Solares
29 Capítulo 29
Notas iniciais
BELLA.........
Final do capítulo anterior.
Ficamos sorrindo por causa disso por um tempinho e abracei o jake, ficamos assim vendo a moda passar e fizemos amizade com um casal que estava ao nosso lado. Eles se juntaram a nós e ficamos conversando, eles eram bem legais até. Jake era extrovertido e fazia amizade fácil, então ele ficou conversando com o rapaz e eu com a moça. Eles se mudaram recentemente pra Solares e estavam morando no prédio em frente ao mar ali mesmo. Perdemos a noção do tempo conversando e quando vimos, já passava das 22h.
Nos despedimos de forma calorosa, jake pagou a conta e fomos para o carro. Dentro dele acomodados em nossos devidos lugares.
—Marta e Francesco, são pessoas bacanas. Observei.
—Pelo nome dele, parece ser italiano.
—Acredito que sim e eles têm sotaque. Reparou?
—Reparei. Falou ele colocando a chave na ignição. –Quando você pretende voltar para onde você estar vivendo agora?
—Irei na sexta de manhã.
—Dessa vez ficou bastante tempo aqui. Falou ele encostando-se no banco e me olhou.
—Muito tempo jake, mas prometo voltar logo.
—Assim espero. Após ele falar, ele veio me abraçar. Sem eu esperar ele me deu um selinho demorado e um beijo em minha testa, já eu fiquei olhando para ele sem nada dizer. Sem demora ele tornou a me beijar, permiti o beijo que estava muito bom como sempre e nos beijamos por longos minutos. O coração de jake batia acelerado em seu peito e o meu estava igual, mas um misto de confusão se passava em minha cabeça e me afastei de forma sutil.
—Vamos? Perguntei segurando na mão dele e entrelaçamos os nossos dedos.
—Vou te deixar na garagem.
—Ok. Falei sorrindo levemente e encostei-me no banco o olhando.
Jake ligou o carro e saímos.
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Na garagem do meu prédio.
—Quer subir?
—Acho melhor não.
—Por que não? Perguntei sorrindo levemente.
—Não seja inocente, Marie.
—Não seja covarde você. É só um convite para passar um tempinho comigo, conversar e beber um cafezinho.
—Já está tarde, preciso ir.
—São 22h e 52min jake. Falei saindo do carro e ele fez o mesmo vindo até a mim.
—Não sou covarde como você pensa que eu sou por não querer subir com você. Falou ele sorrindo e me abraçou, com isso acabei encostando-me na lateral do carro dele tendo ele junto de mim.
—Eu o entendo. Não é a minha intenção brincar com os seus sentimentos e a minha vida está toda bagunçada jake. Preciso de um tempo para mim mesma.
—E o pai da sua filha?
—O que tem ele? Perguntei um pouco agitada.
—Ele continua lhe maltratando?
—Estou aqui, ele nem está ligando.
—Vai ter que ficar para sempre ao lado dele?
—Não sei te responder a essa pergunta jake. Posso dizer com todas as letras que os pais dele são maravilhosos comigo. São como os meus agora e me tratam muito bem.
—E ele?
—Pelo visto, parou de pegar no meu pé.
—Isso é bom.
—É.
—Você tem o que precisa na casa dessas pessoas?
—Eles têm muita grana jake. São pessoas influentes na sociedade.
—Por isso então você tem medo de fugir?
—É um dos motivos e por isso eu não quero envolvê-lo.
—Já estou envolvido e não ligo.
—Primeiramente eu não desejo o mal dessas pessoas. O pai da minha filha é rude comigo porque ele tem os motivos dele, mas o restante são pessoas bem legais. Tirando algumas, mas acredito que elas agem na defensiva por serem uma família unida.
—Do jeito que você fala, parece que fez algum mal a essas pessoas bella.
—Eu não fiz mal a ninguém jake. Tudo que eu queria era estar com o meu terceiro ano concluído, eu não queria ser mãe agora e eu almejava fazer uma faculdade para ser alguém na vida. Olho essas moças novas e independentes andando pela rua sem filhos e eu queria o mesmo para mim, mas não tive coragem de cometer um assassinato depois de ter se passado tanto tempo quando eu descobri a gravidez. O pai da minha filha deixa claro as vezes que tem direito sobre a menina e eu não sou uma assassina jake. Em muitos casos é óbvio o aborto, mas em meu caso foi confuso, eu simplesmente não tive coragem.
—O Denuncie.
—NÃO jake! Eu não posso fazer isso, eles são uma família.
—Ele te destruiu e ainda está com pena desse camarada? Incrível!
—Juro para você que ele teve os motivos dele.
—Então está assumindo que foi culpada de algo bem ruim? É o que parece!
—Já disse para você que não! Só não quero tocar nesse assunto que julgo vergonhoso e delicado jake.
—Irei respeitar a sua vontade.
—Apesar de tudo eles são pessoas do bem. Tirando ele, mas antes eu soube que ele era. Jamais irei denunciar, os pais não me fizeram nada. Não quero decepcioná-los por eles gostar tanto de mim e lá na casa deles eu tenho de tudo. Tratam-me com tanto carinho, sendo que ele é à parte.
—Então vai ser sempre assim?
—Eu não sei.
—Nunca irá viver a sua vida por causa desse homem?
—Eu já estou vivendo como eu posso jake. Nós, nós...........Não tive coragem de continuar e em meus olhos brotaram lágrimas.
—Nós o que bella? Perguntou ele olhando para mim.
—Digo nós, mas não eu e você.
—O que tem isso?
—Nunca foi a minha intenção desapontá-lo jake ou magoá-lo. Nunca mesmo e juro para você.
—Diga logo, não precisa dar curvas bella. Vá direto ao assunto.
—Eu irei me casar com ele.
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—Você o quê? Perguntou ele desacreditado e se afastou para me olhar bem nos olhos.
—Vou me casar com ele jake. Falei secando as minhas lágrimas e estava ruim para eu encará-lo, mas segurando em meu rosto, ele me fez olhar para ele.
—Então quer mesmo destruir a sua vida? Não está satisfeita com o que já está passando ou quer mais um pouco? Não parou para pensar em seus pais e se é isso que eles sonharam um dia para você? Como pode ser tão fraca a ponto de ceder dessa forma e ser infeliz para sempre bella? Juro que eu não te entendo bella e nem vou opinar porque eu sei que você é dura na queda, mas saiba que eu vou sempre te desejar o bem. Preciso ir porque já está tarde. Disse ele secando uma lágrima que rolou dos olhos dele e isso me deixou bem mal.
—Jake não vá. Falei secando a cascata de lágrimas que rolaram dos meus olhos e a mesma me cegou por breves segundos. Ele dava a volta no carro.
—Não ficarei perto vendo a sua ruína bella, mas me ligue se precisar de algo. Independente de tudo somos amigos.
—Não faça isso comigo jake, não vá embora dessa forma. Eu gosto de você.
—Que bela forma de gostar, mas não a culpo por ter sido sincera comigo. É o mínimo que poderia ter acontecido, já que chamamos o que temos um com o outro de amizade.
Dei a volta no carro e o impedi de entrar no automóvel.
—Agradeço por tudo que fez por mim jake. Falei o abraçando –Agradeço de coração. Falei o beijando e fui retribuída com fervor, nosso beijo era envolvente e foi parando aos poucos.
—Amo você Isabella e espero que não quebre a cara ou se arrependa. Disse ele se afastando de mim e entrou no carro fechando a porta.
Afastei me sentindo arrasada, mas de certo forma me sentindo melhor por ter contado a verdade. Minhas lágrimas caiam abundantes e era difícil segurá-las, eu estava prestes a cometer um suicídio olhando bem esse casamento e eu estava bem confusa no momento. Entrei no elevador e jake já estava longe há essa hora, fazia um tempo já que ele saiu, mas os meus passos estavam mecanizados e lentos por toda essa situação. Apertei o número correspondente ao meu andar e subi, saí no mesmo e abri a minha porta, imediatamente a tranquei após eu entrar.
23:26min dizia ser o relógio.
Fui para o meu banheiro e tirei toda a minha roupa, sem pensar duas vezes eu abri o chuveiro após entrar no Box e fiquei com o meu corpo inteiro sob a água quente. Eu senti tanto por causa de jake e olhar aquele anel tão bonito que ele me deu, me trouxeram ainda mais lágrimas.
Edward tinha as mulheres ou a ficante dele que era a tal Julieta, mas eu não queria o mesmo para mim. Não foi esse tipo de vida que eu almejei e pegava bem mal para uma mulher. Eu estava confusa, confusa e confusa demais. Eu precisava pensar rápido se era realmente isso que eu queria e até o casamento que aconteceria em poucos dias.
Ensaboei-me devagar e passei xampu em meu cabelo, fiquei me esfregando devagar por inteira e entrei sob a água para me enxaguar por completo. Minutos depois fiquei livre da espuma e saí para me secar, começando pela a minha cabeça e depois foi à vez do meu corpo. Escovei os meus dentes estando enrolada na toalha e fui para o meu closet vestir a mesma camisola que eu passei o dia inteiro hoje. Pendurei a toalha e fui apagar as luzes, deixei a do corredor somente acesa e liguei o ar. Nesse momento o meu rosto não estava dos melhores por causa do choro recente e me deitei. O barulhinho do ar estava chamando o meu sono e o mesmo veio rápido demais para o meu consolo.
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Quinta feira, 28 de fevereiro.
11h do dia.
Acordei me sentindo indisposta e com muita vontade de vomitar. Levantei devagar e fui para o banheiro vomitar, apenas um liquido amargo que azedou toda a minha boca. A vontade era louca e parecia que havia um turbilhão em meu estômago. Eu já estava sem forças para pôr para fora e consegui me levantar. Fui andando até a pia do banheiro e lavei a minha boca, o gosto era horrível e acabei escovando os meus dentes. Sem ter força para mais nada eu tornei a me deitar na cama e ali mais uma vez eu apaguei.
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Às 14:25min da tarde.
Despertei me sentindo um pouco melhor e bem faminta. Levantei da cama e fui direto para a cozinha aquecer um pouco de leite, peguei dois quadradinhos de pão de forma e passei manteiga neles. Cortei duas fatias de queijo branco, logo o leite ficou na temperatura ideal e fui apagar o fogo. Coloquei o mesmo na xícara o adocei.
Fui para a sala me sentar no sofá para tomar o meu café da manhã e o tomei devagar, por sorte o meu estômago não o rejeitou e fui até a minha bolsa pegar a minha vitamina, a ingeri com o restante do leite e fui lavar o copo.
Sem ter nada para fazer, eu fui lavar o banheiro do meu quarto. Depois de limpá-lo, eu peguei o aspirador e aspirei todo o meu quarto, eu queria deixá-lo limpo antes de ir pra Ourinhos amanhã. Depois que terminei a Faxina em meu quarto, eu fui limpar o fogão e depois a geladeira.
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Às 16:46min da tarde.
Terminei toda a faxina e resolvi ligar para o jake, eu não queria que ele ficasse magoado comigo. Chamou duas vezes e na terceira ele atendeu.
—Alô.
—Jake sou eu.
—Eu sei que é você.
—Não fique chateado comigo, eu disse qual era a minha situação.
—Estou lembrado.
—Não me abandone ou fique com raiva de mim.
—Não tenho raiva de você bella e sim de mim.
—Mas não fique e....
—Está precisando de algo aí?
—Não, eu só queria saber de você.
—Estou bem.
—Não vai querer me ver mais?
—Não falei que faria isso.
—Tudo bem jake. Vou deixá-lo trabalhar e nos falamos qualquer dia desses.
—Tudo bem.
—Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e fui colocar o telefone na base. Catei todos os lixos e abri a porta para poder jogá-los fora no compartimento de lixo do prédio. Tornei a entrar e tranquei a porta novamente. Começou a me dar fome e fui preparar um frango grelhado para mim. Aproveitei e fiz o arroz com cenoura picadinha e fiz uma salada com direito a agrião e tudo. A comida estava bem saudável e rica em vitaminas. Quando acabei de prepará-la, eu fui tomar um banho frio rápido, estava um pouco calor e eu me suei ao arrumar o apartamento.
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Sentei-me no sofá para comer sem a televisão estar ligada, a comida ficou bem saborosa e fui comendo aos pouquinhos. Acabei comendo mais um pouco e quando terminei de comer, eu estava me sentindo pra lá de saciada e não cabia mais nada em meu estômago. Minha filha se mexeu por uns segundos e tornou a ficar quieta. Com isso eu me levantei e fui lavar o meu prato.
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Passei o meu restante de tarde olhando da janela, era bom ver as pessoas pra lá e pra cá. Não tive notícias de Ourinhos hoje e nem jake me ligou. Fiquei completamente só no meu imenso apartamento e fui me deitar na cama que foi dos meus pais. Ali só sobrou a roupa de cama que ficou nela e me deitei abraçando o travesseiro. As horas foram se passando, se passando e quando dei por mim, já era tarde da noite. Levantei-me da cama e fui até a cozinha preparar um mingau nutritivo de aveia e coloquei rodelinhas de banana sobre ele para eu poder comer. Essa foi a minha janta.
Depois escovei os meus dentes, coloquei o relógio para despertar às nove horas e me deitei em minha cama para poder dormir. Eu teria que acordar cedo amanhã.
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Sexta feira, 29 de fevereiro. Era um ano bissexto
9h da manhã.
Acordei com o meu despertador apitando e fazia muito tempo que eu não o escutava. Era somente nos tempos de colégio e a minha real vontade naquela época era de quebrá-lo às vezes por me interromper de um sono bom. Fui obrigada a sorrir ao me recordar desse tempo bom e me levantei.
Tomei um banho para despertar e fui me vestir, optei por colocar a mesma roupa que eu usei para poder sair com o jake. Um vestido preto justinho e o meu sapato de salto da mesma cor. O look era chique e para onde eu estava indo fazia sentindo, eles eram refinados.
Arrumei as minhas coisas e peguei a minha bolsa, a deixei sobre o sofá e fui para a cozinha preparar o meu café da manhã. Tomei o meu café um pouco rápido e coloquei algumas coisas que estavam na geladeira no freezer da mesma, duraria mais e até eu voltar semana que vem se desse. Após eu arrumar tudo, eu fui verificar as janelas e estavam todas fechadas. O meu telefone tocou e era o Sebastian que já me esperava lá em baixo. Pontual eu observei. Saí do meu apartamento e o tranquei, aguardei o elevador e quando o mesmo chegou, eu entrei. Eu não sabia qual seria a reação de Edward após ficarmos todos esses dias sem nos falarmos e sem nos ver. Ele não era desse jeito e deixei pra lá, o máximo que poderia acontecer era ele gritar comigo e fazer as mesmas coisas de sempre.
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Finalmente eu cheguei no térreo e saí na portaria, mas antes eu acenei para o porteiro e o mesmo sorriu acenando de volta para mim. Cumprimentei o Sebastian quando ele saiu do carro para vir abrir a porta do veículo para eu entrar e depois ele foi ocupar o lugar dele. Conversamos só um pouquinho durante o trajeto e soube que Edward estava em casa, ele não havia ido trabalhar já que chegou em casa de madrugada hoje. Dizendo Sebastian, ele foi badalar com os amigos. Depois de saber disso eu fiquei quieta na minha e me permiti até cochilar durante a viagem.
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HORAS DEPOIS.
—Senhorita, nós já chegamos. Chamou-me ele me sacudindo de leve.
—Já? Perguntei abrindo os meus olhos e ele me olhava sorrindo levemente.
—Sim.
—Ok.
Saí do carro com a ajuda dele e o agradeci. Caminhei devagar pelo jardim e parei na porta da cozinha sorrindo, mas o meu sorriso foi morrendo aos pouquinhos ao ver a nova empregada ali junto de Mary arrumando a cozinha. Ela não era uma moça feia realmente, eu a reparava estando de uniforme e com a cintura fina feito violão.
—Boa tarde. Falei saudando-as e a nova moça ficou perdida me olhando. Talvez imaginando quem eu era ou me reparando.
—Boa tarde bella. Falou Mary sorrindo e fui abraçá-la. –Senti a sua falta!
—Eu também Mary. Aquele apartamento está muito solitário. Falei sorrindo.
—Essa é Victória senhorita Isabella e Victória, essa é a noiva do patrão.
—Então você que é a famosa Isabella? Perguntou ela sorrindo de forma educada.
—A própria, mas não sou famosa. Falei sorrindo.
—Mary e a patroa não param de falar a seu respeito.
—Aé?
—Sim, mas no bom sentido claro.
—Menos mal. Ficaria profundamente magoada Mary. Falei sorrindo e olhando para a minha amiga.
—Que isso patroinha. Disse Mary sorrindo e eu sorri por ela ter me chamado de “patroinha”, mas acredito ser por causa da nova arrumadeira para impor de certa forma, respeito.
—Vou subir para guardar a minha bolsa e tomar um banho.
—O patrãozinho ainda está dormindo.
—Eu soube que ele não foi trabalhar hoje.
—Ele chegou tarde. Afirmou Mary e Victória ficou olhando para mim.
—Eu to sabendo disso também Mary, então eu irei subir agora. Vim cochilando o tempo todo e a bebê está me deixando bem preguiçosa.
—Faço ideia. Falou ela sorrindo.
Atravessei a cozinha andando a paços lentos e o olhar de Victória caiu sobre a minha barriga, continuei andando e passei pelo corredor, subi a escada e tuquinha ao me ver começou a latir.
—Oi linda. Falei me abaixando e a peguei no colo. –Eu senti saudades de você também fofa. Falei dando um beijo na cabecinha dela e a coloquei no chão outra vez. Sua alegria era tanta em me ver que não se cansava de abanar o rabinho.
Abri a porta do quarto de Edward e ele estava dormindo esparramado de barriga pra cima, sem contar o ar que estava congelando o quarto. Ele estava vestindo apenas com a calça cumprida de seu pijama e o seu sono era profundo, eu o observava. Ele parecia bem cansado e pelo visto a noitada foi mesmo boa. Eu reparei o rosto dele por breves minutos e observei que o cabelo dele estava um pouquinho mais curto como nunca antes, eu diria que ele ficou ainda mais bonito com aquele corte de cabelo.
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Fui para o closet e peguei uma jardineira para eu vestir, estava calor demais e peguei uma calcinha de algodão para eu colocar. Quando eu saí do closet, Edward estava deitado de lado e ao ir me aproximando ele abriu os olhos, acho que acordou com os meus movimentos no closet e ele era bem desconfiado. Não falei nada quando os nossos olhares se cruzaram e fui para o banheiro, nem me importei com a transparência do vidro também e me despi de forma despreocupada. Escovei os meus dentes estando completamente nua, o meu corpo desnudo refletia no espelho e após eu terminar, eu entrei no Box.
Distraída eu tomei o meu banho de forma tranquila e ao olhar para o quarto, Edward havia se virado para o outro lado e não para o lado que dava para ver tudo no Box. Não liguei para a sua rejeita e continuei o meu banho, até me asseei e me livrei dos pelos indesejáveis sob a água. Ao terminar, eu desliguei o chuveiro e peguei a toalha para me secar, sequei-me rápido até e fui pentear o meu cabelo. Quando penteado, eu coloquei a minha calcinha e vesti a jardineira, era bem fresquinha e de ficar em casa mesmo. Eu estava um pouco exausta por causa do longo trajeto de Solares até aqui e fui pendurar a toalha, lembrei de passar um pouco perfume e saí do banheiro.
Edward estava deitado de lado ainda e ao expiá-lo, ele estava de olhos fechados e se dormia, eu não sei. Abri a cortina de propósito e a claridade entrou no quarto, se sentindo incomodado.....
—Eu ainda estou deitado e a claridade está me incomodando. Falou ele a sua moda colocando a mão nos olhos.
—Já está bem tarde! O que fez para não ter ido trabalhar hoje Edward?
—Você ficou fora esse tempo todo e não me deu satisfações da sua vida em nenhum momento Isabella, os direitos são iguais nessa parte, então feche a cortina.
—Fiquei fora sim, mas não fui me deitar com nenhum homem, já você não pode ver um rabo de saia dando mole! O acusei pra valer.
—Se for para começar o escândalo, é melhor você sair, vá dar uma volta pela casa ou onde achar melhor e me deixa em paz para eu conseguir dormir novamente!
—Irei mesmo. Falei passando a mão direita em meu cabelo e o olhar dele foi direto em meu anel. –Que durma então! Eu disse saindo do quarto e bati a porta pra valer.
Ele foi bem ignorante comigo e desci, fui até a cozinha e me sentei à mesa.
—Desejo almoçar Mary. Falei impedindo que uma lágrima escorresse e por sorte estava somente nós duas na cozinha.
—Vou colocar para você.
—Só um pouquinho, não estou com tanto apetite assim.
—Pode deixar.
Mary colocou a minha comida e comi devagar pensativa, Edward estava tão estranho e resolvi continuar comendo sem pensar muito nele.
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Comi umas uvas como a sobremesa e soube através de Mary que Esme já tinha ido curtir com o marido, achei ótimo e que bom para ela. Ela merecia se distrair. Terminei de comer as uvas e me lembrei da minha vitamina, eu estava péssima com a minha responsabilidade ultimamente e a ingeri após pegá-la no armário com um pouco de suco. Fui para o porão, liguei o ventilador e me deite na cama, após almoçar me deu uma moleza tremenda e me ajeitei melhor no travesseiro. O bom era que o vento do ventilador ali era constante em cima de mim e acabei dormindo.
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Às 18h da noite.
Despertei do nada e o porão estava na escuridão total. Sentei-me na cama e fui andando na direção do interruptor com cuidado, ao alcançá-lo, eu acendi a luz. Imediatamente eu fui desligar o ventilado e tornei a apagar a luz, rapidamente eu subi. Escutei a televisão da sala e a mesma estava ligada, fui até lá e Edward estava sentado no sofá sendo servido de whisky pela nova empregada. Observei que a mesma estava toda soltinha, ela o servia cheia de sorrisos, atenção exagerada ao meu ver e ele a tratava bem. Eu fiquei só observando as escondidas e sem esperar mais eu resolvi ir me sentar no sofá. Ao me ver ali, Victória nos deixou a só levando a bandeja com a garrafa de whisky e gelo dentro do recipiente de vidro.
—Incrível como você já está de anel novo. É só ir pra Solares que você volta com uma novidade. Incrível não acha? Não tem dinheiro para comprar tal coisa. Está dura!
—Não é novo e sim antigo. E se estou dura, é por sua culpa! Falei apontando o meu dedo indicador para ele.
—Que seja, isso não me interessa. De qualquer forma esse anel não estava no meio das suas coisas e não se esqueça que sou um homem observador.
—Isso é o que menos importa agora para mim Edward. Pelo visto está se esquecendo das suas obrigações por causa das suas noites farra.
—Você não deve se meter na minha vida, no meu trabalho e posso sair à hora que eu bem quiser e inclusive eu irei hoje.
—Não estou nem aí para o que você faz ou deixa de fazer!
—Que bom que você pensa assim, melhor para você.
—Vai, pode ir e não deixe as suas prostitutas esperando.
—Não vou discutir com você garota, você é perca de tempo total.
—Acho muito bom! Falei me levantando. –Pelo menos poupe a empregada. Falei olhando para ele e saí da sala.
Ao entrar no corredor, Victória estava ajeitando as garrafas no bar e ficou me olhando ao passar, ao entrar na cozinha não vi Mary ali e fui para o quintal. Sequei as lágrimas que rolou e me deixou cega por breves segundos, com isso os seguranças ficaram me olhando. Continuei andando rumo ao portão que daria na praia e ao chegar no mesmo, Lima estava em pé lá.
—Lima, abra o portão, por favor, que eu desejo sai.
—Sozinha senhorita?
—Sim. Falei envergonhada secando as minhas lágrimas e não o encarava. –Eu quero sair por uns instantes.
—O patrão pode não gostar.
—Que se dane o seu patrão! Agora abre, por favor?
—A senhorita é quem sabe. Disse ele abrindo o portão e sai na praia.
As luzes em frente à casa eram como holofotes, iluminava longe. Fui andando pela areia devagar e secando as minhas lágrimas que teimosamente insistiam em cair. Eu não tinha nada a ver com a falta de responsabilidade dele, principalmente chamar a atenção dele por ir para as noitadas. Eu fazia mais ou menos a ideia do quanto de mulheres oferecidas dava em cima dele e depois ele vinha tocar em mim, mas fazia era dias que ele não me procurava. Edward parecia não gostar do sexo entre nós, aliás, ele já cansou de falar que era meia boca.
Afinal não era para eu estar com esse tipo de pensamento, eu devia era deixar de lado e que ele se lasque pra lá. Mais uma vez eu sequei as minhas lágrimas e fui até a água não me importando de molhar a minha rasteirinha e até a minha roupa, com a minha falta de atenção à onda levou embora o meu calçado e nem liguei. Lavei o meu rosto e por causa da noite, a água do mar se tornou negra e fiquei com medo de avançar mais um pouco. Resolvi ir me sentar na areia estando completamente molhada, mas no lugar onde a onda não estava indo e acabei me deitando de barriga pra cima sem me importar.
Fiquei reparando as estrelas no céu, a noite estava linda e toda estrelada, fora a leve friagem que se fazia presente e se chocava em minha pele, mas nem isso estava me incomodando. O cheiro de maresia era intenso, fechei os meus olhos e coloquei o braço sobre o mesmo ficando ali por longos minutos deitada e pensando.
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43min depois.
Senti que alguém se aproximava e continuei com o meu braço sobre os meus olhos ignorando quem quer que fosse.
—Amiga, vamos voltar para dentro, está frio aqui fora.
—Depois Mary. Falei ficando na mesma posição.
—Olha como você está toda molhada.
—Não estou com esse frio todo. Falei tirando o meu braço do meu rosto e olhei para ela. –Edward já saiu?
—Pelo o que eu sei ainda não. Ele vai sair hoje?
—Ele disse que sim, mas não me importo. Falei me sentando e senti a areia caindo do meu cabelo e rolando pelas as minhas costas.
—Está ensopada de água e areia.
—Isso é o de menos. Falei olhando para o mar perdida em pensamentos.
—O que foi dessa vez amiga?
—Se meti onde eu não devia, só isso. Não vou entrar agora, avise-me quando ele sair, aí sim eu irei entrar.
—Não tem cabimento isso.
—Não irei agora Mary.
—Tem certeza?
—Absoluta. Falei olhando para ela.
—Ok. Mais se ficar doente, se lembre da sua teimosia.
Mary se levantou e caminhou de volta para a mansão. Eu observava a sua partida sentindo o ventinho frio da noite se chocando na pele dos meus braços e costa, ela tinha razão quando falou que estava frio. Tornei a me deitar, movi os meus pés e senti a minha filha se mexendo, um ser tão inocente e não imaginava o que a mãe estava passando. Essa palavra casamento estava pesando nas últimas horas para mim e eu não sabia o que fazer.
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Às 21:39mim.
Nesse momento eu me encontrava sentada e resolvi ir até a água retirar toda a areia do meu corpo, eu estava com bastante frio e a água estava quentinha para a temperatura que estava em meu corpo. Abaixei-me com cuidado e deixei todo o meu corpo ficar submerso na água por uns segundos e tornei a emergir um pouco ofegante. Passei a mão em meu cabelo e depois deslizei a minha mão por dentro da minha roupa, eu estava cheia de areia e fui tirando-a devagar. Após retirá-la eu abaixei novamente e fiquei submersa por uns segundinhos, tornei a me levantar e saí do mar. Ao longe eu avistei a Mary vindo com uma toalha na mão, sinal que Edward já havia saído e fui caminhando na direção dela.
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5min depois.
Finalmente nos encontramos e Mary colocou a toalha em minhas costas de forma carinhosa.
—Ele já saiu?
—Sim, ainda agora e estava todo arrumado. Isso não é novidade, o patrãozinho só anda na beca amiga. Não tem um dia que ele não vai para o trabalho ou até mesmo sair, não estando bonito. Isso eu digo com todo o respeito claro.
—Pra mim, ele que se dane!
—Se você diz. Disse ela me olhando. –Vamos entrar e eu irei preparar um leite quentinho para você e irei levar em seu quarto.
—É o quarto dele.
—Agora é dos dois.
—Pra mim vai ser sempre dele.
—Não irei discutir isso com você amiga, sua cabeça é dura demais às vezes.
—Já vai começar a defender o seu patrão?
—Não é isso e você sabe muito bem.
—Ta bom Mary, vamos entrar logo porque eu estou a fim de tomar um banho quentinho e descansar.
—Ok.
Caminhamos de voltar para a mansão e preferi ficar em silêncio, Mary respeitou o meu momento e continuamos a andar estando lado a lodo. Passamos pelo portão e caminhamos pelo quintal, alguns seguranças ficaram me olhando, mas disfarçavam quando eu olhava para eles. Eu não me importava para o que eles pensavam a meu respeito e andei de cabeça erguida, fui desta forma até a porta da cozinha e entrei.
Nem sombra da nova empregada por ali e pela hora ela devia ter se recolhido, os patrões estavam todos fora e não tinha trabalho a ser feito pela casa estar impecável na arrumação.
—To subindo Mary.
—Tudo bem. Irei levar o seu leite daqui a pouco, está toda molhada e ficou na friagem por muito tempo.
—Tudo bem e obrigado. Vou tomar banho primeiro.
—Ta.
Andei devagar até a escada e a luz da sala estava apagada, ao olhar da porta, as barreiras de proteção estavam todas arriadas. Ao me ver, tuquinha latia do alto da escada e subi segurando no corrimão. Peguei a cachorrinha no colo e abri a porta do quarto, estava vazio e tudo arrumadinho como costumava ficar. Coloquei a cachorrinha no chão por eu estar molhada e fui para o closet, peguei um baby doll até muito bonito na cor vinho para eu colocar e fui para o banheiro. Tuquinha veio atrás de mim e sentou-se perto da porta do Box, seu cheirinho era tão bom. Despi-me dentro do Box e liguei o chuveiro após fechar a porta, comecei a me ensaboar e tive que lavar o meu cabelo também. Foi uma luta para retirar toda a areia do meu couro cabeludo, tive que precisar do auxílio do pente e muita paciência.
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Saí para me secar e fui me olhar no espelho, fiquei olhando para o meu corpo por uns minutos e achei incrível o tamanho que estavam os meus seios. Por isso viviam doloridos e o meu cabelo me chamou a atenção. A parte escura, digo a cor natural do meu cabelo estava bem avançada e futuramente eu não sei se eu tornaria a pintá-lo de loiro. Terminei de me secar e eu não colocaria a calcinha, à parte de baixo do baby doll era bem justinha rendado e o vesti. Olhei-me no espelho e penteei o meu cabelo, envolvi a toalha no mesmo e fui para o quarto.
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Ajeitei a cama e fui pegar o cobertor, eu não ligaria o ar e liguei a televisão. Fui até o banheiro, esfreguei por várias vezes a toalha em meus fios cabelo e tornei a penteá-lo, estando mais ou menos molhado eu fui me acomodar na cama. Um tempinho depois Mary trouxe o meu leite e duas fatias de bolo, a agradeci, mas eu estava sem apetite. Tomei a minha vitamina diária com um pouco de leite e empurrei uma fatia do bolo para dentro, já a outra não rolou e se eu tentasse comê-la, eu vomitaria tudo. Mary me fez companhia e me informou que Victória já estava recolhida e assistia televisão no quarto dela. Ela lembrou do meu casamento e seria sem ser esse sábado de amanhã o outro. Só aí é que eu fui botar a minha cabeça no lugar e vi que era verdade, era o segundo sábado do mês de março e me agitei. Foi involuntário, pois eu sabia que estaria me atando ao Edward até quando ele quisesse e não até quando eu suportasse.
—O que está pensando? Perguntou Mary ao me ver muito calada e sem conseguir beber ou comer.
—Estou desesperada. Eu falei com o jake que eu iria me casar.
—E aí? Perguntou ela bastante curiosa.
—Ele ficou arrasado e até deixou as lágrimas rolarem. Eu gosto dele Mary, jake é um rapaz apaixonante e ele é tão bom para mim. Veja o que ele me deu. Falei mostrando o anel para ela. –Ele disse que a menininha representa o sexo da minha filha e tinha tudo a ver.
—Esse rapaz tem bom gosto. Falou ela segurando a minha mão para olhar bem de perto o meu anel. –Isso tudo são diamantes?
—Sim, são diamantes. Ele tem muito bom gosto e ele sempre foi assim, gosta de me dar presente e estar sempre me agradando. Minha festa de dezoito anos foi ele quem me deu. Te falei isso.
—É você me falou. Pelo o que eu estou mais ou menos sabendo já que escuto por ar, a sua festa de casamento vai ser mesmo bonita. Escutei a tia de Edward falando que a cunhada estava exagerando já que sabia que entre o sobrinho e você não havia amor verdadeiro, já que vivem constantemente brigando. Chamou até a cunhada de doida por estar gastando o dinheiro do filho à toa, mas a Esme tem a opinião dela e não ligou. Ela disse que o bebê era mais deles que seu, havia o grande perigo de você um dia ir embora e deixá-los com saudades da menina. Dizendo ela também, ela acha que o casamento de vocês não tem futuro por ser de fachada, por causa da menininha na verdade e com um esbarrão acabaria tudo. Dinheiro gasto à toa, ela tornou a afirmar, mas a patroa a defendeu e disse que você era como uma filha para ela. Ela não tinha preconceitos e sabia da sua inocência.
—Sei o quanto que ela gosta de dar palpite e nem ligo, pode ser que ela esteja um pouco certa. Estou com medo de me casar Mary, estou apavorada para ser mais sincera. Viu como ele saiu? Eu sei que o casamento é um grande passo na vida do ser humano e devemos nos casar havendo amor. –Já penso numa possível fuga até por causa do meu desespero. É tanto que estou confusa Mary.
—Se tentar fugir, ele a acharia. Tenho certeza disso bella. Por isso fico com medo das suas idas para Solares, tem horas que você não pensa e age no impulso e no calor da emoção. Torna-se uma presa fácil para os leões.
—O que quer dizer com isso Mary?
—Que você pode estar achando que é uma coisa e é outra. O patrão põe pessoas para te vigiar.
—Que nada! Dessa vez não vi nenhuma pirua Blazer por lá. Ele está estranho comigo e nem me ligou durante a minha estadia lá para me importunar com as suas ameaças e ordens.
—Pode ser que ele esteja dando corda para você. Nunca pensou nisso?
—Ele não é louco de fazer algo contra o jake e comigo muito menos, estou grávida.
—Acho que deve tomar cuidado, principalmente esse rapaz. Sabe como é homem com raiva.
—Sei o quanto o Edward é vingativo Mary. Se eu ficar e me casar com ele, como seria a minha vida? Perguntei pensativa.
—A que você está levando, não sei se mudaria muito e pode ser que sim. Acredito que mesmo parecendo impossível a única capaz de mudá-lo de verdade é você. Após ela falar, eu explodi numa gargalhada gostosa.
—Eu? Perguntei parando de sorri. –Você só pode estar tirando farinha da minha cara Mary, conhece o seu patrão muito bem para está me falando isso.
—É você.
—Eu represento tudo de ruim para ele Mary. Ficou louca?
—Estou falando o que eu tenho quase certeza.
—Vira o disco porque esse já está aranhado.
—Pretende fugir depois de tudo organizado e rios de dinheiro gastado?
—Eu estou confusa Mary. No momento eu estou sem grana e foi o jake quem pagou o meu condomínio. Estou com aquele apartamento chique, mas sem um tostão para mantê-lo. Lembro-me do quanto os meus pais gostavam de morar lá.
—Pois é amiga, eu só peço que não faça nada que vá se arrepender depois.
—Pode deixar e obrigado por se preocupar sempre comigo. Agradeço por me manter sempre informada.
—De nada. Você não vai querer o outro pedaço de bolo?
—Não vai descer, estou sem apetite.
—Não insista então. Agora irei descer para você descansar e eu também. É uma moça muito jovem Isabella, não a culpo por cometer atos imprudentes. É tempo de crescer e não me leve a mal, sempre quis o seu bem.
—Tudo bem e obrigado. Estou tentando viver, mas já estou com uma responsabilidade aqui dentro da minha barriga. Tenho que me adaptar a essa mudança repentina de estações.
—Infelizmente é dessa forma que tem que ser.
Mary pegou a bandeja do meu colo e saiu do quarto junto de tuquinha. Sem perder tempo, eu fui escovar os meus dentes e me aliviei. Tornei a voltar para a cama e continuei a assistir à televisão, sendo que dessa vez, eu estava sob a coberta.
As horas foram se passando e nada de eu conseguir dormir.
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Madrugada de Sábado, 01 de março.
Às 03:28min da manhã.
Custei, mas eu já estava me sentindo sonolenta e me levantei para ir me aliviar novamente, eu estava uma mijona mesmo. Logo, logo eu dormiria e dei descarga no vaso sanitário, fui lavar as minhas mãos e apaguei a luz do banheiro. Vim caminhando de volta para a cama e a porta do quarto foi aberta, cheguei a me assustar de leve e Edward também por eu estar acordada. Ele avaliou o meu baby doll e fechou a porta do quarto continuando a olhar para mim, da mesma forma eu me aproximei da cama e me deitei, cobri-me quando ele passou ao lado da cama. Edward foi para o closet sem falar nada e saiu de lá com o pijama dele na mão. Ele entrou no banheiro e tomou o seu banho de forma tranquila, quando ele saiu inteiramente nu de dentro do Box, eu fechei os meus olhos. Parecia coisa de outro mundo e isso era bem impróprio para ocorrer entre nós dois, mas eu juro que o meu corpo desejava o dele loucamente naquele momento. Acho que a carência de contato íntimo estava alterando o meu juízo e até o meu amor próprio. Olhá-lo nu me deixou desejosa demais e resolvi ligar o ar, com esse meu gesto, acabou chamando a atenção dele. Eu estava com um pouco de calor no momento e devia ser os meus hormônios em ebulição. Era imprópria essa situação e prendi a minha vontade de chorar.
Edward se secou e vestiu somente à parte de baixo do pijama, depois veio se deitar ao meu lado e se cobriu. Seu cheiro bateu em meu nariz feito chicote e resolvi apagar a luz do abajur, acho que hoje eu morreria de desejo para a minha total falta de vergonha na cara. Meu corpo desejava o dele e parecia como o desejo de grávida, pois já fiquei desejosa de comer antes e sabia como era o real desejo de uma grávida. Às vezes era avassalador e dava até água na boca. O que eu estava sentindo era bem intenso e eu estava chateada comigo mesma, por isso algumas lágrimas escorreram e as sequei sem fazer um sequer barulho. Ele havia se deitado o mais longe possível de mim, mas mesmo assim compartilhávamos da mesma coberta. Olhei para o relógio e nele dizia ser 04:10min da manhã em vermelho.
Com essa chuva de sensações em meu corpo, eu acabei me levantando da cama e calcei o meu chinelo. Ao ir à direção da porta às cegas por causa do escuro do quarto, eu podia sentir o quanto os meus seios estavam sensíveis e o bico a todo o instante pressionava o tecido justo em meu corpo. Abri a porta e tornei a fechá-la, um dos motivos da minha fuga era de pensar que horas atrás ele estava com outra mulher e depois veio se deitar ao meu lado. Bem ou mal eu não tive relações com ninguém durante a minha estadia em Solares e não foi falta de oportunidade, eu sabia que se eu quisesse, o jake daria o que eu estava pedindo e muito bem.
Desci devagar e a luz do corredor iluminava até a metade da escada, caminhei até a cozinha e acendi a luz. Abri a geladeira e peguei uma garrafa de água, depois peguei um copo no armário e bebi dois copos de água. Dei-me por satisfeita e guardei a garrafa outra vez, apaguei a luz da cozinha e eu estava sem cabeça para poder lavar o meu copo, então o deixei dentro da pia. Fui para o porão e acendi a luz, liguei o ventilador que parecia mais um tornado de tão potente e tornei a apagar a luz. Pela porta estar entre aberta, a pouca claridade vinda de fora iluminava o cômodo e me deitei após afastar a grossa coberta. Acomodei-me no travesseiro e fiquei de barriga pra cima, essa posição me oferecia conforto e com o passar dos minutos as minhas pálpebras foram pesando. Acabei dormindo.
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Á água escorria pelo o meu corpo e com ela estava se indo o sabão. Eu tomava banho e admirava o quanto o meu corpo era bonito, eu não tinha barriga alguma e fechei os meus olhos para poder entrar em baixo do jato do chuveiro. A água quente me renovava e após eu terminar o meu banho, eu saí do Box. Enxuguei-me devagar e me enrolei na toalha. Ao sair do banheiro, eu avistei a minha cama e nela havia um homem deitado, mas o qual eu não conseguia identificar o rosto ou o corpo, mas eu sabia que ele era alto e que estava realmente ali. Não liguei e me aproximei da cama sorrindo, só podia ser loucura minha, mas parecia que eu sabia o que eu estava fazendo e parecia ser o certo. Ao parar ao lado da cama e de frente para ele, o mesmo arrancou a minha toalha fora de forma sensual e de relance eu vi o seu peito desnudo e se apagou. Era como se eu me relacionasse com o invisível, mas eu podia sentir em minha pele todo o gesto dele para comigo e sorri quando ele se sentou na cama e me abraçou beijando o vão dos meus seios. Com isso eu passei a mão em seu cabelo, os fios sedosos correram entre os meus dedos e ele me fez inclinar para trás. Senti beijos e mordidinhas serem depositados em meu pescoço e gemi baixinho pela intensidade que esses pequenos gestos provocavam em meu corpo. Estava bom demais e senti que os meus lábios foram beijados de leve, mas intensificamos o nosso beijo e escutei o som do zíper ao ser arriado, mas eu ao olhar para baixo, eu vi como um borrão que o tecido era de cor escura. De relance eu vi o contraste que a calça fazia na pele dele, mas ele não me deixou admirá-lo por muito tempo. Logo ele levantou o meu rosto e na claridade do abajur que antes não estava aceso e agora estando sem eu saber como, eu me perdi no mar verde de seus olhos. Parecia loucura eu não conseguir identificá-lo, não conseguir ver o seu real rosto, mas os olhos daquele estranho não me eram estranhos. O seu jeito de me beijar estava me levando à loucura e eu o empurrei no invisível fazendo com que ele caísse de barriga pra cima na cama. Escutei o som de sua risada e de relance eu vi os seus lábios esticados por causa do sorriso lindo que ele tinha. Reparei a cor rosada de seus lábios e isso me deixou mais excitada ainda. Sentei-me sobre ele e o meu quadril foi erguido pouca coisa, senti os dedos dele correndo em minhas partes mais escondidas e isso me fez gemer de forma lenta por diversas vezes. Era incontrolável, eu percebia o quanto ele estava gostando ao me ouvir gemer tão entregue. O prazer que eu estava sentindo era fora do normal e fui jogada na cama, imediatamente ele ficou sobre mim sem que eu conseguisse ver o rosto dele nessa posição e me fez fechar os olhos.
—Apenas sinta. Disse a pessoa baixinho em meu ouvido e o lambeu devagarzinho, foi impossível eu não gemer novamente de forma entregue.
Meus seios foram sugados e eu podia sentir o carinho da língua dele neles. Minha barriga também teve atenção e senti beijos serem distribuídos em minha virilha. Para minha inquietação ele se afastou e pude ver a cor linda que tinha o seu cabelo, mas foi tão rápido e se apagou.
A cama se moveu e pelo barulho de tecido, eu pude saber que ele tirava a roupa. Sem demora ele se deitou sobre mim e abriu bem as minhas pernas, senti a cabeça de seu sexo roçar no meu e pude perceber o quanto eu estava excitada, eu estava ensopada para dizer a verdade e ele me beijou cheio de paixão sem ainda me penetrar, no que ele se afastou e impulsionou o corpo contra o meu, eu gemi alto ao ser penetrada e ele olhou para mim, pude ver claramente que era o Edward ali o tempo todo e ele também ficou olhando para mim sem dizer uma palavra. Até o seu corpo parou com os movimentos e a porta do meu quarto foi aberta para minha total surpresa e era o....
—Jake. Falei sentida olhando para ele.
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Despertei assustada e ofegante, eu podia sentir o suor em meu pescoço, mas fui surpreendida ao abrir os meus olhos e me deparar com um olhar nada amigável e intensamente verde. Imediatamente ele segurou em meu pescoço.
—Então anda sonhando com o outro? Perguntou ele entre os dentes e me machucando, seu olhar não era dos melhores. –Está sentindo a falta dele?
—Não, claro que não Edward, pare! Ai!
—Eu ouvi claramente você falando o nome dele! Pior ainda foi escutar os seus........ ele não terminou.
—Mas foi só no final, eu juro. Foi um. Um. um sonho ape. Apenas. Falei com dificuldade, ele segurava em meu pescoço de forma firme.
—Você não vale mesmo nada! Até os seus sonhos não prestam! Disse ele me largando e saiu do porão batendo a porta.
Eu fiquei sem entender o que ele estava fazendo ali em baixo e olhei para o relógio, marcava 07:15min da manhã. Passei a mão em meu pescoço um pouco dolorido por causa da brutalidade dele e me sentei na cama. Em minhas entranhas eu podia sentir o quanto eu estava molhada por causa do sonho que foi mais que erótico e me levantei para ir até o banheiro. Lavei o meu rosto e a minha nuca que estava pegando fogo. Arriei a parte de baixo do meu pijama para ir me aliviar e me sentei no vaso sanitário mais que pensativa, dessa vez as lágrimas não quiseram vir e me asseei após terminar.
Resolvi tomar um banho gelado por estar com o meu corpo febril ainda e peguei a minha antiga toalha que ainda estava ali para me secar. Tornei a colocar o meu baby doll e ajeitei o meu cabelo estando pensativa demais. Edward havia descido para espiar o meu sono e na certa eu deixei escapar o nome de jake para minha total falta de sorte. Eu sabia que jake sem ter feito nada a ele, Edward o odiava, não havia cabimento isso e saí do pequeno banheiro.
Ajeitei a cama e desliguei o ventilador para eu poder subir. Subi a escada que dava no corredor devagar e ouvi barulho na cozinha, devia ser a Mary que já cedo preparava o café da manhã dos seguranças da casa. Não quis ir até lá e subi, abri a porta do quarto de Edward e ele olhava para o mar através da janela. Eu não diria que tive um sonho pra lá de erótico com ele, jamais e, eu sabia que isso inflaria o ego dele. Eu sabia o quanto ele era convencido e o deixaria pensando o pior de mim, eu sabia o quanto eu era mal vista e um pecado a mais não faria diferença para mim.
Passei direto para o closet e troquei de roupa, coloquei um shortinho jeans e uma blusinha de alça, sendo que a mesma cobria toda a minha barriga. Fui até a minha gaveta de joias e optei por colocar uma argola de ouro, peguei um cordãozinho do mesmo material e já estava de bom tamanho. Saí do closet encontrando com Edward em pé no mesmo lugar e fui para o banheiro pentear o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo no mesmo, ficou bom assim e passei um pouco de lápis de olho para não ficar com a cara limpa. Ao sair do banheiro.
—Você vai descer para tomar café agora? Perguntei ao me aproximar da cama e não dele.
—Pode ir se quiser.
—Estou perguntando se você vai e não eu.
—Não estou a fim de responder.
—Precisa falar desse jeito Edward? Eu fiz apenas uma pergunta.
—Já não falei?
—Você é um estúpido, mas sei que com a sua vadia você não é assim!
—Desça e vá tomar o seu café garota, não to a fim.
—Mas pode invadir a minha privacidade quando bem quer.
—Mas eu posso!
—Não, não pode! Só porque eu estou aqui na sua casa, isso não significa q......
—Já falou demais! É melhor você ir tomar o seu café em paz!
—Sábado que vem é a droga do casamento Edward e você não vai poder me tratar sempre dessa forma.
—Por que não desce? Perguntou ele indo abrir a porta para eu sair e eu continuei no mesmo lugar, cruzei os meus braços e continuei olhando para ele. –Não estou a fim de tumulto logo de manhã!
—Não irei sair dessa forma, eu não sou a sua cadelinha! Saiba que a partir de já você tem que aprender a me respeitar como ser humano que sou! Não devo nada a você ou a sua família! O que você faz comigo, eu posso vir fazer o mesmo com você.
—Desde já, você não é flor que se cheira! É uma mentirosa, falsa e pensa que eu caio na sua lábia fácil, fácil.
—Caindo ou não, isso é problema seu. Saiba que não vou ficar aceitando as suas injúrias o tempo todo.
—Faça o que bem achar conveniente a você. Tem de tudo aqui mesmo, olhe em volta e sei que lhe convém, então fique de boca fechada!
—Não tem o mais importante, não há o que eu trocaria tudo e toda a riqueza em volta de mim. Não me conhece de verdade Edward Cullen, por isso vomita essa quantidade de coisas a meu respeito. Não me compare com você, pois o único interesseiro e movido ao status é você. Prefiro ficar endividada a gastar um só centavo seu novamente, engula todo o seu dinheiro, orgulho e saiba que apesar de tudo, quem mais sofre sou eu. Eu que irei pôr no mundo uma criança que não planejei, pulei as etapas da minha vida por sua culpa.
—Culpe os seus malditos pais por tudo então! Culpe a si mesma apenas por existir.
—E o que eles roubaram para causar tanta discórdia e raiva?
—Você finge que não sabe. Impossível pessoa que se dizem pobres viverem num apartamento daquele. Se você acha que eu cairei na sua mentira, saiba que está muito enganada Swan. Já está feito!
—Não vou convencê-lo mesmo, pense o que quiser.
Olhei por breves segundos para ele e saí do quarto. Desci a escada sem derramar uma lágrima sequer e fui para a cozinha.
—Bom dia Mary. Bom dia Victória.
—Bom dia senhorita Isabella. Falou a nova empregada.
—Bom dia. Falou Mary sorrindo.
—Por favor, eu vou querer o meu café agora e irei comer na sala mesmo.
—Pode deixar. A vick já arrumou a mesa.
—Tudo bem.
—O patrão vai tomar o café dele agora também? Perguntou a moça.
—Não sei. Falei olhando para ela.
—É só para eu saber se irei servir uma ou duas pessoas.
—Tudo bem. É só para mim.
—Ok, senhorita.
Fui para a sala a passos vagarosos e apertei o botão para abrir todas as barreiras, o dia estava lindo lá fora. Fui me sentar à mesa e logo a Victória veio me servir, ela já estava apta pelo o que eu estava vendo e colocou leite em minha xícara.
—Muito ou pouco café senhorita?
—Pouco, por favor.
—Ok.
Ela despejou o café devagar e aproximou o recipiente contendo os quadradinhos de açúcar para perto de mim. Coloquei a quantidade que eu queria em minha xícara e ela colocou dois pãezinhos em meu pratinho. Tinha de tudo ali, como presunto, queijo branco, amarelo, peito de peru defumado e creme de ricota que era uma delícia. Preferi pôr o creme de ricota e coloquei duas lasquinhas do peito de peru em cada pãozinho, assim era uma delícia. No momento que eu iria levar um dos pãezinhos na boca, o Edward apareceu na sala já estando todo arrumado e estranhei por ser sábado.
—Victória, por favor, eu desejo o meu café também.
—Sim senhor. Falou ela saindo da sala e levou consigo a bandeja vazia.
Continuei comendo calada e ele permaneceu na dele enquanto esperava o seu café, já eu comia perdida em pensamentos. Eu sabia que ele não iria trabalhar por ser sábado e imaginei ser mais um dia de zoação. Seu traje casual dizia o quanto à vontade ele estava de ir se encontrar com quem quer que fosse. Mais isso não ficaria assim, se ele podia sair, eu mostraria que eu também podia.
Victória veio servi-lo e ele comeu calado, sendo que eu terminei primeiro e me levantei da mesa o deixando para lá. Subi a escada e entrei no quarto, fui direto para o closet e escolhi uma roupa bem bonita e igualmente o calçado. Eu iria aproveitar a noite e mesmo que fosse sozinha, eu iria me divertir. Guardei o que eu escolhi em uma bolsa e fui até as minhas joias, escolhi o que achei que combinaria e as guardei na bolsa, ao ouvir a porta do quarto sendo aberta, eu tratei logo de esconder a bolsa e fingi estar arrumando as minhas coisas. Olhei na direção da porta e vi que Edward passou direto para o banheiro, ele iria escovar os dentes antes de sair. Na certa só voltaria de noite e eu há essa hora já estaria longe.
Ele saiu do banheiro e depois do quarto, com isso saí do closet e fui para a janela olhá-lo. Minutos depois ele apareceu e caminhou na direção da garagem, dois de seus seguranças o seguiu e entraram na garagem. Quando Edward saiu de lá, ele estava em seu Aston Martin e a pirua Blazer o seguiu, soltei um muxoxo e saí da janela. Fui até o closet pegar a minha bolsa, a malinha que eu havia posto a minha roupa de sair e as minhas outras coisas. Tendo uma ideia mais que louca, eu fui até a gaveta onde ficavam as chaves dos carros dele e peguei a do Volvo, era o seu preferido e sorri. Deixei o quarto como estava, a cama estava desarrumada e saí com as minhas coisas, desci a escada com cuidado e fui para a cozinha. Deixei as minhas coisas no chão da mesma ganhando o olhar da nova arrumadeira e fui até o quintal atrás de Sebastian, o avistei no meio do jardim.
—SEBASTIAN. O chamei alto e ele me olhou, na mesma hora ele veio até a mim.
—Pois não senhorita.
—Desejo ir pra Solares e tenho a chave do carro do seu patrão, descanse a Blazer hoje.
—Qual o carro?
—O Volvo.
—Mas esse quem sempre dirige é ele. É o xodó dele esse carro senhorita. Tem certeza?
—Absoluta. Pegue a chave.
—Posso ser despedido por mexer no carro dele sem ordens.
—Não tenha medo, pegue a chave. Insisti a oferecendo para ele.
—Tudo bem, mas agora?
—Sim. Deixe-me lá e amanhã vá me buscar às 17h. Darei dinheiro para você voltar de ônibus e quando chegar em Ourinhos ligue para os outros seguranças ir buscá-lo.
—Combinado então.
Sebastian foi até a cozinha comigo, pegou as minhas bolsas e as levou pro carro, já eu fiquei na cozinha.
—Mary eu estou indo para Solares. Falei sorrindo.
—Ok. Disse ela me olhando. –O que aprontou para estar com esse sorriso no rosto?
—Volto amanhã de noite.
—Não me respondeu. Falou ela desconfiada.
—Vou passear e com o carro dele.... Digo o Volvo, ééé. Esse mesmo.
—Minha nossa amiga! Deixe o homem quieto. Disse ela apavorada e eu sorri mais ainda.
—Pra que tanto drama Mary? É só um carrinho caro.
—Não é conveniente e você nem sabe dirigir. Pra que quer o carro dele?
—Não seja curiosa.
—Os pais de Edward devem chegar amanhã de noite.
—Vou me distrair um pouco e irei dançar hoje à noite. Falei dançando e a outra empregada passava pano nos armários no momento.
—Vê lá hein!
—Edward faz o mesmo. Falei mais baixinho e séria por não haver graça. –Então não vejo problema! Ele foi sair ainda pouco! E para onde se ele não foi trabalhar?
—Vai sair com....????
—Não sei Mary, estamos esbarrados por causa do meu casamento.
—Estou com uma sensação bem ruim amiga e sei que você quer fazer isso para provocá-lo.
—Iiiiii Mary, então tenha essa sensação todos os dias. Todos os dias é ruim para mim. Até amanhã.
—Até. Disse ela me olhando e saí da cozinha estando séria. Ele iria se ver comigo.
Fui para a garagem e Sebastian abriu a porta do carro para mim, o agradeci e me acomodei no banco do carona. Ele se acomodou no banco do motorista e ligou o carro. Olhei ao redor no interior do veículo e o cheiro bom de Edward estava todo ali. Por eu estar mexendo no carro que eles sabiam ser sem a permissão do dono, com isso alguns seguranças ficaram olhando por estarmos indo com o carro do patrãozinho deles. Sorri para eles e acenei. Uns até balançaram a cabeça que não e se afastaram. Dane-se! Pensei e abri o vidro do carro.
—Nem uma palavra. Falei alto e eles assentiram com a cabeça. O mais fofoqueiro de todos que era o Fausto, esse estava junto de Edward no momento e menos mal.
Saímos da mansão e durante o trajeto da casa dele até a rua principal, eu tive a ideia de olhar no porta luva do carro dele. Abri e encontrei uma caixa de camisinhas, a revistei e só tinha uma. Havia papéis sem importância e até lenço de papel, mas para a minha surpresa havia um saquinho com uma ervinha dentro e a peguei para eu olhar de perto. Sebastian olhou para o que eu estava fazendo e sua reação demonstrou que aquilo que eu olhava não era qualquer coisa.
—O que é isso Sebastian?
—É melhor guardar isso senhorita e imagino o quanto já está metida em encrenca. Quer mais ainda?
—Quero saber se isso é o que eu imagino? Meu ex-namorado se meteu com coisas erradas. Falei deixando as lágrimas rolarem e as sequei. –Sei o que é. Falei profundamente magoada mais por Esme e Carlisle que eram pessoas bacanas.
—Eu sou apenas um empregado, sou pago para ter olhos e não ver, digo o mesmo do ouvido.
—Posso entendê-lo. Falei sentindo o meu peito comprimido e eu não devia me importar com isso. –Então finja que não aconteceu nada.
—Sim, senhorita.
Ajeitei as coisas novamente no guarda luva e ao passarmos na pequena serra que havia no trajeto, eu varejei o saquinho na ribanceira e encostei-me no banco. Eu estava magoada e os meus lábios tremiam pela imensa vontade de chorar.
—Desculpe chateá-lo com o meu choro, mas é involuntário.
—Sabe como são alguns mauricinhos senhorita, se metem em encrenca vez ou outra.
—Já tive essa experiência antes, mas por sorte o meu ex-namorado não faz mais esse tipo de coisa.
—Pode não ser dele esse saquinho, já que ele tem vários amigos.
—Está obvio demais e no carro dele é muita coincidência. Sei que aquilo era o suficiente para fazer um baseado e Edward é bem agressivo às vezes. Está na cara.
—Bom, eu não sei o que dizer para consolá-la.
—Tudo bem Sebastian, obrigado por ser gentil comigo.
O trajeto quase inteiro eu fiquei quieta na minha e vez ou outra as lágrimas rolavam, eu queria entender o porquê eu me importava, mas isso era tão decepcionante.
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HORAS DEPOIS.
Chegamos em Solares e fui olhando para o lado de fora, quando dei por mim, eu já estava em frente o meu prédio. Acenei para o porteiro e o mesmo liberou a nossa entrada, fomos para a garagem e quando paramos.
—Tome esse dinheiro, dá para você voltar e até almoçar se você quiser.
—Obrigado senhorita.
—Qualquer coisa pode falar que fui eu quem o obrigou a vir com o carro dele e diga que com medo de perder o seu emprego com a minha ameaça, você aceitou. Pode falar dessa forma que ele irá acreditar. Diga que eu o ameacei, ok.
—Não sei não. O que pretende fazer com o carro do patrão?
—Estou pensando ainda. Deixe-o aí enfeitando, ele não pode entrar aqui sem a minha permissão mesmo.
—É raro ele andar no Aston Martin, ele gosta mais é desse aqui.
—Percebi. Falei sorrindo.
—Então eu vou indo, até amanhã. Devo trazer outro segurança para levar o carro do patrão de volta?
—Obvio que não! Ele só sairá daqui quando eu quiser.
—Tudo bem senhorita, mas saiba que se meteu numa tremenda encrenca.
—Já estou nela desde setembro. Falei pegando o meu sapato na bolsa e com o salto grosso eu quebrei toda a proteção dos dois faróis e depois fiz o mesmo com a proteção da luz traseira que era bem maior e cara pelo visto. Trinquei de leve um pouco os vidros. Arranhei pra valer as laterais do veículo com a minha chave e fiz um grande estrago por lembrar que ele me ofendia por causa da outra mulher. Era para olhar e chorar com o que eu fiz no carro dele e não me arrependi. Perda total na pintura eu reparava e lembrei de ter sido chamada de puta de luxo tantas vezes por ele sem dó. –Desculpe, foi sem querer. Falei séria e lembrando de todas as palavras ofensivas dele.
—Deixe eu ir. Já fiz a loucura de trazer o carro dele que pelo visto e agora eu tenho a total certeza de que você furtou a chave.
—Exatamente e não me arrependo.
—Tchau senhorita.
—Tchau. Falei batendo a porta do carro, coisa que Edward não gostava e acionei o alarme, com isso os vidros do carona e do motorista subiram sozinhos. Sebastian foi à direção da porta que sairia na portaria e sumiu da minha vista, já eu subi satisfeita em ter dado um imenso prejuízo a Edward. Ele gastaria uma nota na pintura do carro, gastaria uma nota na compra das proteções do farol, vidros e na proteção traseira.
Abri a porta do meu apartamento e tornei a trancá-la, fui abrir as janelas para poder entrar um ar e o dia estava como sempre lindo em Solares. Mesmo aprontando com o carro dele, eu sentia uma tristeza dentro de mim. Eu não estava acreditando no que eu por acaso descobri. Para tentar me distrair eu fui até a cozinha e abri a janela de lá, tirei algumas coisas para eu poder preparar o meu almoço e comi uma bolacha para enganar o meu estômago. Pensei em Edward e ele não devia ter chegado em casa, do contrário já teria ligado com a sua forma educada de falar.
Fiz a minha comida e depois de pronta eu fui ligar para o jake. Chamou uma vez somente e na segunda ele atendeu.
—Bella?
—A mesma. Falei sorrindo.
—Mais você não ia para a casa do pai da sua filha? Perguntou ele estranhando.
—E fui, mas voltei e irei embora amanhã de tarde somente. Eu queria ir sair hoje jake. Tem algum lugar maneiro em mente?
—Há vários em Miami. Estou surpreso com a sua volta repentina.
—Até eu estou. Falei séria.
—Isso é bom ou ruim?
—Um pouco de cada coisa, mas isso não vem ao caso.
—Nossa! Que bicho te mordeu?
—O pior deles. Vai ou não querer sair comigo? Perguntei me lembrando que eu havia confessado a ele que eu iria me casar.
—Se for para me meter em furada, eu vou. Falou ele sorrindo. –Não se case bella.
—Corre um sério risco. Falei ignorando o pedido dele, eu não queria entrar em detalhes naquele momento. -Talvez essa não seja uma boa ideia. Tchau jake. Após eu falar, desliguei o telefone.
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1min depois.
O telefone tornou e ficou tocando por muito tempo, não era conveniente colocá-lo em perigo à toa e fui para a cozinha tirar a minha comida. Eu estava com pouca fome e comi pouco, mas ao lembrar daquela porcaria que eu encontrei, sem eu desejar as minhas lágrimas vieram.
—Que tolice! Falei secando as minhas lágrimas após descansar o garfo sobre o meu prato de comida.
Novamente o telefone começou a tocar, mas o ignorei, eu sabia ser o jake e levantei para ir lavar o meu prato. Ajeitei a cozinha e fui para o meu quarto levando a bolsa que eu havia trazido e deixei a minha roupa esticada. Olhando bem para ela, o sapato que eu havia trago ficaria bonito, mas com a minha sandália que estava aqui, ficaria ainda mais bonito.
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Às 18:36min.
O meu telefone tornou a chamar e fui atender pensando ser o jake, mas ao atendê-lo.
—Por que mexeu nas minhas coisas e pegou a chave do meu carro sua vadia? Perguntou ele cuspindo fogo a sua maneira educada e sorri deixando o som transparecer, isso pareceu enfezá-lo ainda mais. –Irá se arrepender!
—Pensei ser outra pessoa mais importante, mas desde já me desculpe pelos os faróis destruídos e pelos......... hummm! Pelos tremendos arranhões que eu provoquei em seu querido e precioso carro. Prepare o bolso para gastar! Após eu falar, eu bati o telefone pra valer na cara dele.
O telefone da sala tocou como um louco e o deixei tocar, acho que Edward se cansou de tentar e parou de ligar quase quarenta minutos depois. Dei graças a Deus.
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Às 19:40min.
O telefone tornou a tocar e seja quem fosse eu fui atendê-lo. Eu não poderia evitá-lo para sempre.
—Bella, até que fim me atendeu! Falou jake chateado.
—Eu não quero envolvê-lo jake.
—Se preocupe com você e esse cara nem irá descobrir o nosso paradeiro.
—Você acha?
—Tenho certeza. Vamos sair?
—Então vamos, mas para um lugar mais afastado daqui.
—Passo às 21h aí e te pego.
—Entre na garagem.
—Ok.
—Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e fui olhar da janela da sala, nem sinal de pirua Blazer e nem nada. Achei melhor assim e fui dar um jeito em minhas unhas. Passei uma mão de esmalte clarinho nelas e secariam rápido.
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Às 20:25min
Com o meu esmalte sequinho, eu entrei no banheiro e tomaria o meu banho rápido. Lavei o meu cabelo e me ensaboei, enxaguei-me e saí para me secar e me produzir.
Depois de seca eu fiz uma maquiagem marcante e passei o meu batom vermelho. Hidratei a minha pele e me perfumei por inteira, já os meus cabelos eu os sequei bem e dei um jeito neles a minha maneira. Vesti a minha roupa e calcei a minha sandália, ficou muito bom, eu me olhava no espelho e sorri ao me olhar com aquele vestido vermelho sensual e de tiras finas nas costas. A sandália vermelha era uma arraso e alta. Quando eu saí do closet, eu escutei o meu telefone tocando e fui atendê-lo.
—Bella, eu já estou aqui na garagem.
—Tudo bem jake, já estou descendo.
—Ok.
Peguei a bolsinha preta que eu havia trago e coloquei dentro dela a chave do carro de Edward, o meu batom e algum dinheiro, não me esqueci da minha identidade também e saí. Tranquei o meu apartamento e entrei no elevador após ele subir, quando eu cheguei na garagem, jake estava parado próximo do elevador.
—Uauuuu. Disse ele me olhando, mas não demonstrava tanta empolgação, talvez por eu me casar com outro.
—Gostou? Perguntei dando uma voltinha.
—Linda, linda. Falou ele sorrindo levemente e veio me dar um beijo na bochecha.
—Obrigado. Hoje nós iremos em outro carro.
—No que foi da sua mãe?
—Não, esse não. Iremos com o carro de um amigo meu, por parte deles lá.
—Pela a sua cara, eu sei que é mentira. O que foi dessa vez bella?
—Esse carro é de alguém e pronto jake, se perguntar muito eu irei desistir de sair. Está aqui a chave dele.
—Tá. Mas é aquele Volvo destruído ali? Só pode ser por estar na vaga correspondente ao seu apartamento.
—É ele mesmo.
—Que pena e que estrago meu! Ele está com as proteções quebradas e completamente lanhado, mas é uma joia de carro olhando bem. Mas as luzes estão intactas, digo as da frente e pelo menos isso. A pintura está muito danificada pelos arranhões. Quem fez isso bella?
—Quer saber demais, não acha?
—Ok. Vou estacionar o meu carro então.
—Ok jake.
Eu estava cometendo mesmo uma loucura e pedi jake para me esperar, fui até a portaria e escondida eu olhei em volta, mas nem sinal deles. Sorrindo eu voltei correndo para a garagem e jake já me aguardava desconfiado ao lado do carro de Edward.
—Podemos ir. Sabe pilotá-lo?
—É moleza! Sou piloto de fuga, lembra? Perguntou-me ele sorrindo agora pra valer.
Jake destravou o alarme e abriu a porta do carro para eu entrar, sorrindo eu me sentei no banco e ele depois foi fazer o mesmo. O cheiro de Edward me açoitava e olhei para o lado de fora. Saímos da garagem e agora havia me batido o real medo, mas tentei afugentá-lo e olhei para os lados preocupada. Nada de anormal constatei e pude respirar um pouco mais tranquila.
—Parece tensa. Observou jake.
—Até você no meu lugar estaria. Vamos chegar logo nesse lugar e nos divertir.
—Com certeza. Falou ele sorrindo e eu encostei-me melhor no banco.
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1h e ½ depois.
Paramos em frente de uma boate chamada Passion e jake veio abrir a porta para eu sair, reparei que o lugar era bem frequentado e sorri.
—Parece bom.
—É legal sim. Vamos? Perguntou ele segurando na minha mão e a beijou.
—Claro. Falei sorrindo.
Caminhei pelo estacionamento sentindo o meu coração disparado e jake me deu a chave do carro de Edward para eu poder guardá-la em minha bolsinha. Nessas horas fazia uma falta tremenda saber dirigir. Fiz questão de pagar a nossa entrada e ele prometeu pagar as bebidas lá dentro. A música agitava rolava à solta. Entramos na boate com jake segurando na minha cintura e fui movendo o meu corpo por estar sentindo saudades de me divertir pra valer. Paramos e comecei a dançar sorrindo para ele, mas com moderação, afinal eu estava grávida.
Joguei o meu cabelo e rebolei de leve, dancei bem próximo dele e ao lembrar de tudo que eu estava passando, eu resolvi chutar o balde.
—Anda jake, dance comigo. Falei segurando na cintura dele para instigá-lo.
—Estou um pouco enferrujado bella.
—AH!! Não acredito! Falei o puxando para mim e dançamos bem juntinho, o perfume dele era mesmo bom e cheirei de leve o pescoço dele. –Que delícia jake, esse eu não conheço.
—Gostou?
—Muito. Falei olhando para ele, estava complicado pelo jogo de luzes quase nos cegar.
—Que bom! Faz pouco tempo que eu o comprei. Quer beber algo?
—Uma cerveja.
—Está maluca? Perguntou ele me olhando sério.
—Estou brincando. Falei sorrindo. –Aceito qualquer coisa que não seja alcoólico.
—Ok.
Fomos até o bar comigo nunca parando de me mover ao som e jake pediu dois drinks pra nós. Rapidamente eles foram preparados e o sem álcool o rapaz me entregou junto de um canudinho.
Brindamos e bebemos o drink que por sinal estava muito bem feito, continuei dançando e olhei em volta com o canudo em minha boca. Sentindo-se mais solto, jake me abraçou por trás e senti que ele apreciava o meu cheiro através da minha nuca, mas me afastei sorrindo e continuei dançando.
Com a mão livre do drink por tê-lo bebido todo e ter já posto o copo sobre a bancada do bar, eu dancei passando a mão na minha cintura e corri a minha mão de forma sensual pelo o meu corpo.
Dancei rebolando de leve e girei desta mesma forma sorrindo, nisso jake me abraçou e me beijou sem eu esperar. Retribuí ao beijo, mas algo estava um pouco diferente e me afastei sorrindo levemente. O beijo foi ótimo, mas acho que eu estava passando por muita coisa e talvez isso tenha influenciado. De forma dominadora ele me abraçou e me beijou, depois passou os beijos para o meu pescoço, mas acabei me afastando novamente.
—Vamos com calma Sr. black.
—Você que é a culpada.
—Eu não. Não estou fazendo nada demais, estou apenas dançando.
—Sei. Falou ele sorrindo e pediu mais um drink para nós dois.
Bebemos o nosso drink e mais uma vez eu olhei em volta, mas apenas vi as pessoas dançando de forma descontraída e bebendo. Continuei a dançar e puxei o jake para o meio da pista, dançamos juntos mais uma vez e dessa vez nos soltamos bem mais junto dos jogos de luzes. Eles deixavam tudo mais eletrizante e todos se agitavam, jake se aproximou bem mais de mim e me abraçou. Ele aproximou o seu rosto do meu e me deu um beijo longo, mas me afastei ofegante, pois eu precisava de ar e me afastei pra valer dele. Já ele não entendeu nada com o meu afastamento repentino e fiz sinal com a mão para ele me esperar. Eu simplesmente saí andando feito doida, eu acho que era coisa demais para mim assimilar e na mente dele eu poderia estar indo ao banheiro, mas parei de andar quando...........
—Aproveitando? Perguntou Edward entre os dentes e segurando forte em meu braço, eu gelei.
CONTINUA........
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