So Here Is New York
22 Lima
Notas iniciais
A aula da Cassandra já havia acabado, e a sala estava praticamente vazia, com exceção de um castanho que se alongava distraidamente, enquanto Single Ladies, da Beyonce, tocava no fundo. O garoto sorri ao se lembrar do ensino médio, quando seu pai entrou no quarto e o viu dançando essa música com as meninas.
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Então ele entrou no time de futebol, o que acabou com todo o time dançando Beyonce. É engraçado como tudo era tão fácil nessa época, ele era tão inocente, apesar de tudo, tinha esperança.
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Deixando de lado as lembranças, o castanho voltou a se alongar, sem pressa alguma, levantando uma perna e a apoiando na barra, esticando sua mão e segurando o pé que está no alto.
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Blaine estava exausto, as aulas nem tinham acabado direito e o moreno já corria pelos corredores, ele passou a noite toda preparando as malas para sua viagem a Ohio, e agora corria para encontrar o castanho, pois tinham menos de três hora para pegar o voo, e ainda tinham que pegar as malas em seus apartamentos.
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Ao chegar na sala de dança, ele pode ver o seu namorado se alongando distraidamente, enquanto Lady Gaga tocava auto. Ele devia chamar o castanho, apressa-lo para eles irem logo ao aeroporto, mas quem era ele para interromper isso? Não conseguiria, nem se quisesse.
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Então encostou no batente da porta e ficou admirando o mais alto, seus braços musculosos e pálidos, suas costas marcadas, tão forte, porem delicado como porcelana. Blaine amava tudo naquele homem. Seu olhar desceu mais um pouco, para as pernas do castanho naquela calça legging preta colada marcando as coxas fartas, e para a bunda, há, aquela bunda o deixava louco, tudo nele o deixava louco. Blaine balança a cabeça para tirar certos pensamentos de sua mente, e se aproxima do castanho com passos lentos.
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—É impressão minha ou você não está nem um pouquinho com pressa de voltar para Ohio? – o moreno pergunta, abraçando o outro por trás e colocando o rosto na curva do pescoço do mais alto.
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—Você lê mentes agora? – o castanho pergunta, se arrepiando com a respiração do outro em seu pescoço. Então respira fundo e vira para o namorado e o beija lentamente.
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—Não, eu só te conheço muito bem – sorri assim que se afastam, mas ainda ficam abraçados.
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—Hmm, e como você chegou a essa conclusão? – pergunta o mais alto.
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—Que eu te conheço bem? – ainda sorria.
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—Não, que eu não quero voltar para Ohio!
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—Então você não quer? – diz, parecendo surpreso, fazendo o mais velho revirar os olhos enquanto o moreno ria – Estou brincando. Eu sei que você está receoso de voltar, está com medo do que vai encontrar lá, e que só pensa nisso nessa última semana – passa o polegar na bochecha do mais alto.
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—E como você sabe tudo isso? – Kurt pergunta realmente curioso.
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—Porque comigo também é assim.
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—E como você faz?
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—Eu penso em você! – sorri por fim.
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—Kiddo!! – o senhor Hummel abraçava o filho no aeroporto – quanto tempo, como você mudou – o pai dizia sorridente e muito feliz em ver o filho.
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—Também estava com saudades pai – o castanho sorria, indo abraçar Carole – Onde está o Finn?
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—Em casa, como você disse que vinha acompanhado, achamos melhor ele não vir, para ter espaço no carro – o mais velho olhava para Blaine, que tremia e suava frio pelo nervosismo.
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—Pai, cabem cinco pessoas num carro, sabia?
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—Como se eu não te conhece-se Kurt, suas malas ocupam o porta malas e uma parte do banco de trás, você e seu amigo vão ter que ir apertados já, imagine o Finn.
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—Tudo bem, mas o Blaine é meu namorado, pai. – O baixinho engole a seco.
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—Quando chegar em casa conversamos direito – o senhor Hummel pega uma mala e sai na frente.
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No caminho, Kurt e Carole conversavam alegremente sobre todas as novidades, Burt soltava alguns comentários vez ou outra e Blaine ficava calado, ainda muito nervoso com tudo isso.
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Ao chegarem na frente da casa, Kurt desceu do carro e foi entrar na casa, junto com a madrasta, deixando Blaine pra trás, o moreno foi ajudar o Hummel mais velho a descarregar o carro, sem trocar uma palavra.
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—Irmãozinho! –Fiz abraçava fortemente o castanho, que também parecia feliz em vê-lo.
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—Finn, que saudades – o castanho retribui o abraço – Você está mais alto? E ainda mais brega – ri do irmão q usava tênis com meias nas canelas e bermida.
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—Aaa, vem cá – os dois começam a lutar, o mais alto derrubando Kurt e começa a lhe dar golpes fracos.
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—Meninos, parem com isso. Vocês mal se viram e já estão brigando? – Carole se desesperava, e os meninos riem da preocupação dela.
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—Saiam do chão, e não preocupem sua mãe desse jeito – Burt diz entrando, carregando algumas malas.
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Blaine entrou logo atrás, com muito mais malas que o outro homem, e visivelmente mais pesadas, pelo esforço que o moreno fazia pra carrega-las pra dentro.
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—Quem é esse? – Finn pergunta, e o moreno percebe que todos estavam o olhando agora, o que o fez corar mais.
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—Esse é Blaine, meu namorado – Kurt diz sorridente, e Finn olha preocupado para Burt.
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—Eu já sabia disso – diz o senhor Hummel.
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—Tudo bem, não viemos pra Ohio para vocês ficarem dando palpite no meu relacionamento.- diz irritado
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—Ei, calma ai Kurt, eu nem falei nada — Finn se defende.
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—Vamos parar com esse assunto – Carole diz conduzindo todos a sala – Kurt, Blaine, o jantar está quase pronto.
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—Precisa de ajuda? – o castanho se oferece.
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—Seria ótimo – saem os dois, deixando Blaine, Burt e Finn sozinhos na sala.
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—isso foi... – Kurt diz.
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—Assustador – Blaine completa ainda afetado.
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Os dois arrumavam o sofá na sala para Blaine dormir. Blaine ainda assustado depois do jantar em que Finn e Burt ficaram o interrogando e intimidando. Sem contar a conversa extremamente tensa antes do jantar.
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—Não se preocupa – diz Kurt calmo – Eles gostaram de você.
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—Serio? Porque parecia que eles estavam prestes a me espancar – diz o moreno sentando no sofá – Principalmente o Finn, ele não parava de me encarar.
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—Finn me acompanhou e ajudou em tudo que eu passei no ensino médio, sabe o quanto foi difícil pra mim. – diz o castanho sorrindo – Ele só quer me defender.
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—Eu sei – diz o moreno sorrindo – Mas eu não sou uma ameaça.
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—Vai dormir Blaine – o maior ri.
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—Boa noite Kurtie – diz beijando o castanho e tentando o puxar para o sofa.
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—Boa noite Bee – sussurra ainda de olhos fechados.
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Kurt se solta do menor e vai pro quarto, enquanto Blaine começa a pensar em tudo que aconteceu desde que saiu de Ohio. New York mudou sua vida completamente, de um jeito que ele nem pensava ser possível, e agora que estava de volta, ele realmente tem medo do que pode acontecer.
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Kurt e Blaine tomavam café da manhã no The Lima Bean, enquanto conversavam e esperavam Nick, Jeff e Wes.
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—A apresentação é essa noite, do pessoal que estava comigo no Glee Club vão estar Tina, Artie, Sam e Brittany. Mas todos vêm para assistir – Kurt dizia empolgado – Mercedes vem de Los Angeles, e Quinn pediu uma permissão na Yale para vir. Santana já está na casa da Britt e Rachel com os pais, Puck eu não sei, mas Finn disse que ele viria. – Blaine ouvia todos aqueles nomes, mas só se concentrava em Kurt, no quanto ele estava lindo, e como parecia tranquilo.
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—Blaine Anderson – uma voz sarcástica diz atrás deles – As coisas não deram certo em New York? – o garoto dizia sorrindo enquanto se sentava na mesa com os meninos.
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—O que faz aqui? – Blaine pergunta claramente incomodado, enquanto Kurt assistia confuso.
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—Vim tomar café da manhã – diz o obvio – como sempre fiz, mas é claro que você sabe disso.
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—Achei que estava em Paris – Blaine diz de cabeça baixa.
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—E eu estava – diz normalmente – depois em Londres, Califórnia, e por último passei umas semanas no Canada. Deve ter alguma coisa com os homens canadenses que me atrai.
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—Quem é esse, Blaine? – o castanho pergunta timidamente para Blaine.
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—É, quem é esse, Blaine? – pergunta o garoto, achando graça da situação.
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—Esse é Kurt, meu namorado – diz respirando fundo, quanto o garoto levantava uma sobrancelha – E Kurt, esse é Sebastian...
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—O ex namorado – completa Sebastian, de forma irônica, enquanto Kurt abria a boca chocado e Blaine engolia seco – O Blay nunca falou de mim pra você não é mesmo?
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