Solares
42 Capítulo 42
Notas iniciais
BELLA......
Final do capítulo anterior.
2h depois.
Andamos distraídos pelo shopping e ao virarmos à direita, eu vi uma loja de roupinhas para bebê. Os pijamas femininos era a coisinha mais linda e me encantei. Entrei na loja e escolhi alguns, os tamanhos eram variados e escolhi quatro para eu levar. Edward não me deixou pagar de jeito nenhum e para não chamar a atenção, eu o deixei pagar. Após saímos da loja.
—Quer almoçar agora?
—É eu quero sim.
—Comida italiana?
—Estou inchada para comer massa Edward, prefiro algo mais light.
—Por mim tudo bem.
Fomos para a praça de alimentação e entramos no restaurante por volta das 16:40min. Nos acomodamos e fomos bem atendidos pelo garçom, após fazer o nosso pedido, aguardamos.
Quando o nosso pedido chegou, nós começamos a comer. Lembrei que eu tinha um potinho da minha vitamina extra em minha bolsa e a tomei com um pouco de suco. A comida estava mesmo boa e a salada quente com pedaços de frango estava muito boa. Edward pediu outra coisa e comia um bife enorme à parmegiana, o cheirinho da comida dele estava muito bom e evitei ficar olhando muito.
—Come um pedacinho. Disse ele me oferecendo um pedaço com uma enorme quantidade de queijo derretido e não recusei.
—Obrigado. Falei um pouco atolada pela a minha boca estar cheia.
Comecei a mastigar e o sabor estava mesmo bom. Continuei comendo a minha comida e quando terminamos de comer, recusei a sobremesa e Edward fez o mesmo. Ele pagou a conta e me olhou.
—Vamos continuar andando?
—Já andei demais, prefiro ir para casa.
—Está tudo bem?
—Está sim, só preciso relaxar um pouco na banheira quando eu chegar.
—Vamos então.
Pegamos as bolsas e fomos para o estacionamento, os seguranças que haviam ficado à paisana entraram na pirua Blazer e fomos embora.
Eu estava me sentindo cansada, minhas pernas estavam protestando e minhas costas doendo um pouco. Estando encostada no banco, eu fiquei olhando para o lado de fora através da janela. Escutei o meu celular bipando dentro da minha bolsa e era sinal que havia chegado uma mensagem, então eu o peguei. Olhei para o visor e era uma mensagem do Jake, sorri de forma discreta e li a mensagem.
“Espero que tudo esteja bem com você. Falta pouco para ela chegar eu sei e dê notícias suas, um forte abraço do seu amigo, jake”.
Após eu ler, eu apaguei a mensagem e tornei a guardá-lo em minha bolsa. Continuei olhando para a rua através da janela e fechei os meus olhos.
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Um tempo depois.
Chegamos na mansão às 18:20min e saí do carro após pararmos na garagem. Peguei as bolsas no banco de trás e Edward me ajudou, ele ativou o alarme do carro e saímos da garagem.
Entramos na cozinha e a mesma estava vazia. Mary e Victória deviam estar para o quarto ou alguma delas deviam ter saído, agora elas revezavam para ter um pouco de vida e privacidade quando queriam e combinavam entre si. Fomos direto para o quarto e guardei as roupas que eu comprei para mim no closet, já as da bebê eu deixei a bolsinha no cantinho. Alice estava fazendo suspense e Edward já conhecia o quarto dela, então seria ele a guardá-la lá depois.
Fui para o banheiro e coloquei a banheira para encher, adicionei um pouco de sais de camomila e aguardaria ela encher. Edward estava no closet ainda guardando as roupas dele e comecei a me despir, a seguir eu entrei no Box para tomar um banho rápido e tirar o creme corporal do meu corpo. Aproveitei e lavei o meu cabelo também, me enxaguei bem após esfregar bem o meu couro cabeludo e saí do Box quando Edward entrou para tomar o banho dele. Caminhei até a banheira e fechei a água, a mesma estava morninha e entrei com cuidado. Á água estava deliciosa e me acomodei melhor, após encostar-me na banheira eu fechei os meus olhos. Fiquei acariciando a minha barriga e o cheirinho de camomila estava aflorado e ao mesmo tempo suave, estava tão bom.
Quando Edward terminou o banho dele, ele desligou o chuveiro e saiu do Box. Abri os meus olhos na mesma hora e ele começou a se secar com a toalha, não fazendo hora ali no banheiro ele foi para o closet estando enrolado na toalha. Eu fiquei na minha e movi devagar os meus pés ao mesmo tempo sentindo a bebê mexer pela segunda vez hoje dentro de mim. A danadinha estava preguiçosa e passei a mão em meus seios, os mesmos estavam duros e passei os meus dedos no bico estando voando em pensamentos. Despertei quando Edward saiu do closet estando arrumado e me sentei na banheira na mesma hora.
—Aonde você vai? Perguntei alto o suficiente para ele me ouvir.
—Estou atrasado. Disse ele ajeitando a blusa polo preta e estava bem bonito até.
—Aonde você vai?
—A missa e já estou até atrasado. Os meus pais já devem estar quase lá.
—Por que não me falou? Perguntei chateada por ter sido a última, a saber.
—Fica em casa, a Mary ficará aqui e estaremos próximos daqui. Falou ele pegando a chave do carro e comecei a chorar pra valer. –Não faça drama, é melhor assim.
—Não sou nenhuma insensível!
—Apenas descanse. Disse ele abrindo a porta e saiu.
Passei a minha mão molhada em meu rosto para secar as minhas lágrimas que desciam em abundância, mal eles sabiam que eu fiquei sentida ao me pouparem da missa de Brenda. Hoje era o aniversário dela e eu tinha certeza que todos eles estariam lá, a família toda e amigos, menos eu. Chorei bem sentida e sai da banheira, após colocá-la para esvaziar eu vesti o roupão e saí do banheiro. Sentei-me na cama sentindo a minha coluna protestar e as minhas pernas nem se fala, então me deitei e me cobri com o edredom. Eu me senti mal por ter sido excluída e era essa a sensação que eu tinha. Seria bom eu ir e tudo que eu estava precisando era de ouvir palavras acolhedoras, sei que seria assim e nem uma missa digna eu pude fazer para os meus pais.
Tentei me acalmar por causa da bebê e fechei os meus olhos, a dor era na alma e tornei a abrir os meus olhos minutos depois. Levantei para escovar meus dentes e após escová-los, eu peguei mais um edredom no closet e liguei o ar. Deitei-me novamente na cama e me cobri bem, decidi não pensar nessa desfeita que fizeram com a minha pessoa e me permiti relaxar.
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35min depois.
Alguém bateu na porta e eu ainda estava acordada.
—Sou eu amiga.
—Entre Mary.
—Ok, eu estou entrando. Falou ela abrindo a porta e entrou, logo a seguir ela acendeu a luz e veio até a mim após fechar a porta. –Tudo certinho?
—Claro que sim. Menti. –A missa da senhorita Brenda está acontecendo.
—Começaria às 20h.
—É bom para o espírito. Assim eu acredito, claro.
—Com certeza que sim! Quer comer ou beber algo?
—Aceito um copo bem cheio de água e obrigado.
—Irei buscar.
—Ok.
Mary saiu do quarto e deixou a luz acesa, ajeitei-me na cama e fiquei aguardando ela chegar.
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5min depois.
—Está aqui a água.
—Valeu.
Sentei-me na cama e peguei o copo na bandeja, sem fazer cerimônia eu a bebi. Desceu redonda por estar na temperatura ideal e entreguei o copo a ela. Deitei-me novamente e Mary acendeu a luz do abajur antes de sair do quarto. O mesmo estava claro e fechei os meus olhos, eu tentaria dormir a partir de agora.
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Às 23:40min.
Despertei ao sentir a cama afundar ao meu lado e me movi, meu sono estava leve. Edward se aproximou de mim e me afastei dele, eu estava magoada com o que eles fizeram comigo e duvidei se eu fazia mesmo parte dessa família.
—O que há? Perguntou ele colocando a mão em minha cintura.
—Espero que a missa tenha sido boa e acredito que foi, mas eu desejo dormir Edward.
—Não estou fazendo nada demais.
—Vocês fizeram já, mas isso eu já deixei no passado. Agora me deixe descansar, por favor, eu estou exausta.
—Ok.
Edward se deitou ao meu lado, mas não me tocou. Tornei a fechar os meus olhos e um tempo depois é que eu fui dormir.
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Segunda feira, 21 de junho.
09:56min.
Acordei do nada e me espreguicei com vontade, mas ao me lembrar do episódio de ontem, isso me nocauteou. Sentei-me na cama e fiquei acariciando a minha barriga sobre o meu roupão, eu estava sentindo saudades dos meus pais e decidi ligar para o meu amigo jake. Levantei da cama sentindo as minhas pernas protestarem e fui pegar o meu celular na bolsa, ao retornar para a cama eu disquei o número e aguardei.
Chamou três vezes e na quarta vez ele atendeu.
—Alô princesa.
—Alô gato. Te acordei?
—Já estou na empresa linda, mas estou com tempo para falar com você. Viu minha mensagem?
—Eu vi sim e te liguei exatamente por causa disso.
—Que bom! Vocês duas estão bem?
—Estamos sim e não vejo a hora dela nascer jake, estou me sentindo cansada sabe, e as minhas pernas estão doloridas demais.
—Posso imaginar, você está uma grávida fofa. Quem diria.
—Pois é jake. E você e sua ficante?
—Estamos bem.
—Fico feliz pela sua felicidade, você merece mesmo.
—Às vezes eu passo na rua do seu antigo apartamento e lembro de você. Ontem mesmo eu passei por lá para deixar a minha mina em casa e te enviei a mensagem.
—Foram sair é? Perguntei sorrindo. –Não que isso seja da minha conta.
—Fomos passear fora de Miami e voltamos no domingo à tarde.
—Isso é bom.
—Nos divertimos muito e ela adorou.
—Sua companhia é agradável jake e já te falei isso mil vezes.
—Fico feliz que você ache.
—É eu acho mesmo. Como vai a sua família?
—Bem e a sua?
—Eles estão bem na medida do possível.
—Está com uma voz estranha. Está triste?
—Que nada, eu acordei agora. Menti em parte.
—Sua dorminhoca.
—Pois é. Como vai Solares?
—Maravilhosa como sempre. Após ele falar, nós sorrimos.
—Tem notícias do Fred jake?
—Ângela disse que ele está trabalhando e fazendo faculdade à noite. Dizendo ela, ele está muito bem.
—Que bom. Falei sorrindo.
—Ângela não se conforma com o rumo que a sua vida tomou, nem eu pra falar a verdade, mas não irei me intrometer. Ficaria muito triste se soubesse que está sendo infeliz por uma escolha errada que você mesma fez.
—Eu prefiro não falar nada, respeito à opinião de vocês e sei que ambos querem o meu bem.
—Sabe que sim. Ângela nem conhece o cara, mas o odeia de todas as formas. Ela é geniosa quando quer ser.
—Eu sei disso, ela está chateada comigo.
—Um dia passa.
—Irá passar sim. Falei convicta.
—Fiquei feliz com a sua ligação e saber que vocês estão bem. Quero que me ligue quando ela nascer.
—Claro que sim. Agora eu irei deixá-lo trabalhar ou os meus créditos irão acabar.
—Tudo bem linda e tudo de bom para você.
—Igualmente jake e beijos, mais beijos.
—Beijos. Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e permaneci deitada. Eu gostava de conversar com o jake quando eu me sentia abatida e ele tinha algo que sempre me renovava. Acariciei a minha barriga e acabei cochilando sem querer momentos depois segurando o meu celular.
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13h em ponto.
Acordei com alguém batendo na porta e me movi preguiçosa na cama.
—Quem é?
—Sou eu amiga.
—Entre Mary.
—Boa tarde.
—Para você também. Falei me sentando.
—Dona Esme a aguarda para almoçarem juntas.
—Diga que eu já estou descendo, preciso me vestir e escovar meus dentes
—Ok.
Mary saiu do quarto e continuei deitada pensando a respeito de ontem, eles me vetaram e mal sabem como isso mexeu comigo. Decidi que eu não desceria e liguei para a cozinha, chamou duas vezes só.
—Alô.
—Mary, diga a Esme que eu estou sem apetite e pede a ela para me perdoar. Se puder, traga o meu café da manhã e pede a Victória para servir a patroa dela ao invés de você.
—Pode deixar.
—Faça um misto quente para mim, por favor, estou louca para comer.
—Ok. Disse ela estranhando.
Encerrei a ligação e permaneci deitada, eu não era falsa e demonstraria estando a mesa que eu estava chateada. Para eu não ser indelicada, preferi ficar na minha.
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Passei a tarde inteira no quarto. Horas eu ficava na janela apreciando a paisagem nublada, às vezes eu me deitava e cochilava um pouco, assim passou-se o tempo sem ter nada para fazer.
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Às 19h
Edward chegou e nesse momento eu me encontrava no banho. Meu cabelo estava preso para não o molhar e evitei olhar para ele, continuei o meu banho normalmente e hoje de tarde eu pude constatar o quanto confusa eu estava. Edward veio até o banheiro sem hesitar e eu o olhei na mesma hora.
—Oi. Falou ele.
—Boa noite. Falei normalmente.
—Boa noite. Disse ele abrindo a calça apressado e se aliviou, parecia estar apertado e encarei a situação com normalidade.
Após se aliviar, ele deu descarga, lavou as mãos e saiu do banheiro indo direto para o closet. Terminei de me enxaguar e saí para me secar, penteei o meu cabelo e vesti o meu vestidinho cinza. Passei um pouco de colônia e base em meu rosto que não estava dos melhores, querendo ou não eu teria que descer para jantar. Limpei a minha sobrancelha com a pinça mesmo estando levemente maquiada e ficou perfeito, sem ter mais o que fazer, eu saí do quarto. Desci a escada devagar e entrei na sala, estava ali apenas a Esme assistindo televisão.
—Boa noite. A saudei de longe e fui me sentar no sofá oposto.
—Boa noite filha.
—Já está aqui há muito tempo?
—Não muito, eu desci ainda pouco. Está se sentindo bem?
—A menina está bem sim, não se preocupe.
—Eu não quis dizer isso, mas fico feliz que a minha neta esteja bem também.
—Claro. Falei tentando me controlar, eu não queria ofendê-la mesmo eu estando me sentido excluída. –Irei até a cozinha, com licença.
Levantei do sofá e saí da sala, fui para a cozinha e ao chegar na porta vi que chovia grosso. Mary e Victória terminavam os preparativos para poder servir a janta e fiquei encostada na porta observando a chuva cair.
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3min depois.
Caminhei até a fruteira e peguei uma banana para eu comer, a mesma estava docinha e aproveitei para tomar a minha vitamina. A ingeri com um pouco de água e voltei para a sala, chegando lá Carlisle estava sentado ao lado da esposa.
—Boa noite Carlisle.
—Boa noite querida.
Sentei-me à mesa de uma vez e fiquei vendo televisão com os meus cotovelos apoiados na mesa, mas Mary ao vir arrumar a mesa eu me afastei para facilitá-la.
Edward desceu e veio se sentar ao meu lado, nisso Carlisle e Esme vieram se acomodar também. Mary e Victória começaram a nos servi e belisquei somente, eu estava sem apetite e os observava conversando.
—Está calada. Observou Carlisle.
—Um pouco.
—Algum problema?
—Imagina, problema nenhum.
—Mal tocou na comida.
—Estou sem apetite e prefiro começar a manter a forma.
—Coma o quanto quiser.
Depois disso eu fiquei na minha e fiquei remexendo o garfo no prato. Às vezes eu o levava até a minha boca contendo pouca comida e mastigava ainda mais devagar.
—Preciso subir, desculpe-me sair assim da mesa e com licença.
—Tudo bem. Falou Carlisle e saí da mesa sob o olhar deles e das arrumadeiras.
Subi a escada devagar e entrei no quarto. Caminhei para o banheiro, lavei o meu rosto, escovei os meus dentes e me aliviei. Asseei-me e troquei de roupa, eu dormiria de camisola. Como o ar já estava ligado, eu liguei a televisão e me deite. Fiquei na minha vendo um filme qualquer e ajeitei melhor o travesseiro, ao me dar por satisfeita eu fiquei quietinha.
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20min depois.
Edward entrou no quarto e caminhou para o banheiro, lá ele escovou os dentes e se aliviou. A seguir ele foi para o closet e quando ele voltou de lá, estava vestindo um pijama de short e blusa de manga curta. Ele se deitou ao meu lado e fechou os olhos, mas tornou a abri-los e me olhou.
—Não seria necessário você ir à missa, não tinha que se sentir obrigada.
—Quem tinha que decidir isso era eu, mas não posso forçar a minha presença no meio de vocês. É compreensível e já estou até acostumada Edward. Acho que nada mais me surpreende nesse mundo. Não precisam me dar explicações agora depois que já passou porque está tudo bem. Falei sem por ignorância e soou mais como uma conversa civilizada.
—Ok. Disse ele se ajeitando e ficou bem mais próximo de mim.
—Boa noite Edward.
—Boa noite.
Desliguei a televisão e o quarto ficou no escuro, a seguir eu fechei os meus olhos. Eu podia sentir a respiração dele em meu pescoço e para a minha segurança sentimental, de forma sutil eu me afastei. Abracei a almofada e um tempinho depois eu consegui dormir.
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Terça feira, 22 de junho.
Às 08:20min.
Acordei sentindo-me bem exausta e ultimamente isso não era mais novidade. Edward não estava mais ao meu lado e provavelmente ele já devia ter ido trabalhar. Por eu estar com muita preguiça, eu fui até o banheiro me aliviar sentindo dor em minhas pernas e fiz uma higiene bucal rápida, a seguir eu voltei para a cama. Liguei a televisão e fiquei assistindo.
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11h da manhã.
Mary bateu na porta e a concedi que entrasse, era o meu café da manhã ali e a agradeci. Enquanto eu comia, nós conversávamos e o assunto da minha recolhida precoce no jantar de ontem foi abordado. Preferi sair à francesa e disse que eu estava me sentindo cansada, mas ela não acreditou muito e foi discreta em não me perguntar o porquê. Comecei a comer e bebi o meu café com leite sob o olhar de Mary.
—Acredito que até segunda feira a bebê já tenha vindo ao mundo, sua barriga está bem baixa amiga. Eu nunca tive filhos, mas dizem que funciona assim.
—Tomara mesmo. Estou apreensiva como você já sabe, mas não aguento mais ficar grávida. Passei por uma gravidez conturbada e quero o meu corpo de volta o mais rápido possível.
—Está louca para pegá-la no colo não é?
—É.........eu estou. Só que eu não quero engravidar novamente, ainda mais do pai dela, não mesmo!
—É, mas não deixa de ser a sua filha Isabella.
—Sei disso Mary. Tenho que me habitua primeiro a ideia de tê-la daqui uns dias em meus braços, eu não queria ser mãe agora. Estudei no melhor colégio em Solares, a seguir era caminhar para uma boa faculdade, mas veja onde eu vim parar. A menina não tem culpa, sei disso, mas sinto-me abalada ainda com essa trajetória. Minha alma está ferida ainda e não sei...
—Compreendo, mas é tempo de mudanças.
—Sei disso e farei o que eu acho que é o certo. Falei pensativa e por pouco eu não desabei. –Tudo irá ficar bem.
—Como assim?
—Tudo irá ficar bem, agora eu preciso terminar de comer. Estou faminta.
—Ok. Volto depois para pegar a bandeja.
—Ta bom Mary.
Ela saiu do quarto e eu continuei comendo. Um tempo depois eu acabei e me levantei, pude sentir o protesto das minhas costas e estavam bem doloridas. Eu já estava me acostumando ultimamente com isso e fui para o banheiro me aliviar, asseei-me após e lavei as minhas mãos. Sem ter muito pique para ficar andando pra lá e pra cá, eu tornei a me deitar e fiquei assistindo desenho.
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Às 18:30min.
Eu havia passado o meu dia inteiro trancafiada no quarto e nesse momento eu me encontrava em pé na janela do quarto. A chuva caia constantemente lá fora e lembrei que eu não havia tomado banho ainda, mas eu só tomaria depois para dormir. Eu estava de camisola desde ontem, mas eu teria que descer para jantar e pensei se eu desceria ou não. Eu estava cansada de ficar ali naquele quarto, cansada dessa situação, cansada da minha confusão mental e fechei os meus olhos. Ao tornar a abri-los, olhei para o quintal e o mesmo estava vazio por causa do mau tempo, então, seria melhor eu tomar um banho morno e me aquecer, pois a noite hoje estava bem fria.
Fechei a cortina e fui para o banheiro. Despi-me e entrei no Box, eu evitaria molhar o meu cabelo e comecei a me lavar.
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10min depois.
Saí para me secar e estando enrolada na toalha, eu fui para o closet. Escolhi um conjuntinho quente de calça cumprida e o vesti, passei um pouco de colônia e finalizei indo pentear o meu cabelo no banheiro. Após penteá-lo eu decidi arrumar a cama e dobrei as cobertas. Desliguei a televisão e saí do quarto finalmente.
Desci a escada devagar e entrei na sala, a mesma estava vazia e tornei a sair. Passei pelo corredor e entrei na cozinha, estava ali Mary e Victória preparando a janta.
—Boa noite meninas.
—Boa noite senhora. Saudou-me Victória.
—Boa noite. Falou Mary sorrindo.
Abri a porta do armário e peguei um pacote de biscoito recheado, o mesmo era de limão e voltei para a sala. Liguei o rádio e fiquei olhando a paisagem chuvosa através do vidro. Olhando em volta, sei que eu vivia em uma bela casa, mas o fato de ocultarem a missa de Brenda me deixou mal e ainda mais insegura. A verdade é que eu adoraria ter ido, mas......
Desliguei o rádio e subi para o quarto. Estando no mesmo já, eu peguei o meu laptop, o meu celular e a minha bolsa. Saí do recinto levando tudo comigo e desci, eu iria para a outra casa e ficaria lá até sábado. Andei na marcha lenta pelo corredor e entrei na cozinha, falei para a Mary que eu iria até a “minha casa”.
Pedi a Victória que fosse chamar Sebastian e quando ele apareceu minutos depois na cozinha, eu pedi a ele que me levasse para outra mansão.
—Está tarde amiga. Falou Mary me olhando. –Tem certeza?
—Absoluta.
—Fique aqui.
—Estou indo. Falei olhando para ela. –Vamos Sebastian?
—Ok.
Saí da mansão tendo Sebastian ao meu lado segurando o guarda-chuva e o mesmo nos protegia. Fomos para a garagem e me acomodei no banco traseiro. Após ele entrar no carro, nós saímos da residência sob aquele mau tempo.
Ao chegarmos na avenida principal, por sorte não havia engarrafamento e chegaríamos rápido.
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Um tempo depois.
Chegamos na mansão e saí do carro tendo o chapéu do outro segurança me protegendo. Fomos caminhando na direção da porta e eu a abri rapidamente, chovia forte e eu não queria me molhar ainda mais.
Entrei e o agradeci, já Sebastian ficaria na casa dos fundos com os outros seguranças. Fechei a porta e comecei a acender as luzes, eu precisaria urgentemente trocar a calça cumprida de moletom porque a mesma estava molhada. Sem pensar duas vezes eu subi e fui para o quarto, entrei, acendi a luz e caminhei para o closet. Acendi a luz lá também e escolhi o que vestir. Por eu já estar de banho tomado optei a colocar uma camisola, meias e um casaquinho de lã bem quentinho. Tornei a descer e fui para a cozinha, eu precisava fazer algo para eu comer e olhei os congelados no freezer. Os que Mary não deu para os seguranças tinham a validade longa e escolhi uma torta de frango. A coloquei no forno para assar e fiz um pouco de arroz, escutei o telefone tocar e o ignorei. Eu estava faminta e olhei para o relógio, marcava 20:52min da noite. Olhei pra baixo e fiquei olhando para os meus pés inchados, não me importando eu continuei dando atenção para a comida que estava sendo preparada. Mais uma vez o telefone tocou e fingi não escutar.
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Quando a comida ficou pronta, eu me servi. Deixei meu prato sobre a mesa, arrumei a cozinha rapidinho e ficou tudo organizado novamente. Logo após eu peguei uma caixinha de suco e a abri, coloquei quatro pedrinhas de gelo no copo e despejei o suco no mesmo. Sem ter mais o que fazer ali, peguei o meu prato e subi.
Liguei a televisão e deixei na novela, sentei-me na cama segurando o meu prato com cuidado e comecei a comer, só aí é que a minha coluna começou a protestar. Lembrei que o colchão era extra macio e arrumaria depois a minha cama no chão, do contrário amanhã eu não me aguentaria de dor. Continuei comendo e a torta estava muito boa, lembrei da minha vitamina e fui pegá-la em minha bolsa.
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Quando retornei ao quarto, eu imediatamente ingeri a minha vitamina com um pouco de suco. Sentei-me e continuei comendo assistindo televisão, a novela estava interessante e eu não queria perder um só momento dela.
Um tempinho depois eu terminei de comer e fui escovar os meus dentes, eu aproveitei para me aliviar e me asseei depois. Lavei as minhas mãos e saí do banheiro, fiz a minha cama improvisada no chão e apaguei a luz deixando apenas a de um abajur acesa. Deitei-me devagar e me cobri com três edredons, estava frio demais pela casa está posicionada em um ponto alto da colina e perto do mar. Do nada a porta foi aberta e Edward entrou estando com a barra da calça toda molhada, ele me olhou e senti o quanto ele se controlou para não falar algo que viesse arranjar tumulto.
—Eu liguei pra cá e você não atendeu.
—Não escutei, eu devia estar no banho. Menti.
—Eu liguei duas vezes Isabella!
—Eu estou bem. A propósito tem comida pronta lá na cozinha e pegue uma caixinha de suco no armário. Coloque gelo no copo e sirva-se. Já jantou?
—Ainda não.
Edward foi para o banheiro e escutei quando o chuveiro foi ligado minutos depois. Ele demorou no banho e quando saiu do banheiro estava vestindo um roupão. Ele foi para o closet se vestir e continuei na minha. Quando ele saiu de lá, estava com uma calça cumprida e casaco, ambos eram de malha. Continuei na minha e ele saiu do quarto levando o meu prato, caso ele não viesse pra cá, eu só o lavaria amanhã.
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35min depois.
Edward voltou para o quarto e escovou os dentes, pensei que ele dormiria na cama, mas ele veio se deitar ao meu lado e de frente para mim. Eu achei ruim essa atitude em pensamento, mas fiquei quieta o olhando.
—Você é uma mulher Isabella e sabe que não é aconselhável ficar sozinha estando nessas condições. O que se passa na sua cabeça?
—Eu quis vir pra cá, só isso Edward.
—Poderia passar mal estando aqui sozinha.
—O mínimo que vai acontecer é a bebê nascer. Os seguranças estão a minha volta e eu não estou sozinha estando eles aqui. Aliás, eu estou sozinha já faz é tempo.
—Eu não consigo entendê-la, prefiro dormir a argumentar.
—Boa noite então. Falei não o olhando e sim para a televisão.
—Voltará amanhã, sabe disso.
—Perguntou primeiro se eu quero voltar?
—Deixe de teimosia, sabe que a qualquer momento a bebê pode nascer. Você prefere bancar a irresponsável por causa dos problemas não é isso?
—Eu quis respirar um pouco e posso fazer isso quando eu quiser.
—Por que não me ligou e disse que vinha? Eu viria direto para cá e não faria um trajeto longo de ir lá em casa, depois ter a surpresa que você não estava lá e voltar logo em seguida! Somos um casal e temos que ter mais diálogo, isso não existe!
—Tudo bem Edward, se quer que eu volte, eu volto pra lá e pronto!
—Não estou a obrigando, mas olha bem para a situação.
—Reclama de não termos diálogo e tem razão, nós não temos mesmo desde do início. Você e a sua família não me deram direito de escolha e decidiram por mim por se sentirem no direito! Talvez a minha presença pudesse manchar a pureza da missa da sua irmã, é isso! Não faço parte da família e sou mais uma intrusa grávida no meio de vocês! Então, não reclame de diálogo comigo!
—Tudo bem Isabella, tem a total razão em se sentir excluída. Mas saiba que não foi por mal da nossa parte. A minha mãe preferiu poupá-la num momento tão....... Ela não queria que você fosse e se sentisse mal com aquela situação, essa foram as palavras dela. Ela só quis lhe poupar e nada mais. Ela não pensou que isso fosse causar tanto transtorno e ela não é uma mulher perversa, sabe muito disso.
Fiquei quieta pensando nas palavras dele e fiquei em dúvida se eu acreditava ou não nelas. A confusão me deixava de cabeça quente e fechei os meus olhos, eu não assistiria mais televisão. Edward se aproximou mais de mim e abri os meus olhos para olhá-lo, sem pedir permissão ele me beijou.
—Edward. Falei baixinho e ele aprofundou o beijo de uma tal forma envolvente, que me impediu de continuar falando e roubou-me o fôlego de tanto que foi bom.
Ele continuou me beijando e passou o mesmo para o meu pescoço, dizer que o meu corpo não estava entrando em ebulição eu estaria mentindo. Edward moveu a mão em minha cintura e correu a mesma pela as minhas costas, cheguei a fechar os meus olhos com as sensações e ele foi parando de me beijar. A seguir ele colocou a mão em minha cintura e me olhou.
—É melhor dormimos. Sugeriu.
—Eu, eu também quero dormir............ eu acho.
—Eu também. Disse ele colocando a mão em minha barriga e a acariciou.
Fechei os meus olhos e Edward tornou a me beijar. Sem conseguir me frear, eu envolvi o pescoço dele e o beijei de forma entregue e suave. O nosso beijo era delicado e sem pensar muito eu o acariciei no peito sob o casaco bem vagarosamente. Vez ou outra eu intensificava a carícia e dava leves apertos em sua pele, outras vezes eu o trazia para mais perto de mim durante o nosso beijo e massageei o seu braço forte. Edward beijou os meus seios sobre o casaco e eu sem pensar muito o tirei, fiquei apenas de camisola e Edward puxou a alça da mesma deixando-me com os meus seios à mostra. Sem pensar ele abocanhou um e acariciou o outro bem devagar, gemi bem baixinho por causa das sensações e o toquei intimamente. Parecendo ter acordado de um sonho, Edward se afastou pouca coisa.
—Por que? Perguntei o trazendo para mais perto de mim e ele não me ignorou, Edward chegou a me dar um selinho e me olhou.
—É melhor não forçarmos a barra agora.
—Antes agora do que depois. Eu disse o olhando fixamente e meu coração acelerou ainda mais em meu peito.
—Eu posso esperar.
—Eu não. Falei negando. –Não estou inválida, podemos sim agora. Falei segurando na mão dele e a levei até a barra da minha calcinha, a seguir eu o fiz sentir o quanto eu estava pronta para recebê-lo.
—Aiiii Isabella! Falou ele bem baixinho e com jeito que não estava aguentando também.
O puxei de jeito e o beijei, a mão ágil dele me acariciou lá de forma suave e mais uma vez ele beijou os meus seios. Corri a minha mão nas costas dele e inclinei a minha cabeça para trás para ele poder beijar o meu pescoço. Gemi com o roçar dos lábios dele em minha orelha e comecei a acariciá-lo intimamente bem lentamente também. Estava tão delicioso e pareciam surreal as sensações em meu corpo.
Edward se movia devagar em minha mão e me beijou mais intensamente mediante as sensações que ele estava sentindo também.
—Tira a minha roupa. Pedi o olhando e ele parou de se mover.
Ele meio indeciso tirou a minha camisola, já a minha calcinha quem a tirou sob o olhar dele fui eu. Sentei-me e o fiz ficar de joelho apoiado no chão sobre as cobertas, eu estava com tanto fogo que a friagem não me incomodou tanto. Tirei a roupa dele e Edward me fez deitar, depois ele nos cobriu e voltou a me beijar. Sua mão de forma lenta deslizou pelo o meu corpo e foi parar entre as minhas pernas. Eu as abri mais um pouco e ele começou a me acariciar novamente, eu estava tão escorregadia. Comecei a gemer baixinho estando de olhos fechados e fiz o mesmo nele de forma mais intensa, Edward pareceu adorar.
—Bella é melhor nós nos controlarmos, nós estamos sendo irresponsáveis. Falou ele me olhando e eu matutava por ele ter me chamado de bella tão cheio de liberdade pela primeira vez.
—Podemos continuar.
—Não quero forçá-la a isso.
—Não está mais a fim?
—Eu estou, mas....
—Então é isso que importa. Falei o fazendo ficar de barriga pra cima e fiquei sobre ele, a segui ajeitei as cobertas sobre nós.
Edward deslizou as suas mãos em minhas coxas e fiz o nosso sexo se conectarem bem lentamente, nessa mesma hora ele apertou a minha pele de forma precisa e fechou os olhos para poder me sentir. Dei um impulso e a conexão foi total, com isso arranquei um gemido dele e comecei a me mover bem lentamente. Eu o sentia todo em mim e me preenchia completamente, não sobrava um mínimo espaço sequer dentro de mim. Os nossos gemidos eram e não eram ao mesmo tempo em sincronia e eu deslizava facilmente por estar bem excitada, com isso Edward me fez parar e entreabriu os lábios.
—Estou na borda.
—Não tem nem três minutos que estamos..... Falei o olhando.
—Não é minha culpa. Falou ele no momento que eu me movi por duas vezes e senti uma sensação deliciosa. –Espera, espera um pouco. Pediu ele.
Edward correu a mão em minha barriga e a parou em meu seio esquerdo, sem demoras os bicos foram acariciados e isso me deu ainda mais prazer. Comecei a me mover um pouco mais rápido estando de olhos fechados e ele me parou às pressas.
—Quem está no comando agora sou eu. O reprovei após abrir os meus olhos.
—Não precisa fazer dessa forma, eu não irei durar mais.
Comecei a me mover bem lentamente por causa dele e as sensações cresceram em mim em doses cavalares. Eu fiquei me movendo e parando, me movendo e parando e isso nos deixou ainda mais desesperados. O efeito foi o contrário. Nossos gemidos eram de puro deleite e comecei a me esfregar nele durante as minhas idas e vindas o molhando ainda mais. Eu estava preste a explodir e ele também, com isso ele me puxou de encontro a ele e gozamos feitos loucos comigo me movendo sem parar. Estava tão gostoso que eu não conseguia parar de me mover e encontrar o meu valor, não demorou muito nós gozamos mais uma vez arrancando gemidos entregues de nossa boca e eu o esmagava de forma louca. Edward estava ofegante e lentamente eu fui parando de me mover. Momentos depois eu parei os movimentos e fiquei o olhando, ele estava com cara de extasiado e parecia estar satisfeito com o que acabamos de fazer.
Desconectei o nosso sexo e me deitei ao lado dele, Edward se aproximou de mim e me beijou. O beijo era bem suave e ficamos foi é minutos nos beijando.
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4min depois.
Afastei-me dele e fiquei quieta. Minha cabeça dava voltas agora estando eu olhando para o teto e ele me fez olhá-lo.
—O que foi? Perguntei normalmente.
—Está sentindo alguma dor?
—Não.
—Tem certeza?
—Tenho. Falei afirmando com a minha cabeça e o olhando nos olhos.
—Menos mal. Disse ele enterrando os dedos em meus cabelos para a minha surpresa e correu os mesmos em todo cumprimento.
—A bebê está bem.
—Sei que sim. Eu estou querendo saber se “você” está sentindo dor e se está tudo bem.
—Chamou-me de bella. Ou irá negar?...................Na verdade não precisa falar, sei que é difícil assumir algo delicado se tratando de mim.
—Eu tive que falar que a amava perante um monte de pessoas em nosso casamento.
—Foi o juiz de paz que o fez falar perante aquelas pessoas e chamou-me agora de bella porque quis.
—É, foi ele. Disse ele de forma séria e me deu um selinho, mas sentindo o ar do rumo da conversa, eu me afastei pouca coisa.
—Vou me lavar.
—Depois eu vou.
—Ok Edward.
Levantei devagar e fui para o banheiro, por sorte ele não inventou de ligar o ar. Liguei o chuveiro após entrar no Box e comecei a me lavar, novamente evitei lavar a minha cabeça, estava frio demais e demorariam a secar. Pensei no que acabamos de fazer e foi mesmo bom, ele havia me chamado de bella. Cheguei a parar de me lavar para poder me lembrar com mais clareza e me reprovei, eu não poderia me dar esse luxo de pensar. Na verdade, evitei ficar pensando no quanto foi bom para nós dois e procurei me lavar bem, eu estava toda lambuzada.
Sentindo que eu estava completamente limpa, eu parei de me ensaboar e me enxaguei. Saí para me secar e Edward entrou no banheiro trazendo uma calça cumprida, calcinha limpa e o casaco que eu estava vestindo antes.
—Achei melhor pegar uma calça.
—É melhor mesmo. Falei pegando as peças após ele estender a mão e oferecê-las a mim. –Obrigado.
—De nada.
Vesti a roupa e tornei a passar um pouco de colônia, nesse momento Edward se lavava despreocupadamente. Seu corpo forte na proporção correta me excitava de verdade e parei de olhá-lo, era o melhor para a minha sanidade mental e sai do banheiro.
Ao me deitar eu sentir dor em minha coluna e achei melhor vestir à meia. Após vesti-la me acomodei novamente e me cobri, fechei os meus olhos e pensei na minha vida. Algo estava muito errado e coloquei o braço sobre os meus olhos.
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10min depois.
Edward se deitou ao meu lado e me encolhi após abraçar o travesseiro.
—Boa noite. Disse ele abraçando-me por trás.
—Boa noite.
—Não é aconselhável ficarmos aqui longe da outra mansão e da maternidade.
—Tudo bem, eu voltarei amanhã.
—É o melhor.
—Ok.
Acomodei-me melhor e fechei os meus olhos, acredito que ele fez o mesmo e ficamos calados. Quase meia hora depois é que eu consegui dormir sentindo o calor do abraço dele.
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Quarta feira, 23 de junho.
Às 10:30min.
Acordei me sentindo cansada e me movi, pude perceber que eu não estava sozinha e olhei para trás. Edward estava dormindo de bruços e o sacudi de leve.
—Hum? Fez ele permanecendo na mesma posição.
—Edward. O sacudi novamente.
—Diz. Pediu ele virando para me olhar.
—Está atrasado, veja a hora.
—Estou de licença a partir de hoje.
—Já falou com o seu pai a respeito disso?
—Achei melhor ser a partir de hoje e não de sexta. Eu liguei para ele ainda pouco.
—Então já estava acordado?
—Desde 8h, mas eu estava quase pegando no sono outra vez.
—Entendi.
—É o costume por eu ter que acordar cedo.
Continuei deitada e Edward se ajeitou de forma que ficasse de frente para mim. Fechei os meus olhos novamente, mas deu-me vontade de fazer xixi e me levantei devagar. Caminhei para o banheiro e me aliviei, lavei as minhas mãos e escovei os meus dentes. Enxaguei a minha boca e peguei a escova de cabelo, comecei a penteá-lo olhando-me no espelho e lembrei o quanto que foi delicioso o sexo ontem. Apesar de ter sido bom, eu estava com as minhas pernas doloridas e a coluna protestando, mas valeu a pena. Voltei para o quarto e Edward me olhou.
—Vou ver o que tem para o preparo do café.
—Se vista, iremos tomar café lá na casa da minha mãe. Falei com a Mary e dizendo ela, fez um bolo fresquinho de banana.
—Que bom! Irei me trocar então.
—O tempo parece estar querendo melhorar.
—Tomara que melhore logo mesmo.
Entrei no closet e peguei um macacão para eu vestir. O mesmo era de pano mole floral, muito bonito até e era de calça cumprida. Dei uma geral em meu rosto e fiz uma maquiagem básica, nada em excesso e ficou bem legal. Deixei o meu cabelo solto e saí do closet, Edward já estava no banheiro e todas a cobertas se encontravam dobradas sobre a cama. Resolvi me sentar na mesma e o aguardei.
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11 min depois.
Edward saiu do banheiro e foi se arrumar, eu já me sentia bem faminta e torci que ele fosse rápido. Quando ele saiu estando arrumado, mas com roupa casual e quente por causa do frio, nós descemos estando eu levando a minha bolsa e ele levando os pertences dele. Fomos para a cozinha e bebemos um pouco de suco de caixinha, a seguir saímos da residência a trancando e fomos para a garagem. Entramos no carro e os seguranças nos seguiria, não demorou nada e saímos pelo portão principal.
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Um tempo depois.
Chegamos na casa da mãe dele e desci do carro, comecei a acariciar a minha barriga enquanto Edward trancava o carro ao ativar o alarme. Saímos da garagem estando de mãos dadas e só garoava no momento, então dispensamos o guarda-chuva e caminhamos um pouco rápido até a porta da cozinha.
—Bom dia. Eu saudei as meninas.
—Bom dia. Falou Mary nos olhando e depois sorriu. –Bom dia patrãozinho.
—Bom dia Mary. Estamos famintos no momento.
—Irei servi-los.
—Vamos aguardar na sala. E a minha mãe?
—Ela está dormindo ainda. Pedi a Victória que fosse olhá-la e ela estava ferrada no sono, deve ter ido dormir tarde.
—Pode ser.
—Em quatro minutos eu levarei o café da manhã.
—Ok.
Edward foi andando na frente e me conduzia, ao chegarmos na sala nos sentamos à mesa lado a lado. Mary não demorou a nos servir e comemos bem, tanto que ela ficou nos olhando e permaneceu na dela só nos sondando. O bolo estava divino mesmo e comi os quadradinhos de mamão e melão com mel. Aproveitei de tudo um pouco e quando me senti satisfeita, eu parei de comer. Já Edward comeu bem, parecia bem faminto e fiquei o olhando perdida em pensamentos, o mesmo a Mary fazia comigo e quando ele acabou de comer.
—Irei subir, estou com as minhas pernas protestando e a minha coluna também. Falei me levantando e Edward fez o mesmo.
—Está doendo muito?
—Não é nada demais Edward, só cansaço mesmo.
—Precisa ficar de repouso. Falou Mary.
—Tem razão. Falei a olhando. –Vou subir.
Andei devagar pela sala e subi a escada tendo Edward ao meu lado. Tuquinha ficou eufórica ao nos ver e latiu fino olhando para nós. Edward abriu a porta e entrei, fui para o closet deixar a minha bolsa lá contendo os meus pertences e me troquei. Coloquei um conjunto quentinho, meias e fui para o banheiro remover a maquiagem do meu rosto. Aproveitei para me aliviar após secar o meu rosto e me asseei, por último eu lavei as minhas mãos.
Voltei para o quarto e me deitei, a televisão já estava ligada e Edward saiu do closet segurando dois edredons. Cobri-me com eles e Edward se deitou ao meu lado.
—Não devíamos ter nos deixado levar ontem. Falou ele me olhando. –Está com dores agora.
—Minha coluna já está sensível faz é dias Edward e não foi por causa do sexo ontem. Você tem todo o direito de se arrepender.
—Já está levando para o outro lado. Eu disse em relação a sua sensibilidade por causa do final da gravidez.
—Eu estou bem. Falei acariciando a minha barriga sob a coberta.
Resolvemos ficar calado e assistindo televisão, nisso o sono foi se aproximando novamente de mim e acabei dormindo uma hora depois.
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Às 15h.
Despertei ao sentir os meus lábios sendo beijados e abri os meus olhos, era Edward que estava ali para me acordar.
—Ta na hora do almoço. Disse ele olhando para o lado e eu fiz o mesmo, era o meu prato de comida que estava ali.
—Ok.
Sentei-me na cama e Edward colocou a bandeja a minha frente sobre minhas pernas. O frango grelhado estava com uma aparência ótima e o arroz de forno também. Belisquei a salada primeiro e fui comendo devagar.
—Está esquecendo algo. Falou ele pegando a minha vitamina e a entregou para mim.
—Logo me livrarei dela, estou sentindo isso.
—Está com dor?
—Não é isso. É uma sensação sei lá, uma intuição de mãe. Falei o olhando.
—Mulheres têm disso.
—Acredito.
Continuei comendo e senti a bebê mexer, sorri por ela estar bem preguiçosa ultimamente e bebi um pouco de suco de pêssego. Um tempinho depois eu terminei de comer e Edward foi levar a bandeja para a cozinha, já eu me levantei para ir escovar os meus dentes. Aliviei-me rapidinho e por último eu lavei as minhas mãos. Olhei para as minhas unhas e a mesmas precisavam de cuidados especiais, amanhã cedo eu iria ao salão. Sexta feira era o aniversário de Edward e haveria uma surpresa para ele aqui a partir das 18h. Ficou combinado assim entre Esme e Alice, então eu precisava ficar apresentável. Após eu sair do banheiro fiquei olhando para o lado de fora através da janela, o tempo estava limpando aos poucos conforme ia ventando e o mesmo levava embora as nuvens. O mar estava bem agitado, pois a sua calmaria era constante, mas mudava conforme o tempo fazia o mesmo. Fui me deitar ao sentir as minhas costas protestando e a acariciei até onde a costa da minha mão ia. Eu já não aguentava mais ficar de molho no quarto. Lembrei do meu laptop na bolsa e fui pegá-lo, ao retornar a cama eu fiquei sentada na mesma e com a coberta cobrindo todo o cumprimento das minhas pernas.
Liguei o meu laptop e inseri a senha, depois eu aguardei. Abri a minha caixa de e-mail e não havia nenhum ali para mim e minimizei a caixa de e-mail. Resolvi ficar mexendo na Internet e entrei em um site de jogos, essa foi a minha distração durante o restante da tarde.
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Às 22h.
Eu ainda mexia na Internet e Edward já cansava de estar de banho tomado. Eu tomaria o meu ainda e ele já havia jantado com os pais na sala. Eu recusei a janta e preferi fazer um lanche, isso às 20h.
—Está falando com quem? Perguntou Edward bem incomodado por eu já estar a horas mexendo no laptop e em nenhum momento ele soube o que eu estava fazendo.
—Nada demais.
—Eu perguntei com quem está falando.
—Por que eu estaria falando com alguém?
—Está um tempão com isso aí no colo Isabella, você nem quis descer para comer. Por acaso ainda está chateada com os meus pais depois de tudo que eu te expliquei?
—Eu não disse isso.
—É o que está parecendo.
—Não irei ficar tocando nessa tecla.
—Não precisa, está claro para mim. Ainda guarda essa mágoa aí dentro de você.
—Não irei mentir, eu estou magoada porque não me consultaram e sim resolveram por mim como você às vezes faz. Não estou com raiva e sim magoada, é diferente.
—Isso não é novidade para mim.
Edward saiu do quarto e eu fiquei ali sozinha, sem ter mais vontade de me entreter nos jogos, eu saí da Internet. Desliguei o meu laptop e me levantei da cama devagar. Edward queria estar sempre me policiando e não era bem assim que as coisas funcionavam. Eu tinha certeza que o sexo era o que mais importava para ele e ele me agradava para poder tê-lo, casais normais trocavam juras de amor e isso não acontecia entre nós. Acho, acho não, eu tenho certeza que a morte da irmã dele ficaria sempre entre nós. Eu sabia que eu nunca seria totalmente feliz, lembro-me que jake vivia se declarando para mim e eu adorava. Sortuda era a moça que estava com ele agora, jake sabia agradar uma mulher e tratá-la muito bem. Eu já havia pensado a respeito de algumas soluções durante a nossa estadia no último hotel e era o que se enquadrava melhor. Era algo monstruoso, mas seria mesmo o melhor. Eu já havia escutado a respeito pela própria tia dele e por um lado ela tinha razão, eu me sentia uma intrusa depois que tomaram a decisão por mim. O normal era haver um acordo em ambas as partes, mas não funcionou assim. Eu me perguntava se sempre seria dessa forma se tratando deles e de Edward. Bem, Edward já decidia por mim faz é tempo, mas eu sabia que muitas coisas mudaram.
Entrei no banheiro e me despi. Caminhei para o Box e após entrar no mesmo eu fechei a porta de vidro. Chorei por me sentir uma fraca, mas lavei o meu rosto bem para não dar na cara que eu estava chorando. Ensaboei-me por completo e me asseei bem com o presto barba em todos os lugares que achei necessário, tanto que minha lombar protestou por causa da posição envergada. Reclamei um pouco e me enxaguei, a seguir saí para me secar.
Penteei o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo, vesti uma camisola e coloquei a meia em meus pés. Guardei o laptop em minha bolsa e peguei o meu celular, vendo que não havia novas mensagens eu tornei a colocá-lo em minha bolsa. Voltei para o quarto, me deitei, desliguei a televisão e apaguei a luz do abajur deixando o quarto no escuro.
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Às 23:50min.
Eu já estava bem sonolenta e mais pra lá do que pra cá quando Edward se deitou ao meu lado. Ele permaneceu na dele e acabei dormindo sem sentir.
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Quinta feira, 24 de Junho.
11h da manhã.
Acordei e olhei para o lado, eu estava sozinha no quarto. Lembrei que eu precisava ir ao salão e me levantei devagar para ir escovar os dentes. Sequei o meu rosto e hidratei todo o meu corpo. Maquiei-me de leve e me arrumei, passei perfume e penteei o meu cabelo por último. Peguei a minha bolsa e saí do quarto, desci a escada devagar e escutei vozes na sala. Parei na porta da mesma e estavam ali a Esme e o Edward.
—Bom dia. Eu os saudei normalmente.
—Bom dia querida. Falou Esme sorrindo.
—Bom dia. Falou Edward me olhando e me reparando por estar toda arrumada. –Aonde vai?
—Preciso ir ao salão de beleza.
—Eu estava falando isso para o meu filho, pois eu estava querendo ir hoje também.
—Então vamos. Falei a olhando.
—Vou só pegar a minha bolsa.
—Ok. Enquanto isso eu irei pedir o Sebastian para nos levar e comerei algo.
—Tudo bem.
Saí da sala e fui para a cozinha, pedi a Victória que avisasse o Sebastian para se preparar que sairíamos e me sentei na cadeira. Pedi a Mary que me servisse de bolo e leite gelado, só isso já estava de bom tamanho para mim. Ela me serviu e comi com calma, não demorou nada Edward apareceu na cozinha junto da mãe.
—Pronto, eu já estou aqui.
—Estou terminando de comer, logo iremos.
—Tudo bem.
Comi um pouco mais rápido e finalizei o bolo, bebi o último gole de leite e me levantei. Despedi-me das meninas e caminhamos para a garagem, ao chegarmos na mesma eu olhei para o Edward.
—O Sebastian irá nos levar.
—O que tem isso, não posso ir? Perguntou ele me olhando e Esme demonstrou desapontamento com a conversa.
—Não é isso.
—Sebastian, eu pedirei o lima que o acompanhe. Tome conta da minha mãe e qualquer coisa me liga.
—Sim senhor.
—Ótimo.
—Edward. O chamei baixinho quando ele se afastou, mas chateado ele fingiu não me escutar.
—Vamos. Falou Esme.
—Vamos sim patroa. Disse o motorista abrindo a porta da pirua Blazer.
Entramos no carro com a ajuda dele e fiquei olhando para o lado de fora através do vidro, mas Esme me interrompeu.
—Ele iria numa boa filha. Está preocupado.
—Sei. Falei desacreditada. O interesse eu sabia que era na menina.
—Não acredita depois de tudo?
—Depois de tudo, de tudo mesmo, eu não acredito não. Desculpe desapontá-la, mas é o que eu sinto. Logo a bebê chegará ao mundo para a completa felicidade de vocês.
—A sinto chateada.
—Não se preocupe.
Esme ficou na dela e eu na minha, não havia mais volta mesmo. Algumas lágrimas rolaram contra a minha vontade e vendo a cena no retrovisor, Sebastian ficou na dele.
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Chegamos no salão e fomos atendidas. Pedi à cabeleireira que desse um jeito nos fios, os mesmos estavam precisando de atenção. Esme estava pintando os fios e faria uma escova e as unhas depois. Eu fiz o mesmo e na hora de embelezar as minhas unhas, eu pedi que a manicure as pintasse de rosa choque.
Meu cabelo estava com a cor acentuada e bem escovado, pois eu havia pedido que ela o deixasse bem liso e assim ela o fez com perfeição.
Esme ficou muito bem com umas mechas clara e mudou bem o seu visual, ficou bonita e mais elegante ainda. Suas unhas vermelhas estavam bem feitas e na hora de pagarmos, o Lima deu o dinheiro a mando de Edward. Ele havia se sentado e nos aguardava dentro do salão. Sem ter como protestar, eu aceitei calada. Minha coluna estava bem dolorida e pedi a Sebastian que fossemos logo embora, agradeci quando eu me sentei no banco de trás e as minhas pernas também. Senti uma pontada no pé da minha barriga e fiquei na minha, não devia ser a hora ainda e respirei fundo estando preocupada.
—Alice já preparou tudo e amanhã ela irá lá para casa arrumar tudo.
—É eu já imaginava. Falei preocupada.
—Dizendo ela vai ser simples e que os convidados irão adorar as delícias servidas. Mary já está por dentro de tudo.
—Tenho certeza que elas irão arrasar.
—Claro que sim. Disse ela sorrindo e fiquei na minha.
Comecei a acariciar a minha barriga e a pontada não tornou a se repetir durante o trajeto de volta, com isso eu me tranquilizei mais um pouco.
.
Chegamos na mansão e preferi ir para o quarto. Chegando lá o mesmo estava vazio, mas eu sabia que Edward estava em casa porque o carro dele estava na garagem. Tomei banho com cuidado para não molhar o meu cabelo e o ajeitei antes com grampos para poder durem até amanhã, dessa forma eles não ficariam soltos. Saí para me secar e me vesti, a seguir eu me deitei na cama e liguei a televisão. A dorzinha em minhas costas era normal e tentei relaxar.
Na hora do almoço eu pedi a Mary que me servisse no quarto e ela perguntou se eu estava bem, eu não sentia nada de anormal e a respondi que sim. A sopa que ela fez estava uma delícia, mas eu não quis repetir e recusei a sobremesa.
—Onde está o Edward Mary?
—No escritório. Quer que eu o chame?
—Não, é só curiosidade mesmo.
—Ok. Preciso descer e começar a fazer os salgadinhos a serem servidos amanhã.
—Sinto que está perto amiga.
—Da neném vir ao mundo?
—Sim. O meu coração está dizendo isso loucamente.
—Será bem-vinda, os patrões estão eufóricos e Alice liga todos os dias para a patroa a fim de saber.
—Alice sofre por antecipação. Falei sorrindo.
—Ela sempre foi assim.
—Percebi.
Sorrimos e ela saiu do quarto levando o meu prato e o meu copo. Eu escovaria os meus dentes depois e fiquei assistindo televisão.
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Às 21:03min.
Dessa vez eu preferi descer para jantar, eu não poderia ficar me escondendo por me sentir magoada ainda. Vi Edward pela segunda vez no dia ao me sentar ao seu lado e ele ficou na dele, eu sentia que ele estava chateado comigo. Ele se fechava quando algo não estava do agrado dele e fingi não perceber, por um lado seria bom.
Fomos servidos e começamos a comer, Carlisle puxou conversa comigo e não o tratei mal, muito pelo o contrário e Edward observava as minhas reações. Acho que ele ficou apreensivo e sabendo como eu era, ficou com receio de eu tratar os pais dele mal. Eu não faria isso, eu estava sob o teto deles e eu me sentiria mal até mesmo tendo motivos.
Mais uma vez eu recusei a sobremesa e dei boa noite a todos, minha lombar estava sensível demais e subi devagar a escada sob o olhar de Victória.
Dei boa noite a ela e entrei no quarto, arrumei a cama e fui me trocar. Escovei os meus dentes depois, me aliviei e fui me deitar. Eu estava me sentindo cansada sem ter trabalhado e fechei os meus olhos, mas tornei a abri-los quando a porta do quarto abriu. Era ele que entrou e me desliguei, fechei os meus olhos novamente e esperei o sono vir. Momentos depois eu dormi.
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...................................................................
Sexta feira 25 de junho.
11:36min.
Fui despertando aos poucos e no meu eu, eu não me sentia cem por cento bem. Olhei para o lado e Edward já não se encontrava mais no quarto, estranhei e me sentei. Levantei da cama e fui andando devagar até o banheiro, lá eu fiz xixi com uma vontade imensa e me asseei. Lavei as minhas mãos e escovei os meus dentes.
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Estando no closet eu vesti um vestidinho e penteei o meu cabelo, tornei a fazer uma espécie de touca com os grampos e sai do quarto andando com calma. Desci a escada e escutei a voz de Alice, a seguir a sua risada e vinha da cozinha. Fui até lá.
—Bom dia. Eu as saudei e até a Esme estava ali sentada a mesa.
—Bom dia. Responderam-me elas.
—Edward. Cadê ele?
—O seu marido foi para a empresa a pedido do pai, o mesmo o enganou falando que precisava dele lá só hoje e ele caiu como patinho. Disse Alice vindo me cumprimentar com dois beijos em minha bochecha.
—Hoje Edward fica mais velho.
—Não exagere, está na flor da idade aos vinte e seis anos.
—Sei disso e quem dirá eu aos dezoito anos.
—É mesmo novinha. Disse Alice sorrindo e foi continuar o preparo das pastas.
—Sente-se amiga, eu a servirei.
—Tudo bem, não estou com muita fome, mas irei comer.
—Sente-se bem?
—Sim. Menti.
—Que bom!
Eu as observei preparando as coisas e Victória limpava os camarões. Os mesmos estavam graúdos, mas por me sentir um pouco indisposta, eu preferi observar e aguardar o meu café da manhã.
Mary me serviu e comecei a comer devagar, eu não queria chateá-las com uma simples dorzinha nas costas. Após eu terminar de comer, pedi licença e subi. Peguei o meu celular na bolsa e me deitei na cama, disquei o número do celular de Edward e o aguardei. Chamou duas vezes apenas.
—Alô.
—É........sou eu Edward.
—Sei disso, conheço o número. Disse ele aparentemente normal por estar chateado comigo ainda.
—Apesar de tudo é o seu aniversário hoje e estou ligando para te desejar tudo de bom.
—Obrigado. Disse ele agora normalmente, talvez até surpreso por eu ter ligado. O certo era eu não ligar, mas eu liguei para não ficar mal.
—De nada........Então é.....isso.
—Está tudo bem aí?
—Estou sim.
—Ok.
—Vou desligar agora. Falei colocando a mão em minha barriga.
—Tudo bem. Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e coloquei o celular ao meu lado. Eu sentia que de hoje não passava por me sentir inquieta e chorei em antecipação, eu não queria estragar a surpresa que a Alice estava fazendo. Liguei a televisão e senti outra pontada no pé da minha barriga, a mesma refletiu em minhas costas e pensei em minha mãe nesse momento. Fiquei de lado e me cobri, tentei me concentrar na televisão e a dorzinha aliviou bem mais minutinhos depois. Fiquei acariciando o meu ventre e os minutos foram se passando, fiquei pensando na surpresa que elas estavam preparando para ele e eu faria de tudo para não a estragar. Duas horas depois eu consegui dormir sentindo o incomodo em minha lombar.
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Às 14:30min.
—Amiga, acorda. Chamou-me Mary.
—Oi. Falei abrindo os meus olhos.
—Vim te chamar para almoçar.
—Eu não estou com fome. Falei me movendo devagar na cama.
—Está um pouco pálida amiga. Está passando mal e está me escondendo?
—Claro que não! Estou cheia de calor com essa coberta, é isso. Diga a Alice para me perdoar por não me juntar a elas. Invente algo, sei lá Mary.
—Pode deixar. Falou ela me observando.
—Não comente as suas desconfianças, não quero que preocupe os outros à toa.
—Tudo bem.
Ela saiu do quarto e deixou a porta entre aberta, por eu estar me sentindo incomodada por estar naquela posição, eu me deite de barriga pra cima. Resolvi me levantar e coloquei a banheira para encher, adicionei sais na água e esperei encher.
Estando a água em um nível que eu considerei bom, eu fechei a água e me despi. Entrei na banheira e me sentei devagar, fiquei ali só aproveitando e a quentura da água aliviou mais um pouco a dorzinha. Perdi a noção de quanto tempo eu fiquei ali.
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Às 17:33min.
A porta foi aberta e abri os meus olhos, eu estava toda cuidadosa para não molha o meu cabelo recém escovado e com touca. Sem contar que a dor ainda me incomodava.
—Vim vê-la. Falou Alice sorrindo e não se importou com a minha nudez.
—É.........eu estou bem.
—É bom que comece a se arrumar, à noite daqui a pouco chega e os convidados também. Sabe o que vai vestir?
—Escolhe você Alice, eu sei que você tem bom gosto.
—Pode deixar. Disse ela indo para o closet sorrindo.
Acariciei a minha barriga e me levantei lentamente da banheira, sai da mesma e fui remando até o Box. Eu precisava melhorar e estar apresentável na festa, mas pensando bem eu não sei se eu conseguiria. Liguei o chuveiro e comecei a me ensaboar.
Minutos depois Alice apareceu segurando o que eu vestiria e calçaria, alguns adornos também e sorriu ao me olhar.
—Já escolheu tudo?
—Tudinho, agora eu irei me arrumar. Titia já foi tendo a ajuda de Victória e está tudo lindo, por sorte o tempo cooperou.
—Que bom!
—Bem, estou indo, logo o meu primo chega e os convidados também.
—Ok e obrigado. Falei apoiando a minha mão na parede.
Alice saiu do quarto e eu senti mais uma vez a pontada em minha barriga, a dor se acentuou do nada e fechei os meus olhos, caminhei um pouco curvada até a pia e peguei o presto barba, eu me assearia novamente para caso fosse preciso eu ir para a clínica se houvesse necessidade. Estando sob o chuveiro, eu me asseei. Dano-me por satisfeita, eu me enxaguei novamente e saí para me secar. Caminhei até a parede e peguei ali a toalha, enxuguei-me e hidratei toda a minha pele sentindo um pouco de dificuldade. Maquiei-me bem e mesmo sentindo dor, eu consegui uma maquiagem marcante e bonita. Fui até a cama e me vesti, fiquei até muito bonita e calcei a sandália com muita dificuldade. A mesma era verde e chique. Os meus pés estavam inchados e pensei se Alice estava batendo bem ao escolher aquele calçado para mim, mas para não a desapontar o calcei. Por último eu passei perfume e Mary entrou no quarto no momento que eu me escorei na parede, mas controlei as minhas expressões faciais e ela nem notou.
—Alguns convidados já chegaram. Falou ela estando de roupa trocada e com um uniforme bonito para recepções especiais, aquilo foi coisa de Alice também. Observei. –Os pais de Alice já estão aqui faz um tempinho.
—Que bom, depois eu desço.
—Estou te sentindo estranha amiga.
—Que nada, estou grávida apenas.
—Sei não viu! Disse ela me olhando.
—Não deixe os convidados sozinhos.
—Dona Esme acabou de descer com a Victória.
—Ótimo!
—Perguntaram por você.
—Diga que eu já estou descendo.
—Seu Carlisle ligou e eles já estão vindo embora. Alice caprichou e será no jardim, a temperatura está agradável e dará tudo certo.
—Que bom!
—To indo.
—Ok.
Mary saiu do quarto e eu fui me deitar na cama na mesma hora, eu só desceria depois.
.
20min depois.
A porta do quarto tornou a se abrir e era Alice ali toda arrumada e seu vestidinho curto preto era lindo. A sandália chique da mesma cor estava combinando e a olhei.
—Nossos parentes já estão todos aqui, inclusive falta chegar apenas alguns amigos nossos. Já tem bastante gente lá em baixo e estão adorando a recepção. Não acredito que ainda está aqui em cima. Disse ela me olhando.
—Descansando as minhas pernas somente.
—Em cinco minutos eles estarão chegando, vamos descer.
—É vamos. Falei sentindo uma forte fisgada e coloquei a mão em minha barriga sem fazer som algum. Sorri sentindo um calor avassalador por causa do esforço heroico que eu estava fazendo. Eu estava perdida literalmente com tanta dor e indisposição.
—Ok. Falou Alice sorrindo e me levantei tentando não demonstrar nada.
Caminhei a passos normais aparentemente e saímos do quarto. Desci a escada bem lentamente ganhando o olhar de Alice e andei pelo corredor, a música tocava animada e dava para escutar dali. A canção era do estilo clássica e Rosalie ao me ver entrando na cozinha, veio me cumprimentar. Eu abracei com cuidado e Emmett também se aproximou para me cumprimentar.
—Está enorme. Falou ele sorrindo.
—É, eu estou mesmo. Falei sorrindo levemente.
—Vamos pessoal, o Edward já deve estar bem próximo com o meu tio.
—É vamos. Falou Rosalie sorrindo.
Vi Mary ali só nos preparativos juntos de Victória e havia mais uma moça as ajudando. Dizendo Alice quando eu a perguntei quem era, ela falou que era a moça que trabalhava na casa dela. Sorri para a moça de nome Carmem e saí da cozinha.
O jardim estava lindo e bem organizado contendo várias mesas, até ponche tinha. O bolo era lindo branquinho com azul e a mesa estava fofa, mas com um quê masculino. Tudo estava perfeito e as pessoas ao me verem, vieram me cumprimentar. A maioria delas eu já conhecia e tentei disfarçar a dor que aumentava gradualmente. Cheguei a respirar fundo e os portões foram abertos no momento que a tia de Edward me cumprimentava.
—Meu sobrinho parece que acabou de chegar. Falou ela me observando, eu estava segurando a minha barriga e sorri levemente.
—É, é é eu estou percebendo. Falei respirando com um pouco de dificuldade agora.
O primeiro que entrou foi o carro de Edward e devendo estar surpreso, ele arriou o vidro do carona e deve ter observado o movimento. Ele tornou a fechá-lo e entrou na garagem, foi preciso eu respirar fundo e coloquei a minha mão esquerda na cintura. Depois foi a vez de Carlisle e por último foi as duas pirua Blazer dos seguranças.
Ficamos aguardando ele aparecer e quando ele apareceu, ele estava segurando a chave do carro e o celular.
—FELIZ ANIVERSÁRIO! Desejou todos juntos e ele sorriu balançando a cabeça que não, nisso os nossos olhares se encontraram e curvei levemente o meu corpo sem dar sinais que nada estava indo bem para mim.
—Eu sabia que tinha algo errado, todo esse suspense. Disse ele se aproximando e sorriu ainda mais.
Ele veio até a mim, olhou para a minha barriga e me deu um selinho. O pessoal assoviou fazendo graça na mesma hora que ele me beijou e um por um foi o cumprimentando. Carlisle fez o mesmo com o pessoal e começaram a conversar de forma descontraída. Fiquei os olhando e eu senti a necessidade de me sentar por não dar mais para mim, mas Edward veio até a mim e o olhei estando ele segurando vários presentes que ganhou.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Preciso de um banho, depois eu desço.
—Vou, vou, vou subir com ......você.
—Tudo bem. Falou ele me observando e deve ter estranhado a minha repetição.
Conversamos mais um pouco com os convidados que se aproximaram e belisquei um petisco, mas parei de comer com a dor que me atingiu e me curvei em Edward com uma vontade imensa de gritar. Para ele eu estava o abraçando e ele envolveu a minha cintura.
—Nos dê licença, eu preciso tomar um banho correndo. Falou Edward para os amigos e caminhamos pelo jardim.
Respirei fundo milhares de vezes e entramos na cozinha, as meninas passaram por mim com as bandejas infestada de delícias e as recusei. Passamos pelo corredor e começamos a subir a escada, mas....
—Vai na frente Edward...................irei subir devagar.
—Vamos juntos.
—Pode ir para ser mais rápido.
—Ok.
Edward foi subindo a escada e eu parei, estava muito ruim para eu subir rápido e subi remando, quase que eu subi engatinhando por causa da dor. Quando eu consegui entrar no quarto, ele já estava no banheiro se despindo. Deitei-me na cama de barriga pra cima após tirar a minha sandália de qualquer jeito e sofri ali calada. Estava piorando a dor a cada minuto que se passava e teve um momento que a minha vontade foi de gritar a todos os pulmões. Coloquei o meu braço na boca e respirei fundo, eu sentia que a hora estava ali bem próxima. Eu estava suando muito e me sequei com dificuldade.
.
7min depois.
Edward saiu do banheiro e foi para o closet, cheguei a soltar uns “ai” baixinho e aguentei firme com muito custo apoiando as minhas duas mãos em minha barriga. Nunca senti uma dor horrorosa igual àquela antes, eu estava ferrada. Eu me sentia partir ao meio e fechei os meus olhos estando desesperada.
.
5min depois.
Ele acabava de sair do closet todo arrumado e me aplumei para não dar na pinta.
—Vamos descer?
—Vai você, depois eu desço.
—O que está havendo? Perguntou ele acariciando a minha barriga sobre a minha roupa e me olhou.
—Meus pés estão doloridos e inchados.
—Estão inchados mesmo. Disse ele os observando e pareceu observar as minhas vestes também.
—Diga para o pessoal que eu estou relaxando, irão compreender. A pequena Patrícia está lá em baixo com os pais e a irmãzinha. Vá brincar com ela. Sei que ela é sua fã.
—Está me expulsando? Perguntou ele normalmente.
—Não estou. Falei prendendo a minha respiração e ele me beijou, movemos as nossas línguas bem lentamente juntinhas, mas me afastei por causa da dor.
—Irei descer então.
—Aproveite a festa.
—Não demore a descer.
—Pode deixar.
Edward se levantou e saiu do quarto, fechei os meus olhos e comecei a chorar.
.
1h e 15min depois.
A dor já estava insuportável. Gritei estando o travesseiro em minha boca e acabei o borrando de batom vermelho. Eu já respirava aos arquejos e me curvei na cama gemendo de dor. Minhas costas estava dormente por causa da tamanha dor e apertei o lençol com força estando as minhas pernas abertas. Eu gemia descontroladamente com a intensidade da dor e eu me sentia completamente impossibilitada. Apertava os travesseiros, segurava as vezes a minha barriga, tudo isso para tentar aliviar um pouquinho só.
—Me ajude meu Deus. Falei baixinho e senti uma pontada ainda mais forte. –Ai! Reclamei e fechei os meus olhos respirando de forma constante. –Aiiiiiiii, aiii, aiiiiii. Edward. Falei baixinho o nome dele, eu o chamava em pensamento. –Aaiiiiii.
Sequei o meu rosto e a porta foi aberta por Edward, tentei me conter mesmo sabendo que estava impossível e senti como se eu levasse uma facada em meu ventre. Sentei-me na cama sem ter forças para me levantar e as minhas pernas tremiam, Edward parou a minha frente e me olhou. Observando-me.
—Vim vê-la, Alice disse que você estava demorando demais e há muita coisa gostosa dizendo ela. Está perdendo.
—Estou indo. Falei me levantando e segurei no ombro dele um pouco forte demais, eu estava tão mole por causa da dor e o abracei sem pensar em busca de algum alívio para aquela dor horrorosa.
—Isabella o que está havendo? Perguntou ele me fazendo olhá-lo e o beijei sentindo as lágrimas brotando em meus olhos com intensidade.
Edward envolveu a minha cintura causando-me uma dor imensa e senti um líquido quente molhando a minha calcinha, o mesmo escorreu pela as minhas pernas. Nisso eu me afastei e olhei para baixo fazendo a lágrima cair no chão, ele fez o mesmo e me olhou passado.
—Desculpe, desculpe, eu não queria estragar a festa. Falei fechando as minhas pernas a fim de tentar esconder. -Eu, eu. Falei soluçando.
—Estava escondendo que estava sentindo dor para mim?
—Ai. Falei me curvando. –Eu não queria interromper a, a, a festa. Falei sentindo pontadas mil vezes mais fortes. –Aiiiiiii. Reclamei mais alto. –Edward a bebê.
—Vou pegar a sua mala, aliás, pedirei a Alice para fazer isso.
Edward me pegou no colo e eu podia sentir o quanto ele ficou nervoso. Saímos do quarto e ele desceu a escada me carregando com cuidado.
—Hummm!!! Eu fiz alto fechando os meus olhos e respirei fundo.
Edward atravessou o corredor em segundos e Mary ao nos ver estranhou.
—O que está havendo patrãozinho? Perguntou ela me reparando e viu as minhas pernas molhadas. –Ai meu Deus! Falou ela sorrindo e colocou a mão na boca.
—Mary, pegue as malas no quarto da bebê e a mala de Isabella já está lá também. Seja rápida, por favor.
—Tudo, tudo bem. Falou Mary saindo da cozinha às pressas e sorria.
—Edward, Edward, Ai! Hummm, os meus documentos. Falei com dificuldade.
—Não se preocupe. Disse ele me olhando e gritou para a Mary escutar. –Mary, pegue a identidade da Isabella na bolsa dela que está no closet do nosso quarto.
—Pode deixar. Gritou ela ao longe.
Quando Saímos na porta da cozinha, a atenção se virou toda pra nós e Esme por não enxergar ficou perdida com o silêncio. O meu sussurro de dor disse por si só o que estava acontecendo e Carlisle veio rápido na nossa direção.
—Está na hora pai. A bolsa dela estourou.
—Nossa meu filho! Disse ele preocupado e demonstrando felicidade.
—Lima, Sebastian, vamos para a clínica. Gritou Edward estando bem agitado.
—Tudo bem patrão. Falou o Lima caminhando na frente.
—A minha afilhada está vindo, ela está vindo! Falou Alice chorando e segurou na minha mão enquanto Edward ia comigo para a garagem.
—Mais rápido Edward, mais rápido. Eu falei sentindo as contrações vindo cada vez mais fortes. –Ai meu Deus.
—Alice, ligue para a doutora, por favor, e diga que estamos a caminho.
—Pode deixar. Eu darei um jeito aqui na festa.
—Desculpe acabar com o seu aniversário. Aiiii, hummmmmm.
—Está chegando o melhor presente. Falou Alice secando as lágrimas e saiu da garagem às pressas.
Edward entrou na pirua Blazer e ficou me amparando, eu estava agoniada e Mary chegou trazendo as minhas coisas e as da bebê. Ela entregou a minha identidade para o Edward e vi que Rosalie parou ao lado do carro junto de Esme que já chorava.
—Tente manter a calma filha. Pediu ela.
—Estou, estou tentando. Falei sentindo muita dor. –Estou com muita.....dor.
—Que Deus a acompanhe, os acompanhe. Vai passar filha, força.
—Se acalme mãe. Pediu Edward. –Rosalie, por favor, cuide dela.
—Claro.
—Iremos depois filho. Disse a tia dele, mãe de Alice.
—Tudo bem.
A pirua Blazer foi ligada e havia muita gente agora em volta do carro, pareciam bem felizes e fechei os meus olhos. A pressão em meu baixo ventre estava tamanha e coloquei a minha mão novamente sobre a minha barriga. Saímos da residência às pressas.
—Ai, meu Deus, Ai meu Deus. Eu falava alto sentindo milhares de facadas em minhas costas e em meu baixo ventre. A contração estava constante e me matando viva.
—Calma. Pedia Edward sem saber o que fazer. –Respira.
—Não tem como. Falei me ajeitando, não havia posição confortável agora. Estava insuportável a minha agonia. –Não tem como.
Lima estava indo bem rápido e o celular de Edward tocou no bolso, era Alice. Eles conversaram e pude escutar que os convidados estavam bem felizes. Muitos ficariam lá e quando a bebê chegasse ao mundo, a festa acabaria e eles comemorariam o aniversário de Edward no próximo domingo em um almoço especial. Tudo que fizeram seria distribuído e não prestei mais atenção, meu grito de dor assustou até o motorista. Imagino que quem estava do outro lado da linha também.
.
15min depois.
Chegamos na clínica. Edward desceu comigo no colo e vi Emmett chegando logo a seguir junto do pai de Edward no carro de Carlisle. Fomos para a entrada do hospital e fui colocada em uma maca logo de cara, eu delirava de dor e vi Que Emmett segurava as minhas coisas e as da bebê. Carlisle ficou na recepção acertando tudo e vi a minha doutora se aproximando junto das enfermeiras.
—Parece que chegou finalmente a hora. Falou ela sorrindo enquanto a maca era empurrada e reclamei ainda mais de dor.
—Sim.
CONTINUA.......
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