Solares
22 Capítulo 22
Notas iniciais
BELLA.....
Final do capítulo anterior.
30min depois.
Acabávamos de passar pelo portão da fazenda e vi alguns cavalos ao longe, eram todos muito lindos e bem cuidados. O lugar era paradisíaco e só Deus sabe o que me aguardava ali.
Mary olhava tudo na expectativa e eu ia observando tudo a minha volta, novamente eu senti a minha filha mexendo e sorri.
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Paramos em frente à porta principal e um segurança veio abrir a porta, aqueles deviam ficar tomando conta da fazenda. Saí do carro junto de Mary e com a ajuda do segurança.
—Seja bem vinda. Falou ele olhando para mim.
—Obrigado. É lindo aqui.
—É um lugar tranquilo.
—Percebi.
—Algum problema? Perguntou Edward se aproximando de mim e fingi não o escutar.
—Tomara que eu goste. Falei olhando para o rapaz.
—Acredito que sim, agora com licença. Disse ele saindo de perto bem sem graça ao notar que eu ignorei o patrão dele.
—Com licença. Falei me afastando de Edward e fui ficar ao lado de Mary.
Um dos homens abriu a porta para nós entrarmos na casa e fiquei encantada com a grandiosidade do lugar.
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A vista era linda ao adentrarmos no lobby tanto luxo e riqueza em um lugar só.
Carlisle ajudou os homens a trazerem as nossas malas e eu fui observar a sala minuciosamente ao adentrar bem mais no cômodo. O piano era lindo na parte de cima e fui até ele sem me importar se eu estava sendo enxerida ou não. Corri os meus dedos nas teclas e Alice falou comigo.
—Sua mala já foi para o quarto de vocês. Se quiser comer algo, peça a Mary, ela sabe onde ficam as coisas na cozinha.
—Estou com um pouco de fome sim, estou sem nada no estômago e minha filha deve estar faminta também, agora ela não para de se mexer.
—Ela está se mostrando agitada logo de cara. Falou Alice sorrindo docemente.
—E com razão Alice.
—A cozinha é no fim do corredor. Tem tudo que precisaremos e logo o restante do pessoal estará chegando.
—Quem vem além dos seus pais mesmo?
—Lisa com o marido e o filho......
—Max vem? Perguntei surpresa a interrompendo de continuar.
—Sim...... Ele vem acompanhado.
—Com uma mulher?
—Por que não? Perguntou ela me olhando.
—Que bobeira! Só é uma pergunta boba. Falei me sentindo estranha e disfarçando.
—Virão alguns amigos da família e ficaremos todos aqui. Alguns irão segunda feira e nós iremos terça feira bem cedinho. Almoçaremos normalmente hoje e mais tarde a noite faremos um leitão assado. Faremos uns acompanhamentos à altura e uma música suave. Estamos tentando levantar o astral aos poucos, meu tio Carlisle está cooperando por amar a esposa ainda e agora vocês duas. Minha tia passou por muitas coisas. E todos nós né?
—É sim. Preciso ir forrar o meu estômago, com licença. Falei me afastando e sentido as lágrimas brotarem em meus olhos. Entrei na primeira porta que vi e por sorte era o banheiro, eu precisava desabafar. O lugar era lindo, mas ignorei e deixei as lágrimas rolarem. Eu fique mexida em saber que Max vinha com uma acompanhante e ele me disse que não tinha ninguém. Acho que eu estava chorando por muitas coisas e por estar sensível, achei melhor ir lavar o meu rosto e tirar aquele semblante pra baixo da minha face. Fiquei uns minutos ali me recuperando e respirei fundo antes de abrir a porta. Saí dali e fui para a cozinha.
Mary preparava um café no capricho para o pessoal e eu fui até a geladeira pegar uma garrafa de água para eu beber. Não havia quitutes ali até pela casa ficar ali sozinha pelo visto, mas ao ver a dispensa bem recheada e as bolsas de compra chegando com o peão, teria muitas besteirinhas para nós comermos.
Mary aqueceu um pouco de leite para mim e o bebi comendo um pão fresquinho. Edward apareceu na porta da cozinha e foi se servir de café. Evitei olhá-lo porque seria visível notar o meu choro recente e, eu não queria demonstrar fraqueza perante ele. Continuei comendo despreocupada e quando ele se sentou à minha frente eu me levantei na mesma hora, sorte é que eu havia acabado de tomar o meu café. Lavei o copo sentindo o seu olhar em minhas costas e saí da cozinha, ao encontrar com Carlisle no corredor segurando tuquinha no colo.
—Eu gostaria de saber onde é o meu quarto Carlisle.
—É no segundo andar e fica na terceira porta a sua esquerda.
—Obrigado, é que eu fui tomar café e ainda não subi.
—Está em sua casa, fique à vontade e ande por aí se quiser. Só não é recomendado andar de cavalo.
—Não irei. Falei sorrindo. –Obrigado mais uma vez por ser sempre gentil comigo.
—Que isso querida, se quiser descansar ou tomar um banho para relaxar, tem tudo aqui. Providenciamos tudo antes de vir.
—Sua fazenda é muito bonita.
—Obrigado. Um dia terei a minha neta correndo por aí.
—É. Falei sorrindo. –Agora ela não para quieta. Sorrimos e Edward apareceu. –Irei subir, com licença.
—Toda.
Saí de perto deles e fui em sentido à escada que ficava mais à frente. Subi os degraus devagar e cheguei no segundo andar, era possível escutar tuquinha latindo fino lá em baixo. Abri a terceira porta e olhei para o quarto muito pomposo por sinal. Fui na direção da cama, corri os meus dedos nas almofadas douradas e depois nos travesseiros. Os mesmos eram de cor clara com dourado, uma obra de arte de tão luxuoso. Estavam todos muito bem encapados e no tom de um dourado fascinante. Apalpei a cama e notei a maciez, tirar um cochilo ou até dormir ali seria tudo pela cama ser grande e confortável. A lareira no centro da parede era linda e pelo visto ali fazia frio por tê-la ali no quarto. O cômodo era perfeito, digo a decoração e de muito bom gosto. Olhei para o lado e vi a minha mala ali no chão, abri ela e olhei o que haviam colocado ali para mim. Por haver certos tipos de roupas ali duvidei que foi Edward quem arrumou a mala para mim, ou foi Alice ou a Mary no meu conceito. Achei a minha bolsinha contendo a minha escova de dente e a peguei, fui para o banheiro desconfiando que ali havia pasta de dente e tinha mesmo, até xampu e condicionador tinha. O banheiro portava uma banheira enorme e não liguei para mais detalhes, me aproximei da pia e escovei os meus dentes.
Após terminar a minha higiene bucal eu voltei para o quarto e procurei algo que eu pudesse pentear o meu cabelo. Achei o meu pente e retornei para o banheiro para me pentear. Deixei o meu cabelo solto e fui até a mala achar a minha maquiagem, isso se elas se lembraram de colocá-la ali para mim. O meu estojo estava ali e fui até a pia lavar o meu rosto por completo, mas ao me sentir desanimada eu desisti de retocar a maquiagem e fui me deitar na cama, eu não iria descer tão cedo para não passar vergonha com as atitudes de Edward. Pior seria ver Max com outra pessoa e ele nem me falou nada, foi meio que um choque para mim. Era normal um homem como ele ter mulheres a sua disposição, o mesmo eu falava de Edward e de jake, homens ricos atraiam moscas. Algumas delas da mesma patente e outras não, meses atrás eu poderia me considerar afortunada de alguma forma se Edward não quebrasse o meu cartão. Deixando aquela quantia no banco me renderia uma boa quantidade de dinheiro por mês e eu viveria bem com a minha filha.
Eu era leiga quanto a me esconder e sozinha no mundo com uma filha recém-nascida complicaria tudo, eu jamais iria expor aquele ser inocente ao fracasso ou a miséria repentina por minha causa. Era complicado pensar em fugir com a minha filha naquela altura do campeonato e quando escutei a fechadura mexer eu fechei os meus olhos. O cheirinho de Edward ia longe e abri os meus olhos de leve, ele me pegou na mosca olhando-o. Ele estava sentado no sofá que ficava em frente à cama e olhava fixamente para mim.
—Já percebi há muito tempo que você gosta de fingir Swan. Falou ele bebendo algo, devia ser bebida alcoólica e já de manhã. Virei para o outro lado o ignorando e fechei os meus olhos para tentar dormir. –Seu ex amante chegou e muitíssimo bem acompanhado, não irá recepcioná-lo? Perguntou ele sorrindo, mas o seu humor dizia o contrário.
—Ex amante? Perguntei sorrindo ao me virar novamente para olhá-lo. –Muitíssimo bem acompanhado você diz e, por acaso gostou dela? Pegue-a para você!
—É. Você não estava se esfregando nele lá em casa no ano novo? Muitíssimo bem acompanhado mesmo e a garota é show, pelo menos ele tem bom gosto.
—Ah! Eu nem me lembrava mais disso. Falei sorrindo levemente e o semblante dele não era compatível com o meu. –Não estou nem aí para o que ele faz da vida dele, é um homem livre e o que tivemos foram apenas uns beijinhos deliciosos. Diria que muito bem dado. Menti em certa parte. -Se importa com isso?
—Você não significa nada na minha vida, apenas exijo respeito estando dentro da minha casa! Falou ele meio alterado nas últimas palavras e permaneci serena. Apenas balancei a cabeça que não para o tom desnecessário dele.
—Você uma hora diz que eu sou sua, outra hora me coloca mais que abaixo do chinelo com os seus elogios carinhosos. Não sei o que pensar em relação a sua saúde mental Edward. Não é à toa que precisa de um psicólogo ou até um psiquiatra urgentemente. Ele começou a rir e eu fiquei olhando para ele. –Não quis fazer igual o Max por quê? Podia trazer alguém também, eu não me importo.
—Em trazer outra mulher?
—Eu não me importo nem um pouco, desde que use camisinha com elas e evite contatos labiais mais íntimos, por mim tudo bem. Sou uma mulher limpa e não quero um porco imundo tocando em mim e me manchando com a sua lama infectada!
—Quem pensa que é para falar de lama comigo? Esqueceu aonde você vivia?
—Não me esqueci e se quer saber, eu pouco me importo agora! Pouco me importo!
—Pouco se importa? Graças aos seus pais que não desfrutamos mais da alegria da minha irmã e da visão saudável da minha mãe! Você acha isso pouco? Perguntou ele me olhando furioso.
—Esqueceu o que eu estou passando por causa dos meus pais também? Olhe a minha volta Edward, olhe para mim e imagine o meu futuro ao lado de um homem sem escrúpulos que só pensa em me marcar a ferro quente com as suas palavras grosseiras! Sendo que eu só lhe peço para não me fazer de boba na frente da sua família ou irá se arrepender!
—Você está na minha mira.
—Estando nela ou não, eu não me importo! Estou vivendo como posso e isso é o que importa, sinta-se feliz que irei me casar com você.
—Nunca! Está vendo e percebendo o quanto de dinheiro eu tenho? Por isso não se importa de se casar comigo. Você já deixou claro isso. É o meu dinheiro que importa. A sua linhagem é de golpistas que não se importam com os outros! Já você se porta como uma interesseira!
—Se você me falasse. “ Isabella, você está livre pra ir embora definitivamente de nossas vidas e eu a deixarei livre” saiba que eu iria na mesma hora, mas pensando bem, o seu dinheiro está me atraindo e muito. Somente ele me importa mesmo já que eu vim de uma família de ladrões, ratos astutos na verdade como você insinua sempre. Estou deflorada e marcada mesmo, então, chutei o balde de vez! Vou me casar com você e seremos infelizes para sempre! Mas o seu dinheiro irá me recompensar tudo isso. Ah! Se vai Edward Cullen.
—Não terá um centavo meu para deixar de ser abusada!
—Terei sim. Mesmo sabendo que eu quero o seu dinheiro, você não me deixa ir. –Só a bebê me prende a ti, do contrário Edward Cullen eu já estaria longe! Só pode mesmo estar gostando de mim e age dessa forma comigo para se convencer que não! Mais saiba que não arrancará nem um fio de sentimento de mim, você me tirou tudo, tudo Edward. Até a minha vontade de viver alguns meses atrás! Está lembrado lá na cachoeira?
—Está louca ao pensar que sinto algo por você e pouco me importo contigo! Por mim você se dana pra lá porque é uma enxerida e uma raposa astuta igual aos seus pais. Pobre e coitado daquele que se envolve com você! Para mim não tem valor algum! Se acha muito Isabella, mais saiba que eu nunca irei deixá-la livre. Esse gosto eu nunca irei dar a você!
—Já me conformei com isso. Sou tudo que você quiser que eu seja e não estou nem aí! AGORA ME DEIXE EM PAZ!
—Não sou surdo. Disse ele se levantando do sofá e veio na minha direção, o desafiando eu permaneci no mesmo lugar. –Ande na linha garota. Disse ele a centímetros de mim e eu o encarei pra valer.
Afastei-me dele e Edward saiu do quarto batendo a porta, com certeza ouviram lá em baixo. Sem me segurar mais eu deixei as minhas lágrimas rolarem pra valer. Acabei dormindo depois de tanto lamentar e me sentir cansada.
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Às 13h da tarde.
—Isabella?
—Hum... Falei me virando na direção da voz de Mary e abri os meus olhos. –Oi amiga.
—Estão todos a aguardo descer para almoçarem juntos. Bem nem todos, alguns dos amigos da família chegarão mais tarde por causa de seus compromissos.
—Eu não quero descer Mary, eu não quero.
—Faça um esforço e vá. Estão todos lá em baixo já e ficará mal se você os ignorar. Tirando o seu noivo no momento, o restante são pessoas legais. Tirando a Maria que é a acompanhante de Max, pois eu não a conheço.
—Eles estão abraçados, se beijaram... Esse tipo de coisa?
—Ainda não vi isso. São discretos pelo visto.
—Mais é claro que sim.
—Eu lamento por mais essa. E quer um conselho? Você é bonita. Tome um banho e se arrume como sei que gosta, desça deslumbrante e não abaixe a sua cabeça por nada.
—Fazer o quê? Vou seguir o seu conselho.
—Vou avisar a eles que você já está descendo.
—Ok.
—Passe bastante base para disfarçar as lágrimas.
—Sou mestre no disfarce. Sorrimos.
Ela se foi e eu me levantei para ir tomar banho. Esfreguei bastante o meu rosto com sabão e lavei a minha cabeça bem, depois me enxaguei e saí para me sacar. Passei creme em meu corpo, me perfumei, me maquiei e por último eu vesti a minha. O vestido no tom azul turquesa tinha um generoso decote, nada vulgar e valorizou minhas curvas. O mesmo ia até o meio de minha coxa.
Calcei o meu sapato e ele era alto no mesmo tom da roupa. Sentindo-me bem melhor perante o espelho, eu resolvi descer. Saí do banheiro e depois do quarto, andei pelo corredor e desci a escada segurando no corrimão. Não era conveniente abusar.
Já no primeiro andar, eu caminhei para a sala e todos estavam lá, Max ao me ver sorriu, mas de minha parte ele não foi retribuído, eu não sabia disfarçar. Cumprimentei os pais dele que eram muito gentis e a acompanhante dele me tratou muito bem, então, eu fiz o mesmo. Maria era mesmo bonita e tinha a pinta de ser rica, Edward tinha razão. Cumprimentei os pais de Alice que me trataram igualmente bem, mas ainda estavam meio ressabiados comigo. Quem sabe um dia isso passaria, eu não representava perigo para ninguém. Havia dois homens aparentando seus trinta anos e uma mulher madura, deviam ser amigos da família e me cumprimentaram de forma gentil. Olhei para o Edward e o mesmo olhou para as minhas vestimentas, sem disfarçar o seu olhar correu pelo o meu corpo e fui me sentar ao lado de Esme.
—Podemos ir agora? Perguntou a mãe de Edward.
—Desculpem a demora, mas eu estava descansando um pouco.
—É perdoável. Você está grávida.
—Tudo bem. Falei sorrindo.
Fomos nos sentar à mesa e Edward veio se sentar ao meu lado, não dando muita confiança eu o ignorei mesmo. Max conversava com a sua suposta namorada, mas vira e mexe ele olhava para mim brevemente. Ele disfarçava e eu também, que mancada e tiro no escuro que eu dei. A carência muitas vezes nos fazia errar sem querer. Fomos servidos e comi na minha, mais uma vez a minha filha mexeu e era possível ver o ovinho sob o vestido. Olhando para o que eu estava observando, Edward também viu o ovinho ali, mas o mesmo logo se desfez novamente e eu voltei a comer novamente calada. Estava tudo bom e bebi um pouco do ponche não alcoólico, estava bom demais.
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Momentos depois.
Terminamos de comer e permanecemos a mesa conversando, na verdade eu evitava falar muito e ouvia mais. Esme sorria com o cunhado que se mostrava bem brincalhão, até eu sorria com as piadas dele, mas fiquei quieta mediante a uma que se referia a ladrões astutos. Eu sabia que não eram para me afetar, mas quando nos sentimos culpados mesmo não sendo, uma virgula fora de hora mexia conosco. Pedi licença e me retirei da mesa, fui para a cozinha ajudar Mary no que fosse preciso, seria bem melhor. Nunca se sabe o que se passa na cabeça das pessoas.
—Adorei tudo. Disse ela quando eu entrei na cozinha.
—Estou realmente bem?
—Abalando é a palavra certa. A barriguinha dar um ar meigo ainda mais em você.
—Estou sem jeito na frente de Max Mary. Falei baixinho. –Estou sem foco e deslocada na frente de todos eles.
—Deixe-o pra lá e viva a sua vida. Terá de tudo se ficar na sua.
—Não importa, isso não importa Mary para mim.
—Hoje você fala isso, mas se veja no meio da multidão sem pilastras para se apoiar.
—Sei disso, mas de um jeito dependo de pessoas as quais os meus pais de alguma forma fizeram mal.
—Esqueça isso ou irá se torturar para sempre mulher. Quer continuar dessa forma?
—Não, mas eu me sinto péssima.
—Não pense mais nisso e apenas viva moça bonita. Sabe que pode ir longe, mas você se rebaixa ao ouvir o patrãozinho sempre se desfazendo de você. Sabe que não é dessa forma e é isso que ele quer.
—É eu sei.
—Levante o astral e dê uma guinada de 360 graus na sua vida. Varra a poeira para fora!
—To precisando mesmo.
—Agora volte para a sala e não se esconda mais. Vai, vai. Disse ela sorrindo.
—Ok.
Saí da cozinha e fui no banheiro social lavar a minha boca e ver se eu estava bem. Saí do banheiro e fui para a sala, me sentei ao lado de Alice que tagarelava bastante e entre o papo deles surgiu o do meu casamento.
—Está empolgada? Perguntou Max do nada me olhando e meu coração bateu acelerado, todos aguardavam a minha resposta e Edward me fuzilava com o olhar.
—Estou normal, acho que sou uma noiva fora do normal. Falei o olhando sem demonstrar sinais de contentamento ou reprovação.
—Eu quando me casar acho que ficarei sem as minhas unhas de tanto ansiosa que eu irei ficar. Falou a ficante dele sorrindo.
—Isso é normal em algumas mulheres.
—Quando será o casório?
—No segundo sábado do mês de março. Falou Alice sorrindo.
—Bem, falta pouco então. Falou ela olhando para o Max e tornou a olhar pra mim.
—É sim.
Após essas palavras, eles voltaram a conversar normalmente. Momentos depois eles se espalharam pela casa e pelo quintal. Uns foram pescar no córrego próximo a fazenda, Edward foi andar a cavalo com os amigos e as mulheres se embolaram na cozinha. Preferi ficar de fora e fui para o quarto, com isso Max me seguiu e no segundo andar ele me parou segurando o meu braço.
—O que deseja? Perguntei puxando o meu braço de leve.
—Falar com você.
—Não temos assunto algum a ser tratado, já ficou claro.
—Temos sim. Sabe que eu gosto de você.
—Não me repita mais isso, preciso descansar os meus pés.
—Por favor?
—Com licença! Falei passando por ele e entrei no quarto, para o meu azar ele abriu a porta e entrou fechando-a a seguir.
—Está louco? Desça já!
—Não posso! Eu preciso dizer que a Maria é apenas uma amiga minha.
—Conta outra Max, essa é velha para mim! Não me deve explicações.
—Eu juro, eu a trouxe para disfarçar e ela meio que gosta de mim. Não acredita que estou sendo sincero com você?
—Infelizmente não! Não consigo mais acreditar e lamento por isso! Por favor, me deixe em paz ou seremos pegos. Edward armará um escândalo. Não o conhece bem pelo visto.
—Eu vou descer, mas irei convencê-la de que eu só vim para essa fazenda por causa de você! Não esqueci a noite maravilhosa e o dia que passamos juntos. Amei tê-la ao meu lado, seja passeando ou falando ao telefone. Amei tudo que se relaciona a você.
—Você me pediu um espaço, sumiu e não e retornou. Já eu liguei para incomodá-lo e isso me deixou mal! Estou vendo que o meu fardo é pesado e que a mentira me assombra cada vez mais.
—Irei descer para evitar problemas, mas eu adoro você. Disse ele vindo até mim e ao vir me beijar eu me afastei.
—Não, por favor!
—Ok. Disse ele inconformado e saiu do quarto, já eu me sentei na cama e fiquei pensativa.
Tirei o meu sapato e o meu vestido, coloquei uma camisola de seda e me deitei após ligar a televisão.
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1h depois.
Edward entrou no quarto e foi tomar banho, ele estava bem suado reparei. Continuei assistindo tv como que se nada tivesse acontecido.
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Um tempo depois ele saiu do banheiro enrolado no roupão e veio se deitar na cama, sua aparência era de alguém cansado. Baixei o volume da televisão para evitar atritos e disfarçando eu coloquei almofadas entre nós, mas ele como não era bobo, ele as jogou longe com fez lá na mansão.
—Já te falei que entre nós não existe isso!
—Ta, Ta eu já entendi!
—Não parece!
—Prefiro descer a te aturar Edward!
—Não vai não! Disse ele me impedindo de levantar.
—Largue-me!
—Quero que me dê atenção!
—Se for sexo eu estou sem vontade!
—Você sempre está sem vontade. Não irei ficar o tempo todo sem tê-lo!
—Pegue logo de uma vez então! Falei tirando a minha camisola e permaneci de calcinha somente. Deitei-me sobre a cama olhando-o e ele veio na direção dos meus lábios, mas veemente eu não deixei ele me beijar. Não era certo. Teimoso ele segurou em meu rosto e me beijou, retribuí para ele não fazer escândalos ou até mesmo para não me machucar fisicamente ou verbalmente. Ele desfez o laço de seu roupão, me puxou para ele após se sentar na cama e fiquei sobre ele sem haver a penetração, pois eu estava de calcinha. Ele beijou o meu pescoço inteiro e correu a ponta dos dedos em meu seio, depois ele fez o mesmo em minhas costas ao beijar os meus seios. Sentindo-me a pior das mulheres, eu abri os meus olhos, me afastei dele e saí de seu colo. –É melhor não, estou com um pouco de dor de cabeça Edward. Falei pegando a minha camisola.
—Está com dor de cabeça por causa do outro?
—Está inventando moda Edward, vá descansar e eu preciso fazer o mesmo!
—Sei que mente, mas tudo bem. Só aceitarei porque eu também estou cansado.
—Que seja!
—Mais tarde você não escapa e fique apresentável se conseguir. Será um jantar, mas como eu conheço a minha família e amigos, fique decente!
—Não sou isso que você fala e insinua, eu posso lhe provar.
—Diga o que quiser garota, agora me deixe dormir!
—Garota não, eu me chamo Isabella!
Deitei-me ao lado dele e a televisão foi desligada. Mexi-me inquieta na cama quando ele se aproximou de mim, mas permaneceu na dele e fechou os olhos. Sem suportar eu me levantei da cama e ajeitei a minha camisola, aproximei-me da janela e afastei a cortina tendo a visão do imenso gramado. Alguns funcionários da fazenda e inclusive seguranças circulavam por ali, mais ao longe estava o cercado com os cavalos e vi alguns dos amigos de Carlisle ali conversando e tomavam algo, estava longe e não dava para ver o que era.
Olhei pra baixo no sentido da casa e Alice brincava com tuquinha, elas se divertiam juntas. Decidi descer e fui trocar de roupa, coloquei o vestido que eu havia colocado pra descer e calcei algo baixinho combinando com o vestido. Olhei para a cama ao sair do banheiro e Edward dormia estando abraçado no travesseiro. Menos mal, só dormindo mesmo para me deixar em paz e saí do quarto fechando a porta bem devagar.
Caminhei pelo corredor e desci a escada, encontrei Max conversando com os pais dele e com os de Alice, sorrindo levemente para eles eu saí da sala e fui para fora da residência. Alice conversava com a Ficante de Max e ao me ver sorriu, retribuí e me aproximei delas.
—Estou dizendo a Maria que ela e Max fazem um belo casal. Falou Alice sorrindo olhando para mim e eu retribuí a minha moda, esse comentário logo de cara me pegou desprevenida.
—Você acha? Perguntei me sentando ao lado delas.
—Eu acho. Falou Alice olhando para a Maria. –Ele já está numa idade boa para construir uma família e Maria parece ser uma mulher bacana.
—Alice tem disso não repare. Falei olhando para Maria. –Ela gosta de agir como cupido, mas na verdade as coisas para acontecerem têm que ser por si só e normal.
—Não seja estraga prazeres, eu dou o meu apoio.
—Max é um homem excelente. Falou Maria. –Somos bons amigos.
—Colorido não? Maria sorriu após Alice falar e olhou para mim.
—Como é que pode afirmar que ambos são ideais um para o outro Alice?
—Meu sexto sentido não é falho.
—No meu conceito está com defeito. Falei sorrindo, mas no meu eu, eu não estava.
—Isso é o que ela diz, mas não faz por mal.
—Claro que não, eu falo no meu caso Alice. Falei sorrindo sem ter a menor vontade.
—Nunca vi uma noiva tão calma, ainda mais estando grávida.
—Sou anormal. Falei sorrindo, se ela soubesse da minha dura realidade. –Não repare.
—Que isso! Sua barriga está linda e bem redondinha.
—Obrigado.
—Eu estava comentando com a Alice o quanto esse lugar é bonito.
—É realmente encantador e eu amo a natureza.
—Pelo visto gosta de vir muito para cá.
—É a minha primeira vez aqui.
—Sério?
—Sim. Está estranhando?
—Como sendo a noiva do herdeiro, é normal não acha?
—Tem razão, passarei a vir mais agora que eu tenho tempo de sobra. E você?
—Eu????
—Conhece Max há muito tempo?
—O suficiente para saber de tudo que ele gosta.
—Isso é um bom sinal. Falou Alice e senti que ela estava colocando lenha na fogueira para o meu lado.
—Com certeza. Concordei sorrindo de forma convincente. –Irei dar uma voltinha por aí, com licença.
—Ok. Falou as duas olhando para mim.
Levantei-me olhando de forma questionadora para Alice, mas eu disfarcei por causa de Maria e me afastei delas. Max saiu na porta e eu o olhei brevemente passando direto. Fui caminhando pela grama e cheguei perto da cerca de madeira onde ficavam os cavalos, eu os admirava por serem lindos e pelo visto de pura raça.
—Adoráveis não? Perguntou um dos amigos de Carlisle se aproximando da cerca.
—Com certeza. Falei sorrindo e olhei para ele. Ele era um homem bonito e alto, aparentava seus trinta e poucos anos.
—Que legal que o Cullenzinho irá se casar. Fico feliz por ele.
—É.
—O que é o bebê?
—Uma menina.
—Já tem nome?
—Ainda não pensei a respeito.
—Está de quanto tempo?
—Pela as minhas contas quatro meses.
—Deve estar muito feliz.
—Eu?
—Sim. Falou ele olhando para mim.
—Mais é claro que sim! Falei sorrindo. –Estou curiosa de como ela será.
—Acredito que linda. O Cullen é pintoso e com todo respeito você é bonita. A bebê de vocês vai ser bonita e desejo saúde para as duas.
—Obrigado. Falei sorrindo pra valer, o rapaz era respeitador e muito gentil. Eu ao olhar para a direção da porta da casa ao longe, Max me olhava e tornei a olhar para o rapaz ao meu lado.
—Os Cullens são pessoas nobres, meus pais gostam muito deles. Conhecem-se há muitos anos e lamentamos muito o ocorrido. Foi muito dura a perda e soube que elas foram sequestradas após saírem do shopping.
—É foi Isso mesmo. Menti, eu não sabia dessa parte.
—Esme é tão bacana, elas não mereciam isso. Nós que somos pessoas de situação atraímos esse tipo de coisa. Tudo por um pouco de dinheiro de nossa conta.
—É. Concordei, mas eu sabia que o motivo do sequestro não era bem assim. –É lamentável.
—Ela está se recuperando.
—Devagar ela está.
—Que bom que Edward tem você, ele ficou bem mal. O sinto diferente.
—Ele mudou bastante.
—Isso é normal, mas tomara que aos poucos vá amenizando.
—É tomara. Falei pesarosa e tornei a olhar para os cavalos.
—Eles são de pura raça e correm que nem uma maravilha. Você gosta de andar a cavalo?
—Nunca andei, tenho medo.
—É bem perigoso se não soubermos domar o animal. Primeiro temos que nos familiarizar com eles para que tudo flua.
—Concordo com você. Até o bicho precisa de atenção e respeito.
—Sem dúvida. Disse ele sorrindo. –Adoro cavalgar, mas sinto-me cansado.
—Muito trabalho?
—Bastante e muita correria na empresa. E você o que gosta de fazer fora paparicar o Cullen? Perguntou ele sorrindo.
—De muitas coisas. Sair com os amigos, shopping, coisas de mulheres na minha idade. Fiz dezoito anos a pouco tempo.
—Você só tem dezoito? Perguntou ele surpreso com a minha idade.
—Sim. Falei sorrindo levemente. Acha que sou nova para estar nessa situação, não é?
—Isso hoje em dia é normal, mas que bom que ele irá assumir e não sumir. Seu pai o caçaria. Disse ele sorrindo de forma descontraída.
—Se tivesse vivo sim. Falei pensativa.
—Oh! Desculpe-me. Ele faleceu?
—Em um acidente, mas me dói ao falar a respeito disso.
—Não tocaremos no assunto então. Quer dizer que você gosta de shopping?
—E do mar. Eu sou de Solares e meu apartamento é a poucos metros da praia.
—Solares é um local muito bonito e até nobre. Muita agitação e badalação.
—Eu que o diga. Sorrimos.
—Desejo felicidade ao casal de verdade.
—Obrigado ???
—Tadeu.
—Obrigado Tadeu. Agora eu irei dar um pulinho lá na residência.
—Tudo bem.
—Até mais.
—Até.
Caminhe pela grama, passei por Alice e Maria que continuavam sentadas na cadeira. Passei por Max que ainda continuava parado na porta e senti o seu olhar ao passar por ele. Passei pela sala e fui para o banheiro me aliviar.
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Escutei uma batida na porta no momento que eu lavava as minhas mãos.
—Já estou saindo. Só um momento.
Apressei-me a secar as minhas mãos e quando abri a porta Max me surpreendeu. Ele segurou em meu braço deforma suave e entrou banheiro trancando a porta, fiquei tão surpresa que essa atitude dele me deixou sem reação.
—O que estava conversando com o Tadeu? Por acaso ele estava dando em cima de você?
—Entendeu tudo errado Max. Quem é você para cobrar algo de mim?
—Não quero destratá-la bella, mas sou sincero e digo que senti ciúmes sim.
—Não é necessário. Eu não dou abertura para o primeiro que aparece. Entendeu errado a respeito de mim!
—Não estou insinuando isso, nunca Isabella! Não tenho nada com a Maria, eu disse que eu a trouxe para disfarçar. Se eu viesse sozinho você já poderia imaginar. Meu pecado é ter me envolvido com você. Disse ele deixando lágrimas brotarem em seus olhos de forma sentida, não era mentira ou fingimento eu sentia isso.
—Estamos no meio da teia de uma aranha Max. Lamento por ter lhe beijado e despertado os seus sentimentos, eu não o mereço. Acho que você devia.............
Não deu tempo de eu falar, ele me beijou e eu retribuí com vontade. Nosso beijo era do tipo mata saudade e fui encostada na parede com cuidado. Max sugou o meu lábio inferior e fez o mesmo no superior para depois voltar a beijar a minha boca normalmente. Eu precisava de ar e me afastei dele.
—Eu estava louco de saudades.
—Não podemos ser imprudentes Max, você é louco. Falei abrindo a porta do banheiro um pouco abalada.
—Por você. Falou ele no momento que eu fechei a porta e segui a passos largos para a cozinha.
Mary preparava o café da tarde e pelo andar da carruagem alguns legumes e ingredientes pro preparo da janta já estavam cortados.
—Que cara de assustada é essa?
—Não é nada Mary, eu só preciso beber um pouco de água.
—Eu pego.
—Não precisa. Falei indo até a geladeira e me servi, bebi dois copos de água e fui lavar o meu copo.
Saí da cozinha e fui conhecer a casa. Ao passar por Esme que estava passeando pela casa com a ajuda da mãe de Alice.
—Já está na hora de escolher um nome. Disse a mãe de Alice.
—Não tenho nenhum em mente. Até eu dar à luz ela já terá nome.
—Cadê o meu sobrinho?
—O deixei no quarto dormindo, parece cansado.
—Ok. Disse ela me olhando.
—Está gostando do passeio Esme? Perguntei segurando na mão dela e ela sorriu.
—Bastante. Minha semana está sendo ótima.
—Fico feliz que tudo está se resolvendo para você e o seu marido.
—É. Falou ela sorrindo e eu a abracei. –Soube que a minha neta não para quieta.
—Não mesmo, a sinto agitada.
—Tente ficar serena mediante as provocações do meu filho.
—Confesso que se não fosse por você ou pela menina eu já teria ido embora. Eu juro que teria ido para bem longe e cada dia Edward fica pior comigo.
—Você o provoca? Perguntou a mãe de Alice olhando para mim.
—Não é porque os meus pais erraram significa que eu faço o mesmo. Eu não faço nada e acho até que eu deveria mesmo, só assim a desconfiança sua e do seu marido seria com razão. Detesto essas olhadas desconfiadas de vocês dois! Com licença Esme. Falei me afastando delas.
—Filha, volte aqui e não se zangue. Chamou-me Esme e não voltei atrás.
Andei apressada e voltei a andar normal, eu tentava não me importar, mas eu estava tão saturada que resolvi desabafar, uma hora isso iria acontecer e eu no momento pouco me importava. Eles me olhavam esperando sempre o pior de mim, sendo que eu já estava cansada disso. Pensando melhor, pode ser que aquela piada a respeito de ladrões tenha sido alguma indireta para mim mesmo e deixei as minhas lágrimas rolarem, ao virar no corredor eu entrei na primeira porta sem saber o que havia atrás dela e era uma sala de estar. Sentei-me no sofá e sequei as minhas lágrimas, acho que hoje eu não estava nos meus melhores dias e tudo estava desabando sobre a minha cabeça. Acabei me deitando ali e fechei os meus olhos, ambos pesarosos por tudo o que eu estava passando. Preferi ficar deitada ali no sofá e coloquei os meus pés no braço dele para facilitar a circulação.
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17h da tarde.
A porta da sala foi aberta e quando eu me levantei pra ver quem era, eu vi ser Alice e tornei a me deitar novamente. Ela caminhou até o sofá e respirei fundo.
—Não quer lanchar?
—Não. Falei estando de olhos fechados e abri os meus olhos.
—Termine o que quer que você tenha começado com o meu primo, apesar da ignorância Edward não merece isso. Disse ela me olhando bem séria.
—De onde tirou isso Alice?
—As olhadas dele para você e vice e versa. Eu o vi sem querer quando ele entrou no banheiro atrás de você. Não imagina o tumulto e a confusão que Edward armaria se fosse ele quem tivesse visto.
—Não está rolando nada entre nós que eu saiba. Ele só queria conversar comigo pessoalmente.
—Eu não quero saber bella, apenas lhe aconselho isso.
—Não preciso que se metam mais do que já fazem na minha vida Alice! Não há companheirismo entre eu e Edward, só há farpas! Nos conhecemos por causa da vingança dele e não porque ele queria me conhecer levando para o lado sentimental, então me deixe em paz! Eu e o Max não temos nada um com o outro. Se fosse dessa forma que mal teria? Edward só me usa para sexo, tortura verbais, física e nada mais! Sabe qual são as palavras carinhosas? Prostituta, raposa astuta, puta o que mais hein? Perguntei-me de forma cínica olhando para ela. –Sem contar que hoje após o almoço, aquela piada do seu querido papai foi para mexer comigo e se você quer saber, eu pouco me importei! Eu suporto muitas coisas e por isso irei viver à minha maneira e você não irá se meter. Não podem me julgar porque minhas atitudes são em reflexo do que Edward faz comigo! Quer uma sugestão? Vá dar conselhos a ele e sugira um psicólogo. Melhor um psiquiatra já que está louco!
—Não vou mesmo, irei deixar você quebrar a cara já que insiste.
—Ao lado do seu primo eu já estou quebrando há muito tempo! Falei me levantando e saí da sala batendo a porta.
Não havia ninguém naquele corredor e fui para a cozinha, preferi tomar o meu café com leite e bolo tendo a companhia de Mary somente. Falei bem baixinho o que rolou entre eu, Alice e a mãe dela, sendo que ela não achou aquilo nada bom. Edward poderia se zangar e vir em cima de mim caso ficasse sabendo, elas eram as queridinhas dele. Aconselhou-me a tomar cuidado e pôr a minha cabeça no lugar. Perguntei a ela se Edward já havia descido e ela me disse que ele estava para o quarto ainda. Terminei de tomar o meu café estando pensativa, mas ao lembrar de tudo que ele me fazia, eu queria mais é chutar o balde mesmo as escondidas. Alice ficou contra mim por ser priminha dele. E eu onde ficava? Elas não me importava?
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Mary lavou a louça e eu a sequei. Curiosa eu abri a geladeira para ver o que tinha de bom ali e peguei uma banana para eu comer, eu não tocaria na sobremesa do jantar. Ajudei no preparo do jantar e o cheirinho estava indo longe, o leitão já estava sendo preparado para assar, pois ele demoraria a ficar pronto e a hora voava. Logo seria noite.
Fizemos arroz de forno, farofa com Bacon, calabresa e outros ingredientes, inclusive azeitona preta. Ficou uma delícia e bem calórica pelo visto. Fizemos saladas com manga e uva, ficava uma delicia assim com o acréscimo de frutas. Eu ao olhar no relógio marcava 20:06min.
—Vou subir pra tomar um banho e me arrumar Mary.
—Valeu pela mão bella.
—Que nada amiga, sabe que eu me amarro em cozinhar. Estou aprendendo bastante coisa com você.
—Isso é bom. Disse ela sorrindo e eu retribuí.
—To indo.
—Vai lá.
Saí da cozinha e fui caminhando pelo corredor, Edward vinha todo arrumadinho na minha direção e me parou.
—Ainda está com essa roupa? Perguntou ele me reprovando.
—Eu estava ajudando a Mary na cozinha e só terminamos agora de preparar a janta.
—Suba e vá tomar o seu banho agora, está cheirando a gordura! Falou ele exagerando. –Está toda jogada, iiiiiii. Disse ele me reprovando pra valer.
—É o que eu pretendo fazer agora.
—Então vá logo!
O deixei para lá e subi para o quarto. Fui direto para o banheiro e tirei a minha roupa, entrei no Box e ajustei a temperatura da água deixando-a bem quentinha.
Lavei-me da cabeça aos pés e esfreguei as minhas costas como pude com a bucha, fiz o mesmo em minhas pernas e braços. Deixei a água levar toda a espuma da minha cabeça e do meu corpo, passei condicionador e tornei a me enxaguar.
Saí para me secar e passei creme em todo o meu corpo. Maquiei-me pondo uma sombra escura para valorizar os meus olhos azuis e ficou bem bonito. Passei o meu batom vermelho, pois eu escolhi o mais forte de todos. Passei gel em meu cabelo e o sacudi para ficarem selvagens.
Fui até mala escolher o que vestir. Colocaram muitas roupas bonitas ali para eu vestir e escolhi o meu look. Um vestido preto lindo sem manga e aberto nas costas em forma de vê. Meia calça preta e sapatos de saltos da mesma cor, perfeitos até. O salto era altíssimo e nem liguei para isso, hoje não. Para finalizar eu passei o meu perfume que era pra lá de cheiroso e me senti pra lá de bem. Arrumei a bagunça que eu fiz ao me arrumar e coloquei as minhas roupas sujas em uma sacola.
Ajeitei o vestido que eu estava vestindo e saí do quarto, caminhei pelo corredor que era bem maior que o da mansão e desci a escada. Avistei todos conversando normalmente na sala e vi Max mais ao canto conversando com os amigos da família, ele ao me ver sorriu levemente e disfarçou, sinal que eu estava bonita. Até eu disfarcei em seguida ao olhar para o outro lado e dei de cara com Edward que conversava e bebia junto com o seu amigo Tadeu. Ele ficou me olhando por longo segundos e falou algo com o amigo, depois colocou o copo de bebida sobre a mesinha e após isso ele veio na minha direção com o rosto sereno, mas o seu olhar me condenava por algo. Ele segurou na minha mão e muito sutilmente eu tentei puxá-la, mas ele não deixou e me puxou para onde o seu amigo estava. Eu teria que fingir pelo visto e ele estava me provocando ao insinuar romance para os outros. Tudo mentira.
—Sua noiva é encantadora. Falou Tadeu a Edward que nesse momento me abraçava por trás, com isso o seu corpo ficou colado ao meu.
Eu estava odiando a provocação dele e tentei sair, mas ele não me deixou. Olhei pra Max e ele me olhava, juro que eu não queria o que Edward estava fazendo comigo. A mão dele estava sobre a minha barriga já que ele resolveu me abraçar e conversava com o amigo tranquilamente, nisso senti quando ele beijou o meu pescoço de forma breve. Ele sabia ser bem cínico quando queria.
—Se comporte Edward, estamos no meio dos outros. O reprovei de forma sutil, o que foi muito custoso para mim.
—Que mal tem? Somos noivos e você já está até grávida. Após ele dizer isso o Tadeu sorriu.
—Saiba que eu tenho vergonha.
—Tudo isso é mentira dela Tadeu. Falou ele fazendo graça.
—Ele gosta de falar por mim, não ligue. Falei sorrindo de leve e dei uma mirada feia pra Edward que percebeu na mesma hora.
Edward não me deu bola e continuou a conversar com o amigo normalmente, Alice nos olhava, aliás, a maioria nos olhava e uns até sorria mal sabendo da real situação. A mãe de Alice nos olhava perdida em pensamento e eu evitei ficar encucando, eu estava detestando o comportamento provocador de Edward. Com isso eu senti a minha filha mexer bem próximo da mão dele e o senti assustar por não esperar, tentei tirar a mão dele, mas teimosamente pra se amostrar ele não deixou.
—Ela se mexeu. Falou Edward do nada.
—Que legal! Falou Tadeu abobalhado.
—Ela está mexendo, acho que acordou. Falei sorrindo e para se amostrar Edward passou a mão no ovinho. –Preciso ir me aliviar, com licença Edward? Pedi o ferindo com os olhos, mas para me atormentar ele deu um selinho em meus lábios e me largou sorrindo.
—Volte pra cá. Falou ele parando de sorri e me olhou como se me passasse a mensagem de “ estou de olho em você “
—Mais é claro meu amor. Pra onde mais eu iria a não ser ficar ao seu lado? Perguntei sonsa e com a minha voz melosa, quem estava de fora acreditaria.
—É o amor. Falou Tadeu sorrindo para mim e eu sorri de forma sincera para ele.
Dei as costas para eles e fui até a cozinha beber um copo de água, eu estava com sede. Mary aprovou a minha roupa e sorriu.
—Está gatíssima bella!
—Estou mesmo?
—O suficiente para deixar o gato número dois babando. Sorri negando com a minha cabeça e me afastei.
Fui para o banheiro me aliviar e lavei a minha mão, ao sair do mesmo eu dei de cara com Edward ali me esperando. Tentei o ignorar, mas ele me puxou para um beijo e tive que retribuir porque familiares dele passaram por nós. Edward me beijava com intensidade e passou os beijos para o meu pescoço, segurando em meu rosto ele tornou a me beijar. Nossas línguas se encontravam e ele rodeou a minha cintura no momento que a língua dele fez o mesmo na minha muito devagar, só senti quando sutilmente a mão dele acariciou o meu traseiro e tornou a subir para minha cintura, com isso escutei quando ele suspirou bem baixinho. Afastei-me dele e o estapeei no rosto.
—Seu cínico! Aprenda a não abusar de mim! Falei baixo. O corredor já estava vazio, mas eu não quis abusar.
—Não posso abusar daquilo que é meu. Posso fazer uso quando eu quiser e até agora mesmo se deixar!
—Mas eu não quero! Eu não estou a fim de ter que tomar outro banho agora por causa de você!
—Posso deixar para fazer em sua boca. Disse ele passando a mão em meu seio e me afastei dele.
—Que nojo!
—É o que você diz, mais na hora não faz cara feia.
—Tenho que fingir, inclusive agora com o seu fingimento.
—Isabella, dê um tempo! Agora iremos volta para aquela sala e você vai cooperar!
—Já sei disso! A sua boca está vermelha e eu devo estar com o meu rosto sujo também. Droga!
Sai de perto dele e entrei no banheiro, sem ter chance de bater à porta na cara dele, ele entrou. Deixei pra lá e fui me olhar no espelho, minha boca estava borrada e peguei o papel pra poder limpá-la, Edward fez o mesmo.
Segurando em minha mão ele me levou para a sala, eu não podia falar nada na frente das outras pessoas porque pegaria mal. Max evitou me olhar e eu fiz o mesmo sentindo o meu coração apertar, só aí eu percebi que Edward fazia para mostrar posse sobre mim aos outros como fazia comigo constantemente. Estávamos no canto da sala, Edward foi quem me puxou para lá. Mais uma vez ele me beijou e senti os meus olhos encherem de água ao mover os meus lábios junto do dele, mas de forma custosa eu as prendi, eu não gostava de magoar ninguém.
—Chega! Falei abrindo os meus olhos.
—O quê que tem?
—Não quero beijá-lo! O repreendi baixo.
—Não tem ninguém aqui que não saiba que você é a minha mulher! Disse ele me olhando e não liberando a minha cintura de suas mãos.
—Não somos um casal e muito menos já estamos casados para eu ser a sua mulher!
—Pra mim você não passa de uma fedelha pirralha mimada e uma criança carregando a outra!
—Não sou criança para você na hora que me procura para trepar. Falei saindo das garras dele e o deixei sozinho ali.
Mas eu ao virar não vi o Max ali na sala e caminhei pelo longo corredor. Passei pela cozinha e saí para o quintal, fui para o jardim e fui parar perto do celeiro mais ao fundo, estava mal iluminado ali e bem distante. Eu precisava de um ar urgentemente.
Fiquei pensativa e senti que eu feri os sentimentos de Max com as ações de Edward, mas eu não tive culpa e não foi a minha intenção.
Evitei deixar as minhas lágrimas rolarem para não derrubar o ar razoavelmente tranquilo do meu rosto. O ventinho estava frio, ainda mais que ali era uma área descampada e o vento corria a solto. Perdida em pensamentos, eu fui andando e correndo os meus dedos pela parede feita de madeira de lei do celeiro. Parei do outro lado onde era impossível me verem ali e eu muito menos ver a casa, o celeiro era enorme e os animais já dormiam por ser noite.
Eu me sentia tão mal. Max estava com outra mulher ali, tudo bem, mas ele afirmou que a trouxe só para disfarçar. Em minhas entranhas eu sentia que ele gostava de mim e era tão carinhoso. Do outro lado eu tinha o meu falso compromisso com Edward, ai, eu estava tão confusa. Confusa não por eu amar Edward, ele só me fazia grosserias e me feriu tanto ao longo desses meses, eu só não iria mentir em relação ao sexo porque tinha vezes que era muito bom. Mesmo nos odiando o meu corpo e o dele se permitiam explodir e isso era o que eu não entendia. Já que eu o odiava o meu corpo tinha que fazer o mesmo, por isso ele me chamava de prostituta, puta e tudo mais. O motivo era eu me permitir gozar sem ter culpa ou domínio do meu próprio corpo. Já Max só me dava carinho, atenção e sua candura eram incríveis. Fazer amor com ele foi realmente bom.
Encostei as minhas costas no celeiro e fechei os meus olhos. Jake me veio à mente e se ele me procurou hoje deu com o burro n`água. Gostei muito da nossa conversa no restaurante e foi bem esclarecedora, ele era outro que também gostava de mim. Eu estava tão confusa.
Ainda bem que a mãe de Alice não veio esclarecer os seus pontos de vista comigo por causa de mais cedo, eu já estava cansada dos desaforos dos outros. Foi tão bom permanecer em Solares e saber a respeito dos meus amigos, isso já me deixou um pouco mais feliz. Por mais que jake aprontou comigo, ao lado dele eu me sentia em casa e ele era tão engraçado que me roubou risadas vez ou outra durante aquele jantar. Foi agradável.
Comecei a sentir frio pra valer depois de estar ali fora por uns bons minutos. Cruzei os meus braços sentindo-os arrepiados e resolvi retornar. Eu ao virar dei de cara com Max ali me olhando e ele se aproximou de mim.
—Então pelo visto você faz amor com ele? A forma que ele te olhava, tocava e te beijava tão cheio de si, deu a entender que não é só fachada que rola.
—Não faço amor com ele, não há romance entre nós. É só a criança.
—Por que do beijo, do abraço se você falou para mim que entre vocês......
—Edward é dominador. Falei tentando me esquivar das perguntas dele.
—Então não é só fingir.
—O que você quer que eu diga Max? Eu não menti quando falei que eu não tenho sentimentos por ele e que eu só iria me casar por causa da criança. ...........Por causa da minha filha e da mãe dele.
—Não vejo motivos para você se sentir tão presa a ele.
—Faço por causa de Esme, sabe disso.
—Então vai se casar com alguém que diz não amar só por causa de uma criança e da mãe dele? Isso não existe mais nos dias de hoje bella. Ninguém se casa mais só porque botou um filho no mundo. Acho que você mente. Da a impressão as vezes que você tem medo dele.
—Em parte eu tenho se você quer saber a verdade. Pela grana que Edward tem e pelos contatos sociais, ele me acharia caso eu resolvesse abandonar tudo. Ele me provoca, me humilha de certa forma e diz que jamais me deixará em paz. Ele diz isso por causa da filha eu acho. Menti.
—Só seja sincera comigo. Falou ele me olhando intensamente, mesmo estando escurinho ali era perceptível.
—Sobre?
—Vocês são um casal com problemas, mas rola algo mais, não é?
—Ele só me beijou para me provocar. Menti com o coração ardendo.
—Não acredito em você.
—Por que não? Perguntei me aproximando dele e ele se afastou levemente de mim.
—Sua agitação me diz ser o contrário.
—Eu gosto de você, isso é o que importa.
—Você diz que não gosta dele pra mim, depois resolve se casar com ele e agora aqui na fazenda, vocês ficam cheios de mimo. O que quer que eu pense?
—Que eu era uma pessoa comprometida entre aspas ao nos conhecer.
—Você falou bem claro que não tinham nada um com o outro!
—Eu deixei bem claro no ano novo que o meu caso era complicado e que eu estava morando na casa dele era por causa do bebê. Esme está se recuperando ainda e me sinto no dever de ajudá-la de alguma forma. Sou grata a ela por muitas coisas.
—Então ajudá-la é se casar com o filho dela?
—Está me deixando confusa Max.
—Quem está sou eu, não lido bem com mentiras! Prefiro ouvir a verdade a ouvir mentiras daqueles que você gosta! Ouvir a verdade dói menos que a mentira, sinal que não se importam com você! Tenho dinheiro o suficiente para tratá-la bem e de sua filha! Posso ser um pai postiço mais presente do que o próprio verdadeiro, mas a única coisa que eu não posso fazer, é forçá-la a ficar comigo.
—Está zangado comigo, não é? Perguntei sentindo os meus olhos enxerem de lágrimas.
—Magoado, mas eu ao me meter no meio de vocês, não pensei que rolasse sexo ou demonstrações publica de afeto.
—Não percebeu que ele fingiu Max?
—Fingindo ou não, é bem duro para eu olhar.
—Talvez seja melhor cada um ir para o seu lado, eu não quero magoá-lo mesmo não tendo a intenção.
—Você pode ser livre se quiser, mas prefere morar com ele!
—Muito pelo contrário!
—Venha morar comigo e largue-o pra lá. Dê atenção a Esme e se ela quer o seu bem, ela vai entender quando você falar que não está dando mais pra você. Se for dessa forma realmente.
—Preciso pensar Max, você não imagina o quão duro Edward pode ser.
—Dar a entender que ele a maltrata. Suas marcas revelam isso.
—Eu me acidento com facilidade, não inculque com isso.
—Você é quem está dizendo. Saiba que eu não posso comprar o barulho dos outros se no final eu vou perder a minha razão. Se no final você acaba ficando com ele e eu mal perante a minha família. Notícias ruim correm rápido e isso é fato.
—Preciso de um tempo. Acho melhor não arrumar confusões com o seu primo, só te peço isso.
—Tudo bem. Acho melhor você voltar, está bem frio aqui fora e já devem ter dado falta de você.
—Não me importo e não se trata de dinheiro Max porque eu tenho o meu. Não sou rica como vocês, mas a única coisa que eu não perdi no meio desse tumulto todo foi a minha simplicidade. É perceptível que nem sempre ao vivermos no meio de milhares de notas, nós somos felizes. Isso é verídico e eu sofro isso na pele. Falei passando por ele e caminhei no sentido da casa.
Andei devagar e entrei na cozinha, Mary já estava arrumando a janta para ela ser servida.
—Você sumiu. Observou ela.
—Eu estava tomando ar.
—Você está fora mais de trinta minutos.
—Deram falta de mim?
—Eu não sei, estou aqui na cozinha.
—Pouco me importo. Eu daria tudo para estar em meu apartamento e curtindo a minha cama fofinha.
—Mas não é dessa forma no momento.
—Infelizmente. Vou para a sala.
—Ok.
—Quer ajuda?
—Darei conta e vá tranquila. Você já me ajudou bastante hoje.
—Estou faminta mesmo viu.
—Logo irei matar quem te mata.
Sorri para ela e saí da cozinha, caminhei pelo corredor e dei na sala. Alice me olhou e Edward fez o mesmo, até a tia de Edward me olhou, mas ignorei a todos. Sentei-me no sofá e cruzei as minhas pernas, fiquei ouvindo os outros conversarem e eu falava vez ou outra três ou duas palavras somente. Edward me olhava interrogativo, mas fingi nem perceber.
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10min depois.
Max entrou na sala e eu evitei olhá-lo, Edward estava na minha cola com o olhar.
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5min depois.
O jantar foi servido e eles comeram conversando bastante. Lembrei da minha vitamina e pedi licença ao me levantar, fui para o quarto e peguei o remédio. Coloquei-o em minha boca e desci para a sala novamente para ingeri-lo com um pouco de suco. Continuamos a comer e logo chegou à vez da sobremesa, preferi comer pouco para não engordar.
Fomos para o sofá e a tia de Edward insistiu para que ele tocasse um pouco de piano pra nós. Dizendo ele estava enferrujado e Esme se pronunciou.
—Toca um pouco pra nós filho, senti saudades.
—Estou destreinado, aconteceram muitas coisas.
—Sei que mente, toque um pouquinho só para nós.
—É, toque um pouquinho. Pediu a mãe de Alice.
—Se não sair prefeito, não irão vaiar.
—Impossível sair imperfeito, sabemos que você toca muito bem.
—Tudo bem mãe. Falou ele se levantando estando sentado no outro sofá e Esme sorriu. –O que eu não faço pela a senhora?
Edward olhou para mim e tornou a olhar para a frente ao caminhar na direção do piano. Ele se sentou no banquinho e começou a tocar.
Começou suave e me recostei no sofá para me sentir mais confortável. Pelo visto a canção era bem bonita pelas notas iniciais, deduzi. Algo que ia mexendo comigo me dando uma emoção momentânea e fiquei com o meu pensamento longe ao ir ouvindo a canção. Ele tocava perfeitamente bem e passei a mão em minha barriga para acariciá-la, mas tornei a olhar para Edward que estava concentrado no que estava fazendo. Ele tocava com dedicação a canção e sorriu levemente em um momento, mas tornou a ficar com o semblante sério. Alice foi até ele e se apoiou na lateral do piano, ela o admirava tocando e sorria.
Olhei em volta e todos estavam olhando para ele, pelo visto Edward costumava tocar em épocas bem melhores que aquela em que estávamos vivendo, pensei. Meus olhos se encheram de lágrimas por ser uma canção tão profunda em suas notas e sutilmente eu a sequei, me senti uma fraca e por sorte ninguém percebeu. Eu estava virando uma banana, mas não era para menos. Até Esme estava emocionada e o marido segurou na mão dela cheio de carinho, com isso eu sorri. Continuei acariciando a minha barriga enquanto escutávamos calados. No decorrer é que eu fui vendo o quanto era linda de verdade a melodia, já eu não sabia identificá-la, mas que tocou de certa forma em mim, ela tocou. Linda, linda demais.
Eu sentia que alguém me olhava e eu ao olhar ao redor, eu vi que a tia de Edward me olhava sem disfarçar. Tornei a olhar pra Edward que tocava incrivelmente bem e ele agora sorriu levemente ao olhar pra Alice. Sem perder o foco no que estava fazendo ele tornou a olhar para o piano. A canção era tão doce, bem diferente da forma que ele era comigo. Não que eu fizesse questão de ele demonstrar carinho ou algo mais, mas que ele me respeitasse e parasse de me chamar de nomes levianos, eu não era assim antes.
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Quando ele acabou de tocá-la todos bateram palmas. Eu fiquei indecisa se batia ou não por ser a falsa noiva dele, mas ao lembrar das coisas que ele me fez e fazia, eu seria hipócrita se eu batesse palmas e eu não era hipócrita.
—Lindo demais filho. Falou Esme sorrindo.
—Linda de verdade, essa nós não conhecíamos. Falou a mãe de Alice.
—Brenda foi quem a compôs em vida e disse que era a música da pessoa que fosse se casar com o irmão dela, uma cantiga de ninar. Após Alice dizer isso todos olharam para mim sorrindo.
—Bem é muito linda. Falei sem jeito e mexendo com as minhas mãos, eu estava nervosa porque tudo era uma farsa entre eu e ele. –Onde quer que ela esteja eu a agradeço então. Falei com os meus olhos brotando lágrimas e me levantei sentindo que eu iria desmoronar. –É...... com licença.
—Ok. Falaram eles me olhando, o ideal seria ir beijar o meu suposto noivo, mas não. Eu não faria isso.
Subi a escada um pouco apressada e caminhei pelo corredor, abri a porta do quarto e entrei batendo-a a seguir. Deitei-me na cama e deixei as lágrimas rolarem, Brenda, Brenda, eu pensava nela e nos meus pais. Era uma chuva de sentimentos em mim e resolvi ir para o banheiro escovar os meus dentes. Tirei aquela roupa e precisei encarar um banho quente para tentar relaxar, mas as lágrimas não me abandonavam de jeito nenhum.
Saí pra me secar e fui olhar na mala o que colocaram ali pra eu colocar para dormir. Peguei uma camisola de seda branca e a vesti, estava de bom tamanho e fui para o banheiro pentear o meu cabelo que estava um pouco úmido. Voltei para o quarto e me deitei na cama após afastar todas aquelas almofadas, cobri-me com a grossa colcha e desliguei o abajur. Evitei pensar nos problemas e fiquei completamente zen, eu precisava descansar.
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Acabei dormindo rápido demais após deixar a minha mente vazia.
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Madrugada de sábado, 09 de fevereiro.
01:15min da manhã.
Acordei sentindo a cama afundar ao meu lado e ao abrir os meus olhos, Edward estava de cabelos úmidos e vestia um pijama com a blusa de manga comprida, mas os primeiros três botões de cima para baixo estavam desabotoados deixando o peito forte dele de fora. Ele me pegou olhando-o e tornei a fechar os meus olhos sem me importar, com isso me ajeitei melhor na cama, mas ao me lembrar da música tornei a abrir os meus olhos.
—Não devia tocá-la Edward. Sua irmã compôs para uma pessoa especial e eu não sou ela.
—Então eu irei me casar com o vento? Perguntou ele me olhando.
—Entre nós é tudo falso, a única coisa verdadeira que aconteceu foi à menina. Fora isso nada é válido entre nós, não é louvável desapontá-la dessa forma. Foi desonesto com os sentimentos dela e isso não foi justo.
—Vá dormir Isabella e me deixe em paz. Disse ele se chateando comigo.
—Posso expressar aquilo que penso e eu estou certa. Deveria parar com essa perseguição da minha pessoa e me deixar livre, case-se com outra mulher. Esqueça que eu existo e eu sei que sou capaz de dar o meu jeito sozinha, mesmo tendo um monte de obstáculos no meu caminho pela frente por estar sozinha no mundo. Sei que os seus pais gostam mesmo de mim e me querem por perto, mas eu não sei se aguentarei os seus insultos até lá.
—Já parou para pensar na minha mãe? Já parou para pensar que eu nunca irei deixá-la em paz e que querendo ou não você é a minha mulher?
—Não sou a sua mulher, tudo isso é um jogo o qual você domina. Sou uma cidadã livre e desimpedida em meu pensamento.
—Não é não! Disse ele um pouco mais alto. -Sabe que não é dessa forma e já era para estar acostumada com essa mais pura verdade!
—Tenho o direito de amar quem eu quiser e cedo ou mais tarde isso irá acontecer. É a lei da vida nos apaixonarmos um dia.
—Espero que quando isso acontecer, a menina já tenha nascido. Disse ele sério me olhando e pegou a arma na gaveta do criado mudo para ficar mexendo nela.
—Por que diz isso Edward?
—Por que eu a matarei.
—Não teria coragem.
—Não duvide de mim, esse é o seu erro! Não irá ser de mais ninguém.
—Não duvido depois de tudo que aconteceu, mas não tem cabimento levarmos uma vida infeliz juntos! Vai acontecer de você se apaixonar por alguém e verá que perdemos tempo estando juntos. Agora guarde essa arma!
—Quem está perdendo tempo é você em tentar se livrar, mas saiba que isso é uma missão impossível!
—Você fala cheio de si, é esnobe e autoritário para cima de mim.
—Você com esse seu jeito obriga-me a ser assim! Agora pare de falar Isabella, já está tarde! Após falar ele colocou a arma de volta na gaveta.
—Você quer sempre ter razão, eu sou sempre a errada na história.
—Esse é o problema de ser quem você é.
Após ele falar isso eu deixei as minhas lágrimas rolarem pra valer contra a minha vontade. Virei-me para o outro lado e chorei feito criança, era dor demais em meu coração ele sempre me jogar isso na cara. Quando ele pararia? Eu me perguntava.
.
.
5min depois.
Eu ainda chorava e não sentia que eu pararia tão cedo, com isso senti quando ele se aproximou de mim e me afastei usando um pouco da estupidez em meu ato.
—Não consigo dormir Isabella com essa choradeira no meu ouvido!
—POUCO ME IMPORTO! Gritei e me levantei da cama.
—VOLTE JÁ AQUI!
—VAI SE FERRAR Edward!
—Pare com escândalo AGORA! Disse ele me alcançando.
—POUCO ME IMPORTO DE OUVIREM O QUANTO EU TE ODE......
—Calada! Disse ele me segurando e o chutei pra valer. –Ai! Sua estúpida!
—Isso é pra você aprender! Falei estando presa nos braços dele agora e fui levada para a cama.
—Deite-se agora! Disse ele me apertando e afrouxou o aperto me largando de qualquer jeito.
—NÃO, EU NÃO IREI MAIS OBEDECÊ-LO! Eu falava pra lá de alto. — EU NÃO IREI MAIS SUPORTAR AS SUAS OFENSAS E FINGIR NA FRENTE DESSAS PESSOAS QUE SAMOS UM........ Ganhei um tapa Em meu rosto e dei outro nele sem que ele esperasse, senti que doeu pra valer nele. Dei outro chute nele e com isso ele me deitou a força na cama. Ficando sobre mim...
—Não é você quem manda, sou eu! Disse ele as duas últimas palavras alto e me encarando sério.
—Mas não em mim! Não em mim Edward!
—Fingindo ou não, você sabe que é a minha mulher e saiba se portar como a tal aqui! Não aja como uma prostituta procurando por aventuras! Está me ouvindo?
—Não estou procurando por aventuras, eu estou vivendo à minha maneira!
—Viverá à sua maneira comigo está me entendendo? Está me escutando bem?
—Não! Não irei escutar!
—Mostrarei o que é ser homem de verdade. Disse ele me beijando e tentei me esquivar.
—Pare!
—Fica na sua e coopere! Disse ele me olhando transbordando raiva no olhar e fiquei na minha na mesma hora. O jeito foi deixar rolar porque nessas horas ele era bem mais forte que eu. Edward me beijava devagar, sua língua encontrava a minha tão lentamente e passou os beijos para a minha orelha. Ele se demorou ali com beijos ousados e com isso o bico dos meus seios endurecera na mesma hora. Percebendo esse pequeno detalhe ele o abocanhou sobre o tecido e o sugou com intensidade, com isso fechei os meus olhos sentindo as sensações crescerem intensamente em meu corpo contra a minha vontade. –Se mecha! Falou ele me olhando.
—Não acho adequado! Use apenas o meu corpo e já está bom.....
Ele não deixou eu continuar ao me beijar e levantou a minha camisola tirando-a de mim. O alvo foi os meus seios primeiramente e da forma que ele estava fazendo estava bom, os estalos de seus lábios eram constantes ao sugá-los e logo a minha pele ali ficou levemente vermelha. Eu ficava vermelha à toa por ser branca demais.
Eu tinha feito burrada ao me expressar sem medo ainda pouco, sei que ao voltarmos ele usaria essa desculpa para me prender em casa, com isso achei melhor cooperar, mas só por isso mesmo.
Comecei a desabotoar a blusa dele e isso o surpreendeu, ele se afastou para eu concluir a minha tarefa e corri os meus dedos pelo peito nu dele. Passando a minha mão suavemente em seus ombros eu fiz força para descer a manga da blusa dele e com isso toda ela saiu de seu corpo. Edward tornou a vir me beijar e desceu no sentido do vão dos meus seios que já cansavam de estarem descobertos pela falta de roupa. Ele me beijou ali, passou a língua em meus seios e desceu com os beijos distribuindo-os na lateral da minha barriga. Eu não esperava por isso e tentei afastá-lo, mas teimosamente ele continuou. Sem esperar muito ele arrancou a minha calcinha e veio imediatamente acariciar a minhas partes mais escondidas, a língua dele fazia de tudo em mim e não consegui prender um gemido que veio tão naturalmente. Tudo em mim formigava com os atos dele em meu sexo e sem eu perceber abri um pouco mais as minhas pernas. Ele me penetrou com o dedo e arrancou um suspiro ao tocar-me em um lugar pra lá de sensível, com isso ele continuou me tocando ali por vários minutos e explodi colocando o meu braço em minha boca pra não gemer, vendo esse ato ele tirou o meu braço e me beijou, foi impossível controlar os meus gemidos com os lábios dele nos meus. Meu coração batia acelerado e ele passou os beijos para o meu pescoço, com isso ele levou a minha mão até a calça comprida do pijama dele e entendendo bem o que ele queria, eu o fiz.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Arriei devagar a calça dele não o encarando, mas eu sabia que ele fazia exatamente isso naquele momento e continuei evitando-o. Ele ficou completamente nu e se deitou de barriga pra cima, o vendo tão excitado eu não sabia como agir, não depois daquela briga e minha vontade era de matá-lo naquele momento. Puxando-me até ele ao notar a minha demora, ele me beijou e ao fazer isso ele se tornava um falso. Aliás, ele era falso.
Prendendo os meus cabelos em seus dedos ele me estimulou a descer com os beijos. Passei pelo o seu peito, os pelos ali eram lisos e não havia muito, era apenas um charme. Passei os meus beijos pelo o seu abdômen, depois a barriga e cheguei em seu sexo estupidamente asseado e limpo. O cheirinho ali era bom demais e ele moveu o quadril me estimulando a continuar. Fechando os meus olhos eu o suguei de forma intensa e desci os meus lábios em todo ele, com isso Edward me afastou.
—Faça devagar.
—Estou fazendo.
Voltei a colocá-lo em minha boca e desci com ela na mesma velocidade de antes, comecei o meu vai e vem o sugando e senti o primeiro espasmo do corpo dele. Continuei fazendo e parei para ir beijar a barriga dele pra dar um tempinho, eu sabia que ele iria gozar em poucos segundos se eu continuasse. Edward colocou as suas duas mãos em meus seios e os acariciou de leve, me puxando para ele, ele me beijou. Seus dedos foram me acariciar intimamente e ao sentir que eu estava molhada ao extremo ele me deitou na cama e veio ficar sobre mim sem me machucar.
—Abra bem as pernas. Disse ele baixinho no meu ouvido e o beijou.
Obedeci na mesma hora. Senti quando ele passou o seu sexo no meu e me penetrou arrancando um gemido de mim. Com isso movi o meu corpo levemente por senti-lo todo dentro de mim. Edward me olhava a todo o momento ao me invadir, dessa vez eu não desviei o meu olhar e conforme ele ia se movendo eu ia sentindo tudo. Eu sentia o roçar de seu sexo em mim de forma constante e chegava no meu limite rápido demais, com isso entreabri os meus lábios.
Ele foi aumentando as investidas conforme os segundos iam passando e com isso os meus seios chacoalhavam, eu já estava a ponto de explodir novamente e acabamos gozando juntos. Com isso eu sem querer apertei as costas dele pelas sensações estarem correndo em meu corpo de forma violenta. Ele soltou um gemido entregue em meus lábios e eu fazia o mesmo constantemente. Se alguém ouviu, eu não sei. Eu só sei que o meu corpo tremia pela intensidade do orgasmo e abri os meus olhos encontrando com os dele novamente.
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3min e ½ depois.
Edward saiu de cima de mim e esperei a chuva de xingamentos, mas dessa vez ele permaneceu deitado ao meu lado se recuperando e eu me cobri imediatamente, nem me importei de ir para o banho. Edward também se cobriu e me olhou, já eu preferi fugir do olhar dele, pela primeira vez foi bem calmo e intenso. Se fossemos um casal eu poderia falar que fizemos amor, mas entre nós era tudo mentira e forçado.
Senti ele se aproximar das minhas costas e colou o seu corpo no meu, sem impor o meu ponto de vista eu deixei ele me penetrar mais uma vez e fizemos de lado. Segurei em uma almofada a minha frente e ele me estocou com um pouquinho mais de intensidade, com isso ele virou o meu rosto para me beijar. Ele rebolou devagarzinho em mim causando milhares de faíscas em meu útero e em todo o meu corpo, o senti apertar o bico dos meus seios nunca parando de se mover e soltei um gemido quando ele ao rebolar me tocou no ponto sensível. Ele permaneceu ali somente e eu não consegui me controlar pra minha falta de vergonha na cara, ele sabia como apesar de parecer mentira me tirar de órbitas. Eu gemia tanto que não consegui suportar por muito tempo, acabei gozando feito louca o que o levou ao orgasmo imediato. Ele permaneceu nessa mesma posição se recuperando. Meus cabelos estavam revoltos sobre o travesseiro e bocejei me sentindo fadigada, eu estava me sentindo fraca de tanto explodir e acabei dormindo quase que na mesma hora sem o sentir sair de mim.
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12h do dia.
Fui despertando aos poucos sentindo um peso em minha cintura. Movi o meu corpo tentando me livrar daquilo e soube ser o braço de Edward. Só aí eu caí em si e vi que ele estava colado em mim dormindo profundamente, constatei isso ao abrir os meus olhos e olhar para trás sem conseguir muito pela forma que eu estava deitada. Ele moveu o braço em sua inconsciência e senti a minha filha mexer, com isso desviei a minha atenção para a minha barriga. Ela mexeu com intensidade e acariciei o lado que ela havia se mexido.
Lembrando de Edward ali eu tentei me afastar dele sentindo as lágrimas brotarem em mim, mas em sua inconsciência ele não me deixou sair do seu abraço e o acordei com um belo de um tapa.
—Ai! Mais que droga! Disse ele abrindo os olhos imediatamente e viu os meus olhos marejados de lágrimas. –O que eu fiz agora? Disse ele acariciando o rosto e me olhava fixamente.
—Não estava me deixando sair!
—Eu estava dormindo e foi involuntário bella.
—Pouco me importo! Falei gritando me levantando da cama completamente nua e entrei no banheiro batendo a porta pra valer. Por pouco eu não derrubei a parede.
Entrei no Box e liguei o chuveiro deixando a água cair sobre mim. Lavei o meu rosto com o sabonete e depois o esfreguei em todo o meu corpo deixando as lágrimas caírem. Demorei-me no meio de minhas pernas e me enxaguei por longos minutos. Evitei deixar a água cair em meu cabelo e saí para me secar. Coloquei o meu roupão e fui escovar os meus dentes, ao terminar eu penteei o meu cabelo e me maquiei de leve para tirar a expressão de noite mal dormida do meu rosto. Saí para me vestir e Edward havia ligado a televisão, ele assistia estando sob a coberta. Ele ficou me olhando e eu continuei agindo normalmente, peguei a minha roupa e vesti o meu short creme com altos relevos na mesma cor. Peguei a blusa creme com azul clarinho e por último eu calcei uma sapatilha baixinha azul para combinar com a blusa.
Quando fiquei arrumada Edward veio até mim estando inteiramente nu e nem se importando com isso.
—Iremos descer juntos. Está me ouvindo?
—Por que isso?
—Iremos junto ou já se esqueceu que somos um casal preste a nos casar?
—É difícil me esquecer disso, ainda mais com os seus carinhos. Falei o repreendendo com o olhar.
—Vou tomar um banho rápido.
—Vá logo então! Estou cheia de fome. Falei usando a ignorância e ele ficou me olhando sem falar nada.
Fui me sentar na cama que estava bagunçada e vi que seria necessário trocar o lençol. Tirei tudo e fui olhar no closet do quarto, havia diversos limpos ali e peguei um. Voltei para o quarto para colocar o lençol na cama e arrumei a colcha novamente, no final foi à vez das almofadas que estavam a maioria no chão. Alguma delas até desde madrugada ao caírem no chão com os nossos movimentos sexuais. Só sei que ficou arrumada como antes e perfeita a arrumação.
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.
10min depois.
Edward saiu do banheiro enrolado na toalha da cintura para baixo e foi se vestir. Ele colocou uma boxer vermelha, uma calça jeans que não foi comprada por mim e uma blusa branca. Ele calçou um sapatênis até bonito e foi pentear o cabelo, eu disfarçava ao olhar seus movimentos e tornava a olhar para a televisão.
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Ele estava demorando demais no banheiro e me levantei após desligar a televisão. Fui até a mala pegar um óculo escuro pra eu colocar e caminhei na direção da porta do banheiro, parei nela olhando pra dentro do banheiro e naquele momento Edward passava o perfume que era o do tipo arrasador.
—Está demorando de propósito, preciso comer! Falei o olhando.
—Pronto, eu já acabei. Pra que o óculo se não está fazendo sol dentro de casa?
—É para evitar a vergonha que estou sentindo!
—Vergonha? Poupe-me Isabella!
—Vamos logo e cale a boca Edward!
—Depois eu que sou ignorante.
Soltei um muxoxo e cruzei os meus braços, Edward arrumou a bagunça dele enquanto que eu saia da porta do banheiro e caminhava já na direção da porta do quarto. Ele veio atrás de mim e saímos juntos.
—Aja como se nada aconteceu durante a madrugada. Você falou alto demais e tenho certeza que algum deles escutou praticamente tudo. Finja que nada aconteceu.
—Já estamos fingindo, não me custa nada continuar!
—Deixa de ser atrevida! Podemos ir sem haver contratempo?
—Por mim! Falei me afastando dele e ele segurou na minha mão com força. –Podemos ir, mas me solte!
—Não irei não! Falou ele autoritário e descemos a escada de mãos dadas.
Estavam todos ali em baixo conversando e por eu estar usando o óculo, isso me passou segurança de ninguém está vendo os meus olhos.
—Aí está o casalzinho. Falou Carlisle e eu fui até a Esme cumprimentá-la com um beijo na testa.
—Bom dia filha. Eu acho que é bom dia, estou certa?
—É quase tarde, mas está tudo bem.
—Minha neta se mexeu hoje já?
—Sim quando eu acordei. A sensação é.......Diferente.
—É maravilhosa. Falou ela sorrindo e acariciou a minha barriga. –Eu gostaria de sentir.
—Sabe que sim. Falei sorrindo e os pais de Alice prestavam atenção no nosso tratamento.
—Bom dia mãe. Falou Edward dando um abraço nela e nem por isso ele largou a minha mão. Quem me olhava era Alice e nem liguei.
—Bom dia filho. Disse ela sorrindo, apesar de tudo ela estava sempre de bom humor, diferente do filho. –Tudo bem?
—Sim. Falou ele normalmente e entendi que devia ser por causa de hoje de madrugada, mas fiquei na minha. –Tudo normal não é? Perguntou Edward a mim me olhando.
—Claro que sim. Falei um pouco baixo, a vergonha estava me matando naquele momento.
—Ótimo! Falou Esme sorrindo e recebeu um beijo do filho.
—Esme não achou conveniente acordá-los muito cedo para o café.
—Estamos realmente cansados. Falou Edward sorrindo e eu apertei os dedos dele com força o reprovando veemente.
—Cansados? Perguntou Alice sorrindo e eu não sorri.
—A viagem me cansou realmente. Falei olhando para ela séria.
—Mais é claro que sim. Falou ela olhando pra Edward e depois para mim. –Mary irá servi-los.
—Ok. Falou Edward me puxando para a mesa e tive que ir sem reclamar.
Eu estava realmente sem jeito e me sentei ao lado dele sem querer olhá-lo. Evitei olhar para o Max e para os outros, sendo que eles conversavam normalmente por serem discretos. Eu sentia as minhas bochechas pegando fogo e Mary apareceu com a bandeja recheada ao vir nos servir.
—Bom dia.
—Bom dia Mary. Falei sorrindo para ela.
—Bom dia. Falou Edward de forma educada.
—Tem pão feito aqui mesmo, tem pão doce e tem bolo que fiz hoje cedo.
—Vamos querer apenas o pão feito aqui mesmo. Falou Edward me olhando.
—Eu vou querer o bolo Mary. Fui persistente na minha vontade a olhando sem piscar.
—Ela não vai não. Dizendo a médica dela, o colesterol está um pouco alto.
—Como ficou sabendo disso?
—Eu procuro me informar. Disse ele pegando a xícara e Mary colocou café e leite para ele.
—Anda bisbilhotando a minha vida agora? Perguntei baixo e somente Mary ouvia o nosso dialogo torto.
—Você acha que é quem que dá o dinheiro todo mês para te tratar lá? Conheço a maioria deles! Disse ele me reprovando com o olhar. –Deve se entupi de frituras e besteiras nas minhas costas! Acabou por hoje!
—Pode trazer o bolo Mary, é o que eu quero comer.
—É patrão, deixe-a comer.
—Leva ovos e manteiga Mary. Isabella eu já disse que não!
—Ele está certo bella. Disse Mary me olhando e me advertindo com o seu olhar.
—Tudo bem. Eu vou querer o pão então. Falei olhando para ela e olhei para o Edward que me encarava.
—Tire o miolo, por favor, Mary. Falou Edward e me deu vontade de socá-lo, mas juro que me controlei.
—Tudo bem. Falou ela tirando o que nós iríamos comer da imensa bandeja.
Tomei o meu café insatisfeita. O bolo de milho verde com coco encheu a minha boca de água e comi o pão para acatar as ordens de Edward. Mary me olhava vez ou outra, mas ficava na dela e eu fiz o mesmo por Edward estar ali ao meu lado.
—Logo, logo eu irei ajudá-la na cozinha.
—Tudo bem. Falou Mary sorrindo e deduzindo que eu comeria o bolo escondida dele.
—Recepcione os seus amigos, eu irei ajudá-la na cozinha e eu não posso ficar vinte e quarto horas de mãos dadas com você.
—Não precisa me ordenar.
—Faça o mesmo com as minhas escolhas. Falei no momento que Alice se aproximou de nós e abraçou o primo por trás, com isso eu mal a olhei.
—Façam menos barulho à noite. Recomendou-me ela no momento que Mary nos deixou a sós. –Meu quarto é ao lado do de vocês e foi complicado dormir essa noite. Estou bem cansada.
—Então tome conta da sua vida e tape os ouvidos com algodão! Falei me levantando e Edward segurou no meu braço com força. –Ai, ai!
—Deixe-a e não a machuque Edward. Pediu ela o olhando.
—Não preciso da sua pena! Retruquei.
—Se comporta como uma ingrata! Falou Edward me olhando.
—Pouco me importo com aqueles que não ligam para a minha felicidade!
—Isso é injusto o que está fazendo, mas é nova demais para agir como adulta e até mãe.
—Quem pensa que é para me chamar de criança Alice?
—É a mais pura verdade e se comporta como tal às vezes!
—Então eu ajo como a criança e você como a insensível! Pouco me importo com todo o luxo que vocês vivem! To nem ai para tudo isso!
—Fale baixo! Disse Edward.
—Vou falar mesmo, mas não irei ficar mais aqui! Falei puxando o meu braço e saí de perto deles.
Sorri para os outros um pouco sem jeito e fui para cozinha ficar junto de Mary.
—Não está lá tomando o seu café por quê?
—Não suporto quando Alice e Edward mandam em mim!
—Alice?
—É ela mesma. Sabe do que ela me chamou?
—De quê?
—De criança! Edward também já me chamou de criança e disse “Uma criança carregando a outra”
—Você é muito nova amiga.
—Vai me chamar de criança também?
—Não, eu não irei.
—Preciso comer aquele bolo delicioso Mary, eu fiquei desejosa demais e minha boca está tomada de água.
—Amiga, se você está com o colesterol um pouco alto, se cuide né!
—Eu quero a droga daquele bolo Mary!
—Só vai comer porque ele a proibiu! Se Edward pegá-la comendo irá culpar a mim!
—Não irá não!
—Eu não irei te dar o bolo, precisa se cuidar e não quero me sentir culpada depois!
—Eu pego! Falei indo até o fogão e abri o forno.
—Não aja com teimosia só para provocá-lo.
—Eu estou cansada de aturar ele de dia, de noite e de madrugada!
—Com todo respeito e mesmo eu sabendo que ele aprontou mil e umas com você. Causador de toda a desgraça na sua vida e sendo o seu futuro marido. Edward Cullen é um pedaço de mau caminho. Não acredito que nessa parte deva ser tão ruim amiga. O patrãozinho é um gato e o gatão número dois não fica de fora não. Não mesmo!
—Fique com ele pra você!
—Com o patrãozinho? Está louca?
—Então não o recomende para mim!
—Hoje você está impossível. Que bicho te mordeu Isabella?
—Edward Cullen, ele é o problema! Falei partindo o bolo e mordi a fatia com gosto, foi justamente na hora que Edward apareceu na cozinha e me pegou no flagra.
—O que eu te disse Isabella? Está teimando comigo!
—Nada porque eu não escuto você! Estou desejosa demais para te obedecer e sei que você pouco se lixa para a minha saúde mesmo. Para quem tem vontade de me matar a todo o momento, não deveria se importar com esse pequeno detalhe. Eu falei mastigando rápido e com uma vontade imensa de comer.
—Peixe morre pela boca! Disse ele me observando e balançando a cabeça que não.
—Esse não será o meu caso, está mais fácil eu morrer de desgosto mesmo e por sua culpa! Talvez eu simplifique para você morrendo logo de uma vez e finalmente você se livrará da última Swan na vida de vocês!
—Cruzes bella! Falou Mary fazendo o sinal da cruz. –Não diga isso.
—É a mais pura verdade e acho que eu irei fazer um favor até para o meu espírito. Após eu falar, taquei o bolo em cima dele e saí para o quintal.
Andei pelo gramado e olhei para trás para ver se ele estava vindo atrás de mim, mas ele não estava. Fui para perto da piscina e fiquei sentada na cadeira que estava próxima da borda da piscina. O sol estava ameno e me deitei ali após retirar a minha sapatilha. Fechei os meus olhos despreocupadamente porque o guarda sol estava acima de mim.
.
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5min depois.
Abri os meus olhos após ganhar um beijo breve e inesperado de Edward em meus lábios, com isso eu o reprovei com o olhar.
—Não é conveniente! Falei zangada e ele se sentou na cadeira que eu estava, ela era larga demais e grande.
—O que não é conveniente é você me desobedecer quando eu tenho razão!
—Você nunca vai ter razão para mim, agora se mande daqui! Tem muito espaço e não precisa ficar colado.
—Não posso, eu sou dono daqui também.
—Pouco me lixo para o que é seu ou não!
—Um dia será da menina. Disse ele olhando para a minha barriga.
—Ela não precisa de nada seu! Não precisa deixar nada para ela porque não precisamos de esmolas! Não preciso da sua consideração para com ela e que nem se importe com ela. Ela é só minha entendeu?
—Os swans .........
—O que tem? Continua! Perguntei usando a ignorância. -Irá dizer que somos ratos astutos e que eu por ser um uma Swan desejo o seu dinheiro? Desejo a sua casa e carros? Não quero nada disso Edward!
—Você pegou o meu dinheiro na gaveta e o gastou quase que todo praticamente! A menina não tem nada a ver com o que aconteceu!
—Peguei e falei para você que o peguei! Eu gastaria tudo novamente! Você me tomou coisas muito mais importantes.
—Estamos empatados Isabella!
—Não vou dizer mais que eu lamento para você, deixarei para fazer isso com os seus pais que acreditam em mim!
—Eles acreditam em muitas coisas e talvez estejam cegos ao seu respeito! Bem a minha mãe já está. Disse ele pensativo e tornou a olhar para mim.
—Não poderá me culpar para sempre, você não poderá! Nem eu e nem a minha filha desejamos algo de você, lembre-se sempre disso.
—Uma hora você diz que é nossa e agora diz que é só sua?
—É SÓ MINHA SIM! Não faço questão que você dê atenção a ela como eu já deixei bem claro.
—Vou agir como eu desejar, você não pode comigo ou com as minhas vontades!
—O que veio fazer aqui? Perguntei me sentando na cadeira e o olhando feito cobra na espreita.
—Você me tacou bolo e tive que mudar de blusa! Isso é infantil demais!
—Veio reclamar? Aaahhhh!!! Eu lamento. Falei debochada e me levantei para calçar a minha sapatilha.
—Aonde você vai?
—Não te interessa! Falei dando as costas para ele.
—Sua pirraça não me atinge, saiba disso! Falou ele alto e saí dali.
Entrei na casa e Alice estava sentada na sala sozinha lendo uma revista, resolvi ignorá-la. Olhei para a escada e Max descia junto de Maria, eles iriam andar a cavalo e estavam vestidos a caráter. Ele não me olhou e passou direto segurando na mão dela, fiquei olhando para esse pequeno detalhe calada e pensativa. Ele ao fechar a porta me olhou por breves dois segundos e se foi com ela.
—Não fique triste você já tem o seu noivo. Não precisa de mais ninguém. Falou Alice atrás de mim e cheguei a me assustar por causa disso.
Eu a ignorei veemente e subi a escada p#* da vida, eu me sentia estranha ao vê-lo de mãos dada com ela. Caminhei pelos corredores do andar de cima e procurei por uma janela que me desse uma visão privilegiada de onde eles passariam montados no cavalo. Escondi-me atrás da cortina estando pensativa e o vi ajudando-a a montar no cavalo. Sorrindo ela montou no animal e ele fez o mesmo, ambos estimularam o cavalo andar e os bichos acataram.
O trotado do animal era suave sobre a grama e eles passaram sorrindo bem próximo da janela a qual eu estava, fechei os meus olhos sem saber o que pensar. Afinal de conta fizemos amor e eu gostei.
Resolvi descer e fui para a cozinha, os outros estavam espalhados ainda pelo quintal.
—É estranho vê-lo ao lado de outra mulher Mary. Falei baixinho.
—Imagino, mas coitado, entenda-o e talvez seja melhor deixá-lo livre.
—Eu juro que quero, mas eu não tenho nada com o Edward.
—Eu tenho certeza que ele gosta de você, mas com uma cabeça dura igual a sua, você não acredita quando eu falo.
—Se ele gostasse me trataria com respeito. O amor vence as barreiras e eu não o quero. Já cansei de falar os meus motivos para odiá-lo.
—Não é mais novidade.
—Ainda bem que sabe Mary.
—Vá se divertir, aqui perto tem uma cachoeira rasinha. O que fascina é que a água é quentinha e sei que você irá aprovar, vá se divertir em vez de ficar se martirizando aqui. Eu e Alice colocamos biquínis novos para você em sua mala.
—Então foi vocês duas que fizeram a minha mala?
—Sim.
—Vou fazer isso, preciso me distrair. Para que lado fica?
—Há um caminho feito pelos peões que a levará direto para lá, não tem erro e não há a possibilidade de você se perder. É só sair no portãozinho próximo ao celeiro e vá reto, faça o mesmo para voltar. O caminho até lá é feito de pedrinhas e ensina a direção.
—Ok.
Fui para o quarto e abri a minha mala, havia duas bolsinhas e ao abri-las eu vi biquínis novos ali para mim. Com certeza aqueles ficariam perfeitos em meus seios e fui vestir o de cor rosa com babadinhos.
Terminei de vesti-lo e coloquei a roupa que eu estava usando, menos o cordão e substitui a sapatilha pelo chinelinho. Peguei uma toalha para mim e desci a escada devagar. Passei pelo corredor e entrei na cozinha, peguei algumas besteirinhas para eu comer e saí. Fui devagar pela grama e ao longe Edward conversava com os pais e o Tadeu ao redor da piscina. Andei apressada e sumi de vista por causa do celeiro. Abri o portãozinho e fui caminhando pelo caminho de pedra, era um pouco distante, mas a trilha feita de pedrinhas não nos deixava se perder. Comecei a ouvi o som da água e isso me fez lembrar dos dias de tortura naquele fim de mundo onde eu tive que tomar banho na água ultra gelada. Essas coisas ruins viviam me assombrando, digo as lembranças dos maus tratos que eram constantes e finalmente cheguei na cachoeira. A vista era linda, a queda d`água mais ao fundo produzia um som contagiante aos ouvidos. O tapete de areia fininha, as pedras ao redor nas laterais, mas o que me encantou foi a imensidão verde ao redor. Os passarinhos cantavam e no meio das outras árvores havia uma mangueira carregada de mangas rosas e cheguei a salivar por uma madura. Era fantástico e o paraíso ali. Tanta árvore frutífera em volta, um espetáculo.
A primeira coisa que eu fiz foi ir tocar na água, realmente a Mary tinha razão, água era quentinha e achei incrível essa ação da natureza. Sem pensar duas vezes eu tirei a minha roupa e o meu chinelo, eu iria aproveitar e deixei a minha toalha estendida na areia. Ali era um paraíso particular literalmente, me fascinei.
Entrei na água e fui andando com ela em meu joelho, realmente era rasinho até uma certa parte e me sentei. Deitei de costas para molhar a minha cabeça rapidamente e tornei a me sentar, estava agradável e bom. Fiquei feito criança batendo as minhas mãos na água e me deu a sensação de estar sendo observada. Tentei deixar essa coisa da minha mente pra lá e fiquei aproveitando a água morninha. Tornei a me deitar de costas estando com o meu cotovelo apoiado no chão de areia fininha e mergulhei o meu corpo de tudo sob a água. Tornei a me sentar sorrindo e corri a minha mão na água, escutei passos atrás de mim e ao olhar para trás me surpreendi.
—O que faz aqui? Perguntei estranhando.
—Ao ver você passar, eu resolvi segui-la. Nunca se sabe.
—Sua companhia é dispensável Edward! Está a fim de me perturbar até aqui também? Deixa-me em paz droga!
—Vim fazer o mesmo que você. Disse ele tirando o sapatenis primeiro e depois a roupa toda.
—Não recomendo ficar nu, alguém pode vir até aqui e lhe ver dessa forma. É desagradável essa situação!
—Eu não trouxe toalha, não estou a fim de molhar a minha roupa e depois eu me seco ao natural. A natureza é bela!
—Quer se exibir e se amostrar para mim! Falei o reprovando com o olhar.
—Para me exibir, o meu corpo tem que ser tudo de bom para você.
—Tome o seu banho! Só não me perturbe Edward, por favor!
—Claro que eu irei. Disse ele entrando na água e sua bundinha era uma gracinha, fora às pernas que eram grossas. O conjunto era realmente excelente e senti o bico dos meus seios endurecendo ainda mais. A gravidez já os havia afetado no tamanho, mas ficaram bem salientes e era possível perceber através do biquíni. Edward foi andando bem mais pra lá e mergulhou, provavelmente ali era fundo e demorou para emergir. Fiquei curtindo a água e ele estava demorando, com isso eu me levantei e fiquei olhando, não que eu estivesse preocupada com ele. Eu estava curiosa apenas. Ele tornou a emergir e veio nadando até uma certa parte. Ao me ver ali em pé, eu tornei a me sentar. –Que foi? Pensou que eu tinha me afogado?
—Vaso ruim não quebra. Sabe que eu não me importo com você!
—Não seja tão carinhosa, eu não mereço. Disse ele parando na minha frente e ficou indecente por ele estar nu.
—Não fica bem você aí na minha frente, está indecente demais!
—Só porque eu estou nu? É uma virgem santa agora e com um bebê na barriga de quebra?
—Não ligo para o que está falando, só não acho descente e alguém pode chegar realmente! Vá vestir pelo menos a sua boxer Edward!
—Não vai vir ninguém aqui, estão todos entretidos. Disse ele se sentando na água e me afastei dele, mas para implicar ele se aproximou e segurou no meu braço. –Estou cansado das suas frescuras! Agora venha aqui.
—Pra quê? Estou do seu lado e fale daí mesmo!
—Eu quero que me dê atenção, eu digo aquela atenção.
—Não se cansa não? Eu estou cansada da madrugada que tivemos! É indigesto para eu ter que aturá-lo!
—Sua cara é de safada, sei que gosta tanto quanto eu de sexo.
—Depende com quem seja.
—É comigo que será! Disse ele se aproximando de mim. De forma autoritária ele soltou o meu biquíni da parte de cima, depois o jogou na areia. Edward beijou o meu pescoço e beijou por breves segundos o bico do meu seio direito. Depois ele veio beijar os meus lábios e me afastei dele. Eu não concordava com aquilo.
—Não há necessidade Edward!
—Não gosto de fazer nada pela metade, pertence a mim e tudo em você é de direito meu!
Edward me fez levantar e fomos para a areia, deitei-me sobre a toalha que era bem grande e ele tirou a calcinha do meu biquíni olhando para mim. Vidrado em minhas partes escondidas, ele mais que depressa veio me acariciar com a língua ali. Fechei os meus olhos e deixei ele fazer o que vinha na mente dele, até os meus seios ele veio beijar. Pegando-me desprevenida ele beijou os meus lábios por breves segundos e tornou a me abocanhar lá. Ele correu o dedo grosso em mim e me lambeu ao mesmo tempo, com isso um gemido escapou de mim e retrai o meu corpo. Edward tornou a abrir as minhas pernas e ficou com a boca em mim só me sugando, depois ele veio beijar a minha virilha e tornou a me sugar sem se cansar por longos minutos.
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Eu só escutava o estalo de seus lábios em mim.
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Eu já estava preste a explodir na boca dele e ele sabia disso, cada vez mais ele me explorava com os lábios e língua. Ele passou a ponta do dedo em meu ponto mais sensível e me lambeu com uma intensidade tão grande, que eu acabei gozando intensamente e ele foi me lambendo devagarzinho. Isso prolongou o meu orgasmo que veio louco e me fez tremer.
Edward me puxou para a água e sem ter como fugir, eu tive que ir. Ele se sentou e me fez sentar sobre ele, a penetração foi imediata e ele suspirou com o seu rosto estando enterrado no vão dos meus seios.
—Sei que gosta de me procurar e se enfiar em mim. Falei movendo o meu corpo e quando ele veio me beijar, eu desviei os meus lábios.
—Não gosto que você me negue às coisas. Disse ele apoiando uma mão para trás no solo da cachoeira e me deu um impulso forte me fazendo gritar com as sensações que aquilo provocou. –Isso pode gritar que eu deixo, do contrário eu a castigaria.
—É apenas sexo mesmo, não me importo. Falei sem fôlego ao sentir o meu sexo já o mastigando tão precocemente para minha total vergonha.
—É apenas sexo mesmo Isabella. Disse ele passando a mão em meu sexo e me beijou. Movi-me de encontro a ele sentindo as sensações crescerem e louca para aquilo acabar logo, eu fui à busca do orgasmo dele rapidamente. Com isso ele me parou ao notar a minha intenção, era possível sentir estando parada as contrações internas do meu sexo. –É incrível a forma que você me engole e me mastiga.
—Pare com essa baboseira Edward! Não quero ouvir!
—Por que não? Perguntou ele me liberando para me mover.
—Não estou interessada em nada que você me fala!
—Mas eu estou a fim de falar e você vai me escutar!
—Goza logo então droga!
—Quer levar goza nessa xana apertadinha?
—Por que não? Perguntei desviando o meu olhar do dele e ele me fez olhar para ele novamente.
—Quero que me olhe! Já disse que eu não gosto de ser ignorado, ainda mais por você!
—Posso querer matá-lo. A todo o instante eu penso nisso e olhá-lo só piora a situação.
—Isso é impossível e nunca irá acontecer. Disse ele se movendo em mim com vontade e veio morder o meu pescoço, ele agia de forma selvagem em mim agora. Edward me fez levantar do colo dele e me fez ficar de quatro dentro da água. Segurando em minha cintura ele me penetrou devagar e começou a se mover, suspirei quando ele mordeu o meu pescoço e apertou o bico do meu seio. Edward se concentrou nas investidas e acabei gozando rápido demais, isso me deixou enfurecida e dando a impressão que eu adorava me entregar a ele. Não demorou nada ele gozou também me apertando contra ele e tentei me afastar, aquela posição o fazia ir profundamente e de certa forma me incomodava. –Fica quieta. Disse ele baixo, ele estava gozando com vontade e saiu de dentro de mim minutos depois. Para me atormentar ele me fez lambê-lo e em volta da minha boca ficou melada de seus fluidos. Edward se movimentou novamente em minha boca e gozou novamente, tentei me afastar ao sentir o primeiro jato, mas ele não deixou. Depois que ele se afastou eu lavei a minha boca o reprovando com o meu olhar selvagem de raiva, ele havia feito de propósito. –Não tenho medo de cara feia Swan.
—Me obriga a fazer as coisas! É disso que eu não gosto. Detesto que mande em mim! Falei me levantando e sai como eu vim ao mundo da água. Fui me deitar na toalha, mas antes eu a sacudi para retirar a areia. Deitei-me de barriga pra cima estando completamente nua e o sol batia em minha pele a queimando de leve. Eu estava com o meu sexo sensível de tanto trepar com Edward. Acariciei a minha barriga por diversas vezes e ele sem ser convidado se deitou ao meu lado. –O que há com você hoje Edward que quer ficar na minha cola o tempo inteiro? Perguntei o olhando.
—Não há nada de diferente, ainda sou a mesma pessoa.
—Sei. Após eu falar desviei o meu olhar do dele e fechei os meus olhos. Pensei em tudo que estava acontecendo e o que ele fez comigo nessas últimas horas. Não era certo ficar tão submissa as suas vontades e me sentei, olhei em volta procurando o meu biquíni e o achei. Fui até ele e o peguei. Ele estava cheio de areia e precisei ir até a água para retirá-la dele. Eu o vesti sem olhar pra Edward, ele já tinha extrapolado comigo. Ajeitei o meu cabelo e fui para a areia vestir a minha roupa sem me importar se eu a molharia ou não. –Estou indo.
—Me espere!
—Tchau! Falei andando apressada e ele foi vestir a roupa dele rápido.
Andei apressada pela trilha de pedrinhas e o senti vindo. Lembrei do problema que eu tive e tornei a andar devagar, com isso ele me alcançou.
—Falei pra me esperar Isabella! Disse ele com a sua forma tosca novamente e nem liguei. Ele segurava a toalha de qualquer jeito.
Continuamos a andar estando ambos molhados e quando chegamos na fazenda ele segurou na minha mão. Tentei soltá-la, mas ele não deixou. Andamos pelo gramado ganhando alguns olhares discretos dos seguranças e continuamos a andar. Entramos pela porta principal e todos estavam na sala bebendo algo que deduzi ser whisky e vinho. Ao entrarmos molhados ganhamos olhares sobre nós.
—Estavam aproveitando juntos? Perguntou Carlisle e isso chamou a atenção de Esme.
—É. Eu e a Isabella resolvemos ir tomar banho de cachoeira junto. Não foi? Perguntou Edward me olhando, ele era cínico e me queimou com o seu olhar inquisidor.
—É. Foi dessa forma. Falei sem jeito e Max me olhou.
—Estamos aproveitando aqui filho, as mulheres não aguentaram esperar vocês para almoçarmos. Demoraram. Disse Carlisle me olhando.
—É, nós nos atrasamos, mas está tudo bem.
—Mais que bem. Falou Edward me abraçando e o belisquei discretamente. –Ai!
—O que foi querido? Perguntou a mãe de Alice.
—Não é nada tia. Agora iremos subir para tomarmos um banho e tirar essa roupa molhada.
—Tudo bem filho. Se estiver aproveitando e curtindo, para mim está tudo bem. Disse ela me olhando e revirei os meus olhos para ela.
—Ele é um adulto e sabe se cuidar muito bem. Falei sorrindo de forma cínica e Edward me puxou para subir, ele sabia que às vezes eu sabia ser abusada.
—Com licença. Falou ele para todos.
—Ok.
Subimos a escada com ele me puxando e andamos pelo corredor. Tentei puxar a minha mão e ele me largou. Entramos no quarto e ele fechou a porta após entrar, com isso eu tirei a minha roupa. Fui para o banheiro e entrei no Box, dessa vez ele não veio me importunar e tomei o meu banho tranquilamente.
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Saí para me secar e Edward entrou no banheiro já estando completamente nu. Ele veio até mim e eu fugi dele saindo do banheiro, com isso ele sorriu.
Coloquei um vestidinho soltinho e uma sapatilha, preferi passar uma base, uma sombra, lápis de olho e um gloss somente. Prendi o meu cabelo formando um rabo de cavalo pequeno e me senti bem estando simples. Preferi descer sem ter a presença de Edward ao meu lado e isso o deixaria p#* da vida quando descobrisse, mas nem liguei ao sair do quarto.
Andei tranquilamente pelo corredor e desci a escada devagar, eu não queria ficar na sala, mas eu não poderia ficar fugindo porque as pessoas reparariam. Edward é um homem tosco e descontaria em mim, mas eu não estava nem aí para o que os outros iriam pensar de mim. Posso afirmar que eram bacanas e me trataram super bem, tirando os tios de Edward que desconfiavam da minha índole. Sendo que Edward era o único perigoso se tratando de nós dois.
Sentei-me no sofá tendo a presença dos outros ali e decidi me sentar próxima de Max, com isso Alice me reprovou com o olhar, mas eu não estava fazendo nada demais.
—Está gostando daqui? Perguntou Carlisle a mim.
—Estou adorando. Falei olhando para ele e discretamente eu olhei para o Max. –A companhia de vocês está sendo muito agradável.
—A sua também. Falou Carlisle sorrindo e tornei a olhar para ele.
Eles continuaram conversando e eu preferi ficar na minha. Maria se levantou falando que iria beber um pouco de água e, Max sentou-se ao meu lado após ela sair.
—Então estava curtindo a cachoeira? Perguntou ele discretamente, os outros estavam entretidos na conversa e em suas bebidas.
—Eu fui aproveitar um pouco.
—Com ele? Perguntou ele baixo demais.
—Ele me seguiu. Falei olhando para a frente para disfarçar. –Ele é terrível quando quer e só eu sei.
—Hum! Fez ele me olhando.
A conversa devia estar boa, pois eles sorriam bastante, já eu estava voando em pensamentos. Max não falou mais nada e nem eu, preferimos o silêncio. Eu estava faminta e Edward desceu a escada, mas não ficou satisfeito ao me ver ao lado de Max e veio até a mim.
—Já almoçou?
—Não precisa se preocupar, eu irei daqui a pouco.
—Iremos agora. Disse ele sério e isso chamou a atenção de algumas pessoas. Fiquei bem sem graça.
—Tudo bem. Falei me levantando apressada e passei na frente dele.
Fomos para a cozinha e nos sentamos à mesa sob o olhar de Mary.
—Por favor, Mary, nós queremos almoçar agora. Falou ele de forma educada para ela e me olhou feio, fingi não perceber.
—Sim senhor.
—Basta-me dar as costas, que o seu fogo sobe pelo o outro, não é? Parece que não pode ver homem!
—Não sei do que você está falando. Que chatura francamente!
—Sabe sim sua raposa fingida! Disse ele dando um tapa na mesa e isso assustou Mary, menos a mim.
—Controle-se, nós estamos com visita! O reprovei.
—Pros cambal! Não a quero perto dele, é um traidor!
—Ele está acompanhado, se controle Edward. Seu ciúme pode acabar o matando. Falei para provocá-lo, eu sabia que não existia isso nele.
—Eu a amo tanto, que se não fosse a menina aí dentro, você já tinha ido para o saco há muito tempo! É uma intrusa e aproveitadora!
—Voltou com os elogios?
—Você os merece!
—Só posso dizer obrigado então! Fui sarcástica com ele.
Mary trouxe a nossa comida e comemos calados, Edward estava insatisfeito e era perceptível. Comi a salada que estava muito boa e bebi um pouco de suco, continuei comendo como se nada estivesse acontecendo. Ele estava tão insatisfeito e eu adorei isso. Sorri para mim mesma.
—Eu já sabia o quão puta safada você é, mas não se faça de besta e me sacanear no meio da minha família e amigos!
—Posso ser a pior delas, isso é o que você diz, mas eu sei que eu não sou. Eu não estava fazendo nada demais ao estar sentada ao lado do Max!
—Se faz de boba, mas não para o meu lado!
—Não sou isso o que você tanto me chama! Falei deixando as lágrimas tomarem os meus olhos e me levantei.
—Sente-se!
—Não e não! Falei saindo da cozinha e Mary me olhava sem poder falar nada.
Passei pelo corredor, brevemente na sala e subi a escada. No corredor do andar de cima eu dou de cara com Max que acabava de sair do quarto que ele estava dormindo.
—O que há princesa? Perguntou ele todo carinhoso.
—Agora acredita quando eu falo que entre ele e eu não há sentimentos? Perguntei deixando as minhas lágrimas rolando. –Ele me persegue.
—Se acalme. Falou ele me abraçando.
—Estou tão cansada de fingir. Eu disse secando os meus olhos.
—Largue tudo isso pra lá, você sabe que eu gosto de você. Eu vim por causa de você e é a mais pura verdade. Eu tento ficar longe, mas eu a adoro.
—Você é tão bacana. Falei olhando para os lados e nem sinal de Edward subir. –Você é um perfeito cavalheiro. Após eu falar ele me puxou e fomos caminhando pelo imenso corredor e entramos no outro o qual ninguém ocupava os quartos dali. Louca literalmente e sem pensar, nós entramos no último quarto e ele fechou a porta à chave.
—O que aconteceu? Perguntou ele e me deu um selinho o qual eu não neguei.
—Os elogios dele me ferem, é tudo fachada na frente dos outros.
—Fique comigo. Disse ele encostando-me na lateral da cama e me beijou com vontade, o beijo dele era tudo de bom.
—Pode ser que eu acabe ficando. Não podemos ficar juntos aqui e agora, é perigoso demais.
—Tem razão. Falou ele me olhando e deu um selinho demorado em mim, por último me abraçou cheio de ternura.
—Eu o encontro após todos dormirem.
—Como faremos? Perguntou ele me olhando desacreditado na minha loucura repentina.
—Depois das 1h da manhã. Há essa hora Edward já estará dormindo. Não posso colocar o despertador para despertar porque ele irá acordar junto de mim.
—Tem razão. Eu irei te esperar aqui.
—Faça isso. Falei o beijando pra valer por breve segundo e me afastei. –Até depois.
—Até. Falou ele sorrindo de forma doce. –Eu a amo Isabella.
—É bom ouvir isso. Falei abrindo a porta sorrindo e saí.
Caminhei pelo corredor muito apressada e entrei no principal o qual ficavam os quartos que estavam sendo ocupados. Abri a porta do quarto que eu estava ocupando junto de Edward e me deitei na cama, sem demora ouve um toque suave na porta.
—Quem é?
—Sou eu amiga.
—Entre Mary. Ela abriu a porta e tornou a fechá-la, após fazer isso ela veio até a mim.
—Vim ver como você estava.
—Bem mal, Edward só me escorraça e me põe lá em baixo do sapato. De manhã ele estava razoável, mas agora ele tornou a ser o que era e me chamou de puta. Eu não sou isso Mary e nunca fui. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem.
—Ele está louco de ciúme e te ofende por não demonstrar os reais sentimentos dele.
—Já vai começar com isso, você não vê que é impossível?
—O problema todo é o gato número dois, saiba disso. Ciúmes Isabella, ciúmes amiga.
—Entre eu e Edward não existe nada e eu não quero falar a respeito dele! Já sou maltratada o suficiente por ele. Edward só pensa no próprio umbigo e você está proibida de vir com esse papo mentiroso de ciúme para cima de mim! EU A PROÍBO MARY!
—Não precisa se zangar comigo por causa disso.
—Não estou zangada, Edward é um cínico e mente perfeitamente bem na frente dos familiares e amigos.
—O patrãozinho está extrapolando, eu só posso falar isso.
—Extrapolando ou não, eu irei aproveitar. Já estou fazendo isso com uma pessoa maravilhosa. Falei baixinho.
—Tome cuidado.
—Não se preocupe, eu sei me cuidar.
—Vou descer, podem desconfiar que estamos fofocando.
—Alice está na minha cola e ela deve se meter na vida dela. O primo dela só me dar prejuízos emocionais e ela só pode concordar com as ações dele.
—Sabe que não é assim bella.
—É SIM!
—Tudo bem, pense o que quiser. Preciso ir agora.
—Tudo bem. Falei tirando a minha sapatilha e me deitei na cama. Eu precisava descansar um pouco e ela saiu do quarto.
Olhei no relógio e o mesmo dizia ser 17:02min da tarde. Momentos depois eu acabei dormindo por causa da exaustão mental.
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20:40min da noite.
Acordei do nada e me espreguicei com vontade, o quarto estava todo no escuro e me estiquei para acender a luz do abajur. O relógio dizia ser 20:41min da noite e me levantei. Lembrei-me do meu encontro mais tarde com Max e sorri, eu realmente o adorava.
Calcei a minha sapatilha e fui para o banheiro sentindo o meu estômago protestar, eu mal toquei no almoço. Escovei os meus dentes e depois penteei o meu cabelo. Retoquei apenas o meu batom e estava muito bom, saí do banheiro e depois do quarto. Andei pelo corredor e desci a escada, quando cheguei no andar de baixo tuquinha veio até mim abanando o rabinho e eu a peguei no colo sorrindo.
—Garotinha fofa. Falei brincando com ela e a mesma não parava de se mexer, parecia uma minhoca.
Tornei a colocá-la no chão e todos estavam na sala, eu apenas acenei evitando a olhar para Edward e fui até o banheiro lavar as minhas mãos. Quando eu voltei me sentei na poltrona de frente para todos.
—Estávamos lhe aguardando acordar, já almoçamos separados e agora iremos jantar todos juntos. Falou Carlisle sempre simpático.
—Obrigado pela gentileza. Falei sorrindo para ele e desviei o meu olhar para o Max brevemente, com isso ele sorriu levemente para mim.
—De nada. Disse ele me olhando. –Pessoal. Nós podemos ir? Perguntou ele olhando para os outros.
—Podemos sim. Falou o irmão dele e depois o restante fez o mesmo.
—Ótimo!
Nos levantamos e evitei olhar para Edward que bebia whisky tranquilamente conversando com Tadeu. Até ele evitou me olhar e fomos todos para a mesa nos acomodar. Mary serviu a janta tranquilamente e comecei a comer estando bastante faminta, mas mesmo assim eu comi devagar. Bebi um pouco de refrigerante e pedi a Mary que colocasse mais um pouco de comida para mim, eu estava comendo por dois ultimamente. Edward evitou me olhar a todo o momento e achei bem melhor assim.
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Terminamos de comer a sobremesa e permanecemos a mesa, alguns aceitaram um chocolate quente porque a noite ali fazia muito frio. Inclusive eu estava com frio nesse momento.
Até que me entrosei um pouco mais na conversa e Maria conversava nesse momento com Edward, era incrível a forma que ele mudava da água para o vinho comigo ao vir falar comigo. Com os outros ele não era daquela forma, mas não parecia o mesmo de antes. Isso dizia a família dele, mas de qualquer forma ele tratava os outros muito bem. Não dei importância.
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MOMENTOS DEPOIS.
Resolvemos ir nos sentar no sofá e o rádio foi ligado. Uma música suave e clássica tocava e uns se animaram a dançar, já estavam alegres por causa das bebidas e dançaram sorrindo bastante. Eu sorria com o jeito deles e Tadeu tirou Alice para dançar, ela aceitou numa boa e dançaram até que bem. Eles sorriam bastante e eu olhei para o Max que bebia uma taça de vinho branco. Ele piscou o olho e levantou a taça levemente para mim, em troca eu sorri de forma doce. Senti a minha filha mexendo e passei a mão na minha barriga sorrindo pra valer. Fui até a Esme rápido e peguei a mão dela colocando-a sobre o montinho que logo se desfez sob a sua mão.
—Isso é tão maravilhoso. Disse ela sorrindo e segurou na minha mão.
—É sim. Falei acariciando a mão dela. –Sinto-me diferente carregando um novo ser dentro de mim.
—Tão nova. Falou a mãe de Alice se sentando próximo da cunhada. –Tão nova e com uma responsabilidade tão grande.
—Ela não teve culpa. Disse Esme sorrindo.
—O dinheiro faz milagres, mas tem outros homens ricos aqui que valem a pena não é mesmo? Perguntou ela baixo e prosseguimos a conversa assim, os outros estavam se divertindo.
—Com certeza, mas não sei o real motivo dessas palavras. Falei de forma gentil para quebrá-la.
—Não se zangue à toa, eu sou um pouco observadora.
—Não ligue para o extinto protetor dela filha. Eu sei que você é uma pessoa ótima. Disse Esme de forma carinhosa e olhou na direção que vinha a voz da cunhada. –Não acho adequada essa ironia! Essa moça tem o coração bom e não representa perigo para ninguém, já cansei de falar isso. Não admito isso com a mãe da minha neta!
—Não se zangue Esme querida, não tenho má intenção com a moça.
—Até parece, então pare com essa desconfiança besta infundada e essas indiretas.
—Tudo bem. Falou a mãe de Alice olhando para mim.
Ficamos sentadas e caladas depois disso, senti a minha filhar mexer por mais uma vez e tornou a ficar quietinha. Eu observava o entrosamento dos outros na minha.
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23h da noite.
Aos poucos os familiares de Edward começaram a subir para dormir.
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CONTINUA......
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