Sobrevivi

10 Capítulo 10


Segui reto pela estradinha, encontrei uma loja de conveniência toda destruída, talvez tivesse algo que prestasse ali. Uma água ou comida. Entrei com meu arco em posição de ataque, mas estava vazio. Enquanto eu procurava por alimentos, eu pensava nos pessoal do acampamento. Tem tanto tempo que não os vejo... será que estão todos vivos? Essa perguntava me assolava todos os dias.

Todo dia a imagem do CDC destruído vinha a minha mente, eu me perguntava se eles conseguiram chegar até lá, ou se eles nem foram. Mas se foram, será que eles conseguiram escapar?

Eu já não chorava tanto quanto antigamente. Para falar a verdade, no começo eu só fazia chorar. Eu me trancava em casas e chorava quase o dia inteiro. Teve momentos que eu pensei em desistir... sim, pensei.

Mas então o sorriso de Rick, meu irmão, Carl, Sophia, e todos os outros do acampamento apareciam em minha mente e eu conseguia forças para sobreviver mais um dia.

Mas há um tempo, eu percebi que não poderia sobreviver com toda essa apatia. Ou eu saía dessa estagnação ou a qualquer momento um walker me mataria, ou morreria de anemia (já que nem para procurar comida eu tinha disposição).

Decidi que teria que encontra-los de qualquer jeito. E então, aqui estou eu. Aprendi a lutar -sozinha-, a atirar em movimento. Conseguia me defender completamente.

Há uma semana eu achei uma fotografia de Lori e Shane num quarto de uma fazenda completamente destruída. Meu coração se apertou mais. Comecei a imaginar se alguém não sobreviveu nesse possível ataque walker.

Ouvi um barulho e me virei apontando o arco. Dei de cara com Daryl mirando sua balestra na minha testa, abaixamos nossas armas no mesmo instante. Ele estava um pouco diferente, estava mais bonito. Ele me olhou de cima à baixo, parecia completamente surpreso em me ver. Eu corri e o abracei, fiquei grudada a ele mais tempo do que deveria, sabia que ele queria me empurrar, mas não me importei, ele era a primeira pessoa que eu via em SETE MESES!

– Não acredito que é você! — Eu disse pasma.

– O que faz por aqui? — Perguntou com tom de interesse.

– Eu vim ver se havia comida aqui.

– Não falo do estabelecimento, e sim do lugar! Aqui é tão longe de onde você se perdeu... como chegou aqui?

– Andando.

Ele arregalou os olhos.

– Não vejo um ser humano completamente vivo há sete meses!

O agarrei novamente. Era bom sentir um calor humano. Eu estava tão feliz. Queria voltar para os meus amigos. Queria saber como eles estão. Soltei Daryl, notei que ele parecia feliz em me ver.

– Rick, meu irmão e Carl estão bem? — Perguntei.

– Sim.

Ele se aproximou de mim e me beijou antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa. Ele estava me beijando agressivamente. Tentei me soltar dele, mas acabei cedendo. Seu beijo era bom, apesar de tudo.

Mas no fundo sentia que estava traindo Rick. Mesmo ele não tendo me pedido em namoro (Acho que não pediu porque não deu tempo mesmo). Ele levantou minha blusa e apertou meus seios. Empurrei Daryl .

– Ei! Por que fez isso?

Ele não respondeu e me encarou sério. Fiquei esperando ele responder, mas não o fez.

– Rick e eu tínhamos... algo. Quando voltar, espero restabelecer isso.

Ele me olhou sarcasticamente. Não entendi o por quê. Fui andando para o outro lado da loja e encontrei barrinhas de cereal, curiosamente ainda na validade. Comi uma e guardei umas sete. Voltei para perto de Daryl e ele estava pegando sustagen para bebê.

– Pra que isso? — Perguntei curiosa.

– Temos um bebê no grupo. — Disse simplesmente.

– Hãm?

Quando ele ia responder, ouvi um zumbido. Uma terrível coincidência, já que eram zumbis vindo. Atiramos em alguns e corremos dali, havia uma horda de zumbis ali. Não conseguiríamos passar juntos, corri para um lado e ele para outro. E novamente me separei "do grupo". Ou melhor, nem tive a chance de estar com o grupo todo novamente.



] ***


Andei, andei e andei. Resolvi seguir uma trilha pela floresta que achei -cheia de mortos-vivos mortos -, andei por meia hora. Olhei no meu relógio — que ainda funcionava perfeitamente bem -, eram duas da tarde. Se eu não chegasse em algum lugar que tivesse 'casa', eu teria que ficar em cima de uma árvore quando anoitecesse.

Duas horas depois eu achei uma trilha mais larga. Havia uma casa, entrei nela. Achei coisas como: cacos de vidro, uma faca. Saí da casa e olhei em volta. Vi um walker com uma flecha presa na cabeça. De uma forma bem estranha e até mesmo engraçada eu acho que estava seguindo o caminho certo. Afinal, quem mais além de Daryl e eu anda usando flechas? Acho que não muita gente, pelo menos não vi ninguém nesses últimos sete meses.

Segui a marca de pneu no chão. Fiquei uma semana inteira andando. Nas noites eu ficava nas árvores. Comia uma fruta aqui outra ali. Na maior parte do tempo eu estava com fome e sede.

Achei um trilho de trem e resolvi segui-lo, em volta havia um lago, ao lado avistei uma prisão enorme. Eu consegui ver dois carros e uma moto estacionados perto da prisão. E para a minha alegria, vi uma mulher muito parecida com Carol atrás das grades de braços cruzados de perfil. Eu quase tive um ataque. Peguei toda a força que ainda me restava e sai correndo até a grade.

E eu não estava errada. Era a Carol. Senti a mesma animação que senti quando vi Daryl há três semanas. A chamei e ela se assustou comigo. Correu para abrir o o portão. O lugar era bem protegido, várias grades.

Quando estava finalmente ali dentro, ela me abraçou. Eu retribuí forte. Ela não fez perguntas, sabia que eu estava cansada e aterrorizada psicologicamente. Me guiou para dentro da prisão, e entramos numa cela. Não conhecia aquelas pessoas. Me perguntei onde Sophia, Glenn, T-dog, Lori, Daryl, Rick, Andrea, Shane e Dale estavam. Olhei espantada para Carol, seu olhar era triste.

– Susan, essa é a Beth, e esses são Hershel, Axel e Oscar. Pessoal, essa é a Susan, a menina do nosso grupo que se perdeu de nós há alguns meses.

Ele sorriram e acnaram. Ouvi passos atrás de mim e me virei tirando a Katana das costas. Quase atingi Carl, coitado. Suspirei aliviada. Ele estava maior, mais bonito e durão. Correu para me abraçar. Retribuí, senti muita falta dele.

– Cuidado! Aqui dentro não tem walkers... não nessa cela. — Ele disse. Eu ri.

Carol disse que ia voltar para vigia. Soltei Carl.

– Cadê todo mundo?

Perguntei visivelmente perturbada.

– Daryl e Maggie saíram para buscar coisas de bebê, — Me perguntei quem era Maggie. — E o tio Rick, ta num corredor... na verdade, ele está lá há dois dias, sozinho.

– Por quê? — Perguntei assustada.

– Ele ficou em choque quando minha mãe morreu. — Ele disse triste.

O abracei forte. Ele logo se soltou.

– Eu sinto muito.

– E Glenn está na torre de vigia com T-dog. — Disse, ignorando o meu 'sinto muito'.

– E o Andrea? Shane, Dale, Sophia?

– Mortos. — Disse frio.

Eu estava estranhando. Ele sempre foi carinhoso e gentil. Estava frio e estranho. Senti as lágrimas escorrerem de meus olhos. Eu gostava muito do pessoal... da Sophia.

Ouvi passos e notei uma mulher desconhecida descendo a escada com um bebê. Esse bebê que Daryl falou.

– Quem são? — Perguntei.

– A bebê é minha irmã, Judith. A moça é a Myria... namorada do meu tio.


Notas finais
Então pessoal... quando ela chegasse na prisão Glenn e Maggie já teriam sidos sequestrados pelo Merle. Rick, Oscar, Michonne e Daryl teriam ido para woodbury traze-los de volta... mas desisti dessa ideia, e resolvi traze-la antes disso.
Mas eu não me lembro se quando o Rick pirou quando a Lori morreu, a Carol já estava desaparecida D:
Eu tenho uma memória HORRÍVEL. Alguém lembra? Aqui eu botei como se ela não tivesse desaparecida...
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Esse é o capítulo dez, é capaz de ter mais dois ou três. Depende da minha imaginação AUSHAUSHUAHS
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Mandem reviews :( As vezes eu me desanimo e nem passo a história pro pc :( mandem reviews pfpfpf
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E esse Rick com namorada, hein? hummmm
Obrigada por lerem, bjs ;*