Solares

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Gabi Lopes flor, muitíssimo obrigado pela recomendação! que bom que está curtindo, bjooooo ;)

BELLA.....

Final do capítulo anterior.

Ajeitei a camisola somente em meu corpo e me levantei da cama, eu queria saber o que ele iria fazer. Mary e Esme já estavam dormindo mesmo e saí no corredor, cheguei na escada e olhei para o bar, mas ele não estava ali. Imaginei que o quarto dele seria o mais provável e girei a maçaneta devagar, eu colocaria a minha máscara novamente e abri de leve a porta, ele já tomava banho e esfregava o sabonete no corpo com intensidade. Da forma que fazia parecia que estava muito sujo e sorri de forma cínica notando ser por minha causa, arranquei aquela camisola do meu corpo a deixando cair no chão e abri a porta de vidro do banheiro completamente nua. Quando ele me viu ali fechou a cara e ignorei isso me juntando a ele, sonsa eu passei a minha mão nas costas larga dele e inundei a minha mão com espuma de sabão. Ele me impediu de continuar a tocá-lo.

—O que faz aqui? Perguntou ele segurando a minha mão, mas o seu corpo não escondia o que ele queria.

—Terminar o que começamos lá no outro quarto. Falei o tocando intimamente com a mão livre e movi a minha mão fazendo ele estremecer.

—Quem não está a fim sou eu!

—Mais ele não pensa da mesma forma. Falei olhando para o sexo dele que estava bem empolgado, diria que no ponto máximo. –Acho que estamos em sintonia somente nessa parte. Falei sorrindo de forma perversa e ele me afastou.

— Fora daqui!

—Ok! Falei saindo do Box após deixar a aguar cair sobre mim. O corpo dele sujou o meu de sabão e ele ficou olhando para minha barriga. –Te espero na cama meu bem. Falei pegando a toalha dele e me sequei sob o seu olhar raivosos, fiz de propósito.

Fui me deitar na cama dele após trancar aporta e esconder a chave quando ele virou para se enxaguar, eu estava o deixando desnorteado. Abusada eu liguei o ar e me cobri estando totalmente nua, eu o aguardaria. Eu só podia ter bebido o meu juízo e cheguei a desistir, mas eu faria isso para provocá-lo somente. Ele vivia dizendo que eu era sem graça.

Fiquei filmando-o e ele saiu para se secar, mas pegou outra toalha e não a que eu usei, acabei sorrindo e puxei a coberta de forma que o chamasse para vir se deitar ao meu lado. Ele saiu do banheiro e se deitou na cama me olhando, estranhei, mas ele me puxou e falou entre os dentes.

—Quer me chatear?

—Quero fazer bastante sexo, é diferente!

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—Mas eu perdi a vontade de me divertir um pouco com o seu sexo meia boca! Por não ser dos melhores é fácil perder logo à vontade.

—Cale a boca! Falei o empurrando e fiquei sobre ele. Edward não tinha forças para me afastar por ser um homem bem ativo e o beijei movendo o meu corpo a fim de encaixar o nosso sexo. Segurando com intensidade o meu quadril ele deu um impulso me roubando o ar ao invadir por completo o meu corpo, para minha má sorte um gemido escapou pelo os meus lábios. E porque não deixar os outros virem? Pensei ao me mover de olhos fechados e com a boca entre aberta. Ele conheceria um outro lado meu.

Apoiei as minhas mãos nas coxas dele e rebolei o meu corpo na intensidade que estava os meus movimentos, vez ou outra eu parava com o rebolado e me movia com vontade arranhando a barriga dele com força e onde eu tinha vontade. O estapeei na face lembrando das vezes que ele fazia o mesmo comigo em seu momento de fúria e sorri sacana olhando para ele. Eu nunca parava de me mover.

—Não é isso que gosta de fazer comigo? Perguntei lhe dando outro tapa e ele ficou olhando para mim. Comecei a beijar o peito dele e subi na direção de sua boca emaranhando os meus dedos em seus cabelos. Eu os puxava. Sem se importar ele deixou que eu o beijasse e marquei os seus lábios de propósito com os meus dentes. O escutei reclamando e em resposta ele moveu o seu corpo de encontro ao meu um pouco mais intenso, cheguei a gritar por causa disso e por pouco eu não gozei na mesma hora em que ele resolveu pegar um pouco mais pesado comigo. Minhas atitudes estavam deixando a desejar. Cheguei a sentir o meu sexo comichar com intensidade e tive que me concentrar para não explodir loucamente, o jeito foi fechar os meus olhos e parar momentaneamente com os meus movimentos, mas ele não deixou. Preferi os beijos mais marcantes, tipo o de língua e rodeei a minha na dele por diversas vezes movendo o meu corpo com loucura junto do dele. Edward me fez parar de me mover para beijar os meus seios e nisso eu sentia seu sexo pra lá de rígido dentro de mim. Notei seu lábio inferior muito vermelho por causa da minha selvageria e puxei o cabelo dele para trás um pouco perversa, com isso me deu liberdade de beijar o pescoço dele e mordê-lo de leve. Eu já sentia o coração dele batendo acelerado e sai de cima dele ficando de quatro olhando-o. –Está esperando o quê para me pegar? Perguntei de forma calma e movi o meu corpo. Sem reação ele agia no impulso. Ele conectou o nosso sexo e rebolou em mim passando o dedo no meu ponto máximo de prazer, ele deslizava em mim com facilidade. –Não deve estar tão ruim. Se você se olhasse no espelho nesse momento veria em seu olhar o quanto está gostando. hummm!!!! Fiz ao sentir as ondas vindo de forma violenta em meu corpo e explodi na mesma hora gemendo alto o pegando de surpresa. Movi o meu corpo contra o dele com mais vontade, gozar era mesmo delicioso e esse orgasmo foi sensacional apesar de ter sido com ele. Eu sentia as contrações selvagens como dizia ele do meu sexo e me afastei dele. Levantei-me vendo os seus olhos incrédulos com a minha atitude, peguei a chave da porta do quarto e a minha camisola. –Boa noite ou bom dia como queira. Falei não o olhando girando a chave na porta a fim de voltar para o outro quarto. Eu o deixaria a ver navios.

—Entra aqui, enche a droga do meu saco e vai me deixar na mão? Não mesmo! Disse ele se levantando e não deu tempo de eu abrir a porta, ele me pegou e me deitou na cama a força. Ficando sobre mim, ele invadiu o meu corpo me levando ao delírio em poucos minutos, acabei gozando junto com ele novamente. Ficamos ofegantes e desviei o meu olhar do dele, ele fez o mesmo.

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10min depois.

Eu sentia o meu corpo moído e aos poucos o sono me pegou, mas fui despertada por ele que me obrigou a fazer sexo oral nele e perdi as contas de quantas vezes ele gozou em minha boca, em meus seios e até lá ele quis me sujar, eu o detestei por isso e acabamos brigando pra valer após o sexo. Sua mania de me dominar me cansava.

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Eu estava um caco quando ele se encaixou comigo estando de lado e fizemos sexo dessa forma. Ele invadia o meu corpo movendo os dedos em meu seio esquerdo e acabei gozando gemendo de forma louca com ele rebolando ao dar impulso contra o meu corpo. Edward gozou segundos depois e se afastou de mim deitando ao meu lado. Fiquei deitada da mesma forma e deixei as lágrimas rolarem pra valer.

—Não adianta chorar no meu ouvido! Disse ele de forma arrogante e dura.

—Dane-se você pra lá!

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5min depois.

Ele devia estar cansado da mesma forma que eu e ficou calado comigo o ignorando. Eu estava acabada fisicamente e minha moral estava lá em baixo depois de tudo que aconteceu ainda pouco. Sei que abusei estando recente ainda da complicação que tive, mas na hora eu me esqueci disso.

Eu tinha me arrependido e muito de provocá-lo e acabei dormindo ali ao seu lado com lágrimas nos olhos

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Terça feira, 22 de Janeiro.

7:30min da manhã.

Acordei com o relógio despertando e ele se moveu ao meu lado, eu estava nua e ele também, percebi ao levantar a coberta. Levantei da cama e peguei a minha camisola no chão, saí do quarto sem dar uma palavra, pois aquilo estava bem errado no meu conceito e não voltaria a acontecer mais. Eu não iria provocá-lo mais para me sentir imunda depois.

Vesti a camisola no corredor e entrei no quarto. Deitei-me e deixei as minhas lágrimas rolarem, não era justo com os meus pais eu deixar aquele sujeito encostar a mão em mim ou eu ir provocá-lo desta maneira. Sendo que quem foi lá no quarto dele fui eu e me levantei para ir tomar banho sem pensar duas vezes.

No Box eu me lavei bastante com sabão, só me dei por satisfeita quase meia hora depois me esfregando e através das lágrimas pelo o meu choro ser incontrolável. Lavei os meus cabelos com o meu xampu preferido, depois me enxaguei por completo e ao virar eu vejo Edward me filmando.

—Olha a marca que você deixou no meu rosto ao estapear-me por diversas vezes! Meus lábios estão inchados e o meu pescoço todo marcado por sua culpa! Disse ele da porta com a sua maneira tosca de ser.

—É tarde demais! Falei de forma estúpida por estar zangada comigo mesma e com ele principalmente. –Dê um maldito jeito, se vira e suma daqui!

—Eu sempre me viro! Disse ele saindo da porta do banheiro e provavelmente do quarto.

—Que se dane! Falei para mim mesma sentindo muita vontade de estapeá-lo. -Bem feito e ainda foi pouco!

Fechei a torneira e saí para me secar, escovei os meus dentes e vesti outra camisola após pegá-la no meio das minhas coisas no closet. Deitei-me na cama e por me sentir mais relaxada após o banho eu acabei dormindo novamente.

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11:30min da manhã.

—Hei dorminhoca! Falou Mary para me acordar.

—Oi. Falei abrindo os meus olhos devagar.

—Trouxe o seu café dorminhoca!

—Que bom que me acordou, já passei tempo demais deitada nessa cama e quero te ajudar.

—Não precisa se preocupar.

—Mas eu faço questão e não aceito um não.

—Ta bom dona encrenqueira. Disse ela sorrindo.

—Edward a forçou ontem com perguntas Mary?

—Nem tanto. Somente a respeito da sua ida ao médico e perguntou se você já havia melhorado. Eu respondi que sim, mas ele a chamou de raposa.

—É esse o meu segundo nome agora. Eu disse me sentando na cama e sentindo o resultado em meu corpo da minha madrugada com Edward.

—Ele ficou louco quando chegou do trabalho e soube que você e a mãe dele haviam saído juntas. Ele estava impaciente com as horas passando e nada de chegarem, ele não confia em você e pensa que pode aprontar alguma daqui pra li.

—Sei disso. Edward é um cego mesmo!

—Ele já teve provas de que você é uma boa pessoa. Ele dorme contigo, você apontou uma arma para ele e não teve coragem de atirar, entre outras. A verdade é que ele prefere tratá-la mal por ser uma Swan, mas seja esperta e deixe-o falar o que quiser como eu já te aconselhei por diversas vezes.

—Às vezes eu não consigo! É ofensa demais para eu ouvir e ficar calada.

—Ninguém tem sangue de barata, eu a entendo. Está com o pescoço vermelho. Disse ela me reparando e coloquei a mão em cima.

—Deve ser alergia ao perfume que eu trouxe, esqueci que eu não devia usá-lo.

—Alergia ou ele a maltratou?

—É alergia mesmo.

—No seu pulso também? Perguntou ela olhando o vermelho meio arroxeado em meu pulso.

—Isso é bobagem.

—Não é bobagem ele a agredir grávida!

—Isso aconteceu porque eu o provoquei, somente isso.

—Eu sou contra as agressões. Piora ainda mais no seu estado.

—Não se preocupe, eu sei me virar bem. Faz tempo que estou sob o domínio dele e ainda não morri.

—Que sorte não acha?

—Sorte ou azar, nem sei mais. Ele já foi trabalhar?

—Foi sim. Está bastante calor e ele saiu com uma blusa de mangas comprida, patrãozinho deve está louco.

—Imagino que sim. Falei sorrindo por me lembrar de tê-lo marcado pra valer de corpo a fora.

—Vou sair para você comer, depois eu pego a bandeja.

—Não precisa. Eu mesma a levo.

—Você já é uma patroa.

—Deixe de bobagens! Agora eu irei comer.

—Tudo bem Sra Cullen.

—Tudo menos isso! Não quero que me chame assim. Falei séria e chateada. –Bem ou mal esse sobrenome me levou a ruína total.

—Nossa! Não precisa se zangar à toa é apenas um sobrenome.

—E o meu é Swan.

—Tudo bem, quem sou eu para contrariá-la!

Balancei a minha cabeça que não e ela saiu do quarto. Comi pensativa e olhei para os meus pulsos me lembrando de tudo que aconteceu essa madrugada. Fechei os meus olhos e era o mesmo que está vivenciando tudo novamente, tornei a abri-los abominando cada sensação que eu senti em meu corpo. Não era bom sentir prazer com uma pessoa se ambas se odiavam e deixei as lágrimas rolarem durante o meu café quase todo. Eu me sentia uma bobona e inútil, uma traidora, mas na maioria das vezes era ele quem me obrigava. Eu estava aos pedaços...

Levantei da cama e fui trocar de roupa, eu iria ajudar Mary no que fosse preciso. Coloquei uma camiseta e um shortinho, mas não dava para fechá-lo por causa da minha barriga. A maioria das minhas roupas de andar em casa não estava cabendo e estavam muito apertadas. Até as que Alice comprou com o dinheiro de Esme, algumas nem estavam cabendo. Minhas blusas a maioria subiam e não cobria a minha barriga, eu teria que providenciar logo outras. Ela cresceria ainda mais, eu acho.

Eu não queria pedir dinheiro mesmo Esme se sentindo em dívida comigo, eu não queria abusar dela. Eu falaria com Edward mais tarde.

O jeito foi colocar um vestidinho e fui pegar a bandeja, calcei o meu chinelo e saí do quarto. Antes de descer, eu resolvi passar no quarto de Esme pra vê-la. Bati na porta e ela consentiu que eu entrasse.

—Bom dia Esme.

—Bom dia. Falou ela sentada na cama.

—Vamos descer um pouco?

—Por mim tudo bem.

—Vai fazer bem, está calor.

—O ar está desligado e Mary abriu a porta da varanda ainda pouco a meu pedido. Estou sentindo o quanto está calor hoje.

—É sim. Irei ajudar Mary e ver o que tem de fazer, ela está sobrecarregada.

—Alice está me ajudando a contratar uma pessoa para a limpeza, mas Edward é quem decide. Ele gosta de saber a respeito da pessoa e se é de boa índole, meu filho é bem desconfiado. Você está sentindo na pele isso.

—É verdade, mas ele me julga de forma incorreta.

—Ai filha, eu nem sei mais o que fazer com o meu filho, sou sincera a você.

—Estou percebendo. Edward é dominador e o não, não faz parte do dicionário dele comigo. Tem que ser da forma que ele quer e quando ele quer.

—Sinto muito filha, nem para você existe mais palavras que eu possa dizer para amenizar a sua dor.

—Sei o tamanho da sua, parece que estamos quites não é mesmo?

—É sim.

—Esme vamos descer um pouco?

—Vamos! Disse ela empolgada. –Quando for de tardinha, vamos dar um pequeno passeio na praia?

—Eu irei adorar!

Saímos juntas do quarto e eu fui levando a bandeja com cuidado. Pedi a Esme que segurasse na lateral do meu vestido e quando chegamos na escada eu pedi que o segurança a descesse para mim. Paciente com ela, ele a desceu devagar segurando em seu braço.

Fomos para a cozinha e Esme se sentou à mesa. Lavei a louça com Mary me reprovando, mas nem liguei e lavei mesmo assim. Ficamos nós três conversando bem empolgadas na medida do possível na cozinha enquanto eu ajudava Mary no preparo do almoço. Minha boca aguava demais no preparo da comida e belisquei bastante não resistindo. Piorou ainda mais ao lembrar do hambúrguer de Duque, vinha de tudo nele e cheguei a engolir uma boa quantidade de saliva.

—Estou desejosa. Falei após apagar o fogo do arroz.

—Está com desejos? Perguntou Mary sorrindo e isso chamou a atenção de Esme.

—Sim. Lá no posto sete da praia de Solares há um trailer e lá o Duque que é um conhecido da turma que eu andava, digo os meus amigos, nós vivíamos indo lá para beliscar as delícias que ele preparava. Hambúrgueres, uma batata frita sequinha. Hum!!! Fora o peixe frito no capricho e beliscávamos tudo com cerveja, às vezes com refrigerante. Sinto saudades deles. Falei deixando uma lágrima rolar.

—Faço ideia! Disse Mary.

—Não era só isso que vendia, há outros tipos de petiscos. Falei me recompondo. –É bem variado e tudo de qualidade.

—Podemos ir lá. Falou Esme.

—Edward é enjoado, não quero provocar briga entre vocês.

—Imagina!

Terminamos de preparar o almoço e contra a vontade das outras duas eu coloquei roupa na máquina, não custava nada ajuda e eu gostava muito da Mary. Estendi as peças no varal usando um boné meu, pois o calor do sol estava intenso. Elas secariam logo. Eu sei que eu não podia abusar, mas o meu problema foi devido a minha correria ao fugir daqui e não do meu trabalho na casa, afinal trabalhar não matava as mulheres grávidas.

Eu queria me mostrar útil para Esme, eu não queria que caso alguma vez houvesse dúvidas a meu respeito, ela se lembraria que eu tinha força de vontade.

Passei uma vassoura de leve e um pano molhado no chão da casa. Dei uma revisada nos banheiros principais e até o do Edward eu dei uma geral. Esme ficou chateada por eu estar me esforçando, mas não liguei. Confesso que minhas mãos ficaram vermelhas por causa dos produtos de limpeza e parei para almoçar já faminta.

Mary foi servir os seguranças como ela sempre fazia e eu coloquei a minha comida mais a de Esme. Nos sentamos a mesa na sala e comemos conversando a respeito de Solares, ela queria que queria me levar para comer o bendito hambúrguer e notei que ela queria me agradar não se importando com as queixas do filho. Eu concordei para não a chatear e iríamos amanhã cedo após o filho sair para trabalhar. Eu pensaria até lá se eu iria ou não.

Após comermos eu fui até a cozinha levar os pratos, os talheres e os copos. Limpei a mesa como eu aprendi com a bruxa da Rosa e passei pano em alguns lugares da casa para tirar o efeito da maresia. Ficou tudo limpinho no andar de baixo, eu não limparia a parte de cima para não fazer esforço demais e abusar da sorte.

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15:39min da tarde.

Coloquei bom ar em tudo e subi para o andar dos quartos, eu iria no de Esme. Bati na porta e aguardei a sua resposta, ela consentiu que eu entrasse.

—Vamos dar a nossa voltinha na praia agora?

—Vamos. Falou ela sorrindo. -Eu já até coloquei o meu biquíni com a ajuda de Mary, só estava te esperando.

—Vou colocar o meu então rapidinho.

—Vou te aguardar.

—Ok. Já volto.

Fui no quarto que eu ocupava e tomei uma ducha rapidinho, eu sei que é bobagem, mas eu me suei limpando as coisas e não queria colocar o biquíni limpo em cima do suor. Sequei-me e penteei o meu cabelo me olhando no espelho, realmente o meu pescoço estava marcado e nem liguei. Acho que eu já estava me acostumando, mas nunca que achando aquilo certo.

Coloquei o meu biquíni, à parte de cima ficou um pouco pequena porque os meus seios estavam cheios demais de leite e envolvi o meu corpo com a canga rosa, o meu biquíni era da mesma cor.

Eu já estava pronta e calcei o meu chinelo, saí do quarto e fui para o de Esme chamá-la para irmos passear logo. Descemos a escada e falei com Mary que iríamos dar uma voltinha na praia, ela sorriu e desejou bom passeio para nós. Saímos na porta da cozinha e dizendo Esme, teríamos que sair pelo portão da frente que daria em frente ao mar. Eu sabia a direção que era e os seguranças ficaram nos olhando sem entender o que faríamos. Quando eu avistei o portão mais à frente, paramos próximo dele e um segurança veio falar comigo.

—Não tem permissão para sair. Disse ele olhando para mim.

—Tem sim e agora abre o portão, por favor, não precisamos de vigias atrás de nós. Falou Esme de forma educada, mas foi um pouco dura.

—O patrão.....

—Eu sou a mãe dele e ele deve me obedecer! Sou dona ainda dessa casa e essa jovem está esperando um neto meu. Considere-a como um membro da família e que deve ser respeita assim como eu.

—Tudo bem senhora. Disse ele abrindo a porta para nós e saímos.

Cheguei a sorrir ao olhar para o mar e Esme segurou em meu braço sorrindo, o ventinho era divinos por já ser bem de tardinha e a onda batia de forma suave.

—Aqui é um paraíso particular Esme. Falei ao caminharmos pela areia fofa e vendo o chacoalhar dos coqueiros, era paradisíaco o lugar.

—Aqui é lindo. Eu amo esse lugar calmo e tranquilo. Sorri e segurei na mão dela, olhei para trás vendo a casa e dois seguranças no portão nos olhando. Ignorei e continuamos a caminhar.

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5min depois.

—Podemos ficar por aqui e entrar um pouco na água. Sugeri parando de andar e tirei a minha canga do corpo.

—Tenho medo de entrar na água. Disse Esme apreensiva.

—Jamais irei deixar que algo aconteça com você, confie em mim.

—Tudo bem. Disse ela soltando a canga de cor laranja do corpo e seu biquíni era marrom com detalhes em laranja. Muito bonito até.

Forrei a nossa canga na areia e caminhamos até a água, era bem rasinho ali e as ondas eram pouquíssimas, elas se chocavam em nossos pés de forma suave. Fomos andando e ficamos com a água até na cintura.

—Quando eu contar até três iremos abaixar. Tudo bem? Sugeri.

—Mergulhar é isso?

—Sim, mas não sairemos do lugar. Aqui é calminho e não há ondas bravas para nos derrubar. Podemos até nos divertir nesse paraíso imenso.

—Ta bom.

—1,2,3 e já. Mergulhamos e a água não estava tão fria assim, voltamos a emergir juntas.

—Ai que delícia filha! Faz tanto tempo que não tomo banho de mar, está uma delícia! Disse ela sorrindo e passando a mão livre no cabelo a fim de tirá-los do rosto.

—Está divina, podemos fazer isso de novo e de novo. Adoro o mar, ele me renova.

—Eu amo o mar!

Ficamos curtindo a água juntas por muito tempo, sentamos na canga e ela ficou lembrando de suas aventuras na infância. Ela evitou falar do marido e nem eu toquei no assunto, dizendo ela, ele ligava sempre para saber como ela estava. Nem precisava responder, essa era fácil de adivinhar. Dizendo ela, a neta estava lhe enchendo de alegrias e ela passou a mão na minha barriga molhada sorrindo. Realmente ela estava bem contente e eu jamais teria coragem de lhe tirar isso, eu pensava com os meus botões pra lá de pensativa enquanto ela me acariciava.

Esme prometeu me levar ao shopping com Alice para darmos início na compra de roupinhas e sorri com isso, eu amava ir ao shopping e passear por lá.

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17:15min da tarde.

Decidimos voltar e fomos caminhando devagar, a casa não estava tão longe. O segurança abriu o portão para nós e caminhamos pelo quintal com Esme bem sorridente. Eu também sorria e entramos na casa pela porta da cozinha. Mary Lia uma revista e sorriu ao nos ver.

—Se divertiram muito? Perguntou ela.

—Muito! Falamos juntas e sorrimos.

—Estão com fome? O lanche está pronto e eu preparei um bolo de coco no capricho. Está daqui ô. Falou ela colocando a mão na orelha.

—Estamos bastante. Falei passando a mão na minha barriga com a minha boca enchendo de água.

—Eu também. Falou Esme.

—Vou pôr o café de vocês.

—Tudo bem.

Bebemos café com leite, aproveitamos bem o bolo com lascas de coco e ficamos conversando sentada a mesa da sala.

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18:10min da noite.

Mary havia subido com Esme pra auxiliá-la no banho, na verdade era só na escolha da roupa, Esme já sabia diferenciar o xampu do condicionador e sabia a direção que ficava o sabonete. Enquanto isso eu fiquei preparando a janta e inventei de preparar uma macarronada. Essa eu sabia fazer muito bem e ali havia vários temperos os quais eu precisaria para dar um tchã no prato. Eu tive que preparar bastante comida, pois os empregados também comiam.

Eu deixaria para tomar banho depois que eu acabasse de fazer tudo.

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19h da noite.

O macarrão já estava pronto e o molho à bolonhesa também. Arrumei tudo em quatro pirex grandes e fundos e reguei com queijo, só gratinaria um pouco no forno para derreter o queijo parmesão ralado na hora. Estava com uma cara muito boa e a cozinha pra lá de cheirosa.

Mary desceu e avisei que eu iria até o quintal pegar as roupas na corda, eu iria passá-las.

—Bella, você já fez a comida, eu passo as roupas. Disse ela chamando a minha atenção.

—Nada disso! Agora relaxe que eu irei pegá-las. –Passei muito tempo naquele quarto e sinto-me livre.

—Agora está extravasando né?

—Estou feliz em poder ajudá-la.

Sorri para ela e saí da cozinha no momento que o portão da garagem se abria aos pouquinhos. Ignorei esse detalhe e comecei a pegar as roupas na corda, era Edward quem chegava e ele parou com o carro no meio do caminho e abriu o vidro do carona para me olhar. Eu estava com a canga presa na cintura, mas pela barriga estar bem grandinha ela ficou de fora. À parte de cima do meu corpo estava só com o biquíni e os meus seios pareciam que iriam pular para fora.

Edward me avaliou bem e tornou a fechar o vidro do carro, ele acelerou e entrou na garagem. Tratei de pegar as roupas um pouquinho mais rápido e entrei, tratei de ir para a área logo e abri a tábua de passar roupa. Liguei o ferro e comecei a passar a roupa na temperatura ideal.

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2min depois.

Edward entrou na área e me viu passando roupa. O ignorei a princípio e continuei como se ele não estivesse ali, mas ele interrompeu o silêncio com a sua forma nada educada de ser.

—Então agora é moda andar seminua pela casa e pelo quintal?

—Seminua eu?

—Quem mais está dessa forma aqui? Eu é que não sou! Deixei pra lá e continuei passando roupa. –Não adianta se fazer de boba! Está me ouvindo? Perguntou ele segurando em meu braço e reparou a minha mão vermelha pela reação dos produtos químicos.

—Edward eu ando do jeito que eu quero! Quer que eu faça o quê?

—Ande vestida! Não que seja da minha importância, mas eu quero respeito aqui na casa da minha mãe!

—Pense então quando decidir trazer as suas vadias aqui! Estou apenas de biquíni e me poupe das suas palhaçadas!

—Não fale o que não sabe! Afinal você está aqui também. Disse ele me diminuindo, eu não era vadia.

—Fazer o quê né? Perguntei com raiva e bolando um plano para me vingar dessa ofensa dele.

—Vou subir, que bom que reconheceu onde é o seu lugar!

—Você não me deixa esquecer! Falei chateada e ele saiu da área.

Quando fiquei só é que deixei as lágrimas rolarem, elas desceram pra valer e nunca me senti tão sensível como eu estava naquele momento. Continuei passando as roupas e me sentindo inferiorizada por causa dele, eu queimei de propósito duas blusas preta de marca dele e na frente. Da forma que ficou seria impossível de usá-la e resolvei fazer o mesmo nas outras peças de roupa dele, eu ia fazendo isso e deixando as lágrimas rolarem.

Mary entrou na área e veio até a mim.

—O que há bella?

—Nada. É saudade que estou sentindo.

—O patrãozinho veio aqui e sei que chora por causa dele.

—Não é nada demais. O macarrão já está pronto?

—Está sim. Disse ela olhando as roupas com curiosidade e percebeu algumas peças queimadas, tostadas na verdade.

—Isabella! O que foi que você fez? Perguntou ela com a mão na boca e me olhando assustada.

—O que há de errado? Perguntei sorrindo cínica.

—Você queimou as roupas do seu noivo!

—Ah! É isso? Perguntei despreocupada e sequei as lágrimas do meu rosto.

—Claro que sim! Ele vai pen....

—Não vai não, faço questão de dizer que fui eu!

Mary saiu bestificada da área e eu continuei passando roupa. Sei que dei um prejuízo nele, até as bermudas e calça cumpridas ficaram marcadas de ferro, estava feio demais.

Após terminar de passar tudo eu guardei a tábua, o ferro e peguei os cabides. Subi para deixar as roupas de Esme no closet dela enquanto ela estava na sala ouvindo televisão. Abri a porta do quarto dele e ele já estava de banho tomado assistindo televisão deitado na cama. Ele estava de bermuda e sem blusa, reparei no braço dele algumas marcas provocadas pelas as minhas unhas e sorri cínica. Ao lembrar dos xingamentos dele eu parei de sorrir.

—Passei as suas roupas, vou colocá-las em seu closet. Falei sorrindo novamente e não esperei ele responder, fui para o closet e guardei as roupas dele. Tornei a sair e o encontrei sentado na cama. –Se quiser conferir se estão bem passadas, fique à vontade. Falei saindo do quarto e segurando alguns cabides contendo roupas minhas.

Fui para o quarto o qual eu ocupava e arrumei as minhas roupas, quando eu estava saindo do closet Edward entrou segurando algumas das peças de roupas dele bem irritado e indignado.

—Você queimou as minhas roupas de propósito sua bruxa?

—Está queimada? Perguntei me aproximando dele e toquei na peça de forma cínica. –Não foi por querer.

—Mentirosa e astuta! Vou destruir as suas roupas também!

—Faça e eu conto para a sua mãe! Eu ainda achei pouco e queimaria o seu guarda roupa todo! Todo me ouviu? Gritei com ele.

—Quanta liberdade! Mas a culpada disso é a minha mãe que dá corda para você!

—Claro! Eu só sirvo para você estando deitada e aberta na cama! Mas saiba que sempre que aprontar comigo você irá me pagar! Que fique bem claro!

—É até para sexo você está ruim!

—Não faço questão de ser boa, mas sei que você gosta por me deixar fazer o que eu quiser com você! Eu o faço de palhaço.

—Abaixe a crista, você é sem sal demais para mim.

—Então já que eu sou sem sal, se mantenha distante de mim! Saia com as suas vagabundas e peça a elas que o sacie bem daqui para a frente, só assim você não precisaria vir até eu suprir essa pequena necessidade!

—Está bem convencida!

—Sei que sou boa, mas quando o homem vale a pena somente!

—Não quero valer a pena para você ou já se esqueceu de quem é filha?

—Não me esqueci e nunca que isso irá acontecer!

—Que bom que sabe! Não gosto que bata boca comigo!

—Você é um covarde, não respeita o meu estado! Eu te odeio! Eu te odeio Edward cullen! Falei avançando nele e o estapeei como pude, prendendo as minhas mãos com força ele me afastou.

—Me chame do que quiser, já disse que eu não ligo! Disse ele me afastando dele.

—Você é tão ruim que chego a ter pena! Não imagina o quanto eu estou odiando que o bebê tenha um pai dessa forma. Se não fosse pela a sua mãe e pela a sua prima eu já estaria longe daqui! Não sinto a menor vontade de me interessar por um carrasco, porque você é um carrasco Edward Cullen! Eu tenho nojo de você quando me toca e me suja com o seu ácido!

—Você também não presta, vem de crias ruim!

—Diga o que tem em mente! Agora saia do quarto!

—Quem tem esse direito sou eu! Falou ele indo se deitar na cama e eu resolvi ir para o banheiro, eu sentia a intensidade que as lágrimas queriam vir e preferi me esconder no banho.

Tranquei a porta e me despi chorando pra valer, eu não estava me importando dele ouvir e liguei o chuveiro. Sem forças para me mover pelo o meu corpo estar fraco de tanto que fui apunhalada com as ofensas, eu me sentei no chão do Box e deixei a água cair sobre mim. Meu choro era sofrido e cruzei os meus braços tendo os meus joelhos para ampará-los, nisso abaixei a minha cabeça sentindo a tristeza me devastar.

Agora que eu tinha a liberdade de sair, Edward não iria me segurar em casa. Eu faria tudo que eu fazia antes, eu não merecia ser infeliz, não mesmo. Ele não iria me por para baixo como fez hoje e outras vezes, eu iria ser feliz a minha maneira.

Ele iria se arrepender!

Levantei devagar e comecei a tomar o meu banho, lavei o meu biquíni e por último eu enxaguei o meu cabelo que estavam com o condicionador. Sequei-me e coloquei o roupão, ao sair no quarto eu o encontrei vazio e dei graças a Deus.

Coloquei um vestido, era o que estava cabendo em mim no momento e ficou um pouco curto por causa da barriga. Deixei o meu cabelo solto mesmo e sai do quarto.

Fui até o de Esme buscá-la e descemos pra jantar, Edward não havia descido ainda e ficamos sentadas no sofá o aguardando. Por mim ele que se danasse pra lá, mas eu não estava em minha casa e Esme preferiu esperar o filho.

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13min depois.

Edward desceu e veio falar com a mãe dele, preferi não olhar para ele e prestei atenção na televisão, mas a presença dele estava me incomodando e me levantei.

—Esme querida, eu estou indo até a cozinha ver como está tudo lá.

—Tudo bem querida.

Afastei-me deles abaixando o meu vestido e fui para a cozinha, Mary estava colocando o macarrão para esquentar mais um pouquinho.

—Eles já desceram.

—Andou chorando? Está com as vistas vermelhas bella.

—Um pouco, mas não quero falar a respeito disso.

—Entendo. Mal sabe o quanto esses aborrecimentos fazem mal ao bebê.

—Não posso evitá-los. O seu patrão me bombardeia por se sentir bem através da minha dor. O que eu posso fazer Mary? Perguntei secando uma lágrima. –Minha vida não é perfeita e acho que nunca será.

—Sei que considera a patroa, por isso ainda não caiu fora e se o fizesse eu lhe daria razão.

—Tem razão, eu fugiria hoje mesmo se fosse possível, mas eu não consigo dar esse desgosto a Esme. Eu não consigo!

—O patrãozinho é muito bonito e sem me meter já me metendo, você nunca pensou que no meio dessa intimidade de vocês pudesse surgir algo no coração de vocês?

—Só se for revolta, raiva, ódio.

—Estão para ser pais, como acha que vai ser?

—Manterei a criança o mais longe possível, não quero que ele seja covarde com ela também!

—É Isabella, já vou servir o jantar. Disse Mary disfarçando e percebi sem mesmo olhar para trás para conferir que era Edward que havia acabado de chegar ali.

—Vou te ajudar então.

Peguei as coisas e passei por ele não o encarando, arrumamos tudo na sala e me sentei junto deles. Mary nos serviu e começamos a comer. Estava deliciosa a macarronada e preferi comer calada, os outros estavam concentrados em seus pratos e comiam dando a entender que estava muito bom.

—Está mesmo deliciosa bella. Falou Esme sorrindo.

—Gostou?

—Está perfeita! Você cozinha muito bem. Após ela falar Edward parou de comer na hora e olhou pra Mary.

—Não foi você que fez? Perguntou ele a ela.

—Foi a sua noiva. Disse Mary olhando para mim.

—Ela deve ter colocado veneno aqui!

—Já vai começar Edward?

—Mais mãe é verdade!

—Deixe-o falar o que quiser Esme, eu não me importo. Que bom que gostou. Falei sorrindo.

—Está deliciosa mesmo. Mary querida, eu vou querer mais um pouquinho.

—Tudo bem senhora. Disse ela colocando mais no prato da patroa e o queijo estava tão derretido que chegava a esticar, acabei comendo mais um pouquinho também.

Senti-me satisfeita e bebi o suco, eu me sentia bem cansada. Pedi licença ao me levantar da mesa e fui levar o meu prato para a cozinha. Lavei o que eu sujei e fui para a sala dar boa noite a Esme, eu iria subir.

Sem falar com Edward eu saí da sala novamente e subi a escada, fui para o quarto e deixei a chave atravessada na porta, ele não iria me importunar mais.

Escovei os meus dentes e coloquei a minha camisola, nem assistir televisão eu quis e deixei o quarto na escuridão ao me deitar.

Exausta, eu acabei dormindo rápido e com lágrimas nos olhos.

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Quarta feira, 23 de Janeiro.

9h da manhã.

Acordei me sentindo um pouco cansada e permaneci deitada pensando a respeito da minha vida. Eu não quis pensar muito e segundos depois eu me levantei para escovar os meus dentes. Após fazer a minha higiene eu fui para o closet trocar de roupa e escutei alguém bater na porta do quarto, saí do closet e fui atender.

—Filha sou eu.

—Vou abrir.

—Ok. Abri a porta e ela estava ali sozinha parada segurando na parede.

—Bom dia. Falei segurando em seu braço e entramos, nos sentamos na cama e olhei para ela.

—Bom dia para você também. Disse ela sorrindo. –Acordou faz muito tempo?

—Ainda pouco.

—Vamos a Solares?

—Hoje?

—Agora. O que acha?

—Acho melhor não Esme. A viagem é longa e cansativa para você, aliás, eu não quero que você tenha problemas com o seu filho depois.

—Isso é bobagem. Você não quer matar o seu desejo?

—Isso já passou. Não se preocupe. Quero pedir algo a você.

—O que é?

—Quero poder sair da residência e levar uma vida normal. Sentirei sufocada se eu permanecer só aqui dentro e eu sempre gostei de sair.

—É jovem ainda e eu a entendo. Já disse que poderá sair, mas que terá a companhia de um segurança dirigindo para você.

—Não tem outro jeito, mas eu prefiro que seja o Sebastian a dirigir para mim. O acho mais simpático comigo.

—O que nos levou a Solares?

—Sim.

—Por mim tudo bem. Disse ela sorrindo levemente, mas eu a sentia um pouco tensa. Seu medo de eu fugir era imenso e sorri ao segurar na mão dela.

—Sabe que pode confiar em mim querida. Falei a abraçando. –Não irei fugir daqui.

—Pode ser que decida de última hora.

—Pra onde eu iria?

—Você é esperta e desenrolada, mas eu não irei prendê-la de nada. Com certeza não. Disse ela acariciando a minha mão também. –Desculpe se a minha solidão me torna um pouco egoísta. Estou tentando me acostuma com as perdas, faz parte da vida.

—Sei disso. Agora pare de falar essas coisas. Falei a abraçando novamente e fui retribuída. –Esqueceu que a maioria das minhas roupas está aqui?

—Juro que eu não irei mais tocar nesse assunto.

—Não será preciso.

—Direi ao Sebastian que a leve para onde você pedir.

—Obrigado. Quero sair hoje e resolver alguns assuntos.

—Vá, está na sua casa e você sabe disso.

—Tudo bem Esme. Não se preocupe.

—Não estou mais, eu confio muito em você. Por isso o meu filho fica bronqueado comigo e eu não ligo. Sorrimos.

—Edward é mesmo tosco. Falei pensativa. –Preciso me arrumar, voltarei bem mais tarde.

—Te darei dinheiro.

—Não precisa Esme. Quem tem que me dar é o seu filho e eu sei como dar o meu jeito.

—Faço questão que leve dinheiro.

—Não quero e, por favor, não insista nisso.

—Ok. Falou ela se levantando da cama.

—Aonde vai?

—Para o meu quarto para deixá-la se arrumar.

—Quer que eu a leve?

—Não precisa, estou pegando o jeito.

—Tem certeza?

—Absoluta.

—Ok, mas a levarei até a porta então.

—Pode ser.

A acompanhei até a porta e de lá eu fui seguindo os passos dela até chegar em seu quarto. Ela foi se escorando pela parede e ao parar na porta do quarto dela, ela foi devagar na direção da cama e se sentou. Sorri pelo progresso e Mary ou Alice estava lhe ensinado.

Voltei para o quarto e tomei um banho, vesti um vestidinho laranja um pouco curto por causa da minha barriga e calcei uma sandália. Fiz uma maquiagem simples e vi que estava bom.

Peguei uma bolsa no closet e coloquei bugigangas de mulheres dentro dela, até a chave do meu apartamento de Solares eu coloquei e o papel do hospital particular que dizia que o bebê era uma menina. Edward poderia mexer ali na minha ausência por ter a outra chave do quarto em seu domínio. Peguei alguma das joias que Jacob me deu e eu tinha uma solução para elas já.

Eu já estava pronta e saí do quarto o trancando, passei no de Esme e a saudei antes de ir. Desci a escada, passei pelo corredor e entrei na cozinha.

—Bom dia Mary.

—Bom dia, eu já estava preparando o seu café da manhã. Está linda arrumadinha dessa forma.

—Obrigado, irei sair daqui a pouco.

—Sair, sair sozinha sem a patroa?

—Sim. Eu moro nessa casa e sou livre para ir e vir agora.

—Vai fugir?

—Não irei fugir Mary.

—Ah! Sim e desculpe por bancar a intrometida.

—Que nada, mas dê atenção para Esme e não a deixe sozinha de tudo.

—Nunca faço isso, pode ir tranquila.

—Tudo bem e obrigado.

Saí da cozinha indo para o quintal e Sebastian estava parado perto do portão.

—Sebastian. O chamei e ele veio até a mim.

—Pois não senhorita. Falou ele de forma educada.

—Preciso ir a Solares.

—O patrão deu a ordem de não a levar para canto nenhum.

—Mas eu sendo a noiva dele e tendo o total consentimento da patroa da casa, eu posso ir aonde eu quiser e quando quiser, basta você está comigo.

—Eu?

—Sim, você. Você será o meu segurança e motorista daqui para a frente.

—Por mim tudo bem.

—Aonde quer que eu vá, eu quero que fique entre nós, Edward é chato e você viu o que ele faz comigo.

—Desculpe, mas eu sou pago para ver e ficar calado.

—Sei disso, então faça o mesmo comigo.

Os outros seguranças se aproximaram.

—Não pode sair! Disseram eles me olhando.

—Ela pode sim, é livre para ir onde quiser.

—Não foi isso que o patrão nos ordenou ontem.

—Mas a patroa de vocês sim e breve eu serei a de vocês também! Falei olhando séria para os outros três.

—Vou passar um rádio para o patrão. Disse o homem mexendo no aparelho.

—Faça isso e eu subirei agora mesmo pedindo a Esme que os demita!

—É o patrão mais novo quem ordenou e não o desobedecemos. Somos pagos por ele.

—Mas ele tem uma mãe!

—Desculpe, mas ordem são ordens!

—Vamos Sebastian, não dê ouvido para eles.

—Tudo bem. Falou ele indo para a garagem e eu fui atrás.

Entrei na mesma e ele abriu a porta do carro que fomos pra Solares ontem, o outro de Carlisle. Ele tinha dois carros e o outro não estava ali e sim com ele. Sebastian abriu a porta do carro para eu entrar e o outro segurança que decidiu ligar pra Edward entrou segurando o aparelho.

—Ele deseja falar com você. Disse ele esticando a mão com o aparelho para mim.

—Diga a ele que eu tenho mais o que fazer! Falei puxando a porta e o homem tratou logo de se afastar, mas antes de fechá-la de tudo. –Não quero babás atrás de mim! Bati a porta do carro e o homem ficou falando no rádio do lado de fora.

Sebastian entrou no carro e saímos da residência.

—Não está preocupada que o patrão se zangue quando você voltar?

—Já me acostumei com os ataques dele.

—É o que estou percebendo. Iremos para o seu apartamento?

—Agora não, vou andar pelo centro de Solares e desejo vender umas joias para obter dinheiro. Não se preocupe que eu não roubei nada, elas são minhas. Meu ex-namorado é rico e vivia me dando presente caro, preciso de dinheiro.

—Entendo.

—Posso ser filha de quem eu sou, mas não cometo os mesmos atos deles.

—Não estou condenando-a, juro que não estou.

—Se for verdade, que bom!

—Conheço Solares e se quiser eu posso te levar onde vendê-las.

—Por favor, eu deixo em suas mãos então.

—Tudo bem. Ele dirigia muito bem e logo o rádio dele apitou, ao pegar o aparelho sem parar de prestar a atenção no transito pelo volume de carros ser bastante. –É o patrão, pai do bebê.

—Ignore-o.

—Não posso, poderei perder o meu emprego.

—Então me dê o rádio, eu mesmo falarei com ele.

—Então tome. Disse ele me entregando o aparelho.

Impaciente Edward falou do outro lado.

—Garotinho, responda. Disse Edward até educado, mas demonstrando impaciência e escutei o bipe, era a minha vez.

—O que você quer? Perguntei pressionando o botão e o larguei após falar. Assim fui fazendo no decorrer da conversa.

—Quem pensa que é para sair e ainda dar ordem nos seguranças?

—Sua futura esposa, é normal não acha?

—É uma enxerida! Onde você está indo?

—Não te interessa! Preciso desligar e me deixa em paz!

—Volte pra Ourinhos agora mesmo! Quero falar com o Sebastian agora!

—Ele está ocupado na direção, até mais tarde Edward.

—Passe para ele já!

—Você não me manda!

—Você consegue fazer a cabeça das pessoas, por isso é uma puta astuta! Na hora que ele falou isso o segurança olhou para mim através do retrovisor e eu nem me importei. –VOLTE PRA OURINHOS AGORA!

—Não irei não e até mais! Falei encerrando a nossa conversa e apertei o botão no aparelho. –Tome o aparelho e ignore-o. Não tenha medo que você não será despedido, tem a minha palavra.

—Esse carro tem rastreio, se ele quiser poderá vir atrás de nós.

—O Deixe pra lá. Fique tranquilo.

—A senhorita é mesmo corajosa.

—Sou sim. Já sofri demais na mão dele.

—Sei disso, eu vi de perto.

—É você viu e por sorte ou azar essa criança me impede dele me agredir com mais violência.

—É bem complicado.

—É sim. Falei me recostando no banco e o telefone dele apitava constantemente, até que Edward desistiu.

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HORAS DEPOIS.

Chegamos em Solares e ele me levou na loja que comprava objetos de valores. Obvio que eu levei as mais simples e eram três peças no total, consegui três mil e seiscentos dólares com elas.

Depois de sair da loja eu pedi a ele que me levasse a um restaurante para almoçarmos, eu já estava azul de fome e ele também. Comemos bem e acho que competi com ele, eu comia por dois e ataquei os doces dispostos para a sobremesa. Era um restaurante simples, mas a comida era muito gostosa e ele pareceu não se importar. Depois dali pedi a ele que me levasse no shopping, eu precisava de algumas peças de roupas mais largas. Comprei um macacãozinho jeans lindo e vestidinhos, comprei também shortinhos para andar em casa no tamanho ideal e a peça não me incomodaria como as outras já estavam. Na verdade, eu comprei tudo que eu gostava e precisava. Passei em uma lojinha com roupinhas de bebê e me encantei com as roupinhas, havia vários vestidinhos lindos de tudo é quanto é cor, mas foram as rosas que me encantou. Comprei três deles, dois sapatinhos, um shortinhos e duas blusinhas pequeninas. Meu dinheiro foi quase todo, o segurança de forma discreta me fazia companhia e ele me ajudou com as bolsas até. Ele era gente boa toda vida comigo, pelo menos isso!

Passamos bastante tempo no shopping, comprei lanche para nós, mas ele se negou que eu pagasse o dele e fez questão de pagar o meu. Sem chance de contestar eu o agradeci, mas comprei um sorvete depois para nós. O rádio dele apitava e ele atendeu, ele devia seguir as ordens e deixei pra lá. Fiquei sabendo ser os outros seguranças para saber sobre nós, Edward não desistia mesmo. Que homem chato!

Pedi a ele que me levasse na praia e preferi o posto perto da minha casa, tirei as sandálias e fui até a água que estava um pouco gelada. Emocionada eu deixei algumas lágrimas rolarem e as sequei, o segurança a meu pedido ficou no carro por esse ser o meu momento longe de tudo que me lembrasse Edward.

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½ hora depois.

Voltei para o carro quando o relógio já marcava 18:09min da noite.

—Podemos ir embora, iremos chegar bem tarde.

—Dizendo Fausto o seu noivo chegou em casa ainda pouco, não está para muita conversa não.

—Ele nunca está se tratando de mim.

Sebastian ligou o carro e fomos embora.

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HORAS DEPOIS.

Acabávamos de entrar em Ourinhos, havia pouquíssimos carros na rua pela hora já estar um pouco avançada e pegamos a estradinha que daria na mansão dos Cullens. Ali tinha pouquíssima iluminação e ao fazermos a terceira curva para a esquerda, mais a frente havia um carro parado e como os faróis dele estavam na sua potência total não era possível decifrar o veículo que estava ali parado. Fiquei assustada e Sebastian foi obrigado a parar o carro a uma boa distância do outro veículo, o outro estava no meio do caminho, então, seria impossível de nós passarmos. Era de propósito deduzi com muito medo.

—O que está acontecendo Sebastian? Perguntei assustada.

—O farol está muito alto e a claridade me impede de enxergar o veículo. Falou ele pegando a pistola em baixo do banco na mesma hora.

—Não acha melhor darmos a meia volta e cairmos fora daqui?

—É tarde demais. Falou ele sem demonstrar um pingo de medo com a arma na mão, mas para a nossa surpresa o outro veículo apagou os faróis e ele reconheceu o carro do patrão. –É o Jeep do seu noivo e acho que ele quis lhe assustar.

—Ele conseguiu. Falei secando uma lágrima. –Depois de tudo que eu passei e venho passando não é para menos.

—Se acalme, sabe que o patrão é assim.

—Ele é um louco e retardado! Falei estressada.

Devagar o outro veículo se aproximou de nós e parou a dois ou três centímetros do nosso carro, ele desceu do veículo e ficou parado com os braços cruzados olhando para o carro que eu estava.

—Vou descer, eu não tenho medo dele. Falei corajosa.

—Irei falar com ele e....

—Fique aqui, eu é que irei lá. Agora destrave a porta, por favor.

—Tudo bem.

Ele me obedeceu e eu desci do caro não o temendo. Parei perto dele e cruzei os meus braços também.

—Seu desgraçado! Você me deu um baita susto!

—Por que não retornou quando eu mandei? Perguntou ele segurando no meu braço e eu não me afastei, eu não iria demonstrar mais medo a ele.

—É OBVIO e simples de responder, você não é o meu dono! Fui resolver assuntos meus e já estou de volta!

—Me diz o que você fez? Perguntou ele encostando-me no carro encarando-me.

—Compras e resolver alguns assuntos pessoais!

—Eu não autorizo que saia da residência! Acho melhor deixá-la trancada no porão daqui para a frente!

—Não teria coragem!

—Quer pagar para ver?

—Sou capaz de destruir aquela porta, não duvide de mim Edward! Falei o estapeando quando ele se descuidou e segurou em meu braço com força para não levar o segundo. –Pare! Está me machucando Edward, aí pare! Falei tentando me afastar dele.

—Acha que irei ficar aceitando os seus tapas numa boa, hum?

—Irei bater e estapeá-lo sempre que eu quiser! Agora me solte!

—Não mesmo, nós iremos dar um passeio agora!

—Não irei a lugar algum com você!

—Tem certeza? Sebastian venha já aqui. Chamou Edward a sua maneira tosca de ser.

—Pronto senhor. Disse ele se aproximando.

—Segure-a da forma que o seu patrão está ordenando! Disse Edward olhando para ele e senti que isso era devido à desobediência do rapaz por minha culpa mais cedo.

—Sim senhor. Falou o rapaz o respeitando e me segurou de forma que não dava para eu fugir, eu sabia que ele estava fazendo o trabalho dele. Edward foi até o carro dele e voltou de lá com uma algema na mão.

—Você não vai colocar isso em mim, não vai! Eu falava desesperada.

—Sabe que sim! Disse ele muito frio. –Sebastian vá para a mansão e nos deixe a sós.

—Tudo bem senhor. Disse o rapaz se afastando e deixei uma lágrima rolar.

—Guarde o que for dessa estúpida.

—Farei isso senhor.

—Então pode ir.

O rapaz entrou no carro, deu a ré e depois contornou o Jeep de Edward ao acelerar, eu olhava o veículo se distanciando a minha frente e Edward me colocou no banco do carona a força.

—Eu te odeio! Eu te odeio!

—Não é novidade! Agora cale a boca! Disse ele apertando o meu rosto e fechou a porta, ele deu a volta e entrou no carro.

—Aonde pretende me levar?

—Pretendo limpar essa bagunça agora mesmo, já passou da hora! Disse ele frio demais e fiquei nervosa por estar grávida, eu pensava em mil e uma coisas quando ele colocou o carro em movimento.

Sentindo pavor, isso foi me deixando com falta de ar e pela forma dele falar, ele não estava brincando. Eu olhava apavorada ele se embrenhando cada vez mais no meio do mato e o caminho de terra era bem estreito, ele conhecia o local muito bem pelo visto. Demos em uma praia não habitada e estava sendo iluminada pela luz da lua cheia somente.

Paramos a uma boa distância do mar e ele veio abrir a porta do carona, me neguei a sair, mas ele me puxou com facilidade.

—Não, eu não quero ir! O que vai fazer?

—Calada! Disse ele me puxando e acabei perdendo o meu calçado na areia sem querer. Sem dó ele me levou até a água não se importando de estarmos ambos vestidos, sendo que a água estava quentinha pelo menos. –Será rápido e limpo! Disse ele sorrindo de forma perversa e eu o olhava sendo arrastada pelo braço.

—Não tenho medo de você mais, eu só penso no bebê somente Edward. No nosso filho.

—Não quero ouvir reclamações! Disse ele me molhando e ficamos com a água acima da cintura. –Isso é para você aprender a me obedecer! Disse ele colocando a minha cabeça dentro da água e prendi a minha respiração na hora, ele ficou um bom tempo me segurando e resolveu me tirar quando eu estava ficando sem ar. –Vai continuar sendo enxerida?

—Vou...... Falei ofegante. –Eu... Eu não vou mudar! Sou livre e não vou ficar aprisionada porque você quer!

—Está louca pelo o seu almofadinha ainda não é isso? Perguntou ele puxando o meu cabelo e ameaçando me colocar sob a água novamente.

—Não fui vê-lo, pode perguntar para o segurança. Ai Edward pare!

—Eu falei que você iria se arrepender, mas você parece não acreditar em mim quando falo!

—ME MATE LOGO ENTÃO SEU COVARDE!

—Eu quero realmente me livrar de você e é o que eu mais desejo nesse momento! Disse ele tirando o meu vestido e eu já estava da cabeça aos pés encharcada com a água do mar. Edward estava de bermuda e blusa, ambas já estavam molhadas também. –Mas posso me aproveitar um pouquinho antes. Após falar ele arrancou a minha calcinha fora e a algema me impossibilitava de fugir, eu tinha medo de cair e machucar a minha barriga, o jeito foi ficar parada o encarando.

—Sei que gosta de abusar de mim e fazer de tudo para me ferir moralmente.

—É eu adoro mesmo! Falou ele me olhando e me levou para a beirada do mar. Com a sua forma bruta de ser eu fui deitada e metade do meu corpo ficou dentro d`água, era calminho demais ali. Edward arrancou a roupa dele fora e colocou as minhas mãos presas com a algema para cima, fiquei com os meus braços mais que abertos acima da minha cabeça e o olhava sem esboçar reação alguma. Perdido na loucura ele veio beijar os meus seios que já estavam com o bico duro por causa do ventinho que passava vez ou outra, a noite estava bem quente apesar de estar ventando um pouco. Edward lambeu os bicos e resolveu abocanhar um deles com intensidade, fui obrigada a fechar os meus olhos com os atos dele e tornei a abrir ao senti-lo invadindo o meu corpo. Travei os meus lábios na hora, mas ele me beijou e tive que retribuir sentindo ele invadir até a minha alma por causa do seu tamanho. –Seu ex-engomadinho jamais chegará aos meus pés, nem se compara! Falou ele em meus lábios e olhando para mim

—Tem razão, ele não é perverso, mas agiu como um covarde comigo! Nesse quesito de covardia vocês estão empatados.

—Não ligo de ser ruim. Disse ele invadindo o meu corpo com mais vontade e mordeu de leve a pontinha da minha orelha, nisso ele sussurrou em meu ouvido. –Nunca mais irá ser dele. Disse ele sério e apertou o meu pescoço, sem demonstrar medo algum eu balancei a cabeça que não.

—Não.. fui atrás...... dele. Falei bem devagar por causa dos impulsos dele, meu corpo faltava pouco para explodir em tão pouco tempo.

—Você está fazendo o que bem quer ultimamente e eu não permito que seja assim! Tem que fazer o que eu mando e quero!

—Sou indomável por você! Não vou te obedecer nunca! Eu não obedecia aos meus pais! Por que eu tenho que te obedecer?

—Veremos! Agora que estará para sempre sob o meu domínio, eu sou o seu dono e o seu homem! Disse ele invadindo os meus lábios e apoiou o braço em cada lado do meu corpo na areia para se mover melhor, eu só sentia as ondas mínimas se chocarem em nossos corpos e ele nunca que parava de me invadir. Acabei gozando e fiquei trêmula demais com a tamanha potência do orgasmo. Edward gozou segundos depois e me encharcou com os seus fluídos, ele era intenso demais. –Tem muita sorte que está grávida, não tenha dúvida que eu a mataria hoje mesmo. Disse ele continuando a se mover, eu estava mais do que escorregadia e sensível ao toque dele.

—Devo agradecer a criança então. Falei olhando para ele. –O que fez e faz comigo não tem perdão!

—É a sua cria quem está salvando a sua vida a cada dia que passa e eu não ligo para o seu perdão! Não ligo para nada que você fala a respeito de mim.

—É o que você diz!

—É a pura verdade! Terá que me respeitar mais.

—Não vou ficar presa, só tenha isso em mente.

—Quer competir quem manda mais? Perguntou ele pressionando o corpo dele contra o meu e entreabri a minha boca por causa disso.

—Faça o que quiser Edward, eu farei o mesmo. Eu não te amo, você não me ama, então pare de pegar no meu pé a respeito de outros homens. Um dia eu irei gostar de alguém de verdade e você também, o que nos ligará será somente esse filho. Eu só quero sair um pouco e nada mais! Não quero se meter na sua vida e nem na de ninguém, eu só desejo o bem das pessoas. Agora você só deseja o meu mal. Por pouco não me matou ainda pouco e não se importou com o seu próprio filho!

—Vocês não prestam Swan!

—Sei que para você eu só presto estando nessa posição, mas dizem que lavou está novo e podemos partir para outro!

—O que você quer dizer com isso hein?

—Nada! Agora termine logo isso!

—Sei que você gosta. Disse ele se movendo e beijou o meu pescoço de leste a oeste. –Só não admite.

—Faria alguma diferença para você? Para mim não faz nenhuma, gozar é fácil, mas somente os sentimentos puros e verdadeiros que permanecem. Não se gabe por sexo e mil e uma mulheres, isso é mole de você conseguir. Os valores humanos é o que conta para mim e os seus não passam nem de um centavo.

—Para mim não faz a menor diferença também! Não ligo para o que você pensa e não me venha me falar de valores morais!

—Quero voltar agora. Falei o encarando. –Quero ir embora!

—Só quando eu quiser!

Cansada da ladainha dele eu fechei os meus olhos, eu o sentia me preenchendo pra depois sair e nisso ficamos ali sob a luz do luar. Edward nunca se cansava e sentou-se dentro da água. Colocando-me sobre ele eu comecei a me mover devagar, ele se achava o meu dono por eu estar sob o seu domínio e me mandava a todo o instante, eu já estava exausta quando eu gozei mais uma vez contra a minha vontade e ele fez o mesmo. De forma vergonhosa eu tremia sobre ele e não conseguia encará-lo.

Chateada eu tentei desconectar o nosso sexo estando com as mãos atadas e com muito custo eu consegui me levantar com as minhas pernas pra lá de bambas, eu mal me aguentava em pé. Era como se eu tivesse levado uma surra de sexo e sentia-me bem fraca ao me sentar na areia depois de tanto tempo praticando, só vi quando tudo rodou pelo tamanho esforço que fiz e eu desmaiei encontrando a escuridão.

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16min depois.

Acordei estando deitada no banco do passageiro do carro dele e sem as algemas em meus pulsos. Eu vestia somente a blusa molhada dele que em mim ficou enorme e me sentei sentindo-me um pouco atordoada. Percebendo que eu havia acordado ele me olhou pelo retrovisor por breves segundos e voltou a prestar atenção no caminho, ele preferiu ficar quieto e eu fiz o mesmo deixando uma teimosa lágrima rolar. Recostei-me no banco e só via mato a nossa volta, era impossível ver perfeitamente por causa do vidro filmado e não ousei a olhar mais para ele. Eu sentia a minha parte intimam protestando e levei a minha mão direita em cima dela sobre a blusa, eu estava dolorida externamente e moralmente.

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Paramos em frente ao portão da casa dele e o aguardamos abrir, Edward entrou na residência e fomos para a garagem. Eu estava muda e ele também, o que aconteceu na praia ainda pouco foi demais para mim. Assim que ele parou o carro as travas foram liberadas e eu saí do veículo cambaleando um pouco por estar tonta.

—Você é um estúpido! O acusei olhando para dentro do carro e bati a porta do carro dele quase a destruindo.

Eu estava descalça e totalmente molhada, saí da garagem e fui caminhando pelo gramado ignorando os olhares especuladores dos seguranças. Já estava tarde e ao notar a cozinha iluminada eu abri a porta, Mary estava de pijama já e quando me viu toda molhada e descalça.

—A patroa estava preocupada com a demora de vocês e chegou a imaginar o pior.

—Estou bem, só preciso de um copo de leite e o meu remédio Mary.

—Pode deixar, vou levar tudo. Suas coisas estão em frente à porta do seu quarto. Disse ela me olhando preocupada.

—Vou guardá-las.

Subi a e escada e no meio daquela confusão de bolsas eu achei a minhas de sair. Peguei a chave do quarto e coloquei as minhas coisas para dentro, nisso eu vejo Edward subindo e me ignorando ele entrou no quarto dele com a garrafa de bebida não mão.

Levei tudo para o closet e fui tomar o meu banho. Retirei com dificuldade a areia que estava em meu cabelo e me ensaboei, só sei que demorei bastante no banheiro me lavando e saí do banheiro já vestida com a camisola. Meu copo de leite já estava ali e o comprimido também sob o criado mudo. Bebi tudinho e me deitei sentindo dores em minhas costas por causa da areia. Eu estava acabada literalmente, minhas partes escondidas latejavam por terem sido invadidas por muito tempo e acabei dormindo imediatamente.

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Quinta feira, 24 de janeiro.

8:50min da manhã.

Despertei sentindo dores em meu corpo, essas que não tinha nada a ver com o bebê. Fiquei deitada na cama e olhei para os meus pulsos, ambos estavam bem vermelhos.

Eu me sentia tão devastada por dentro e bem triste, mas eu me mantive forte até hoje e não iria esmorecer por causa de ontem. Levantei para escovar os meus dentes e desci para tomar café, eu estava faminta. Mary evitou comentar a respeito de ontem e foi melhor assim.

Eu estava sentada à mesa na cozinha comendo quando Edward apareceu todo arrumado na cozinha, ele estava atrasado para ir trabalhar pela hora estar bem avançada e devia ter sido pela bebedeira de madrugada. Eu o ignorei e ele fez o mesmo não me olhando em momento algum, resolvi esconder os meus pulsos, mas não aguentando a presença dele eu me levantei e fui para a sala me sentar no sofá. Liguei a televisão e não demorou muito ele apareceu na sala, mas não falou nada e se foi segundo depois. Achei melhor assim porque se eu fosse falar algo com ele agora, só sairiam impropérios. Eu já o detestava, agora mais ainda por ele ter quase me afogado de propósito. Ele tinha razão, se não fosse a minha filha ele me afogaria pra valer por eu ser quem eu sou. Eu jamais que iria ficar trancafiada aqui, não mesmo! Ele foi longe demais ontem.

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32min depois.

Mary estava subindo a escada para levar o café da manhã de Esme quando eu resolvi subir para o quarto que eu ocupava.

—Pode deixar Mary que eu levo o café dela, preciso conversar com a Esme.

—Tudo bem. Falou ela me entregando a bandeja me olhando e desceu após eu pegá-la.

Terminei de subir as escadas com cuidado e caminhei pelo corredor devagar. Os meus pulsos estavam bem doloridos e continuei a caminhar. Bati na porta dela...

—Entre. Consentiu ela.

—Bom dia. Falei abrindo a porta com cuidado.

—Já de pé filha? Perguntou ela com cara de preocupada.

—Sim.

—Filha, eu fiquei tão preocupada ontem. O que o meu filho aprontou que vocês chegaram depois de meia noite em casa?

—Era a respeito disso que eu queria falar com você.

—O que ele fez dessa vez? Perguntou ela se sentando devagar na cama, já que estava deitada. Fiquei pensando se eu contava toda a verdade, mas isso só traria mais problemas e resolvi me calar. Era o melhor a se fazer.

—Eu queria dizer para você que só conversamos, sabe como é, Edward quer me dominar e me modelar à sua maneira.

—Ele disse que você o desrespeitou não o obedecendo. Onde já se viu? Meu filho perdeu a noção de vez!

—Parece que sim, mas não se preocupe porque eu sei me defender.

—Iiiii essa voz chocha não me engana nadinha.

—Estou cansada, a gravidez está me deixando molenga e quero agradecer a sua confiança. Estou aqui e não fugi.

—Sei disso filha, juro para você. Não se preocupe com o Edward, você não vai ficar trancafiada aqui dentro de casa que também é sua agora.

—To sabendo. Tome o seu café. Falei colocando a bandeja na frente dela e devagar ela foi se virando sozinha.

—Passeou muito ontem?

—Bastante. Falei de forma tranquila.

—O que há filha? Se abra comigo.

—Não é nada, acho que é sono ainda.

—Deite-se aqui então.

—É, acho que vou ficar aqui do seu ladinho mesmo. Eu disse tirando o meu chinelo e me deitei ao lado dela.

—Sei que ele fez algo, você é que não quer me contar.

—A verdade é que ele se sente o meu dono, mais nada. Eu sou livre e mesmo casada ele não irá me aprisionar.

—Edward gosta de dominar, mas não o deixe.

—Jamais!

—Está feliz com a sua filha?

—É...Estou sim.

—Que bom querida! Ainda não contou para ele, não é?

—Não tive a oportunidade, ele não se importa com ela mesmo e suas palavras me desmotiva a contar.

—Não esconda dele.

—Ah! Esme, eu não sei.

—Conte quando achar melhor, você sabe que tem o meu apoio.

—É eu sei.

Esme continuou comendo e eu permaneci deitada ao lado dela. Por eu não ter comido praticamente nada Mary trouxe o café da manhã no capricho junto de minha vitamina para mim. Ao termino do nosso café nos deitamos na cama e fiquei recebendo o seu carinho em meus cabelos, nós duas estávamos mais que carentes e me lembrei de Max do nada, ele era tão doce e gentil comigo. Fiquei me recordando dele por um bom tempo e me senti bem sonolenta depois.

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Ficamos caladas, era melhor assim e talvez a Esme estivesse perdida em seus próprios problemas também. Acabei dormindo ao lado dela segurando em sua mão de forma carinhosa.

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.

As 12:36min do dia.

Alguém me sacudia de leve e despertei, abri os meus olhos devagar e vi ser Mary.

—O que foi? Perguntei baixinho, Esme dormia profundamente ao meu lado.

—Telefone. Fez ela gesticulando com a boca somente sem som algum.

—Ah! Falei feliz da vida. –Vou atender na sala lá em baixo. Falei gesticulando com os lábios também, eu não queria acordar a Esme ou que ela eventualmente escutasse. Ela sacaria logo.

—Ok. Falou ela e se retirou do quarto.

Com cuidado eu me levantei da cama após desconectar a nossa mão e desci. Fui atender na outra sala sem ser a de costume.

—Alô sumido.

—Oi princesa.

—Olá! Tudo bem com você Max?

—Bem melhor agora. Como você está?

—Estou bem e levando a minha jornada com paciência. Acredita que eu pensei em você hoje? A transmissão de pensamentos foi intensa.

—Eu também pensei em vocês e por isso eu resolvi ligar. A área está limpa?

—Está sim. Esme está dormindo e o seu primo está trabalhando nesse momento. Graças a Deus!

—Eu gostaria de te ver para batermos um papo numa boa. O que acha de amanhã?

—Parece interessante! Diga-me como farei para ir ao seu encontro?

—Isso é verdade.

—Posso pedir o motorista para me levar até você, ele é confiável.

—Tem certeza que ele não irá dedurá-la?

—Acredito que não. De alguma forma eu confio nele.

—Olha lá hein!

—Não se preocupe Max. Preciso mesmo me distrair um pouco, sinto-me sufocada nessa mansão.

—Podemos ir à praia, almoçarmos juntos. O que acha?

—Parece bom! Eu não conheço muito bem por aqui. Conheci Edward em Solares e eu sou de lá.

—Você é de Solares?

—Sim.

—Que legal e não tem problemas, peça ao motorista para te deixar no point do camarão.

—Onde é isso?

—É um restaurante bem conhecido na praia do pontal. Fica perto de onde eu moro e você vai gostar da praia aqui. Espero-te às 11h da manhã em frente ao restaurante e de lá iremos passear. Tudo bem para você?

—Tudo certo. Que horas eu devo sair daqui?

—Não é tão longe, fica há uma hora daí.

—Devo sair às 10h da manhã então?

—Sim. Irei te esperar.

—Estarei lá com certeza.

—Sinto-me um vilão.

—Não há motivos, não estamos fazendo nada demais.

—É, tem razão. Já sabe o que o bebezinho é?

—Descobri que é uma menina.

—Uma menina? Que legal! Falou ele contente.

—Pois é, é uma menininha.

—Já tem nome?

—Não pensei a respeito ainda. Não tenho nada em mente.

—Pense com calma então.

—Será dessa forma.

—Te espero então amanhã e vou desligar, estou na fábrica. Amanhã teremos muito tempo para pôr o papo em dia.

—Eu estarei lá às 11h da manhã com certeza e um abraço apertado.

—Outro apertadíssimo para vocês duas.

—Obrigado. Falei sorrindo e ele também sorriu. –Bom trabalho aí então!

—Obrigado.

Desliguei...

Fiquei sentada no sofá pensando, pensando e pensando. Amanhã eu teria um dia bem legal ao lado de Max e ele era mais que gentil comigo, já Edward jamais poderia saber. Pensei na minha grana que sobrou e duzentos dólares não era nada para os tipos de lugares que pessoas dos padrões deles frequentavam. Eu não me considerava rica por estar vivendo ali e eu nunca me considerei dessa forma antes, acho que tive sorte pelo caminho tortuoso que os meus pais levavam. Eu diria que não era sorte, não mesmo para falar a verdade!

Avaliando a minha situação sempre me dava vontade de chorar e foi o que eu fiz ali naquela quietude. Acariciei a minha barriga e me deitei ali no sofá, mas não para dormir e sim para passar o tempo.

.

.

18:45min da noite.

Eu estava na cozinha com Mary preparando a janta e Esme estava na sala escutando televisão, vez ou outra eu ia lá pra lhe dar um pouco de atenção e não deixá-la sozinha de tudo. A janta já estava quase pronta e eu colocava a manga picadinha dentro do copo do liquidificador quando Edward chegou como sempre bem arrumado.

—Boa noite Mary. Falou ele entrando com o celular e a chave do carro na mão.

—Boa noite. Falou ela sorrindo levemente enquanto ele passava pela cozinha. Fechei os meus olhos por uns segundos estando de costa para ele e tornei a abri-los. A minha paz havia acabado.

Ele saiu da cozinha e eu liguei o liquidificador após colocar a água, eu estava preparando suco de manga para a janta. Enquanto a fruta estava sendo triturada no liquidificador eu ia limpando a pia, Mary nem protestava mais por saber que eu contestaria. Peguei a jarra e adocei o suco, coloquei pedras de gelo após pegar a forma no freezer e já estava pronto.

Limpei toda a bagunça e fui para a sala arrumar a mesa como eu bem sabia. Edward estava ali ao lado da mãe sentado no sofá e conversavam, não quis ficar embromando na arrumação da mesa e fui para a cozinha pegar as coisas. Ao retornar à sala outra vez.

—Esme.

—Oi filha.

—A janta será servida. Tudo bem para você?

—Pode ser. Tem fome?

—Por incrível que pareça não.

—Está sem apetite?

—É, eu estou sim e não se preocupe, mais tarde eu janto.

—Coma só quando sentir vontade. Está em sua casa.

—Ok. Falei saindo da sala e o outro nem falou um aí sequer comigo. Bem melhor assim.

Terminei de pegar as coisas, quando retornei à sala Edward e a mãe já estavam sentados à mesa aguardando a janta ser servida.

—Estou indo para o quarto Esme, tenha uma boa noite. Falei dando um beijo nela.

—Boa noite para você também querida.

Subi a escada sem olhar para trás e fui para o quarto, tranquei a porta e deixei a chave atravessada na fechadura para não ter perturbações. Fui para o closet e arrumei as minhas compras de ontem, depois de tudo arrumadinho é que eu fui tomar banho.

Lavei-me da cabeça aos pés e saí para me secar. Vesti o meu pijama fresquinho de seda e retornei ao closet para arrumar a minha bolsa de praia para amanhã, eu já iria deixar tudo arrumadinho.

Após a arrumação da minha bolsa eu fiquei assistindo televisão, eu só comeria mais tarde quando todos já tivessem ido dormir. Para mim seria melhor, eu queria evitar ao máximo o contato com Edward depois de ontem, aquilo foi cruel demais comigo e eu poderia ter me dado bem mal. A verdade é que ele não se importava com a minha dor e com o nosso filho.

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23:46min da noite.

Abaixei o volume da televisão e me levantei da cama, pela hora todos já deviam estar em seus quartos. Abri a porta bem devagar e a fechei da mesma forma, caminhei pelo corredor e desci.

A cozinha estava toda arrumadinha, pude constatar quando eu acendi a luz. Peguei um prato e fui pegar a comida nas panelas sobre o fogão, eu a esquentaria no microondas e foi o que eu fiz.

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Sentei-me à mesa na cozinha para comer após ingerir a minha vitamina e comi devagar. Eu não coloquei muita comida e terminei de comer rápido, lavei o meu prato, o meu copo e deixei tudo arrumadinho como eu encontrei.

Apaguei a luz da cozinha e subi, andei pelo corredor devagarzinho e abri a porta, tive a surpresa de vê-lo ali deitado vendo televisão. Eu só podia ter jogado pedra na cruz senhor, mas eu sabia que era de propósito. Fechei a porta e fui para o banheiro escovar os meus dentes, ignorá-lo seria o melhor. Escovei os meus dentes com calma e fui me aliviar, em seguida lavei as minhas mãos e fui para o quarto me deitar, a televisão já tinha sido desligada e ele ainda estava acordado.

Deitei-me e me cobri, até o ar ele já havia ligado e estava bem geladinho para o meu gosto, era assim que ele colocava lá no quarto dele.

Cobri-me com a coberta e apaguei a luz do abajur. Deitei-me o mais longe possível dele em nenhum momento ele se aproximou de mim. Fiquei tensa com ele ali ao meu lado e era possível me recordar do meu quase afogamento provocado por ele ontem. Edward foi tão cruel e eu não me cansaria de afirmar isso.

Lembrei-me de colocar o relógio para despertar às 9h da manhã e acabei pegando no sono uma hora depois.

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Sexta-feira, 25 de Janeiro.

9h da manhã.

Acordei com o relógio despertando e me espreguicei com vontade fazendo sons de dengo, acabei esbarrando em algo e fiquei surpresa em ser Edward ali. Ele dormia a sono solto e fiquei preocupada em me arrumar, eu só tinha uma hora para sair e o pior de tudo era que o meu contato com Max era só aqui na residência. Eu não tinha celular para falar diretamente com ele caso eu viesse me atrasar.

Fiquei olhando pra Edward que dormia despreocupadamente e pensei no que eu iria fazer. Acordá-lo seria o ideal, mas cheguei a pensar em me arrumar correndo e sair antes dele levantar. –Será que ele vai ficar em casa hoje? Perguntei para mim mesma preocupada e não pensei mais, me levantei devagar e fui para o closet.

Peguei a minha bolsa e a saída de praia, peguei uma rasteirinha e fui para o banheiro andando com cuidado para não o acordar. Escovei os meus dentes e saí do quarto com cuidado levando tudo que era meu.

No quarto ao lado eu me troquei rápido, vesti o biquíni e depois uma saída de praia, até que eu gostava dela.

Peguei a bolsa e fui até o quarto de Esme, bati na porta sendo que ela devia estar dormindo ainda. O melhor era descer e foi o que eu fiz.

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Encontrei com Mary na cozinha.

—Bom dia. Disse ela me olhando ali toda arrumada.

—Bom dia. Preciso que você dê um recado a Esme quando ela acordar.

—Tudo bem. Qual é o recado?

—Diga que eu precisei sair e volto mais tarde. Só diga isso e mais nada.

—Seu noivo sabe?

—Ele não precisa saber, só dê esse recado para mim e fale para ela não se preocupar.

—Já vai arrumar mais confusão?

—Não irei não. Agora eu preciso beber um pouco de leite.

—Está quentinho.

—Vou beber um pouco só.

—Ok.

Fui até o armário pegar a minha vitamina da gravidez e bebi o meu leite. Peguei um saco de biscoito no armário e me despedi de Mary com um “até mais”

Fui para o quintal e chamei Sebastian que estava de ronda ali perto...

—Preciso que você me deixe lá na estrada, depois você pode voltar pra cá.

—Posso perder o meu emprego por sua culpa. O chefe de segu......

—Eu sou a patroa agora também, peço só que me deixe lá.

—Tudo bem. Falou ele indo à direção da garagem e eu o acompanhei. Ele abriu a porta do carro para eu entrar e saímos da mansão após o portão abrir. Os outros seguranças estavam fazendo a ronda do outro lado e se estivessem por ali eu os ignoraria pra valer.

—Você me falou que esse carro tem rastreio, por isso quero evitar que Edward venha atrás de mim.

—Sem ser enxerido, a senhorita não pretende tramar contra o patrão né? Perguntou ele me olhando pelo retrovisor, ele me sondava.

—Posso confiar em você?

—Deve. Disse ele sério, mas depois sorriu em sua forma simpática para comigo de sempre. –A senhorita é uma moça legal e não aparenta ser má.

—Não sou mesmo, mas estou indo me encontrar com uma pessoa legal. Edward tem as mulheres dele na rua e você já sabe todo o meu drama. Não me sinto ligada a ele sentimentalmente.

—Sei sim. Mas se ele descobrir?

—Só se você contar para ele.

—Claro que não!

—Tem certeza?

—Pode confiar em mim.

—Estou indo à praia, meus trajes deixam claro isso.

—É o que parece.

—Pegarei um táxi e bem mais tarde eu voltarei para a mansão. Não tenho hora para voltar.

—Ok.

Ficamos calados depois disso e ele me deixou em um ponto de ônibus ao meu pedido. Ele fez o retorno mais à frente e voltou para a mansão.

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.4min depois.

Fiz sinal para um táxi e esse estava vazio, era o quinto que eu fazia sinal e sendo que os outros estavam com clientes. Pedi o motorista que me deixasse na praia do pontal e em frente ao restaurante point do camarão. Recostei-me no banco para tirar o pacote de biscoito da bolsa para eu comer, o caminho era longo.

Até que o motorista estava indo rápido, prestei a atenção antes de levar a próxima rosquinha salgada a boca. Ao terminar de comer eu peguei o meu batom e o passei, eu queria estar bem.

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1h e 15min depois.

Cheguei no local indicado um pouco atrasada e vi Max parado em frente ao restaurante. Pedi o motorista de táxi para parar perto dele e abri o vidro sorrindo, ao me ver ele também sorriu.

—Olá linda.

—Oi. Falei sorrindo e me lembrei de Jacob, ele me chamava de linda também. –Vou pegar o dinheiro, só um momento. Abri a minha bolsa, mas Max me impediu.

—Eu pago para você, afinal eu sou cavalheiro e você é a minha convidada.

—Não precisa.

—Claro que sim. Max abriu a porta para eu sair e tirou a carteira do bolso da bermuda. Ele pagou o taxista e o mesmo foi embora. –Estou feliz que veio.

—Eu também. Falei no momento que ele me deu um beijo na testa sorrindo.

—Que bom! Disse ele sorrindo e pegou a minha bolsa para ele mesmo levá-la. –Prefere ficar por aqui mesmo? Perguntou de forma gentil.

—Pra mim está perfeito aqui, parece tranquilo.

—É verdade. Eu moro aqui pertinho.

—Onde?

—Na segunda rua mais à frente.

—Está a pé?

—Não. Podemos passear depois e não a esforçar tanto a andar a pé.

—Tudo bem. Falei sorrindo e fomos até o carro dele.

Ele abriu o porta mala e tirou dali um guarda sol, duas cadeiras e tornou a fechá-lo.

—Vim prevenido.

—Estou vendo. Dê-me a cadeira para te ajudar.

—Está me chamando de fraco? Perguntou ele sorrindo pra valer.

—Claro que não! Falei sorrindo.

—Estou brincando com você.

—Sei disso.

Atravessamos a rua com cuidado e andamos pelo calçadão. Fomos para a areia e escolhemos um local para ficarmos que era próximo da água. Ele armou o guarda sol e abriu as cadeiras, um casalzinho ficou nos olhando e a mulher sorriu ao olhar para minha barriga, na certa pensou que Max fosse o pai do bebê por parecer tão obvio. Um mais um são dois e dois faz par.

Tirei a minha saída de praia e me sentei na cadeira, eu ficaria desprotegida do sol já que não havia protetor para eu passar, mas Max me emprestou o dele. Sempre gentil.

Ele ficou apenas de sunga e começamos a conversar.

—Faz tempo que eu não te vejo.

—Sim. Desde do reveillon.

—Eu estava com saudade, mas desisti de ligar para você várias vezes para não causar problemas. Vai que o meu primo esteja em casa?

—Era só desligar na cara dele, simplesmente assim.

—E vocês como estão?

—Levando. Não há sentimentos entre nós, é apenas o bebê. Já te falei isso.

—É, você me falou. Não houveram recaídas? Perguntou ele me olhando.

—Você fala em recaída relacionada ao sexo?

—Digo em todos os sentidos.

—Não. Menti. –Para ser sincera, ele já me procurou algumas vezes.

—E você? Perguntou ele sério e aparentando interesse na minha resposta.

—Eu o ignoro. Esqueceu do quanto ele me trata bem?

—Se aquilo é tratar bem, eu lhe trato muito mal. Falou ele sorrindo levemente. –Não concordo com o que ele fez com você.

—Nem eu. Prefiro falar a respeito de outras coisas, sobre isso me deixa um pouco mal.

—Essa não é a minha intenção. Falou ele segurando na minha mão e eu sorri. –Podemos almoçar no restaurante e depois andarmos de carro por aí.

—Parece interessante, irei adorar.

—Eu também. Disse ele sorrindo.

Cansei-me de ficar sentada na cadeira e peguei a canga em minha bolsa. Forrei o tecido na areia e me deitei sob o guarda sol enquanto Max se bronzeava um pouco sentado na cadeira. Vez ou outra nós sorriamos um pro outro e decidida eu tornei a me levantar, meu desejo era esquecer toda aquela brutalidade física e moral que eu tinha no lar dos Cullens. Aproximei-me dele e ele notando a minha presença abriu os olhos, sem pensar eu selei os nossos lábios e ele aprofundou o beijo. O contato de nossos lábios foi suave e do tipo apaixonante, ele era todo cuidadoso comigo e me afastei sorrindo.

—Senti saudades dele também. Falou ele sorrindo.

—Eu mais ainda. Sinto saudades de receber carinho e o seu é tudo.

—Gosta do meu carinho? Perguntou ele alisando os meus cabelos.

—Sabe que sim. Sorrimos e ele voltou a me beijar. –Só não abusa. Falei gargalhando.

—Nessa parte com você eu serei sim. Disse ele me olhando e tornou a me beijar sendo que de forma intensa, tirou até o meu fôlego e me fez querer mais. Nos beijamos por uns minutos.

.

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5min depois.

Max comprou uma água para mim, dez minutos depois foi um picolé por me despertar desejo, em seguida ele me comprou um refrigerante. Ele não me deixava pagar nada.

Pedimos o casal que olhasse as nossas coisas e fomos juntos até a água, ela estava geladinha. Mesmo assim eu encarei e ele segurou na minha mão de forma protetora e avançamos. Arrisquei um mergulho e me levantei sorrindo, já Max mergulhou em seguida e tornou a emergir novamente.

—Está um pouco fria. Observei.

—Um pouquinho. Está com frio? Perguntou ele me abraçando e acariciou a minha barriga.

—Não muito. Sou bem corajosa. Falei sorrindo.

—Percebo isso princesa. Nos beijamos após ele me abraçar. Ele me beijava com intensidade, muita intensidade e me afastei sorrindo. –Você é linda demais. Disse ele me olhando nos olhos.

—Obrigado, é recíproco esse elogio.

—Não me acho lindo.

—Acho que deve faltar espelho na sua casa. Falei sorrindo e ganhei um selinho.

—Se você diz. Então é uma menina? Perguntou ele alisando a minha barriga molhada.

—É sim. Estou de certa forma feliz.

—De certa forma, por acaso você queria um menino?

—Acho que sou nova para ter filhos.

—Então é isso?

—Sim. Aconteceu à gravidez e eu não esperava por isso. Foi difícil e está sendo difícil aceitá-la ainda.

—Não precisa se casar com o Edward, você pode ser feliz com outra pessoa que assuma vocês duas numa boa.

—Você tem razão, mas Edward não irá me deixar em paz pelo o seu jeito de ser.

—Parece que tem medo dele.

—Sei o que passei.

—Parece que fala de outro homem. Edward sempre foi tão família e do tipo bom moço, amigo.

—Parece.

—Acho que é ciúmes o que levou a não dar certo, por isso ele devia agir dessa forma com você. É linda e meiga demais. Sorri para ele e ganhei mais um beijo longo, mal ele sabia da dura realidade dos fatos. Nos afastamos.

—Pode ser que tenha razão.

Ficamos curtindo a água e vira e mexe olhávamos para as nossas coisas. Acabei me enjoando da água e voltamos para a areia de mãos dadas. Quem olhasse diria que ele era o pai do bebê pela sua forma carinhosa de ser comigo.

Nos deitamos sob o guarda sol próximo um do outro e ganhei beijinhos carinhosos pelo o meu rosto. Por estarmos deitados frente a frente ele envolveu a minha cintura enquanto me beijava. Eu me sentia bem sonolenta agora e me lembrei dos Cullens, Edward devia estar p#* da vida com o meu sumiço logo cedo. Nem liguei e vira e mexe as minhas pálpebras fechavam, sendo que eu tornava a abri-las novamente.

—Está sonolenta meu amor?

—Meu amor?

—Não quer que eu a chame assim?

—Não ligo, mas não quero decepcioná-lo caso eu venha a me casar com Edward.

—Parece que mesmo não o amando como você diz tanto, parece que não descarta a ideia de se casar com ele.

—Não me caso por amor se é o que te preocupa.

—Estamos no século 21 e se casar só porque está grávida não faz sentido.

—Esme faz questão.

—E você?

—Eu o odeio demais.

—Então não se case com ele obrigada.

—Tenho consideração e sinto que devo cuidar de Esme. Não vê como a família está devastada e por acaso não se preocupa com eles?

—Claro que sim, só acho que não se deve casar sem haver amor. É apenas isso.

—Você tem razão.

—Não estou fazendo a sua cabeça, apenas faça o que é de sua vontade.

—Eu e Edward teremos um relacionamento aberto quando casados.

—Se eu me casasse com você eu jamais iria aceitar uma coisa dessas, você seria minha e de mais ninguém.

—É verdade? Perguntei sorrindo.

—Não aceitaria dividi-la com ninguém. Isso é sinal de posse e de cuidado quando um homem deseja de verdade uma mulher.

—Edward é mulherengo.

—Isso é complicado não acha?

—Sim. Minha vida é complicada.

—Não sente falta dos seus pais?

—Muita. Falei pesarosa e uma lágrima rolou. –Como eu te contei ao telefone eles morreram num acidente de carro ao viajarem de férias.

—É você me falou. Sinto muito.

—Obrigado. Ele selou os nossos lábios e tornou a olhar para mim.

—Quer almoçar agora?

—Acho que sim ou irei dormir aqui. A gravidez me deixou molenga.

—É normal.

Como eu já estava seca, eu passei creme hidratante em meu corpo, penteei o meu cabelo e passei batom vermelho em meus lábios. Coloquei a minha saída de praia e o meu óculo, eu já estava pronta.

Max desarmou o guarda sol e pegou tudo para irmos embora, nos despedimos do casal ao lado e caminhamos rumo ao calçadão. Atravessamos a rua comigo segurando no braço dele a seu pedido e fomos para o carro deixar as cadeiras, o guarda sol e a pequena bolsa dele.

Fomos para o restaurante point do camarão e fizemos os nossos pedidos, era variado em frutos do mar, salada, de tudo um pouco.

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4min depois.

Fomos servidos até que rápido e bebemos suco natural, o clima estava muito bom e a comida estava excelente. Conversamos bastante e Max morava só. Os pais dele moravam em uma cidade vizinha e os conheci por terem vindo comemorar o reveillon com a família. A família dele eram donos de uma fábrica onde construíam barcos e iates que eram vendidos para o mundo todo, na verdade eles eram ricos demais e descobri que o iate de Edward foi comprado com eles. Fiquei de queixo caído pelo luxo que era aquele iate por dentro e por fora, por isso Edward ficou recalcado pela raposa atrair um homem tão influente e fisicamente bonito, mas o que me chamava mais à atenção eram os gestos de Max para comigo. Soube a idade dele e Max tinha vinte e sete anos.

Terminamos de comer comigo pra lá de satisfeita. Graças a Deus não me enjoei com nada que foi servido e recusei a sobremesa por estar de estômago bem cheio.

—Tem certeza que não quer mais nada?

—Tenho. Falei sorrindo. –Estou satisfeita demais ou acabarei explodindo. Sorrimos.

—Podemos passear por aí, o que acha?

—Ótimo!

—Então ta!

Max pagou a conta com o cartão de crédito e saímos de mãos dadas do restaurante. Fomos para o carro e de forma gentil ele abriu a porta do carro para mim. Entrei no veículo e ele fechou a porta, dando a volta ele veio acomodar o banco do motorista.

Ele dirigia muito bem e tranquilo ao meu ver, rodamos pelas praias e chegamos a parar em uma delas pra beber água de coco. Nós visitamos três no total e na última foi que paramos no trailer.

—Já quer ir embora? Perguntou ele olhando a hora no Rolex dele.

—Que horas tem?

—17:09min da tarde.

—Eu ficaria um pouco mais com você. Falei segurando na mão dele após terminar de beber a água de coco.

—Você deve estar incomodada por estar com o corpo salgado e não quero que haja brigas por estarmos juntos.

—Edward não irá saber, não o interessa o que eu faço da minha vida.

—Mesmo assim eu não desejo que se aborreça. Não estou lhe obrigando a ir, claro que não, mas não quero que arrume brigas com ele e ele a maltrate.

—Eu te entendo. Falei o abraçando e revivi o que passei com Edward nesses últimos meses, sem querer uma lágrima rolou e eu a sequei.

—Ficou sentida comigo? Perguntou ele secando as minhas lágrimas que desciam sem a minha autorização e sorri levemente.

—Mulheres grávidas têm disso, não se preocupe querido.

—É, eu estou ficando por dentro graças a você minha gravidazinha linda.

—Você tem razão, eu irei voltar agora.

—Está triste por ter que ir?

—Sim e não. Estou preocupada com Esme e você tem razão. Eu tenho mesmo que ir.

—Podemos nos ver amanhã e sempre que você desejar.

—Eu não tenho celular, Edward o quebrou com raiva. Não tenho um meio de comunicação melhor e diretamente com você.

—Posso te dar um aparelho e você o mantém escondido.

—Não precisa, darei o meu jeito e nos falaremos de qualquer jeito. Eu vim hoje, não vim?

—Sim, você veio e tudo bem. Eu ligarei para você e manteremos o mesmo esquema. Darei o número para você para quando quiser ligar.

—Manterei guardado a sete chaves. Após eu falar sorrimos.

—Te deixarei lá.

—Você diz na casa dos Cullens?

—Sim, lá é a sua casa também.

—Não a considero, pode parecer estranho para você, mas para mim não é.

—Está ressentida, por isso fala isso.

—É isso e mais algumas coisas, mas não precisa ir até lá porque eu acho melhor ir de táxi. Irá evitar confusão caso ele já esteja chegado em casa.

—O táxi será por minha conta então.

—Não aceitará não como resposta?

—Não, não mesmo. Disse ele sorrindo e me beijou pra valer. Resolvemos ir para o carro e continuamos a nos beijar.

.

.

10min depois.

—Se não pararmos de nos beijar eu não irei embora nunca.

—Então não vá.

—É tentadora a sugestão, mas tenho mesmo que ir.

—Tudo bem. Falou ele colocando o dinheiro para o táxi na minha mão e o telefone dele anotado no papel. Duzentos dólares era muito.

—Tem dinheiro demais aqui.

—Se pegar engarrafamento cobrirá.

—Você pensa em tudo mesmo.

—Claro que sim. Disse ele convencido e dei uma tapinha no ombro dele brincando. –Sei que será difícil o nosso envolvimento.

—Eu também sei disso, então me dê o seu endereço para quando eu não poder ligar eu apareço.

—Nos finais de semana eu estou em casa, pouco saio de casa. Hoje sexta foi uma exceção por eu querer te ver novamente.

—Que fofo ouvir isso. Falei dando um selinho nele e ele sorriu.

—Vou anotar no papel junto do telefone então.

—Ok.

Ele anotou o endereço com o papel sobre a minha perna e sorriu.

—Até muito breve princesa.

—Até.

Nos beijamos e ele se afastou para ligar o carro sorrindo. Saímos da praia e ele parou em um ponto de táxi ali perto, nos despedimos com um selinho e entrei no táxi dizendo para o taxista o meu destino, ele me deixaria no portão da mansão.

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.

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UM TEMPO DEPOIS.

—Chegamos moça. Falou o taxista me despertando da leve sonolência.

—Ok e que bom! Falei observando o portão iluminado e já estava bem escuro, a noite já reinava. –Está aqui o dinheiro moço. O entreguei.

—Obrigado. Falou ele pegando o dinheiro e me entregou o troco a seguir.

Sai do táxi e toquei a campainha, logo o portão foi aberto pelo segurança e entrei após cumprimentá-lo com um gesto de cabeça somente, não era o Sebastian ali.

Passei pelo quintal e entrei na cozinha, Edward estava sentado à mesa com roupa casual e Mary preparando a janta, fingi não o ver ali, mas eu sabia que ele me olhava e bem sério. Mary notou a minha presença.

—Boa noite Mary. Falei ao andar pela cozinha.

—Boa noite. Disse ela me olhando e sorriu temerosa. O motivo era o patrão malvado dela que estava ali me olhando.

—E Esme como está?

—Bem e no quarto dela escutando televisão.

—Deu o meu recado para ela?

—Dei sim.

—E?

—Ela só falou um “tudo bem”.

—Obrigado! Agora eu irei para o quarto tomar um banho, estou que é sal puro no corpo.

—Está vermelha. Bronzeou-se bastante hein?

—É. O sol estava intenso hoje e aproveitei bastante.

—A senhorita Alice está aqui.

—Ai que bom! Falei empolgada. -Onde ela está?

—Descansando no quarto de hospedes, ela veio do trabalho e descerá para comer com todos a mesa.

—Que bom! Preciso subir agora e tomar aquele banho. Falei sorrindo, era visível o meu bom astral. Depois do dia maravilhoso que eu tive também, não era para menos.

—É melhor mesmo, precisamos conversar! Disse Edward se levantando e segurou em meu braço ao notar a “minha alegria”.

—Solte-me! Falei puxando o meu braço e Mary ficou sem jeito com a situação.

—Não irei não! Agora vamos subir.

—Tudo bem, mas me largue! Largue-me Edward!

Não me obedecendo subimos as escadas com ele me segurando, andamos pelo corredor e tuquinha veio nos receber com o seu latido fino.

—Oi lindinha. Falei sorrindo e isso pareceu irritá-lo.

Abri a porta e entramos, com a sua forma bruta Edward me largou.

—Onde você se enfiou o dia inteiro? Perguntou ele estando cara a cara comigo, ele me desafiava.

— Não lhe interessa! Falei me afastando dele e caminhei na direção do banheiro com ele na minha cola.

—Sabe que sim! Disse ele atrás de mim. –ESTÁ CONVIVENDO AQUI E ME DEVE SATISFAÇÃO! Falou ele alterado e nem liguei.

—Quero tomar o meu banho e exijo privacidade total! Aliás, você já me viu nua mesmo, então não há motivo para você ficar aqui no banheiro me espiando!

—Que se dane a sua privacidade total!

—Não precisa gritar comigo! Agora saia do banheiro Edward!

—Aonde. Você. Estava?

—Na praia! Não percebeu o meu biquíni ainda ou está difícil? Andou bebendo para lhe deixar cego e sem percepção?

—É eu percebi, mas não confio em você! Com quem estava?

—Com a minha cria! Agora dê o fora!

—Sabe que eu poderia lhe casti..

—Mas não irá! Sou livre para ir e vir na hora que eu quiser! Falei o interrompendo.

—Não quando se está comprometida comigo! Está bem claro que o seu tipinho não vale nada.

—Não tenho um tipo ou um perfil perfeito, eu sou o que sou.

—Você cale a bo.....

—Quem já passou da hora de calar é você Edward!

—A praia está em todo o arredor aqui. Por que precisou ir a outra praia? Perguntou ele segurando o meu braço e o soltou com a sua maneira nada educada como sempre.

—Vou aonde me dá vontade!

—Minha mãe ficou aqui sozinha o dia inteiro! Sem contar que você me deixou atrasar de propósito. Por que não me acordou?

—Não sou despertador e pouco me importo se você se atrasa ou não! Já a sua mãe não ficou sozinha, Mary deve ter dado atenção a ela.

—Deve né?

—É, deve sim!

—É uma aproveitadora!

—Sou o que você quiser Edward agora me deixe em paz! Meu dia foi tranquilo e quero que ele termine assim.

—Prefiro sair mesmo, seu cinismo me incomoda Swan!

—Seu jeito estúpido me incomoda a todo o momento!

Ele saiu do banheiro pisando duro e eu tranquei a porta do mesmo, eu não queria que ele tornasse a entrar e mexer na minha bolsa atrás de pistas do meu paradeiro. Eu o senti bem curioso, mas ele não descobriria nunca com que eu estava e o meu dia foi tão bom com Max. Ele me deixou bem alegre e seu jeito meigo de ser era cativante.

Coloquei a minha bolsa sobre a pia, tirei a saída de praia e fiquei descalça. Entrei no Box e tirei o meu biquíni que estava com um pouco de areia, logo a segui liguei o chuveiro e comecei a tomar o meu banho. Passei bastante xampu em meu cabelo após escová-lo com o pente para tirar toda a areia do meu couro cabeludo e o enxaguei bem. Coloquei um condicionador hidratante e o deixei agir em meu cabelo enquanto eu passava sabonete em meu corpo. Lavei-me bem e me enxaguei por inteira.

Após sair do Box eu me enxuguei bem e penteei o meu cabelo estando completamente nua. Vesti o roupão e fui para o closet, para o meu alivio Edward não estava no quarto. Retirei tudo da minha bolsa e guardei a sete chaves o telefone de Max, onde estava Edward jamais o acharia. Vesti um conjuntinho de short e blusa de cor lilás e desci levando a roupa e o biquíni que eu usei hoje para lavar. Passei por Mary na cozinha e fui para a área. Abri a bica e lavei as minhas coisas rapidinho, fui para o quintal pendurá-las e retornei para o interior da casa ficando com Mary na cozinha.

—Aproveitou muito? Perguntou ela me olhando.

—Bastante Mary.

—Estava com ele não é?

—Ele quem? Perguntei me fazendo de boba.

—Sabe de quem eu estou falando.

—Não sei não. Falei indo até a geladeira pegar uma besteira para eu comer e escolhi beber um pouco de suco. –Fala de Jacob?

—Sabe que não.

—Não sei do que você está falando, vou para a sala assistir televisão.

—Falo d..... Estou falando daquela macarronada gostosa que você preparou. Falou Mary mudando rápido de assunto quando Edward entrou na cozinha e eu tratei logo de sair.

Fui para a sala e fiquei assistindo televisão sentada no sofá, já passava a novela. Não se passou nem quinze minutos e Mary começou a arrumar a mesa para o jantar, eu estava sem pique para ajudá-la hoje por causa da praia. Eu já estava um pouco sonolenta e Alice desceu com Esme, acabei sorrindo para a prima de Edward e ela retribuiu empolgada.

—Olá Alice. Falei indo abraçá-la.

—Oi bella. Disse ela me retribuindo o abraço.

—Oi Esme.

—Oi querida. Aproveitou bem o seu dia hoje?

—Sim. Falei de forma simples para não levantar suspeitas.

—Que bom!

Fomos nos sentar à mesa e Mary ao começar a trazer a comida, Edward se sentou à mesa evitando me olhar. Tomei a minha vitamina antes e comecei a comer, me sentia bem faminta e eu praticamente atacava o prato. Alice conversava estando bem alegre com Esme enquanto que eu e Edward permanecíamos comendo sem dar um pio. Até que ela interrompeu o meu silêncio me pegando de surpresa.

—Então é uma menina? Perguntou ela sorrindo bastante.

—Sim é uma menininha Alice. Edward olhou para mim e eu sorri para a Alice acariciando a minha barriga. Com esse gesto de não o olhar eu o ignorava.

—Temos que começar a arrumar o quarto dela, em poucos meses dará à luz e precisamos agitar logo o casamento.

—Acho que não há mais a necessidade de nos casarmos. Falei pensando em Max.

—Não há como dar para trás. Já escolhi o buffet e eles já estão aguardando a data somente após eu dar um sinal. De fevereiro não passa. Falou Alice me olhando, já Edward ficou quieto. –Seu vestido é lindo e logo terá que ir experimentá-lo por estar bem largo. O motivo é por causa da sua barriga que não para de crescer e experimentará faltando dois dias para o casamento.

—Ela sabe que não tem escolha. Falou Edward olhando para mim com o seu ar superior e olhou na direção da minha barriga.

—Irão tomar conta dela juntos. Disse Esme pensativa e depois sorriu levemente. –Minha netinha.

—O bebê é só meu mesmo e não preciso que o seu filho a assuma mais.

—É o dever dele de pai.

—Essa cria, é dela mesma mãe, mas ela não ficará livre nunca das minhas mãos. Ela sabe disso.

—Pouco me importo para você e o que você pensa, mas podem prosseguir com o casamento.

—Ótimo! Falou Alice empolgada e veio fazer carinho na minha barriga. –Já tem um nome para ela em mente?

—Não para falar a verdade. Pensarei em um até ela nascer.

—Comprei uns presentes para ela, irei pegá-los. Disse ela sorrindo.

—Ta bom. Falei retribuindo o sorriso.

Alice subiu as escadas largando o prato vazio pra lá na mesa e eu continuei comendo, o olhar de Edward não desprendia de mim e confesso que chegou a me dar raiva dele por causa disso. Esme comia devagar e eu terminei de comer me sentindo bem satisfeita. Continuei sentada à mesa.

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7min depois.

Alice apareceu no alto da escada e....

—bella, bella.

—Oi Alice.

—O presente é impossível de mostrar tudo de uma vez. Venha aqui ver.

—Estou indo. Falei me levantando.

—Traga a minha tia também.

—Pode deixar. Vamos Esme?

—Vamos sim. Disse ela sorrindo e limpou a boca com o paninho.

Segurei no braço dela e subimos a escada. Fomos para o quarto que Alice dormia quando vinha aqui e ela ao abrir a porta eu quase caio para trás, eram dezenas de roupinhas de bebê sobre a cama e deixei uma lágrima rolar pela tamanha surpresa.

—O que achou?

—São fofas de mais. Falei sorrindo e olhando para tudo aquilo.

—Essas são para quando ela nascer. Falou Alice sorrindo e eu olhava para aquela quantidade absurda de roupinhas pequeninas em diversos tons de cores. Havia blusinha, conjuntinhos, macacãozinho e vestidinhos. –Mas não ficaremos só nessas, claro!

—Alice você é maluca, quanta roupinhas!

—Essas são para quando ela estiver maiorzinha. Falou ela pegando uma delas e ficou admirando uma calça infantil jeans. –Tenho certeza que ela vai ser linda.

—Acredito que sim. Uau! Minha filha já tem tanta roupa.

—O quarto dela será por minha conta já que eu sou a madrinha. Agora falta o padrinho.

—É falta o padrinho. Falei pensativa sem ter alguém em mente. –Aonde eu guardarei isso tudo Alice?

—Pode ser no closet do quarto de hospedes ao lado do seu quarto. O quarto da minha afilhada será no seu atual e como você irá se casar dormirá com o meu primo no quarto dele.

—É você tem razão. Falei sem ânimo algum e ela percebeu, mas ficou na dela. –Obrigado Alice, eu achei tudo lindo. Eu disse indo abraçá-la. –Adorei os presentes.

—De nada. Falou ela sorrindo. –Viu titia, ela gostou dos presentes.

—Fico feliz!

—Eu também. Falei sorrindo e peguei um vestidinho minúsculo na mão. –Ela vai ficar muito fofa com esse, aliás, com todas elas porque são lindas.

—Vai sim. Afirmou Alice e Sorrimos.

Eu e Alice dobramos as roupinhas e algumas tinham o seu próprio cabide, ao me virar segurando várias delas em minhas mãos eu vejo Edward ali na porta olhando para nós.

—Está cedo para comprar tantas Alice. Falou ele fazendo pouco quando eu passei ao lado dele, eu iria guardá-las no quarto ao lado.

—Não está não. Falou ela trazendo as roupinhas atrás de mim. –Logo a sua filha irá nascer, os meses voam.

—Não insista, a menina é só minha Alice! Falei chateada.

—Mas el.....

—Não quero mais ouvir isso. Já cansei de ouvir ele ofendendo a criança e a partir de hoje ela será apenas minha!

—Vamos esquecer essa bobeira e vamos guardar as roupinhas logo.

—Por mim tudo bem.

Demos várias viagens pra guardar todas as peças e terminamos momentos depois. Deixamos tudo arrumadinho e tornamos a descer para a sala para comermos a sobremesa assistindo televisão.

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1h depois.

—Estou com sono, irei subir para dormir. Boa noite Alice, boa noite Esme. Falei me levantando e não cumprimentei Edward que também estava ali sentado no sofá.

—Durma bem e boa noite. Desejou-me Esme.

—Obrigado.

—Boa noite bella.

—Pra você também Alice. Estou exausta por causa da praia.

—Descanse então.

Saí da sala e subi a escada devagar, andei pelo corredor e entrei no quarto trancando a porta logo a seguir. Fui escovar os meus dentes e me deitei exausta, logo o sono me dominou.

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Sábado, 26 de janeiro.

09:40min da manhã.

Despertei e continuei deitada, eu estava com muita preguiça e ao me lembrar das roupinhas linda que a minha filha ganhou, eu sorri. Alice era mesmo exagerada.

Resolvi me levantar e fui escovar os meus dentes. Aliviei-me e fui lavar as minhas mãos, aproveitei pra pentear o meu cabelo e fui arrumar a cama. Depois de arrumada eu decidi descer e percebi que todos dormiam ainda. Inclusive Edward após eu bisbilhotar ao abrir a porta do quarto dele bem devagar. Com ele dormindo tudo seria mais fácil e voltei para o quarto que eu ocupava, entrei no closet rapidinho e peguei o papel com o telefone e o endereço de Max. Eu ligaria pra ele, mas desisti de ligar com medo de Edward descobrir. Guardei o papel no mesmo lugar e desci pra cozinha, vontade era que não me faltava de ir vê-lo outra vez eu pensava enquanto andava pelo corredor.

—Bom dia Mary. A saudei ao entrar na cozinha.

—Bom dia. Vai sair hoje outra vez?

—Não vou não. Por quê?

—Não é por nada. Ontem o patrão perguntou por você após descer para tomar café e detalhe, ele não gostou nada, nada.

—Problema dele e não estou nem aí para o que ele pensa. Estou farta dessa vida sofrida ao lado dele Mary.

—Ele não confia em você e acha que ao sair, você vai aprontar. Talvez com o seu ex e mal ele sabe que pode ser com o primo dele.

—Não me repita isso Mary! Está proibida de tocar nesse assunto!

—Juro que não irei falar mais.

—Acho bom! Pode se meter em encrenca ou já se esqueceu que você me encobre às vezes?

—Tem razão e desculpe.

—Assim é melhor! Falei chamando a atenção dela e ela voltou a preparar o café do pessoal. Fiquei sentida por chamar a atenção dela e me aproximei de sua costa a abraçando. –Não gosto de falar assim com você, mas sabe como o seu patrão é.

—Tem razão. Falou ela sorrindo levemente pra mim.

—Eu fui ver o Max ontem. Falei bem baixinho.

—Eu já tinha sacado e não a condeno por tudo que está passando.

—Curtimos bastante juntos na praia, fomos ao restaurante e passeamos pelas praias.

—Isso que é lazer. Disse ela sorrindo. –O ama?

—Ah! Vale-me Deus Mary! Eu estou conhecendo ele ainda e nos beijamos bastante.

—Nunca deixe o patrãozinho saber, ele pode se vingar em você ou até no primo mesmo.

—Ele tem as vadias dele e estou me casando somente por causa do bebê. Quero ter boas recordações dos meus dezoito anos e não só tristeza. Estou grávida, vou me casar com um louco e sem coração que é o pai da minha filha. O que mais posso esperar Mary? Nada! Vou ser feliz a minha maneira.

—Não gosto que a maltrate, é bem triste sabe.

—Por isso eu tenho essa necessidade de viver e Max é a pessoa ideal para ficar ao meu lado. Ele sabe que eu irei me casar por causa do bebê, mas ele disse que me assumiria com bebê e tudo. Ele é tão carinhoso comigo e faz carinho constantemente na minha barriga.

—Já está derretida?

—Quase. Falei sorrindo. –Falta pouco com tanta gentileza para cima de mim e eu sou coração mole quando eu gosto e até ciumenta. Jake me fez participar de um racha a força, eu fui vigiá-lo.

—Você é muito ciumenta?

—Sim, mas só quando eu gosto de verdade. Sorrimos. –Agora vamos parar com a conversa porque eu estou faminta.

—Quando quiser falar com ele ligue do meu celular. É só me pedir.

—Sério?

—Sim.

—Obrigado amiga. Falei a abraçando e nos separamos sorrindo.

Ela terminou de preparar o café da manhã e eu fui desjejuar sentada no jardim da casa. O sol estava bem fraquinho ainda por haver um pouco de nuvens que julguei serem passageiras. Alguns seguranças estavam por ali e os ignorei, apenas cumprimentei Sebastian com um aceno, ele era outro que corria perigo de perder o emprego por minha causa.

Deitei-me na grama aparadinha de barriga pra cima e fiquei olhando para o céu acariciando a minha barriga perdida em pensamentos. Lembrei do beijo de Max e o comparei com o de Edward quando ele me beijava de forma calma. Os dois eram bons no beijo, sendo que havia uma pequena diferença. O de Edward era intenso a maior parte das vezes, tudo que ele fazia comigo era intenso, já Max agia de forma suave. Ele me beijava de forma afetuosa e intensa nas horas certas, já Edward agia sempre de forma intensa por se sentir o meu dono e querer sempre me dominar. Eram dois tipos de beijos que apaixonaria qualquer uma, mas Edward só fazia com que eu o odiasse cada vez mais com os seus gestos. O pior de tudo era saber que o meu corpo o desejava de forma louca, eu queria que fosse o contrário e me levantei ao sentir o bico dos meus seios já duros ao lembrar dele invadindo o meu corpo com a sua forma dominadora.

Peguei os utensílios que eu usei para tomar o café da manhã e fui para a cozinha lavá-los. Subi para o quarto e estranhei que a chave não estava mais na porta, deixei para lá e fui tomar banho. Tirei a minha roupa devagar e entrei no Box, liguei o chuveiro e deixei a água cair sobre mim por inteira. Deu-me vontade de chorar e chorei sem me preocupar, era um choro de desabafo sem som algum e com lágrimas constantes. Cansada de chorar eu ensaboei o meu rosto e o enxaguei, eu precisava sair um pouco dessa casa, mas procurei sossegar o facho para evitar perturbações.

Saí para me secar, passei creme próprio para evitar estrias em minha barriga e vesti o roupão. Fui para o closet e vesti um vestidinho comprado por mim, ficou bem justinho e confortável em mim. Coloquei pouquíssimo perfume e fui para o banheiro pentear o meu cabelo somente.

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Ao voltar para o quarto eu liguei a televisão e me deitei para assisti-la. Momentos depois bateram na porta e eu ao consentir que entrasse vi ser Alice. Ela vestia uma camisola cinza de seda e se deitou ao meu lado.

—Estou um caco hoje porque trabalhei bastante essa semana.

—Trabalha sozinha?

—Não, eu tenho a minha equipe. Eu decoro também e faço mil e uma coisas, adoro o que eu faço.

—Ah!

—Estou a fim de ir ao shopping mais tarde. Minha tia se animou a ir e Edward irá conosco também, será ele o nosso motorista. Falou ela sorrindo. –Aproveite e peça a ele para comprar coisas para a filha de vocês. No shopping tem cada coisinha linda para bebês.

—Não estou com pique para ir, vão vocês.

—Não está a fim de ir conosco?

—Nem um pouco, desculpe.

—Poxa bella! Vamos passear um pouquinho só? Você reclama tanto que fica aqui presa essa é uma boa hora de interagirmos em família.

—Eu não quero ir com ele, Edward só me faz passar vergonha Alice. Imagina se ele cisma de chamar a minha atenção no meio dos outros?........ Onde a minha cara irá ficar? Não! Muito obrigado.

—Eu prometo que ele não irá envergonhá-la em público.

—Isso é o que você diz! Parece não se importar tanto assim com a minha dor e me obrigam a estar sempre e sempre com ele. Com Edward, com Edward e eu já estou cansada do tratamento dele para comigo! Esqueceu que eu também tenho o meu valor como mulher?

—Se não quiser ir eu vou respeitar, só achei que seria bom.

—Tenho certeza que não será e estará me fazendo um grande favor em tirá-lo de casa, só assim eu fico em paz.

—Acordou zangada hoje?

—Não estou zangada, mas não tente me empurrar para cima dele. Não enxerga o meu lamento silencioso ou você só se preocupa com o bem star da família de vocês?

—Juro que não estou ao convidá-la, só achei que seria legal, mas tudo bem bella. Não precisa ir. Disse ela pensativa e olhou para mim. –Não passo por cima da dor de ninguém, só desejo a paz aqui, mas a cada dia que passa vejo que está difícil. Eu só tenho a lamentar e ver como pessoas maravilhosas se afundam cada vez mais.

—Eu me afundei por causa do seu primo!

—Eu não quero repetir essa conversa, acho melhor deixá-la sozinha para relaxar. Não é um bom momento agora, sinto isso. Irei ao shopping para passear com a minha tia você querendo ir ou não. Desculpe por incomodá-la.

—Não é incomodo algum, sabe disso Alice. Você sabe que eu gosto de você, mas é muita coisa para se assimilar e estou muito confusa no momento. Preciso mesmo é relaxar e me manter calma, quieta na minha para ser sincera.

—Sei disso. Falou ela segurando brevemente na minha mão e se levantou da cama. –Só desejo que tudo se resolva, só isso.

—Tudo bem Alice.

Ela saiu do quarto e eu fechei os meus olhos para depois tornar abri-los. Eu me sentia cansada mentalmente e desliguei a televisão, eu não estava a fim de ir ao shopping e sim ver Max. Era uma situação bem ruim eu sair com ele, gostar da companhia dele e me casar com Edward que me maltratava de todas as maneiras cabíveis a ele.

Acabei pegando no sono momentos depois.

CONTINUA...........

Notas finais
;)