So Heres Your Holiday
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Acordei de manhã, sem ninguém precisar me chamar, isso deve ser um milagre por que eu só consigo acordar depois de meio dia! Fiquei um tempo pensando naquele sonho muito esquisito que eu tive, eu quase nunca tenho sonhos tão... Emos (?). A maioria dos meus sonhos são bem sem sentido.
Quando decidi levantar, percebi que Frank não estava em lugar nenhum do quarto. Botei umas roupas largas e fui para a sala, ninguém, NEM MESMO RAY ESTAVA NA SALA, deve ter comido meu irmão noite passada. Por mim, foda-se.
Fui para a cozinha (Eu já estava ficando desesperado achando que Frank tivesse novamente me deixado.) e o vi fazendo omeletes. Que cena mais fofa. E gay.
Frank ainda não tinha percebido minha presença e continuou a fazer seu café-da-manhã, eu o fiquei observando da porta. Não tem nada mais lindo e perfeito do que Frank, não mesmo... Como sou gay!
Depois que Frank percebeu minha presença abriu um sorriso, daqueles perfeitos.
-Meu amor! Está ai há quanto tempo? –Frank disse, ainda com o sorriso.
Eu sorri na mesma intensidade. –Há bastante tempo, foi uma das cenas mais lindas que eu já vi em toda minha vida. –Eu disse, e acho que meus olhos brilhavam.
Frank mudou o sorriso de um “Como é bom ver que você estava aqui” para um que dizia “Você não consegue mais ser mal educado comigo”. É pura verdade, e olha a novidade, eu sei falar sorrisês. Algum dia eu paro. Prometo.
Frank se aproximou se mim e apoiou os braços em meus ombros, eu automaticamente pus a mão em sua cintura.
Frank deu um sorriso debochado, como os de criança depois de se orgulhar de ter feito alguma merda. –Você está mais gay a cada dia senhor Gerard. –Ele disse com uma voz que parecia mesmo uma criança.
-Culpa sua senhor Frank. –Eu disse e não dei tempo de Frank falar mais nada, fiquei dando vários selinhos em Frank e o mesmo começou a rir, o que me fez várias vezes beijar seus dentes... (?)
Depois dessa viadagem toda na porta da cozinha logo de manhã cedo...
-Quer dividir uma omelete comigo? –Frank disse pondo a omelete em um prato, eu afirmei, então ele pegou dois garfos e se sentou na mesa, logo depois eu me sentei também.
Depois de um tempo em silêncio...
-E o que você acha do mais novo casal gay da casa? –Frank disse rindo, ontem foi hilariante.
-Pura inveja por que somos gays, pura inveja. –Eu disse sério, mas estava debochando.
-Sério, você acha que pode acontecer de... Ray e Mikey... Se... Gostarem? –Frank disse. Acho que estava escolhendo as melhores palavras, por que ele sabe que se fosse eu perguntando eu iria falar se comer e foda-se.
-Acho que eles vão se pegar de vez em quando, se já não fazem isso, por que quando eu passei pela sala, eu não vi ninguém lá... OU SEJA... –Eu disse e Frank deu um pulo da cadeira.
-EU NÃO ACREDITO, TENHO QUE VER COM MEUS PRÓPRIOS OLHOS! –Ele disse e foi andando em direção à sala. Eu fui atrás.
Frank arregalou os olhos e abriu a boca, mas parecia um sorriso. –PUTA QUE PARIU!
-É, eu sei o que você tá passando. –Eu disse e pus a mão em seu ombro.
-Aposto que o passivo é teu irmão! –Frank deu um pulo e apontou pra mim.
-Só por que é meu irmão né? –Eu disse, pus a mão na cintura e fiquei rebolando como uma bicha.
-Você ainda duvida? –Frank disse e riu, eu parei de rebolar e ri também.
Pra não ficarmos em silêncio eu continuei. –Você aposta o que?
Frank fingiu pensar um pouco. –Um beijo! E você?
-Minha bunda. Pode? –Eu disse e fiquei olhando para ele com uma cara de dúvida.
-Não vale apostar coisas que já são minhas! –Ele disse e ficou balançando a cabeça como um favelado.
-Quem disse que isso tudo é seu? –Eu disse e fiquei balançando a cabeça do mesmo jeito que Frank.
-Eu. –Ele disse sério
-Quem te garante? –Eu disse e fiz um bico de piranha. Engraçado que a palavra piranha me faz pensar automaticamente em Mônica olhando pra minhas calças.
-Isso me garante. –Frank disse e se aproximou de mim.
Ele juntou nossos corpos e começou a alisar minhas coxas, ele fazia isso de um jeito muito bom, tão bom que eu comecei gemer baixo. Frank riu quando escutou os gemidos. Não demorou muito e eu estava excitado. Assim que Frank percebeu que eu estava excitado parou e ficou me encarando.
-Okay, isso também me convence. –Eu disse e Frank fez uma cara de quem venceu. –Agora você provocou meu lado mais gay. –Eu disse e puxei Frank pela gola da camisa para um beijo. Ele me beijou com a mesma intensidade e começamos a ir em direção ao sofá, mas como nós estávamos nos beijando, demorou um pouco, mesmo o sofá estando perto. Deitamos e continuamos com os beijos, agressivos e demorados.
Comecei a deslizar minha mão para a calça de Frank, o mesmo gemeu em aprovação.
-Gerard, seus amigos... –Frank dizia, mas eu tenho certeza que ele não queria que eu parasse.
-Não duvido que tenham feito isso noite passada, então... –Eu disse e comecei a movimentar minha mão mais rápido, Frank gemia na mesma intensidade.
Frank acabou gozando, como eu estava em cima dele, a merda acabou caindo na minha blusa.
-Ah Frank, e agora? VAI MANCHAR! –Eu gritei.
-Joga café em cima, ai a mancha fica marrom! –Ele disse e começou a rir.
Levantei e fui na cozinha pegar o café.
-ESPERA AI, VOCÊ VAI MESMO FAZER ISSO? –Ele disse meio que assustado
-Depois por pra lavar. –Eu disse e entrei na cozinha.
Peguei um copo grande enchi de café e joguei, como sou idiota, acabei me queimando. A merda do café estava quente demais. Depois tirei a blusa (minha barriga quase transparente estava super vermelha pela quentura) e a joguei no cesto de roupa suja.
-Você tem sérios problemas mentais, Gerard. –Frank me olhava com uma cara de quem não acreditava no que viu.
-Não quero uma blusa manchada de porra. –Eu disse e fui no quarto pegar outra blusa. Estava frio e não dava pra ficar sem blusa.
Peguei uma blusa qualquer e vesti. Frank chegou na porta do quarto com uma cara de santo.
-Eu aposto que você não abre a porta do quarto do Ray. –Ele ficou me olhando com uma cara de criança diabólica.
-As mesmas coisas de antes? –Eu disse e ri.
-Sim. –Ele riu e esperou minha resposta.
-Nunca duvide de um maluco. –Eu disse e sai do meu quarto, o quarto do Ray era em frente ao meu. Suspirei e pus a mão na maçaneta. Abri a porta...
-QUE VIADOS! EU NÃO ACREDITO QUE NÃO ME CHAMARAM! -Eu gritei, Mikey sabe que eu adoro brincar de compasso, principalmente à noite, e não me acordou pra brincar! QUE VIADO! Quer dizer... QUE FILHO DA PUTA! Ele seria viado se NÃO estivesse brincando de compasso.
A cena que eu vi foi mais ou menos assim: Ray e Mikey dormindo no chão, sentados e apoiando a cabeça na cama, e o tabuleiro do compasso entre eles. E o tabuleiro é meu, como Mikey pode pegar sem me avisar? Vou matar ele.
Mas será que eles ficaram só brincando com espíritos a noite toda ou teve umas coisas que Jesus não gosta? Hm...
-Gerard, fala baixo. –Frank sussurrou.
-Não consigo, PORRA MIKEY ROUBOU MEU TABULEIRO DE COMPASSO, E AINDA POR CIMA NÃO ME CHAMOU PA BRINCAR. ELE SABE QUE EU AMO BRINCAR DESSA PORRA! –Eu comecei falando baixo, e no término da frase eu já estava novamente gritando.
Ray acordou. Ele ficou nos encarando.
-Oi. –Eu disse sorrindo e dei uma acenada.
-Mano, o que vocês estão fazendo aqui? –Ele dizia ainda meio rouco de sono. Nem ligou pro meu deboche.
-Viemos ver o que vocês estavam fazendo, achei que estivessem se pegando. –Eu disse normalmente.
-E você queria ver né seu gay. –Ray disse se levantando. –Estávamos brincando de compasso.
-E por qual motivo não me chamaram? Esqueceu que foi comigo que os dois idiotas ai aprenderam a brincar? Esqueceu também que eu adoro brincar de coisas assim?
-Eram acho que umas três horas da manhã e... –Não deixei Ray terminar.
-PORRA POR QUE NÃO ME CHAMARAM, EU JÁ DISSE QUE DIZEM ESSA É A HORA DO DIABO NA TERRA! PORRA SEU MERDA! –Eu gritei mais alto do que antes.
-E... Mikey me acordou. –Ray terminou, ignorando minha crise.
-Conte mais. –Frank disse rindo.
[*Ray on*]
[*Flashback on*]
-Ray… — Alguém balançava meu ombro, pra me acordar, legal conseguiu.
-Ãhn? Mikey? Que foi? Porra são que horas? –Eu disse, esfregando os olhos.
-Cala a boca, levanta e vem pro quarto. –Ele disse e se levantou. Indo em direção ao quarto. SERÁ QUE? NÃO, EU NÃO ACHO QUE MIKEY... QUER DIZER... SERÁ? Não, impossível.
Assim fiz, quando cheguei no quarto, só vi Mike mexendo em sua mala, estava ainda cheia de coisas.
-Que foi Mikey, quer que eu te pegue de jeito é? –Eu disse e comecei a rir.
Ele parou de procurar seja lá o que e me encarou -Vai começar? –Ele disse com um tom de seriedade.
-Se você quiser sim. –Eu disse em deboche, e comecei a rir. –Parei de te seduzir viado, agora me diz, por que me acordou ás quatro da manhã? Tá com desejo é? –Eu disse rindo. O legal de zoar Mikey é que ele leva muito a serio.
-Para babaca. –Ele disse e tornou a procurar seja lá o que. –Vamos brincar.
TENHO MEDO DE PERGUNTAR, MAS SE EU NÃO PERGUNTAR ACHO QUE VAI SER PIOR. –Brincar de que?
-Achei. –Mikey disse tirando um tabuleiro marrom cheio de letrinhas da mala. –De compasso, que tal? –Ele disse e sorriu, é bem estranho Mikey sorrindo.
-De madrugada? Não sei não Mikey... –UFA! JURO QUE SE ELE TIRASSE UM CHICOTE DE DENTRO DAQUELA MALA EU IRIA VOLTAR CORRENDO PRA JERSEY.
-Ah tá com medinho dos demônios é? –Mikey disse, com uma voz idiota.
Eu revirei os olhos. –Começa logo essa porra. –Eu disse me sentando no chão e esperando Mikey começar o jogo.
Mikey se agachou perto de onde eu estava sentado e aproximou nossos rostos. PRA QUE ISSO JESUS?!?!?!!?!?!?!?!?!!?!?!?!?!!?!?!?!?! Ai meu Deus, Mikey tá bêbado.
Eu fiquei parado, com medo do que Mikey faria, ele me deu um selinho. POR QUE ISSO JESUS?
-M-M-M-M-M-M-MIKEY?! V-v-você beb-b-beu!?!? –Eu gaguejei mil vezes e arregalei os olhos.
-Só um pouco ás duas da manhã, mas sei lá, deu vontade. Esquece. –Ele disse e se sentou na minha frente, pondo o tabuleiro entre nós.
Depois disso, ele reagiu como se nada tivesse acontecido, eu estava com medo de Mikey se “transformar” de novo.
Ficamos fazendo um monte de perguntas idiotas, como “Alguém vai morrer?” e coisas do gênero. Mikey tinha acabado de perguntar algo, e era minha vez de perguntar algo.
-Mel gosta de mim? –Eu disse a primeira coisa que me veio à cabeça.
Mikey ficou olhando para o tabuleiro. Caiu que “talvez”.
-E o Ray gosta dela? –Mikey perguntou e o tabuleiro respondeu novamente “talvez”, eu fiquei assustado. Pelo menos eu acho que estou gostando dela.
Para quebrar o clima que estava ficando ali, decidi começar a zoar Mikey. –Mikey algum dia vai deixar de ser Forever Alone? –Eu disse e ri, Mikey também riu.
O compasso caiu em “Sim”.
–FINALMENTE! THANK YOU JESUS! –Ele disse e ergueu as duas mãos pra cima. Eu comecei a rir. –E quando esse milagre acontecerá? –Ele perguntou e o compasso caiu “Breve”
-Parabém Mikey, vai sair com alguém em breve. –Eu disse e ri.
-Porra finalmente vou deixar de ser forever alone. Isso é triste. –Ele disse.
Depois disso, a ultima coisa que eu lembro que perguntamos foi “Quem é a pessoa mais gay entre Ray, Mikey, Gerard e Frank” E o compasso caiu em “Gerard”, como se fosse novidade.
Não lembro de mais nada, mas eu tenho certeza que não pedimos para parar de brincar, acabamos caindo no sono ali mesmo.
Mesmo assustado com Mikey, consegui dormir ali. Será que foi só sei lá... Curiosidade ou será que ele...? Só podia ser irmão do Gerard. Se ele tentar mais algo comigo, vou ter que conversar sério com ele, até por que eu estou planejando de ficar um tempo com Mel. E eu não sou gay. Não sou mesmo? Eu acho que não.
[*Flashback off*]
-Ray! Não escutou? Conta mais! –Frank gritou, eu nem estava prestando atenção.
-Nada demais, ficamos fazendo um monte de perguntas idiotas e rindo do compasso. Só. –Eu respondi, é claro que não vou contar pra eles sobre isso.
[*Ray Off*]
Estranho... Ray ficou meia hora olhando pro nada, como um retardado. E depois falou que não teve nada de legal noite passada? Vou acreditar sim. Me convenceu muito, Ray.
-Okay então... –Mandei um olhar pra Ray que ele entendeu muito bem que ele teria que me contar a verdade depois.
-É sério que o Mikey não acordou até agora? –Frank disse mudando totalmente o assunto.
-Se você estuprar e der uma porrada com a frigideira na cabeça dele enquanto dorme, ele acorda com o rabo doendo e com dor de cabeça sem saber o por que. Dorme igual uma pedra. –Eu disse. Pareceu brincadeira, mas falo sério. NÃO QUE EU JÁ TENHA FEITO ISSO. Que nojo.
-É isso é verdade. Lembro que em quase todas as vezes que dormia na casa de vocês. Eu e você falando um monte de besteiras bem alto, e Mikey dormindo igual uma pedra. –Ray disse.
-Deixa essa porra ai. Vamos pra sala. –Eu disse indo na frente, Ray e Frank vieram atrás.
Ligamos a televisão e mais ou menos ás onze da manhã Mikey acordou.
-Bom dia princesa Way. –Eu disse para Mikey, que ainda estava tonto de sono e não prestou muita atenção.
-Vai à merda. –Ele disse entrando no banheiro.
*às 19h15min*
Tínhamos acabado de chegar em casa, tínhamos ido a uma lanchonete, e o celular de Ray tocou.
-Oi Mel! –Ray disse e sorriu.
Eles conversaram sobre um monte de coisas, e acho que marcaram de sair amanhã.
-Mel, me dá o telefone da Priscila? Pro Mikey... –Ele disse, PRA QUE DIABOS ELE QUER O MIKEY PEGANDO A PRISCILA?
Eu olhei para Ray confuso, ele me ignorou por completo e continuou.
-Ah okay, então até amanhã, eu te ligo mais tarde, beijos. –Ray disse e desligou.
Ray vai ter que me contar o por que de tudo isso. Ele sabe que eu não vou ligar se nem ele nem Mikey forem gays. Apesar de ser estranho o fato de o meu irmão pegar meu melhor amigo. Vou chamar Ray pra conversar, agora mesmo.
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