Notas iniciais
A fuga da terrorista.

Uma pedra passa voando ao meu lado e acerta a mão da Nona, que pragueja irritada e tira uma dinamite de dentro da meia três quartos que ela usava.

–Quem fez isso?! -Pergunta ela, irritada.

–Não vou deixar você matar a Tsubaki-san, sua louca! -Grita Akise-san, surgindo da fumaça.

–Quem é você? -Querstiona ela, o encarando.

–Meu nome é Akise Aru, e eu sou detetive junior da Polícia de Sakurami! Uryuu Minene, estou lhe colocando sob custódia pelos assassinatos de Fred Haiman e Natsuko Oosumi, ocultação de cadáver, e por tentativa de homícidio contra Kurusu Keigo, Masumi Nishijima e Kasugano Tsubaki.

A terrorista ri e atira uma dinamite contra ele.

–Se nem o grande delegado Kurusu Keigo conseguiu me prender, com certeza não será um detetive júnior que irá.

Eu olho sem poder fazer nada em quanto a dinamite voa na direção do garoto de cabelos brancos, com o pavio diminuindo a cada segundo que passa.

O garoto se abaixa desvia dando alguns passos para o lado e a dinamite explode no saguão do hospital, no qual surgem rachaduras.

–É hora do show. -Diz Akise-san sorrindo.

O garoto corre em direção a terrorista, e eu, impotente, observo enquanto ele parte no combate corpo-a-corpo com a Nona.

–Akise-san! Cuidado! -Grito, preocupada.

Se ele me ouviu, não demonstrou. Ele tenta dar uma rasteira na Nona, que pula e tenta acertar-lhe na cabeça com um soco.

O garoto desvia para o lado e chuta o joelho da terrorista. Ela exclama, mais de surpresa que de dor, porém ela acerta-o com um soco no peito.

O garoto perde o ar e a Minene pula em direção de sua arma, que estava jogada alguns metros à esquerda.

–Acabou, Akise Aru. Você não pode me derrotar. -Diz ela, apontando a arma para ele.

Quando o garoto finalmente recupera o fôlego e vê a mulher de cabelos roxos apontando-lhe a arma, apenas sorri.

–Você não vai atirar. -Afirma ele.

Enquanto ele falava, percebi que estava fazendo sinais para mim com as mãos. Os sinais eram claros. Atire nela.

–Quem disse? -Questiona ela, engatilhando a arma.

–A Tsubaki-san. -Responde ele, sorrindo.

Percebi o que ele queria dizer, e com a arma que tinha em mãos, atirei contra a terrorista.

O tempo pareceu passar lentamente, como se estivéssemos em câmera lenta. Eu quase enxerguei a trajetória da bala.

A terrorista consegue colocar o braço na frente, porém leva a bala, mesmo ferida, uma bomba de fumaça explode, e do meio dela, surge a Nona, sobre um quadriciclo laranja.

–Eu voltarei, e matarei todos vocês!

A terrorista foge e de repente ouve-se o barulho de um corpo batendo no chão. Nos viramos e vemos Nishijima-san caído no chão, com a mão sobre um corte profundo em sua panturrilha.

–Nishijima-san! -Grita Akise-san.

–Oh... Akise-san, me dê seu celular, agora! -Peço, estendendo a mão.

O garoto me passa o celular dele, e eu disco o número da Ai-chan.

–Alô, Ai-chan?

–Tsubaki-san! Que surpresa! -Responde ela, feliz.

–Não temos tempo. Por favor, é uma emergência, venha para o Hospital de Sakurami, o mais rápido possível. Traga Marco-san, por favor.

–Tsubaki-san, o que está havendo?! -Pergunta ela, alarmada. -De qualquer modo, já estamos indo, estaremos aí em alguns minutos.

–Obrigada. -Agradeço-a, e ela desliga.

–Kurusu-san logo vai ser subjulgado pelo criminoso, se não fizermos nada. -Diz Akise-san, após receber o celular de volta.

–Não temos o que fazer para ajudá-lo. Temos que levar Nishijima-san para o hospital antes que ele perca muito sangue.

–Mas o delegado... -O garoto começa a protestar.

–Ele sabe se cuidar, se não soubesse, não seria delegado. Vou distrair o criminoso enquanto você leva o NIshijima-san para dentro.

–Tsubaki-san, não é justo você ficar com a parte mais difícil! -Ele replica.

–Ora, calado. -Eu começo a correr e não ouço a resposta dele.

Eu pego uma pedra e atiro com toda a minha força contra o senhor Hiyama, que estava prestes a esfaquear o Quarto.

Eu esperava que batesse nele e ele ao menos se virasse. Mas a pedra simplesmente ricocheteou, como se batesse em uma parede, caiu no chão, sendo completamente inútil. A faca desceu e se enterrou fundo no braço do delegado, o braço que ele segurava a arma.

Ele soltou um grito de dor. Ele puxou o braço com força e conseguiu arrancar a faca da mão do criminoso, mas a faca se arrastou em seu braço, cortando sua pele e sua carne. Ele arrancou a faca com a outra mão e a jogou para o lado. A manga de seu terno azul estava em farrapos, e o chão ao seu redor estava repleto de sangue.

O criminoso recuou um passo, porém pisou na pedra que eu havia jogado e perdeu o equilíbrio. Nessa hora, o delegado, mesmo com o corte feio em seu braço, pulou para cima dele. Eles caíram e rolaram, o braço do delegado ainda soltando o sangue.

O delegado mete a mão boa dentro do sobretudo do senhor Hiyama e tira um celular cinza de lá de dentro.

O Terceiro luta desesperadamente, e o Quarto perde a posse do diário. O diário cai no chão enquanto criminoso e policial travam um conflito para a morte. Eu conseguia perceber que Kurusu-san empalidecia cada vez mais por segundo.

Acidentalmente ou não, o o Quarto chuta o diário para longe da luta. Eu corro até o celular cinza jogado, alguns metros à minha esquerda.

O Terceiro nota o que estou prestes a fazer e consegue se livrar do Quarto, dando uma cabeçada nele. O delegado desmaia e o serial killer se levanta. Eu forço o celular em direções opostas, quase que torcendo ele. O Terceiro corre na minha direção.

Quando eu começo a achar que não vou conseguir, sinto a pressão nas minhas mãos ceder, e o diário se quebra em dois.

–Dead End. -Digo, sorrindo, enquanto o mesmo tornado que levou o Quinto, leva agora, o Terceiro.