Soho Dolls
20 Capítulo 19 - Old friend
Notas iniciais
- Marcos, sem chances, eu não vou sair com ele... — Relutei. Já era domingo, duas e meia da tarde e em menos de duas horas Matt iria me buscar para sairmos juntos, eu nem se quer sabia que roupa iria usar afinal, estava decidida a não ir.
- Vai sim! — Marcos insistiu. Estávamos discutindo desde a hora que acordei, eu não queria sair com Matt, mal havia me recuperado da estupidez de Damon, não estava preparada para outra decepção, principalmente quando era de Matt o assunto em questão, se ele quisesse me magoar não pensaria duas vezes antes de fazer.
- Marcos, eu quero distancia de homens... — Não, eu queria distancia de Matt e Damon em especial...
- Duvido, Elena! Se eu pudesse ler seus pensamentos com certeza iria ver que você está louca para cair nos braços de Damon. — Na verdade, eu estava magoada demais para querer ficar com ele, todos os meus anseios de ficar junto a Damon haviam sido transformados em uma quase repulsa e eu realmente queria, e iria, manter uma certa distancia dele, pelo menos só até ele me pedir desculpas. O que não iria acontecer, sem chances...
- Eu não quero nem vê-lo pintado a ouro em minha frente, Marcos, quem dirá cair nos braços dele. E está decidido, eu não vou sair com Matt! — Cruzei os braços emburrada virando-me de costas para ele e April.
- Elena, você está me irritando! — Marcos disse nervoso. — Se você não levantar, eu te empurro dessa cama para te jogar no chão e você sabe que eu estou falando serio.
- Marcos, será que você não me entende? — Levantei e virei-me de frente para eles. — Eu estou magoada, estou machucada. Matt me magoou uma vez, Damon fez o mesmo ontem, qual é a garantia de que eles não vão fazer a mesma coisa de novo? Eu não estou preparada psicologicamente para outra humilhação! Será que tem como esperar um pouco? Só ate eu ter me reerguido...
- Eu te garanto que Matt não vai fazer a mesma coisa com você.
- O que te faz pensar assim?- Cruzei meus braços o desafiando.
- Ele veio te procurar, ele se redimiu vindo te convidar para sair porque diabos iria te magoar de novo? Elena, o de um voto de confiança! — Ajeitou-se na cama de April. — Você precisa sair com outro homem que não seja Damon, vai que Matt seja o homem certo para você. -" Matt? O homem certo para mim? Piada do século!" Pensei.
- O homem certo para mim não me abandonaria com um filho na barriga! O homem certo para mim teria assumido nosso bebe sem nem pensar duas vezes. — April estava distraída mexendo no notebook e assim que falei de filho, seus olhos arregalaram e ela parou o que fazia no mesmo momento. — Matt não é o homem certo para mim e nem Damon. O homem certo para mim, Marcos, não iria me humilhar ou me magoar. — Disse suspirando fundo.
- Vamos fazer um combinado? — Levantou-se e veio ate minha cama. — Você sai com o Matt hoje, se você não gostar, se ele te magoar ou qualquer coisa do gênero eu peço desculpas, vou embora e se você quiser, te esqueço por um mês, ok? Mas por favor, Elena, eu não aguento te ver assim, você precisa se distrair, conversar com alguém que não seja as pessoas daqui, Elena, você precisa se relacionar com pessoas diferentes, pessoas novas. Você precisa de sexo, precisa transar com alguém que goste e que não seja Damon.
- Pois eu discordo, sexo é a única coisa que eu não estou precisando no momento.
- Duvido! Todo mundo precisa de sexo, Elena. E pelo que eu me lembro, você gosta de se deitar com Matt... — Sorriu malicioso.
- Transar com Matt? Não, isso não vai acontecer! Sem chances.
— Independente se vocês vão transar ou não, temos um combinado? — Assenti. Era justo o combinado de Marcos, caso acontecesse alguma coisa eu iria perturba-lo e deixa-lo culpado o suficiente para ele me pedir desculpas de joelhos.
- Mas chega de discurso porque além, disso tudo que você me disse, vai ter que escolher a roupa que eu vou usar hoje para sair com ele. — Escolher uma roupa para usar costumava a ser algo prazeroso para mim e naquele momento tinha se tornado uma lastima, não só pela ocasião mas também para a pessoa que eu estava me vestindo. Eu já não gostava mais de me arrumar para sair com Matt e não fazia questão de estar com uma boa aparência para ele.
- Com maior prazer, gatinha! — Disse presunçoso e levantou-se indo em direção ao meu guarda roupas.
Marcos escolheu uma roupa simples para mim, afinal, só íamos tomar um café. "Tomar um café" sim, era só isso que iríamos fazer. Tomar um café e conversar como dois velhos amigos que não se viam ha muito tempo... "Só tomar um café, Elena, como amigos, mais nada" Suspirei fundo tentando me fazer acreditar nisso. Eu tinha conhecimento de que as intenções de Matt não eram apenas essas, uma hora ou outra ele iria acabar querendo me levar para cama e isso estava bem claro para mim afinal ele não iria ate o bordel me procurar para apenas conversarmos sem segundas intenções, Matt não era desse tipo. Na verdade, eu ainda tinha esperanças de que ele não estivesse lá apenas pelo sexo, mas para que reconciliássemos nossa amizade, afinal antes de tudo acontecer nós dois éramos ótimos amigos e eu sentia muita falta disso. Matt apesar de ter todos seus defeitos era uma boa companhia, sempre me fazia rir, me dava conselhos bons e o mais importante; eu confiava nele, mas depois de tudo que acontecera ele apenas me provou que era um filhinho de papai medíocre conseguindo quebrar a confiança que depositava nele. Eu realmente esperava que ele conseguisse me fazer voltar a gostar e confiar nele como antes, era tudo muito mais fácil naquele tempo e reatar essa amizade com ele talvez traria aquela calmaria de novo. Assim eu esperava...
Eu me arrumei rapidamente, fiz apenas o básico, não queria dar a impressão de que eu estava empolgada para sairmos ou que eu estivesse me arrumando exclusivamente para ele. Coloquei uma regata branca básica com uma saia curta rodada bordô e uma sapatilha bege, deixei os cabelos soltos e fiz uma maquiagem fraca para o dia e então estava pronta. Matt chegou atrasado mas pouco me importei, o interfone tocou e eu apenas desci para encontra-lo, não queria que ele subisse e encontrasse com Bonnie.
- Você está ótima! — Matt sorriu para mim assim que entrei em seu carro e se esticou para me dar um beijo na bochecha.
- Obrigada! — Respondi esboçando um sorriso falso nos lábios.
- Pensei que fosse me convidar para subir...
- Bonnie está lá, não seria uma boa ideia.
- Está com ciúmes de mim, Gilbert? — Perguntou com sorriso presunçoso nos lábios.
- Pff me erre, Donovan! — Revirei os olhos. Sim, era ciúmes sim! Antes de Matt ser cliente de Bonnie ele era meu amigo e meu cliente fixo era claro que eu tinha ciúmes dele, afinal, ele me trocara por ela e eu não admitia ser trocada. — Eu só achei que não seria confortável para vocês dois já que você está saindo comigo e não com ela.
- Não se preocupe com isso, entre vocês duas, eu prefiro você. — Me provocou.
- Uhum, acredito. — Debochei. — Eu espero que você não me troque por ela de novo...
- Eu não vou fazer isso, Lena. — O sinal ficou vermelho e assim que o carro parou, Matt pegou minha mão depositando um beijo nas costas dela. Esse seu carinho fez meu peito contorcer, era um gesto tão Damon, me lembrava tanto ele. A única diferença era que eu não recuara, deixei que ele fizesse o carinho, Matt não me causava as mesmas sensações que Damon então não tinha porque temer ou evitar os contatos físicos. — Eu só fiquei com ela pouquíssimas vezes depois de nossa briga.
- Não quero saber quantas vezes vocês transaram, você não me deve satisfações, Matt. — Disse friamente.
- Mas eu quero te dizer.
- Mas eu não quero saber! — Continuei com o mesmo tom frio.
- Eu acho que temos muito a conversar. — Deu partida no carro.
- Não acho que seja tanto assim. — Disse indiferente.
- Elena, eu estou tentando ser legal, será que tem como você ser mais compreensiva?
- Me de um bom motivo para eu ser compreensiva com o cara que me abandonou com um filho na barriga... — Desafiei. Matt engoliu seco e ficou um tempo em silencio tentando absorver o que eu havia dito a ele.
- Porque eu estou arrependido...
- É claro que você está, é muito fácil falar que está arrependido quando não se tem o filho.
- Elena, não é verdade!
- Matt, me diga uma coisa... — Suspirei fundo. — Você assumiria o nosso filho se ele estivesse vivo hoje? Me ajudaria a cria-lo em uma boa família e com boas condições de vida? Iria assumir o papel integral de pai?
- Eu não sei, Elena, não parei para pensar nisso ainda.
- Então pare e pense porque eu quero saber a resposta. E não adianta falar agora que sim porque eu quero que você pense, Matt. E eu quero uma resposta sincera, não vou me importar se você disser que não, você já nos negou uma vez, vou saber lidar com a segunda...
- E se eu dissesse que sim, que iria assumir nosso filho?
- Falamos disso depois, primeiro pense. — Balancei a cabeça negativamente e me calei. Aquela seria a prova de que ele realmente havia mudado, o Matt de antigamente com toda a certeza não iria nos assumir e eu seria capaz de arriscar em dar um palpite de que ele só me procurara por que eu havia perdido nosso filho. Mas se sua resposta fosse positiva, que ele iria assumir a paternidade, muita coisa entre nós iria mudar.
O silencio reinou até chegarmos à cafeteira onde ele escolheu para conversarmos. O lugar era novo a recém havia sido inaugurado então era a atração do momento, mas apesar disso, não estava tão cheio e era bem reservado, perfeito para colocarmos a conversa em dia.
- Eu vou querer um suco natural de laranja... — Matt pediu.
- E eu um café expresso sem açúcar, por favor.
- Mais alguma coisa? — O garçom perguntou.
- Por enquanto não. — Respondi educadamente e ele assentiu se retirando para providenciar nossos pedidos.
- Ainda viciada por café?
- Culpada... — Encolhi os ombros sorrindo.
- Você sabe que café faz mal para o estômago. — Me repreendeu.
- Você sabe que fumar faz mal para o pulmão mas mesmo assim fuma. — Disse presunçosa. Uma das coisas que eu mais odiava em Matt quando "estávamos juntos" era que ele fumava, eu tenho pavor de cigarro e aquele cheiro me incomodava demais, vivíamos em constante briga por causa disso.
- Não seja por isso, parei de fumar! — Falou orgulhoso.
- Wow! — Disse surpresa. — Quando foi isso?
- Já faz alguns meses...
- Isso é ótimo Matt, só não pense que eu vou parar de tomar café.
- Eu sei que não vai, é mais teimosa que uma mula! — Riu alto. — Mas não se preocupe, nem se quer pensei nisso.
- Isso é uma novidade e tanto, me conte mais sobre o que aconteceu em sua vida nesse tempo que estivemos longe, creio que seus dias foram um tanto agitados em Londres. — Disse realmente interessada.
- Bom, eu trabalhei muito, digamos que o triplo do que eu estava acostumado. Criei responsabilidade, vergonha na cara... — Riu sem jeito e eu fiz o mesmo. — Namorei por alguns meses uma garota muito legal e adquiri um pouco do sotaque de lá. — Deu de ombros.
- Ok, esse lance do sotaque tenho que concordar que foi ótimo, além de extremamente sexy! — Ri alto. — Mas namorar? Confesso que estou abismada, Donovan! Me conte mais sobre essa garota, ela deve ser muito especial mesmo por ter te fisgado dessa forma.
- Ela era sim, mas não deu muito certo...
- E porque não? Vocês não se gostavam?
- Não, bem pelo contrario, nós nos gostamos até demais, só que brigávamos demais também. Ela não concordava com algumas coisas que eu fazia, tentava me mudar e eu não concordava com algumas coisas que ela fazia e não a aceitava tentando me mudar...
- Resumido, vocês dois são imaturos e mimados demais para assumir um relacionamento serio.
- Eu não vejo dessa forma... Já me conformei que não iríamos dar certo.
-Matt, se vocês realmente se gostassem não iriam tentar mudar no outro o que não lhe agrada mas sim se adaptariam a essas coisas...
- Wow desde quando Elena Gilbert dá conselhos amorosos?
- Isso não é um conselho amoroso, é um conselho para qualquer tipo de relação, seja namoro ou amizade. De que adianta você gostar da pessoa se quer mudar nela algo que não te agrada? Se você gosta mesmo dela tem que incluir tudo, inclusive os seus defeitos.
- Pior que isso faz sentido mesmo... — Admitiu.
- É obvio que faz sentido, só vocês que não perceberam isso.
- É... Mas agora é tarde demais, ela está em Londres e eu em Nova Iorque...
- Então você n pretende mesmo voltar?
- Não... — Deu de ombros. — Estou bem aqui e eu falei a verdade quando disse que não consegui parar de pensar em você.
- Não voltaria nem por ela? – Ignorei a segunda parte do que ele havia dito.
- Por ela sim, mas não adianta eu falar que quero tentar de novo se ela não está disposta a se adaptar aos meus jeitos.
- Matt, se vocês se gostam de verdade não vejo porque ficarem afastados por besteira, tenho certeza que vocês vão superar isso.
- Talvez você tenha razão, mas acho que precisamos ficar um tempo afastados para termos certeza do que queremos... — Suspirou. — Mas chega de falar de mim, me conte o que aconteceu contigo nesse tempo...
- Bom, tirando que eu perdi meu bebe, Caroline saiu do bordel porque está gravida e foi morar com o pai do bebe dela.
- Wow, Caroline está gravida?- Perguntou surpreso.
- Está! — Sorri boba. — E Klaus é o pai...
- Eles estão juntos?
- Não necessariamente juntos, eles moram juntos mas só por causa do bebe, ele se recusa a assumir um relacionamento sério com ela...
- Então eles estão morando juntos como amigos? — Assenti. — Qual a probabilidade disso dar certo? — Riu divertido.
- Eu realmente espero que de certo, Caroline merece ser feliz e esse bebe também... – Disse pensativa. – E eu admiro muito Klaus por ele ter feito isso com ela, pelo menos ele não a abandonou com um filho...
- Todos merecem ser feliz, Elena, principalmente você... — Nossos pedidos chegaram impedindo Matt de pegar minha mão que estava sobre a mesa. – E eu sei que você falou isso para me atingir, vou confessar que conseguiu... Eu me arrependo muito de ter feito aquilo contigo, Lena.
- Eu sou feliz, Matt. — Dei de ombros bebericando o primeiro gole de meu café e ignorando mais uma vez o que ele me dissera.
- Porque será que seus olhos me falam o contrario?
- Não leve em consideração o que meus olhos dizem...
- Se fosse outra pessoa eu não levaria mesmo, mas em seu caso eles dizem muito por ti. — Tentando disfarçar, eu desvio o olhar dele o redirecionando para a mesa. Minha mãe sempre costumava a dizer que meus olhos falavam muito por mim e que era só olhar neles para saber se eu estava mentindo ou não, isso nunca havia feito muito sentido para mim... — Você não conheceu ninguém, Lena?
- Não... — Menti com descaso. Não sabia se era uma boa ideia falar sobre Damon para Matt, eu nem sabia ao certo meus sentimentos por ele para afirmar que eu havia conhecido alguém.
- Mais uma vez seus olhos discordam... — Revirei os olhos mais uma vez. — Você mente muito mal, Elena! — Riu baixinho.
- Talvez eu tenha conhecido alguém mas não é muito importante... — Disse com descaso.
- Independente, eu quero saber quem é. Nós viemos aqui para conversar como dois amigos e é isso que vamos fazer.
- Ok... — Suspirei dando-me por vencida. — O nome dele é Damon...
- É aquele cara do restaurante? — Assenti. — Ele parece ser legal...
- E é! — Sorri concordando. — Mas ele não gosta de mim, então sem chances...
- Qual é Elena, quem no mundo não gosta de você? Isso é impossível.
- Não nesse sentido... — Neguei. — Ele não gosta de mim do jeito que eu queria que gostasse.
- Ou do jeito que você gosta dele... – Assenti um tanto envergonhada.
- Para ser sincera, eu nem sei o que sinto por ele de verdade. Talvez eu tenha me iludido demais, confundido as coisas, me apegado demais a ele.
- Não acho que seja isso, você não é dessas, Lena.
- Você não sabe, eu posso ter mudado... – Sorri desafiadora. – Acho que foi isso sim, só porque ele foi atencioso comigo eu posso ter me iludido, mas eu realmente me sinto bem com Damon, é complicado de explicar, é algo muito intenso.
- Você o ama, Elena?
- Não sei, Matt, não sei se é realmente amor ou se é uma paixão passageira. Independente do que for, nunca vamos dar certo...
- Porque diz isso?
- Damon é o cara, sabe? Tem tudo o que quer, leva uma vida perfeita, mora em uma casa perfeita. É um médico bem sucedido, tem dinheiro, uma filha linda... E eu sou isso aqui; Uma prostituta que não tem nem onde cair morta. – Encolhi os ombros. – Sem falar que Damon é viúvo mas ainda assim é completamente apaixonado pela sua esposa e eu não consigo competir com isso.
- Foi isso mesmo que eu ouvi? – Riu. – Damon ainda ama sua esposa morta?
- O que Damon e Katherine tiveram foi algo muito forte, os dois se conheceram na infância então eles construíram uma historia juntos.
- Mesmo assim, Elena, ela morreu, é um cadáver e você está linda e viva! – Brincou.
- Mas ainda assim não consigo competir com isso. Damon da todo o seu amor para ela e não sobra nem um pouco para mim. A casa dele é cheia de fotos dela e sempre que saímos juntos ele insiste em falar da falecida para mim. Eu já desisti dele, não adianta eu apertar a mesma tecla sempre, nós não vamos dar certo. – Isso era ainda mais doloroso quando dito de voz alta, o que em meus pensamentos pareciam apenas uma hipótese, quando eu falava em voz alta se tornavam um fato.
- Elena, olhe bem para ti... Você é uma mulher incrível, não tem como te definir melhor, se eu fosse dizer todas suas qualidades, eu tomaria todo seu tempo fazendo isso. Não acredito que Damon não goste nem um pouco de você. – Mas eu acreditava. Além de não gostar de mim, Damon tinha até uma certa repulsa, caso contrario não havia me dito aquilo ontem.
- De mim eu não sei, mas do que eu faço...
- Lena, antes de ser uma garota de programa incrivelmente sensual, você é mulher incrível...
- E ele é homem. – E desde quando homens ligavam para o quão incrível eu era? Eu poderia ser a mulher maravilha que ainda assim eles iriam me querer em suas camas.
- Se Damon for homem de verdade, ele não gosta de ti só pelo sexo. Lena, que outro homem que não gosta de você, te levaria a um restaurante daquele nível?
- Você me levou, oras. – Eu já estava farta de falar sobre Damon, toda vez que me dispunha a tira-lo de minha mente alguém insistia em tocar na ferida. Além de farta eu estava convencida dos sentimentos dele por mim e não seria Matt ou Caroline que mudariam isso.
- Mas eu gosto de você, isso não é novidade. – Revirou os olhos.
- Ok Matt, será que tem como mudarmos de assunto? Falar sobre ele não me faz bem.
- Tudo bem, você quem sabe. – Deu de ombros. – Mas escreva o que eu digo, ele ainda vai te procurar... – Queria poder concordar com Matt, mas tinha absoluta certeza de que não veria mais Damon.
...
Marcos tinha razão, sair com Matt não tinha sido tão ruim assim, na verdade tinha sido ótimo para me distrair. Ele parecia ter mudado mesmo, era até como se fosse uma nova pessoa. Parecia mais sério e responsável, talvez aquele filhinho de papai tivesse mesmo ficado em Londres. Passar aquela tarde com ele me fizera lembrar porque eu gostava tanto dele no passado e acho que esse sentimento estava ressurgindo talvez até mais forte que antes.
- Podemos nos ver amanha? – Matt disse antes que eu pulasse para fora do carro.
- O que você tem em mente?
- Um jantar, o que acha?
- Pode ser! – Sorri.
- Te pego as sete?
- As sete estarei te esperando! – Concordei sorrindo.
- Ótimo! – Sorriu abertamente e pegou minha mão a acariciando com o polegar.
- Matt... – O repreendi tentando puxar minha mão de volta. Aquilo me incomodava um tanto, não porque era Matt quem estava fazendo o carinho mas sim porque me lembrava dele e lembrar dele era o que eu menos queria no momento. Sentir a mão do homem loiro na minha me fazia ansiar que aquele homem fosse na verdade um moreno dos olhos azuis...
- Eu espero que um dia você possa me perdoar, Lena.
- Então faça por merecer esse perdão, Matt. Me mostre que você realmente mudou e que está arrependido que eu posso pensar em te perdoar, mas por enquanto eu ainda não tive certeza de que aquele Matt que me abandonou grávida ficou realmente para trás. – Suspirei fundo e puxei minha mão de volta. – Nos vemos amanha?
- Amanha! – Assentiu.
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