Solares

32 Capítulo 32


Notas iniciais
meninas nem todos os links abririam, e como eu não queria mudar nada dessa vez por causa disso, postarei dois deles aqui. bella de noiva. https://i.pinimg.com/originals/0c/d5/51/0cd5514002418eaebc07a36c1f1d2e95.jpg

BELLA..........

Final do capítulo anterior.

Victória seguiu a Mary e eu fiquei na minha enquanto os outros conversavam. Edward conversava bastante com a dona Ana e ela parecia gostar muito do neto postiço. Ela era tão engraçada e sem eu esperar, me peguei sorrindo levemente.

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—Alice vai vir amanhã cedo filha.

—Não me esqueci Esme. Falei de forma gentil.

—Nós sairemos do seu dia de noiva direto para a casa de Alice bem dizer na hora da cerimônia.

—Tudo bem. Falei antes de levar o garfo contendo macarrão à boca. –Sei como funciona mais ou menos isso.

—Deixem para brincar amanhã filho, hoje deixe a sua noiva descansar. Amanhã o dia será longo. Falou a dona Ana sorrindo e eu fiquei um pouco sem jeito, senti até as minhas bochechas corarem por causa do comentário estando todos ali. –Será o dia de vocês. Estão empolgados?

—Muito. Falou Edward sorrindo.

—E você filha?

—É claro. Falei olhando para ela e Edward me olhava.

—Imagino. Disse ela olhando para nós dois. –Você é uma moça muito gentil.

—Obrigado Ana.

—A faça feliz filho.

—Eu concordo contigo aninha. Falou Esme.

—Não se preocupe vó. Falou Edward olhando para mim e fugi do olhar dele fingindo mexer com o garfo em meu prato.

Continuamos a comer e logo chegou à vez da sobremesa, comi o tartelete de frutas vermelha na minha e conversava vez ou outra com eles.

Um tempinho depois após beber uma xícara de café, dona Ana quis ir descansar por alegar que se sentia cansada e os pais de Edward fariam o mesmo. Eles subiram após desejarem uma boa noite para o Edward e para mim. Preferi ficar assistindo televisão e vi Edward arriando as proteções do vidro, depois ele se sentou no sofá e eu continuei assistindo televisão. Eu ainda me lembrava da sua escapada hoje e isso me enojou ainda mais, eu podia sentir que ele me olhava e por causa disso eu me deitei no sofá. Eu estava sem sono por ter dormido bastante de tarde e me lembrei da minha vitamina, imediatamente eu me levantei do sofá e Edward continuou me olhando. Passei por ele e fui até a cozinha, Mary havia se esquecido de trazê-la para mim. Abri a porta da geladeira e peguei a garrafa de água, em seguida eu peguei o copo e coloquei um pouco de água nele. Fui até o armário e peguei a minha vitamina, sem demora eu a ingeri.

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Após lavar o copo, eu decidi voltar para a sala. Eu a encontrei no escuro e a televisão estava desligada, Edward também não estava ali e devia ter subido. Com esse gesto, ele queria que a gente fosse dormir, mas eu estava sem sono e ficaria na sala até a hora que eu quisesse. Tornei a ligar a televisão e me deitei no sofá, troquei de canais e deixei em um filme qualquer, pelo menos ele poderia chamar o meu sono novamente.

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Às 23:30min.

Escutei passos na sala e olhei para ver quem era, era Edward ali somente de roupão e julguei que ele dormiria apenas de Boxer.

—Sabe que tem que levantar cedo amanhã. Falou ele parando na minha frente e continuei deitada o olhando.

—Não estou com sono. Falei olhando para a televisão.

—Por que não assiste no quarto?

—Está bom aqui. Falei tornando a olhá-lo.

—Vamos subir agora? Logo você irá dormir de qualquer jeito aí.

—Tudo bem. Falei desligando a televisão e passei por ele sem olhá-lo, eu estava mantendo a calma e subi.

Olhei para trás e Edward subia a escada, ele havia apagado a luz da sala e estava no momento somente a do corredor acesa. Abri a porta do quarto e fui escovar o meu dente, após escová-los eu tirei a minha roupa e entrei no Box para tomar banho.

Lavei-me devagar e evitei molhar o meu cabelo, olhei para o quarto e Edward estava deitado de barriga pra cima apenas de boxer. Enxaguei-me rápido e saí para me secar com a toalha, eu dormiria de roupão mesmo e apaguei a luz do banheiro.

Levantei o edredom e me deitei ao lado dele de barriga pra cima, Edward apagou a luz do abajur que ficava ao seu lado e o quarto ficou sendo iluminado apenas pelo o abajur ao meu lado. Sem se importar ele se deitou bem próximo de mim e pude ficar sentindo a respiração dele se chocando em meu pescoço. Sentindo-me bem incomodada com a aproximação dele, já que ele estava a bem dizer grudado em mim....

—Está em cima de mim Edward. Falei normalmente sem usar a grosseria e continuei assim.

—Em cima é bem diferente não acha?

—Está grudado em mim.

—Grudado é isso. Falou ele em meu ouvido após colar o corpo dele no meu.

—Não há necessidade.

—Por que não se somos bem dizer marido e mulher, não há escapatória, você é minha. Disse ele baixinho em meu ouvido e me arrepiei todinha, até o bico dos meus seios ficaram duros. –Sabe disso. Disse ele abrindo o meu roupão sob a coberta.

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—Não acho conveniente Edward, está tarde já. Falei baixinho no momento que ele conseguiu abrir o meu roupão de tudo e afastou a coberta.

—Não vejo o porquê. Disse ele me olhando e eu fazia o mesmo.

—Você não precisa de mim dessa forma, já teve a sua diversão quando foi sair mais cedo.

—Então toda vez que eu precisar sair é para poder me encontrar com alguma mulher? É isso que você acha?

—Você dá a entender isso quando briga comigo e muitas vezes fica claro que é dessa forma quando volta de madrugada. Você não me engana!

—Mais está enganada. Falou ele me olhando fixamente, depois correu a mão dele vagarosamente pelo vão dos meus seios após afastar o roupão e desceu pela a minha imensa barriga. Fiquei o olhando perdida em pensamentos. Ele viu o quanto o bico dos meus seios estava durinhos e abocanhou o bico do meu seio esquerdo causando milhares de sensações em meu corpo.

—Edward se contenha, é melhor dormimos. Falei sentindo o meu corpo reagindo intensamente conforme ele movia a boca em torno do meu mamilo. –Hummm! Eu fiz lentamente fechando os meus olhos e tornei a abri-los. —Edward, vá dormir. Falei tentando fechar o meu roupão, mas eu estava sem um pingo de força para poder realmente fechá-lo. Pior de tudo foi que ele não deixou.

—Sei que você também quer. Disse ele beijando o meu pescoço, depois foi subindo com os beijos e beijou os meus lábios, mas eu tentei resistir e senti quando os dedos dele me acariciaram intimamente. Isso foi golpe baixo.

—Ohh, é melhor..... não consegui falar, ele me beijou de uma tal forma, que de forma desavergonhada eu não tive forças para negar. Ficamos nos beijando por longos minutos. ................................(2min depois)........Eu estava pegando fogo de desejo e o meu corpo estava achando que aquilo estava certo já que estava o desejando loucamente, mas não era tão certo......assim. Eu pensava. —Edward.

—Shhhh, não fala nada.

—Eu preciso dorm......

—Sabe que é mentira. Disse ele com o desejo ardendo em seu corpo. À pegada dele era intensa em minha pele ao me beijar e nossas bocas se moviam sem parar. Era como se fossem viciadas uma na outra e soava tão errado isso.

—Não quero! Falei deixando as minhas lágrimas rolarem. Eu estava confusa demais. –Pare! Você só quer curtir comigo, com o meu corpo e depois me esnobar como sempre faz!

—Não irei insistir. Disse ele se afastando de mim e se deitou ao meu lado estando bem ofegante, eu o olhei e vi o quanto ele queria ter o meu corpo. –É melhor você ir dormir. Disse ele normalmente e ficou me olhando após se cobrir.

—Eu também acho. Falei fechando o meu roupão e livrei o meu rosto das lágrimas.

Respirei fundo sentindo o meu sexo se contraindo e me virei de lado para fugir do olhar dele. Não demorou muito eu o senti se aproximar de mim, ele colou o corpo dele no meu e circulou a minha cintura com o seu braço. Sua mão ficou sobre a minha barriga e eu preferi ficar quieta para não causar tumulto. Os minutos foram se passando, se passando e Edward ficou quieto, ele não tentou mais nada após a minha recusa.

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Momentos depois eu dormi.

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Sábado, 08 de março.

09:05min da manhã.

Acordei assustada quando a porta do quarto foi aberta e era Alice ali furiosa. Edward me abraçava por trás e o edredom revelava uma boa parte dos meus seios desnudos.

—Já estamos atrasadas mocinha. Falou ela um pouco sem jeito após reparar bem a nossa postura na cama e Edward acordou, imediatamente ele colocou a mão na vista. O motivo foi porque a Alice abriu as cortinas e o olhou séria. –Você já era para estar de pé! Disse ela o olhando.

—É muito enxerida não acha não? Perguntou Edward a ela.

—Nem um pouco! Agora eu vou sair e você dona Isabella vai se arrumar correndo!

—Tudo bem Alice e lamento pelo atraso. Edward é o culpado.

—Não precisa se lamentar. Falou Edward me olhando e olhou para a prima. –Agora você nos dê licença porque estamos à vontade e não se entra no quarto de um casal dessa forma!

—Não precisa detalhar, não sou mais criança para não saber disso! Agora estou saindo e sejam rápido! Disse ela nos olhando e saiu do quarto com a cabeça erguida. Alice vai ser sempre Alice, eu pensava e me levantei.

Eu precisava tomar o meu banho correndo e não ousei olhar para trás conforme eu ia à direção do banheiro, eu estava sem jeito depois de tudo que aconteceu entre nós. Entrei no Box e liguei o chuveiro, peguei o sabonete e me lavei bem. Eu ainda me lembrava de tudo que aconteceu durante a noite. Olhei para o quarto e vi que ele colocava o roupão, ele foi rápido e me olhou, sem jeito eu desviei o meu olhar.

Tratei de encerrar o meu banho logo ao perceber que eu estava limpa. Saí para me secar e Edward entrou no banheiro.

—Não tente fugir quando for para esse tal lugar. Falou ele me enquadrando no vidro do Box e não havia jeito de fugir.

—Não irei. Falei normalmente olhando para ele.

—Mesmo? Perguntou ele estando cara a cara comigo, mas não usando a ignorância.

—Sim. Falei afirmando.

—Ok. Disse ele olhando para os meus lábios e tornou a olhar para mim.

—Preciso ir me arrumar agora. Falei incomodada, ele me olhava fixamente e foi se afastando aos poucos continuando a me olhar.

—Tudo bem.

Edward arriou os braços e eu saí do banheiro, reparei que ele não estava se comportando mal como antes e fui para o closet pensativa. Edward era mesmo de lua e comecei a me arrumar. Coloquei um vestidinho de sair, uma sandália e voltei no banheiro para poder escovar os meus dentes e passar um pouco de batom. Edward tomava o banho dele despreocupado e eu tratei de me apressar.

Ao sair do banheiro e fui arrumar a cama correndo, resolvi descer logo antes que Alice viesse aqui outra vez e saí do quarto o deixando no banheiro. Desci a escada devagar e Alice me aguardava impaciente no pé da escada.

—Calma Alice, já estou aqui.

—Eu falei nove horas e são quase nove e meia Isabella.

—Eu acabei dormindo tarde, eu estava preocupada.

—Estou vendo que acordou tarde por causa de preocupação. Vocês dois se merecem!

—Não houve nada.

—Ta eu finjo que acredito.

Passei por ela apressada e entrei na sala, estava ali a Esme, a dona Ana e Carlisle, mas eles já estavam terminando de tomar o café deles.

—Bom dia. Falei sorrindo sem jeito.

—Bom dia querida. Falou Esme sorrindo.

—Bom dia Isabella. Falou a dona Ana.

—Bom dia. Falou Carlisle sorrindo.

—Sente-se mocinha e trate de comer bem rápido. Falou Alice.

—A deixe em paz Alice. Falou Esme sorrindo.

—Titia, nós já estamos mega atrasadas.

—Eu só irei beber um pouco de suco. Falei me sentando e Mary veio me servir.

—Bom dia para todos. Falou Edward aparecendo na sala e veio se sentar ao meu lado.

—Bom dia meu gatão. Falou dona Ana e Edward sorriu.

—Bom dia vó. Falou Edward indo dar um beijo na testa dela.

—Bom dia filho.

—Bom dia mãe.

—Parece que acordou bem humorado. Observou Carlisle no momento que Edward beijava a testa da mãe.

—Quem sabe Carlisle. Disse Edward tornando a se sentar e pegou a xícara dele, depois esperou Mary enchê-la de café.

—O amor faz bem. Disse dona Ana.

—Carlisle e Esme quem o diga. Falei levando o meu copo de suco a boca e Alice me olhou.

—O amor verdadeiro é crucial entre o casal e um dia eu quero me casar também. Disse Alice.

—Eu sei disso. Após eu falar isso, ficamos todos calados.

Terminei de comer o meu pão e pedi licença para me levantar, eu iria até o quarto pegar a minha bolsa e nela eu colocaria escova de dente e outras coisas pessoais.

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Tornei a descer e Esme junto de Alice já me aguardavam em pé na cozinha. Despedi-me das meninas e inclusive de dona Ana. Sob o olhar de todos Edward veio até a mim e me deu um beijo que eu diria desnecessário. Movi a minha boca lentamente por três vezes e nos afastamos pouca coisa.

—Até daqui a pouco.

—Até. Falei olhando para ele e me afastei dele sem jeito, atuar não estava sendo mais o meu forte.

—Então vamos? Falou Alice.

—Claro.

Fomos para a garagem tendo a companhia dos demais e Edward abriu a porta do carro de Alice. Primeiro entrou Esme no banco do passageiro e para fazer média na frente dos outros ele abriu a porta da frente pra eu poder entrar. Eu me sentei no banco do carona e Alice ligou o carro, acenei e olhei pelo retrovisor, a pirua Blazer nos seguiria contendo dois seguranças

Saímos da garagem e o meu coração já batia acelerado, tentei me esquivar do nervosismo e novamente as imagens do que aconteceu na noite passada com Edward me vieram à cabeça nublando os meus pensamentos. Eu diria que foi muito bom, mas ao mesmo tempo foi errado eu pensava. Ele era canalha comigo e uma traiçoeira lágrima rolou dos meus olhos. Alice nem notou, tratei de secá-la logo, mas eu não conseguia parar de pensar no quanto havia sido bom. Por um lado, eu me dei conta que ele não tinha nojo de mim, ele dava a entender o quanto ele estava gostando, mas tratei de apagar essas imagens do meu pensamento e estava difícil. O beijo foi tudo, eu lembrava estando com a mão em meus lábios e abri os meus olhos notando que Alice me olhava estando nós paradas no sinal.

—Estava longe. Disse ela me observando e me mexi inquieta no banco.

—Um pouco Alice, só um pouco. Falei tornando a encostar-me no banco e olhei para a janela, mas eu precisava saber. –Está longe ainda?

—Não muito, estamos quase chegando.

—Ok.

—Apenas relaxe.

—Faça isso filha. Falou Esme pela primeira vez.

—Pode deixar.

O sinal abriu e Alice pisou no acelerador, mais uma vez eu me perdi nas recordações.

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30min depois.

Chegamos em um salão ainda mais chique que o outro que Edward me levou e descemos do carro, depois Alice foi estacionar o carro. Fomos cumprimentadas por uma mulher bem fina de porte elegante, ela era ruiva e de olhos castanhos claro.

—Bom dia. Falei no momento que ela me cumprimentou.

—Então você que é a Isabella? Perguntou ela sendo muito simpática.

—Eu mesma. Falei sorrindo.

—Está preparada?

—Estou sim. Sorrimos.

—Perla, essa aqui é a minha tia Esme. Falou Alice.

—Olá e é um prazer em conhecê-la.

—O prazer é todo meu. Falou Esme sorrindo.

—Agora vamos entrar por que o dia será longo e espero que vocês apreciem cada momento.

—Obrigado.

—Os profissionais irão atendê-las da melhor forma possível. Inclusive a gatinha que irá ser a sua dama já chegou com a babá dela.

—Há uma dama Alice? Perguntei surpresa.

—Sim, é uma prima nossa e xodó de Edward. Patrícia é um doce de menina.

—Hum!

—Vamos entrar.

—Ok.

Fomos recepcionadas da melhor forma possível ao entrarmos e uma garotinha ao ver Alice saiu correndo vindo de encontro a ela.

—Oiii. Falou ela abraçando Alice.

—Oi docinho. Falou Alice de forma carinhosa e a pegou no colo.

—Oi titia Esme.

—Oi minha querida. Falou Esme sorrindo.

—Bom dia. Falou a babá da menina se aproximando.

—Bom dia Rita. Alice a cumprimentou e depois eu e Esme fizemos o mesmo.

—Quem é Lice? Perguntou a garotinha se referindo a mim.

—Essa é a noiva e sua nova priminha.

—Ela é minha priminha também?

—Sim. Você vai ser a dama dela.

—Ah! Falou a garotinha me olhando e olhou pra Alice.

—Vai lá dar um beijinho nela.

Um pouco tímida a garotinha se aproximou de mim após Alice colocá-la no chão e a minha barriga não passou despercebida por ela. Abaixei-me para cumprimentá-la com um beijo na testinha dela e ela sorriu.

—Olá princesa. Falei após beijá-la.

—Oi. Disse ela olhando curiosa para a minha barriga e depois olhou para mim novamente.

—É uma menininha igual a você. Falei sorrindo e ela sorriu.

—Um bebezinho?

—Sim.

—Agora vamos nos embelezar. Falou Alice segurando na mão da menina e eu sorri para a pequenina que se mostrava tímida por minha causa.

Primeiro nós fizemos as unhas e confesso que eu comecei a ficar nervosa ao lembrar de jake, eu sabia que ele gostava mesmo de mim e casar com outra pessoa que me detestava era o mesmo que desapontá-lo. A minha vida já estava toda do avesso mesmo e eu não queria colocá-lo novamente em enrolo, não mesmo e nunca mais. Mas o meu nervosismo não era só por causa disso também, eu me dei conta. O meu nervosismo era ter que enfrentar o desconhecido que era a festa, os convidados e ter que atuar nem sei como. Espero sinceramente me sair bem, nunca me casei e estava sendo bem estranho me casar aos dezoito anos. Atuar com alguém bipolar, sem um pingo de escrúpulos e disposto a tudo para se vingar era muito ruim, mas Edward era estranho às vezes e isso começou a me deixar confusa de uns dias para cá. Eu não sabia em qual sentido e era estranho me sentir dessa forma. Nem eu sabia o que mais pensar, estava uma confusão aqui dentro da minha cabeça.

Eu preferi pintar a minha unha de claro e a manicure caprichou ao fazer várias florzinhas brancas, ficou lindo após ela pôr o miolo das flores com brilho. As unhas de Esme também estavam lindas, as de Alice estavam perfeitas e a pequena patrícia também pintou as pequeninas unhas de rosa. A dela foi fácil por não precisar cutilar e ficaram perfeitas.

Os minutos iam se passando e esperamos o esmalte secar.

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Às 13:45 da tarde.

Fomos almoçar ali mesmo e era por conta da casa, claro que não me esqueci de tomar a minha vitamina. Imaginei a quantidade de dinheiro que gastaram apenas para bancar esse dia naquele local tão fino e com a comida de primeira. Eu não queria calcular o valor e me mantive pensativa o tempo todo.

Senti a minha filha mexendo e coloquei a minha mão sobre a minha barriga, sem querer uma lágrima rolou de puro nervosismo e a pequena Patrícia ficou olhando para mim.

—Lice, ela está cholando. Disse ela apontando o dedinho para mim.

—O que há? Perguntou Esme na mesma hora.

—Estou nervosa, só por isso. É muita pressão e é normal a noiva ficar nervosa.

—Eu também fiquei. Falou Esme pensativa, talvez se lembrando do dia em que se casou com o Carlisle.

Ninguém falou mais nada e continuamos comendo.

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Rejeitei a sobremesa, pois se eu a comesse, eu colocaria tudo para fora por me sentir tensa e Alice percebeu a minha inquietação. Eu batia os meus dedos na mesa a todo o momento.

—Vai acabar passando mal Isabella.

—Antes você me chamava de bella, estou achando isso muito estranho Alice. Já não estou me casando com o seu primo?

—Não vamos tocar nesse assunto, o dia não permite. Pode ser?

—O que há de errado Alice? Perguntou Esme parando de comer a sobremesa dela.

—Nada demais titia.

—Não acredito.

—Não é nada para se preocupar. Disse ela me olhando.

—São coisas da minha cabeça Esme, não se preocupe. Afirmei.

—Ok.

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30min depois.

Trocamos as nossas roupas e colocamos roupões, teríamos uma sessão de massagem e quando começaram a aplicá-la em mim, eu pude relaxar melhor. Ficamos um bom tempo recebendo atenção e depois nós fomos para o ofurô em locais diferentes. O meu estava cheio de pétalas de rosa e velinhas aromáticas em volta. Eu já estava um pouco mais relaxada, mas ao lembrar de mais tarde, me deu um friozinho na barriga.

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Quando saímos do ofurô, nós nos encontramos outra vez e fomos para outra sala dar início na produção de nossos cabelos.

—Faça daquela forma que eu pedi, mas isso se ela topar claro. Falou Alice me olhando.

—O que é Alice?

—Dar um trato geral, com direito a mudança e tudo mais.

—Eu topo, ele precisa de uma boa hidratação.

—Pode deixar. Falou a moça me olhando e depois olhou para a Alice.

—Faça da forma que eu te pedi. Falou a Alice de forma simpática para a moça. –Uma mudança melhora e muito.

—Ok.

Sentei na cadeira e ela me colocou uma capa. Depois ela se afastou e ficou mexendo algo na vasilha com o pincel, acho que Alice pintaria o cabelo e relaxei na cadeira. A moça se aproximou de mim e separou o meu cabelo em mechas, Alice me olhava estando outra profissional tratando dela e não entendi nada. Fingi não ter percebido e olhei para o espelho no momento que a cabeleireira começou a tingir o meu cabelo e me afastei imediatamente.

—É só para hidratar, não posso pintar os meus cabelos. Falei um pouco apavorada.

—Pode sim e eu já me informei com a sua doutora. Como vai aparecer na festa com uma raiz dessa? Perguntou Alice me olhando.

—Você falou com a doutora?

—Sim, agora se sente e verá que ficará bom.

—Não tem problema? Perguntei olhando fixamente para ela.

—Claro que não! Eu não quero o mal da minha afilhada e você já está com cinco meses pelo amor de Deus! Pode pintar.

—Que cor é essa tinta? Perguntei olhando para o potinho.

—É surpresa. Agora se sente e confia em mim. Pediu Alice me olhando.

—Não se preocupe filha, Alice tem bom gosto. Falou Esme para me tranquilizar.

—Tudo bem. Falei relaxando na cadeira e pedi força a Deus para aturar as loucuras de Alice, eu queria só ver.

A profissional começou a pitar o meu cabelo e aquilo estava começando a ficar....... eu não tinha palavras. Olhei pra Alice e ela continuou lendo a revista enquanto seus cabelos estavam sendo hidratados.

A pequena Patrícia estava hidratando os fios brilhantes dela e a danadinha estava quietinha brincando com a sua bonequinha, pelo visto era vaidosa apesar da pouca idade. Eu percebi que Edward gostava de crianças, mas eu não sabia se ele iria gostar da nossa, por ter sido feita comigo uma pessoa sem caráter ao seu ver. Deixei uma lágrima rolar e a sequei antes de alguém perceber, eu estava uma chorona ultimamente mesmo. Eu estava tão frouxa.

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Chegou à hora de lavar a minha cabeça e depois da moça retirar a tinta do meu cabelo, os meus fios foram hidratados. Alice olhava para mim sorrindo e pelo visto foi aprovado por ela. Eu estava desacostumada com o resultado e fiquei me admirando.

—Ficou bem Alice? Perguntou Esme curiosa e pelo visto ela estava sabendo dos planos de Alice.

—Perfeita é a palavra certa titia. Após ela falar, Esme sorriu.

—O que achou filha?

—Estou me sentindo........ diferente Esme.

—Acredito que o meu filho vá gostar.

Preferi ficar na minha a falar algo naquele momento. Nós estávamos cercadas de profissionais e eu cometer uma gafe a respeito do meu noivo, pegaria extremamente mal e eu não queria deixar Esme em maus lençóis.

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Após a hidratação ter sido retirada, os meus cabelos começaram a serem escovados e o brilho estava intenso. Os meus olhos deram o destaque e eu estava me sentindo....... bem bonita.

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A hora estava passando rápido.

Novamente me deu um frio intenso em minha barriga, eu tornei a ficar extremamente nervosa e pedi um copo de água para eu beber. O que ela estava fazendo em meu cabelo estava ficando bonito e momentos depois quando ela finalizou, tinha chegado à hora de eu finalmente tomar o meu banho.

Fui para o banheiro com todo o cuidado e me lavei com o chuveirinho. A babá foi ajudar a priminha de Alice a se banhar e Alice deu uma mãozinha para a tia. Esme não acertaria a direção correta das coisas estando aqui em um ambiente diferente.

Após eu ter me asseado com o presto barba que eu havia trago, eu me lavei bem. Coloquei a calcinha limpa que eu havia trago e vesti o roupão, a moça que iria me maquiar já me aguardava e restava pouco tempo para ficarmos prontas e sair. O casamento era às seis horas.

Antes dela me maquiar, a minha sobrancelha foi muito bem limpa. Momentos depois me trouxeram um lanche delicioso à base de queijo, pão integral e entre outras coisas light. Escovei os meus dentes após lanchar e comecei a ser maquiada ali no recinto mesmo, pois havia uma cadeira, mas faltava o espelho, talvez era para fazer suspense e despertar ainda mais a curiosidade da noiva. Eu não queria nada exagerado como eu pedi a Alice, mas, porém, bonito. Apesar de tudo eu não queria fazer feio. Depois de me maquiar, a moça foi até o meu vestido que estava ali pendurado e o tirou com muito cuidado. Por ele não ser uma peça muito trabalhosa, acho que ela tiraria de letra, afinal ela já devia estar acostumada. Pro meu total engano uma segunda moça entrou e veio ajudá-la. Coloquei o vestido com calma, mas o meu coração há muito tempo já estava disparado em meu peito e tentei conter o choro de nervosismo. Eu estava fazendo uma força danada para não chorar.

Com paciência uma delas foi abotoando o meu vestido e seria ruim para eu própria tirá-lo depois. Eu já estava até imaginando esse pequeno e perturbador detalhe, o toque dele algumas vezes.......

—Irei colocar o véu.

—Ok. Falei sorrindo levemente, os meus lábios tremiam um pouco e a moça com o nome de Karla sorriu.

—Acalme-se.

—Agora é impossível. Elas sorriram e uma delas começou a mexer no meu vestido ajeitando os pequenos detalhes.

—Está pronta e linda, irei pegar o espelho.

—Ok. Falei sorrindo e apreensiva.

Quando ela apareceu com o espelho, eu simplesmente aprovei. O vestido era todo trabalhado na renda, elegante e o melhor de tudo, eu não teria dificuldade para andar.

—Gostou?

—Muito! Falei sorrindo levemente e lembrei dele.

Meu cabelo estava em um castanho bem mais escuro quase preto para falar a verdade e os meus olhos de um azul mais intenso. Vivos eu diria e eu estava me sentindo muito diferente. A maquiagem me deu vida e eu estava tão nervosa agora. Eu estava muito bonita.

—As outras já estão prontas e lhe aguarda. Iremos levar as suas coisas para o carro e não se preocupe.

—Tudo bem.

—Ande devagar e respire, estou vendo o quanto está nervosa. Pense no bebê também.

—Ta. Falei balançando a minha cabeça.

Saímos do cômodo e fui andando com calma, Karla segurava a pequena calda do meu vestido e algumas pessoas ficaram me olhando, pelo sorriso eu devia estar mesmo agradando o olhar alheio. Dei falta das outras, mas continuei andando, ao sair do local luxuoso é que eu fui ver o quanto às outras estavam lindas e Carlisle estava ali nos esperando muito elegante perto do carro dele. Com todo respeito o meu sogro estava um gato, mas Esme estava tão linda em um vestido longo vermelho. O sapato vermelho de bico fino a deixou encantadora e o cabelo nem se fala. Ela estava fina demais portando também as suas joias com rubi.

Alice estava linda em um vestido longo azul Royal de alças e com detalhes em prata. O seu cabelo estava extremamente liso por causa da escova e com o um efeito molhado, isso fez a diferença e deu o ar da graça. Ela estava linda com um conjunto de brinco, colar, pulseira e anel de brilhantes. Já a daminha estava linda. Eu as reparava e pareciam ter acabado de sair também. Continuei andando com calma e parei ao lado do carro.

—Está linda querida. Falou Carlisle me olhando e sorria abertamente.

—Estou, está mesmo bom? Perguntei sorrindo levemente com os meus nervos à flor da pele.

—Está sim Isabella. Falou Alice me olhando de cima em baixo. –Está outra mulher.

—Fico feliz filha! Disse Esme sorrindo.

—Bem, então não irei fazer feio, não é?

—Claro que não. Falou Carlisle abrindo a porta do carro. –Está tão diferente, ficou ainda mais bela.

—Obrigado pela gentileza Carlisle, o cabelo fez a diferença.

—De nada e com certeza. Disse ele sorrindo.

—Vamos titio, estamos quase em cima da hora. To vendo que chegaremos atrasados.

—Então vamos logo.

Entrei no carro com a ajuda de Alice e Carlisle, acenei para as profissionais que sorriam e as agradeci. Esme iria no carro de Alice junto dela e patrícia também, já a babá as acompanhou também estando arrumada. Meu buquê era lindo e pelo visto Carlisle foi quem o trouxe. Ele era de rosas vermelhas e estava cheio de purpurina, simplesmente eu o adorei e o peguei.

Meu coração batia feito um louco em meu peito e tentei me acalmar novamente. Carlisle entrou no carro e olhou para trás.

—Pronta querida?

—Sim.

—Então essa é a hora e seja mais uma vez bem-vinda a família.

—Obrigado por tudo Carlisle.

—De nada, agora vamos ou Alice terá um infarto.

Ele ligou o carro e saímos, olhei para trás e Alice junto dos seguranças nos seguia. Minha filha se mexeu e tornou a ficar quietinha, eu não queria ficar muito agitada e pedia a Deus força por esse grande passo que eu estava dando com o desconhecido. Em meus olhos brotaram lágrimas pelos os meus pais não estarem presente e por não ser um casamento que digamos normal. Impedi que as lágrimas rolassem, mas estava sendo tão difícil. Vendo o meu drama pelo retrovisor, Carlisle ficou na dele, ele sabia que palavras naquele momento não fariam a diferença pelo o que eu estava sentindo. Eu estava apreensiva, pois eu me ataria com o filho dele e não vivíamos num mar de rosas.

—Por que eu não fugi? Eu me perguntei mentalmente.

Eu não fugi pelo meu coração ser mole demais, essa era a verdade e abri mão da minha liberdade. Mas será que valeria a pena? Essa pergunta era difícil para eu responder.

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40min depois.

Carlisle entrou no estacionamento de um imenso salão e o local era mais que lindo, sem palavras para descrevê-lo. Estranhei por ali ser um salão e não a casa de Alice, com certeza ela me enganou e Carlisle viu o quanto eu estava surpresa, a expressão facial é tudo e nos revela muitas coisas.

—Não iria ser na casa de Alice? Perguntei sentindo o martelar do meu coração em meu peito.

—Acho que ela quis fazer uma surpresa.

—Sei.

Ele dirigiu pelo imenso estacionamento e o local estava lotado de carros. Coloquei a minha mão livre em meu peito a fim de me acalmar e apertei o buquê por reflexo do meu nervosismo. Alice era mesmo louca e me enganou direitinho, por isso a mãe dela disse que elas estavam gastando rios de dinheiro. Só agora eu pude realmente entender pela grandiosidade do lugar e o jardim era lindo. Ele estava todo iluminado.

Paramos um pouco afastados do local onde julguei que seria a cerimônia. Fiquei olhando tudo em volta e havia vários seguranças circulando pelo local. Alice, Esme, Patrícia e a babá sumiram, pois em nenhum momento eu as vi saindo do carro ou o próprio carro depois que chegamos no local. Uma moça muito bem vestida veio até nós e falou com Carlisle, já estava na nossa hora de entrar e a pedido dela demos a volta no lugar e paramos perto da porta do local onde julguei que aconteceria a cerimônia. A própria estava fechada e meu coração já voava em meu peito. O arco de flores adornava a porta e tudo em volta estava mais que lindo. Parecia que uma princesa se casaria naquele local e me deu uma louca vontade de chorar naquele momento.

—Vou ajudá-la a descer. Disse ele saindo do carro.

—O,ok. Falei estando apavorada e agora as minhas pernas tremiam. Não havia mais volta.

Carlisle abriu a porta do carro e uma outra moça veio nos ajudar. Pude escutar a marcha nupcial começando a tocar.

Coloquei a mão em meu coração para que ele não pulasse do meu peito e respirei fundo, depois soltei o ar lentamente e olhei para o Carlisle passada. Eu estava desesperada.

—Está se sentindo bem? Perguntou Carlisle preocupado.

—Mais.......ou.........menos. É o nervosismo apenas.

—Ok.

—Não me deixe cair, por favor.

—Está tremendo. Observou ele preocupado ainda mais.

—Feito vara verde. É muita pressão.

—Se acalme querida.

—Ta.

Carlisle deu o braço para mim e eu o envolvi com o meu, a noite já cansava de estar raiando e pude perceber que as estrelas brilhavam. Subimos a escadinha e demos cinco passos à frente, ficamos cara a cara com a imensa porta de madeira de cor escura que estava fechada e respirei fundo no momento que a mesma foi aberta e pude ver o quanto o lugar era lindo puxado para o tom vermelho. A decoração era luxuosa na cor da paixão e estava deslumbrante. Respirei fundo.

O local estava cheio e todos me olharam sorrindo. Eu respirava com dificuldade ao andar e segurei o buquê quase o esfacelando, olhei para os lados e menos para frente. Eu evitei olhar para o altar nos primeiros passos que demos, mas foi impossível sustentar essa ideia ou eu cairia com certeza por estar nervosa demais. Coloquei um sorriso nos lábios pelas pessoas estarem nos olhando e os mesmo tremiam um pouco. Respirei fundo mais uma vez e pela primeira vez eu olhei para o altar, meu olhar e o de Edward se encontraram, pude reparar o quanto ele estava realmente lindo vestido daquela forma. Um lenço branco apenas estava no bolso de seu terno preto de fino corte.

Eu não soube decifrar a sua expressão, eu só sei que ele me olhava intensamente com um sorriso nos lábios e olhei para os lados mais uma vez para fugir do olhar fixo dele em mim. Sem contar que o momento estava sendo registrado pelo fotógrafo e pelo câmera mam que filmava tudo. Ele fez gesto com os lábios para eu sorrir e sorri um pouco tímida, nisso um flash foi disparado. Andávamos devagar e uma moça disse que eu estava linda, mas eu nem a conhecia e sorri para ser gentil. Eu segurava o buquê um pouco forte e olhava para as pessoas sorrindo, era o que eu tinha que fazer. Olhei mais uma vez para ele e seu olhar verde não se desprendiam de mim.

Finalmente nós chegamos no altar e fiquei frente a frente com Edward. Seu olhar não desgrudava de mim mesmo e algo nele me incomodava, tanto que eu também o encarei, mas Carlisle me trouxe a realidade e ofereceu a minha mão ao filho.

—É o seu dever respeitá-la da forma que ela merece. Disse o pai olhando para o filho e o mesmo segurou em minha mão me olhando. Seu olhar varreu o meu rosto e sorri levemente por ter que atuar, mas foi espontâneo dessa vez e o juiz de paz fez um gesto com as mãos para todos se sentarem, depois ele olhou para nós sorrindo.

—É de espontânea vontade que ambos estão nesse momento aqui perante mim? Perguntou ele com o microfone na mão e o virou para mim.

—Sim. Falei olhando para ele e ele fez o mesmo com o Edward.

—Sim. Respondeu Edward me olhando intensamente.

—Ótimo. Disse ele sorrindo de forma simpática. –Então digam um eu te amo um para o outro. Nesse momento eu gelei, mas por causa dos pais dele eu não faria feio.

—Eu...te...amo. Falei olhando para o Edward um pouco nervosa.

—Eu te amo. Disse ele olhando fixamente para mim e o meu coração se comprimiu em meu peito. Eu sabia que era mentira dele e por ser falso, uma lágrima rolou de meus olhos e eu a sequei com cuidado.

—O que é o amor? Perguntou o homem com sua voz muito bonita e prosseguiu. – O amor é igual doação, compreensão, respeito, companheirismo, zelo, verdade, cumplicidade, mãos dadas, admiração e acima de tudo união. Procurem manter estes pontos na vida de vocês e sejam mais felizes. A maior demonstração de amor está no respeito e afirmo que não há amor verdadeiro sem respeito e é com um bom exemplo do respeito que tudo se constrói e se realiza. Dizem que o respeito é o alicerce de uma relação e mantenham isso no dia-a-dia de vocês. Agora eu os aconselho, que em cada pôr do sol e a cada amanhecer, digam o quanto um é importante na vida do outro. Deixe o seu parceiro ou a sua parceira saber o quanto ela é importante em sua vida e que é valiosa a companhia dela ou dele. Digo isso para os dois refletirem, já que estão aqui hoje, com certeza um significado tem. Concordam?

—Sim. Falei olhando para o Edward.

—Sim. Falou ele me olhando e seu olhar caiu para a minha barriga e depois tornou a focar em meus olhos.

—Saibam compreender um ao outro, uma relação exige isso. Saibam usar palavras sábias no dia-a-dia e sejam humildes um com o outro quando for preciso dizer, “eu estou errado”, “por favor, me perdoe” e “ eu amo você”. Simples palavras, mas com grandes significados. Amar é mesmo bom, melhor ainda é quando somos retribuídos. Não estamos aqui para falar de perdas, muito pelo o contrário, estamos aqui para testemunhar a união de Isabella Swan e Edward Cullen e que sejam intensamente felizes. Mas devo falar que a vida não é um mar de rosas, saibam superar os obstáculos imposto por ela com companheirismo e sabedoria. Muitas vezes perdemos as pessoas que amamos por descuido, desleixo, desamor e porque muitas vezes vamos atrás dos nossos desejos e prazeres momentâneos, destruindo os relacionamentos conquistados e plantados durante meses e até anos. Um minuto de prazer e uma eternidade para se arrepender. Pensem nisso. Pense no seu casamento, pense na sua relação, pense nos frutos dessa união, pense no que você tem semeado e veja o que você pode fazer para reavivar, consertar, voltar atrás, não dar um falso passo, enriquecer e fazer florescer em uma nova dimensão aquele amor que um dia lhe levou a querer estar com essa pessoa até que a morte os separasse. Hoje somos todos testemunhas que Isabella e Edward se amam, por isso estamos todos aqui no dia de hoje que é um dia muito especial para ambos........ Saibam que as palavras ditam por mim e por vocês nesse juramento que irão fazer, são todas elas firmadas nos céus e tem por testemunhas, não só os homens, mas os anjos e o altíssimo que é o nosso Deus. Nada é por acaso e acredito muito nisso. As alianças, por favor. Pediu o juiz de paz.

A pequena patrícia veio até nós um pouco tímida, mas sorriu ao olhar para o primo. Depois retornou para o seu lugar e pude reparar que havia um rapaz ali que eu não conhecia e de porte forte. Ele vestia terno e estava ao lado de Rosalie no altar. Ela era prima de Edward e sorriu para mim.

—Repitam comigo ao colocarem a aliança um no outro. Pediu ele e balançamos a cabeça que sim. Reparei que as alianças era bem grossas e... –Você será a primeira. Continuou o homem.

—Ok. Eu Isabella Swan, aceito-te como o meu esposo, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, amando e respeitando-o até que a morte nos separe. Falei olhando para Edward no momento que ia colocando a aliança no dedo dele e as lágrimas em meus olhos chegaram a me cegar.

—Agora é a sua vez cavalheiro.

—Eu Edward Cullen, aceito-te como a minha esposa, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, amando e respeitando-a até que a morte nos separe.

— De acordo com a vontade de ambos, que cabais de pronunciar perante mim, de vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei, vos declaro casados. Pode beijar a noiva.

Meu coração bateu acelerado nesse momento e as lágrimas rolaram dos meus olhos, era um misto de sensações e confusão dentro do meu ser por parecer tão real. Senti a minha filha mexer e Edward se aproximou de mim, rodeei o pescoço dele para tentar ser convincente e fechei os meus olhos no momento que ele me abraçou. Uma cascata de lágrimas rolou dos meus olhos e abri os mesmos no momento que ele as secou para a minha total surpresa. Edward aproximou o rosto dele do meu e nos beijamos pra valer. O nosso beijo foi muito suave e sem pressa, encostávamos as nossas línguas uma na outra de forma calma e senti o fogo despertar em meu corpo apesar do meu nervosismo estar a mil por hora nesse momento. Ouvimos uma chuva de palmas e assobios, mas ele nunca que parava de me beijar e fui obrigada a ir me afastando aos poucos o olhando. Ele fazia o mesmo e segurou a minha mão de forma delicada. Ambas as alianças brilhavam em nosso dedo, principalmente a minha que havia alguns brilhantes bem pequenininhos.

.

Assinamos no livro do juiz de paz e o meu nome teria Cullen no final a partir daquele momento. Edward assinou o nome dele e descobri que os nossos padrinhos seriam Rosalie e o rapaz forte que estava no altar, ele era um desconhecido para mim.

Chegou à hora de sairmos e o juiz de paz veio nos cumprimentar formalmente desejando a nossa felicidade. O câmera mam pediu para nos posicionarmos e ele foi andando de costas ao nos filmar saindo do recinto. Eu e Edward estávamos de mãos dadas e eu sentia a minha mão tremendo um pouco, até ele percebeu isso e me olhou. Continuamos a andar rumo a saída e quando chegamos próxima a ela, o câmera mam parou de nos filmar. A moça que julguei ser a cerimônialista pediu que seguíssemos a direita rumo a pequena conexão que tinha do salão com o local da cerimônia. Seriamos cumprimentados pelos convidados ali e tudo ali parecia mágico.

Os primeiros a nos cumprimentar foram os pais de Edward. Carlisle me abraçou bem apertado e me deu um beijo na testa.

—Agora sim eu vou intensificar a minha rezas e pedir que tudo mude. Por mais que pareça um pouco difícil, a fé remove montanhas. Desejo a felicidade dos dois e vou saber respeitar o seu momento minha querida.

— Obrigado Carlisle. Falei sorrindo levemente.

—AH! Minha querida filha e filho. Disse Esme estando muito emocionada e isso me trouxeram as lágrimas, ela não podia ver esse momento que bem ou mal era do filho dela. A abracei forte e falei estando bem emocionada, chegando até a soluçar um pouco.

—Eu sinto muito mesmo Esme.

—Não há o porquê querida e saiba que estou imensamente feliz por tê-la ao nosso lado. Um dia vai poder me compreender e não passarei por cima dos seus sentimentos.

—Tudo bem.

Eles se foram sorrindo e Esme segurava no braço do marido. Sequei a seguinte lágrima que rolou ao olhá-la se afastando e evitei olhar para o meu......marido. Com isso dona Ana veio nos cumprimentar.

—Felicidades meus queridos. Disse ela abraçando eu e Edward ao mesmo tempo. –Tenho a absoluta certeza que vai dar certo, mas às vezes precisamos tropeçar primeiro para amadurecer. Só depende de vocês e de mais ninguém. Estarei na primeira fila da torcida. Disse ela sorrindo e se foi, ela não sabia do nosso drama eu pensava. Esse tipo de comportamento era bem exótico e desconhecido para mim.

Alice se aproximou com os pais dela e fomos cumprimentados por eles normalmente, mas ganhei uma olhada da mãe dela e a mesma tornou a se aproximar de mim.

—Pode ser que eu esteja enganada. Disse ela normalmente e abriu um pequeno sorriso. –Ele é o meu sobrinho. Disse ela me olhando. —Agora tem um bebê a caminho, pensem nisso. Disse ela nos olhando e se foi com o marido após nos cumprimentar.

Alice nos cumprimentou com um abraço.

—Desejo que se deem bem, é só isso que eu peço, ao invés de ficarem um acusando o outro como sei que acontece todo o dia. Nunca fui a favor com o que o meu primo faz e nem fui no momento que você bem sabe. Se eu ajo dessa forma, é porque eu consigo sentir a essência de cada um de vocês. Talvez esteja cedo para desejar a felicidade, mas isso só quem poderá fazer acontecer é vocês se for mesmo possível. O bebê não tem culpa, sei que você também não tem culpa, apesar de Edward prega o contrário. Se respeitem, é isso que eu imploro. Não estarei aqui para apoiar os erros, mas para oferecer uma palavra amiga a vocês.

—Você mentiu para mim Alice. Após eu falar, ela ficou pensativa, mas depois sorriu ao entender.

—Se eu falasse como seria realmente, eu sabia que você não ia querer. Desculpe se tenho o espírito festeiro.

—Não, tudo bem. Falei recebendo um abraço dela e ela se foi sorrindo.

O rapaz o qual eu vi no altar se aproximou junto de Rosalie e mais dois casais que julguei serem parentes deles.

—Foi uma honra ser o seu padrinho e valeu pelo convite Edward.

—O prazer é nosso. Disse Edward me olhando. –Isabella, esse aqui é Emmett um amigão meu.

—Prazer e felicidades Isabella. Que noiva linda camarada e vai ser papai ainda por cima! Disse ele sorrindo e seus olhos azuis reluziam. -É com todo respeito, claro. Disse ele sorrindo e Rosalie também sorriu.

—Obrigado pelo elogio e o prazer é todo meu. Falei no momento que recebi um abraço apertado dele e ele se afastou sorrindo.

—Esses são os meus pais.

—Felicidades mocinha. Falou uma moça elegante me cumprimentando.

—Obrigado.

—Desejo o mesmo. Falou o pai de Emmett e sorri.

—Felicidades bella. Disse Rosalie me abraçando. –Está bem grande. Disse ela acariciando a minha barriga. –Alice não para de falar na afilhada e tem milhares de planos. Vê só?

—Alice é ansiosa. Falei sorrindo.

—Demais. Falou ela sorrindo também.

—Os meus pais você já conhece desde da recepção do ano novo lá na casa da Esme.

—Sim.

—Desejo muitas felicidades ao casal e sorte para o bebê que está a caminho. Disse a mãe de Rosalie.

—Obrigado. Eu e Edward a agradecemos ao mesmo tempo e sorrimos.

—Felicidades filho. Falou o pai de Rosalie abraçando o Edward. –Felicidade filha. Disse ele vindo me abraçar.

—Obrigado. Falei de forma gentil.

—O que precisarem, estamos aí.

—Obrigado. Falou Edward e eu fiz o mesmo. Eles se foram.

A família da nossa dama de honra se aproximaram e Patrícia tinha outra irmã maiorzinha. Devia ter seus doze anos e a mãe dela era loirinha. O pai era alto e de porte elegante. A mãe se chama Patrícia também e o marido se chamava Valentino. Ambos muitos simpáticos e pelo visto as garotinhas eram fã de Edward. Eu reparava o carinho que um tinha com o outro.

Os pais de Max vieram nos cumprimentar e ele não compareceu ao casamento, talvez para evitar me olhar ou por estar extremamente magoado comigo ainda. Deixei uma lágrima rolar ao abraçar a mãe dele e a mesma me falou.

—Meu filho desejou felicidades. Disse ela nos olhando e focou em mim. –Ele não pode vir por estar viajando a trabalho.

—Diga que eu desejo o mesmo para ele. Falei secando as minhas lágrimas e Edward me olhou.

—Ok mocinha e tudo de bom querido.

—Obrigado. Disse Edward.

Eles se foram e as demais pessoas vieram nos cumprimentar. Uma que era muito especial para mim que era Mary, ela estava ali vestida para arrasar. Ela se aproximou junto de Victória que também não estava nada mal, eu a reparava em um vestido vinho.

—Felicidades patroinha. Falou Mary me abraçando, havia várias pessoas a nossa volta e só cabia ela a me desejar isso mesmo.

—Obrigado Mary, saiba que está um arraso!

—Gostou?

—Sim.

—Foi à senhorita Alice quem me deu. Disse ela toda prosa e sorrimos. –Felicidades patrãozinho. Disse ela um pouco sem jeito e o cumprimentou.

—Obrigado. Falou Edward de forma simples e sorriu.

—Desejo tudo de bom e felicidades. Falou Victória me cumprimentando.

—Obrigado. Falei olhando para ela e sorri levemente sem ser deselegante.

—Desejo o mesmo patrão. Disse ela o cumprimentando sorrindo e Edward fez o mesmo. Eu os olhei e olhei para Mary.

—Estamos indo curtir a festa. Disse Mary empolgada e andando com o lindo sapato scarpin.

—Se divirta então. A aconselhei e elas se foram sorrindo.

Era tanta gente e Edward foi me apresentando uma por uma, havia muitos familiares dele ali presente e amigos que julguei íntimos pelo grau de intimidade. Todas bem gentis e desejavam sorte para a nossa filha. Reparei que eles convidaram bastante gente e eu duvidava que tivesse apenas cem pessoas ali. Todas bem vestidas, eu os reparava e me recordei dos meus pais quando não havia mais ninguém para nos cumprimentar. Olhei para Edward e a câmera nos filmava a todo o momento, eu estava sem expressão nesse momento por ter me casado e justamente com aquele que bem ou mal provocou a morte dos meus pais. Os únicos que eu tinha como apoio e que acima de tudo me amavam. Vendo a confusão em meu rosto, Edward veio até a mim e me beijou, mas me afastei de forma sutil e o olhei.

—Não precisamos fazer isso o tempo inteiro. Falei baixinho e sem demonstrar raiva com um sorriso no rosto.

—Já fizemos. Disse ele me olhando intensamente. –Pintou o cabelo. Disse ele, mas não em tom de pergunta, era com se me reparasse.

—Foi a Alice quem decidiu tudo.

—Não duvido. Disse ele olhando em meus olhos e fomos interrompidos pela cerimônialista.

—Vamos para a festa pombinhos. Disse ela sorrindo e ajeitou a calda do meu vestido, depois ela pegou o meu buquê e o guardaria para me deixar mais à vontade.

Uma canção doce preenchia o local.

Fomos andando de mãos dadas pelo extenso corredor ouvindo a doce canção, mas ao me deparar com o salão quando paramos na porta do mesmo, eu fiquei surpresa. Os doces, o bolo, tudo de bom gosto. Estava tudo tão lindo e fiquei sem palavras. A canção que tocava era suave e bem romântica reparando bem a letra. Ao entrarmos todos bateram palmas e sorri levemente, olhei para Edward e ele também olhava para mim, ao olhar novamente para os convidados ele sorriu. Fiz o mesmo.

Fomos passando pelas mesas devagar e depois servimos de cobaia para o fotografo. Tiramos muitas fotos, inclusive com os familiares de Edward. Ficaria tudo registrado e por um lado foi bem divertido, Emmett era bem engraçado e me fazia rir bastante durante as fotos. Depois que tiramos as fotos com os familiares, todos retornaram as suas mesas.

Fomos para o imenso jardim e tiramos fotos abraçados, depois tiramos nos beijando e de todas as formas possíveis para ficar bem romântico. Tiramos fotos perto da piscina que estava toda enfeitada com velinhas flutuantes de coração e Edward a pedido do fotografo, ele se agachou e beijou a minha barriga. Fiquei perdida em pensamentos no momento que ele se levantou e ficou me olhando, eu só o observava e ele a mim a todo o instante. Eu estava um pouco perdida, por ter que atuar tão bem e Edward parecia estar tão relaxado. Acho que eu estava tensa demais ou pirando mesmo.

O fotografo pediu pra Edward me abraçar por trás e entrelaçamos os nossos dedos, depois virei levemente o meu rosto para trás e Edward me deu um selinho. Senti o flash nos atingir e ficaria uma foto bonita.

—Pronto, darei um alivio para vocês. Falou o fotografo sorrindo.

—Ok. Falei sorrindo também e um pouco aliviada. Nos beijamos tanto, que quem olhasse pensava que era mesmo verdade.

—Sem problemas. Falou Edward me olhando e fugi do olhar dele. Eu estava um pouco sem jeito e envergonhada.

Voltamos para o interior do salão e olhei para o Edward.

—Preciso ir ao banheiro. Falei não o encarando, eu estava cansada com toda aquela encenação falsa.

—Ao banheiro? Perguntou ele me fazendo olhar para ele ao segurar com a mão livre o meu rosto.

—É. Falei afirmando com a minha cabeça e soltei as nossas mãos.

—Já está louca para fugir? Perguntou ele olhando para a minha mão após eu desprender a minha da dele.

—Irei apenas ao banheiro.

—Ok. Falarei com a Alice para acompanhá-la.

—Vou precisar mesmo.

Fomos até a mesa dos Cullens de mãos dadas.

—Alice, ela precisa da sua ajuda para ir se aliviar.

—Ok. Falou Alice se levantando da cadeira e veio na minha direção. -Vamos?

—Vamos. Falei a acompanhando e Edward nos acompanhou, eu estava um pouco faminta já.

Caminhamos entre as mesas e as pessoas sorriam de forma gentil ao nos ver passando. Entramos em uma porta e seguimos pelo corredor, ao pararmos em frente à porta do banheiro feminino.

—Vou aguardá-las aqui.

—Pode ir dar uma volta Edward, vá conversar com os seus amigos se quiser. Sugeri.

—Ficarei aqui a aguardando e não se fala mais nisso. Disse ele cruzando os braços parecendo àquelas crianças malcriada.

—Vamos bella? Chamou-me Alice.

—É, é melhor mesmo.

Entramos no banheiro e antes da porta principal se fechar, eu o olhei. Fui até uma das cabines que era a maior e Alice me ajudou a suspender o vestido, pois sozinha seria impossível. Arriei a minha calcinha e me agachei, eu não me sentaria em um vaso público e me aliviei com vontade. Até Alice sorriu com a minha demora.

—Não deboche, quando engravidar verá como é ficar enjoada, mijona, desejosa e com os hormônios a flor da pele. Falei sorrindo e ela também sorriu.

Asseei-me e dei descarga, depois fui até a pia e lavei as minhas mãos. Alice retirou o batom do meio do seio e o passou em mim por ser da mesma cor. Eu estava mesmo bonita, eu me reparava perante o espelho e o cabelo escuro mudou e muito o meu visual.

Saímos do recinto e Edward nos aguardava, ao me ver ele veio até a mim e segurou em minha mão.

—Não há necessidade de ficarmos grudados o tempo inteiro. Falei de forma educada.

—Tudo, menos isso hoje gente! Falou Alice chateada.

—Seu primo está um grude Alice, isso que estamos vivendo é uma mentira. Sinto-me mal por estar mentindo para tanta gente.

—Apenas sinta bella. Disse ela me olhando e olhou para o primo. –Estou indo.

—Ta, tudo bem. Após eu falar, eu fiquei olhando ela se afastar.

—Não se comporte mal.

—Não estou, estou me saindo até bem demais em ter que atuar Edward. Sei que nunca ficará satisfeito com as minhas ações! Falei de forma simples.

—Estou falando algo desse tipo nesse momento?

—Não, mas não precisa ficar fingindo o tempo todo. Não se cansa?

—É normal, somos marido e mulher agora. Aja como uma porque bem ou mal eu estou fazendo a minha parte.

—Não iremos brigar agora Edward.

—Estou evitando, mas você com as suas ações torna tudo mais difícil Isabella.

Fui andando na frente e ele me alcançou, sem hesitar ele segurou na minha mão e me fez olhar para ele. Edward sem hesitar me beijou, tentei me esquivar, mas eu acabei o beijando também. Nossas bocas eram como dois ímãs quando se contemplavam. Ele beijava muito, muito bem.

.

.

2min e ½ depois.

Eu estava bem confusa com esse ato dele e me afastei para respirar, mas ao olhar para o lado eu me deparo com Bernadete mãe de Alice nos olhando. Não a ouvimos se aproximar, na verdade nem percebemos por causa do beijo que foi........ Intenso.

—É melhor voltarmos. Falei passando por ela sem jeito.

—Oi tia. Escutei Edward falando com ela e veio atrás de mim.

Continuei andando pelo corredor e Edward segurou na minha mão, mas eu o olhei e parei.

—Não permito que brinque comigo. Falei de forma séria e normalmente.

—Você é bem estranha. Beijar na boca é normal.

—Pra você, mas para mim não!

—Vamos voltar para a festa. Disse ele me puxando e comecei a segui-lo.

—Preciso comer algo, estou faminta.

—Não sei como não falou isso há mais tempo.

—Estou com um bebê na barriga.

—Já sei disso, fui eu quem a colocou aí dentro.

—Não precisamos de detalhes, agora vamos logo.

Passamos pelas mesas e um garçom me serviu um tartelete com recheio de provolone e erva, estava divino e derretendo na boca. Aproveitei para pegar outro salgadinho e o da vez foi uma trouxinha de camarão. Quando eu terminei de comer, Edward colocou a mão na minha cintura e fomos para a mesa dos pais dele nos sentar. Estavam todos lá conversando bem animados.

—O que achou da festa filha? Perguntou Esme que estava sentada ao meu lado.

—Está tudo muito lindo. Falei segurando na mão dela. –Uma festa e tanto senhora Cullen.

—Eu já sabia que iria gostar. Falou Alice sorrindo levemente.

—A festa está mesmo linda, os convidados estão apreciando e o melhor de tudo é que eles estão sendo bem servidos. Falou Bernadete. –Os canapés estão maravilhosos e o carpaccio de salmão nem se fala.

—Que bom! Falou Esme sorrindo. –Minha sobrinha soube escolher bem o Buffet.

—Minha filha puxou o gosto refinado da tia e da mãe, claro.

—Tenho que admitir que é verdade. Falou Alice sorrindo e eu também sorri. Longe da casca grossa Alice era uma pessoa legal. Eu pensava naquele momento e mil coisas me vieram à cabeça, acabei me desligando deles sem querer.

Lembrei dos meus amigos e no meu casamento que um dia eu desejei ser de verdade, era óbvio que eu queria que os meus amigos estivessem presentes. Primeiro Ângela ficaria decepcionada comigo e segundo, o jake nem se fala por eu ter me casado com esta pessoa depois de tudo que aconteceu conosco. Eu nem sei se ele iria querer continuar sendo o meu amigo depois de hoje. Eu sentia o carinho dos pais de Edward e de alguns ali que me tratavam bem, mas eu sentia que faltava algo em minha vida. Eu sentia um vazio imenso em meu coração por ser tudo falso.

Fechei os meus olhos por breves segundos e tornei a abri-los, olhei em volta e os outros continuavam conversando não notando a minha divagação. O garçom tornou a nos servi e comi estando absorta demais, mas despertei.

Vi alguns casais dançando na pista de dança mais ao fundo e a canção que tocava era bem envolvente. Continuei comendo e bebi um drink sem conter álcool. Estava tudo maravilhoso como afirmou a mãe de Alice e olhei a aliança em meu dedo, isso era estranho para mim e fiquei olhando-a em meu dedo perdida em pensamentos. Depois olhei para o meu dedo anelar direito e ali estava o novo anel que jake me deu com o pingente de menininha cheio de diamantes. Passei o dedo sobre ele o observando e me lembrei das minhas aventuras com jake, ele era tão animado e eu sentia saudades de animação em minha vida. Sei que nem tão cedo Edward permitiria que eu voltasse a Solares e mesmo muito jovem, eu teria que me acostumar com o casamento. Sem contar que agora eu era casada e bem ou mal isso me fazia sentir um pouco diferente. Eu não sabia explicar e poderia ser coisas da minha cabeça. Continuei olhando para o anel que jake me deu e...

—Algo para se preocupar? Perguntou Edward do meu outro lado me olhando e olhou para o meu anel tão reluzente em meu dedo por causa dos diamantes.

—Não. Falei negando com a minha cabeça e olhando para ele.

Alguns parentes deles se aproximaram da mesa e ficaram conversando, o assunto fluía entre eles e eu falava quando me perguntavam algo. Os tratei com muita gentileza e pareceram gostarem mesmo de mim.

Edward pediu licença para se retirar da mesa e foi conversar com um grupinho de rapazes, esses os quais reconheci por estarem presentes na festa de aniversário da amiga de Edward. Inclusive ela estava presente com o noivo e os pais dela.

Edward conversava empolgado com eles e sorria muito, eu o reparava. Senti mais uma vez a minha filha mexendo e dessa vez chegou a me incomodar. Coloquei a mão em minha barriga e parecia que ela havia se esticado bastante dentro de mim.

Peguei a minha taça contendo o meu drink e pedi licença para me retirar da mesa, eu iria até lá fora tomar um ar. Fui na direção contrária a que estava Edward e sorria vez ou outra para os convidados, eram pessoas gentis. Saí do salão, e após andar um bom pedaço eu fiquei observando o jardim todo iluminado. Sem pestanejar eu fui caminhando e parei perto de um banco de madeira enfeitado de flores, a lua estava linda e o céu todo estrelado.

Bebi um pouco do meu drink e senti mais uma vez a minha filha mexendo, dessa vez bem mais suave, acho que ela acordou e estava fazendo estripulias dentro de mim. Sorri por causa disso e fiquei acariciando a minha barriga com a minha mão livre.

Pensei novamente na festa e Alice era mesmo louca, faço ideia do quanto que o bolso de Edward sofreu já que foi ele quem pagou tudo. Sem contar que eu também achei as palavras do juiz de paz bonitas, mas não se encaixava na nossa real situação. Eu me sentia uma mentirosa da pior espécie e deixei as minhas lágrimas rolarem. Depois eu as sequei com cuidado e decidi entrar, pegaria um pouco mal o meu afastamento e me virei, havia dois seguranças ali me olhando. Fausto e Lima estavam na minha cola.

—Não irei fugir. Falei normalmente.

—Não falamos nada patroa.

—Conheço a atitude de vocês e sei que ele ordenou para que ficassem de olho em mim.

—Seguimos ordens.

—Tudo bem e deixa pra lá. Não se acanhem e quando der, comam algo. Há tanto na festa.

—Pode deixar. Falou Lima de forma até gentil e passei por eles, ao longe Edward nos filmava.

Fui andando devagar indo na direção dele e ao passar ao lado dele, ele me segurou sem colocar força ou me machucar.

—Algum problema?

—Não nenhum.

—Por que os seguranças estavam te rodeando?

—A seu pedido, mas deixei claro que eu não estava querendo fugir. Só vim tomar um ar, encenar a horas está me deixando mal. Desculpe se não sou igual a você.

—Já vai começar a me ofender?

—Você faz o mesmo e quase o tempo todo. Falei normalmente e continuamos assim.

—Não a insultei hoje!

—Hoje não porque precisamos encenar.

—É o nosso casamento Isabella.

—De mentira!

—Que seja, mas no papel e pela lei é bem de verdade. Se acostume e teremos uma filha juntos, não deixa de ser minha também e você bem sabe disso.

—Lembro-me que você não a queria e jogava na minha cara que eu havia feito o bebê com o jake.

—Isso não é novidade para mim. Já esqueceu que você estava dando bola para outros homens depois de mim? Não me esqueci do que eu vi lá naquela boate, os dois estava se agarrando.

—Vai jogar na minha cara agora e sempre que se lembrar?

—Não pretendia, mas você me obriga a tomar certas atitudes! Meu carro está lá consertando e por sua causa!

—Fiz isso por você sempre me diminuir por causa das suas vadias. Sem contar que não me esqueci o tipo de coisa que você anda fazendo. Por mais que os meus pais fossem traficantes sem eu saber, ter amigos que faziam o uso dessa coisa, eu nunca cheguei perto. Agora você que se julga o correto deu para esse tipo de coisa!

—Pelo amor de Deus Isabella, hoje não é um dia apropriado para falarmos a respeito disso.

—Pode acabar influenciando no nosso teatro, não me esqueci disso.

—Não vou ficar aqui dando ouvidos a você. Falou ele saindo de perto de mim e entrou estando visivelmente p#* da vida comigo.

Senti que as minhas lágrimas queriam vir, tive que dar um tempo ali fora as secando e por sorte não havia convidados, apenas os seguranças de Edward e do salão andando pelo jardim.

Deixei os soluços saírem e estava difícil me controlar, aquela mentira estava acabando comigo e ele parecia nem ligar. Agia normalmente e não se importava com os meus sentimentos.

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15min depois.

Consegui me recuperar depois de muito custo e resolvi entrar. Caminhei devagar e abri a porta, algumas pessoas me olharam, mas não sabiam como eu estava me sentindo realmente. Eu sorria e não deixava transparecer.

Olhei em volta e vi Edward com um copo de bebida na mão estando conversando com os amigos dele, mas ao me ver, ele continuou conversando normalmente e era como se eu não estivesse ali. Sem querer essa atitude dele me deixou mal e me sentei novamente ao lado de Esme. Preferi comer a falar algo, acho que ninguém percebeu ou foram discretos demais em não comentar. Acredito que ninguém percebeu mesmo.

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Os minutos se passavam e a festa rolava maravilhosamente bem. Alice me olhava vez ou outra e Edward tornou a se sentar ao meu lado. Ele pegou outro drinque para beber e eu o olhei, ele sabia que eu o reprovava, mas finalmente me toquei que eu não tinha nada a ver com as atitudes dele e deixei pra lá.

A janta foi servida acompanhada de vinho branco. O champanhe não parava nunca de ser servido também e todos levantaram a taça em cumprimento ao nosso casamento, sorri olhando para os convidados levantando a minha taça com drink e Edward me deu um selinho. Ele se afastou breve demais e começamos a comer.

Eu já estava um pouco saciada por comer as besteirinhas servidas antes e fui comendo devagar. Quando terminamos, eu recusei a sobremesa. Havia três tipos diferentes de doces e algumas pessoas rejeitaram por estarem saciadas também. Acho que exageraram nos quitutes fino.

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Um tempo depois o Dj animou a pista de dança e o pessoal foi queimar a caloria ingerida, estava bem animado. Alice se acabava na pista de dança com um dos primos e o ritmo do momento era hip hop. Eu sorria bastante olhando para eles e agitava um pouco o meu corpo na cadeira ao som contagiante. Nesse momento Patrícia veio até Edward e o mesmo a abraçou sorrindo, sendo que o olhar dela caiu sobre a minha barriga novamente.

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—Mamãe disse que tem um bebê aí ô. Disse ela apontando para a minha barriga.

—É sim. Falei sorrindo.

—Mamãe falou que vocês vão se papai e mamãe. Após ela falar, todos a mesa sorriram pelo tom bem infantil da voz dela.

—Você está certa. Falei sorrindo.

—Hum! Fez ela olhando para o primo e depois olhou para mim.

Reparei que Mary estava quietinha na dela na mesa ao lado e fui até lá, já Victória dançava à vontade na pista de dança. Ao me sentar ao lado de Mary.

—Desanimada amiga? Perguntei sorrindo.

—Um pouco cansada, foi uma correria só lá na mansão hoje.

—Faço ideia. Falei olhando para ela e depois olhei na direção da pista de dança. —Victória está se acabando.

—Estou vendo. Disse ela olhando para a pista de dança também e olhou para mim. –Está muito bonita amiga, juro que fiquei surpresa ao te ver entrando na igreja e perguntei. Aquela é a mesma Isabella que eu conheço?

—Gostou?

—O loiro te deixava uma boneca e o cabelo escuro, te deixou bem mais madura apesar da pouca idade. Está muito diferente e não faz ideia o quanto seus olhos estão brilhando. Digo brilhar pelo contraste do cabelo, já não sei pelo casamento. Está perfeita e não duvido nada que o patrãozinho ficará ainda mais ciumento.

—Dezoito anos amiga e já estou casada. Falei mudando de assunto e ela sorriu.

—Estou vendo. Apesar do seu sorriso perante os outros, eu a sinto tão longe.

—Se fosse em outra ocasião, eu gostaria que os meus amigos estivessem presentes em meu casamento já que me restaram apenas eles. Aqui é cem por cento amigos da família e parentes dos Cullens. É como eu sentisse um vazio aqui em meu coração por causa disso. É um pouco envergonhoso por eu não ter ninguém do meu lado familiar, mas eles parecem nem ligar.

—Não sou insensível para não a entender, mas você é da família agora. Acho que sente falta é de amor e carinho. Nós mulheres damos muito valor a esse lado romântico, ainda mais você que antes tinha um namorado que a paparicava. Tinha a companhia dos seus pais que pelo visto a protegia com unhas e dentes, mesmo que você não se desse conta do porquê. Então amiga, do nada tudo desmoronou e você ficou sozinha, passou por coisas do arco da velha e ter que se casar assim do nada, é muita informação. Isso se chama carência. Por isso você vivia indo para Solares, lá você tem a pessoa que te diverte, te dá carinho, mimos. Sei que vai sentir falta disso, mas é o que eu te falei, só você é capaz de mudá-lo.

—Fala do Edward, não é?

—Sim, do patrãozinho.

—Não vejo como isso acontecer.

—Pense bem, pelo menos para garantir um convívio melhor e muitas queriam estar no seu lugar.

—Há coisas que me incomoda no momento e ele sabe o quê.

—Só com diálogo que é possível fazer acontecer.

—Tem razão, mas quem me ama de verdade está bem longe, mas não há mais o que fazer.

—Agora é vida nova amiga e você tem de tudo agora.

—É né. Agora me responda uma coisa Mary.

—O quê?

—Está dando muito na pinta que eu e Edward somos um casal de faz de conta? Perguntei ainda mais baixinho.

—Com todos aqueles beijos, não mesmo. Fala isso por não terem disciplina e paciência ao falarem um com o outro.

—Isso é verdade. Falei pensativa.

—Esqueça essas coisas por hoje e relaxe mais um pouco. A festa está linda e tudo do bom e do melhor para você. Mesmo que seja loucura, Alice e Esme quiseram deixar o momento especial. É de coração.

—Sei disso, mas é pura mentira Mary.

—Apenas relaxe.

—Já estive pior, mal conseguia andar quando eu cheguei por estar com as minhas pernas tremendo. Após eu falar, Mary sorriu pra valer.

—É sério?

—Feito vara verde, mas já passou.

—Tadinha. Falou Mary parando de sorrir.

—Vai para a mansão depois daqui né?

—Sim. Sebastian irá me levar e a Victória também.

—Ela é prestativa, mas sei lá.

—Cismou com ela bella.

—Não é cisma não sabe. Acho que iremos para a mansão também depois daqui.

—Acha que irão passar a lua de mel lá?

—Que lua de mel Mary? Você só pode estar delirando.

—Desculpe, mas é o que eu acho. Outra em seu lugar aproveitaria.

—Eu sou diferente.

—Sei disso. Falou ela sorrindo.

—Vou voltar para a mesa dos Cullens.

—Agora você também é uma Cullen.

—Estou tentando me acostuma. Depois nos falamos mais.

—Ok.

Levantei da cadeira com cuidado e tornei a me sentar ao lado de Edward, nesse momento ele conversava com a tia. A prima dele já estava com os pais dela novamente e havia pouca criança na festa, reparei.

Alice tornou a se sentar e sorria bastante ao conversar com o primo chamado Santiago, ele que era o seu par na dança. Depois ela olhou para mim.

—Não quer dançar?

—Estou um pouco cansada Alice. O sapato está exigindo um pouco de mim. Menti.

—Está apertado?

—Não, está perfeito, mas acho que a gravidez me deixou um pouco lenta.

—To vendo.

Continuamos a conversar, mas nada que se referia eu e Edward. Até que me distraí um pouco mais com a Alice, com a Esme que depois começou a conversar com a gente e nisso os minutos voavam, eles nunca que paravam. Reparei também que em casamentos as pessoas costumavam dar presentes e eu não vi um sequer, ou até mesmo chegando lá na mansão durante a semana. Talvez eles colocaram no convite que não era preciso, os Cullens tinham de tudo mesmo e eu continuaria morando lá com eles.

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UM TEMPO DEPOIS.

Chegou à hora da valsa e todos ficaram em volta da pista para nos ver dançar, confesso que fiquei um pouco envergonhada, aliás, muito envergonhada. Eu não era tão envergonhada assim e estava com raiva de mim mesma por estar me sentindo acanhada. Edward até que dançava bem e eu estava me saindo bem também, então menos mal. Pior seria se eu caísse, mas Edward estava me conduzindo de forma tranquila. O nosso ritmo estava sincronizado e eu via a chuva de flashes sobre nós. Sorri por causa disso e balancei a minha cabeça que não levemente, era uma loucura o que eu estava vivendo. Ele segurava a minha mão e ia me conduzindo pra lá e pra cá, eu o olhava e ele fazia o mesmo, mas eu interrompia o nosso olhar por isso me deixar bem incomodada. A forma que ele olhava para mim, parecia que ele invadia a minha alma através dos meus olhos e isso me deixava desconcertada por eu não saber o que poderia estar se passando pela cabeça dele.

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Depois foi a vez de Carlisle dançar comigo e ele dançava de forma elegante, fluiu a nossa dança e foi bem legal. Emmett também teve a vez dele comigo e nesse momento Edward dançava com a mãe dele, ela foi perfeita apesar de não enxergar e Edward a conduzia todo cuidadoso. Depois foi a vez de Rosalie dançar com o primo e novamente Edward veio dançar comigo.

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Quando a música acabou, ele simplesmente me beijou suavemente e uma chuva de flu, flu de corações vermelho caiu sobre nós. Surpresa com essa novidade, nós nos afastamos nos olhando, todos bateram palmas e sorrimos. Os flashes não paravam de nos atingir.

Alice se aproximou de nós e disse que estava na hora de cortar o bolo. Fomos andando até a mesa que estava um pouco distante e o fotógrafo começou a nos dar dicas de poses para a foto.

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...........................................................(No mesmo instante)

Madrugada de domingo, 09 de março.

1h da manhã.

Antes da seção de fotos se repetir, um champanhe rose foi estourada e brindamos com a taça, essa foi a primeira foto. A segunda foi entrelaçando os nossos braços e eu tirei uma casquinha ao beber só um golinho. Edward olhou para mim e tive que sorrir.

—Foi só um pouquinho. Falei dando a taça para a Alice.

—Está abusando.

A terceira foto nós fingimos que iríamos cortar o bolo junto e o flash foi disparado. O garçom cortou dois pedaços do bolo e demos um pedaço na boca do outro ao mesmo tempo, fazendo isso, mais um flash foi disparado. Comi devagar o bolo, estava uma delícia e peguei mais um pedacinho, mas dessa vez do meu pratinho. Edward se aproximou de mim e me beijou, sem poder negar eu também o beijei e o sabor doce em nossas bocas deixou tudo ainda melhor. Ele não parava o beijo e isso mexeu comigo internamente, a forma intensa que ele me beijava foi me deixando sem ar e eu sabia que estavam tirando foto de nós.

—Edward. Falei tentando me afastar, isso me causou vergonha. –Há pessoas olhando.

—Sei disso. Disse ele se afastando e me olhou, eu estava um pouco ofegante.

Nos afastamos da mesa e fomos nos sentar. Eu ainda comia o meu bolo e os docinhos foram servidos. Deliciei-me na trufa de damasco e na de morando, para falar a verdade estavam todos bons. Todos comiam e aceitei mais um pedaço do bolo, eu parecia formiga e estava tão apetitoso, os outros em volta da mesa me olhavam comendo cheia de desejo e tirei o garfo da boca parando de comer os olhando um pouco sem jeito.

—Isso tudo é desejo? Perguntou-me Alice.

—O pior de tudo é comer e não me contentar com apenas um. Estão uma delícia Alice.

—Está muito bom, aliás, deliciosos.

Eles sorriram e eu também. Olhei para a mesa de Mary e a minha amiga estava comendo também, dei um tchauzinho para ela e a mesma sorriu. Victória a acompanhava a mesa e as duas estavam conversando normalmente.

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Um tempinho depois.

As pessoas continuavam dançando na pista estando bem animadas e eu as observava mordendo um pedaço do meu pão de mel com um coração de chocolate em cima.

—Hum! Eu fiz ao mastigá-lo e olhei para o doce.

—Está sujo aqui. Disse Edward tirando um resquício de chocolate do canto da minha boca e levou até a boca dele.

Fiquei o olhando e peguei o guardanapo para limpar a minha boca. Bebi um pouco de água e me deu vontade de ir ao banheiro outra vez. Eu daria o meu jeito dessa vez e não iria incomodar a Alice que nesse momento conversava com alguns primos dela. Pedi licença ao me levantar da cadeira e fui caminhando a passos largos, passei por várias mesas e entrei no corredor dos banheiros. Entrei no banheiro feminino e fui para a cabine maior, a mesma que eu havia ido antes e tentei dar o meu jeito, mas o vestido e a minha barriga não estavam facilitando, eu precisava de ajuda. Inconformada eu me ajeitei e saí da cabine, caminhei pelo banheiro e abri a porta do mesmo, mas tive uma surpresa ao ver Edward parado ali.

—O que faz aí parado?

—Não posso?

—Claro que sim. .......Está me vigiando?

—E se eu dissesse que sim?

—Não vejo o porquê e o salão está cercado de seguranças. Não pretendo fugir Edward.

—Há várias razões para se vigiar uma pessoa.

—Qual é o seu motivo então?

—Por que entrou e saiu do banheiro?

—Não consigo me aliviar sozinha, o vestido atrapalha e a minha barriga não ajuda.

—Por que não chamou a Alice ou a minha tia?

—Sua tia não, eu sei que ela não vai muito com a minha cara.

—Chamasse a Mary, não adianta esconder porque eu sei que as duas são cúmplices das suas artes manhas.

—Está enganado. Falei dando as costas para ele. –Mary é gentil comigo, o que é bem diferente de algumas pessoas.

—Pode jogar verde, eu não ligo mesmo. Sabe muito bem que você não é flor que se cheira.

—Pode voltar para o seu lugar Edward.

—Já que eu estou aqui, irei quebrar o seu galho.

—Não preciso. Até porque é um banheiro de damas apenas e homens não entram.

—Não estou vendo ninguém aqui, além do mais eu já vi tudo aí mesmo. Sei perfeitamente como é o seu corpo nu e eu descreveria cada curva se me pedisse. Já esqueceu que eu te falei que sou um homem observador?

—Não precisa, faço outra hora. Falei passando por ele e o mesmo me segurou.

—Pare de bobeira, pare de bancar a infantil. Se comporte como uma mulher madura e casada!

—Não gosto que me chame de criança Edward.

—Age como uma. É um milagre eu estou sendo prestativo até.

—Então guarde o seu lado prestativo para você!

—Iremos ao banheiro agora. Disse ele me puxando e não tive chance de recusar.

Entramos no recinto e Edward trancou a porta. Imediatamente ele me levou para a mesma cabine que eu estive antes e ele mesmo fechou a porta.

—Como faremos? Perguntei um pouco chateada.

—Vou levantar o seu vestido e você desça a sua peça íntima.

—Tudo bem. Falei o olhando e achei uma bobeira o meu coração está disparado à toa.

Edward levantou o meu vestido e eu abaixei a minha calcinha, dei alguns passos para trás e me agachei com cuidado. Comecei a me aliviar dando graças a Deus e evitei olhá-lo, eu estava demorando e ainda faltava era líquido para sair do meu corpo.

Quando eu terminei, Edward me ofereceu o papel e me asseei com cuidado. Joguei o papel na lixeira e suspendi a minha calcinha, dei três passos para a frente e Edward largou o meu vestido. O ajeitei e saímos da cabine, lavei as minhas mãos e Edward foi abrir a porta do banheiro, por sorte não havia ninguém e saímos.

—Estou zangada demais para o agradecer.

—Guarde para você. Disse ele se afastando um pouco mais e voltamos.

Passamos pelas mesas e eu soube através da cerimônialista que já era a hora de eu jogar o buquê. Ela o entregou para mim sorrindo e fui caminhando escutando a farra das moças solteiras, isso me fez sorri pra valer e levantei o meu buquê fazendo figa nelas. Posicionei-me no meio da pista de dança e fingi que o jogaria, mas as enganei.

—Isso não vale. Falou uma delas alto sorrindo.

—Quem aí quer se casar? Perguntei sorrindo e todas elas responderam.

—Eeeuuu.

—Ok. Então se preparem, irei jogar.

Fingi jogar o buquê novamente e elas sorriram.

—Isso não vale Isabella. Falou uma delas o meu nome e para mim soou um pouco estranho por eu não ter intimidade ou conhecê-la, mas deixei isso pra lá. Soou natural e amigável.

—Juro que jogarei.

Levantei o meu braço, dei um impulso para o buquê ter velocidade e o soltei. A gritaria foi animada e eu ao olhar para trás, quem o havia pegado não foi nada mais que......Alice.

—Quem sabe não sou a próxima. Falou ela sorrindo e ajeitando o vestido dela.

—Você não existe Alice. Falei sorrindo pra valer.

—Consigo tudo que eu quero meu bem. Disse ela sorrindo faceira e balancei a minha cabeça que não.

—Então, parabéns pelo buquê.

—De nada. Disse ela o sacudindo. –Já está na hora de irem. Falou ela me puxando para o canto.

—Irem para onde Alice? Perguntei passando a mão em minha cabeça.

—Para casa. Os meus tios ficarão em minha casa e vocês terão a Mary e a Victória para ajudá-los.

—Podemos ir no final da festa. Sugeri.

—Deixa de ser boba. Logo a festa acabará, já são 3h da manhã.

—Isso tudo já?

—Sim e passou rápido. Mudando de assunto, eu sei que estragou o carro do meu primo e confesso que você é uma mulher corajosa Isabella. Ele vai morrer em uma grana por causa da pintura daquele carro.

—Ele mereceu.

—Admito que teve as suas razões, mas esse clima é ruim. Pode me entender?

—Nunca se passou pela a sua cabeça que eu acho o mesmo? Ele me provoca Alice e coloca as prostitutas dele lá em cima. Ele me esnoba sexualmente e você quer que eu fique calada? Sei que ele conta tudo para você.

—Se fosse tão ruim, ele não a procurava. Às vezes você é tão inocente, mas um dia acordará por si só.

—O que quer dizer com isso?

—Descubra você mesmo.

—Tudo bem Alice. Apesar de toda essa situação, eu agradeço pela festa tão pomposa e bonita que você organizou. Agradeço de coração pelo o esforço mesmo você sabendo quem eu sou. Falei secando uma lágrima que rolou e ela me abraçou.

—De nada, mas não fico feliz que você se envolva com outros homens mesmo você tendo as suas razões. Desculpe falar isso, mas eu prefiro ser sincera.

—Eu a compreendo por ele ser da sua família Alice.

—Agora você também é. Só tem a nós e todos temos defeitos. Só com o passar do tempo à dor irá aliviar.

—Sei muito bem disso.

—Fico feliz que gostou da festa.

—É eu gostei mesmo e até do meu cabelo que está em sua cor natural.

—Seus olhos parecem dois faróis de milha ainda mais agora. O contraste com o cabelo é imenso pela a sua pele ser clara demais. Está mesmo perfeita senhora Cullen. Após ela falar, sorri levemente.

—Sei disso. Minha mãe adorava a cor dos meus cabelos. Falei secando outra lágrima que rolou.

—Acredito. Agora vamos porque já está tudo preparado para a partida de vocês.

—Ok.

CONTINUA.................