Soho Dolls

21 Capítulo 20 - I miss those blue eyes


Notas iniciais
Hey vcs, me deem um desconto, nao demorei tanto para postar dessa vez.... Se quiserem, a musica que citei no final do capítulo é essa http://www.youtube.com/watch?v=_YtzsUdSC_I (:

Damon Salvatore Narrando

Já era domingo, mais de três da tarde e nessas trinta horas que se passaram, nem um segundo se quer eu parei de pensar na dona daquele par de olhos chocolate intensos. Não sabia o motivo, não entendia a razão de estar pensando tanto nela, mas desde o momento em que Ela me disse adeus e saiu por aquela porta, sua imagem pareceu ter levantado acampamento em meus pensamentos e nem que eu quisesse conseguiria tira-la de lá. Sempre que tentava pensar em alguma outra coisa minha linha de raciocínio a trazia de volta para minha mente... Parecia com quando Katherine falecera, que por mais que eu me esforçasse o máximo para não pensar nela, alguma coisa sempre me fazia lembra-la. Era como se eu estivesse me apegando às minhas ultimas memórias de Elena, como se meu subconsciente quisesse guarda-la ali para sempre. Eu sentia como se estivesse perdendo Elena, apesar de ela nunca ter me pertencido de verdade.

Eu queria ser capaz de tirar Elena de minha cabeça... Tentava entender porque ela me afetava, porque estava mexendo tanto comigo, mas toda vez que eu procurava uma saída, acabava me afundando ainda mais nesse profundo mar pensamentos.

- E ai, se sentindo muito culpado? — Stefan me fez sair do devaneio rapidamente assim que entrou na cozinha e veio até o balcão onde eu estava apoiado.

- Não estou arrependido, Stefan, se conforme com isso. — Eu não estava me sentindo culpado pelo que havia dito, ela precisava ouvir aquilo, talvez não daquela forma tão rude mas ainda assim precisava saber a verdade.

- Não, não vou me conformar até você se redimir, Damon

- Isso não vai acontecer. – Eu ainda estava chateado com Elena e reatar com ela era o que eu menos queria no momento, apesar de já estar sentindo falta de minha droga, eu não iria procurá-la, eu tinha que dar um fim nesse meu vicio.

- Então você não vai mesmo pedir desculpas a ela?

- Não! — Disse convicto.

- Não consigo acreditar que você não está nem um pouco arrependido por ter dito aquilo a ela...

- Arrependido não, só estou incomodado por não ter escolhido melhor minhas palavras.

- Arrependido, culpado! — Disse presunçoso. Não iria admitir para ele que desde o incidente eu não conseguia parar de pensar em Elena, era humilhação demais e isso faria o ego de meu irmão, que já era estupidamente grande, inflar mais um pouco.

- Eu iria adorar se você cuidasse de sua vida, iria mesmo. Se eu não estou preocupado com o que aconteceu você também não deveria estar.

- Não deveria, mas estou. Quando você vai admitir que gosta de verdade de Elena?

- Nunca! Eu nunca vou admitir porque eu não sinto nada por ela. — Disse convicto. — E agora, a única pessoa do sexo feminino que eu quero pensar é Emily! Vou me dedicar a minha filha, porque ela sim eu amo, ela sim merece o meu amor e minha atenção.

- Ah, obvio, afinal, é só de amor fraternal que se vive.

- Ué, olhe para si mesmo, Stefan... – Era muita hipocrisia de Stefan falar algo desse gênero. Ele nunca havia se apaixonado e nem se quer sabia o que era um amor carnal para me dar lição de moral.

- Você adora jogar na minha cara que eu não amo, não é? — Riu sem humor. — Mas é verdade, eu não amo mesmo, só que pode ter certeza que assim que eu encontrar uma mulher que eu ame de verdade, não vou ser trouxa e deixa-la escapar dessa forma. – Stefan havia cismado que eu amava Elena e não havia nada que tirasse isso de sua cabeça. Eu estava prestes a respondê-lo quando Emily entra pela cozinha me procurando.

- Pai, uma colega minha disse que abriu uma cafeteria aqui nas redondezas e me disse também que eles fazem uns cupcakes deliciosos, o que acha de passarmos lá antes de ir ao cinema? — Disse animadamente. — Podemos aproveitar e comprar macaroons também...

- Eu acho uma ótima ideia! — Concordei sorrindo abertamente. — Podemos comprar macaroons a mais para comermos hoje de noite enquanto assistimos televisão juntos, o que acha?

- Perfeito! — Levantou a mão para que fizéssemos "yes". — Vou terminar de me arrumar, ok?

- Vai lá, princesa, estou te esperando aqui. — Dei um beijo em sua testa e então ela saiu da cozinha. Estar em paz e harmonia com a minha filha não tinha preço, nada se comparava com o fato de vê-la tão feliz por passar o dia comigo... — Viu, Stefan, é isso que eu quero! Passar o dia com a minha filha dignamente, quero fazê-la feliz... Não tem felicidade maior do que poder fazer sua filha bem, Stefan.

- Eu desisto, ok? Chega, para mim chega, você é teimoso demais, Damon. – Stefan respondeu mal humorado e saiu bufando da cozinha.

...

O lugar era bem agradável; tinha uma espécie de varanda que era cercada por um portão pequeno e que dava lugares para mesas de dois lugares, a construção parecia uma casa antiga mas a decoração era sofisticada, o que o deixava com um ar tipicamente Nova Iorquino. Apesar de ser novo na região o lugar não estava tão cheio, tinha varias mesas desocupadas na parte de dentro e os clientes estavam concentrados nas mesas exteriores.

Eu e Emily descemos do carro e fomos em direção à entrada do local e antes de entrar, passo o olhar pelas pessoas que ali se encontravam. No canto direito do recinto, em uma mesa isolada que os dava privacidade estavam duas pessoas que eu não esperava encontrar por ali; Elena e Matt. Sim, eu tinha certeza de que aquele era Matt, lembrava-me perfeitamente dele naquela noite em que nos encontramos no restaurante. A única coisa que eu não conseguia captar era o fato de eles estarem ali juntos, o que diabos ela estava fazendo com ele? Depois de tê-la abandonado grávida, ela ainda estava sentada conversando com ele como se nada tivesse acontecido, e o pior de tudo, na maior intimidade, como se fossem melhores amigos ou até então um casal.

- Filha, porque você não vai lá e compra o que quiser enquanto eu te espero no carro? — Elena não podia me ver ali, eu não queria que ela me visse. — Pegue meu cartão aqui... — Tirei de minha carteira o cartão de credito e a alcancei.

- Ok... — Emms assentiu de bom grado.

Dei meia volta e entrei em meu carro novamente. Liguei o rádio em uma vã tentativa de me acalmar mas só o fato de saber que Elena estava há alguns metros de mim, me deixava inquieto e ansioso. Tentava me concentrar na musica, desviar a atenção daquela cafeteria, mas não conseguia tirar o olhar daquele lugar.

Eu não estava apenas surpreso, eu estava furioso.

Elena não podia ser tão mesquinha e ingênua a ponto de voltar a sair com ele, não depois do que ele havia a feito. Quando ela me contou sobre o que acontecera, parecia estar extremamente magoada com ele que eu não imaginaria que fosse perdoa-lo tão facilmente. O que levava uma mulher a perdoar um homem que a abandonou gravida e ainda a chamou de interesseira? Eu queria muito poder entender o que se passava na cabeça do sexo feminino.

Quando me dei conta, eu os encarava pela janela do carro, era como se aquilo fosse uma cena de algum filme ou novela que eu estava vidrado sem conseguir desviar a atenção, mesmo que a cena não me agradasse em nada; Matt pegava em sua mão em um gesto muito intimo e a acariciava com o polegar como eu gostava de fazer. Só que o quê me deixara ainda mais furioso não era o fato de ele estar a tocando com aquela intimidade mas sim por que ela não recuava, ela o permitia pegar em sua mão como nunca me deixava fazer. O que aquele imbecil tinha ou o que fazia para ela deixar algo assim? O que fazia o carinho dele melhor que o meu? Aliás, porque ela recusava o meu carinho?

Eu estava cego de raiva, queria entrar naquele lugar e acabar com aquele showzinho, queria afastá-lo de Elena, toma-la em meus braços e leva-la para longe dele, mas eu não podia fazer isso... Não tinha porque eu fazer isso, nós não tínhamos nada, como ela mesma me dissera, e eu passaria por ridículo se fizesse isso. Mas a fúria, o ciúmes, que sentia estava quase me fazendo abrir a porta daquele carro para fazer uma grande cena.

Suspirei fundo obrigando-me a desviar o olhar deles, mas parecia impossível, principalmente quando Elena parecia estar se divertindo com Matt, ela parecia tão à vontade com ele, de uma forma que nunca ficara comigo...

- Pai? – A voz doce de Emily me tirou do devaneio quando ela entrou no carro cheia de sacolas.

- Hey, querida! – Sacudi a cabeça tentando tirar os dois de minha cabeça.

- Que cara é essa? Parece que viu um fantasma...

- Ué filha, a única que eu tenho! – Forcei o riso.

- Ok... – Assentiu receosa. – Olha só o que eu comprei! – Emily começou a me mostrar o que tinha nas sacolas e eu não me atrevi em desviar o olhar dela. – Duas caixas de macaroons, cinco cupcakes e não consegui resistir a essa bomba de chocolate... – Encolheu os ombros me mostrando em uma caixinha com o doce.

- Espero que tenha pego uma para mim também!

- Peguei! – Riu. – Agora vamos?

- Vamos! – Assenti sorrindo.

Por mais que tivéssemos saído com antecedência, pegamos o filme quase no inicio, pelo menos não iríamos ficar esperando até a hora de a sessão começar e eu não teria que encontrar alguma coisa para preencher minha mente nesse meio tempo.

Na verdade, eu esperava que não... Nem mesmo a imagem que corria na enorme tela do cinema fora o suficiente para prender minha atenção e me ajudar a esquecer da imagem que vi mais cedo.

Era para eu estar no lugar de Matt, era para eu estar pegando na mão dela e não ele. Era para eu estar ali com ela, mas a única coisa que eu consegui fazer foi afastá-la de mim. E agora, com toda a certeza, ela deveria estar me odiando e não querendo nem me ver pintado a ouro em sua frente. Mas eu não a julgava, não mesmo, afinal, eu tinha sido um imbecil com ela e só percebera isso agora. Elena não era uma prostitua qualquer como havia dito, ela era muito mais que isso. Ela era uma mulher incrível, maravilhosa e eu não estava conformado em ter dito algo tão cruel para ela. Elena tinha toda a razão em me odiar, eu mesmo estava me odiando no momento...

Eu queria ter mais uma chance para reconquistá-la, queria mostrar a ela que eu era diferente e que merecia uma segunda chance, eu sentia uma necessidade enorme de tê-la para mim, só para mim. A ideia de ter que dividi-la era dolorosa demais, não conseguia admitir que outro homem, que não fosse eu, tocasse Elena e tivesse momentos íntimos com ela. Elena, de uma certa forma, pertencia a mim e eu não estava disposto a deixa-la ir, não agora. Eu precisava me explicar com ela e fazê-la me perdoar...

Acabando a sessão eu e Emily passamos em um restaurante de comida chinesa, pegamos comida e fomos para casa. Era a final de um reality show de musica que Emms acompanhava e ela não queria perder quem era o vencedor, e eu como um bom pai não queria fazê-la perder.

- Pai, vou tomar banho, ok? – Emily disse ao entrarmos em casa.

- Ok, enquanto isso eu vou colocando os pratos a mesa.

- Tudo bem, não demoro! – Assentiu e foi depressa para o seu quarto. Com as sacolas de doces e de nossa janta em mãos, eu fui para a cozinha encontrando Stefan tomando café sozinho.

- E ai maninho! – Me cumprimentou com um sorriso sarcástico.

- Não estou para seu humor, Stefan! – Revirei os olhos mal humorado.

- Nossa, o que aconteceu? – Perguntou tentando segurar o riso.

- Não interessa. – Disse rispidamente.

- Damon, qual é a sua? Estou me preocupando contigo, será que tem como ser legal por alguns segundos, que pode confiar em mim e dividir o que te incomoda? – Eu sabia que o que estava prestes a falar para Stefan iria causar uma reação mais do que irritante na parte dele, mas eu precisava falar aquilo com alguém e por mais que eu fosse morder minha língua ao dizer isso, Stefan era a melhor pessoa a quem dividir o que me incomodava... Não podia contar com Anna e nem Emily porque elas além de não gostarem de Elena, não sabiam que ela era uma prostituta.

- Stefan, eu vi eles juntos! — Disse furioso batendo no mármore do balcão da cozinha. A imagem de Matt e Elena juntos não saía de minha mente, como se já não bastasse eu estar pensando nela antes de sair de casa, agora tudo tinha piorado porque aquele maldito também estava me assombrando. – Eu os vi tomando café juntos na maior intimidade. – Rosnei.

- Eles quem?

- Elena e Matt! Eu não acredito que ela está saindo com ele mesmo depois do que ele fez a ela, mesmo depois de ele tê-la abandonado grávida!

- Olha Damon, eu não sei quem é esse tal de Matt e não sei o que ele fez, mas se Elena está o dando uma segunda chance é porque ela gosta dele...

- Não! – Grunhi. Elena não podia gostar de Matt, não podia!

- Está arrependido agora? – Assenti em silencio. – Sabia! – Soltou um riso vitorioso. – Quem sabe agora você não vá falar com ela.

- Ela não deve nem querer me ver lapidado a diamantes na frente dela.

- Você nunca vai saber se não tentar, Damon, vai lá, lute por ela. Mostre que você sente alguma coisa por ela...

- Será mesmo?

- É claro! – Me incentivou.

- Então é isso que eu vou fazer! – Disse convicto. Nem se quer pensei em relutar, Stefan tinha razão e dessa vez iria fazer o que era certo; me desculpar com ela. – Você diz a Emily que eu fui atender um paciente e que volto daqui a pouco?

- Claro!

Era isso que eu iria fazer, iria até lá me redimir, praticamente implorar pelo perdão dela. Naquele momento, eu estava disposto a esquecer-me que ela era uma prostituta e assumir que sentia algo muito forte por Elena, iria lutar por esse sentimento desconhecido até ter certeza do que ele era.

Elena Gilbert Narrando

- Hey Marquinhos! – Atravessei a sala animada, seguindo em direção ao meu amigo que estava sentado ao sofá.

- Oi minha linda! – Ele sorriu para mim e me abrigou em seu colo. – Como foi lá?

- Foi ótimo, devo admitir! Matt parece ter mudado mesmo, você tinha razão... – Um sorriso presunçoso formou-se nos lábios de meu amigo e eu revirei os olhos. – Decidi o dar mais uma chance e amanha vamos sair para jantar!

- Eu disse, gata! – Abraçou-me um pouco mais forte. – E espero que esteja de bom humor mesmo porque você tem uma visitinha te esperando lá no seu quarto...

- Quem é? – Eu já até imaginava quem me esperava em meu quarto mas ainda tinha esperanças de que fosse outra pessoa.

- Vai lá é descubra, oras... – Disse com uma sutil malicia fazendo-me ter certeza de que era ele que me esperava lá.

- Marcos, porque você o deixou entrar? – Disse manhosa.

- Elena, vai lá logo de uma vez, você nem sabe o que ele tem pra te falar.

- E nem quero saber! – Disse mal humorada.

- Não discuta comigo, mocinha, vai lá...

- Eu estou com vontade de te matar no momento, Marcos.

- Não me mate agora, me mate depois que vocês conversarem, ok?

- E acredite, eu vou mesmo fazer isso! – Disse convicta. – Vou te esquartejar se for preciso...

- Quando exagero, Elena! – Revirou os olhos. – Agora vai lá logo que ele não deve mais aguentar te esperar, mulher! – Me empurrou de seu colo fazendo-me ficar de pé.

Contra gosto caminhei até meu quarto, por todo o corredor planejei sair correndo daquela casa só para não ter que encontra-lo. Nunca imaginei que isso fosse acontecer mas pela primeira vez eu não queria ver Damon, não estava preparada para encara-lo mais uma vez, as feridas que ele abrira em meu peito nem se quer haviam começado a cicatrizar e me encontrar com ele seria como jogar água oxigenada nelas.

O caminho da sala até meu quarto nunca pareceu tão curto como naquele momento, quando cai em si, já estava parada em frente à porta do mesmo com a mão na maçaneta. Girei o objeto lentamente e quando abri encontrei meu moreno em pé de costas e com as mãos nos bolsos do jeans.

- Damon, o que faz aqui? — Meu coração disparou, parecia que iria saltar para fora do meu peito. Por mais que ele já tivesse ido ao meu quarto antes, aquela vez era diferente e tê-lo ali me deixou ainda mais nervosa do que o habitual.

- Quero conversar... — Disse suavemente. Agora ele queria conversar? Pois bem, eu não queria ouvi-lo.

- Não temos nada para conversar, Damon. — Fiquei parada na soleira da porta querendo manter uma distancia segura entre nós.

- Temos sim e eu só vou embora depois de lhe dizer tudo o que está em minha mente. — Aquilo não era bom... Eu sentia que mais ofensas viriam...

Parei por alguns segundos examinado aquele rosto angelical, tentando encontrar qualquer resquício ou traço de fúria em suas feições, mas não encontrei nada negativo. Damon estava sereno e seu olhar estava pacifico, não havia sinais de alerta que eu pudesse me preocupar.

- O que você quer? — Suspirei fundo e fechei a porta atrás de mim. – Não encontrou nenhuma vadia qualquer como eu? – Disse com sarcasmo.

- Eu te vi com ele hoje...

- Huuum... — Assenti fingindo estar interessada. – Bom, muita gente me viu com Matt hoje e nem por isso vieram tirar satisfações comigo, o que te fez vir aqui? – Continuei sendo sarcástica.

- Eu não gostei do que vi... – Franziu o cenho incomodado. – Elena, depois de tudo que ele te fez... Depois de ele ter te abandonado grávida... — Sinceramente eu não queria acreditar no que ele estava me dizendo, meus ouvidos só poderiam estar mentindo para mim.

- Eu sei muito bem o que ele fez, não precisa ficar me lembrando. – Cruzei os braços firme contra meu peito e respondi friamente. – E desde quando você se preocupa com isso? Desde quando você tem que gostar das pessoas com quem eu saio?

- Eu já disse que me preocupo contigo e eu faço isso porque gosto de ti.

- Não foi o que pareceu ontem! – Eu queria acreditar que ele gostasse de mim, o mínimo que fosse, mas não conseguia, não depois de ter ouvido dele que eu era uma prostituta qualquer. Meus instintos de preservação estavam me protegendo naquele momento, não me deixando cair em tentação.

- Me desculpe pelo o que eu disse, não foi minha intenção falar algo daquele porte, Elena. – Passou a mão pelo cabelo, nervoso.

- Você não precisa pedir desculpas, Damon, não tem motivos para se desculpar. — Eu não queria me mostrar abalada para ele, não queria que ele visse o quanto suas palavras haviam me magoado. – Afinal, eu sou uma prostituta mesmo, você não disse nenhuma mentira.

- Eu me expressei mal, não era isso que eu queria dizer. Tente me entender, eu estava magoado contigo por você ter transado com meu irmão.

- Tentar te entender, Damon? Porque eu tentaria? Você sabe que esse é o meu trabalho que eu dependo disso para sobreviver e em nem um momento você tentou me entender por eu ter transado com Stefan, eu nem se quer sabia que ele era seu irmão.

- Eu sei, Elena, agora eu te entendo, mas mesmo assim, eu só queria exclusividade.

- Damon, como você queria que eu lhe desse exclusividade? – Meus olhos já estavam cheios de lágrimas e eu estava usando todas as minhas forças para ser forte e não derrama-las em frente a ele. – Eu preciso do dinheiro e você sabe o que acontece comigo quando minha renda no final do mês não é satisfatória... Eu até poderia ser apenas sua mas você teria que aturar me ver com um olho roxo e cheia de hematomas em meu rosto por ter apanhado de Logan. – Pelo canto dos meus olhos, senti uma lagrima quente escorrer e rapidamente tratei de seca-la. Damon percebeu que eu estava chorando e sua compostura desmoronou visivelmente ao ver-me tão frágil. Seu rosto contorceu em dor e ele encurtou o espaço entre nós me abraçando calorosamente.

- Por favor, Elena, desculpe-me. – Não... Não era certo. Eu precisava pensar se ele merecia meu perdão, precisava refletir, certificar-me de meus sentimentos por ele. Era questão de tempo até eu me resolver, tinha noção de que não era capaz de ficar tanto tempo longe dele mas ainda era cedo demais para perdoá-lo... Se ele realmente quisesse meu perdão iria lutar por ele e se gostasse de mim como havia dito anteriormente, iria lutar não só pelo meu perdão mas para me ter de volta também.

Antes que me aconchegasse em seu peito e me rendesse aos seus braços e ao calor envolvente de seu corpo, cruzei meus braços entre nós fechando meus olhos firme.

- Vá embora, Damon... – Sussurrei em meio a lagrimas silenciosas. Seus braços afrouxaram-se ao meu redor e Damon perdeu sua compostura.

- Elena...

- Por favor... – Sussurrei.

Ele soltou um longo suspiro e então me soltou, antes de partir me deu um beijo demorado na testa e eu continuei da mesma forma; braços cruzados, olhos cerrados e postura rígida. A tentação de jogar meus braços ao redor dele e beija-lo intensamente era grande demais, mas algo dentro de mim não me deixava fazer tal coisa e avisava-me que iria ser pior se fizesse isso.
Os passos dele foram sumindo, ficando distantes, e quando me dei conta estava sozinha em meu quarto.

Em meio a lagrimas caminhei até minha cama, onde me encolhi como uma bola abraçada em meu travesseiro desabando em choro.

Porque ele fazia isso comigo? Porque ele tinha que aparecer e fazer meu dia acabar em lagrimas? Aquilo não podia ser amor, amor não podia causar tanta dor como estava me causando...

Se já era ruim daquela forma quando estávamos juntos, agora separados era pior. Eu o queria, queria muito, mais do que para o meu próprio bem. Imaginar meus dias sem Damon era insuportavelmente doloroso de aguentar. Eu sentia falta de tudo nele, do jeito que sorria, da forma que me beijava, de como me abraçava, da sensação de seu corpo nu ao meu e até de sua voz aveludada conversando comigo e dela ficando rouca depois de termos dormido juntos. Não conseguia acreditar que ainda o queria, talvez mais intensamente que antes, mesmo depois do que ele havia me dito...

I miss everything about you, I can’t believe that I still want you and after all the things we’ve been through, I miss everything about you, without you.

Mas mesmo que eu o quisesse com todas as minhas forças, não podia ceder e me entregar daquela forma a ele. Eu sei que havia dado uma segunda chance a Matt, mesmo parecendo que o que ele me fizera fosse imperdoável, mas ter me abandonado grávida não havia me magoado tanto quanto o que Damon havia me dito... Mas assim como Matt, se ele quisesse realmente meu perdão, iria ter que me mostrar que era digno dele.

Notas finais
Chateada, cadê vcs comentando? =/ Poxa...