Sobrenatural 3 - Infinito
10 Capitulo 9 - Bem-vindo ao Bando
— Como vocês foram deixar isso acontecer? — Alexandre perguntou assim que demos a noticia.
Nenhum dos dois esperava uma reação boa dele.— Dei mancada. — Murmurei coçando a sobrancelha. — Isso não vem ao caso. Não da para reverter. Quer dizer, da. Mas é ilegal e eu não quero isso. Pai, estou muito assustada.— Pois vai ficar assustada mesmo. O que você esta gerando não vai ser humano. Ele vai ser meio lobisomem, meio mutante. — Sentou em uma cadeira e colocou as mãos no rosto me encarando. — Eu não quero isso. Não quero mesmo. Mas vou ter que dizer para você ir embora. — Encarou Isaac. — Sua fortaleza esta forte? — Isaac assentiu. — Ótimo. Leve-a para lá. A proteja por que esse filho vai trazer lobisomens e caçadores atrás dele. E ambos só querem uma coisa.— Bom eles terão que lutar contra mim primeiro. — Falei.— Contra nós. — Isaac falou. — Ninguém toca no meu filho.Alexandre levantou e veio ate a mim para segurar as minhas mãos.— Eu amo você filha. E você vai me dar o maior presente da minha vida. Um neto. Mas eu preciso que vá embora. Que se esconda ate essa criança nascer e estiver forte para lutar. Preciso que seja forte. Essa gravidez vai ser complicada. Você vai precisar de muita ajuda.— Você só esta nos deixando mais preocupados. — Isaac falou.— É por que é para ficar! A gravidez de um lobisomem nem sempre acaba bem para a mãe, mas como ela tem o DNA modificado isso me deixa aliviado de que tudo corra bem. Mas ainda assim todos os seres sobrenaturais vão querer essa criança.— Como eu disse vai ter que passar por nós.— Sim Isaac. Por todos nós. Mas ainda assim quero que cuide dela. Peguem suas coisas e partam hoje mesmo. Podem levar meu carro.Isaac me encarou antes de se afastar, olhei para Alexandre que me abraçou depois beijou minha testa.— Quando estiver perto de dar a luz eu iria ao teu encontro.— Mas quando será isso pai?— Você terá a gravidez comum. 9 meses.— Vão ser os piores nove meses da minha vida. — Ele riu.— Você vai descobrir que tudo vai valer a pena quando esse bebe nascer. — Me abraçou mais uma vez antes de se afastar.Subi as escadas e fui para o quarto. Isaac já estava pegando tudo o que era meu e as suas coisas também.— Desculpe. — Falou quebrando o silencio e eu o encarei confusa.— Pelo que?Eu não conseguia entender o por que dele estar pedindo desculpas. Ele nunca me tratou mal ou me magoou. Sempre foi perfeito.— Estou te colocando nessa situação de perigo.— Nós nos colocamos nisso, Isaac. E não foi sua culpa. Eu devia imaginar que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Não tinha como não acontecer. A gente não pode se ver e já esta se pegando. — Riu. — E eu esqueci de tomar a pílula então a culpa é toda minha.— Nossa. Ou de ninguém. Esse bebe veio por que estava na hora de vir.— Mas eu estou com medo do que isso vai resultar.— Pode ter certeza que ninguém vai tocar em você ou no bebe, Katrina.— Eu te amo. — Falei antes de beija-lo. — Você vai ser um bom pai.Eu sabia que ele tinha medo de não ser um bom pai por que nunca teve um bom pai. Mas ele seria um pai maravilhoso. Eu podia ver isso nos olhos deles. No sorriso de felicidade que brincava em aparecer em seus lábios a cada vez que olhava para a minha barriga.— E você uma boa mãe. — Falou e eu sorri.— Eu espero. — Sussurrei e ele me beijou.Arrumamos nossas coisas e seguimos para a garagem. Alexandre já tinha prendido nossas motos na carroceria da sua camionete e ajudou Isaac a colocar as malas ali. Depois nos encarou.— Se cuidem. — Assenti antes de sentar no banco do passageiro.— Você não sabe dirigir carro?— Ate sei o básico, mas não tenho habilitação. — Ele riu.— Acho que isso é o de menos agora.O portão se abriu e o sol nos atingiu. Encarei aquele sol e suspirei.Isaac acelerou em direção a Fronteira.— Acha que devemos ligar para alguém?— Scott e Derek e pedir o máximo de segredo. — Falei.— Vai contar ao Jesse?— Eu sei que ele nunca contaria aos outros, mas não vou contar. Não posso.Fomos recebidos muito bem pelo bando. Eu subi as escadas ate o quarto que era de Isaac agora. Ficava no ultimo andar. Na verdade era quase o sótão, tinha uma janela que se abria para o telhado.Isaac me ajudou a arrumar as coisas depois desceu para contar a novidade para o bando.Me sentei na cama e fiquei olhando em volta.E assim os meses passaram. Os cinco primeiros meses foram só enjoos. Mas eu conseguia fazer as coisas tudo normal. Ate treinava um pouco com os lobisomens. Fui muito bem aceita já que carregava o filho do Alfa deles. Isaac me acompanhava em caminhadas na rua sempre.Os 4 últimos meses foram mais cansativos. Eu tinha uma fome enorme. Comia de tudo ate mesmo carne sem sentir nojo. Na verdade eu sentia muita vontade de comer carne. Era mais difícil andar ou se abaixar. A barriga doía as vezes. As costas doía sempre.Mas o sexo continuava sempre só que era mais suave agora.Conversei com Lydia, Malia e ate Cora muitas vezes. Elas estavam muito felizes. prometeram guardar segredo. Apesar que as noticias já tinham se espalhado aos quatro ventos de que um Alfa teria um filho em breve e esse filho não seria só lobisomem.
É claro que ninguém sabia quem era o Alfa. Mas era questão de tempo ate a Caçada juntar os pontos ainda mais por que eu evitei todas as ligações possíveis de Jesse.— Como esta hoje? — Isaac perguntou.— Dor nas costas. Na barriga. Me sentindo um barril. E caminhando igual ha um pinguim. — Sorriu antes de beijar meus lábios.— E é a gravida mais linda que eu já vi.— Você é suspeito para falar. — Falei e ele sorriu.Nunca tinha visto Isaac sorrir tanto quanto vi nesses meses.Olhamos para o quarto do bebe que era ligado ao nosso e eu sorri. Lydia fez questão de escolher tudo as coisas. Cores. Detalhes. Ela veio aqui mês passado.Derek enviou dinheiro para nos ajudar assim como Alexandre.Estava tudo perfeito. Todo branco com detalhes pequenos de bebe. Como não tinha como saber o sexo não definimos cores ou brinquedos para o quarto. Compramos roupas unissex. Mas Lydia prometeu trazer conjuntos e mais conjuntos de roupas quando ele nascer e descobrirmos se é menina ou menino.Eu sabia de algum jeito que era menino. Eles não quiseram arriscar comprando coisas de meninos. Mas dizem que intuição de mãe nunca falha. E eu sabia que era menino. Sentia isso.Perto da data do parto Alexandre, Derek, Cora, Scott, Stiles, Lydia e Malia vieram para cá. Meu pai trouxe com ele uma parteira que já tinha feito partos de mulheres gravidas de lobisomem. Eu podia ver a pena que ela sentia de mim achando que eu morreria, mas também via que ela me achava diferente. Mais forte que as outras. Mais saudável.Ela optou por uma cesariana para não colocar em risco nós dois. Isaac e eu conversamos muitos sobre isso e eu aceitei. Era estranho a anestesia nas costas. Sentir ela cortando minha barriga, mas não sentir dor. Sorri emocionada quando ela tirou meu menino.Ele chorou a todos os pulmões e eu consegui escutar os gritos e ate uivos de todos no salão comemorando o nascimento. A parteira colocou o bebe no meu peito e eu encarei Isaac que estava sorrindo e chorando.Ele se aproximou e beijou o bebe depois me beijou.Ele o pegou no colo e saiu para lava-lo e colocar a roupa depois o levaria para o salão para apresentar ao bando o novo lobisomem enquanto isso eu tinha que receber os pontos.Horas depois eu tomei um banho e vesti um pijama confortável, calça xadrez de azul e regata azul escuro. Lydia me ajudou a me deitar enquanto Isaac entrava no quarto com o bebe e nossos amigos.Sentou na beirada e me entregou o bebe para ele mamar, tentei ser o mais discreta possível quanto a isso. Não gostava muito de chamar atenção e eu sabia que ambos os 4 homens ficavam desconfortáveis com a visão.— Já decidiram o nome? — Lydia perguntou sentando na cama a minha frente e observando o bebe.Lancei um olhar para Isaac que sorriu e assentiu.— Pensamos em Alexander. Em homenagem há alguém muito importante para nós dois. — Lancei um olhar para Alexandre que entendeu.Ele sorriu e disfarçou as lagrimas, mas eu vi e sorri.— Bem vindo ao mundo Alexander. — Falei. — Bem-vindo ao bando. A família.Eles sorriram e eu sorri me sentindo a pessoa mais feliz do mundo.
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