Sobrenatural 3 - Infinito

11 Capitulo 10 - Acordo de paz?


É claro que nosso momento feliz não poderia durar por muito tempo.

Alexander já estava com um mês e estava com Lydia. Eles continuaram aqui acompanhando os primeiros meses do pequeno. Já que todos foram convidados para batiza-lo.

Eu já estava completamente curada. E meu corpo já tinha voltado ao normal.

Vesti uma regata preta, uma calça jeans e minha parka verde militar. Calcei minha bota biker e sorri para Lydia. Nós saímos do quarto e estávamos caminhando pelo corredor quando vi movimentação no portão.

— Cuida dele. — Pedi depois corri pelas escadas ate sair do castelo.

Cheguei ao portão onde os lobisomens não estavam muito felizes.

— O que é? — Perguntei.

— A caçada. — Isaac respondeu.

Aquele nome tinha muito significados para nós.

— Eles não vão entrar. — Derek falou.

— Estão armados? — Perguntei e ele me olhou como se eu fosse louca.

— É claro que estão.

Meu pai se aproximou e jogou a minha winchester para mim que a peguei no ar, pendurei no ombro a alça e segui ate o portão.

— Abra-o.

— O que? — Isaac perguntou.

— Vou sair e conversar. Fiquem de guarda. Armas apostos. — Ele ficou me encarando. — Confie em mim.

— Ok. Ouviram ela. — Gritou.

O portão foi aberto e eu sai. Jesse e Allyra desceram do carro e vieram ate a mim. Allyra tinha uma arma no coldre da coxa e Jesse tinha outra em mãos. Eles caminharam ate a mim que fui ate eles, pararmos frente a frente.

— É verdade? — Allyra perguntou.

— Depende do que? — Falei.

— Evasiva. — Jesse murmurou olhando os muros depois me encarou. — É verdade.

Ele me conhecia muito bem.

— O que vocês querem aqui?

— A verdade. — Allyra exigiu.

— Alexander nasceu. Loiro com os olhos azuis brilhantes. Algo mais?

— Diga para eles abaixarem as garras. — Jesse falou olhando para o muro. — E as armas.

— Eu não mando neles. — Respondi. — Eles estão defendendo o herdeiro.

— Nós viemos em missão de paz. — Allyra falou.

— Me desculpe, mas não posso acreditar nisso. E não vou arriscar.

— Estamos so nós dois. Vocês tem a vantagem Katrina. Viemos só conversar.

— Vocês da Caçada nunca veem para conversar.

— A Caçada do Alasca deve muito a você e seus amigos. E um voto desse... — Ela não terminou a frase.

— Esta levando seu juramento firmemente?

— É claro que sim. Sou leal a Caçada e principalmente suas regras. Sou do Conselho.

— Sim, mas e eles?

— Eles também devem muito a você. Só são orgulhosos demais para vir aqui falar isso para você.

— O que você quer aqui Allyra?

— Conhecer seu filho Katrina. E fazer um acordo de paz.

— Que acordo?

— Uma união. Vamos tentar trabalhar juntos.

— E qual a moeda de troca? Meu filho?

— Não. — Ela respondeu depois sorriu. — Você sabe que tenho sentimentos por você.

— Sim você me criou como uma filha. Me deu ate algumas regalias.

— Sim. — Ela sorriu. — A garotinha loira de olhos azuis que corria pela fortaleza. Que me lembrava muito alguém. Alguém que eu amei muito.

— Acho que você ainda ama. — Falei pela primeira vez baixando a guarda. — Quando se conheceram?

— Antes de ir para o Alasca, nasci no Canada. Éramos crianças e brincamos juntos, mas meus pais se mudaram e me levaram para a Caçada. Nos encontramos as vezes. Eu sabia que ele tinha tido um caso com Kate. Depois soube do julgamento da esposa. Mas nunca em hipótese alguma imaginei que você fosse filha dele apesar de parecer muito com ele. Quero que continue seus serviços para a Caçada. Se quiser é claro. Mas ao lado... Do seu bando. Em troca vamos ser aliados. Temos uma divida de vida com vocês.

— Quem vai decidir isso é Isaac. Ele é o Alfa daqui. — Respondi olhando por cima do ombro.

O portão se abriu e ele saiu com Alexander no colo. E veio na nossa direção. Allyra sorriu tocando o pezinho de Alexander.

— É muito lindo. — Ela falou.

Lancei um olhar para Jesse que sorriu para mim.

— Eu nunca consegui ver, mas agora eu vejo Katrina. — Comentou observando nós 3. — Você sempre foi apagada. Agora você é iluminada. Suas escolhas te fizeram crescer, amadurecer e ser feliz. — Assenti. — Como um dia acreditei que nunca conseguiria isso. E não consegui. Isaac fez muito bem a você. Parabéns pelo filho.

— Você sempre será meu companheiro, Jesse. Meu companheiro de batalha. — Assentiu. — Espero que encontre a sua felicidade.

— Estou trabalhando nisso.

— Fico feliz. — O abracei e ele correspondeu o abraço.

Quando me afastei ele tocou a cabeça de Alexander bem na testa.

— Parabéns. — Ele falou encarando Isaac que assentiu.

Jesse virou as costas e voltou para o carro, Allyra ficou parada na nossa frente.

— Temos um acordo de paz?

Lancei um olhar para Isaac que estendeu a mão para ela e apertou prontamente.

— Temos. — Meu homem respondeu e eu sorri.

Allyra se virou para mim e me abraçou fazendo uma carinho nos meus cabelos.

— Tenho orgulho da mulher que se tornou. Uma guerreira. — Sussurrou depois se afastou.

— Não quer ver o meu pai?

— Espero que um dia a gente se veja de novo.

— No nosso casamento. — Falei e Isaac me olhou surpreso.

Acho que ele tinha esquecido o casamento.

Ela assentiu e se afastou para entrar no carro. Quando eles se afastaram encarei Isaac que sorriu se inclinando para me beijar.

— Achei que tinha esquecido do casamento. — Murmurou contra os meus lábios.

— Não. Só não caberia no vestido do casamento. — Riu enquanto voltávamos para nosso castelo.

Internamente eu poderia dizer que não era um conto de fadas, mas eu tinha um castelo e um príncipe. Isso já bastava.

Quando entramos na Fortaleza fomos bombardeados de perguntas.

Alexandre estava mais afastado e eu fui ate ele com Alexander no colo.

— Viu eu disse que nunca é tarde para arrumar alguém. — Falei e ele me encarou surpreso depois revirou os olhos.

— Isso é meio complicado, Katrina.

— E tem coisa mais complicada que a minha vida pai?

Ele pensou por um segundo depois riu.

— Não. Com certeza não tem.

Nos juntamos aos outros e Lydia agarrou Alexander no colo já babando por ele. Isaac me abraçou por trás.

— Sabe de uma coisa?

— O que? — Perguntei.

— Tecnicamente a quarentena não vale para nós ja que você ja esta curada. — Ele sussurrou no meu ouvido e eu sorri.

— Você é impossível, Isaac Lahey.

— Digo o mesmo Katrina Argent.

— Em breve Lahey também. — Ele sorriu e me beijou. — O que sinto por você é infinito Isaac. Não tem começo e nunca vai ter um fim. É um ciclo. Nossas vidas não são eternas, mas nosso amor é. Isso já basta para mim.

— Infinito. — Ele murmurou antes de me beijar.

Notas finais
Sim esse é o final. Um final sem guerras. Acho que Isaac e Katrina mereciam algo assim depois de tudo. Obrigada para quem acompanhou ate aqui. Espero que tenham gostado. Postarei o epilogo hoje. E um capitulo de curiosidades em Contos de Sobrenatural. Bjs. CM Winchester