So Heres Your Holiday
24 Capítulo 24
Notas iniciais
que não me deixava postar G.G enfim, leiam, corre -q
-O-Oque? –Ela disse, com os olhos arregalados, como se não estivesse acreditando na minha pergunta.
-Se o Mikey fosse gay. –Tentei parecer o mais normal possível. –O que você faria? Qual seria sua reação? –Ok, se eu pudesse ficar invisível agora eu seria uma pessoa muito feliz.
-B-Bem, eu... Acho que aceitaria, não iria querer ele demostrando isso em casa, e também não ficaria feliz com essa escolha, mas continuaria amando meu filho... Eu acho. –Ela disse meio nervosa.
-E se ele trouxesse um cara pra morar aqui, o que a senhora faria? –Eu dizia tranquilamente, mesmo querendo sair correndo dali.
-Eu não sei... Acho que aceitaria... – Ela disse, meio... Triste?
-Olha então que coisa bela mamãe, eu sou gay e o Frankezinho aqui é o meu namorado. –Eu disse e dei um sorriso radiante, claro que falso, mas radiante. Agora eu preciso de um tiro na testa.
Minha mãe paralisou, ficou com os olhos arregalados e sem se mover, olhando pra nada. Parecia que tinha levado uma facada pelas costas. Ficou lá uns dois minutos, parada, olhando pro nada com os olhos arregalados e com a boca fechada.
-Mãe? –Eu disse, tentando acorda-la desse transe, todos estavam esperando pela reação dela.
De repente... –GERARD ARTHUR WAY, MAS QUE PORRA É ESSA? É MODINHA ISSO É? OLHA SÓ, NÃO QUERO VOCÊ BRINCANDO COM ESSAS COISAS NÃO, ISSO É SÉRIO! –Ela começou a gritar, deu um soco na mesa.
-Ninguém aqui tá brincando mãe, isso não é moda. –Eu dizia calmo, sabia que se eu mandasse todo mundo se foder, como eu sempre faço, só ia piorar a situação.
Minha mãe se levantou. –Já sei, você tá precisando ir pra igreja. Amanhã de manhã você vai comigo. –Ela disse como se tivesse descoberto a cura do câncer.
-Você não disse que aceitava? –Rebati.
-MAS ISSO NÃO É NORMAL! –Ela gritou. Claro que não é normal. Se fosse o Mikey no meu lugar, todos estariam chorando e abraçados sentados no sofá. MAS COMO É O TIO ARTHUR AQUI NÉ.
Revirei os olhos. –O Frank vai poder morar aqui, comigo? –Eu disse, pouco me fodo se vou pra igreja ou não. Ia ignorar tudo mesmo.
Ela olhou para Frank com uma cara de decepção. –Pode. Mas não quero ver vocês dois, nem comentando sobre o namorinho de vocês perto de mim. Melhor, não quero ver vocês por um tempo. –Ela disse com a voz tremula, e apontando pra escada, dava pra perceber que ela ia chorar.
Frank se levantou de cabeça baixa, mas dava pra ver que ele estava chorando. Foi em direção à escada quase que sendo arrastado.
-Mãe calma, ele não é um assassino profissional, não rouba nada além de canetas e borrachas na escola e acima de tudo é seu filho, você não precisava falar esse monte de merda pra ele. –Mikey disse, me defendendo. Ray se levantou e foi atrás de Frank, Mikey foi logo depois. Mikey indo contra mamãezinha? Nossa, quem diria que um dia ele iria fazer isso...
Ela esperou o barulho da porta do meu quarto sendo fechada pra continuar. –E você... –E apontou pra mim. –Sobe com eles, quero só ver como vai ser com seu pai amanhã.
Fui até a geladeira rebolando bem gay, peguei uma Coca-Cola que estava fechada, e fui rebolando do mesmo jeito até a escada. Quando cheguei no quinto degrau minha mãe gritou de novo “Quero ver como vai ser amanhã!” e eu desafiei a morte mais uma vez quando gritei um “FODA-SE”, claro que depois sai correndo pro quarto.
Quando abri a porta do meu quarto, Frank estava sendo consolado por Mikey e Ray, os três sentados na minha cama, viraram a atenção pra mim, todos meio tristes.
-Eu vou à igreja amanhã gente! –Eu disse levantando os braços, todos começaram a rir.
-Só você mesmo Gerard. Se fosse uma pessoa normal, viria, consolaria junto seu namorado e seria um momento triste e fofo. –Ray disse, ainda sorrindo.
-Já sou gostoso demais, não preciso ser fofo. –Eu disse e fiz uma pose de “diva do pop”
-Ui, eu concordo. –Frank disse, limpando as lágrimas.
-Ui, eu também. –Mikey disse, todos começamos a rir de novo.
-É sério que só falta eu te comer, Gerard? –Ray entrou na brincadeira.
-Olha eu to livre agora, não sei mais tarde. Podemos mudar isso hoje ainda. –Eu disse e passei a ponta da linda no lábio superior. Todos riram de novo. –Mentira, sou moça de família, não fico com qualquer um.
Depois ficamos em silencio.
-Dorme aqui, Ray. –Mikey disse, e automaticamente eu e Frank nos entreolhamos com um sorrisinho de canto.
-Okay, só vou ligar pros meus pais pra avisar. –Ele disse pegando o celular do bolso.
Falamos mais um pouco de besteira, falamos sobre o ano que vem. Quando cansamos de ouvir a voz um do outro, Frank começou a tentar jogar Mario Kart no Nintendo DS do Mikey, que era mais meu do que dele, Ray e Mikey ficaram vendo filmes e eu mexendo na internet.
Eram mais ou menos umas onze horas da noite, Ray e Mikey estavam quase dormindo no chão e Frank estava dando quase que a alma pro Diabo em troca de zerar aquele joguinho idiota. Jéssica tinha acabado de entrar no MSN.
Umas batidinhas de leve na minha porta. –Ge, querido... Abre aqui, a mamãe já esfriou a cabeça, vamos conversar sério... –Ela disse, com a voz mais meiga e gentil do mundo, nem parecia à mesma que quase arrancou minha cabeça.
Todos voltaram os olhos pra mim, ansiosos pelo que eu faria. Eu já tinha um plano.
Fui com um sorriso diabólico até a porta, me inclinei um pouco e soltei uma risada muito baixinha.
-Ah, Frankie... Vai... Oh... Own… Uh… Isso… Uh… Tudo agora… AAAh… -Eu gritava gemidos, esperando que minha mãe escutasse. Quando virei para perceber a reação dos meninos, vi que todos eles estavam com a mesma expressão: Olhos e bocas abertos. Como se acabaram de ver algo inacreditável.
-Eu só queria conversar, ok? Esse é um dos seus piores defeitos Gerard, na verdade, deve ser o pior! –Ela disse alto, não chegou a gritar, mas foi alto, e deu um soco na porta. Foi pisando forte até a escada.
Quando não escutei mais passos, voltei pra cadeira do computador, os olhos dos meninos me seguiam, mas a expressão não mudava, todos com olhos e bocas arregalados.
-Que foi? –Eu disse antes de olhar pro monitor.
-Tá maluco, porra? Agora que sua mãe acha que eu te comi depois de uma briga só vai me odiar mais ainda, seu doente! –Frank tentava controlar a voz, mas estava gritando.
Mikey começou a rir. –Porra, isso foi sacanagem Gerard. –Ele não parava de rir.
-Gerard, eu ainda te levo pra um Hospício, cara, ela é sua mãe. –Ray disse, e eu estava ignorando todos eles, eu estava girando na cadeira do computador e olhando pra cima, que nem um retardado.
-Relaxem, ela sabe que eu fiz de propósito, se não ela não iria falar que esse é meu pior defeito.
-Gemer o nome do namorado quando está puto com as ações dela, é esse mesmo seu pior defeito? –Frank disse como se fosse uma coisa idiota.
-Não, lerdinho. Ignorar as pessoas quando elas estão arrependidas. –Eu expliquei pro anão.
-Depois dessa eu acho que vou dormir, vou pegar o colchão no meu quarto. –Mikey disse levantando do chão e saindo do meu quarto.
-Eu te ajudo. –Ray disse, saindo do quarto também.
Me virei pra continuar a mexer no computador e adivinha quem tinha me mandado mensagem!?
Jess diz:
GERARD!!! Quanto tempo G.G
Gerard Way diz:
Oi Jéssica, quanto tempo mesmo...
Jess diz:
Menino vc tá em Vegas vai viver, sai do computador kkk
Gerard Way diz:
Já cheguei, to em casa.
Jess diz:
Ah sim... Então... recebeu meu SMS?
Gerard Way diz:
Sim, o que foi?
Jess diz:
Não da pra falr agr, posso ir ai na sua casa amanhã d tarde?
Gerard Way diz:
Pode, vem lá pras quatro e meia...
Jess diz:
Okay, vou sim... Mas agora eu tenho que sair, antes que alguém comece a encher o saco.
Gerard Way diz:
Rs
Jess diz:
Tchau *--------* Beijos ai no Mikey e em ti ^u^
Gerard Way diz:
Okay, tchau.
Jess está offline agora.
Se essa idiota tivesse tido coragem de vir falar comigo antes de eu conhecer o Frank, quem sabe hoje isso tudo não aconteceria, agora ela que se foda. Eu amo Frank.
Ray e Mikey voltaram arrumaram o colchão deitaram e dormiram. Eu diria que eles não sabem disfarçar se nós nunca fizéssemos isso. Toda vez que eles dormem no meu quarto é assim, toda vez que a gente dorme na casa de Ray eu e Mikey dormimos no mesmo colchão e quando dormimos no quarto de Mikey eu durmo no mesmo colchão que Ray.
Era quase uma da manhã quando eu desliguei o computador.
-Foda-se, desisto dessa porra. –Frank disse, desligando o vídeo game.
-Não aprendeu? Você ficou jogando isso desde quando a gente subiu, eram umas nove horas da noite! –Eu me espantei.
-Estou ficando lerdo igual a você. –Ele disse, me provocando, mas eu sei que sou lerdinho mesmo.
-Sou lerdinho mesmo, e dai?
-Lerdo pra umas coisas, pra outras você é até bem ligado.
-Tipo o que?
-Gemer pra provocar sua mãe.
-Não sei você, mas se eu gemer agora ela não vai se sentir provocada.
-Tá ai outra coisa que você não é nada lerdo. –Frank disse e eu ri, não sabia o que dizer.
Só me aproximei e dei um beijo no seu rosto.
-Eu te amo. –Ele disse.
-Eu também te amo. – Dei uma pausa. – Chega pra lá, eu quero deitar.
Frank se ajeitou pra me dar espaço pra deitar e jogou a coberta por cima de nós dois.
Ficamos uns quinze minutos quietos, só olhando um pro rosto do outro, no escuro, e Frank começou a passar a unha de leve na minha perna.
-Para com isso. –Eu reclamei.
-Por que? –Frank riu.
-To ficando excitado. –Eu disse e ri quase tão baixo quanto Frank.
-Agora que eu não paro, delicia. –Ele disse e começou a fazer mais rápido. O que me fez começar a rir mais alto.
-Sabe que amanhã ainda tem seu pai né? –Frank disse depois de parar de me arranhar.
-Foda-se aquele velho idiota.
-Gerard...
-Frank, o momento tá muito bom, não vamos estragar isso.
-Sim, vamos mudar de assunto... Tenha um culto abençoado amanhã. –Ele disse e riu.
-Puro sangue de Jesus. Eita Jeová. –Eu disse, tentando imitar aqueles crentes que são meio doentes.
-A gente vai pro inferno, amor –Frank disse ainda sorrindo.
-Eu já sei disso há muito tempo, nem me abalo mais. –Eu disse e fiz uma cara de quem não liga.
-Boa noite, anjo... Ou seria capetinha? –Ele disse.
-Sou Gerardinha novinha capetinha danadinha. –Eu disse com voz de puta.
-Boa noite, Gerard – Frank disse e depois de umas risadas se virou de costas pra mim.
-Eu te amo. –Eu disse no ouvido dele, o mesmo sorriu e subiu o cobertor até seus ombros.
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