Solares
37 Capítulo 37
Notas iniciais
BELLA.....
Final do capítulo anterior.
Sai da cozinha, passei pelo corredor e subi a escada. Abri a porta do quarto e fui para o banheiro, entrei no Box e me despi por inteira. Liguei o chuveiro e tomei o meu banho tranquila.
Lavei o meu cabelo, esfreguei todo o meu corpo com a bucha macia e lavei bem o meu rosto, depois me enxaguei por inteira e apreciei bem a água. Passei condicionador em meu cabelo e o desembaracei com o pente, depois o enxaguei e foi no momento que Edward entrou no quarto. Ele passou direto para o closet e ficou por lá, já eu fechei a água e saí para me secar.
Enrolei-me na toalha após hidratar todo o meu corpo e fui para o closet, encontrei Edward arrumando a mala dele e a mesma não era tão grande assim, mas cabia bastante roupa. Peguei uma calcinha rosa e a vesti, depois peguei um shortinho e uma blusa de algodão para eu colocar.
—Irá pra Solares nesse fim de semana?
—Não. Por quê?
—Por nada, é só curiosidade. Falou ele mexendo na mala.
—Pensou que você viajando, eu iria correndo mais que depressa para lá?
—Não irei mentir, pensei mesmo.
—Eu não irei para Solares, tenho consulta médica na segunda feira.
—Sei disso, mas isso não a impede de ir.
—Ficarei exausta com a viagem, saberá quando eu decidir ir.
Na verdade, eu estava louca para ir até Solares, saber de jake, da minha amiga Ângela, mas ao mesmo tempo eu estava temerosa. Eu estava casada e dar essa notícia a eles, poderia não ser tão bem-vinda, principalmente para o jake que eu sei que gostava mesmo de mim.
Ele que era tão cheio de carinhos para comigo, seria o mesmo que o trair. Quem se casar com ele, sei que seria intensamente feliz, eu pensava e Edward me acordou para a vida.
—Bem, a minha mala está pronta. Falou ele subindo o zíper e saí dos meus devaneios. –Vai dar 13h, hora do almoço.
—Estou mesmo faminta.
—Irei tomar um banho primeiro.
—Ok.
Sai do closet e ele me acompanhou, liguei a televisão e me deitei na cama. Edward foi para o banheiro tomar banho e com o passar dos minutos eu fui sentindo o quanto o sol me nocauteou. Mais uma vez o meu bebê mexeu e devia estar faminta igual a mim, pensei. Fechei os meus olhos e o ventinho quente entrava pela janela sacudindo as cortinas, eu me sentia um pouco sonolenta e cheguei a cochilar nesse meio tempo.
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Momentos depois.
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—Isabella, está na hora de almoçar. Chamou-me Edward.
—Hum?
—Vamos descer para comer.
—É vamos. Falei estando um pouco desorientada e me levantei.
Edward desligou a televisão e o olhei, ele estava com roupas casuais, mas faltava pouco para ele viajar. Acho que ele se arrumaria minutos antes de sair.
Saímos do quarto e descemos, tuquinha ao nos ver começou a latir estando no primeiro andar aflita por atenção. Ela nos seguiu até a sala e se deitou perto da mesa, já Esme nos aguardava sentada à mesa.
—Chegamos mãe.
—Estava os aguardando, estou com fome.
—Eu também estou. Falei a paparicando e a abracei por trás. –Acho que a minha bebê também está com fome. Ela está bem agitada, posso senti-la se mexendo nesse exato momento. Antes de eu cochilar ela estava se mexendo, agora ela está mexendo novamente. Acho que irei beber um suco calmante após o almoço, acho que deve ser fome ou ela estar agitada mesmo.
—Pode ser as duas coisas. Falou Esme sorrindo e me sentei ao lado dela.
—É, acredito que sim.
—Sente-se melhor filha?
—Estou sim. Podemos ir para a piscina amanhã e colocarei um boné.
—É uma boa ideia. Disse ela sorrindo, Esme estava sempre de bom humor. -Mary fez uma torta de pêssego para a sobremesa.
—Hum! Mas não posso abusar, sei que engordei um pouco.
—Não exagere, Alice disse que está perfeita. O que você acha filho? Ela perguntou ao Edward e o olhei, se ele me esculachasse eu.....
—Não está mal. Disse ele me olhando e fiquei o olhando também.
—Se você confirma. Está vendo filha?
—Que bom então. Falei a olhando e Mary junto de Victória começaram a nos servir, inclusive Mary me entregou a minha vitamina e a ingeri com um pouco de suco.
Afastei-me para Victória me servir e o bife rolê de pernil que Mary preparou estava com uma cara ótima. O arroz estava soltinho, tudo parecia bom. Começamos a comer e estava deliciosa a comida como sempre, preferimos comer calados, mas novamente eu comecei a sentir o meu bebê mexendo e acariciei a minha barriga para de alguma forma acalentá-la.
Tornei a comer e logo acabei com a comida em meu prato, eu estava mesmo faminta e pedi para a Mary colocar um pouco mais.
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Acabamos de comer e Victória nos serviu a sobremesa, preferi comer apenas um pedacinho a abusar. Eu já me sentia satisfeita. Edward comeu duas fatias e Esme apenas uma igual a mim, nós já estávamos satisfeitas.
Esme quis ir para o quarto escovar os dentes e Victória a acompanhou, já eu fui para o quarto escovar o meu e descansar um pouco, acho que eu estava com a síndrome da moleza ultimamente.
Após escovar os meus dentes, eu me aliviei e me asseei logo a seguir. Lavei as minhas mãos e fui para o quarto me deitar, eu não quis ligar a televisão e fiquei quietinha deitada de lado acariciando a minha barriga. Parecia que eu havia trabalhado muito.
Na verdade, eu estava exausta, mas era fisicamente.
Olhei para as minhas unhas e as mesmas precisavam ser feitas, eu daria um jeito. Eu não gostava de ficar largada e vez ou outra eu me lembro, eu gostava de dar uma produção em meu cabelo. Na época em que eu morava ainda com os meus pais, eu vivia saindo com o jake e sentia falta disso. Viver enclausurada estava me afetando, me sobrecarregando por ser muito jovem ainda e com uma grande responsabilidade em minha barriga. Eu estava tão assustada para dar à luz e nesses momentos a nossa mãe era a nossa grande companheira. Pra falar a verdade eu não sei dizer se o que os meus pais faziam era por gostar da vida bandida ou se eles eram preocupados para me proporcionar o melhor, eu na verdade não saberia dizer. Acho que eles eram chegados a viver na adrenalina, mas de certa forma eles não pensaram em mim, acabei que fui vítima de uma vingança e eu não a merecia. Em meio a ela eu conheci pessoas maravilhosas, mas eu vivia constantemente no baixo astral, Edward me deixava assim em meio as nossas divergências, era tudo tão confuso.
Edward mais uma vez me trouxe a realidade ao entrar no quarto, ele passou me olhando e foi escovar os dentes dele. Continuei na minha e fechei os meus olhos.
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5min depois.
Senti a cama afundar bem a minha frente e permaneci de olhos fechados. Edward se moveu e escutei o som das teclas do celular dele sendo pressionadas e abri os meus olhos, ele estava deitado de barriga pra cima e levou o aparelho até o ouvido.
—Sou eu Priscila, Edward.
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—Encontrarei com você no lugar combinado, por favor, não se atrase.
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—Embarcaremos as 17:30min como eu te falei e chegaremos bem rápido. Tudo certo com a reserva no hotel?
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—Ótimo! Nos encontraremos no jatinho. Até logo então.
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—Tchau.
Edward encerrou a ligação e eu sabia que a moça chamada Priscila era a secretária dele. Ele continuou mexendo no celular e depois o colocou sobre o criado mudo, depois se acomodou melhor no travesseiro e ficou quieto. Fiquei um pouco mordida com essa situação, mesmo isso não sendo o correto eu o filmava perdida em pensamentos. Resolvi me virar para o outro lado me sentindo um pouco estranha e me reprovei, ele não era tão gentil assim comigo. Coisa maluca, eu pensava, mas o meu mal era não conseguir segurar a minha língua e extravasei.
—Então,.......... Eu não devo estar enganada quanto a isso. Falei para mim mesma e em voz alta. –Quanta mentira! Falei com desgosto.
—Sobre?
—Estou certa da sua canalhice!
—Não estou entendendo Isabella, fale com mais clareza.
—Estou só pensando alto.
—Só pensando alto? Você acaba de me chamar de canalha Isabella!
—Dá um tempo Edward! Vá viajar tranquilo e me deixa em paz! Falei me levantando.
Calcei o meu chinelo e caminhei rumo a porta, a abri e saí batendo a mesma de forma desnecessária. O escutei me chamando, mas desci a escada e desci o outro lance de escada que me levaria até o porão. Chegando lá eu encostei a porta e fui me deitar na cama, eu não iria chorar por essa bobagem, não mesmo. Estava claro que ele iria dormir no mesmo quarto com a secretária, Edward era do tipo safado. Mesmo a mãe dele tendo me falado que ele era um rapaz calmo e que selecionava bem as suas companheiras, eu não acreditava nesse mesmo comportamento hoje em dia. Eu tinha experiência por ele ter saído várias vezes e voltava de madrugada, algumas vezes até levemente alcoolizado. Enfim, eu tenho uma bagagem negativa se tratando de Edward Cullen. Sendo que eu não iria ficar pensando a respeito dessas coisas mais. Bem ou mal algumas coisas haviam mudado. Não tudo, mas em vista de antes, muitas coisas mudaram sim. Eu estava tão perdida e confusa. O estranho foi ele não vir atrás de mim para impor seu ponto de vista, menos mal eu pensava e acabei cochilando exausta depois de tanto pensar.
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Às 18:36min.
Despertei do nada e me espreguicei, só aí a minha ficha caiu ao olhar na direção da porta e a mesma estava aberta iluminando o quarto. Alguém deve tê-la aberto e isso facilitou para eu não tropeçar e vir a cair. Levantei da cama e lembrei de Edward, ao olhar na direção do relógio que tinha ali, eu vi ser 18:38min e ele já tinha ido, pensei. Fiquei pensativa por uns segundos e arrumei a cama, depois fui na direção da porta e subi.
Eu ao chegar no primeiro andar da casa vi a luz da cozinha acesa, olhei na direção da porta da sala e a mesma estava acesa também, mas por eu estar com um pouco de sede, eu fui à direção da cozinha. Apenas Victória estava ali passando pano no chão e o restante da cozinha estava impecável de limpa.
—Boa noite senhora.
—Boa noite Victória.
—A senhora dormiu bastante.
—É eu acabei dormindo, a gravidez faz isso com as mulheres.
—Sei disso. Disse ela sorrindo. –Foi uma pena a senhora não ter visto o seu esposo saindo.
—Fazer o quê? Mas estamos juntos todos os dias.
—Isso é verdade senhora, não me leve a mal.
—Imagina! Não se preocupe. Falei de forma tranquila e fui pegar a garrafa de água na geladeira.
Victória continuou passando pano na cozinha e eu fui pegar um copo no armário, depois o enchi de água e bebi me deliciando, eu estava cheia de sede. Após beber eu lavei o meu copo, coloquei a garrafa de volta na geladeira e peguei um pote de gelatina para eu comer. Fui para a sala me deliciando e vi os pais de Edward ali sentados com a televisão ligada, inclusive Alice estava ali para a minha total surpresa. Não a identifiquei antes por estarem calados assistindo televisão e fui até eles.
—Boa noite. Falei sorrindo.
—Boa noite filha. Falou Esme.
—Boa noite querida. Saudou-me Carlisle.
—Boa dorminhoca. Falou Alice se levantando e veio até a mim me cumprimentar com dois beijos e um abraço.
—Senti saudades. Falei a abraçando.
—Eu também. Disse ela me olhando.
—Deu formiga lá e apareceu aqui assim tão de repente?
—Pois é, estou à toa em casa e vim pra cá fazer companhia para vocês. Fiz mal? Perguntou ela me olhando.
—Mais é claro que não! Falei a abraçando novamente. –Estou feliz demais.
—Que bom. Falou ela sorrindo e retribuindo o meu abraço.
—Não entendi o porquê da pergunta. Falei a olhando nos olhos.
—Curiosidade viu. Disse ela sorrindo e eu sorri também, mas, porém, pensativa. –Gelatina faz bem para a pele. Disse ela olhando o potinho de sobremesa em minha mão.
—É eu sei que sim. Está servida?
—Não brigado.
—Vocês dois querem que eu traga para vocês? Perguntei para os pais de Edward.
—Não, obrigada. Foi a resposta dos dois.
—Alice quer ir jantar fora filha. Você topa?
—Estou com os meus esmalte descascados, estou me sentindo um pouco sem graça hoje, vão vocês sem me levar a mal.
—Iremos se você for, nos distrair um pouco filha.
—Juro que eu iria, mas hoje estou um pouco mal.
—Sente-se mal querida?
—Não, só um pouco enjoada.
—É melhor não abusar então. Falou Alice me olhando, na verdade ela me especulava com o seu olhar.
—Pra eu não me sentir mal, desejo que vocês vão e se distraiam. Vai fazer bem para Esme sair um pouco e espairecer a mente.
—Não se sinta mal querida, vou pedir a Mary que prepare uns salgadinhos para nós e nos divertiremos aqui mesmo. Falou Esme. — Resolveremos essa questão das unhas amanhã e eu preciso ir mesmo ao salão de beleza também. O que acha?
—Estou sem grana e.....
—Quanta bobagem! Falou Alice. –Boa ideia titia! Os salgadinhos de Mary são mesmo uma delícia e creio que há congelado no freezer.
—Ela é boa no que faz. Afirmou a minha sogra.
—Eu concordo. Falei sorrindo e me sentei no sofá.
Começamos a conversar e Carlisle foi até a cozinha pedir a Mary para preparar salgadinho para nós. Pediu também que Victória preparasse um drink não alcoólico para todos e voltou com duas latinhas de cerveja e mais dois copos. Ele e Alice iriam beber.
A conversa estava bem descontraída e eu me pegava perdida em pensamentos. Por duas vezes Alice me cutucou e eu a olhei sorrindo levemente, sem entender nada ela disse que eu estava “no mundo da lua”. Ela nos contou as novidades e me perguntou......
—Está gostando de viver na sua nova casa?
—Estou sim, o problema é que eu fico sozinha durante o dia inteiro.
—Não gosta de ficar sozinha né?
—Não gosto mesmo.
—Logo terá a companhia da bebê e de uma babá.
—Uma babá?
—Por que não? Irá auxiliá-la e sei que precisará.
—É eu sei.
—Isabella pode ficar aqui quando a neném nascer, sei que ficará um pouco perdida e a auxiliaremos no que precisar.
—Eu irei adorar, não entendo nada a respeito de bebês, trocar fralda e banhá-los.
—É natural a mãe de primeira viagem ficar perdida, mas depois ela tira de letra.
—Assim espero né.
Continuamos a conversa e nos descontraímos.
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Horas depois.
Mary nos trouxe os salgadinhos e me deliciei na bolinha de quatro queijos. Não abusei ao comê-las por medo de enjoar e passei a comer o quibe com recheio de frango e catupiry. Estava bom demais e as tortinha de alho poró desmanchavam na boca.
Victória nos serviu o drinque e continuamos a conversa que estava muito boa, inclusive os salgadinhos que estavam sensacionais e sequinhos. Eu me acabei.
Pedi a Mary que me preparasse um suco de maracujá dos fortes para eu poder chamar o meu sono novamente e ela me atendeu, afinal as horas estavam passando rápido e logo a minha mais nova família iria se recolher para dormir.
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Às 23:15min.
Edward ligou para casa e falava neste momento com a mãe, dizendo ela, ele havia chegado bem e já se encontrava hospedado no hotel. Esme conversou um pouco com o filho e a pergunta dela me pegou de surpresa.
—Deseja falar com a sua esposa?
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—Tudo bem filho, descanse em paz e boa reunião amanhã então.
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—Boa noite filho, tchau.
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Esme encerrou a ligação e Alice foi colocar o telefone no lugar, as meninas já haviam ido descansar a pedido de Esme e estávamos por conta própria.
—Eu irei subir para tomar um banho relaxante de banheira e depois dormir. Boa noite para vocês. Falei me levantando.
—Iremos subir também filha, deve estar tarde.
—Um pouco amor. Falou Carlisle.
—Que bom que o meu filho chegou bem.
—Ele e a secretária. Falei sem querer, mas a minha observação passou despercebida.
—Boa noite bella, durma bem e amanhã iremos ao salão junto com a minha tia.
—Tudo bem Alice.
Nos despedimos de forma calorosa e subimos após o Carlisle apertar o botão para descer as proteções. Entrei no quarto e fechei a porta. Alice Iria dormir em um dos quartos de hospedes e da forma que é exagerada, devia ter trazido uma mala de roupas. Fui para o banheiro e coloquei a banheira para encher, adicionei um pouco de espuma de banho e me despi por inteira. Sem ter o que fazer eu fui me olhar no espelho, minha barriga estava tão grande. Fiquei me alto avaliando e passei a mão em meus seios tão modificados, eu estava abobalhada ultimamente e mesmo estando com uma pança enorme, Edward ainda vinha me procurar. Ele que era cheio de frescuras, eu não entendia o porquê ele vinha me procurar estando eu com uma barriga do tamanho de uma melancia. Vai entender.
Olhei para a banheira e a mesma estava pela metade ainda, faltava muito para a água ficar em um nível legal e fui ligar a televisão. Aproveitei para fechar a janela e puxei a cortina, fui até o closet e peguei uma camisola para quando eu terminasse de tomar banho. Voltei para o banheiro e fechei a água, a temperatura dela estava no ponto e entrei. Sentei-me com cuidado, me permiti relaxar de verdade assistindo televisão através do vidro e o som vinha da porta.
Os minutos iam se passando e com ele vinha o sono, eu já estava cochilando na banheira e era o efeito do suco de maracujá. Eu achei melhor sair e fui para o boxe tomar um banho rápido.
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Saí para me secar e vesti apenas a minha camisola, coloquei a banheira para esvaziar e fui escovar os meus dentes. Após escová-los eu me aliviei e lavei as minhas mãos, depois fui me deitar sentindo o meu corpo bem mais leve e liguei o abajur. Desliguei a televisão e o quarto ficou sendo iluminado, eu dormiria com ele aceso e foi o que aconteceu.
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Sábado, 22 de março.
Às 11:41min.
Acordei bem disposta e me espreguicei, olhei para o lado e o abajur estava aceso ainda. Lembrei que eu havia deixado aceso e o desliguei. Pensei em meu suposto esposo e provavelmente ele deve ter dormido com a outra mulher, sei que ele não resistia a um rabo de saia e resolvi parar de pensar nisso. Eu não queria pensar a respeito e me reprovava por pensar nisso, mas era involuntário da minha parte. Levantei-me e fui escovar os meus dentes. Aliviei-me logo depois e lavei as minhas mãos, fui para o closet trocar de roupa e quando eu acabei arrumei a cama. Logo após eu saí do quarto e desci, encontrei com o pessoal tomando café e me juntei a eles após cumprimentá-los.
—Dormiu bem? Perguntou Alice estando sentada ao meu lado.
—Dormi muito bem. Aquele suco de maracujá é o meu verdadeiro calmante.
—Fico feliz que dormiu bem filha.
—Pois é Esme, eu dormi feito uma pedra e acordei bem disposta.
—Ótimo!
Fui servida e preferi beber leite gelado. Comi umas panquecas que Mary fez e nela continha goiabada derretida e fiasco de requeijão, estava delicioso.
—Iremos ao salão daqui a pouco bella. Falou Alice me pagando de surpresa.
—Quando eu terminar, eu vou subir para trocar de roupa.
—Tudo bem.
—Dormiu bem?
—Descansei, eu estou exausta por causa da minha correria diária.
—Imagino. Eu não vejo a hora de poder terminar os meus estudos e trabalhar, ou vice e versa. Preciso disso.
—Eu não me imagino longe do meu trabalho, já estou acostumada com a minha equipe.
—Entendo.
—Sei que o meu primo não será a favor que você trabalhe tão cedo. Sou contra a esse tipo de pensamento, mas por um lado ele tem razão.
—Que razão é essa Alice?
—Você vai dar à luz, dê atenção a sua filha.
—Eu concordo. Falou Carlisle e as empregadas nos olhavam.
—A princípio eu irei ficar de molho por causa dela.
—É muito importante a mãe amamentar o seu bebê.
—Sei disso.
Após a nossa breve conversa, nós continuamos a comer. Bebi mais um pouco de leite gelado e me dei por satisfeita, por educação eu os aguardei a terminar o desjejum.
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10min depois.
—Vou subir e por uma roupa mais adequada para sair.
—Subirei para me trocar também. Falou Esme. –Me ajuda querido?
—Claro que sim, farei companhia a vocês e aproveito para cortar o meu cabelo.
—Vai ser legal. Eu falei sorrindo. –A propósito, eu gostaria de conversar com você depois.
—Algum problema? Perguntou ele me olhando e me avaliou bem.
—Nada para se preocupar. Podemos conversar depois?
—Mais é claro que sim. Disse ele de forma simpática e Alice ficou me olhando.
—Quando voltarmos do salão vai ser perfeito.
—Estou à disposição.
—Obrigado!
Levantei da cadeira e Alice continuou me olhando, sei que ela ficou mordida de curiosidade. Andei a passos largos e subi, abri a porta do quarto e entrei, depois tornei a fechá-la. Caminhei até o closet e me deparei com centenas de roupas, mas preferi por uma legging azul escuro e uma blusa branca até muito bonita. Calcei uma sandália baixa que deixaria todos os meus dedos expostos para a pós esmaltação e ficou mais que bom. Peguei a minha bolsa, coloquei o meu óculo de sol pendurado em minha blusa e fui para o banheiro. Lá eu passei lápis de olho, um pouco de sombra clara e passei gloss em meus lábios. Estava mais do que bom.
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Saí do quarto e desci, vi Victória varrendo o chão do corredor e fui aguardar o pessoal a descer sentada no sofá.
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17min depois.
O pessoal desceu e saímos, fomos todos no carro de Carlisle. Durante o trajeto fomos escutando música, me peguei pensando mais uma vez nele e encostei-me no banco. Só Deus sabe o que ele estava fazendo naquele momento e senti a minha bebê mexendo, acho que ela havia acordado nesse exato momento.
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Um tempo depois nós chegamos no salão e Carlisle estacionou o carro após nós sairmos do carro. Os seguranças ficaram próximos e circulei o meu braço no de Esme, não demorou muito o Carlisle veio até nós e entramos no salão.
Fomos bem recepcionados e cada um de nós ficamos aos cuidados de um profissional. Primeiro fizemos as nossas unhas e pedi a manicure que as pintasse de rosa com a beirada branquinha, uma francesinha na verdade e pedi que fizesse florzinhas apenas nas unhas da minha mão. Alice pintou as dela de vermelho e ficaram bonitas. Esme pediu que fizesse francesinha nas dela, mas no método tradicional com a cor do esmalte clarinho. Depois foi a vez do meu cabelo e eles foram hidratados, enquanto a hidratação profunda fazia efeito, eu pedi a profissional que limpasse a minha sobrancelha. Ficou perfeita constatei ao me olhar no espelho.
Chegou à hora de eu ir lavar o meu cabelo, a moça tinha as mãos de fada de tão suave. Na hora de fazer a escova, eu me distraí novamente ao som do secador. Meu cabelo estava com o aspecto ótimo estando molhado e o imaginei depois de escovado. Sei que ficaria bom. Alice e Esme já davam os retoques finais também e como o tempo passou rápido, observei. Eu ao olhar mais ao fundo, vi Carlisle nos aguardando e lia uma revista. Reparei que o cabelo dele estava mais curto e o corte lhe caiu mais que bem, o rejuvenesceu ainda mais.
Finalmente a produção acabou e Carlisle veio até nós.
—Ficaram ainda mais lindas. Disse ele sorrindo.
—Obrigado. Falamos ao mesmo tempo sorrindo.
—Que tal irmos almoçar? Há restaurantes excelentes por aqui.
—Eu irei adorar e estou com fome, esse tempo todo no embelezamento me deixou faminta. Falou Alice ao meu lado.
—Eu estou de acordo, podemos ir. Falei os olhando.
—Eu topo. Falou Esme sorrindo e ajeitou o óculo escuro.
—Então vamos.
Carlisle pagou a nossa conta do salão e fomos embora.
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Ao chegarmos no restaurante, fomos nos sentar com a ajuda do garçom. O atendimento ali era excelente e podíamos nos servir no farto bufê. Eu e Alice pegamos o nosso prato e fomos nos servir, enquanto isso Carlisle pedia as nossas bebidas. Eu peguei o que eu achei delicioso com os olhos e Alice fez o mesmo. Voltamos para a mesa e Carlisle foi pegar a comida para a esposa, depois ele pegou para ele e comemos conversando de forma descontraída. Eu me sentia renovada após a produção no salão.
Recusamos a sobremesa e Carlisle pagou a conta, saímos do salão do restaurante e aguardamos o manobrista trazer o carro. Quando o mesmo chegou, nós entramos e nos acomodamos, saímos do local e os seguranças vieram logo atrás. Com o leve balançar do carro no trajeto da volta, isso foi trazendo o meu sono sem eu querer. Eu estava dormindo bem ultimamente e encostei-me no banco, sem pensar muito eu fechei os meus olhos e acabei cochilando.
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35min depois.
—Bella, bella. Chamava-me Alice.
—Oi. Falei abrindo os meus olhos.
—Chegamos em casa e você mocinha, tome a sua vitamina.
—Pode deixar. Falei me desencostando do banco e saí do carro.
Esme já estava do lado de fora junto do marido e só faltava eu a sair do carro. Carlisle ativou o alarme e nós caminhamos rumo a saída, depois passamos pelo quintal e entramos na cozinha.
—Boa tarde. Mary nos cumprimentou.
—Boa tarde. Fui a primeira a falar e ela me olhou sorrindo levemente.
—Boa tarde. Falaram os outros ao mesmo tempo e sorrimos por causa disso.
—Bella, tome a sua vitamina. Falou Alice.
—Não me esqueci, mas obrigado por tornar a me lembrar.
Fui até o armário e peguei a minha vitamina, depois fui até a pia pegar um copo e o enchi com a água do filtro. Ingeri o remédio e bebi toda a água, sendo que nesse momento os outros já haviam saído da cozinha. Apenas Mary ficou ali.
Sem ter o que falar, eu saí da cozinha a deixando ali. Caminhei devagar pelo corredor e vi Carlisle sentado no bar, ao me aproximar dele......
—Cadê Alice e Esme?
—Elas subiram.
—Ah! Ok.
—A propósito, eu estava lhe aguardando. O que quer falar comigo? Aliás, vamos conversar no escritório.
—Será melhor.
Carlisle caminhou até a porta do escritório e a abriu, sendo cavalheiro ele deu espaço para eu passar e quando eu entrei, ele fechou a porta e foi se sentar no sofá. Eu fiz o mesmo e mantive uma distância pequena dele.
—Então, o que deseja falar?
—Eu na verdade, eu já até falei a respeito disso há algum tempo atrás.
—Sobre o que é?
—Eu peço que me ajude a vender o meu apartamento lá de Solares. Sei que vocês têm um vasto conhecimento e acredito que devam conhecer algum corretor que abrange aquela área lá.
—Na verdade eu conheço vários corretores, um é até filho de um amigo meu. O rapaz é bom no que faz.
—Então eu posso ter esperança?
—Claro que sim, será um prazer ajudá-la.
—O meu apartamento é grande e está todo mobiliado. Quero poder dar um fim no carro da minha mãe e acabar com qualquer vínculo material com frutos gerados pelos roubos, drogas e tudo que for ilegal.
—Isso será fácil. Não irá se arrepender?
—Pode ser que eu sinta saudades de lá, mas estou decidida Carlisle e, por favor, me ajude. Não irei sentir saudades de coisas possivelmente furtadas ou compradas com dinheiro sujo, sou honesta e não me envolvo com pessoas dessa laia. Lamento muito por meus pais terem sido dessa laia, é envergonhoso demais para mim e eu preferia ter sido pobre de verdade. Mil vezes pobre a ter o meu sobrenome manchado por pessoas que eu amo.
—Tem a minha palavra. Disse ele me olhando de uma forma diferente e meio pensativo, estranhei, mas ele se ajeitou no sofá e eu continuei.
—Não quero que comente nada com o seu filho a respeito disso por agora, depois eu conto.
—Tudo bem, será da forma que você achar melhor. Sendo que eu não quero que briguem caso ele venha descobrir por si só. Sabe que ele não é fácil.
—Eu não irei esconder por muito tempo, mas não quero que ele me tome esse dinheiro como eu penso que ele possa a vir fazer. Eu vou precisar futuramente.
—O que pretende? Perguntou ele prestando atenção em todas as minhas reações.
—Não pretendo aprontar ou até mesmo fugir, sei que está pensando isso. Isso é para quando eu retornar aos estudos e para o que a menina vir a precisar.
—Terá o nosso apoio quanto a isso. É coisa leve e você sabe disso.
—Sei disso, mas eu quero poder participar nas despesas dela também.
—Sem problemas. Disse ele sorrindo de forma simpática e depois tornou a ficar meio sério. —A convivência de vocês não é cem por cento, mas desejo que tudo dê certo para nós. Nós não somos perfeitos Isabella.
—Eu sei disso Carlisle e nem eu sou perfeita, mas não quero que ele se apodere do que me pertence, Edward é dominador. Sabe disso.
—É eu sei. Ele tenta dominar o próprio pai. Falou ele com um leve sorriso.
—Ele não é fácil, eu o que diga. Sendo que o mais rápido possível, eu quero vender o meu apartamento. As contas logo irão vencer e eu não tenho dinheiro para poder pagar, essa é a mais pura verdade e isso me preocupa muito.
—Podemos dar um jeito, eu pagarei o que for preciso. Não devo contar para mais ninguém?
—Eu estou sem saída Carlisle e não há alternativa a não ser aceitar. Agora quanto a contar para alguém, conte apenas para a Esme, Alice pode vir a contar para o primo. Eles são unha e carne. Sendo que para eu aceitar o seu dinheiro, tem uma condição.
—Qual?
—Que aceite eu lhe devolver o que me emprestou depois.
—Tudo bem, mas saiba que não é do meu agrado essa proposta.
—Obrigado por ser sempre bom comigo.
—Não é forçado, é sincero. Falou ele sorrindo.
—Sei muito bem disso.
—Para acelerar tudo, eu irei ligar para o Pedro daqui a pouco e ele poderá nos ajudar. Eu darei uma resposta mais tarde para você.
—Tudo bem. Caso eu esteja no quarto, pode me chamar e bater.
—Tudo bem. Irei ligar para ele.
—Obrigado por me ajudar.
—De nada. Disse ele sorrindo e me levantei. –Essa casa é sua também, não se preocupe.
—Diz isso porque eu ficarei sem moradia, não é?
—Não só por isso, agora você tem o nosso sobre nome. Considerando isso bom ou ruim, agora você é a esposa do meu filho e ele de certa forma até mudou. Ele era bem mais severo, eu me lembro com pesar.
—Eu me lembro mais ainda.
—Não quero tocar na ferida, mas de certa forma o meu filho mudou um pouco.
—É, eu sei disso. Ele não me bate mais.
—Ele não seria doido de encostar a mão em você. Disse ele sério.
—Tem razão. Agora eu irei subir.
—Tudo bem querida.
—Até logo Carlisle e mais uma vez, obrigado.
—De nada filha.
Levantei-me do sofá e caminhei rumo a porta, segurei na maçaneta e a abri. Eu ao sair no corredor, eu vi Victória ao longe na cozinha e ela me saudou com um tchau. Para ser educada eu a saudei de volta e depois eu subi. Abri a porta do quarto e entrei, depois eu tornei a fechá-la e fui para o banheiro me despir. Eu tomaria um banho rápido e foi o que eu fiz após proteger o meu cabelo escovado com uma touca plástica.
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12min depois.
Saí para me secar e passei um pouco de desodorante, aproveitei para passar um pouco de creme em meu corpo e passei óleo em minha barriga. Fui para o closet e lá eu escolhi vestir um macacão simples, porém daria para sair com ele, pois o mesmo era muito bonito. Eu queria ficar apresentável, pois Alice estava aqui e prendi todo o meu cabelo com alguns grampos. O manteria mais tempo esticados dessa forma e lembrei de Solares, eu precisava ir até o meu apartamento, mas com Alice aqui não seria fácil. Decidi me deitar um pouco e liguei a televisão, fiquei a assistindo e assim os minutos foram se passando.
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Às 19:28min.
—Isabella querida. Isabella? Acordei com Carlisle me chamando e batia na porta. Eu acabei dormindo constatei e acendi a luz do abajur.
—Já estou indo. Falei desligando a televisão.
—Tudo bem.
Levantei da cama e calcei o meu chinelo, andei um pouco apressada e abri a porta.
—Oi Carlisle.
—Vim te dar boas notícias. Falou ele sorrindo.
—Me conta então. Falei sorrindo ao me lembrar da nossa conversa mais cedo.
—Falei com o Pedro e ele falou que se você quisesse, ele iria amanhã mesmo avaliar o seu apartamento. Sendo que essa decisão não é minha e eu falei com ele que eu teria que falar com você primeiro.
—Pois diga a ele que podemos ir até Solares sim amanhã. Estou à disposição quando ele quiser, amanhã está de bom tamanho para mim. Que horas seria?
—Irei ligar para ele, ele disse que está à disposição.
—Pois eu também estou.
—Irei ligar para ele. Eu também vim lhe informar que as damas estão lhe aguardando para jantarmos.
—Vou descer, só irei lavar o meu rosto rapidinho.
—Ok.
Carlisle foi à direção do quarto dele e eu entrei, fechei a porta e fui para o banheiro lavar o meu rosto. Após lavá-lo, eu saí do quarto deixando o abajur aceso. Desci a escada e fui até a cozinha, vi as meninas ajeitando tudo para servir a janta e bebi um pouco de água. Aproveitei para ingerir a minha vitamina diária e olhei para a Mary após colocar o copo sobre a pia. Ela trabalhava na dela e decidi deixá-las à vontade para poder continuar o trabalho. Saí da cozinha e fui para a sala, estavam todos lá sentados à mesa e me sentei ao lado de Alice.
—Acabei dormindo.
—Eu e Alice passamos a tarde conversando. Falou Esme sorrindo.
—Eu lamento ter dormido, eu queria ficar com vocês.
—Não faz mal querida. A propósito, o seu esposo ligou.
—Quando?
—No momento que você estava dormindo, ele deixou um beijo.
—Não acredito. Falei de forma espontânea olhando para ela. –Ele não é assim.
—Sendo ou não, ele deixou um beijo para todos e isso inclui você. Falou Esme e nesse mesmo momento, as meninas trouxeram a comida.
—Se está dizendo, tudo bem e obrigado.
Fomos servidos e começamos a comer. Nós conversávamos bem descontraídos e quando vimos, já havíamos terminado. Mary trouxe a sobremesa e comemos a salada de fruta que eles tanto adoravam, inclusive eu. Dessa vez Mary colocou chantilly sobre a salada de fruta e ficou tudo de bom mesmo, tanto que repeti quando ninguém mais quis por eles estarem satisfeitos. Alice ficou me olhando enquanto eu comia e sorri para ela, mas o sorriso que ela me deu não foi do tipo entusiasmado e ficou me olhando perdida em pensamentos. Eu sabia que tinha haver com o primo, mas só Deus sabe o que Alice estava pensando.
Eu sabia muito bem que esse clima entre um casal não era bom, mas Edward não fazia questão de conversar comigo e não tinha paciência para lidar com a minha pessoa. Se bem que na lua de mel ele tentou e eu não cansava de pensar nisso, acho que por um lado eu fui culpada se ele desistiu. Eu não confio por causa do jeito mulherengo e conquistador, mas ele me disse que não estava saindo com outras mulheres e acreditar era meio difícil. Eu tinha quase certeza que a secretária dele virou a sobremesa ou já estava sendo há muito tempo. Eu não tinha certeza e isso não devia me importar, tanto que eu continuei comendo e saí do mundo da lua.
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5min depois.
Terminei de comer e me dei por satisfeita. Victória começou a tirar os nossos pratos e nos levantamos, fomos para o sofá e ficamos conversando. Eu não dormiria tão cedo e com o passar do tempo, eu fui vendo Esme ir ficando exausta. Alice estava ligada na tomada e o nosso papo estava a mil por hora.
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Às 23:20min.
—Estou com sono meninas, eu irei subir. Falou Esme estando visivelmente com sono. –Alice querida, me ajude a subir?
—Claro que sim titia. Falou Alice olhando para o Carlisle perdida em pensamentos e se levantou sem entender nada. –Vamos, te levo. Disse ela segurando no braço da tia e Esme se levantou.
—Boa noite bella.
—Boa noite Esme. Falei me levantando e dei um beijo na bochecha dela. –Durma bem.
—Eu irei e você faça o mesmo.
—Pode deixar.
—Estou pronta Alice.
—Então vamos.
Elas foram caminhando com calma e saíram da sala, na mesma hora Carlisle veio até a mim e sorriu.
—Já falei com o Pedro e amanhã de manhã ele virá aqui.
—Eu irei com ele até o meu apartamento?
—Sim, eu terei que ficar aqui com a minha esposa e Alice, sabe como a minha sobrinha é.
—Com certeza ela irá soltar para o primo. Mas o segurança que o Edward impôs para me acompanhar, como faremos? Não quero babá atrás de mim. Sei que ele contará para o patrão, isso é certo.
—Vá com o Pedro, ele é de inteira confiança e o meu filho só chegará de noite amanhã.
—Não sei não, o segurança pode falar alguma coisa para ele e Edward interpretar mal.
—Não tem nada a ver, Pedro está acostumado a ir à casa dos clientes e é de extrema confiança. Eu e o pai dele somos amigos e eu já expliquei tudo a ele.
—Então ta. Que horas ele vem?
—Ás 9h da manhã. Ele tem muitos contatos por aquelas bandas de lá e pelo local que o apartamento se encontra, ele disse que será moleza. É um prédio de luxo.
—Isso é o que eu espero.
—Ele virá cedo porque Solares é um pouco longe.
—Estou de acordo e obrigado Carlisle.
—De nada. Ele me ligará depois e eu ficarei ao seu lado a apoiando nas decisões.
—Tudo bem.
—Vou subir agora, Alice está bem curiosa. Esteja pronta amanhã às 9h e vá tranquila filha. Darei um dinheiro para você almoçar e fazer o que quiser.
—Não se preocupe, eu tenho dinheiro na minha outra bolsa que ficou lá em meu apartamento.
—Pedro irá trazê-la.
—Não se preocupe, eu darei o meu jeito. Segunda eu tenho médico e não quero perder a consulta.
—Tudo bem.... Tem certeza que não precisa de dinheiro? Fico ofendido por você não o aceitar.
—Não, eu não preciso. Obrigado.
—Tragam as suas contas, não se esqueça
—Pode deixar.
—Boa noite querida.
—Boa noite.
Carlisle se levantou do sofá e sumiu de minhas vistas, por eu estar sem sono, eu me deitei no sofá e fiquei assistindo televisão.
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27min depois.
Eu estava distraída vendo televisão quando Alice apareceu. Ela estava com um robe verde água e pelo visto a camisola era da mesma cor, seus cabelos estavam soltos e ela veio se sentar ao meu lado. Eu sentia o quão curiosa ela estava por causa desse suspense, ela era esperta e pegava as coisas no ar, então tentei ser o mais natural possível.
—Sem sono também?
—Muito pelo o contrário, eu estou com sono.
—Vá descansar então, logo eu irei subir também.
—Sei que me esconde algo, mas se não quiser me falar, eu irei respeitar.
—Não delira Alice. Falei me esquivando, Alice era direta quando queria. –Não estou escondendo nada, desencana. Agora quem irá subir e dormir serei eu.
—-Não confia em mim, por isso está se esquivando e quer subir. Te conheço já Isabella.
—Que isso Alice! Agora quem não está entendendo sou eu!
—Boa noite bella, relaxe.
—Boa noite para você também e desencana, algumas vezes você delira um pouco.
—Tudo bem. Disse ela me alto avaliando, bem o tipo dela mesmo. –Até amanhã.
—Até. Falei me levantando do sofá.
Saí da sala me sentindo mal por mentir, mas se ela ficasse sabendo logo de cara, ela poderia contar para o Edward. Eles eram unha e carne, por isso eu tinha medo de abrir o jogo. Meu medo era de Edward querer se meter e tomar o meu dinheiro, aí sim eu estaria com uma mão na frente e outra atrás. Caso isso acontecesse, eu cairia literalmente em depressão. Subi a escada devagar e entrei no quarto, fechei a porta e por eu estar limpa, eu fui colocar a minha camisola. Escovei o meu dente, penteei o meu cabelo e lembrei de algo importante, eu precisava de um despertador. O do quarto de Brenda havia sido dado. O quarto que eu dormia, eu não sei, mas acredito que o relógio estava lá ainda apesar da cama não estar mais.
Lembrei do relógio do porão e fui vestir um robe, depois saí do quarto e desci devagar, Alice ainda estava na sala assistindo televisão e eu não queria ficar alimentando as desconfianças dela. Desci a escada que me levaria até o porão e abri a porta, sem demora eu desconectei o fio da tomada e gravei a hora, eu adiantaria dois minutos, seria o tempo que eu levaria daqui até lá em cima.
Saí do porão e subi os dois lances de escada, abri a porta do quarto e tornei a ligar o relógio. Acertei a hora e o programei para despertar às 8h da manhã. Fui me aliviar e me asseei logo a seguir, lavei as minhas mãos e fui me deitar. Lembrando, eu estiquei o meu braço e peguei o controle do ar, o liguei e me permiti relaxar de verdade.
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Domingo, 23 de março.
8h da manhã em ponto.
Acordei com o despertador apitando feito louco e o desliguei. Sentei-me na cama cheia de preguiça e a minha vontade era de dormir muito mais. Eu ao lembrar do meu propósito em acordar cedo, logo me animei. Levantei na mesma hora e fui tomar banho, meu cabelo estava preso com os grampos desde ontem e não o molhei para estragar aquela bela escova.
Quando eu terminei, saí para me secar. Passei creme em meu corpo, me maquiei de leve e me perfumei. Fui para o closet e escolhi um vestido branco com rendas na bainha, depois coloquei alguns adornos de ouro e estava mais que bom. Por último eu calcei a minha sandália preta de salto fino. Aos meus olhos ficou perfeito.
Peguei a minha bolsa preta, verifiquei se a chave do meu apartamento estava ali e desci, eu ao chegar na cozinha vi Carlisle ali tomando uma xícara de café estando com roupa de andar em casa.
—Bom dia. O saudei.
—Bom dia querida. Pedro já está vindo.
—Estou pronta.
—Eu irei apresentá-los, por isso acordei cedo.
—Obrigado. Falei sorrindo e coloquei a minha bolsa sobre a mesa. Mary entrou na cozinha e pelo visto estava vindo da área de serviço já que segurava um balde contendo pano de prato lavados. –Bom dia Mary.
—Bom dia bella. Disse ela me reparando e eu sabia que eu estava bem. –Irei servi-la.
—Não precisa Mary, eu mesma irei me servir. Pode ir estender tranquila.
—Tem certeza?
—Absoluta. Falei sorrindo levemente.
—Ok.
Mary saiu da cozinha e eu fui me servir. Peguei algumas torradas e passei requeijão, depois aqueci um pouco de leite e adicionei café, a seguir eu o adocei.
Fui me sentar e tomei o meu café com calma, eu estava me preparando psicologicamente para ficar muito tempo sentada e estando grávida, não facilitava em nada.
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10min depois.
Eu já havia acabado de tomar o meu café e o celular de Carlisle tocou. Era Pedro que nos aguardava lá na estrada e Carlisle disse que me levaria até lá.
Eu me levantei da cadeira e peguei a minha bolsa, Carlisle e eu fomos para a garagens e ele falou para os seguranças que não seria preciso eles nos acompanhar. Entramos no carro e saímos da mansão.
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Ao chegarmos na estrada, Carlisle dirigiu por mais cinco minutos e paramos em frente a uma confeitaria que havia ali. Carlisle me mostrou o rapaz e o avistei. Ele era moreno claro alto e cabelo castanhos extra liso. Seus olhos eram castanho esverdeado e o porte atlético o deixava irresistível. Do tipo para olhar várias vezes e não se enjoar. Ele segurava a chave do carro e ao nos ver, ele sorriu. Em meu conceito, ele era um rapaz charmoso e de físico espetacular. Seus olhos verdes eram intensos, eu o reparava minimamente.
—Bom dia Carlisle. Disse o rapaz sorrindo e apertou a mão dele.
—Bom dia meu caro. Como anda o Afonso?
—Meu pai está mais que bem. E Esme, Edward?
—Meus tesouros estão bem, levando como Deus permite.
—Isso é bom. Bom dia jovem???
—Isabella. Chamo-me Isabella.
—Ela é esposa do meu filho.
—É eu soube do casamento, mas infelizmente eu não pude ir.
—Está perdoado, o seu pai me falou durante a festa. Disse Carlisle.
—Meus parabéns e felicidades. Falou o rapaz com a sua linda voz grossa e eu sorri.
—Quer entra e tomar um café?
—Sem querer ser mal educado, obrigado Carlisle e fica para a próxima.
—Tudo bem, está combinado. Eu já lhe expliquei tudo.
—Está tudo computado e bem aqui. Disse o rapaz apontando para a cabeça e sorrimos, ele era bem animado.
—Perfeito então. Vão com Deus e depois nos falamos Pedro.
—Pode deixar.
Carlisle deu um abraço em Pedro e o meu sogro nos acompanhou até o carro do rapaz. Pedro abriu a porta do carro dele e que carro, eu reparei. Era um Honda Urban Suv.
—Obrigado pela gentileza. Falei o olhando e ele sorriu.
—De nada.
Entrei no carro e me acomodei, o homem era cheiroso demais e pelo jeito eu sentia que ele era bem playboy. O rapaz deu a volta no carro e entrou.
—Estou ansiosa. Falei o olhando.
—Ansiosa?
—Quero me livrar logo daquele apartamento.
—Não gosta dele? Perguntou ele ligando o carro e Carlisle deu um tchau. Eu o retribuí com o meu aceno e Pedro fez o mesmo, depois ele acelerou o carro e saímos.
—É. Eu até gosto, mas não estou morando mais lá. Não quero ficar pagando condomínio caro à toa. Fora às outras contas.
—É um pouco complicado sim. Inclusive, eu já tive outros clientes que queriam se livrar dos seus imóveis por essa mesma razão, gastar dinheiro à toa. Não tem vontade de alugá-lo? É uma grana extra para você e estou aqui para ajudá-la da melhor forma possível.
—Prefiro vendê-lo.
—Tem certeza?
—Quero me livrar dele.
—Sem ser enxerido, parece que quer se livrar dele a todo custo.
—Sim, é verdade. É como limpar a minha alma de algo sujo.
—Nossa! Falou ele me olhando rapidamente e tornou a prestar atenção na estrada. Eu sorri e ele me olhou, ao me ver sorrindo, o sorriso dele se ampliou também. –Então senhora Cullen, nós iremos vendê-lo.
—Deus te ouça. Falei alisando a minha barriga. -Você é próximo do Edward?
—Edward é um cara bacana, mas não somos tão próximos. Ele tem os amigos dele e eu os meus, mas nos respeitamos e conversamos quando nos encontramos raramente por aí. Ele trabalha muito e eu também, então é complicado.
—Ele tem tempo para o lazer. Então o seu nome é trabalho? Perguntei sorrindo levemente.
—Digamos que sim. Disse ele sorrindo. –No meu ramo, eu posso dizer que é uma disputa a cada dia. Leva o prêmio quem for o melhor e eu corro atrás para conseguir esse título a cada imóvel vendido.
—Então eu devo lhe dar os parabéns antes da hora?
—Juro que farei o possível.
—Ótimo. Falei sorrindo.
—Não me tire como um convencido. Disse ele sorrindo com seus dentes perfeito. –Eu só corro atrás até conseguir.
—Para o Carlisle o escolher, você deve ser o melhor.
—Só trabalho muito.
—A ponto de não ter lazer?
—Às vezes sim. Disse ele prestando atenção na estrada.
—Eu imaginei. Parece apaixonado pelo o que faz.
—Gosto mesmo e depois vem o dinheiro. Não vou negar porque ele ajuda e muito.
—Tem razão. Pessoas fazem loucura por causa dele. Falei lembrando dos meus pais e sorri levemente.
Depois disso eu fiquei quieta na minha. Lembrar deles me trazia a saudade, principalmente por eu saber que eles adoravam aquele apartamento. Aquele local estava pichado e eu sentia muito por estar bem perto de me desfazer dele. Tentei prender as lágrimas e uma delas escorreu me causando constrangimento, sem demora eu a sequei e o Pedro me pegou no flagra ao me olhar rapidamente.
—Algum problema?
—Não, nenhum. Como eu digo, é coisa de grávida.
—As mulheres grávidas ficam sensíveis e fragilizada. Os parceiros precisam ter paciência com as suas esposas, namorada ou noiva.
—Tem razão. Falei pensativa.
—Edward é bem bacana, tem sorte.
—Você acha que eu tenho sorte?
—Acredito que sim. Falou ele sorrindo sem entender nada e eu sorri para disfarçar.
Resolvi ficar na minha para não dar furos. Pedro dirigia de forma elegante e isso me fazia lembrar de Edward, só Deus sabe o que ele fez essas duas noites fora. Eu pensava e me recriminei.
Um tempo depois Pedro puxou conversa comigo e pude perceber o quanto ele era um rapaz educado. Sua simpatia era contagiante e era claro como a água o quanto ele era dedicado ao trabalho. Falei o endereço onde eu morei e ele conhecia bem a área, inclusive ele tinha colegas de profissão por aquelas bandas. Não tocamos no nome do meu marido mais e não houve uma sequer insinuação, o cara era mesmo respeitador.
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HORAS DEPOIS.
Chegamos em Solares e respirei fundo, o ventinho que vinha do mar estava divino e havia nuvens, acho que mais tarde a chuva viria. A temperatura não estava alta e diria que estava fresquinho. Pedi ao Pedro que fosse beirando a orla da praia e mesmo o tempo não estando as mil maravilha, havia pessoas na praia. Umas caminhavam, outras bebiam descontraídas no trailer na roda de amigos e isso era bem Solares. Sorri olhando o movimento e olhei para o Pedro.
—Apesar de tudo, eu amo esse lugar.
—Solares é mesmo uma maravilha.
—Põe maravilha nisso. Meus pais adoravam esse lugar.
—Sei que eles são falecidos, pois sem ser indiscreto, o meu pai falou que os pais da noiva não estavam presentes no casamento.
—Isso é verdade.
—Sinto muito. Falou ele parando em frente o meu prédio e estacionou o carro o deixando do lado de fora.
—Tudo bem.
Ele saiu do carro e veio abrir a porta do veículo para mim, sorrindo levemente eu saí com ele segurando a minha mão e não havia maldade em seu gesto. O agradeci e ele fechou a porta após pegar a maleta, depois o alarme foi ativado e caminhamos rumo a portaria.
O porteiro ao me ver abriu um sorriso, o retribuí por ele ter sido muito legal comigo e dei um tchauzinho. O portão foi liberado e entramos, ao passarmos pela cabine, o porteiro me entregou um bilhete.
—Quem o deixou?
—O seu amigo.
—O jake?
—Sim.
—Obrigado por guardá-la.
—De nada.
—Quando ele a deixou aqui?
—Dias depois da última vez que você esteve aqui, eu não me recordo do dia exato.
—Sem problemas. Valeu.
—Tudo bem? Perguntou ele me avaliando.
—Agora sim. Falávamos em código.
—Então isso é bom?
—Uma beleza.
—Que bom!
—É. Agora eu preciso subir.
—Se precisar de algo, eu estarei aqui em baixo.
—Tudo bem e ele é um conhecido.
—Ok. Disse o porteiro sorrindo levemente e nos afastamos.
Fomos para o elevador e eu apertei o número do meu andar, depois as portas se fecharam e Pedro ficou me observando, mas de forma discreta. Ao chegarmos em meu andar, sem querer o meu coração disparou, havia era dias que eu não pisava ali. Vendê-lo seria o mesmo que tirar um pedaço do meu coração, mas eu não podia fazer nada. Paramos na porta e peguei a chave em minha bolsa, depois destranquei o meu apartamento e abri a porta, estava tudo da forma que eu deixei.
—Seja bem-vindo. Falei dando espaço para o Pedro passar.
—Obrigado. De cara eu gostei do seu apartamento, a sala é ampla e confortável.
—Por isso eu amo esse lugar.
—Fala com pesar.
—Um pouco, mas isso não importa. Falei sorrindo de forma forçada. –Irei mostrar cada cômodo.
—Irá esvaziá-lo?
—Quero vendê-lo da forma que está.
—Mobiliado?
—Sim.
—Isso lhe renderá um dinheiro a mais.
—É o que eu preciso.
—Tudo bem.
Começamos a avaliação pela cozinha. Depois eu mostrei o escritório, a seguir foram os quartos e os complementos. Complementos esses que era o closet e o banheiro. Depois de mostrar todo o apartamento, ele pegou em sua maleta um papel e uma caneta. Ele calculou a área e foi anotando. Olhou mais uma vez cada detalhe e ele ficou bem concentrado, tanto que nem conversou durante a avaliação. Vez ou outra ele me perguntava algo e eu o respondia, soube também que a área ali havia sido valorizada e isso era um bom sinal. Ele pegou na maleta o laptop e o ligou, ficou mexendo nele por uns minutos e me olhou.
—Seu prédio é de luxo, isso já pesa a seu favor. Sem defeitos e está em excelente estado, parece novo em folha.
—Sei disso e sinto o peso do condomínio ao pagá-lo. Após eu falar ele sorriu.
—Há contas atrasadas?
—Não, inclusive eu irei pagar as que provavelmente já chegaram.
—Tudo bem.
—Quanto está valendo o meu apartamento Pedro?
—Em torno de 780 a 830 mil dólares. Pela localidade você fatura 800mil brincando.
—É muita grana.
—Uma grana boa.
—Tudo bem e estou de acordo.
—Está com as documentações?
—Sim, elas estão guardadas.
—Quando eu conseguir um comprador, terá que está com elas em mãos para agilizarmos tudo.
—Ok.
—Esvazie o escritório, o seu quarto e deixe apenas o restante como você me falou e eu avaliei.
—Farei isso.
—Está aqui o meu cartão e o nosso contato será através do Carlisle. Assim o seu sogro sugeriu.
—Isso mesmo.
—Ok. Logo terá notícias de mim e um comprador louco pelo o seu apartamento.
—Assim eu espero.
—Após conseguirmos um cliente, terá que esvaziá-lo o mais rápido possível enquanto as papeladas correm para passar a posse do seu apartamento para o comprador.
—Eu farei muito em breve.
—Ok. Então nós estamos conversados.
—Sim.
—Beleza! Disse ele sorrindo e eu também sorri.
—É....... Falei pensativa, eu sentiria saudades daqui. -Já está na hora do almoço, você gostaria de almoçar antes de voltarmos? Eu estou com um pouco de fome e o meu estômago já está dando voltas. Você se incomoda?
—Podemos ir a algum lugar por aqui. Algum preferido?
—Há vários e eu pago a conta, só preciso pegar a minha outra bolsa em meu quarto.
—Não esquente, posso pagar a conta tranquilamente.
—Não precisa Pedro, eu pago.
—Ficarei chateado se a minha cliente vip não me deixar pagar a conta. Falo isso por considerar o Carlisle como um verdadeiro tio para mim.
—Racharemos a conta e está fechado.
—Não irei discutir, mas quem pagará, serei eu. Disse ele sorrindo e eu sorri.
—Não tem obrigação de pagar algo para mim.
—Não me importo com isso. Vamos?
—Tudo bem, eu só irei pegar a minha bolsa e alguns pertences meu. Você se importa em me esperar só um pouquinho?
—Claro que não. Fique à vontade.
—Já volto então.
—Ok.
Peguei o telefone e fui para o meu quarto o deixando sentado no sofá. Entrei no closet e peguei a minha bolsa, estava ali todo o dinheiro que me restou e sorri. Eu teria que levar o meu laptop e a Internet estava em dia, com certeza a conta já devia ter chegado ou chegaria ainda. Não teria outro jeito, acho que eu ao chegar na mansão, eu o esconderia por causa de Edward. Peguei outras coisas que achei necessário e abri o bilhete de jake que não saiu da minha mão.
“Assim que der, me ligue. Ligue-me bella, pois eu não terei paz até saber que vocês duas estão bem. Estou meio dolorido ainda, mas estou vivo, risos. Quanto vacilo bella e sinto muito pelo ocorrido. A conhecendo bem, sei que provocou esse tumulto. Por isso o suspense para me dizer a respeito do proprietário do carro. Me ligue, ficarei em paz quando você finalmente me ligar. Beijos gata e torço para que vocês estejam realmente bem”
Terminei de ler o bilhete e sorri, jake estava preocupadíssimo comigo. Eu o coloquei em perigo e tirei o riso dos meus lábios, eu ligaria para ele e o tranquilizaria.
Peguei o telefone e disquei o número do celular de jake, chamou duas vezes e na terceira ele atendeu.
—bella? Perguntou ele surpreso e demonstrava preocupação.
—Sou eu mesma jake. Como você está? Eu fiquei bem preocupada.
—Preocupado fiquei eu com você. Bella, até agora eu não acredito na bagunça que se tornou a sua vida. Aqueles sujeitos metidos a machões. O que foi aquilo? Perguntou ele indignado.
—Nem eu jake. Aqueles homens não são importantes para se falar a respeito e na verdade eu queria me desculpar com você. Eu o coloquei em apuros e fiquei com muito medo daqueles homens judiar de você.
—O pai da sua filha é um abusado e metido a besta! Com uma arma é muito fácil se garantir. Disse jake com raiva. –Tive que inventar uma grande mentira para os meus pais.
—Tem toda razão para odiá-lo. Eu só liguei para você saber que nós estamos bem e eu estava louca por notícias suas. Estou de passagem jake, mas eu ao voltar aqui, eu ligarei e conversaremos com mais calma. Será por telefone, não quero arranjar mais problemas.
—Ângela está sabendo de tudo e ela está muito preocupada com você.
—Eu já imaginava isso jake. Eu sabia que contaria os detalhes para ela.
—Ela quer que você fuja e vá morar com ela. Ângela tem toda razão bella, esse cara não tem pena de você e vi a forma que ele te trata. É pior que lixo e nem se importou de você está grávida! Quanta sensibilidade.
—Eu sei jake, mas agora eu tenho que desligar.
—Por favor, não suma outra vez. Sabe que pode fugir e pode contar comigo.
—Não foi por querer o meu sumiço, tenha em mente isso.
—Sei que ele a castigou, estava escrito na testa dele que faria isso com você. Ele te bateu?
—Acertou em relação ao castigo, mas me bater, ele não me bateu.
—Eu o mataria se fosse preciso, só para vingá-la Isabella.
—Não pense dessa forma jake, chega de confusão. Sei que iria para a cadeia mesmo tendo toda a razão.
—Sei que o cara não anda sozinho, isso ficou claro.
—Deixe isso pra lá, será melhor para nós dois.
—Vamos fugir? Podemos viver bem longe daqui.
—Apesar de tudo, no momento eu não posso jake.
—Está tendo algum tipo de consideração com esse cara bella?
—Não é isso, da próxima vez nós conversaremos. Falei olhando para a aliança de casamento em meu dedo.
—Fico aliviado em ouvir a sua voz.
—Juro que eu também e se cuida.
—Digo o mesmo bella. Até muito em breve, eu espero.
—Até jake e me desculpe.
—Sem essa, beijos.
—Outro.
Encerrei a ligação e parei para pensar por breves minutos, na verdade eu vaguei no tempo. Jake tinha razão quando mencionou que ele me tratava feito lixo e pior foi no começo. Agora nem tanto, mas o ruim era ele me privar de sair.
Saí de minhas divagações e me lembrei de Pedro. Eu imediatamente terminei de pegar alguns pertences meus, peguei o meu laptop e outras coisas a mais. Deu tudo em uma mala e fui me aliviar rapidamente, eu estava apertada. Voltei para a sala, coloquei o telefone na base e olhei para o Pedro.
—Desculpe o deixar esperando.
—Que nada, eu descansei um pouco.
—Quer um pouco de água, posso preparar um suco para nós.
—Não, obrigado.
—Então nós podemos ir. Eu preciso passar antes na portaria e ver se há cartas para mim.
—Tudo bem.
Pedro fez questão de levar a minha mala e só aí eu raciocinei. Levar a minha mala seria o mesmo que assinar que eu estive aqui em Solares, principalmente com um corretor. Eu não queria dar bandeira e eu ao chegar na mansão, Edward poderia estar em casa já. Saímos do apartamento após eu deixar a minha mala lá e transferir todo o meu dinheiro para a bolsa atual. Eu o tranquei e aguardamos o elevador chegar, quando o mesmo chegou, nós descemos.
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Na portaria eu fui até a minha caixa de cartas e estavam ali todas a serem pagas. Sem demora eu peguei todas elas e as guardei, despedi-me do porteiro e de forma gentil o Pedro fez o mesmo. Saímos de portão a fora e fomos para o carro, ao parar ao lado do mesmo ele me olhou.
—Já sabe aonde iremos?
—Tem um restaurante aqui perto, os frutos do mar são bem preparados.
—Boa pedida, eu simplesmente adoro.
—Que bom!
Entramos no carro e ele o ligou. Fui explicando o caminho e logo nós chegaríamos lá.
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20min depois.
Chegamos no restaurante e Pedro estacionou o carro. Ele veio abrir a porta para eu descer e nesse gesto eu sentia saudades de ser amada de verdade. Um homem que tivesse paciência comigo e me tratasse bem, afinal eu era uma dama e eu sabia que eu não era tão feia assim, o melhor de tudo era o meu coração bom e a minha simplicidade. Fui despertada com o bip do alarme e olhei para o Pedro, o mesmo me olhava e talvez por eu ter ficado pensativa do nada.
—Você estava longe, apenas de corpo presente.
—Tenho que ser sincera, eu estava mesmo longe.
Sorri levemente e entramos no restaurante. Fomos recepcionados e fomos nos sentar, logo a seguir o garçom nos entregou o menu e escolhemos o que queríamos comer. O garçom anotou o nosso pedido e até as bebidas que escolhemos, após ele se retirar nós ficamos conversando.
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Quando a nossa comida chegou, nós comemos em meio a nossa conversa. Bebi um pouco do meu suco de acerola e o mesmo estava bem geladinho. A comida estava divina e continuamos entretidos. Ele sorriu quando eu falei que o sexo do bebê era uma menina e me desejou boa sorte. Sem ter noção da forma que eu vivia, ele me perguntou se o Edward estava feliz que iria ser papai. Eu fiquei sem saber o que responder, mas do meu jeito eu o respondi.
—Não sei, acho que sim. Eu estava um pouco distraída ao responder.
—Você acha? Perguntou ele estranhando bastante.
—Quero dizer, ele deve estar.
Preferi ficar na minha depois disso e sem querer eu acabei me fechando, acho que ele percebeu e não foi proporcional. Um tempo depois nós acabamos de comer e eu recusei a sobremesa. Pedro quis comer um pudim com calda de amora e eu fiquei o aguardando. Ele perguntou se eu tinha certeza que não queria a sobremesa e decidi pedir uma fatia de pudim de pão para a viagem. Sorrindo ele falou que as grávidas não resistem a um bom doce e eu tive que concordar. O garçom trouxe o meu pedido junto de um garfinho de plástico e eu o agradeci.
Na hora de pagar a conta, eu olhei para o relógio de pulso dele, faltava um minuto para as 16h. Pedro disse que ficaria chateado se eu desse algum dinheiro e o reprovei de forma gentil por causa disso, mas depois eu cedi.
Sem dever mais nada ao estabelecimento, nós fomos para o estacionamento e eu o olhei após entrarmos no carro.
—Obrigado por tudo Pedro. Apesar de sermos estranhos um para o outro, eu adorei a sua companhia em nosso almoço de negócios, eu diria assim.
—É, podemos dizer dessa forma. Você não parece ser uma pessoa feliz senhora Cullen. Seu olhar é um pouco triste ou pode ser coisa da minha cabeça. Desculpe ser sincero ou me intrometer no seu particular.
—Estou passando por problemas Pedro, mas quero deixar claro que os Cullens são pessoas boas. Falei o olhando, mas o Edward não era tão bom assim comigo não, pensei.
—Caso eu possa ajudar em alguma coisa....
—É muita gentileza sua, eu aprecio isso e obrigado.
—O que precisar, pode contar comigo. Você é uma pessoa simples demais, posso perceber isso. Sei o quanto os Cullens são afortunados e outra em seu lugar não seria tão bacana. Já lidei com vários clientes, tenho experiência em conversar com pessoas suportáveis e insuportáveis. Tenho que driblar e ser profissional.
—Complicado mesmo. Lidar com o público tem que ter jogo de cintura.
—Falou tudo. Disse ele sorrindo e eu também sorri. — Irei levá-la de volta, pois chegaremos lá de noite já.
—É bem distante.
—Um pouco.
Pedro ligou o carro e eu ajeitei a bolsa em minha perna. Joguei o meu cabelo para trás e olhei para ele sorrindo.
—Se importa de eu comer a minha sobremesa agora?
—Claro que não.
Abri o pote descartável e peguei o garfinho, sem demora eu parti o pudim de pão e levei o primeiro pedaço até a minha boca.
Estava uma delícia e o ofereci, mas ele disse que não.
.
HORAS DEPOIS.
Pelo trânsito não estar tão favorável em um certo trecho o qual passamos horas antes, nós chegamos em Ourinhos com meia hora de atraso. Acabávamos de entrar na estradinha que nos levaria até a casa dos Cullens e pedi a Pedro para me deixar a uma boa distância da mansão. Ele não entendendo nada...
—Por que eu não posso deixá-la no portão?
—Na verdade eu não quero que o meu marido descubra que eu quero vender o meu apartamento. É meio pessoal e eu não quero que ele saiba agora.
—Por mim, tudo bem. Vou deixá-la onde julgar melhor.
—Obrigado. Só não conte a respeito disso para ninguém.
—Tem a minha palavra.
—Obrigado. Falei sorrindo.
O caminho era longo, só eu sei o quanto eu andei e cheguei até a correr para poder fugir no mês de dezembro. Pedro parou antes de fazer a curva que nos levaria até a mansão.
—Está entregue.
—Obrigado por tudo.
—Quem agradece sou eu. Logo terá notícias de mim.
—Assim espero. Boa noite Pedro e caso tenha urgência para falar comigo, ligue lá para a mansão.
—Boa noite senhora Cullen e pode deixar
Nos cumprimentamos com um aperto de mão e a trava da porta foi liberada por ele. Ajeitei o meu vestido e segurei a minha bolsa, o local estava sendo iluminado por luzes postas provavelmente pelos Cullens e saí do carro. Fechei a porta e acenei para ele, ele me retribuiu e fui me afastando do carro. Andei sem pressa e escutei quando ele saiu com o carro, nisso eu apertei os meus passos e fui me aproximando cada vez mais da mansão. Apertei a companhia e o portão pequeno foi liberado, para minha surpresa quem o abriu foi Edward. Meu coração acelerou na mesma hora.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Aonde você foi?
—Fui andar à toa por aí Edward e boa noite para você também. Falei passando por ele e ele me barrou.
—Sei que você está mentindo! Um passarinho me contou que você saiu de manhã cedo com o meu pai e me volta agora de noite, está muito estranho. Em que o meu pai a está encobrindo?
—Um passarinho ou foram os seus seguranças? Está paranoico Edward, agora me deixa passar.
—Foi procurá-lo, não foi? Perguntou ele um pouco alterado.
—De quem você está falando homem?
—Sabe muito bem de quem eu estou falando!
—Juro que não, eu fui andar por aí. Eu estava no shopping.
—MENTIRA! Sei que está mentindo. Você mente demais e odeio isso em você!
—Não fale nada de mim, você não presta nem um pouco Edward! O acusei. –Deixe-me passar!
—De. Quem. Era. Aquele. CARRO? Perguntou ele prendendo o meu braço e tentei puxá-lo, mas foi em vão e estava doendo. Fiquei muito surpresa com ele falando a respeito do carro que o Pedro me trouxe e tentei sair pela tangente.
—Que carro? Fiz-me de boba.
—O que eu vi nas câmeras a deixando antes da curva agorinha mesmo! FALA, DESEMBUCHA!
—Fala baixo Edward! Os seguranças estão olhando e logo os outros irão aparecer.
—Meus pais saíram mais cedo. Eles foram para a pizzaria com a Alice!
—Eu não fiz nada demais.
—Então me fala logo! De quem era aquele carro? Quem estava dentro dele? Pelo visto não é nenhum caído e sabemos o quanto o seu ex engomadinho tem para gastar. Era ele, não era? Perguntou ele encostando-me no muro e me olhava de uma tal forma que me fazia ter medo.
—Não era ele. É uma moça grávida que eu conheci no shopping.
—Conta outra!
—É verdade, eu a conheci em uma loja de roupas de criança e ela é mãe solteira. Iniciamos uma amizade sem querer e eu contei que eu estava espairecendo a mente, desde aí nós ficamos andando pelo shopping já que ela também estava sozinha. Conversamos bastante e ela me ofereceu uma carona, foi isso. Eu a aceitei por ela morar perto daqui, só isso. É só isso. Eu pedi ao Carlisle que me deixasse na cafeteria aqui perto e tomei café lá hoje cedo, depois passeei por aí, almocei e fui para o shopping. Perdi muito tempo lá e eu não queria os seguranças atrás de mim.
—Não acreditei em você. Disse ele me largando de qualquer jeito.
—Problema é seu Edward, não irei implorar para que acredite!
—Está dura, sem um tostão.
—Engano seu, estou com dinheiro.
—Quem te deu?
—Isso não vem ao caso, é constrangedor.
—Quem te deu o dinheiro Isabella?
—O seu pai. Está satisfeito? Quer que eu o devolva?
—Não vou ficar aqui acreditando na sua mentira!
—O problema é seu! Mas se está preocupado que eu o chifre e mesmo você merecendo levar todos os chifres do mundo, eu não estava transando com ninguém por aí.
—NÃO SERIA LOUCA! Não quero uma vadia na minha cama!
—Você já teve ou tem, está na cara! E já levou algumas delas para a sua cama.
—Não se esqueça que você é uma delas. Após ele falar, o estalo foi audível no rosto dele. O tapa o acertou em cheio.
—Aprenda a me respeitar! Falei puxando o meu braço e ele o soltou.
—Você não se dá o respeito!
—Não fiz nada demais. Falei com uma lágrima rolando e parti para cima dele o socando, ele não revidava e por fim segurou o meu braço.
—É melhor se acalmar. Falou ele me prendendo na parede e meu seio subia e descia pelo recente agito.
—Me larga Edward. Larga-me!
—Iremos subir agora!
Edward me fez andar e eu estava fula da vida com ele. Alguns seguranças disfarçaram quando passamos por eles e entramos, estava na cozinha somente a Victória secando a geladeira recém descongelada e a limpava na dela. Ao passarmos no meio da cozinha ela me olhou, não duvido nada que estava adorando o clima. Edward era bem escandaloso quando queria. Passamos pelo corredor e subimos a escada, ele abriu a porta do quarto e me largou. Eu estava chateada e nunca imaginei que havia câmeras até certo ponto da estrada, mas sabendo de tudo que eles passaram, era normal. No período da minha fuga, sorte a minha foi ter ido pelo mato.
Fui para o closet e escolhi o que pôr para dormir, era uma camisola vermelha e uma calcinha da mesma cor. Edward apareceu na porta e parando em pé na mesma, ele cruzou os braços e ficou me olhando. Eu tentei ficar serena, pois eu não havia saído com ninguém e estava com a minha consciência tranquila ao mexer nos meus objetos pessoais.
Passei por ele e fui para o banheiro, me despi sob o olhar dele e entrei no Box. Ao me lembrar do meu cabelo, eu tornei a sair e peguei uma presilha para poder prendê-lo. Edward me reparava, ele olhou para as minhas unhas e viu que o meu cabelo estava extremamente escorrido. Meus olhos sobressaíam por causa da maquiagem e eu estava mesmo bonita. Tirei os meus brincos, mas o anel que jake me deu, ele nunca mais sairia do meu dedo. Edward olhava para os meus seios, depois olhou na direção do meu pescoço e saquei a sua avaliação. Deixei pra lá ou arrumaria mais briga.
Voltei para o Box e liguei o chuveiro, peguei o sabão junto da bucha e comecei a me lavar. Esfreguei-me por inteira, menos a minha barriga e continuei me ensaboando. Lavei bem o meu rosto para retirar bem a maquiagem e me enxaguei, o cheirinho em meu corpo era mesmo bom e desliguei a água. Saí para me secar e Edward ainda continuava me olhando, isso me irritou.
—Vai ficar parado aí feito “As de paus”?
—Ficarei aqui, estou analisando o tamanho da sua mentira.
—Não mudou o disco ainda? Estou com a minha consciência limpa. Sabe o quão apertada eu sou, quer fazer o teste e saber se eu estive realmente com alguém recentemente? Pode me revirar! Quer que eu me deite na cama e deixo você fazer o papel de ginecologista?
—Não porque eu não estou com um pingo de vontade. Sem vontade alguma e tenho certeza que nem tão cedo eu terei!
—Me poupe Edward! Sinto o quanto gosta de estar em mim e isso você nunca vai poder negar.
—Então eu posso dizer o mesmo de você.
—Não irei negar que o sexo é aceitável.
—Fique aí e minta para si mesma. Faremos o teste daqui a pouco e não se esqueça o seu papel de esposa.
—Não estou a fim de transar, aliás, você já deve estar satisfeito. Esteve fora com outra mulher.
—Já falei a respeito disso com você! Não é mais criança para ficar tocando na mesma tecla sempre, vê se cresce e tenha atitudes de adulta! Já estou cheio das suas mentiras, das suas infantilidades todos os dias e seja apenas mulher! Você xinga as outras de piranha, prostituta, mas as prostitutas agem como mulher e sabem cuidar muito bem de seus homens. Você precisa aprender um pouco mais com elas, talvez podemos nos dar um pouco melhor quem sabe. Agora fique aí vivendo na sua mentira, estou cansado demais para lidar com isso. Disse ele esmurrando a parede e me mantive firme perante as duras palavras dele.
Ele sabia o quanto eu odiava ser chamada de criança. Edward saiu do quarto e bateu a porta, eu não choraria. Eu sabia que ele só me feriu dessa forma por desconfiar que eu estava com outro homem, mas as lágrimas me venceram e as deixei sem querer rolarem. Enxuguei-me em meio aos soluços e passei um pouco de colônia, depois passei óleo em minha barriga e vesti a camisola de renda vermelha. Ele queria que eu agisse feito mulher, mas eu agia dessa forma, o problema era e foram os maus tratos dele para comigo. Ele reclamava de mim, mas mediante os problemas ele logo desistiu de seguir com o plano de toleração e um bom convívio. Era visível que ele não tinha paciência comigo, mas eu sentia que o problema de hoje foi por eu ter chegado naquele carrão. Não sei qual ângulo a câmera pegou, mas acho que não deu para reconhecer o motorista e esse foi o problema. Outro no lugar dele eu diria que estava louco de ciúmes, mas ele não. Ele até hoje não perdoava o fato de ter perdido a irmã, ou talvez o problema era ter que lidar com a cegueira de sua mãe. É, eu nunca teria paz se fosse isso mesmo. Sem ter o que fazer, eu tentaria aliviar a situação. Mas na verdade eu não devia aliviar a situação se eu desconfiava que ele estava dormindo com essa secretária. Ele disse que não, mas confiar era um pouco difícil. Mesmo assim eu não me igualaria e iria até ele mesmo me chamando de criança e tudo mais.
Fui até o closet e peguei o robe daquela camisola vermelha, eu não desceria estando com aquela camisola um pouco escandalosa ao meu ver. Após eu vesti o robe, eu saí do quarto e parei no alto da escada, mas Edward não estava ali no bar. Desci a escada e fui até a sala, mas a luz estava apagada e ele não devia estar ali. Para tirar a prova, eu acendi a luz, mas ele realmente não estava ali e tornei a apagá-la. Decidi ir para a cozinha e Victória não estava mais ali, ela já devia ter se recolhido e igualmente a Mary. Fui até o porão da casa e Edward também não estava ali, pelo visto ele deve ter ido sair com o carro para clarear a mente. Respirei fundo e fui pegar um pouco de água no filtro, eu estava sem fome e me lembrei de tomar a minha vitamina. Após tomá-la, eu abri pouca coisa a porta da cozinha e fiquei aguardando o Sebastian aparecer.
.
13min depois.
—Sebastian. O chamei quando ele passou.
—Pois não senhora.
—Viu o meu marido por aí?
—Ele saiu ainda pouco.
—Sabe para onde ele foi?
—Não sei senhora. Algum problema?
—Não, nenhum. Avise o Lima que amanhã eu preciso ir ao médico e estarei arrumada às 7h da manhã.
—Pode deixar.
— Diga-me uma coisa Sebastian.
—O que?
—Me acha uma mulher fútil e infantil?
—Eu não acho. Por quê?
—É só curiosidade minha. Boa noite.
—Para você também. Falou ele olhando para a frente e se afastou.
Fechei a porta, apaguei a luz da cozinha e subi. Fechei a porta do quarto e fui me deitar, ficou somente a luz do abajur acesa.
.
Os minutos foram se passando e me lembrei de pôr o relógio para despertar às 6h da manhã. Após programá-lo, eu apaguei a luz do abajur e tentaria dormir.
.
.
..................................................................................
Madrugada de segunda feira, 24 de março.
02:06min da manhã.
O meu sono não chegava nem a pau e me sentei na cama. Lembrei de ligar o ar e liguei o abajur, depois eu peguei o controle e o liguei. Acho que o barulho dele chamaria o meu sono e após ligá-lo, eu tornei a apagar a luz.
Ajeitei-me na cama e fechei os meus olhos, com o passar dos minutos eu fui ficando realmente sonolenta. Acabou que eu dormi realmente.
.
Às 6h da manhã.
Acordei com o despertador e o desliguei. Levantei um pouco desorientada e vi que Edward não dormiu em casa, chateada eu peguei o telefone e liguei para o celular dele. Chamou, chamou, chamou, chamou e nada dele atender, por fim eu desisti. Edward era louco às vezes e mesmo não merecendo, eu fiquei preocupada. Eu era uma tola mesmo, pensei e deixei as minhas lágrimas rolarem. Fui para o banheiro tomar um banho rápido e depois saí para me vestir. Coloquei uma calça cumprida e uma blusinha de manga curta, depois calcei um sapatinho baixo e me perfumei. Fiz uma maquiagem leve e deixei o meu cabelo solto, ficou bom dessa forma. Peguei a minha bolsa contendo o resultado dos exames que eu fiz e a deixei pendurada na porta, depois fui arrumar a cama e deixei o quarto em ordem.
Saí do recinto levando a minha bolsa e desci, fui para a cozinha e Mary estava ali preparando o café.
—Bom dia Mary. A saudei me sentando na cadeira.
—Bom dia bella.
—Acho que os pais de Edward ficaram no apartamento.
—É, eles não voltaram. Eles gostam de ficar sozinhos lá, vivem em lua de mel como você mesma sabe.
—É, eu sei. Falei sorrindo levemente. -Mary pode me trazer o café? Não quero explorá-la, mas sinto-me mal.
—Está passando mal amiga?
—Não fisicamente, sinto-me mal por vários motivos. Estou esgotada. Falei prendendo as minhas lágrimas e Mary veio até a mim me abraçar.
—Oh amiga! A sinto sensível.
—Um pouco. Edward não dormiu em casa Mary e nós brigamos feio ontem.
—Sem ser enxerida, eu escutei a briga. O patrãozinho se excede e muito, fica difícil não escutar. Estava tomado de ciúmes.
—Eu não sabia que havia câmeras naquela parte da estrada Mary.
—Aquelas são um pouco recentes, é mais uma medida de segurança.
—Do que eles têm tanto medo Mary? Perguntei estando ainda no meio dos braços dela.
—Eles são milionários bella. Ainda não percebeu? Olhe a sua volta amiga.
—Eu já.
—Eles ficaram ainda mais paranoicos após a tragédia e cada dia que se passava elas estando em cativeiro, quase os levou à loucura. Não foi fácil assistir e receber a notícia que a pequena Brenda havia partido, só piorou tudo.
—Posso imaginar. Tentei ligar para o Edward, mas chamou várias vezes e nada dele atender. Acredito que deve estar com alguma vagabunda.
—Não posso afirmar ou negar bella, só Deus sabe onde ele se meteu. Uma coisa é certa, com certeza ele deve ter ido beber e dormiu em algum lugar. Não necessariamente com uma mulher.
—Preciso me recompor. Falei secando o meu rosto.
—Vou trazer o seu café.
—Prefiro beber apenas um copo de leite gelado, estará de bom tamanho.
—Coma um pãozinho.
—Juro que não irá descer.
—Se mudar de ideia, eu preparo um com queijo para você.
—Tudo bem, mas não quero não.
Mary foi pegar o meu leite gelado e o adoçou. Fiquei pensativa a maior parte do tempo e peguei o copo quando ela me deu. Eu fui bebendo devagar e o segurança apareceu na porta da cozinha.
—Bom dia. Ele nos cumprimentou.
—Bom dia Lima, eu já estou pronta e vou só beber esse leite.
—Lhe aguardarei no carro.
—Tudo bem.
—Ela não irá se atrasar. Falou Mary.
Lima se retirou e eu bebi o leite todo de uma vez. Resultado? Eu acabei o colocando todo para fora ali no chão da cozinha mesmo.
—Me perdoe Mary. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem e me levantei sem jeito por causa do leite talhado ali no chão.
—Não se preocupe, eu limparei isso rápido.
—Eu limpo. Falei colocando a mão em minha boca e mais leite eu coloquei para fora. Eu estava mal mesmo.
Fui para a área de serviço e fiquei em frente o tanque, minha vontade de pôr para fora era tamanha. Aos poucos o meu estômago foi se acalmando e eu respirei fundo. Sem poder me demorar, eu peguei uma vassoura e um pano de chão, depois de molhá-lo eu fui até a cozinha e Mary já estava limpando tudo rapidamente.
—Pronto. Falou ela.
—Cheguei a pegar as coisas Mary e isso é meio nojento.
—Já resolvi o problema.
—Você é minha amiga de verdade. Falei a abraçando e Victória entrou na cozinha, devia ter acabado de acordar.
—Bom dia senhora.
—Bom dia Victória. Mary, eu irei lavar a minha mão. Obrigado.
—De nada bella. Agora se aprese.
—Irei sim.
—Leve uma caixinha de suco para beber depois. Não coloque nada no estômago agora.
—Pode deixar.
Saí da cozinha e levei para a área de serviço o que eu havia pegado. Lavei as minhas mãos e voltei para a cozinha, peguei a minha bolsa e me despedi das meninas. Fui para a garagem e entrei no carro com a ajuda do segurança, logo a seguir nós saímos.
.
.
Um tempo depois.
Cheguei na clínica e logo fui atendida. Na verdade, eu cheguei faltando dez minutos para ser atendida e cumprimentei a doutora com um bom dia meio fraco. Ela percebeu o meu baixo astral, mas foi discreta e não comentou nada.
A doutora após avaliar os meus exames, ela olhou para mim sorrindo.
—Está tudo normal mamãe. O bebê está saudável, o seu exame de urina está normal e não há nenhuma anormalidade.
—Menos mal. Já o resto está tudo anormal. Falei sorrindo levemente.
—Quer conversar?
—Não quero atrasá-la doutora, sei que há outras pacientes a aguardando. Estou bem na medida do possível.
—Está brigada com o maridão?
—É isso mesmo, mas já estou acostumada.
—Lembre-se que isso faz mal para você e para a bebê.
—É, eu sei e sinto muito.
—Você tem grandes possibilidade da sua bebê nascer normal.
—Prefiro o parto normal mesmo, só assim eu não ficarei dando trabalho para ninguém. Já saiu da clínica nova em folha.
—Mesmo assim terá que repousar dois dias aqui após o parto ocorrer tranquilo. É um método precaução para a mãe e para o bebê. Em casa terá que relaxar por causa do leite, não pode ficar se alterando.
—Tudo bem doutora, está de bom tamanho para mim. Quero que a minha bebê venha ao mundo saudável e mediante a qualquer situação, eu desejo que o bebê seja a prioridade número um. Eu não tenho nada mais a perder.
—Está mal hoje, posso ver isso.
—É. Desejo que tenha isso em mente doutora. A minha bebê vem em primeiro lugar.
—Não pense dessa forma, você está com uma saúde de ferro, a bebê está bem, então não fique assim por causa dos problemas.
—Tem razão. Após eu falar respirei fundo.
—Tem tomado as suas vitaminas no horário certo?
—Desculpe ser sincera, mas eu não tenho não. Mas não deixo de Tomá-las.
—Você é uma moça bem jovem, acredito que esteja sendo difícil para você suportar as novidades que estão surgindo em sua vida.
—Falou tudo e em primeiro lugar, a minha gravidez me pegou desprevenida. Eu meio que já a esperava por não tomarmos as medidas seguras. Estava obvio demais e lamentei quando eu soube.
—Mas vocês estão casados.
—Vivemos de aparências doutora, nada mais triste que isso.
—É uma pena. Resolvam isso da melhor forma possível.
—Eu também quero, mas ele não quer me dar o divórcio. Mesmo sendo recente o nosso enlace, eu cheguei nessa decisão.
—Nunca se perguntou o porquê?
—Já, mas ele não me deixará livre. Sei disso. Falei pensando na maldita vingança.
—Reveja a sua vida, pois você é uma jovem muito bonita e que olhos lindos você tem. É rara essa intensidade de azul nos olhos do ser humano e se considere especial. Considerando-se especial, você irá achar o seu valor como ser humano. Todos nós somos especiais e não pense na morte como a melhor saída ou solução, acredito que ela não é a melhor solução.
—Tem razão. Falei sorrindo levemente.
—Levante o seu astral, saia, passei e fique linda. Você já é uma moça bonita.
—Obrigado.
—Não vou passar nada, eu apenas a examinarei e faremos aquele checape de praxe.
—Tudo bem.
Fiz a checape e eu havia engordado um quilo a mais. Minha barriga já estava um pouco maior e sorri quando a doutora falou que às vezes o tamanho não é documento. Muitas mães colocam muita barriga e o bebê nasce pequenino, já as outras mamães é o contrário. Continuamos a conversar e logo eu relaxei bem mais. Ela recomendou que eu fizesse repouso e bebesse o suco de maracujá, inclusive ela sugeriu que eu evitasse brigas por enquanto e relaxasse mais. Após eu vestir a minha roupa, ela anotou algumas coisas em minha fixa. Fez algumas perguntas e eu disse que estava enjoando, isso era normal dizendo ela. Não houve mais sangramentos eu a informei e continuamos com as perguntas e respostas.
.
5min depois.
—Procure se acalmar. Chega em casa e tome um banho relaxante. Há sabonetes líquidos e sais de banho de camomila, é um ótimo calmante. Beba o seu suco de maracujá e durma ainda mais. Você trabalha?
—Não.
—Então, durma e relaxe os seus músculos. Você vai se sentir melhor. Recomendo massagens, espaireça a mente e não se preocupe com nada. Logo você entrará na reta final da sua gravidez e você precisa estar tranquila para que tudo ocorra bem.
—Tem razão. Irei providencia os sais de camomila e o colocarei na banheira.
—Faça isso. Siga o meu conselho.
—Pode deixar e desculpe ocupá-la com os meus problemas.
—Tem uma amiga.
—Obrigado. Falei sorrindo e apertei a mão dela. –Irei seguir o seu conselho.
—Veja o que é bom para você.
—Vou pensar, juro que pensarei.
—Até o próximo mês e marque a próxima consulta depois do dia quinze de abril.
—Pode deixar.
—Até a próxima.
—Até doutora.
—Se cuida.
Ela entregou os meus exames e os guardei na bolsa. Saí da sala e quem me aguardava ali sentado no sofá me surpreendeu.
—Era para você está trabalhando ou sei lá. Falei normalmente.
—Estou aqui. Disse Edward me olhando e vi que a doutora nos observava.
—Já acabou a consulta. Falei passando por ele e ele me seguiu, inclusive o Lima que havia entrado na clínica comigo.
Fui caminhando na frente deles todo o tempo e saímos da clínica. Parei ao lado da pirua Blazer e não do Volvo que estava estacionado a pouca distância dali, pois no momento eu não queria confusão. Após parar, eu cruzei os meus braços e Edward veio até mim, na mesma hora eu o olhei.
—Irá comigo. Falou ele me olhando nos olhos e comecei a andar na direção do carro dele.
Após eu aceitar a ir com ele, eu entrei em seu carro. Edward fechou a porta e deu a volta, a seguir entrou no automóvel. Eu o encarava por ter milhares de coisa para falar, mas eu me calaria, o silêncio era de ouro e hoje não era o meu dia. Edward ligou o carro e saímos dali, pedi a ele que parasse em uma farmácia próxima e na parte da perfumaria eu procuraria o tal sais de banho recomendado pela doutora. Os sais de banho que havia lá na casa de Edward eram de lavanda, mas eu queria experimentar o de camomila.
.
.
Um tempinho depois ele parou em frente à farmácia e desceu do carro comigo sem haver necessidade, mas não o barrei. Fui andando na frente e fui até a perfumaria, por sorte havia vidros enormes de sais de todas as essências possíveis, estava bem variado e peguei o de camomila. Olhei outras coisinhas e fomos para o caixa pagar, mas eu não o deixei pagar e ele aceitou de bom grado. Acho que ele notou que hoje eu não estava bem emocionalmente.
Voltamos para o carro e saímos.
.
.
Finalmente chegamos em casa e saí do carro. Para não haver atritos eu o esperei e saímos da garagem juntos, logo chegamos na cozinha e Mary estava ali junto da outra arrumadeira.
—Oi Mary.
—Sente-se melhor?
—Sim. Por favor, traga um café da manhã bem leve para mim e que a bebida seja suco de maracujá.
—Pode deixar.
—Irei lhe aguardar no quarto.
—Tudo bem.
Saí da cozinha e subi deixando Edward para trás, abri a porta do quarto e fui direto para o banheiro. Despejei um pouco dos sais que eu havia comprado na banheira e a coloquei para encher. Despi-me com rapidez e tomei um banho rápido.
Eu ao sair do Box a banheira já estava cheia, então a fechei. Entrei na água e me sentei devagar, sem contar que o cheirinho bom estava em todo o banheiro e possivelmente no quarto. Fechei os meus olhos e acariciei a minha barriga, nisso eu senti a minha bebê mexendo e sorri levemente. Escutei alguém batendo na porta e......
—QUEM É? Perguntei bem alto.
—Sou eu bella. Falou Mary.
—Entra.
—Estou entrando.
A porta foi aberta e por haver espuma na banheira, não daria pra se ver nada. Vi Mary colocando a bandeja sobre a cama e olhou para mim.
—Vem aqui, por favor. Após eu pedir, Mary veio até a mim. — Como ele soube que eu estava lá?
—Momentos depois que você saiu, ele chegou e perguntou por você.
—Disse que eu havia ido para a consulta então?
—Sim. Fiz mal?
—Não, ele já sabia. Deve ter se esquecido. Ele contou onde estava?
—Não e eu não o perguntei amiga.
—Não se preocupe, tudo bem. Estou relaxando aqui na banheira e os sais de camomila foi recomendação da minha doutora. Ela disse para eu relaxar e dormir à vontade. Ela quer me deixar longe das confusões e o parto normal é prioridade número um. Claro que eu concordei. Após eu falar isso, Edward entrou no quarto e Mary ficou sem jeito, mas fiz sinal para ela ficar. –Conversamos bastante e minha consulta foi proveitosa. Engordei mais um quilo Mary e terei que fechar a boca. Falei também que se algo de ruim vier a acontecer comigo, a bebê vem em primeiro lugar. Após eu dizer isso, Edward me olhou do quarto e se sentou na cama. –Eu quero que a bebê seja prioridade já que eu não tenho mais nada a perder aqui.
—Não diga isso amiga, deixa de besteira.
—Temos que ser precavidos Mary, nunca se sabe até quando eu posso suportar essa situação e eu estou enorme. Minha doutora já está de sobre aviso e essa é a minha decisão. É o que eu quero e de certa forma, a minha ausência aqui nessa casa será comemorada por alguns.
—Não quero ouvir essas coisas e o seu café está sobre a cama. Quer que eu o traga até aqui?
—Não precisa, agora pode ir tranquila amiga, não quero envolvê-la ainda mais. Isso não é uma grosseria Mary, só desejo o seu bem star mental.
—Entendi. Preciso descer mesmo. Mary se retirou do quarto e nesse momento Edward assistia televisão sentado na beirada da cama.
Continuei relaxando e quando me dei por satisfeita um tempo depois, eu saí da banheira e a esvaziei. Fui para o boxe me lavar com água pura e logo saí para me secar. O frescor em meu corpo era sensacional e fui até o closet vestir a mesma camisola vermelha que eu havia colocado para dormir ontem. Voltei para o quarto e peguei a bandeja sobre a cama, após pegá-la eu me acomodei ficando com as minhas costas apoiada na cabeceira e comecei a comer tranquilamente.
O suco estava um pouco forte e com certeza eu apagaria depois. Comi as torradas e ao terminar de comê-las, eu comi uma banda de mamão. Fiquei satisfeita e parei de comer, fui lavar a minha boca e de lá eu fui até o closet vesti um robe.
Após vesti-lo, eu voltei para o banheiro e penteei o meu cabelo devagar. Eu me olhava no espelho enquanto me penteava e estava feliz que o meu cabelo estava crescendo rápido. O penteei todo para trás e depois coloquei a escova sobre a pia, passei a mão em meu cabelo extra liso e saí do banheiro.
Caminhei até a cama e peguei a bandeja, eu a levaria para a cozinha. Caminhei na direção da porta e.....
—Irá descer com esses trajes? Já viu como esse robe é transparente e sua camisola é indecente?
—Não há segurança aqui dentro e não está tão indecente assim.
—Há centenas de homens em volta da casa.
—Exageradooo! Não há janelas por onde eu irei passar Edward e a minha estadia na cozinha irá ser rápida.
—Não me agrada você descer assim, sabe disso. Já conversamos a respeito do seu modo de se vestir.
—Às vezes eu sinceramente não o entendo. Você está fazendo papel de homem ciumento, mas eu sei que não há espaço para isso no meio de nós. Estou decente, mas as minhas roupas a maioria das vezes não o agrada. Qual o seu problema Edward?
—Olhe-se no espelho, verá qual é o meu problema.
—Não irei trocar de roupa, sinto muito em desapontá-lo! Não foi ontem e nem será hoje que algo que eu venha fazer de bom, ou me vestir e qualquer ação de boa intenção minha irá lhe agradar. Não importa como eu me visto e não devia se importar tanto! Falei o olhando séria e saí do quarto.
Fechei a porta e desci a escada devagar, tuquinha ao me ver descendo se aproximou da escada. Ela ficou latindo e alguém na certa a desceu, com isso eu olhei na direção da sala e vi Victória molhando a planta que ficava no canto. Lembrei que eu já fiz muito disso e segui para a cozinha. Mary estava preparando a comida quando eu entrei e fui até a pia lavar a louça que eu sujei. Guardei o cacho de uva intocado e lavei a bandeja.
—O que está fazendo de gostoso para o almoço Mary?
—Para você, eu estou fazendo uma sopa bem levinha. Com peito de frango cortadinho em cubinho e legumes.
—Adoro! Mas eu estou sentindo um pouco de sonolência por ter acordado cedo demais. Logo o efeito do suco começará a me atingir também e juntará a fome com a vontade de comer.
—Eu devo lhe chamar para o almoço caso você durma?
—Não, não me chame. A doutora disse que era para eu dormir e relaxar o quanto eu quisesse. Piora por Edward estar em casa hoje, então eu prefiro dormir. É uma fuga na verdade.
—Tudo bem.
—Obrigado por limpar aquela sujeira amiga, não é paga para isso.
—Desencana, era apenas leite bella.
—Eu sei, mas é nojento.
—Não pense mais nisso, agora vá descansar um pouco.
—Irei dormir no porão.
—Isso só demonstra que está fugindo. Se você quer evitar brigas, vá para o seu quarto e ignore-o.
—É essa a intenção.
—Outra em seu lugar já teria aprontado pra valer. O que você fez com as roupas e o carro dele ainda foi leve em vista do que ele te fez.
—Isso é, mas não é o meu perfil ser má Mary.
—Não se preocupe, já ficou claro isso. Disse ela passando a mão em minha barriga. –Está bem grande.
—Está sim e não vejo a hora dela nascer.
—Hoje você se arrepende de não ter interrompido a gravidez?
—Para ser sincera, eu já a amo, mas tem horas que eu me arrependo sim. Tenho certeza que seria diferente e eu poderia não estar mais aqui. Viva ou morta, eu quero dizer.
—Tudo seria mais fácil.
—É verdade. Estou cansada disso tudo Mary e eu não sei se o Edward tem mais jeito. Sua ação é tão covarde e ele nem se importa. Não sente pena por eu ser uma mulher indefesa, sem culpa e sozinha no mundo. Olhando bem a minha situação hoje em dia, eu sou uma mulher sem grana Mary. Eu não tenho condições de criar um bebê sozinha e nem terminei os meus estudos ainda. Eu não tenho uma profissão e você sabe como é difícil entrar no mercado de trabalho sem experiência. Não quero ter que ficar dependendo deles, por isso estou tomando certas medidas. Falei as últimas palavras ainda mais baixinho.
—Está casada com um homem rico e se você tiver jogo de cintura, pode conseguir o que quiser na mão do seu marido.
—Grande coisa, não quero o dinheiro dele.
—Pode parecer ironia da minha parte, mas tenta conquistá-lo. Sei que você gosta de sair e se sentir livre, pode conseguir isso tudo e até mais se conseguir conquistá-lo. Tem razão em ser durona por tudo que viveu.
—Depois de tudo que eu passei?
—Não vai poder remoer isso para sempre, tente mudar e esquecer as coisas ruins. Conquiste o seu marido, não lhe resta mais recursos e você sabe disso.
—Não sou interesseira Mary! Eu não fico com um homem por causa do dinheiro dele, eu pelo menos preciso sentir algo.
—Sei que ele a ama e ontem, era visível o quanto estava mordido de ciúmes. Mesmo assim da forma dele, ele a perdoa.
—Amor à base de gritos e me mantendo em cárcere privado? Uau! Quanto amor.
—Um dia você acreditará em mim, não precisa ser hoje. Falou ela indo para perto da pia e eu cocei a minha cabeça estando pensativa. –Ele é inseguro em relação a você e por você odiá-lo. Por amá-la de verdade, mesmo a castigando após lhe ver beijando o seu ex, ele a deixou livre novamente. Para tolerar esse tipo de coisa, é preciso passar por cima do orgulho e ele passou. O modo dele se comunicar com você não é perfeito, existem feridas abertas e que para ele está sendo difícil fechar.
—Para mim também está. Falei me virando para o outro lado, na verdade eu não sabia o que pensar.
—Sei disso e não estou o defendendo. Eu não poderia fazer isso contigo e me lembrando da forma que ele era antes, o patrãozinho é um cara legal.
—Pura bobagem!
—Se apaixonaria de primeira se o conhecesse antes disso tudo.
—Não sou de me apaixonar fácil!
—Pura bobagem e continue enganando a si própria. Disse ela balançando a cabeça que não e sorriu.
—Ele disse que eu preciso aprender com as prostitutas a ser mulher de verdade.
—O quê? Perguntou ela colocando a mão na boca. —Ele se refere a sexo?
—Não. Eu nessa parte me garanto. Ele disse que eu sou infantil e falou que eu precisava aprender com as prostitutas. Isso por eu acusá-lo que já levou várias delas para a cama e aí ele disse que eu poderia falar delas, mas que eu teria que aprender e muito com elas e aí talvez ele se dava um pouco melhor comigo. É mais ou menos isso.
—Amadurecer você tem mesmo. É jovem demais e sempre teve tudo na mão, mas agora você tem que aflorar e ter atitudes de mulher.
—Detesto quando me chamam de criança Mary.
—Não me leve a mal e se lembre que eu quero o seu bem.
—Sei disso. Então me aconselha a fazer vista grossa e fingir que nada aconteceu?
—Para o seu bem star daqui para a frente, sim.
—Entendo, mas eu seria extremamente falsa comigo mesma.
—Aprenda a viver, só você pode dar uma guinada na sua vida.
—É você tem razão.
—Agora suba e fica na sua. Seja astuta.
—Pode deixar. Falei sorrindo levemente e saí da cozinha.
Caminhei devagar pelo corredor digerindo tudo que Mary falou para mim e subi. Fiquei em frente à porta por uns segundo pensando e resolvi abri-la.
CONTINUA...........
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