Solares

44 Capítulo 44


Notas iniciais
Quarto de Marie: https://images.app.goo.gl/Jh3SMZ1NeTzxumsB9

BELLA......

Final do capítulo anterior.

UM TEMPO DEPOIS.

Chegamos na mansão e foi uma festa só, Mary faltou babar na neném e a deixei segurá-la. Ela ficou tão contente estando com a bebê no colo e a devolveu momentos depois.

—Vamos subir, vamos subir, está na hora de conhecer o quarto da sua filha.

—Vamos então Alice. Falei sorrindo estando Edward ao meu lado e Esme também estava presente.

Edward pegou a neném do meu colo e subimos, tuquinha latiu bastante ao me ver e brinquei verbalmente com ela. Nós caminhamos pelo corredor e Alice foi à frente, ao parar em frente à porta do quarto.

—Espero que você goste, está simples e lindo ao meu ver, claro.

—Sei que está bonito.

—Então aprecie. Disse ela abrindo a porta e me encantei com o que eu vi.

.............................................................................................................................................................................................

—É fofo e lindo Alice. Falei admirando o quarto.

—O chão foi trocado e o quarto um pouco mudado para poder combinar.

—Está perfeito, Marie irá gostar.

—Gostou mesmo?

—Sim, está lindo.

—Há uma babá eletrônica para o caso da minha afilhada acordar durante a madrugada ou durante o dia caso você ou o Edward não estejam presentes.

—Isso é bom.

—Deve estar cansada filha, soube que foi bem doloroso e cansativo para você a chegada da minha neta. Falou Esme.

—Bastantes Esme, eu preciso de um banho agora e relaxar.

—Faça isso filha, Carlisle deixou um beijo.

—Obrigado.

—É lamentável ele não poder está aqui, pois os compromissos o chamam.

—Eu sei disso Esme e não se preocupe. Com licença e Alice, eu amei o quarto.

—Que bom! Disse ela sorrindo e olhando em volta.

Saímos do quarto, Edward desceu com a neném no colo e a Esme desceu com a ajuda de Victória. Mary ficou comigo no corredor e Alice acabava de entrar no quarto de hospedes onde costuma dormir quando vem aqui.

—Vamos para o quarto?

—Vamos sim amiga.

Entramos no mesmo e fechei a porta, olhei em volta vendo que o quarto estava impecável com a roupa de cama trocada e a cortina também. Após a minha breve avaliação, eu olhei para a Mary.

—Já sabe que o Edward foi sair ontem com os amigos? Perguntei com quem não quer nada.

—Com os amigos eu não sei amiga, mas que ele saiu ontem, ele saiu sim. Por quê?

—É, foi com os amigos mesmo.

—Ele saiu por volta das 19:20 e disse que já estava atrasado.

—Sabe a hora que ele chegou?

—Não, eu já devia estar dormindo. Sabe que ele quando sai só volta de madrugada, ainda mais com os amigos.

—Não faz ideia para onde ele costuma ir?

—Ele tem dinheiro e deve ir para lugares bacanas, disso eu tenho certeza. As melhores boates, bares, mas quem sabe mesmo são os seguranças dele.

—Não irei perguntá-los, Edward ficaria sabendo com toda certeza. Falei indo até a janela.

—Desconfia de algo?

—Eu tenho vários motivos.

—Não inculque à toa bella. Ta certo que o patrãozinho está longe de ser feio e as mulheres caem matando mesmo, ainda mais sendo muito rico. Ele tem a pinta de ser rico e elas sabem disso.

—Quem me dera se fosse à toa Mary.

—Está com ciúmes do patrãozinho?

—Por que está perguntando isso? Perguntei me virando para olhá-la.

—Não sei amiga, é o que parece pelo interrogatório e não é a primeira vez.

—Já estou cansada de ter que ficar aqui presa e estou desesperada por ter que cuidar de uma bebê na minha juventude. Eu não sei o que pensar Mary, me sinto sobrecarregada e eu só desejava estar cursando uma faculdade, trabalhando e vivendo a minha vida. Estou presa a essa vida que estou levando. Entende? Edward implicou comigo só porque falei com o meu amigo após enviar a foto da minha filha e ele apesar de tudo não rejeitou a minha filha. Jake está namorando e vida nova, jake não quer mais nada comigo e até passeia com a moça aos finais de semana. A vida e a fila andam, já ele está me sufocando e me impossibilitando de interagir com os meus amigos. Do outro lado da moeda, só foram eles que me restaram. Só eu posso ficar presa aqui e viver a “vida de casada”, já ele pode sair à hora que bem quiser sem mesmo perguntar o que eu acho por ser o meu “marido”. Que vida de casados é essa Mary? Eu estou casada. Presa ou refém dos caprichos dele? Eu não quero viver dessa maneira mais! Você alguma vez já se apaixonou de verdade?

—Sim amiga.

—Por acaso você foi amada verdadeiramente por essa pessoa?

—Eu o amei mais, por isso não deu certo.

—Por amá-lo de verdade, acredito que você deixaria isso bem claro.

—Eu dizia que o amava quase sempre.

—Aí é que está, quem ama não oculta, não é egoísta e se doa para fazer o próximo feliz. Está aí a diferença entre amar e obsessão. Edward tem essa obsessão de me manter ao lado dele por causa de tudo que aconteceu. Como eu poderei afirmar um dia para minha filha que ela foi feita com amor? Como eu posso evitar as brigas se eu devo me calar por causa dos atos dos meus pais? Eu estou sobrecarregada Mary, essa é a verdade e não sei como é que eu não perdi a menina durante toda a gravidez. Se isso tivesse acontecido, eu juro que Edward nunca mais iria me ver. Posso estar montada no ouro, vivendo no luxo, mas eu ainda não me sinto plenamente feliz. Sei que outra em meu lugar atropelaria tudo e viveria a vida de glamour numa boa, mas sem sentimentos é muito complicado, sinto-me usada durante o ato. Por mais que seja bom, eu não posso mentir para você, é dessa forma que eu me sinto mediante as ações dele. É como um balde de água fria.

—Você ainda gosta do seu ex e tem esse ressentimento por ter sido interrompido?

—Jake é uma pessoa maravilhosa Mary. Apesar dele não ter me ajudado em dezembro por se sentir ressentido, eu o perdoei. As coisas boas que ele fez por mim pesam muito mais que as más, no caso isso que ele me aprontou. Ele está comprometido e eu não o amo mais. Confesso que eu cheguei a ter o sentimento de posse e o segui uma vez para ver se ele me traia, mas foi só uma vez que eu fiz isso. Ele é um rapaz muito bonito e as meninas caiam em cima, mas ele só tinha olhos para mim e nunca me traiu, eu era tratada feito uma princesa e o segundo homem a me tratar assim foi o Max, mas não deu certo. Como você sabe ele ficou ressentido comigo e até hoje eu me sinto mal por causa disso, tanto que por ser parente próximo de Edward ele não foi em meu casamento. Eu juro que não sei mais o que pensar Mary.

—Nem eu sei o que dizer amiga. Desculpe ficar em cima do muro, só você entende o que se passa em seu coração.

—Não se incomode. Irei tomar um banho agora e relaxar, estou necessitando disso.

—Quer um suco geladinho de maracujá?

—Pode ser, mas não precisa deixá-lo forte por causa do leite. A bebê já dorme muito, irá apagar junto de mim.

—Pode deixar. Disse ela sorrindo. –Ela é fofa demais e tem um nome muito bonito.

—Obrigado.

Mary saiu do quarto e eu entrei no closet, escolhi o que vestir e fui para o banheiro. Após tirar toda a minha roupa e me assear bem, eu entrei no Box e me lavei. Esfreguei bem o meu couro cabeludo e o restante do meu corpo, enxaguei-me por inteira e passei condicionador em meu cabelo. Com calma eu o desembaracei com o pente e o enxaguei.

Saí para me secar e me vesti, não passei maquiagem nada disso, mas hidratei a minha pele e penteei o meu cabelo, por último eu passei desodorante. Peguei a minha cinta e me deitei na cama, com muito custou eu a coloquei e baixei a minha blusa. Ajeitei a minha saia e me sentei na cama pondo os pés no colchão, liguei a televisão e fiquei a assistindo.

.

5min depois.

Edward entrou no quarto com a neném e a mesma estava chorando, a peguei no colo e saí do quarto deixando ele lá. Fui para o quarto dela e entrei no closet, havia muitas roupas da Marie nele e de diferentes tamanhos. A quantidade de fraldas era surpreendente e fora os produtos de uso pessoal, nem tão cedo a minha filha precisaria de algo. Peguei uma fralda de pano e fui me sentar no sofá, ela estava quietinha em meu colo agora e a amamentei.

—Estou entrandooo. Falou Mary trazendo o meu suco.

—Obrigado Mary, depois irei bebê-lo.

—Vou deixar a bandeja sobre a mesinha, preciso dar início no preparo do almoço.

—Tudo bem, após alimentá-la eu irei tentar descansar um pouco.

—Ok.

Mary saiu do quarto e eu continuei alimentando a menina, mas tão logo ela largou e a coloquei para arrotar, não demorou nada ela o fez. Fiquei andando pra lá e pra cá com ela e fui até a janela do quarto, fiquei olhando para o mar e ela ficou quietinha em meu colo. Lembrei do meu suco e fui bebê-lo, estava docinho e geladinho, no ponto certo ao meu vê.

Olhei para minha filha e seus olhinhos abriam e fechava constantemente, ela estava mais que sonolenta e a coloquei no bercinho. Olhei para sua roupinha e resolvi trocá-la, eu a trocaria ali no bercinho mesmo e fui para o closet. Escolhi um conjuntinho fresco e saí do recinto, mas ao entrar no quarto vi que Edward estava ali admirando a neném. Tirei a roupa dela sob o olhar dele e olhei a fralda, a mesma estava limpinha e com no máximo um xixi. Eu a troquei com cuidado e a blusinha era de manga curta, estava calor e o shortinho a deixou fofinha. Eu não dispensei a meia e ela ficou mais à vontade no berço. Edward nos olhava e dobrei a roupa que eu havia tirado, fui para o closet e a coloquei no cabide por estar limpinha.

Caminhei até o berço e liguei a babá eletrônica, peguei o aparelho deixando o outro no berço e saí do quarto sem olhar para trás. Tuquinha ficou me rodeando no corredor e entrei no quarto, sem pensar duas vezes eu me deitei na cama e fechei os meus olhos me permitindo relaxar. Acabei cochilando momentos depois e o meu corpo agradeceu.

.

Às 13h.

—Isabella. Chamou-me Edward.

—O que foi?

—Está na hora do almoço, eu vim chamá-la.

—Ta eu já estou indo. Falei me sentando na cama e passei a mão em meu rosto, eu desejava dormir um pouco mais.

Levantei-me da cama e Edward saiu do quarto, já eu iria ao banheiro antes de descer.

.

Após lavar as minhas mãos, eu peguei a babá eletrônica e desci, estavam sentados à mesa Edward, Esme e Alice. As cumprimentei e me sentei na cadeira, a torta de bacalhau da Mary estava com um aspecto fantástico no pirex.

—Como o prometido. Falou Mary me olhando e sorriu.

—Está com uma cara ótima Mary, obrigada. Amo as suas tortas.

Fomos servidos e estava deliciosa a comida, eu estava faminta, mas me controlei. Preferi por mais salada em meu prato e me deliciei na torta de bacalhau com moderação. Conversamos bastante e belisquei a sobremesa, não abusei muito e o papo fluiu. Durante a conversa os meus seios vazaram e pedi licença antes de me levantar, fui para o closet trocar de blusa e sutiã. Acabei tomando um susto ao me virar e me deparar com a Alice.

—Comprei esses absorventes para os seios, vai ajudar bastante. Falou Alice me entregando dois e me deu o saco para eu guardá-lo.

—Obrigado. Onde eles estavam?

—No closet da neném. Há outros lá se precisar.

—Ótimo.

Os coloquei dentro do meu sutiã e descemos, por já termos finalizado o almoço, nós fomos nos sentar no sofá. A televisão estava ligada e Alice a todo o momento conversava com o primo e a tia, eu também conversava com elas, mas o ignorava de propósito.

—Como está se sentindo em ser mãe? Perguntou Alice.

—Normal, mas diferente ao mesmo tempo.

—Entendo. Falou ela olhando para mim. –Marie é mesmo linda e bem branquinha igual a você.

—É, eu reparei.

—Já sabe cuidar dela, dar banho e tudo?

—Eu me viro..........acho que bem.

—Só não vai afogar a minha afilhada na hora do banho hein! Falou ela sorrindo.

—Vou pedir a Mary para me ajudar caso eu tiver alguma dificuldade.

—Ou eu que sou o pai. Falou Edward me olhando.

—É, pode ser, com tanto que não afogue a menina.

—Não pode reclamar, eu sei trocá-la até muito bem.

—Não acho isso ruim, é a obrigação dos homens ajudar a cuidar dos filhos.

—É eu concordo. Falou Alice sorrindo. –Mas ela é tão pequenina ainda que nem dá trabalho, só tem as perninhas compridas.

—É sim filha, eu observei isso lá na maternidade. Falou Esme. –Meu filho quando era pequeno, ele tinha as perninhas compridas. Hoje ele é imenso.

—Sei. Falei a olhando. –Isso só prova que ela é dele mesmo e ninguém terá dúvidas. Acho ótimo isso e de mim ela só puxou o tom de pele e cabelo.

—Alice disse que ela é linda.

—E é titia. A minha afilhada é uma princesinha.

—Falando nisso, eu irei subir para vê-la. Falei me levantando do sofá. –Ah! Eu não poderia deixar passar Alice.

—O quê?

—Por que não iremos qualquer dia desses a uma boate comemorar o nascimento da minha filha? Sinto falta de dançar e curtir. O que você acha......de irmos? Uma noite de mulheres apenas.

—Magnífico! Disse ela sorrindo e estando bem empolgada. -Mas agora a neném está tão pequetita, pode querer você durante a noite.

—Ela dorme bem durante a noite e eu posso tirar um pouco de leite, há tanto que os meus seios estão vazando.

—Não concordo. Falou Edward olhando para a prima e Esme se remexeu no sofá.

—Não é uma má ideia. Falou Alice sorrindo. -Claro que podemos ir!

—Estou desinchando aos poucos, voltarei ao normal rapidinho e claro que podemos ir em breve.

—Como acha que vai para a balada se está de resguardo e dando de mamar? Perguntou Edward me olhando e sorri triunfante.

—Esme o que acha? Perguntei a ela.

—Alice é uma boa companhia para qualquer evento, podem se divertir um pouco já que são comadres.

—Isso é. Falou Alice.

—Então está combinado. Vou subir e ver a neném.

Saí da sala sem olhar para trás e subi a escada, passei no quarto rapidinho para ir ao banheiro e logo saí novamente. Entrei no quarto da Marie e ela estava acordada quietinha no colo de Edward, o mesmo estava sentado no sofá e estranhei por eu ter o deixado lá em baixo. Ele foi rápido.

—Você acordou ela? Perguntei estando surpresa.

—Ela estava quietinha no berço quando eu cheguei.

—Me dê ela, deve estar com fome.

—Ela está quieta, não quer mamar.

—Mesmo assim eu quero segurar a minha filha.

—Saiba que se você for a essa boate, eu irei junto!

—Como? Perguntei sem acreditar.

—É isso que você escutou.

—É uma noite de mulheres.

—Mesmo assim eu irei junto. Por que o interesse de me deixar em casa?

—Como eu falei, é uma noite de mulheres Edward e homem não se enquadra! Ficará em casa por causa da Marie.

—Está na cara que agora que não está mais grávida, quer voltar à vida de antes, mas há uma diferença bem grande agora! Não me fará de bobo, do contrário pode esquecer que tem uma filha!

—Não ligo para as suas ameaças Edward, eu sempre soube que o interesse era na menina que estava aqui dentro de mim, mas agora tem o que queria nas mãos. Antes era, você não vai a lugar algum, não vai pra cá, não vai pra lá e hoje é........... falei pensativa sentindo um nó em minha garganta. –Hoje é........eu posso esquecer que eu tenho uma filha? Isso é um convite para caso eu quiser vir a me retirar, eu tenho um passe livre?

—Entenda como quiser, não irei falar uma segunda vez.

—Então veio pegá-la para poder me ameaçar, é isso? Amedrontar-me com chantagens?

—Entenda como quiser. Disse ele ajeitando a neném e eu olhei para o pequeno serzinho ali em seu colo.

—Ok. Falei dando a meia volta e saí do quarto.

Ele estava mordido e fui para o quarto, peguei o meu laptop na bolsa e o meu celular. Peguei o cabo que passaria as fotos do meu celular para o laptop e o liguei, digitei a senha e aguardei estando inconformada.

Passei as fotos da minha filha tirada na maternidade para uma pasta em meu laptop e a que eu enviei para o jake minha e dela eu a deixei como papel de parede. Abri o meu e-mail e havia uma mensagem recente de jake para mim, o mesmo me parabenizava e perguntava se o meu “marido” havia brigado comigo por causa da vez que ele me ligou lá na maternidade. Decidi respondê-lo e disse que estava tudo bem, falei que sentia saudades de todos como sempre e finalizei dizendo que em breve eu iria levar a neném para ele conhecer. Edward entrou no quarto com a neném e me apressei em apertar o “enviar”, com isso o e-mail foi enviado. Edward se aproximou me olhando e deitou a neném na cama sobre a manta que a envolvia, a seguir ele se deitou ao lado dela, com isso ela ficou entre nós dois. Continuei mexendo em meu laptop normalmente como se ele não tivesse entrado no quarto, mas as palavras dele me magoaram e me fez ficar pensativa por uns minutinhos. Eu senti que ele ficou furioso com a minha possibilidade de sair e sua insinuação era sempre a mesma, a que eu poderia sair para arranjar outro na rua e o olhei.

—Eu não sou uma prostituta que está sempre a caça de um macho Edward, que isso fique claro para você de uma vez! Se eu sugeri sair com a sua prima, foi para me descontrair e não para sair com outra pessoa, até porque a Alice estará junto comigo!

—Você dá sempre um jeito, da mesma forma que engana os seguranças, pode enganá-la muito bem. Sei que não está nem aí para mim, isso é um prato cheio para você poder me fazer de bobo! Mas sabe que agora tem uma aliança no seu dedo!

—Você muda da água para o vinho, eu fico impressionada com isso. Bem que eu poderia por um belo par de chifres em você mesmo, aí sim poderia me chamar do que quisesse tendo razão, mas não faça isso quando não há motivos! Pelo o que eu me lembro, você foi sair com os seus amigos e eu não o impedi.

—Nem deveria.

—Então você se acha no direito de me impedir?

—Eu sou homem e tenho os meus limites, e faço com quem se aproxima de mim tenha também querendo ou não, mas você é mulher e conheço bem os homens.

—Não sou criança, e você sempre deixou bem claro o quanto eu sou sem graça, não deveria se preocupar. Pelo menos há quem goste aí fora, isso já me basta e me consola. Sou sem graça aos seus olhos, mas tenho muito valor para outros. Há muitos homens por aí a fim de fazer uma mulher como eu feliz e já me enjoei de muitas coisas.

—Não pode reclamar de nada nesse momento Isabella! Eu só não quero que vá a boate sozinha, só isso. Não quero que falem que a minha mulher está solta pela noite e fim de assunto! Disse ele me olhando sério. –Minha filha não terá outro pai a não ser eu! Ela sempre ficará sob o mesmo teto que o meu e nunca será o contrário!

—Você é machista demais Edward. Suas meias palavras deixam claro que as portas estão agora abertas para eu poder ir, mas não pense você que isso me abala. Irei sempre me recordar disso.

—Está colocando palavras na minha boca.

—Não estou não. Falei desligando o meu laptop e me levantei da cama.

Entrei no closet e guardei as minhas coisas na bolsa, sem ter o que fazer, encostei-me à parede e fechei os meus olhos, estava sendo difícil para eu sentir o que eu estava sentindo. Foi como receber um golpe em meu coração ele dar a entender que eu poderia ir embora quando eu quisesse. Digo isso por eu ter entendido no meu eu que agora que ele tem a filha fora de mim, de um jeito eu não sirvo mais caso algo que o ofenda aconteça. Lembrando de algo que eu julgava importante, eu me recompus e entrei no quarto. A neném estava dormindo novamente e Edward estava deitado ao lado dela como eu havia deixado antes de entrar no closet. Ele segurava a mãozinha da neném e me olhou, sem dar bola para isso eu fui até a gaveta do criado mudo e peguei o papel da clínica. Peguei o telefone sem fio e disquei, chamou quatro vezes e na quinta entrou a gravação da clínica. Disquei o número três que se referia à marcação de consultas e aguardei, no que eu olho para o Edward, ele estava me olhando e o ignorei.

Quando me atenderam, eu pedi para o mais breve uma consulta com a pediatra Cassandra. A moça pediu o nome completo da minha filha, idade e fez a ficha dela, eu pagaria a consulta à parte por Edward não a ter incluído no plano de saúde ainda. Ficou marcado para a sexta feira às 10h da manhã. Eu desembolsaria uma grana para a consulta dela, mas já estava resolvido e coloquei o telefone no lugar.

—Vou incluí-la no plano de saúde ainda hoje.

—Faça o que você bem quiser Edward. Falei saindo do quarto e fechei a porta.

Desci a escada e entrei na sala, mas nem Alice e a Esme se encontravam ali. Fui para o porão e me sentei na cama, eu estava me segurando para não deixar as minhas lágrimas rolarem. Por eu estar de resguardo, eu me deitei de lado e fechei os meus olhos, senti a pressão do leite saindo do meu seio esquerdo e ambos estavam bem duros por estarem cheios. Estavam doloridos também e subi, eu iria até a cozinha porque o que eu precisava eu sabia estar lá. Ao parar na porta, eu me deparei com a Mary.

—Eu preciso da bombinha para retirar um pouco de leite.

—A caixa está no armário, irei pegá-la.

—Ok. Vou aguardá-la lá no porão Mary, estou com um pouco de cólica. Vou aproveitar e beber um pouco de água, eu estou com sede também.

Após eu beber um copo grande e meio de água, eu fui para o porão, Mary chegou logo a seguir e tirei a minha blusa. Ela preparou a bombinha e a mesma era elétrica, dizendo ela, a bombinha era moderna.

—Irei me retirar para você ficar mais à vontade.

—Pare de bobeira Mary, eu não sei manusear isso aqui.

—Não é difícil.

Arriei as alças do meu sutiã e vi que os recipientes estavam bem limpos, isso era coisa de Mary. Ajustei a parte indicada em meu seio e ao ligar a bombinha, a mesma começou a fazer o trabalho dela. O leite saia gradativamente e estava aliviando um pouco mais, deu para encher a mamadeirinha. Fiz o mesmo no outro seio e enchi a outra mamadeirinha, essa eu pedi a Mary para colocá-la na geladeira já a outra era para ela levar para o Edward e dar a neném. Sem fazer demora ela subiu com tudo e eu me deitei, eu precisava descansar a minha mente. Acabei dormindo.

.

Às 18:15min.

Fui despertando aos poucos e abri os meus olhos, o porão estava escuro. Sentei-me devagar e me levantei, fui na direção da porta e saí. Subi a escada e escutei vozes na sala, era Bernadete e o pai de Alice que estavam lá. Eu precisava tomar um banho urgente e subi a escada sem fazer muito barulho, abri a porta do quarto e entrei. O quarto estava vazio e fui direto para o banheiro, me despi e fui me banhar. Lavei-me por inteira e me senti bem mais limpa, o descanso da tarde fez bem para mim e continuei me lavando. Ao me dar por satisfeita, eu fechei a água e saí para me secar.

Maquiei-me por termos visitas provavelmente para o jantar e eu não queria fazer feio, para não ficar por baixo eu após colocar a minha cinta, eu fui para o closet me arrumar. Um tempinho depois após eu pentear o meu cabelo que estavam úmidos e escorridos, calcei a minha sandália preta e fiquei pronta. Olhei-me no espelho e gostei da maquiagem e do vestido. Saí do quarto e desci a escada devagar, parei na porta da sala e todos conversavam, até o Carlisle já estava ali babando na netinha.

—Boa noite. Falei andando e observando o carrinho que a Rosalie junto de Emmett deram para a minha filha. A mesma estava no colo da mãe de Alice e ao lembrar das palavras dela afirmando que a minha filha era mais deles do que minha, isso me fez parar.

—Boa noite querida. Falou Carlisle sorrindo.

—Boa noite jovem. Falou o pai de Alice.

—Boa noite Isabella. Saudou-me Bernadete. –Eu não consegui resistir. Disse ela sorrindo para a neném que estava acordada em seu colo.

—Deu a mamadeira a ela? Perguntei a Edward que me olhava a todo o momento.

—Mary as trouxe em momentos diferente.

—Ok.

Observei que a neném já estava de banho tomado pela roupa ser outra e a mesma era quentinha por já estar de noite. Ela estava chupando chupeta e lembrei de me sentar. Andei devagar pela sala e me sentei no sofá sem ser ao lado dele, olhei para a minha filha e me senti como se eu não fizesse parte daquela família. As palavras de Edward provocaram um sentimento de inferioridade em mim e me senti até pequena ali no meio deles por causa disso, mas contornei esses obstáculos em minha mente. A neném começou a chorar e Bernadete a ninou, mas ela não se conformou e continuou chorando.

—Vem com o papai. Falou Edward a pegando e ela continuou chorando.

—Dê-me ela Edward. Faz tempo que deu a última mamadeira a ela?

—Uma hora atrás.

—Então deve ser isso.

Edward me deu ela e acomodei bem a minha filha em meu colo, ela ficou quietinha e a ninei bem devagarzinho. Mesmo assim eu iria alimentá-la e me levantei do sofá, caminhei até o carrinho e peguei a fralda de pano que estava ali.

—Ela queria a mamãe. Falou Esme.

—Sem dúvida. Falou Carlisle sorrindo.

—Irei alimentá-la, com licença. Falei andando devagar e ela às vezes reclamava.

Entrei no escritório e deixei a porta aberta, eu não queria que pensassem mal de mim estando ali dentro e me sentei no confortável sofá. Coloquei o meu seio para fora, tirei a chupeta dela e a ajeitei, coloquei o bico do meu seio na boca dela e na mesma hora ela começou a mamar. Senti o meu outro seio vazando e me lembrei dos absorventes para os meus seios, depois eu subiria e o colocaria, por sorte o vestido era preto e coloquei a fralda no outro bico do meu seio. Edward entrou no escritório e se sentou ao meu lado.

—Parece que era isso que ela queria. Disse ele olhando para neném que mamava cheia de vontade.

—Pelo menos alguém quer algo de mim verdadeiramente. Falei o olhando e olhei para a neném. –Mais tarde eu quero conversar com você Edward.

—Sobre?

—Mais tarde você irá saber.

—Tudo bem.

—Ok.

Continuei amamentando a minha filha sob o olhar dele e o olhei, ficamos nos olhando e senti a bebe gemendo bem baixinho ao mamar. Pensei que ela estava com dor e interrompi a mamada dela, meu seio ficou de fora e ela começou a chorar.

—Continue, não é nada demais.

—Ela estava.....

—Pelo pouco que eu tenho conhecimento, acho que terá que trocar a fralda dela depois. Após ele falar, caiu a minha ficha e a olhei chorando.

—Ah! Sim.

Continuei alimentando a bebê e Edward segurava na mãozinha dela, eu o olhava, ele me olhava e fiquei pensativa sentindo a neném me sugar.

.

Um tempinho depois ela se saciou e largou o bico do meu seio, o guardei de volta e ajeitei o meu vestido. Coloquei a neném em pé em meu colo e dei leves tapinhas em sua costinha, demorou um pouco por ela estar bem sonolenta, mas ela o fez. Fiquei com ela em pé em meu colo por um tempinho e subimos para poder trocá-la. Entramos no quarto dela e fomos para o banheiro dela, seria a primeira vez que eu entraria dentro dele. Achei a coisa mais meiga, coloquei a neném sobre a caminha de troca de fralda e Edward foi pegar as coisas que seriam precisas. Arriei a calça cumprida dela e tirei o adesivo da fralda, ela havia feito o número dois mesmo e peguei o lenço umedecido que Edward me ofereceu. Comecei a limpá-la da frente para trás conforme Edward ia me orientando e só parei de limpá-la quando ela ficou bem limpinha, tirei a fralda suja e a joguei fora. Peguei a pomada e passei nela, coloquei a fralda limpa e ajeitei a roupinha dela novamente. Edward a pegou no colo e a mesma estava adormecida, nem para ser trocada ela acordou. Enquanto Edward a segurava, eu coloquei as coisas de volta no lugar e lavei as minhas mãos, mais uma vez eu olhei tudo em volta e achei que Alice fez um ótimo trabalho.

—O carrinho dela está lá em baixo.

—Não tem problema deixá-la no carrinho, sei que os seus parentes estão a fim de babar um pouco mais nela.

—Tem razão.

—Pode ir descendo, depois eu vou.

—Ok, só não demore porque os meus tios irão embora ainda hoje, logo a Mary junto de Victória irá servi a janta.

—Pode deixar.

Edward saiu do quarto levando a neném e olhei cada detalhe do quarto, ficou mesmo lindo. Fui para o outro quarto e entrei no banheiro, peguei dois absorventes para os seios e os coloquei em mim. Ajeitei o meu cabelo e o penteei mais um pouco, logo após eu lavei as minhas mãos e as sequei. Saí do banheiro e fiquei na janela olhando a vista através do vidro, cheguei a esquecer do mundo estando no meio de minhas divagações e me lembrei de descer. Saí do quarto e desci a escada devagar, entrei na sala e Alice estava com a neném no colo, eu estava vendo o quanto ela ficaria dengosa e mimada, estavam estragando a minha filha. Sentei-me no sofá ao lado de Edward e me distraí no meio da conversa deles, claro que eu fiquei muito na minha, até porque eu não me entrosava tanto com a mãe de Alice e fiquei por ficar.

Chegou à hora de jantarmos e Alice colocou a neném no carrinho, Edward o empurrou até a mesa e o colocou ao lado da cadeira. Fomos servidos, a seguir Mary trouxe o espeto contendo uma picanha ao ponto e foi nos servindo, estava muito bom. Victória serviu whisky para os homens e nós mulheres um cocktail, sem contar que tudo estava muito gostoso. Peguei um pouco mais de salada de vagem com aspargos e me deliciei, eu estava mantendo a forma. Mary nos serviu o filé mignon e macio era pouco, derretia na boca e me senti satisfeita. Eles continuaram comendo e bebi um pouco mais de cocktail, eu precisava ir ao banheiro e pedi licença.

Subi a escada e fui para o banheiro, eu precisava me assear. Após lavar as minhas mãos eu saí do quarto e desci, sentei-me à mesa e alguns ainda comiam.

.

Na hora da sobremesa.....

—Não, eu não quero comer Mary.

—Não mesmo?

—Preciso manter a forma.

—Está perfeita.

—Modéstia sua Mary.

—Sou sua amiga, eu nunca mentiria para você.

—Ta eu acredito. Falei sorrindo. –Mas irei recusar mesmo assim.

—Ok. Disse ela sorrindo.

.

20min depois.

Nos levantamos e eles foram se sentar no sofá, já eu decidi ir para a cozinha ficar um pouco com a Mary. Ajeitei o meu vestido e caminhei rumo a porta da sala, andei pelo corredor distraída e fiquei encostada no armário conversando com ela. Ela estava lavando louça e eu decidi ajudar secando a mesma, quantas vezes eu já tinha feito aquilo ali antes. Sorrimos bastante estando envolvidas na conversa e Victória ficou de fora, vez ou outra falava algo, mas estava concentrada na limpeza do fogão. Os seguranças já haviam sido servidos e comiam o mesmo que nós sentados a mesa, pelo menos nessa parte os Cullens não eram mesquinhos. Duvido que quem trabalhava para eles iriam querer largar o emprego, além de ganharem bem comiam do bom e do melhor. Aproveitei para beber um pouco de água e comi um cacho de uva como sobremesa, era mais saudável que as delícias calóricas que Mary preparava.

.

15 minutos depois.

Perdemos foi é tempo conversando e Edward entrou na cozinha, ele foi pegar a garrafa de água na geladeira e eu percebi que ele havia ido à cozinha para poder me espiar. Eu continuei conversando normalmente, mas ele após beber a água veio até a mim.

—A porta está aberta, aí fora está cheio de homens e o seu vestido está colado demais, eu não acho conveniente você ficar andando pra lá e pra cá com ele. Disse ele me olhando e revirei os olhos estando indignada, Mary e Victória continuaram trabalhando e pela altura da voz dele, eu duvido muito que elas tenham escutado.

—Sei que eu estou bem, isso o incomoda, agora volte para a sala e me deixe continuar conversando! Falei na mesma altura que a dele.

—Vamos para a sala, daqui a pouco os meus tios irão embora.

—Vai indo que eu já vou.

—Iremos agora.

—Não irei e ponto final! Falei olhando séria para ele.

—Ok, não irei fazer uma cena na frente dos outros.

—Melhor assim.

Edward saiu do cozinha inconformado e eu continuei conversando, mas.......

—Amiga, não dê motivos.

—Ele quer que eu vá para a sala, o meu vestido está colado e há homens no quintal. Pelo amor de Deus, mas eu irei para evitar que ele venha novamente.

—É, vai sim amiga. Falou Mary de forma discreta bem baixinho.

Saí da cozinha e entrei no corredor, Edward me puxou no momento que eu passei perto da porta do escritório e ele fechou a porta estando eu surpresa.

—Qual o problema agora Edward?

—O meu problema é sempre você e a sua maldita teimosia!

—Eu estava conversando! o que tem demais?

—Estamos com visitas e você me some?

—Sua tia não vai lá com a minha cara, essa é a verdade. Ela até me trata bem quando quer, mas não me esqueci da piada que o seu tio contou lá na fazenda jogando indireta para mim por meus pais terem sido infratores!

—Eles eram, essa é a realidade, mas isso não vem ao caso agora.

—Eu posso até ir, mas por causa da Alice.

Saí do escritório na frente e entrei na sala, a neném ainda dormia no carrinho e os outros conversavam. Sentei-me no sofá e Edward se sentou ao meu lado, de forma normal eu continuei interagindo no meio deles.

.

Às 21:33min.

—Está na hora de irmos. Falou Bernadete se levantando do sofá após ter tomado uma xícara de café.

—Está mesmo amor. Falou o marido dela. –Vai dormir aí na sua tia filha?

—Não mamãe, eu irei para casa hoje, preciso trabalhar amanhã.

—Domingo está de pé o almoço titia? Perguntou Alice.

—Claro que sim filha, veja o que precisa e receberemos os convidados.

—Beleza. Eu comprarei tudo na sexta feira com uma de suas arrumadeiras.

—Tudo bem.

Nos despedimos e Alice foi até o quarto de hospedes pegar as coisas dela, eu fiquei na sala com a minha filha enquanto os outros foram até a garagem os acompanhando. Dei boa noite às meninas e subi com a minha filha no colo, a coloquei no meio da cama e fui para o close pegar uma camisola para eu colocar. Quando eu ficava naqueles dias, isso me incomodava e eu sempre me banhava três ou quatro vezes no dia quando eu podia, sendo que eu estava limpa e mesmo assim eu me lavaria.

Despi-me e entrei no Box, eu sabia que a neném não acordaria e tomei um banho rápido removendo toda a maquiagem. Saí para me secar e Edward entrou no quarto, ele ligou a televisão e foi para o closet pegar o pijama. Após eu colocar o meu lingerie, eu coloquei a cinta, vesti a minha camisola e por último foi a vez do robe. Penteei o meu cabelo e lavei as minhas mãos, após secá-la eu fui até a cama e peguei a neném no colo. Saí do quarto e a levei para o dela, a coloquei no bercinho e cobri o seu corpinho de forma segura para ela não sufocar. Tirei a chupetinha dela e ela continuou adormecida, liguei a babá eletrônica, deixei a luz do abajur acesa e saí do quarto levando a outra parte da babá comigo. Lembrei da conversa que eu queria ter com o Edward e entrei no quarto, ele estava no banheiro se secando. Arrumei a cama e fui buscar os edredons no closet, quando eu saí, eu os coloquei na cama. Liguei o ar bem fraquinho e aguardei Edward sair do banheiro.

.

Após ele sair, eu escovei os meus dentes e me aliviei, asseei-me e suspendi a minha calcinha. Lavei as minhas mãos e apaguei a luz do banheiro, o quarto ficou sendo iluminado pelos abajures e pela televisão. Edward estava deitado na cama de barriga pra cima sob os edredons e o olhei.

—O que quer falar comigo? Perguntou ele no momento que eu me deitei e depois me cobri.

—Como você está vendo, está sendo difícil o nosso convívio Edward. Um casamento de verdade não só se baseia em brigas e sexo.

—Não sou só eu que dificulta.

—A culpa nunca irá ser sempre sua, você sempre arranja um jeito de me culpar também! Eu não vou ficar de rodeios aqui, eu quero me divorciar e vá viver a sua vida. Podemos cuidar da neném como duas pessoas civilizadas, mas você aqui e eu em qualquer outro lugar.

—Não vou discutir isso com você, já sabe a minha resposta. E eu não deixarei a minha filha sair daqui, já deixei isso bem claro para você! É isso o que dá ficar falando com o outro lá, está pondo ideias maluca na sua cabeça fraca.

—Não estou falando por ninguém e sim por mim, é o que eu estou sentindo! É o melhor caminho para nós dois no momento Edward e não precisamos viver infelizes por causa dos seus caprichos.

—Eu já disse que não e não irei repetir. Não pense em querer fugir com a minha filha.

—Eu não penso dessa maneira Edward, eu simplesmente quero o divórcio.

—Para ir correndo para os braços de outro? Eu disse que não! Eu não aceito perder e não será agora! Você nunca irá conseguir tirar a minha filha de mim, está reclamando de barriga cheia!

—Dinheiro não é tudo para mim! Não posso viver com essas privações que você me impõe!

—As únicas são as suas roupas, falar com o outro lá porque você sabe que eu não gosto dele! Não me esqueci da vez que eu a vi o beijando e fazendo-me de palhaço, fora que ainda acabou com o meu carro!

—Deve esquecer isso, ficou no passado.

—Mas eu ainda me lembro! Faça isso também que está me sugerindo e será bem melhor!

—Eu tive uma história antes de você e....

—Mas não tem mais! Seu passado se apagou junto dos seus pais, agora é diferente.

—Eu, eu... Falei sentindo um nó em minha garganta e coloquei a minha mão sobre os meus olhos. –Sinto-me usada quando estamos juntos, atropelei as minhas fases por causa de você e.....

—Por causa de mim não, culpe os seus pais! Se eles não tivessem nos roubado, você estaria hoje ou não vivendo a sua vida de falsa pobre! Se é que estaria viva, com a quantidade de inimigos que os seus pais tinham, eles souberam te esconder direitinho. Até que nessa parte eles foram inteligentes, mas eu não irei perder o meu tempo falando deles.

—Nem eu falando contigo mais!

Preferi ficar na minha depois disso, pois eu sabia que essa conversa não daria em nada como sempre e pensei, pensei e pensei até me cansar. Cada vez mais o nó ia se apertando em minha garganta, achei melhor dar as costas para ele e me permiti desabar em silêncio. Meus seios estavam doloridos por estarem cheios e chorei por causa disso também, sem conseguir ficar ali ao lado dele, eu me levantei.

—Aonde você vai?

O ignorei, fui até o banheiro pegar o meu nécessaire contendo o que eu precisava e saí do quarto, desci os dois lances de escada com cuidado e entrei no porão. Fechei a porta e liguei o ventilador, deitei-me na cama e soquei o quanto eu pude o travesseiro, eu precisava disso para conseguir aliviar o que eu estava sentindo. Amor contido, raiva intensa dele e ainda mais de mim. E o pior de tudo era tentar conseguir lidar com o egoísmo dele. Eu precisava de uma terapia psicológica, nunca daria certo por trazermos o passado sempre à tona durante as nossas brigas, era inevitável por não conseguirmos conversar a respeito de tudo que aconteceu numa boa. Nos feriamos com palavras e isso não era legal, ainda mais agora que eu me descobrir gostando dele e era doloroso gostar de alguém que fazia as coisas que Edward fazia comigo. Eu não deixaria ele saber nunca disso, seria motivo de piada da parte dele depois de tudo que aconteceu. Ele poderia zombar de mim e seria o seu maior prêmio. Chorei até não aguentar mais, acho que já não havia mais lágrimas a serem derramadas e as sequei sentindo os soluços me sacolejar de leve. Cobri-me com a coberta e fechei os meus olhos, recordei da minha vida como era antes de tudo isso acontecer e olhei para aquela aliança grossa em meu dedo com pesar. Dormir uma hora depois.

.

................................................................................

Madrugada de terça, 29 de junho.

01:16min da manhã.

Por eu estar com o sono leve, eu acordei ao sentir a cama afundar ao meu lado. Deparei-me com a luz acesa e virei para olhar para trás, Edward havia se deitado ao meu lado e a neném por incrível que pareça estava sonolenta entre nós chupando chupeta. Eu a observava e o olhei, a neném começou a chorar por estar enjoadinha por causa do sono e a ninei. O ignorei a todo o instante e me sentei, devido ao meu stress de antes eu tive que ir ao banheiro me trocar rápido, acho que em certas mulheres o stress afetava o fluxo e parecia que isso estava acontecendo comigo. Sem entender o meu comportamento Edward a pegou no colo, tratei de ser rápida no banheiro e finalmente eu lavei as minhas mãos, a seguir deixei o banheiro.

Sentei-me na cama e coloquei o meu seio para fora, Edward me deu a neném e dei de mamar a ela. Ela mamou pouco e logo dormiu, a coloquei para arrotar e o mesmo quando saiu foi baixinho. Fiquei um tempinho com ela e ajeitei a manta que a envolvia, pude sentir que o sono estava me afetando também e a deitei do meu lado entre mim e a parede. Edward se levantou e apagou a luz, deixando a porta aberta, isso fez com que a luz da escada iluminasse o quarto. Ele se deitou atrás de mim, mas coloquei o travesseiro entre nós para não haver aproximação mesmo que não fosse maliciosa e com segundas intenções. Ele não reclamou, mas pegou o travesseiro mesmo assim, apoiou a cabeça e ficou na dele. Eu precisava relaxar e o sentindo ali perto de mim eu não estava conseguindo.

.

.

1h e ½ depois é que eu fui conseguir dormir.

.

Às 7h da manhã.

Acordei com a neném chorando e a minha vontade de dormir era imensa, me sentei na cama e a peguei. Coloquei o meu seio para fora e a amamentei, ela parecia faminta por sugar constantemente e os seus olhinhos expressivos estavam bem atentos. Edward dormia estando de barriga pra cima e o olhei por alguns minutos, nisso ele abriu os olhos e me olhou.

—Estava acordado e deixou a neném chorando?

—Quando eu acordei, você acabava de pegá-la no colo.

—Ah bom! Falei com má vontade e olhei para a neném.

Continuei a amamentando, um bom tempo depois ela parou de sugar e largou o bico do meu seio. A coloquei para arrotar e por sorte ela logo o fez. Olhei a fralda dela e a mesma só portava xixi, não era muito e continuei segurando ela. Edward estava olhando para mim e após pegá-lo me olhando eu evitei olhá-lo novamente. Deitei a neném e me deitei também, fui ninando ela e um tempinho depois ela voltou a dormir. Levantei-me devagar da cama e peguei o meu nécessaire, fui ao banheiro fazer uma rápida higiene.

Quando saí de lá, eu me deitei novamente e me cobri. Edward se moveu na cama e senti a sua aproximação, mas eu o brequei na mesma hora.

—Acho melhor você subir Edward, aqui não é lugar para você!

Ele me ignorou e eu fechei os meus olhos, não houve mais aproximações dele e voltei a dormir.

.

Às 10:05min.

Fui despertando aos poucos e abri os meus olhos, me vi sozinha ali na cama e me levantei. Fui ao banheiro, quando saí do mesmo após atender as minhas necessidades, eu arrumei a cama. Sem ter mais o que fazer ali em baixo, eu subi a escada devagar e fui para o quarto, o mesmo estava vazio. Abri a janela para arejar o quarto e olhei para o mar, só porque eu não podia no momento, me deu vontade de me banhar nas águas dele. A mesma brilhava com os raios solar, fui para o banheiro escovar os meus dentes e tomar um banho rápido.

.

Após me vestir, eu penteei o meu cabelo fazendo um rabo de cavalo, passei lápis de olho e coloquei uma sombra clarinha. Olhei-me no espelho e aprovei o que eu estava vendo, saí do quarto e desci. Cheguei na sala e não havia ninguém lá, fui para a cozinha e a Mary estava ali.

—Bom dia Mary.

—Bom dia patroinha.

—Cadê a minha filha?

—Está com o patrãozinho lá no escritório, ele está trabalhando.

—Já serviu o café para a Esme?

—Ela ainda está dormindo. Às vezes a patroinha acorda tarde e sabe como são os casais amiga.

—É eu sei. Falei sorrindo. –Não seja enxerida Mary.

—Estou falando a verdade, tem é séculos que eu não sei o que é isso.

—Combine com a Victória e vá sair qualquer noite dessas, o transporte vocês já têm.

—To precisando mesmo. Disse ela sorrindo. –Quer que eu sirva o seu café agora?

—Edward já o tomou?

—Sim, às 9h.

—Ta eu quero o meu, sirva-me na sala mesmo, mas primeiro eu irei pegar a minha filha.

—Ok, logo eu a servirei.

Saí da cozinha e fui caminhando devagar pelo corredor, a porta do escritório estava fechada e eu a abri. O carrinho da neném estava próximo da mesa e a neném estava acordada, já Edward mexia no laptop dele e falava ao telefone com alguém. Evitei ficar prestando atenção e empurrei o carrinho da minha filha para fora do escritório, fechei a porta sem olhar para trás. Empurrei o carrinho até a sala e Victória estava molhando as plantas.

—Bom dia senhora.

—Bom dia Victória.

Sentei-me à mesa e fiquei ninando a minha filha no carrinho, mas parece que ela não gostou e chorou um pouquinho. Logo ela parou e Mary entrou com a bandeja contendo o meu café da manhã. Parti a panqueca que ela preparou e a reguei de calda de cereja, me deliciei e bebi um pouco de café. Comi uma banda de mamão e me dei por satisfeita, agradeci a Mary e me levantei da cadeira. Empurrei o carrinho e fui me sentar no sofá, amamentei a neném e quando ela se saciou, eu a coloquei para arrotar. Decidi ir para o jardim e sentei-me à sombra, peguei a neném no carrinho e Sebastian acenou ao longe. Virei a neném para ele ver e o mesmo sorriu, fazendo sinal com o polegar ele deixou claro que a neném era fofinha. Olhei para o chafariz e dois passarinhos se banhavam, os observei por uns minutinhos e olhei para a neném.

O tempo estava fresco apesar de fazer sol e a bebê acabou dormindo, a ninei estando distraída e aproximei o meu rosto para sentir o seu cheirinho.

.

10min depois.

A coloquei no carrinho e tornei a me sentar no banquinho, mas decidi entrar por estar se aproximando do meio-dia e a temperatura estava aumentando. Passei pela cozinha e entrei na sala, Esme estava lá tomando café e a cumprimentei com um bom dia. Sentei-me no sofá e liguei a televisão, acabei me entretendo com a tv.

.

1h depois.

Esme e eu conversávamos quando a Mary apareceu na porta da sala e me chamou com a mão. A bebê estava no colo de Esme estando adormecida ainda e fiz sinal com a mão para a Mary.

—Vou até a cozinha e já volto.

—Irá me deixar aqui sozinha? Tenho medo de deixá-la cair.

—Não irá, apenas segure do jeito que está fazendo.

—Tudo bem.

Levantei do sofá e fui até a Mary que estava na cozinha.

—O que foi?

—Telefone para você, alguém quer falar com você e ligou para o meu celular. Disse ela baixinho. –O deixei na área, a mesma está vazia porque em meu quarto não é confiável por causa da Victória. Sei que ela não está aqui, mas por ser próximo da cozinha não é bom arriscar.

—Ligação para mim?

—Sim, agora vá porque ele está te aguardando. O telefone está perto da tábua de passar roupa.

—Não tenho ideia de quem seja.

—Não mesmo? Com quem você falava no meu celular?

—O Max? Perguntei sorrindo e não acreditando.

—Fale baixo amiga. Disse ela me repreendendo.

—Irei agora. Falei sorrindo.

—Tudo bem, mas tome cuidado porque eu irei estender a roupa e não terá ninguém aqui para vigiar.

—Pode deixa.

—Agora vai.

Sorrindo e surpresa eu caminhei pelo corredor e entrei na área de serviço, sorrindo eu peguei o celular.

—Alô.

—Oi. Falou Max de forma calma.

—Oi, eu estou surpresa.......Como, como você está?

—Bem. Estou trabalhando e levando a minha vida como sempre.

—Juro que estou surpresa com a sua ligação e estou chateada por causa da última vez em que estivemos juntos. Eu não tinha a intenção de usá-lo apenas e fazê-lo de bobo, você é uma pessoa muito bacana Max. Já eu fiquei chateada da forma que você me tratou, mas não o culpo e espero que me perdoe pelo o seu tempo perdido comigo.

—Espero que não fique mal-entendidos entre nós, já me acostumei com a realidade. Espero que pelo menos você esteja feliz ao lado dele, eu soube através da minha mãe que o casamento de vocês foi bonito.

—Não quis ir não foi? Não acreditei que você estava viajando a trabalho.

—Preferi assim.

—Não irei julgá-lo Max.

—Não liguei para isso tanto da minha parte, quanto da sua, liguei na paz e saber como você e a sua filha estão.

—Acho isso ótimo e acima de tudo eu não me arrependo de nada que aconteceu entre nós. Essa é a mais pura verdade.

—Eu liguei para te dar os parabéns, soube que a sua filha nasceu sexta feira no dia do aniversário do meu primo e que ela é linda. Soube através da minha mãe porque a Alice a informou. Dois aniversários em um só dia, um presentão eu diria para um pai.

—É, ela é linda mesmo, mas tem pouquíssimo cabelo. Falei sorrindo. –Quanto à data de nascimento dela, não foi nada planejado.

—Está feliz?

—Com a chegada da minha filha sim.

—Fico contente então.

—Obrigado pela ligação, falo de coração.

—De nada.

—Está vivendo em pontal ainda?

—Sim.

—E as pretendentes, cadê?

—Meu nome é trabalho.

—Um rapaz lindo é impossível estar solteiro.

—Prefiro selecionar a ter em quantidade, deixo isso para os outros homens que agem dessa forma.

—Também penso assim. Falei sorrindo e o meu ego foi lá em cima por ele ter ficado comigo, eu fui escolhida por ele. –Eu prefiro qualidade, mas nem sempre somos atendidos por Deus.

—Isso é verdade. Preciso desligar e só liguei para lhe dar os parabéns.

—Agradeço de verdade e não some não. Quer conhecer a minha filha pelo menos, ver o rostinho dela?

—Como?

—Ainda está com o mesmo número?

—Sim.

—Não me lembro dele.

—É o que está aparecendo aí no visor do celular.

—Vou enviar uma foto dela, aguarde que logo irá chegar.

—Tudo bem, um beijo e tudo de bom para vocês.

—Obrigado.

—Tchau.

—Tchau. Falei sorrindo e encerrei a ligação.

Olhei para trás e não havia ninguém, memorizei o número após olhá-lo nas chamadas atendidas e deixei o aparelho onde a Mary havia deixado. Saí da área de serviço feliz por ter falado com o Max e achava ótimo esse sinal de paz entre nós, afinal ele foi bem cavalheiro comigo na época. Entrei na cozinha e a mesma estava vazia por Victória estar limpando a parte de cima da mansão e Mary estava estendendo as roupas. Fui andando devagar e cheguei na sala, Edward estava sentado no sofá e me olhou de uma maneira que juro que eu seria trucidada por ele. Na certa estava pensando que eu estava lá fora dando confiança para os seguranças, ele sempre pensava o pior de mim.

—Ela está quietinha? Perguntei a ele, mas quem me respondeu foi à mãe dele.

—Ela está sim, continua dormindo.

—Vou subir rapidinho, preciso ir ao banheiro.

—Ok filha.

Saí da sala lembrando dos números do celular de Max e subi a escada devagar, entrei no quarto e fui até o closet pegar o meu celular. Fiquei ali dentro mesmo e selecionei a foto que estava eu e ela, escreveria uma mensagem para ele.

“Eu e a mamãe ficamos feliz que você ligou, o prazer foi todo meu também. Beijos, Marie”.

Sorri e enviei a mensagem, depois selecionei uma foto dela sozinha e a enviei também, no total de enviadas foram duas somente. Fiquei com o aparelho na mão e chegou uma mensagem minutos depois, a olhei e era de Max.

“Simplesmente linda, amei, amei, louco para segurá-la, mas sem má intenção a sua pessoa. Beijos”.

Sorri ao ler a simples mensagem e mandei uma em agradecimento, logo após eu apaguei as mensagens e coloquei o celular dentro da minha bolsa. Saí do closet e dei de cara com o Edward encostado na parede do lado de fora próximo à porta do closet. Meu coração voava nesse momento.

—O que faz aí parado? Perguntei após ter tomado um susto.

—Estou em casa e posso ir aonde eu quiser não acha?

—Mas é claro que sim. Falei o olhando nos olhos passando por ele.

Fui para o banheiro e abri a gaveta, Edward continuava encostado na parede de frente para o vidro e me olhava como se sentisse desapontado ou sei lá, mas não liguei, devia ser mais uma loucura dele. Estando a gaveta aberta, eu peguei um absorvente de propósito e o mostrei, ele não saiu do lugar e continuou me olhando. Fui até a porta do banheiro e....

—Preciso de privacidade, estou sangrando e esse vidro mostra mais do que deve, é indiscreto.

—Ô é mesmo? Troque-se no porão ou onde achar melhor, simplesmente nada é tão perfeito da forma que você quer.

—Sei que nem tudo é perfeito, bem, se quer ficar aí, que fique! Sabe a minha situação.

Engoli o meu orgulho e a minha vergonha para ter coragem, eu caminhei até o vaso sanitário e arriei a minha calcinha, asseei-me não o olhando em nenhum momento e me aliviei. Asseei-me pela segunda vez e me troquei, eu era tinhosa às vezes e me levantei. Após ajeitar a minha roupa, eu fui lavar as minhas mãos e dei a descarga no vaso sanitário o olhando. Saí do banheiro e depois do quarto o deixando no mesmo lugar, desci a escada e entrei na sala pensando a respeito do que eu acabei de fazer.

—Voltei. Falei me aproximando de Esme.

—Está passando um filme, parece interessante.

—Hum, eu adoro assistir filme. Falei olhando dentro do carrinho e a neném estava acordada, eu a peguei no colo. –Coisinha fofa da mamãe. Falei sorrindo e a acomodei de forma terna em meu colo.

Sentei-me no sofá e fiquei assistindo filme, a neném começou a ficar enjôadinha e olhei a fralda dela, a mesma precisava ser trocada. Pedi licença a Esme e subi, entrei no quarto dela e a levei para o banheiro. Estava um pouco calor e Edward ainda não havia banhado ela. Estando ela em meu colo, eu coloquei a banheira para encher um pouco e coloquei o dedo, a água estava morna pouca coisa e deduzi ser a temperatura ideal. Adicionei uma tampinha de álcool recomendado pela enfermeira e deitei a minha filha na caminha de troca de fraldas. A despi e a limpei todinha, depois joguei a fralda fora e me concentrei para banhá-la com cuidado. Peguei o suporte que estava ao lado e o coloquei dentro da banheira, deitei a neném levemente inclinada e a banhei com cuidado. Esfreguei as suas dobrinhas, lavei a cabecinha com todo o cuidado e a virei de costas, mas dessa vez eu tive que segurá-la e tirei de letra apesar de estar bem apreensiva. Estando no fim do banho é que ela cismou de chorar e a tirei da água, peguei a toalha dela e a envolvi. Fui para o closet escolher uma roupinha e preferi por um shortinho, uma blusinha e meias, ela ficaria confortável assim por causa do calor. Peguei uma fralda e voltei ao banheiro, a sequei bem e fiz todo os procedimentos que a enfermeira nos ensinou.

Estando ela vestida, eu me sentei no sofá e dei de mamar a ela, além de cheirosa ela estava meiga com a roupinha rosa com branco. Marie me sugava de forma calma e me encostei bem mais no sofá, fiquei pensando na ligação de Max e fiquei feliz em termos conversado de forma adulta e numa boa, foi nobre da parte dele ter me ligado por causa do nascimento da minha filha. Resolvi mudar a neném de seio e ela chorou por tê-la interrompido, mas logo ela teve o que queria e ficou quieta quando começou a me sugar novamente causando-me dor. Leite era o que não faltava para ela mamar, acariciei o seu bracinho, depois foi à vez de fazer carinho em seu rostinho e ela parou de mamar por uns segundos, mas depois continuou.

Um tempinho depois ela parou de mamar e a coloquei para arrotar, quando ela o fez eu fiquei de pé com ela e fui olhar da janela. Ela não estava com cara que iria dormir e fiquei admirando a vista, lembrei de limpar o banheiro e a coloquei no berço, na mesma hora ela começou a chorar.

—Não seja dengosa Marie, a mamãe já volta.

A deixei dengando no berço e entrei no banheiro, esvaziei a banheira e a limpei todinha com água e sabão líquido neutro. Coloquei as coisas no lugar e lavei a minha mão, reparei que a neném parou de chorar e minutos depois eu saí do banheiro. Vi que Edward estava com ela no colo e a mesma estava com o rosto vermelhinho por causa do choro.

—Eu dei banho nela.

—É eu estou vendo. Disse ele de forma dura.

—Ela ficou dengando aí no berço, mas eu precisava arrumar o banheiro.

—Que chamasse a Victória para te ajudar, não precisava deixar a minha filha aos berros aqui no berço sozinha Isabella!

—Ela tem pai para quê? Falei o olhando séria e fui até ele pegar a minha filha.

—Eu quero segurá-la. Disse ele me impedindo de pegá-la.

—Ok.

Saímos do quarto e descemos. Eu já estava explodindo por dentro e nos sentamos no sofá, ficamos foi é tempo ali.

.

Às 13:22min.

Estávamos a mesa e Mary serviu a comida, comi conversando com a Esme normalmente e demoramos bastante a mesa. Eu comi mais salada do que as outras coisas e me permiti comer apenas um filé de peixe empanado. Eu estava fazendo uma dieta rigorosa e Edward olhou para o meu prato, mas ele permaneceu na dele e conversava somente com a mãe. Aceitei a sobremesa que era à base de morango com chantilly. Peguei um morango e o molhei no creme branco, o comi devagarzinho e lambi os meus dedos. Quando nos demos por satisfeitos, nós nos levantamos e eu fui lavar as minhas mãos no banheiro social. Voltei para a sala.

—Filho, por favor, eu gostaria de ir para o meu quarto. Pode ser querido?

—Claro que sim mãe. Falou ele segurando a mão dela e a mesma se levantou.

—Está tudo bem? Perguntei ficando ao lado dela.

—Estou sim filha, mas eu gostaria de me deitar um pouco e você deveria também. Deu à luz não faz muito tempo.

—É, eu sei. Podemos tomar café juntas lá na varanda do seu quarto. O que acha?

—Com certeza. Falou ela sorrindo.

—Ok.

Edward subiu com ela e eu desliguei a televisão, empurrei o carrinho até a cozinha e Mary não estava ali.

—Mary, Mary?

—Oi. Respondeu ela estando do lado de fora e apareceu na porta da cozinha. –O que deseja?

—Quando for à hora de levar o lanche para a Esme me acorde, eu estarei com a neném no porão.

—No porão?

—Sim Mary, me chame.

—Ok.

Empurrei o carrinho até a escada e a peguei no colo, desci a escada devagar e entrei no porão. Puxei a coberta e deitei a minha filha ali sobre o lençol limpo. Resolvi ir pegar o travesseiro dela no carrinho e tornei a descer, ajeitei a neném após apoiar a cabeça dela no travesseiro e liguei o ventilador, me deitei ao lado dela e ajeitei a coberta bloqueando o vento sobre ela. Fechei os meus olhos e fiquei pensando, momentos depois eu acabei dormindo também.

.

.

1h e ½ depois.

Acordei com o chorinho dengoso da neném e me sentei na cama, peguei ela no colo e coloquei o meu seio pra fora. Ela na mesma hora o sugou com vontade e protegi o seu corpinho do vento com a manta, fiquei olhando para ela e acariciei a sua cabecinha. Ela estava mesmo com fome e mamou bastante, depois a coloquei para arrotar e segundos depois ela o fez. Foi rápido dessa vez.

Ela permaneceu acordada e momentos depois eu a deitei, ela começou a chorar e a ninei, mas isso não estava adiantando e a peguei no colo novamente, na mesma hora ela parou. Fiquei ninando ela por um bom tempo e Mary desceu.

—Vou preparar o café da dona Esme.

—Prepare para duas pessoas, eu irei subir apesar de estar morrendo de sono.

—Ok.

.

Às 19:15min.

Eu tinha acabado de tomar banho e me vesti, a neném estava no berço dela de pijama quentinho e já havia tomado outro banho para poder dormir.

Edward estava esperando eu sair do banheiro para poder entrar, como eu já estava praticamente pronta eu saí para ele poder se banhar. Deitei na cama me sentindo exausta e fiquei assistindo televisão, enquanto isso Edward se lavava de forma despreocupada.

Quando ele saiu do banheiro, ele foi direto para o closet e saiu de lá momentos depois todo arrumado. O perfume dele me nocauteou, pois eu o adorava e não sabia para onde ele iria mega arrumado daquela forma. Lindo era pouco. A blusa branca, a calça jeans de marca era perfeita e sem contar o sapato italiano que completou o visual elegante. Seu cabelo bagunçado estava com gel e ele pegou a chave do carro junto do celular que estavam sobre o criado mudo ao meu lado.

—Aonde você vai Edward? Perguntei me sentando na cama. –Vai se encontrar com outra?

—Isso não importa mesmo, não precisa perguntar.

—Mas eu estou perguntando!

—Não tenho hora para voltar, só falo isso. Nem fica colocando coisas na cabeça da minha mãe durante o jantar, minta, sei que é isso que você sabe fazer de melhor!

—Não se preocupe, não gosto de alugá-la com os nossos problemas.

—Melhor ainda, agora tenha uma boa noite. Disse ele abrindo a porta. –Olhe bem a minha filha.......

—A nossa filha, é isso que você quis dizer? O interrompi.

—Pelo menos faça isso de forma decente. Disse ele antes de fechar a porta do quarto.

Fiquei pensativa e imaginei que estando arrumado daquela forma, ele iria se encontrar com outra mulher. Poderia ser até a Julieta caso ela estivesse solteira e o esperando, o olhar dela na época era de quem estava mesmo apaixonada e algumas não desistem assim tão fácil. Estávamos em crise e antes estávamos indo tão bem, mas o nosso convívio não era dos melhores mesmo. Sugeri o divórcio, mas pelo o que ele deixou claro, a minha filha não sairia daqui. Sem saber para onde ele foi, eu chorei na minha.

.

Na hora da janta Carlisle perguntou pelo o filho e eu disse que ele havia saído, de forma tranquila ele continuou comendo e eu também. Esme conversava normalmente com o marido e eu também em relação a ela, tentei disfarçar o máximo que eu pude a minha insatisfação. Eles foram discretos a não ficarem me interrogando ou acharam normal, menos mal.

.

25min depois.

Peguei a neném no berço dela e fui para o quarto, a deitei na cama e ela dormiria ali no quarto comigo. A deixei dormindo e fui escovar os meus dentes, depois me aliviei, troquei de roupa momentos depois e fui me deitar. Deixei o ar apenas na ventilação e o abajur aceso. Os minutos se passavam voando e estava sendo ruim para eu conseguir dormir, mas graças a Deus eu consegui muito tempo depois com muito custo.

.

.

...................................................................................

Madrugada de quarta feira, 30 de junho.

04:59min da manhã.

Despertei quando a porta foi aberta e Edward entrou a passos cautelosos, fingi que eu estava dormindo e ele fechou a porta bem devagarzinho. A luz do abajur estava acesa que eu havia deixado e senti quando ele se aproximou da cama, deduzi ser por causa da nossa filha que estava ali. Senti quando ele se afastou e abri os meus olhos, ele estava indo para o closet e abria a blusa conforme ia andando. Fiquei pensativa e a neném se mexeu, isso roubou a minha atenção e a olhei. Ela continuou se mexendo e fazia sons de bebê constantemente, a ninei estando distraída e Edward saiu do closet me vendo ali acordada ninando a neném. Ele não ligou para mim e foi para o banheiro tomar banho. Deixei as minhas lágrimas rolarem de forma discreta e a neném acabou acordando, a ninei mais um pouco, mas ao ouvir o seu chorinho dengoso eu me sentei na cama e a peguei no colo. Coloquei o meu seio para fora enquanto ela chorava e na mesma hora ela começou a mamar, mas seu choro persistiu ao mesmo tempo em que ela contraia as perninhas e só parou quando ela bem quis. Ela estava bem próxima de mim e o meu corpo a aquecia, ela mamou bastante e Edward saiu do banheiro estando com a parte de baixo somente do pijama. Seu corpo definido era mesmo atraente e parei de olhá-lo na mesma hora, peguei as coisas da neném e me levantei, eu sabia o quanto ele era calorento e fui para o quarto dela. Chegando lá eu me sentei no sofá estando ela envolvida na manta e continuei a amamentando, momentos depois ela largou o meu seio e dormiu. A coloquei para arrotar e demorou um pouco para acontecer, mas quando ela o fez eu fiquei com ela em meu colo a aquecendo com o calor do meu corpo. Levantei-me devagar e liguei o ar do quarto dela, o deixei na ventilação e a coloquei no berço. Cobri o seu corpinho com a coberta, não estava frio e nem muito calor essa madrugada, mas a aqueceria mesmo assim. Peguei a babá eletrônica e deixei a luz do abajur acesa, saí do quarto e encostei-me na parede do corredor. Meu coração estava comprimido em meu peito e coloquei a mão em meus olhos, impedi que os mesmos marejassem de lágrima porque não valia a pena, mas foi impossível me segurar, eu era uma burra mesmo.

.

Sequei as minhas lágrimas e fui olhar da janela, a mesma estava fechada e encostei-me nela. O vidro estava um pouco embaçado por causa do sereno e nem liguei, mas por me sentir cansada eu resolvi voltar para o quarto.

Caminhei pelo corredor devagar e abri a porta, senti a necessidade de ir ao banheiro e vi que Edward já dormia estando deitado de barriga pra cima. Fiz o que eu tinha que fazer no banheiro e lavei as mãos, sem ter mais o que fazer no banheiro eu apaguei a luz. Como eu deduzi, fiz bem em ter levado a neném para o quarto dela porque Edward aumentou o ar, o quarto já estava frio. Com medo da friagem, eu preferi colocar a meia em meus pés por causa da cólica. Eu sempre tive essa companheira em meus ciclos e não queria abusar. Voltei para o quarto segurando um edredom e me deitei ao lado dele, eu não queria dormir sob a mesma coberta que a dele.

Eu precisava pegar logo no sono, logo amanheceria e a minha filha iria acordar. Estando desgostosa da vida, eu só desejava acordar somente por causa dela, do contrário eu não me importaria mais. Eu não queria estar sentindo o que eu estava sentindo e ficaria na minha, eu já tinha decidido. Um tempinho depois é que eu consegui dormir.

.

8h da manhã.

Acordei com a babá, a neném estava chorando e me levantei rápido. Estava cedo ainda e Edward dormia profundamente, não pensei muito e calcei o meu chinelo. Saí do quarto estando zonza de sono e abri a porta do quarto dela, ela chegava a estar com o rostinho vermelhinho de tanto chorar. A peguei no colo e logo dei de mamar a ela, na mesma hora ela se calou e me sentei no sofá. Ela mamava e parava, mamava e parava, acho que ela se cansava de sugar e descansava o maxilar. Olhei a fralda dela e ela só havia feito xixi, mas eu a trocaria por estar um pouco encharcada. Finalmente quando ela se saciou, eu a coloquei para arrotar. A deixei em meu colo por um tempinho e fui trocá-la no banheiro.

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

.

Estando sequinha novamente, eu a coloquei no berço, ameaçando a começar a chorar, eu coloquei a chupeta na boca dela e ela ficou quietinha. Voltei no banheiro e coloquei as coisas no lugar, lavei as minhas mãos e fui me deitar ali no sofá do quarto dela mesmo. Acabei adormecendo por Marie ter ficado quietinha e na certa dormiu também.

.

Às 09:38min.

Despertei do nada e me levantei, olhei a neném que estava adormecida no berço e saí do quarto dela. Entrei no outro e Edward estava apagado, fui tomar um rápido banho, fiz a minha higiene bucal no Box mesmo e saí para me secar. Após colocar a cinta, eu coloquei a minha roupa e penteei o meu cabelo. Estando me sentindo bem, eu fui até o closet e escolhi um brinco, ele era cumprido e ficou bem em mim.

Saí do quarto e desci levando a babá eletrônica comigo, pedi a Mary o meu café da manhã e o tomei na cozinha mesmo. Dessa vez eu pedi para a Mary preparar um misto quente para mim e beberia café com leite, eu mesmo o preparei e resolvi tomar o meu café da manhã sob o sol ameno da manhã. Não me demorei sob ele e fiquei sentada à sombra no jardim, vi Sebastian chegando para trabalhar e o saudei. Resolvi esquecer o que estava acontecendo e eu não derrubaria mais lágrimas à toa, seria melhor dessa maneira. Dando uma loucura em mim, eu levei a bandeja de café da manhã para dentro e subi, Edward continuava dormindo e me arrumei rápido, por último eu penteei o meu cabelo e o prendi em um rabo de cavalo. Eu usava um vestido preto muito chique, com detalhe sendo a manga um véu preto transparente. o look era perfeito. O vestido era de tecido fino que ia até o meio de minha coxa. O sapato fechado era da mesma cor e alto, suas tiras grosas me deixou elegante demais e aprovei.

Saí do quarto levando a minha bolsa, fui para o da minha filha e a mesma estava adormecida ainda. Fui no closet dela e escolhi uma roupinha linda, arrumei a bolsa dela colocando coisas que ela viria a precisar e fui preparar o banho dela. A despi no berço mesmo e desliguei a babá eletrônica, ela começou a chorar por ter sido acordada e a levei para o banheiro para poder banhá-la. O banho foi rápido e a vesti, penteei o ralo cabelinho com a escova macia para bebês e ela ficou fofa demais. Arrumei tudo rapidinho e coloquei dois discos de absorventes em meus seios, eu tinha tudo em minha bolsa também caso eu precisasse e desci com a neném. Fui caminhando com cuidado pelo corredor, eu estava com duas bolsas e a segurava, então redobrei a minha atenção para poder não cair. Quando cheguei na cozinha, Mary me olhou estando eu toda arrumada e para a neném também, ela estava linda. Victória me cumprimentou e a saudei, a seguir olhei para a Mary e ela entendeu o recado e me acompanhou.

—Diga ao Edward que fui sair e que eu não tenho hora ou dia para voltar.

—Está doida amiga? Perguntou ela conforme me acompanhava pelo quintal. -Não deve ficar pra lá e pra cá ainda.

—Doida nada Mary, eu vou passear um pouco por aí com a minha filha. Chame o Sebastian, por favor, antes que o Edward acorde.

—Tudo bem, mas sabe que está arrumando tumulto.

Mary se afastou e quando voltou estava ao lado de Sebastian.

—Estou aqui senhora.

—Preciso que me leve até a estrada principal, de lá eu me viro.

—Tudo bem. Dê-me, por favor, as bolsas.

—Tome.

Sebastian pegou as bolsas e fomos para a garagem, olhei para trás e vi a Victória nos olhando estando ela com a vassoura na mão.

—Quer estragar tudo de novo? Perguntou Mary me olhando séria. –Quer dá-lo de bandeja?

—Estragar o que nunca foi perfeito? Até Mary.

—Até mais tarde.

—Ou não. Falei a olhando.

—Não tem mais casa, não tem aonde dormir a não ser na mansão de vocês.

—Isso é o de menos e eu não irei pra lá.

—Por acaso irá ver o Max? Eu não estou acreditando nisso! Disse ela me recriminando.

—Nada disso Mary, fique despreocupada. Falei a olhando nos olhos e ela acreditou.

—Tudo bem. Disse ela me olhando também. –Você procura.

—Não uso uma coleira no pescoço e os meus pais que mandavam em mim estão mortos!

—Não estou me metendo, só quero o seu bem.

—Eu não disse isso para você, sabe disso, eu me refiro a ele.

—Tudo bem amiga.

Entrei na pirua Blazer e dei tchau a ela, a porta foi fechada pelo Sebastian e acomodei a neném em meu colo. Ela estava acordada e Sebastian entrou no carro, o mesmo foi ligado e saímos da residência. Sebastian estava indo de forma cautelosa pela estrada conter muitas curvas e o olhei.

—Eu só não peço você para você me levar por esse carro conter rastreio. Edward viria atrás de mim e eu não quero.

—Tudo bem senhora, logo chegaremos.

—Ok. Lá na estrada eu me viro.

—Não quero me intrometer senhora.

—Diga.

—Por acaso a senhora está abandonando a mansão?

—Fica frio. Falei o olhando e olhei para a janela.

—Ok. Disse ele prestando atenção na estrada.

.

.

.

CONTINUA...........