Sobrevivi
9 Capítulo 9
Eu estava meio confusa com o rumo que minha vida havia tomado. Em um momento eu estava deprimida na casa da minha tia porque meus ex-namorado me traiu, e em outros tem dois homens e um adolescente gostando de mim. Eu não sou pedófila, lógico. Nunca iria ficar com Carl. Mas o olhar de Daryl me incomodava. Ele soube que eu dormi na cabana de Rick e passou a manhã e o início de olhando diferente, percebia-se que ele queria alguma coisa, eu sempre me esquivava. Eu estava enlouquecendo. E o pior: Tudo isso num apocalipse zumbi. Que ironia.
Caminhei até o trailer, peguei minha mochila com arma, arco-e-flecha e as roupas. Não sabia que era horas iríamos voltar, estávamos saindo as uma da tarde...
Fui de carro com Rick até um lugar afastado para treinar.
Rick me disse que haviam vinte balas na minha arma. Ele me explicou os detalhes (como destrava-la etc.) e pediu que eu mirasse numa árvore. Fiz e soltei o gatilho. O barulho foi alto, tampei meus ouvidos.
- Você acostuma.
Ele disse.Tentei de novo, errei. De novo e errei.
- Escuta, se concentre. Coloca a arma bem na direção, não pode ficar se mexendo. — Disse.
Assenti e atirei novamente. Acertei. mirei em outra árvore acertei.
- Que legal. To conseguindo.
Disse como se fosse a coisa mais legal do mundo.
- Vamos tentar agora em algo que esteja se mexendo, afinal, o zumbi não vai ficar parado.
Assenti. Ele pegou uma corda que trouxemos e pegou um tronco grosso, aparentemente leve, e amarrou num galho. Empurrou o tronco e se afastou. Disse para eu atirar. Atirei e errei, o tronco não parava quieto. Tentei mais vezes.
- Nunca vou conseguir.
Disse cabisbaixa.
- Um zumbi não é tão rápido assim. — Ele me consigo.
Eu ri.
- É, isso é. Mas eu acho melhor irmos embora para não ter que comprovar esse fato.
Ele concordou e começamos a caminhar até a estrada, onde o carro estava. Ouvi Rick murmurar algo, ele me puxou e começou a correr na direção oposta do carro. Olhei para trás e vi uns trinta walkers. Corri mais rápido.
Paramos no meio da floresta e descansamos.
- Logo-logo vai escurecer, não podemos ficar aqui. Venha, vamos procurar uma cabana ou uma casa.
Ele disse e voltamos a andar. Chegamos em uma pequena cidade, aparentemente vazia. Peguei meu arco e uma flecha, andei mirando em todos os cantos. Nenhum sinal de walkers. Entramos num casa vazia. Haviam trancas boas que não foram destruídas, trancamos a casa. E como sempre, sem energia elétrica.
Caminhei até a cozinha e chequei as gavetas, 12 velas e uma caixinha de fósforo. Acendi uma vela e verifiquei se havia comida ou água. Três garrafas de 1 litro de água, e dois biscoitos que vencem hoje (no meu relógio tem a data). Chegamos a conclusão que os biscoitos ainda estavam bons.
Subimos as escadas com as velas para o único quarto que não parecia imundo. Na verdade, os lençóis pareciam até limpos. Estranho.
Colocamos três velas, e uma no banheiro. Trancamos a porta e ficamos ali. O plano era voltar para o carro assim que amanhecesse., não sei como, mas Rick disse ter gravado o caminho.
Entrei no banheiro e havia água no chuveiro — gelada. E no armário haviam sabonetes fechados, abri um e guardei os outros na mochila. Tomei um banho, lavei a roupa que estava no lavatória e estendi no box.
Rick não tinha roupa para colocar. Abri o guarda roupa do quarto e encontrei um short e uma blusa masculino. Ele foi tomar banho e depois lavei seu uniforme de xerife. Estendi e fomo deitar.
- É melhor apagar as velas, já anoiteceu, ele podem acabar vindo pra cá. — Rick disse.
Obedeci mesmo não vendo nenhum walker pela janela. Comecei a pensar em quando a bateria do meu relógio acabar... ele é novo, tem apenas dois meses. Mas não sei quanto tempo o apocalipse zumbi vai durar -isso se acabar né -, não quero perder a noção de horário ou data.
Rick me puxou para perto dele e me beijou. Ficou por cima de mim sem deixar seu peso cair sobre mim. Continuou me beijando intensamente. Desviou para o meu pescoço e começou a beija-lo, mordiscou minha orelha. Levantou minha blusa e espalhou beijos pela minha barriga. Ele ia tirar a minha blusa por completo.
Não sabia se realmente queria, eu não sei quase nada sobre ele, o conheço há um pouco mais de uma semana.
Me lembrei do que sentia por ele e ele por mim.
Ele beijou meu seio direto e massageou o esquerdo, soltei um gemido. O puxei para cima e o beijei ferozmente.
***
Acordei. O Sol estava invadindo o quarto. Notei que estava apenas de calcinha. Lembrei-me da noite anterior e corei. Peguei a minha blusa, uma calça cumprida, tomei banho e me vesti. Fui para frente do espelho e peguei a unica pasta de dente do armário, usei. E ajeitei meu cabelo com o pente que estava ali.
Rick me abraçou por trás e beijou meu pescoço.
"Bom dia!" Sussurrou.
Assenti e lhe dei um selinho.
- Bom mesmo se conseguirmos voltar para o acampamento, né? Nós iríamos para o CDC hoje.
Ele suspirou. Acho que havia esquecido. Comecei a pensar um monte de besteiras, e se eles forem sem a a gente? E pior, e se não conseguirmos chegar até o carro para voltar? Apé é muito perigoso.
Afundei meu rosto no peito de Rick. Eu estava com medo, não dos zumbis, mas de perder o pessoal, ou até mesmo Rick.
- Ei, nós vamos conseguir voltar, ok?
Assenti, Coloquei a minha arma no cós da calça, a aljava e a mochila no ombro, e deixei o arco na cama, comemos o biscoito e bebemos a água. Descemos, eu já estava com arco posicionado para atirar, destrancamos a porta e saímos de lá. Rick começou a nos guiar. Fomos para a floresta. Ficamos dez minutos andando por ali. Eu não abaixava o arco de jeito nenhum, olhava para todos os lados. Num canto avistei uma faca jogada no chão. Abaixei o arco e fui pega-la, Rick nem viu que eu parei de segui-lo, peguei-a, mas escorreguei e comecei a cair de um barranco -bem alto.
- RICK!!! SOCORRO!
Me agarrei num galho e fiquei pendurada. Olhei para baixo. Meu arco, minhas flechas, a faca e a minha arma haviam caído no chão, que estava a vários metros de distância de mim. Que merda. Olhei para cima e avistei Rick.
- Tenta subir se apoiando nos galhos. — El gritou.
- Minhas armas caíram! — Gritei.
- Deixe-as! Você tem que subir.
Eu sabia que aquele galho não iria aguentar por muito tempo. E sabia que deveria subir, tomei a decisão. Subi um pouco e olhei para Rick.
- Um walker! — Gritei.
Rick virou e se agarrou no zumbi, ele quase caiu do barranco também, mas se jogou no chão. Um pouco de terra caiu no meu rosto distraindo-me, fazendo com que eu soltasse o galho.
- RICK!!! — Gritei enquanto caía.
Assim que o meu corpo encontrou o chão, eu senti uma dor horrível, parecia que eu iria morrer. Pude ver que o topo não era tão alto assim. Mas escalar seria arriscado, e eu nem tinha forças para me levantar.
- Susan, você está ai?
Rick gritou de lá de cima. Eu não consegui responder. Fechei os olhos por alguns segundos. Eu tinha que me levantar, eu tinha que subir. Me sentei com dificuldade. Eu ouvia Rick gritar lá de cima. Com sacrifício recolhi todas as minhas armas. Tentei subir, mas não tinha força alguma.
- Rick, volte para o acampamento. Eu vou seguir por aqui, te encontro lá. — Tentei gritar.
- Não! Eu não posso te deixar, eu vou descer ai.
- Não, vá logo! Eu já estou indo.
O cortei e saí andando. Senão era capaz de ele descer mesmo. E eu não queria coloca-lo em perigo. Caminhei sem olhar para trás. Me cansava rápido, praticamente rastejava, eu estava muito ralada e machucada. Mas tentaria voltar para o pessoal.
Segui reto, mas só havia mato.
Fiquei uma semana tentando achar o acampamento. Eles devem ter vindo me procurar, mas não me acharam porque eu fiquei andando. Achei uma farmácia e tratei alguns machucados que tinha. Dormi por quase quinze horas num quarto trancado. Agora eu estava vagando por uma pequena cidade, achei uma loja de armas, já havia sido roubadas, mas achei munição para a minha red9.
Decidi que teria que ir para um CDC. Eles deviam estar ali. Andei por quase dois dias, mas achei o lugar... estava tudo destruído. Uma fumaça horrível negra estava pelo céu. Nem tinha dúvidas de que eles não estavam ali. Espero que estejam bem.
Os sete meses seguintes se resumiram em caminhadas exaustivas e irritantes. Descansava sempre que podia. Me sustentava de comidas deixadas em casas. ou invadindo supermercados, ou "assando" animais que eu matava com flechadas. Me considerava uma expert em tiros. Achei uma Katana, era mais prático para matar os walkers.
Notas finais
A história ta quase acabando :3
Você ai que nunca mandou reviews, mande agora :D
Acho que deve ter mais uns três ou quatro capítulos. Fiz um final, mas acho que fugiu muitoooooooo do tema, então vou conserta-lo, ok?
~
Obrigada por lerem. Não esqueça de comentar *-*
Beijooossss
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