho o meu!
—Então, não faça os trabalhadores nos trair a seu pedido! Ou por sua culpa, eu falarei com o meu pai e demitirá os dois! Não está se comportando como uma esposa de verdade.
—Nem você como marido! Não precisa demitir pessoas boas por minha causa, aí sim você iria v......
—Não vem me ameaçar, sabe que não pode comigo Isabella! Está no erro comigo há muito tempo! Olha, não estou com cabeça para as nossas diferenças agora porque eu estou no trabalho, eu to ligando para saber o porquê você não vai com a minha mãe e a minha avó almoçar com a minha tia Bernadete.
—Por que eu não estou a fim, por que ela é falsa comigo e é isso aí! Prefiro ser sincera.
—Arrume a minha filha, se arrume e não me faça essa desfeita!
—Tchau Edward. Após eu falar, encerrei a ligação na cara dele.
O mesmo tornou a tocar e ignorei, eu não estava a fim de ir para a casa de Bernadete hoje. Ela vir aqui era uma coisa, agora eu ir à casa dela era outra. O telefone tocou mais duas vezes e coloquei a neném no carrinho, o empurrei até a cozinha e a deixei ali. Fui até o corredor ganhando o olhar de Mary ao passar por ela e coloquei o telefone sem fio na base.
—Está vendo no que me meteu amiga?
—Relaxa Mary, você pode ter certeza que antes de você sair, saio eu. Falei a olhando e ela arregalou os olhos.
—Mas.
—Sem mais e nem uma palavra a mais, não irei arriscar o seu emprego. Sei que o louco sempre cumpre o que fala se o provocar bem. Já começa que eu estou a pé e sem poder sair com a minha filha. Já viu uma coisa dessas?
—O patrãozinho quer me mandar embora mesmo?
—Não irá não, mas ele ficou p#* da vida por eu ter ignorado ele.
—Poxa amiga, eu sinto muito.
—Pode deixar querida Mary.
—Ele foi esperto e passou um rádio para o segurança que estava no quintal. Observou ela.
—Tenho certeza que a mãe dele falou que eu não iria.
—Ele ligou pra cá sim, mas tenha certeza que ela falou por falar no meio de uma conversa normal.
—Sei. De qualquer jeito eu não irei.
—Bernadete quis fazer um almoço antes da dona Ana ir embora, de qualquer forma eles a adoram.
—Percebi isso, Edward a adora de verdade.
—Tente brigar menos amiga, ta insuportável à situação.
—Edward e eu estamos nos tolerando. Nosso assunto é a respeito da menina e esse casamento nunca dará certo mesmo Mary. Falei olhando para ela. –Nos damos bem na hora ...... você sabe, mas depois acabamos brigando. Ele exagera demais e eu não aceito as imposições dele.
—Não tenho mais palavras a respeito de vocês, sinceramente não, mas faça com que não seja castigada através da menina. Sei que ama a sua filha apesar de tudo. Você já está sem motorista e proibida de sair com a menina. O que mais está faltando?
—Ele terminar o que não fez.
—O que é?
—Edward iria me matar caso eu não quisesse trabalhar aqui quando eu cheguei. Eu já estava grávida quando eu vim pra cá.
—AH! Isso já ficou no passado.
—Mas é impossível me esquecer.
—O patrãozinho te matar? Não acredito mesmo, isso não amiga.
—Eu não quero saber mais dele, nem que me encoste mais a mão!
—Bem ou mal na sua concepção, vocês estão casados. Por ele estar com o coração de gelo após a morte da irmã, caso você tente fugir com a sua filha e se essa for a sua ideia claro, e ele não a tendo de jeito nenhum como ele gostaria, pra não sair por baixo, eu tenho certeza que ele lhe tomaria a menina e tudo que mais te toca. Quem está em desvantagem é você e quem sairia ganhando seria ele. Você sabe que ele tem muitos contatos e seria fácil ele conseguir o que quer.
—Ele já deixou claro isso em outras palavras Mary e não passa pela a minha cabeça tirar a menina deles.
—Então......
—Vou pegar a minha filha, esqueça isso e relaxe, sou capaz de perder o meu valor por você só para não lhe ver ir embora. Me lembro e sempre me lembrarei que você me ajudou e muito.
—E faria tudo de novo bella.
—Eu sei. Falei a abraçando. –É melhor a gente nos aprumar, essas câmeras são um pouco inconvenientes.
—É sim.
Sorri para ela e fomos para a cozinha, empurrei o carrinho da neném até a sala e me sentei no sofá. Liguei a televisão e fiquei assistindo, passava clipes musicais no momento.
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25min depois.
—Estamos indo minha linda. Falou dona Ana aparecendo na sala junto de Esme, ambas estavam bem arrumadas.
—Bom almoço. Falei sorrindo e fui cumprimentá-las estando a neném dormindo no carrinho.
—Obrigado e é uma pena você não ir.
—Pois é Esme, deixe para uma outra hora.
—Deixe mesmo filha. Falou dona Ana. –Bem, vamos Esme querida, ou nos atrasaremos.
—É, vamos sim.
—Até filha.
—Até.
Elas se foram e eu tornei a me sentar no sofá, fiquei assistindo televisão sem ter mais o que fazer.
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Na hora do almoço, Mary me serviu e comi devagar. Edward não tornou a me ligar e foi melhor assim, eu não me sentiria muito à vontade na casa da mãe de Alice.
Terminei de comer e rejeitei a sobremesa, precisei desligar a televisão, pois a minha filha chorava e ao olhar, eu precisaria trocá-la. Subi a escada devagar com ela e fomos até o quarto, a troquei no banheiro dela e lhe amamentei um pouco estando sentada no sofá. Ela estava mamando bem e momentos depois quando dormiu, tirei o meu seio da boca dela e a coloquei para arrotar. Não demorou nada e ela o fez, fomos para o quarto o qual eu dormia e a deitei na cama, a seguir cobri o seu corpinho com a coberta dela.
Caminhei para o banheiro para poder me aliviar e logo após eu escovei os meus dentes. Penteei o meu cabelo e pensei em Edward, mas tratei de mudar o meu pensamento e fui até o closet. Peguei o meu laptop e me sentei na cama, cobri as minhas pernas com a coberta e lembrei do nosso último passeio, foi tão bom e era incrível como o clima mudava de uma hora para a outra entre eu e ele. Acho que essa casa o fazia se lembrar ainda mais da irmã dele, também, eles cresceram e amadureceram aqui. Não estava dando mais para mim, não com ele me privando da forma que vinha fazendo e soava mais como egoísmo. Era o limite depois de tudo que eu suportei. Cansei de ser comparada como uma vadia, pois eu sabia que sempre que eu fizesse algo, era mal que eles iriam pensar a meu respeito. Eu até me sentia mal por um lado ao sair sem ele, meu medo era de sempre pensarem mal a meu respeito estando eu sob o teto deles. Olhei para neném que dormia ao meu lado e eu tinha certeza que nada lhe faltaria.
Digitei a senha em meu laptop e aguardei, assim que foi possível olhei o meu e-mail e havia uma mensagem de Ângela ali. Abri a mensagem e vi o endereço dela de Nova York, fiquei olhando por um bom tempo para ele e sem me segurar eu deixei as minhas lágrimas rolarem. Respirei fundo e saí do meu e-mail, olhei as novidades na Internet e olhei apartamentos lá por Nova York, ambos eram bem caros, principalmente no centro, eu não tinha tanta grana assim e caso comprasse algum, não me sobraria quase nada. No local onde a minha amiga morava, fora de cogitação, era uma fortuna e para ricos, coisa que eu não era. Eu não queria depender de ninguém, eu queria caminhar com as minhas próprias pernas e livre do aluguel. Eu não queria colocá-la na mira do Edward, ele era impossível e conseguia tudo que queria, mas estando lá, eu estaria bem distante. Apesar dela viver sozinha, ela tinha o namorado dela e uma vida, eu não queria ser um estorvo na vida de ninguém e eu precisava de um tempo só para mim poder pensar. Sei que a minha amiga iria falar barbaridades ao desabafar caso eu fosse pra lá, mas ela por um lado tinha razão.
Olhei umas casas pelas redondezas de Miami e fazendo o cálculo daria para eu pagar, sendo que eu não teria tanta liberdade assim, pois o Edward iria me procurar ou talvez........não. Na verdade, eu não sabia, mas eu já havia tomado a decisão. A cada dia que se passava algo crescia dentro de mim, eu já estava até me incomodando dele chegar e não falar comigo como ele fez ontem, mas agora era diferente somente para mim. Ficar o admirando na minha, sendo que as suas ações era um balde de água fria, tudo pesava e as possibilidades eram mínimas de eu falar o que eu estava sentindo para alguém. Edward precisava amenizar o sofrimento dele, eu sentia que ele se doava às vezes, mas as minhas ações não ajudavam e as coisas que ele me falava e fez me machucou muito. Era sem palavras e enquanto eu estivesse sangrando não haveria diálogo decente, acredito que ele devia pensar dessa forma também e era nesse momento que procurávamos nos atingir. Eu não era uma massinha de modelar e era isso que ele queria, talvez para provar algo para si.
Amar era uma palavra muito forte, mas eu estava indo nessa direção sem desejar e sem ter freios para frear, era algo mais forte que eu. Simplesmente me arrastava e nos momentos íntimos quando havia os toques suaves e que a minha guarda baixava, eu me entregava ficando vulnerável as sensações e sentimentos. Eu por um lado sentia o quanto o sexo era bom para ele, mas teve vezes que ele o diminuiu através de palavras por ser comigo, tudo isso me confundia e muito. Não irei mentir, ele sabia perfeitamente fazer com que eu me sentisse mulher na hora do sexo.
—Sexo? Eu me perguntava.
Eu não sonhei em fazer sexo com o meu marido e sim amor, mas sexo era selvagem e carnal na minha concepção. Fazer amor era algo calmo, vagaroso e rápido nos momentos certo e bem mais prazeroso. Eu conseguia assimilar agora a grande diferença do sexo de antes para o de agora entre nós, principalmente esse da última vez em que passeamos. Foi com calma e eu esqueci até o meu nome com todas aquelas carícias. Edward era mestre no disfarce e das vezes em que fomos passear, nós estávamos brigados e ele soube fazer com que eu baixasse a guarda para ter o que queria. Talvez seja isso ou não, só sei que eu não iria pensar mais a respeito porquê de alguma forma partir me trazia as lágrimas. Eu não sei qual seria o troféu dele na parte da vingança, esse era o meu medo ao me envolver e acabar ainda mais mal depois. Eu tinha medo desse tipo de tombo.
Desliguei o meu laptop e me deitei, fechei os meus olhos e me permiti relaxar estando bem triste. Minha decisão já estava tomada e eu não voltaria atrás. Minha presença não melhorava em nada, as atitudes de Edward deixavam bem claro isso.
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Às 17:26min.
Acordei com a neném chorando e me sentei, a peguei no colo e a ninei. Ela foi ficando quietinha, mas reclamava às vezes e achei melhor engambelá-la com o meu seio. Coloquei o mesmo para fora e ela mais que depressa começou a mamar.
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Às 19:40min.
Eu já havia tomado o meu banho e a minha filha também, sendo que ninguém havia chegado ainda e o papo lá na casa de Bernadete devia estar mesmo animado. Estando alimentada, a minha filha já dormia no quarto dela e a babá se encontrava no criado mudo ao meu lado. Eu estava assistindo televisão nesse momento e a porta foi aberta fazendo com que o meu coração galopasse, Edward entrou e veio até a mim.
—Custava ter ido com elas e ser mais agradável Isabella?
—Eu não estava querendo ir, por isso eu não fui.
—Se o seu maldito amigo ligasse e te chamasse, sei que você iria correndo na mesma hora!
—Se eu estivesse com vontade sim, do contrário não. Ele nunca me forçou a nada, tudo era quando eu queria. Falei normalmente.
—Não adianta conversar e tão pouco se tratando dele, estou exausto e com a minha mente cansada. E a minha filha?
—Ela está dormindo.
—Se quiser poupar a Mary e o Sebastian, os deixe fazer o trabalho deles! Não os envolva em suas falcatruas e tramoias! Está me entendendo?
—Isso é uma ameaça?
—Entenda como quiser! Eu não lido bem com traíras e o que eles fazem em minhas costas, não tem outro nome a seu mando!
—Eu não os envolvo em nada, está enganado.
—Não estou não, apenas preste atenção ou terá essa culpa nas costas sem haver necessidade!
—O Sebastian não tem nada a ver no meio dessa ligação Edward, eu que pedi a Mary para falar que eu estava ocupada. Não foi ela ou ele quem inventaram isso e sim fui eu!
—Já estou até o pescoço com as suas mentiras! Desrespeitar-me na frente dos empregados é demais e só quem perde é você!
Edward saiu da minha frente e foi para o closet, fiquei na minha continuando a ver televisão e sem querer me peguei pensando em nossa conversa. Eu ficaria mal caso um deles ou os dois fossem mandados embora, ambos eram gentis comigo.
Sinceramente eu estava bem confusa e fechei os meus olhos..........Tornei a abri-los quando o Edward saiu do closet e foi tomar o banho dele, ao se despir eu evitei ficar o olhando.
Um tempo depois ele saiu do banheiro e depois do quarto, com certeza ele iria ver a filha. Novamente eu me lembrei do nosso jantar a bordo de um Iate imenso e luxuoso. A seguir eu me lembrei da noite deliciosa que tivemos, a verdade era para ser dita, ela foi deliciosa e prazerosa demais. Fechei os meus olhos me lembrando dos nossos beijos e da forma que ele invadia o meu corpo com jeito e constantemente sem me machucar, com isso as minhas lágrimas vieram e banharam o meu rosto causando-me constrangimento. Eu não aceitava o que eu estava sentindo e respirei fundo, mas a minha vontade de chorar novamente me venceu.
—Não, não! Eu falei para mim mesma e coloquei a mão em meus olhos. –Não posso decepcionar a minha moral e os meus pais. Falei baixinho.
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30min depois.
Mary bateu na porta e me avisou que serviria a janta, então me levantei e fui até o banheiro lavar o meu rosto. Estando bem apresentável novamente após passar uma maquiagem bem leve, eu desliguei a televisão e saí do quarto levando a babá eletrônica.
Desci a escada devagar e entrei na sala, todos já haviam chegado e os saudei com o meu melhor sorriso, mas o mesmo morreu segundos depois por eu não estar tão no clima e me sentei ao lado de Edward. Fomos servidos e comi na minha, vez ou outra eu me entrosava na conversa para eles não perceberem e aceitei o pudim que Mary preparou para a sobremesa.
Edward conversou bastante com a avó postiça e com os pais. Um tempo depois ao se sentirem saciados, a dona Ana quis ir dormir e nos abraçamos antes dela subir.
—Boa noite minha linda.
—Para a senhora também. Quando partir amanhã, eu sentirei saudades. Desculpe se eu não fui ao almoço em sua homenagem hoje, perdoa-me.
—Eu também querida, eu também sentirei a sua falta. Disse ela me olhando. –Quanto ao almoço........ eu quero ter novamente a oportunidade de conversarmos. Se cuida. Disse ela me abraçando e depois se foi.
—Nós iremos subir também. Falou Esme. –Boa noite para vocês.
—Boa noite. Os saudei.
—Boa noite pai e mãe.
—Boa noite filho. Falaram eles e saíram da sala.
Edward foi à direção da cozinha e eu fui me sentar no sofá, liguei a televisão e fiquei a assistindo. Um tempinho depois eu percebi que eu havia ficado ali sozinha, pois Edward devia ter subido após sair da cozinha.
Achei melhor assim e me levantei do sofá para arriar as proteções, depois voltei para o sofá e me deitei ali.
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Madrugada de quarta feira, 07 de julho.
Às 01:23min.
Já estava bem tarde notei ao olhar o relógio, então eu desliguei a televisão e apreciei a quietude naquele momento na casa. Levantei-me do sofá e fui apagar a luz, saí da sala e fui para a cozinha levando a babá eletrônica junto comigo. Abri a geladeira e peguei uma garrafa de água, enchi o copo até em cima e bebi tudinho, pois eu estava cheia de sede. Após lavar o copo eu apaguei a luz e subi.
Abri a porta do quarto e o mesmo estava sendo iluminado por um abajur, reparei que Edward dormia de lado estando sob os edredons e coloquei a babá sobre o criado mudo novamente. Fui para o banheiro, escovei meus dentes, lavei o meu rosto para tirar a maquiagem e me aliviei, aproveitei para me trocar e lavei as minhas mãos. Olhei-me no espelho e ajeitei o meu cabelo, mas sentindo o torpor me assolar eu apaguei a luz e caminhei na direção da cama, por sorte o ar estava fraco.
Deitei-me e me cobri, estiquei o meu braço e apaguei a luz do abajur, ficou tudo escuro e me movi de leve ao ajeitar a coberta. Fechei os meus olhos e momentos depois eu acabei dormindo também.
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Às 03:55min.
Despertei com a Marie chorando, a babá estava bem ao meu lado e estando bêbada de sono eu acendi o abajur. A desliguei e me levantei, fui até o quarto dela e ela estava bem manhosa essa madrugada. Chorou bastante antes de eu colocar o bico do meu seio em sua boquinha e na mesma hora ela começou a mamar. Olhei a fralda dela, mas a mesma estava limpinha e ajeitei a coberta sem deixar a friagem atingir o seu corpinho frágil. Vez ou outra ela reclamava e a acariciei, com isso as minhas lágrimas rolaram e as sequei como eu pude. Meu coração estava tão comprimido em meu peito e ela ao se dar por satisfeita, largou o meu seio estando dormindo. A coloquei para arrotar e foi instantâneo, na mesma hora quero dizer e sorri. Beijei a cabecinha dela sobre a touca e a coloquei no berço, depois eu saí do quarto e fui para o outro. Precisei ir ao banheiro me trocar, mas aproveitei para me aliviar também e me asseei. Após lavar as minhas mãos eu fui me deitar e sequei o meu rosto, as lágrimas não queriam me deixar e acabei ficando deprimida. Ao me mover, Edward se moveu e apaguei a luz. Sequei os meus olhos com o edredom e me permiti relaxar.
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Às 07:58min.
Acordei com o choro de Marie e a mesma estava no carrinho ao meu lado, olhei para o outro lado e Edward já devia ter ido trabalhar. O cheirinho de perfume estava ainda no quarto e pela hora, ele devia ter ido momentos antes.
Peguei a neném no colo após me levantar e ela ficou calminha, liguei para a cozinha e aguardei.
—Alô. Falou Victória.
—Bom dia. Eu a saudei.
—Bom dia senhora.
—Por favor, Victória, prepare uma mamadeira para a minha filha, por favor.
—Tudo bem, logo eu irei levá-la.
—Ta bom.
Tornei a colocar a neném no carrinho e ela começou a chorar, mas a ninei com jeitinho e ela ficou quietinha após eu dá a chupeta a ela.
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8min depois.
Eu estava escovando os meus dentes quando a Victória bateu na porta.
—Entre.
—Trouxe o que me pediu senhora.
—Valeu.
—Posso amamentá-la já que está ocupada?
—Você está?
—Não no momento senhora.
—Tudo bem e obrigado.
Victória pegou a neném no carrinho com cuidado e a amamentou com paciência, eu observava estando escovando os meus dentes. Lavei o meu rosto observando ela discretamente e penteei o meu cabelo mais tranquila. Marie estava mamando, mas parecia que aquele leite não a estava agradando muito e Victória se ofereceu para poder trocá-la, a mesma observou que a neném estava gemendo levemente ao mamar. Não vendo problemas por ela já ter ficado com a minha filha, eu disse que sem problemas e pedi que ela ficasse com ela um pouco no quarto dela, eu precisava tomar banho. Abri a porta do quarto para ela sair com a minha filha e Victória levou o carrinho, a seguir eu fechei a porta do quarto e fui para o banheiro me despir. Entrei no Box e liguei o chuveiro, peguei o sabão líquido e comecei a me lavar. Evitei a lavar a minha cabeça e lavei o meu corpo com calma. Apesar de Victória olhar um pouco além da conta para o Edward, ela cuidava da menina bem e nessa parte eu ficava um pouco despreocupada. Asseei-me bem com o presto barba e tornei a me ensaboar, lembrei de algo que eu julgava importante e me apressei. Enxaguei-me rápido e saí para me secar. Após vestir o meu lingerie e me proteger, eu me enrolei na toalha e liguei para a cozinha.
—Alô. Falou Mary.
—Bom dia amiga.
—Bom dia patroinha.
—Mary, a dona Ana já foi embora?
—Eles estão tomando café na sala, o piloto do patrãozinho irá levá-la embora e ao chegar em seu destino, o motorista dela estará a aguardando.
—Eles ainda estão aqui?
—Estão terminando o café, pois o voo dela é às 10h.
—Irei descer para me despedir, preciso colocar uma roupa.
—Tudo bem.
—Até daqui a pouco e põe um lugar à mesa para mim.
—Pode deixar.
Encerrei a ligação e fui voando para o banheiro. Hidratei o meu corpo, passei um pouco de perfume e fui para o closet escolher o que vestir. Peguei um vestido branco com listas preta e uma jaqueta, já estava de bom tamanho.
Calcei uma rasteirinha e soltei o meu cabelo, passei um pouco de batom e saí do closet. Arrumei a cama correndo e saí do quarto, desci a escada e entrei na sala.
—Bom dia. Os saudei, estava todos a mesa, inclusive a mãe de Edward.
—Bom dia querida. Falou Esme.
—Bom dia minha fofa. Falou dona Ana.
—Bom dia. Falou Carlisle segurando a xícara de café.
—Pra você também. Falou Edward não me olhando.
Sentei-me na cadeira ao lado de Edward e Mary me serviu de café e leite. Peguei alguns biscoitos e parti uma fatia grossa de queijo branco, comecei a comer e.......
—Cadê a Marie? Perguntou-me o meu suposto “marido”.
—Está no quarto com a Victória, preciso ir avisá-la que eu já acabei. Falei me levantando da cadeira. –Com licença.
Saí da sala e subi a escada, andei apressada e abri a porta do quarto da minha filha, Victória estava sentada no sofá e segurava a neném que estava acordada em seu colo.
—Já voltei, acabei descendo e a esqueci aqui, obrigado por olhá-la.
—Tudo bem senhora. Quando precisar, é só me pedir.
—Pode deixar Victória, saberei agradecê-la.
—Não se incomode com isso, agora eu preciso recolher as roupas e colocá-las para lavar.
—Tudo bem.
Peguei a Marie no colo e desci com ela, tornei a me sentar à mesa e dona Ana veio pegá-la de mim sorrindo. Comecei a comer na minha e eles conversavam descontraídos, Edward mexeu no celular dele e isso chamou a minha atenção. Para não parecer enxerida eu bebi o meu café com leite, percebi que eu não havia o adoçado ainda e o adocei um pouco.
Minha filha estava fazendo sonzinhos de bebê conforme a dona Ana brincava com ela e olhei para elas sorrindo, tornei a olhar para ele que mexia em seu celular ainda e desviei a minha atenção. Pude reparar rapidamente o quanto ele estava bonito para ir trabalhar hoje, mas me recriminei por estar o reparando. Ele não olhou para mim em nenhum momento e era como se eu não estivesse ali, por fim ele parou de futucar o celular e começou a brincar com a neném após colocar o aparelho no bolso. Os meus seios estavam bem duros por estarem bem cheios e olhei para a dona Ana.
—Quem irá levá-la até o jatinho?
—O seu marido filha.
—Ah!
—Por quê? Perguntou ela me olhando.
—Curiosidade. Pensei que o motorista a levaria.
—O meu neto ofereceu o jato da família, e para me levar até ele. De lá ele irá trabalhar.
—Sentirei saudades. Falei sendo mais que sincera novamente.
—Pode ir com o meu neto me visitar, serão bem-vindos. Digo o mesmo para você querida Esme e para o seu esposo.
—Iremos com certeza, pode deixar que eu marcarei um final de semana e iremos visitá-la.
—Vou adorar.
—Eu também. Falei não tendo tanta certeza assim.
—Bem, já estourou o meu horário. Falou Carlisle se levantando da cadeira. –Aninha querida, volte sempre por já saber que é muito bem-vinda aqui na nossa casa. Faça uma boa viagem. Disse Carlisle indo até ela e lhe deu um beijo na testa.
—Obrigado filho. Disse ela se levantando da cadeira estando segurando a neném e o abraçou com cuidado. –Pode ter certeza que sim e vocês também são bem-vindos lá em casa.
—Obrigado. Falou Carlisle sorrindo. –Filho, eu o espero lá na empresa então.
—Tudo bem pai.
—Tchau meu amor. Falou ele se aproximando da esposa e deu um selinho apaixonado nela.
—Vai com Deus. Disse Esme sorrindo.
—Tchau querida.
—Tchau Carlisle. Falei o olhando.
—Tchau Mary.
—Tchau patrão.
Carlisle se retirou da sala e eu terminei de tomar o meu café da manhã, observei Edward brincando com a filha e ele a pegou no colo. Para quem rejeitou a filha assim que soube que eu estava grávida e a chamou até de filhote, ele estava se saindo bem. Dona Ana puxou conversa com a Esme e eu segurei a mãozinha da neném, mas Edward se levantou e ficou andando pra lá e pra cá com ela. Senti uma pontada de implicância em seu ato, mas deixei pra lá.
—Vó, está na hora de irmos.
—Já filho?
—Sim.
—Então Esme querida, até a próxima. Falou dona Ana indo até ela e a abraçou.
—Até meu amor. Disse Esme sorrindo.
—Qualquer coisa me liga, eu virei correndo.
—Pode deixar meu bem.
—Então ta.
—Preciso levar a mala da minha avó. Falou Edward me dando a neném. –Cuide bem dela. Disse ele me olhando e desviou o olhar logo a seguir.
Ele pegou a mala de dona Ana e a mesma conduziu a Esme para fora da sala. Fui atrás com a minha filha e fomos até a garagem. Despedi-me dela com dois beijos e um abraço apertado.
—Tchau mãe. Falou Edward dando um beijo na testa dela.
—Tchau filho.
—Irei jogar tênis com os meus amigos hoje após o trabalho, não me espere para jantar.
—Ok filho.
Edward colocou a mala de dona Ana no porta mala do Volvo e abriu a porta do carona pra ela entrar.
—Para vocês que ficam, tchau. Disse dona Ana sorrindo.
—Tchau. Falei sorrindo e peguei a mãozinha da neném fazendo o mesmo devagarzinho.
—Tchau. Falou Esme sorrindo e fiquei ao lado dela.
Edward fechou a porta e veio até eu brincar com a neném, depois ele deu um beijinho na cabeça dela e se foi fazendo eu me sentir estranha. Ele deu a volta e entrou no veículo, quando o mesmo já estando em movimento eu fiquei olhando para o carro ao se afastar e os seguranças foram atrás. O portão se fechou e segurei o braço de Esme, mas sendo gentil como sempre, o Sebastian a ajudou a se locomover. Caminhamos pelo gramado e entramos, Esme pediu que Sebastian a deixasse na sala e eu os acompanhei. Reparei que a mesa do café da manhã já havia sido retirada e liguei a televisão, deixei em um canal que passava algo interessante e dei a neném para a Esme segurar.
—Preciso me ausentar um pouco, qualquer coisa chame a Victória ou a Mary.
—Tudo bem filha.
Saí da sala e fui até a cozinha, ganhei o olhar de Mary que lavava a louça e peguei a bombinha de tirar leite, pois os meus seios já estavam vazando e bem doloridos. Apesar dos utensílios estarem limpos eu tornei a lavá-los e peguei as mamadeirinhas fazendo o mesmo. Fui para o porão e esvaziei um pouco os meus seios, com isso as mamadeirinhas ficaram cheias e sem querer as minhas lágrimas vieram. Tampei as mamadeiras e me levantei, fui até o banheiro e lavei o meu rosto com muito pesar. O sequei como eu pude e fui pegar as coisas que estavam sobre a cama, a seguir eu subi com tudo. Fui para a cozinha e coloquei as mamadeiras na geladeira, depois lavei os compartimentos da bombinha e a guardei na caixa. Coloquei a mesma no armário e olhei para a Mary.
—Eu precisei esvaziar os meus seios, estavam doloridos demais.
—É normal, agora com licença. Disse Mary começando a se afastar e estranhei.
—Vai começar a me evitar por causa dele?
—Não me leve a mal, mas a câmera está nos filmando e eu posso ser mandada embora. O patrãozinho ficou chateado de verdade e hoje quando ele foi levar as duas raquetes para o carro junto de sua roupa extra, ele me chamou para conversar.
—Então eu não posso mais parar aqui e conversar com você?
—Não, não é desta forma. Ele só deixou claro que ele ficou decepcionado e que era para eu pensar bem antes de mentir a seu pedido. Ele só queria falar com você e mais nada. Eu não quero que ele volte a me chamar à atenção, eu dependo desse emprego que é por demais bom e eles me pagam bem.
—Eu a compreendo Mary e pode deixar amiga, vai lá.
—Não fica chateada não, posso fazer o que você pedir, mas não me pede mais para mentir.
—Não será demitida, fica tranquila.
—É o que eu espero, não posso perder esse emprego. Não posso perder a confiança do patrãozinho, sabe que os pais não podem com ele de certa forma. Aí fica mais fácil de eu ir para o olho da rua.
Mary saiu da cozinha e eu fiz o mesmo, encostei-me na parede do corredor e fiquei pensando a respeito. Tudo que eu menos queria era que a minha amiga perdesse o emprego e lamentei por ter chegado nesse extremo. Caminhei cabisbaixa até o bar e olhei as garrafas, pensei muito antes de pegar uma delas e desci para o porão rápido, eu precisava esquecer tudo no momento e não pensei na minha própria filha antes de tirar a tampa e entornar aquele líquido amargo de goela baixo. Desceu rascante, queimando na verdade e tirei o gargalo da garrafa da minha boca fechando os meus olhos. Respirei fundo deixando as minhas lágrimas rolarem e bebi até perder o fôlego por precisar desabafar de alguma forma.
.
1min e ½ depois.
Fechei os meus olhos novamente e coloquei a mão em minha garganta, outra cascata de lágrima rolou e olhei para a garrafa mal a enxergando, tudo isso era por causa das lágrimas que dificultavam a minha visão. A mesma estava pelo meio já por ser de um litro e meio, mas continuei bebendo sem pensar em mais nada e tão pouco nas consequências.
.
13min depois.
Eu não deixei um pingo na garrafa. Ao me levantar da cama eu vi tudo rodando e precisei me sentar, a queimação em meu estômago estava me matando por não estar acostumada com aquele tipo de bebida forte e me levantei novamente sentindo uma náusea tremenda. Era mau star por ter bebido todo o líquido da garrafa e acabei me deitando, me deitando não, eu desabei. A lombeira estava me assolando e eu precisava colocar a garrafa no lixo, escondê-la, não sei. Para falar a verdade eu não sabia o que fazer com ela e achei melhor tentar colocá-la no bar, por ser escura não daria para notar a falta de líquido dentro dela. Levantei da cama e fui me apoiando na parede, tudo estava rodando de forma violenta por ter ficado muitos meses sem beber e achei melhor me deitar após tropeçar nos meus próprios pés e desabar no chão. Na verdade, eu corri um sério risco daquela garrafa quebrar e me machucar, mas graças a Deus o vidro dela era resistente. Levantei com muita dificuldade e fui engatinhando, ao me levantar próxima da cama eu acabei desabando na mesma novamente. Deitei-me de lado tendo muita dificuldade, só sei que as lágrimas nunca paravam de brotar em meus olhos e evitei pensar em minha filha, eu me sentia impura naquele momento. Aos poucos o sono forçado da bebida foi me assolando, à vontade de vomitar era imensa e tudo girava ao meu redor causando-me agonia. Eu apaguei literalmente dando graças a Deus.
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30min depois.
Acordei com alguém me chamando.
—Senhora, senhora. Acorde.
—U,u quê, que foi? Perguntei mal conseguindo falar.
—A senhora bebeu? O que foi que fez senhora? Perguntou Victória me sacudindo, eu mal conseguia olhá-la por ver tudo girando.
—É, é um bebi. Falei sorrindo abertamente–Eu, e, eu bebi. Falei gargalhando, mas à vontade de chorar me assolou.
—Não está bem senhora. Não devia.
—Não, naaão me importo! Eu, eu preciso ficar so, sozinha.
—A neném está chorando no colo da avó e quer a senhora.
—A, a, a acal.....me, não po, posso so pê, pê gar ela não, não. Pre, preci, sode, outra. Dê, dê-me outra bebida, so a, assim eu, eu de. as. ´pa. re. ço!
—Não, não irei pegar outra bebida para a senhora. Desculpe desobedecer, mas não farei isso e sinto muito.
—Agora! Eu, eu quero a, a agora! me obedeça!
—Mas senhora.
—Não, não me en, entende. Falei secando uma lágrima.
—Irei falar com a dona Esme.
—Não, não a envolva. Não, fa, fale nada! Eu, eu, a, a proíbo!
—Mas senhora.
—Não! Es, está pro, pro.í.bí.da.
—O que eu faço?
—Dê, de, um jeito, to na, na, na meni, nina.
—Tudo bem. Trarei um café pra senhora.
—Não, não. Não quero na, na dada!
Victória saiu do porão chocada e foi a última coisa que eu vi antes de apagar novamente.
.
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3h e ½ depois.
Fui despertando aos poucos sentindo muita vontade de vomitar e me arrastei pela cama, por sorte deu tempo de fazê-lo no chão sentindo tudo rodar e a minha cabeça estourava de dor. Acabei me desequilibrando por estar muito inclinada na beirada e caí com tudo no chão. Sujei-me toda com o que eu havia colocado para fora. Eu estava sem forças para me levantar e fiquei deitada ali sem expressão no rosto ou mesmo tendo forças para chorar, eu estava no meu limite e com esse sentimento aflorando em mim só piorava tudo. Não! Eu não queria e lamentava tanto, só senti a lágrima escorrer pela lateral do meu rosto.
Eu sentia os meus seios bem doloridos por estarem cheios demais novamente e reuni o restante de forças que me sobraram, ao tentar me levantar eu desabei novamente. Fui engatinhando para o banheiro sentindo culpa pela a minha amiga ter sido chamada à atenção por minha causa e me sentiria sufocada sem ter alguém para conversar. Eu vi o medo no olhar dela de ser mandada embora e isso me deixou bem mal. Ao chegar no banheiro eu consegui me erguer com muita dificuldade e coloquei o restante que havia em meu estômago para fora, sendo que dessa vez no vaso sanitário. Precisei colocar a minha mão em minha cabeça por ter levado uma martelada de dor ao fazer força para expulsar o que sobrou em meu estômago. Eu me sentia mal por ele ter me ignorado hoje mais cedo, eu me sentia mal por tudo desde do começo e desabei em lágrimas. Senti enjoo por causa da bebida e a Mary apareceu no porão aparentando estar bem preocupada.
—Olha o que aprontou amiga!
—Vol, volte pro, pro seu tra, trabalho. Falei não a olhando.
—Victória me contou o que você fez e tivemos que enganar a dona Esme. Victória disse que a neném não parava de chorar e lembrei da mamadeira contendo o seu leite na geladeira, foi a salvação para acalmá-la e agora a pobrezinha está dormindo.
—Não, não pré, precisava mentir. Não, não pe, pe, di que mentisse por, po, por mim. Con, conte a verdade, a, agora, eu, eu preci....sofi, ficar sozinha.
—Tudo bem, mas saiba que agiu mal e sem pensar na sua filha.
—Não, não quero ou, ouvir Ma, Mary. Não pré, pré, precisa fi,ficar a, aqui ao meu la, lado e co,co, correr risco.
Mary saiu do porão contra vontade e eu com muita dificuldade saí me arrastando do banheiro estando trebada ainda, mas o torpor foi maior e me venceu.
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Às 16h.
Despertei estando jogada no chão e me senti no fundo do poço, beber não fazia a gente nos esquecer dos problemas pude constatar. Olhei para o lado e vi o chão limpo, eu não achava certo limparem aquilo que eu provoquei e lamentei tanto. Minha cabeça estava explodindo ainda e consegui me arrastar até a cama, mas ao me sentir completamente encharcada, eu precisaria subir. Tentei com muito custo ficar de pé e por ter dormido bem, eu sentia que podia caminhar, mas bem devagar porque senão eu cairia. Subi a escada engatinhando e ao chegar no primeiro andar, eu me levantei e subi o outro lance de escada me escorando bem. Eu estava bem zonza ainda e entrei no quarto, fechei a porta e fui direto para o banheiro sentindo-me bem nauseada. Despi-me com muita dificuldade e precisei me assear, tudo estava girando ainda e consegui entrar no Box estando engatinhando por sentir que as minhas forças se esvaíram. Consegui ligar o chuveiro e deixei a água cair sobre mim estando sentada, fechei os meus olhos e abracei o meu joelho. Sem ter controle eu deixei as lágrimas virem e solucei bastante, parecia que o mundo estava desabando sobre a minha cabeça e eu só desejava ir embora dali. Levantei-me com dificuldade e peguei o sabonete líquido, tornei a me sentar e comecei a me lavar. Enxaguei-me rápido e bebi bastante água do chuveiro por estar com sede, desliguei o mesmo estando de joelhos. Saí do Box me escorando e fechei os meus olhos após parar, tornei a abri-los e peguei a toalha para me secar. Abri a gaveta e peguei um absorvente, fui devagar para o closet e lá eu me vesti. Passei desodorante e ao me sentir tonta demais, eu fui para o quarto e me deitei na cama. Muito tempo depois eu sentia o meu estômago roncando e acabei dormindo novamente.
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Às 21h.
Acordei do nada e enxerguei só a escuridão, preocupada eu coloquei a mão em minha cabeça por estar martelando e me movi na cama para poder acender o abajur. Liguei para a cozinha tendo um pouco mais de força e chamou três vezes apenas.
—Alô.
—Mary, eu preciso que traga a minha comida, por favor.
—Irei levar.
—Estou no quarto.
—Eu sei, logo eu levarei.
—Ok.
Coloquei o telefone na base e tornei a me deitar, fechei os meus olhos e assim eu fiquei até a Mary trazer a minha comida.
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10min depois.
Bateram na porta.
—Quem é?
—Sou eu.
—Pode entrar.
—Está aqui a sua comida e um suco de maracujá.
—Obrigado.
—Volto depois para pegar a bandeja.
—Ok.
Mary se retirou do quarto e eu fiquei ali sozinha pensando estando com o meu prato de comida na bandeja, a mesma estava ao meu lado. Sentei-me na cama e a peguei, a coloquei sobre a minha perna e comecei a comer. De início eu senti dor no estômago por estar com o mesmo vazio, mas não parei de comer por estar faminta.
Quando eu terminei, bebi o meu suco que estava bem doce e coloquei a bandeja de lado. Levantei-me devagar e fui até o banheiro escovar os dentes, logo após eu me troquei depois de me aliviar. Lavei as minhas mãos e voltei para a cama, eu não estava com condições de fazer algo e na verdade eu não queria fazer nada, apenas ficar sozinha no meu canto. Fechei os meus olhos e assim eu fiquei, preferi apagar a luz novamente e me cobri com o edredom que havia ali, pois a noite estava bem fria hoje.
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Um bom tempo depois é que eu apaguei.
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Quinta feira, 08 de julho.
Às 07:15min.
Acordei com o despertador e abri os meus olhos, agradeci por não estar com a minha cabeça martelando tão intensamente como ontem. Eu olhei para o lado, Edward acabava de acordar e levantou-se da cama sem me olhar. Não liguei para a sua rejeita, pois ele viu que eu estava acordada e foi para o banheiro. Evitei olhá-lo e ele escovou os dentes, a seguir tomou um banho rápido estando de costas para o quarto e saiu para se secar já estando com a toalha na cintura. Ele foi para o closet e momentos depois ele saiu estando muito bem vestido, sentei-me na cama e passei a mão em meu cabelo. Edward pegou a chave sobre o criado mudo ao meu lado, o celular e saiu do quarto sem me cumprimentar. A meu ver, isso era um mau sinal.
Levantei-me da cama e fui fazer uma rápida higiene bucal, por sorte eu não estava mais tonta e aproveitei para me aliviar. Após a higiene eu dei um jeito em meu cabelo e me dei conta do quanto eu estava faminta, então eu resolvi descer. Saí do quarto e desci a escada, entrei na sala e só o Carlisle estava ali tomando café.
—Bom dia Carlisle.
—Bom dia querida.
—Cadê o seu filho?
—Ele já foi, precisou passar na casa da prima antes.
—Da Alice?
—É sim.
Mary me serviu e comi bem, estando na metade do meu café o Carlisle precisou ir trabalhar e se despediu de mim com um beijo em minha testa. Fiquei ali sozinha e lembrei da minha filha, eu precisava desapegar para na hora de eu finalmente partir, não ficar mal como eu já estava antes da hora. Olhei para a Mary e....
—Quem banhou a minha filha ontem?
—A Victória e o umbiguinho dela caiu. Finalmente!
—Eu já estava esperando por isso. E de madrugada?
—Victória preparou uma mamadeira e a deixou na geladeira, na certa o patrãozinho deu a ela ou a própria mesmo por ter dormido no sofá do quarto da neném. Victória se encarregou de ficar com a menina e o patrãozinho chegou de madrugada dizendo ela.
—Ele sabe?
—Victoria ligou para ele, dizendo ela não sabia o que fazer com a sua bebedeira, pois nós duas estávamos ocupadas fazendo uma limpeza pesada e a neném não parava de chorar. Como eu disse, ela se encarregou de ficar com a neném depois disso. De quebra você bebeu uma das bebidas mais caras e com certeza ele olhou para o bar quando chegou, ele deu falta da garrafa. Só havia aquela por ser a última e a Victória jogou a garrafa fora.
—Não posso lamentar, já foi feito. Falei um pouco dura. -Cadê a minha filha?
—O patrãozinho a levou para a casa da Alice hoje.
—Mais por quê? Eu perguntei me levantando na mesma hora e joguei o guardanapo de tecido sobre a mesa.
—Ele a levou, é a única coisa que eu sei.
—Mas por que isso?
—Você sabe a resposta. Já acabou de comer?
—Sim, pode tirar tudo.
—Ok. A aconselho beber bastante líquido para limpar o seu organismo e tire o leite repetidas vezes com a bombinha. Seu leite está impróprio no momento para amamentar a sua filha, por sorte tem o da lata, mas a neném parece estar insatisfeita com ele.
—Isso eu sei. Falei pensativa, eu só pensava na minha filha e amamentá-la se eu pudesse. -Ele não precisava levar a minha filha.
—Ele não a deixaria aqui, pelo menos a Alice tomará conta dela, ou a moça que trabalha para ela.
—Ele poderia ter deixado a menina aqui! Falei sentindo raiva. -Ela é a minha filha Mary! Sabe onde a Alice mora?
—Sei sim, mas não irei falar, desculpe. O patrãozinho quando souber que eu falei, será um prato cheio para me despedir de uma vez.
—Não precisa me dizer então. Falei sentida. –Sabe onde é a empresa deles?
—Não ficar perto, é bem pra lá do centro, mais ao sul. Onde ficam os navios e caminhões. Já as aeronaves não são no mesmo local. Descubra por si só amiga, não esqueça que o meu emprego está em risco.
—Tudo bem, eu não pedirei isso a você, sei como descobrir. Falei me retirando da sala.
—Não faça nada impensado bella. Falou ela, mas eu já estava quase na porta da sala e saí.
Entrei no escritório e abri as gavetas, havia contas da residência, papéis e mais papéis que não me interessou a ler. Não adiantaria eu falar com a Alice, sei que para evitar brigas ela não me falaria o local da empresa. Para não ficar mal com o primo ela não me daria à menina, eu aposto, pensei.
Foi na última gaveta que eu encontrei o que eu queria. Cullen’s Service. Import and Export. Era uma conta da empresa e anotei o endereço em um papel, eu não quis especular e anotei apenas o endereço mesmo. Coloquei a carta de volta estando bem angustiada e deixei tudo como estava, pois, eu não fiz bagunça e saí dali. Subi a escada rápido e entrei no quarto da minha filha, senti o cheirinho dela ali e evitei chorar, eu não iria aparecer na empresa com cara de derrotada. Meu coração estava bem comprimido em meu peito e saí do quarto dela, entrei no de Edward e fui para o banheiro tomar banho.
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Um tempo depois.
Acabei de me arrumar. Eu precisava estar bem apresentável para ir à empresa do meu “marido” e o look estava ótimo. A cinta estava apertando horrores e eu já estava bem desinchada, então peguei a minha bolsa e o meu óculo. O coloquei e olhei o meu dinheiro, daria para eu me virar e olhei o meu celular, o mesmo estava carregado. Fechei a minha bolsa após constatar que eu havia mesmo colocado o endereço da empresa ali dentro, aproveitei para por um pacote de absorventes fechado e saí do quarto. Desci a escada devagar e lembrei de algo importante, fui até a cozinha e bebi bastante água sob o olhar de Mary e peguei a bombinha. Fui para o porão e esvaziei bem os meus seios, pude constatar que não sobrou quase nada e joguei aquele leite fora sentindo um aperto imenso em meu peito. Subi novamente estando com a minha bolsa e deixei as coisas da bombinha sobre a pia, mas acabei lavando tudo com cuidado para não me molhar.
Saí da residência e fui até o portão menor, pedi o segurança que o abrisse e ele o abriu. Eu sabia do longo caminho pela frente e ergui a minha cabeça, eu sabia da presença das câmeras.
.
38min depois.
Cheguei no ponto de ônibus e fechei o guarda-chuva, estava sol e eu pegaria um táxi. Quando o mesmo vinha a uma boa distância eu fiz sinal, ele parou e entrei dando graças a Deus pelo ar condicionado. Eu falei o meu destino por eu ter decorado muito bem o endereço.
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1h e 25min depois.
—É aqui senhora.
—Obrigado. Falei dando o dinheiro a ele.
Não foi barato, mas o táxi até Solares era quatro vezes aquele valor. Saí do táxi e fui andando até o portão imenso, no local havia vários seguranças. Vi um caminhão enorme deixando o local e o portão tornou a se fechar, isso eu observava estando a uma boa distância ainda e peguei o meu celular.
Parei em frente ao local minutos depois e um segurança me avaliou bem de cima a baixo, era óbvio que ele não sabia quem eu era.
—Bom dia senhorita. Falou ele me olhando.
—Bom dia e é senhora. Falei mostrando a minha aliança.
—Bem, me desculpe senhora. Mas em que eu posso ajudá-la?
—Quero saber se o Edward Cullen já chegou.
—Bem, é da parte de quem? Qual o seu interesse no Sr Edward? Perguntou ele me olhando nos olhos e sério.
—Por que do suspense? Perguntei chateada, eu estava bem estressada com toda a situação.
—É uma cliente?
—Mais do que isso eu diria, eu sou alguém próxima. Evitei falar o meu nome, eu não queria que eles soubessem quem eu era.
—Qual o nome da senhora?
—Diga que a bella o aguarda, preciso falar com ele e aguardarei aqui fora. Ou melhor, deixe comigo e só um instante. Falei me afastando.
Liguei para o celular dele e chamou, chamou, chamou e chamou. Constatei que ele não queria me atender. Tentei novamente e ele não me atendeu após tocar cinco vezes, eu sabia que ele estava me desprezando. Não tendo outro jeito, eu fui até o segurança outra vez e o olhei.
—O que decidiu?
—Diga que a bella está aqui o aguardando e que eu não sairei daqui até ele vir falar comigo.
—Bem, só um momento.
O segurança pegou o rádio e se comunicou com alguém cujo nome era Fausto, nisso a minha ficha caiu.
—Por acaso esse Fausto é o segurança particular do seu patrão?
—O que tem?
—Posso falar com ele?
—O conhece?
—Sim.
—Só um momento. Disse ele me olhando, diria me especulando, mas eu não titubeei ou me intimidei. Eu escutei o bipe do aparelho dele. -Fausto, a jovem por nome bella disse que o conhece. Falou ele e houve outro bipe.
—Ok. Pode passar Tone. Falou Fausto.
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.
—Pode falar, é só apertar aqui no momento em que falar com ele.
—Sei manusear isso, mas obrigado. Afastei-me dele e apertei o botão. –Fausto, diga ao Edward que eu quero falar agora com ele. Houve o bipe após eu soltar o botão.
—Vou passar o recado, aguarde só um instante. Eu ao ouvir o bipe.
—Diga a ele que eu quero falar com ele e que é para ele parar de me ignorar no celular. Após o bipe novamente.
—Tudo bem.
Entreguei o rádio para o segurança e o agradeci, o sol estava quente e fiquei na sombra estando de braços cruzados fula da vida com ele. Minutos depois o meu celular tocou e o atendi já sabendo quem era.
—O que faz aqui? Como descobriu a empresa? Perguntou ele bem sério.
—Isso não importa! Eu quero a minha filha Edward.
—Pensasse nisso antes de beber! Falou ele cheio de repulsa e raiva. –Eu não posso deixar a minha filha com você entupindo a cara de bebida sabendo que está amamentando. Isso só mostra o quanto é jovem demais e não sabe honrar com o compromisso de mãe! E tem mais, onde ela está, ela está mais do que bem.
—Onde ela está? Fiz-me de boba, ou eu colocaria Mary na reta.
—Isso não importa! Da mesma forma que você não se importou com ela! EU Isabella soube que ela ficou chorando e que a mãe mal conseguia falar direito. Disse ele com desgosto. — Imagina segurá-la em tempo de acidentá-la estando tão novinha! Juro que se arrependeria caso machucasse a minha filha por uma irresponsabilidade sua! Estou ocupado, não estou com paciência para falar com você agora! Como soube o endereço daqui Isabella já que se diz tão inocente?
—Importa sim! EU JÁ MAIS COLOCARIA A MINHA FILHA EM RISCO! Falei alto e o segurança ficou me olhando. -Em relação ao endereço, eu dei o meu jeito acredite você ou não!
—Foi a Mary quem te falou? Perguntou ele debochado, meio que desacreditado por desconfiar de mim.
—Não foi ela não, eu descobri da minha forma. Isso não importa agora Edward, eu quero a minha filha! Posso fazer um escândalo aqui e agora! Falei mais alto ainda. -Você é quem sabe e não duvide de mim!
—Só um momento. Após ele falar desligou na minha cara e o xinguei mentalmente.
Coloquei o meu celular na bolsa e coloquei o meu óculo, cruzei os meus braços sem saber o que fazer ali fora. Eu observei que ele não foi capaz de me mandar aguardá-lo dentro da empresa ou sei lá por ser a esposa dele. Sentindo raiva de mim mesma eu acenei rapidamente para o segurança que foi bem atencioso comigo e virei às costas para ele, sem ter até razão pelo o meu ato de ontem, eu comecei a caminhar pelo caminho que eu julgava longo ao meu vê. Senti os meus olhos marejando e me apressei nos passos, para chegar ali não era tão fácil. Caso passasse algum táxi naquela rua longa eu faria sinal e continuei andando sem olhar para trás. Por ser uma rua tranquila, na calçada que eu estava era a mesma da empresa deles que era imensa. O muro altíssimo impedia de ver qualquer coisa do outro lado e fazia bastante barulho por causa do maquinário. Eu senti que um carro se aproximava e me apressei ainda mais, mas aquele sapato alto não ajudava muito e os meus pés já estavam doendo. Arrisquei olhar e vi ser o carro de Edward sem estar na companhia dos seguranças, ele parou mais a minha frente e eu parei de andar na mesma hora. Eu não sabia o que fazer por estar e não com razão, eu dei bobeira com a bebida mesmo e eu estava mal nesse momento. Fora à bebida, eu tinha mil e umas razões.
Mesmo desejando pegar a minha filha no colo, eu tinha certeza que o Edward me impediria de vê-la. Atravessei a rua para fugir dele e o carro continuou parado lá do outro lado, nisso o meu celular tocou e eu o peguei.
—Alô. Falei ajeitando o óculo, eu não queria que me vissem com os meus olhos cheios de lágrima.
—Eu não saí da empresa à toa deixando mil e uma coisas para fazer sobre a mesa, e chegar aqui para você ficar de história!
—Pois volte pra lá, eu irei embora.
—Isso só mostra o quanto se importa com a menina! Falou ele e eu continuei andando.
—É eu me importo com ela desde que eu me descobri grávida, do contrário eu teria tirado quando houve a oportunidade. Eu mais que ninguém teria esse direito, mas não por nem eu mesma saber. Após eu falar encerrei a ligação.
Joguei o celular na bolsa e continuei andando, olhei para trás e vi o carro ainda parado no mesmo lugar. Sequei a lágrima que rolou e olhei para a frente, dei uma rápida corridinha e virei à esquerda, pra falar a verdade eu não conhecia aquelas bandas e eu nem sabia que rua era aquela. Pedi informação ao passar em um bar e o rapaz me explicou onde ficava o ponto de ônibus. O agradeci e saí do bar, fui caminhando pelas ruas como o rapaz me ensinou e ganhei diversos olhares. Eu sabia que o meu dinheiro em espécie estava acabando e eu só estava com cinquenta dólares na bolsa. Não daria para um táxi a longa distância e eu teria que pegar um ônibus até o centro. Ao chegar no ponto de ônibus algumas pessoas ficaram me olhando por eu estar muito bem vestida e o meu cheiro denunciava o quanto o meu perfume era caro, disfarçadamente eu tirei o meu relógio de ouro e o coloquei na bolsa. Eu não me sentia melhor que aquelas pessoas que estavam de vestes simples. Ali eu pude perceber o real padrão de vida o qual eu pertencia. A que os meus pais mentiram ao longo dos anos para mim e por ingenuidade eu caí feito patinho. Aguardei o ônibus passar e o mesmo quando passou estava cheio, me recusei a ir naquele ônibus e fiquei aguardando outro estando eu e mais três mulheres no ponto de ônibus.
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6min depois.
O ônibus estava vindo ao longe e fui para perto do meio fio, quando o mesmo parou após eu fazer sinal eu entrei. Paguei a passagem sem saber o real valor por fazer muito tempo que eu não andava em um e o trocador me deu o troco. Fui andando pelo ônibus, sentei-me mais ao fundo e tirei o óculo finalmente. Um rapaz que devia ter seus vinte anos no máximo me olhou estando eu com os olhos cheios de lágrimas e nem liguei, eu apenas sequei as que rolaram.
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3min depois.
—Por gentileza, você sabe se estamos próximos do centro? Perguntei ao rapazinho.
—Falta pouco.
—Você pode me dizer o melhor lugar para soltar estando perto do shopping?
—Claro que sim, inclusive esse ônibus passa em frente.
—Melhor ainda. Falei tornando a colocar o meu óculo. –Obrigado.
—De nada. Disse o rapaz de forma simpática.
.
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20min depois.
Eu estava distraída e....
—É no próximo ponto moça.
—Poxa, valeu mesmo. Falei me levantando e puxei a cigarra.
—De nada. Disse o rapaz.
Fiquei segurando na barra de ferro do ônibus e o mesmo parou no ponto, eu não seria a única a descer. Estando em terra firme, eu caminhei pela calçada do shopping e entrei no estacionamento. Caminhei a passos largos e entrei no shopping sentindo a mudança drástica de temperatura, o ar estava me refrescando. Eu precisava ir ao banheiro me trocar, por sorte eu havia colocado um pacote de absorventes na bolsa. Caminhei pelo shopping ganhando alguns olhares masculinos e até femininos que julguei ser para me reparar. Entrei no corredor dos sanitários e entrei no banheiro feminino, na mesma hora eu lavei bem as minhas mãos e retoquei o meu batom. Fui para uma das cabines e me aliviei, depois me asseei e fiz tudo que eu devia fazer ali. Estando mais confortável eu saí da cabine e fui lavar as minhas mãos novamente, depois ajeitei o meu cabelo e saí do banheiro.
Eu precisava ir ao caixa eletrônico e ali havia vários, então eu caminhei até um e peguei o meu cartão na bolsa. Inseri o mesmo na máquina e fiz todos os procedimentos, primeiro eu veria o saldo. Quando o extrato saiu, eu percebi que o meu dinheiro havia rendido bem, pois aquela quantia que eu havia em uma conta segura me renderia um bom dinheiro todo o mês e eu estava vivendo disso. Retirei quatrocentos dólares e encerrei a minha consulta apertando o botão, a seguir eu me retirei do recinto bancário. Caminhei pelo shopping notando que eu já estava faminta por já estar na hora do almoço e achei melhor desligar o meu celular. Caminhei até um daqueles restaurantes e entrei, sentei-me sentindo os meus pés protestando e olhei o menu do lugar. Escolhi uma salada quente com lasquinhas de peito de peru, já estava de bom tamanho e pedi um suco de abacaxi com hortelã. A garçonete anotou o meu pedido e fiquei aguardando, nisso uma lágrima escorreu e eu fiquei olhando tudo a minha volta. Um grupo de rapazes almoçava e eu notei serem pessoas que estavam tirando hora de almoço. Havia bastante gente no restaurante e por coincidência eu vi o Pedro entrando e sorri, uma luz piscava dentro do meu cérebro.
—Pedro. O chamei, ele era o corretor que me ajudou a vender o meu apartamento de Solares. Ao me reconhecer ele acenou sorrindo e se aproximou.
—Boa tarde Senhora Cullen. Disse ele beijando a minha mão.
—Boa tarde Pedro. Falei sorrindo levemente
—Fazendo compras? Perguntou ele sorrindo e permaneceu de pé.
—Que nada, foi pura coincidência. Estou com uns probleminhas pessoais e entrei no shopping para almoçar. E você?
—Meu escritório não é tão longe daqui e....
—Isso é verdade. Falei me recordando.
—Vim almoçar, eu sempre como aqui e quando dá vou lá em casa comer a deliciosa comida da dona Zuleica.
—Quem é essa?
—A secretária do lar.
—Ah! Entendi.
—Se importa de eu sentar aqui com você? Eu sempre como sozinho.
—Claro que não, sinta-se à vontade.
—E os outros Cullens?
—Estão bem. Falei sorrindo levemente.
—A única que não parece totalmente bem é você.
—Probleminhas como eu te falei.
—Sem me esquecer, parabéns pelo nascimento da bebê.
—Obrigado.
—Meus pais falaram que é linda.
—E é mesmo, puxou os olhinhos do pai.
—To sabendo. Disse ele sorrindo. –Fiquei sabendo através da minha secretária que naquele dia em que você mostrou o apartamento para os atuais moradores, o seu esposo esteve lá na imobiliária e eu já havia ido embora. Sendo que eu acabei me esquecendo pela correria e ao te ver novamente hoje, eu acabei me lembrando. Sabe o que ele queria comigo?
—Nada demais. Menti. –Ele ficou curioso com aquele mistério todo e pensando bem agora Pedro...... Falei no momento que a garçonete trouxe a minha comida.
—Olá senhor. Falou ela sorrindo.
—Olá. Disse ele de forma simpática. –Irei acompanhar a dama aqui, quero o mesmo que ela.
—É pra já. Disse ela anotando o pedido e se retirou.
—Continua. Pediu ele me olhando.
—Pensando bem agora, eu gostaria de comprar uma casa em um local não tão perto de Ourinhos.
—Não gostou da casa da colina em que está vivendo?
—Aquela casa? Perguntei confusa e a minha ficha caiu. -Ela é linda. Falei sorrindo. –Foi o meu marido quem a comprou?
—Sim e com a ajuda da prima Alice. Na época eles ficaram bem apreensivos se você iria gostar ou não.
—É, eu gostei sim. Falei sorrindo. –A vista é linda.
—Se tratando de compras de imóveis eles sempre recorrem a mim.
—Percebi.
—Agora deseja uma casa?
—Sim, mas peço descrição.
—Não quer que ninguém saiba?
—Não e peço a você sigilo, mesmo que você não me conheça, peço que você me prometa que não contará a ninguém. Nunca.
—Pode deixar, sou fiel aos meus clientes.
—Que bom. Falei sorrindo levemente e bebi um pouco de suco o olhando. Senti o meu seio vazando e por sorte eu estava protegida.
—Quer uma casa até em que valor?
—Nada grandioso, simples, porém confortável. Não quero mansão, eu estarei recomeçando a minha vida.
—Recomeçando, mas casada né?
—Eu não sei. Falei sentindo as lágrimas brotando em meus olhos. –Desculpe. Falei as secando e me fazendo de durona. –É pra ontem o que eu estou lhe pedindo.
—Há algo que eu possa fazer para tudo dar certo para vocês? Poxa! Eu conheço o Cullen um pouco e ele é um cara legal.
—Choro por saber o que estamos enfrentando.
—Espero que dê tudo certo de verdade.
—Não tenho tanta certeza.
—Dizem que o primeiro ano de casado é o mais difícil por causa das diferenças.
—Acredito que sim. Falei secando a outra lágrima que rolou e peguei um guardanapo para poder secá-la.
—Pode confiar em mim. Falou ele me olhando nos olhos e senti que era verdade.
—Nos casamos porque eu engravidei sem querer, mas não havia amor.
—Nossa! Disse ele demonstrando compaixão e segurou na minha mão. –Com todo respeito, você é uma moça muito simpática e encantadora. Duvido que o Cullen não se apaixonou.
—Fico envergonhada de contar algo tão íntimo a você, não quero que mais ninguém saiba disso por ser constrangedor até. Ninguém.
—Tem um amigo mesmo que não acredite por não me conhecer bem também.
—Obrigado.
—Irei ajudá-la, pode deixar.
—Sua comida senhor. Falou a garçonete o servindo.
—Obrigado. Falou ele a olhando e olhou para mim.
—Podemos comer agora? Perguntei olhando para ele.
—Claro que sim.
Sorri levemente e começamos a comer, estava muito boa a comida. O sabor era incrível e o peito de peru em lascas estava suculento.
—Quero uma casa simples com dois quartos e uma cozinha espaçosa.
—Pode deixar. Que distância você julga boa?
—Há duas horas daqui está bom. Tenho certeza que....... deixa pra lá.
—Pode confiar.
—Tenho certeza que o meu marido não irá se importar.
—E a neném ficará com você?
—Não. É uma decisão irrevogável Pedro e da minha parte.
—Eu lamento.
—Pode ter certeza que eu mais ainda. Falei sentindo o meu outro seio vazando.
—Não ama o seu marido?
—É uma pergunta óbvia demais até para mim. Não posso falar mais a respeito deles. Falei sentindo os meus olhos marejando demais e os sequei.
—Posso ver isso o mais rápido para você, mas pense antes. O meu pai adora o Carlisle e a esposa, tanto que são amigos.
—Não tenho mais o que pensar, apenas me ajude a consertar esse erro.
—Tem a minha palavra. Está ocupada após o almoço?
—Não, eu não estou.
—Então vamos até a imobiliária e lá eu tenho fotos, é só escolher a que te agrada mais e garanto ser satisfação total. Encanamento perfeito, vazamento zero e boa estrutura. Trabalho com imóveis de qualidade e pode confiar em mim.
—Eu estou sim.
—Ótimo. Falou ele antes de levar o garfo até a boca.
Continuamos a comer e fiquei na minha, bebi um pouco mais de suco e pensei na minha filha. Era duro demais para mim me desgarrar dela antes de completar seu um mês de vida, mas quanto antes seria melhor para a minha sanidade mental. Pedro me olhava bastante e eu para ele, mas respeitando o meu estado ele se manteve calado.
.
.
Terminamos de comer e eu pedi uma salada de frutas com sorvete de morango. Ao finalizarmos a sobremesa eu fiz questão de pagar a minha comida, a contra gosto Pedro pagou a dele somente. Saímos do restaurante após eu tornar a colocar o meu relógio de pulso e fomos caminhando pelo shopping. Pedi cinco minutos a ele e fui ao banheiro olhar os meus dentes e me aliviar.
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Ao sair do banheiro, eu o encontrei em frente o mesmo me aguardando e fomos caminhando rumo ao estacionamento. Ao chegarmos no mesmo, o Pedro abriu a porta do carro para mim e eu entrei. Ele deu a volta no veículo e entrou, não demorou muito saímos do estacionamento do shopping.
Nós fomos conversando e o celular dele tocou, era a respeito profissional e me desliguei da conversa.
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15min depois.
Chegamos na imobiliária e desci do carro com a ajuda dele. Pedro acionou o alarme do carro e entramos na imobiliária. A secretária dele ficou me olhando e a saudei com uma boa tarde, a mesma me respondeu de forma gentil e olhou para o patrão.
—Vamos para a minha sala. Falou Pedro me olhando.
—Ok.
Caminhamos pelo corredor e entramos na sala dele. Ele ligou o laptop após se sentar e o mesmo tocou uma música ao ser iniciado, achei legal.
—Sente-se, fique à vontade.
—Obrigado.
—Aceita uma água ou até mesmo um cafezinho?
—Prefiro beber água.
Pedro ligou para a secretária dele e a mesma trouxe a água para mim. Bebi dois copos ao total e ele foi me mostrando às casas em um bairro chamado Diamantina há duas horas dali. O mesmo era de classe média, porém as casas não eram tão caras. Havia algumas mobiliadas e as mesmas eram a cima de quatrocentos mil, até quinhentos mil estava de bom tamanho, logo eu conseguiria um emprego e estudaria. Me sobraria um bom dinheiro na conta e daria para eu viver.
—Gostei dessa. Falei apontando.
—Essa é muito confortável, estilo rústica no interior. Gosta assim?
—É eu gosto.
—É um bairro tranquilo, com boas famílias em volta. É um bairro familiar e que se você quiser se isolar, lá é o lugar ideal. Essa custa quatrocentos e cinqüenta mil dólares, está até barata pela cozinha ser mobiliada com madeiras antigas e de ótima qualidade.
—As condições da casa são seguras? Não me trará problemas futuros né? Tipo cupins ou goteiras?
—Asseguro-lhe que não. Quer dar uma olhada? Tenho as chaves dela e está muito bem conservada. A dona é caprichosa e está perfeita, essa está pouco tempo em minhas mãos. Ela se mudou, está muito bem aposentada e está morando perto da filha agora. Ela se sentia só e teve outros motivos também.
—Entendi.
—Podemos ir lá. O que acha?
—Hoje ainda?
—Por que não?
—Então podemos ir. Falei sorrindo.
—Ótimo! Falou ele sorrindo.
Ele desligou o laptop e abriu a gaveta trancada a chave, por estar do outro lado da mesa eu só vi o movimentar dos braços dele. Após pegar um molho de chaves, ele tornou a trancá-la e saímos da sala.
—Preciso dar uma saída, qualquer coisa eu te ligo se eu não voltar a tempo de fechar tudo. Falou Pedro com a secretária.
—Tudo bem.
Saímos da imobiliária e entramos no carro, o mesmo foi ligado e saímos. Pedro ligou o rádio e deixou em uma estação boa. Eu fui olhando tudo em volta e olhei para o Pedro, o mesmo sorriu para mim e continuou olhando para a estrada. Eu estava apreensiva, horas querendo dá para trás e no momento eu estava confiante. Eu não podia dá para trás, isso seria o mesmo que me ferir ainda mais e demorou muito para eu me decidir finalmente. Agora poderia ser diferente por eles estarem com o melhor prêmio nas mãos. Eles não podiam conviver com a sombra de um passado triste que era eu. Esse era o real motivo de todas as brigas eu pensava e mal me dei conta da quantidade de lágrimas que já havia rolado em meu rosto, eu fiquei bem envergonhada. As sequei rapidamente e fechei os meus olhos lembrando do rostinho angelical da minha filha. Novamente eu senti os meus seios vazando e olhei para o lado de fora, eu estava me sentindo bem pra baixo.
.
.
MUITO TEMPO DEPOIS.
—Chegamos no bairro. Falou Pedro me olhando e eu olhei em volta.
Havia crianças brincando na rua, as casas eram lindinhas e não muito grande. Algumas sim e havia para todos os gostos. Fui olhando tudo e era um local agradável como ele mesmo me falou lá na imobiliária. Não havia quase gente na rua, apenas três crianças quando passamos por elas. Amei logo de cara e ali havia pessoas com boas situações sim, muitas não ligavam em morar em bairros muito chiques. Ali ficava no meio termo pelas casas serem lindas, porem pequenas.
—Aqui é bem calmo.
—Como eu te falei. A dona adora esse local, mas a filha ganhou bebê e ela quis ir morar perto dela. A mesma disse que era para eu vender a casa para uma pessoa especial e aqui está ela.
—Obrigado. Falei sorrindo e ele parou o carro em frente ao portão da casa.
Reparei que havia muito verde em volta e Pedro veio abrir a porta do carro para mim, o agradeci e desci do carro segurando na mão dele. Ele travou o carro com o alarme e me olhou, sorri levemente e olhei mais uma vez em volta.
—O que está achando?
—Estou amando. Eu não tenho carro e nem sei dirigir ainda, há condução aqui perto?
—Descendo essa rua aqui, em cinco minutos estará na rua principal. O local é calmo e o índice de roubo é remoto, há patrulhas que vigia o local. Como você bem observou, aqui há pessoas com rendas ótimas e há as pessoas simples também.
—Não me importo com isso.
—Então vamos entrar.
—É, vamos.
Pedro colocou a chave na fechadura e a girou, o pequeno jardim na frente da casa estava muito bem conservadinho e ele trancou o portão. Caminhamos pelo quintal e chegamos na porta principal, após abri-la.
—Essa é a sala.
CONTINUA.......
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