Sobrevivi

1 Capítulo 1


Eu não sabia muito bem por onde estava andando e que dirá fazendo. Estava um sol escaldante e eu não tinha contato com um ser humano — vivo — há 3 semanas. Já estava desesperada, quase enlouquecendo. Estava à cima de tudo, com sede, fome e incerteza. Sentia saudades dos meus amigos... sentia saudades dele. Não sabia para qual lado ir... qual seria o mais seguro? Optei por continuar em linha reta, era o melhor a se fazer.


Há três semanas eu estava em Jacksonville, visitando os meus tios. Eu estava assistindo TV e vi que a cidade estava uma loucura, desci para avisar os meus tios, mas apenas encontrei um bilhete na geladeira.

"Susan,

fomos ao mercado comprar os ingredientes para o bolo de Stephenie, voltamos logo,

Beijos Tia Jessie."

Não sabia há quanto tempo eles haviam saído. Olhei no relógio de cozinha e eram duas da tarde. Eu não tinha saído do quarto desde que acordei, no minimo não foram me avisar porque pensaram que eu estava dormindo. Na verdade, eu estava muito triste. Com o fato de saber que o meu ex-namorado (terminamos há 2 meses) estava 'saindo' com minha antiga melhor amiga. Antiga porque quando eu voltar para Atlanta eu não vou nem querer olhar para a cara dela, menina falsa, e ainda postou as fotos deles no Facebook.

Quando lembrei que meu tios haviam saído nesse caos que Jacksonville virou, segundo ao noticiário, eu me apavorei. Como ele não sabiam? Cara, fazer comprar num apocalipse zumbi? Se é que aquilo são zumbis né. Peguei o meu celular e disquei o numero da tia Jessie. Demorou até que ela atendesse, e quando atendeu parecia assustada, ela sussurrava.

– Susy, é você? — Perguntou.

– Sim tia. Onde vocês estão? Por que está sussurrando?

– Querida, fuja! Eles estão por toda parte, fuja!

– Tia, onde você está?

– Não há mais solução, querida. Apenas pegue o carro do Benson na garagem, a chave está no armário da sala. Tem um galão com gasolina lá, arrume suas coisas e volte para Atlanta, junto de seus pais.

Ela falava tão assustada, seu choro me deixava completamente triste e angustiada.

– E o tio Benson?

– Ele... ele me mordeu, não está mais... vivo. Por favor vá embora, querida.

Ela desligou na minha cara e eu comecei a chorar. Ouvi u barulho estranho e corri para trancar a porta, fechar as janelas e as cortinas. Eu não sabia com o que eu estava lidando. Já tinha ouvido falar em zumbis, mas nunca me aprofundei, não sei como matar um.

Resolvi seguir o conselho de minha tia, meus pais me ajudariam nessa, eu irmão adora esses tipos de jogos, deve servir para algo. Corri para o andar de cima e peguei uma mochila grande de viagem e coloquei roupas emboladas. Calças, blusas, vestidos, corri para a gaveta e peguei calcinhas e sutiãs. Na ultima gaveta peguei cinco pares de de tênis. Não seria legal usar chinelo num apocalipse zumbi.

Peguei outra mochila e fui encher com comida. Biscoitos, enlatados, e garrafas de água. Meu tio adorava essas garrafas de 600ml de água, sempre tinha na dispensa. Peguei o Kit de primeiros socorros de minha tia e fui pegar as chaves do carro.

Coloquei as mochilas no banco de trás, abri a garagem com o controle e liguei o carro, sai de lá. Fechei novamente com o controle e ao chegar na rua principal eu levei um susto. Haviam muitas coias daquelas... Nenhum sinal de seres humanos. Meu coração começou a bater forte, e eu quase vomitei e desmaiei ao ver um deles comendo alguém. Resolvi acelerar, já que eles estavam vindo em minha direção.

Fiquei duas horas e meia dirigindo. Eu estava com sede, com tédio e medo. Havia visto muitos zumbis, e toda vez que eles me encaravam pelo vidro fumê eu tremia. Mas nessa parte da cidade não haviam nenhum deles, só haviam árvores e carros parados, era difícil desviar, uma moto talvez fosse mais rápido. Dirigi até uma parte completamente deserta e desliguei o carro, estava anoitecendo. E eu estava cansada de dirigir. Peguei a mochila com as comidas e abri uma lata de sopa (por sorte não esqueci o abridor). Tomei-a toda e abri uma garrafa de 600ml de água.Bebi a metade. Fui para o banco de trás e passei as mochilas para frente. O vidro fumê impedia eles de me verem, só sabiam que eu estava ali quando o carro se movimentava.

Acordei, olhei no meu relógio de pulso e eram oito e sete da manhã. Conseguiria chegar na casa de meus pais em duas se horas se não houvesse contra-tempo. Me espreguicei, passei as mochilas para trás e sentei no banco do motorista. Liguei o carro e continuei a minha jornada. Era incrível como os seres humanos haviam sumido. Só tinham eles. Dava até raiva.

Com o tempo fui ficando faminta, mas não achava que deveria comer, e se lá em Atlanta estivesse um caos e eu não pudesse buscar mais suprimentos? Como iria sobreviver?

Pensar isso me deu um aperto no meu coração. Imediatamente peguei o meu celular e disquei o numero de Louis, meu irmão mais velho. Ele não atendia de jeito nenhuma. Resolvi tentar ser otimista, vai ver que ele fugiu e não levou o celular, é deve ser isso.


Notas finais
Bem pequeno, espero que gostem. Tem alguns capítulos prontos. Vou postar duas vezes por semana (se houver algum review aqui)
~
Você que começou a acompanhar agora, que tal mandar reviews em todos os capítulos? *-*