Solares

30 Capítulo 30


BELLA....

Final do capítulo anterior.

1h e ½ depois.

Paramos em frente de uma boate chamada Passion e jake veio abrir a porta para eu sair, reparei que o lugar era bem frequentado e sorri.

—Parece bom.

—É legal sim. Vamos? Perguntou ele segurando na minha mão e a beijou.

—Claro. Falei sorrindo.

Caminhei pelo estacionamento sentindo o meu coração disparado e jake me deu a chave do carro de Edward para eu poder guardá-la em minha bolsinha. Nessas horas fazia uma falta tremenda saber dirigir. Fiz questão de pagar a nossa entrada e ele prometeu pagar as bebidas lá dentro. A música agitava rolava à solta. Entramos na boate com jake segurando na minha cintura e fui movendo o meu corpo por estar sentindo saudades de me divertir pra valer. Paramos e comecei a dançar sorrindo para ele, mas com moderação, afinal eu estava grávida.

Joguei o meu cabelo e rebolei de leve, dancei bem próximo dele e ao lembrar de tudo que eu estava passando, eu resolvi chutar o balde.

—Anda jake, dance comigo. Falei segurando na cintura dele para instigá-lo.

—Estou um pouco enferrujado bella.

—AH!! Não acredito! Falei o puxando para mim e dançamos bem juntinho, o perfume dele era mesmo bom e cheirei de leve o pescoço dele. –Que delícia jake, esse eu não conheço.

—Gostou?

—Muito. Falei olhando para ele, estava complicado pelo jogo de luzes quase nos cegar.

—Que bom! Faz pouco tempo que eu o comprei. Quer beber algo?

—Uma cerveja.

—Está maluca? Perguntou ele me olhando sério.

—Estou brincando. Falei sorrindo. –Aceito qualquer coisa que não seja alcoólico.

—Ok.

Fomos até o bar comigo nunca parando de me mover ao som e jake pediu dois drinks pra nós. Rapidamente eles foram preparados e o sem álcool o rapaz me entregou junto de um canudinho.

Brindamos e bebemos o drink que por sinal estava muito bem feito, continuei dançando e olhei em volta com o canudo em minha boca. Sentindo-se mais solto, jake me abraçou por trás e senti que ele apreciava o meu cheiro através da minha nuca, mas me afastei sorrindo e continuei dançando.

Com a mão livre do drink por tê-lo bebido todo e ter já posto o copo sobre a bancada do bar, eu dancei passando a mão na minha cintura e corri a minha mão de forma sensual pelo o meu corpo.

Dancei rebolando de leve e girei desta mesma forma sorrindo, nisso jake me abraçou e me beijou sem eu esperar. Retribuí ao beijo, mas algo estava um pouco diferente e me afastei sorrindo levemente. O beijo foi ótimo, mas acho que eu estava passando por muita coisa e talvez isso tenha influenciado. De forma dominadora ele me abraçou e me beijou, depois passou os beijos para o meu pescoço, mas acabei me afastando novamente.

—Vamos com calma Sr black.

—Você que é a culpada.

—Eu não. Não estou fazendo nada demais, estou apenas dançando.

—Sei. Falou ele sorrindo e pediu mais um drink para nós dois.

Bebemos o nosso drink e mais uma vez eu olhei em volta, mas apenas vi as pessoas dançando de forma descontraída e bebendo. Continuei a dançar e puxei o jake para o meio da pista, dançamos juntos mais uma vez e dessa vez nos soltamos bem mais junto dos jogos de luzes. Eles deixavam tudo mais eletrizante e todos se agitavam, jake se aproximou bem mais de mim e me abraçou. Ele aproximou o seu rosto do meu e me deu um beijo longo, mas me afastei ofegante, pois eu precisava de ar e me afastei pra valer dele. Já ele não entendeu nada com o meu afastamento repentino e fiz sinal com a mão para ele me esperar. Eu simplesmente saí andando feito doida, eu acho que era coisa demais para mim assimilar e na mente dele eu poderia estar indo ao banheiro, mas parei de andar quando...........

—Aproveitando? Perguntou Edward entre os dentes e segurando forte em meu braço, eu gelei.

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—Aí, está me machucando Edward! Falei tentando fugir dele e ele me arrastou para longe das vistas de jake sem que ele nos visse, mas permanecemos ali dentro mesmo. Fiquei temerosa por ver que ele estava acompanhado de dois seguranças. Os mesmos de quando ele me sequestrou, esses faziam a segurança diária dele. Eu diria que eram os mais covardes do grupo por ter que acompanhá-lo no dia-a-dia. Eles tinham que ser sangue frio para agir na hora certa e eram, eu podia me lembrar do dia em que tudo começou.

—Pro seu bem, fica quieta! Quer que eu dê uma lição no seu ex aqui mesmo ou fora daqui por causa da sua imprudência?

—Ele não tem culpa. Falei o desafiando com o meu olhar. –Ele não tem culp.........

—Tem por assediar aquilo que não mais pertence a ele, mas estou aqui para alertá-lo! Vou dar a lição que ele bem merece! Já você, você........ Ele não terminou de falar.

—E porque não pertenço a ele? Perguntei sentindo as lágrimas brotando, mas a impedi veemente de cair. -Você não sai e trepa com as suas vadias a hora que quer? Eu vi a caixa de camisinha no seu carro e só restava uma Edward! Não é de hoje que você vem saindo com essas vadias!

—Esse assunto não te interessa! Disse ele com a raiva estampada no olhar e me fulminava com o mesmo. –Por que o meu carro está naquele maldito estado? Perguntou ele entre os dentes, ele não estava para brincadeiras. — Diga! Por acaso........

—Eu o quebrei mesmo! O interrompi.— Você mereceu e ainda achei pouco o que eu fiz! Falei entre os dentes também, ele machucava o meu braço pra valer ao segurá-lo fortemente.

—Por sua culpa o seu amante terá uma...

—Faça comigo, sei o quanto covarde você pode ser junto com os seus homens, mas ele não merece a sua covardia! Jake sim é um homem do bem e bom, já você não vale um centavo!

—Isso quem decide sou eu o que eu devo fazer! Estou me lixando se ele é bom ou o que quer que seja!

—Me solte! Falei tentando sair do agarre dele e ele puxou o meu cabelo. Ele estava com a cara para poucos amigos e acredito que ele me viu beijando o jake.

—Pare! Agora iremos sair, depois você terá notícias não sei se muito boas do seu amigo. Disse ele me puxando.

—Não, eu não vou a lugar algum sem o jake! Falei me debatendo, eu estava muito preocupada e algumas pessoas nos olhavam, andávamos rumo a saída.

—Você irá sim, ou será bem pior. Disse ele segurando em meu cabelo e isso me machucou. –Isso é o que dar em me fazer passar por bobo! Deve ter adorado me passar por corno como vem fazendo. Mas isso acabou! Acabou! Está me ouvindo?

—Ai! Tudo bem. Falei sentindo os fios do meu cabelo serem puxados e andei com as minhas pernas tremulas. Coloquei a minha mão sobre a minha barriga como se eu tentasse proteger o meu bebê e pela tensão, pelo o jake e por tudo, eu fui sentindo tudo a minha volta rodando. O chão se mexia conforme eu ia pisando e acabei desmaiando pra valer. Sei que ele me segurou.

.

.

Um tempo depois.

Despertei estando deitada de barriga pra cima dentro do carro de Edward e no banco de trás. Reconheci ser do Volvo e com certeza ele revirou a minha bolsa e achou a chave do carro dele. Nós estávamos em um lugar fora da boate e para a minha infelicidade quando eu me sentei e olhei para o lado de fora, os dois seguranças estavam segurando o jake. Deixei uma lágrima rolar na mesma hora e só aí fui reparar que Edward estava sentado no banco da frente e sua arma estava sobre a coxa dele. Ele a segurava estando dessa forma e de jeito que pronto para atirar.

—O que pretende? Perguntei alterada e ele nada falou, continuou sentado no banco do motorista sem olhar para trás. No caso para mim. Eu não tive forças para reagir mal, eu poderia pôr tudo a perder.

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3min depois de silêncio, eu escuto o destrave da arma dele e temi.

Edward saiu do carro e fez com que eu saísse também segurando em meu braço.

—O seu amante não sabe o que eu represento para você? O porque estou na sua vida? Perguntou ele com a sua forma educada e pude reparar que Edward levou um soco no rosto.

—Quem é esse homem bella? Perguntou-me jake e desviei o meu olhar para olhá-lo na mesma hora.

—Ele não é ninguém...........importante jake.

—Ninguém? Perguntou o Edward sorrindo. –Não tenho tanta certeza assim, até teremos um bebê junto. Por que se fosse dele, eu já teria lhe expulsado, ou terminado o que eu pretendia. Sabe muito bem do que eu falo!!! Mas está grávida e eu não me vingo em criancinhas inocentes. Disse ele entre os dentes e alterou-se um pouco.

—Me conte a verdade logo de uma vez bella. Pra que mentiras? Pediu jake com o lado da boca afetado e olhei para o Edward.

—Eu sou o homem dela, por mais cômica que seja a situação, ela é a minha mulher em todos os sentidos da palavra se você quer saber e iremos nos casar. Isso explica alguma coisa ou preciso explicar mais claramente? Espero que tenha se divertido enquanto pode, mas o parque de diversões acabou! Ela sabe quais são as consequências se ela insistir e você se convença que a Isabella não pertence mais a você. O carro que ela ferrou é meu e não de um amigo como você mesmo disse que ela te falou! Disse Edward perdendo o controle, eu via ódio no olhar dele. -Aí de você se mentisse para mim! Facilmente eu poderia destruir tudo a sua volta garoto num piscar de olhos!

—Então é ele que é o pai da sua filha? Perguntou jake me olhando passado. Eu sentia a decepção no olhar dele.

—Infelizmente sim jake. Ele é o pai da minha filha. Agora que já conseguiu o que queria, o deixe em paz Edward!

—Ele é um covarde isso sim. Cuspiu o jake com repulsa e me apavorei por ele estar provocando o Edward. –Maltrata mulheres indefesas e que não sabem se defender sozinha!

—Cala a boca jake! Falei o reprovando e olhei para o Edward. – O deixe ir Edward, por favor! Supliquei.

—Está com pena dele? Perguntou Edward segurando em meu queixo com força. –VOCÊ É MESMO UMA SEM VERGONHA E FAZ MUITO BEM O PAPEL DE UMA MULHER QUALQUER!

—Ele não tem nada haver. Fui eu quem o chamou para vir, fui eu quem teve a ideia de pegar o seu carro e fui eu quem pediu o jake para dirigi-lo. Eu sim fui à culpada por tudo, não ele.

—Com esse gesto, você achou que zombaria de mim? Anda, fala logo! –Achou que iria me ferir ao vê-la se agarrando com ele? Perguntou ele transtornado e achei que ganharíamos um tiro. –O meu carro tem um dispositivo que o rastreia, fácil dos meus seguranças achá-lo sua traíra! Esqueceu que eu existo? Esqueceu do nosso compromisso? Esqueceu que carrega um filho e deve respeito quanto a isso? Esqueceu-se que não adianta fugir ou me fazer de bobo? Lá em casa não falta nada para você e é dessa forma que você agradece a minha mãe pela bondade dela bancando uma traíra SEM VERGONHA? Perdeu o juízo? Perguntou ele me matando com o olhar e apontou a arma para o jake sem pena e piedade.

—A Deixe em paz! Falou jake se debatendo e os seguranças o travaram com uma chave de braço. –Ai! Reclamou jake e o olhei, mas Edward me fez olhar para ele.

—Não se meta onde não é chamado! Ou quer perder os dentes? Edward ameaçou o jake.

—Não irá fazer isso Edward! O reprovei. –Não me esqueci do “nosso compromisso”

—SE NÃO TIVESSE SE ESQUECIDO, NÃO ESTARIA DE AGARRAMENTO FALTANDO POUCO PRO CASAMENTO! Disse ele de forma descontrolada e me puxou. –Juro que eu a mataria nesse momento Isabella por achar que estava me fazendo de bobo. Falou ele olhando para mim e depois olhou para o jake. -Então você deve ser da mesma laia que a dela, já que andavam juntos e um pouquinho mais.

—Edward, eu e o Jake não transamos ou algo do tipo.

—Calada! Falou ele me cortando. -Sendo que agora eu estou no pedaço mané e para o seu bem se afastará dela. Bem, saiba que não irá vê-la nem tão cedo mesmo, mas tome muito cuidado, sei onde você mora como eu já lhe disse. Tive até pena. Falou Edward e os homens dele sorriram. -Esse foi apenas um recado, da próxima não terá conversa! Fique avisado!

—Jake, finja que nada disso aconteceu e....

—Você fica quieta! Falou Edward me olhando e continuando a me segurar fortemente. –É uma pena a sua amada ter ficado sozinha no mundo, mas os pais dela fizeram por...........

—Edward, por favor, ele não sabe das coisas vergonhosas que os meus pais faziam. Falei baixinho suplicando e o olhando, ele ficou me olhando por vários segundos e talvez desacreditado ou em dúvidas se continuava o assunto ou não. –Não quero que as pessoas saibam da forma que eu vivia, é vergonhoso demais para mim. Pedi deixando as minhas lágrimas caírem.

—O que tem isso? Perguntou jake nos olhando.

—Leve-o daqui Fausto. Ordenou Edward.

—O que eles irão fazer com ele Edward? Não! Não seja malvado com ele. Pedi entre lágrimas, na verdade eu implorei e Edward ficou me olhando.

—Só dei o meu recado, acho que nem tão cedo o seu amigo irá querer te ver. Não é mesmo? Perguntou Edward ao jake e o mesmo ficou quieto. Ele sabia o quanto eles podiam machucá-lo já que eram três homens para apenas um. A arma dos seguranças estava visível e isso amedrontava qualquer um.

—Jake, não faça nada imprudente, por favor. Parece embaraçoso agora, mas eu vou ficar bem. Sei que ele não vai fazer nada de ruim com você, até porque ele já teria feito. É melhor nos afastarmos mesmo. Falei com pesar. –Vai ser melhor assim.

—Mas bella......

—Já falou demais! Disse Edward interrompendo o jake, depois ele me levou até o carro e de relance eu pude ver os faróis detonados. Edward me colocou dentro do automóvel e fechou a porta.

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.............................................................................................(No mesmo instante)

Madrugada de domingo, 02 de março.

1h da manhã em ponto.

Fiquei olhando para o lado de fora e vi quando Edward o ameaçou com a arma, segundos depois os homens o colocaram dentro da pirua Blazer e saíram com o carro batido. Edward entrou no carro e nada falou.

—Para onde eles estão levando ele Edward? Perguntei colocando a mão em minha barriga, a dorzinha fininha no pé dela se manifestou, eu fiquei muito nervosa e com medo de Edward judiar de jake na minha frente, mas ele me poupou.

—Vão deixá-lo em qualquer lugar e ele que se vire depois. Ainda fui bonzinho, mas não queira ter a próxima vez Isabella Swan. Conversaremos depois. Disse ele ligando o carro e me olhando. –Outro em meu lugar o teria matado ou deixado aleijado por se meter com a mulher dos outros, mas ele teve o que mereceu! Achei pouco ainda.

—Vocês...Vocês brigaram?

—Outro em meu lugar faria o mesmo! Ele não vai abrir a boca por não ser um homem bobo. Eu sei muito bem onde ele mora com deixei bem claro.

Resolvi ficar na minha depois dessas palavras dele, mas eu queria saber.

—Vamos para o meu apartamento, ou para Ourinhos agora?

—Estou decidindo. Falou ele me olhando transtornado e tornou a olhar para a rua.

—Ok.

Fiquei na minha mais uma vez e deixei as minhas lágrimas rolarem, a culpa era toda minha por ter saído com o jake e agora ele estava com a boca um pouco inchada por ele e Edward terem brigado. Eu estava desmaiada na hora, mas eu podia imaginar a fúria de Edward nesse momento catastrófico. Acho que Ângela ficaria decepcionada comigo por ter metido o melhor amigo dela em encrenca e tudo por culpa minha. Não me importei de chorar e sentia a dorzinha no pé da minha barriga. Tornei a colocar a mão sobre ela e fiquei acalentando-a.

—Está chorando por causa daquelezinho? Perguntou Edward com raiva e não o respondi, permaneci da mesma forma.

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Horas depois. (05:55min da manhã)

Parávamos em frente ao portão da mansão no momento e o mesmo foi aberto. O dia já estava raiando e as minhas pálpebras já estavam pesando há muito tempo durante a viagem. Edward estacionou o carro detonado na garagem e eu com muito custo saí segurando a minha bolsa, por sorte jake guardou a chave do carro dele com ele. Era só ele ir até o meu prédio que o porteiro o liberaria para entrar na garagem, eu só não sabia qual seria a reação da mãe dele ao vê-lo com o canto da boca sangrando e com o rosto levemente inchado. Eu tinha certeza que jake inventaria algo, ele sabia se virar bem e para o nosso bem.

Não esperei Edward sair do carro e saí andando, mas para o meu azar ele segurou em meu braço após me alcançar facilmente.

—Está com pressa por quê? Perguntou ele com raiva.

—Quero entrar logo! Está satisfeito?

—Não, não estou satisfeito porque se você não estivesse com o bucho cheio, você seria outra que iria levar uma lição por querer me fazer de bobo! Pegou a chave do meu carro sem eu permitir, envolveu o segurança no meio de suas tramoias e ainda acabou com o meu carro! Não sabe o quanto custa à pintura e por isso você fez aquilo. Tentou me atingir pegando-o e para a sua sorte o prejuízo foi externo!

—Da próxima eu o jogo em um barranco! Falei no momento em que saíamos da garagem com Edward me segurando e os seguranças ficaram olhando para mim. –PRA SUA SORTE EU NÃO SEI DIRIGIR EDWARD PORQUE SE NÃO, VOCÊ O ENCONTRARIA TODO AMASSADO! ISSO É O QUE DÁ ME DIMINUIR POR CAUSA DAS SUAS MULHERES! NÃO ME ARREPENDO NEM UM POUCO!

—Não, você não irá. Afirmou ele convicto do que estava falando. –Não é louca de tornar a mexer em meus carros! Agora ande logo!

Continuamos andando e ele abriu a porta da cozinha, fui largada de qualquer jeito após entrarmos e Edward fechou a porta novamente de forma desnecessária. Fui andando na frente e subi a escada, abri a porta do quarto dele e fui direto para o closet pegar uma camisola para eu colocar. Ao sair eu dei de cara com ele entrando no quarto e fui direto para o banheiro tomar o meu banho, eu estava preocupada com o jake e a dorzinha. Despi-me rápido e entrei no Box, tomei o meu banho num piscar de olhos e saí para me secar. Edward entrou no banheiro e eu ainda me secava, ele tirou a roupa quase ao meu lado e entrou no Box estando bem sério sem me olhar. Eu não queria papo com ele e vesti a minha camisola, lembrei de escovar os meus dentes e o fiz.

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Edward havia ligado o ar e o quarto já estava geladinho, fui até o closet pegar dois edredons e dormiríamos com cobertas separadas.

Olhei para a janela e o dia já estava raiando pra valer, estava cedo ainda e fui fechar a cortina. Ajeitei a cama e me deitei, não se passaram três minutos e Edward veio se deitar estando de boxer vermelha somente. Ao ver as cobertas separadas.....

—Junte-as, não há necessidade dessa frescura aqui! Você está me devendo, junte-as agora!

—Não estou a fim!

—Ajeite!

—Se quiser, faça você mesmo! Não movo uma palha e se quiser bancar o covarde, comece agora mesmo! Mas eu não vou obedecê-lo!

Contrariado, ele arrancou a coberta fora causando um contraste violento de temperatura em meu corpo e colocou uma em cima da outra, após nos cobrir ele veio me segurar com força.

—Que hoje seja a última vez que você me apronta uma dessas! Está me ouvindo? Perguntou ele bem firme entre os dentes e me olhando de forma intensa. Estávamos cara a cara.

—Não irei mexer mais nas suas coisas. Falei o encarando e estando amedrontada.

—Já perdi toda a paciência do mundo que eu tinha com você garota! Saiba que a sua sorte é a menina, não sei o que eu poderia fazer com os dois caso ela não estivesse aqui em seu ventre.

—Sei disso, já ficou claro o suficiente. Você só se importa com você, nos seus luxos e com a sua dro......... me calei na mesma hora e o olhei.

—Continua! Com a sua o quê?

—Vi o que anda fazendo Edward.

—O que você viu?

—Você.... você..... Eu vi o saquinho no porta luva do seu carro. Eu sei que você fuma.......

—Não se meta onde não é chamada! Está me ouvindo? Perguntou ele me machucando ainda mais, talvez para me intimidar.

—Ouvi. Falei afirmando com a minha cabeça veemente.

—Cale a sua boca porque ela é a sua inimiga!

—Não vou contar.

—Não deve!

—Que decepção. Falei o encarando.

—Decepção é a minha estar envolvido com você! AGORA.. VAI.... DOR...MIR!

—Ta. Falei afirmando veemente novamente e ele me largou.

Acomodei-me no travesseiro o olhando e coloquei a mão em minha barriga, a dorzinha fina ainda me incomodava e fechei os meus olhos, uma torrente de lágrimas rolou.

—Aprenda a nunca se meter nas coisas dos outros! Falou ele se acomodando na cama estando bem distante de mim. –Não tem o direito! Continuou ele. –Se comportou de forma vulgar e saiba que se comportando dessa maneira, você não tem o direito de chamar as outras de vadia.

Dei as costas para ele por eu estar deitada de barriga pra cima e por ele estar deitado de lado olhando pra mim. Eu estava nervosa e sentindo os meus nervos à flor da pele. Sei que eu não conseguiria pregar os meus olhos, então, achei melhor me levantar. Calcei o meu chinelo e saí do quarto deixando Edward me olhando.

Desci a escada e fui para a cozinha, às moças ainda estavam recolhidas e prepararia um suquinho de maracujá para eu beber. Peguei um copo no armário, mas ao ir olhar na geladeira, eu teria que prepará-lo. Então peguei dois maracujás e os lavei, cortei-os ao meio e reservei. Peguei o liquidificador e dei início ao preparo.

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Depois de limpar a pia e lavar o copo do liquidificador, eu pude finalmente degustar o suco com um pouquinho só de açúcar e estava muito forte.

Fui para a sala e preferi manter as barreiras arriadas, sentei-me no sofá e bebi o meu suco devagar acariciando a minha barriga.

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A dorzinha ainda estava presente e me deitei de barriga pra cima após beber todo o suco e colocar o copo no chão ao lado do sofá. Pensei no susto que jake e eu levamos, ele devia estar pensando o pior de Edward agora e com razão, claro.

Aos poucos as minhas pálpebras foram pesando. Eu sentia o quanto o meu corpo necessitava de descanso e pedia para eu dormir. Eu acabei dormindo ali mesmo.

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Às 16:05min da tarde.

Fui despertando aos pouquinhos e abri os meus olhos, sem me mover eu olhei em volta e vi estar no quarto de Edward. Eu me perguntava como eu fui parar lá, se eu havia dormido no sofá da sala. Minha camisola era imprópria para que me vissem com ela, havia muito detalhe em renda, pensei levantando a coberta e me alto avaliei. Desesperada eu levantei da cama e arriei a minha calcinha, eu precisava saber se estava tudo bem comigo e fechei os meus olhos ao constatar que tudo estava normal. Senti a minha filha mexendo por incrível que pareça e sorri de leve, cheguei a me sentar na cama depois disso e percebi que eu estava sozinha ali no quarto. O banheiro e o closet estavam com as luzes apagadas.

Tomei coragem e me levantei, fui até o closet e peguei uma roupa fresquinha para eu por. Após me trocar, eu fui até o banheiro escovar os meus dentes e me aliviei depois que os escovei. Lavei as minhas mãos e penteei o meu cabelo devagar, aquele mesmo cheiro adocicado ficou acentuado no banheiro e senti o meu coração acelerar pouca coisa. Fingi não me abalar e saí do banheiro, mas o cheiro estava em todo o quarto e tratei logo de sair do quarto por estar um pouco medrosa.

No corredor eu vi a porta do quarto que foi de Brenda entre aberta e fui até lá andando devagarzinho. Ao me aproximar da porta, eu olhei da fresta para dentro do quarto e vi Edward deitado na cama que foi da irmã, ele dormia ali. Mas sem eu saber como, ventou de forma a levantar as cortinas e a porta abriu um pouco fazendo um barulhinho fino, do tipo parecendo que estava empenada, mas as portas ali eram impecáveis de tão ajustadas e resolvi esquecer esse detalhe. Fiquei indecisa se eu me aproximava da cama, mas sem medir as consequências eu me aproximei e do outro lado da cama estava uma garrafa de whisky completamente vazia. O copo também estava vazio e o mesmo cheiro doce perfumava o quarto, me aproximei da janela e olhei para o mar, ele estava extremamente azul hoje e as águas brilhavam conforme o vento corria e as ondas se moviam. Isso chamou a minha atenção e fiquei admirando, mas senti uma presença atrás de mim e olhei para trás, não havia ninguém.

Edward continuava apagado sobre a cama e fui ver se ele estava vivo, ele estava tão apagadão. Edward estava fumando porcaria e eu não sabia o que mais ele poderia estar fazendo e bebendo do jeito que ele bebia às vezes, isso poderia ser perigoso. Aproximei-me da cama e subi em cima dela devagar, a cama que foi de Brenda era larga e ele estava no meio dela, então para poder tocá-lo, eu teria que subir e ir até ele. Ao ficar bem ao lado dele, eu toquei na testa dele e a mesma estava quente, mas burra eu não olhei para o peito dele que subia e descia, ele estava respirando. Ao tocá-lo pela segunda vez, ele me deu um susto ao segurar no meu pulso.

—Ai que susto Edward! Falei puxando a minha mão e ele não a soltou.

—O, o que veio fazer aqui? Falou ele com a voz arrastada demais, ele havia ingerido uma grande quantidade de álcool pelo visto.

—Eu vi a porta do quarto aberta e....

—Veio...xe, xe, xeretar?

—Vim olhar é diferente! Não fico revirando as coisas dos outros!

—Ah não? Mexeu no meu, meu dinheiro, tentou in, in, invadir a minha privacidade em meu laptop! E, e o que mais que não me lembro?

—Talvez a porcaria que você usa esteja deixando-o esquecido!

—Nem, nem, nem uma pa, pa, palavra a mais sobre isso! Está me, me, me entendendo? Não é da sua conta se você viu a erva de um ba, baseadinho bobo, bo! Falou ele baixo.

—Vai saber o que mais você anda aprontando sozinho ou junto das suas vadias ou até mesmo amigos! Nunca almejei me envolver com viciados, isso me causa asco!

—Causando ou não, isso não fará a diferença!

—Você é um bêbado, um viciado e malvado Edward Cullen! Veja quantos degraus você desceu.

—Você está jun, jun, junto comigo, saiba disso.

—Não, eu não estou. Nunca fui viciada em nada. Eu bebia, mas era com moderação e nunca tive a intenção de ferir ninguém.

—Fala isso por causa do seu querido já, jake?

—Falo também por mim!

—Não, não quero falar com você!

—Não quer ouvir a verdade! Vou contar tudo para o seu pai quando ele chegar, acredito que ele vai te dar uma trava federal.

—Não vai se, se intro, intrometer na minha vida! Falou ele me puxando e acabei sentando contra a minha vontade na cama. –Está me, me, me escutando? Perguntou ele me encarando.

—Tudo bem. Falei olhando para ele. –Tenho dó da sua mãe, ela ficaria bem decepcionada ao saber que o filho querido dela estar usando porcaria.

—Fumando. É, é diferente! Falou ele me olhando sério.

—Não me importo!

—Sei o quanto você quer me ver mor, morto e longe de você.

—Acertou na mosca! Falei somente para provocá-lo.

—Está ainda envolvida com aquele lá, por isso vai pra So, So, Solares constantemente! Mais saiba que. Eu. Não. Irei. deixar que. Isso. Continue. a, acontecendo. Disse ele me fazendo olhar nos olhos dele.

—Não há motivos para a sua perseguição Edward quanto a isso! Sei que me odeia.

—Vo, você me jogou di, di, direto no in, inferno! Agora me de, deixe so, so, sozinho!

—Não irei sair! O que significam essas palavras sua? Perguntei o encarando.

—Pra que quer sa, saber? Não, não i, irá zombar da, da minha cara! Se, sei que está se, se engraçando por aquele lá. Mas saiba que não permitirei. Disse ele me agarrando e me beijou, não retribuí ao beijo e me afastei, por estar fraco por causa da bebedeira, ele caiu na cama. –Se, se aços, acostume. Não vai se livrar de mim, a, apenas a morte irá nos se, se separar I, Isabella!

—Não darei ouvido a um bêbado! Livre-se desses vícios, de beber e baseado, ou eu irei falar com o seu pai!

—Livre-se do jake, ou, ou eu me li, livro de, dele! Acredite em mim I, Isabella. Disse ele sério.

—Seu bêbado!

—Sua fe, fedelha. Me de, deixe em paz!

—Estou indo mesmo! Falei me levantando da cama.

Fui pegar a garrafa que estava vazia, mas ao olha em baixo da cama, havia outra também vazia. Constatei que ele havia bebido duas garrafas cheias e quando eu olhei para ele de volta, ele estava apagado. O esforço ao me chatear o levou ao nocaute de forma violenta. Fiquei olhando para ele e sai do quarto, por mais que ele me fizesse mal, ali eu via o quão fraco ele era, precisava beber para se livrar dos problemas. Estava igual o pai meses anteriores. Desci a escada devagar e fui até a cozinha, cumprimentei as empregadas e elas me olhavam apreensivas, na certa Edward deu o show dele aqui ontem. Elas ficaram olhando para as duas garras de whisky em minha mão e fui jogá-las fora na lata do lixo. Preparei um café bem forte e subi com o copo, nenhuma das duas quiseram falar algo comigo naquele momento e entrei no quarto que foi de Brenda outra vez.

Subi na cama segurando o copo com cuidado e sacudi Edward por várias vezes.

—Edward, Edward. Eu o chamava.

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2min depois tentando.

—O,o que foi garota? Perguntou ele chateado.

—Eu trouxe isso. Falei colocando o copo na mão dele, mas vi que ele estava sem forças nesse momento e eu teria que me virar.

—O, O, O, O......

—É café. Beba.

—O que, que, que você colocou nele?

—Veneno seu imbecil, agora beba!

Estava custoso para ele se ajeitar pela falta de forças, mas por fim conseguiu. Ele bebeu o primeiro gole que eu dei e cuspiu.

—I, i, isso está ho, horrível!

—É CAFÉ AMARGO! Falei um pouco sem paciência. –Vai te fazer bem! Não sei a hora que os seus pais irão chegar e te ver nesse estado e com a cara arrebentada, é deprimente.

—Não, pré, precisa se Importar co, comigo!

—Não me importo mesmo! Agora beba! De forma custosa ele bebeu tudo. – Precisa de um banho frio e irei chamar os seguranças para te ajudar.

—Não, não i, irei ficar pe, pelado, do na frente de outro ho, homem! Desista!

—Então vá engatinhando para deixar de ser besta! Levantei da cama e fui até a janela. –Lima. O chamei da janela.

—Pois não senhorita.

—Venha até aqui, por favor.

—No quarto da senhorita morta?

—Sim.

—Ok.

.

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Lima chegou na porta do quarto.

—Me ajude a levá-lo até o banheiro do quarto dele, por favor.

—Ok.

—Não, pré, preciso de, de ajuda. Disse Edward feito criança e dei um belo de um tapa na cara dele, chegou a estalar.

—Que isso senhorita! Falou Lima assustado me olhando.

—Leve-o, por favor.

—Ok.

Lima era fortão e o levou para o quarto, mas não no colo e sim o ajudando a andar com muita dificuldade. Quando ele pôs Edward no Box, eu pedi para ele nos deixar a só e após sair, eu pedi que ele fechasse a porta do quarto. Ele se foi e fez o que eu pedi com educação. Tirei a roupa de Edward que nesse momento só resmungava e o deixei nu. Liguei o chuveiro na temperatura fria e ele me reprovou tentando falar impropérios, mas nem liguei. Acabei me molhando por causa dele e deixei a água cair por muito tempo sobre ele. Eu sabia que daria uma briga feia entre o pai e ele se o encontrasse daquela forma. Peguei o xampu e coloquei um pouco na cabeça dele, o mesmo fez muita espuma e escorreu pelo corpo dele, já estava de bom tamanho e desliguei a água. Ficamos quase vinte minutos ali no Box.

Com muita dificuldade Edward ficou de pé e coloquei o roupão nele, mas à vontade de vomitar era tamanha que com muito custo, ele chegou até o vaso sanitário cambaleando. Acho que ele só não botou as tripas pela boca por muito milagre.

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15min depois.

Engatinhando foi à forma que ele conseguiu chegar até a cama e se jogou nela. Eu tive que dar a descarga, depois troquei de roupa pela a minha estar molhada e fui até a cama.

—Vou lá em baixo e já volto.

Sai do quarto e fui até a cozinha, peguei um suco e o melei pra valer com açúcar, era um choque de glicose e tornei a subir sem parar para conversar com as meninas. Entrei no quarto e fui até Edward.

—Tome isso aqui.

Dessa vez ele bebeu me olhando, mas piscava muito pelo sono que a bebida provocou. Quando ele terminou de beber, eu segurei o copo e fui ligar o ar, eu sei que ele iria apagar.

Desengonçado, eu vi quando ele se ajeitou na cama e apagou mesmo, com isso eu sai do quarto e fechei a porta. Encostei-me na mesma após fechá-la e pensei em voz alta.

—Eu deveria ter deixado ele pra lá! Falei pensativa, mas tive que evitar uma briga feia entre ele e o pai. Esme ficaria infeliz.

Desci a escada e fui para a cozinha. Para eu ter um pouco de sossego, eu fui me sentar no jardim e alguns seguranças ficaram me olhando. Dei falta de Sebastian e muito preocupada com ele, eu chamei o Lima.

—Pronto senhorita. Falou ele parando perto de mim.

—Cadê o Sebastian?

—O patrão deu uma advertência de cinco dias para ele.

—Isso tudo?

—Sim, por ter acatado a sua ordem em mexer no carro dele, mas mexer não foi nem tanto e o problema, ele só o castigou por você ter detonado o carro dele. Só isso.

—Entendi. Mas ele não vai despedi-lo né?

—Não.

—Ok. Fico mais aliviada.

Lima se afastou e eu continuei sentada pensando. Resolvi ir andar um pouco pela praia e tirei o meu chinelo o deixando no jardim. Evitei conversar com Mary no momento, eu não contaria o que descobri por ser pessoal e sério demais, eu ficaria na minha.

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Às 19:37 da noite.

Eu estava sentada na areia ainda e em frente à mansão, não me importei de já ser noite e hoje não estava tão frio. Alguns seguranças estavam ali e Mary veio até a mim pela primeira vez.

—Amiga, tudo bem?

—Sim, claro.

—Ele, brigou com você?

—Um pouco e o de sempre. Falei olhando para ela e ocultando alguns fatos.

—Foi um comentário danado, soube que você aprontou com o carro preferido do patrãozinho e fui na garagem ver. Você fez um estrago. Sebastian foi advertido e só voltará na sexta.

—Não me arrependo com o que fiz no carro dele. Falei olhando para o mar e depois olhei para ela.

—Você é mesmo maluca amiga.

—Muito e faria tudo novamente ou pior por ele me fazer de gato e sapato e ficar esfregando na minha cara o quanto às outras são boas, o quanto eu......... Deixa isso pra lá.

—Os patrões chegaram agora e perguntaram por você. Eles lhe aguardam na sala.

—Vou entrar então.

—Ok.

Levantei-me da areia e entramos, caminhamos pelo jardim e fui até o banquinho pegar o meu chinelo que eu havia deixado lá. Mary me esperou calçá-lo e entramos na mansão pela porta da cozinha, ali mesmo eu podia escutar Carlisle e Esme conversando na sala, deviam estar empolgados.

Fui caminhando até a sala e estavam os dois sentados no sofá, suas peles estavam douradas por causa do sol e sorri ao me aproximar, pois Carlisle me olhou estando bem sorridente e levantou vindo ao meu encontro.

—Boa noite. O saudei e ganhei um abraço.

—Boa noite querida. Disse ele sorrindo e ao se afastar de mim, ele me conduziu até a Esme.

—Boa noite Esme. Falei a abraçando.

—Boa noite querida. Falou ela sorrindo.

—Aproveitaram bastante?

—Tivemos a quadragésima lua de mel. Falou ela sorrindo e fiquei envergonhada.

—Poxa! Isso é mesmo bom. Falei acanhada.

—Não precisa ficar envergonhada querida. Disse ela gargalhando e Carlisle a acompanhou.

—Não deixe Isabella constrangida amor. Falou Carlisle segurando na mão dela e ela sorriu mais ainda.

—Claro que não. Não fique filha.

—Claro que não, imagina! Falei sorrindo sem jeito. –Não vai perguntar como eu estou vovó? Perguntei com vozinha de criança e coloquei a mão de Esme sobre a minha barriga.

—Como a minha querida netinha está?

—Quietinha. Falei sorrindo e eles também sorriram.

—Cadê o meu filho meu bem? Perguntou ela a mim.

—Ele está dormindo.

—Mas há essa hora já? Perguntou Carlisle.

—É. Falei tentando disfarçar. –Ele se deitou à tarde para descansar.

—Eu liguei para a empresa e soube que ele não apareceu na sexta para trabalhar.

—Foi? Perguntei incomodada e me fazendo de boba, eu era péssima para mentir.

—Algo errado filha? Perguntou-me Esme.

—Que eu saiba não. E o passeio, deu para curtir muito?

—Bastante. Falou Esme empolgada. –Relaxamos como nunca no spar e foi tão bom filha. Meu marido foi bem atencioso a todo o momento.

—Fico feliz pelo os dois.

—O lugar era incrível, mas chegamos a passear fora dele também. Compramos um presente para você e por isso pedimos a Mary que fosse chamá-la.

—É, eu gosto do contato com a natureza, por isso eu estava sentada na areia da praia. Meditar é bom.

—É sim. Disse Esme olhando na direção da minha voz. –É algo singelo, espero que goste e guarde-o com carinho. Dizendo o meu marido, a peça ficará muito bem em você. Dê a ela amor.

—Tudo bem. Falou Carlisle pegando a bolsa do presente atrás das costas de Esme e me entregou. Eu sabia que tinha haver com joia, já que era da tiffany. Meu sorriso abriu na mesma hora.

—Não precisavam gastar dinheiro comigo.

—Fizemos questão. Acredito que vá gostar.

—Eu também. Falei sorrindo e eles também sorriram. Abri a bolsa cheia de cuidado e havia duas caixinhas de veludo. Abri a primeira e quase não acreditei quando vi o lindo anel de safira num tom de azul marinho lindo e contendo milhares de diamantes em volta da gema oval.

—Gostou? Perguntou Esme curiosa.

—É lindoooo. Falei sorrindo e imaginando o quanto eles não gastaram já que a peça era de ouro branco com diamantes. –Que coisa linda, eu amei! Falei abraçando a Esme e depois abracei Carlisle. –Vocês não deviam.....

—É seu. Abra o outro, sei que são dois. Falou Esme.

—Ok. Falei abrindo a outra caixinha e perdi o fôlego com a grandiosidade da joia. A corrente era trançada, no mesmo material do anel, continha diamantes em volta do coração de safira.

—E aí? Perguntou Carlisle me olhando.

—São loucos! Isso deve ter custado uma nota e eu não mereço tant.....

—Bobagem! Falou ele me interrompendo e sorrindo. –Está do seu agrado?

—É perfeito. Falei olhando as peças em minhas mãos e não acreditava, eram lindas. –Obrigado de coração e o azul me encanta.

—De nada. Falaram eles.

—Estou com saudade do meu filho querido. Falou Esme de forma carinhosa.

—Ele está dormindo amor. Vamos subir, tomar um banho e descansar?

—Ok. Amanhã tem médico né filha?

—Eu me lembro. Falei olhando para ela. –Vocês vão quere jantar ou lanchar?

—Eu quero um chazinho com torradas, só isso. Falou Esme. –Vou pedir a Mary que providencie para mim.

—Eu não vou querer nada por enquanto. Falou Carlisle ajudando a esposa a se levantar do sofá.

—Ok. Não se preocupe Esme, eu mesma irei falar com a Mary. Ofereci-me.

—Obrigada filha. Agora iremos subir.

—Ok. Falei e os acompanhei até o corredor.

Esme e Carlisle subiram, fui até a cozinha e Mary estava sentada a mesa junto de Victória lanchando.

—Mary, depois leve um chá com torradas para Esme, por favor. Sendo que agora ela irá tomar banho.

—Tudo bem. Darei uma pausa de trinta e cinco minutos.

—Perfeito!

—Vai querer algo?

—Eu não comi nada durante o dia. Prepare no capricho uma salada de frutas com mel e aveia, irei subir para tomar um banho também e não desço mais hoje.

—Boa noite então. Falou Victória me olhando.

—Boa noite. Falei olhando para ela e saí da cozinha.

Caminhei pelo corredor e subi a escada, entrei no quarto de Edward e ele ainda dormia. Fui para o closet pegar uma camisola e guardei o meu presente, depois fui para o banheiro tomar o meu banho e lavei-me da cabeça aos pés. Eu estava limpa e era só para eliminar a maresia do mar.

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Saí para me secar e através do vidro eu vi que ele ainda dormia. Coloquei a minha camisola e dispensei a calcinha, eu gostava de dormir assim e fui pentear o meu cabelo. Olhando-me no espelho, eu me lembrei de tudo que aconteceu e lamentei por jake.

Saí do banheiro após apagar a luz e acendi o abajur que ficava ao meu lado, Edward se moveu e continuou dormindo. Afastei-me da cama para ir apagar a luz do quarto que estava acesa e fui me deitar. Peguei o controle da televisão e a liguei deixando-a bem baixinha.

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Momentos depois.

Bateram na porta e era Mary com a minha salada de frutas. Sentei-me na cama e apoiei as minhas costas no travesseiro, Mary colocou a bandeja sobre a minha perna e pedi que ela trouxesse duas aspirinas e um copo bem cheio de água. Dizendo voltar logo, ela saiu do quarto sem fazer muito barulho.

Comi a salada de frutas e estava mesmo bom, por sorte Mary fez bastante para mim e aproveitei para ingerir a minha vitamina diária que ela havia posto ali. Ela desceu de garganta a baixo junto com as frutas e estava muito bom.

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Às 22h da noite.

Eu já estava com os meus dentes escovados e assistia televisão sob as cobertas quando Edward acordou. Imediatamente ele levou a mão até a cabeça e resmungou, devia estar com uma bela de uma ressaca e continuei assistindo televisão como se não estivesse o notado acordado. Ele levantou da cama e foi para o banheiro, pelo barulho ele devia estar colocando tudo para fora novamente e escutei o chuveiro sendo ligado.

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20min depois.

Edward passou pela cama estando apenas de roupão e ao acender o abajur ao seu lado, ele viu o remédio ali para ele, já eu continuei quieta e assistindo televisão. Eu o ignorava cruelmente.

—Esse remédio foi você quem os colocou aqui? Perguntou ele me olhando.

—Foi a Mary quem os trouxe para você.

Edward ingeriu os dois comprimidos com toda a água e depois saiu do quarto estando de roupão mesmo. Ele deve ter ido comer algo, acredito que estava com um pouco de forme.

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30min depois.

Edward tornou a entrar no quarto e foi escovar os dentes. Quando ele saiu do banheiro, eu precisava tirar uma dúvida.

—Quem irá me levar no médico amanhã Edward?

—O Lima.

—Ok.

Deitei-me de lado e fechei os meus olhos, ao ver esse meu gesto, Edward desligou os abajures, mexeu no relógio que ficava ao meu lado e desligou a televisão. Em seguida ele veio se deitar na cama, eu o observava após tornar a abrir os meus olhos.

Ficamos em silêncio e me movi de leve, mas acabei me deitando de barriga pra cima outra vez. Suspirei audivelmente e movi as minhas pernas, estava custoso pra eu dormir.

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Um tempinho depois é que o meu sono deu as caras e senti que Edward se moveu na cama, acho que ele já dormia novamente e minhas pálpebras foram pesando pra valer. Acabei dormindo.

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Segunda feira, 03 de Março.

06:00min da manhã.

Acordei quando o relógio despertou ao meu lado e me movi, por Edward estar perto de mim eu acabei esbarrando nele sem querer e me afastei.

Não pensei muito e me levantei, passei direto para o banheiro e tomei um banho pra lá de rápido, era só pra tirar a preguiça e me despertar melhor. Após o banho eu saí para me secar, penteei o meu cabelo e me maquiei de leve. Hidratei o meu corpo e fui para o closet me arrumar. Peguei as minhas joias e as coloquei, fiz o mesmo com o meu relógio e gostei do resultado depois de pronta. Saí do closet e Edward abriu os olhos, ele ficou me olhando e fui para o banheiro passar um pouco de perfume. Tornei a voltar para o closet e peguei os últimos resultados dos meus exames, peguei a minha identidade e tudo que eu precisaria para poder me consultar. Ao sair do closet, Edward se levantava da cama e acredito que para também se aprontar, ele iria trabalhar hoje, eu acho. Reparei que o rosto dele estava melhor e ele ficou me olhando por vários segundos sem disfarçar, seu olhar chegou de certa forma a me incomodar.

—Pra ir a uma consulta médica precisa se arrumar dessa forma? Perguntou ele me avaliando.

—Dessa forma como? Perguntei colocando o meu óculo na cabeça e olhei a minha roupa a procura de algo errado.

—Saia curta, blusa transparente. Não gosto de roupas curtas ou transparentes, eu já te disse isso. Falou ele de forma até amistosa.

—Estou me sentindo super bem Edward, isso é o que importa.

—Esqueça aquele engomadinho! Está me ouvindo?

—Somos bons amigos, apenas isso.

—Esqueça-o! Disse ele me olhando sério.

—Passar bem Edward. Falei passando por ele e levando as minhas coisas.

Fechei a porta e desci a escada devagar, fui para a cozinha e saudei as meninas.

—Bom dia. Falei ao chegar na porta.

—Bom dia senhorita. Falou Victória.

—Bom dia patroinha. Falou Mary.

—Mary, eu irei comer só um pouco.

—Já está pronto, eu sabia que sairia bem cedo hoje.

—Ok.

—Irá tomar café aqui mesmo? Perguntou Victória ao me ver sentar à mesa.

—Irei sim, gosto de comer na cozinha às vezes e não há problema.

—É que nas casas que eu já trabalhei, patrão não se sentava a mesa na cozinha.

—Não ligo para essa bobeira, sou simples demais.

—Irei servi-la. Disse Mary me olhando. –Quer café com leite ou prefere suco de laranja?

—Pode ser o suco, preciso manter a minha forma e sei que a doutora puxará a minha orelha hoje, sei que engordei um pouquinho.

—Está perfeita. Falou Mary sorrindo. –Acredito que quem deva estar gordinha, é a bebê.

—Não sei dizer Mary. Se ela estiver saudável já é o suficiente.

—E acredito que sim. Agora coma para não se atrasar.

—Ok. Falei sorrindo e Victória ficou nos olhando, talvez pela intimidade que havia entre eu e a Mary, mas ela não fazia ideia da forma que fomos nos entrosando. Mary foi gentil comigo quando eu mais precisei.

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Minutos depois Edward apareceu na cozinha todo arrumado e veio se sentar ao meu lado, acho que era por pura implicância da parte dele.

—Irá tomar café aqui mesmo patrãozinho? Perguntou Mary se aproximando da mesa.

—É, eu resolvi comer aqui. Por favor, me traga um café no capricho Mary.

—Ok.

Continuei comendo e evitei olhá-lo, eu já estava terminando mesmo e me levantei da cadeira.

—Estou indo. Falei pegando as minhas coisas que estavam sobre a mesa. –Até mais meninas. Falei me afastando da mesa.

—Até. Falaram elas me olhando.

—Não vai sair assim. Falou Edward se levantando.

—Assim como? Perguntei não entendendo.

—Sua roupa está........

—Dá um tempo Edward! Falei saindo de porta a fora e ele me acompanhou.

—Estou falando com você. Disse ele de forma branda me seguindo e me segurou.

—Não vou dar ouvido a suas bobeiras. Não se esqueça que eu tenho apenas dezoito anos e não sou uma vovó para andar toda encasacada. Não opine na minha forma de se vestir como se fosse um namorado ciumento, porque não há isso entre nós! Está me ouvindo? Não namoramos, nem noivamos e já vamos nos casar. Quanta piada!

—Você diz isso! Mas não me importo! Não há volta e não há espaço para o passado entre nós Isabel......

—Lima, nós já podemos ir? Perguntei alto e Edward ficou p#* da vida por eu cortá-lo desta forma.

—Sim senhorita.

—Então vamos?

—Ok.

—Traga Isabella direto para casa e não tire os olhos dela. É peçonhenta na lábia o suficiente para enganar os outros.

—Pode deixar patrão. Após o segurança falar eu gargalhei. Peçonhenta? Eu me perguntava em pensamentos.

—O que há de engraçado? Perguntou ele me segurando um pouquinho só mais forte, mas sem impor força, era apenas para me intimidar.

—É incrível como você acerta na mosca as minhas características. Falei sorrindo, mas tornei a ficar séria. –Solte-me! Eu preciso ir.

—Irei com você!

—Não, você não vai! Não quero aproximação de você com a minha filha e a consulta é intima demais.

—Lima, nos deixe a só, por favor.

—Ok. Disse ele se afastando.

Edward me levou para a garagem e encostou-me no último carro me olhando sério.

—Saiba que esse tipo de coisa tem que acabar!

—Que tipo de coisa Edward?

—Os seus ataques na frente dos empregados! Não vou ficar ouvindo as suas gracinhas para me tirarem de palhaço!

—E eu posso?

—Você é teimosa demais! Sua roupa está indecente e eu não gosto disso!

—Engraçado que quando a Tânia ou até mesmo a Julieta vinham aqui, elas se vestiam da mesma forma. Sendo que tem uma grande diferença, eu não dou em cima de homens comprometidos.

—Você não presta!

—Somos dois! Você me obrigou a ser assim! Mas saiba que entre eu e o jake não rolou sexo. Nós não fizemos amor ainda.

—E nunca mais farão! Ou eu juro que o mato! Falou ele batendo com a mão no carro ao meu lado com raiva e o imenso barulho me assustou, eu podia sentir o quanto ele estava falando sério. –Não estou tendo paciência mais com você.

—Relaxe, entre eu e o jake é só amizade. Eu o amo por ser gentil comigo, é o tipo de homem que qualquer uma mulher deseja para tê-lo ao seu lado para a vida toda.

—Mas não deve, nem dessa forma irá amá-lo! Se não é minha você não será de mais ninguém. Disse ele me fulminando com o olhar e se afastou.

—Não tem esse direito! Falei conforme ele se afastava, mas ele não olhou para mim e saiu da garagem.

Fiquei pensativa com as palavras dele e pude senti o sentimento profundo de posse que ele tinha para cima de mim, resolvi ignorar por ser mais um dos caprichos dele e Lima entrou na garagem.

—Vamos, já estou a bem dizer atrasada.

—O patrão irá levá-la, é ordem senhorita.

—Ele o quê?

—Ele disse que iria só pegar a carteira com os documentos do carro, a chave e voltaria logo. É para a senhorita aguardá-lo.

—Era só o que me faltava!

—Sinto muito. Disse ele saindo da garagem.

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5min depois.

Edward apareceu na garagem e comia um sanduíche, acredito que foi Mary quem o preparou rápido a seu pedido. Ele destravou o alarme do Aston Martin e abriu a porta do carro.

—Entre logo!

—Pode ir se sentar, eu mesmo fecho a porta.

—Entre. No. Carro! Disse ele me olhando.

—Fazer o quê? Estou atrasada por sua causa!

Entrei no carro e ele fechou a porta. Edward foi se sentar no banco do motorista, bateu a porta e segundos depois o carro foi ligado. Três seguranças nos acompanhariam na pirua Blazer que viria logo atrás.

O portão foi aberto e saímos, fui olhando a paisagem da estradinha que era mesmo linda e evitei olhá-lo. Edward ainda comia o sanduíche e faltava pouco para ele acabar, pude reparar ao olhá-lo de relance.

Chegamos na estrada principal e ali Edward pisou um pouco mais no acelerador, isso me deixou contrariada e......

—Vá um pouco mais devagar!

—Não estou correndo.

—Está sim! Detesto velocidade e estou grávida, respeite isso pelo menos!

—Você coloca defeito em tudo. Nada está bom!

—Vindo de você, não mesmo!

—Não concordo, quando estamos juntos v....

—Uma ova! Agora pare com esse papo! Sexo para mim não é tudo e o nosso é vazio! De quebra a minha filha tem um pai maconheiro, coisa que eu nunca almejei para mim! Não gosto dessas paradas e evite pôr a mão em mim! Pense muito bem antes de vir se engraçar para o meu lado!

Ele ficou quieto e continuou dirigindo, de forma teimosa as minhas lágrimas vieram não sei porque e as sequei. Preferimos o silêncio após isso.

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Um tempinho depois.

Chegamos no estacionamento da clínica e abri a porta do carro, parei ao lado do mesmo e o aguardei de braços cruzados estando segurando as minhas coisas. Edward acionou o alarme e fui andando na frente, olhei para o lado e vi a pirua Blazer parada. Um segurança apenas estava do lado de fora e o mesmo nos acompanhou de forma discreta, resolvi ignorar isso e entramos na clínica. Fui até a recepção e me identifiquei com a minha identidade, mas Edward tirou o cartão da mesma tendo o meu nome e fiquei surpresa. A moça o pegou sorrindo para ele e eu olhei para a cara dele, o mesmo sorria de forma gentil e olhei para o outro lado.

Assinei um papel e fui encaminhada para a sala da doutora com dez minutos de atraso, Edward se sentou ao meu lado e olhei para ele sentindo um pouco raiva dele.

—Entrarei sozinha.

—Estou aqui, irei junto.

—Não acho conveniente!

—Isso é natural aqui, veja as outras mulheres com o seu marido ao nosso redor.

—Eles são um casal de verdade e nós somos uma piada! Até a sua tia acha isso!

—Não ligo para o que acham e fim de assunto! Sou eu e você e mais ninguém entre nós!

—Não tem jeito, não é?

—Não!

—Ok.

Um tempinho depois eu fui chamada e Edward para fazer cena, fez questão de entrar no consultório da doutora segurando a minha mão.

—Bom dia Isabella.

—Bom dia doutora.

—Olá senhor Cullen.

—Olá.

—Vocês se conhecem? Perguntei curiosa.

—Essa família são clientes antigos aqui. Conheço-o através da irmã. Ela se consultava comigo, dúvidas de adolescentes e tudo mais.

—Hum! Entendo.

—Então, como tem se sentido?

—Bem nervosa ultimamente. Eu estava um pouco dolorida na madrugada de domingo e no decorrer do dia, mas melhorei após o famoso suco de maracujá fazer efeito. Tenho sentido muita fome doutora, é fora do normal. Sinto vontade de comer o tempo todo.

—Sei que a fome faz parte e onde era a dor?

—No pé da minha barriga, a velha dor.

—Iremos fazer a ultra mesmo, iremos dar uma olhada e ver se está tudo bem. Mas primeiro eu irei examiná-la, irei ver como anda a sua pressão, o seu peso, coisa de rotina. Ainda me lembro da ligação de emergência do seu parceiro, ele se identificou assim.

—Tudo bem doutora.

—Precisa relaxar, não sei como é que não alterou a sua pressão. É muito perigoso quando grávida e muitas vezes a mãe e o feto são prejudicados.

—Sei disso e não queria que nada disso acontecesse comigo e com a menina.

—É uma moça jovem se me permite dizer, está sendo bem forte com o seu histórico. Não é viável ficar se estressando e passar mal, isso não é normal. O normal é ter uma gravidez tranquila e com uma alimentação saudável.

—Está certa. Falei olhando para ela.

—Vá até o banheirinho e se troque.

—Ok.

Edward ficou calado desde que entrou e só prestava atenção. Fui até o banheirinho me trocar e me sentei sobre a maca mais ao fundo. Com isso a doutora trancou o consultório para o caso de alguém poder entrar e foi lavar as mãos. Depois ela colocou as luvas e veio me examinar, ao longe Edward evitou olhar, talvez para não constranger a doutora por ser o meu “parceiro”.

Só faltei ser virada de ponta cabeça no bom sentido, minha pressão arterial estava um pouco baixa, mas a doutora disse que tiraríamos de letra. Achei incrível, já que era pra ser o contrário. Sem contar que eu havia engordado um kilo e meio.

Ela pediu para eu maneirar nas besteiras e Edward se intrometeu.

—Ela abusa e até brigou comigo ao lembrá-la desse detalhe.

—Vejo muito disso aqui. Disse a doutora olhando para o Edward e continuou o que estava fazendo.

Meus seios foram examinados e brincando, ela falou que a minha filha teria muito o que mamar. Ela me aconselhou a amamentá-la e nada de frescuras como muitas mamães que preferem dar a mamadeira para manter a estética do corpo. Pura bobagem, disse ela.

Foi realizada a apalpação abdominal e a medição do perímetro do abdômen, dizendo ela a minha barriga cresceu um pouco mais se comparando a minha última consulta. Sorri para ela, pois até eu já havia percebido que a minha barriga havia crescido. Ela continuou a me interrogar para poder tirar algumas conclusões e fui encaminhada para a sala da ultra, depois era para eu retornar com o resultado.

Vesti a minha roupa e saímos do consultório, fui até a outra recepcionista entregar o pedido da ultra e aguardei a minha vez. Edward se manteve na dele e achei melhor assim.

.

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Chegou a minha vez e o doutor veio me chamar. Junto de mim Edward se levantou, mas olhei para ele.

—Não, não precisa vir comigo. Falei baixinho. –Nada que venha de mim lhe interessa!

—Não sou obrigado a escutá-la! Estou aqui e irei entrar! Algumas pessoas ficaram nos olhando por estarmos praticamente parados no meio da sala falando baixinho e o doutor me esperando na porta.

—Ok. Falei envergonhada por ter uma plateia.

Entramos na sala, fomos cumprimentados e tive que vestir outro roupão. Deitei-me na maca e muito simpático o doutor perguntou como eu estava, era ele quem sempre fazia as minhas ultras. Respondi que eu estava muito bem e ele sorriu de forma simpática. Foi passado um gel em minha barriga e o doutor olhou para mim sorrindo.

—Pronta?

—Estamos prontos doutor. Falou Edward se intrometendo estando ao meu lado e olhei para ele o reprovando.

—É, eu estou. Falei sorrindo e Edward me olhou. O doutor era jovem, eu observava, mas em nenhum momento ele já me faltou com respeito, muito pelo o contrário, ele era sempre gentil com as pacientes.

Ele correu o aparelho pela a minha barriga e num determinado ponto o som do coração do bebê era bem mais alto. O doutor ficou avaliando a tela e nós também, era possível vê-la tão linda em meus pensamentos ao tentar imaginá-la e seu tamanho que já estava bem maior, eu observava. O doutor confirmou ser mesmo uma menina ao dar para ver o sexo do bebê sem termos tido a intenção e começou a fazer as anotações no decorrer do ultra. Edward olhava o tempo inteiro para a tela e dava para ver o coração batendo constantemente. Ao olhar o papel da minha última ultra ele revelou que eu estava com vinte e uma semanas de gestação. Ele foi rápido nos cálculos e continuou a anotar, sem eu conseguir prender, as minhas lágrimas rolaram. Parecia que a ultra de certa forma me aproximava ainda mais da minha filha, era maravilhoso poder escutar o coraçãozinho dela e vê-lo palpitando a todo o momento através da tela.

—E aí papai, o que está achando? Perguntou o doutor do nada.

—Tudo um pouco de repente.

—É de primeira viagem?

—Sim.

—Está explicado. Logo se acostumará. Falou o doutor olhando para ele e depois olhou para mim. –Pode ir se trocar.

—Tudo bem doutor.

Fui me limpar e vesti a minha roupa, saí do banheiro após me aliviar e lavar as minhas mãos. Edward me aguardava segurando a minha bolsa e a entregou para mim quando eu parei a sua frente, o avaliei por segundos e ele também me olhava, mas fugi do seu olhar especulador. Esperamos a conclusão final do doutor e saímos da sala tendo o resultado em mãos, ali era tudo rápido e bem diferente de outros lugares.

Retornamos para a doutora e aguardamos.

.

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10min depois.

Entramos no consultório após ser chamada e ela olhou com atenção o que o doutor concluiu. Eu fiquei agoniada com o silêncio, mas ela sorriu ao terminar de ler.

—Está tudo normal mamãe, apesar das dores, dos seus nervos à flor da pele, está tudo bem com o bebê. A placenta está coladinha. Você tem tomado a vitamina direitinho?

—Eu às vezes me esqueço, juro que vou melhorar, mas sempre tomo uma durante o meu esquecimento.

—AIAIAI hein!

—Juro que vou me policiar, não é sempre que eu me esqueço.

—Tente se acalmar. Não imagina o quanto o nervosismo e o stress afeta o bebê.

—Eu sei disso doutora, mas eu levo uma vida difícil.

—Para falar a verdade ela quem é difícil às vezes! Acusou-me Edward e a doutora só nos ouvia.

—Eu que sou difícil? É você quem dá motivos Edward! Você me bombardeia constantemente com as suas acusações e mau humor!

—Sabe o porquê, mas você não é flor que se cheira também não! Você sabe o que me aprontou no sábado, destruiu o meu carro! Quebrou-me o farol e por sorte não ferrou todas as lâmpadas!

—Fiz porque mereceu e não fiz pior por falta de oportunidade!

—Então é assim que vivem? Perguntou a doutora nos olhando, sua postura profissional era incrível.

—Ele me provoca o tempo todo! Sempre me acusando de coisas que eu não fiz e me chamando de coisas que eu não sou. Um homem infiel para quê?

—É só eu? Quem estava cheia de palhaçadas no sábado, era eu? Perguntou-me Edward.

—Você mereceu cada momento, o qual você sabe muito bem!

—Então vivem em guerra?

—É mais ou menos isso doutora e me desculpe pelo desabafo inadequado para o momento.

—Acredite que na minha profissão eu já lidei com tudo um pouco, vocês não são o primeiro casal com problemas. Lembre-se que há uma vida dentro de você. Lembre-se que irão ser pais em tão poucos meses. Já está de cinco meses Isabela e acho que é a hora para se alto avaliarem. Se não está dando certo, se falta o amor entre os dois, nesses casos é cada um para o seu lado. Cuidem bem da bebê da melhor forma harmônica possível e lembrem-se que ela não pediu para vir ao mundo. Quem sou eu de falar para se separarem, se há amor entre o casal, tentem reverter à situação.

—Ele é como um conhecido para mim.

—O quê? Perguntou-me a doutora.

—Ele é como um conhecido para mim. Foi através de um escorregão que aconteceu essa gravidez.

—Ela diz isso por causa do ex. acusou-me Edward me olhando bem sério.

—Então parece que é você quem mais gosta dela. Para suportar todas as coisas e parece que bem ou mal a perdoou pelo carro. Se não a amasse o suficiente, teria terminado de primeira.

—Não a amo. Disse ele me olhando.

—Se você diz. Disse a doutora sorrindo e me olhou. –Entrem num comum acordo, não poderão viver dessa forma e aconselho um psicólogo. Eles são maravilhosos nesses casos de brigas entre casais e funciona. Façam uma terapia e não sabem como funciona.

—Eu não preciso disso doutora. Falou Edward convicto.

—Se você afirma. Tudo bem. Mas fica aqui a minha dica e olhando bem para os dois, não há como não imaginar a linda menina que está bem aí dentro. Disse ela me olhando sorridente. –Fazem um casal tão bonito, é uma pena que briguem, mas não é a minha intenção me intrometer e sim poder ajudar da melhor maneira para ambos.

—Obrigado doutora pelas palavras, conselhos são sempre bem-vindos.

—De nada. Passarei um exame de urina e uma ecografia para controlarmos o desenvolvimento do feto. São de praxe na gravidez e gosto de acompanhar o desenvolvimento dos meus filhos postiços de perto.

—Tudo bem. Falei sorrindo.

—Após o resultado, marque uma consulta comigo. Veremos o resultado.

—Ok.

—Pegue o pote para a coleta da urina na recepção do ambulatório.

—Pode deixar.

—Controle a boca e coma alimentos saudáveis. Nada de gordura em excesso.

—Pode deixar.

—Foi um prazer revê-lo senhor Cullen.

—Nada de senhor doutora, apenas Edward.

—Tudo bem. Disse ela sorrindo de forma gentil. –Até a próxima Isabella.

—Até doutora.

Saímos do consultório e fomos até a recepção do ambulatório, peguei o potinho coletor e fomos até a recepção principal marcar a ecografia. Edward se intrometeu e marcou para o dia dezoito, juro que por mim marcava para semana que vem mesmo. Eu entregaria a urina amanhã mesmo de manhã e no dia dezoito eu pegaria o resultado dela ao vir fazer a ecografia.

Nos despedimos da recepcionista muito atenciosa e saímos da clínica junto do segurança que ficou a paisano.

No estacionamento ele destravou o alarme e abri a porta do carro, tornei a fechá-la após me sentar e Edward acabava de se sentar ao meu lado. Ele ficou calado e eu também, todo o trajeto da volta permanecemos assim e foi melhor.

.

.

UM TEMPINHO DEPOIS.

Paramos em frente ao portão da mansão e Edward me olhou.

—Vou voltar daqui, irei trabalhar agora.

—Ok. Falei olhando para ele.

—É daí para dentro.

—Não precisa me pressionar, não tenho cinco anos de idade Edward.

—Age como uma, mas fazer o que né.

—Estou saindo.

—Nem uma palavra a respeito do que aconteceu no sábado para os meus pais.

—Não vou contar.

—Terei que mandar consertar o meu carro graças a você.

—Não vou pedir desculpas.

—Já sei disso há muito tempo.

—Implore por desculpas por tudo que vem aprontando comigo então. Tenho que pensar se irei perdoá-lo ou não por ter causado a morte dos meus pais, pelo amor de Deus! Não sei se posso.

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—Não, eu não os matei. Não vou ficar aqui perdendo o meu tempo em convencê-la, agora entre.

—Vou porque eu estou cansada e com fome.

—Novidade!

—Por se sentir traído.......

—Traído? Pelo amor de Deus Isabella! Pouco me importo!

—Que seja. Irá sair com as suas prostitutas hoje?

—Eu ligo para te avisar. Por que está interessada?

—Não estou interessada, é para o caso de eu precisar inventar uma desculpa caso alguém pergunte.

—Sei me virar sozinho, agora vá porque a hora está passando.

—Não é à toa que eu vi a caixa de camisinha vazia no porta luva do seu carro. Você anda se esfregando e eu não posso fazer o mesmo.

—É melhor não tocarmos nesse assunto novamente. Disse ele me olhando sério.

—É melhor mesmo! Falei saindo do carro e ele saiu também, vindo até mim.

—Nem uma palavra com ninguém!

—Engula a sua droga pra lá. Só não encoste mais em mim! Eu não faço parte da sua laia.

—Impossível. Disse ele passando os dedos em meu braço e segui o movimento da mão dele, a seguir o olhei.

—Não me refiro a isso!

—Ah! Refere-se a sexo?

—Sabe muito bem que sim. Não lido muito bem com esse tipo de coisa que você anda fazendo e não aceito. Causa-me asco.

—Lidando ou não, eu estou aqui, eu moro aqui, eu durmo com você! Se diz que não trepou com o outro. Falou ele me imprensando na lateral do carro dele sem me machucar e continuou a falar a centímetros do meu rosto. — Pelo tempo que você está sem e eu sabendo o quanto você gosta, eu sei que está sentindo muita, muita falta. Algumas mulheres grávidas se tornam taradas e acredito que esse seja o seu caso. Disse ele em meu ouvido e beijou o meu pescoço de uma forma sedutora, diria que quente e impróprio para o olhar alheio. Afastei-me dele sentindo os bicos dos meus seios endurecer pra valer e o tampei cruzando os meus braços disfarçando. –Sei que sou bom no que faço. Disse ele me olhando e sorriu. –Mas agora sou eu que não quero mais com você e não ligo para o que pensa a respeito de mim.

—Vai te catar Edward! Falei o reprovando com o olhar –Se acha o tal.

—Posso te convencer que eu sou realmente e até aqui mesmo estando ambos de pé, mas não farei isso. Já te provei uma vez o quanto sou capaz e o quão eu estou longe de ser brocha. Lembra-se lá no porão que eu quase te deixei sem poder andar de tantas que foram as vezes que trepamos?

—Você me molestou, isso sim!

—Aquilo está muito longe disso. Lembro-me dos seus suspiros.

—Dane-se! Estava atrasado para ir trabalhar, mas não está atrasado pra ficar falando pornografias!

—É, eu estou indo. Disse ele sorrindo, diria que torto e de forma sacana. Era do tipo de sorriso que encantava qualquer dama, mas não a mim, foi espontâneo da parte dele. Eu não cairia nunca na teia dessa aranha perversa. Não mesmo!

—Não estou satisfeita com o que você fez!

—Mas eu estou. Disse ele me olhando de forma fixa e com um tom severo. –Lembre-se sempre do resultado dos seus atos impensados.

—Você mereceu!

Não falei mais nada e o portão foi aberto quando eu me aproximei, evitei olhar pra trás e fechei o portão o odiando, na verdade ele sabia sim mexer com o meu corpo e deixar-me descontrolada, isso me deixou bem chateada. Eu podia sentir o pulsar em meu sexo e tomaria um banho frio para poder baixar o meu fogo inadequado. Era involuntário o desejo, fugia do meu comando por ser intenso. Nem com o Max e nem com o jake acontecia isso, olha que os dois eram homens maravilhosos e o meu corpo não reagia dessa forma tão intensa. Apenas o roçar dos lábios dele em meu pescoço me excitou de uma tal forma, que se eu tivesse um leve contato íntimo na mesma hora que ele fez isso, eu seria mesmo capaz de gozar de forma louca. O cheiro dele era o pior inimigo de uma mulher.

Tratei de expulsá-lo dos meus pensamentos, cheguei na porta da cozinha e o relógio dizia ser 13:05min da tarde. Eu cumprimentei as meninas e subi, eu iria tomar um banho frio primeiro, eu estava mesmo precisando. Despi-me rápido e fui para o banheiro, entrei no Box e abri a torneira da água fria somente. Ela estava geladinha e fechei os meus olhos para poder entrar sob a água, por estar gelada e eu voando com os meus pensamentos, o bico dos meus seios estavam durinhos e passei sabão neles de forma vagarosa. Apreciando a água caindo em minha cabeça, comecei a ensaboar as demais áreas do meu corpo. Lavei a minhas partes mais escondidas bem devagar e ao me lembrar daquela noite em que Edward me deu uma surra de sexo, isso me fez suspirar. Eu me lembrava como se fosse hoje e tornei a ficar com o corpo sob a água, as provocações de Edward não me fez bem e malditamente eu estava o desejando naquele momento. Ele me preenchia como ninguém antes, mas esse era tão proibido para mim, eu não podia pensar em sexo se referindo a pessoa dele. Não mesmo. Não depois que ele aprontou com um dos meus melhores amigos e ex-namorado ao mesmo tempo. Pobre jake, eu pensava.

Saí para me secar me recordando de jake ainda, eu queria saber como ele estava e se tinha chegado em casa bem, eu estava preocupada. Eu não poderia ligar daqui ou muito menos do celular de Mary, ele gravaria o meu número e me causaria problemas futuro. Eu temia por ele, Edward cumpria o que falava e se não o puniu pra valer, foi para não me levar a um aborto espontâneo ou algo do tipo, isso não saia da minha cabeça. Eu não contribuiria para ter a próxima, Edward era estúpido nos atos. Lamentei vê-lo daquela forma, com o rosto surrado por Edward.

Fui para o closet enrolada na toalha, peguei um shortinho de malha e uma blusa de alcinha para eu vestir. Fui pentear o meu cabelo e quando terminei, eu arrumei o banheiro. Saí do quarto e fui até o de Esme, mas ao bater eu tive uma negativa, ela não estava ali e desci. Escutei a televisão da sala ligada e ela estava ali sozinha a escutando, tuquinha dormia no colo dela e me aproximei fazendo barulho.

—Boa tarde. Falei a abraçando por trás.

—Boa tarde filha. Como foi a consulta com a doutora?

—Muito bem. Minha filha está saudável e eu engordei um quilo e meio. Tenho que fechar a minha boca.

—Não é para tanto e fico feliz que vocês estão bem.

—É, nós estamos. Edward foi comigo.

—O meu filho? Perguntou ela surpresa.

—Sim. Fiz uma malcriação e ele cismou de ir. Sabe como ele é.

—Imagino filha. Mas o meu real sonho é que vocês se deem bem. Somos todos vítimas do ocorrido.

—Não sei Esme.

—Pense na menina. Como irão educá-la a base de berro, gritos, insultos e vai saber mais o quê? Impossível! Somos uma família agora. Meu filho é durão eu sei, mas quando ele falar, finja que não está escutando, ignore-o. Sei que você não fica atrás ao provocá-lo, mas sei que no meio desse ódio todo, no meio desse ódio todo filha, eu sei que ele a procura e fazem amor. Sou cega, mas não surda. Eu ainda me lembro de uma noite lá na fazenda que pareciam que os dois iriam se matar dentro do quarto, mas depois..... Ela interrompeu e colocou a mão na boca, acho que para poder interromper um sorriso.

—Ele foi o culpado e não fazemos amor, é sexo apenas.

—Posso imaginar, mas em meu pensamento eu me recordo do rosto do meu filho, sei o quanto gentil ele é quando quer. Sei o quanto ele é ciumento quando gosta de alguém e ele tinha até ciúmes da irmã se referindo aos outros garotos. Sabe como é proteção de irmão. Lembro-me o quanto eles eram ligados.

—Posso imaginar.

—Não fica constrangida por eu me meter em assuntos digamos que delicados, mas o sexo é prazeroso quando é bem feito. O nosso corpo só responde quando aceita realmente o do outro e do contrário, nos causa realmente repulsa. Seja sincera comigo filha e conversaremos de mulher para mulher.

—Pode perguntar.

—É meio íntimo.

—Pode perguntar.

—Se sente a pior das mulheres ao fazer amor com o meu filho? Ele lhe causa repulsa por tudo que está acontecendo? É uma pergunta um pouco idiota por causa de tudo que vem acontecendo, mas eu preciso saber. Seja sincera comigo.

—Para ser sincera, há duas respostas para essa sua pergunta.

—Diga-me então.

—Na verdade quando nós estamos transando, eu não sinto repulsa dele, o meu corpo o aceita loucamente e não consigo negá-lo, rola normalmente. Ele acha que eu ao aceitá-lo, isso me torna a pior das mulheres, mas eu não sou Esme.

—Sei disso filha.

—Agora a segunda resposta é....... eu me sinto a pior das mulheres ao me deitar com o seu filho, gostar e saber que ele contribuiu de certa forma com a morte dos meus pais. Eu me sinto a pior das mulheres pelo o meu corpo não o rejeitar sendo ele o causador da minha desgraça, só isso. Sinto raiva de mim mesma.

—Ele não matou os seus pais. Ele jurou para mim e eu acredito nele filha, eu perdi a minha filha graças ao roubo que os seus pais cometeram, mas eu não vou acusá-la por não ser a culpada. Entende?

—Sim.

—Somos vítimas, mas Edward está tão estranho. Ele era um menino, depois se tornou um rapazinho e passou a ser um homem tão bom. Depois de tudo isso que aconteceu o jeito meigo dele de ser ruiu. Eu quero, eu desejo e sonho que ele volte a ser o Edward de antes.

—Não comigo aqui, acho que seria impossível.

—Eu já não acho. Não sou ninguém, hoje eu compreendo bem melhor e não agirei mais com egoísmo. Não posso pedir que você o mude, eu apenas posso pedir a Deus que essa onda de ódio saia do coração do meu filho. Eu oro todos os dias.

—Você já me falou uma vez.

—Faça o mesmo, verá como se sentirá bem melhor.

—Vou seguir a sua dica.

Nos abraçamos e tuquinha saiu do colo de Esme por se sentir incomodada em seu precioso sono.

.

.

Um tempinho depois.

Fomos servidas na mesa da sala, tomei a minha vitamina e fomos comendo devagar. Esme estava empolgada para o casamento e deixou escapar algumas coisas. Disse que Alice viria me buscar para a prova do vestido na quinta feira e dar o arremate final. Esme disse também que ficaria muito bonita a decoração já que Alice especificou Tim, Tim por Tim, Tim.

—Dormiremos na casa da Alice no sábado após a festa. Não é tão perto e eu não gosto de andar de madrugada.

—Eu e Edward iremos dormir lá também?

—Não sei filha. Disse ela olhando na direção que vinha a minha voz.

—Alice não te falou se viríamos para a mansão ou ficaríamos todos lá?

—Não, ela não me falou.

—Ela sumiu. Antes ela vinha muito aqui.

—É, eu sinto falta da alegria dela e de me chamar de “titia”. Ela parece uma menininha falando desta forma.

—Parece mesmo.

—Minha sobrinha tem trabalhado muito. Ela ama o que faz e faz com gosto e bem feito.

—Acredito.

—Edward liga para ela, ela liga para o primo. Conversam, mas nem a minha sobrinha consegue dobrá-lo. Acho que somente o amor vai poder mudar o meu filho um dia. Ele está rebelde com o pai e o chama de Carlisle, antes não era assim, era sempre pai pra lá e pra cá. Ele está com o gênio difícil.

—Ele precisa se apaixonar por alguém e essa pessoa dobrá-lo, só assim irá me esquecer.

—Com a minha intuição de mãe, meu filho não irá se apaixonar por nenhuma outra mulher. Ele está com os quatros pneus arriados e não quer aceitar. Mas fazer o quê?

—É, fazer o quê né? Falei pensativa e possivelmente ele estava apaixonado pela Julieta, já que vivia a procurando.

Não falei mais nada e continuei a comer a salada de brócolis com lasquinhas de frango, era uma salada quente. Bebi o meu suco e pensei no que Esme havia acabado de me contar, por isso ele não estava me procurando mais, ele estava interessado naquela mulher sonsa.

Terminamos de comer e eu rejeitei a sobremesa, eu precisava controlar os meus impulsos e preferi comer uma banana a doce. Esme preferiu um cacho de uvas verde por ser a sua fruta preferida e rejeitou o manjar suculento que Victória havia trago para nos servir. Após comermos a nossa sobremesa, optamos por ficar na sala mesmo e coloquei num canal onde passava seriados, uns eram bem engraçados e nos roubava gargalhadas. Vira e mexe eu me pegava pensando no que Esme havia me contado, era automático e quando eu via, eu já estava pensando a respeito.

.

.

Às 17:20min.

Eu e Esme resolvemos ir nos refrescar na piscina, não nos importamos de ser já tarde e a água estava quentinha por causa do sol quente. Eu e ela ficávamos pra lá e pra cá sempre juntas e mergulhávamos de forma segura tanto para mim, quanto para ela. Era engraçado sentir a minha filha mexendo estando com a minha barriga sob a água e levei a mão de Esme até o montinho que logo se desfez, acabamos sorrindo.

Continuamos pra lá e pra cá e fomos nos sentar na escada da piscina quando já era noite, hoje estava bem abafado e a brisa não estava nos causando frio. Continuamos a conversar e soube que Alice daria início à arrumação do quarto da minha filha após o casamento, era muita coisa para se assimilar, eu pensei.

.

.

.

Às 19h.

Ainda estávamos na piscina quando Carlisle chegou, ele veio cumprimentar a esposa com um selinho e se animou a entrar na piscina para ficar com a gente. Dizendo ele, a noite estava abafada e a piscina iria relaxá-lo.

Dez minutos depois ele voltou usando uma sunga e o corpo do pai de Edward tinha um ótimo porte, tal pai, tal filho, mas Edward era um pouco mais encorpado. Dizendo Esme, o filho malhava na academia próxima da empresa, por isso ele era forte e sua pegada era firme quando ele queria. Edward tinha muita disposição.

Carlisle antes de se juntar a nós, ele foi tomar um rápido banho no chuveirinho próximo da piscina, depois ele deu um mergulho e nadou por uns minutinhos. Eu e Esme ficamos próximas e Carlisle logo a abraçou por trás. Ficamos os três conversando e aproveitamos, o assunto da minha ida ao médico também fez parte de nossa conversa e Carlisle me perguntou se Edward me contou a respeito de um desentendimento com um amigo no sábado. Eu disse que ele não me falou nada, menti. Dizendo Carlisle, Edward disse a ele que já estava tudo bem. Mentiroso, eu pensei, sendo que Esme ficou preocupada e Carlisle a acalmou dizendo ser briga boba de amigos. Mais tranquila após ouvir o marido, Esme se permitiu continuar apreciando o banho de piscina.

.

.

Às 20:05min.

Ainda estávamos na piscina e bebíamos um drink a base de frutas sem álcool que Victória havia preparado para nós. Ouvimos o roncado do motor potente do Aston Martin de Edward e ele entrou na garagem lá do outro lado da casa. Era possível deduzir pelo barulho ter silenciado. Quando ele ia entrar na cozinha foi que ele nos viu ali e veio até a borda da piscina cumprimentar a mãe com um beijo na testa. Ele olhou para mim e desviei o meu olhar, eu preferi ir para o outro lado e Carlisle se manifestou.

—Não vai saudar a menina seu mal-educado? Quem chega é que cumprimenta!

—Não precisa Carlisle, eu já estou acostumada.

—Não é assim que deve ser.

—Não seja por isso. Boa noite Isabella.

—Pra você também. Falei do outro lado da piscina.

—Satisfeito? Perguntou ele ao pai dele. –Agora irei subir, tomar um banho, jantar e dormir. Disse ele saindo de perto de nós e entrou na casa.

Aproveitamos mais um pouco e Esme quis sair, eu também já queria e entramos. Os pais de Edward foram para o quarto deles e eu entrei no de Edward, para minha surpresa ele estava deitado todo esparramado na cama apenas de boxer preta e o ar já estava deixando o quarto fresquinho. Ele assistia televisão e me olhou quando eu passei direto para o banheiro estando apenas de biquíni.

Despi-me estando no interior do Box já e liguei o chuveiro deixando a água mais para a fria que quente, não era bom abusar na água quente estando o ar ligado.

Tomei o meu banho e demorei ao esperar a hidratação agir em meu cabelo, enxaguei-me e saí para me secar. Ignorei as olhadas de Edward e fui para o closet por um baby doll. Ele era de tecido fino e a sua cor era vermelha, era inapropriado transitar com ele na casa sem o uso do robe e digamos que ele era bem bonito. Edward me olhou e tornou a prestar atenção na televisão, mas ele tornou a me olhar novamente ao me deitar na cama.

—Iremos descer para comer. Não irá de baby doll apenas né?

—Vou por um robe Edward.

—Ah bom! Disse ele tornando a olhar para a televisão.

Deitei-me de lado e puxei o lençol para me cobrir, após a janta é que eu iria arrumar a cama e pegar o edredom para dormirmos com ele. Com o passar dos minutos eu fui sentindo as minhas pálpebras irem pesando. Faltando pouco para eu realmente dormir ou eu já dormia acordada não sei, eu senti a cama se movendo e Edward veio falar perto do meu ouvido.

—Está na hora da janta.

—O quê? Perguntei me movendo e a boca dele bateu no lóbulo da minha orelha sem querer.

—Está na hora da janta. Mary nos chamou.

—Não ouvi.

—Vamos descer.

—Ok. Falei me sentando um pouco zonza de sono e me levantei.

Fui até o closet vestir um robe e Edward vestiu um pijama para o período de calor, que era o de short e blusa sem ser de manga. Descemos a escada e fomos nos sentar à mesa, os pais de Edward nos aguardava e logo a comida foi servida. Belisquei a comida bem devagar por estar com muito sono e rejeitei a sobremesa, dessa vez eu não quis comer nem a fruta e quando todos acabaram subimos. Escovei os meus dentes e Edward fez o mesmo, aliviei-me após ele sair do banheiro e lavei as minhas mãos após me assear.

Fui até o closet pegar os edredons e arrumei a cama, sem muita demora eu me deitei e senti o desejo arder em meu corpo quando Edward parou ao lado da cama e tirou o pijama ficando apenas de boxer novamente. Passei a mão em minha cabeça e virei para o outro lado, eu não queria olhá-lo por ser impróprio. Edward assistiu televisão por mais alguns minutos e a desligou.

—Tem o exame amanhã.

—Eu sei.

Ele se ajeitou sob os edredons e ficou perto de mim, digo não tão perto assim e ele se cobriu melhor. O quarto já estava frio e me ajeitei novamente, com isso Edward se moveu na cama e apagou o abajur, ficamos no escurinho e aos poucos eu fui caindo na inconsciência.

.

.

.............................................................................

Terça feira, 04 de março.

Às 06:30mim.

Acordei com o despertador e me movi, acabei esbarrando em Edward que estava muito próximo de mim e o olhei. Ele abriu os olhos estupidamente verdes e me olhou também.

—Vou me arrumar, levarei o exame na clínica e de lá eu darei um pulo em Solares. Falei para provocá-lo e a olhada que ele me deu....

—Não irá para Solares, não há o que fazer lá! Você só pode estar testando a minha paciência!

—Eu não irei, é mentira e falei por falar. Falei sorrindo e ele ficou desconfiado continuando a me olhar.

—Gosta de me provocar, isso sim! Disse ele se levantando da cama e olhei para o outro lado, ele estava excitado e era bem comum nos homens de manhã. De propósito ele ajeitou o sexo dele e foi para o banheiro, Edward era bem pornográfico quando queria ser.

Levantei-me e fui até o closet pegar em minha bolsa o pote para poder coletar a minha urina. Após pegá-lo, eu fui para o banheiro não me importando de Edward estar no banho e me sentei no vaso sanitário. Tive que abrir bem as minhas pernas e encaixei o potinho, era só um pouco da primeira urina mesmo e o enchi. Tirei a minha mão do meio das minhas pernas na mesma hora que Edward me olhou e aquela posição era bem escandalosa, mas não liguei e terminei de me aliviar. Asseei-me, tampei o potinho e o lavei, fiz o mesmo com as minhas mãos e aguardei Edward sair do Box, mas ele estava demorando e julguei ser de propósito.

Fui até o quarto desligar o ar, abri um pouco a cortina, a janela e retornei para o banheiro. Edward ainda estava no banho e acabei tirando a minha roupa de dormir, fui até a pia e escovei os meus dentes estando nua, nua. Era impossível manter a minha nudez com Edward, então eu não estava ligando mais.

.

.

Resolvi entrar no Box e tomei o sabonete da mão dele.

—Está demorando de propósito Edward!

—Eu estou no banho, não há hora marcada para eu sair do Box.

—Preciso tomar o meu banho e você está enrolando!

—Já estou saindo. Disse ele me olhando.

—Ótimo!

Fiquei sozinha no Box e me lavei rápido, já Edward nesse momento estava se barbeando com calma. Saí para me secar e fui para o closet pegar um vestido branquinho de renda para eu vestir. Arrumei-me e passei batom somente, penteei o meu cabelo e fui calçar a minha sandália. Edward já estava arrumado e ele foi rápido.

—Vou com você até lá.

—Edward vai para o seu trabalho em paz! Não precisamos ir os dois.

—Vou descer e não demora. Disse ele saindo do quarto todo arrumado e perfumado.

Era só o que me faltava, pensei ao ver ele fechando a porta. Fui pegar a minha outra bolsa no closet, já que a minha velha de guerra ficou em Solares e saí do quarto levando o pedido de exame de urina e o potinho contendo a mesma muito bem protegido no saquinho.

Desci a escada e fui para a sala ao ver Victória levando o café da manhã para a mesa de lá. Edward já estava sentado e ela o serviu com excesso de boa vontade, depois me serviu e ficou parada nos olhando. Era a mesma coisa que eu fazia antes, eu aguardava para uma possível solicitação, mas eu a dispensaria.

—Nos deixa a só, por favor. Falei olhando para ela.

—Pois não senhorita.

—Ok.

Ela saiu da sala e ficamos a sós.

—Não precisa ir à clínica, posso ir sozinha.

—Pensei que já havíamos encerrado esse assunto lá no quarto. Disse ele antes de levar a xícara de café com leite a boca.

—Não há necessidade, eu posso ir com o Lima.

—O Lima irá levar o meu carro para consertar hoje.

—Posso ir com o Thomaz ou com qualquer outro segurança. Você disse que eles são pagos para isso mesmo.

—Por que não quer que eu vá, pretende aprontar alguma?

—Você sempre pensa o pior mesmo. Só não vejo necessidade da sua ida, eu só irei deixar o potinho lá e voltarei, já você pode ir trabalhar sossegado.

—Iremos até a clínica e ponto final Isabella.

Preferi ficar quieta e continuamos a comer. Momentos depois eu me levantei da mesa e Edward fez o mesmo, não liguei e fui até o banheiro social lavar a minha boca e me aliviar.

Encontrei com Edward na cozinha e saudei Mary pela primeira vez.

—Bom dia Mary.

—Bom dia. Disse ela sorrindo. –Tem alguma preferência para o almoço?

—Pra falar a verdade, eu estou louca pra comer uma torta de bacalhau Mary. Com direito a azeitonas preta e tudo que for possível para deixá-la mais saborosa.

—Posso fazer para o almoço.

—Isabella está proibida de comer coisas gordurosas Mary.

—Não irá ficar patrãozinho.

—Isso Mary, faça para nós. Até daqui a pouco.

—Até. Disse Mary sorrindo.

Saí da cozinha e Edward me seguia, fomos para a garagem e entramos no Aston Martin dele. Os seguranças nos seguiriam como sempre e saímos.

Intrometida, eu liguei o rádio e ele me olhou, mas nada falou e fiquei trocando as estações. Não havia nada que me agradasse e desliguei, eu estava um pouco agitada e talvez por eu ter me lembrado do casamento. Encostei-me no banco e fechei os meus olhos, tornei a abri-los e fiquei olhando para o lado de fora através da janela do veículo. Eu estava preocupada.

.

.

.

Chegamos na clínica e saímos do carro, fomos até a recepção e de lá fui encaminhada para a recepção do ambulatório. Entreguei o potinho e a recepcionista fez algumas anotações, ela colou um adesivo com o meu nome e algumas informações referente a minha matrícula na clínica. Era para me identificar.

Fiquei sabendo que em poucos dias eu teria o resultado por não ser de emergência e saímos após eu assinar um papel. Caminhamos pela imensa clínica e havia várias médicas, auxiliares e enfermeiras novinhas transitando pelos corredores. Já Edward olhou para algumas delas no descaramento total não se importando com a minha presença ali ao seu lado. Dei uma mirada bem feia para ele e passei a frente dele, fui andando rápido e saímos da clínica. Já no estacionamento eu parei ao lado do carro dele e cruzei os meus braços, fiquei aguardando ele se aproximar por eu tê-lo ultrapassado e eu estava indignada, não surpresa.

—O quê que há com você?

—Nada. Destrava logo esse carro porque eu quero ir embora!

—Está com pressa por qu......

—Estou. A. fim. De. Ir. Embora!

—Diga o que é que você tem? Pediu ele parando ao meu lado e colocou a mão espalmada na janela do carro.

—Só pode estar me tirando Edward! Já. Disse. Que. Eu. Quero. Ir. Embora!

—Tudo bem. Disse ele me olhando sério e destravou o alarme continuando a me olhar.

—Inferno! Falei abrindo a porta e entrei me sentindo chateada, Edward a fechou para mim. Sem conseguir me conter as minhas lágrimas desceram, eu tinha virado uma banana por ultimamente chorar à toa. Edward entrou no carro e continuou me olhando.

—O que há com você?

—Seu cínico! Cale a boca e dirige logo droga! Falei entre o choro e ele não me obedeceu, ele continuou me olhando e esperando a minha explicação do choro repentino. –Você quer a todo o instante me fazer sentir pequena, mas saiba que eu não sou! Se você quer olhar para as outras, sair com elas, então faça! Mais saiba que para outras pessoas eu sou muito especial!

—Fala do seu ex?

—Não! Eu só não sou especial para ele, mas para outros também! Se você acha que vai me sacanear ou me fazer pequena, saiba que está muito enganado! Não ligo!

—Por que está me falando isso? Por que do choro agora?

—Não te interessa! Agora eu quero ir embora!

—Já disse que irei te deixar em casa.

—Minha vontade é de marcá-lo com as minhas unhas por se fazer de bobo.

—Não se stress à toa. Não fiz nada para estressá-la dessa forma.

—Calado!

—Tudo bem. Disse ele sorrindo para me zombar.

—Não há nada de engraçado!

—É incrível como algumas mulheres grávidas ficam histéricas daqui para li.

Resolvi ignorá-lo e ele ligou o carro, sequei as minhas lágrimas e senti o meu bebê mexer. Coloquei a minha mão sobre a minha barriga e fiquei a acariciando. Fui olhando a rua perdida em pensamentos durante todo o trajeto.

.

.

Paramos em frente ao portão da mansão e Saímos do carro. Edward veio até a mim e fugi dele andando um pouco mais apressada.

—Vá trabalhar em paz. Falei dando as costas para ele e aguardei o portão ser aberto após tocar a campainha, por estar estressada esqueci que Edward tinha a chave e ele ficou bem quieto na dele.

—Não vai me dar um beijo de despedida? Perguntou ele sorrindo.

—Não e fique com ele para você!

—Eu não estava interessado mesmo. Disse ele segurando em minha cintura e apertei a campainha estando incomodada com a ousadia dele. Eles estavam demorando a abrir a droga do portão pequeno e tentei afastar Edward que nesse momento me abraçava por trás. Foi inútil a minha tentativa, ele nem ligava pelos os seguranças estarem a uma boa distância de nós na pirua Blazer e nos olhando.

—Não banque a selvagem comigo. Ou esqueceu que sábado será inteiramente minha apenas no papel?

—Impossível me esquecer com você me lembrando. Falei tentando tirar a mão dele da minha cintura e senti que ele sorria em minha nuca, já que ele a beijava repetidas vezes e consegui me afastar dele quando o portão foi aberto por um dos seguranças. –Vá trabalhar Edward, saiba que não tem graça!

—Agora eu vou. Disse ele sorrindo sacana e foi na direção do carro, mas parou e olhou para mim. –Eu não iria beijá-la, não depois de sábado. Faço isso para me divertir um pouco, você, você..... deixa pra lá! Falou ele se distanciando e fiquei o olhando, ele estava fazendo hora com a minha cara.

Entrei e caminhei pelo jardim, eu ainda podia sentir a sensação dos beijos que ele deu em minha nuca e seu agarre em minha cintura. Continuei andando pelo jardim e entrei na cozinha, cumprimentei as meninas e fui pegar uma garrafa de água na geladeira. Acabei bebendo dois copos de água gelada e subi.

Entrei no quarto e tirei a minha roupa no banheiro, coloquei um top curtinho e vesti um short molinho, com esse traje a minha barriga ficou de fora e me senti bem à vontade estando dessa forma. Resolvi trocar a roupa de cama inteira e peguei os dois edredons, com medo de descer todos eles de uma vez, eu fui até a escada e chamei a Mary.

—OI. Mary respondeu alto e aparecendo no corredor

—Preciso da sua ajuda Mary, eu quero descer as roupas de cama, mas tenho medo de tropeçar na escada.

—Deixa que a Victória irá te ajudar.

—Não! Eu prefiro você. Falei baixo.

—Tudo bem. Falou ela subindo a escada e entramos no quarto. –Qual a cisma agora?

—Sei que ela dá muita atenção para o Edward.

—Atenção???

—Ela fica cheia de sorrisinhos para cima dele.

—Você acha que ela joga charme para cima do patrãozinho?

—Eu acredito que sim.

—Está com cisma por causa disso? Perguntou ela me avaliando.

—Não! Claro que não, mas eu prefiro você Mary. O que há de errado nisso?

—Claro que não há nada de errado, só estou surpresa. O que é para descer são esses edredons e esse amontoado aqui?

—Sim, mas desça apenas os edredons. Os lençóis, a coberta e as fronhas eu desço numa boa.

—Tudo bem. Disse ela me olhando de forma engraçada.

—O que há Mary? Perguntei segurando as roupas de cama.

—Nada, eu só estou me perguntando.

—Sobre?

—Está com cisma da moça por ela dar em cima do patrãozinho?

—Cisma não, eu tenho certeza Mary. Eu vi com os meus próprios olhos a forma que ela servia whisky para ele e toda soltinha. Tipo, se quiser pode pegar.

—Isso não seria ciúme?

—Está louca, ou enlouqueceu de vez mulher? Perguntei chateada.

—Não se zangue boba, mas qualquer uma no meu lugar pensaria o mesmo.

—Não estou com ciúmes coisa nenhuma, apenas é para se dar o respeito. Ela deve respeitar por Edward ser o meu “ noivo”

—Se você está falando, quem sou eu para não acreditar. Sabe que o patrãozinho é mesmo bonito amiga. Aliás, o pai da sua filha é lindo com todo o respeito desse mundo. Sei que a mulherada cai em cima mesmo.

—Sei disso Mary. Apesar de tudo eu não posso cometer essa injustiça e falar que ele é feio, ele é mesmo lindo de morrer. Falei pensativa. -Os olhos dele são tão verdes que brilham mesmo tendo aquela raiva toda dentro dele. Sem contar que eu........ Parei de falar na mesma hora.

—Continue, nós somos amigas e não irei contar para ninguém. Continue.

—Não é nada demais.

—Não minta para mim.

—Estamos a muitos dias sem sexo Mary, quase duas semanas, não sei bem......... Eu não tive mais ninguém e estou desejosa demais como nunca antes. Pode ser a gravidez que esteja alterando os meus hormônios e de forma louca, eu estou o desejando durante a noite e a cada aproximação dele. Não é certo e eu não devia e nem posso permitir esse tipo de aproximação com Edward Cullen. Somos impróprios um para o outro na art do sexo. Ele não está tocando mais em mim como antes, agora ele deita, vira para o outro lado e nada. Ele tem me esnobado e disse que não quer nada comigo por causa de sábado. Nem ligo para isso mesmo.

—Não sei o que dizer amiga, mas está correndo um grande risco de acabar se apaixonando de verdade, se já não está e não está percebendo. Apesar do jeito tosco, ele é muito atraente e você sabe disso. Algumas mulheres acabam se envolvendo com o homem errado e isso acontece muito por aí. Muitas vezes os opostos se atrai.

—Ele é razão para toda a minha desgraça! Não me repita mais isso Mary! É apenas sexo, sinto falta de sexo e mais nada! Estamos falando a respeito de sexo e não amor. Falei bem chateada. –Não há espaço aqui dentro do meu coração para deixar uma desgraça dessa acontecer!

—Tudo bem, tudo bem Isabella. Falou ela levantando a mão em sinal de rendição. –Não está mais aqui quem falou essa bobagem.

—Vou descer essas roupas de cama que é melhor e não torne a falar essa baboseira Mary. Eu a proíbo.

—Não se zangue à toa. Podemos descer agora?

—Tudo bem.

Pegamos a roupa de cama e descemos. Dividi as peças nas duas máquinas que havia ali e coloquei sabão em pó, amaciante e um pouquinho de alvejante por causa dos edredons. Fui para a cozinha e abri a geladeira, acabei bebendo mais um pouco de água e peguei uma maçã para eu comer. Acabei lembrando de jake, mas eu lembrava dele não como antigamente, era como o meu amigo agora. Alguém muito querido não só por me dar presentes caros e sim por se importar comigo. O ocorrido em dezembro já não pesava mais. Eu estava tão preocupada com ele e não sabia como eu iria fazer para ter notícias dele.

Para evitar brigas, eu resolvi ir para o quarto de Edward e peguei o telefone sem fio, disquei o número do celular dele e no segundo toque ele atendeu.

—Alô.

—Edward sou eu.

—Estou percebendo. O que você quer? Eu estou ocupado no momento.

—Tenho que ir a Solares, a minha bolsa ficou em meu apartamento.

—A deixe lá, você não tem o que fazer lá.

—Liguei para você mesmo me levar até lá.

—Estou sem tempo.

—Então pede um dos seguranças para me levar já que o meu motorista não está aqui.

—Não há essa possibilidade. O que tem de tão especial nessa bolsa, posso saber?

—As minhas coisas oras bola! Estou ligando numa boa e te pedindo.

—Você é peçonhenta demais, há algo por trás disso. Sinto a mentira no ar e você não me engana. Esqueça o engomadinho e não se preocupe, ele chegou em casa com as duas pernas e os dois braços. Agora você se comporte como uma mulher comprometida! Vai ser difícil para eu esquecer o que eu vi naquela boate, você quebrou as regras e eu posso sim a impedir de sair!

—Faça o mesmo então quando resolver andar com as suas vagabundas por aí. Tchau! Após eu falar, eu desliguei o telefone na cara dele. –Que saco! Falei chateada.

Mas pensando bem, a minha ida com ele até o meu apartamento não daria em nada, sei que ele iria querer subir comigo e ficaria na minha cola, como eu fui burra. Ele não daria um refresco para mim e não teria como eu ligar para o jake. Edward não tornou a me ligar e coloquei o telefone na base, sem ter o que fazer, eu iria para o quarto de Esme.

Chegando lá eu tive a sua permissão para entrar, ficamos na varanda conversando na sombra e sentindo a brisa do mar.

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Às 13:10min.

Almoçamos na sala e a torta de bacalhau que Mary fez estava mesmo boa. Comi bastante salada e não me esqueci do arroz com feijão. Mary estava caprichando cada vez mais no tempero e estava tudo uma delícia, até Esme repetiu.

Após a sobremesa nós fomos para o jardim, Mary havia pegado um lençol de cor escura para nós e nos deitamos à sombra de uma árvore. Passamos a tarde assim.

O assunto do casamento não saia da boca de Esme e dizendo ela em sua loucura, não havia nora melhor que eu. Eu não revidava mais e deixava ela falar à vontade, não adiantava mesmo. Depois ficamos em silêncio e o sono queria me dominar. Acabei cochilando e ela também.

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Às 17:15min da tarde.

Despertei do nada e ao abrir os meus olhos, eu vejo a maré verde dos olhos de Edward nos observando. Eu me sentia um pouco lenta por causa do sono excessivo e olhei para Esme que naquele momento se moveu por eu ter saído do meio de seus braços, ela estava dormindo e perdida na inconsciência. Ela dormia feito anjo.

—O que faz aí calado? Perguntei após me sentar.

—Acabei de chegar do trabalho e as vi aqui.

—Então ficou feito poste parado e nos olhando?

—É. Falou ele para me provocar. –Estou em casa e sinto-me à vontade de fazer o que eu quiser.

—Sei disso. Nós acabamos dormindo e.....

—Deu para perceber. Disse ele me cortando. –Só estou preocupado, minha mãe pode ficar com dores nas costas por sua causa.

—AH!!! Só me faltava ouvir essa Edward! Sua mãe tem idade o suficiente pra fazer o que bem quer e se quis ficar aqui comigo..... Falei tornando a me deitar e a abracei para provocá-lo. –Foi porque ela quis. Após eu falar, ela se moveu abrindo os olhos.

—Estou percebendo o quanto você tem influenciado a minha mãe.

—Filho? Falou ela após ouvi-lo.

—Oi mãe, eu já cheguei. Falou Edward se abaixando e a beijou na testa, por ficarmos bem próximos na horizontal, eu senti o cheirinho dele. –Pode acabar sentindo dor nas costas.

—Estou confortável, acabei dormindo.

—Eu também. Intrometi-me na conversa.

—Percebi. Falou ela sorrindo e senti a minha filha mexendo pra valer. Olhei para a minha barriga descoberta e o ovinho estava imenso, o vi se movendo e Edward olhou para a minha barriga também. Coloquei a mão em cima tapando e ele não fez por menos.

—Não adianta esconder, eu vi por estar quase pelada aqui fora.

—Não ligo para o que você acha.

—Já vão começar? Perguntou Esme chateada. –Lembre-se que somos uma família agora, então deem um basta com essas brigas logo de uma vez!

—Ele é o culpado Esme.

—Eu? Perguntou Edward de forma cínica.

—Você mesmo seu sonso, seu conquistador de uma figa!

—Quanto elogio! Falou Edward sorrindo com deboche me olhando, mas parou de sorrir e ficou sério. –Fica na sua fedelha!

—Vamos entrar filha, já posso sentir a mudança de temperatura. Sinto-me mal com esse clima entre vocês.

—Eu a levo mãe. Vamos. Falou Edward a ajudando a se levantar e me olhou.

—Eu a levarei numa boa. Falei tirando a mão dele e caminhamos pelo jardim. Pude ver a indignação estampada no rosto dele, de implicância ele segurou no outro braço da mãe dele e entramos na cozinha.

17:20min da tarde dizia ser o relógio da cozinha e as empregadas ficaram nos olhando passar. Mary ao se lembrar...

—Vão querer lanchar?

—Eu quero um chá apenas Mary e estarei na sala. Falou Esme.

—E você bella?

—Pode ser um suco de laranja apenas.

—E o senhor patrãozinho?

—Vou me servir no bar Mary e preciso apenas de gelo.

—Já vai beber filho?

—Só um pouco mãe e não se preocupe.

—Isso, já não basta domin.......

—Irei beber e pronto! Falou ele me olhando.

—Vamos Esme nos sentar.

—Vamos filha.

Fomos para a sala e nos sentamos no sofá, já Edward ficou no bar. Ele se esqueceu que domingo quase entrou em coma alcoólico e eu boba, o ajudei. Mas foi para evitar uma briga somente.

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Momentos depois.

Mary veio nos servir e liguei a televisão, Edward devia estar para o quarto ou no bar, só sei que na sala ele não apareceu depois que chegou.

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Às 18:20min da noite.

Esme e eu ainda assistíamos televisão quando Carlisle chegou.

—Boa noite. Falou ele se aproximando do sofá.

—Boa noite amor. Falou Esme sorrindo e ganhou um selinho.

—Boa noite bella.

—Boa noite Carlisle. Falei recebendo um beijo na testa.

—E o meu filho ainda não chegou? Ele saiu cedo do trabalho.

—Já sim, pelo visto deve estar no quarto.

—Hum!

—O que acham de irmos jantar fora hoje? Sugeriu Carlisle sorrindo para a esposa e depois olhou para mim.

—Eu acho ótimo, mas não está tarde amor?

—Podemos ir em paz, fique tranquila.

—Tudo bem. Disse ela sorrindo.

—Vamos bella?

—Vamos, estou com água na boca já. Falei envergonhada.

—É compreensível. Falou Esme sorrindo.

—Vamos nos arrumar então. Falou ele olhando no relógio. –Podemos sair às 19:30min.

—Combinado. Irei subir para tomar um banho e me arrumar.

—Fale com o meu filho, se ele quiser ir conosco será ótimo.

—Ta. Falei pensando em fazer o contrário.

Subimos todos juntos e abri a porta do quarto, Edward acabava de sair do banheiro estando completamente nu e segurava o copo contendo whisky para baixo do meio. A toalha estava em seu obro e ele continuou andando normalmente, já eu passei direto para o closet para escolher a minha roupa.

Após escolhê-la, eu fui para o banheiro tomar banho e me despi um pouco rápido, a hora passava voando. Fiquei completamente nua e olhei para o quarto, Edward vestia uma boxer branca e depois se deitou na cama de barriga pra cima. Desviei a minha atenção dele para o que eu estava fazendo e me apressei, lavei-me por inteira.

Saí para me secar e Edward me olhou encabulado estando ainda deitado quando eu comecei a me maquiar. Fiz uma maquiagem leve, mas bem bonita e penteei o meu cabelo. Sai do banheiro enrolada na toalha e o seu olhar me seguiu até o closet, não me importando com isso eu fui me arrumar. vesti uma blusa de oncinha coladinha no corpo e babados do mesmo tecido na ponta. A minha saia era justinha amarela e calcei meu sapato de salto preto. Eu estava bem. Estando encabulado com a minha produção e com a minha demora dentro do closet, Edward veio me olhar e ficou chocado por me ver arrumada. Ele não queria que eu saísse sozinha.

—Onde pensa que vai? Perguntou ele me avaliando.

—Sair e, muito bem acompanhada. Falei olhando para ele e sorri.

—Pode ir tirando o seu cavalinho da chuva, não irá sair coisa nenhuma! Disse ele vindo até a mim e começou a tirar a minha blusa sem ter muita dificuldade por ser forte, mas não me machucava com o seu ato.

—Largue-me! Falei me afastando dele e com a blusa ainda em meu corpo. –Volte para a cama!

—Eu não autorizei a sua saída! Disse ele vindo até a mim e passou o dedão em minha boca, nisso o meu batom vermelho borrou e ele tornou a passar o dedo em minha boca vagarosamente me olhando. O ritmo do seu movimento foi vagaroso demais e soou sexy para quem visse. Com o meu coração já acelerando, eu fugi das garras dele e sai do closet com ele vindo atrás de mim.

CONTINUA.......