Solares

11 Capítulo 11


BELLA.....

Final do capítulo anterior.

Eu estava muito cansada e me lembrei de algo importante, os meus documentos. Fui até o meu quarto e olhei na gavetinha, meus documentos estavam todos ali para a minha sorte e cheguei a pensar que estivessem com Edward ou com quem estava louco para pôr a mão em meus pais. Sorte era a minha que o prédio oferecia muita segurança e mesmo assim deu no que deu.

Não teria como evitar, comigo a chantagem foi via telefone e perseguição, ninguém entrou aqui no prédio para me tirar à força. Com os meus pais deve ter acontecido o mesmo pelo apartamento estar intacto. Eu observava tudo nos mínimos detalhes e ainda não acreditava em tudo que aconteceu e estava acontecendo.

Eu queria saber pelo menos de jake e se ele me perdoou. Mesmo não parecendo eu precisava de ajuda, aquela mixaria de dinheiro não daria para me manter mais de dez dias, eu estava perdida em dobro pela minha situação. Por mais que o bebê não tivesse culpa, eu não desejava que acontecesse dessa forma, isso acabou com a minha vida literalmente e tudo por culpa......dele. Foi ele quem causou tudo isso ao vir possuir o meu corpo sem camisinha e a força, ele não se importava na hora por agir sempre no calor do momento e com autoridade para cima de mim. Acho que ele se esqueceu que a escravidão já havia acabado.

Eu precisava de ajuda financeira e Jake tinha o suficiente, só ele poderia me ajudar, eu acho. Eu não voltaria com ele caso ele pedisse, seria o mesmo que colocar uma arma apontada para a cabeça e atirar, eu jamais colocaria ele e a família dele em perigo. Não mesmo, e só bastava saber se ele iria me ajudar a fugir para algum lugar desse. Ele poderia estar com raiva de mim ainda e se ele não quisesse me ajudar, eu daria o meu jeito. Foi um milagre eu ter conseguido escapar e sei que Edward não descansaria até me achar.

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Eu precisava dormir um pouco para relaxar e fui me deitar na cama dos meus pais. A minha vontade era outra, pois eu queria saber dos meus amigos e não podia. Isso era horrível!

Mesmo eu estando alimentada eu me sentia fadigada e com um sono fora do normal, acabei dormindo minutos depois.

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23:05min da noite.

Acordei faminta e no escuro, quando levei a minha mão até o abajur sobre o criado mudo eu me lembrei da falta de luz e mesmo assim eu precisaria me manter no escuro caso tivesse energia disponível. Acender a luz se fosse possível, seria o mesmo que dar um sinal de fumaça para os capangas de Edward.

A luz da rua iluminava pouca coisa o apartamento, mas dava para me locomover com a pouca iluminação. Fui até a cozinha e comi algumas coisinhas sentindo os meus seios bem sensíveis. Bebi uma quantidade boa de água e me deu na telha de ir espiar a rua por detrás da cortina. Aparentemente a rua estava calma, mas a pirua blazer de um dos seguranças de Edward estava parada mais a baixo. Ela estava estacionada quase na esquina, eu jamais me esquecia daquele carro. Não mesmo.

Eles foram espertos e sabiam que ali era o lugar o qual eu iria primeiro, mesmo que eu tivesse que mofar ali dentro daquele apartamento quente, eles jamais encostaria a mão em mim outra vez.

—Um bebê! Falei para mim mesma perdida em pensamentos, ele me atrapalharia e muito. –Preciso tirá-lo, preciso me livrar dele. Falei chorando e senti uma pontada em meu peito, ele não tinha culpa de nada coitadinho. –Ele não tem culpa! Afirmei indo me sentar no sofá e coloquei a minha mão sobre a minha barriga, deixei as lágrimas rolarem pra valer estando perdida e sem saber o que fazer quanto a isso.

Eu sabia que os meus dias ali estavam contados, aqueles homens não sossegariam até pôr a mão em mim e Deus, eu tinha medo do que eles fossem capazes de fazer comigo dessa vez. Acho que me matariam, constatei chorando mais ainda.

Sair do apartamento de cara limpa era impossível, eu precisava de ajuda e nem o meu celular eu tinha mais. O telefone estava só dando ocupado após discar o número do celular de jake e constatei que deve ter sido bloqueado para fazer ligações. A conta estava atrasa e tínhamos um plano mensal, esse que não foi pago nos últimos meses que se passou.

Preocupada, eu estava muito preocupada e com um bebê no ventre meu Deus. Sentia-me perdida com aqueles homens espalhados por aí a minha caça. Eu não conseguiria escapar dali sem ter a ajuda de alguém. –Mas quem? Eu me perguntava a todo o momento tendo em mente mais ou menos quem.

Acabei dormindo deitada no sofá.

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Segunda feira, 16 de Dezembro.

10:20min da manhã.

Acordei toda torta no sofá e sentindo dores em meu corpo por ter dormido de mau jeito. Levantei-me devagar e fui olhar na fresta da janela, o carro ainda estava ali e o meu interfone tocou, mas eu sabia ser o porteiro.

—Alô.

—Senhorita, não me leve a mal, mas parece que estão lhe vigiando.

—Por que diz Isso? Perguntei sentindo o meu coração bater forte no peito.

—Assim que você chegou ontem um cara alto veio perguntar por você e hoje o vi por essa área novamente. Sei que a senhora não era de muito parentes e a atitude do sujeito é meio arrogante.

—Ele falou o nome dele, se identificou? Perguntei nervosa.

—Não, ele só perguntou pela senhorita, tipo, se eu a vi e mais nada.

—Não diga para ninguém que eu estou aqui. Pedi nervosa demais e Esme me veio à cabeça.

—Não falei e nem irei falar, fica tranquila. Mas acho que eles não a deixarão em paz, parece que está na sua cola. Sei ler linguagem corporal por isso estou lhe afirmando que o sujeito não irá desistir.

—Ele está me vigiando e não chame a polícia ou faça alardes, por favor. Sendo que no momento eu não posso aparecer e tenho que sair daqui sem ser vista.

—Posso ajudá-la de alguma forma, tem para onde ir senhorita?

—Não, eu não tenho e esses sujeitos não irão me deixar em paz. Na verdade, eu consegui fugi deles. Falei chorando e confessando a minha situação entre meias palavras.

—Não posso ir aí confortá-la, mas posso chamar um táxi e o mesmo pegar a senhorita na garagem. Não prefere ficar segura aí no seu apartamento?

—Eu posso ficar, mas tenho em mente que eu não poderei ficar para sempre aqui escondida por estar grávida. Não me cuidei e tenho medo pela vida do bebê e a minha. Como irei ao médico estando aqui escondida, sem luz, sem telefone para marcar uma consulta se for possível pagá-la. Eu estou perdida.

—Fique uns dias aí senhorita, estará mais segura do que se aventurar pela rua nesse momento. Não tem alguém da família, algum amigo próximo que possa lhe ajudar?

—Não tenho parentes e os meus amigos não podem saber sobre mim, seria o mesmo que arriscar a paz familiar deles. Mas eu tenho uma pessoa que pode me ajudar. O homem ficou mudo por uns minutos e eu sem saber o que ele estava pensando.

—Não saia do apartamento hoje, talvez eles desistam e saiam daqui da área. Que confusão se meteu!

—Não precisa me ajudar e chegar a se meter em encrenca também. Darei o meu jeito.

—Fica tranquila. Venha aqui em baixo e me aguarde no elevador, lhe emprestarei o meu celular para você falar com essa pessoa de confiança e que possa lhe estender a mão. Essa pessoa mora perto?

—Um pouco, ele é o meu ex-namorado. Ele pode me ajudar.

—Então fale com ele, mas não abra o jogo e seja esperta. Diga o necessário.

—Estou indo, vou só escovar os meus dentes e comer algo.

—Tudo bem, eu estarei aqui te esperando.

—Obrigado de coração.

—Que isso! Vou lhe aguardar.

—Ok.

Desliguei e fui até o banheiro do meu quarto tomar um banho. Quando terminei, vesti um vestidinho solto e fui preparar algo para eu comer, por sorte no armário tinha uma quantidade boa de comida e temperos. Não tinha pão fresco e as bolachas estavam todas mofadas, o jeito foi fazer algo prático sem muita frescura.

Eu estava nervosa por causa da ligação que eu faria, eu não sabia qual seria a reação de jake ao falar comigo. Eu precisava tanto da ajuda dele e quando terminei de comer lavei o meu prato.

Calcei um chinelo e desci, como combinado eu fiz sinal para o porteiro estando dentro do elevador. Ele ao escutar o meu assovio olhou e veio na minha direção com o celular na mão.

—Espero que dê tudo certo.

—Obrigado, não sei nem como lhe agradecer.

—Imagine! Agora procure por ajuda.

—Irei.

—Pode levar o celular, depois você me entrega. Ficará mais à vontade falando em seu apartamento.

—Farei isso.

Apertei o botão e fui para o meu andar, abri a porta do meu apartamento e a tranquei novamente. Nervosa eu fui me sentar no sofá e disquei o número do celular de jake. Chamou quatro vezes e na quinta ele atendeu.

—Oi jake. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem, mas sem fazer som algum.

—Isabella? Perguntou ele meio desacreditado em estar ouvindo a minha voz.

—Sou eu mesma Jake.

—Não vejo o porquê de você estar me ligando depois de desaparecer do mapa e tenho certeza que com o seu novo namorado!

—Não fugi com ninguém jake, não há namorado algum.

—Mentira! Você mesma deixou claro falando do outro! Não sei porque estar me procurando depois desse tempo em que sumiu. A morte dos seus pais foi bastante comentada e tudo indica que não eram pessoas honestas pela forma que foi. Agora consigo entender o porquê do medo excessivo em não te deixarem sair. Eu às vezes ficava me perguntando e agora eu já tenho a resposta, mas saiba que eu já estou em outra e não gosto de me misturar com pessoas da sua índole! Fui um tolo mesmo e cego o tempo inteiro ficando atrás de você. Foi uma ótima atriz o tempo todo!

—Está sendo duro comigo jake, eu não mereço que você me trate assim! Não sou uma pessoa dessa estirpe e você sabe disso.

—Foi você quem terminou comigo e até agradeço por ter se afastado, acreditei até que você havia morrido junto com os seus pais, mas pelo que vejo está mais que bem! Não entendo o porquê da ligação! Você mentiu para mim Isabella.

—Não haja com rancor e compreendo que já esteja em outra, mas não sou uma pessoa má jake. Eu juro para você.

—Não acredito, desculpe, mas eu não acredito. Muitos escondem a sujeira em baixo do tapete e porque ficou desaparecida esse tempo todo? Conta outra Isabella!

—Eu preciso da sua ajuda, eu preciso me mudar daqui o mais rápido possível e só posso contar com você nesse momento. Preciso que me ajude financeiramente e um dia eu lhe devolverei todo o dinheiro. Eu sinto muito por tudo que aconteceu naquele dia na praia, foi um mal entendido Jacob.

—Não me meta em furadas, eu tenho a minha família e seja lá o que você esteja metida, por favor, não nos envolva! Já falei que eu estou em outra e ela é totalmente descomplicada que você! Não posso te ajudar.

—Por acaso é a Isis? Perguntei sentindo uma raiva imensa dele.

—É ela mesma, pelo menos os pais dela são pessoas limpas. Eu teria vergonha se fosse você, houveram muitos boatos e foi capa de jornal a tragédia.

—Se julgam tão limpos né jake, que vive se entupindo de baseado com a sua atual namorada! Julga-se o certo e o todo poderoso, mas é um viciadinho de marca maior! Eu nunca que irei me comparar a ela, sou melhor que os dois juntos!

—Não interessa o que eu faço ou deixo de fazer, acho melhor pararmos por aqui e será como se você nunca tivesse me ligado. Se vire e dê o seu jeito, só não me envolva no meio de seus problemas e nem os meus amigos que não tem nada a ver com isso. Graças a mim você se entrosou no meio deles, então faça um favor, os deixe longe de problemas assim como a minha família!

—Vou me lembrar dessas palavras jake, esqueça que um dia eu tive o desprazer de me envolver com você! Saiba que vou odiá-lo por todas essas palavras desnecessárias que você disse para mim. Finja que eu morri, adeus Jacob. Bati o telefone na cara dele estando desconsolada. –Eu estou perdida. Falei para mim mesma.

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Perdi a noção de quanto tempo eu fiquei jogada no sofá deixando as lágrimas rolarem, acho que perdida ainda era pouco para mim e fui devolver o celular para o porteiro sentindo-me estranha, um pouco mal.

—Conseguiu a ajuda? Perguntou ele esperançoso, mas ao perceber a minha vista vermelha pelo choro a sua expressão mudou. –Não conseguiu?

—Não. Falei tentando me fazer de forte.

—Não quiseram lhe ajudar?

—Não senhor.

—Eu sinto muito. Encontrará uma solução.

—Tomara, preciso subir. Falei ao começar a sentir dores no pé da minha barriga.

—Sente-se bem? Perguntou ele ao ver a minha expressão de dor e o leve curvar do meu corpo.

—Minha barriga está doendo. Digo aqui em baixo.

—Precisa ir ao médico, está grávida senhorita.

—Chame o táxi, por favor, a dor estar até suportável, mas sei que eu preciso ir ao médico.

—Você tem plano de saúde?

—A essa altura eu tinha.

—Então terá que ser no público mesmo, direi para o motorista do táxi em qual te levar. Não posso sair daqui para acompanhá-la, então terá que se cuidar sozinha. Pegue os seus documentos e quando o táxi chegar, eu te aviso. Tente relaxar o quanto poder.

—Ok. Falei sentindo pontadinhas de dor e subi para o meu andar.

Peguei a minha bolsa e o meu dinheiro, eu não poderia ficar dentro de casa com essa dorzinha estando grávida e fui até o banheiro. Ao arriar a minha calcinha vi gotinhas de sangue meio amarronzado e me apavorei de verdade, sem saber o que fazer interfonei para o porteiro desesperada e expliquei a situação estando um pouco constrangida. Ele pediu para me manter calma que o táxi já estava chegando para me levar ao pronto de socorro, dizendo ele muito bom apesar de ser público. Eu percebi que havia deixado o homem preocupado e lamentei.

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10min depois.

Fui informada que o táxi me aguardava na garagem e desci tentando me manter calma, entrei no táxi e sorte era a minha pelo táxi ser filmado. Já sabendo aonde me levar, ele se dirigiu ao local um pouco distante dali. Chegamos no hospital meia hora depois e desci após pagá-lo.

Fui até a recepção fazer a minha ficha e ao explicar o meu problema, eu tive por sorte um tratamento excelente. Fui levada para a sala da médica especializada a cuidar de grávidas e respondi a as suas perguntas. Algumas eu não sabia responder e ela ficou me olhando. Passei por tantas coisas que esqueci o dia da minha última menstruação, mas me lembrei depois de tanto pensar.

Falei do meu pequeno sangramento e ela me examinou por completo, até verificar a minha pressão ela verificou. O pior de tudo foi ficar sabendo depois da ameaça de um possível aborto dizendo ela. Depois me encaminhou para a sala de ultrassonografia para ficarmos a par do meu estado e acho que ela se comoveu com o meu desespero após eu explicar por meias linhas a minha terrível situação. Claro que eu não falei a respeito de Edward, eu não era boba.

Na sala, a primeira coisa que ouvimos foi o som do coração do bebê e pelo o que estava escrito na ficha, o som pareceu acalmar o médico. Algo como princípio de aborto assustava a maioria das mulheres e mesmo esse filho não sendo desejado por mim, me assustou também. Eu não desejava o mal da criança, mas estava sendo um pouco duro para eu aceitar por ser fruto de um abuso. Pior ainda é estar fugida e ter que se cuidar sem ter como. Crianças exigem muito e eu estava ferrada no momento, pior ainda sozinha sem ter muita experiência.

—É um bom sinal escutar o som do coração do bebê e pelo que vejo está com dez semanas de gravidez. Houve um leve descolamento na placenta e terá que repousar o máximo que puder. Isso a médica irá lhe deixar ciente após sair daqui.

—Tudo bem doutor. Estou desesperada com muitas coisas.

—Tente se acalmar, agora retorne a doutora Michele e leve o resultado da ultra. Lá ela irá lhe explicar como proceder.

—Ok.

Caminhei até a recepcionista da médica e aguardei. Não demorou muito, fui atendida e tendo o resultado em mãos, ela pediu repouso absoluto ao ler o que estava escrito. Mandou que eu repousasse por no mínimo 30 dias sem passar nervoso, estresse, dirigir ou fazer muito esforço físico. Sexo nem pensar por enquanto e descanso absoluto total. Ela receitou uma vitamina diária e um remédio para evitar que eu pudesse vir a perder o meu bebê, não parecia, mas era complicada a minha situação.

Vendo o meu desespero pela falta de recursos, ela fez um prontuário do hospital para mim e marcou uma consulta para o dia 15 de janeiro bem cedinho par ver o meu estado. Tive mais uma vez sorte de não ter que encara uma fila quilométrica de manhã cedo para fazer um prontuário no hospital e marcar para não sei quantos dias depois uma consulta. Se eu quisesse, eu poderia ter o meu bebê na ala da maternidade ali mesmo informou-me ela, diria que era um hospital completo e muito bem conceituado para os pobres. O porteiro não errou ao me indicar aquele.

A agradeci por inúmeras vezes antes de ir embora e ela pediu que eu levasse a sério quanto a repousar. Explicou como administrar a vitamina e o remédio com paciência e me desejou boa sorte ao sair da sala. Eu estava levando a receita médica e a ultra do bebê.

Tentei não me preocupar com a perseguição, mas ali por ser um bairro não muito chique e diria que até pobre, eu andei devagar até a farmácia mais próxima. Comprei os remédios e pedi um desconto para o balconista, não foi muito e ganhei 5% em cada produto. Já foi alguma coisa.

Saí da farmácia e fui caminhando olhando para tudo era quanto que é lado, me reprovei por aflorar o desespero e me acalmei com muita dificuldade, mas estava difícil.

Na rua li perto estava tendo feira e aproveitei para comprar fruta, legumes e verduras. Lembrando-me de fazer pouco esforço, eu fui até o ponto de ônibus para conseguir algum táxi. Não demorou muito entrei em um com os vidros também filmados e voltei para o meu prédio. Fiz o mesmo de quando eu fui, pedi o homem para me deixar na garagem interna do prédio e subi para o meu apartamento levando as bolsas da feira.

Fiz uma mega salada para eu comer e fui tomar um banho, coloquei uma camisola fresquinha por estar calor demais e me sentei para comer após tomar o remédio. Fiz suco de laranja para eu beber depois e fui escovar os meus dentes para descansar bastante depois. Eu me sentia bem cansada.

Deitei em minha cama e dormi minutos depois sentindo o quarto bastante abafado, eu não poderia abrir as janelas infelizmente.

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19h da noite.

Acordei na escuridão e desejei estar em outro lugar onde eu pudesse acender a luz e andar pra lá e pra cá sem preocupação. Eu queria me mudar e vender aquele apartamento de luxo, eu não teria condições de mantê-lo e faria da forma mais sigilosa possível. Eu iria até uma imobiliária e me informaria.

Eu ainda tinha dinheiro e se eu ficasse ali no meu apartamento, eu poderia passar um bom tempo sem me preocupar. Caso eu fosse para algum canto, ele evaporaria por tudo ser muito caro e eu não ter tanto assim.

Antes na escuridão e estando livre, do que ficar naquela mansão ralando igual uma condenada. Aquela corrida toda para fugir foi o que me levou a sangrar e talvez o abuso de Edward também. Fiz um esforço físico tão grande para fugir que por pouco não perdi o bebê por causa disso. Eu havia andando muito sob aquele sol escaldantes e cheguei a dar pequenas carreiras para ser mais rápida. O desespero nos faz fazer muitas loucuras às vezes.

Fui para a cozinha e preparei o que comer. Após me saciar, eu fui olhar da fresta da cortina a moda lá fora, estava tudo calmo e normal, não havia sinal de carros suspeitos.

Sem ter o que fazer, eu fiquei deitada em minha cama repousando, era ruim ter somente a luz da rua iluminando o apartamento. Eu estava ficando impaciente por causa disso e tentei relaxar mais uma vez passando a mão em minha barriga. Fiquei imaginando como o bebê iria ser, pelo menos o pai era muito bonito e eu não era de se jogar fora, acho que o bebê seria uma gracinha. Após passar esse tipo de pensamento me bateu a realidade, eu não saberia me virar sozinha e chorei mais uma vez. Sem alternativa acabei culpando os meus pais por tudo que eu estava passando.

Resolvi ir comer algo pra poder ingeri o medicamento e fui escovar o meu dente. No banheiro a iluminação era péssima, mas fazer o que? Nada! Tapeei como pude.

O jeito foi ficar deitada após abrir um centímetro da janela para entrar um pouco de ar. Após horas ali deitada, o sono resolveu aparecer outra vez.

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Terça feira, 17 de dezembro.

08:05min da manhã.

Despertei e fiquei deitada pensando na minha vida, eu não tinha outra coisa melhor para fazer e escutei alguém batendo na porta. Apavorei-me de imediato e levantei da cama, sai do meu quarto e fui andando na pontinha do pé até a sala e olhei do olho mágico, era o porteiro.

—Só um momento. Falei indo até o meu quarto e vesti um robe sobre a camisola. Voltei para a sala e abri a porta. –Bom dia. Falei um pouco sem jeito.

—Lhe trouxe um pão fresco e manteiga, essa não tem problema ficar fora da geladeira. Tem leite nessa garrafinha.

—Poxa, eu não sei como agradecer. Estou tão sem jeito de estar passando por essa situação e olha para o meu apartamento e todo esse luxo, sendo que estou aqui dependendo dos outros.

—Que isso senhorita e não fique envergonhada por causa disso, não estou julgando a sua condição financeira. É jovem demais para estar passando por esse embaraço todo e sozinha, é o mínimo que eu posso fazer como pessoa humilde. Como foi no médico ontem?

—Tive um descolamento de placenta e preciso repousar.

—A senhorita não deveria então ficar de pé tem que ficar repousando.

—Estou sozinha, não tem quem faça por mim.

—Eu entendo e é complicado, vim só ver como a senhorita estava passando.

—Estou bem aparentemente.

—Como a senhorita sabe, eu não sou rico. Sou uma pessoa normal.

—É eu sei. O que tem isso?

—Moro em um bairro simples e há quarenta minutos daqui, lá tem uma casa para ser alugada e está toda mobiliada pela dona ter falecido a um tempo. Se não se sentir constrangida, pode se mudar para lá e tentar um emprego depois. Fica a trinta e cinco minutos do hospital o qual eu lhe recomendei.

—Não tenho alternativa Tobias. Mas como irei fazer com as minhas coisas e alugá-la?

—Vende isso tudo, por seus pais terem levantado hipóteses após a morte de estarem encrencados com alguma coisa, não seria bom à senhora tentar retirar dinheiro caso haja cartões pertencente a eles, pode se complicar se isso for verdade. A senhorita é jovem e bonita, logo poderá dar um rumo na sua vida outra vez. Só saia daqui, do contrário irão te pegar mais cedo ou mais tarde. Sabe que não tem condições de ficar aqui e ter que sair vez ou outra, vai dar na pinta demais táxi indo e vindo.

—Estou percebendo.

—Eu moro nesse vilarejo com a minha esposa, pode contar conosco caso precise e lá as casas são grandes e boas.

—Obrigado. Preciso que um avaliador da imobiliária venha até aqui. É possível isso?

—Claro que sim, ganhará uma boa quantia de dinheiro caso venda. Por sorte não há nada comprovado a respeito de seus pais do contrário esse imóvel já teria sido confiscado, sabe como é a justiça. Mas não se preocupe, acho que foi só suspeita e já passou.

—Preciso me livrar dele logo então, quero poder respirar mais aliviada.

—Vou ligar para a imobiliária, pela localização do apartamento venderá rapidinho. Você irá levar os seus eletrodomésticos, os móveis e tudo mais?

—Algumas coisas sim, mas preciso de sigilo absoluto para retirá-las. Terei que informar ao avaliador as contas atrasadas.

—Isso você pode liquidar quando eles pagarem você e tudo for passado para o nome deles. Mas descanse por esses dias e nada de esforço. Tenho que descer está quase na hora de trabalhar. Ligarei para a imobiliária hoje e te falo depois o que foi resolvido.

—Obrigado por tudo.

—De nada, agora tome o seu café.

—Ta bom. Falei sorrindo minimamente.

Ele se foi e eu fechei a porta, por sorte ele estava me ajudando. Tomei o café da manhã e me deu na ideia de dar uma olhada no escritório, meu pai não saia dali e entrei no mesmo para procurar os documentos de compra do apartamento. Em uma pasta eu os achei e continuei olhando tudo minuciosamente. Não havia papéis que revelasse algum tipo de sujeira e continuei revirando toda as prateleiras. Havia muitos livros, revistas e resolvi olhar na outra prateleira que ficava no canto da outra parede. Os livros dali eram grossos e fui folhando um por um, mas quando peguei o ultimo livro que estava na primeira prateleira próxima do chão e que virei ele, um envelope caiu para a minha surpresa. Nele estava escrito apenas “b” em letra minúscula.

Fiquei bastante curiosa e o apalpei sentindo que algo mais duro havia dentro dele, não perdi tempo e abri para matar a minha curiosidade. Havia um cartão de crédito e uma pequena carta que dizia.

“Não sabemos por onde começar, mas se chegar a encontrar essa carta é porque não estaremos mais aqui. A esperança é a última que morre e mesmo sem ter nos despedidos, me garantiram que não lhe matariam. Era apenas parte da vingança e o alvo era nos atingir em cheio através de você e depois em nós os seus pais. Seu pai já tinha perdido a fé e afirmo que eu mesmo assim a manteria após termos recebido o seu cabelo. Não aguentei a pressão na hora e desmaie deixando o seu cabelo cair no chão. Tudo aconteceu muito rápido e naquela ligação que fiz para você pela última vez naquela noite em que a sequestraram, eu a senti diferente. Foi um choque ter recebido a ligação de um cara informando o seu sequestro e tente nos perdoar algum dia filha por todo o mal que o luxo por vias sujas lhe trouxe. Seu pai disse que era besteira eu escrever essa carta e ele ficou muito abalado assim como eu, mas nunca perdi as esperanças e caso você voltasse, seria esperta em vir revirar tudo atrás de respostas ou algo de extrema necessidade. Desculpe se as letras estão tortas e mal feita, isso é o resultado do meu desespero e a pouparei de todas as sujeiras envolvidas, sei que eu e o seu pai não temos mais tempo, temos que tentar fugir. Desculpe se tudo deu errado e que não faça pouco desse cartão, ele será a sua salvação querida filha. A senha é o que você mais detestava de ser chamada por mim e mesmo assim eu a chamava vez ou outra. Tem o suficiente para você viver bem e sem ter que passar por necessidades por nossa culpa. Nunca perdi a fé filha e lamento, lamento e lamento por tudo que fizeram com você, que Deus me perdoe por isso e você também algum dia se for possível. Nós a amaremos além da vida. Nos perdoe algum dia e se não, entenderemos. Adeus”

Eu me debulhava em lágrimas, e tentei me acalmar sem conseguir. Andando um pouco travada pela tamanha surpresa de ter tido uma despedida através dessa carta dos meus pais, eu fui para a cozinha beber um pouco de água com açúcar para me acalmar. Imediatamente eu pensei em quebrar aquele cartão que provavelmente era fruto de dinheiro sujo, mas a minha situação exigia atenção e em meu nome não teria problemas. Caso eu não me cuidasse eu poderia até perder a minha vida e isso era que não, eu só desejava sair daquele apartamento o mais rápido possível e ajeitei tudo novamente em seus devidos lugares. Eu sabia que eu estava me arriscando fazendo movimentos e fui repousar em minha cama sentindo muito calor por estar bem quente.

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5min depois.

Veio-me na lembrança Esme e eu pedia perdão internamente a ela, mas se eu permanecesse na casa dela eu morreria de desgosto com o jeito de ser de Rosa e Edward. Lembrei de Fred e que saudades eu sentia do meu amigo, Jacob foi tão covarde e sem sentimentos ao falar aquelas coisas para mim. Eu o considerava mais que um amigo antes e agora eu só desejava ter distância.

Resolvi esquecê-lo e fui tomar um banho para aplacar um pouco o calor. Tudo que eu desejava era ser livre e mesmo assim eu ainda corria perigo permanecendo em Solares, mas no momento eu não tinha outra opção e me esconderia em um bairro mais afastado e simples.

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17:10min da tarde.

Escutei alguém batendo em minha porta e fui ver no olho mágico quem era. Mesmo o porteiro garantindo segurança e eu saber que era a mais pura verdade, nunca se sabe. Após conferir ser o porteiro, eu abri a porta para ele.

—Oi.

—Olá, eu vim dar a resposta que prometi mais cedo.

—E aí?

—Amanhã vai vir o avaliador aqui cedo por volta das 10h da manhã. Dizendo ele tem muitas pessoas interessadas em apartamentos nessa localidade e não têm muitos a serem vendidos. Está com sorte. Falou ele sorrindo.

—Que bom. Falei animada. –Sabe quanto custa mais ou menos esse apartamento? Perguntei curiosa.

—Pela grandiosidade dele e praticamente mobiliado, você não tira menos de 550 mil dólares. Essa área é valorizada e pertinho da praia. Acredito que deve chegar a 700 mil dólares.

—Isso tudo? Perguntei sorrindo.

—Pois é senhorita e guarde bem esse dinheiro. Pode até comprar uma casa longe daqui se quiser.

—Parece ser uma boa idéia, só assim eu ficarei livre. Por que não pensamos nisso antes? Perguntei sorrindo.

—Converse com o cara da imobiliária e veja se consegue algo com ele. Como segunda opção tem a casa lá na vila onde eu moro. Pode escolher. Liguei para uma vizinha amiga de minha esposa e ela me deu o telefone da filha dessa moça que faleceu. Tenho certeza que irá gostar da casa, ela é bonita e bem espaçosa.

—Parece que morar nesse vilarejo me soa melhor.

—Lá é um bairro muito bom de se morar e tranquilo, caso tenha certeza se é isso mesmo que você quer. Do contrário, olhe em outro lugar.

—Vou pensar primeiro.

—Tudo bem, eu irei liberar a subida dele amanhã. Esteja preparada.

—Obrigado pela força.

—De nada. Estou indo pra casa agora.

—Bom descanso então.

—Terei.

Fechei a porta após ele sair e fui preparar a minha janta antes que escurecesse.

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Às 18:36min da noite.

Jantei tendo somente a claridade da rua na sala, após eu comer fui escovar os meus dentes e deitei na minha cama para repousar. Fiquei pensando no que seria melhor para mim e comprar uma casa agora daria muito trabalho. Eu queria sair logo desse apartamento e iria morar nessa vila, mas eu não queria colocar ninguém mais em perigo. Deus, eu estava tão indecisa e fiquei escolhendo qual caminho a seguir até eu pegar no sono.

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Quarta feira, 18 de dezembro.

9h da manhã.

Acordei e fui tomar banho, me arrumei de forma apresentável para quando o cara chegasse, eu estivesse à altura do padrão desse apartamento.

Ainda havia pão de ontem que o porteiro trouxe e o esquentei com manteiga. Fiz café após aquecer a água e tomei, comi me deliciando.

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Na hora combinada o cara chegou e nos cumprimentamos. Expliquei que tinha muita vontade de vender o apartamento e demos início na avaliação. Ele olhou o apartamento todo, viu se tinha algum problema de encanamento e foi tudo muito bem sondado. Falei que eu queria que fosse vendido com móveis e tudo para render um pouco mais e chegamos em um resultado, o apartamento valia R$ 680 mil dólares todo mobiliado. Foi o que o porteiro me falou mais ou menos e falei que aceitava o valor estimado por ele. Fiquei sabendo que tinha pessoas interessadas já algum tempo por residência naquela área e aguardaria a visita dele com elas. Expliquei das contas atrasadas e ele disse que isso nós tiraríamos de letra após o pagamento. Ficou combinado que o nosso contato seria mantido através do porteiro.

Ele foi embora e eu me sentei no sofá, me lembrei do cartão deixado pela a minha mãe e mesmo tendo que repousar, eu fui pegar a minha bolsa para dar um pulo até o caixa eletrônico mais longe possível. Peguei o cartão e desci após trancar a porta.

Cheguei na portaria e chamei o porteiro, ele me reprovou por estar pronta para sair tendo que repousar e lhe informei que era urgente, nem tudo eu queria contar, então preferi manter sigilo.

Ele chamou um táxi e vinte minutos depois ele chegou, eu o aguardava sentada no sofá da parte interna da portaria e quem estivesse lá fora não me veria.

Entrei no táxi dentro da garagem e a maioria dos táxis era filmados para a minha sorte. Pedi que ele me levasse ao banco correspondente do cartão mais distante e ele me levaria a um que ficava há cinquenta minutos dali.

Fui despreocupada e relaxei no banco enquanto o homem dirigia, a meu pedido ele foi beirando a orla da praia de Solares e pude matar a saudade com lágrimas nos olhos da vista maravilhosa que tinha ali. O motorista ficou me olhando e continuou dirigindo, momentos depois chegamos no banco e o paguei. Pedi que ele me esperasse, pois eu não demoraria.

Entrei no banco e fui direto para o caixa eletrônico um pouco nervosa, fiz todos os procedimentos e na hora da senha me lembrei das palavras escritas na carta pela a minha mãe e tentei crianças. Deu senha inválida e tentei por sem estar no plural, nada também. Fiquei pensando por uns segundos, só aí caiu à ficha pôr a tela estar pedindo apenas quatro dígitos. Demorou para cair a minha ficha, eu diria que agi na burrice por eu estar bem nervosa pela a minha segurança e mexer naquele dinheiro imundo. Um rapaz que auxiliava as pessoas no banco ficou me olhando, não dei a mínima e tentei me recordar do que mais a minha mãe me chamava. Lembrei da conversa que eu tive com Esme a respeito de Brenda e lembrei que detestávamos ser chamada de bebê, devia ser isso e tentei pela última vez, do contrário o cartão seria bloqueado pelas várias tentativas falhas. Por sorte deu certo e optei para ver o saldo do cartão, havia muitos zeros ali e tinha dois milhões de dinheiro sujo a minha disposição. Fiquei louca ao olhar aquela quantidade de dinheiro e indecisa se mexeria naquela imundice ou não, mas eu estava precisando e era para um bem maior. Eu precisava me alimentar e estava bem dizer sem alguns mantimentos no apartamento, com dor no coração eu tive que tirar trezentos dólares da conta poupança e voltei para o táxi sem olhar para os lados.

—Por favor, me leve ao mercado mais próximo daqui.

—Tem um por aqui, em dez minutos chegaremos lá.

—Por mim, tudo bem. Vou pedir que você me espere outra vez. Pago-te da mesma forma de antes como garantia.

—Tudo bem.

Ele dirigiu despreocupado e eu fiquei perdida em pensamentos, por sorte eu não estava sentindo dor alguma por estar em dia com os medicamentos e sabia que mesmo assim, eu estava abusando e muito da sorte.

Quando chegamos no mercado o paguei da mesma forma de antes e fui fazer uma pequena compra. Eu estava concentrada olhando os produtos quando senti uma presença atrás de mim, olhei para trás, mas era só uma mulher pegando algumas latas de feijão pronto. Ela olhava a validade despreocupada e eu voltei a minha atenção para o que eu estava fazendo.

Continuei pegando coisas simples pra se fazer e na seção de biscoitos eu me deliciei só de olhar a variedade. Acariciei a minha barriga brevemente por ter desejado comer biscoito de chocolate por várias vezes em que eu fui escravizada e olhei para a prateleira novamente com a mão sobre a mesma ainda. Peguei várias bolachas e coloquei no carrinho, empurrei o mesmo e fui pegar arroz e tudo que era seco a ser preparado. Peguei uma cartela de Danone e hoje mesmo eu acabaria com ela, eu a peguei sorrindo. Na parte da padaria fique distraída na fila do pão e ao olhar para o lado, eu vi a última pessoa que eu queria ver no mundo ali me filmando e não tive forças nas pernas para correr, apenas as minhas lágrimas desceram torrentes na mesma hora. Edward me olhava ao se aproximar de mim e arrisquei dar um passo para trás, mas bati no carrinho da moça que estava ali e ele continuou se aproximando até parar a minha frente.

—Deu para passear bastante?

—Digamos que sim! Falei sentindo muita raiva dele, eu seria capaz de agredi-lo ali naquele momento. –Não devo satisfações da minha vida seu miserável! Você acabou com ela no momento que me fez um filho e me escravizou na sua maldita casa!

—Não diga mentiras! Não há filho algum meu aí dentro! Disse ele entre os dentes estando incapaz de me fazer mal na frente daquelas pessoas. –E poupe-me de vexame!

—Eu só me lembro de ter sido estuprada por um homem na minha vida e sem camisinha! Nesse caso é você! Falei audível e a mulher que estava ao meu lado ficou nos olhando, mas se mancou e ficou bastante sem graça.

—Não acredito em você!

—Pois bem! Falei abrindo a minha bolsa e peguei toda papelada médica que ainda estava dentro dela. Eu sem pena alguma joguei em cima dele e sem ter opção, ele os pegou no chão ignorando os olhares sobre nós. Ele ficou olhando cada frase e até a foto da ultra com o feto se formando ele olhou, ele ficou sem saber o que falar e me olhou.

—Pode ser do outro! O estalo foi audível no rosto dele e o deixei marcado por me sentir desrespeitada. Só escutei quando algumas pessoas fizerem “ôôhh!”

—Isso é para você não me confundir com as suas putas levianas e se eu disse que o filho é seu, é porque é! Só não cometi a loucura de tirá-lo por ter me sentido mal e por pena da criança. Sei que o pai além de ser indesejado por mim, ele não vale um tostão!

—Diga o que quiser, iremos voltar para minha casa e juntos!

—Não irei a lugar algum com você e vou fazer um escândalo se você me tocar! Estou correndo o risco de perder essa criança e ainda vim me arriscar no mercado por precisar comer. Não posso ser escravizada da forma que eu estava sendo, se for esse o meu destino mais uma vez, eu peço que me mate de uma vez! Meu estado é delicado, você só estaria me adiantando se me matasse hoje mesmo. Não irei trabalhar na sua casa Edward, pode acreditar que eu não irei!

—Voltará comigo você querendo ou não, mas antes passaremos na sua casa e pegaremos as suas coisas.

—Não irá não! Não o convidei e você não irá a canto algum! Eu não irei com você!

—Vamos e fim de assunto! Disse ele segurando no meu braço e eu fiquei envergonhada de fazer escândalos se bem que algumas pessoas já estavam olhando para nós. Saímos do mercado com ele me segurando e fui obrigada a entrar na parte de trás do carro dele junto com ele. Vi o segurança dele sentado no banco do motorista e Edward se sentou ao meu lado, inconformada eu deixei as minhas lágrimas rolarem e não ousei olhar para ele.

—Entraremos em seu prédio e você não abrirá o bico nos delatando! Estamos entendidos?

Eu não o respondi e fiquei olhando para a janela do carro sentindo os meus nervos à flor da pele, tentei me acalmar, mas estava difícil para eu conseguir. Lembrei-me do bebê e tentei relaxar, apesar das palavras estarem saindo da boca dele de forma dura, ele não me amarrou ou me amordaçou dessa vez. Sentindo raiva dele eu me afastei mais para o canto e fiquei com medo dele pegar a minha bolsa portando aquele cartão. Ele era a minha salvação futura e tendo uma nova oportunidade, eu fugiria mais uma vez se fosse possível.

—Não irei consentir que você invada a minha casa! Vocês não são bem vindo lá e nunca serão!

—Bem vindo ou não, eu irei! Pegaremos as suas coisas e voltaremos imediatamente!

—Não irei trabalhar, eu preciso me cuidar Edward. Estou grávida e o filho é seu, pelo menos tenha pena da criança que corre o risco de morrer por sua culpa! Nessa hora o motorista ficou olhando para minha cara através do retrovisor e eu nem liguei, ele devia estar surpreso com a novidade. Que se dane!

—Não é meu! Eu não quero nada que seja com você!

—Estamos empatados então! Não me leve Edward, eu preciso me tratar e cuidar dessa gravidez que você provocou.

—Acho melhor você parar de implorar, já está me deixando chateado! Não quero saber disso, resolva você mesma!

—Não vai me escravizar, tenha isso em mente seu assassino e desgraçado! Eu juro que te mato, eu juro que te mato com as minhas próprias mãos quando houver a oportunidade!

—Guarde as suas palavras sua golpista! Achou que poderia me chantagear com essa criança que não é minha?

—Por que não pensou antes de me estuprar então? Perguntei alto. –Por que não me poupou dessa fatalidade ou pensou que eu desejava engravidar de você?

—Ervas daninhas não proliferam, mas algumas conseguem por milagre, eu tinha me esquecido! Falou ele no momento em que chagamos em frente ao meu prédio. –Peça para liberar a nossa entrada! Anda logo! Falou Edward apertando o meu braço.

—Não irei, eu não v....

—Peça! Insistiu ele abrindo o vidro do carro e eu coloquei a minha cabeça do lado de fora para o porteiro me ver. Fiz sinal para ele abrir e o mesmo me obedeceu estranhando ao mesmo tempo.

O portão da garagem foi aberto e o vidro do carro foi fechado imediatamente. Passei com o meu coração a mil por não haver jeito de fugir e desci do carro após ele me pedir para agir normalmente por causa das câmeras. Eu o condenava internamente quando o mesmo desceu do carro e segurou em meu braço. Disfarçando eu ajeitei a minha bolsa no meu braço e subimos os três. Deixei as minhas lágrimas rolarem e olhei para o outro lado o ignorando.

—Não vejo o porquê das lágrimas! Disse ele de forma dura e o ignorei mais uma vez. –Não poderá me ignorar para o resto da vida!

—Vá se ferrar! Não tenho um pingo de vontade de falar com você! Deixe-me em paz seu, seu... Ui! Falei segurando a minha barriga. Ai, está doendo. Falei me curvando sentindo dor e o motorista dele foi quem me amparou.

—O que você tem? Perguntou o cara alto.

—Não deu para perceber? Eu estou com uma gravidez problemática! Eu preciso ir ao médico e posso estar perdendo o bebê. Falei sentindo as leves pontadas de antes.

—Ela está fazendo drama Gonçalo.

—Ai! Se você tem família, não o escute. Leve-me para o hospital.

—Ela está pálida Sr Edward, ela está grávida e não deve estar se sentindo bem de verdade.

—Não temos outra solução. Falou Edward aborrecido dando um soco na parede do elevador no momento em que havíamos chegamos no meu andar. Sem chances ele apertou o botão do elevador novamente e nós descemos outra vez.

Chegamos na garagem e perguntei ao motorista se ele conhecia o hospital que eu fui, ele disse que conhecia toda a Miami e fomos direto pra lá. A dor não estava tão forte, mas pelas horas eu já devia estar almoçando e tomando a medicação indicada.

No caminho deduzi que eles seguiram o táxi suspeito quando eu saí pro banco.

.

.

Um tempinho depois.

Chegamos no hospital e fui atendida, por sorte a mesma doutora que me atendeu ontem estava ali no plantão e ao me ver, ela me reconheceu e veio até a mim.

Expliquei que andei abusando e ela chamou a minha atenção na frente de Edward. Fui examinada novamente e foi constatado que senti dor por estar me esforçando sem poder. O bebê estava bem apesar da minha situação.

—Ele é o pai do seu filho? Perguntou ela séria.

—Infelizmente doutora.

—Recomendei repouso absoluto a ela e recomendei que não fizesse muito esforço. Uma gravidez envolve a vida da mãe e do filho. Não pode continuar se aventurando Isabella.

—Não tenho paz doutora, eu não tenho ninguém que queira realmente o meu bem. Falei chorando e ela não entendeu nada.

—Se entendam se estiverem brigados, você não pode ter aborrecimentos.

—Daremos o nosso jeito. Falou Edward de forma branda para a doutora, mas demonstrando um pouco de dureza pelo assunto envolver a mim.

—Se cuide mamãe, ou do contrário você corre um grande risco de perder o seu filho. Tome os remédios que eu te receitei.

—Vou tentar doutora, desculpa por ter que voltar no dia seguinte por imprudência minha. Antes eu tivesse ficado no meu apartamento hoje.

Ela não entendendo nada e me liberou, me despedi dela me lamentando. Voltamos para o carro e fui o mais afastada possível dele. Acariciei a minha barriga deixando algumas lágrimas rolarem e encostei-me no banco do carro. Tive tão pouco tempo de liberdade e esse homem implorando por vingança a todo custo para cima de mim não me deixava em paz. Acho que eu acabaria perdendo essa criança cedo ou mais tarde.

Edward deu a ordem para o motorista nos levar para a casa dele e acabei pegando no sono por me sentir exausta, eu diria que farta de tudo que estava acontecendo comigo.

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01:30min depois.

Despertei sentindo um pouco de forme e sede, olhei em volta e ainda estávamos na estrada que nos levaria para a casa dele. Permaneci calada o tempo todo e ganhei o olhar do motorista por ter despertado do sono. A primeira coisa que eu fiz foi levar a minha mão até a minha barriga e chorei em silêncio, eu estava passando por tudo aquilo novamente e dando-me um ataque repentino eu comecei a bater pra valer em Edward, por ele estar distraído o marquei na face com a intensidade do tapa.

—Está maluca? Perguntou ele tentando me segurar.

—Você é um desgraçado! Está me levando para aquela prisão novamente, mas saiba que terá que me matar de verdade dessa vez! Não irei lhe obedecer, porque as únicas pessoas que eu devia obediência você as tirou de mim!

—Não matei ninguém! Cedo ou tarde eles iriam para o saco mesmo!

—Você facilitou tudo e ainda me fez um filho!

—Se controle! Pediu ele desviando do meu ataque de mãos e conseguiu me deixar travada por me segurar com força. –Se controle ou eu irei colocá-la no porta mala!

—Não teria coragem!

—Tenho de sobra! Falou ele me soltando e eu voltei para o meu canto deixando as lágrimas rolarem ainda mais. -Poupe a minha mãe das suas reclamações! Faça isso por ela. Falou entre os dentes.

—Eu devo poupar a mim que corro um sério risco estando com problemas na gravidez!

—Isso não é novidade, eu sempre soube do seu teatro ao fingir ser boazinha para ela.

—Não é teatro algum! Não me confunda com você! Falei sentindo um pouco de dor no pé da minha barriga e coloquei a mão em cima da dor. Respirei fundo e encostei-me no banco ganhando um olhar do motorista. Preferi ficar quieta depois disso.

.

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Um tempo depois.

Chegamos na residência dele e Edward saiu do carro primeiro quando o motorista abriu a porta para ele. Depois ele mesmo veio abrir a porta do carro para mim e passei pelo o outro lado abrindo a porta eu mesma. Desci do carro e Edward veio imediatamente segurar em meu braço de forma tosca para me levar para dentro de casa.

Entramos e Mary era quem estava na cozinha, ela tomou um susto ao me ver bem vestida pela primeira vez e por estar ali novamente.

—Oi Mary.

—Oi. Falou ela sem jeito e assustada. Fui obrigada a continuar andando, pois Edward me forçava a isso ao segurar em meu braço.

Eu não vi Rosa por ali e entramos no corredor, para a minha surpresa não fomos para o porão e subimos a escada devagar. No andar de cima fomos caminhando e paramos em frente à porta do quarto de Esme. Edward bateu na porta.

—Não quero ninguém aqui, não depois do que vocês fizeram a moça. Vá embora! Vá embora! Gritou Esme com a voz bastante afetada e a cachorrinha começou a latir pra valer do lado de dentro. –Eu não quero ninguém aqui! Deixem-me em paz! Falou ela gritando e me assustei por causa disso.

—Fale com ela. Ordenou-me Edward.

—Não me manda! Já disse que não farei nada para você!

—Não é por mim e sim por ela! Agora se mexa!

—Não irei não! Não sou nada aqui e não devo obediência a você!

— Se gosta mesmo dela como você mesma diz e eu não acredito, fale com ela. Minha mãe pensa o pior de mim e não acredita que você fugiu.

—Ela tem razão em pensar isso de você, mas se faço é por ela! Somente por ela.

—Que se dane o que pensa de mim!

O ignorei e bati na porta.

—Esme sou eu, Isabella.

—Quem? Perguntou ela chorosa e demonstrando espanto.

—Sou eu a bella. Posso entrar? Perguntei de forma simples.

—Pode. Falou ela com surpresa na voz e eu abri a porta do quarto.

—Estou aqui novamente. Falei sem emoção na voz e ela percebeu, ela estava deitada na cama e alguns travesseiros estavam caídos no chão. Inclusive tuquinha estava deitada em cima de um deles.

—Não acredito que você está aqui e viva filha.

—É eu estou aqui. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem por estar inconformada.

—Está triste, como sempre. Você se foi. Falou ela de forma a afirmar e não em tom de pergunta.

—Eu fugi e estou correndo o risco de perder o bebê que a senhora descobriu.

—Eu sabia, estava redondinha demais.

—Eu estou doente.

—Doente? Perguntou ela de forma triste.

—Não doente, eu diria que a minha gravidez corre risco e apesar do filho não ter sido programado, eu tenho pena dele.

Esme levantou da cama e veio andando devagar apalpando o invisível. Aproximei-me dela e toquei em sua mão, ela imediatamente veio me abraçar.

—Pensei que fizeram algo de mais grave com você e seu bebê filha.

—Eu disse que ela estava viva mãe.

—Eu não tenho mais filho! Eu não reconheço esse filho mais. Disse Esme se afastando de mim minimamente e olhando pro nada. –Não quero falar com você e nem o seu pai! Os dois só me decepcionaram!

—Se tiver que culpar culpe os Swans! Mas não a mim o seu filho!

—Isabella, me diz como está o seu bebê.

—O seu neto está bem pelo o que indicou a ultra. Falei abrindo o jogo. — Estou com um leve descolamento de placenta, mas parece que o repouso virá para mim só quando eu morrer através das mãos do seu filho. A cara de surpresa dela era impagável agora.

—Você disse, disse meu neto?

—Sim. Esse bebê é de vocês. Edward o colocou em minha barriga a força.

—Mas, mas como? Digo, ele a violentou?

—Eu prefiro deixar a senhora imaginar o que aconteceu, minha vida já está trágica o suficiente e não quero lhe aborrecer. Só deixo clara a minha situação, não posso trabalhar senhora e sei que o seu filho vai me obrigar a fazer coisas que eu não posso no momento. Ele quer me destruir.

—A conversa acaba aqui! Falou Edward segurando no meu braço. –Não precisa inventar mentiras!

—Me solte! Falei tentando me afastar dele.

—Solte-a agora! Ordenou Esme bem aborrecida. –Deixe-a em paz! Se não respeita mais a sua mãe, não posso pedir que fique mais nessa casa. Disse Esme firme deixando as lágrimas rolarem mais ainda.

—Não irei embora, eu a respeito mãe, mas não me pede para ser compreensível e bonzinho com quem acabou com a paz da nossa família!

—Tenha certeza Isabella, você não irá fazer nada aqui. Entendo a sua situação e despedi Rosa por ela ter colaborado com os maus tratos em relação a você. Eu nunca preguei a violência aqui na minha casa e não vai ser agora que eu estou inválida, que eu vou deixar que isso aconteça.

—Desculpe por causar transtornos senhora, mas a minha vida já está destruída de qualquer forma. Com licença.

—Aonde vai?

—Irei para onde o seu filho ordenar, aqui sob o teto de vocês eu não tenho querer.

—Fica despreocupada, você não será obrigada a nada. Tem a minha palavra.

—Eu só desejo ter paz na minha vida, só isso.

—Não irá embora, isso é inquestionável! Falou Edward de forma bruta.

—Não a maltrate. Pediu Esme olhando para o nada. –Não o reconheço mais Edward!

—Ela irá para o lugar dela e a senhora se acalme mãe.

Esme foi andando devagar para trás e bateu com as pernas na cama, sentindo o móvel atrás de si ela subiu sobre a mesma de forma triste. Acho que a revelação dos atos do filho dela deve ter sido demais para ela.

—Apesar de eu estar me sentindo muito infeliz de estar aqui novamente, eu fico feliz em vê-la senhora.

—Eu fico mais tranquila de saber que vocês estão bem. Não faltará nada para a criança filha, fica tranquila que o meu filho sendo o causador disso, ele cumprirá com todas as responsabilidades de pai.

—Esse filho é do outro, ela não era santa mãe e pode estar querendo se aproveitar da situação.

—Nem se você me vestisse de ouro, eu iria engravidar para ter alguma vantagem ou algum bem seu!

—Me esqueci do dinheiro sujo de vocês, é verdade. Falou ele de forma debochada e eu o ignorei. –Vamos, já passou do seu tempo aqui em cima!

—Sinto muito filha, mas Edward não irá obrigá-la a nada. A partir de hoje você será como um membro da família.

—Nunca mãe, isso é que nunca! Agora vamos! Falou Edward me puxando do quarto sem empregar muita força.

—Tem a minha palavra e agora descanse filha. Repouse e se tiver algum remédio a ser comprado, eu como dona dessa casa ordeno que vão comprar na farmácia. Ouviu Edward?

—Eu tenho sim e os meus ficaram em casa, só tenho a receita deles aqui comigo.

—Dê a Edward, eu pedirei que alguém vá buscar.

—Ok.

Saímos do quarto e Edward segurou no meu braço.

—Que abuso é esse e quem você pensa que é ao falar que esse filho é meu se você namorava outro?

—Por que é a mais pura verdade!

—Já sabe o seu lugar, sabe muito bem o caminho!

—Preciso dos meus remédios e está aqui a receita. Falei abrindo a minha bolsa e joguei o papel em cima dele.

—Saiba que eu farei isso Obrigado! Não sou obrigado a cuidar de um bebê que não é meu! Mas não sou capaz de cometer algum mal a ele por ser puro e indefeso! Faço por ele e por minha mãe somente!

—Pouco me importa que não seja por mim ou acha que estou caindo de amores por você ser rico? Perguntei descendo a escada devagar e o deixei sozinho no alto da escada. –Meu ex-namorado também tem condições e não apliquei esse golpe baixo nele porque isso não faz parte de mim! Pior ainda fazer isso com você, mas aconteceu porque foi à força e eu não me cuidava. Continuei descendo a escada e depois desci a outra escada que me levaria até o porão. Mais uma vez ali e vi que estava tudo como antes e no mesmo lugar. Edward apareceu na porta para continuar me perturbando.

—Fale o que quiser! Agora vá sossegar e me deixe em paz!

—É o que eu tentei fazer ao fugir daqui. Saia da minha frente você! Está fazendo o que aqui em baixo?

—Estou na minha casa!

Edward saiu do porão e eu fui me sentar na cama desconsolada com uma de minhas mãos na cabeça. Sem ter muita alternativa eu fui tomar um banho e vesti o blusão tão conhecido por mim. Fui me deitar na cama e ao lembrar da minha bolsa, eu a escondi sob o colchão. Ele jamais tocaria nas minhas coisas e me deitei para descansar.

Fiquei repousando por um bom tempo e Mary veio trazer comida para mim. O remédio foi entregue para mim através dela e o administrei imediatamente. Ela subiu sem dar espaço para conversarmos e eu continuei comendo despreocupada até me sentir satisfeita. Não houve regra de tempo.

O segurança levou o meu prato e eu fui escovar os meus dentes, depois eu tornei a me deitar e acabei dormindo de barriga pra cima. O cansaço mental e físico era devastador.

.

.21h da noite.

Acordei com o quarto iluminado pelo abajur e fui fazer xixi por me sentir apertada. Lavei as minhas mãos e tornei a me deitar na cama. Eu sentia o meu corpo um pouco mais relaxado e preferi repousar mais um pouco a ficar andando para lá e para cá.

.

.

13min depois.

O segurança entrou no quarto e eu fiquei olhando para a cara dele.

—A mãe do patrão deseja vê-la.

—Agora?

—Sim.

—Diga que já estou subindo.

—Darei o recado.

Quando ele subiu, eu fiquei pensando se iria com a minha roupa que eu vim ou se vestiria a roupa de empregada. Não vestiria aquela roupa mesmo e optei por colocar o meu macacão outra vez. Fui até o banheiro e me troquei, escovei os meus dentes por ter dormido e penteei o meu cabelo.

Subi as escadas devagar e bati na porta do quarto dela.

—É você Isabella?

—Sou eu sim, senhora.

—Entre.

Abri a porta e tornei a fechá-la outra vez.

—Soube que deseja falar comigo.

—É verdade, eu desejo falar com você a respeito de tudo que está acontecendo e quero que me conte toda a verdade.

—Como assim? Perguntei um pouco perdida.

—Quero saber de tudo e vou sentir se você estiver mentindo.

—Pode perguntar o que quiser.

—Ótimo. Primeiro eu desejo saber o que já está óbvio para mim. Eu quero saber se esse bebê existe por você ter sido forçada a ter relações com Edward. Ele a obrigou não foi?

—Se é a verdade que a senhora deseja, foi isso mesmo como eu falei mais cedo. Eu fui obrigada a ter relações com ele.

—Eu não criei o meu filho para se tornar uma pessoa violenta Isabella, mas ele mudou tanto depois que fomos sequestradas e torturadas. Ele ficou transtornado ao nos ver muito feridas e por ter perdido a irmã três dias depois.

—Mas eu não tive culpa de vocês terem sido sequestradas! Eu não sabia da índole dos meus pais porque eles escondiam isso de mim, eles me protegiam da verdade e por isso me mantinham trancada dentro de casa. Eles só deixavam eu sair com o meu namorado e mesmo assim não era sempre, eu estranhava essa super proteção deles e achava que era superproteção normal de pais.

—Eles não deixavam você sair?

—Até que ultimamente eu saia um pouco mais, mas quando eu teimava com eles ou passava da hora de voltar, eles me colocavam de castigo. Eu ficava era dias e às vezes semanas presa dentro de casa. Sendo que há pouco tempo eles colocaram um segurança para me levar e buscar na escola. Eles fizeram isso quando eu estava de castigo, eu costumava fugir e sair escondido de casa quando eu queria sair. Só saia escondida também porque eles me aprisionavam demais.

—Você fugia e saia escondida? Perguntou ela sorrindo desacreditada.

—Sou um pouco rebelde senhora e por isso não irei obedecer dessa vez o seu filho! Eu não posso me esforçar ou do contrário desejo que ele ou os capangas dele me matem de uma vez!

—Isso não irá acontecer, eu ainda estou viva e ninguém encostará a mão em você. Edward aceitando ou não, ele a prejudicou e quero poder fazer algo por você.

—Ele interrompeu os meus estudos e faltava tão pouco para eu completar o meu segundo grau.

—Teremos tempo, agora você carrega um neto meu.

—Infelizmente senhora.

—Não diga uma bobagem dessas. Sei que detesta o meu filho e está bem claro que ele também a detesta, mas o bebê não pode levar a culpa.

—Mas Edward sim pode! Ele destroçou a minha vida e me forço a ser mãe tão nova!

—Sou um pouco egoísta e fico feliz de coração que você esteja aqui, mesmo sendo fruto daqueles que arruinou a nossa vida. Tenho em mente que você não tem culpa.

—Nunca ouse desconfiar de mim sobre isso que irei falar, eu não sabia de nada e estranhava todo aquele luxo por minha mãe trabalhar como governanta e o meu pai fazendo bicos. Eu desconhecia o local de trabalho deles e deu no que deu. Eu não sabia de nada, mas desconfiava de que algo estava errado. Eles eram pessoas de gênio forte e se eu ficasse especulando, eu acabaria de castigo. Acredite em mim, eu não seria capaz de mentir para a senhora que tendo muitas razões para me maltratar, nunca fez isso por perceber a minha ingenuidade. Eu jamais faria algum mal a vocês.

—Chama-me de Esme.

—Ok, Esme. Jamais faria alguma maldade a você mesmo o Edward dizendo o contrário.

—Eu acredito e a partir de hoje, não viverá como uma empregada. Faz parte da família.

—A senhora só pode estar brincando! Edward vai ficar louco e eu não faço parte da família de vocês, eu não passo de uma intrusa aqui e me sinto dessa forma o tempo todo.

—Não ligo para o que ele irá falar e faça o mesmo.

—Como Esme? Ele é homem e tem mais força que nós.

—Sou a dona da casa e ele ainda é o meu filho, deve obediência a mim!

—Ele vai falar que eu provoquei isso.

—Sou eu quem está falando.

—Tudo bem.

—Fique no quarto de hospedes ao lado, ele será o seu quarto. Não faço isso apenas pelo bebê, tenha em mente isso. Faço por você ser muito legal comigo e pelo o meu filho ter feito tal covardia com você sendo inocente. Deve estar sozinha no mundo ou têm parentes?

—Não que eu saiba, mas estou sozinha sim e sem ninguém para me amparar. Não entendo a respeito de bebês, mas iria me virar assim mesmo se eu estivesse longe daqui.

—Não está feliz por estar aqui, não é?

—A verdade é que fiquei triste por ter que voltar e ser escravizada, mas estou feliz que eu não irei fazer isso novamente. Não que eu não goste de trabalhar, mas Rosa e Edward me maltratavam, sem querer fazer fofoca. Estou feliz que de alguma forma vou ter a sua proteção e quando o bebê nascer, desejo que o ame mesmo sendo o meu filho.

—Não a condeno e fica despreocupada.

—Não quero o dinheiro de vocês, posso trabalhar quando eu estiver em condições porque agora é impossível.

—Não irá trabalhar coisa alguma, será como da família.

—Não sei o que pensar Esme.

—Apenas aceite. E o bebê como está?

—Está bem, estou com dez semanas. O coração bate bem alto, eu ouvi no aparelho.

—Eu sei como é. Falou ela sorrindo.

—Estou um pouco assustada.

—Com o que Isabella?

—A respeito de tudo e do meu futuro, não poderei ficar aqui para sempre.

—Preciso da sua companhia filha, você é pura nos seus atos e sinto isso. Ninguém nunca me passou para traz.

—Que bom que sabe. Falei sorrindo e a abracei sentindo-me segura em seus braços.

—Que loucura isso tudo Isabella.

Ficamos um tempinho conversando e ela acariciou a minha barriga, mas fomos interrompidas por Edward.

—Vai jantar agora mãe?

—Iremos sim. Falou ela séria e por estarmos sentadas uma de frente para outra, ela segurava em minha mão.

—Nós dois né?

—Nós três, diga a Mary que dei a ordem de por mais um lugar a mesa a partir de hoje.

—Isabella não faz part.....

—Já dei o meu recado, agora pode se retirar.

—Está me trocando por ela e me mandando sair do seu quarto?

—Estou tentando consertar um erro seu! Agora nos deixe a sós, estamos conversando e logo desceremos. Trate de contratar outra arrumadeira e o quarto ao lado do meu será ocupado por Isabella.

—Está enlouquecendo mãe e eu não vou aceitar isso!

—Está decidido, agora vá!

Edward saiu enfezado e bateu a porta.

—Ele não gosta de mim Esme e não deve brigar com o seu filho por minha causa.

—Não irei voltar atrás filha e agora vamos descer. Soube que estava dormindo por isso lhe esperei acordar.

—Hum! Então vamos.

Ela se levantou da cama e saímos do quarto com ela segurando em meu braço. Descemos a escada devagar e quando Edward nos viu por estar no bar bebendo, ele veio segurar no outro braço da mãe.

—Pode deixar que eu mesmo a levo!

—Não Edward, ela está fazendo muito bem e não se esqueça que estou muito decepcionada com o que você fez!

—Não fiz nada demais! E se fiz é porque os Swans mereceram!

—Dona Esme é m....

—Quieta você também! Agora desceremos nós duas juntas e você me largue! Falou ela pra Edward.

Inconformado ele se afastou e eu continuei descendo com ela, ele me fulminava com o olhar e eu balancei os ombros o desafiando. Ele continuou no bar bebendo e fomos nos sentar à mesa. Não demorou muito fomos servidas e Mary sorriu ao me ver sentada ali, apenas levantei o meu ombro como um sinal de estar surpresa igual a ela.

A pedido de Esme ela trouxe os meus remédios e não demorou muito Edward se sentou à mesa a minha frente de propósito, parecia que era pra me vigiar. Fui paciente com a mãe dele e comemos calados. Minha presença a mesa não o agradava em nada e um tempo depois eu nem liguei para as olhadas mortais dele. Comemos a sobremesa e era pavê de bombom como eu gostava, estava uma delícia.

—Gostou da sobremesa? Fui eu quem pediu a Mary para fazer novamente, não quero que o meu neto nasça com a cara de bombom. Quando ela falou isso, o segurança que estava ali perto olhou para minha cara e nem liguei.

—Estava uma delícia Esme e obrigada.

—A senhora só pode estar louca mãe! Ela não é da família e nem esse bebê, ela tinha outro namorado antes e já poderia estar grávida dele! Como pode acreditar nela?

—Meu ex-namorado nunca me violentou, é bem diferente de você e eu poderia até denunciá-lo por isso! Jamais engravidaria estando no auge da minha juventude e com tanto futuro pela frente! Não venha me ofender Edward, você não tem o direito!

—Posso sim e pouco me importo de denúncias ou não, estou morrendo de medo! Vocês não prestam e está na cara que é um golpe da sua parte para cima de mim e da minha mãe!

—Desde quando eu pedi para que me pegasse à força? Engravidar só é possível quando não se toma o devido cuidado e que eu me lembre, foram várias vezes de forma desprotegida!

—Que horror filha! Já sei que ele a violentou e não foi uma única vez? Perguntou Esme demonstrando decepção para com o filho e lágrimas rolaram em seu rosto.

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—Infelizmente não Esme, era quando ele queria e não me deixava em paz! Fico envergonhada por lhe dizer isso e estando na frente de outras pessoas, mas é a pura verdade. Quando ele ou ela nascer, peça um exame de DNA e será comprovada a verdadeira paternidade. Eu daria tudo e apesar dele não merecer, eu desejaria que o bebê fosse de Jacob mesmo. Pelo menos ele não é igual a você mesmo ele tendo defeitos também!

—É mesmo? Perguntou ele se levantando e veio segurar no meu braço me desafiando. –Saiba pela milésima vez que pouco me importo e que nunca irei me interessar por você por causa desse filho! Faça bom aproveito do seu ex -namorado e pelo que vi, ele já está curtindo com outra assim tão rápido. Sei porque ficamos vigiando a casa dele também após a sua fuga. Não era tão boa assim para ele pelo o que parece!

—Pouco me importo! Falei chorando. –Pouco me importo para eles dois e para você também, nenhum de vocês prestam para nada mesmo. Pouco me importo!

—Não parece! Desafiou-me ele. –Está se esvaindo em lágrimas por causa daquele riquinho que te trocou num piscar de olhos!

—Se acalme filha e vamos subir. Pedirei ao segurança que pegue as suas coisas se tiver e, as leve para o quarto. Não ligue para ele, não vale a pena.

—Tudo bem Esme. Falei secando as lágrimas. –Pouco me importo para o que Jacob esteja fazendo da vida dele.

Subimos a escada juntas e deixamos Edward no bar mais uma vez enchendo a cara. Auxiliei Esme a levando para se assear no banheiro, mas a deixei a vontade depois. Enquanto isso eu fui arrumando a cama dela de boa vontade mesmo não podendo me esforçar muito e ela saiu do banheiro segurando pela parede. A ajudei a se deitar e quando eu estava me retirando do quarto.

—O quarto ao lado está arrumado, não me deixe triste caso decida descer para o porão mais uma vez. Ficará mais confortável nele e finja que Edward não existe.

—Não irei descer, eu prometo para você.

—Ótimo. Falou ela relaxando na cama e sorriu levemente. –Descanse bem.

—Obrigado e faça o mesmo.

—Irei. Amanhã fique repousando, não pode andar como fez hoje. Sei que fui eu quem a chamou, mas foi necessário conversarmos.

—É eu sei.

Fechei a porta do quarto e o segurança não estava na porta, ele estava perto da escada despreocupado. Entrei no quarto ao lado e para a minha triste surpresa Edward estava sentado na cama com um copo de bebida na mão. Eu estava ferrada mesmo!

—O que faz aqui? Perguntei aborrecida.

—Sou livre e desimpedido, estou na minha casa e vim lhe dar os parabéns por ter sido bem esperta. Armou direitinho para cima da minha mãe!

—Aprendi com você, sendo que não dei uma de esperta coisa nenhuma! Mas você não foi esperto o bastante ao fazer um filho na filha do inimigo! Saia do quarto imediatamente, eu preciso dormir!

—Faça o que tenha que fazer, eu ficarei aqui a vigiando! Não sairei daqui até não me dá vontade!

—Problema é seu então! Nunca vi um bêbado tomar conta de alguém! Falei indo para o banheiro e substitui o macacão pelo roupão.

Escovei os meus dentes e voltei para o quarto ignorando a presença dele do outro lado da cama. Liguei o ar de intrometida e me deitei, fiquei pensando na minha vida tendo em mente que ele estava ali para me importunar. Bem ou mal, Esme seria uma presença importante na minha vida, assim como eu seria na dela já que precisa tanto de apoio. Por ser grata ao me livrar das torturas de Edward eu a ajudaria no que ela precisasse.

.

.

3min depois.

—Suma daqui Edward, está tarde e amanhã você tem que ir trabalhar.

—Sei de todos os meus compromissos, não preciso de uma secretária clandestina para me mandar!

O ignorei e me virei dando as costas para ele, ele só queria me atingir de forma violenta e eu faria o mesmo quando ele me provocasse por estar cansada dos maus tratos dele. Eu tinha que pensar nesse bebê ingênuo dentro de mim e deixei o sono me invadir.

.

.

...........................................................................

Madrugada de quinta feira, 19 de Dezembro.

03:26min da manhã

Acordei louca para ir me aliviar e reparei que a luz do quarto ainda estava acesa, eu estava apertada, mas ao olhar para o lado vi Edward completamente apagado. Ele dormia profundamente.

O copo em que ele bebeu o whisky estava vazio e ele foi deixado por Edward sobre o criado mudo ao lado da garrafa que antes eu não reparei estar ali. Olhando-o dessa forma, ele era uma presa fácil se eu quisesse realmente o mal dele, mas apesar de todo o mal que ele nos fez eu seria incapaz de machucar alguém mesmo tendo motivos. Esses eu tinha de sobra e me levantei devagar da cama, entrei no banheiro e me aliviei despreocupada.

Lavei as minhas mãos e voltei para o quarto, mas ao me deitar no que a cama se moveu, Edward resmungou algo e se virou sem se dar conta de onde ele havia dormido. Ele se julgava tão esperto e acabou dormindo no covil da raposa como falava ele, mas de maldade eu o empurrei fazendo com que ele quase caísse no chão e ele acordou bem assustado.

—Por que fez isso? Perguntou ele se ajeitando na cama e passando a mão nos cabelos bagunçado, seus olhos me incriminava e eu pouco estava me importando.

—Não o quero aqui, vá para o seu quarto! Não consigo relaxar com você aqui Edward!

—Digo o mesmo! Disse ele se levantando e passou a mão no copo e na garrafa de whisky. –Deus me livre! Falou ele saindo do quarto.

—Vai logo! Falei sentindo raiva dele. –Deixe-me em paz de uma vez!

—Nunca! O escutei falando do lado de fora já.

Um pouco mais à vontade, eu me levantei e fui trancar a porta. Voltei para a cama e me deitei agora despreocupada para dormir, foi o que aconteceu e não demorou muito.

.

.

08:00h da manhã.

Despertei com alguém faltando derrubar a porta de tanto bater e percebi ser ele por causa...

—Isabella! Isabella! Abra. Essa. Porta! Fingi que estava dormindo e deixei que batesse na porta o quanto quisesse, ele agia igual a um louco às vezes e daria até para rir se fosse em outra situação. –Isabella! Isabella! Continuou ele.

Ele chamou, chamou e chamou, por fim parou de bater na porta. Acho que eu tinha me livrado dele e continuei do jeito que eu estava deitada, de barriga pra cima por me oferecer conforto estando nessa posição.

Não demorou muito eu escutei a chave girando na fechadura, deduzi que ele abria a porta com a chave extra. Fingi estar dormindo na hora que a porta foi aberta e ele veio até a mim, percebi por causa dos passos dele e senti quando ele colocou a mão no meu rosto e apertou o meu queixo de forma a não me machucar.

—Sei que estar acordada sua fingida! Quase derrubei a porta e você não foi abrir por quê? Abra os olhos por que eu sei que você está muito bem acordada!

—Ai! Solta-me! Falei tentando me livrar da mão dele. –Estou grávida e sensível!

—Fique sabendo que você não tem o direito de fechar a porta! Deixe-a aberta!

—O que é agora? Vai jogar na minha cara que pode fazer isso ou aquilo porque está na sua casa? Não estou nem aí Edward, por mim você pode levar ela no caixão quando morrer! Joga na minha cara que eu sou uma golpista, isso e aquilo, mas saiba que eu sou bem diferente das mulheres que você está acostumado a levar para a cama!

—O que é, deseja a minha morte? Perguntou ele bem próximo de mim. –E não se meta na minha vida particular!

—Da mesma forma que você deseja a minha eu desejo a sua! O desafiei olhando nos olhos dele.

—Parece que não é nenhuma novidade não é mesmo?

—O que veio fazer aqui? Preferi mudar de assunto.

—Estou saindo para trabalhar e se vai ficar nessa casa pensando que é a dona está muito enganada! Pelo menos olhe a minha mãe já que não está muito bem da cabeça por lhe defender e chegar a brigar comigo por sua causa! Eu fico me perguntando. Como é que pode aceitá-la depois de tudo? Estou indignado com isso!

—Você só veio me dizer isso?

—É isso mesmo! Vim lhe acordar, aqui não é colônia de férias!

—Para que me acordar dessa forma só para me informar o que eu faria de boa vontade? Mas se pensa que eu irei arrumar a casa, está muito enganado! Pelo menos tenha pena do seu filho Edward!

—Não me venha com mentiras Swan! Não acredito que esse bebê seja meu e se ele fosse de verdade, você o teria tirado quando teve a oportunidade de escapar daqui! Então não insista com isso!

—E você não acha que eu cheguei a cogitar essa ideia estando longe daqui? Mas eu não tive coragem! Falei deixando as lágrimas rolarem. –Eu não tive coragem mesmo o meu filho sendo de um monstro igual a você!

—Isso é mentira! Não tirou porque é do outro e parece que ainda o ama! Mas saiba que seja lá qual for o seu plano, pela a minha família eu sou capaz de muitas coisas! Você bem sabe disso!

—Não acha que está mais que claro para mim depois que você matou os meus pais?

—Eu não matei ninguém! Disse ele estando ainda ao meu lado e aborrecido.

—Não acredito em você Edward! Falei deixando as lágrimas rolarem a solta mais ainda por lembrar do meu pai e da minha mãe. –Você acabou com a minha vida!

—Estou saindo e obedeça ao que eu ordenei! Minha mãe deve estar louca mesmo! Falou ele ao sair de porta a fora e o escutei resmungando conforme se afastava.

Fiquei lamentando ali sozinha e escutei um toque suave na porta segundos depois.

—Entre.

—Sou eu bella, você está bem filha? Eu escutei o meu filho te chamando, mas para eu sair do quarto sozinha foi um pouco complicado, desculpe se eu demorei a chegar aqui para impedir as agressões verbais dele. Acabei deixando algumas coisas caírem lá. Falou ela fechando a porta estando vestida apenas de camisola preta, com o óculo escuro e veio tateando o invisível com dificuldade, talvez pelo medo de cair.

—Eu tento Esme, mas ele consegue me ferir de um jeito ou de outro. Eu não sou má, eu não sou má. Falei me levantando devagar e segurei na mão dela para lhe guiar melhor.

—Não me adianta falar mais com ele. Eu já briguei com ele, já deixei de falar e nada dele aceitar a verdade em relação a você Isabella. Está tão obvio que você é mais uma vítima. Desculpe filha pelos atos dele, ele está revoltado com a situação e acho que isso assombra a mente dele por você ser filha de quem é. Eu entendo a fúria dele, mas não admito que seja injusto. Sinto tantas saudades da minha filha. Disse ela triste. –Sinto falta do meu marido por amá-lo tanto. O natal está chegando e o meu coração está tão vazio, estou desanimada. Antes no Natal a casa ficava cheia de parentes e amigos íntimos, mas eu prefiro me manter afastada no momento.

—Está fazendo tudo errado. Falei a abraçando. –Agora é o momento em que você mais precisa do apoio deles.

—Eu sei, mas filha, eu prefiro me recuperar totalmente. Sou vaidosa demais para deixar que me vejam dessa forma novamente, eles foram me visitar no hospital e fiquei um pouco mal. Acho que fiquei mais deprimida ainda pelo sentimento de pena. É isso que você sente de mim também?

—Eu apenas lamento tudo que aconteceu com a sua família, sinto muito por isso tudo mesmo e é do fundo do meu coração. Eu também sou digna de pena Esme e veja-me agora, estou totalmente sozinha no mundo.

—Não estou dizendo o contrário, eu também sinto muito Isabella. Eu sinto mais ainda por saber que o meu filho teve a coragem de lhe pegar a força, abusar de você na verdade. Ele é tão enjoado e admiro que ele teve a coragem de fazer isso com você. Ele a machucou muito? Perguntou ela acariciando a minha mão.

—Não quero falar a respeito disso Esme. Falei a fim de poupá-la.

—Somos amigas ou não?

—Claro que sim.

—Então me conte.

—Não quero deixá-la magoada com o seu filho, mas bem que ele merece. Na primeira vez eu fui ao inferno e voltei, eu só desejava que aquilo acabasse logo. Ele não se contentou e continuou fazendo, mas da vez em que tentei fugir pela primeira vez, ele me pegou de forma desprotegida e depois disso ele não quis mais se proteger, talvez por agir no impulso. Edward agia no calor da emoção e não pensou nas consequências sabe. Talvez por ele estar passando por momentos ruins, não pensou e como ele resolveu me deixar viva, esqueceu que eu poderia ficar grávida. Juro que fiquei com medo dele ter algo ruim no corpo e passar para mim, eu não o conheço bem.

—Fique tranquila nessa parte, se você olhar nas gavetas dele verá que ele é um homem limpo por fazer exames de rotina vez ou outra. Apesar dele ter se transformado em algo que eu desaprovo no momento, Edward é enjoado em relações as mulheres e fico me perguntando se você antes era uma moça responsável também. Mesmo ele cometendo atos impensados, ele é o meu filho e me preocupo com ele também.

—Fiz amor pela primeira vez na madrugada de sábado do dia 14 de setembro. Fui sequestrada pelo o seu filho no final do mês de Setembro, então não tive tantas relações sexuais assim e todas foram de camisinha. Eu e o meu ex-namorado fomos responsáveis nessa parte. Foi o seu filho quem me obrigou a fazer dessa forma Esme e me sinto muito mal de falar a respeito disso com você. Sinto-me suja e um pouco culpada pelos atos dos meus pais por ver vocês nessa situação.

—Sou eu quem se sente mal com o que ele foi capaz de fazer e não se culpe pelos atos dos outros. Disse ela triste e se ajeitou na cama para se deitar ao meu lado. –Está descobrindo a vida de uma maneira cruel filha.

—Estou um pouco assustada, posso estar sendo um pouco egoísta agora ao falar isso, mas até lá, quem sabe decido dar o bebê para você e o seu filho criarem. Não quero ser um estorvo na sua casa e para o resto da vida. Não precisam me aturar aqui depois dele nascer. Cedo ou mais tarde o seu filho encontrará uma esposa e quem sabe ele aprenda a gostar da criança conforme o tempo vá passando. Viva ou não eu terei que seguir o meu caminho, não poderei ficar aqui com ele sempre me difamando sem ter razão. Eu gosto muito de você Esme e me apeguei assim muito rápido. Sou grata a você por me proteger do seu filho e o que precisar poderá sempre contar comigo.

—Não fale que quando o bebê nascer você o dará. Pode acabar se arrependendo ao vê-lo tão pequenino ou pequenina em seus braços. Não a considero como um estorvo e pelas as surpresas da vida, você está aqui por algum motivo. Sei que a vida nos prega peças Isabella, mas saiba que a sua companhia é o que está me confortando. Meu filho apesar do gênio fortíssimo, ele é carinhoso comigo e acha que estou mal da cabeça por defender você, mas sei muito bem que eu não estou. Sei que às vezes milagres acontecem e que a vida nos prega coisas inesperadas. Tomara, não é?

—Não entendi Esme... Direito. Falei perdida em pensamentos.

—Desejo que tudo melhore, mas sei que a saudade que sinto da minha filha nunca irá passar.

—Eu tenho certeza disso.

Nos abraçamos e ficamos deitadas após eu nos cobrir e ela tirar o óculo. O ar estava bem geladinho e Esme acabou dormindo novamente, pois eu também dormi momentos depois. O estresse mental era tamanho em nós duas.

.

.

.

11h da manhã.

Acordei com Mary batendo na porta e falei para ela entrar, Esme ainda dormia e a cozinheira ficou bem surpresa ao ver a patroa dormindo ali comigo. Expliquei que rolou um estresse logo de manhã entre eu e Edward, dando-me conselho ela pediu para mim ignorá-lo e colocou a bandeja com o café ao meu lado. Mas antes de sair...

—O seu remédio está ao lado da xícara, já passou da hora de você tomá-lo.

—Eu sei e obrigado. Está muito sobrecarregado para você as tarefas do lar?

—Nem tanto, logo virá outra moça para trabalhar aqui. Não tem como eu dar conta sozinha agora que você está impossibilitada e quase a também patroa do lar. Falou ela sorrindo.

—É eu sinto muito por isso, mas eu não posso sucumbir às vontades do seu patrão mais novo em começar a trabalhar estando eu de repouso forçado. E não tem essa de quase patroa, foi apenas uma fatalidade.

—Não bata boca com ele e cuide do seu filho.

—O bebê é dele.

—É seu também apesar de toda a tragédia, se o deixou aí dentro é porque o ama no fundo.

—Não tenho raiva do bebê, só estou perdida e com a vida acabada.

—Desde quando um bebê acaba com a vida de uma mulher?

—Olha a minha situação Mary e Edward me odeia da mesma forma que eu o odeio. Ele faz o que quiser de mim, não posso com ele. Olhe para a Esme, nem ela às vezes pode com o próprio filho.

—Eu sei disso, mas procure se cuidar e tome o seu café.

—Tomarei e obrigado por ser sempre gentil.

—De nada e agora eu irei pegar o café da patroa e trazê-lo pra cá também.

—Ta bom.

Mary saiu do quarto e eu comecei a comer devagar sem me esquecer de tomar o remédio também. Estava tudo muito bom e ao me sentir saciada, eu fui escovar os meus dentes e tomar um rápido banho. No banheiro ali tinha de tudo que uma mulher precisasse e pude tomar um banho refrescante, o xampu era muito cheiroso e me enxaguei por completo. Depois me sequei e sai no quarto sentindo o baque de temperatura, Esme ainda dormia e fiquei admirando a vista. Eu não tinha outra roupa a não ser os blusões, o meu macacão e a roupa de empregada, essa eu não vestiria para não dar o gostinho a Edward. Eu ficaria de roupão mesmo.

.

.

Momentos depois.

Mary retornou ao quarto e trouxe o café da manhã de Esme, pedi que ela o colocasse sobre a cama e quando ela saiu, eu continuei olhando a vista que era tão linda.

Lembrei-me do meu estado e me sentei na cama devagar, aos poucos eu acordei Esme e coloquei a bandeja sobre o colo dela ao se sentar, até que ela já estava se saindo bem melhor ao se virar no café. Por estar apenas nós duas no quarto, ela não fez questão de colocar o óculo.

—Está mais relaxada? Perguntou ela.

—Um pouco mais.

—Que bom! Falou ela sorrindo levemente. –Estou tão feliz que você esteja aqui comigo.

—Eu também estou feliz. Tirando o seu filho com as perversidades dele, está tudo bem.

—Eu sei. Pedirei que o segurança nos leve a uma clínica para você se tratar melhor.

—Eu fui a um hospital público muito bom em Solares.

—Solares? Perguntou ela sorrindo.

—Sim, eu moro lá.

—É um lugar muito bonito, fui lá algumas vezes passear.

—Sim, é um lugar muito bonito e gosto muito de lá.

—Sente saudades?

—Sim.

—De que, por exemplo? Perguntou ela curiosa.

—Dos meus amigos e do mar somente.

—Não fala mais com eles?

—Alguns pensam que eu morri no acidente junto com os meus pais por eu ter sumido do nada. Os corpos viraram cinzas com a explosão do carro, aí não restou muito.

—Foi o meu filho quem fez isso? Perguntou ela deixando as lágrimas rolarem.

—Ele diz que não e olha que eu já o acusei várias vezes. Ele falou que tinha pessoas não muito satisfeitas com eles e aconteceu o que aconteceu. Ele facilitou tudo ao contar a respeito deles e eu só não entendo o que exatamente os meus pais roubaram de vocês.

—Temos uma transportadora num bairro próximo daqui. A grandiosidade de lá faz lembrar Solares e podem ter roubado alguma carga importante.

—O que vocês transportam?

—Roupas, eletrodomésticos e de tudo um pouco. Acredito que os seus pais devem ter roubado alguma coisa desse tipo e o dono veio se vingar em nós.

—Entendo.

—Mas não mude de conversa, iremos a um médico particular cuidar de você e do meu neto.

—Pode ser uma menina.

—Não tem problema, irei adorá-lo sendo menina ou menino. E você?

—Eu não sei o que dizer. Sinto que esse bebê é mais de vocês do que meu.

—Sei porque você fala isso Isabella. Fala dessa forma por não ter acontecido com o homem da sua vida, alguém que você amasse de verdade e que ele se importasse com você. Estou certa?

—Sim, mas eu não odeio o bebê. Só é estranho para mim e eu gostaria de estar empolgada assim como você, mas tomara que eu mude esse pensamento.

—Cedo ou tarde irá, já a considero da família e sabe disso.

—É eu estou sentindo isso com a sua forma de me tratar. Obrigado.

—É isso mesmo.

—Tem roupas suas aqui?

—Não, eu só tenho um macacão muito bonito por sinal. Edward me pegou na rua e....

Resolvi contar como tudo aconteceu desde da minha fuga. Ela ficou preocupada e disse que eu poderia ter perdido o bebê. Contei sobre o meu ex-namorado ter me negado ajuda e sobre a sua atual namorada, sendo ela a sua ex.

Esme também afirmou que se ele me amasse de verdade teria me perdoado, mas eu ao explicar o porquê de ele pensar mal de mim, ela ficou calada. Contei tudo desde do começo e ela só lamentou pelas atrocidades do filho para comigo, mas mesmo assim ela afirmou que Jacob deveria ter conversado comigo primeiro. Eu apenas afirmei que o nosso tempo junto tinha acabado desde que Edward entrou na minha vida e na sequência me fazer um bebê.

—Apesar da tragédia eu já amo o meu neto, me perdoe por dizer isso, mas é a pura verdade.

—Não posso condená-la por isso. Acho que você se apegou em mim por sentir saudades da sua filha.

—Torno a repetir para você também que eu não estou substituindo o amor que eu sinto pela a minha filha! Disse ela ofendida. –Jamais eu faria isso e amor de mãe para o filho não tem comparação ou substituição. Cada um é especial e diferente um do outro! Simpatizei-me por você de verdade e não quero que pense isso de mim porque não é verdade! Falou ela parando de comer.

—Continue, eu não quis ofendê-la, sabe que eu tenho muita consideração por você também. Agora sei o porquê de Edward ser birrento, acho que ele puxou isso de você.

Sorrimos pra valer pela primeira vez e ela continuou comendo. Ao terminar foi escovar o dente em seu quarto tendo o auxílio do segurança de confiança deles. Eu tive que ficar repousando pra valer por ter feito esforço demais e graças a Deus eu não tive sangramentos ou dores na barriga. Apesar do estresse que Edward me fez sentir, eu estava muito bem.

Liguei a televisão pra eu assistir e pela gravidez, eu acabei dormindo novamente uma hora depois.

.

.

.

As 15h da tarde.

Acordei do nada e fui me aliviar no banheiro, ao voltar para o quarto me deitei novamente e fiquei pensando no meu apartamento. O cara deve ter entrado em contato com o porteiro e ele não me achou lá, deve estar preocupado já que eu desapareci do nada outra vez. Ele deve estar imaginando que eu me escondi ou não, não sei o que pensar.

Eu estava com fome e me levantei para sair do quarto, eu estava me sentindo um pouco mal por estar na casa de estranhos como hospede e não queria dar trabalho. Abri a porta e o segurança que estava perto da escada ao me ver, ele veio até a mim.

—Tenho ordens de não a deixar descer ou andar pela casa.

—Quem ordenou isso?

—O patrão, quem mais seria?

—Não estou inválida e preciso comer, estou faminta.

—Irei avisar a Mary para preparar o seu prato, eu mesmo irei trazê-lo.

—Eu mesma poso fazer isso.

—São ordens e sigo todas elas.

—Tudo bem. Falei entrando no quarto e fechei a porta inconformada.

Fiquei deitada na cama e continuei assistindo televisão, sem me dar conta eu acariciava a minha barriga ao assistir à tv e me peguei imaginando como devia ser a sensação de senti-lo se mexendo dentro de mim.

A minha comida chegou junto com o comprimido da vitamina e comi despreocupada, a fome era tamanha. Bebi o suco que estava no copo e comi o pêssego que Mary colocou ali como sobremesa. Quanta diferença eu pensei, tudo isso eu devia a Esme.

Fui escovar os meus dentes quando acabei de comer e que o segurança levou a minha bandeja. Voltei para o quarto e desliguei a televisão, eu iria para o quarto dela lhe fazer companhia. Foi o que eu fiz.

Ignorei a advertência do segurança, fui até o quarto da Esme após eu dizer a ele que eu falaria com a patroa o que o filho dela ordenou a ele. Parecendo ter muito respeito com a patroa, ele me deixou em paz.

Bati na porta e ela consentiu que eu entrasse após eu me identificar. Ela sorriu com a minha presença no quarto dela e ficamos na varanda a sombra sentindo a brisa do mar.

A pedido dela fomos nos deitar para mim vê e ela escutar a televisão. Ela não queria que eu abusasse com a minha saúde e ficamos ali deitadas pensativas.

—Não tem o que vestir mesmo?

—Não.

—Qual o seu manequim?

—38.

—E quanto você calça?

—36.

—Você tem o porte bonito pelo o que eu deduzi com as mãos.

—Alguns meninos do meu colégio diziam isso e deixava o jake bem enciumado.

—Sente saudades dele?

—Não, ele foi um traíra comigo! Acho que me chifrava com a ex, não é possível! Foi só nós terminarmos para eles ficarem juntos. Acho que ele me enganou direitinho.

—Não posso dizer que sim ou não por estar por fora da história, mas estimo a sua felicidade com outra pessoa. Quero que seja feliz de verdade.

—Eu também e assim espero que aconteça. Tomara que Edward se apaixone por alguém e me deixe em paz! Não acredito que seja amor entre ele e a Tânia.

—Eles não estão juntos que eu saiba.

—Ele não era fiel e ia m...... Parei de falar por achar que eu já estava falando demais.

—Continue filha.

—Não é nada importante.

—Diga o que mais o meu filho aprontou, acho que não me surpreenderei mais.

—Não consigo mentir para você Esme e se quer a verdade, eu digo. Quando Tânia vinha aqui e que Edward bebia, ele sempre ia me procurar de madrugada e a deixava sozinha no quarto dormindo.

—Ele deixava de ficar com a Tânia para ir até você? Perguntou ela juntando a sobrancelha.

—É sim. Por que está estranhando? Eu sou uma moça muito bonita!

—Não duvido filha, eu só estranhei. Nada demais.

—Ele a largou uma vez e chegou a dormir lá no porão comigo por descuido e se eu quisesse, eu poderia matá-lo a pauladas dormindo mesmo.

—Nunca filha, não quero que ele faça mal a você e nem você a ele por ser o meu filho. O único que me restou.

—Às vezes eu tenho vontade de esganá-lo, mas por você eu serei tolerante. Tomara que eu consiga, mas matá-lo mesmo eu não seria capaz. Acho que sou capaz de dar um bom susto nele, isso quando ele me irritar de verdade.

—Que seja filha, mas matá-lo, seria o mesmo que me matar junto. Já perdi uma, depois o meu marido que está ausente a dias e ficar sem o meu filho, seria o suficiente para a minha total loucura. Acho que eu preferiria morrer junto.

—Iiiii para de falar essas coisas, eu não irei matar o insuportável do seu filho.

—Ok. Falou ela sorrindo. –Se fosse em outra ocasião, você seria capaz de amá-lo ou até mesmo sair com ele como diz os adolescentes hoje em dia?

—Por que me pergunta isso?

—Curiosidade, pois eu sei que ele chama muito a atenção feminina para si. Você é uma moça tão doce que eu ficaria feliz caso desse certo. Digo, se ele não tivesse lhe maltratado e aprontado.

—Eu não ficaria com ele por ser bem ruim comigo!

—Eu perguntei se fosse em outra ocasião filha, não entendeu?

—Eu entendi e não sei lhe responder.

—Não sabe ou não quer?

—Ele é um homem realmente muito bonito e se fosse em outra encarnação quem sabe.

—Acho que isso é um sim.

—Não falei isso.

—Tudo bem, tudo bem. Falou ela levantando as mãos. –Sei que tem razões para odiá-lo.

—Tenho muita.

Ficamos caladas depois disso e quem acabou dormindo foi ela, já eu fiquei assistindo televisão. Quando começou a escurecer e mesmo eu não querendo e lutando contra a sonolência, eu cochilei deitada de lado.

.

.

1h e ½ depois.

Acordei sentindo a cama afundar e abri os meus olhos vendo Edward sentando na cama próximo de nossos pés, ao me ver olhando para ele.

—O que faz aqui? Perguntou autoritário.

—Já estou indo para o quarto. Falei me levantando devagar.

—Sabe que não pode ficar andando! Depois a minha mãe irá me culpar!

—Acho que se eu morrer, é um favor que eu te faço!

—Vá para o quarto e poupe-me da sua voz!

—Faça o mesmo e pense antes de ir me perturbar lá!

Ele virou a cara e eu saí andando devagar. No quarto eu me deitei novamente na cama e fiquei quieta na minha.

.

10min depois.

Edward entrou no quarto e quem foi obrigada a virar os olhos agora foi eu. Preferi o silêncio ao vê-lo se aproximando da cama.

—Minha mãe pediu para informá-la que vem comer aqui com você! Disse ele a contra gosto. –Ela vai vir e me deixará comendo sozinho na sala, por sua culpa por fazer fofocas de mim! Se quiser fazer inferninho, acho melhor desistir, ou se arrependerá! Acho melhor trancar essa boca, não vê que isso só piora o estado da minha mãe? Ou está gostando de deixá-la mais doente para ocupar o lugar dela? Saiba que nunca! Deixei Edward falando sozinho e eu só olhava para a cara dele. –Acho bom guardar bem essas minhas palavras, têm sorte por ter ela a seu favor!

Virei-me para o outro lado o ignorando e chorei calada, ele saiu do quarto batendo a porta e eu sequei as minhas lágrimas, prometi a mim mesma que não choraria mais, mas eu estava tão sensível emocionalmente.

Na hora da janta Esme entrou no quarto e logo a nossa comida foi trazida. Eu a senti triste agora e vi a diferença agora que Edward chegou. Preferi poupá-la das queixas por ter contado antes e só pioraria se ela soubesse que o filho esteve aqui no quarto brigando comigo, a partir de hoje eu ficaria em silêncio.

Comemos sentadas na cama e quando Mary trouxe a sobremesa.

—Meu filho comeu na mesa?

—Não senhora, ele não quis jantar.

—Ele está no bar bebendo?

—Sim. Falou Mary de forma simples, porém pesarosa.

—Ele detesta comer sozinho, Edward é bem família.

—Poderia ter comido com ele Esme.

—Meu filho merece uma prensa, estou detestando o comportamento dele.

—Não briguem por minha culpa. Ele tem as razões dele.

—Acha que ele estar certo agora?

—Não é isso, só não quero que briguem.

—Impossível filha, impossível. Ele não está abusando de você nessas condições, está?

—Juro por Deus que não.

—Tem certeza?

—Absoluta. Ele não está me importunando sexualmente.

—Que bom, pois eu mesma bateria nele depois de grande.

Sorrimos pra valer com ela falando isso e o filho entrou no quarto justamente na hora. Acho que Edward tinha algum problema mental, só pode!

Reparei que ele estava com a garrafa de whisky e com o copo pela metade de bebida na mão.

—É você Edward? Perguntou ela séria.

—Sou eu mesmo mãe e não se preocupe comigo, apenas coma.

—Estava bebendo filho?

—Ele se afoga na bebida Esme, mas é tão burro por saber que isso não resolverá o problema!

—Acho melhor ficar na sua garota metida e irritante!

—Respeite-a filho. Você não enxergou ainda que ela está num estágio da vida que deve ser respeitado? Ela está passando por privações e por sua culpa!

—Ta, ta mãe, agora coma e se preocupe menos com isso.

—Por que não reclama com o seu pai, pegue no pé dele! Olha o que ele está fazendo comigo!

—Não posso obrigá-lo, ele nem tem ido trabalhar direito e está tudo praticamente nas minhas costas!

—Você não tem visto o seu pai?

—Faz dois dias que não. Mas sei que ele está bem na medida do possível. Agora consegue enxergar o que os seus pais causaram? Perguntou ele me olhando.

—Até quando vai jogar na minha cara isso seu imbecil? Desculpe Esme, mas não posso evitar por causa das ofensas dele.

—Desejo que parem de brigar, eu só peço isso!

—Impossível mãe! Essa garota me irrita mesmo não fazendo nada!

—Tenho as minhas dúvidas! Se irritasse de verdade e se a odiasse do jeito que demonstra em palavras, não iria procurá-la e atormentá-la fazendo que se deite com você! Pessoas que odeiam da forma que você diz mal consegue encostar na outra!

—Já esqueceu dos homens que fizeram isso com a senhora? Eles pouco se importavam e eu faço o mesmo, não me importo com a filha do inimigo!

—Eles não estão mais aqui Edward.

—Dois ratos a menos!

—Saia daqui! Pediu Esme ao filho.

—Saiba que se ficar defendendo ela, eu irei embora dessa casa mãe!

—Você é quem sabe, não posso ser injusta com os inocentes Edward. Eu não posso fazer da mesma forma que fizeram conosco filho. Disse Esme colocando a bandeja de lado parando de comer e chorando.

—Você só nos faz chorar Edward! Acho melhor tentar acalmar a sua mãe, eu posso me virar sozinha.

—Não querida, eu chamarei o segurança e irei com ele para o meu quarto. Eu já estava sem fome mesmo, aproveite você.

—Perdi o apetite, sinto-me um pouco enjoada.

—Está sentindo alguma dor, sente-se mal?

—Apesar do clima ruim eu estou bem. Deus é tão bom comigo que está me mandando forças ultimamente para aturar tudo que vem acontecendo.

—Coma e descanse filha, não ligue para ele.

—É o melhor mesmo. Falou Edward saindo do quarto.

—Boa noite filha.

—Boa noite Esme.

Ela saiu do quarto e bebi apenas o meu copo de suco. O segurança voltou para pegar o meu prato e fui no banheiro andando bem devagar. Fiz minha higiene e voltei para tentar relaxar um pouco.

Acabei ficando até meia noite acordada e dormi com o tamanho cansaço mental.

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Sexta feira, 20 de Dezembro.

07:30 da manhã.

Despertei do nada e senti a cama se movendo de leve ainda estando de olhos fechados. Abri os meus olhos e era Edward que dormia ali ao meu lado despreocupado, pensei seriamente se eu estava maluca ou vendo coisas, mas era ele ali mesmo ao meu lado. Cheguei a passar as mãos em meus olhos mais uma vez para confirmar se era pesadelo ou realidade, mas era mesmo ele ali jogado de pijama azul escuro na cama. Ele dormia profundamente.

Olhei para o criado mudo e vi a garrafa de whisky com o copo ali em cima, eu queria saber pra onde ia aquele ódio todo de mim quando ele resolvia dormir ao meu lado mesmo estando bêbado. Ele perderia a hora hoje e deixei de propósito ele dormir.

Virei-me de frente para ele e minha vontade era de estapeá-lo com toda certeza, um bebê dele crescia dentro de mim e era embaraçosa essa situação onde a raiva mais à vontade de poupá-lo por causa de Esme reinavam em mim. Se fosse outra pessoa ruim de verdade no meu lugar, agora seria uma boa hora para me vingar.

Eu sentia raiva dele por causa dos meus pais e por várias coisas, mas matá-lo como eu cheguei a desejar eu não faria olhando-o dessa forma tão sereno, mas ele encarnava o cão quando acordado. Seu rosto estava relaxado e seus braços jogados acima do travesseiro, ele dormia de bruços e seus cabelos estavam bem bagunçado. Ele se mexeu um pouco e continuou dormindo, menos mal era que ele não roncava, aí sim eu o expulsaria pra valer do quarto mesmo não tendo o direito por estar na casa dele.

Ele estava com o sono agitado, pude perceber.

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Momentos depois.

Ele já estava uma hora e vinte minutos atrasado, resolvi puxar um cabelinho da cabeça dele para ele acordar. Ele chegou a passar a mão no local atingido pelo leve puxão, mas continuou dormindo. Fiz outra vez e ele passou a mão novamente na inconsciência. Teimosa, eu tornei a puxar novamente e dessa vez ele segurou a minha mão me causando um pouco de susto.

—O que pensa que está fazendo sua bruxa?

—O que pensa que está fazendo aqui no quarto VOCÊ?

—Estou te vigiando ou não percebeu ainda? Pensou que eu estava vindo de boa vontade para ficar ao seu lado?

—E porque não? Sou bonita, sei que bem ou mal você gosta de invadir o meu corpo ou acha que eu sou tola? Ele sorriu debochado.

—Só pode estar tendo alucinações garota! Agora me fale o porquê que você estava puxando o meu cabelo?

—Era para te acordar seu estúpido, esqueceu que trabalha hoje?

—Não irei trabalhar! Disse ele se sentando na cama e colocou a mão na cabeça, devia estar sentindo dor por causa da ressaca.

—Lembre-se da ressaca da próxima vez seu bêbado estúpido!

—Prefiro sair do quarto a fazer uma loucura menina intrometida!

—É melhor mesmo e não volte a vir para cá! Esse cheiro de bebida me deixa enjoada!

—Ótimo, virei todos os dias agora!

—Não tem o direito! Falarei com a sua mãe!

—A deixe fora das suas reclamações! Poupe-a para o seu bem e do seu filhote, eu não poderia esquecer que as crias das raposas são chamadas de filhotes!

—Dobre a sua língua para falar do seu filho!

—Vá dormir! Já que está imprestável aqui mesmo, só lhe resta dormir mesmo.

—Fora, fora daqui! Falei séria levando a minha mão em minha barriga para não fazer muita força. –Ao menos me respeite!

Ele levantou da cama cuspindo fogo e saiu do quarto levando a garrafa com o copo. Ele bateu a porta na mesma hora que eu decidi me levantar para poder fazer xixi e foi o que eu fiz.

Tornei a me deitar ao sair do banheiro e liguei a televisão, fiquei entretida com a programação e não demorou muito o meu café da manhã chegou.

—Bom dia Isabella.

—Bom dia Mary.

—Como você está se sentindo?

—Bem, na medida do possível. Estou um pouco agitada e preocupada.

—Preocupada com o que?

—Tenho várias razões. A primeira é a situação da minha gravidez, segundo é o seu patrãozinho vir me perturbar e me ofender sem me poupar do stress. Acho que eu não tenho mais força.

—Seja forte, arrume um jeito de fugir novamente e vá para outro estado ou país, sei lá.

—Bem que eu gostaria, mas sinto um nó no peito só de pensar em abandonar a Esme agora. Acho que eu não conseguiria dessa vez por vê-la ainda mais frágil ainda.

—Eu lhe entendo, mas pense em você também. Se ficar aqui o patrãozinho não lhe deixará em paz.

—Estou, eu juro, mas eu estou grávida e ele é neto dela. Não sabe como ela está feliz por causa do bebê e eu a decepcionaria se fugisse novamente. Quero que ela melhore e eu não posso andar por estar com um leve descolamento de placenta.

—Eu também quero que vocês melhorem logo, ela era tão alegre antes e a diferença hoje em dia é tamanha. Até Edward era um bobão e ele não bebia dessa forma, era vez ou outra. Ontem ele ficou até tarde bebendo, não sei como não dá um treco nele por ingerir tanta bebida. Fico preocupada na cozinha, mas não me meto.

—Ele se refugia nela Mary e desconta todos os problemas em mim.

—Agora coma e não faça muito esforço. Esqueça o stress para o seu bem e do seu filho.

—Pode deixar.

—Virei buscar a bandeja depois.

—Ok.

Ela saiu do quarto e eu continuei comendo mesmo estando um pouco sem fome. Larguei pra lá o meu café e me deitei na cama pensando na minha vida como ela era antes de tudo desabar sobre a minha cabeça.

Fechei os meus olhos e me lembrei da minha festa de aniversário, foi tão legal toda galera reunida sem um pingo stress e sorri ao lembrar dos meus amigos loucos. Se é que eu poderia chamá-los de meus amigos agora depois de tudo que aconteceu, eu não sabia o que pensar e me lembrei de jake naquele dia. Ele estava tão carinhoso, atencioso e chegou a me presentear com um vestido e um brinco, esse o qual valia um bom dinheiro.

Taí! Agora que eu fui me lembrar desse detalhe, eu estava louca precisando de ajuda e tendo uma joia daquela guardada em casa. Fiquei muito desapontada com ele ao voltar com a ex e não duvido nada que eles ficavam nas minhas costas. Eu demorei a me entregar para ele e do jeito que ele era safadinho devia pintar nas minhas costas com ela. Eu desconfiava agora que chegou a rolar algo entre eles estando eu com ele ainda e o detestei por isso. Eu não merecia e quando eu mais precisei dele, eu estava sozinha sem ter a sua ajuda. Ele não teve dó de mim por guardar mágoas de tudo que aconteceu.

Chorei por incontáveis minutos estando deitada de barriga pra cima e limpei os meus olhos ao escutar um toque suave na porta.

—Sou eu filha, está acordada?

—Sim, eu estou. Falei secando as minhas lágrimas e permaneci do jeito que eu estava. –Pode entrar, a casa é sua mesmo.

Ela entrou com a ajuda do filho e eu não olhei em nenhum momento para a cara dele. Ela se sentou na cama ficando ao meu lado e ele ficou em pé olhando para o lado de fora, talvez bolando malcriações para serem feitas a mim ou me ignorando da mesma forma que eu fazia com ele.

—Bom dia. Cumprimentou-me ela procurando a minha mão.

—Bom dia Esme. Falei segurando na mão dela.

—Está bem?

—Indo.

—Estava chorando?

—Não, eu não estava e você dormiu bem?

—Um pouco, tenho saudades do meu marido e não consigo dormir direito por causa disso.

—É normal sentirmos saudades de quem amamos de verdade. Não a recrimino.

—Está sentindo saudades também?

—Estou sim. Afirmei lembrando dos meus pais e amigos. –Sinto muita saudade dos meus pais, desculpe por falar deles aqui na sua casa, mas é a pura verdade. Não consigo mentir para você.

—Não acho necessário falar deles aqui na minha casa! Falou Edward com raiva.

—Ela me perguntou e eu só falei a verdade.

—Poupe-nos quando se referir a eles!

—Desculpe.

—Não precisa se desculpar filha, eu a entendo perfeitamente. Apesar dos defeitos, eles irão ser para sempre os seus pais.

—É, eu sei disso. Falei triste.

—Prefiro mudar de assunto. O Natal está chegando.

—Falta pouco, já é semana que vem.

—Para não passar em branco eu farei uma pequena ceia de Natal para nós.

—Não considere a estranha mãe!

—Se for ficar opinando de forma injusta, acho melhor sair ou ficar calado Edward.

—É a pura verdade mãe.

—Esme, eu estou de molho mesmo, não irei atrapalhar já que o seu filho me recrimina.

—É a minha convidada, mas daremos um jeito pela a sua situação. Alice virá, A minha cunhada e o marido dela. Seremos apenas nós. Disse ela de forma triste.

—Trarei uma amiga. Falou Edward do nada e eu continuei calada.

—Quem, a Tânia?

—Não mãe, eu trarei a Julieta para passar a noite de Natal aqui conosco. Alice gosta dela.

—Sim, elas são amigas. Tudo bem por mim, mas e a Tânia?

—Isso é águas passadas.

—Ela gosta de você.

—Não quero falar dela.

—Tudo bem, mas trará a Julieta em qual propósito? Sei que você é crescidinho, mas não vá iludir a filha dos outros.

—Mãe, deixa comigo mãe, iiiii, vamos mudar de assunto.

—Tudo bem Edward, você já é bem grandinho.

—Ótimo!

Ficou um silêncio no quarto depois disso e Edward virou as costas para olhar para o lado de fora outra vez. Por fim Esme quebrou o silêncio.

—Pedirei a Mary que faça as compras de Natal amanhã.

—Eu gostaria de ajudar Esme, mas sei que eu não posso infelizmente. Falei sem jeito.

—Não se preocupe com nada filha, apenas se cuide, pois isso já é o suficiente para mim.

—Mãe, eu vou para o meu quarto, ficará bem?

—Claro que sim Edward! Que besteira!

—Ok.

Ele saiu do quarto e ficamos a só conversando.

—O que aconteceu para mudar de ideia e fazer uma ceia aqui Esme? Não que eu esteja achando ruim, muito pelo contrário.

—Já estou deprimida demais, preciso conversar um pouco mais. Só virá Alice que é a minha sobrinha adorada e os pais dela. Ela é uma moça muito simpática e mora sozinha por opção própria. Os pais dela, sendo que o pai dela é irmão de Carlisle.... Carlisle. Falou ela pensativa.

—Você se dá bem com ele?

—É uma pessoa bem legal, falante igual à filha. Irá conhecê-los.

—Tomaram que não me condenem também.

—Fica tranquila.

—E essa tal de Julieta?

—O que tem ela Isabella?

—Ela é uma moça gentil pelo menos?

—É uma moça bem descolada. Sempre me tratou bem, não tenho o que falar por não ter muito contato. Apenas faz parte da turma de amizade de Edward e Alice.

—Entendi. Falei pensativa.

—Será algo simples.

—Precisaremos de uma árvore de natal.

—A minha está guardada, ela é grande e bem bonita.

—Podemos montá-la. Falei empolgada.

—Não, não! Eu não posso enxergar e você ficar andando. Já esqueceu?

—Estou detestando ter que ficar deitada Esme.

—Logo ficará boa.

—Não vejo a hora! Mas ficará sem graça o Natal sem a árvore. Peça o Edward para montá-la.

—Eu duvido que ele vá querer fazer isso, ele ainda está de luto e concordou em algo simples apenas.

—Não sei o que pensar, mas não custa nada pedir a ele. Não deve ser tão difícil assim.

—É trabalhosa, mas nada de bicho de sete cabeças para montá-la.

—Entendi, mas já está de bom tamanho você interagindo com as pessoas que se importam com você.

—É né. Mas foi Alice quem me ligou ainda pouco me dando a ideia e por ser a minha única sobrinha querida, eu resolvi aceitar.

—Que bom!

—Está sentindo alguma dor filha, algum mau star?

—Por incrível que pareça não. Estou bem de verdade, sinal que o remédio está funcionando.

—Fico tranquila. Irei para o meu quarto agora. Disse ela se levantando. –Fausto.

—Pois não senhora. Falou o homem do outro lado da porta.

—Desejo ir para o meu quarto.

A porta foi aberta e ele prontamente levou a patroa. A porta foi fechada e eu continuei repousando, aquilo estava me deixando mais agitada ainda e ao olhar para o telefone na mesinha perto da parede, me deu uma louca vontade de ligar pra Jacob e dizer umas poucas e boas para ele. Antes eu não era maluca de ligar porque os seguranças ficavam na minha cola ao arrumar, mas agora que as coisas estão um pouquinho diferente, não custaria nada em tentar. Eu não queria me rebaixar, eu já não estava mais morrendo de amores por ele mesmo, sendo que eu colocaria tudo a perder caso ligasse para o celular dele, ele identificaria o número e isso eu não queria. Tudo que um dia existiu, morreu justamente na hora que ele me negou ajuda, acho que eu já estava pirando em pensar em mexer no telefone dos outros.

Acho que a única pessoa a qual eu ligaria nesse momento seria o Fred, ele sim era o meu amigo de verdade e para todas as horas.

Fiquei indecisa e resolvi deixar pra lá no momento, eu só queria saber dele.

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13h da tarde.

Cansada de ficar na indecisão e deitada sem ter força de vontade até para ver televisão, eu tomei coragem e me levantei devagar da cama. Ajeitei o meu roupão e fui caminhando até a mesinha do canto, Edward devia estar para o quarto dele, talvez no escritório ou se enchendo de bebida no bar. Era a hora de saber como o meu amigo estava e eu daria uma desculpa qualquer se ele me perguntasse algo inapropriado para responder. Tirei o telefone da base e apertei o botão para ver se estava dando sinal, por sorte estava. Com os meus dedos trêmulos eu disquei o número da casa dele, mas Edward entrou no quarto antes mesmo do telefone chamar na casa do meu amigo e tomou o aparelho da minha mão. Eu fiquei sem reação alguma e fiquei parada olhando para ele, parecia que o meu corpo havia sido congelado igual ficou no mercado.

—Pra. Quem. Você. Estava. Ligando? Perguntou ele a centímetros de mim e olhando nos meus olhos, ele estava furioso.

CONTINUA........