Soho Dolls
35 Capítulo 34 - They don't know about us
Notas iniciais
Emily Salvatore Narrando
Aquilo já estava ridículo, meu pai já estava passando dos limites... Como ele pode fazer isso comigo? Já fazia uma semana que a minha vida havia se tornado um mini-inferno simplesmente pelo fato de ele ter levado sua ilustríssima namorada para morar conosco do nada, sem nenhum aviso prévio ou tempo para que eu conseguisse me conformar e me adaptar com a ideia. Não conseguia entender como ele era capaz de fazer isso comigo principalmente quando ele tinha consciência do quanto eu não suportava ela... Eu não saia do meu quarto a uma semana, a não ser para comer e sair de casa, para não ter que encarar aquela mulher e pior de tudo era que o senhor Damon nem se quer se importava com isso.
Outra coisa que eu também não conseguia entender era como meu pai estava louco por aquela mulher, tudo bem que Elena era linda e muito atraente, mas ainda assim, o que ele tinha por ela não era apenas uma atração física e eu já havia percebido isso, só gostaria de saber o que ela havia feito para deixa-lo tão cego daquela forma... Elena era dez anos mais nova que ele, tinha a idade para ser sua irmã, e além da idade, ela não servia para o meu pai, eu não a julgava boa o suficiente para ele e isso era revoltante porque eu tinha certeza que ele era capaz de encontrar alguém melhor, uma médica talvez ou quem sabe alguém do mesmo ramo, alguém que tivesse o mesmo status social que ele porque querendo ou não Elena era apenas uma garçonete e meu pai era um cirurgião oncológico renomeado ... Mesmo que soasse preconceituoso de minha parte, eu não deixava de constar a possibilidade de Elena estar interessada na conta bancária dele, eu poderia estar completamente equivocada mas havia algo a mais em Elena, ela não podia ser tão boazinha e inocente como aparentava. Havia algo muito cabuloso debaixo daqueles cabelos perfeitamente lisos e daquele corpo de barbie.
Eu tinha acabado de chegar do treino e a casa estava normalmente vazia, meu pai estava prestes a chegar de um plantão de quarenta horas e segundo a Jenna, Elena havia saído de novo para procurar emprego, pelo menos eu teria algumas horas sozinha até que meu pai e Elena chegassem e começassem com aquelas cenas típicas de casal apaixonado que além de me enjoar, me deixavam extremamente revoltada. Eu não conseguia admitir meu pai estando com outra mulher que não fosse minha mãe, lembro-me muito bem de quando eles estavam juntos, de quando saíamos em família ou quando eu acordava de madrugada e eles estavam assistindo filme na sala, abraçados um no outro... Era perceptível o quanto eles se amavam e o quanto meu pai era louco pela minha mãe, não era possível que todo aquele amor pudesse ter acabado, não era possível que meu pai tivesse enterrado aquele amor junto com o corpo de minha mãe...
Deixei meus patins do no canto do quarto e antes de fazer qualquer coisa, peguei meu celular e disquei mecanicamente o primeiro numero de minha discagem rápida com o intuito de mandar um pedido desesperado de socorro...
- Tia?
-Hey, Emms! – Tia Anna respondeu animadamente e pelo seu tom de voz e o barulho que tinha atrás podia concluir que ela estava andando com pressa na rua. – Como você está?
- Bem, na medida do possível... – Respondi com um suspiro melancólico.
- Como estão as coisas por ai?
- Estão bem também, eu não saio do meu quarto desde quando ela chegou mas estou sobrevivendo, não está tão ruim quanto eu pensei que fosse, segundo ao meu pai ela vai ficar por pouco tempo então eu espero ansiosa até que ela dê o pé daqui. – Revirei os olhos e recebi como resposta uma gargalhada alta dela. – Tia, o que você vai fazer esse final de semana?
- Vai passar rápido, você vai ver, é só ter um pouquinho de paciência... Esse final de semana eu vou sair com Jeremy, nós vamos tentar dar um jeito em nossa relação, senão eu iria te buscar para ficar comigo.
- Ok... – Disse desanimada. – Boa sorte com o Jeremy, espero que vocês consigam se entender.
- Eu também, amor! Mas se alguma coisa acontecer você pode me ligar, ok? E se você quiser eu posso falar com seu pai também...
- Não, não precisa, você sabe que não vai adiantar em nada e vai ser pior se você falar, espero que esse tormento passe logo...
- Ela está ai?
- Não, saiu para procurar emprego, pelo menos isso.
- Viu só, daqui a pouco ela encontra alguma coisa e vai embora...
- Assim espero, mas eu vou desligar porque eu acabei de chegar do treino e tenho que tomar banho.
- Tudo bem, fique bem e qualquer coisa me ligue.
- Pode deixar, tchau tia e boa sorte com o Jeremy. – Desliguei o celular e deixei o aparelho em cima da cama.
Pelo menos eu ainda tinha minha tia que estava ao meu lado porque nem se quer Jenna me apoiava, em apenas uma tarde Elena já tinha a conquistado e não havia nada que eu pudesse falar ou fazer para que ela mudasse de ideia.
Sem ter escolhas e me sentindo derrotada por ter que ficar em casa no final de semana aturando aqueles dois, eu me levantei e fui ao banheiro para tomar banho, como havia dito á tia Anna que faria.
Elena Gilbert Narrando
Eu estava exausta... Após ter andado feito louca por dois terços do centro de Nova Iorque em cima de um sapato extremamente apertado com um salto alto, meus pés pareciam ter sido amassados em uma prensadora de lixo e imploravam para que eu tirasse aqueles sapatos e os jogassem longe, minhas pernas não queriam mais obedecer aos meus comandos e meu estomago começava a dar indícios de que iria começar a reclamar por estar vazio... Sem duvida alguma, a melhor parte do meu dia foi quando eu passei pelo saguão do prédio de Damon e entrei no elevador para subir até o apartamento... Finalmente estava em “casa”.
Já fazia quase uma semana que eu estava “morando” junto com Damon e tinha que admitir que não estava sendo tão ruim quanto eu pensei que fosse ser. Eu e Damon estávamos bem e por incrível que pareça não tínhamos discutido uma vez sequer, até mesmo porque nem tínhamos convivido o bastante para isso já que ele estava em um plantão de quarenta horas e iria voltar naquela noite para casa, Emily, que era o que mais me assustava em toda aquela historia, estava bem, pelo menos eu achava que estava, era possível contar nos dedos quantas vezes eu havia a visto naqueles cinco dias quando Damon não estava por perto então não tiveram desentendimentos ou algo do gênero, a garota se trancava no quarto e nada a fazia sair de lá, a não ser por seus compromissos diários e quando ela tinha fome. Também tinha Jenna, que a meu ver era uma governanta da casa, ela era responsável por Emily quando Damon não estava, por todas as refeições e também dava ordens na diarista que ia três vezes por semana limpar o apartamento, naqueles cinco dias consegui entender claramente o porquê de Emily ser apaixonada por aquela mulher, Jenna era um doce, sempre bem humorada e comunicativa, me cativou nos primeiros trinta minutos que conversamos.
Tudo estava perfeito e como sempre, eu temia pelo que poderia acontecer, quando as coisas em minha vida costumavam a dar certo demais e a se ajeitar rapidamente, era um mau sinal de que eu deveria me preparar para algo terrível vir em seguida... Mesmo que eu tentasse deixar meu lado pessimista de lado, meu passado não me deixava cair em ilusão. A insegurança era algo que eu não conseguia abandonar, principalmente quando o assunto era Damon...
O elevador parou e as portas abriram em seguida de um “plim” e com um suspiro de alivio eu sai dele entrando na sala de estar daquele enorme apartamento.
- Hey, querida! – Jenna largou o livro que lia ao seu lado e me recebeu com um enorme sorriso me fazendo sorrir igualmente em resposta. – Como foi?
- Cansativo! – Choraminguei me apoiando na parede mais próxima para tirar aqueles sapatos que mais pareciam assassinar meus pés. – Nova Iorque consegue ser ainda maior quando você precisa andar por essas ruas a pé com um salto alto... – Um gemido involuntário de alivio escapou quando eu coloquei os pés descalços no chão me vendo livre daquela tortura chinesa.
- E algum desses lugares te deixou esperanças?
- Não exatamente, tiveram alguns que nem sequer quiseram pegar meu currículo por eu não ter experiência ou ensino superior, outros só me perguntaram se eu tenho disponibilidade de horário e outros só pegaram sem falar nada... Não sei o que pensar. – Suspirei fundo mais uma vez encolhendo meus ombros.
- Você vai conseguir, tenho certeza, só ter um pouco de paciência que consegue! — Jenna piscou o olho sorrindo ternamente. – Mas você não trabalhava como garçonete antes? Isso serve como experiência... – Um arrepio correu pela minha coluna fazendo eu me amaldiçoar mentalmente por não ter pensado antes de falar, obvio que eu não tinha contado para aquela doce senhora com o que eu realmente trabalhava então tinha que me concentrar em sustentar aquela mentira para mais uma pessoa.
- Servir serve, mas como eu não fui registrada não pode constar no currículo... – Disse com descaso a primeira desculpa que me apareceu em mente torcendo para que Jenna não desconfiasse de nada.
– Vou aproveitar que você chegou para pedir sua opinião para o jantar, não faço ideia do que fazer e Emily não tem nada em mente também... Pensei em fazer nachos, o que acha?
- Perfeito! – Assenti instantaneamente sentindo minha boca salivar e meu estomago revirar por estar vazio. Desde quando que eu estava com tanta fome assim?
- Ok, está decidido... Estarei na cozinha se precisar de alguma coisa. – Eu assenti e então Jenna seguiu para cozinha.
Ajeitei minha bolsa e meus sapatos nas mãos e fui para o quarto de Damon tomar banho e descansar um pouco até a hora de ele chegar em casa. Depois de longos minutos debaixo da água quente do chuveiro, eu coloquei uma roupa leve para ficar em casa e me deitei um pouco para descansar, pelo menos até a hora de Damon chegar. Eu estava realmente exausta, mesmo que tivesse motivos para estar cansada daquele jeito ainda não me fazia sentido tamanha exaustação, principalmente porque meu físico estava acostumado a ser submetido a situações piores que andar pela cidade em busca de emprego. Ajeitei-me na cama, me abracei no travesseiro de Damon afundando meu rosto nele para inalar seu cheiro que estava impregnado na fronha e sem que eu conseguisse evitar, minhas pálpebras foram ficando pesadas e meus olhos foram se fechando até que eu adormecesse rápida e profundamente abraçada ao travesseiro de Damon.
(...)
- Elena... – A voz de Damon soava distante, como se fosse sonho, eu sentia seus lábios em minha pele fazendo uma trilha de beijos que começavam em meu rosto, seguiam pela minha mandíbula e desciam para o meu pescoço. – Lena... – Ele sussurrou sedutoramente no pé de meu ouvido e aos poucos eu fui voltando à consciência. Virei-me lentamente na cama sendo recebida por um sorriso radiante e pelo par de olhos azuis mais lindos que havia visto em toda minha vida. – Boa noite, dorminhoca...
- Boa noite... – Respondi sorrindo fraco, um tanto sonolenta ainda. – Faz tempo que você chegou?
- Não, não faz nem quinze minutos na verdade. – Damon se sentou ao meu lado e passou a mão pelo meu rosto fazendo um carinho gostoso em minhas bochechas e ajeitando meus cabelos pra trás. – Você estava dormindo tão bem, me desculpe por te acordar mas Jenna insistiu que eu fizesse, ela disse que você parecia ter chegado faminta da rua e que seria uma judiação te deixar dormir com fome.
- Tudo bem, fez bem em me chamar porque eu queria te ver e além disso, eu cheguei com muita fome mesmo! – A iluminação estava fraca, apenas o abajur que ficava no lado de Damon na cama estava ligado, mas ainda assim eu conseguia notar as olheiras debaixo dos olhos do homem em minha frente e o semblante cansado que ele carregava. Automaticamente, eu levo minha mão até seu rosto e o acaricio delicadamente, contornando suas olheiras fundas e deixando sua barba para fazer pinicar a palma da minha mão. – Como você está?
- Exausto, necessitando de um banho bem relaxante, mas antes disso vim te chamar para comermos juntos...
- Tá certo... – Sorri levemente juntando forças para me levantar daquela cama extremamente confortável. – Então vamos comer logo... – Me levantei da cama e puxei Damon pela mão para que fossemos juntos até a sala.
Como eu previa que iria acontecer, eu e Damon jantamos sozinhos na enorme mesa de jantar já que Emily havia se recusado a juntar-se a nós e Jenna já tinha ido embora. Pelo menos o clima não tinha ficado pesado e eu e Damon conseguimos conversar tranquilamente sem que precisássemos ficar nos policiando das coisas que falava perto de sua filha... Após jantarmos, Damon foi para o quarto tomar banho e eu me comprometi em arrumar a cozinha e tudo o que havíamos sujado e bagunçado para em seguida me juntar a ele no quarto.
Como não tinha tanta coisa a ser feita, rapidamente terminei de ajeitar as coisas e com tudo arrumado, eu sigo para o quarto e vou direto ao banheiro, já sabendo que Damon estaria lá, e o encontro relaxando na enorme banheira que ficava ao lado do box. Em passos silenciosos eu vou até ele e me ajoelho ao seu lado ficando na altura de seu rosto.
- Está melhor? – Perguntei baixinho levando minha mão até sua nuca para acariciar seus cabelos da forma que eu sabia que ele gostava.
- Muito, um banho era tudo o que eu precisava... – Damon respondeu com um sorriso cansado virando a cabeça lentamente para me olhar. – Não sei definir o que me dói mais, se são as costas ou minhas pernas... Às vezes eu me esqueço de que estou ficando velho demais para trabalhar tanto assim. – Com um suspiro igualmente cansando Damon afundou um pouco na banheira sorrindo manhosamente pelo meu carinho. – Isso é bom, não pare...
- Me deixe cuidar de você... – Disse baixinho mexendo mais em seus cabelos. Vê-lo naquele estado era demais para mim, eu sentia uma necessidade imensa de cuidá-lo, de mimá-lo o máximo que eu conseguisse até ele se recompor totalmente.
- Eu iria adorar... – Ele respondeu ainda sorrindo daquela forma que me fazia desmanchar por dentro. – E que cuidados seriam esses? – Perguntou com um tom fraco de malícia.
- Eu pensei em fazer uma massagem, o que acha?
- Acho uma ótima ideia! – Assentiu animadamente e eu me levantei para pegar meu óleo de banho para massageá-lo com mais facilidade. Antes de entrar na banheira com ele tirei a roupa que estava usando ficando apenas de calcinha, fiz um coque para que meu cabelo não atrapalhasse e Damon cedeu espaço o suficiente para que eu me sentasse no mármore atrás dele. Assim que encontrei uma posição decente para que pudesse começar minha massagem ele se aconchegou no meio de minhas pernas e seu peso foi depositado gentilmente contra mim fazendo aquela sensação deliciosa e única de sentir sua pele contra a minha invadir meu corpo, ainda mais intensamente por ele estar molhado. Sem demorar mais, coloquei um pouco do produto em seus ombros e comecei a massageá-lo.
- Eu gosto disso, tem o seu cheiro. – Ele acariciou minha panturrilha com as pontinhas dos dedos me fazendo sorrir deslumbrada, não só pelo carinho mas também pelo seu comentário sobre meu cheiro, me deixava radiante saber que ele notava e gostava de algo em mim, por mais insignificante que fosse.
Ainda sorrindo pelo seu comentário, eu continuo com a massagem; fico um tempo em seus ombros e volto até o inicio de sua nuca onde aperto forte mas delicadamente, com o auxilio dos polegares eu massageio sua nuca ainda apertando seus ombros com os outros dedos encontrando um dos locais onde ele mais estava tenso. Conforme minhas mãos foram se movendo, fui o sentindo relaxar entre minhas pernas e seu peso foi caindo contra elas até ele estar completamente entregue a minha massagem, Damon soltava leves grunhidos e gemidos baixos quando eu apertava certos pontos de suas costas e eu os usava como incentivo para prosseguir, na posição que estávamos, era possível ver pelo reflexo do enorme espelho de cima da pia a expressão de prazer e alivio dele, sua cabeça estava encostada em minha barriga e seu rosto contorcia-se levemente o deixando ainda mais irresistível.
Enquanto eu me concentrava na massagem, me deliciava com aquela imagem no espelho; Damon sentado entre minhas pernas, recostado em meu corpo, com as bochechas levemente coradas que entravam em contraste com sua pele clara e seus cabelos negros e molhados, os lábios entreabertos emitindo aqueles sons que faziam meus hormônios entrarem em combustão e claro, completamente absorto com a massagem que eu fazia nele.
Uma das coisas que nunca iria mudar era a sensação de vê-lo daquela forma, totalmente entregue, eu sempre iria me deslumbrar por tê-lo daquela forma só para mim, por conhecer seu corpo e saber fazer exatamente o que ele gostava e o que era preciso para deixa-lo tão entregue e excitado. Era em momentos como esses que eu sentia que Damon era meu, ele se entregava tão facilmente a mim, sem nem sequer temer ou hesitar, não era nem preciso que eu me empenhasse para tê-lo, era em ocasiões como essas que eu poderia dizer; “você é meu, somente meu...”.
Minha respiração estava descompensada e meus batimentos cardíacos acelerados, aquele contato com o corpo molhado de Damon estava me afetando mais do que eu pudesse imaginar. Uma necessidade de tê-lo contra mim, de sentir sua pele molhada, de me entregar a ele naquela banheira ficava cada vez mais intensa, meu corpo sentia saudades dele, do nosso contato intimo, dos efeitos que ele causava em mim... Lentamente eu desço minhas mãos pelas suas costas e com essa deixa, entro na banheira deixando minhas pernas uma em cada lado de seu corpo.
- Relaxa, Damon... – Disse baixinho levando meus toques até seus braços e apertando seus músculos bem definidos para tentar relaxá-lo.
- Meio difícil relaxar quando seus seios estão tocando minhas costas dessa forma... – Um sorriso perverso apareceu em meus lábios me deixando orgulhosamente satisfeita em saber que eu o desnorteava daquela forma.
- Sinto muito... – Disse ironicamente fingindo que não havia entendido o segundo sentido de sua frase.
- Foi em um bom sentido... – Riu baixinho.
- Eu sei que foi, mas relaxe, não quero te machucar... – Eu sussurrei sedutoramente em seu ouvido o sentindo estremecer e se afastar um pouco para que eu tivesse espaço para massageá-lo.
Com o acesso completo as suas costas e a posição em que ele estava, comecei a tirar proveito da situação e ousei mais meus toques, corri minhas mãos pelas suas costas delicadamente e segui para seus braços os apertando da mesma forma provocativa, sua pele além de macia ainda estava com resquícios do óleo para banho que eu tinha passado para massageá-lo, fazendo minhas mãos deslizar com mais facilidade por ele... Damon soltou um suspiro fundo como se quisesse se controlar e eu sorri mentalmente ao ver que ele estava quase perdendo o controle, pelo menos eu não era a única que estava enlouquecendo de desejo com aquela mísera massagem. Os únicos barulhos daquele banheiro era o de nossas respirações aceleradas, a dele principalmente, e o que a água fazia quando nos movíamos, era possível sentir o peso da atmosfera lascívia que se formava ao nosso redor parecendo que nossos corpos exalavam desejo e luxuria.
- Está um pouco melhor? – Sussurrei novamente perto de seu ouvido depositando alguns beijos pela sua nuca e suas costas.
- Muito! – Respondeu um tanto rouco.
- Que bom... – Disse presunçosa me debruçando sobre suas costas para beijar seu pescoço e seu rosto. O contato de suas costas úmida e quente com o meus seios fez um arrepio correr pela minha espinha e nem mesmo morder meu lábio foi capaz de segurar o gemido que escapou pela minha garganta.
Sem me deixar terminar o que eu pretendia fazer, Damon virou-se na banheira e me puxou pela cintura fazendo com que eu sentasse em seu colo o mantendo no meio de minhas pernas, novamente meu lábio inferior foi parar entre meus dentes evitando um gemido quando senti sua ereção, já bem evidente, contra o tecido fino e molhado de minha calcinha.
- Eu quero você... – Damon segurou meu queixo com delicadeza me fazendo olhar fixamente em seus olhos que transbordavam excitação e desejo.
- Eu já sou sua, Damon, inteiramente sua...
- Você entendeu, bobinha. – Ele sorriu com malícia e sem conseguir pensar em alguma resposta, eu levo minhas mãos até sua nuca e o puxo para mim acabando com a distancia entre nossos lábios.
Nosso beijo começou intenso e ávido, estávamos sedentos um pelo outro e aquele beijo só demonstrava a necessidade que tínhamos daquele momento intimo. Damon subiu suas mãos até minhas costas me puxando mais para si enquanto eu entrelaçava meus dedos em seus cabelos segurando sua cabeça para que eu ditasse o ritmo do beijo, ele me mantinha praticamente grudada em seu corpo e como se não fosse o bastante aquela proximidade que ele havia imposto, eu fazia questão de não me mover para que não existisse espaço entre nós, chegava até a ser desperdício ignorar todo aquele espaço que aquela banheira nos favorecia, mas nós estávamos em um estágio em que um milímetro sequer entre nossos corpos era inaceitável. Sua ereção já havia se tornado cômoda contra mim, eu já estava mais que pronta para recebê-lo e senti-lo duro contra minha calcinha, incapacitada de ter aquele contato pele contra pele só piorava o aperto incomodo em minha intimidade.
Damon separou nossas bocas e antes que eu desse falta de seus lábios, ele já estava trilhando um caminho de beijos até meu pescoço conseguindo me deixar ainda mais excitada, sua língua fazia breves aparições durante o percurso arrancando suspiros altos de mim, assim como quando seus dentes roçavam minha pele e a puxavam para si. Ele continuou descendo até meu busto, me inclinando levemente para trás nos separando somente o necessário para que ele atingisse o ponto que queria em meu corpo, até chegar aos meus seios para começar a me torturar e me enlouquecer com seus movimentos lentos com a língua e suas sucções que iam gradativamente se intensificando, seus dentes brincavam com meus mamilos me fazendo morder meu lábio inferior com força para controlar os gemidos que insistiam em querer sair. Como se fosse possível, o desejo só crescia assim como a expectativa de recebê-lo e eu não via a hora de senti-lo em mim novamente.
- Damon... – Gemi em suplica rebolando contra seu membro para evidenciar o que pedia. – Por favor...
Com um sorriso presunçoso, Damon levou suas mãos até as laterais finas de minha calcinha que com um pouco de força foram facilmente arrebentadas. Nós estávamos tão excitados que não foi preciso nenhum tipo de preliminar e no momento seguinte que me vi livre daquela barreira que era o pano da minha calcinha, Damon já havia se posto na entrada de meu sexo e entrava lentamente por ele não me dando tempo nem de pensar em pegar uma camisinha. Tombei minha cabeça para trás controlando-me ao máximo para não gemer por aquele prazer indescritível que tomava conta do meu corpo, mesmo que o quarto de Emily fosse longe e tivesse várias portas fechadas até chegar a ele, eu iria me controlar para não emitir nenhum som suspeito para que ela ouvisse, o que eu menos queria era traumatiza-la mais do que ela já estava... Damon segurou meus quadris e eu deixei que ele ditasse o ritmo que ele quisesse, apenas aproveitando da sensação de senti-lo entrando e saindo lentamente de mim... Meus dedos ainda estavam entrelaçados em seus cabelos e enquanto eu gemia baixinho em seu ouvido, os puxava para mim descontando todo o prazer que sentia.
Todas as preocupações sumiram de minha mente e a única coisa que eu pensava era em como estar com ele era certo, mesmo que eu não fosse a pessoa mais adequada para ele ainda assim o “nós dois” soava tão certo quanto dois mais dois são quatro... Naquele momento todos os contras de nossa relação desapareceram, todos os pensamentos negativos sobre nós que me incomodaram naqueles cinco dias não faziam mais sentido e de repente parecia que nada mais nos impedia de ficarmos juntos... Eu me sentia dele, completamente dele, não só de corpo mas de alma também, Damon era o único que fazia meu coração acelerar a ponto de quase pular para fora do meu peito, era o único que me fazia enlouquecer de prazer e desejo daquela forma... Se Emily e Annabelle ao menos soubessem o quanto eu o amava provavelmente não iriam ser contra nossa relação.
As investidas lentas já não eram mais o suficiente para nos satisfazer, rapidamente criei autonomia no ato e comecei a me mover fazendo meus quadris ir de encontro ao seu um tanto violentamente ocasionando em uma diminuição relativa da água que havia na banheira, Damon subira suas mãos para minha cintura me deixando ditar o meu ritmo enquanto seus lábios vagavam pelo meu pescoço e minha orelha, mordicando meu lóbulo e sussurrando em meio a gemidos o meu nome. Eu podia sentir contra meu pescoço seu rosto retorcer-se de prazer e conforme meus movimentos iam ficando mais intensos seus dedos apertavam com mais força minha cintura aumentando ainda mais minha excitação. Ele parecia já estar no seu limite e eu me movia tentando não ficar para trás.
Damon ergueu sua cabeça procurando pelos meus lábios e levou sua mão esquerda até a união de nossos corpos onde procurou pelo meu ponto sensível e começou a estimulá-lo depressa em meio as investidas. Os gemidos que eu tanto evitava saíram à tona mais altos do que eu planejava e sem que eu pudesse controlar, meu corpo começou a dar indícios de que meu ápice estava perto... Ele continuava a me estimular com vontade e com algumas investidas a mais, meu corpo caiu languido sobre o dele, que atingiu seu orgasmo seguido de mim.
Incapacitados de nos mover, nós ficamos na mesma posição até conseguirmos nos recompor e só após a nossa temperatura corporal ter voltado ao normal que percebemos que água da banheira havia esfriado. Eu fui a primeira a me mexer saindo lentamente do colo de Damon e logo ele me acompanhou, saímos juntos da banheira e em meio a beijos e caricias nos secamos para ir para o quarto.
- Ei ei... – Damon passou o braço pela me cintura, me impedindo de pegar minha camisola e me puxou para si encostando minhas costas em seu abdômen. – O que pensa que vai fazer? – Disse em meu ouvido, mordendo meu lóbulo e sorrindo presunçoso ao perceber que eu havia me feito arrepiar.
- Me vestir... – Disse com um tom obvio me virando de frente para ele e passando os braços em volta de seu pescoço.
- Eu não vou te deixar se vestir, você sabe o quanto eu gosto de dormir contigo nua em meus braços... – Ele beijou levemente meus lábios sorrindo contra eles. – E outra, quem disse que nós terminamos por essa noite?
- Eu disse... – Sorri presunçosa o beijando da mesma forma que ele havia feito. – Você está cansado e precisa dormir, você sabe que se recomeçarmos a fazer o que fizemos na banheira, não conseguiremos parar tão cedo...
- Mas essa é a intenção! – Seus braços apertaram-me mais contra si aproximando mais nossos corpos evidenciando sua vontade.
- Eu sei que é, mas nós vamos ter tempo o suficiente no final de semana para isso...
- Só vou me dar por vencido se você me disser que podemos contar sexta-feira de noite como final de semana!
- Prometo! – Garanti sorrindo maliciosamente. Damon sorriu da mesma forma e encurtou o espaço entre nossos lábios, me beijando daquela forma deliciosa que sempre fazia enquanto me levava em direção à cama. Nossos corpos afundaram no colchão e ele se ajeitou em cima de mim para que voltássemos a nos beijar.
- Boa noite, meu anjo... – Damon sorriu contra meus lábios e eu correspondi o sorriso enquanto acariciava seus cabelos os colocando no lugar.
- Boa noite, Damon...
Ele se deitou ao meu lado e me puxou para os seus braços aconchegando-me contra seu peito e cobrindo nossos corpos nus. Eu descansei minha cabeça em seu peitoral e Damon soltou meus cabelos, que ainda estavam presos em um coque, para acaricia-los. Por mais que eu tivesse descansado antes do jantar, nossa atividade na banheira conseguiu me cansar novamente e em poucos minutos minhas pálpebras foram se fechando até que eu adormecesse nos braços de Damon.
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