Solares

43 Capítulo 43


Notas iniciais
******* juaassaid ****** obrigadooo por recomendar!!!!! bjoooo e fico animada com as palavras de vcs. ................................................................................. obg por comentarem, pois eles me incentivam a postar sempreee. ............................//.................................... links: quarto do hospital: http://www.smrmcmaternity.com/images/ldr.jpg

BELLA.........

Final do capítulo anterior.

15min depois.

Chegamos na clínica. Edward desceu comigo no colo e vi Emmett chegando logo a seguir junto do pai de Edward no carro de Carlisle. Fomos para a entrada do hospital e fui colocada em uma maca logo de cara, eu delirava de dor e vi Que Emmett segurava as minhas coisas e as da bebê. Carlisle ficou na recepção acertando tudo e vi a minha doutora se aproximando junto das enfermeiras.

—Parece que chegou finalmente a hora. Falou ela sorrindo enquanto a maca era empurrada e reclamei ainda mais de dor.

—Sim.

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Chegamos na porta do quarto e Edward teria que tomar algumas precauções antes para poder entrar na sala, era para evitar infecções e ele devia vestir algo. Após eu entrar deixando ele do lado de fora, eu pude reparar o quanto era bem equipado e luxuoso o local. Como eu sofria naquele momento de dor.

A maca foi posicionada em um ponto estratégico e fui preparada pelas enfermeiras em questão de poucos minutos, até uma lavagem fizeram em mim e detestei essa situação embaraçosa e constrangedora. Sorte era Edward não estar ali naquele momento e gemi de dor ainda mais.

—Ai meu Deussss!!!

—Se acalme senhora. Pediu a enfermeira e a olhei.

—Não, não tem como. Falei sentindo as lágrimas descerem. E respirei fundo.

.

2 minutos depois de sofrimento.

Eu já estava conectada ao soro, os meus batimentos cardíacos já estavam sendo monitorados junto da minha pressão e a doutora fez o toque.

—Falta pouco mamãe, apenas dois de dilatação. Disse ela sorrindo. –Está indo bem.

—Eu não aguento mais doutora, eu não aguento mais essa......................dorrr. Ai como dói Deus! Eu falava de forma desesperada e coloquei a minha mão sobre a minha barriga.

—É assim mesmo. É o seu primeiro bebê e está indo rápido até.

—Estou sentindo dores desde cedo.

—Poderia ter vindo antes, iria ter toda a assistência.

—É o aniversário do Edward, está rolando uma festa.... Ai! Deus. Reclamei. –Está rolando uma festa e eu acabei com tudo. Falei chorosa.

—Não diga isso. Se é o aniversário do seu marido, ele não podia ganhar presente melhor que a filha de vocês. Sabe que eles saem quando querem, isso quando aguardamos sendo parto normal.

—É.... HUM! Falei me contorcendo. -Está doendo muito. Humm!!! Ai, ai. Eu falei de olhos fechados. -Não suporto mais isso.

—São as contrações, está dilatando por isso está doendo tanto. É o seu corpo se preparando para dar passagem para a sua filha. Quer tomar a peridural para aplacar a dor ou quer que seja totalmente natural?

Vi Edward entrando no quarto e ele veio até a mim preocupado, minha expressão devia estar de quem estava apavorada. E eu estava.

—Pelo amor de Deus! Eu, eu, eu aceito tudo para amenizar essa dor terrível e horrível doutora. Ai! No que eu me meti me deus! Falei abrindo os meus olhos quando mais uma pontada forte deu em meu baixo ventre. –Por que? Por que? Eu me perguntava no momento que eu me lembrava do dia que eu supostamente engravidei.

—Iremos aplicá-la e relaxe.

—Ok.

Edward ficou ao meu lado e me posicionei para poder tomar a injeção que me daria o alivio.

.

Aos poucos ela foi fazendo efeito e eu estava toda suada, eu me sentia fraca e molenga demais por sentir tanta dor e aguardamos.

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10min depois.

Edward andava de um lado para o outro e eu o olhava sem saber o que falar, não sabia se ele estava chateado por tê-lo tirado da festa. O som do bipe dos aparelhos ecoava no quarto e uma enfermeira ficou ali me observando. Já as outras voltariam quando eu estivesse pronta. A todo o momento eu pensava em minha mãe e foi espontâneo da minha parte pensar nela. O meu coração voava em meu peito e o bipe dos meus batimentos cardíacos denunciava isso. Sendo atenciosa, a doutora segurou em minha mão a acariciando sem mesmo me conhecer, eu achei bom e fui me tranquilizando mais. Edward me olhava sem saber bem como agir e desviei o meu olhar, acabei que fechei os meus olhos e uma lágrima rolou.

.

Um tempinho depois.

A doutora tornou a entrar no quarto e fez o toque mais uma vez, eu estava totalmente dilatada para minha surpresa e apreensão. Na mesma hora eu senti um medo tremendo e pedi a Deus para tudo dar certo, eu estava bem amedrontada no momento.

—Ta na hora de fazer força. Disse a doutora e Edward ficou ao meu lado na mesma hora.

A enfermeira suspendeu o suporte onde eu colocaria as minhas pernas e fiquei completamente exposta, cheguei a sentir vergonha na frente daquelas pessoas. Eu estava completamente nua por baixo do roupão da clínica.

—Prenda a respiração e faça força. Disse a enfermeira.

—Ok.

Prendi a respiração e fiz uma força tremenda.

—Relaxe. Disse ela me olhando. — E vamos para a próxima.

Outras mais foram feitas e parece que não surtiu muito efeito, eu já estava esgotada e ofegante. Fiz força novamente e parei soltando o ar dos meus pulmões. Fechei os meus olhos para tomar fôlego e fiz força novamente.

.

.

.

Foram várias tentativas e parecia que ela não queria sair.

—Não está saindo. Falei ofegante estando mais que suada e o olhei para o Edward. Ele não sabia o que falar para mim e ficou me olhando.

—Darei um pequeno corte para a bebê poder sair, será rápido você vai ver.

—Tudo bem. Falei olhando para o teto e fechei os meus olhos, pude sentir uma leve picada e abri os meus olhos na mesma hora.

—Faça força que agora vai mamãe. Falou a doutora sorrindo.

—Ok.

Fiz força, fiz força, fiz força e senti que a cabeça da bebê saiu, com isso remexi-me inquieta e a doutora me fez ficar calma abrindo minhas pernas.

—Se tranquilize.

—Estou esgotada e dolorida.

—Eu a entendo, só mais um pouco.

—Ok.

Eu respirava de forma constante por estar no meu limite e a doutora pediu para eu fazer mais força novamente. Fiz o que ela me pediu mais duas vezes e ela segurou a bebê quando ela saiu, na mesma hora ela começou a berrar no quarto e as minhas lágrimas rolaram ao me lembrar de algo.

—A bebê nasceu às 23:07min. Disse a enfermeira anotando no papel e chorei feito uma criança enquanto elas colocavam algo na boquinha e depois no nariz dela para poder tirar possível líquido.

—Quer cortar o umbigo papai? Ela perguntou ao Edward que estava com o rosto vermelho e secou uma lágrima que ele tentou esconder de mim, mas eu vi.

—Tudo bem. Disse ele baixinho mal conseguindo falar e cortou o umbigo da forma que a doutora explicou.

Elas fizeram todos os procedimentos na menina, inclusive o teste do pesinho e me limparam todinha, era tanto sangue e olhei para o teto mais uma vez. Parecia que havia um vácuo agora dentro de mim e por um lado agradeci a Deus por logo ter o meu corpo de volta. Eu não estava aguentando mais a gravidez, houve tantas perturbações.

—Mamãe e papai, ela tem 49cm e pesa 3kg. Falou a enfermeira sorrindo.

—Ótimo. Falei olhando para a neném e a mesma tinha uma pinta igual à do pai nas costas, porém pequena e ele também a observava estando peladinha. Na certa observando também a pintinha de família na neném.

Levei alguns pontos e dizendo a doutora os mesmos cairiam sozinhos. Olhei para o lado, Edward me olhava e eu para ele sem dizermos nada um para o outro. Olhamos na direção da menina que chorava bastante e sorri, a enfermeira estava dando banho nela e esse devia ser o motivo. Edward foi até a mala e pegou as coisinhas dela, a roupinha era linda e sem contar a touquinha. Ele entregou a pomadinha, a fralda e o talquinho que eu sabia ser bem cheirosinho. Chorei a olhando de longe e troquei a roupa do hospital com a ajuda da enfermeira, pois eu acabei a sujando um pouco de sangue na hora do parto. Mudei de maca e fiquei numa que parecia mais uma cama, a mesma era inclinável automaticamente e confortável.

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Já estando arrumada e depois de tanto tempo sem ficar naqueles dias, eu estava estranhando em estar de absorvente pós-parto. Quando trouxeram a bebê e que a colocaram em meu colo, eu pude repará-la bem ao segurá-la com cuidado, ela era linda.

—Ela tem os seus olhos. Falei olhando para o Edward e a bebê fazia aqueles sonzinhos que eu achava lindo movendo a mãozinha, do nada ela começou a chorar novamente. O seu chorinho preenchia o quarto.

—Ela quer mamar mamãe. Qual o nome dela? Precisamos pôr na ficha e na pulseirinha do hospital que ficará com ela. Sendo que o papai precisa tomar as medidas para registrá-la aqui mesmo na clínica.

—É, É. Eu falei olhando para o Edward sem saber.

—Escolha um nome. Disse ele me olhando. –É a hora.

—Eu pensei em Marie. O que você acha? Perguntei indecisa, ele poderia não aprovar.

—É um nome muito lindo. Disse ele me olhando. –Ela é linda, então combina.

—Então é o nome dela. Falei a olhando, ela estava chorando pra valer em meus braços.

—Nine-a. Instigou-me a doutora vendo o meu total embaraço. –Tem um bebê saudável nos braços.

—Ok. Isso é muito bom.

—Se é.

Ninei a bebê devagarzinho e nada dela ficar quieta, eu não sabia segurá-la direito e a doutora me ensinou. A ninei devagar e ela não parava de chorar.

—Ela deve estar querendo mamar mesmo. Falou Edward a olhando.

—Tem razão. Falou a enfermeira que havia me limpado cheia de cuidado e atenção.

—Então é a hora do mamar. Falei sem jeito e desabotoei o roupão do hospital, depois eu colocaria as roupas que Mary separou, inclusive camisolas comportadas para a ocasião.

Coloquei o meu seio de fora e Edward foi buscar uma fralda de pano, quando ele voltou a entregou para mim. A doutora posicionou a bebê em meu colo, ajeitou a fralda e aproximei o meu seio da boquinha da bebê. Ela se remexeu bastante chorando, mas eu ao colocar o bico dentro de sua boquinha, ela o sugou com vontade. Causou-me uma dor terrível, eu tirei o bico na mesma hora, isso a assustou fazendo com que chorasse ainda mais e alto.

—Dê a ela. Falou Edward me olhando sem entender nada.

—Doeu demais.

—Está no caminho certo, depois passa. Falou a enfermeira.

—Ok.

A menina chorava muito e a ajeitei estando bem sem jeito. Coloquei o bico do meu seio na boca dela e doeu bastante conforme ela o sugava parecendo bem faminta, ela havia parado de chorar na mesma hora em que começou a mamar. Ela perecia estar concentrada ao mamar e a cor de seus olhos era de um verde incrível. Seu cabelinho era no mesmo tom do meu e bem ralinho, bem dizer quase nada e ela era perfeita. Olhando-a de longe, achariam que ela era carequinha, mas não, era pouquíssimo cabelo mesmo.

Edward segurou na mãozinha dela e a mesma parou de mamar na mesma hora, mas depois tornou a me sugar. As enfermeiras saíram do quarto sorrindo e agradeci a doutora por tudo, sorrindo ela disse que foi um prazer.

—Irei ligar para o pessoal, devem estar aflitos por notícias. Falou Edward.

—Faça isso.

Ele se afastou e disse que iria até o banheiro tirar o que estava vestindo. Fiquei curtindo a menina estando a doutora ainda ao meu lado e eu a olhei.

—E vocês? Perguntou ela e soube do que se tratava.

—Indo.

—Agora tem um motivo maior para se entenderem hein!

—Eu sei. Logo tudo irá se normalizar. Falei pensativa.

—Isso é bom.

Olhei para a Marie que mamava ainda e seus olhinhos abriam e fechavam em câmera lenta, parecia que estava sonolenta agora. Minutos depois ela parou de sugar e a doutora me ajudou a colocá-la para arrotar, não demorou muito ela o fez. Edward apareceu novamente e arriscou pegá-la no colo, ela acabou dormindo e ele a segurava até melhor do que eu.

—Meu pai junto do meu amigo já pode entrar doutora?

—Rapidinho, a visita mesmo é amanhã a partir da 14h. Isso é para a mamãe poder descansar bem, pois foi uma longa jornada.

—Ok.

—Irei deixá-los e qualquer coisa, é só apertar esse botão na parede que uma enfermeira aparecerá. Quando der, passe no departamento para registrar a sua filha.

—Logo eu irei. Mas eu posso ficar aqui com a minha mulher né?

—Claro que sim, aqui permitimos um acompanhante.

—Tudo bem então.

—Irei chamá-los para você e mais tarde a enfermeira virá para levá-la para o berçário.

—Obrigado.

—De nada.

Ela saiu da sala e eu fiquei o olhando com a neném no colo. A porta foi aberta e Carlisle junto de Emmett entraram sorrindo e fazendo festa.

—Vejam como ela é linda. Disse Edward mostrando a filha a eles e os mesmos sorriram ainda mais.

—Parabéns! Falou Emmett vindo me dar um beijo na testa.

—Obrigado.

—É uma princesinha filha. Disse Carlisle vindo me cumprimentar e depois abraçou o filho junto da netinha. –Ela é uma graça mesmo.

—Ela tem os meus olhos. Disse ele sorrindo e entregou a menina para o pai poder segurá-la.

—Que linda! Disse ele babando e foi até o Emmett com ela. –Alice irá pirar, ela não parou de ligar.

—A se vai. Disse Edward segurando a mãozinha da neném e ela se mexeu de leve.

Eles revezaram com a neném e eu fiquei olhando, as vezes sorria com a cara de abobalhado de cada um e fiquei no mundo da lua pensativa.

.

Chegou a hora que eles tiveram de ir, pois a enfermeira entrou no quarto os avisando e chorei quando eles foram embora. Edward a colocou no bercinho com cuidado da forma que a enfermeira ensinou e olhei para ela.

—Estou com fome. Falei para a enfermeira cujo nome era Ema.

—Providenciarei algo senhora, com licença. Disse ela saindo do quarto e Edward veio até a mim.

—Mentiu para a Mary e para a Alice hoje não foi?

—Sim, eu não queria estragar tudo, mas acabou acontecendo. Não foi intencional Edward.

—Desde quando a minha filha poderia estragar algo?

—Elas gastaram tanto, eu não queria incomodar com as minhas lamentações de dor.

—Os bebês não esperam.

—Pude perceber. Falei mexendo as minhas mãos e senti o meu seio vazar, na mesma hora eu coloquei a fralda sob o olhar de Edward.

—Irei ligar para minha mãe e pedir que me mande uma roupa mais confortável.

—Ok.

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...................................................(No mesmo instante)

Madrugada de sábado, 26 de junho.

1h da manhã.

Edward se sentou no sofá e ligou para casa, ele conversou bastante com a mãe e pediu que a Mary enviasse uma roupa casual confortável através do segurança. Falei depois com a Esme que se demonstrou bem emocionada e disse que estava louca para segurar a neta. Conversei também com a Mary que faltava ter um filho para falar comigo e ela me parabenizou, pediu também para eu dar um beijinho na minha filha por ela. Eu soube através dela que partiram o bolo e o mesmo estava uma delícia, dizendo ela ninguém se incomodou e voltariam todos no almoço. Perguntei por Alice e Mary disse que todos já haviam ido embora. Ela brincou e me preveniu falando que amanhã eu receberia muita visita, tive que sorrir com a forma que ela falou. Nos despedimos minutos depois e encerrei a ligação, a seguir Edward guardou o celular.

—Preciso de um banho, apesar de limpa, sinto-me encharcada no momento.

Edward me ajudou a levantar e fomos até o banheiro devagar, ele saiu para pegar os meus objetos pessoais e até sabonete líquido neutro a Mary colocou para mim. Despi-me e Edward saiu do banheiro, asseei-me de leve ficando chocada com o meu fluxo e fui me lavar. O jato de água era relaxante e como o suor havia detonado o meu cabelo, eu o lavei cheia de pena. Após me enxaguar peguei a toalha e me sequei, logo após eu me vesti.

Calcei o meu chinelo e fui andando com muita calma de volta para o quarto, Edward estava ao lado do berço a admirando e reparei que havia um lanche bem farto ali para eu comer.

—A enfermeira deixou aqui.

—Há bastante, coma algo.

—Irei beliscar só, comi bastante coisa lá em casa.

—Tudo bem.

Sentei-me com cuidado na cama e puxei o suporte até a mim. Comecei a comer devagar e estava bom, mas a bebê acordou e começou a chorar. Edward a pegou no colo e começou a niná-la, nisso ela ficou quietinha, mas acordada. Ele se sentou no sofá com ela e ficou mimando-a enquanto eu comia, milhões de coisas se passavam pela a minha cabeça agora. Lembrei dos meus amigos e sei que eles ficariam contentes ao saber que ela nasceu, isso me deixou triste pela situação não ser normal e eles virem me ver. Continuei comendo e quando eu acabei, me dei por satisfeita. Fui escovar os meus dentes e me aliviei novamente, lavei as minhas mãos e voltei para o quarto andando devagar. Edward me deu a bebê, ela chorou um pouco e na mesma hora eu dei de mamar a ela. Marie ficou quietinha ao me sugar devagar e Edward comeu o que eu havia separado para ele. Eu estava me sentindo sonolenta e quando ela se sentiu satisfeita, ela parou de mamar e largou o meu peito. A coloquei para arrotar e Edward veio pegá-la de mim. Deitei-me de lado e fiquei olhando para eles perdida em pensamento, ela acabou dormindo no colo dele e eu acabei dormindo também estando mais que exausta.

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6h da manhã.

—Isabella, acorde. Chamou-me Edward.

—O que foi? Perguntei, mas não foi preciso ele dizer o motivo, a neném estava no colo da enfermeira chorando.

—A bebê chegou do berçário agora e está louca para mamar.

—Pode me dar. Falei me sentando e parecia que o mundo saiu de dentro de mim, mas fiquei quieta na minha e segurei a Marie.

—Bom dia. Cumprimentou-me a enfermeira.

—Bom dia.

Tirei o meu seio para fora e coloquei o bico na boca dela, na mesma hora ela começou a me sugar e me olhava. Seu corpo era molinho e me dava nervoso por ser frágil.

—Logo o café da manhã chegará para vocês.

—Obrigado.

—Até daqui a pouco.

—Ok enfermeira.

Continuei alimentando a minha filha e Edward se jogou no sofá, parecia exausto. Vi que ele estava com outra roupa e imaginei que os seguranças vieram trazer para ele no momento em que eu dormia.

Eu estava me sentindo exausta e resolvi trocar a bebê de seio, por interrompê-la ela chorou pra valer e Edward nos olhou. A movi devagarzinho e a ajeitei em meu colo estando ela aos berros, com isso eu deduzi que ela daria trabalho por ser bem chorona. Guardei o outro seio e ao colocá-la para mamar no seio esquerdo pela primeira vez, eu a afastei. Ela sugava com vontade e provocou muitíssima dor por ser a primeira vez ali.

—Ela está com fome. Disse Edward se aproximando e segurou na mãozinha dela, a mesma ainda chorava.

—É a primeira vez dela nesse seio e a dor foi tamanha, ela suga bem forte.

—Terá que se acostumar. Disse ele me olhando.

—Diz isso por que não é com você! Passei por maus lençóis ontem o dia inteiro, estou com os meus seios agora extremamente doloridos. Não chame a minha atenção!

—Irei me deitar no sofá um pouco.

—Não irá não! Eu vou terminar de alimentá-la e irei me lavar. Ficará com ela.

—Tudo bem Isabella, tudo bem. Evite esse tipo de coisa na frente da minha filha!

—Até parece, a menina não entende ainda!

Edward se sentou no sofá e eu a ninei sem surtir efeito, a seguir fechei os meus olhos e os abri, com coragem eu levei o bico do meu seio na boca dela e ela começou a mamar. Fechei os meus olhos novamente e tornei a abri-los ao sentir dor, sendo que ela mamava de olhinhos fechados.

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7min depois.

Ela se cansou de mamar e dormiu, mas a coloquei para arrotar e ela o fez. A ajeitei em meu colo e abri o macacãozinho, olhei por dentro da fralda e a mesma precisava ser trocada.

—Edward, você precisa trocar a bebê.

—Eu nunca troquei um bebê antes Isabella.

—Eu não sei trocar, chame a enfermeira e peça para ela lhe ajudar.

—Você irá aprender também.

—Eu preciso tomar um banho urgente. Falei um pouco nervosa. -Estou vazando igual uma desesperada, não posso esperá-la!

—Tudo bem, eu irei chamá-la. Disse ele se levantando e apertou o botão estando um pouco chateado, mas era muita informação na minha cabeça e eu estava me sentindo apavorada.

—Não se zangue! Se quer que eu suje o roupão, eu continuarei aqui!

—Pode ir, não estou falando mais nada.

Edward a pegou do meu colo e a colocou no bercinho, a seguir ele pegou tudo que precisaria para poder trocá-la. Quando a enfermeira apareceu, eu me levantei da cama devagar e fui até a minha mala. Peguei ali uma camisola cumprida de cor rosa, os meus objetos pessoais e fui para o banheiro. Despi-me, me aliviei, escovei meus dentes e fui tomar o meu banho finalmente.

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15min depois.

Saí para me secar me sentindo outra. O bico dos meus seios estava bem sensíveis e hidratei o meu corpo, menos os meus seios por causa da menina e me vesti. Por último eu penteei o meu cabelo e o prendi em um rabo de cavalo, estava bom assim e arrumei de leve o banheiro. Quando eu saí, vi que a bebê dormia no berço tranquila e Edward estava deitado de barriga pra cima no sofá de olhos fechados. Guardei as minhas coisas na mala e fui até ele, ao me sentar devagar ao seu lado ele continuou de olhos fechados. Achei que ele estava dormindo e me levantei, deitei-me na cama e fechei os meus olhos também. Eu estava apavorada e abri os meus olhos novamente pensando dali para a frente. Não que eu não tivesse adorado pegá-la em meu colo, o problema era o choque de informações, as mesmas me assustavam. Essa era a responsabilidade que eu queria tardar em meus planos, mas não foi possível e chorei na minha. Eu agradecia a Deus por ela ter saúde e ser linda, mas eu não cansava de me lembrar das palavras da tia de Edward afirmando que ela era mais deles do que minha. Isso me incomodou e resolvi esquecer, no que ela se mexeu no bercinho eu a olhei, mas ela ainda dormia e tornou a ficar quietinha.

O nosso café da manhã chegou e me sentei. Edward abriu os olhos e não me importei por ele ter fingido que estava dormindo, eu estava louca para comer e pra lá de faminta. A moça deixou o nosso café arrumado, o meu ela o colocou sobre o suporte e o de Edward sobre a mesa. Ela se retirou e eu comecei a comer, havia frutas, café com leite, pão fresquinho com frios a base de peito de peru e biscoito. O café estava bem fato e eu praticamente o ataquei. Edward também comia estando na dele e bebi um pouco do meu café com leite o olhando.

—O que há? Perguntei já sabendo o que se passava, mas eu queria saber dele.

—Sobre?

—Quem trocou a menina, você ou ela?

—Tive força de vontade para trocar a minha filha e aprender ao mesmo tempo.

—Que bom! É seu papel trocá-la, eu é que não poderia por precisar me assear às pressas.

—É. Disse ele não me olhando, mas ele não entendia o que estava se passando comigo e nesse momento mensal de toda mulher.

—Quem virá hoje?

—Os meus pais, Alice com os dela, acredito que a Rosalie e outras pessoas. Irão revezar e combinarem entre si para poder visitá-las. Todos estão loucos para conhecer a minha filha, mas o hospital não libera tantas assim.

—Quando eu terei alta?

—Segunda feira de manhã informou-me a doutora.

—Bem, menos mal.

Continuamos a comer e quando eu terminei, eu pedi o celular de Edward.

—O que deseja? Perguntou ele o segurando.

—Falar com a Mary.

—Irei ligar para você.

—Não sou paralítica Edward, eu posso ligar. Acha que eu quero revirar o seu celular novamente e porquê da preocupação?

—Você já fez isso antes.

—O que tem aí para me esconder?

—Não posso ligar para você?

—Ta, ta pode.

Edward estava de implicância e ligou para casa, quando Mary o atendeu, ele passou o celular para mim.

—Oi Mary.

—Oi amiga! Bom dia e parabéns novamente. Falou ela sorrindo.

—Bom dia Mary e obrigado. Tudo bem?

—Claro que sim! E a minha princesinha?

—Dormindo, ela acabou de mamar.

—Como está se sentindo?

—Apavorada.

—É assim mesmo. Disse ela sorrindo.

—Preciso que envie a minha bolsa. Você virá hoje me ver?

—Hoje não dá amiga.

—Poxa!

—Desculpe, mas os afazeres aqui me chamam, quando você voltar teremos muito tempo.

—Sei. Por favor, pede o Carlisle para trazer a minha bolsa branca. Aquela à qual você pegou a minha identidade que está com o meu laptop e o meu celular. Se ele estiver descarregando, o carregue, por favor, amiga. Pede ele para trazê-la do jeito que está.

—Pode deixar. Até o seu laptop vai?

—Sim, pode mandar. Um beijo então, irei tentar dormir mais um pouquinho.

—Tudo de bom.

—Para você também Mary, tchau.

—Tchau amiga.

Encerrei a ligação e coloquei o celular dele na cama, a seguir eu me deitei e fechei os meus olhos. Escutei os passos dele e Edward pegou o celular, depois se deitou no sofá e ficou na dele. Eu também fiquei na minha e tornei a fechar os meus olhos, acabei dormindo novamente.

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25min depois.

Acordei com a neném chorando e Edward foi pegá-la, ele tentou niná-la e ela ficou quietinha a princípio, mas depois começou a chorar novamente e ele veio até a mim.

Eu a peguei no colo e tirei o meu seio para fora. Na mesma hora que eu o ofereci para ela, a pequena começou a mamar cheia de vontade e nem parecia que havia mamado há minutos atrás. O meu seio estava sensível e doía conforme ela o sugava, mas eu tentei suportar a dor para poder matar a fome dela. Enquanto ela mamava, eu afastei a touquinha e passei a mão em sua cabecinha que continha poucos fios de cabelo. Tornei a ajeitar a touquinha e fiquei a admirando enquanto ela se alimentava.

Já estando satisfeita, ela parou de mamar e fechou os olhinhos. Edward veio até a mim e eu a entreguei, ele colocou a filha para arrotar e ela o fez. Em seguida ele se sentou no sofá e ficou babando nela enquanto a pequena dormia a sono solto em seu colo. Deitei-me novamente e fiquei olhando-os meio que perdida em pensamentos.

—Se quiser, faça o teste de DNA. Lembro-me que você teve dúvidas quando soube.

—Não quero tocar nesse assunto agora Isabella.

—Tudo bem, mas isso só prova que eu nunca tive dúvidas. Apesar dela ter a mesma cor dos seus olhos e a pinta nas costas, esteja à vontade para fazer o exame quando quiser.

—Por que não tenta deixar o clima mais agradável ao invés de tentar arrumar confusão?

—Juro que não é para arrumar confusão, isso é só para não haver dúvidas futuras da sua parte.

—Então acha que eu me casaria com você se houvesse dúvidas da minha parte?

—Tenho certeza que não. Falei o olhando e isso de certa forma me incomodou.

Sem eu permitir as lágrimas vieram, mas eu me deitei dando as costas para ele. Dessa forma ele não me via desabafando e as sequei sem dar na pinta.

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Às 10:30min.

A enfermeira entrou no quarto e disse que a bebê tomaria a primeira injeção dela. Sentindo dó da pequena, Edward a segurou e ofereceu o seu bracinho direito. Ao ser aplicada, a neném chorou bastante e a enfermeira recomendou que eu desse peito para distraí-la, mas foi uma batalha persuadi-la e a ninei para tentar acalmá-la sentindo os meus olhos marejando.

—Dê de mamar a ela Isabella, ela não irá parar de chorar. Falou Edward parecendo estar bem incomodado com o chorinho da neném.

—Ele tem razão senhora.

—Ok. Falei olhando para minha filha. –Vai passar bebê.

Coloquei o meu seio para fora e ela custou a pegá-lo, mas quando o fez ela foi mamando devagarzinho e resmungava hora ou outra. Momentos depois ela ficou quietinha e eu dei graças a Deus fazendo carinho em sua cabecinha.

—Ela é bem brabinha. Disse a doutora sorrindo.

—Ela puxou isso do pai, está na cara. Falei perdida em pensamento.

—Bem, irei deixá-los. Disse ela anotando umas coisas no cartão de vacina que a bebê já tinha e o entregou ao Edward, depois ela se retirou do quarto.

—É desnecessário falar esse tipo de coisa na frente dos outros. Disse ele me recriminando após a enfermeira ter fechado a porta. –Ao invés de me por defeitos, tenha força de vontade para aprender a cuidar da menina!

—É a sua obrigação aprender a cuidar dela também, não está fazendo nada demais. Ou já esqueceu que eu a carreguei por nove meses? Não precisava ter se casado comigo só porque eu estava grávida e pelo o que eu me lembre, você se casou por medo do seu pai tirar o seu bem e bom! Devia ter me deixado em paz para evitar tudo isso quando teve a oportunidade!

—É tarde demais, ouvi-la remoer essas coisas desanima mesmo.

—Agora que a menina já nasceu, você fala em desanimar. Já tem nos braços o seu prêmio, não ficarei surpresa se me colocassem aos chutes para fora da sua casa, mas não se preocupe.

—Irei dar uma volta, é insuportável conversarmos às vezes.

—Isso, vá e me deixe em paz de uma vez!

Edward saiu do quarto e eu fiquei chorando, eu estava nervosa e toda atrapalhada com uma bebê recém nascida. Quando ela parou de mamar, eu a coloquei para arrotar e fiquei com ela em meus braços. Pela cama está inclinada, isso confortou as minhas costas e fechei os meus olhos. Vez ou outra eu a olhava e via a semelhança que ela tinha com o pai.

Eu detestava esse clima e cheguei a me arrepender em ter abordado o assunto, mas eu fiquei incomodada com o comentário dele por ter se casado só por eu estar grávida. Essas palavras me fizeram sentir a pior das mulheres, digo isso em relação ao meu ego feminino. Eu estava me achando uma boba, mas eu não achava certo haver sentimentos da minha parte. Uma vez ele me disse o mesmo lá na fazenda, seria o mesmo que trair a memória da irmã dele. A verdade era que sem eu querer, eu estava me envolvendo. Os nossos beijos, os toques no lugar certo, todo aquele envolvimento íntimo que para mim era perfeito apesar de sermos fisicamente desproporcionais e com falhas graves na comunicação verbal. Ele sabia ir com jeito e me dava prazer de uma forma louca, mas as dúvidas em meu coração e todo o acontecimento esmagava o que eu estava sentindo...... por ele. Eu sei que o sexo era o que mais o atraía, apesar de tudo eu sentia que o agradava no momento que estávamos nos envolvendo.

Eu não era de ferro e estando com uma bebê nos braços a qual ele me colocou a força, isso me destruía querendo ou não por não ser uma situação normal. Lembro-me que ele disse que arruinaria a minha juventude e chorei sentida por causa disso, a minha dúvida me tirava o raciocínio caso ele tenha feito de propósito. Ele era mestre no disfarce, ele sabia como enganar as pessoas e se bobeasse a mim também. Apesar do luxo, o meu medo era de ser para sempre infeliz. Pelas palavras grosseiras de antes, eu tinha medo de confiar no desconhecido. Não conversávamos abertamente, existia um muro ainda entre nós. Conviver bem é uma coisa, se dar bem de verdade é outra. Qualquer pisada minha fora da linha, seria sempre um motivo para ele me reprovar e dizer coisas ruins. Eu estava tão confusa e sem saber o que fazer ao olhar aquela linda bebê em meus braços.

.

Às 12h do dia.

Edward não havia voltado ainda e provavelmente ele estaria na cantina da clínica, ou na parte de espera que era enorme e com vários sofás. A bebê ainda dormia em meu colo e me levantei devagar da cama com ela, fui até o berço e a coloquei cheia de cuidado para não a despertar. A porta foi aberta e olhei para trás, era a enfermeira que havia entrado e veio até a mim.

—Como está se sentindo?

—Muito bem.

—Ela deu muito trabalho enquanto eu estive fora?

—Nada, apenas mamou e dormiu.

—Quer dar banho nela agora? Falta pouco agora para a visita e o almoço logo chegará.

—A senhora viu o meu marido aí fora?

—Ele está no corredor conversando com o esposo de uma interna que está bem aqui ao lado. Ela teve o bebê de madrugada e é um menininho.

—Que legal! Acho que é melhor dar banho quando ela acordar, logo ela deve procurar por comida.

—Volto depois então ou chama-me quando ela acordar.

—Pode deixar, pois eu quero estar apresentável também.

—Ok. Irei solicitar o almoço de vocês.

—Tudo bem.

A enfermeira se retirou do quarto e eu senti dor em meus seios por senti-los mais que cheios. Um chegou a vazar e molhou o tecido, mas eu não liguei e tomei um susto quando a bebê acordou chorando.

A peguei no colo e fui apertar o botão para poder chamar a enfermeira, não demorou nada ela apareceu.

—Ela foi rápida.

—Foi só a senhora sair para ela acordar.

—Hora do banho mamãe.

—Pois é.

Comecei a tirar a roupa da neném enquanto a enfermeira foi preparar tudo pra poder banhá-la. Após eu tirar a roupinha, eu tirei a fralda que estava apenas com xixi. O umbigo ainda estava sensível e me deu nervoso, mas eu a peguei no colo e lembrei das coisinhas dela. A enrolei na manta estando bem amedrontada por causa do umbigo dela e fui até a mala, peguei tudo que ela precisaria e voltei. A enfermeira a pegou de meu colo e foi me ensinando como banhá-la, o seu chorinho era constante e eu a olhava. Sua cabecinha foi lavada, seu corpinho foi bem asseado e ela foi envolvida pela toalha rosa que a Alice comprou cheia de bichinhos na estampa. Depois de seca, a enfermeira deixou por minha conta e me apavorei sem saber como começar. Primeiro ela secou bem o umbigo que estava preso numa espécie de pregador e colocou álcool a 70º, dizendo ela evitava infecções. Em seguida eu coloquei pomada em sua região íntima e a fralda foi posta também. Eu havia escolhido uma roupinha linda para ela receber as visitas e era um macacãozinho rosa lindo. Sequei bem a cabecinha dela, o talco foi posto em seu pescocinho e com cuidado eu coloquei a touquinha. Ela ficou fofa demais e Edward entrou no quarto. Ele veio até a mim, mas eu fui me sentar para amamentá-la enquanto a enfermeira organizava tudo.

Marie mamou bem e a coloquei para arrotar, Edward nos olhava e ela não dormiu dessa vez.

—Irei tomar um banho rápido.

—Tudo bem. Disse ele vindo pegá-la de mim e a enfermeira se aproximou.

—Vou solicitar o almoço de vocês.

—Tudo bem.

Ela saiu do quarto e eu fui pegar as minhas coisas, depois eu fui para o banheiro e fechei a porta. Despi-me, me aliviei, asseei-me e entrei no Box para tomar o meu banho. Lavei-me bem e ao me dar por satisfeita, eu saí para me secar.

Vesti-me e me maquiei de leve, evitei passar perfume por causa da neném e penteei o meu cabelo, sendo que o deixei preso em um rabo de cavalo. Eu estava bem e arrumei o banheiro, a segui saí do recinto. Edward havia colocado a bebê no bercinho e a nossa comida chegou, na mesma hora eu fui me sentar na cama e comecei a comer. Ele já preferiu ficar segurando o prato e comeu sentado no sofá.

—Daqui a pouco a Alice está chegando e eu irei em casa levar o que precisa ser lavado. Pegarei outras camisolas para você.

—Tudo bem, se poder traga uns vestidos.

—Precisa de mais coisas?

—Acho que os absorventes que estão ali é pouco, há mais lá no closet guardado.

—Irei pegar.

—Ótimo.

—Volto na hora da visita.

—Tudo bem.

Continuamos a comer e eu fiquei na minha, a comida estava muito boa para ser sincera. Comi a gelatina e por último eu bebi o suco de laranja posto ali para mim. Edward havia acabado de almoçar e colocou o nosso prato sobre o carrinho, depois eu fui escovar os meus dentes e tornei a me deitar. O celular dele tocou e era Alice.

.

—Ela já chegou, preciso ir para autorizar a entrada dela como acompanhante.

—Ok.

—Tchau. Disse ele vindo até a mim e me deu um selinho sem me dar a chance de rejeitar, ao tentar aprofundar o beijo....

—Até daqui a pouco. Falei ao me afastar dele.

—Até.

Edward saiu do quarto levando uma mala com as coisas que precisavam ser lavadas e fiquei ali sozinha com a neném.

.

6min depois.

A porta foi aberta e Alice entrou no quarto já sorrindo, ela veio até a mim e....

—Parabéns! Disse ela sorrindo e me abraçou.

—Obrigado Alice. Vá conhecer a Marie.

—Estou louca e que nome fofo! Falou ela indo até o berço e a olhou. –Aí bella, que coisinha mais lindaaaaa!!!!!! Vou colocar a minha bolsa no sofá e lavarei as minhas mãos voando. –Esse aqui é um presente para a neném.

—Tudo bem e obrigado Alice. Falei pegando a bolsa da mão dela e a abri, era um vestidinho verde e o outro era vermelho mais que lindo, meias das mesmas cores com babadinho e os chapeuzinhos que eram mais que fofos. –Adorei, é uma graça.

—Que bom!

—Não precisava.

Alice foi até o banheiro e lavou as mãos, quando ela voltou foi até o bercinho e sorriu.

—Que coisinha preciosa bella, é tão linda meu Deus! Posso pegar?

—Pode sim Alice, sei que está louca há muito tempo para isso. É a sua afilhada.

—Se estou. Disse ela pegando a neném com cuidado e a mesma abriu os olhinhos, mas tornou a fechá-lo para voltar a dormir. – Os olhinhos dela são.... Disse ela me olhando passada.

—É igual ao do pai, são verdinhos. Ela tem a mesma pinta que a dele nas costas.

—Me Deixa vê. Disse ela abrindo a roupa da neném e sorriu. -É eu vi. Disse ela sorrindo abertamente e aproximou a bebê mais de si. –É tão cheirosinha.

—É ela é.

—Acho que linda é pouco e Edward deve estar babando por adorar crianças.

—É ele está sim. Ele a pega no colo mais do que eu até.

—Ele gosta de criança.

—Já percebi através da pequena Patrícia.

—É ela é fofa demais e carinhosa. Sem contar que todos da família já estão sabendo que mais uma integrante da família nasceu. A aninha ficou radiante e prometeu fazer uma visita muito em breve.

—Que bom, pois eu gostei dela.

Alice estava encantada com a neném e se sentou no sofá, ela olhava para a menininha e a mesma estava adormecida. Fiquei na minha só observando e lembrei da partida de Edward ainda pouco, acho que fiz bem em me afastar durante o beijo.

.

Estando bem distraída agora.

—E aí bella, como foi a dor e o parto?

—Horrível Alice, não quero engravidar nunca mais.

—Não exagere, agora daqui para a frente tome cuidado para não engravidar tão rápido. Pede a sua ginecologista um anticoncepcional ou façam amor de camisinha quando você estiver liberada. A não ser que queira ter outro logo de cara.

—Lembre-se que a minha filha não foi feita com amor Alice, Edward me pegava à força e você bem sabe disso.

—É eu sei bella e não pense você que quando eu fiquei sabendo o que estava acontecendo, eu não dei um sacode pra valer em meu primo. Eu desconhecia as atitudes dele.

—Então não condene as minhas atitudes, não foi com você.

—Juro que não estou. Agora que tudo mudou, eu gostaria que desse certo de verdade.

—É melhor não falarmos disso. Um homem que ama realmente uma mulher, ele deixa claro o quanto à ama através de palavras e ações.

—Ele mudou e muito nas ações e palavras. Não consegue enxergar isso ainda? Ou desculpe, você está completamente cega.

—Mudar ele mudou sim, mas não acredito que ele um dia vá me olhar e não lembrar de tudo que os meus pais fizeram. Até hoje eu não sei o que foi realmente roubado. Você sabe?

—Não. Eu? Eu não sei. Falou ela se levantando e ficou andando pra lá e pra cá com a neném.

—Como não sabe? Isso deve ter sido notícia entre vocês!

—Eu não sei. Na época eu fiquei fora de mim e só pensávamos em Brenda e na minha tia que estavam sequestradas.

—Sei. Falei a olhando. –Um casal que faz amor de verdade, ambos abrem o seu coração e isso não acontece entre nós. Não sei até quando eu irei suportar viver de aparências, eu não quero isso para mim Alice. Apesar de vocês serem ricos, perdi tudo que eu mais gostava e hoje eu sou uma mulher simples com o segundo grau incompleto. Estou com um bebê para criar e a sua mãe mesmo já insinuou que eu sou uma interesseira. Não desejo o que eu passei a ninguém e não faço o tipo de viver na sombra dos outros.

—Não é o momento para esse tipo de coisa bella, esse anjinho é a sua filha e você está casada agora. Não irá amá-la por ter sido feita de uma forma que eu acho absurda? Apesar de tudo o meu primo não é dos piores agora, do contrário, eu seria a primeira a aconselhá-la a ir.

—Eu a deixei aqui não deixei? Perguntei colocando a minha mão em minha barriga. -E mesmo que ele não seja dos piores, ele me tirou tudo! Até os meus amigos ele me proíbe!

—Sim, você a deixou aí.

—Então pronto! Como você quer que eu.....Deixa pra lá. Falei me sentindo chateada.

—Estão todos tão felizes nesse momento e minha tia nem se fala.

—Sei disso Alice.... é visível.

—Não imagina o quanto há de mulher que gostariam de estar no seu lugar.

—Garanto que com qualquer uma delas ele seria mais que gentil, falaria coisas agradáveis que as mulheres gostam de ouvir. Ele não a olharia e lembraria de algo ruim que aconteceu e lhe roubou a felicidade da sua família. Lembro-me que ele tratava a Julieta mais do que bem, as atitudes eram bem diferentes e não há quatro crimes no meio dos dois.

—Apesar de todos os defeitos dele e com toda essa mudança que foi acontecendo nele aos poucos, ele lhe proporcionou do bom e do melhor. Não tem do que reclamar Isabella.

—O dinheiro não me compra Alice e eu preciso de muito mais que isso. Eu já pedi o divórcio, mas ele não quer me dar.

—O divórcio? Perguntou ela demonstrando desapontamento.

—Sim, o divórcio.

—Bom, viva um dia de cada vez e curta a sua filha.

—Posso afirmar que ela irá crescer sem brigas.

—Não se martirize, está vivendo desta forma.

—Não irei, mas custa esquecer tudo da noite para o dia.

—O meu primo não economiza hoje em dia para proporcionar o melhor para você, leve isso em conta. Não estou jogando na sua cara e nunca faria isso mesmo que você me magoasse, mas essa clínica custa mais do que caro para cuidar das futuras mamães e dos bebês. Está confortável e sendo tratada mais do que bem que eu sei.

—A filha é dele, é sangue de vocês, não poderia nascer em qualquer lugar.

—A sinto tão estranha e....

—Estou agitada Alice e não me leve a mal, eu estou apavorada em estar com uma bebê nos braços e há vários fatores para me sentir assim. Sinto-me apavorada com o choque de informações e obrigações, eu não estava preparada para tanto ainda.

—Peço que respire apenas.

—É, você tem razão. Falei tentando amenizar.

—Lembre-se que a responsabilidade não é só sua. Não precisa pirar porque a sua filha terá um pai presente e que eu tenho a total certeza que ele a amará de forma sincera. Você mesmo disse que ele está babando nela.

—Isso é verdade.

—Então respire e não pense que ficará com tudo nas costas.

—Por hoje encerramos esse assunto.

—É o melhor, logo os nossos parentes estarão chegando.

—Ok.

—Descanse um pouco, ficarei com ela.

—Daqui a pouco ela acordará implorando por leite.

—Bebês mamam bastante.

—Estou percebendo. Por causa disso o bico dos meus seios está altamente dolorido e sensível. Eu estou sangrando feito cachoeira e estou detestando esse efeito da gravidez. Agora você pode entende o porquê eu estou agitada Alice? Perguntei sentindo os meus olhos se encherem de lágrima.

—Está em pânico, faça o que eu te falei e relaxe. Pode acabar afetando o leite o seu nervosismo.

—Juro que vou tentar, ou irei parar em uma clínica de loucos.

Ajeitei-me na cama e fiquei pensando, pensando e pensando a respeito. Eu com certeza estava começando a pirar e respirei fundo, eu precisava manter a calma.

Fiquei olhando-as perdida em pensamentos por vários minutos e não demorou muito, a bebê acordou. Alice ficou encantada ainda mais estando a bebê acordada e começou a brincar com ela. Teve um momento que ela se lembrou de mamar e começou a resmungar, Alice tentou persuadi-la, mas ela começou a chorar pra valer.

—Ela quer você.

—Me dê ela. Falei esticando o meu braço e Alice veio até a mim.

—Marie é o seu nome do meio. Falou Alice me olhando ao entregar a neném.

—É sim. Adoro o meu nome de família. Alguma objeção por isso?

—Claro que não, Marie é um nome lindo.

—Ok.

Ajeitei a minha filha em meu colo e tirei o meu seio para fora, na mesma hora ela começou a mamar e ficou quietinha. Alice sentou-se na cama ao meu lado e nos olhava estando quieta na dela, eu também fiquei na minha assimilando as coisas.

Após a bebê mamar, Alice quis tirar fotos nossas e se divertiu.

.

Às 13:51min.

—Agora falta pouco para a visita. Falou Alice que nesse momento estava com a bebê acordada no colo. –Preciso ir, Edward já está lá na recepção me aguardando. Eu já vi a minha afilhada e ameiiiii com todas as letras. Preciso dar vaga a outros para entrar. Disse ela me olhando e depois olhou para a menina em seu colo. –Amo você bebê, até amanhã porque eu venho te ver novamente. Disse Alice sorrindo. –Agora pegue ela e até amanhã bella.

—Até amanhã Alice e obrigado pelo presente.

—Ela merece. Disse ela entregando a bebê e me deu dois beijos na bochecha, depois ela foi pegar a bolsa que estava sobre o sofá. –Eu trouxe duas cintas para você, está aqui nessa bolsa eu já ia me esquecendo de dá-las a você. Ela só irar envolver toda a sua barriga e mais nada. Dessa forma você logo ficará sem barriga nenhuma, o parto normal por um lado privilegia a mulher.

—Obrigado. Eu quando tomar banho mais tarde, eu a colocarei.

—Pede o Edward para te ajudar, será mais fácil dessa forma. Tchau bella.

—Tchau Alice e obrigado mais uma vez.

—De nada e se acalme.

—Tudo bem e não me leve a mal.

—Ok.

Ela saiu do quarto e eu fiquei segurando a minha filha, eu precisava ir até o banheiro antes de receber o pessoal. Levantei devagar e deixei a bebê no berço, peguei o meu batom vermelho e o meu nécessaire. Fui para o banheiro e deixei a porta aberta por causa da minha filha que estava sozinha no quarto. Aliviei-me, depois me asseei e me troquei, nesse momento Edward entrou no quarto e o olhei estando eu ajeitando a minha calcinha.

—Cheguei.

—Ok.

—Trouxe mais coisas para você como me pediu e Mary junto de Victória mandaram um beijo. Eu trouxe a sua bolsa branca como pediu a Mary para enviá-la através do meu pai.

—Obrigado.

Lavei as minhas mãos e passei o batom, ajeitei o meu cabelo e por já ter feito uma maquiagem de leve antes, eu estava bem. Saí do banheiro e guardei as minhas coisas, Edward já estava com a filha no colo e brincava com ela. Sentei-me na cama e a porta foi aberta, entraram por ela Carlisle, Esme e Bernadete mãe de Alice. Carlisle e a mãe de Alice sorriram quando viram a bebê.

—Bem que a Alice falou, ela é mesmo uma bonequinha. Disse Bernadete e Esme já chorava, até eu quis chorar por ela não poder ver a netinha, mas me controlei.

—É eu acredito que sim. Disse Esme sorrindo. –Alice falou dos olhos e da pintinha dela.

—Parabéns filho, a sua filha é linda. Digo o mesmo a você Isabella.

—Obrigado Bernadete. Falei a olhando e ela me cumprimentou com dois beijos.

—Eu já os cumprimentei. Falou Carlisle sorrindo.

—Já sim. Falei sorrindo também.

—Finalmente ela nasceu. Disse Esme no momento que Carlisle a trouxe até a mim e segurei na mão dela. –Obrigado filha. Sabe porque eu falo isso e sei que você teria mil e um motivos para nos negar esse momento.

—Não pense nisso. Falei a cumprimentando com dois beijos e ela sorriu. –Pegue ela.

—Tenho medo de deixá-la cair.

—Não irá não. Sente-se aqui.

—Ok. Mas desejo lavar as minhas mãos.

—Que coisinha linda. Disse Bernadete mais uma vez. –Eu também quero pegá-la, irei lavar as minhas mãos também.

.

3min depois.

Esme se sentou ao meu lado e Edward colocou a neném no colo dela, de forma cuidadosa Esme a envolveu e sorriu. Ela tocou o rostinho da bebê e foi apalpando-a de forma vagarosa para não assustar a bebê.

—Ela tem as perninhas compridas. Disse ela sorrindo.

—Ela tem pouco cabelo. Falei tirando a touquinha e Esme acariciou a cabecinha dela.

—É mesmo filha e é bem fininho. Dizendo o meu filho o cabelo dela é escuro.

—É verdade e os olhos são da cor dos dele. Ela será uma moça bonita.

—Irá ser sim. Afirmou Bernadete.

—Ela mama muito pelo o que eu estou sabendo.

—Demais Esme e estou dolorida de tanto que ela me suga com vontade. Após eu dizer isso, eles sorriram.

—É normal. Falou Bernadete.

Eles ficaram paparicando a menina e revezaram para segurá-la e tirar fotos. Trinta minutos depois eles se despediram de mim e foi a vez do pai de Alice entrar. Ele não entrou sozinho e estavam Rosalie e Emmett. Eles babaram em minha filha e por pouco eu não precisei pegar um babador para eles. Até o Emmett que já conhecia a minha filha estava encantado. Rosalie deu quatro macacãozinhos lindos e no lugar de colocar o pé do bebê, era a carinha de um bichinho. Achei meigo e sorri.

—Amei Rosalie, obrigado.

—De nada.

Ficamos conversando e foi bem agradável na hora das fotos, minha filha estava famosa hoje. Sem contar que os amigos de Edward ligavam para nos parabenizar. A fralda precisou ser trocada e Edward se prontificou. Fiquei ao lado dele enquanto os outros nos olhavam e conversavam entre si.

—Está fazendo certo?

—Da forma que a enfermeira me ensinou, limpá-la da frete para trás e não deixar um resido sequer. Depois de limpa é só colocar a pomada e colocar a fralda.

—Então ela está bem limpinha.

—Está sim. Disse ele me olhando.

Edward após colocar a fralda na neném, ele ajeitou a roupa dela. Eu fui jogar a fralda fora junto dos lenços umedecidos e o Emmett brincou com ele.

—Quem diria!

—Um dia será você quando se casarem.

—É, eu quero ter um bebê também. Falou Rosalie vindo pegar a neném de Edward e ficou brincando com ela.

—É só fabricarem. Falei sorrindo.

—Vai querer ter outros?

—Nunca mais Rosalie, não imagina a dor horrorosa que é. Eu não estou pronta para ter outro sabe.

—Fala isso agora, quando menos esperar vai querer ter outro. É assim que funciona quando se ama o companheiro.

Após ela falar, eu fiquei na minha e só sorri. A conversa continuou fluindo e chegou à hora deles irem, cheguei a chorar por causa disso e Rosalie me abraçou após entregar a neném para o pai.

—Obrigado pela visita.

—De nada. Disse ela sorrindo e apertou ainda mais o nosso abraço, era verdadeiro eu podia sentir. –Nos vemos domingo que vem.

—Até domingo então.

—Até.

—Tchau Isabella. Falou o pai de Alice me cumprimentando.

—Tchau.

—Ela é um tesourinho.

—Obrigado.

—Até a próxima e qualquer coisa, saibam que pode contar comigo. Falou Emmett sorrindo.

—Obrigado. Falou Edward apertando a mão dele. –Obrigado pela força ontem.

—De nada. Os amigos são para essas coisas.

—Valeu mesmo.

Minutos depois eles se foram e olhei para o Edward que acabava de se sentar com a filha no colo. Fui até a minha bolsa e peguei o meu celular, a seguir eu peguei a menina do colo dele e a deitei na cama. Tirei algumas fotos dela e a seguir eu a peguei em meu colo, Edward só nos observava. A aproximei com cuidado de mim e tirei uma foto nossa, sorrindo eu entreguei a neném para ele novamente. Eu estava feliz porque eu enviaria a foto para o jake e para a Ângela.

Sentei-me na cama e fiquei olhando as fotos que ficaram muito boas. Escolhi a que tiramos juntas e digitei um texto.

“Cheguei titio jake. Tudo bem com você? Beijos Marie”.

Enviei a mensagem para o jake e escrevi a mesma coisa para a Ângela, claro que colocando o nome dela ao invés de jake. Não demorou muito o meu celular tocou e era o meu amigo, eu não iria ignorá-lo se nós não tínhamos nada e ele já estava até namorando. Edward mais que depressa me olhou, ele já cansava de estar desconfiado por eu estar teclando no celular e o ignorei.

—Alô. Falei encostando-me na cama que estava bem inclinada.

—Parabéns! Falou o jake sorrindo. –Não posso negar que ....”ele”. Falou jake com um pouco de desgosto. –Não posso negar que a filha de vocês é linda. Quero conhecê-la pessoalmente quando for possível.

—Claro que sim jak.... Interrompi a fala na hora, pois Edward me olhava e desviei o meu olhar do dele.

—O que foi, ele está aí?

—Sim, mas não ligue.

—Desligue! Ordenou Edward me olhando com raiva e se levantou.

—Só um momento. Pedi de forma educada e tampei o buraquinho para o jake não escutar.

—O que?

—É isso que você muito bem escutou Isabella!

—Não manda em mim! Estou falando com o meu amigo a respeito da minha filha, não se meta no que não é chamado.

—Ela é minha filha também e não quero nenhum tipo de contato com ele. Eu não gosto dele!

—Jake está namorando e somos apenas bons amigos.

—NÃO ME VENHA COM ESSA LOROTA ISABELLA, O CARA É LOUCO POR VOCÊ! ESTÁ DELIRANDO OU SE FAZ DE BOBA ACHANDO QUE PODE ME ENGANAR?

—Quem está delirando é você! Eu não irei desligar porque você quer!

—Você é quem sabe.

—Tem razão, eu é que sei mesmo! Falei levando o celular até o meu ouvido. –Oi jake, desculpe deixá-lo esperando.

—É melhor nos falarmos outra hora, sei que ele está implicando com você por causa de mim.

—Não se importe.

—Nos falamos em outra hora e felicidade para a neném. Se cuida.

—Obrigado por ter me ligado e tudo de bom para você e para a sua namorada.

—Valeu. Não se esquece que eu quero conhecê-la.

—Não irei esquecer. Beijos.

—Outro para as duas.

Desliguei o meu celular e ele tornou a tocar, era a Ângela do outro lado da linha e sorri ao atendê-la.

—Ela é linda, fofa e quero pegá-la no colo apesar do pai dela ser um covarde.

—Tudo bem com você Ângela?

—Tudo indo, poderia estar melhor se você não estivesse matando a sua vida ao lado desse cara cafajeste.

—Então gostou dela?

—É fofa e é um serzinho inocente. Amei de verdade e você poderia estar morando aqui com ela, longe dessas pessoas que não se importam com a sua dor e fazem vista grossa. É isso mesmo que acontece aí amiga, fazem vista grossa porque ele é filho, mas deixa pra lá.........Eu liguei pra dizer que a sua bebê é fofa e meiga demais, linda, linda. Parabéns pela menina mesmo ele tendo a estuprado sem dó ou piedade e resultar nessa coisinha linda. É só ela que importa para mim e você, sabe que estou na espera de você vir para cá e parar de ser infeliz aí.

—Valeu Ângela, me lembro sempre das suas palavras.

—Está falando mecanizada, esse......ele está ai, não é?

—Sim.

—Percebi. Até outro dia então. Tchau.

—Até e obrigado por me ligar.

—Sabe que eu a considero demais e é a minha irmã de consideração, por isso eu não gosto desse cara Isabella.

—Sei disso.

—Um beijo.

—Outro.

Encerrei a ligação e fiquei na minha, Edward mal me olhava e prestava atenção na menina que estava dormindo. Ficamos em silêncio e apertei o botão ao lado da cama, a mesma tornou a ficar plana e me deitei.

—Não irá levar a minha filha até ele. Eu não quero a minha filha perto dele e que isso fique bem claro!

—Ela é minha também Edward e não é certo você ficar ditando o que eu posso ou não fazer. Eles são como a minha família agora.

—O recado está dado e que fique claro!

—Não irei obedecê-lo como eu venho fazendo! Não deixarei de falar com os meus amigos porque você quer! Você quer me aprisionar, como sempre fez! Minha amiga está certa, ao seu lado eu não tenho vida, eu vegeto!

—Pouco me importo para o que dizem de mim, não farei papel de bobo e não quero a minha filha na presença dele! ME ESCUTOU?

O ignorei e fiquei na minha, não valia a pena ficar batendo boca com ele mesmo. Não demorou a enfermeira entrou com o nosso lanche e Edward foi colocar a neném no berço. Começamos a comer e eu o olhei.

—Estávamos vivendo digamos que razoavelmente bem antes, não irei aceitar que continue mandando em mim Edward.

—Não há qualquer tipo de acordo entre nós se tratando do que conversamos.

—Eu não quero e nem estou pedindo qualquer tipo de acordo, a escravidão já passou e pelo o que me consta, eu sou uma mulher livre.

—Uma mulher casada e que não deve envolver a minha filha em situação que me desagrada. Lembre-se disso!

Acabei ficando quieta e terminamos de comer. Deitei-me na cama após o lanche e acabei pegando no sono momentos depois.

.

Às 17h.

—Isabella. Isabella acorde, a Marie está querendo mamar.

—É o quê?

—A neném quer mamar.

—Ok.

.

Às 22h.

Nós já havíamos jantado e a bebê já havia sido banhada novamente, após eu colocar a roupa dela, eu a amamentei por longos minutos. Ela mamava e parava, mamava e parava, quando se deu por satisfeita largou o bico do meu seio estando adormecida. Edward a colocou para arrotar e eu fui tomar banho, mas antes eu escovei os meus dentes.

O meu banho foi demorado e ao me sentir totalmente limpa, eu saí para me secar. Vesti a minha camisola e lembrei da cinta, então eu penteei o meu cabelo rápido e fiz um coque. Hidratei de leve a minha pele e saí do banheiro após arrumá-lo, fui até a bolsa e peguei a cinta.

—Preciso que me ajude com isso. Falei mostrando a cinta para ele.

—Não tem outro jeito. Disse ele de uma forma desnecessária e demonstrava má vontade.

—Se não quiser me ajudar, eu posso chamar uma enfermeira Edward.

—Eu não falei que não, agora se deite de barriga pra cima e suspenda a sua camisola. Após falar ele foi colocar a neném no berço.

—Obrigado, mas eu não quero! Falei me levantando da cama e apertei o botão.

—Isso foi desnecessário.

—Desnecessário é o que você faz comigo!

Contrariada eu me deitei e aguardei a enfermeira chegar.

.

1min e ½ depois.

—Chamou-me senhora? Falou à enfermeira que aparentava seus quarenta e poucos anos.

—Sim. A senhora poderia me ajudar com essa cinta?

—Claro que sim.

—Obrigado. Falei a olhando, já Edward ficou sentado no sofá nos observando.

Suspendi a minha camisola, a enfermeira pediu que eu suspendesse um pouco o meu quadril e abriu a cinta, após passá-la sob mim, ela foi casando cada casinha do fecho com cuidado. Ela só cobria a minha barriga e Edward pareceu nem se importar por eu estar de absorvente, pois agiu normalmente ao nos observar.

Aquilo apertava a minha barriga, mas não a ponto de me deixar sem ar e me deitei direito após baixar a minha camisola.

—Obrigada enfermeira Emma, a senhora foi muito gentil.

—Disponha, chama-me se precisar de mim novamente.

—Ok.

Ela se retirou do quarto após nos dar boa noite, já Edward pegou a neném novamente no berço e foi se deitar no sofá deixando-a entre os seus braços. Fiquei na minha e em nenhum momento eu falei algo, acabei dormindo momentos depois.

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Domingo, 27 de junho.

06:05min.

Despertei com a neném chorando e a mesma estava no colo da enfermeira, olhei para o lado e Edward dormia no sofá estando coberto. Parecia cansado e olhei para a enfermeira.

—Bom dia senhora.

—Bom dia. Falei me sentando e o sono estava me matando.

—Olha quem eu vim trazer.

—Oi bebê. Falei pegando-a.

—Logo o café será servido.

—Tudo bem.

Ela saiu do quarto e ajeitei a neném em meu colo, tirei o meu seio pra lá de dolorido para fora e ela começou a sugá-lo com vontade. Ela reclamava durante a amamentação e eu a acariciava, às vezes chorava pra valer e eu a acalmava. Percebi que tão novinha já estava fazendo dengo e a ajeitei novamente em meu colo. Ela começou a chorar novamente após largar o meu seio e eu não sabia se ela estava sentindo dor, dando-me um estalo, eu abri o macacãozinho dela e olhei a fralda, ela precisava ser trocada, pois havia feito o número dois. Ela estava chorando pra valer e Edward continuou de olhos fechados, era impossível ele estar dormindo com a neném chorando daquela forma. Se ele estava realmente fingindo, eu não sei, só sei que eu me levantei com ela em meu colo.

Fui até a mala dela e peguei tudo que ela precisaria para ser trocada. Coloquei o forro próprio para trocas de fralda sobre a cama e a deitei devagar, lembrando da forma que ele havia falado comigo, eu seria bem vingativa. Deixei a neném na cama e fui até o sofá.

—Edward acorde. Edward.

—O que foi? Perguntou ele abrindo os olhos.

—Você precisa trocar a menina.

—Eu te ensinei, sabe como fazer.

—Não me recordo, agora levanta e vá trocar a menina. Preciso fazer uma rápida higiene bucal e me aliviar.

Ele se levantou me olhando e foi lavar as mãos, a seguir ele foi até a neném que chorava. Ele a acalmou e suspendeu o macacãozinho que já estava aberto, com paciência ele limpou muito bem a neném e a deixou pra lá de asseada. Com cuidado ele passou a pomada nela e colocou a fralda descartável, por último ele abotoou o macacão. Após ele trocá-la, caminhei para o banheiro levando tudo que eu precisaria.

.

Quando eu terminei de me assear por completo, saí do banheiro. A bebê ainda estava impaciente e fui guardar as minhas coisas.

—Está demorando, ela quer mamar Isabella.

—Eu precisava me assear Edward, não me venha com cobranças para cima de mim a essa hora da manhã!

—A menina já está chorando a tempo.

—Ela é a sua filha, é sua função acalmá-la!

—Eu não tenho o que ela quer.

O olhando bem séria, eu peguei a menina do colo dele. Sentei-me na cama com ela e a amamentei, ela ficou quietinha e seus olhinhos verdes brilhavam por causa das lágrimas do recente choro. Eu os sequei com a fralda e ela me olhou continuando a mamar.

Nisso os minutos foram passando e a neném dormiu após se sentir satisfeita. A coloquei para arrotar e a mesma o fez, mas ela me golfou um pouco e limpei a sua boquinha com a fralda. Tirei aquele resido de sua língua e Edward quis ficar com ela, ele simplesmente veio até a mim e a pegou do meu colo.

—Não é certo dar colo a todo o momento, vai acabar deixando-a mal acostumada.

Edward me ignorou e deixei pra lá, eu não criaria tumulto à toa. Quando o nosso café da manhã chegou, ele colocou a neném no berço e começamos a comer.

Com o passar das horas, a neném acordou e dei banho nela com a ajuda da enfermeira. Nesse momento Edward estava no telefone falando com o pai que nesse momento estava tomando o café da manhã e ele queria saber como tudo estava. Hoje não daria para ele vir nos visitar pelo o que eu estava percebendo através da conversa deles, e tudo isso para dar a vaga para outra pessoa. Resolvi parar de prestar atenção e sequei a neném.

.

11h do dia.

Até eu já estava de banho tomado e a neném dormia no berço. Caminhei pelo quarto devagar um pouco e Edward estava deitado no sofá assistindo televisão, deu-me vontade de conversar com alguém e peguei o meu celular. Com o som das teclas sendo discadas, Edward na mesma hora me olhou e tornou a olhar para a televisão. Liguei para a mansão e aguardei, após o segundo toque.

—Alô.

—Mary, sou eu bella.

—Oi amiga! Bom dia.

—Bom dia. Como vão as coisas por aí?

—Os patrões estão contentíssimos com a chegada da neta, até eu estou feliz amiga.

—Que bom! O que está preparando de gostoso aí?

—Cortes de frango assado. Coloquei alguns legumes em volta para assarem no caldo de galinha e ficará muito bom. Farei um creme de milho e....

—Pare, pare de falar amiga, eu já estou aguando aqui. Sendo que eu entrarei em dieta, logo eu terei o meu corpo de volta. Estou com a cinta que a Alice comprou para mim.

—Não engordou muito amiga, está linda.

—Mesmo assim eu trancarei a minha boca, há várias roupas minhas que eu quero tornar a usar e que são lindas. A barriga me impedia, mas agora não há nada que me empeça. Estou de volta finalmente.

—Sabe que o patrão repudia roupas curtas.

—Ele exagera por não serem tão curtas assim, não irei deixar de usar o que eu gosto. Falei a uma boa altura para ele escutar. -Não tenho culpa se ficam muito bem em mim.

—Eu sei que ele exagera mesmo, mas quem sou eu para me meter, posso perder o meu emprego.

—Isso nunca irá acontecer Mary. O que fará de gostoso para amanhã? Eu chegarei a tempo para o almoço e finalmente eu irei embora. Não que o tratamento aqui seja ruim, muito pelo o contrário, e a comida é muito boa.

—Aí é top de linha amiga. Um parto aí pelo o que eu fiquei sabendo, não é menos de oito mil dólares.

—É eu imaginava. Sabe o que eu quero comer amanhã?

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—Diga.

—Aquela torta de bacalhau que você faz amiga, ela é divina!

—Ta aí, posso prepará-la amanhã.

—Que bom amiga! Agora eu preciso desligar, dê um beijo na Esme para mim.

—Alice está aqui e irá com a Esme visitá-las. Acho que alguns amigos de Edward também irão.

—Ok.

—Então até amanhã.

—Até Mary.

Encerrei a ligação e guardei o celular em minha bolsa, sem ter mais vontade de ficar andando pra lá e pra cá eu fui me deitar. Edward ficou na dele assistindo televisão e eu também.

Chegou à hora do almoço e almoçamos, Edward não estava falando comigo e assim permanecemos.

.

Deu o horário da visita e a porta minutos depois foi aberta, estava ali a Esme, a amiga de Edward, a qual eu fui à festa de aniversário e a mesma se chamava Bianca. O seu noivo Ricardo também estava ali presente e sorriram ao verem a neném no berço. Nos cumprimentamos de forma calorosa.

—Ôôôô! É fofa e linda. Falou Bianca sorrindo. –Parabéns! Disse ela nos olhando. –Está aqui uma lembrança para ela.

—Não precisava se incomodar. Falei sorrindo e peguei o presente que era uma caixa, um pouco pesadinha até.

—Eu preferi comprar essa pequena lembrança porque eu sei que ela já tem de tudo. Espero que goste.

—Obrigado. Falei abrindo a caixa e era um aquecedor de mamadeiras. O mesmo portava três mamadeiras lindas e era na cor rosa. -Um aquecedor de mamadeiras.

—Poxa que legal. Falou Edward olhando e sorriu.

—É uma boa. Falou Esme sorrindo.

—Que bom que vocês gostaram! Falou Bianca sorrindo. –Juro que eu não sabia o que comprar.

—Está perfeito! Falei sorrindo.

Eles lavaram as mãos antes de pegar a neném no colo e revezaram para cada um segurar um pouco. A bebê foi bem paparicada e os nossos minutos estava sendo bem proveitoso. Eu e Edward não deixamos transparecer que estávamos esbarrados e tudo fluiu normalmente. Chegou à hora da partida deles e agradeci o presente, dei um abraço em cada um deles e entrou o outro grupo. Eram três amigos de Edward, cada um trouxe um presente e amei os sapatinhos que a minha filha ganhou. Ela já havia ganhado vários presentes.

Eles por não terem jeito com bebês, ficaram olhando para ela que estava no colo do pai. Eles falaram o quanto à menina era bonita e se encantaram com os olhinhos expressivos dela. Eram três rapazes até muito bonitos e conversaram entre si, vez ou outra eu falava algo por não ter muita intimidade e sorria. A bebê acabou dormindo e Edward a colocou no bercinho.

—O nascimento dela merece uma comemoração brother. Disse o moreno de olhos cinza sorrindo. Ele era gatíssimo, reparei. O sonho de muitas mulheres, incluindo o meu marido.

—Claro que sim! Disse o loirinho sorrindo. –Isso me faz lembrar de um lugar!

—Podemos ir ao barzinho de sempre hoje. O que acham? Sugeriu Edward todo animado e fiquei olhando para ele.

—Pow cara beleza! Que horas?

—Às 20h está bom de nos encontrarmos lá?

—Claro que sim! Disse o moreno sorrindo lindamente e piscou um olho para mim sem haver maldade.

—Então está combinado.

—Beleza!

Eles sorriram e eu fiquei os olhando na minha, o papo estava fluindo animado. Quando chegou a hora deles irem, de forma muito gentil eles me cumprimentaram e partiram a seguir.

Edward ligou para a Alice e ficaram conversando, o motivo da ligação era para Alice passar a noite aqui comigo como a minha acompanhante.

—Às 17h está bom para você vir, informarei a recepção da maternidade. Até daqui a pouco Alice.

Essas foram às últimas palavras dele antes de encerrar a ligação.

—Então só você tem o direito de sair com os seus amigos, recebê-los aqui e eu nada Edward?

—Não quero tocar nesse assunto e há muita diferença.

—Não há diferença nenhuma! Falei estressada.

—Eu não tive um caso com nenhum deles. Disse ele me olhando sério.

—Jake foi o meu nam.......

—Eu não quero saber! Falou ele me interrompendo.

—Ele está namorando outra mulher.

—Grande coisa. Muitos namoram uma, mas o pensamento está em outra!

—Por isso você me trata tão bem para dizer o contrário, lembro-me da forma que você tratava a outrazinha lá e deve falar por si. Não estou falando da Tânia não e sim da Julieta! Viu-se obrigado a ficar comigo, por isso me trata de forma indiferente à maioria das vezes! Nunca tenho direito de fazer o que quero!

—Não me venha falar do passado porque eu não sou museu.

—Diz isso porque não é com você, mas isso é bom para eu abrir os olhos. Não se preocupe, saia numa boa e comemore com os seus amigos.

—Eu irei, Alice ficará aqui com você.

—Não preciso de babá e nem a atrapalhar em seus afazeres porque ela trabalha amanhã!

—Não irá ficar sozinha!

—Não irei fugir e sou grande o suficiente para ficar aqui sozinha!

—Alice chegará aqui às 17h e preciso ir à recepção agora acertar isso.

Edward saiu do quarto e segurei a minha vontade de chorar, sei que ele ficou mordido por causa do Jacob. Eu não estava aguentando mais essa situação e fui ao banheiro rapidinho, mas deixei a porta do mesmo aberta por causa da minha filha que ficou sozinha no quarto.

.

Após eu lavar as minhas mãos, saí do banheiro e fui até a minha filha, eu a peguei no colo e apertei o botão da cama para ela inclinar. Sentei-me nela e apoiei as minhas costas, ajeitei a bebê em meu colo e fiquei curtindo ela.

—As pessoas têm razão, você é mesmo linda Marie. Falei olhando para ela que estava adormecida. –Bebê linda. Falei sentindo o cheirinho dela que era pra lá de bom. –Pena que o seu pai não facilita a minha vida e só a complica, juro para você que não crescerá no meio desse fogo cruzado. Acredito que nunca dará certo e sei que estamos forçando a barra, mas não passará por maus lençóis.

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5min depois.

Edward entrou no quarto e se deitou no sofá, fechei os meus olhos por alguns segundos e tornei a abri-los. A neném acordou chorando e a ninei um pouquinho, sem ter o que fazer, eu a amamentei.

—Marque uma consulta com uma pediatra, eu não conheço nenhuma.

—Pedirei a doutora uma recomendação.

—Faça isso o mais rápido possível.

—Tudo bem.

Continuei amamentando a minha filha e senti o outro seio vazando, decidi esvaziá-lo um pouco e troquei a neném de seio. Os mesmos estavam sensíveis e bem doloridos, era muito difícil aturar o incomodo conforme ela me sugava. A bebê mamou bastante e não demorou muito ela se deu por satisfeita, então eu a coloquei para arrotar. Uma enfermeira entrou com o nosso lanche e o colocou sobre a mesa, depois se retirou do quarto. Como eu estava faminta, eu fiquei segurando a neném e fui pegar o meu café com leite. Belisquei o pão doce e comi uma fatia de queijo branco, estava muito bom.

Terminamos de comer e coloquei a neném no bercinho, entrei no banheiro e me aliviei. Lavei as minhas mãos e olhei-me no espelho, ajeitei o meu cabelo e retirei o batom vermelho dos meus lábios. Afinal eu fiquei apresentável para a hora da visita.

Por sorte amanhã eu iria embora, eu estava me sentindo presa ali naquele cômodo e isso já estava me deixando pra lá de agoniada. Fazia eu me lembrar quando eu fui raptada, quando eu fiquei presa naquela outra casa e lá no porão da mansão, eu estava com trauma. Saí do banheiro e me deitei na cama, eu estava me sentindo cansada e fechei os meus olhos pensando na saída mais tarde dele. Eu sabia que ele era mesmo lindo fisicamente e de aparência, mas as atitudes dele para comigo não eram tanto assim. Esse tratamento era só comigo e isso me deixava triste por saber que mesmo sem querer eu estava me envolvendo sentimentalmente. Eu sempre afirmei e defendi que o amor vinha em primeiro lugar, mas eu sentia que Edward não chegaria a tanto comigo. Eu me sentia uma fraca e cobri o meu rosto com o lençol, eu não queria que ele visse as minhas lágrimas rolando por causa dele. Doía-me sempre que ele me proibia e mal ele sabia que algo dentro de mim estava florescendo. Era irônica essa situação e sequei os meus olhos, deitei-me o contrário dando as costas para ele e tentei relaxar, esquecer na verdade. Acabei cochilando.

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Às 17h.

—Isabella, eu estou indo. Isabella.

—O quê?

—Eu já estou indo, amanhã eu venho de manhã buscá-las. Vocês sairão às 9h.

Tirei o lençol do meu rosto e me sentei na cama, olhei para ele que estava com a neném acordada no colo e estiquei os meus braços para poder pegá-la. Evitei olhar para ele e acomodei a minha filha em meu colo.

—Pode ir agora.

—A Alice já está aqui.

—Eu posso ir embora com ela amanhã, não precisa acordar cedo à toa.

—Eu virei.

—Ok, você é quem sabe! Falei com um pouco de má vontade, eu era transparente demais quando estava zangada com alguém.

Fiquei brincando com a neném e ele saiu do quarto levando as coisas dele, da bebê que ganhou de presente e as minhas que estavam usadas. Tentei a todo o momento evitar pensar na nossa conversa porque eu estava com raiva dele.

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Minutos depois Alice entrou no quarto.

—Boa tarde novamente.

—Boa tarde Alice. Eu falei com o Edward que não precisava incomodá-la, sei o quanto você trabalha.

—Um dia só não mata.

—Sei disso, mas detesto incomodar as pessoas.

—Que nada. Espero que a comida daqui seja boa.

—E é Alice, aqui o rango é bom. Falei sorrindo.

—Menos mal então.

—É.

—Edward irá comemorar com os amigos hoje o nascimento da filha.

—É eles combinaram aqui no quarto.

—O que achou disso?

—Não mando na vida dele e não me incomodo dele sair, ele é um homem livre.

—Eles gostam de se encontrar, beber um pouco e conversar.

—Que bom para ele. Falei ajeitando a neném que estava quietinha em meu colo e vez ou outra ela fazia barulhinhos costumeiros de bebê.

Alice resolveu lavar as mãos e pegou a afilhada do meu colo, ela se sentou no sofá e ficou brincando com ela. Eu desejava que as horas passassem rápido.

.

Às 23h.

A neném já estava para o berçário e Alice havia trago uma chupeta rosa para ela, a mesma foi aceita pela neném e ela saiu daqui dormindo. Eu e Alice já havíamos jantado e ela colocou um vestidinho folgado para poder dormir. Ficamos assistindo televisão até um pouco mais tarde e a mesma foi desligada quando eu já cansava de estar dormindo.

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Segunda feira, 28 de junho.

06:13min.

—Mamãe, bom dia, bom dia. Dizia a enfermeira de forma infantil para poder me acordar.

—Oi. Falei após abrir os meus olhos e sorri. –Bom dia para vocês também. Falei me espreguiçando e olhei para o lado, Alice dormia estando de tampão preto nos olhos.

—Eu a trouxe. Quer banhá-la agora?

—Pode ser, logo iremos embora.

—Isso mesmo, a doutora irá vir para assinar a sua alta e liberá-las. Tanto você quanto a bebê estão sadias.

—Isso é ótimo.

—Claro que sim. Logo o café virá e irei preparar o banho dela.

—Ok.

Segurei a neném e a enfermeira me explicou como preparar o banho dela, a seguir eu despi a neném e eu mesma iria banhá-la tendo a supervisão da enfermeira. O corpinho da minha filha era mole e sensível, causava-me medo, mas nada eu poderia fazer. Segurei bem ela e comecei a lavá-la com o sabão neutro, lavei cada cantinho e dobrinha com atenção. Lavei suas costinhas e ela começou a chorar bem alto, isso foi o suficiente para acordar a Alice e ela ficou nos olhando. Eu tomei um cuidado danado com o umbigo e finamente eu terminei de banhá-la.

Deitei a minha filha na cama sobre o forrinho e a sequei bem, passei álcool à 70º em seu umbiguinho e depois foi à vez da pomada em sua região íntima. A fralda foi posta, um pouquinho de talco em seu pescocinho eu também coloquei e por último eu a vesti. Coloquei um macacãozinho vermelho lindo de algodão e havia uma boneca na estampa que era uma graça. A manta era do mesmo material e conjunto com o macacão. Escolhi esse tecido por Ourinhos ser um lugar quente e descartei as de lã, eu mataria a bebê de calor. Ela ficou uma graça e parecia uma bonequinha, a seguir a envolvi na manta.

A enfermeira ajeitou tudo e saiu do quarto, nisso a Alice foi para o banheiro se arrumar.

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10min depois.

—Pronto, eu já terminei. Tomarei banho lá na titia, dê-me ela e se apronte você também.

—Ok. Falei dando a bebê a ela.

Peguei uma roupa apresentável e fui para o banheiro levando tudo que eu precisaria. Aliviei-me, asseei-me e me troquei, por último eu me maquiei. Eu tomaria banho quando chegasse na mansão. Eu estava me sentindo bonita, eu já estava bem desinchada e o vestido azul claro ficou muito bem apesar de eu estar de cinta. A minha sandália azul do mesmo tom do vestido me deixou chique e finalizei a minha produção. Ao sair no quarto Alice me olhou.

—Está ótima!

—Gostou?

—Demais, por isso o meu primo vive com ciúmes que quase o mata. Seus olhos, o tom do vestido, tudo casou bem.

—Menos mal. Falei não me importando com o que ela falou, eu não queria saber.

—Ela parece demais com o pai, até as mãozinhas são grandinhas e as perninhas também, acho que será uma moça alta e cheia de vida.

—É bom que se pareça com ele mesmo, só assim não haverá dúvidas da parte de ninguém que ela é filha dele mesmo.

—Nossa! Às vezes você pira mesmo, mas não ligo.

—Isso mesmo, não ligue Alice. Irei amamentá-la um pouco, deve estar com fome.

—Acredito que sim. Disse Alice me dando ela.

Sentei-me no sofá e comecei a amamentá-la, ela fez um pouco de pirraça no início, mas ficou quietinha quando conseguiu sugar. Alice nos olhava e finalmente chegou o nosso café da manhã, esperei a neném terminar de mamar e Alice quis colocá-la para arrotar, logo de cara ela o fez. Comecei a comer e Alice também após se sentar com a neném em seu colo. Comemos com vontade por estarmos famintas e finalizei tomando um suquinho de abacaxi. Ele estava saboroso e fiquei chupando a pedrinha de gelo, lembrei da saída do outro ontem e fiquei pensativa por longos minutos.

.

—Isabella, terra chamando.

—Oi Alice, eu estou pensando.

—Arrume as suas coisas, não falta muito.

—Tem razão.

Comecei a arrumar as minhas coisas e olhei no banheiro para ver se havia pertences meus lá, mas não havia nada e o celular de Alice tocou.

—Oi Edward.

........................

—Tudo bem, eu já estou indo e os aguardarei no carro.

.....................

—Até já.

.......

Peguei a neném do colo dela e Alice pegou a bolsa dela.

—Aguardarei vocês lá fora.

—Tudo bem e obrigado Alice.

—De nada. Deixe-me ir.

—Ok.

Alice saiu do quarto e eu fiquei em pé com a minha filha no colo, ela estava dormindo feito um anjinho e decidi me sentar no sofá.

Quando Edward entrou, ele estava bem vestido como sempre e veio até a mim.

—A doutora logo virá.

—É eu imagino. Falei o olhando.

—E ela?

—Está bem.

—Que bom.

Momentos depois a doutora entrou no quarto e assinou a minha alta. Tiramos uma foto juntas estando a bebê em seu colo e agradecemos pela atenção e pelo ótimo tratamento. Ela nos desejou tudo de bom e recomendou uma pediatra a pedido de Edward, dizendo ela a moça era muito bem requisitada. Saímos do quarto e fomos ver a papelada a respeito da certidão da neném, não demoramos para resolver esse quesito e fomos na direção da saída. Os seguranças já nos aguardavam do lado de fora e sorriram ao conhecer a neném, Lima afirmou que a mesma era uma gracinha. Alice buzinou e acenou do carro sorrindo, dei graças a Deus por estar indo embora e acenei de volta. Entrei no carro de Edward e me sentei no banco do passageiro, ele fechou a porta do carro e foi ocupar o banco do motorista.

Saímos da clínica finalmente e olhei para a neném, sorri perdida em pensamentos e olhei para a janela. Olhei a moda lá fora um pouco e assim fiquei.

.

.

UM TEMPO DEPOIS.

Chegamos na mansão e foi uma festa só, Mary faltou babar na neném e a deixei segurá-la. Ela ficou tão contente estando com a bebê no colo e a devolveu momentos depois.

—Vamos subir, vamos subir, está na hora de conhecer o quarto da sua filha.

—Vamos então Alice. Falei sorrindo estando Edward ao meu lado e Esme também estava presente.

Edward pegou a neném do meu colo e subimos, tuquinha latiu bastante ao me ver e brinquei verbalmente com ela. Nós caminhamos pelo corredor e Alice foi à frente, ao parar em frente à porta do quarto.

—Espero que você goste, está simples e lindo ao meu ver, claro.

—Sei que está bonito.

—Então aprecie. Disse ela abrindo a porta e me encantei com o que eu vi.

CONTINUA..........